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COMUNICAÇÃO OFICIAL Autor João Carlos Rodrigues da Silva
COMUNICAÇÃO OFICIAL
Autor
João Carlos Rodrigues da Silva
COMUNICAÇÃO OFICIAL Autor João Carlos Rodrigues da Silva

exPediente

DIREÇÃO GERAL: PROF. ME. CLÁUDIO FERREIRA BASTOS DIREÇÃO GERAL ADMINISTRATIVA: PROF. DR. RAFAEL RABELO BASTOS DIREÇÃO DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS: PROF. DR. CLÁUDIO RABELO BASTOS DIREÇÃO ACADÊMICA: PROF. DR. VALDIR ALVES DE GODOY COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA: PROFA. ESP. MARIA ALICE DUARTE GURGEL SOARES COORDENAÇÃO NEAD: PROFA. ME. LUCIANA RODRIGUES RAMOS DUARTE

ficha tÉcnica

autoria: JOÃO CARLOS RODRIGUES DA SILVA design instrucionaL: JOÃO PAULO SOUZA CORREIA ProJeto gráfico e diagramação: FRANCISCO CLEUSON DO N. ALVES / LUCIANA RODRIGUES R. DUARTE caPa e tratamento de imagens: FRANCISCO CLEUSON DO N. ALVES / autoria de materiaL comPLementar: GISELLY BEZERRA PEREIRA / ISABELA OLIVEIRA MARTINS / MARIA ANTÔNIA DO SOCORRO RABELO ARAÚJO reVisão tÉcnica: SILVIA BARBOSA CORREIA / FRANCISCA ANDRA SILVA OLIVEIRA reVisão metodoLÓgica: MARIA ESTELA APARECIDA GIRO reVisão ortográfica: KAREN BOMFIM HYPPOLITO / SORAIA PEREIRA JORGE DE SOUSA VASCONCELOS

ficha cataLográfica

Índice para Catálogo Sistemático 1. Educação Ensino Superior I. Título

FATE : Faculdade Ateneu. Educação superior – graduação e pós-graduação. 1. ed. Fortaleza, 2017.

Para alunos de ensino a distância – EAD.

1. Educação Superior I. Título

ISBN 978-85-64026-38-4

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida, total ou parcialmente, por quaisquer métodos ou processos, sejam eles eletrônicos, mecânicos, de cópia fotostática ou outros, sem a autori- zação escrita do possuidor da propriedade literária. Os pedidos para tal autorização, especificando a extensão do que se deseja reproduzir e o seu objetivo, deverão ser dirigidos à Direção.

Seja bem-vindo!

Caro Estudante,

Este material didático foi produzido para você, que demonstra interesse pela linguagem, pelo uso da língua portuguesa, ferramenta importante no dia a dia, tanto na interação pessoal quanto na profissional dentro de uma empresa. Aliás, talvez a mais importante, pois é pela linguagem que você se situa no mundo, expressa suas ideias, vontades, desejos e constrói sua identidade.

Outro ponto importante a ser destacado é mais prático: você vai aprender as nuances das regras da norma culta, as quais são exigidas nas mais diferentes situações da vida social, como em questões de concursos e em entrevistas para emprego. Então, diante dos desafios do uso da própria língua, costuma-se dizer que a pessoa não sabe falar o português, quando, na realidade, ela domina e utili- za apenas uma de suas variantes: a coloquial.

O objetivo geral desta disciplina consiste em levar o estudante a aplicar adequadamente os múltiplos recursos disponibilizados pela língua na leitura, pro- dução e oralização dos gêneros textuais afeitos às atividades do administrador, em dada situação comunicativa. Espera-se que você esteja apto a dizer que “sabe português” e, mais do que isso, que sabe empregar as variantes linguísticas nas distintas situações discursivas, variantes essas materializadas em textos e em gêneros textuais. Em outras palavras, espero que esta disciplina contribua para o aprimoramento da sua competência discursiva, que você esteja interessado e comprometido nessa empreitada. Além disso, consequentemente, possa contribuir também para o seu sucesso profissional e pessoal.

Sumário

UNIDADE 01

A LINGUÍSTICA E UM NOVO PONTO DE VISTA SOBRE O USO DA LÍNGUA

9

1.

LINGUÍSTICA E GRAMÁTICA

10

1.1. LINGUÍSTICA E GRAMÁTICA ONTEM E HOJE

11

1.2. PRESCRIÇÃO E USO COTIDIANO DA LÍNGUA

11

1.3. FALA E ESCRITA

12

2.

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA

13

2.1. AS VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS

14

2.2. ASPECTOS A SEREM CONSIDERADOS NA ELABORAÇÃO

DE TEXTOS ORAIS E ESCRITOS

19

REFERÊNCIAS

22

UNIDADE 02 CONVENÇÕES DA ESCRITA

23

1.

PONTUAÇÃO

24

1.1. CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS SOBRE OS SINAIS DE PONTUAÇÃO

24

1.2. O PONTO FINAL

24

1.3. O PONTO E VÍRGULA

25

1.4. A VÍRGULA

27

2.

