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CENTRO VOCACIONAL QUADRANGULAR

INSTITUTO TEOLÓGICO QUADRANGULAR


Nome da Disciplina: Métodos de Estudo Bíblico
Profº Emerson
23/05/2019

Hinduísmo

Miriam Garcia Sari Kovaski1

RESUMO

Entre as diversas religiões existentes encontramos o Hinduísmo, uma religião


milenar, que respeita o extremo pluralismo de cultos, deuses e seitas antigas e
praticam as tradições até hoje de maneira rígida, possui vários deuses e
acreditam que deus é a natureza e está em tudo. Porém, não há como negar a
influência e interferência das religiões estrangeiras, diante da necessidade de
abertura econômica e cultural de todos os países, na atualidade. Sabendo que
o conhecimento das diferentes religiões, as mudanças sofridas
constantemente, face as demandas da sociedade de maneira geral, a
necessidade desta pesquisa bibliográfica faz abrir uma nova oportunidade de
debates tão necessários na formação daqueles que se preparam para
conhecer mais profundamente o evangelho, e para a ministração da palavra. O
conhecimento desta religião fornece segurança no Cristianismo e não nos
deixa o cristão ser levado por falsas doutrinas, dando ouvidos a espíritos
enganadores. Pois o conhecimento e certeza do inquestionável amor de Deus
leva a certeza de que nada nos fará rejeitá-lo.

Palavra Chave: Hinduísmo, Religião, Cultura, Tradição e Cristianismo

O Hinduísmo é a religião oficial da Índia e uma das mais antigas tradições


religiosas, pouco estudada a cultura hindu é uma das mais ricas e interessantes,
terceira maior religião do mundo, praticada nos dias de hoje por cerca de 1 bilhão de
fiéis sendo a terceira religião mais praticada no mundo, perdendo em número de
seguidores apenas para o cristianismo e o islamismo. Uma religião politeísta, tem
vários deuses, pluralista, formado por várias culturas.

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Miriam Garcia Sari Kovaski aluna do Instituto Teológico Quadrangular, 1 ano Turma Sábado
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Sendo mais do que uma religião, configura todo um universo cultural indiano,
com reflexo direto na sociedade e políticas locais. Também é praticado, com
algumas variações, numa série de outros países: Paquistão, Ceilão, Mianma, África
do Sul, Bali, Trinidad e Tobago e ilhas Fiji.
A história do Hinduísmo iniciou-se em torno de 2.000 anos a.C, quando os
árias invadiram o norte da Índia. Essa invasão resultada de um movimento de
migração dos povos afetou várias regiões da Europa. Uma das principais
características se dá na divisão da sociedade indiana por castas. São grupos sociais
hindus, compostos separadamente por brâmanes (sacerdotes), xátrias (guerreiros),
vaicias (comerciantes), sudras (operários) e fora da estrutura social ainda existem os
párias, também chamados de intocáveis.
Aqueles que seguem o Hinduísmo devem respeitar as coisas antigas e a
tradição; acreditar nos livros sagrados; crer nas divindades; persistir no sistema das
castas (determina o status de cada pessoa na sociedade); ter conhecimento da
importância dos ritos; confiar nos guias espirituais e, ainda, acreditar na existência
de encarnações anteriores. O nascimento de uma pessoa dentro de uma casta é
resultado do karma produzido em vidas passadas. Somente os brâmanes,
pertencentes as castas "superiores" podem realizar os rituais religiosos hindus e
assumir posições de autoridade dentro dos templos.
Entre as características da cultura hindu, duas que são consideradas mais
importantes é primeiramente que tudo o que existe, desde a natureza até a divisão
da sociedade em classes, é justificada pela religião. A cultura está presente no
cotidiano de todo hindu. A segunda é a força da tradição é que seus costumes são
milenares.
Apesar da grande variedade de cultos, rituais, regras, doutrinas e seitas que
caracterizam o Hinduísmo, existem um grande número de deuses, cerca de mais de
33 milhões de deuses e deusas hindus, esses deuses sofrem a influência dos
desejos e vontades dos homens que de certa forma interferem em seus atos.
Alguns deles são: Indra, deus Supremo, senhor dos deuses, o mais importante de
todos, representado como um touro; Aurora, mãe de todas as criaturas
representada como uma vaca; Vata, deus dos ventos; Marutes, das águas e dos
rios; Rudra, da tempestade. Os mais importantes que compõem a Trindade Hindu,
formada por Brahma é o deus criador do cosmos e de todos os seres vivos. É o
primeiro da Trindade Hindu e visto também como deus da criatividade e do intelecto.
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Vishnu é a segunda divindade da Trimúrti, a trindade hindu. Esse deus é


