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Curso: Contabilidade

Teoria e Questões comentadas


Prof. Feliphe Araújo

Aula 00 – Aula Demonstrativa


Prof. Feliphe Araújo Curso: Contabilidade Avançada p/ ICMS SC 1 de 128
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Professor: Feliphe Araújo
Curso: Contabilidade
Teoria e Questões comentadas
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APRESENTAÇÃO

Olá queridos alunos e alunas!


É um prazer fazer parte da equipe de
professores do Exponencial Concursos, que tem como
uma de suas metodologias, facilitar e acelerar as
etapas de seu estudo, economizando seu tempo, e
aumentando EXPONENCIALMENTE suas chances de
passar em um concurso público.
Sejam bem-vindos ao curso de Contabilidade Avançada para Auditor
Fiscal (Auditoria e Fiscalização) da Secretaria da Fazenda do Estado de
Santa Catarina (SEFAZ SC).
O edital já foi publicado e a prova será realizada nos dias 17 e
18/11/2018. Tempo suficiente para uma boa preparação. São 60 vagas
mais o cadastro de reserva. É uma excelente oportunidade.
O Auditor Fiscal da SEFAZ SC é um dos cargos mais bem remunerados
do serviço público brasileiro, podendo chegar a ter uma remuneração em final
de carreira de mais de R$ 30.000,00, considerando o salário base mais
gratificações de produtividade.
Agora, deixem eu me apresentar, meu nome é Feliphe Araújo, sou
graduado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Piauí e pós-
graduado em Direito Tributário pela Universidade Anhanguera. Atualmente
ocupo o cargo de Auditor-Fiscal da SEFAZ-PI, tendo sido nomeado em 1º
lugar.
Iniciei minha carreira na Receita Federal em 2010, ocupando o cargo de
Analista Tributário. Em 2014, após ter sido aprovado em 9º lugar, passei a
exercer as minhas atribuições no cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal
do Brasil (AFRFB). Além disto, sou professor de Contabilidade Geral e
Avançada do Exponencial Concursos.
 Concursos em que fui aprovado:
 Analista-Tributário da Receita Federal do Brasil (2009/2010) - 23 anos;
 2º lugar - Auditor Fiscal de Controle Externo do Tribunal de Contas do
Estado do Piauí (2014);
 9º lugar - Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil (2014);
 2º lugar - Auditor Fiscal da Fazenda do Estado do Piauí (2015);

Com a experiência adquirida nas aprovações que acabei de mencionar,


principalmente dos concursos de Auditor do TCE – PI e Auditor da SEFAZ – PI,
realizado pela FCC, quero ajudá-lo a enfrentar as provas de Contabilidade desta

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banca, transmitindo a você os conhecimentos e macetes necessários para a sua


aprovação.
Além disso, neste curso, contaremos com a ajuda do professor Paulo
Junior, recentemente aprovado no concurso de Agente de Fiscalização
do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Ele ficará responsável,
principalmente, pelo fórum de dúvidas.
 Concursos em ele foi aprovado:
 Agente de Fiscalização do TCE-SP;
 Auditor Fiscal de Tributos de Sorocaba-SP (13º lugar);
 Fiscal Tributário de Tatuí-SP (6º lugar);
 Advogado do Município de Boituva-SP (1º lugar);
 Oficial de Promotoria do MPSP (9º lugar), dentre outros certames;

Vejam que são quatro mãos trabalhando com total dedicação para
ajudar vocês em busca da aprovação.
O nosso curso é totalmente direcionado para o concurso de
Auditor Fiscal – Auditoria e Fiscalização – SEFAZ SC, pois tomei como base
o Edital N° 001/SEF/DIAT/2018.
A matéria de Contabilidade Avançada juntamente com a disciplina
de Contabilidade de Custos possui um total de 25 questões de pesos 3,
representando 15% da prova objetiva.
Assim, o estudo dessa matéria é de extrema e fundamental importância
para sua aprovação. É uma das matérias que você deve PRIORIZAR o estudo.
Nesse curso, vou mostrar que Contabilidade não é tão difícil quanto dizem por
aí!!!
Este curso não aborda a parte de Contabilidade de Custos. Clique
aqui para acesso ao curso específico.
Vamos apresentar aqui a teoria de forma bem objetiva e didática,
utilizando-se de esquemas e tabelas, que você possa absorver o conteúdo de
forma mais fácil e rápida. Agregado a isso, irei comentar mais de 700
exercícios, principalmente da FCC, para uma melhor absorção do conteúdo e
para você conhecer como a banca aborda os assuntos em suas provas de
Contabilidade.
Comentarei todos os assuntos que costumam cair, bem como as
novidades e tendências que poderão ser cobradas em futuros certames, devido
à experiência adquirida após resolver e analisar provas de vários concursos das
mais diferentes bancas. Assim, vou direcionar você a aumentar
EXPONENCIALMENTE as suas chances de aprovação.

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O nosso curso está totalmente atualizado com as mudanças ocorridas na


contabilidade pelas Leis 11.638/07, 11.941/09 e 12.973/14, que alteraram a
Lei 6.404/76, bem como pelos Pronunciamentos Técnicos (CPCs). Este tem sido
um dos assuntos mais cobrados pelas bancas recentemente.
Normas que vamos utilizar ao longo do curso:
 Lei 6.404/74 (artigos 175 a 205); e
http://www.planalto.gov.br/Ccivil_03/LEIS/L6404compilada.htm

 Pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC.


http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos

Para melhor entendimento dos conteúdos, é necessário que o


aluno já tenha estudado o curso de Contabilidade Geral.
O objetivo do curso é preparar você para acertar o número de questões
necessários para sua aprovação. Quero mais, que você possa ganhar alguns
pontos acima da média de acerto de questões da nossa disciplina, melhorando
sua classificação, diferenciando-se dos outros candidatos.
DICA IMPORTANTE: Lembrem-se de refazer todas as questões que erraram
e/ou tiveram dúvidas. Só assim você vai ficar realmente bom na Contabilidade.
Revendo os exercícios, você também começa a responder mais rápido as
questões na prova. E você sabe bem que o tempo no dia da prova é “ouro”.
Com esta dica, você não vai mais cair nas pegadinhas e vai gabaritar as provas
de Contabilidade.
Qualquer dúvida e/ou esclarecimentos, estarei à disposição no Fórum.
Não deixe de nos procurar, tirando suas dúvidas, e nos ajudando a aprimorar o
nosso curso.
Mensagem de alunos dos muitos que temos e sempre nos elogiam pelos
fóruns dos nossos cursos:

Depoimento de alunos dos muitos que já foram aprovados estudando


pelos nossos cursos:
https://www.exponencialconcursos.com.br/aprovacao-auditor-fiscal-sefin-ro/
https://goo.gl/YxueRi

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Histórico e análise das provas


Contabilidade Geral e Avançada

Para traçar o perfil da banca examinadora, fizemos a análise de doze


concursos organizados pela FCC na área fiscal e de controle referente às
provas de Contabilidade Geral e Avançada, incluindo Análise de Balanços
(SEFAZ MA, ISS Teresina, SEFAZ PI, SEFAZ PE, TCM GO, SEFAZ RJ etc.), com
o objetivo de ajudar na orientação de seu estudo.
Observa-se no quadro abaixo que a banca gosta muito das questões de
Investimentos (MEP, Custo e Goodwill), Operações com Mercadorias,
Demonstração dos Fluxos de Caixa e Depreciação, Amortização e
Exaustão. Então, vamos ter muita atenção nesses quatro assuntos, pois eles
são de extrema importância e provavelmente estarão na sua prova.
Além dos assuntos acima, a FCC gosta de cobrar com frequência os
seguintes tópicos dos editais: Patrimônio Líquido, Instrumentos
Financeiros, Redução ao Valor Recuperável de Ativos e Provisões.
Não podemos esquecer dos assuntos que são novidades e daqueles já
cobrados com frequência pelas bancas: Balanço Patrimonial, Demonstração do
Resultado do Exercício, Demonstração do Valor Adicionado, Passivo
(Empréstimos e Debêntures), Dividendos e Ajuste a Valor Presente (CPC 12).
Observem também que a banca cobra com frequência os
pronunciamentos contábeis do CPC.
PROVAS (2012 a
ASSUNTO 2017)

Questões Percentual

Investimentos (Custo, MEP, Goodwill) 16 10,81%

Operações com mercadorias (Inventários, fatos que


12 8,11%
modificam compras e vendas)

Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) - CPC 03 11 7,43%

Depreciação, Amortização e Exaustão 8 5,41%

Patrimônio Líquido (Incluindo Reservas de Lucros e de


7 4,73%
Capital e Ações em Tesouraria)

Instrumentos financeiros (CPC 48) 7 4,73%

Redução ao valor recuperável de ativos (CPC 01) 7 4,73%

Provisões, Passivos e ativos contingentes (CPC 25) 6 4,05%

Balanço Patrimonial / Classificação de Contas (inclui Ativo,


5 3,38%
Passivo e PL)

EPCLD 5 3,38%

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Demonstração do resultado do exercício (DRE) 5 3,38%

Demonstração do Valor Adicionado (DVA) - CPC 09 4 2,70%

Empréstimos e financiamentos (inclui custos de transação) 4 2,70%

Debêntures e títulos de dívida (inclui custos de transação) 4 2,70%

Arrendamento mercantil (financeiro e operacional) - CPC 06 4 2,70%

Ajuste a Valor Presente (CPC 12) 4 2,70%

Efeitos das mudanças nas taxas de câmbio em investimentos


4 2,70%
no exterior; Conversão de demonstrações - CPC 02

Dividendos 4 2,70%

Critérios de Avaliação do Ativo e do Passivo 4 2,70%

Receitas e Despesas antecipadas 3 2,03%

Estoques: mensuração, reconhecimento como despesa e


3 2,03%
divulgação (CPC 16)

Resultado na venda de imobilizado e de intangível 3 2,03%

Análise das Demonstrações Contábeis* 3 2,03%

Ativo imobilizado (CPC 27) 2 1,35%

Subvenção e Assistência Governamentais (CPC 07) 2 1,35%

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) 2 1,35%

CPC 26 - Apresentação das Demonstrações Contábeis 1 0,68%

Princípios Contábeis 1 0,68%

Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade (CPC 00) 1 0,68%

Regimes Contábeis (competência, caixa e misto) 1 0,68%

Ativos intangíveis (CPC 04) 1 0,68%

Demonstração Contábil Consolidada 1 0,68%

Notas Explicativas 1 0,68%

Fatos contábeis e respectivas variações patrimoniais 1 0,68%

Combinação de negócios, fusão, incorporação e cisão 1 0,68%

Total 148 100,00%

* Assunto não previsto no edital.

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Para quem já estudou o curso de Contabilidade Geral, é importante destacar


que alguns conteúdos estudados neste curso serão semelhantes a assuntos já
estudados naquele curso. Por isso, como sugestão, quando acontecer isto,
foquem em revisar e resolver as questões para adiantar os conteúdos.
Aula Conteúdo
Redução ao valor recuperável, mensuração, registro contábil,
00
reversão. CPC 01.
Ativos Intangíveis, conceito, apropriação, forma de avaliação e
01
registros contábeis. CPC 04.
Provisões Ativas e Passivas, tratamento das Contingências Ativas e
02
Passivas. CPC 25.
03 Tratamento de operações de arrendamento mercantil. CPC 06.
Subvenção e Assistência governamentais – conceitos, tratamento
04
contábil, avaliação e evidenciação. CPC 07.
Debêntures, conceito, avaliação e tratamento contábil. Tratamento
05 das partes beneficiárias. CPC 08. Tratamento dos saldos existentes
do ativo diferido e das Reservas de Reavaliação. CPC 13.
Tratamento das Participações Societárias, conceito de coligadas e
controladas, definição de influência significativa, métodos de
avaliação, cálculos, apuração do resultado de equivalência
06 patrimonial, tratamento dos lucros não realizados, recebimento de
lucros ou dividendos de coligadas e controladas, contabilização.
Apuração e tratamento contábil da mais valia, do goodwill e do
deságio: cálculos, amortizações e forma de evidenciação. CPC 36.
Ativo Não Circulante Mantido para Venda, Operação Descontinuada
07 e Propriedade para Investimento, conceitos e tratamento contábil.
CPC 28 e 31.
Ajuste a valor presente: Objetivo, alcance, definições,
08
procedimentos, divulgação e demais aspectos. CPC 12.
Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. CPC
09
23.
Mensuração a Valor justo e apuração dos ativos líquidos – conceitos
10
envolvidos, cálculos e apuração e tratamento contábil. CPC 46.

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Reorganização e reestruturação de empresas: Incorporação, fusão,


11 cisão e extinção de empresas - Aspectos contábeis, fiscais, legais e
societários da reestruturação social. CPC 15.
Efeitos das mudanças nas taxas de câmbio e conversão de
demonstrações contábeis: Objetivo, alcance, definições,
procedimentos, divulgação e demais aspectos. Conceitos e
12
procedimentos: Filiais, agências, sucursais ou dependências no
exterior. Conversão das demonstrações de uma entidade no exterior.
CPC 02.
Bônus Provas de Contabilidade Avançada FCC – 2018.

*Confira o cronograma com as datas de disponibilização das aulas no


site do Exponencial, na página do curso.
Siga o professor nas redes sociais e tenha acesso a dicas de
Contabilidade e de concursos:
 Facebook: https://www.facebook.com/professorfeliphearaujo/

 Instagram: @feliphearaujoprofessor

 Youtube: Prof. Feliphe Araújo

Conte conosco e Firmeza nos Estudo (FÉ)!


Vamos começar a nossa aula.
Abraço!
Feliphe Araújo.

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Aula 00 – Redução ao valor recuperável, mensuração, registro


contábil, reversão. CPC 01.

1. Redução ao Valor Recuperável na Lei nº 6.404/76 .................... 10


2. Redução ao Valor Recuperável de Ativos ................................... 10
2.1 Objetivo ............................................................................................................................ 11
2.2 Alcance ............................................................................................................................. 11
2.3 Definições ......................................................................................................................... 14
2.4 Periodicidade do Teste de Recuperabilidade ................................................................... 19
2.5 Identificação de ativo que pode estar desvalorizado ...................................................... 19
2.6 Reconhecimento e Mensuração de Perda por Desvalorização ....................................... 21
2.7 Identificação da Unidade Geradora de Caixa à qual um ativo pertence.......................... 26
2.8 Valor Recuperável e Valor Contábil de unidade geradora de caixa ................................. 27
2.9 Ágio pago por expectativa de rentabilidade futura (Goodwill) ....................................... 29
2.10 Reversão de Perda por Desvalorização ............................................................................ 33
2.11 Divulgação das perdas e reversões .................................................................................. 41
3. Resumo da Aula......................................................................... 43
4. Questões comentadas ............................................................... 47
FCC................................................................................................................................................ 47
ESAF .............................................................................................................................................. 88
FGV ............................................................................................................................................... 91
CESPE ............................................................................................................................................ 99
5. Lista de Exercícios ................................................................... 105
6. Gabarito .................................................................................. 128

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1. Redução ao Valor Recuperável na Lei nº 6.404/76

De acordo a Lei nº 6404/76, art. 183, § 3o: a companhia deverá efetuar,


periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no
imobilizado e no intangível, a fim de que sejam: (Redação dada pela Lei nº
11.941, de 2009)

I – Registradas as perdas de valor do capital aplicado quando


houver decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se
destinavam ou quando comprovado que não poderão produzir resultados
suficientes para recuperação desse valor; ou (Incluído pela Lei nº 11.638,de
2007)

II – Revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação


da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e
amortização. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)

Esquematizando:

Novidade incluida pela Lei nº 11.638/07;

Análise dobre recuperaçãodos valores registrados nos


ativos imobilizado e intangível;

interromper
Teste de empreendimento ou
Recuperabilidade na Registra perdas de atividade; ou
Lei nº 6.404/76 valor do capital
aplicado quando:
não puderem recuperar
o valor do ativo.

a vida útil economica


estimada do bem; e
Revisar e ajustar
após perda ou reversão
o cálculo da
depreciação, exaustão
e amortização.

2. Redução ao Valor Recuperável de Ativos

A redução ao valor recuperável de ativos, também chamado de teste de


recuperabilidade, é disciplinada pelo Pronunciamento Técnico nº 01 (CPC 01).
Vamos detalhar durante a aula todo o processo de identificar a perda de
valor recuperável.

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2.1 Objetivo
O Pronunciamento Técnico CPC 01 (R1) - Redução ao Valor Recuperável
de Ativos tem por objetivo principal assegurar que os ativos das entidades
estejam registrados contabilmente por valor que não exceda seus valores de
recuperação.
Um ativo está registrado contabilmente por valor que excede seu valor
de recuperação se o seu valor contábil exceder o montante a ser
recuperado pelo uso ou pela venda do ativo. Se esse for o caso, o ativo é
caracterizado como sujeito ao reconhecimento de perdas, e o
Pronunciamento Técnico requer que a entidade reconheça um ajuste para
perdas por desvalorização.
O valor recuperável é o MAIOR valor entre o valor em uso e o valor
de venda do ativo.
Se Valor Contábil > Valor Recuperável, temos que reconhecer um ajuste
para Perdas por Desvalorização.

2.2 Alcance
A Lei das S/A determina que apenas os bens e direitos do ANC
Imobilizado e Intangível estão sujeitos ao teste de recuperabilidade. No
entanto, o CPC 01 (R1) determina que todos os ativos estão sujeitos à
redução ao valor recuperável, exceto:
(a) estoques (ver Pronunciamento Técnico CPC 16(R1) – Estoques);
(b) ativos de contrato e ativos resultantes de custos para obter ou cumprir
contratos que devem ser reconhecidos de acordo com o CPC 47 – Receita
de Contrato com Cliente; (Alterada pela Revisão CPC 12)
(c) ativos fiscais diferidos (ver Pronunciamento Técnico CPC 32 – Tributos
sobre o Lucro);
(d) ativos advindos de planos de benefícios a empregados (ver
Pronunciamento Técnico CPC 33 – Benefícios a Empregados);
(e) ativos financeiros que estejam dentro do alcance do CPC 48 –
Instrumentos Financeiros; (Alterada pela Revisão CPC 12)
(f) propriedade para investimento que seja mensurada ao valor justo (ver
Pronunciamento Técnico CPC 28 – Propriedade para Investimento);
(g) ativos biológicos relacionados à atividade agrícola dentro do alcance
do Pronunciamento Técnico CPC 29 – Ativo Biológico e Produto Agrícola
que sejam mensurados ao valor justo líquido de despesas de vender;
(Alterada pela Revisão CPC 08)
(h) custos de aquisição diferidos e ativos intangíveis advindos de direitos
contratuais de companhia de seguros contidos em contrato de seguro

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dentro do alcance do Pronunciamento Técnico CPC 11 – Contratos de


Seguro; e
(i) ativos não circulantes (ou grupos de ativos disponíveis para venda)
classificados como mantidos para venda em consonância com o
Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo Não Circulante Mantido para
Venda e Operação Descontinuada.

Com isso, os ativos abaixo não estão sujeitos ao CPC 01:


 Estoques;
 Ativos de Receita de Contrato com Cliente;
 Ativos fiscais diferidos;
 Ativos advindos de planos de benefícios a empregados;
 Instrumentos Financeiros;
 Propriedade para investimento que seja mensurada ao valor
justo;
 Ativos biológicos do CPC 29 e Produto Agrícola que sejam
mensurados ao valor justo líquido de despesas de vender;
 Contratos de Seguro; e
 Ativos não circulantes mantidos para venda.

Segundo o CPC 01 (R1), o teste de recuperabilidade é aplicado a ativos


financeiros classificados como:
1. Controladas;
2. Coligadas; e
3. Empreendimento controlado em conjunto.

Teste de recuperabilidade é a tradução do inglês “Impairment test”.

(ESAF/Especialista - ANAC/2016) O Teste de


Recuperabilidade ou impairment test tem por objetivo principal assegurar que
os Ativos da companhia estejam registrados contabilmente por um valor que
não exceda os seus valores recuperáveis. Avalie as proposições a seguir, acerca
do impairment test.
I. Ativos Fiscais Diferidos não estão sujeitos ao impairment test.
II. Todos os ativos estão sujeitos ao impairment test.

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III. O ativo intangível decorrente do direito de outorga da concessão de um


aeroporto não está sujeito ao impairment test.
Assinale a opção correta.
a) Apenas a proposição I está correta.
b) Apenas a proposição II está correta.
c) As proposições II e III estão corretas.
d) Todas as proposições estão corretas.
e) Nenhuma proposição está correta.
Resolução:
Questão um pouco “decoreba”, mas bem tranquila. Vamos analisar cada item.
I. Correto. De acordo com o item 2 (c) do CPC 01 (R1), Ativos Fiscais Diferidos
não estão sujeitos ao impairment test.
Os ativos abaixo não estão sujeitos ao CPC 01:
 Estoques;
 Ativos de Receita de Contrato com Cliente;
 Ativos fiscais diferidos;
 Ativos advindos de planos de benefícios a empregados;
 Instrumentos Financeiros;
 Propriedade para investimento que seja mensurada ao valor
justo;
 Ativos biológicos do CPC 29 e Produto Agrícola que sejam
mensurados ao valor justo líquido de despesas de vender;
 Contratos de Seguro; e
 Ativos não circulantes mantidos para venda.

II. Incorreto. De acordo a Lei nº 6404/76, art. 183, § 3º, somente estão sujeitos
ao impairment test os ativos imobilizado e intangível.
Lei nº 6404/76, art. 183, § 3o: a companhia deverá efetuar, periodicamente,
análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no
intangível, a fim de que sejam:
I – registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver
decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam
ou quando comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para
recuperação desse valor; ou

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II – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da


vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e
amortização.

III. Incorreto. Os ativos intangíveis estão sujeitos ao teste de recuperabilidade,


em inglês, impairment test.
Gabarito: Letra A.

2.3 Definições
Segue o significado de alguns termos que serão utilizados durante a aula:

é o montante pelo qual o ativo está reconhecido no balanço depois


Valor Contábil da dedução de toda respectiva depreciação, amortização ou
exaustão acumulada e ajuste para perdas.

é o montante a ser obtido pela venda de um ativo ou de unidade


Valor justo líquido
geradora de caixa em transações em bases comutativas, entre
de despesa de
partes conhecedoras e interessadas, menos as despesas
venda
estimadas de venda.

Perda por é o montante pelo qual o valor contábil de um ativo ou de unidade


desvalorização geradora de caixa excede seu valor recuperável.

de um ativo ou de unidade geradora de caixa é o maior


Valor recuperável montante entre o seu valor justo líquido de despesa de
venda e o seu valor em uso.

são despesas incrementais diretamente atribuíveis à venda ou à


Despesa de venda baixa de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa,
ou de baixa excluindo as despesas financeiras e de impostos sobre o
resultado gerado.

é o valor presente de fluxos de caixa futuros esperados que


Valor em uso
devem advir de um ativo ou de unidade geradora de caixa.

Exemplo: A empresa Aprovados S/A possui uma máquina de sorvete


capaz de gerar receitas pelos próximos três anos, de acordo com o seguinte
fluxo de caixa:
1º ano: receitas de R$ 11.000,00
2º ano: receitas de R$ 12.100,00
3º ano: receitas de R$ 13.310,00

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Sabendo que a receita anual é realizada ao final de cada ano e que a taxa
de desconto seja de 10% ao ano, o valor em uso da máquina será de:
Resolução:
Fluxo de caixa futuros das receitas:
11.000,00 12.100,00 13.310,00

10% 10% 10%


Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3

Valor em Uso: é o valor presente das receitas futuras estimadas.

Trazendo as receitas futuras para o ano 0, encontramos o valor em uso


da máquina:
Valor em uso = 11.000 + 12.100 + 13.310
(1,1)¹ (1,1)² (1,1)³
Valor em uso = R$ 30.000,00

o período de tempo durante o qual a entidade espera utilizar um


ativo; ou
Vida útil é
o número de unidades de produção ou de unidades semelhantes
que a entidade espera obter do ativo.

é o menor grupo identificável de ativos que gera entradas de


Unidade geradora
caixa, entradas essas que são em grande parte independentes das
de caixa
entradas de caixa de outros ativos ou outros grupos de ativos.

Por exemplo, em uma empresa de prestação de serviços de transporte


coletivo urbano que tenha uma frota de ônibus, cada ônibus é uma unidade
geradora de caixa.

são ativos, exceto ágio por expectativa de rentabilidade futura


(goodwill), que contribuem, mesmo que indiretamente, para os
Ativos corporativos
fluxos de caixa futuros tanto da unidade geradora de caixa sob
revisão quanto de outras unidades geradoras de caixa.

(FCC/Analista – Contabilidade - TRT 6ª/2012) De acordo


com a regulamentação vigente, Valor Recuperável de um ativo ou de uma
unidade geradora de caixa é
a) a diferença entre o seu custo histórico e o seu valor de mercado.

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b) o menor montante entre o seu valor justo líquido da despesa de venda e o


seu valor contábil.
c) o maior montante entre o seu valor justo líquido da despesa de venda e o
seu valor em uso.
d) a diferença entre o seu valor em uso e o seu custo histórico.
e) o maior montante entre o seu valor de mercado e o seu custo histórico.
Resolução:

de um ativo ou de unidade geradora de caixa é o maior


Valor recuperável montante entre o seu valor justo líquido de despesa de
venda e o seu valor em uso.

Gabarito: Letra C.

Continuando a nossa aula, vimos que o teste de recuperabilidade


consiste em apurar o maior entre o seu valor justo líquido das despesas
de venda e o seu valor em uso e compará-lo com o valor contábil. Se o
valor recuperável do ativo for maior que o valor contábil, não é necessária
nenhuma contabilização, desde que não tenha perdas já reconhecidas no
balanço (iremos detalhar este caso no tópico sobre reversão).
Caso contrário, ou seja, quando o valor contábil é maior que o valor
recuperável, devemos reconhecer (contabilizar) uma perda.
Segue os passos para verificação do teste de recuperabilidade:
1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: É o maior valor entre o valor
líquido de venda e o seu valor em uso.

2º Passo: Determinação do Valor Contábil (VC):


VC = Custo de Aquisição - Depreciação, Amortização ou Exaustão Acumulada -
Perdas por Desvalorização de Ativos

3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil


a) Se Valor Contábil > Valor Recuperável, temos Perdas por Desvalorização.
Contabilização das perdas:
D - Despesa - perda com desvalorização de ativos (outras despesas)
C - Perdas com desvalorização de ativos

b) Se Valor Contábil < Valor Recuperável, nenhum ajuste será feito, desde que
não tenha perdas já reconhecidas no balanço.

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Vamos ver como acontece na prática.

(FCC/SEFAZ – SP/2009) Texto para as questões de 1 a 3.


A Cia. Alvorecer, ao analisar um determinado ativo, identifica as seguintes
características:
Valor Líquido de Venda R$ 5.100.000,00
Valor em Uso R$ 5.000.000,00
Valor Contábil Bruto R$ 8.000.000,00
Depreciações Acumuladas R$ 2.000.000,00
Provisões para Perdas Registradas R$ 600.000,00

1. O valor recuperável desse ativo é, em R$,


a) 5.000.000,00
b) 5.100.000,00
c) 5.400.000,00
d) 5.600.000,00
e) 6.000.000,00
Resolução:
Vamos seguir os passos da nossa aula para verificação do teste de
recuperabilidade.
1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: É o maior valor entre o valor
líquido de venda e o seu valor em uso.
- Valor em uso = R$ 5.000.000,00.
- Valor justo líquido de despesas de venda = R$ 5.100.000,00.
Portanto, o valor recuperável é o valor líquido de venda, porque é o maior valor.
- Valor Recuperável = R$ 5.100.000,00
Gabarito: Letra B.

2. O valor líquido contábil é, em R$,


a) 6.000.000,00
b) 5.600.000,00
c) 5.400.000,00
d) 5.100.000,00
e) 5.000.000,00

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Resolução:
2º Passo: Determinação do Valor Contábil (VC)
VC = Custo de Aquisição - Depreciação Acumulada – Perdas por Desvalorização
Valor Contábil = 8.000.000 – 2.000.000 - 600.000 = 5.400.000,00
Nessa questão, o valor contábil é o valor contábil líquido e o custo de
aquisição é o valor contábil bruto.
Gabarito: Letra C.

3. A perda por redução ao valor recuperável é, em R$,


a) 3.000.000,00
b) 2.600.000,00
c) 1.000.000,00
d) 600.000,00
e) 300.000,00
Resolução:
3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil líquido
Como Valor Contábil > Valor Recuperável, temos Perdas por Desvalorização de
Ativos
Perdas por desvalorização = Valor Contábil - Valor Recuperável
Perdas por desvalorização = 5.400.000,00 – 5.100.000,00 = 300.000,00
* Registro das perdas por desvalorização:
Despesa - perda de Provisões para
valor recuperável perdas registradas
* 300.000 600.000 SI
300.000 *
900.000

Valor Contábil apresentado no balanço patrimonial:


Valor Contábil Bruto ...................................... 8.000.000,00
(-) Depreciações Acumuladas ....................... (2.000.000,00)
(-) Provisões para Perdas Registradas .............. (900.000,00)
= Valor Contábil ....................................... 5.100.000,00
Gabarito: E.

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2.4 Periodicidade do Teste de Recuperabilidade


A entidade deve avaliar ao fim de cada período de reporte, se há
alguma indicação de que um ativo possa ter sofrido desvalorização. Se houver
alguma indicação, a entidade deve estimar o valor recuperável do ativo.
Ao fim de cada período de reporte é a mesma coisa que dizer ao fim de
cada exercício social.
Portanto, para os ativos como o imobilizado e o intangível com vida
útil definida, a entidade faz o teste de recuperabilidade ao final do exercício
social se houver alguma indicação de que um ativo possa ter sofrido
desvalorização. Caso não haja indícios de desvalorização, o valor recuperável
do ativo não deve ser estimado.

