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PERCEPÇÃO AULA 1
Disciplina: Psicologia da Percepção
Por: Ana Elisa Vieira
EMENTA
Introdução ao estudo da percepção, noções básicas dos sentidos, atenção, início da psicologia
científica e a psicofísica, contribuições da gestalt, “new look in perception” e ciência
cognitiva, e o estudo experimental dos fenômenos perceptuais: cor, forma, movimento,
espaço, constância e ilusões perceptivas.
OBJETIVOS GERAIS: Apresentar ao aluno a percepção como um processamento cognitivo e
psicológico de informação.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Diferenciar sensação e percepção;
Apresentar os principais temas estudados em percepção;
Possibilitar ao aluno uma reflexão a respeito do tema;
Possibilitar ao aluno realizar práticas experimentais em percepção.
SENSAÇÃO
Significado:
• Sensação: referente ao estímulo físico (órgãos do sentido).
Psicologia:
• Para Schiffman (2005), a sensação refere-se ao processo inicial de detecção e codificação da
energia ambiental. É o contato inicial entre o organismo e o ambiente.
• As sensações em si referem-se à certas experiências imediatas, fundamentais e diretas,
relacionam-se à consciência de qualidades ou atributos relacionados ao ambiente físico, tais
como “duro”,, “quente”, “ruidoso” e vermelho, geralmente produzidos por estímulos simples.
Schiffman (2005)
Percepção-Significado e Conceito
Significado:
Apreensão da realidade ou de uma situação objetiva pelo homem.
Reação de um sujeito a um estímulo exterior, que se manifesta por fenômenos químicos,
neurológicos, ao nível dos órgãos dos sentidos e do sistema nervoso central, e por diversos
mecanismos psíquicos tendentes a adaptar esta reação a seu objeto, como a identificação do
objeto percebido (ou seu reconhecimento), sua diferenciação por ligação aos outros objetos
etc.
Conceituação:
O conceito de percepção deriva do termo latino perceptĭo e refere-se à ação e ao efeito de
perceber (receber através de um dos sentidos as imagens, impressões ou sensações externas,
ou compreender e conhecer algo).
Percepção- Psicologia.
Para a psicologia a percepção é o processo ou resultado de se tornar consciente de objetos,
relacionamentos e eventos por meio dos sentidos, que inclui atividades como reconhecer,
observar e discriminar.
Para a maioria dos profissionais em psicologia, a percepção diz respeito ao processo através
do qual os objetos, pessoas, situações ou acontecimentos reais se tornam conscientes.
A percepção de figura-fundo é a capacidade de distinguir adequadamente objeto e fundo
em uma apresentação do campo visual.
Um enfraquecimento nessa capacidade pode prejudicar seriamente a capacidade de aprender
de uma criança. (APA, 2010, p. 696).
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Para Schiffman (2005), a percepção é o resultado da organização e da integração de


sensações que levam à consciência dos objetos e dos ambientais.
Percepção- Psicologia
Diferenças Individuais:
Para a psicologia, o estudo da percepção é de extrema importância porque o
comportamento das pessoas é baseado na interpretação que fazem da realidade e não da
realidade em si.
A percepção do mundo é diferente para cada um de nós, cada pessoa percebe um objeto ou
uma situação de acordo com os aspectos que têm especial importância para si própria, ou seja,
suas visões são filtradas pela percepção.
Percepção- Psicologia
Por que estudar a Sensação e a Percepção?
Muitos psicólogos cognitivos e filósofos de diversas escolas, sustentam a tese de que, ao
transitar pelo mundo, as pessoas criam um modelo mental de como o mundo funciona
(paradigma). Ou seja, elas sentem o mundo real, mas o mapa sensorial que isso provoca na
mente é provisório.
É raro encontrar uma unanimidade de percepção.
Limitações fisiológicas, restrições culturais e ambientais podem influenciar este processo.
“Muitas pessoas não se dão conta que a percepção é um problema; percebem o mundo sem
grande esforço e de forma tão contínua que tomam o mecanismo como coisa certa”. Howard
(1982) Ex: página 3 figura 1.2 – Livro Sensação e Percepção- Módulo Parte 1
Percepção- Histórico
A percepção é um dos campos mais antigos dos processos fisiológicos e cognitivos
envolvidos. Os primeiros a estudar com profundidade a percepção foram Herman von
Helmholtz, Gustav Theodor Fechner e Ernst Heinrich Weber. Secs. XVIII a XIX.
Em 1879 Wilhelm Wundt fundou o primeiro laboratório de psicologia experimental em
Leipzig . Conduziu estudos sobre visão,audição, atenção e tempo de reação(meio para medir a
velocidade do pensamento.
Thomas Young, Isaac Newton e Goethe (físicos/fisiologistas) estudaram a percepção de
cores e algumas escolas, como a Gestalt surgida no Século IX e escolas mais recentes, como a
fenomenologia e o existencialismo baseiam toda a sua teoria na percepção do mundo.
Percepção- Histórico
A percepção e seu efeito no conhecimento e aquisição de informações do mundo era objeto
de estudo também dos filósofos.
Os filósofos gregos já refletiam sobre a maneira como as pessoas se conscientizavam sobre
aquilo que estava fora delas.
Aristóteles (384-322 a.C.) foi o primeiro dos antigos filósofos gregos a postular o cuidado
na observação e na descrição da natureza. “Todo conhecimento do mundo exterior é ganho
através da experiência fornecida pelos sentidos”. Estabeleceu também a divisão dos 05
sentidos: visão, audição, paladar, olfato e tato.
Percepção- Histórico- ler mais
Os primeiros modelos que relacionavam a magnitude de um estímulo físico com a magnitude
do evento percepcionado possibilitaram o surgimento da psicofísica.
Os especialistas asseguram que a percepção é o primeiro processo cognoscitivo, que
permite ao sujeito de captar a informação do meio envolvente através da energia que chega
aos sistemas sensoriais.
Percepção- Histórico
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O processo da percepção é de carácter inferencial e construtivo: a representação interna


