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39º Encontro Nacional dos Estudantes de Biblioteconomia,

Documentação, Ciência da Informação e Gestão da


Informação – ENEBD 2016

A informação como vantagem competitiva na sociedade e a perspectiva do


profissional da informação frente às práticas sociais no século XXI

PRÁTICAS DE INCENTIVO À LEITURA: Um olhar sobre as HQ's

Eixo 4
Comunicação Oral

OLIVEIRA, Larissa Rosa de1


OLIVEIRA, Laysa Ismálya Fernandes de2
SANTOS, Apollyany Serpa dos3
SANTOS, Ohana Francielly dos4

RESUMO

Consiste em mostrar a intolerância a respeito da arte sequencial, popularmente conhecida


como história em quadrinhos. Discorre também sobre a capacidade da mesma em apresentar
material informativo, recebendo, inclusive, a alcunha de "a nona arte", no mesmo patamar da
literatura e do teatro. Justifica-se pelas histórias em quadrinhos estarem a cada dia se
mostrando mais estáveis enquanto leitura de informação, atuando como fontes de pesquisas
em várias universidades do exterior. Apresenta o uso das HQ's como apoio pedagógico,
possuindo algumas obras de muito renome, como Watchmen, de Alan Moore. Objetiva
comprovar como, mesmo com tamanha solidez de mercado, ainda existem pessoas que
consideram esse tipo de leitura como infantil, ou apenas para entretenimento. Analisar o
preconceito sofrido por quem lê os quadrinhos, e o consequente preconceito na aceitação
desta plataforma como leitura informativa, através de revisão bibliográfica sobre o tema,
utilizando pesquisa qualitativa e voltada para o incentivo de novas formas de prática para
leitura

Palavras-chave: Arte sequencial. História em quadrinhos. Informação. Leitura.

1
Acadêmica do Bacharelado em Biblioteconomia na Universidade Federal de Goiás (UFG).
larissa.nef@gmail.com
2
Acadêmica do Bacharelado em Biblioteconomia na Universidade Federal de Goiás (UFG).
laysaifo@gmail.com
3
Acadêmica do Bacharelado em Biblioteconomia na Universidade Federal de Goiás (UFG).
apollyany@gmail.com
4
Acadêmica do Bacharelado em Biblioteconomia na Universidade Federal de Goiás (UFG).
hana.francielly@hotmail.com

13 a 19/11 de 2016
Salvador - BA
Universidade Federal da Bahia - UFBA
39º Encontro Nacional dos Estudantes de Biblioteconomia, Documentação, 2
Ciência da Informação e Gestão da Informação – ENEBD 2016

PRACTICES ENCOURAGING READING: A look at the comics

ABSTRACT

Will show the intolerance about sequential art, popularly known as comics. Also discusses the
ability of it to present information material, getting even the nickname of "the ninth art", at
the same level of literature and theater. Justified by the comics are every day proving more
stable while reading information, acting as sources of research in various universities abroad.
It features the use of comics as educational support, have some very renowned works like
Watchmen, Alan Moore. Aims to demonstrate how, even with such solid market there're still
people who consider this kind of reading as a
infantile, or just for entertainment. Has analyzed the prejudice suffered by those who read the
comics and acceptance of the loss by this platform as informative reading through literature
review on the topic, using qualitative and the research aimed at encouraging new forms of
practice to read.

Keywords: Sequential Art. Comic. Information. Reading.

1 INTRODUÇÃO

As revistas em quadrinhos, ou HQ’s, são um tipo de literatura informacional bastante


conhecida na atualidade. Apesar disso, é um tipo de mídia informacional que sofre grandes
preconceitos enquanto fonte de informação. Devido a tais fatores, o projeto a seguir se
justifica, já que traz a tona aspectos como: a importância das revistas em quadrinhos enquanto
arte; seu valor como fonte de informação; seu uso como ferramenta de incentivo à leitura e os
preconceitos sofridos pelo leitor de HQ's.
Dessa forma, este estudo apresenta uma proposta de implantação de uma metodologia
de ensino escolar utilizando as HQ’s como suporte na educação escolar, bem como ferramenta
no incentivo às práticas de leitura para crianças e adolescentes.
A pesquisa possui fundamentação bibliográfica, oriunda de artigos acadêmicos,
revistas, redes sociais, livros e outros materiais que abordam a temática em questão. Foram
delimitados para este estudo, com artigos dos últimos 25 anos, buscando assim material
atualizado e novas discussões sobre o tema. Também se buscou autores renomados acerca de
pesquisas sobre HQ’s, tais como: Ayres (2016), Barbosa (2006), Catão e Galina (2011),
McCloud (1995), Oppermann (2004), Silvério e Rezende (2013) e Vergueiro et al. (2004). É
relevante asseverar que este estudo decorre de análise qualitativa do material bibliográfico,
funcionando como revisão de literatura sobre o tema escolhido.

