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Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício


ISSN 1981-9900 versão eletrônica
P e r i ó d i c o do I n s t i t u t o B r a s i l e i r o d e P e sq u i s a e E n si n o e m F i s i o l o gi a do E x e r c í c i o
w w w . i b p e f e x . c o m . b r / w w w . r b p f e x . c o m . b r

ANÁLISE DOS SINTOMAS DE ESTRESSE E CARGA INTERNA EM ATLETAS UNIVERSITÁRIOS


DE BASQUETEBOL DURANTE A LIGA NACIONAL DE DESPORTO UNIVERSITÁRIO 2014

Julio Cesar Barbosa de Lima Pinto1


Tancredo Cesar Barbosa Menezes2

RESUMO ABSTRACT

Introdução: O desequilíbrio entre o Analysis of the symptoms of stress and internal


treinamento e a recuperação, o estresse e a load in college basketball athletes during the
tolerância ao estresse, são determinantes no National League of University Sport in 2014
sucesso da performance esportiva. Para
entender as respostas do atleta para o Introduction: The imbalance between training
estresse específico do treinamento, é and recovery, stress and stress tolerance, are
necessário monitorar a carga de treinamento, key to the success of sports performance. To
sinais e sintomas de estresse no ambiente understand the athlete answers of the specific
esportivo. Objetivo: Analisar os sintomas de stresses of training, it is necessary to monitor
estresse e quantificar a carga interna pela PSE the training load, signs and symptoms of stress
da sessão em jogos oficiais de basquetebol. in the sports environment. Objective: Analyze
Materiais e Métodos: 12 atletas de basquete the symptoms of stress and quantify internal
de nível universitário do sexo masculino foram load by the RPE session in official basketball
esclarecidos a respeito do caráter da pesquisa games. Materials and Methods: 12 male
e concordaram em participar voluntariamente basketball athletes of university level were
assinando o termo de consentimento e livre informed about the research character and
esclarecido. Aplicou-se o questionário DALDA agreed to participate voluntarily signing the
no momento pré-competição e logo após o consent form and free clarified. We used the
término dos jogos. Durante os jogos foram DALDA questionnaire in the pre-competition
verificados a duração de acordo a arbitragem, and right after the end of the games. During
e ao final coletou a PSE da sessão. the games were checked duration according to
Resultados: A carga de treino obtida pela PSE arbitration, and collected the RPE session at
da sessão teve menor valor no 1° jogo (313 the end. Results: The training load obtained by
UA) em relação ao 2° (373 UA). Não foram RPE session had lower value on 1st game
encontradas diferenças significativas (ANOVA (313 AU) comparing to the 2nd (373 AU). No
de medidas repetidas) para partes A (p = 0,13) significant differences were found (repeated
e B (p = 0,69) do questionário, referente aos measures ANOVA) for parts A (p = 0.13) and B
sinais e sintomas de estresse, (p = 0.69) of the questionnaire concerning
respectivamente, durante a competição. signs and symptoms of stress, respectively,
Conclusão: Observou-se que a carga de during the competition. Conclusion: The
treinamento obtida pela PSE da sessão variou training load obtained by RPE session varied
entre o 1° e o 2° jogo, sugerindo que a carga between 1 ° and 2 ° game, suggesting that the
de treinamento teve efeito cumulativo em training load had cumulative effect due the
função da sequência dos jogos. Já os sinais e sequence of games. The signs and symptoms
sintomas de estresse não tiveram variações of stress did not change significantly.
significativas.
Key words: Load Training. Sports.
Palavras-chave: Carga de Treinamento. Competition.
Desporto. Competição.

1-Estudante de Pós-graduação, Lato sensu,


em Fisiologia do Exercício, Universidade E-mail dos autores:
Estadual do Ceará, Fortaleza-CE, Brasil. julioduibmx@hotmail.com
2-Graduado em Educação Física, tancredo.menezes@hotmail.com
Universidade Federal do Ceará, Fortaleza-CE,
Brasil.