2.5 Identificação de ativo que pode estar desvalorizado


Ao avaliar se há alguma indicação de que um ativo possa ter sofrido
desvalorização, a entidade deve considerar, no mínimo, as fontes internas e
externas de informação.

evidência disponível de obsolescência ou de dano físico de


um ativo;

mudanças significativas, com efeito adverso sobre a


entidade, ocorreram durante o período, ou devem ocorrer
Fontes em futuro próximo, na extensão pela qual, ou na maneira
internas de na qual, um ativo é ou será utilizado. Essas mudanças
informação incluem o ativo que se torna inativo ou ocioso ou
planos para descontinuidade da entidade;

evidência disponível, proveniente de relatório interno,


que indique que o desempenho econômico de um ativo é
ou será pior que o esperado.

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há indicações observáveis de que o valor do ativo diminuiu


significativamente durante o período, mais do que seria de
se esperar como resultado da passagem do tempo ou do uso
normal;

mudanças significativas com efeito adverso sobre a


entidade ocorreram durante o período, ou ocorrerão em futuro
próximo, no ambiente tecnológico, de mercado, econômico ou
legal, no qual a entidade opera ou no mercado para o qual o
Fontes ativo é utilizado;
externas de
informação
as taxas de juros de mercado ou outras taxas de mercado de
retorno sobre investimentos aumentaram durante o período, e
esses aumentos provavelmente afetarão a taxa de desconto
utilizada no cálculo do valor em uso de um ativo e diminuirão
materialmente o valor recuperável do ativo;

o valor contábil do patrimônio líquido da entidade é maior do


que o valor de suas ações no mercado;

Assim, a entidade deve fazer uma estimativa formal do valor


recuperável de ativos se existirem indicadores de fontes internas e externas
de desvalorização dessas ativos.
Independentemente de existir, ou não, qualquer indicação de redução
ao valor recuperável, a entidade deve:
(a) testar, no mínimo anualmente, a redução ao valor recuperável de
um ativo intangível com vida útil indefinida ou de um ativo intangível ainda
não disponível para uso, comparando o seu valor contábil com seu valor
recuperável. Esse teste de redução ao valor recuperável pode ser executado a
qualquer momento no período de um ano, desde que seja executado, todo ano,
no mesmo período. Ativos intangíveis diferentes podem ter o valor recuperável
testado em períodos diferentes. Entretanto, se tais ativos intangíveis foram
inicialmente reconhecidos durante o ano corrente, devem ter a redução ao valor
recuperável testada antes do fim do ano corrente; e
(b) testar, anualmente, o ágio pago por expectativa de rentabilidade
futura (goodwill) em combinação de negócios.

Esquematizando:

Existindo ou não Ativo Intangível com vida útil indefinida


qualquer indicação de
redução ao valor Ativo intangível não disponível para uso
recuperável de ativos, a
entidade deve testar ágio pago por expectativa de rentabilidade
anualmente futura (goodwill)

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Como o ativo intangível com vida útil indefinida, o ativo intangível


não disponível para uso e o goodwill não sofrem amortização, ou seja,
referidos ativos não diminuem de valor com o tempo, a norma exige o
teste de recuperabilidade existindo ou não qualquer indicação de redução ao
valor recuperável de ativos.
Observem que o teste de recuperabilidade dos ativos acima difere dos
ativos normais como o imobilizado e o intangível com vida útil definida,
pois estes diminuem de valor com o tempo por meio da amortização,
depreciação ou exaustão. No caso do imobilizado e do intangível com
vida útil definida, a entidade deve avaliar ao fim de cada período de
reporte, se há alguma indicação de que um ativo possa ter sofrido
desvalorização. Se houver alguma indicação, a entidade deve estimar o valor
recuperável do ativo.

2.6 Reconhecimento e Mensuração de Perda por Desvalorização


Se, e somente se, o valor recuperável de um ativo for inferior ao seu valor
contábil, o valor contábil do ativo deve ser reduzido ao seu valor recuperável.
Essa redução representa uma perda por desvalorização do ativo.
A perda por desvalorização do ativo deve ser reconhecida imediatamente
na demonstração do resultado, a menos que o ativo tenha sido reavaliado.
Qualquer desvalorização de ativo reavaliado deve ser tratada como diminuição
do saldo da reavaliação.
A perda por desvalorização de ativo não reavaliado deve ser reconhecida
na demonstração do resultado do exercício.
Contabilização das perdas:
D - Despesa - perda com desvalorização de ativos (outras despesas)
C - Perdas por Desvalorização de Ativos

Entretanto, a perda por desvalorização de ativo reavaliado deve ser


reconhecida em outros resultados abrangentes (na reserva de reavaliação)
na extensão em que a perda por desvalorização não exceder o saldo da
reavaliação reconhecida para o mesmo ativo.
Essa perda por desvalorização sobre o ativo reavaliado reduz a
reavaliação reconhecida para o ativo.
A Lei 11.638/07 extinguiu, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2008,
a reserva de reavaliação, que era uma conta do PL. A reserva de reavaliação
refere-se há aumentos de valores atribuídos a elementos do ativo em virtude
de novas avaliações com base em laudo

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Os saldos existentes nas reservas de reavaliação deverão ser mantidos


até a sua efetiva realização ou estornados até o final do exercício social de
2008. Por isso, ainda podemos ter saldo de reserva de reavaliação em balanços
de empresa e isso pode impactar o cálculo do teste de recuperabilidade.
Vamos ver como esse procedimento ocorre na prática.
Exemplo 1: Perda inferior e até o limite da reserva de reavaliação de ativos
reavaliados.
Considere os dados abaixo para efetuar o registro da perda:
Valor contábil bruto do veículo R$ 50.000,00
Reavaliação do veículo R$ 20.000,00
Perda de valor recuperável do ativo calculada R$ 10.000,00

Contabilização das Perdas por Desvalorização de Ativos:


D - Reserva de reavaliação  Baixa da perda contra a Reserva de Reavaliação
C - Perdas com desvalorização de ativos ........ 10.000,00

Exemplo 2: Perda superior a reserva de reavaliação de ativos reavaliados.


Registro da perda contra a reserva de reavaliação:
D - Reserva de reavaliação
D - Perdas com desvalorização de ativos (outras despesas)
C - Perdas com desvalorização de ativos (Retificadora do Ativo)

Considere os dados abaixo para efetuar o lançamento da perda:


Valor contábil bruto do veículo R$ 50.000,00
Reavaliação do veículo R$ 20.000,00
Perda de valor recuperável do ativo calculada R$ 35.000,00

Contabilização das Perdas por Desvalorização:


D - Reserva de reavaliação 20.000,00  Baixa a perda até a R. de Reavaliação
D - Outras despesas .......... 15.000,00  Restante da perda, baixa no resultado
C - Perdas com desvalorização de ativos .......... 35.000,00

Quando o montante estimado da perda por desvalorização for maior do


que o valor contábil do ativo ao qual se relaciona, a entidade deve reconhecer

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um passivo se, e somente se, isso for exigido por outro Pronunciamento Técnico.
Aqui fica bem claro que outro Pronunciamento precisa exigir. Vamos ver
um exemplo desse caso.

Exemplo 3: perda por desvalorização maior do que o valor contábil do ativo.


Considere os dados abaixo e efetue o lançamento de registro da perda:
Valor contábil bruto do veículo R$ 50.000,00
Depreciação acumulada R$ 20.000,00
Perda de valor recuperável do ativo calculada R$ 35.000,00

O teste de recuperabilidade resultou em perdas no valor de R$ 35.000,


superior ao valor contábil líquido da máquina que era de R$ 30.000 (50.000 –
20.000).
Contabilização das Perdas por Desvalorização de Ativos:
D - Outras despesas .................................. 35.000,00
C - Perdas com desvalorização de ativos ........ 30.000,00 (Retificadora do Ativo)
C – Provisão do Passivo (valor excedente ao ativo)¹ 5.000,00
1 - Outro Pronunciamento precisa exigir.

No balanço patrimonial da entidade, após a realização do teste, temos:


BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
Ativo Não Circulante Imobilizado
Passivo Não Circulante
Veículos ............................ 50.000
Provisão do Passivo.............5.000
(-) Depreciação Acumulada .. (20.000)
(-) Perdas por desvalorização (30.000)

Esquematizando:

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Ativo Perda Hipótese Contabilização


Perda menor do que o D - Outras despesas
valor contábil do ativo C - Perdas por Desvalorização
Ativo não
Perda vai para o resultado D - Outras despesas
reavaliado Perda maior do que o
C - Perdas por Desvalorização
valor contábil do ativo
C - Provisão do Passivo*
Contabiliza a perda contra a Perda menor do que a D - Reserva de reavaliação
reserva de reavaliação reserva de reavaliação C - Perdas por Desvalorização
Ativo O que exceder a reserva de
reavaliado D - Reserva de reavaliação
reavaliação deve ser Perda maior do que a
D - Outras despesas
reconhecido como perda no reserva de reavaliação
C - Perdas por Desvalorização
resultado
* Outro Pronunciamento Técnico precisa exigir o reconhecimento do passivo.

Vamos praticar!!!!

(FCC/TRE - CE/2012) Considere os dados abaixo.


Valor histórico da máquina R$ 1.300.000,00
Reavaliação da máquina R$ 200.000,00
Perda de valor recuperável do ativo contabilizada R$ 130.000,00
Novo valor da perda de valor recuperável calculada R$ 230.000,00

O registro contábil complementar que deverá ser efetuado com relação a perda
do valor recuperável é:
a) Débito: Despesa − Perda de valor recuperável − R$ 30.000,00, Débito:
Patrimônio Líquido − Reserva de Reavaliação − Perda de Valor Recuperável −
R$ 70.000,00 e Crédito: Ativo − Perda de valor recuperável − R$ 100.000,00.
b) Débito: Despesa − Perda de valor recuperável − R$ 230.000,00 e Crédito:
Ativo − Perda de valor recuperável − R$ 230.000,00.
c) Débito: Ativo − Perda de valor recuperável − R$ 100.000,00 e Crédito:
Despesa − Perda de valor recuperável − R$ 100.000,00.
d) Débito: Despesa − Perda de valor recuperável − R$ 100.000,00 e Crédito:
Ativo − Perda de valor recuperável − R$ 100.000,00.
e) Débito: Despesa − Perda de valor recuperável − R$ 70.000,00, Débito:
Patrimônio Líquido − Reserva de Reavaliação − Perda de Valor Recuperável −
R$ 30.000,00 e Crédito: Ativo − Perda de valor recuperável − R$ 100.000,00.
Resolução:
De acordo com a nossa tabela, trata-se de um ativo reavaliado, em que a perda
de R$ 230.000,00 é maior que a reserva de reavaliação de R$ 200.000,00.

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Ativo Perda Hipótese Contabilização


O que exceder a reserva de
D - Reserva de reavaliação
Ativo reavaliação deve ser Perda maior do que a
D - Outras despesas
reavaliado reconhecido como perda no reserva de reavaliação
C - Perdas
resultado

1. Registro da reavaliação:
D – Máquina (ativo)
C – Reserva de reavaliação (PL)

2. De acordo com os dados da questão, já havia uma perda contabilizada


no valor de R$ 130.000,00. Esta perda no valor de R$ 130.000,00 é inferior ao
saldo da reserva de reavaliação de ativos reavaliados (saldo de R$ 200.000,00)
e, portanto, foi contabilizada da seguinte maneira:
D - Reserva de reavaliação (PL)
C - Perdas com desvalorização de ativos........130.000,00
Com isso, o saldo da reserva de reavaliação passou de R$ 200.000,00 para R$
70.000,00 (200.000 – 130.000).

2.1. Representação da conta no balanço patrimonial após a operação:


Ativo Não Circulante Imobilizado
Máquina ………………………………......…… 1.300.000
(-) Perda de Valor Recuperável ……… (130.000)

3. Depois ocorreu um novo valor da perda de valor recuperável calculada


no montante de R$ 230.000,00. Como já tem reconhecido a perda no valor de
R$ 130.000,00, só precisamos contabilizar a perda no valor de R$ 100.000,00
(230.000 – 130.000).
Explicamos na nossa aula que se a perda for superior ao saldo da reserva de
reavaliação de ativos reavaliados, baixamos a perda até a reserva de
reavaliação (neste caso, o saldo é de R$ 70.000,00) e o restante da perda, no
valor de R$ 30.000,00, deve ser reconhecida diretamente no resultado como
despesa.
O lançamento é o seguinte:
D – Reserva de reavaliação ........................................................ 70.000,00
D – Perdas com desvalorização de ativos (outras despesas) ............ 30.000,00
C – Perdas com desvalorização de ativos (retificadora do ativo) ..... 100.000,00

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Ou de acordo com as alternativas da questão:


Débito: Patrimônio Líquido − Reserva de Reavaliação − Perda de Valor
Recuperável − R$ 70.000,00
Débito: Despesa − Perda de valor recuperável − R$ 30.000,00
Crédito: Ativo − Perda de valor recuperável − R$ 100.000,00

3.1. Representação da conta no balanço patrimonial após a operação:


Ativo Não Circulante Imobilizado
Máquina ………………………………......…… 1.300.000
(-) Perda de Valor Recuperável ……… (230.000)
Gabarito: Letra A.

Em consonância com o inciso II, § 3º, do artigo 183 da lei 6404/76, o


CPC 01 (R1) também afirma que: “depois do reconhecimento da perda por
desvalorização, a despesa de depreciação, amortização ou exaustão do ativo
deve ser ajustada em períodos futuros para alocar o valor contábil revisado
do ativo, menos seu valor residual (se houver), em base sistemática ao longo
de sua vida útil remanescente”.

2.7 Identificação da Unidade Geradora de Caixa à qual um ativo


pertence

é o menor grupo identificável de ativos que gera entradas de


Unidade geradora
caixa, entradas essas que são em grande parte independentes das
de caixa
entradas de caixa de outros ativos ou outros grupos de ativos.

Por exemplo, em uma empresa de prestação de serviços de transporte


coletivo urbano que tenha uma frota de ônibus, cada ônibus é uma unidade
geradora de caixa.
Se houver qualquer indicação de que um ativo possa estar desvalorizado,
o valor recuperável deve ser estimado para o ativo individual. Se não for
possível estimar o valor recuperável para o ativo individual, a entidade deve
determinar o valor recuperável da unidade geradora de caixa à qual o ativo
pertence (unidade geradora de caixa do ativo).
Portanto, caso a empresa não consiga estimar o valor recuperável do
ativo individual, estima-se o valor recuperável da unidade geradora de
caixa.

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Exemplo 1
Uma entidade de mineração tem uma estrada de ferro particular para dar
suporte às suas atividades de mineração. Essa estrada pode ser vendida
somente pelo valor de sucata e ela não gera entradas de caixa que são, em
grande parte, independentes das entradas de caixa provenientes de outros
ativos da mina.
Não é possível estimar o valor recuperável da estrada de ferro privada porque
seu valor em uso não pode ser determinado e é provavelmente diferente do
valor de sucata. Portanto, a entidade deve estimar o valor recuperável da
unidade geradora de caixa à qual a estrada de ferro particular
pertence, isto é, a mina como um todo.

Conforme definição já estudada, uma unidade geradora de caixa de um


ativo é o menor grupo de ativos que inclui esse ativo e gera entradas de caixa
que são em grande parte independentes das entradas de caixa provenientes de
outros ativos ou grupos de ativos. A identificação de uma unidade geradora de
caixa do ativo envolve julgamento. Se o valor recuperável não puder ser
determinado para um ativo individual, a entidade identifica o menor agregado
de ativos que gera entradas de caixa em grande parte independentes.

Exemplo 2
Uma empresa de ônibus fornece serviços, sob contrato, a um município que
requer a prestação de serviços mínima em cada uma das cinco linhas
operadas. Os ativos alocados a cada linha e os fluxos de caixa provenientes
de cada linha podem ser identificados separadamente. Uma das linhas opera
com prejuízo significativo.
Como a entidade não tem a opção de eliminar nenhuma das linhas operadas,
o nível mais baixo de entradas de caixa identificáveis que são
substancialmente independentes das entradas de caixa provenientes de
outros ativos ou grupos de ativos são as entradas de caixa geradas pelas cinco
linhas em conjunto. A unidade geradora de caixa para cada linha é a
empresa de ônibus como um todo.

2.8 Valor Recuperável e Valor Contábil de unidade geradora de caixa


O valor recuperável de uma unidade geradora de caixa é o MAIOR
valor entre o valor justo líquido de despesas de venda e o valor em uso.
Meus amigos, segue o mesmo padrão do que já estudamos.
O valor contábil de uma unidade geradora de caixa:

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(a) deve incluir somente o valor contábil daqueles ativos que gerem
entradas de caixa ou de futuras entradas de caixa utilizadas para determinar o
valor em uso da unidade geradora de caixa; e
(b) não deve incluir o valor contábil de qualquer passivo reconhecido, a
menos que o valor recuperável da unidade geradora de caixa não possa ser
determinado sem se considerar esse passivo.

Pode ser necessário considerar alguns passivos reconhecidos para


determinar o valor recuperável da unidade geradora de caixa. Isso pode
ocorrer se na baixa de uma unidade geradora de caixa houver a exigência
de que o comprador assuma um passivo. Nesse caso, o valor justo líquido de
despesas de alienação (ou o fluxo de caixa estimado advindo da baixa final) da
unidade geradora de caixa é o preço de venda dos ativos da unidade geradora
de caixa e o passivo em conjunto, menos as despesas a serem incorridas com
a baixa. A fim de levar a efeito uma comparação que faça sentido entre o valor
contábil da unidade geradora de caixa e o seu valor recuperável, o valor contábil
do passivo deve ser deduzido ao se determinar tanto o valor em uso da unidade
geradora de caixa quanto seu valor contábil.
Um exemplo para facilitar entendimento.
Exemplo
Uma entidade opera uma mina em um país cuja legislação exige que o
proprietário restaure o local em que é desenvolvida a atividade exploratória,
quando do término das atividades. O custo de restauração inclui a reposição
da superfície ambiental que precisou ser removida antes que as operações da
mina se iniciassem. A provisão para os custos de reposição da superfície
ambiental foi reconhecida assim que ela foi removida. Esse valor foi
reconhecido como parte do custo da mina e está sendo exaurido ao longo da
sua vida útil. O valor contábil da provisão para os custos de restauração é
de $ 500, que é igual ao valor presente desses custos de restauração.
A entidade está testando a mina para fins de perda por desvalorização. A
unidade geradora de caixa da mina é ela como um todo. A entidade recebeu
várias ofertas de compra da mina a um preço em torno de $ 800. Esse preço
considera o fato de que o comprador assumirá a obrigação de restaurar o que
for necessário. As despesas de venda da mina são desprezíveis. O valor em
uso da mina é de aproximadamente $ 1.200, excluindo os custos de
restauração. O valor contábil da mina é $ 1.000.
O valor justo líquido de despesas de venda da unidade geradora de caixa
é de $ 800. Esse valor considera os custos de restauração que já foram
provisionados. Como consequência, o valor em uso da unidade geradora
de caixa é determinado depois de considerar os custos de restauração, e é
estimado em $ 700 ($ 1.200 menos $ 500). O valor contábil da unidade
geradora de caixa é de $ 500, que é o valor contábil da mina ($ 1.000) menos

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o valor contábil da provisão para custos de restauração ($ 500). Portanto, o


valor recuperável ($ 800 que é o maior) da unidade geradora de caixa
supera seu valor contábil.

2.9 Ágio pago por expectativa de rentabilidade futura (Goodwill)


O goodwill tem origem na aquisição de um investimento avaliado pelo
Método de Equivalência Patrimonial (MEP) e corresponde à diferença entre
preço pago na compra do investimento e o valor justo (valor de mercado)
dos ativos líquidos da investida.
Valor pago (ou custo de aquisição) do investimento
(-) Valor Justo (ou valor de mercado) do investimento
= Goodwill

Exemplo: A Cia. X adquiriu 100% da Empresa Y por R$ 50.000.


Balanço Patrimonial da empresa Y na data da aquisição:
ATIVO PASSIVO
Ativo Não Circulante Imobilizado Patrimônio Líquido
Máquinas..........................15.000 Capital Social.......................20.000
Veículos.............................5.000
Total...................................20.000 Total...................................20.000
Na data da aquisição, o valor justo do ativo líquido da empresa Y é de R$
30.000. Calcule o valor do Goodwill.
Resolução:
Investidora: Cia. X.
Investida: Empresa Y.
Na aquisição do investimento pela Cia. X, ocorre o surgimento de ágio
por mais valia e o goodwill.
1. Cálculo do valor contábil do investimento na empresa Y:
PL da investida a valor contábil 20.000
x % de participação no capital da investida x 100%
= Valor Contábil (ou valor patrimonial) do Investimento 20.000

2. Cálculo do valor justo do investimento na empresa Y:

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PL da investida a valor justo 30.000


X % de participação no capital da investida x 100%
= Valor Justo do Investimento 30.000

PL da investida a valor justo = Ativo a valor justo – Passivo a valor justo


PL da investida a valor justo = 30.000 – 0 = 30.000

3. Ágio Mais Valia = Valor Justo - Valor Contábil do investimento


Ágio Mais Valia = R$ 30.000 – R$ 20.000 = R$ 10.000

4. Cálculo do Goodwill:
Valor pago (ou custo de aquisição) do investimento 50.000,00
(-) Valor Justo do Investimento 30.000,00
= Goodwill 20.000,00

Lançamento de aquisição do investimento pela Cia. X:


D – Investimento controlada Y (Valor patrimonial) ................ 20.000,00
D – Investimento controlada Y (Mais Valia) .......................... 10.000,00
D – Investimento controlada Y (Goodwill) ............................ 20.000,00
C – Caixa/bancos ............................................................. 50.000,00

Balanço Patrimonial da empresa X após o lançamento de aquisição:


ATIVO
Ativo Não Circulante Investimentos
Ações da empresa Y...........20.000
Ágio mais valia..................10.000
Goodwill...........................20.000
Total...................................50.000

Resumindo:
Ágio Mais Valia = valor justo - valor contábil do investimento
Goodwill = valor pago – valor justo
O Goodwill (ou ágio por expectativa de rentabilidade futura) não está
sujeito à amortização, mas está sujeito ao teste de recuperabilidade.

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Continuando a nossa aula, vamos abordar a relação entre o goodwill e as


unidades geradoras de caixa, conforme itens 80 a 87 do CPC 01 (R1).
Para o propósito do teste de redução ao valor recuperável, o ágio por
expectativa de rentabilidade futura (goodwill) adquirido em combinação de
negócios deve, a partir da data da operação, ser alocado a cada uma das
unidades geradoras de caixa do adquirente, ou a grupos de unidades geradoras
de caixa, que devem se beneficiar das sinergias da operação,
independentemente de os outros ativos ou passivos da entidade adquirida
serem, ou não, atribuídos a essas unidades ou grupos de unidades. Cada
unidade ou grupo de unidades ao qual o ágio (goodwill) é alocado dessa forma
deve:
(a) representar o menor nível dentro da entidade no qual o ágio (goodwill)
é monitorado para fins gerenciais internos; e
(b) não ser maior do que um segmento operacional, conforme definido
pelo item 5 do Pronunciamento Técnico CPC 22 – Informações por Segmento,
antes da agregação.

Se o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) tiver sido


alocado a uma unidade geradora de caixa e a entidade se desfizer de uma
operação dentro dessa unidade, o ágio por expectativa de rentabilidade futura
(goodwill) associado à operação baixada deve ser:
(a) incluído no valor contábil da operação quando da determinação dos
ganhos ou perdas na baixa; e
(b) mensurado com base nos valores relativos da operação baixada e na
parcela da unidade geradora de caixa mantida em operação (retida), a menos
que a entidade consiga demonstrar que algum outro método reflita melhor o
ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) associado à operação
baixada.

Exemplo:
Uma entidade vende por $ 100 uma operação que fazia parte de unidade
geradora de caixa na qual houve alocação de ágio pago por expectativa de
resultado futuro (goodwill). O ágio alocado à unidade não pode ser identificado
ou associado, exceto arbitrariamente, a um grupo de ativos em nível mais baixo
do que aquela unidade. O valor recuperável da parcela remanescente da
unidade geradora de caixa retido é de $ 300.
Como o ágio alocado à unidade geradora de caixa não pôde ser
identificado ou associado, de forma não arbitrária, a um grupo de ativos em
nível mais baixo do que aquela unidade, o ágio associado à operação alienada
é medido com base nos valores relativos da operação alienada e na parcela da

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unidade remanescente. Portanto, 25% do ágio alocado à unidade geradora de


caixa são incluídos no valor contábil da operação que é vendida.

(CFC/Exame de Qualificação Técnica/2011) A Joinville


S.A. adquiriu 60% da Floripa Ltda. O goodwill resultante da aquisição foi de R$
24 milhões e o valor contábil dos ativos líquidos (patrimônio líquido) da Floripa
Ltda. em suas demonstrações contábeis é de R$ 60 milhões em 31/12/2010. O
valor recuperável da unidade geradora de caixa da Floripa Ltda. é de R$ 80
milhões em 31/12/2010.
Conforme a NBC TG 01 – Redução ao valor Recuperável de Ativos, qual é o valor
da perda por impairment em 31/12/2010 a ser reduzida do goodwill registrado
na Joinville S.A.?
a) R$24 milhões.
b) R$4 milhões.
c) R$12 milhões.
d) R$20 milhões.
Resolução:
1. Cálculo do valor contábil do investimento na empresa Floripa Ltda.:
PL da investida a valor contábil R$ 60.000.000
x % de participação no capital da investida x 60%
= Valor Contábil (ou valor patrimonial) do Investimento R$ 36.000.000

Além do valor patrimonial do investimento, precisamos reconhecer o


goodwill no valor de R$ 24 milhões.
2. Contabilização da aquisição do investimento pela Joinville S.A.:
D – Investimento Floripa Ltda. (Valor patrimonial) ............ 36.000.000,00
D – Investimento Floripa Ltda. (Goodwill) ........................ 24.000.000,00
C – Caixa/bancos ......................................................... 60.000.000,00

Balanço Patrimonial da Joinville S.A. após o lançamento de aquisição:


ATIVO
Ativo Não Circulante Investimentos
Ações da Floripa Ltda.........36.000.000
Goodwill...........................24.000.000
Valor contábil......................60.000.000

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O valor recuperável da unidade geradora de caixa (UGC) da Floripa Ltda.


é de R$ 80 milhões em 31/12/2010. Assim, devemos calcular o valor
recuperável referente a participação da Joinville S.A. nas ações da Floripa Ltda.:
Valor recuperável da UGC da Floripa Ltda. 80.000.000
x % de participação no capital da investida x 60%
= Valor recuperável da UGC da Floripa registrada na Joinville 48.000.000

Quando houver ágio por expectativa de rentabilidade futura, na


investidora, a perda por impairment deve, primeiro, ser baixada do ágio e o
restante, se existir, ser baixada das participações.
3. Comparação do valor recuperável com o valor contábil
Como Valor Contábil > Valor Recuperável, temos Perdas por desvalorização
Perdas por desvalorização = Valor Contábil - Valor Recuperável
Perdas por desvalorização = 60.000.000,00 – 48.000.000,00 = 12.000.000,00
* Registro das perdas por desvalorização:
Despesa - perda de valor
Goodwill
recuperável
* 12.000.000 (1) 24.000.000 12.000.000 *

12.000.000

Gabarito: Letra C.

2.10 Reversão de Perda por Desvalorização


Segundo o CPC 01 (R1), a entidade deve avaliar, ao termino de cada
período de reporte, se há alguma indicação de que a perda por desvalorização
reconhecida em períodos anteriores para um ativo, exceto o ágio por
expectativa de rentabilidade futura (goodwill), possa não mais existir ou ter
diminuído. Se existir alguma indicação, a entidade deve estimar o valor
recuperável desse ativo.
Assim, se a entidade verificar que uma perda por desvalorização de ativo
reconhecida em anos anteriores não mais existe ou diminuiu, ela pode reverter
essa perda.
Lançamento de reversão é o seguinte:
D - Perdas com desvalorização de ativos (retificadora do ativo)
C - Reversão de Perda por desvalorização (receita)

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Concluímos ainda que não deve ser realizada a reversão de perdas


com desvalorização de ativos para o goodwill.
O aumento do valor contábil de um ativo, exceto o ágio por expectativa
de rentabilidade futura (goodwill), atribuível à reversão de perda por
desvalorização não deve exceder o valor contábil que teria sido determinado
(líquido de depreciação, amortização ou exaustão), caso nenhuma perda por
desvalorização tivesse sido reconhecida para o ativo em anos anteriores.
Pessoal, resumindo, o valor de reversão não pode ultrapassar o valor
que já tinha sido reconhecido como perdas por desvalorização.
Qualquer aumento no valor contábil de um ativo, exceto o ágio por
expectativa de rentabilidade futura (goodwill), acima do seu valor contábil que
teria sido determinado (líquido de depreciação, amortização ou exaustão), caso
a perda por desvalorização para o ativo não tivesse sido reconhecida em anos
anteriores é considerado uma reavaliação.
A reversão de perda por desvalorização de um ativo, exceto o ágio por
expectativa de rentabilidade futura (goodwill), deve ser reconhecida
imediatamente no resultado do período, a menos que o ativo esteja registrado
por valor reavaliado de acordo com outro Pronunciamento. Qualquer reversão
de perda por desvalorização sobre ativo reavaliado deve ser tratada como
aumento de reavaliação conforme tal Pronunciamento.
A reversão de perda por desvalorização sobre ativo reavaliado deve ser
reconhecida em outros resultados abrangentes sob o título de reserva de
reavaliação. Entretanto, na extensão em que a perda por desvalorização para o
mesmo ativo reavaliado tenha sido anteriormente reconhecida no resultado do
período, a reversão dessa desvalorização deve ser também reconhecida no
resultado do período.
Lançamento de reversão de perdas de ativo reavaliado:
D - Perdas com desvalorização de ativos (Retificadora do Ativo)
C - Reserva de reavaliação

Depois que a reversão de perda por desvalorização é reconhecida, a


despesa de depreciação, amortização ou exaustão para o ativo deve ser
ajustada em períodos futuros para alocar o valor contábil revisado do ativo
menos seu valor residual (se houver) em base sistemática sobre sua vida útil
remanescente.
Vamos responder questões para entender melhor.

