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Direito administrativo

Manual: alexandrino

Manual: José Santos carvalho filho

Ramo do direito público (interno) – O Estado está envolvido

 Coletividade – Organismo vivo e está em constante transformação


 Interesses – pretensões
 Direitos
 Deveres
 Obrigações

Direitos difusos e coletivos, ações públicas, interesses públicos, utilidade pública.

 Conceito: há divergências doutrinárias


1) Objeto definido pela escola legalista (exegética, caótica ou empírica).
Doutrinadores limitaram-se a compilar as leis existentes e interpreta-las
principalmente com base na jurisprudência. Não prosperou, pois entenderam
que o direito é mais profundo e tem mais envolvimento do que somente a lei.
2) Doutrinadores passaram a ampliar o objeto de estudo do direito administrativo
fixando princípios aliados a ciência da administração, que envolve matéria de
política de administração, e não matéria jurídica propriamente dita. Desta
forma o administrativo estava influenciando outras áreas que já estavam sendo
controladas.
3) Revolução industrial, segunda metade do século XIX. Ampliação do campo de
atuação da disciplina, cisão entre ciência da administração e direito. Redução
do objeto do Direito administrativo. Influência do direito alemão, onde se
utilizava do método técnico jurídico, começam a complexificar e desta forma a
tratar de matéria mais específicas.
ATENÇÃO: não utilizar conceito de direito administrativo em doutrinas
estrangeiras. Confusão com a concepção de direito constitucional alheio.
França: definir ao Estado poderes exercitáveis em relação aos administradores.
 Critérios:
1) Escola do serviço público: Leon Duguit – todo e qualquer tipo de serviço que o
Estado prestasse para a coletividade, fazendo com que o Estado superlotasse
de trabalho
2) Critério de poder executivo – identifica o direito administrativo como complexo
de leis disciplinadoras da atuação do poder executivo. separação de poderes
(Montesquieu)
3) Critério das relações jurídicas – o direito administrativo são as regras da
administração pública e particular.
4) Critério teleológico (Oswaldo aranha bandeira de mello) – considera que o
objeto do direito administrativo deveria ser somente os princípios.
5) Critérios negativos e residual (Tito Prates da Fonseca) – sentido positivo que
representa os institutos jurídicos pelos quais o Estado busca a realização de seus
objetivos (teleológico); o sentido negativo representa uma forma de definição
de seus objetos, o que se faz por exclusão, afastando-se das demais funções do
Estado, a legislativa e a jurisdicional além daquelas regidas pelo direito privado,
restando somente a do executivo. Sendo entendido em ambos os significados.
6) Critério da distinção entre atividade jurídica e social do Estado (Mário Mesagão
e José Cretella Júnior) – alguns doutrinadores conceituaram o direito
administrativo como sendo o conjunto dos princípios que regulam a atividade
jurídica não contenciosa do Estado e a constituição dos órgãos e meios de sua
ação em geral.

ATENÇÃO: O teleológico, o residual e o da distinção entre atividade jurídica e social


do Estado não são incompatíveis, mas insuficientes de forma isolada para o nosso
ordenamento jurídico brasileiro.

7) Critério de administração pública (hely Lopes meireles) – soma do teleológico,


residual, e a distinção entre atividade jurídica e social do Estado.
 Conjunto harmônico de princípios jurídicos
 Princípios estes que regem os órgãos, os agentes e as atividades públicas
 Essas normas são tendentes a realizar concreta, direta e imediatamente os fins
desejados pelo Estado
 Fontes do Direito administrativo
o Entendimento da maior parte da doutrina
 Lei - CF, constituições Estaduais, as leis orgânicas dos municípios, leis
ordinárias, as leis complementares, as leis delegadas das mais diversas
esferas da federação brasileira, etc. Estrutura hierarquizada de normas.
As fontes legislativas podem ser federais, estaduais e municipais em
razão da estrutura tripartite federativa brasileira.
 Doutrina – lição de mestres e estudiosos do direito formando o sistema
teórico de princípios aplicáveis ao direito.
 Jurisprudência – reiteração dos julgados dos órgãos do judiciário,
sempre num mesmo sentido tendência nacionalista. Art. 102, §2º da CF.
já há discussão sobre tal matéria, sendo feito nos tribunais
 Costumes – comportamentos legitimados. Direito consuetudinário. Os
costumes estão em constantes mudanças e precisão ser atualizadas.
 Princípios gerais do direito

 Princípios do direito administrativo


Princípios ≠ Regras

Espécies de normas jurídicas

Dworking e Alery
 Princípios são mandamentos de otimização, normas que ordenam a melhor aplicação
possível, dentro das possibilidades jurídicas e reais existentes.

ATENÇÃO: se o caso concreto exigir a aplicação de mais de um princípio, esses não se excluem,
desta forma utilizam-se os seus conceitos no que a sua matéria for mais próxima e os outros
coexistem a determinada situação.

 Critério de ponderação de valores feita aos princípios, tendo que ver qual o princípio
que mais se aproxima ao caso concreto.
 Regras: caracterizam-se por serem concretos, definidos, que contém determinações
sobre as situações fáticas e jurídicas possíveis e cuja amplitude é fixada
antecipadamente. Plano da validade para resolver conflitos, uma norma anula a
outra.
 Característica básica da coercitividade – se existir mais de um princípio para
determinado caso, eles não se excluem, um responde ao caso e os outros se afastam,
porem continuam agindo coercitivamente, aplica-se o critério de ponderação de
valores para saber qual melhor se aplica. Se existir 2 regras que respondem ao mesmo
caso concreto, deve-se optar pela regra que for mais válida para o caso, anulando a
outra regra – aplica-se o pano de validade para as normas

ATENÇÃO: aplicada a regra válida, as outras serão nulas

ATENÇÃO: não há hierarquia normativa entre princípios e regras.

