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A INDUSTRIALIZAÇÃO E

O DESENVOLVIMENTO
ECONOMICO DO BRASIL

o Brasil Industrial e E conômico


anterior ã 11 Grende Guerra

o surto Industrial de pôs-guer ra


G suas consequencias

o impacto provocado na Economia


pela implantação do parque industrial,
seus desequilibrios

condições ;J naliticas extraidas


da experiência brasileira

e amplas In f ormaçôes estatisticas


c ompletam o livro de

WERNER BAER

fundação getúlio vargas


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que ll' lI!,: I I UTl'_r j , L)p'~r ':. cs ) de ser hd 1 e pIO, eS!'.cld,l por qualquer llpo
conliole je 10th I de p 9 'menta Econo- de cornpulldor. Alem disso. no caso das
II de tempo. rl'ducao do sistema ope- me::has e'TIprés 'J. o equipamento FRIDEN
raclon,ll dd emprésa (a FLEXOWRITER dispensa o computador. Cada unidade
sOzinha soma. datilografa, perfura, fRIDEN 'Iate por varies depar tamentos
lé e corrige dados) e eliminação do (e ocupa uma Simples mesa de trabalho)

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Organização e lucro pata as empresas


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polo"ca oxpanSlonlsta. Confiamos entusl3'iI'CBmflnte no BraSil. E. parl\ prova_lo,
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1942
14 KG DE BRASIUT
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o~ndo produtOI t "nom,cos. de facll Inst.. laçaO, e mUito durave,!; - a tal ponlo que POR 100 BRASILEIROS

~~::~~v'~~~::, d~n;ee~:ap:~;:~5~~~: :,':n:~~o~~m;aa~::~ ~eãOal~~, ':~:n~o~ f - - - - - - - - - - j


porqut' '1.l0 CO'lfIM. Pe~o contrariO. ~obram motivOS para ter COOIIBrlça. para crer
com ',rmf'l.l no (j'3' cada vel m"lhore~ que se suc:ederao. E no limiar de 1967
uma n{)~,1 .. o cl .. p'<)'lr... s~o 'Jo pais que dese;amos conSignar - como Ja o 140 KG DE BRASIUT
I'l.pmn • p.1 ~d _ a no~~a cPrlel~ de um &asll maior, ma.s riCO, maIs POR 100 BRASILEIROS
pro~pero e mais emp"ohado em "suH'lder sua
grande18 3 lodos os eSlados, lodos 05 seus IlIh05: L _ _ _ __ _ ...-J

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Fabncas :
BRASILIT

BRASILlT SPIIIlo·! 1.,jJ ') B Honlonl,·!riloll,jjolen, Iv)


.~. P AI'9.t· 1~loI1a em 19<17 R,oáJ.n.no·lostaloldolen'l'\lb1
Rnll. · 4tlil~:I. 1:1 194) e.t. m .lr . "I~d. 1:'1'l 19tI6..
P~rtes Impc.rt.",tes como
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em que a ~e9uraoça
{' Iydo. <'~o fabncadas
m a .. o 'VILLARES"

~ miÍ~imo
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Quando todos se
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.k,. trabalhnr. Quando as
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aos nrtl!'>tas ~os o Salão
1'.550 de Artistas Jovens,
concorrendo para e"Sti"illu lá-los
~\ms conhecidos
no mundo mte lro
Tôda ge nte sabe que nossO
negócio ê petróleo, ),la5 vamos
um pouco alem.
Po rque a Esso é isso:
EM INSTANTÂNEOS

A atividade do setor primário declinou de 2% em 1966, contra o aumento de 19,1%

observado em 1965. A lavoura diminuiu de 6,5':ó no ano em f 0('0. A produç:io de origem


animal cresceu de 4,8% e a extrativa vegetal de 3,1% (Vl'r pág. 15)

A produção indu~trial bra<;ileira apresentou razoável recuperação em 1<)66. À luz da

produção física de alguns famo" para os quai!l foi pos~ívd a obtet'çiio d~ estatl~ticas. a

recuperl~ção teria ~ido superior (l 10% (ver pilg. 27).

o
·..
comércio exterior caracterizou-re pelo conuôle tetal da taxa de er-mbio e pela mo-

dificação da política. com a criação do CONCEX, a modificação da~ tarifas aduaneiras e a


climinrção da categoria especial de câmbio, que entrará em \"i~or no próxim:-> m;:', (ver

pág. 45).

o balanço de pllgamento~ apresentou-se 1I0V.lnlcnt(O ,up~ravitári(), (Onde as ttanHI<;Ô?S


correutes e o movimento de c<,pitais iutõnomos os principaj:; re~p()nêtiveit por ê~u.·, resul-

tados (ver púg. 75),

Tanto em têrmos absoluto!'> como relativo·, o defidt de caixa do Tesouro NaciClOal,


em 1966, foi menor que no! anos precedentes. A receita e a dt!~pesa da União somaram
r~ttivam.nt., 5 728 e 63 15 bilhõ •• de cruzeiro, ( .. cr pág. 83).
C ONJU N T UR A
E CONÓMICA
REVI STA MENSA L E D ITAOA PELA

~UNOAÇÂO GETULIO V ARGAS


NSTITU TO B RAS I LE I RO D E EC O N O M IA

CEN TRO D E ANA LI SE DA C ON.J U NT U RA ECONO MICA

F undad or: RICHARO LEWINSOHN SUMARIO

EXPEDIENTE NO XXI - FEVEREIRO 67 - N.o 2

Diretor: lost GARRIDO TORRES CONJUNTURA EM l NSTAN-


Redator-Chefe: DENIO NOGUEIRA TANEOS .
Secretário: NEWTON LUIZ DO RECO ED.TOR1AL
Corpo Redatorial: EOISON CEZAR DE Panorama do Ano
CARVAllIO (Redator-Chefe Adjunto).
ALUIZIO B. PEIXOTO,
AGRICULTURA
AUGUSTO CESAR CAROOSO. BASILIO MARTiNS,
Balanço agropecuário em 1966. IS
ERNST MUHR, GEQFFREV A. LANC;LANOS, INDÚSTRIA
H ÉLIO M. ESCOBAR, HERIlERT FRIEOMANN, Recuperaçiio no setor •....• 27
jAVR DEZOLT, l OHN Q. SCHRQY, JORGE
K INCSTON, LÚCIA MARINHO FIRAJÁ,
COMltRCIO
MÁRIO HENRIQ UE SIMONSEN, ALALC66 . 37
ORLANDO DE SoUZ .... , OSW .... LDO Evoluç;o e tendêncÍl em 1966 4S
R. FRANCO, PEDRO PAULO BARBOSA DA Cafe - melhl raram as e"portcções S9
COSTA e TUPY C. PÔRTO
Correspondentes no Exterior: TRABALHO
Europa: RICIlARIl LE\VINSOHN Mercado de cmprego~ - oCel ta sa-
E.U.A.: JORDAN YOUNC thCotória no 1.0 semestre _. 69
FINANÇAS
REDAÇÃO: Balanço de pagamentos - nova-
Av. 13 de M aio, 23 - Sala 1 212 mente 'uperavitário 75
Telefo ne: 5 2-4601 - Rio de Janeiro Consolida- e o'etor financeiro pú-
blico 83
Publicada pela:
FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS Moeda e crédito - moderado
SERViÇO DE PUBLICAÇÕES crescimento dos meios de pagl-
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Assistente do Dlr('Ção: ARV M. CALDEIRA Merudo de títulos f~aco em
Produção: DENIS POLlCA NI 1966 111
Publicidade: MAURiCIO PINHEIRO Emis,ões do capital - atingida a
Vendas: MURILO GUIMARÃES norma lidado das reavaliações do
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Prei e de BoteCog.o. 186 - TeL: 46-4010 I nsol . . ência'. - atenuaram-se as d i-
Caixa Postal 29 • ZC 02 - Rio de Janeiro - GB
ficuldades dos devedores .
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Assinatura anual Cr$ 10.000 A CON JUNTURA NO E STRA N ·


Número avulso ou otra!ado Cr$ 1.000 GEIRO
A economia mundial em 1966 . .
GRÁFICA EOlTÔRA LIVRO S. A.
Composição e impressão: VARIAS NOTtCIAS
INDICES ECONÔMICOS
'Me")!'!"· EDITORI A L

PANORAMA DO ANO

Ainda não se dispõe de suficientes infcrmações estatísticas


para analisar em pormenores o ccmportamento da economia brasi-
leira durante o ano de 1966, particularmente no que diz respeito
à evolução do produto real. Tcdavia, as principais características
do anc de 1966 parecem ter sido: a) declínio da produção agro-
pecuária; b) recuperação da produçãc im:lustrial, seguida de algum
recesso no último trimestre; c) ccntenção do,; deficits públicos
e o seu financiamento, em grande parte, pela colocação de Obriga-
ções Reajustáveis; d) contenção da expansão monetária, em ní-
ve is inferiores a 2001'0; e) persistência de forte alta de preços,
da ordem de 40 % ; f) manutenção de um balanço de pagamentcs
superavitário, embora em menor escala do que em 1965; g) pu-
blicaçãc de ampla legislação econômica, com a introdução de pro-
Iundas modificaçÕES no quadro institucional brasileiro. É interes-
sante examinar cada uma dessas características.

As estimativas preliminares sugerem que em 1966 tenha


ocorrido uma queda da ordem de 2°'c;, no conjunto da prcdução
agropecuária (lavouras, prcdução animal e produção extrativa ve-
getal). Ess3 queda foi devida ao resultado desfavorável das la-
vouras (-6,5%), pois a prcdução animal cre~ceu de 4 ,8°0 e a

FEV EREIRO / 1967


extrativa vegetal de 3,1°l(, . As más condições climáticas foram O
principal responsável por êsse compcrtamento adverso do setor
agrícola. É verdade que a queda de produção das lavouras foi ex-
tremamente influenciada pela redução da safra-cafeeira (300/0).
que nada teve de dramática, viste ~e tratar de mercadoria em super-
produção. Excluindo o café, o índice do produto das lavouras teria
crescido de cêrca de 1t?'o, ao invés da queda de 2 010 . De qualquer
forma , o fraco crescimento das safras parece ter constituído um dos
fatôres de pressão sôbre o custe de vida em 1966.

No que diz re~peito à indústria, os dados estatísticos, conquanto


muito imprecisos ou parciais, sugerem sensível aumento de ativi-
dade em relação a 1965. A valer o critério de estimativa pelo
consumo pcnderado de energia elétrica, o aumento de produção do
setor secundário teria sido da ordem de 100/0 . A experiência dos
anos passados mostra, no entanto, que êsse critério conduz a resul-
tados muito pouco precisos, sendo assim prematura qualquer de-
finição numérica. Para alguns setores se dispõe de informações
mais satisfatórias: a produção automobilística (número de veículos)
aumentou de 21,3%, o consumo industrial de borracha de 25 ,3 c é, 3
produção de cimento de 7,7 ' 1", a de petróleo bruto de 23 ,6 0/0 , a de
derivados de petróleo de 14,5 0/0 , a de minério de ferro de 13,90/0 ,
a de energia elétrica de 6 ,6 0/0 (sistemas Rio e São Paulo Light,
CEMIG e CHESF). Faltam informações precisas, no entanto,
para numerosos outros setores, onde as taxas de cre~cimento pare-
cem ter sido mencs favoráveis. Deve-se assinalar que parte do au-
mento da produção industrial do ano passado correspondeu apenas
à reposição dos níveis já atingidos em 1964, pois em 1965 o índice
de atividade do setor declinara de 4,9( ( . Deve-se também notar
que a conjuntura industrial evoluiu irregularmente durante o ano,
com amplos sintomas de prcsperidade no 1.0 semestre, mas com
índices de recesso no fim do ano.

Quanto às finanças da União, os resultf.'dos conseguidos em


1966 foram bastante favoráveis. A receita subiu a 5.728 bilhões de
cruzeiros (antigos), e a despesa de caixa a 6.315 bilhões. O ddicit
de caixa, de 587 bilhões de cruzeiros, correspondeu a C'êrca de 1.20/0
do produto interno bruto. Tal constitui um índice auspicioso quan-
do se lembra que em 1963 a relação deficitlproduto havia chegado
a mais de 5 %. Cumpre assinalar, per outro lado, que mais de

10 CONJUNTURA lCONOMOCA
EVOLUÇÃO DA CONJUNTURA ECONÔM ICA
B~SE "' l~ ~ ", cNSl.. DE 1'l~SolOO

80 % dêsse deficit foram financiados pela colocação de Obrigações


Reajustáveis do Tesouro) apenas uma pequena parcela representan-
do a pressão do Govêrno sôbre as Autoridades Monetárias.

A política monetária também foi conduzida em moldes bas-


tante austeros. Estima-se que) durante todo o ano, a expansão de
meios de pagamentos se tenha limitado a 16,8 % , em contraste com
os 75,4 % de 1965. Os empréstimos do Banco do Brasil e dos
bancos comerciais ao setor privado CTesceram em maior proporção,
56,8 % e 26,5 0/0, respectivamente. O setor externo também con-
tinuou a exercer pressão sôbre o sistema monetário embora em
menor escala do que em 1965. A expansão de meios de pagamen-
tos, todavia, pôde ser contida pelas reduzidas exigências do Tesouro
Nacicnal e pela diminuição dos saldos devedores da, autarquias e
governos estaduais e municipais junto ao Banco do Brasil. No que
tange ao papel moeda, em 1966 foram emitidos 665,5 bilhõe; de

FEVERIIRO / 1961 11
cruzeiros antigcs, representando 30,6 0/(' do saldo existente em 31
de dezembro de 1965. O fato de a emissão de papel mceda ter sido
proporcionalmente superior à expansão de meios de pagamentos se
explica pela qued a da relação depósito à vista / papel rnceda em
poder do público, de 4,2 vêzes em dezembro de 1965 para 3,5 vêzes
em dezembro de 1966. Verificou-se, em suma, uma m cdificação dos
hábi:..os do púhlico no sentido da maior preferência pela retenção de
moeda escrituraI.

A contenção dos deficits públicos e da expansão de meios de


pagamentos foram cs principais instrumentos de que o Govêrno
lançcu mão para com:olidar, em 1966, o combate à inflação do lado
da procura global d e bens e serviços. Do lado dos custos, os rea-
justes salariais fcram contidos com austeridade pela aplica-
cação rigorcsa da lei n.o 4.725 de julho de 1965, a qual estabele-
cera o critério de reajustes pela média, ao invés d o pico do poder
aquisitivc pa~sado. Os Decretos-Leis 15 e 17 feram ainda mais
longe, exigindo ql:e os limites de reajustamento da Lei 4. 725 fôssem
respeitados não só ncs dissídics coletivos, mas a té nos aumentos
espcntâneamente concedidos pelos empregadores. O Govêrno, por
sua vez, passou a publicar os próprios coeficientes para a correção
salarial, e!timando em apenas 10 0/0 o resíduo inflacionário para um
período futuro de 12 meses. É de se presumir, assim, que os
focos salariais de inflação, tãe ativos há alguns anos atrás, tenham
sido fortemente abafados em 1966.

Apesar dess as providências austeras, nos campos fiscal , mo-


netário e salarial, m preços subiram acentuadamente em 1966, muito
além das expectativas oficiais. O índice geral dcs preços por ata-
cado subiu de 37, 1% contra 28,3 % em 1965 ; o do custo de vida
na Guanabara, de 41 , 1 % centra 45 ,4 0/0 em 1965. Êsses efeites
mais do que proporcionais às causas se justificam pcr 4 razões.
Em primeiro lugar, pela ação retardada da expansão monetária do
ano anterior; em 1965, o aumento de meios de pagamentos havia
sido de 75 ,4 0/0 , e portanto percentualmente muito superior à alta
geral dos preços; assim, o ano de 1966 se iniciava com um excesso
de liquidez real de considerável potencial inflacionário para 05
meses seguintes. Em segundo lugar, 1966 foi ano de más safras,
com a conseqüente alta dos custos de alimentação pcr fatôres es-
tranhos às caust s clássicas da inflação. Em terceiro lugar, vários

12 CONJUNTURA ECONóM' CA
controles de preçcs vigorosamente mantidos pela SUNAB e pela
CONEP em 1965 foram liberados, ou pelo menos revistes no início
de 1966. Por último, a cperação automática das cláusulas de cor-
reção monetária em vários preços administrados (aluguéi~, tarifas
de serviços de utilidade pública etc.) contribuiu sensivelmente
para a alta de preços do ano. É de se netar que, com o aumento
de preços bem superior BC dos meios de pagamento~, se reduziu bas-
tante a liquidez real do sistema econômico. Essa parece ter sido
uma das causas das elevadas taxas de juros e das dificuldades que
o setor privado enfrentou no fim do ano.

Quanto ac balanço de pagamentos, persistiu a ten'dência supe-


ravitária, embora em prcporções bem inferiores a 1965. As expor-
tações se elevaram apreciàvelmente, de ] .596 milhões de dólares em
1965 para 1750 milhões de dólares para 1966 devido sobretudo
à melhoria das vendas de café ao exterior. As importações (FOB),
que em 1965 nãc foram além de 941 milhões de dólares, subiram
para 1.280 milhões de dólares em 1966, com particulor recuperação
das compras de bens de capital no extericr. Assim a balança co-
mercial registrou um superavit de 470 milhõe,; de dólares, razoàvel-
mente inferior aes 655 milhões de 1965. O balanço de serviços se
manteve como de hábito deficitário (480 milhões de dólares), em
nível semelhante ao de 1965 (457 milhões). Os donativos rece-
bidos também foram próximos aos do ano anterior (6 5 milhões de
dólares em 1965 e 60 milhões em 1966). Ao tcde, o superavit
de transações ccrrentes foi de 50 milhões de dólare~, bem inferior
aos 263 milhões de dólares, de 1965, o que significa que o país re-
duziu a sua exportação líquida de poupanças para o exterior. O in-
gresso líquido de capitais autônomos aumentou sensivelmente em
relação a 1965, de 67 para 158 milhões de dólares, em virtude de
certo incremento dos investimentos indiretos e de grande aumento
nos empréstimos e financiamentos recebidos. Corrigidos cs erres
e omissões, o balanço total se apresentcu como um superavit de 137
milhões de dólares, contra 362 milhões em 1965.

É de se ressaltar que, pela primeira vez nos últimos tempos,


() taxa de câmbio se manteve inalterada durante um ano civil com-
pleto. De medo geral, a orientação das Auteridades Monetá-
rias foi a de eliminar cs encargos paralelos à taxa de câmbio que
incidiam sôbre as oPerações de comércio exterior, sob ~ forma de en-

FEVEREIR0/1967 u
cargos fi nanceiros, depósi tos compulsórios etc. Finalmente, o De-
creto-Lei n.o 63 determinou a extinção da categoria especial a par-
tir de março de 1967, conduzindo assim à completa unificação da
taxa de câmbio.

Por último, é de se assinalar que 1966 foi um ano de abundante


produção legislativa, com a introd ução de profundas reformas ins-
titucionais no sistema econômico. Entre as mais importantes, ci-
tam-se a Emenda Ccnstitucional n.o 18, que alterou substancial-
mente a estrutura Tributária da União e em especial dos Esta-
dos e Municípios, e os estudos para a preparação da nova Constitui-
ção que iria ser promulgada no início de 1967. Além disso. tanto
em 1966 quanto nos primeiros meses de 1967 foram editados nu-
merosos decTetos-leis sôbre matéria tributária financeira e de merca-
do de capitais, a par de várias Resoluções do Conselho Monetário e
Instruções e circulares do Banco Central. A consolidação dessas
reformas institucionais constituirá um dos importantes problemas a
serem enfrentados durante o ano de 1967.

LEI A:

Eugenio Gudin

"ANÃUS[ O[ rROBl[MftS BRftSllBROS"


(Coletânea de Trabalhos 1958-1963)

A venda nos livrarias

14 CONJUNTURA ICONOMICA
~! AGRICUL TURA

BALANÇO AGROPECUARIO DE 1966

Confirmando a previs:ão de CONJUNTURA ECONÔMICA em seu


numero de agôsto do ano passado, o volume físico da produção agro-
pecuária, em 1966, comparativamente a 1965, foi bem menor. Mais
uma vez as irregularidades climáticas foram adversas à produção e
fizeram cem que os planes governamentais não se concretizassem
nesse campo de nossas atividades econômicas.
Vejamos, então, o que revelam as estatísticas disponíveis : em
1966 o índice da produção agropecuária brasileira - setor forma-
do pelas lavcuras e pelas produções de origem animal e extrativa
vegetal - declinou de 2 %, contra o excepcional acréscimo de
19,1% registrado em 1965, (ver QUADRO I). Esse resultado des-
favorável das atividades rurais deveu-se, exclusivamente, ao setor
das lavouras, que diminuiu de 6,5 010 em 1966, enquanto revelara o
invulgar aumento de 21 ,4 % em 1965.

Os demais ramos que com- na formação do índice global. A


põem o setor agropecuário - produção de origem animal au-
produção de origem animal e ex- mentou de somente 4 ,8 %
trativa vegetal - cresceram em
(16,3 C~ em 1965) e a extrativa
níveis modestos, incapazes, por-
tanto, de neutralizar a enorme vegetal de apenas 3,1 % (4,6%
influência negativa das lavouras em 1965).

FEVIREIR0/1 967 1$
Cumpre lembrar que as esti- que muito contribuíram para que
mativas de 1966 estão sujeitas chegássemos a uma razoável
a retificação de vez que apenas aproximação do volume físico
algumas grandes colheitas foram produzido pela agrcpecuária.
incluídas nas estimativas do De-
partamento Econômico do Minis- ANÁL;SE SETORIAL
tério da Agricultura: arroz, cana-
-de-açúcar, milho, trigo, batata in- o índice do conjcnto constituÍ-
glêsa, feijão. laranja, mandioca, do pelas lavouras, em 1966, foi
banana, tomate, amendoim, soja, sensivelmente afetado pela redu-
juta, café, algodão, cacau, sisal e ção da safra cafeeim ( 30,0%).
fumo. Em virtude disso, tivemos Eliminada sua influência, verifi-
de lançar mão de outras fontes ca-se ligeira inversão no índice
de informações - tais como es- do quantum da agropecuária,
timativas parciais coligidas em istc é, a queda de 2~o antes men-
publicações especializadas, dadcs cionada, eliminada a colheita do
fornecidos por entidades dedica- café, passa a expressar um peque-
das à comercialização de produtos no aumento de 1 %, contra o ex-
agrícolas, contatos com pessoas cepcional incremento de 1S,6 ( (
ligadas à produção e distribuição em 1965, mantido o mesmo cri-
das safras - instrumentes êstes tério de cálculo. Em têrmcs

PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA
QUANTUM PRODUZIDO
Indice 1953 100

FXTRATIVA
A NOS TOTAl.
VEGETAL

1961 154.7 135,8 147.3 149.0


1962 161,4 148,3 151,8 157,9
1963 162.0 143, 1 151 ,6 156,5
1964 160.0 166,3 159,6 163.8
1965 194.2 193.4 166,9 195,1
1966 ( ) 181.6 202,7 172, 1 191.2
1965 1964 21.4 16,3 4,6 -+ 19,1
1966 1965 - 6,5 4.8 - 3,1 - 2,0

(.) Dados sujeitos a retifica~iio.


FOflte5: Até 196~ - SEP do Miniltério da AwiC\J!tura; 1966 - Diversas.

ÇONJUNTURA iCO NOMICA


per capita, o índice global da
produção agropecuária, em 1966, [ PRODUCÃO AGROPECUÁRIA

diminuiu de 4,80/0, o que muito


se atenua, passando a redução
para 2 % açenas, quando se reti-
I
ra do ccnjunto a safra do café I

12,4 ', em 1965) .

As lavouras que representam a


maior componente do índice, com
a já apontada redução de 6,5%
(9,2% per capita), influencia-
ram o declínio do índice global.
Ccntribuíram para êsses resulta-
••0 •

dos. além da menor produção de


café, as quedas de 17 010 na safra
de arroz, de 9 (( na de feijão,
10 0"'0 na de si5al, 2,1 «( na de mi-
I
lho etc. I
A prcdução de origem an imal, .d
que participa com pouco mais de
1 3 na pcnderação do índice do dução extrativa vegetal - que
quantum da agropecuária, em contribui com pouco mais de 2 ~0
1966, ao contrário do que ccorreu para o conjunto apresentou um
com as lavouras, apresentou re- acréscimo de 3,10/0, apenas o su-
sultado positivo. O acréscimo ficiente para cobrir o crescimento
apurado foi de 4,8 % (2% per da população. Êsse setCr dedica-
capita). Não obstante os esfor- do à produção de matérias-primas
ços empregados para a obtenção mdustriais - babaçu, carnaúba,
de um mais forte incremento no borracha, látex, fibras duras etc.
setor dos produtos de origem ani- - foi sensivelmente influenciado
mai, notadamente as carnes e la- pelo pequeno reces~o nas indús-
ticinios, aquêles fatôres que já se trias que as utilizam.
tornaram crônicos no processo de
c r i a ç ã o continuam impedindo
maior avanço do setor (ver QUA- DESTINO DAS COLHEITAS
DRO lI).

o último e menor setor do P or outro lado, em 1966, a


agregado agropecuário - a p ro- an~lis~ çlo quantum produzido

flVIRIIR0 /1 967
pela agropecuária, sob o ângulo Dentre os gêneros alimentícios
d e sua comercialização (ver que mais contribuíram para a es-
QUADRO UI), mostra que o tagnação do grupo, cabe realçar
agregado dcs produtos para con- o arroz ( - 1 7, 1 5~ ) , feijã o
sumo interno acusa um reduzido ( 9 C é ) e milho (-2, 1% ).
aumento de 10/0, contra 15,9 0/0 Vários outros importantes ali-
em 1965. Os gêneros alimentí- mentos acusaram apenas ligeiros
cios que preponderam neste con- acréscimos, os quais não foram
junto não apresentaram incre- suficientes para superar a influ-
mento algum, enquanto na co- ência negativa exercida pelas re-
lheita anterior aumentaram SIg- duções mencionadas.
nificativamente, com uma taxa
de 11,7 % . Os produtos destina- No que respeita às matérias-
dos à indústria, contràriamente, -primas industriais, cumpre sa-
cresceram de 4,0 0/0 , avanço êste lientar os aumentos verificados
que representou apenas pouco nas safras de amendoim ( + 9 % ),
mais de 1/ 7 do registrado em b a b a ç u ( _L 5,5 % ) , f u m o
1965 (30.1 -:; ). ( + 5 ' ( ), borracha ( 4 % ) , so-

11 - PRODU Ç ÃO AGR O P ECUÁRIA


Q U ANTUM PRODUZIDO P ER C APIT A

A NO S I L AVOU" ' ! I E XTRATNA


VEGET AL

196 1 120. 1 IQ5,4 114 ,4 115,7

IIJ6l 12 \ ,6 111 .8 114,4 119.0

1963 . 11 8,6 104 ,8 111 ,0 114 ,6

1964 . 11 3,7 11 8 ,2 11 3,4 116,4

1965 . 134,0 133.5 115.2 134,6

1966 (0) 121.7 135.9 115,3 128,2

1965 1964 . -+ 17,9 ...L 12,9 + 1,6 + 15,6

1966 1965 . 9,2 1 1.8 - 4,8

(.) Dados sujeitos a retificação.


Fontes; Até '96~ - SEr dQ MinjstérjQ da Agricl.llt\lrs.; 1966 - Diversas.

l' CONJUNTURA ECONOMICA


III _ PRODUÇAO AGROPECUÁRIA - QUANTUM PRODUZIDO

fndice 1953 - 100

% + OU -
D ISCRIMINAÇÃO
1962 1963 1964 1965 1966· 11 - -1-96--;:
1965-
1963 1964

I) PRODUTOS PARA CONSUMO INTERNO 155,8 158,2 172.9 200,5 202,5 1,5 9,3 + 15,9 + 1,0
.) Para alimentação 152.3 157,5 165,0 184 ,3 184.3 3 ,4 4 ,S -t 11 ,7

b) Para indústria 176,8 161,3 210,4 273 ,7 284 ,7 - 8,8 + 30,4 + 30,1 + 4,_
2) PRODUTOS PARA EXPORTAÇ ÃO 162,8 147 ,5 124 ,9 167 ,9 144 ,6 - 9,4 -15 ,3 ; 34,4 - 13 ,9

.) Café 154.0 116,0 73,3 128,8 90,2 24,7 - 36,8 -+ 75 ,7 - 30,0

b) Cacau 112.5 104,8 112 ,2 117,4 128,0 2,2 7, 1 ~ 4 ,6 + 9 ,0

c) Outros . 169.5 175,7 172,2 195,2 194 ,8 3,6 - 2,0 13 ,4 - 0 ,2

TOTAL GERAL 157 ,9 156,5 163.8 195.1 19 1,2 0,9 4,7 19.1 2,.

Sem café .. .. . .. ..... .. .. 156.5 159,3 172,0 198,8 200.8 + 1,8 8,0 +- 15 ,6 + 1,0

(0) Dados ~ ujeitos a retificação.

Fontes: Até 1965 - SEP d o Mini~téri o d a Agricultura ; 1966 - Diversas.


te (-6 % ) e a de algodão
II PRooucAo AGROPECUAR IA
(-2,1 % ). Neste conjunto cabe
salientar os aumentos de 9 ( ( na
colheita cacaueira, de 4,9 0/0 na
de castanha-de-pará e de 2 ,9 0/0
na cêra de carnaúba. Contudo,
foram acresci mos que apenas
atenuaram ligeiramente o declí-
nio global d o ccnjunto, uma vez
que, o café, algodão e sisal pesam
conüderàvelmente na formaçã o
dêssE' índice setori al.

Em têrmos per capita (ver


QUADRO v), o conjunto dos
prcdutcs para cCntllmO interno,
em 1966, declinou de 2 0/0, contra
um aumento de 12,6 ("( em 1965.
Neste conjunto os gêneros ali-
mentícios diminuíram de 2,9 0/0
( 8,4 % em 1965) e as maté -
rias-primas industriais aumenta-
ja ( 4 ', ), lã ( + 2 s;, ) e uma ram ligeiramente de 1 c;., frente
diminuição na colheita (-2 010 ). ao excepcional acréscimo de
Não obstante a pequena expan- 26,4 % em 1965. Os produtos de
são dos produtcs voltados para exportaçãc caíram de 16,4 O'fe , em
a indústria, houve, em 1966, sen- cenfronto cem o a va n ç o de
sível mudança de comportamen- 26,4 ", em 1965.
to, frente aos resultados de 1965,
conforme evidenciam os índices
acima comentados (ver QUADRO
FATORES QUE INFLUENCIARAM
IV) .
A PRODUÇÃO

o conjunto dos produtos de ex-


portação. em 1966, devido funda- De início, realç amos que mais
menta lmente à queda de 30 0/0 na uma vez as adversidades climáti-
produção cafeeira, teve o seu ín- cas, notadamente a extempora-
dice diminuído de 13,9 0/0 • Ou- neidade das chuvas, durante o ci-
tras safras também influenciaram clo vegetativo da safra, foram a
na redução do grupo. tais como a causa primordial dcs insucessos
de sisal ( - 10%), a çle erva ma- da produção agropecuária em

20 CON)V NT VM !CO N OMIC ~


IV _ VARIAÇÕES PERCENTUAIS DOS
VOLUMES DOS PR I NCIPAIS PRODUT03
AGROPECUÁRIOS DE CONSUMO
INTERNO E EXPORTAÇÃO
3a8 DÉCIMOS '/, SÓBRE O
VALOR DA MERCADORIA!
Éo que custorá guordálo com

~
I>ISCRIMINA ÇÃO 1965 1966* tõdo ° segu.onço denlro do.
mo,. moderno. ,.,ni(OI d, or,

°
• Sõbr. mercodorio depo.
"'0.10 poderá .er em",do
I) CONSUMO INTERNO um "worron," que. oce,IO

~
pelo. 80nco. e por Co",·
ponh,o. de InvuIo",en,oe
o) P a ro alimentação Finonóomento.
• OI leN;ço. GRUMEY in·
Arro~ com casca 19,5 17,1 duem Iron.bordo, corgo,
Cana.d t>.aç úcar + 14,2 -t 1,0 d"corgo, 'roMpor'e de

[!]
quolquer mercodo .. o e co-
Milho 28,7 - 2,1 locação de moqu,nÓflo pe.
Trigo 9,0 + 2,3 ,odo e'" .uo. bo .... O.
Tomate + 4 ,8 + 4 ,9 'olõ.. dep.socerlol,(odo
em;r;do. pelo nOUO bo.
Batat !i. ing!êsa \,4 f 5,9
Feijão + 17,4 9,0 lonço .ão o .. lto. em quol.
quer porre
Mandioca + 2,6 + 5,8
Carne b t vina + 4,2 + 5,2 • o. .....;ço. GRUME'I' di •.
põem de Um n.. lo de "r·
Carne suína 3,\ + 4,0 "'IÇO poro lub"l"oçôo em
Laticínios + 33,7 -1 4,1 quol,.u er'pode.c",",
Ovos 6,9 + 4 ,0
Banana 3,\ + 3,1
Laranja 11,2 t 1,9

b) Para indústria

Amendoim + 58 ,1 + 9,0 1966, principalmente no que res-


Babaçu f- 10, 1 5,5
Borracha 4,0 peita às lavouras.
" 4 ,2
Juta 20,2 2,0
L; 3,4 t 2,0 A política governamenta l de
Fumo + 17 ,9 \ 5,0 estímulo ao desenvolvimento dês-
S oja (feijão) 71,6 + 4,0
se importantíssimo setor de nos-
sa ecc nomia prosseguiu seu ritmo
2) EXPORTAÇÃO
de aplicação de medidas voltadas
ao fomento da cultura e da cria-
Algodão , 12,2 2, \ ção, mas fatôres aleatórios, inde-
Cacau + 4,6 9,'
Café bent:~i ciad o t-7 5,8 30,0 pendentes da vontade de melhor
Cornaúba (cêra) 2,3 2,9 produzir por parte de todos os
Castanhn·do·p:lrá 7,7 +- 4 ,9
Sisal 5,8 10,0 que se dedica m a ésses afazeres,
Erva-mate 3,5 6,0 foram mais influentes.
D e outra parte, a ampliação e
(e) Dados sujeitos a retificação, aperfeiçoamento do crédito rura l
Fontes: Até 1965 - SEP d o Ministério da
Airicultura; 1966 - Divl' rsos vêm contribuindo, ao mesmo t em-

PlVER!IR0 i1 967 21
v - PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA - QUANTUM PER-CAPITA

índice 1953 100

·0 OU
DISCRIMINAÇÃO
1962 1963 1964 1965 1966-
1963 1964 1965 1966
----
I ) PROOUTOS PARA CONSUMO INTERNO 117 .4 115,8 122,9 138.4 135.7 1.4 6.1 12 ,6 2,0

8) Para Qlimentação 114.8 1 15,3 117.3 12 7.2 123,5 0.4 1.7 8,4 - 2,9

b) Para indústria 133,2 118, 1 149,5 188,9 190.8 11.3 -+ 24,9 26,4 ·t 1.0

2) PROOUTOS PARA EXPORTAÇÃO 122,7 1()8.0 88,8 115.9 96,9 12.0 17 ,8 30.5 16,4

.) Café 116.1 84,9 52.1 88,9 60,5 - 26.9 38.6 70,6 32.0

b) Cacau 77.2 76,7 79.7 R1.0 85,8 0.6 r- 3,9 1.6 5.'
,) Outro, . 127,7 128,6 122.4 134.7 130,6 + 0,7 - 4,8 10.0 3.0

TOTAL GERAL 119,0 114,6 116,4 134,6 128,2 - 3,7 + 1,6 15,6 4.8

Sem cafê 117,9 116.6 122,2 137,4 134,6 -1, 1 + 4.8 12,4 - 2,0

( 0) Dado, sujeitos a retificação.

F onte!: Até 1965 - SEP do Ministério da Agricultura; 1966 - Diversas.


'\rI - INCREMENTOS TR IMESTRA IS NOS EMPRÉSTIMOS CONCEDIDOS
À LAVOURA E À PECUÁRIA PELA REDE BANCÁRIA BRASILE I RA

(Milhões de Cr$)

BANCO DO BRASIL TODOS OS BANCOS


PER IODO
Lav( ura Pecuária Total Lav( ura Pecuária Total
--~-

1964

Janeiro a março 38615 7959 46574 62698 17076 800044

Julho .
Abril a junho

setembro

Outubro a dezembro
47809

94578

100513
14912

7551

14185
62721

102 129

114698
69025

141576

144937
2 1253

25684

23 785
90278

167260

168722

1965

janeiro a man;o 472(,4 4238 51502 87534 12692 100226

Abril a junho - Ú 626 11011 4385 54989 43292 9828 1

julho , setembro 232374 1793 234 167 277 200 298848 307048

Outubro a dezembro 177855 77 915 99940 180 150 - 75526 104624

1966

janeiro a mnço 27 1(.9 85 27254 31204 3014 342 18

Abril a junho 3513 11 9531 - 341780 -343221 18 348 324873

Julho , setembro 181 850 154136 335986 187962 162355 350317

Outubro a dezembro

po, para estimula r as safras. Não A rêde bancária nacional, em


fôsse êsse com plexo de medidas 1966, no período de janeiro a se-
- fomento à tecnificação das la- tembro. distribuiu à lavoura e à
vo uras. maio res facilidades de cré- pecuária (ve r QUADRO VI),
oito, selecicn amento d e sementes dentre lôdas as modalidades de
etc. - a agropecuária, em 1966, crédito, c montante de 350,3 bi-
teria acusado piores resu ltados. lhões de cruzeircs (posição do

FlVIRIIRO/ 1967 II
VIl - CRJ::DlTOS CONCEDIDOS À LAVOURA E À PECUÁR I A
PELO BAN CO DO B R ASIL - 1965 66

J ANE I R O A SETEMBRO

UP&CIFICAÇÃO 1965 T 1966


VARlAÇ.lO

C,, C,, CrS


N° milhões N." milhõ"s N° milhões

" AGRICULTURA

Custeio da entressafra
Algodão 55218 43910 44904 52810 10314 8900
Amendoim 4519 6135 7700 15661 3181 9526
Arroz 25 138 33682 26327 64252 -l- 1 189 + 30570
Batata inglesa 2471 3159 3197 8736 726 5577
Cacau 3352 7911 2794 7058 558 853
20973 7012 14290 - 1493 6683
Café 8505
Cana-de-aç.Jc3r 4142 22835 3370 41035 - 772 18200
Feijão 11876 10544 14179 13647 .1_ 2303 3103
Mandioco 13269 4441 13623 7 171 354 2730
Milho. 42635 36401 51 155 59335 8520 22934
Trigo 6569 17097 6547 24742 22 7645
Oulros 26722 16792 26083 28612 63. 1181 0
Custeio da extração .I ..
produtos vegeta is 780 1236 61. I 146 161 .,
Fundação d. lavouras 2852 2802 2546 3951 306 1149
M e lhoramentos das ex-
portaçõcs agrícol as 16193 14826 20715 33897 4522 f 19071
Aquisição de máqui-
nas, veículos e uten-
sílios agrícol89 17475 47457 27784 103471 10309 56014
Aplicações diven u 8529 3888 10932 81799 2403 77 911
TOTAL DA AGRICUL-
250245 294089 269487 561613 19242 267524

À PIiCUÁRIA

Aquisição d. animal ) 10955 12642 7620 14928 3335 228.1

Me lhoramentos das ex-


p l9raçõe5 pastoris. 10826 16200 20889 6386 1 10063 I 47661
Aplicações diversas 10 121 15536 22585 58376 + 12464 42840
TOTAL DA. PECUÁRIA 31902 44378 5 1094 137165 + 19192 92787

TOTAL GERAL 282147 338 467 320581 698 778 ~A 414 lfiO::\ll

Fonte; CREAI - Banco do Brasil S. A.

2' CONJUNTURA ECONôMI CA


saldo), contra 307,0 bilhões em igual pe ríodo de 1965. R egis-
igual período de 1965. No tota l trou-se, portanto, entre os 2 pe-
de 1966, as la vouras receberam ríodos mencionados, um aumento
187,9 bilhões de cruzeiros e a pe- de 38434 empréstimos no valor
cuá ria 162,4 bilhões. R essalte-se de 360.3 bilhões de cruzeí ros.
que 96 % dêsses créditos foram Conqua nto a estrutura dos em-
concedidos pelo Ba nco do Brasil. préstimos c O n c ed i d os pela
CREAI n ão se haja alterado, t an-
A Ca rteira de Crédito Agrícola to no que concerne aos produtos
e I ndustria l (CREAI) do Ba nco favorecidos, como no que respeita
do Brasil concedeu, às ati vidades à distribuição regional, houve em
rurais durante o período janeiro/ 1966, considerável aume nto no
setembro de 1966, 3 2058 1 em- valor médio real dos emprésti-
préstimos, perfazendo 698,8 bi- mos, que passou de 1,2 milhão de
lhões de cru zeiros, contra .. .. . cruzeiros, em 1965, para 2,2 mi-
282 147 empréstim os, no valor lhões de cruzeiros, em 1966 (ver
de 338,5 bilhões de cruzeíros, em QUADRO VII) .

Momentos felizes ...


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.d,clon"sslolev.do,.efe,toparlvlnric.l_
çlo de secagem. con'''16ncl&, brilho, f,clll-
d.de de .plie'cio. uniformIdade d, cOr li
retençlo. fi l.mMm, rls'5Iênc., • V"'OI
agentes qulmlcol constituem a lU. gar.nll'
de que os mesmos .Ievadol padrões d.
qualidade do mantido. em IM.. ai I.tll
de tml.. Yplranga,
INDÚSTRIA

RECUPERAÇÃO NO SETOR

A recessão da produção ind.ustrial que já se vinha processando


desde 1964 se fêz sentir principalmente no 1.0 semestre de 1965.
A partir da segunda metade dêste ano teve início a recuperação, que
se estendeu por tcdo o ano de 1966. Entretanto, sabe-se que nos
últimos meses do ano passado, algumas dificuldades surgiram em
certos ramos dedicados à produção de bens de consumo durável.
Não obstante saber-se que 1966 foi um período relativa-
mente favorável ao desenvolvimento industrial, cu melhor, uma
fase de recuperação com ganhos para a produção, as estimativas que
~e tentam realizar sôbre o nível global atingido por êste destacadís-
simo setor de nossa economia são grandemente prejudicadas pela
escassez de dados acêrca do volume físico da produçãú industrial.

Mais uma vez, CONJUNTURA pcis, nem sempre a variação


ECONÔMICA se vê obrigada a lan- da prcdução se reflete na varia-
çar mão das cifras do consumo ção do consumo de energia elé-
industrial de energia elétrica do trica.
eixo Rio-S. Paulo, naquêles ramos
tia indústna em que não possui- Com efeito, em países como O
mos estatísticas para formar uma Brasil, em fase de desenvolvi-
idéia, mesmo pouco consistente, mento, a importação de novas
do comportamento global do ní- tecnologias modifica em curto es-
vel de predução, isso porque tal paço de tempo a proporção do
maneira de proceder pode levar- uso dos fatôres de produção. Ade-
nos a êrros por vêzes apreciáveis, mais, dentro de uma emprêsa, ao

FEVEREIRO / 1967 27
I _ CONSUMO INDUSTRIAL DE ELETR ICIDADE - RIO E SÃO PAULO

(1000 kWh)

1 9 6 4 1 9 6 5 1 9 6 6 VARIAÇÃO "'0

ESPECIFICAÇÃO
São P aulo Rio São P iulo Rio São P aulo Rio ---;:l--;:'-
Light Light Total Light Light Total Light Light Total 1-
1965
I 1964

Automóveis . 288108 14890 302298 329644 17473 347117 446722 18677 465399 +34,1 + 54,.
2ebidn 32532 27170 59702 37130 29471 66601 41315 31498 72 813 + 9,3 + 22,0
Cimento. 159914 29465 189379 137794 28577 166371 142293 30638 172931 + 3,9 - 8,7
Produtcs químicos 631 174 186564 817738 716214 161074 877 288 823989 180427 1004416 + 14.5 + ",8
Prcduto5 de argila .
Equipamento elétrico
88219
192179
27299
34533
115518
226712
89727
186561
29016
34175
118743
220736
88098
239860
30 195
424b9
11 8293
282329
- 0,.4
+ 27,9
+ 2,"
+ 24,5
Produtos alimentícios 211 202 35675 246877 223924 37544 261468 246084 39269 285353 + 9,1 + 15,6
Vidros 91285 20719 112004 92095 14722 1068 17 116041 20219 136260 +27,6 + 21,7
Curtumes 19120 10 151 29271 18192 12608 30800 17430 12 892 30322 - 1,6 + 3,.
Metalurgia 385077 39023 424100 384692 44027 428719 466455 57460 523915 -122,2 +23,5
Moinhos 45113 39379 84492 40089 40525 80614 46919 44984 91903 +,
14.0 + 8,8
Minas e pedreiras 29847 14394 44241 34289 15862 50151 38365 15958 54323 8,3 + 22,8
ÓleoJ e lubrificantes> 35326 3 164 38490 35384 4588 39972 17925 3077 21002 47,5 - 45,4
Papéis e ortes gnificas . 294374 72 894 367268 283167 76658 359825 316522 81857 398379 + 10.7 + 8,5
Borracha 120703 9018 12972 1 123218 4833 128051 155246 35 17 158763 24.0 +22,4
Siderurgia 619892 277 394 897286 526580 271316 797896 702379 287857 990235 24,1 + 10,4
Têxtil . 848669 127 743 976412 828317 137619 965936 879885 133496 1013381 4,9 + 3.8
Fumo 4374 2096 6470 6138 2880 9018 6555 3648 10203 . 13,1 + 57,7
Madeiras 73 281 4395 77 676 79303 4720 84023 87643 5544 93187 + 10,9 +20,0
Diversos 28062 40438 68500 32697 40237 72934 ':'0663 45805 86471 18,6 +26,2

TOTAL. 4198288 I 016368 5214656 4205156 998755 5203911 4920392 997073 5917465 -t 13,7 +13,5
II - CENTRAIS ELJ::.TRICAS DE M I NAS GERAIS S . A.
CONSUMO DE ENERGIA ELltTRICA DA CLASSE INDUSTRIAL,
SEGU NDO OS SETORES FABR IS
(Va!õres em 1000 kWh)

CONSUMO VARIA-
çl\O
ESPECiFICAÇÃO
~.

1965 1966

1 600 1489 6,'

Bebida~ 1554 2 100 35, 1

Cimento 1250 16 137551 10,0

71936 103184 43,4

Cer:'mica 15183 18 2 14 20,0

Equiparr('nlo elt·trico (' d~ comunicação J 977 3496 12.1

Produtos alirr.enticio, 25697 3(1672 19,4

Vidros 3. 13 - 6 1,8

Curtumes . 1167 I 132 - 3,0

Metalurgia . 366348 42617 1 + 16,3

Sideruriia 700646 824594 + 17,7

Minas c: pedreira~ 1 848 2145 16 ,1

Papel c pllpelão 5535 7843 4 41 ,7

Borracha 97 381 '12 92.8

T~:lL:til . 32193 35289 + 9,6

1567 1564 0.2

Outras indu5trillS

TOTAL 1438910 1684054 + 17,0

FEVlRl1RO / 1967 2'


III - COMPANHIA HIDRO EL:tTRICA restritas à própria limitação das
DO SÃO FRANCISCO
SISTEMA CHESF estatísticas. Contuno, usaremos
ENERGIA VENDIDA os dadcs relativos a a lgumas
(Em kWh)
das mais importantes indústrias.
como a automobilística, siderúr-
VARIAÇÃO gica, mineração, energia elétrica,
% borracha, cimento e petróleo, que
contribuem com quase 30 ("(, da
produção. (o que diminuirá ncs~a
1965 . 1602859 151 margem de êrro).
1853175185 15.6
ESTrMAT ~ VA DA VARIAÇÃO
DA PRODUÇÃO
Fcnte: CHESF.

