Você está na página 1de 8

Abrir menu principal

Pesquisar

Participe do concurso fotográfico Wiki Loves Earth Brasil


2019
Submeta fotos sobre o patrimônio natural Brasileiro e concorra a
diversos prêmios

História
 Ler noutra língua

 Vigiar esta página
 Editar
Por favor, melhore este artigo ou secção,
expandindo-o(a). Mais informações podem ser
encontradas na página de discussão. Considere
também a possibilidade de traduzir o texto
das interwikis.

Nota: Para outros significados, veja História (desambiguação).

História, do pintor grego Nikolaos Gysis(1892)

História (do grego antigo ἱστορία, transl.: historía, que significa "pesquisa",
"conhecimento advindo da investigação")[1] é a ciência que estuda o ser
humanoe sua ação no tempo e no espaçoconcomitantemente à análise de
processos e eventos ocorridos no passado. O termo "História" também pode
significar toda a informação do passado arquivada em todas as línguas por
todo o mundo, por intermédio de registos históricos.
A palavra história tem sua origem nas investigaçõesde Heródoto; em grego
antigo, o termo "História" é Ἱστορίαι (Historíai). Todavia, será Tucídides o
primeiro a aplicar métodos críticos, como o cruzamento de dados e uso de
diversas fontes diferentes. O estudo histórico começa quando o ser humano
encontra os elementos de sua existência nas realizações dos seus
antepassados. Esse estudo, do ponto de vista europeu, divide-se em dois
grandes períodos: Pré-História e História.
Os historiadores usam várias fontes de informação para construir a sucessão
de processos históricos, como, por exemplo, escritos,
gravações, entrevistas(História oral) e achados arqueológicos. Algumas
abordagens são mais frequentes em certos períodos do que em outros e o
estudo da História também acaba apresentando costumes e modismos (o
historiador procura, no presente, respostas sobre o passado, ou seja, é
influenciado pelo presente).
Os eventos anteriores aos registos escritos pertencem à Pré-História.
As sociedades sem escrita, mas sobre as quais há registos escritos por povos
que já conheciam a escrita e que coexistiam com elas, são descritas pela Proto-
História (é o caso, por exemplo, dos povos celtas da cultura de La Tène).
Historiador
Ver artigo principal: Historiador

Heródoto (século V a.C.), um dos primeiros historiadores cuja obra sobreviveu até os dias de hoje.

O indivíduo que estuda e escreve sobre a história e é considerado


uma autoridade neste campo, é denominado historiador.[2] Historiadores se
preocupam com a narrativa contínua e metódica, e também com a narrativa
que pode ser descontínua e subjetiva, bem como a pesquisa dos
eventos passados relacionados ao ser humano, e o estudo dos eventos
ocorridos ao longo do tempo e também no espaço. Embora o
termo historiador possa ser usado para descrever tanto os profissionais
quanto os amadores da área, costuma ser reservado para aqueles que
obtiveram uma graduação acadêmicana disciplina.[3] Alguns historiadores, no
entanto, são reconhecidos unicamente com mérito em
seu treinamento e experiência no campo.[3] Tornou-se
uma ocupação profissional no fim do século XIX.
As concepções da História
As concepções formais da História
Em sua evolução, a História se apresentou pelo menos de três formas. Do
simples registro à análise científica houve um longo processo. São elas:

 História Narrativa - O narrador contenta-se em apresentar os acontecimentos sem


preocupações com as causas, os resultados ou a própria veracidade. Também não
emprega qualquer processo metodológico.

 História Pragmática - Expõe os acontecimentos com visível


preocupação didática (ver: Didática da história). O historiador quer mudar os
costumes políticos, corrigir os contemporâneos e o caminho que utiliza é o de
mostrar os erros do passado. Os gregos Heródoto e Tucídides e o romano Cícero ("A
Historia é a mestra da vida") representam esta concepção.

 História Científica - Agora há uma preocupação com a verdade, com o método, com
a análise crítica de causas e consequências, tempo e espaço. Esta concepção se define
a partir da mentalidade oriunda das ideias filosóficas que nortearam a Revolução
Francesa de 1789. Toma corpo com a discussão dialética (de Hegel e Karl Marx)
do século XIX e se consolida com as tesesde Leopold Von Ranke, criador
do Rankeanismo, o qual contesta o chamado "Positivismo Histórico" (que não é
relacionado ao positivismo político de Augusto Comte) e posteriormente com o
surgimento da Escola dos Annales, no começo do século XX.

 História dos Annales (Escola dos Annales) - Os historiadores franceses Marc


Bloch e Lucien Febvre fundaram em 1929 uma revista de estudos, a "Annales
d'histoire économique et sociale",[4][5]onde rompiam decididamente com
o culto aos heróis e a atribuição da ação histórica aos chamados homens ilustres,
representantes das elites (ver: Revisionismo histórico). Para estes estudiosos, o
quotidiano, a arte, os afazeres do povo e a psicologia social são elementos
fundamentais para a compreensão das transformações empreendidas
pela humanidade. Surgindo ainda o movimento da Nova História Crítica e da Nova
História.