 Há a criação de novos princípios a partir de princípios básicos, chamados de


subprincípios. Porém há princípios que são a base de todos chamados de supraprincipios
(indisponibilidade e interesse público) – dão privilégios, e são ocultos nos outros
princípios.
 Supraprincipios
 Supremacia do interesse público sobre o interesse do particular
 Toda vez que o estado precisar intervir na propriedade particular o que está por
trás é o princípio da supremacia do poder publico
1) Desapropriação – administração pode desapropriar um imóvel desde que
indenização prévia, justa e em dinheiro, por motivos de necessidade pública,
utilidade pública ou interesse social.
a) Extraordinária – art. 182, 184 e 191 da CF – tem como função evoluir o
desenvolvimento social. Natureza de sanção.
2) Requisição – o Estado faz interferência de caráter temporário e urgente, para
situações de perigo, caso haja algum dano no imóvel o Estado tem que indenizar
o proprietário. Art. 5º inciso XXV. Em tombamentos tem que se manter a
fachada.
3) Autarquias – tem privilégios processuais, por exemplo prazos maiores,
geralmente em dobro; há também privilégios tributários em que não
necessitam pagar. Tem que realizar os pagamentos de alguns débitos por
precatórios.
4) Atos administrativos
 Auto executoriedade – o ato não precisa passar pelo crivo do poder judiciário
para surtir seus efeitos
 Presunção de legitimidade – presume-se que o ato esteja perfeito e eficaz, até
que se prove o contrário
 Imperatividade – ligado a coercitividade, onde os atos são imperativos e estão
sob nós, tendo que haver seu cumprimento.
5) Contratos administrativos
 Clausulas exorbitantes – administração pode modificar ou rescindir
unilateralmente um contrato, sem necessidade de ouvir a parte contrária,
precisando motivar tal ato. Não pode acionar a supremacia quando estiver
atuando em nome próprio, quando for pessoa jurídica, só podendo fazê-lo em
nome da coletividade.
 Indisponibilidade do interesse público
 Aplica limites na administração pública, não podendo agir livremente;
por estar agindo em nome da coletividade, faz-se necessário que aja de
forma correta, podendo responder na esfera penal e administrativa.
 Interesse público primário – é o resultado da soma dos interesses
individuais enquanto partícipes de uma sociedade, ou interesses
públicos propriamente ditos.
 Interesse público secundário – são os anseios do Estado, que aqui é
considerado uma pessoa jurídica, um sujeito de direitos. São seus
interesses privados. Não pode estar em conflito com o primário.
 Legalidade
 Ótica do direito público – os interesses da coletividade estão em jogo.
A administração só poderá fazer aquilo que a lei determina ou autoriza.
Comportamento de subordinação a lei.
 Ótica do direito privado – os particulares, visando seus próprios
interesses, estão autorizados a fazer tudo aquilo que a lei não proibir.
Comportamento de não contradição à lei.
 A validade e eficácia são adstritos com a lei, para que possam ser
praticados.
 Os atos discricionários podem ser realizados, pois a lei promove tal
possibilidade. Diferente de atos arbitrários que pode haver a escolha
em qual ato que ele irá realizar.
 Restrições: medidas provisórias, estado de defesa (instrumento legal de
defesa do próprio Estado, sendo medidas sérias da ordem pública e da
paz social, sendo decretado pelo presidente da república, não passando
de 30 dias prorrogado por igual prazo uma vez, ou seja 60 dias) e estado
de sítio (pode ser decretado pelo presidente da república desde que
solicitado ao Congresso Nacional, autorização para tal fato, será feito
nos casos de comoção grave de repercussão nacional ou ineficácia das
medidas durante o estado de defesa e durante guerra, tendo prazo de
30 dias). A medida provisória tem que ser extremamente relevante e
urgente, com prazo máximo de 120 dias, tem natureza precária por não
ser lei, mas tem força de lei, perdendo toda sua eficácia desde a sua
publicação caso não atinja seu objetivo.
 Impessoalidade
 Afasta a subjetividade na atuação do agente público.
 Que a administração pública trate com igualdade todos os seus
administrados.
 Que trate os interesses públicos de forma genérica, não levando a
pessoalidade para o mundo administrativo.
 A vontade do administrador público se incorpora à vontade do órgão –
teoria da imputação ou do órgão.
 Ao exigir o ingresso em cargo, função ou emprego público por meio de
concurso público, vê-se a real aplicação do princípio da impessoalidade.
 Outro exemplo prático é a exigência dos procedimentos licitatórios,
para a realização de contratos.
 Nepotismo – tem a impessoalidade como princípio fundamental. A
sumula vinculante número 13 foi a responsável por acabar
definitivamente o nepotismo que ainda acontecia, sendo determinada
até o terceiro grau, porém mesmo assim estavam acontecendo o
nepotismo cruzado onde funcionários públicos contratavam parentes
de outros funcionários. Tendo que ser feito a repercussão geral para
que seja compartilhado a ideia da impessoalidade para toda a
administração pública
 A utilização de slogans sobre determinado administrador referentes a
alguma obra ou construção não pode ser realizado, pois fere conceitos
constitucionais.
 Finalidade
 O administrador fica impedido de buscar outro objetivo ou de praticá-
lo no interesse próprio ou de terceiros.
 A finalidade é o espirito da lei.
 Permite que todos atos administrativos realizados sigam o interesse
comum e a coletividade, caso infrinja a finalidade da norma, estará
abusando do poder, se manifestando pelo excesso ou pelo desvio da
finalidade.
 Excesso de poder – quando o agente ultrapassa os limites das suas
atribuições
 Desvio de finalidade / vicio ideológico / efeito subjetivo / vício da
vontade – acontece quando o ato é praticado fora das finalidades
previstas em lei. Ex: permuta – não se deve desviar a finalidade da lei
 Haverá a nulidade do ato administrativo baseado na lei 4717/65, art. 2
alinha E.
 Lei de processos administrativos (lei 9784/99) também determinam a
objetividade do interesse público.
 Para resolver o problema, caso venha ocorrer utiliza-se a medida de
segurança (remédio constitucional)
 Moralidade
 Tanto a administração pública quanto seus administradores, devem agir
com ética, honestidade, boa-fé, lealdade.
 Art. 37 caput
 Pega-se o princípio da legalidade e coloca-se agravante de ter sido
infringindo a moralidade, pois a moralidade por si só não tem como
finalizar o conflito.
 Moralidade administrativa – preocupa-se não só com a correção de
atitudes como também por regras de boa administração. Está atrelado
a ideia de bom administrador.
 Moralidade comum – distingue bem e mal
 Improbidade administrativa tem por fundo o princípio da moralidade
 Lei 8429/92 – crimes de responsabilidade do presidente e dos políticos.
 Lei de responsabilidade fiscal: lei complementar 101/2000.
 Lei 12846/13 – lei de probidade empresarial, popularmente chamada
de lei anticorrupção. Caso ocorra tal ato há a anulação do ato
administrativo.
 Publicidade
 Dar divulgação, com a finalidade de dar conhecimento público.
 Nós somos os titulares dos direitos que o Estado administra, sendo o
mais justo que o Estado exponha o que ele faz com o nosso direito.
 Representa uma condição de eficácia para todos os atos
administrativos, evidenciando o inicial dos efeitos dos atos para o
mundo.
 Sendo necessário que haja o devido acompanhamento das pessoas
sobre os atos realizados pela administração
 A imperatividade do ato só vai existir a partir da divulgação oficial.
 Art. 61, parágrafo único da lei 8666, relata que o ato tem que ser
publicado em 5 dias, sendo discriminado todos os dados necessários
referentes ao ato praticado. Caso não seja publicado, o contrato não
pode ser exigido e não pode produzir sua devida eficácia.
 Marca o termo inicial para a contagem dos prazos.
 Permite fazer o controle e a fiscalização de todos os atos que são feitos
pelo poder público, podendo ser qualquer interessado.
 O portal da transparência é um veículo para fiscalizar o que os
administradores fazem.
 Existem leis que regularizam como os atos tem de ser praticados, desta
forma caso haja uma publicação que não foi feita da forma correta, esse
ato não tem a sua devida eficácia. Pode-se entrar com mandado de
segurança, com habeas data, ação civil pública, direito de petição,
representação às autoridades competentes, pedido de informações.
 Habeas data é muito utilizado para casos que envolvem o SPC – SERASA.
O SPC é um banco com dados públicos, podendo haver o acesso a
informações, sem ser necessário a cobrança para tal feito.