O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

31

2.1.

O QUE MUDOU: ACENTUAÇÃO E USO DO HÍFEN

31

2.1.1. MUDANÇAS NO ALFABETO

32

2.1.2. TREMA

32

2.1.3. MUDANÇAS NAS REGRAS DE ACENTUAÇÃO

33

2.1.4. USO DO HÍFEN

36

 

2.2.

ORIENTAÇÕES ORTOGRÁFICAS

39

2.2.1.

USO DE S E Z

39

2.2.2 USO DE J E G

41

2.2.3. USO DE X E CH

42

2.2.4. SUBSTANTIVOS GRAFADOS COM Ç, SS OU S DERIVADOS DE VERBOS

43

2.2.5. USO DE E E DE I EM TERMINAÇÕES VERBAIS

44

2.2.6. PALAVRAS HOMÔNIMAS E PARÔNIMAS

44

2.2.7. USO E GRAFIA DOS PORQUÊS

46

REFERÊNCIAS

47

UNIDADE 03 GRAMÁTICA E PRODUÇÃO TEXTUAL

49

1.

CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL: USOS MAIS FREQUENTES

50

1.1.1.

OUTROS CASOS DE CONCORDÂNCIA VERBAL

54

 

1.2.

CONCORDÂNCIA NOMINAL

57

1.2.1.

ADJETIVO REFERENTE A VÁRIOS SUBSTANTIVOS

58

1.3.

REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL: USOS MAIS FREQUENTES

62

1.3.1. REGÊNCIA

NOMINAL

63

1.3.2. REGÊNCIA VERBAL E SIGNIFICAÇÃO DOS VERBOS

64

1.3.3. COMPLEMENTOS COMUNS A MAIS DE UM VERBO

65

1.3.4. REGÊNCIA DE ALGUNS VERBOS

65

1.3.5. VERBOS INDICATIVOS DE MOVIMENTO X VERBOS DE PERMANÊNCIA

72

 

1.4.

EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE

74

1.4.1. USO OBRIGATÓRIO DA CRASE

76

1.4.2. NÃO HÁ USO DE CRASE

77

1.4.3. CASOS ESPECIAIS DE USO DA CRASE

80

1.4.4. CASOS DE USO FACULTATIVO

81

REFERÊNCIAS

83

UNIDADE 04

PRODUZINDO OS GÊNEROS TEXTUAIS DA ESFERA ADMINISTRATIVA

1.

TIPOS E GÊNEROS TEXTUAIS

86

1.1. A DIVERSIDADE DE GÊNEROS

87

1.2. SEQUÊNCIAS TEXTUAIS: NARRAÇÃO, DESCRIÇÃO, EXPOSIÇÃO, ARGUMENTAÇÃO E INJUNÇÃO

88

1.2.1. NARRATIVA

89

1.2.2. DESCRITIVA

90

1.2.3. EXPOSITIVA

90

1.2.4. ARGUMENTATIVA

91

1.2.5. INJUNTIVA

91

 

1.3.

GÊNEROS E FUNÇÕES: APELATIVO, INFORMATIVO, EXPRESSIVO, POÉTICO, METALINGUÍSTICO E FÁTICO

92

1.3.1. FUNÇÃO REFERENCIAL OU DENOTATIVA

93

1.3.2. FUNÇÃO EMOTIVA OU EXPRESSIVA

94

1.3.3. FUNÇÃO APELATIVA OU CONATIVA

94

1.3.4. FUNÇÃO

POÉTICA

94

1.3.5. FUNÇÃO

FÁTICA

94

1.3.6. FUNÇÃO

METALINGUÍSTICA

95

2.

GÊNEROS OFICIAIS E COMERCIAIS

95

2.1. CRITÉRIOS DE DISTINÇÃO ENTRE GÊNEROS OFICIAIS E COMERCIAIS

97

2.2. OS GÊNEROS OFICIAIS NO MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

98

2.3. OS GÊNEROS EMPREGADOS NA INDÚSTRIA E NO COMÉRCIO

106

 

2.3.1.

MEMORANDO CIRCULAR

106

2.3.3.

CARTA COMERCIAL

110

2.3.4. ATA

112

2.3.5. E-MAIL

113

2.3.6. CURRICULUM VITAE

114

2.3.7. REQUERIMENTO

116

2.3.8. DECLARAÇÃO

116

REFERÊNCIAS

118

MATERIAL COMPLEMENTAR:

A CONTRIBUIÇÃO DA COMUNICAÇÃO INTERNA NA MOTIVAÇÃO DOS COLABORADORES: UM ESTUDO DE CASO NA EMPRESA PORTO FREIRE ENGENHARIA

119

Uni

Uni a Linguística e um noVo Ponto de Vista sobre o uso da L íngua Apresentação
a Linguística e um noVo Ponto de Vista sobre o uso da L íngua
a Linguística e
um noVo Ponto de
Vista sobre
o uso da L
íngua

Apresentação

De agora em diante, você entrará no mundo da comunicação voltada es- pecialmente para a produção de textos que circulam nas esferas administrativa privada e pública. Mas, antes disso, é preciso que você domine alguns conceitos básicos a respeito da língua e também reveja assuntos importantes da gramática da língua portuguesa. Tais assuntos são necessários para que você possa produ- zir com correção os documentos que circulam no dia a dia de uma empresa.

