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Disciplina: Métodos e Medidas de Posicionamento Geodésicos GNSS

Identificação da tarefa: Tarefa 4. Tarefa final da disciplina. Envio de arquivo.


Pontuação: 10 pontos de 40

TAREFA 4

Estudo de caso aplicado ao Georreferenciamento de Imóveis Rurais.

Pesquise um artigo na internet sobre diferentes tipos de posicionamentos GNSS. Elabore


uma análise crítica sobre o mesmo, descrevendo as principais fontes de erro que influencia
na medida GNSS e os principais métodos de posicionamento GNSS, se o estudo foi bem
conduzido se a metodologia do artigo em questão pode ser reproduzida

TEMA: GNSS: status, modelagem atmosférica e métodos de posicionamento

Autores: 1Daniele Barroca Marra Alves; 1Pedro Augusto Giraldes de Abreu; 1Jéssica
Saldanha Souza
1
FCT/UNESP – Campus de Presidente Prudente – Departamento de Cartografia. CEP 19060-900, Presidente
Prudente, SP, Brasil.

Rev. Bras. Geom., v. 1, n. 1, 8-13, 2013; Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Pato Branco, PR, Brasil

O autor começa o trabalho descrevendo o crescente interesse em se realizar o


posicionamento de feições terrestres com alta acurácia (erro de poucos centímetros),
destacando o sistema GNSS (Global Navigation Satellite System), uma das tecnologias
espaciais de posicionamento mais avançadas, que tem revolucionado as atividades
relacionadas com posicionamento e suas aplicações que são amplas e continuam
aumentando, indo desde a Geodésia, a Geodinâmica, a Agricultura de Precisão, a
Meteorologia, a Aeronomia, a Navegação, até as atividades de lazer.

Ressalta-se ainda, novas técnicas de posicionamento com alta acurácia que pode ser
realizado utilizando dados de redes, a exemplo do método denominado RTK (Real Time
Kinematic) em rede. Além do RTK em rede, temos, o PPP em tempo real, que também
emprega dados de redes, tanto na estimativa do erro do relógio do satélite como na solução
das ambiguidades. Apresenta-se ainda, o DGPS (Differential Global Positioning System) em
rede para aplicações que requerem acurácia decimétrica.

Observa-se a ênfase dada no manuscrito para a realização de uma modelagem atmosférica


(ionosfera e troposfera) adequada para que os métodos de posicionamento atinjam a
acurácia pretendida. Descrevendo no que concerne à troposfera, embora existam os
modelos empíricos (Saastamoinen e Hopfield), os quais, não são apropriados para a
realidade brasileira, para minimizar essa limitação, surgem os modelos de PNT (Previsão
Numérica do Tempo). Outro aspecto destacado são os erros que ocorrem devido à ionosfera,
uma vez que a refração ionosférica é uma das maiores fontes de erro no posicionamento
GNSS. Neste sentido, o Brasil, por ter grande parte do seu território no equador
geomagnético é afetado de forma direta pela ionosfera.

Falando especificamente dos principais sistemas globais que compõem o sistema GNSS,
temos: GPS (Global Positioning System), GLONASS (Global'naya Navigatsionnaya
Sputnikovaya Sistema), Galileo e Beidou/Compass. Além dos sistemas mencionados GNSS, os
chamados SBAS (Satellite Based Augmentation System), tais como o WAAS (Wide Area
Augmentation System) nos Estados Unidos, o EGNOS (European Geostationary Navigation
Overlay Service) na Europa, o MSAS (Multifunctional Satellite Augmentation System) no
Japão, o GAGAN (GPS Aided GEO Augmented Navigation) na Índia e outras iniciativas
similares, compõem o GNSS.