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A HQ é um tipo de narrativa contada em quadros, constituída de uma sequência e


utilizando linguagem verbal e não verbal, são por essas características expostas na narração
que Will Einster5 caracterizou os quadrinhos como um tipo de arte sequencial. Para McCloud
(1995), o termo arte sequencial é apenas o início para definir o que são os quadrinhos.
Os quadrinhos narram histórias utilizando sequência de imagens, falas e pensamentos
que são feitas sob legendas, adotando balões como espaços (CATÃO; GALINA, 2011). O
vocabulário de linguagem utilizado nas histórias são conjuntos de imagens e escrita, de forma
simples e unificada, mas utilizando narrativa concreta e acepção, sem essa harmonia os
quadrinhos não existem (MCCLOUD, 1995). Qualquer experiência humana pode ser contada
através das histórias em quadrinhos, já que com a junção dos dois elementos, a imagem e a
escrita, é que surge a narrativa. E essa combinação de palavras com as figuras podem ser
ilimitadas (MCCLOUD, 1995).
Existem várias formas de arte, e todas elas caminham para desvendar a essência e o
comportamento do ser humano, expressando os sentimentos e as convivências. Os quadrinhos
também projetam em suas histórias a verossimilhança da nossa realidade, com os mais
diversificados tipos de conceitos, onde existe a liberdade de falar sobre as preocupações
sociais e dos indivíduos (CATÃO; GALINA, 2011).
São por essas semelhanças que os comics6, encontram-se na nona posição das artes e
para Rego, Ferreira e Gomes (2015), a estética apresentada nas histórias devem ser
consideradas pelos docentes, pois as mesmas apresentam um conteúdo expressivo que deve
ser levado em consideração para o aprendizado da norma culta. Os motivos expostos
justificam os leitores de quadrinhos ficarem tão envolvidos nos processos de leitura da
história. McCloud (1995) alega que qualquer pessoa, com qualquer idade que se expõe a
leitura pode sofrer esse processo, pois a narração é um processo de realidade simplificada,
outro ponto é a universalidade da imagem, onde todos podem ver um rosto mesmo em um
processo de desenho simples.
Hoje, equivoca-se quem ainda pensa que os quadrinhos são meramente infantis, sem
conteúdo e destinado apenas para crianças ou para diversão de alguns adultos. Professores que
conhecem os benefícios da leitura deste material estão trazendo o gênero textual para a sala da
aula, e obtém ótimos resultados com o seu uso (REGO; FERREIRA; GOMES; 2015).
Os quadrinhos, assim como as demais artes, possuem suas propriedades peculiares,

5 Famoso e renomado quadrinista (desenhista, roteirista, arte-finalista, editor, cartunista), que esteve em acessão
na década de 70.
6 Comics: palavra em inglês utilizada para representar a leitura em quadrinhos, oriunda do gênero difundido nos
Estados Unidos.

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mas são ridicularizados, sendo estes questionados até se seriam realmente um tipo de arte.
McCloud (1995) assegura que a definição de arte é ampla e que os comics são um tipo de arte
também, e que este tipo de questionamento é descabido.
Nesse artigo explanaremos sobre as histórias em quadrinhos, falando da sua história e
dos leitores. A pesquisa se mostra pertinente e repleta de valor científico ao mostrar as HQ’s
como um meio de leitura capaz de entreter e informar adultos e crianças na forma de produtos
em grande ascensão no mercado, atuando como qualquer outra fonte válida de informação.
Apesar de ainda vivenciar preconceito por parte de alguns, os quadrinhos têm muito a
oferecer aos mais variados públicos com as mais diversas necessidades com seus balões de
fala de ações que contam uma grande história quadro a quadro. Além disso, mostra a
importância do uso dos quadrinhos enquanto ferramenta de incentivo às práticas de leitura,
em especial na formação de jovens leitores.