daquilo que acontece no exterior surge sob a forma de uma hipótese.
A informação que chega aos receptores é analisada paulatinamente, da mesma forma que a
informação proveniente da memória e que contribui para a interpretação e a formação da
representação.
É através da percepção que a informação é processada e que se consegue formar a ideia de
um só objeto, o que significa que é possível sentir diferentes qualidades com base no mesmo
objeto e uni-las por intermédio da percepção para determinar que é um objeto único.
Sensação x Percepção
Sensação: referente ao estímulo físico (órgãos do sentido). Para Schiffman (2005), a sensação
refere-se ao processo inicial detecção e codificação da energia ambiental. É o contato inicial
entre o organismo e o ambiente.
Percepção: modo como o indivíduo interpreta (enquadra em ordem e significado) as
mensagens recebidas pela sensação. Para Schiffman (2005), a percepção é o resultado da
organização e da integração de sensações que levam à consciência dos objetos e dos
ambientais.
Sensação x Percepção
É possível fazer uma separação clara entre Sensação e Percepção?
• Ambas possuem mais um significado histórico do que prático.
É difícil fazer uma distinção clara entre sensação e percepção, de uma forma geral esses PR
considerados unificados e inseparáveis. Schiffman (2005)
Ex: pag. 2
Fatores que influenciam a Percepção
À medida que adquirimos novas informações, nossa percepção se altera.
Diversos experimentos com percepção visual demonstram que é possível notar a mudança na
percepção ao adquirir novas informações.
As ilusões de óptica e alguns jogos se baseiam nesse fato. Algumas imagens ambíguas são
exemplares ao permitir ver objetos diferentes de acordo com a interpretação que se faz. Em
uma "imagem mutável", não é o estímulo visual que muda, mas apenas a interpretação que se
faz desse estímulo.
Assim como um objeto pode dar margem a múltiplas percepções, também pode ocorrer de
um objeto não gerar percepção nenhuma: Se o objeto percebido não tem embasamento na
realidade de uma pessoa, ela pode, literalmente, não percebê-lo.
Fatores que influenciam a Percepção
Assim como um objeto pode dar margem a múltiplas percepções, também pode ocorrer de um
objeto não gerar percepção nenhuma: Se o objeto percebido não tem embasamento na
realidade de uma pessoa, ela pode, literalmente, não percebê-lo.
Os primeiros relatos dos colonizadores da América relataram que os índios da América
Central não viram a frota naval dos colonizadores que se aproximavam em sua primeira
chegada. Como os navios não faziam parte da realidade desses povos, eles simplesmente não
eram capazes de percebê-los no horizonte e eles se misturavam à paisagem sem que isso fosse
interpretado como uma informação a considerar. Somente quando as frotas estavam mais
próximas é que passaram a ser visíveis. Qualquer pessoa nos dias atuais, de pé em uma praia
espera encontrar barcos no mar. Eles se tornam, portanto, imediatamente visíveis, mesmo que
sejam apenas pontos no horizonte.
Considera-se cada vez mais a importância da pessoa que percebe durante o ato da
percepção. A presença e a condição do observador modificam o fenômeno.
Fatores que influenciam a Percepção
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O processo de percepção tem início com a atenção que não é mais do que um processo de
observação seletiva, ou seja, das observações por nós efetuadas.
Este processo faz com que nós percebamos alguns elementos em desfavor de outros. Deste
modo, são vários os fatores que influenciam a atenção e que se encontram agrupados em duas
categorias: a dos fatores externos (próprios do meio ambiente) e a dos fatores internos
(próprios do nosso organismo).
Fatores que influenciam a Percepção
Fatores Externos
• Os fatores externos mais importantes da atenção são a intensidade (pois a nossa atenção é
particularmente despertada por estímulos que se apresentam com grande intensidade e, é por
isso, que as sirenes das ambulâncias possuem um som insistente e alto); o contraste (a atenção
será muito mais despertada quanto mais contraste existir entre os estímulos, tal como acontece
com os sinais de trânsito pintados em cores vivas e contrastantes); o movimento que constitui
um elemento principal no despertar da atenção (por exemplo, as crianças e os gatos reagem
mais facilmente a brinquedos que se movem do que estando parados); e a incongruência, ou
seja, prestamos muito mais atenção às coisas absurdas e bizarras do que ao que é normal (por
exemplo, na praia num dia verão prestamos mais atenção a uma pessoa que apanhe sol usando
um cachecol do que a uma pessoa usando um traje de banho normal).
Fatores que influenciam a Percepção
Fatores Internos
Os fatores internos que mais influenciam a atenção são a motivação
(prestamos muito mais atenção a tudo que nos motiva e nos dá prazer do que às coisas que
não nos interessam); a experiência anterior ou, por outras palavras, a força do hábito faz com
que prestemos mais atenção ao que já conhecemos e entendemos; e o fenômeno social que
explica que a nossa natureza social faz com que pessoas de contextos sociais diferentes não
prestem igual atenção aos mesmos objetos (por exemplo, os livros e os filmes a que se dá
mais importância em Portugal não despertam a mesma atenção no Japão).
Fatores que influenciam a Percepção
Na percepção das formas, as teorias da percepção reconhecem quatro princípios básicos que a
influenciam:
a tendência à estruturação ou princípio do fechamento - tendemos a organizar elementos
que se encontram próximos uns dos outros ou que sejam semelhantes;
segregação figura-fundo - explica que percebemos mais facilmente as figuras bem
definidas e salientes que se inscrevem em fundos indefinidos e mal contornados (por
exemplo, um cálice branco pintado num fundo preto);
pregnância das formas ou boa forma - qualidade que determina a facilidade com que
percebemos figuras bem formadas. Percebemos mais facilmente as formas simples, regulares,
simétricas e equilibradas;
constância perceptiva - se traduz na estabilidade da percepção (os seres humanos possuem
uma resistência acentuada à mudança).
Tipos de Percepção
Percepção visual

Percepção auditiva Percepção olfativa Percepção gustativa Percepção tátil


Percepção espacial Percepção social

RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
Profa. Denise Rodrigues
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Profa. Ana Elisa Vieira


RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS

• Todas as atividades cognitivas são, na essência, formas de resolução de problemas.


• Todo conhecimento procedural tem origem na resolução de problemas.
• Conhecimento procedural- como executar diversas atividades cognitivas.
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
A cognição humana é dirigida para atingir metas. Quando uma pessoa exibe um
comportamento orientado para atingir metas particulares diz-se que é um Agente solucionador
de problemas.
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
Este tipo de agente deve ter:
uma representação adequada do seu entorno.
deve conhecer as Ações que pode efetuar.
deve poder raciocinar sobre o efeito das suas ações no ambiente.
o raciocínio neste caso fica reduzido a escolha das ações e ao seu efeito sobre o
comportamento.
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
A representação de um problema tem uma grande influência no esforço que é requerido para
resolve-lo.
Um problema raramente resolve-se nos mesmos termos em que foi expressado no início.
Normalmente utilizam-se um conjunto de convenções para representar a informação.
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
Quais as características essenciais que qualificam um episódio como exemplo de resolução de
problemas?
1- direcionamento para uma meta.
2- decomposição em submetas.
3- aplicação de operadores
→O termo operador refere-se a uma ação que transformará o estado de problema em outro
estado de problema.
→Um estado é uma representação dos problemas em algum grau de solução.
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
Quando representamos um problema estamos a criar um modelo do mesmo.
O QUE É UM MODELO?
Um modelo consiste na interpretação de do problema segundo uma determinada estrutura de
conceitos.
Um modelo é uma representação em pequena escala, numa perspectiva particular, de um
problema.
PARA QUE SERVE UM MODELO?
Ajuda a visualizar um problema, quer seja a sua situação no passado, presente ou no futuro;
permite especificar a estrutura ou o comportamento de um problema; permite controlar e guiar
o processo de resolução de um problema.
COMO RESOLVEMOS PROBLEMAS?
A partir da elaboração de um modelo do problema, devemos passar para os meios pelos quais
escolheremos resolver este problema.
COMO RESOLVEMOS PROBLEMAS?
Existem várias maneiras pelas quais podemos resolver um problema. De forma geral,
resolvemos problemas por:
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*Analogia
• Descoberta
• Instrução Direta
COMO RESOLVEMOS PROBLEMAS?
• Analogia
É o processo pelo qual o solucionador do problema mapeia a solução de um problema na
solução de outro problema.
A analogia implica evidenciar que a solução de um problema anterior é relevante e mapear os
elementos dessa solução afim de produzir um operador para o problema atual.
• Descoberta
É o processo pelo qual o solucionador obtém uma nova informação que o ajuda a encontrar
uma nova solução para o problema.
• Instrução Direta (verbal)
É o processo de encontrar operadores de resolução de problemas através de instruções
verbais. A IMITAÇÃO PARECE SER MELHOR.
COMO RESOLVEMOS PROBLEMAS?
O passo seguinte é escolher quais destas maneiras anteriores serão escolhidas. Esta escolha
será determinada por:
Redução da diferença entre o estado atual e o estado meta.
Análise de perdas e danos (meios e fins).
Qual a diferença entre o que tenho e o que quero?
O QUE INTERFERE NA RESOLUÇÃO DE
PROBLEMAS?
Fixação funcional- Os sujeitos se fixam em uma representação do objeto de acordo com sua
função convencional.
Efeitos do conjunto- ocorrem quando um conhecimento relevantes a um determinado tipo
de solução de problema é fortalecido.
Sensibilidade ao sucesso dos operadores anteriores.
Efeitos da Incubação- Esquecimento de estratégias inadequadas.
Insight- são problemas em que os solucionadores não podem reconhecer quando estão
próximos de uma solução.
“O ajuste psicológico relaciona-se com a destreza na solução de problemas de caráter intra e
interpessoal”.(Caballo, 1995).
A habilidade para solucionar problemas envolve os seguintes passos:
TÉCNICA DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
• Orientação para o problema: sensibilidade e reação emocional e motivacional ao problema,
avaliação e expectativas gerais sobre os problemas da vida e sobre a própria capacidade geral
de solucionar problemas, atribuição sobre as causas do problema, percepção de controle sobre
o problema, esforço em direção ao comprometimento com a busca de soluções.
TÉCNICA DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
• Definição do problema: busca de informação, organização da informação para a
compreensão, estabelecimento de objetivos.
• Levantamento de alternativas: princípio da quantidade, adiamento do julgamento, princípio
da variedade.