Assim sendo, nesta primeira unidade, você estudará os conceitos de linguísti- ca, gramática, variação, norma, fala, escrita, dentre outros, os quais são importantes para o entendimento da complexidade do uso da língua portuguesa, ou seja, esses conceitos colaboram para que você consiga adequar a linguagem à situação comuni- cativa, levando em conta os recursos linguísticos disponibilizados pela própria língua.

Bons estudos!

disponibilizados pela própria língua. Bons estudos! Objetivos de aprendizagem • Distinguir Linguística de

Objetivos de aprendizagem

própria língua. Bons estudos! Objetivos de aprendizagem • Distinguir Linguística de Gramática; • Conceituar

• Distinguir Linguística de Gramática;

• Conceituar língua, linguagem e fala;

• Reconhecer as diversidades de uso da língua em uma situação comunicativa;

• Adequar a linguagem à situação comunicativa, levando em conta os recursos linguísticos disponibilizados pela língua;

• Compreender as diferenças entre a oralidade e a escrita.

disponibilizados pela língua; • Compreender as diferenças entre a oralidade e a escrita. COMUNICAÇÃO OFICIAL 9
disponibilizados pela língua; • Compreender as diferenças entre a oralidade e a escrita. COMUNICAÇÃO OFICIAL 9

1. Linguística e

1. L inguística e gramática Durante sua vida escolar, constituída pelos ensinos básico, fundamental e médio
1. L inguística e gramática Durante sua vida escolar, constituída pelos ensinos básico, fundamental e médio

gramática

Durante sua vida escolar, constituída pelos ensinos básico, fundamental e médio, você ouviu falar em gramática. Não só ouviu falar, como muito estudou. Nas seções a seguir, você verá os dois conceitos, onde convergem, divergem e quais as consequências do seu uso cotidiano da vida social.

Note que existem basicamente três concepções para o termo Gramática.

A primeira, mais conhecida e difundida, entende que a gramática é uma espécie

de manual que traz as regras para o correto uso da língua pelos falantes, seja na modalidade falada ou na escrita. Essa concepção é chamada de gramática normativa. Em termos técnicos, a gramática é o conjunto sistemático de normas do bem falar e escrever estabelecidas por especialistas com base nas obras dos grandes autores da literatura. Assim entendida, somente a norma padrão segue a gramática, pois a variante culta sofre variação, mas é aceita socialmente porque está na fala dos falantes das altas camadas sociais. Todas as demais variantes estariam fora do padrão e seriam consideradas como desvios, erros, deformações, degenerações, etc. Desse ponto de vista, vem a noção de “falar e escrever errado” (TRAVAGLIA, 1997).

Já a segunda concepção entende que gramática apresenta a descrição

da estrutura e do funcionamento da língua, de sua forma e de sua função. Nesse sentido, a gramática pode ser definida, então, como um conjunto de regras que

o cientista da linguagem constata nos dados de fala e escrita que analisa com

base em uma teoria e em um método. Assim, essa concepção busca descrever os fatos da língua, sem julgá-los como certos ou errados. Por isso, entenda que uma frase gramatical seria aquela que segue as regras de funcionamento da língua segundo uma dada variante linguística. Essa concepção é denominada de gramática descritiva.

A terceira concepção vai revelar que a gramática é o conjunto das regras

que você, falante de uma língua, de fato aprendeu durante sua existência, as quais você usa quando fala ou escreve. Nesse caso, para saber gramática não precisa ir

à escola, porque o aprendizado gramatical ocorre em decorrência das interações

sociais e das inúmeras situações sociodiscursivas no seu dia a dia. A esta concepção dá-se o nome de gramática internalizada (TRAVAGLIA, 1997).

Mas será que sempre foi assim? Será que sempre existiram os três tipos?

1.1.

1.1. Linguística e gramática ontem e hoje Note que nem sempre os estudiosos se deram conta

Linguística e gramática ontem e hoje

Note que nem sempre os estudiosos se deram conta de que havia no mínimo essas três possibilidades de entendimento do que seria a gramática. No

princípio, o tipo de gramática predominante foi o primeiro: a gramática normativa; esta remonta à Grécia. Depois foi acatado pelos estudiosos de Roma até chegar

a nós, brasileiros, por intermédio de autores portugueses, que se basearam nos autores romanos. Como você pode perceber, a história do desenvolvimento da gramática tem uma tradição, que só veio a ser um pouco quebrada com o surgi- mento da ciência da linguagem: a Linguística.

o surgi- mento da ciência da linguagem: a Linguística . Fique atento Mas você sabe o