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INTRODUÇÃO (“dose”) e as adaptações ao treinamento


(“resposta”) (Lambert e Borresen 2010).
O basquetebol é um esporte que Aperfeiçoar o treinamento envolve
sofreu mudanças bastante radicais na última primeiramente quantificar o que o atleta está
década. fazendo atualmente, em segundo lugar,
Treinadores acreditam que as precisa saber se o atleta está se adaptando
alterações em maio de 2000, que consistem favoravelmente a determinados níveis de
de encurtar o tempo de ataque de 30 para 24 esforço. A partir daí, treinamento pode ser
s, e do prazo para cruzar a linha mediana 10 ajustado para otimizar a melhoria do atleta
para 8 s, bem como a subdivisão da duração para atender um objetivo específico dentro de
do jogo em quatro tempos de 10 minutos em um prazo especificado (Borresen e Lamber,
vez de duas metades de 20 minutos, 2009)
provavelmente modificou as exigências táticas O estímulo para a adaptação ao
e físicas do jogo. treinamento é o estresse fisiológico imposto
Assim, a identificação das aos atletas (carga interna) e não o externo
necessidades fisiológicas de basquete (carga externa).
moderno é essencial para prescrever e Portanto, para monitorar e controlar o
desenvolver um programa de treinamento processo de treinamento é importante ter uma
físico adequado (Ben Abdelkrim, El Fazaa, El medida válida para quantificação da carga de
Ati, 2006). treino (Impellizzeri e colaboradores, 2004).
O basquetebol é um esporte Embora se tenha alguns meios para
predominantemente anaeróbio, onde a maioria determinação da carga de treino, não foi
das demandas energéticas para atividades de encontrado nenhum método padrão ouro para
alta intensidade, como, saídas, paradas tal quantificação (Kaikkonen e colaboradores,
bruscas, mudanças de direção, saltos, tiros, 2012).
bloqueios e rebotes vêm do sistema de fosfato Têm sido reconhecidas ao longo das
de creatina (Köklü e colaboradores, 2011). últimas duas décadas que os fatores
A produção de lactato com como um estressores associados ao desempenho em
subproduto metabólico da glicólise anaeróbia é atletas são bastante variados e se originam
incorporada com menos frequência em tanto de fora, bem como dentro do ambiente
situações de jogo e ocorre quando uma esportivo.
atividade de alta intensidade tem a duração de A reação de um atleta a todos os
10 a 30 segundos. estresses da vida, incluindo as atividades
Tais situações aparecer durante uma associadas a um esporte, depende do número
marcação individual ou durante a transição de estressores que existem em um
rápida da defesa para o ataque e vice-versa determinado momento.
(Köklü e colaboradores 2011). Uma incompatibilidade entre estresse
Devido à característica intensa de e recuperação sustentada por longo período
algumas modalidades esportivas, como por em atletas pode resultar negativamente na
exemplo, o basquete, existe uma preocupação capacidade de tolerar o treinamento ou o
em relação ao controle da carga de estresse competitivo (Brink e colaboradores,
treinamento sendo este necessário para que 2012).
possa estar no ápice de desempenho Sabe-se que um desequilíbrio
esportivo em dias de competição (Borresen e existente entre o treinamento e a recuperação,
Lambert 2009). exercício e a capacidade de exercitar, o
As adaptações ao treinamento estão estresse e a tolerância ao estresse, são
associadas a mudanças no desempenho, determinantes na síndrome do
como um retardamento no aparecimento da sobretreinamento ou overtraining. Estresse
fadiga ou um aumento na produção de esse que não está somente associado ao
energia. adquirido no treinamento.
Essa adaptação pode ser reduzida ou A medição precisa dos sintomas de
ampliada com a manipulação de relação de estresse experimentado por um atleta daria
dose-resposta entre o stress fisiológico informações ao treinador para avaliar o grau
associado com a carga de exercício físico de estresse experimentado.