2 HISTÓRIAS EM QUADRINHOS OU ARTE SEQUENCIAL

Se definirmos as histórias em quadrinhos de forma exata e contextual como os


dicionários interpretam, a trama seria formada apenas por imagens pictóricas e outras
justapostas em sequência deliberada, destinadas a transmitir informações ou produzir uma
resposta no espectador. “Os quadrinhos levam a gente para uma dança silenciosa do que é
visto e não é visto. O visível e o invisível. A dança é exclusiva dos quadrinhos. Nenhuma
outra arte oferece tanto ao seu público e exige tanto dele” (MCCLOUD, 1995, p.92).
Existem inúmeras formas notórias para apresentar e definir as histórias em quadrinhos,
que, para Santos, (2016) são apresentadas como HQs7, Quadrinhos, ou Graphic Novels. Com
a intenção de hierarquizar as formas de artes, Riccioto Canudo8 propôs em 1911 o manifesto
das Sete Artes, que continha a seguinte classificação: a primeira arte era a música; a segunda,
a dança ou coreografia; a terceira, a pintura; a quarta, a escultura; a quinta, o teatro; a sexta, a
literatura; e a sétima, o cinema.
Porém, para as seis primeiras não há uma hierarquia a ser seguida, pois elas estão
categorizadas de acordo com o seu elemento constitutivo, ou seja: à música cabe o som, à
dança os movimentos, à pintura a cor, à escultura o volume, ao teatro a representação, à
literatura a palavra e ao cinema a capacidade integradora de todos os elementos anteriores.

7 HQs – Abreviação do termo Histórias em Quadrinhos


8 Teórico e crítico de cinema, 1877-1923

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Com o passar do tempo e com o surgimento das novas artes, também surgiram novas
classificações, onde a oitava arte passou a ser a fotografia; a nona, os quadrinhos, ou arte
sequencial; a décima, os jogos de computador e de vídeo; e a décima primeira, a arte digital
ou de computador.
O elemento constitutivo da fotografia seria a imagem, a dos quadrinhos a junção de
cor, palavra e imagem, a dos jogos de computador e de videogame seriam não apenas os
gráficos computadorizados como também todo o processo de programação para obtenção dos
efeitos (integrando no mínimo as 1ª, 3ª, 4ª, 6ª, 9ª artes) e por fim a arte digital/ arte de
computador produzida em ambiente gráfico computacional integra artes gráficas
computorizadas 2D, 3D e programação. De fato, “nossa tentativa de definir os quadrinhos é
um processo contínuo que não terminará logo. Outra geração, sem dúvida, vai rejeitar o que
esta decidiu aceitar e tentará reinventar os quadrinhos. E é assim que deve ser” (MCCLOUD,
1995, p.23).

2.1 A história dos quadrinhos

Os primeiros sinais de escrita, utilizados na era rupestre, são baseadas em figuras, esse
tipo de comunicação é considerada como os ancestrais dos desenhos que conhecemos hoje.
(MCLOUD, 1995). Visualizando essa evolução da história e a escrita Barbosa (2006), Catão e
Galina (2011), completam que a arte sequencial existe há milênios, podemos notá-las nas
pinturas rupestres, estandartes chineses, nas pinturas egípcias, na idade média com as
iluminuras9 que serviam como complemento da narrativa, entre outros exemplos, onde
sempre era mesclado com as características didáticas e as sociológicas.
Catão e Galina (2011, p.236) recontam que a expansão das histórias em quadrinhos se
deu junto à propagação da imprensa, “[...] as histórias em quadrinhos são originárias por
excelência da imprensa escrita, atreladas às publicações jornalísticas como se vislumbra até
hoje”.
Eu não tenho a mínima ideia de onde ou quando as histórias em quadrinhos
começaram. [...] Mas é um evento que é tão marcante nas histórias em quadrinhos,
quanto na história das palavras escritas, a invenção da imprensa.
(MCCLOUD, 1995, p.15)

Oficialmente, a primeira história em quadrinho foi publicada no final do século XIX,


Yellow Kid (O Garoto Amarelo), criado pelo americano Richard Oulcault. Nessas histórias, é

9 Ilustrações coloridas em um manuscrito

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possível notar a ausência dos balões utilizados atualmente, fazendo com que as falas do
personagem sejam escritas em suas roupas. Essa é a primeira história reconhecida na grande
imprensa, exemplificada na Figura 1.

