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DIREITOS HUMANOS NO BRASIL

Rosana Bissoloti De Oliveira

Resumo

Os direitos humanos são um conjunto de direitos fundamentais, aos seres


humanos, de todos os povos e nações, podendo assim usufruir pelo simples fato
de existirem. São direitos que ele é abrangido como universail, tende ser
aplicado em todos os homens e mulheres do planeta, sem nenhuma distinção.
Por mais que cada nação ou grupo tenha seus próprios direitos, ele deve ser
aplicado em todo e qualquer território. Mesmo que seja escassamente praticado
, principalmente em países pobres ou com uma longa tradição de exercer a
política dissociada da democracia. A respeito aos direitos humanos é
considerado um exercício de plena democracia, ou seja são todos direitos e
liberdades básicas, considerados fundamentais para dignidade. Eles devem ser
garantidos a todos os cidadãos, de qualquer parte do mundo e sem qualquer tipo
de discriminação, como cor, religião, nacionalidade, gênero, orientação sexual e
política. Os direitos humanos é histórico, ou seja , eles mudam através do tempo,
sendo adequado as necessidades e circunstâncias específicas de cada
momento. Direitos humanos é o conjunto de garantias e valores universais, tem
como objetivo garantir a dignidade, que pode ser definida como conjunto mínimo
de condições de vida digna. De acordo com a Organização das Nações Unidas
(ONU) os direitos humanos são garantias de proteção das pessoas contra ações
ou falta de ações dos governos que possam colocar em risco a dignidade
humana. São direitos humanos básicos: direito à vida, liberdade de expressão
de opinião e de religião, direito à saúde, à educação e ao trabalho.

Palavras-chave: Direitos Humanos; Dignidade; Organização das Nações


Unidas; Cidadãos.
Introdução

O presente trabalho tem como objetivo principal apresentar Os Direitos


Humanos estabelecendo as obrigações dos governos de agirem de
determinadas maneiras ou de se absterem de certos atos, a fim de promover
e proteger os direitos humanos e as liberdades de grupos ou indivíduos e
também tem o propósito de expor, de modo adequado à importância e
complexidade do tema .Partindo disto a escolha desse tema deu-se devido
fato de ser um tema de grande importância, amplo e abrangente a todas as
áreas. Este trabalho tem como principal objetivo apresentar e abordar
teoricamente o Antes e o Depois das Declaração Universal dos Direitos
Humanos, mediante breve relato das principais lutas sociais desde o Brasil
Colônia, dissertar acerca das gerações de direitos humanos e eventuais
violações do Brasil à Declaração. Portanto, este trabalho tende a apresentar e
abordar teoricamente sobre Direitos humanos são os direitos básicos de todos
os seres humanos.

Metodologia

Os direitos humanos consistem em um conjunto de direitos considerado


indispensável para uma vida humana pautada na liberdade, igualdade e
dignidade. Os direitos humanos são os direitos essenciais e indispensáveis à
vida digna. Não há um rol predeterminado desse conjunto mínimo de direitos
essenciais a uma vida digna. As necessidades humanas variam e, de acordo
com o contexto histórico de uma época, novas demandas sociais são
traduzidas juridicamente e inseridas na lista dos direitos humanos. Os direitos
humanos representam valores essenciais, que são explicitamente ou
implicitamente retratados nas Constituições ou nos tratados internacionais.
O conceito de Direitos Humanos assenta num bem conhecido conjunto
de pressupostos, todos eles tipicamente ocidentais, designadamente: existe
uma natureza humana universal que pode ser conhecida racionalmente; a
natureza humana é essencialmente diferente e superior à restante realidade;
o indivíduo possui uma dignidade absoluta e irredutível que tem que ser
defendida da sociedade ou do estado; a autonomia do indivíduo exige que a
sociedade esteja organizada de forma não hierárquica, como soma de
indivíduos livres (PANIKKAR apud SANTOS, 2012). Os direitos humanos não
foram criados de uma hora para outra. Possuem uma evolução histórica, em
que as lutas sempre estiveram envolvidas. A Declaração Universal de Direitos
Humanos é um grande exemplo: foi cunhada após a terrível Segunda Guerra
Mundial. Assim, a luta para a concretização dos direitos humanos, e também
dos direitos fundamentais dentro de cada país, é um processo que ainda não
acabou. Após a conscientização de que existem direitos, vem a etapa de
concretizar esses direitos, ou seja, fazer com que todos possam usufruí-los.
Neste sentido, a União, Estados, Distrito federal e Municípios são
essenciais para a consolidação dos direitos básicos do homem. O Estado
brasileiro começou a articular uma política nacional de direitos humanos a
partir de 1985 e apenas em 1996 foi criado um Programa Nacional de Direitos
Humanos. O PNDH é avaliado como novo, considerando a história da
humanidade. Políticas nacionais foram pensadas apenas no final do regime
militar. Se um programa nacional de direitos humanos foi escrito somente em
1996, programas estaduais começaram a ser arquitetados apenas no início do
século XXI, sendo que a maioria dos estados brasileiros ainda não possui um
programa, muito menos seus municípios. Além disso, a construção de
secretarias específicas em direitos humanos apenas iniciou seus debates na
maioria dos estados e municípios, isto é, a grande maioria dos entes não
possuem secretarias específicas, o que faz com que temas fiquem
concentrados em outros órgãos, como a Secretaria de Assistência Social,
criando maior carga aos funcionários e dando menos atenção que os direitos
fundamentais merecem.
O reconhecimento oficial dos direitos fundamentais dá mais segurança
às relações sociais. A partir da leitura da monografia percebe-se a importância
de um governo que possui participação popular. Relembrando a Declaração
Francesa e a importância histórica desse acontecimento, a base de toda
associação política está inserida no artigo 2° da Declaração Francesa: “o
objetivo de toda associação política é a preservação dos direitos naturais e
imprescritíveis ao homem”. Governos justificados pela garantia dos direitos
universais são a marca do século XXI. Já o terceiro artigo da Declaração trata
sobre a legitimidade do poder da nação, que é una e indivisível, conceito
fundamental 67 aos governos democráticos: "a liberdade de participação
política do cidadão, como possibilidade de intervenção no processo decisório
(...) constitui, a toda evidência, complemento indispensável das demais
liberdades" (SARLET, 2015, p. 62).
A partir da liberdade de participação, é possível garantir os direitos das
minorias contra os desvios de poder. Outro ponto importante a ser levantado
é que os direitos humanos se tornam significativos quando ganham conteúdo
político, direitos humanos em sociedade, e requerem participação ativa
daqueles que os detêm. É necessário o sentimento de se sentir cidadão, de se
sentir parte de uma comunidade e se interessar pela sua construção e
evolução. Este sentimento não se constrói facilmente e o espaço em que ele
pode se desenvolver mais facilmente é o Município que ganha um novo
significado, ao ser essencial para a concretização dos direitos humanos. E,
para isso, a participação dos cidadãos na construção de políticas públicas é
ponto chave na efetivação dos direitos, já que é a população é quem recebe e
usufrui das políticas organizadas pelo governo. Para que a participação ocorra,
a divulgação de informação também é necessária. Os sites das prefeituras não
disponibilizam dados suficientes. Para conseguir ter acesso ao Plano
Municipal é necessário fazer um pedido à prefeitura, já que não é
disponibilizado por meio virtual.
A situação real em todo o mundo, está secção fornece exemplos de
violações dos seis artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos
(UDHR): Todos têm direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal: Estima–
se que 6500 pessoas foram mortas em combate armado no Afeganistão em
2007, quase a metade delas foram mortes de civis não combatentes nas mãos
de insurgentes. Centenas de civis também foram mortos em ataques suicidas
por grupos armados. No Brasil em 2007, conforme os números oficiais a polícia
matou pelo menos 1260 pessoas, o total mais elevado até à data. Todos os
incidentes foram qualificados oficialmente como “atos de resistência” e
receberam pouca ou nenhuma investigação. No Uganda, 1500 pessoas
morrem a cada semana nos acampamentos de pessoas internamente
refugiadas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 500.000
morreram nestes acampamentos. As autoridades vietnamitas levaram à força
pelo menos 75.000 dependentes de drogas e prostitutas para 71
acampamentos de “reabilitação” superlotados, qualificando os detidos como
“de alto risco” de contrair HIV/SIDA, mas sem prover nenhum tratamento.
“Todos têm o direito à liberdade de opinião e de expressão: ”No Sudão,
dezenas de defensores dos direitos humanos foram presos e torturados pelos
serviços secretos nacionais e forças de segurança.Na Etiópia, dois
proeminentes defensores dos direitos humanos foram condenados por falsas
acusações e sentenciados a quase três anos na prisão.Na Somália foi
assassinado um proeminente defensor dos direitos humanos.Na República
Democrática do Congo o governo ataca e ameaça os defensores dos direitos
humanos e restringe a liberdade de expressão e de associação. Em 2007,
disposições do ato de Imprensa de 2004 foram usadas pelo governo para
censurar os jornais e limitar a liberdade de expressão.