 Publicidade não pode ser confundido com publicação, a primeira é o
gênero e a segunda é uma das espécies provenientes da primeira. A
publicidade tem outras espécies: cientificação pessoal no próprio
processo, correios (AR), divulgação no diário oficial, jornais de grande
circulação, sessões de portas abertas.
 Art. 5º XXXIII, está o direito à informação; Art. 5º XXXIV, está o direito a
certidão que declarará qualquer movimentação processual.
 ATENÇÃO: mandado de segurança e habeas data não se confundem. O
mandado é para direito líquido e certo (informação, certidão) e o
habeas data é para informações pessoais.
 Caso não se observe tais atos, acontecerá a improbidade
administrativa.
 3 exceções para que não haja a publicidade do ato: Art. 5º X, XXXIII,
decreto 7724/12.
 Razoabilidade
 Exige que o administrador aja, justificando que está agindo de acordo
com a lei, necessitando ter bom-senso sobre seus atos.
 Proibição de excesso.
 Tem de haver pertinência na análise quando agir discricionariamente.
 Princípio implícito, podendo haver correção pelo próprio poder
judiciário. Fazendo controle de legalidade.
 ATENÇÃO: Apesar de aqui se reconhecer que o controle judicial não
pode atingir a conveniência e a oportunidade – a discricionariedade do
administrador, deve-se admitir que o poder judiciário acabará
interferindo no juízo de valor do administrador no mérito do ato
administrativo.
 Proporcionalidade
 Está dentro do princípio da razoabilidade
 Não podem tomar medidas mais extensas nem mais intensas, pois não
se pode rever este ato administrativo que ficou desproporcional,
excluindo o ato e fazendo outro.
 Até o ato ser anulado, ele surtirá efeitos como se válido fosse.
 Se agir de forma desproporcional, a pessoa do servidor pode ser
responsabilizada por abuso de poder (desvio de finalidade e excesso).
 Continuidade
 Ausência de interrupção de algo.
 É uma ação incessante, não podendo ter interrupções, lapsos ou falhas;
 É um subprincípio, que é derivado da indisponibilidade proveniente do
princípio da obrigatoriedade de desempenho de atividade pública
 Serviços públicos considerados essenciais constitucionalmente,
impedindo a interrupção dos mesmos; porém há exceções expressas
para que aconteça a interrupção como no art. 6 da lei 8987/95 no
parágrafo 3º (emergência, aviso prévio, inadimplemento do usuário).
 Para os defensores do corte dos serviços essenciais para
inadimplemento: é a própria continuidade do serviço público, pois
quem presta os serviços especiais são as pessoas jurídicas que
contratam os serviços, estas empresas visam lucro, tendo de haver um
equilíbrio entre a empresa e administração pública, pois senão não
haverá recursos para que esta empresa funcione. É o próprio princípio
da isonomia, tratando os iguais de forma igual e os desiguais de forma
desiguais. É a supremacia do interesse público sobre o interesse do
particular, com a finalidade de proteger a qualidade do serviço prestado
e a manutenção dos serviços para a coletividade. Enriquecimento ilícito
 Para os defensores do não corte: relatam que a regra é inconstitucional,
pois o legislador ordinário não poderia criar uma regra contra a
constituição. O CDC também não libera o corte do serviço, havendo
conflito de leis sendo decidido pelo STJ que com o objetivo de
compatibilizar a aplicação do CDC com a lei 8987/95, o STJ reconheceu
que a continuidade prevista no CDC não é princípio absoluto, mas uma
garantia limitada pelas disposições da lei de concessão e permissão.
 Eficiência
 Emenda constitucional 19 / 1998
 Atividade administrativa sendo prestada com perfeição e rendimento
funcional, resultados práticos de produtividade
 Exige economicidade, redução do desperdício do dinheiro público,
rendimentos dignos da iniciativa privada.
 Aperfeiçoamento da prestação do serviço desde quando é implantado
até sua finalização.
 É um requisito para o servidor adquirir estabilidade e perder
estabilidade. Art. 41 da CF. para se ter estabilidade faz-se necessário:
concurso público, nascendo uma expectativa de direito; nomeação em
cargo de provimento efetivo; três anos de efetivo exercício; tem que ser
aprovado em uma avaliação especial de desempenho. Há os requisitos
para a perda da estabilidade: decisão judicial transitada em julgado;
processo administrativo com contraditório e ampla defesa;
procedimentos de avaliação periódica de desempenho.
 Regras de racionalização da máquina administrativa, está ligado ao
dinheiro que a máquina pública pode gastar com os servidores,
agentes... (art. 169 da CF). Lei complementar 101/2000 – a união não
pode gastar mais de 50 % da sua receita corrente liquida com servidores
ativos e inativos, terá a possibilidade de retirar os excessos
gradativamente, mas de início tem que começar a cortar 20 % dos
cargos de comissão e função de confiança. Caso se elimine esses 20 % e
não de o efeito necessário, corta-se todos, e mesmo assim se não
adiantar corta-se os servidores não estáveis, podendo cortar todos os
não estáveis e depois os servidores estáveis.
 Estavam-se cortando os vencimentos dos servidores estáveis e não
estáveis para abater esses gastos, porém foi declarado inconstitucional
pela ADI 2238.
 Os não estáveis para a lei são: os admitidos nas autarquias ou fundações
públicas sem concurso público são considerados não estáveis.
 Emenda constitucional 19 /98 art. 33 – criou um instrumento de
fiscalização para observar a eficiência da administração pública, não
somente dos poderes públicos diretos, mas também qualquer entidade
controlada pela união, Estados, municípios e DF.
 Nos processos administrativos (emenda 45/04) – introduziu o inciso 78
ao art 5 da CF, ligado a celeridade da tramitação.
 Isonomia
 Os administrativistas criaram uma forma para reconhecer se a isonomia
esta sendo ferida ou não:
 Identificar qual o fator de discriminação (discriminação positiva) –
parte do pressuposto que todos estão na mesma condição jurídica,
porém alguns fatores demonstram que essa situação não é real, sendo
necessário que se eleve todos ao mesmo patamar jurídico com a criação
de leis para que todos sejam nivelados;
 Verificar se este fator de exclusão está ou não de acordo com o objetivo
da norma (discriminação negativa) – quando há uma incompatibilidade
entre a pessoa e o cargo que ela vai ocupar (cadeirantes em cargo de
salva-vidas)
 Lei 8112/90 art. 5º, §2º – 20 % dos cargos são destinados para
deficientes, caso não tenha essa destinação pode responder
patrimonialmente;
 Quando o fator de discriminação utilizado no caso concreto estiver
compatível com o objetivo da norma, não há violação ao princípio e a
exclusão é válida.
 Sumula 377 do STJ – Visão monocular é destinado para as vagas de
pessoas com deficiência.
 Sumula 552 do STJ – o portador de surdez não se classifica como
deficiente para as disputas das vagas reservadas a deficiente.
 Licitação e concurso público (abertura de leque para os melhores
candidatos) – precisa-se extrema clareza na demonstração dos critérios
usados para tais pessoas.
 Art. 12 §3º da CF – Exceções a regra nas distinções de brasileiros natos
e naturalizados.
 Art. 39 §3
 Art. 7 XXX – Proibida a diferença de salários, de exercício de funções e
de critérios de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil.
Só poderá ocorrer se para o determinado cargo houver uma lei
explicando o motivo dessa diferença, podendo ser usada uma medida
de segurança para abater tal argumento
 RE 572499 e RE 600.885
 A maior parte da doutrina tem entendido que em relação a idade essa
limitação por idade está proibida. Art. 3º IV da CF
 O STF editou a sumula 683 – a exigência por idade tem que ter a
existência na lei de carreira, explicando por que tem esse critério por
idade.
 Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo nº 678112
 Contraditório
 Provenientes do direito processual
 Antes não havia tal princípio para os processos administrativos,
somente para os judiciais
 Os processos administrativos são a regra, estão ligados à administração
pública se resguardar aos administrados, pois tomará decisões muito
sérias e desta forma precisa se resguardar para que os atos não sejam
anulados posteriormente.
 Funções de documentação da administração pública para evitar
reclamações posteriores, sendo responsável por legitimar o ato
 Precisam seguir um modelo constitucional – devido processo legal (art
5º LV, não se pode, por exemplo, exonerar alguém sem ser dado o
direito a participar do processo, sem que ela seja privada de algum
direito que tenha; é imune a alterações e de aplicação imediata.