Fique atento

da ciência da linguagem: a Linguística . Fique atento Mas você sabe o que é Linguística

Mas você sabe o que é Linguística e o que ela defende? Para responder a essa pergunta, você precisaria de um livro inteiro, mas, por enquanto, contente-se com uma síntese. A linguística, compreendida em termos gerais como a ciência que estuda a linguagem verbal humana sob distintos enfoques, desenvolveu-se principalmente a partir do século XIX e, ao contrário da gramática, não é normativa, ou seja, não tem por objetivo prescrever como se deve dizer (CÂMARA JR., 1964).

objetivo prescrever como se deve dizer (CÂMARA JR., 1964). A Linguística é principalmente descritiva e explicativa
objetivo prescrever como se deve dizer (CÂMARA JR., 1964). A Linguística é principalmente descritiva e explicativa

A Linguística é principalmente descritiva e explicativa (tem por objetivo dizer o que a língua é e por que é assim). Assim como um engenheiro químico não afirma que uma reação é certa ou errada, um biólogo não diz que uma espécie não era

para existir ou que ela não é bonita, um astrônomo não classifica os corpos celestes em bons e maus, um linguista não condena certas formas de falar, não afirma que são inexistentes nem prescreve e nem prescreve como se deve falar, mas busca descrever

e explicar as construções, as formas encontradas nos dados oferecidos pela língua. Essa é, em síntese, a ciência da linguagem (TRAVAGLIA, 1997).

1.2.

em síntese, a ciência da linguagem (TRAVAGLIA, 1997). 1.2. Prescrição e uso cotidiano da língua Como

Prescrição e uso cotidiano da língua

1997). 1.2. Prescrição e uso cotidiano da língua Como você observou, a gramática normativa baseia-se mais
1997). 1.2. Prescrição e uso cotidiano da língua Como você observou, a gramática normativa baseia-se mais
1997). 1.2. Prescrição e uso cotidiano da língua Como você observou, a gramática normativa baseia-se mais

Como você observou, a gramática normativa baseia-se mais nos dados co- lhidos nas fontes escritas e dá pouca importância aos dados oriundos da oralidade. Esse tipo de gramática apresenta, ao lado da descrição dos fatos da língua, as nor- mas e regras que todos os falantes e escritores devem seguir para falar e escrever corretamente, ou seja, dita como se deve falar ou não, como se deve escrever ou

não. Trata-se, assim, de uma espécie de lei que regula o uso da língua portuguesa pelos seus usuários. As regras que afetam a fala e a escrita são redigidas, por exemplo, sob a forma de frases imperativas ou afirmativas (TRAVAGLIA, 1997):

• “Não se deve iniciar frase com pronome oblíquo átono”

• “O verbo deve concordar em número e pessoa com o sujeito”

• “Usa-se vírgula antes da conjunção coordenativa mas”

Em vista dessas e das demais regras, todo falante ou produtor de texto deve ficar atento ao que prescreve a gramática normativa. Ela continua a ser parâ- metro para as atividades de fala e de escrita. Veja, por exemplo, o caso dos con- cursos públicos. Nesses certames, as provas de língua portuguesa e redação exigem que o candidato responda as questões com base nas regras da gramática normativa. Por isso, é importante que você tenha conhecimento e aplique as regras da gramática normativa tanto na fala quanto na escrita.

Em outras situações comunicativas, no entanto, tais regras não precisam ser seguidas à risca (e nem são). É o caso, por exemplo, das conversas informais (na sala da casa, com seus colegas por telefone, no bate-papo na Internet) e das mensagens trocadas entre amigos via e-mail ou celular.

das mensagens trocadas entre amigos via e-mail ou celular. Fique atento O status da pessoa com

Fique atento

trocadas entre amigos via e-mail ou celular. Fique atento O status da pessoa com quem você

O status da pessoa com quem você fala pode trazer grandes diferenças no uso das formas e recursos da língua. Empregam-se formas ou pronúncias e tom de voz que demonstram respeito especial à pessoa a quem você se dirige.

respeito especial à pessoa a quem você se dirige. 1.3. Fala e escrita Nas seções anteriores,

1.3. Fala e escrita

à pessoa a quem você se dirige. 1.3. Fala e escrita Nas seções anteriores, algumas vezes,
à pessoa a quem você se dirige. 1.3. Fala e escrita Nas seções anteriores, algumas vezes,
à pessoa a quem você se dirige. 1.3. Fala e escrita Nas seções anteriores, algumas vezes,

Nas seções anteriores, algumas vezes, você viu que a fala e a escrita foram mencionadas. Você sabe que são diferentes. Mas em que exatamente consiste essa diferença? Há todo um conjunto de fatores que distinguem fala e escrita, mas, antes de tudo, é preciso deixar claro que não é verdadeira a afirmativa de que a fala seria informal e a escrita seria formal. Primeiro, cada uma apresenta um con-

junto próprio de variedades de grau de formalismo. A língua falada pode variar, por exemplo, do modo mais formal (em um discurso de conclusão de curso) até o mais informal (nas conversas com os amigos em um bar). Da mesma forma, a língua escrita pode variar do mais formal (na escrita de uma redação para con- curso) até o mais informal (nas comunicações pessoais por e-mail).