Resultados e Discussão

A presente pesquisa caracteriza-se como qualitativo, pois se trata de um estudo


mais aprofundado acerca do tema buscando assim uma maior interação do
coonteudo ea trazer maior clareza ao mesmo. Nesta seção, apresenta-se a
abordagem teórica, em que se demonstra a descrição dos sujeitos da
investigação e as estratégias de recolhimento de dados, bem como o modo
como foram tratados. O presente estudo insere-se numa investigação
qualitativa uma vez que decorreu no ambiente natural do Centro de Educação
Infantil. Portanto, segundo Bogdan e Biklen (1994), é uma metodologia de
investigação que enfatiza a descrição, a teoria fundamentada e o estudo das
percepções pessoais. Com a finalidade de se alcançar os objetivos propostos
nesta pesquisa, foi feito um levantamento bibliográfico, apoiando-se nos autores
que defendem uma educação de qualidade e compromissada dentro,
sobretudo,dos Direetios Humanos.

Conclusão

A partir da da pesquisa elaborada, conclui-se que é possível perceber que


pensar nos direitos humanos como políticas de Estado, isto é, como políticas
estáveis e embasadas em valores perenes do Brasil, implica, entre outras
coisas, manter permanentemente a questão dos direitos humanos nos
diferentes fóruns de discussão pública internos. Portanto são necessárias cada
vez mais e cada vez mais eficazes direitos humanos. Mas, para isso, é
necessário uma nova concepção de direito, uma concepção mais humana de
direito. Um direito consciente da sua condição humana. E ir muito além de uma
nova concepção de direito, continuar na luta de defesa dos Direitos Humanos,
conforme já ressaltado em outro momento, lutando com potência e utilizando-
se principalmente do que já temos como o Plano Nacional de Direitos Humanos
e demais políticas públicas. Dessa forma, surgirão novas armas, novos debates,
novas concepções e novas conquistas em Direitos Humanos.

Referências

BOGDAN, Roberto C.; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em


educação. Tradução Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos e Telmo
Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1994.

Disponível em: < https://www.unidosparaosdireitoshumanos.com.pt/what-are-


human-rights/violations-of-human-rights/> Acesso em: 25 de setembro de 2018

PANIKKAR, Raimundo. “Is the Notion of Human Rights a Western


Concept?”. Cahier, n. 81, 1984. p. 28-47.

SARLET, Ingo Wolfgang. A Eficácia dos Direitos Fundamentais: Uma teoria


geral dos direitos fundamentais na perspectiva constitucional. 12. ed.
Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2015. 512 p.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Para uma concepção multicultural dos


Direitos Humanos. Rev. Contexto Internacional, Rio de Janeiro, v.23, n.1, p.7-
34, jan/jun. 2001.

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