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ASSISTENTE FAMILIAR E

DE APOIO À
COMUNIDADE

UFCD: 3516

Instituições de apoio familiar


e à comunidade

DURAÇÃO: 50h

junho

2019

FORMADORA:

Sofia Gonçalves

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OBJECTIVOS E BENEFÍCIO DO MANUAL

Este manual constitui um suporte aos temas desenvolvidos em contexto de formação do


módulo de 3516 - Instituições de Apoio Familiar e de Apoio à Comunidade e curso de
Assistente Familiar e de Apoio à Comunidade.

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autorização da Forseguro e do seu autor.

ELABORADO EM: 14/06/2019

REVISTO EM: ….

AUTOR: Sofia Maria Neves Gonçalves

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Índice

Introdução……………………………………………………………………………………………………………………………..4

Perfil de Saída………………………………………………………………………………………………………………………..5

Recursos Físicos e Materiais…………………………………………………………………………………………………..6

Tipos de Instituições………………………………………………………………………………………………………………14

Critérios de Funcionamento…………………………………………………………………………………………………..15

Relação entre Instituições……………………………………………………………………………………………………..16

Principais Instituições Sociais…………………………………………………………………………………………………16

Conceito de Comunidade…………………………………………………………………………………………………..….18

Conceito de Família……………………………………………………………………………………………………………….19

Tipos e Estruturas Familiares…………………………………………………………………………………………………19

Características Gerais de várias Instituições…………………………………………………………………………..20

Constrangimentos/Dificuldades…………………………………………………………………………………………….28

Plano de Atividades……………………………………………………………………………………………………………….29

Organigrama………………………………………………………………………………………………………………………….34

Funções e Responsabilidades…………………………………………………………………………………………………35

Hierarquias……………………………………………………………………………………………………………………………38

Urbanidade……………………………………………………………………………………………………………………………40

Competências Pessoais, Sociais e Profissionais………………………………………………………………………41

Conclusão………………………………………………………………………………………………………………………………47

Bibliografia…………………………………………………………………………………………………………………………….48

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Introdução

Este Manual tem por finalidade colaborar na reflexão, crescimento e aprendizagem


dos Assistentes Familiares e de Apoio à Comunidade.
Todavia, não se pretende aqui esgotar o assunto, mas apenas apontar alguns caminhos
relevantes para a importância de reconhecer os recursos disponíveis numa
determinada Instituição/Organização, reconhecer os diferentes tipos de Instituições e
desenvolver positivamente as relações interpessoais com cada elemento da
Instituição.
Cada vez mais é necessário articular as necessidades das comunidades com os
equipamentos e infraestruturas existentes, visando sobretudo o desenvolvimento e
autonomia das pessoas.

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Perfil de Saída

Descrição Geral
Prestar cuidados de apoio direto a pessoas no domicílio ou em situação de
internamento ou semi-internamento em estabelecimentos e serviços de apoio social,
respeitando as indicações da equipa técnica e os princípios deontológicos.

Atividades Principais
 Preparar o serviço relativo aos cuidados a prestar, selecionando, organizando e
preparando os materiais, os produtos e os equipamentos a utilizar.
 Prestar cuidados básicos de higiene, de conforto e de saúde aos assistidos, de
acordo com as orientações da equipa técnica.
 Executar as tarefas relativas ao serviço de refeições, de acordo com as
orientações da equipa técnica.
 Executar as tarefas de limpeza e arranjo dos espaços, dos equipamentos e da
roupa.
 Colaborar na prevenção da monotonia e do isolamento dos assistidos, de
acordo com as orientações da equipa técnica.
 Articular com a equipa técnica, transmitindo a informação pertinente sobre os
serviços prestados, referenciando, nomeadamente, situações anómalas
respeitantes aos assistidos.

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Recursos Físicos e Materiais

CARÁTER FORMADOR DOS ESPAÇOS

As infraestruturas são essenciais no desenvolvimento das pessoas. A forma como as


instituições usam o espaço, as relações interpessoais e a interação com a comunidade
também são importantes para atingirem os seus objetivos.

CONSCIÊNCIA
Com a intervenção de todos/as, evita-se o desperdício. Todos/as podem colaborar
para a limpeza do espaço.

AUTONOMIA
Sempre que possível, deve responsabilizar-se os frequentadores dos serviços pela
utilização, manutenção e arrumação dos materiais, dando-lhes confiança e autonomia
para tal. Assim, exercem o poder de escolha e exercitam o respeito à vez do próximo.

CIDADANIA
Transmitir valores relacionados com a cidadania deve ser um dos objetivos principais
das instituições.

COMUNICAÇÃO
Os corredores são espaços por onde todos circulam e, por isso, perfeitos para propiciar
trocas entre toda a comunidade. Todos os elementos presentes numa instituição
devem promover a comunicação adequada entre eles próprios, os frequentadores e a
comunidade.

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ORGANIZAÇÃO
A exposição dos trabalhos realizados pelos utentes em locais visíveis e acessíveis
favorecem a apreciação dos mesmos pelos colegas e outros. A distribuição nas paredes
deve buscar a valorização dos indivíduos, contribuindo para o aumento da autoestima.

HIGIENE
Aplicar diariamente e transmitir regras de higiene pessoal e dos espaços é outro dos
objetivos das instituições. Lavar as mãos depois de usar os sanitários e antes das
refeições, assegurar-se de que existem produtos de higiene suficientes nas instalações
sanitárias antes de as usar são exemplos que podemos e devemos usar.

Área da Direção, Serviços Técnicos e Administrativos

– Deve ser considerado um espaço destinado ao isolamento das pessoas que adoeçam
subitamente e à prestação de cuidados básicos de saúde.

– Os gabinetes devem incluir mobiliário que permita a realização de trabalho


administrativo e ou pedagógico, receção e atendimento de crianças e famílias e
arrumação dos arquivos.

– O equipamento fixo e móvel do núcleo administrativo, quando este esteja contido na


área de receção, não deve apresentar risco para as pessoas que transitem nesse
espaço.