À luz dêsses daáos e informa-


passar-~e de uma linha da fabri-
ções, e adotando-se os mesmos
cação para outra, a relação con-
critérios de ponderação estabele-
sumo de energia elétrica/ produto
cidcs para 1965, distribuídos iso-
fina l modifica-se bastante. Soma-
ladamente e n t re os diversos
se a isso o fato de muitas compa-
ramos industriais, iríamos encon-
nhias usarem geradores próprios.
trar um aumento de produção da
sem que esta energia seja
ordem de 10% em 1966, relati-
computada nas estatísticas.
vamente ao ano anterior. P arece
Assim, as estimativas da ativi- tcdavia prematuro aceitar, no
dade industrial em 1966 serão momento, esta es tima ti V a,

IV - PRODUÇÃO SIDERÚRGICA
1965 1966
( I 000 tcnelada!)

PRODUÇÃO ANUAL
VARIAÇÃO
ESPECIFICAÇÃO ~,

1955 1956

Fe~rt'-gusa 2259 2939 30,1


Aço em lingotes 2978 3755 26,1
Laminados (.) 921 957 3,9

Fonte: MIe (Mini5!ério da Indú:uia e Comércio).


c.) Produçip d. C. S. N.

la CONjUNTURA ICONOMICA
v - INDÚSTRIA AUTOMOBILfST:CA
1965 1966
Número de veículos

PRODUÇÃO
TI!> O VARIAÇÃO
%

1965 1966

Caminhões pes~dos e ônibus 4060 4531 -+ 11 ,6


Caminhões médios 20899 30520 + 46,0
Camicnett's de carga e passagúros 46 no 54453 + 16,~

Utilit ár i o~ 1005 7 14939 + 48,5


Automóveis 103437 120122 + 16,1

T OTAL 185173 224575 + 21,3

Fonte: GE IMEC.

considerando o resultado negativo veres líquidos em bens que es-


que se verificou no set or indus- tivessem imunes à desvalcrização
trial em 1965 ( 4,9 ; ( ) . monetária. Os estoques foram
então liquidados a qualquer pre-
Como se recorda, em 1965 a ço. Sanada a crise. o a umento da
indústria atravessou ~éri a crise produção no 2. 0 semestre d e
p er vc1ta do bimestre abril/ maio, 1965 e em parte de 1966 teve
quando h o u v e dispensas em por escopo refazer os estcques
massa de empregados. Os empre-
normais.
sários que estocaram os seus pro-
dutos para lucrar nas remarca- É certo que a produção indus-
ções de preços sofreram o reflexo trial em 1966 realizou progressos
dos estoques, pois os preços de
significativos em muitos dos seus
1964 para 1965 reduziram a sua
ramos mais influent es, conforme
intensidade de alta de 86,6 % para
mostram as estatísticas de volu-
45,4 % (custo da vida na Gua-
nabara) e de 93,3 % pa r a me físico divulgadas neste arti-
27,2 % (preços por atacado). O go. Mas, quanto àqueles outros
consumidor, logicamente, não se ramos, cujas avaliações de cres-
viu obrigado a comprar sempre, cimento foram feitas a través do
visando a transformar seus ha- consumo de e n e l' g i a elétrica,

FEVIR~I R0 /1 96 7
cabe lembrar a precariedade dos o setor automobilístico, que
resultados, tal como inicialmente desde o 2.° semestre de 1965,
realçamos. com as medidas govern amentais
de redução do impâsto de consu-
Tomando-se apenas os ramos m o e o financiamento de a utomó-
de indústrias para os quais foram veis populares pelas Caixas Eco-
possíveis a obtenção de estatísti- nômicas Federais, vem au men-
cas de volume físico (já mencio- ta ndo o seu ritmo de a tivid ade.
nadas an teriormente) , o aumen- cem níveis reco rdes em 1966,
to de prcdução neste conjunto em pois o incremento percentual foi
1966 foi da ordem de 14 "'0. de 21,3% sôbre 1965 (ver
QUADRO v). Os m a i o r e s au-
ANÁ LISE SETORIAL mentos percentuais incid iram sô-
bre a produção de veículos utili-
A indústria d a construção ci- tários ( Jeep e similares) que! em
vil, que tem como seus fornece- última análise. são va liosos bens
dores diretos as indústrias d e ci- de produção, e sôbre os ca mi-
mento, m adeiras: vidros etc., além nh ões médics. êstes bem caracte-
de absorve r grande parte da mão- dzados como tal. O maior acrés-
-de-cbra não qualificada, experi- cimo quantitativo. como sempre,
mentou um a um en to de aproxi- ocorreu na fabricação de a utcrnó-
madamente 7 % . veis de passeio. Como veremcs

VI - CONSUMO INDUSTRIAL DE BORRACHA


1965 1966
(Em toneladas)

ESPECIFiCAÇÃO 1965 1<)66 VAR I AÇÃO


%

Borracha veget(l l 26554 30355; 14.3

Bnrracha sintética 37859 51033 34.8

Borracha regenerada 9752 11561· 1 18,6

TOTAL ... 74165 92949 25.3*

Fonte: Comissiio Elt"ecutiva d a Defesa da B orn:cha.


~ .) Dados estimadG3.

32 CONJU NTURA ECONOMICA


adiante, o aumento do ritm o de
atividade na indústria automobi- TELEFONE
INTERNACIONAL
lística t rouxe res ultados b enéfi-
'5!t ;tA?\\E AS 1I11\1S RÁ?WP.S
cos aos ramos que fabricam os UGACOES1
componentes, ou seja, os de ma-
terial e létrico, borrachas. vidros,
plásticos, siderurgia etc.
DISQUE DIRETO
A indústria do cimento, que
em 1965 estivera estacionária, re-
tomou em 1966 o seu ritmo e
RID ·52·6000
obteve um aumen to de 7,7 01(1 , c S. PIIULD • 33·4111
mesmo consegu indo em 1964
sôbre 1963 (ver QUADRO VII).
Êste acréscimo é conseqüência do
SIINTOS • 2·7194
O mundo a seu alcance
. .
havido no setor da construção VII HADlOBRÁS
til Radlltel!criflca Braslleln
civil Telegramas. Telefone · Tele •
• ladlafata. para a exterior

A indústria extrativa mineral


(ver QUADRO VIII) , no tocante à
extração d o ferro, com:eguiu em e em 1964. 29,9 % . A Cia. Vale
1966 um incremento de 13,9 0/0 , do Rio Doce, produtora de cêrca
quando em 1965 obtivera 25,8 % de 90 (( do minério de ferro do
país, é a responsável por tais
acréscimcs, pois cada ano a eia.
VII PRODUÇÃO DE CIMENTO produz por volta de 2 milhões de
PORTLAND COMUM E DE ALTO t a mais do que no ano anterior,
FORNO
isto desde 1963, o que vale dizer
1965 1966
que de 1963 para cá a prod ução
( 1 000 toneladas) quase duplicou. A produção bra·
sileira de minério de ferro é vol-
tada para o mercado externo e
PROOUÇ ÃO
VARIA Ç ÃO nos últimos anos o govêrno vem
%
E.dotando uma política de expor-
tação agressiva, o que explica
êstes grandes aumentos. A pro-
1965 . 5591 dução de minério de manganês,
1966 . 6024 1 7.7
que sofrera acrésci m o em 1965,
após declínio em 1964, voltou
a cair, desta vez de 5,40/0 •
Fonte : Sindicato Nacional da I ndústria do
Cimento. A causa parece residir na dimi-

FEVlREIRO/ 1967 33
nuição das compras do mercado QUADRO VI ). Cumpre nota r tam-
exterior. bém que a produção da borracha
sintética, de 1963 para cá, vem
A mineração de carvão, que suplantando nitidamente a de
desde 1963 sofre reduções per- borracha natural.
centuais. obteve um aumento, não
atingindo no entanto os índices A siderurgia (vel QUADRO IV) t
quantitativos de 1962. que em 1965 acusaria peque-
no aumento, dinamizou as suas
A indústria de energia elétrica atividades e conseguiu atingir
apresentou incrementos satisfa- n í ve i s satisfatórios em 1966,
tórios, totalizando os sistemas no que tange à elaboração do
Rio e S. Paulo Ligth, CEMIG- ferro-gusa e do aço. No setor de
-Centrais Elétricas de Minas Ge- laminados, embcra só tenham03
rais S/ A e CHESF-Cia. H idro cs dados relativos à produção da
Elétrica do S. Francisco um au- Cia. Siderúrgica Nacional, o nível
mento de 6,60/0. de crescimento continuou fraco,
seguramente mais até do que em
A indústria da borracha, cujas 1965.
variações guardam certa relação
com a da indústria automobilís- A prcdução nacional de petró-
tica, teve bom incremento em leo bruto aumentou de 23,60/0
1966, após a queda de 1965 (ver (ver QUADRO IX) , passando a

VIII - MINERAÇÃO

1965 1966

PRODUÇÃO
(em tono métrica ! )
ESPECIFICAÇÃO VARIAÇÃO
%
1965 1966

Minério de ferro 1 t 452 206 13040000 + 13,9

Minério de manganês 796102 753163 - 5,4

Carvão mineral (em t) 926177 978290 + 5,6


Fontes: Cia. Vale do Rio Doce; Indústria a Comén;:io do Minério S. A. (ICOMI); e Cill.
Siderúrgica NacionliJ.

14 CONJUNTURA ECONO"'ICA
IX - PRODUÇÃO DE ÓLEO, GÁS E DERIVADOS DO PETRÓLEO
1965/ 1966

VARIAÇÃO
ESPECIF:CAÇÃO %

1965 1956

Produção de- óleo 5460 6749 23,6

Produção de gás 684037 788569 15,3

Produção de derivados. 144 63 16561 14.5

r .;;nte; PETROBRÁS.

representar 33,7% da demanda decréscimo em sua atividade, co-


de óleo cru do país. A prcdução mo conseqüência de refluxo dos
de derivados obteve um incre- estaques. Em 1966, como vimos,
mento de 14,5 % . Entre as reali- a situação do setor melhorcu sen-
zações da Petrobrás em 1966 que sivelmente.
contribuíram para êsse aumento,
Com o advento do Fundo de
podemos citar a conclusão do
Garantia do Tempo de Serviço,
oleoduto Ric -Belo Horizonte, a
o qual carreará mensalmente cêr-
de duas fábricas de asfalt o, uma
ca de CrS 60 bilhões para o Ban-
em Madre de Deus-BA e outra
co Nacional de Habitação, que os
em Fcrtaleza, duplicando a capa-
utilizará na polítka habitacional,
cidade instalada no país, e a in-
é de se esperar forte impulso na
corporação à FRONAPE-Frota
indústria da construção civil e
Nacional de Petroleiros de 4
suas agregadas em 1967.
navios-tanques de 10.500
Hdeadweight" cada um. T odavia. a crise no for neci-
mento 'de energia elétrica, que
A indústria manufatureira, no- vem afetando bastante o parque
tadamente a de bens de consumo industrial da Guanabara, ccasio-
durável a que primeiro sente os nará fatalmente uma quebra no
efeitos rie uma política de conten- ritmo das atividades neste comê-
ção à inflação - sofreu em 1965 ço de 1967.

,.VIRIIR0/1 967 u
~
SIEMENS

Um rio
chamado
Siemens
1:: um afluente do rio Iguacu e se chama Sicmcns. Assim foi "p~ltizado" pelo engenheiro
Francisco Beltrão, que o descobriu quando fazia o levantamento topograflco da região· o
oeste paranaense • no principio deste secula. E um pequeno curso d agua, mas la esta.
correndo e assinalado nos mapas. Perto estão as cidades de Foz do Iguaçu. FranCISCO
Beltrão e Cascavel. tOdas dotadas de serviço telefônico Slemens. Não é cOinCidênCia. Ha
quase cem anos a Slcmens esta presente em todos os cantos do Brasil. participando do
desenyolvimento nacional com geradores. equipamentos elelncos industriais e sistemas de
telecomunicações. E se alguém se lembrou de Slemcns para denommar um aCidente geo-
graflco. certamente não fOI para homenagear J marca comercial. t. que Siemcns tem uma
significação que ultrapassa o nome proprio do grande inventor· e um nome assim como
Ampere ou Faraday, que, alias. são os nomes de outros rios vlzmhos descobertos pelo
mesmo engenheiro. 31EMENS DO BRASIL COMPANHIA DE ELETRICiDADE
São Paulo· 8rasllia • RIO de Janeiro · P6rto Alegre· Rec.fe - 8elo Hor zonte • Cuntlba • Salvador
COMÉRCIO

ALALCj66

o ano de 1966 teve um significado especial para a Associação


Latino-Americana de Livre Ccrnércio, de vez que, no seu transcurso,
uccrreu a Conferência dos Ministros do Exterior dos p3íses membros,
vitalizando o suporte político das relações Entre as Partes Contra-
tantes que, de certa forma, vinham sendo conduzidas apenas no
campo técnico.
Cabe também registro especial à adesão de novo membro da
Associação, a Venezuela, que, embora não tenha participado da 6 .a
jodada de negcclações, deverá durante o próximo ano apresentar
ao Comitê Executivo Permanente de M cntevidéu os seus pedidos
de conces~ões e prováveis ofertas de tratamentos preferenciais para
as mercadorias objeto de comércio zona I.
Além dêstes 2 eventcs, sem dúvida os mais importantes do
ano passado, cumpre assinalar a Sexta Conferência dáS Partes Con-
tratantes e as reuniões das Comissões Assessoras de Estatísticas, de
Origens das Mercadorias e de Nomenclatura.

$EXT A CONFERENCIA já negociadcs em Conferências


(24-10 a 24-12-66)
anteriores, como também outor-
Partici param da sexta rodada gando ccncessões a novos pro-
de negociações todos os países dutos.
membros - Argentina, Brasil, A ccnsolidação dos tratamen-
Colômbia, Chile, Equador, Mé- tes, para 1967, atinge 660 itens
xico, Paraguai, Peru e Uruguai da Nomenclatura de Mercado-
- não só reduzindo t ratamentos rias para a Associação Latino-

FEVEREIR0 /1 967 37
Americana de Livre Comércio tística visam a eliminar os múl-
(NABALALC), cabendo ao Brasil tiplos entraves que dificultam a
o maicr número de concessões, consolidação das apurações e são
seguindo-se o Paraguai, México e responsáveis pelo atraso na di-
Argentina. vulgação das estatísticas, apesar
dos esferços da equipe encarre·
Das diversas seções que ccns- gada des trabalhos.
tituem a referida Nomenclatura,
a que recebeu maior número de Os últimos dadcs disponíveis
alterações de tratamento foi a de durante a Sexta Conferência re-
n.O XVI, onde se classificam as feriam-se apenas ao 1.0 semestre
máquinas, instrumentos mecâni- de 1966.
cos e equipamentos elétricos,
sendo o Brasil o maior outorgan- Se o comportamento do 2.°
te com 77 registros. semestre do ano passado fôr idên·
tico ao de igual período de 1965,
o QUADRO I apresenta, de ma- pedem-se prever, para 1966, as
neira global, os números de con- maiores cifras de comércio zonal:
cessões novas ou alterações de cêrca de 660 milhões de dólares
tratamentos, segundo as seções na exportação e 785 milhões na
da Ncmenclatura. importação.

COM i SSÃO ASSESSORA DE Uma das razões que alicerça·


ESTATfSTICA ( 6·6 a 17·6·66) r3m a criação de uma Zona de
Livre Comércio no continente foi
Entre os assuntes examinados a insignificância das transações
durante a reunião de peritos em entre cs países, em confronto com
estatística de comércio exterior, cs seus comércios globais.
merecem destaque especial os se-
Na é p o c a da assinatura do
guintes: 1)- unificação do sis-
Tratado de Montevidéu, o co-
tema de registros dos dados de
mércio zona! representava cêrca
comércio; 11)- correlação entre
de 7% das relações comerciais
as nomenclaturas nacicnais de
entre a América Latina e o resto
mercadorias e a da Associação;
do mundo. Em 1965, esta rela-
l I I ) - taxa de câmbio utilizatla
ção se elevou para 100/0 na ex-
na conver!ão das moedas nacio-
portação e 13 ~~ na importação.
nais para o dólar norte-ameri-
cano. O movimento comercial do 1.0
semestre permite esperar, para
Os encontres programados pe· 1966, resultados semelhantes aos
la Comissão Assessora de Esta- de 1965.
38 CONJUNTURA ECONôMICA
1 _ ALALC - CONCESSOES PARA 1967

I I I I I I I
SEÇÕES DA NABALALC I A I B I Co , Ch I E M I Pa Pe U I TOTAL
I I I I I I I I
1- Animais e produtos do
reino animal " 11 50 66

11 - Prc dutos do reino vegetal 59 7.

Ill - Gorduras e óleos animai5


e vegetais 16 24

IV - Alimentos, bebidas e fum o 10 30

V- Produtos minerais

VI _ Produtos químicoS> 35 35 11 1 25 118

VII - P lásticos e borracha

VIII - Cour.:s e peles

IX _ M ad(' iro, carvão vegetal e


cortiça. Materiais de ces-
taria
X _ Papel 15

XI_Têxteis 16 24

XII _ Calçad os, chapéus e arte-


fatos para cabelos "

XIII _ Cerâmica, vidro e cristai9

XIV - Pedros e metais preciosos

XV-Metais comuns 3 14 1 10 45

XVI _ Máquinas e instrumento!!


mecânicos; equipamento
elétrico 45 77 3 52 10 200

XVII _ Veículos

XVUI - Imtrumentos de ótica e


cinematografia; de preci-
sno; instrumentos e apa-
relhos médico-cirúrgicos;
relojoaria; instrumentos de
música e r~gistradores de
13 28

XIX _ Armas e munições

XX _ Obras não classificadas ..


TOTAL 101 193 15 37 6 105 156 11 36 660
-
FEVEREIRO / 1967 39
o
exam e das relações comer- memb ros e 1 2('~ de suas com pras
cais com a Associação e o resto procedem da Associação.
do mundo, segundos os países,
revela ser o P araguai a Parte O exame das cifras referentes
Contratante que apresenta maior ao 1.0 semestre de 1966 revela
porcentagem na e x p o r t a ç ã o, um incremento da ordem de 12
390/0. Todavia, as aquisições de m il hões de dólares na exporta-
origem zonal dêste país limitam- ção e de 7 milhões na importação.
se a 1 8 ~ú de suas compras glo- Cabem 3 Argentina e ao Bra-
bais. sil, respectivamente, os 1.0 e 2.°
lugares nas duas correntes de co-
Por outro lado, é a Argentina mércio, tanto em 1965 como em
o país que detém a maior por- 1966.
centagem entre as compras na
Zona e no resto do mundo. Cêr- Os países que apresentam
ca de 200/0 das aquisições argen- maiores acréscimos nos períodos
tinas são de origem zonal. comparados - janeiro a junho
de 1965 e 1966 - foram o Uru-
No caso brasileiro, estas rela- guai, na expcrtação, com a ma-
ções se situam em níveis razoá- joração de 8 milhões de dólares,
veis, de vez que 11 % de suas ex- e o Peru, na importação, com 7
portações se destinam acs países milhões.

,-I-I--
11 - ALALC
(USS I 000000)

EXPORTAÇÃO (FOB)
I IMPORTAÇÃO (CIF )

ANOS
% do I 1 % do
Global Zonal Zonal Global Zonal I Zonal
5 Global . ,Global
1_- __
1960 4733 340 5688 375
1961 4909 299 6012 360
1962 5175 354 5931 420
1963 5465 425 5746 525
1964 5881 558 5981 646 li

1965 6459 635 10 6009 769 13


1966 (') 3332 294 3069 355 12

(*) Janeiro s junho, exceto Equadcr.

40 CONJUNTURA ECONOMICA
COMISSÃO ASSESSORA DE ORIGENS Do conc1ave resultaram várias
(19·7 a 19·8·66)
alterações na Resolução n.o 82 e
Quando o regimE" de ccmércio a aprovação de um questionário
de um país admite tratamentos contemplando tôdas as informa-
preferenciais p a r a importações ções que a Comissão julgou fun-
p r o v e n i e n t e s de determina-damentais para o estabelecimen-
das nações, surge a necessidade to dos citados requisitos.
de definir claramente a origem
Durante o ano de 1967, pro-
das mercadcrias beneficiadas, a
vàvelmente no 1.° semestre, de-
fim de evitar que outros países
verá ocorrer nova reunião da Co-
venham a se utilizar, indevida-
missão Assessora de Origens a
mente, das vantagens outcrgadas.
fim de examinar o material cole-
As definições de origem das tado e recomendar ao Comitê
mercadorias se fundamentam em Executivo Permanente, de Mon-
regras gerais, para produtcs na- tevidéu, as condições a serem
turais e semi-manufaturados, e exigidas na importação de cada
em requisitos particulares para mercadoria, para que esta possa
os de maior acabamento. gozar de tratamento preferencial
negociado na ALALC.
Na Asscciação Latino-Ameri-
cana de Livre Ccrnércio. já foram COMISSÃO ASSESSORA DE NOMEN.
estabelecidas as regras g e r a i s, CLATURA (27·10 a 15·11·66)
através da Resolução n.o 82, da
Segunda Conferência das Partes As Partes Ccntratantes do
Contratantes; todavia, no que se Tratado de Montevidéu, em sua
refere aos requisitos específicos. primeira conferência, aprovaram
os trabalhos ainda ~3 encontram a Resolução n.o 23 recomendan-
na fase de consulta. do a adoção da Nomenclatura
Aduaneira de B r u x e I a s, para
A reunião da Comissão Asses- apresentação das estatísticas 'do
scra de Origens, r e a I i z a d a em comércio zonal e identificação
1966, teve como objetivo melho- dos prcdutos negociados.
rar os instrumentos de critérics
gerais e aprovar um plano de Durante a Segunda Conferên-
tra b a I hú, a ser executado em cia, passou a ser adotada, aten-
1967, para a ccleta dos elemen- dendo ao que dispõe a Resolução
tcs necessários à fixação de re- n.o 42, a Nomenclatura Adua-
quisitos específicos para o maior neira para a Associação Latino-
número possível de produtos ne- Americana de Livre Comércio
gociados. (NABALALC), com cs mesmos

FEVEREIR0/1967 .,
objetivos assinalados na R esolu- Durante o ano de 1966, reu-
ção n.O 23, conservando o supor- niu-se a aludida Comissão para
te internacional, isto é, a Nomen- examinar as alterações que as
clatura Aduaneira de Bruxelas. Corrigendas 0.° 12 e n.o 18 in-
troduziram, respectivamente, nas
Considerando, porém, que a notas L egais e Explicativas, refe-
referida N omenclatura não é es- rentes aos Capítulos n.o 40 (Bor-
tática, devendo atualizar-se, pe- racha) e n. o 44 (Madeiras) da
riôdicamente, com vistas a aten-
Nomenclatura A d u a n e i r a de
der não só aos novos métodos de
Bruxelas.
produção como também aos no-
vos produtos que s u r g e m nos
mercados, os países membros da Do temário da referida Reu-
ALALC concordaram em incorpo-
nião constaram, também os se-
rar à sua Nomenclatura as cor- guintes assuntos: 1)- Corrigen-
recôes introduzidas na de Bruxe- da n. O 19, de BrLxelas; 11)-
las, quando aprovadas pelo Co- Código Latino-Americano de Ali-
mitê Executivo Permanente, por mentos; IH)- Nomenclatura
proposta da Comissão Assessora tarifária ccrnum para cs países
de Nomenclatura. da ALALC.

IH - ALALC
JANEIRO A JUNHO DE 1966
(USS 1 000 000)

EXPORTAÇÃO ( FOB ) lMPORTACAa (C IF)

PAISES r;, dn
'"., do
Global ZOl1al Z"'nlll GllJhal Zonal 7.'nal
s Global s,Global

ATi~entina 877 105 12 522 103 20

Brasil 805 85 11 657 79 12


Colômbia 265 13 308 ,.
Chile .. 360 22 333 62 19
Equadçr 10
México 533 22 773 17
Panguai 23 39 28
Peru 3<9 25 371 43
"
12
Uruguai 120 13 11 77 22 29

42 CONJUNTURA ECONÓMICA
IV - ALALC
JANEIRO A JUNHO
(USS 1000000)

EXPORTAÇÃO (FOB) IMPORTAÇÃO (C IF )

PA1SES
ou ou
1966 1965 1966 1966 1965 em 1966

Arg~ntina

Bra\il ..
105
H>
102
90 -5
103
79
li.
82
16

Colômbia
Chile
Equodor
13
21 25
10
- 3 .,
24 21
58
+3

México .. 22 17 17 12
, 5
P;uagu:li . +I
Peru
Uruguai ..
2S

13
2. 43
22 .
3. ~ 7

TOTAL 302 29' 12 360 353

PROGRAMA PARA 1967 verão participar de uma reunião


cujo objetivo será (J de examinar
1)- P elo Decreto-Lei n.o 63, os pedidos de concessões e de
de 21-11-66, o Brasil reformulou ofertas, por parte da Venezuela.
a sua T arifa Aduaneira, a entrar
em vigor a 1-3-67. Assim, logo I I l ) - Pelo artigo n.o 7, do
após esta data, deverá ccorrer, Tratado de Montevidéu, de 3 em
em Montevidéu, uma reunião ex- 3 anos as Partes Contratantes
tracrdinária p a r a examinar as deverão aprovar as Listas Co-
ccmpensações que o Brasil vai muns para a Assodação.
oferecer em troca das modifica-
ções nas margens de preferências Em 1964, entrou em vigor a
negociadas. decorrentes da nova Primeira Lista Comum, devendo,
T arifa. em 1967, ser aprovada a Segun-
da Lista.
I l ) - Antes do início da Séti-
ma Conferência das Partes Con- IV)- Além destas reuniões,
tratantes, prevista para outubro estão previstas, também, aS das
de 1967. os países membros de- 3 Ccrnissões Assessoras.

FEVEREIRO / 1967 .3
Nosso melhor anúncio.
L.t y~, A~ do .MI.genl~~ .. e..a,s ~ormA iomundo.
Nu"'" • le,na, Iô:P"hco,e<;or>Or!\IÇO,raCiO Aleoo.a,.,mQUe ~s jamlle"de'
""""'_0" 12m, 100'" p.... O<t113B '"""Pe" •• ~o deoempenno o.~~VW
'l .... ~h""<1e . VW lO .~~ .. E rf'''q~,a'lO. at. ga.!a p ",., A, eles descob'~mq ... l6d.l1

~
,,' m~""o 81"0 guo'~a, lua m~n""nç:lO .. e''''SQ..aodadesdo
p,. <I"" I~"'., ~"'~j.ft""D .",ema_nle.,mpln Vol~.",.ge" .. gn,fie. m um!
v"k ...",qpn? N~I" .. lmente ClIpto.p"eIM,oade .anh.qem I"'t~

P",aue <I VW Itm ""'~ ,nf,nK1o,'. VWu(h~mtudol.lQ.c<l,oa.ma," St" QII(> .~I<lI' ,i.. f~,"" ,..
COMERCIO

EVOLUÇÃO E TENDÊNCIA EM 1966

o ano de 1966 caracterizou- o nivelamento da taxa de


-se, no setor do comércio exterior, câmbio das categorias geral e es-
por 4 acontecimentos básiccs - pecial, que equivale à eliminação
manutenção da taxa de câmbio de fato desta última enquanto
no mesmo nível durante todo o tal política fôr mantida, havendo
períodc, virtual eliminação da ccorrido nos últimos dias de no-
categoria especial de: câmbio, cria- v€mbro, não tem condições para
ção do Conselho N aciona l do Co- influenciar as importações do úl-
mércio Exterior (CONCEX), e timo ane; assim, também a atua-
modificações introduzidas na ta- ção do CONCEX, que não é ór-
rifa aduaneira e em todo o siste- gão executivo mas normativo do
ma alfandegá rio do país peles ccmércio exterior, não implica
Decretos-Leis n.os 63 e 37. em conseqüências imediatas, mas
na melhor das hipóteses trará re-
Dêsses fatos apenas o primei- sultades a médio e lenga prazo.
Quanto às modificações introdu-
ro - manutenção da taxa de
zidas na tarifa aduaneira - de
câm b i o - influenciou dirfta-
caráter liberal e visando, em con-
mente o movimento comercial jugação com o nivelamento da
externo do ano. Os 3 c utros, taxa cambial das categorias, per-
ocorridos já ne último trimestre, mitir maior concerrência inter-
não se refletirão sôbre os resulta- na - estas, pelo próprio De-
dos de 1966, mas, caso seja man- creto-lei 11.° 63, que as introdu-
tida a política nêles preconizada, ziu, só deverão entrar em vigor
deverão ter marcante influência a partir de 1.0 de março de 1967,
em 1967. depois de terem sido revistas e

FEVEREIRO / 1967 45
reajusta:das, no que convier, pelo ram as exportaçõcr; de café, algo-
Conselho de PoIttica Aduaneira. dão, açúcar, arroz, mi lho, lã etc.
Também o Decreto-Lei n.o 37 Cabe também salientar que cer-
intrcduziu novos conceitos e criou tas exportações são cíclicas, cor-
figuras aduaneiras até agera não respondendo principalmente a
adotadas no Brasil - entre- períodos que se seguem às co-
postos, nevas tipos de isenções. lheitas e, ass im, aquelas que in-
extensão âo conceito de territó- cidiram com maiGr frequênci~
rio aduaneiro. trânsito etc. - nos orimeiros meses do ano Sp
depende de regulamentação em beneficiaram do reajustamento
sua quase totalidade, o que adia- cambial de novembro de 1965 e
rá até a publicaçãt. dêsse exten- nãc tiveram seus custos onerados
so regulamento sua execução de pela taxa inflacionária de 1966.
fato.
A estabilidade da taxa cam-
As~im, o ano de 1966, tendo
bial, conjugada com o recrudesci-
sido pródigo em legislação refe-
mento das atividades de certos
rente ao comércio exterior, não
setores da produção que mais
foi por ela influenciado.
diretamente teriam sido afetados
O mesmo não se poderá dizer em período anterior pela polí-
quanto à manutenção da taxa de tica anti inflacionária, determi-
câmbio. Tendo prosseguido o nou acréscimo substancial das
movimento inflacionário interno, impcrtações. Nos primeiros 10
embora mais amortecido, para- meses de 1966, enquanto a ex-
lelamente a uma política cam- portação aumentou em cêrca de
bial de estabilidade rigidamente 160 mi lhões de dólares corres-
mantida pelo govêrno, caíram as pondendo a 500 mil t, a importa-
exp::rtações de produtos manu- ção cresceu em quase 400 mi-
faturados que no ano anterior ha·· lhões de dólares. correspondendo
viam obtido incremento apreciá- a mais de 2 milhões de t . Foi subs-
vel. tancial o incremento na importa-
ção de trigo, só superado pelo pe-
Conservaram o nível anterior,
t r6leo cru. Foi também assinalá-
ou aumentaram, as exportações
\leIo incremento das compras ex-
des produtos tradkicnais - ma·
ternas de máquinas, tratores, ma-
térias-primas e produtos alimen-
térias-primas para ti indústria -
tícios - para os quais temos ca-
cobre, alumínio, ziucc, chapas de
pacidade de produção a preços aço, soda cáustica etc.
competitivos, com margem capa7
de suportar a ccntingência cam- Fazendo-se uma estimativa
bial enfrentada. Assim, c',-esce com base no movimento dos 10
46 CONJUN TURA ECONOMICA
primeiros meses do ano, a expor- ros meses de 1965 (91 milhões
tação em 1966 terá alcançado de dólares) para 5,30:'0 em igual
1 750 milhões de dólares e a im- perícdo de 1966 (78 milhões de
portação 1 450 milhões, o que dólares). Embora as estimativas
daria um sa ldo positivo de 300 ba~eadas no período possam
milhões de dólares. Êsse tipo de eventualmente apresentar mar-
estimativa pode, no entanto. em gem de êrro não desprezível, as
números absolutos, conduzir a tendências em geral são pouco
erros que ultrapassem a margem afetadas. Dessa maneira, é previ-
aceitável, porque as pressões in- sível que se mantenha no cômpu-
ternas e externas sôbre o merca- to final do ano as proporções as-
do nos 2 !11eSeS cujas estatísticas sinaladas; se assim fôr, a expor-
aind3 não estã,., disponíveis pc- tação global terá aumentadc, em
derão ter sido muito supericres 1966, pouco mais de 11 % sôbre
ou inferiores à média do ano, o a de 1965.
que falsearia a cálculo acima.
Embora a análise dos princi-
Admitindo, porém, que se te- pais produtos de exportação se
°
nham mantido, que parece cor- recomende no estudo do comér-
responder à realidade, o saldo po- cio exterior, seria necessário com-
sitivo de 1966 seria exatamente plementá-la com a pesquisa de
a metade do de 1965. outros produtos que, não tendo
Como se verifica pelas estatís- proporcicnalmente maior interês-
ticas dos 10 prinleiros meses se, estão surgindo ou ampliando
(ver QUADRO I) , a concentração sua participação na pauta de ex-
em tôrno de um pequeno grupo portação brasileira. Todavia, êsse
de produtos ainda é característi- trabalho não pode ainda ser de-
ca marcante das vendas do Brasil vidamente executado porque a
ao exterior. O grupo de 15 prin- ncmenclutura estatística se preo-
cipais produtos enumerados reú- cupa com os chamados grandes
ne aquêles que concorreram com números e só individualiza o pro-
1 % ou mais do valor tota l das duto quando êle já a tingiu nível
exportações, c o In exceção d o ponderável de exportação, in-
fumo cuja exportação caiu em cluindo os demais na classe de
1966. mas que habitualmente se não especificados. No futuro,
mantém acima daquele nível. O quando em obediência ao Decre-
conjunto dos 15 produtos, todos to-Lei n.o 37 tôd3 a estatística
primários, representou 750/0 do vier a ser apurada pela nomen-
valor total exportado. A partici- clatura aduaneira de Bruxelas,
pação dos produtos industrializa- haverá material mais farto para
dcs caiu de 7,O~ (, nos 10 primei- o pesquisador.

FEV EREIRO/ 1967


PRINCiPAIS PRODUTOS EXPORíADOS

Janeiro a c utubro - 1965 66

% S VALOR QUANTIDADE
VALOR FOB
TOTAl. DA ( T 1 .000)
(USS 1.000.000)
EXPORTAÇÃO
MERCADORIAS

1965 1966 1965 1966 1965 1966

Café em grão 561.2 632,7 43,6 43,6 637,9 834.3

Algodão em rama 84.3 91,6 6,6 6,3 173,1 193,0

Hematita 85,2 81.8 6,6 5,6 10513, 1 10 515,0

AçUCQr 42.0 69.6 ,U 4.8 569.6 861,5

TIoIbu89 de pinho 44.2 47,5 3.' 3,2 576.5 602,8

Cacau .m amêndoa! 18,5 39,8 1,4 2.8 62,4 88,1

Arroz . 19,1 32,2 1,5 2,2 1949 279,3

Milho . 22,2 30,6 1,7 2,1 4<15,7 603,8

Lã . 13,3 23.1 1.0 1.6 12,9 19,7

Miné rio de manganê. 22,7 23,3 1,' 1.6 846.8 840,3

Si'al 18,5 111.5 1.' 1,3 lOR,K 115,6

),bnteigA de CAcau 10,6 16,6 0.8 1.2 13,2 17,1

Óleo de mOmOl19 20,6 16.2 1.6 1,1 108,0 70,8

Castanha.da-pará 10,5 13,4 0,8 1,0 19 ,0 27,7

Fumo em !ôlhn 17,9 12,2 1,4 0,8 38,8 28,1

Outros produtos 297,8 301,6 23,1 20,8 1737.6 1603,1

TOTAL GERAL . 1288,6 1450,7 100,0 100.0 16158,3 16700,2

FONTE: Serviço de EstatísticII Econômica e Finllnceirll do M. da Fuendll.

4' CONJUNTURA ECONOMICA


o QUADRO Il apresenta os pro- nar a longo prazo pouco significa-
dutos de importação que alcan- tivo para análise o seu estudo is<r
çaram 1 % ou mais do valor total lado. Atualmente a análise do
importado. Os 16 produtos assim comércio internacional começa a
reunidos representaram 52 % da- ser mais representativa das tro-
quele valor. Corno é fácil de cas entre áreas econômicas do que
constatar, as principais importa- entre nações. Mesmo aquelas
ções se concentraram no setor dos áreas que não constituem zona
combustíveis (petróleo e carvão), econômicamente integrada, mas
das máquinas, metais não-ferro- a penas área de livre comércio,
sos 'de que não temos produção pelas próprias condições que per-
ou a possuímos em nível muito mitem sua formação, criam faci-
pouco satisfatório (alumínio, zin- lidade e privilégio de tal ordem
co e cobre) e dos produtos ali- entre seus integrantes que tor-
mentícios tambénl não produzi- nam fatais certos desvios das
dos ou cuja produção é incipiente cerrentes de comércio que vêm
(trigo, bacalhau e as chamadas afetar terceiros países a ela es-
frutas européias). A agricultura tranhos. Não obstante, sendo de
nacional faz-se presente nesse criação relativamente recente,
grupo através de produtos a ela ainda não se apresentam em sua
destinados - tratores, adubos, plenitude os fenôrnenos que deve
inseticidas e fungicidas. Todos provocar.
êsses produtos, com exceção dos Em quase tôdas elas, por exem-
adubes, tiveram suas importações plo, observa-se ainda no comér-
ampliadas em 1966. No conjun- cio bilateral com o Brasil a pre-
to, até outubro, as importações ponder&. ncia de alguns poucos
glcbais acusaram um aumento de países que já mantinham comér-
37 1 ( sôbre as do mesmo período cio mais intenso conosco quando
de 1965 e é previsível que essa eram unidades econômicas isola-
proporção se haja mantido até o das. Também no que se relacio-
final do ano. na com a mOdificação na orige:t.'!1,
de certas correntes de importação
MERCADOS PREPONDERANTES
e exportação, o fenômeno, se bem
Com exceção dos Estados U ni- que já se faça sensível em alguns
dos, Japão e Canadá. todos os setores, está apenas em início.
de m a i s mercados importantes AIguma3 dessas associações de
para o comércio exterior do Bra- países, por serem constituídas de
sil fazem hoje parte de zonas de nações que isoladamente não
integração econômica em áreas mantinham comércio. ponderável
de livre troca, o que tende a tor- com o Brasil, continuam na posi-

fEVEREIR0/1967 49
II - PRINCIPAIS PRODUTOS lMPORTADOS

Janeiro li o utubro - 1965 66

VALOR CIF "& S VALOR QUANTIDADE


TOTAL DA , T 1 . 000 )
(USS 1.000.000)
EXPORTAÇÃO
MERCADORIAS
---- --
1965 1966 1965 1966 1965 1966

P etróleo em bru to 135.7 136,4 15.5 11,2 887 1.2 93 15,0

Trigo e m griio 97.8 132,4 11.1 10.9 ] 325.9 1 907.8

M áquinas e apa relhos ele-


tocos e seus aceuórios 39.3 64,7 4,5 5.3 11,5 19,6

Cobre em bruto 20,9 55,5 2,4 4.' 18,6 35,3

Tratores (exclusive a va-


por) 12,0 38,7 IA 3.2 (1) '.8 (2) 21,1

Chapas e lâminas de ferro


e aço 22.5 30,4 2.' 2.5 103,0 136.5

Máq uinas p trabalhar me-


ta iS excl ll ~ive as pneu -
máticas, 17.0 25,6 1.. 2, 1 8,2 13.2

Carviio-de.pedra e betu-
minoso 12. 1 23,4 IA 1.. 686,0 1 403.0

Adubos, 21.2 20,4 2,4 1.8 377.0 385.5

Óleos lubrifican tes 14,0 20,0 I.' 1.0 172,1 242,3

M áquinas de escritório. 12.5 19.0 IA 1.' 1,4 1.5

Alumínio em bruto 9.1 17, 1 1.0 1,4 17.9 32.8

B9cal ha u 8.' 15, 1 1,0 1,2 13.2 12.1

Rol9 menl OS. parlel e pe-


ças. 10.0 14,2 1,1 1.2 3.0 4,4

Maçãs. pêras e u vas 10,6 12.6 1.2 1,0 59.6 61.2

Zinco em bruto 10,5 12,4 1.2 1.0 25.8 35,7

Outros produtos 4 24,2 576,8 48.3 47,5 1 9 4 2,0 2 130.6

TOTAL GERAL 878,3 1 2 14,7 10 0,0 100,0 13 64 3.2 15 767,6

li ) 1019 unidades. (2) 2 130 unidades.


FON TE: Serviço de Estatística Econômica e Financeira do Ministé rio da Fezenda .

SO CONJUNTURA lCON{)MICA
ção anterior, isto e, se mantêm de 7 ' ( e 90/0, respectivamente.
neutra o; em relação a nosso co- Essas cifras vêm demonstrar que
mércio externo, embora atual- a transfonnação da á rea de co-
mente reunidas. ' Podem-se classi- mércio livre em um mercado co-
ficar entre êsses o M ercado Co- mum, como previsto, esbarra de
mum Centro Americano e várias início com um obstáculo real-
áreas de c'o mérdo livre e merca- mente ponderável: o nível da ta-
dos comuns africanos que se têm rifa comUJn. Parece difícil que
projetado, instalado e dissolvido para atender às ielações econô-
nos últimos anos. Na África, a micas e comerciais com uma á rea
experiência das áreas de ccmér- que representa proporção ainda
cio ou de integração econômica pouco significativa no comércio
parece estar ainda em fase expe- global do pa ís, se possa modificar
rimental, com exceção, natural- tôda a estrutura tarifária com as
mente, da Associação dos Países conseqüências previsíveis sôbre a
Africanos e Malgache do Merca- produção e os den,ais mercados.
do Comum Europeu. ainda que diluído no tempo essas
Para a análise de comércio ex- modificações - 12 a 15 anos é a
terior do Brasil essas asseei ações média em geral adotada.
não apresentam interêsse no mo-
Essa posição relativa não é
rr.ento, sendo por isso eliminadas
apenas brasileira, mas se repete
dos QUADROS IH e IV , onde agru-
em maior ou menor proporção
pamos aque las áreas de que par-
nos demais países da Zona.
tici pam países representativos
em nosso intercâmbio, a lém, na- A análise 'do comportament o
turalmente. dos não pertencentes dos mercados integrantes da área
a qualquer dêsses tipos de asso- demonstra que, decorrida a me-
ciação mas que, isoladamen te, tade dos 12 anos do período de
têm posição preponderante. transição, O comérci o, embora
O exame, ainda que superfi- ampliado, continuará a fluir, de
cia l, dos QUADROS 111 e IV faz res- preferência entre aquelas nações
saltar, de início, a participação que já o tinham tra dicionalmente
relativa da ALALC ( Associação mais deo;;envolvido: Argentina,
Latino-Americana de Liv re Co- Brasil, Chile e Uruguai. Não obs-
mércio) no intercâmbio brasilei- ta nte deve-se salientar que países
ro - oscilando em tôrno de 11 o/c al!teriormente marginalizados no
na exportação e 15 0/0 na impor- comé rcio brasileiro. como Méxi-
tação, no último biênio - com co, Peru e Colômbia, já partici-
partici pação preponderante da pam dêle nos 2 sentidos, ainda
Argentina, oscilando em tôrno que em pequena proporção. A

FEVEREIRO / 1967 51
lU - EXPORTAÇAO BRASILEIRA - 1964-1966
(Em US$ 1.000.000, val_f FOB)

PAíSES 1964 1965 1966


---
I
lO meses 1964 1965 1966
I 10 meses
I
Argenl lnd 90.8 140,9 91,8 6.5 8.' • .3
Chile ll,3 19,2 19,4 0,8 1,2 1,4
Colômbia 2,0 2.8 •.4 0,1 0.2 0,4
Equador 0,4 0,2 0.2 0,0 0,0 0,0
México 6,3 '.1 5,0 M O,. 0.3
PaJ1l gU81 2,5 2,2 2,0 0,2 0,1 0.1
Peru 1.3 11.9 9 .• 0.0 0,7 0.7
Uruguai 18.2 lU 16,1 1.3 0.7 1,1
AS.!OC;sçio wtmo-Amerlcana d.
Livre ComerCIo 132,8 197,4 J5cJ,5 ',3 12,4 10,3
A lemanha Ocidental 133.6 144.5 111,3 9,4 8,' 7,7
Bélgica e LUJlemburgo 41.5 48.0 30.7 2.' 3.0 2,1
França 50,9 56.4 45.4 3 .• 3.5 3,1
Itá lia. .................. . 67.9 85,1 94,7 4,7 5.3 6,5
PSlSes Babl:os 79.0 81,4 7t,5 5.5 5.1 4.'
Me-rcado Comum Europeu 372,9 412,4 353,7 26,1 25,9 14,4
Reino Unido 63.0 61,7 6S,R 4,' 3.9 4,5
Dinamarca
Suécia ..
34,4
51.3
38.9
55,2
27.3
43,6
2,4
3 .•
2,4
3.5
I.'
3.0
Noruega 18,7 20,1 18.2 1.3 1.3 1.3
Suíça 7.6 7.8 5.5 0.5 0.5 0.4
Portugal 5,3 5.4 4,; O•• 0,3 0.3
Áustria 2.8 3.8 4,1 0.1 0.2 0,3
As.sociação Europe'lJ d. Livre
C~rcio 183,1 193,0 J7D.~ 12.8 12,1 11,7

.,.
Alemanha Oneutal 14.7 15.0 15,6 1.0 1.0 1,1
Bulgária 3 .• 5.2 10,3 0.2 0.3 0,7
Hungria 9.2 11.2 0,5 O,. 0,8
Iugoslávia 12.8 12,3 15.9 O., 0.8 1.\
Polônia 7.' 11.0 7,9 O.• 0.7 0.5
Rumânia 5,5 3.7 2,2 O.• 0,2 0,2
Tcheco-Eslovoquiil 12.9 15,9 18,1 O,, 1,0 1,2
União Soviéotica 37.1 29.3 29.7 2.' 1.8 2.0

Conselho de AM.stencia econô-


mica MutulII 101,2 101,6 110,9 ',I 6._ '.7

Estllldos Unidos 474,3 520.1 435,8 33.2 32.5 33,5

CllltUdli 210 24,8 19,2 1.5 /.5 I,)

Japão 28,0 30.0 33,7 1,_ I,' 2,3

Outro, pautes 115.7 116,1 116,6 S./ ',3 8,S

TOTAL GERAL 1.430.0 1.595,5 1.450,6 100,0 100,0 lOOIJ

Fonte: Serviço de Estati,ttca Econômica e Financeira do MInistério d. Fazo!!nda.