 Exige processo formal, seguindo todos os procedimentos; a
administração é obrigada a dar ciência da existência do processo e do
conteúdo do processo para a parte interessada; dar a parte a
capacidade de influenciar o julgamento do julgador
 Ampla defesa
 Dar a parte direito de se defender independentemente dessa pessoa se
utilizar do prazo que tem ou não.
 Regras:
 Caráter prévio da defesa – anterioridade da defesa antes que o
julgador chegue a sua decisão
 Direito a informação geral decorrente do contraditório: o
acesso ao processo, direito de cópias
 Direito de solicitar a produção de provas –
 Direito a defesa técnica – realizada pelo representante legal do
interessado (advogado), mas que tem presença facultativo nos
processos administrativos disciplinares
 Direito de interpor recurso administrativo independentemente
de previsão explicita em lei – Art. 34 alinha E;
 Pessoa beneficiada terá direito de ampla defesa em processo
com o tribunal de contas da união
 Art. 2º da lei 9784/99 – lei da administração pública
 Autotutela
 Pode fazer o controle dos seus próprios atos
 Gozam de presunção de legitimidade e veracidade
 Com a colocação do ato, ele já gera seus efeitos, e caso veja que está
errado por ilegalidade, a própria administração pode retirar esse ato
com anulação;
 As anulações do ato devem ocorrer de oficio pela administração
pública, independentemente de provocação; pois os danos que pode
causar é muito grande
 Tanto a anulação quanto a revogação devem acontecer independe de
revisão e acesso ao judiciário
 Os administrativistas falam que a autotutela é um poder-dever
 Sumula 346 do STF e 473 – faz tanto o controle de ilegalidade (anulação
dos atos ilegais) quanto controle de mérito (revogação dos atos
inoportunos e inconvenientes)
 Podendo falar que o ato é perfeito e não será anulado, ou mesmo
sabendo que o ato é incorreto a sua retirada é muito prejudicial a
sociedade
 O prazo para a administração rever seus atos quando ilegais e se deles
decorrer efeitos favoráveis para os destinatários é decadencial de 5
anos contados da data da pratica do fato
 Teoria dos motivos determinantes – o direito vai exigir que haja
fundamento, um motivo substancial para a manutenção de ato
administrativo discricionário considerado contrário ao interesse público
pela própria administração, enquanto a anulação pode ser feita por
autotutela ou por decisão judiciaria a revogação só pode ser feita por
quem editou o ato.
 Rol exemplificativo de atos que não podem ser alcançados pela
revogação:
1. Atos vinculados – estão na lei, expressamente, tendo um
procedimento especifico. Ex: licença para construção
2. Atos que já exauriram seus efeitos – a revogação não retroage
3. Atos que não são de competência da autoridade – caso se tenha
recorrido para instancia superior, não estando nas mãos da
autoridade
4. Meros atos administrativos – atos corriqueiros
5. Atos que integram um procedimento – porque a pratico de um
novo gera a preclusão do anterior
6. Atos que geram direito adquirido - casos em que a
administração pública não pode fazer mais nada
 Especialidade
 Descentralização administrativa – é a criação de entidades da
administração indireta (autarquias, fundações públicas de direito
público, fundações públicas de direito privado, sociedade de economia
mista e empresas públicas) o poder público não vai executar
determinada atividade através de seus próprios órgãos então ele
delega, transfere a execução dessa atividade para outras entidades. Ex:
banco central, CADE (conselho administrativo de defesa econômica),
CVm (comissão de valores mobiliários), agencia reguladoras.
 Essas entidades prestarão serviços públicos específicas para o que foi
delegada.
 A administração pública direta não consegue administrar todo o serviço
administrativo, caso eles estejam fazendo o serviço é chamado de
centralização; e acabam criando entidades da administração pública
indireta sendo essa criação chamada de descentralização, entidades
essas divididas em: autarquias, fundações públicas de direito público,
fundações públicas de direito privado, sociedade de economia mista e
empresas públicas.
 Cada uma dessas entidades públicas precisa fazer a máquina pública
funcionar. Desta forma criarão: secretarias, ouvidorias, ministérios,
AGU, agencia dos INSS. Sendo esse processo organizacionais que estão
no âmbito da União, sendo uma desconcentração administrativa dessas
entidades.
 Para haver a descentralização há 2 formas para tal feito: será feito
através de lei ou autorizado por lei.
 As criadas por lei se extinguirão no período de vigência da lei, e as que
são criadas por autorização legal precisam de registro civil de pessoas
jurídicas, ou na junta comercial.
 A legalidade e a indisponibilidade do interesse público está ligado ao da
especialidade. A legalidade está conectada a esse principio porque as
entidades estão vinculadas as leis sendo criadas por elas ou autorizadas
pelas mesmas. Está vinculada para a finalidade que foi criada, não
sendo possível desviar tal finalidade (indisponibilidade do interesse
público).
 As parcerias não são consideradas descentralização
 Haverá fiscalização da administração indireta pela direta, sendo feitas
pelo TCU e os ministérios.
 Princípio da presunção da legitimidade
 Enquanto o ato não foi invalidado pela administração ou o próprio
judiciário, ele produzirá efeitos iguais ao do ato válido, como se ele
estivesse perfeito, até que seja invalidado
 Consequências da presunção de legitimidade – as decisões
administrativas são de execução imediata, criam obrigações para os
particulares sem a sua concordância, gera a celeridade dos atos
administrativos.
 Legalidade e veracidade – o ato administrativo nasce é
presumidamente legal, legítimo e verdadeiro até que se prove o
contrário
 A presunção de veracidade é relativa, pois ela pode ser considerada
ilegal, ilegítima ou sem veracidade.
 Motivação
 Tem que apresentar explicações as bases de fato e de direito das
decisões que ela toma. Tendo que motivar seus atos.
 Tem que haver uma lógica entre a demanda dada a administração
pública e a providencia que está sendo tomada
 Justificando porque tomou tal providencia
 Motivo não se confunde com motivação
 O motivo – são as circunstancias de fato ou de direito que autorizam ou
determinam a prática de certo ato, já a motivação é a exposição dos
motivos feita pela autoridade administrativa
 Os motivos são vinculados - estão a margem da lei
 Majoritariamente no Brasil há a necessidade de motivação de todos os
atos ou decisões administrativas
 O ato de remoção do servidor tem que ser motivado não podendo
acontecer sem motivos.
 Atos que não precisam ser motivados: exoneração de servidor de um
cargo em comissão ou da sua dispensa de uma função de confiança;
pode o administrador motivar tal ato, caso se faça a motivação ele fica
atrelado a tal feito. (teoria dos motivos determinantes)
 Não existe uma forma delimitada para fazer a motivação, a lei só exige
que tem de ser clara, explicita e congruente. (art 50 §1 da lei de
processos)
 Será nulo o ato que dependa de motivação e a autoridade não
esclareça.
 Não pode ter motivação genérica, tendo que haver o caso concreto.
 O momento em que pode ser feito a motivação pode ser prévia ou
concomitantemente a lei, porém alguns doutrinadores adotam
convalidação que é posterior, tendo de preencher requisitos: se o
motivo pré existia, se era idôneo para justificar o ato e se o motivo era
determinante para a prática do ato
 Motivação aliunde – ocorre quando a administração se utiliza de uma
motivação que foi elaborada por órgão diferente do que praticou o ato
ou proferiu a decisão
 Princípio da segurança jurídica
 É a estabilidade das relações jurídicas já consolidadas e a proteção da
confiança de que os indivíduos acolherão as consequências jurídicas
dessas relações.
 Permite que as modificações necessárias aconteçam, mas sem ser de
forma traumática. Ex: previdência tem que ser modificada
vagarosamente.
 Aspecto objetivo (art. 5 XXXVI CF) – está atrelado com as estabilidades
das relações jurídicas.
 Aspecto subjetivo – proteção da confiança, leva em conta a boa-fé do
administrador.
 Expressos – são aqueles escritos de forma explicita na constituição federal ou na norma
infraconstitucional, sendo conhecido como norma fundamental
 Implícitos – não estão escritos, mas também tem validade, enquanto normas no
ordenamento jurídico e com coercitividade, sendo os supraprincipios.
 Art. 37 da CF – princípios mínimos que precisam estar em todas as ações da
administração pública.
 Lei 9784/99 – lei dos processos administrativos