Outra informação importante para fins de posicionamento geodésico são os efeitos


atmosféricos, o qual é dividido em troposfera e ionosfera, cada camada com características e
efeitos peculiares nos sinais GNSS. Em relação a troposfera, esta é considerada um meio não
dispersivo para a faixa de frequência do GNSS, podendo o atraso troposférico ser dividido
em hidrostática e úmida. A Hidrostática representa cerca de 90% do atraso, é gerada pela
influência da atmosfera hidrostática (ZHD – Zenithal Hydrostatic Delay), com erro de
aproximadamente 2,3 m no zênite. A atmosfera úmida (ZWD - Zenithal Wet Delay), por sua
vez, é influenciada pelo vapor d’água atmosférico. Tal atraso geralmente, representa 10% do
atraso troposférico total, porém, sua variação temporal e espacial pode chegar a 20% em
poucas horas, o que torna impossível uma previsão adequada a partir de medidas da
umidade na superfície.

Podemos destacar a ionosfera como uma das principais fontes de erros no posicionamento
GNSS. A ionosfera influência a faixa de frequência GNSS, afetando a modulação e a fase da
portadora, ocasionando um retardo e um avanço. Salientando que o efeito da refração
ionosférica depende da frequência usada e do índice de refração. Ademais, é proporcional
ao Conteúdo Total de Elétrons (Total Electron Contents - TEC), ou seja, ao número de
elétrons presentes ao longo do caminho percorrido pelo sinal entre o satélite e o receptor, e
inversamente proporcional ao quadrado da frequência. Outros parâmetros que influenciam
a refração ionosférica são a atividade solar e o campo geomagnético, além dos efeitos já
citados, irregularidades ionosféricas, como à anomalia equatorial, tempestades
geomagnéticas, bolhas ionosféricas e cintilação também influenciam.

Os autores afirmam que o GNSS está sendo utilizado para realizar posicionamento, por meio
do PP (posicionamento por ponto), PPP (posicionamento por ponto preciso), DGPS (GPS
diferencial), relativo ou posicionamento baseado em redes. Métodos que possuem
características distintas com vantagens e desvantagens. No caso do PP ou PPP o conceito
básico é a utilização de apenas um receptor para realizar o posicionamento. No PP a acurácia
fica em torno de metros, enquanto no PPP pode alcançar acurácia centimétrica, ressaltado
que em tempo real representa o estado da arte no posicionamento por ponto. O método
DGPS (GPS diferencial) proporciona acurácia métrica e até mesmo submétrica, no entanto,
em função da decorrelação espacial dos erros, a distância entre a base e o usuário é
limitada. Para sanar essa limitação temos a possibilidade do DGPS em rede, com acurácia
obtida superior, mas devido a observável usada, pseudodistância, pode-se alcançar no
máximo acurácia decimétrica com esse tipo de posicionamento.

Dentre os métodos de posicionamento existentes, um dos mais empregados é o relativo.


Além da alta acurácia proporcionada, algo que tem fortalecido o método é a disponibilização
de dados das redes ativas. Utilizando dados dessas redes para a estação base, o usuário
pode realizar o posicionamento relativo com apenas um receptor. O posicionamento relativo
mais empregado é o RTK, devido à alta produtividade e a acurácia centimétrica
proporcionada. Mas, para que isso ocorra, o comprimento das linhas base deve ser curto,
dependendo principalmente das condições ionosféricas. Para solucionar essa limitação surge
o posicionamento baseado em redes, ou simplesmente, RTK em rede.

O manuscrito em questão apresenta o status atual dos GNSS, bem como a problemática
envolvida na modelagem atmosférica e resultados no posicionamento GNSS. Com relação a
escrita, o mesmo é coerente e segue uma sequência lógica, porém, existe ao longo do texto
sigla que não é a presentado seu significado por extenso (a exemplo DGPS). Ao longo do
trabalho faltou o autor mencionar a metodologia utilizada para a realização do trabalho,
além dos meios de pesquisa utilizados. Ficando, dessa forma, complicado a sua replicação.
Na legenda dos gráficos apresenta a fonte e o software usado, faltando ainda, uma
metodologia descrita com informações mais específica sobre os dados, como por exemplo,
data de obtenção dos dados, os procedimentos adotados para manipulação dos mesmo.

Link: http://www.fct.unesp.br/Home/Pesquisa/GEGE/1612-5037-1-pb.pdf

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