52 CONJUNTURA ECONôMICJ..
Associação está em vias de for- te, da transferência de importa-
mação e, conquanto atravesse no ções de matérias-primas para a
momento sua mais grave crise, os indústria, provocada pelo progra-
resu1ta~os já se mostram promis- grama de liberação da ALALC.
sQres. O saldo do Brasil na O Mercado Comum Europeu re-
ALALC, nos 10 primeiros meses presenta, em seu conjunto, a 4. a
de 1966, foi positivo em cêrca de parte do comércio internacional
6 milhões de dólares e tudo faz do Brasi1. o que vem salientar a
crer que assim se manterá até o importância das conseqüências do
fim do período. embora a expor- Tratado de Roma sôbre nossas
tação. em números absolutos, correntes de comércio. A Asso-
deva ter alcançado menor nível ciação dos Países Africanos e
que em 1965. devido, principal- Malgache aquele Mercado, por
me,nte, à retração na exportação exemplo, dado o pouco desenvol-
de manufaturados, dos quais a vimento dos seus componentes,
ALALC é um de nossos melhores apenas em alguns casos isolados
I}lercados. desviou para êles a preponderân-
cia na importação, pelos mem-
, . Com o Mercado Comum Euro- bros europeus da Comunidade, de
peu o saldo da balança comercial certas matérias-primas e produtos
favoreceu ao Brasil. nos 10 pri- tropicais. Não obstante, dada a
meiros meses de 1966. em cêrca ajuda fin anceira e técnica a êles
de 140 milhões' de dólares. sen- fornecida pelo MCE e consideran-
do previsível que essa quantia se do a reserva de mercado cons-
haja elevado até o fim do ano. tituída pelas facilidades de privi-
Naquela área a grande preponde- légios que lhes são concedidas, é
rância cabe à Alerr.anha Ocideo- previsível que, se lograrem alcan-
tal, embora o comércio dentro
çar certa estabilidade política, po-
dela esteja mais equilibrado que
derão atrair também maior vulto
na ALALC. A Alemanha Ociden-
de capitais particulares para o
ta:l representa .cêrca de 3. a parte
das exportações e metade das desenvolvimento de suas produ-
importações no comércio entre o ções. Isto alijará, na proporção
Brasil e ' a área. Em 'ordem ,de de aumento de sua capacidade
grandeza seguem-se a Itália e exportadora, os atuais fornece-
Holanda. Nosso. comércio com a dores latino-americanos e asiáti-
França vem apresentando ten- cos. No momento êsses fenôme-
dência à estagnação e mesmo à nos estão apenas esboçados, com
queda progressiva. Deve-se re- algumas exceções que já se fa-
conhecer que os saldos positivos zem presentes no movimento ex-
com essa área resultam, em par- portador de terceiros países. '

FEVER f iRO / 1961 53


IV _ IMPORTAÇÃO BRASlLEIRA - 1964-65
( Em US$ 1.000.000, valor CIF)

PAISES 1964 1965 1966 I


..
10 meses 1964 1965 1966
10 mese1
-----
Argentina 116,3 132,0 100,8 ',2 12.0 8,3
Chile ... , 25.0 27.0 15,0 2,0 2,' 1,2
Colômhia 0,0 1.0 0,7 0,0 0,0 0,1
Equador 0,1 0,0 0.0 0,0 0,0 0,0
Mé.ico 10,0 ',2 12,2 0,8 1, 1 1,0
Paraguai O•• 0,5 0,2 0.0 0.0 0,0
Peru 13.5 12.3 .,5 1,1 1,1 I,.
Urugua i 2,5 8.' 8,8 O,, 0.8 0,7
AlSOCiltÇâo Lotino-Arnerieana d.
Livre Comércio 168,0 190,4 144,2 13.J 17,4 11,9
Alemanha OCidental 103,3 ",3 108,0 8,2 8,' 8,'
Bélgica e Luxemburgo 14.7 12,6 15,6 1.2 1,1 1,3
França 51.1 33,3 34,4 4,0 3,0 2,8
Itália 26.4 25,S 30,0 2. 1 2,3 2,5
Países BaulO!! 15.0 18.9 20,7 1,2 1,7 1,7
Mercado Conmm Europeu 210,5 186,6 2011,7 16,7 17,0 17,2
Reino Unido 37.5 30,5 35.7 3,0 2,8 3,0
Dinamarca 15,8 13,4 ',7 1,3 1,2 0,8
Suécia . 23.3 18,8 24,0 1.8 1,7 2,0
Noruega 10,4 8,5 12,9 0,8 0,8 1,0
Suíça 16.0 16,8 2 1,0 1,3 1,5 1,7
Portugal L. 2,. 2,. 0, 1 0,2 0,2
Áustria 2,3 2.0 I,' 0,2 0,2 0,2
AqociaÇlio Européia de Livre
Comércio 106,9 91,6 107.8 8,5 8,4 8,'
Alemanha Oriental .. 11.9 8.' 8,5 1,0 0,8 0,7
Bulgária l.J 0,8 0,3 0.2 0,1 0,0
Hungria
Iugoslávia
Polônia
3,0
12.0
10.1
•..
2,0

7,1
0,7
5,8
10,a
0,2
1,0
0,8
0,2
O,.
O,.
0,1
0,5
0,8
Rumânia 1,0 2,2 O,. 0.1 0,2 0,2
Tcheco.Eslovaqula
Uniiio SOViética
12.5
17,6
8,5
34.9 ','
29.2
O,,
2,2
O,,
3, 1
0,8
2,4

ConJJelho d. A.sSllJtenc.a Econô·


ntlc.rt Mútua . 81),4 70,8 64.9 6,4 6,4 5,3

Etlradotl Unrdotl 435 /J J15,J 476,1 3 4 ,4 29,8 39.2


Canxb 14 .) 11,9 1),4 1,1 1,2 1,1

Japão 1J,8 36,7 35.4 2, 7 3,3 2,'

OutrOtl 113,8 181,1 164,2 16.9 16,5 13,5

TOTAL GERAL l.l6),5 1.096,4 1211,7 100,0 100.0 100/)

5' CONjUNTURA ECONÔMICA


Com a Associação Européia de te interessam ao intercâmbio ex-
Livre Comércio, até outubro, o terno do Brasil, situa-se o Conse-
saldo da balança comercial foi lho de Assistência Econômica
positivo para o Brasil em 60 mi- Mútua, constituído pelos países
lhões de dólares. Também nessa socialistas europeus. Sua partici-
área há preponderância de um pação na exportação brasileira já
país, a Grã-Bretanha, que abran- é ponderável, girando em tôrno
ge cêrca da 3. a parte do comércio de 7"/0 . A distribuição dentro da
com a Zona. Sua importância área é mais equilibrada, pois, sen-
relativa é, porém, menor que a do constituída por 8 países, a
da Alemanha ocidental porque o maior participação individual na
total da área representa, igual- exportação brasileira é de 2 %
mente, benl menos que O total do para a União Soviética. Na im-
ccrnércio com o MCE: mais ou portação contribui com cêrca de
menos a metade. A associação 6 % do total, cabendo à URSS a
Européia de Livre Comércio no maior parcela - em tô r n O
momento pouco restringe o nos- de 3 °·~ .
so intercâmbio com o exterior,
porq ue a ela não estão associados Dentre os países que não par-
países concorrentes das expor- ticipam de associações de cará-
tações tradicionais brasileiras. ter econômico ou comercial e que
Mesmo assim, uns poucos manu- representam, isoladamente, mer-
faturados que já possuem condi- cados importantes para o Brasil,
ções de exportação a preço com- destacam-se três - Estados Uni-
petitivo em situação cambial fa- dos, Japão e Canadá. Quanto a
vcrável têm enfrentado concor- êste último, a rigor, também é
rências resultantes de tarifas pre- participante de um grupo prefe-
ferenciais da área. rencial de comércio, de vez que,
como membro da Comunidade
Os chamados países escandi- britânica, aplica tarifas preferen-
naves, membros ca associação, ciais. As preferências imperiais
têm também posição ponderável britânicas foram, de fato, uma
em nosso intercâmbio. São im- das primeiras medidas de ordem
portadores de produtos tradicicr tarifária tomadas depois da pri-
nais do Brasil - principalmente meira grande guerra, para criar
café - e exportadores de celu- mercados preferenciais para pro-
lose e bacalhau, itens que s:e des- dutos oriundos de certos países
tacam em nossas compras ao ex- ligados entre si por vínculos po-
terior. lítico-econômicos. Dessa manei-
Finalmente, entre as áreas ra, também os países da Comuni-
de comércio que mais diretamen- dade britânica não oferecem con-

fEVEREIRO / 1967
diçôes normais de concorrência la e Arábia Saudita. Quanto ao
em seus mercados, havendo mar- primeiro, no próximo ano deverá
gem preferencial não desprezí- c o n s t a r dos participantes da
vel para os demais países da Co- ALALC, organização onde já in-
munidade. gressou sem ter, todavia, entrado
Restam os Estados Unidos e em negociações, o que constitui
Japão. A participação do primei- a fase final do processo e carac-
ro gira em tôrno de 33 ('"""r do teriza a participação efetiva na
valor da exportação brasileira, área. Com 8 Co da importação
apresentando maiores oscilações brasileira de petróleo, a Vene-
na importação que, por sua di- zuela, ao ingressar em definitivo
versidade, varia conforme nossa na ALALC. deverá inverter a p0-
própria capacidade importadora. sição estatística do Brasil naque-
Em 1965, forneceu 30 % do va- la associação. a menos que a ex-
lor das compras brasileiras do portação de 1967 se eleve em
exterior, tendo atingido nos 10 tal proporção que absorva tão
primeiros meses de 1966 a parti- elevada parcela. Não obstante
cipação relativa de 39 c o. A aquela inversão, se ocorrer, tra-
maior parte do aumento da im- duziria apenas o deslocamento
portação brasileira no último ano de uma parte das importações
concentrou-se naquele mercado, originárias da Zona.
devendo ter atingido, ao terminar Êsse jôgo de cifras absolutas
o período, 200 milhões de dóla- ou relativas a que nos leva a aná-
res, ou seja, cêrca de metade do lise do comércio internacional do
aumento geral previsto. No mer- país faz ressaltar um aspecto re-
cado japonês tão pouco existem levante dêsse movimeto - a vir-
preferências nem quaisquer ar- tual ausência de comércio entre
ranjos dêsse tipo. Não obstante, o o Brasil e os demais países não-
nível de sua taxação aduaneira -americanos, em desenvolvimen-
para os produtos de nossa expor- to, principalmente ria África. Êsse
tação, com algumas exceções, é é um setor pràticamente inexplo-
ainda alto e não propicia o au- rado para o comércio do Brasil.
mento do respectivo consumo. Embora estreitamente ligados por
Os demais países, não especi- círculos econômicos e financeiros
ficamente citados nos QUADROS às suas antigas metrópoles, os
UI e IV, têm participação em tôr- países novos que surgem no con-
no de 8 % na exportação brasi- tinente africano poderão ofere-
leira e 16 ')'0 na importação. En- cer, se nos dispusermos ao diálo-
tre êles colocam-se 2 grandes for- go e à pesquisa de suas necessi-
necedores de petróleo: Venezue- dades, um amplo campo à expor-

CONJUNTURA ECONôMICA
tação de manufaturas brasileiras, privilégio comercial das grandes
ampliando, assim, aquêle que só ootências, ao contrário dos demais
nos últimos anos vimos conquis- países subdesenvolvidos que go-
tando na América Latina. zam sempre de virtual reserva
de mercado por parte de suas an-
Conforme já salient amos no tigas metrópoles.
início dêste trabalho, o total da
importação brasileira, em 1966, Os indicadores disponíveis no
é estimado em 1450 milhões de momento tornam difíceis as es-
dólares, contra 1 750 milhões peculações sôbre o comércio ex-
para a exportação, resultando um terior em 1967. Como dissemos
saldo positivo de 300 milhões de no início dêste trabalho, várias
dólares. leis promulgadas no final de
1966 só se farão sentir no ano
Embora o comércio internacio- em c urso. A tarifa aduaneira que
nal do Brasil continue concentra- terá vigência na maior parte do
do em tôrno de grupos rel ativa- ano só será conhecida a 1.0 de
mente pequenos de mercados, as marco. pois até lá o Conselho de.
condições que regem a maioria Política Aduaneira deverá revê-
dêstes já não são mais nacionais -la corrigindo suas possíveis dis-
nem suscetíveis de modificações torções. A atuação do CONCEX,
através de entendimentos bilate- ainda não totalmente instalado e
rais. São agora resultantes de in- ccm nova composição decorrente
terêsses de vastas áreas econômi- no nôvo govêrno, não pode ser
cas e comerciais e teremos que prevista no momento. Um único
nos adaptar a um tipo diferente fato permite previsões - a ele-
de diálogo. muito mais técnico, vação da taxa do dólar recente~
porque a agressividade econômi- mente declarada. Parece eviden-
ca e comercial que está na gênese te que ela atuará favoràvelmente
dessas associações é pouco sensí- às exportações, pelo menos en-
vel a argumentos meramente po- quanto a taxa inflacionária não
líticos.
absorver a vantagem assim con-
cedida aos produtores de merca-
Dentro dessas novas fronteiras
comerciais que estão sendo deli- dorias exportáveis.
neadas através de associações de
país.es, a América Latina ocupa No início de um nôvo govêrno,
posição particularmente desvan- que ainda não traduziu em atos
tajosa. Sendo constituída por seus propósitos e aspirações, a
paises em desenvolvimento, não única atitude do observador terá
recebe qualquer vantagem ou que ser a de expectativa.

FEVEREIR0/1967 57
Experiência
ElA.NCO Dinam ismo
• -1
PREDIAL
~ Solidez
' Confiéln a

~
50 ano de atividade s voltadas para o
progress do pais e dà iniCiativa privada

19J..7-1967 A MELHOR TECNICA EM SERViÇO S BANCÁRIOS


· _·_ __ _..::c"'oc.:M~E:.::R~Cc.:'o~_ __l1 .
rifM_

CAFÉ -
MELHORARAM AS EX PORTAÇÕES

Entre os fatos principais acontecidos no setor cafeeiro no 2.°


semestre do ano civil, correspondente ao 1.0 semestre da safra
1966/ 67, podemos mencionar: a) ocorrência de geada no Estado
do Paraná, nos primeiros dias de agôsto; b) reunião do Conselho
da Organização Internacional do Café, em Londres; c) intensificação
no Brasil da execução do programa de diversificação agrícola nas
áreas liberadas em conseqüência da erradicação de cafeeiros; e
d) restauração em Nova Iorque do Comitê de Coordenação da Co-
mercialização dos cafés do grupo "Outros Arábicas Suaves".

A formação 'de geada na zona A reunião do Conselho da


cafeeira do Paraná reduziu consi- Organização Internacional do
deràvelmente a potencialidade Café, em Londres, já foi objeto
produtiva da safra 1967 / 68 da- de nossos comentários. Nela não
quele Estado, hoje o maior pro- se tomaram decisões definitivas
dutor do país. Os estragos, reve- sôbre questões importantes, mas
lados pelos levantamentos mais unicamente soluções de compro-
recentes, são de vulto maior do misso. A redistribuição das cotas
que se estimava inicialmente, básicas, as metas de produção, a
porém só quando tivermos a pri- política de estoques e de contrôle
meira avaliação da safra é que e da diversificação foram propos-
pcderemos fazer uma idéia clara tas, nomeando-se Grupo de Tra-
a respeito, dada a enorme exten- balho que deverá ter sua tarefa
sào das lavouras e sua produtivi- terminada com antecedência su-
dade diferente. ficiente para que o Conselho da

FEVER EI RO/1 961 59


Organização possa tomar deci- O e.xame dêsses números re-
sões antes do fim do presente ano 'vela que ao terminar o ano havia
cafeeiro. desaparecido naquele mercado,
exceto quanto aos cafés colom-
Durante o semestre em revis- bianos. a diferença de 2 a 3 cen-
ta} os preços dos cafés negociados tavos de dólar por libra-pêso que
no mercado do disponível de o c o m é r c i o internacional e
Nova IorquE: baixaram. A queda também a Organizfição Interna-
foi mais acentuada nos 2 grupos cional do Café. certo ou errada-
de cafés despolpados, cemo se mente. acham dever existir entre
pode ver no QUADRO} feito com os cafés despolpados latino-ame-
c'3dos tirados da Carta Sema nal ricanos e os bons cafés de terreiro
do Bureau Pan-Americano do exportados pelo pôrto de Santos.
Café: Nestas condições. nossa capacida-
MERCADO DO DISPONÍVEL de competitiva deteriora-se e as
DE NOVA YORK
exportações tendem a reduzir-se.
(em cenu de dólar· por Iibra.pêo;o)
como já aconteceu no passado.
Resta-nos a vantagem da garan-
PROCEOêNCIA 30·6-66 29·12·66 orF.
tia outorgada pelo Instituto Bra-
sileiro do Café aos compradores
ARÁ81CAS
diretos em nossos portos contra
Despolpados eventuais baixas dos p r e ç os.
Colômbia assunto que já temos tratado
Mllm~ 48.25 44.00 '- 4.25 aqui reiteradamente.
E/ SlI/vlIdcr A queda des preços dos cafés
Padrji,o central 42,00 39,50 '2.50 despolpados latino-americanas
México
La\'ado de I.' 42.00 39.50 2.50 perdurou, não obstante os esfor-
Não.despolpado!
ços do Comitê de Coordenação
de Ccmercialização do Mercado.
BrlJ~;1
integrado pelo Brasil, Colômbia,
Santos tipo 23 41,00 39.50 - 1.50
Santos tipo 4 .. 40,50 39,25 1,25 México. El Salvador, Guatemala
Paraná tipo 4 39.25 37.63 1,62 e Honduras e restabelecido no
Etiópia curso do semestre, com o objetivo
Djimma 39,50 37.50 -2,00
de prevenir maiores baixas. Em
determinado momento. o preço
ROBUSTAS
mínimo para o grupo de "Outros
AnllolB Cafés Arábicas Suaves!} c a i u
Ambriz 2 AA ., 33,50 31,88 1.62 abaixo de 40 cents de dólar por
U'Bnda libra-pêso e teve início a con-
PadrÃo Nativo 33,13 31,63 1.50 tagem de 15 dias sucessivos de

60 CONJUNTURA ECONÔMICA
mercado para o efeito de even- recia pouco provável, tanto mais
tual reajuste das cotas de expor- quanto, a partir de 1.0 de janeiro
tação dos países dêsse grupo. Os de 1967, o preço mínimo dos
15 dias findaram a 20 de dezem- cafés dêsse grupo será de 40,50
bro e como a média dos preços cents de dólar por libra-pêso e
no período fôsse de 39,76 cents não apenas 40 cents.
de dólar por libra-pêso, ou seja. A redução das cotas de expor-
inferior ao preço mínimo de 40 tação dos cafés dêsse grupo deve-
cents, a Junta Executiva da ria teóricamente ter o efeito de
Organização Internacional do firmar seus preços, caso os níveis
Café manteve a redução, imposta da oferta se tivessem tornado
nos têrmos do regulamento, pelo adequados à procura. É de temer-
d i r e t o r-executivo, de 233628 se no entanto que as exportações
sacas no conjunto das cotas dos ccntinuem a ser feitas sem res-
17 países do grupo, com efeito a peito às novas cotas, cemo já tem
partir de 26 de dezembro. Deve- 3.ccntecido, contribuindo assim
se considerar, ademais, que no para maiores baixas dos preços
fim do ano já estava em curso a e desmoralização da Organização
contagem de outro período de 15 Internacional do Café. E isto por-
dias sucessivos de mercado para que ainda não está em vigor na
o efeito de nôvo reajuste, caso as maioria dos países importadores
preços não reagissem, o que pa- sistema eficiente de fisca li zação

FEVEREIRO / 1967 61
das entrada5 de cale em seus li- ria o sistema de cotas atual com
mites territoriais. sem o que con- outro que estipulasse. com cotas
tinuarão as exportações irregula- ajustadas à procura, preços esta-
res. as quais no último ano cafeei- veis e suficientes para propiciar
ro foram de cêrca de 2.5 milhões aos países produtores receita que
de sacas. lhes permita taxa normal de de-
senvolvimento. Tais medir!~5 ~e­
A baixa dos preços dos cafés riam complementadas lõgic.-:.-
despolpados levou o presidente mente pelo estabelecimento de
da Colômbia a dirigir-se aos pre- metas de produção destinadas a
sidentes dos Estados Unidos e da assegurar que o problema da su-
França e ao chanceler da Repú· perprodução não se agravaria.
blica federal alemã, fazendo-lhe ?
na qualidade de chefes dos go- A iniciativa d o presidente da
vernos dos 3 maiores países con- Colômbia, num ano em que o
sumidores de café, apêlo para Acôrdo atual deve ser renegocia-
que tomassem a iniciativa de do, causou estranheza nos cir-
abrir nova senda em direção à culas internacionais ligados ao
justiça econômica internacional. café, porque se sente que o Acôr-
Isto se faria através da convoca- do em vigor, embora longe da
cão pronta de nova conferência perfeição, começa a funcionar
dos pah:es produtores e consumi- com alguma eficiência. Esta ten-
dores de café para a realização de derá a aumentar na medida em
nôvo Acôrdo. Êste complementa- que os países importadores ado-

INSTITUTO DE ORGANIZAÇÃO RACIONAL


DO TRABALHO - IDORT - GB

o IDORT-GB participa aos interessados que fará realizar, em


1967, cursos de relações públicas, contabilidade de custos, técnica de
chefia, contrôle de qualidade , pesquisa operacional, produtividade
industrial e outros de interêsse específico, conforme o tipo da
emprêsa.
Peça os folhetos "Informativo" e I<Cursos" para o seguinte ende-
rêço: IDORT-GB (Fundação Getúlio Vargas) Praia de Botafogo, 186
Tel. 46-4010 - Rio de Janeiro.

'2 CONJUNTURA ECONôMICA


tem, como os Estados Unidos e a a cota de exportação que lhe fô-
Itália, medidas efetivas de fisca- ra atribuída. Conforme ressalta-
lização em suas importações de mos aqui oportunamente, o resul-
café. Já existindo a Organização tado obtido foi muito satisfató-
Internacional do Café, formada rio, porque evidenciou que a cota
pelos países produtores e consu- :lo Brasil não era excessiva, co-
midores em sua quase totalidade. mo alegavam os concorrentes, no-
a ela deverão ser encaminhadas tadamentê os produtores africa-
quaisquer ponderações ou quei- nos de cafés robustas.
xas e não falar-se de um Acôrdo
nôvo como pretende o presidente No último trimestre do ano,
da Colômbia. que corresponde ao primeiro ano
cafeeiro de 1966/ 67, o Brasil
Durante o 2.° semestre de não conseguiu preencher sua co-
1966 as remessas de café brasi- ta trimestral porque. sendo ela
leiro para o exterior foram de de 4327984 sacas únicamente
8990 906 sacas. Em dezembro, para os mercados tradicionais,
atingiram 1 635023 sacas, das remeteu apenas 3774240 para
quais 613869 para os Estados a totalidade dos mercados, tanto
Unidos, 761 360 para outros paí- tradicionais quanto novos.
ses, 34 794 para mercados novos
e 225 000 para os entrepostos do Nos últimos 5 anos, as remes-
IBC situados em Trieste e Bei- sas de café do Brasil para o ex-
rute. terior, discriminadamente por se-
mestres. foram as seguintes:
No curso do 2.° semestre, fin-
dou a 30 de setembro o ano ca- O problema da diversificação
feeiro de 1965/ 66, tal como o de- nas regiões dedicadas até agora
fine o Acôrdo Internacional do apenas à cafeicultura está confia-
Café, tendo o Brasil preenchido do ao estudo do Grupo de Tra-

ANOS Jane.ro.Junho Julho--Dezembro i Total


I

1962 7695833 8681344 16377177


1963 8191134 11 321 934 19513068
.964 7545230 7475035 15020265
1965 5015750 8481696 13497446
1966 . 8040165 8990906 17031071

FEVEREIRO/ 1967 63
balho de Alto Nlvel, sob a chefia para concessão de Contratos de
do dr. Gerda Blau, da Organiza- Diversificação. Sempre de acôr-
ção de Agricultura e Alimenta- do com essas informações oficiais,
ção das Nações Unidas. O Grupo quando o programa estiver con-
estêve reunido em Washington n a cluído haverá redução de cêrca
sede do Banco Internacional pa- de 6 milhões de sacas de café na
ra a Reconstrução e o Desenvol- produção média anua l brasileira,
vimento. contando com a pre- completando-se destarte em 4
sença de representantes de ou- meses programa com duração es-
tras importantes organizações fi- timada em 2 anos.
nanceiras mundiais. O seu relató- Ponto interessante do progra-
rio procurara despertar a atenção ma brasileiro de diversificação
internacional sôbre as medidas consiste no fato de que o lBC e
urgentes para encorajar a diver- o Grupo Executivv de Racion ali-
sificação. Espera-se que em m ar- zação da Cafeicultura adquirem,
ço ou abril de 1967 os estudOs na qualidade de agentes da polí-
dêsse Grupo de Trabalho este- tica de preços mínimos, a produ-
lam concluídos de medo que o ção agrícola das emprêsas slibsti-
Conselho da Organização Inter- tutivas das de café e originárias
nacional do Café possa tomar de- das áreas objeto dos contrates de
cisões sôbre assunto de impor-
dlversificação.
tância tão relevante.
A diversificação, se reduzir a
EntretantO no Brasil, o pro-
j
produção média a nual a 24 mi-
grama de diversificação já está lhões de sacas, não oferece peri-
em pleno curso - o que vem go ao Brasil, porque disporá sem-
sendo reconhecido e assina lado pre de seu estoque que vai ser
no exterior - e segundo infor- convenientemente selecionado.
mações oficiais recentes, o lBC permitindo-lhe enfrentar even-
possuía em contratos prontos e tuais reduções de sua produção
acabados operações em curso pa- resultante de condições climáti-
ra 180 milhões de cafeeiros. de- cas adversas. Tão pouco se fará
vendo o volume dos contratos necessária a imposição de cotas
dessa natureza elevar-se. até o individuais de produção, previs-
fim de 1967, a 460 milhões de ta em Comunicado do Instituto,
cafeeiros. Em algumas regiões, co- do inicio da safra. medida que
mo na zona A do Paraná e no traria vantagens inegáveis à or-
Estado do Espírito Santo, o Ins- ganização da lavoura cafeeira.
tituto fixara prazo até 15 e 30 de
janeiro p. findo, respectivamente, Em outros palses, como Ugan-
para o recebimento de propostas da, Costa do Marfim, Angola, El

64 CONJUNTURA ECONôMICA
Salvador, Guatemala e vários ou- sendo violado por um ou mais
tros produtores menores, já fo- d aqueles países, em virtude da
ram iniciados, segundo informa- exportação de café solúvel para
ções oficiais norte-americanas, os Estados Unidos em base dis-
programas ativos de diversifi- criminatória para o comércio do
cação. café dos Estados Unidos. Acres-
centou que a NCA, conforme re-
No decorrer do 2.0 semestre, a solução de 17 de outubro, não
Organização Inter-Americana do procuraria os congressistas antes
Café reuniu-se em Abitljan, ten- de 31-12-66. Todavia, "se ne-
do-se ccnsiderado os desenvolvi- nhuma solução construtiva fôsse
mentos no mercado do café em alcançada até aquela data, aNCA
1966 e as perspectivas para a sa- deveria despender todas os esfor-
fra presente em relação com as ços, incluindo-se aí contatos com
preocupações dos produtores de congressist3s por intermédio da
café africanos, bem a s sim as NCA, para proteger seus interês-
questões pendentes dentro da Or- ses e os da ind ústria de café dos-
ganização Internacional do Café. Estados Unidos."
A assembléia definiu as diretri"
ZE'S de ação comum que a Orga-
Pronunciandc-se r .! ~~entemen­
nização pretende seguir nos va- te a respeito do p roblema, o pre-
rias setores para assegurar fun- sidente do IBC declarou: j/Não
cionamento equitativo do Acôrdo. temos interêsse em impedir que
o solúvel do Brasil vá à compe-
Durante o semestre, sucede- tição no mercado e não estamos
ram-se nos Estados Unidos pro- querendo limitar d ação de nin-
testos contra a exportação para guém. O que queremos é que o
a li de café solúvel produzido em solúvel seja instrumento da po-
países produtores, notadamente lítica nacional do café e não um
no Brasil. elemento conflitante com e s s a
Há pouco tempo, o presidente política. M as creio existir uma
da National Coffee Association área de ajustagem perfeita e que
(NCA), em entendimento com
pcderemos, enquanto defende-
autoridades superiores do Depar- mcs a indústria, defender tam-
tamento de Estado, declarou-lhes bém o Brasi l."
que a NCA e os membrcs da in- Embora o volume de nossas
dústria norte-americana do café exportações de café solúvel seja
haviam cooperado com os esfos:- ainda modestíssimo, pa rece que
ços do govêrno para a judar os o motivo da inquietação da in-
países produtores, mas sentia que dústria norte-americana de café
o espírito dêsse esfôrço estava solúvel reside na melhor quali-

FEVEREIRO / 1967 65
dadE' do prcduto brasileiro. em do diretor-executivo da Organi-
confronto com o fabricado nos zação Internacicnal do Café, ao
Estados Unidos com misturas de qual compareceram peritcs em
cafés nas quais os robustas afri- promoção do consumo de café de
canos. relativamente mais bara- uma dúzia de países consumido-
tos. são no memento utilizados res, foram discutidos do ponto de
em larga escala. vista técnico os diverses aspectcs
da promoção do consumo do ca-
Tendo em conta que neste ano
fé. de modo que todos e cada um
deverá ser objeto de renegocia-
se beneficiassem do conhecimen-
ção, em Londres, o Ac:ôrdo I nter-
to já adquirido. para a elabora-
nacional do Café. podemos ccn-
ção dos planos futuros.
jeturar a natureza dos esforços
que os fabricantes norte-ameri-
O Comitê Mundial de Promo-
canos de café soiúvel irão fazer
ção do CafÉ da Organização ln-
junto ao Govêrno e ao Ccngres-
ternacicnal do Café aumenta rá
so para alcançar seu objetivo.
êste ano para 8 milhões de dó-
Em recente seminário realiza- lares os fundos para a ccndução
do em Londres. sob a p;.;sidência de campanhas em 13 países.

-I SALINA U Ni DOS
Produ...i(.) mJustn,lh:d .. ão c (omero.'[I:a ..·.io de- s.11
p.lrd todo~ os fm~

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fartamente documentado, dos ten-
dências lingüísticas do modernismo
arosileiro. Vigorosa revisão dos prin-
cipais aspectos da língua li terário
do Brasil, fundamentado e)(clvsivo-
mente nos obras de consagrados
escritores do literatura modernista.

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TRABALHO

MERCADO DE , EMPREGOS - OFERTA


SATISFATORIA NO 1.' SEMESTRE

o mercado de empregos em 1966 retratou uma vez mais com


fidelidade o desenvolvimento da ccnjuntura econômica (GRÁFI-
CO t). De uma oferta de empregos crescente, no início de 1966,
passamos. a partir do 2.° trimestre, a uma oferta em declínio que,
no fim do ane, ainda não parecia ter chegado ao seu nível m a is
baixo.
Um exame dos cutros setores da economia nacional, analisados
no presente número, mostrará que as facilidades de crédito, prove-
nientes, em grande parte, das emissões no fim de 1965, provocaram
fortes aumentos de preços nos primeiros meses de 1966. Êsses au-
mentos traduz iram-se, quase imediatamente, na procura de bens, fa-
zendo com que as emprêsas, que haviam reduzido seus estoques em
meados do ano anterior, volta.ssem a produzir ou comprar, tan to
para atender às encomendas imediatas de sua clientela, como para
elevar seus inventários e. ccm isso, colccar-se em posição competitiva
mais favorável.

Em conseqüência, a o f e r t a aumento natu ral da fôrça de t ra-


de empregcs. q ue: vinha cres- balho, a ind .... assim representa
cendo desde junho de 1965, con- acréscimo po nderáve l em re lação
tinuou até atingir um máximo aos a nos anteriores.
entre feve reiro e a b ri l de 1966.
Esse máximo foi su pericr a qua l- A pub licação de estatísticas
quer níve l an tes verificad o e, sôbre os a umentos d e preços e as
mesmo que se leve em conta o advertências das .:lUtoridades sô-

FEVEREIRO / 1967
bre a possibilidade da aplicacão
de m edidas monetárias e creditt-
cias serviram para que as emprê-
sm:, a partir de abril, procurasselT
acaute la r-se. reduzindo os seus ,, ~~ ,
estoques. Em conseqllência, co- .....\~:~ ...) ........ ~\
.. ~ ~~>(.:/
meçou a diminuir a procura de , ,
pes~oa l e isso cada vez mais. à --.L. \ ,"---
medida que se verificava serem ~ \, "'"é
reais as intencões do govêr no. ne Ij:-:~"::i::il
sentido de impedir o recrud esci-
mento da inflação. O fato de a te
o fim do a ne nào ter sido possí- sucedia em épocas a nteriores, ela·
vel a lcançar um nível re lat iva- foram simultâneas com os dados
mente estável de preços e a fi rme, gerais do mercado. H á 1O ou 15
disposição de continuar a busca anos a reação dêste setor do mer-
da estabilizaçàe fiz eram com que cado era bem mais lenta e GS
a procura de pessoal se restrin gis- encomendas em carteira. depois
se ainda mais. tentando as firmas de um ponto a lto de vend as. exi-
trabalhar com estoques cada vez giam ai nd a. durante alguns me-
menores e a penas para ate nde r ses. cs trabalhos do pes~oal bu-
aos pedidos efetivêllnente em car- rocrát ico. O menor ciclo dos bens
teira. hoje em dia - quando, por
assim dizer, se trabalha da mão
No setor de pessoal ad minis-
para a bôca - faz com qu e t am-
trativo e burocrático (G RÁFICO
bém nesse setor se mostre bas-
11), essas tendências mostra-
tante rápida a reação às ccndi-
ram-se também evidentes, sendo
ções eccnômicas.
de notar que) ao contrário do que
Em comentários anteriore5,
manifestamos nossa estranheza
OFERTA DE EMPREGOS
em face da pouca sensibilidade
do setor de ve ndas diante das va-
riações da conjuntura. Um exame

~
_,

-"'\ "';" '''(.~-~~ melhor dos anúncios que servem


...~ ..... ,...........
""-
/ ...... de base aOs levantamentos per-
, / mite agora explicar o fato. Notar-
~)~_/ ~ -se-à (GRÁFICO 111) q ue a procura
de pessoa l de vendas é re lativa-
•••d~·· ·-\ '
! • , ,
mente constante. Na verdade,
aumentou, nas épocas difíceis.

70 CON JU NTURA ECONôMICA


como era de esperar. n procura de
pessoal para a vencia de bens. O
que diminuiu bé.. tante foi a pro-
cura de pessoal para a venda d:;,
participações, isto é. ações. títu-
1cs, quotas e outro:. Isto se exp:i-
Cé't fàcilmente. De um lado. a
longa diminuição dos preços das
ações, apenas agora estancada,
fêz com que a dificuld"de de sua
colccação eXCl:des~c as vantagens
de preços mais favoráveis para os
compradcres. D e outro lado, a
concorrência de títulos públicos, O setor de empregos di reta-
que provocou aquela, desanimou mente ligados à produção indus-
de vez os eventuaif' promotores. trial. de bens e de servicos
E a ação - c u ao menos a pos- (GRÁFICO IV) foi sempre o que
sibilidade de ação - por parte mais depressa reagiu à mudança
do B anco Central contra promo- das condições econômicas. T al
tores de empreendimento fêz não aconteceu desta vez. notan-
com que muitos dêles desistissem do-~e que a oferta de em pregos

de agir. No futuro, um exame perm aneceu elevada até junho.


mais detalhado - com a possí- Duas podem ser as ca usas. O
vel criação de uma nova série - primei ro lugar em que se faz eco-
poderá esclarecer melhor o com- nomia de pessoal numa crise, é
portamento dêsse !!etor. o quad ro de operários. Assim, os
quadros de pessoa! de produção
não eram excesssivos e, com o ha-
via necessidade de atender a en-
OFERTA DE EMPREGOS EM VENDAS comendas. ainda dura nte alguns
meses foi preciso continuar con-
tratando pessoal. Por outro lado.
~/ , ..... ,
H~ ,,~ ....... :t,
em 1966 deu-se prcsseguimento
\
a muitos projetos de instalação

~
de novas indústrias - indepen-
dentemente do nível de vendas
dos bens de consumo - haven-
IF0i000I do, assim, contínl1u necessidade
! , ., ,
de pessoal produtivo. É de notar

FEVEREIRO / 1967 71
Que, até o fim do a no, a procura
dêsse pessoal caiu menos q ue a Qi'ERTA DE EMPREGOS TÉCNICOS
de pessoal de escr itório, em com-
paração com a crise de 1965, o
que, sem dúvida, é bom sinal.

É contraditório o comporta-
lT'ento do quarto setor (GRÁFI -
CO V L o de pessoal técnico. De
um nível recorde em fevereiro, a
procura caiu, no fim do ano. a um
ponto que não se verificava des-
de a crise de 1963. Ao que pa-
rece. continua forte a procura de a oferta de empregos caiu bas-
pessoal altamente qualificado. tante, o que parece indicar um
Mas no setor médio. do pessoa l com passo de espera por parte
ligado a projeto de produtos - uas emprêsas.

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71 CONJUNTURA ECO NÕMICA


FINA NÇAS

BALANÇO DE PAGAMENTOS
NOVAMENTE SUPERAVITÁRIO

Conforme vem ocorrendo desde 1964, o resultado final das


transações comerciais e financeiras do Brasil com o exterior, em
1966, foi pcsitivo em USS 137 milhões. de acórdo com dados esti-
mados. porém pràticamente definitivos. A composição dêste su-
peravit, em têrmos g lobais, é vista nos elementos a seguir, compara-
tivame nte com 1964 e 1965:

US$ MILHÕES
DlSCRIMINAÇAD
1964 1965 1966

A) Transações correntes 102 263 50


B)

C) -
D)
Erros .
Movimento d. capitaIS
Omissões
Alrasl'dos e Créditos Comercia is
-
92
126
57
67
32
182 -
158
71
42
E) Financiamento Oficial Conlpensatório 125 180 - 95
F) Superav i t ( ) ou Oeficit ( ) 68 362 137

o resultado em questão evi- ccntinuar a satisfazer os compro-


dencia o acêrto em que se con- m issos financeiros do B rasil com
duziu a política de comé rcio ex- o resto do mundo e, ao mesmo
teri or do país a inda em 1966, tempo. manter em níve l razoável
orientada no !!entido de produzir as reservas de meics externos de
divisas, tendo em vista a neces- pagamento que já se vinham for-
sidade de recursos externos para ma ndo desde 1964.

FEVEREIR0 /1 967 7S
Para tanto, procurou-se esti- margem a um processo industrial
mular o movimento das exporta- mais ativo. com a natural neces-
ções, inclusive pela sua diversifi- sidade de 'b ens importados.
cação, sobressaindo neste parti- Também no setor de capitais
cular o fluxo de bens manufatu- autõnomos verificou-se melhoria,
rades. As importações já em notadamente na parte de emprés-
1966 apresentaram boa recupe- timos e financiamentos, cujos
ração, em conseqüência de maior ingressos líquidos se incrementa-
implementação do processo in-
ram bastante.
terno de consumo - natura l-
mente por um fluxo mais acen- Especificamente, cada grupa-
tuado de crédito c u mesmo pelo mento das contas do balanço de
a brandamento da política mone- pagamentos, em 1966, teve a
tária no setor creditício - da ndo ce m posição indicada a seguir:

USS M ILHOES
D ISC R tM INAÇAO
1964 1905 1966

A T tlltlsações correntes 102 50


1 M ercad-rias ( l,quidol
Ex portaçõe, ( FOB)
344
143'::1
'"
655
1 596
470
1 750
Importaç~! ( FO B) 1086 941 12óf)
2 S eT\'iços (liqu ido 305 457 480
R eceita 118 146 118
Despe5a 433 003 59.
3 Dona ti vo! (liquido) 63 65 60

Observa-se grande diminuição pagamentos do Brasil não se ma-


no saldo das transações corren- dificou transcend~ntalmente, em
tes, em virtude da baixa ocorrid a têrmos de deficit. como se vê do
na balança comercial, agravada QUADRO 1.
pelo crescimento da posição defi-
ContinuGim seu'i números evi-
citária do movimento de "servi-
denciando a grande carência de
ços", que continuou a apresentar.
transporte marítimo do país -
no tocante às remessas para o ex-
pela elevada despesa de fretes
terior, números elevadcs para
com a importação - ao mEsmo
rendas de capitais, fretes brutos e
tempo que denctam o pleno
outras remessas não discrimina-
atend imento das remessas "ren-
das.
das de capitais'\ numa política
A pcsição dos "serviços" come de pleno estímulo à entrada
rubrica negativa do balanço de dêstes.

76 CONJUNTURA ECONôMICA
MERCADO DE CÂMBIO
TAXAS MÁXI MA, MÉDIA E MINI MA NO RIO DE JAN EIRO

2.000~

1800

N o refere nte aos capitais au- tradas sob a forma de investimen-


tônom os, reg istrou-se, conforme tos e em préstimos/ financiamen-
se verá a seguir, incrementação tos, entre os quais se incluem os
mais q ue dobrada de seu saldo ingressos amparados pela Instru-
pcsitivo, cabend o destaca r as en- ção n.o 289 da extinta SUMOC.

USS MiLHÕES
DISCRIMINAÇÃO
1964 1965 IQ66

B. Movimrrlfo de espitais t:utônomos ( liqu ido) 92 67 158


9) - Invest imentos 28 70 100
b) Reinvestimentos 58 84
c) Emprestimos e Financ iamentos 260 257 500
d) Amortizac;'ões 278 289 295
e) - Qu t res 24 55 14 7

Explica-se o fluxo de ingressos verificado em decorrência do


pelo restabelecimento do fator esfôrço que se vem fazendo para
confiança, de parte do investidor, estancar o processo inflacionário

nVEREIR0 l1 967 77
e de clima de maior estabiI:jade con~eguiu I'ara o pagamEnto das
político-administrativa gerado e dívidas externas do país.
impôsto pela revolução.
o superavit do USS 208 mi-
lhões obtido do conjunto das
o
nível constante das amorti- transe.ções ccrrentes e movimen-
zações de capital demcnstra. per to de capitais autóncrnos distri-
outlo lado. o crdenamento que se buiu-se como se segue-:

USS MILHÕES
DlSCRIMIN~.ÇÂO
1964 19ó5 1906

F. Fmanciamento oriei;! compen~itôrio 125 180 95


a) - Operações de regularinçào 60 244 51
b) - Ha veres a curto prazo (6umento) 7. 264 70
c) - Obrigações a c::urto prazo (reducão) 167 188 95
d) - Ouro monetário (aumento) 58 28 16

Em aditamento, cumpre nctar ram mantidas durante tedo o


que os atrasG.tdos comerciais foram ano. girar.do em tôrno delas as do
amcrtizados também em USS 42 mercado manual e bem assim, as
milhões. pertinentes às operações levadas
a cabo pelos banCCR privados au-
o QUADRO II oferece a integra- torizados a operar em câmbio.
çào global de balan~o de paga-
mentos do país em 1966. ccmpa- Do mesmo modo e mercê da
rativamente a 1964 e 1965. ação do govêrno no mercad c -
o que Ee torncu possível em vir-
MERCADO CAMBIAL - MANTIDO o tude da posição "folgad3." de dis-
CONTRÕLE DA AUTORIDADE
MONETÃRIA ponibilidades em divisas - não
houve em 1966 situações extra-
Caracterizou-se o m e r c a d o -cambiais ce mo ocorria em anos
cambial, em 1966, pelo cGmple· bem recentes.
to contrôle das conseqüéncias de
suas operações pcr parte das Au- Graças ó. trenqüilidc::.de cem
tcridades Monetárias. Com €fei- que se desenvolveram a3 opera-
to. as taxas de compra e venda ções cambiais - fenômeno de-
do dólar de CrS 2200 e corrente também do rol de pre-
Cr$ 2 22J, respectivamente, lo- videncias iniciadas de~de meados

76 CONjUNTURA ECO NõM ICA


1 - ~ ERVI ÇÚ::i

D1 SC RI !\LNAÇAO 19ó5

S ERVi ÇOS ( liquido) .,i05 ':57 J./J


C r~di t o U" 14' 1/
Viagens Inte r naelOnal'> ;0
Transporte,
Fre tes brutos
18
51
13

15
"
47
17
O utros
Seguros
J,-;
1
41
3 ,
3C

R e nda, de ca pita l'.


Go\"e r na menu i ~ não indu\I.I<Js em
S e r viços di versos
<.. u tr~s Iten. H
II II
2.
10
10
lO
DebIto
Via.ge ns i ntuna c i o nai ~
T ra n ~ p o rt 6;
-
' JJ
II
113
-60J
-- 31
83
.,
-59a

lO.
Fre tes bruto! lO.:? - 7i 95
Out ros - 10 - b li
S egures
R e ndas d e capita is
- II
191
- 10
- 268 -160
I nven lmentos d ire tos 5. _ I r_ 100
Outros Ir - 166 160
G ove-rn .. m e nta is não IIlcluldos em outros iten . - 74 55
S~ rv i ço! dive rsos - 137 - 115
"

de 1964 - foi possível ao govê r- moeda estra ngeira d as cambiais


no, no anc em ap rêço, tcm a r vá- res ultantes d as exportações de
ri as p rovidências de natureZ3 carn e bovina fresca, refri ge ra da
eminentemente carnbia l, por um ou conge lada , originá ri a do E sta -
lado, e d e cará ter mais amplo no d o do Ri c Gra nde d o Sul, con-
re ferente ao comércio exte rior form e o disposto no item I d a
com o um tedo, as qua is pedem Instrução n.o 29 2. de 5-3-65 , da
ser assim e numer&das : extin ta SUMOC.

R esoluções e C ircu la res do - Através da R esolução n.o 23,


B a nco Ce nt ra l do Bras il sôbre de 3 1-5-66, os im po rtzdores fica-
ra m liberados da obediê ncia a li-
câmbio e Comércio Exteri or:
mites na ce mpra de divisas pa ra
as ope rações de fecha mento de
- D e conform idade co m a R e-
câmbio;
scl ução n.o 17, d e 17-2-6 6, fi co u
revogada a "quota de contribui- - Consoante a Circula r n.o 41 ,
ção" de 20 C""c sôbre o va lor em de 13-6-6 6. as exportações de

FEVER EIRO/ 1961 79


II - BALANÇO DE PAGAMENTOS
(Milhõe-~ de dólares)

mSCR1MINAÇÀO 1964 1965 1966-

A. TRANSAÇÕES CORRENTES (1 +2 + 3) 102 263 50


1. Mercadorias (líquido) 344 655 470
Exportação ( FOB ) 1430 1596 1750
ImportRção ( FOB ) -1086 -941 -1280
2, Serviços (líquido) ::105 -457 480
Receita 128 146 ll8
Despesa 433 -603 598
3. Donativos (liquido) 63 65 60
B, MOVIMENTO DE CAPITAIS AUTÔNOMOS
(LiQUIDO) 92 67 H'
ln\'estimentos . 28 70 100
Reinvestimentos 58 8 4
Empréstimos e finAnciamentos 260 257 500
AmortizaçõE's 278 289 295
Outros (líquido) 24 - 55 147
C. TOTAL DOS ITENS A e B 1Q4 330 20.
D, ERROS E OMISSÕES 126 32 71
E. ATRASADOS E CRÊDlTOS COMERCIAIS 57 - 182 42

F . FINANCIAMENTO OFICIAL COMPENSA-


TÓRIO 125 -180 95
OpFTaçõe9 de regu1arizacão 60 244 52

Haveres a curto prAzo (~umento -) 76 -264 70


Obrigações a curto prazo (redução - ) 167 -188 95
Ouro monetário (aumento - ) 58
2' 18
G. TOTAL DOS ITENS E e F .. 68 -362 137
H. SUPERAVI T (..L) OU D E F I CI T (-)
~+~ ~ 362 137

Fonte dos dados> definitivOli: Bll.nco Central d'a República do Brasil.

80 CONJUNTURA ECONõMICA
c:afé para a Argent ina puderam tes para os constantes da cate-
ser feitas em dólares com prazos goria geral da mesma Lei. Um
de até 180 dias, para os saques, decreto da mesma data modifi-
sem despesas de desconto, desde cou transcendentalmente o tra-
que amparadas em cartas de cré- ta menta tarifário de importação
dito instituídas por banqueiros brasileira;
estabelecidos naquele país;
- Pela Resolução n .O 35, de - De acôrdo com a Resolução
17-9-66, aboliu-se o certificado n.o 42, de 7-12-66, as exporta-
de Cobertura Cambial (CCC) çôes?e couro verde, sêco, salga-
por terem as importações de pro- do, seco-s~lgado e ~splch~do, de
dutos classificados na Categoria ~ qu.al.quer tIpo ou ?f1gem, fIcaram
Geral sido dispensados da contra- sUJ~ltas a ur:n a ~hquota de 200/0
tação prévia do câmbio. Em a_titulo de l,mposto de. exporta-
substituição, criou-se a Guia de çao d: . carater ~Xcluslv~mente
Importação com as mesmas ca- m~n~tar.lO. . e ~ambla1. A. . ahqu~ta,
racterísticas do CCC para efeito cUJa mCldencla se faz sobre dlfe-
do visto consular e desembaraço rença do preç.? FOB do pro~uto~
aduaneiro. A Guia é de emissão segundo os termos da . Lel n.
da CACEX e tem prazo de vali- 5072, de 12-8-66, destma-se a:
dade de 120 dias para efeito de a) - reforçar os recursos do
embarque das mercadorias no ex- Fundo de Estabilização da Re-
terior. O desembaraço alfande- ceita Cambial, de que trata o De-
o
gário está subordinado à prova do ereto n. 57 383, de 3-12-65, que
fechamento de câmbio; regulamentou a Lei n.o 4770, de
15-11-65; e b) - servir de re-
- Com a Resolução n. o 37, de curso para reparar as variações
23-9-66, aboliu-se nas transfe- acidentais no mercado cambial.
rências financeiras para o exte-
rior, o encargo financeiro de 150/0 Ainda no referente a comércio
estabelecido na Resolução n.O 9 extericr, vale realçar a criação
de 13-11-65, item lII; através da Lei n. o 5025, de
10-6-66, do Conselho Nacional
- Por intermédio da Resolução do Comércio Exterior (CONCEX),
n. o 41, de 22-11-66, ficou deter- com a atribuição de formular a
minado que, a partir de 1-3-67, política de comércio exterior, bem
as importações dos prcdutas clas- como determinar, orientar e coor-
sificados na categoria especial da denar a execução das medidas
Lei de Tarifas processar-se-iam necessárias à expansão das tran-
de acôrdo com as normas vigen- sações comerciais com o exterior.

