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INSTITUTO FEDERAL DE MINAS GERAIS –

CAMPUS CONGONHAS
Curso Técnico em Mineração

CLARA LÚCIA
EVANDRO SILVA
IGOR FABIANO
LAURA MARCELLE

MEMORIAL DESCRITIVO: PLANO DE PESQUISA PARA O MINERAL


COBRE

Congonhas
2019
LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Área delimitada para pesquisa........................................................................... 5


Figura 2: Vista aérea ......................................................................................................... 5
Figura 3:Acesso para área de pesquisa ............................................................................. 6
Figura 4: Rotas de acesso para área de pesquisa .............................................................. 7
Figura 5: Área delimitada para sondagem ...................................................................... 11
Figura 6: Esboço da área de sondagem ........................................................................... 12
Figura 7: Malha ............................................................................................................... 12
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 3
2 OBJETIVOS ............................................................................................................. 3
3 CAMPANHA DE PESQUISA MINERAL .............................................................. 4
3.1 Caracterização da área........................................................................................ 4

3.2 Mapeamento geológico ...................................................................................... 7

3.3 Geofísica ............................................................................................................ 8

3.4 Sondagem ......................................................................................................... 10

4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................... 13


1 INTRODUÇÃO

A pesquisa mineral é um conjunto de atividades desenvolvidas para evidenciar a


existência de uma jazida com objetivo de exploração. O trabalho refere-se a um plano de
pesquisa para o mineral cobre.
A utilização do cobre no desenvolvimento das civilizações é antiga com registros
para fabricação de ferramentas e armas entre 3200 a 1200 anos AC, na idade do cobre,
passando pelas civilizações egípcias antigas (tubulações de água) e atualmente na
fabricação de aparelhos elétrico-eletrônicos e sistemas de geração, armazenamento e
transporte de energia elétrica.
O cobre é o terceiro metal mais utilizado no planeta – seguido por ferro e alumínio –
o que torna esse insumo vital (pivô) no desenvolvimento das economias em praticamente
todos os países. Estima-se que 40% de toda demanda atual para cobre refinado atende à
indústria da construção civil (fiações elétricas e tubulações) e, por essa razão, as cotações
de preços desse metal no mercado internacional (LME) são fortemente influenciadas
pelas oscilações desse setor. O segundo maior mercado para cobre é a indústria elétrico-
eletrônica em razão de sua versatilidade e excelente condutividade. Atualmente as
expectativas projetadas para a produção de veículos elétricos além de unidades de
armazenamento de energia elétrica (eólica e solar) tem alavancado investimentos na
cadeia produtiva do cobre.

2 OBJETIVOS

O trabalho proposto visa definir uma área de pesquisa mineral para extração de cobre
e descrever um trabalho de pesquisa mineral na área proposta com objetivo de avaliar a
existência de uma deposito mineral, suas características e dimensões.

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3 CAMPANHA DE PESQUISA MINERAL

3.1 Caracterização da área

A área escolhida para a pesquisa fica no município de Curaçá no estado da Bahia, a


aproximadamente 88,9km de distância da sede do município. A área de pesquisa tem
aproximadamente 2000 hectares. As imagens abaixo mostram a vista aérea da área
delimitada.
A escolha da área a ser pesquisada foi realizada através de um trabalho de pesquisa
bibliográfica sobre regiões onde atualmente existe a produção do mineral alvo que é o
cobre, e uma busca sobre áreas próximas ainda não exploradas e com potencial
econômico para a exploração do cobre. Assim a pesquisa será realizada na área conhecida
com o vale do Curaçá que tem com 65 quilômetros de extensão, e engloba os municípios
de Jaguarari, Juazeiro e Curaçá. A região já produz cobre, sendo uma delas a mina de
Caraíba na área do município de Jaguarari (BA).
Os relatos mais antigos sobre a ocorrência de minério na região são atribuídos ao
engenheiro Oliveira Bulhões, que durante estudos sobre o prolongamento da estrada de
ferro do Rio São Francisco no ano de 1874, descobriu fragmentos de malaquita. Da
descoberta à implantação da mina de Caraíba (céu aberto e mais tarde subterrânea) que
existe hoje na região para exploração do cobre, gerenciada pela Mineração Caraíba S.A.,
decorreram mais de cem anos. Os principais corpos mineralizados a sulfetos de cobre da
mina são associados a piroxenitos, noritos e glimeritos. Além dos corpos mineralizados
de Caraíba, tem-se o elevado potencial no Vale do Rio Curaçá ainda pouco explorado.
O vale do Curaçá é composto de vários corpos máfico ultramáficos, de dimensões
variadas, e alguns corpos, em especial contêm mineralizações potencialmente
econômicas sulfetadas de cobre, principalmente sob a forma de bornita e calcopirita.