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Para entender as respostas de um grupo. Logo após o término dos jogos aplicou-
atleta para o estresse específico do se novamente o questionário.
treinamento, é necessário monitorar as fontes Durante as partidas foram verificados
de estresse fora, assim como dentro do o tempo de jogo de acordo com a arbitragem
esporte. A medição de respostas ao estresse disponível pela Confederação Brasileira de
precisa incorporar os padrões individuais de Desporto Universitário (CBDU), e ao final
sintomas que surgem. coletou a PSE da sessão seguindo as normas
Alguns estudos demonstram a de Foster e colaboradores, (2001).
sensibilidade de questionários de estresse, a
mudança no volume (Kellmann e Gunther, Amostra
2000), assim como na variação da intensidade
do estresse de treinamento (Freitas e A amostra foi composta por 12 atletas
colaboradores, 2013). de basquete de nível universitário do sexo
Como complemento aos sinais e masculino (média e desvio padrão para altura
sintomas de estresse, tem sido associado à = 184,1 ± 8,45; peso = 87,00 ± 8,25; idade =
percepção subjetiva de esforço da sessão 23,83 ± 3,32; gordura corpórea = 13,86 ±
(PSE da sessão), no intuito de entender ou 2,04), que participavam da Liga Nacional de
avaliar a magnitude da carga interna total de Desporto Universitário - 2014, representando a
treinamento e/ou competição. Universidade Federal do Ceará (UFC).
A PSE baseia-se no entendimento de Anteriormente a coletas dos dados os
que os atletas podem inerentemente monitorar participantes foram informados dos objetivos e
o estresse fisiológico no seu corpo, procedimento da pesquisa e concordaram em
experiência durante o exercício, e, assim, ser participar voluntariamente do procedimento
capaz de ajustar a sua intensidade de experimental assinando o termo de
treinamento usando suas próprias percepções consentimento e livre esclarecido.
(Borresen e Lambert 2009).
Na demonstração da eficácia da Questionário de fontes e sintomas de
utilização da PSE da sessão na identificação estresse (DALDA)
da carga interna, Impellizzeri e colaboradores,
(2004) utiliza o método em esportes coletivos O questionário DALDA foi preenchido
e o correlacionou com métodos que se antes de iniciar a competição e ao final dos
baseiam na frequência cardíaca (FC), obtendo jogos, conforme procedimentos utilizados por
forte correlação entre os métodos. Robson-Ansley, Blannin e Gleeson (2007).
O trabalho de Fortes e colaboradores O DALDA é dividido em duas partes -
(1994), já utilizava a PSE da sessão como parte A que representa as fontes de estresse e
controle da carga de treino e mais recente, parte B que representa sintomas de estresse.
Foster e colaboradores, (2001), apresenta Este instrumento requer que o atleta
fortes correlações entre valores de FC e assinale cada variável, em cada parte do
lactato sanguíneo, mostrando a validade do questionário (A e B), como sendo “pior do que
método. o normal”, “normal”, ou “melhor do que o
Dessa forma o objetivo do estudo é normal” em função da sua percepção das
analisar os sinais e sintomas de estresse, bem fontes e sintomas de estresse.
como quantificar a carga interna pela PSE da
sessão em dois jogos universitário oficiais de PSE da sessão
basquetebol.
A coleta da PSE da sessão foi realiza
MATERIAIS E MÉTODOS ao final de cada jogo. Essa metodologia utiliza-
se da seguinte pergunta. “Como foi a sessão
Delineamento experimental de treino?” com um período de 30 minutos
após do treino/jogo. Utilizando a escala de
A coleta dos dados foi realizada por Borg CR-10 adaptada por Foster e
etapas: Inicialmente aplicou-se o questionário colaboradores (2001).
DALDA (Daily Analysis of Life Demands in Para uma melhor coleta o avaliador
Athletes) no momento pré-competição e os instruiu o avaliado a escolher o descritor
dados antropométricos para caracterização do (moderado, leve, extremamente forte ou

