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RELATÓRIO DO GRUPO – 1º BIMESTRE/2019

Grupamento: Maternal II EI- 31


Professora: Kaique e Taiana
Agentes de Educação Infantil: Carla, Andrea e Isabela.

O presente relatório de avaliação segundo orientação da Secretaria Municipal de


Educação ocorre de forma a relatar o desenvolvimento das crianças de forma coletiva.

A maioria das crianças da EI-31 já eram integrantes da mesma turma desde o


berçário I, portanto a maior parte do grupo possui um entrosamento e vivências juntos.

Como esse é o primeiro ano sob a direção da Secretaria Municipal de Educação,


houve algumas mudanças para os educadores e as crianças; o que não impediu uma boa
relação entre ambos.

Podemos observar nas atividades livres, que as crianças se organizam em grupos


de acordo com o interesse no momento, podendo ser em pequenos grupos ou em dois
grupos maiores, de acordo com o que é oferecido no momento; como por exemplo jogos
de encaixe, cantinho da fantasia, entre outros.

No início do ano letivo, as crianças tinham uma certa dificuldade para concentrar-
se na rodinha interativa, mas através de dinâmicas e conversas, o grupo apresenta-se mais
concentrado e ao mesmo tempo, sendo estimulados para “esperar a vez do amigo” nas
dinâmicas realizadas em sala.

A comunicação entre os educadores e os responsáveis é feita através do momento


de entrada e saída das crianças e também pela agenda; no inicio do ano foi realizada uma
reunião para todos os responsáveis da creche e nesse mês de Maio teremos reuniões para
cada turma, onde passaremos informes gerais e conversaremos sobre o andamento da
turma e suas especificidades.
Os momentos preferidos da turma são: Re (contação de histórias, onde as crianças
são estimuladas a interagir com o educaador quando indagadas sobre alguma situação
contida na história; as atividades manuais, como por exemplo: massinha de modelar,
desenhos, pinturas e colagem.; em momentos de interação com o grupo, como: nas
atividades livres na quadra e nas ações pedagógicas musicais, acompanhando gestos e
movimentos sugeridos pela própria música.

O grupo é bastante curioso em relação aos assuntos apresentados a turma, fazendo


com que o planejamento seja aberto a essa curiosidade e que permita ao grupo formular
hipóteses dos temas abordados, através de experimentos e manipulação de objetos.
Também demonstram ser criativos nas propostas de desenhos e na produção de histórias.

A rotina diária foi pensada de nossa turma foi pensada de modo a aliar as determinações
da Secretaria de Educação, as construções e organizações da Instituição e os interesses e
necessidades da turma. Em geral, atividades são propostas e as crianças tendem a se
organizar em seus grupos de interesse.

O inicio do dia é marcado por atividades calmas, antes da primeira refeição. Retornando
da refeição, diferentes atividades são propostas, tais como, rodas de cantiga, centros de
interesse, leituras e contações de história, explorações de múltiplos materiais, atividades
dirigidas, brincadeiras planejadas ou livres, em sala ou em outros espaços. Em seguida,
as crianças são levadas a refeição principal da manhã, e retornando tem um momento
calmo, geralmente de repouso, que é seguido por uma refeição leve. Logo após, as
crianças vivenciam um momento de higiene e banho. Em seguida, há novamente um
tempo para uma investida didática maior, onde são realizadas atividades, tais quais as
anteriormente citadas, e depois as crianças são levadas a refeição principal da tarde. Após
isso, há um momento calmo que precede a saída das crianças.

Na vivência da rotina acima citada, e em nosso cotidiano num geral, pode-se notar
algumas situações que valem ser registradas. Percebemos, em certos momentos algumas
crianças que mesmo entrosadas com a turma, têm dificuldade em lidar com certas
especificidades da vivência coletiva . Notam-se dificuldades em integrar-se a rotina,
dividir materiais e espaços, fazer uso da linguagem na resolução de problemas,
compreender estruturas básicas para a vivência coletiva, entre outras coisas.

É possível depreender, a partir de uma análise mais ampla, que essas situações pontuais
emanam de uma questão muito particular dessa faixa etária, que é a consolidação da
autonomia. Logo, percebe-se que enquanto esse saber se consolidada, questões
relacionais serão o centro de conflitos e rearranjos, que se mediados, serão constitutivos
da experiência da autonomia.

Por tudo isso, notamos que um indicativo para as ações vindouras é continuarmos com
uma ênfase em praticas autonomizadoras, aliadas as práticas que já estamos constituindo,
centradas na ação lúdica da criança, numa perspectiva interacional aliadas ao projeto da
Instituição e partindo de uma escuta interessada dos apontamentos das crianças.

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