Figura 1: "The Yellow Kid Experiments with the Wonderful Hair Tonic." The Yellow Kid. New York Journal.

Fonte: Richard Marschall. New York, 1989.

No começo da década de 1930 as histórias em quadrinhos eram basicamente de teor


humorístico, assim os norte-americanos denominaram esse tipo de história como comic,
denominação utilizada até hoje (BARBOSA, 2006; JARCEM 2007). Essas histórias eram
apresentadas como tirinhas nos jornais dominicais, retratando o cotidiano da população
(CATÃO; GALINA, 2011), sendo durante essa época que os quadrinhos criaram força, e
começaram a ser publicados os primeiros comics books, surgindo também às primeiras
editoras especializadas.
Desapontando inicialmente nas páginas dominicais dos jornais norte-americanos e
voltados para populações de imigrantes, os quadrinhos eram predominantemente
cômicos, com desenhos satíricos e personagens caricaturais. Alguns anos depois
passaram a ter publicações diárias nos jornais [...] abrindo espaço para histórias que
enfocavam núcleos familiares, animais antropoformizados e protagonistas
feministas, embora ainda conservando [...] enfoque predominantemente cômico.
(VERGUEIRO et al., 2004, apud BARBOSA, p.40, 2006).

Jarcem (2007) completa que na década de 1930 houve também o surgimento dos
gêneros de aventura e ação, despontando os super-heróis. Entre os anos de 1940 a 1945 foram
criados em torno de quatrocentos super-heróis, e essas histórias tornaram-se parte da cultura
de massa. Com o aumento e a aceitação dos heróis, o enredo dessas histórias começou a se
aproximarem das realidades vividas pelos leitores. Catão e Galina (2011) reafirmam a criação
de heróis com personalidades e características de pessoas do cotidiano, com fraquezas,
dilemas, heróis cegos, anti-heróis, depois falaram sobre temas de exclusão social,
homossexualismo, e vários outros aspectos. Alberto Junior (2015) assegura que as histórias
em quadrinhos da década de 1930 e 1940 comparadas com as de hoje podem até parecer

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infantis e simplistas, mas tratavam de conteúdos bastante adultos para a época, como
violência contra mulher e política atual.
Na década de 1970 começaram a ser lançados os quadrinhos underground, vendidos
de mãos em mãos. Já nos anos 80 houve a criação das graphics novels, direcionadas ao
público adulto, com temas ainda não abordados anteriormente, com conteúdos que podiam
abranger histórias de violência e/ou sexualidade (JARCEM, 2007). Já no Brasil, a primeira
história em quadrinhos foi feita no ano de 1869, por Ângelo Agostini, contava a história de
um caipira de 20 anos de idade que visita à corte do Rio de Janeiro (REGO; FERREIRA;
GOMES, 2015). Em 1905 criou-se a primeira revista em forma de quadrinhos voltada para o
público infanto juvenil no país, o Tico-Tico, que chegou a vendar mais de 100.000 exemplares
por semana. A revista teve mais de 50 anos de duração.

2.2 Epistemofobia

Em repúdio aos quadrinhos, no ano de 1954 o psiquiatra Frederic Wertham publicou o


livro “A Sedução dos Inocentes’’, em qual descreve “efeitos nefastos” dos gibis sobre as
crianças, concluindo de forma equivocada, que as causas da delinquência juvenil estavam na
leitura de HQ, já que os jovens delinquentes eram leitores do gênero (AYRES, 2013). “Entre
outros argumentos, de Wertham, também estão que os quadrinhos incitavam a juventude à
violência” (JARCEM, 2007, p.6). O livro publicado pelo psiquiatra influenciou várias
pessoas, levando uma queima de revistas em quadrinhos em público. Por conta do ocorrido,
foi criado o Comics Code Authority, um Código de Ética das histórias em quadrinhos, a fim
de prevenir uma regulamentação do governo na indústria dos quadrinhos (OPPERMANN,
2004).
Já no Brasil os problemas com os quadrinhos começaram ainda antes, em 1928, as
Associações Brasileiras de Educadores (ABE) fez protestos contra essas histórias alegando
que elas traziam hábitos estrangeiros nas crianças do país. Essa problematização com os
quadrinhos continuou por mais uma década. E, em 1939 alguns Bispos, na cidade de São
Carlos, propôs a censura destes materiais, pois eram prejudiciais aos seus leitores,
principalmente as crianças. (REGO; FERREIRA; GOMES, 2015 apud CARVALHO, 2006,
p.32).
Hoje se reconhece a importância de inserir as histórias em quadrinhos no currículo
escolar. No Brasil as histórias em quadrinhos foram oficialmente inseridas no currículo