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Figura 1: Área delimitada para pesquisa

Figura 2: Vista aérea

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A região fica as margens do rio São Francisco. O acesso pode ser realizado de
carro pela BA-120 ou BA-210 e BR-235.

Figura 3:Acesso para área de pesquisa

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Figura 4: Rotas de acesso para área de pesquisa

3.2 Mapeamento geológico

Os métodos sucessivos das etapas da pesquisa mineral ajudam na redução do


tamanho da área a ser analisada. O custo do processo aumenta à medida que métodos se
tornam maus avançados e mais esclarecedores. Assim se começa analisando uma grande
área por métodos mais simples e de menor custo e à medida que a se delimita a área
aumenta a complexidade do método e os resultados são mais específicos.
Na segunda etapa do trabalho será realizado uma pré-avaliação da área através de
estudo por imagens de satélite, fotografias aéreas e visitas in loco. A observação da área
tridimensionalmente por diferentes métodos de geração de imagem possibilita uma
imagem geral da área o que auxilia no planejamento das etapas posteriores em campo e
prever possíveis dificuldades de locomoção devido a altitude, vegetação, condições das
estradas, etc.

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A campanha de visita a área será realizada para identificação de rochas indicativas
de depósitos na região e a realização de prospecção geoquímica. A tipologia do depósito
que se espera encontrar está relacionada com intrusões máfico- ultramáficas em áreas
cratônicas, com a presença de rochas básicas e ultrabásica. A presença de afloramentos
com sulfetos, malaquita e óxidos de cobre também são indicativos geológicos para a
consistência desse depósito o que será avaliado através da coleta de amostras.
Será realizado a coleta de amostras de solo e de rochas para realização de ensaios
químicos que serão realizados em laboratório para identificação de cobre que é o elemento
indicador do depósito e também para identificação de possíveis outros metais assim como
elementos rastreadores que indiquem a existência de cobre como Zn, Au, Re, Ag, As, F.
Espera-se encontrar também minerais como malaquita, calcopirita e pirrotita na
caracterização mineralógica.
Nas regiões de pouco solo, como em grande parte do nordeste e como ne região
onde será realizada a pesquisa, as amostras de solo são coletadas até o nível do saprolito
com auxílio de equipamentos como pás, picaretas, trado manual ou mecânico. A coleta
do solo será realizada através de aberturas de poços e trincheiras. A amostra das rochas
será realizada nos afloramentos.

3.3 Geofísica

O passo seguinte a amostragem geoquímica, é prospecção geofísica, que utiliza as


diferenças nas propriedades físicas da rocha para indicar os minerais presentes. Devido
ao baixo custo e à possibilidade de cobertura de amplas áreas, os métodos geofísicos
constituem uma importante ferramenta em pesquisa mineral para determinar os alvos de
sondagem. Entre os diversos métodos existentes para prospecção de minerais metálicos,
os métodos elétricos e eletromagnéticos os mais amplamente utilizados.
A aplicação de métodos geofísicos elétricos possibilita a caracterização de
depósitos minerais a partir de anomalias em parâmetros físicos como resistividade, devido
ao contraste frequentemente apresentado entre a rocha encaixante e corpos enriquecidos
em minerais metálicos. O método de eletrorresistividade possui aplicação em pesquisas
de cobre disseminado devido à característica de elevada condutividade elétrica desse

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metal, frequentemente contrastante em relação a rochas ao redor. O método gera
informações sobre camadas na Terra que possuam anomalias na sua condutividade
elétrica.
O método geofísico da eletrorresistividade será através da técnica de caminhamento
elétrico em disposição azimutal com arranjo dipolo-dipolo. Pode ser utilizou 20 m de
espaçamento entre eletrodos e leituras de resistividade em 20 níveis de profundidade.
Foram realizadas 6 linhas de caminhamento elétrico, com 380 m de extensão cada,
dispostas de forma azimutal, radialmente com centro posicionado sobre a ocorrência
mineral e ângulo entre linhas de 30°. Será realizado 12 perfis geofísicos.