Veja o quadro a seguir, que sintetiza algumas diferenças entre elas:

Quadro 1 – Distinções entre a fala e a escrita

FALA

ESCRITA

Dependente do contexto

Independente do contexto

Repetitiva

Condensada

Não-planejada

Planejada

Imprecisa

Precisa

Fragmentada

Não-fragmentada

Pouco elaborada

Elaborada

Predominância de frases curtas, simples ou coordenadas.

Predominância de frases complexas, com subordinação.

Fonte: Adaptado de TERRA, 2013, p. 37.

Lembre-se que essas distinções partem de uma divisão do fenômeno co- municativo em apenas duas partes (por isso, chamada visão dicotômica). Tal visão bipartite não representa fielmente o que acontece na realidade, mas para os seus propósitos é suficiente.

2. Variação Linguística

Aparentemente, a língua portuguesa falada no Brasil é uma só, uma vez que, todo brasileiro é capaz de percorrer o país de norte a sul, leste a oeste e, du- rante essa viagem, pode se comunicar sem maiores problemas com todo e qualquer brasileiro que encontre pelo caminho. Mas, se você estudar mais a fundo, verá que não é bem isso. Há variações (ou variantes linguísticas) na língua portuguesa, que dependem de vários fatores. É sobre essa constatação que trataremos a seguir.

2.1. As variações linguísticas

Você pode perceber claramente diferenças no falar de brasileiros oriundos de diversas partes do Brasil. Por exemplo, nos seus contatos com outras pessoas, você pode detectar rapidamente se o falante é de São Paulo, Rio de Janeiro ou Salvador. As diferenças começam pela entonação/pronúncia, passam pela me- lodia e pela tonicidade e se estendem ao léxico (ou vocabulário) que o falante usa. Assim, o termo para designar um pequeno inseto hematófago que, à noite, principalmente, voa emitindo um zumbido agudo e que nos pica, varia, conforme o dicionário Houaiss, entre bicuda, carapaná, carapanã, fincão, fincudo, meruço- ca, moroçoca, mosquito-pernilongo, muriçoca, muruçoca, perereca, pernilongo e sovela. O uso de uma ou outra palavra vai depender do lugar, configurando a variação geográfica ou variação diatópica. Além dessa variação, temos as varia- ções diacrônica (histórica), diastrática (social), diamésica (relativa ao uso oral e escrito) e diafásica (registro). Vejamos cada uma delas.

A variação diatópica (ou geográfica) pode se estender ao nível fonético,

por exemplo, a pronúncia do fonema /r/ nas palavras carne, porta, trocar por fa- lantes nativos do Rio de Janeiro e São Paulo. Aquela variação pode se estender também ao nível morfológico (variante morfológica), como no caso do /r/ no final de verbos (verbos no infinitivo, por exemplo, andar, que é pronunciado como andá). Você sabe que esse /r/ é um morfema flexional, ou seja, um morfema que tem como significado não um referente externo à língua, mas sim uma categoria linguística. Nesse caso, o significado é: “este verbo está na sua forma infinitiva”. Então, o /r/ em questão pode ser ou não pronunciado e essas são as variantes. Logo, os falantes podem dizer andá/andar; fazê/fazer; saí/sair e assim por diante (ALKMIN, 2004).

A variação diafásica (ou registro) é aquela relacionada ao contexto de fala.

Por exemplo, uma mesma pessoa fala para os amigos do trabalho “tô a fim de fazê um lanche” e fala para os seus supervisores, durante uma reunião, “vou fazer um lanche”. Nesse caso, se você pensar que essa pessoa “apaga” partes de palavras quando está em uma situação informal e não apaga quando está em uma situação de maior formalidade, você tem um caso de variação diafásica. O mesmo pode ocorrer em relação à escrita: nas comunicações entre amigos pelo WhatsApp, po- de-se “relaxar” um pouco, mas, nas comunicações em grupos de trabalho, a escrita deve ser mais formal.

A variação diastrática é aquela relativa ao uso da língua pelas diversas

camadas sociais. Ela vai além das diferenças entre a fala das pessoas mais esco- larizadas e das menos escolarizadas, pois, além do pertencimento a uma classe social, os seguintes fatores influenciam na forma de falar ou escrever, por exemplo:

Classe social: pertencer à classe “alta, média ou baixa” pode influir na fala. Por exemplo, blusa e brusa; globo e grobo.

Idade: pessoas idosas tendem a utilizar vocabulário diferente do vocabulário das mais jovens.

Sexo: homens e mulheres tendem a utilizar vocábulos específicos em dada situação discursiva ou utilizar recursos típicos. Por exemplo, mulheres tendem a alongar vogais (vestido maravilhoooooooso) e a usar mais adjetivos no diminutivo (bonitinho, gostosinho, vermelhinho).