responsável pela preservação, mantendo o universo e a vida, e sustentando-as por
meio dos princípios da ordem, da retidão e da verdade. O terceiro deus da trindade
hindu é Shiva, que representa a morte e dissolução. Enquanto Brahma cria, Vishnu
preserva a vida, o papel de Shiva é destruir os mundos para que haja espaço para
Brahma criar, mantendo um ciclo de eterno movimento. “pois os deuses das outras
nações são somente ídolos, mas o Senhor fez os céus.” (BÍBLIA, N.T. Crônicas
16:26 )
Os rituais religiosos acontecem diariamente, os devotos costumam manter
em suas casas um altar de devoção a seu deus, e lá queimam incenso, colocam
flores, velas e oferendas. Também frequentam os templos que estão entre os de
arquitetura mais exuberante do mundo. Cada altar possui sempre a estátua de seu
deus, e nos templos as imagens são diariamente despertadas pela manhã, lavadas,
vestidas e enfeitadas com flores pelos sacerdotes. Diante do altar, os hindus recitam
mantras, fórmulas sagradas escritas nos Vedas que podem aproximá-los dos
deuses. Peregrinar para visitar os templos e lugares sagrados são práticas habituais.
Algumas das celebrações hindus são o Festival das Luzes, comemorado em todo o
país no outono com o acender de velas, o Festival das Nove Noites para a deusa
Durga, em setembro ou outubro, o Festival da deusa Shiva, em março, e o Festival
de Krishna, em agosto.
O principal símbolo visual do hinduísmo é o Om ou Aum, o som primordial.
Utilizado nas vocalizações, meditações e mantras, é formado por três letras em
sânscrito que combinadas fazem o som de om ou aum. O Om representa a
divindade da criação, Brahma.
O hinduísmo não tem um sistema de crenças integrado e nem um único livro
sagrado, embora use como referência os vedas, os textos sagrados da tradição
védica, Os Vedas são uma grande coleção de diversos hinos e outros textos
religiosos, supostamente compostos entre 1500 e 1000 a.C. Estes textos são
organizados em quatro partes: o Rigveda, o Yajurveda, o Samaveda, e o
Atharvaveda.
Os Upanishads são outra grande coleção de textos; tratam muito do brahman e
das almas. Estes textos formam a base da filosofia hindu e das tradições da
religião. O Ramayana é um poema épico que conta a história do príncipe Rama – de
como ele foi exilado do reino do seu pai; das suas viagens pela Índia com Sita, a sua
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esposa, e Lakshmana, o seu irmão; do rapto da Sita pelo demônio Ravana; da


guerra de Rama contra Ravana para resgatar a Sita; e do retorno de Rama para o
reino natal para ser coroado como o novo rei.
O Mahabharata é outro poema épico, considerado o poema mais longo que
existe, contém uns 1,8 milhões de palavras, conta a história da Guerra de
Kurukshetra entre dois clãs, mas também trata muito de filosofia é considerado o
poema mais longo que existe, contem uns 1,8 milhões de palavras.
O Bhagavad Gita é uma parte do Mahabharata que relata um diálogo no
campo da batalha entre Arjuna (um príncipe dos Pandava) e o deus hindu
Krishna. Aborda muitos temas da filosofia e ética hindu.
Estes livros sagrados do hinduísmo foram escritos em sânscrito, antiga língua
indiana que também é a origem de todos os termos mencionados acima. A língua
sânscrita ainda é considerada sagrada no hinduísmo e é utilizada nos ritos
A cultura hindu incorpora uma série de costumes e tradições védicas e
posteriormente até cristãs, islâmicas, e de outras filosofias orientais, como o
budismo. As práticas e rituais hindus variam de região, mas a maior parte dos
seguidores realiza ao menos um ritual diariamente, como o puja, que é a oferenda
aos deuses. Entre as práticas hindus está incluído o Yoga, o tantra e a meditação,
como formas de harmonizar a energia entre o corpo e a mente. A entonação de
mantras faz parte dos rituais, assim como é rotineiro que os hindus façam a
veneração na alvorada, os rituais de purificação e as peregrinações a locais
sagrados, como o Rio Ganges, na Índia.

