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A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada com carga horária mínima

anual de oitocentas horas,distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar,
excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver.

1. União.
Coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação.
2.
2. Estados.
Assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio a todos
que o demandarem.

3. Municípios.
Oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino
fundamental.

4. Escolas.
Elaborar e executar sua proposta pedagógica.

5. Docentes.
Estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento.

As instituições de educação superior devem oferecer, no período noturno, cursos de graduação nos
mesmos padrões de qualidade mantidos no período diurno, sendo obrigatória a oferta noturna nas
instituições públicas.

O acesso ao ensino superior é direito de todos, mas condicionado à capacidade de cada um.

A ideia de educação pública está sustentada historicamente no Brasil na garantia de um conjunto de


princípios que a instituem. Sobre esses princípios, é correto afirmar:

►a) A liberdade para aprender e para ensinar, assim como para pesquisar e divulgar a cultura, o
pensamento, a arte e o saber, compõe os princípios da educação pública brasileira.

A educação escolar compõe um dos fundamentos centrais na organização da vida e da sociedade na


contemporaneidade, porque a ela foram atribuídas tarefas muito importantes, dentre as quais,
destacam-se:

►b) a transmissão do conhecimento científico e artístico e a promoção da socialização dos


estudantes.

O cognitivismo enfatiza o processo de conhecimento por meio do qual o universo de significados


do indivíduo tem origem, através de um processo de atribuição de significados à realidade em que o
indivíduo se encontra.

No behaviorismo, a conquista do comportamento desejado é realizada: pela definição do


comportamento que se quer obter, aplicação de reforço, seleção de procedimentos para alterar o
comportamento, implementação desses procedimentos, avaliação do progresso e revisão das
necessidades.

A psicologia da educação se ocupa em estudar os processos de mudança que se produzem nas


pessoas em consequência de sua participação em atividades educacionais/formativas.

Duas das principais correntes de


pensamento que buscam estudar este fenômeno são derivadas dos estudos de Jean Piaget e de Lev
Vygotsky. Sobre o pensamento desses autores é correto afirmar: O desenvolvimento cognitivo, para
Piaget, consiste em adaptações às novas observações e experiências e toma duas formas:
assimilação e acomodação.

1. Pedagogia Tradicional.
Focaliza a memorização e repetição dos conteúdos. A base do processo didático é dedutiva, o
ensino vai do abstrato ao concreto, do geral para o particular. Os materiais didáticos são livros-
texto, com muitos conteúdos e informações conceituais.
2. Escola Nova.
3. Ensinar é criar condições de aprendizagem. O importante não é
4. aprender, mas aprender a aprender. O professor é o estimulador e
orientador da aprendizagem.
3. Educação Tecnicista.
Utiliza-se de material sistematizado, seguindo uma ordem, como
manuais, módulos de ensino, livros didáticos, visando com isso a
imediata produção de sujeitos competentes para atender o mercado de
trabalho. Para tanto, transmite eficientemente as informações de forma
rápida, objetiva, sem muito espaço para a subjetividade. É irrelevante o
relacionamento interpessoal.
4. Escola Construtivista.
O aluno é sujeito ativo do próprio aprendizado, por meio da
experimentação, do trabalho em grupo, do estímulo, da dúvida e do
desenvolvimento do raciocínio. A partir de sua ação, estabelece as
propriedades dos objetos e as características do mundo.
5. Pedagogia Histórico-Crítica.
O método pedagógico parte da prática social em que professor e aluno
se encontram igualmente inseridos, ocupando, porém, posições
distintas, condição para que travem uma relação fecunda na
compreensão e encaminhamento da solução dos problemas postos pela
prática social.

O PPP deve ser visto como um processo permanente de reflexão e discussão dos problemas da
escola, na busca de alternativas viáveis à efetivação de sua intencionalidade.
O PPP é de responsabilidade da escola e sua comunidade, pois a definição dos rumos da instituição
é também responsabilidade das pessoas que atuam na/sobre essa instituição cotidianamente.

A democracia na gestão da educação tem por objetivo auxiliar as pessoas a dialogar, a equacionar os
conflitos e a garantir o acesso das pessoas à ação, à influência e ao poder político-pedagógico

A responsabilidade por definir as normas para a gestão democrática da educação é dos próprios
sistemas de ensino (federal, estaduais ou municipais).
As bases legais para a gestão democrática estabelecem que são necessárias a participação dos
profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da instituição educacional e a
participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.

O conhecimento novo é o foco da pesquisa, enquanto o ensino se dedica a divulgar este


conhecimento e a extensão tem o papel de aproximação da universidade com a comunidade, de
forma que novas questões de pesquisa e ensino sejam levantadas.

O conhecimento sobre o processo educativo qualifica o pedagogo para assumir a direção de


instituições educacionais.

A coordenação pedagógica de instituições escolares é função que pode ser desempenhada pelo
pedagogo, ainda que outros docentes também possam assumir essa função.

Considera-se ambientes virtuais de aprendizagem – AVA os sistemas computacionais disponíveis na


Internet para o desenvolvimento de atividades educacionais, os quais podem ser muito úteis para a
diversificação das estratégias de ensino-aprendizagem.

Acerca dos AVA, é correto afirmar:


Dentre as dificuldades para o uso dos AVA está a familiaridade com as ferramentas da informática
para o uso educativo, isto é, docentes não se sentem capazes de utilizar com regularidade esses
ambientes para o processo de ensino-aprendizagem.

Os níveis de ensino e suas modalidades são estruturados e organizados de maneira a atender a


demandas gerais e específicas. Quanto ao papel dos diferentes níveis e modalidades da educação
brasileira, é correto afirmar:

b) A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino destinada àqueles que não
tiveram acesso aos estudos no ensino fundamental e médio na idade própria e/ou que desejam dar
continuidade a sua formação nesses níveis.

O nível de exigência na avaliação deve ser construído com base nos objetivos educacionais, mas
respeitando-se os pontos de partida no processo de aprendizagem e o perfil dos alunos.
A avaliação é parte do processo de ensinar a aprender, assim ensinar ou estudar para a avaliação ou
para a prova é uma estratégia que gera resultados positivos no instrumento de avaliação, mas não no
processo formativo como um todo.

Esta teoria curricular critica a desvalorização do desenvolvimento cultural e histórico de alguns


grupos étnicos e os conceitos da modernidade, como razão e ciência. Ademais, esta perspectiva
sobre o currículo trabalha com a ideia de que o conhecimento é algo incerto e indeterminado. E,
ainda, esta teoria coloca em questão o conceito de verdade absoluta, já que analisa com criticidade o
processo pelo qual algo se tornou verdade. Essas características referem-
se a qual teoria do currículo? Teoria pós-crítica.

Enquanto ação intencional e planejada, a educação escolar se constitui na mobilização de um


conjunto de sujeitos em torno de um projeto comum. Desse modo, demarcar uma determinada
forma de planejar implica em tomar posições políticas e pedagógicas. Sobre o planejamento da
educação no Brasil, considere as seguintes afirmativas:O Planejamento do sistema educacional
ocorre em nível macro e se refere ao planejamento de todo o sistema educacional do país, ou do
estado ou do município e diz respeito aos direcionamentos da política educacional e à melhor forma
de alcançá-los.

De acordo com as teorias do currículo, são elementos que compõem o currículo escolar:

Os conteúdos a serem ensinados e aprendidos.


Os processos de avaliação que afetam a determinação dos conteúdos e dos procedimentos
pedagógicos.
Os objetivos a serem atingidos por meio do ensino.

VERDADES CESPE

As concepções de educação são influenciadas pelo contexto sociocultural de


cada época, gerando tendências e práticas pedagógicas distintas e adequa
das à finalidade da formação humana que cada sociedade almeja

Atualmente as práticas pedagógicas são pautadas na


interdisciplinares e transdisciplinares.

Sabemos que Durkheim define a educação como um processo


social e que o indivíduo necessita se socializar para aprender.

Apesar de o processo educacional ser um meio de transformação da realidade


sociocultural, ele também exerce papel de controle social para manutenção da
ordem vigente. A educação não é neutra e, por isso,ela tem o poder de manter o status quo

É permitido aos estados legislar sobre seus sistemas de ensino, desde que
respeitada a primazia hierárquica da legislação da União.A função normativa, redistributiva e
supletiva da União, permite que cada estado consiga se organizar, dentro da hierarquia, em seus
sistemas de ensino.

A União, os estados, os muni


cípios e o Distrito Federal têm competência
compartilhada na promoção dos meios de acesso à cultura e à educação. É dever de todos e direito
dos estudantes, o compartilhamento na promoção dos meios de acesso à cultura e à educação.

O artigo 16 da LDB traz que o sistema Federal de ensino


compreende :
I -as instituições de ensino mantidas pela União;
II -as instituições de educação superior criadas
e mantidas pela iniciativa privada;
III -os órgãos federais de educação
.
Ainda que a base curricular nacional deva ser a mesma para a educação básica de todos os estados
brasileiros, é permitido aos estabelecimentos escolares complementar seu currículo com partes
diversificadas que abarquem o contexto sociocultural dos educandos. Está no artigo Art. 26. “Os
currículos da educação infantil, do ensinofundamental e do ensino médio devem ter base nacional
comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento
escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da
cultura, da economia e dos educandos.”

Como todo trabalho humano, o ensino é um processo de trabalhoconstituído de diferentes


componentes que podem ser isolados abstratamente para fins de análise. Esses componentes são o
objetivo do trabalho, o objeto de trabalho, as técnicas e os saberes dos trabalhadores,
o produto do trabalho e, finalmente, os próprios trabalhadores e seu papel no processo de trabalho.

Nesse sentido, uma boa maneira de compreender a natureza do trabalhodos professores é compará-
lo com o trabalho industrial. Esta comparaçãopermite colocar em evidência, de forma bastante
clara, as características do ensino.

Ela ilustra também, de maneira clara e precisa, as diferenças essenciais entre as tecnologias que
encontramos no trabalho com os objetos materiais e as tecnologias da interação humana, como a
pedagogia.

Ensinar é perseguir fins, finalidades. Em linhas gerais, pode-se dizer que ensinar é empregar
determinados meios para atingir certas finalidades.

Mas, quais são exatamente os objetivos do ensino? No caso do trabalhador industrial – o operário
da indústria automobilística, por exemplo – os objetivos do trabalho que ele realiza são, de maneira
geral, precisos, operatórios, circunscritos e de curto prazo: ele executa uma determinada
ação e pode observar o seu resultado de forma bastante rápida. Noutras palavras, o trabalhador
industrial age em função de objetivos precisos e coerentes que ele sabe que pode atingir de forma
concreta através de meios operatórios.

O planejamento é um processo de racionalização, organização e coor-


denação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática
do contexto social.

A escola, os professores e os alunos são integrantes da dinâmica das relações sociais; tudo o que
acontece no meio escolar está atravessado por influências econômicas, políticas e culturais que
caracterizam a sociedade de classes. Isso significa que os elementos do planejamento escolar —
objetivos, conteúdos, métodos — estão recheados de implicações sociais, têm um significado
genuinamente político. Por essa razão, o planejamento é uma atividade de reflexão acerca das
nossas opções e ações; se não pensarmos detidamente sobre o rumo que devemos dar ao nosso
trabalho, ficaremos entregues aos rumos estabelecidos pelos interesses dominantes na sociedade. A
ação de planejar, portanto, não se reduz ao simples preenchimento de formulários para controle
administrativo; é, antes, a atividade consciente de previsão das ações docentes, fundamentadas em
opções político-pedagógicas, e tendo como referência permanente as situações didáticas concretas
(isto é,a problemática social, econômica, política e cultural que envolve a escola, os professores, os
alunos, os pais, a comunidade, que interagem no processo de ensino).

O planejamento escolar tem, assim, as seguintes funções:

a) Explicitar princípios, diretrizes e procedimentos do trabalho docente que assegurem a articulação


entre as tarefas da escola e as exigências do contexto social e do processo de participação
democrática.

b) Expressar os vínculos entre o posicionamento filosófico, político-pedagógico e profissional e as


ações efetivas que o professor irá realizar na sala de aula, através de objetivos, conteúdos, métodos
e formas organizativas do ensino.

c) Assegurar a racionalização, organização e coordenação do trabalho


docente.

d) Prever objetivos, conteúdos e métodos a partir da consideração das


exigências postas pela realidade social.

e) Assegurar a unidade e a coerência do trabalho docente, uma vez


que torna possível inter-relacionar, num plano, os elementos que
compõem o processo de ensino.

A aprendizagem, como parte de um processo social de comunicação – a Educação, apresenta os


seguintes elementos:

Comunicador ou emissor é o transmissor das mensagens,

Mensagem é o conteúdo a ser transmitido aos alunos.

Receptor é quem recebe a mensagem;

Meio ambiente, que são os meios escolares, familiares e sociais, locais onde se efetiva o processo
de ensino/aprendizagem.

O sistema educacional clássico, em sala de aula, pode ser modelizado pe


la relação entre três elementos: o professor, o aluno e o conteúdo
a ser aprendido. Cada par de relação destes três elementos implica em ações didático-pedagógicas
diferenciadas e influenciadas pelo contexto histórico e social ao qual os elementos estão inseridos.

O centro da atividade escolar não O sistema educacional clássico, em sala de aula, pode ser
modelizado pela relação entre três elementos: o professor, o aluno e o conteúdo
a ser aprendido. Cada par de relaçãodestes três elementos implica em ações didático
-pedagógicas diferenciadas e influenciadas pelo contexto histórico e social ao qual
os elementos estão inseridos.

f) Atualizar o conteúdo do plano sempre que é revisto, aperfeiçoando-o em relação aos progressos
feitos no campo de conhecimentos.

g) Facilitar a preparação das aulas.

Como professor devo saber que sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na
busca, não aprendo nem ensino.

Na pedagogia de projetos, o aluno aprende no processo de produzir, de levantar dúvidas, de


pesquisar e de criar relações, que incentivam novas buscas, descobertas, compreensões e
reconstruções de conhecimento. E, portanto, o papel do professor deixa de ser aquele que ensina por
meio da transmissão de informações – que tem como centro do processo a atuação do professor –,
para criar situações de aprendizagem cujo foco incide sobre as relações que se estabelecem neste
processo, cabendo ao professor realizar as mediações necessárias para que o aluno possa encontrar
sentido naquilo que está aprendendo, a partir das relações criadas nessas situações.

Segundo o professor Cipriano Carlos Luckesi, a avaliação é umaapreciação qualitativa sobre dados
relevantes do processo de ensino eaprendizagem que auxilia o professor a tomar decisões sobre o
seu trabalho.

Os dados relevantes se referem às várias manifestações das situações didáticas, nas quais o
professor e os alunos estão empenhados em atingir os objetivos do ensino. A apreciação qualitativa
desses dados, através da análise de provas, exercícios, respostas dos alunos, realização
de tarefas, etc., permite uma tomada de decisão para o que deve ser feito em seguida. Podemos,
então, definir a avaliação escolar como um componente do processo de ensino que visa, através da
verificação e qualificação dos resultados obtidos, determinar a correspondência destes com os
objetivos propostos e, daí, orientar a tomada de decisões em relação às atividades
didáticas seguintes.

A avaliação escolar cumpre pelo menos três funções: pedagógico-didática, de diagnóstico e de


controle.

A função pedagógico-didática se refere ao papel da avaliação no


cumprimento dos objetivos gerais e específicos da educação escolar. Ao se
comprovar sistematicamente os resultados do processo de ensino, evidencia-se ou não o
atendimento das finalidades sociais do ensino, de
preparação dos alunos para enfrentarem as exigências da sociedade, de
inseri-los no processo global de transformação social e de propiciar meios
culturais de participação ativa nas diversas esferas da vida social. Ao
mesmo tempo, favorece uma atitude mais responsável do aluno em relação
ao estudo, assumindo-o como um dever social.

A função de diagnóstico permite identificar progressos e dificuldades dos alunos e a atuação do


professor que, por sua vez, determinam modificações do processo de ensino para melhor cumprir as
exigências dos objetivos. Na prática escolar cotidiana, a função de diagnóstico é mais importante
por que é a que possibilita a avaliação do cumprimento da função pedagógico- didática e a que da
sentido pedagógico à função de controle. A avaliação diagnóstica ocorre no início, durante e no
final do desenvolvimento das aulas ou unidades didáticas.

O termo inatismo refere-se à doutrina segundo a qual há certas idéias,


princípios, noções, máximas – especulativas, ou práticas – que são inatas.
Assim, no homem existem conhecimentos ou princípios inatos, ou seja,
adquiridos com a experiência ou pela experiência e anteriores a ela. O
modelo de todo inatismo é a doutrina platônica da anamnese.

Segundo Emília e Ana Teberosky, as crianças elaboram conhecimentos sobre a leitura e escrita,
passando por diferentes hipóteses – espontâneas e provisórias – até se apropriar de toda a
complexidade da língua escrita.

Tais hipóteses, baseadas em conhecimentos prévios, assimilações e generalizações, dependem das


interações delas com seus pares e com os materiais escritos que circulam socialmente.

Para a Teoria da Psicogênese, toda criança passa por níveis estruturais da


linguagem escrita até que se aproprie da complexidade do sistema
alfabético.

São eles:
o pré-silábico,
o silábico, que se divide em silábico-alfabético, e o alfabético.

Tais níveis são caracterizados por esquemasconceituais que são processos construtivos onde a
criança leva emconta parte da informação recebida e introduz sempre algo subjetivo. É
importante salientar que a passagem de um nível para o outro é gradual edepende muito das
intervenções feitas pelo/a professor/a.

Na escrita pré-silábica, o/a alfabetizando/a não compreende a natureza donosso sistema alfabético,
no qual a grafia representa sons, e não idéias,como nos sistemas ideográficos (como, por exemplo, a
escrita chinesa).Nesta fase, ele/a representa a escrita através das seguintes hipóteses:
- Representação Icônica: expressa seu pensamento através de desenhos,não tendo a noção de escrita
no sentido propriamente dito.

- Representação não Icônica: além do desenho, expressa seupensamento através de garatuja ou


rabiscos (representação não-icônica);aqui, a criança inicia o conceito de escrita, mas ainda não
reconhece asletras do alfabeto e seu valor sonoro.

- Letras aleatórias: já conhece algumas letras do alfabeto, mas as utiliza


aleatoriamente, pois não faz nenhuma correspondência sonora entre a fala
e a escrita. Para escrever é preciso muitas letras
.
- Realismo nominal: a criança acha que os nomes das pessoas e das coisas têm relação com os seus
tamanhos. Se perguntar a criança: qual a palavra maior: Boi ou Formiguinha? Ela dirá: BOI é uma
palavra GRANDE e FORMIGUINHA uma palavra PEQUENA, atentando para o tamanho dos
animais.

De acordo com Vygotsky, todas as atividades cognitivas básicas doindivíduo ocorrem de acordo
com sua história social e acabam seconstituindo no produto do desenvolvimento histórico-social de
suacomunidade. Portanto, as habilidades cognitivas e as formas de estruturar opensamento do
indivíduo não são determinadas por fatores congênitos.São, isto sim, resultado das atividades
praticadas de acordo com os hábitossociais da cultura em que o indivíduo se desenvolve.
Consequentemente, a história da sociedade na qual a criança se desenvolve e a história pessoal
desta criança são fatores cruciais que vão determinar sua forma de pensaR.

A formação contínua acompanha também transformações identitárias. Suaprópria


institucionalização, ainda recente e frágil, é o primeiro sinal disso.Certamente, o aperfeiçoamento
não é uma invenção que date de hoje. Elese limitou, por muito tempo, ao domínio das técnicas
artesanais ou àfamiliarização com novos programas, novos métodos e novos meios de
ensino. Atualmente, todas as dimensões da formação inicial são retomadase desenvolvidas em
formação contínua.

A Didática da Escola Nova ou Didática ativa é entendida como ―direção daaprendizagem‖,


considerando o aluno como sujeito da aprendizagem. Oque o professor tem a fazer é colocar o
aluno em condições propícias paraque, partindo das suas necessidades e estimulando os seus
interesses,possa buscar por si mesmo conhecimentos e experiências. A idéia é a deque o aluno
aprende melhor o que faz por si próprio. Não se trata apenasde aprender fazendo, no sentido de
trabalho manual, ações de manipulaçãode objetos. Trata-se de colocar o aluno em situações em que
seja mobilizada a sua atividade global e que se manifesta em atividade
intelectual, atividade de criação, de expressão verbal, escrita, plástica ououtro tipo.

Na visão ―bancária‖ da educação, o ―saber‖ é uma doação dos que se


julgam sábios aos que julgam nada saber.

A pedagogia progressista tem-se manifestado em três tendências:

a libertadora, mais conhecida como pedagogia de Paulo Freire;

a libertária, que reúne os defensores da autogestão pedagógica;

a crítico-social dos conteúdos que, diferentemente das anteriores, acentua a primazia dos
conteúdos no seu confronto com as realidades sociais.

As versões libertadora e libertária têm em comum o anti-autoritarismo, avalorização da experiência


vivida como base da relação educativa e a idéiade autogestão pedagógica. Em função disso, dão
mais valor ao processo deaprendizagem grupal (participação em discussões, assembleias, votações)
do que aos conteúdos de ensino. Como decorrência, a prática educativasomente faz sentido numa
prática social junto ao povo, razão pela qual preferem as modalidades de educação popular ―não-
formal‖.

A tendência da pedagogia crítico social de conteúdos propõe uma síntesesuperadora das pedagogias
tradicional e renovada, valorizando a açãopedagógica enquanto inserida na prática social concreta.
Entende a escolacomo mediação entre o individual e o social, exercendo aí a articulação
entre a transmissão dos conteúdos e a assimilação ativa por parte de um aluno concreto (inserido
num contexto de relações sociais); dessa articulação resulta o saber criticamente reelaborado.

Behaviorismo

De acordo com o pensamento comportamentalista, o objeto de estudo da Psicologia deve ser a


interação entre o organismo e o ambiente.
Embora o comportamentalismo (ou behaviorismo) tenha raízes nos trabalhos pioneiros do
estadunidense John B. Watson (1878-1958) e nos do russo Ivan Petrovich Pavlov (1849-1936), o
estabelecimento dos seus princípios e teoria foi responsabilidade do psicólogo estadunidense
Burrhus Frederic Skinner (1904-1990), que se tornou o representante mais importante da corrente
comportamental.
Ele lançou o conceito de "condicionamento operante" a partir das suas experiências com ratos em
laboratório, utilizando o equipamento que ficou conhecido como Caixa de Skinner (1953). Por esse
conceito explicou que, quando um comportamento é seguido da apresentação reforço positivo
(recompensa) ou negativo (supressão de algo desagradável - não confundir com punição), a
frequência deste comportamento aumenta ou diminui, a depender de como foi programada a
experiência/intervenção.
Epistemologia Genética

Esta teoria do desenvolvimento da inteligência foi desenvolvida pelo biólogo, psicólogo e


epistemólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), e consiste em parte numa combinação das teorias
filosóficas existentes à época, o apriorismo e o empirismo. Baseado em experiências com crianças a
partir do nascimento até a adolescência, Piaget postulou que o conhecimento não é totalmente
inerente ao próprio sujeito, como postula o apriorismo, nem provém totalmente do meio que o
cerca, como postula o empirismo.
Para Piaget, o conhecimento é construído através da interação do sujeito com seu meio, a partir de
estruturas existentes. Assim sendo, a aquisição de conhecimentos depende tanto das estruturas
cognitivas do sujeito como da relação dele, sujeito, com o objeto.
Estágios de desenvolvimento
Para Piaget, o desenvolvimento humano obedece certos estágios hierárquicos, que decorrem do
nascimento até se consolidarem por volta dos 16 anos. A ordem destes estágios seria invariável,
embora os intervalos de tempo de cada um deles não sejam fixos, podendo variar em função do
indivíduo, do ambiente e da cultura. São eles:
Estágio sensório-motor (do nascimento aos dois anos) - a criança desenvolve um conjunto de
"esquemas de ação" sobre o objeto, que lhe permitem construir um conhecimento físico da
realidade. Nesta etapa desenvolve o conceito de permanência do objeto, constrói esquemas
sensório-motores e é capaz de fazer imitações, iniciando a construir representações mentais.
Estágio pré-operatório (dos dois aos seis anos) - a criança inicia a construção da relação de causa e
efeito, bem como das simbolizações. É a chamada idade dos porquês e do faz-de-conta.
Estágio operatório-concreto (dos sete aos onze anos) - a criança começa a construir conceitos
através de estruturas lógicas, consolida a observação de quantidade e constrói o conceito de número.
Seu pensamento, apesar de lógico, ainda está centrado nos conceitos do mundo físico, onde
abstrações lógico-matemáticas são incipientes.
Estágio operatório-formal (dos onze aos dezesseis anos) - fase em que o adolescente constrói o
pensamento proposicional, conseguindo ter em conta as hipóteses possíveis, os diferentes pontos de
vista, e sendo capaz de pensar cientificamente.
Estrutura e aprendizagem
Na concepção piagetiana, a aprendizagem só ocorre mediante a consolidação das estruturas de
pensamento, portanto a aprendizagem sempre se dá após a consolidação do esquema que a suporta,
da mesma forma a passagem de um estágio a outro estaria dependente da consolidação e superação
do anterior. Na perspectiva de Piaget, para que ocorra a construção de um novo conhecimento, é
preciso que se estabeleça um desequilíbrio nas estruturas mentais, isto é, os conceitos já assimilados
necessitam passar por um processo de desorganização para que possam novamente, a partir de uma
perturbação se reorganizarem, estabelecendo um novo conhecimento. Este mecanismo pode ser
denominado de equilibração das estruturas mentais, ou seja, a transformação de um conhecimento
prévio em um novo.

Sócio-interacionismo
Os estudos de Lev Vygotsky (1896-1934) postulam uma dialética das interações com o outro e com
o meio, como desencadeador do desenvolvimento sócio-cognitivo. Para Vygotsky e seus
colaboradores, o desenvolvimento é impulsionado pela linguagem. Eles acreditam que a estrutura
dos estágios descrita por Piaget seja correta, porém diferem na concepção de sua dinâmica
evolutiva. Enquanto Piaget defende que a estruturação do organismo precede o desenvolvimento,
para Vygotsky é o próprio processo de aprendizagem que gera e promove o desenvolvimento das
estruturas mentais superiores.
Zona de desenvolvimento proximal
Um ponto central da teoria de Vygotsky é o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP),
que afirma que a aprendizagem acontece no intervalo entre o conhecimento real e o conhecimento
potencial. Em outras palavras, a ZDP é a distância existente entre o que o sujeito já sabe e aquilo
que ele tem potencialidade de aprender. Seria neste campo que a educação atuaria, estimulando a
aquisição do potencial, partindo do conhecimento da ZDP do aprendiz, para assim intervir. O
conhecimento potencial, ao ser alcançado, passa a ser o conhecimento real e a ZDP redefinida a
partir do que seria o novo potencial.
Interacionismo e desenvolvimento
Nessa concepção, as interações têm um papel crucial e determinante. Para definir o conhecimento
real, Vygotsky sugere que se avalie o que o sujeito é capaz de fazer sozinho, e o potencial daquilo
que ele consegue fazer com ajuda de outro sujeito. Assim, determina-se a ZDP e o nível de riqueza
e diversidade das interações determinará o potencial atingido. Quanto mais ricas as interações,
maior e mais sofisticado será o desenvolvimento.
No campo da educação a interação, que é um dos conceitos fundamentais da teoria de Vygotsky,
encaixa-se na concepção de escola que se pretende efetivar no sistema brasileiro de ensino. E neste
caso, o professor e o aluno passam a ter um papel essencial no processo de ensino e aprendizagem.
Dessa forma é possível desenvolver tanto os conceitos de ZDP quanto a relação existente entre
pensamento, linguagem e intervenção no âmbito da escola, possibilitando assim um maior nível de
aprendizagem.
Conectivismo
Discute-se atualmente se o conectivismo constitui-se em uma nova teoria - a de aprendizagem em
rede -, como defendido por George Siemens e Stephen Downes. Esses autores consideram-na como
uma nova "teoria de aprendizagem para a era digital", utilizando-a para explicar o efeito que as
novas tecnologias de informação e comunicação têm sobre a forma como as pessoas se comunicam
e como aprendem .

Em uma universidade corporativa, os empregados são formados de acordo com os valores e a


cultura da empresa, o que favorece a obtenção de mais comprometimento organizacional.