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escolar no ano de 1990, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB),
acompanhado dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) que instituíram o uso dos
gêneros textuais no ensino da Língua Portuguesa. Vale ressaltar que as pesquisas científicas
comprovam a eficácia da linguagem dos Quadrinhos no processo de ensino, bem como o fato
de que esse tipo de literatura é muito bem recebido pelos estudantes. “A interligação do texto
com a imagem, existente nas histórias em quadrinhos, amplia a compreensão de conceitos de
uma forma que qualquer um dos códigos isoladamente teria dificuldades para atingir”
(VERGUEIRO et al., 2004, apud XAVIER; RICARDO, 2009, p. 04).
Muito se discute sobre a leitura de HQ’s, em especial sobre elas serem consideradas ou
não literatura, pois ainda a um grande preconceito contra esse tipo de leitura, divido eles
serem associadas erroneamente a mero entretenimento infantil, servido apenas como base
para leituras mais “complexas’’, como romances (6ª arte).
McCloud (1995) assevera que o preconceito arcaico ainda existe nos dias de hoje,
vários criadores de histórias em quadrinhos apenas procuram o crescimento e a aceitação do
gênero, porém, enquanto os comics forem vistos apenas como arte gráfica, as atitudes
preconceituosas nunca cessarão. Um exemplo prático é a discriminação que muitos pais e
professores possuem pelo tipo de leitura, por acreditarem que as aventuras fantasiosas dos
HQs, podem afastar crianças e jovens de leituras ‘‘mais profundas’’, desviando-os assim de
um amadurecimento “sadio e responsável’’, já que tal perspectiva atrapalha o permeio total de
quadrinhos em salas de aula.

3 OS NOVOS QUADRINHOS

Existem diversos tipos de comics: as de super-heróis, tais como: Batman, X-men,


Capitão América, as voltadas ao público infantil como: Turma da Mônica, O Menino
Maluquinho, Mickey e Pato Donald, as voltadas ao público adulto como: Sandman, Retalhos,
Borgia e existem os mangás que são divididos pelo grupo de interesse, como: shounen,ou
seja, voltada para meninos; seinem, para adultos; shoujo, para meninas; josei, para mulheres;
e ecchi, ou seja, erotizados, sendo que em todas, encontramos personagens em conflito, que
vivenciam experiências, aventuras, convivem com o bem e o mal, problema e questões
humanas (AYRES, 2013).
Em alguns casos esses conflitos são tão complexos que levaram ao surgimento das
HQ’s de poético filosófico. Diante dos fatos supracitados podemos definir as comics como um

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gênero literário, porém híbrido por conter uma linguagem que usa ilustrações para narrar uma
história, utilizando assim linguagem verbal e não verbal.
Em vista da quantidade de material publicado para a enorme segmentação de leitores,
é claro que as histórias em quadrinhos não se limitam apenas ao público infantil, existem
quadrinhos de aventura, terror, suspense, erótico, entre outros. Compêndio desta informação,
os quadrinhos existem para todos os gostos e idades. Essas histórias possuem um público
extenso e fiel. Hoje, os quadrinhos estão mais assertivos que antigamente, mas ainda há muito
a evoluir (MCCLOUD, 1995). Um dos fatores que traz essa mudança é a exigência dos
leitores de histórias em quadrinhos, já que o público consumidor dessas histórias é a cada dia
mais crítico e com gostos mais apurados. De fato, não é qualquer história que atrai o público
leitor de comic e esse quesito é sublime.

4 OS LEITORES

No início, quando os quadrinhos foram criados, o público-alvo do tema eram crianças.