As concepções filosóficas da História


Ver artigos principais: Consciência Histórica, Filosofia da história e Teoria da História

Ainda no século XIX surgiu a discussão em torno da natureza dos fenômenos


históricos. A que espécie de preponderância estariam ligados? Aos agentes de
ordem espiritual ou aos de ordem material? Antes disso, a
fundamental teológica fez uma festa na mente cordata do povo.
 Concepção Providencialista - Segundo tal corrente, os acontecimentos estão ligados à
determinação de Deus. Tudo, a partir da origem da Terra, deve ser explicado
pela Divina Providência. No passado mais remoto, a religião justificava a guerra e o
poder dos governantes. Na Idade Média Ocidental, a Igreja Católica era a única
detentora da informação e, naturalmente, fortificou a concepção teológica da
História. Santo Agostinho, no livro A Cidade de Deus, formula essa interpretação.
No século XVII, Jacques Bossuet, na obra Discurso Sobre a História Universal, afirma
que toda a História foi escrita pela mão de Deus, E no século XIX, o historiador
italiano Césare Cantuproduziu uma obra chamada Storia universale de profundo
engajamento providencialista.

 Concepção Idealista - Teve em Georg Wilhelm Friedrich Hegel, autor


de Fenomenologia do Espírito, seu corporificador. Defende que os factos históricos
são produto do instinto de evolução inato do homem, disciplinado pela razão. Desse
modo, os acontecimentos são primordialmente regidos por ideias. Em qualquer
ocorrência de ordem econômica, política, intelectual ou religiosa, deve-se observar
em primeiro plano o papel desempenhado pela ideia como geradora da realidade.
Para os defensores dessa corrente, toda a evolução construtiva da humanidade tem
razão idealista.

 Concepção Cíclica - De acordo com as teorias cíclicas da história o progresso das


sociedades humanas desenvolve-se de acordo com grandes ciclos que se repetem ao
longo dos tempos, independentemente da vontade dos homens. A explicação cíclica
da história teve origem nos historiadores da Grécia Antiga. O polímata árabe ibne
Caldune na sua obra Muqaddimah, escrita em 1377, delineou sobre uma teoria cíclica
da História. No século XVIII, Giambattista Vico no no livro Ciência Nova, publicada em
1725, foi o primeiro pensador da história a propor uma teoria cíclica da história em
que as cidades humanas passavam inevitavelmente por certas fases distintas de
desenvolvimento ao longo dos tempos. Já mais recentemente, Oswald
Spengler e Arnold J. Toynbee também sugeriram que a história humana se desenrola
em ciclos, pois encontramos sempre a evidência deste princípio nas inúmeras
civilizações cuja ascensão e queda, evoluindo sempre mais altos que os anteriores,
são a confirmação da evolução cíclica da espécie humana.

 Concepção Psicológico-social - Apoia-se na teoria de que os acontecimentos históricos


são resultantes, especialmente, de manifestações espirituais produzidas pela vida em
comunidade. Segundo seus defensores, que geralmente se baseiam em Wilhelm
Wundt Elementos de Psicologia das Multidões, os factos históricos são sempre o
reflexo do estado psicológico reinante em determinado agrupamento social
(ver: História das mentalidades e História das ideias).

 Concepção Materialista - Surgiu em oposição à concepção idealista, embora adotando


o mesmo método dialético. A partir da publicação do Manifesto Comunista de
1848, Karl Marx e Friedrich Engels lançam as bases do Materialismo Histórico, onde
argumentavam que as transformações que a História viveu e viverá foram e serão
determinadas pelo fator econômico e pelas condições de vida material dominantes na
sociedade a que estejam ligadas. A preocupação primeira do homem não são os
problemas de ordem espiritual, mas os meios essenciais de
vida: alimentação, habitação, vestimenta e instrumentos de produção.
No prefácio de Crítica da Economia Política, Karl Marx escreveu:

As causas de todas as mudanças sociais e de todas as revoluções políticas, não


“ as devemos procurar na cabeça dos homens, em seu entendimento ”
progressivo da verdade e da justiça eternas, mas na vida material da
sociedade, no encaminhamento da produção e das trocas.

Documentos e fontes históricas


Ver artigos principais: História documentada e Método histórico

O fato histórico é estudado através de vestígios e documentos. As fontes


históricas são constituídas por elementos das quais o homem fez e deixou no
passado. Os fatos históricos influenciam o futuro, ou seja, o atual mundo é
composto dos acontecimentos e feitos anteriores.
Os monumentos, templos, esculturas, pinturas e outros objetos em geral são
considerados vestígios; as tradições (oral) são lendas, canções, narrações e
outras formas de manifestações culturais expressas na oralidade; e
os documentos escritos são todos aquelas fontes escritas,
como leis, livros e relatórios. Porém, por diversas vezes é difícil saber se a
fonte histórica é original, se não foi modificada ou falsificada, por isso existe
uma ciência especial, a Heurística, só para cuidar da verificação e investigação
da autenticidade das fontes históricas.[6]
Sobre fontes e documentos é feita a crítica histórica:

 Crítica objetiva - Verifica o valor extrínseco, externo de um documento; se é original


ou apenas uma cópia.