FEV EREIRO /1 96 7 81
+I •

)ISPONIVEL
B \:\('O
F'OItTO"'lEGU
S.l.O P'MlLO
ItIODEJA.Nf1lQ

r..o.,, " tt..

Em Depósito em Blncos
Em Oulras Espécies
Em "'toeda Corrente
?EALlZAVEL
(,IH;F I ~l"L
""
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Ao'

.....

ATIVO
."
'

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DE I :'>\'EH'I'DI E:\TOS .\
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-_-

2.832,908.721
209,350.310
36294:135
-

NAgapf~:al.~~~..........
Fundo de Reserva Ocral
Pundo de Prevldo ..... .
PASSIVO

.
..
5 000,000,000
2101.41 1 600
900.000.0011

~f:.ed~::ocfaodoS,Rem~~~~biU~~~Ã,,~a~biaAulrn~
Devedores Co nlrllt os Resotuçlo 21
Capital a Reallzar .......... .
23,913,610.941
111.m, 1$0 081
14.350.002,802
I Pundo de Reserva L egal •••••••...•.•...••
Pundo de Corrcçlo Mondárla do Ativo Ph.o
Pundo de Indcnlzaçllo Leis Trabalhlst.u O"
L.'<I01VEL
2BO,000.OOO
27.88658()
18,121453 8321425.732
2.500,000,001)
Tllulo!l CRmblnl~ c.Corrcçllo Mo-
Tltulos e ValOres Mobl1l1lrlo'l
Investimentos .•.•.•.
Devedores Diversos ...... , ' .... , " .... .
1.6111.474.5.1.1
1342638 520
63.1.097,165 I netária , ___ . ,
Titulos Cambiais o', ••••••
19.0J1.24h.427
5.91-1,005.000 2~ 9f! 1 251.121

~~rl~;g~:It:e.JuO~d~e~s ~: Sl~ÕE~E Naclo~~~ bl34511,526


251919.593
RefinanciamentOS
Reflnanclamentos FINAME
Re50IUÇ.1I.0 21 1!l().'i1.55.1JI75
t:l12084095!1
'MOB I LIZADO Urll<'lsltos a Pruo Pho 1 ,~7 1 ,6J3-,:qf!
,\\óvels « Utens ilios e InQ.ll.
Imóveis de Uso Próprlo
CorreçJo Monetária
,\lenos ; Depredações .
~~ 310.032
2:J7.97f1,29R
'!.52In4~ 772 ~!'i2,79.~
I Credores Oll'crlOI .....
(jr.'tifICll~lics a Olslrlbulr
Dlvldtndns a Distribuir
PFSDENTE
1. 165.5 12.344
302.000,000
2·10.032360 ~7,732,825 812
"-"fl51fW!'
Receita Diferida 1 295 Ma 351
726,79.19,1')
Material de Expediente 4 1 ()Qq~ ' t 7h7/'o1941h.l COMPeNSADO
COMPENSADO Oeposllanles de ValOres em G.:uanlia. Ptnhnr
\'a l, em Glla.. Ollas, p/Penhor ,\leruntl1 e .\lcrcantlt Penhor Industrial. Depositantes d~
Industrial. Vai. em Custódia t Bco~, C/<':obr
Contrlltos de Abertura de Crédito
Respon sl.vels p!Endonos .................• •
Letras e Obrlgaçõe~ a receber contratos de
.'tI HJ.:12t,:j 1157
lf>
I
18012~
un.b!)~
rlOO
fi99 I ValOres em Custódia e T ilulf\" em ('ohrança
Conlralo~ de C r ~dlto
Tllul(l~ Endosudos ....
.
Tlluto~ ~ Valórn 'lobtltárlos em Carteira, Va·
••
' , ' .. ..... . . ... •
FI-3 10.1,263 R.n
3rd flrl-"2 1.000
I 1/17 f>05 699
Seguros e Açll es Caucionadas

======== DE.\IO:O;STRATI\~ n.\ CO:'lóTA


h1167~ 000

"l.l·CRO~AA:Ii::;~~:~.
I
12t.'lmI971~'i Iflre' Segura'!os e CauçJo da Diretoria • • ••

Rf-:TATI\:O Ai) EXP..RCIC IO E:'Ió'CERRADO P..\\ -30IIÚ66


h~11!01lO 1 2 1 501!97 1 ,~f)

IRR~4 .R3 [~57

DP.BITO = tl~~nITO
Custo Admln isl rativ o e Cu~lo Operacional
Impostos
Graliflca~Oes
a Dirttores e funcionáriOs
Reserva LeRal .
I ~ \95533
7~.9111t9
~36fooo.ooO
120.000.000
2 2"1 1 I~ fi"ll I Re ultado da' Opcraçõe~

fundO de Pr"vldo (Revcrdo)


Soclal~ 4541 :190. 11"1
300,000000

Fundo de PrevlsJo .... 900,000 004


Dividendo n9 4 a DI~trltlUlr 240.032.360
Reserva Geral 11~2~5.~ 268421752.1
~J47~ln 1.9~7 :\1}(} 17 "
POrto Alegre. 10 de I~nelro de 19fi1
(til.) An)n RI~mann _ Diret or Pre~ldente H .'nrl'luc SIrt/t!ky e AS$Í .• Li/vln - Diretores \'lt,..Ptc~httnle
.. """"0 Edhon 11 ... "'111: ",'dr<' AI /.' da Slfvu Ouen ... AdmlnlstraUvo Conl .. dor {' ~ (; ,,9 1)1Q"I
FINANÇAS

CONSOLIDA-SE
,
O SETOR FINANCEIRO PUBLICO

Como nos exercícios de 1964 e 27 ';c em 1965 e 1964, respecti-


1965, colheu o govêrno federal vamente) das despesas efetuadas
mais uma vez excelente resultado e a cêrca de 10% (19 '70 em
na execução financeira do seu or- 1965 e 37 % em 1964) da recei-
çamento referente a 1966. Como ta arrecadada à conta do Tesou-
fruto da política de recuperação ro Nacional no estabelecimento
das finança~ públicas, a conclusão de crédito acima citado.
em foco pode ser apontada como
bastante auspiciosa. Pois, tanto Como evidência da melhoria
em têrmos absolutos como rela- dessas relações, basta assinalar
tivos, o deficit entre receita e des- que em exercícios anteriores a
pesa do Tesouro Nacional junto 1964, como por exemplo nos de
ao seu agente financeiro -- o 1962 e 1963, e les corresponde-
Banco do Brasil SI A - foi me- ram respectivamente a: 360/0,
nOf que nos anos prec€.lj entes. 56 %; e 35 % , 55 ~é .
Com isso, o desequilíbrio de caixa
da União, cujo alcance nos exer- Ao contrário dos últimos anos,
cícios passados importou em des- a partir de 1964 a relação deficit
mesurados focos de inflação, re- de caixa e receita arrecadada si-
duziu-se significativamente no tuou-se bem abaixo de 50 0/0, sen ...
ano recém-findo. O saldo negati·· do que o nível dos recursos origi-
va registrado equivaleu a apTO- nários de tributos foi suficiente
ximada mente9% (contra 16% e para atender os dispêndios resul-

FEVEREIR0 /1 967 83
tantes do custeio das atividades pendeu o Tesouro em 1966 cêrca
administrativas da União. Nesse de 650 bilhões de cruzeiros, con-
caso, no exercício recém-encerra- tra 550, 450, 300, 120, 60 e 20
do, as despesas em te la se have- bilhões. em 1965, 1964, 1963,
riam aproximado de 3,9 trilhõcs 1962, 1961 e 1960, respectiva-
de cruzeiros e as de investimen- mente. Maior parte dessa assis-
tcs de cêrca de 2,5 trilhões, consi- tência destinou-se pràticame nte
deradas nesses valôres as parcelas a cobrir despesas de custeio dos
pertinentes às atividades rod~ órgãos em referência.
viárias até então excluídas.
As despesas consignadas no
Mais uma vez efetivou-se a orçamento federal para o exercí-
conveniência de diminuir o volu- cio de 1966. em confronto com
me dos dispêndios atinentes aos os recursos e s t i m a dos (sem
investimentos, sem o que pouco computar as operações de crédi-
sucesso se obteria no que tange à to), indicavam um saldo negativo
pressão dos gastos do setor pú- de 338 bilhões de cruzeircs. A re-
blico sôbre a caixd das autorida- ceita e a despesa se situavam,
des monetárias. respectivamente, em 4381 e
47 19 bilhões. Entretanto, àquele
RESULTADO DA EXECUÇAO confronto inicial haveriam de ser
FINANCEIRA incorporadas outras importâncias
Como já se observou, o resul- relativas aos gastos equivalentes
tado da execução do exercício fi- a créditos adicionais transferidos
nanceiro da União pode ser apon- de anos anteriores e de autoriza-
tado como muito bom, mormente dos no exercício, cuja soma tota-
se considerarmos o aspecto nega- lizou cêrca de 390 bilhões de
tivo que estigmatiza.ra as finanças cruzeiros. Ainda se agregaram ao
públicas nas últimas décadas. potencial dos gastos a cargo do
Mesmo assim, contribuiu para o Tesouro Nacional, no me s m o
incremento dos dispêndios e agra- exercício: despesas pertinentes a
vamento do desequilíbrio finan- "restos a pagar" acumulados em
ceiro do Estado a permanente anos precedentes, em importância
assistência financeira prestada superior a 1 trilhão de cruzeiros,
pelo Govêrno Federal às entida- dos quais aproximadamente 350
des autárquicas de transporte bilhões oriundos do exercício de
(ferroviário, marítimo, fluvial e 1965 e resultantes da programa-
aéreo), às sociedades de economia ção financeira estabelecida para
mista, a governos estaduais e mu- êsse ano; as insuficiências de ver-
nicipais. Ccm êsses encargos des- bas de custeio; as suplementações

•• CON IUN TURA ECONô .... lCA


de recursOs a varlos Estados da compatível com os recursos para
Federação, através de assistência tal finalidade admitidos pelo or-
financeira de significativa impor- çamento monetário elaborado
tância. Basta salientar que as in- para o exercício de 1966. Para
suficiências de verbas, à assistên- isso, do lado da despesa, o Poder
cia financeira em aprêço e aos Executivo colocou em vigor, atra-
gastos realizados ao amparo do vés dos Decretos n. o 57.612 e
artigo 48 do Código de Contabi- 57.613, ambos de 7 de janeiro
1idade da União corresponderam do mesmo ano, normas especiais
cêrca de meio tri lhãc de cruzeiros. de economia para o orçamento,
de maneira a reduzir o desequilí-
o cômputo dos gastos acima brio em potencial do exercício a
permitiu acrescer a cifra con- um mínimo suportável pelos re-
signada na Lei de Meios do exer- cursos disponíveis. Destarte, fi-
cício de 1966 de cêrca de 2 tri- cou estabelecido um fundo de re-
lhões de cruzeiros. Com isso, o serva de 550 bilhões de cruzeiros
defi6t em potencial elevara-se a de verbas orçamentárias, assim
quase 2,5 trilhões, isto é, soma como uma sistemática de desem-
inccmpativel com a capacidade bôlso pelo Tesouro Nacional no
financiadora do Tesouro Nacio- transcurso do exercício, de ma-
nal, especialmente quando todo o neira a contro lar os gastos de con-
esfôrço era desenvolvido pelo go- formidade com os ingressos dos
vêrno no sentido da estabilização recursos na caixa da União junto
econômico-financeira. Com tal ao Banco do Brasil. Dêsse modo,
desequilíbrio tornar-se-ia impos- além dos cortes das dotações de
sível evitar maciças emissões de despesas consignadas no orça-
papel-moeda para a sua cober~
mento, no valor observado, teve
tura.
de ser transferida para liquidação
Para manter a continuidade em 1967 importância substancial
do processo de recuperação das de dispêndios admitidos para
finanças da União, tratou o Po- 1966 e cujo total pode ser esti-
der Executivo de estabelecer nor- mado em cêrca de 600 bilhões
mas capazes de atenuar o volume de cruzeiros. Aliado aos dois e
dos dispêndios em potencial, mais acentuados processos de
através da coordenação dos gas- contenção de despesas, como os
tos da administração pública, me- dois últimos assinalados, há ain-
diante determinação de critérios da a acrescentar o referente à li-
prioritários integrantes do Pro- mitação, redução e procrastinação
grama de Ação. Daí resultou a de outros itens de gastos previs-
fixação do desequilíbrio de caixa tos para o exercício e cujos efei-

HVERflR0/1967 85
tos importaram em decrescer o deixando evidenci ado o se u alto
potencial das despesas do exer- nível:
cicio de aproximadame nte 900
bilhões de cruzeiros.

o processo pàsto em prática Billtõe~

significou reter despesas no valor


I - Despesa
global de cêrca de 1,9 tri lhão,
considerando que a lgumas parce- Orçamento sancionado j 878
las do fundo de reserva acabaram
por ser liberadas. InsufiCiências de verba§ SO

Crêditos o riginário§ de 1905 250


Paralelamente ao esfôrço de
contenção das despesas, o empe- Créditos abertos em 1966 787
nho de melhor ar recadar propor-
cionou também condições para Despe-as $E'm créd ito lúlJ

reduzir um deficit em potencial Liquidação de restos 9 pagar ISO


de quase 2,5 trilhões para um de-
sequilíbrio de caixa inferior a 600 AS1lISu?ncia finam;:eir8 100
bilhões de cruzeiros. conforme
50 m w 5 JI5
cifras adiante apresentadas.
II _ Receita 4 895
Somente com o estabelecimen-
to das normas cons ubstan:iadas III - Dehcit de cai:<eli em poten-
nos referidos decretos e subse- cial 420

qüentes efeitos se tornara possí-


vel reduzir o desequilíbrio de cai-
xa do T esou ro N aciona l a uma Com as normas apropriadas
soma suportável, sem o que teria de contenção de despesas, a
sido inevitá vel o agravamento do execução financeira de caixa do
processo de emissão de papel- Tesouro Nacional ensejou apro-
-moeda. O deficit de caixa regis- ximadamente os seguintes resul-
trad o absorveu grande p a r te tados, considerando os elementos
dos recursos provenientes do m er- contábeis apurados junto aos
cado de capitais através da colo- Bancos Central e do Brasil, ês te
cação de Ob rigações R eajustáveis último a g e n t e financeiro da
do Tesouro. Quanto às parcelas União, e através de dados compi-
disponíveis para utilização. em lados na Contadoria Geral da Re-
1966, o panorama financeiro do pública, órgão subordinado ao
exercicio assim se apresentava. Ministério da Fazenda :

86 CONIUNTURA ECONôMICA
C,$
Bilhões
I - Despesa
I - Despesa escriturada
Orçamento sancionado e Orçamento e suplementação 5081
plementações (.) 3 935 a) - despesas correntes 3342
Créditos especiais transCeri4 b) - despesas de capital 1739
dos e abertos ( ) 800 À conta de créditos espe-
ciais e extraord inários (1) 1 05S
Despesas efiltuadas sem cré-
dito 400 Soma 6139
Liquidação de renol a pagar 400
11 - Receita contabilizada (2) 6007
Financiamentos 50
Assistencia financeira aos ES4 III Dencit orçamentário do exer4
lados 60 cício 132
Outras ( I) 670
( I) Inclusive despesas pagas em anos an 4
Soma 63 15 tedores através do artigo 48 do C.C.U.
e sOmente regularizadas em 1966 no
11 - ReceIta ( ) 5728 valor de 145 bilhões de cruzeiro,;
IH - Deficit de callca 587 (2) Inclusiva receita originária da colo-
cação de títulos públicos federais
(Obrigações Reajustáveis do Tesouro
(.) Exceto as despesas escrituradas como e Letras, no valor global de 860 mi4
resíduos passivos do exercicio e par 4 Ihões de crm:eir09. Inclui também re.-
celas relativas à regularização de de~ ceita proveniente de anulação de com4
pesas já realizadas em anos prece4 promissos do Tesouro N acio nal escri4
dentes ao de 1966: turados em "restos a pagar" nesse ano,
( •• ) Exceto receita resultante da ccloca4 no valor de 10 bilhõeS'.
çào de Obrigações ReaJustáveis do Te4 Obs.: ~ de nctllr-4e que a soma das despe4
souro Nacional. Inclui . por outro lado. sas escrituradas à conta do "orÇ84
a receita do impôsto único sôbre com 4 mento e suplementação" se apresenta
bustíveis carreada para a conta do Te 4 particularmente incrementada em re-
souro no Banco do Brasil a partir de lação à cifra global constante da Lei
1.0 de abril, no valor de cêrca de 750 de Meios do exercício, por duas prin 4
bilhões de cfu<l:eiros: cipa is razõe$: uma, em virtude do
( I) Valor decorrente de recursos do im4 acentuado volume das suple mentoçÕ&.!
pÔsto único recolhidos :i conta da re 4 solicitadas pelos ó rgãos federais para
ceita da Uniào no Banco do Brasil no o atendimento do custeio das ati4
per iodo de abril a de<l:embro. vidades administrativas; outra, em
decorrência de serem as vinculações
de verbas a receitas específica s recai-
No que tange à execução or- culadas com base em arrecadações efe4
hvas do exercício.
çamentária, de conformidade com
a sistemática contábil adotada
pela Contadoria Geral do Minis- Para suplementar a receita
tério da Fazenda, através da ordinária do exercício, o govêmo
qual são imputados ao exercício federal colocou substancial soma
financeiro todos os compromissos de títulos de sua emissão no mer~
pagos ou empenhados, eviden- cado de capital do país, apuran-
ciou-se o s e g u i n t e desdobra- do destarte recursos não-inflacicr
mento: nários vultosos,

nVEREIRO / 1967 87
Paralelamente c o m aquelas teso Com isso, a relação custeio/
operações de crétito, cooperaram investimento tornou-se a i n d a
para o fortalecimento dos recur- mais favorãvel para a maior ex-
sos à disposição da caixa do Te- pansão dêsses últimos, apesar da
souro em 1966 as reformulações sensível redução experimentada
tributárias salientadas pelo Po- pelas verbas de capital quando
der Executivo ao Congresso Na- da adoção do fundo de reserva e
cional desde abril de 1964. Delas da transferência de cêrca de meio
decorreram novos dispositivos sô- trilhão de cruzeiros do exercício
bre os mais produtivos impostos de 1966 para o de 1967. Levan-
federais, não obstante a adoção do em conta o resultado de caixa
de medidas anti-cíclicas represen- do exercício, que se apura através
tadas pela redução temporária de dos dados levantados no Banco
pagamento de tributos em épocas do Brasil e no Ministério da Fa-
de depressão registradas em al- zenda, os itens de despesas e de
guns setores da atividade econô- receita podem ser observados no
mica do país. Pode-se apontar, QUADRO I.
outrossim, como agente propicia-
dor de maior produtividade da re- O comportamento dos resulta-
ceita pública, a melhoria do apa- dos parciais da execução financei-
relho arrecadador e a descentra-
:a da União em 1966 evidenciou
lização do recolhimento da renda
da União através da rêde bancá- em grande parte de seu transcur-
ria. Outro elemento não menos so tendência de menor desequilí-
significativo de moderação da trio relativamente à do exercício
despesa no exercício decorreu do anterior. Basta observar que no
estabelecimento de taxas realísti- final do 1.0 semestre o deficit de
cas por ocasião do reajustamento caixa correspondia a uma impor-
salarial dos servidores públicos tância de 237 bilhões (cêrca de
federais. Contràriamente às nor- 60 0/0 mais reduzida que a de
mas anteriores, o processo adota- igual período de 1965). Ainda
do em 1966 não contribuiu para com uma acentuada carga de des-
o agravamento do surto inflacio- pesa, as medidas de conteção
nário. As taxas corretivas foram postas em vigor com a finalidade
estabelecidas d e conformidade de atenuar a pressão sôbre a cai-
com a política de combate à in- xa do Tesouro no 2.° semestre
flação e real capacidade de paga- puderam concorrer para que nes-
mento do Tesouro federal, sendo se período fôsse observada ten-
que em média alcançaram cêrca dência menos expansionista que
de 40 (' r sôbre os salários vigen- a dos 6 últimos meses de 1965 .

•e CONJUNTURA ECONÔMICA
I - EXECUÇÃO FINANCEIRA DO EXERC1CIO DE 1966
(Va lóres acumulados em CrS bilhões)

I
D ISCRIMINAÇÃO J 811. J an-Fev Jal1-Mar Jan-Abr Jal1.Ma i I Jan-Jun Jan-Jul Jan-Agô! J an-Sel i Jall-Out IJ anJNcv I Jao-D ez
, I I
A _ RECEITA 209,4 471,4 901,9 1 265,1 1721,S 2326,7 2768,0 3327,4 3961,9 4361,5 4959,1 5728,0

Impóslo d. consumo 31,5 77,6 155,4 250,1 474,8 574,6 825,8 1055,7 I 156,3 1351,1 1566,7 22 14,9

I mpó~to de fl"oda 9,.1 30,1 60,9 103,1 196,2 249,3 315,4 423,9 539,0 749,7 917,8 1339,3

Impó'lo de ~Io , 7,5 20,3 37,9 57,3 96,6 111.7 142,0 189,7 212,1 256,6 299,5 538,8

Iml)Ô~lo de Import9çao 16,9 39,8 75,1\ 10R,1 144,1 178,7 213.0 253,5 295,1 335,5 374,3 415,7

OUl l R'! (I) 14 3,2 303,6 572,9 746,5 808,9 1212,4 1271,R 1404,6 1 759,5 1668,6 1800,8 1219,3

B DI"~peses correntes 110,6 219,66 371},7 579,1 851\,6 1064,9 121}5,2 1543,2 1 730,6 1933,5 212Q,6 230 1,2

Transfer(.ncia'i correntes 30.8 110,4 174,8 243,1} 355.1 468.0 6111.6 179.0 Q57,ú I 122,5 1262.1 1451,1

D lJE"pl:"sas de capital 33.7 105,6 128.6 180,5 271.2 320,8 343,5 401,7 473.5 549.5 630.3 679,8

E Tran~f(>f;'Il('ias de capita l 85,S 162.3 22.1.2 :\31.5 441,5 600,0 710.2 990.0 I 132,5 1243,5 1448.0 1882.5

TOTAL DA DESPESA 260,6 597,9 905.0 1334.0 1925,4 2453,7 2 ?6~,5 3662.5 429°,6 1 '153,5 54ÚO,9 6314,6

G DEFICIT lA ,') 51.2 126,5 3, 1 fiM,9 20;\,1) 127.0 197,5 335, 1 337,7 492,0 501.8 586,fi

Bra~il 110
(l) Inclusive receita do impÓslo ú m co sôbre combustível! recolhida
Fnlltf': Comi~,ão de Programação Fin.nceira do Ministério da Fazrnda, " conta da UlHao no Bflnco do periodo de abnl a de<:t"1llbro
li EXECUCÂO FINANCEIRA DA UN I ÃO - 1965 1966

(Saldos acumulados em bilhões de cruzeiros)

I 9 6 5 I 9 6 6

Janeiro 127,2 117,6 9,. 3,9 - 5,7 209.4 260.6- 51.2 5,8

Fevereiro 341,1 404,2 63, 1 49, 1 14,0 471.4 597.9-126.5 4,_

Março 567.2 759.2 168.0 140,6 27,0 901.9 905.0 - 3.1 98,0

Abril 768.6 1016.0 247,4 204,6 42,8 1265.1 1 334.0 - 68.9 187,6

Maio 1006,7 1301,S 294.8 244.5 50,3 I 721.5 I 925,4 -203.9 170.7 j 176,0

Junho 1253.6 1617,4 363,8 300,8 63,0 2326.72453,7 - 127.0 170,7 202,4

Julho 1503,1 1975.9 472.8 363.2 109,6 2768.02965.5 - 197.5 170.7* 221.8

Agôsto 1 77 1,4 2272. 1 500,7 382,3 118,4 3327,43662,5 -335,1 218.6- 326,7

Setembro 2070,0 1. 589,8 519,8 389,3 130.5 3961.9 4299.6-337.7 218,6· 341,6

Outubro 2343,5 2922,3 578,8 422,2 156,6 4361,54853,5 -492.0 218,6* 380,3

Novembro 2630,7 3236,8 606,1 423.5 182,6 4959,15460,9 -501.8 218,6- 412,4

Dezembro 3140,4 3728,3 587,9 264.7 323,2 5 728,0 6314,6 - 586.6 218,6* 496,3

FONTE: Bancos do Brasil e Central.

Nota: Elaborado com base na assistcncia financeira prestada. pelo Banco do Brasil (até
março de 1965) e Banco Central ao Tesouro Nacional. Inclui despesas orçamentárias e
eJl[tra-orçamentórias. A execução financeira acima apresentada é exclusivamente apurada
através da contabilidade do Banco do Brasil, uma vez que o sistema contábil adotado pela
União é o de exercício, o que de certo modo dificulta a apuração do deficit de caixa do
Tesouro Nacional atravélt de sua contabilidade. O excesso observado relativamente à soma
e financiamento e importância d o deficit de caixa do Tesouro Nacional corresponde,
grosso modo, ao sa ldo de depÓsitos a disposição de entidades federais no Banco do Brasil.
(-) Inclusive 170,7 bilhões de cru:l;ciros referentes a empréstimo externo do AIO.
( •• ) Exclusive as Obrigações da Resolução 21.

90 CONIUNTURA ECONôMICA
IH - PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA DO TESOURO NACIONAL -
EXERCtCIO DE 1966

( Valores acumulados em Cr$ bilhões)

MESES
I
RECEITA DESPESA I SALDO

I Previsão
I
Execução Previsào Execução Previsao I Execuça~

Janeiro 19S,S 209,4 ISO.4 260,6 IS,4 51 .2


Fevereiro 512 .R 471.4 560.9 59 7,9 - 4S.0 126.5
M a rço fl~6 . 7 901.9 1 0W.1 905 ,0 163,5 3 .1
Abril 1166. 5 1 265 . 1 1511 .6 1334.0 145, 1 68 .9
Maio 1 703 . .! 1 72 1.5 1 975,0 I 9 2 5 .~ 271.8 203 .9
Junho 2 156,8 2326,7 2463,0 2453,7 - 306.2 127 ,0
Julho 2 iH 1.3 2768,0 3 006.0 ..! 965.5 364 .7 197,5
Agôsto 3 156.0 1327.4 3 551.0 3 662.5 394.4 335.1
Setembro 377..!.O 396 1.9 4 097,0 " 299.6 -325 .0 337 .7
Outubro ... 382.3 4 36 1.5 " 721 ,0 ~ 853,5 338,7 492.0
N ovembro 4 933.5 ~ "59 . 1 5361 ,9 5460.9 3 78.4 501,8
Del'!embro 5 t'Js.g 5 728.0 6058.9 6314 .6 420.0 586.6

Fonte: Comi n ào de Programaçiio Financeira . do Ministério da Fal'!enda. B ancos do Brasil


e Central.

Preliminarmente, a programa- conta da receita da União no


ção financeira estabelecida para Banco do Brasil, bem como a in-
o exercício de 1966 estimara o clusão de igual importância à pro-
desequilíbrio do anc em cêrca de gramação de despesa, os valôres
420 bilhões de cruzeiros: receita referidas no Decreto n.o 57.612
4.895 bilhões e despesa 5.315 passaram a ser os seguintes: re-
bilhões de cruzeiros (Decreto n,o ceita 5.639 bilhões e despesa
57.612, de 7-1-66). Logo nos 6.059 bilhões, mantendo-se, con-
primeiros meses de execução, ten- sequentemente, o deficit em 420
do em vista a conveniência de bilhões de cruzeiros, Com base
melhorar a consolidação da caixa nesses n o vos valôres, foi a
do Tesouro Nacional no Banco do execução financeira observada
Brasil, aq uêles valôres foram rea- com o maior cuidado e atenção,
justados sem, contudo, alterar-se obtendo finalmente o govêrno, do
o deficit antericrmente assinalado mesmo modo que nos 2 anos an-
na programação referida no De- teriores, excelente resultado.
creto n.o 57.612 . Com a incorpo-
ração a partir de abril dos quan- Contràriamente ao que se ob-
titativos provenientes do impôsto servou nos exercícios de 1964 e
único sôbre os combustíveis, à 1965, o desequilíbrio de caixa do

FEV EREIRO /1 967 91


Tesouro se tornou mais dilataào temente di~crepante, melhor se
no 2,0 ~emestre que no 1. 0 . ou situa quando se sabe que do lado
seja. 460 bilhões contra 127 bi- da receita houve também ligeira
lhões. Em 1965, os valôres dês- melhoria em relação ao total es-
ses períodos foram: 1. 0 semestre timado para o exercício em exa-
- 364 bilhões; 2.0 semestre - me. Se alguns gastos aleatórios e
224 bilhões de cruzeiros. Ccncor- não considerados pela programa-
reram para a mudança referida o cão financei ra, dada a sua nature-
comportamento da receita e a in- ;a. não se houvessem incorpora-
trodução de novos elementos no do ao Lontigente dos dispêndios
sistema de consolidação da caixa de caixa do Tesouro Nacional
do Tesouro Nacional no Banco tais como - suplementação de
do Brasil. Todavia, o processo de recursos ao Dept,C Nacional de
desembôlso cronológico dos ór- E,trada de Rodagem (100 bi-
gãos públicos se manteve absolu- lhões): subsídio ao açúcar (40
tamente controlado, uma vez que bilhões): aquisição de produtos
a uniformidade dos gastos frente alimentares (58 bilhões): fundo
ao fluxo dt! receit8 do Tescuro de estabilização cambial (2,5 bi-
tem proporcionado condições ex- lhões); juros, amortizações e cor-
celentes à política governamental reção monetária de títulos lança-
de ccmbate à inflação. O QUA- dos pelo govêrno federal e de ope-
DRO Ir assinala o comportamen- rações de crédito (cêrca de 200
to da execução do exercicio de bilhões de cruzeiros); liquidação
1966 relativamente aos valôres de débitos contraídos por autar-
pré-estabelecidos pela programa- quias federais no exterior ( 184 bi-
ção financeira dêsse ano. Ihões) - o nível do desequilí-
brio observado e equivalente ao
o QUADRO IV, que dispõe deficit de 587 bilhões de cruzei-
sôbre o de5dobramento dos dis- ros não teria superado a marca
pêndios tendo em vista a progra- dos 420 bilhões estabelecida, si-
mação estabelecida para o exer- tuando-se pelo contrário bem
cício, indica que ponderável par- abaixo dessa importância, ou te-
cela de recursos efetivamente ria mesmo desaparecido.
aplicados se destinou aos gastos
com O pessoal. Ao fina lizar o
PANORAMA FINANCEIRO DO
exercício, as JiberaçÔ€s efetuadas EXERCfcIO DE 1967
tinham superado de apenas 96
bilhões de cruzeiros. ou seja. pou- Em que pese o saldo negativo
CO menos de 2 ( ( , o teto estabele- registrado pelos orçamentos pú-
cido para o quantitativo das des- blicos para o exercício, o dese-
pesas do anO. Êsse fato, aparen- quilíbrio em potencial é na rea-
., CONJUN TURA ECONÔMICA
IV - PROGRAMAÇÃO F I NANCEIRA DO TESOURO NACIONAL - 1966
CRÉDITOS LIBERADOS DE JANE I RO A DEZEMBRO
(Cr$ bilhões)

DISCR I MINAÇÃO JAN. JUN. JUL. AGÓ. SET. OUT. TOTAL PREvrSÃO SALDO

ev.ioal . 154 ,3 240,7 144,4 332.6 312,7 234,1 186,3 173,2 225.8 218,5 264,7 292,0 2779,3 2950,0 170,7

utros gastos orçamen·


tános 13,0 16,0 33,8 116 ,4 169 ,8 160.2 166,6 128 .8 152,6 158,6 166,3 178,0 1470, 1 1678.9 208,8

réditos e~peciais O,, U 1,0 1,7 1,5 3,9 5.1 5,6 5,5 9,2 14 ,5 5,5 55,1 46,0 9,1

ransferéncias de 1965 107.9 82,4 73,5 38(, lf),5 S., ',2 0,8 0,8 0.4 340,0 34ú,O

Qspesa~ sem crédito 4,6 4,1 3,1 67 8,4 7,1 50,5 22,0 15,3 17.5 27,0 .VI.2 202,5 100,0 102,5

eHos a pagar 0,0 2,9 1,8 12,4 8,0 7,9 12,2 7,0 23,8 12,3 0,5 5,3 94,7 tJO,O 34,7

2,3 I O,.~ 11.5 7,2 • ,5 9,7 28J.. 50,! 3,7 15,8 ',5 151 ,2 40,0 111 ,2

dívido
19,1 15 . 1 150,0 184 ,2 100,0 84,2

epó"iloS 30,2 49,4 3 1,5 0,7 8,3 2,j 2,'" 2,6 1.8 2,1 2, 1 0.4 133 ,8 0,0 133,8

SOMA 313,2 436,2 3 15,7 516,3 543,7 431.1 454,9 390, 1 429,3 434,4 47g,ú ú67,4 5410,9 96 ,0

REVISTO 180,4 380,4 449,4 424,4 JH5,~ 40X,O 460,0 461,0 461,0 539,0 554,9 611,0 5314,9

SALDOS 132,8 55,8 1133,7 9 \.9 158,3 23, 1 15, 1 70,9 3 1,7 \04.6 176,3 -56,4 - 96,0

FONTE: Comissiío de Programação Financeira do Ministério da Fazenda.


!idade bem mais acentuado. E sanção da referida Lei de Meios.
do conhecimento geral que uma se tornou cbrigatória a revisão
significativa soma de compromis- dos valôres estimadcs para o ano.
considerando nessa oportunidade
sos se incorpora infalivelmente
o reajustamento szlarial do fun-
à execução financeira do govêrno cionalismo federal. o volume de
durante o exercício. provocando êespesas cujos pagamentos foram
com isso sensível a I t e r a ç ã o procrastinados em 1966 por fôr-
nos quan!itativGs preliminarmen- ça do programa de desembôlso es-
te estabelecidos e dprovados. Tais tabelecido nesse exercício, sem se
incremeptos pertinentes a despe- mencionar uma longa série de no-
sas de emergência, assistência fi- vos e substanciais encargos que
nanceira a entidades públicas e a fatalmente se incorporarão em
sociedades de economia mista. 1967 aos ja programados.
reajustamento salariais. liquida-
ção de "restos a pagar" (resíduos No que se refere ao aumente
passivos acumulados em exerCl- do funcionalismo, seu volume foi
cios anteriores). créditos adicio- orçado, tendo em vista um incre-
nais transferidos de anos prece- mento médio de 25 a 30 c( . em
dentes e também abertos no 700 b i I h õ e s de cruzeiros, os
transcorrer do próprio exerci cio quais, adicionados das transferên-
em que é executado o orçamento. cias de 1966. na importância de
acabam por distorcer completa- 500 bilhões. e das despesas per-
mente a estrutura financeira do tinentes a novos créditos. assis-
documento representado p e I a tência financeira e outros itens.
Lei de Meios s a n c i o n a d a. num valor de cêrca de 300 bi-
No particular. é ~uficiente men- lhões, poderão incorporar-se aos
cionar que na esfera federal a valôres já votados e ccnsignados
Lei de Meios para o exerclcio na Lei de Meios:. Com isso, o po-
de 1967 estimou a receita em tencial de despesas do exercício
6.684 bilhões de cruzeiros e a se elevaria de mais 1.5 tri lhão de
despesa em 6.943 bilhões. dei- cruzeiros. Para atenuar a carga
xando a descoberto um deficit proveniente do reajustamento
de apenas 259 bilhões. modera- salarial público, estabeleceu o gcr
do, portanto. Todavia, o panora~ vêrno uma contenção definitiva
ma efetivo é muito mais grave, sôbre as verbas orçamentárias
haja vista que a programação fi- mtegrantes da Lei de Meios de
nanceira do exercício já admite 1967, bem como a transferência
um desequilíbrio de 554 bilhões de pagamentos de, aproximada-
de cruzeiros. É que logo após a mente. 600 bilhões para o exercí-

•• CONJUNTURA ECONôMICA
cio de 1968. Destarte, novos va- C r$ b ilhões

lôres passaram a representar o


esquema financeiro da Uni ã o 1- Receita
para o exercício recém-iniciado, a) rece it a orçBmentar ia re-
os quais assim se desdobram de estim ada 6 200
b) receita c rçam entá ria de-
acôrdo com os planos elaborados vido e m 1966 (I) ISO
pelos Ministérios da Fazenda e c) receita do impÔst o úni-
co s c (2) 1030
Pla nejamento:
Soma 7380
Ainda assim, torna-se necessá- 11 _ Despesa
rio, em 1967, manter as medidas
a) dl"sp_ orçamentana (3) 6 554
de contrôle das despesas públi- b} o utr06 itens a serem in -
cas. Só na área federal, supõe-se, corporados ( 4 ) 1 500
c) cont ra pa rt ida do im-
visa rão elas a conter mais de 1 pôsto ú nico 1 03 0
trilhão de cruzeiros das despesa s
Soma 9084
em potencial, sem o que o dese-
111 _ D eficit em pc tencial 1 704
quilíbrio de caixa residual pode
superar o do exercício de 1966. IV - Contenção
D a mesma forma terã o de agir a} fundo de re~erva 400
b) transferências para 1968 600
os governos das gra ndes Unida- c) despe~as com o di-bi t o
des da Federação, pois é sabido publico (5) 150
que entre essas se torna mais di- Som a _ I ISO
fícil levantar recursos para o v- Def icit d e caixa p revisível
atendimento dos desequilíbrios
de ca ixa d os respectivos erários. (lI I V) 554

Em 1966, através de legislações (I) ReCeita OIlumia !'IrmclpJlmenl~ <lo In'


específicas, continuou a União a li ,sI!"
1(\T811l
Uc ç .. n~llm" ~ ren<la, CUIOS r~colh1!lle!llll~
,1<li,I<l,'~ <lc l'lhh !'IU,I 19h7
conceder recursos a g r a n d e 12)
uos "
- RCClIf~I'~ ""lr'li'r~'lmcntario~ UlCOTp(ll:l
conl,1 <l~ rcccil,1 <la L:ni,\u nn Banco UI'
número de Estados e alguns Mu- Rrasll
T~50llro
para clclln <le cfl1!'olluação <l", caha !ln
l\'acional
nicípios. Presentemente, a refor- (3) _ E~clu~iI~ cl'r~a uc jJ() llilhi)cs Icsul-
tante!' !la altera~'1iu <l.l ]lorcentai(em <le 1() para
ma constitucional abriu novas 1% sObre 3rrec:l()açô~s dos irnp,'sto~ <l~ co nsu
mo e renda <lesllnadas a conSlituir o "Fundo dr
perspectivas às f i n a n ç a s esta- Particlpaç30" dos Esta<los e Munlclpl05 c cfrca
de 70 hll1uh" cnn-iltn,I<lM al'l DNEW, I('n!lo em
duais e municipais, com o con- \'isla IlUt iI rn·dl.t pn\pri.l uês~e ó'l~30 51.11,,·u
acentuado aurncnto lom 3 mu!lança de sua parti
seqüente fortalecimento dos seus clpação no impOslo unlco ~Obfl' combuslh'cis e
alteração <l,l I,,,, ,;unbbl no cornfço !lo c",,·,-
contingentes tributários, devendo cicio de 19h7.
( 4) - Liqul!laçllo!le "restos a pagai" (~Ob'
nestas circunstâncias ser reduzi- Lh(ics) , Ilqul!laçl0 ul' ull"i<la!l <le enll<ladt:; pubhca~
no ex terior ( 100 bl1hiksl. <lespe!'as a §t l",m efe·
da ou, mesmo eliminada, a ajuda t uadas sem credi tl'l ( 150 1l Ilhlle~l. de~pesas !T/lOslt
ridas ue Il)hl) {500 bllh(\es~ '" reil j USla01enlo 8ala-
financeira que a União vinha rial <l o l un clo n a ll ~nlO p uh lico nl'l rno nl .ln te !le 71M!
1lllhões de Cf\I Hlros.
prestando aos Estados e Municí- (~ ) - Parce l:1 cllull'alt n\e ;\ Jlre\"i~lIil <l e <l p~p",sa
<l es tln a!l .. a a mo rtl 'ZllçAI'I. IIHO~ e COtrc ~ !o mone
pies, com sacrifício de sua própria lá ria de tllulos leder,lls. cuJo ~ gaqo~. l' ntc nu e-sl',
puderc m ser Impu ta!los ao próprio ~1~lem;1 !lc
economia. em is"fto c re~galt !lhH .. pa ptlls

F!VERlIR0 /1 967 os
ATENDIMENTO DO DESEQUILIBRIO DÊBITO PÚBLICO FLUTUANTE
RESIDUAL
Ainda que substancial o de- Tendo em vista os resultados
ficit de caixa estilnado para o das gestões financeiras do setor
exercício financeiro de 1967. no público, em 1966, e em parti-
que tange ao setor federal, sua cular a do govêrno federal, foi
pressão sôbre o crçamento mo- significativamente acrescido no
netário nào deverá ser maior que ano recém-findo o níve l da dívida
no ano precedente. Da mesma publica flutuante governamental.
forma que em 1966, espera-se Considerando os compromissos
que a colocação de Obrigações íinanceiros de correntes de ope-
Reajustáveis do Tesouro Nacio- rações de crédito a curto e mé-
nal atinja nc corrente ano expres- dio prazos e a sistemática pro-
siva importância. Para a cober- cessual do empenho de verbas
tura do deficit residual pode-se orçamentárias de que resulta o
admitir que a quase totalidade adiamento dos respectivos paga-
do respectivo financiamento pro- mentos para exercícios futuros, o
venha dessa fonte de recursos saldo do débito público flutuante
não inflacionários, devendo a teria sido major&.do. em 1966, de
parcela restante, se houver, ser aproximadamente 2 trilhões de
originária de recursos oriundos cruzeiros. Dês s e incremento,
do Banco Central, através de to- pelo mencs a metade proveio do
mada por êste de títulos de emis- aumento líquido de resíduos pas-
são do govêrno federal. de valor sivos ( "restos a pagar" ), cujo
igual ao saldo remanescente. Só saldo continua a elevar-se parti-
no que se r e f e r e às Obri- cularmente em decorrência dos
gações Reajustaveis, é de admi- processos de contenção de despe-
tir-se que as novas colocações ve- sas ditados pelos planos de eco-
nham a alcançar 500 bilhões de nomia postos em prática pelo gc-
cruzeiros, deixando, assim. uma vêrno. Assim, da expansão de
pequena parcela do deficit de cêrca de 1 trilhão de cruzeiros,
caixa previsto de 554 bilhões couberam ao govêrno da União
para ser financiado com recursos 800 bilhões como restos a pagar
disponíveis ou não no Banco da execução orçamentária do
Central. Ainda que provenientes ane. e os restantes 200 bilhões.
de emissão de papel-moeda, a oa execução dos orçamentos dos
modicidade do seu nível, não re- Estados e Municípios. Entre
presentará quase ameaça alguma essas Unidades, a maior sema
ao processo de combate à infla- originou-se do govêrno de São
ção a ser mantido pelo nôvo go- Paulo. cujo orçamento equivale
vêrno. a 50 r ( do conjunto dos orça-

•• CON IUNTU RA ECON6MICA


mentos estaduais e municipais. trilhão 'de cruzeiros, só no que
É de crer-se que boa parcela do c o n c e r n e à participação da
incremento evidenciado pelo sal- União. Destarte, o saldo dêsse
do da dívida flutuante governa- débito ter-Ee-ia elevado no perío-
mental tenha sido originada do do a cêrca de 6 trilhões de cru-
aumento do saldo devedor dos zeiros, com a seguinte participa-
governos junto ao sistema bancá- ção: União 85%; Estados 13 cá
rio e ao público. Basta dizer que, e Munidpios 2%. Se, contudo,
com o registro do defic:it de caixa excluíssemos do débito geral do
do Tesouro Nacicnal, em 1966, govêrno central a parcela de
o saldo da dívida flutuante cres- "restos a pagar", a dívida flu-
ceu particularmente. Haja vista tuante tia União equivalente aos
que em decorrência dos financia- financiamentos realizados pelo
rl1entos obtidos t> e 1 o Tesouro Banco do Brasil e Banco Central
junto ao Banco Central e merca- ao Tesouro Nacional teria atin-
do de títulos, o débito em aprêço gido em 31-12-66 cêrca de 2,6
expandiu-se de aproximadamen- trilhões de cruzeiros.
te 800 bilhões de cruzeiros (boa
parte dêsses financiamentos ficou Com a instituição do Banco
retida no Banco do Brasil em Central, em fins de 1964, estabe-
forma de depésitcs a vista à dis- leceu a lei correspondente a en-
posição dos órgãos da adminis- campação de considerável sema
tração pública federal). Contrà- da dívida flutuante da União
riamente ao que se observou em junto ao Banco do Brasil. Em
1965, o grosso do financiamento decorrência dessa operação, que
d o desequilíbrio de caixa do Te- anula os créditos decorrentes do
souro Nacional em 1966 proveio pl acesso de emissão de papel-
do mercado de capitais, através -moeda e sua respectiva utiliza-
da colocação de Obrigações Rea- ção através da Caixa de Amorti-
justáveis, cabendo uma modesta zcção, Carteira de Redescontos e
participação (cêrca de 50 bi- Caixa do Banco do Brasil (pro-
lhões de cruzeiros) ao Banco ce~so em vigor até fim de mar-
Central; em 1965 êsse estabele- ço de 1965), a maior parcela
cimento de crédito adquiriu qua- de débito da União junto ao seu
se 600 bilhões de cruzeiros em agente financeiro, o Banco do
Letras do Tesouro para o atendi- Brasil, deveria ser eliminada. En-
mento do deficit da União. Do tretanto, até agora, já transcorri-
exposto é de crer-se que o débito dos 2 anos, não se realizou tal
flutuante teria alcançado no úl- acêrto preconizado pelo disposi-
timo dia de 1966 cêrca de 1,5 tivo referido.

n VEREIRO/ 1967 97
DivIDA INTERNA CONSOLIDADA lhôes e, em 1966 c valor recorde
de 743 bilhões, com a expansão
De conformidade com c dispcs- média anual de 275°b. A parti-
to pela lei que dispõe sôbre o rea- cipação da subscrição voluntári3
parelhamento econômico (adicio- foi sempre crescente: 370/0.
nal do impôstc de renda destina- 63 ' ( e 84 010, respectivamente.
do ao Banco Nacional do D esen- em 1964. 1965 e 1966.
vclvimento Econômico) e pela
Lei n.O 4.357 64 pertinente às
Obrigações R eajustáveis do Te-
souro Nacional, o saldo da dívida CrS
consolidada teria sido razoàvel- BilhÕ;)$
mente grande em 1966. É de
crer-se que tal incremento haja
Vclulllário~:
alcançado cêrca de 800 bilhões
de cruzeiros, os quais incorpcra-
dos ao saldo de fim de 1965.
elevaril:: m o níve l dessa dívida em
Praz.:: de

'"
... 1 jur_s
400
P.a;;:!)d. 2 anos juras
31-12-66 a cêrca de 1,5 trilhão, SC'c a.lI. 63
atsim distribuídos grosso mod c : Pnu:o ~up. 1 ano juros
União (85 % ); Estados (10 ', ) 6'. n.a. SO
e Municípics (5' I ). Prazo d.
juros
táril)
. 6 meses (~em
corre.ão mone-
6"
No ano recém-findo, as opera-
ções decorrentes do processo de
lançamentc de emissões de Obri- 11 A-lern"l,va d. tributo ,
gações Reajustáveis do Tescuro Correâi ~I,VO imobilize.do 6.1
Nacional assim se distribuíram
entre os tomadcres compulsóric~
e voluntários: ITI Coo-pulsoria:
Fundo de Indenização Tra-
o significativo incremento ex- balhi~la (prazo ,n::lefilll-

perimentado p e I a dívida em do - 6 ....0 a.a.) 59

aprêço resulta da centínua ex-


pansão da subscrição de Obr:ga- TOlel Geral 743
ções do Tesouro Nacional - tipo
reajustável. Inicie.da em fins de
1964, com a colocação de 59 bi- No exercício de 1966, o saldo
lhões de cruzejro~, alcançcu. em da dívida consolidada de respon-
1965, a importância de 293 bi- s:::bilidz..de dos governes esta-

91 CONJUNTURA ECONOMICA
duais e municipais, cujo valor tiva mente, em 1965, 1964 e
global acercava-'e dos 120 bi- 1963) da com petência dcs Esta-
lhões de cruzeiros em fins de dos; e fina lmente 3/ 50, (contra
1965, evidenciou ligeira altera· 1 '2 0, 1/10 e 1 6 nos ancs de
çao para mais, te ndo em vi s t~f 1965, 1964 e 1963) de respon-
alguns incrementos resultantes sabilidade dos Municípios.
de nevas emissões e consolidação
de certos débitos. Sem atrativc3 Considerada a gra ndeza dêsse
maiores que os decorrentes dcs débito, a participação dos Esta-
Jeságios que oferecem, diminuto dcs pcuco se a lte rc u em 1966,
sucesso apresentou a colocação mantendo-se S. P a ulo com 1/ 3,
dêsses papéis no ano recém-findo. Ri e Grande do Sul com I 5,
Além do pn:cáric serviço que pro- Minas Gerais com 1 '7 e Bahia
porcionam, dada a diminuta so- ce m 1/ 10. Na esfera municipa l
ma das dotações orçamentária.s a m3ior parcela coube à Prefei-
destinadas a essa finalidade, os tura da Cidade de S. Paulo
governos dos Estadc s e Municí- (8 0 %), seguida da de Belo Ho-
pios encontram também sérias di- rizonte e Salvador.
ficuldades ao ccmpetirem com o
govêrno federal na área do cré- DIV.DA EXTERNA CONSOLIDADA
iJ ito público, mormente após o
lançamento das conhecidas Obri- Como nos anos precedentes, o
gações Reaj ustáveis. Assim, bem serviço da dívida em questãc foi
modesto se apresentou o merca- mantido rigorm amente atualiza-
do dcs títulos dêsses governos do. Tanto os pagamentos de ju-
no ano passado, pois de aproxi- ros cemo de amortizações trans-
madamente 40 bilhões, em fin s correram dentro dos esquemas
de 1957, o saldo da dívida em pré-estabelec:dcs. Juros e amor-
exame alcançou no final de 1966 tizações, num valor global de
pouco mais de 100 bilhões de cêrca de 7 milhões de dólares,
cruzeiros. foram pontualmente pr::::cessa-
dos. Com is~o, o saldo devedor
D o saldo d o débito público em moeda americana teria sido
consolidado, levando em conta reduzido no fim de 1966 a me-
os 3 n í v e i s de govêrno, em ncs de 17 milhões de dól a res;
31-12-66 cêrca de 4/5 (contra enquanto a. dívida referente a li-
3/4 em 1965 e aproximadamen- bras atingira a casa dos 5 mi-
te metade em 1964) eram de lhões, contra 5,5 t' 23,5 milhões,
respcnsabilidade d a União : 7 ' 50 respectivamente, 11CS fins dos
(contra 1 10, 1/ 5 e 1 / 3, respec- anos de 1965 e 1964.