(FCC/Auditor Substituto de Conselheiro – TCM –


RJ/2015) Uma empresa apresentava em seu Balanço Patrimonial de

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31/12/2012 um ativo intangível com vida útil indefinida registrado pelo valor
contábil de R$ 20.000.000,00, o qual era composto pelos seguintes valores:
− Custo de aquisição: R$ 24.000.000,00.
− Perda por desvalorização (“impairment”): R$ 4.000.000,00.
Em 31/12/2013 a empresa realizou novamente o teste de recuperabilidade
(“impairment”) para este ativo intangível e obteve as seguintes informações:
− Valor em uso do intangível: R$ 21.000.000,00.
− Valor justo líquido das despesas de venda do intangível: R$ 19.000.000,00.
Nas demonstrações contábeis do ano de 2013, a empresa
a) manteve o valor contábil de R$ 20.000.000,00 no Balanço Patrimonial de
31/12/2013.
b) reconheceu, no resultado do ano de 2013, um ganho no valor de R$
1.000.000,00 decorrente da reversão de parte da perda por desvalorização.
c) reconheceu uma perda por desvalorização, no resultado do ano de 2013, no
valor de R$ 1.000.000,00.
d) reconheceu, no resultado do ano de 2013, um ganho no valor de R$
4.000.000,00 decorrente da reversão da perda por desvalorização anterior.
e) reconheceu, no resultado do ano de 2013, uma perda por desvalorização no
valor de R$ 3.000.000,00.
Resolução:
Observação: os ativos intangíveis com vida útil indefinida não estão
sujeitos à amortização.
Método turbo para resolução no dia da prova:
1. Valor Contábil: R$ 20.000.000,00 (24.000.000 – 4.000.000)
2. Cálculo do valor recuperável: é o maior valor entre o valor líquido de
venda e o seu valor em uso.
Valor recuperável: R$ 21.000.000,00. (Valor em uso do intangível)

Em regra, quando o valor recuperável é maior do que o valor contábil, nenhum


ajuste deve ser feito.
Porém, quando o valor recuperável (valor em uso, neste caso) é maior do que
o valor contábil e a empresa possui perda por desvalorização reconhecida em
anos anteriores (caso da questão), uma reversão da perda por desvalorização
deve ser feita.
O valor de reversão deve ser calculado pela diferença entre o valor
recuperável e o valor contábil, não podendo ultrapassar o montante que já

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tinha sido reconhecido como perdas por desvalorização em exercícios


anteriores.
Portanto, o valor da reversão da perda por desvalorização é de R$
1.000.000,00 (21.000.000 – 20.000.000).
Lançamento:
D – Perda por desvalorização (“impairment”) (retificadora do ativo)
C – Reversão da perda por desvalorização (receita) ............ 1.000.000,00

Portanto, nas demonstrações contábeis do ano de 2013, a empresa reconheceu,


no resultado do ano de 2013, um ganho no valor de R$ 1.000.000,00
decorrente da reversão de parte da perda por desvalorização.
Gabarito: Letra B.

(FCC/Analista em Gestão – Ciências Contábeis – DPE


AM/2018) O Balanço Patrimonial de uma empresa apresentava, em
31/12/2011, o saldo contábil de R$ 600.000,00 para um equipamento de
produção, composto pelas seguintes contas, com valores em reais:
Custo de Aquisição .......................................................... 1.000.000,00
(−) Depreciação Acumulada .............................................. (300.000,00)
(−) Perdas por redução ao valor recuperável ....................... (100.000,00)
( =) Saldo Contábil ........................................................... 600.000,00

Em 01/01/2012, a empresa reavaliou a vida útil do equipamento para 5 anos


restantes e identificou um valor residual de R$ 50.000 no final desta nova vida
útil. A empresa adota o método das cotas constantes para fins de cálculo da
depreciação. No final de 2012, para a elaboração do Balanço Patrimonial, após
o reconhecimento da depreciação do referido ano, a empresa identificou os
seguintes valores, em reais, para a realização do teste de redução ao valor
recuperável (teste de impairment):
− Valor justo líquido de despesas de venda ................................ 580.000,00
− Valor em uso ....................................................................... 585.000,00
O saldo contábil apresentado para o equipamento, no Balanço Patrimonial de
31/12/2012, foi, em reais,
(A) 585.000,00.
(B) 590.000,00.
(C) 490.000,00.

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(D) 570.000,00.
(E) 580.000,00.
Resolução:
Questão bem elaborada.
Inicialmente, vamos calcular da depreciação do ano de 2012, lembrando que,
como houve reavaliação da vida útil, o valor contábil do ano anterior substituiu
o custo de aquisição para cálculo do valor depreciável. Agora, vamos aos
cálculos:
Depreciação 2012 = 600.000 – 50.000 = 110.000
5 anos
Valor contábil em 31/12/2012 antes do teste = 600.000 – 110.000
Valor contábil em 31/12/2012 antes do teste = 490.000
O valor recuperável é R$ 585.000,00 (maior entre o valor justo e o valor em uso).
Como o valor contábil é menor que o valor recuperável e há perdas já
registradas de exercícios anteriores, é preciso reconhecer uma reversão.
Porém, no caso desta questão, como se trata de reversão de perda para bens
com vida útil definida, ou seja, houve depreciação, precisamos aplicar o
item 117 do CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos.

Reversão de perda por desvalorização para ativo individual


117. O aumento do valor contábil de um ativo, exceto o ágio por expectativa de
rentabilidade futura (goodwill), atribuível à reversão de perda por
desvalorização não deve exceder o valor contábil que teria sido determinado
(líquido de depreciação, amortização ou exaustão), caso nenhuma perda por
desvalorização tivesse sido reconhecida para o ativo em anos anteriores.

Portanto, caso nenhuma perda por desvalorização tivesse sido reconhecida para
o ativo em anos anteriores, o valor contábil não deveria exceder a 570.000:
Depreciação 2012¹ (só para fins de análise) = 700.000 – 50.000 = 130.000
5 anos
Valor contábil = 1.000.000 – 300.000 – 130.000 = 570.000
1. Depreciação calculada apenas para verificar o limite da reversão. O valor da
depreciação foi calculado anteriormente e representa R$ 110.000,00.

Como há perdas de exercícios anteriores e o valor contábil é menor que o valor


recuperável de 585.000, devemos registrar uma reversão de:
Reversão = 570.000 – 490.000 = 80.000,00

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Assim, o saldo contábil apresentado para o equipamento, no Balanço


Patrimonial de 31/12/2012, foi, em reais, 570.000,00.
Custo de Aquisição .......................................................... 1.000.000,00
(−) Depreciação Acumulada¹ ............................................. (410.000,00)
(−) Perdas por redução ao valor recuperável² ....................... (20.000,00)
( = ) Saldo Contábil ........................................................... 570.000,00

1. Depreciação Acumulada = Depreciação em 31/12/2011 + Depreciação 2012


2. Perdas em 31/12/2012 = Perdas em 031/12/2011 – Reversão
Com isso, o gabarito é a letra D.
Vamos aproveitar a questão para esclarecer algumas dúvidas de alunos.
1ª Pergunta
ALUNO: Professor, antes de proceder a reversão, é preciso calcular um valor
contábil sem considerar a perda acumulada. Diante disso, podemos ter um valor
de perda de “impairment” acumulada que jamais possa ser recuperado?
PROFESSOR: A resposta é não.
Considerando os dados da questão, vamos calcular os valores em
31/12/2013.
No final de 2013, para a elaboração do Balanço Patrimonial, após o
reconhecimento da depreciação do referido ano, a empresa identificou os
seguintes valores, em reais, para a realização do teste de redução ao valor
recuperável (teste de impairment):
− Valor justo líquido de despesas de venda ……………….. 480.000,00
− Valor em uso …………………………………………………………….. 485.000,00
O saldo contábil apresentado para o equipamento, no Balanço Patrimonial de
31/12/2013, foi, em reais?
Situação do Balanço Patrimonial de 31/12/2012:
Custo de Aquisição …………………………………………………. 1.000.000,00
(−) Depreciação Acumulada …………………………………… (410.000,00)
(−) Perdas por redução ao valor recuperável ……...... (20.000,00)
( = ) Saldo Contábil ………………………………………………….. 570.000,00

Depois que a reversão de perda por desvalorização é reconhecida, a despesa de


depreciação, amortização ou exaustão para o ativo deve ser ajustada em

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períodos futuros para alocar o valor contábil revisado do ativo menos seu valor
residual (se houver) em base sistemática sobre sua vida útil remanescente.
Como houve reversão, o valor depreciável será diferente.
Depreciação 2013 = (570.000 – 50.000)/4 anos = 130.000
Valor contábil em 31/12/13 antes do teste = 570.000 – 130.000 = 440.000,00
O valor recuperável é R$ 485.000,00 (maior entre o valor justo e o valor em
uso).
Como o valor contábil é menor que o valor recuperável e há perdas já
registradas de exercícios anteriores, é preciso reconhecer uma reversão.
Porém, como se trata de reversão de perda para bens com vida útil definida, ou
seja, houve depreciação, precisamos aplicar o item 117 do CPC 01 – Redução
ao Valor Recuperável de Ativos.
Assim, caso nenhuma perda por desvalorização tivesse sido reconhecida para o
ativo em anos anteriores, o valor contábil não deveria exceder a 455.000:
Depreciação 2013 (só para fins de análise) = (590.000 – 50.000)/4 anos =
135.000
Valor contábil = 590.000 – 135.000 = 455.000
Como há perdas de exercícios anteriores e o valor contábil é menor que o valor
recuperável de 485.000, devemos registrar uma reversão de:
Reversão = 455.000 – 440.000 = 15.000,00
Assim, o saldo contábil apresentado para o equipamento, no Balanço
Patrimonial de 31/12/2013, foi, em reais, 455.000,00.
Custo de Aquisição ……………………………………. 1.000.000,00
(−) Depreciação Acumulada ………………...…… (540.000,00) = 410.000 + 130.000
(−) Perdas por redução ao valor recuperável (5.000,00) = 20.000 – 15.000
( = ) Saldo Contábil ………………………………….... 455.000,00
Diante disso, com o passar do tempo, o valor recuperável pode sim ser todo
revertido.

2ª Pergunta
ALUNO: Professor, resolvi fazendo a questão direto sem considerar as perdas
e cheguei a resposta da questão. Cálculo:
Depreciação 2012 = 700.000 – 50.000 = 130.000
5 anos
Valor contábil = 1.000.000 – 300.000 – 130.000 = 570.000 (Letra D)

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Professor, observe que cheguei a mesma resposta. Está correto? Posso fazer
dessa forma toda vez?
PROFESSOR: Não é o correto, mas chega ao mesmo resultado neste caso.
Não é correto por que a depreciação acumulada depois é de 410.000 (300.000
+ 110.000) e não 430.000 (300.000 + 130.000), pois os 20.000 de diferença
são de perda por redução ao valor recuperável. Porém, o resultado do valor
contábil continua o mesmo.
Para analisar que nem toda vez dá certo, vamos supor a seguinte situação.
Utilizando os dados da questão, vamos substituir a vida útil de 5 por 6 anos. E
substituir o valor residual de 50.000 por 40.000.
Inicialmente, vamos calcular da depreciação do ano de 2012, lembrando que,
como houve reavaliação da vida útil, o valor contábil do ano anterior substituiu
o custo de aquisição para cálculo do valor depreciável. Agora, vamos aos
cálculos:
Depreciação 2012 = (600.000 – 40.000)/6 anos = 93.333,33
Valor contábil em 31/12/2012 antes do teste = 600.000 – 93.333,33 =
506.666,67
O valor recuperável é R$ 585.000,00 (maior entre o valor justo e o valor em
uso).
Como o valor contábil é menor que o valor recuperável e há perdas já
registradas de exercícios anteriores, é preciso reconhecer uma reversão.
Porém, no caso desta questão, como se trata de reversão de perda para bens
com vida útil definida, ou seja, houve depreciação, precisamos aplicar o item
117 do CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos.
Reversão de perda por desvalorização para ativo individual
117. O aumento do valor contábil de um ativo, exceto o ágio por expectativa de
rentabilidade futura (goodwill), atribuível à reversão de perda por
desvalorização não deve exceder o valor contábil que teria sido determinado
(líquido de depreciação, amortização ou exaustão), caso nenhuma perda por
desvalorização tivesse sido reconhecida para o ativo em anos anteriores.

Portanto, caso nenhuma perda por desvalorização tivesse sido reconhecida para
o ativo em anos anteriores, o valor contábil não deveria exceder a 590.000:
Depreciação 2012 (só para fins de análise) = (700.000 – 40.000)/6 anos =
110.000
Valor contábil = 1.000.000 – 300.000 – 110.000 = 590.000
Neste caso, vamos utilizar o valor recuperável de 585.000 (é menor que o valor
de 590.000 acima) como novo valor contábil.

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Como há perdas de exercícios anteriores e o valor contábil é menor que o valor


recuperável de 585.000, devemos registrar uma reversão de:
Reversão = 585.000 – 506.666,67 = 78.333,33
Assim, o saldo contábil apresentado para o equipamento, no Balanço
Patrimonial de 31/12/2012, foi, em reais, 585.000,00.
Custo de Aquisição …………………………………………….…. 1.000.000,00
(−) Depreciação Acumulada¹ ………………………………… (393.333,33)
(−) Perdas por redução ao valor recuperável² ………. (21.666,67)
( = ) Saldo Contábil ……………………………………………….... 585.000,00
1. Depreciação Acumulada = Depreciação em 31/12/2011 + Depreciação 2012
2. Perdas em 31/12/2012 = Perdas em 31/12/2011 – Reversão

Se fosse feito direto, o resultado seria:


Depreciação 2012 = (700.000 – 40.000)/6 anos = 110.000
Valor contábil = 1.000.000 – 300.000 – 110.000 = 590.000
Com isso, observem que a resposta é R$ 585.000, porém, fazendo direto ficaria
R$ 590.000, que é diferente de R$ 585.000.
Temos que ter muito cuidado e analisar bem a questão. Nos casos da questão
que trouxe, dá certo. Porém, podemos ter casos diferentes, conforme exemplo
trazido.
Gabarito: D.

2.11 Divulgação das perdas e reversões


A entidade deve divulgar as seguintes informações para cada classe de
ativos:
(a) o montante das perdas por desvalorização reconhecido no
resultado do período e a linha da demonstração do resultado na qual essas
perdas por desvalorização foram incluídas;
(b) o montante das reversões de perdas por desvalorização
reconhecido no resultado do período e a linha da demonstração do resultado
na qual essas reversões foram incluídas;
(c) o montante de perdas por desvalorização de ativos reavaliados
reconhecido em outros resultados abrangentes durante o período; e
(d) o montante das reversões das perdas por desvalorização de ativos
reavaliados reconhecido em outros resultados abrangentes durante o período.

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Esquematizando:

Perdas por desvalorização


(despesa)
na DRE
Reversões de Perdas por
desvalorização (receita)
Reconhecimento
Perdas por desvalorização de
ativos reavaliados
em Outros
resultados
Reversões das Perdas por
abrangentes
desvalorização de ativos
reavaliados

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3. Resumo da Aula

Novidade incluida pela Lei nº 11.638/07;

Análise dobre recuperaçãodos valores registrados nos


ativos imobilizado e intangível;

interromper
Teste de empreendimento ou
Recuperabilidade na Registra perdas de atividade; ou
Lei nº 6.404/76 valor do capital
aplicado quando:
não puderem recuperar
o valor do ativo.

a vida útil economica


estimada do bem; e
Revisar e ajustar
após perda ou reversão
o cálculo da
depreciação, exaustão
e amortização.

é o montante pelo qual o ativo está reconhecido no balanço depois


Valor Contábil da dedução de toda respectiva depreciação, amortização ou
exaustão acumulada e ajuste para perdas.

é o montante a ser obtido pela venda de um ativo ou de unidade


Valor justo líquido
geradora de caixa em transações em bases comutativas, entre
de despesa de
partes conhecedoras e interessadas, menos as despesas
venda
estimadas de venda.

Perda por é o montante pelo qual o valor contábil de um ativo ou de unidade


desvalorização geradora de caixa excede seu valor recuperável.

de um ativo ou de unidade geradora de caixa é o maior


Valor recuperável montante entre o seu valor justo líquido de despesa de
venda e o seu valor em uso.

são despesas incrementais diretamente atribuíveis à venda ou à


Despesa de venda baixa de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa,
ou de baixa excluindo as despesas financeiras e de impostos sobre o
resultado gerado.

é o valor presente de fluxos de caixa futuros esperados que


Valor em uso
devem advir de um ativo ou de unidade geradora de caixa.

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são ativos, exceto ágio por expectativa de rentabilidade futura


(goodwill), que contribuem, mesmo que indiretamente, para os
Ativos corporativos
fluxos de caixa futuros tanto da unidade geradora de caixa sob
revisão quanto de outras unidades geradoras de caixa.

o período de tempo durante o qual a entidade espera utilizar um


ativo; ou
Vida útil é
o número de unidades de produção ou de unidades semelhantes
que a entidade espera obter do ativo.

é o menor grupo identificável de ativos que gera entradas de


Unidade geradora
caixa, entradas essas que são em grande parte independentes das
de caixa
entradas de caixa de outros ativos ou outros grupos de ativos.

Segue os passos para verificação do teste de recuperabilidade:


1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: É o maior valor entre o valor
líquido de venda e o seu valor em uso.

2º Passo: Determinação do Valor Contábil (VC):


VC = Custo de Aquisição - Depreciação, Amortização ou Exaustão Acumulada -
Perdas por Desvalorização de Ativos

3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil


a) Se Valor Contábil > Valor Recuperável, temos Perdas por desvalorização.
Contabilização das perdas:
D - Despesa - perda com desvalorização de ativos (outras despesas)
C - Perdas com desvalorização de ativos ou Perdas por “Impairment”*
* Conta retificadora do Ativo.
b) Se Valor Contábil < Valor Recuperável, nenhum ajuste será feito, desde que
não tenha perdas já reconhecidas no balanço.

c) Se Valor Contábil < Valor Recuperável, será feito uma reversão, desde que
existam perdas já reconhecidas no balanço.
Lançamento de reversão de ativo não reavaliado:
D - Perdas com desvalorização de ativos (retificadora do ativo)
C - Reversão de Perda por desvalorização (receita)

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d) A perda por desvalorização de ativo reavaliado deve ser reconhecida em


outros resultados abrangentes (na conta de reserva de reavaliação) na
extensão em que a perda por desvalorização não exceder o saldo da
reavaliação reconhecida para o mesmo ativo.
Observação: Desde 01/01/2008, as empresas não podem mais constituir
novas reserva de reavaliação, porém, a Lei nº 11.638/07 deixou a possibilidade
de que os valores já registrados nesta reserva pudessem ser mantidos até sua
completa realização.
Lançamento das perdas de ativo reavaliado:
D - Reserva de Reavaliação (PL)
C – Perdas com desvalorização de ativos (retificadora do ativo)
* O que exceder a reserva de reavaliação (PL) deve ser reconhecido como
despesa no resultado.

Lançamento de reversão das perdas do ativo reavaliado:

D - Perdas com desvalorização de ativos (retificadora do ativo)


C – Reserva de Reavaliação (PL)
* O valor de reversão deve ser calculado pela diferença entre o valor
recuperável e o valor contábil, não podendo ultrapassar o montante que já
tinha sido reconhecido como perdas por desvalorização em exercícios
anteriores.

A entidade deve avaliar ao final de cada exercício social, se há alguma


indicação de que um ativo possa ter sofrido desvalorização. Se houver alguma
indicação, a entidade deve estimar o valor recuperável do ativo.

Existindo ou não Ativo Intangível com vida útil indefinida


qualquer indicação de
redução ao valor Ativo intangível não disponível para uso
recuperável de ativos, a
entidade deve testar ágio pago por expectativa de rentabilidade
anualmente futura (goodwill)

e) Goodwill adquirido em uma combinação de negócios - contabilização


das perdas:
D - Despesa - perda com desvalorização de ativos (despesa - resultado)
C – Goodwill (AÑC Investimentos)

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Ativo Perda Hipótese Contabilização


Perda menor do que o D - Outras despesas
valor contábil do ativo C - Perdas por Desvalorização
Ativo não
Perda vai para o resultado D - Outras despesas
reavaliado Perda maior do que o
C - Perdas por Desvalorização
valor contábil do ativo
C - Provisão do Passivo
Contabiliza a perda contra a Perda menor do que a D - Reserva de reavaliação
reserva de reavaliação reserva de reavaliação C - Perdas por Desvalorização
Ativo O que exceder a reserva de
reavaliado D - Reserva de reavaliação
reavaliação deve ser Perda maior do que a
D - Outras despesas
reconhecido como perda no reserva de reavaliação
C - Perdas por Desvalorização
resultado
* Quando o montante estimado da perda por desvalorização for maior do que o valor
contábil do ativo ao qual se relaciona, a entidade deve reconhecer um passivo se, e somente se,
isso for exigido por outro Pronunciamento Técnico. Aqui fica bem claro que outro Pronunciamento
precisa exigir.

Ágio Mais Valia = valor justo - valor contábil do investimento


Goodwill = valor pago – valor justo
O Goodwill (ou ágio por expectativa de rentabilidade futura) não está
sujeito à amortização, mas está sujeito ao teste de recuperabilidade.
Não deve ser realizada a reversão de perdas com desvalorização de ativos
para o goodwill.

Perdas por desvalorização


(despesa)
na DRE
Reversões de Perdas por
desvalorização (receita)
Reconhecimento
Perdas por desvalorização de
ativos reavaliados
em Outros
resultados
Reversões das Perdas por
abrangentes
desvalorização de ativos
reavaliados

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4. Questões comentadas

FCC
01. (FCC/Analista de Gestão – Contabilidade – SABESP/2018) Em
31/12/2015 uma empresa adquiriu uma patente por R$ 10.000.000,00 e poderá
explorá-la pelo prazo de 20 anos. No final do prazo de exploração a patente
passa a ser de domínio público e, portanto, não terá valor residual para a
empresa. No final do ano de 2016 a empresa realizou o teste de redução ao
valor recuperável (teste de “impairment”) e obteve as seguintes informações
sobre a patente:
− Valor em uso da patente ................................................ R$ 8.750.000,00.
− Valor justo líquido das despesas de venda da patente ......... R$ 8.000.000,00.
Na demonstração do resultado do ano de 2016, a empresa deveria
(A) reconhecer uma perda por desvalorização no valor de R$ 1.250.000,00,
apenas.
(B) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 500.000,00 e uma
perda por desvalorização no valor de R$ 750.000,00.
(C) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 500.000,00 e uma
perda por desvalorização no valor de R$ 1.500.000,00.
(D) não reconhecer nenhuma despesa por se tratar de ativo intangível que não
deve ser amortizado.
(E) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 500.000,00,
apenas.
Resolução:
Despesa de amortização = 10.000.000 / 20 anos = R$ 500.000,00
Valor Contábil = 10.000.000 – 500.000 = R$ 9.500.000,00
Valor Recuperável = R$ 8.750.000,00
Como o Valor Contábil é maior que o Valor Recuperável, temos que registrar
perda por desvalorização.
Perda por desvalorização = 9.500.000 - 8.750.000 = R$ 750.000,00
Gabarito: B.

02. (FCC/Analista Judiciário - Contabilidade – TRE PR/2017) Uma


empresa adquiriu o direito de concessão para explorar uma atividade controlada
por um órgão regulador público pelo prazo de 30 anos, após o que a concessão
se encerra e a atividade volta para o domínio do órgão regulador. O preço pago
para a aquisição do direito de exploração foi R$ 60.000.000,00 e a aquisição
ocorreu em 31/12/2012. No final do ano de 2015 a empresa realizou o teste de

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redução ao valor recuperável (teste de “impairment”) e obteve as seguintes


informações sobre o direito de concessão:
− Valor em uso esperado para o direito: R$ 50.000.000,00.
− Valor justo: não há valor justo porque o direito não pode ser negociado.
Na apuração do resultado do ano de 2015 a empresa deveria
(A) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 2.000.000,00 e
uma perda por desvalorização no valor de R$ 4.000.000,00.
(B) não deve reconhecer nenhuma despesa porque continua com o direito de
exploração.
(C) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 2.000.000,00,
apenas.
(D) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 2.000.000,00 e
uma perda por desvalorização no valor de R$ 54.000.000,00.
(E) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 6.000.000,00,
apenas.
Resolução:
Como o enunciado solicita o que a empresa deveria reconhecer no resultado
de 2015, vamos calcular a despesa de amortização do ano de 2015 e não a
amortização acumulada:
Amortização anual = 60.000.000 = R$ 2.000.000,00
30 anos

1. Registro da amortização do ano de 2015:


D – Despesa de amortização .......... 2.000.000,00
C – Amortização Acumulada ................ 2.000.000,00

2. Agora, a empresa precisa calcular o valor contábil, em 31/12/2015, para


comparar com o valor recuperável. Para isso, precisamos calcular a amortização
acumulada até o final de 2015. Vamos aos cálculos:
Tempo utilizado = 3 anos (31/12/2012 à 31/12/2015)
Amortização Acumulada em 31/12/15 = Amortização anual x 3
Amortização Acumulada em 31/12/15 = 2.000.000 x 3 = R$ 6.000.000,00

3. Em 31/12/2015, a empresa realizou o teste de redução ao valor recuperável


(teste de impairment). Vamos aos cálculos:

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1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: É o maior valor entre o valor


líquido de venda e o seu valor em uso.
Como não temos o valor justo, o valor recuperável será igual ao valor em uso.
− Valor Recuperável = R$ 50.000.000,00

2º Passo: Determinação do Valor Contábil Líquido (VCL)


Valor Contábil, em 31/12/15, antes do teste de recuperabilidade será de:
Valor Contábil = 60.0000.000 – 6.000.000 = 54.000.000,00

3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil


Como Valor Contábil > Valor Recuperável, temos uma Perda
Perda por desvalorização = 54.000.000 – 50.000.000 = 4.000.000,00

Portanto, na apuração do resultado do ano de 2015 a empresa deveria


reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 2.000.000,00 e uma
perda por desvalorização no valor de R$ 4.000.000,00.
Gabarito: A.

03. (FCC/Analista Judiciário - Contabilidade – TST/2017) A empresa Só


Rodovias S.A. ganhou a concessão para administrar uma rodovia federal e
pagou pelo direito de exploração da atividade o valor de R$ 90.000.000,00. O
prazo da concessão é 30 anos e, no final do prazo do contrato, o governo
reassume a administração da rodovia. A concessão iniciou-se em 01/01/2015 e
no final de 2016 a Só Rodovias S.A. identificou que o valor em uso da concessão
havia sofrido uma grande redução, pois a quantidade de usuários da rodovia
estava bem abaixo do que havia sido projetado quando a concessão foi
adquirida. Em 31/12/2016 a empresa realizou o teste de redução ao valor
recuperável (teste de impairment) e o valor em uso calculado para a concessão
foi R$75.000.000,00.
Na demonstração do resultado do ano de 2016 a empresa deveria
(A) reconhecer uma perda por desvalorização no valor de R$ 15.000.000,00,
apenas.
(B) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 3.000.000,00 e
uma perda por desvalorização no valor de R$ 9.000.000,00.
(C) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 3.000.000,00,
apenas.
(D) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 3.000.000,00 e
uma perda por desvalorização no valor de R$ 12.000.000,00.

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(E) não reconhecer nenhuma despesa por se tratar de ativo intangível que não
deve ser amortizado.
Resolução:
Método turbo para resolução no dia da prova:
Despesa de amortização em 2015 = 90.000.000 / 30 anos = R$ 3.000.000,00
Despesa de amortização em 2016 = 90.000.000 / 30 anos = R$ 3.000.000,00

Amortização acumulada no final de 2016 = (90.000.000 / 30 anos) x 2 anos


Amortização acumulada no final de 2016 = R$ 6.000.000,00 (2015 e 2016)

Valor contábil antes do teste de recuperabilidade:


Valor contábil = 90.000.000 – 6.000.000 = R$ 84.000.000,00

Como o valor recuperável de R$ 75.000.000,00 é menor que o valor contábil, a


empresa precisa registrar perdas no valor de R$ 9.000.000,00.
Perda por desvalorização = 84.000.000 – 75.000.000 = R$ 9.000.000,00
Gabarito: B.

04. (FCC/Especialista em Regulação de Transportes – ARTESP/2017) A


Cia. Débito e Crédito S.A. possuía um imobilizado para suas atividades
operacionais. Os saldos das contas referentes ao ativo, em 31/12/2016, estão
demonstrados abaixo.
Imobilizado (custo total de aquisição): .................................. R$ 400.000,00
(−) Depreciação acumulada: ............................................... R$ 100.000,00
(=) Valor do ativo: ............................................................. R$ 300.000,00
em 31/12/2016 foi realizado o teste de impairment, obtendo os seguintes
valores:
Valor em uso do ativo: ....................................................... R$ 350.000,00
Valor justo líquido das despesas de venda: ............................ R$ 320.000,00
Ao elaborar as Demonstrações Contábeis referentes ao ano de 2016, a empresa
(A) reconheceu um ganho por valorização no valor de R$ 20.000,00.
(B) reconheceu um ganho por valorização no valor de R$ 50.000,00.
(C) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 80.000,00.
(D) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 50.000,00.