Os 7 princípios de sucesso da educação corporativa


Competitividade: O diferencial das empresas está nas pessoas que a fazem;
Perpetuidade: A educação corporativa como processo de transmissão cultural;
Conectividade: O conhecimento é conduzido e compartilhado através das redes de relacionamento
dentro e fora da empresa;
Disponibilidade: A aprendizagem se dá em qualquer lugar, a qualquer hora;
Cidadania: Estímulo da cidadania individual e organizacional;
Parceria: A organização reconhece que sozinha não pode crescer, precisa do apoio dos fornecedores
e parceiros;
Sustentabilidade: A universidade corporativa precisa também gerar resultados, sendo competitiva e
sustentável.
As Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, de 2001, no artigo 13, se
refere à escola no ambiente hospitalar e têm caráter obrigatório a partir de 2002. Sendo assim, é
correto afirmar que, no Brasil:
toda criança ou jovem dispõe, no ambiente hospitalar, de atendimento didático-pedagógico, para
que seu processo de desenvolvimento e aprendizagem não seja interrompido.

O atendimento pedagógico-educacional no ambiente hospitalar deve ser entendido como: a


interligação entre diversos aspectos: a criança, a doença, os pais, os profissionais da saúde, o
ambiente do hospital, o professor e a escola.
Mesmo quando uma criança é hospitalizada durante poucos dias, ela não deve deixar de receber
atendimento didático-pedagógico, assegurando seu ano letivo.

A emenda constitucional 59/2009 alterou a Constituição Federal do Brasil no que tange à


obrigatoriedade de matrícula na educação escolar. Com a aprovação dessa emenda, como passa a
ser definida a obrigatoriedade? Educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade,
assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB, Lei 9.394/96, estabelece um conjunto de
princípios para a organização do ensino no Brasil. Sobre o tema, considere os seguintes princípios:
Valorização da experiência extraescolar.
Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas.
Garantia de padrão de qualidade.

A legislação educacional determina o dever do Estado para com a educação. Acerca dessa temática:
O Estado deve garantir o acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação
artística, porém mediante a capacidade de cada um.
A oferta de ensino noturno regular deve ser garantida, adequando-se às condições do educando.
O Estado deve suprir vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental mais
próxima de sua residência a toda criança a partir do dia em que completar 4 anos de idade.

A extensão da escolaridade no Brasil não foi constituída de maneira consensual e sem conflitos,
pois havia setores da sociedade que compreendiam que o acesso aos níveis mais elevados da
educação deveria ser restrito a uma parte apenas da sociedade.
As alternativas que se apresentaram ao Brasil para enfrentar o desafio de ampliar a educação do
nosso povo quase sempre contrapuseram o incremento da qualidade à extensão do acesso à escola.

A perspectiva liberal embasa uma concepção educacional que sustentou e ainda sustenta projetos
educacionais no Brasil. Um bom exemplo dessa perspectiva é expresso nos escritos de Anísio
Teixeira. Sobre essa perspectiva, é correto afirmar:O desenvolvimento da criatividade por meio de
um ensino menos tradicional, mas de qualidade, era o ponto principal da educação liberal no Brasil,
com vistas a um projeto educativo que ampliasse o acervo cultural do povo brasileiro.

Concepção Tecnicista: Tem como base a neutralidade científica e inspira-se nos princípios de
racionalidade, eficiência e produtividade. Tal pedagogia reorganiza o processo educativo, de
maneira a torná-lo objetivo e operacional.

Pedagogia Libertadora: Propõe uma educação crítica a serviço da transformação social e, para tanto,
utiliza "temas geradores", ou seja, os alunos são alfabetizados com as palavras que usam no dia a
dia, sempre associando o processo de alfabetização com a vida.

Abordagem Tradicional: Parte de uma visão filosófica essencialista e de uma visão pedagógica
centrada no educador (professor), no adulto, no intelecto, nos conteúdos cognitivos transmitidos
pelo professor aos alunos, na disciplina, na memorização.

Concepção Histórico-Crítica:Compreende a educação como o ato de produzir, direta e


intencionalmente,em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida coletivamente pelo
conjunto dos homens. Seu método pedagógico parte da prática social,em que professor e aluno se
encontram igualmente inseridos, ocupando,porém, posições distintas, condição para que travem
uma relação fecunda nacompreensão e encaminhamento da solução dos problemas postos pela
prática social.

A Gestão Democrática é um princípio da organização da educação no Brasil. Sobre este tema, é


correto afirmar:O diálogo e a participação são elementos determinantes para a materialização da
gestão democrática na educação, demaneira que as escolas e sistemas de ensino devem buscar
ampliar os recursos que potencializem esses fenômenos no processo educativo e na sua gestão.

O Projeto Político-Pedagógico (PPP) tem sido reclamado pela literatura como um importante
instrumento de organização e democratização da gestão escolar: O PPP é um projeto porque reúne
propostas de ação concreta a serem executadas durante determinado período de tempo e, neste
sentido, aponta para o futuro, indicando os rumos que a instituição seguirá.O aspecto pedagógico do
PPP advém do fato de que ele é uma proposição com vistas a organizar as ações e projetos
necessários ao processo de ensino-aprendizagem.

A articulação e a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão é uma das bases que
estruturam a organização da educação superior no Brasil. Sobre esta temática, considere as
seguintes afirmativas:
Tal articulação compreende a necessidade de que a formação deve ser concebida de forma crítica e
plural, não podendo se restringir à transmissão de ensinamentos em sala de aula.
A indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão mantém o tradicional papel de
especialização e produção do conhecimento novo, mas, ao mesmo tempo, volta-se para a
interdisciplinaridade e uma ação multifacetada do conhecimento, que pode chegar às pessoas por
diferentes caminhos.
A extensão como prática acadêmica visa interligar a universidade em suas atividades de ensino e
pesquisa com as demandas da sociedade, buscando respeitar o compromisso social da universidade.
A atuação do pedagogo está diretamente relacionada ao processo educativo. Sobre o papel do
pedagogo e sua função social, é correto afirmar:
O pedagogo tem na escola o seu campo primordial, mas não exclusivo, e suas tarefas estão
vinculadas a váriosmomentos do processo educativo, formal e não formal, desde a execução até a
coordenação desse processo.
Diversas são as teorias psicológicas que embasam o processo educativo:
Para Vygotsky, o processo de aprendizagem é seguido pelo desenvolvimento, pois a aprendizagem
cria a área dedesenvolvimento potencial.
O estágio sensório-motor é compreendido por Piaget como aquele período da vida no qual falta a
função simbólica,motivo pelo qual, de acordo com essa teoria, conclui-se que o bebê tem uma
inteligência prática, mas não simbólica.
Para H. Wallon, o indivíduo é social não como resultado de circunstâncias externas, mas em virtude
de umanecessidade interna.
Os signos e a linguagem simbólica são, segundo Vygotsky, construções da mente humana, que
estabelecem umarelação de mediação entre o homem e a realidade.
O planejamento educacional é um processo que parte da avaliação da situação presente e busca a
definição dosobjetivos e rumos da instituição educacional, bem como dos caminhos e recursos
necessários a tal processo.

Atualmente, existem muitas novas tecnologias educacionais, como softwares educacionais e jogos
educativos, entreoutras. Contudo, ainda enfrentamos muitos problemas para implementar práticas
educativas inovadoras, tomandomais fortemente tais ferramentas. Diante desse quadro, é correto
afirmar:
O trabalhador docente tem que ter disposição e estar aberto às inovações tecnológicas, de forma que
possa utilizá-laspara a pesquisa e para a troca de informações ou experiências e, com isso,
reelaborar sua própria prática pedagógica.

No ensino médio, será incluída uma língua estrangeira moderna, como disciplina obrigatória,
escolhida pela comunidade escolar, e uma segunda, em caráter optativo, dentro das disponibilidades
da instituição.
A duração mínima do ensino médio é de três anos e tem, dentre outros, o objetivo de preparar o
educando para o trabalho e a cidadania, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se
adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores.
Na oferta de educação básica para a população rural, os sistemas de ensino promoverão as
adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região.

O currículo situa as decisões sobre o que ensinar, como, quando, com quais recursos etc., sempre
vinculando tais definições a um projeto educativo mais amplo. Assim, sobre as definições oficiais
acerca do currículo no Brasil, considere as seguintes afirmativas:
Os currículos da educação básica devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em
cada sistemade ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas
característicasregionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos.
Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se
obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.

Quanto à organização da educação superior, considere as seguintes afirmativas:


Na educação superior, o ano letivo regular, independentemente do ano civil, tem, no mínimo,
duzentos dias detrabalho acadêmico efetivo, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando
houver.
As Universidades gozam de autonomia para criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e
programas deeducação superior, obedecendo às normas gerais da União e, quando for o caso, do
respectivo sistema deensino.

1. Currículo prescrito.
É determinado pelos órgãos de gestão do sistema educacional e tem um
papel de orientação relativamente ao conteúdo do currículo. Funciona
como referência básica relativamente à elaboração de materiais
curriculares e controle do sistema.
2. Currículo oculto.
Constituído por todos aqueles aspectos do ambiente escolar que, sem
fazer parte do currículo oficial, explícito, contribuem de forma implícita
para aprendizagens sociais relevantes.
3. Currículo apresentado ao professor.
Chega aos professores através dos meios ou materiais curriculares. Tais
materiais colocam à disposição dos educadores uma interpretação do
currículo.

4. Currículo modelado pelo professor.


Resulta da interpretação do docente, pois o professor é um tradutor que
intervém na configuração do significado das propostas curriculares quando realiza o trabalho de
planejamento.

A avaliação deve estar articulada com os objetivos educacionais, mas ao mesmo tempo deve
expressar coerentemente o que foi ensinado.

A Lei Federal 13005/2014 institui o Plano Nacional de Educação (PNE). De acordo com essa
legislação educacional, são diretrizes para a elaboração e implementação do PNE, entre outras:
Promoção do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade;
Superação das desigualdades educacionais;
Promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País.

O ensino médio é de responsabilidade dos governos estaduais.


Os governos municipais, juntamente com o governo estadual, devem ofertar o ensino fundamental,
em regime de colaboração.

Quanto às disposições gerais para a educação básica, conforme determinado pela LDB, é correto
afirmar:O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais, inclusive climáticas e
econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso reduzir o número de horas
letivas previsto em lei.

Um dos atos mais marcantes da história da educação e cultural do Brasil, foi o Manifesto dos
Pioneiros da Educação Nova, de 1932. Sobre esse manifesto, é correto afirmar: O Manifesto
defendia a educação laica, gratuita e obrigatória e, com isto, apontava para uma escola para todos,
independentemente de condição religiosa, econômica ou social.

A sociedade tem edificado um papel para a escola, o qual, muitas vezes, nem sempre é explícito ou
coerente. As expectativas com a ação escolar depositam alguma pressão sobre o trabalho docente e
sobre a organização do trabalho pedagógico. De qualquer forma, a escola tem uma função social
com alguns eixos centrais na contemporaneidade, dentre os quais, temos:
Transmitir o conhecimento científico e artístico, articulando-o com a formação da/para a cidadania,
contribuindo com a formação ampla dos estudantes.
A educação é obrigatória para todos os cidadãos, em todas as etapas, modalidades e níveis, de forma
a garantir o pleno acesso à escola.
3. A liberdade para ensinar é um princípio importante pois dá garantia de exercício à profissão
docente, sem censura ao conhecimento ou ao projeto de formação desenvolvido pela escola.
Art. 28. Na oferta de educação básica para a população rural, ossistemas de ensino promoverão as
adaptações necessárias à suaadequação às peculiaridades da vida rural e de cada
região,especialmente:
I - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reaisnecessidades e interesses dos alunos
da zona rural;
II - organização escolar própria, incluindo adequação do calendárioescolar às fases do ciclo agrícola
e às condições climáticas;
III - adequação à natureza do trabalho na zona rural.

Artigo 4º, da LDB deixa claro que a vaga deve ser na localidade mais próxima de sua residência.
“X – vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino
fundamental mais próxima de sua residência a toda criança a partir do
dia em que completar 4 (quatro) anos de idade.

Os temas transversais são tratados dentro das disciplinas já


existentes.

A avaliação é um processo amplo que envolve diversas ações


e não tem, apenas, o objetivo de monitoramento de desenvolvimento.
Vimos em aula, que a avaliação tem 3 funções: somativa, formativa e diagnóstica.

Constitui meta do PNE a garantia de sistema educacional inclusivo,preferencialmente na rede


regular de ensino, a toda a população que, comidade entre quatro e dezessete anos, tenha
deficiência, transtornos globais dodesenvolvimento, altas habilidades ou superdotação.
Fomentar o acesso à creche e a pré-escola e a oferta doatendimento educacional especializado
complementar aos educandoscom deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades ou superdotação, assegurando a transversalidade da educação especial na educação
infantil.

De acordo com Vygotsky, a aprendizagem envolve mediação e interação socialem determinado


contexto histórico-cultural e é essencial ao desenvolvimentodas funções psicológicas superiores.O
indivíduo é um sujeito histórico que se constrói por meio darelação com o mundo cultural. A teoria
de Vygotsky sobre ofuncionamento do cérebro, aponta que ele é a base biológica e
suasespecificidades definem limites e possibilidades para odesenvolvimento humano. Estas
concepções baseiam sua ideia de queas funções psicológicas superiores (como a linguagem)
sãoconstruídas ao longo da história social do homem, em sua relação como mundo.
Piaget considera que a aprendizagem depende do desenvolvimento cognitivo eque as crianças têm
papel ativo na construção de seus conhecimentos. É a essência do pensamento de Piaget, sobre a
aprendizagem.

A criança se desenvolverá de acordo com as etapasde sua vida. Piaget afirma que o
desenvolvimento passa por quatroestágios e são organizados em uma sequencia fixa e universal.
No Behavorismo, o comportamento pode ser explicado semrecorrer a esquemas mentais ou aos
esquemas psicológicos internos.

Na concepção de educação bancária, descrita por Paulo Freire,o aluno é mero depositário de
informações, sem a possibilidade deanálise crítica.

A avaliação, no PPP, deve ser constante, para que possa sermodificado o que não estiver de acordo
com a realidade existente.O projeto é um instrumento da coletividade. Ele deve ser realizado pela
comunidade escolar. A elaboração do PPP é coletiva e deve imprimir “ a cara” dacomunidade
escolar.O projeto político-pedagógico deve imprimir a opinião detodos, na coletividade. Situações
individuais devem serdesconsideradas.

O mundo contemporâneo e competitivo exige profissionaiscapacitados e a educação corporativa


visa colaborar para que a instituição tenha a capacidade de resolução de problemas.

A qualificação profissional PODE ser promovida mediante arealização de treinamento dentro da


organização, mas não existesomente nela. Pode ser realizada fora da organização também.A verdade
é que se a organização está preocupada comocrescimento, os indivíduos, como um todo devem ter
realce e os queocupam cargo de liderança devem inspirar e não, dominar.

O conceito de trilhas de aprendizagem está relacionado à gestão porcompetências institucionais e


individuais, havendo uma inter-relação entre osobjetivos da instituição e os interesses dos
profissionais. O conceito da trilha possibilita a valorização decompetências individuais que se
comunicarão com os interessesprofissionais.

A educação corporativa deve ser vista como uma “obrigação”corporativa e deve fazer sim parte das
metas do planejamentoestratégico da instituição.

Dentro do CHA (Conhecimento, habilidade e Atitude), aatitude refere-se ao fato de querer fazer e
está inserida nos aspectoscomportamentais do indivíduo.

O conceito de gestão por competências refere-se a identificaras melhores habilidades, dentro de


cada departamento, para que otrabalho flua melhor. O que não significa que deva haver isolamento
erigidez.
Em razão da dinamicidade das organizações, o desenvolvimento decompetências individuais no
ambiente organizacional pressupõe a aquisição deconhecimentos ou de saberes por meio da
aprendizagem contínua.Apesar de alguns alunos questionarem, entendemosque o desenvolvimento
das competências individuais, dentro daorganização será facilitado se houver ação de aprendizagem
contínua.

Dentro do CHA (Conhecimento, habilidade e Atitude), ahabilidade, ou o saber fazer está


relacionado à pratica de aplicar osconhecimentos.

O tutor representa um elo entre docente e discente, pois auxilia nas atividadesde competência do
primeiro, bem como acompanha e apoia pedagogicamente osegundo.

Os fatores sociais e culturais deve ser levados emconsideração na hora de planejar, para que possam
ser inseridosaspectos da realidade do educando.

A ação em projetos sociais parte do pressuposto de que a educação não estáligada apenas ao
ambiente escolar. Suas práticas estão vinculadas a todas asrelações de socialização no dia a dia A
educação em sentido amplo deve ser entendida como umaforma de balizar a ação em projetos
sociais.
O conceito de e-learning (que corresponde a umaaprendizagem eletrônica) facilita a aprendizagem
no ambiente virtual.

Gestão do conhecimento é o processo sistemático de identificação, criação,renovação e aplicação


dos conhecimentos que são estratégicos e favoráveispara uma organização. Dentre outras coisas, a
gestão doconhecimento visa a aplicação de conhecimentos que favoreçam aorganização.

Na avaliação de treinamento embasada nos critérios, ou níveis, reação,aprendizado, comportamento


e resultados, cada um desses critérios/níveis éindicador do sucesso no treinamento, não se podendo
afirmar que hajacorrelação entre eles. Apesar de polêmica, “ a literatura especializada em T&D
vemmostrando resultados inconsistentes no que tange ao relacionamentode variáveis de reações ao
treinamento com medidas tradicionais”.

Uma das características da Educação a Distância éjustamente que a duração deve ser a mesma
daqueles cursospresenciais. “Observem o que diz o Art. 3 o : “A criação, organização,oferta e
desenvolvimento de cursos e programas a distância deverãoobservar ao estabelecido na legislação e
em regulamentações emvigor, para os respectivos níveis e modalidades da educação nacional.§ 1o
Os cursos e programas a distância deverão ser projetados com amesma duração definida para os
respectivos cursos na modalidade presencial”.

A proposta de formulação de um projeto político-pedagógico surgiu como meio de superação do


paradigma tecnicista.Visando uma maior participação da comunidade escolar,bem como autonomia
nos processos, a construção do PPP desconstrói aênfase pela técnica. Saviani 91985, p.16) explica
que: “planejar aeducação de modo a dotá-la de uma organização racional capaz deminimizar as
interferências subjetivas que pudessem por em risco sua eficiência”. e Libâneo defendem que a a
construção do projeto político-
pedagógico os agentes diretos da escola tornam-se sujeitos históricos[...], isto é, sujeitos capazes de
intervir conscientemente ecoletivamente nos objetivos e nas práticas de sua escola, na produção
social do futuro da escola, da comunidade, da sociedade” (LIBÂNEO,
2004a, p.160).

O projeto político-pedagógico é um modelo de gestão compartilhada quepreconiza a redefinição das


funções estratégicas dos atores sociais envolvidosna educação, como professores, comunidade,
direção e coordenaçãopedagógica. Uma das características do projeto político-pedagógico
éjustamente o compartilhamento de experiências e saberes, fazendocom que cada ator da
comunidade escolar seja importante na elaboração do documento.

Na abordagem das questões e demandas da realidade educacional, umaproposta válida para fugir à
dicotomização teoria versus prática é a práxisinterdisciplinar.A interdisciplinaridade facilita a
adequação da teoria à prática

Em uma perspectiva transformadora, compreende-se a educaçãocomo parte da sociedade, com seus


condicionantes, determinantes e seusprojetos, que podem ser conservadores ou não, mas com a
possibilidade detrabalhar pela democratização dessa sociedade.

Filosofia da educação, Luckesi explica que quepara a tendência transformadora, a educação é


interpretada como umainstância que media um projeto social. O CESPE nesta questão, aborda,além
da análise da perspectiva em si, o pensamento de Luckesi. Ele, éum autor que é sempre cobrado em
provas do CESPE, tanto com relaçãoà filosofia de educação, quanto referentes aos assuntos de
avaliaçãoescolar.

Na concepção interacionista, há uma relação recíproca entre os fatoresinternos e os estímulos


externos ao ambiente. Nessa concepção o sujeito aprende por meio da interação com o
meio.

A aprendizagem escolar é in?uenciada pelos fatores afetivos e sociais que


podem motivar (ou não) o aluno.Os fatores afetivos e sociais interferem na aprendizagem do aluno.
De acordo com as diretrizes curriculares nacionais a EJA é destinada aosque não conseguiram
cursar os ensinos Fundamental e Médio em idade própria.A Educação de Jovens e Adultos (EJA)
destina-se aos quese situam na faixa etária superior à considerada própria, no nível de conclusãodo
Ensino Fundamental e do Ensino Médio.

Metodologia de projetos teve como pioneiro John Dewey. Para Dewey a escola deveria considerar
os interesses doseducandos. O aluno deve ser motivado a aprender pela descoberta e pela
experiência.

Segundo Hernandez, os projetos visam proporcionar aos educandos aaquisição decapacidades


relacionadas a: Auto direção, tomada de decisões,integração.

Auto direção: ao estimular iniciativas para efetivação das tarefaspropostas.


Tomada de decisões: que implica o exercício de escolha acerca do que érelevante e o que será
incluído no processo de trabalho.
Integração: que contribui para a articulação e síntese de ideias, experiências e
informações coletadas, considerando sua diversidade. Inventividade, formulação, resolução de
problemas e comunicaçãointerpessoal, também fazem parte desse processo.

Os sistemas de ensino podem organizar seus respectivos calendáriosescolares para atendimento às


peculiaridades climáticas locais, sem reduzir onúmero de horas previsto na LDB.Os sistemas de
ensino não podem reduzir o número de horasletivas.

O processo de ensino pode ser visto como um conjunto de tarefas queenvolvem o professor e os
alunos, visando à assimilação ativa dosconhecimentos, junto com o desenvolvimento de habilidades
e competências. Oensino torna-se e?caz quando os interesses do professor coincidem com o
dosalunos. Taxonomia de Bloom é a classi?cação que divide os objetivoseducacionais em três
domínios: Cognitivo, afetivo e motor (psicomotor).

Método de ensino refere-se aos meios para se alcançar os objetivos geraise especí?cos de ensino.
Método é o caminho para atingir um objetivo.

1. O Parecer 67/98, do Conselho Estadual de Educação, preceitua que a integração escolafamília co


munidade processarseá através do Conselho de Escola.

Com a existência de uma base curricular nacional comum, instituída para o Ensino Fundamental, bu
scase legitimarunidade e a qualidade da ação pedagógica na diversidade nacional. Quanto à parte di
versificada do currículo, podese dizer que enriquece e complementa a base nacional comum.

Uma criança, apresentando hematomas, relatou para sua professora que foi espancada pelos pais. Es
ta ficou em dúvidasobre a obrigação de avisar a Direção da escola sobre o fato. De acordo com o Es
tatuto da Criança e do Adolescente – ECA, aprofessora) deve fazêlo, para que o caso seja comunica
do ao Conselho Tutelar.

é um documento que define as intenções da escola, origem das grandes linhas para o Plano Escolar.

I. sua construção requer a organização da intencionalidade coletiva dos participantes sobre o que a e
scola vai fazer e como vai fazer.
IV. é resultante de um conhecimento mínimo das condições existentes e um esforço de previsão das
alterações possíveis.

Para orientar a discussão e elaboração do calendário escolar de 2010, o Diretor da Escola e o Coord
enador Pedagógico
selecionam e organizam algumas informações sobre o ensino fundamental e médio, constantes da L
DB, (Lei no 9.394/96),
indicação CEE no 9/97 e Parecer CEE no 67/98, destacando que é necessário atender, dentre outras,
as seguintes
determinações:
I. atividades de reforço e recuperação realizadas ao longo do ano letivo, de forma contínua e paralel
a, e, nos recessos ou fériasescolares, de forma intensiva.

O Diretor de uma escola constata que, apesar de garantido o desenvolvimento das atividades de co
mpensação deausência a partir do segundo bimestre, vários alunos do ensino fundamental, de 11 a 1
5 anos, não atingiram freqüênciamínima determinada pela legislação vigente. Faz uma reunião com
os pais desses alunos e providencia a realização de novasatividades de compensação durante as féri
as de janeiro, mas verifica que a freqüência continua baixa, configurandose casosde abandono. Ime
diatamente, o Diretor: encaminha ao Conselho Tutelar a relação dos alunos faltosos.

O Conselho Tutelar, criado no âmbito dos Municípios, é um órgão permanente e autônomo, não juri
sdicional, encarregado pela sociedade de
zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente
1. São recursos públicos destinados à educação os originários de:
I. receita de tributos próprios da União, dos Estados, do DistritoFederal e dos Municípios;
II. receita de transferências constitucionais e outras transferências;
III. receita do salário-educação e de outras contribuições sociais;
IV. receita de incentivos fiscais.

O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:


respeito à liberdade e apreço à tolerância.
coexistência de instituições públicas e privadas de ensino.
garantia de padrão de qualidade.
valorização da experiência extra-escolar.

A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem navida familiar, na convivência


humana, no trabalho, nas instituições deensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações
dasociedade civil e nas manifestações culturais.

A respeito dos recursos financeiros, o repasse dos valores do caixada União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios ocorrerá imediatamente ao órgão responsável pela educação,
observados os seguintes prazos:
I. recursos arrecadados do primeiro ao décimo dia de cada mês, até o vigésimo dia;
II. recursos arrecadados do décimo primeiro ao vigésimo dia de cada
mês, até o trigésimo dia;
III. recursos arrecadados do vigésimo primeiro dia ao final de cada
mês, até o décimo dia do mês subseqüente;

O dever do Estado com a educação escolar pública será efetivado mediante determinadas garantias:
atendimento educacional especializado gratuito aos educandos comnecessidades especiais,
preferencialmente na rede regular deensino. acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa
e da criaçãoartística, segundo a capacidade de cada um.oferta de ensino noturno regular, adequado
às condições do educando.oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com
características e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos
que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola.
A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios deliberdade e nos ideais de
solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

LDBE - Lei nº 9.394 de 20 de Dezembro de 1996


Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
Art. 10. Os Estados incumbir-se-ão de:
I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino;
II - definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta do ensino fundamental, as quais
devem assegurar a distribuição proporcional das responsabilidades, de acordo com a população a
ser atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público;
III - elaborar e executar políticas e planos educacionais, em consonância com as diretrizes e planos
nacionais de educação, integrando e coordenando as suas ações e as dos seus Municípios;
IV - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das
instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino;
V - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino;
VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio.
VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio a todos que o
demandarem, respeitado o disposto no art. 38 desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 12.061, de 2009)
VII - assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual. (Incluído pela Lei nº 10.709, de
31.7.2003)
Parágrafo único. Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as competências referentes aos Estados e aos
Municípios.

11. Não constituirão despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino aquelas realizadas com:
I. pesquisa, quando não vinculada às instituições de ensino, ou,quando efetivada fora dos sistemas
de ensino, que não vise,precipuamente, ao aprimoramento de sua qualidade ou à sua expansão;

Freire em “Pedagogia da Autonomia” afirma que o respeito à autonomia e àdignidade de cada um é


um imperativo: ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros.

Considerando o pensamento de Paulo Freire, constante na obra “Pedagogia daAutonomia”, é


correto afirmar que :o exercício ou a educação do bom senso do docente ético vai superando o que
há nele de instintivo na avaliação que faz dos fatos e dos acontecimentos.

Segundo a Pedagogia da Autonomia, considera-se umsaber indispensável àprática docente: ter


disponibilidade para o diálogo.

Ao tratar dos saberes necessários à prática docente em Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire
considera que não existe docência sem discência e que,
a) Ensinar exige rigorosidade metódica, estética , ética, reflexão crítica sobre a
prática,corporeificação das palavras pelo exemplo.

Em “Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa”, Paulo


Freire afirma que “Ensinar não é transferir conhecimento”. O autor entende que o
papel mais importante do professor é: criar possibilidades para que o aluno possa desenvolver sua
própria construção

Paulo Freire afirma que “ensinar exige compreender que a educação é uma
forma de intervenção no mundo”. Em sua obra “Pedagogia da Autonomia: Saberes
Necessários à Prática Educativa”, o autor entende a educação como: reprodutora e desmascaradora
da ideologia.

8.Paulo Freire em “Pedagogia da Autonomia” afirma que quando vivemos aautenticidade exigida
pela prática de ensinar-aprender participamos de umaexperiência total, diretiva, política,
ideológica, gnosiológica, pedagógica, estética eética, em que a boniteza deve achar-se de mãos
dadas com a decência e com a serenidade.

Sobre o exercício docente Paulo Freire, na obra Pedagogia da Autonomia, disse


que: “Ensinar inexiste sem aprender e vice-versa e foi aprendendo socialmente
que, historicamente, mulheres e homens descobriram que era possível ensinar".
Nesse sentido é correto afirmar:
a) Quando vivemos a autenticidade exigida pela prática de ensinar-aprender
participamos de uma experiência individual que se relaciona com as técnicas
didáticas desenvolvidas.
b) Selecionar textos em que haja diversidade de ideias sobre um tema dentro de
uma mesma ciência ou de diversas ciências permite uma aprendizagem mais
complexa, pois nos textos diversos estão muitos humanos.
c) A aprendizagem de determinado conhecimento não se esgota, sempre é
possível aprender mais sobre um tema.
d) O professor, ao organizar as pautas interacionais e mediar os processos de
ensino e aprendizagem, também aprende

O professor que em sua prática pedagógica está sempre disponível ao riscoaceita o novo e não
recusa o velho, que continua com marcas de novo. A propostade trabalho desse professor é coerente
com o proposto por Paulo Freire, na obra Pedagogia da Autonomia, quando o autor argumenta que o
ensino exige o: aceitação do novo e rejeita qualquer forma de discriminação.