Hinduísmo e Cristianismo

No Brasil, os estudiosos esotéricos do Hinduísmo e Cristianismo


concordam com uma relação existente entre essas religiões conforme descritas a
seguir. O Cristianismo possui uma Trilogia (chamada de “trindade”): Pai, Filho e
Espírito Santo. O Hinduísmo também possui uma Trilogia (chamada de “trimurti”):
Brahma, Vishnu e Shiva; O Cristianismo diz que Deus-Pai criou todo o universo. O
Hinduísmo atribui o Poder da Criação a Brahma. O Cristianismo atribui ao Filho,
representado na pessoa de Jesus, o papel de “cumpridor” da Vontade do Pai. No
Hinduísmo quem desempenha este papel é Vishnu que é conhecido como o
“conservador” ou o “mantenedor”. O Cristianismo atribui ao Espírito Santo, ainda que
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de forma não muito clara, as Forças da Natureza sendo muitas vezes simbolizado
por uma pomba branca. No Hinduísmo quem possui este atributo é Shiva que é
conhecido como o “transformador” e é representado como um Deus em forma
humana que habita o topo de uma montanha. Muito embora o Espírito Santo dos
Cristãos e o Shiva dos Hindus possuam representações distintas o que podemos
dizer é que o que ambos têm em comum é a associação com a “natureza”.
É claro e evidente no Cristianismo, a ideia de um Mestre Espiritual – O
Mestre Jesus – que realiza milagres, salva as almas dos devotos e manifesta
poderes sobrenaturais. Este traço marcante do Cristianismo também é muito
encontrado no Hinduísmo e em alguns segmentos do Budismo. No Hinduísmo
existem vários santos que desempenham papel similar ao que Jesus desempenha
no Cristianismo. No entanto dentro do Hinduísmo é mais comum vermos tal papel
ser atribuído a Krishna, a oitava encarnação do Deus Vishnu.
No Hinduímo não é tão frequente a realização de milagres e a manifestação
de poderes sobrenaturais mas podemos encontrar estas manifestações em algumas
Escolas do Budismo Tibetano, como exemplo, a Escola Kagyu onde foi iniciado o
famoso Milarepa que foi um importante Mestre Espiritual do Budismo Tibetano e
que, à semelhança de Jesus, realizava milagres e manifestava poderes
sobrenaturais.
De acordo com os ensinamentos hinduístas é necessário esclarecer que as
Tradições Religiosas verdadeiras não têm como meta a aquisição de poderes
psíquicos para a satisfação do Eu Inferior. Jesus, Buda, Milarepa, Lao Tsé e todos
os outros Mestres Espirituais que pisaram sobre o nosso planeta possuíam Poderes
Sobrenaturais, ou Siddhis como tais poderes são chamados na Índia, mas alguns
destes Mestres não os manifestavam para não desviar a atenção de seus discípulos
do objetivo maior que é a “iluminação” enquanto que outros Mestres, à semelhança
do Mestre Jesus, manifestavam tais poderes com o objetivo de fortalecer a Fé de
seus discípulos e destruir o “ceticismo” dos materialistas; e que não existe uma regra
fixa sobre se é certo ou não a manifestação de poderes.
Outra semelhança entre o Cristianismo e o Hinduísmo comum em todas as
Tradições Esotéricas do Planeta: é A Relação Mestre-Discípulo! No Cristianismo
houve verdadeiras Comunidades Espirituais compostas de vários discípulos que
orbitavam em torno de um Mestre, e todos residiam em um mesmo espaço
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geográfico. Primeiramente houve a pequena comunidade formada por Jesus e seus