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(E) não reconheceu perda ou ganho por impairment.


Resolução:
Valor recuperável de um ativo é o MAIOR valor entre o seu valor justo líquido
de vendas e o seu valor em uso.
No caso em tela, o valor recuperável é de R$ 350.000.
Já o valor contábil desse ativo é 300.000. Portanto, como este já é inferior ao
recuperável, não há de ser feito nenhum ajuste de recuperação.
Gabarito: E

05. (FCC/Analista - Contadoria – TRF 3ª Região/2016) Uma empresa


adquiriu uma patente que poderá ser explorada pelo prazo de 20 anos, após o
que a patente passa a ser de domínio público. O preço pago foi R$
20.000.000,00 e a aquisição ocorreu em 31/12/2012. No final do ano de 2013,
antes do fechamento das Demonstrações Contábeis, a empresa realizou o teste
de redução ao valor recuperável (teste de impairment) e obteve as seguintes
informações sobre a patente:
− Valor em uso da patente: R$ 17.000.000,00.
− Valor justo líquido das despesas de venda da patente: R$ 16.000.000,00.
Na apuração do resultado do ano de 2013 a empresa deveria
(A) ter reconhecido uma despesa de amortização no valor de R$ 1.000.000,00
e uma perda por desvalorização no valor de R$ 3.000.000,00.
(B) ter reconhecido uma despesa de amortização no valor de R$ 1.000.000,00
e uma perda por desvalorização no valor de R$ 2.000.000,00.
(C) não ter reconhecido nenhuma despesa por se tratar de ativo intangível que
não deve ser amortizado.
(D) ter reconhecido uma despesa de amortização no valor de R$ 1.000.000,00,
apenas.
(E) ter reconhecido uma perda por desvalorização no valor de R$ 3.000.000,00,
apenas.
Resolução:
Inicialmente, a empresa vai calcular a amortização.
Amortização em 31/12/13 = valor amortizável x tempo utilizado
Prazo de utilização
Amortização em 31/12/13 = 20.000.000 = R$ 1.000.000,00
20 anos

1. Registro da amortização:

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D – Despesa de amortização .......... 1.000.000,00


C – Amortização Acumulada ................ 1.000.000,00

2. Valor Contábil, em 31/12/13, antes do teste de recuperabilidade será de:


Valor Contábil = Custo de Aquisição - Amortização Acumulada - Perda Estimada
Valor Contábil = 20.0000.000 – 1.000.000 - 0 = 19.000.000,00

Porém, em 31/12/2013, a empresa realizou o teste de redução ao valor


recuperável (teste de impairment). Vamos aos cálculos:
1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: É o maior valor entre o valor
líquido de venda e o seu valor em uso.
− Valor em uso da patente: R$ 17.000.000,00.
− Valor justo líquido das despesas de venda da patente: R$ 16.000.000,00.
− Valor Recuperável = R$ 17.000.000,00

2º Passo: Determinação do Valor Contábil Líquido (VCL)


Valor Contábil Líquido = R$ 19.000.000,00

3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil líquido


Como Valor Contábil Líquido > Valor Recuperável, temos uma Perda
Perda por desvalorização = Valor Contábil Líquido - Valor Recuperável
Perda por desvalorização = 19.000.000,00 – 17.000.000,00 = 2.000.000,00
3.1. Registro da perda por desvalorização:
Despesa - perda por Perda por
desvalorização desvalorização
2.000.000 2.000.000

Portanto, na apuração do resultado do ano de 2013, a empresa deveria ter


reconhecido uma despesa de amortização no valor de R$ 1.000.000,00 e
uma perda por desvalorização no valor de R$ 2.000.000,00.
O gabarito é a letra B. Vamos verificar como ficaria o balanço em 31/12/2013:
Valor Contábil apresentado no balanço patrimonial:
Custo de aquisição da Patente .......................... 20.000.000,00
(-) Amortização acumulada ............................. (1.000.000,00)

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(-) Perda por desvalorização ............................ (2.000.000,00)


= Valor Contábil ......................................... 17.000.000,00
Gabarito: Letra B.

06. (FCC/Analista - Contadoria – TRF 3ª Região/2016) O custo de


aquisição de um equipamento foi R$ 6.000.000,00 e o pagamento foi realizado
à vista. A aquisição ocorreu em 30/06/2014, a empresa definiu sua vida útil em
7 anos e o valor líquido de venda do equipamento no final do 7º ano foi estimado
em R$ 3.060.000,00. Sabe-se que, para fins fiscais, a vida útil é definida em 10
anos. A empresa adota o método das quotas constantes para o cálculo da
despesa mensal de depreciação e, no final de 2015, realizou o teste de redução
ao valor recuperável para o equipamento (teste de impairment). Os valores
obtidos em 31/12/2015 para a realização do teste para o equipamento foram
os seguintes:
− Valor justo líquido das despesas de venda = R$ 5.200.000,00.
− Valor em uso = R$ 5.300.000,00.
O valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço Patrimonial de
31/12/2015 foi, em reais,
(A) 5.559.000,00.
(B) 5.200.000,00.
(C) 5.370.000,00.
(D) 5.300.000,00.
(E) 5.100.000,00.
Resolução:
Inicialmente, a empresa vai calcular o valor contábil para comparar com o valor
recuperável. Para isso, precisamos calcular a depreciação acumulada até o final
de 2015. Devemos lembrar que, independente do critério fiscal, a taxa de
depreciação utilizada é a definida pela empresa, pois é a melhor estimativa
técnica disponível. Vamos aos cálculos:
Prazo de utilização = 7 anos
Tempo utilizado = 1,5 anos (30/06/2014 à 31/12/2015)
Depreciação Acumulada em 31/12/15 = valor depreciável x tempo utilizado
Prazo de utilização
Depreciação Acumulada em 31/12/15 = (6.000.000 – 3.060.000) x 1,5 anos
7 anos
Depreciação Acumulada em 31/12/15 = R$ 630.000,00

1. Valor Contábil, em 31/12/15, antes do teste de recuperabilidade será de:

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Valor Contábil = Custo de Aquisição - Depreciação Acumulada - Perda Estimada


Valor Contábil = 6.0000.000 – 630.000 - 0 = 5.370.000,00
Porém, em 31/12/2015, a empresa realizou o teste de redução ao valor
recuperável (teste de impairment). Vamos aos cálculos:
1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: É o maior valor entre o valor
líquido de venda e o seu valor em uso.
− Valor Recuperável = Valor em uso = R$ 5.300.000,00
2º Passo: Valor Contábil Líquido = R$ 5.370.000,00
3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil líquido
Como Valor Contábil Líquido > Valor Recuperável, temos Perdas
Perdas = Valor Contábil Líquido - Valor Recuperável
Perdas = 5.370.000,00 – 5.300.000,00 = 70.000,00
3.1. Registro das perdas por desvalorização:
D – Despesa – perda por desvalorização
C – Perda por desvalorização (retificadora do ativo) ................. 70.000,00

O valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço Patrimonial de


31/12/2015 foi de R$ 5.300.000,00.
Custo de aquisição do equipamento ................. 6.000.000,00
(-) Depreciação acumulada ............................... 630.000,00
(-) Perda por desvalorização ............................... 70.000,00
= Valor Contábil ........................................ 5.300.000,00

Pessoal, se vocês observarem, o valor contábil registrado no balanço é igual ao


menor valor resultante da comparação entre o valor contábil líquido e o valor
recuperável. Assim, como o valor recuperável é menor, o montante de R$
5.300.000,00 (valor recuperável) é o valor contábil do equipamento evidenciado
no Balanço Patrimonial de 31/12/2015. Esta dica só funciona quando não
há perdas por desvalorização reconhecidas em períodos anteriores.
Gabarito: Letra D.

07. (FCC/Julgador Administrativo Tributário – SEFAZ - PE/2015) A


empresa Patentes & Cia. possuía, em 31/12/2014, um ativo intangível com vida
útil indefinida, cujo valor contábil de R$ 420.000,00 apresentava a seguinte
composição:
− Custo de aquisição: R$ 480.000,00.

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− Perda por desvalorização reconhecida em 2013: R$ 60.000,00


Em 31/12/2014, antes de encerrar o exercício social do ano, a empresa realizou
o Teste de Recuperabilidade do Ativo (Impairment) e obteve as seguintes
informações:
− Valor em uso: R$ 370.000,00.
− Valor justo líquido de despesas de venda: R$ 400.000,00.
Com base nestas informações, o valor contábil apresentado no Balanço
Patrimonial da empresa Patentes & Cia., em 31/12/2014, foi, em reais,
(A) 420.000,00.
(B) 400.000,00.
(C) 370.000,00.
(D) 480.000,00.
(E) 390.000,00.
Resolução:
1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: É o maior valor entre o valor
líquido de venda e o seu valor em uso.
- Valor Recuperável = Valor justo líquido de despesas de venda = R$ 400.000,00
2º Passo: Determinação do Valor Contábil Líquido (VCL)
VCL = Custo de Aquisição - Depreciação Acumulada - Perdas Estimadas
Valor Contábil Líquido = 480.000 - 60.000 = 420.000,00

3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil líquido


Como Valor Contábil Líquido > Valor Recuperável, temos Perdas
Perdas = Valor Contábil Líquido - Valor Recuperável
Perdas = 420.000,00 - 400.000,00 = 20.000,00

A) Registro das perdas por desvalorização:


Despesa - perda de Perdas por
valor recuperável desvalorização
(A) 20.000 60.000 SI
20.000 (A)
80.000

Valor Contábil apresentado no balanço patrimonial:


AÑC Intangível ........................................... 480.000,00

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(-) Perdas por desvalorização ........................ 80.000,00


= Valor Contábil ..................................... 400.000,00
Gabarito: Letra B.

08. (FCC/Analista – Controle Interno – CNMP/2015) Um equipamento foi


adquirido por uma empresa pelo valor de R$ 1.000.000,00 e o pagamento foi
realizado à vista. A aquisição ocorreu em 30/06/2013, a empresa definiu sua
vida útil em 5 anos e o valor líquido de venda do equipamento no final do 5º
ano foi estimado em R$ 400.000,00. A empresa adota o método das quotas
constantes para o cálculo da despesa mensal de depreciação, tendo em vista
que o equipamento é utilizado 24 horas por dia, ininterruptamente. Sabe-se,
ainda, que para fins fiscais a vida útil é definida em 10 anos. No final de 2013 a
empresa realizou o teste de recuperabilidade do custo (impairment) para o
equipamento, utilizando-se dos seguintes valores disponíveis em 31/12/2013:
− Valor justo líquido das despesas de venda = R$ 930.000,00
− Valor em uso = R$ 945.000,00
O valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço Patrimonial de
31/12/2013 foi, em reais,
a) 950.000,00.
b) 940.000,00.
c) 945.000,00.
d) 930.000,00.
e) 970.000,00.
Resolução:
A questão nos fornece várias informações, porém, só precisamos seguir os
passos para identificar se houve perda por redução ao valor recuperável.
1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: É o maior valor entre o
valor líquido de venda e o seu valor em uso.
- Valor Recuperável = Valor em uso = R$ 945.000,00

2º Passo: Determinação do Valor Contábil (VC):


Valor depreciável = 1.000.000 – 400.000 = R$ 600.000,00
Contabilmente, a depreciação deve ser calculada conforme a melhor estimativa
técnica disponível. De acordo com os dados da questão, a empresa definiu sua
vida útil em 5 anos. Por isto, vamos usar como vida útil os 5 anos e não os 10
anos utilizado pelo fisco. As diferenças porventura existentes, entre a melhor
estimativa e o critério determinado pelo fisco na vida útil do bem, devem ser
ajustadas para efeito de Imposto de Renda.

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Observação: neste caso, como temos a vida útil em 5 anos definida pela
empresa, desconsidere as informações para cálculo da depreciação
acelerada.
Vida útil = 5 anos; Taxa de depreciação anual = 100%/5 anos = 20% a.a.
Data da aquisição: 30/06/2013
Como só são seis meses de depreciação (julho a dezembro de 2013), a taxa de
depreciação será de 10% (20%/2).
Depreciação em 2013 = R$ 600.000,00 x 10% = R$ 60.000,00
Valor Contábil = Custo de Aquisição - Depreciação Acumulada
Valor Contábil = 1.000.000 - 60.000 = 940.000,00

3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil


Como Valor Contábil < Valor Recuperável, nenhum ajuste será feito. Observem
que neste caso não há perdas reconhecidas em períodos anteriores. Por isso,
não ocorre o reconhecimento de reversão.

O valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço Patrimonial de


31/12/2013 é o montante de R$ 940.000,00.
Gabarito: Letra B.

09. (FCC/Analista – Contabilidade – CNMP/2015) O saldo da conta


Intangíveis da empresa Explora Marcas S.A., em 31/12/2013, correspondia a
um ativo intangível com vida útil indefinida. O valor contábil deste ativo era R$
840.000,00 e sua composição era:
- Custo de aquisição: R$ 960.000,00.
- Perda por desvalorização reconhecida em 2012: R$ 120.000,00.
Para a elaboração do Balanço Patrimonial de 31/12/2013, a empresa realizou o
teste de recuperabilidade do Ativo (“impairment”) com as seguintes
informações disponíveis:
- Valor em uso: R$ 740.000,00.
- Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 800.000,00.

Com base nestas informações, o valor contábil apresentado no Balanço


Patrimonial da empresa Explora Marcas S.A., em 31/12/2013, foi, em reais,
a) 840.000,00.
b) 740.000,00.

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c) 800.000,00.
d) 960.000,00.
e) 680.000,00.
Resolução:
Pessoal, vamos seguir os passos para identificar o valor recuperável e o valor
contábil do ativo intangível.
Observação: os ativos intangíveis com vida útil indefinida não estão
sujeitos à amortização.
1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: É o maior valor entre o valor
líquido de venda e o seu valor em uso.
- Valor Recuperável = R$ 800.000,00

2º Passo: Determinação do Valor Contábil Líquido (VCL)


VCL = Custo de Aquisição - Perdas por desvalorização reconhecidas
Valor Contábil Líquido = 960.000 - 120.000 = 840.000,00

3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil líquido


Como Valor Contábil Líquido > Valor Recuperável, temos Perdas
Perdas = Valor Contábil Líquido - Valor Recuperável
Perdas = 840.000,00 - 800.000,00 = 40.000,00

* Registro das perdas por desvalorização:


D - Despesa - perda de valor recuperável
C - Perda por desvalorização reconhecida ................... 40.000,00

Assim, o valor da perda por desvalorização acumulada para 2013 é igual a R$


160.000,00 (120.000 + 40.000).
Valor Contábil apresentado no balanço patrimonial em 31/12/2013:
Ativo Não Circulante Intangível .......................... 960.000,00
(-) Perdas por desvalorização .......................... (160.000,00)
= Valor Contábil .............................................. 800.000,00
Gabarito: Letra C.

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10. (FCC/Analista Judiciário - Contabilidade – TRE - SP/2017) A Cia.


Verdão possuía, em 31/12/2016, no ativo imobilizado, um maquinário para a
produção de camisetas. Os saldos das contas referentes a esse maquinário, no
final de 2016, são:
(em R$)
Imobilizado (custo de aquisição): ............................................. 500.000,00
(−) Depreciação acumulada: ................................................... 120.000,00
(=) Valor contábil do ativo: ..................................................... 380.000,00
A pedido da controladoria, em 31/12/2016, foi realizado um teste de
recuperabilidade do ativo (impairment), obtendo os seguintes valores:
(em R$)
Valor em uso do maquinário: ................................................... 350.000,00
Valor justo líquido das despesas de venda: ................................ 220.000,00
Ao elaborar as Demonstrações Contábeis referentes ao ano de 2016, a Cia.
Verdão
(A) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 160.000,00.
(B) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 150.000,00.
(C) não reconheceu perda por impairment.
(D) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 130.000,00.
(E) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 30.000,00.
Resolução:
Vamos aos cálculos:
1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: É o maior valor entre o valor
líquido de venda e o seu valor em uso.
− Valor em uso do maquinário: R$ 350.000,00.
− Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 220.000,00.
− Valor Recuperável = R$ 350.000,00
2º Passo: Determinação do Valor Contábil
Valor Contábil do Ativo = R$ 380.000,00

3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil


Como Valor Contábil > Valor Recuperável, temos uma Perda
Perda por desvalorização = Valor Contábil - Valor Recuperável
Perda por desvalorização = 380.000,00 – 350.000,00 = 30.000,00

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Gabarito: Letra E.

11. (FCC/SEFAZ – SP/2013) O Balanço Patrimonial da Cia. Conservadora,


apurado em 31/12/2012, após o reconhecimento da depreciação do exercício
social de 2012 e antes de proceder aos testes de recuperabilidade de seus
ativos, apresentou:
Ativo Imobilizado R$
Máquina 45.000,00
Depreciação Acumulada (25.000,00)
Valor Contábil 20.000,00
Para realizar o teste de recuperabilidade da máquina, foram identificados:
− Valor justo da máquina em 31/12/2012: R$ 19.000,00
− Gastos estimados para a retirada e venda da máquina (despesa de venda)
em 31/12/2012: R$ 2.000,00
− Tempo de vida útil remanescente estimado para a máquina em 31/12/2012:
3 anos
− Valor em uso em 31/12/2012: R$ 18.000,00
− Valor de venda estimado da máquina, no final de sua vida útil: R$ 1.500,00
− Gastos estimados para a retirada e venda da máquina (despesa de venda),
no final de sua vida útil: R$ 500,00.
− Taxa de desconto: 10% a.a.
Nessas condições, o valor registrado como perda por redução ao valor
recuperável foi, em 31/12/2012, em R$,
a) 3.000,00.
b) 0,00.
c) 1.000,00.
d) 1.248,69.
e) 2.000,00.
Resolução:
A questão nos fornece várias informações, porém, só precisamos seguir os
passos para identificar o valor da perda por redução ao valor recuperável.
É importante destacar que a banca tentou confundir o candidato colocando o
valor de venda estimado da máquina e os gastos necessários para vender a
máquina ao final da sua vida útil. Porém, o valor em uso já inclui o valor
presente do valor líquido da venda ao final da vida util.

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1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: É o maior valor entre o valor


líquido de venda e o seu valor em uso.
Vamos calcular, inicialmente, o valor justo líquido de despesas de venda:
Valor justo da máquina em 31/12/2012 .............................. R$ 19.000,00
(-) gastos estimados para venda da máquina em 31/12/2012 (R$ 2.000,00)
= Valor justo líquido de despesas de venda ......................... R$ 17.000,00

- Valor justo líquido de despesas de venda = R$ 17.000,00.


- Valor em uso = R$ 18.000,00.
- Valor Recuperável = Valor em uso = R$ 18.000,00
2º Passo: Determinação do Valor Contábil (VC)
VC = Custo de Aquisição - Depreciação Acumulada - Perdas com desvalorização
de ativos
Valor Contábil = 45.000 - 25.000 - 0 = 20.000,00

3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil


Como Valor Contábil > Valor Recuperável, temos que registrar as perdas.
Perdas = Valor Contábil - Valor Recuperável = 20.000,00 - 18.000,00 = 2.000
Portanto, o valor registrado como perda por redução ao valor recuperável foi,
em 31/12/2012, de R$, 2.000,00.
Gabarito: Letra E.

12. (FCC/Analista do Tesouro Estadual – SEFAZ – PI/2015) Em


30/09/2012, uma empresa adquiriu veículos pelo valor de R$ 180.000,00.
Todos os veículos têm vida útil econômica de 5 anos para a empresa e o valor
residual estimado para todos os veículos, em conjunto, no final do 5º ano é R$
30.000,00. A empresa adota o método das quotas constantes para o cálculo da
despesa mensal de depreciação. No final de 2012, a empresa realizou o teste
de recuperabilidade do custo (“impairment") para os bens do ativo imobilizado
e identificou os valores disponíveis, conforme a tabela a seguir, referentes aos
veículos adquiridos em 30/09/2012:
Data Valor Justo Valor em uso
31/12/2012 R$ 155.000,00 R$ 170.000,00

O valor contábil dos veículos, considerados em conjunto, evidenciado no


Balanço Patrimonial de 31/12/2012 foi, em reais:

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(A) 172.500,00
(B) 180.000,00
(C) 155.000,00
(D) 170.000,00
(E) 171.000,00
Resolução:
Pessoal, vamos seguir os passos para identificar o valor recuperável e o valor
contábil do ativo intangível.
1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: É o maior valor entre o valor
líquido de venda e o seu valor em uso.
- Valor Recuperável = Valor em uso = R$ 170.000,00
2º Passo: Determinação do Valor Contábil
Os bens do ativo imobilizado devem ser apresentados pelo custo de aquisição
menos a depreciação e perda por redução ao valor recuperável acumuladas.
Depreciação Mensal = (Custo de aquisição – Valor residual)
Vida útil em meses
Depreciação Mensal = (180.000,00 – 30.000,00) = R$ 2.500,00
5 anos x 12 meses
Depreciação Acumulada em 31/12/2012 = 2.500,00 x 3 meses = R$ 7.500,00
Valor Contábil = 180.000 - 7.500 = 172.500,00
3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil líquido
Como Valor Contábil > Valor Recuperável, temos Perdas
Perdas = 172.500,00 - 170.000,00 = 2.500,00

Valor Contábil apresentado no balanço patrimonial em 31/12/2012:


Custo de Aquisição .......................... 180.000,00
(-) Depreciação Acumulada ................ (7.500,00)
(-) Perdas por desvalorização ............. (2.500,00)
= Valor Contábil .............................. 170.000,00
Gabarito: Letra D.

13. (FCC/Auditor Fiscal – SEFAZ MA/2016) Um equipamento foi adquirido


à vista por R$ 10.000.000,00 em 31/03/2015 e a empresa definiu sua vida útil
em 8 anos. O valor realizável líquido de despesa de venda do equipamento no
final do prazo de vida útil para a empresa foi estimado em R$ 4.000.000,00 e,

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para fins fiscais, a vida útil é definida em 10 anos. No final do ano de 2015, a
empresa realizou o teste de redução ao valor recuperável para o equipamento
(teste de impairment) e os valores obtidos em 31/12/2015 para a realização do
teste para o equipamento foram:
− Valor justo líquido de despesa de venda = R$ 9.200.000,00
− Valor em uso = R$ 9.300.000,00

Sabendo-se que a empresa adota o método das quotas constantes para o


cálculo da despesa mensal de depreciação, o valor total que impactou
negativamente o resultado de 2015, exclusivamente em relação ao
equipamento, foi, em reais:
(A) 937.500,00.
(B) 450.000,00.
(C) 750.000,00.
(D) 562.500,00.
(E) 700.000,00.
Resolução:
No caso dessa questão, vamos calcular a depreciação mensal para, depois,
encontrar o valor da depreciação acumulada no ano de 2015 antes do teste de
recuperabilidade.
Vamos aos cálculos:
1. Depreciação Mensal = (Custo de aquisição – Valor residual)
Vida útil em meses
Depreciação Mensal = (10.000.000,00 – 4.000.000,00) = R$ 6.000.000,00
8 anos x 12 meses 96
Depreciação Mensal = R$ 62.500,00
2. Da data de aquisição do equipamento (31/03/2015) até a data do balanço
(31/12/2015), passaram-se 9 meses. Assim, a depreciação acumulada até o
final do período foi de:
Depreciação Acumulada em 31/12/2015 = 62.500,00 * 9 = R$ 562.500,00
A despesa de depreciação de 2015 será também de R$ 562.500,00.

3. Valor Contábil, em 31/12/15, antes do teste de recuperabilidade será de:


Valor Contábil = 10.0000.000 – 562.500 = 9.437.500,00

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Porém, em 31/12/2015, a empresa realizou o teste de redução ao valor


recuperável (teste de impairment). Vamos aos cálculos:
1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: É o maior valor entre o valor
líquido de venda e o seu valor em uso.
− Valor Recuperável = R$ 9.300.000,00 (Valor em uso)

2º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil


Como Valor Contábil Líquido > Valor Recuperável, temos uma Perda
Perda por desvalorização = Valor Contábil Líquido - Valor Recuperável
Perda por desvalorização = 9.437.500,00 – 9.300.000,00 = 137.500,00

Portanto, na apuração do resultado do ano de 2015, a empresa deveria ter


reconhecido uma despesa de depreciação no valor de R$ 562.500,00 e
uma perda por desvalorização no valor de R$ 137.500,00.
Com isso, o valor total que impactou negativamente o resultado de 2015,
exclusivamente em relação ao equipamento, foi de R$ 700.000,00 (562.500
+ 137.500).
Gabarito: Letra E.

14. (FCC/Auditor Fiscal – SEFAZ – PI/2015) A Cia. Propagandas S.A.


possuía, em 31/12/2014, um ativo intangível com vida útil indefinida, cujo valor
contábil era R$ 500.000,00, o qual era composto por:
• Custo de aquisição: R$ 700.000,00.
• Perda por desvalorização (reconhecida em 2013): R$ 200.000,00.
Em 31/12/2014, a Cia. realizou o teste de recuperabilidade do ativo
(impairment) e obteve as seguintes informações:
• Valor em uso: R$ 540.000,00.
• Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 470.000,00.
Sabendo que as evidências indicaram que a vida útil deste ativo continuava
indefinida, a Cia. Propagandas S.A., em dezembro de 2014, deveria
(A) reconhecer um ganho no valor de R$ 30.000,00 decorrente da reversão da
perda por desvalorização.
(B) reconhecer uma perda por desvalorização no valor de R$ 30.000,00.
(C) manter o valor contábil de R$ 500.000,00.
(D) reconhecer uma perda por desvalorização no valor de R$ 160.000,00.

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(E) reconhecer um ganho no valor de R$ 40.000,00 decorrente da reversão da


perda por desvalorização.
Resolução:
Valor recuperável de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa é o
maior valor entre o valor líquido de venda de um ativo e seu valor em uso.
Perda por desvalorização é o montante pelo qual o valor contábil de um ativo
ou de uma unidade geradora de caixa excede seu valor recuperável.
Valor Contábil é o valor pelo qual um ativo está reconhecido no balanço depois
da dedução de toda respectiva depreciação, amortização ou exaustão
acumulada e provisão para perdas.
Pessoal, quando comparamos o valor contábil com o valor recuperável, podem
surgir duas situações:
1. Valor recuperável menor que o valor contábil: nesta situação, uma despesa
com perdas por desvalorização deve ser registrada em contrapartida a uma
conta redutora do ativo. O valor da perda é igual ao valor contábil menos o valor
recuperável; ou
2. Valor recuperável maior que o valor contábil: neste caso, como o ativo não
está desvalorizado, em regra, nenhum ajuste deve ser realizado. Porém, caso
tenha perda por desvalorização reconhecida em período anterior, esta deve ser
revertida para que o valor contábil fique igual ao valor recuperável. É importante
destacar que o valor de reversão não pode ultrapassar o valor que estava
reconhecido como perdas por desvalorização no balanço.
Vamos responder à questão:
1. Valor Contábil: R$ 500.000,00 (700.000 - 200.000).
2. Cálculo do valor recuperável: é o maior valor entre o valor líquido de
venda e o seu valor em uso.
Valor recuperável: R$ 540.000,00. (Valor em uso)

Em regra, quando o valor recuperável é maior do que o valor contábil, nenhum


ajuste deve ser feito.
Porém, quando o valor recuperável (valor em uso, neste caso) é maior do que
o valor contábil e a empresa possui perda por desvalorização reconhecida em
anos anteriores (caso da questão), uma reversão da perda por desvalorização
deve ser feita.
O valor de reversão deve ser calculado pela diferença entre o valor
recuperável e o valor contábil, não podendo ultrapassar o montante que já
tinha sido reconhecido como perdas por desvalorização em exercícios
anteriores.
Portanto, o valor da reversão é de R$ 40.000,00 (540.000 - 500.000).

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Já temos a resposta, que é a letra E. Porém, para revisar, vamos registrar no


livro diário e no balanço os fatos:
Lançamento:
D – Perda por desvalorização (retificadora do ativo)
C – Reversão da perda por desvalorização (receita) ............ 40.000,00

Balanço patrimonial:
Custo de aquisição do ativo intangível ................. 700.000,00
(-) Perda por desvalorização ............................ (160.000,00)
= Valor Contábil ........................................... 540.000,00
Gabarito: Letra E.

15. (FCC/Auditor Substituto de Conselheiro – TCE – CE/2015) Em


10/10/2009, uma empresa adquiriu uma marca pelo valor de R$ 14.000.000,00.
Em 31/12/2011, registrou para esta marca uma perda por
desvalorização (“impairment”) no valor de R$ 4.000.000,00. Em 31//12/2014,
a empresa realizou novamente o teste de recuperabilidade (“impairment”) para
a mesma marca e obteve as seguintes informações:
− Valor em uso da marca: R$ 10.800.000,00.
− Valor justo líquido das despesas de venda da marca: R$ 9.400.000,00.
Como a marca apresenta naturalmente uma vida útil indefinida, a empresa, nas
Demonstrações Contábeis do ano de 2014, deveria
a) reconhecer, no resultado do ano de 2014, um ganho no valor de R$
800.000,00 decorrente da reversão da perda por desvalorização.
b) manter o valor contábil de R$ 10.000.000,00 no balanço patrimonial de
31/12/2014.
c) reconhecer uma perda por desvalorização no valor de R$ 600.000,00 no
resultado do ano de 2014.
d) reconhecer, no resultado do ano de 2014, um ganho no valor de R$
4.000.000,00 decorrente da reversão da perda por desvalorização.
e) reconhecer, no resultado do ano de 2014, uma perda por desvalorização no
valor de R$ 3.200.000,00.
Resolução:
Está ficando fácil, rsrsrs. Mais uma questão sobre reversão de perdas. Por isso
recomendo fazer muitos exercícios, uma vez que as bancas repetem muito os
modelos de questões.