TÉCNICA DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS


• Tomada de decisão: antecipação dos resultados da solução, preparação para a solução.
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• Prática da solução e verificação: auto-observação, auto avaliação do bem-estar emocional e


da razão custo/benefício, auto-reforçamento, tarefas de casa para generalização.
Objetivos do treinamento em solução de problemas:
Ajudar os indivíduos a identificar as situações estressantes da vida.
Maximizar as habilidades futuras de enfrentamento de situações problemáticas.
Aumentar a eficácia das tentativas de solução de problemas.

Atenção e Consciência Aula 3


Psicologia-
Ana Elisa Vieira
Atenção
• Processo cognitivo de concentração seletiva de um aspecto do ambiente, ao mesmo tempo
em que outros são ignorados.
• Manutenção do foco de recursos cognitivos na informação, enquanto se filtra ou ignora
informações estranhas
• Inclui processos conscientes e inconscientes
“É o meio pelo qual se processa ativamente uma quantidade limitada de informação a partir
da enorme quantidade de informação disponível por meio dos sentidos, da memória
armazenada e de outros processos cognitivos”
Benefícios da Atenção
• Benefícios da atenção:
– Monitora as interações do sujeito com o ambiente
– Ajuda as pessoas a estabelecerem uma relação com o passado (lembranças) e com o
presente (sensações)
– Controle e planejamento futuro
Processamento pré-consciente
• Algumas informações ficam disponíveis na consciência ou nos processos cognitivos
• Informação pré-consciente: recordações armazenadas que não estão sendo usadas no
momento, mas que podem ser acessadas quando necessário
• Priming (ativação):
– Ocorre quando o reconhecimento de determinados estímulos é afetado pela apresentação
anterior dos mesmos estímulos
– Fenômeno “ na-ponta-da-língua ”
: FENÔMENO NO QUAL SE TENTA
LEMBRAR ALGO QUE SE ESTÁ ARMAZENADO NA MEMÓRIA, MAS QUE
NÃO SE CONSEGUE ACESSAR.
Informações prévias pré-conscientes, embora não estejam totalmente acessíveis ao
pensamento consciente, estão disponíveis para os processos de atenção (ex.: programas de
TV).
Processos Controlados x Processos Automáticos
• Automáticos:
– Não requerem controle consciente, demandam pouco ou nenhum esforço
– Atributos: ocultos da consciência, não são intencionais e consomem pouca atenção

• Controlados:
– Requerem controle consciente e levam mais tempo para serem executados
• Quadro página 115
Processos controlados X Processos automáticos
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• Exemplos: amarrar o cadarço e aprender um novo idioma


• Automatização:
Processo pelo qual um procedimento passa de altamente consciente para a relativamente
automático.
Consequência da prática
Combinação de vários passos da execução da tarefa ou “teoria do exemplo”
(armazenamento do conhecimento)
Erros Humanos: equívocos ou lapsos
Lapsos:
• Erros na realização de um meio para atingir um objetivo
• Erros em processos automáticos
Exemplo: esquecer o livro em casa ao sair para um final de semana em que se pretendia
estudar.
• Equívocos:
• erros na escolha de um objetivo ou na especificação de um meio para atingi-lo
• Erros em processos controlados intencionais
Exemplo: esquecer o livro em casa, propositadamente, ao sair para um final de semana em
que se achava que não seria necessário estudar e depois se arrepende.
Processos automáticos
• Habituação e adaptação
• Habituação:
– Ato de se acostumar com um estímulo de forma que presta-se menos atenção a ele. Muito
vinculado à quantidade, a duração de estímulos anteriores.
– Desabituação: mudança no estímulo conhecido leva a pessoa a prestar atenção novamente
(aumento repentino do volume do rádio)
• Adaptação:
– Fenômeno fisiológico, muito vinculado à intensidade do estímulo.
– Diminuição da atenção a um estímulo que não seja objeto de controle consciente
– Ocorre diretamente nos órgãos sensoriais (pupila( intensidade da luz – pá. 121)).
Atenção
• Quatro funções básicas:
– Detecção de sinais vigilância
– Atenção seletiva
– Atenção dividida
– Busca
Detecção de sinais
• A TDS compreende 04 resultados possíveis da presença ou ausência de um estímulo e da
detecção ou não detecção de um sinal:
– Acertos: identificação correta da presença de um alvo
– Alarmes falsos: identificação de forma errada a presença de um alvo – ausente
– Falhas: erro ao deixar de identificar a presença do alvo
– Rejeições corretas: identificação correta da ausência de um alvo
• Ocorre tanto na vigilância quanto na busca
• Grande importância: se estamos prestando atenção suficiente, se somos capazes de perceber
sinais fracos e no contexto da memória.
Vigilância
• Capacidade de prestar atenção em um campo de estimulação por um período prolongado
detecção do surgimento de um estímulo-alvo interessante
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• Necessária em ambientes em que um dado estímulo ocorre raramente ou que ocorrerá


repentinamente
• Deterioração ao longo do tempo em decorrência `da incerteza cada vez maior em relação às
observações.
• Importância da expectativa, estudos neurológicos demonstram que a detecção de sinais de
um estímulo visual é maior no ponto em que se espera que o sinal apareça.
Busca
• Procura de um alvo de forma hábil e ativa
• Varredura no ambiente para encontrar algo quando não se tem certeza de quando aparecerá
• Supermercado = busca por determinada marca de produto
• Fatores de distração- estímulos que não alvos e que desviam a atenção dos estímulos-alvo.
Atenção e Desempenho
Atenção e Desempenho
• Paradigmas de estudo da atenção seletiva:
A percepção humana é caracterizada por uma grande paralelismo, embora a cognição
humana sustente que esse paralelismo não se estende por todo o sistema. É o caso dos
sistemas auditivo e visual. existe um ponto em que só podemos dar atenção a uma mensagem
falada ou a uma só coisa por vez.
Existem também evidencias de limites ao paralelismo na área motora.
1. Atenção Auditiva
– Os psicólogos consideram que no processamento de informações existem gargalos seriais
nos quais não é mais possível fazer coisas em paralelo.
– Teorias do Filtro: há um filtro distinto para informações recebidas?
– Teorias do Gargalo: se têm, onde, no processamento da informação, ocorre esse filtro?
– Quando ocorre esse gargalo? Antes de percebermos o estímulo? Depois, mas antes que
pensemos nele? Ou somente antes da ação motora?
Anderson, 2004
Teoria do Filtro
• Modelo de Broadbent: ( Teoria do Filtro)
– Teoria de seleção precoce- as informações são selecionadas antes que a mensagem tenha
passado por praticamente qualquer processamento.
– As informações sensoriais passam pelo sistema até que algum gargalo seja alcançado.
– Nesse ponto, a pessoa escolhe a mensagem que será processada com base em alguma
característica física. Ex:
Festa- escolha de uma voz para acompanhar baseado nas características físicas, como volume
da voz da pessoa que fala, OU o ouvido ( nervos diferentes transportam diferentes frequências
vindas de cada ouvido.) Anderson, 2004
Teoria do Filtro
–O modelo de filtro de Broadbent sustenta que utilizamos aspectos físicos para selecionar
uma mensagem a ser processada, mas foi comprovado que os sujeitos também são capazes de
usar o conteúdo semântico.
Teoria da Atenuação

• Modelo de Atenuação de Treisman:


– Esse modelo admite que certas mensagens seriam enfraquecidas mas não filtradas
inteiramente em suas propriedades físicas.
Teoria da Seleção Tardia
Modelo de Deutsch e Deutsch
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As pessoas podem perceber várias mensagens, mas só podem sombrear uma por vez.
• A decisão de o que prestar atenção acontece após o significado extraído.
→As mensagens auditivas seriam filtradas depois que o estímulo perceptivo já tivesse sido
submetido à análise do conteúdo verbal.
2. Atenção Visual
• O gargalo do processamento de informações visuais é ainda mais perceptível que o gargalo
do processamento de informações auditivas.
• Embora nossos olhos registrem uma grande parte do campo visual, nossa fóvea registra
apenas uma pequena fração desse campo.
• Ao escolhermos o ponto a ser fixado, dedicamos também o máximo dos recursos de
processamento visual a uma determinada parte do campo visual e atenuamos (mas nem
sempre) os recursos dedicados ao processo das outras partes do campo visual.
A metáfora do refletor
Teoria que trata a atenção visual como se fosse um refletor que movimentamos para focalizar
diversas partes do nosso campo visual.
• Quanto maior o ângulo visual que o refletor abrange, menos é a qualidade do processamento
de qualquer parte do campo.
• O estreitamento do facho proporciona o melhor processamento daquele campo visual, se a
pessoa quiser processar material de outras partes do campo, é necessário movimentar o
refletor, e isso toma tempo.
A metáfora do refletor
• Os sujeitos podem focalizar a atenção em poucos graus da área do campo visual e
movimentar o foco de atenção pelo campo para processar um evento significativo.
Memória Visuossensorial
• As informações visuais são mantidas em uma breve memória visuossensorial na qual
podemos dar atenção aos itens nela contido.
Reconhecimento de padrões e atenção
• Teoria de Integração de Características:
• As informações sobre características devem estar no foco da atenção para que sejam
sintetizadas em um padrão.
IyIYI
YTYII
Omissão do campo visual
• Pacientes com lesão no lobo parietal
ENCONTRAVAM dificuldades em transferir a atenção de um dos lados do seu campo visual.
• Se apresentavam lesões no lobo parietal direito, achavam difícil transferir a atenção de
alguma coisa no campo visual direito para algo que estivesse no campo visual esquerdo.
• Os pacientem com lesão no lobo parietal esquerdo apresentam déficit simétrico.
Omissão visual unilateral
• Pacientes com lesão no hemisfério direito ignoram o lado esquerdo do campo.
• Os pacientes com lesão no hemisfério esquerdo ignoram o lado direito do campo.
Atenção baseada nos objetos

• A atenção visual pode ser direcionada para objetos independentemente de sua localização.
• Os objetos não ocupam sempre a mesma região do nosso espaço visual enquanto nós nos
movimentamos ou eles mudam de lugar.
• Embora nossos olhos geralmente sigam o objeto a que estamos prestando atenção, a atenção
não exige que os olhos se movimentem para acompanhar os objetos.
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Um gargalo central
• As pessoas podem processar múltiplas modalidades de percepção simultaneamente ou
executar várias atividades ao mesmo tempo, mas não conseguem pensar em duas coisas ao
mesmo tempo.
• Ex: Dirigir em uma situação difícil e conversar ao mesmo tempo.
Automatismo
• À medida que as tarefas são mais treinadas, tornam-se mais automáticas e exigem cada vez
menos cognição central para a execução.
Efeito Stroop
• A leitura de uma palavra é uma ação tão automáticas que se torna difícil inibi-la, e esse fato
interfere no processamento de outras informações sobre a palavra.

Memória
Aula 5- Teorias e S. P. IV
Por: Ana Elisa Vieira.
Memória
• O termo memória tem sua origem etmológica no latim e significa "a faculdade de reter e /ou
readquirir idéias, imagens, expressões e conhecimentos adquiridos anteriormente reportando-
se às lembranças, reminiscências“.
• Como você se lembra de uma longa história ocorrida no passado?
Como você se lembra de qualquer informação que usa durante o dia?
• A memória surge como um processo de retenção de informações, no qual nossas
experiências são arquivadas e recuperadas quando necessitamos.
• Memória é o meio pelo qual retemos e nos valemos de nossas experiências passadas para
usar essa informação no presente.
Memória
• A aprendizagem é a aquisição de novos conhecimentos e a memória é a retenção daqueles
conhecimentos aprendidos.
• Memória- Forma a base de nosso conhecimento, estando envolvida com nossa orientação no
tempo e no espaço e nossas habilidades intelectuais e mecânicas.
• Assim, aprendizagem e memória são o suporte para todo o nosso conhecimento, habilidades
e planejamento, fazendo-nos considerar o passado, nos situarmos no presente e prevermos o
futuro.
Memória
• A memória, como um processo, refere-se aos mecanismos dinâmicos associados ao
armazenamento, retenção e
recuperação de informações sobre experiências passadas.
• 3 operações ( cada uma representa 1estágio do processamento da memória):
Codificação: transforma dados sensoriais em uma forma de representação mental.
Armazenamento: mantém as informações codificadas na memória.
Recuperação: acessa ou usa as informações armazenadas.
Memória

• Tarefas usadas para a avaliação da memória:


• Algumas tarefas de memória envolvem recordação ou reconhecimento de memória. Exs:
Quadro 5.1- pág. 154
Recordação - ( testes de preenchimento de espaços em branco)- exige que vc se recorde de
itens da memória. Ex: uma palavra.
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Reconhecimento (testes de múltipla escolha)- exige que você selecione ou identifique um


item.
Memória
• Tarefas usadas para a avaliação da memória:
• Memória Explícita- as tarefas de recordação e reconhecimento envolvem a memória
explícita em que os participantes apresentam lembrança consciente.
• Memória Implícita- usamos informações, mas não temos conhecimento consciente de que
estamos agindo dessa forma.
Modelo de memória de Bartlett
• Abordou a memória num enfoque mais cognitivo e menos comportamental, estudando-a em
ambientes mais naturais, e assim descobriu que ela é bastante frágil e suscetível a distorções;
e sua evocação raramente é exata.
• A evocação é essencialmente um processo criativo de reconstrução, portanto, não é
simplesmente uma reprodução automática.
• Lembrar-se não é reestimular inúmeros traços fragmentários, fixos e sem vida. É uma
reconstituição imaginativa, ou construção, elaborada a partir de nossa atitude frente a uma
massa unitária e ativa de reações ou experiências passadas organizadas, e com relação.
• a um pequeno detalhe mais destacado que aparece, comumente, na forma de imagem ou de
linguagem.
• Ele propôs que a memória humana é um processo construtivo no qual interpretamos e
transformamos o material original.
• Memória para fatos e eventos (lembrança de datas, fatos históricos, números de telefone,
etc.)
• Reúne tudo o que podemos evocar por meio de palavras (daí o termo declarativa).
Tipos:
episódica- quando envolve eventos datados. Usamos a memória episódica, por exemplo,
quando lembramos do ataque terrorista em 11 de setembro.
semântica- Abrange a memória do significado das palavras.
→ É a co-participação partilhada do significado de uma palavra que possibilita às pessoas
manterem conversas com significado. A memória semântica ocorre quando envolve conceitos
atemporais.
Usamos este tipo de memória ao aprender que Einstein criou a teoria da relatividade, ou que a
capital da Itália é Roma.
Memória Declarativa (ou explícita)- longo prazo
Memória não-declarativa (ou implícita)
• Se difere da explícita (declarativa) porque não precisa ser verbalizada (declarada).
• É a memória para procedimentos e habilidades (para dirigir, jogar bola, dar um nó no cordão
do sapato e da gravata, etc).
• Subtipos:
Memória adquirida
Memória de procedimentos
Memória associativa e não-associativa

Memória não-declarativa (ou implícita)


• Subtipos:
• Memória adquirida e evocada por meio de "dicas" (Priming) ou memória de representação
perceptual - que corresponde à imagem de um evento, preliminar à compreensão do que ele
significa. (fragmentos de uma imagem, a primeira palavra de uma poesia, certos gestos,
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odores ou sons).
• Memória de procedimentos - refere-se às habilidades e hábitos.
Conhecemos os movimentos necessários para dar um nó em uma garvata, nadar, dirigir um
carro, sem que seja preciso descrevê-lo verbalmente.
• Memória associativa e não-associativa - relacionadas a algum tipo de resposta ou
comportamento. Empregamos a memória associativa, por exemplo, quando começamos a
salivar pelo simples fato de olhar para um alimento apetitoso (associação do aspecto ou
cheiro à alimentaçã)o. Por outro lado, usamos a memória não associativa quando, sem nos
darmos conta, aprendemos que um estímulo repetitivo, por exemplo, o latido de um cão, não
traz riscos, o que nos faz relaxar e ignorá-lo.
• 1960- Duas estruturas de memória- proposta de Willian James.
Memória primária- armazena informações temporárias usadas corretamente.
Memória secundária- inclui informações em caráter permanente ou pelo menos durante um
longo período.
Memória – Modelo Tradicional
• 1963- Três sistemas de armazenamento- proposta de Richard Atkinson e Richard Shiffrin.
A memória ultra rápida, de armazenamento sensorial- cuja retenção não dura mais que
alguns segundos. Existencia do Armazenamento Icônico- registro sensorial de natureza visual
e descontínua que retém informações por períodos muito breves.
A memória de curto prazo (ou curta duração)- capaz de estocar informações por um
período mais longo e serve para proporcionar a continuidade do nosso sentido do presente.
MEMORIA DE TRABALHO/OPERACIONAL.
A memória de longo prazo (ou de longa duração)- de grande capacidade, capaz de estocar
informações por um período muito longo. Divide-se ainda em memória declarativa
(subdividida em memória episódica e memória semântica) e memória de procedimentos.
Memória – Modelo Tradicional
• Crucial tanto no momento da aquisição como no momento da evocação de toda e qualquer
memória, declarativa ou não.
• Armazenamento temporário de informações úteis apenas para o raciocínio imediato e a
resolução de problemas, podendo ser esquecidas logo a seguir.
• Ela mantém a informação viva durante poucos segundos ou minutos, enquanto ela está
sendo percebida ou processada.
• Ex.: local onde estacionamos o automóvel, uma informação que será necessária até o
momento de chegarmos até o carro.
• Sustentada pela atividade elétrica de neurônios do córtex pré-frontal (a área do lobo frontal
anterior ao cortex motor).
• Esses neurônios interagem com outros, através do cortex entorrinal, inclusive do hipocampo,
durante a percepção, aquisição ou evocação.
Memória Operacional- Trabalho
Curto prazo
Memória de procedimentos. É a capacidade de reter e processar informações que não podem
ser verbalizadas, como tocar um instrumento ou andar de bicicleta. Ela é mais estável, mais
difícil de ser perdida.

• Pode-se considerar como um sistema de execução, implicado na aprendizagem de tipos


distintos de habilidades que não estão representadas como informação explícita sobre o
mundo.
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• Consistem numa série de reportórios motores (digitar) ou estratégias cognitivas (programar


numa linguagem conhecida por parte do usuário, efetuar um cálculo) que levamos a cabo de
modo inconsciente.
• A aprendizagem destas habilidades acontece de modo gradual, principalmente através da
execução da retro alimentação que se obtenha desta; também podem influir as instruções ou a
imitação.
• O grau de desenvolvimento destas habilidades depende da quantidade de tempo empregue
na sua prática, bem como do tipo de treino que se leve a cabo.
Memória de Procedimento
Longo prazo
• Pode estar associada a determinadas doenças neurológicas, a distúrbios psicológicos, a
problemas metabólicos e também a certas intoxicações.
• A forma mais freqüente de perda de memória é conhecida popularmente como "esclerose"
ou demência. A demência mais comum é a doença de Alzheimer
• Estados psicológicos alterados como o estresse, a ansiedade e a depressão podem também
alterar a memória.
• A falta de vitamina B1 (tiamina) e o alcoolismo levam a perda da memória para fatos
recentes e com freqüência estão associados a problemas de marcha e de confusão mental.
• Doenças da tireóide como o hipotireoidismo, se acompanham de comprometimento da
memória.
Deficit de Memória
Perda da Memória
• O uso de medicação tranquizante ("calmantes") por tempo prolongado provoca a diminuição
da memória e favorece também a depressão, o que leva a uma situação que pode se confundir
com a demência.
• Contrariamente ao esquecimento comum ocorrido normalmente, no dia-a- dia de nossas
vidas, existem algumas doenças e injúrias no cérebro que causam séria perda de memória e
também interferem com a capacidade de aprender.
• A esta inabilidade dá-se o nome de Amnésia.
• Amnesia: é a perda parcial ou total da capacidade de reter e evocar informações. Qualquer
processo que prejudique a formação de uma memória a curto prazo ou a sua fixação em
memória a longo prazo pode resultar em amnésia.
Perda da Memória
• As amnésias podem ser classificadas em:
• amnésia orgânica- causada por distúrbios no funcionamento das células nervosas, através de
alterações químicas, traumatismos ou transformações degenerativas que interferem nos
processos associativos acarretando uma diminuição na capacidade de registrar e reter
informações.
• amnésia psicogênica- resultante de fatores psicológicos que inibem a recordação de certos
fatos ou experiências vividas. Atua para reprimir da consciêna experiências que causam
sofrimento, deixando a memória para informações neutras intacta. A pessoa decide
inconscientemente esquecer o que a fazer sofrer ou reviver um sofrimento. Em casos severos,
quando as lembranças são intoleráveis, o indivíduo pode vivenciar a perda da memória tanto
de fatos passados quanto da sua própria identidade.

Perda da Memória
Mal de Alzheimer:
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• Uma porção significativa da população acima dos 50 anos sofre de alguma forma de
demência. A mais comum é a doença de Alzheimer, na qual predomina a perda gradativa da
memória, pois ocorrem lesões inicialmente nas áreas cerebrais responsáveis pela memória
declarativa, seguidas de outras partes do cérebro.
• Muitas vezes os primeiros sintomas são confundidos com problemas de idade ou de estresse.
Com o avançar da doença vão aparecendo novos sintomas como confusão mental,
irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória a
longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade.
• Antes de se tornar totalmente aparente o Mal de Alzheimer vai-se desenvolvendo por um
período indeterminado de tempo e pode manter-se não diagnosticado e assintomático durante
anos.
O papel do Hipocampo e de Outras Estruturas Vídeo
• A memória não está localizada em uma estrutura isolada no cérebro; ela é um fenômeno
biológico e psicológico, envolvendo uma aliança de sistemas cerebrais que funcionam juntos.
• O lobo temporal é uma região no cérebro que apresenta um significativo envolvimento com
a memória.
• Ele está localizado abaixo do osso temporal (acima das orelhas), assim chamado porque os
cabelos nesta região frequentemente são os primeiros a ser tornarem brancos com o tempo.
Existem
consideráveis evidências apontando esta região como sendo particularmente importante para
armazenar eventos passados.
• O lobo temporal contém o neocórtex temporal, que pode ser a região potencialmente
envolvida com a memória a longo prazo.
O Cérebro e a Memória
• Nesta região, também existe um grupo de estruturas interconectadas entre si, que parece
exercer a função da memória para fatos e eventos (memória declarativa) - o hipocampo, as
estruturas corticais circundando-o e as vias que conectam estas estruturas com outras partes
do cérebro.
• O hipocampo ajuda a selecionar onde os aspectos importantes para fatos e eventos serão
armazenados
• Está envolvido também com o reconhecimento de novidades e com as relações espaciais,
tais como o reconhecimento de uma rota rodoviária.
O Cérebro e a Memória
• A amígdala, por sua vez, é uma espécie de "aeroporto" do cérebro. Ela se comunica com o
tálamo e com todos os sistemas sensoriais do córtex, através de suas extensas conexões.
• Os estímulos sensoriais vindos do meio externo como som, cheiro, sabor, visualização e
sensação de objetos, são traduzidos em sinais elétricos, e ativam um circuito na amígdala que
está relacionado à memória, o qual depende de conexões entre a amígdala e o tálamo.
O Cérebro e a Memória
• Conexões entre amígdala e hipotálamo, onde as respostas emocionais provavelmente se
originam, permitem que as emoções influenciem a aprendizagem, porque elas ativam outras
conexões da amígdala para as vias sensoriais, por exemplo, o sistema visual.
• Córtex pré-frontal exibe também um papel importante na resolução de problemas e
planejamento do comportamento.
• Uma razão para se acreditar que o córtex pré-frontal esteja envolvido com a memória é que
ele está interconectado com o lobo temporal e o tálamo.
O que fazer para melhorar a Memória
O que fazer para melhorar a Memória
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• Associar fatos a imagens. Aprenda técnicas mneumônicas.Elas são uma forma muito
eficiente de memorizar grande quantidade de informação.
• Visualizar imagens. Veja as figuras com os "olhos da mente".
• Escolher alimentos apropriados: Algumas vitaminas são essenciais para o funcionamento
apropriado da memória: tiamina, ácido fólico e vitamina B12.
• Beber muita água: ajuda a manter bem funcionante os sistemas da memória, especialmente
em pessoas mais velhas.
• Dormir bem: é fundamental que se tenha sono suficiente e bom descanso do cérebro.
Durante o sono profundo, o cérebro se desconecta dos sentidos e processa, revisa e armazena
a memória. A insônia leva a um estado de fadiga crônica e prejudica a concentração e
armazenamento.

Curso de Psicologia- 2015.1

O PONTO NEGRO
O ponto negro...
Certo professor entrou na sala de aula.
Disse aos alunos para se prepararem para uma prova relâmpago.
Todos ficaram assustados.
O professor, como de costume, entregou a prova virada para baixo.
Quando puderam ver, para surpresa de todos, não havia uma só pergunta.
Havia apenas um ponto negro no meio da folha.
O professor, analisando a expressão surpresa de todos, disse:
Agora vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.
Os alunos confusos começaram a difícil tarefa.
Terminado o tempo, o professor recolheu as folhas...
Colocou-se em frente à turma e começou a ler as redações em voz alta.
Todas, sem exceção, definiram o ponto negro...
Tentando dar explicações por sua presença no centro da folha.
Após ler todas, a sala em silêncio, ele disse:
Esse teste não será para nota, apenas serve de lição.
O PONTO NEGRO
Ninguém falou sobre a folha em branco.
Todos centralizaram suas atenções no ponto negro.
Assim acontece em nossas vidas.
Temos uma folha em branco inteira para observar, aproveitar...
Mas, sempre nos centralizamos nos pontos negros.
A vida é um presente de DEUS...
Dado a cada um de nós com extremo carinho e cuidado.
Temos motivos pra comemorar sempre.
A natureza que se renova.
Os amigos que se fazem presentes...
O emprego que nos dá sustento...
Os milagres que diariamente presenciamos.
O PONTO NEGRO
No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro.
O problema de saúde que nos preocupa...
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A falta de dinheiro...
O relacionamento difícil com um familiar...
A decepção com as pessoas.
Os pontos negros são mínimos...
Comparando com tudo aquilo que recebemos diariamente.
Mas, são eles que povoam nossa mente.
Pense nisso: Tire os olhos dos pontos negros da sua vida!
Aproveite cada bênção, cada momento que Deus lhe dá.
Creia que o choro pode durar até o anoitecer.
Mas, a alegria logo vem no amanhecer.
Tenha essa certeza, tranquilize-se e seja feliz! Bom diaaaaaaaaa!
!!!!❤❤❤❤❤
Aula 1 - Introdução à Psicologia
Cognitiva. Visão Histórica da
Psicologia Cognitiva
Profa. Ana Elisa Vieira
DISCIPLINA: Teorias e Sistemas Psicológicos IV
Processo que inclui atividades mentais tipos: pensamento e conceitualização; recordação,
representação e imagem mental; percepção e atenção;raciocínio e tomada de decisão.
(Stralton e Hayes,1999).
Cognição
CONSCIÊNCIA COMO PONTO DE PARTIDA DA
INVESTIGAÇÃO PSICOLÓGICA
Cognitivismo
Mente/Consciência
X
Comportamento/ inconsciente
Cognitivismo / Psicologia Cognitiva
Movimento
Doutrinário
“Metateoria” que defende que através de observações empíricas podemos inferir
constructos teóricos.
Inobserváveis.
Área de pesquisa: Ciência
Cognitiva
Estudo do processamento humano de informações (memória, linguagem, percepção,
pensamento, inteligência)
Enquanto movimento doutrinário na Psicologia, o Cognitivismo foi definido por
Penna(1984) como sendo marcado por cinco características principais.
1. A primeira é a centralidade do conceito de regra para explicar o processamento cognitivo e
o comportamento.
2. A segunda, o comprometimento com uma visão construtivista dos processos cognitivos.
3. A terceira, pela concepção do comportamento humano como orientado a metas.
4. A quarta, a imagem de um sujeito ativo, e não reativo como o da tradição positivista.
5. A quinta seria a recuperação do conceito de consciência na Psicologia”.
(Castañon, 2007) Cognitivismo
Movimento Doutrinário
O que é Psicologia Cognitiva?
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A Psicologia Cognitiva, enquanto área de pesquisa, pode se definir como o estudo de como os
seres humanos percebem, processam, codificam, estocam, recuperam e utilizam informação.
É o estudo do processamento humano de informações.
• O psicólogo cognitivo estuda, por exemplo, como as pessoas percebem várias formas,
porque se lembram de alguns fatos e outros não e porque aprendem uma língua.
• Por que os objetos parecem estar mais distantes do que realmente estão em dias nebulosos?
• Por que as pessoas conseguem se lembrar de uma experiência em especial, de um momento
feliz ou constrangedor , mas esquecem nomes de pessoas conhecidas há muitos anos?
• Por que algumas pessoas têm mais medo de viajar de avião do que de carro?
Antecedentes da Psicologia
Onde começou o estudo da Psicologia Cognitiva?
Historiadores da psicologia- identificam a raiz da P. em 02 abordagens diferentes para a
compreensão da mente humana:
• Filosofia( busca entender a natureza geral de alguns aspectos do mundo, através da
introspecção)
• Fisiologia ( busca estudar as funções vitais do organismo vivos, através de métodos
empíricos- observação)
Antecedentes Filosóficos da Psicologia
Racionalismo x Empirismo
Dois filósofos gregos, Platão e Aristóteles, influenciaram profundamente o pensamento
moderno na psicologia:
Platão (Racionalista) - acredita que o caminho para o conhecimento do mundo se dá por meio
da análise lógica, sem nenhuma conexão com observações. O único caminho para a verdade é
a reflexão contemplativa.
O Racionalismo é muito importante no desenvolvimento da fundamentação teórica.
Aristóteles ( Empirista) - acredita que se adquire conhecimento por meio da evidencia
empírica, obtida por meio da experiência e da observação. O único caminho para a verdade é
a observação meticulosa.
O Empirismo orienta diretamente à investigação empírica da Psicologia.
Racionalismo x Empirismo
• René Descartes( Racionalista) e John Locke( Empirista)-
tornaram notórias as ideias contrastantes dessas
abordagens. (1596- 1704)

Descartes- considerava o método introspectivo e reflexivo superior aos métodos empíricos


para se encontrar a verdade.
Locke - era muito entusiasmado com o método da observação empírica.
Racionalismo x Empirismo
• No sec. XVIII ( 1724- 1804)- Immanuel Kant- Filósofo alemão, sintetizou dialeticamente as
ideias de Descartes e Locke – tanto o Racionalismo como o Empirismo têm seu lugar e devem
trabalhar juntos na busca da verdade.
• A maioria dos psicólogos buscam a síntese dessas 2 teses.
Fundamentam suas observações empíricas na teoria. Por outro lado, usam as observações para
revisar suas próprias teorias.
Antecedentes Psicológicos da Psicologia Cognitiva:
Estruturalismo
Funcionalismo
Associacionismo
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Behaviorismo , Gestalt e Epistemologia Genética.


Antecedentes Psicológicos da Psi. Cognitiva:
Estruturalismo, Funcionalismo e Associacionismo.
• Estruturalismo-primeira grande escola de pensamento da Psicologia, que buscava entender a
estrutura da mente e suas percepções pela análise dessas percepções em seus componentes
constitutivos.
• Contribuições para o desenvolvimento do Estruturalismo:
Wundt (1832-1920)- Defendia o estudo das experiências sensoriais por meio do Método da
Introspeção - um olhar interior para as informações que passam pela consciência.
Ex: Flor - COR, FORMA, GEOMETRIA,
RELAÇÕES DE TAMANHO.
Funcionalismo
• Funcionalismo- alternativa para o Estruturalismo. Busca entender o que as pessoas fazem e
porque fazem.
• Psicólogos devem se concentrar mais nos processos dos pensamentos do que nos conteúdos
e elementos estruturais da mente.
• A chave para o entendimento da mente humana e dos comportamentos era o estudo dos
processos de como e porque a mente funciona e como funciona.
• Funcionalismo levou ao Pragmatismo (conhecimento válido por sua utilidade). Ex:
Psicologia do Aprendizado. Por quê?
Ajuda a melhorar o desempenho na escola.
• Representantes: Willian James ( 1890-1970) e John Dewey
( 1859-1952).
Associacionismo
Associacionismo- Uma síntese integradora.
Investiga como os eventos e as ideias podem associar-se uns aos outros na mente
proporcionando a aprendizagem.
Representantes:
• Hermann Ebbinghaus ( 1850- 1909)- estudou seus próprios processos mentais. Método-
(auto-observação).
Método- repetição – ajuda a fixar as associações mentais de maneira mais consistente na
memória, ajudando a aprendizagem.
• Edward Lee Thorndike (1874-1949). Método - recompensa
Método- satisfação- chave para formação das associações.
Behaviorismo
• Behaviorismo- Acredita que a psicologia deveria se concentrar apenas na relação entre o
comportamento observável, de uma lado, e os eventos ou estímulos ambientais, de outro.
• Para os behavioristas radicais, qualquer hipótese a respeito de pensamentos e formas de
pensar internas são mera especulação.
Pai do Behaviorismo radical- (1878-1958)- JohnWatson- psicologia deveria se concentrar
apenas no conteúdo do comportamento observável. Pesquisa com animais
B. F. Skinner- ( 1904- 1990)- psicologia deveria se concentrar no estudo de todas as formas
de comportamento humano, e não só na visão de que apenas o aprendizado podia ser
explicado por comportamento emitidos em resposta ao ambiente. Ex: aquisição da linguagem,
resolução do problemas.
Behaviorismo
• Critica ao Behaviorismo-
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• Edward Tolman- acreditava que para entender o comportamento era necessário se levar em
consideração o propósito e o plano para o comportamento.
• Bandura- Acreditava que a aprendizagem pode ser consequência não apenas de recompensas
diretas para o comportamento, como também pode ser social, resultado da observação das
recompensas ou punições dadas aos outros. Aprendizagem social abre caminho para se
examinar o que está acontecendo na mente do indivíduo.
Psicologia da Gestalt
• Psicologia da Gestalt- “O todo é diferente da soma das partes”
• Não se pode compreender totalmente o comportamento quando se desmembram os
fenômenos em partes menores.
• Os gestaltistas estudam o insight, buscando entender o evento mental não observável por
meio do qual alguém vai do ponto em que não tem ideia de como resolver um problema até o
ponto em que se entende completamente em um simples instante de tempo.
Epistemologia Genética
Jean Piaget- Teoria Epistemologia Genética é a mais conhecida concepção construtivista da
formação da inteligência.
• A teoria de Piaget do desenvolvimento cognitivo é uma teoria de estágios, uma teoria que
pressupõe que os seres humanos passam por uma série de mudanças ordenadas e previsíveis.
• A criança é concebida como um ser dinâmico, que a todo momento interage com a
realidade, operando ativamente com objetos e pessoas.
• Essa interação com o ambiente faz com que construa estrutura mentais e adquira maneiras
de fazê-las funcionar.
Epistemologia Genética
Para Piaget, o processo cognitivo é regido pela aplicação de regras, que são construídas
durante o processo de desenvolvimento cognitivo através da ação no mundo de um sujeito
orientado para metas e dotado de consciência (...) (Castañon, 2007)
O Surgimento da Psicologia Cognitiva
O Papel da Psicobiologia – crítica ao Behaviorismo
• Ex aluno de Watson, Karl S. Lashey contestou a teoria behaviorista de que o cérebro é um
órgão passivo que simplesmente reage às contingências comportamentais fora do indivíduo →
Cérebro é um organizador ativo e dinâmico do comportamento envolvido na organização de
atividades complexas como apresentações musicais e o uso da linguagem.
• Donald Hebb (1949) → propôs o conceito de conjuntos de células como base para o
aprendizado no cérebro. Esses conjuntos são estruturas neurais que se desenvolvem por meio
da estimulação frequente.
• Noam Chomsky → Críticas à Skinner de que a aquisição e uso da linguagem podem ser
explicadas unicamente em termos de contingências ambientais. Ressaltou tanto a base
biológica como o potencial criativo da linguagem que não é aprendida por reforçamento e sim
pelo Dispositivo Inato de Aquisição de Linguagem (LAD) – esse dispositivo possibilita ao
bebê utilizar o que escuta para inferir a gramática do seu ambiente linguístico. É a estrutura da
mente, e não a estrutura das contingências ambientias, que orienta a nossa aquisição da
linguagem.
Revolução científica