Profissão: determinados profissionais utilizam expressões típicas de seu métier. Por exemplo: policiais, médicos, advogados, professores etc. (esse uso típico é chamado de jargão).

A variação histórica, por sua vez, é um processo de mudança em uma dada

língua que ocorre em dado intervalo de tempo e pode ser identificada ao se com- parar dois estados de uma mesma língua. O processo de mudança é gradual:

uma variante, inicialmente utilizada por um grupo restrito de falantes, passa a ser adotada por indivíduos socioeconomicamente mais expressivos. A forma antiga permanece ainda sendo usada entre as gerações mais velhas, período em que as duas variantes convivem; porém, com o tempo, a nova variante torna-se normal na fala, e finalmente consagra-se pelo uso na modalidade escrita. As mudanças po- dem ser de grafia ou de significado. Observe um trecho de uma crônica de Carlos Drummond de Andrade em que essa variação é abordada.

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Curiosidade

Andrade em que essa variação é abordada. ? ? Curiosidade “Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e

“Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mi- mosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio.”

faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio.” COMUNICAÇÃO OFICIAL 1 5
faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio.” COMUNICAÇÃO OFICIAL 1 5

A variação diamésica é aquela relativa ao uso da fala e da escrita em dife- rentes contextos sociais. Você já leu algumas diferenças entre a fala e a escrita, e a variação diamésica opera justamente no controle que o falante faz daque- las diferenças no momento da comunicação. Por exemplo, uma secretária, com curso superior, pode chegar a uma lanchonete e dizer: “me vê aí um cafezim!”. Depois, no escritório, ela pode dizer: “dona Rute, por favor, traga um cafezinho para o Dr. Arnaldo”, ou escrever: “Sr. Arnaldo, enviei-lhe os relatórios”. Esses dois usos demonstram o domínio das diferenças das características das modalidades oral e escrita.

Por curiosidade, atente que a Sociolinguística é a ciência que estuda os distintos falares e falantes de uma mesma língua, buscando explicar e descre- ver como se apresentam as diferenças nos seus modos de falar de acordo com o lugar em que estão (variação diatópica), de acordo com a situação de fala ou regis- tro (variação diafásica), de acordo com o nível socioeconômico do falante (variação diastrática). Portanto, busca-se localizar e descrever, regional e socialmente, os dialetos de uma língua, ou seja, os diferentes falares que ela pode apresentar.

ou seja, os diferentes falares que ela pode apresentar. Pratique 1. Explique em que consistem as

Pratique

os diferentes falares que ela pode apresentar. Pratique 1. Explique em que consistem as variantes linguísticas.

1. Explique em que consistem as variantes linguísticas.

• Caso necessite, busque discutir esta(s) questão(ões) com seu(sua) tutor(a) e colega, na sala virtual.

busque discutir esta(s) questão(ões) com seu(sua) tutor(a) e colega, na sala virtual. 1 6 COMUNICAÇÃO OFICIAL
busque discutir esta(s) questão(ões) com seu(sua) tutor(a) e colega, na sala virtual. 1 6 COMUNICAÇÃO OFICIAL

Fique atentoA diversidade linguística não é um problema, mas uma qualidade constitutiva do fenômeno linguístico, de

Fique atento A diversidade linguística não é um problema, mas uma qualidade constitutiva do fenômeno linguístico,

A diversidade linguística não é um problema, mas uma qualidade constitutiva do fenômeno linguístico, de uma língua.

constitutiva do fenômeno linguístico, de uma língua. Agora que você já conhece as principais variações, surge
constitutiva do fenômeno linguístico, de uma língua. Agora que você já conhece as principais variações, surge

Agora que você já conhece as principais variações, surge uma pergunta: e

o que vem a ser a norma culta?

Norma culta, ou língua culta, é aquela convencionalmente considerada “certa” ou “modelar, é a variedade linguística valorizada pelos falantes que inte- gram o grupo social de maior prestígio”. Nas aulas, exemplifica-se dizendo que se trata do “padrão Jornal Nacional”. Nesse noticiário, você pode observar que os apresentadores não pronunciam o /r/ à maneira do interior de São Paulo nem “chiam” os /s/ como os cariocas, nem pronunciam o /t/ ou o /d/ como os falantes do Rio Grande do Norte.

A língua coloquial, por sua vez, considerada uma variante mais espontâ- nea, é aquela utilizada nas relações informais entre os falantes, com característi- cas peculiares a cada grupo, região e grau de escolaridade. Já o Registro, como você viu, consiste na variante escolhida pelo sujeito em cada ato específico de comunicação, segundo o contexto. Os registros são basicamente dois: o formal e

o informal, segundo o distanciamento requerido pela situação. Entre os dois extre- mos, conforme você observou, há muitas gradações. Não é, portanto, uma simples denominação de certo e de errado (ALKMIN, 2004).