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Observação: os ativos intangíveis com vida útil indefinida não estão


sujeitos à amortização.
Método turbo para resolução no dia da prova:
Teste de recuperabilidade em 31/12/2014
1. Valor Contábil: R$ 10.000.000,00 (14.000.000 – 4.000.000)
2. Cálculo do valor recuperável: é o maior valor entre o valor líquido de
venda e o seu valor em uso.
− Valor em uso da marca: R$ 10.800.000,00.
− Valor justo líquido das despesas de venda da marca: R$ 9.400.000,00.
Valor recuperável: R$ 10.800.000,00. (Valor em uso do intangível)

Em regra, quando o valor recuperável é maior do que o valor contábil, nenhum


ajuste deve ser feito. Porém, quando o valor recuperável (valor em uso, neste
caso) é maior do que o valor contábil e a empresa possui perda por
desvalorização reconhecida em anos anteriores (caso da questão), uma
reversão da perda por desvalorização deveria ser feita no valor de R$
800.000,00 (10.800.000 – 10.000.000).
Portanto, a empresa deveria reconhecer, no resultado de 2014, um ganho no
valor de R$ 800.000,00 decorrente da reversão da perda por desvalorização.
Gabarito: Letra A.

16. (FCC/Analista – TRE – AP/2015) Uma marca foi adquirida por uma
empresa pelo valor de R$ 7.000.000,00. A aquisição ocorreu em janeiro de 2012
e, em 31/12/2012, a empresa contabilizou uma perda por desvalorização
(“impairment”) no valor de R$ 2.000.000,00 para esta marca.
Em 31/12/2013 a empresa obteve as seguintes informações para a realização
do teste de recuperabilidade (“impairment”):
− Valor em uso da marca R$ 5.400.000,00
− Valor justo da marca R$ 4.700.000,00
Tendo em vista que a marca apresenta vida útil indefinida, a empresa, nas
demonstrações contábeis do ano de 2013, deveria
(A) reconhecer uma perda por desvalorização no valor de R$ 300.000,00 no
resultado do ano.
(B) manter o valor contábil de R$ 5.000.000,00 no balanço patrimonial.
(C) reconhecer, no resultado do ano, um ganho no valor de R$ 400.000,00
decorrente da reversão da perda por desvalorização.

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(D) reconhecer, no resultado do ano, um ganho no valor de R$ 2.000.000,00


decorrente da reversão da perda por desvalorização.
(E) reconhecer, no resultado do ano, uma perda por desvalorização no valor de
R$ 1.600.000,00.
Resolução:
Método turbo para resolução no dia da prova:
Teste de recuperabilidade em 31/12/2013
1. Valor Contábil = R$ 5.000.000,00 (7.000.000 – 2.000.000)
2. Cálculo do valor recuperável: é o maior valor entre o valor líquido de
venda e o seu valor em uso.
Valor recuperável: R$ 5.400.000,00. (Valor em uso da marca)

Quando o valor recuperável (valor em uso, neste caso) é maior do que o valor
contábil e a empresa possui perda por desvalorização reconhecida em anos
anteriores (caso da questão), uma reversão da perda por desvalorização deveria
ser feita no valor de R$ 400.000,00 (5.400.000 – 5.000.000).
Portanto, a empresa deveria reconhecer, no resultado do ano, um ganho no
valor de R$ 400.000,00 decorrente da reversão da perda por desvalorização.
Gabarito: Letra C.

17. (FCC/Analista – Contabilidade – DPE – RS/2017) A Cia. Industrial


possuía, em 31/12/2016, um ativo intangível com vida útil indefinida. Os valores
evidenciados para este ativo, nesta data, são apresentados a seguir:
Custo de aquisição .............................................................. R$ 800.000,00
(−) Ajuste por “impairment” (calculada em 2015) .................. (R$ 300.000,00)
(=) Valor contábil do ativo .................................................. R$ 500.000,00

Ao realizar o teste de redução ao valor recuperável de ativos (teste de


“impairment”), a Cia. obteve as seguintes informações a respeito desse ativo
em 31/12/2016:
Valor em uso ...................................................................... R$ 650.000,00
Valor justo líquido das despesas de venda ............................... R$ 550.000,00
O valor contábil apresentado no Balanço Patrimonial de 31/12/2016 para este
ativo foi, em reais,
(A) 600.000,00
(B) 650.000,00

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(C) 550.000,00
(D) 500.000,00
(E) 800.000,00
Resolução:
Método turbo para resolução no dia da prova:
Observação: os ativos intangíveis com vida útil indefinida não estão
sujeitos à amortização.
Com o teste de “impairment”, busca-se a determinação do Valor Recuperável,
ou seja, o maior valor entre o valor justo líquido das despesas de venda e o
seu valor em uso:
Ou seja, o Valor Recuperável é R$ 650.000.
Tendo em vista que o valor recuperável é superior ao contábil de R$ 500.000,
não haveria nada de ser feito no ajuste de recuperação.
Entretanto, lembremos que há um ajuste por “impairment” acumulado de R$
300.000 (valor máximo a ser revertido). Logo, podem ser revertidos R$
150.000, que é a diferença entre o valor contábil e o recuperável.
Reversão = 650.000 – 500.000 = R$ 150.000,00
Lançamento contábil:
D Ajuste por “impairment” R$ 150.000
C Reversão de impairment (DRE) R$ 150.000
Ao fim, temos:
Custo de aquisição ............R$ 800.000
(−) Ajuste por impairment R$ 150.000
(=) Valor contábil .........R$ 650.000
Gabarito: B

18. (FCC/Auditor Público Externo – TCE – RS/2014) A Cia. Marcas


Famosas S.A. possuía, em 31/12/2013, um ativo Intangível com vida útil
indefinida cujo valor contábil era R$ 200.000,00, o qual era composto por:
− Custo de aquisição: R$ 280.000,00.
− Perda por desvalorização (reconhecida em 2013): R$ 80.000,00.
Em junho de 2014, a empresa realizou o Teste de Recuperabilidade do Ativo
Intangível e obteve as seguintes informações:
− Valor em uso do ativo: R$ 290.000,00.
− Valor justo líquido das despesas de venda do ativo: R$ 240.000,00.

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Complementarmente, as evidências indicaram que a vida útil desse ativo


continua indefinida. Nesse caso, a Cia. Marcas Famosas S.A., em junho de 2014,
(A) reconheceu um ganho no valor de R$ 80.000,00 decorrente da reversão da
perda por desvalorização contabilizada anteriormente.
(B) não fez nenhum registro.
(C) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 40.000,00.
(D) reconheceu um ganho no valor de R$ 90.000,00 decorrente da reversão da
perda por desvalorização contabilizada anteriormente.
(E) reconheceu um ganho no valor de R$ 40.000,00 decorrente da reversão da
perda por desvalorização contabilizada anteriormente.
Resolução:
Observação: os ativos intangíveis com vida útil indefinida não estão
sujeitos à amortização.
Método turbo para resolução no dia da prova:
Teste de recuperabilidade em junho de 2014
1. Valor Contábil = R$ 200.000,00 (280.000 – 80.000)
2. Cálculo do valor recuperável: é o maior valor entre o valor líquido de
venda e o seu valor em uso.
Valor recuperável = R$ 290.000,00 (Valor em uso do ativo)

Quando o valor recuperável é maior do que o valor contábil e a empresa possui


perda por desvalorização reconhecida em anos anteriores (caso da questão),
uma reversão da perda por desvalorização deve ser realizada.
Porém, muito cuidado com esse tipo de questão, uma vez que a diferença
entre o valor recuperável e o valor contábil, que é de R$ 90.000,00 (290.000 –
200.000), é superior ao montante das perdas por desvalorização reconhecida
(em 2013), que foi de R$ 80.000,00. Neste caso, você só deve fazer a reversão
até o montante que já tinha sido reconhecido como perdas por desvalorização
em exercícios anteriores.
Com base nessas informações, em junho de 2014, a empresa reconheceu
somente um ganho no valor de R$ 80.000,00 decorrente da reversão da perda
por desvalorização contabilizada anteriormente.
O CPC 01 afirma que: “o aumento do valor contábil de um ativo, exceto o ágio
por expectativa de rentabilidade futura (goodwill), atribuível à reversão de
perda por desvalorização não deve exceder o valor contábil que teria
sido determinado (líquido de depreciação, amortização ou exaustão), caso
nenhuma perda por desvalorização tivesse sido reconhecida para o
ativo em anos anteriores”.

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Meus amigos, mais uma questão repetida da FCC, alterando somente os


valores. Por isso, no nosso curso, vamos resolver muitas questões para você
chegar bem na sua prova.
Gabarito: Letra A.

19. (FCC/Analista de Controle – TCE – PR/2011) A empresa Intangível S.A.


possuía, em 31/12/X9, um ativo intangível com vida útil indefinida, no valor de
R$ 130.000,00, o qual é composto por:
- Valor de custo: R$ 150.000,00.
- Perda por desvalorização reconhecida (em X9): R$ 20.000,00.
Em 31/12/X10, a empresa realizou o Teste de Recuperabilidade do Ativo e
obteve as seguintes informações:
- Valor em uso: R$ 120.000,00.
- Valor líquido de venda: R$ 160.000,00.
Com base nessas informações, em 31/12/X10, a empresa
a) não faz nenhum registro.
b) reconhece um ganho no valor de R$ 30.000,00.
c) reconhece uma perda por desvalorização no valor de R$ 10.000,00.
d) reverte a perda por desvalorização reconhecida no valor de R$ 20.000,00.
e) reverte a perda por desvalorização reconhecida no valor de R$ 20.000,00 e
reconhece um ganho no valor de R$ 10.000,00.
Resolução:
Observação: os ativos intangíveis com vida útil indefinida não estão
sujeitos à amortização.
Método turbo para resolução no dia da prova:
Teste de recuperabilidade em 31/12/X10
1. Valor Contábil = R$ 130.000,00 (150.000 – 20.000)
2. Cálculo do valor recuperável: é o maior valor entre o valor líquido de
venda e o seu valor em uso.
Valor recuperável: R$ 160.000,00. (Valor líquido de venda)

Quando o valor recuperável é maior do que o valor contábil e a empresa possui


perda por desvalorização reconhecida em anos anteriores (caso da questão),
uma reversão da perda por desvalorização deve ser realizada.
Porém, muito cuidado com esse tipo de questão, uma vez que a diferença
entre o valor recuperável e o valor contábil, que é de R$ 30.000,00 (160.000 –

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130.000), é superior ao montante das perdas por desvalorização reconhecida


(em X9), que foi de R$ 20.000,00. Neste caso, você só deve fazer a reversão
até o montante que já tinha sido reconhecido como perdas por desvalorização
em exercícios anteriores.
Com base nessas informações, em 31/12/X10, a empresa só reverte a perda
por desvalorização reconhecida no valor de R$ 20.000,00.
O CPC 01 afirma que: “o aumento do valor contábil de um ativo, exceto o ágio
por expectativa de rentabilidade futura (goodwill), atribuível à reversão de
perda por desvalorização não deve exceder o valor contábil que teria
sido determinado (líquido de depreciação, amortização ou exaustão), caso
nenhuma perda por desvalorização tivesse sido reconhecida para o
ativo em anos anteriores”.
Gabarito: Letra D.

20. (FCC/Contador - ALEMS/2016) A Cia. Só Ativos possuía, em


30/06/2016, uma patente classificada como ativo Intangível com vida útil
indefinida cujo valor contábil era R$ 1.300.000,00, o qual era composto por:
Custo de aquisição ......................................................... R$ 1.500.000,00.
Perda por desvalorização (reconhecida em junho 2015) ….. R$ 200.000,00.

Em junho de 2016, a Cia. realizou o Teste de Recuperabilidade do Ativo e obteve


as seguintes informações:
Valor em uso .............................................................. R$ 1.550.000,00.
Valor justo líquido das despesas de venda ....................... R$ 1.280.000,00.
Complementarmente, as evidências indicaram que a vida útil desse ativo
continuava indefinida. Com base nestas informações, a Cia. Só Ativos, em junho
de 2016,
(A) não fez qualquer registro.
(B) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 20.000,00.
(C) reconheceu uma receita no valor de R$ 250.000,00.
(D) reconheceu uma receita no valor de R$ 200.000,00.
(E) reconheceu uma receita no valor de R$ 50.000,00.
Resolução:
Observação: os ativos intangíveis com vida útil indefinida não estão
sujeitos à amortização.
Método turbo para resolução no dia da prova:
Teste de recuperabilidade em junho de 2016

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1. Valor Contábil = R$ 1.300.000,00 (1.500.000 – 200.000)


2. Cálculo do valor recuperável: é o maior valor entre o valor líquido de
venda e o seu valor em uso.
Valor recuperável = R$ 1.550.000,00 (Valor em uso)

Quando o valor recuperável é maior do que o valor contábil e a empresa possui


perda por desvalorização reconhecida em anos anteriores (caso da questão),
uma reversão da perda por desvalorização deve ser realizada.
Porém, muito cuidado com esse tipo de questão, uma vez que a diferença
entre o valor recuperável e o valor contábil, que é de R$ 250.000,00 (1.550.000
– 1.300.000), é superior ao montante da perda por desvalorização reconhecida
em junho de 2015, que foi de R$ 200.000,00. Neste caso, você só deve fazer a
reversão até o montante que já tinha sido reconhecido como perda por
desvalorização em exercícios anteriores.
Com base nessas informações, em junho de 2016, a empresa reconheceu
somente uma receita no valor de R$ 200.000,00 decorrente da reversão da
perda por desvalorização contabilizada anteriormente.
O CPC 01 afirma que: “o aumento do valor contábil de um ativo, exceto o ágio
por expectativa de rentabilidade futura (goodwill), atribuível à reversão de
perda por desvalorização não deve exceder o valor contábil que teria
sido determinado (líquido de depreciação, amortização ou exaustão), caso
nenhuma perda por desvalorização tivesse sido reconhecida para o
ativo em anos anteriores”.
Gabarito: Letra D.

21. (FCC/Analista Técnico – Contábeis – CETAM/2014) A Cia. Pesquisa &


Desenvolvimento S.A. possuía, em 31/12/2013, um ativo intangível (Marca)
com vida útil indefinida, cujo valor contábil era R$ 230.000,00, composto dos
seguintes valores:
Custo de aquisição: R$ 280.000,00
Perda por desvalorização reconhecida (em 2012): R$ 50.000,00
Em 31/12/2013, a empresa realizou o Teste de Recuperabilidade do Ativo e
obteve as seguintes informações:
Valor em uso: R$ 210.000,00.
Valor justo líquido de despesas de venda: R$ 200.000,00.
Com base nas informações acima, o valor que a Cia. Pesquisa &
Desenvolvimento deve apresentar em seu Balanço Patrimonial, em 31/12/2013,
referente a este ativo intangível é, em reais,
(A) 200.000,00.

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(B) 210.000,00.
(C) 230.000,00.
(D) 280.000,00.
(E) 160.000,00.
Resolução:
Um ativo intangível com vida útil indefinida não deve ser amortizado, mas está
sujeito ao teste de recuperabilidade anualmente e sempre que existam
indícios de que o ativo intangível pode ter perdido valor.
Método turbo para resolução no dia da prova:
Teste de recuperabilidade em 31/12/2013
1. Valor Contábil = R$ 230.000,00 (280.000 – 50.000)

2. Cálculo do valor recuperável: é o maior valor entre o valor líquido de


venda e o seu valor em uso.
Valor recuperável: R$ 210.000,00. (Valor em uso)

3. Como o Valor Contábil é maior do que o Valor Recuperável, temos Perdas


Estimadas:
Perdas estimadas = Valor Contábil - Valor Recuperável
Perdas estimadas = 230.000,00 – 210.000,00 = 20.000,00
* Registro das perdas por desvalorização:
Despesa - perda de valor Perda por desvalorização
recuperável reconhecida
* 20.000 50.000 SI

20.000 *

70.000

Valor Contábil apresentado no balanço patrimonial:


Custo de aquisição ...................................... 280.000,00
(-) Perda por desvalorização reconhecida ..... (70.000,00)
= Valor Contábil ..................................... 210.000,00
Gabarito: Letra B.

22. (FCC/Auditor – TCM – GO/2015) A Cia. PAR possuía, em 31/12/2013,


um ativo imobilizado para o qual as seguintes informações, após o

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reconhecimento da despesa de depreciação para o ano de 2013, eram


conhecidas:
Custo de aquisição: R$ 700.000,00
(−) Depreciação acumulada: R$ 300.000,00
(=) Valor contábil do ativo: R$ 400.000,00
Nesta mesma data (31/12/2013) a Cia. realizou o Teste de Recuperabilidade do
Ativo (teste de impairment) e obteve as seguintes informações:
Valor em uso do ativo: R$ 380.000,00.
Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 350.000,00.
Ao elaborar as Demonstrações Contábeis referentes ao ano de 2013, o valor
contábil deste ativo que a Cia. PAR evidenciou em seu Balanço Patrimonial de
31/12/2013 foi, em reais,
(A) 400.000,00.
(B) 380.000,00.
(C) 350.000,00.
(D) 700.000,00.
(E) 370.000,00.
Resolução:
Método turbo para resolução no dia da prova:
Teste de recuperabilidade em 31/12/2013
1. Valor Contábil = R$ 400.000,00 (700.000 – 300.000)

2. Cálculo do valor recuperável: é o maior valor entre o valor líquido de


venda e o seu valor em uso.
Valor recuperável: R$ 380.000,00 (Valor em uso do ativo)

3. Como o Valor Contábil é maior do que o Valor Recuperável, temos Perdas


Estimadas:
Perdas estimadas = Valor Contábil - Valor Recuperável
Perdas estimadas = 400.000,00 – 380.000,00 = 20.000,00
* Registro das perdas por desvalorização:
Despesa - perda de valor Perda por desvalorização
recuperável reconhecida
* 20.000 20.000 *

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Valor Contábil apresentado no balanço patrimonial:


Custo de aquisição ....................................... 700.000,00
(-) Depreciação Acumulada ........................ (300.000,00)
(-) Perda por desvalorização reconhecida ....... (20.000,00)
= Valor Contábil ...................................... 380.000,00
Gabarito: Letra B.

Atenção: Para responder as próximas duas questões, considere as


informações abaixo.
A empresa Boas Ideias adquiriu, em 02/01/2013, uma Marca por R$ 300.000 à
vista. Adicionalmente, a empresa incorreu em gastos de R$ 50.000 para registro
dessa Marca. Na data da aquisição, a empresa Boas Ideias estimou que a vida
útil da Marca era indefinida.
23. (FCC/Analista de Gestão – SABESP/2014) O ativo adquirido pela
empresa Boas Ideias é mensurado, na data da aquisição, pelo
a) valor pago pela aquisição da Marca.
b) custo amortizado.
c) custo incorrido.
d) valor de reposição.
e) valor de mercado.
Resolução:
A Marca é um Ativo Intangível.
Um Ativo Intangível deve ser mensurado inicialmente pelo seu custo.
O custo de ativo intangível adquirido separadamente inclui:
(a) seu preço de compra, acrescido de impostos de importação e impostos
não recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os descontos comerciais
e abatimentos; e
(b) qualquer custo diretamente atribuível à preparação do ativo para a
finalidade proposta.

Portanto, o ativo adquirido pela empresa Boas Ideias é mensurado, na data da


aquisição, pelo custo incorrido.
Neste caso, o valor reconhecido na conta Marca do ativo intangível da empresa
é de R$ 350.000,00 (300.000 + 50.000).
Gabarito: Letra C.

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24. (FCC/Analista de Gestão – SABESP/2014) Em 31/12/2013, ao realizar


o teste de recuperabilidade do ativo (impairment), a empresa Boas Ideias
obteve as seguintes informações:
Valor em uso da Marca: R$ 320.000.
Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 290.000.
Pela análise do teste de impairment, a empresa Boas Ideias
a) não fez nenhum ajuste.
b) reconheceu uma perda de R$ 10.000.
c) reconheceu um ganho de R$ 20.000.
d) reconheceu uma perda de R$ 60.000.
e) reconheceu uma perda de R$ 30.000.
Resolução:
Um ativo intangível com vida útil indefinida não deve ser amortizado, mas está
sujeito ao teste de recuperabilidade anualmente e sempre que existam
indícios de que o ativo intangível pode ter perdido valor.
Método turbo para resolução no dia da prova:
Teste de recuperabilidade em 31/12/2013
1. Valor Contábil = Custo Incorrido = R$ 350.000,00 (300.000 + 50.000)

2. Cálculo do valor recuperável: é o maior valor entre o valor líquido de


venda e o seu valor em uso.
Valor recuperável: R$ 320.000,00. (Valor em uso da Marca)

3. Como o Valor Contábil é maior do que o Valor Recuperável, temos Perdas


Estimadas:
Perdas estimadas = Valor Contábil - Valor Recuperável
Perdas estimadas = 350.000,00 – 320.000,00 = 30.000,00
Pela análise do teste de impairment, a empresa Boas Ideias reconheceu uma
perda de R$ 30.000.
Gabarito: Letra E.

25. (FCC/TRT 20ª/2011) O ativo imobilizado da empresa Gurupi S.A.,


considerado uma unidade geradora de caixa, possuía reavaliação de R$
200.000,00, em 2008.
A administração da empresa manteve a reavaliação contabilizada em
conformidade com a permissibilidade dada pela lei. Ao executar o teste de

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recuperabilidade dessa unidade geradora de caixa, identificou uma perda no


valor recuperável de R$ 300.000,00. O lançamento contábil para o registro
desse fato é:
a) Débito Crédito
Ativo Imobilizado 100.000
a Ganho de Imobilizado 100.000
b) Débito Crédito
Ativo Imobilizado 100.000
Reserva de Reavaliação 200.000
a Ganhos com Imobilizado 300.000
c) Débito Crédito
Ativo Imobilizado 100.000
a Ajuste Especial − Patrimônio Líquido 100.000
d) Débito Crédito
Reserva de Reavaliação 200.000
Perdas com Ativo Imobilizado 100.000
a Conta de Ativo Imobilizado 300.000
e) Débito Crédito
Perdas com Ativo Imobilizado 300.000
a Ativo Imobilizado 300.000
Resolução:
Pessoal, nesta questão, temos um caso de perda por desvalorização de um ativo
reavaliado.
Vimos que, no caso de ativos reavaliados, a perda por desvalorização desses
ativos deve ser tratada como diminuição do saldo da reavaliação. É
importante esclarecer que a perda por desvalorização não pode exceder o saldo
da reavaliação reconhecida para o mesmo ativo. Se a perda por desvalorização
de ativos reavaliados ultrapassar o saldo da reserva de reavaliação, o excesso
deve ser reconhecido diretamente como despesa no resultado.
Assim, o ativo imobilizado da questão é um ativo reavaliado, em que a perda
de R$ 300.000,00 é maior do que a reserva de reavaliação de R$ 200.000,00.
Esquematização:
Ativo Perda Hipótese Contabilização

O que exceder a reserva de D - Reserva de reavaliação


Ativo Perda maior do que a
reavaliação deve ser reconhecido D - Outras despesas
reavaliado reserva de reavaliação
como perda no resultado C - Perdas

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Contabilização da perda:
D - Reserva de reavaliação 200.000,00  Baixa a perda até a R. de Reavaliação
D - Perdas com ativo imobilizado (despesa) 100.000,00  Restante da perda
C - Perdas Estimadas com desvalorização (redutora do imobilizado)..300.000,00
Gabarito: Letra D.

26. (FCC/Agente Legislativo – ALESP/2010) A empresa Lâmbda S.A.


realizou o teste de recuperabilidade de ativos e constatou a perda de valor em
um ativo reavaliado, em montante inferior ao saldo da Reserva de Reavaliação.
Essa empresa deve:
a) manter o valor do bem, uma vez que o mesmo apresenta o valor reavaliado.
b) lançar a perda a débito da conta de resultado, pelo valor total, realizando o
valor da reserva de reavaliação.
c) reverter a reserva de reavaliação do Patrimônio Líquido contra a conta de
reserva de reavaliação no Ativo.
d) lançar a perda a crédito da conta de ajuste especial no Patrimônio Líquido.
e) registrar contra a conta de reavaliação no Patrimônio Líquido, até o montante
do valor da perda.
Resolução:
A perda por desvalorização de ativo reavaliado deve ser reconhecida em
outros resultados abrangentes (na reserva de reavaliação) na extensão em
que a perda por desvalorização não exceder o saldo da reavaliação
reconhecida para o mesmo ativo.
A reserva de reavaliação é uma conta do PL.
Assim, como a perda por desvalorização do ativo reavaliado é inferior ao saldo
da reserva de reavaliação, a empresa deve registrar contra a conta de
reavaliação no Patrimônio Líquido, até o montante do valor da perda.
Gabarito: Letra E.

27. (FCC/Analista Judiciário – TRT/2014) Determinada empresa adquiriu,


em 31/12/2010, um equipamento por R$ 300.000,00, à vista.
A vida útil econômica estimada do equipamento, na data da aquisição, foi de 10
anos e o valor residual esperado era R$ 20.000,00. Em 01/01/2012, a empresa
reavaliou a vida útil do equipamento e determinou que a vida útil remanescente
era de 6 anos e o valor residual reestimado de R$ 41.000,00. Em 31/12/2012,
antes de encerrar o exercício social, a empresa realizou o Teste de
Recuperabilidade do Ativo e obteve as seguintes informações:

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− Valor em uso: R$ 230.000,00.


− Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 225.000,00.
Com base nestas informações, o valor da Perda por Desvalorização
(impairment) reconhecida em 2012 e o valor contábil apresentado no Balanço
Patrimonial da empresa, em 31/12/2012, foram, respectivamente, em reais,
a) zero; 233.500,00.
b) 3.500,00; 230.000,00.
c) 8.500,00; 225.000,00.
d) zero; 226.000,00.
e) zero; 192.500,00.
Resolução:
Questão interessante, pois juntou vários assuntos em uma só questão.
Inicialmente, precisamos encontrar o valor contábil do equipamento em
31/12/2012.
Método para resolução no dia da prova:
1. Cálculo do valor contábil do equipamento em 31/12/2011 (antes da
reavaliação da vida útil):
Depreciação acumulada em 31/12/11 = (Custo de aquisição – Valor residual)
Vida útil em anos
Depreciação acumulada em 31/12/11 = (300.000 – 20.000) = R$ 28.000,00
10 anos
1.1. Valor Contábil apresentado no balanço patrimonial em 31/12/2011:
Custo de aquisição do equipamento ............. 300.000,00
(-) Depreciação acumulada ........................ (28.000,00)
= Valor contábil do equipamento …............. 272.000,00

2. Cálculo do valor contábil do equipamento em 31/12/2012 (depois da


reavaliação da vida útil):
Pessoal, o valor contábil revisado do ativo é igual ao valor contábil que está
registrado no balanço fechado no final do ano anterior (31/12/2011). Portanto,
o valor contábil revisado do ativo em, 31/12/2011, é igual a 272.000,00.
Valor residual reestimado = R$ 41.000,00
Vida útil remanescente = 6 anos
Despesa de Depreciação em 31/12/12 = (272.000 – 41.000) = R$ 38.500,00
6 anos

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Depreciação acumulada em 31/12/11 ............... 28.000,00


+ Despesa de depreciação em 31/12/12 ........... 38.500,00
Depreciação acumulada em 31/12/12 ............... 66.500,00

Custo de aquisição do equipamento ................ 300.000,00


(-) Depreciação acumulada ........................... (66.500,00)
= Valor contábil do equipamento …................ 233.500,00

3. Pessoal, a empresa ainda precisa efetuar o Teste de Recuperabilidade do


equipamento, encontrando os seguintes valores:
Cálculo do valor recuperável: é o maior valor entre o valor líquido de venda
e o seu valor em uso.
− Valor em uso: R$ 230.000,00.
− Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 225.000,00.
Valor recuperável: R$ 230.000,00 (Valor em uso).
Como o Valor Contábil é maior do que o Valor Recuperável, temos Perdas com
Desvalorização:
Perdas com Desvalorização = Valor Contábil - Valor Recuperável
Perdas com Desvalorização = 233.500,00 – 230.000,00 = 3.500,00
D – Despesa com Perda por Desvalorização (impairment)
C – Perda por Desvalorização (retificadora do ativo) ............ 3.500,00

Valor Contábil apresentado no balanço patrimonial:


Custo de aquisição ....................................... 300.000,00
(-) Depreciação Acumulada .......................... (66.500,00)
(-) Perda por desvalorização reconhecida ......... (3.500,00)
= Valor Contábil ...................................... 230.000,00
Gabarito: Letra B.

28. (FCC/Analista Judiciário – Contadoria – TRF 5ª/2017) A Cia.