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outros) e depois associa-lo ao numero de 0 a comparar os valores carga interna no jogo um


10, podendo ser fornecido em decimais, a e dois.
partir daí, multiplica-se pela duração em O programa para análise estatística foi
minutos do jogo/treino. O valor é obtido em o GraphPad Prism 5 e SPSS 20.0.
unidades arbitrárias (UA).
RESULTADOS
Análise estatística
Estatística descritiva, com média e
Estatística descritiva média e desvio desvio padrão, foi utilizada para caracterização
padrão foram aplicados nos resultados para do grupo, sendo exposto na tabela seguinte.
caracterização da amostra e PSE da sessão. A carga de treino obtida pela PSE da
A distribuição normal dos dados foi sessão teve menor magnitude no primeiro jogo
verificada pelo teste de Shapiro-Wilk. (313 unidades arbitrárias) em relação ao
Devido a não normalidade dos dados, segundo jogo (373 unidades arbitrárias).
teste de Friedman foi utilizado para Porém não demonstrou diferença significativa
comparação dos valores pré e pós-competição para o teste de Friedman (p = 0,51).
nos valores do questionário DALDA e para

Tabela 1 - Característica da amostra.


Média DP
Altura 184,16 8,45
Peso 87,00 8,25
Idade 23,83 3,32
% Gordura 13,86 2,04

Tabela 2 - Valores médios e desvio padrão da PSE da sessão e carga interna dos jogos.
PSE da sessão Unidades arbitrárias
Jogo 1 3,9 ± 2,74 313 ± 219,64
Jogo 2 4,6 ± 2,01 373 ± 161,2

Tabela 3 - Valores do DALDA (Daily Analysis of Life Demands in Athletes).


Pré Pós Pré Pós
Variável Parte A Parte A Parte B Parte B
Média 1,00 1,41 4,00 3,75
Sig. 0,58 0,81

Considerando as respostas “pior que o DISCUSSÃO


normal” das duas partes do questionário
DALDA, foi feito teste de Friedman no A utilização de instrumentos de fácil
momento pré e o pós-competição. aplicabilidade e baixo custo para o controle e
Não foram encontradas diferenças entendimento das respostas fisiológicas
significativas para partes A do questionário, internas das rotinas de treinamento e/ou
que trata de sinais de estresse entre os durante competições, apresenta respaldo
períodos pré e pós-jogos (p = 0,58). cientifico da sua eficácia em alguns trabalhos,
Assim também, não foram observadas tanto para o questionário DALDA (Moreira e
diferenças para parte B do questionário, que Cavazzoni 2009; Freitas e colaboradores,
se tratava de sintomas de estresse, entre os 2013), como pra PSE da sessão (Impellizzeri e
momentos observados (p = 0,81). Os dados colaboradores, 2004; Herman e
estão representados na tabela 3. colaboradores, 2006; Halson, 2014).

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O presente trabalho apresentou Entretanto, para maiores