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Receção

Destina-se ao acolhimento /receção e atendimento

Deve ser:

 Ser ampla, com iluminação suficiente e adequada para espaço de transição com
o exterior e permitir o fácil encaminhamento para os diversos espaços;

 Ser proporcional à dimensão da área total do espaço, possuir mobiliário e


equipamento adequados e dispor de vigilância para apoiar o controlo de
entrada e saída de pessoas e ajudar a manter a segurança das instalações;

 Na área de receção devem existir instalações sanitárias separadas por sexo e


acessíveis a pessoas com mobilidade condicionada;

 Prever a existência de um espaço para cabides individuais, acessíveis aos pais


ou a quem exerça as responsabilidades parentais.

 Nesta área pode ainda localizar-se a zona destinada ao desenvolvimento das


tarefas administrativas e de gestão corrente do estabelecimento (núcleo
administrativo).

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Casas de Banho

As casas de banho são visitadas por diversos/as utilizadores/as e devem estar sujeitas a
limpezas regulares e diárias. Devem estar equipadas com sanitas e lavatórios na
proporção dos/as utilizadores que frequentam e que recorrem ao equipamento social
e estar separadas por género.

Cozinha

 Deve localizar-se junto ao acesso de serviço, possuir boas condições de higiene,


ventilação e renovação do ar. Deve incluir um espaço principal e espaços
anexos.

 A organização do espaço principal deve garantir o normal percurso das fases de


preparação, confeção e distribuição dos alimentos e da lavagem de loiça e
utensílios, com separação das zonas sujas e zonas limpas.

 A separação física entre as zonas sujas e limpas pode dispensar-se quando o


percurso dos alimentos se realize em momentos claramente distintos, sendo
obrigatório efetuar a limpeza e desinfeção das superfícies e materiais utilizados

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entre as diferentes fases, salvaguardando as condições de higiene e segurança
alimentar e a prevenção de eventuais contaminações.

Os espaços anexos são compostos por:

 Despensa;

 Compartimento de frio adequadamente ventilado e composto por frigorífico e


arca congeladora;

 Compartimento do lixo com capacidade adequada à periodicidade de recolha


prevista e com acesso direto pelo exterior.

 Caso se proceda à confeção de alimentos no exterior do edifício e conforme o


sistema a adotar, devem ser concebidos os espaços necessários para proceder,
em condições de higiene e de bom funcionamento, à receção das refeições, o
seu armazenamento, aquecimento e distribuição.

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Refeitório

 Preferencialmente situar-se perto da cozinha.

 Esta sala pode ser utilizada também para reuniões, festas ou recreio interior.

 Deve dispor de lugares sentados e mesas, bancadas auxiliares devidamente


protegidas do acesso das crianças e painéis nas paredes que possibilitem a
decoração de desenhos, sem risco para as crianças.

Sala de Atividades

As salas podem ser organizadas em zonas circunscritas em cantos (canto da história,


baú de fantasias).

Objetivo:

Oferecer a oportunidade de escolhas, desafios e estímulos, considerando as


características do grupo.

 Deve dispor de brinquedos que respeitem as normas de segurança, adequados


à idade das crianças ou das pessoas que recorrem ao equipamento social e às
suas necessidades lúdicas e de desenvolvimento.

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 Espaços acolchoados e devidamente protegidos, com cadeiras de repouso,
espelho inquebrável e pavimento amortecedor, facilmente lavável.

 O equipamento móvel deve possibilitar aos profissionais manter contacto com


as crianças ou outros/as utilizadores/as numa posição cómoda e facilitada.

Recreio

 Constituído por um espaço exterior vedado, com uma zona coberta, com zonas
de interesse para as crianças e que permita a utilização de brinquedos com
rodas.

 Quando a utilização do recreio for partilhada com bebés, deve prever


separação de espaços.

 Deve, ainda, contemplar equipamento diverso, estruturas fixas ou móveis, que


permitam subir, trepar e escorregar, bebedouros, bancos para adultos, bancos
e mesas para as crianças, recipientes para recolha s

 eletiva de lixo e iluminação.

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Secção do Economato

 Na secção economato procede-se à aquisição de géneros, mercadorias e outros


artigos (produtos de alimentação, limpeza, higiene, papelaria e outros), sendo
responsável pelo regular abastecimento da instituição.

 Armazena, conserva, controla e fornece às valências as mercadorias e artigos


necessários ao seu funcionamento. Procede à receção dos artigos e verifica a
sua concordância com as respetivas requisições.

 Organiza e mantém atualizados os ficheiros de mercadorias à sua guarda, pelas


quais é responsável. Executa ou colabora na execução de inventários
periódicos.

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Tipos de Instituições

Instituições Privadas
 As Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) são constituídas por iniciativa
de particulares, sem finalidade lucrativa, com o propósito de dar expressão ao dever
moral de solidariedade e de justiça entre os indivíduos, que não sejam administradas
pelo Estado.

 Objetivos de apoio social à família, crianças e jovens, idosos e integração social e


comunitária, mediante a concessão de bens e a prestação de serviços.

Instituições Públicas
 Instituições públicas são organizações ou mecanismos sociais que controlam o
funcionamento da sociedade e dos indivíduos.

 Mostram interesse social, visam à ordenação das interações entre os


indivíduos e as formas organizacionais. É um organismo que cumpre com uma
de função de utilidade pública.

 Por outras palavras, as instituições públicas têm um papel fundamental no


processo de socialização, ou seja, têm como objetivo fazer um indivíduo tornar-
se membro da sociedade otimizando a satisfação das suas necessidades.

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Critérios de Funcionamento

Regulamento interno - um documento escrito que rege os direitos e deveres dos


membros de uma organização, instituição, escola, condomínio, empresa, ou outros
casos.

Legislação – todas as Instituições são regidas de uma forma ou de outra por regras e
leis. A lei é um conjunto de regras aplicáveis à sociedade. Essas regras visam proteger
as liberdades e os direitos fundamentais e garantir a todos um tratamento igualitário.
Essas regras podem ser divididas em duas categorias básicas: direito público e direito
privado.

Estatutos - devem conter essencialmente normas respeitantes à constituição,


modificação, extinção e organização das Instituições.

 Promover o respeito pelos direitos dos/as interessados/as;

 Definir critérios de admissão;

 Destinatários;

 Serviços prestados e atividades desenvolvidas;

 Instalações e regras de funcionamento da resposta social em causa;

 Horário de funcionamento;

 Pagamento de mensalidades;

 Quadro de pessoal;

 Direitos e deveres da Instituição e dos/as utilizadores/as;

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Relação entre Instituições

 As instituições não existem isoladas das outras. Todas elas possuem uma
interdependência mútua, de tal forma que uma modificação numa
determinada instituição pode acarretar mudanças maiores ou menores nas
outras.