Investidora possuía, em 31/12/2016, um ativo intangível com vida útil
indefinida − ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura, cujo valor
contábil era R$ 550.000,00, o qual era composto por:
Custo de aquisição: R$ 740.000,00

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Perda por desvalorização reconhecida (em 2015): R$ 190.000,00


Em 31/12/16, a Cia. realizou o Teste de Recuperabilidade do Ágio (teste de
impairment) e obteve as seguintes informações:
Valor em uso: R$ 580.000,00.
Valor justo líquido de despesas de venda: R$ 480.000,00.
O valor que a Cia. Investidora apresentou em seu Balanço Patrimonial de
31/12/2016, para este ativo (ágio) foi, em reais,
(A) 450.000,00.
(B) 580.000,00.
(C) 550.000,00.
(D) 480.000,00.
(E) 740.000,00.
Resolução:
O enunciado afirma que o ativo intangível corresponde ao ágio derivado da
expectativa de rentabilidade futura (goodwill).
Segundo o CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos, a perda por
desvalorização reconhecida para o ágio por expectativa de rentabilidade futura
(goodwill) não deve ser revertida em período subsequente.
Meus amigos, o valor recuperável de 580.000,00 é maior do que o valor contábil
de 550.000,00 e há perdas por desvalorização registradas no balanço da
empresa. Neste caso, a regra seria fazer uma reversão, porém, como se trata
do goodwill, não deve ser realizada a reversão de perdas estimadas.
Com isso, a empresa mantém no seu patrimônio o ativo (ágio) com o valor
contábil de R$ 550.00,00.
Portanto, a letra C é a alternativa correta.
De acordo com o CPC 04 – Ativo Intangível, qualquer aumento no valor
recuperável do goodwill nos períodos subsequentes ao reconhecimento de perda
por desvalorização para este mesmo ativo refere-se ao reconhecimento de
ágio por expectativa de rentabilidade futura gerado internamente
(goodwill gerado internamente) e não reversão de perda por desvalorização
reconhecida para o ágio pago por expectativa de rentabilidade futura (goodwill).
O ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill) gerado
internamente não deve ser reconhecido como ativo.
Gabarito: C

29. (FCC/Analista Judiciário – TRT/2014) A empresa Marcas & Patentes


S.A. possuía, em 31/12/12, um ativo intangível com vida útil indefinida

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(correspondente ao ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura), cujo


valor contábil de R$ 280.000,00 era composto por:
• Custo de aquisição: R$ 320.000,00.
• Perda por desvalorização (impairment) reconhecida em 2012: R$ 40.000,00.
Em 31/12/13, a empresa realizou o Teste de Recuperabilidade do Ativo
(impairment) e obteve as seguintes informações:
• Valor em uso: R$ 240.000,00.
• Valor justo líquido de despesas de venda: R$ 330.000,00.
Com base nas informações acima, a empresa Marcas & Patentes, em 31/12/13,
(A) não fez nenhum registro contábil.
(B) reconheceu um ganho no valor de R$ 50.000,00.
(C) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 40.000,00.
(D) reverteu a perda por desvalorização reconhecida no valor de R$ 40.000,00.
(E) reverteu a perda por desvalorização reconhecida no valor de R$ 40.000,00
e reconheceu um ganho no valor de R$ 10.000,00.
Resolução:
O enunciado afirma que o ativo intangível corresponde ao ágio derivado da
expectativa de rentabilidade futura (goodwill).
Segundo o CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos, a perda por
desvalorização reconhecida para o ágio por expectativa de rentabilidade futura
(goodwill) não deve ser revertida em período subsequente.
Meus amigos, o valor recuperável é maior do que o valor contábil e há perdas
registradas no balanço da empresa. Neste caso, a regra seria fazer uma
reversão, porém, como se trata do goodwill, não deve ser realizada a
reversão de perdas estimadas.
Com base nas informações acima, a empresa Marcas & Patentes, em 31/12/13,
não fez nenhum registro contábil.
Gabarito: Letra A.

30. (FCC/Analista de Controle Externo – TCE - AP/2012) A empresa


Inovação S.A. fez um novo investimento em uma nova unidade de negócios, no
nordeste brasileiro, no valor de R$ 1.000.000,00. Após um ano de
funcionamento houve alagamento na região e inundação da fábrica. O valor
contábil da unidade de negócios, neste momento era de R$ 900.000,00, já
considerando as perdas e gastos com recuperação. Seu valor de venda apurado,
mediante propostas formais de interessados a comprá-la, apresentava valor
médio de R$ 1.500.000,00 e o valor do fluxo de caixa descontado da unidade
sugeria a recuperação do valor de R$ 800.000,00. Neste caso a empresa deverá

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a) registrar uma perda de valor recuperável de R$ 100.000,00.


b) registrar uma complementação do valor de custo pelo valor justo de R$
600.000,00.
c) manter o valor de custo de R$ 900.000,00.
d) restabelecer o valor de aquisição de R$ 1.000.000,00.
e) registrar pelo valor de mercado de R$ 1.500.000,00.
Resolução:
Meus amigos, essa questão tem uma grande polêmica no sentido de verificar se
o valor contábil de R$ 900.000,00 já contemplava alguma perda por
desvalorização. Esta era a pegadinha da questão.
Vamos analisar os fatos. O investimento na unidade de negócios foi de
1.000.000. “Após um ano de funcionamento houve alagamento na região e
inundação da fábrica. O valor contábil da unidade de negócios, neste momento
era de R$ 900.000,00, já considerando as perdas e gastos com recuperação”.
O ponto chave da questão era identificar que ocorreu um alagamento e uma
inundação. Assim, a empresa incorreu em perdas permanentes e gastos com
recuperação.
Pessoal, as perdas podem estar ligadas a máquinas inservíveis e a outros itens
que deveriam ser baixados como sucatas, não sendo considerado uma perda
por desvalorização de ativo.
Já a recuperação está ligada à área inundada e às máquinas e equipamentos
eventualmente afetados pela água. Ela pode envolver restauração de pisos e
paredes, bem como manutenção e consertos de máquinas e equipamentos.
Depois de considerar as perdas e gastos com recuperação, e antes do teste de
recuperabilidade, a unidade de negócio apresentava o valor contábil de
900.000.
O valor recuperável é o maior valor entre o valor justo líquido das despesas
de venda e seu valor em uso. Assim, temos que:
- Valor Justo líquido de venda = R$ 1.500.000,00
- Valor em Uso = R$ 800.000,00
Portanto, o Valor Recuperável é igual R$ 1.500.000,00.

Nesta questão, muito alunos erraram, porque consideraram que havia uma
perda por impairment reconhecida anteriormente, no valor de R$ 100.000,00,
e acabaram marcando a alternativa D como correta, revertendo tal perda.
Porém, o enunciado não diz em nenhum momento que houve reconhecimento
de perda por desvalorização.

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Assim, como o valor contábil é de R$ 900.000,00, e, portanto, menor que o


valor recuperável de R$ 1.500.000,00, a empresa não deve efetuar nenhum
registro, mantendo o valor de custo.
Gabarito: Letra C.

31. (FCC/Auditor Fiscal – ISS Teresina/2016) Determinada empresa


adquiriu, em 31/12/2013, uma máquina por R$ 400.000,00, à vista. A vida útil
estimada pela empresa para a máquina, na data da aquisição, era 4 anos e o
valor residual estimado em R$ 40.000,00. Em 31/12/2014, a empresa reavaliou
a vida útil remanescente da máquina para 5 anos e reestimou o valor residual,
no final da nova vida útil, em R$ 10.000,00. A empresa adota o método das
quotas constantes para o cálculo da despesa de depreciação. Em 31/12/2015,
a empresa realizou o teste de recuperabilidade do ativo (teste de impairment)
e, para isto, obteve as seguintes informações sobre a máquina:
− Valor em uso: R$ 280.000,00.
− Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 230.000,00.
Com base nestas informações, o valor contábil da máquina apresentado no
Balanço Patrimonial da empresa, em 31/12/2015, foi, em reais,
(A) 240.000,00.
(B) 280.000,00.
(C) 230.000,00.
(D) 270.000,00.
(E) 250.000,00.
Resolução:
Questão interessante, pois juntou vários assuntos em uma só questão.
Inicialmente, precisamos encontrar o valor contábil da máquina em
31/12/2014.
Método para resolução no dia da prova:
1. Valor contábil da máquina em 31/12/2014 (antes da reavaliação):
Depreciação acumulada em 31/12/14 = (Custo de aquisição – Valor residual)
Vida útil em anos
Depreciação acumulada em 31/12/14 = (400.000 – 40.000) = R$ 90.000,00
4 anos

1.1. Valor Contábil apresentado no balanço patrimonial em 31/12/2014:


Custo de aquisição da máquina .................... 400.000,00
(-) Depreciação acumulada ........................ (90.000,00)

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= Valor contábil da máquina ….................... 310.000,00

2. Cálculo do valor contábil da máquina em 31/12/2015 (depois da


reavaliação da vida útil):
Pessoal, o valor contábil revisado do ativo é igual ao valor contábil que está
registrado no balanço fechado no final do ano anterior (31/12/2014). Portanto,
o valor contábil revisado do ativo em, 31/12/2014, é igual a 310.000,00.
Valor residual reestimado = R$ 10.000,00
Vida útil remanescente = 5 anos

Despesa de Depreciação em 31/12/15 = (310.000 – 10.000) = R$ 60.000,00


5 anos

Valor contábil da máquina = 310.000 – 60.000 = R$ 250.000,00

3. Pessoal, a empresa ainda precisa efetuar o Teste de Recuperabilidade da


máquina, encontrando os seguintes valores:
Cálculo do valor recuperável: é o maior valor entre o valor líquido de venda
e o seu valor em uso.
Valor recuperável: R$ 280.000,00 (Valor em uso).
Como Valor Contábil < Valor Recuperável, nenhum ajuste será feito. Observem
que neste caso não há perdas reconhecidas em períodos anteriores. Por isso,
não ocorre o reconhecimento de reversão.
O valor contábil da máquina evidenciado no Balanço Patrimonial de
31/12/2015 é o montante de R$ 250.000,00.
Gabarito: Letra E.

32. (FCC/Analista Judiciário – Contabilidade – TRT 24ª/2017) A empresa


Diamante Verde S.A. adquiriu em 1 de julho de 2016 uma nova empresa, a
Dourados S.A., que possui o direito de exploração de uma mina de ouro. A mina
de ouro está em plena atividade. A participação da Diamante Verde S.A. é de
50% na empresa Dourados S.A.. Em 31 de dezembro de 2016, a empresa
Diamante Verde possuía os seguintes registros e informações:

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Dessa forma, a empresa deve


(A) manter o valor do investimento em decorrência do valor de mercado da
empresa ser de R$ 2.000.000,00, igual ao valor do investimento efetuado pela
empresa Diamante Verde S.A.
(B) contabilizar uma perda de valor recuperável, em decorrência do valor em
uso do investimento na Dourados S.A. ser R$ 100.000,00 menor que o
investimento.
(C) registrar uma perda de valor recuperável, em decorrência do valor do
investimento ser R$ 1.000.000,00 menor que o valor justo.
(D) permanecer com o valor do investimento inalterado, uma vez que não se
deve fazer teste de perda de valor recuperável sobre investimento com ágio
decorrente de expectativa de rentabilidade futura.
(E) modificar o valor do investimento somente se houver dividendos distribuídos
pela empresa Dourados S.A., confirmando assim o ágio por expectativa de
rentabilidade futura.
Resolução:
Os investimentos permanentes em outras empresas também estão sujeitos ao
teste de recuperabilidade.
Valor do investimento na Dourados S.A. .................. R$ 1.200.000,00
+ Valor do ágio por expectativa de rentabilidade futura R$ 800.000,00
= Valor total do investimento na Dourados S.A. ......... R$ 2.000.00,00

1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: é o maior valor entre o valor


líquido de venda e o seu valor em uso.
Valor justo = 50% x 2.500 ações x R$ 800,00 = R$ 1.000.000,00
Valor em uso = Fluxo de caixa descontado da Dourados S.A. = R$ 1.900.000,00
Valor Recuperável = Valor em uso = R$ 1.900.000,00
2º Passo: Determinação do Valor Contábil do Investimento
Valor Contábil do Investimento = R$ 2.000.000,00

3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil:


Como Valor Contábil > Valor Recuperável, temos Perdas
Perdas = Valor Contábil - Valor Recuperável
Perdas = 2.000.000,00 – 1.900.000,00 = 100.000,00

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Dessa forma, a empresa deve contabilizar uma perda de valor recuperável,


em decorrência do valor em uso do investimento na Dourados S.A. ser
R$ 100.000,00 menor que o investimento.
Gabarito: Letra B.

ESAF
33. (ESAF/Especialista - ANAC/2016) Avalie as seguintes proposições.
I. Ativos Intangíveis com vida útil indefinida estão sujeitos ao teste de
recuperabilidade (impairment test).
II. Ativos Intangíveis com vida útil definida estão sujeitos ao teste de
recuperabilidade (impairment test).
III. O "Goodwill" (ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura) gerado
internamente não deve ser reconhecido como um ativo.
Assinale a opção correta.
a) I e III, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) Todas as proposições estão corretas.
e) Nenhuma proposição está correta.
Resolução:
Analisando cada item, temos que:
I. Correta. Os Ativos Intangíveis com vida útil indefinida não devem ser
amortizados, mas estão sujeitos ao teste de recuperabilidade (impairment
test).
II. Correta. Os Ativos Intangíveis com vida útil definida estão sujeitos a
amortização e ao teste de recuperabilidade (impairment test).
III. Correta. O ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill)
gerado internamente não deve ser reconhecido como ativo.
Segundo o CPC 04 (R1), itens 48 e 49, temos que:
48. O ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill) gerado
internamente não deve ser reconhecido como ativo.
49. Em alguns casos incorre-se em gastos para gerar benefícios econômicos
futuros, mas que não resultam na criação de ativo intangível que se enquadre
nos critérios de reconhecimento estabelecidos no presente Pronunciamento.
Esses gastos costumam ser descritos como contribuições para o ágio derivado
da expectativa de rentabilidade futura (goodwill) gerado internamente, o qual
não é reconhecido como ativo porque não é um recurso identificável (ou

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seja, não é separável nem advém de direitos contratuais ou outros direitos


legais) controlado pela entidade que pode ser mensurado com confiabilidade ao
custo.
Gabarito: Letra D.

34. (ESAF/Contador – FUNAI/2016) A Cia. de Minérios S.A. possuía, em


31/12/2015, um ativo intangível com vida útil indefinida – ágio derivado da
expectativa de rentabilidade futura, cujo valor contábil era composto por:
Valor de custo: R$750.000,00
Perda por impairment (reconhecida em 2014): R$275.000,00
Para elaborar as suas demonstrações contábeis de 2015, a empresa realizou o
Teste de Recuperabilidade do Ativo em 31/12/2015 e obteve as seguintes
informações:
Valor em uso: R$525.000,00
Valor justo líquido das despesas de venda: R$440.000,00
Com base nas informações acima, o valor contábil apresentado no Balanço
Patrimonial da Cia. de Minérios S.A., em 31/12/2015, referente a este ativo foi,
em reais, de
a) 525.000,00.
b) 440.000,00.
c) 475.000,00.
d) 750.000,00.
e) 390.000,00.
Resolução:
A questão nos fornece várias informações, porém, só precisamos seguir os
passos para identificar se houve perda por redução ao valor recuperável.
1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: É o maior valor entre o
valor líquido de venda e o seu valor em uso.
- Valor Recuperável = Valor em uso = R$ 525.000,00

2º Passo: Determinação do Valor Contábil (VC):


Valor Contábil = Custo de Aquisição - Depreciação Acumulada
Valor Contábil = 750.000 - 275.000 = 475.000,00

3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil

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Meus amigos, o valor contábil é menor do que o valor recuperável e há perdas


registradas no balanço da empresa. Neste caso, a regra seria fazer uma
reversão, porém, como se trata de um ágio derivado da expectativa de
rentabilidade futura (ou goodwill), não deve ser realizada a reversão de
perdas com desvalorização de ativos.
Segundo o CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos, a perda por
desvalorização reconhecida para o ágio por expectativa de rentabilidade futura
(goodwill) não deve ser revertida em período subsequente.
Com base nas informações acima, a Cia. de Minérios S.A., em 31/12/2015, não
fez nenhum registro contábil.
Portanto, o valor contábil apresentado no Balanço Patrimonial da Cia.
de Minérios S.A., em 31/12/2015, referente a este ativo foi, em reais,
de R$ 475.000,00 (750.000 – 275.000).

Portanto, a letra C é a alternativa correta.


De acordo com o CPC 04 – Ativo Intangível, qualquer aumento no valor
recuperável do goodwill nos períodos subsequentes ao reconhecimento de perda
por desvalorização para este mesmo ativo refere-se ao reconhecimento de
ágio por expectativa de rentabilidade futura gerado internamente
(goodwill gerado internamente) e não reversão de perda por desvalorização
reconhecida para o ágio pago por expectativa de rentabilidade futura (goodwill).
O ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill) gerado
internamente não deve ser reconhecido como ativo.
Gabarito: Letra C.

35. (ESAF/AFRFB/2014) Com relação à Redução ao Valor Recuperável de


Ativos, pode-se afirmar que:
a) a esta técnica estão sujeitos à aplicação desse processo todos os ativos sem
qualquer tipo de exceção.
b) é esse tipo de procedimento aplicável somente aos ativos intangíveis e aos
ativos resultantes de Contratos de construção.
c) apenas aos ativos resultantes de Contratos de Construção e aqueles sujeitos
à aplicação do valor justo com o os ativos biológicos são passíveis da aplicação
dessa redução.
d) tem com o objetivo assegurar que os ativos não estejam registrados
contabilmente por valor maior do que o passível de ser recuperado por uso ou
venda.

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e) não é aplicada aos imobilizados em razão dos mesmos já estarem sujeitos à


depreciação, amortização ou a exaustão que cobrem possíveis divergências no
valor de custo do ativo e o seu valor recuperável.
Resolução:
Analisando cada assertiva:
a) incorreta. A Redução ao Valor recuperável de Ativo somente se aplicas aos
Ativos Imobilizados e Intangíveis.
b) incorreta. A Redução ao Valor recuperável de Ativo somente se aplicas aos
Ativos Imobilizados e Intangíveis. Esse procedimento não se aplica aos ativos
resultantes de Contratos de construção.
c) incorreta. A Redução ao Valor recuperável não se aplica aos ativos resultantes
de Contratos de construção e nem aos ativos biológicos.
d) correto. Perfeito!
e) incorreta. A Redução ao Valor recuperável de Ativo se aplicas aos Ativos
Imobilizados.
Gabarito: Letra D.

FGV
36. (FGV/Contador - SEFIN RO/2018) Em 01/07/2014, um clube de futebol
adquiriu os direitos federativos de um jogador por R$ 200 milhões, assinando
um contrato de 4 anos. Em 31/12/2014, o clube recebeu uma oferta de R$ 400
milhões pelo jogador. O clube, no entanto, recusou a oferta. Em 2015, o jogador
sofreu uma contusão. Em 31/12/2015 os diretores do clube se reuniram e
constataram que não havia certeza sobre uma transferência. No entanto, o
clube poderia ganhar R$ 100 milhões até o final do contrato com publicidade,
caso o jogador permanecesse no clube. Em 2016, o jogador se recuperou. Em
31/12/2016, o clube recebeu uma proposta formal, pela compra dos direitos
federativos do jogador, de R$ 150 milhões. Assinale a opção que indica o valor
contábil do jogador, em 01/01/2017.
(A) R$ 60 milhões.
(B) R$ 75 milhões.
(C) R$ 90 milhões.
(D) R$ 100 milhões.
(E) R$ 150 milhões.
Resolução:
O valor recuperável, em 31/12/2014, é igual a R$ 400 milhões. Como este valor
já é superior ao custo de aquisição (sem considerar as amortizações) de R$ 200

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milhões e não há perdas registradas em períodos anteriores, não é preciso fazer


nada.
Vamos calcular o valor contábil do bem em 31/12/2015 (1 ano e meio após a
aquisição dos direitos):
Amortização acumulada em 31/12/15 = 200 milhões x 1,5 = 75 milhões
4 anos
Valor contábil em 31/12/15 (antes do teste) = 200 – 75 = R$ 125 milhões
Em 31/12/15, o valor recuperável é igual a R$ 100 milhões.
Como o valor contábil é maior que o valor recuperável, é preciso reconhecer as
perdas de R$ 25 milhões (125 – 120).
Valor contábil em 31/12/15 (depois do teste) = 200 – 75 – 25 = R$ 100 milhões

Cálculo do valor contábil do direito em 31/12/2016:


De acordo com o CPC 26, item 63: Depois do reconhecimento da perda por
desvalorização, a despesa de depreciação, amortização ou exaustão do ativo
deve ser ajustada em períodos futuros para alocar o valor contábil revisado
do ativo, menos seu valor residual (se houver), em base sistemática ao longo
de sua vida útil remanescente.
Assim, o valor contábil do ano anterior deve substituir o custo de aquisição para
cálculo do valor depreciável.
Valor contábil do ano anterior (31/12/15) = R$ 100 milhões
Prazo restante de utilização do direito = 2,5 anos (4 anos – 1,5 anos)
Despesa de Amortização em 31/12/16 = valor amortizável x tempo utilizado
Prazo restante de utilização
Despesa de Amortização em 31/12/16 = 100 milhões x 1 = R$ 40 milhões
2,5
Valor contábil em 31/12/2016 antes do teste = 100 – 40 = R$ 60 milhões
O valor recuperável é R$ 150 milhões.
Como o valor contábil é menor que o valor recuperável e há perdas já
registradas de exercícios anteriores, é preciso reconhecer uma reversão.
Porém, no caso desta questão, como se trata de reversão de perda para bens
com vida útil definida, ou seja, houve amortização, precisamos aplicar o item
117 do CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos.

Reversão de perda por desvalorização para ativo individual

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117. O aumento do valor contábil de um ativo, exceto o ágio por expectativa de


rentabilidade futura (goodwill), atribuível à reversão de perda por
desvalorização não deve exceder o valor contábil que teria sido determinado
(líquido de depreciação, amortização ou exaustão), caso nenhuma perda por
desvalorização tivesse sido reconhecida para o ativo em anos anteriores.

Portanto, caso nenhuma perda por desvalorização tivesse sido reconhecida para
o ativo em anos anteriores, o valor contábil não deveria exceder a R$ 75
milhões:
Depreciação 2016 (só para fins de análise) = 200 milhões = R$ 50 milhões
4 anos
Valor contábil = 200 – 75 – 50 = R$ 125 milhões

Como há perdas de exercícios anteriores e o valor contábil é menor que o valor


recuperável de R$ 150 milhões, devemos registrar uma reversão de:
Reversão = R$ 75 milhões – R$ 60 milhões = R$ 15 milhões
Pode ser feita a reversão de R$ 15 milhões, pois não ultrapassa os R$ 25 milhões
de perdas já reconhecidas.
Assim, o valor contábil do jogador, em 01/01/2017, foi de:
Custo de Aquisição .......................................................... 200 milhões
(−) Depreciação Acumulada¹ .......................................... (115 milhões)
(−) Perdas por redução ao valor recuperável² ..................... (10 milhões)
( = ) Saldo Contábil ........................................................... 75 milhões

1. Depreciação Acumulada = Depreciação em 31/12/2015 + Depreciação 2016


Depreciação Acumulada = 75 + 40 = R$ 115 milhões
2. Perdas em 31/12/2016 = Perdas em 31/12/2015 – Reversão
Perdas em 31/12/2016 = 25 – 15 = R$ 10 milhões
Gabarito: B.

37. (FGV/Auditor Fiscal - ISS Cuiabá - MT/2016) Em 31/12/2011, a


Editora Ler comprou os direitos autorais sobre um livro por R$ 800.000,00. O
contrato tinha duração de dez anos. Em 31/12/2014, os contadores da editora
fizeram um estudo e constataram que os benefícios gerados pelo livro para a
editora, nos anos remanescentes, seriam de R$ 490.000,00. Considerando que
a editora utiliza o método de linha reta para amortizar seus ativos intangíveis,
o valor da amortização acumulada em 31/12/2015 foi

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(A) R$ 280.000,00.
(B) R$ 310.000,00.
(C) R$ 320.000,00.
(D) R$ 480.000,00.
(E) R$ 490.000,00.
Resolução:
Cálculo da amortização até 31/12/2014:
Amortização anual = 800.000 / 10 anos R$ 80.000,00 por ano.
Amortização acumulada de 2012 a 2014 = R$ 240.000,00 (80.000 x 3 anos)
Valor contábil dos direitos autorais = 800.000 – 240.000 = R$ 560.000,00
Em 31/12/2014, o ativo foi reavaliado, tendo um valor recuperável de R$
490.000,00.
Como o valor recuperável é menor que o valor contábil do ativo, precisamos
registrar o valor das perdas com recuperabilidade.
Perdas estimadas = Valor Contábil Líquido - Valor Recuperável
Perdas estimadas = 560.000,00 - 490.000,00 = 70.000,00.
Lançamento:
D – Despesa – perda por desvalorização
C – Perdas estimadas por valor não recuperável .............. 70.000,00
Valor Contábil apresentado no balanço patrimonial, em 31/12/2014, depois do
teste de recuperabilidade é:
Valor Contábil Bruto ..........................................800.000,00
(-) Amortização Acumulada..............................(240.000,00)
(-) Perdas estimadas por valor não recuperável....(70.000,00)
= Valor Contábil ...........................................490.000,00

De acordo com o CPC 26, item 63: Depois do reconhecimento da perda por
desvalorização, a despesa de depreciação, amortização ou exaustão do ativo
deve ser ajustada em períodos futuros para alocar o valor contábil revisado
do ativo, menos seu valor residual (se houver), em base sistemática ao longo
de sua vida útil remanescente.
Portanto, o novo valor da base de cálculo da amortização é R$ 490.000,00.
Prazo restante de utilização do direito = 7 anos (10 anos – 3 anos)
Nova amortização anual = 490.000 / 7 anos = R$ 70.000,00 por ano

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Amortização acumulada em 31/12/14 ............... 240.000,00


+ Despesa de Amortização em 31/12/15 ............ 70.000,00
Amortização acumulada em 31/12/15 ............... 310.000,00
Gabarito: Letra B.

38. (FGV/Contador – TJ BA/2015) A Cia Longo Tempo atua no ramo de


mineração. Em um dado exercício, a companhia calculou em R$ 30 milhões o
valor em uso de uma das minas exploradas, antes dos custos de restauração do
local, estimados em R$ 8 milhões. O valor contábil dessa mina é de R$ 25
milhões. A Cia Longo Tempo recebeu uma oferta de R$ 22 milhões pela venda
da mina, com custos de R$ 2 milhões. De acordo com o CPC 01 (R1), ao final
do exercício a Cia Longo Tempo deverá reduzir o valor da mina em (milhões):
(A) 0;
(B) 2;
(C) 3;
(D) 5;
(E) 8.
Resolução:
Trata-se de uma questão para identificar o valor da perda por redução ao valor
recuperável - CPC 01 (R1).
1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: É o maior valor entre o valor
líquido de venda e o seu valor em uso.
a. Valor em uso = 30 milhões – 8 milhões = R$ 22 milhões.
b. Valor justo líquido de despesas de venda = valor de venda (ou justo) – gastos
Valor justo líquido de despesas de venda = 22 milhões – 2 milhões
Valor justo líquido de despesas de venda = R$ 20 milhões.
- Valor Recuperável = R$ 22 milhões.
2º Passo: Determinação do Valor Contábil (VC)
Valor Contábil = 25 milhões.
3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil
Como Valor Contábil > Valor Recuperável, temos Perdas com desvalorização.
Perdas com desvalorização = Valor Contábil - Valor Recuperável
Perdas com desvalorização = 25 milhões – 22 milhões = 3 milhões.

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A Cia. Longo Tempo deverá reduzir o valor da mina em R$ 3 milhões.


Gabarito: Letra C.

39. (FGV/Contador – CODEBA/2016) Em 01/01/2013 uma sociedade


empresária adquiriu móveis para utilizar em seus negócios por R$ 40.000. O
frete de R$ 400 e a instalação de R$ 600 foram pagos pelo fornecedor dos
móveis. Além disso, a sociedade empresária estimava que o custo de remoção
dos móveis seria de R$ 3.000. A sociedade empresária estimava utilizar os
móveis durante seis anos e depois vendê-los por R$ 10.000.
Em 2013 e em 2014 não houve indícios de perda de recuperabilidade.
Em 31/12/2015, a sociedade empresária constatou que os móveis poderiam ser
vendidos por R$ 24.000. Além disso, eles poderiam trazer benefícios de R$
27.500 pelo uso.
Assinale a opção que indica o valor contábil dos móveis, em 01/01/2016.
a) R$ 24.000.
b) R$ 25.000.
c) R$ 26.500.
d) R$ 27.000.
e) R$ 27.500.
Resolução:
Segundo o CPC 27, a estimativa dos custos de desmontagem e remoção
deve ser incluída no custo do bem.
Pessoal, cuidado com a pegadinha, pois o frete e a instalação foram pagos
pelo fornecedor e não pela sociedade empresária que trata a questão. Logo,
tais gastos não incorporam ao custo do bem, já que estão “teoricamente”
embutidos no preço de aquisição.
Portanto, o custo do nosso ativo imobilizado será:
Custo do item ................................................................. 40.000,00
+ Estimativa dos custos de desmontagem e remoção ............ 3.000,00
Custo total dos móveis ........................................... R$ 43.000,00

1. Cálculo do valor contábil do ativo em 31/12/2015 (antes do teste de


recuperabilidade):
Até o teste de recuperabilidade, realizado em 31/12/2015, os móveis foram
depreciados por três anos inteiros (2013, 2014 e 2015). Sabendo que o valor
residual é R$ 10.000,00 e a vida útil é de 6 anos, vamos encontrar o valor
contábil do imobilizado antes do teste – começando pelo cálculo da depreciação:

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Depreciação anual = (Custo – Valor Residual) / Vida útil


Depreciação anual = (43.000 – 10.000) / 6 anos = R$ 5.500,00
Depreciação acumulada = 5.500,00 x 3 anos = R$ 16.500,00
Antes do teste de recuperabilidade, o valor contábil dos móveis é:
Custo ................................ 43.000,00
(–) Depreciação Acumulada (16.500,00)
= Valor Contábil ......... R$ 26.500,00

2. Cálculo do valor contábil do ativo em 31/12/2015 (depois do teste de


recuperabilidade):
Em 31/12/2015, a sociedade empresária constatou que os móveis poderiam ser
vendidos por R$ 24.000 e poderiam trazer benefícios de R$ 27.500 pelo uso.
Como o valor recuperável é o maior valor entre o valor líquido de venda e
o seu valor em uso, temos que ele será de R$ 27.500.
Como o valor contábil é MENOR do que o Valor Recuperável, não haverá perda
por desvalorização.
Assim, em 01/01/2016, o valor contábil dos móveis é de R$ 26.500,00.
Gabarito: C.