Figura 5: Exemplo de abrangência de um perfil

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Figura 6: Exemplo de um resultado perfil geofísico de resistividade

3.4 Sondagem

Definida a área alvo através dos resultados encontrados pelas etapas anteriores será
realizado a etapa de sondagem com o objetivo abordar as rochas em profundidades. A
sondagem é importante para estabelecer a dimensões de um deposito, será possível
determinar extensão, presença de contaminantes, teor médio do depósito para avaliação
final da viabilidade econômica.
O objetivo da sondagem é definir o corpo mineral, assim será realizada a sondagem
sistemática que é onde a sondagem é realizada seguindo uma malha para perfuração. O
método de sondagem utilizado será rotativo mecânico. A mais utilizada para a pesquisa
mineral é a sondagem a diamante em que se desejam testemunhos contínuos para estudo
petrográfico (textura, estrutura incluindo mergulho, mineralogia etc) e lito-geoquímico,
além de se obter os testemunhos diretamente, facilitando os ensaios em laboratório. Outra
vantagem é que essa técnica permite furos em qualquer direção.

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Para realizar uma sondagem mais eficiente e com custo menor área a ser realizada a
sondagem foi na área reduzida à metade da área original como definido na Figura 5. A
redução da área de pesquisa é possível pela utilização de outros métodos de menor custo
para definir o alvo com maior exatidão.

Figura 7: Área delimitada para sondagem

Para o trabalho inicial de sondagem foi definida primeiramente uma malha quadrada
de sondagem com espaçamento e afastamento de 100x100m para a perfuração, como
mostrado abaixo no esboça da malha para toda a área.

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Figura 8: Esboço da área de sondagem

100m
100m

Figura 9: Malha

Após os resultados da primeira sondagem com definição mais especifica da aérea,


será realizada nova sondagem na região alvo com uma malha menor de 50x50m.
As definições da malha de sondagem levam em consideração os resultados das
analises realizadas nas etapas anteriores, mais também está relacionada com as
características do mineral de interesse e do depósito.
Sabe-se que cerca de 60% do cobre mundial está disponível em forma de depósitos
do tipo pórfiro ou porfiríticos, As características desses tipos de depósitos são é que em
geral são grandes, maiores que 100Mt, e podem ocorrer na forma de mineralização
disseminada, em brechas e também hospedada em veios de quartzo, tudo isto hospedado
e associado a corpos intrusivos. Sendo assim como a mineralização pode estar
disseminada, ou seja, espalhado na região de concentração, não é viável a utilização de
malhas maiores do que 100m devido a probabilidade erro na avaliação da área devido a

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testemunhos de sondagem sem informações relevantes sobre o depósito. Por isso a
recomendação de se começar a sondagem já com uma malha de 100m e posterior
diminuição da malha.

4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Brito, Reinaldo Santana Correia de. Modelos de depósitos de cobre do Brasil e sua
resposta ao Intemperismo. Brasília, DF. CPRM, 2010. 190 p.

Depósitos porfiriticos. Disponível em:


https://geodomundo.wordpress.com/2013/05/09/depositos-porfiriticos/. Acesso em 26 de
junho de 2019.

Noções de Prospecção e Pesquisa Mineral para Técnicos de Geologia e Mineração/ Mário


Tavares de Oliveira Cavalcanti Neto e Alexandre Magno Rocha da Rocha – Natal/RN:
Editora do IFRN-RN, 2010.

Projeto cobre. Disponível em: http://www.brazilminerio.com.br/wp-


content/uploads/2017/06/anexo_para_download_cbc_portugues-1.pdf. Acesso em 26 de
junho de 2019.

Tipos de sondagem. Disponível em: https://www.escolaengenharia.com.br/tipos-de-


sondagem/. Acesso em 26 de junho de 2019.

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