representação psicológica e fisiológica por esclarecimentos sobre a influência de
meio da PSE da sessão em ambiente competições esportivas nas respostas dos
competitivo. Os valores das unidades instrumentos aqui utilizados, mais estudos
arbitrárias - UA da pesquisa (313 - 373 UA) devem ser realização para tornar mais
obtiveram valores próximos do estudo evidentes sua aplicabilidade.
desenvolvido por Nunes e colaboradores,
(2011) em que coletou os resultados também REFERÊNCIAS
em ambiente competitivo (321 UA).
Impellizzeri e colaboradores, (2004) 1-Ben Abdelkrim, N.; El Fazaa, S.; El Ati, J.
afirma que a PSE representa a percepção do Time-motion analysis and physiological data of
próprio atleta do estresse de treinamento, o elite under 19-year-old basketball players
que pode incluir tanto o estresse físico e during competition. Br J Sports Med. Vol. 41.
psicológico. p.69-75. 2007.
Alguns estudos avaliaram os sinais e
sintomas de estresse e observaram alterações 2-Borresen, J.; Lambert, M.I. The quantification
associadas à queda de desempenho (Halson e of training load, the training response and the
colaboradores 2002) ou ao longo da effect on performance. Sports Medicine. Vol.
temporada de treinamento (Moreira e 39. Núm. 9. p. 779-795. 2009.
colaboradores, 2010; Moreira e colaboradores,
2011; Freitas e colaboradores, 2013) 3-Brink, M. S.; Visscher, C.; Coutts, A. J.;
demonstrando sua eficácia no controle da Lemmink, K. A. P. M. Changes in perceived
carga interna no período preparatório. stress and recovery in overreached young elite
Os resultados do presente pesquisa soccer players. Scand J Med Sci Sports. Vol.
não observaram alterações significativas nas 22. p. 285-292. 2012.
respostas do questionário DALDA entre os
períodos observados, demonstrando uma não 4-Foster, C.; Hector, R.; Welsh, M.; Schrager,
alteração dos sinais e sintomas de estresse M. A.; Green, A. C. S. Effects of specific
durante o período da competição. versus cross-training on running performance.
O equilíbrio entre a formação e Eur. J. Appl. Physiol. Occup Physiol. Vol. 70.
overtraining muitas vezes é bastante delicado p.367-372. 1994.
(Halson e colaboradores, 2002), dessa forma a
observação das fontes e sintomas de estresse 5-Foster, C.; Florhaug, J.; Franklin, L.;
se faz importante tanto no treino como na Gottschall, L.A.; Hrovatin, S.; Parker, P.;
competição. Doleshal, C. A new approach to monitoring
exercise training. J. Strength Cond. Res. Vol.
CONCLUSÃO 15. Núm. 1. p.109-115. 2001.

Em conclusão do presente trabalho 6-Freitas, C. G.; Aoki, M. S.; Arruda, A. F. S.;


observou que a carga de treinamento dada Nakamura, F. Y.; Moreira, A. Training load,
pela PSE da sessão sofreu variação do stress tolerance and upper respiratory tract
primeiro jogo para o segundo jogo, podendo infection in basketball players. Rev Bras
sugerir que a carga de treinamento sofreu Cineantropom Desempenho Hum. Vol. 15.
efeito cumulativo em relação a sequencia dos Núm. 1. p.49-59. 2013.
jogos.
Já para os sinais e sintomas de 7-Halson, S. L. Monitoring Training Load to
estresse não tiveram variações significativas Understand Fatigue in Athletes. Sports Med.
em comparação as dois jogo realizados. Vol. 44. Suppl 2. p.S139-S147. 2014.
Vale ressaltar a utilização de
instrumentos para a detecção da carga de 8-Halson, L. H.; Bridge, M. W.; Meeusen, R.;
treinamento durante competições oficiais no Gleeson, M.; Jones, D. A.; Jeukendrup, A. E.
intuito da identificar a sensibilidade dos Time course of performance changes and
métodos em relação às condições de fatigue markers during intensified training in
competição. trained cyclists. J Appl Physiol. Vol. 93. p.947-
956. 2002.

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Hum. Vol. 12. Núm. 5. p.345-351. 2010. Julio Cesar Barbosa de Lima Pinto
Rua Pinho Pessoa 516,
11-Moreira, A.; Cavazoni, P. B. Monitoring Joaquim Távora, Fortaleza-CE, Brasil.
training due portuguese versions of wisconsin CEP: 60135170.
upper respiratory symptom survey -21 and
daily analysis of life demands in athletes. R. da
Educação Física/UEM Maringá. Vol. 20. Núm.
1. p. 109-119. 2009.
Recebido para publicação 11/12/2014
12-Nunes, J. A.; Costa, E. C.; Viveiros, L.; Aceito em 18/02/2015
Moreira, A.; Aoki, M. S. Monitoring internal
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