De acordo com os PCNs de 1ª a 4ª séries :


A igualdade de direitos entre os cidadãos, baseada nos princípios democráticos implica,
necessariamente, no acesso à totalidade dos bens públicos, dentre os quais o conjunto de
conhecimentos socialmente relevantes.
Fora da escola, os alunos não têm as mesmas oportunidades de acesso a certos objetos de
conhecimentos que fazem parte do repertório escolar.
Os PCNs, por sua natureza aberta, configuram uma proposta flexível a ser concretizada nas decisões
regionais e locais sobre currículos e sobre programas de transformação da realidade educacional
empreendidos pelas autoridades governamentais, pelas escolas e pelos professores.

1. Libaneo (2001) aponta a sequência de passos para se chegar a um projeto.

I. definir o problema;
II. determinar objetivos e necessidades;
III. levantar alternativas de solução;
IV. organizar o projeto;
V. implementar o projeto.
VI. acompanhar, avaliar e realimentar o projeto.

O professor como agente de valores da sociedade, deve enfrentar os deveres e os dilemas éticos da
profissão. Nesse sentido, são coerentes várias atitudes e habilidades docentes, :
Prevenir a violência na escola e fora dela.
Lutar contra os preconceitos e discriminações.
Desenvolver o senso de responsabilidade e de solidariedade.
Desenvolver o sentimento de justiça.

No que diz respeito às competências para ensinar, segundo Perrenoud, a conversa do professor com
o pai evidencia a ausência de: capacidade de o professor envolver os pais na construção dos saberes.

Em relação ao Currículo escolar é CORRETO concluir que:


Sua face mais inovadora é parte diversificada, que busca atender as exigências regionais. Estão
inclusos os temas transversais para garantir a formação do cidadão, onde serão tratados assuntos
como Orientação Sexual, Meio Ambiente, Saúde e Ética. A inclusão fica a cargo da escola, que
decide o que é mais conveniente.
O Decreto 5154/2004 define as formas de articulação entre o Ensino médio e a educação
profissional, podendo essa articulação ocorrer nas modalidades integrada, concomitante ou
subsequente.
De acordo com Ferraço, “(...) estou defendendo somente com o cotidiano das instituições
educacionais é possível encontrar indícios que nos ajudem a sustentar a ideia de complexidade da
educação, permitindo-nos questionar se existe algo objetivo e passível de ser identificado que possa
ser chamado de...”: currículo.

Na educação infantil, um dos procedimentos de avaliação a ser utilizado é a técnica da observação.


Das alternativas abaixo que descrevem a técnica de observação:Permite investigar as características
individuais dos alunos, bem como sua interação com o grupo.Possibilita o registro das
potencialidades e fragilidades de cada aluno.A observação tem objetivos previamente determinados
e deve ser realizada em momentos específicos
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o ensino será ministrado com
base nos seguintes princípios:
Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola.
Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber.
Respeito à liberdade e apreço à tolerância
A educação escolar deverá ser ministrada com base nos seguintes princípios:

I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola.


II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber.
IV - valorização do profissional da educação escolar.
Em Conselho de Classe, os professores da turma C levantaram estratégias coletivas para recuperar p
aralelamente eacompanhar sistematicamente o avanço dos alunos, o que deverá ocorrer por meio de
tarefas regulares complementares às tarefas anteriores, de complexidade gradativa, a serem realizad
as no horário regular das aulas.
A educação básica poderá se organizar de formaflexível, sempre que o processo de aprendizagem as
sim o recomendar
Estabelecimentos que utilizam progressão por série podemadotar a progressão continuada no âmbit
o do ensinofundamental

A progressãocontinuada prevê, respectivamente, como estratégias pedagógicas e como aspectos org


anizacionais: trabalho com pequenos grupos e reorganização nos horários e nos tempos escolares.
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada
com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e
privadas de ensino;
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de
carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes
públicas;
VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
VII - garantia de padrão de qualidade.
VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos
termos de lei federal.
Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão
financeira e patrimonial e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e
extensão.
É facultado às universidades admitir professores, técnicos e cientistas estrangeiros, na forma da lei.
O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa científica e tecnológica.

Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade,
assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria
II - progressiva universalização do ensino médio gratuito
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na
rede regular de ensino;
IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade .
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um;
VI - oferta e ensino noturno regular, adequado às condições do educando;
VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas
suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.
§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa
responsabilidade da autoridade competente.
§ 3º Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a
chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola.

Art. 209. O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições:


I - cumprimento das normas gerais da educação nacional;
II - autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público.
Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar
formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais.
§ 1º O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das
escolas públicas de ensino fundamental.
§ 2º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às
comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de
aprendizagem.

Art. 211. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de


colaboração seus sistemas de ensino.
§ 1º A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios, financiará as instituições de
ensino públicas federais e exercerá, em matéria educacional, função redistributiva e supletiva, de
forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade de
ensino mediante assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios
§ 2º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil.
§ 3º Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino fundamental e médio.
§ 4º Na organização de seus sistemas de ensino, a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios definirão formas de colaboração, de modo a assegurar a universalização do ensino
obrigatório.
5º A educação básica pública atenderá prioritariamente ao ensino regular.

Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e
os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida
a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.
§ 1º A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos Estados, ao Distrito Federal e
aos Municípios, ou pelos Estados aos respectivos Municípios, não é considerada, para efeito do
cálculo previsto neste artigo, receita do governo que a transferir.

A Educação Básica, nos termos do artigo 21 da LDB, é formada: pela educação infantil, ensino fun
damental e ensino médio.
O ensino será ministrado com base na igualdade de condições para o acesso e permanência na
escola.

Não constituirão despesas de manutenção e desenvolvimento doensino aquelas realizadas com:


I. formação de quadros especiais para a Administração Pública,sejam militares ou civis, inclusive
diplomáticos;
II. programas suplementares de alimentação, assistência médico-odontológica, farmacêutica e
psicológica, e outras formas de assistência social;
III. obras de infra-estrutura, ainda que realizadas para beneficiar direta ou indiretamente a rede
escolar;
IV. pessoal docente e demais trabalhadores da educação, quando em desvio de função ou em
atividade alheia a manutenção e desenvolvimento do ensino.
Está entre as incumbências dos Estados:
b) organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos
seus sistemas de ensino.
c) definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta do
ensino fundamental, as quais devem assegurar a distribuição
proporcional das responsabilidades, de acordo com a população a
ser atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma
dessas esferas do Poder Público.
d) elaborar e executar políticas e planos educacionais, em consonância
com as diretrizes e planos nacionais de educação, integrando e
coordenando as suas ações e as dos seus Municípios.
e) autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar,
respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e
os estabelecimentos do seu sistema de ensino.
A inclusão da pessoa deficiente no sistema educacional regular tem se
acentuado nas últimas décadas. Este processo não depende apenas de
uma ampla legislação, mas de mudanças significativas na escola e na
sociedade, exigindo a participação de todos os agentes envolvidos na
educação formal.

A tendência atual das reformas educacionais tem na gestão da educação e


da escola um de seus pilares de transformação. As tendências atuais do
debate educacional expressam de maneira bem clara a mudança do
cenário socioeconômico dos últimos anos.
A construção da identidade institucional de cada escola será, então,
resultado da organização autônoma do corpo burocrático estreitamente
vinculado aos interesses da comunidade.

Para Paulo Freire, o pensar certo, do ponto de vista do professor, implica no


respeito ao senso comum existente no educando, durante o processo de
sua necessária superação. O respeito e o estímulo à capacidade criadora
contribuirão para que ele possa sair da consciência ingênua e passe a ter
uma consciência crítica.

A prática educativa enquanto prática humana é absolutamente ética. A


razão afetiva e fundamental de tais atitudes se enraíza na dimensão
metafísica do ser humano. Segundo Freire trata-se da vocação ontológica
para o ―ser mais‖ e da sua natureza constituindo-se social e historicamente,
como presença no mundo como algo srcinal e singular, uma presença no
mundo, com o mundo e com os outros. É no domínio da decisão, da
avaliação, da liberdade, da ruptura, da opção, que se instaura a
necessidade da ética e se impõe a responsabilidade. A ética se torna
inevitável e sua transgressão possível, é um desvalor, jamais uma virtude.
De acordo com Freire, cabe ao educador testemunhar o direito de
comparar, de escolher, de romper, de decidir e estimular a assunção do
direito ao respeito por parte dos educandos

A parceria entre escola e comunidade é indispensável para uma Educação


de qualidade e depende de uma boa relação entre familiares, gestores,
professores, funcionários e estudantes. A aproximação da relação entre escola e comunidade gera
benefícios aos moradores e à própria comunidade escolar, além de restabelecer relações mútuas de
respeito e confiança
As atividades pedagógicas realizadas por meio da educação a distância, especialmente pela Internet,
são consideradas por diferentes autores uma nova relação pedagógica, em que professor e aluno
tornam-se participantes de um jogo discursivo que não reconhece a autoridade ou os privilégios de
monopólio da fala presentes, com frequência, nas relações de ensino-aprendizagem tradicionais, o
que propicia relações comunicativas e interpessoais mais simétricas.

As novas tecnologias podem ser usadas como instrumento no processo ensino-aprendizagem, mas
também podem ser inócuas na educação, se não forem repensados os demais elementos envolvidos
nesse processo.

A pedagogia não escolar tem origem nos vínculos entre educação e economia e nas mudanças
recentes advindas do capitalismo: em um mundo que assiste a intensas transformações tecnológicas
em vários campos, como a informática, a microeletrônica, a bioenergética, entre outros, fazem-se
necessários, no processo produtivo, novos sistemas de organização do trabalho, mudanças no perfil
profissional e novas exigências de qualificação dos trabalhadores.

A questão da relação entre os processos de desenvolvimento e de aprendizagem é central no


pensamento de Vygotsky. Sua posição é essencialmente genética: procura compreender a gênese.
Isto é, a origem e o desenvolvimento dos processos psicológicos. Sua abordagem genética
desdobra- se nos ní vei s f i logenét i co, sociogenético, ontogenético, e microgenético, os quais
interagem na construção dos processos psicológicos. Sua preocupação com o desenvolvimento é
constante (...) marcando claramente sua abordagem sobre os fenômenos psicológicos (Castorina,
2005 ). Para o pedagogo empresarial, tais conhecimentos são de fundamental importância por que:
a) trabalhando com pessoas, as teorias sobre aprendizagem e desenvolvimento são ferramentas
fundamentais para os processo de seleção, treinamento formação profissional .

As receitas e despesas com manutenção e desenvolvimento do


ensino serão apuradas e publicadas nos balanços do Poder Público,
assim como nos relatórios a que se refere o § 3º do art. 165 da
Constituição Federal.

Os órgãos fiscalizadores examinarão, prioritariamente, na prestação


de contas de recursos públicos, o cumprimento do disposto no art.
212 da Constituição Federal, no art. 60 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias e na legislação concernente.
A União, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios, estabelecerá padrão mínimo de oportunidades
educacionais para o ensino fundamental, baseado no cálculo do
custo mínimo por aluno, capaz de assegurar ensino de qualidade.

A ação supletiva e redistributiva prevista no art. 75 ficará


condicionada ao efetivo cumprimento pelos Estados, Distrito Federal
e Municípios do disposto nesta Lei, sem prejuízo de outras
prescrições legais.

O ensino será ministrado com base na liberdade de aprender, ensinar,


pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber.

Julgue os itens que se seguem a respeito do art. 75 da LDB e que


fazem alusão a ações de natureza supletiva:
I. A ação supletiva e redistributiva da União e dos Estados será
exercida de modo a corrigir, progressivamente, as disparidades
de acesso e garantir o padrão mínimo de qualidade de ensino.
II. A ação a que se refere este artigo obedecerá a fórmula de
domínio público que inclua a capacidade de atendimento e a
medida do esforço fiscal do respectivo Estado, do Distrito Federal
ou do Município em favor da manutenção e do desenvolvimento
do ensino.
III. A capacidade de atendimento de cada governo será definida pela
razão entre os recursos de uso constitucionalmente obrigatório na
manutenção e desenvolvimento do ensino e o custo anual do
aluno, relativo ao padrão mínimo de qualidade.
IV. Com base nos critérios estabelecidos nas sentenças I e II desta
questão, a União deverá fazer a transferência direta de recursos a
cada estabelecimento de ensino, considerado o número de
alunos que efetivamente freqüentam a escola.

Cabe aos municípios organizar, manter e desenvolver os órgãos e


instituições oficiais dos seus sistemas de ensino, integrando-os às
políticas e planos educacionais da União e dos Estados.
c) Compete aos municípios baixar normas complementares para o seu
sistema de ensino.
d) É função dos municípios autorizar, credenciar e supervisionar os
estabelecimentos do seu sistema de ensino.
e) Está entre as funções dos municípios oferecer a educação infantil em
creches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental,
permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando
estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de
competência e com recursos acima dos percentuais mínimos
vinculados pela Constituição Federal à manutenção e
desenvolvimento do ensino.

Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas,


podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou
filantrópicas que:
I. comprovem finalidade não-lucrativa e não distribuam resultados,
dividendos, bonificações, participações ou parcela de seu
patrimônio sob nenhuma forma ou pretexto;
II. apliquem seus excedentes financeiros em educação;
III. assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola
comunitária, filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no
caso de encerramento de suas atividades;
IV. prestem contas ao Poder Público dos recursos recebidos.
Aos estabelecimentos de ensino cabe:
a) elaborar e executar sua proposta pedagógica
c) administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros.
d) assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas.
e) velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente

Sistema de Ensino da União, com a colaboração das agências


federais de fomento à cultura e de assistência aos
índios, desenvolverá programas integrados de ensino e pesquisa,
para oferta de educação escolar bilíngüe e intercultural aos
povos indígenas, com os seguintes objetivos:
I. proporcionar aos índios, suas comunidades e povos, a
recuperação de suas memórias históricas; a reafirmação de suas
identidades étnicas; a valorização de suas línguas e ciências:
II. garantir aos índios, suas comunidades e povos, o acesso às
informações, conhecimentos técnicos e científicos da sociedade
nacional e demais sociedades indígenas e não-Indígenas;
III. a União apoiará técnica e financeiramente os sistemas de ensino
no provimento da educação intercultural às comunidades
indígenas, desenvolvendo programas integrados de ensino e
pesquisa;
IV. os programas mencionados na sentença I, II serão planejados
com audiência das comunidades indígenas.

O dever do estado com educação escolar pública será efetivado


mediante atendimento ao educando, no ensino fundamental público, por
meio de programas suplementares de material didático-escolar,
transporte, alimentação e assistência à saúde.
Os programas integrados de ensino e pesquisa das comunidades
indígenas, incluídos nos Planos Nacionais de Educação, terão os
seguintes objetivos:
I. fortalecer as práticas socioculturais e a língua materna de cada
comunidade indígena;
II. manter programas de formação de pessoal especializado,
destinado à educação escolar nas comunidades indígenas;
III. desenvolver currículos e programas específicos, neles incluindo
os conteúdos culturais correspondentes às respectivas
comunidades;
V. elaborar e publicar sistematicamente material didático específico e
diferenciado.

a) A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando,


assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da
cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em
estudos posteriores.
b) A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos
semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos,
grupos não-seriados, com base na idade, na competência e em
outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o
interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar.
O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais,
inclusive climáticas e econômicas, a critério do respectivo sistema de
ensino, sem com isso reduzir o número de horas letivas previsto
nesta lei.
e) A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada
de acordo com a carga horária mínima anual será de oitocentas
horas, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo
trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais,
quando houver.
b) A educação a distância, organizada com abertura e regime especiais,
será oferecida por instituições especificamente credenciadas pela
União.
c) A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e
registro de diploma relativos a cursos de educação a distância.
d) As normas para produção, controle e avaliação de programas de
educação a distância e a autorização para sua implementação
caberão aos respectivos sistemas de ensino, podendo haver
cooperação e integração entre os diferentes sistemas.
O dever do estado com educação escolar pública será efetivado
mediante padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a
variedade e quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis
ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem.

Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio,


públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura
afro-brasileira e indígena.

c) Na parte diversificada do currículo será incluído, obrigatoriamente, a


partir da quinta série, o ensino de pelo menos uma língua estrangeira
moderna, cuja escolha ficará a cargo da comunidade escolar, dentro
das possibilidades da instituição.
d) O conteúdo programático a que se refere o artigo 26-A incluirá
diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a
formação da população brasileira, a partir desses dois grupos
étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a
luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e
indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade
nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social,
econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
e) Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos
povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o
currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de
literatura e história brasileiras.

A democratização das práticas sociais envolve, necessariamente,transformações no campo da ação


pedagógica. A revalorização dasrelações interpessoais de solidariedade e de cooperação, o
reconhecimentodo caráter coletivo dosprocessos de construção dos conhecimentos, daidentidade e
do desenvolvimento da autonomia intelectual e social.
Ação democratizante no interior da escola ocorre pela transformação daspráticas sociais reais que se
desenvolvem no seu interior, tendo em vista anecessidade de se ampliar os espaços de participação,
os debatesrespeitando-se as diferenças e criando condições para uma participaçãoautônoma.
A construção de uma sociedade democrática implica o desenvolvimento deuma ação dmocrática
concreta em todos os espaços de interação social,
A didática, na tendência pedagógica tradicional, está embasada na
transmissão cultural, concebendo o aluno como um ser passivo, atribuindo
um caráter dogmático aos conteúdos de ensino e percebendo o professor
como figura principal do processo ensino-aprendizagem.
A pedagogia crítico-social dos conteúdos atribui grande importância àDidática, considerando que
esta tem como objetivo a direção do processode ensinar, tendo em vista as finalidades sociopolíticas
e pedagógicas e ascondições e meios formativos, convergindo para promover a auto atividadedos
alunos que é a aprendizagem.

O Projeto Político-Pedagógico, como instrumento político, cultural ecientífico, decorrente de


construção coletiva, deverá englobar o conjunto deatividades vivenciadas pelo aluno, durante o
período de sua formação.Envolve, dentre outros princípios norteadores, a ação articulada
ecooperativa dos professores, enquanto principais agentes responsáveispela efetivação do Projeto
Político-Pedagógico dos Cursos e participação conjunta dos alunos no seu processo de
desenvolvimento humano eprofissional de forma contínua e autônoma.
Professores e orientadores educacionais têm diferenças marcantes deatuação. O profissional de sala
de aula está voltado para o processo deensino-aprendizagem na especificidade de sua área de
conhecimento. Já oorientador não tem currículo a seguir. Seu compromisso é com a
formaçãopermanente no que diz respeito a valores, atitudes, emoções e sentimentos,sempre
discutindo, analisando e criticando.

A função do supervisor escolar está centrada na ação pedagógica,processos de ensino e


aprendizagem. É função muito importante junto aocorpo docente e discente e toda equipe técnica
escolar; não apenas umsolucionador de problemas, mas também que o mesmo desenvolvatrabalhos
relacionados à prevenção da indisciplina na escola.
O supervisor deverá manter contato individual com cada professor,socializando com cada um suas
dificuldades, ansiedades e necessidades e,coletivamente, construindo projeto interdisciplinar.
A gestão democrática e participativa não se identifica com decisões arespeito de aspectos e ações
secundárias, fragmentadas e isoladas daunidade escolar. Deve envolver o diagnóstico de suas
dificuldades esucessos, a busca de soluções coletivas e organizadas para aspectosprioritários, ou
seja, para o que é essencial e justifica sua existência: oprocesso de formação de cidadãos
responsáveis, comprometidos com aconstrução de melhor qualidade de vida para todos, de
humanizaçãosolidária e prazerosa, com o resgate do compromisso e do respeito quedevem
caracterizar as relações democráticas no seu interior e no seu
entorno.
Segundo Libâneo, participação é o principal meio de assegurar a gestãodemocrática da escola,
possibilitando o envolvimento de profissionais eusuários no processo de tomada de decisões e no
funcionamento daorganização escolar.
A gestão democrática e participativa não se resume apenas a um conjuntode ações organizadas e
compartilhadas em benefício da escola, mas é umafilosofia, que exige a construção interativa de
uma postura que, por sua vez,também pressupõe revisão de atitudes em relação à vida, à educação,
à escola.

Na visão ―bancária‖ da educação, o ―saber‖ é uma doação dos que sejulgam sábios aos que
julgam nada saber. Doação que se funda numa dasmanifestações instrumentais da ideologia da
opressão – a absolutização daignorância, que constitui o que chamamos de alienação da
ignorância,segundo a qual esta se encontra sempre no outro.
O educador, que aliena a ignorância, se mantém em posições fixas,invariáveis. Será sempre o que
sabe, enquanto os educandos serão sempreos que não sabem. A rigidez destas posições nega a
educação e oconhecimento como processos de busca.
A pedagogia progressista tem-se manifestado em três tendências: alibertadora, mais conhecida
como pedagogia de Paulo Freire, a libertária,que reúne os defensores da autogestão pedagógica; a
crítico-social dosconteúdos que, diferentemente das anteriores, acentua a primazia dos conteúdos no
seu confronto com as realidades sociais.
As versões libertadora e libertária têm em comum o anti-autoritarismo, avalorização da experiência
vivida como base da relação educativa e a ideiade autogestão pedagógica. Em função disso, dão
mais valor ao processo deaprendizagem grupal (participação em discussões, assembleias,
votações)do que aos conteúdos de ensino. Como decorrência, a prática educativasomente faz
sentido numa prática social junto ao povo, razão pela qualpreferem as modalidades de educação
popular ―não-formal‖.A tendência da pedagogia crítico social de conteúdos propõe uma
síntesesuperadora das pedagogias tradicional e renovada, valorizando a açãopedagógica enquanto
inserida na prática social concreta. Entende a escolacomo mediação entre o individual e o social,
exercendo aí a articulaçãoentre a transmissão dos conteúdos e a assimilação ativa por parte de
umaluno concreto (inserido num contexto de relações sociais); dessa articulação resulta o saber
criticamente reelaborado.
Educação
Processo que visa formar e desenvolver o indivíduo em todos os aspectos da sua natureza, segundo
a suarealidade e objetivando o atendimento de todas as suas necessidades individuais e sociais.A
educação é contínua, constante e permanente, nunca se interrompendo.
Ensino
É um conjunto de atividades de enfoque instrutivo, de ação sistemática com objetivo de auxiliar o
indivíduoa desenvolver seus aspectos intelectual e cultural, através de instrumentos privilegiados
que são osconhecimentos.

São características de técnicas avaliativas:

I. Fornecer informações necessárias ao acompanhamento do processo ensino e aprendizagem.


II. Suscitar reflexão e análise sobre os progressos ou insucessos apresentados na aprendizagem V.
Sugerir o uso de outros conteúdos e estratégias de ensino.
“A análise pedagógica não é uma psicotécnica da questão escolar. O trabalho escolar da criança não
é um artesanato análogo a uma atividade profissional de adultos. Descobrir os processos de
desenvolvimento que realmente se realizam e estão por trás da aprendizagem significa abrir portas à
análise pedagógica científica. Toda pesquisa reflete algum campo determinado da atividade.” Sobre
desenvolvimento mental e o processo de aprendizagem, dentro da perspectiva de Vigotsky, pode-se
dizer: a aprendizagem e o desenvolvimento não se encontram pela primeira vez na idade escolar,
mas de fato estão interligados desde o primeiro dia de vida da criança.

Sobre a Educação e a Escola, no que se refere a educar para o respeito à diversidade, entendese que:
I. a primeira é prática social e histórica que se desenvolve na segunda, levando-se em conta as
diferentes sociedades e seus respectivos valores;
II. a educação escolar tem encontrado na diversidade um de seus maiores desafios: lidar com novos
saberes, novas linguagens, outros modos de ser dos sujeitos que adentram a escola;
Segundo Paulo Freire ensinar exige respeito aos saberes dos educandos, sobretudo os das classes
populares, haja vista que chegam a elas saberes socialmente construídos na prática comunitária.
Diante desse princípio o mestre propõe ao/a professor/a: estabelecer as relações de alguns desses
saberes com o ensino dos conteúdos.
Nos termos de o que estabelece a LDB:
O acesso ao ensino fundamental é direito público objetivo e subjetivo.
Compete aos Estados e aos Municípios, em regime de colaboração, e com a assistência da União,
dentre outras atribuições, recensear a população em idade escolar para o ensino fundamental, e os
jovens e adultos que a ele não tiveram acesso.
Em todas as esferas administrativas, o Poder Público assegurará em primeiro lugar o acesso ao
ensino obrigatório, contemplando em seguida os demais níveis e modalidades de ensino, conforme
as prioridades constitucionais e legais.
Apenas se atendidas algumas condições, o ensino é livre à iniciativa privada.

A lei Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em suas disposições gerais sobre a Educação
Básica, propõe que o calendário escolar deve adequar-se às peculiaridades locais, inclusive
climáticas e econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, mas impõe ao mesmo tempo,
que o número de horas letivas não pode ser reduzido. A lei exige uma carga horária mínima anual
de:800 horas distribuídas por um número de 200 dias de efetivo trabalho escolar.
No processo de construção do conhecimento, o valor pedagógico da interação humana é
extremamente importante, pois é por intermédio da relação professor-aluno e da relação aluno-
aluno que o conhecimento vai sendo coletivamente construído. Segundo Haidt (2002), o professor
tem, basicamente, duas funções em sua relação interpessoal com o aluno:

A incentivadora e a orientadora.

Em relação ao financiamento da educação, a LDB normatiza que: A União aplicará, anualmente,


nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, vinte e cinco por cento.

Sabendo que a “Avaliação” é um componente do planejamento de ensino, a professora Ana F. ao


iniciar o ano letivo, realiza um levantamento para sondar o que seus alunos já aprenderam. Depois
ela define os objetivos e os conteúdos. Nesse caso relatado, que tipo de avaliação a professora usou?
A professora usou a avaliação inicial ou diagnóstica;

De acordo com LUZURIAGA, 1981, dentre as principais fases da história da educação estão as
seguintes:
Educação primitiva
Não estudar estas comunidades pelo que lhes falta, mas considerá-las diferentes.
A educação primitiva é DIFUSA porque todos participam da educação. Por ele a criança:Toma
conhecimento dos mitos dos ancestrais;Desenvolve aguda percepção do mundo e aperfeiçoa suas
habilidades.A educação primitiva é INTEGRAL porque abrange todo o saber da tribo;A educação
primitiva é UNIVERSAL, pois todos têm acesso ao saber e ao fazer apropriados pela comunidade.

Educação oriental
Educação clássica
Educação medieval
Educação humanista
Educação cristã reformada
Educação realista
Educação Naturalista
Educação nacional
UM CUIDADO QUE SE DEVE TER:

Paidéia
+ Foi criado por volta do século V a.C.
+ Inicialmente significava apenas: criação dos meninos (pais, paidós, “criança”).
A Grécia clássica pode ser considerada o berço da pedagogia.
* Paiagogos significa literalmente aquele que conduz a criança (agogôs, “que conduz”): o escravo
que conduz a criança à escola.
O termo pedagogia se amplia, adquirindo o sentido de teoria sobre a educação.
Os gregos, ao discutir os fins da Paidéia, esboçam as primeiras linhas conscientes da ação
pedagógica.
Educação
(...) A expressão da individualidade por meio do debate engendra a política, libertando o homem dos
desígnios divinos, para que ele próprio possa tecer seu destino na praça pública. (ARANHA, 1996,
p. 42).

A formação integral
+ A educação grega era centrada na formação integral (corpo e espírito). Apesar, conforme a época,
fosse enfatizado o preparo esportivo ou intelectual.
+ Quando não existia a escrita, a educação era ministrada pela própria família, conforme a tradição
religiosa.
+ Com o aparecimento da aristocracia dos senhores de terras, de formação guerreira, os jovens da
elite eram confiados aos preceptores.
+ As escolas apareceram com o advento das polis. No período clássico, sobretudo em Atenas, a
instituição escolar já se encontrava estabelecida.
A escola ainda permanecia elitizada, atendendo aos jovens de famílias tradicionais da antiga
nobreza ou dos comerciantes enriquecidos.