12 apóstolos.
A formação de Comunidades Espirituais também é muito comum no
Hinduísmo. No Hinduísmo, uma Comunidade Espiritual é normalmente chamada de
Ashram. Ramakrishna, um dos maiores Santos Hindus, tinha o seu Ashram.
Ramana Maharshi, outro Santo Hindu, também tinha o seu Ashram. Uma
Comunidade Espiritual, independente do nome que se dê, possui analogia com o
Sistema Solar onde os discípulos são os Planetas em suas respectivas órbitas e o
Mestre é o Sol que ilumina as Almas dos discípulos.

Reafirmação do Cristianismo como a Verdadeira Doutrina da Religião

O Cristianismo deve ser considerado por sua viabilidade histórica. Ele tem
personagens e eventos historicamente enraizados no seu esquema que são
identificáveis através das ciências forenses, como a arqueologia e crítica textual. O
Hinduísmo certamente tem uma história, mas a sua teologia, mitologia e história são
tão frequentemente embaçadas juntas que torna-se difícil identificar onde uma
termina e a outra começa. A mitologia é abertamente aceita dentro do Hinduísmo, o
qual utiliza mitos elaborados para explicar as personalidades e naturezas dos
deuses. O Hinduísmo tem uma certa flexibilidade e adaptabilidade através da sua
ambiguidade histórica. Mas, onde a religião não é histórica, ela é bem menos
testável – talvez não seja falsificável nesse ponto, mas também não é verificável.
É a história literal da tradição judaica e eventualmente cristã que justifica a
teologia do Cristianismo. Se Adão e Eva não existiram, se Israel não teve um êxodo
do Egito, se Jonas foi apenas uma alegoria ou se Jesus não andou na terra, então
toda a religião cristã pode potencialmente se desmoronar. Para o Cristianismo, uma
história falaciosa significaria uma teologia porosa. Esse enraizamento histórico
poderia ser uma fraqueza, exceto que as peças historicamente testáveis da tradição
cristã são tão frequentemente validadas que a fraqueza se torna uma força.
Em segundo lugar, embora tanto o Cristianismo quanto o Hinduísmo tenham
figuras históricas importantes, somente Jesus é mostrado como tendo ressuscitado
corporalmente dentre os mortos. Muitas pessoas na história têm sido mestres sábios
ou começaram movimentos religiosos. O Hinduísmo tem sua parcela de sábios
mestres e líderes terrenos, mas Jesus se destaca. Os Seus ensinamentos espirituais
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são confirmados com um teste que só o poder divino poderia aprovar - a morte e a
ressurreição corporal – um fato sobre o qual Ele profetizou e cumpriu em Si mesmo
(Mateus 16:21; 20:18-1; Marcos 8:31; Lucas 9: 22; João 20-21, 1 Coríntios 15).
Além disso, a doutrina cristã da ressurreição se destaca da doutrina hindu da
reencarnação. Estas duas ideias não são iguais e só a ressurreição pode ser
deduzida de forma convincente a partir do estudo histórico e probatório. A
ressurreição de Jesus Cristo em particular tem justificativa considerável através dos
estudos seculares e religiosos. A sua verificação não faz nada para verificar a
doutrina hindu da reencarnação. Considere as seguintes diferenças:
 A ressurreição envolve uma morte, uma vida, um corpo mortal e um corpo
novo e glorificado imortalmente. A ressurreição acontece por intervenção
divina, é monoteísta, é uma libertação do pecado e, finalmente, ocorre
apenas no fim dos tempos;
 A reencarnação, ao contrário, envolve múltiplas mortes, várias vidas, vários
corpos mortais e nenhum corpo imortal. Além disso, a reencarnação acontece
pela lei natural, geralmente é panteísta (tudo é Deus), opera na base do
carma e é sempre operativa;
 É claro que listar as diferenças não prova a verdade de nenhum lado. No
entanto, se a ressurreição for historicamente demonstrável, então distinguir
estas duas opções pós-vida separa a narrativa justificada da injustificada.
Portanto a ressurreição de Cristo quanto a maior doutrina cristã da
ressurreição merecem consideração.