FEVERE IRO/ 1967 99


BANCO CENTRAL DA REPÚBLICA DO BRASIL
BALANCETE EM 3 DE FEVERE IRO DE 1967

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I
FINANCAS

,
MOEDA E CREDITO
MODERADO CRESCIMENTO
DOS MEIOS DE PAGAMENTO

o fato de maior reG,1ce na área mantiaham com o Govêrno de es-


financeira foi o mcderado cresci- tabilizarem seus preços, em face
mento dcs meios de pagamento da Pcrtaria 71.
em 1966 (16,8%), quando se
cempara com os acréscimos de No deccrrer de 1966 foram
63,4%, 64%, 85.9', e 75,4'" emitidcs CrS 665,5 bilhões, dos
respectivamente, desde 1962 a quais CrS 47,9 bilhões para aten-
1965. Êsse menor incremento do der ao Tesouro Nacional e a par-
estoque de mceda absorveu o ex- cela restante para ocorrer às ne-
cesso de liquidez da econcmia, cessidades de produção. Como se
característica dos anos anteriores, sabe, o govêrno estava autoriza-
e pode ser um ponto de partida doa emitir para êste fim CrS 910
para menor taxa de inflação em bilhões (10% do montante dos
1967. meios de pagamento em fins de
Em que pese a êsse menor rit- 1965), tendo ficado muito
mo de expansão mcnetária, os aquém daquele teto. No caso do
preçcs cresceram quase na mes- finznciamento de Tesouro, as ne-
ma taxa do ano antericr. Tal cessidades de Cr$ 47,9 bilhões
fato se explica pela razão de ter foram inferie res à cobertura do
sido no final de 1965 que .e ace- deficit de caixa, no valor de cêr-
lerou a expansão dos meios de ca de CrS 700 bilhões, já que
pagamento, cem reflexos sôbre outras formas de financiamento
cs preços em 1966 e ainda pcr se foram utilizadas, especialmente a
vencerem no início de 1966 cs colocação de Obrigações Reajus-
compromissos que as emprêsas táveis do Tesouro Nacional.

FEVEREIRO / 1967 101


I - PAPEI.,...MOEDA EM CIRCULAÇAO
Saldos em rin ~ de ano nu mês
(Cr$ bilhõe l)

PAPEL-MOEDA EM PODER DAS


AUTORIDADES MONETÁRIAS 1PAPEL·MO'DA
CA IX A DE
AMORTIZ AÇÃ.O Caixa- d- . ' I --.-,,-,- CfRC~~:çÃO
CENTRAL
'a)
Caiu do
Banco do
Bnsil
I Banco
Central
I T

(b)
1(c = b)11

-------~-

1953 - Dezembro . 47,0 3.0 3.0 44,0


1954 - Dezembro .. 59,0 2.' ,.. 56,1
1955 - Dezembro 69.3 4.0 4.0 65,3
1956 _ Dezembro 'i0.8 3 ,1 :U ii,7
1957 - Dez('mbro . 96.6 3.3 3.4 93.2
1958 - D"u""bro 110.8 4.5
.. ,
4.5 1 ~ S .\
1959 - Dezembro 154.6 (,.1 148,5
191í0 DezC'mbro 20('.1 s,e ft.6 197.5
1961 - Dezemhro 313.8 13.2 5.0 1 ~.2 21)5.6
10(,2 De~('mhro 5flft.; 21.0 1('1.'1 ~1.0 4,7,7

1"'(,,' DC'1emhro . F.~~ 7 3; ..1 30.0 (1;.J ft2 1.4


11)[,4 ne1~:TI~'r \ 14'P7 Q_'\.4 ('S.·1 , ,11:).;.~

t n (,5 Dt"zemhro ~ 1;'\,'1 l fl}.:? Ifl! 2 20B.(.

19M:

.T'l ,,(';t'l 2 12.'\ O 14Q ,~ 14n ,~ 1 0 7.1."


r ""'Ptl"itn 2 12:\.1 IOfl.3 I M,1 2016,1'
M llf('O. 'J 123.2 135.6 1;\5.6 1987,6
Ahril 2 173,3 92 .1 92,1 2081,?
M aio 2243.4 104.1 104.1 2139,3
Junho 2343,6 :04.4 104.4 ') 21Q,2
Julho 23639 109, 1 109,1 2254,8
..\ ~ôsto 2422.0 98.5 98,S 23'.!.l.5
Setembro 2482.3 126,5 126,5 2355,8
Outubro 2522.6 11 3,2 113.2 2409.4
Novembro :2 662,8 1 11 ,8 111 ,8 255 1,0

Dezembro 2840,3 98,9 98,9 2741,4

F onte: Banco Central

1 02 CONJUNTURA ECONÕMICA
FATORES DETERMINANTES DAS
EMISS ES DE PAPEL-MOEDA

o QUADRO 11 permite determi-


nar quais cs fatôres que concor-
reram para as emissões de papel-
rnceda, através da evclução dos
principais grupos de operações
dos B anccs do Brasil e Central.
Cemo já mencicnamos, o Te-
souro Nacional, recorrendo a ope-
raçõeE de crédito para o financia-
mento de seu defidt, não exigiu
recursos de vulto do Banco Cen-
tral (emissões de papel-moeda)
para suas necessidades de caixa.
Assinale-se. também, que a polí-
tica crçamentária foi rigorcsa vis-
to como procurou reduzir a pres-
são sôbre o Tesouro adequando a
despesa à evolução da receita tri-
~utária.

Ainda no setor governamental


as autarquias reduziram seus em-
préstimos no Banco do Brasil de
CrS 91,2 bilhões e elevaram o
saldo de suas contas de depósitos
(CrS 213,5 bilhões), o que fêz
com que êsse setor se apresen-
tasse superavitário naquele ban- qui as e em parte, de verbas orça-
co. A redução de empréstimos mentárias destinadas a fins espe-
deveu-se. especialmente, ao de- cíficos, sobretudo, para financia-
clínio da posição devedora da Cc- mento de emprêsas estatais defi-
missão de Financiamento da Pro- citárias.
dução, que comercializou em Os empréstimos ao setor pri-
1966 os estoques de arroz ad- vado elevaram-se de CrS 899,2
quiridos em 1965. Os incremen- bilhões, destinando-,e CrS 475,1
tes verificados nos depósitos de- bilhões às operações de crédito
correram em parte de recursos rural e industrial e CrS 424,1 bi-
próprios de determinadas autar- lhões às de caráter comercial.

fEVEREIR0 f1 967 103


11 - BANCO DO BRASIL - RECURSOS E APLICAÇOES
(Bilhôf''t de Cru7eirl'\'J)
VARIACOr:S I _ _ _ _-V'-A"'RIAÇOES
~1965 ~' --"190::.64,--,--'1",96,,,5 I 1966
ATIVO PASSIVO

I JDez.
•• .! I JDez.
•• .! Do..
Dez.
__- L_
1--;';:-;-\
_ _ C___________ \ ~;/ I {;~: \ Dez. I {;:/
I • Cajll:a em moeda corrente 28,1 1'" 5,8 - 12,9 - 2,3 I _ Recursos próprios (inclu~ive
Il . Agências e correspondentes no saldo líquido das contas de
erterior 12,2-'- 7,6 _ + 17,5 re~ultado pendente) . 1- 107,1 + 219,0 + 132,8 + 442,3
11 - Débito junto ao tistema ban-
III • Outros contas vinculad~s a
câmbio ....... . cuno:
509.1 1276,0 - 51,8 784,6
1. No Pais:
IV - Empréstimos em couta cor-
rente c títulos descontadc.'i:
lo. Junto ao Banco Central 502,3 + 621,1 + 196,6 + 522,0
1. Ao setor governamental 804,5 L 498,2 + 97,3 - 48,4 b. Depósitos de bancos, in-
a. Tesouro Nacion::.1 ('aldo clusive os à ordem do
liquido das Opcriu;ões fi- Banco Centra l , ....... -/- 349,8 79 1.0 + 238,3 + 264,2
nAnceiras) .......... . 748,2 264,7 + 89,9 42,8 2.No Exterior
b. Autarqui:os, g:>vernos es- a. Corre~pondentes c Agên-
taduais c municipais c cias no exterior
outras entidades pública3 .J. 56.3 f 233,5 -l- 7,4 9 1.2 b. Fundo Monetário Inte r-
cional (re' pon:çabilidade
2. Ao setor privado . . , .. 543,4 282,5 + 140.3 899.2 líquida) 0,5 - 1.0 0,7
a. Cartt'i ra de Crédito Geral 261,0 -+ 188,8 + 59,5 L 424,1
lI! - n"pósitM:
1 1)0 setor privado 291.5 24.1,7 - 15,8 -/- 125,1
b. Cllrteira de C r é d i to
93,7 +
2. Do s('tor governamental
Agrícola e I ndu-tria l 282,4 ~ 80,8 475,1 (I'xclu,ive Tesouro) I- 276,2 365,0 - 270,2 -I- 213,5
3. Ao setor bancário 2,1 6,5 V,, I V - Recursos dM In,truções 204
V - Compra e venda de produtos
e 205 da SUMOC (.) .+. 180,4 ~~ 51,7 + J,4 + 306,3
V. Df'pósitos compul~ório, vin-
de f'Xp' rtn;ii.... e importação C'ulado, a o{X'raçõe,. cam-
(exclusive café) 77,4 106,1 + 58,4 + 5.2 biai, c'*) ' .... to 219.7 90.1 0.1 <17,0
VI - Outros contn (!It**) 127.1 352,8 -+ 134.4 I 354,0 VI - Outras conta! (U ) ...... t· 148,8 !- 425,5 t- 82,7 36,8
TOTAL 2075.3 2522.5 365.7 2012,5 T O T A L ........ ' +2 075.3 t-2 522.5 + 365,7 -f 2 012,5

("') Inclui o s21do liquido da extinta conta "Ági:s e Bonificações", dada a mesma natureza dasse, reCUr!oS,
("'''') I nclusive utru do Banco do B~a·il e Lf>tra do Tesouro "Série B" tomada, por importadores.
( •• "') Residuws das demais centas 1'1.10 comtantcs dê~te quadro: as contas interdepartamentais lia tomadas por soldo liquido.
FONTE: Balancetes do B.nco do Brasil, publicado. na imprensa,
DI - BANCOS COMERCIAIS - RECURSOS E APLlCAÇOES

DI SCRIM!NAÇAO I Variações anuais em Cr$ bilhões

Absoluta :
1964

;.-
I
Ab'O:· 1
1965

0/0
I
Ab,olula
196'

-I 0/0

I- AT IVO
1) Caixa c 44 2,5 + ". 5 + 966,7 + 88,8 298,4 + 14 ,5
a) Em moeda cor-
94.9 ...L 69,5 ~ 111 ,1 + 4 7,8 40,3 + 11 ,7
b) Em depósitos
no Ba nco do Bra-
s il 34 7,6 -, 68,3 855,6 99,9 t 258,1 + 13,6
2) Empréstimos ao
Setor Privado . 1 0 18,0 !- 84,1 t-t711 ,2 .1 76,8 ~ I 043,9 -'- 26,S
Total -+ I 460,5 + 78,7 --L 2677 ,9 --L HO,7 +1 342,3 + 224
lI -PASSIVO

.
1) Depósitos à vista
curto prazo
2) Depósitos a prazo
+ 1 365,6
+ 58 ,9
-'- 80, 1
+ 65,9
+ 2730, 1

+ 93.4
-'- 88,9
-I- 63,0
+
+
590,3
454,3
+
-t
10,2
187,9
3) Redc!contos + 94.4 -!- 102,4 -t 30,5 L 16,3 + 136,9 + 63, 1
4) Dcmnis contas
(líquido ) 57,4 - 197,6 176,1 199,8 ~ 160,8 + 155.5

T otal 1 460.5
" "8,4 + 2677,9
" 80,7 + 1 342,3 -l- 22,4

A distrib uição d êsse a umento sua expansão alcançou CrS 125,1


d os empréstimos) de acôrdo com bilhões, compensando pequena
a atividade econômica d o t crna- parte do incremento d cs em prés-
dor, foi a seguinte : comé rcio times.
67,2 bilhões; indústria + 313 ,7
bilhões; lavoura 345,9 bilhões ; As operações vinculadas ao co--
pecuá ria ' 143,6 bilhões e ou- mércio exterior mostraram dese-
tras a ti vidades 28 ,8 bilhões. quilíbrio menor do que no ano
anterior. Ainda assim, êsse dese-
Os depósitos do sete r privado quilíbrio foi acentuado e teve co-
não se expa ndiram no ritmo dos mo maior fator o dispêndio de
anos a nteriores. Mesmo assim) CrS 784,6 bilhões nos diferen-
FEVEREIRO / 1967 l OS
ciais das taxas de câmbio em que (26.5 r; ), enquanto o encaixe se
foram realizadas as transações, expandia de CrS 298,4 bilhões.
tendo em conta que ainda são li-
quidadas operaçõe.i a taxas bem Ê::se incremento das principais
menore~ que as atuais. ccntas bancárias só se tornou pcs-
sível pela ação conjugada de dois
Outro item que determinou a fatôres: emissões de papel-mce-
drenagem de CrS 97 bilhões de da; assü:tência financeira a ban-
recurscs foi a restituição dos de- cos, através do redesconto. A ação
pósitos compulsórics de câmbio, dos próprios bancos no sentido de
tendo em conta a extincão dos de- expandir o créditc, reduzindo sua
pósitos que incidiam sôbre as liquidez, não pôde ser utilizada,
operações de câmbio, em geral, cemo em anos anteriores. já que
retidos por 2 10 dias. o nível dessa liquidez se encontra-
va em nível baixo em dezembro
Por seu turno, o Fundo de Re- de 1965. Outre fator responsável
s:erva de Defesa do Café propiciou pela expan~ão creditícia em anos
recursos no valor de CrS 306,3 anteric res - a preferência do
bilhões, após atendidas tôdas as público em manter suas disponi-
despesas na condução da política bilidades em depósitos em bancos
dêsse produto, inclusive compra - atuou em 1966 no sentido de
de excedente exportável. ccntração, já que houve maior
preferência em ccnservar saldos
Para ccbrir o desequilíbrio glo- monetários em mceda.
ba 1 dos setcres mencionados, as
Autoridades Mcnetárias abscrve- '.) QUADRO IV mostra como
ram CrS 264,2 bilhões de depó- os falôres menciol12dos influen-
sitos dos bancos comerciais e ti - ci;,.. ram a expansão do crédito.
'Vemm de expandir o saldo do Ob~erve-se que a relação moeda
papel-mceda em circulação de €scritural moeda em peder do
CrS 667,8 bilhões. público caiu de 4,17 em dezembro
de 1965 para 3,51 em fins de
Os depósitos dcs bancos co- 1966. A pesição d0 encaixe livre
merciais recebidos do público au- manteve-se pràticamente no mes-
mentaram de CrS 1 044,6 bi- mo nível àe 1965, ou seja,
lhões dos quais 590,3 bilhões à
17 ,S % dos depósitos.
vista e CrS 454,3 bilhões a prazo.
Os empréstimos ao setor privado O QUADRO V é um demons-
feitos por êsses bancos eleva- trativo dos meics de pagamento
ram-se de CrS 1 043,9 bilhões pestos à disposição da com unida-

106 CONJUNTURA ECONOM1CA


IV - COMPORTAMENTO FINANCEIRO DO SETOR PRIVADO

COMPORTAMENTO DOS
COMPORTAMENTO DO PÚBLICO LANCOS COMERCIAIS

!)ATAS
.m
Papel-m eda
poder
dJ público
!'.Ice<la
escriturai b •
PaRamento em
cheque: moeda
e~critural
Enc~ix('
livre
Enceilo:('
livre depó-
(b) s itos
(,) 195.'\ 100

1960 - dl"zcmbro 169.4 522,6 3,09 158.7 87,S 18.0

1961 - dl"zembro 2558 786,1 3.29 168,4 122,6 18.4

1962 - dezembro 396,7 1305.6 3.40 179,7 2G9.2 18,1

1963 - dezembro 633,8 2108,3 3,C9 201,2 3(;5,0 20,4

1964 - deZl"mbro 1155,8 4034,9 3.49 230,2 618,7 19,2

1965: março 1 136,7 4452,9 3.92 217.7 570,8 16,5

junho 1274.0 53712 4,22 202,5 7852 18,6

setembro 1459,1 6245.0 4.28 203,8 756,6 15.6

deze-mbro 1755,9 7318,6 4.17 212.4 I C58.R 17,5

1966: março 1696,9 7295.4 4.30 218.4 885.4 15,0

junho 1875,7 7819,9 4,17 241,7 994.4 15,8

setembro 2008,0 7917,3 3,94 244,0 1020,1 16,0

dezembro 2 357.~* 8279,2* 3.51 256,6: l23i,O" 17.4


v - EMPRtsAS t I'ÚBl.ICO AI.GUNS DADOS rlIiANCElRn~ SJ(:;mFICATIVOS- VARIAÇOES E ~I Rf_l.AÇ'AOAOPERIOOOA/'.'TER IOR
[Cr$ t>ilhiM-o)

~
i . ., I '
de pelo sistema bancário, co rno fôsse bem menor do que em
sua contrapartida no passivo das 1965.
emprêsas sob a forma de emprés- Ao contrá rio do que ocorrera
timcs recebidos do:; bancos. em 1965, a expa nsão dos emprés-
timos ao setor privado do Banco
Ê sse Q U A D R O, apresenta o do Brasil superou a dos ba ncos
incremento de 36,3% no papel- com erciais, em 56,80/0 e 26, 5 70 ,
m ceda em poder do público, re- respect ivamente. Com a menor
fletindo a política de contenção taxa de expan são dos meios de
do govêrno, já que em 1965 se pagamento, a velocidade de cir-
expandiu de 49,7% . Ê ste fat or cu lação da n1r:eda a celerou-se,
e a m en cr preferência por depó- p artindo de 2 12,4 em fim de
sitos ba ncários fizera m com que 1965 para 256,6 em dezembro
o ritmo dos meios de pagamento d e 1966.

Banco Mercantil de São Paulo S. A .


GAST A0 V1DrGAL (FUNDADOR)
FUNDA DO~E~M~1 9~3~8____________________

Caflllal c" 16.500.000.000 CON$ELHO DE AO,\tIN1STRAÇ"O


Lauro Cardo~o d, Almeida P reside nte,
Reservas. C" IG.2--12.391.067 AntOnio Aymoré Perelr3 Lima , Ellmur:tlo d, M a·
cedo So:nes e Silva, Fr.:lnclsco de Paul:! da Cosia
Lucro "'O distribuido C" 5~93.659 Carv.11ho, GasUO Eduardo de Bueo') \' idlglll ,
Lucros .m suspenso C" 2.73017--1,900
Oasllo de Mesquita fl1ho, l ucas Noguei ra O arc e ~ .
Mdrclo da Cosia BUl!no.
216 Agencias distribuidas nos s('guint('s Estados: São Paulo - Bahia - Ceará _ Goiás _
Guanabara - Mato Grosso .- Minas Gerais __ Pará __ Paraná _ Pernambuco .- Rio
Grande do Su l .- Santa Catarina
RESUMO DO BALA..~CETE EM 3 DF. FEVEREIRO DE !()67

A T I V O P ,\ S S I V O

E01 "li,", e dl!po~tl,ldo


no Banco Cr$ Cr$ Cr$
0.10 Hr,1sll S A.••••••••.•..•• 2825().UiROI9 ClIpital ........... 1I.;.500.0UO.000
Depósito em dinehlro e Tltulos Aumento de C,lpllal
iJ. ordem do Ihnco Ccntr.1! tia Reservas ......... IS!l7Z565967 35.--172,565967
I\epubllC<I do Brasil . . . . . . . . 47.516.701.043
Empr~,ti!llOS t Descontos ...... lJ3.3!i2 ..5·L31--lt Depósitos ...... , .. ' ............ 196.939.180,028
Ag~n(ias e Cnrrespomlcntes 71.955.195.RUS Tltulos nedescl'ntaJo~ ... ... 6.99S.956.7J1
Outros Creditas Realiz.h-els .... 11.981.979,52) Ag~lIclas e C\HreSpl,nlkllt~s ..... 72. 1 08.~81.7 1 2
T!tulo~ c \·aIÔres .\\oblliárlos . 3.5-17.673,3% OrJen~ de l'al;"lI1elllO e Outros
Imóveis e Instalaçlll!s 2J 351.317 <)Of! Créditos ........... ~ 5.52 115.693
Rfsultados Pl!ndentes .. .. 2230$17.3:11 Result.ldos Pendentes .. ......... ti 125.032.037
(ont3:; de Compensação .• 14~.7~3.S05.708 Conta de CCllnpcnsaçlio ........ l~~ 743,H()5.7US
~fi69--1().13HI7<) ·Hi69~t\\J7 !IH
São Paulo, 12 de dezembro de 196t,;

FEVEREIR0/1967 109
Dinheiro precisa ser visado?
Todo mundo :;abe que não. Assim tambem o E o quI" parece incri .... el C quI" \'("1('('0 não
fheque Vcrdr, que tem aceltaç;i.o ~ar:mtlda preçlsa ser mrlionarlo para poder u<;j,-Io -- b(l<.tll
porqut' ('qUlvale a um ch~ue visado. Por ISSo. ser idôneo. Desde que toi lançado. o f'heque
o C/leque Verde c aceito em qualquer lugar. Verde conquistou mIlhares de currentlsta~
O BF.G t,:lI"antc o \)a~l\mcnto ao portado!" \>3ra o BEG que "e tornou hOJe um dos
ati.> NCr$ 50.00 por ch('quc (c!nqUcnta Iml bancos mflls sólido. do pais e quo:' ('ontnbul
crU7.elro<, antu.:o~l (' cada lal;10 tem de maneira decisi\' .. \):11'3 o progresso da
10 ChCqUf' Qualquer ag~ncla do UEG Guanab..'u·a. ChCql.l(' V('rdc. sim' quem Já
desconta o Cheque Vtrde na hora precisou, algum dia, \"Isar. dmhelro~

Procure hoje mesmo a mais próxima a!J(lncia do REG e t'eja


como ~ simples abrir uma conla de Cheque Verde. agora
com 1101.'Q apruentaçllo c ainda mais lácil de preencher.

BANCO DO ESTADO DA GUANABARA


AU'''''<t • • n H,t.><,,,,, . n ... ~<'""'.., . B<>,.f~~n. IJ AI"", . c. Or.ft~e . CO,,,,,," . C.......o<lll' • • C'$I.I". C.t.t • • '"111mbl. Contul .
\, .. '00 ,,,, .~., __ .bO"" . U ",.Cru • • r;:..-ve.n.d".. . '.,.n~,n • •
""""0" J'... ~.!I .,..nl>o •
Ir."" ' J'C"~ ' J><.,tp.t..ti . M.du,e. o . M. d. lI~t ... , • ".,.. ,JoIHor •

..0.'0 t. 5&<>,., 1,:.... . $, ~ru\a . 1. cn"o,·.u · T>j~~. ' \',1.0 ... bol e •• 1I>II...IU S. I'.~j~. U IIwu",,' •• 1<11......
.i6ffBSj~
· ~._.__. ~____~FI~N=A~N~C~A~S___ ~

MERCADO DE TíTUlOS --
FRACO EM 1966

o ano de 1966 foi um período o volume de transações tam-


de desapontamentos para os in- bém baixou. A média diária no
vestidores em ações. Após um princípio do ano foi de CrS 500
intervalo de relativa estabilidade milhões, ms s no fim do perícdo
até meados de maio, durante o ela oscilava entre 200 e 300 mi-
qual os especuladores puderam lhões pcr dia.
aproveitar as oscilações a prazo
E s t a fraqueza no mercado
curto, cs preços das ações entra-
de títulos foi contrária às expec-
ram em processe quase perma-
tativas gerais, isto é, em 1966 os
nente de declínio, que durou até
preços de ações, na pior hipóte-
o fim do ano. A única recupera-
se, ficariam estabilizados. Em
ção importante ocorreu no fim
fins de 1965 havia certa confian-
de agõsto e principios de setem-
ça na situação econômica e na
bro, mas seus efeitos feram elimi-
possibilidade de a inflação ser
nados pela subseqüente queda
definitivamente ccntrolada. No
nos preços. A médic S-N de pre-
mercado de títulos, a implanta-
ços de ações, que iniciou o ano
ção da nova lei sôbre o Mercado
com 3692 pontes, atingiu seu
de Capitais era aguardada com
pento mais elevado (3853)
otimismo.
em 4 de março e o mais baixo
(2779) em 14 de dezembro. Até As condições dos negócics ti-
o fim de 1966 a média registrou veram, inevitàvelmente, influên-
pequena melhora (2955), com cia sôbre o mercado de títulcs.
a queda total de 20% para o Enquanto os índice!; do custo da
ano todo. vida e dos preços de atacado mos-

FEVEREIR0 /1 967 11 1
-l
OBRIGAÇÕES REAJUSTÁVEIS DO TESOURO
I
M= j
22000 1-__+_---'---'_-+_-+_+___+ ___+-:;;
.•....••
I

i oc,~~
1 ••••• 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . I.

~ r" -l-
:: C. . f ·l:: I 'U •
~~'~'''I
travam que em 1966 não havia ram ao programa do govêrno de
melhora na situação inflacionária estabilizaçãe de preços foram se-
em ccmparação com 1965, as riamente afetados. Os benefícios
vendas e a produção das emprê- concedidos em impostos não com-
sas particulares em geral não re- pensaram os prejuízos resultantes
gistraram quaisquer aumentos da manutenção da estabilidade
significativos. Isto se deveu prin- dos preços, uma vez que os custes
cipalmente às dificuldades credi- continuaram a subir.
tícias causadas pelas restrições do
Em vista da situação acima e
govêrno e à política rigorosa de
da carência de capital de giro, in-
crédito adotada pelos bancos e
vestidores não podiam esperar
companhias de financiamento, em
dividendos compatíveis com as
vista do volume crescente de
taxa.s oferecidas em papéis de ju-
protestos de títulos, conccrdatas
€. falências.
ros fixos, as quais continuaram
elevadas a despeito dos esforços
Além do mais, as dificuldades
do govêrno para reduzi-la.
econômicas e financeiras e os es-
forços ccntÍnucs para conter a in- Nestas condições, investidores
flação causaram redução geral continuaram a dar preferência a
nos ganhos das sociedades. Os lu- Letras de Câmbio, a 6 ou 12
cros das companhias que aderi- meses, e a outros papéis cem ju-

112 CONJUNTURA ECONõMICA


MERCADO DE AÇÕES NAS BOLSAS DE VALORES

MÉDIA S- N DOS PRECOS


22 TTULOS
9OLSII5 DO R.O.·f JANE;IROE si'io PAU\..O
..
CO~'!!!"~; Ó),.... , .. '..... . St.... . .
'$

ros fixos, especialmente as Letras Apesar de tudo, o êxito das


Reajustáveis do Tesouro. No en- Letras do Tesouro não satisfez às
tanto, se observou declínio na esperanças do govêrno, e tentati-
procura em 1965, devido aos vas para eliminar as Letras de
numerosos casos de concordata Câmbio como instrumento de in-
em que companhias de financia- vestimenta público foram tempo-
menta se achavam envolvidas e ràriamente mal sucedidas.
à concorrência de papéis governa- Embora a Lei do Mercado de·
mentais com correção monetária Capitais possa ser considerada
sem limite, com juros de 6 a 80/0 um incentivo ao desenvolvimento
ao ano. do mercado de ações, sua implan-

FEVERE IRO / 1967 113


tação, que está ocorrendo lenta- Na situação atual torna-se di-
mente, poderá causar pessimismo fícil prever recuperação definiti-
e dificuldades a prazo curto. va nos preços de ações. Entretan-
Quando a Resolução n.O 39, rela- to, as perspectivas a prazo longo
tiva às reformas na Bôlsa d.e Va- para as ações de emprêsas finan-
lôres, foi divulgada em outubro, ceiramente sólidas são boas, le-
os preços de ações estavam em vando em consideração o traba-
declínio e não houve qualquer lho já em andamento para mo-
reação Importante. O ambiente dernizar e desenvolver um mer-
na Bôlsa foi tal que a Resolução cado mais dinâmico e bem orga-
mais comentada se referiu à ele- nizado, com apoio do govêrno.
vação das taxas de corretagem, Parece, contudo, que os preços de
que, afirmava-se, iria ca usa r ações só entrarão em período de
maior fraqueza nos preços de contínua recuperação quando o
ações. Todavia, as ocorrências ambiente dos negócios em geral
posteriores não justificaram êste se tornar mais otimista. I sto po-
pessimismo. derá ocorrer em 1967.

AGUA TÔNICA
DE
QUININO

P u ra ou com tim ã o,

dá um nôvo A n i mo,

u",a n o va disposi ção.

ANTARCTICA ~
114 CO NJUNTURA ECONôMICA
D
-
\ U \\ \\ \\ \ \\

Poli etileno Union Carbide para extrusão de filmes .


Se V. prOOUl aeco plaSI'!;' e urra embalagen m._ transp'\rênC:la, e res, lênc,. Incomum ao b!oquelo. Par.
e. a V PQ\l@,lcele r iI ap ouçao. redUl" os cu~to maIores onformaçoea sObl"e como fabnca, embalagens
,. me ~orar o ~f!U proouto 'I' lando o pol'llIlIeno Union maCl1S com maiores vanlagen. para V., conautte o
Carbidf' para a e~lru5,'jo de fdme O pn 18toleno Unlon nosso Oepartamento de Produtos Pté.S\ICOS, que lhe
C b<1~ 1l""m'le a V. a e_t' OI.' f Ime Im gra"de fornecera hteratura tecn,c. e outros escl,reClmentos.

UNION CARBIDE DO BRASIL 5. A.

l1li ""
IndUl trl • • Co mercIo
A. P. ",:lO73 24 Indl' (CO"I""'" N., ,onll) Til
"'1 Plulo ,,.. R". Ar. "P<>tto .01119,",36 oi"
T <128030 R d. J.",,'ro OB
Banco da Província do Rio Grande do Sul S. A. Fundado em 1858
I nscrição no Cadastro Geral de Contribuintes ~ob 11.° 92659 168
Sede - Pôrto Alegre - Ru a 7 de Setembro, 1177
CAPITAL : Cr$ 16.000 ,000.000 RESERVAS : Cr$ 10.218.088 .254
CONTROLE ACIONARIO DOS SEGUINTES BANCOS: Bane!} de Curili/la S. A. (com 19 casa!> no Paranã).
Hanco MUj[ulll{iCS Fronco S. A. (COI1l sede em I~ ccife e IIH;II em Campina Gra nde , 11:1 Pllraiba): Hanco Pro(/,
VO SL'QnctIlQ$ Ir. S. A. (com sede e n~",!ncia no Hio de Janeiro, OS, e filial em Aracaju, Seu:lpc).
RE~UMO DO BALANÇO EM 30 DE DEZEMBRO DE 1966

A TI\" O PÁS SI\' O

Cc, Cc,
A - O/SPOSIVEL F - SAO E.'I./O/l'EI.
Cal~a e Banco do Brasil S. A 11.S42829.UJ2
B - REALlZAVEL Capilal ............... 16.000.000.00Q
Uepósilo~ em dinheIro Fundos de Reserva Le·
no B.1nco Central .. 13 .532.700.850 gal e Estatut,~rlo 5,200,000.000
Ol.lrlg~,Õcs rcajustáveis 01l1r.1S Heser\'l1~ :>.011;1.088.254 ~h 21~O~R.25~
do T esouro Nacional, IJ
ordem do Banco Cell- a - Ex/aNEL
trai ................. 1.695.319.400 Oel'(\~ilos:
Apólices c Obrigações avista ea curto prazo õO ,157.i2'9.24!l
Federais deposltad:lS no 11 I,rnzo ............. 3,209.54ol,4ti3
O. B .. A ordem do Outras Re~ponsahi1id3-
l'I<1n~o CClltrRI ....... . 011;1 .893.55$ dcs .............. 2RI18.\J57.652
Emprtstimos Rurais em Allência~ no I' Ris. 1$.815.316.RS6
clc e c/cor. nlOnet.. 9.917.0 16.855 IJi\'hJendos <I P~gar 945.914.620 1~1 ~·17.462.Sl.ib
TÍ!u!os descontados, In-
cluSive FUNAGRI .... 45 ,376.2015.797
Agencias no P.1is .. 15.005.400,4 12
Oulros CrCd!tos.. 2~.407.095:W!
Imóveis .............. 825702,879

~
Titulos e ValOres .\\0-
hiliários: Obrigações
Fed .. Apól . Ações e
Debêntures .......... 4.4·1 I.fi90,255
Outros ValOres 157.92·1771 117 .007990, 125

~-
C - /M OB/UZAI)O ......... ..... 1$,8.!I!i.299 91<;
f) - RESULTADOS PEl\'DE.""Tr:S .. 509.007.528
E - CO.\'TAS DE COMPE'\'SACÁO lOS 935."iB!ôl43Q

257.1R071:ín39 257.1t1O.715.0j'l

DI::,\1 0NST1~~ÇÃO DA CONTA LUCROS Er PERDAS - 30 DE OEZE.\\BRO DE \9f,ti l

D~B 1T O I CR~D1TO
Des]'lesõlS cl Pess., Au~l!. e Medica· l~eccltu de Oper:1ções B:1ndr!:1~. Juros .
mCr110~, Conlrib. p/ BNII, COla pl Comissücs. Descontos (menos os do
Fundo AssisL De~cmpr., Fundo Iml, e"erciclo sCl1:uinle). Lucro em Ope-
Tr;l[)., lAPR. IAPETC. Cotõl pl INDA, rações de Cr~dito. PrO\'cnlos de Tí tu-
LBA, SalÁr!(l Educ" Scp;llros Diversos los c ValOres Mobiliários c outros 1i ;18.549.666
])O:lÇV~S c Contrib. à Ass. doS Fllnc. Remias de C<lpltais não empregados em
do Banco ............. , ... ,... ...... 6 ..152. 193.221 operações sociais . IlU71.30U
Honorários da Dirclori., e Conselho
Fiscal............ 2.j.87!j.OOO

~
Outras De5pes:ls ." 1.252. 162.4.11
0:15105 de Malerial .................. 129.164.204
Imp oslOs - Juros :lbl)nt\(los e redes~
contos _ Outras cont.1S _ Al11 l)rtl.
7.ação do Atil'o ... . 2.026.626. 106
Fundos de Re5en';J ..... . 312.085.380

~-
Oívldendl) <105 õlcionistas .. 945,914.620
Porcentagem estatutária a pagar
Diretores e !(1I1cil)nfirlos 592.000,000
11 .735.Q20.972 11.7J5.020.9n

Viclor Auvedo Bostion, I . C. COSIa Ribeiro, Dário "f.


A/I'es, João Oolonl Ir., Albino Falcão Bor~~ folIo B
Marlintl , José P. Heis, DmETORES • Victor Rtlcntlt, Cnt:., t:. UA I..UN I AI:!JLlDADE, Contado r _ CRC· RS - \639
FINANÇAS

EMISSÕES DE CAPITAL - ATINGIDA


A NORMALIDADE DAS REAVALlACÕES
DO IMOBILIZADO

Ao contrário de 1965, as emis- anterior, as emissões em tela fica-


~ões de capital das sociedades ram 3,7% menores, porém, se as
anônimas no ano p. findo, apre- compararmos com as de 1964,
sentaram-se inferiores às do exer- o acréscimo será de 166 70 , supe-
cício a n t e r i o T. Entretanto, se rando assim o incremento dos
atentarmos para os diversos itens preços ocorrido nos 2 últimos
que as compõem, verificaremos anos, que foi de 87%.
terem sido satisfatórios os resul-
tados que oferecem acréscimos No período em estudo, foram
reais, suplantando mesmo a ex- criadas 678 sociedadEs anônimas,
pansão monetária ccorrida no e 7 511 outras já existentes ti-
período, que foi da ordem de veram seus capitais elevados. As
38,9%. D e fato, se subtrairmos emissões das novas sociedades
do total das emissões as reavalia- foram de 125 bilhões de cruzeiros
ções do imobilizado, que são sim- e as das antigas de 5933 bilhões.
ples aumentos nominais de capi- Estas cifras, em 19 6 5, foram, res-
tal e que, em 1965, estiveram pectivamente, 9 03, 14578, .. .
anormalmente elevadas, teremos Cr$ 111 bilhões e CrS 6 180 bi-
um acréscimo de 4S,2 fc . lhões, e, em 1964, 776, 76 10,
CrS 77 bilhões e CrS 2203 bi-
As emissões n1 o n t a r a m a lhões.
Cr$ 6057,7 bilhões, comparati-
vamente cem os Cr$ 6 291 ,2 bi- As reavaliações de capital, em
lhões de 1965 e os Cr 2281 que pese a tendência declinante,
bilhões de 1964. Vemos que, em foram a parcela de maior contri-
relação ao ano imediatame nte buição para as emissões de 1966

FEVEREIRO/1967 117
t - EMISSÓES DE CAPITAL - 1966

(Em milhões de cruzeiros)

AUMENTO DE CAPITAL REALIZADO ME DIANTE:

Total ISub.cri,.o IInoo'Po,",'oIInoo",",,"'o I


em dinheiro de rll.ervas de CIC
R .... ".'.o I operaçii81
de ativo
Outra.

AlaJ:l'las 15863,5 383,5 15480,0 4563,2 2680,7 822 1,3 14,8


Amazona~ 9315,8 93 15,8 839 1,2 40,5 884,1
Bahia 28 191 ,7 572,0 276 19,7 11786,6 421,9 11580,& 3830,6
Cea rá 32895,9 1 159,0 31736,9 2 1 35 1,5 2893,4 165 ,8 7326,2
Distrito Federal 23096 1,6 627,0 230334,6 131763,5 19 638,4 78932,7
Espírito S anto 9886,4 1290,7 8595,7 5264,5 404,2 638,6 2288,4
Goiás 38224,4 38224,4 270 11.8 401,1 1073,6 9737.9
GUAnabara . 1841682,3 19643,8 1822038,5 J92455,3 4859 57 ,0 94255,9 809 106.4 40263,9
Maranhão 15168,9 1234.0 13934,9 7955,7 4118.0 1795,5 65,7
Mato Grosso 1576,6 509,0 1067,6 770,8 18,0 250,0 28,8
Minai Gerais 350 104 ,3 6328.9 343775,4 101482,2 9806,9 7603,9 223155,1 1727,3
Pará 1 691,1 16,0 1675,1 796.5 878,6
P araíba 10053,0 2500,3 7552,7 4786,3 1 236,4 280,5 1249,S
P araná 167 1J 2,3 13343,6 153768,7 97745,6 10611 ,1 4004,6 809 106,4 40263,9
Pernambuco 76 192,1 5221,5 70970,6 26039,0 7002,9 2 280,2 32831,7 2816,8
Rio de Janeiro 77 363,5 2372,3 74991.2 26450.9 5382,1 1024,9 38501,3 3632,0
R io Grande do NOrte 19179,1 2195,0 16984, 1 15095,2 929,2 44,9 914,8
Rio Grande do Sul 321024,0 3782,0 317242,0 90954,9 26977,5 4421,5 113398,2 8 1489,9
Senta Catarina 68034,6 3065,0 64 969,6 19526,3 8120,7 4232,5 32 189,3 900.8
São Paulo 2738099,7 6015".9 2 677 944,8 668 11 3,2 379039,0 105824,4 13534'7':; 2 171492,0
Sergipe 5085,1 548,0 4537, 1 2197,1 644,3 1695,7

TOTAL ... 6057705,3 124946,5 5932758,8 1664 501,3 966313,3 226 10 1,3 2768310,2 307 522,7
li - EMISSÕES DE CAPITAL - 1966
(Em milhóes de cruzeiros)

RAMOS DE ATIV I DA D E

UNIDADES BANCOS E SEGUROS COME RCIAL IMOBrLIÁRIO INDUSTRIAL I SERVIçoS PÚB LICOS DIVERSO'

F E DERADAS
Nova, IAw:;anto Nova.! Au,;;.nto Nov!, IAu,;;:n!O NOV."! Au,;;:n'o NOV!.! Au,;;:n'o Nov.as IAumanto
d.
emprês9s ~ 1
caplta emprêJas ('ap~al empresa. capital empresas capital I empresas capital empresas caPital .

Alagoas 8,1 100,0 687,6 65,2 183,5 10 606,0 2546,8 100,0 1566,3
Amu:ona1> 160,0 8863,4 192,5 99.9
Bahia 2270,0 2422,6 30,0 200,0 392,0 19722,3 1557,8 150,0 1447.0
Ceará 1257,4 185,0 1101,5 83,3 819,0 20133,7 155,0 8185,0 976,0
D illtrito Federal 500,0 19510,0 1152,1 100,0 13,1 340,2 209132,5 27,0 186,7
E sp lnto Santo . 480.0 370,0 1068,4 96,3 820,0 2090,0 0,7 3355,0 100,0 1506,0
GOla. 569,2 564,3 4535,6 31411,0 1144,3
Guanabara . . 600,0 53898,6 1378,0 62412,0 5625,1 9798,4 4507,5 1 146471 ,1 5210,0 462717,6 2323,2 86740,8
Maranhão 400,0 1079,0 631,0 6886,4 300,0 5457,2 303,0 112,3
Mato Grosso 200,0 220,0 273,6 189,0 390,0 100,0 204.0
MIn" Gerais. 320,0 26425,3 830,0 8386,3 60,0 83 1,6 2219,0 77 925,8 1002,0 214490,0 1897,9 15716,4
Pará 800.0 875,1 16,0
Paraíba 368.0 240,1 323,0 4414,2 2164,3 2420,4 13,0 110,0
Paraná 200,0 11 755,6 2776,6 20116,3 600,0 782.1 4694,0 36627,2 76810,0 5073,0 7617,5
Pernambuco 9415,3 725,0 8709,9 625,7 917,0 38899,3 177,4 9117,5 3462,1 4202,9
Rio de Janeiro 10307,0 110,0 2739,3 280,0 I 106,1 32291,9 4,2 25062,2 1152,0 4310,8
R G. do Norte 25,0 1690.5 200.0 595,0 10173,7 4164,9 1600,0 no,o
R. G. do Sul .• 49111,4 501,0 22193,1 394,0 1957,5 90871,8 108,0 144462,7 1215,5 10209,0
Santa Catarina 6236,0 205.0 3866,9 1042,5 1 393,0 47528,2 802,0 4508,6 665,0 1787,4
Vi ... Plulo . 12900,0 104 116,5 12586,0 116277,4 5097,5 3196,5 16003,4 1 565 343,4 4699.0 706870,1 8869,0 182140,9
Serll:ipe 1835,0 134,0 346,0 2081,9 102,0 337,1 100,0 149,1
TOTAL ..•. 14 520,0 298988.4 19986,6 255274,9 1i 512,6 17608,7 37096,0 3 127070,0 16680,6 t 912 798,9 27150,7 321017.3

FONTE: D iúiOll Oficiai•.