 As instituições sociais servem como um meio para a satisfação das


necessidades da sociedade. Nenhuma instituição surge sem que tenha surgido
antes uma necessidade.

Principais Instituições Sociais

As principais instituições sociais são: família, religião, económica, política, educação


e recreação.

Família: primeiro grupo social a que pertencemos. É um tipo de agrupamento social


cuja estrutura varia no tempo e no espaço. Essa variação pode ser quanto ao número
de casamentos, quanto à forma, relações de parentesco, relação sexual e dos
componentes básicos da sociedade.

Ex: Casamento, União de Facto, Co-habitação, Adoção.

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Religião: todas as sociedades conhecem alguma forma de religião. A religião é um
facto social universal. Não resta dúvida de que a religião é uma das instituições mais
importantes para a organização social, pelo seu conteúdo moral.

Ex: Igreja, Sinagoga, Mesquita.

Económica: As atividades económicas são institucionalizadas à medida que são


explicadas por crenças, valores e reguladas por normas. Nas sociedades modernas a
instituição económica apresenta um grau de importância elevado.

Ex: Repartição de Finanças.

Política: são instituições políticas fundamentais a autoridade, o governo, o Estado,


partidos políticos e as constituições. Classificamos também os sistemas políticos como
o anarquismo, ditadura, democracia.

Ex: Partidos Políticos.

Educação: constitui uma instituição universal pelo facto de que em todas as


sociedades é necessário garantir a estrutura educacional como processo de
transmissão de conhecimentos e valores presentes na sociedade.

Ex: Escolas, Faculdades.

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Recreação: em todas as sociedades, existem modos culturalmente estabelecidos para
o alívio das tensões acumuladas nos indivíduos em decorrência das frustrações
geradas pelas restrições da vida social. Todas as sociedades possuem instituições
recreativas, como por exemplo: desportivas, teatro, escuteiros, etc.

Conceito de Comunidade

 Grupo específico de pessoas que reside numa área geográfica determinada e


que compartilham uma cultura comum, um modo de vida e uma identidade.

 São conscientes do facto de que compartilham uma unidade territorial e que


podem atuar coletivamente em busca de um objetivo ou de uma meta comum.

 Existe um conjunto de interações, comportamentos humanos, expetativas,


valores, crenças e significados entre os seus membros.

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Conceito de Família

Designa-se por família o conjunto de pessoas que possuem grau de parentesco entre
si e vivem na mesma casa formando um lar. A família é considerada uma instituição
responsável por promover a educação dos filhos e influenciar o comportamento dos
mesmos no meio social. Tem sofrido, ao longo do tempo, profundas adaptações e
modificações - outrora era vista sob uma ótica inteiramente económica e com fins de
reprodução.

Existem várias possibilidades e novas configurações familiares, invalidando a existência


de um único modelo.

Tipos e Estruturas Familiares

Família Nuclear - Uma só união entre adultos e um só nível de descendência pais e


seu(s) filho(s).

Família Alargada ou Extensa - Co-habitam ascendentes, descendentes e/ou colaterais


por consanguinidade ou não, para além de progenitor(es) e/ou filho(s).

Família Reconstruída - Família em que existe uma nova união conjugal, com ou sem
descendentes de relações anteriores, de um ou dos dois cônjuges.

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Família Homossexual - Família em que existe uma união conjugal entre 2 pessoas do
mesmo sexo, independentemente da restante estrutura.

Família Monoparental - Família constituída por um progenitor que coabita com o(s)

seu(s) descendente(s).

Família Coabitação - Homens e /ou Mulheres que vivem na mesma habitação sem
laços familiares ou conjugais, com ou sem objetivo comum (ex: estudantes
universitários, amigos, imigrantes,…).

Família Adotiva - Família que adotou uma ou mais crianças não consanguíneas, com
ou sem coabitação de filhos biológicos.

Características gerais de várias Instituições

A CARTA SOCIAL é uma lista nacional das instituições e equipamentos de apoio social
credenciadas pela Segurança Social que se divide por temáticas e zonas geográficas,
nomeadamente por concelho e freguesia, para facilitar a consulta da informação.

Considerações Iniciais:

A rede de equipamentos coletivos (públicos e privados) constitui uma componente


fundamental na promoção do desenvolvimento sustentável e integrado nas suas
diversas dimensões, sendo simultaneamente instrumento de qualificação e valorização
de centros urbanos e instrumento de fomento da equidade e qualidade de vida das
populações.

Estas instituições deverão ser vistas como uma ferramenta de trabalho, que deverá ser
alvo de análise e discussão por parte dos técnicos e decisores
políticos da autarquia, bem como dos diversos agentes e
protagonistas associados à rede social do município.

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Estabelecimentos de apoio à Primeira Infância (3 meses aos 3 anos)

• CRECHE - Equipamento que pretende acolher crianças até aos 3 anos, durante
o período de trabalho dos pais ou outra pessoa igualmente responsável pela
criança.

• CRECHE FAMILIAR -Serviço prestado por um conjunto de amas, que residam na


mesma zona geográfica, estando enquadradas técnica e financeiramente pelos
Centros Distritais de Segurança Social, Santa Casa da Misericórdia ou
Instituições Particulares de Solidariedade Social.

• AMA - Serviço prestado por pessoa idónea que, por conta própria e mediante
retribuição, cuida de crianças, não sendo suas familiares directas, por um
período de tempo correspondente ao trabalho ou impedimento dos pais.

Estabelecimentos de apoio a crianças (a partir dos 6 anos)

• CENTRO DE ATIVIDADES DE TEMPOS LIVRES - Equipamento que pretende


proporcionar atividades lúdicas, e por vezes, escolares a crianças desde os 6
anos, de modo a desenvolver atividades de apoio à família.

Estabelecimentos de apoio a Crianças e/ou Jovens Portadores de Deficiência

INTERVENÇÃO PRECOCE - Serviço centrado na criança e na família mediante ações de


natureza preventiva no âmbito da educação, da saúde e da acção social.