40. (FGV/Auditor – ISS – Recife/2014) Em 31/12/2011, uma entidade


encerrou a criação de um software. Na criação, gastou R$ 100.000,00 em
pesquisas e R$ 200.000,00 no desenvolvimento, já comprovada a viabilidade
para produzir e utilizar o ativo. Depois de pronto o novo software, a entidade
gastou R$ 80.000,00 em publicidade a fim de promovê-lo.
A entidade começou a utilizar o software em 01/01/2012, estimando que ele
seria utilizado por cinco anos. Já em 31/12/2012, a entidade constatou que
poderia ter retorno de R$ 150.000,00 com o software.
Em 31/12/2013, o valor contábil do software era de
a) R$ 112.500,00.
b) R$ 120.000,00.
c) R$ 150.000,00.
d) R$ 180.000,00.
e) R$ 228.000,00.
Resolução:
Método turbo para resolução no dia da prova:

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Os gastos com pesquisas devem ser reconhecidos como despesa quando


incorridos.
Os gastos com publicidade (propaganda) não são custos diretamente
atribuíveis a um ativo intangível, sendo registrado diretamente como despesa.
Os gastos incorridos na fase de desenvolvimento que gerarem prováveis
benefícios econômicos futuros para a entidade devem ser contabilizados como
ativo intangível.
Como a vida útil do software (ativo intangível) é de 5 anos (vida útil definida),
ele deve ser amortizado e está sujeito ao teste de recuperabilidade.

1. Cálculo do valor contábil do software em 31/12/2012:


Valor do ativo intangível em 01/01/2012 = R$ 200.000,00.
Prazo de utilização do ativo = 5 anos
Amortização acumulada em 31/12/12 = valor amortizável x tempo utilizado
Prazo de utilização
Amortização acumulada em 31/12/12 = 200.000 x 1 anos = R$ 40.000,00
5 anos

1.1. Valor Contábil, em 31/12/12, antes do teste de recuperabilidade será de:


Valor Contábil = 200.000 - 40.000 = 160.000,00
1.2. Comparação do valor recuperável com o valor contábil líquido:
Valor Recuperável = R$ 150.000,00.
Como Valor Contábil Líquido > Valor Recuperável, temos Perdas Estimadas:
Perdas estimadas = Valor Contábil Líquido - Valor Recuperável
Perdas estimadas = 160.000,00 - 150.000,00 = 10.000,00.

Valor Contábil apresentado no balanço patrimonial, em 31/12/2012:


Valor Contábil Bruto ..........................................200.000,00
(-) Amortização Acumulada................................(40.000,00)
(-) Perdas estimadas por valor não recuperável....(10.000,00)
= Valor Contábil ...........................................150.000,00

2. Cálculo do valor contábil do software em 31/12/2013:

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Pessoal, depois do reconhecimento da perda por desvalorização, a FGV utiliza o


valor contábil revisado do ativo menos o valor residual para calcular a nova
amortização, utilizando o disposto no CPC 26, item 63.
O valor contábil revisado do ativo é igual ao valor contábil que está registrado
no balanço fechado no final do ano anterior (31/12/2012). Portanto, o
valor contábil revisado do ativo em, 31/12/2013, é igual a 150.000,00.
Prazo restante de utilização do direito = 4 anos (5 anos – 1 ano)
Despesa de Amortização em 31/12/13 = valor amortizável x tempo utilizado
Prazo restante de utilização
Despesa de Amortização em 31/12/13 = 150.000 x 1 = R$ 37.500,00
4

Amortização acumulada em 31/12/12 ...............40.000,00


+ Despesa de Amortização em 31/12/13 ...........37.500,00
Amortização acumulada em 31/12/13 ...............77.500,00

2.1. Como não houve teste de recuperabilidade, o Valor Contábil apresentado


no balanço patrimonial, em 31/12/2013, é:
Valor Contábil Bruto .........................................200.000,00
(-) Amortização Acumulada...............................(77.500,00)
(-) Perdas estimadas por valor não recuperável …(10.000,00)
= Valor Contábil do Software .......................112.500,00
Gabarito: Letra A.

CESPE
A respeito de avaliação de itens patrimoniais diversos, julgue os itens
subsequentes.
41. (CESPE/Analista Judiciário – STM/2018) A provisão para perda de
valor recuperável de ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) só
será revertida, em período posterior ao de sua constituição, se ficar comprovado
que houve recomposição das expectativas de rentabilidade.
Resolução:
Guardem isso: o goodwill não sofrerá reversão! Corroborando, de acordo com o
CPC 01, temos:
''124. A perda por desvalorização reconhecida para o ágio por expectativa de
rentabilidade futura (goodwill) não deve ser revertida em período subsequente.''

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Gabarito: E.

42. (CESPE/Analista Judiciário – STM/2018) Situação hipotética: Um


equipamento industrial em uso foi adquirido, pela indústria Alfa, por R$ 300 mil
e, no final do exercício de 20XX, o equipamento já tinha sofrido depreciação de
60% de seu valor depreciável. A indústria considera um valor residual de 10%
para esse equipamento. No final do exercício de 20XX, o valor em uso do
equipamento foi estimado em R$ 136 mil, e seu valor para venda estimado em
R$ 120 mil. Assertiva: Nessa situação, a indústria Alfa deveria contabilizar, para
esse equipamento, no encerramento do exercício de 20XX, uma provisão para
perda de valor recuperável superior a R$ 5 mil.
Resolução:
Conforme aponta a questão, temos:
- Valor contábil: R$ 300.000,00
- Valor residual de 10%: R$ 30.000,00
- Valor depreciável: R$ 270.000,00

Com a depreciação é de 60% de seu valor depreciável, que é de R$ 270.000,00,


temos R$ 162.000,00 já depreciados (60% x 270.000).
De tal modo, seu valor contábil é igual a: R$ 300.000,00 - R$ 162.000,00 = R$
138.000,00
Como o valor em uso do bem é de R$ 136.000,00, seu valor para venda
estimado em R$ 120.000,00 e o Valor recuperável é, como sabemos, o maior
entre os valores em uso e o estimado para venda, temos que ele será
representado pelo primeiro.
Assim, necessário é fazer uma provisão para perda de valor recuperável no valor
de R$ 2.000,00.
Provisão para perda de valor recuperável = 138.000 – 136.000 = R$ 2.000,00
Gabarito: E.

Julgue o item subsequente, a respeito dos procedimentos para registro,


mensuração e avaliação de ativos.
43. (CESPE/AGE - SEDF/2017) Situação hipotética: Um ativo que possui
valor contábil líquido de R$ 100.000 pode ser alienado em mercado
concorrencial por R$ 95.000, livre de despesas de venda, ou pode ser mantido
em atividade, quando então gerará um fluxo de caixa a valor presente de R$
102.000.
Assertiva: Nessas condições, cabe à entidade detentora do referido ativo
constituir uma provisão para perda de valor recuperável.

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( ) Certo ou ( ) Errado.
Resolução:
Pessoal, vamos seguir os passos para identificar o valor recuperável e o valor
contábil do ativo.
1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: é o maior valor entre o valor
líquido de venda e o seu valor em uso.
- Valor justo líquido das despesas de venda = R$ 95.000
- Valor em uso = R$ 102.000
- Valor Recuperável = Valor em uso = R$ 102.000
2º Passo: Determinação do Valor Contábil Líquido (VCL)
Valor Contábil Líquido = R$ 100.000
3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil líquido
Se Valor Contábil < Valor Recuperável, nenhum ajuste será feito, desde que
não existam perdas já reconhecidas no balanço.
Gabarito: Errado.

44. (CESPE/Contador - FUB/2015) Considere que uma máquina industrial


tenha sido adquirida por R$ 120 mil e, posteriormente, tenha sofrido
depreciação de R$ 20 mil. O valor em uso dessa máquina foi calculado em R$
95 mil e seu valor líquido de venda foi apurado em R$ 97,5 mil. Nessa situação,
caso a empresa deseje manter o bem em operação, deveria constituir provisão
para redução ao valor recuperável de R$ 5 mil.
( ) Certo ou ( ) Errado.
Resolução:
Pessoal, vamos seguir os passos para identificar o valor recuperável e o valor
contábil do ativo.
1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: é o maior valor entre o valor
líquido de venda e o seu valor em uso.
- Valor Recuperável = Valor líquido de venda = R$ 97.500
2º Passo: Determinação do Valor Contábil Líquido (VCL)
VCL = Custo de Aquisição - Depreciação Acumulada - Perdas por desvalorização
do ativo
Valor Contábil Líquido = 120.000 – 20.000 = R$ 100.000
3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil líquido
Como Valor Contábil Líquido > Valor Recuperável, temos Perdas
Perdas = Valor Contábil Líquido - Valor Recuperável

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Perdas =100.000 - 97.500 = R$ 2.500


* Registro das perdas por desvalorização:
D - Despesa - perda de valor recuperável
C - Perda por desvalorização do ativo 2.500

É importante observar que o CESPE denomina a perda por redução ao


valor recuperável de ativos de provisão.
Gabarito: Errado.

45. (CESPE/Auditor Federal de Controle Externo - TCU/2015) Situação


hipotética: Ao final de 2014, determinada companhia estimou o valor em uso
do seu imobilizado em R$ 2 milhões e o valor líquido de venda em R$ 1,7 milhão.
Na mesma data, o valor contábil líquido desse imobilizado era de R$ 1,5 milhão.
Assertiva: Nesse caso, a companhia deve fazer um lançamento contábil para
redução ao valor recuperável, cujo débito será em conta de resultado,
resultando em redução da situação líquida da companhia.
( ) Certo ou ( ) Errado.
Resolução:
Pessoal, vamos seguir os passos para identificar o valor recuperável e o valor
contábil do ativo.
1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: é o maior valor entre o valor
líquido de venda e o seu valor em uso.
- Valor Recuperável = Valor em uso = R$ 2 milhões
2º Passo: Determinação do Valor Contábil Líquido (VCL)
Valor Contábil Líquido = R$ 1,5 milhão
3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil líquido
Se Valor Contábil < Valor Recuperável, nenhum ajuste será feito, desde que
não existam perdas já reconhecidas no balanço.
Gabarito: Errado.

46. (CESPE/AGE - SEDF/2017) Caso tenha sido reconhecida uma perda de


valor realizável em um goodwill e se constate, em exercício subsequente, que
houve recuperação do valor realizável, a perda reconhecida deverá ser revertida
até o montante do valor originalmente reconhecido como perda.
( ) Certo ou ( ) Errado.
Resolução:

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Cuidado para não cair nessa grande pegadinha das bancas.


Em regra, se houver recuperação do valor realizável de um ativo, a perda
reconhecida deverá ser revertida até o montante do valor originalmente
reconhecido como perda.
Porém, não deve ser realizada a reversão de perdas por desvalorização de
ativos para o goodwill.
Gabarito: Errado.

47. (CESPE/Contabilidade – TRE - PE/2017) O Tribunal Regional Eleitoral


de Pernambuco (TRE/PE) possui, no rol de seus ativos imobilizados, um bem de
custo histórico igual a R$ 50.000 e cuja depreciação acumulada equivale a 30%
desse valor. Para esse ativo, o TRE/PE apurou um valor justo líquido de
despesas de venda de R$ 20.000 e um valor de uso de R$ 28.000.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta de acordo com
a NBC TG 01 (redução ao valor recuperável de ativos).
a) Na contabilização da depreciação do ativo imobilizado, faz-se necessário
deduzir a perda por desvalorização do ativo, que na situação apresentada é
igual a R$ 28.000.
b) Na situação apresentada, o custo histórico do ativo equivale a R$ 15.000.
c) O tribunal deverá registrar como perda por desvalorização do ativo o valor
de R$ 7.000.
d) Por ser o custo histórico superior ao valor recuperável, a perda não deve ser
contabilizada.
e) O valor recuperável do ativo é igual ao valor mínimo entre o valor justo e o
valor de uso, ou seja, R$ 20.000 nessa situação.
Resolução:
Meus amigos, apesar de trazer uma instituição pública no enunciado, o
procedimento é o mesmo para empresas privadas.
Vamos seguir os passos para identificar o valor recuperável e o valor contábil
do ativo.
1º Passo: Determinação do Valor Recuperável: é o maior valor entre o valor
líquido de venda e o seu valor em uso.
- Valor Recuperável = Valor em uso = R$ 28.000
2º Passo: Determinação do Valor Contábil Líquido (VCL)
VCL = Custo de Aquisição - Depreciação Acumulada - Perdas por desvalorização
do ativo
Valor Contábil Líquido = 50.000 – 30% x 50.000 = R$ 35.000
3º Passo: Comparação do valor recuperável com o valor contábil líquido

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Como Valor Contábil Líquido > Valor Recuperável, temos Perdas


Perdas = Valor Contábil Líquido - Valor Recuperável
Perdas =35.000 - 28.000 = R$ 7.000

Portanto, o gabarito é a letra C.


Vamos analisar os erros das demais alternativas:
a) incorreta. No cálculo da depreciação, não se deduz a perda por desvalorização
do ativo, mas sim o valor residual.
Além disso, constatamos que a perda foi de R$ 7.000.
b) incorreta. Na situação apresentada, o custo histórico do ativo equivale a R$
50.000. Os R$ 15.000 (30% x 50.000) referem-se à depreciação acumulada.
d) incorreta. Por ser o valor contábil líquido superior ao valor recuperável, a
perda deve ser contabilizada.
e) incorreta. O valor recuperável do ativo é igual ao valor máximo entre o valor
justo e o valor de uso, ou seja, R$ 28.000 nessa situação.
Gabarito: C.

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5. Lista de Exercícios

01. (FCC/Analista de Gestão – Contabilidade – SABESP/2018) Em


31/12/2015 uma empresa adquiriu uma patente por R$ 10.000.000,00 e poderá
explorá-la pelo prazo de 20 anos. No final do prazo de exploração a patente
passa a ser de domínio público e, portanto, não terá valor residual para a
empresa. No final do ano de 2016 a empresa realizou o teste de redução ao
valor recuperável (teste de “impairment”) e obteve as seguintes informações
sobre a patente:
− Valor em uso da patente ................................................ R$ 8.750.000,00.
− Valor justo líquido das despesas de venda da patente ......... R$ 8.000.000,00.
Na demonstração do resultado do ano de 2016, a empresa deveria
(A) reconhecer uma perda por desvalorização no valor de R$ 1.250.000,00,
apenas.
(B) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 500.000,00 e uma
perda por desvalorização no valor de R$ 750.000,00.
(C) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 500.000,00 e uma
perda por desvalorização no valor de R$ 1.500.000,00.
(D) não reconhecer nenhuma despesa por se tratar de ativo intangível que não
deve ser amortizado.
(E) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 500.000,00,
apenas.

02. (FCC/Analista Judiciário - Contabilidade – TRE PR/2017) Uma


empresa adquiriu o direito de concessão para explorar uma atividade controlada
por um órgão regulador público pelo prazo de 30 anos, após o que a concessão
se encerra e a atividade volta para o domínio do órgão regulador. O preço pago
para a aquisição do direito de exploração foi R$ 60.000.000,00 e a aquisição
ocorreu em 31/12/2012. No final do ano de 2015 a empresa realizou o teste de
redução ao valor recuperável (teste de “impairment”) e obteve as seguintes
informações sobre o direito de concessão:
− Valor em uso esperado para o direito: R$ 50.000.000,00.
− Valor justo: não há valor justo porque o direito não pode ser negociado.
Na apuração do resultado do ano de 2015 a empresa deveria
(A) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 2.000.000,00 e
uma perda por desvalorização no valor de R$ 4.000.000,00.
(B) não deve reconhecer nenhuma despesa porque continua com o direito de
exploração.

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(C) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 2.000.000,00,


apenas.
(D) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 2.000.000,00 e
uma perda por desvalorização no valor de R$ 54.000.000,00.
(E) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 6.000.000,00,
apenas.

03. (FCC/Analista Judiciário - Contabilidade – TST/2017) A empresa Só


Rodovias S.A. ganhou a concessão para administrar uma rodovia federal e
pagou pelo direito de exploração da atividade o valor de R$ 90.000.000,00. O
prazo da concessão é 30 anos e, no final do prazo do contrato, o governo
reassume a administração da rodovia. A concessão iniciou-se em 01/01/2015 e
no final de 2016 a Só Rodovias S.A. identificou que o valor em uso da concessão
havia sofrido uma grande redução, pois a quantidade de usuários da rodovia
estava bem abaixo do que havia sido projetado quando a concessão foi
adquirida. Em 31/12/2016 a empresa realizou o teste de redução ao valor
recuperável (teste de impairment) e o valor em uso calculado para a concessão
foi R$75.000.000,00.
Na demonstração do resultado do ano de 2016 a empresa deveria
(A) reconhecer uma perda por desvalorização no valor de R$ 15.000.000,00,
apenas.
(B) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 3.000.000,00 e
uma perda por desvalorização no valor de R$ 9.000.000,00.
(C) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 3.000.000,00,
apenas.
(D) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 3.000.000,00 e
uma perda por desvalorização no valor de R$ 12.000.000,00.
(E) não reconhecer nenhuma despesa por se tratar de ativo intangível que não
deve ser amortizado.

04. (FCC/Especialista em Regulação de Transportes – ARTESP/2017) A


Cia. Débito e Crédito S.A. possuía um imobilizado para suas atividades
operacionais. Os saldos das contas referentes ao ativo, em 31/12/2016, estão
demonstrados abaixo.
Imobilizado (custo total de aquisição): .................................. R$ 400.000,00
(−) Depreciação acumulada: ............................................... R$ 100.000,00
(=) Valor do ativo: ............................................................. R$ 300.000,00
em 31/12/2016 foi realizado o teste de impairment, obtendo os seguintes
valores:

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Valor em uso do ativo: ....................................................... R$ 350.000,00


Valor justo líquido das despesas de venda: ............................ R$ 320.000,00
Ao elaborar as Demonstrações Contábeis referentes ao ano de 2016, a empresa
(A) reconheceu um ganho por valorização no valor de R$ 20.000,00.
(B) reconheceu um ganho por valorização no valor de R$ 50.000,00.
(C) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 80.000,00.
(D) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 50.000,00.
(E) não reconheceu perda ou ganho por impairment.

05. (FCC/Analista - Contadoria – TRF 3ª Região/2016) Uma empresa


adquiriu uma patente que poderá ser explorada pelo prazo de 20 anos, após o
que a patente passa a ser de domínio público. O preço pago foi R$
20.000.000,00 e a aquisição ocorreu em 31/12/2012. No final do ano de 2013,
antes do fechamento das Demonstrações Contábeis, a empresa realizou o teste
de redução ao valor recuperável (teste de impairment) e obteve as seguintes
informações sobre a patente:
− Valor em uso da patente: R$ 17.000.000,00.
− Valor justo líquido das despesas de venda da patente: R$ 16.000.000,00.
Na apuração do resultado do ano de 2013 a empresa deveria
(A) ter reconhecido uma despesa de amortização no valor de R$ 1.000.000,00
e uma perda por desvalorização no valor de R$ 3.000.000,00.
(B) ter reconhecido uma despesa de amortização no valor de R$ 1.000.000,00
e uma perda por desvalorização no valor de R$ 2.000.000,00.
(C) não ter reconhecido nenhuma despesa por se tratar de ativo intangível que
não deve ser amortizado.
(D) ter reconhecido uma despesa de amortização no valor de R$ 1.000.000,00,
apenas.
(E) ter reconhecido uma perda por desvalorização no valor de R$ 3.000.000,00,
apenas.

06. (FCC/Analista - Contadoria – TRF 3ª Região/2016) O custo de


aquisição de um equipamento foi R$ 6.000.000,00 e o pagamento foi realizado
à vista. A aquisição ocorreu em 30/06/2014, a empresa definiu sua vida útil em
7 anos e o valor líquido de venda do equipamento no final do 7º ano foi estimado
em R$ 3.060.000,00. Sabe-se que, para fins fiscais, a vida útil é definida em 10
anos. A empresa adota o método das quotas constantes para o cálculo da
despesa mensal de depreciação e, no final de 2015, realizou o teste de redução
ao valor recuperável para o equipamento (teste de impairment). Os valores

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obtidos em 31/12/2015 para a realização do teste para o equipamento foram


os seguintes:
− Valor justo líquido das despesas de venda = R$ 5.200.000,00.
− Valor em uso = R$ 5.300.000,00.
O valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço Patrimonial de
31/12/2015 foi, em reais,
(A) 5.559.000,00.
(B) 5.200.000,00.
(C) 5.370.000,00.
(D) 5.300.000,00.
(E) 5.100.000,00.

07. (FCC/Julgador Administrativo Tributário – SEFAZ - PE/2015) A


empresa Patentes & Cia. possuía, em 31/12/2014, um ativo intangível com vida
útil indefinida, cujo valor contábil de R$ 420.000,00 apresentava a seguinte
composição:
− Custo de aquisição: R$ 480.000,00.
− Perda por desvalorização reconhecida em 2013: R$ 60.000,00
Em 31/12/2014, antes de encerrar o exercício social do ano, a empresa realizou
o Teste de Recuperabilidade do Ativo (Impairment) e obteve as seguintes
informações:
− Valor em uso: R$ 370.000,00.
− Valor justo líquido de despesas de venda: R$ 400.000,00.
Com base nestas informações, o valor contábil apresentado no Balanço
Patrimonial da empresa Patentes & Cia., em 31/12/2014, foi, em reais,
(A) 420.000,00.
(B) 400.000,00.
(C) 370.000,00.
(D) 480.000,00.
(E) 390.000,00.

08. (FCC/Analista – Controle Interno – CNMP/2015) Um equipamento foi


adquirido por uma empresa pelo valor de R$ 1.000.000,00 e o pagamento foi
realizado à vista. A aquisição ocorreu em 30/06/2013, a empresa definiu sua
vida útil em 5 anos e o valor líquido de venda do equipamento no final do 5º
ano foi estimado em R$ 400.000,00. A empresa adota o método das quotas
constantes para o cálculo da despesa mensal de depreciação, tendo em vista

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que o equipamento é utilizado 24 horas por dia, ininterruptamente. Sabe-se,


ainda, que para fins fiscais a vida útil é definida em 10 anos. No final de 2013 a
empresa realizou o teste de recuperabilidade do custo (impairment) para o
equipamento, utilizando-se dos seguintes valores disponíveis em 31/12/2013:
− Valor justo líquido das despesas de venda = R$ 930.000,00
− Valor em uso = R$ 945.000,00
O valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço Patrimonial de
31/12/2013 foi, em reais,
a) 950.000,00.
b) 940.000,00.
c) 945.000,00.
d) 930.000,00.
e) 970.000,00.

09. (FCC/Analista – Contabilidade – CNMP/2015) O saldo da conta


Intangíveis da empresa Explora Marcas S.A., em 31/12/2013, correspondia a
um ativo intangível com vida útil indefinida. O valor contábil deste ativo era R$
840.000,00 e sua composição era:
- Custo de aquisição: R$ 960.000,00.
- Perda por desvalorização reconhecida em 2012: R$ 120.000,00.
Para a elaboração do Balanço Patrimonial de 31/12/2013, a empresa realizou o
teste de recuperabilidade do Ativo (“impairment”) com as seguintes
informações disponíveis:
- Valor em uso: R$ 740.000,00.
- Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 800.000,00.

Com base nestas informações, o valor contábil apresentado no Balanço


Patrimonial da empresa Explora Marcas S.A., em 31/12/2013, foi, em reais,
a) 840.000,00.
b) 740.000,00.
c) 800.000,00.
d) 960.000,00.
e) 680.000,00.

10. (FCC/Analista Judiciário - Contabilidade – TRE - SP/2017) A Cia.


Verdão possuía, em 31/12/2016, no ativo imobilizado, um maquinário para a

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produção de camisetas. Os saldos das contas referentes a esse maquinário, no


final de 2016, são:
(em R$)
Imobilizado (custo de aquisição): ............................................. 500.000,00
(−) Depreciação acumulada: ................................................... 120.000,00
(=) Valor contábil do ativo: ..................................................... 380.000,00
A pedido da controladoria, em 31/12/2016, foi realizado um teste de
recuperabilidade do ativo (impairment), obtendo os seguintes valores:
(em R$)
Valor em uso do maquinário: ................................................... 350.000,00
Valor justo líquido das despesas de venda: ................................ 220.000,00
Ao elaborar as Demonstrações Contábeis referentes ao ano de 2016, a Cia.
Verdão
(A) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 160.000,00.
(B) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 150.000,00.
(C) não reconheceu perda por impairment.
(D) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 130.000,00.
(E) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 30.000,00.

11. (FCC/SEFAZ – SP/2013) O Balanço Patrimonial da Cia. Conservadora,


apurado em 31/12/2012, após o reconhecimento da depreciação do exercício
social de 2012 e antes de proceder aos testes de recuperabilidade de seus
ativos, apresentou:
Ativo Imobilizado R$
Máquina 45.000,00
Depreciação Acumulada (25.000,00)
Valor Contábil 20.000,00
Para realizar o teste de recuperabilidade da máquina, foram identificados:
− Valor justo da máquina em 31/12/2012: R$ 19.000,00
− Gastos estimados para a retirada e venda da máquina (despesa de venda)
em 31/12/2012: R$ 2.000,00
− Tempo de vida útil remanescente estimado para a máquina em 31/12/2012:
3 anos
− Valor em uso em 31/12/2012: R$ 18.000,00
− Valor de venda estimado da máquina, no final de sua vida útil: R$ 1.500,00

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− Gastos estimados para a retirada e venda da máquina (despesa de venda),


no final de sua vida útil: R$ 500,00.
− Taxa de desconto: 10% a.a.
Nessas condições, o valor registrado como perda por redução ao valor
recuperável foi, em 31/12/2012, em R$,
a) 3.000,00.
b) 0,00.
c) 1.000,00.
d) 1.248,69.
e) 2.000,00.

12. (FCC/Analista do Tesouro Estadual – SEFAZ – PI/2015) Em


30/09/2012, uma empresa adquiriu veículos pelo valor de R$ 180.000,00.
Todos os veículos têm vida útil econômica de 5 anos para a empresa e o valor
residual estimado para todos os veículos, em conjunto, no final do 5º ano é R$
30.000,00. A empresa adota o método das quotas constantes para o cálculo da
despesa mensal de depreciação. No final de 2012, a empresa realizou o teste
de recuperabilidade do custo (“impairment") para os bens do ativo imobilizado
e identificou os valores disponíveis, conforme a tabela a seguir, referentes aos
veículos adquiridos em 30/09/2012:
Data Valor Justo Valor em uso
31/12/2012 R$ 155.000,00 R$ 170.000,00

O valor contábil dos veículos, considerados em conjunto, evidenciado no


Balanço Patrimonial de 31/12/2012 foi, em reais:
(A) 172.500,00
(B) 180.000,00
(C) 155.000,00
(D) 170.000,00
(E) 171.000,00

13. (FCC/Auditor Fiscal – SEFAZ MA/2016) Um equipamento foi adquirido


à vista por R$ 10.000.000,00 em 31/03/2015 e a empresa definiu sua vida útil
em 8 anos. O valor realizável líquido de despesa de venda do equipamento no
final do prazo de vida útil para a empresa foi estimado em R$ 4.000.000,00 e,
para fins fiscais, a vida útil é definida em 10 anos. No final do ano de 2015, a
empresa realizou o teste de redução ao valor recuperável para o equipamento

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(teste de impairment) e os valores obtidos em 31/12/2015 para a realização do


teste para o equipamento foram:
− Valor justo líquido de despesa de venda = R$ 9.200.000,00
− Valor em uso = R$ 9.300.000,00

Sabendo-se que a empresa adota o método das quotas constantes para o


cálculo da despesa mensal de depreciação, o valor total que impactou
negativamente o resultado de 2015, exclusivamente em relação ao
equipamento, foi, em reais:
(A) 937.500,00.
(B) 450.000,00.
(C) 750.000,00.
(D) 562.500,00.
(E) 700.000,00.

14. (FCC/Auditor Fiscal – SEFAZ – PI/2015) A Cia. Propagandas S.A.


possuía, em 31/12/2014, um ativo intangível com vida útil indefinida, cujo valor
contábil era R$ 500.000,00, o qual era composto por:
• Custo de aquisição: R$ 700.000,00.
• Perda por desvalorização (reconhecida em 2013): R$ 200.000,00.
Em 31/12/2014, a Cia. realizou o teste de recuperabilidade do ativo
(impairment) e obteve as seguintes informações:
• Valor em uso: R$ 540.000,00.
• Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 470.000,00.
Sabendo que as evidências indicaram que a vida útil deste ativo continuava
indefinida, a Cia. Propagandas S.A., em dezembro de 2014, deveria
(A) reconhecer um ganho no valor de R$ 30.000,00 decorrente da reversão da
perda por desvalorização.
(B) reconhecer uma perda por desvalorização no valor de R$ 30.000,00.
(C) manter o valor contábil de R$ 500.000,00.
(D) reconhecer uma perda por desvalorização no valor de R$ 160.000,00.
(E) reconhecer um ganho no valor de R$ 40.000,00 decorrente da reversão da
perda por desvalorização.