(45,7%), mantendo assim a po- publicam suas atas temos expli-
sição assumida em 1964. Antes cada aque la flutuação sazonal.
dessa data, o item mais imper-
tante das emissões era o das Precedida assim a correção dos
subscriçôes em dinheiro. Com o valeres congelados p o r vários
advento da Lei Il.° 4357, de anos, as reavaliações do imobili-
16-7-64, que tornou compulsó- zado em 1966 atingiram 2 768,3
rias as correções monetárias do bilhões de cruzeiros, voltando à
imobilizado, estas cperacões pas- normalidade. Em 1965, 1964 e
saram a primeiro plano, soman- 1963, tais correções montaram a
do, no decorrer de 1964 e 1965, Cr$ 4 026,3 bilhões, Cr$ 1 483,4
2/3 do total geral. em virtude da bilhões e CrS 134,8 bilhões, res-
correção de valores que estavam pectivamente.
congelados por muitos anos. Na
As subscrições em dinheiro
verdade, durante 12 meses, ou
também passaram a ocupar o seu
melhor, de outubro de 1964 a
lugar devido, com uma contri-
setembro de 1965, tais ccrreções
bUIção de 27,5 %. contra 18 ío e
atingiram valores recordes. Após
17 % em 1965 e 1964. A melhor
isto, as somas por elas apresen- participação destas operações de
tadas vêm alcançando valores aumento ceaI de capital se deve,
altos em determinado período do em grande parte, à volta à nor-
ano, a saber, nos 2.° e 3.° trimes- malidade nas correções do imc-
tres, para depcis apresentar ci- bi.:izado, pois logicamente a dimi-
fras baixas, em decorrência do nuiçãG relativa de um item dã
que preceitua o § 4.° do em:ejo a aumento dos outros. No
art. 3.° da citada Lei, que manda e:Xércício em análise, as subscri-
as emprêsas incorporarem ao ca- ções totalizaram 1 664,5 bilhões
pital as correções do imobilizado, de cruzeiros, apresentando um
até 120 dias após o encerramen- acréscimo de 470/0 sôbre as de
to dos balançcs, o que ocorre, na 1965, que ficaram em 1 133,8
maioria dos casos, em 31 de bilhões. Em 1964, som a r am
dezembro. Levando-se em consi- 377,2 bilhões. Aquela elevação,
maior que a sofrida peles preços,
deração o atraso normal do regis-
também se deve ao comporta-
tro das operações de aumente de
mento da indústria, principal res-
capital em virtude do interregno ponsável p e 1a s emissões. Em
existente entre a data da assem- 1966, o se·tor secundário de nossa
bléia que autoriza o aumento de e c o 11 o m i a não experimentou
capital e a chegada ao Rio de qualquer crise comparável à de
Janeiro dos Diários Oficiais que abril/maio de 1965, proporcio-
120 CONIUNTURA ECONóMICA
m UII.S$OES Dl; C.'IPI'J'III COhrRON'fO ENTIl!:: OS
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nando melhor condição para a de renda e de sêlo as incorpora-
captação de poupanças externas ções, quando destinadas a manu-
por p~rte das emprêsas. tenção do capital de giro.

o item que apresentou maior Dêsse modo, as incorporações


crescimento, no ano em foco, foi de reservas próprias e de acionis-
o das reinversões de lucros, que tas, estas mantidas até então em
alcançaram 966,3 bilhões de cru- conta corrente, apresentaram a
zeiros, comparativamente, com os majoração de 83,4 % sôbre as do
434,8 bilhões em 1965 e 130,1 exercício de 1965. Os incremen-
bilhões em 1964. O incremento tos em 1965 e 1964 foram, res-
de 122 % decorre dos estímulos pectivamente, de 190 ro e 75 % .
criados pela Lei n.o 4663, de As operações em aprêço, que no&
1965, que isentou dos impostos 2 anos anteriores haviam parti -

IV - NÚMERO DE SOCIEDADES - 1966

I
U NIDAD ES FEDERADA S AUMENTO FUNDAÇÕES I TOTAL
I

Al agoas 44 53
Amazonas 9
Bahia 83 10 93
Ceará. 88 11 99
Distrito Federal 34 4 38
Espírito Santo 56 13 69
Goiás 40 40
Guanabara 1 R87 135 2022
Maranhão 37 10 47
M eto Grosso 4 13
M inas Gerai ~ 410 46 456
Pará 8 1 9
Paraíba 36 10 46
Paraná 461 S8 519
Pernambuco 228 30 258
Rio de Janeiro 223 20 243
Rio Grande do N orte 48 8 56
R io Grande do Sul 649 25 674
Santa Catarina 380 16 396
São P aulo 2752 262 3 0'14
Sergi p ~ 29 6 35

TOTAL . 751 1 678 8 189

F ONTE: Diários Oficiais.

122 CONJUNTURA ECONôM ICA


cipado com 10% do total da,; houve um decréscimo não só em
emissões, em 1966 contribuíram têrmos relativos, como se vê
com 19 ~~~ , não só pela relativ? acima, mas também em dados
diminuição das correções do imo- absolutos. O setor secundário
bilizado, como pelo seu cresci- elevou seu capital em . .
mento real. Cr$ 3164,2 bilhões em 1966,
com parativamente, com os ..
As outras operações de aumen-
to de capital atingiram 307,5
3945,1 e 1416,9 bilhões em
1965 e 1964, respectivamente.
bilhões de cruzeiros, sofrendo
A causa dos menores aumentes
um acréscimo menor que os
de capital na indústria é a mesma
369,7 bilhões de 1965. Estas
que fêz diminuir o total das
operações se constituem de in-
emissões, ou seja, o retôrno à nor-
corporações de e m p rês a s de
malidade das reavaliações de
outros tipos por sociedades anô-
ativo.
nimas, de incorporações de bens
etc., sendo comum a flutuacão Dentro do setor, as indústrias
nestas modalidades de operação. de maiores emissões foram as de
Entretanto, a crise industrial de gêneros a 1 i me n t í c i os
meados de 1965 deve ter sua (CrS 605,7 bilhões); siderúrgica
parcela de culpa no aumento das (CrS 421,5 bilhões); metalúrgi-
inccrporações de bens e emprê- ca (CrS 408,0 bilhões); têxtil
sas, realizadas naquele exercício. (CrS 366,2 bilhões); e química
Em 196< e 1963 tais operações e farmacêutica (CrS 353.9
alcançaram 118 e 24 bilhões de bilhões).
cruzeiros.
Os serVlços p ú bl i cos con-
DISTRIBUIÇÃO POR SETOR
tinuam em 2.° lugar na ordem
A indústria, por ser a atividade de importância. tendo concorrido
econômica que requer m a i o r no exercício com 31,80/0. Nos 2
serna de capital, continuou a ser anos imediatamente anteriores.
o mais importante na formação as contribuições dos serviços pú-
das emissões das sociedades anô- blicos foram de 16,5% em 1965
nimas. no exercício em estudo. e 9,5', em 1964, q u a n do
Êste setor c o n t r i b u i u com ocuparam o 3.° lugar. A impor-
52.2 % , em confronto com tância dêste ramo também se
62,7' , e 62,1% em 1965 e deve a grande exigência de capí-
1964, respectivamente. Embora tal, mormente por parte dos ser-
as nossas fábricas concorressem viçes de eletricidade .e de trans-
ainda no ano em análise com portes. No ano em tela, as emis-
mais da metade das emissões. sões das emprêsas de serviço pú-

F!V I REIRO / l967 12 3


blico totalizaram Cr 1927,5 bi- N a Guanabara, emitindo
lhões, 85,6 Co superiores às de 1 841,7 bilhões de cruzeiros, .s
1965, que alcançaram ... . .. . sociedades anônimas participa-
Cr$ 1038,3 bilhões. As de 1964 ram com 30,4 % do total do país.
atingiram CrS 217,4 bilhões. O setor que maiores emissões
apresentou, dentro do Estado, foi
O 3.° ramo em maior percen- o industrial, com 1 151,0 bilhões.
tual foi o bancário e securitário Em seguida, também aqui se
com 5,2 % do tetal (Cr$ 313,5 apresentaram os serviços públi-
bilhões). Em 1965 e 1964, as cos, q li e proporcionaram um
contribuições dêste ramo foram aumento de 467,9 bilhões.
da ordem de 3,5 5'0 (CrS 222,6
bilhões) e 8,5% (CrS 193,2 Em 3.° lugar, vem o Estado de
bilhões). Minas Gerais, embora bem dis-
tante dos 2 primeircs. As emis-
o setor comercial, o 4.° em im- sões de capital em Minas totali-
portância, concorreu com . zaram CrS 350,1 bilhões, tendo o
Cr$ 275,3 bilhões (4,5<, do setor dos serviços públicos emi-
tota I) , cotejando-se com os tido nada menos de 61,6( ( dessa
CrS 657,4 bilhões (10,4%) e serna. A indústria mineira elevou
CrS 256,1 bilhões (11,2 C,) de o capital em CrS 77.9 bilhões.
1965 e 1964, respectivamente.
Logo a seguir, o Rio Grande do
Os restantes 6,30/0 se distri- Sul, apresentando um aumento
buíram entre diversos pequenos de capital da ordem de CrS 32 J,O
ramos inclusive o imobiliário. bilhões, também teve nos servicos
DI$TR IBUI ÇÃO GEOGRÁFICA públicos o maior contribui;te,
com CrS 144.5 bilhões. Os indus-
Assim como em 1965, no ano
triais gaúchos acrescentaram a
p. t:assado as emissões se concen-
seus capitais o montante de
traram na área Rio-S. Paule.
CrS 90,9 bilhões.
Êstes deis estados contribuíram
com 75,60/0 das emissões de ca- O Distrito Federal a p a r e c e
pital, num total de CrS 4579,8 surpreendentemente no exercício
bilhões. em 5.° lugar. com emissões de
CrS 231.0 bilhões. Esta pcsição
S. Paulo foi responsável per
decorre do grande acréscimo de
2738,1 bilhões de cru z e i ro s
capital realizado pela Eletrobrás,
(45,2 c( ), tendo somente as suas
no valor de CrS 20 1,0 bilhões.
i n d II s t r i a s concorrido com
1 581 ,3 hilhões. Os serviços pú- As sociedades anônimas do Pa-
blicos tiveram uma elevação de raná, €mitindo Cr$ 167, 1 bilhões,
capital de 711,6 bilhões. cclocaram êste E s t a d o logo

124 CONJUNTURA ECONôMICA


v - PRINCIPAIS OPERAÇÕES REALIZADAS DURANTE O ANO DE 1966
(Em milhões de cruzeiros)

SOCIEDADES
ANTIGO
AUMENTO DE CAPlTAL
__
I,
NOVO
Incorpora- CAP ITAL
Subscrição ção de Outras
I
em dinheiro
I reservfls
e C:C
operações

ALAGOAS

S. A. Leão Irmãos - Ai,'úcar e


Álcool 4 342,8 1 167,6 949,5 6459,9
Cia. Alagoana de Fiação e Te-
cidos 1920,0 1920,0 3840,0
Cio. de Eletricidade de Alagoas 600,0 1400,0 2000,0

NOVAS EMPR~SAS:

Veiculos Alagoas S. A. 100,0


Alagoas Mercantil e Indu~trial
de Gêneros Alimentícios S A.
- AMlGA 100,0

AMAZONAS

Cia. Siderúrgica da Amuônia


_ SIDERAMA 1887,0 6793,0 8680,0
Cia. de Petróleo da Amazônia 6175,0 1235,0 7410,0

BAHIA

FNV _ Equipementos Indu!-


triai~ S. A. 124.0 560,0 1476.0 2160,0
Cia. Química do Recôncavo 3304,5 1945,S 5250,0
AEMSA - Auxiliar de Em-
prê~as de Mineração J 275,0 1650,0 2925,0
Armazéns Gerais Frigoríficos
Ul1iãêl S. A. 200.0 1470,0 1670,0

NOVAS EMPRÊSAS:

PONTEBRÁS - PonteS' e Ter-


raplenagem do Brasil S. A. 150,0
Iso de Ilhéus S. A. - Com.
Ind. Import. e Exportação 150,0

CEARÁ

Cia. Telecomunicações do Ceara 1200,0 5000,0 6200,0


Cia. Cearense de Cimento P or-
tland 50,0 3637,0 3687,0
Cotonifício Leite Barbosa S. A. 3760,0 31 53,6 6913,6
Ci&-o de Eletrificação Centro Nor-
do Ceará 6225,0 2085,0 8310,()

NOVAS EMPR~SAS:
v _ PRINCIPAIS OPERAÇÕES REALiZADAS DURANTE O ANO DE 1966
(Em milhões de cruzeiros)

AUMENTO DE CAPITAL

NÔVO
SOCIEDADES

I In<o"",,,"1
CAPITAL
Subscrição ção de Outras
em ~inheiro I r:e~i~ CJA!raçóes I
Ceará Pescas S. A. - Compa-
nhia de Desenvolvimento
CEPESCA ......... . 500,0
Algodão e Óleos Vegeteis 200,0

DISTRITO FEDERAL

Centrais Elétricas Brasileiras


S. A. - ELETROBRÁS 200000,0 130014,9 70985,1 401000,0
Banco do Brasil S. A. 4 800,0 19200,0 24000,0
Cia. 1'{'lefônica de Minas Gerai ; 1 780.2 1 000,0 7121.0 9901,2

NOVAS EMPR1!:SAS:

Banco Regional de Brasília S. A. 500,0

ESPiRITO SANTO

Viação ltapemirim S. A. 600,0 2900,0 3500,0


S. A. J~é Ribeiro Tristão 1000,0 465,9 59,2 74,9 1600,0

NOVAS EMP~SAS:

União Mercantil e Social S. A.


- UM ESSA 500,0

G O I Á S

Centrais Elétricas de Goiás S. A. 25000,0 25000,0 6401,0 56401,0


Ind. Têxtil de Anápolis S. A. 150,0 80,0 89,5 ) 280.5 1600,0

GUANABARA

Petróleo Brasileiro S. A. -
PE1'ROBRÁS 60000,0 45 000,0 2400(){l,0 345000,0
Rio Light S. A. - Serviços de
Eletricidade 8000,0 144000,0 152000,0
Rêde Ferroviária Federal S. A. 170893,4 91 792,4 262 685,8
Cia. Hidro-Elétrica do S. Fran-
cisco 59322,1 12657,2 1176,3 23908,3 97063.0
Cia. Pauli<ta de Fôrça e Luz . 59640,0 11 845,0 8315,0 14910,0 94710.0
eia. Cervejaria Brahma 50000,0 2937,0 22063,0 75000,0

NOVAS EMPRtSAS:

Cia. Pelotense de Elctricid2de 3000.0


Termoelétrica de Alegrete S. A. 2000,0
Administradora Aguiamar S. A. 1303,0
\. PRINCIPAIS OPERAÇÕES REALIZADAS DURANTE O ANO DE 1966
(Em milhãe! de cruzeiros)

AUMENTO DE CAPITAL

NÔVO
SOCIEDADES
CAPITAL Incorpora·
Sub,n'ção ção de Outras
em dinheiro reserv'H operações
I e c.e

MARANHÃO

Ce-ntrai9 EliÍtricas do Maranhão


S. A. - CEMAR 3000,0
500,0
5457,2
1036,2
8457,2
1536,2
Usina Itapirema S. A.

NOVAS EMPR1!:SAS:

Cia. Maranhense d. Refrige-


rantes 300/J
Emprêsa d. Telecomunicações
do Maranhão S. A. 300,0
Cia. d. Desenvolvimento d.
Baixada Maranhense 300,0

MATO GROSSO

COCIPAR - Cia. ComeTcial e


I ndu!trial d. Produtos Agri·
colas .. ....... 50,0 250,U 300,0
Banco do Estado de Mato Gros-
so S. A. 100,0 200,0 300,0

NOVAS EMPR1!:SAS :

Importadora Matogrossense S. A. 220,0


Com. e Ind. de Óleos Brasil S. A.
139,0
- CIOBRÁS

M INAS GERAIS

Central Elétrica de Furnas S. A. 37076,1 58957,9 6576,5 52389,5 155000,0


Centrais Elétrica! de Minas Ge.
rai9 S. A. - CEMIG 90000,0 90000,0 180000,0
Cia. Sidt'rúrgicn Belga.Mineir..
S. A. 70000,0 28000,0 98000.0
Banco Mineiro d. Produção
S. A 8000.0 2000,0 4000,0 14 000,0

NOVAS EMPR1!:SAS:

BEMOSA _ Airo·Pastoril S. A 1000,0


Cia. Tele-fônica Rio Verde S. A. 600,8

PA R A
Banco do Estado do Pará S. A. 500,0 500,0 1000.0
1Mi Ind. e Com. S. A. 670,0 305,0 975,0
v _ PRINCIPAIS OPERAÇÕES REALIZADAS DURANTE O ANO DE 1966
(Em milhões de cruzeiros)

AUMENTO DE CAPITAL

ANTIGO NOVO
SOCIEDADES
Incorpora- I CAPITAL
Subscrição ção de Outras
em dinheiro
I reservu
,. C : C
operações

PARAIBA
S. A. Eletrificação da Paraíba
- SAELPA 1850,8 2420,4 4271,2
IMENSA S. A. - Ind. Meta-
lúrgica do Nordeste 800,0 500,0 1300,0

NOVAS EMPRtSAS :

Cia. de Eletricidade da Borbo-


rema - CELB 2164,3
Ind. de Móveis Aderbal M artins
$. A. - IMAN 300,0

PARANÁ
Cia. Paranaense de Energia Elé-
trica - COPEL 40000.0 27 532,9 2467.1 iO 000,0
Central Elétrica Capivari - Ca-
choeira S. A 7 500,0 i 500,0 15000,0
Hermes M acedo S. A. - Im-
pcrt e Com. 4000,0 115,9 1665.4 4178,7 9960,0
C ia. Telecomunicação do Para
ná - TELEPAR 1 000.0 3000,0 4000.0

NOVAS EMPRftSAS:

Cia. Araguaçu Agro-Exporta-


dora .............. . 4500,0
Velcafios S . A. _ Fios e Te.
celagem 1000,0
Aguapei S. A . _ Agricultura,
Ind. e Com. 660,0

PERNAMBUCO
Cia. Telefônica de Pernambuco 475.0 7 125,0 7600,0
Emprê,<a J ornal do Commercio
S. A. 20,0 89,8 6990,2 7100,0
Cia. Desenvolvimento de Per·
nambuco - Crédito, Financ.
e Invest. 1000.0 4000,0 5000,0
Cia. de Produtos Pilar S. A . 3600,0 2520,0 6120,0

NOVAS EMPRftSAS:
Una Administração S. A. 2359,1
eia. de Desenvolvimento de Per-
nambuco 1000,0
Com. e lnd. Borba S. A. -
Import. e Export. 500,0
v - PRINCIPAIS OPERAÇÕES REALIZADAS DURANTE O ANO DE 1966
(Em m ilhões de cruzeiros)

AUMENTO DE CAPITAL

NÓVO
SOCIEDADES
CAPITAL Incorpora.
Subscrição ção de Outras
em di nheiro reserva! operações
e CC

R I O DE JANEIRO
Centrais Eletricas Fluminens"
S. A 15000,0 16564,3 3435,7 35000,0
Banco Predial do Estado do Rio
de Janeiro S A 4300.0 2150,0 644,7 3405,3 10540,0
Inds. Químicas Rezende S. A. 19067.2 42 58,0 24225,2
Verolme - E<taleiros Reunidos
do Brasil S. A 7480,3 3 313,0 10793,3

NOVAS EMPRtSAS:

Cia. de D.:"senvolvimento Eco-


nômico do Estado do Rio d(!
Janeiro 1 eoo,o
G P. Gêlo e Pescado - Com.
e l nd 450,0

RIO GRANDE DO NORTE


Produtores de Pescedos S. A
_ PROPESA 1.0 6099,0 6100,0
eia. de Servic;oos Elélriccs do
Rio Grande do Norte 850,0 1727,4 2587,4
C is. S'lineira do Nordeste
SOSAL 1320,0 1380,0 2700,0

NOVAS EMPRtSAS:
Potengi Industrial Agro.lndu·,
trial _ Pecuória S. A. 1160,0
R Freire - Ind. e Com. S. A 420,0

RIO GRANDE DO SUL


C ia. Estadual de Energia Elé·
trica 3720 1,3 28688, 1 79031,9 144921,3
S _ A . E mprê~a de Viação AéreQ
Riograndense _ VARIG 23557,7 235 57,7 47113,4
C il!. Riograndense de Telecomu-
nicações - CRT 10100,0 l O 000,0 20000,0
Banço da Província do R . G
do Sul S. A FI OCO.O 2000,0 6000,0 16000,0
Banco Naci onal do Comércio
S. A. 6 O~O,O 4000,0 4000,0 14000,0

NOVAS EMPR~SAS:
Fábrica de P apel Três P erto'J
S A 7S0,O
Laticínios Dockhorn S . A . 400,0
v - PRINCIPAIS OPERAÇÕES REALIZADAS DURANTE O ANO DE 1966
(Em milhões de cru:teiros)

AUMENTO DE CAP ITAL

ANnGO N6vo
SOCIEDADES CAprrAL
Incorpora- I
Subscrição ção de Outra_r
em dinheiro \ reservas operaçoes
e CI C

SANTA CATAR INA


Ce ntrais Elétrica$ de Santa Ca-
tarina S . A . 268 18,4 3378,5 30196,9
S . A. lnd. e Com. Concórdia 2990,3 780,0 1729,7 5500,0
Banco lnd. e Com. de Santa
Catarina S. A . 5 000,0 2500,0 7500,0
Fundição Tupy S. A. 6350,0 420,0 230,0 1400,0 8400,0
NOVAS EMPR:F:.SAS :
Cia. Rex de Tran ~ po rte s 802,0
CECRISA - Ce râmica Criciú-
ma S. A . 800,0
SÃO PAULO
Centra is Elétricas de Urubupun-
gá S . A. - CELUSA 146 000.0 239 072,0 46250,0 431322,0
São Paulo Light S. A . - Ser-
viços de Eletricidade 24 600.0 147600,0 172 200,0
Cia. Hidrelétrica do Rio Pardo 158763.1 50000,0 76031.7 284794.8
U sinas Elétricas do Paranapa-
nema S. A. - USELPA 11 6300,0 36274,2 4751,1 29074,7 186400,0
Rhódia - Inds. Químicas e Têx- 62157,0 89712,0
tei, S. A. 27555,0 59213,3 65485,4
F ord Motor do Brasil S. A. 6268,0 4, 1
S . A . Inds. Reunida, F . M a-
tarauo S . A . 86 100,0 3 1069,4 27330,6 144500,0
NOVAS EMPR~SAS :
Banco Federal Itaú de I nvesti-
mentol 7500,0
Banco Real de I nvestimentos 5000,0
CODAI _ eia. de Desenvolvi-
mento Agro-Ind ustrial 2500,0
SERGIPE
Sergipe Industrial S. A . 750.0 i 50,0 1500,0
Craato A gro-Industrial S . A . -
CAISA 200,0 450,0 650,0
Banco de Crédito Scrgipenw 100,0 405,0 505,0
NOVAS EMPR~SAS :
Olcar Costa Leite S . A . 300,0
Telefônica de Sergipe S . A . 102,0

Fonte : Diário. Oficiai!.


abaixo da Capital da República. elevações de capital ocorreram
Os serviços públicos t a m b é m nas emprêsas de energia.
preponderaram, aumentando o
capital em 76,8 bilhões. NORMAL o LANÇAMENTO
DE DEBÊNTURES
A seguir, em ordem de maiores
emissões, vêm os Estados do Rio Os títulos de crédito a médio
de Janeiro, Pernambuco, Santa e longo prazo lançados pelas em-
Catarina, Goiás, Ceará, Bahia, prêsas voltaram em 1966 à nor-
Rio Grande do Norte, Alagoas, malidade, pois, em 1965, atingi-
Maranhão, P a r aí b a, Espírito :am cifras por demais elevadas.
Santo, Amazonas, Sergipe, Pará e Tais debêntures alcançaram
Mato Grosso, todos com partici- CrS 29060,0 milhões, em com-
pação inferior a 2%. paração com os CrS 31 600,0 mi-
Devemos mencionar aqui, pelo lhões e CrS 11 000,0 milhões
vulto, as principais emissões por em 1965 e 1964, respectivamen-
emprêsa, que foram as das Cen- te. S. Paulo foi o Estado que
trais Elétricas de Urubupungá maior lançamento teve
(Cr$ 285,3 milhões); Petrobrás (Cr$ 19760,0 milhões), atra-
(Cr$ 285,0 milhões) ; Eletrobrás vés de 11 emprêsas, Seguem-se-
(Cr$ 201,0 milhões); S. Paulo lhe a Guanabara (CrS 4400,0
Light (CrS 147,6 milhões); Rio milhões), com 7 firmas; Rio
Light (CrS 144,0 milhões); Cia. Grande do Sul (Cr$ 3350,0 mi-
Hidrelétrica de R i o P a r d o lhões), com 6 emprêsas; e, com
(CrS 126,0 milhões); Cia. Elé- 1 sociedade cada um, os Estados
trica de Furnas (CrS 177,9 mi- de Minas Gerais (CrS 700,0 mi-
lhões) ; e, Cia. Estadual de lhões), Espírito Santo
Energia Elétrica (CrS 107,7 mi- ( Cr$ 600,0 milhões) e Paraná
lhões). Como ver:nos, as maiores ( CrS 250,0 milhões).

Chapas; ferro para construção, Macstahl (CatSO ), chato, cantoneira,


quadrado, Tee, vigas, t ubos para todos os fins, arames; cimento .
D. F.: Brasília, Taguatlnga I'ar:má' Curitiba,
Guanabar:\: Rio. Roo.ienlllo Grossa. Londrlnn
E. do Rio : Niterói. N~va
Iguaçu, Call1as, Rezende R. G. Sul: POrto Alegre
S. Paulo; Capital, Cnro.
plnas, Jundlal. Limeira, PI- Minas: Belo Horizonte. 00".
roclcaba. Sflo José do Rio Valadares, Montes Claroll,
Préto. Rlbelrl\o PrNo, Pres Uberlândla
Prudente. Marilla, Arara-
quara, Sorocaba. Botucatu. Goiás: Goiânia
Araçatuba, Franca, cauID-
duva, Sto. André E. Santo; VIt'rla

Desde 1936 servi ndo o Indústria e o construsõo civil do Brosil.

FEVEREIRO/ 1967 131


BANCO IRMÃOS GUIMARÃES S. A.
C \ RT\ 1>,\ TEl\T.~ N,O J.9U
(Cadastre. Geral de ContrlbulJltf'a nO 33.425364
MATRIZ RIO DE JANEIRO R. Quitanda, aO 'SO-A FILIAL SAO PAULO - Rua Alvares Penteado, 97 FILIAL BELO HORIZONTE
AV. AmazonfllJ. 322 _ F1LIAL RECIFE - Av M,lrqu(l, de OJlndll. 225 - FILIAL SALVADOR Praça da Inglaterra, 6 - i\GP.NCIt\S: EST,\.DO
0/\ GU,\N,\IIAllA _ AVENIDA Av Rio Brl\nco. 161-A BUENOS AlRI::8 R. Buelloa AlceI!. 20 CASTELO AV. Prea. Wilson, 165·8 - CA·
TIJMBI-R. Cotumbl. 12- -O AM!lOA -R. Bactl.o de Si:;! Fell~. J-A GOMES FREIRE Av, Gomes FTelre, 788 -GONÇ ..... LVES DIAS -R. Oonçnlve, OIM, 19
GRAÇA ARANHA _ Av, Graça Aranha, 57 HADDOCK LOBO Rua Haddoclc LObo. 181-A HIOJENOPOLIS Av, doa DemOçrátlcC»l, 511 MA.
Dtl'REIRA _ Estr. do POrlelll, 246 _ MEIER Rua Dlns da Cruz, 183 - MERCADO Rua COlllO('lhelro GalvAo, ~8·E'''' RAINHA ELlZABETH -
AV . N S Copacabana. 1362 ROSARIO Puça. Monl.e CAstelo. 4 RUA BELA Rua. Bela. 305 SANTA RITA Rua Vise, Inh aúma. 134-A -- SAN-
TANA Rua Santana, 181,9 SAO bENTO Rua COfll1:elllelro S.\ralva. 45 SAO CRISTOVAO Rua f'!>;uelm de 1\.11':10, 373 SIQUEIRA CAMPOS
Av. N, S Copncat::anll. 581-E _ EST\DO lU: 8\0 ".\ULO: - 1I0A VISTA Run Doa. Vleta. 230 BRAb Av, Rllnott'1 Pe~tan"" 2232 CA1\.I8UCI
- Largo do Cambucl. 7C· OOM JOS~ _ Rua O, JOllé de Bllrro..,. 172 lTAI1\.I AI' Santo Amaro, 233 ITAQUERA Rua Orel'!:órlo Rllmalho. 100
MERCADO _ Rua P':lIê, 172 PARI Rua Silva Telles. 333 PINHEIROS fi Curde,,1 Arco Verde, 2634 RIBErRAO PIRES Rua do Comércio. 38
- SANTA CECtLIA Run Duque de Caxlflll. 19J ::;.ETE DE ABRil. Run 7 dI' Abril. 1i3 TATUAPí: Rua AntOnio dl: Barrei. ~94 XAVI'ER
TOLEOO Rua Xavier ToledO. 136. - .:5T\\)0 UF, 1'"n N \ \tBUCO; SAr-;TO ANTON IO Av, ounlU~ BarrelO fEd, lj.(ol.fIlÇU) B(J .... VISTA. _ Rua
Conde de BOIl Vlstll IEd. Cllno.dé.). _ t;ST ,\I)O 1)1\ 111\111 \ : BAIXA D08 8APA'I'E IHOS - n Pd A 'o~tluho Gomelo, 10 CALÇADA l'rnv. Al'thur
Catrambl, 9 _ PIEDADE AV, Sete de SNembro. 119 :,~I'\OO 1) •• MIN\S C.;E lt,\lS: BARROSO PruÇl\ SnntullU II/n" JUIZ DE FORA Av, Rto
Branco. 2257 SANTA LUZIA. _ Rua do Comên,to. 25 .;,10 JO,\O DEL RU Av. RUI Bnrbo'.\. lij) HELO II0ItlZ OVrJ.:: ASSEMBU':IA Rua
$10 Paulo. 826 - CURITIBA RuO. Curlllba. 454 Mi':TROI'OLE R\1n OOllaca"clI,:l9 MF:nCAOO,\\·. AUJo!Ullt,) de Lima, 873 RUI BARBOSA
_ Praça Rui earb06tl. 20S TAMOIOS R\la TamoIOS. 681 .:sr\uo 1)0 mo U~; J.\r-;I;;IItO DUQUE DE CAXIAS Av. P. es. Vllr~B.8, 302

BALANÇO GERAL DA MATRIZ. rILlAIS E J\GI:.NCIAS EM 30 DE DEZEMBRO DE 1966

A T I V O PAssrvo

Laha. i:I~",O ";0 3rJ&,' ~ .... cp ~m "lnh~,f <J ., L.\pll~1 c Rc.~rl'us 17.Uk5.IJ5.7-10
!lu BAN(;E~TR'\I. l i ~,.II In IJIIi [)~/lO,ill,. Jol2.~d",.21;!j.691
Realllávcl . ...... . '1.1 "71,'I"Ii.I,Y7
117 '1n . .!!1 nhrICil~"~ I'.r ncllnand rntnlu :l71.!t'.!l.JJ-I
DevelJorc~ por Rc~pon~abj\uJ;"Jc ,",c \(chnancl.lnICIII"
Correspondentes no I:>\url"r • ' •.I~ 'I/:! !I"') flutr.,~ I/~ 11Il'I~ahIHd;ol" .\" ..0Iíi8,46-1
! h 111 ~Il. ~~:I
~:\~~~~,. '"'~:d~f~~~OaS d~··i. "o . ~;). ·Ú"IIL~·. :\\.llul .. i d'~ E\fl~di~nl~ t:or,~ pon,'enlH nn 1"ltti",
R(\uIUdlll I'cnlJ~nlt 5
72,221,911
n2,41.\.1!71
elnSlalações l!'.ll~.f~I.tilJ'J
Resullauos I'c"dc"I~5 ... 11,71H.91J9 (;"nl.l" d~ (;tn"pCl1 i,lÇ ';O IJ~, 1:!~.11!1:I.559
(;onlas de Compcnsa~'ão 'J.! I ~". ~1I'1. $!;!J

'1'01;11 ~-I 1 . j I'!. ~I'JI I~!'j Tulill

Ili" uc J.tI1(lro. ]I) U~ .JUCI1 brIO oJe 191>6

OrRETORElS-GER"'S OIIU;TORES REGION ,\I S


Adriano Cruz 1.\II;/; Joi\O Mllrtlnl Cota - CR C.
David Antunes de Oliveira OulmBrlloo Nilo Mtdlnn Coell
Jolo Alves de Moura Alair Alvnres F'ernandes
Leopoldo Perelro. de SR CONTAOOI'
OUHUVO MII$I;C'llberjt
Neaon Parente Ribeiro
Oer&.:do Martins Ourlvlo J)IRLTOlt In; CA'\IIUO
carloa Cardoso Caetano Armando Dh\COvo
FINANÇAS

INSOLVENCIAS - ATENUARAM-SE
AS DIFI CULDADES DOS DEVEDORES

A economia privada experi- Rio de Janeiro e Em São Paulo


mentcu em 1966 maiores dificul- até novembro do ano transa to,
dades do que no ano anterior em o que deverá fornecer um quadro
atender pontualmente as obriga- representativo da solvabilidade
ções financeiras vencidas. Isto se geral no país.
fêz sentir principalmente com re-
ferência a ccmpromisscs a curto Da mesma forma que em al-
prazo, entre os quais se destacam guns dos anos precedentes, vamos
os pagamentos a fornecedcres e conduzir nossa exposição focali-
as liquidações da empréstimos. zando de início a evolução das
Durante o período) empresários obrigações bancárias a curto pra-
e conEumidores procederam a zo a~sumidas pela economia pri-
modificações de seus hábitcs. das vada, para então mostrar em que
práticas comerciais e da pclítica escala os devedores conseguiram
econômica a fim de se porem em atender os seus compromissos.
harmcnia com as medidas anti- Terminaremos examinando os re-
inflacionárias e providências de flexos da falta de amortização de
natureza tributária, financeira e financiamento sôbre o prosse-
econômica do govêrno. Diversos guimento das operações de fir-
aspectos dêsse proceESO de adap- mas em düiculdades financeiras,
tação podem ser CbS€fVados nos
levantamentos estatísticos relati- EMPRESTIMOS VENCIDOS: MENOR
TAXA DE CRESCIMENTO
vcs a solvência.
o QUADRO I indica que no ano
Examinaremos a seguir os transato (até novembro) o co-
principais eventos ocorridos no mércio, a lavoura. indústria, pe-

FEVE REIR0 /1 961 133


cuária e os particulares tiveram Cumpre ainda chamar a aten-
que restituir aos es tabelecimen- ção para o fato de que os Em-
tos de crédito mensalmente, em préstimos C C a devolver tive-
média, CrS 2,9 mil bilhões, con- ram a umento de apenas 24 0/0,
tra CrS 1,9 mil bilhão em 1965. contra 64 % em 1964/ 5. Tra-
Note-se que o a umento de 53 010 tando-se de transações revestidas
dessas restituições vencidas per- de menores gara ntias que o des-
m aneceu aquém 'do incremento conto de tí tu los, a sistemática
apurado no ano a nte rior (7 1 % ). parcimônia na atribuição de re-
Em virtude, portantc, da expan- cursos a tais financiamentos é
ção controlada do crédito ba ncá- perfeitamente compreensível em
ri o, que vem sendo acompa nhad a um a época de combate à amplia-
peja opinião pública, ta mbém a ção das meios de pagamento.
liquidação devida dos emprésti-
mos, meses após a concessão, o vulto dos títulos desconta-
acusou acréscimo mais m cderado. dos, item de suma importância
Não foi , pois, uma radica l e sú- na presente apreciação, passou
bita elevação dos com promissos de CrS 1,6 mil bi I h ão para
creditícios que levou a economia CrS 2,5 mil bilhões, o que equi-
privada a encontrar em 1966 di- vale a um acréscimo de quase
ficuldades para solver as suas 59 0/0, contra perto de 73 ('{. no
obrigações. período anterior.

I - EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS À ECONOMIA PR[VADA


MÉDIA MENSAL DE EMPRÉSTIMOS VENCIDOS NO RIO DE JANEIRO
E EM SÃo PAULO
JANEIRO •.\ NOVEMBRO DE 1966
(Bi lhões de Cr$)

AUMENTQ

NATUREZA OOS EMPREsnMOS I 1966 1965 1964


196566
\"'0)

1964 65

Empréstim :õs C C 393 316 192 24,4 64,2

TítulO!i1 descontados 2549 1605 9'. 58,8 72,8

TOTAL 2942 1921 1121 53,1 71,3

F onte dos dado5 origmais: Serviço de E'tatistica Econômica e Financeira, do Minis-


tério da Fuenda.

114 CONIUNTURA ECQ NÓMICA


T(TULOS PROTESTADOS E INSOLVÊNCIAS
RIO OE JANEIRO E SÃO PAULO

.O~-------+------------+---~~----~--------,130

000
""/1<;-0000000/100

TAXA DE PROTESTO DE TiTULOS gra - a mercadorias negociadas,


EM ALTA aumentou além de 100% sôbre
o ccefieiente de 1965 .
Que parcela dos empréstimos
vencidcs deixou de ser devida- CRESCE o PROTESTO DE TiTULOS
mente restituída? Os resultados
do QUADRO 11 esclarecem que Examinemos a seguir a falta
cêrca de CrS 85 bilhões, ou seja, de liquidação de papéis comer-
29 por mil dos créditos vencidos, ciais, sem estabelecer uma pro-
não foram liquidados pelos deve- porção com os financiamentos
dores. Esta taxa ultrapassa o dô- vencidos, como o fizemos acima.
bro do valor registrado em 1965. Nos 11 meses de 1966, compu-
tados neste retrospecto, levaram-
Apesar da expansão relativa- se a protesto no Rio de Janeiro
mente moderada dos Emprésti- e em São P a ulo 163 mil títulos
mos C/ C, agravou-se de maneira no valor de quase CrS 85 bilhões,
apreciável a freqüência relativa contra 1 O 7 m i I totalizando
do protesto de promissórias. Até CrS 24 bilhões no ano anterior
a taxa referente ao desconto de (ver QUADRO 111). O acréscimo
títulos, vinculados - via de re- quantitativo de 53 ({ superou a

FEVEREIR0 l1 967 135


variação no intervalo anterior perfizeram 161 mil em número
( 37%). por CrS 63 bilhões, ao passo que
os títulos vultcsos, em quantida-
As 100 mil duplicatas não sa- de de 1,6 mil, totalizaram CrS 22
tisfeitas correspondem a 540/0 bilhões. A impcrtância média de
do que em 1965 ( -i 48% no in- um título módico não ultrapassou
tervalo anterior) e as 63 mil pro- CrS 390 mil, contra CrS 171 mil
missórias a um incremento de em 1965, mas a de um títu lo vul-
51% (contra 24%). toso alcançou CrS 13 milhões,
contra CrS 3 mi lhões há um ano.
Tal como em 1965, também Nestas condições, cada um dos
no último ano o valor médio de financiamentos substanciais cres-
uma promissória ou de uma du- ceu em escala superior ao crédito
plicata protestada (ver QUADRO típico, concedido t::11l massa.
IV) se elevoll r!!ais intensamente
do que os preços por atacado. o MELHORA A POSiÇÃO DOS
PARTICULARES
que dá idéia da forte procura de
crédito comercial. Embora - devido ao grande
número - não seja na prática
Uma divisão dos títulos pro- viável classificar os responsáveis
testados segundo o montante in- por todos os títulos levados a
dividual fornece os seguintes re- protesto, CONJUNTURA ECONÔ-
sultados: as promissórias e dupli- MICA mantém uma estatística
catas de valor unitário moderado que permite avaliar a solvabili-

11 - TAXA DE PROTESTO DE TITULaS E INDlCE DE SOLV'tNCIA NO RlO


DE JANEIRO E EM SAO PAULO - JANEIRO A NOVEMBRO DE 1966

MÉDIA MENSAL ÍNDICE DE


NATUREZA DAS TÍTULOS DE EMPRÉSTI- PROTESTO SOLVÊNCIA
OPERAÇÕES DF. PROTESTADOS MOS BANCÁRIOS (por 1000 ) 1954 100)
CRtOITO ( Milhões VENCIOOS
de Cr$) (bilhões
de CrS) 1966 1965 1966 1965

Empréstimos C C 46019 393 117.1 39.6 1395 471

Titulos descontados . 3864 1 2549 15.2 6.9 338 153

TóDAS 84660 2942 28.8 12,3 443 189

Fontes dos dados originais: Títulos protestados - Cartórios; EmpréStimos bancários -


Serviço de Estatística Econômica e Financeira do Ministério da. Fa.zenda..

136 CONJUNTURA ECONÔMICA


III TlTULOS PROTESTADOS NO R~O DE JA!'I<EIRO E EM SÃO PAULO
JANEIRO A NOVEMBRO DE 1966
Quantidades em milhares - Valôres em milhões de Cr$

1966 1965 1964


NATUREZA DOS
TÍTULOS
N .· Valor N.· VAlor N,o Valor

Promissória~ 62.8 46019 41.5 12500 33,6 645S

Duplicatu. 100.2 38641 65.0 111 11 44.0 3670

TOTAL 163,0 84660 106,5 23 611 77,7 10129

Fonte dos dados origina is: Cartório'.

dade daqueles devedores fa ltosos pagos perfizeram quase a meta-


que não atenderam o pagamento de das promissória~ e duplicatas
de promissórias e duplicatas de vultosas não liquidadas. contra
montante elevado (ver QUADRO aproximadamente 25 (( no ano
v). anterior. A incapacidade de aten-
der apreciáveis obrigações se ma-
As firmas qU2 produzem ou
nifestou, portanto, de forma pro-
distribuem bens de consumo ei-
nunciada em relação a um menor
xaram de satisfazer obrigaçõe~
número de ramos de atividade
vultosas correspondentes a 40 0""0
econômica.
do total (21 ""o no ano anterior)
e apresentaram o maior coefici-
Não figuraram en~ 1.966 os se-
ente de aumento. Recuaram para
guintes setores que haviam cons-
o segundo lugar (dos agrupa-
tado da relação referente a 1965:
mentos classificados) os par-
minérios, transportes, papéis e
ticulares, que não liquidaram pa-
embalagens, prcdutos químicos e
péis comerciais equivalentes a
banccs ou outras emprêsas fi-
19 ', do total (42% em 1965)
nanceiras. Tiveram de ser incluí-
e registraram a menor taxa de
das, porém, na mais recente apu-
crescimento.
ração, se bem que não fizessem
Do QUADRú VI constam os 8 parte da precedente: veículos,
principais grupos de devedores máquinas e equipamentos e agro-
faltosos. Os títulos por êles não pecuária.

FEVEREIRO/1967 137
NÚMERO DE INSOLV~N C IAS que, por exemplo, em 1964 um
REQUERIDAS lNFERIOR ligeiro aumento de títulos não
AO PREVISTO amortizados foi acompanhado de
regular incremento de falências
Em várias ccasiões demonstra- e concordatas solicitadas e de
mos que a incidência de falências crescimento bastante módico de
e concordatas depende quase ex- insolvências decretadas / deferi-
clusivamente da quantidade de das. Isto traduz maior vulnera-
títulos protestados. Aumentando bilidade de indústria, comércio
o protesto de títulos, também etc., mas revelou um risco redu-
costumam ser mais freqüentes os zido de insolvência efetiva. É que
insucessos comerciais. Quanto à p r e dom i n a r a m , por larga
variação percentual da falta de margem, as dificuldades apenas
liquidação de obrigações venci- passageiras de firmas afetadas.
das, bem como de insolvências No período seguinte se observa-
pedidas, respectivamente decre- ram variações bem mais pronun-
tadas ou deferidas, cabe lembrar ciadas dos 3 medidores. No ano

SEGURANCA ESERVICOS
COMPLETOS
Conlu,Coirentes Pa rticulares e Comerciais. _ Dep65itos a Prazo Fixo. •
Custódia de Valores. - Descontos, Empréstimos e Financiamentos. _ Co-o
brançu - no Brasil e no Exterior. • Ordens de Pagamento, T ra nsferências,
Cheques Visados, Serviços de Mobi liu çAo Monetária. _ Informações Come~
ciais e Ca dastrais - do Brasil e do Exterior. _ CAmbio - Remessa,s, Co-
branças, Cartas de Crédito. Financiamento de Importações e Exportações.
TraveJJers' Cheques. Bancos As soeiatlos e Correspondentes em todo o Mundo.

BANCO LAR BRASILEIRO S /A

RECIFE
TH': CHA:"::=::::N~ ~~G NA ~...
RIO DE JA~E,RO
SALVAOOR •

• SÃO PAULO •
NITEROr •
CURITIBA •
SA"ITOS •
PORTO ALEGRE
FORT AL EZA


CA MP' ''I AS
BRASILlA •
VITÓRI/\, •

....,
SANTO A NDRÉ
BELO HORI Z ON T E
SÃO BE RNARDO DO CAM PO

138 CONJUNTURA ECONÔMICA


IV - VALOR MÉDIO DE UM TITULO PROTESTADO NO RIO DE JANEIRO
E EM SÃO PAULO E lNDICE DE PREÇOS POR ATACADO
JANEIRO A NOVEMBRO - 1963 66

VALOR MÉDIO ÍNDICE 00 VALOR


(M.I Cr$) PREÇOS

Promi'sórias Duplicatas PrOmi!1Órias Duplicatas

1963 91 47 100 100 100


1964 192 83 211 179 191

1965 301 171 331 367 265


1966 733 386 806 828 389

analisado, finalmente, se inicia- Em outras palavras : dada a


ram nas duas praças computadas quantidade de promissórias e du-
2 212 p r o c e s s c s falimentares plicatas não pagas, era de recear
(ver QUADRO VII), o que equi- fôssem requeridas cêrca de 2 500
vale a + 51 '; do que em 1965. falências e concordatas até ncr
As falências decretadas e concor~ vembro do ano findo (base:
datas deferidas em 1966 (até no-
vembro) se referem a 600 firmas
+ 73 Cá ). Entretanto, deram en-
trada em juízo 2 212 processos
( + 83 C é ) . Nestas condições a falimentares . Em contraste com
taxa de aumento da quantidade
esta evolução menos desfavorá-
de insolvências ':iolicitadas não
vel do que a prevista, se nota
superou a de títulos levados a
protesto, ccmo ocorrera em anos que a proporção "Insolvências
precedentes, mas a de insolvên- decretadas ou deferidas/ Insol-
cias decretas deferidas se situou vências req uerida~ = Risco de
em nível muito elevado. insolvência efetiva)) se agravou
de 22' á em 1965 para 27% no
ano subseqüente. Isto quer dizer
\ 1963-4 1964-5 1965-6
(~o) ("'o) {C"o) que, ao invés de 487 hlências e
concordatas calculadas (Base:
22%), se contaram 600. No
d"
Falências .
Titulas protesto-
.......
con_
f 2 37 · 5J último perícdo analisado, a apre-
sentação de pedidos de insolvên-
.
cordatas requ~·
ridas 20 - 57 51 cia à justiça se tornou, pois, bem
Falências con-
cordatas aecr~- mais séria para o futuro das em~
tada~ dcCeridas .5 83
prêsas envolvidas.

fE V EREI RO/1 961 139


CONJUl'\TURA FAVORÂVEL A BENS Segundo ainda mostra o QUA-
DE PRODUÇÃO
DRO VIII, o risco de insolvência
Estabelecendo na estatística efetiva (insolvências decretadas/
de insolvências uma distinção en- deferidas sôbre insolvências soJi-
tre os ramos de atividade das citadas) diminuiu no que se re-
organizações em dificuldades fi- refe a bens de produção e se
nanceiras, devidamente agrupa- agravou de forma sen~ível quan-
das, poderemos obter esclareci- to a bens de consumo e ao grupo
mentos valiosos quanto à evolu- reunido sob o título genérico
ção conjuntural relativa acs dife- "Diversos" (que abrange princi-
rentes setores econômicas. Os re- palmente serviços),
sultados do QUADRO VIII nOi
mostram assim que a quantidade Os 9 ramos de atividade que
de insolvências de firmas que partici param, cada um, com um
prcduzem ou comercializam bens mínimo de 4 insolvências reque-
de produção - ao contrário das ridas mensais, em média constam
demais - aumentou em escala do QUADRO IX. As 841 falências
menor do que no intervalo ante- e concordatas que lhes corres-
rior. O principal excesso de falên- pendem representam um aumen-
cias c concordatas em relação a to de 86% sôbre os resultados do
1965 recaiu sôbre as organizações ano anterior, ao passo que os in-
que negociam cem bens de con- sucessos comercais dos demais
sumo. setores econômicos apresentaram

v _ DEVEDORES POR TITULaS VULTOSOS PROTESTADOS NO RIO DE


JANEIRO E EM SAO PAULO - JANEIRO A NOVEMBRO DE 1966
(Milhões de CrS)

AUMENTO c.
(I'c)
DOS DEVF:DORES

1966 Iq65 196566 1964 65 19.36 1965

Bcn~ de consumo 8670 1300 567 212 40 21


Particulares 4057 2602 50 95 19 42
Bens de Produçâ 3130 818 283 414 14 13
Ramos Imobiliários . 141'5 272 440 00
Di"eroos 4 350 1 189 260 20 20

TOTAL. 21692 6181 251 94 100 100

Fonte dos dados originl!is: CArtório'.