Em terceiro lugar, as Escrituras cristãs são historicamente notáveis e


merecem uma consideração séria. Em vários testes, a Bíblia supera os Vedas
hindus e, na verdade, todos os outros livros da antiguidade. Pode-se até dizer que a
história da Bíblia é tão convincente que duvidar dela é duvidar da própria história, já
que é o livro mais historicamente verificável de toda a antiguidade. O único livro mais
historicamente verificável que o Antigo Testamento (a Bíblia hebraica) é o Novo
Testamento. Considere o seguinte:
1) Mais manuscritos existem para o Novo Testamento do que para qualquer outro
documento da antiguidade - 5000 manuscritos no grego antigo, 24.000 no total,
incluindo outras línguas. A multiplicidade de manuscritos permite uma enorme base
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de pesquisa pela qual podemos comparar os textos uns com os outros e identificar o
que os originais disseram.
2) Os manuscritos do Novo Testamento são mais próximos em idade aos originais
do que qualquer outro documento da antiguidade. Todos os originais foram escritos
dentro do tempo dos contemporâneos (testemunhas oculares), no primeiro século
d.C., e atualmente temos partes do manuscrito de tão cedo quanto 125 d.C. Cópias
de livros inteiros surgiram antes de 200 d.C., e o Novo Testamento completo pode
ser encontrado em cerca de 250 d.C. O fato de que todos os livros do Novo
Testamento foram inicialmente escritos durante o tempo das testemunhas significa
que não houve tempo para que se transformassem em mito e folclore. Além disso,
membros da Igreja podiam averiguar os fatos e reivindicações por serem
testemunhas pessoais dos eventos.
3) Os documentos do Novo Testamento são mais precisos do que qualquer outro da
antiguidade. John R. Robinson em Honest to God relata que os documentos do
Novo Testamento possuem 99,9% de precisão (mais precisos de qualquer outro livro
da antiguidade). Bruce Metzger, um especialista no Novo Testamento grego, sugere
a taxa mais modesta de 99,5%.
Em quarto lugar, o monoteísmo cristão tem vantagens que o panteísmo e o
politeísmo não têm. Não seria justo caracterizar o Hinduísmo como apenas panteísta
("Deus é tudo") ou apenas politeísta (com muitos deuses). Dependendo do ramo do
Hinduísmo ao qual se adira, é possível que alguém seja panteísta, politeísta,
monista ("tudo é um"), monoteísta ou uma série de outras opções. No entanto, duas
correntes fortes dentro do Hinduísmo são o politeísmo e panteísmo. O monoteísmo
cristão tem fortes vantagens sobre os outros dois. Devido a considerações de
espaço, essas três cosmovisões são comparadas aqui no que diz respeito a apenas
um ponto - a ética.
Tanto o politeísmo quanto o panteísmo têm uma base questionável para a
sua ética. Com o politeísmo, se há muitos deuses, então qual deles tem o padrão
mais autoritário de ética que os seres humanos devem observar? Quando existem
vários deuses, então os seus sistemas de ética ou não existem, ou estão em
harmonia ou conflito. Se não existem, então a ética é inventada e infundada. A
