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Universidade Federal Fluminense

Lucas Alexsander de Faria Fernandes

Nathalia Carolina da Silva Corrêa

Pedro Simões Dognani Silva

Vitor Moreira Pereira Josias

Estudo da luz emitida pela chama de elementos químicos


Sumario

 Introdução -> 2
 Objetivos -> 3
 Parte experimental -> 3
 Resultados e Discussões -> 4
 Conclusão -> 5
 Bibliografia -> 6
1.1 Introdução: O estudo acerca do limite de quanto a matéria pode ser dividida
já existe a cerca de 3000anos (Demócrito -460A.C), o marco histórico desse
estudo começou com a primeira ideia do modelo onde a matéria não teria mais
divisões, o modelo atômico (que do grego, átomo significa: o que não se pode
dividir. O primeiro modelo foi desenvolvido em 1808 por John Dalton para
tentar explicar a propriedade da meteria; a importância sobre o entendimento
desse modelo é fundamental pois é a base dos próximos modelos. Ficou
conhecida como modelo bola de bilhar:
. Todas as substancias são formadas por pequenas partículas chamadas
átomos
. Os átomos são permanentes e indivisíveis, não podendo ser criados nem
destruídos
. As reações químicas correspondem a reorganização dos átomos
. Os átomos não se alteram quando formam componentes químicos

Entendendo este modelo, e passando brevemente pelos próximos modelos,


temos:
-Modelo atômico de Thompson (1887), pudim de passas:
. Interpretou raios catódicos como um feixe de partículas carregadas e energia
elétrica negativa
. Indicava que os átomos deveriam ser constituídos de cargas elétricas
positivas e negativas de forma uniforme
. Nomeou as partículas como elétron e propôs que eles eram iguais em todo
tipo de matéria

-Modelo atômico de Rutherford (1911), modelo planetário:


. Átomo nucleado e sua parte positiva se concentra em uma parte muito
pequena, o próprio núcleo
. Elétrons que tinham sua carga negativa orbitavam o núcleo.

Ao longo dos anos o aprofundamento desse estudo tornou o modelo atômico


mais sofisticado e representativo na vida real. O modelo atual mais aceito é o
de Niels Bohr (1913) que representa um núcleo pequeno, carregado
positivamente cercado por elétrons que viajam em camadas de energia
circulares, porem com detalhes a mais:
. Os elétrons giravam em orbitas bem determinadas
. As diferentes orbitas dos elétrons são caracterizadas pelo seu nível de
energia
. Quando o elétron recebe energia, ele se excita e começa a orbitar uma
camada de energia mais alta que a dele
. Quando o elétron absorve energia realiza esse ' salto ', e quando libera a
energia emite luz

A energia liberada na forma de luz no processo do átomo voltar a sua energia


inicial pode ser quantizada através de suas ondulações que resultam na origem
de duas características das ondas: o comprimento e a frequência. E é a
frequência que da luz que determina sua cor (E = hf / E = hc/λ)

O modelo atual proposto pode ser provado de diferentes formas, e uma delas é
o teste da chama.
2. Objetivos: O experimento proposto apresenta como estudo observar o
comportamento de elementos químicos sob um alto grau de agitação das
moléculas, usando uma chama para propagar energia na forma de radiação
eletromagnética, e explicar o fenômeno observado com base no modelo
atômico de Niels Bohr

3. Parte experimental:
3.1 Matérias: O experimento poderá ser realizado com:
. Bico de Bunsen
. Solução de ácido clorídrico em agua
. Fio de platina
. Suporte para prender o fio de platina (pinça, tubo de caneta...)
. Agua
. Sais diversos como Sódio, Lítio, Potássio, Cálcio, Bário, Estrôncio, Cobre e
etc.

3.2Procedimento experimental:
. Antes de iniciar limpe bem o fio e ligue o bico de Bunsen, é optativo fazer
soluções dos sais em agua.
. Mergulhe o fio na solução de um dos sais e leve a chama
. Cada elemento levado a chama queima com uma coloração diferente
. Limpe o fio com agua, mergulhe o fio na solução de ácido clorídrico e repita o
processo com cada sal
4. Resultados e Discussões:

. Tabela1: Cor da chama observada no experimento e na literatura


Elemento químico Cor observada Cor na literatura
Sódio Amarelado Amarelo
Lítio Vermelha Vermelho
Potássio Amarelado Laranja
Cálcio Alaranjado Laranja
Bário Esverdeado Esverdeado
Estrôncio Vermelha Vermelho
Cobre Verde Verde

. Tabela2: Comprimento de onda e frequência de cada aspecto de cor

Comprimento de onda ( Frequência


Cor

Violeta 420 nm 7,1x10-14 Hz

Azul 470 nm 6,4x10-14 Hz

Verde 530 nm 5,7x10-14 Hz

Amarelo 580 nm 5,2x10-14 Hz

Laranja 620 nm 4,8x10-14 Hz

Vermelho700 nm 3,0x10-14 Hz

As diferenças nas cores observadas e a cor como está na literatura pode ter
diversos motivos, como concentração, pureza e etc.
A diferentes cores observadas na queima dos elementos químicos está ligada
diretamente com o modelo atômico atual, pois, segundo Niels Bohr, cada
elemento é formado por diferentes números de prótons, nêutron e elétrons.
Todavia os elétrons possuem valores de energia bem definidos em suas
camadas de energia, que é proporcional à distância do núcleo.
Quando o sal recebe calor, o elétron absorve essa energia, fica excitado e vai
de sua camada de energia para uma camada mais energética, porem esse
estado traz instabilidade para o núcleo e assim o elétron tende a voltar para
sua camada de origem, ao voltar, ele libera parte da energia que acumulou e
essa energia ocorre na forma de luz visível que também pode ser quantizada
pela mesma formula citada anteriormente.
Como cada elemento tem seus elétron em camadas de energia bem definidas,
a luz liberada em cada elemento também tem seu comprimento de onda bem
definido.
E = hf / E = hc/λ
E= energia do fóton
H= constante de Planck
F= frequência
Λ= comprimento de onda

5. CONCLUSÃO
Em linhas gerais, com a realização dessa pratica, pode-se perceber que é de
suma importância o aprendizado desse procedimento minuciosamente, que um
erro sistemático pode alterar todo cálculo para a determinação da cor da
chama, comprovando a teoria atômica de Niels Bohr. Todavia o teste da chama
também serve para verificar os elementos presentes em compostos químicos.
Levando-se em consideração os erros cometidos, conclui-se que, para atestar
a eficiência deve-se levar em conta a pureza e concentração do elemento
químico fora a repetição do experimento.
6. Bibliografia:
6.1 www.ebah.com.br/content/ABAAABujcAH/teste-chama
RUSSELL, John B.; Química Geral vol.1, São Paulo: Pearson Education do
Brasil, Makron Books, 1994.
6.2. USBERCO. SALVADOR. Química. Volume Único. 1. ed. São Paulo:
Editora Saraiva, 1997.

6.3 https://www.todamateria.com.br/modelos-atomicos/