140 CONJUNTURA ECONÕMICA


um incremento de apenas 36~é . VII - NÚMERO DE FALit.NCIAS E
CONCORDATAS NO RIO DE JANEIRO
Esta diversidade mostra que as E EM SÃO PAULO
dificuldades financeiras afetaram JANEIRO A NOVEMBRO _ 1962 66
de preferência os negócios com
um limitado número de bens, en- ANO REQUERIDAS DECRETADAS/
DEFERIDAS
tre os quais se destacam merca-
d.orias de consumo forçado.
1966 2212 600
PREjUIZO DOS CREDORES
1965 1461 327

As perdas sofridas pelos cre- 1954 932 220

dores de firmas insolventes su- 1963 77< 215

peraram de muito a importância 1962 847 2ótl


estimada para 1965. Dois fatôres
contribuíram decisivamente para Fonte dos dados originais: Cartórios.

isto : a quantidade de falências


decretadas e de ccncordatas de- tou, conforme a sua constituição
feridas passou de 327 no ano an- (firmas individuais, sociedades
terior para 600 no período estu- de responsabilidade limitada ou
dado. O passivo médio, outrossim, sociedades anônimas), de 2 para
de uma firma insolvente aumen- 4 vêzes, segundo mostram os va-
lôres constantes do QUADRO x.
VI - PRINCIPA;S DEVEDORES POR É bem verdade que em compen-
TITULOS VULTOSOS PROTESTADOS
NO RIO DE JANEIRO E EM S. PAULO sação uma parcela equivalente a
JANEIRO A NOVEMBRO DE 1966 54 % de tôdas as insolvências fei
(Milhões de CrS)
de concordatas (52 % no ano an-
terior) e apenas 46% de falên-
RAMO DE ATIVIDADE 1966 1965 cias (48% em 1965). O prejuízo
DOS OEVEDORES médio em concordatas, sempre
muito inferior ao experimentado
Alimentos 2669 347 em falências, se limitou a 110/0
Vestuãrio 2032 434
Veículos 1 430 72 do passivo no Rio de Janeiro e a
Representações, Impor_ 4 "'0 em São Paulo (29 % em
tação e Exportação . 1338 181
Máquina! e Equipamen- 1965).
to. 1230 83
Materiais de Construção 785 11 3
Construção 637 114
Levando em conta todos êsses
Agrcpecuárias 562 54 fatôres, estimamos o prejuízo
SUBTOTAL lO 683 1398
Outros 11009 4783 global dos credore< de 600 insol-
TOTAL 21692 6181
vências no R io de Janeiro e em
São P aulo em Cr$ 145,7 bilhões,
Fonte dOI dadoli originais: Cartórios. ou seja, 34 % do passivo global
FEVlRlIA0 /1 967 141
VIII _ NÚMERO DE INSOLVI::NCIAS SEGUNDO OS RAMOS DE ATIVIDADE
RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO _ JANEIRO A NOVEMBRO DE 1966

RAMOS DE ATIVIDADE

1966
N. O 0P.l IN SOLVÊNCIAS

Requeridas

1965
Decret. defer.

1966 1965
1- ".~:~ [~ (%)

Decrct defer.
RISCO 0& INSOLVÊNCIA

1966
EFETIVA
(%)

1965
(5)
I 1965 6 1964 5 1965 6 1964 ' 5 (')

(2) (3)
--- ------ ---
(1) (2) (3 ) (') ( 5) (6 ) (7) (8) (9) (lO) ( 11 )

Bens de Con'umo . 806 395 285 101 lO' 70 l- 18 1 25 35 26

Bens de Produção 219 153 7. 59 I .3 63 25 59 3. 39

Ramos lmobiliário$ 135 8.


•• 27 61 .2 63 13 J3 J2

Div!,"sos 99 63 2' \O I 57 S. i 140 2. 16

SUBTOTAL . 1 259 695 .27 197 81 63 ; 11 7 30 3. 28

Ramos ignorados 953 766 173 130 + 2. 52 J3 f 76 18 17

TOTAL . 22 12 146 1 600 327 I 5\ 57 83 '5 27 22


no valor de CrS 432,1 bilhões. IX - RAMOS DE ATIVIDADE COM o
MAIOR NÚMERO DE FAL~NCIAS E
No a no anterior haviam ocorrido CONCORDATAS REQUERIDAS NO RIO
327 falências e concordatas, com DE JANEIRO E EM SÃO PAULO
JANEIRO A NOVEMBRO - 1965 66
um passivo de Cr 87,1 bilhões
e um prejuízo de Cr$ 41 ,6 bi-
lhões, equivalente a 48 % do re- R.... MO DE ATlvm .... OE 1966 1965
ferido passivo. A d iminuição da
taxa de prejuízo/passivo deve-se
principalmente às 11 u m e r o s a s Vestuário 252 117

concordatas com liquidação inte- Alimt'TI1O~ 159 8.


gral do passivo. Nestes casos os M óveis 72 42
credores não tiveram prejuízo fi- Represent.. Imp. Export. 62 37
nanceiro, a não ser pela demora
Materia is de construção 60 33
da liquidação.
Aparelhos d'lmésticos 60 35
Máquinas Equipam. 54 27
ASPECTOS ] URID ICOS
Metalurgia 52 52
Construçã o 48 25
Com a nova lei de falências,
que vem sendo aplicada há quase Outre!l 1 37 1 1008
1 ano, a duração das processos T O T A L 2212 1461
falimentares tendeu a diminuir.
Isto se reveste de grande impor-
tância econômica, quando a firma Fonte dos dados o ri gina is: Cartórios.

devedora conta com ativo de fato


realizável. Quanto menos tempo
decorrer entre a data do primeiro X - PASSIVO MEDlO DE UMA FIRMA
INSOLVENTE - RIO DE JANEIRO E
título vencido mas não pago e a SÃO PAULO
liquidação dos créditos reconhe- JANEIRO A NOVEMBRO - 1964 66
cidos, tanto menor será o pre- ( MIlhões de Cr$)
juízo dos credores ocasionado por
formalidades burocráticas e pela
FORM .... DE
eventual depreciação. CONST1TUIÇÃO 1966 1965 1964
I
Ao concluirmos êstes comen-
tários, encontrava-se em fase de
159 16
elaboração uma nova lei de emis- Firm lU individuais 41

são de duplicatas. De início, os Socied. Respan. Lim. 453 149 21


títulos representativos de vendas
mercantis, com vencimento su- Sociedades Anônimas 2 007 930 194
perior a 180 dias, não poderiam _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __

FEVEREIRO / 1967
ser descontados. Mais tarde êste Criar-se-ia ainda a cédula in-
prazo seria sucessivamente redu- dustrial pignoratícia. Finalmen-
zido. Haveria, outressim, um de s. ~ te, estava prevista uma dilatação
dobramento em duplicatas de do prazo para apresentação de ti-
venda a prestação de bens de tules de crédito a protesto.
consume, bens de produção, du- Tôdas estas inovações certa-
plicatas de venda mercantil e de mente repercurtirão sôbre a sol-
fornecimentos de serviços. vabilidade futura.

NÃO IMPORTA
QUE ALGUÉM
ESTEJA SÓ.
DE
CERTA MANEIRA,
SHELL TAMBÉM
ESTA PRESENTE.

Num detalhe Ou em algo de edfema les ~a s,ntet'ca ant,corrOSlva um me·


ImpCllt.mc. a Em parll! ou no todo Tanto Ihor oleo lubrd,cante Tudo o que
Jaz O fato e que Shell esta prl!sente eXige um mundo de tfabalho. ate di
Porque. cada vez maiS. pellóleo e tlem· lu" se no dia a dia de todos
eslar se Idenlofrco1m em função do ho POIS o que Importa e que Shcll tambem
mem E r.1Ullo1S pesqul ..as e riescobe, poS$a estar presente onde quer que
tas sObre ISSO loram e cont,nuam sendo alguem este!.:!. mesmo so
feitas nos labor.llorlo~ St>ell E uma

voe, POOE CONFIAR NA ~;,;.~

144 CONJUNTURA ECONôMICA


voando direto Rio·New Vork pelo Boeing 707 da Varig...

Você
não perde
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CADAST RO GERAL DE CONTRIBUINTES - INSCRiÇÃO N.O 23.639.974 - Matril: : POÇOS DE CALDA$
BALANCETE ENCERRADO EM 3 DE FEVEREIRO DE 1967 (Compreendendu Motriz, Sucu rsais e Agências)
ATIVO r--- PASSIVO
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A1XA Capllal ....... ' ... . 15/)lIIJ04IOOUII
m moeda corrente ." ......... . fi.069~79S8 Aumentll de Capilal ... 1~.flIl004NJ04III
m depósito no Banco do Jlrasl1 . tn8t19,2flO.R90 Fundo de rCHr\'a legal 1,:!5Il000.1lO11
m oulras esp~cle5 3,062 150313 :W021 Uiol9 191 Fundo de previsão ........ " , ' 7200.000.0011
- REALfZAVEI. Res, E~fI Lei 2/;"J7 ~rt Ll'~ 1'1 720.000.000
lepól;ito em dinheiro no Banco I-undodc indenlzaçJlo trablllhlst.l .J1~.032.717
Central da República do Bras,1 .. :.n 9~~ 1982Jl C(lrreçllo monetllrla do ;Iti\'O 2!167. 139.3n
Ibrlgaç6es Reajustáveis do T eSOlHO) Outrlls reservas 102J .. :l.520 2~.3J~ 3~31in
Nacional i ordem do Banco Central li _ I .XIGIVEiL
no ,-alor nominal de Cr$ ...•.. UEPOSITOS
11 724.398180 - Resoluçlo n~ ::;. 8.721 J9" 180 a l'lsta e a (UIIII pr~l(l
~Pg~. BCra~~rIX' o~~~m (~igot~~, COcn~rC~: De POllhes Pllhllco~ ..
de Autarquias .
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)cpósito no Banco tio .... nrdt~te d" - - - - t111 C C de 3vi~0 153,7012111
Brasil S. A. , à ordem dl. SUOENE R70,5 ~I OIJO nutros depósito I ~74.~63 111 1S9 111 :mll,1I
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,móve is ........ _.............. --- 1521,1",1:\71 t,etr~\ .1 prlmlo fi2.J7223RJ'l
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~cd de III <lc I'r."1II lIu,.~I~
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1'12 e :!O ~ ) JlO \"': nom d ... Cr$ Lelra .. 11 pagar . . .
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FINANÇAS

MERCADO IMOBILlARIO-
INICIOU-SE A RECUPERAÇÃO

o ano de 1966 foi um período res do Rio de Janeiro foi em


de incipiente recuperação do 1966 (até novembro) quase
mercado de bens de raiz. Passan- idêntico ao do ano anterior. Ape-
do, por exemplo, em revista os nas a composição se modificou.
principais resultados da estatís- O público por exemplo, adquiriu
tica de transações no Rio de Ja- letras de câmbio por somente
neiro, 2 fatos nos chamam a aten- CrS 201 bilhões, contra Cr$ 207
ção : o número (trimestral) de bilhões em 1965. Em compensa-
promessas de compra e venda ção, as transações registradas
cresceu ininterruptamente, ao com obrigações reajustáveis do
contrário do que se verificara em Tesouro passaram de 12 para
1964 e 1965, quando o interêsse CrS 17 bilhôes (Fonte: SNI
dos inversores diminuiu de forma Ltda). O movimento com açôes
progressiva no 2.° semestre res- de sociedades aumentou, final-
pectivo (ver GRÁFICO). Os preços mente, de 90 para Cr$ 92 bi-
de propriedades, outrossim, subi- lhões. Êstes resultados foca lizam
ram em escala superior à de bens apenas alguns importantes tipos
móveis ou serviços e em contras- de inversões, preferidas pelos de-
te com alguns títulos de renda, tentores de poupanças, sem que
que sofreram pronunciada baixa pretendamos dar um quadro com-
em suas cotações. pleto das transações com valôres
mobiliários. Todavia, mostram
IM ÓVEIS OU TITULOS DE RENDA?
que, levando-se em conta a de-
O valor global dos negócios le- preciação em 1966, a aplicação
vados a têrmo na Bôlsa de Valô- de capital em títulos de renda

FEVER EIRO/ 1967 147


não mereceu mais do público a em bens de raiz e que acreditam
preferência que ainda se obser- ser êste um bom investimento.
vava 1 ano antes. Tudo indica que os principais in-
centivos à aquisição de proprie-
Em face da ausência de valo- dade foram o desejo de possuir
rização ou de rendimento, fixo ou lar próprio e a intenção de opor-
variável, em níveis desejados, al- tuna revenda com lucro. Com-
gumas classes de inversores vol- prar moradias para auferir alu-
taram sua atenção no ano findo guéis não atraiu muitos capita-
para bens de raiz. Sua interven- listas.
ção no mercado, longe de espe-
tacular, se revelou, porém, firme. VENDEM-SE MAIS APARTAMENTOS
A extraordinária alta na cotação
de imóveis não provocou, como No ano analisado se negocia-
freqüentemente costuma acon- ram no Rio de Janeiro, até no-
tecer, decréscimo consecutivo do vembro, 3,5 mil propriedades per
movimento, até que os prospecti- CrS 16,6 bilhões, contra 3,8 mil
YOS compradores considerem no- perfazendo Cr$ 9,3 bilhões no
vamente justos os preços. Ao ano anterior. Tomando como
contrário: preços e número de base os elementos do QUADRO I,
transações subiram lado a lado. se verifica diminuição quantita-
Isto traduz grande confiança dos tiva de 8 0/0, contra o aumento de
que empregam recursos próprios 24 % no interva lo a n t e r i o r.

I - PROMESSAS DE COMPRA E VENDA DE IMÓ VEIS NO RIO DE JANEIRO


JANEIRO A NOVEMBRO - 1964 66
( Milhões d e Cr S)

1965 1964
C ATEGORIA I 1966
--
N -.O- - : : -
N .O Valo r N .O Va lor

Apartame ntos 2065 13 51 5 ] 979 6690 2068 4611

Prédios 673 2 50 4 8 41 1914 82 5 1489

Terrenos 773 62 5 994 617 176 82

TOTAL 3 511 1664 4 38 14 9 28 1 3069 6242

Fonte dos d ados o ri gina is: CartÔriOi.

148 CONJUNTURA ECONôMICA


PROMESSAS DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEIS
- RIO DE JANEIRO - V.l LOII(CII $III LItÕE.Sl
\ ~UM[IIO
1!100 - - - - - - , !l100

I,J - -1--------1 4 200

I
I

•. ..... , .... '0

Estes resultados encontram ex- prever ulterior expansão das


plicação no nível ínfimo de tran- transações com bens de raiz.
sações durante grande parte de
1964 e na nova estagnação do o número de apartamentos
mercado imobiliário no 1.0 se- vendidos pouco variou nos 3
mestre de 1966. Só a partir de anos últimos e até sofreu ligeiro
julho último as aquisições de recuo justamente em 1965, quan-
bens de raiz voltaram a se pro- do o movimento global de todos
cessar no mesmo ritmo da segun- os tipos de imóveis, em conjunto,
da metade do ano anterior. Se- acusou expansão. Isto mostra que
gundo demonstra o GRÁFICO, os a restrita atividade atual de cons-
níveis de 1964 e mesmo de 1965 trução civil pouco influiu de for-
foram razoàvelmente superados ma direta sôbre o aspecto quan-
nos últimos meses de 1966. Per- titativo da demanda, cuja ordem
sistindo, portanto, a pe nas as de grandeza dependeu mais da
atuais possibilidades de inversão poupança e da valorização imobi-
em títulos mobiliários, é de se liária futura esperada. Em com-
FEVEREIRO/ 1967 14.
paração com 1965, tcdavia, só- não despertaram o mesmo inte-
mente na categoria de aparta- rêsse de 1 ano atrás.
mentos se observa aumento de
vendas, que passaram de 1979 Diminuiram de 22 % os negó-
unidades para 2065. cios com terrenos. Entretanto,
nos 2 últimos anos, êles gozaram
Decresceu (20%), ao contrá- de preferência bem maior dos pe-
rio do ocorrido entre 1964 e quenos inversores do que ante-
1965, a quantidade de prédios riormente. Graças ao seu reduzi-
negociados. Foram afetadas tanto do preço unitário - particular-
as propriedades em bairros já ex- mente nos Subúrbios e nas Ilhas
tremamente valorizados (Zona da Guanabara - no momento
Sul e Norte), como as dos subúr- se vendem mais terrenos do que
bios. Êstes resultsdos indicam prédios. Ainda há poucos anos
que as demolições c subseqüentes prevalecia o inverso.
incorporações de edifícios em
condomínio deixaram de alcançar AMPLA VALORIZAÇÃO
os valôres de 1965. Mesmo as
moradias para uma só família, si- Os preços de bens de raiz no
tuadas na periferia da cidade, Rio de Janeiro experimentaram

II - VALÓRES MÉDIOS DE IMÓVEIS NEGOCIADOS NO RIO DE JANEIRO


JANEIRO A NOVEMBRO - 1961 66
(Cr$ mil unidade)

PRÉD IOS .... PARTAMENTOS

Valor Valor ~, Valor


% %

1966 . 3 i21 482 800 493 6546 765

1965 2276 295 681 415 3330 380

1964 1805 234 466 284 2259 264

1963 . 1445 187 215 13 1 1484 173

1962 1020 132 281 171 1066 125

1961 772 100 164 100 856 100

15 0 CONJ UNTURA ECONOMICA


em 1966, paralelamente à am- UI - iNDICES DE PREÇOS IMOBI-
pliação do número de transações, LIÁRIOSPREÇOS
NO RIO DE JANEIRO E DE
POR ATACADO
forte alta. Em conformidade com (1961 == 100)
os valôres médios constantes do
PREçoS PREçoS
QUADRO lI, os aumentos nas 3 lM081L1Á-
categorias alcançaram 97% para ----_. ",os
apartamentos, 64 % para prédios
e 19% para terrenos. Nestas con- 1962 128 153
dições, em virtude de serem ofe- 1963
17. 266
recidos à compra relativamente
poucos apartamentos em cons- 1964 . 258 510
trução, aumentaram em escala
1965 368 771
extraordinária os preços das uni-
dades disponíveis, geralmente 1966 687 t 068
passando do primeiro ao segundo
proprietário. Não foram pràticá-
mente mais numerosos do que
em 1965 os interessados que in- tes margens entre as importân-
terviram ativamente no mercado. cias pagas na compra e as obti-
A valorização imobiliária mé- das na alienação (ver QUADRO
dia, levando-se em conta a ele- IV). OS melhores resultados fo-
ram obtidos por aquêles que
vação 'de preços de prédios, ter-
mantiveram as propriedades por
renos e apartamentos, consta do
pouco tempo.
QUADRO lII. Neste indicamos ain-
da, para confronto, a evolução
dos preços por atacado no último PESSOAS FíSICAS DOMINAM
O MERCADO
qüinqüênio. É de notar que o va-
lor venal de bens de raiz no Rio
de Janeiro cresceu nos últimos 5 Segundo se depreende dos re-
anos com intensidade inferior à sultados constantes do QUADRO
dos preços de atacado. No último V, os particulares foram respon-
período anual, porém, a escala de sáveis por 98 % dos imóveis
aumento dos valôres médios de transacionados (número). As
propriedades superou a dos pre- pessoas jurídicas adquiriram, en-
ços com parados. tretanto, propriedades geralmen-
te mais valiosas, despendendo
Os investidores, que revende- 22% do montante global
ram imóveis algum tempo depois a plicado em bens de raiz. nas
de adquiri-los, se beneficiaram vendas, as diferentes entidade!,
nos 3 anos transatos de crescen- mormente as emprêsas imobiliá-

FEVEREIRO ! 1967 151


rias, participaram e m vendas não se modificando, assim,
e s c a Ia
mais pronunciada do o saldo positivo em têrmos per-
que na
aquisição, tanto assim centuais. O correspondente valor,
que lhes
couberam 23 % d. os negócios
porém, baixou de 4 % em 1965
(quantidade e valor). para 2 Co no período examinado.
Em conjunto, portanto, os indi-
As compras das pessoas físi - víduos que negociaram bens de
cas superaram as suas vendas de raiz tiveram que empregar, em
bens de raiz, de forma que o seu comparação com o ano anterior,
patrimônio imobiliário se am- recursos maiores na compra do
pliou, o que constitui, sem dúvi- que na ~; vendas efetuadas.
da, sintoma satisfatório do pon-
t o de vista social e econômico. As pessoas jurídicas venderam
A referida expansão patrimonial, mais 737 préd ios, terrenos e
tal como no ano anterior, impor- a partamentos do que adquiriram
tou em 22 % do número de pro- (793 no ano antel;or) e realiza-
priedades adquiridas. Apesar da ram mais Cr$ 270 milhões de
diminuição do n1.ovimento global que investiram (Cr$ 337 mi-
imobiliário em 1966, a redução lhões em 1965). Suas vendas
de negócios, no tocante aos par- baixaram em quantidade e os re-
ticulares, se distribuiu, pois, pro- cursos empregados na compra
porcionalmente entre compras e por conta própria de imóveis
cresceram mais do que a impor-
tância o b t i d a na alienação de
IV _ TAXAS ANUAIS MÉD1AS ({'o )
DE VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA NO
suas propriedade!:..
RIO DE JANEIRO

NOVAS TEND~NCIAS DO CR'ltOlTO


INTERVALO I
PERfoDO TERMINADO EM: IMOBILIÁRIO
ENr:EVF.~D~PRA - -- - - - -
(anos) 1966 1965 1964 Até novembro último se rea-
. ------ lizaram no Rio de Janeiro 3,8
46 32 21 mil hipotecas por CrS 38 bilhões,
contra 3 mil no valor de CrS 11
54 38 24 bilhftes em igual período do ano
a nterior (ver QUADRO VI). Ao
58 44 23
lado de um aumento de 27% do
63 45 32 número 'Je emprÉstimos garanti-
dos por bens de rpiz, subiu a im-
87 42 39 portância média de U!Il fi nanclêJ-
mento de CrS 3,8 milhões em
152 CONJUNTURA ECONOMICA
v - COMPRADORES E VENDEDORES DE IMÓVEIS NO RIO DE JANEIRO
JANEIRO A NOVEMBRO DE 1966
(Milhões de Cr$)

------------------------------.-----
OU VENDEOORES 1966 1965 1966 1965

N.O Va lor N.o Valor N.o Vdor N.o Valor

Bancos 15 27 18 16 782 41
" 17
;J

Indústri a 19 364 44 17l 102 2912 62 54


EmprêMs Imobiliárias 16 122 28 213 469 554 569 466
Comércio 74 19 49 25 44 50 951

Cias. de Srguros
Capit alização
.
Instituições beneficente;

d.
69 17 65 15

36
58

63
36

36
63

92
I nst ituições de Pre\ idên_
eia Social 116 102 138 96
Out ros 23 229 19 171 18 45 23 48

PESSOAS FISICAS 3416 13064 367 1 7831 2689 12194 2878 7494

PESSOAS JURíOICAS 85 3580 143 1450 822 3850 936 1781

TOTAL 3511 16644 3814 9281 3511 16644 8814 9281

Fonte dos dados o riginai-: Cartôrios.

1965 para CrS 10 milhões no que uma parcela maior do que


a no seguinte. Êste último cres- em 1965 de recurso empresta-
cimento. excedendo a a mplIação dos se destinou a o custeio de
quantitativa por larga margem, obras em imóveis já existentes e
também superou de longe a va- a outras transações, e que ao fi-
lorização de bens de rai.l. nanciamento da aquisição de
bens de raiz c o u b e uma cota
o fato de ter havido simultâ- menor.
neamente expansão do crédito
imobiliário e ccntração do movi- A Caixa E conômica consolidou
mento de promessas de compra ainda mais em 1966 a sua posi-
e venda de propriedades indica ção dominant e de financiadora

FEVEREIRO / 1961 15 3
imobiliária. urna vez que contri- amortização dos novos débitos
buiu com 66 % da soma global assumidos no período (ver QUA-
aplicada em hipotecas, contra DRO VIII), As hipotecas com du-
51 % no ano anterior. Para se ração até 5 anos passaram de
ter idéia do desenvolvimento des- CrS 4 bilhões em 1965 para
ta carteira, basta verificar que a CrS 19 bilhões em 1966, Ao con-
tais operações se destinaram em trário do que ocorria há anos, não
1965 menos de CrS 6 bilhões e foram m ais os financiamentos
110 ano seguinte CrS 25 bilhões. restituíveis em cêrca de 20 anos
Os demais credores hipotecários que constituíram o grosso das
atribuíram no período analisado transações. Mesmo os emprésti-
aos empréstimos em foco Cr$ 13 m es amortizáveis em 6 a 15
bilhões, contra quase CrS 6 bi- anos} que ainda em 1965 ocupa-
lhões no ano precedente e ass im vam o primeiro lugar, passaram
expandiram as operações em es- em 1966 para o segundo plano,
cala menos espetacular do que Em virtude da orientação gover-
a Caixa Econômica. namental e da introdução da cor-
reção monetária, aplicável sôbre
Observa-se, c utrossim, radical o saldo devedor, processaram-se
modificação quanto ao prazo de as alterações aci ma resumidas. A

VI - CREDORES DE NOVAS HIPOTECAS NO ESTADO DA GUANABARA


J ANEIRO A JULHO DE 1966
(Milhões de Cr$)

1966 1965
CREDORES

N," I Vale r N," Valor


I

Caixa Econômica 2974 25055 1 897 558 1


Bancos 104 5192 125 2649
P articulares 256 3856 224 737
Jnstituições de Previdência Soci al 373 1936 560 1645
eias. de Seguros e Capitaluaçiio 15 27 1 37 286
Outr03 82 1 858 145 S89

TOTAL . 3804 38 168 2988 11487

Fonte dos dados originais: Cartórios.

154 CONJU NTURA ECONOMICA


VII - NOVAS H[POTECAS NO ESTADO DA GUANABARA
JANEIRO A JULHO DE 1966
( Milhões de Cr$ )

1966 1965
PRAZO
( anos) I
N .· Valor N .O Valor
I
Até 5 191 3 19 324 1 367 3 997

6 a 15 16 70 13627 1 186 5567

16 ou m ais 22 1 5 2 17 435 1923

TOTAL . 3804 38 168 2988 11487

F onte dos dad09 originail : Cartórios.

distribuiçã o das novas hipotecüs, prazo mediano tiveram Sua dura-


expressa em porcentagem do to- ção reduzida. Com esta provi-
tal, passou assim a apresenta r o dência, os saldos devedores per-
seguinte quadro: manecem menos tempo expostos
a uma eventual desvalorização e
as correções monetárias, porven-
I
P ra zo 1966 (%) ! 1965 (0/0) tura convencionadas e n t r e as
I partes ficam limitadas a uma me-
nor parcela da dívida inicial do
Até 5 ano' 51 35
que na hipótese de um longo pe-
6 a 15 .. 35 48 ríodo de restituição. A segunda
conseqüência importante reside
16 ou mau 14 17 na mais pronta disponibilidade de
recursos para nôvo investimento
Todos .. 100 100
pelo credor. Êste poderá, dentro
de um qüinqüênio, por exemplo,
atender um número maior de pe-
Principalmente os emprésti- didos de financiamento do que no
mos antes contratados por um regime anterior, quando, ao invés

FEVEREIR0/1967 155
de 49% (1966) das novas hipo- dife rença dos resultados supra.
tecas, cêrca de 65% (1965) O principa l enunciado dos valô-
eram amortizadas em prazo supe- res acima reside na sua tendên-
rior e 5 an OS. cia alti5ta.

A taxa média de juros nomi- Gera lmente a variação do pra-


nais aumentou ligeiramente de zo médio de restituição represen-
10.9', em 1965 para 11,1 % no ta melhor indicação conjuntural
perícdo investigado. Dada a ri- do que a própria taxa de juros
gidez dos padrões de custo do hipotecários constante das escri-
dinheiro em algumas instituições turas. Em 1966 a contração para
que exercem grande influência 7,6 anos (9,2 anos em 1965) re-
no mercado e em virtude da im- sultou, porém, tanto da limitação
do tempo concedido para a de-
possibilidade de medir os sobre-
volução do principal aos devedo-
juros porventura pagos por uma res pelos organismos oficiais. co-
parte dos devedores, não convém mo por uma inclinação dos cre-
atribuir excessiva significação à dores privados no mesmo sentido.

BANCO HISPANO AMERICANO


MADRID

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156 CONJUNTURA ECONôMICA


a emprêsa é uma rosa, é uma rosa,
mas .. . e os espinhos?
... espinno é sober recruto r môo·de.obro, selecionar, treinar, estabeh!cer iuSlo
rem~neroção, Qvalior cargos e funções, administror o pessoa l. A racionalizaçôo
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I 2
CO~TA f)E RE~L'1 TAf)OS I'ENDE~TES ." HI~ 704 'i~)() CO~TA IH: IH.SlI.TA[)OS P F l\nF~TFS 21136 130.77r.
I..:O:'>õT.\ DE C().\'PE~SAÇ\I) I.H 27Ui59 311; U~;'I:TA DE Ul.\\PE~SAç,\n 13.\ 27 1 1i!W.3 16

"!: O TAl....:...:-. Cr$ -11>2 R~402091) T O T A I ~R~~f1209I)

Relcm (Pa I, 30 de duenll1ro de 191".0


Armando /);U$ Mrndn Presidente; IJ..,nurdm{) ''-trnun(/ .. f dr ,lia _ Chefe d~ 1l1\1~~o de (;ollto1hllilaçá.) Contador l R C .Pa 1131
NOTA N,\ \'erllo1 "Olltra~ Apllcaçõe~" e~t!l IncluidO (I valor 0.1.' Borr.lcha ;uI4ulrld.1 e em e~loQue Cr$ 1i no 1l2.Q19
·~~~~~~~~"'o"".",D~BE,;.',;;,;\OT~NS~~,;;R;;;Aç~A:;;o~
r),\. (;ONTA "1..!,'_CRns I r ElmAS" E\~ :m DE [)EZEMBR(~ [;' p.'~:": T n

Jl'ROS abonadolõ li deposita otn e outras de~pC1n I R1U.O'.HI I!I


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Con~elho Fiscal. \'encimenlo~ e Gratllicaçlln 3.9U.75Q,55.1
do, FuncIonários. Alugucl~ d~ Imó\'el~ e OUlr.l
de~f'le~as gerai~ ... tll71It9~M 7 ,3611 11 1)
(jASTOS DE MATERI Al. 7'i flll·1 I~I )I ~~,2 LU ~,h'l

Dl l" OST OS ....... 147 155t71 73. 116


1)(;T RAS CON T AS ... , ..... I)IlR 122rJCl7 3 OI ~ 'IR" 180
U\OR T IZ AÇAO DO AT IVO 'l3 574 tWl
PERUAS D I\"ERSAS .. ,' .......... . !}(l ~IO IIJI
n#/rjhui(IIQ dQ I.uem 1./quidQ:
ri' .-':00 DE RESER\" A l.EtiAL 37 .~7.~ III;!
1'1"'00 DE PREnS.\(~ .......... , ......... .. fi7'l1h"i2~
f'l .~no DE ASSr~TI''''ClA AOS FI :-;'CIO:-',\R IO..,
I '~D(~rl[)~R d:SS~~WNtê7À . AiI'S· ·sEiú:-'ioi:ri· 1"ifl:!fl1ll1l

cil' E IRO~ .. (2'1» .............. . 1 ~.1I.1I1 001


O I \"10 P.NOOS 11 radu de fl'i, ;L 01 1.~flOft(l 7."áOO 219
Cr$ 112-1702'lOOI Cr$ 11 ,2 H .029 flfll
Ael~m
(Pa, I. 30 de du.emlllo de 1%1',
A rm andQ Dia.' ", .ndr~ I'fe~IMnle: RrrnIJrdin() Frrnundr.< ./r SO - Chefe d, Il;,',<~n de Cnolah,hN,~~n CnoUdnT C R {' ·Pa 11 11
PARECE R 00 CO:-';St'.1.1I0 Ft~CAl Cumprindo o di~pO~IO no MII!1:o 1~7 dn/)eerelo·l.el n~ 2 hÕ!7, ,Ir 2" de ~Nrmllrn de ''lUI, t. on artign I' do /ltereln_ ! ri
n~

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:2 n2A. de 1 1 de de,eo'h'o d .. 19·10, '"',;10~ comunle.1' .1n~ .... n"n ... ~ adn"I .. '" .. qu .... ".mlnam"... COm'" on. cnmpele o Ihla"," r d c"nl.1 " '- uelo~ e 1'... d.1lõ", ,rrr.role " "
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FINANÇAS

RESUL lADOS DAS


SOCIEDADES ANÔNIMAS

Quando analisamos nos retros- mos com uma discrepância sur-


pectos dos anos anteriores o com- preendente. Assim, tendo sido
portamento dos acréscimos anuais então de 59,7% o acréscimo do
verificados nas contas que com- capital de giro das 10817 socie-
põem o capital de giro das socie- dades anônimas analisadas no
dades anônimas, chamou atenção presente estudo retrospectivo e
o fato de que os referidos acrésci- de 34,2 % o acréscimo do índice
mos guardavam estreita correla- de preços, concluimos ter sido de
ção com os dos índices de preços 740/0 o acréscimo no volume de
(evolução dos negócios). negócios destas sociedades, o que
evidentemente não é verdadeiro.
A regularidade dêste compor-
tamento era tal que nos induziu Diante de tal resultado, ou se-
a estimar a tendência do volume remos obrigados a rever a hi pó-
dos negócios, mediante o cálculo tese de atribuir a êste processo a
da diferença entre tais acréscimos virtude de propiciar uma estima-
(ver CONJUNTURA ECONÔMICA, tiva, mesmo grosseira, do acrés-
fev. 65, pág. 157) , resultando
cimo do volume de negócios nas
uma escala para os anos de 1959
a 1963 que se situou bem próxi- atividades empresariais (apesar
ma da dos dados revelados pelas de válido o argumento teórico que
estatísticas. serviu de base para a sua elabo-
ração) , ou então ocorreu algo de
Ao aplicar o mesmo raciocínio inesperado que gerou esta disto~­
para os dados de 1965, depara- ção.

FEVER EIRO/ 1967 15.


Como explicação viável para dados dos balanços de 1966 para
o fato, podemos supor que as so- melhor interpretar o comporta-
ciedades anônimas tiveram em mento das sociedades anônimas
1965 um ano de difícil adapta- no conjunto das medidas gover-
ção, principalmente quanto a pre- namentais de combate à inflação,
ços, não acompanhando, por falta principalmente as que a elas mais
de mobilidade ou outro motivo de perto se referiram, como a
qualquer, o ritmo de redução in- Portaria 71 e as normas de cOn-
flacionária impôsto então pelo trôle impostas pela SUNAB.
govêrno, Esta inadaptação obri-
gou-as a manter em cêrca de De qualquer forma, porém, os
60 0/0 o aumento médio dos pre- números indicam que o ano de
ços de seus produtos, cabendo, 1965 apresentou resultados sen-
portanto, a outros setores a ccn- sivelmente melhores que o de
tribuição mais relevante para a 1964 para a maioria dos setores.
obtenção do nível de acréscimo Destarte, mesmo observado em
revelado pelo índice de preços, conjunto, assistimos por exemplo
que foi, come já dissemos, de o lucro subir de 1,3 trilhão de
34,2 % . cruzeiros em 1964 para 2 tri-
Na verdade, a confirmação fi- lhões em 1965 (ver QUADRO m) ,
nal desta anomalia parece não proporcionando um acréscimo de
poder fluir das conjecturas sôbre 57.8 0/0 , que é aproximadamente
os números atualmente dispon í- 25 % superior à desvalorização
veis, devendo-se aguardar os monetária do período.

I _ CRESC IMENTO DOS PRINCIPA1S GRUPAMENTOS DE CONTAS


D OS BALANÇOS DAS SOCIEDADES ANÔ NIMAS EM 1965
( P e rcentogens)

RAMO
I 'N ' ERSÕES

IMOBD.IZAOO EXIGíVEL
T ot ais P róp ri os

Com é rcio ... 69.0 69 .5 65 .1 9 1,0 68.6


Indústri o 68.8 78,0 57. 1 85.6 58,3
Tronsp. e S ervo P úb lico 70, 1 96,4 65.2 74.5 54,0
OutroS' .. 59.3 63,0 52.3 67,4 54 ,6

TOTAL . 68.9 79.2 59,7 82.0 58.7

160 CONI UNTURA ECONôM ICA


li - LUCRO DAS SOC IEDADES ANÕNIMAS, POR SETOR DE ATIVIDADE
( Em bilhões de cruzeiros)

SETOR DE ATIVIDADE
ACRÉSCIMO
(%)
1964 1965

Comércio
Indú<tria
Tra nsportes
Outro, Ramos
.S e rviços Públicos
2 17.0
97 1.9
9 1.0
16, 1
420.2
1443.7
145.0
36 ,7
93.6
4 8.5
59.3
128,0

T OTAL 1 296,0 2045 ,6 57,8

CO M lt RCI O bilidade foi preponderantemente


influenciada pelos ramos ataca-
Destacando-se n i t i d a m e n- dista (21 ,5 t"f ), varejista
e
t e neste quadro geral, o comércio
(22,8 % ) e diversos (24,8 % ).
é o setor que melhores resultados
acusou, pois seus lucros quase du-
Tôdas e s s a s porcentagens
plicaram (de 217,0 bilhões de
teriam que ser acrescidas de
cruzeiros em 1964 para 420,2
cêrca de 2 pontes, caso eliminás-
bilhões em 1965) , propiciando
semos a influência das reavalia-
uma rentabilidade sôbre inver-
ções no cômputo das inversões
sões próprias brutas de 2 1,8 &'""0
próprias, significando que para
pa ra êste último ano - bem
fins de comparação com o ano
acima da que tiveram a indústria
anterior, aos 19 C;é de rentabilida-
(15,1 % ) , transportes e serviços
de sôbre inversões próprias bru-
públicos (5,8 c, ) e outros ramos
tas em 1964 teríamos que alinhar
(8,0 % ).
24 % de 1965, e não 21,8 c c ,
Entre os ramos desta a tivida- conforme consta do QUADRO VII
de, obse rvamos que apenas a (porcentagens), a fim de torná-
a rmazenagem (7,6 ( ( ) e veículos las comparáveis sem as distor-
e auto-peças (15,3 % ) apresen- ções da atualização monetária dos
taram rentabilidade muito infe- registros contábeis dos imobili-
rior à média. Em vista de sua zados.
pequena influência no setor, prin-
cipalmente quanto ao total dos Diante dêste q li a d r O de
investimentos, a referida renta- i n que s t i o n á v e 1 desenvolvi-
161
menta econômico e à inegável tra que, à época do encerramento
existência de mal-estar em múlti- dos balanços, as finanças das em-
plos setores da atividade comer- prêsas comerciais já se encontra-
cial em 1965, concluimos que vam refeitas.
êste último foi causado por crises
de ordem exclusivamente finan- INDÚSTRIA
ceira, aliás, um ponto debilíssimo
da estrutura de nossas emprêsas Dada a sua estreita interação
comerciais. com o comércio, tal orientação
A simples observação de resul- não poderia deixar de influenciar
tados de balanços pouco pode in- cs ramos industriais de prcdução
formar sôbre o desenrolar desta de bens de consumo, provocando,
crise. Apenas se nota que ao ter- por fôrça da diminuição de ven-
mina r o ano de 1965 as emprêsas das, crises setoriais.
apresentavam os seus estoques
reduzidos, conforme indicam os De fato, no QUADRO III relacio-
valôres desta rubrica, que foi a namos as atividades industriais
de menor crescimento durante o que tiveram a sua rentabilidadde
período (38,9 50 ), situando-se, mais reduzida, indicando, sem
portanto, muito abaixo do acrés- sobra de dúvida, que o setor ma-
cimo de "outros realizáveis" e do nufatureiro de bens de consumo
disponível, que se aproximou dos foi o que mais sofreu em 1965
100% . O extraordinário aumen- com as medidas de contenção do
to desta última rubrica demons- ritmo inflacionário.

III _ LUCRO E RENTABILIDADE DAS PRINCIPAIS


INDÚSTRIAS DE BENS DE CONSUMO

LUCRO JU·:NTA8lLIDADE
(Em milhões> de CrS) S INVERSÕES PRÓPRIAS

RAMO INDUSTRIAL I (CO)

1964 1965 1964 1965

Têxleis 111677 ] 13 867 18.2 11.5


Elétrica 37925 35405 25.4 13,3
Vidros e cerâmica 8321 7267 ]4,5 7.5
Móveis e utensilio5 3171 3616 16,1 10,5
Vestuário 19401 20844 19,2 13,4
Fumo e fósforo 39199 39420 38.7 21.7
Automobllí~tica 75489 96314 14,9 10,7

162 CONJUNTURA ECONÕMICA


!V _ ORIGF.M e DEST!~O DAS I:-iVER!'iOES
(Em m,lh'J{' ~e en.. ,~,r,.)

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17.1

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É de observar-se que nas mais De um lado, os transportes
atingidas, como têxteis, elétrica, com fortíssima redução de renta-
vestuário e vidros e cerâmica, o bilidade em 1965, fato que não
lucro foi pràticamente igual nos desestimulou o investimento de
2 anos em análise, significando 148,8 bilhões de cruzeiros de ca-
uma queda superior a 30 0/0 em pital de origem externa (ver
valôres deflacionados. QUADRO VII), o que, adicionado
às incorporações de origem inter-
Em virtude de representarem
na, proporcionou um aumento de
êstes ramos apenas 30 (( do con-
108,7 % na rubrica.
junto de tôdas as atividades in-
dustriais, tais resultados pouco De outro lado, o ramo de ccr
influiram no cômputo geral, que municações, cujos prejuízos se-
sofreu uma queda de rentabilida- guidos provocaram um fato pela
de sôbre inversões apenas da p:imeira vez observado em nossas
ordem de 3"'0. Procedida à eli- publicações de análise de balan-
minação da influência das reava- ços: o de um conjunto represen-
liações, chegaremos à conclusão tativo de um ramo de atividade
de que as rentabilidades de 1965 apresentar-se na coluna de "Re-
feram pràticamente iguais às de servas e Provisões" com o sinal
1964, observadas no conjunto negativo, o que significa em últi-
dessas atividades. ma análise prejuízos acumulados
que já estão minando o capital
Dentre os ramos que melhores
. r e sul t a dos apresentaram em social.
1965, temos a destacar: o quí- Êstes prejuízos se situam prin-
mico e farmacêutico c'Om 123, 1 cipalmente nas companhias tele-
bilhões de cruzeiros de lucro em fônicas, cuja estagnação dos sis-
1965, contra 60,6 bilhões em temas, face à impossibilidade
1964; o de mineração com 107 econômica de desenvolvê-los a
bilhões contra 45,9 bilhões, e a fim de atender à extraordinária
de borracha com 36 bilhões, con- e crônica demanda dêste meio de
tra 16,6 bilhões, respectivamente. comunicação, está gerando difi-
TRANSPORTES E SERViÇOS
culdades de operar com lucro.
PÚBLICOS
Finalmente, temos o ramo de
Aspectos completamente dis- energia elétrica, o qual, após uma
tintos apresentam os 3 setores série de ancs pouco favoráveis,
que compõem êst~ grupamento, parece ter atingido fase melhor,
embora todos apresentem o saindo de um prejuízo de 9,7 bi-
mesmo defeito estrutural: a imo- lhões de cruzeiros em 1964 para
bilização excessiva. um lucro de 123 bilhões em

FEVEREIRO/ 1967 167


1965, fruto por certo de melhor das sociedades anônimas, nã o
p o I í t i c a tarifária. Necessário, ultrapassando 5 ~o do tota l.
porem, se torna lembrar que os
encargcs financeiros destas socie- Tal circunstância evidencia
dades, sobretudo em moeda es- que as sociedades anônimas con-
trangeira, são de molde a poder tribuem com apenas pequena
modificar mteiramente o quadro parcela destas atividades, não
desde que se observem variações sendo, portanto, representativos
cambiais de vulto suficiente. os seus va lôres. Contudo, obser-
va-se crescimento em sua renta-
OUTROS RAMOS
bilidade, completando assim, com
o conjunto destas atividades as mesmas características da
sempre acusou rentabilidade pe- maioria dos grupos dos demais
quena. Pequena também é sua setores, o quadro geral dos resul-
importância relativEl no conjunto tad cs das sociedades anônimas.

Banco da Lavoura
352 AGllNCIAS EM DE ~DNAS GERAIS S. A. FUNDADOR,
TODO O BRASIL E CLEMENTE DE PARIA
UMA NO EXTERIOR UM AMIGO EM TODA PARTE CARTA PAT. N· 1:469
(Nova York) FUNDADO EM 1925
~ed~_ BELO HORIZONTE _ AV, Afana0 Pena. 726 Caua Postal. 144 FlLlAIS- RIO DE
JANElRO. Av. Rio Br:l.Ilco. 70. CaiXa Postal. 1679 SAO PAULO. Rua Boa \·\.>ta. ~'<I. C.uu
Postal. 5766 _ PORTO ALEGRE. AV, Borges de Medelroe. 29<1. Caixa Po~t;l.', IJI
No Exterior: NE\V YORK. 680 F'1fth A\'enue - E!!tAdos Unidos dA AmérlC;"1
U.\LA NÇO GERAL E..,t 30 DE OEZC\lBRO D E 1966
.Compreendendo Matriz. FIliais e A~encl~.