No mundo pós-guerra, os personagens se tornam mais reais, e atingem um público maior e
mais velho. Nos anos 1970 e 1980 os autores procuram por leitores adultos, tentando separar
a imagem infantil dos quadrinhos. Mas eles atingem o público adulto nos anos 90, com
Sandman e Watchmen (BONE, 2010).
Não existe ainda uma pesquisa que mostre o quanto os leitores de histórias em
quadrinhos cresceram nos últimos anos ao redor do mundo. Mas é percebido, através de
variadas mídias, que houve esse crescimento, principalmente depois que filmes adaptados de
HQ’s se tornaram populares. Com o aumento desse número, é provável também que exista
vários tipos de leitores e diferentes nichos.
Os novos leitores procuram por quadrinhos consagrados, entre eles estão Sandman, de
Neil Gaiman, O Chinês Americano, de Gene Luen Yang e Watchmen, de Alan Moore.
(LIBER, 2011). Procuram também pelos mais populares. Segundo a Amazon brasileira, os
quadrinhos mais vendidos são: Justiça; Guerra Civil; A Piada Mortal; Demolidor – Volume2;
Batman, o cavaleiro das trevas – Edição Definitiva (REZENDE, 2016).
Colecionadores de HQ’s são capazes de pagar preços bastante altos por edições raras,
como, por exemplo, o colecionador que pagou 1,1 milhões de dólares pelo primeiro exemplar
de Homem Aranha. Em 1962, essa revista valia 10 centavos. Mas o recorde de maior preço
pago foi 1,5 milhões de dólares, que um colecionador pagou pela revista Action Comics

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(1938) (METAMORFOSE DIGITAL, 2011).


Um outro nicho também importante, para o qual os quadrinhos foram criados, e que
quase não são mais o público-alvo, é o infantil. É muito discutida a questão da criação de
gibitecas em escolas. Os gibis ajudariam no aprendizado do aluno, que pode analisar o texto,
desenvolver senso crítico, argumentar, discutir e compartilhar suas ideias (OLIVEIRA;
SOUZA, 2010).
Segundo Silvério e Rezende (2013, p. 231), os quadrinhos são “[…] um instrumento
de grande potencial que contribui para um leitor que não se limita aos muros escolares, mas
um leitor assíduo e conhecedor da relevância do ler”. Para descobrir o perfil do leitor
brasileiro de quadrinhos, a revista eletrônica O Grito, na sessão Papo de Quadrinho, fez uma
pesquisa através da internet, divulgada por meio de suas redes sociais, que colheu dados do
dia 20 ao dia 27 de janeiro de 2015, e foi respondida por 2.237 pessoas (SILVESTRE, 2015).
Pela amostra coletada, pode-se concluir que a maior parte dos leitores é do sexo
masculino, sendo eles 69% do total. 52% tem entre 25 e 39 anos. Quanto às regiões do país
em que vivem, 61% mora no sudeste, 16% no sul, 15% no nordeste, 6% no centro-oeste e 2%
no norte. 59% dos entrevistados já tem nível superior. 48% trabalha, enquanto 30% trabalha e
estuda, e 19% apenas estuda. 52% mora com os pais. 40% dos leitores recebe entre 2 (dois) e
5 (cinco) salários mínimos (SILVESTRE, 2015).
No que se refere ao consumo das HQ’s, 47% dos entrevistados leem de 2 (dois) a 5
(cinco) quadrinhos por mês. 36% gasta de R$10 a R$50 em quadrinhos, 31% de R$50 a
R$100, 22% mais de R$100, e 11% menos de R$10. 59% compra revistas/livros em
quadrinhos algumas vezes por mês. O local em que preferem comprá-los é em bancas de
jornal, livrarias, lojas especializadas, sites de livrarias. Os gêneros preferidos são super-heróis,
fantasia/ficção científica, ação/aventura. Os quadrinhos comprados com mais frequência são
os de edição especial única simples (capa cartonada). A maioria dos entrevistados acredita que
lê entre 25% e 50% de quadrinhos nacionais (SILVESTRE, 2015).
Esses dados revelam que a maioria dos leitores de quadrinhos são homens, que
recebem entre R$ 1.576,00 a R$ 3.940,00, e vivem na região sudeste. O mercado das HQs
está em ascensão, e no ano de 2012 as vendas de quadrinhos nos EUA chegaram a 1 bilhão e
400 milhões de reais. Já no Japão, a aceitação é ainda maior e a plataforma Mangá é
consumida por toda a população. Inclusive, as vendas no Japão ultrapassaram os 6 bilhões de
reais. No Brasil sabe-se que esse tipo de leitura está em crescimento, porém não existem
números específicos de vendas, já que as editoras não liberam os valores. Entretanto,
analisando-se o nível de atuação do mercado internacional, é possível concluir que o

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brasileiro lê pouco este material em comparação ao Japão e aos Estados Unidos.

