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ANDRÉ LUIZ NAVARRO MODESTO

AVALIAÇÃO DO CONSUMO ENERGÉTICO DE


SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO UTILIZANDO
LÂMPADAS FLUORESCENTES E LED

LONDRINA–PR
2014
ANDRÉ LUIZ NAVARRO MODESTO

AVALIAÇÃO DO CONSUMO ENERGÉTICO DE


SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO UTILIZANDO
LÂMPADAS FLUORESCENTES E LED

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


ao curso de Bacharelado em Engenharia Elé-
trica da Universidade Estadual de Londrina
para obtenção do título de Bacharel em En-
genharia Elétrica.

Orientadora: Prof𝑎 Ma. Juliani Chico Piai

LONDRINA–PR
2014
ANDRÉ LUIZ NAVARRO MODESTO

AVALIAÇÃO DO CONSUMO ENERGÉTICO DE


SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO UTILIZANDO
LÂMPADAS FLUORESCENTES E LED

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


ao curso de Bacharelado em Engenharia Elé-
trica da Universidade Estadual de Londrina
para obtenção do título de Bacharel em En-
genharia Elétrica.

BANCA EXAMINADORA

Prof𝑎 Ma. Juliani Chico Piai


Universidade Estadual de Londrina
Orientadora

Prof. Me. José Fernando Mangili Júnior


Universidade Estadual de Londrina

Prof𝑎 . Dra. Silvia Galvão de Souza Cervantes


Universidade Estadual de Londrina

Londrina–PR, ___ de Novembro de 2014

LONDRINA–PR
2014
Este trabalho é dedicado aos meus pais e a minha irmã
por sempre acreditarem, apoiarem e investirem em meu sonho.
AGRADECIMENTOS

Agradeço aos meus pais que desde sempre não mediram esforços para investirem
em uma boa educação para seus filhos. A minha irmã, que juntamente ao meus pais sempre
me apoiou durante a graduação. Agradeço, em especial, a minha orientadora Juliani Chico
Piai por ter aceitado o desafio de me orientar nesta temática, oferecendo todo o suporte
necessário para o bom desenvolvimento do trabalho. Aos meus professores que auxiliaram
no processo pedagógico que hoje resulta em todo o conhecimento adquirido por mim. Ao
meu amigo Reginaldo Luis Forti, colegas de sala e veteranos, que sempre estiveram ao
meu lado durante todo o processo de graduação. Aos meus amigos do Marista por ainda
cultivarem a nossa amizade mesmo distantes.
"There’s no such thing as a free lunch"
(Milton Friedman)
MODESTO, A. L. N.. Avaliação do Consumo Energético de Sistemas de
Iluminação Utilizando Lâmpadas Fluorescentes e LED. 106 p. Trabalho
de Conclusão de Curso (Graduação). Bacharelado em Engenharia Elétrica –
Universidade Estadual de Londrina, 2014.

RESUMO

Este trabalho analisa o consumo energético dos sistemas de iluminação fluorescente e


LED a partir do software DIALux○ R
. A iluminação representa uma grande quantia do
consumo total de energia em uma edificação, sendo ela um dos critérios de classificação
do nível de eficiência energética de edifícios. Os sistemas foram aplicados em ambientes
modelados pelo programa, baseados em uma planta de hotel localizado na cidade de
Londrina-PR. Primeiramente, foram analisados os parâmetros referentes à norma NBR
ISO/CIE 8995-1:2013 a partir dos relatórios resultantes da simulação dos ambientes.
Posteriormente, foi avaliado o consumo dos sistemas para cada ambiente e para o total
do hotel. Constatou-se que o sistema LED apresenta um consumo 22,43% menor, sendo
este de 6038,85 kWh/ano e o para sistema fluorescente de 7784,59 kWh/ano. A análise
da viabilidade de custo apresentou que o payback para o investimento no sistema LED
ocorreria somente em 16 anos. Portanto, apesar do sistema LED apresentar maior eficiência,
foi adotado o fluorescente, pois um período de payback aceitável é de 2 anos, assim, neste
caso, a tecnologia LED apresentou-se economicamente inviável.

Palavras-chave: Eficiência Energética. Dialux○


R
. Iluminação comercial.
MODESTO, A. L. N.. Evaluation of Energy Consumption in Lighting
Systems Using Fluorescent Lamps and LED. 106 p. Final Project (Un-
dergraduation). Bachelor of Science in Electrical Engineering – State University
of Londrina, 2014.

ABSTRACT

This paper analyzes the energy consumption of fluorescent and led lighting systems using
DIALux○ R
software. The lighting accounts for a large amount of total energy consumption
in a building, it is one of the classification criteria of the level of energy efficiency of
buildings.The systems have been applied in environments modeled by the program, based
on a hotel plan located in the city of Londrina-PR. First, the parameters were analyzed
referring to the norm NBR ISO/CIE 8995-1:2013 based on the reports rresulting from
the simulation of the environments. Subsequently, systems consumption was evaluated
for each environment and for the whole hotel. It was found that the LED system has a
consumption 22,43% lower, this being of 6038,85 kWh/annum and the fluorescent system
7784,59 kWh/annum. The feasibility analysis of cost showed the payback for the investment
in LED system occur only in 16 years. Therefore, despite the LED system has higher
efficiency, fluorescent was adopted, because an acceptable payback period is 2 years, so in
this case, LED technology presented economically unviable.

Keywords: Energy Efficiency. Dialux ○


R
. Lighting. Commercial lighting.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Contribuição das Diferentes Fontes Para a Geração Termelétrica (Pró-


prio autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
Figura 2 – Exemplo de Etiqueta de Eficiência Energética (MME, 2013). . . . . . . 25
Figura 3 – Uso final de energia pelo setor comercial (Portela Junior, 2012). . . . . 26
Figura 4 – Luminância (IBAM; ELETROBRÁS/PROCEL, 2002). . . . . . . . . . 28
Figura 5 – Ofuscamento (Osram, 2008). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
Figura 6 – Formatos típicos de lâmpadas fluorescentes (Pereira e Souza, 2005). . . 33
Figura 7 – Lâmpada de LED (Osram, 2014). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
Figura 8 – Luminária (Osram, 2014). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
Figura 9 – Curva de distribuição luminosa (Osram, 2008). . . . . . . . . . . . . . 35
Figura 10 – Uso de arquivo CAD○ R
no projeto (Próprio autor). . . . . . . . . . . . 36
Figura 11 – Exemplo básico de uma sala de aula (Próprio autor). . . . . . . . . . . 37
Figura 12 – Iluminância do sistema de iluminação (Próprio autor). . . . . . . . . . 37
Figura 13 – Relatório de 𝑈 𝐺𝑅 gerado pelo DIALux○ R
(Próprio autor). . . . . . . . 38
Figura 14 – Cavidades zonais (Osram, 2008). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
Figura 15 – Cálculo da iluminância em um ponto não-perpendicular (Osram, 2008). 43
Figura 16 – Divisões das superfícies de um ambiente (DIAL, 2014). . . . . . . . . . 44
Figura 17 – Modelo 2D do hall (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
Figura 18 – Modelo 3D do hall (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
Figura 19 – Luminária modelo CAA20-E416 e sua CDL (Lumicenter, 2014). . . . . 48
Figura 20 – Lâmpada fluorescente modelo Lumilux XXT T8 18W/840 (Osram, 2014). 49
Figura 21 – Reator modelo QTi 2X18/220-240 DIM (Osram, 2014). . . . . . . . . . 50
Figura 22 – MASTER LEDtube STD 600mm 10W840 T8 I (Philips, 2014). . . . . 50
Figura 23 – Modelo 2D do escritório (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
Figura 24 – Modelo 3D do escritório (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
Figura 25 – Luminária modelo CAA12-E232 e sua CDL(Lumicenter, 2014). . . . . 52
Figura 26 – Lâmpada fluorescente modelo TL-D 36W/840 1SL (Philips, 2014). . . . 53
Figura 27 – Reator modelo HF-R 236 TL-D EII 220-240V 50/60Hz (Philips, 2014). 53
Figura 28 – Lâmpada LED SubstiTUBE Basic ST8-HB4 18 W/840(Osram, 2014). . 54
Figura 29 – Modelo 2D da sala de reunião/conferência (Próprio Autor). . . . . . . 55
Figura 30 – Modelo 3D da sala de reunião/conferência (Próprio Autor). . . . . . . 55
Figura 31 – Luminária modelo CAA20-E232 e sua CDL(Lumicenter, 2014). . . . . 56
Figura 32 – Lâmpada fluorescente modelo Lumilux T8 36W/840 (Osram, 2014). . . 57
Figura 33 – Reator modelo QTi 2X36/220-240 DIM (Osram, 2014). . . . . . . . . . 58
Figura 34 – Lâmpada LED Arquitube T8 HO 1200 (Arquiled, 2014). . . . . . . . . 58
Figura 35 – Modelo 2D do auditório (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
Figura 36 – Modelo 3D do auditório (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
Figura 37 – Luminária modelo CAA06-S232 e sua CDL (Lumicenter, 2014). . . . . 61
Figura 38 – Lâmpada fluorescente modelo Lumilux XXT T8 36W/840 (Osram, 2014). 61
Figura 39 – Reator modelo QTi DALI 2X36 DIM (Osram, 2014). . . . . . . . . . . 62
Figura 40 – Lâmpada LED SubstiTUBE Basic ST8-HB4 21 W/840 (Osram, 2014). 62
Figura 41 – Modelo 2D da cozinha (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
Figura 42 – Modelo 3D da cozinha (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
Figura 43 – Luminária modelo CHT07-S232 e sua CDL(Lumicenter, 2014). . . . . . 65
Figura 44 – Lâmpada fluorescente modelo MASTER TL-D 90 De Luxe 36W/965
1SL (Philips, 2014). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
Figura 45 – Reator modelo QTP8 2X36/230-240 (Osram, 2014). . . . . . . . . . . . 66
Figura 46 – Lâmpada MASTER TLED INT STD 1200mm 19W865 T8 AP I (Philips,
2014). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
Figura 47 – Modelo 2D da lavanderia (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . 67
Figura 48 – Modelo 3D da lavanderia (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . 67
Figura 49 – Luminária modelo CAN18-S416 e sua CDL (Lumicenter, 2014). . . . . 68
Figura 50 – Lâmpada fluorescente modelo Lumilux L 18 W/840 (Osram, 2014). . . 69
Figura 51 – Reator modelo QTi 2X18/220-240 DIM (Osram, 2014). . . . . . . . . . 70
Figura 52 – Lâmpada MASTER TLED INT STD 600mm 10W840 T8 AP I (Philips,
2014). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
Figura 53 – Modelo 2D do restaurante/bar (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . 71
Figura 54 – Modelo 3D do restaurante/bar (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . 71
Figura 55 – Luminária modelo CML03-E216 e sua CDL (Lumicenter, 2014). . . . . 72
Figura 56 – Lâmpada fluorescente modelo TL-D 18W/830 1SL (Philips, 2014). . . . 73
Figura 57 – Reator modelo HF-R 218 TL-D EII 220-240V 50/60Hz (Philips, 2014). 73
Figura 58 – Lâmpada LED SubstiTUBE Basic ST8-HB2-830 (Osram, 2014). . . . . 73
Figura 59 – Relatório sobre a iluminância do Hall para o sistema fluorescente (Pró-
prio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
Figura 60 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema fluorescente no
Hall (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
Figura 61 – Relatório sobre a iluminância do Hall para o sistema LED (Próprio
Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
Figura 62 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema LED no Hall
(Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
Figura 63 – Comparação mensal entre os consumos dos sistemas de iluminação para
o Hall (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
Figura 64 – Relatório sobre a iluminância do escritório para o sistema fluorescente
(Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
Figura 65 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema fluorescente no
escritório (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
Figura 66 – Relatório sobre a iluminância do escritório para o sistema LED (Próprio
Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
Figura 67 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema LED no escritório
(Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80
Figura 68 – Comparação mensal entre os consumos dos sistemas de iluminação para
o escritório (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80
Figura 69 – Relatório sobre a iluminância da sala de reunião/conferência para o
sistema fluorescente (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81
Figura 70 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema fluorescente na
sala de reunião/conferência (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . 81
Figura 71 – Relatório sobre a iluminância da sala de reunião/conferência para o
sistema LED (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82
Figura 72 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema LED na sala de
reunião/conferência (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82
Figura 73 – Comparação mensal entre os consumos dos sistemas de iluminação para
a sala de reunião/conferência (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . 83
Figura 74 – Relatório sobre a iluminância do auditório para o sistema fluorescente
(Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
Figura 75 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema fluorescente no
auditório (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
Figura 76 – Relatório sobre a iluminância do auditório para o sistema LED (Próprio
Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85
Figura 77 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema LED no auditório
(Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85
Figura 78 – Comparação mensal entre os consumos dos sistemas de iluminação para
o auditório (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86
Figura 79 – Relatório sobre a iluminância da cozinha para o sistema fluorescente
(Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
Figura 80 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema fluorescente na
cozinha (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
Figura 81 – Relatório sobre a iluminância da cozinha para o sistema LED (Próprio
Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88
Figura 82 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema LED na cozinha
(Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88
Figura 83 – Comparação mensal entre os consumos dos sistemas de iluminação para
a cozinha (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89
Figura 84 – Relatório sobre a iluminância da lavanderia para o sistema fluorescente
(Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90
Figura 85 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema fluorescente na
lavanderia (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90
Figura 86 – Relatório sobre iluminância da lavanderia para o sistema LED (Próprio
Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
Figura 87 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema LED na lavanderia
(Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
Figura 88 – Comparação mensal entre os consumos dos sistemas de iluminação para
a lavanderia (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92
Figura 89 – Relatório sobre a iluminância do restaurante/bar para o sistema fluo-
rescente (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
Figura 90 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema fluorescente no
restaurante/bar (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
Figura 91 – Relatório sobre a iluminância do restaurante/bar para o sistema LED
(Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94
Figura 92 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema LED no restau-
rante/bar (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94
Figura 93 – Comparação mensal entre os consumos dos sistemas de iluminação para
o restaurante/bar (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95
Figura 94 – Comparação mensal entre os consumos dos sistemas de iluminação para
o hotel (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96
Figura 95 – Custo acumulado dos sistemas de iluminação utilizados pelo hotel
(Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97
Figura 96 – Custo acumulado recalculado dos sistemas de iluminação utilizados pelo
hotel (Próprio Autor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Fator de depreciação (Creder, 2007) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40


Tabela 2 – Valores normativos para o Hall (ABNT, 2013). . . . . . . . . . . . . . 46
Tabela 3 – Valores normativos para o escritório (NBR, 2013). . . . . . . . . . . . . 50
Tabela 4 – Valores normativos para a sala de reunião/conferência (NBR, 2013). . 54
Tabela 5 – Valores normativos para o auditório (NBR, 2013). . . . . . . . . . . . . 59
Tabela 6 – Valores normativos para a cozinha (NBR, 2013). . . . . . . . . . . . . 63
Tabela 7 – Valores normativos para a lavanderia (NBR, 2013). . . . . . . . . . . . 66
Tabela 8 – Valores normativos para o restaurante/bar (NBR, 2013). . . . . . . . . 70
Tabela 9 – Custo inicial dos sistemas de iluminação . . . . . . . . . . . . . . . . . 96
Tabela 10 – Vida média das lâmpadas dos sistemas fluorescente e LED . . . . . . . 98
Tabela 11 – Custo das lâmpadas dos sistemas fluorescente e LED . . . . . . . . . . 98
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas

ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

BEN - Balanço Energético Nacional

BIG - Banco de Informações de Geração

CDL - Curva de Distribuição Luminosa

CGH - Centrais Geradoras Hidrelétricas

CIE - Comissão Internacional de Iluminação

CGIEE - Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética

ENCE - Etiqueta Nacional de Conservação de Energia

EPE - Empresa de Pesquisa Energética

IBAM - Instituto Brasileiro de Administração Municipal

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial

IRC - Índice de Reprodução de Cor

ISO - Organização Internacional de Normalização

LED - Diodo Emissor de Luz

MME - Ministério de Minas e Energia

NBR - Norma Brasileira

ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico

PBE - Programa Brasileiro de Etiquetagem

PCH - Pequenas Centrais Hidrelétricas

PROCEL - Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica

SIN - Sistema Interligado Nacional

UGR - Índice de Ofuscamento Unificado

UHE - Usinas Hidrelétricas de Energia


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
2.1 Geração de Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
2.1.1 Hidroelétricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
2.1.2 Termoelétrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
2.1.3 Eólica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
2.1.4 Fotovoltaica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
2.2 Sistema Interligado Nacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
2.3 Políticas de contenção do consumo energético no Brasil . . . . 23
2.4 O consumo energético pelo setor comercial . . . . . . . . . . . . 25
2.5 NBR ISO/CIE 8995-1:2013 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
2.6 Sistemas de iluminação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
2.7 Software DIALux○ R
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36

3 METODOLOGIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
3.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
3.2 Cálculo Luminotécnico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
3.2.1 Método dos Lúmens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
3.2.2 Método das Cavidades Zonais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
3.2.3 Método ponto por ponto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
3.2.4 Método utilizado pelo DIALux○ R
. . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
3.3 Considerações de parâmetros de simulação . . . . . . . . . . . . 45
3.4 Ambientes e sistema de iluminação . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
3.4.1 Hall . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
3.4.2 Escritório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50
3.4.3 Sala de reunião/conferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
3.4.4 Auditório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58
3.4.5 Cozinha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
3.4.6 Lavanderia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
3.4.7 Restaurante/bar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
3.5 Coleta de dados e análise . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
4.1 Hall . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
4.2 Escritório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
4.3 Sala de reunião/conferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81
4.4 Auditório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83
4.5 Cozinha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86
4.6 Lavanderia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89
4.7 Restaurante/bar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92
4.8 Escolha do sistema de iluminação . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95

5 CONCLUSÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100

6 REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102
16

1 INTRODUÇÃO

O Brasil, durante o primeiro semestre de 2014, apresentou fatores climáticos


desfavoráveis para a produção de energia. Este período foi marcado por uma longa estiagem,
que afetou as regiões onde se localizam grande parte das hidrelétricas, acarretando na
redução da capacidade de geração. A matriz energética nacional é composta principalmente
por hidrelétricas e termelétricas, sendo que apenas as hidrelétricas correspondem à 67,39%
da potência total instalada.
Durante o verão, o país registrou o maior valor histórico de demanda máxima no
horário de pico. Assim, as usinas termelétricas tornaram-se mais atuantes neste período,
com o objetivo fornecer esta energia necessária. A alta no consumo e a redução da geração
da principal fonte da matriz energética, resultou em uma grande preocupação quanto ao
consumo de energia. Veículos de imprensa e especialistas discutiram sobre possibilidades
de racionamento de energia, além disso, associações do setor elétrico entregaram uma carta
ao Ministro de Minas e Energia, referente aos níveis críticos dos reservatórios.
O racionamento de energia foi vivenciado pelo país em 2001. A partir deste fato,
medidas para a contenção do consumo energético e uso racional da energia foram elaboradas.
Estas medidas, anos depois, resultaram na criação da Etiqueta Nacional de Conservação
de Energia (ENCE), que avalia a eficiência da edificação em três quesitos: envoltória,
iluminação e condicionamento de ar.
Estes fatos justificam este trabalho. A iluminação representa uma parcela significa-
tiva do consumo de energia em uma edificação. Tal importância é comprovada por esta
constituir um dos critérios de classificação da eficiência em uma edificação. O consumo
eficiente da energia pelos sistemas de iluminação, aliado a outras práticas que visam a
eficiência energética, impactarão diretamente na redução do consumo nacional.
O presente trabalho tem como objetivo principal avaliar o consumo energético dos
sistemas de iluminação. Foram adotados para o estudo os sistemas fluorescente e LED.
Eles foram avaliados a partir de simulações computacionais, onde foram aplicados em
modelos de ambientes, baseados na planta de um hotel localizado na cidade de Londrina.
Primeiramente, cada ambiente do hotel foi apresentado, demostrando sua mode-
lagem realizada através do software e suas principais características. Além disso, foram
indicados os valores normativos referentes à iluminação para estes ambientes. Posterior-
mente, foi apresentado cada elemento que compunha os sistemas fluorescentes e LED,
especificando as características das luminárias, lâmpadas e reatores. Após isso, os ambientes
foram simulados e a partir dos relatórios gerados pelo software, foi verificado inicialmente a
adequação dos sistemas à norma NBR ISO/CIE 8995-1:2013. Posteriormente, comparou-se
Capítulo 1. Introdução 17

o consumo dos sistemas em cada ambiente em todo o hotel. Por último, para a escolha do
sistema adequado ao hotel, foi realizado análise da viabilidade de custo para a implantação
dos sistemas, tomando como base três parâmetros: custo inicial, custo operacional e vida
média.
18

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Geração de Energia


O sistema elétrico brasileiro é composto por diferentes gêneros de geração de
energia. Destacam-se as hidroelétricas, as termoelétricas e as eólicas. Esta pluralidade das
formas de conversão em energia elétrica ocorre, principalmente, devido a extensão do país.
Cada região apresenta características topológicas e meteorológicas peculiares. Assim, estes
sistemas devem adaptar-se a estas condições.