 Crítica subjetiva - Verifica o valor intrínseco, interno, de um documento. É um


trabalho especializado, comparativo, que só pode ser realizado pelas ciências
auxiliares da História: Arqueologia (estuda ruínas, objetos
antigos); Paleontologia (fósseis); Heráldica (emblemas e brasões); Epigrafia(inscriçõ
es
lapidares); Numismática (moedas); Genealogia (linhagens familiares); Paleografia(es
tudo da escrita antiga)Antropologia, Linguisticae Geografia

Periodização histórica

História

2.5
milhões
Paleolítico -
10.000
a.C.

Idade
Pré-
da 13.000
história
Pedra Mesolítico - 9.000
a.C.

5.000 -
Neolítico 3.000
a.C.
3.300 -
Idade do
1.200
Cobre
a.C.

Idade 3.300 -
Idade do
dos 700
Bronze
Metais a.C.

1.200
Idade do
a.C. -
Ferro
1.000

4.000
Antiguidade a.C. -
Oriental 500
a.C.

Idade
800
Antiga
Antiguidade Clássica a.C. -
476

300 -
Antiguidade tardia
476

476 -
Alta Idade Média
1000

Idade
séc. XI -
Idade Média
XIII
Média Baixa Plena
Idade
Média Idade
séc. XIV
Média
- XV
Tardia

1453 -
Idade Moderna
1789

Idade Contemporânea 1789 -

Relacionados

Plioceno · Sistema de Três


Idades · História da
escrita ·Hominina · Homo · Homo
erectus · Homo sapiens
arcaico ·Modernidade · Futuro

 v
 d
 e
Ver artigos principais: Historiografia e Periodização da História

Ver também: Cronologia da história do mundo

O passado da humanidade se divide em dois grandes grupos, a Pré-História e


a História.
Pré-História
Ver artigos principais: Pré-história e Proto-História

A pré-história é o período que inicia com o surgimento do ser


humano anterior à escrita, inventada na Mesopotâmia a cerca de 4 000
a.C.Caracteriza-se, grosso modo, pelo nomadismo e atividades de caça. Surge
a agricultura e a pecuária, os quais levaram os homens pré-históricos
ao sedentarismo e a criação das primeiras cidades. A Pré-História divide-se
em três períodos:[7][8][9]
 Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada, quando descobriu-se o fogo;
 Neolítico ou Idade da Pedra Polida, quando ocorreu a Revolução Agrícola, sendo
domesticado os animais, e o início da prática da domesticação de espécies vegetais;
 Idade dos Metais, quando iniciou-se a fundiçãodos metais e a utilização deste na
fabricação de instrumentos, sendo o último período da Pré-História demarca o
conjunto de transformações que dão início ao aparecimento das primeiras
civilizações da Antiguidade, Egito e Mesopotâmia.

História
A História divide-se em quatro períodos:

 Idade Antiga – A Antiguidade compreende-se de cerca de 4 000 a.C. até 476 d.C.,
quando ocorre a queda do Império Romano do Ocidente. É estudada com estreita
relação ao Próximo Oriente, onde floresceram as primeiras civilizações, sobretudo no
chamado Crescente Fértil, que atraiu, pelas possibilidades agrícolas, os primeiros
habitantes do Egito, Palestina, Mesopotâmia, Irão e Fenícia. Abrange, também, as
chamadas civilizações clássicas, Grécia e Roma [10] (ver: Arte e cultura clássicas).
 Idade Média – A Idade Média é limitada entre o ano de 476 d.C. até 1453, quando
ocorre a conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos e consequente queda
do Império Romano do Oriente. É estudada com relação às três culturas em confronto
em torno da bacia do mar Mediterrâneo. Caracterizou-se pelo modo de
produção feudal em algumas regiões da Europa.[11]
 Idade Moderna – A chamada Idade Moderna é considerada de 1453 até 1789, quando
da eclosão da Revolução Francesa. Compreende o período da invenção da Imprensa,
os descobrimentos marítimos e o Renascimento. Caracteriza-se pelo nascimento
do modo de produção capitalista.[12]
 Idade Contemporânea – A chamada Idade Contemporânea compreende-se de 1789
até aos dias atuais. Envolve conceitos tão diferentes quanto o grande avanço da
técnica, os conflitos armados de grandes proporções, a Nova Ordem Mundial [13] e a
ideia de "fim da história."
A era cristã e a divisão da História
Estudo da História
Ver também
Referências
Bibliografia
Ligações externas

Última modificação há 2 meses por InternetArchiveBot

PÁGINAS RELACIONADAS
 Historiografia
 Periodização da história
 História documentada

Conteúdo disponibilizado nos termos da CC BY-SA 3.0, salvo indicação em contrário.

 Privacidade
 Versão desktop

Interesses relacionados