No Século XIX se concretiza a intervenção cada vez maior do Estado para estabelecer a escola
elementar universal, leiga, gratuita e obrigatória.
Enfatiza-se a relação entre Educação e bem-estar social, estabilidade, progresso e capacidade de
transformação. Daí, o interesse pelo ensino técnico ou pela expansão das disciplinas científicas.
(SOUSA, 2006)
Dentre os principais pedagogos, podemos destacar:
Pestalozzi, que é considerado um dos defensores da escola popular extensiva a todos e que
reconhece firmemente a função social do ensino, que não se acha restrito à formação do gentil-
homem;
Froebel, que privilegia a atividade lúdica, por perceber o significado funcional do jogo e do
brinquedo para o desenvolvimento sensório-motor e inventa métodos para aperfeiçoar as
habilidades; e
Herbart, onde, segundo ele, a conduta pedagógica segue três procedimentos básicos: o governo, a
instrução e a disciplina.
Século XIX
o Século XIX deu uma continuidade às ideias do século anterior, aprimorando mais o ensino e seus
métodos. A preocupação com a Educação das massas foi a tônica de todos os governos da época. As
principais características foram:
a nova atenção dada ao método;
o desejo novo de basear o processo educativo no conhecimento e simpatia pela criança;
um novo interesse pela Educação elementar e um novo entusiasmo pela possibilidade da Educação
universal.
No Brasil, esse processo teve início em 1808, com a chegada da família real portuguesa ao Brasil,
que fugia do ataque francês. A presença da corte portuguesa no Brasil desencadeou várias
transformações na Colônia.
Para suprir as carências oriundas do longo período colonial foram criadas várias instituições de
ensino superior, “com a finalidade estritamente utilitária, de caráter profissional, visando formar os
quadros exigidos por essa nova situação”. (WEREBE, 1994). Assim, foram criados diversos cursos
de nível superior:
na Academia Real da Marinha (1808),
Academia Real Militar (1810),
Academia Médico-Cirúrgica da Bahia (1808) e,
Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro (1809). (NASCIMENTO, 2004).
a Independência brasileira foi conquistada em 1822, com base em acordos políticos de interesse da
classe dominante.
Após a proclamação da Independência, foi instituída a Assembléia Constituinte e Legislativa, com a
finalidade de legar nossa primeira Constituição, que outorgada em 1824, destacava, com respeito à
Educação: “A instrução primária é gratuita para todos os cidadãos”. Em 15 de outubro de 1827, a
Assembléia Legislativa aprovou a primeira lei sobre a instrução pública nacional do Império do
Brasil, estabelecendo que “em todas as cidades, vilas e lugares populosos haverá escolas de
primeiras letras que forem necessárias”.
A mesma lei estabelecia que:
os presidentes de província definiam os ordenados dos professores;
as escolas deviam ser de ensino mútuo;
os professores que não tivessem formação para ensinar deveriam providenciar a necessária
preparação em curto prazo e às próprias custas;
determinava os conteúdos das disciplinas;
deviam ser ensinados os princípios da moral cristã e de doutrina da religião católica e apostólica
romana;
devia ser dada preferência aos temas, no ensino de leitura, sobre a Constituição do Império e
História do Brasil.
Observamos, nesse período, um entusiasmo inicial com a instrução popular. Este, porém, esbarrava
não somente nas condições reais do País, mas também no discurso ideológico do governo que dizia
estar preocupado em levar a instrução ao povo, sem providenciar, no entanto, os recursos para
oferecer as condições necessárias para a existência das escolas e para o trabalho dos professores.
O Ato Adicional de 6 de agosto de 1834 instituiu as Assembléias Legislativas provinciais com o
poder de elaborar o seu próprio regimento e, desde que estivesse em harmonia com as imposições
gerais do Estado, cada província passava a responder pelas diretrizes e pelo funcionamento das suas
escolas de ensino elementar e secundário. No entanto, não demorou nada para que defrontassem
com as dificuldades de dar instrução de primeiras letras aos moradores dos lugares distantes e
isolados. Nesse período, o acesso à escolarização era precário ou inexistente, tanto por falta de
escolas, quanto de professores.
DESCENTRALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO = ATO ADICIONAL, EM 1835
Surge a primeira Escola Normal do País, em Niterói. Outras Escolas Normais foram criadas visando
a melhorias no preparo do docente. Em 1836 foi criada a da Bahia, em 1845 a do Ceará e, em 1846,
a de São Paulo. Em 1837, na cidade do Rio de Janeiro, foi criado o Colégio Pedro II, onde
funcionava o Seminário de São Joaquim. (NASCIMENTO, 2004)
A presença do Estado na Educação, no período imperial, era quase imperceptível, pois estávamos
diante de uma sociedade escravagista, autoritária e formada para atender a uma minoria encarregada
do controle sobre as novas gerações. Ficava evidenciada a contradição da lei que propugnava a
Educação primária para todos, mas na prática não se concretizava.
O governo imperial atribuía às províncias “[...]a responsabilidade direta pelo ensino primário e
secundário, por intermédio das leis e decretos que vão sendo criados e aprovados, sem que sejam
aplicados, pois não existiam escolas e poucos eram os professores”. (NASCIMENTO,2004, p. 95)
Em 1879, a reforma de Leôncio de Carvalho (PLT, p. 225) instituiu a liberdade de ensino, o que
possibilitou o surgimento de colégios protestantes e positivistas.
Em 1891, Benjamin Constant, baseado nos ensinamentos de Augusto Comte, elaborou uma reforma
de ensino de nítida orientação positivista, defensora de uma ditadura republicana dos cientistas e de
uma Educação como prática neutralizadora das tensões sociais.
Diante de muitos conflitos, o Brasil passa a ser denominado Republicano, com a libertação dos
escravos para atender às demandas do mercado internacional.
E, paralelo a isso, são incentivados os discursos e pequenas ações para acabar com o analfabetismo
no País
Em oposição à pesada cargas de impostos e em repúdio à monopolização do poder pela nobreza, a
classe burguesa se manifesta por meio de revoluções em defesa de seus ideários.
As idéias de John Locke sobre o liberalismo se espalham pela Europa e pelo mundo novo.
Tem início em 1750 a Revolução Industrial com a entrada da máquina à vapor nas fábricas.
Os burgueses ascendem ao poder político, sustentados pelo ideário liberal e pelo nascente
iluminismo.
AS IDÉIAS ILUMINISTAS
Na economia: a ênfase é o pensamento liberal não-intervencionista: Laissez faire, laissez passer, le
monde va de lui même (o mundo vai por si só)
Na política: a ênfase da legitimidade do poder centrada no pacto social.
Na moral: espontaneidade do sentimento, afastamento dos preconceitos.
Na religião: tem ênfase o deísmo – Deus é o primeiro motor, mas o mundo caminha por si.
Jean Jacques Rousseau
Obras: Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens, Do Contrato Social (política) e
Emílio ou Da Educação (1762)
Rousseau centraliza os interesses pedagógicos no aluno,
A criança não deve ser tratada como adulto em miniatura;- A educação do homem para si mesmo,
não mais para Deus:
“Viver é o que eu desejo ensinar-lhe. Quando sair das minhas mãos, ele não será magistrado,
soldado ou sacerdote, ele será, antes de tudo, um homem.”
O homem em estado de natureza é bom, a sociedade que o corrompe.
Propõe um contrato social baseado no consentimento de todos, de forma soberana – poder exercido
de forma direta.
No Emílio propõe uma educação naturalista – distante dos artificialismos sociais.
Rousseau propõe a educação negativa - preservar o coração do vício e o espírito do erro: “ (...) e
começando por nada fazer, teríeis feito um prodígio de educação”.
IMMANUEL KANT (1724-1804):
Obras principais: “Crítica da razão pura” e “Crítica da razão prática”
- O conhecimento humano como síntese da experiência e da razão.
A moralidade é resultado da luta entre a lei universal e as inclinações humanas- é um processo de
autonomia.
A consciência moral é determinada pela razão prática, esta orienta a ação humana, fazendo-o
compreender as realidades que não se oferecem a experiência dos sentidos.
Só o homem é moral, por ser capaz de atos de vontade e esta acontece por imperativos categóricos
do dever pelo dever.
Agir moralmente é agir pelo dever.
Cabe à educação a formação do caráter moral: “O homem só pode tornar-se homem pela
educação...”
A relação pedagógica deve promover o pensamento autônomo do aluno, por meio da convivência
social.
O iluminismo foi um período muito rico em reflexões pedagógicas. Um de seus aspectos marcantes
está na pedagogia política, centrada no esforço para tornar a escola leiga e função do Estado.
Apesar dos projetos de estender a educação a todos os cidadãos, prevalece a diferença de ensino, ou
seja, uma escola para o povo e outra para a burguesia.
Essa dualidade era aceita com grande tranqüilidade, sem o temor de ferir o preceito de igualdade,
tão caro aos ideais revolucionários.
Afinal, para a doutrina liberal, o talento e a capacidade não são iguais, e portanto os homens não são
iguais em riqueza.

JOHN LOCKE (INGLÊS):


Precursor do Iluminismo (considerado o “Pai” do Iluminismo). Direitos naturais e inalienáveis dos
homens: vida, liberdade e propriedade.Os governos existem para preservar esses direitos.

LIBERALISMO POLÍTICO.
Defesa da Monarquia Parlamentar (Constitucional);.
Conhecimento = experiência e razão.

Primeiro período: as idéias pedagógicas no Brasil entre 1549 e 1759: monopólio da vertente
religiosa da pedagogia tradicional
Reportando-se ao período dominado pela pedagogia jesuítica, em três capítulos Saviani discute a
estreita associação entre os processos de colonização, educação e catequese. Analisa o século XVI
enfatizando a educação indígena, o plano de estudos elaborado por Nóbrega, seu enfoque
profissional, decorrente da singularidade das condições históricas do Brasil. Daí falar de uma
"pedagogia brasílica", tendência sufocada nos albores do século XVII com a institucionalização do
Ratio Studiorum, que consagrou nos colégios jesuíticos um plano de estudos universal, elitista e de
caráter humanístico.
Segundo período: as idéias pedagógicas no Brasil entre 1759 e 1932: coexistência entre as vertentes
religiosa e leiga da pedagogia tradicional

a época dominada pelas reformas pombalinas da instrução pública, demarcada pelos anos de 1759 e
1827. A época subseqüente, já no interior do Brasil independente, inaugura-se com a criação de
escolas de primeiras letras, determinada pela aprovação da Lei Imperial de 15 de outubro de 1827, e
estende-se até 1932. Quanto ao primeiro momento, após caracterizar o Iluminismo luso-brasileiro e
a atuação de Pombal, descreve as reformas dos estudos menores, dos estudos maiores e das escolas
de primeiras letras, ocorridas nessa fase. Ressalta as idéias dominantes no pombalismo, decorrentes,
em grande parte, dos escritos de estrangeirados como Verney e Ribeiro Sanches. Discute, em
seguida, a Viradeira no reinado de d. Maria I e os impactos das reformas pombalinas no Brasil, em
especial como se expressaram no ideário de Azeredo Coutinho e na sua obra, o Seminário de
Olinda. Para a caracterização do segundo momento, instaurado após a independência, as idéias,
num sentido mais amplo, e as idéias pedagógicas, num sentido mais restrito, são discutidas a partir
de suas aproximações com pensadores da época (Silvestre Pinheiro Ferreira), com correntes de
pensamento e movimentos sociais (ecletismo, positivismo, catolicismo, abolicionismo, anarquismo,
comunismo), com a atuação de pedagogos (Barão de Macahubas), com as reformas ou propostas de
reformas da instrução pública (Assembléia Nacional Constituinte, Reforma Couto Ferraz, Reforma
Leôncio de Carvalho, pareceres de Rui Barbosa, reformas republicanas da instrução pública), com
os métodos de instrução (método mútuo e método intuitivo) e com as instituições escolares (grupos
escolares).
Terceiro período: as idéias pedagógicas no Brasil entre 1932 e 1969: predomínio da pedagogia
nova

No primeiro, correspondente ao interregno compreendido entre 1932 e 1947, tematiza o equilíbrio


entre a pedagogia tradicional e a pedagogia nova. Ganha o primeiro plano a atuação de personagens
comprometidos com o processo de renovação da educação, que pontificaram no movimento
escolanovista. Lourenço Filho é tratado como o grande formulador das "bases psicológicas" desse
movimento. Fernando de Azevedo teria sido mentor de suas "bases sociológicas" nas reformas do
ensino. Anísio Teixeira, por sua vez, é celebrado como o articulador das "bases filosóficas e
políticas da renovação escolar" (p. 198-228). São expostos os embates desenvolvidos pela
Associação Brasileira de Educação (ABE), que culminaram com o Manifesto dos Pioneiros da
Educação Nova (p. 228-254). A reação católica ao movimento escolanovista merece análise
centrada na figura de seu líder maior, Alceu Amoroso Lima (p. 254-258). As iniciativas
governamentais são descritas com base na atuação de personalidades como Francisco Campos e
Gustavo Capanema, que estiveram à frente do Ministério da Educação (p. 265-270). A constatação é
a de que houve equilíbrio de forças entre renovadores e católicos, nesse período. Mas não só eles
estiveram em cena, daí o destaque dado às correntes pedagógicas não hegemônicas e, sobretudo, ao
papel que o anarquismo e o comunismo conferiram à educação (p. 270-275). O segundo corte,
referente aos anos mediados por 1947 e 1961, está centrado no domínio da pedagogia nova. A
ênfase recai sobre o encaminhamento do projeto da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB) ao Congresso Nacional, por iniciativa de Clemente Mariani, e o conflito
desencadeado, ao longo de sua tramitação, entre os defensores da escola pública e os defensores da
escola particular. Destaca, ainda, a atuação da Campanha de Defesa da Escola Pública, no interior
da qual pontificou a ação mobilizadora de Florestan Fernandes, o seu manifesto, denominado Mais
uma vez reunidos, e o processo de renovação da pedagogia católica. O terceiro corte envolve a fase
compreendida entre os anos de 1961 e 1969, inaugurando-se com a aprovação da LDB. Os
destaques ficam por conta da discussão do Plano Nacional de Educação (PNE), articulado por
Anísio Teixeira, da Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário (CADES), na
qual Lauro de Oliveira Lima exerceu atuação relevante, do papel do Instituto Superior de Estudos
Brasileiros (ISEB), enquanto centro mentor da ideologia nacional-desenvolvimentista, e da
mobilização empreendida pelos movimentos de cultura popular e de educação popular. No interior
do movimento de educação popular revelou-se como liderança maior a figura do educador Paulo
Freire. A análise conclui-se apontando a crise da pedagogia nova e a emergência da pedagogia
tecnicista, transição na qual teve papel destacado o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES).
Quarto período: as idéias pedagógicas no Brasil entre 1969 e 2001: configuração da concepção
pedagógica produtivista
Ao traçar o quadro histórico que contextualiza o período, Saviani ressalta a contradição que
acompanhou o processo de expansão da economia, no Brasil, após 1930. Se, por um lado, forças
nacionalistas postulavam a plena autonomia política da nação em face da escolha de seus caminhos
de desenvolvimento, o que num certo estágio foi proclamado pelo próprio Governo Vargas, o que se
viu, em seguida, foi a progressiva mudança da base material escudada em empréstimos externos e
na implantação de indústrias monopólicas sediadas nas nações capitalistas mais avançadas, em
especial nos Estados Unidos da América. A ideologia política do próprio governo, o nacionalismo,
com sua ênfase posta na necessidade de superação da dependência da nação em relação ao
imperialismo, passava a ser solapada pelo rumo internacionalista que se imprimia ao
desenvolvimento da economia. Nesse contexto, a Escola Superior de Guerra (ESG) foi o bastião em
que se formulou a ideologia adequada ao novo estágio da economia, configurada na doutrina da
interdependência. Daí o golpe militar, que consagrou essa nova ideologia, instaurando a sua
correspondência com o comportamento econômico.
Esse quarto período subdivide-se, também, em três momentos. O primeiro corresponde aos anos
compreendidos entre 1969 e 1980. Nele é discutida extensamente a pedagogia tecnicista. Começa
tangenciando a questão ao discuti-la "a partir do movimento editorial". Em seguida, aprofunda a
análise ao examinar o papel desempenhado por Valnir Chagas nas reformas educacionais
empreendidas pela ditadura militar e ao caracterizar a concepção pedagógica tecnicista. Para
Saviani, baseada "no pressuposto da neutralidade científica e inspirada nos princípios de
racionalidade, eficiência e produtividade, a pedagogia tecnicista advoga a reordenação do processo
educativo de maneira que o torne objetivo e operacional. De modo semelhante ao que ocorreu no
trabalho fabril, pretende-se a objetivação do trabalho pedagógico" (p. 379). Em seguida, é exposta a
relação entre as concepções tecnicista e analítica. A discussão conclui-se com o exame da visão
crítico-reprodutivista, que pretendeu "fazer a crítica da educação dominante, pondo em evidência as
funções reais da política educacional que, entretanto, eram acobertadas pelo discurso político-
pedagógico oficial" (p. 390). São expostas as idéias básicas de seus inspiradores, Bourdieu e
Passeron, Baudelot e Establet, além de Althusser, e indicadas as obras de Luiz Antonio Cunha e
Bárbara Freitag que, no Brasil, expressaram essa tendência.
O segundo corte, envolvendo o período que se desenrola entre 1980 e 1991, devota-se ao estudo das
experiências pedagógicas encetadas pelas pedagogias críticas, daí o subtítulo "ensaios contra-
hegemônicos". No conjunto, descreve as formas assumidas pelas mobilizações de educadores, pela
organização política no campo educacional, bem como pela circulação das idéias pedagógicas. No
interior do processo de luta dos educadores germinaram entidades como a Associação Nacional de
Educação (ANDE), Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd),
Centro de Estudos Educação e Sociedade (CEDES), fortaleceu-se a Confederação de Professores do
Brasil (CPB), em 1989 transformada na Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação
(CNTE). As associações de docentes das universidades estabeleceram laços sindicais, daí o
surgimento da Associação Nacional dos Docentes das Instituições do Ensino Superior (ANDES),
em 1981.

Considerado o principal idealizador das grandes mudanças que marcaram a educação brasileira no
século 20, Anísio Teixeira (1900-1971) foi pioneiro na implantação de escolas públicas de todos os
níveis, que refletiam seu objetivo de oferecer educação gratuita para todos. Como teórico da
educação, Anísio não se preocupava em defender apenas suas idéias. Muitas delas eram inspiradas
na filosofia de John Dewey (1852-1952), de quem foi aluno ao fazer um curso de pós-graduação
nos Estados Unidos.

Dewey considerava a educação uma constante reconstrução da experiência. Foi esse pragmatismo,
observa a professora Maria Cristina Leal, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que
impulsionou Anísio a se projetar para além do papel de gestor das reformas educacionais e atuar
também como filósofo da educação. A marca do pensador Anísio era uma atitude de inquietação
permanente diante dos fatos, considerando a verdade não como algo definitivo, mas que se busca
continuamente.

Para o pragmatismo, o mundo em transformação requer um novo tipo de homem consciente e bem
preparado para resolver seus próprios problemas acompanhando a tríplice revolução da vida atual:
intelectual, pelo incremento das ciências; industrial, pela tecnologia; e social, pela democracia. Essa
concepção exige, segundo Anísio, "uma educação em mudança permanente, em permanente
reconstrução".

Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio,públicos e privados, torna-se


obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.

Na parte diversificada do currículo será incluído, obrigatoriamente, apartir da quinta série, o ensino
de pelo menos uma língua estrangeiramoderna, cuja escolha ficará a cargo da comunidade escolar,
dentro das possibilidades da instituição.

O conteúdo programático a que se refere o artigo 26-A incluirádiversos aspectos da história e da


cultura que caracterizam aformação da população brasileira, a partir desses dois gruposétnicos, tais
como o estudo da história da África e dos africanos, aluta dos negros e dos povos indígenas no
Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade
nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à
história do Brasil.

Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dospovos indígenas brasileiros serão


ministrados no âmbito de todo ocurrículo escolar,em especial nas áreas de educação artística e de
literatura e história brasileiras.

Os sistemas de ensino estabelecerão as normas de realização de estágio em sua jurisdição,


observada a lei federal sobre a matéria;

O ensino militar é regulado em lei específica, admitida a equivalênciade estudos, de acordo com as
normas fixadas pelos sistemas de ensino.

Os discentes da educação superior poderão ser aproveitados emtarefas de ensino e pesquisa pelas
respectivas instituições, exercendo funções de monitoria, de acordo com seu rendimento e
seu plano de estudos.

Qualquer cidadão habilitado com a titulação própria poderá exigir a abertura de concurso público de
provas e títulos para cargo de docente de instituição pública de ensino que estiver sendo ocupado
por professor não concursado, por mais de seis anos.

O acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo, podendo


qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comutaria,organização sindical, entidade de classe
ou outra legalmente constituída, e, ainda, o Ministério Público, acionar o Poder Público para exigi-
lo.

prover cursos presenciais ou a distância aos jovens e adultos insuficientemente escolarizados;


realizar programas de capacitação para todos os professores em exercício, utilizando também, para
isto, os recursos da educação a distância;
integrar todos os estabelecimentos de ensino fundamental do seu território ao sistema nacional de
avaliação do rendimento escolar.
Os conteúdos curriculares da educação básica observarão as seguintes diretrizes:

a difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos edeveres dos cidadãos, de
respeito ao bem comum e à ordemdemocrática.

consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada estabelecimento.

orientação para o trabalho.

promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não-formais.

As instituições educacionais adaptarão seus estatutos e regimentos aos dispositivos desta Lei e às
normas dos respectivos sistemas de ensino, nos prazos por estes estabelecidos.

As questões suscitadas na transição entre o regime anterior e o que se institui nesta Lei serão
resolvidas pelo Conselho Nacional de Educação ou, mediante delegação deste, pelos órgãos
normativos dos sistemas de ensino, preservada a autonomia universitária.

Em todas as esferas administrativas, o Poder Público assegurará emprimeiro lugar o acesso ao


ensino obrigatório, contemplando em seguidaos demais níveis e modalidades de ensino, conforme
as prioridadesconstitucionais e legais.

Um ensino fundamental para todos, direito subjetivo, exige que os estabelecimentos de ensino:

eliminem as suas barreiras arquitetônicas e adotem métodos epráticas de ensino adequadas às


diferenças dos alunos, em geral, oferecendo alternativas que contemplem a diversidade.

Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para a definição dos conteúdos do ensino


religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e admissão dos professores.

Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas diferentes denominações religiosas,
para a definição dos conteúdos do ensino religioso.

A jornada escolar no ensino fundamental incluirá pelo menos quatrohoras de trabalho efetivo em
sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola.

O ensino fundamental será ministrado progressivamente em tempo integral, a critério dos sistemas
de ensino.

De acordo com o art. 205 da Constituição Federal, as três


finalidades da educação são:

o pleno desenvolvimento da pessoa,

preparo para o exercício da cidadania

qualificação para o trabalho.

Comprovada a negligência da autoridade competente para garantir ooferecimento do ensino


obrigatório, poderá ela ser imputada por crime de responsabilidade.
LDB, OBJETIVO: disciplinar a educação escolar que se verifica predominantemente através do
ensino em instituições próprias.

a) A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que nãotiveram acesso ou continuidade de
estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.

b) Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos, que não puderam
efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as
características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e
exames.

c) O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanênciado trabalhador na escola,


mediante ações integradas ecomplementares entre si.

d) A educação de jovens e adultos deverá articular-se,preferencialmente, com a educação


profissional, na forma do regulamento

Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) considera como


adolescente a pessoa que tem:

entre 12 e 18 anos de idade

Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos, com


necessidades especiais:

professores com especialização adequada em nível médio ou


superior, para atendimento especializado, bem como pessoas
comuns que atuem como professores do ensino regular que, neste
caso, não possuam necessariamente qualquer formação específica,
mas capacitados para a integração desses educandos nas classes
comuns.

A Educação Básica, nos termos do art. 21da LDB, é formada:


a) pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio;

A oferta da educação infantil em creches e pré-escolas, de acordo


com o art. 11 da LDB, é incumbência dos:
Municípios apenas;

A educação abrange os processos formativos que sedesenvolvem na vida familiar, na convivência


humana, notrabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentossociais e organizações
da sociedade civil e nas manifestaçõesculturais.

A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à


prática social.

A educação, dever da família e do Estado, inspirada nosprincípios de liberdade e nos ideais de


solidariedade humana, tempor finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
A gratuidade do ensino fundamental em estabelecimentos oficiais de ensino é garantida
constitucionalmente a alunos de: qualquer idade;

O ensino é livre à iniciativa privada, atendido o cumprimento das normas gerais da educação
nacional e do respectivo sistema de ensino.

Assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aulaestabelecidas e prover meios para


recuperação dos alunos demenor rendimento, nos termos do art. 12 da LDB, é atribuição:
dos estabelecimentos de ensino;

O ensino será ministrado com base


I. na igualdade de condições para o acesso e permanência na
escola.
II. na liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura,
o pensamento, a arte e o saber.
III. no pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas.

Ao adolescente trabalhador o ECA, em seu art. 54, inciso VI,


assegura:

a oferta de ensino noturno regular adequado às suas condições

A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em


regime de colaboração, os respectivos sistemas de ensino.

Da receita decorrente de impostos, compreendida a resultante de


transferências,
aplicarão anualmente na manutenção e desenvolvimento do ensino, no mínimo,

Estados, o Distrito Federal e os Municipios: 25%; Uniao(ensino federal): 18%;

O ensino será ministrado com base


I. na gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais.
II. Na valorização do profissional da educação escolar.
III. Na gestão democrática do ensino público, na forma da Lei
específica e da legislação dos sistemas de ensino.

O professor ou responsável por estabelecimento de ensino


fundamental, pré-escolas ou creche, que deixa de comunicar à
autoridade competente os casos de que tenha conhecimento
envolvendo suspeita ou confirmação de maus tratos contra a
criança ou adolescente está sujeito, conforme o art. 245 do ECA, à:multa de três a vinte salários de
referência, sendo o dobro na
reincidência;

Caberá à União a coordenação da política nacional de educação, articulando os diferentes níveis e


sistemas e exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias
educacionais
Nos termos do art. 70 da LDB, serão consideradas, como de manutenção e desenvolvimento do
ensino, as despesas com: manutenção de programas de transporte escolar;

O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado


mediante a garantia de:

universalização do ensino médio gratuito;

atendimento ao educando, no ensino fundamental público, pormeio de programas suplementares de


material didático-escolar,transporte, alimentação e assistência à saúde.

padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como avariedade e quantidade mínimas, por
aluno, de insumosindispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem.

Pela leitura dos arts. 205 a 210 da Constituição Federal, pode-se afirmar que: o ensino terá por base,
entre outros princípios, o da garantia de padrão de qualidade;

O acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo,podendo qualquer cidadão, grupo de


cidadãos, associaçãocomunitária, organização sindical, entidade de classe ou outralegalmente
constituída, e, ainda, o Ministério Público, acionar oPoder Público para exigi-lo.

Em todas as esferas administrativas, o Poder Público asseguraráem primeiro lugar o acesso ao


ensino obrigatório, contemplandoem seguida os demais níveis e modalidades de ensino, conforme
as prioridades constitucionais e legais.

Comprovada a negligência da autoridade competente paragarantir o oferecimento do


ensinoobrigatório, poderá ela serimputada por crime de responsabilidade.

Aos educandos portadores de necessidades especiais, nos termosdo art. 58 da LDB, será oferecida
educação especial, comatendimento, preferencialmente: na rede regular de ensino;

As Diretrizes Curriculares Nacionais, instituídas pela resoluçãoCNE/CEB nº 2/1998, destinam-se a


orientar as escolas brasileiras:de ensino fundamental e médio apenas, em relação a procedimentos
pertinentes às suas propostas pedagógicas.

A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípiosorganizarão, em regime de colaboração, os


respectivos sistemas de ensino.

Caberá à União a coordenação da política nacional de educação,articulando os diferentes níveis e


sistemas e exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias
educacionais.

A respeito dos princípios que integram as Diretrizes Curriculares Nacionais, instituídas pela Res.
CNE/CEB nº 2/1998, considere:
Princípios éticos da autonomia,

da responsabilidade,

da solidariedade e

do respeito ao bem comum.

Direitos e Deveres da Cidadania,

do exercício da criticidade

do respeito à ordem democrática.

Princípios estéticos da sensibilidade,

da criatividade,

da diversidade de manifestações artísticas e culturais

Os Municípios poderão optar, ainda, por se integrar ao sistema estadual de ensino ou compor com
ele um sistema único de educação básica.

É correto afirmar, de acordo com o parecer CNE/CEB nº 4/1998, que:

na implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais, a


flexibilidade e a descentralização devem ser entendidas como
responsabilidades compartilhadas

A União incumbir-se-á de:


I. assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar
no ensino fundamental, médio e superior, em colaboração com os
sistemas de ensino, objetivando a definição de prioridades e a
melhoria da qualidade do ensino.
II. baixar normas gerais sobre cursos de graduação e pós-
graduação.