2º bimestre

Competência / finalidade / forma / motivo / objeto – Com Fi For M Ob

Administração pública direta – também chamados de entes políticos, e quando


desenvolvem suas funções, fazem de forma centralizada

 União
 Estados
 DF
 Municípios

Administração pública indireta

 Autarquias
 Fundações públicas de direito publico
 Fundações públicas de direito privado
 Sociedade de economia mista
 Empresas públicas
 Particulares (concessionária e permissionários de serviços públicos) – recebem
funções da administração pública direta por descentralização, mas não são criadas
pela administração pública direta, havendo somente um contrato, os particulares
não dependem da administração pública direta para serem criadas.

Quando as atividades são exercidas por entidade autônoma com personalidade jurídica própria,
as atribuições passadas para particulares são por delegação. Se forem criadas pessoas jurídicas
de direito público ou privado para este fim é por outorga

Pela outorga pode descentralizar serviços ou descentralização funcional ou técnica

Características comuns das 5 entidades da administração indireta

 Possuem personalidade jurídica própria – tem nome próprio, CNPJ, atos constitutivos,
capital, etc...
 Seu regime jurídico pode ser de direito público ou privado conforme a espécie da
entidade - há algumas entidades que admitem a forma da relação trabalhista sem ser
estatutária, podendo ser regida pela CLT.
 São manifestação de descentralização por serviço funcional ou técnico – outorga da
administração pública direta
 Dependem de lei ou de autorização de lei para serem criadas
 Possuem capacidade de autoadministração, mas não tem autonomia política para
legislar
 Possuem patrimônio próprio – ora o patrimônio é protegido pela natureza dos bens
públicos, sendo impenhoráveis, inalienáveis
 Estão vinculadas aos órgãos da administração direta do respectivo ente político
sofrendo controle de sua atuação por parte deles
 São de direito público: autarquias, fundações públicas de direito público – a lei cria
diretamente a entidade, então sua aquisição de personalidade jurídica e existência
coincide com a vigência da lei. A sua extinção é ao mesmo tempo com a da lei, tendo
de haver um processo que criará uma lei e por consequência a entidade, quando a lei
perde vigência a entidade se extingue com ela
 São de direito privado: fundações públicas de direito privado, sociedades de economia
mista, empresas públicas – a lei autoriza a criação, então a entidade passa a existir e
adquirir personalidade jurídica quando após a lei autorizadora arquiva seus atos
constitutivos no registro (junta comercial, ou registro civil de pessoas jurídicas), são
abertas no mesmo molde de uma empresa, cria um documento chamado atos
constitutivos onde há todos as ações e dados da entidade. Para se extinguir faz-se o
deposito dos atos extintivos, apresentando o que for necessário para a realização
desse ato
 Paraestatais – empresas que nascem das necessidades da coletividade, prestam
serviços de interesse público com apoio financeiro do Estado, não visam lucro,
conseguem chegar nos micros espaços da sociedade, conseguindo chegar a lugares
que o Estado não consegue alcançar. Integram o terceiro setor. Não integram
formalmente a dm. Publica. Ex: ONGs, OSCIPS (organizações da sociedade civil de
interesse público), Serviços sociais autônomos (sistema S).
 Sistema S: SESI, SESC, SENAI, SEST, SEBRAE, SENAC, SENAR, SENAT, SESCOOP

Autarquias e fundações públicas de direito público: tem características idênticas

 Tem personalidade jurídica de direito público


 Criação e extinção por lei especifica
 Podem fazer edição de atos administrativos e celebração de contratos administrativos
 A admissão dos funcionários é feita por concurso público
 O regime jurídico do pessoal é único (salvo os admitidos em outro regime entre a
publicação da emenda constitucional 19/98 e a concessão do STF de medida cautelar
na ADI 2135/DF.
 Os bens são públicos
 Clausulas de alienabilidade, impenhorabilidade, imprescritibilidade
 Localização institucional: no âmbito da administração pública indireta e vinculação ao
ente federativo instituidor
 Sujeito a controle finalístico e submissão ao controle externo do poder legislativo
exercido com o auxílio do TCU.
 Foro da justiça federal, se foram federais, salvo causa relativa a falência, acidente de
trabalho e justiça eleitoral e do trabalho
 Foro da justiça estadual, se forem estaduais, municipais ou distritais.
 Aplicação dos privilégios processuais que beneficiam a fazenda pública, por exemplo
prazos em dobro.
 Sujeito as regras da responsabilidade civil objetiva – não interessa a culpa ou dolo do
agente
 Imunidade tributária recíproca – cai sobre o patrimônio, renda e serviços.
 Autarquias: SUDENE, INCRA, INSS, universidade federais, conselho regional de
medicina, CREIA, Anatel, ANP, BACEN, INMETRO, IBAMA, IBGE, FUNAI, fundação
nacional de saúde, ITESPE;