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LAR DE APOIO - Equipamento que pretende acolher crianças e jovens com
necessidades educativas especiais, que necessitem de frequentar estruturas de apoio
específico que não pertencem à área geográfica da residência habitual, ou por motivos
de necessidade de resposta substitutiva da família.

TRANSPORTE DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA - Serviço de apoio a crianças e jovens


com necessidades especiais, nomeadamente deficiência, que assegura o transporte e
acompanhamento personalizado.

Estabelecimentos de apoio a Pessoas Idosas

• ACOLHIMENTO FAMILIAR PESSOAS IDOSAS - Serviço prestado por famílias


idóneas a pessoas idosas que já não possam permanecer no seu domicílio,
temporária ou permanentemente, por ausência ou falta de condições
familiares.

• CENTRO DE CONVÍVIO - Estabelecimento onde as pessoas podem conviver e


ocupar os tempos livres, com atividades sócio recreativas e culturais,
organizadas com a participação ativa das pessoas da comunidade.

• CENTRO DE DIA - Estabelecimento, que presta um conjunto de serviços que


contribuem para a manutenção dos idosos no seu meio sociofamiliar, durante o
dia. Assegurando serviços como refeições, convívio, ocupação, cuidados de
higiene, tratamento de roupas, férias organizadas, entre outras atividades.

• CENTRO DE NOITE - Estabelecimento de acolhimento noturno, prioritariamente


para pessoas idosas com autonomia que, durante o dia, permaneçam no seu
domicílio. É um serviço que assegura o alojamento noturno, ceia, pequeno-
almoço, e permitem a higiene pessoal.

• LAR DE IDOSOS - Estabelecimento de acolhimento, assegurando o


fornecimento da alimentação, cuidados de saúde, higiene e conforto. É
também um local onde deve ser estimulado o convívio e a ocupação dos
tempos livres através da animação social.

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• RESIDÊNCIA - Estabelecimento idêntico ao lar, mas com a privacidade de uma
habitação. Isto é, um conjunto de pequenas habitações sejam apartamentos ou
moradias, geralmente com a dimensão dum T1, onde está assegurado o
fornecimento da alimentação, cuidados de saúde, higiene, bem como, o
convívio e ocupação de tempos livres através de atividades lúdicas.

• SERVIÇO DE APOIO DOMICILIÁRIO - Serviço que consiste na prestação de


cuidados no domicílio a pessoas dependentes, seja temporária ou
permanentemente, de modo a assegurar a satisfação das suas necessidades
básicas e atividades da vida diária.

Estabelecimentos de apoio a Pessoas Adultas em situação de Dependência

• APOIO DOMICILIÁRIO INTEGRADO - Serviço prestado no domicílio através de


um conjunto de acções e cuidados de saúde e de apoio social durante as 24h/
por dia os 7 dias da semana.

• SERVIÇO DE APOIO DOMICILIÁRIO - Serviço prestado no domicílio de cuidados


a indivíduos e famílias, por motivos de doença, deficiência ou outro
impedimento, não possam assegurar a satisfação das necessidades básicas da
vida diária, temporariamente ou permanentemente.

• UNIDADE DE APOIO INTEGRADO - Estabelecimento que


visa prestar cuidados a pessoas que por motivo de
dependência, não podem ser apoiadas no seu domicilio,
mas que não carecem de cuidados clínicos e/ou
hospitalares.

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Estabelecimentos de apoio a Pessoas Adultas portadoras de Deficiência

• ACOLHIMENTO FAMILIAR DE ADULTOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA -


Serviço que consiste integrar em famílias idóneas pessoas com deficiência de
idade adulta.

• CENTRO DE ATENDIMENTO/ ACOMPANHAMENTO DE PESSOAS PORTADORAS


DE DEFICIÊNCIA - Estabelecimento destinado a informar, orientar e apoiar
pessoas com deficiência, de modo a promover o desenvolvimento das
competências necessárias à resolução dos seus próprios problemas, bem como
atividades de animação sociocultural.

• CENTRO DE ATIVIDADES OCUPACIONAIS - Estabelecimento destinado a


desenvolver atividades para jovens adultos portadores de deficiência.

• LAR RESIDENCIAL - Estabelecimento destinado a acolher jovens adultos


portadores de deficiência que se encontrem impedidos de residir no seu meio
familiar, temporária ou permanentemente.

• RESIDÊNCIA AUTÓNOMA OU UNIDADE DE VIDA AUTÓNOMA -


Estabelecimento destinado a pessoas adultas portadoras de deficiência, com
capacidade de autonomia, que permite a sua integração em programas de
formação profissional ou emprego protegido e sem alternativa residencial
satisfatória.

• SERVIÇO DE APOIO DOMICILIÁRIO - Serviço prestado no domicílio de cuidados


a indivíduos e famílias, por motivos de doença, deficiência ou outro
impedimento, não possam assegurar a satisfação das necessidades básicas da
vida diária, temporariamente ou permanentemente.

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• TRANSPORTE DE PESSOAS ADULTAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA - Serviço
de apoio a pessoas adultas com necessidades especiais, nomeadamente
deficiência, que assegura o transporte e acompanhamento personalizado.

Estabelecimentos de apoio a pessoas portadoras de Doenças do foro Mental/


Psiquiátrico

• FORÚM SÓCIO-OCUPACIONAL - Estabelecimento destinado a pessoas com


desvantagem, transitória ou permanente, de origem psíquica, visando a sua
reinserção sociofamiliar e ou profissional ou a sua eventual integração em
programas de formação de emprego protegido.

• UNIDADE DE VIDA APOIADA - Estabelecimento destinado a pessoas adultas


que, por limitação mental crónica e fatores sociais graves, alcançam um grau de
desvantagem que não lhes permite organizar as atividades da vida diária sem
apoio de terceiros, mas que não necessitam de intervenção médica frequente.

• UNIDADE DE VIDA AUTÓNOMA - Estabelecimento destinado a pessoas adultas


com problemática grave estabilizada e de evolução crónica, com autonomia,
que permite a sua integração em programas de formação profissional
ou emprego protegido e sem alternativa residencial satisfatória.

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• UNIDADE DE VIDA PROTEGIDA - Estabelecimento destinado a pessoas adultas
com problemática psiquiátrica grave e de evolução crónica clinicamente estável
e que necessitam de treino de autonomia.