Para os empiristas Hobbes e Locke, o Estado é o


resultado de um pacto entre os cidadãos para evitar a
autodestruição através da guerra de todos contra todos.
Na concepção marxista, o Estado nada mais é do que a
forma de organização que a burguesia se dá no sentido de
garantir seus interesses e de manter seu poder ideológico
sobre os homens

Ética (gr. ethike, de ethikós: que diz respeito aos costumes)

Parte da filosofia prática que tem por objetivo elaborar uma reflexão sobre os problemas
fundamentais da moral(finalidade e sentido da vida humana, os fundamentos da obrigação e do
dever, natureza do bem e do mal, o valor da consciência moral etc.),mas fundada num estudo
metafísico do conjunto das regras de conduta consideradas como universalmente válidas,
Diferentemente da moral, a ética está mais preocupada em detectar os princípios de
uma vida conforme à sabedoria filosófica, em elaborar uma reflexão sobre as razões de se desejar a
justiça e a harmonia e sobre os meios de alcançá preocupada na construção de um conju destinadas
a assegurar uma vida em comum justa e harmoniosa.

Pestallozzi Pestalozzi condenava as punições e recompensas;

As propostas de descentralizaÁ„o e autonomia das escolas comeÁaram a ser postas em pr·tica na


dÈcada de 1990, por meio de polÌticas p˙blicas como a do Programa Dinheiro Direto na Escola
(PDDE), do Programa de DescentralizaÁ„o de Recursos Financeiros (PDRF) e de acordos entre o
Banco Mundial (BIRD) e o governo do Brasil, entre os quais incluem-se os programas PrÛ-
Qualidade e FUNDESCOLA. O FUNDESCOLA ocasionou o desenvolvimento do Plano de
Desenvolvimento da Escola (PDE), que “é um programa de apoio gest„o escolar baseado no
planejamento participativo e seu objetivo È auxiliar as escolas p˙blicas a melhorar a sua gest„o.
Para as escolas priorizadas pelo programa, o MEC repassa recursos financeiros destinados a apoiar
a execução de todo ou parte do seu planejamento”

Mas o que È o PNE?


O Plano Nacional de Educação (PNE) foi aprovado em 26 de junho de 2014 e terá validade de 10
anos. Esse plano estabelece diretrizes, metas e estratégias que devem reger as iniciativas na
área da educação O acompanhamento do PNE deve ser feito a cada dois anos.O Plano é
composto por 20 metas que abrangem todos os níveis de formação, desde a educação infantil
até o ensino superior, garantindo foco em questões especialmente importantes (como a
educação inclusiva, o aumento da taxa de escolaridade média dos brasileiros, a capacitação e o
plano de carreira dos professores), além de aspectos que envolvem a gestão e o financiamento
desse imenso projeto.

1. Educação infantil
No que diz respeito à educação infantil, o Plano Nacional prevê que, até 2016, todas as crianças
com idade entre 4 a 5 anos deveriam estar matriculadas na pré-escola. Além disso, o plano
estabelece que a oferta de vagas em creches seja ampliada em 10 anos, de forma a atender no
mínimo 50% das crianças com menos de 3 anos.

2. Ensino fundamental
Nesse caso, a meta determina que, até o último ano de vigência do Plano, toda a população
brasileira entre 6 a 14 anos de idade deve estar matriculada no ensino fundamental com
duração de 9 anos. Além do mais, a taxa de conclusão dessa etapa deve ser de ao menos 95%,
garantindo a formação básica dos alunos na idade correta.

3. Ensino médio
O Plano Nacional de Educação decreta que, até 2016, toda a população brasileira entre 15 a 17
anos esteja frequentando o ensino médio. A meta também inclui elevar, até 2024, a taxa líquida
de matrículas para 85%.
4. Educação inclusiva
O Plano também prevê que todas as crianças e os adolescentes entre 4 a 17 anos com algum tipo de
deficiência, transtornos de desenvolvimento, habilidades especiais ou superdotação devem ter
acesso à educação básica e ao atendimento especializado — preferencialmente por meio da rede
regular de ensino e de um sistema efetivo de educação inclusiva.

5. Alfabetização
A meta é alfabetizar todas as crianças do país até, no máximo, o final do 3º ano do Ensino
Fundamental.

6. Educação integral
Até 2024, o Plano Nacional de Educação pretende disponibilizar educação em tempo integral em
metade das escolas públicas do país, de modo a atender, no mínimo, 25% dos alunos da educação
básica.

7. Aprendizado adequado na idade certa


O Plano também visa conquistar melhores médias nacionais para o Índice de Desenvolvimento
da Educação Básica (Ideb). Nesse caso, as metas também são progressivas e bianuais.

8. Escolaridade média
O Plano Nacional de Educação prevê um incremento na escolaridade média da população entre
18 a 29 anos, de forma a atingir 12 anos de estudo até 2024. Essa meta abrange moradores de zonas
rurais (regiões com as menores taxas do país e os 25% mais pobres), além de nivelar esse indicador
entre negros e não negros — de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

9. Alfabetização e alfabetismo de jovens e adultos


Em 2015, a taxa de alfabetização de jovens e adultos com 15 anos ou mais deveria ser de 93,5%.
Até 2024, o Plano Nacional pretende erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir a 13,5% a taxa de
analfabetismo funcional no país.

10. EJA integrada à educação profissional


O Plano também enfatiza a importância de alinhar os Ensinos Fundamental, Médio e
profissionalizante, de modo que ao menos 25% das matrículas de Educação de Jovens e Adultos
(EJA) integrem esses aprendizados até 2024.
Pilares mestres do PPP

Fundamentos Èticos-politicos: esclarecem as opÁıes adotadas pela


escola quanto a valores Èticos, politicos, religiosos e outros, visando o
atingimento de seus objetivos para a formacao do aluno.

Fundamentos epistemologicos: estabelecem como a escola entende o


conhecimento e como ir· trabalha-lo, como o visualiza e de que forma ir·
adquiri-lo, definindo a concepcaoo pedagogica que servir· de base para
suas aÁıes.

Fundamentos didatico-pedagogicos: demonstram como a escola


entende o papel do aluno, do professor e de outros segmentos.

A Aprendizagem é um processo pessoal, gradual e integrativo.

Psicologia da Aprendizagem
É o processo através do qual a criança se apropria ativamente do conteúdo da experiência
humana, daquilo que o seu grupo social conhece.

Principais Teorias da Aprendizagem

1.Associacionista, Comportamentalista, de Condicionamento, de Estímulo -Resposta.


Principais autores: Pavlov, Watson, Guthrie, Hull, Thorndike e Skinner.

• Os comportamentos do ser humano são aprendidos;


• A aprendizagem passa a ter grande importância;
• Atribuem imenso poder ao ambiente;
• O homem é produto do meio.

Educação: visão pragmática, objetiva a transmissão de conhecimentos e a capacitação técnica


por meio de competências e habilidades.

Aprendizagem: processo cego e mecânico de associação de estímulos e respostas, provocado


e determinado pelas condições externas, ignorando as internas.

Ensino: preparar e organizar as contingências de reforço que facilitam a aquisição dos


esquemas e tipos de condutas desejadas.

Alunos: passivos, à mercê das contingências do ambiente e dos agentes controladores;

Conteúdos: visa objetivos e habilidades que levam à competência técnica;

Professor: planejador e analista de contingências. Sua função é arranjar contingências de


reforço;

Metodologia: individualização do ensino (ensino dirigido , instrução programada, etc)

Avaliação: classificatória, valoriza aspectos mensuráveis e observáveis.


2. Mediacionais: Gestalt, Genético-Cognitiva, Genético-Dialética, Significativa...

• Destacam a importância da ação, do envolvimento e da interação do sujeito


com o objeto a ser conhecido e a realidade;
• Dão importância às variáveis internas da aprendizagem;
• Consideram a conduta humana como totalidade.

2. Mediacionais
• Aprendizagem: Processo de conhecimento, de compreensão das relações em que as condições
externas atuam mediadas pelas condições internas.
• Supremacia da aprendizagem significativa, que supõe reorganização cognitiva
e atividade interna.
Aprendizagem segundo a Gestalt

Principais autores: Kofka, Köhler, Whertheimer, Maslow, Rogers.


• Analisam a conduta como totalidade organizada.
• A compreensão parcelada e fracionária da realidade deforma e distorce a
significação do conjunto.
• O todo - os fenômenos de aprendizagem e conduta - é algo mais do que a soma
e justaposição linear das partes.

Aprendizagem Genético-CognitivaPiaget (1896-1980)

• Estudou o desenvolvimento humano e relacionou-o à aprendizagem,


utilizando-se das Estruturas Cognitivas (regulam a influência do meio, que são
resultados de processos genéticos).
• A aprendizagem constrói-se em processos de troca, por isso sua teoria é
chamada de construtivista.
Comportamento humano: não é inato, nem resultado de condicionamento.
• Sujeito e objeto interagem em um processo que resulta na construção e
reconstrução de estruturas cognitivas.

As contribuições de Piaget

Epistemologia Genética: estudo dos mecanismos de formação do conhecimento


lógico, tais como as noções de tempo, espaço, objeto, causalidade, etc; da gênese e
evolução do conhecimento.

Inteligência: adaptação a situações novas. Dá-se em etapas ou estágios sucessivos,


com complexidades crescentes, encadeadas umas às outras.

Construtivismo sequencial – desenvolvimento da inteligência faz-se pela


complexidade crescente, onde um estágio é resultante de outro anterior.
Estágios do Desenvolvimento Genético-Cognitivo: patamares de desenvolvimento
que se dá pela sucessão (organização de ações e pensamentos, característico de cada
fase do desenvolvimento do indivíduo).

1. Período Sensório Motor: do nascimento aos 2 anos, aproximadamente, etapa básica manipulativa.
A ausência da função semiótica é a principal característica deste período. A
inteligência trabalha através das percepções (simbólico) e das ações (motor)
atravésdos deslocamentos do próprio corpo. É uma inteligência eminentemente prática. Sua
linguagem vai da ecolalia (repetição de sílabas) à palavra-frase (água para dizer q quer beber água).

2. Pré-operatório ou Simbólico ou Indutivo: 2 aos 7 anos, aproximadamente.

Etapa intuitiva e de aprendizagem instrumental básica. Neste período surge a função semiótica que
permite o surgimento da linguagem, do desenho, da imitação, da dramatização, etc.Cria imagens
mentais na ausência do objeto ou da ação, é o período da fantasia, do faz de conta, com a
capacidade de formar imagens mentais na ausência do objeto ou da ação.
Indivíduo ―dá a alma(animismo) aos objetos. A linguagem está em nível de monólogo coletivo,
todos falam ao mesmotempo.

3. Período Operatório Concreto: 7 aos 11 aos, aproximadamente.


Indivíduo consolida a construção das operações subjacentes às quais se encontram as
possibilidades intelectuais do período. Tais operações são o resultado de ações mentais
interiorizadas e reversíveis.
Reversibilidade: quando a operação deixa de ter um sentido unidirecional. Seria a
capacidade de voltar, de retornar ao ponto de partida.
Conservação: uma invariante que permite a formação de novas estruturas.
4. Período Operatório Lógico Formal ou Abstrato: dos 12 aos 16 anos em diante
Período em que acaba a construção de estruturas intelectuais própria do raciocínio
hipotético-dedutivo, característico nos adultos.
É o ápice do desenvolvimento da inteligência e corresponde ao nível de pensamento
hipotético dedutivo ou lógico matemático.
Logicização: processo de transformar o pensamento simbólico e intuitivo em
pensamento operatório.
Principais teóricos do Desenvolvimento e da Aprendizagem: Henri Wallon, Jean
Piaget, Lev Vygotsky e Sigmund Freud
Desenvolvimento Físico/Psíquico
• Henri Wallon (1879-1962) - As principais ideias de Wallon propõe o estudo da
pessoa completa. Tanto em seu caráter cognitivo quanto afetivo e motor.
• Perspectiva interacionista. Ressalta a importância das influências sociais e
psicológicas no desenvolvimento humano.
• O processo de aprendizagem é dialético. Não existe verdades absolutas, apenas
direções e possibilidades.
Conceito de Desenvolvimento Humanopara Wallon
• É o processo pelo qual o indivíduo emerge de um estado de completa imersão
social, em que não se distingue do meio, para o estado em que pode distinguir seus
próprios motivos, dos motivos dos outros oriundos do seu meio ambiente.
Estágios do Desenvolvimento Humano
1- Impulsivo-emocional: 1°ano de vida. Predomínio da afetividade que orienta a vida
do bebê;
2- Sensório-motor: aparece a aquisição da marcha e da preensão que dão à criança
maior autonomia na manipulação dos objetos. Vai até os 3 anos;
3- Personalismo: Desenvolve a consciência de si mesmo mediante as interações
sociais. Dos 3 aos 6 anos;
4- Categorial: Os progressos intelectuais dirigem a interação da criança para o
conhecimento e para a compreensão do mundo;
5- Predominância funcional: Ocorre nova definição dos contornos da personalidade,
questões morais e existenciais são trazidas à tona.

A infância Para Wallon a infância é considerada uma obra em construção. A primeira condição
para a construção da pessoa do eu psíquico é evidentemente a construção do eu
orgânico.

Educação e Pedagogia em Wallon


A concepção de Wallon sobre a educação se caracteriza pelo otimismo, decorrente de
sua concepção da criança e de seu desenvolvimento.
A educação é um fato social. O homem é um ser social e membro de uma dada
sociedade. É na realidade social concreta que ele vive, atua e procurá-la modificá-la.

Papel da Escola
O meio escolar é uma condição para a integração das atividades infantis num sistema
que possui uma unidade, permitindo relações sempre novas entre a criança e o meio.

Jean Piaget e a inteligência da criança


Rejeita o enfoque psicométrico e a padronização. Para ele a inteligência é uma
adaptação biológica e é também a forma de equilibração para a qual todas as estruturas
(cognitivas) tendem.

Equilíbrio
Refere-se a um ajustamento harmonioso entre dois fatos: ações mentais (as
estruturas cognitivas) da pessoa e o ambiente.

Piaget enfatiza o aspecto evolutivo da inteligência. A criança gradualmente atinge


estruturas cognitivas cada vez mais eficientes.

Teoria de Piaget distingue quatro aspectos fundamentais:


1. Conteúdo: refere-se aos dados comportamentais, ou seja, aquilo que o individuo
sempre está pensando, ou como ele resolve um problema.
2. Estrutura: É um conceito nitidamente biológico. O desenvolvimento da
inteligência é afetado por fatores biológicos. Um dos quais é a transmissão hereditária.
A estrutura psicológica advém gradualmente à criança através das interações com o
objeto. Uma estrutura psicológica é composta por esquemas.
3. Esquema: É uma espécie de padrão de comportamento ou uma ação que se
manifesta com ordem e coerência. Ex: esquema de sucção, chupar o dedo.
4. Função: Tendências básicas:adaptação e organização.
Organização
Refere-se à tendência de todas as espécies de sistematizar e organizar seus processos
em sistemas coerentes que podem ser físicos ou psicológicos.
Não pode haver adaptação (assimilação e acomodação) proveniente de uma fonte
desorganizada, pois a adaptação tem como base uma organização inicial expressa no
esquema.
O pensamento se organiza mediante a constituição de esquemas que formam através
do processo de adaptação.

Adaptação
Processo que se refere ao reestabelecimento do equilíbrio.O indivíduo modifica o
meio e é também modificado por ele.Todo os organismos tem a tendência a se adaptar
ao ambiente. Envolve um equilíbrio entre dois processos:Acomodação e Assimilação.

Assimilação
É o processo de integração de novos conhecimentos em estruturas já existentes.
Refere-se ao processo de que é o organismo mais o objeto que é transformado e se
torna parte do organismo.

Acomodação
Refere-se a mudanças que o organismo faz em suas estruturas a fim de poder lidar
com estímulos ambientais.
O mecanismo de reformulação das estruturas em relação aos novos conteúdos que se
incorporam.
É o processo de busca e ajustamento a novas condições e mutações no ambiente, de tal
forma que os padrões comportamentais preexistentes são modificados para lidar com
as novas informações ou com feedbackdas situações externas.

O Conhecimento e o Desenvolvimento Humano em Piaget


O conhecimento resulta da interação do sujeito com o ambiente. Cada um constrói ao
longo do seu processo de desenvolvimento o seu próprio modelo de mundo.
As chaves principais para odesenvolvimento:
1- A própria ação do sujeito.
2- O modo pelo qual esta ação se converte num processo de construção interna
(construtivismo).
Influências educacionais

Lev S. Vygotsky (1896-1934): A teoria histórico cultural ou Sócio interacionista.


Projeto de Vygotsky possui dois objetivos:
1- compreender a relação entre os seres humanos e seu ambiente físico e social;
2- identificar as formas novas de atividade que fazem com que o trabalho fosse o meio
fundamental do relacionamento entre o homem e a natureza das relações entre o uso
de instrumentos e o desenvolvimento da linguagem.

INTERAÇÃO SOCIAL
Enfatiza a dialética entre o indivíduo e a sociedade. O conhecimento se constrói de
forma compartilhada.
Desenvolvimento e Aprendizagem são processos inseparáveis, mesmo que distintos.
A importância da Fala: é através da fala que a criança aprende o seu ambiente físico e
social.
A criança se apropria da experiência social e a internaliza.
Funções Psicológicas Superiores
Consiste no modo de funcionamento psicológico tipicamente humano. Ex: capacidade
de planejamento, imaginação, etc.
Esses processos mentais são chamados de superiores por que referem-se a mecanismos
intencionais, ações conscientemente controladas, processos voluntários que dão ao
indivíduo a possibilidade de independência em relação às características do momento
e do espaço presente. Não são inatos, se originam nas relações entre os indivíduos e se
desenvolvem ao longo do processo de interação.

O Desenvolvimento e a Aprendizagem
O desenvolvimento humano depende do aprendizado que a criança realiza num
determinado grupo social.
Ele é sempre mediado pelos outros (ambiente social).
É o aprendizado que possibilita o processo de desenvolvimento.
Níveis de Desenvolvimento
1- Nível do Desenvolvimento Real: se refere às conquistas já efetivadas pela criança.
2- Nível de Desenvolvimento Potencial: se refere às capacidades a serem construídas.
A criança realiza – as através da colaboração com os outros.
3- Zona de Desenvolvimento Proximal: é a distância entre aquilo que ela é capaz de
realizar sozinha e aquilo que ela só consegue realizar com a ajuda dos outros.

Processo de Mediação
• O ser humano não tem acesso direto aos objetos. É através da mediação e do processo
de internalização que ele consegue adquirir conhecimento e desenvolver-se.

Abordagem Behaviorista ou Comportamentalista: Burrhus Frederic Skinner (1904-1990)


• O termo Behaviorismo foi instituído por Skinner em 1913 que postulou o
comportamento (behavior) como objeto de estudo a ser estudado cientificamente.
• Skinner propôs estudar a análise experimental do comportamento. Sua visão científica
compreende que o homem não é uma vitima ou um observador passivo do que lhe
acontece, pois ele é controlado por um ambiente que é em parte construído por ele
mesmo.
• Para Skinner, o homem tem o poder de influenciar, modificar, modelar e controlar o
comportamento humano.

Para Skinner...
• Cada ser humano introjeta, mediante o uso adequado de reforço, um conjunto de
crenças, atitudes e valores que passam a constituir seus princípios éticos.

Ideia Básica de Skinner


• O comportamento é modelado e mantido por suas consequências. Logo a tarefa do
modelador (educador) consiste em estruturar o ambiente do organismo de modo que
ele emita o comportamento desejável.

Contribuições de Skinner para aAprendizagem


• Avaliação e Aprendizagem
O papel da avaliação na aprendizagem está no contexto de uma concepção que
supervaloriza o acerto.
O aluno deve responder a uma pergunta de cada vez. As perguntas deverão ser simples
para que os alunos cometam poucos erros. E o aluno não deverá passar para o item
seguinte antes de haver respondido ao anterior.
O aluno é levado de modo gradual, e logicamente, a um domínio cada vez mais
completo do assunto.
A expressão Tecnologia Educacional é usada para designar a aplicação sistemática de
conhecimentos científicos á solução de problemas da Educação.

O papel do professor reside na sua competência para manipular as condições do


ambiente do aluno, a fim de assegurar a aprendizagem.

• Art. 7º Na observância destas Diretrizes, a proposta pedagógica das instituições de


Educação Infantil deve garantir que elas cumpram plenamente sua função
sociopolítica e pedagógica:
I - oferecendo condições e recursos para que as crianças usufruam seus direitos civis,
humanos e sociais;
II - assumindo a responsabilidade de compartilhar e complementar a educação e
cuidado das crianças com as famílias;
III - possibilitando tanto a convivência entre crianças e entre adultos e crianças quanto
a ampliação de saberes e conhecimentos de diferentes naturezas;
IV - promovendo a igualdade de oportunidades educacionais entre as crianças de
diferentes classes sociais no que se refere ao acesso a bens culturais e às possibilidades
de vivência da infância;

QUATRO APRENDIZAGENS FUNDAMENTAIS

Para poder dar resposta ao conjunto das suas missões, a educação deve organizar-se
em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda vida, serão de
algum modo para cada indivíduo, os pilares do conhecimento:

• Aprender a CONHECER: Isto é adquirir os instrumentos da compreensão; Aprender para


conhecer supõe, antes de tudo, aprender a aprender, exercitando a atenção, a memória e o
pensamento. Desde a infância, sobretudo nas sociedades dominadas pela imagem televisiva, o
jovem deve aprender a prestar atenção às coisas e às pessoas.

Aprender a FAZER
Aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente; Aprender a conhecer e aprender a fazer
são, em larga medida, indissociáveis. Mas a segunda aprendizagem esta mais estreitamente ligada à
questão da formação profissional: como ensinar o aluno a pôr em pratica os seus conhecimentos e,
também, como adaptar a educação ao trabalho futuro quando não se pode prever qual será a sua
evolução?

Aprender a VIVER: Aprender a viverjuntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas
as atividades humanas; Sem dúvida, esta aprendizagem representa, hoje em dia, um dos maiores
desafios da educação. O mundo atual é, muitas vezes, um mundo de violência que se opõe à
esperança posta por alguns no progresso da humanidade.

• Aprender a SER: Finalmenteaprender a ser, via essencial que integra as três precedentes.
Desde a sua primeira reunião, a Comissão reafirmou, energicamente, um princípio
fundamental: a educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa -
espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal,
espiritualidade.
As concepções de educação são influenciadas pelo contexto sociocultural de cada época, gerando
tendências e práticas pedagógicas distintas e adequadas à finalidade da formação humana que cada
sociedade almeja.

As práticas pedagógicas atuais consideram perspectivas interdisciplinares e transdisciplinares.

De acordo com Émile Durkheim, a educação é um processo social que propicia a convivência em
sociedade; portanto, educação é socialização.

Apesar de o processo educacional ser um meio de transformação da realidade sociocultural, ele


também exerce papel de controle social para manutenção da ordem vigente.

É permitido aos estados legislar sobre seus sistemas de ensino, desde que respeitada a primazia
hierárquica da legislação da União.

A União, os estados, os municípios e o Distrito Federal têm competência compartilhada na


promoção dos meios de acesso à cultura e à educação

Ainda que a base curricular nacional deva ser a mesma para a educação básica de todos os estados
brasileiros, é permitido aos estabelecimentos escolares complementar seu currículo com partes
diversificadas que abarquem o contexto sociocultural dos educandos.

A autonomia, como princípio didático geral que orienta as práticas pedagógicas, contribui para a
construção, pelos alunos, dos conhecimentos relativos aos aspectos intelectuais, morais, afetivos e
sociopolíticos de suas vidas.

Constitui meta do PNE a garantia de sistema educacional inclusivo, preferencialmente na rede


regular de ensino, a toda a população que, com idade entre quatro e dezessete anos, tenha
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação.

De acordo com Vygotsky, a aprendizagem envolve mediação e interação social em determinado


contexto histórico-cultural e é essencial ao desenvolvimento das funções psicológicas superiores.

Piaget considera que a aprendizagem depende do desenvolvimento cognitivo e que as crianças têm
papel ativo na construção de seus conhecimentos.

Segundo a concepção rogeriana, a aprendizagem significativa, além de envolver o indivíduo como


um todo e provocar mudança no seu EU, é ameaçadora e autodirigida.

Tornar-se apto a produzir novos conhecimentos é tão importante quanto aprender conhecimentos
existentes, por isso não deve haver dissociação entre aprender, ensinar e pesquisar.

Uma das competências individuais é o saber fazer, ou seja, a habilidade de transformar o


conhecimento em ações concretas.

O tutor representa um elo entre docente e discente, pois auxilia nas atividades de competência do
primeiro, bem como acompanha e apoia pedagogicamente o segundo.
Entre as competências do professor que atua na EAD incluem-se capacitar equipes, desenvolver
metodologias de ensino à distância, coordenar o trabalho dos tutores e propor metodologias de
avaliação à distância.

Em um plano de ensino, os métodos e as técnicas devem ser condizentes com os conteúdos a serem
aprendidos.

Sob a concepção que considera o aluno sujeito de sua aprendizagem, planejar e avaliar são ações
dinâmicas, interativas, que ocorrem ao longo de todo o processo de ensino e que exigem do
profissional permanente investigação e atualização didático-pedagógica.

O planejamento pedagógico é fundamentado nos objetivos a serem desenvolvidos e envolve ações


sistemáticas que atendam às necessidades de uma dada realidade.

A elaboração do projeto social articula elementos pedagógicos porque visa conscientizar a


sociedade a respeito da realidade e promover a absorção coletiva de conhecimento.

A ação em projetos sociais parte do pressuposto de que a educação não está ligada apenas ao
ambiente escolar. Suas práticas estão vinculadas a todas as relações de socialização no dia a dia do
indivíduo e alinhadas à realidade em que o sujeito está inserido.

As práticas educativas vinculadas a comunidades e grupos sociais e realizadas mediante a execução


de projetos sociais estão direcionadas à educação não formal, cuja intenção é educar para a
cidadania.

A educação, no cenário atual, congrega aspectos formais, não formais e informais, mas, a depender
da concepção do profissional, as práticas contempladas em projetos sociais tanto podem
proporcionar mudanças sociais quanto manter a realidade antes existente, não concretizando sua
função principal.

A adoção de políticas, diretrizes e práticas na gestão do conhecimento se inicia com o envolvimento


da direção da organização e, a partir desse estágio, são desencadeados os processos que culminam
com a criação de um ambientefavorável ao desenvolvimento das práticas desejadas, incluindo
ferramentas de aprendizagem virtual, como, por exemplo, a plataforma Moodle.

A direção (planejamento estratégico) deve adotar as diretrizes para que facilite o desenvolvimento
das metas traçadas, voltadas à gestão do conhecimento.

O conceito de e-learning (que corresponde a uma aprendizagem eletrônica) facilita a aprendizagem


no ambiente virtual.

A gestão do conhecimento por meio da plataforma e-learning de código aberto Moodle aperfeiçoa a
política de gestão do conhecimento a partir do uso de diversos recursos que permitem às
organizações estender treinamentos, diminuir as limitações geográficas e aumentar o alcance de seu
conteúdo, além de integrar e distribuir com mais dinamismo o conhecimento.A EaD é facilitada
pelos recursos como Moodle e e-learning pois tiram diversas barreiras, como a geográfica e de
tempo.
Um projeto educativo calcado na perspectiva de interdisciplinaridade envolvea construção do
conhecimento voltada a constituir a consciência pessoal e totalizada, pois a realidade é una e supera
os limites da fragmentação do conhecimento.A aprendizagem do indivíduo deve ser uma
preocupação constante na construção do conhecimento.

O projeto educativo pensado de forma interdisciplinar não deve considerar a separação do


conhecimento. O envolvimento das disciplinas é essencial no contexto da interdisciplinaridade.

Uma das características da Educação a Distância é justamente que a duração deve ser a mesma
daqueles cursos presenciais.

Art. 4o A avaliação do desempenho do estudante para fins de promoção, conclusão de estudos e


obtenção de diplomas ou certificados dar-se-á no processo, mediante:

I - cumprimento das atividades programadas; e


II - realização de exames presenciais. Os exames citados serão elaborados pela própria instituição
de ensino credenciada, segundo procedimentos e critérios definidos no projeto pedagógico do curso
ou programa.Os resultados prevalecer sobre os demais resultados obtidos em
quaisquer outras formas de avaliação a distância.