•A Psicologia Cognitiva surgiu, em parte, por causa do crescente reconhecimento de que


entender a psique era algo mais complexo do que se pensava no comportamentalismo.
•No início da década de 60, os avanços na engenharia eletrônica, na informática, na
cibernética, na linguística, na antropologia, na IA, e na neurociências, bem como as criticas ao
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behaviorismo por parte de importantes psicólogos, criaram uma atmosfera madura para a
revolução.
•A partir de 60, houve crescimento no desenvolvimento de programas que imitavam condutas
inteligentes, imprescindíveis para o entendimento das condutas humanas.
•A mente humana e o computador são sistemas de processamento de informação. – Maquina
de Turing(1936).
O Surgimento da Psicologia Cognitiva
Turing (1950) – matemático demonstrou que a maquina universal pode simular qualquer
comportamento inteligente humano.
→Teste de Turing – um programa de computador poderia ser considerado bem- sucedido à
medida que o resultado fosse indistinguível, por seres humanos, do resultado de testes
realizados com seres humanos.
Inteligência Artificial(1956)- tentativa do ser humano de construir sistemas que demonstrem
inteligência, em especial, o processamento inteligente da informação.
Ex: programas de jogos de xadrez que conseguem vencer os seres humanos.
Psicologia Cognitiva aplicada- muitos psicólogos interessaram-se pela
Psicologia Cognitiva por meio de problemas aplicados. Engenharia, informática publicidade.
O Surgimento da Psicologia Cognitiva
• Primeiros cognitivistas:
Miller, Galanter, Pribram, Newell, Shaw, Simon – criticaram as teorias behavioristas radicais
por não falarem sobre como as pessoas pensam.
Artigo importante: “O mágico número 7”
George Miller (1956) – o número sete aparecia em diferentes momentos da psicologia
Cognitiva, como na literatura sobre Percepção e Memória. Ex. A maioria das pessoas
lembram-se de 7 itens de informação.(dígitos)
O Surgimento da Psicologia Cognitiva
Contribuições Importantes de P. Cognitivistas:
• Livro de Ulric Neisser- Psicologia Cognitiva – 1967
• Newell e Herbert Simon – 1972 – propuseram os modelos detalhados do pensamento
humano e a Resolução de Problemas .
• 1970- Psi Cognitiva já era reconhecida como importante campo de estudos da psicologia.
• Jerry Fodor popularizou o conceito da modularidade da mente. Útil em alguns fenômenos
cognitivos como a linguagem, mas não são comprovadamente úteis no estudo de outros
fenômenos como a inteligência.
Métodos de Pesquisa em Psicologia Cognitiva
1. Objetivos da Pesquisa
2. Métodos de Pesquisa Característicos
3. Pesquisa Psicobiológica
4. Auto-avaliações, estudos de Caso e Observação Naturalista
5. Simulações por Computador e IA Tarefa para casa
Métodos de Pesquisa em Psicologia Cognitiva
1. Objetivos da Pesquisa:
• Coleta de dados
• Desenvolvimento da Teoria
• Formulação das Hipóteses
• Aplicação a ambientes fora da pesquisa
Métodos de Pesquisa em Psicologia Cognitiva
2. Métodos de Pesquisa Característicos:
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• Experimentos de laboratório e outros experimentos controlados.


• Pesquisa psicológica
• Auto- avaliações
• Estudos de caso
• Observação naturalista
• Simulação por computador e inteligência artificial.
Métodos de Pesquisa em Psicologia Cognitiva
3. Pesquisa Psicobiológica
• Os investigadores estudam a relação entre desempenho cognitivo e eventos e estruturas
cerebrais.
• Técnicas específicas utilizadas na pesquisa psicobiológica:
1. Técnicas para estudar o cérebro de um indivíduo post-mortem (depois da sua morte),
estabelecendo relações entre seu funcionamento cognitivo antes da morte e características
observáveis.
2. Técnicas para estudar imagens mostrando estruturas ou atividades no cérebro de um
indivíduo que sabe ter um determinado déficit cognitivo.
3. Técnicas para se obter informações sobre processos cerebrais durante o desempenho
normal de uma atividade cognitiva.
Métodos de Pesquisa em Psicologia Cognitiva
4. Auto-avaliações, Estudos de Caso e Observação Naturalista
• Para se obter informações detalhadas sobre como determinados
indivíduos pensam em uma ampla gama de contextos, os
pesquisadores usam:
1. Auto-avaliações e auto-relatos - descrição do processo cognitivo do próprio indivíduo.
2. Estudo de caso- estudos em profundidade de indivíduos.
3. Observação Naturalista – estudo detalhado do desempenho cognitivo em situações
cotidianas e contextos fora do laboratório.
• A pesquisa baseada em Auto-avaliações, Estudos de Caso e Observação Naturalista é
bastante útil para formular hipóteses. A pesquisa baseada experimental é útil para testar
hipóteses.
Métodos de Pesquisa em Psicologia Cognitiva
5. Simulações por Computador e IA
• Computadores- Grande influencia no surgimento do estudo da psicologia cognitiva.
• Influência direta- por meio de modelos de cognição humana baseados na forma como os
computadores processam a informação.
• Influência direto- por meio de simulações por computador e inteligência artificial.