Estabelecimentos de apoio a Pessoas Sem-Abrigo

• ATELIER OCUPACIONAL - Estabelecimento destinado a apoio de pessoas


adultas, sem abrigo, com vista à reabilitação das suas capacidades e
competências sociais, através do desenvolvimento de atividades diversas.

• EQUIPA DE RUA PARA PESSOAS SEM-ABRIGO - Serviço prestado por uma


equipa multidisciplinar que estabelece uma abordagem com pessoas sem-
abrigo, visando melhorar as suas condições de vida.

Estabelecimentos de apoio a pessoas com VIH/SIDA e suas famílias

• CENTRO DE ATENDIMENTO/ACOMPANHAMENTO PSICOSSOCIAL - Serviço que


visa apoiar as pessoas e as famílias na prevenção e/ou reparação de problemas
geradores ou gerados por situações de exclusão social e, em certos casos, atuar
em situações de emergência.

• RESIDÊNCIA PARA PESSOAS COM VIH/SIDA - Estabelecimento destinado a


acolher pessoas infetadas e/ou doentes de VIH, em rutura familiar e
desfavorecimento socioeconómico.

• SERVIÇO DE APOIO DOMICILIARIO - Serviço prestado no domicílio de cuidados


a indivíduos e famílias, por motivos de doença, deficiência ou outro

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impedimento, não possam assegurar a satisfação das necessidades básicas da
vida diária, temporariamente ou permanentemente.

Apoio a Pessoas Toxicodependentes

• APARTAMENTO DE REINSERÇÃO SOCIAL - Estabelecimento que consiste em


acolher pessoas toxicodependentes, que após a saída de unidades de
tratamento, de estabelecimentos prisionais, centros tutelares ou outros da
área da justiça, se confrontem com problemas de reinserção social, familiar,
escolar ou profissional.

• EQUIPA DE INTERVENÇÃO DIRETA - Serviço constituído por unidades de


intervenção junto da população toxicodependente e suas famílias e junto de
comunidades afetadas por esta problemática.

Estabelecimentos de apoio a Pessoas Vítimas de Violência Doméstica

• CASA ABRIGO - Estabelecimento que consiste no acolhimento temporário a


mulheres e seus filhos menores de idade vítimas de violência, que não possam
por questões de segurança, permanecer nas suas residências habituais.

• CENTRO DE ATENDIMENTO - Serviço constituído por uma equipa técnica que


assegura o atendimento, apoio e reencaminhamento das mulheres vítimas de
violência, tendo em vista a sua proteção.

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Constrangimentos/Dificuldades

 O Plano Anual de Actividades constituiu, em conjunto com o Projeto Educativo


e o Regulamento Interno, um dos principais instrumentos de trabalho e por
vezes mais sujeito a constrangimentos, no que diz respeito à sua concretização.

 Este documento tem uma vigência anual e define, em função do projeto


educativo, os objetivos, as formas de organização e de programação das
atividades e que procede à identificação dos recursos envolvidos.

 O Plano Anual de Atividades constitui-se como um documento orientador de


atividades ao longo de um ano letivo.

 Trata-se de um documento de planeamento que define, em função do Projeto


Educativo, os objetivos, as formas de organização e de programação das
atividades e que procede à identificação dos recursos envolvidos, graças a uma
ação concertada.

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Plano de Atividades - Exemplo

Jardim de Infância - Objetivos:


ÁREA DA FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL

1. Ter consciência de si e do outro;

2. Conhecer - se a si próprio;

3. Gostar de aprender;

4. Respeitar os outros;

5. Aceitar as diferenças e outras culturas;

6. Ser tolerante;

7. Ter espírito de cooperação;

8. Ser solidário;

9. Saber partilhar;

10. Ter apreço pelos valores da identidade nacional.

ÁREA DO CONHECIMENTO DO MUNDO

1. Conhecer a sua cultura e a cultura das outras crianças;

2. Dar a conhecer a Convenção dos direitos da Criança

3. Interpretar os direitos e deveres da criança;

4. Respeitar as diferenças culturais e sociais.

LINGUAGEM ORAL E ABORDAGEM À ESCRITA

1. Enriquecer o vocabulário;

2. Compreender algumas histórias;

3. Desenvolver a linguagem oral.

EXPRESSÃO PLÁSTICA

1. Ser criativo;

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2. Saber utilizar diferentes materiais;

3. Expressar vivências, fantasias, sucessos, emoções.

EXPRESSÃO DRAMÁTICA/MOTORA

1. Utilizar o corpo para expressar e comunicar conhecimentos;

2. Imitar e representar situações.

EXPRESSÃO MUSICAL

1. Ser capaz de participar em pequenas danças;

2. Ser capaz de se movimentar ao som da música;

3. Ser capaz de interpretar um reportório de canções;

4. Identificar sons e ritmos.

MATEMÁTICA

1. Identificar e representar formas no espaço;

2. Conhecer as propriedades e relações entre os objectos;

Jardim de Infância - Atividades


• Dar a conhecer a cultura de diferentes países;

• Natal no mundo dos direitos;

• Realização de Atividades Promotoras de Multiculturalidade, identificando Culturas e


subculturas, Criando atitudes de Respeito, Civismo e Solidariedade.

• Exploração de textos (histórias, lendas, fábulas, contos), possibilitando o contacto


com a existência e acentuação de diferenças;

• Exploração de histórias com diferentes valores;

• Realização de jogos;

• Exploração de músicas;

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• Exploração de dramatizações e encenações (fantoches, sombras chinesas,

marionetas, bonecos articulados…), ou audiovisuais.

• Partilhar saberes entre família/escola/comunidade, confrontando ideias e

opiniões;

• Debates sobre outras culturas a fim de perceber como estas influenciam o mundo
em que vivemos;

• Visionamento de filmes.

Exemplo de uma Planificação

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Exemplo de uma Planificação

Constrangimentos:

- Excessiva carga burocrática (preenchimento de vários documentos associados


ao público em questão);

- Exigências excessivas quanto ao número de recursos humanos por utente (nas


várias competências profissionais) – número reduzido de funcionários/as;

- Elevado número de crianças;

- Disparidades salariais entre diferentes categorias profissionais;

- Valores da comparticipação financeira, pagos pela Segurança Social, aquém dos


custos reais, em algumas respostas sociais (encarecimento dos valores
solicitados aos pais);

- Horários de funcionamento;

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- Ausência de formação interna (Auxiliares, etc);

- Localização geográfica;

- Fraca acessibilidade;

- Dependência de financiamento exterior;

- Baixo envolvimento parental na escola e nas actividades educativas;

- Falta de conhecimento da realidade (escolar/ concelhia/ regional/familiar) por


parte dos/as professores, educadores/as, auxiliares.