Características das fundações públicas de direito privado

 Tem personalidade jurídica de direito privado


 Autorizada por lei
 Criação do arquivamento dos atos constitutivos na junta comercial ou no registro
civil de pessoas jurídicas, após autorização por lei
 Se extinguem com o deposito dos atos extintivos
 O pessoal que lá trabalha é admitido por concurso publico
 Podem fazer edição de atos privados e celebração de atos administrativos
 Os bens são privados, ou seja, não tem garantia dos bens públicos
(impenhorabilidade, inalienabilidade, imprescritibilidade)
 No âmbito da administração indireta e vinculada ao ente federativo instituidor
 Está sujeito a controle finalístico para ter certeza se ela está cumprida para o fim
que foi criada
 Submissão ao controle externo do poder legislativo
 As fundações privadas não têm nenhum vínculo com o público, não podendo ser
confundido com as fundações públicas de direito privado
 O foro competente é a justiça estadual, não importando o ente que está ligada.
 Não tem privilégios processuais.
 Está sujeita as regras de responsabilidade civil objetiva
 Tem imunidade tributária reciproca
 Fundação padre Anchieta centro educativo de rádio e tv.

Aspectos comuns das empresas públicas e sociedade de economia mista

 São pessoas jurídicas de direito privado


 São criados por atos constitutivos na junta comercial e extintas com o deposito dos atos
extintivos
 Desempenham atividades econômicas em sentido estrito ou prestam serviços públicos
– operam no mercado com questões financeiras ligada ao estado
 Regime jurídico de direito privado derrogado parcialmente por normas de direito
público
 Em regra, os funcionários são regidos pela CLT e submetido a legislação do trabalho
 Bens privados em regra não tem as proteções conferidas aos bens públicos salvo se
estiverem afetados a prestação de serviços públicos
 Possuem responsabilidade civil objetiva quando forem prestadoras de serviços públicos
e responsabilidade civil subjetiva se desempenham atividade econômica em sentido
estrito
 Em regra não tem privilégios tributários que não sejam extensíveis às empresas privadas
 Não se submetem a processo de falência ou de recuperação judicial ou extrajudicial

Características das empresas públicas

 Seu capital é exclusivamente público


 Podem ser constituídas sob qualquer forma jurídica admitida em direito
 O foro competente é a justiça federal em caso de empresas públicas federais e estadual
se foram estudais, municipal ou distrital.
 Ex: BNDES, Caixa econômica federal, casa da moeda, CORREIOS, INFRAERO, EMBRAPA,
SERPRO (serviço federal de processamento de dados).

Características das sociedades de economia mista

 Capital mista, conjuga o capital público e privado.


 O controle societário tem que ser do poder público: 51% para o poder publico e o
privado 49% no mínimo
 Somente pode se constituir como sociedade autônoma -
 Foro de justiça estadual, importando o ente a que está ligado
 Ex: BB, BNB (Banco do Nordeste), instituto de resseguros, ELETROBRAS, PETROBRAS;

Atos administrativos

 É uma espécie de ato jurídico, que por sua vez é uma espécie de fato jurídico
 Praticado somente pela administração pulica através de agente público ou agente
privado com prerrogativas públicas.
 O objetivo do ato deve ser a satisfação do interesse público
 Praticado sob o regime jurídico de direito publico
 Fatos administrativos: efeitos materiais e não jurídicos ligados as atividades
realizadas no exercício de atividade administrativa
 Atos da administração: todos os atos praticados pela administração publicam tanto
pelo direito público quanto pelo direito privado
 Ato administrativo: conceito

Atos de
administração

Ato administrativo
 Embora a função administrativa seja a atividade típica do executivo, os demais
poderes do Estado exercem de maneira atípica
 Nem todo ato praticado no exercício da função administrativa é ato administrativo,
porque há situações em que o poder público pratica atos de conteúdo privado.
 Pode ser praticado não só pelo Estado, mas também por quem o represente
(administração direta e indireta e particulares – concessionárias e permissionárias de
serviços públicos)
 Está sujeito a controle jurisdicional
 Elementos: competência, finalidade, forma, motivo e objeto
 Fato jurídico: são todos os eventos em razão dos quais nascem, se modificam,
substituem e se extinguem relações jurídicas
 Ato jurídico – espécie de fato jurídico dotado de manifestação de vontade do autor
(tem que ser praticado por alguém)
 Ato administrativo: é praticado necessariamente pela administração pública através
de um agente público ou de um agente privado investido de prerrogativas públicas,
deve ter como objetivo mediato ou imediato a satisfação do interesse público, é
praticado sob o regime jurídico de direito público
 Atos de administração: enquadram todos os atos praticados pela Adm. Publica
1. Atos administrativos praticados pela adm.
2. Atos materiais da adm. – fatos administrativos
3. Atos de direito privado praticados pela administração – de direto público
4. Atos de direito privado – de direito privado
5. Atos materiais
6. Atos de conhecimento, opinião, juízo ou valor – discricionariedade
7. Atos políticos
8. Contratos
9. Atos normativos

Atos administrativo ≠ Atos de governo (politico)


ato de governo (político)

- Referem-se ao exercício da função


- Relacionam-se com o exercício da função
administrativa
politica
- São editados pelo poder executivo na
- São editados pelos poderes executivo e
função típica e pelos poderes legislativos e
legislativo
judiciário nas funções atípicas
- Integram o direito constitucional (ex:
- Inserem-se no direito administrativo
sanção e veto de projetos de leis,
declaração de guerra).
Sentido amplo dos atos administrativos

 Abrange os atos gerais e abstratos e os contratos administrativos “é a declaração do


Estado (ou de quem lhe faça as vezes – como, por exemplo, um concepcionário de
serviço público) no exercício de prerrogativas públicas, manifestada mediante
providencias jurídicas complementares da lei a título de lhe dar cumprimento, e sujeitas
a controle de legitimidade por órgão jurisdicional”.

Sentido estrito dos atos administrativos

 Complementa o conceito amplo com as características de concreção e unilateralidade.


 Concreção está ligada a Autoexecutoriedade do ato administrativo.
 A unilateralidade simboliza que não se faz necessário consulta com referência a esses
atos.
Exemplos de atos administrativos praticados pelos outros poderes na função atípica:
concurso público (função tipicamente executiva), nomeação dos aprovados, licitação
(legislativo e judiciário em função atípica), concessão de férias.
A administração pode fazer atos privados, por exemplo, quando emite cheque para
pagamentos de algo.
Os atos administrativos não necessariamente são praticados pelo poder público, podendo os
entes pratica-los.

