Você está na página 1de 5

13/04/2017 Psicologia Comportamental: 2017

Dia Internacional da Mulher

Como lembrar essa data tão importante sem cair no lugar comum?

Este ano resolvi falar sobre os relacionamentos. Como as mulheres se relacionam
com elas mesmas, com a sua autoestima, sua profissão, a maternidade ou a não
maternidade.

As relações afetivas estão passando por profundas transformações. Estamos
buscando cada vez mais uma relação saudável, onde os dois estejam por inteiro,
respeitando suas individualidades, como em uma intersecção, onde cada um tem o
seu espaço e constroem um espaço comum, onde posso me responsabilizar pela
minha felicidade, onde posso entender que eu acesso amor ao lado do outro e que o
outro acessa amor ao meu lado.

A mulher desse tempo busca fazer­se feliz ao lado do outro e não buscar no outro a
felicidade, como nos contos de fadas “casaram­se e viveram felizes para sempre”,
como se ao assumir um relacionamento, todos os problemas, divergências e pontos
de vistas diferentes, estejam resolvidos. Não é assim. Ao assumirmos um
relacionamento, primeiro precisamos avaliar a relação que tenho comigo, com as
minhas certezas, a minha confiança, com a mulher que sou, e aí começa a
construção desta relação com o outro. Relação é construção.

É necessário que cada um nutra essa relação em si. O dia que deixarmos de nutrir
a relação em nós, com o tempo ela vai desaparecendo e, à medida em que ela
desaparece, vamos enxergando somente o que o outro deve fazer para preencher o
vazio que ficou em mim por essa falta de auto nutrição.

Antigamente se dizia que o casamento precisava ser cultivado como uma planta
que precisa ser regada diariamente para não morrer. No entanto, o entendimento da
época era de que o papel de manter a estabilidade do relacionamento era da mulher
que, muitas vezes abria mão de si mesma e da sua individualidade, com a intenção
de preencher o outro para garantir o “felizes para sempre”.

Assumindo esse papel, muitas mulheres passam a ter um comportamento nutridor,
não dando espaço nem tempo para que o outro possa fazer algo em si para se
sentir parte dessa relação.  

O que mudou nos últimos tempos, é que a mulher adquiriu uma independência
financeira dos seus companheiros, mas não uma independência afetiva. O famoso
“EU TE AMO” precisa ser ressignificado e passar a ser pensado como “EU ME
AMO AO TEU LADO”.

http://divapsicocomportamental.blogspot.com.br/2017/ 1/5
13/04/2017 Psicologia Comportamental: 2017

Postado por Gabriela Carpes às 13:27  Nenhum comentário: 

Marcadores: Diva Semler, Textos

quinta­feira, 16 de fevereiro de 2017

O valor da amizade

Amigo é feito casa que se faz aos poucos
e com paciência pra durar pra sempre
Mas é preciso ter muito tijolo e terra
preparar reboco, construir tramelas
Usar a sapiência de um João­de­barro
que constrói com arte a sua residência
há que o alicerce seja muito resistente
que às chuvas e aos ventos possa então a proteger
E há que fincar muito jequitibá
e vigas de jatobá
e adubar o jardim e plantar muita flor toiceiras de
resedás
não falte um caramanchão pros tempos idos lembrar
que os cabelos brancos vão surgindo
Que nem mato na roceira
que mal dá pra capinar
e há que ver os pés de manacá
cheínhos de sabiás
sabendo que os rouxinóis vão trazer arrebóis
choro de imaginar!
pra festa da cumieira não faltem os violões!
muito milho ardendo na fogueira
e quentão farto em gengibre
aquecendo os corações
A casa é amizade construída aos poucos
e que a gente quer com beira e tribeira
Com gelosia feita de matéria rara
e altas platibandas, com portão bem largo
que é pra se entrar sorrindo
nas horas incertas
sem fazer alarde, sem causar transtorno
Amigo que é amigo quando quer estar presente
faz­se quase transparente sem deixar­se perceber
Amigo é pra ficar, se chegar, se achegar,
se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer
Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha
e oferece lugar pra dormir e comer
Amigo que é amigo não puxa tapete
oferece pra gente o melhor que tem e o que nem tem
quando não tem, finge que tem,
faz o que pode e o seu coração reparte que nem pão.
Zélia Duncan & Simone
http://divapsicocomportamental.blogspot.com.br/2017/ 2/5
13/04/2017 Psicologia Comportamental: 2017

E o resto é silêncio...

O que mais dizer sobre amizade depois de ler a poesia e ouvir a música? 

Postado por Gabriela Carpes às 09:41  Nenhum comentário: 

Marcadores: Diva Semler, Textos

quinta­feira, 2 de fevereiro de 2017

Ética: comportamento adquirido?

Nunca se falou tanto em ética. São tantos escândalos, tantos casos de corrupção,
que esse se tornou um assunto cada vez mais comentado em todos os círculos
sociais.

Mas afinal de contas, o que é essa ética?

De acordo com o dicionário Aurélio, ética é o estudo dos juízos de apreciação
referente à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e
do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto.

Segundo Aristóteles, ética não é alcançável imediata nem definitivamente, mas é
um exercício cotidiano que a alma realiza durante toda a vida de acordo com a sua
excelência mais completa, a racionalidade. É prática, portanto, não é uma peça de
interesse científico; ela pretende tornar os homens bons, e esse é o objetivo de
quem escreve e/ou lê sobre o assunto.

Faço minhas as colocações de Leandro Carnal, quando diz que ética é um esforço
pessoal contínuo e constante. Eu, pessoalmente, penso que ética é vida. Tudo que
for educado e verdadeiro, é um comportamento ético. Não adianta falar uma coisa e
fazer outra. Ser ético é ter compromisso com a sua verdade.

Portanto, o ponto fundamental na vida ética é agir.

ÉTICA é VIDA!

Postado por Gabriela Carpes às 09:19  Nenhum comentário: 

Marcadores: Diva Semler, Textos

http://divapsicocomportamental.blogspot.com.br/2017/ 3/5
13/04/2017 Psicologia Comportamental: 2017
quinta­feira, 19 de janeiro de 2017

Porque perdemos o controle?
Centros superiores não controlam toda a vida emocional. Nas emergências
emocionais eles se submetem ao sistema límbico que com seus milhares de
circuitos de ligação com todo o néocortex, possui enormes poderes de influenciar o
funcionamento do restante do cérebro, inclusivo os centros do pensamento.

A influência do sistema límbico, em explosões emocionais, leva a sequestros
neurais. Nestes momentos, um centro no cérebro límbico proclama uma
emergência, recrutando o restante do cérebro para o seu plano de urgência. Ocorre
num instante, disparando a reação momentos antes do néocortex (cérebro
pensante) ter a oportunidade de ver tudo o que está acontecendo, sem tempo de
decidir se essa reação é uma boa ideia, este mecanismo cerebral chamamos de
sequestro emocional.
Isto acontece com frequência, com as mais variadas consequências, desde uma
risada explosiva até uma grave agressão física.

Qual a origem disso tudo?

Isso tudo se origina na amígdala cortical, um centro no cérebro límbico. A amígdala
cortical é um feixe em forma de amêndoa, de estruturas interligadas, acima do
tronco cerebral (existem duas, uma de cada lado do cérebro).

Como funciona?

Quando um sentimento impulsivo domina a razão, os sinais enviados pelos
sentidos permitem que a amígdala faça uma varredura de toda a experiência
acumulada em busca de problemas. Ela desafia cada situação com apenas um tipo
de pergunta primitiva: Odeio? Me fere? Temo? Se a resposta for um sim, a
amígdala reage imediatamente, mandando mensagens de emergência para todas as
partes do cérebro que imediatamente, preparam o corpo para lutar ou fugir.

Enquanto o hipocampo lembra os fatos puros, a amígdala retém o sabor emocional
que os acompanha. O hipocampo e a amígdala, duas partes importantes do
cérebro, até hoje são responsáveis por grande parte da aprendizagem e da memória
do cérebro.

Como fugir do sequestro emocional?

Para evitarmos o sequestro emocional, precisamos estar com a consciência no
presente, no momento, respirar profundamente, observando o ritmo respiratório
enquanto mentalmente se repete: “Isso é dele, isso é dele, isso é dele...”.

Enquanto conseguimos ter controle sobre a nossa emoção através da
racionalização e da repetição da frase acima, no mesmo momento, colocamos um
escudo protetor que evita que o emocional do outro sequestre a nossa paz.

http://divapsicocomportamental.blogspot.com.br/2017/ 4/5
13/04/2017 Psicologia Comportamental: 2017

* Baseado na obra dos pesquisadores Daniel Goleman, Richard Boyatzis e Annie Mckee

Postado por Gabriela Carpes às 09:49  Nenhum comentário: 

Marcadores: Diva Semler

quinta­feira, 5 de janeiro de 2017

Recomeço

O significado da palavra recomeço é começar de novo, mas afinal, o que vamos
recomeçar?

A roda da vida possui inúmeros aros, os quais assinalam as diversas lições e os
diversos degraus que cada um de nós precisará enfrentar ao percorrer a estrada da
sua vida física.

Devemos aprender desde pequenos que nenhuma pessoa deve julgar os passos
que as outras estão dando em seu processo de crescimento; esse julgamento não
passa de uma atitude improdutiva.

A medida em que vamos passando pelas etapas da nossa existência física, todos
os seres humanos chegam aos “lugares” em que deverão aprender lições idênticas.
Vamos crescendo e amadurecendo.

Cada vez que uma lição é aprendida, há um movimento para que já comece a
aparecer a lição seguinte.

Podemos facilitar esse processo a se realizar, permitindo conscientemente que o
velho seja afastado deixando que os aspectos obsoletos da nossa vida sejam
removidos, abrindo espaço para que o próximo ciclo se manifeste.  

Lembre­se: sempre que você deixar sua velha autoimagem “morrer”, estará criando
um terreno fértil para semear eventos novos e mais estimulantes em sua
existência.

Que este ano possamos buscar a luz do novo com o amor como nosso guia, a
verdade e a beleza como nosso caminho, sem nada a ocultar

http://divapsicocomportamental.blogspot.com.br/2017/ 5/5