5 METODOLOGIA

Para a elaboração da proposta de estudo foi necessário, inicialmente, fazer um aporte


teórico a partir de autores que abordam a importância das HQ’s em sala de aula. Para tanto,
utilizou-se uma leitura e análise de artigos publicados, de diversos autores acerca de dados
sobre a leitura das histórias em quadrinhos/arte seqüencial, sua história e sua importância.
Como forma de identificar obras que abordam essa temática, utilizaram-se as bases de dados
Scielo, Google Acadêmico, Portal Capes, revistas e sites sobre o assunto determinado. Os
termos utilizados nas pesquisas foram os seguintes: histórias em quadrinhos, comics, práticas
de leitura, formas de incentivo à leitura, tipos de leitura, aplicação pedagógica das comics.
A partir da leitura inicial dos vinte artigos recuperados, definiu-se adotar alguns
autores para darem suporte teórico sobre o tema, dentre eles, cita-se: Ayres (2016), Barbosa
(2006), Catão e Galina (2011), McCloud (1993), Opermann (2004), Silvério e Rezende (2013)
e Vergueiro et al. (2004). A escolha desses autores deu-se por critérios como: atualidade,
importância e relevância para o tema, bem como por apontarem de forma clara os vários
aspectos e benefícios sobre a aplicação dos quadrinhos como forma de incentivo às práticas
de leitura.

6 BENEFÍCIOS E APLICAÇÃO PEDAGÓGICA DA LEITURA EM QUADRINHOS

Quando se pensa em quadrinhos, ou comics, a primeira impressão que se tem é a de


uma literatura infantilizada, voltada para o entretenimento, comumente associada à temática
nerd10 ou geek11. Mas onde começou este pré-conceito? Segundo Gonçalo Júnior (2009), no
Brasil, a origem dessas impressões vem de 1944, quando o Ministério da Cultura publicou um
estudo depreciando a leitura dos quadrinhos, tratando-os como objeto nocivo à aprendizagem.
A partir daí, várias foram as iniciativas tomadas por pais e professores para minimizar o
impacto da cultura das comics no país, até que, quase duas décadas depois, algumas editoras
passassem a utilizá-los como conteúdo paradidático.

10 Nerd: termo comumente utilizado para denominar um grupo de pessoas que gostam de realizar atividades
intelectuais, normalmente voltadas à cultura computacional.
11 Geek: termo utilizado para descriminar pessoas que gostem de tecnologia, eletrônica, jogos ou áreas afins.
Pode ser considerado uma variante do termo nerd.

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De fato, segundo Souza (2016), os quadrinhos já foram vistos como objeto de


favorecimento ao aumento da delinquência infantil. Por possuir uma narrativa ágil, muitos
consideram a arte sequencial como um tipo de literatura de pouca profundidade. Porém, com
o passar dos anos e a popularidade aumentada dos mesmos, alguns professores e escolas
começaram a incluir em suas grades curriculares o uso dos quadrinhos, já que estimulam o
hábito de leitura, agindo como ferramenta educacional.
Conforme afirmam Santos e Ganzarolli (2011), utilizar quadrinhos possui grande
importância na formação de leitores ainda crianças. É importante ressaltar que a arte
sequencial atua como fonte de informação, assim como qualquer outro conteúdo, já que
informa e entretêm o leitor.
Desta maneira, “os quadrinhos se tornaram quase sempre o primeiro contato de várias
gerações de crianças com o aprendizado da leitura e da escrita e de entretenimento”
(GONÇALO JÚNIOR, 2009, p. 90). Se elas são o primeiro contato com a literatura, é
necessário utilizá-las como apoio educacional. Segundo Souza (2016, p. 13), pode-se utilizar
os quadrinhos para atrair e prender a atenção das crianças, já que sua linguagem é mais
acessível, permitindo maior compreensão dos textos. Nesse sentido, para Gonçalo Júnior
(2009):
A linguagem híbrida das histórias em quadrinhos, que conjuga texto e imagem na
formação dos significados complexos, forma um leitor atento, eclético e proficiente,
para a leitura competente de diversas mídias e linguagens, assim como na qualidade
da organização das ideias e formulação de textos escritos, com muita diversão e
articulação. (GONÇALO JÚNIOR, 2009, p. 91)