Pratiquesimples denominação de certo e de errado (ALKMIN, 2004). 2. O que vem a ser a

denominação de certo e de errado (ALKMIN, 2004). Pratique 2. O que vem a ser a

2. O que vem a ser a norma culta?

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Veja o que Sírio Possenti, professor da Unicamp, respondeu quando lhe perguntaram: O que propõem os linguistas quando afirmam que não existe o “português mais certo ou mais errado”? Os linguistas separam uma avaliação de fatos linguísticos considerando apenas as regras que regem qualquer variedade de qualquer língua e uma avaliação que a “sociedade” faz de cada uma dessas variedades. Por exemplo, considerando apenas os fatos, o que se ouve, verifica-se que formas como os livro e 10 real seguem uma regra, isto é, são construções regulares:

esta gramática marca com o “s” de plural apenas o primeiro elemento- (se -forem três ou quatro, isso dependerá de quais eles são: os meus livro é bem mais provável do que os meu livro; mas meus livro verde é previsível). O linguista também sabe que há outra gramática do português, que segue outra regra: marca com “s” todos os elementos da sequência: os livros, os meus livros, meus livros verdes. Para um linguista, o conceito de certo e errado não tem sentido (seria como um botânico achar que uma planta está errada). Para ele, a questão é quais são as regras em cada caso. E ele pode comparar esses dados com os de outras línguas. Verificará, por exemplo, que o inglês segue uma regra diferente, marcando apenas o nome, não importa o lugar dele na sequência: the books ou the green and blue books (cuja “tradução” literal seria os verde e azul livros). Em nenhuma variedade do português se diz o ovos ou o livros. Mas o linguista também sabe que a sociedade em que se fala esta língua faz uma avaliação das diferentes formas e considera algumas delas erradas (e até feias) e outras corretas. Ele tentará compreender a que se deve essa avaliação. Quase sempre há uma explicação ligada aos grupos sociais (capital, cidade importante culturalmente, sede da corte etc.) ou aos campos em que se fala ou escreve. A literatura aceita mais variedades do que a ciência. Os jornais aceitarão mais ou menos variedades, conforme se pretendam mais ou menos populares. As noções de certo e errado têm origem na sociedade, não na estrutura da língua. É certo o que uma comunidade considera certo. E essa avaliação muda historicamente.

Disponível em: <http://goo.gl/naAIjW>. Acesso em: 14 jan. 2014.

em: <http://goo.gl/naAIjW>. Acesso em: 14 jan. 2014. Pratique 3. No seu dia a dia, você deve

Pratique

Acesso em: 14 jan. 2014. Pratique 3. No seu dia a dia, você deve usar apenas

3. No seu dia a dia, você deve usar apenas a norma culta? Justifique.

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2.2. Aspectos a serem considerados na

2.2. Aspectos a serem considerados na elaboração de textos orais e escritos Como você viu, há
2.2. Aspectos a serem considerados na elaboração de textos orais e escritos Como você viu, há

elaboração de textos orais e escritos

considerados na elaboração de textos orais e escritos Como você viu, há basicamente dois polos que

Como você viu, há basicamente dois polos que se opõem em se tratando de variação. Tais polos são representados pela formalidade e pela informalidade no uso da língua. Segundo Alkmin (2004), em nossa sociedade, eventos de fala como conferências, entrevistas de emprego, conversa entre fornecedores e empresários são geralmente considerados como situações formais, por isso não é adequado, por exemplo, utilizar gírias nessas ocasiões. É preciso mais formalidade. Por outro lado, eventos de fala como reunião de amigos no bar, festas e encontros entre amigos, debate sobre futebol e confraternizações na empresa são considerados informais. Logo, a variante empregada pelos participantes deve corresponder às expectativas convencionadas socialmente. Caso o falante não atenda às conven- ções, corre o risco de ser “punido” como, por exemplo, através de um olhar de reprovação.

como, por exemplo, através de um olhar de reprovação. Fique atento Da mesma forma que existem

Fique atento

exemplo, através de um olhar de reprovação. Fique atento Da mesma forma que existem os eventos

Da mesma forma que existem os eventos que envolvem a fala existem os eventos que envolve a escrita. Também, nesses casos, o autor deve respeitar o grau de formalidade exigido pelo contexto social. Escrever um memorando, por exemplo, exige mais formalidade que um lembrete para ser exposto no quadro de aviso.

que um lembrete para ser exposto no quadro de aviso. Para você adequar sua linguagem às
que um lembrete para ser exposto no quadro de aviso. Para você adequar sua linguagem às

Para você adequar sua linguagem às circunstâncias do ato de comunica- ção, são vários os fatores que, isolados ou combinados, deve observar. A seguir, observe alguns desses fatores:

• O interlocutor (não se fala do mesmo com o encarregado, com o gerente ou com o presidente da empresa, nem escreve para eles da mesma forma).

• O assunto (não se fala da morte de uma pessoa amiga do mesmo modo que se fala de uma partida de futebol, nem se escreve da mesma forma).

O

ambiente (não se fala do mesmo jeito em um templo religioso, em uma reunião

e

em um churrasco com amigos).