2.1.1 Hidroelétricas
O aproveitamento da energia hidráulica é utilizado há anos pelo Homem. Ela
era utilizada como um método de conversão de energia cinética em energia mecânica.
Tolmasquim (2005) descreve que as hidrelétricas tem como princípio o uso do potencial
hídrico de um curso d’água, aliado à um desnível natural ou artificial, ou seja, uma
barragem. Ela tem como função o acúmulo de água, formando assim um reservatório. Isto
é possível devido a interrupção do curso normal do rio. O reservatório apresenta grande
importância nos períodos de estiagem. A água acumulada é então direcionada, através de
adutoras, para a casa de força. Ela contém turbinas, que tem como papel a conversão da
energia cinética da água em mecânica e posteriormente em elétrica.
A primeira usina hidrelétrica foi construída em 1882, nos Estados Unidos. Esta usina
apenas aproveitava o fluxo da água para a produção de energia elétrica. Posteriormente, as
usinas começaram a utilizar as técnicas de represamento através de barragens. (Tolmasquim,
2005, p. 10).
Segundo Tolmasquim (2005), as usinas originalmente eram de pequeno porte. Elas
aproveitavam as quedas d’água nas proximidades da cidade. A tecnologia disponível
limitava o porte da usina e a extensão do sistema de distribuição. A partir dos avanços
tecnológicos, o potencial de produção e distribuição de energia expandiu-se. Assim, o uso
da geração hidrelétrica foi disseminado pelo mundo.
A energia gerada pelo aproveitamento do potencial hidráulico no Brasil, basica-
mente consiste em CGHs (Centrais Geradoras Hidrelétricas), PCHs (Pequenas Centrais
Hidrelétricas) e UHEs (Usinas Hidrelétricas de Energia). Segundo o critério classificatório
da ANEEL, são consideradas CGHs se a potência instalada for de até 1 MW, PCHs entre
1,1MW e 30MW e UHEs mais de 30MW. (ANEEL, 2008).
A primeira usina hidrelétrica brasileira foi construída em 1889, a Usina de Marmelos,
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 19

localizada em Juiz de Fora, Minas Gerais. Desde então, a maioria das usinas construídas
localizaram-se na Região Sudeste, até 1950. As usinas localizadas nas Regiões Sul e Nordeste
foram instaladas posteriormente à Segunda Guerra Mundial, utilizando o potencial hídrico
das bacias do rios Paraná e São Francisco. O Brasil é responsável pela produção de 8,5% de
toda energia do mundo proveniente de hidrelétricas. (Tolmasquim, 2005, p. 11). Segundo
a ANEEL (2014), até o primeiro semestre de 2014, o sistema brasileiro era constituído
por 451 CGHs, 463 PCHs e 197 UHEs. Elas possuíam uma capacidade total instalada de
91.578.724 kW, de um total de geração de 135.881.440 kW, considerando todas as fontes,
representando, portanto, 67,39% da potência total instalada no Brasil.
Segundo ANEEL (2008), este tipo de geração é uma das poucas formas que não
contribuí para o aquecimento global. Também é uma forma de conversão de energia
renovável, pois a água utilizada na produção evapora, condensa-se em nuvens e precipita,
dando início ao ciclo novamente.

2.1.2 Termoelétrica
A segunda forma de geração de energia mais significativa no país é a térmica.
Tolmasquim (2005) descreve que o princípio de funcionamento de uma termelétrica baseia-
se na conversão da energia térmica em energia mecânica, após isso, em energia elétrica.
Neste tipo de conversão, as usinas utilizam combustíveis para aquecer um fluido. Ele se
expande como vapor e movimenta as turbinas, assim, gerando eletricidade.
Segundo informações do Banco de Informações de Geração (BIG), a geração
termelétrica representou, em setembro de 2014, 28,55% do total da geração de energia do
país. Esta energia é proveniente de diferentes fontes. Neste mesmo período, a contribuição
da geração a gás natural produziu 31,87% de toda a energia termelétrica gerada no Brasil.
A biomassa contribuiu com 30,94%, seguido dos derivados do petróleo com 22,67%, carvão
e derivados com 9,48% e nuclear com 5,04%, Figura 1, (ANEEL, 2014).

Figura 1 – Contribuição das Diferentes Fontes Para a Geração Termelétrica (Próprio


autor).
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 20

Nas usinas não nucleares, a combustão ocorre pelo método da combustão externa,
ou combustão interna. No primeiro caso, o combustível não tem contato com líquido que
se transformará em vapor. Ele apenas é responsável pela transmissão térmica para o fluido,
com objetivo de expandi-lo. Já no segundo método, a combustão ocorre entre a mistura do
combustível e do ar. Consequentemente, os gases resultantes se expandirão e movimentarão
a turbina. (Tolmasquim, 2005, p. 53).
As termelétricas a vapor utilizam a metodologia de combustão externa. Dentre os
combustíveis, podem ser aplicados o óleo combustível, óleo diesel, carvão, gás natural e a
biomassa (bagaço de cana, lenha, entre outros.). A água desmineralizada é aplicada como
fluido. Ela entra na primeira fase do ciclo através do condensador. Passa por aquecedores
regenerativos e por meio de bombas é levada até as caldeiras, onde se transformará em
vapor. O vapor se expandirá pela diminuição de pressão do sistema, passando então pelo
turbo gerador. Ele é responsável pela conversão da energia mecânica em energia elétrica.
Posteriormente a água volta para o condensador e inicia-se o ciclo novamente (Tolmasquim,
2005).
Segundo Tolmasquim (2005), até a década de 90, o sistema termelétrico brasileiro
nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste era composto em sua totalidade por termelétricas
a vapor (convencionais). Elas empregavam como combustível o carvão e o óleo combustível.
Já na Região Norte, as termelétricas utilizavam basicamente óleo diesel.
As termelétricas convencionais apresentam um rendimento de 25 a 30%. O sistema
apresenta grandes perdas, sendo que 10% são relativos a caldeira e 55% ao calor do
vapor. Tolmasquim (2005) descreve que o óleo combustível apresenta um elevado preço
de mercado. Portanto, este sistema apresentava um custo de operação maior que outros
métodos de geração de energia. Sua importância era reduzida a princípio, pois o país
apresentava um superavit de produção em relação a demanda. Em razão da crise energética,
as termelétricas se tornaram de grande relevância para a matriz energética do brasileira,
inclusive no cenário atual.
Tolmasquim (2005) descreve que o princípio de funcionamento das termelétricas
a gás natural utiliza a combustão interna, operando em regime aberto. Elas tem maior
eficiência em relação a geração a vapor, pois apresentam um pico de temperatura duas
vezes maior que o pico do sistema a vapor, atingindo 1260∘ C.
A geração por este método utiliza um compressor, que é responsável por comprimir
o ar atmosférico em uma alta pressão. Após isso, ele é adicionado ao gás natural dentro
da câmara de combustão. Este processo tem como produto os gases que se expandirão,
assim, movimentado a turbina e gerando energia. Os gases são liberados para a atmosfera,
por isso o sistema é classificado como regime aberto.
Estas usinas apresentam custos vantajosos em relação ao investimento em infraes-
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 21

trutura e custo operacional. Além disso, a unidade de geração atinge seu máximo potencial
de produção poucos minutos após seu acionamento. Esta característica é perfeita para a
operação na ponta de geração. No final da década de 90, a necessidade de suprir a demanda
nos horários de pico, levou o país a investir em projetos desta modalidade. Apesar das
vantagens, o custo operacional ainda é moderadamente caro, pois o gás natural é por
muitas vezes importado e seu preço baseado no dólar (Tolmasquim, 2005).
As usinas termonucleares utilizam o processo de fissão nuclear para obtenção de
energia. Essa energia é liberada lentamente na forma de calor. Ele é responsável por
aquecer a água dos reatores, resultado assim, em vapor. Posteriormente, o vapor tem como
objetivo movimentar a turbina geradora de eletricidade. Ele é dirigido ao condensador,
que é externo ao reator, e retorna ao interior do reator a partir de bombas, dando início
novamente ao ciclo. Esta modalidade de geração de energia é considerada limpa, apresenta
baixas emissões do principal gás causador do efeito estufa, o CO2 .
O programa nuclear brasileiro teve início na década de 60, onde foi decidido
construir a primeira central nuclear. A metodologia utilizada é a do urânio enriquecido.
Em 1971, o Brasil efetuou a encomenda de Angra I, que utilizaria um reator de água
pressurizada (PWR) de 657 MW. Posteriormente foram realizados os projetos de Angra II
e Angra III, esta ainda em construção (Tolmasquim, 2005).

2.1.3 Eólica
Historicamente, o Homem utiliza a energia fornecida pelos ventos. Desde a navegação
a moagem de grãos, sendo que os holandeses atingiram a liderança no desenvolvimento
dos moinhos de vento. Segundo Tolmasquim (2005), a energia eólica utiliza como método
de geração de energia, a conversão da energia cinética dos ventos em energia mecânica.
Esta conversão é realizada através de aerogeradores, ou seja, de turbinas movimentadas
como uma espécie de cata-ventos.
Na década de 70, com o choque do petróleo, a produção de energia a partir de
usinas eólicas se tornou uma alternativa viável no mundo. Sua geração em larga escala
teve início na Europa e atualmente está difundida em vários países. (Tolmasquim, 2005,
p. 161). Segundo o BEN (2013), a geração eólica no Brasil passou de 237 GWh em 2006
a 5 mil GWh em 2012. O BIG, no mês de Setembro de 2014, informou que a potência
instalada referente a geração eólica era de 3.796.438 kW, assim, representando 2,89% da
potência total instalada no país.
A geração eólica possui a melhor relação custo benefício, se comparadas as outras
fontes alternativas de energia, considerando a potência nominal e o custo total de uma
turbina. Segundo notícias veiculadas pela imprensa nacional, de acordo com estudos
realizados pelo Conselho Mundial de Energia, o Brasil possui a terceira menor tarifa de
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 22

geração de energia eólica do mundo, ficando atrás apenas da China e Índia, possuindo
custos entre US$55 a US$99 por MWh. Ainda, segundo o relatório do Conselho, as usinas
eólicas brasileiras operam em uma faixa de produtividade entre 23% a 45%, ou seja,
superior as faixas da China e Índia. No leilão A-3 da EPE, realizado em Junho de 2014,
248 dos 268 empreendimentos eram de origem eólica. A projeção para o ano de 2018, de
acordo com os projetos apresentados e em execução, é a geração de 18 MW, ou seja, 8%
do total da energia produzida no país em 2018.

2.1.4 Fotovoltaica
O sistema de geração fotovoltaica é resultante do processo de transformação da
radiação solar diretamente em eletricidade. O sistema utiliza uma placa constituída de
um material semicondutor, a qual comumente é feita de silício. As células fotovoltaicas
apresentam duas camadas de semicondutor, sendo uma carregada positivamente e a outra
negativamente, assim, constituindo a junção eletrônica. A luz solar ao atingir a célula
inicia o fluxo de corrente contínua, sendo este proporcional à intensidade da luz (ANEEL,
2008). Segundo o BIG (2014), este sistema de geração representa 0,01% do potencial total
instalado na matriz energética brasileira.

2.2 Sistema Interligado Nacional


O Sistema Interligado Nacional (SIN) conecta os sistemas de geração e transmissão,
abrangendo a maior parte do território nacional. Segundo ANEEL (2008) o sistema abrigava
96,6% da capacidade total de produção elétrica do país. O Operador Nacional do Sistema
Elétrico (ONS) coordena as operações do SIN. A partir desta coordenação e conexão do
sistema, há a possibilidade da troca de energia elétrica entre as diferentes regiões.
Essa troca de energia pode ser verificada em duas situações. A primeira, resulta
dos períodos chuvosos diferentes em cada região. As regiões que estão com uma maior
capacidade hídrica nos reservatórios, fornecem energia para as regiões onde estão abaixo
da capacidade. Já a segunda, é a operação das termelétricas em complementação as
hidroelétricas. Neste caso, as termelétricas são acionadas nos momentos de pico de demanda.
No Brasil, o período de estação das chuvas está situado entres os meses de Outubro
e Abril. Recentemente, entre parte desta época, o país apresentou fatores climáticos
desfavoráveis para a produção de energia elétrica. Ocorreu um longo período de estiagem
nas regiões Sul e Sudeste, onde se encontram a maioria das hidrelétricas e o maior potencial
instalado.
Durante o período de Dezembro de 2013 a Fevereiro de 2014, segundo o boletim
mensal da ONS, ultrapassou-se, em cada mês, o valor histórico da demanda máxima
instantânea no horário de pico, atingindo 81,129 MW no mês de Fevereiro. Assim, para
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 23

suprir esta necessidade de energia, entraram em funcionamento as usinas termelétricas,


que apresentam um elevado custo de operação. Ou seja, os dados apresentam um histórico
crescente de aumento da demanda atrelado ao funcionamento de termelétricas.
Esta alta no consumo de energia é reflexo de alguns fatores. Dentre estes fatores,
constata-se a elevação da renda per capta do brasileiro, devido a políticas de distribuição de
renda e o crescimento do país. Consequentemente, ocorreu uma ampliação do consumo de
bens e serviços, resultando em um acréscimo na demanda de energia. Este fato, aliado aos
fatores desfavoráveis para a produção, gera uma grande preocupação quanto o consumo.
Durante o primeiro semestre de 2014, os veículos de imprensa, tanto nacionais,
quanto internacionais, divulgaram notícias sobre possíveis racionamentos de energia e a
possibilidade de apagões. Em março, o ministro brasileiro de Minas e Energia, comentou
que caso os níveis dos reservatórios das hidrelétricas não aumentassem, pediriam para a
população reduzir o consumo. Além disso, no mesmo período, os especialistas afirmaram
que o racionamento era uma possibilidade real.
No dia 6 de março de 2014, os representantes de 15 associações do setor elétrico,
assinaram uma carta e entregaram ao ministro. O conteúdo era referente ao nível crítico
dos reservatórios, menores do que em 2001, ano em que foi decretado o racionamento de
energia. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no dia 5 de março
de 2014, o nível das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste estava em 34,6%,
nível abaixo do que em 2001. Este fato é considerável crítico, pois estes subsistemas
correspondem a cerca de 70% da capacidade de geração do país.
Estes fatos justificam o presente trabalho. O consumo de energia pelos sistemas de
iluminação, representa uma parcela significativa do total dos gastos com energia elétrica.
Portanto, utilizá-la de forma eficiente é um dos métodos para uma considerável redução
de seu desperdício. Aliando esta medida a outras que visem a eficiência energética, como
as propostas do Programa Nacional de Etiquetagem de Edificações, resultarão em uma
redução do consumo nacional de energia. A somatória destes fatores contribuirão, assim,
para evitar a possibilidade de apagões e racionamento, enquanto o investimento necessário
no setor de energia não é fornecido.