O ato administrativo está sujeito a controle dos órgãos jurisdicionais, pois está ligado ao sentido
estrito por ser um ato unilateral, podendo revogar ou anular o ato, onde o judiciário só poderá
anular os atos quando tipo vicio de legalidade, porém as questões de mérito são feitos pelos
próprios administradores.

Centralização – o Estado executa suas tarefas diretamente por intermédio de seus órgãos e
agentes administrativos que compõem sua estrutura funcional. A centralização se dá pela
execução da atividade administrativa pelas próprias pessoas políticas (união, estados, DF e
municípios) através dos seus órgãos da administração direta. A atividade centralizada é
hierarquizada. Sempre haverá superiores e subordinados. Na criação das entidades indiretas
não há hierarquia, só havendo necessidade de realizar o controle finalístico.

Descentralização – o Estado transfere a execução de atividades para particulares ou pessoas


jurídicas de direito público ou privado. E a distribuição de atividades ou serviços da
administração direta para a indireta ou para particulares. Embora a administração direta exerça
controle sobre as atividades e serviços transferidos não há relação hierárquica entre a pessoa
que atribuiu e a que recebeu as atribuições.

Desconcentração – ocorre internamente é a distribuição interna de competências no âmbito da


mesma pessoa jurídica para órgãos que compõem a mesma instituição, ela se dá tanto na
administração direta quanto na indireta de todos os entes federativos. Na união há os
ministérios, a AGU, a casa civil da presidência, tudo isso está dentro da União; no âmbito da
administração indireta há as agências do banco do brasil, agencias do INSS

Concentração – é a ausência completa da distribuição de tarefas entre repartições internas.


Situação muito rara.

Atos vinculados / regrados


 Não pode sair fora do que estiver em lei, não tendo poder de escolha, comando, juiz de
valor.
 São aqueles que a administração age nos limites exatos da lei, a lei estabelece os
requisitos para a pratica do ato sem dar ao administrador liberdade de agir de maneira
diversa
 A competência (delegado que dá fiança em reclusão), finalidade (qual o objetivo que a
entidade foi criada) e forma (certa forma para que se faça os atos administrativos) são
os elementos vinculados da administração.
 Exemplo: concessão de aposentadoria, licença para construir, licença para exercer a
atividade profissional, licença para funcionamentos de bares e restaurantes.
 Do ato vinculado cabe mandado de segurança de decisão denegatória.

Atos discricionários

 Quando o administrador tem mais de um caminho para a realização de um ato.


 Já está agindo de acordo com a lei, pois quem lhe dá essa oportunidade de se manifestar
discricionariamente é a própria lei
 São aqueles que a lei prevê mais de um comportamento possível a ser adotado pelo
administrador no caso concreto. Ele tem uma margem de liberdade para que possa
atuar com base em juízo de conveniência e oportunidade, mas sempre dentro dos
limites da lei
 Quando a lei for omissa o ato terá que ser discricionário
 Quando a lei prevê a competência, mas não prevê a conduta, também exigira a
discricionariedade do ato.
 Quando a situação é descrita na norma de forma vaga, imprecisa, sem objetividade.
 Quando a lei não estabelecer uma finalidade especifica também será feito um ato
discricionário. Ex: quando estiver na lei do “interesse público”
 Exemplos de atos discricionários: permissão de uso para colocação de cadeiras e mesas
nas calçadas públicas, autorização de alvarás.
 O administrador deve instaurar um processo administrativo (ato vinculante) caso haja
erro de algum funcionário, no final analisará se terá que punir o funcionário (ato
discricionário).

Pressupostos de validade do ato administrativo

 Competência – sujeito competente ou sujeito


 Qualquer pessoa que exerça de forma temporária ou permanente com ou sem
remuneração uma função pública devendo estar ligado a administração pública
– servidores estatais que trabalham na administração pública direta e indireta
desde que exerçam função estatal, agentes públicos na categoria de
particulares em colaboração (entes de cooperação, notariais do cartório,
mesários em eleições), cabendo mandado de segurança caso haja alguma ação
feita em desconformidade com o que se espera, cabe também ação popular
(art. 5º LXXIX).
 O agente público precisa ter aptidão, ou seja, a capacidade jurídica é verificar se
o órgão ao qual pertence tem de fato as atribuições e se há a inexistência de
óbices para sua atuação no caso.
 É o conjunto de atribuições da pessoa jurídica, órgãos e agentes públicos fixados
pelo direito positivo representando a esfera de atuação de cada um deles. É de
exigência obrigatória tanto para os órgãos quanto para os agentes públicos.
 É irrenunciável (supra princípio da supremacia do interesse público sobre o do
particular).
 Art. 2º da lei de processos
 Não admite transação ou acordo, é imodificável, não pode ser afetado pela
prescrição e não admite prorrogação. Prorrogação de incompetência é
sinônimo de incompetência
 Delegação de competência – a autoridade hierarquicamente acima delega
algumas funções para o hierarquicamente abaixo, esse ato tem que ter
publicidade na modalidade publicação, tendo que haver os poderes que estão
sendo transmitidos, sua duração, seus objetivos, constando quem é o delegante
e o delegado. Há o compartilhamento de sua competência, pois não se pode
deixar de ser competente.
 Atos que não podem ser delegados (art. 13 da lei de processos)
 Avocação de competência – ocorre quando a autoridade que inicialmente era
incompetente, atrai para sua esfera de competência a pratica de um
determinado ato
 Finalidade
 É o que visa proteger com a conduta
 Na nomeação do servidor público há a finalidade de aumentar o quadro dos
serviços públicos para aumentar a eficiência da prestação.
 Finalidade especifica – estará na lei, porque para cada proposito da
administração tem um ato definido em lei.
 Forma
 como o administrador consegue exteriorizar sua vontade
 não basta só manifestação de vontade, precisando preencher as formas
especificas da lei.
 Caso não estejam presentes esses requisitos haverá vícios de legalidade, e será
invalidado.
 O próprio ato administrativo é uma sequência de procedimentos, e esses
procedimentos precisam estar de acordo com a lei