• A relação falante-ouvinte (não se fala da mesma maneira com um amigo e

com um estranho; ou em uma relação social informal e uma relação formal).

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na sala virtual, no fórum tutori@conectada. Pratique 4. Qual a variedade linguística adequada para se utilizar

4. Qual a variedade linguística adequada para se utilizar durante uma entrevista de emprego. Justifique.

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com seu(sua) tutor(a) e colega, na sala virtual. Nem todas as variações linguísticas têm o mesmo
com seu(sua) tutor(a) e colega, na sala virtual. Nem todas as variações linguísticas têm o mesmo

Nem todas as variações linguísticas têm o mesmo prestígio social no Bra- sil. Basta lembrar-se de algumas variações usadas por pessoas de determinadas classes sociais ou regiões, para perceber que há, às vezes, certo preconceito em re- lação a elas. Assim, além do português padrão, existem outras variedades de usos da língua cujos traços mais comuns podem ser vistos a seguir (ALKMIN, 2004):

• Uso de “r” pelo “l” em final de sílaba e nos grupos consonantais: pranta/planta; broco/bloco.

• Alternância de “lh” e “i”: mulhe>muié; velho >véio~véi.

• Tendência a tornar paroxítonas as palavras proparoxítonas: relâmpago > relampo; árvore >arvre.

• Redução dos ditongos para vogais simples: baixa >baxa; beijo >bêjo.

• Simplificação da concordância: As mina pira, meu!

• Ausênciade concordância verbal quando o sujeito vem depois do verbo: Começou os descontos.

• Emprego do pronome pessoal reto em função de objeto (e não só de sujeito):

Eu vi ele na loja.

• Assimilação do “ndo” em “no” (dizendo >dizeno) ou do “mb” em “m” (também >tamém).

• Desnasalização das vogais postônicas: homem > home.

• Supressão do “r” do infinitivo ou de substantivos em “or”: pecar >pecá; amor >amô.

• Simplificação da conjugação verbal: eu amo, você ama, nós ama, eles ama.

conjugação verbal: eu amo, você ama, nós ama, eles ama. Pratique 5. Explique o que é

Pratique

verbal: eu amo, você ama, nós ama, eles ama. Pratique 5. Explique o que é sotaque.

5. Explique o que é sotaque.

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Relembre Recorde-se que existem, basicamente, três concepções para o termo gramática : a normativa, a

Relembre

Relembre Recorde-se que existem, basicamente, três concepções para o termo gramática : a normativa, a descritiva

Recorde-se que existem, basicamente, três concepções para o termo gramática: a normativa, a descritiva e a internalizada; e que toda língua possui variações linguísticas, determinadas a partir da região ou do local onde nasceu e viveu o falante (geográfica ou variação diatópica), a partir do contexto de fala, ou seja, da situação comunicativa onde ocorre a comunicação, a partir da mudança em uma dada língua que ocorre em dado intervalo de tempo (variação histórica). Além desses fatores, influem nas variações linguísticas: a classe social do falante, a idade e o sexo. Por fim, para o falante adequar sua linguagem às circunstâncias do ato de comunicação, são vários os fatores que, isolados ou com- binados, devem ser observados, a saber: interlocutor, assunto, ambiente, relação falante-ouvinte.

Referências

assunto, ambiente, relação falante-ouvinte. Referências ALKMIN, T. Sociolinguística. In: MUSSALIM, F.; BENTES, A.
assunto, ambiente, relação falante-ouvinte. Referências ALKMIN, T. Sociolinguística. In: MUSSALIM, F.; BENTES, A.

ALKMIN, T. Sociolinguística. In: MUSSALIM, F.; BENTES, A. (org.). Introdução à linguística: domínios e fronteiras. São Paulo: Cortez, 2004. V.1. AZEREDO, J. C. Gramática Houaiss da Língua Portuguesa. 2. ed. São Paulo:

Publifolha, 2008.

CÂMARA JR., J. M. Dicionário de filologia e gramática. 2. ed. São Paulo: J Ozon Editor, 1964.

HOUAISS, A. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva,

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TERRA, M. R. Letramento & letramentos: uma perspectiva sócio-cultural dos usos da escrita. In: D.E.L.T.A., 29:1, 2013, p.29-58.

TRAVAGLIA, L. C. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática no 1 o e 2 o graus. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1997.

www.FATE .edu.br Nead – Núcleo de Educação a Distância NeadNeadad –– NúcleoNúcleoNúcleoNNúcleoúcleocleo

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.edu.br

Nead – Núcleo de Educação a Distância NeadNeadad –– NúcleoNúcleoNúcleoNNúcleoúcleocleo deddedede
Nead – Núcleo de Educação a Distância
NeadNeadad –– NúcleoNúcleoNúcleoNNúcleoúcleocleo deddedede EducaçãoEducaçãoEducaçãoEducaçãodducaçãoucaçãoção aaaaaaa DistânciaDistânciaDistâDistâncDistânDistâDistâ
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Rua: Antônio Gadelha, N° 621
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