- Falta de comunicação entre os diferentes agentes: pais, professores/as,

diretores/as, educadores/as.

- Fracas relações entre Instituições;

Como ultrapassar alguns Constrangimentos?

- Estabelecer uma relação de ajuda e de empatia com a família/população;

- Estar disponível e dialogar com a família e com outros profissionais;

- Escutar a voz das pessoas;

- Ter expectativas realistas sobre os progressos das famílias e transmitir uma


mensagem positiva e de esperança;

- Promover a qualidade nos atendimentos;

- O investimento na formação contínua da equipa técnica;

- A promoção de reuniões conjuntas e regulares entre parceiros que fomente o


trabalho em rede e aumente o envolvimento;

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Organigrama

 Um organigrama é um esquema da organização de uma Instituição, de uma


Entidade ou de uma Atividade.

 Um organigrama permite analisar a estrutura da organização representada e


obedece a uma função informativa, ao oferecer dados sobre as características
gerais da organização.

 Os organigramas podem incluir os nomes das pessoas que dirigem cada


departamento ou divisão da entidade, de modo a explicitar as relações
hierárquicas e as competências vigentes.

 O organigrama deve representar gráfica ou esquematicamente os distintos


níveis de hierarquia e a relação existente entre eles.

 Deve estar sempre afixado num local visível a todos/as que frequentam a
Instituição.

 É uma espécie de fotografia da estrutura e da sua organização. Com o passar


do tempo, toda a estrutura e as relações existentes sofrem alterações.

 Deve ser automaticamente atualizado.

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Funções e Responsabilidades

DIREÇÃO:

• Pode ser constituída por vários elementos que são responsáveis pelo corpo
técnico, financeiro e da qualidade. É o elo entre os diferentes departamentos.

• Dirige, coordena e orienta os diferentes departamentos.

• Supervisiona a execução das atividades na Instituição;

• Zela pelo fiel cumprimento do Regulamento Interno.

EQUIPA TÉCNICO PEDAGÓGICA

Leva a cabo a missão da Instituição diariamente orientando e dinamizando as


atividades planificadas com:

 Responsabilidade (pontual, assíduo);

 Versatilidade;

 Dinamismo e iniciativa;

 Capacidade de organização, análise e de resolução de problemas;

 Competências Sócio Relacionais;

 Capacidade de comunicação;

 Espírito de equipa e facilidade no relacionamento interpessoal;

 Poder de organização;

 Capacidade de resposta imediata a momentos de trabalho mais intenso.

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EQUIPA TÉCNICO PEDAGÓGICA:

EDUCADORES/AS: organizar e aplicar os meios educativos adequados ao


desenvolvimento integral da criança (psicomotor, afetivo, intelectual, social, moral,
entre outros).

No dia-a-dia, tem sempre ao seu lado uma ou mais AUXILIARES para o desempenho da
sua função, acompanha a evolução das crianças pelas quais é responsável e estabelece
contactos com os pais no sentido de se obter uma acção educativa integrada.

SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS:

• Realizar trabalhos administrativos da Instituição nas áreas dos recursos


humanos, logísticos, financeiros;

• Atender o público em geral;

• Fazer chamadas telefónicas;

• Elabora e preenche documentos administrativos;

SERVIÇOS NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO:

• Definição dos parâmetros nutricionais.

• Planificação das ementas.

• Programação das quantidades de produtos a serem adquiridos, juntamente


com a/o cozinheira/o.

• Supervisiona e garante o cumprimento das ementas, o preparo correto das


refeições e a manutenção da segurança higiénica e sanitária.

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SERVIÇOS HIGIENE, SEGURANÇA E LIMPEZA:

 Um ambiente limpo é sempre mais confortável e seguro para as crianças,


promovendo o bem-estar coletivo.

 A limpeza deve ser executada normalmente com uma periodicidade diária, para
manter um ambiente limpo e saudável.

 Na limpeza de escolas e infantários devem ser utilizados produtos não tóxicos,


que eliminem totalmente os micro-organismos nocivos ao bem-estar das
crianças.

EXEMPLO DE ORGANIGRAMA

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Hierarquias

O conceito de Hierarquia remete para a disposição de elementos por ordem de


importância, podendo significar também, a distribuição ordenada de poderes, bem
como representar a escala de diferentes categorias de funcionários ou membros de
uma instituição.

Desta forma, prioriza-se um membro, poderes, categorias, patentes.


Esta classificação tem como base as relações entre superiores e dependentes, havendo
níveis de autoridade ou de chefia.

 Todos sabemos que as relações entre patrões/as e


empregados/as ou chefes e funcionários/as não são
fáceis.

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 Cada uma das partes, geralmente, quer que a outra entenda as suas vontades e
necessidades. Quando isso não acontece, os conflitos aparecem, surgem
discussões, stress e até demissões.

Principais motivos que podem levar a uma situação de conflito entre colegas ou até
mesmo com superiores?

- sentimento de frustração, inveja, medo;

- falta de valores como responsabilidade, ética profissional e respeito;

- descontentamento com colegas, com o trabalho, ou insatisfação salarial;

- desequilíbrio mental, emocional, físico e espiritual, em decorrência de fatores


como instabilidade no emprego, sensação de incompetência profissional,
pressão para comprovação de resultados e falta de reconhecimento.

- preocupações pessoais que não foram penduradas no cabide, ao entrar no


trabalho.

Como cultivar um ambiente pacífico?

• Estimular a prática do comportamento ético e


criar espaço para discussões sobre relações
pessoais. Estas iniciativas favorecem o

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aproveitamento das contribuições dos membros da equipa.

• Deve-se tentar esclarecer, na hora, qualquer mal-entendido que tenha ficado


no ar, lembrando que o conflito é como uma represa: a água vai acumulando
até ao dia em que a barragem estoura.

Urbanidade

O que é um comportamento ético?

• Ter a consciência de distinguir o bem e o mal com autodeterminação agindo de


maneira correta ditada pela moral e valores adquiridos ao longo da vida.