A proposta de formulação de um projeto político-pedagógico surgiu como meio


de superação do paradigma tecnicista. Visando uma maior participação da comunidade escolar,
bem como autonomia nos processos, a construção do PPP desconstrói a ênfase pela técnica. Saviani
91985, p.16) explica que: “planejar a educação de modo a dotá-la de uma organização racional
capaz de minimizar as interferências subjetivas que pudessem por em risco sua eficiência”. e
Libâneo defendem que a a construção do projeto político-pedagógico os agentes diretos da escola
tornam-se sujeitos históricos [...], isto é, sujeitos capazes de intervir conscientemente e
coletivamente nos objetivos e nas práticas de sua escola, na produção social do futuro da escola, da
comunidade, da sociedade

O projeto político-pedagógico é um modelo de gestão compartilhada que preconiza a redefinição


das funções estratégicas dos atores sociais envolvidos na educação, como professores, comunidade,
direção e coordenação pedagógica. Uma das características do projeto político-pedagógico é
justamente o compartilhamento de experiências e saberes, fazendo com que cada ator da
comunidade escolar seja importante na elaboração do documento.

Na abordagem das questões e demandas da realidade educacional, uma proposta válida para fugir à
dicotomização teoria versus prática é a práxis interdisciplinar.A interdisciplinaridade facilita a
adequação da teoria à prática.

Em uma perspectiva transformadora, compreende-se a educação como parte da sociedade, com seus
condicionantes, determinantes e seus projetos, que podem ser conservadores ou não, mas com a
possibilidade de trabalhar pela democratização dessa sociedade. Filosofia da educação, Luckesi
explica que que para a tendência transformadora, a educação é interpretada como uma instância que
media um projeto social. O CESPE nesta questão, aborda, além da análise da perspectiva em si, o
pensamento de Luckesi. Ele, é um autor que é sempre cobrado em provas do CESPE, tanto com
relação à filosofia de educação, quanto referentes aos assuntos de avaliação escolar.
Na concepção funcionalista, a construção do ser social é feita pela educação, por meio da
assimilação pelo indivíduo de uma série de normas e princípios que balizam a condutadesse
indivíduo em um grupo; sendo o homem, nessa perspectiva, um produto da sociedade.
Émile Durkhein é representante do funcionalismo, compara a sociedade a um corpo que possui
órgãos (instituições) que desempenha funções bem definidas. A sociedade é vista como um
organismo em adaptação onde buscava-se encontrar soluções para a vida social, pois esta apresenta
estados normais e patológicos.

Para Bourdieu, a escola tem um papel ativo no processo social de reprodução das desigualdades
sociais, ao dissimular as bases sociais e convertê-las em diferenças acadêmicas e cognitivas,
relacionadas aos méritos e dons individuais. Para Bourdieu e Passeron a escola exerce dupla
violência sobre os estudantes: ao mesmo tempo que que impõe a cultura burguesa, oculta essa
imposição. os estudantes que fazem parte da classe trabalhadora são menos valorizados na
sociedade.

De acordo com o artigo 24 da LDB:

II - a classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira do


ensino fundamental, pode ser feita:

a) por promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, a série ou fase anterior, na própria
escola;
b) por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas;
c) independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela escola, que defina o
grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua inscrição na série ou etapa
adequada, conforme regulamentação do respectivo sistema de ensino;

O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de diversos
pontos; entre eles, a educação básica obrigatória e gratuita dos quatro aos dezessete anos de idade.

Para a concepção da pedagogia de competências, é o indivíduo que tem de exercer sua capacidade
de escolha para adquirir os meios que lhe permitam ser competitivo no mercado de trabalho. Além
disso, o que ele pode esperar das oportunidades escolares não é o acesso ao emprego, mas a
conquista da condição de empregabilidade.

Enquanto a tendência libertadora traz como característica os temas geradores e tem Paulo Freire
como seu principal representante, a libertária é centrada na inspiração experimental e na autogestão.
Freinet é um dos representantes.
Demerval Saviani explica bem as diferenças. Trecho retirado de seu
livro ”a pedagogia no Brasil”

Contrapondo-se à concepção tradicional, a concepção pedagógicarenovadora se ancora numa visão


filosófica baseada na existência, na vida, na atividade. Não se trata mais de encarar a existência
humana como mera atualização das potencialidades contidas na essência. A natureza humana é
considerada mutável, determinada pela existência. Na visão tradicional o privilégio era do adulto,
considerado o homem acabado, completo, por oposição à criança, ser imaturo, incompleto. Na
moderna, sendo o homem considerado completo desde o nascimento e inacabado até morrer, o
adulto não pode se constituir como modelo, razão pela qual a educação passa a centrar-se na
criança. Do ponto de vista pedagógico o eixo se deslocou do intelecto para as vivências; do lógico
para o psicológico; dos conteúdos para os métodos; do professor para o aluno; do esforço para o
interesse; da disciplina para a espontaneidade; da direção do professor para a iniciativa do aluno; da
quantidade para a qualidade; de uma pedagogia de inspiração filosófica centrada na ciência da
lógica para uma pedagogia de inspiração experimental baseada na biologia e na psicologia. Se bem
que a concepção pedagógica renovada tenha se de diferentes correntes filosóficas como o vitalismo,
historicismo, existencialismo, fenomenologia, pragmatismo e assumido características variadas, sua
manifestação mais difundida é conhecida sob o nome de escolanovismo.

Na concepção tradicional, a prática era determinada pela teoria que a moldava e lhe fornecia o
conteúdo e a forma de transmissão pelo professor, assim como a consequente assimilação pelo
aluno.

Na concepção produtivista, a educação passou a ser entendida não como um


mero bem de consumo, mas como algo decisivo do ponto de vista do desenvolvimento econômico,
um bem de produção tanto em sua face externa quanto interna.

As instituições credenciadas para a oferta de educação a distância poderão solicitar autorização,


junto aos órgãos normativos dos respectivos sistemas de ensino, para oferecer os ensinos
fundamental e médio a distância, exclusivamente para a complementação de aprendizagem ou em
situações emergenciais.

LDB

Tramitação
 1988 – Promulgação da Constituição Federal
 1988 a 1991 – Início de discussão do projeto “Jorge
Hage” na Câmara
 1992 – Darcy Ribeiro, apoiado por Collor, apresenta
outro projeto de LDB no Senado
 1992 a 1993 – Os dois projetos são discutidos ao
mesmo tempo no Congresso Nacional
 1993 – O projeto Jorge Hage é aprovado na Câmara
e vai para o Senado
 1995 – O projeto é considerado inconstitucional e
Darcy Ribeiro reapresenta seu antigo projeto de lei
 1996 – Aprovação da lei, em dezembro

A Lei n.º 9394/96


 Art. 1º – educação compreendida como processo de formação humana

 Art. 2º - educação édever da família e doEstado. Tem porfinalidade o plenodesenvolvimento


doeducando, seu preparopara o exercício dacidadania e a qualificaçãopara o trabalho
Art. 3º – princípios:

 Igualdade acesso
/permanência
 Liberdade;
 Pluralismo de idéias;
 Tolerância;
 Coexistência – público /privado;
 Gratuidade do ensino público;
 Valorização do profissional
 Gestão democrática;
 Padrão de qualidade;
 Valorização extra-escolar;

- ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusivesua oferta gratuita para todos os que a ele não
tiveram acesso na idade própria;

II - progressiva universalização doensino médio gratuito;


III – atendimento especializado aos educandos com necessidades especiais;
IV - atendimento gratuito em creches e pré-escolas;
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino;
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;
VII - oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, adequado às suas necessidades e
disponibilidades;
VIII - atendimento ao educando, no ensino fundamental público, por meio de programas
suplementares (material, transporte, alimentação e assistência à saúde);
IX - padrões mínimos de qualidade de ensino.

Regras de organização da educação básica:


 Pode organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, grupos não-seriados, com base na
idade, etc. (art. 23)
 Carga-horária mínima anual: 800 horas e 200 dias de efetivo trabalho escolar.

 Classificação

 Avaliação do aluno: contínua


 Freqüência mínima: 75%
 Históricos, declarações, certificados:
responsabilidade da escola

Currículo na educação básica:

 Base nacional comum e parte diversificada


 Língua portuguesa, matemática, conhecimento do mundo físico e natural, da realidade social e
política, arte, educação física
 História e cultura afro-brasileira e africana (Lei nº 10.639/03)
 Língua estrangeira: a partir da 5ª série
 Valores, direitos e deveres, orientação para o trabalho, desporto
Características dos níveis de ensino:

 Educação Infantil: creche (0 a 3 anos) e pré-escola (4 a 5 anos); desenvolvimento integral da


criança, não existe reprovação (Art. 29 a 31)

 Ensino Fundamental: (mínimo 9 anos) objetivo de desenvolver a capacidade de


aprender, fortalecer os vínculos da família, da solidariedade e tolerância. – pelo
menos 4 horas de trabalho diário. (Art. 32-4)

 Ensino Médio: (mínimo 3 anos) aprofundamento dos estudos – tecnologia e preparação para o
trabalho

Características das modalidades de


ensino:

Educação de Jovens e Adultos (Art. 37-8)


 (EJA – antigo supletivo): cursos e exames. Idade mínima para o Ensino Fundamental 15 anos e
para o Ensino Médio 18 anos.

Educação Profissional (Art. 39 a 42) aptidões para a vida produtiva. Articulação com o ensino
regular ou independente de escolaridade.

Educação Especial
(Art. 58 a 60)

 atendimento aos portadores de necessidades especiais, preferencialmente na rede regular


(inclusão). Adaptação da escola e do currículo. Integração na vida em sociedade.

Profissionais da educação (Art. 61-67)  Associação entre teoria e prática e


aproveitamento de experiências

 Docentes: formação mínima em nível médio modalidade normal (antigo magistério) e nível
superior em licenciatura
 Valorização: plano de carreira, concurso público, aperfeiçoamento, piso salarial, progressão,
condições de trabalho

Financiamento
Constituição Federal de 1988 / LDB Art. 69:  União deve aplicar pelo menos 18% e os
Estados, DF e Municípios, 25% da receita de impostos em Educação.

Recursos públicos (Art. 77)


 serão destinados às escolas públicas
 podem ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas.

LDB define o que é gasto com educação: (Art. 70)

Remuneração e aperfeiçoamento do
pessoal;
Manutenção e construção dos
equipamentos;
Realização de atividades-meio;
Compra de material didático-escolar;
Bolsas de estudo;
Transporte escolar

LDB define o que NÃO é gasto com


educação: (Art. 71)

 Pesquisa não vinculada à educação;


 Subvenção a instituições assintenciais;
 Programas suplementares de
alimentação, assistência médica,
psicológica, etc;
 Obras de infra-estrutura da cidade;
 Trabalhadores em educação em desvio de função.

O Estado tem o dever de garantir o ensino fundamental obrigatório e gratuito.

n É dever do Estado garantir a oferta de educação infantil, ainda que ela não seja obrigatória.

É dever do Estado oferecer ensino noturno regular adequado às condições do educando.

Os recursos provenientes do salário educação nãoserão contabilizados para efeito de cálculo do


percentual mínimo exigido.

O ensino obrigatório terá prioridade na distribuiçãodos recursos públicos

Os Municípios devem elaborar a proposta pedagógica dosestabelecimentos do seu sistema de


ensino, articulando-se com as famílias e a comunidade.

A formação dos docentes para atuar na Educação Básica deverá:

A. Estabelecer a associação entre teorias e práticas.


B. Ser feita em nível superior, em cursos de licenciatura, de graduação plena.
C. Incluir prática de ensino com no mínimo trezentas horas.
D. No mínimo, ser feita em cursos de nível médio, na modalidade normal (antigo magistério) para a
atuação na educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental.

Quais dos itens abaixo não podem ser considerados despesas com MDE?

B. Programas de merenda escolar.


D. Programas de assistência médica e social dosalunos, principalmente em situação de risco.
E. Programas de transporte escolar e concessão de bolsas

È considerado despesa :

A. Remuneração e aperfeiçoamento profissional dos trabalhadores em educação.


C. Programas de distribuição de livros didáticospara alunos e literários para bibliotecasescolares.
A respeito da legislação que rege a organização e ofuncionamento da educação de jovens e adultos
noBrasil, é correto afirmar que:

A. As matrículas da educação de jovens e adultos nãopodiam ser contadas para efeito de


recebimento dorecursos do FUNDEF, embora sejam matrículas doEnsino Fundamental.
C. A gratuidade da educação de jovens e adultos emestabelecimentos oficiais é assegurada pela
legislação,contudo não está assegurada a sua obrigatoriedade.
D. A educação de jovens e adultos é uma modalidade da Educação básica nas etapas de ensino
fundamental e médio. Assim, não configura um nível diferenciado de ensino.

Em relação aos currículos do ensino fundamental e médio, a LDB estabelece que:

A. O currículo deve ter uma base nacional comuma ser complementada por uma parte diversificada.
O ensino da arte é obrigatório.

7. De acordo com a LDB, a verificação do


rendimento escolar dos alunos:
A. Deve ser contínua e cumulativa.
B. Deve garantir a possibilidade de aproveitamento dos estudos concluídos com êxito.
C. Pode prever formas de progressão parcial.
D. Contempla, obrigatoriamente, estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo.

Em relação ao Ensino Fundamental e Médio, a LDB define que:

A. A carga horária mínima anual será de oitocentas horas,distribuídas por um mínimo de duzentos
dias de efetivo trabalho escolar.
B. O controle de freqüência fica a cargo da escola, exigida a freqüência mínima de 75% do total de
horas letivas para aprovação
E. Os currículos devem ser diversificados, atendendo asexigências das características regionais e
locais da sociedade, da economia, da cultura e da clientela.

A única distinção entre creche e pré-escola reside na faixa etária das crianças que freqüentam estas
instituições.

As creches oferecem educação infantil para crianças de até três anos de idade e as pré-escolas
oferecem educação infantil para as crianças de quatro a seis anos.

4.Em relação à educação básica:

A. É formada pela educação infantil, ensinofundamental e ensino médio.


B. Pode organizar-se em séries, ciclos, períodos oupor forma diversa sempre que o interesse do
processo de aprendizagem assim o recomendar.
C. Pode ser adaptada às peculiaridades da vida rural e de cada região.
E. Deve incluir a difusão de valores fundamentais ao interesse social como diretriz para os
conteúdos curriculares
Dispõe o art. 26, § 5º, da LDB que será incluído o ensino de pelo menos uma língua estrangeira
moderna na parte diversificada do currículo das escolas: obrigatoriamente a partir da 5ªsérie;

Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática doensino público na educação


básica, de acordo com as suaspeculiaridades e participação dos profissionais da educação na
elaboração do projeto pedagógico da escola.

O ensino a distância, no âmbito do ensino fundamental, de acordo com o art. 32, § 4º, da LDB:
utilizado como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais;

Os estabelecimentos de ensino incumbir-se-ão de:

I. prover meios para a recuperação dos alunos de menorrendimento.


II. articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a
escola.
III. Informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se for o caso, os responsáveis legais,
sobre a frequência e rendimentodos alunos, bem como sobre a execução da proposta pedagógica
da escola;

Além de constituir uma exigência formal, contida inclusive na lei deDiretrizes e Bases da Educação
Nacional, o projeto pedagógicorevela-se uma necessidade cotidiana das instituições educativas e um
instrumento eficaz para a implantação de suas ações. Nessa perspectiva, o projeto pedagógico
caracteriza-se, essencialmente, como:um documento que se reflete no currículo da escola,
construído e vivenciado por todos os envolvidos no processo educativo, que busca rumo, ação
intencional e compromisso coletivo;

Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática doensino público na educação


básica, de acordo com as suas peculiaridades e participação das comunidades escolar e local em
conselhos escolares ou equivalentes

Na proposta de reforma curricular do Ensino Médio, a interdisciplinaridade deve ser compreendida


a partir de umaabordagem relacional, em que se propõe que, por meio da prática escolar, sejam
estabelecidas interconexões e passagens entre os conhecimentos através de relações de
complementaridade, convergência e divergência .Para que isso ocorra é preciso:

a) estimular a colaboração entre todos os membros da comunidade escolar para a realização de um


trabalho integrado;

Os docentes incumbir-se-ão de participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento


de ensino. Os docentes devem zelar pela aprendizagem dos alunos.

A lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9.394/1996, delega à escola e seus sujeitos a
responsabilidade da elaboração de seu projeto pedagógico.
os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público, na educação
básica, de acordo com suas peculiaridades, incluindo a participação dos profissionais das
comunidades escolar e local em conselhos escolares equivalentes;

os docentes Incumbir-se-ão de participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento


de ensino e cumprir o plano de trabalho, segundo proposta pedagógica do estabelecimento de
ensino;

os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do sistema de ensino, terão a


incumbência de informar aos pais sobre a execução de sua proposta pedagógica.

Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os


integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira,
observadas as normas gerais de direito financeiro público.

O sistema federal de ensino compreende, entre outras, as instituições de ensino mantidas pela
União.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, nº 9.394, de 20/12/1996, estabelece como dever do Estado
uma educação pública e gratuita garantida: em todo o ensino fundamental, mesmo para aqueles que
a ele não tiveram acesso na idade adequada;

No Distrito Federal, as instituições de educação infantil, criadas e mantidas pela iniciativa privada,
integram seu sistema de ensino.

89.A Lei nº 9.394/1996 (Diretrizes e Bases da Educação Nacional), no


seu art. 5º, § 1º, sobre o acesso ao ensino fundamental, determina
que compete aos Estados e Municípios, em regime de colaboração
com a assistência da União:

I. recensear a população em idade escolar para o ensino fundamental e os jovens e adultos que a
eles não tiveram acesso;
II. fazer-lhes a chamada pública;
III. zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola.

O sistema federal de ensino compreende os órgãos federais de educação.

Integram os sistemas de ensino dos estados e do distrito federal as instituições de educação superior
mantidas pelo Poder Público municipal

91.Segundo a Lei nº 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), no seu art. 27,
os conteúdos curriculares da educação básica observarão os seguintes princípios:

I. a difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, ao
respeito ao bem comum e à ordem democrática;
II. Consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada estabelecimento;
IV. promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não formais.
Integram os sistemas municipais de ensino as instituições do ensino fundamental, médio e de
educação infantil mantidas pelo Poder Público municipal.

I. As instituições particulares em sentido estrito, assim entendidasas que são instituídas e mantidas
por uma ou mais pessoasfísicas ou jurídicas de direito privado enquadram-se na categoriaprivada.

Enquadram-se na categoria privadas as instituições filantrópicas, na forma da lei.

Ensino fundamental e obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade
própria

95.Cury, em LDB: Lei de Diretrizes e Bases da Educação, destaca alguns traços marcantes da nova
lei. Por exemplo, quando há uma redefinição das funções da União e a transferência de atribuições
para os Estados e Municípios, pode-se identificar umapostura: descentralizadora;

Integram os sistemas municipais de ensino as instituições de educaçãoinfantil criadas e mantidas


pela iniciativa privadas e os órgãos municipais de educação

a participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes;

avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, comprevalência dos aspectos qualitativos


sobre os quantitativos e dosresultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais.

possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado.

obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos


de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em
seus regimentos.

Após consulta feita a uma especialista, uma diretora de escola pública do ensino fundamental
preparou e apresentou o projetopedagógico ao corpo docente de sua unidade escolar. Os professores
rejeitaram o projeto, alegando ausência de umprocesso democrático na construção do referido
projeto. Considerando a Lei nº 9.394/1996, é possível afirmar que:
o protesto docente tem fundamento legal, já que eles deviam ter participado da elaboração da
proposta pedagógica da escola onde trabalham;

A educação escolar compõe-se de educação básica, formada pela educação infantil, ensino
fundamental e ensino médio e educação superior.

102.Analise a veracidade das afirmativas seguintes.

I. Será objetivo permanente das autoridades responsáveis alcançarrelação adequada entre o número
de alunos e o professor, a carga horária e as condições materiais do estabelecimento.
II. Cabe ao respectivo sistema de ensino, à vista das condiçõesdisponíveis e das características
regionais e locais, estabelecerparâmetro para atendimento das condições satisfatórias deensino,
incluindo o número de professores em relação ao númerode alunos.
III. Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma basenacional comum, a ser
complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada,
exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,
em seu art. 13, os docentes incumbir-se-ão de: estabelecer estratégias de recuperação para os alunos
de menor rendimento;

Quanto à organização da educação nacional, a LDB, Lei nº9.394/1996, dispõe no Título IV sobre as
responsabilidades a serem compartilhadas entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios. Assim, de acordo com o art. 11: "oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas
e, com prioridade, o ensino fundamental" compete à esfera: municipal;

Na oferta de educação básica para a população rural, os sistemas de ensino promoverão as


adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região,
especialmente:

I. conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais


necessidades e interesses dos alunos da zona rural.
II. organização escolar própria, incluindo adequação do calendário
escolar às fases do ciclo agrícola e às condições climáticas.
III. adequação à natureza do trabalho na zona rural.

De acordo com o art. 56 do ECA, os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental


comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de:

maus tratos envolvendo alunos;


elevados níveis de repetência;

Analise a veracidade das afirmativas seguintes:


I. O ensino fundamental têm por objetivo a formação básica docidadão, mediante o
desenvolvimento da capacidade deaprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura,
da escrita e do cálculo.
II. O ensino fundamental, essencial na formação básica do cidadão,possibilita ao educando a
compreensão do ambiente naturalsocial, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores
em que se fundamenta a sociedade.

A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que nãotiveram acesso ou continuidade de
estudos nos ensinosfundamental e médio na idade própria, portanto, é entendida como:

direito de todos e dever do Estado

Zona de desenvolvimento próximo representa a diferença entre a capacidade da criança de resolver


problemas por si própria e a capacidade de resolvê-los com ajuda de alguém.
A função diagnóstica tem por objetivo, dentre outros, verificar se o aluno apresenta ou não
determinados conhecimentos ou habilidades necessários para aprender algo novo; identificar,
discriminar, caracterizar as causas determinantes das dificuldades de aprendizagem ou essas
próprias dificuldades para uma prescrição.

A função formativa ou de controle informa o aluno e o professor sobre os resultados que estão
sendo alcançados durante o desenvolvimento das atividades e melhora o ensino e a aprendizagem,
dentre outros objetivos.

A função classificatória tem por objetivo, dentre outros, classificar o aluno segundo o nível de
aproveitamento ou rendimento alcançado e buscar uma consciência coletiva quanto aos resultados
alcançados.

Pesquisa participante é um processo de pesquisa no qual a comunidade participa na análise de sua


própria realidade, com vistas a promover uma transformação social em benefício dos participantes
que são oprimidos.

O planejamento é um processo complexo e dinâmico, envolvendo as dimensões técnica, conceitual


e política.

Para Piaget a aprendizagem do estudante será significativa quando esse for um sujeito ativo. Isso se
dará quando a criança receber informações relativas ao objeto de estudo para organizar suas
atividades e agir sobre elas.

Vygotsky conceituou o desenvolvimento intelectual de cada pessoa em dois


níveis: um real e um potencial. O real é aquele já adquirido ou formado, que determina o que a
criança já é capaz de fazer por si própria porque já tem um conhecimento consolidado. Por
exemplo, se domina a adição esse é um nível de desenvolvimento. O potencial é quando a criança
ainda não aprendeu tal assunto, mas está próximo de aprender, e isso se dará principalmente com a
ajuda de outras pessoas. Por exemplo, quando ela já sabe somar, está bem próximo de fazer uma
multiplicação simples, precisa apenas de um ―empurrão.

Na corrente construtivista, o saber não é passado do docente ao aluno: oestudante é que constrói o
conhecimento, por meio da formulação dehipóteses e da resolução de problemas. O objetivo do
construtivismo é queo aluno adquira autonomia. A ênfase está no aspecto cognitivo. As disciplinas
são trabalhadas em uma relação mais próxima com os alunos eenvolve diversos elementos, como
música e dramatização. As séries são organizadas em ciclos. A linha construtivista foi idealizada
para que nãohouvesse provas, uma vez que o aluno deve construir o conhecimento aolongo das
aulas. As escolas, no entanto, podem adaptar esse conceito emsuas avaliações.

A tendência progressista libertadora tem sua origem ligada diretamente com o método de
alfabetização de Paulo Freire. Nessa concepção, o homem éconsiderado um ser situado num mundo
material, concreto, econômico, social e ideologicamente determinado. Sendo assim, resta-lhe
transformar essa situação. A busca do conhecimento é imprescindível, é uma atividade inseparável
da prática social, e não deve se basear no acúmulo de informações mas, sim, numa reelaboração
mental que deve surgir em forma de ação, sobre o mundo social.
Os níveis estruturais da linguagem escrita podem explicar as diferenças
individuais e os diferentes ritmos dos alunos.

Segundo Emília Ferreiro são:

- Nível pré-silábico – não se busca correspondência com o som; as hipóteses das crianças são
estabelecidas em torno do tio e da quantidade de grafismo. A criança tenta nesse nível: diferenciar
entre desenho e escrita; utilizar no mínimo duas ou três letras para poder escrever palavras;
reproduzir os traços da escrita, de acordo com seu contato com as formas gráficas (imprensa ou
cursiva), escolhendo a que lhe é mais familiar para usar nas suas hipóteses de escrita; percebe que é
preciso variar os caracteres para obter palavras diferentes.

- Nível silábico – pode ser dividido entre silábico e silábico alfabético:

Silábico – a criança compreende que as diferenças na representação


escrita está relacionada com o ―som das palavras, o que a leva a sentir a
necessidade de usar uma forma de grafia para cada som. Utiliza os
símbolos gráficos de forma aleatória, usando apenas consoantes, ora
apenas vogais, ora letras inventadas e repetindo-as de acordo com o
número de sílabas das palavras.

Silábico alfabético – convivem as formas de fazer corresponder os sons às formas silábica e


alfabética e a criança pode escolher as letras ou de forma ortográfica ou fonética.

Nível Alfabético – a criança agora entende que: a sílaba não pode serconsiderada uma unidade e que
pode ser separada em unidades menores;a identificação do som não é garantia de identificação da
letra, o que podegerar as famosas dificuldades ortográficas; a escrita supõe a necessidade da análise
fonética das palavras.

Piaget, quando postula sua teoria sobre o desenvolvimento da criança, descreve-a, basicamente, em
4 estados, que ele próprio chama de fases de transição (PIAGET, 1975). Essas 4 fases são :

Sensório-motor (0 – 2 anos);
Pré-operatório ( 2 – 7 anos);
Operatório-concreto ( 8 – 11 anos);
Operatório-formal (8 – 14 anos);

Entre outras, algumas causas para o insucesso escolar podem ser enumeradas, como as que seguem
a seguir:

1. Preparação deficiente nos anos escolares antecedentes;


2. Precipitação dos pais em fazerem as crianças entrar na escola primária com menos idade e,
portanto, não poder enfrentar o ensino do 1º ciclo com eficiência;
3. Moléstias ou defeitos físicos, obrigando a criança a faltar a muitas aulas;
4. Transferências repetidas de escola a escola, por motivo de viagem, profissão dos pais (militares,
diplomatas, jornalistas, etc.) ou mudança de residência;
5. Incapacidade de concentração no trabalho escolar, causada por excesso de atividades
extracurriculares, que roubam o tempo necessário ao exercício dos deveres escolares;
6. Ocupação ou interesse com outros assuntos, como atletismo, teatro, ou mesmo namoro;
7. Falta de interesse nos assuntos escolares, por não haver motivação.
8. Problemas emocionais
9. Em certos casos, o jovem pode estabelecer para si mesmo
objetivos tão elevados e difíceis que se torna impossível, no momento, realizá-los. Isso irá produzir
sentimentos de frustração e insuficiência, que determinarão mau aproveitamento escolar;
10. Há jovens que, embora não apresentem um atraso mental, têm, contudo, uma inteligência menos
aguda e que não lhes permite absorver as matérias das aulas, ao lado de outros adolescentes. Essas
crianças permanecem na escola a pedido ou ameaça dos pais e, geralmente, sentem-se infelizes,
deprimidas, envergonhadas, acontecendo por vezes tentativas de suicídio.
11. A indiferença ou ignorância dos pais quanto à tendência vocacional dos filhos, por exemplo, um
aluno que estuda numa área cientifica quando a sua apetência se encontra na área musical;
12. A preocupação com a situação económica da família pode prejudicar o bom aproveitamento
escolar. O jovem sente-se como uma carga no orçamento de casa, procurando com isso trabalhar
nas horas vagas, dedicando, portanto, menos tempo ao estudo;
13. A falta de popularidade entre os colegas

Segundo Gardner e os critérios utilizados para classificar os fatores


constituintes da inteligência ou habilidades humanas, foram identificadas as
seguintes inteligências:

Lógico-matemática;
Linguística;
Musical;
Espacial; Corporal-cinestésica;
Intrapessoal;
Interpessoal;
Naturalista;
Existencial.

A didática é a parte da pedagogia que se ocupa dos métodos e técnicas de ensino, destinados a
colocar em prática as diretrizes da teoria pedagógica.

