Você está na página 1de 6

Drª.

Rosemary Pitanga de Oliveira Araujo


Drº. Paulo Cesar Coelho de Araujo
Advogados
EXMº. SR. DR. JUIZ FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL
FEDERAL DE DUQUE DE CAXIAS - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO – RJ.

JOSE FERREIRA ALVES IRMÃO, brasileira,


casado, portador da Carteira de Identidade nº 05399038-8 e do
CPF 50727079700 residente à Rua Biritinga, 29 - Xavantes -
Belford Roxo - RJ - CEP 26.160.155, vem, pelos advogados in fine
assinado, mui respeitosamente perante Exa., apresentar AÇÃO
(Concessão de benefício) c/c PEDIDO DE TUTELA DE
URGENCIA face ao INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL
- INSS, na pessoa de seu procurador, com endereço para citação
na Rua Marechal Deodoro, 1119, CEP 25075-190 – Duque de
Caxias - RJ, pelos fatos e motivos a seguir expostos:

Inicialmente

Requer os benefícios da Lei 1060/50 e


alterações posteriores pois não possui condição financeira de arcar
com as custas processuais e honorários de advogado, sem prejuízo
do próprio sustento e de sua família.

BREVE RELATO DOS FATOS

1 – A parte autora é contribuinte da Previdência


Social na qualidade de autônomo trabalhando como serralheiro.
(doc anexo).

Escritório 1 - Rua Mauá, 08 -C/ 04 – São Bernardo – Belford Roxo – RJ – Tel 37726471
Escritório 2 – Av. Presidente Lincoln, 988 – sala 114- Vilar dos Teles – São João de Meriti – RJ
rosepitanga@oi.com.br
Página 1
Drª. Rosemary Pitanga de Oliveira Araujo
Drº. Paulo Cesar Coelho de Araujo
Advogados
2 - A parte autora trabalhava normalmente
exercendo a função de serralheiro, contribuindo para a Previdência
até que no inicio de 2019, passou a ter fortes dores no braço
esquerdo e ombro esquerdo, devido ao agravamento de uma
doença ocorrida me 2017 quando sofreu um acidente. Estas fortes
dores aliadas ao agravamento e progressão da doença culminaram
com limitações e evolução de anquilose de cotovelo e ombro
esquerdos que comprometeram sua vida laborativa devido a
função exercida, serralheiro, que demanda esforços principalmente
nos membros superiores e o uso dos dois membros, tais como
pegar barras de ferro, cortar, carregar máquinas de solda, etc.

3 - Desta forma solicitou junto ao previdência a


concessão do benefício de Auxílio Doença por duas vezes tendo
sido ambos negado por alegação de capacidade laborativa: NB nº
31/6265897830 ( DER 01/02/2019) e NB nº 31/627147417-2 ( DER
16/03/19) respectivamente.

4
- Não obstante toda a documentação
apresentada, pois HOUVE AGRAVAMENTO DA DOENÇA e
aquisições de tantas outras, o órgão insiste em negar o benefício.

5 - Situação vexatória passa a parte autora,


pois a ré nega o benefício, enquanto que os médicos especialistas
que fazem o acompanhamento ambulatorial na parte autora
afirmam que existe a incapacidade laborativa enquanto o INSS
diagnostica que está capaz de exercer a função ou seja a parte
autora está sem rumo, somente o judiciário poderá dirimir esta
dúvida.
6 - Convém ressaltar que para fins de concessão
de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, para verificar se
o cidadão preencheu a qualidade de segurado, é necessário fixar
qual a data do início da doença (DID) e a data do início de sua
incapacidade (DII). Diferente da data do início da doença, a data do
início da incapacidade é aquela em que diante das manifestações
da doença, há impedimento no desempenho das funções de uma
Escritório 1 - Rua Mauá, 08 -C/ 04 – São Bernardo – Belford Roxo – RJ – Tel 37726471
Escritório 2 – Av. Presidente Lincoln, 988 – sala 114- Vilar dos Teles – São João de Meriti – RJ
rosepitanga@oi.com.br
Página 2
Drª. Rosemary Pitanga de Oliveira Araujo
Drº. Paulo Cesar Coelho de Araujo
Advogados
determinada profissão, sendo necessário o afastamento do
trabalho.
Ainda, benefício por incapacidade não é
devido se o segurado somente contribui ao INSS em data posterior
a data da doença ou lesão invocada como causa para o benefício.
Nesses casos a justificativa para a negativa se dá em decorrência
da preexistência da doença em relação ao ingresso do segurado ao
INSS. Contudo, se a incapacidade sobrevier por motivo de
progressão ao agravamento dessa doença ou lesão, é direito
desse segurado a concessão do benefício.

Convém ressaltar que a postura do réu é


contrária a valorização da vida do paciente.

Em conformidade com a legislação vigente, Lei


8213/91, vez que o réu descumpriu o art.59 e 62 da Lei 8213/91
“in verbis”:

Art. 59 - “O auxílio-doença será devido ao


segurado que, havendo cumprido , quando for o caso, o período de
carência exigido nesta Lei, ficar incapacitado para o seu trabalho ou
para a sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos.