2.3 Políticas de contenção do consumo energético no


Brasil
No ano de 2001 o Brasil vivenciou o apagão, causado pela falta de chuvas, designando
constantes blackouts. A crise no setor energético gerou campanhas de racionamento de
energia. Diante desse cenário e também da crise energética mundial, o termo eficiência
energética foi muito divulgado (Nepomuceno et al., 2003).
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 24

Neste mesmo ano, o governo aprovou leis e resoluções voltados à medidas de


eficiência energética, consumo e uso racional de energia. A resolução n∘ 394 da ANEEL,
já revogada, regulamentava critérios para o investimento em projetos de otimização do
uso final da energia elétrica. A lei n∘ 10.295 de 17 de outubro de 2001, conhecida como
Lei da Eficiência Energética, trata do consumo e uso racional de energia, além disso o
Poder Executivo estabeleceria medidas máximas de consumo de energia e valores mínimos
de eficiência, para produtos nacionais ou importados e também edificações. O decreto n∘
4.059, de 19 de dezembro de 2001, instituiu o Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de
Eficiência Energética (CGIEE), composto pelo Ministério de Minas e Energia, ANEEL e
outros, que ficaram responsáveis pela regulamentação destes índices mínimos e máximos.
O Comitê Gestor (CGIEE) designou membros para compor o Grupo Técnico para
Eficientização de Energia nas Edificações no País, o GT-Edificações, que ficaria responsável
pelo levantamento de indicadores e adoção de procedimentos, voltados a avaliação da
eficiência energética e do consumo de energia, além dos requisitos para atendê-los, ou seja,
regulamentar e desenvolver procedimentos para a avaliação das edificações. A evolução dos
trabalhos deste Grupo Técnico resultou no desenvolvimento da Etiquetagem de Edificações.
A avaliação da eficiência das edificações é baseada em quatro volumes:

∙ Introdução contendo uma apresentação dos volumes (INTRO);

∙ Regulamento Técnico da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética de


Edificações (RTQ);

∙ Requisitos de Avaliação da Conformidade para o Nível de Eficiência Energética


de Edificações (RAC);

∙ Manual para aplicação do RTQ e RAC

Estes volumes são disponíveis para edificações comerciais, de serviços e públicos,


tendo como terminação no nome do volume a sigla "C"e edificações residenciais a sigla
"R". A obtenção da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) é voluntária,
mas se tornou obrigatória, na primeira etapa, para as edificações públicas federais. Ela,
atualmente, representa um certificado de sustentabilidade, sendo este fato um diferencial no
mercado brasileiro. A Figura 2 exemplifica uma etiqueta de eficiência emitida para edifícios
comerciais, de serviços e públicos. A emissão da etiqueta pode ser tanto da edificação em
geral, levando em conta os quesitos de envoltória, iluminação e condicionamento de ar,
quanto a etiquetagem de apenas parte desses quesitos.
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 25

Figura 2 – Exemplo de Etiqueta de Eficiência Energética (MME, 2013).

2.4 O consumo energético pelo setor comercial


O BEN de 2013 traz uma relação do consumo de energia elétrica por setor. O
setor residencial utilizou 23,6% do total, já o setor comercial 16,0% e o setor público 8,0%.
Nos setores comercial e público, o gasto com iluminação pode chegar a 50% do total de
energia consumida. Este fato pode ser constatado em bancos, shoppings centers, escritórios
e prédios comerciais, por exemplo. Em outros estabelecimentos, pode ser maior ou menor
dependendo do serviço prestado. A Figura 3 exemplifica o uso final da eletricidade no
setor comercial de determinados tipos de edificações, referente ao uso do ar-condicionado
(AC) e iluminação (IL).
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 26

Figura 3 – Uso final de energia pelo setor comercial (Portela Junior, 2012).

Verifica-se que a maioria das edificações comerciais apresentam um consumo per-


centual de eletricidade muito próximo de 50% ou até superior. Este fato pode ser explicado
pelo uso contínuo da iluminação nos horários de funcionamento. Também o efeito do
mal aproveitamento da luz natural, assim, resultando na necessidade da utilização de luz
artificial.
Pode-se concluir que a iluminação destes setores é uma parcela representativa
no consumo nacional. Portanto, utilizando sistemas mais eficientes de iluminação, esta
demanda diminuirá. Além disso, impactará consideravelmente na redução da conta de
energia. Este fato, verifica-se com maior clareza em estabelecimentos de grande porte, pois
o uso da iluminação é praticamente contínuo.
Dentre estes estabelecimentos comerciais, este trabalho avaliará os diferentes sis-
temas de iluminação presentes em diversos ambientes de um hotel. Segundo Bottamedi
(2011), os gastos dos hotéis com a energia elétrica no país representa 44% do total despen-
dido com serviços de utilidade pública. Dentre o total utilizado de energia elétrica, 73%
correspondem aos sistemas de climatização, iluminação e equipamentos.
O projeto do sistema de iluminação não deve focar apenas na eficiência energética,
mas deve ter um balanço entre a eficiência e as condições que este sistema proporcionará
ao usuário final. A iluminação tem grande importância na realização de tarefas e, se
dimensionada corretamente, proporciona ao observador uma melhora na qualidade visual,
no conforto visual, entre outros benefícios. O projeto de iluminação para interiores de
ambientes de trabalho deve seguir a norma NBR ISO/CIE 8995-1:2013, que contém diversos
parâmetros para a avaliação do sistema de iluminação em diferentes ambientes.
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 27

2.5 NBR ISO/CIE 8995-1:2013


A nova norma referente a iluminação interna dos ambientes de trabalho foi publicada
em 21 de março de 2013 e passou a vigorar um mês depois, ou seja, em 21 de abril de
2013. Ela é uma revisão da NBR 5413:1992 que trata da iluminância de interiores.
A NBR 5413 teve sua última revisão em 1992. Ela apenas estabelecia os valores
mínimos para a iluminância de diferentes atividades. A norma presentava três valores
crescentes de iluminância, ambos em lux. O critério de escolha do valor era determinado
pela idade do observador, precisão da tarefa e refletância do fundo da tarefa.
Segundo Mamede Filho (2007), a iluminância (𝐸) é uma grandeza relacionada com
o fluxo luminoso (Φ) incidente em uma determinada área (𝐴). Niskier e Macintyre (2008)
concluem que iluminância é a densidade de fluxo luminoso que incide em uma superfície.
Sua unidade é o lux (𝑙𝑥), que é equivalente à lúmens por metro quadrado. Ryer (1998),
Niskier e Macintyre (2008) descrevem que o fluxo luminoso corresponde a potência de luz
visível, ou seja, que é percebida pelo observador. Esta grandeza é dimensionada em lúmens
[𝑙𝑚]. O cálculo da iluminância é realizado pela Equação 2.1,
Φ
𝐸= [𝑙𝑥]. (2.1)
𝐴
A iluminância apresenta uma variação inversamente proporcional ao quadrado da
distância (𝑑) entre a fonte emissora de luz e a referência adotada, onde a intensidade
luminosa (𝐼) é equivalente ao fluxo luminoso propagado em uma certa direção. Esta relação
é estabelecida conforme a Equação 2.2,
𝐼
𝐸= [𝑙𝑥]. (2.2)
𝑑2
A norma NBR 5413:1992 encontrava-se defasada com relação as práticas internaci-
onais. Na revisão e atualização desta norma, foram incluídas normas internacionais da
Commission Internationale de l‘Eclairage (CIE). A revisão foi organizada na ABNT/CB-
031 , pela Comissão de Estudo de Aplicações luminotécnicas e medições fotométricas
(CE-03:034.04).
O trabalho de revisão contou com a participação de mais de 60 profissionais
vinculados a CIE Brasil, Inmetro, Procel, Abilux, Eletrobrás, universidades, lighting
designers, arquitetos, entre outros. O texto final é baseado na ISO 8995-1: Lighting of
work places, Part 1: Indoor e foi disponibilizado para Consulta Nacional (n∘ 03:034.04-100)
durante o período de 28 de agosto de 2012 a 26 de setembro de 2012, antes de ser aprovada.
Esta norma cancela as normas anteriormente citadas.
A nova norma traz revisões qualitativas e quantitativas para os sistemas iluminação
dos ambientes internos de trabalho. Os critérios de avaliação tem como objetivo que o
1
CB-03 - Comitê Brasileiro de Eletricidade
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 28

usuário execute suas atividades com segurança, conforto e de maneira eficiente. Estes
quesitos são diferentes para cada ambiente, tarefa ou atividade.
O projeto de iluminação para os locais de trabalho é eficaz quando propicia as
condições necessárias para o trabalhador realizar suas tarefas. A partir disto, deve-se
pensar nos parâmetros de projeto que interferem na iluminação final do ambiente. Segundo
a NBR 8995-1:2013, tais parâmetros são:

∙ distribuição da luminância,

∙ iluminância,

∙ ofuscamento,

∙ direcionalidade da luz,

∙ aspectos da cor da luz e superfícies,

∙ cintilação,

∙ luz natural,

∙ manutenção.

A norma descreve que a distribuição da luminância interfere diretamente na


adaptação do olho do observador em relação ao ambiente no qual ele está exposto. Segundo
Mamede Filho, Niskier e Macintyre (2008), a luminância é a sensação avaliada pelo cérebro
referente a claridade que é gerada por uma fonte emissora de luz, ou seja, trata-se da luz
refletida que é vista pelo observador, como mostra a Figura 4.

Figura 4 – Luminância (IBAM; ELETROBRÁS/PROCEL, 2002).

Os conceitos de fluxo luminoso, intensidade luminosa e iluminância somente são


percebidos pelo olho humano se estes forem refletidos em uma determinada superfície
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 29

(Mamede Filho, 2007). A Equação 2.3, referente a luminância, estabelece uma relação entre
a intensidade luminosa (𝐼) e a área da superfície incidente (𝐴). A constante 𝛽 corresponde
ao ângulo de direção formado entre a normal2 e o olho do observador,

𝐼
𝐿= [𝑐𝑑/𝑚2 ]. (2.3)
𝐴.𝑐𝑜𝑠(𝛽)
A reflexão é diretamente dependente do tipo do objeto ou superfície. Assim, a
Equação 2.3 pode ser reescrita conforme a Equação 2.4. A constante 𝜌 indica o coeficiente
de reflexão do material e 𝐸 a iluminância incidente,

𝜌.𝐸
𝐿= [𝑐𝑚/𝑚2 ]. (2.4)
𝜋
A partir da Equação 2.3 e Equação 2.4 verifica-se que uma alta luminância pode
ocasionar ofuscamento, dependendo do coeficiente de reflexão do material. Este efeito
pode causar ao trabalhador uma fadiga visual. Isto ocorre pelas inúmeras tentativas de
adaptação do olho as condições de iluminação do ambiente, ocasionado pelo contraste de
luminâncias. Uma distribuição de luminância equilibrada propicia conforto visual e uma
melhora na nitidez visual.
O fenômeno do ofuscamento pode ocorrer de duas maneiras. O ofuscamento direto
ocorre quando a luz afeta diretamente o campo visual. Já o ofuscamento reflexivo, quando
a luz incide no plano de trabalho e esta é redirecionada para o campo visual do observador,
exemplificado pela Figura 5.

Figura 5 – Ofuscamento (Osram, 2008).

De acordo com a norma, o ofuscamento deve ser calculado pelo método 𝑈 𝐺𝑅. Ele
é denominado índice de ofuscamento unificado e refere-se ao nível de desconforto causado
2
direção formada perpendicularmente à um plano, ou seja, 90∘ em relação ao plano desejado
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 30

pelo ofuscamento. O valor limite máximo de ofuscamento é denominado 𝑈 𝐺𝑅𝐿 . O cálculo


do valor 𝑈 𝐺𝑅 de um sistema de iluminação é realizado pela Equação 2.5,
(︃ )︃
0, 25 𝐿2 𝜔
𝑈 𝐺𝑅 = 8.𝑙𝑜𝑔10 . .Σ. 2 . (2.5)
𝐿𝑏 𝜌

Onde:

∙ 𝐿𝑏 : luminância de fundo (cd/m2 );

∙ 𝐿: corresponde a luminância das luminária em direção ao observador (cd/m2 );

∙ 𝜔: ângulo sólido das luminária em direção ao observador (sr);

∙ 𝜌: índice de posição de Guth para cada luminária com relação ao deslocamento


da linha de visão;

A iluminância da área de trabalho e entorno imediato tem grande relevância na


percepção e execução de tarefas visuais. O entorno imediato é definido como uma região
distante 0,5m do entorno da área de trabalho, ou seja, da área onde serão realizadas tarefas
visuais.
Os valores normativos para iluminância são estabelecidos como iluminância mantida,
que diz respeito ao valor mínimo de iluminância média para uma dada superfície. Estes
valores consideram fatores como o conforto visual, segurança, os aspectos econômicos e as
necessidades para realização da tarefa visual. Eles podem ser ajustados de acordo com a
precisão da atividade ou tarefa.
O entorno imediato não deve apresentar uma grande diferença do valor de ilumi-
nância em relação a iluminância da área de tarefa. Ele deve ser concordante, assim, não
resultando em um esforço visual e desconforto para o trabalhador. Por exemplo, se a área
de tarefa apresentar uma iluminância de 500 lux, o entorno imediato deve apresentar no
mínimo 300 lux.
O fator da direcionalidade, tem como princípio a utilização de uma iluminação
direcionada a um objeto ou superfície. Quando utilizado em uma tarefa visual, pode-se
aumentar a visibilidade, tornando mais visíveis os detalhes da tarefa, resultando em uma
maior facilidade de execução e precisão. A norma recomenda que este tipo de iluminação
não seja direcional o suficiente, ao ponto de formar sombras.
As lâmpadas são classificadas de acordo com dois aspectos referentes a sua cor. O
primeiro, é relacionado a aparência da cor da lâmpada. O segundo, corresponde ao índice
de reprodução de cor (𝑅𝑎 ), que diz respeito a capacidade de reprodução da cor dos objetos.
A aparência da cor de uma lâmpada está associada a temperatura da cor correlata
(𝑇𝑐𝑝 ). Ela refere-se à sensação da tonalidade da cor de uma lâmpada e sua unidade é o
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 31

Kelvin (𝐾). A incidência de fontes de luz com temperaturas diferentes em alguns objetos
resulta em uma sensação de cor diferente.
As lâmpadas que apresentam uma temperatura entre 800(𝐾) e 900(𝐾) tem uma
equivalência a cor vermelha. As amarelas são relacionadas as lâmpadas de 3000(𝐾) e
as brancas 5000(𝐾). Já as azuladas apresentam valores superiores a 8000(𝐾) (Pereira e
Souza, 2005). A norma classifica a aparência da cor como sendo quentes, as lâmpadas com
temperatura de cor menor que 3300(𝐾). As intermediárias tem valores entre 3300(𝐾) e
5300(𝐾). Por último, as lâmpadas frias apresentam valores maiores que 5300(𝐾). Assim,
as cores mais avermelhadas são ditas "quentes", já as mais azuladas são "frias".
O índice de reprodução da cor está atrelado ao espectro de cores. As diferentes
lâmpadas podem conter uma maior ou menor quantidade de cor em certa faixa. Assim,
se um objeto for iluminado por fontes diferentes, o retorno visual sofrerá uma influência
dessa quantidade que está contida em cada fonte de luz. Esse efeito tem uma grande
importância no desempenho da tarefa ou atividade a ser realizada, além de propiciar uma
sensação de conforto visual. O índice 𝑅𝑎 tem valor máximo 100. A norma não recomenda
valores abaixo de 80 em locais que apresentem um longo período de permanência dos
trabalhadores.
A cintilação luminosa, também conhecida como Flicker, é descrita por Deckmann e
Pomilio (2010) como o fenômeno da variação luminosa percebida pelo observador. Ele tem
como origem as flutuações de tensão na alimentação do sistema de iluminação. Segundo
os autores, o olho humano consegue perceber uma variação luminosa causada por uma
mudança repentina de 0,2% da tensão nominal. A NBR 8995-1:2013 traz que a cintilação
pode causar distrações e efeitos fisiológicos. Eles podem ser dores de cabeça, fadiga visual,
desconforto visual, estresse, entre outros.
A luz natural tem a capacidade de propiciar, dependendo do projeto arquitetônico
do edifício, iluminação parcial ou total para a área de trabalho. O edifício pode utilizar uma
área maior de janelas laterais e também aberturas zenitais, para o melhor aproveitamento
desta fonte de iluminação. A norma recomenda atenção a este projeto, com relação ao
possível contraste excessivo causado pela incidência direta da luz solar. Para evitar este
efeito, deve-se utilizar bloqueadores, como brises ou persianas, assim, evitando que a luz
atinja diretamente os elementos associados ao campo de visão dos trabalhadores. A norma
também recomenda que o plano de trabalho localizado a três metros da janela utilize
iluminação auxiliar, para que o valor normativo da iluminância seja cumprido.
O fator manutenção influencia diretamente na iluminância do sistema de ilumina-
ção, consequentemente, também afeta os valores normativos, pois eles são baseados em
iluminância mantida. Ela é dependente da manutenção do sistema de iluminação como
um todo, lâmpadas e luminárias. Portanto é necessário um cronograma de manutenção.
Há uma recomendação quanto a execução do projeto luminotécnico já considerando o fato
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 32

de manutenção, sendo que este não deve ser menor que 0,7.
O texto final também traz recomendações para uma seleção criteriosa do sistema
de iluminação. Ele deve evitar o desperdício de energia e priorizar a luz natural. Além
disso, aconselha-se o uso de dispositivos de acionamento automático ou dimmers, sem que
esses sistemas deixem de atender aos requisitos específicos de iluminação do ambiente.
A NBR 8995-1:2013 considera três principais critérios de avaliação. O primeiro,
avalia a iluminância mantida (𝐸𝑚 ) da área de tarefa, ou seja, em uma superfície de referência.
O segundo critério analisa o limite de desconforto visual causado por ofuscamento, calculado
pelo método UGR3 . O último, considera os valores mínimos para o índice de reprodução
de cor (𝑅𝑎 ).
A Comissão de Estudo elaborou um guia orientativo, que foi anexado a norma,
para uma melhor compreensão, contendo os seguintes detalhes:

∙ Anexo A: Considerações para áreas de tarefa e entorno;

∙ Anexo B: Malha de cálculo para projeto do sistema de iluminação;

∙ Anexo C: Controle de ofuscamento;

∙ Anexo D: Manutenção do sistema de iluminação.

A partir das recomendações normativas para uma boa execução do projeto lumino-
técnico, além das imposições quantitativas para a iluminância, UGR e índice de reprodução
de cor, o estudo deve ser focado para a escolha correta do sistema de iluminação.

2.6 Sistemas de iluminação


O sistema basicamente é composto por lâmpadas e luminárias. Reis et. al (2005)
descreve que a fonte de luz é o elemento crítico de um sistema de iluminação. Este fato se
deve a curta duração de vida da lâmpada em comparação aos outros elementos do sistema,
além das luminárias, como tomadas e sistemas de acionamento.
O desempenho e as características das lâmpadas podem sofrer alterações. O ren-
dimento pode sofrer mudanças devido a temperatura do ambiente. Já as características
da cor são afetadas pela operação da fonte. A sujeira ocasiona uma perda no rendimento
luminoso. As flutuações de tensão podem acarretar na diminuição da vida útil da lâmpada.
Cada tipo de lâmpada apresenta características distintas. Assim, serão apresentadas as
principais características das lâmpadas fluorescente e LED.
As lâmpadas fluorescentes geralmente apresentam um aspecto tubular, Figura 6.
Segundo Niskier e Macintyre (2008), elas são classificadas como lâmpadas "de descarga".
3
UGR - Unified Glare Rating
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 33

Neste gênero, a luz visível é resultante da excitação de gases através de eletrodos. Também
integram esta categoria as lâmpadas de mercúrio, mista, vapores metálicos e as de sódio
de alta pressão.

Figura 6 – Formatos típicos de lâmpadas fluorescentes (Pereira e Souza, 2005).

Estas lâmpadas contém um eletrodo em cada uma das pontas e, internamente,


vapor de mercúrio em baixa pressão. Os eletrodos são responsáveis por efetuar descargas
elétricas, assim, ionizando o vapor de mercúrio. A ionização gera uma radiação ultravioleta
que excita o material fluorescente, que compõe a parede interna da lâmpada, resultando
em luz visível. O funcionamento destas lâmpadas é auxiliado por reatores e starters. Os
reatores tem como funcionalidade ampliar a tensão no acionamento e diminuir a limitar a
corrente na lâmpada. O starter é uma lâmpada pequena de neônio que objetiva a ignição
da lâmpada. Ele funciona com uma lâmina bimetálica, onde o calor provocado por uma
descarga elétrica fecha a malha do circuito, assim, fornecendo corrente para os eletrodos
(Niskier e Macintyre, 2008, p. 233-234).
As características luminosas, como sua temperatura de cor e índice de reprodução
de cor, são determinadas a partir do pó fluorescente que foi utilizado na fabricação da
lâmpada. A capacidade de conversão da potência elétrica consumida em radiação visível é
de 30% e sua vida média é situada entre 6 mil a 20 mil horas (Pereira e Souza, 2005).
Segundo Niskier e Macintyre (2008), a evolução tecnológica na pesquisa e processos
de produção das lâmpadas fluorescentes, resultou em produtos mais eficientes. As lâmpadas
tubulares apresentam um redução no diâmetro, chegando a 16 mm, com as denominadas
T5. Elas proporcionam uma redução na escala das luminárias e profundidade do forro. A
eficiência destas lâmpadas chegam a 103 lm/W. Uma grande inovação foi o desenvolvimento
das lâmpadas fluorescentes compactas. Elas apresentam uma eficiência luminosa maior do
que as incandescentes, consumindo menos potência, portanto, ideais para o retrofit.
A lâmpada de LED é um tipo de lâmpada formada por dispositivos semicondutores
denominados LEDs (diodo emissor de luz), que são responsáveis pela conversão da energia
elétrica em energia luminosa. Niskier e Macintyre (2008) descrevem que as lâmpadas LED
apresentam um baixo consumo de energia e uma grande vida útil em comparação a outros
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 34

tipos existentes no mercado. O desenvolvimento de novas tecnologias estão proporcionando


a redução dos custos de produção e ampliando a diversidade de aplicações. A Figura 7
apresenta um modelo comercial de uma lâmpada de LED.

Figura 7 – Lâmpada de LED (Osram, 2014).

Os LEDs apenas emitem luz em uma determinada cor. Ela é dependente do material
utilizado na sua fabricação, podendo variar entre vermelho, amarelo, verde e azul. A luz
branca é fruto de uma composição das cores azul, vermelha e verde, ou de um LED azul
com fósforo amarelo, que tem como papel absorver a luz azul e assim, gerar a branca. Os
novos LEDs de alta potência, apresentam uma luz branca fria e atingem mais de 1000 lm
(Niskier e Macintyre, 2008, p. 283-284).
Novicki e Rodrigo Martinez (2008) descrevem que o HB-LED (LED de alto brilho)
apresenta uma vida útil média de 50 mil horas e uma eficiência luminosa na faixa de
40 a 140 lm/W. Já a temperatura de cor localiza-se entre 5500 K e 6500 K. Apesar
das inúmeras vantagens, por se tratar de uma tecnologia nova, o custo ainda é elevado.
Também deve-se precaver e utilizar sistemas de proteção, com o objetivo de evitar que
os distúrbios presentes na rede, como picos de tensão, afetem a lâmpada e resultem na
queima da mesma.
Em complementação das fontes de luz, são utilizadas pelo sistema de iluminação
as luminárias. Elas são responsáveis pela fixação das lâmpadas, variando seu modelo
de acordo com a lâmpada. Elas têm como principais características a concentração e
orientação do facho luminoso, difusão da luz, além da proteção contra ofuscamento e um
efeito decorativo (Niskier e Macintyre, 2008). Estas características são dependentes do
projeto da luminária, se apresentam material refletor ou aletas para evitar o ofuscamento,
como mostra a Figura 8.
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 35

Figura 8 – Luminária (Osram, 2014).

Segundo Niskier e Macintyre (2008), a curva de distribuição luminosa (CDL) é


um diagrama polar que trata a lâmpada ou a luminária como puntuais. Ela representa
como a intensidade luminosa é distribuída em todos os ângulos direcionados a uma certa
região, a partir de vetores que originam-se no centro do diagrama. A distribuição varia de
acordo com o tipo de luminária utilizada e sua unidade é dada em candela, mas para uma
padronização, os valores normalmente têm como referência 1000 lm. A Figura 9 exemplifica
a curva para uma lâmpada fluorescente associada a uma luminária.

Figura 9 – Curva de distribuição luminosa (Osram, 2008).

A partir do estudo do sistema de iluminação e do conhecimento da norma, pode-


se utilizar softwares para executar o projeto luminotécnico e realizar a simulação deste
sistema. Os softwares atuais apresentam grande proximidade de seus dados com a realidade,
através da tecnologia existente atualmente, além do fornecimento de dados específicos dos
fabricantes para a utilização nos programas. O software adotado para a simulação neste
trabalho foi o DIALux○ R
.
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 36

2.7 Software DIALux○


R

O DIALux○ R
é destinado para cálculos luminotécnicos. Ele é um dos principais
programas voltados para iluminação e é utilizado por vários profissionais das áreas de
arquitetura, engenharia e lighting design. As simulações possibilitam resultados para o uso
de iluminação natural ou artificial. Inúmeros fabricantes disponibilizam seu catálogo de
produtos em arquivos compatíveis com o software, assim, há a possibilidade de simular o
efeito real de iluminação de um produto específico com uma perspectiva 3D.
Uma das vantagens é a possibilidade de importar arquivos com as extensões .dxf e
.dwg, assim, o usuário tem como referência a planta da edificação, portanto facilitando e
guiando a execução do projeto no software. A Figura 10 mostra a visão inferior de um
projeto de uma sala de aula, onde pode-se observar a planta importada de um arquivo
CAD○ R
.

Figura 10 – Uso de arquivo CAD○


R
no projeto (Próprio autor).

O programa conta com três possibilidades de simulação: ambientes internos, ambi-


entes externos ou ruas. A partir da escolha de uma das opções anteriores, o usuário deve
modelar formas básicas disponíveis no software até concluir a estrutura de um ambiente,
como uma sala, cozinha, entre outros. Posteriormente, ele tem a possibilidade de incluir
janelas, portas e mobiliário, além de escolher a textura para paredes, chão e teto. O
DIALux○ R
conta com um pequeno banco de objetos e texturas, mas possibilita ao usuário
criar novos ou importar de outras fontes compatíveis. A Figura 11 exemplifica um projeto
básico de uma sala de aula em 3D. O programa também tem a capacidade de simular
projetos em diferentes localidades e condições meteorológicas.
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 37

Figura 11 – Exemplo básico de uma sala de aula (Próprio autor).

Os parâmetros luminotécnicos podem ser analisados através das simulações. Os


níveis de iluminância da sala de aula, Figura 12, são apresentados utilizando o recurso de
isolinhas, onde as cores mais escuras representam um menor nível e as mais claras maior.

Figura 12 – Iluminância do sistema de iluminação (Próprio autor).

O DIALux○ R
também é capaz de gerar relatórios, como a lista de materiais
utilizados, lista de objetos, além dos relatórios técnicos, como o cálculo do índice de
ofuscamento unificado (𝑈 𝐺𝑅) para a região onde estão dispostas as cadeiras dos alunos,
Figura 13.
Capítulo 2. Fundamentação Teórica 38

Figura 13 – Relatório de 𝑈 𝐺𝑅 gerado pelo DIALux○


R
(Próprio autor).

A Figura 13 apresenta na esquerda o diagrama de isolinhas referentes ao índice


de ofuscamento. Este diagrama, delimita numericamente as regiões em diferentes níveis.
Ao lado direito, encontram-se informações do ponto de origem da superfície do cálculo,
indicado na figura menor à direita. Abaixo do ponto de origem, é informado a quantidade
de divisões em subáreas que foram utilizadas para o cálculo do ofuscamento, quanto maior
o número de subdivisões, maior é a precisão dos cálculos. A figura da direita representa a
localização da superfície de cálculo em relação ao ambiente, e além disso, a orientação da
visão do observador, que é indicada pela seta. Abaixo desta figura, informa-se os níveis
máximo e mínimo de ofuscamento para a superfície calculada.
39

3 METODOLOGIA

3.1 Introdução
A metodologia adotada visa avaliar o consumo de energia de diferentes sistemas de
iluminação artificiais. Estes sistemas são referentes aos ambientes interiores de trabalho de
hotéis. Escolheu-se lâmpadas e luminárias adequadas a cada ambiente, utilizando uma
opção fluorescente e outra em LED, ambas tubulares, considerado a adequação das mesmas
à norma NBR ISO/CIE 8995-1:2013.
Posteriormente, os ambientes foram modelados e simulados através do software
DIALux○ R
. A partir dos relatórios de simulação, realizou-se a análise dos dados, averiguando
a concordância com os critérios normativos e a comparação da eficiência dos sistemas em
cada ambiente. Os passos adotados na metodologia são descritos nesta seção.

3.2 Cálculo Luminotécnico


O projeto luminotécnico pode ser realizado de maneira manual ou através de
softwares específicos, como o DIALux○ R
. Um dos critérios do projeto de iluminação,
visa atender o valor mínimo de iluminância mantida. Segundo Creder (2007), existem
três métodos para realizar o cálculo luminotécnico manualmente: o método dos lúmens,
cavidades zonais e ponto por ponto. Cada método é dependente de determinadas variáveis
relativas ao ambiente e das características do sistema de iluminação utilizado.

3.2.1 Método dos Lúmens


Este método calcula o número de luminárias necessário para atingir determinado
valor de iluminância. Creder (2007) descreve uma série de passos para a execução desta
metodologia. O primeiro, determina-se o nível de iluminamento (𝐸), consultando o valor
normativo da iluminância mantida (𝐸𝑚 ) para determinado ambiente, tarefa ou atividade.
Na etapa seguinte, determina-se o conjunto de luminárias a e as lâmpadas a serem utilizadas.
Então, calcula-se o índice do local (𝑘) para a iluminação direta,

𝑐.𝑙
𝑘= , (3.1)
ℎ𝑚 .(𝑐 + 𝑙)
onde este índice relaciona o produto entre o comprimento (𝑐) e a largura (𝑙) do ambiente,
com a razão entre o produto de ℎ𝑚 (o pé-direito útil, ou seja, a altura entre o plano de
trabalho a luminária) e a somatória do comprimento e da largura. Caso a iluminação seja
indireta, considera-se a altura ℎ′𝑚 (a distância entre o plano de trabalho e o teto),
Capítulo 3. Metodologia 40

3.𝑐.𝑙
𝑘= . (3.2)
2.ℎ′𝑚 .(𝑐+ 𝑙)

Após estes passos, Creder (2007) determina o coeficiente de utilização (𝑢). Este
coeficiente apresenta a relação entre o fluxo total proveniente da luminária e o fluxo que
é recebido pelo plano de trabalho. Ele é dependente das variáveis do ambiente, como
suas dimensões, características da luminária e cores de teto, parede e piso, pois estas
apresentam diferentes refletâncias de acordo com a sua cor.
Posteriormente, determina-se o fator de depreciação (𝑑), também chamado de fator
de manutenção. As fluxo luminoso apresenta uma diminuição durante o uso da iluminação,
um exemplo comum deste fato é a deposição de poeira no sistema de iluminação. Segundo
Creder (2007), este fator é dependente do tipo de ambiente e representa o fluxo obtido
no final de um ciclo de manutenção, assim, ele será maior conforme a frequência de
manutenção.

Tabela 1 – Fator de depreciação (Creder, 2007)


Período de Manutenção
Tipo de Ambiente
2500 h 5000 h 7500 h
Limpo 0,95 0,91 0,88
Normal 0,91 0,85 0,80
Sujo 0,80 0,66 0,57

Assim, a partir destas variáveis, pode-se determinar o fluxo total (𝜑) necessário,
onde 𝑆 representa a área do ambiente em metros quadrados,

𝑆.𝐸
𝜑= [𝑙𝑚]. (3.3)
𝑢.𝑑
Portanto, o número de luminárias (𝑛) é determinado pela razão entre o fluxo total
(𝜑) e o fluxo proveniente da luminária (𝜙),

𝜑
𝑛= . (3.4)
𝜙
A distribuição das luminárias deve ocorrer de forma uniforme. A prática adotada
sugere que distância entre as luminárias seja o dobro da distância entre a parede e a
luminária.

3.2.2 Método das Cavidades Zonais


Esta metodologia é baseada na transferência de fluxo, sendo utilizada em ambientes
que exige-se um padrão técnico elevado. A teoria da transferência de fluxo considera que
Capítulo 3. Metodologia 41

uma determinada superfície pode emitir ou refletir um fluxo de maneira difusa. Assim,
uma parcela deste fluxo é recebida por outra superfície, sendo denominada fator de forma.
Os ambientes são formados por superfícies que refletem o fluxo, como parede, teto e chão,
estas são chamadas de cavidades zonais, Figura 14, (Creder, 2007).

Figura 14 – Cavidades zonais (Osram, 2008).

Creder (2007) cita que a partir desta metodologia as aproximações resultantes dos
cálculos é reduzida. Este fato se deve a determinação do coeficiente de utilização para
cada cavidade, ou seja, a cavidade do teto (𝐶𝑇 ), recinto (𝐶𝑅) e chão (𝐶𝐶). Sendo estas
relacionadas com suas respectivas alturas, referentes ao teto (ℎ𝑇 ), recinto (ℎ𝑅 ) e chão (ℎ𝐶 ).
A razão da cavidade é semelhante ao índice de local, utilizado no método dos lúmens.
Obtém-se respectivamente a razão da cavidade do recinto (𝑅𝐶𝑅), teto (𝑅𝐶𝑇 ) e chão
(𝑅𝐶𝐶),

5.ℎ𝑅 .(𝑐 + 𝑙)
𝑅𝐶𝑅 = , (3.5)
𝑐.𝑙

5.ℎ𝑇 .(𝑐 + 𝑙)
𝑅𝐶𝑇 = , (3.6)
𝑐.𝑙

5.ℎ𝐶 .(𝑐 + 𝑙)
𝑅𝐶𝐶 = . (3.7)
𝑐.𝑙
Capítulo 3. Metodologia 42

A partir da Equação 3.3, considerando a iluminância inicial (atribuindo o coeficiente


de manutenção igual a 1) e também os fatores de perdas da luz (𝐹 𝑃 𝐿), obtém-se a
iluminância mantida,

𝜑.𝑢.𝐹 𝑃 𝐿
𝐸= [𝑙𝑥]. (3.8)
𝑆
Creder (2007) descreve o 𝐹 𝑃 𝐿 como resultado da influência de diversas variáveis,

𝐹 𝑃 𝐿 = 𝑇 𝐴.𝑉 𝑆.𝐹 𝑅.𝐹 𝑆𝐿.𝐹 𝐷𝑆.𝐹 𝑄𝐿.𝐹 𝐷𝐿.𝐹 𝐷𝐿𝑆 , (3.9)


onde:

∙ 𝑇 𝐴 (temperatura ambiente): influência da temperatura ambiente no fluxo lumi-


noso proveniente das luminárias;

∙ 𝑉 𝑆 (tensão de serviço): a tensão aplicada ao sistema de iluminação, que deve


estar em concordância com o valor exigido por tal sistema, podendo resultar na
diminuição do fluxo luminoso caso não atenda tal requisito;

∙ 𝐹 𝑅 (fator do reator): esta variável determina o fluxo de saída da lâmpada;

∙ 𝐹 𝑆𝐿 (fator de depreciação da superfície da luminária): este fator está relacionado


com a depreciação das características originais das superfícies da luminária,
reduzindo o fluxo luminoso;

∙ 𝐹 𝐷𝑆 (fator de depreciação devido à sujeira): variável vinculada a deposição de


sujeira, causando uma diminuição no fluxo refletido;

∙ 𝐹 𝑄𝐿 (fator devido a queima de lâmpadas): a relação estabelecida entre as lâmpa-


das queimadas e em funcionamento, dentre um determinado ciclo de manutenção;

∙ 𝐹 𝐷𝐿 (fator de depreciação dos lúmens da lâmpada): fator que relaciona o


decaimento do fluxo inicial;

∙ 𝐹 𝐷𝑆𝐿 (fator de depreciação devido à sujeira da luminária): redução do fluxo


causado pelo acúmulo de sujeira.

Portanto, após obter o 𝐹 𝑃 𝐿 e consultando as tabelas dos fabricantes para determi-


nar o coeficiente de utilização (𝑢), pode-se calcular o número de luminárias necessárias
para atingir o valor normativo de iluminância mantida. Relacionando a Equação 3.4 com
a Equação 3.8, onde 𝜑 representa o fluxo por luminária, o número de luminárias é

𝐸.𝑆
𝑛= . (3.10)
𝜑.𝑢.𝐹 𝑃 𝐿
Capítulo 3. Metodologia 43

3.2.3 Método ponto por ponto


Creder (2007) define que este método baseia-se no fluxo médio incidente em uma
determinado ponto de uma superfície. Se o plano for perpendicular à fonte de luz, a
iluminância é definida pela Equação 1.2, caso contrário (Figura 15), ela é definida pela
equação:

𝐼(𝜃).𝑐𝑜𝑠3 (𝜃)
𝐸= [𝑙𝑥]. (3.11)
ℎ2

Figura 15 – Cálculo da iluminância em um ponto não-perpendicular (Osram, 2008).

O ângulo 𝜃 é formado entre a normal referente à fonte de luz e a distância (𝑑)


desta em relação ao ponto onde se deseja calcular a iluminância. A função 𝐼(𝜃), refere-se à
intensidade luminosa definida pela 𝐶𝐷𝐿 (Figura 8), neste ângulo. Havendo a influência de
mais de uma fonte de luz, a iluminância total é a somatória das iluminâncias provenientes
de cada fonte individualmente.

3.2.4 Método utilizado pelo DIALux○


R

As metodologias manuais para a realização do cálculo luminotécnico apresentam


uma visão superficial e generalista do projeto, assim, resultando em imprecisões. Além
disso, a determinação da influência de diversas luminárias em uma determinada referência,
representa uma grande demanda de cálculos. Os erros e dificuldades provenientes da
matemática envolvida no projeto luminotécnico são minimizados ao utilizar um software
específico para tal fim.
Segundo a DIAL○ R
, empresa produtora do DIALux○ R
, o software calcula a in-
fluência da luz emitida entre as luminárias, como também a luz refletida pelas superfícies
iluminadas. Ele utiliza um método denominado radiosity method, que consiste no princípio
da conservação da energia, assumindo que a luz total projetada em uma superfície tem
uma parcela que é absorvida. A outra parcela, a qual não foi absorvia, é refletida, assim,
totalizando a luz incidente na superfície.
Capítulo 3. Metodologia 44

Neste método, uma equação é modelada para cada superfície. Ela define que a
luz emitida por uma superfície é resultante da luz absorvida de outras superfícies e da
emissão da sua própria luminância, caso ocorra. Assim, obtém-se uma gama de equações
que definem o brilho proveniente de cada superfície (DIAL, 2014).
Após o usuário realizar a modelagem do ambiente, incluindo objetos, texturas e o
sistema de iluminação, o software fragmenta o ambiente em pequenos pedaços (Figura 16),
de acordo com a equação abaixo, onde 𝑑 representa a maior dimensão da superfície e 𝑝 o
tamanho máximo da célula:

𝑝 = 0, 2.5𝑙𝑜𝑔10 𝑑 . (3.12)

Figura 16 – Divisões das superfícies de um ambiente (DIAL, 2014).

A Figura 16 apresenta variações nas divisões das superfícies, principalmente em


regiões próximas as fontes de luz ou onde a luz é incidente. O programa é responsável
por decidir entre uma maior ou menor resolução dos fragmentos, dependendo dos fatores
presentes no ambiente. Szirmay-Kalos e Márton (1995) descrevem que a metodologia
supõe que, tratando-se de pequenos fragmentos, a distribuição da luminosidade sobre os
mesmos pode ser considerada constante, ou seja, a densidade de luz é homogênea em toda
a célula. Várias considerações e variáveis são adotadas por esta metodologia. Além disso, a
compatibilização com o software apresenta um complexo conjunto de equações e definições
matemáticas, estas presentes na obra "Radiosity and Realistic Image Synthesis" de Cohen
e Wallace.
Capítulo 3. Metodologia 45

Portanto, verifica-se que a metodologia utilizada pelo DIALux○ R


apresenta maior
acurácia, se comparado a qualquer outra metodologia de cálculo manual, assim, este
software foi adotado para o desenvolvimento do trabalho. Além da grande exatidão do
cálculo, ele utiliza uma modelagem de sistemas de iluminação reais, possibilitando consultar
o catálogo do fabricante de lâmpadas e luminárias, e efetuar o download do modelo a
ser utilizado no projeto. Ele também apresenta ferramentas que foram utilizadas para
determinar a adequação do projeto com a NBR ISO/CIE 8995-1:2013 e também a eficiência
dos sistemas de iluminação.

3.3 Considerações de parâmetros de simulação


As possíveis entradas de dados utilizadas para a realização da simulação são:

∙ Ambiente:

– Dimensões do ambiente, incluindo a altura do pé-direito;


– Grau de refletância das superfícies, referentes ao teto, parede e chão;
– Fator de manutenção, ou seja, se o ambiente é considerado limpo, médio
ou sujo, seguindo a recomendação de que o projeto não deve apresentar um
fator menor que 0,7;
– Os ambientes não apresentam obstruções externas que impeçam a passagem
de luz natural para o interior.

∙ Sistema de iluminação:

– Modelo da luminária adotada;


– Fluxo luminoso proveniente da lâmpada;
– Potência total de cada luminária, ou seja, a potência consumida pela lâmpada
e reator;
– Fator de correção do reator igual a 1, pois considera-se a potência fornecida
pelos fabricantes dos reatores do conjunto lâmpada e luminária.

∙ Localização:

– Direção angular do ambiente em relação ao norte. O software define que a


angulação em relação ao norte é positiva no sentido horário;
– Localização geográfica do ambiente. Foi considerada a simulação na cidade de
Londrina, PR. Coordenadas: 23𝑜 17’34"de latitude Sul e 51𝑜 10’24"de longitude
Oeste.
Capítulo 3. Metodologia 46

∙ Superfícies para cálculo:

– Para o cálculo da iluminância mantida, foi considerado a altura de 0,8 m


para a área de trabalho. Outro fator é o entorno imediato, considerado
0,5m entorno da área de trabalho. O entorno imediato também não deveria
possuir uma diferença maior que 200 lux em relação a área de trabalho;
– Para o cálculo do UGR, foi considerado a altura da visão do observador,
sendo que, para as áreas onde as atividades ou tarefas são realizadas em
pé, foi adotado uma altura de 1,60m. Já para o observador sentado, 1,20m.
Além disso, outro fator levado em conta foi a direção de observação durante
a realização da atividade ou tarefa.

3.4 Ambientes e sistema de iluminação


Os ambientes adotados para a realização do estudo são comumente encontrados
em hotéis. Neles são realizadas tarefas ou atividades que necessitam de maior ou menor
precisão e acurácia. Por este motivo, a norma designa diferentes valores mínimos de
iluminância, UGR e 𝐼𝑅𝐶 (𝑅𝑎 ), de acordo com o tipo de ambiente, tarefa ou atividade.
Os ambientes foram avaliados separadamente, a partir do modelo 3D no DIALux○ R

próximo do uso final, com o mobiliário, cores e texturas já aplicados. A partir destes
modelos e da finalidade do ambiente, foram escolhidos os sistemas de iluminação utilizando
uma alternativa fluorescente e uma LED, onde ambas são tubulares e utilizam a mesma
luminária. Posteriormente a iluminação foi disposta e simulada.

3.4.1 Hall
O Hall é normalmente composto por: saguão de entrada, área destinada à espera
pelo atendimento (sala de espera) e recepção. A Figura 17 apresenta a planta do ambiente
e a orientação em relação ao norte, já a Figura 18 o modelo 3D. Os valores normativos são
descritos pela Tabela 2.

Tabela 2 – Valores normativos para o Hall (ABNT, 2013).


Tipo de ambiente,
𝐸𝑚 (lux) UGR𝐿 R𝑎 Observações
tarefa ou atividade
Saguão de entrada 100 22 60 -
Sala de espera 200 22 80 -
Recepção 300 22 80 -
Capítulo 3. Metodologia 47

Figura 17 – Modelo 2D do hall (Próprio Autor).

Figura 18 – Modelo 3D do hall (Próprio Autor).


Capítulo 3. Metodologia 48

Características do ambiente referente as variáveis utilizadas na simulação:

∙ Ambiente:

– O Hall apresenta um pé-direto de 3 metros;


– O ambiente possui uma área de 125,3 m2 ;
– As refletâncias de teto, parede e chão são respectivamente: 70%, 68% e 68%;
– Fator de manutenção de 0,80. Considerando um ambiente do tipo normal e
ciclo de manutenção de 7500h.

∙ Superfícies para o cálculo:

– A Figura 17 e Figura 18 apresenta, em roxo, o plano e a direção da visão do


observador para o cálculo do UGR. O plano para o cálculo da iluminância é
mostrado em verde.

∙ Localização:

– O ângulo formado em relação ao norte é de 0𝑜 ;

∙ Sistema de iluminação:

– O luminária utilizada no hall foi CAA20-E416 da Lumicenter. A luminária


é de embutir, sendo possível realizar isto no gesso. Ela comporta quatro
lâmpadas T8. Possui dimensões de 617 mm de largura e de comprimento,
com 72 mm de altura. A luminária é indicada pela fabricante para locais
onde o controle de ofuscamento é rigoroso. O produto possui corpo em
chapa de aço fosfatizado, além de aletas e refletores parabólicos em alumínio
anodizado com 99,85% de pureza. A Figura 19 apresenta o modelo e sua
respectiva curva de distribuição luminosa (CDL) (Lumicenter, 2014).

Figura 19 – Luminária modelo CAA20-E416 e sua CDL (Lumicenter, 2014).


Capítulo 3. Metodologia 49

– O valor mínimo do índice de reprodução de cor exigido por parte deste


ambiente é 60, para o saguão de entrada. Como o sistema será utilizado
em todo o hall, as outras partes constituintes do ambiente elevam este
mínimo a 80, assim, as lâmpadas utilizadas devem adequar-se a este valor.
O modelo de lâmpada fluorescente adotado foi Lumilux XXT T8 18W/840
da marca Osram, Figura 20. O fabricante informa que o IRC (𝑅𝑎 ) é superior
a 80, assim, atendendo a norma. Além deste fator, o diferencial do modelo
escolhido foi a vida média, que é de 90000 h. Este fator é relevante, pois o hall
apresenta um fluxo de pessoas em grande parte do dia, assim, dificultando a
manutenção. A potência nominal é de 18 W e seu fluxo luminoso nominal
é de 1350 lm, assim, apresentando uma eficiência luminosa de 78 lm/W.
A manutenção deste fluxo em 20000 h é de 87%. Sua temperatura de cor
é de 4000 K. A lâmpada não é dimerizável e o soquete é do tipo G13. O
produto apresenta dimensões de 590 mm de comprimento e diâmetro de 26
mm (Osram, 2014);

Figura 20 – Lâmpada fluorescente modelo Lumilux XXT T8 18W/840 (Osram, 2014).

– Para o sistema de iluminação fluorescente foi adotado o reator QTi 2X18/220-


240 DIM (Figura 21) da Osram. Sua principal característica é a manutenção
do fluxo luminoso original da lâmpada escolhida, assim, continuando com
1350 lm. O modelo possibilita a dimerização das lâmpadas. A potência total,
constituída pela potência nominal e pela perda de potência é de 37 W. A
tensão nominal é de 220-240 V, tensão DC de 154-276 V, corrente nominal
de 0,16 A e pode operar nas frequências de 50/60 Hz (Osram, 2014);
Capítulo 3. Metodologia 50

Figura 21 – Reator modelo QTi 2X18/220-240 DIM (Osram, 2014).

– A opção de lâmpada LED adotada foi o modelo MASTER LEDtube STD


600mm 10W840 T8 I da Philips, Figura 22. Este modelo possui uma potência
de 10 W, fator de potência de 0,9 e tensão nominal de 220-240 V, sendo que
não é possível dimerizá-la. A lâmpada apresenta uma temperatura de cor
de 4000 K e fluxo luminoso de 2100 lm. O índice de reprodução de cor (𝑅𝑎 )
informado pelo fabricante é de 83, assim, atendendo o valor normativo para
este ambiente. A lâmpada possui dimensões de 602,5 mm de comprimento e
25,68 mm de diâmetro, possuindo um soquete G13. Sua vida útil é de 40000
h. (Philips, 2014);

Figura 22 – MASTER LEDtube STD 600mm 10W840 T8 I (Philips, 2014).

3.4.2 Escritório
O escritório é utilizado para leitura, acesso ao computador e pequenas reuniões. A
Figura 23 representa a planta do modelo de escritório e a Figura 24 seu modelo 3D. Os
parâmetros normativos exigidos para o ambiente constam na Tabela 3.

Tabela 3 – Valores normativos para o escritório (NBR, 2013).


Tipo de ambiente,
𝐸𝑚 (lux) UGR𝐿 R𝑎 Observações
tarefa ou atividade
Escrever, teclar, ler,
500 19 80 -
processar dados
Capítulo 3. Metodologia 51

Figura 23 – Modelo 2D do escritório (Próprio Autor).

Figura 24 – Modelo 3D do escritório (Próprio Autor).


Capítulo 3. Metodologia 52

Características do ambiente referente as variáveis utilizadas na simulação:

∙ Ambiente:

– O Escritório apresenta um pé-direto de 2,8 metros;


– O ambiente possui uma área de 65,77 m2 ;
– As refletâncias de teto, parede e chão são respectivamente: 70%, 68% e 68%;
– Fator de manutenção de 0,80. Considerando um ambiente do tipo normal e
ciclo de manutenção de 7500h.

∙ Superfícies para o cálculo:

– A Figura 23 e Figura 24 apresenta, em roxo, o plano e a direção da visão do


observador para o cálculo do UGR. O plano para o cálculo da iluminância é
mostrado em verde.

∙ Localização:

– O ângulo formado em relação ao norte é de 0𝑜 ;

∙ Sistema de iluminação:

– O modelo de luminária adotado é CAA12-E232 do fabricante Lumicenter. Ela


é uma luminária de embutir e comporta duas lâmpadas T8. Possui dimensões
de 244 mm de largura, 75 mm de altura e 1243 mm de comprimento. Esta
luminária é indicada pela Lumicenter para locais onde necessita-se maior
controle de ofuscamento, pois a possui um grande número de aletas. O
valor normativo de 𝑈 𝐺𝑅𝐿 é de 19, ou seja, um valor limite de ofuscamento
baixo. O produto apresenta corpo em chapa de aço fosfatizado, aletas e
refletores parabólicos em alumínio anodizado com 99,85% de pureza. A
Figura 25 apresenta o modelo utilizado e sua curva de distribuição luminosa
(Lumicenter, 2014);

Figura 25 – Luminária modelo CAA12-E232 e sua CDL(Lumicenter, 2014).


Capítulo 3. Metodologia 53

– A lâmpada deve atender ao valor normativo mínimo de 𝑅𝑎 de 80. Portanto,


a lâmpada fluorescente adotada é da marca Philips, modelo TL-D 36W/840
1SL, Figura 26. O fabricante informa que o IRC (𝑅𝑎 ) é de 82, assim, atende
a norma. Este modelo apresenta uma potência nominal de 36 W e uma
eficiência luminosa de 90 lm/W. A vida média é de 15000 h. O fluxo
luminoso nominal é de 3250 lm, sendo que a manutenção do fluxo em 5000
h é de 94%. Ela apresenta uma temperatura de cor de 4000 K e o seu
soquete é do tipo G13. Seu diâmetro é de 28 mm e o comprimento de 1200
mm (aproximadamente), assim, sendo compatível com a luminária adotada
(Philips, 2014);

Figura 26 – Lâmpada fluorescente modelo TL-D 36W/840 1SL (Philips, 2014).

– Para o acionamento da lâmpada fluorescente foi escolhido o reator HF-R


236 TL-D EII 220-240V 50/60Hz (Figura 27), também da Philips. O modelo
apresenta o mesmo fluxo luminoso para a lâmpada escolhida, ou seja, 3250
lm. Ele apresenta a possibilidade de dimerizar as lâmpadas. A perda de
potência do reator é de 7,3 W e seu fator de potência é de 0,98. O reator
apresenta tensão nominal de 220-240 V, tensão DC de 154-276 V e opera
nas frequências de 50/60 Hz (Philips, 2014);

Figura 27 – Reator modelo HF-R 236 TL-D EII 220-240V 50/60Hz (Philips, 2014).

– A opção de lâmpada LED adotada foi a SubstiTUBE Basic ST8-HB4 18


W/840 da Osram, Figura 58. Este modelo é utilizado em retrofits e pode ser
aplicado diretamente, sem a necessidade de alterações no restante do sistema
de iluminação. Ela possui uma potência de 18 W, fator de potência maior que
0,9 e fluxo luminoso de 1900 lm. Sua tensão nominal é de 220-240 V, sendo
que não é possível dimerizá-la. A lâmpada apresenta uma temperatura de
Capítulo 3. Metodologia 54

cor de 4000 K e seu 𝑅𝑎 é superior a 80, assim, atendendo o valor normativo


em relação ao índice de reprodução de cor. Este modelo possui dimensões
de 1212 mm de comprimento e 27,8 mm de diâmetro, possuindo um soquete
G13. Sua vida útil é de 40000 h (Osram, 2014);

Figura 28 – Lâmpada LED SubstiTUBE Basic ST8-HB4 18 W/840(Osram, 2014).

3.4.3 Sala de reunião/conferência


A sala de reunião/conferência tem como função sediar reuniões privadas, que utili-
zam materiais multimídia e portanto, contando com sistema de dimerização da iluminação.
A Figura 29 representa a planta do ambiente e a Figura 30 seu modelo 3D. Os parâmetros
normativos exigidos para o ambiente constam na Tabela 4.

Tabela 4 – Valores normativos para a sala de reunião/conferência (NBR, 2013).


Tipo de ambiente,
𝐸𝑚 (lux) UGR𝐿 R𝑎 Observações
tarefa ou atividade
É recomendado a
Sala de conferência 500 19 80 possibilidade de controle de
iluminação
Capítulo 3. Metodologia 55

Figura 29 – Modelo 2D da sala de reunião/conferência (Próprio Autor).

Figura 30 – Modelo 3D da sala de reunião/conferência (Próprio Autor).

Características do ambiente referente as variáveis utilizadas na simulação:


Capítulo 3. Metodologia 56

∙ Ambiente:

– O Sala de reunião/conferência apresenta um pé-direto de 2,8 metros;


– O ambiente possui uma área de 31,48 m2 ;
– As refletâncias de teto, parede e chão são respectivamente: 70%, 77% e 18%;
– Fator de manutenção de 0,88. Considerando um ambiente do tipo limpo e
ciclo de manutenção de 7500h.

∙ Superfícies para o cálculo:

– A Figura 29 e Figura 30 apresenta, em roxo, o plano e a direção da visão do


observador para o cálculo do UGR. O plano para o cálculo da iluminância é
mostrado em verde.

∙ Localização:

– O ângulo formado em relação ao norte é de 0𝑜 ;

∙ Sistema de iluminação:

– O modelo de luminária adotado é CAA20-E232 do fabricante Lumicenter. Ela


é uma luminária de embutir e comporta duas lâmpadas T8. Possuir dimensões
de 307 mm de largura, 72 mm de altura e 1243 mm de comprimento. O valor
normativo de 𝑈 𝐺𝑅𝐿 é de 19, ou seja, um valor limite de ofuscamento baixo.
O produto apresenta corpo em chapa de aço fosfatizado, aletas e refletores
parabólicos em alumínio anodizado com 99,85% de pureza. A Figura 31
apresenta o modelo referente e sua curva de distribuição luminosa (CDL)
(Lumicenter, 2014);

Figura 31 – Luminária modelo CAA20-E232 e sua CDL(Lumicenter, 2014).


Capítulo 3. Metodologia 57

– A lâmpada fluorescente utilizada é da marca Osram, modelo Lumilux T8


36W/840, Figura 32. O fabricante informa que o IRC (𝑅𝑎 ) é superior a
80, assim, atende a norma. Este modelo apresenta uma potência nominal
de 36 W e uma eficiência luminosa de 93 lm/W. A vida média é de 20000
h. O fluxo luminoso nominal é de 3350 lm, sendo que a manutenção do
fluxo em 8000 h é de 90%. Ela apresenta uma temperatura de cor de 4000
K. Este produto é possível de dimerização, assim, atendendo à observação
normativa quanto a possibilidade de controle de iluminação. O soquete é do
tipo G13. Seu diâmetro é de 26 mm e o comprimento de 1200 mm, assim,
sendo compatível com a luminária adotada (Osram, 2014);

Figura 32 – Lâmpada fluorescente modelo Lumilux T8 36W/840 (Osram, 2014).

– Para o acionamento da lâmpada fluorescente foi escolhido o reator QTi


2X36/220-240 DIM (Figura 33), também da Osram. O modelo apresenta
o mesmo fluxo luminoso para a lâmpada escolhida, ou seja, 3350 lm. Ele
apresenta a possibilidade de dimerizar as lâmpadas. A soma da potência
nominal e da perda de potência é de 74W. O reator apresenta tensão nominal
de 220-240 V, tensão DC de 154-276 V, corrente nominal de 0,31 A e opera
nas frequências de 50/60 Hz (Osram, 2014);
Capítulo 3. Metodologia 58

Figura 33 – Reator modelo QTi 2X36/220-240 DIM (Osram, 2014).

– A lâmpada LED adotada foi Arquitube T8 HO 1200, Figura 52, da fabricante


Arquiled. Sua principal característica é a possibilidade de dimerização, assim,
atendendo a observação prevista em norma. Este produto é um dos poucos
existentes no mercado voltado para retrofits que possibilita a dimerização.
Ela possui uma potência de 18 W e fluxo luminoso de 1800 lm. A tensão de
entrada é de 195-260 Vac. A lâmpada apresenta uma temperatura de cor
de 4000 K e seu 𝑅𝑎 é de 85, assim, atendendo a norma. A lâmpada possui
comprimento de de 1198 mm e 33 mm de diâmetro, possuindo um soquete
G13. Sua vida útil é de 45000 h (Arquitube, 2014).

Figura 34 – Lâmpada LED Arquitube T8 HO 1200 (Arquiled, 2014).

3.4.4 Auditório
O auditório tem como finalidade a apresentação de trabalhos e palestras de congres-
sos ou conferências. A Figura 35 representa a planta do modelo de auditório e a Figura 36
Capítulo 3. Metodologia 59

seu modelo 3D. Os valores normativos exigidos para o ambiente constam na Tabela 5.

Tabela 5 – Valores normativos para o auditório (NBR, 2013).


Tipo de ambiente,
𝐸𝑚 (lux) UGR𝐿 R𝑎 Observações
tarefa ou atividade
Salas com multiuso 300 22 80 -

Figura 35 – Modelo 2D do auditório (Próprio Autor).

Figura 36 – Modelo 3D do auditório (Próprio Autor).


Capítulo 3. Metodologia 60

Características do ambiente referente as variáveis utilizadas na simulação:

∙ Ambiente:

– O auditório possui pé-direto de 3,5 metros;


– O ambiente possui uma área de 135,93 m2 ;
– As refletâncias de teto e parede são respectivamente: 70% e 77%;
– A refletância do chão, onde estão dispostas as cadeiras para os ouvintes, é
de 20%. Já a refletância referente ao tablado é de 61%.
– Fator de manutenção de 0,80. Considerando um ambiente do tipo normal e
ciclo de manutenção de 7500h.

∙ Superfícies para o cálculo:

– A Figura 35 e Figura 36 apresenta, em roxo, o plano e a direção da visão do


observador para o cálculo do UGR. O plano para o cálculo da iluminância é
mostrado em verde.

∙ Localização:

– O ângulo formado em relação ao norte é de 0𝑜 ;

∙ Sistema de iluminação:

– A luminária adotada para o auditório foi a CAA06-S232, também da Lumi-


center. O modelo é de sobrepor, assim, facilitando a manutenção do sistema,
já que o pé-direito tem 3,5m. Ela pode ser composta por duas lâmpadas
T8. Possui dimensões de 653 mm de largura e comprimento, com 75 mm de
altura. O controle de ofuscamento para o ambiente não é rigoroso, pois o
𝑈 𝐺𝑅𝐿 é 22, assim, não necessitando um grande número de aletas de prote-
ção. A luminária apresenta corpo constituído por chapa de aço fosfatizado.
As refletores parabólicos são de alumínio anodizado com 99,85% de pureza
e as aletas são constituídas de alumínio frisado. A Figura 37 apresenta o
modelo e sua respectiva curva de distribuição luminosa (CDL) (Lumicenter,
2014);
Capítulo 3. Metodologia 61

Figura 37 – Luminária modelo CAA06-S232 e sua CDL (Lumicenter, 2014).

– O modelo de lâmpada fluorescente adotado foi Lumilux XXT T8 36W/840


da marca Osram, Figura 38. Os modelos desta família apresentam uma
vida média de 90000 h, esta característica é importante, visto a altura do
pé-direto, que dificulta a manutenção. A Osram informa que o 𝑅𝑎 é maior
do que 80, assim, atendendo ao valor normativo. A lâmpada apresenta uma
potência nominal de 36 W e fluxo luminoso de 3300 lm, assim, obtendo uma
eficiência luminosa de 92 lm/W. A manutenção deste fluxo em 20000 h é de
87%. A sua temperatura de cor é de 4000 K. A lâmpada não é dimerizável e
o soquete é do tipo G13. O produto apresenta dimensões de 1200 mm de
comprimento e diâmetro de 26 mm (Osram, 2014);

Figura 38 – Lâmpada fluorescente modelo Lumilux XXT T8 36W/840 (Osram, 2014).

– Para o sistema de iluminação fluorescente foi adotado o reator QTi DALI


2X36 DIM,(Figura 39), da fabricante Osram. A principal característica desta
família de reatores é a manutenção do fluxo luminoso original da lâmpada
escolhida, assim, mantendo o fluxo das lâmpadas em 3300 lm. O reator
possibilita a dimerização das lâmpadas. A potência total, constituída pela
Capítulo 3. Metodologia 62

potência nominal e pela perda de potência é de 69 W. A tensão nominal é


de 220-240 V, tensão DC de 154-276 V, corrente nominal de 0,31 A e pode
operar nas frequências de 50/60 Hz (Osram, 2014);

Figura 39 – Reator modelo QTi DALI 2X36 DIM (Osram, 2014).

– A opção de lâmpada LED adotada foi a SubstiTUBE Basic ST8-HB4 21


W/840 da Osram, Figura 40. O modelo possui uma potência de 21 W, fator
de potência maior que 0,9 e fluxo luminoso de 2100 lm. A tensão nominal é
de 220 V, não existindo a possibilidade de dimerizá-la. Ela apresenta uma
temperatura de cor de 4000 K e seu 𝑅𝑎 é superior a 80, assim, atendendo o
valor normativo. O modelo possui dimensões de 1212,8 mm de comprimento
e 27,5 mm de diâmetro, e, utiliza soquete G13. Sua vida útil é de 40000 h
(Osram, 2014);

Figura 40 – Lâmpada LED SubstiTUBE Basic ST8-HB4 21 W/840 (Osram, 2014).

3.4.5 Cozinha
O cozinha é utilizada para a preparação das refeições servidas no hotel e coffee
breaks. A Figura 41 representa a planta do modelo de cozinha e a Figura 42 seu modelo
Capítulo 3. Metodologia 63

3D. Os valores normativos exigidos para o ambiente constam na Tabela 6.

Tabela 6 – Valores normativos para a cozinha (NBR, 2013).


Tipo de ambiente,
𝐸𝑚 (lux) UGR𝐿 R𝑎 Observações
tarefa ou atividade
Cozinha 500 22 80 -

Figura 41 – Modelo 2D da cozinha (Próprio Autor).

Figura 42 – Modelo 3D da cozinha (Próprio Autor).


Capítulo 3. Metodologia 64

Características do ambiente referente as variáveis utilizadas na simulação:

∙ Ambiente:

– A cozinha apresenta um pé-direto de 2,8 metros;


– O ambiente possui uma área de 20,26 m2 ;
– As refletâncias de teto, parede e chão são respectivamente: 85%, 68% e 39%;
– Fator de manutenção de 0,80. Considerando um ambiente do tipo sujo e
ciclo de manutenção de 2500h.

∙ Superfícies para o cálculo:

– A Figura 41 e Figura 42 apresenta, em roxo, o plano e a direção da visão do


observador para o cálculo do UGR. O plano para o cálculo da iluminância é
mostrado em verde.

∙ Localização:

– O ângulo formado em relação ao norte é de 0𝑜 ;

∙ Sistema de iluminação:

– A luminária adotada para a cozinha foi o modelo CHT07-S232 da Lumicenter.


Foi utilizada uma luminária é hermética pois o ambiente é agressivo ao
sistema de iluminação com relação as possíveis partículas provenientes
dos preparos dos alimentos, como a gordura, por exemplo. A luminária
é de sobrepor, assim, facilitando a sua manutenção, visto que o ciclo de
manutenção é de 2500 horas para se garantir um fator de depreciação de 0,8.
O modelo comporta duas lâmpadas T8 e possui dimensões de 1263 mm de
largura, 250mm comprimento e 70 mm de altura. O produto possui corpo
em chapa de aço fosfatizado, refletores facetados em alumínio anodizado com
99,85% de pureza e o difusor é de vidro transparente. A Figura 43 apresenta
o modelo e sua curva de distribuição luminosa (CDL) (Lumicenter, 2014);
Capítulo 3. Metodologia 65

Figura 43 – Luminária modelo CHT07-S232 e sua CDL(Lumicenter, 2014).

– O ambiente apresenta um valor mínimo de índice de reprodução de cor


de 80, portanto as lâmpadas adotadas devem ser no mínimo iguais a este
valor. O modelo de lâmpada fluorescente adotado foi MASTER TL-D 90 De
Luxe 36W/965 1SL da Philips, Figura 44. O lâmpada atende ao requisito
normativo quanto ao IRC (𝑅𝑎 ), pois seu índice é igual a 93. Sua temperatura
de cor é de 6500 K. A potência nominal é de 36 W e seu fluxo luminoso
nominal é de 2800 lm, assim, apresentando uma eficiência luminosa de 77,8
lm/W. O fluxo luminoso em 20000 h é de 90%. A lâmpada apresenta uma
tensão de 103 V e corrente de 0,440 A em 25𝑜 C. Possui soquete do tipo G13.
O produto apresenta dimensões de 1213.6 mm de comprimento e diâmetro
de 28 mm (Philips, 2014);

Figura 44 – Lâmpada fluorescente modelo MASTER TL-D 90 De Luxe 36W/965 1SL


(Philips, 2014).

– Para o sistema de iluminação fluorescente foi adotado o reator QTP8


2X36/230-240 (Figura 45) da Osram. . O modelo não possibilita a dimeriza-
ção das lâmpadas. A potência total do sistema, constituída pela potência
nominal e pela perda de potência é de 71 W, apresentando fator de potência
de 0,96. A tensão de entrada é de 196-264 V, tensão nominal de 230-240 V,
tensão DC de 154-276 V e corrente nominal de 0,31 A e pode operar nas
frequências de 50/60 Hz (Osram, 2014);
Capítulo 3. Metodologia 66

Figura 45 – Reator modelo QTP8 2X36/230-240 (Osram, 2014).

– A opção de lâmpada LED adotada foi o modelo MASTER TLED INT STD
1200mm 19W865 T8 AP I da Philips, Figura 46. Este modelo possui uma
potência de 19 W, fator de potência mínimo de 0,9 e tensão nominal de
100-240 V, o modelo não possibilita a dimerização. Sua temperatura de cor é
de 6500 K e fluxo luminoso de 1650 lm. O índice de reprodução de cor (𝑅𝑎 )
informado pelo fabricante é de 83, assim, atendendo o valor normativo para
este ambiente. A lâmpada possui dimensões de 1212 mm de comprimento e
28 mm de diâmetro, possuindo um soquete G13. Sua vida útil é de 40000 h
(Philips, 2014);

Figura 46 – Lâmpada MASTER TLED INT STD 1200mm 19W865 T8 AP I (Philips,


2014).

3.4.6 Lavanderia
A lavanderia é composta por duas atividades principais: lavar e passar. A Figura 47
representa a planta do modelo de lavanderia e a Figura 48 seu modelo 3D. Os parâmetros
normativos exigidos para o ambiente constam na Tabela 7.

Tabela 7 – Valores normativos para a lavanderia (NBR, 2013).


Tipo de ambiente, tarefa ou
𝐸𝑚 (lux) UGR𝐿 R𝑎 Observações
atividade
Lavagem e limpeza a seco 300 25 80 -
Passar roupas 300 25 80 -
Capítulo 3. Metodologia 67

Figura 47 – Modelo 2D da lavanderia (Próprio Autor).

Figura 48 – Modelo 3D da lavanderia (Próprio Autor).

Características do ambiente referente as variáveis utilizadas na simulação:

∙ Ambiente:
Capítulo 3. Metodologia 68

– A lavanderia apresenta um pé-direto de 2,8 metros;


– O ambiente possui uma área de 17,96 m2 ;
– As refletâncias de teto, parede e chão são respectivamente: 70%, 68% e 30%;
– Fator de manutenção de 0,80. Considerando um ambiente do tipo normal e
ciclo de manutenção de 7500h.

∙ Superfícies para o cálculo:

– A Figura 47 e Figura 48 apresenta, em roxo, o plano e a direção da visão do


observador para o cálculo do UGR. O plano para o cálculo da iluminância é
mostrado em verde.

∙ Localização:

– O ângulo formado em relação ao norte é de 0𝑜 ;

∙ Sistema de iluminação:

– A luminária adotada para o auditório foi a CAN18-S416, do fabricante


Lumicenter. O modelo é de sobrepor, podendo ser composta por quatro
lâmpadas T8. Como o índice de ofuscamento para o ambiente é alto (igual a
25), ou seja, não rigoroso, o modelo adotado não apresenta aletas de proteção.
A luminária possui dimensões de 653 mm de largura e comprimento, com 75
mm de altura. Ela apresenta corpo constituído por chapa de aço fosfatizado e
os refletores parabólicos são de alumínio anodizado com 99,85% de pureza. A
Figura 49 apresenta o modelo utilizado e sua curva de distribuição luminosa
(CDL) (Lumicenter, 2014);

Figura 49 – Luminária modelo CAN18-S416 e sua CDL (Lumicenter, 2014).

– O modelo de lâmpada fluorescente adotado foi Lumilux L 18 W/840 da


marca Osram, Figura 50. O fabricante informa que o 𝑅𝑎 é maior do que 80,
Capítulo 3. Metodologia 69

portanto, atendendo ao valor normativo. A lâmpada apresenta uma potência


nominal de 18 W e fluxo luminoso de 1350 lm, assim, obtendo uma eficiência
luminosa de 75 lm/W. A vida média é de 20000 h. A manutenção deste fluxo
em 8000 h é de 90%. A sua temperatura de cor é de 4000 K. A lâmpada
apresenta a possibilidade de dimerizá-la e o seu soquete é do tipo G13. O
produto apresenta dimensões de 590 mm de comprimento e diâmetro de 26
mm (Osram, 2014);

Figura 50 – Lâmpada fluorescente modelo Lumilux L 18 W/840 (Osram, 2014).

– Para o sistema de iluminação fluorescente foi adotado dois reatores QTi


2X18/220-240 DIM,(Figura 51), da fabricante Osram. A família de reatores
QTi apresenta manutenção do fluxo luminoso original da lâmpada escolhida,
assim, mantendo o fluxo das lâmpadas em 1350 lm. O reator possibilita
a dimerização das lâmpadas. A potência total, constituída pela potência
nominal e pela perda de potência é de 35 W, para cada conjunto de duas
lâmpadas de 18 W e um reator, assim, para a luminária a potência total é de
70 W. A tensão nominal é de 220-240 V, tensão DC de 154-276 V, corrente
nominal de 0,17 A (cada reator) e pode operar nas frequências de 50/60 Hz
(Osram, 2014);
Capítulo 3. Metodologia 70

Figura 51 – Reator modelo QTi 2X18/220-240 DIM (Osram, 2014).

– A lâmpada LED utilizada foi a MASTER TLED INT STD 600mm 10W840
T8 AP I da Philips. Ela possui uma vida útil de 40000 h e um fluxo luminoso
de 825 lm, além disso, também apresenta um Ra de 83 e temperatura de
cor de 4000 K. O modelo apresenta uma potência de 10 W e seu fator de
potência é de 0,9. A tensão de entrada é de 220-240 V e não é possível
realizar a dimerização. Seu comprimento é de 602,5 mm e 28 mm de diâmetro,
utilizando um soquete G13.

Figura 52 – Lâmpada MASTER TLED INT STD 600mm 10W840 T8 AP I (Philips,


2014).

3.4.7 Restaurante/bar
O restaurante/bar tem como finalidade servir bebidas e os pratos perados pela
cozinha do hotel. A Figura 53 representa a planta do ambiente e a Figura 54 seu modelo
3D. Os parâmetros normativos exigidos para o ambiente constam na Tabela 8.

Tabela 8 – Valores normativos para o restaurante/bar (NBR, 2013).


Tipo de ambiente,
𝐸𝑚 (lux) UGR𝐿 R𝑎 Observações
tarefa ou atividade
É recomendado que o
Restaurante, sala de projeto de iluminação
200 22 80
jantar, sala de eventos proporcione um ambiente
íntimo
Capítulo 3. Metodologia 71

Figura 53 – Modelo 2D do restaurante/bar (Próprio Autor).

Figura 54 – Modelo 3D do restaurante/bar (Próprio Autor).

Características do ambiente referente as variáveis utilizadas na simulação:

∙ Ambiente:

– O Restaurante/Bar apresenta um pé-direto de 2,8 metros;


– O ambiente possui uma área de 90,04 m2 ;
– As refletâncias de teto, parede e chão são respectivamente: 86%, 68% e 32%;
– Fator de manutenção de 0,80. Considerando um ambiente do tipo normal e
ciclo de manutenção de 7500h.

∙ Superfícies para o cálculo:

– A Figura 53 e Figura 54 apresenta, em roxo, o plano e a direção da visão do


observador para o cálculo do UGR. O plano para o cálculo da iluminância é
mostrado em verde.
Capítulo 3. Metodologia 72

∙ Localização:

– O ângulo formado em relação ao norte é de 0𝑜 ;

∙ Sistema de iluminação:

– A luminária utilizada foi a CML03-E216 da Lumicenter, sendo esta de


embutir e comportando duas lâmpadas T8. As suas dimensões são 617 mm
de largura e comprimento, e, 110 mm de altura. Esta luminária apresenta
uma iluminação difusa, este, um fator importante para o ambiente, pois
proporciona um clima agradável e receptivo em conjunto com a escolha da
temperatura de cor da lâmpada. O produto apresenta corpo e refletor em
chapa de aço fosfatizado, já o difusor é constituído por uma chapa de aço
perfurada e poliéster leitoso. A Figura 55 apresenta o modelo utilizado e sua
curva de distribuição luminosa (CDL) (Lumicenter, 2014);

Figura 55 – Luminária modelo CML03-E216 e sua CDL (Lumicenter, 2014).

– Atendendo a observação normativa, ou seja, proporcionar um ambiente mais


íntimo, foi adotado uma lâmpada com uma cor mais quente. Portanto, a
lâmpada fluorescente utilizada foi TL-D 18W/830 1SL, da Philips, Figura 56.
Ela apresenta uma temperatura de cor de 3000 K, sendo classificada como
"branco quente". O IRC (𝑅𝑎 ) é de 83, assim, atendendo ao valor normativo.
A vida útil é de 13000 h. Ela apresenta uma potência nominal de 18 W
e um fluxo luminoso de 1350 lm, assim, sua eficiência luminosa é de 75
lm/W. A manutenção do fluxo em 5000 h é de 94%. O soquete é do tipo
G13. Suas dimensões são de 28 mm de diâmetro e comprimento de 604 mm
(aproximadamente), portanto, compatível com a luminária (Philips, 2014);
Capítulo 3. Metodologia 73

Figura 56 – Lâmpada fluorescente modelo TL-D 18W/830 1SL (Philips, 2014).

– O reator escolhido para o sistema fluorescente foi o HF-R 218 TL-D EII
220-240V 50/60Hz (Figura 57), da fabricante Philips. Ele possibilita a
dimerização das lâmpadas. A perda de potência é de 7,8 W e seu fator de
potência é de 0,97. O reator apresenta tensão nominal de 220-240 V, tensão
DC de 154-276 V e opera nas frequências de 50/60 Hz (Philips, 2014);

Figura 57 – Reator modelo HF-R 218 TL-D EII 220-240V 50/60Hz (Philips, 2014).

– A lâmpada LED adotada foi a SubstiTUBE Basic ST8-HB2-830 da Osram,


Figura 58. Ela é recomendada para retrofits. Possui uma potência de 10 W
e fluxo luminoso de 900 lm. O fator de potência maior que 0,9 e sua tensão
nominal é de 220-240 V. A lâmpada tem uma temperatura de cor de 3000
K e seu 𝑅𝑎 é superior a 80, portanto, atende ao índice de reprodução de
cor. A lâmpada possui dimensões de 603,2 mm de comprimento e 28 mm de
diâmetro, sendo constituída por soquetes G13. Ela apresenta vida útil de
40000 h (Osram, 2014);

Figura 58 – Lâmpada LED SubstiTUBE Basic ST8-HB2-830 (Osram, 2014).


Capítulo 3. Metodologia 74

3.5 Coleta de dados e análise


Após realizar a montagem dos ambientes, foram dispostos os sistemas de ilumi-
nação fluorescentes e LEDs, em cada ambiente, de acordo com as luminárias e lâmpadas
adotadas na seção anterior. Além disso, todos os ambientes foram configurados seguindo
os parâmetros descritos anteriormente, com relação à coordenada geográfica, posição em
relação ao Norte, fator de manutenção e altura do plano de trabalho. Posteriormente, os
ambientes foram simulados através do software DIALux○ R
.
A partir dos relatórios resultantes das simulações, avaliaram-se três aspectos:

∙ Iluminância mantida (𝐸𝑚 );

∙ Índice de ofuscamento unificado (𝑈 𝐺𝑅𝐿 );

∙ Energy evaluation.

Os dois primeiros itens são referentes aos valores presentes na norma NBR ISO/CIE
8995-1:2013. O último item, refere-se a energia consumida pelo sistema de iluminação
utilizado em cada ambiente. O consumo total é fornecido em kWh/ano, mas o relatório
disponibiliza informações sobre o consumo mensal. Os resultados tem como base o funci-
onamento do sistema de iluminação em 2250 h/ano. Caso o ambiente simulado possua
janelas, o software automaticamente calcula a influência da iluminação natural no ambi-
ente, separando-o em zonas: Assessment Zone Daylight (área onde apresenta influência
da luz natural) e Assessment Zone Non-Daylight (área que contém somente a presença
da luz artificial). Portanto, os resultados do consumo de energia pelos ambientes que
possuem janelas sofrerão variações entre os meses, pois a luz natural incidente é variável,
dependendo do posicionamento geográfico e da inclinação da Terra em relação ao Sol.
A comparação e análise da eficiência entre os sistemas, fluorescente e LED, de
um mesmo ambiente, foi realizado a partir da adequação mínima destes com os valores
normativos de iluminância mantida e índice de ofuscamento unificado. Assim, o número
de luminárias e seus componentes ficaram limitados ao mínimo, ou seja, consumindo o
mínimo necessário de energia para atender a norma.
75

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A partir da metodologia apresentada no capítulo anterior, os ambientes descritos


foram simulados através do software DIALux○ R
. Para cada ambiente realizou-se, separada-
mente, a análise dos sistemas fluorescente e LED, gerando como resultados os relatórios
referentes à iluminância média, índice de ofuscamento unificado e energy evaluation. Por
meios destes relatórios foi averiguado, em cada ambiente, a adequação dos sistemas à
norma NBR ISO/CIE 8995-1:2013 e posteriormente, realizada a comparação do consumo
de energia ente os sistemas. A partir deste resultado, determinou-se qual sistema apresenta
o menor consumo.

4.1 Hall
Primeiramente, foi simulado o sistema de iluminação fluorescente, onde foram
obtidos os relatórios referentes a iluminância média e UGR, respectivamente Figura 59 e
Figura 60.

Figura 59 – Relatório sobre a iluminância do Hall para o sistema fluorescente (Próprio


Autor).

A Figura 59 apresenta um conjunto de isolinhas que descrevem as diferentes faixas


de iluminância do Hall. O valor médio obtido pela simulação foi de 340 lx, portanto superior
ao normativo para a iluminância mantida, que é de 300 lx. Assim, o sistema encontra-se
Capítulo 4. Resultados e Discussão 76

adequado à norma neste quesito. Após isso, foi verificado o índice de ofuscamento do
sistema, onde as áreas avaliadas estão indicadas na Figura 17 e Figura 18. O relatório de
UGR apresentado pela Figura 60 é referente à região onde ocorre o ofuscamento máximo.

Figura 60 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema fluorescente no Hall
(Próprio Autor).

A Figura 60 apresenta um índice de ofuscamento máximo de 19. O valor normativo


limite para este tipo de ambiente é de 22, assim, o sistema também se enquadra à norma
neste parâmetro. Posteriormente, foi realizado as simulações referentes ao sistema de
iluminação LED, obtendo-se os relatórios de iluminância média e UGR, respectivamente
Figura 61 e Figura 62.

Figura 61 – Relatório sobre a iluminância do Hall para o sistema LED (Próprio Autor).

A partir da Figura 61, observa-se que o sistema LED apresenta uma maior variação
Capítulo 4. Resultados e Discussão 77

nas faixas de iluminância, mas o valor médio obtido foi de 368 lx, portanto adequando-se
à norma. A seguir, a Figura 62 apresenta o relatório da região que ocorre o máximo
ofuscamento.

Figura 62 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema LED no Hall (Próprio
Autor).

O relatório indica que o valor máximo de ofuscamento foi de 22. Portanto, este
se iguala ao limite normativo, porém não o ultrapassa, assim, o sistema está adequado
à norma. Verificadas as compatibilidades dos sistemas fluorescente e LED com a norma,
foram gerados os relatórios de energy evaluation. A Figura 63 demonstra claramente a
comparação mensal entre os sistemas.

Figura 63 – Comparação mensal entre os consumos dos sistemas de iluminação para o


Hall (Próprio Autor).

Observa-se a partir da Figura 63 que pelo o ambiente possuir janelas e portas de


vidro, o consumo mensal é variável. Este fato é proveniente da influência da iluminação
Capítulo 4. Resultados e Discussão 78

natural no ambiente. O consumo total de energia em um ano é de 1518,48 kWh/ano para


o sistema fluorescente. Já o sistema LED apresenta uma redução para 525,60 kWh/ano,
ou seja, quase um terço menor. A demanda média mensal para o sistema fluorescente e
LED, é respectivamente 126,57 kWh/mês e 43,81 kWh/mês. Portanto, conclui-se que para
o Hall, o LED apresenta o menor consumo.

4.2 Escritório
Foi realizado inicialmente a simulação do sistema de iluminação fluorescente,
obtendo a partir desta, os relatórios referentes a iluminância média e UGR, respectivamente
Figura 64 e Figura 65.

Figura 64 – Relatório sobre a iluminância do escritório para o sistema fluorescente (Próprio


Autor).

A Figura 64 mostra a distribuição da iluminância proveniente do sistema fluorescente


pelo escritório. O valor médio obtido a partir da simulação foi de 615 lx, assim, apresentando
um valor superior ao normativo para a iluminância mantida, que é de 500 lx. Portanto, o
sistema está adequado à norma neste quesito. Após isso, foi verificado a adequação do
sistema com relação ao índice de ofuscamento, onde as áreas avaliadas estão indicadas
na Figura 23 e Figura 24. O relatório de UGR apresentado pela Figura 65 é referente à
região onde ocorre o máximo de ofuscamento para o sistema simulado.
Capítulo 4. Resultados e Discussão 79

Figura 65 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema fluorescente no escritório
(Próprio Autor).

A Figura 65 apresenta um índice de ofuscamento máximo de 19. O valor limite


para este ambiente é de 19, assim, o sistema está adequado ao valor normativo. Realizado
a simulação do sistema fluorescente, prosseguiu-se com o sistema LED, obtendo-se os
relatórios de iluminância média e UGR, respectivamente Figura 66 e Figura 67.

Figura 66 – Relatório sobre a iluminância do escritório para o sistema LED (Próprio


Autor).

A partir da Figura 66, observa-se uma melhor distribuição de iluminância no centro


do ambiente. O sistema LED apresenta iluminância média de 604 lx, portanto superior ao
normativo que é 500lx, assim, adequando-se à norma. A Figura 67 apresenta o máximo
ofuscamento obtido para o sistema de iluminação LED.
Capítulo 4. Resultados e Discussão 80

Figura 67 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema LED no escritório
(Próprio Autor).

A Figura 67 apresenta que para o sistema LED, o valor máximo de ofuscamento


obtido foi de 19, assim, o sistema se enquadra à norma neste quesito também. Realizadas
as verificações dos sistemas com os parâmetros normativos, gerou-se os relatórios de energy
evaluation. A Figura 68 mostra a comparação mensal entre os sistemas.

Figura 68 – Comparação mensal entre os consumos dos sistemas de iluminação para o


escritório (Próprio Autor).

Verificou-se a partir da 68 que o ambiente também é influenciado pela iluminação


natural. O relatório de energy evaluation apresenta que o consumo total de energia, para
o sistema fluorescente, em um ano é de 1477,44 kWh/ano. O sistema LED apresentou
um consumo de energia de 1153,44 kWh/ano. A demanda média mensal para o sistema
fluorescente e LED, é respectivamente 123,15 kWh/mês e 96,15 kWh/mês. Portanto, houve
uma redução no consumo em relação ao sistema fluorescente. Assim, conclui-se que para
os sistemas adotados para o escritório, o sistema LED apresenta o menor consumo.
Capítulo 4. Resultados e Discussão 81

4.3 Sala de reunião/conferência


O ambiente foi simulado, primeiramente, para o sistema de iluminação fluorescente,
obtendo a partir desta, os relatórios referentes a iluminância média e UGR, respectivamente
Figura 69 e Figura 70.

Figura 69 – Relatório sobre a iluminância da sala de reunião/conferência para o sistema


fluorescente (Próprio Autor).

A partir da Figura 69, verificou-se que a iluminância apresenta-se bem distribuída


pelo ambiente. O valor médio obtido pela simulação foi de 619 lx, valor superior ao
normativo que é de 500 lx. Assim, o sistema está adequado à norma. A seguir, verificou-se
o índice de ofuscamento, onde as áreas avaliadas estão indicadas na Figura 29 e Figura 30.
O relatório de UGR apresentado pela Figura 70 referente-se à região que possui o máximo
ofuscamento para o sistema simulado.

Figura 70 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema fluorescente na sala de
reunião/conferência (Próprio Autor).
Capítulo 4. Resultados e Discussão 82

A Figura 70 apresenta um índice de ofuscamento máximo de 17. O valor normativo


para o ambiente é de 19, portanto o sistema se enquadra à norma. Finalizado o sistema
fluorescente, foi realizada a simulação do sistema de iluminação LED, obtendo-se os
relatórios de iluminância média e UGR, respectivamente Figura 71 e Figura 72.

Figura 71 – Relatório sobre a iluminância da sala de reunião/conferência para o sistema


LED (Próprio Autor).

A Figura 71 demonstra uma distribuição uniforme da iluminância do sistema LED.


A iluminância média obtida foi de 627 lx, assim, adequando-se à norma. A Figura 72
apresenta o valor máximo de ofuscamento obtido para o sistema de iluminação LED.

Figura 72 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema LED na sala de reu-
nião/conferência (Próprio Autor).

Verificou-se através da Figura 72 que o sistema LED possui valor máximo de


ofuscamento igual a 15, portanto adequado à norma. Realizadas as verificações dos
Capítulo 4. Resultados e Discussão 83

sistemas quanto aos parâmetros normativos, gerou-se os relatórios de energy evaluation


para os sistemas. A Figura 73 apresenta a comparação mensal entre os sistemas.

Figura 73 – Comparação mensal entre os consumos dos sistemas de iluminação para a sala
de reunião/conferência (Próprio Autor).

A Figura 73 apresenta níveis mensais de consumo constantes, pois o ambiente não


possui janelas, assim, a luz natural não influi no ambiente. O relatório apresenta que o
consumo total de energia em um ano é de 666,00 kWh/ano para o sistema fluorescente.
Já para o sistema LED o consumo foi de 648,00 kWh/ano, ocorrendo então uma redução.
A demanda média mensal para o sistema fluorescente e LED, é respectivamente 55,5
kWh/mês e 54 kWh/mês. Portanto, conclui-se que dentre os sistemas adotados o LED
apresenta o menor consumo.

4.4 Auditório
Inicialmente foi simulado o sistema de iluminação fluorescente, obtendo a partir
desta, os relatórios referentes a iluminância média e UGR, respectivamente Figura 74 e
Figura 75.
Capítulo 4. Resultados e Discussão 84

Figura 74 – Relatório sobre a iluminância do auditório para o sistema fluorescente (Próprio


Autor).

A partir da Figura 74, verificou-se que a iluminância na altura do plano de trabalho


está bem distribuída, apresentado variações máximas de 50lx entre as isolinhas. O valor
médio de iluminância obtido foi de 390 lx, portanto, superior ao normativo que é de
300 lx. Assim, o sistema está adequado à norma. Posteriormente, foi verificado o índice
de ofuscamento, onde as áreas avaliadas estão indicadas na Figura 35 e Figura 36. O
relatório de UGR apresentado pela Figura 75 é referente à região onde ocorre o máximo
de ofuscamento para o sistema simulado.

Figura 75 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema fluorescente no auditório
(Próprio Autor).

Observou-se através da Figura 75 que o índice de ofuscamento máximo foi de 16.


Capítulo 4. Resultados e Discussão 85

Portanto, respeitando o limite normativo para este ambiente, que é de 22, enquadrando-se à
norma. Finalizado o sistema fluorescente, foi simulado o sistema LED, obtendo os relatórios
de iluminância média e UGR, respectivamente Figura 76 e Figura 77.

Figura 76 – Relatório sobre a iluminância do auditório para o sistema LED (Próprio


Autor).

A partir da Figura 76, observa-se que o sistema LED apresenta uma menor variação
de iluminância entre as isolinhas, sendo esta de 40 lx. A iluminância média obtida foi
de 395 lx, portanto adequando-se à norma. A seguir, foi verificado o valor máximo de
ofuscamento obtido para o sistema, Figura 77.

Figura 77 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema LED no auditório
(Próprio Autor).
Capítulo 4. Resultados e Discussão 86

A Figura 77 indica que para o sistema LED, o valor máximo de ofuscamento obtido
foi de 13, assim, adequando-se à norma. Após verificar os parâmetros normativos, gerou-se
os relatórios de energy evaluation. A Figura 78 apresenta uma comparação mensal entre
os sistemas

Figura 78 – Comparação mensal entre os consumos dos sistemas de iluminação para o


auditório (Próprio Autor).

Observou-se a partir da Figura 78 que o sistema fluorescente apresenta um consumo


total de energia em um ano de 1863,00 kWh/ano. Já o sistema LED, um consumo de 1890,00
kWh/ano. A demanda média mensal para o sistema fluorescente e LED, é respectivamente
155,25 kWh/mês e 157,5 kWh/mês. Portanto, houve um aumento em relação ao sistema
fluorescente. Conclui-se que para o auditório, o sistema fluorescente apresenta o menor
consumo. O fluxo luminoso das lâmpadas fluorescentes é superior ao das lâmpadas LED,
assim, para atender o valor normativo de iluminância mantida, o sistema LED utilizou 8
luminárias a mais que o outro sistema, resultando em uma maior demanda de energia.

4.5 Cozinha
O ambiente foi simulado, primeiramente, para o sistema de iluminação fluorescente,
obtendo a partir desta, os relatórios referentes a iluminância média e UGR, respectivamente
Figura 79 e Figura 80.
Capítulo 4. Resultados e Discussão 87

Figura 79 – Relatório sobre a iluminância da cozinha para o sistema fluorescente (Próprio


Autor).

A partir da Figura 79, verificou-se que a iluminância está igualmente distribuída


pelo plano de trabalho. O valor médio obtido foi de 706 lx, portanto, superior ao valor
normativo que é de 500 lx, assim, adequando-se à norma. Posteriormente, foi verificado o
índice de ofuscamento, onde as áreas avaliadas estão indicadas na Figura 41 e Figura 42.
A Figura 80 apresenta o relatório de UGR referente à região onde ocorre o ofuscamento
máximo para o sistema simulado.

Figura 80 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema fluorescente na cozinha
(Próprio Autor).

A Figura 80 indica um índice de ofuscamento máximo de 20, sendo este um valor


inferior ao normativo, que é de 22, assim, o sistema enquadra-se à norma. Após analisar o
Capítulo 4. Resultados e Discussão 88

sistema fluorescente, foi simulado o sistema LED para a cozinha, obtendo os relatórios de
iluminância média e UGR, respectivamente Figura 81 e Figura 82.

Figura 81 – Relatório sobre a iluminância da cozinha para o sistema LED (Próprio Autor).

A partir da Figura 81, verifica-se que o sistema LED também apresenta uma
iluminância igualitariamente dristribuída pelo ambiente, sendo que o valor médio obtido
foi de 533 lx, portanto, adequando-se à norma. A seguir, a Figura 82 apresenta o valor
máximo de ofuscamento obtido para o sistema de iluminação LED.

Figura 82 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema LED na cozinha (Próprio
Autor).

A Figura 82 apresenta que o valor máximo obtido de ofuscamento foi de 18, assim, o
sistema LED está adequado à norma. Realizadas as verificações dos parâmetros normativos,
Capítulo 4. Resultados e Discussão 89

foi gerado os relatórios de energy evaluation para os sistemas utilizados na cozinha. A


Figura 83 apresenta o comparativo mensal entre os sistemas.

Figura 83 – Comparação mensal entre os consumos dos sistemas de iluminação para a


cozinha (Próprio Autor).

Analisando a Figura 83, observou-se que o consumo total de energia em um ano


para o sistema fluorescente é de 699,71 kWh/ano. O sistema LED adotado, apresenta
consumo de 499,32 kWh/ano. A demanda média mensal para o sistema fluorescente e LED,
é respectivamente 58,34 kWh/mês e 41,64 kWh/mês. Portanto, houve uma redução em
relação ao sistema fluorescente. Conclui-se que para a cozinha, o sistema LED apresenta o
menor consumo.

4.6 Lavanderia
Inicialmente, foi simulado para o ambiente o sistema de iluminação fluorescente,
obtendo a partir desta, os relatórios referentes a iluminância média e UGR, respectivamente
Figura 84 e Figura 85.
Capítulo 4. Resultados e Discussão 90

Figura 84 – Relatório sobre a iluminância da lavanderia para o sistema fluorescente (Pró-


prio Autor).

A Figura 84 apresenta uma variação máxima da iluminância no plano de trabalho


de 110 lx. O valor médio obtido foi de 348 lx, sendo este superior ao normativo que é de
300 lx, assim, adequado-se à norma. Posteriormente, foi verificado o índice de ofuscamento,
onde as áreas avaliadas estão indicadas na Figura 47 e Figura 48. O relatório de UGR
apresentado pela Figura 85 é referente à região onde ocorre o máximo de ofuscamento
para o sistema simulado.

Figura 85 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema fluorescente na lavan-
deria (Próprio Autor).

A Figura 85 indica um índice de ofuscamento máximo de 22. O valor normativo


limite para o ambiente é de 22, portanto, o sistema enquadrou-se à norma neste parâmetro.
Após analisar os sistema fluorescente, foi realizado a simulação do sistema LED, obtendo
os relatórios de iluminância média e UGR, respectivamente Figura 86 e Figura 87.
Capítulo 4. Resultados e Discussão 91

Figura 86 – Relatório sobre iluminância da lavanderia para o sistema LED (Próprio Autor).

Observou-se pela Figura 86 que iluminância apresenta-se igualmente distribuída


pelo plano de trabalho. O valor médio obtido foi de 364 lx, portanto adequando-se à norma.
A seguir, a Figura 87 apresenta o valor máximo de ofuscamento obtido para o sistema de
iluminação LED.

Figura 87 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema LED na lavanderia
(Próprio Autor).

A partir da Figura 87, verificou-se que o valor máximo de ofuscamento obtido foi de
19. Este valor se iguala ao valor limite normativo, portanto, o sistema se enquadra à norma
neste quesito. Realizadas as análises dos parâmetros relacionados à norma, posteriormente,
foram gerados os relatórios de energy evaluation para o sistema. A Figura 88 apresenta o
comparativo mensal entre os sistemas.
Capítulo 4. Resultados e Discussão 92

Figura 88 – Comparação mensal entre os consumos dos sistemas de iluminação para a


lavanderia (Próprio Autor).

A Figura 88 indica que o consumo total de energia para o sistema fluorescente em


um ano é de 229,95 kWh/ano. O sistema LED adotado, apresenta consumo de energia
de 262,80 kWh/ano. A demanda média mensal para o sistema fluorescente e LED, é
respectivamente 19,18 kWh/mês e 21,92 kWh/mês. Portanto, houve um aumento em
relação ao fluorescente. Conclui-se que para a lavanderia, o sistema fluorescente apresenta
o menor consumo. Novamente, a demanda do sistema LED é maior que a do sistema
fluorescente, sendo este fato resultante da utilização de 2 luminárias a mais para atender o
valor normativo de iluminância.

4.7 Restaurante/bar
Primeiramente, foi simulado o sistema de iluminação fluorescente, obtendo a partir
desta, os relatórios referentes a iluminância média e UGR, respectivamente Figura 89 e
Figura 90.
Capítulo 4. Resultados e Discussão 93

Figura 89 – Relatório sobre a iluminância do restaurante/bar para o sistema fluorescente


(Próprio Autor).

A Figura 89 apresenta uma iluminância igualmente distribuída pelo ambiente. O


valor médio obtido foi de 221 lx, portanto, superior ao normativo, que é de 200 lx. Assim, o
sistema está adequado à norma. Após isso, foi verificado o índice de ofuscamento, onde as
áreas avaliadas estão indicadas na Figura 53 e Figura 54. O relatório de UGR apresentado
pela Figura 90 é referente à região onde ocorre o máximo de ofuscamento para o sistema
simulado.

Figura 90 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema fluorescente no restau-
rante/bar (Próprio Autor).

Observou-se a partir da Figura 90 que o índice de ofuscamento máximo de 19,


sendo este inferior ao valor normativo, que é de 22. Portanto o sistema enquadra-se à
norma neste parâmetro. Realizada a análise do sistema fluorescente, foi simulado o sistema
LED, obtendo os relatórios de iluminância média e UGR, respectivamente Figura 91 e
Figura 92.
Capítulo 4. Resultados e Discussão 94

Figura 91 – Relatório sobre a iluminância do restaurante/bar para o sistema LED (Próprio


Autor).

A Figura 91 indica que o sistema LED também apresenta uma iluminância igua-
litariamente distribuída pelo ambiente. O valor médio obtido foi de 218 lx, portanto
adequando-se à norma. A seguir, a Figura 92 apresenta o valor máximo de ofuscamento
para o sistema de iluminação LED.

Figura 92 – Relatório sobre o máximo UGR obtido para o sistema LED no restaurante/bar
(Próprio Autor).

A Figura 93 indica que o valor máximo de ofuscamento obtido foi de 17, assim, o
sistema está adequado à norma neste quesito. Realizadas as verificações dos parâmetros
normativos, foram gerados os relatórios de energy evaluation para os sistemas.
Capítulo 4. Resultados e Discussão 95

Figura 93 – Comparação mensal entre os consumos dos sistemas de iluminação para o


restaurante/bar (Próprio Autor).

A Figura 93 apresenta que o consumo total de energia para o sistema fluorescente


em um ano é de 1328,40 kWh/ano. Já para o sistema LED, o consumo de energia reduziu
para 1058,40 kWh/ano. A demanda média mensal para o sistema fluorescente e LED, é
respectivamente 110,72 kWh/mês e 88,22 kWh/mês. Portanto, conclui-se que o sistema de
iluminação LED adotado para o restaurante/bar o consumo foi menor.

4.8 Escolha do sistema de iluminação


O sistema de iluminação adotado para o hotel foi escolhido a partir da análise de
três aspectos: custo inicial, custo operacional, que é calculado a partir do consumo de
energia, e vida média. Primeiramente foi verificado o custo inicial de implantação dos
sistemas. Posteriormente o custo operacional, adotando-se a tarifação estabelecida pela
Copel. A partir destes parâmetros foi construído um gráfico, que apesenta o custo anual
de operação do sistemas, com o objetivo de obter a intersecção entre as duas curvas, sendo
que esta indica em quantos anos o investimento em certo sistema de iluminação se pagará
(payback). Por fim, avaliou-se a vida média dos sistemas, para que juntamente com a
expectativa de payback valide a escolha do sistema de iluminação.
Os componentes de iluminação utilizados e descritos anteriormente, são de fabri-
cantes reconhecidos no mercado pela qualidade de seus produtos. A partir dos orçamentos
realizados pelos fornecedores, foi construída a Tabela 9. Ela utiliza como base os preços
unitários de cada lâmpada, reator e luminária. Portanto, através das quantidades utilizadas
em cada ambiente, obteve-se os custo total para os sistemas fluorescente e LED.
A Figura 94 apresenta uma comparação mensal entre o consumo de energia total
Capítulo 4. Resultados e Discussão 96

Tabela 9 – Custo inicial dos sistemas de iluminação


Custo Inicial (R$)
Ambiente
Sistema Fluorescente Sistema LED
Hall 6674,52 4384,56
Escritório 2698,08 5492,20
Sala de
1031,68 2776,72
reunião/conferência
Auditório 4058,64 6743,80
Cozinha 2085,06 4034,40
Lavanderia 721,58 1418,60
Restaurante/bar 5792,80 8793,90
Total 23062,36 33644,18

do hotel para os sistemas utilizados. Observou-se que o sistema fluorescente consome uma
maior quantidade de energia do que o sistema LED, sendo que a previsão da demanda total
foi de 7784,59 kWh/ano, com demanda média mensal de 648,72 kWh/mês. Já no sistema
de LED, a previsão de demanda é de 6038,85 kWh/ano, ou seja, a demanda anual é 22,43%
menor e a demanda média mensal é de 503,24 kWh/mês. Para o sistema fluorescente, a
razão kWh/área é de 1,39 kWh/m2 e para o sistema LED 1,16 kWh/m2 . A redução do
consumo de energia das edificações é de grande importância para a aliviar a demanda
instantânea do sistema elétrico brasileiro, principalmente nos horários mais críticos, como
o horário de pico.

Figura 94 – Comparação mensal entre os consumos dos sistemas de iluminação para o


hotel (Próprio Autor).

A tarifa convencional de energia da Copel para a Classe A4, que corresponde ao


grupo de 2,3 kV a 25 kV, considerando o valor médio para o ano de 2014, devido ao reajuste
Capítulo 4. Resultados e Discussão 97

ocorrido em julho de 2014, é de 0,28375 R$/kWh já com os tributos e encargos. Assim,


para obter-se o payback graficamente, foi modelado uma reta para cada sistema. Elas são
constituídas pelo custo inicial do sistema mais o custo operacional anual, sendo que este
é obtido pelo consumo anual de energia multiplicado pela tarifa de energia. Portanto, a
Equação 4.1 e Equação 4.2 referem-se respectivamente aos sistemas fluorescente e LED.

𝑦𝐹 𝑙𝑢𝑜𝑟𝑒𝑠𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒 = 23062, 36 + 2208, 8774.𝑥 (4.1)

𝑦𝐿𝐸𝐷 = 33644, 18 + 1713, 5237.𝑥 (4.2)

A partir destas equações foi construído o gráfico do custo acumulado, ou seja, o


custo inicial mais o custo operacional anual dos sistemas, Figura 95. Observou-se pelo
gráfico que a intersecção entre as retas referentes aos sistemas ocorre em 21,3 anos, ou
seja, o payback da adoção do sistema de iluminação LED se daria em mais de 21 anos.
Esta expectativa de payback teve como base um sistema ideal, onde os componentes não
apresentam falhas. Portanto, foi necessário analisar a vida média dos sistemas, para estimar
quantos anos serão necessários para aplicar um novo investimento nestes sistemas.

Figura 95 – Custo acumulado dos sistemas de iluminação utilizados pelo hotel (Próprio
Autor).

A Tabela 10 reúne as informações sobre a vida média das lâmpadas descritas no


capítulo anterior. Observou-se, a partir desta, que a vida média das lâmpadas utilizadas no
hall apresentam um valor muito superior em relação às outras do mesmo sistema. Portanto,
para o cálculo da vida média do sistema fluorescente, foi descartado este valor.
A partir dos dados da Tabela 10, foi calculado a vida média dos sistemas de
iluminação utilizando-se média aritmética. Assim, para o sistema fluorescente, sem a
Capítulo 4. Resultados e Discussão 98

Tabela 10 – Vida média das lâmpadas dos sistemas fluorescente e LED


Vida média (h)
Ambiente
Sistema Fluorescente Sistema LED
Hall 90000 40000
Escritório 15000 40000
Sala de
20000 45000
reunião/conferência
Auditório 20000 40000
Cozinha 20000 40000
Lavanderia 20000 40000
Restaurante/bar 13000 40000

parcela referente ao hall, foi estimado uma vida média de 18000 h. A vida média do sistema
LED resultou em 40714,29 h.
A base de cálculo utilizada pelo software DIALux○ R
para estimar o consumo
energético de um sistema é de 2250 h/ano. Portanto, a troca de lâmpadas do sistema
fluorescente, considerando a vida média do sistema e o quantidade de horas por ano em
que ele é utilizado, ocorreria em 8 anos e no sistema LED, em aproximadamente 18 anos.
Posteriormente, foi analisado o custo total da troca de lâmpadas de ambos os sistemas a
partir da Tabela 11.

Tabela 11 – Custo das lâmpadas dos sistemas fluorescente e LED


Custo das lâmpadas (R$/luminária)
Ambiente
Sistema Fluorescente Sistema LED
Hall 195,52 411,6
Escritório 17,00 178,88
Sala de
14,32 215,6
reunião/conferência
Auditório 100,07 211,78
Cozinha 28,94 271,66
Lavanderia 25,84 243,92
Restaurante/bar 17,02 132,62
Total (troca de todo
4381,64 19958,36
o sistema)

Observou-se que o sistema fluorescente apresenta um custo de R$ 4381,64 para a


realização da troca. As lâmpadas utilizadas no hall possuem vida média de 90000 h, ou
seja, necessitariam 40 anos para realizar a troca. Assim, seu custo é subtraído do total,
pois esta manutenção ocorreria a cada 8 anos. Portanto, o sistema fluorescente necessitaria
de um investimento de R$ 2035,40 a cada 8 anos e o sistema LED R$ 19958,36 em 18
anos. A partir destes novos parâmetros e das Equações 4.1 e 4.2, foi reconstruído o gráfico
do custo acumulado, Figura 96.
Capítulo 4. Resultados e Discussão 99

Figura 96 – Custo acumulado recalculado dos sistemas de iluminação utilizados pelo hotel
(Próprio Autor).

A Figura 96 demonstrou que a estimativa de payback, indicada pela seta na


intersecção das curvas, ocorre em um longo prazo. Mesmo realizando a troca de todas as
lâmpadas do sistema fluorescente do hotel, excluindo as do hall, o payback ocorrerá somente
em 16 anos, ou seja, 5,3 anos a menos do que foi estimado pelo gráfico da Figura 95. O
gráfico é baseado na tarifa média vigente para o ano de 2014, considerando uso contínuo
da iluminação (2250 h anuais) e desconsiderando a depreciação do sistema e o custo da
hora/Homem de manutenção dos sistemas. Portanto, a partir destes parâmetros, conclui-se
que o sistema de iluminação mais adequado para o hotel é o sistema fluorescente. Este
sistema apresenta um custo inicial aproximadamente 31% menor que o sistema LED. A
troca total de lâmpadas ocorre a cada 8 anos e o seu custo total é de R$ 2035,40.
100

5 CONCLUSÃO

Os sistemas de iluminação utilizados nos ambientes do hotel apresentaram resultados


adequados à norma NBR ISO/CIE 8995-1:2013, quanto aos quesitos de iluminância
mantida e índice de ofuscamento unificado. Estes parâmetros foram averiguados a partir
dos relatórios gerados pelo DIALux○ R
. Todos os sistemas apresentaram uma iluminância
média na área de trabalho superior ao valor normativo e índices de ofuscamento menores
ou iguais ao índice limite. O único parâmetro que o software não possibilita a simulação é
o índice reprodução de cor, portanto, o 𝑅𝑎 foi verificado na etapa da escolha das lâmpadas
fluorescentes e LED, a partir dos dados informados pelos fabricantes.
O consumo de energia pelos sistemas de iluminação tem como base de cálculo o
uso por 2250 h/ano. Assim, o consumo de energia total do hotel apresentou um consumo
22,43% maior para o sistema fluorescente, totalizando 7784,59 kWh/ano, contra 6038,85
kWh/ano para o sistema LED. Apesar do sistema LED apresentar um consumo total
menor, em alguns ambientes o consumo anual foi superior ao sistema fluorescente. Este
fato foi observado no auditório e lavanderia.
As lâmpadas LED apresentam menor potência se comparadas as fluorescentes.
Além disso, o rendimento luminoso, ou seja, a relação entre o fluxo luminoso e potência, é
superior. Apesar destas vantagens, o sistema LED apresenta um fluxo luminoso inferior,
portanto resultando em um menor fluxo por luminária. Como um dos objetivo do trabalho
era adequar-se os parâmetros normativos, utilizando um sistema com consumo mínimo de
energia, foi necessário utilizar um número de luminárias superior ao sistema fluorescente,
visto que a iluminância depende diretamente do fluxo luminoso. Este fato é de grande
relevância ao se analisar a possibilidade de retrofits em sistemas fluorescentes, a partir de
lâmpadas LED tubulares, sendo necessário pesquisar lâmpadas com um fluxo luminoso
equivalente, assim, visando a manutenção da iluminância do sistema antigo.
Apesar das vantagens apresentadas pelo sistema de iluminação LED, foi escolhido
para o hotel o sistema fluorescente. A análise da viabilidade de custo demonstrou que
a expectativa de payback de um investimento no sistema LED ocorreria em apenas 16
anos. O custo inicial para a implantação do sistema fluorescente é 31% menor e um novo
investimento no sistema somente é necessário em 8 anos, considerando a vida média das
lâmpadas. Além disso, o custo para eventuais manutenções do sistema, como a troca
eventual de lâmpadas, é menor.
Conclui-se que a tecnologia LED apresenta grandes vantagens em relação ao
consumo de energia, porém o custo de implantação do sistema ainda é elevado. No caso
estudado o custo é um pouco superior a 10 mil reais, mas em empreendimentos de grande
Capítulo 5. Conclusão 101

ordem, a redução de 31% no orçamento inicial do sistema de iluminação representa um


montante significativo. Com a evolução desta tecnologia, a tendência é que ocorra uma
redução do custo para a implantação do sistema, assim, resultando em um menor período
de payback, viabilizando então a aquisição e subsequentemente resultando em um alívio na
demanda de energia no sistema elétrico brasileiro.
102

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