 Materialidade
 Objeto
 É o resultado prático do ato administrativo
 É o efeito jurídico imediato que ele produz
 É o que de fato será alterado no mundo fático
 Exemplo: multa que tem como objeto punir o infrator da ação
 Objeto natural: é o efeito jurídico que o ato produz sem necessidade expressa
de menção
 Objeto acidental: é o efeito jurídico que o ato produz em decorrência de
clausulas acessórias como a condição e o encargo.
 No deferimento de alguma construção, tem como objeto a realização da obra.
 3 requisitos de validade do objeto: a) licitude- o objeto tem que ser permitido
em lei; b) possibilidade – tem que ser um objeto possível de ser realizado; c)
determinação – tem que ser definido ou no mínimo determinável;
 Atributos do ato administrativo
 Presunção de legitimidade – presumisse que esse ato seja legal e verdadeiro, que agiu com
moralidade, seguiu o passo a passo da lei. É uma presunção iuris tantum (relativa), pois pode-se provar
o contrário sobre tal legitimidade. O ônus é de quem alega. E a consequência prática e imediata, onde
seus efeitos surtem os devidos efeitos enquanto existente no âmbito administrativo.
 Autoexecutoriedade – atuação do poder público sem pedir autorização do controle prévio do poder
judiciário. Caso tenha algum problema, remete-se ao poder judiciário por haver ilegalidade ao ato.
Majoritariamente tem que haver 2 enfoques distintas: a) exigibilidade – é o poder que tem o Estado
de decidir sem o poder judiciário, sendo um meio de coerção indireta, todo ato administrativo tem
exigibilidade; b) executoriedade – executar os atos sem o judiciário, sendo coerção direta, não estando
presente em todos os atos administrativos: somente as situações previstas em lei ou de urgência.
 Imperatividade – o ato administrativo tem coercibilidade e obrigatoriedade, nem sempre a
imperatividade estará presente, mas estará sempre presente nos atos que estabelecem obrigação
 Tipicidade do ato administrativo – cada ato administrativo tem uma aplicação determinada, uma
utilização especifica. O deslocamento do servidor não pode ser feito sem motivo necessário

Destinatários

 Gerais – destina-se a grande parte da população. Decretos, instruções normativas.


o Abstratos
o Impessoais
 Individuais – destinatário certo, não necessariamente uma pessoa, mas um grupo especifico de pessoas.
Podendo também serem chamados de especiais.
o Singular – um destinatário certo.
o Plúrimo – múltiplos destinatários certos
 Alcance
o Internos – produzem efeitos dentro da administração
o Externos – produzem efeitos fora da administração mas também dentro dela. Exemplo: horários
internos dos funcionários (dentro) e horários de funcionamento
 Regramento
o Vinculados
o Discricionários
 Formação dos atos
o Simples – se torna perfeito e acabado com somente uma manifestação de vontade
o Composto – precisa-se de 2 manifestações de vontade, onde essas duas manifestações estarão no
mesmo órgão, primeiro a autoridade vai decidir e a segunda ratificar. Exemplo: dispensa de licitação
o Complexo – precisa-se de 2 manifestações de vontade, em dois órgãos diferentes com patamar de
igualdade. Exemplo: nomeação para dirigente de uma agencia reguladora, tem que se passar primeiro
para o senado e depois pela presidência da república; concessão de aposentadoria; escolha da lista
tríplice.

Formação, validade e eficácia do ato administrativo

o O ato é considerado perfeito quando cumprir todo seu ciclo de formação


o O ato é considerado válido quando cumprir todos os requisitos
o O ato é considerado eficaz quando tiver pronto para produzir seus efeitos
o O ato pode ser perfeito, invalido e mesmo assim eficaz? Pode sim, ele será invalido e produzirá efeitos até sua
declaração de invalidade como se válido fosse.
o O ato pode ser perfeito, válido e ineficaz? Sim. Precisa-se que haja sua devida publicação para que surta seus
efeitos. (art. 63 lei 8666)
o O ato pode ser perfeito, inválido e ineficaz? Pode, vício, fraude no contrato de licitação e não publica o
contrato de licitação.
o Efeitos:
 Típico – principal, desejado naturalmente para aquele ato.
 Atípico – secundário, não é desejado mas produz efeitos
 Reflexos – atinge terceiros estranhos a pratica do ato. Exemplo: desapropriação feita pela
administração pública, o efeito esperado é adquirir o imóvel, porém é alugado por terceiro
que será atingido pela desapropriação.
 Preliminares – vai acontecer nos atos administrativos que dependam de 2 manifestações de
vontade. É um efeito secundário e acontecerá antes do aperfeiçoamento do ato. Configura-
se com o dever da segunda autoridade se manifestar quando a primeira já o fez. Ex: Pode
acontece quando o senado faça a nomeação e ao mesmo tempo ratifique, devendo passar
pela presidência da república obrigatoriamente.

Poderes da administração

 Conjunto de prerrogativas ou de competências de direito público conferidas a administração com o objetivo


de permitir a aplicação da supremacia do interesse público e a realização do bem comum. Pode-dever dos
administradores que colocam em pratica, por exemplo poder de polícia.
 Características gerais dos poderes da administração:
 Exercício obrigatório:
 Poderes irrenunciáveis: está ligado com o princípio indisponibilidade do interesse público. Não se
pode renunciar o que foi destinado para o cargo ou função que o administrador tem que fazer.
 Condicionados aos limites legais: está subordinado a lei, só podendo fazer o que a lei autorizar e
determinar.
1. Vinculado – que está sendo praticado, o administrador não tem liberdade de escolha, não tendo analise de
conveniência e oportunidade.
2. Discricionário – o administrador está agindo dentro da lei, pois se fugir da lei, não terá respaldo legal. Pode
escolher entre outras alternativas. Fazendo juízo de valor e analise de conveniência e oportunidade. Não se
pode confundir com ato arbitrário
3. Regulamentar – é o poder conferido ao administrador, em regra o chefe do poder executivo para a edição de
normas complementares a lei. Se assemelha com o poder legiferante. Cria através de instrumento uma forma
de auxiliar a lei ou diretamente a constituição nos decretos autônomos. Exemplo: decretos regulamentares,
instruções normativas, portarias, resoluções

DIREFENÇAS LEI DECRETO REGULAMENTAR

ORGÃO Órgão colegiado (reúne várias tendências e Órgão singular unipessoal


segmentos sociais) (perspectiva unitária
PROCESSO DE Confere um grau de controle, confiança, Gabinetes fechados, sem
ELABORAÇÃO imparcialidade e qualidade normativa, publicidade, libertos de qualquer
viabilizando maior garantia e proteção fiscalização ou controle da
sociedade
SEMELHANÇAS Emanam normas, atos com efeitos gerais e abstratos

Regulamento e decreto – o papel em si é o decreto e o seu conteúdo é o regulamento, sendo correto dizer decreto-
regulamentar

Decreto-regulamentar – não tem formalidade, não tem que passar por processo solene.

 Executivo – complementa a lei, contando normas para sua fiel execução, conforme previsão do artigo 84
IV da CF. esse decreto regulamentar não pode inovar a ordem jurídica criando direito, obrigações,
proibições em razão do princípio da legalidade pelo qual ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer
alguma coisa senão em virtude da lei. No brasil a regra é que esse ato seja feito pelo executivo, tendo seu
fundamento de validade na lei, necessitando uma lei preexistente para que valide sua instauração.
 Autônomo/independente – tem o poder de inovar a ordem jurídica estabelecendo normas sob matérias
não disciplinadas em lei, não complementando nem desenvolvendo nenhuma lei anterior. Vem criando
situações e obrigações, sendo seu fundamento a própria constituição. Emenda constitucional 32 /2001
(art. 84 IV da CF). Em regra, é o decreto regulamentar executivo, sendo exceção a utilização do autônomo.