A leitura de quadrinhos, assim como a leitura de outros tipos de literatura, possui


inúmeros benefícios para o leitor. Apesar de ser rápida, gera profunda imersão em seus textos,
já que os diálogos fluídos escondem situações complexas e que prendem a atenção do leitor.
Para Santos e Ganzarolli (2011), os quadrinhos:
Apresentam uma grande facilidade para que as crianças, em fase de alfabetização e
início de escolarização, se interessem pela leitura e com ela se estimulem. Para a
formação de leitores, é importante que se tenha contato com diferentes objetos de
leitura e que estes tenham conteúdos de qualidade, capacitando gradativamente o
pequeno leitor para exercer leituras mais complexas. (SANTOS; GANZAROLLI,
2011, p. 67)

Não existe leitor assíduo que não aprecie a prática da leitura, e é nesse contexto que se
torna tão importante a valorização das comics, já que os quadrinhos agem como porta de
entrada para a leitura de outras obras, além de exercitar a capacidade mental dos leitores,
através dos recursos visuais e escritos presentes nas tiras.

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7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após a pesquisa do tema para este artigo pudemos perceber o quão grande é o
mercado das revistas em quadrinhos. Antes estigmatizadas, acusadas de aumentar a
delinquência juvenil, passam a ser cada dia mais respeitadas, tanto por sua versatilidade
quanto pelos enredos e tramas. Após anos de preconceito e campanhas negativas, os
quadrinhos recuperaram seu lugar de destaque, recebendo, inclusive, o título de nona arte.
Mais do que apenas leitura de entretenimento, assumiram papel de material
paradidático, sendo utilizado por professores como fonte de informação e conhecimento nas
escolas. Após uma abordagem histórica, pudemos observar o nível de exigência dos leitores
da arte sequencial, sendo expresso, inclusive, no número de vendas das revistas mais
conhecidas. Obras como Watchmen, por exemplo, saíram do mercado editorial e foram para o
cinema, passando a ser conhecidas pelo grande público, e não apenas pelos leitores de HQ's.
Nesse trabalho avaliamos as informações sobre a importância da leitura de história em
quadrinhos, dados sobre o preconceito que esse tipo de leitura e seu leitor sofrem, bem como
o trajeto que os quadrinhos percorreram até agora. Nessa análise, concluímos que o
preconceito gerado vem da ignorância a respeito do que realmente é a arte sequencial bem
como avaliamos os benefícios das HQ’s como ferramenta de leitura. Os autores citados
reforçam a importância da leitura através dos quadrinhos, mostrando sua aplicação
pedagógica e benefícios, já que formam leitores enquanto crianças e adolescentes, possuindo
caráter informativo e não apenas de entretenimento.
Além disso, o presente trabalho também mostra os benefícios proporcionados pela
leitura das HQ’s, bem como sua aceitação no ambiente pedagógico atual, decorrentes do
incentivo à prática da leitura e dinamismo existente nas obras em formato de quadrinhos.
Esses dados foram obtidos através da fundamentação teórica dos autores citados na pesquisa
bibliográfica, validando a importância do atual trabalho.
Conclui-se, portanto, que a leitura de revista em quadrinhos é altamente
recomendável, agradando a variados tipos de leitor, com variados níveis de exigência, através
de uma leitura agradável, fluída e com profundo poder de imersão. Além disso, ao ser
utilizada como fonte de informação, passa a ser ferramenta educacional, ampliando a
formação de leitores e construindo novas formas de aprendizado. Um projeto futuro é ampliar
este trabalho, estabelecendo um paralelo entre os estudos teóricos abrangidos neste artigo e a

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parte prática, verificando os níveis de melhoria no ensino nas turmas que utilizaram a leitura
de HQ’s, comparando-as com índices das turmas que não realizarem o experimento.

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