Para Piaget, o conhecimento é gerado através de uma interação do sujeito com seu meio, a partir de
estruturas existentes no sujeito. Assim sendo, a aquisição de conhecimentos depende tanto das
estruturas cognitivas do sujeito como de sua relação com os objetos. Na concepção piagetiana, a
aquisição de conhecimento só ocorre mediante a consolidação das estruturas de pensamento e
portanto sempre se dá após a consolidação do esquema que a suporta, da mesma forma a passagem
de um estádio a outro está dependente da consolidação e superação do anterior.

Para Libâneo, as práticas educativas não se restringem à escola ou à família. Elas ocorrem em to-
dos os contextos e âmbitos da existência individual e social humana, de modo institucionalizado ou
não, sob várias modalidades.

Entreessas práticas, há as que acontecem de forma difusa e dispersa, são as que ocorrem nos pro
cessos de aquisição de saberes e modos de ação de moda não intencional e não institucionalizado,
configurando a educação informal.
Há,também, as práticas educativas realizadas eminstituições não convencionais de educação,
mas com certo nível de intencionalidade e sis-tematização, tais como as que se verificam nas
organizações profissionais, nos meios de comunicação, nas agências formativas para grupos
sociais específicos, caracterizando a educação não formal

Existem, ainda, as práticas educativas com elevados graus de intencionalidade, sis-


tematização e institucionalização, como as que se realizam nas escolas ou em outras institui-
ções de ensino, compreendendo o que o autor denomina educação formal.

A Pedagogia estuda as práticas educativas tendo em vista explicitar finalidades, objetivos so-
ciopolíticos e formas de intervenção pedagógica para a educação

Os Parâmetros Curriculares Nacionais indicam como objetivos do ensino fundamental que


os alunos sejam capazes de:

compreender a cidadania
exercício de direitos e deveres políticos
atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças,
respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito;

posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva

utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos

conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais

conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro

perceber-se integrante, dependente e agente transformador do


ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, con-
tribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente;

desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de


confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética,
de inter-relação pessoal e de inserção social

• conhecer e cuidar do próprio corpo, valorizando e adotando hábitos


saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo
com responsabilidade em relação à sua saúde e à saúde coletiva;

•utilizar as diferentes linguagens — verbal, matemática, gráfica, plástica


e corporal — como meio para produzir, expressar e comunicar suas
idéias, interpretar e usufruir das produções culturais, em contextos pú-
blicos e privados

saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos


para adquirir e construir conhecimentos;
• questionar a realidade formulando-se problemas e tratando de resolvê-
los

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
Art. 15. O compromisso da instituição educacional, o papel socioeducativo,
ambiental, artístico, cultural e as questões de gênero, etnia, raça e diversidade que compõem
as ações educativas, a organização e a gestão curricular são componentes integrantes dos
projetos institucionais e pedagógicos da Educação Básica e da Educação Superior.

§ 1º A proposta curricular é constitutiva do Projeto Político-Pedagógico (PPP)


e dos Projetos e Planos de Cursos (PC) das instituições de Educação Básica, e dos Projetos
Pedagógicos de Curso (PPC) e do Projeto Pedagógico (PP) constante do Plano de
Desenvolvimento Institucional (PDI) das instituições de Educação Superior.

§ 2º O planejamento dos currículos deve considerar os níveis dos cursos, as


idades e especificidades das fases, etapas, modalidades e da diversidade sociocultural dos
estudantes, bem como de suas comunidades de vida, dos biomas e dos territórios em que se
situam as instituições educacionais.

§ 3º O tratamento pedagógico do currículo deve ser diversificado, permitindo


reconhecer e valorizar a pluralidade e as diferenças individuais, sociais, étnicas e culturais dos
estudantes, promovendo valores de cooperação, de relações solidárias e de respeito ao meio
ambiente.

Art. 17. Considerando os saberes e os valores da sustentabilidade, a


diversidade de manifestações da vida, os princípios e os objetivos estabelecidos, o
planejamento curricular e a gestão da instituição de ensino devem:

I – estimular:

a) visão integrada, multidimensional da área ambiental


b) pensamento crítico por meio de estudos filosóficos, científicos, socioeconômicos, políticos e
históricos
c) reconhecimento e valorização da diversidade dos múltiplos saberes e olharescientíficos e
populares sobre o meio ambiente, em especial de povos originários e de comunidades tradicionais;
d) vivências que promovam o reconhecimento, o respeito, a responsabilidade e o convívio
cuidadoso com os seres vivos e seu habitat;
e) reflexão sobre as desigualdades socioeconômicas e seus impactos ambientais, que recaem
principalmente sobre os grupos vulneráveis, visando à conquista da justiça ambiental;
f) uso das diferentes linguagens para a produção e a socialização de ações e
experiências coletivas de educomunicação, a qual propõe a integração da comunicação com o
uso de recursos tecnológicos na aprendizagem.

II - contribuir para:

a) o reconhecimento da importância dos aspectos constituintes e determinantes


da dinâmica da natureza
b) a revisão de práticas escolares fragmentadas buscando construir outras
práticas que considerem a interferência do ambiente na qualidade de vida das sociedades
humanas nas diversas dimensões local, regional e planetária;
c) o estabelecimento das relações entre as mudanças do clima e o atual modelo
de produção, consumo, organização social, visando à prevenção de desastres ambientais e à
proteção das comunidades;
d) a promoção do cuidado e responsabilidade com as diversas formas de vida,
do respeito às pessoas, culturas e comunidades;
e) a valorização dos conhecimentos referentes à saúde ambiental, inclusive no
meio ambiente de trabalho
f) a construção da cidadania planetária a partir da perspectiva crítica e
transformadora dos desafios ambientais a serem enfrentados pelas atuais e futuras gerações.

III – promover:

a) observação e estudo da natureza e de seus sistemas de funcionamento para


possibilitar a descoberta de como as formas de vida relacionam-se entre si e os ciclos naturais
interligam-se e integram-se uns aos outros;
b) ações pedagógicas que permitam aos sujeitos a compreensão crítica da
dimensão ética e política das questões socioambientais, situadas tanto na esfera individual,
como na esfera pública;
c) projetos e atividades, inclusive artísticas e lúdicas, que valorizem o sentido
de pertencimento dos seres humanos à natureza, a diversidade dos seres vivos, as diferentes
culturas locais, a tradição oral, entre outras, inclusive desenvolvidas em espaços nos quais os
estudantes se identifiquem como integrantes da natureza, estimulando a percepção do meio
ambiente como fundamental para o exercício da cidadania;
d) experiências que contemplem a produção de conhecimentos científicos,
socioambientalmente responsáveis, a interação, o cuidado, a preservação e o conhecimento da
sociobiodiversidade e da sustentabilidade da vida na Terra;
e) trabalho de comissões, grupos ou outras formas de atuação coletiva
favoráveis à promoção de educação entre pares, para participação no planejamento, execução,
avaliação e gestão de projetos de intervenção e ações de sustentabilidade socioambiental na
instituição educacional e na comunidade, com foco na prevenção de riscos, na proteção e
preservação do meio ambiente e da saúde humana e na construção de sociedades sustentáveis.

História
No final do século XVI, após cometerem um assassinato por vingança, Luiz e Manoel Cristóvão de
França fogem em direção ao Rio São Francisco, na tentativa de alcançar o Curral das Pedras. Param
para descansar às margens de uma lagoa, rodeada de densas árvores, onde repousavam vários
tamanduás, pacas, preás, veados entre outros animais. Havia várias nascentes de água, tornando a
estadia naquela localidade favorável à pesca e caça com disponibilidade de água potável e
esconderijo. Passaram-se cerca de 20 anos para surgir a primeira casa do povoado, construída por
Justino Vieira dos Santos, filho de Luiz de França. Com o crescimento do povoado, o local passou a
ser chamado de Moita do Tamanduá. Ele casou-se e manteve a família na localidade, atraindo,
assim, outros familiares e fazendeiros que contribuíram para o crescimento da pecuária no local.
Somaram-se a ele, os fazendeiros Ireno Pacheco, Manoel Alcino do Nascimento, Ernesto Joaquim
dos Santos, Aristides Gomes Aragão, João (Jason) Francisco de Aragão, Acelino José da Costa,
Mané Rola entre outros.
Desde o seu povoamento até meados da década de 50, no século XX, Graccho Cardoso era
chamado Tamanduá - então distrito de Aquidabã. O nome é uma homenagem ao ex governador e
deputado Maurício Graccho Cardoso. Vale ressaltar que ainda hoje muitos moradores,
principalmente os mais antigos, divergem quanto à escolha do nome, pois acham que foi meramente
um acordo político e não a vontade do povo, ou seja, não foi uma escolha democrática.
O emancipador do município, José Eunápio dos Santos (o Gato) foi também o primeiro prefeito.
Anteriormente Gato foi vereador do município de Aquidabã, onde se situava o povoado. Também já
foram prefeitos seu irmão Humberto, seus sobrinhos Moisés dos Santos, João, Erílio e Eunápio, e o
marido de sua sobrinha, Gisélio.
Política
Como em boa parte dos municípios sergipanos, tamanduá foi dominada por uma velha oligarquia
baseada no assistencialismo, no voto de cabresto. Na mudou no que diz respeito as ações dos
prefeitos, tudo está como há 200 anos atrás. Graccho Cardoso tem Perdido sua população para
municípios vizinhos, pra capital e para outros estados, anos após anos.
Geografia
Localiza-se a umalatitude 10º13'36" sul e a uma longitude 37º11'54" oeste, estando a uma altitude
de 242 metros. Sua população estimada em 2007 era de 6000 habitantes, aproximadamente. Possui
uma área de 236,2 km².

Também detém um açude que já foi um dos maiores do estado, o Açude Três Barras, localizado no
distrito do mesmo nome, onde se pratica a piscicultura intensiva e extensiva, com uma das mais
modernas estações do estado. Embora com enorme potencial de crescimento, o município ainda
enfrenta enormes dificuldades econômicas devido ao descaso político da oligarquia dominante ali
estabelecida desde a fundação do município na década de 50.De 2000 a 2014 Graccho Cardoso foi
o município que teve a maior área desmatada do estado,sofrendo também com o uso desenfreado de
defensivos agrícolas,causando um sério desequilirio ambiental na região.
~

Economia
Pecuária, agricultura (abacaxi, milho ), Seu comércio é precário ,devido ao pouco interesse de seus
gestores a grande maioria dos habitantes do muniçipio faz compras no município de Nossa Senhora
da Glória, artesanato. Nâo possui indústria, o município possui casas de farinha de mandioca,
fabriquetas de de queijo e requeijão, de tijolos, blocos e telha e .Já foi o maior produtor de abacaxi
do estado,recentemente perdeu o título para o vizinho Aquidabã.

Fundação 1955 (63 anos)


Gentílico graquense
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Piedade
Prefeito(a) Cassinho de Quixabeira (PSB)(2017 – 2020)
Brasao bandeira e hino

Mesorregião Sertão Sergipano IBGE/2008[1]


Microrregião Sergipana do Sertão do São Francisco IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Aquidabã, Itabi, Gararu, Canhoba, Nossa Senhora da Glória, Cumbe e Feira
Nova.
A autora deste texto, Galvão, pontua que de acordo com Silva (2001), a educação tem como
finalidade formar o ser humano desejável para um determinado tipo de so ciedade. Dessa forma, ela
visa promover mudanças relati vamente permanentes nos indivíduos, de modo a favorecer o
desenvolvimento integral do homem na sociedade. Portanto, é fundamental que a educação atinja a
vida das pessoas e da coletividade em todos os âmbitos, visando à expansão dos horizontes pessoais
e, consequentemente, sociais. Além disso, ela pode favorecer o desenvolvimento de uma visão mais
participativa, crítica e reflexiva dos grupos nas decisões dos assuntos que lhes dizem respeito, se
essa for a sua finalidade.

A concepção de educação está diretamente relaciona da à concepção de sociedade. Assim, cada


época irá enunciar as suas finalidades, adotando determinada tendência pedagógica.Na história da
educação brasileira, podem-se identificar várias concepções, tendo em vista os ideais da forma
ção do homem para a sociedade de cada época. Silva (ibidem) afirma que as principais correntes
pedagógicas identificadas no Brasil são: a tradicional, a crítica e a pós-crítica.

A concepção tradicional

enfatiza o ensino e a aprendizagem de conteúdos a partir de uma metodologia rigorosamente


planejada, com foco na eficiência.

A concepção crítica aborda questões ideológicas, colocando em pauta temas relacionados ao poder,
a relações e classes sociais, ao capitalismo, à participação etc., de forma a conscientizar o educando
acerca das desigualdades e injustiças sociais.

A partir do desenvolvimento da consciência crítica e participativa, o educando será capaz de


emancipar-se, libertar-se das opressões sociais e culturais e atuar no desenvolvimento de uma
sociedade justa e igualitária.

A concepção pós-crítica foca temas relacionados à identidade, diferenças, alteridade, subjetividade,


cultura, gênero, raça, etnia, multiculturalismo, saber e poder, de forma a acolher a diversidade do
mundo contemporâneo, visando respeito, tolerância e convivência pacífica entre as
diferentes culturas. A ideia central é a de que por meio da educação o indivíduo acolha e respeite as
diferenças, pois “sob a aparente diferença há uma mesma humanidade” Assim, por meio de um
conjunto de relações estabelecidas nas diferentes formas de se adquirir, transmitir e
produzir conhecimentos busca-se a construção de uma sociedade.

Isso envolve questões filosóficas como valores, questões histórico-sociais, questões econômicas,
teóricas e pedagógicas que estão na base do processo educativo.

Vejamos como exemplo o Inciso III do art. 1º da Constituição Federal de 1988 que, ao tratar de seus
fundamentos essenciais, privilegia a educação, apontando-a como uma das alternativas para a
formação da dignidade da pessoa humana. Outro texto jurídico que analisa as finalidades da
educação, no Brasil, é a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que trata das Diretrizes e Bases
da Educação Nacional, mais conhecida como LDB. Em seus primeiros artigos há a seguinte
notação: “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incenti
vada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, de seu preparo
para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (Lei
nº 9.394/96).
Como vimos, qualquer que seja o ângulo pelo qual observamos a educação, encontrar-se-ão
fundamentos para o desenvolvimento do ser humano, de acordo com a concepção de vida e com a
estrutura da sociedade.
As concepções atuais da educação apontam para o desenvolvimento do ser humano como um todo,
reafirmando seu papel nas transformações pelas quais vêm passando as sociedades contemporâneas
e assumindo um compromisso cada vez maior com a formação para a cidadania.Torna-se
imprescindível, portanto, que façamos uma conexão entre educação e desenvolvimento, pensando
no desenvolvimento que educa e em educação que desenvolve, a fim de vislumbrarmos uma
sociedade mais democrática e justa. Uma educação que carrega, em seu bojo, a utopia de construir
essa sociedade como forma de vida tem como tema constitutivo o desenvolvimento integral do
ser humano.

Acerca da relação educação e sociedade —dimensões filosófica, sociocultural e pedagógica —


,
assinale a opção correta:
A evolução da educação está ligada à evolução da própria sociedade.

A pedagogia progressista é contra a sociedade capitalista, e por isso foi considerada um


instrumento de luta dos professores ao lado de outras práticas sociais. Esta pedagogia
manifesta três tendências: a pedagogia de Paulo Freire, ou tendência libertadora; a libertária;
e a crítico-social dos conteúdos.

Tendência Progressista Libertadora


Teve Paulo Freire como principal representante. Caracteriza-se pela educação informal, pela
valorização das experiências do sujeito e do processo de aprendizagem em grupo. Os conteúdos de
ensino são extraídos da prática de vida dos estudantes que aprendem codificando-decodificando a
problematização da situação.

Tendência Progressista Libertária


Esta tendência se preocupa com a educação política, com a promoção da liberdade e com o
desenvolvimento integral da criança. Os conteúdos são colocados à disposição dos alunos, mas não
são exigidos. O conhecimento não é a investigação cognitiva do real, mas a descoberta de respostas
às necessidades e às exigências da vida social.

Tendência Progressista Crítico-social


Nesta tendência a escola é vista como socializadora dos conhecimentos e saberes universais,
preparando o aluno para o mundo e suas contradições. Os conteúdos não podem ser meramente
ensinados; eles têm que ser ligados de forma indissociável à sua significação humana e social. O
professor é o mediador, o direcionador do aluno no processo pedagógico e cria condições
necessárias para que o estudante participe ativamente na busca pela verdade, sendo crítico e
consciente.

A Educação Especial é uma modalidade de educação escolar, de natureza complexa, oferecida às


pessoas com deficiências, transtornos globais da aprendizagem e superdotados e altas habilidades
em todos os níveis e demais modalidades que estruturam a oferta educacional no Estado brasileiro.

b) durante muito tempo, a educação especial foi oferecida em instituições espe-cializadas, escolas
especiais e classes especiais, em substituição ao ensino comum.
c) o projeto pedagógico da escola deve articular a educação comum e a educaçãoespecial, buscando
atender às necessidades dos educandos.
d) o trabalho colaborativo entre os professores da sala de aula comum e o da sala de recursos
multifuncionais busca promover condições de aprendizagem da criança
com deficiência.
2. (FGV) De acordo com o documento “Política Nacional de Educação Especial na
perspectiva da Educação Inclusiva”, a respeito da formação do professor para atuar
na Educação Especial, assinale a afirmativa correta.
A formação deve aprofundar o caráter interativo e interdisciplinar da atuação
nas salas comuns do ensino regular para a oferta dos serviços e recursos de edu-
cação especial.

Sobre a avaliação na Educação


Especial:
a) No decorrer do processo educativo deverá ser realizada uma avaliação pedagó-
gica dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, objetivando
identificar barreiras que estejam impedindo ou dificultando o processo educativo
em suas múltiplas dimensões.
b) A avaliação na Educação Especial deverá levar em consideração todas as variá-
veis: as que incidem na aprendizagem com cunho individual; as que incidem no en-
sino, como as condições da escola e da prática docente; as que inspiram diretrizes
gerais da educação, bem como as relações que se estabelecem entre todas elas.
c) Ao contrário do modelo clínico tradicional e classificatório, a ênfase da avaliação
recai no desenvolvimento e na aprendizagem do aluno, bem como na melhoria da
instituição escolar.
d) A avaliação constitui-se em processo contínuo e permanente de análise das
variáveis que interferem no processo de ensino e de aprendizagem, objetivando
identificar potencialidades e necessidades educacionais dos alunos e das condições
da escola e da família.

É notório a importância do Projeto Pedagógico, particularmente quando assume o significado de


Projeto Político-Pedagógico, o que ocorre quando o processo de elaboração e implementação se
pauta pelo princípio democrático da participação e, portanto, como um dos elementos do exercício
da gestão escolar democrática. O PPP é o principal instrumento para a construção de uma unidade
de ação entre os agentes educativos.

O professor ao planejar o ensino, antecipa, de forma organizada, todas as etapas do trabalho escolar.
Cuidadosamente, identifica os objetivos que pretende atingir, indicar os conteúdos que serão
desenvolvidos, seleciona os procedimentos que utilizará como estratégia de ação e prevê quais os
instrumentos que empregará para avaliar o progresso dos alunos.

Pelo ensino executado de acordo com planos bem definidos e flexíveis, o professor imprime um
cunho de maior segurança ao seu trabalho, e oportuniza aos alunos um progressivo enriquecimento
do seu saber e da sua experiência.

O planejamento é o processo, enquanto que o plano e o projeto são o seu produto. Denomina-se à
descrição de larga abrangência em termos de tempo e problemática. Projeto corresponde à descrição
de abrangência menor.
As vantagens que o planejamento oferece são de definir e ordenar objetivos perseguidos. Também
estruturar e direcionar as ações a serem tomadas, tornando claras e precisas as responsabilidades
quanto ao desenvolvimento das ações, racionalizando a distribuição de tempo, energia e recursos.

A principal finalidade do planejamento consiste em produzir um guia orientador para a ação a ser
desencadeada, de maneira que os objetivos sejam transformados em realidades.

O planejamento envolve habilidades de análise, previsão e decisão. Mais especificamente,


habilidades de identificar necessidades, estabelecer prioridades, analisar alternativas de ação, definir
objetivos, estabelecer estratégias, atividades e cronogramas de ação ajustados e definir programa de
avaliação preciso e ajustado.

A educação pode ser concebida com um processo de ensino-aprendizagem, e por processo de


influência interpessoal, visando à produção de mudanças comportamentais no aluno.

O planejamento submete uma dada realidade a um plano. Portanto, define-se como um processo de
controle, já que ele dirige e determina as ações de uma pessoa, em busca de um objetivo
determinado. Por essa razão, podemos concebê-lo como um processo de tomada, execução e teste
de decisões – decisões essas que estão, por assim dizer, cristalizadas em um plano. Planejamento
educacional é uma intervenção deliberada e racional no processo ensino-aprendizagem.

Educação é :

Processo e prática social constituída econstituinte das relações sociais mais amplas;

Processo contínuo de formação;


Direito inalienável do cidadão

Como prática social, a educação tem como lócusprivilegiado a escola, entendida como espaço de
garantia de direitos;

É indispensável à escola, portanto:

• Socializar o saber sistematizado;


• Fazer com que o saber seja criticamente apropriado pelos alunos;
• Aliar o saber científico ao saber prévio dos alunos (saber popular);
• Adotar uma gestão participativa no seu interior;
•Contribuir na construção de um Brasil como um país de todos, com igualdade, humanidade e
justiça social.

Constituição Federal
1988
Artigo 205
“A educação, direito de todos e deverdo Estado e da família, será promovidae incentivada com a
colaboração dasociedade, visando ao plenodesenvolvimento da pessoa, seupreparo para o exercício
da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

LDBEN – 1996 TÍTULO I

Art. 1º A educação abrange os processosformativos que se desenvolvem na vida familiar, na


convivência humana, no trabalho, nasinstituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e
organizações da sociedadecivil e nas manifestações culturais.

§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.

Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais
desolidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo
para o exercício da cidadania e sua qualificação para otrabalho.

• Paulo Freire:

A formação do sujeito deve contemplar odesenvolvimento do seu papel dirigente nadefinição do seu
destino, dos destinos de suaeducação e da sua sociedade;

Formar o cidadão, construir conhecimentos,atitudes e valores que tornem o estudante solidário,


crítico, ético e participativo;

• Pablo Gentili:

Visão neoliberal da função social da escola: “Naperspectiva dos homens de negócios, nesse novo
modelo de sociedade, a escola deve ter por função atransmissão de certas competências e
habilidadesnecessárias para que as pessoas atuemcompetitivamente num mercado de trabalho
altamente seletivo e cada vez mais restrito.

A educação escolar deve garantir as funções declassificação e hierarquização dos postulantes aos
futuros empregos (ou aos empregos do futuro). Para osneoliberais, nisso reside a ‘função social da
escola’.

Função social da escola:Compromisso com a formação do cidadão e dacidadã com fortalecimento


dos valores desolidariedade, compromisso com a transformação dessa sociedade.

A presença de indivíduos com necessidades educacionais especiaisna rede regular de ensino não
consiste somente na permanência junto aos demaisalunos, nem na negação dos serviços
especializados àqueles que deles necessitam,mas implica em uma reorganização do sistema
educacional. Tal concepção sugere a revisão de antigas concepções e paradigmas educacionais,
porque define:a inclusão.

O público-alvo da Educação Especial definido pela Política Nacional de


Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva são aqueles que apresen-
tam diagnóstico de: Deficiência, Transtorno Global do Desenvolvimento e Altas Habilidades/Super-
dotação
A Política Nacional de Educação Especial, na Perspectiva da Educação
Inclusiva/2008, propõe:

a) Que no contexto escolar, todos aprendem a viver coletivamente, a repartir tare-fas e dividir
responsabilidades, pois a valorização da diversidade de talentos huma-nos é um exercício que
desenvolve as ações dos alunos e que resulta do trabalhoem grupos heterogêneos.

b) Que a escola contemple todos os alunos, mesmo aqueles com severas limita-ções, que não
conseguem aprender os conteúdos escolares, mas que se beneficiemda convivência com os outros
alunos. Por conseguinte, os alunos, nestas condições, podem receber, como complemento, o
Atendimento Educacional Especializado.

c) A mudança de valores, atitudes e práticas educacionais para atender a todos osestudantes, sem
nenhum tipo de discriminação, assegurando-lhes uma educação de qualidade.

De acordo com a Resolução nº 4, de 13/07/2010, a educação espe-


cial: é uma modalidade transversal a todos os níveis, etapas e modalidades de en-
sino.

9. (FGV) A respeito da criação do Centro Nacional de Educação Especial (CENESP):


a) O CENESP foi criado pelo Decreto nº 72.425, do Presidente Emílio Garrastazu
Médici, em 1973

O CENESP foi criado como órgão central de direção superior, tendo suas ativi-
dades supervisionadas pela Secretaria-Geral do Ministério da Educação e Cultura e
gozando de autonomia administrativa e financeira.

Segundo a LDBEN nº. 9394/96, capítulo V “Da Educação Espe-


cial”, as escolas da rede regular de ensino deverão:
Oferecer a educação escolar para os educandos portadores de necessidades especiais.

O termo currículo vem do latim curriculum e significa “pista de corrida” (SILVA, 2007), o percurso
que se trilha. O currículo deve estar relacionado ao projeto pedagógico, à política educacional da
escola. Assim como o projeto pedagógico, o currículo escolar pode ser revisto, pois os
conhecimentos produzidos seguem a dinâmica da produção da sociedade, logo deve ser atualizado,
sem desconsiderar os conteúdos considerados clássicos. Clássico no sentido de explicar as
contradições sociais, dar respostas às questões atuais, ou seja, o conteúdo imprescindível que o
aluno tem que se apropriar.
Não há dúvidas que o documento expressa a intencionalidade da escola quanto ao processo de
ensino e de aprendizagem, os conteúdos abordados, a metodologia empregada, a relação
professor/aluno, o processo de avaliação da aprendizagem, dentre outros. O que Vasconcellos traz
como reflexão é que esse documento não pode ser engessado, assim como o projeto pedagógico,
deve ter uma dinâmica que possibilite sua revisão por meio de uma avaliação em conjunto.

A organização curricular, contudo deve ser entendida a partir das transformações sociais, da
“produção histórica intencional” (SANFELICE, 2008, p.1), e também pela maneira de se interpretar
as teorias que regem os estudos da área, ou seja, uma escola ao elaborar o seu currículo escolar deve
ter como fundamento uma teoria que ofereça bases ao documento. Essa opção vai depender dos
estudos, da teoria que orienta o trabalho, a concepção de educação do coletivo da escola. “Os
conceitos de uma teoria organizam e estruturam nossa forma de ver a “realidade”. Assim, uma
forma útil de distinguirmos as diferentes teorias do currículo é através do exame dos diferentes
conceitos que elas empregam.” (SILVA, 2007, p.17).

Um currículo escolar precisa ser elaborado a partir do projeto pedagógico da escola, ter uma teoria
que o fundamente, a mesma perspectiva que fundamenta o projeto pedagógico e definir a proposta
educativa que orientará o trabalho pedagógico do dia a dia da escola, dos trabalhos realizados
principalmente na sala de aula com os alunos.

Após a homologação da Constituição Federal de 1988 fundada em princípios democráticos e da Lei


de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), nº9394/96, que confirmam os princípios
democráticos e considera os sujeitos sociais como cidadãos com direitos à educação, as escolas
passam a organizar seu projeto pedagógico e currículo escolar atendendo as novas diretrizes
educacionais que emanam a necessidade de uma organização escolar que proporcione a
humanização dos sujeitos e a diminuição da desigualdade cultural.

Visto dessa maneira, o currículo escolar vai muito além do simples elenco de disciplinas e
conteúdos programáticos a serem cumpridos em determinada carga horária ou de uma matriz
curricular. A composição do currículo é um momento de decisão da escola, que é legitimado na
prática educativa. Dessa maneira o currículo deve esboçar os objetivos das disciplinas em cada
etapa da educação que oferece e a definição dos conteúdos a serem trabalhados com os alunos.

Os conteúdos devem seguir uma sequência e manter a integração e a lógica entre eles, evitando a
fragmentação. É por meio dos conteúdos apropriados pelos alunos que esses se instrumentalizam e
ampliam sua condição cultural, logo o diálogo entre os conteúdos em diferentes anos de
aprendizagem é condição primordial para a qualidade do currículo e sua aplicação. Assim no
currículo deve constar a metodologia que orientará a prática docente e a definição do processo de
avaliação, seus indicadores e instrumentos.

Define ainda que o currículo “deve abranger, obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e da
matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política,
especialmente do Brasil” (§ 1º, Art. 26). E continua definindo as abordagens que se fazem
necessárias na educação dos alunos, como a expressão da arte, da música, da educação física, o
ensino da história, das etnias, das culturas que compõem a história do Brasil, a música. Com isso
verifica-se a preocupação da lei em garantir que os alunos tenham uma formação que lhes
possibilite realizar diferentes leituras do panorama social e que atenda o exposto no Art. 22, da
LDBEN, “A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação
comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho
e em estudos posteriores”.