• Modo exemplar de viver baseado em valores morais. É o comportamento


definido socialmente como bom.

• A ética funciona como um juiz que irá avaliar a escolha


feita por cada pessoa. Um dilema ético surge quando há
necessidade de se fazer uma escolha difícil,
desagradável e que implica um princípio moral.

• Um comportamento antiético resulta da falta de ética


ou de uma transgressão das normas definidas num
código ético.

Significado de urbanidade?

 Qualidade ou caráter de urbano ≠ Ruralidade

 Vida de cidade.

 Cumprimento das regras de boa educação e de respeito no relacionamento ent


re cidadãos.

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 = AFABILIDADE, CORTESIA ≠ DESCORTESIA, INDELICADEZA

O dever da urbanidade?

1. Exige-se de todas as pessoas civilizadas o cumprimento do dever de urbanidade


na sua relação com os outros.

2. Devemos saber avaliar as consequências da nossa postura: para o bem ou para


o mal.

3. O dever de urbanidade não é um mero código de civilidade e etiqueta social.


Fundamenta-se no respeito pelo valor da dignidade do ser humano.

4. A urbanidade ou polidez precede as boas ações e a elas conduzem e, por isso,


constitui uma espécie de proteção da moral.

Urbanidade e Cidadania

 Para o exercício da CIDADANIA é necessário que haja Urbanidade, ou seja,


civismo entre as pessoas, em qualquer ambiente ou relação.

 Sabemos que COMPORTAMENTO GERA COMPORTAMENTO, portanto é


positivo rodearmo-nos de palavras ou atitudes que motivem os bons
sentimentos e nobres emoções, praticar a cordialidade e a gentileza.

Competências Pessoais, Sociais e Profissionais

 No nosso dia-a-dia lidamos e utilizamos vários estilos comunicacionais. Estes


dependem do nosso humor, da autoestima, da nossa motivação, da nossa
educação, da nossa capacidade de insight (capacidade de autoanálise e sentido
de autocrítica), entre outros fatores.

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 As pessoas diferem na maneira como se veem a si próprias e esta auto-visão afecta a
maneira como comunicam com outras pessoas. É esta auto-visão, em vez de eficácia
da comunicação, que determina a forma como a maioria das pessoas comunica. Na
gestão, no entanto, os gestores podem aprender a adquirir hábitos de comunicação
eficazes.
 As capacidades de comunicação são os elementos-chave para a gestão eficaz.
Em primeiro lugar, a comunicação deve assegurar que a pessoa-alvo ou grupo-
alvo devem compreender a mensagem específica que o comunicador pretende
transmitir. Em segundo lugar, a comunicação deve evocar a resposta desejada.
O estilo de comunicação pode afectar o tipo de resposta evocada.
Passamos a especificar cada um deles:

Estilo passivo, pessoa que se apresenta com uma atitude de evitamento das outras
pessoas e situações. Não se afirma tranquilamente, em vez disso afasta-se ou
submete-se, não toma a atitude nas situações, e como não se afirma torna-se
normalmente uma pessoa bastante ansiosa. O/a comunicador/a passivo/a sente-se
inferior aos outros e sente que as outras pessoas sabem mais do que ele. Nunca fala e
concorda sempre com os outros, executando o que os outros lhe exigem. Este tipo de
pessoa procura evitar o conflito a todos os custos, muitas vezes concordando com
ambas as partes de uma discussão. Procuram a autorização dos/as outros/as antes de
fazer seja o que for e preferem ser supervisionados de perto. Raramente conseguem
aquilo que querem e caem no silêncio, tornando-se ressentidos quando sentem
tratamento desigual. Os/as comunicadores/as passivos tendem a perder a auto-estima
e ficam confusos quanto à sua posição no esquema das coisas. Estão constantemente a
reclamar, em vez de fazer o que é necessário. São os/as seguidores ideais, pois
promovem as causas do/as outros/as, mas geralmente não são tidos em muita
consideração pelos seus/suas colegas. Na prática, esse estilo de comunicação pode ser
adequado numa situação onde não está muito em jogo. Quando lidamos com uma
pessoa agressiva, provocar um conflito que só produzirá perda de tempo não
produzirá resultados que valham a pena.

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Estilo agressivo, pessoa que expressa as suas necessidades ou preferências, emoções e
opiniões, por vezes de uma forma hostil, exigente, ameaçadora ou punitiva para com o
interlocutor. A pessoa que tem este tipo de comportamento defende os seus direitos,
mas fá-lo à custa da violação dos diretos dos outros. O/a comunicador/a agressivo/a
vê-se como sendo superior aos/às outros/as e quer que os/as outros/as façam aquilo
que quer. Este tipo de comunicador/a não ouve os outros e tende a monopolizar a
comunicação. Com uma atitude dominadora, estes/as comunicadores/as conseguem,
muitas vezes, o que querem, muitas vezes em detrimento dos/as outros/as. Pensam
que sabem tudo e que os outros têm nada para lhes ensinar. Apontam dedos,
arregalam os olhos, fitam as pessoas e falam em voz alta. Em situações de crise, os
comunicadores agressivos podem ser eficazes. Em situações normais, no entanto, os
comunicadores agressivos tendem a alienar as pessoas e a provocar, muitas vezes,
contra-agressões. Em vez de alcançar objetivos, poderão pensar que os seus objetivos
estão a ser sabotados por seguidores ressentidos.

Estilo manipulador, pessoa que expressa as suas necessidades ou preferências,


emoções e opiniões de uma forma tendencialmente implícita ou indireta,
frequentemente com “mensagens mistas”. A pessoa encontra a satisfação das suas
necessidades violando os direitos dos outros de forma indireta. A pessoa manipuladora
não gosta de se envolver nas relações interpessoais, interage através da manipulação
ou distração dos sentimentos dos/as outros/as. Estas pessoas não falam claramente
dos seus objetivos, são pessoas muito "teatrais", adaptam o seu discurso mediante

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os/as interlocutores/as a quem se dirigem. Normalmente apresentam-se como
sendo úteis intermediários/as e mesmo indispensáveis, e raramente se
assumem responsáveis pelas situações em que se encontram. Os seus
comportamentos característicos são a desvalorização do/a outro/a exagerando a
caricatura de alguma informação que o outro emite, repetindo a informação e
manipulando-a à maneira dele/a. Fala sempre por meias palavra e é perito no "diz que
disse", criando conflitos em vez de reduzir as tensões existentes no momento. Apesar
de se apresentar sempre cheio de boas intenções faz regularmente chantagem moral.
Ao agir desta forma, o manipulador perde frequentemente a sua credibilidade à
medida que as suas "artimanhas" forem descobertas, e quando descoberto tende a
vingar-se dos outros e quando está em posição hierárquica superior usa esse poder,
quase nunca recupera a confiança dos/as outros/as.

