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Nos capitulos anteriores, a teoria usualmente utilizada para explicar o me Convectivo de massa entre fases foi introduzida e as correlagdes para os coeficientes convective de ansporte de massa entre fases foram fomecidas Neste capitulo, desenvolveremos métodos para apl. Car as equagdes de transporte para o projeto de equipamentos de transferéncia de massa liquido-gas. E importante levar em conta que os procedimentos de projeto nto slo restritos ao projeto de novos Gquipamentos, podendo também ser aplicados na anilise de equipamentos ja disponiveis visando & melhoria de seu desempenho. A apresentagio ou o desenvolvimento da transferéncia de massa a partir das equacdes de defi nigao para as equagdes do projeto final, que sAo apresentadas no presente capitulo, ¢ completamente anéloga ao nosso tratamento anterior de transferéncia de energia, Os coeficientes convectivos de transferéncia de massa foram definidos no Capitulo 28. Essas definigbes ¢ os métodos de andlise sHo similares Aqueles apresentados no Capitulo 19 para os coeficientes convectivos de transferéneia de calor. Uma forga motriz global e um coeficiente global de transferéncia, expresso em termos dos coeficientes individuais, foram desenvolvidos para explicar 0s mecanismos dos processos de transfe. réncia de calor e de massa, Por integragdo da relagao apropriada de transferéncia de energia, vista no Capitulo 23, fomos capazes de calcular a érea de um trocador de calor. Similarmente, neste capitulo, poderemos encontrar relacGes similares para a transferéncia de massa que podem ser integradas para resultar no comprimento requerido de um trocador de massa. inismo de transporte TIPOS DE EQUIPAMENTOS DE TRANSFERENCIA DE MASSA Um atimero substancial de operagées industria, nas quais as composigbes de solugdes e/ou misturas so trocadas, envolve transferéncia de massa entre fases. Exemplos tipicos de tais are poderiam incluir: (1) a transferéncia de um soluto de uma fase gasosa para uma fase liquida, como € 0 caso di idificagao e destilagdo; 2) a transferéncia de um soluto da fase liquid para uma See trada na dessorgao ou esgotamento e umidificagdo; (3) a transferéncia de um ah ee aes para uma segunda fase liquida imiscivel (tal como a transferéncia de uma ies i iido-liquido; (4) a transferéncia de a fase hidrocarboneto), como na extragHo liquic fase aquosa para um : BS ‘um soluto a partir de um sétid fase fluida, como encontrada na secagem ¢ (a fe do para uma fase fluida, como ence aii I ving, encia de um soluto a partir de um fluido para a superficie de um solido, como encom’ da na adsorgiio e na troca idnica AS operagdes de transferéncia de massa siio comumente encontradas em torres ou em Langues Projetados para prover um contato intimo entre duas fases. Esse equipamento pode ser classic €m um dos quatro tipos gerais de acordo com o método usado para produzit 0 contato entre fases Existem, ou so possiveis, muitas variedades desses tipos; vamos restringir nossa discussio para as principais classificagées, Torres de borbulhameno consisem em grands chmaros aber, por mo des aus a ag liquida escoa ¢ o gis € disperso na fase liquida na forma de bolhas ‘ie Ee ioe as bolhas de gis proporcionam a drea de contato desejada, A transferéncia de massa 9comre lo durant a formagio da bolha quanto & medida que as bolhas ascendem através do liq Pee endetes gram uma agao de mistura dentro da fase liquida, reduzindo, desse modo, a oe cia da be vida { transferéncia de massa, Torres de borbulhamento sdo usadas em sistemas nos quais a fase liquida normalmente controla a taxa de transferéncia de massa; por exemplo, elas sao eee para a absorga de gases reltivamente insolives iis como na oxigenagio da evs, AFigura 1.1 ilutao tempo de contato e a direg&o do escoamento da fase em uma torre: de borbul ae 10. ; eS a le se esperar, © tempo de contato, bem com a area de contato, exerce um importante ee es Bs terminacio da quantidade de massa transferida entre as duas fases. O mecanismo basico de transferéncia de massa envolvido em torres de borbulhamento é também encontrado em fangues de borbulhamento em baie. Jada ou em reservatorios, onde o gas € disperso na base dos tanques. Tal equipamento & comumente encontrado na aeragdo e em operagdes de tratamento de aguas residuadrias. poset Saida de gas 3 ‘Saida de liquido ee ee Figura 31.1. Torre de borbulhamento. Em uma forre de aspersdo, a fase gasosa escoa para cima através de grandes cdmaras abertas ¢ a fase liquida ¢ introduzida por bocais de aspersio ou outros dispositivos de atomizagio. O liquido, introduzido como finas goticulas, cai em contracorrente em relago a corrente gasosa ascendente. (0 dispositivo de aspersio ¢ projetado para subdividir o liquido em um grande nimero de pequenss ‘gotas; para uma dada vazéo de liquida, gotas menores fornecem uma maior 4rea de contato interfases através da qual a massa € transferida, Todavia, como também ocorre nas torres ddeve-se tomar cuidado no projeto para evitar a produgaio de gotas tao {adas pela corrente de saida em contracorrente, A Figura 3 e ee a ee esisté Equipamentos para a Transferéncts de mee > ~~ Entrada de liquid Entrada de liquide Saida de gas Ms a Seta de glo . 9 alien nada doit Eada do gis <> sata do ado Ly said detauido Figura 31.2 Torre de aspersio, Figura 31.3 Torre com recheio em contracorrente 2 f Ree fh Figura 31.4 Recheios industriais comuns ‘Anel de Raschig Selade Berl Anelde Lessing Anelde Pall Pata torres. Torres de pratos com borbulhadores (bubble-plate towers) e torres de pratos perfurados (sieve- Plate towers) so comumente usadas na indistria para operacées de transferéncia de massa liquido- as. Elas representam mecanismos combinados de transferéneia de massa observados nas torres de aspersio ¢ de borbulhamento, Em cada prato, as bolhas de gs so formadas na base de uma piscina de liquido forgando o gas através de pequenos orificios perfurados no prato ou através das fendas por baixo das campanulas imersas no liquido. A transferéncia de massa entre as fases ocorre durante a for- ‘magdio das bolhas ¢ & medida que as bolhas sobem através da piscina de liquido agitado. Transferencia, de massa adicional ocorre durante a formagao das bothas acima da piscina de liquido devido ao arraste da aspersto produzido pela mistura ativa do liquido e do gas sobre o prato. Tais pratos sto empilhados uns sobre os outros em uma casca cilindrica, conforme ilustrado esquematicamente na Figura 31.5. liquido escoa para baixo, atravessando primeiramente 0 prato superior e enti o prato abaixo. O vapor sobe através de cada prato. Como a Figura 31.5 ilustra, o contato entre as duas fases é gradual. Tais torres nao podem ser projetadas por equagdes obtidas pela integragdo ao longo de uma érea continua do. ‘contato entre as fases. Em vez disso, elas so projetadas por célculos em estégios que sdo desenvolvi- dos e usados em cursos de projeto de operagdcs em estagios. Nao vamos considerar o projeto de torres de pratos neste livro; nossas discussbes sero limitadas a equipamentos de contato continuo. ‘Saida de gés : ! EG