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Livro Eletrônico

Aula 00

300 Questões Comentadas FGV - Direito Penal


Professores: Renan Araujo, Time Renan Araujo

00000000000 - DEMO
DIREITO PENAL Ð 300 QUESTÍES COMENTADAS DA FGV
Curso de quest›es comentadas
Aula 00 Ð Prof. Renan Araujo

AULA DEMONSTRATIVA
PARTE GERAL DO CP: PRINCêPIOS DO DIREITO PENAL.
CONCEITO E FONTES. DISPOSI‚ÍES CONSTITUCIONAIS
APLICçVEIS. FATO TêPICO. ILICITUDE.

SUMçRIO

1 EXERCêCIOS DA AULA ........................................................................................... 4


2 EXERCêCIOS COMENTADOS ................................................................................. 24
3 GABARITO .......................................................................................................... 60

Ol‡, meus amigos!

ƒ com imenso prazer que estou aqui, mais uma vez, pelo ESTRATƒGIA
CONCURSOS, tendo a oportunidade de poder contribuir na prepara•‹o de voc•s
nessa ‡rdua caminhada em busca da vaga no servi•o pœblico. Aqui n—s
vamos comentar exerc’cios sobre DIREITO PENAL, exclusivos da FGV. Ser‹o
300 quest›es de Direito Penal da FGV!
E a’, povo, preparados para a maratona?
Vai dar in’cio ˆ sua prepara•‹o ou vai deixar a concorr•ncia sair na
frente?
Bom, est‡ na hora de me apresentar a voc•s, n‹o Ž?
Meu nome Ž Renan Araujo, tenho 30 anos, sou Defensor Pœblico
Federal desde 2010, atuando na Defensoria Pœblica da Uni‹o no Rio de Janeiro,
e mestre em Direito Penal pela Faculdade de Direito da UERJ. Antes,
porŽm, fui servidor da Justi•a Eleitoral (TRE-RJ), onde exerci o cargo de
TŽcnico Judici‡rio, por dois anos. Sou Bacharel em Direito pela UNESA e p—s-
graduado em Direito Pœblico pela Universidade Gama Filho.
Minha trajet—ria de vida est‡ intimamente ligada aos Concursos Pœblicos.
Desde o come•o da Faculdade eu sabia que era isso que eu queria para a minha
vida! E querem saber? Isso faz toda a diferen•a! Algumas pessoas me perguntam
como consegui sucesso nos concursos em t‹o pouco tempo. Simples: Foco +
For•a de vontade + Disciplina. N‹o h‡ f—rmula m‡gica, n‹o h‡ ingrediente
secreto! Basta querer e correr atr‡s do seu sonho! Acreditem em mim, isso
funciona!
ƒ muito gratificante, depois de ter vivido minha jornada de concurseiro,
poder colaborar para a aprova•‹o de outros tantos concurseiros, como um dia eu

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fui! E quando eu falo em Òcolaborar para a aprova•‹oÓ, n‹o estou falando apenas
por falar. O EstratŽgia Concursos possui ’ndices alt’ssimos de aprova•‹o
em todos os concursos!
Mas Ž poss’vel que, mesmo diante de tudo isso que eu disse, voc• ainda
n‹o esteja plenamente convencido de que o EstratŽgia Concursos Ž a melhor
escolha. Eu entendo voc•, j‡ estive deste lado do computador. Ës vezes Ž dif’cil
escolher o melhor material para sua prepara•‹o. Contudo, alguns colegas de
caminhada podem te ajudar a resolver este impasse:

Esse print screen acima foi retirado da p‡gina de avalia•‹o do curso. De


um curso elaborado para um concurso bastante concorrido (TCU),
ministrado em 2015. Vejam que, dos 168 alunos que avaliaram o curso, 165 o
aprovaram. Um percentual de 98,21%.
Ainda n‹o est‡ convencido? Continuo te entendendo. Voc• acha que
pode estar dentro daqueles 1,79%. Em raz‹o disso, disponibilizamos
gratuitamente esta aula DEMONSTRATIVA, a fim de que voc• possa analisar o
material, ver se a abordagem te agrada, etc.
Acha que a aula demonstrativa Ž pouco para testar o material? Pois
bem, o EstratŽgia concursos d‡ a voc• o prazo de 30 DIAS para testar o
material. Isso mesmo, voc• pode baixar as aulas, estudar, analisar detidamente
o material e, se n‹o gostar, devolvemos seu dinheiro.
Sabem porque o EstratŽgia Concursos d‡ ao aluno 30 dias para
pedir o dinheiro de volta? Porque sabemos que isso n‹o vai acontecer! N‹o
temos medo de dar a voc• essa liberdade.
Abaixo segue o plano de aulas do curso todo:

AULA CONTEòDO DATA


50 Quest›es comentadas de Direito
Aula 00 17.05
Penal da FGV (Parte Geral do CP)
50 Quest›es comentadas de Direito 27.05
Aula 01
Penal da FGV (Parte Geral do CP)

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50 Quest›es comentadas de Direito 07.06


Aula 02 Penal da FGV (Parte Geral. Crimes
em espŽcie)

50 Quest›es comentadas de Direito 17.06


Aula 03
Penal da FGV (Crimes em espŽcie)
50 Quest›es comentadas de Direito 27.06
Aula 04
Penal da FGV (Crimes em espŽcie)
50 Quest›es comentadas de Direito 07.07
Aula 05
Penal da FGV (Crimes em espŽcie)

Cada aula compreender‡ a an‡lise de 50 quest›es de Direito Penal que


foram cobradas pela FGV.

ATEN‚ÌO! Este curso ser‡ ministrado apenas em formato PDF. N‹o possui
videoaulas!

No mais, desejo a todos uma boa maratona de estudos!


Prof. Renan Araujo

E-mail: profrenanaraujo@gmail.com

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Observa•‹o importante: este curso Ž protegido por direitos autorais


(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a
legisla•‹o sobre direitos autorais e d‡ outras provid•ncias.

Grupos de rateio e pirataria s‹o clandestinos, violam a lei e prejudicam os


professores que elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe
adquirindo os cursos honestamente atravŽs do site EstratŽgia Concursos. ;-)

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1! EXERCêCIOS DA AULA

01.! (FGV Ð 2018 Ð TJ-AL Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Julia, prim‡ria e de bons antecedentes, verificando a facilidade de acesso a
determinados bens de uma banca de jornal, subtrai duas revistas de moda,
totalizando o valor inicial do preju’zo em R$15,00 (quinze reais). Ap—s ser presa
em flagrante, Ž denunciada pela pr‡tica do crime de furto simples, vindo, porŽm,
a ser absolvida sumariamente em raz‹o do princ’pio da insignific‰ncia.
De acordo com a situa•‹o narrada, o magistrado, ao reconhecer o princ’pio da
insignific‰ncia, optou por absolver Julia em raz‹o da:
a) atipicidade da conduta;
b) causa legal de exclus‹o da ilicitude;
c) causa de exclus‹o da culpabilidade;
d) causa supralegal de exclus‹o da ilicitude;
e) extin•‹o da punibilidade.

02.! (FGV Ð 2015 Ð TJ-RO Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Henrique, n‹o aceitando o fim do relacionamento, decide matar Paola, sua ex-
namorada. Para tanto, aguardou na rua a sa’da da v’tima do trabalho e, ap—s,
desferiu-lhe diversas facadas na barriga, sendo estas les›es a causa eficiente de
sua morte. Foi identificado por c‰meras de seguran•a, porŽm, e denunciado pela
pr‡tica de homic’dio consumado. Em rela•‹o ao crime de les‹o corporal, Ž correto
afirmar que Henrique n‹o foi denunciado com base no princ’pio da:
(A) especialidade;
(B) subsidiariedade expressa;
(C) alternatividade;
(D) subsidiariedade t‡cita;
(E) consun•‹o.

03.! (FGV Ð 2015 Ð DPE-RO Ð ANALISTA)


Carlos, prim‡rio e de bons antecedentes, subtraiu, para si, uma mini barra de
chocolate avaliada em R$ 2,50 (dois reais e cinquenta centavos). Denunciado
pela pr‡tica do crime de furto, o defensor pœblico em atua•‹o, em sede de defesa
prŽvia, requereu a absolvi•‹o sum‡ria de Carlos com base no princ’pio da
insignific‰ncia. De acordo com a jurisprud•ncia dos Tribunais Superiores, o
princ’pio da insignific‰ncia:
a) funciona como causa supralegal de exclus‹o de ilicitude;
b) afasta a tipicidade do fato;
c) funciona como causa supralegal de exclus‹o da culpabilidade;

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d) n‹o pode ser adotado, por n‹o ser previsto em nosso ordenamento jur’dico;
e) funciona como causa legal de exclus‹o da culpabilidade.

04.! (FGV Ð 2014 Ð OAB Ð EXAME DE ORDEM)


Pedro Paulo, prim‡rio e de bons antecedentes, foi denunciado pelo crime de
descaminho (Art. 334, caput, do C—digo Penal), pelo transporte de mercadorias
procedentes do Paraguai e desacompanhadas de documenta•‹o comprobat—ria
de sua importa•‹o regular, no valor de R$ 3.500,00, conforme atestam o Auto
de Infra•‹o e o Termo de Apreens‹o e Guarda Fiscal, bem como o Laudo de
Exame Merceol—gico, elaborado pelo Instituo Nacional de Criminal’stica.
Em defesa de Pedro Paulo, segundo entendimento dos Tribunais Superiores, Ž
poss’vel alegar a aplica•‹o do
a) princ’pio da proporcionalidade.
b) princ’pio da culpabilidade.
c) princ’pio da adequa•‹o social.
d) princ’pio da insignific‰ncia ou da bagatela.

05.! (FGV Ð 2014 Ð OAB Ð EXAME DE ORDEM)


O Presidente da Repœblica, diante da nova onda de protestos, decide, por meio
de medida provis—ria, criar um novo tipo penal para coibir os atos de vandalismo.
A medida provis—ria foi convertida em lei, sem impugna•›es.
Com base nos dados fornecidos, assinale a op•‹o correta.
a) N‹o h‡ ofensa ao princ’pio da reserva legal na cria•‹o de tipos penais por meio
de medida provis—ria, quando convertida em lei.
b) N‹o h‡ ofensa ao princ’pio da reserva legal na cria•‹o de tipos penais por meio
de medida provis—ria, pois houve avalia•‹o prŽvia do Congresso Nacional.
c) H‡ ofensa ao princ’pio da reserva legal, pois n‹o Ž poss’vel a cria•‹o de tipos
penais por meio de medida provis—ria.
d) H‡ ofensa ao princ’pio da reserva legal, pois n‹o cabe ao Presidente da
Repœblica a iniciativa de lei em matŽria penal.

06.! (FGV-2008-SENADO-ADVOGADO DO SENADO)


Relativamente ao princ’pio da presun•‹o de inoc•ncia, analise as afirmativas a
seguir:
I. O indiciado em inquŽrito policial ou acusado em processo criminal deve ser
tratado como inocente, salvo quando preso em flagrante por crime hediondo,
caso em que ser‡ vedada a concess‹o de liberdade
provis—ria.
II. S— Ž l’cito o uso de algemas em caso de resist•ncia e de fundado receio de
fuga ou de perigo ˆ integridade f’sica pr—pria ou alheia, por parte do preso ou de
terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade

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disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade, e a nulidade da pris‹o ou do
ato processual a que se refere, sem preju’zo da responsabilidade civil do estado.
III. Milita em favor do indiv’duo o benef’cio da dœvida no momento da prola•‹o
da senten•a criminal: in dubio pro rŽu.
IV. A presun•‹o de inoc•ncia Ž incompat’vel com as pris›es cautelares antes de
transitada em julgado a senten•a penal condenat—ria.
Assinale:
(A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
(B) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
(C) se apenas as afirmativas III e IV estiverem corretas.
(D) se apenas as afirmativas I, III e IV estiverem corretas.
(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

07.! (FGV-2008-INSPETOR-INSPETOR DE POLICIA)


Relativamente aos princ’pios de direito penal, assinale a afirmativa incorreta.
(A) N‹o h‡ crime sem lei anterior que o defina.
(B) N‹o h‡ pena sem prŽvia comina•‹o legal.
(C) Crimes hediondos n‹o est‹o sujeitos ao princ’pio da anterioridade da lei
penal.
(D) NinguŽm pode ser punido por fato que a lei posterior deixa de considerar
crime.
(E) A lei posterior que de qualquer modo favorece o agente aplica-se aos casos
anteriores.

08.! (FGV-2008-INSPETOR-INSPETOR DE POLICIA)


Em matŽria de princ’pios constitucionais de Direito Penal, Ž correto afirmar que:
(A) a lei penal n‹o retroagir‡ mesmo que seja para beneficiar o rŽu.
(B) a pr‡tica de racismo n‹o Ž considerada crime, salvo se a v’tima for detentor
de fun•‹o pœblica.
(C) os presos t•m assegurado o respeito ˆ sua integridade f’sica, mas n‹o ˆ
integridade moral.
(D) a Constitui•‹o n‹o autoriza a cria•‹o de penas de trabalhos for•ados.
(E) as penas privativas de liberdade poder‹o ser impostas aos sucessores do
condenado.

09.! (FGV-2008-INSPETOR-INSPETOR DE POLICIA)


Assinale a alternativa correta.
(A) Expirado o prazo de validade da lei tempor‡ria, n‹o se poder‡ impor pris‹o
em flagrante ˆqueles que pratiquem o crime ap—s a expira•‹o, mas ainda ser‡
poss’vel a instaura•‹o de processo criminal.

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(B) Todos aqueles que praticaram o crime durante a vig•ncia da lei tempor‡ria
poder‹o ser processados, mesmo depois de expirado seu prazo de vig•ncia.
(C) Cessada a vig•ncia da lei tempor‡ria, consideram-se prescritos os crimes
praticados durante sua vig•ncia.
(D) O princ’pio da ultra atividade da lei penal permite que todos aqueles que
pratiquem o crime no intervalo de tr•s anos a partir do fim do prazo de vig•ncia
da lei tempor‡ria sejam processados criminalmente.
(E) Terminado o prazo de vig•ncia da lei tempor‡ria, ocorrer‡ a abolitio criminis,
libertando-se os que estiverem presos em raz‹o da pr‡tica do crime previsto
nessa lei.

10.! (FGV-2008-TCM-PROCURADOR)
A respeito do tema da retroatividade da lei penal, assinale a afirmativa correta.
(A) A lei penal posterior que de qualquer forma favorecer o agente n‹o se aplica
aos fatos praticados durante a vig•ncia de uma lei tempor‡ria.
(B) A lei penal posterior que de qualquer forma favorecer o agente aplica-se aos
fatos anteriores, com exce•‹o daqueles que j‡ tiverem sido objeto de senten•a
condenat—ria transitada em julgado.
(C) A lei penal mais gravosa pode retroagir, aplicando-se a fatos praticados
anteriormente ˆ sua vig•ncia, desde que trate de crimes hediondos, tortura ou
tr‡fico de drogas, como expressamente ressalvado na Constitui•‹o.
(D) Quando um fato Ž praticado na vig•ncia de uma determinada lei e ocorre
uma mudan•a que gera uma situa•‹o mais gravosa para o agente, ocorrer‡ a
ultratividade da lei penal mais favor‡vel, salvo se houver a edi•‹o de uma outra
lei ainda mais gravosa, situa•‹o em que prevalecer‡ a lei intermedi‡ria.
(E) A lei penal posterior que de qualquer forma prejudicar o agente n‹o se aplica
aos fatos praticados anteriormente, salvo se houver previs‹o expressa na pr—pria
lei nova.

11.! (FGV Ð 2018 Ð TJ-AL Ð ANALISTA JUDICIçRIO Ð çREA JUDICIçRIA)


No dia 02.01.2018, JŽssica, nascida em 03.01.2000, realiza disparos de arma de
fogo contra Ana, sua inimiga, em Santa Luzia do Norte, mas terceiros que
presenciaram os fatos socorrem Ana e a levam para o hospital em Macei—. Ap—s
tr•s dias internada, Ana vem a falecer, ainda no hospital, em virtude
exclusivamente das les›es causadas pelos disparos de JŽssica.
Com base na situa•‹o narrada, Ž correto afirmar que JŽssica:
(A) n‹o poder‡ ser responsabilizada criminalmente, j‡ que o C—digo Penal adota
a Teoria da Atividade para definir o momento do crime e a Teoria da Ubiquidade
para definir o lugar; (B) poder‡ ser responsabilizada criminalmente, j‡ que o
C—digo Penal adota a Teoria do Resultado para definir o momento do crime e a
Teoria da Atividade para definir o lugar;
(C) poder‡ ser responsabilizada criminalmente, j‡ que o C—digo Penal adota a
Teoria da Ubiquidade para definir o momento do crime e a Teoria da Atividade

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para definir o lugar; (D) n‹o poder‡ ser responsabilizada criminalmente, j‡ que
o C—digo Penal adota a Teoria da Atividade para definir o momento do crime e
apenas a Teoria do Resultado para definir o lugar;
(E) poder‡ ser responsabilizada criminalmente, j‡ que o C—digo Penal adota a
Teoria do Resultado para definir o momento do crime e a Teoria da Ubiquidade
para definir o lugar.

12.! (FGV Ð 2018 Ð TJ-AL Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Disposi•›es constitucionais e disposi•›es legais tratam do tema aplica•‹o da lei
penal no tempo, sendo certo que existem peculiaridades aplic‡veis ˆs normas de
natureza penal. Sobre o tema, Ž correto afirmar que:
(A) a lei penal posterior mais favor‡vel possui efeitos retroativos, sendo aplic‡vel
aos fatos anteriores, desde que atŽ o tr‰nsito em julgado da a•‹o penal;
(B) a abolitio criminis Ž causa de extin•‹o da punibilidade, fazendo cessar os
efeitos penais e civis da condena•‹o;
(C) a lei penal excepcional, ainda que mais gravosa, possui ultratividade em
rela•‹o aos fatos praticados durante sua vig•ncia;
(D) os tipos penais tempor‡rios poder‹o ser criados atravŽs de medida
provis—ria;
(E) a combina•‹o de leis favor‡veis, de acordo com a atual jurisprud•ncia do
Superior Tribunal de Justi•a, Ž admitida no momento da aplica•‹o da pena.

13.! (FGV Ð 2018 Ð TJ-AL Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Arlindo desferiu diversos golpes de faca no peito de Tom, sendo que, desde o
in’cio dos atos execut—rios, tinha a inten•‹o de, com seus golpes, causar a morte
do seu desafeto. No in’cio, os primeiros golpes de faca causaram les›es leves em
Tom. Na quarta facada, porŽm, as les›es se tornaram graves, e os œltimos golpes
de faca foram suficientes para alcan•ar o resultado morte pretendido.
Arlindo, para conseguir o resultado final mais grave, praticou v‡rios atos com
crescentes viola•›es ao bem jur’dico, mas responder‡ apenas por um crime de
homic’dio por for•a do princ’pio da:
a) subsidiariedade, por se tratar de progress‹o criminosa;
b) alternatividade, por se tratar de crime progressivo;
c) consun•‹o, por se tratar de progress‹o criminosa;
d) especialidade, por se tratar de progress‹o criminosa;
e) consun•‹o, por se tratar de crime progressivo.

14.! (FGV Ð 2018 Ð TJ-AL Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Paulo, funcion‡rio pœblico do governo brasileiro, quando em servi•o no exterior,
vem a praticar um crime contra a administra•‹o pœblica. Descoberto o fato, foi
absolvido no pa’s em que o fato foi praticado.

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Diante desse quadro, Ž correto afirmar que Paulo:
A) n‹o poder‡ ser julgado de acordo com a lei penal brasileira por j‡ ter sido
absolvido no estrangeiro;
B) somente poder‡ ser julgado de acordo com a legisla•‹o penal brasileira se
entrar no territ—rio nacional;
C) n‹o poder‡ ter contra si aplicada a lei penal brasileira porque o fato n‹o
ocorreu no territ—rio nacional;
D) poder‡, por for•a do princ’pio da defesa real ou prote•‹o, ser julgado de
acordo com a lei penal brasileira;
E) poder‡, com fundamento no princ’pio da representa•‹o, ser julgado de
acordo com a lei penal brasileira.

15.! (FGV Ð 2018 Ð CåMARA DE SALVADOR-BA Ð ADVOGADO)


Em raz‹o da situa•‹o pol’tica do pa’s, foi elaborada e publicada, em 01.01.2017,
lei de conteœdo penal prevendo que, especificamente durante o per’odo de
01.02.2017 atŽ 30.11.2017, a pena do crime de corrup•‹o passiva seria de 03 a
15 anos de reclus‹o e multa, ou seja, superior ˆquela prevista no C—digo Penal,
sendo que, ao final do per’odo estipulado na lei, a san•‹o penal do delito voltaria
a ser a prevista no Art. 317 do C—digo Penal (02 a 12 anos de reclus‹o e multa).
No dia 05.04.2017, determinado vereador pratica crime de corrup•‹o passiva,
mas somente vem a ser denunciado pelos fatos em 22.01.2018.
Considerando a situa•‹o hipotŽtica narrada, o advogado do vereador denunciado
dever‡ esclarecer ao seu cliente que, em caso de condena•‹o, ser‡ aplicada a
pena de:
(A) 02 a 12 anos, observando-se o princ’pio da irretroatividade da lei penal mais
gravosa;
(B) 03 a 15 anos, diante da natureza de lei tempor‡ria da norma que vigia na
data dos fatos;
(C) 02 a 12 anos, observando-se o princ’pio da retroatividade da lei penal mais
benŽfica;
(D) 03 a 15 anos, diante da natureza de lei excepcional da norma que vigia na
data dos fatos;
(E) 02 a 12 anos, aplicando-se, por analogia, a lei penal mais favor‡vel ao rŽu.

16.! (FGV - 2016 - OAB - XIX EXAME DE ORDEM)


Em raz‹o do aumento do nœmero de crimes de dano qualificado contra o
patrimônio da Uni‹o (pena: detenç‹o de 6 meses a 3 anos e multa), foi editada
uma lei que passou a prever que, entre 20 de agosto de 2015 e 31 de dezembro
de 2015, tal delito (Art. 163, par‡grafo œnico, inciso III, do C—digo Penal) passaria
a ter pena de 2 a 5 anos de detenç‹o. Jo‹o, em 20 de dezembro de 2015, destr—i
dolosamente um bem de propriedade da Uni‹o, raz‹o pela qual foi denunciado,

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em 8 de janeiro de 2016, como incurso nas sanç›es do Art. 163, par‡grafo œnico,
inciso III, do C—digo Penal.
Considerando a hip—tese narrada, no momento do julgamento, em março de
2016, dever‡ ser considerada, em caso de condenaç‹o, a pena de
A) 6 meses a 3 anos de detenç‹o, pois a Constituiç‹o prevê o princ’pio da
retroatividade da lei penal mais benŽfica ao rŽu.
B) 2 a 5 anos de detenç‹o, pois a lei tempor‡ria tem ultratividade gravosa.
C) 6 meses a 3 anos de detenç‹o, pois aplica-se o princ’pio do tempus regit actum
(tempo rege o ato).
D) 2 a 5 anos de detenç‹o, pois a lei excepcional tem ultratividade gravosa.

17.! (FGV Ð 2016 Ð CODEBA Ð ADVOGADO)


Em uma embarca•‹o pœblica estrangeira, em mar localizado no territ—rio do
Uruguai, o presidente do Brasil sofre um atentado contra sua vida pela conduta
de Jo‹o, argentino residente no Brasil, que conseguiu se infiltrar no navio
passando-se por funcion‡rio da cozinha, j‡ planejando o cometimento do delito.
O presidente do Brasil, porŽm, Ž socorrido e se recupera, enquanto Jo‹o Ž
identificado e preso na Bahia, um m•s ap—s os fatos.
Considerando a situa•‹o narrada, sobre a aplica•‹o da lei penal no espa•o, Ž
correto afirmar que a Jo‹o
a) n‹o pode ser aplicada a lei brasileira, j‡ que o crime foi cometido no
estrangeiro.
b) poder‡ ser aplicada a lei brasileira, com base no princ’pio da territorialidade.
c) poder‡ ser aplicada a lei brasileira, ainda que o autor do crime tenha sido
absolvido ou condenado no estrangeiro.
d) poder‡ ser aplicada a lei brasileira, desde que o autor do crime n‹o seja julgado
no estrangeiro.
e) n‹o poder‡ ser aplicada a lei brasileira, j‡ que o autor do crime Ž estrangeiro.

18.! (FGV Ð 2015 Ð TJ-RO Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


No dia 25 de fevereiro de 2014, na cidade de Ariquemes, Felipe, nascido em 03
de mar•o de 1996, encontra seu inimigo Fernando na rua e desfere diversos
disparos de arma de fogo em seu peito com inten•‹o de mat‡-lo. Populares que
presenciaram os fatos, avisaram sobre o ocorrido a familiares de Fernando, que
optaram por transferi-lo de helic—ptero para Porto Velho, onde foi operado. No
dia 05 de mar•o de 2014, porŽm, Fernando n‹o resistiu aos ferimentos causados
pelos disparos e veio a falecer ainda no hospital de Porto Velho. Considerando a
situa•‹o hipotŽtica narrada e as previs›es do C—digo Penal sobre tempo e lugar
do crime, Ž correto afirmar que, em rela•‹o a estes fatos, Felipe ser‡
considerado:

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a) inimput‡vel, pois o C—digo Penal adota a Teoria da Atividade para definir o
tempo do crime, enquanto que o lugar do crime Ž definido pela Teoria da
Ubiquidade;
b) inimput‡vel, pois o C—digo Penal adota a Teoria da Atividade para definir o
tempo do crime, enquanto que o lugar Ž definido pela Teoria do Resultado;
c) imput‡vel, pois o C—digo Penal adota a Teoria do Resultado para definir tanto
o tempo quanto o lugar do crime;
d) imput‡vel, pois o C—digo Penal adota a Teoria da Ubiquidade para definir o
momento do crime, enquanto que a Teoria da Atividade determina o lugar;
e) inimput‡vel, pois o C—digo Penal adota a Teoria da Atividade para definir tanto
o tempo quanto o local do crime.

19.! (FGV - 2011 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - 2 - PRIMEIRA


FASE (OUT/2011)
Acerca da aplica•‹o da lei penal no tempo e no espa•o, assinale a alternativa
correta.
A) Se um funcion‡rio pœblico a servi•o do Brasil na It‡lia praticar, naquele pa’s,
crime de corrup•‹o passiva (art. 317 do C—digo Penal), ficar‡ sujeito ˆ lei penal
brasileira em face do princ’pio da extraterritorialidade.
B) O ordenamento jur’dico-penal brasileiro prev• a combina•‹o de leis sucessivas
sempre que a fus‹o puder beneficiar o rŽu.
C) Na ocorr•ncia de sucess‹o de leis penais no tempo, n‹o ser‡ poss’vel a
aplica•‹o da lei penal intermedi‡ria mesmo se ela configurar a lei mais favor‡vel.
D) As leis penais tempor‡rias e excepcionais s‹o dotadas de ultra-atividade. Por
tal motivo, s‹o aplic‡veis a qualquer delito, desde que seus resultados tenham
ocorrido durante sua vig•ncia.

20.! (FGV Ð 2013 Ð OAB Ð XI EXAME UNIFICADO)


No ano de 2005, Pierre, jovem franc•s residente na Bulg‡ria, atentou contra a
vida do ent‹o presidente do Brasil que, na ocasi‹o, visitava o referido pa’s.
Devidamente processado, segundo as leis locais, Pierre foi absolvido.
Considerando apenas os dados descritos, assinale a afirmativa correta.
A) N‹o Ž aplic‡vel a lei penal brasileira, pois como Pierre foi absolvido no
estrangeiro, n‹o ficou satisfeita uma das exig•ncias previstas ˆ hip—tese de
extraterritorialidade condicionada.
B) ƒ aplic‡vel a lei penal brasileira, pois o caso narrado traz hip—tese de
extraterritorialidade incondicionada, exigindo-se, apenas, que o fato n‹o tenha
sido alcan•ado por nenhuma causa extintiva de punibilidade no estrangeiro.
C) ƒ aplic‡vel a lei penal brasileira, pois o caso narrado traz hip—tese de
extraterritorialidade incondicionada, sendo irrelevante o fato de ter sido o agente
absolvido no estrangeiro.

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D) N‹o Ž aplic‡vel a lei penal brasileira, pois como o agente Ž estrangeiro e a
conduta foi praticada em territ—rio tambŽm estrangeiro, as exig•ncias relativas ˆ
extraterritorialidade condicionada n‹o foram satisfeitas.

21.! (FGV - 2014 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - XIII -


PRIMEIRA FASE)
Considere que determinado agente tenha em dep—sito, durante o per’odo de um
ano, 300 kg de coca’na. Considere tambŽm que, durante o referido per’odo, tenha
entrado em vigor uma nova lei elevando a pena relativa ao crime de tr‡fico de
entorpecentes. Sobre o caso sugerido, levando em conta o entendimento do
Supremo Tribunal Federal sobre o tema, assinale a afirmativa correta.
a) Deve ser aplicada a lei mais benŽfica ao agente, qual seja, aquela que j‡ estava
em vigor quando o agente passou a ter a droga em dep—sito.
b) Deve ser aplicada a lei mais severa, qual seja, aquela que passou a vigorar
durante o per’odo em que o agente ainda estava com a droga em dep—sito.
c) As duas leis podem ser aplicadas, pois ao magistrado Ž permitido fazer a
combina•‹o das leis sempre que essa atitude puder beneficiar o rŽu.
d) O magistrado poder‡ aplicar o critŽrio do caso concreto, perguntando ao rŽu
qual lei ele pretende que lhe seja aplicada por ser, no seu caso, mais benŽfica

22.! (FGV - 2013 - TCE-BA - ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO)


Com rela•‹o ao tempo e ao local do crime, analise as afirmativas a seguir.
I. O tempo do crime, de acordo com o C—digo Penal, Ž definido pelo momento
em que o resultado ocorre. Tanto Ž assim, que a compet•ncia territorial do
magistrado leva em considera•‹o esse mesmo critŽrio.
II. A Teoria da Atividade foi utilizada pelo C—digo Penal para definir o local
do crime, tendo em vista que se considera local do crime apenas aquele em que
ocorreu a a•‹o ou omiss‹o.
III. Para efeitos penais, consideram-se como extens‹o do territ—rio nacional
as embarca•›es e aeronaves brasileiras de natureza pœblica ou a servi•o do
governo brasileiro onde quer que se encontrem.
Assinale:
a) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se somente a afirmativa II estiver correta.
e) se somente a afirmativa III estiver correta.

23.! (FGV - 2012 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - VII - PRIMEIRA


FASE)

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John, cidad‹o ingl•s, capit‹o de uma embarca•‹o particular de bandeira
americana, Ž assassinado por JosŽ, cidad‹o brasileiro, dentro do aludido barco,
que se encontrava atracado no Porto de Santos, no Estado de S‹o Paulo.
Nesse contexto, Ž correto afirmar que a lei brasileira
a) n‹o Ž aplic‡vel, uma vez que a embarca•‹o Ž americana, devendo JosŽ ser
processado de acordo com a lei estadunidense.
b) Ž aplic‡vel, uma vez que a embarca•‹o estrangeira de propriedade privada
estava atracada em territ—rio nacional.
c) Ž aplic‡vel, uma vez que o crime, apesar de haver sido cometido em territ—rio
estrangeiro, foi praticado por brasileiro.
d) n‹o Ž aplic‡vel, uma vez que, de acordo com a Conven•‹o de Viena,
Ž compet•ncia do Tribunal Penal Internacional processar e julgar os crimes
praticados em embarca•‹o estrangeira atracada em territ—rio de pa’s diverso.

24.! (FGV - 2010 - PC-AP - DELEGADO DE POLêCIA)


Relativamente ao tema da territorialidade e extraterritorialidade, analise as
afirmativas a seguir.
I. Ficam sujeitos ˆ lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro os crimes
contra a administra•‹o pœblica, por quem est‡ a seu servi•o.
II. Ficam sujeitos ˆ lei brasileira, os crimes praticados em aeronaves ou
embarca•›es brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em
territ—rio estrangeiro ainda que julgados no estrangeiro.
III. Ficam sujeitos ˆ lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro os crimes
contra o patrim™nio da Uni‹o, do Distrito Federal, de Estado, de Territ—rio ou de
Munic’pio quando n‹o sejam julgados no estrangeiro.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente a afirmativa III estiver correta.
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

25.! (FGV - 2010 - PC-AP - DELEGADO DE POLêCIA)


Assinale a alternativa que apresente local que n‹o Ž considerado como extens‹o
do territ—rio nacional para os efeitos penais.
a) aeronaves ou embarca•›es brasileiras, mercantes ou de propriedade privada,
quando em territ—rio estrangeiro, desde que o crime figure entre aqueles que,
por tratado ou conven•‹o, o Brasil se obrigou a reprimir.
b) as aeronaves e as embarca•›es brasileiras, mercantes ou de propriedade
privada, que se achem, respectivamente, no espa•o aŽreo correspondente ou em
alto-mar.

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c) as embarca•›es e aeronaves brasileiras, de natureza pœblica, onde quer que
se encontrem.
d) aeronaves ou embarca•›es estrangeiras de propriedade privada, achando-se
aquelas em pouso no territ—rio nacional ou em v™o no espa•o aŽreo
correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil.
e) as embarca•›es e aeronaves brasileiras, a servi•o do governo brasileiro, onde
quer que se encontrem.

26.! (FGV - 2008 - TCM-RJ Ð PROCURADOR)


A respeito do tema da retroatividade da lei penal, assinale a afirmativa correta.
a) A lei penal posterior que de qualquer forma favorecer o agente n‹o se aplica
aos fatos praticados durante a vig•ncia de uma lei tempor‡ria.
b) A lei penal posterior que de qualquer forma favorecer o agente aplica-se aos
fatos anteriores, com exce•‹o daqueles que j‡ tiverem sido objeto de senten•a
condenat—ria transitada em julgado.
c) A lei penal mais gravosa pode retroagir, aplicando-se a fatos praticados
anteriormente ˆ sua vig•ncia, desde que trate de crimes hediondos, tortura ou
tr‡fico de drogas, como expressamente ressalvado na Constitui•‹o.
d) Quando um fato Ž praticado na vig•ncia de uma determinada lei e ocorre uma
mudan•a que gera uma situa•‹o mais gravosa para o agente, ocorrer‡ a
ultratividade da lei penal mais favor‡vel, salvo se houver a edi•‹o de uma outra
lei ainda mais gravosa, situa•‹o em que prevalecer‡ a lei intermedi‡ria.
e) A lei penal posterior que de qualquer forma prejudicar o agente n‹o se aplica
aos fatos praticados anteriormente, salvo se houver previs‹o expressa na pr—pria
lei nova.

27.! (FGV Ð 2014 Ð MPE-RJ Ð ESTçGIO)


Em rela•‹o ao tempo do crime, o C—digo Penal adotou:
a) a teoria da atividade, pela qual considera-se praticado o delito no momento da
conduta, ainda que distinto o momento do resultado, jur’dico ou natural’stico;
b) a teoria do resultado, pela qual considera-se praticado o delito no momento
da ocorr•ncia do resultado, jur’dico ou normativo;
c) a teoria da ubiquidade, pela qual considera-se cometido o delito tanto no
momento da conduta como no do resultado, dependendo do que for mais benŽfico
ao autor do fato;
d) a teoria do resultado normativo, pela qual considera-se cometido o crime no
momento da ocorr•ncia do resultado natural’stico;
e) duas teorias, a da atividade e a da territorialidade condicionada, dependendo
da natureza do crime cometido.

28.! (FGV Ð 2013 Ð TJ-AM Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


No tocante ˆ aplica•‹o da lei penal, assinale a afirmativa incorreta.

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a) Lei penal extrativa Ž aquela que produz efeitos fora de seu per’odo de vig•ncia,
podendo ser ultrativa ou retroativa.
b) A abolitio criminis Ž causa de extin•‹o da punibilidade
c) A novativo legis in mellius Ž retroativa, salvo quando j‡ houve o tr‰nsito em
julgado da decis‹o condenat—ria respectiva.
d) Em se tratado de crime permanente, aplica-se a lei vigente no momento em
que cessou a perman•ncia, ainda que se trate de lei penal mais gravosa.
e) No caso de abolitio criminis, cessam os efeitos penais do fato praticado,
persistindo os civis.

29.! (FGV Ð 2013 Ð TJ-AM Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


Com rela•‹o ˆ lei penal no espa•o, assinale a afirmativa incorreta.
a) A legisla•‹o penal brasileira adota o princ’pio da territorialidade absoluta.
b) Aplica-se a lei penal brasileira aos crimes praticados em aeronave pœblica
brasileira ainda que esteja em territ—rio estrangeiro.
c) As embaixadas estrangeiras n‹o s‹o consideradas territ—rio estrangeiro,
aplicando-se a lei brasileira nos crimes praticados no seu interior, salvo quando
o autor for agente diplom‡tico ou possua imunidade diplom‡tica.
d) S‹o princ’pios empregados para solucionar a regra da extraterritorialidade:
personalidade ou nacionalidade, domic’lio, defesa, justi•a universal,
representa•‹o ou da bandeira.
e) Para fins de Direito Penal, o conceito de territ—rio n‹o se restringe ˆ ‡rea
limitada pelas fronteiras brasileiras.

30.! (FGV Ð 2018 Ð TJ-AL Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Leandro, pretendendo causar a morte de JosŽ, o empurra do alto de uma escada,
caindo a v’tima desacordada. Supondo j‡ ter alcan•ado o resultado desejado,
Leandro pratica nova a•‹o, dessa vez realiza disparo de arma de fogo contra
JosŽ, pois, acreditando que ele j‡ estaria morto, desejava simular um ato de
assalto. Ocorre que somente na segunda ocasi‹o Leandro obteve o que pretendia
desde o in’cio, j‡ que, diferentemente do que pensara, JosŽ n‹o estava morto
quando foram efetuados os disparos.
Em an‡lise da situa•‹o narrada, prevalece o entendimento de que Leandro deve
responder apenas por um crime de homic’dio consumado, e n‹o por um crime
tentado e outro consumado em concurso, em raz‹o da aplica•‹o do instituto do:
(a) crime preterdoloso;
(b) dolo eventual;
(c) dolo alternativo;
(d) dolo geral;
(e) dolo de 2o grau.

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31.! (FGV Ð 2017 Ð OAB Ð XXII EXAME DE ORDEM)
Acreditando estar gr‡vida, P‰mela, 18 anos, desesperada porque ainda morava
com os pais e eles sequer a deixavam namorar, utilizando um instrumento
pr—prio, procura eliminar o feto sozinha no banheiro de sua casa, vindo a sofrer,
em raz‹o de tal comportamento, les‹o corporal de natureza grave.
Encaminhada ao hospital para atendimento mŽdico, fica constatado que, na
verdade, ela n‹o se achava e nunca esteve gr‡vida. O Hospital, todavia, Ž
obrigado a noticiar o fato ˆ autoridade policial, tendo em vista que a jovem de 18
anos chegou ao local em situa•‹o suspeita, lesionada.
Diante disso, foi instaurado procedimento administrativo investigat—rio pr—prio e,
com o recebimento dos autos, o MinistŽrio Pœblico ofereceu denœncia em face de
P‰mela pela pr‡tica do crime de Òaborto provocado pela gestanteÓ, qualificado
pelo resultado de les‹o corporal grave, nos termos dos Art. 124 c/c o Art. 127,
ambos do C—digo Penal.
Diante da situa•‹o narrada, assinale a op•‹o que apresenta a alega•‹o do
advogado de P‰mela.
A) A atipicidade de sua conduta.
B) O afastamento da qualificadora, tendo em vista que esta somente pode ser
aplicada aos crimes de aborto provocado por terceiro, com ou sem consentimento
da gestante, mas n‹o para o delito de autoaborto de P‰mela.
C) A desclassificaç‹o para o crime de les‹o corporal grave, afastando a
condena•‹o pelo aborto.
D) O reconhecimento da tentativa do crime de aborto qualificado pelo resultado.

32.! (FGV Ð 2017 Ð TRT12 Ð OFICIAL DE JUSTI‚A)


Oficial de Justi•a ingressa em comunidade no interior do Estado de Santa Catarina
para realizar intima•‹o de morador do local. Quando chega ˆ rua, porŽm, depara-
se com a situa•‹o em que um inimput‡vel em raz‹o de doen•a mental est‡
atacando com um peda•o de madeira uma jovem de 22 anos que apenas
caminhava pela localidade. Verificando que a vida da jovem estava em risco e
n‹o havendo outra forma de proteg•-la, pega um outro peda•o de pau que estava
no ch‹o e desfere golpe no inimput‡vel, causando les‹o corporal de natureza
grave.
Com base apenas nas informa•›es narradas, Ž correto afirmar que, de acordo
com a doutrina majorit‡ria, a conduta do Oficial de Justi•a:
a) n‹o configura crime, em raz‹o da atipicidade;
b) n‹o configura crime, em raz‹o do estado de necessidade;
c) configura crime, mas o resultado somente poder‡ ser imputado a t’tulo de
culpa, em raz‹o do estado de necessidade;
d) n‹o configura crime, em raz‹o da leg’tima defesa;
e) configura crime, tendo em vista que n‹o havia direito pr—prio do Oficial de
Justi•a em risco para ser protegido.

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33.! (FGV Ð 2016 Ð MPE-RJ Ð ANALISTA PROCESSUAL)


Diz-se que o crime Ž doloso quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco
de produzi-lo, e que o crime Ž culposo, quando o agente deu causa a resultado
previs’vel por imprud•ncia, neglig•ncia ou imper’cia. Sobre o tema, Ž correto
afirmar que:
a) o dolo direto de segundo grau tambŽm Ž conhecido como dolo de
consequ•ncias necess‡rias;
b) para a teoria finalista da a•‹o, o dolo e a culpa integram a culpabilidade;
c) no crime culposo, a imprud•ncia se caracteriza por uma conduta negativa,
enquanto a neglig•ncia, por um comportamento positivo;
d) o crime culposo admite como regra a forma tentada;
e) na culpa consciente, o agente prev• o resultado como poss’vel, mas com ele
n‹o se importa.

34.! (FGV Ð 2016 Ð CODEBA Ð ADVOGADO)


Diego e Jœlio CŽsar, que exercem a mesma fun•‹o, est‹o trabalhando dentro de
um armazŽm localizado no Porto de Salvador, quando se inicia um inc•ndio no
local em raz‹o de problemas na fia•‹o elŽtrica. Existe apenas uma pequena porta
que permite a sa’da dos trabalhadores do armazŽm, mas em raz‹o da rapidez
com que o fogo se espalha, apenas d‡ tempo para que um dos trabalhadores saia
sem se queimar. Quando Diego, que estava mais pr—ximo da porta, vai sair, Jœlio
CŽsar, desesperado por ver que se queimaria se esperasse a sa’da do
companheiro, d‡ um soco na cabe•a do colega de trabalho e passa ˆ sua frente,
deixando o armazŽm. Diego sofre uma queda, tem parte do corpo queimada, mas
tambŽm consegue sair vivo do local. Em raz‹o do ocorrido, Diego ficou com
debilidade permanente de membro.
Considerando apenas os fatos narrados na situa•‹o hipotŽtica, Ž correto afirmar
que a conduta de Jœlio CŽsar
a) configura crime de les‹o corporal grave, sendo o fato t’pico, il’cito e culp‡vel.
b) est‡ amparada pelo instituto da leg’tima defesa, causa de exclus‹o da ilicitude.
c) configura crime de les‹o corporal grav’ssima, sendo o fato t’pico, il’cito e
culp‡vel.
d) est‡ amparada pelo instituto do estado de necessidade, causa de exclus‹o da
ilicitude.
e) est‡ amparada pelo instituto do estado de necessidade, causa de exclus‹o da
culpabilidade.

35.! (FGV - 2016 - OAB - XIX EXAME DE ORDEM)


Durante uma discuss‹o, Theodoro, inimigo declarado de Valentim, seu cunhado,
golpeou a barriga de seu rival com uma faca, com intenç‹o de mat‡-lo. Ocorre
que, ap—s o primeiro golpe, pensando em seus sobrinhos, Theodoro percebeu a

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incorreç‹o de seus atos e optou por n‹o mais continuar golpeando Valentim,
apesar de saber que aquela œnica facada n‹o seria suficiente para mat‡-lo.
Neste caso, Theodoro
A) n‹o responder‡ por crime algum, diante de seu arrependimento.
B) responder‡ pelo crime de les‹o corporal, em virtude de sua desistência
volunt‡ria.
C) responder‡ pelo crime de les‹o corporal, em virtude de seu arrependimento
eficaz.
D) responder‡ por tentativa de homic’dio.

36.! (FGV Ð 2015 Ð OAB Ð XVII EXAME DA OAB)


Cristiane, revoltada com a trai•‹o de seu marido, Pedro, decide mat‡-lo. Para
tanto, resolve esperar que ele adorme•a para, durante a madrugada, acabar com
sua vida. Por volta das 22h, Pedro deita para ver futebol na sala da resid•ncia do
casal. Quando chega ˆ sala, Cristiane percebe que Pedro estava deitado sem se
mexer no sof‡. Acreditando estar dormindo, desfere 10 facadas em seu peito.
Nervosa e arrependida, liga para o hospital e, com a chegada dos mŽdicos, Ž
informada que o marido faleceu. O laudo de exame cadavŽrico, porŽm, constatou
que Pedro havia falecido momentos antes das facadas em raz‹o de um infarto
fulminante. Cristiane, ent‹o, foi denunciada por tentativa de homic’dio.
Voc•, advogado (a) de Cristiane, dever‡ alegar em seu favor a ocorr•ncia de
A) crime imposs’vel por absoluta impropriedade do objeto.
B) desist•ncia volunt‡ria.
C) arrependimento eficaz.
D) crime imposs’vel por inefic‡cia do meio.

37.! (FGV - 2015 - OAB - XVIII EXAME DE ORDEM)


M‡rio subtraiu uma TV do seu local de trabalho. Ao chegar em casa com a coisa
subtra’da, Ž convencido pela esposa a devolvê-la, o que efetivamente vem a fazer
no dia seguinte, quando o fato j‡ havia sido registrado na delegacia.
O comportamento de M‡rio, de acordo com a teoria do delito, configura
A) desistência volunt‡ria, n‹o podendo responder por furto.
B) arrependimento eficaz, n‹o podendo responder por furto.
C) arrependimento posterior, com reflexo exclusivamente no processo
dosimŽtrico da pena.
D) furto, sendo totalmente irrelevante a devoluç‹o do bem a partir de
convencimento da esposa.

38.! (FGV Ð 2010 Ð AP Ð FISCAL DA RECEITA ESTADUAL)


Trata-se de hip—tese de exclus‹o de culpabilidade:

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a) estado de necessidade.
b) estrito cumprimento de dever legal.
c) erro inevit‡vel sobre a ilicitude do fato.
d) exerc’cio regular de direito.
e) leg’tima defesa.

39.! (FGV - 2013 - TCE-BA - ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO)


A doutrina majorit‡ria brasileira reconhece como elementos do crime a
tipicidade, a ilicitude e a culpabilidade.
Sobre estes elementos, assinale a assertiva incorreta.
a) O Superior Tribunal de Justi•a reconhece que a falta de tipicidade
material pode, por si s—, tornar o fato at’pico
b) A leg’tima defesa, o estado de necessidade,
0 a obedi•ncia hier‡rquica e
o exerc’cio regular do direito s‹o causas excludentes da ilicitude ou
antijuridicidade.
c) O agente, em qualquer das hip—teses de exclus‹o da ilicitude, responder‡ pelo
excesso doloso ou culposo
d) O pai que protege a integridade f’sica de seu filho do ataque de um animal
est‡ amparado pela excludente da ilicitude do estado de necessidade.
e) A embriaguez volunt‡ria e atŽ mesmo a culposa n‹o excluem a imputabilidade
penal.

40.! (FGV - 2010 - SEAD-AP - AUDITOR DA RECEITA DO ESTADO - PROVA


1)
Um funcion‡rio pœblico apropria-se de valores particulares, dos quais tinha posse
em raz‹o do cargo, em proveito pr—prio. Posteriormente, acometido por um
conflito moral, arrepende-se e, antes do recebimento da denœncia, por ato
volunt‡rio, restitui os valores indevidamente apropriados e repara totalmente os
danos decorrentes de sua conduta.
De acordo com o C—digo Penal, a hip—tese ser‡ de:
a) causa de inadequa•‹o t’pica pelo arrependimento eficaz.
b) desist•ncia volunt‡ria com exclus‹o da tipicidade.
c) arrependimento posterior que extingue a punibilidade.
d) circunst‰ncia atenuante genŽrica pela repara•‹o eficaz do dano.
e) causa de diminui•‹o de pena pelo arrependimento posterior.

41.! (FGV - 2008 - TCM-RJ Ð AUDITOR)


S‹o consideradas causas legais de exclus‹o da ilicitude:
a) estado de necessidade, leg’tima defesa e embriaguez volunt‡ria.

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b) estado de necessidade, leg’tima defesa, coa•‹o moral resist’vel e obedi•ncia
hier‡rquica de ordem n‹o manifestamente ilegal.
c) estado de necessidade, leg’tima defesa, coa•‹o moral irresist’vel e obedi•ncia
hier‡rquica de ordem n‹o manifestamente ilegal.
d) coa•‹o f’sica irresist’vel, obedi•ncia hier‡rquica de ordem n‹o manifestamente
ilegal, estado de necessidade, leg’tima defesa, exerc’cio regular do direito, estrito
cumprimento do dever legal e embriaguez volunt‡ria.
e) estado de necessidade, leg’tima defesa, exerc’cio regular do direito e estrito
cumprimento do dever legal.

42.! (FGV - 2012 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - VII - PRIMEIRA


FASE)
Filolau, querendo estuprar Filomena, deu in’cio ˆ execu•‹o do crime de estupro,
empregando grave amea•a ˆ v’tima. Ocorre que ao se preparar para o coito
vag’nico, que era sua œnica inten•‹o, n‹o conseguiu manter seu p•nis ereto
em virtude de falha fisiol—gica alheia ˆ sua vontade. Por conta disso, desistiu de
prosseguir na execu•‹o do crime e abandonou o local. Nesse caso, Ž correto
afirmar que
a) trata-se de caso de desist•ncia volunt‡ria, raz‹o pela qual Filolau n‹o
responder‡ pelo crime de estupro.
b) trata-se de arrependimento eficaz, fazendo com que Filolau responda t‹o
somente pelos atos praticados.
c) a conduta de Filolau Ž at’pica.
d) Filolau deve responder por tentativa de estupro.

43.! (FGV - 2008 - SENADO FEDERAL Ð ADVOGADO)


Relativamente ao Direito Penal Brasileiro, analise as afirmativas a seguir:
I. Os crimes unissubsistentes, habituais pr—prios, comissivos e permanentes na
forma omissiva n‹o admitem tentativa.
II. Considera-se desist•ncia volunt‡ria ou arrependimento posterior a conduta do
agente que, depois de consumado o crime, repara o dano causado respondendo
o agente somente pelos fatos praticados.
III. Considera-se imposs’vel o crime quando o meio utilizado pelo agente Ž
relativamente incapaz de alcan•ar o resultado.
IV. Nos crimes tentados, aplica-se a pena do crime consumado reduzindo-a de
1/3 a 2/3, ao passo que no arrependimento eficaz se aplica a pena do crime
consumado reduzindo-a de 1/6 a 1/3.
Assinale:
a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
b) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
c) se apenas as afirmativas I e IV estiverem corretas.

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d) se nenhuma afirmativa estiver correta.
e) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.

44.! (FGV - 2008 - SENADO FEDERAL - POLICIAL LEGISLATIVO


FEDERAL)
Em rela•‹o ˆ responsabilidade do agente que, voluntariamente, desiste de
prosseguir na execu•‹o ou impede que o resultado se produza, Ž correto afirmar
que:
a) n‹o h‡ nenhuma responsabilidade criminal poss’vel.
b) o agente responde apenas pelos atos praticados.
c) o agente ser‡ punido com a pena do crime consumado, reduzida de 1/3 a 2/3.
d) n‹o obstante a desist•ncia ou o impedimento da produ•‹o do resultado, o
agente responder‡ pelo crime tal como se ele tivesse sido consumado.
e) se trata de hip—tese de erro de tipo, que exclui a responsabilidade penal, salvo
se inescus‡vel.

45.! (FGV - 2011 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO)


Apolo foi amea•ado de morte por Hades, conhecido matador de aluguel. Tendo
tido ci•ncia, por fontes seguras, que Hades o mataria naquela noite e, com o
intuito de defender-se, Apolo saiu de casa com uma faca no bolso de seu casaco.
Naquela noite, ao encontrar Hades em uma rua vazia e escura e, vendo que este
colocava a m‹o no bolso, Apolo precipita-se e, objetivando impedir o ataque que
imaginava iminente, esfaqueia Hades, provocando-lhe as les›es corporais que
desejava. Todavia, ap—s o ocorrido, o pr—prio Hades contou a Apolo que n‹o ia
mat‡-lo, pois havia desistido de seu intento e, naquela noite, foi ao seu encontro
justamente para dar-lhe a not’cia. Nesse sentido, Ž correto afirmar que
A) havia dolo na conduta de Apolo.
B) mesmo sendo o erro escus‡vel, Apolo n‹o Ž isento de pena.
C) Apolo n‹o agiu em leg’tima defesa putativa.
D) mesmo sendo o erro inescus‡vel, Apolo responde a t’tulo de dolo.

46.! (FGV - 2012 - OAB - VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO)


JosŽ conversava com Ant™nio em frente a um prŽdio. Durante a conversa, JosŽ
percebe que Jo‹o, do alto do edif’cio, jogara um vaso mirando a cabe•a de seu
interlocutor. Assustado, e com o fim de evitar a poss’vel morte de Ant™nio, JosŽ
o empurra com for•a. Ant™nio cai e, na queda, fratura o bra•o. Do alto do prŽdio,
Jo‹o v• a cena e fica irritado ao perceber que, pela atua•‹o r‡pida de JosŽ, n‹o
conseguira acertar o vaso na cabe•a de Ant™nio.
Com base no caso apresentado, segundo os estudos acerca da teoria da
imputa•‹o objetiva, assinale a afirmativa correta.
A) JosŽ praticou les‹o corporal culposa.

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B) JosŽ praticou les‹o corporal dolosa.
C) O resultado n‹o pode ser imputado a JosŽ, ainda que entre a les‹o e sua
conduta exista nexo de causalidade.
D) O resultado pode ser imputado a JosŽ, que agiu com excesso e sem a
observ‰ncia de devido cuidado.

47.! (FGV - 2013 - MPE-MS - ANALISTA - DIREITO)


No Direito Penal brasileiro, prevalece no ‰mbito doutrin‡rio e jurisprudencial a
ado•‹o da teoria tripartida do fato criminoso, ou seja, crime Ž a conduta t’pica,
il’cita e culp‡vel. Nem toda conduta t’pica ser‡ il’cita, tendo em vista que existem
causas de exclus‹o da ilicitude.
As alternativas a seguir apresentam causas que excluem a ilicitude, de acordo
com o C—digo Penal, ˆ exce•‹o de uma. Assinale-a.
a) Leg’tima Defesa.
b) Obedi•ncia hier‡rquica.
c) Estrito cumprimento de dever legal.
d) Exerc’cio regular de direito.
e) Estado de necessidade.

48.! (FGV - 2013 - MPE-MS - ANALISTA - DIREITO)


Determinado agente, insatisfeito com as diversas brigas que tinha com seu
vizinho, resolve mat‡-lo. Ao ver seu desafeto passando pela rua, pega sua arma,
que estava em situa•‹o regular e contava com apenas uma bala, e atira, vindo
a atingi-lo na barriga. Lembrando-se que o vizinho era pai de duas crian•as,
arrepende-se de seu ato e leva a v’tima ao hospital. O mŽdico, diante do pronto
atendimento e r‡pida cirurgia, salva a vida da v’tima.
Diante da situa•‹o acima, o membro do MinistŽrio Pœblico deve
a) denunciar o agente pelo crime de les‹o corporal, pois o arrependimento
posterior no caso impede que o agente responda pelo resultado pretendido
inicialmente.
b) denunciar o agente pelo crime de les‹o corporal, pois houve arrependimento
eficaz.
c) denunciar o agente pelo crime de les‹o corporal, pois houve desist•ncia
volunt‡ria.
d) denunciar o agente pelo crime de tentativa de homic’dio, tendo em vista que
o resultado pretendido inicialmente n‹o foi obtido.
e) requerer o arquivamento, diante da atipicidade da conduta.

49.! (FGV Ð 2014 Ð MPE-RJ Ð ESTçGIO FORENSE)


Entende-se por culpabilidade:

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a) a rela•‹o de contrariedade formal entre uma conduta t’pica e o ordenamento
jur’dico, tendo como requisitos a imputabilidade, a potencial consci•ncia da
ilicitude e a inexigibilidade de conduta diversa;
b) a rela•‹o de contrariedade formal e material entre uma conduta t’pica e o
ordenamento jur’dico, tendo como requisitos a imputabilidade, a potencial
consci•ncia da ilicitude e a inexigibilidade de conduta diversa;
c) a adequa•‹o formal e material entre uma conduta dolosa e/ou culposa frente
a uma norma legal incriminadora, pressupondo-se ainda a sua prŽvia
antijuridicidade;
d) o ju’zo de reprovabilidade que se exerce sobre uma determinada pessoa que
pratica um fato t’pico e antijur’dico, tendo como requisitos a imputabilidade, a
potencial consci•ncia da ilicitude e a exigibilidade de conduta diversa;
e) o ju’zo de reprovabilidade que se exerce sobre uma determinada pessoa que
pratica um fato t’pico e il’cito, tendo como requisitos a imputabilidade, a
consci•ncia plena da ilicitude e a inexigibilidade de conduta diversa.

50.! (FGV Ð 2014 Ð MPE-RJ Ð ESTçGIO FORENSE)


Jorge pretende matar seu desafeto Marcos. Para tanto, coloca uma bomba no
jato particular que o levar‡ para a cidade de Bras’lia. Com 45 minutos de voo, a
aeronave executiva explode no ar em decorr•ncia da detona•‹o do artefato, vindo
a falecer, alŽm de Marcos, seu assessor Paulo e os dois pilotos que conduziam a
aeronave. Considerando que, ao eleger esse meio para realizar o seu intento,
Jorge sabia perfeitamente que as demais pessoas envolvidas tambŽm viriam a
perder a vida, o elemento subjetivo de sua atua•‹o em rela•‹o ˆ morte de Paulo
e dos dois pilotos Ž o:
a) dolo alternativo;
b) dolo eventual;
c) dolo geral ou erro sucessivo;
d) dolo normativo;
e) dolo direto de 2¼ grau ou de consequ•ncias necess‡rias.

51.! (FGV Ð 2014 Ð MPE-RJ Ð ESTçGIO FORENSE)


Carlos, imbu’do de perniciosa lasc’via concupiscente em face de sua colega de
trabalho, Joana, resolve estupr‡-la ap—s o fim do expediente. Para tanto, fica
escondido no corredor de sa’da do escrit—rio e, quando a v’tima surge diante de
si, desfere-lhe um violento soco no rosto, que a leva ao ch‹o. Aproveitando-se
da debilidade da mo•a, Carlos deita-se sobre a mesma, j‡ se preparando para
despi-la, porŽm, antes da pr‡tica de qualquer ato libidinoso, repentinamente,
imbu’do de sœbito remorso por ver uma enorme quantidade de sangue jorrando
do nariz de sua colega, faz cessar sua inten•‹o e a conduz ao departamento
mŽdico, para que receba o atendimento adequado.
Em rela•‹o a sua conduta, Carlos:

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a) responder‡ por estupro tentado, em virtude da ocorr•ncia de tentativa
imperfeita;
b) n‹o responder‡ por estupro, em virtude da desist•ncia volunt‡ria;
c) n‹o responder‡ por estupro, em virtude de arrependimento eficaz;
d) n‹o responder‡ por estupro, em virtude de arrependimento posterior;
e) responder‡ por estupro consumado, pois atualmente a lei n‹o exige a pr‡tica
de conjun•‹o carnal para a configura•‹o desse delito.

52.! (FGV Ð 2014 Ð OAB Ð EXAME DE ORDEM)


Isadora, m‹e da adolescente Larissa, de 12 anos de idade, saiu um pouco mais
cedo do trabalho e, ao chegar ˆ sua casa, da janela da sala, v• seu companheiro,
Frederico, mantendo rela•›es sexuais com sua filha no sof‡. Chocada com a cena,
n‹o teve qualquer rea•‹o. N‹o tendo sido vista por ambos, Isadora decidiu, a
partir de ent‹o, chegar ˆ sua resid•ncia naquele mesmo hor‡rio e verificou que
o fato se repetia por semanas. Isadora tinha efetiva ci•ncia dos abusos
perpetrados por Frederico, porŽm, muito apaixonada por ele, nada fez. Assim,
Isadora, sabendo dos abusos cometidos por seu companheiro contra sua filha,
deixa de agir para impedi-los.
Nesse caso, Ž correto afirmar que o crime cometido por Isadora Ž
a) omissivo impr—prio.
b) omissivo pr—prio.
c) comissivo.
d) omissivo por comiss‹o.

2! EXERCêCIOS COMENTADOS

01.! (FGV Ð 2018 Ð TJ-AL Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Julia, prim‡ria e de bons antecedentes, verificando a facilidade de acesso
a determinados bens de uma banca de jornal, subtrai duas revistas de
moda, totalizando o valor inicial do preju’zo em R$15,00 (quinze reais).
Ap—s ser presa em flagrante, Ž denunciada pela pr‡tica do crime de furto
simples, vindo, porŽm, a ser absolvida sumariamente em raz‹o do
princ’pio da insignific‰ncia.
De acordo com a situa•‹o narrada, o magistrado, ao reconhecer o
princ’pio da insignific‰ncia, optou por absolver Julia em raz‹o da:
a) atipicidade da conduta;
b) causa legal de exclus‹o da ilicitude;
c) causa de exclus‹o da culpabilidade;
d) causa supralegal de exclus‹o da ilicitude;

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e) extin•‹o da punibilidade.
COMENTçRIOS: Como foi aplicado o princ’pio da insignific‰ncia, houve
absolvi•‹o por atipicidade da conduta, j‡ que o princ’pio da insignific‰ncia afasta
a tipicidade material da conduta, por aus•ncia de ofensa significativa ao bem
jur’dico protegido pela norma.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

02.! (FGV Ð 2015 Ð TJ-RO Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Henrique, n‹o aceitando o fim do relacionamento, decide matar Paola,
sua ex-namorada. Para tanto, aguardou na rua a sa’da da v’tima do
trabalho e, ap—s, desferiu-lhe diversas facadas na barriga, sendo estas
les›es a causa eficiente de sua morte. Foi identificado por c‰meras de
seguran•a, porŽm, e denunciado pela pr‡tica de homic’dio consumado.
Em rela•‹o ao crime de les‹o corporal, Ž correto afirmar que Henrique
n‹o foi denunciado com base no princ’pio da:
(A) especialidade;
(B) subsidiariedade expressa;
(C) alternatividade;
(D) subsidiariedade t‡cita;
(E) consun•‹o.
COMENTçRIOS: No caso em tela, o dolo de Henrique era de MATAR. Em assim
sendo, Henrique dever‡ responder por homic’dio consumado. Todas as condutas
que s‹o consideradas como ÒmeioÓ para alcan•ar esta finalidade ficam
ABSORVIDAS pelo crime de homic’dio, pelo princ’pio da consun•‹o.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

03.! (FGV Ð 2015 Ð DPE-RO Ð ANALISTA)


Carlos, prim‡rio e de bons antecedentes, subtraiu, para si, uma mini
barra de chocolate avaliada em R$ 2,50 (dois reais e cinquenta
centavos). Denunciado pela pr‡tica do crime de furto, o defensor pœblico
em atua•‹o, em sede de defesa prŽvia, requereu a absolvi•‹o sum‡ria de
Carlos com base no princ’pio da insignific‰ncia. De acordo com a
jurisprud•ncia dos Tribunais Superiores, o princ’pio da insignific‰ncia:
a) funciona como causa supralegal de exclus‹o de ilicitude;
b) afasta a tipicidade do fato;
c) funciona como causa supralegal de exclus‹o da culpabilidade;
d) n‹o pode ser adotado, por n‹o ser previsto em nosso ordenamento
jur’dico;
e) funciona como causa legal de exclus‹o da culpabilidade.
COMENTçRIOS: O princ’pio da insignific‰ncia atua excluindo a tipicidade
material da conduta, por aus•ncia de les‹o significativa ao bem jur’dico tutelado

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pela norma penal. Assim, o princ’pio da insignific‰ncia afasta a tipicidade
(material) da conduta.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

04.! (FGV Ð 2014 Ð OAB Ð EXAME DE ORDEM)


Pedro Paulo, prim‡rio e de bons antecedentes, foi denunciado pelo crime
de descaminho (Art. 334, caput, do C—digo Penal), pelo transporte de
mercadorias procedentes do Paraguai e desacompanhadas de
documenta•‹o comprobat—ria de sua importa•‹o regular, no valor de R$
3.500,00, conforme atestam o Auto de Infra•‹o e o Termo de Apreens‹o
e Guarda Fiscal, bem como o Laudo de Exame Merceol—gico, elaborado
pelo Instituo Nacional de Criminal’stica.
Em defesa de Pedro Paulo, segundo entendimento dos Tribunais
Superiores, Ž poss’vel alegar a aplica•‹o do
a) princ’pio da proporcionalidade.
b) princ’pio da culpabilidade.
c) princ’pio da adequa•‹o social.
d) princ’pio da insignific‰ncia ou da bagatela.
COMENTçRIOS: Tratando-se de crime de descaminho, e sendo o valor de
apenas R$ 3.500,00, deve ser aplicado o princ’pio da insignific‰ncia, nos termos
do entendimento pac’fico do STF e do STJ.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

05.! (FGV Ð 2014 Ð OAB Ð EXAME DE ORDEM)


O Presidente da Repœblica, diante da nova onda de protestos, decide, por
meio de medida provis—ria, criar um novo tipo penal para coibir os atos
de vandalismo. A medida provis—ria foi convertida em lei, sem
impugna•›es.
Com base nos dados fornecidos, assinale a op•‹o correta.
a) N‹o h‡ ofensa ao princ’pio da reserva legal na cria•‹o de tipos penais
por meio de medida provis—ria, quando convertida em lei.
b) N‹o h‡ ofensa ao princ’pio da reserva legal na cria•‹o de tipos penais
por meio de medida provis—ria, pois houve avalia•‹o prŽvia do Congresso
Nacional.
c) H‡ ofensa ao princ’pio da reserva legal, pois n‹o Ž poss’vel a cria•‹o
de tipos penais por meio de medida provis—ria.
d) H‡ ofensa ao princ’pio da reserva legal, pois n‹o cabe ao Presidente
da Repœblica a iniciativa de lei em matŽria penal.
COMENTçRIOS: H‡, aqui, ofensa ao subprinc’pio da reserva legal (um dos
subprinc’pios do princ’pio da LEGALIDADE), pois em matŽria penal somente LEI
EM SENTIDO ESTRITO (Diploma legal emanado do Poder Legislativo) pode criar

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tipos penais, n‹o podendo haver a cria•‹o de tipo penal por meio de decretos,
medidas provis—rias, etc.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

06.! (FGV-2008-SENADO-ADVOGADO DO SENADO)


Relativamente ao princ’pio da presun•‹o de inoc•ncia, analise as
afirmativas a seguir:
I. O indiciado em inquŽrito policial ou acusado em processo criminal deve
ser tratado como inocente, salvo quando preso em flagrante por crime
hediondo, caso em que ser‡ vedada a concess‹o de liberdade provis—ria.
ERRADA: A discuss‹o doutrin‡ria e jurisprudencial acerca da possibilidade, ou
n‹o, de decreta•‹o da liberdade provis—ria n‹o guarda rela•‹o com o princ’pio da
presun•‹o de inoc•ncia de uma maneira direta, mas apenas reflexamente. A
afirmativa est‡ errada pois, ainda que fosse terminantemente proibida a
liberdade provis—ria nestes casos, a exist•ncia de pris›es processuais de natureza
cautelar n‹o ofende o princ’pio da presun•‹o de inoc•ncia, pois o acusado n‹o
passa a ser considerado culpado, eis que n‹o se cuida de pris‹o-pena (derivada
de condena•‹o), mas de pris‹o-n‹o pena, que Ž modalidade de pris‹o que visa
a um fim n‹o punitivo, mas cautelar, de forma a assegurar a aplica•‹o da lei
penal, a instru•‹o do processo, etc.

II. S— Ž l’cito o uso de algemas em caso de resist•ncia e de fundado


receio de fuga ou de perigo ˆ integridade f’sica pr—pria ou alheia, por
parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito,
sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da
autoridade, e a nulidade da pris‹o ou do ato processual a que se refere,
sem preju’zo da responsabilidade civil do estado.
CORRETA: O uso indiscriminado de algemas pode levar ˆ viola•‹o do princ’pio
da presun•‹o de inoc•ncia, notadamente nos crimes de compet•ncia do Tribunal
do Jœri, eis que nessa hip—tese a decis‹o Ž proferida por pessoas leigas, que
poderiam ser influenciadas pela associa•‹o da imagem do indiv’duo algemado ˆ
sua culpa (que pode ou n‹o estar presente). Nesse sentido, o Supremo Tribunal
Federal editou a Sœmula Vinculante n¼ 11 ÒS— Ž l’cito o uso de algemas em casos
de resist•ncia e de fundado receio de fuga ou de perigo ˆ integridade f’sica pr—pria
ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por
escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da
autoridade e de nulidade da pris‹o ou do ato processual a que se refere, sem
preju’zo da responsabilidade civil do EstadoÓ.
III. Milita em favor do indiv’duo o benef’cio da dœvida no momento da
prola•‹o da senten•a criminal: in dubio pro rŽu.
CORRETA: Como vimos, um dos desdobramentos pr‡ticos do princ’pio da
presun•‹o de inoc•ncia Ž o benef’cio da dœvida que labora em favor do rŽu, pois
cabe ˆ acusa•‹o provar que acusado cometeu, de fato, o ato criminoso, pois

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somente prova cabal dessa autoria Ž que pode ilidir a presun•‹o de n‹o-
culpabilidade do rŽu.
IV. A presun•‹o de inoc•ncia Ž incompat’vel com as pris›es cautelares
antes de transitada em julgado a senten•a penal condenat—ria.
ERRADA: Conforme passado durante a aula, a exist•ncia de pris›es de natureza
cautelar n‹o ofende, de maneira nenhuma, o princ’pio da presun•‹o de inoc•ncia,
por n‹o se basearem em uma suposta culpa do acusado, mas na necessidade de
mant•-lo custodiado em raz‹o da possibilidade de restar frustrada a instru•‹o
processual, a aplica•‹o da lei penal, etc.
Assinale:
(A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
(B) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
(C) se apenas as afirmativas III e IV estiverem corretas.
(D) se apenas as afirmativas I, III e IV estiverem corretas.
(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

07.! (FGV-2008-INSPETOR-INSPETOR DE POLICIA)


Relativamente aos princ’pios de direito penal, assinale a afirmativa
incorreta.
(A) N‹o h‡ crime sem lei anterior que o defina.
(B) N‹o h‡ pena sem prŽvia comina•‹o legal.
(C) Crimes hediondos n‹o est‹o sujeitos ao princ’pio da anterioridade da
lei penal.
(D) NinguŽm pode ser punido por fato que a lei posterior deixa de
considerar crime.
(E) A lei posterior que de qualquer modo favorece o agente aplica-se aos
casos anteriores.
COMENTçRIOS: O princ’pio da anterioridade da lei penal prev• que a lei
incriminadora s— pode atingir fatos praticados antes de sua vig•ncia, por uma
quest‹o de l—gica e de homenagem ao princ’pio da seguran•a jur’dica. Assim, os
brocardos nullum crimen sine lege, nulla poena sine lege, traduzem a necessidade
de que a descri•‹o do fato como crime bem como a previs‹o de pena, devem ser
anteriores a ele. AlŽm disso, tanto a Constitui•‹o como o C—digo Penal
estabelecem a abolitio criminis, que Ž a hip—tese de surgimento de uma lei que
estabelece n‹o ser mais crime determinado fato. Essa lei nova abolitiva
retroagir‡, pois milita em benef’cio do rŽu. Com rela•‹o ˆ veda•‹o da
retroatividade da lei, quando estivermos diante de lei que cria fato t’pico, ou
agrava a situa•‹o do rŽu, essa lei n‹o retroagir‡, nem mesmo em rela•‹o aos
crimes hediondos, que tambŽm devem respeitar o princ’pio da anterioridade da
lei penal.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

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08.! (FGV-2008-INSPETOR-INSPETOR DE POLICIA)


Em matŽria de princ’pios constitucionais de Direito Penal, Ž correto
afirmar que:
(A) a lei penal n‹o retroagir‡ mesmo que seja para beneficiar o rŽu.
ERRADA: A lei penal que for mais favor‡vel ao rŽu dever‡ retroagir (ser aplicada
a fatos cometidos anteriormente ˆ sua vig•ncia), nos termos do art. 5¡, XL da
Constitui•‹o: XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;
(B) a pr‡tica de racismo n‹o Ž considerada crime, salvo se a v’tima for
detentor de fun•‹o pœblica.
ERRADA: O crime de racismo Ž crime, previsto no art. 5¡, XLII da Constitui•‹o,
e pode ser cometido contra qualquer pessoa: XLII - a prática do racismo constitui crime
inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;
(C) os presos t•m assegurado o respeito ˆ sua integridade f’sica, mas
==0==

n‹o ˆ integridade moral.


ERRADA: Os presos t•m direito tanto ˆ integridade f’sica quanto ˆ integridade
moral, conforme art. XLIX: XLIX - Ž assegurado aos presos o respeito ˆ
integridade f’sica e moral;
(D) a Constitui•‹o n‹o autoriza a cria•‹o de penas de trabalhos for•ados.
CORRETA: A pena de trabalhos for•ados, como vimos, Ž vedada expressamente
pela Constitui•‹o, sendo vedado ao legislador ordin‡rio institu’-la, pois se trata
de cl‡usula pŽtrea da Constitui•‹o (imut‡vel). Nos termos do art. 5¡, XLVII, c da
Constitui•‹o: XLVII - n‹o haver‡ penas: (...) c) de trabalhos for•ados;
(E) as penas privativas de liberdade poder‹o ser impostas aos sucessores
do condenado.
ERRADA: Como vimos, em raz‹o do princ’pio da intranscend•ncia da pena, que
veda a aplica•‹o da pena ˆ pessoa diversa daquela que cometeu o crime e que
fora condenada, os sucessores do condenado n‹o podem cumprir pena privativa
de liberdade por este, embora a obriga•‹o de reparar o dano e os reflexos
patrimoniais da condena•‹o, atŽ o limite do patrim™nio transferido pelo falecido
aos herdeiros, nos termos do art. 5¡, XLV da Constitui•‹o: XLV - nenhuma pena
passar‡ da pessoa do condenado, podendo a obriga•‹o de reparar o dano e a
decreta•‹o do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos
sucessores e contra eles executadas, atŽ o limite do valor do patrim™nio
transferido;
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

09.! (FGV-2008-INSPETOR-INSPETOR DE POLICIA)


Assinale a alternativa correta.
(A) Expirado o prazo de validade da lei tempor‡ria, n‹o se poder‡ impor
pris‹o em flagrante ˆqueles que pratiquem o crime ap—s a expira•‹o,
mas ainda ser‡ poss’vel a instaura•‹o de processo criminal.

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(B) Todos aqueles que praticaram o crime durante a vig•ncia da lei


tempor‡ria poder‹o ser processados, mesmo depois de expirado seu
prazo de vig•ncia.
(C) Cessada a vig•ncia da lei tempor‡ria, consideram-se prescritos os
crimes praticados durante sua vig•ncia.
(D) O princ’pio da ultra atividade da lei penal permite que todos aqueles
que pratiquem o crime no intervalo de tr•s anos a partir do fim do prazo
de vig•ncia da lei tempor‡ria sejam processados criminalmente.
(E) Terminado o prazo de vig•ncia da lei tempor‡ria, ocorrer‡ a abolitio
criminis, libertando-se os que estiverem presos em raz‹o da pr‡tica do
crime previsto nessa lei.
COMENTçRIOS: As leis chamadas de ÒintermitentesÓ (tempor‡rias e
excepcionais) s‹o leis que produzem efeitos tambŽm ap—s sua revoga•‹o, dado
o seu car‡ter meramente tempor‡rio. Se assim n‹o o fosse, todos os crimes
praticados sob a Žgide destas leis ficariam impunes, pois deveriam ser julgados,
o acusado ser condenado e cumprir integralmente a pena ainda durante a
vig•ncia da lei, o que Ž um absurdo.
Assim, como vimos na aula, a lei excepcional Ž ultra ativa, aplicando-se aos fatos
praticados durante a sua vig•ncia (n‹o ap—s esta), mesmo que venha a,
posteriormente, ser revogada (atŽ porque isso necessariamente ir‡ acontecer).
N‹o h‡, nesses casos, abolitio criminis.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

10.! (FGV-2008-TCM-PROCURADOR)
A respeito do tema da retroatividade da lei penal, assinale a afirmativa
correta.
(A) A lei penal posterior que de qualquer forma favorecer o agente n‹o
se aplica aos fatos praticados durante a vig•ncia de uma lei tempor‡ria.
(B) A lei penal posterior que de qualquer forma favorecer o agente
aplica-se aos fatos anteriores, com exce•‹o daqueles que j‡ tiverem sido
objeto de senten•a condenat—ria transitada em julgado.
(C) A lei penal mais gravosa pode retroagir, aplicando-se a fatos
praticados anteriormente ˆ sua vig•ncia, desde que trate de crimes
hediondos, tortura ou tr‡fico de drogas, como expressamente ressalvado
na Constitui•‹o.
(D) Quando um fato Ž praticado na vig•ncia de uma determinada lei e
ocorre uma mudan•a que gera uma situa•‹o mais gravosa para o agente,
ocorrer‡ a ultratividade da lei penal mais favor‡vel, salvo se houver a
edi•‹o de uma outra lei ainda mais gravosa, situa•‹o em que prevalecer‡
a lei intermedi‡ria.
(E) A lei penal posterior que de qualquer forma prejudicar o agente n‹o
se aplica aos fatos praticados anteriormente, salvo se houver previs‹o
expressa na pr—pria lei nova.

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COMENTçRIOS: Conforme estudamos, o princ’pio da anterioridade determina
que a lei incriminadora deva ser, necessariamente, anterior ao crime. AlŽm disso,
a lei penal que agrava a situa•‹o do rŽu, de qualquer forma, tambŽm deve ser
anterior ao crime. Disto resulta o princ’pio da irretroatividade da lei penal,
previsto no art. 5¡, XL da Constitui•‹o Federal.
Essa regra s— Ž excepcionada pela possibilidade de retroatividade da lei penal
caso esta seja mais benŽfica ao rŽu, seja porque n‹o mais considera o fato como
crime, seja porque prev• consequ•ncias menos gravosas para estes fatos. Os
crimes hediondos (principalmente, ali‡s) tambŽm devem respeitar o princ’pio da
anterioridade da lei penal.
No entanto, a lei penal nova mais benŽfica n‹o retroage para alcan•ar fatos
praticados quando da vig•ncia de uma lei tempor‡ria, pois esta continua a
produzir efeitos mesmo ap—s sua revoga•‹o, pois, por sua pr—pria natureza, a
sua revoga•‹o n‹o Ž sin™nimo de altera•‹o do pensamento do legislador acerca
da necessidade de se criminalizar ou n‹o a conduta, mas decorr•ncia natural da
cessa•‹o de uma determinada situa•‹o tempor‡ria, nos termos do art. 3¡ do CP.
Assim, A ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

11.! (FGV Ð 2018 Ð TJ-AL Ð ANALISTA JUDICIçRIO Ð çREA JUDICIçRIA)


No dia 02.01.2018, JŽssica, nascida em 03.01.2000, realiza disparos de
arma de fogo contra Ana, sua inimiga, em Santa Luzia do Norte, mas
terceiros que presenciaram os fatos socorrem Ana e a levam para o
hospital em Macei—. Ap—s tr•s dias internada, Ana vem a falecer, ainda
no hospital, em virtude exclusivamente das les›es causadas pelos
disparos de JŽssica.
Com base na situa•‹o narrada, Ž correto afirmar que JŽssica:
(A) n‹o poder‡ ser responsabilizada criminalmente, j‡ que o C—digo
Penal adota a Teoria da Atividade para definir o momento do crime e a
Teoria da Ubiquidade para definir o lugar;
(B) poder‡ ser responsabilizada criminalmente, j‡ que o C—digo Penal
adota a Teoria do Resultado para definir o momento do crime e a Teoria
da Atividade para definir o lugar;
(C) poder‡ ser responsabilizada criminalmente, j‡ que o C—digo Penal
adota a Teoria da Ubiquidade para definir o momento do crime e a Teoria
da Atividade para definir o lugar;
(D) n‹o poder‡ ser responsabilizada criminalmente, j‡ que o C—digo
Penal adota a Teoria da Atividade para definir o momento do crime e
apenas a Teoria do Resultado para definir o lugar;
(E) poder‡ ser responsabilizada criminalmente, j‡ que o C—digo Penal
adota a Teoria do Resultado para definir o momento do crime e a Teoria
da Ubiquidade para definir o lugar.
COMENTçRIOS: Neste caso, JŽssica n‹o poder‡ ser responsabilizada
criminalmente, pois no momento do fato tinha apenas 17 anos (completou 18
anos somente no dia seguinte). Como o C—digo Penal adota a Teoria da Atividade

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para definir o momento do crime, nos termos do art. 4¼ do CP, JŽssica Ž
considerada inimput‡vel, pois a conduta se deu quando ainda era menor de 18
anos. Importante frisar que em rela•‹o ao LUGAR do crime o CP adotou a Teoria
da Ubiquidade (considera-se praticado o crime tanto no lugar da conduta quanto
no lugar em ocorreu ou deveria ocorrer o resultado), art. 6¼ do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

12.! (FGV Ð 2018 Ð TJ-AL Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Disposi•›es constitucionais e disposi•›es legais tratam do tema
aplica•‹o da lei penal no tempo, sendo certo que existem peculiaridades
aplic‡veis ˆs normas de natureza penal. Sobre o tema, Ž correto afirmar
que:
(A) a lei penal posterior mais favor‡vel possui efeitos retroativos, sendo
aplic‡vel aos fatos anteriores, desde que atŽ o tr‰nsito em julgado da
a•‹o penal;
(B) a abolitio criminis Ž causa de extin•‹o da punibilidade, fazendo
cessar os efeitos penais e civis da condena•‹o;
(C) a lei penal excepcional, ainda que mais gravosa, possui ultratividade
em rela•‹o aos fatos praticados durante sua vig•ncia;
(D) os tipos penais tempor‡rios poder‹o ser criados atravŽs de medida
provis—ria;
(E) a combina•‹o de leis favor‡veis, de acordo com a atual jurisprud•ncia
do Superior Tribunal de Justi•a, Ž admitida no momento da aplica•‹o da
pena.
COMENTçRIOS:
a) ERRADA: Item errado, pois a lei nova mais benŽfica Ž aplic‡vel aos fatos
anteriores (retroatividade da lei mais benŽfica) AINDA QUE Jç TENHAM SIDO
decididos por senten•a penal condenat—ria transitada em julgado, na forma do
art. 2¼, ¤ œnico do CP.
b) ERRADA: Item errado, pois a abolitio criminis faz cessar a pena e os efeitos
PENAIS da condena•‹o (afasta a reincid•ncia, por exemplo). A abolitio criminis,
porŽm, n‹o afeta os efeitos EXTRAPENAIS da condena•‹o (ex.: obriga•‹o de
reparar o dano, que Ž obriga•‹o civil), na forma do art. 2¼ do CP.
c) CORRETA: Item correto, pois esta Ž a exata previs‹o contida no art. 3¼ do CP.
Isso se d‡ porque as leis excepcionais e tempor‡ria s‹o criadas para vigorar
apenas em determinado per’odo, por raz›es excepcionais, motivo pelo qual sua
sa’da do mundo jur’dico (sua revoga•‹o natural) n‹o gera abolitio criminis, e
aqueles que tiverem praticado o delito quando da vig•ncia da lei dever‹o
responder pelo crime praticado.
d) ERRADA: Item errado, pois MP n‹o pode criar tipos penais ou estabelecer
penas. De acordo com o entendimento do STF, s— Ž poss’vel a edi•‹o de MPs que
tragam benef’cios ao rŽu.

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e) ERRADA: Item errado, pois o STJ adota a teoria da pondera•‹o unit‡ria ou
global, ou seja, n‹o Ž cab’vel a combina•‹o de leis penais. No caso de existirem
duas ou mais leis, que ao mesmo tempo trazem benef’cios e preju’zo ao rŽu,
dever‡ ser aplicada aquela que, em sua integralidade, seja mais benŽfica.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

13.! (FGV Ð 2018 Ð TJ-AL Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Arlindo desferiu diversos golpes de faca no peito de Tom, sendo que,
desde o in’cio dos atos execut—rios, tinha a inten•‹o de, com seus golpes,
causar a morte do seu desafeto. No in’cio, os primeiros golpes de faca
causaram les›es leves em Tom. Na quarta facada, porŽm, as les›es se
tornaram graves, e os œltimos golpes de faca foram suficientes para
alcan•ar o resultado morte pretendido.
Arlindo, para conseguir o resultado final mais grave, praticou v‡rios atos
com crescentes viola•›es ao bem jur’dico, mas responder‡ apenas por
um crime de homic’dio por for•a do princ’pio da:
a) subsidiariedade, por se tratar de progress‹o criminosa;
b) alternatividade, por se tratar de crime progressivo;
c) consun•‹o, por se tratar de progress‹o criminosa;
d) especialidade, por se tratar de progress‹o criminosa;
e) consun•‹o, por se tratar de crime progressivo.
COMENTçRIOS: Neste caso, Arlindo responder‡ apenas pelo crime de
homic’dio, pois as les›es corporais foram apenas crime-meio para a obten•‹o do
crime-fim. Aplica-se, aqui, o princ’pio da consun•‹o.
Tivemos, no exemplo da quest‹o, uma hip—tese de crime progressivo, pois h‡
uma progressividade nas les›es provocadas, embora o resultado mais grave
(morte) fosse, desde o in’cio, pretendido pelo agente. N‹o se trata de progress‹o
criminosa, pois na progress‹o criminosa o agente inicia a conduta e, durante a
empreitada criminosa, muda sua inten•‹o, passando a desejar um resultado mais
grave, que efetivamente ocorre.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

14.! (FGV Ð 2018 Ð TJ-AL Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Paulo, funcion‡rio pœblico do governo brasileiro, quando em servi•o no
exterior, vem a praticar um crime contra a administra•‹o pœblica.
Descoberto o fato, foi absolvido no pa’s em que o fato foi praticado.
Diante desse quadro, Ž correto afirmar que Paulo:
A) n‹o poder‡ ser julgado de acordo com a lei penal brasileira por j‡
ter sido absolvido no estrangeiro;
B) somente poder‡ ser julgado de acordo com a legisla•‹o penal
brasileira se entrar no territ—rio nacional;

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C) n‹o poder‡ ter contra si aplicada a lei penal brasileira porque o fato
n‹o ocorreu no territ—rio nacional;
D) poder‡, por for•a do princ’pio da defesa real ou prote•‹o, ser julgado
de acordo com a lei penal brasileira;
E) poder‡, com fundamento no princ’pio da representa•‹o, ser julgado
de acordo com a lei penal brasileira.
COMENTçRIOS: Neste caso, temos um crime praticado no estrangeiro, contra
a administra•‹o pœblica brasileira, por quem est‡ a seu servi•o. Trata-se de
aplica•‹o do princ’pio da defesa ou prote•‹o. Temos, portanto, uma hip—tese de
extraterritorialidade incondicionada, prevista no art. 7¼, I do CP:
Art. 7¼ - Ficam sujeitos ˆ lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: (Reda•‹o dada
pela Lei n¼ 7.209, de 1984)
I - os crimes: (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
(...)
c) contra a administra•‹o pœblica, por quem est‡ a seu servi•o; (Inclu’do pela Lei n¼ 7.209,
de 1984)

Nos casos de extraterritorialidade incondicionada, o agente Ž punido pela lei


brasileira mesmo que j‡ tenha sido absolvido ou condenado no estrangeiro, na
forma do art. 7¼, ¤1¼ do CP.
Art. 7¼ (...) ¤ 1¼ - Nos casos do inciso I, o agente Ž punido segundo a lei brasileira, ainda
que absolvido ou condenado no estrangeiro.(Inclu’do pela Lei n¼ 7.209, de 1984)

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

15.! (FGV Ð 2018 Ð CåMARA DE SALVADOR-BA Ð ADVOGADO)


Em raz‹o da situa•‹o pol’tica do pa’s, foi elaborada e publicada, em
01.01.2017, lei de conteœdo penal prevendo que, especificamente
durante o per’odo de 01.02.2017 atŽ 30.11.2017, a pena do crime de
corrup•‹o passiva seria de 03 a 15 anos de reclus‹o e multa, ou seja,
superior ˆquela prevista no C—digo Penal, sendo que, ao final do per’odo
estipulado na lei, a san•‹o penal do delito voltaria a ser a prevista no Art.
317 do C—digo Penal (02 a 12 anos de reclus‹o e multa). No dia
05.04.2017, determinado vereador pratica crime de corrup•‹o passiva,
mas somente vem a ser denunciado pelos fatos em 22.01.2018.
Considerando a situa•‹o hipotŽtica narrada, o advogado do vereador
denunciado dever‡ esclarecer ao seu cliente que, em caso de
condena•‹o, ser‡ aplicada a pena de:
(A) 02 a 12 anos, observando-se o princ’pio da irretroatividade da lei
penal mais gravosa;
(B) 03 a 15 anos, diante da natureza de lei tempor‡ria da norma que
vigia na data dos fatos;
(C) 02 a 12 anos, observando-se o princ’pio da retroatividade da lei
penal mais benŽfica;

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(D) 03 a 15 anos, diante da natureza de lei excepcional da norma que
vigia na data dos fatos;
(E) 02 a 12 anos, aplicando-se, por analogia, a lei penal mais favor‡vel
ao rŽu.
COMENTçRIOS: Neste caso, deve ser aplicada a lei vigente no momento da
pr‡tica do delito, eis que se tratava de lei tempor‡ria, de maneira que a expira•‹o
do prazo de validade da lei tempor‡ria n‹o traz reflexos penais benŽficos ao
agente, na forma do art. 3¼ do CP. O fato de a pena relativa ao delito ter voltado
a ser mais branda n‹o aproveita ao agente, caso contr‡rio, todos os que
praticaram o crime no referido per’odo deveriam ser processados, condenados e
deveriam cumprir a pena dentro do per’odo de validade da lei, o que Ž um
absurdo. N‹o h‡, portanto, aplica•‹o da "lei nova mais benŽfica".
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

16.! (FGV - 2016 - OAB - XIX EXAME DE ORDEM)


Em raz‹o do aumento do nœmero de crimes de dano qualificado contra o
patrimônio da Uni‹o (pena: detenç‹o de 6 meses a 3 anos e multa), foi
editada uma lei que passou a prever que, entre 20 de agosto de 2015 e
31 de dezembro de 2015, tal delito (Art. 163, par‡grafo œnico, inciso III,
do C—digo Penal) passaria a ter pena de 2 a 5 anos de detenç‹o. Jo‹o,
em 20 de dezembro de 2015, destr—i dolosamente um bem de
propriedade da Uni‹o, raz‹o pela qual foi denunciado, em 8 de janeiro de
2016, como incurso nas sanç›es do Art. 163, par‡grafo œnico, inciso III,
do C—digo Penal.
Considerando a hip—tese narrada, no momento do julgamento, em março
de 2016, dever‡ ser considerada, em caso de condenaç‹o, a pena de
A) 6 meses a 3 anos de detenç‹o, pois a Constituiç‹o prevê o princ’pio
da retroatividade da lei penal mais benŽfica ao rŽu.
B) 2 a 5 anos de detenç‹o, pois a lei tempor‡ria tem ultratividade
gravosa.
C) 6 meses a 3 anos de detenç‹o, pois aplica-se o princ’pio do tempus
regit actum (tempo rege o ato).
D) 2 a 5 anos de detenç‹o, pois a lei excepcional tem ultratividade
gravosa.
COMENTçRIOS: Considerando que esta Lei j‡ entrou em vigor com PRAZO
CERTO para vigorar, temos o que se chama de lei tempor‡ria. Em rela•‹o ˆs leis
tempor‡rias aplica-se a ultratividade gravosa, ou seja, elas continuam a reger os
fatos praticados durante sua vig•ncia, mesmo ap—s expirado o prazo de sua
validade (n‹o Ž necess‡rio que o agente seja processado, condenado e punido
dentro do prazo de validade da Lei).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

17.! (FGV Ð 2016 Ð CODEBA Ð ADVOGADO)

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Em uma embarca•‹o pœblica estrangeira, em mar localizado no territ—rio
do Uruguai, o presidente do Brasil sofre um atentado contra sua vida pela
conduta de Jo‹o, argentino residente no Brasil, que conseguiu se infiltrar
no navio passando-se por funcion‡rio da cozinha, j‡ planejando o
cometimento do delito. O presidente do Brasil, porŽm, Ž socorrido e se
recupera, enquanto Jo‹o Ž identificado e preso na Bahia, um m•s ap—s
os fatos.
Considerando a situa•‹o narrada, sobre a aplica•‹o da lei penal no
espa•o, Ž correto afirmar que a Jo‹o
a) n‹o pode ser aplicada a lei brasileira, j‡ que o crime foi cometido no
estrangeiro.
b) poder‡ ser aplicada a lei brasileira, com base no princ’pio da
territorialidade.
c) poder‡ ser aplicada a lei brasileira, ainda que o autor do crime tenha
sido absolvido ou condenado no estrangeiro.
d) poder‡ ser aplicada a lei brasileira, desde que o autor do crime n‹o
seja julgado no estrangeiro.
e) n‹o poder‡ ser aplicada a lei brasileira, j‡ que o autor do crime Ž
estrangeiro.
COMENTçRIOS: Neste caso, ser‡ aplic‡vel a lei penal brasileira, por for•a do
art. 7¼, I, ÒaÓ do CP, que traz uma hip—tese de extraterritorialidade
incondicionada, pelo princ’pio da defesa ou prote•‹o.
Neste caso, por se tratar de extraterritorialidade INCONDICIONADA, o agente
poder‡ ser punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no
estrangeiro, na forma do art. 7¼, ¤1¼ do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

18.! (FGV Ð 2015 Ð TJ-RO Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


No dia 25 de fevereiro de 2014, na cidade de Ariquemes, Felipe, nascido
em 03 de mar•o de 1996, encontra seu inimigo Fernando na rua e desfere
diversos disparos de arma de fogo em seu peito com inten•‹o de mat‡-
lo. Populares que presenciaram os fatos, avisaram sobre o ocorrido a
familiares de Fernando, que optaram por transferi-lo de helic—ptero para
Porto Velho, onde foi operado. No dia 05 de mar•o de 2014, porŽm,
Fernando n‹o resistiu aos ferimentos causados pelos disparos e veio a
falecer ainda no hospital de Porto Velho. Considerando a situa•‹o
hipotŽtica narrada e as previs›es do C—digo Penal sobre tempo e lugar
do crime, Ž correto afirmar que, em rela•‹o a estes fatos, Felipe ser‡
considerado:
a) inimput‡vel, pois o C—digo Penal adota a Teoria da Atividade para
definir o tempo do crime, enquanto que o lugar do crime Ž definido pela
Teoria da Ubiquidade;

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b) inimput‡vel, pois o C—digo Penal adota a Teoria da Atividade para
definir o tempo do crime, enquanto que o lugar Ž definido pela Teoria do
Resultado;
c) imput‡vel, pois o C—digo Penal adota a Teoria do Resultado para
definir tanto o tempo quanto o lugar do crime;
d) imput‡vel, pois o C—digo Penal adota a Teoria da Ubiquidade para
definir o momento do crime, enquanto que a Teoria da Atividade
determina o lugar;
e) inimput‡vel, pois o C—digo Penal adota a Teoria da Atividade para
definir tanto o tempo quanto o local do crime.
COMENTçRIOS: O CP brasileiro adotou, para o lugar do crime, a teoria da
ubiquidade (art. 6¼ do CP), e para o tempo do crime a teoria da atividade (art.
4¼ do CP). No caso da quest‹o, era necess‡rio saber que a teoria da atividade,
adotada para o tempo do crime, prega que considera-se praticado o crime no
momento da CONDUTA (da a•‹o ou omiss‹o), ainda que outro seja o momento
do resultado.
Dito isto, podemos afirmar que o crime foi praticado no dia 25.02.2014, data da
conduta praticada. Neste momento, portanto, Felipe ainda era considerado
INIMPUTçVEL, pois n‹o tinha 18 anos. Felipe, portanto, deve ser considerado
inimput‡vel pois tinha menos de 18 anos quando a conduta foi praticada.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

19.! (FGV - 2011 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - 2 - PRIMEIRA


FASE (OUT/2011)
Acerca da aplica•‹o da lei penal no tempo e no espa•o, assinale a
alternativa correta.
A) Se um funcion‡rio pœblico a servi•o do Brasil na It‡lia praticar,
naquele pa’s, crime de corrup•‹o passiva (art. 317 do C—digo Penal),
ficar‡ sujeito ˆ lei penal brasileira em face do princ’pio da
extraterritorialidade.
B) O ordenamento jur’dico-penal brasileiro prev• a combina•‹o de leis
sucessivas sempre que a fus‹o puder beneficiar o rŽu.
C) Na ocorr•ncia de sucess‹o de leis penais no tempo, n‹o ser‡ poss’vel
a aplica•‹o da lei penal intermedi‡ria mesmo se ela configurar a lei mais
favor‡vel.
D) As leis penais tempor‡rias e excepcionais s‹o dotadas de ultra-
atividade. Por tal motivo, s‹o aplic‡veis a qualquer delito, desde que
seus resultados tenham ocorrido durante sua vig•ncia.
COMENTçRIOS: Nos termos do art. 7¼, I, c do CP, os crimes praticados contra
a administra•‹o pœblica, por quem est‡ a seu servi•o (hip—tese do crime de
corrup•‹o passiva), s‹o crimes abarcados pelo princ’pio da extraterritorialidade,
aplicando-se a lei brasileira a tais crimes, ainda que praticados no estrangeiro.
Desta forma, a letra A Ž correta. Vejamos:

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Art. 7¼ - Ficam sujeitos ˆ lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: (Reda•‹o
dada pela Lei n¼ 7.209, de 1984)
I - os crimes: (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
(...)
c) contra a administra•‹o pœblica, por quem est‡ a seu servi•o; (Inclu’do pela Lei n¼
7.209, de 1984)

As demais est‹o incorretas, eis que a jurisprud•ncia n‹o vem admitindo a


combina•‹o de leis penais, embora haja alguns julgados em sentido contr‡rio
(letra b). Na sucess‹o de diversas leis penais, aplicar-se-‡ sempre a lei mais
favor‡vel ao acusado, ainda que essa lei venha ser posteriormente revogada por
uma mais gravosa (lei intermedi‡ria mais benŽfica), estando a letra C errada
tambŽm. As leis penais tempor‡rias e excepcionais s‹o, de fato, dotadas de ultra
atividade, aplicando-se aos delitos COMETIDOS durante sua vig•ncia, ainda que
o resultado se d• posteriormente e ainda que ela venha a ser revogada, eis que
a revoga•‹o Ž inerente ˆ pr—pria natureza destas leis.
Portanto, a afirmativa CORRETA ƒ A LETRA A.

20.! (FGV Ð 2013 Ð OAB Ð XI EXAME UNIFICADO)


No ano de 2005, Pierre, jovem franc•s residente na Bulg‡ria, atentou
contra a vida do ent‹o presidente do Brasil que, na ocasi‹o, visitava o
referido pa’s. Devidamente processado, segundo as leis locais, Pierre foi
absolvido.
Considerando apenas os dados descritos, assinale a afirmativa correta.
A) N‹o Ž aplic‡vel a lei penal brasileira, pois como Pierre foi absolvido
no estrangeiro, n‹o ficou satisfeita uma das exig•ncias previstas ˆ
hip—tese de extraterritorialidade condicionada.
B) ƒ aplic‡vel a lei penal brasileira, pois o caso narrado traz hip—tese de
extraterritorialidade incondicionada, exigindo-se, apenas, que o fato n‹o
tenha sido alcan•ado por nenhuma causa extintiva de punibilidade no
estrangeiro.
C) ƒ aplic‡vel a lei penal brasileira, pois o caso narrado traz hip—tese de
extraterritorialidade incondicionada, sendo irrelevante o fato de ter sido
o agente absolvido no estrangeiro.
D) N‹o Ž aplic‡vel a lei penal brasileira, pois como o agente Ž estrangeiro
e a conduta foi praticada em territ—rio tambŽm estrangeiro, as
exig•ncias relativas ˆ extraterritorialidade condicionada n‹o foram
satisfeitas.
COMENTçRIOS: A quest‹o traz uma hip—tese de EXTRATERRITORIALIDADE
INCONDICIONADA da aplica•‹o da lei penal brasileira, pois se trata de atentado
ˆ vida do Presidente da Repœblica. Vejamos:
Art. 7¼ - Ficam sujeitos ˆ lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: (Reda•‹o
dada pela Lei n¼ 7.209, de 1984)
I - os crimes: (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)

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a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da Repœblica; (Inclu’do pela Lei n¼ 7.209,
de 1984)
Nesse caso, a lei penal brasileira Ž aplic‡vel AINDA que o agente tenha sido
absolvido ou condenado no exterior. Vejamos:
Art. 7¼ (...)
¤ 1¼ - Nos casos do inciso I, o agente Ž punido segundo a lei brasileira, ainda que
absolvido ou condenado no estrangeiro.(Inclu’do pela Lei n¼ 7.209, de 1984)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

21.! (FGV - 2014 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - XIII -


PRIMEIRA FASE)
Considere que determinado agente tenha em dep—sito, durante o per’odo
de um ano, 300 kg de coca’na. Considere tambŽm que, durante o referido
per’odo, tenha entrado em vigor uma nova lei elevando a pena relativa
ao crime de tr‡fico de entorpecentes. Sobre o caso sugerido, levando em
conta o entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o tema,
assinale a afirmativa correta.
a) Deve ser aplicada a lei mais benŽfica ao agente, qual seja, aquela que
j‡ estava em vigor quando o agente passou a ter a droga em dep—sito.
b) Deve ser aplicada a lei mais severa, qual seja, aquela que passou a
vigorar durante o per’odo em que o agente ainda estava com a droga em
dep—sito.
c) As duas leis podem ser aplicadas, pois ao magistrado Ž permitido fazer
a combina•‹o das leis sempre que essa atitude puder beneficiar o rŽu.
d) O magistrado poder‡ aplicar o critŽrio do caso concreto, perguntando
ao rŽu qual lei ele pretende que lhe seja aplicada por ser, no seu caso,
mais benŽfica
COMENTçRIOS: No caso em tela, temos um crime continuado, pois a execu•‹o
do delito se prolonga no tempo. Em se tratando de delitos continuados, a lei nova
Ž aplic‡vel desde que tenha entrada em vigor antes da cessa•‹o da continuidade
(ou seja, durante a execu•‹o do delito), ainda que seja mais gravosa ao agente,
nos termos da sœmula 711 do STF:
SòMULA N¼ 711
A LEI PENAL MAIS GRAVE APLICA-SE AO CRIME CONTINUADO OU AO CRIME
PERMANENTE, SE A SUA VIGæNCIA ƒ ANTERIOR Ë CESSA‚ÌO DA CONTINUIDADE OU
DA PERMANæNCIA.
Vejam que n‹o se trata de retroatividade (o que seria vedado), mas de aplica•‹o
da lei vigente DURANTE a pr‡tica do crime.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

22.! (FGV - 2013 - TCE-BA - ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO)


Com rela•‹o ao tempo e ao local do crime, analise as afirmativas a
seguir.

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I. O tempo do crime, de acordo com o C—digo Penal, Ž definido pelo
momento em que o resultado ocorre. Tanto Ž assim, que a compet•ncia
territorial do magistrado leva em considera•‹o esse mesmo critŽrio.
II. A Teoria da Atividade foi utilizada pelo C—digo Penal para definir
o local do crime, tendo em vista que se considera local do crime apenas
aquele em que ocorreu a a•‹o ou omiss‹o.
III. Para efeitos penais, consideram-se como extens‹o do territ—rio
nacional as embarca•›es e aeronaves brasileiras de natureza pœblica ou
a servi•o do governo brasileiro onde quer que se encontrem.
Assinale:
a) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se somente a afirmativa II estiver correta.
e) se somente a afirmativa III estiver correta.
COMENTçRIOS:
I Ð ERRADA: O tempo do crime se define pelo momento da conduta, ou seja,
teoria da atividade, nos termos do art. 4¼ do CP.
II Ð ERRADA: A teoria que define o local do crime Ž a teoria da UBIQUIDADE, nos
termos do art. 6¼ do CP.
III Ð CORRETA: Esta Ž a previs‹o do art. 5¼, ¤1¼ do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

23.! (FGV - 2012 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - VII - PRIMEIRA


FASE)
John, cidad‹o ingl•s, capit‹o de uma embarca•‹o particular de bandeira
americana, Ž assassinado por JosŽ, cidad‹o brasileiro, dentro do aludido
barco, que se encontrava atracado no Porto de Santos, no Estado de S‹o
Paulo.
Nesse contexto, Ž correto afirmar que a lei brasileira
a) n‹o Ž aplic‡vel, uma vez que a embarca•‹o Ž americana, devendo JosŽ
ser processado de acordo com a lei estadunidense.
b) Ž aplic‡vel, uma vez que a embarca•‹o estrangeira de propriedade
privada estava atracada em territ—rio nacional.
c) Ž aplic‡vel, uma vez que o crime, apesar de haver sido cometido em
territ—rio estrangeiro, foi praticado por brasileiro.
d) n‹o Ž aplic‡vel, uma vez que, de acordo com a Conven•‹o de
Viena, Ž compet•ncia do Tribunal Penal Internacional processar e
julgar os crimes praticados em embarca•‹o estrangeira atracada em
territ—rio de pa’s diverso.

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COMENTçRIOS: No caso, a lei brasileira Ž aplic‡vel, por se tratar de crime
praticado em embarca•‹o atracada em porto brasileiro. Vejamos:
Territorialidade
Art. 5¼ - Aplica-se a lei brasileira, sem preju’zo de conven•›es, tratados e regras de
direito internacional, ao crime cometido no territ—rio nacional. (Reda•‹o dada pela Lei
n¼ 7.209, de 1984)
(...)
¤ 2¼ - ƒ tambŽm aplic‡vel a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves
ou embarca•›es estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso
no territ—rio nacional ou em v™o no espa•o aŽreo correspondente, e estas em porto
ou mar territorial do Brasil.(Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 1984)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

24.! (FGV - 2010 - PC-AP - DELEGADO DE POLêCIA)


Relativamente ao tema da territorialidade e extraterritorialidade, analise
as afirmativas a seguir.
I. Ficam sujeitos ˆ lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro os
crimes contra a administra•‹o pœblica, por quem est‡ a seu servi•o.
II. Ficam sujeitos ˆ lei brasileira, os crimes praticados em aeronaves ou
embarca•›es brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando
em territ—rio estrangeiro ainda que julgados no estrangeiro.
III. Ficam sujeitos ˆ lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro os
crimes contra o patrim™nio da Uni‹o, do Distrito Federal, de Estado, de
Territ—rio ou de Munic’pio quando n‹o sejam julgados no estrangeiro.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente a afirmativa III estiver correta.
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
COMENTçRIOS:
I Ð CORRETA: Item correto, nos termos do art. 7¼, I, c do CP.
II Ð ERRADA: Neste caso, tais embarca•›es n‹o s‹o consideradas territ—rio
nacional por extens‹o. Assim, somente ser‡ aplicada a lei brasileira caso o delito
n‹o seja julgado no pa’s em que ocorreu o crime, nos termos do art. 7¼, II, c do
CP.
III Ð ERRADA: Item errado, pois tais crimes, ainda quando cometidos no
estrangeiro, poder‹o ser julgados pela lei penal brasileira, ainda que j‡ tenham
sido julgados no estrangeiro, nos termos do art.7¼, I, b e ¤1¼ do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

25.! (FGV - 2010 - PC-AP - DELEGADO DE POLêCIA)

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Assinale a alternativa que apresente local que n‹o Ž considerado como
extens‹o do territ—rio nacional para os efeitos penais.
a) aeronaves ou embarca•›es brasileiras, mercantes ou de propriedade
privada, quando em territ—rio estrangeiro, desde que o crime figure entre
aqueles que, por tratado ou conven•‹o, o Brasil se obrigou a reprimir.
b) as aeronaves e as embarca•›es brasileiras, mercantes ou de
propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espa•o aŽreo
correspondente ou em alto-mar.
c) as embarca•›es e aeronaves brasileiras, de natureza pœblica, onde
quer que se encontrem.
d) aeronaves ou embarca•›es estrangeiras de propriedade privada,
achando-se aquelas em pouso no territ—rio nacional ou em v™o no espa•o
aŽreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil.
e) as embarca•›es e aeronaves brasileiras, a servi•o do governo
brasileiro, onde quer que se encontrem.
COMENTçRIOS: O territ—rio nacional, real e por extens‹o, est‡ previsto no art.
5¼ do CP:
Territorialidade
Art. 5¼ - Aplica-se a lei brasileira, sem preju’zo de conven•›es, tratados e regras de
direito internacional, ao crime cometido no territ—rio nacional. (Reda•‹o dada pela Lei
n¼ 7.209, de 1984)
¤ 1¼ - Para os efeitos penais, consideram-se como extens‹o do territ—rio nacional as
embarca•›es e aeronaves brasileiras, de natureza pœblica ou a servi•o do governo
brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarca•›es
brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no
espa•o aŽreo correspondente ou em alto-mar. (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de
1984)
¤ 2¼ - ƒ tambŽm aplic‡vel a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves
ou embarca•›es estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso
no territ—rio nacional ou em v™o no espa•o aŽreo correspondente, e estas em porto
ou mar territorial do Brasil.(Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 1984)
Vemos, assim, que as aeronaves ou embarca•›es brasileiras, mercantes ou de
propriedade privada, quando em territ—rio estrangeiro, n‹o s‹o consideradas
territ—rio brasileiro por extens‹o. A depender do crime, pode ser que seja aplicada
a lei brasileira, mas isso n‹o se dar‡ pelo princ’pio da territorialidade, e sim pelo
princ’pio da BANDEIRA.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

26.! (FGV - 2008 - TCM-RJ Ð PROCURADOR)


A respeito do tema da retroatividade da lei penal, assinale a afirmativa
correta.
a) A lei penal posterior que de qualquer forma favorecer o agente n‹o se
aplica aos fatos praticados durante a vig•ncia de uma lei tempor‡ria.

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b) A lei penal posterior que de qualquer forma favorecer o agente aplica-
se aos fatos anteriores, com exce•‹o daqueles que j‡ tiverem sido objeto
de senten•a condenat—ria transitada em julgado.
c) A lei penal mais gravosa pode retroagir, aplicando-se a fatos
praticados anteriormente ˆ sua vig•ncia, desde que trate de crimes
hediondos, tortura ou tr‡fico de drogas, como expressamente ressalvado
na Constitui•‹o.
d) Quando um fato Ž praticado na vig•ncia de uma determinada lei e
ocorre uma mudan•a que gera uma situa•‹o mais gravosa para o agente,
ocorrer‡ a ultratividade da lei penal mais favor‡vel, salvo se houver a
edi•‹o de uma outra lei ainda mais gravosa, situa•‹o em que prevalecer‡
a lei intermedi‡ria.
e) A lei penal posterior que de qualquer forma prejudicar o agente n‹o
se aplica aos fatos praticados anteriormente, salvo se houver previs‹o
expressa na pr—pria lei nova.
COMENTçRIOS: A Lei penal, em regra, n‹o retroage, ou seja, n‹o pode ser
aplicada a fatos praticados antes de sua vig•ncia.
Contudo, se a lei penal for mais favor‡vel ao agente, ela poder‡ retroagir, ou
seja, ser aplicada a fatos praticados antes de sua entrada em vigor.
Contudo, se os fatos foram praticados durante a vig•ncia de lei tempor‡ria, a
simples expira•‹o do prazo desta lei n‹o faz com que a nova regulamenta•‹o
penal (mais benŽfica, por natureza) seja aplic‡vel, pois temos aqui uma espŽcie
de lei penal excepcional.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

27.! (FGV Ð 2014 Ð MPE-RJ Ð ESTçGIO)


Em rela•‹o ao tempo do crime, o C—digo Penal adotou:
a) a teoria da atividade, pela qual considera-se praticado o delito no
momento da conduta, ainda que distinto o momento do resultado,
jur’dico ou natural’stico;
b) a teoria do resultado, pela qual considera-se praticado o delito no
momento da ocorr•ncia do resultado, jur’dico ou normativo;
c) a teoria da ubiquidade, pela qual considera-se cometido o delito tanto
no momento da conduta como no do resultado, dependendo do que for
mais benŽfico ao autor do fato;
d) a teoria do resultado normativo, pela qual considera-se cometido o
crime no momento da ocorr•ncia do resultado natural’stico;
e) duas teorias, a da atividade e a da territorialidade condicionada,
dependendo da natureza do crime cometido.
COMENTçRIOS: Em rela•‹o ao TEMPO do crime o CP adotou a teoria da
ATIVIDADE, ou seja, considera-se praticado o crime no momento da a•‹o ou
omiss‹o, ainda que outro seja o momento do resultado, nos termos do art. 4¼ do
CP.

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Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

28.! (FGV Ð 2013 Ð TJ-AM Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


No tocante ˆ aplica•‹o da lei penal, assinale a afirmativa incorreta.
a) Lei penal extrativa Ž aquela que produz efeitos fora de seu per’odo de
vig•ncia, podendo ser ultrativa ou retroativa.
b) A abolitio criminis Ž causa de extin•‹o da punibilidade
c) A novativo legis in mellius Ž retroativa, salvo quando j‡ houve o
tr‰nsito em julgado da decis‹o condenat—ria respectiva.
d) Em se tratado de crime permanente, aplica-se a lei vigente no
momento em que cessou a perman•ncia, ainda que se trate de lei penal
mais gravosa.
e) No caso de abolitio criminis, cessam os efeitos penais do fato
praticado, persistindo os civis.
COMENTçRIOS:
A) CORRETA: A extratividade Ž um g•nero, que comporta duas espŽcies:
retroatividade e ultratividade.
B) CORRETA: Item correto, nos termos do art. 2¼ do CP, bem como nos termos
do art. 107, III do CP.
C) ERRADA: Item errado, pois a novativo legis in mellius Ž retroativa AINDA
quando j‡ tenha havido o tr‰nsito em julgado da decis‹o condenat—ria respectiva,
nos termos do art. 2¼, ¤ œnico do CP.
D) CORRETA: Item correto, pois este Ž o entendimento sumulado do STF (sœmula
711 do STF).
E) CORRETA: Item correto, pois a abolitio criminis faz cessar apenas os efeitos
PENAIS do fato, nos termos do art. 2¼ do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA INCORRETA ƒ A LETRA C.

29.! (FGV Ð 2013 Ð TJ-AM Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


Com rela•‹o ˆ lei penal no espa•o, assinale a afirmativa incorreta.
a) A legisla•‹o penal brasileira adota o princ’pio da territorialidade
absoluta.
b) Aplica-se a lei penal brasileira aos crimes praticados em aeronave
pœblica brasileira ainda que esteja em territ—rio estrangeiro.
c) As embaixadas estrangeiras n‹o s‹o consideradas territ—rio
estrangeiro, aplicando-se a lei brasileira nos crimes praticados no seu
interior, salvo quando o autor for agente diplom‡tico ou possua
imunidade diplom‡tica.
d) S‹o princ’pios empregados para solucionar a regra da
extraterritorialidade: personalidade ou nacionalidade, domic’lio, defesa,
justi•a universal, representa•‹o ou da bandeira.

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e) Para fins de Direito Penal, o conceito de territ—rio n‹o se restringe ˆ
‡rea limitada pelas fronteiras brasileiras.
COMENTçRIOS:
A) ERRADA: A lei penal brasileira adota o princ’pio da territorialidade MITIGADA
ou temperada (pois admite exce•›es0, conforme entendimento doutrin‡rio.
B) CORRETA: Correta, trata-se de extens‹o do territ—rio nacional, nos termos do
art. 5¼, ¤1¼ do CP.
C) CORRETA: As embaixadas s‹o consideradas territ—rio do pa’s em que estejam
localizadas. As embaixadas de outros pa’ses que estejam sediadas no Brasil s‹o
consideradas como territ—rio BRASILEIRO. O que ocorre Ž que alguns delitos
praticados nestes locais podem n‹o estar sujeitos ˆ aplica•‹o da lei brasileira, em
raz‹o de tratados internacionais, como ocorre em rela•‹o aos crimes praticados
por agentes diplom‡ticos.
D) CORRETA: Item correto, conforme vimos na aula, segundo entendimento
doutrin‡rio.
E) CORRETA: Item correto, pois o territ—rio abrange ainda o mar territorial, o
espa•o aŽreo e o subsolo, alŽm do territ—rio por equipara•‹o.
Portanto, a ALTERNATIVA INCORRETA ƒ A LETRA A.

30.! (FGV Ð 2018 Ð TJ-AL Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Leandro, pretendendo causar a morte de JosŽ, o empurra do alto de uma
escada, caindo a v’tima desacordada. Supondo j‡ ter alcan•ado o
resultado desejado, Leandro pratica nova a•‹o, dessa vez realiza disparo
de arma de fogo contra JosŽ, pois, acreditando que ele j‡ estaria morto,
desejava simular um ato de assalto. Ocorre que somente na segunda
ocasi‹o Leandro obteve o que pretendia desde o in’cio, j‡ que,
diferentemente do que pensara, JosŽ n‹o estava morto quando foram
efetuados os disparos.
Em an‡lise da situa•‹o narrada, prevalece o entendimento de que
Leandro deve responder apenas por um crime de homic’dio consumado,
e n‹o por um crime tentado e outro consumado em concurso, em raz‹o
da aplica•‹o do instituto do:
(a) crime preterdoloso;
(b) dolo eventual;
(c) dolo alternativo;
(d) dolo geral;
(e) dolo de 2o grau.
COMENTçRIOS: Aqui temos o que se entende por dolo geral, por erro sucessivo
ou aberratio causae, que ocorre quando o agente consegue obter o resultado
inicialmente pretendido, mas por meio de uma segunda conduta n‹o voltada ˆ
obten•‹o do resultado. Entende-se que, como, ao fim e ao cabo, o agente
conseguiu obter o resultado pretendido, dever‡ responder apenas por um
homic’dio doloso consumado.

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Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

31.! (FGV Ð 2017 Ð OAB Ð XXII EXAME DE ORDEM)


Acreditando estar gr‡vida, P‰mela, 18 anos, desesperada porque ainda
morava com os pais e eles sequer a deixavam namorar, utilizando um
instrumento pr—prio, procura eliminar o feto sozinha no banheiro de sua
casa, vindo a sofrer, em raz‹o de tal comportamento, les‹o corporal de
natureza grave.
Encaminhada ao hospital para atendimento mŽdico, fica constatado que,
na verdade, ela n‹o se achava e nunca esteve gr‡vida. O Hospital,
todavia, Ž obrigado a noticiar o fato ˆ autoridade policial, tendo em vista
que a jovem de 18 anos chegou ao local em situa•‹o suspeita, lesionada.
Diante disso, foi instaurado procedimento administrativo investigat—rio
pr—prio e, com o recebimento dos autos, o MinistŽrio Pœblico ofereceu
denœncia em face de P‰mela pela pr‡tica do crime de Òaborto provocado
pela gestanteÓ, qualificado pelo resultado de les‹o corporal grave, nos
termos dos Art. 124 c/c o Art. 127, ambos do C—digo Penal.
Diante da situa•‹o narrada, assinale a op•‹o que apresenta a alega•‹o
do advogado de P‰mela.
A) A atipicidade de sua conduta.
B) O afastamento da qualificadora, tendo em vista que esta somente
pode ser aplicada aos crimes de aborto provocado por terceiro, com ou
sem consentimento da gestante, mas n‹o para o delito de autoaborto de
P‰mela.
C) A desclassificaç‹o para o crime de les‹o corporal grave, afastando a
condena•‹o pelo aborto.
D) O reconhecimento da tentativa do crime de aborto qualificado pelo
resultado.
COMENTçRIOS: A conduta, aqui, Ž at’pica, em raz‹o da ABSOLUTA
IMPROPRIEDADE DO OBJETO, nos termos do art. 17 do CP, pois temos a figura
do crime imposs’vel. Isso se d‡ porque, nessas circunst‰ncias, P‰mela JAMAIS
conseguiria alcan•ar o resultado pretendido (aborto), pois nunca esteve gr‡vida,
e o primeiro pressuposto para o praticar autoaborto Ž estar gr‡vida.
P‰mela n‹o ir‡ responder, ainda, pela les‹o corporal, eis que a les‹o foi
provocada pela pr—pria v’tima, e o direito penal n‹o pune a autoles‹o.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

32.! (FGV Ð 2017 Ð TRT12 Ð OFICIAL DE JUSTI‚A)


Oficial de Justi•a ingressa em comunidade no interior do Estado de Santa
Catarina para realizar intima•‹o de morador do local. Quando chega ˆ
rua, porŽm, depara-se com a situa•‹o em que um inimput‡vel em raz‹o
de doen•a mental est‡ atacando com um peda•o de madeira uma jovem
de 22 anos que apenas caminhava pela localidade. Verificando que a vida

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da jovem estava em risco e n‹o havendo outra forma de proteg•-la, pega
um outro peda•o de pau que estava no ch‹o e desfere golpe no
inimput‡vel, causando les‹o corporal de natureza grave.
Com base apenas nas informa•›es narradas, Ž correto afirmar que, de
acordo com a doutrina majorit‡ria, a conduta do Oficial de Justi•a:
a) n‹o configura crime, em raz‹o da atipicidade;
b) n‹o configura crime, em raz‹o do estado de necessidade;
c) configura crime, mas o resultado somente poder‡ ser imputado a t’tulo
de culpa, em raz‹o do estado de necessidade;
d) n‹o configura crime, em raz‹o da leg’tima defesa;
e) configura crime, tendo em vista que n‹o havia direito pr—prio do
Oficial de Justi•a em risco para ser protegido.
COMENTçRIOS: Neste caso, a conduta do agente n‹o configura crime, pois est‡
amparada pelo instituto da leg’tima defesa, j‡ que ele agiu para repelir injusta
agress‹o que estava ocorrendo contra a jovem, na forma do art. 25 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

33.! (FGV Ð 2016 Ð MPE-RJ Ð ANALISTA PROCESSUAL)


Diz-se que o crime Ž doloso quando o agente quis o resultado ou assumiu
o risco de produzi-lo, e que o crime Ž culposo, quando o agente deu causa
a resultado previs’vel por imprud•ncia, neglig•ncia ou imper’cia. Sobre
o tema, Ž correto afirmar que:
a) o dolo direto de segundo grau tambŽm Ž conhecido como dolo de
consequ•ncias necess‡rias;
b) para a teoria finalista da a•‹o, o dolo e a culpa integram a
culpabilidade;
c) no crime culposo, a imprud•ncia se caracteriza por uma conduta
negativa, enquanto a neglig•ncia, por um comportamento positivo;
d) o crime culposo admite como regra a forma tentada;
e) na culpa consciente, o agente prev• o resultado como poss’vel, mas
com ele n‹o se importa.
COMENTçRIOS:
a) CORRETA: Item correto, pois este (dolo de consequ•ncias necess‡rias) Ž outro
nome dado pela doutrina ao dolo direto de segundo grau, que ocorre quando o
agente n‹o quer diretamente a ocorr•ncia do resultado, mas o aceita como
consequ•ncia necess‡ria de seu agir.
b) ERRADA: Item errado, pois, para a teoria finalista da a•‹o o elemento subjetivo
(dolo e culpa) encontra-se dentro da conduta (conduta como a•‹o humana
dirigida a uma determinada finalidade), logo, dentro do fato t’pico.
c) ERRADA: Item errado, pois a doutrina classifica exatamente de forma diversa,
ou seja, neglig•ncia como uma conduta negativa, enquanto a imprud•ncia como
um comportamento positivo.

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d) ERRADA: Item errado, pois, como regra, o crime culposo n‹o admite forma
tentada, j‡ que para que haja tentativa o agente deve querer o resultado, mas
n‹o o alcan•a por circunst‰ncias alheias ˆ sua vontade. No crime culposo o agente
n‹o quer o resultado. A œnica hip—tese de crime culposo na forma tentada fica
por conta da chamada Òculpa impr—priaÓ, como ocorre, por exemplo, no caso do
art. 20, ¤1¼ do CP (descriminante putativa por erro evit‡vel), em que o agente
pratica uma conduta dolosa, mas, por quest‹o de pol’tica criminal, responde a
t’tulo de culpa.
e) ERRADA: Item errado, pois isso ocorre no dolo eventual. Na culpa consciente
o agente prev• a possibilidade de ocorr•ncia do resultado mas acredita que, com
suas habilidades, conseguir‡ evita-lo.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

34.! (FGV Ð 2016 Ð CODEBA Ð ADVOGADO)


Diego e Jœlio CŽsar, que exercem a mesma fun•‹o, est‹o trabalhando
dentro de um armazŽm localizado no Porto de Salvador, quando se inicia
um inc•ndio no local em raz‹o de problemas na fia•‹o elŽtrica. Existe
apenas uma pequena porta que permite a sa’da dos trabalhadores do
armazŽm, mas em raz‹o da rapidez com que o fogo se espalha, apenas
d‡ tempo para que um dos trabalhadores saia sem se queimar. Quando
Diego, que estava mais pr—ximo da porta, vai sair, Jœlio CŽsar,
desesperado por ver que se queimaria se esperasse a sa’da do
companheiro, d‡ um soco na cabe•a do colega de trabalho e passa ˆ sua
frente, deixando o armazŽm. Diego sofre uma queda, tem parte do corpo
queimada, mas tambŽm consegue sair vivo do local. Em raz‹o do
ocorrido, Diego ficou com debilidade permanente de membro.
Considerando apenas os fatos narrados na situa•‹o hipotŽtica, Ž correto
afirmar que a conduta de Jœlio CŽsar
a) configura crime de les‹o corporal grave, sendo o fato t’pico, il’cito e
culp‡vel.
b) est‡ amparada pelo instituto da leg’tima defesa, causa de exclus‹o da
ilicitude.
c) configura crime de les‹o corporal grav’ssima, sendo o fato t’pico,
il’cito e culp‡vel.
d) est‡ amparada pelo instituto do estado de necessidade, causa de
exclus‹o da ilicitude.
e) est‡ amparada pelo instituto do estado de necessidade, causa de
exclus‹o da culpabilidade.
COMENTçRIOS: Neste caso, a conduta do agente n‹o configura crime, pois est‡
amparada pelo instituto do estado de necessidade, previsto no art. 24 do CP, j‡
que agiu assim para salvar de perigo atual, que n‹o provocou por sua vontade
nem podia de outra forma evitar, um bem jur’dico pr—prio (vida).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

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35.! (FGV - 2016 - OAB - XIX EXAME DE ORDEM)
Durante uma discuss‹o, Theodoro, inimigo declarado de Valentim, seu
cunhado, golpeou a barriga de seu rival com uma faca, com intenç‹o de
mat‡-lo. Ocorre que, ap—s o primeiro golpe, pensando em seus
sobrinhos, Theodoro percebeu a incorreç‹o de seus atos e optou por n‹o
mais continuar golpeando Valentim, apesar de saber que aquela œnica
facada n‹o seria suficiente para mat‡-lo.
Neste caso, Theodoro
A) n‹o responder‡ por crime algum, diante de seu arrependimento.
B) responder‡ pelo crime de les‹o corporal, em virtude de sua
desistência volunt‡ria.
C) responder‡ pelo crime de les‹o corporal, em virtude de seu
arrependimento eficaz.
D) responder‡ por tentativa de homic’dio.
COMENTçRIOS: Neste caso ocorreu o que se chama de Òdesist•ncia volunt‡riaÓ,
pois o agente, mesmo podendo prosseguir na execu•‹o do delito,
voluntariamente desiste de dar continuidade. Neste caso, nos termos do art. 15
do CP, o agente responde apenas pelos atos atŽ ent‹o praticados, ou seja, pelos
resultados atŽ ent‹o efetivamente obtidos, que s‹o as les›es corporais
provocadas na v’tima, desprezando-se o dolo inicial (que era de matar).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

36.! (FGV Ð 2015 Ð OAB Ð XVII EXAME DA OAB)


Cristiane, revoltada com a trai•‹o de seu marido, Pedro, decide mat‡-lo.
Para tanto, resolve esperar que ele adorme•a para, durante a
madrugada, acabar com sua vida. Por volta das 22h, Pedro deita para ver
futebol na sala da resid•ncia do casal. Quando chega ˆ sala, Cristiane
percebe que Pedro estava deitado sem se mexer no sof‡. Acreditando
estar dormindo, desfere 10 facadas em seu peito. Nervosa e arrependida,
liga para o hospital e, com a chegada dos mŽdicos, Ž informada que o
marido faleceu. O laudo de exame cadavŽrico, porŽm, constatou que
Pedro havia falecido momentos antes das facadas em raz‹o de um infarto
fulminante. Cristiane, ent‹o, foi denunciada por tentativa de homic’dio.
Voc•, advogado (a) de Cristiane, dever‡ alegar em seu favor a ocorr•ncia
de
A) crime imposs’vel por absoluta impropriedade do objeto.
B) desist•ncia volunt‡ria.
C) arrependimento eficaz.
D) crime imposs’vel por inefic‡cia do meio.
COMENTçRIOS: No caso em tela tem-se o que se chama de crime imposs’vel,
pela absoluta impropriedade do objeto, j‡ que um cad‡ver n‹o pode ser v’tima
de homic’dio. A conduta de Cristiane, portanto, n‹o Ž pun’vel, pois o CP brasileiro

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adotou a teoria objetiva da punibilidade do crime imposs’vel, prevendo a aus•ncia
de puni•‹o, j‡ que o resultado Ž imposs’vel, nos termos do art. 17 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

37.! (FGV - 2015 - OAB - XVIII EXAME DE ORDEM)


M‡rio subtraiu uma TV do seu local de trabalho. Ao chegar em casa com
a coisa subtra’da, Ž convencido pela esposa a devolvê-la, o que
efetivamente vem a fazer no dia seguinte, quando o fato j‡ havia sido
registrado na delegacia.
O comportamento de M‡rio, de acordo com a teoria do delito, configura
A) desistência volunt‡ria, n‹o podendo responder por furto.
B) arrependimento eficaz, n‹o podendo responder por furto.
C) arrependimento posterior, com reflexo exclusivamente no processo
dosimŽtrico da pena.
D) furto, sendo totalmente irrelevante a devoluç‹o do bem a partir de
convencimento da esposa.
COMENTçRIOS: Neste caso, n‹o podemos falar em desist•ncia volunt‡ria ou
arrependimento eficaz, eis que o crime j‡ se consumou (art. 15 do CP).
Contudo, por se tratar de crimes cometido sem viol•ncia ou grave amea•a ˆ
pessoa, a restitui•‹o volunt‡ria da coisa antes do recebimento da denœncia
importa em arrependimento posterior, que Ž causa de diminui•‹o da pena, de
um a dois ter•os, nos termos do art. 16 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

38.! (FGV Ð 2010 Ð AP Ð FISCAL DA RECEITA ESTADUAL)


Trata-se de hip—tese de exclus‹o de culpabilidade:
a) estado de necessidade.
b) estrito cumprimento de dever legal.
c) erro inevit‡vel sobre a ilicitude do fato.
d) exerc’cio regular de direito.
e) leg’tima defesa.
COMENTçRIO: As causas legais de exclus‹o da culpabilidade est‹o previstas
nos arts. 21 e 22 do CP. Vejamos:
Erro sobre a ilicitude do fato(Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Art. 21 - O desconhecimento da lei Ž inescus‡vel. O erro sobre a ilicitude do fato, se
inevit‡vel, isenta de pena; se evit‡vel, poder‡ diminu’-la de um sexto a um ter•o.
(Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Par‡grafo œnico - Considera-se evit‡vel o erro se o agente atua ou se omite sem a
consci•ncia da ilicitude do fato, quando lhe era poss’vel, nas circunst‰ncias, ter ou
atingir essa consci•ncia. (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)

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Coa•‹o irresist’vel e obedi•ncia hier‡rquica (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de
11.7.1984)
Art. 22 - Se o fato Ž cometido sob coa•‹o irresist’vel ou em estrita obedi•ncia a ordem,
n‹o manifestamente ilegal, de superior hier‡rquico, s— Ž pun’vel o autor da coa•‹o ou
da ordem.(Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Assim, a alternativa que traz uma causa de exclus‹o da culpabilidade Ž a letra C,
que trata do erro de proibi•‹o inevit‡vel.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

39.! (FGV - 2013 - TCE-BA - ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO)


A doutrina majorit‡ria brasileira reconhece como elementos do crime
a tipicidade, a ilicitude e a culpabilidade.
Sobre estes elementos, assinale a assertiva incorreta.
a) O Superior Tribunal de Justi•a reconhece que a falta de tipicidade
material pode, por si s—, tornar o fato at’pico
b) A leg’tima defesa, o estado de necessidade, a obedi•ncia
hier‡rquica e o exerc’cio regular do direito s‹o causas excludentes
da ilicitude ou antijuridicidade.
c) O agente, em qualquer das hip—teses de exclus‹o da ilicitude,
responder‡ pelo excesso doloso ou culposo
d) O pai que protege a integridade f’sica de seu filho do ataque de um
animal est‡ amparado pela excludente da ilicitude do estado de
necessidade.
e) A embriaguez volunt‡ria e atŽ mesmo a culposa n‹o excluem a
imputabilidade penal.
COMENTçRIOS:
A) CORRETA: O STJ entende que a tipicidade engloba sua parte formal (exist•ncia
do fato t’pico na Lei) e sua parte material (lesividade social, grosso modo).
Ausente qualquer uma das duas, o fato ser‡ at’pico.
B) ERRADA: A obedi•ncia hier‡rquica Ž causa de exclus‹o da culpabilidade, nos
termos do art. 22 do CP.
C) CORRETA: Esta Ž a previs‹o do art. 23, ¤ œnico do CP.
D) CORRETA: Item correto, pois n‹o h‡ que se falar em leg’tima defesa aqui, j‡
que esta somente Ž cab’vel em face de agress‹o proveniente de ser humano.
Temos, aqui, estado de necessidade.
E) CORRETA: Item correto, nos termos do art. 28, II do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA ERRADA ƒ A LETRA B.

40.! (FGV - 2010 - SEAD-AP - AUDITOR DA RECEITA DO ESTADO - PROVA


1)
Um funcion‡rio pœblico apropria-se de valores particulares, dos quais
tinha posse em raz‹o do cargo, em proveito pr—prio. Posteriormente,

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acometido por um conflito moral, arrepende-se e, antes do recebimento
da denœncia, por ato volunt‡rio, restitui os valores indevidamente
apropriados e repara totalmente os danos decorrentes de sua conduta.
De acordo com o C—digo Penal, a hip—tese ser‡ de:
a) causa de inadequa•‹o t’pica pelo arrependimento eficaz.
b) desist•ncia volunt‡ria com exclus‹o da tipicidade.
c) arrependimento posterior que extingue a punibilidade.
d) circunst‰ncia atenuante genŽrica pela repara•‹o eficaz do dano.
e) causa de diminui•‹o de pena pelo arrependimento posterior.
COMENTçRIOS: O funcion‡rio, aqui, praticou o delito de peculato (art. 312 do
CP). Como se trata de peculato doloso, a repara•‹o do dano n‹o gera a extin•‹o
da punibilidade (isso s— ocorre no peculato culposo, nos termos dos ¤¤2¼ e 3¼ do
CP).
Contudo, tal repara•‹o do dano se evidencia como ARREPENDIMENTO
POSTERIOR, nos termos do art. 16 do CP:
Art. 16 - Nos crimes cometidos sem viol•ncia ou grave amea•a ˆ pessoa, reparado o
dano ou restitu’da a coisa, atŽ o recebimento da denœncia ou da queixa, por ato
volunt‡rio do agente, a pena ser‡ reduzida de um a dois ter•os. (Reda•‹o dada pela
Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Logo, o agente ter‡ sua pena reduzida de um a dois ter•os.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

41.! (FGV - 2008 - TCM-RJ Ð AUDITOR)


S‹o consideradas causas legais de exclus‹o da ilicitude:
a) estado de necessidade, leg’tima defesa e embriaguez volunt‡ria.
b) estado de necessidade, leg’tima defesa, coa•‹o moral resist’vel e
obedi•ncia hier‡rquica de ordem n‹o manifestamente ilegal.
c) estado de necessidade, leg’tima defesa, coa•‹o moral irresist’vel e
obedi•ncia hier‡rquica de ordem n‹o manifestamente ilegal.
d) coa•‹o f’sica irresist’vel, obedi•ncia hier‡rquica de ordem n‹o
manifestamente ilegal, estado de necessidade, leg’tima defesa, exerc’cio
regular do direito, estrito cumprimento do dever legal e embriaguez
volunt‡ria.
e) estado de necessidade, leg’tima defesa, exerc’cio regular do direito e
estrito cumprimento do dever legal.
COMENTçRIOS: As causas de exclus‹o da ilicitude est‹o previstas no art. 23 do
CP:
Art. 23 - N‹o h‡ crime quando o agente pratica o fato: (Reda•‹o dada pela Lei n¼
7.209, de 11.7.1984)
I - em estado de necessidade; (Inclu’do pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
II - em leg’tima defesa;(Inclu’do pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exerc’cio regular de direito.(Inclu’do
pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)

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Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

42.! (FGV - 2012 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - VII - PRIMEIRA


FASE)
Filolau, querendo estuprar Filomena, deu in’cio ˆ execu•‹o do crime de
estupro, empregando grave amea•a ˆ v’tima. Ocorre que ao se
preparar para o coito vag’nico, que era sua œnica inten•‹o, n‹o
conseguiu manter seu p•nis ereto em virtude de falha fisiol—gica alheia
ˆ sua vontade. Por conta disso, desistiu de prosseguir na execu•‹o do
crime e abandonou o local. Nesse caso, Ž correto afirmar que
a) trata-se de caso de desist•ncia volunt‡ria, raz‹o pela qual Filolau
n‹o responder‡ pelo crime de estupro.
b) trata-se de arrependimento eficaz, fazendo com que Filolau
responda t‹o somente pelos atos praticados.
c) a conduta de Filolau Ž at’pica.
d) Filolau deve responder por tentativa de estupro.
COMENTçRIOS: No caso em tela, o agente deixou de prosseguir na execu•‹o
em raz‹o de circunst‰ncias alheias ˆ sua vontade, e n‹o por ter Òse arrependidoÓ
de ter iniciado a conduta.
Assim, teremos crime em sua forma TENTADA (e n‹o desist•ncia volunt‡ria).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

43.! (FGV - 2008 - SENADO FEDERAL Ð ADVOGADO)


Relativamente ao Direito Penal Brasileiro, analise as afirmativas a
seguir:
I. Os crimes unissubsistentes, habituais pr—prios, comissivos e
permanentes na forma omissiva n‹o admitem tentativa.
II. Considera-se desist•ncia volunt‡ria ou arrependimento posterior a
conduta do agente que, depois de consumado o crime, repara o dano
causado respondendo o agente somente pelos fatos praticados.
III. Considera-se imposs’vel o crime quando o meio utilizado pelo agente
Ž relativamente incapaz de alcan•ar o resultado.
IV. Nos crimes tentados, aplica-se a pena do crime consumado
reduzindo-a de 1/3 a 2/3, ao passo que no arrependimento eficaz se
aplica a pena do crime consumado reduzindo-a de 1/6 a 1/3.
Assinale:
a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
b) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
c) se apenas as afirmativas I e IV estiverem corretas.
d) se nenhuma afirmativa estiver correta.
e) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.

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COMENTçRIOS:
I Ð ERRADA: Item errado, pois os crimes COMISSIVOS (aqueles praticados
mediante a•‹o, ou seja, uma conduta positiva) admitem tentativa, em regra,
desde que o fracionamento do iter criminis seja poss’vel (fracionamento da
conduta).
II Ð ERRADA: Item absolutamente errado. Na desist•ncia volunt‡ria o crime n‹o
se consuma (art. 15 do CP). No arrependimento posterior, de fato, o crime se
consuma e h‡ repara•‹o do dano, mas neste caso o agente tem apenas uma
redu•‹o de pena (art. 16). Portanto, absolutamente errado.
III Ð ERRADA: O meio, neste caso, deve ser ABSOLUTAMENTE incapaz de produzir
o resultado, nos termos do art. 17 do CP.
IV Ð ERRADA: Item errado. Embora no caso de crime tentado a pena, de fato,
seja reduzida de 1/3 a 2/3, em se tratando de arrependimento eficaz, n‹o se
aplica a pena do crime consumado. Neste caso, o agente responder‡ apenas pelos
atos j‡ praticados, expurgando-se o dolo pelo resultado anteriormente
pretendido.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

44.! (FGV - 2008 - SENADO FEDERAL - POLICIAL LEGISLATIVO


FEDERAL)
Em rela•‹o ˆ responsabilidade do agente que, voluntariamente, desiste
de prosseguir na execu•‹o ou impede que o resultado se produza, Ž
correto afirmar que:
a) n‹o h‡ nenhuma responsabilidade criminal poss’vel.
b) o agente responde apenas pelos atos praticados.
c) o agente ser‡ punido com a pena do crime consumado, reduzida de
1/3 a 2/3.
d) n‹o obstante a desist•ncia ou o impedimento da produ•‹o do
resultado, o agente responder‡ pelo crime tal como se ele tivesse sido
consumado.
e) se trata de hip—tese de erro de tipo, que exclui a responsabilidade
penal, salvo se inescus‡vel.
COMENTçRIOS: O agente, neste caso, estar‡ praticando desist•ncia volunt‡ria
ou arrependimento eficaz e, nesta hip—tese, responder‡ apenas pelos atos j‡
praticados, nos termos do art. 15 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

45.! (FGV - 2011 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO)


Apolo foi amea•ado de morte por Hades, conhecido matador de aluguel.
Tendo tido ci•ncia, por fontes seguras, que Hades o mataria naquela
noite e, com o intuito de defender-se, Apolo saiu de casa com uma faca
no bolso de seu casaco. Naquela noite, ao encontrar Hades em uma rua
vazia e escura e, vendo que este colocava a m‹o no bolso, Apolo

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precipita-se e, objetivando impedir o ataque que imaginava iminente,
esfaqueia Hades, provocando-lhe as les›es corporais que desejava.
Todavia, ap—s o ocorrido, o pr—prio Hades contou a Apolo que n‹o ia
mat‡-lo, pois havia desistido de seu intento e, naquela noite, foi ao seu
encontro justamente para dar-lhe a not’cia. Nesse sentido, Ž correto
afirmar que
A) havia dolo na conduta de Apolo.
B) mesmo sendo o erro escus‡vel, Apolo n‹o Ž isento de pena.
C) Apolo n‹o agiu em leg’tima defesa putativa.
D) mesmo sendo o erro inescus‡vel, Apolo responde a t’tulo de dolo.
COMENTçRIOS: Nesse caso Apolo agiu no que se chama de leg’tima defesa
putativa, pois agiu acreditando estar acobertando pela excludente de ilicitude da
leg’tima defesa, o que n‹o era o caso, estando, pois, errada a letra C. No entanto,
devemos analisar se o erro de Apolo Ž desculp‡vel (invenc’vel). Como Apolo j‡
havia sido amea•ado de morte por Hades e Hades ainda fez men•‹o a colocar a
m‹o no bolso (denotando sacar uma arma), n‹o se podia exigir de Apolo que
pensasse o contr‡rio, motivo pelo qual entendo que se trata de erro venc’vel
(desculp‡vel).
No caso de ser escus‡vel o erro, Apolo estaria isento de pena, e caso inescus‡vel,
responderia a t’tulo culposo, e n‹o doloso, nos termos do art. 20, ¤1¼ do CP,
motivo pelo qual as alternativas B e D est‹o incorretas.
No entanto, mesmo tendo agido em leg’tima defesa e podendo ser punido a t’tulo
culposo ou ser isento de pena (a depender do tipo de erro), o certo Ž que a
conduta de APOLO Ž DOLOSA, eis que ele teve vontade de atirar contra Hades,
com dolo de matar (animus necandi). Independentemente da circunst‰ncia de
agir em leg’tima defesa putativa (o que influenciar‡ nos reflexos penais), a
conduta Ž considerada dolosa, motivo pelo qual est‡ correta a letra A.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

46.! (FGV - 2012 - OAB - VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO)


JosŽ conversava com Ant™nio em frente a um prŽdio. Durante a conversa,
JosŽ percebe que Jo‹o, do alto do edif’cio, jogara um vaso mirando a
cabe•a de seu interlocutor. Assustado, e com o fim de evitar a poss’vel
morte de Ant™nio, JosŽ o empurra com for•a. Ant™nio cai e, na queda,
fratura o bra•o. Do alto do prŽdio, Jo‹o v• a cena e fica irritado ao
perceber que, pela atua•‹o r‡pida de JosŽ, n‹o conseguira acertar o vaso
na cabe•a de Ant™nio.
Com base no caso apresentado, segundo os estudos acerca da teoria da
imputa•‹o objetiva, assinale a afirmativa correta.
A) JosŽ praticou les‹o corporal culposa.
B) JosŽ praticou les‹o corporal dolosa.
C) O resultado n‹o pode ser imputado a JosŽ, ainda que entre a les‹o e
sua conduta exista nexo de causalidade.

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D) O resultado pode ser imputado a JosŽ, que agiu com excesso e sem a
observ‰ncia de devido cuidado.
COMENTçRIOS: A quest‹o retrata o exemplo mais cl‡ssico sobre a Teoria da
Imputa•‹o Objetiva. Embora JosŽ tenha empurrado Jo‹o, e esta conduta tenha
sido a causa das les›es sofridas por Jo‹o em seu bra•o, certo Ž que JosŽ n‹o agiu
com dolo de ferir Jo‹o, tendo agido assim para evitar a ocorr•ncia de um evento
ainda mais danoso para este, qual seja, a sua eventual morte em raz‹o do
impacto que seria provocado pelo vaso jogado do alto do prŽdio por Ant™nio.
Assim, como JosŽ evitou a ocorr•ncia de um resultado lesivo ainda maior, tendo
sido movido por essa inten•‹o, pela Teoria da Imputa•‹o Objetiva, n‹o pode
responder pelo delito de les›es corporais.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

47.! (FGV - 2013 - MPE-MS - ANALISTA - DIREITO)


No Direito Penal brasileiro, prevalece no ‰mbito doutrin‡rio e
jurisprudencial a ado•‹o da teoria tripartida do fato criminoso, ou seja,
crime Ž a conduta t’pica, il’cita e culp‡vel. Nem toda conduta t’pica ser‡
il’cita, tendo em vista que existem causas de exclus‹o da ilicitude.
As alternativas a seguir apresentam causas que excluem a ilicitude, de
acordo com o C—digo Penal, ˆ exce•‹o de uma. Assinale-a.
a) Leg’tima Defesa.
b) Obedi•ncia hier‡rquica.
c) Estrito cumprimento de dever legal.
d) Exerc’cio regular de direito.
e) Estado de necessidade.
COMENTçRIOS: As causas de exclus‹o da ilicitude est‹o previstas no art. 23 do
CP:
Exclus‹o de ilicitude(Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Art. 23 - N‹o h‡ crime quando o agente pratica o fato: (Reda•‹o dada pela Lei n¼
7.209, de 11.7.1984)
I - em estado de necessidade; (Inclu’do pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
II - em leg’tima defesa;(Inclu’do pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exerc’cio regular de direito.(Inclu’do
pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Vemos, portanto, que n‹o se inclui entre as causas de exclus‹o da ilicitude a
obedi•ncia hier‡rquica, que Ž considerada causa de exclus‹o da CULPABILIDADE,
na forma do art. 22 do CP:
Art. 22 - Se o fato Ž cometido sob coa•‹o irresist’vel ou em estrita obedi•ncia a ordem,
n‹o manifestamente ilegal, de superior hier‡rquico, s— Ž pun’vel o autor da coa•‹o ou
da ordem.(Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

48.! (FGV - 2013 - MPE-MS - ANALISTA - DIREITO)

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Determinado agente, insatisfeito com as diversas brigas que tinha com
seu vizinho, resolve mat‡-lo. Ao ver seu desafeto passando pela rua,
pega sua arma, que estava em situa•‹o regular e contava com apenas
uma bala, e atira, vindo a atingi-lo na barriga. Lembrando-se que o
vizinho era pai de duas crian•as, arrepende-se de seu ato e leva a v’tima
ao hospital. O mŽdico, diante do pronto atendimento e r‡pida cirurgia,
salva a vida da v’tima.
Diante da situa•‹o acima, o membro do MinistŽrio Pœblico deve
a) denunciar o agente pelo crime de les‹o corporal, pois o
arrependimento posterior no caso impede que o agente responda pelo
resultado pretendido inicialmente.
b) denunciar o agente pelo crime de les‹o corporal, pois houve
arrependimento eficaz.
c) denunciar o agente pelo crime de les‹o corporal, pois houve
desist•ncia volunt‡ria.
d) denunciar o agente pelo crime de tentativa de homic’dio, tendo em
vista que o resultado pretendido inicialmente n‹o foi obtido.
e) requerer o arquivamento, diante da atipicidade da conduta.
COMENTçRIOS: Quest‹o interessante. No caso em tela, temos o que se chama
de arrependimento eficaz, pois o agente j‡ havia terminado a execu•‹o do delito
(a quest‹o deixa claro que s— havia uma bala na arma), logo, n‹o h‡ que se falar
em DESISTæNCIA VOLUNTçRIA (pois esta pressup›e que o agente deixe de
prosseguir na execu•‹o, quando podia prosseguir). O arrependimento, neste
caso, Ž ÒeficazÓ e n‹o ÒposteriorÓ porque o resultado n‹o ocorreu. Vejamos:
Art. 15 - O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execu•‹o ou impede
que o resultado se produza, s— responde pelos atos j‡ praticados. (Reda•‹o dada pela
Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
No caso em tela temos a segunda parte do artigo, ou seja, Òimpede que o
resultado se produzaÓ.
Desta forma, o agente responde apenas pelos atos j‡ praticados, ou seja, les‹o
corporal, em raz‹o do arrependimento eficaz.
O aluno poderia questionar se n‹o deveria ser homic’dio tentado, mas a resposta
Ž simples: N‹o. Por uma raz‹o simples. A tentativa pressup›e que o resultado
n‹o ocorra por circunst‰ncias ALHEIAS Ë VONTADE DO INFRATOR, ou seja, por
fatores externos. Neste caso o resultado n‹o ocorre em raz‹o da pr—pria conduta
do infrator, que se arrepende e evita o resultado.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

49.! (FGV Ð 2014 Ð MPE-RJ Ð ESTçGIO FORENSE)


Entende-se por culpabilidade:
a) a rela•‹o de contrariedade formal entre uma conduta t’pica e o
ordenamento jur’dico, tendo como requisitos a imputabilidade, a
potencial consci•ncia da ilicitude e a inexigibilidade de conduta diversa;

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b) a rela•‹o de contrariedade formal e material entre uma conduta t’pica
e o ordenamento jur’dico, tendo como requisitos a imputabilidade, a
potencial consci•ncia da ilicitude e a inexigibilidade de conduta diversa;
c) a adequa•‹o formal e material entre uma conduta dolosa e/ou culposa
frente a uma norma legal incriminadora, pressupondo-se ainda a sua
prŽvia antijuridicidade;
d) o ju’zo de reprovabilidade que se exerce sobre uma determinada
pessoa que pratica um fato t’pico e antijur’dico, tendo como requisitos a
imputabilidade, a potencial consci•ncia da ilicitude e a exigibilidade de
conduta diversa;
e) o ju’zo de reprovabilidade que se exerce sobre uma determinada
pessoa que pratica um fato t’pico e il’cito, tendo como requisitos a
imputabilidade, a consci•ncia plena da ilicitude e a inexigibilidade de
conduta diversa.
COMENTçRIOS: O conceito doutrin‡rio de culpabilidade pode ser melhor
extra’do do que disp›e a alternativa D, ou seja, o Òju’zo de reprovabilidade que
se exerce sobre uma determinada pessoa que pratica um fato t’pico e antijur’dico,
tendo como requisitos a imputabilidade, a potencial consci•ncia da ilicitude e a
exigibilidade de conduta diversaÓ.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

50.! (FGV Ð 2014 Ð MPE-RJ Ð ESTçGIO FORENSE)


Jorge pretende matar seu desafeto Marcos. Para tanto, coloca uma
bomba no jato particular que o levar‡ para a cidade de Bras’lia. Com 45
minutos de voo, a aeronave executiva explode no ar em decorr•ncia da
detona•‹o do artefato, vindo a falecer, alŽm de Marcos, seu assessor
Paulo e os dois pilotos que conduziam a aeronave. Considerando que, ao
eleger esse meio para realizar o seu intento, Jorge sabia perfeitamente
que as demais pessoas envolvidas tambŽm viriam a perder a vida, o
elemento subjetivo de sua atua•‹o em rela•‹o ˆ morte de Paulo e dos
dois pilotos Ž o:
a) dolo alternativo;
b) dolo eventual;
c) dolo geral ou erro sucessivo;
d) dolo normativo;
e) dolo direto de 2¼ grau ou de consequ•ncias necess‡rias.
COMENTçRIOS: No caso concreto temos o que se chama de DOLO DIRETO DE
SEGUNDO GRAU (ou de consequ•ncias necess‡rias). Isto porque o agente,
embora NÌO QUEIRA o resultado acess—rio (no caso, a morte de Paulo e dos dois
pilotos), ele aceita tal resultado como NECESSçRIO para que o resultado
pretendido (a morte de Marcos) ocorra.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

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51.! (FGV Ð 2014 Ð MPE-RJ Ð ESTçGIO FORENSE)
Carlos, imbu’do de perniciosa lasc’via concupiscente em face de sua
colega de trabalho, Joana, resolve estupr‡-la ap—s o fim do expediente.
Para tanto, fica escondido no corredor de sa’da do escrit—rio e, quando a
v’tima surge diante de si, desfere-lhe um violento soco no rosto, que a
leva ao ch‹o. Aproveitando-se da debilidade da mo•a, Carlos deita-se
sobre a mesma, j‡ se preparando para despi-la, porŽm, antes da pr‡tica
de qualquer ato libidinoso, repentinamente, imbu’do de sœbito remorso
por ver uma enorme quantidade de sangue jorrando do nariz de sua
colega, faz cessar sua inten•‹o e a conduz ao departamento mŽdico, para
que receba o atendimento adequado.
Em rela•‹o a sua conduta, Carlos:
a) responder‡ por estupro tentado, em virtude da ocorr•ncia de tentativa
imperfeita;
b) n‹o responder‡ por estupro, em virtude da desist•ncia volunt‡ria;
c) n‹o responder‡ por estupro, em virtude de arrependimento eficaz;
d) n‹o responder‡ por estupro, em virtude de arrependimento posterior;
e) responder‡ por estupro consumado, pois atualmente a lei n‹o exige a
pr‡tica de conjun•‹o carnal para a configura•‹o desse delito.
COMENTçRIOS: Carlos, neste caso, n‹o responder‡ por estupro. Carlos deu
in’cio ˆ execu•‹o da conduta de estupro, mas podendo continuar, n‹o o fez, por
ter se arrependido. Neste caso, ocorreu a DESISTæNCIA VOLUNTçRIA. Assim, o
agente responder‡, apenas, pelos atos j‡ praticados (no caso, les›es corporais).
Vejamos o que diz o CP sobre a desist•ncia volunt‡ria:
Art. 15 - O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execu•‹o ou impede
que o resultado se produza, s— responde pelos atos j‡ praticados.(Reda•‹o dada pela
Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

52.! (FGV Ð 2014 Ð OAB Ð EXAME DE ORDEM)


Isadora, m‹e da adolescente Larissa, de 12 anos de idade, saiu um pouco
mais cedo do trabalho e, ao chegar ˆ sua casa, da janela da sala, v• seu
companheiro, Frederico, mantendo rela•›es sexuais com sua filha no
sof‡. Chocada com a cena, n‹o teve qualquer rea•‹o. N‹o tendo sido vista
por ambos, Isadora decidiu, a partir de ent‹o, chegar ˆ sua resid•ncia
naquele mesmo hor‡rio e verificou que o fato se repetia por semanas.
Isadora tinha efetiva ci•ncia dos abusos perpetrados por Frederico,
porŽm, muito apaixonada por ele, nada fez. Assim, Isadora, sabendo dos
abusos cometidos por seu companheiro contra sua filha, deixa de agir
para impedi-los.
Nesse caso, Ž correto afirmar que o crime cometido por Isadora Ž
a) omissivo impr—prio.
b) omissivo pr—prio.

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c) comissivo.
d) omissivo por comiss‹o.
COMENTçRIOS: No caso em tela, Frederico est‡ praticando o delito de estupro
de vulner‡vel, previsto no art. 217-A do CP. A m‹e da v’tima, Isadora, n‹o est‡
cometendo omiss‹o de socorro, pois ela tem O DEVER LEGAL de evitar o
resultado, j‡ que a v’tima Ž sua filha (tendo o dever de prote•‹o, cuidado e
vigil‰ncia). Assim, Isadora responder‡ pelo mesmo delito praticado por Frederico
(e que ela deveria evitar), ou seja, estupro de vulner‡vel.
Tal imputa•‹o se d‡ por for•a da causalidade NORMATIVA imposta ˆ conduta de
Isadora (j‡ que do ponto de vista ÒnaturalÓ ela n‹o praticou qualquer ato relativo
ao estupro).
Temos, aqui, o que se chama de crime COMISSIVO POR OMISSÌO, ou OMISSIVO
IMPRîPRIO, nos termos do art. 13, ¤2¼ do CP:
Art. 13 - O resultado, de que depende a exist•ncia do crime, somente Ž imput‡vel a
quem lhe deu causa. Considera-se causa a a•‹o ou omiss‹o sem a qual o resultado
n‹o teria ocorrido. (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Relev‰ncia da omiss‹o(Inclu’do pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
¤ 2¼ - A omiss‹o Ž penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para
evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem:(Inclu’do pela Lei n¼ 7.209, de
11.7.1984)
a) tenha por lei obriga•‹o de cuidado, prote•‹o ou vigil‰ncia; (Inclu’do pela Lei n¼
7.209, de 11.7.1984)
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; (Inclu’do pela
Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorr•ncia do resultado. (Inclu’do
pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

3! GABARITO

01.! ALTERNATIVA A
02.! ALTERNATIVA E
03.! ALTERNATIVA B
04.! ALTERNATIVA D
05.! ALTERNATIVA C
06.! ALTERNATIVA B
07.! ALTERNATIVA C
08.! ALTERNATIVA D
09.! ALTERNATIVA B
10.! ALTERNATIVA A

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11.! ALTERNATIVA A
12.! ALTERNATIVA C
13.! ALTERNATIVA E
14.! ALTERNATIVA D
15.! ALTERNATIVA B
16.! ALTERNATIVA B
17.! ALTERNATIVA C
18.! ALTERNATIVA A
19.! CORRETA
20.! CORRETA
21.! CORRETA
22.! ERRADA
23.! ERRADA
24.! ERRADA
25.! ALTERNATIVA A
26.! ERRADA
27.! ERRADA
28.! ERRADA
29.! ERRADA
30.! ALTERNATIVA D
31.! ALTERNATIVA A
32.! ALTERNATIVA D
33.! ALTERNATIVA A
34.! ALTERNATIVA D
35.! ALTERNATIVA B
36.! ALTERNATIVA A
37.! ALTERNATIVA C
38.! ALTERNATIVA C
39.! ALTERNATIVA B
40.! ALTERNATIVA E
41.! ALTERNATIVA E
42.! ALTERNATIVA E
43.! ALTERNATIVA D
44.! ALTERNATIVA B
45.! ALTERNATIVA A
46.! ALTERNATIVA C
47.! ALTERNATIVA B

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49.! ALTERNATIVA D
50.! ALTERNATIVA E
51.! ALTERNATIVA B
52.! ALTERNATIVA A

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