15. (FCC/Auditor Substituto de Conselheiro – TCE – CE/2015) Em


10/10/2009, uma empresa adquiriu uma marca pelo valor de R$ 14.000.000,00.

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Em 31/12/2011, registrou para esta marca uma perda por


desvalorização (“impairment”) no valor de R$ 4.000.000,00. Em 31//12/2014,
a empresa realizou novamente o teste de recuperabilidade (“impairment”) para
a mesma marca e obteve as seguintes informações:
− Valor em uso da marca: R$ 10.800.000,00.
− Valor justo líquido das despesas de venda da marca: R$ 9.400.000,00.
Como a marca apresenta naturalmente uma vida útil indefinida, a empresa, nas
Demonstrações Contábeis do ano de 2014, deveria
a) reconhecer, no resultado do ano de 2014, um ganho no valor de R$
800.000,00 decorrente da reversão da perda por desvalorização.
b) manter o valor contábil de R$ 10.000.000,00 no balanço patrimonial de
31/12/2014.
c) reconhecer uma perda por desvalorização no valor de R$ 600.000,00 no
resultado do ano de 2014.
d) reconhecer, no resultado do ano de 2014, um ganho no valor de R$
4.000.000,00 decorrente da reversão da perda por desvalorização.
e) reconhecer, no resultado do ano de 2014, uma perda por desvalorização no
valor de R$ 3.200.000,00.

16. (FCC/Analista – TRE – AP/2015) Uma marca foi adquirida por uma
empresa pelo valor de R$ 7.000.000,00. A aquisição ocorreu em janeiro de 2012
e, em 31/12/2012, a empresa contabilizou uma perda por desvalorização
(“impairment”) no valor de R$ 2.000.000,00 para esta marca.
Em 31/12/2013 a empresa obteve as seguintes informações para a realização
do teste de recuperabilidade (“impairment”):
− Valor em uso da marca R$ 5.400.000,00
− Valor justo da marca R$ 4.700.000,00
Tendo em vista que a marca apresenta vida útil indefinida, a empresa, nas
demonstrações contábeis do ano de 2013, deveria
(A) reconhecer uma perda por desvalorização no valor de R$ 300.000,00 no
resultado do ano.
(B) manter o valor contábil de R$ 5.000.000,00 no balanço patrimonial.
(C) reconhecer, no resultado do ano, um ganho no valor de R$ 400.000,00
decorrente da reversão da perda por desvalorização.
(D) reconhecer, no resultado do ano, um ganho no valor de R$ 2.000.000,00
decorrente da reversão da perda por desvalorização.
(E) reconhecer, no resultado do ano, uma perda por desvalorização no valor de
R$ 1.600.000,00.

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17. (FCC/Analista – Contabilidade – DPE – RS/2017) A Cia. Industrial


possuía, em 31/12/2016, um ativo intangível com vida útil indefinida. Os valores
evidenciados para este ativo, nesta data, são apresentados a seguir:
Custo de aquisição .............................................................. R$ 800.000,00
(−) Ajuste por “impairment” (calculada em 2015) .................. (R$ 300.000,00)
(=) Valor contábil do ativo .................................................. R$ 500.000,00

Ao realizar o teste de redução ao valor recuperável de ativos (teste de


“impairment”), a Cia. obteve as seguintes informações a respeito desse ativo
em 31/12/2016:
Valor em uso ...................................................................... R$ 650.000,00
Valor justo líquido das despesas de venda ............................... R$ 550.000,00
O valor contábil apresentado no Balanço Patrimonial de 31/12/2016 para este
ativo foi, em reais,
(A) 600.000,00
(B) 650.000,00
(C) 550.000,00
(D) 500.000,00
(E) 800.000,00

18. (FCC/Auditor Público Externo – TCE – RS/2014) A Cia. Marcas


Famosas S.A. possuía, em 31/12/2013, um ativo Intangível com vida útil
indefinida cujo valor contábil era R$ 200.000,00, o qual era composto por:
− Custo de aquisição: R$ 280.000,00.
− Perda por desvalorização (reconhecida em 2013): R$ 80.000,00.
Em junho de 2014, a empresa realizou o Teste de Recuperabilidade do Ativo
Intangível e obteve as seguintes informações:
− Valor em uso do ativo: R$ 290.000,00.
− Valor justo líquido das despesas de venda do ativo: R$ 240.000,00.
Complementarmente, as evidências indicaram que a vida útil desse ativo
continua indefinida. Nesse caso, a Cia. Marcas Famosas S.A., em junho de 2014,
(A) reconheceu um ganho no valor de R$ 80.000,00 decorrente da reversão da
perda por desvalorização contabilizada anteriormente.
(B) não fez nenhum registro.
(C) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 40.000,00.

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(D) reconheceu um ganho no valor de R$ 90.000,00 decorrente da reversão da


perda por desvalorização contabilizada anteriormente.
(E) reconheceu um ganho no valor de R$ 40.000,00 decorrente da reversão da
perda por desvalorização contabilizada anteriormente.

19. (FCC/Analista de Controle – TCE – PR/2011) A empresa Intangível S.A.


possuía, em 31/12/X9, um ativo intangível com vida útil indefinida, no valor de
R$ 130.000,00, o qual é composto por:
- Valor de custo: R$ 150.000,00.
- Perda por desvalorização reconhecida (em X9): R$ 20.000,00.
Em 31/12/X10, a empresa realizou o Teste de Recuperabilidade do Ativo e
obteve as seguintes informações:
- Valor em uso: R$ 120.000,00.
- Valor líquido de venda: R$ 160.000,00.
Com base nessas informações, em 31/12/X10, a empresa
a) não faz nenhum registro.
b) reconhece um ganho no valor de R$ 30.000,00.
c) reconhece uma perda por desvalorização no valor de R$ 10.000,00.
d) reverte a perda por desvalorização reconhecida no valor de R$ 20.000,00.
e) reverte a perda por desvalorização reconhecida no valor de R$ 20.000,00 e
reconhece um ganho no valor de R$ 10.000,00.

20. (FCC/Contador - ALEMS/2016) A Cia. Só Ativos possuía, em


30/06/2016, uma patente classificada como ativo Intangível com vida útil
indefinida cujo valor contábil era R$ 1.300.000,00, o qual era composto por:
Custo de aquisição ......................................................... R$ 1.500.000,00.
Perda por desvalorização (reconhecida em junho 2015) ….. R$ 200.000,00.

Em junho de 2016, a Cia. realizou o Teste de Recuperabilidade do Ativo e obteve


as seguintes informações:
Valor em uso .............................................................. R$ 1.550.000,00.
Valor justo líquido das despesas de venda ....................... R$ 1.280.000,00.
Complementarmente, as evidências indicaram que a vida útil desse ativo
continuava indefinida. Com base nestas informações, a Cia. Só Ativos, em junho
de 2016,
(A) não fez qualquer registro.

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(B) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 20.000,00.


(C) reconheceu uma receita no valor de R$ 250.000,00.
(D) reconheceu uma receita no valor de R$ 200.000,00.
(E) reconheceu uma receita no valor de R$ 50.000,00.

21. (FCC/Analista Técnico – Contábeis – CETAM/2014) A Cia. Pesquisa &


Desenvolvimento S.A. possuía, em 31/12/2013, um ativo intangível (Marca)
com vida útil indefinida, cujo valor contábil era R$ 230.000,00, composto dos
seguintes valores:
Custo de aquisição: R$ 280.000,00
Perda por desvalorização reconhecida (em 2012): R$ 50.000,00
Em 31/12/2013, a empresa realizou o Teste de Recuperabilidade do Ativo e
obteve as seguintes informações:
Valor em uso: R$ 210.000,00.
Valor justo líquido de despesas de venda: R$ 200.000,00.
Com base nas informações acima, o valor que a Cia. Pesquisa &
Desenvolvimento deve apresentar em seu Balanço Patrimonial, em 31/12/2013,
referente a este ativo intangível é, em reais,
(A) 200.000,00.
(B) 210.000,00.
(C) 230.000,00.
(D) 280.000,00.
(E) 160.000,00.

22. (FCC/Auditor – TCM – GO/2015) A Cia. PAR possuía, em 31/12/2013,


um ativo imobilizado para o qual as seguintes informações, após o
reconhecimento da despesa de depreciação para o ano de 2013, eram
conhecidas:
Custo de aquisição: R$ 700.000,00
(−) Depreciação acumulada: R$ 300.000,00
(=) Valor contábil do ativo: R$ 400.000,00
Nesta mesma data (31/12/2013) a Cia. realizou o Teste de Recuperabilidade do
Ativo (teste de impairment) e obteve as seguintes informações:
Valor em uso do ativo: R$ 380.000,00.
Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 350.000,00.

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Ao elaborar as Demonstrações Contábeis referentes ao ano de 2013, o valor


contábil deste ativo que a Cia. PAR evidenciou em seu Balanço Patrimonial de
31/12/2013 foi, em reais,
(A) 400.000,00.
(B) 380.000,00.
(C) 350.000,00.
(D) 700.000,00.
(E) 370.000,00.

Atenção: Para responder as próximas duas questões, considere as


informações abaixo.
A empresa Boas Ideias adquiriu, em 02/01/2013, uma Marca por R$ 300.000 à
vista. Adicionalmente, a empresa incorreu em gastos de R$ 50.000 para registro
dessa Marca. Na data da aquisição, a empresa Boas Ideias estimou que a vida
útil da Marca era indefinida.
23. (FCC/Analista de Gestão – SABESP/2014) O ativo adquirido pela
empresa Boas Ideias é mensurado, na data da aquisição, pelo
a) valor pago pela aquisição da Marca.
b) custo amortizado.
c) custo incorrido.
d) valor de reposição.
e) valor de mercado.

24. (FCC/Analista de Gestão – SABESP/2014) Em 31/12/2013, ao realizar


o teste de recuperabilidade do ativo (impairment), a empresa Boas Ideias
obteve as seguintes informações:
Valor em uso da Marca: R$ 320.000.
Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 290.000.
Pela análise do teste de impairment, a empresa Boas Ideias
a) não fez nenhum ajuste.
b) reconheceu uma perda de R$ 10.000.
c) reconheceu um ganho de R$ 20.000.
d) reconheceu uma perda de R$ 60.000.
e) reconheceu uma perda de R$ 30.000.

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25. (FCC/TRT 20ª/2011) O ativo imobilizado da empresa Gurupi S.A.,


considerado uma unidade geradora de caixa, possuía reavaliação de R$
200.000,00, em 2008.
A administração da empresa manteve a reavaliação contabilizada em
conformidade com a permissibilidade dada pela lei. Ao executar o teste de
recuperabilidade dessa unidade geradora de caixa, identificou uma perda no
valor recuperável de R$ 300.000,00. O lançamento contábil para o registro
desse fato é:
a) Débito Crédito
Ativo Imobilizado 100.000
a Ganho de Imobilizado 100.000
b) Débito Crédito
Ativo Imobilizado 100.000
Reserva de Reavaliação 200.000
a Ganhos com Imobilizado 300.000
c) Débito Crédito
Ativo Imobilizado 100.000
a Ajuste Especial − Patrimônio Líquido 100.000
d) Débito Crédito
Reserva de Reavaliação 200.000
Perdas com Ativo Imobilizado 100.000
a Conta de Ativo Imobilizado 300.000
e) Débito Crédito
Perdas com Ativo Imobilizado 300.000
a Ativo Imobilizado 300.000

26. (FCC/Agente Legislativo – ALESP/2010) A empresa Lâmbda S.A.


realizou o teste de recuperabilidade de ativos e constatou a perda de valor em
um ativo reavaliado, em montante inferior ao saldo da Reserva de Reavaliação.
Essa empresa deve:
a) manter o valor do bem, uma vez que o mesmo apresenta o valor reavaliado.
b) lançar a perda a débito da conta de resultado, pelo valor total, realizando o
valor da reserva de reavaliação.
c) reverter a reserva de reavaliação do Patrimônio Líquido contra a conta de
reserva de reavaliação no Ativo.
d) lançar a perda a crédito da conta de ajuste especial no Patrimônio Líquido.

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e) registrar contra a conta de reavaliação no Patrimônio Líquido, até o montante


do valor da perda.

27. (FCC/Analista Judiciário – TRT/2014) Determinada empresa adquiriu,


em 31/12/2010, um equipamento por R$ 300.000,00, à vista.
A vida útil econômica estimada do equipamento, na data da aquisição, foi de 10
anos e o valor residual esperado era R$ 20.000,00. Em 01/01/2012, a empresa
reavaliou a vida útil do equipamento e determinou que a vida útil remanescente
era de 6 anos e o valor residual reestimado de R$ 41.000,00. Em 31/12/2012,
antes de encerrar o exercício social, a empresa realizou o Teste de
Recuperabilidade do Ativo e obteve as seguintes informações:
− Valor em uso: R$ 230.000,00.
− Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 225.000,00.
Com base nestas informações, o valor da Perda por Desvalorização
(impairment) reconhecida em 2012 e o valor contábil apresentado no Balanço
Patrimonial da empresa, em 31/12/2012, foram, respectivamente, em reais,
a) zero; 233.500,00.
b) 3.500,00; 230.000,00.
c) 8.500,00; 225.000,00.
d) zero; 226.000,00.
e) zero; 192.500,00.

28. (FCC/Analista Judiciário – Contadoria – TRF 5ª/2017) A Cia.


Investidora possuía, em 31/12/2016, um ativo intangível com vida útil
indefinida − ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura, cujo valor
contábil era R$ 550.000,00, o qual era composto por:
Custo de aquisição: R$ 740.000,00
Perda por desvalorização reconhecida (em 2015): R$ 190.000,00
Em 31/12/16, a Cia. realizou o Teste de Recuperabilidade do Ágio (teste de
impairment) e obteve as seguintes informações:
Valor em uso: R$ 580.000,00.
Valor justo líquido de despesas de venda: R$ 480.000,00.
O valor que a Cia. Investidora apresentou em seu Balanço Patrimonial de
31/12/2016, para este ativo (ágio) foi, em reais,
(A) 450.000,00.
(B) 580.000,00.
(C) 550.000,00.

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(D) 480.000,00.
(E) 740.000,00.

29. (FCC/Analista Judiciário – TRT/2014) A empresa Marcas & Patentes


S.A. possuía, em 31/12/12, um ativo intangível com vida útil indefinida
(correspondente ao ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura), cujo
valor contábil de R$ 280.000,00 era composto por:
• Custo de aquisição: R$ 320.000,00.
• Perda por desvalorização (impairment) reconhecida em 2012: R$ 40.000,00.
Em 31/12/13, a empresa realizou o Teste de Recuperabilidade do Ativo
(impairment) e obteve as seguintes informações:
• Valor em uso: R$ 240.000,00.
• Valor justo líquido de despesas de venda: R$ 330.000,00.
Com base nas informações acima, a empresa Marcas & Patentes, em 31/12/13,
(A) não fez nenhum registro contábil.
(B) reconheceu um ganho no valor de R$ 50.000,00.
(C) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 40.000,00.
(D) reverteu a perda por desvalorização reconhecida no valor de R$ 40.000,00.
(E) reverteu a perda por desvalorização reconhecida no valor de R$ 40.000,00
e reconheceu um ganho no valor de R$ 10.000,00.

30. (FCC/Analista de Controle Externo – TCE - AP/2012) A empresa


Inovação S.A. fez um novo investimento em uma nova unidade de negócios, no
nordeste brasileiro, no valor de R$ 1.000.000,00. Após um ano de
funcionamento houve alagamento na região e inundação da fábrica. O valor
contábil da unidade de negócios, neste momento era de R$ 900.000,00, já
considerando as perdas e gastos com recuperação. Seu valor de venda apurado,
mediante propostas formais de interessados a comprá-la, apresentava valor
médio de R$ 1.500.000,00 e o valor do fluxo de caixa descontado da unidade
sugeria a recuperação do valor de R$ 800.000,00. Neste caso a empresa deverá
a) registrar uma perda de valor recuperável de R$ 100.000,00.
b) registrar uma complementação do valor de custo pelo valor justo de R$
600.000,00.
c) manter o valor de custo de R$ 900.000,00.
d) restabelecer o valor de aquisição de R$ 1.000.000,00.
e) registrar pelo valor de mercado de R$ 1.500.000,00.

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31. (FCC/Auditor Fiscal – ISS Teresina/2016) Determinada empresa


adquiriu, em 31/12/2013, uma máquina por R$ 400.000,00, à vista. A vida útil
estimada pela empresa para a máquina, na data da aquisição, era 4 anos e o
valor residual estimado em R$ 40.000,00. Em 31/12/2014, a empresa reavaliou
a vida útil remanescente da máquina para 5 anos e reestimou o valor residual,
no final da nova vida útil, em R$ 10.000,00. A empresa adota o método das
quotas constantes para o cálculo da despesa de depreciação. Em 31/12/2015,
a empresa realizou o teste de recuperabilidade do ativo (teste de impairment)
e, para isto, obteve as seguintes informações sobre a máquina:
− Valor em uso: R$ 280.000,00.
− Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 230.000,00.
Com base nestas informações, o valor contábil da máquina apresentado no
Balanço Patrimonial da empresa, em 31/12/2015, foi, em reais,
(A) 240.000,00.
(B) 280.000,00.
(C) 230.000,00.
(D) 270.000,00.
(E) 250.000,00.

32. (FCC/Analista Judiciário – Contabilidade – TRT 24ª/2017) A empresa


Diamante Verde S.A. adquiriu em 1 de julho de 2016 uma nova empresa, a
Dourados S.A., que possui o direito de exploração de uma mina de ouro. A mina
de ouro está em plena atividade. A participação da Diamante Verde S.A. é de
50% na empresa Dourados S.A.. Em 31 de dezembro de 2016, a empresa
Diamante Verde possuía os seguintes registros e informações:

Dessa forma, a empresa deve


(A) manter o valor do investimento em decorrência do valor de mercado da
empresa ser de R$ 2.000.000,00, igual ao valor do investimento efetuado pela
empresa Diamante Verde S.A.
(B) contabilizar uma perda de valor recuperável, em decorrência do valor em
uso do investimento na Dourados S.A. ser R$ 100.000,00 menor que o
investimento.
(C) registrar uma perda de valor recuperável, em decorrência do valor do
investimento ser R$ 1.000.000,00 menor que o valor justo.

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(D) permanecer com o valor do investimento inalterado, uma vez que não se
deve fazer teste de perda de valor recuperável sobre investimento com ágio
decorrente de expectativa de rentabilidade futura.
(E) modificar o valor do investimento somente se houver dividendos distribuídos
pela empresa Dourados S.A., confirmando assim o ágio por expectativa de
rentabilidade futura.

33. (ESAF/Especialista - ANAC/2016) Avalie as seguintes proposições.


I. Ativos Intangíveis com vida útil indefinida estão sujeitos ao teste de
recuperabilidade (impairment test).
II. Ativos Intangíveis com vida útil definida estão sujeitos ao teste de
recuperabilidade (impairment test).
III. O "Goodwill" (ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura) gerado
internamente não deve ser reconhecido como um ativo.
Assinale a opção correta.
a) I e III, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) Todas as proposições estão corretas.
e) Nenhuma proposição está correta.

34. (ESAF/Contador – FUNAI/2016) A Cia. de Minérios S.A. possuía, em


31/12/2015, um ativo intangível com vida útil indefinida – ágio derivado da
expectativa de rentabilidade futura, cujo valor contábil era composto por:
Valor de custo: R$750.000,00
Perda por impairment (reconhecida em 2014): R$275.000,00
Para elaborar as suas demonstrações contábeis de 2015, a empresa realizou o
Teste de Recuperabilidade do Ativo em 31/12/2015 e obteve as seguintes
informações:
Valor em uso: R$525.000,00
Valor justo líquido das despesas de venda: R$440.000,00
Com base nas informações acima, o valor contábil apresentado no Balanço
Patrimonial da Cia. de Minérios S.A., em 31/12/2015, referente a este ativo foi,
em reais, de
a) 525.000,00.
b) 440.000,00.

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c) 475.000,00.
d) 750.000,00.
e) 390.000,00.

35. (ESAF/AFRFB/2014) Com relação à Redução ao Valor Recuperável de


Ativos, pode-se afirmar que:
a) a esta técnica estão sujeitos à aplicação desse processo todos os ativos sem
qualquer tipo de exceção.
b) é esse tipo de procedimento aplicável somente aos ativos intangíveis e aos
ativos resultantes de Contratos de construção.
c) apenas aos ativos resultantes de Contratos de Construção e aqueles sujeitos
à aplicação do valor justo com o os ativos biológicos são passíveis da aplicação
dessa redução.
d) tem com o objetivo assegurar que os ativos não estejam registrados
contabilmente por valor maior do que o passível de ser recuperado por uso ou
venda.
e) não é aplicada aos imobilizados em razão dos mesmos já estarem sujeitos à
depreciação, amortização ou a exaustão que cobrem possíveis divergências no
valor de custo do ativo e o seu valor recuperável.

36. (FGV/Contador - SEFIN RO/2018) Em 01/07/2014, um clube de futebol


adquiriu os direitos federativos de um jogador por R$ 200 milhões, assinando
um contrato de 4 anos. Em 31/12/2014, o clube recebeu uma oferta de R$ 400
milhões pelo jogador. O clube, no entanto, recusou a oferta. Em 2015, o jogador
sofreu uma contusão. Em 31/12/2015 os diretores do clube se reuniram e
constataram que não havia certeza sobre uma transferência. No entanto, o
clube poderia ganhar R$ 100 milhões até o final do contrato com publicidade,
caso o jogador permanecesse no clube. Em 2016, o jogador se recuperou. Em
31/12/2016, o clube recebeu uma proposta formal, pela compra dos direitos
federativos do jogador, de R$ 150 milhões. Assinale a opção que indica o valor
contábil do jogador, em 01/01/2017.
(A) R$ 60 milhões.
(B) R$ 75 milhões.
(C) R$ 90 milhões.
(D) R$ 100 milhões.
(E) R$ 150 milhões.

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37. (FGV/Auditor Fiscal - ISS Cuiabá - MT/2016) Em 31/12/2011, a


Editora Ler comprou os direitos autorais sobre um livro por R$ 800.000,00. O
contrato tinha duração de dez anos. Em 31/12/2014, os contadores da editora
fizeram um estudo e constataram que os benefícios gerados pelo livro para a
editora, nos anos remanescentes, seriam de R$ 490.000,00. Considerando que
a editora utiliza o método de linha reta para amortizar seus ativos intangíveis,
o valor da amortização acumulada em 31/12/2015 foi
(A) R$ 280.000,00.
(B) R$ 310.000,00.
(C) R$ 320.000,00.
(D) R$ 480.000,00.
(E) R$ 490.000,00.

38. (FGV/Contador – TJ BA/2015) A Cia Longo Tempo atua no ramo de


mineração. Em um dado exercício, a companhia calculou em R$ 30 milhões o
valor em uso de uma das minas exploradas, antes dos custos de restauração do
local, estimados em R$ 8 milhões. O valor contábil dessa mina é de R$ 25
milhões. A Cia Longo Tempo recebeu uma oferta de R$ 22 milhões pela venda
da mina, com custos de R$ 2 milhões. De acordo com o CPC 01 (R1), ao final
do exercício a Cia Longo Tempo deverá reduzir o valor da mina em (milhões):
(A) 0;
(B) 2;
(C) 3;
(D) 5;
(E) 8.

39. (FGV/Contador – CODEBA/2016) Em 01/01/2013 uma sociedade


empresária adquiriu móveis para utilizar em seus negócios por R$ 40.000. O
frete de R$ 400 e a instalação de R$ 600 foram pagos pelo fornecedor dos
móveis. Além disso, a sociedade empresária estimava que o custo de remoção
dos móveis seria de R$ 3.000. A sociedade empresária estimava utilizar os
móveis durante seis anos e depois vendê-los por R$ 10.000.
Em 2013 e em 2014 não houve indícios de perda de recuperabilidade.
Em 31/12/2015, a sociedade empresária constatou que os móveis poderiam ser
vendidos por R$ 24.000. Além disso, eles poderiam trazer benefícios de R$
27.500 pelo uso.
Assinale a opção que indica o valor contábil dos móveis, em 01/01/2016.
a) R$ 24.000.

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b) R$ 25.000.
c) R$ 26.500.
d) R$ 27.000.
e) R$ 27.500.

40. (FGV/Auditor – ISS – Recife/2014) Em 31/12/2011, uma entidade


encerrou a criação de um software. Na criação, gastou R$ 100.000,00 em
pesquisas e R$ 200.000,00 no desenvolvimento, já comprovada a viabilidade
para produzir e utilizar o ativo. Depois de pronto o novo software, a entidade
gastou R$ 80.000,00 em publicidade a fim de promovê-lo.
A entidade começou a utilizar o software em 01/01/2012, estimando que ele
seria utilizado por cinco anos. Já em 31/12/2012, a entidade constatou que
poderia ter retorno de R$ 150.000,00 com o software.
Em 31/12/2013, o valor contábil do software era de
a) R$ 112.500,00.
b) R$ 120.000,00.
c) R$ 150.000,00.
d) R$ 180.000,00.
e) R$ 228.000,00.

A respeito de avaliação de itens patrimoniais diversos, julgue os itens


subsequentes.
41. (CESPE/Analista Judiciário – STM/2018) A provisão para perda de
valor recuperável de ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) só
será revertida, em período posterior ao de sua constituição, se ficar comprovado
que houve recomposição das expectativas de rentabilidade.

42. (CESPE/Analista Judiciário – STM/2018) Situação hipotética: Um


equipamento industrial em uso foi adquirido, pela indústria Alfa, por R$ 300 mil
e, no final do exercício de 20XX, o equipamento já tinha sofrido depreciação de
60% de seu valor depreciável. A indústria considera um valor residual de 10%
para esse equipamento. No final do exercício de 20XX, o valor em uso do
equipamento foi estimado em R$ 136 mil, e seu valor para venda estimado em
R$ 120 mil. Assertiva: Nessa situação, a indústria Alfa deveria contabilizar, para
esse equipamento, no encerramento do exercício de 20XX, uma provisão para
perda de valor recuperável superior a R$ 5 mil.

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Julgue o item subsequente, a respeito dos procedimentos para registro,


mensuração e avaliação de ativos.
43. (CESPE/AGE - SEDF/2017) Situação hipotética: Um ativo que possui
valor contábil líquido de R$ 100.000 pode ser alienado em mercado
concorrencial por R$ 95.000, livre de despesas de venda, ou pode ser mantido
em atividade, quando então gerará um fluxo de caixa a valor presente de R$
102.000.
Assertiva: Nessas condições, cabe à entidade detentora do referido ativo
constituir uma provisão para perda de valor recuperável.
( ) Certo ou ( ) Errado.

44. (CESPE/Contador - FUB/2015) Considere que uma máquina industrial


tenha sido adquirida por R$ 120 mil e, posteriormente, tenha sofrido
depreciação de R$ 20 mil. O valor em uso dessa máquina foi calculado em R$
95 mil e seu valor líquido de venda foi apurado em R$ 97,5 mil. Nessa situação,
caso a empresa deseje manter o bem em operação, deveria constituir provisão
para redução ao valor recuperável de R$ 5 mil.
( ) Certo ou ( ) Errado.

45. (CESPE/Auditor Federal de Controle Externo - TCU/2015) Situação


hipotética: Ao final de 2014, determinada companhia estimou o valor em uso
do seu imobilizado em R$ 2 milhões e o valor líquido de venda em R$ 1,7 milhão.
Na mesma data, o valor contábil líquido desse imobilizado era de R$ 1,5 milhão.
Assertiva: Nesse caso, a companhia deve fazer um lançamento contábil para
redução ao valor recuperável, cujo débito será em conta de resultado,
resultando em redução da situação líquida da companhia.
( ) Certo ou ( ) Errado.

46. (CESPE/AGE - SEDF/2017) Caso tenha sido reconhecida uma perda de


valor realizável em um goodwill e se constate, em exercício subsequente, que
houve recuperação do valor realizável, a perda reconhecida deverá ser revertida
até o montante do valor originalmente reconhecido como perda.
( ) Certo ou ( ) Errado.

47. (CESPE/Contabilidade – TRE - PE/2017) O Tribunal Regional Eleitoral


de Pernambuco (TRE/PE) possui, no rol de seus ativos imobilizados, um bem de
custo histórico igual a R$ 50.000 e cuja depreciação acumulada equivale a 30%
desse valor. Para esse ativo, o TRE/PE apurou um valor justo líquido de
despesas de venda de R$ 20.000 e um valor de uso de R$ 28.000.

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Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta de acordo com


a NBC TG 01 (redução ao valor recuperável de ativos).
a) Na contabilização da depreciação do ativo imobilizado, faz-se necessário
deduzir a perda por desvalorização do ativo, que na situação apresentada é
igual a R$ 28.000.
b) Na situação apresentada, o custo histórico do ativo equivale a R$ 15.000.
c) O tribunal deverá registrar como perda por desvalorização do ativo o valor
de R$ 7.000.
d) Por ser o custo histórico superior ao valor recuperável, a perda não deve ser
contabilizada.
e) O valor recuperável do ativo é igual ao valor mínimo entre o valor justo e o
valor de uso, ou seja, R$ 20.000 nessa situação.

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6. Gabarito

1 B 13 E 25 D 37 B
2 A 14 E 26 E 38 C
3 B 15 A 27 B 39 C
4 E 16 C 28 C 40 A
5 B 17 B 29 A 41 E
6 D 18 A 30 C 42 E
7 B 19 D 31 E 43 E
8 B 20 D 32 B 44 E
9 C 21 B 33 D 45 E
10 E 22 B 34 C 46 C
11 E 23 C 35 D 47 C
12 D 24 E 36 B

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