Estilo assertivo, pessoa que defende os próprios direitos sem violar os direitos dos
outros. É importante ter em conta que ninguém é 100% assertivo com todas as
pessoas e em todas as situações. A assertividade não garante a não ocorrência de
conflitos entre duas pessoas; o que acontece é que, se duas pessoas em desacordo
comunicam de forma assertiva, é mais provável que reconheçam que existe um
desacordo e que tentem chegar a um consenso. O/a comunicador/a assertivo/a é
caracterizado principalmente por respeitar ambas as partes envolvidas. Esta pessoa
sente que, embora tenha direitos, a outra pessoa também tem direitos semelhantes.
Não há nenhum sentimento de superioridade ou inferioridade. Confiante, decidido e
realista, o/a comunicador/a assertivo "negoceia", em vez de ditar ou adiar, com os/as
outros/as. Evoca o respeito dos outros, bem como respeita os/as outros/as e os seus
pontos de vista. Este tipo de comunicador/a ouve a outra pessoa, expressa os pontos
de vista de forma honesta e faz declarações como observações e expectativas. A
pessoa é também sensível aos sentimentos dos outros. "Que alternativas temos?" é a
abordagem típica que este tipo de comunicadores/as adota quando discute caminhos
possíveis. Na maioria das situações, o estilo assertivo de comunicação, com contacto

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visual directo, gestos naturais e expressões honestas, pode produzir resultados muito
melhores do que os outros estilos mencionados anteriormente.

A assertividade é uma aprendizagem do respeito:


 Por si próprio e pelos pontos de vista dos outros
Permite que cada um tenha direito a:
 Exprimir opiniões, pontos de vista ou ideias próprias; ter necessidades e
desejos; pedir (e não exigir) que as outras pessoas respondam às suas
necessidades e desejos; recusar um pedido sem por isso se sentir
culpado ou egoísta; ter sentimentos e a exprimi-los assertivamente se
for essa a sua intenção; Etc.

Algumas técnicas de uma comunicação assertiva, passam por:


 Aceitar críticas
 Pedir explicações
 Distinguir os pontos de acordo e os pontos de desacordo
 Ultrapassar a censura

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No mundo real, poucas pessoas usam o mesmo estilo de comunicação em todas as
ocasiões. Por exemplo, podem comunicar de uma forma com os/as seus/suas
superiores/as e de outra forma com os/as seus/suas subordinados/as. As pessoas
poderão também adotar uma abordagem manipuladora, tentando alcançar o que
pretendem ao usar diferentes estilos de comunicação. A consciencialização sobre os
diferentes estilos e os seus resultados típicos pode melhorar a nossa comunicação.

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Conclusão

Pretende-se com este Manual contribuir para "formar profissionais que realizem, de
forma autónoma, ou sob a orientação de um técnico especializado, tarefas básicas de
cuidados humanos necessárias a clientes no domicílio e/ou em situação de
internamento, ou semi-internamento", em instituições específicas tais como Lares de
Terceira Idade, Centros de Dia, Centros Educativos, Centros Acompanhamento de ATL,
Instituições de Apoio à Infância, Centros de Cuidados Humanos e similares.

No final da formação o/a formando/a deverá estar apto a prestar os cuidados


humanos e de saúde básicos, de acordo com as necessidades do utente e dos fins da
instituição e saber executar as tarefas de higienização, tratamento de roupa, confeção,
preparação e serviço de refeições. Os/as formandos/as serão profissionais
qualificados, com competências múltiplas e diversas e capazes de promover o
desenvolvimento sociocultural de grupos e comunidades, organizando, e/ou
desenvolvendo atividades de animação, de caráter cultural, educativo, social, lúdico e
recreativo, mediante objetivos e missão da Instituição.

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Bibliografia e Recursos Didáticos

• Antunes, C. (1988). Manual de técnicas de dinâmica de grupo. Rio de Janeiro: Editora Vozes.

• Cardim, Luís et all. (1990). A Comunicação. O Formador e o Grupo. Colecção Aprender, Lisboa,
IEFP/ Centro Nacional de Formação e Formadores.

• Estanquiero, A. (1999). Saber lidar com as pessoas. Lisboa: Editorial Presença.

• Fachada, O. (2003). Psicologia das relações interpessoais (vol.1). Lisboa: Edições Rumo.

• Fachada, O. (2003). Psicologia das relações interpessoais (vol.2). Lisboa: Edições Rumo.

• FREIRE, Paulo (1999). Pedagogia da Autonomia. Saberes Necessários à Prática Educativa. São
Paulo: Paz e Terra.

• Fritzen, S. J. (1981). Exercícios práticos de dinâmica de grupo. Petropólis: Editora Vozes.

• Fritzen, S. J. (2000). Janela de Johari. Petrópolis: Editora Vozes.

• Gestoso, Carlos Guillén (2007). Estratégias de Negociação. Mangualde. Edições Pedago.

• Heller, Robert (1999). Como Comunicar com Clareza. Barcelos: Civilização Editora.

• Jesus, A. (1985). Análise e solução de problemas grupais. São Paulo: Edições Loyola.

• Maccio, C. (1977). Animação de grupos (5ª edição). Lisboa: Editora Moraes.

• Neves, José G.; Garrido, M; Simões, E (2006). Manual de Competências Pessoais, Interpessoais e
Instrumentais. Teoria e Prática. Lisboa: Edições Sílabo

• Pinto, Avelino (1998). A Dinâmica do Relacionamento Interpessoal. Colecção Formar


Pedagociamente. IEFP-Instituto de Emprego e Formação Profissional.

• Wolf, M. (1987). Teorias da comunicação. Lisboa: Editora Presença.

Links para consulta:

 www.seg-social.pt

 www.cartasocial.pt

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