\ T I \ f) r A :-- S I \ n

Calx.1 ... , ... , . Xi ..\.ih!l.ltlii~ l.:'II'liI:ol " Hc~<r\a' :{~1;3i (l .. ~ ó.~1


\alôre~ à orJem do IH.:IU'I ..\SHIl~\ln,n:-<'1 n('pó~iI,,~. . 2~!1, li!l i~h 7~ I
Emprc'lhnos ....... •• . 16fo,3.'i1 ",~rlfli Ordem de P. 1!)lm~nto c.'
Tllulo~ dr rendI! e OIlIW~ \l!lôr .... 2qtl~I.-I2(),3..\1) crC::Jilo~ ,. • 20501.~;fiJtc.2
Etliflclo~ de uso. mch'ei, e ma- AI:c'ntla~ e t:olrC~r()mt~nlc~ 2fJ3.~·07 033.~
lerlal5 de c\pedientc, .. 31.22:1 H18,12..\ C(lnta\ de Ueou!t:lJ( . . " R 2fi8h21.lifl'.
A~~ncla~ e Corre~pondenle~ 207.R I9742.5.1-1 Conu'l de Comr~n~.,~~o • :110 182_1~~ '<'<~
Conta~ de Ruultado .. 900 8-13 9lfl
Cont,1~ tle Compcn~açân ~IO 11'2 1~8 8 Q'i Sl'RTOT.o\l n9Q71 126:I~J
'e" Votk 22 411 ..\lJ.~4~
<; \ RTOTAI i:.>Qfj711:!tU~1
:>.'ew YI>Tk :!2 -111 ..\IJ.~ l~
T O T ,\ I

• Gilberto de Andrade Faria. Diretor-Presidente Francisco Rodri!\Its de Olh"eira, Diretor


Nelson Soares de F:ula, Diretor Vlce·Prellldent~ - Paulo Au g u sto de Lima, Diretor _ Antonino
Moura, Diretor_Superintendente - Otfeu Trlvelli, Contador CRC . MO. 4061. Conto In terino

,.8 CONJUNTURA ECONôMICA


BANCO LAR BRASILEIRO S A

Com a pc.rtlclpaçco do t leutsch -5üdomc rikonischc Bonk . AG


'101 . RIO DF J.\~IIRO
CARTA PATENTE N .o 7116 . DE 197 . 1962

INSCRiÇÃO CGC 33 172.537·1


Age ncios nos cidades de Fortolczo , Retife , Salvador, Vitória , Be lo. Horizonte, Niterói, São
Pa ulo, SontO$, Compinos, 50nto André, Curitibo , Pôrto Alegre, 8ros.lio • e dos metropolitanos
Bo nsuccsso, Cotê te, Copo cabana, Méicr, Tijuca . Costeio c Presidente Vargas no Rio de Jo-
nei to - Jard im Americo , lopo , luz. Moôco, Nove de Julho, Pe rdizes, pjnh~ros e Vilo Mo-
ria no em Soo Paulo - Josó Me nino em Santos - Ch ile e m Solvodo,

Relatório do DireTOria, relatiVO 00 ,. "}:eO".,


41. 0 Exercício Social, findo em 3 1 (,ti tlc ti. """''1 ~ UII
~"'l1rlcl. ,,\lu~IIC
'Ih' .1\ 1'1 UC ~,I\ lI.
tlcl''Ir\.lm~nt" de L,lmhh
de dezembro de 1966, a ser apre- Pre\e 1.0S um pnl(ltlo ú" I'rv}:'~"" e e'""CIlIItnl
pari.! 'Itoraa c 'ua f(~là" ~ <{u,'r,mos quo: .' nllu
sentado à Assembléia Gerol de Acio- g;lnc,' r.lrh~II'C c e",IIr!hua par,1 C, .: t!c',uvul·
\'imenl., AI1'IlU\'~ 1;llItl""1ll lima ,;',\,1 ,,>:.,'n(la
nistas, a realizar-se em 3 de abril mctrul'ul!lill1a IIU Ri" <k J;l!ldr<l. 0'1 A"cni<1" "fc.
"dente \ .111:.1', ,I <(ual ,~ta ullr"Jla~~;lIIoJ<l IHO",1
de 1967 e\pc<'.l11\" \;lqU"'IIl<.~ Ulll I""" I..,rtn<l Clll 11m,'
das p"'I~Ip,,,~ fU .... tlc ~,1() Heln~rtlo .1<1 C.IIllllil
no lnorur{..Hle 111.1111:U1U ",tlll~lnal Age.: .te ~ã.,
I';lulo I:~I. n'"" .11, cnn'Ullllldu um,I ,11:~IICI.I
I, d. -.;, ll,tlern,l ("11' I.llilid.ltJcs de ~ÚrL\'t-lIl" ~ e,tall"·
o~n'cntl' rI"'.III"". quc ser.:! i.!berta 11I'~ rrn\IIl'''s
j!),.h fOI um illh) sI 'nih~atL\ n I I~I T ..l dn 'c'c' Ali n"~IIl" tCl11r.:. (Ol1lt~amo~ a ptane r
HU II;ln~1l SIM bU;I 1 'óit"llIzal..1. e <" """5 a n<>'.1 mc'''ruIU.m,1 em I {trIo Alee('" t..lm-
HI\I\'" de hanco c.'",~n"d ~ d~ (omCI.I<) mln- h 'm LOm lauht.l "jc de ~Jrl\'~-in" e de c~lal""
n,lel"",11 CUntc\.uanl .1 oI mdhl,r I((.nhe"d,,~ 11 ,'111 que del"r.:! r~lar rr"nl" aI\" !in .. de t!I,,;
I'tl" pUh!il". E. dur,Hlle "t\o:rueu' \l [l,ul~ch­ 1'", trH~ doo Iri." dados tlt n(\~~o b,llan~" c
-Slldattl~rlkanls,hc Mank , Ü. ~ut,~idlarlu do Ú.l~ ("nt.,s.j h'l,ns e I'",da~ ah,Iho lr.ln~CIlI,,~
Dn,un .. r H,.nk 11 ~e~u"J" h.m., • .1,1 Aktllilnha ,_\;'I II",a .I1I11I1"t.I"r,1 II1'I"ri .• de .1I1I"1d.-h!C h.1I1 ."
.,<lllulr1u imJ'lOrl,inle J'I.lr\l('I,.II.'.1" nu nH"" (;'1'1- ri., HI,ltl .. r.J, I l HlI 1I.'ne" re.Lli",u um Ir.1h .
1;,1 .."el.,1 c {ume\Vl! ,I col.,bur.u atil'.lllIente clU ';l1tl" 1IIdlH' n.1 n,,,hl1,,.lÇ30 tl~ «(''IlOml,s •
n"'~.1 ,\dminl,tral."lo II H"n(" LI! Hr,l~IIClr'l 1 "tr,,~ dfl"'~II" . c,1I11IÍllm!<'-os par.-I o 1111;1110
I.'m ,',,"U, l'omo 'cu .. "~W1l!,I', 1"lIIllpal .. o IIltn!n .Ir ,<I" ;t1.ltl~~ I""dllll\'.'~ 1;11~ (I>mo " .,~,,­
m.dor h.ll1l'<I de :'\.'\'.1 lonl"~ (I'm ,1~.'n(las e ,nll"r~ .1 ,".tu 111.1, " tUIIWlêÍI> inl..rlw ,. hH,'r·
h.I1I"" .,',,,dadl" elll I"d" "lIl1udl> " m"lI,r n"ú,n.ll ,,' d,·,,,rrn 0.1 .. 1(1I;Ii n scu Ilan .. " t"'I-
~rupo cl!ur"úur bra~iI"lr' .1 Sul \mr,,(~. linu,,,, a e\r"nJlr o finJnlÍ.1fn ... nlo da .1~,kn1tur.l,
I. mbrRo lom (>J'Ier;u;i,e~ em 111111111' nulr •., I',II .... ~. t.lt~d~ a ~"m J.\ de fmrr,'~lim(" 1'.1r~ .1 pr._
c lI>:'''',1 1I",,,,rUnl,,, e e~rcrimenl.1J, 5 b"nq,,(iro' Ju~J" .1 r~<l"~n " protlnlorc" r"rai~ r Iln.1nci.I·
d .. I'a" cll"'reu que. manlelll m,lI"r Inln~.1mM,) O1o:nlO d(' Ir,.n~I'(lf1c e arma.:cn,'l.:cm til' prodll'
,"'''e'dal (\,m o Br.lsil. Cre"", que r I., ' ....0- IIl:ricnlas alt' (\ rrdlll~nclamrnl,' .Ia \"rnrUç,\"
l'.II.:\U l f 111 f"rt,,~ banqueiro, mte,naCl"n.,,~ da di:~,c, l"o.lulM Em l<lhti, eOlllcVln"'5 l.un,,~,n
a" .. "u H,m,,, m,liM 1'",lhilhJ:túc e (.lr.ICld.1Je UIU,l," 1~(lH' ti" Fundo Crr,lt rM,I , \Io:rl.
tle e,IIIIIular e financiar li (oml'rcio mt~rn:l,i"na! cullnr.1 IFl ',·\(iRI), <Iue .lplicam()~ em fin,l11(I1·
.1,' Ilr.l~", 1.1nt" n~s imr\"t~~O~s qUl.' ~UP'''lII li Illrnh. ar> p,quen" ,1!!ric"llnr conp..r.lh.'atll'l A
Illúu~tri.L n.lcion:ll de m.lt"'1.1s·rrlma~, ~emifa­ Adm ini'tr,II.!'" ~c nrgulh.1 de o "('u Banco ~cr
lur .. tl"lI c I'~~'J~ s"bre$~3Ienle~. (1lIanlo na .. C\ror- 11m do .. haoc"" lTl,1is .lli\"o' dl'l P.li, na ;l~,i ..
t.1~'''C que criam nO\"O$ C!1lJ'lreJ:l" c ;!UUH,nl.,m ICl'lei.' qllt l"c't.1 a 'eu~ clienle~ na eomrlfa e
a rcntl., 11'1(1.10'11, \'entl.l til' ('qulJ'l.1menlM bbrlC:l<!('s no flr.1sl1 com
Our,'lntc 19tit> (I Atlmilli~tr~ç30 tlo ~CU Banço fin.lne!.'",cntn a rn\'dio prazn, d"'I' l rf\ 110 rrnj:::f,'.
«('nlmu"" .1 tlar hf.1"e t~r"d~1 ao pl.1nci~mtIlIO m~ d.) FI:'\A.\\E. O c'plrito criat.lor !Cc f.11 graoúo:-
\'1II ,,,do,, 11' nll'ei~ de adminislraç30, H"ule um.1 nlcnle rre"'nlc n~~ orrr~ç(ocs do n" ..... " I)"r·1r.
t'\1'.11l~.1" c \'.<rlo~ melhorame,,". na IIri[.1nI7"ção umcnto .1<,1'.\1"'101 Ilndc a c3I'lilCitl.,dc ,,'(nlea
d" H.1O(O par.l melhor permitir a con~l'(l1çjn de d, 'leu etemcnln humanu permitiu ~<"r\"irm'" n,"-
"~ll I)hicli\',,~ A Admini~tra .. "'o rro .. ~u:uill em ~(I~ (Hcn"'~ c conlrihuir",o~ para .1 rCl 1II'mla (om
~,'u. I'rnJ:rc"~" n.1 .. deç;'io. Ir"ln.lmfllto ~ .1I'.lHa,,3" ~H.iço" "I'(CI.1111'lIlo'l
de pc 5,,:11 esrccl.llmenle n.1 c"n,unl.e JHel'.Haç:\ .-\ ,n'''<1c rrtllcura\10 da\d",ini~traç""
Ic h, nlen~ pau O(IIJ'1.11em r(lsil.l\es lln n1\'er inter- dur.lnle I' a"" p,l,qd,., foi. 1'0111" alnt.l" e, a de
",e,liarlo U~ 1f..,~nci.1. Durante o /In" pa~~atln o b.li\lr o ÇlL~IO do no,,~o d1fiheir .. c HII'iço~ c "
','I A,ln,," conlinuou a dlspcntla cun .. lderj\"el
IC!' 1'0 c d,nheiro em pe~quisas npcr.lclnn.li ,'rr!-
r>f(~1l que c"hr~m(l~ do: nos .. o~ eli~ntes I 'Ic f",
um d('~ prlllllftals ohJel1\'(l~ tln~ e~lor\~~ da " dml
mllf.lndll " eficiência de seu~ ml-Iotll'~ e "I~tema~ ni,lraç1'i1l 1';Ir,l aumenlar ;l pnldulll'idade úo IHl~')
c .. dqulrintlll nl'l\'o equipamentn. [)enlro da n,,~~, IIC~~"III c tlt no,~o~ fnIOr~~ fls i co~ uc I'wduç;\o,
pnlllica ti ... um.1 coodula de~ccntrali/adll de nc~Ó­ atr~HS ,!e melhor pl"neJ.lm~nto org"nlz,~çnll, Ife!
(lo", mu rom con trOle ce nlr a lh .ldo . .1 Adm lnj~­ n;lInen'(1 e 11,.lnd,,~. ao me,mo Icmro que ttlllOIl
tr;LÇ:\O conlinuou 11 aperfeiçoar seu" ~IMemas de alin.:ir lI'o1lur ~l1mcnto d" \' olume de \fan ~açi\ts
c"ntrM~, .t~ modo a permitir UI11.' mnlor dclej'!nçlio nur~nle I) ann, 01 Atllldnislr.1~ã,1 'I>nseguIlI .llInl.
d~ ,'ulllrid.1d~ Durante o ~,crdclo. ceu B:ll1"O nllir o' nh'ci~ d~ ~II~~ la\.lS e enmi"~"e~, t "'~
(Ilnllnuou ~ numentar a eficil'ncla de ~eu~ ~ervl­ manttlt tntf~ a~ ma i" baha~ CO\lr.1d.l~ p t1.,,,
t; n5 e incr~rnenlá·lns. Inrnnnd('>·o~ m.li~ eomple- Inslituiçl;c~ fio"nc~lr.l~ dn ro1i~
In~, r",r., ,mltl'er e satisfa7er a~ nrce"id.lde~ de C omo banqllf; .. " comerciai .. , n e'r"lt.ln fU"I')
~eu~ clienles e amigos dn tu't.I,to I LnlO n,,~~a~ prõrrla~ ta,a~ qllanto
l'ml1<) .1nlerlormente . ocupamo" uma da~ me- ~ d~ nlltr.l~ ' .. nlc" de cr<':t.litn. n"'o rnJ ...khar
de nM ,,-eO'Ur.lr O alio CU$ln ,In cr.'diIO nAo,;o
~~f::; fO~~~~~30cnJ~e d~~ó~f,~~or~~I;lefun~~n1~~0 s~ reprt"~nl.' um dM princir~i~ fatOres n.' formaçA ~
Lkpóslt,,~ por RJ:~ncl:l; embor., n05~.1~ Il,as e de I'reçn~. ma~ as cl(nd~~ 1.1\3~ cohr~dl\~ r'"
n ml~~/)es figurem entrt a~ mlll~ hah!l~ CIlllraúas. algumas fon'e~ de linanclllmenln I~m ruulud.
a m~dl0 dos salários /lag os pelo seu lianco. Ofgu- na prOl!re~,i\',I IlIquhlu e siluaç30 deflcllArla .te
UHIII,I" companhi.l~ IltJf.lnl~ li penodo ue iollaç," ma lin.lnedrn uaciuoal. Deo tro d~,IJ. orieota ção.
;jKu<,l •. a maioria d.l~ Ul1pf~$~S se l:t1ublllUlu e ("ntmu.lmn~ lia I"pe rao\" de que. no fuluro, as
dot.lpilalill'u dc\idu a 1'011Ucas <,I .. 1>r~~H" e .Je ut<>n.J.Jdl's nwndan,h J"l'm aos bJncos ma,.
UI~lflnui\,l,1 de luc"'$ fictic;"~, "i~lemas \'IIt~nte~ ~alloJ"s e ma'$ bem or;:,lflludo$. um "cre~c,do
de IInpo~lo; de. "1I"f,1, Ih)\'Oi lature~ dihcultam Jo:rJu oJe IitoI'rJa.Je n.J anlpha~.lo \1,\ Mea dos "c.·
,'~ Iltlll~S ~elluireo' ,hre\tl~e" e praticJ~ '-lue Ihn \iç(,S que I'ouem e de\(m .. Icrecer, üo<;tar."mo,
1'l<.,~"bllik!l1 gerarcm HU IlTI.lprin capital de gifO, I".r e'eml't(l, u~ p"dH melhor mnllllizar dinbeirn
e mU!t:l~ socie.Jadcs ,llnlla não e'l.:lbclccer.lm a pruo, cunlr.l emi .. s.ln d", cerlilica.J,-.!; nego-
t,)I1HOle~ linanceiro~ adcquaúos par" ~\ 11M IIU" (i;he.s oJe d~I'(I~ilU~ auIOrll~do!; uuranle o ,1111>
upeH'm akm dO seu caplt,1! de l:HO e cap;lcilla\l~ IIJ~~auO pelOS ()ecrctos-I.d~ ns. 1:1, Il(j e 1-1 h"
ue obter cr~lIihl. ;\ I.nas econOmicas. L com e 1'~la R~'oru~Jo 31 Jo Coo~elho .\Ionetàrie> )\;,1,
prcocul'.lçã,1 que \cm,,~ mul!.l" lirm., ... CHlnu mUI' ci'mal. m.l~ ainda não regulamtol;].J(\~ pelo Baoco
I." pe ... ".i'. n," u,11I11 S ,1I11lS, \,r~m 0l'CT.1ndo Central Ile"i~riam(\~. como outro c'~lTIpro. po\ler
ou con'uminoJo .,!em ..lo.' ~uas rc.lis 1'''''<lbihoJall ..... uferccCT ,IO~ n(l~~,,~ griln.Jes clicntc~ ct.>mcrciais
Inrn,moJn"~ calla \cz 11",i~ oJepen.Jenle' oJe .H, uma apllc"çân a cuno prazo p.1ra nus, c\Cc~~ns
oilelro empre~ta.J,1 a t.na .. muito o.'l"\·ada,,. ue moull temllorarw~ de ~nca"e. de segura e lacol UIIUI-
que. rrcsenlcnH,.nte, ,,$ u~"re<.lS linaoceir.,,, Jbsor· JJç.io. ~i.b a lorma de aceites hancarios cri.,do ...
"em lonople1..meote "Cll~ 11IcTO~ e receita 111IUid.1 para utlln,ente IInanciar n tr"o~rQrte c armaze·
de cOlha ..\\ulta~ ,Ic~ •. '" cumpaohia~ ~ I'~ sua .. Ioa nJtenl de flT!'oJ"to~ .J~ fácil veoda t: flMa linan-
multu tempo c~tão nece',lIand,) rdiu.lllcl.!r 0.10 clamenlo li .. Irnllorta~Õc~. ou prellnanclam .. nto de
so o I'rJo~iral. llW~ as IH<ll'fI;.~ ,-le~ll~ .. as fiolln- e'norla~üc~ 'em a necessidade u~ lechameoto pclol
c,·lr;,!:, :tllral'anuo um pr"blelna já ~em ,!"u~ãn e'l'ortJ.JOf de càmbio futuro, ESfleramo<; IISU'
a nll" ~er :t concorda!.\ .1 \'en.Ja OU .1 1'lIuida~J.1 Iruir oum futuro pr6,imo. de um nrdadeiro
completa de patrimOnio .Hllotula.Jo mercado ue câmtoio tine. que e~teia de actlrd,
.\s autoridade" flwncl:'n.s ia :"mU.lflt "II:U' com o tamanho e a il11J10T1;tOci~ do nra~il. com
mas med •.J.l" \"i,.ln.Jo .1 e~l,mular .... ,li,·id.1de.. liberdade ue r.,me'~a~ fmartceora~ e mercado de
e df~col"ll'h"e01\l d." merc.!d .. s de .IÇo):S com Q c.'\mtoio futuro que nos pl'rmltirl.1 obter pieM
objeth'o d~ diminuir a uemand.\ .Je credito OIlra- u1l1il~Ç.lO .te uo~,a~ ~ub~taoci:,,~ hnba~ de cr,'-
\"~~ ••IJ callitali1.a~Jo unlnr das cI,mp.lohia~. \h .... uitll no ~,teri"r e c'r.10oJir o :lmbil" de nO~S,$
fst.1 \llmiouição pur COlllhlnlll ~il "erll r~lIucn.l ... ~en'iços tinanceirl's
em Jo:er;lI, .. ~rá comr~oqd;1 I'~'" :tumeo!;.d.1 lIeluao' llurantc 19tili, o V"IOT nomloal das aÇÕc~ Jo
11<1 no mercauo .Je diohrlro rcpr~sentada 1'I)r Illu- ~eu ll;.nco lu( aumenlado de Cr$ fil)() para ....
10$ do ~dor I'ublico C:S 1 nlln, 1'\'Te \11' imp"'to :"lar" ~e"~ pO~SUl'
Con,jdcramos lIue ,) I'roneipal razão e~tro­ dore' r~te .ll.menl ... ill>T"\ad,, em A~~embh.Li.l
lur31 d,) alto ClIslO do diohelfo e a "a;'<I dlc,,:o- I,(ral .Jc ,\d"n,~1. ..... em 27 de ahT11 de IO'ifi. Inl
da du sisuma de ml.blliuç.il.o. A lragmeot,lçlo hl'1I' .1<'I:;,'uo> reln Banco C.,nt.,,1 em 2 de a!::óS1<1
- oomero e li[>os - du inMituiç,;es Ilnartceir.1s .!e 1<lI,,,
rCflrc~~nta uma ineficlentc utili1.ação .Je cal'ilal Como re Itll.ld" d.1~ OI',·r.lç"C<; d" .100 p3'_
t.1lento humano c outrl' .... fatOres de pro.Juçlo. em q.Jll e ~ui"it" 01 'I'n'\'açJn dn~ \ci"oi~!.l~. O seu
·.m rai~ cm que ""~U jatflres ia $,1.0 Iimlla.Jos lI"nco lunLlm.ul., com 11 d,ddcndn e.tatut:i.ri,'
,\ dilUe]" real de muit.l" COl11onl.Jadc~ fl~q"eo.1~ ,,'!hre " . . ,I~"'(" I'rdcr~nc;.li~, I'Nlc paR." um di\'I-
Que llu"ndu muit,) ,,,nlllorl,ltl,, eC(lOOmlcanlcnte dend" de 1l1', i~ln (. Cr$ IOU por ação ordi-
dU,IS ou Irc~ Ilnid.1de~ ""ncarIJ~ eqa Indklcnte, nári'l de \.1lnr o"mln.ll de Cr$ I 'lilO. J".~te di\!_
menlc dlddiua enue ..h \~zes, \inle ou mai~. 7\,I~ .lendO .Je eIS lUO ror ação H cnn1p.1r.l fa\'orA-
cld.,du Ilr"o.Jes. ma ... de :!90 !ioaoctir.'~ con- \'~Imcnu Cl1m o t!ilidendo de CrS .n ror açlo
,crIem \lull!eiro ! \'i,t" ~m lIlnbeiro a l"a70, cnm I'agl" n ... an" 1"'~'-1oJo.
um;'! d.'~ nt:l;ore" m.Ht:en~ recd,id;'!s 1'''' io~1i, .~~ {"n~,dc,a.Hi, impMt.lO(i.,~ U.ln~reri.J.1<
'niç:;e~ tin;l11cciu~ do "'UnIlB ror .. ,11' ~en!Íço Ile- rara rc<tf\a~ Inrt:l1cccram lIin.J~ m.,i .. n !'<'u
~cmpcoha"do ale a""..1 .II'Crt"~ um.l lun~ln qu e R.1nco ,'ue lidera .. ~ Ir~o.Je' banc,,~ l'>r.ui_
em .. "tr(,<; ceotros, e de~~mfl~ohadJ com l11,i"r leirn~ em "'rfl"'~ UI' rel,lcl1(1 de c ,pila! t rc<erl'H
<t/:ur.loç". I'rinclllall11cn'e relns b.-,ncos ~omtrcl.li .. .1 dtpó~it"'i c I'crrlilirão seu ("ntiouaJo e mai,
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C",IS~.'I(I de ccrtiliC.1d,'~ nCt:0(i,i\"d .. ·~e d~l'il"il<l \I.'i. um.' \el .1 A.Jmloi.lr.l,~n "crie " CfJol)e
As cond;çve~ do Oler(,lllo d~ dinheiru I' " '.1,.in de l"dn~ (I" Aci(loi~ta~ !'M.,. no 1;1'11 próprio
fraqueza ua ro<;I~J" LI"" "lma.Jnre" de cmrr~~­ inter~.~I'. trJ1,'r~m nnl'.'~ Cl1nt.l~ c ",,\,(1" neIlQC;n<
Ilm(,~ cnnlinuarão. I,"r ~mlu.1ntn. a petll,tlir e rara o HU Baocn (l~ Ac;oni't.1~ pl1dtm estar
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C~ha
OCfló~It"1 , Letra~ ,lo
'lti:J:..' 140191 1\14111;
Caflital , Re~ef\ .• ~ 11 llli IQ",') 24.!Hf;
Tt~(luro á ordem
Bllnc(l Ceotral
Correspondenles ~o 'F.~:
"" 179H 13~i DeI'Ó~110~.. ::tQ.ti,:tl .o,sr, ~O,~I

terlM '::5i1l 1.5, 11;2 IH 1~1


R , I I " ,
Emprc~Hm'~~'" C'~~~'r:
c1nl~ ,
Curto Pruo 2~ :ColO -lO ::t~] 59Q.'\O
, cla-
,"n:-;t\\\E
nlO Pro.Ju-
Rural~ ;;') ~.912
~n~6..r:l~thâ' (I~, e~:;~Ob.i ~ I~~
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0I77:l
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6ô 925 11 3 11) 1 1402fi<l r,.;rl""i 14026.'1
NO ESTRANGEIRO

A ECONOMIA MUNDIAL EM 1966

o ano de 1966 tomado no seu conjunto representcu para a


economia mundial um período medíocre. No entanto, existiram
diferenças consideráveis de desempenho das economias, especial-
mente scb o aspecto gecgráfico. Enquanto nos anos anteriores a
êvolução econômica foi mais favorável na Europa do que na Amé-
rica, em 1966, notadamente nos Estados Unidos, ela se realizou
em ritmo mais vivo que na Eurcpa. Apesar disso, não faltaram
traçcs comuns a tôda a economia mundial.

Os 3 fatos msis importantes mo grau de elabcração - esten-


foram: 1 ) - o aumento do custo deu-se. tendo como conseqüência
de vida continuou. não obstante da racionalização dos processos
sensível recuo dos p r e ç o s de um aumento do desemprêgo in-
atacado de numerosas matérias- dustrial.
-primas nos mercados mundiais;
A TAXA DE CRESCIMENTO
2 ) - a divergência entre o ren-
dimento e a cotação em Bôlsa A expansão econômica e em
das ações e obrigações industriais particular a produção industrial
assim como dos ti tu los governa- já acusavam, no 2 .° semestre de
mentais se acentucu, por fôrça 1965, certo declínio, especial-
de uma intensa altf~ das taxas de mente na Alemanha Ocidental e
juros; 3 ) - um movimento de na França. Essa tendência em
concentração - na maioria dos 1966 continuou em quase todos
cas.os "horizontal", isto é, entre os países europeus, salvo os do
emprêsas do mesmo ramo e mes- bloco comunista. N o 2.° semes-

FEVEREIRO / 1967 171


tre de 1966 manifestou-se tam- vau, e Alemanha Ocidental, onde
bem na América do Norte e no permaneceu estaciúnária, baixou
Japão. A Organização de Coope- por tôda a pa rte, atingindo na
ração e Desenvo lvimento Econô- Inglaterra um vai o r negativo,
mico (OCDE), à qual pertence a isto é, regresso ao invés de pre-
quase total idade dos países da gresso econômico.
Europa ccidental, Estados Uni-
dos, Canadá e J apão. esforça-se Q u a n t o às previsões para
por medir .:t tendência da conjun- 1967, os peritos da OECD esti-
tura mundi ô.l pela taxa de cres- m a m ~ens í ve l aumento no Cana-
cimento an ua l do produto inter- dá. onde a queda de ritm e no 2.°
no brutc, chegando :tos seguintes semestre de 1966 foi bem acen-
resultados para 1966 e ccrres- tuada, e ligeira melhoria na In-
pondentes Pl evisões neste a no: glaterra . Itá lia e J a pão. Mas o
conjunto da expansão dos países
I - TA X""" DE CRESCI MENTO ANUAL da OECD) qu e re presentam mais
DO PRODUTO INTERNO BRUTO
(em %)
de 90(, da prcdução industrial do
mundo, não ultrapassa rá o nível
1966 verificado cu estimado para o 2.°
semestre de 1966.
PAÍ!'ES-MEMBROS \q6i
DA OCOE S.DERURGIA E AUTOMÓVEIS
1.0 2. 0
Êsses resultados e previsões
fundamentam-se sobretudo na si.
Alem:lllha O,'identa l 3.5 3.5 3.5 tu ação pouco alentadora da side-
FC8n(8 4.0 5.0 5.0
:tãl ia 5.0 4.5 5.5 rurgia e, mais recentemente. no
Reino Unido 2.0 -0.5 0.0 recuo da produção automobilísti-
Demais ps í<es
p~us 5.5 5.0 5.0 ca. Há 2 anos são notórias as
E t"do~ U11Id,s 55 4.0 ';.0 dificuldades da indústria siderúr-
Cl'n,dã 7.5 2.0 4.0
,lapã:::o 10.5 9.5 10.3 gica, que pouco a pouco se esten-
deram a todos os países prcdu-
TOTAL DA OCOE 5.5 4.0 4.0
tores do mundo. Muitos técniccs
( ) p, \"i·ót\O~.
( l Pr('vi·õe~.
ac reditam que não se trata de
recessão conjuntura l, mas de re-
Interpreta ndo os algarismos do gressão estrutural da produção.
QUADRO I, opinam os técnicos da A freiada teria sido determi nada
OECD que a taxa de crescimento pelos novos aumentos que redu·
a nual diminuiu durante o 2.0 se- ziram as necessidades das fôrças
mestre de 1966 de qua5e 1/3: armadas em têrmos de aço. pelo
de 5,5 para 4,0 % . Com exceção emprêgo de metais leves e do
da França, onde a taxa se ele- plástico que substituíram o ferro

172 CON JUNTURA ECONôMICA


na construção civil e na fabrica- em face da queda de demanda e
ção de móveis. do aumento de estoques. Toda-
via, a prcdução total dos Estados
Ademais, não Ee deve esquecer Unidos (segundo dadcs provisó-
que a produção mundial de aço rios) ainda aumentou até 10,3
bruto teve em 1965 um ano re- milhões de unidades, das quais
corde, sendo 3 vêzes mais eleva- 8,6 milhões de autcmóveis para
da que nos últimos anos anterio- passageiros e 1,7 milhão de veí-
res à segunda guerra (458 mi- culos comerciais, o que represen-
lhões de t contra 124 milhões, tou um declínio de 7,8 e 2(:~, res-
que era a média ar.ual de 1936/ pectivamente, em relação a 1965.
38) e tendo aumentado entre
1961 e 1965 de 104 milhões de Quanto à prod ução de outras
t, ou 300/0 . Mesmo que se con- áreas, a i nfluência conjuntural
sidere que em grande parte essa não foi uniforme. A produção
expansão provinha dos países co- dos 11 primeircs meses atingiu
munistas, particularmente União na Alemanha 2,8 milhões de vei-
Soviética e Chinn continental, culas, ou seja, apenas 40/0 a mais
uma diminuição de uns tantes que em 1965; a exportação (1.5
per cento na prcdução dos países milhão de unidades) não excedeu
não-comunistas ainda não seria em 2 (( a de ano precedente. A
prova de saturaçã;:; defi~itiva do Inglaterra acusou recuo absolu-
mercado mundial. to: a produção em novembro de
1966 foi a mais baixa registrada
A queda na produção de auto- em 4 anes. Em contraste, a pro-
móveis nos últimos m e se s de dução na França e na Itália de
1965 tomou em alguns país.es nôvo acusou progresso. Não obs-
aspectcs sensaeicnais, em virtude tante, o acontecimento mais nc-
de suas conseqüências sociais - tável foi o avanço contínuo do
fechamento parcial das fábricas, Japão como país produtor. Com
dispensa em maSSa de pessoal - 2,1 milhões de veículos saídos de
mas no ano passado os resulta- suas fábricas. ccnquistou no ano
dcs globais não foram assim tão passado a posição de 4.° produ-
maus. Se ncs Estades Unidos a ter mundial e espera chegar ao
produção permaneceu abaixo do 3.° lugar, depois dos E s t a dos
r;ivel de 1965, foi considerada U:oidos e Alemanha, em 1967.
bastante .:iatisfatória ao menos
nos 3 orimeiros trimestres. So- CONCENTRACAO E DESEMPRÊGO
mente ~os últimos meses do ano
se tornou necessária uma dimi- Apesar das hesitações que em
nuição impcrtante da produção. 1966 se manifestaram e n t r e

FEVEREIRO/1967 173
compradores no mercado de au- 452 em 1957. Em parte foram
tomóveis, os produtores conti- fusões e concentrações de com-
nuaram muito otimistas, especi- panhias que já figuravam antes
almente no que respeita ao mer- entre as mais importantes, sobre-
cado europeu. Algumas emprê- tudo na indústria siderúrgica, on-
sas americanas já controlam boa de se realizou a fusão das socie-
parte das fábricas européias no dades Usinor e Lorraine-Escaut,
velho mundo. A General Motors, e na indústria automobilística,
que já é grande produtora na In- onde a Renault, pertencente ao
glaterra e Alemanha, decidiu sê-lo Estado, e a Peugeot, emprêsa
também na França, com uma privada, concluíram uma asso-
fábrica cuja construção custará ciação. Enquanto na Europa o
74 milhões de dólares. A Chrys- movimento de concentração foi
ler já controla o estabelecimento favorecido peles governos, as bôl-
da Simca, na França, e está em sas e a opinião pública tomaram,
negociações para adquirir o con- ncs últimos meses do ane, uma
trôle acionário da Rootes, numa atitude mais crítica. consideran-
transação de 20 milhões de li- do que as fusões e associações le-
bras. As operações dessa espécie vavam a uma racionalização que
não são privilégio das firmas es- era freqüentemente a principal
trangeiras. Ainda que os investi- justificativa dessa operação mas
mentos destinados à expansão que terminava por conduzir a
industrial tenham declinado na uma redução do emprêgo. Cer-
Europa, a tendência ao cresci- tamente esta não foi a única cau-
mento das emprêsas pela via de sa da deterioração da conjuntu-
concentração se manifesta por ra. O desemprêgo tecnológico,
tôda parte. Sob êste ângulo. o por fôrça da simplificação admi-
ano de 1966 bateu todos os re- nistrativa, da redução da concor-
cordes. Nos Estados Unidos rea- rência e, às vêzes também, da
lizaram-se 2377 fusões e outras melhoria do equipamento técni-
f o r mas de associação de em- co, coincidiram com fatos de or-
prêsas, contra 2 125 no ano an- dem psicológica. Como sempre
terior. Na Europa ocidental o depois de um período de prospe-
movimento foi similar. Na Fran- ridade, houve decisões p o u c o
ça, o n d e durante muito tempo acertadas de investimentos, fun-
predominou tendência o p os t a, damentadas numa super-estima-
1 603 operações dêsse tipo se ção da capacidade do mercado.
produziram nos 8 primeiros me- Foi sobretudo isto que aconteceu
s(::s do ano passado, contra 1131 no mercado da construção resi-
no mesmo período de 1965 e dencial. Na França, país onde a

174 CON JU NTURA ECONôMICA


maior parte da população urba- de cutubro, numerosas socieda-
na está mal a lojada, foram re- des obtiveram 1 u c r o s de nível
centemente construídos 100000 ~em precedentes. Em particular,
apartamentos, que estão deso- os grandes bancos acusaram um
cupados porque não se destinam aumento de 120/0 nos lucros. É
a alugar, mas sim a venda a um fenômeno nôvo e talvez não
preços que u ltrapassam o poder durável, se os sintomas da reces-
aquisitivo da maior parte dos as- são não vieram em breve a de-
salariados. saparecer.
Por outro lado, a falta de ha- Ao final de 1966 o número de
bitação é um dos argumentos das desempregados era, per tôda par-
discussões sôbre o aumento dos te no mundo ocidel'!tal, maior do
salários. Na indústria e ncs ser- que no término do ano anterior.
viços públicos os salários foram Nos Estados Unidos, onde o de-
majorados em 1966 menos do semprêgo e r a particularmente
que nos anos anteriores, mas ra- baixo no início de 1966, verifi-
ras são as categorias profissicnais cou-se no fim do ano uma massa
em que êles permaneceram inal- de 3 milhões de desempregados,
terados. O mesmo aconteceu em e isto 3pesar das necessidades
relação ao lucro das emprêsas. suplementares da demanda efe-
tiva, se j a em decorrência do
Apesar dos salários mais altos. Vietnam. seja em decorrência das
dos encargos fiscaü: e das taxas fábricas de armamento. Foi ain-
de juros mais pesadas, a grande d~ a OECO, da qual os Estados
maioria das sociedades anônimas Unidos são parte integrante, que
acusa aumento dos lucros em Te- lhes advertiu, em seu último es-
bção ao ano precedente e os di- tudo sôbre o ritmo da expansão,
videndos foram também maiores. para que reduzissem o seu orça-
Exemplo : a administração da mento militar. Isto porque um
Volkswagen-Werke, a maior com- declínio prenunciado no aumen-
panhia européia de automóveis, to das despesas americanas sus-
propôs aos seus acionistas um citaria dificuldades que viriam
aumento de dividendos que pas- comprometer a manutenção da
sará a 200/0, embora se trate de taxa de crescimento econômico
uma emprêsa e uma indústria vi- em 40/0 .
sivelmente afetada pela recessão
dos negócios. Na Europa, o número de de-
sempregados, mesmo em relação
Nos Estados Unidos, onde o à população, é mais baixo do que
recuo geral da conjuntura se ma- na América do Norte. Na Grã-
nifestou especialmente a partir Bretanha. manténl·se em núme-

FEVEREIR0 /1 967 175


ros redondos em tôrno de meio de se refletir numa alta des pre-
milhão. Na Alemanha, ao nível ços dos cereais panificáveis, nos
dos 400 000, não compreendidos grandes mercadcs da América do
cs cperários estrangeiros que fo- Norte. Ora, os preços dos outres
ram devei vidas a seus países de gêneros alimentícios, com exce-
origem. Na França o Censo Ofi- ção do c a c a u, situavam-se no
cial do Seguro ao Desemprego mercado norte-americano no fim
ultrapassou, pela primeira vez de 1966 em níveis mais baixes
depcis de muitos anos, a c a s a que há um ano atrás. O mesmo
dos 100000. e o desemprêgo aconteceu com a maior parte das
parcial, pela redução das horas matérias-primas têxteis e mine-
de trabalho. e hoje mais elevado. rais, cujos preços eram mais bai-
Em suma, o número total de xes que ao final do ano prece-
desempregados no mundo aci- dente. O QUADRO seguinte con-
dentai, neste incluindo países in- fronta os preços na bôlsa de mer-
dustriais de menor vitalidade. cadorias de Neva York no fim
aumentou nc curso dos últimos do período. A não ser nos cases
mes.es de 2 a 3 milhões de indi- assinaladcs, trata-~e de preços
víduos. para transação à vista, que fre-
qüentemente diferem muito dos
AGRICULTURA E MATÉRIAS-PRIMAS preços dos mercados a têrmo.
Em comparação com a indús- COMItRCIO E BALANÇO DE
PAGAMENTO
tria, a agricultura passcu um ano
relativamente calmo. Na maior A despeito da baixa na maior
parte das terras habitadas as parte das matérias-primas e ape~
cclheitas f o r a m satisfatórias e sar das restrições aplicadas por
abundantes - com exceção da divenos países às importações
Índia. cnde a escassez de cereais (especialmente Inglaterra), o va-
causcu uma fome similar àquela lor do comércio mundial talvez
que oc o r r e li na China entre tenha sido em 1966 mais eleva-
1959/61 , como conseqüência da do do que no ano anterior. Essa
má colheita. Afortunadamente. expansão deve-se sobretudo ao
os grandes estoquE.S acumulados crescimento do comércio externo
nos Estados Unides e na V.R.S.S. dos Estados Unidos. De acôrdo
permitiram ao gcvêrno da Índia cem as estimativas provisórias
evitar uma catástrofe definitiva. (do Dept.o de Comércio des Es-
Não obstante as entregas extra- tados Unidos), foram exportadas
ordinárias à lndia, ainda que em 1966 mercadorias no valor
gratuitas cu concedidas em cre- de 29.6 bilhões de dólarEs, o que
dito a longo prazo, não deixaram representa um aumente de 110"0
176
II - PREÇOS DAS MATERIAS-PRIMAS NOS MERCADOS DE NEW YORK
(Em US$)

PRODUTO QUALIDADE I UNIDADE I FINAL


DE 1966
FINAL
DE 1965

A. ALIMENTiCIO
1 3
Trigo 2 hard. ci.if. bushel 2,18- 2,02-
2 8

5 1
Milho. 2 yellow 1,59- 1,52-
8 4

1 3
Aveia 2 whitc 0,98- 0,97-
2 8

1
Centeio 2 westem c.i.f. 1,64-- 1,67-
2 4

Açúcar (*) \Vorld ccntract 8 Ib. 0,0129 (*)

3 3
Cacau Accra 0,26--- 0,23-
4 8
3 3
Café. Santos 4- 0,39- 0,43-
4 4
B. METArs
Aço Billets. Pitts. 86,00 84,00

Gusa N.O 1, heavy Pitts. 27,50 32,50

Chumbo Spot Ib. 0,14 0,16

Cobre Electr. 0,36 0,36

1 1
EHenho Straits 1,54-- 1,74-
2 2
1 I
Zinco E St. L basis Ú,14- 0,14-
2 2
C. OUTROS
Algodão Mid. 1 inch 0,239 0,314
Borracha Standard 0,227 0,249
LNDICE DE MOODY . 31- 12-31 100 370,7 412,3

( *) A têrmo em março /67.


("'>ir) A termo em julho/67-66.

FEVEREIR0/1 967 177


relativamente ao ano anterior. das no estrangeiro foram as se-
As importações foram estimadas guintes:
em 25,S bilhões de dólares: su-
peraram em cêrca de 20<>(, as de DI - INVESTlMENTOS DE elAS.
AMERICANAS NO EXTERIOR
1965. Assim, o superavit teria (Em bilhões de d6lares)
sofrido uma diminuição (4,1 ao
invés de 4,9 bilhões de dólares), I I
, TOTAL I EUROPA
mas essas variações são de me- I
nor importância que em outros 1963 5,1 1,9
países, porque no balanço de pa- 1964 6,2 2,2
1965 1,5 2,1
gamentos dos Estados Unidos 1966: 1.- estimativa 1.3 2,9
também figuram os donativos a 2.- estimativa 9,2 3,6
1967 - previsão 9,3 3,1
título de ajuda econômica. Fre-
qüentemente essas doações são
maiores que o excedente das ex- o t O t a I dos investimentos
portações sôbre QS importações. americanos no exterior elevava-
Ainda que as despesas suplemen- -se em 1965 a 81 bilhões de dó-
tares em divisas para a guerra do lares - cifra 4 vêzes maior que
Vietnam não tenham sido avalia- a de 1950 Tomando como base
das em mais de 1 bilhão de dó- o crescimento de 1966, devem
lares, considera-se quase certo neste momento ultrapassar 90
que o balanço de pagamentos bilhões. Em 1965 os investimen-
americano para 1966 será defi- tos produziram receitas em divi-
citário, mas o resultado passivo sas num total de 5,9 bilhões de
só em parte será compensado pe- dólares e 3 bilhões no 1.0 semes-
la venda de ouro. tre de 1966.
o que causa maior estranheza P a r a todo o ano de 1966,
é o fato de um país com um ba- êsses investimentos produziram,
lanço de pagamentos deficitário pelo menos, 6 bilhões de dólares
ser capaz de adquirir continua- - a maior receita em divisas dos
mente o contrôle acionário de Estados Unidos depois das expor-
emprêsas situadas no exterior. tações de mercadorias. Entretan-
Em 1966 as compras e outros in- to, como demonstra o QUADRO
vestimentos dos Estados Unidos anterior, êles não foram suficien-
foram particularmente grandes, tes para financiar todos os inves-
em especial na Europa. De acôr- timentos no exterior: 1/3 dêstes
do com cálculos de uma Comis- deve provir de outras fontes. O
são Oficial de Estudos, as despe- 2.o.lugar no comércio internacio-
sas para investimentos das com- nal continua a ser ocupado pela
panhias americanas estabeleci- Alemanha Ocidental. A balança
178 CONJUNTURA ECONÔMICA
comercial foi particularmente fa- lado p o r causa do "Kennedy
vorável a êsse paí~. A estagna- Round", isto é, forte baixa dos
ção no mercado interno estimu- direitos alfandegários nas trocas
lou ao máximo os esforços de entre os Estados Unidos e a Eu-
venda ao exterior. O superavit ropa Ocidental, e de outro lado,
do balanço de comércio ultrapas- a eventual admissão no mercado
sa largamente a casa do bilhâo comum do Reino Unido. Além
de dólares. disso, a extensão do mercado co-
O milagre econômico do ano mum aos produtos agrícolas po-
passado foi , todavia. a evolução derá trazer importantes transfor-
da Grã-Bretanha, que depcis de mações não só na agricultura dos
ta n tos esfcrços improdutivos, países membros, mas também na
conseguiu no 2.° semestre equi- de outros não associados, no sen-
librar ao menos temporàriamen- tido de uma especialização mais
te seu balanço de comércio. Ob- intensa. Essas perspectivas ex-
teve mesmo um saldo positivo no plicam porque no início de 1967
b" lanço de pagamentos. É ver- os meios diretamente interessa-
dade que êsses resultados foram dos no comércio internacional
atingidos através do recurso a se- manifestavam de modo g e r a I
veras restrições às importações, uma atitude mais otimista que
às despesas em divisas para via- os produtores e comerciantes
gens ao exterior etc.. O ano co- cujas atividades se limitam es-
mercial de 1967 começou na ex- sencialmente ao mercado interno
pectativa de liberali.z ação, de um de seus respectivos países.

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Unidos dois engenheiros da Usi- ximadamene USS 1 bilhão no
na de Aços especiais Villares, que Fundo Monetário Internacional.
vão concluir acôrdo de assistên-
cia técnica entre a Allghery Lud- ESTADOS UNIDOS SE SEGURAM
lum Steel Corporation, dos Esta- NA ELETRÔNICA

dos Unidos, e Aços Villares, para


a fabricação, no Brasil de aços A reforma nas companhias de
nitrogenados. seguro norte-americana terá iní-
cio em abril dêste ano com a ins-
CIRCUITO DE TELEX DIRETO talação de seis sistemas eletrô-
COM A RÚSSIA nicos de processamento de dados
na Travelers Insurance Com~
A RADIONAL-ITT está agora
panies of Hartford, em Connect-
a pta a oferecer ligações de Telex
rápidas com a Rússia, diàriamen- icut, uma das maiores do país -
e cujos relatórios pcderão ser fei-
te, graças ao circuito direto de
tos a uma velocidade de 1 040
T e I e x inaugurado pela sua as-
linhas por minuto.
sociada em Nova Iorque. lTT
World Communications, Inc. Os computadores, do ti-
po B-300, foram arrendados à
RESERVAS MONETÁRIAS DA FRANÇA Burrcughs e absorverão informa-
ENTRAM EM CRISE PORQUE
EXPORTAÇÃO CAIU ções correspondentes a cêrca de
meio bilhão de cartões perfura-
A tendência descendente nas dos. 2 300 programações e qua-
exportações está 3endo apontada tro mil relatórios internos por
como um dos principais fatôres mês, promovendo ainda a com-
no declínio das reservas monetá- pleta eliminação de ccntato físi-
rias da França. que somam atual- co com os cartões.

FEVEREIRO/1967
lI1
OURO PRODUZIDO NO OCIDENTE A situação resu lta de um au-
ESTÁ TODO COM PARTICULARES E
RESERVAS ENTRAM EM CRISE mento mais rápido do consumo
do metal - com grande utiliza-
Todo o ouro produzido pelo ção na cunhagem e, principal-
Ocidente em 1966, calculado em mente, na indústria de compo-
U S S 1,5 bilhão, foi absorvido por nentes eletrônicos e em liga de
particulares, um têrço na indús- metais - em relação à produ-
tria e usos artísticos, dois têrços ção, sendo a diferença coberta
em investimentos do tipo tradi- pelas reservas do Tesouro.
cional no Leste, contra a contí-
nua dc:-prl.!ciação de moedas, e nas EDlTÓRA JosÉ OL YMPIQ EM
especulações quanto a um possí- CRESCIMENTO ACELERADO
vel aumento do preço do metal. Com a afirmação de que Hlivro
provocando uma escassez nas re- não é mais artesanato nem dile-
servas monetárias governamen- tantismo; é indústria, é negócio
tais. Nos últimos dez anos, mais e bom negócio", a Livraria José
de USS 10 bilhões em curo des- Olympio Editôra SA decidiu de-
viaram-se para setores privados, mocratizar o seu capital, convi-
prevendo-se nesta situação, sem dando os amigcs e simpatizantes
paralelos na moderna história da sua obra editorial, de mais de
monetária, uma série de negocia- 35 anos, a ampliá-lo pela subscri-
ções intergovernamentais com o ção de ações preferenciais, assa-
objetivo de, se necessário, criar- ciando-se assim à Organização.
se nova m oeda mundial, com va-
lor igual aó de ouro. Trata-se de iniciativa pioneira,
que vem obtendo ampla reper-
cussão no mercado editorial e nos
RESERVA S DE PRATA NO TESOURO meios culturais. Pretende a tra-
DOS ESTADOS UNIDOS CAEM
200 MILHÕES DE ON ÇAS
dicional Editôra, cujo aumento de
vendas alcançou a média de
80 0/0 nos últimos três anos, ex-
Os estoques de prata no Te- pandir ainda mais o âmbito de
souro dos Estados Unidos caíram seus negócios, de acôrdo com o
a 600 milhões de onças em no- ritmo de desenvolvimento da
vembro de 1966, menos 200 vida brasileira através do lança-
j

milhões do que o total no início mento de novas linhas editoriais


do ano e 30% abaixo do nível e da ampliação das existentes j

de 1959, problema que se repete com edições da mais a lta catego-


após ano e meio de promulgada ria, destinadas a acompanhar o
a lei abolindo a prata da cunha- mercade brasileiro em fra nca ex-
gem. pansão.

182 CONIUNTURA ECONÔMICA