fraqueza dessa posição é auto-evidente. Se os sistemas éticos não estão em
conflito, então qual princípio os alinha? Esse princípio (qualquer que seja) seria mais
definitivo que os deuses. Os deuses não seriam a autoridade final por responderem
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a alguma outra autoridade. Portanto, existe uma realidade maior à qual se deve
aderir. Este fato faz com que o politeísmo pareça superficial, se não vazio. Na
terceira opção, se os deuses entrarem em conflito em seus padrões de certo e
errado, então obedecer a um só Deus é arriscar desobedecer ao outro, incorrendo
punição. A ética seria relativa. O que é bom para um deus não seria
necessariamente "bom" em um sentido objetivo e universal. Por exemplo, sacrificar
uma criança para Kali seria louvável a um ramo do Hinduísmo, mas condenável para
muitos outros. No entanto, o sacrifício de crianças, como tal, é repreensível em
todas as circunstâncias. Algumas coisas por toda razão e aparência ou são certas
ou erradas, independentemente.
O panteísmo não se sai muito melhor do que o politeísmo, uma vez que
afirma que, em última análise, só há uma coisa - uma realidade divina - não
permitindo assim quaisquer distinções definitivas entre o "bem" e o "mal". Se o
"bem" e o "mal" fossem realmente distintos, então não haveria uma única e
indivisível realidade. O panteísmo, em última análise, não permite distinções morais
entre o "bem" e o "mal"; elas se dissolvem na mesma realidade indivisível. Além
disso, mesmo se tais distinções pudessem ser feitas, o contexto do carma anula o
contexto moral dessa distinção. O carma é um princípio impessoal tal como a lei
natural da gravidade ou inércia. Quando o carma influencia alguma alma pecadora,
não é um castigo divino que traz julgamento. Pelo contrário, é uma reação impessoal
da natureza. Mas a moralidade requer personalidade - personalidade que o carma
não pode oferecer. Por exemplo, não culpamos um pedaço de pau por ser utilizado
em uma surra. A vara é um objeto sem capacidade ou dever moral. Em vez disso,
culpamos a pessoa que o usou de forma abusiva. Essa pessoa tem uma capacidade
e um dever moral. Da mesma forma, se o carma for apenas a natureza impessoal,
então é amoral ("sem moral") e não é uma base adequada para a ética.
O monoteísmo cristão, no entanto, enraíza a sua ética na pessoa de Deus.
O caráter de Deus é bom e, portanto, o que está de acordo com Ele e Sua vontade é
bom. O que se afasta de Deus e Sua vontade é mau. Portanto, o único Deus serve
como a base absoluta para a ética, permitindo uma base pessoal para a moralidade
e justificando o conhecimento objetivo sobre o bem e o mal.
Em quinto lugar, a questão permanece: "O que fazer com o seu pecado?" O
Cristianismo tem a resposta mais forte a este problema. O Hinduísmo, como o
Budismo, tem pelo menos duas ideias sobre o pecado. Ele é por vezes entendido
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como ignorância. É pecado não ver ou entender a realidade como o Hinduísmo a


define. Mas ainda há uma ideia de erro moral denominado "pecado". Fazer algo
deliberadamente mau, quebrar uma lei espiritual ou terrena ou desejar coisas
erradas seria um pecado. No entanto, essa definição moral do pecado aponta para
um tipo de erro moral que exige expiação real. De onde pode surgir essa expiação?
Pode ela vir através da adesão aos princípios cármicos? O carma é impessoal e
amoral. Pode-se até fazer boas obras para "equilibrar a balança", mas não se pode
nunca descartar o pecado. O carma nem mesmo fornece um contexto no qual o erro
moral é mesmo moral. A quem temos ofendido se pecarmos em privado, por
exemplo? O carma não se importa de uma forma ou de outra porque não é uma
pessoa. Por exemplo, suponha que um homem mate o filho de outro homem. Ele
pode oferecer dinheiro, propriedade ou o seu próprio filho para a parte ofendida. Mas
ele não pode "desmatar" o jovem. Nenhuma quantidade de compensação pode
compensar por esse pecado. Pode vir a expiação pela oração ou devoção a um
Shiva ou Vishnu? Mesmo se esses personagens oferecerem o perdão, parece que o
pecado ainda seria uma dívida não paga. Eles iriam perdoar o pecado como se
fosse desculpável para então receberem as pessoas através dos portões da
felicidade.
O Cristianismo, no entanto, trata o pecado como um erro moral contra um
Deus único, supremo e pessoal. Desde Adão, os seres humanos têm sido criaturas
pecadoras. O pecado é real e define uma abertura infinita entre o homem e a
felicidade eterna. O pecado exige justiça, mas não pode ser "equilibrado" com um
número igual ou maior de boas obras. Se alguém tiver boas obras dez vezes mais
do que as obras más, então essa pessoa ainda tem o mal em sua consciência. O
que acontece com as más obras restantes? Estão perdoadas como se nunca
tivessem sido importantes? São permitidas na felicidade eterna? São meras ilusões
que não causam problema algum? Nenhuma dessas opções é adequada. Quanto à
ilusão, o pecado é muito real para ser descartado como uma mera ilusão. Quanto à
pecaminosidade, quando somos honestos com nós mesmos, todos sabemos que
pecamos. Quanto ao perdão, simplesmente perdoar o pecado sem nenhum custo o
trata como se fosse de nenhuma consequência. Sabemos que isso é falso. Quanto à
felicidade, ela não seria muito boa se o pecado continuasse se infiltrando. Parece
que o carma nos deixa com o pecado em nossos corações e uma suspeita de que
temos violado alguma norma pessoal superior do certo e errado. Além disso, a
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felicidade ou não pode nos tolerar ou deve deixar de ser perfeita para que possamos
entrar.
Com o Cristianismo, no entanto, todo o pecado é punido, embora essa
punição já tenha sido satisfeita no sacrifício pessoal de Cristo na cruz. Deus se fez
homem, viveu uma vida perfeita e morreu a morte que nós merecíamos. Ele foi
crucificado em nosso favor, um substituto para nós, e uma cobertura, ou expiação,
por nossos pecados. Também ressuscitou, provando assim que nem mesmo a morte
poderia conquistá-lo. Além disso, Ele promete a mesma ressurreição à vida eterna
para todos os que têm fé nEle como o seu único Senhor e Salvador (Romanos 3:10,
23; 6:23; 8:12; 10:9-10; Efésios 2:8 - 9; Filipenses 3:21).
Finalmente, no Cristianismo podemos saber que somos salvos. Não temos
que confiar em alguma experiência fugaz, em nossas próprias boas obras ou
meditação fervorosa, nem colocamos a nossa fé em um falso deus que estamos
tentando "fazer com que exista." Temos um Deus vivo e verdadeiro, uma fé
historicamente ancorada, uma permanente e testável revelação de Deus (a Bíblia),
uma base teologicamente satisfatória para a vida ética e um lar garantido no céu
com Deus.
Então, o cristão, ao passar pela experiência da salvação, faz um auto exame
e se questiona: o que isso significa em sua vida? Jesus é a realidade final! Jesus foi
o sacrifício perfeito pelos nossos pecados. Deus oferece a todos nós o perdão e a
salvação se simplesmente recebermos o Seu presente para nós (João 1:12),
acreditando que Ele é o Salvador que deu a Sua vida por nós - Seus amigos. Ao
colocar a sua confiança em Jesus como o seu único Salvador, você pode ter certeza
absoluta da bem-aventurança eterna no céu. Deus vai perdoar os seus pecados,
limpar a sua alma, renovar o seu espírito, dar-lhe vida abundante neste mundo e
felicidade eterna no vindouro. Como podemos rejeitar um presente tão precioso?
Como podemos virar as costas a esse Deus que nos amou o suficiente para
sacrificar a Si mesmo por nós?
E quando alguém próximo do cristão não tem a certeza sobre o que
acreditar, foi ensinado a convidar qualquer pecador a dizer a seguinte oração a
Deus: "Senhor, ajuda-me a saber o que é verdade. Ajuda-me a discernir o que é
erro. Ajuda-me a saber qual é o caminho correto para a salvação." Deus vai sempre
honrar tal oração. E se desejar receber Jesus como o seu Salvador, simplesmente é
convidado a falar com Deus, verbalmente ou em silêncio, e dizer-lhe que ele está
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recebendo o dom da salvação através de Jesus. "Deus, obrigado por seu amor por
mim. Obrigado por sacrificar a si mesmo por mim. Obrigado por fornecer o meu
perdão e salvação. Aceito o dom da salvação através de Jesus. Recebo Jesus como
o meu Salvador. Amém!"

Conclusão

Diante da crença hinduísta baseada em vários deuses, com poderes sobre a


natureza, a sociedade e a cultura, baseados em livros ditos sagrados que não
proveem da palavra de Deus, por ser milenar e conservarem suas tradições,
comprova-se que não acreditam que há um único Deus todo poderoso, criador do
Céu e da Terra que deu seu filho unigénito para morrer na cruz por nossos pecados
e nos dar vida eterna .

“Porém para nos existe somente um Deus, pai e criador de todas as coisas,
para quem nós vivemos. E existe somente um Senhor, que é Jesus Cristo,
por meio de quem todas as coisas foram criadas e por meio destas nós
existimos.” (BÍBLIA N.T. I Coríntios 8:5)

Outro indicativo de falsa doutrina são seus falsos Livros Sagrados pois temos
o conhecimento de que o Senhor nos deixou o livro precioso que é a Bíblia
Sagrada, palavra fidedigna, não sofre nenhuma alteração e nela que devemos crer
pois não há outra igual.
O que podemos dizer então, da perseguição aos cristãos indianos? Isto vem
corroborar com a afirmação segura acima citada, de que o hinduímos é uma falsa
doutrina. Não creem em um só Deus e um só Senhor! Conforme informou o relatório
The Times of India, o movimento radical hindu Rashtriya Swayamsevak Sangh
(RSS) republicou um livro intitulado por ""Cristo Parichay"", que traduzido quer dizer
""Cristo era hindu"", originalmente escrito em 1946, por Ganesh Savarkar. O livro
gera grandes polêmicas porque faz uma série de reivindicações não bíblicas sobre
Jesus Cristo e o cristianismo e ainda explica como o verdadeiro nome de Cristo foi
""Keshao Krishna"" e que o Tamil era sua língua materna. Ainda segundo o relatório,
o culto essênio afirma que resgatou o Cristo crucificado, reanimando-o com plantas
medicinais e ervas do Himalaia e que Jesus morreu na Caxemira. Para eles, o
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cristianismo começou, portanto, inicialmente como um culto hindu. Com essa


republicação o movimento radical RSS, tenta estabelecer ramos cristãos no seio da
organização hindu. Logo, se eles acreditam que o cristianismo tem origem no
hinduísmo, é lógico que eles vão alegar que os cristãos pertencem a eles.
Então, como podemos explicar o motivo de tanta violência contra os
seguidores do cristianismo? Por que é que os hindus radicais atacam as igrejas,
espancam os cristãos e os perseguem dessa maneira? Isso simplesmente não faz o
menor sentido, conforme comenta um dos analistas de perseguição.
A Índia, é o 17º país na atual Classificação da Perseguição Religiosa, onde
os cristãos são perseguidos tanto por grupos extremistas hindus quanto por
muçulmanos e outros grupos radicais. Igrejas são atacadas durante os cultos de
adoração a Deus, e há relatos de que, em algumas situações, as vítimas foram
atendidas apenas no Pronto Socorro, sendo negado a elas o direito à internação
para maiores cuidados médicos, por motivos de preconceito religioso.
Contudo e apesar de tudo, a evangelização, um dos indicativos do IDE de
Jesus, está presente e insistente nos cultos e trabalhos missionários da Igreja do
Evangelho Quadrangular e assim, a igreja indiana permanece em crescimento e
firme na fé. E diante da realidade atual da Igreja Cristã Perseguida, há um pedido de
oração, intercessão e clamor por eles, pelos cristãos do mundo todo, países onde o
evangelho, ainda, circula livremente.
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REFERÊNCIAS

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1997. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1997.

GILBERTO, Antônio. Religiões, seitas e doutrinas falsas. Lições Bíblicas, 4º


Trimestre de 1992. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus,
1992.

TORPOV, BRANDON & BUCKLES, Luke. O Guia Completo das Religiões do


Mundo, Editora Madras, São Paulo, 2004.

BÍBLIA. Português. Bíblia de Estudo Pentecostal. João Ferreira de Almeida. Rio de


Janeiro: CPAD, 1995.

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