Na parte diversificada do currículo, define que seja incluído, obrigatoriamente, a partir do quinto
ano do ensino fundamental o estudo de uma língua estrangeira moderna, em concordância com a
escolha da comunidade.

Com o artigo 27, a Lei garante que:

Os conteúdos curriculares da educação básica observarão, ainda, as seguintes diretrizes:

I - a difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de
respeito ao bem comum e à ordem democrática;
II - consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada estabelecimento;
III - orientação para o trabalho;
IV - promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não formais.
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e
incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu
preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e
privadas de ensino;
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de
carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes
públicas;
V - valorização dos profissionais do ensino, garantido, na forma da lei, plano de carreira para o
magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público
de provas e títulos, assegurado regime jurídico único para todas as instituições mantidas pela União;
VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
VII - garantia de padrão de qualidade.
VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos
termos de lei federal. (Acrescentado pela EC 53/06)

rt. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão


financeira e patrimonial e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e
extensão.
§ 1º É facultado às universidades admitir professores, técnicos e cientistas estrangeiros, na
forma da lei. (Acrescentado pela EC 11/96)
§ 2º O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa científica e tecnológica.

Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:

I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade,
assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade
própria; (Nova redação dada pela EC 59/09)
II - progressiva universalização do ensino médio gratuito; (Nova redação dada pela EC 14/96)
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na
rede regular de ensino;
IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade; (Nova
redação dada pela EC 53/06)
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um;
VI - oferta e ensino noturno regular, adequado às condições do educando;
VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas
suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. (Nova
redação dada pela EC 59/09)
Redação original.
VII - atendimento ao educando, no ensino fundamental, através de programas suplementares de
material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.
§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular,
importa responsabilidade da autoridade competente.
§ 3º Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a
chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola.
Art. 209. O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições:

I - cumprimento das normas gerais da educação nacional;


II - autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público.

Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar
formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais.
§ 1º O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das
escolas públicas de ensino fundamental.
§ 2º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às
comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de
aprendizagem.
Art. 211. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de
colaboração seus sistemas de ensino.
§ 1º A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios, financiará as
instituições de ensino públicas federais e exercerá, em matéria educacional, função
redistributiva e supletiva, de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e
padrão mínimo de qualidade de ensino mediante assistência técnica e financeira aos Estados,
ao Distrito Federal e aos Municípios.
§ 2º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil. (Nova
redação dada ao § 2º pela EC 14/96)
§ 3º Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino fundamental e médio.
(Acrescentado pela EC 14/96)
§ 4º Na organização de seus sistemas de ensino, a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios definirão formas de colaboração, de modo a assegurar a universalização do ensino

Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal
e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos,
compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.

§ 1º A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos Estados, ao Distrito


Federal e aos Municípios, ou pelos Estados aos respectivos Municípios, não é considerada, para
efeito do cálculo previsto neste artigo, receita do governo que a transferir.

§ 2º Para efeito do cumprimento do disposto no caput deste artigo, serão considerados os


sistemas de ensino federal, estadual e municipal e os recursos aplicados na forma do art. 213.
§ 3º A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das
necessidades do ensino obrigatório, no que se refere a universalização, garantia de padrão de
qualidade e equidade, nos termos do plano nacional de educação. (Nova redação dada pela EC
59/09)
§ 4º Os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde previstos no art. 208,
VII, serão financiados com recursos provenientes de contribuições sociais e outros recursos
orçamentários.
§ 5º A educação básica pública terá como fonte adicional de financiamento a contribuição
social do salário-educação, recolhida pelas empresas na forma da lei.
§ 5º o ensino fundamental público terá como fonte adicional de financiamento a contribuição social
do salário-educação, recolhida, na forma da lei, pelas empresas, que dela poderão deduzir a
aplicação realizada no ensino fundamental de seus empregados e dependentes.
§ 6º As cotas estaduais e municipais da arrecadação da contribuição social do salário-
educação serão distribuídas proporcionalmente ao número de alunos matriculados na
educação básica nas respectivas redes públicas de ensino. (Acrescentado pela EC 53/06)

Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, podendo ser dirigidos a
escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei, que:
I - comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação;
II - assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária, filantrópica ou
confessional, ou ao Poder Público, no caso de encerramento de suas atividades.

§ 1º Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo para o
ensino fundamental e médio, na forma da lei, para os que demonstrarem insuficiência de
recursos, quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública na localidade da
residência do educando, ficando o Poder Público obrigado a investir prioritariamente na
expansão de sua rede na localidade.

§ 2º As atividades de pesquisa, de extensão e de estímulo e fomento à inovação realizadas por


universidades e/ou por instituições de educação profissional e tecnológica poderão receber
apoio financeiro do Poder Público. (Nova redação dada pela EC 85/15)

Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo
de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e definir diretrizes,
objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e
desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações
integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas que conduzam a:

I - erradicação do analfabetismo;
II - universalização do atendimento escolar;
III - melhoria da qualidade do ensino;
IV - formação para o trabalho;
V - promoção humanística, científica e tecnológica do País.
VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção
do produto interno bruto. (Acrescido pela EC 59/09)
VIII - Toda pessoa tem direito àverdade. O servidor não pode omiti-
la ou falseá-la, ainda que contráriaaos interesses da própria pessoainteressada ou da Administração
Pública.

Nenhum Estado pode crescerou estabilizar-se sobre o podercorruptivo do hábito do erro, daopressão
ou da mentira, que sempreaniquilam até mesmo a dignidadehumana quanto mais a de uma Nação.

IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados aoserviço público caracterizam o


esforço pela disciplina. Tratar maluma pessoa que paga seus tributosdireta ou indiretamentesignifica
causar-lhe dano moral. Da mesmaforma, causar dano a qualquer bempertencente ao patrimônio
público,deteriorando-o, por descuido ou mávontade, não constitui apenas uma ofensa
aoequipamento e àsinstalações ou ao Estado, mas a todosos homens de boa vontade quededicaram
sua inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus esforços para construí-los.

X - Deixar o servidor públicoqualquer pessoa à espera de soluçãoque compete ao setor em que


exerçasuas funções, permitindo a formaçãode longas filas, ou qualquer outraespécie de atraso na
prestação doserviço, não caracteriza apenasatitude contra a ética ou ato dedesumanidade, mas
principalmentegrave dano moral aos usuários dosserviços públicos.

XI - O servidor deve prestar toda asua atenção às ordens legais de seussuperiores, velando
atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitandoa conduta negligente. Os repetidos
erros, o descaso e o acúmulo dedesvios tornam-se, às vezes, difíceisde corrigir e caracterizam até
mesmoimprudência no desempenho da funçãopública.

XII - Toda ausência injustificada doservidor de seu local de trabalho éfator de desmoralização do
serviçopúblico, o que quase sempre conduz àdesordem nas relações humanas.

XIII - O servidor que trabalha emharmonia com a estruturaorganizacional, respeitando seuscolegas


e cada concidadão, colabora ede todos pode receber colaboração,pois sua atividade pública é a
grandeoportunidade para o crescimento e oengrandecimento da Nação.fato contrário ao interesse
público,exigindo as providências cabíveis;

n) manter limpo e em perfeita ordemo local de trabalho, seguindo osmétodos mais adequados à
suaorganização e distribuição;

o) participar dos movimentos eestudos que se relacionem com amelhoria do exercício de suas
funções, tendo por escopo arealização do bem comum;

p) apresentar-se ao trabalho comvestimentas adequadas ao exercícioda função;

q) manter-se atualizado com asinstruções, as normas de serviço e alegislação pertinentes ao órgão


ondeexerce suas funções;

r) cumprir, de acordo com as normasdo serviço e as instruções superiores,as tarefas de seu cargo ou
função,tanto quanto possível, com critério,segurança e rapidez, mantendo tudo
sempre em boa ordem.

s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de direito;


t) exercer com estrita moderação asprerrogativas funcionais que lhe sejamatribuídas, abstendo-se de
fazê-locontrariamente aos legítimosinteresses dos usuários do serviçopúblico e dos jurisdicionados
administrativosu) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou
autoridade com finalidade estranha aointeresse público, mesmo queobservando as formalidades
legais enão cometendo qualquer violaçãoexpressa à lei;

v) divulgar e informar a todos osintegrantes da sua classe sobre a existência deste Código de
Ética,estimulando o seu integralcumprimento.

Das Vedações ao Servidor Público XV - E vedado ao servidor público;

a) o uso do cargo ou função,facilidades, amizades, tempo, posiçãoe influências, para obter qualquer
favorecimento, para si ou para outrem;

b) prejudicar deliberadamente areputação de outros servidores ou decidadãos que deles dependam;

c) ser, em função de seu espírito desolidariedade, conivente com erro ouinfração a este Código de
Ética ou ao Código de Ética de sua profissão;

d) usar de artifícios paraprocrastinar ou dificultar o exercícioregular de direito por qualquer


pessoa, causando-lhe dano moral oumaterial;e) deixar de utilizar os avançostécnicos e científicos ao
seu alcanceou do seu conhecimento para atendimento do seu mister;

f) permitir que perseguições,simpatias, antipatias, caprichos,paixões ou interesses de ordem


pessoal interfiram no trato com opúblico, com os jurisdicionadosadministrativos ou com colegas
hierarquicamente superiores ou inferiores;

g) pleitear, solicitar, provocar,sugerir ou receber qualquer tipo deajuda financeira, gratificação,


prêmio, comissão, doação ou vantagemde qualquer espécie, para si,familiares ou qualquer pessoa,
para o cumprimento da sua missão ou parainfluenciar outro servidor para o mesmo fim;

h) alterar ou deturpar o teor dedocumentos que deva encaminhar para providências;

i) iludir ou tentar iludir qualquerpessoa que necessite do atendimento em serviços públicos;

j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular;

l) retirar da repartição pública, semestar legalmente autorizado, qualquerdocumento, livro ou bem


pertencenteao patrimônio público;m) fazer uso de informaçõesprivilegiadas obtidas no âmbito
interno de seu serviço, em benefíciopróprio, de parentes, de amigos ou de terceiros;

n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente;

o) dar o seu concurso a qualquerinstituição que atente contra a moral,a honestidade ou a dignidade
da pessoa humana;

p) exercer atividade profissionalaética ou ligar o seu nome a empreendimentos de cunho duvidoso.


XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, indireta autárquica e
fundacional, ou em qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder
público, deverá ser criada uma Comissão de Ética, encarregada de orientar e aconselhar
sobre a ética profissional do servidor, no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público,
competindo-lhe conhecer concretamente de imputação ou de procedimento susceptível de censura.

XVII -- Cada Comissão de Ética,integrada por três servidores públicose respectivos suplentes,
poderáinstaurar, de ofício, processo sobreato, fato ou conduta que considerarpassível de
infringência a princípio ounorma ético-profissional, podendoainda conhecer de consultas,denúncias
ou representaçõesformuladas contra o servidor público,a repartição ou o setor em que hajaocorrido
a falta, cuja análise edeliberação forem recomendáveis paraatender ou resguardar o exercício do
cargo ou função pública, desde queformuladas por autoridade ,servidor,jurisdicionados
administrativos, qualquer cidadão que se identifique ouquaisquer entidades associativas
regularmente constituídas.

XVIII - À Comissão de Ética incumbefornecer, aos organismosencarregados da execução do quadro


de carreira dos servidores, osregistros sobre sua conduta ética,para o efeito de instruir efundamentar
promoções e para todosos demais procedimentos próprios dacarreira do servidor público.

XIX - Os procedimentos a seremadotados pela Comissão de Ética,para a apuração de fato ou ato


que,em princípio, se apresente contrário àética, em conformidade com esteCódigo, terão o rito
sumário, ouvidosapenas o queixoso e o servidor, ouapenas este, se a apuração decorrerde
conhecimento de ofício, cabendosempre recurso ao respectivo Ministro
de Estado.

XX - Dada a eventual gravidade daconduta do servidor ou suareincidência, poderá a Comissão de


Ética encaminhar a sua decisão erespectivo expediente para aComissão Permanente de Processo
Disciplinar do respectivo órgão, sehouver, e, cumulativamente, se for ocaso, à entidade em que, por
exercício profissional, o servidorpúblico esteja inscrito, para asprovidências disciplinares cabíveis.
Oretardamento dos procedimentos aquiprescritos implicará comprometimentoético da própria
Comissão, cabendo àComissão de Ética do órgãohierarquicamente superior o seuconhecimento e
providências.

XXI - As decisões da Comissão deÉtica, na análise de qualquer fato ouato submetido à sua
apreciação oupor ela levantado, serão resumida em ementa e, com a omissão dosnomes dos
interessados, divulgadas nopróprio órgão, bem como remetidas àsdemais Comissões de Ética,
criadascom o fito de formação daconsciência ética na prestação deserviços públicos. Uma cópia
completade todo o expediente deveráserremetida à Secretaria daAdministração Federal da
Presidênciada República. (Revogado pelo Decretonº 6.029, de 2007)

XXII - A pena aplicável ao servidorpúblico pela Comissão de Ética é a decensura e sua


fundamentaçãoconstará do respectivo parecer,assinado por todos os seusintegrantes, com ciência do
faltoso.

XXIII - A Comissão de Ética nãopoderá se eximir de fundamentar ojulgamento da falta de ética do


servidor público ou do prestador deserviços contratado, alegando a faltade previsão neste Código,
cabendo lhe recorrer à analogia, aos costumese aos princípios éticos e moraisconhecidos em outras
profissões;
XXIV - Para fins de apuração docomprometimento ético, entende-sepor servidor público todo
aquele que,por força de lei, contrato ou dequalquer ato jurídico, preste serviçosde natureza
permanente, temporáriaou excepcional, ainda que semretribuição financeira, desde queligado direta
ou indiretamente aqualquer órgão do poder estatal,como as autarquias, as fundaçõespúblicas, as
entidades paraestatais,as empresas públicas e as sociedadesde economia mista, ou em qualquer
setor onde prevaleça o interesse do Estado.

XXV - Em cada órgão do Poder Executivo Federal em que qualquercidadão houver de tomar posse
ou serinvestido em função pública, deveráser prestado, perante a respectivaComissão de Ética, um
compromissosolene de acatamento e observânciadas regras estabelecidas por esteCódigo de Ética e
de todos os princípios éticos e morais estabelecidos pela tradição e pelos bons costumes.

A ética refere-se a um conjunto deconhecimentos advindos da análise docomportamento humano e


dos valoresmorais, enquanto a moral tem porbase as regras, a cultura e oscostumes
seguidosordinariamente pelo homem.

na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar aproposta pedagógica da


escola regular, promovendo o atendimento às necessida-des educacionais especiais de alunos com
deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação.
constitui um paradigma educacional fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga
igualdade e diferença como valores indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade
formal ao contextualizar as circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da
escola.
o atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar eorganizar recursos
pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras paraa plena participação dos alunos,
considerando suas necessidades específicas.
tem como objetivo o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos comdeficiência,
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares,
orientando os sistemas de ensino para promover respostas às necessidades educacionais especiais.
De acordo com a LDBEN Nº 9.394/96, entende-se por educação especial: A modalidade de
educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores
de necessidades especiais

São objetivos da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva:


Atendimento educacional especializado.
Participação da família e da comunidade.
Articulação intersetorial na implementação das políticas públicas.
Considerando a educação especial, segundo a LDBN:.A oferta de educação especial tem início na
faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil.

A definição da turma na qual o estudante da Educação Especial será incluído priorizará como
critério: a idade cronológica
A atual política de educação especial considera como alunos e alunascom deficiência aqueles que:

1. Têm impedimentos de natureza física, mental, intelectual ou sensorial.


2. Têm altas habilidades/superdotação.
3. Apresentam transtornos globais de desenvolvimento.
4. Apresentam transtornos funcionais como dislexia e disgrafia.

Os alunos com grave comprometimento de comunicação oral podem necessitarde Programas de


Comunicação Aumentativa e Alternativa, para minimizar as difi-culdades da fala, bem como da
escrita.

É importante observar, mesmo quando há ausência de fala, a intenção comu-nicativa, que pode ser
observada através de expressões faciais e corporais, mo-vimentos oculares, sorrisos, choros,
balbucios, gestos indicativos e utilização de artifícios do meio para se fazer entender.

Acredita-se num ambiente estimulador para o aluno com deficiência, em que to-das as estratégias
de comunicação, inclusive a linguagem, sejam favoráveis para acriação de um espaço rico em
expressões, a fim de que a criatividade e a liberdade nas ações sejam valorizadas e autônomas.

I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados
maiores que devem nortear o servidor público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele, já
que refletirá o exercício da vocação do próprio poder estatal. Seus atos, comportamentos e atitudes
serão direcionados para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos

II - O servidor público não poderájamais desprezar o elemento ético desua conduta. Assim, não terá
quedecidir somente entre o legal e oilegal, o justo e o injusto, oconveniente e o inconveniente,
ooportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras
contidas no art. 37, caput, e § 4°,da Constituição Federal.

III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo
ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a
finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato
administrativo.
IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos direta ou indiretamente por
todos, até por ele próprio, e por isso se exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa
se integre no Direito, como elemento indissociável de sua aplicação e de sua finalidade, erigindo-se,
como consequência, em fator de legalidade.
V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como
acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse
trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.
VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na vida
particular de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em
sua vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.

VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado e
da Administração Pública, a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos
termos da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e
moralidade, ensejando sua omissão comprometimento ético contra o bem comum, imputável a
quem a negar

05/02/2018 ( segunda-feira ) - Emancipação de Graccho Cardoso


Gentílico gracho-cardosense
Prefeito JOSE NICARCIO DE ARAGAO ate 2020
População 5.811 pessoas

Gracho Cardoso Sergipe - SE

Em 1776 os irmãos Luiz de França e Manoel Cristovão desbravaram e se estabeleceram com


criatório de gado numa área denominada Moita do Tamanduá devido a abundância do animal no
local onde se ergue a cidade, daí, seu nome antigo de“TAMANDUÁ”.

Alguns anos mais tarde Justino Vieira dos Santos, filho de Luis de França, construiu casa para
residir com sua esposa, no que foi seguido por parentes e pessoas outras.
Em 1876 o local contava com vinte moradias, uma escola primária e uma casa de oração construída
no lugar denominado Cruz do Agostinho.

No começo do século o povoado possuía alguns estabelecimentos comerciais e uma feira incipiente,
aos domingos.
Em 1925 foi demolida a capela e ao seu lado ergueu-se uma igreja que continuou sob a invocação
de Nossa Senhora da Piedade.

O Decreto-Lei nº 533 elevou o povoado à vila e sede de Distrito de Paz.


A Lei 525-A de 25 de novembro de 1953 transformou a vila em cidade e sede do Município de
Tamanduá o qual foi instalado em 6 de fevereiro de 1955, com território desmembrado do
Município de Aquidabã.

Com a Lei nº 897 de 30 de abril de 1958 o município teve seu topônimo trocado para Graccho
Cardoso em homenagem a um ex-governador e político sergipano do passado.

Distrito criado com a denominação de Tamanduá, pelo decreto-lei estadual nº 533, de 07-12-1944,
que revogou o de nº 377, de 31-12-1943, subordinado ao município de Aquidabã.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Tamanduá, figura no município de
Aquidbã.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Tamamduá, pela lei estadual nº 525-A, de 25-11-
1953, desmembrado de Aquidabã. Sede no antigo distrito de Tamanduá. Constituído do distrito
sede. Instalado em 06-02-1955.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído do distrito sede.
Pela lei estadual nº 897, de 30-04-1958, o município de Tamanduá passou a denominar-se Gracho
Cardoso.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município Gracho Cardoso ex-Tamanduá é
constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Alteração toponímica distrital
Tamanduá para Gracho Cardoso alterado, pela lei estadual nº 897, de 30-04-1958.

Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a
administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de
entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta
por cento do patrimônio ou da receita anual, serão punidos na forma desta lei.

Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de improbidade praticados contra o
patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão
público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com
menos de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, a
sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.

Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que
transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer
outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades
mencionadas no artigo anterior.

As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente
público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer
forma direta ou indireta

Art. 4° Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita
observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos
assuntos que lhe são afetos. Ver tópico (5035 documentos)
Art. 5° Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente
ou de terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano. Ver tópico (6317 documentos)
Art. 6° No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens
ou valores acrescidos ao seu patrimônio. Ver tópico (1642 documentos)

Art. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento
ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério
Público, para a indisponibilidade dos bens do indiciado. Ver tópico (35597 documentos)
Parágrafo único. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo recairá sobre bens que
assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do
enriquecimento ilícito. Ver tópico (8463 documentos)
Art. 8° O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente
está sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança

Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir


qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função,
emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei, e notadamente: Ver tópico
(49670 documentos)
I - receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem
econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem
tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão
decorrente das atribuições do agente público;

Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir


qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função,
emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei, e notadamente: Ver tópico
(49670 documentos)
I - receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem
econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem
tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão
decorrente das atribuições do agente público; Ver tópico (2898 documentos)
II - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a aquisição, permuta ou locação
de bem móvel ou imóvel, ou a contratação de serviços pelas entidades referidas no art. 1° por preço
superior ao valor de mercado; Ver tópico (288 documentos)
III - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação, permuta ou locação
de bem público ou o fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor de
mercado; Ver tópico (80 documentos)
IV - utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de
qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1°
desta lei, bem como o trabalho de servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por
essas entidades; Ver tópico (1637 documentos)
V - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração
ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer
outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem; Ver tópico (225 documentos)
VI - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para fazer declaração
falsa sobre medição ou avaliação em obras públicas ou qualquer outro serviço, ou sobre quantidade,
peso, medida, qualidade ou característica de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das
entidades mencionadas no art. 1º desta lei; Ver tópico (136 documentos)
VII - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, emprego ou função pública,
bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do
agente público; Ver tópico (1060 documentos)
VIII - aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa
física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão
decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade; Ver tópico (338 documentos)
IX - perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública de
qualquer natureza; Ver tópico (361 documentos)
X - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de
ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado; Ver tópico (585 documentos)
XI - incorporar, por qualquer forma, ao seu patrimônio bens, rendas, verbas ou valores integrantes
do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei; Ver tópico (3790 documentos)
XII - usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial
das entidades mencionadas no art. 1° desta lei.

Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou
omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou
dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente: Ver
tópico (93915 documentos)
I - facilitar ou concorrer por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio particular, de pessoa
física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades
mencionadas no art. 1º desta lei; Ver tópico (7568 documentos)
II - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou
valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem a
observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; Ver tópico (3061
documentos)
III - doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente despersonalizado, ainda que de fins
educativos ou assistências, bens, rendas, verbas ou valores do patrimônio de qualquer das entidades
mencionadas no art. 1º desta lei, sem observância das formalidades legais e regulamentares
aplicáveis à espécie; Ver tópico (955 documentos)
IV - permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do patrimônio de
qualquer das entidades referidas no art. 1º desta lei, ou ainda a prestação de serviço por parte delas,
por preço inferior ao de mercado; Ver tópico (477 documentos)
V - permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de
mercado; Ver tópico (2128 documentos)
VI - realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar
garantia insuficiente ou inidônea; Ver tópico (1144 documentos)
VII - conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou
regulamentares aplicáveis à espécie; Ver tópico (1864 documentos)

VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente


VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de parcerias
com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente; (Redação dada pela Lei nº
13.019, de 2014) (Vigência) Ver tópico (17394 documentos)
IX - ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento; Ver tópico
(5702 documentos)
X - agir negligentemente na arrecadação de tributo ou renda, bem como no que diz respeito à
conservação do patrimônio público; Ver tópico (3713 documentos)
XI - liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer
forma para a sua aplicação irregular; Ver tópico (8572 documentos)
XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente; Ver tópico (7532
documentos)
XIII - permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou
material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades
mencionadas no art. 1° desta lei, bem como o trabalho de servidor público, empregados ou terceiros
contratados por essas entidades. Ver tópico (1337 documentos)
XIV – celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por objeto a prestação de serviços públicos
por meio da gestão associada sem observar as formalidades previstas na lei; (Incluído pela Lei nº
11.107, de 2005) Ver tópico (235 documentos)
XV – celebrar contrato de rateio de consórcio público sem suficiente e prévia dotação orçamentária,
ou sem observar as formalidades previstas na lei. (Incluído pela Lei nº 11.107, de 2005) Ver tópico
(205 documentos)
XVI - facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a incorporação, ao patrimônio particular de
pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores públicos transferidos pela administração
pública a entidades privadas mediante celebração de parcerias, sem a observância das formalidades
legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência) Ver
tópico (15 documentos)
XVII - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas
ou valores públicos transferidos pela administração pública a entidade privada mediante celebração
de parcerias, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
(Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência) Ver tópico (10 documentos)
XVIII - celebrar parcerias da administração pública com entidades privadas sem a observância das
formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014)
(Vigência) Ver tópico (14 documentos)
XIX - frustrar a licitude de processo seletivo para celebração de parcerias da administração pública
com entidades privadas ou dispensá-lo indevidamente; (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014)
(Vigência) Ver tópico (41 documentos)
XIX - agir negligentemente na celebração, fiscalização e análise das prestações de contas de
parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas; (Incluído pela Lei nº 13.019,
de 2014, com a redação dada pela Lei nº 13.204, de 2015) Ver tópico (41 documentos)
XX - agir negligentemente na celebração, fiscalização e análise das prestações de contas de
parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas; (Incluído pela Lei nº 13.019,
de 2014) (Vigência) Ver tópico (8 documentos)
XX - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas sem
a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação
irregular. (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014, com a redação dada pela Lei nº 13.204, de 2015)
Ver tópico (8 documentos)
XXI - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas sem
a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação
irregular. (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência) Ver tópico (5 documentos)

Art. 10-A. Constitui ato de improbidade administrativa qualquer ação ou omissão para conceder,
aplicar ou manter benefício financeiro ou tributário contrário ao que dispõem o caput e o § 1º do art.
8º-A da Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003. (Incluído pela Lei Complementar nº 157,
de 2016) (Produção de efeito) Ver tópico (122 documentos)
Seção III
Dos Atos de Improbidade Administrativa que Atentam Contra os Princípios da Administração
Pública
Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da
administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade,
imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente: Ver tópico (140596
documentos)
I - praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de
competência; Ver tópico (24755 documentos)
II - retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício; Ver tópico (15378 documentos)
III - revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva
permanecer em segredo; Ver tópico (632 documentos)
IV - negar publicidade aos atos oficiais; Ver tópico (2033 documentos)
V - frustrar a licitude de concurso público; Ver tópico (4049 documentos)
VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo; Ver tópico (12460 documentos)
VII - revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulgação
oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou
serviço. Ver tópico (142 documentos)
VIII - descumprir as normas relativas à celebração, fiscalização e aprovação de contas de parcerias
firmadas pela administração pública com entidades privadas. (Redação dada pela Lei nº 13.019, de
2014) (Vigência) Ver tópico (89 documentos)
IX - deixar de cumprir a exigência de requisitos de acessibilidade previstos na legislação. (Incluído
pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) Ver tópico (75 documentos)
X - transferir recurso a entidade privada, em razão da prestação de serviços na área de saúde sem a
prévia celebração de contrato, convênio ou instrumento congênere, nos termos do parágrafo único
do art. 24 da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. (Incluído pela Lei nº 13.650, de 2018) Ver
tópico (5 documentos)
CAPÍTULO III
Das Penas
Art. 12. Independentemente das sanções penais, civis e administrativas, previstas na legislação
específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações:
Art. 12. Independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação
específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem
ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: (Redação dada pela
Lei nº 12.120, de 2009). Ver tópico (98635 documentos)
I - na hipótese do art. 9°, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio,
ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função pública, suspensão dos direitos
políticos de oito a dez anos, pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo
patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais
ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja
sócio majoritário, pelo prazo de dez anos; Ver tópico (13893 documentos)
II - na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos
ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos
direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e
proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou
creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio
majoritário, pelo prazo de cinco anos; Ver tópico (29968 documentos)
III - na hipótese do art. 11, ressarcimento integral do dano, se houver, perda da função pública,
suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil de até cem vezes o
valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público ou
receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por
intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos. Ver tópico
(41893 documentos)
IV - na hipótese prevista no art. 10-A, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de 5
(cinco) a 8 (oito) anos e multa civil de até 3 (três) vezes o valor do benefício financeiro ou tributário
concedido. (Incluído pela Lei Complementar nº 157, de 2016) Ver tópico (32 documentos)
Parágrafo único. Na fixação das penas previstas nesta lei o juiz levará em conta a extensão do dano
causado, assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente