Você está na página 1de 6

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 3
2. OBJETIVO .................................................................................................................. 4
3. MATERIAIS E MÉTODOS .......................................................................................... 4
3.1 Materiais ..................................................................................................................... 4
3.2 Métodos...................................................................................................................... 4
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES ................................................................................. 4
5. CONCLUSÃO .............................................................................................................. 6
Referências ..................................................................................................................... 7
2

1. INTRODUÇÃO

As bactérias ácido-láticas (BAL), ou bactérias láticas, constituem um grupo diverso


de micro-organismos associados a plantas, carnes e laticínios. São bastante empregadas
na produção de alimentos, como leites fermentados, iogurtes e queijos, bem como no
processamento de carnes, bebidas alcoólicas e vegetais. No entanto, em algumas
situações, as BAL também podem ser responsáveis peala produção de sabores e aromas
indesejáveis nestes produtos.
Além da importância industrial, algumas BAL também são relevantes para a saúde
pública, uma vez que têm sido implicadas como agentes etiológicos de doenças como
endocardites, bacteremia e septicemia em pacientes com o sistema imune debilitado
(CARR et al., 2002).
As BAL são um grupo de micro-organismos Gram-positivos, catalase negativos,
não formadores de esporos e que geralmente crescem sob condições microaerófilas ou
estritamente anaeróbicas. Os mais importantes gêneros de BAL são Lactobacillus,
Lactococcus, Enterococcus, Streptococcus, Pediococcus, Leuconostoc, Weissela,
Carnobacterium, Tetragenococcus e Bifidobacterium (KLEIN et al., 1998).
Embora as BAL englobem diversos gêneros, elas são agrupadas como
homofermentativas ou heterofermentativas, como base no produto final da sua
fermentação. As homofermentativas produzem ácido lático como principal produto da
fermentação da glucose. As heterofermentativas, além de ácido lático, formam outras
substancias, como dióxido de carbono, ácido acético e etanol, a partir da fermentação da
glucose (CARR et al., 2002).
Existe uma grande diversidade de meios de cultura para isolamento de BAL em
produtos lácteos. No entanto, a escolha do meio deve ser baseada nas características
particulares do micro-organismos a ser estudado, e, também, do produto ou habitat onde
ele está (RICHTER; VEDAMUTHU, 2001). Em geral, o ágar M17, desenvolvido por
Terzaghi e Sandine, tem sido utilizado para isolamento de BAL na forma de cocos, e o
ágar Rogosa acidificado ou o ágar MRS, desenvolvido por Man, Rogosa e Sharpe, para
o isolamento de BAL na forma de bastões (CARVALHO, 2007; MARINO et al., 2003;
RICHTER ; VEDAMUTHU, 2001).
3

2. OBJETIVOS

Análise para determinar presença de bactérias láticas ou bactérias ácido-láticas


(BAL) presente em iogurte e identificação das colônias em Placas de Petri.

3. MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 Materiais
 Estufa ajustada para 37°C.
 Pipeta de 1 ml.
 Micropipeta de 100 µL.
 Ponteira de micropipeta.
 Placas de Petri estéreis.
 Ágar MRS.
 Água peptonada.

3.2 Métodos
 Realizar a desinfecção do local com álcool 70%.
 Acender o Bico de Bunsen e controlar a chama.
 Preparar as diluições necessárias (10⁻¹, 10⁻², 10⁻³, 10⁻⁴, 10⁻⁵, 10⁻⁶).
 Adicionar 1 ml de cada diluição no centro de cada placa.
 Acrescentar 15-20 ml de MRS fundido nas placas.
 Realizar a homogeneização com movimentos em oito.
 Esperar solidificar.
 Incubar as placas invertidas em estufa a 37°C por 72h.

4. RESULTADOS E DICUSSÕES

Após realizar a analise microbiológica do iogurte, pode-se dizer que há presença


de bactérias ácido-láticas. Para um iogurte ser aceitável a legislação determina que o
mesmo deve ter pelo menos 10⁶ UFC/ml de presença de bactérias láticas, e como a Placa
de Petri de 10⁶ expressou um resultado incontável, significa que a presença destas
bactérias é maior do que a legislação determina.
4

Imagem 1: Placa de Petri na presença de colônias de bactérias láticas.

Fonte: autoria própria.

Imagem 2: Placa de Petri na presença de colônias de bactérias láticas.

Fonte: autoria própria.

Tabela 1: Análise microbiológica de iogurte.

Amostra Diluição Contagem Resultados


(UFC/ml)
Iogurte 10⁻⁵ Inc. >10⁶ UFC/ml
Iogurte 10⁻⁶ Inc. >10⁶ UFC/ml
Fonte: autoria própria.
5

Também foi realizado um exercício, obter uma contagem em Placa de Petri de 10⁶
a partir da inoculação de 0,1ml da diluição de 10⁻⁵. Mas não foi possível ter um resultado
concreto pois o tempo de incubação foi menor que o estipulado gerando menos colônias
na Placa de Petri.

Imagem 3: Placa de Petri na presença de colônias de Bactérias Láticas.

Fonte: autoria própria.

Ocorreu um problema com o meio utilizado em analise, ele não se solidificava. Isto
pode ter ocorrido devido a data de validade que já estaria vencida ou a hipótese mais
provável, na hora da preparação foi colocado maior volume de água do que o
especificado pelo fabricante para a quantidade de ágar.

5. CONCLUSÃO
Concluímos que o iogurte está em condições adequadas para o consumo, e a
elevada presença de bactérias lácteas confere um produto rico em bactérias benéficas
ao organismo humano.
6

REFERÊNCIAS

CARR, F. J.; CHILL, D.; MIDA, N. The acid lactic bacteria: A literature survey. Critical
Reviews in Microbiology, [S. I.], v. 28, n. 4, 2002.

CARVALHO, J. D. G. Caracterização da microbiota lática isolada de queijo de Coalho


artesanal produzido no Ceará e de suas propriedades tecnológicas. 2007. 154 f.
Tese (Doutorado em Tecnologia de Alimentos) Departamento de Tecnologia de
Alimentos, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP.

KLEIN, G.; PACK, A.; BONAPARTE, C.; REUTER, G. Taxonomy and physiology of
probiotic lactic acid bacteria. International Journal of Food Microbiology, [S. I.], v.41,
n. 2, p.103-125, 1998.

MARINO, M.; MAIFRENI, M.; RONDONINI, G. Microbiological characterization of


artisanal Montasio cheese: analysis of its indigenous lactic acid bacteria. FEMS
Microbiology Letters, [S.I.], v. 229, n. 1 p. 133-140, 2003.

RICHTER, R. L.; VEDAMUTHU, E. R. Milk Products. In: DOWNES, F. P.; ITO, K. (Ed.).
Compendium of Methods for the Microbiological Examination of Foods. 4𝑡ℎ ed.
Washington, D. C.: American Public Health Association, 2001. Cap. 47, p. 483-493.

Interesses relacionados