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CIGARRINHAS DAS

PASTAGENS
6° CICLO DE PALESTRAS
PASTAGENS E FORRAGICULTURA
Pastagens e Forragicultura

Rafael Henrique P. dos Reis

Samuel Carmo da Silva


Thiago Frank da Silva Morais
INTRODUÇÃO
Pecuária de corte e leite
CENÁRIO no Brasil
Afetada pela principal
praga das pastagens: As
CIGARRINHAS;

Problema complexo
que envolve diversos
aspectos (VALÉRIO, 2009).
CIGARRINHAS DAS
PASTAGENS
As cigarrinhas-das-pastagens
são insetos sugadores;
Associadas, predominantemente,
às gramíneas;
Ordem Hemiptera;
Subordem Auchenorrhyncha;
Família Cercopidae.
PRINCIPAIS ESPÉCIES DE
CIGARRINHAS
Notozulia entreriana (Berg)
Mede 6 a 9 mm
Preta, com faixa transversal
branco-amarelada, no terço
apical das asas anteriores
(MENEZES, 1982).
PRINCIPAIS ESPÉCIES DE
CIGARRINHAS
Deois flavopicta
10 mm
Preta com duas faixas transversais
amarelas na asa e clavo amarelo.
(MENEZES, 1982).
PRINCIPAIS ESPÉCIES DE
CIGARRINHAS
Deois incompleta
8 mm
Castanha com manchas brancas
nos élitros e faixa longitudinal no
clavo das asas, em forma de “V”.
(MENEZES, 1982).
PRINCIPAIS ESPÉCIES DE
CIGARRINHAS
Deois schach solita
10 mm
Preta esverdeada com faixa
transversais alaranjadas na asa
(MENEZES, 1982).
PRINCIPAIS ESPÉCIES DE
CIGARRINHAS
Comumente conhecida como
Mahanarva fimbriolata cigarrinha da cana-de-açúcar

Macho: 13 mm
Vermelha com tégminas margeadas
de preto e uma faixa longitudinal
da mesma tonalidade.

Fêmea as tégminas são mais


escuras e de coloração marrom
CICLO BIOLÓGICO

Desenvolvimento por hemimetabolia


CICLO BIOLÓGICO
OVOS
Postura ao nível do solo;

Número de ovos e período de incubação depende da espécie;

Período de incubação pode chegar até 200 dias (GALLO et al.,


2002).

DIAPAUSA
CICLO BIOLÓGICO
NINFA
Produção de uma massa de espuma ao longo do seu
desenvolvimento;

Secreções provenientes de estruturas como as


glândulas de Batelli e tubos de Malpighi (KATO,
1958; MARSHALL, 1965), importantes na
estabilização da espuma.
CICLO BIOLÓGICO
ADULTO
Fase caracterizada pela
capacidade de exploração
da parte aérea da planta
forrageira;
A movimentação dos
adultos da cigarrinha é
feita por saltos ou voos
baixos (>1,2 m de altura) e
curtos.
CICLO BIOLÓGICO
ADULTO
N. entreriana em plantas de B. decumbens

Preferência pela face superior da

80%
lâmina foliar, para alimentação e
distribuição vertical (VALÉRIO,
2009).

Entre 9 h e 13 h, migração
para o terço médio e basal
da planta.
CICLO BIOLÓGICO
Tabela 1. Ciclo biológico de diferentes espécies de cigarrinhas
Espécies
Fases do N. entreriana D. flavopicta M. fimbriolata
ciclo
Período (dias)
Ovo 19,6 11,1 10
Ninfa 33 34,2 30
Adulto 19 10,9 10
Silveira Neto (1994); Townsend (2001).
CICLO BIOLÓGICO proposto por Gallo et al., (1988)

FIM DAS
PRIMEIROS CHUVAS
ADULTOS ADULTOS PICO DE ADULTOS
Primeiras Ovos em
ninfas Ninfas Ninfas quiescência
25 – 30 20-25 25-30 20-25 25-30
dias dias dias dias dias 180-200 dias

1ª GERAÇÃO

2ª GERAÇÃO
3ª GERAÇÃO
DANOS

Canal salivar

Maxilas Mandíbula

Canal do alimento
DANOS
Sugam continuamente seiva das raízes
ou coleto, causando desequilíbrio
hídrico e esgotamento de carboidratos
solúveis;

Sugam seiva das folhas e inoculam


toxinas (fitotoxemia), que interrompe o
fluxo de seiva e o processo vegetativo.

(VALÉRIO e KOLLER, 1995; VALÉRIO et al., 1996)


DANOS
Estrias longitudinais amareladas

Evoluindo para necrose

Morte da folhas, aspecto retorcido


DANOS
25 cigarrinhas/m²
10 dias
30% produção da
pastagem
(ALMEIDA et al., 2000).

Valério et al. (2009)

15% qualidade da
forragem
DANOS
Diminuições na
capacidade de
suporte, no ganho
de peso e
produção de leite.
(VALÉRIO, 2009)
AMOSTRAGEM
1m

Ninfas 1m

Adultos 10 batidas de rede de varredura


Observação em 10 touceiras

5 amostras/ha
MÉTODOS DE CONTROLE
CONTROLE QUÍMICO Carbaril
Lorsban
Imidacloprid
Período Transição
de seca Período das águas
Controle

Ovos em Eclosão das Emergência


diapausa ninfas dos adultos
MÉTODOS DE CONTROLE
CONTROLE BIOLÓGICO

Metharhizium anisopliae
Formulação pó molhável
2 a 3 aplicações a cada 30 dias
Dose mínima de 2,0 x 1012 conídios/ha
200 a 300 L/ha
CONTROLE QUÍMICO e BIOLÓGICO
2

FIM DAS CHUVAS

2
1

1ª GERAÇÃO 2ª GERAÇÃO 3ª GERAÇÃO

1 - CONTROLE QUÍMICO
POPULAÇÃO DE NINFAS
2 - CONTROLE BIOLÓGICO
POPULAÇÃO DE ADULTOS
DANOS RELATIVOS
proposto por Gallo et al., (1988)
ALTERNATIVAS DE CONTROLE
Consórcio Gramíneas x Leguminosas
ALTERNATIVAS DE CONTROLE
Utilização de forrageiras
tolerantes
Panicum maximum

B. Humidícola - Tolerância
ALTERNATIVAS DE CONTROLE
Manejo de pastagens
Formação com utilização
de sementes de boa
qualidade, permitindo um
rápido estabelecimento;

Adubação e correção
ALTERNATIVAS DE CONTROLE
Manejo de pastagens
Manejo do pastejo

Altura de
entrada

Altura de
saída
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
GUSMÃO, M. R. Controle biológico das cigarrinhas das pastagens. Embrapa Pecuária
Sudeste, 2013.

SILVEIRA NETO, S. Controle de insetos nocivos às pastagens de Brachiaria spp. In:


SIMPÓSIO SOBRE MANEJO DA PASTAGEM, 11., Piracicaba, 1994. Anais. Piracicaba
:FEALQ, 1994. p.73-97.

Townsend, C. R. et al. Cigarrinhas-das-pastagens em Rondônia: diagnóstico e medidas


de controle.Porto Velho: EMBRAPA-CPAF Rondônia, 2001.

VALÉRIO, J.R. & OLIVEIRA, M.C.M. Parasitismo de ovos de cigarrinhas-daspastagens


(Homoptera: Cercopidae) pelo microhimenóptero Anagrus urichi Pickles
(Hymenoptera: Mymaridae) na região de Campo Grande, MS. Neotropical
Entomology. v. 34, n. 1, p. 137-138, 2005.

Valério, J.R.; Koller, W.W. 1993. Proposição para manejo integrado das cigarrinhas-das-
pastagens. In: Curso Sobre Pastagens Para Sementeiros, Campo Grande. Campo Grande:
EMBRAPA-CNPGC, p.31-46.
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