Art 62 - “ O segurado em gozo de auxílio –


doença, insusceptível de recuperação para sua atividade habitual,
deverá submeter-se a processo de reabilitação profissional para o
exercício de outra atividade. Não cessará o benefício até que seja
dado como habilitado para o desempenho de nova atividade que
lhe garanta a subsistência ou quando considerado não-
recuperável, for aposentado por invalidez . “

Da Tutela de Urgência
A autora hoje passa por situação
humilhante pois o INSS afirma a capacidade laborativa,
enquanto que outros especialistas afirmam que a parte autora
não possui condições de laborativas. A demora na concessão
do benefício, uma vez que possui caráter alimentar, trará a
Escritório 1 - Rua Mauá, 08 -C/ 04 – São Bernardo – Belford Roxo – RJ – Tel 37726471
Escritório 2 – Av. Presidente Lincoln, 988 – sala 114- Vilar dos Teles – São João de Meriti – RJ
rosepitanga@oi.com.br
Página 3
Drª. Rosemary Pitanga de Oliveira Araujo
Drº. Paulo Cesar Coelho de Araujo
Advogados
autora sérios transtornos, pelo que requer o deferimento do
pedido de tutela de urgência, para que o órgão restabeleça, em
lapso temporal a ser arbitrado por V.Exa, sob pena de multa
diária.

Pelo exposto, requer :

A) A apreciação do pedido de tutela;

B) A citação da ré, para querendo, contestar a


presente, sob pena de confissão e revelia.

C) A intimação da ré a apresentar ,juntamente


com a contestação, cópia de todos os processos
administrativos relativos aos benefícios requeridos pelo autor
.
D) A designação de realização de perícia médica
na especialidade de ortopedia/traumatologia para corroborar as
provas, apresentando desde já os quesitos para a devida
celeridade processual.

E) A procedência da presente com o


restabelecimento do benefício de auxílio-doença até a recuperação
ou habilitação em outra função, com o devido processo habilitatório
ou ainda, caso seja provado por perícia médica a incapacidade
permanente, seja concedido o benefício de aposentadoria por
invalidez.
F)Seja a ré condenada a efetuar o pagamento dos
atrasados desde a data do pedido administrativo indeferido
,devidamente corrigidos e se for confirmado pelo ilustre perito a
incapacidade com precisão da data inicial, que o pedido retroceda
ao primeiro indeferimento atingido pela data estipulado pelo perito.

G)Honorários advocatícios estes na base de 10%


( dez por cento) sobre o valor da condenação.

Escritório 1 - Rua Mauá, 08 -C/ 04 – São Bernardo – Belford Roxo – RJ – Tel 37726471
Escritório 2 – Av. Presidente Lincoln, 988 – sala 114- Vilar dos Teles – São João de Meriti – RJ
rosepitanga@oi.com.br
Página 4
Drª. Rosemary Pitanga de Oliveira Araujo
Drº. Paulo Cesar Coelho de Araujo
Advogados
Protesta por todos os meios de provas permitidos
em direito, especialmente pelos depoimentos da parte autora e
testemunhas.
Dá-se à causa o valor de R$ 56.000,00 (cinquenta
e seis mil reais), apenas para efeitos fiscais.

Nestes Termos,
P.Deferimento.
São João de Meriti, 29 de maio de 2019.
Rosemary Pitanga de Oliveira Araujo
OAB/RJ 80.537

Escritório 1 - Rua Mauá, 08 -C/ 04 – São Bernardo – Belford Roxo – RJ – Tel 37726471
Escritório 2 – Av. Presidente Lincoln, 988 – sala 114- Vilar dos Teles – São João de Meriti – RJ
rosepitanga@oi.com.br
Página 5
Drª. Rosemary Pitanga de Oliveira Araujo
Drº. Paulo Cesar Coelho de Araujo
Advogados
QUESITOS :
1 – A parte autora é portadora de alguma
lesão ou doença ? Encontram-se tais patologias classificadas na CID? Qual
seria o seu enquadramento?
2 - Alguma das doenças que acometem a
parte autora a incapacita de exercer sua atividade laborativa?
.
. 3 - Caso a parte autora possua mais de uma
patologia, é possível afirmar que a cumulação das mesmas resulta ou agrava o
quadro incapacitante?
4 – Em caso afirmativo, para cada
hipótese, em que dados positivos se baseou a perícia para chegar a esta
conclusão?
. .
. 5 - À época do pedido administrativo e seu
indeferimento, face ao nível de evolução da doença e seus sintomas pode-se
afirmar que a parte autora já se encontrava inapta para o trabalho?

6 – Pode a parte autora hoje exercer a


mesma função que exercia ? Em caso negativo qual o motivo?

7 - Considerando o estado de saúde da


parte autor, existe risco de agravamento caso retorne à atividade laborativa?
Seria o caso de aposentadoria por invalidez ?

8 - Poder-se-ia afirmar que as doença


sofridas pela parte autora sofre/sofreu progressões quanto aos seus sintomas e
elementos incapacitantes ao longo dos períodos?

9 - Entende que o exame por médico


especialista em outra área seria necessário para avaliação/verificação do
quadro incapacitante que acomete a parte autora?

10 – Queira o Dr. Ilustre perito acrescentar


outros esclarecimentos que sejam úteis ao douto julgador.

Protesta pela juntada de quesitos suplementares, se necessário.


Nestes Termos,
P.deferimento.
Belford Roxo, 29 de maio de 2019.
Drª Rosemary Pitanga de O . Araujo
OAB/RJ 80.537

Escritório 1 - Rua Mauá, 08 -C/ 04 – São Bernardo – Belford Roxo – RJ – Tel 37726471
Escritório 2 – Av. Presidente Lincoln, 988 – sala 114- Vilar dos Teles – São João de Meriti – RJ
rosepitanga@oi.com.br
Página 6