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MEDIUNIDADE NA UMBANDA

Desenvolvido e Ministrado por Rodrigo Queiroz

Aula Digitada 05 Parte 01


Obs.: este documento é a transcrição fiel do discurso das vídeo-aulas, portanto poderá conter erros
gramaticais mantendo a originalidade da origem.

Aula 05: - Médiuns de “Mesa” e os de “Terreiro”

Salve, salve irmão, irmã em Oxalá. Estamos aqui na nossa quinta aula nesta quinta semana,
portanto estudando mediunidade na Umbanda. Olha, já foi um mês de estudo, já falamos tantas
coisas, não é? E agora nós vamos entrar no particular mesmo da mediunidade, do ambiente de
Terreiro da Umbanda. E o módulo, esse módulo chama: Médiuns de “mesa” ou de “terreiro”, há
uma discussão muito grande ainda, ainda existe, embora exista todo um aparato jurídico hoje de
respeito às crenças. Quando se trata de mediunidade ainda vemos os Espíritas mais ortodoxos
sendo radicalmente contra ao que a Umbanda pratica como mediunidade, nós vemos por essa
influência muitos Umbandistas renegando a Umbanda em função de uma purificação do ritual e
aí vão eliminando tudo o que é particular ao trabalho de Terreiro, ao trabalho que é ambiente
da Umbanda na mediunidade Umbandista tornando cada vez mais o Terreiro, cada vez mais
parecido com sessões espíritas e aí a gente vai vendo um distanciamento do fundamento. No
entanto, é muito difícil você culpar, falamos disso lá nas primeiras aulas esses que são movidos
por essas influências quando eles não tem uma outra resposta, não é mais o seu caso que no
mínimo você está aqui e por estar aqui você é também influenciado de uma forma mais genuína,
nós acreditamos que essa bagagem de conhecimento e dar uma identidade puramente
Umbandista para tudo aquilo que envolve a nossa religião, a nossa liturgia, nossa religiosidade,
nossa vivência mediúnica no ambiente da Umbanda. E eu, embora esteja aí com vocês, eu não
costumo ler, vocês já viram isso, pegue o material que está aí: Mediunidade de Terreiro do
Ramatis pra tentar acompanhar, eu quero só ler aqui pra ilustrar esse início. No capítulo 6 do
livro Mediunismo – Médium de mesa ou de terreiro – Ramatis é questionado da seguinte forma:
“Em face de vossas considerações no capítulo anterior, enfim, concluímos que o único
desenvolvimento mediúnico sensato e aconselhado ainda é o que se processo no ambiente
Espírita da codificação de Allan Kardec, não é assim?” Então, Ramatis responde: “Não vos
apressei em considerações extremistas, pois é bem fácil distinguir o médium de “mesa” que se
desenvolve sob a égide da doutrina Espírita e o médium de “terreiro” que prefere o seu
desenvolvimento pela técnica de Umbanda. No primeiro caso trata-se de Espiritismo, no segundo
apenas de Mediunismo – aqui ele erra, o segundo trata-se de Umbandismo. Enfim, ele podia errar
ou não era o caso de ser dito desta forma, mas ele continua e tem algo aqui que eu grifo – o que
mais importa na efetivação do serviço mediúnico seja na série Espírita ou no ambiente
Umbandista é saber se ele se efetua pelo amor ao Cristo inspirado pelo seu divino Evangelho”.
Em resumo, o que é mais importante na prática mediúnica, não importa o ambiente que ele
esteja ocorrendo é se o teor daquele trabalho, daquela comunicação espiritual, daquele
exercício é elevador, é sutilizador, é mensagem de incentivo, de amor e paz. Se for mensagens
de premonições de morte, de traições, de revolta, sai fora, não tem nada a ver com a Umbanda,
não é serviço da luz e do bem. Então, nessa primeira resposta qual é o mais ideal, é isso: não
importa, importante é o teor do trabalho e da comunicação espiritual. O que está acontecendo
ali? Aquele indivíduo naquele ambiente qualquer que seja quando ele está num transe
mediúnico, qual é o teor do que acontece? Então, tem que estar crivado no bom senso e no
incentivo do amor de forma universal, então, se não é assim há que se ter reservas.
Mas, o que nos importa agora é compreender, portanto, a chamado com o que te trouxe até
esse curso que é entender o particular da mediunidade no Terreiro, da mediunidade Umbandista
que eu chamo de: mediunismo Umbandista, podemos colocar como Umbandismo e isso o que
diferencia do nosso irmão mais próximo que é o Espiritismo e dos médiuns Espíritas o que
diferencia. E aí fundamentamos lá no começo do curso que existe uma diferença e que é a
mediunidade ela pode ser entendida de uma forma universal, mas a mediunidade prática no
exercício da prática mediúnica há que se entender a sua especificidade, há que se compreender
que há um segmentação sim, ao menos os indivíduos encarnantes com a mediunidade e que traz
uma inclinação vibratória. Eu já discuto isso muito, há muito tempo com outros teóricos,
intelectuais do assunto e sempre coloco, sempre que chega na época desse curso eu coloco nas
redes sociais e há um fervor de discussão esse tema, aqueles que defendem que “não, não há
nada disso a pessoa tem o livre arbítrio, ela escolhe o caminho que ela quer” e aí nessa
discussão vai ficando frágil essa alegação porque é complicado mesmo a gente vai desenvolver
isso e há aqueles que são radicalmente posicionados que “não, existe uma inclinação pré
determinada em função do destino”, eu também não acredito em destino, não creio que viemos
com um plano totalmente traçado, existe as probabilidades. Então, quando a gente fala em
reencarnação, então precisamos resgatar um pouco essa ideia, nós nos envolvemos, nós estamos
reunidos numa grande teia de relações ancestrais e muitos dessas entidades espirituais que nos
acompanham aqui, agora, nesse momento, nessa encarnação, nos acompanham há muito tempo,
em outro momento nós acompanhamos o lado espiritual, eles tiveram encarnados e vice-versa. E
o fato é que há um motivo maior para estarmos na Umbanda, nós médiuns, por exemplo, de
mediunidade prática, estar em exercício mediúnico há um motivo especial, ou melhor,
específico para estar na Umbanda. E esta especificidade precisa ser compreendida porque ela é
ancestral, nós estamos envolvidos com essa vibração há muito mais tempo e houve um preparo
para o reencarne, para lidar com este tipo de vibração específica que é da Umbanda e das
entidades que militam na seara de Umbanda. O trabalho da Umbanda é um trabalho específico,
ele tem um particular genuíno, é de uma identidade própria, de uma especialização e que não
se repete em nenhum outro lugar. Então, a Umbanda tem semelhanças, você vê semelhanças
com o culto afro, você vê semelhanças com o Espiritismo por conta da mediunidade, mas na
prática ali no dia-a-dia o que acontece ali só acontece na Umbanda e os trabalhos espirituais a
qual a Umbanda se predispõe ou ela está envolvida, ou ela está dedicada a realizar é algo muito
particular que só acontece no ambiente de Umbanda. Então, ou melhor, pode acontecer em
qualquer ambiente, mas sob a proteção vibratória dos espíritos que atuam na vibração da
Umbanda, então, que é muito particular. Logo, a reflexão é: embora exista o livre arbítrio, eu
posso escolher, pode acontecer coisas no meu caminho que me afaste de repente da inclinação
ideal, tudo bem você é livre para isso. Mas, o que você precisa entender é que se você está no
Espiritismo, mas incorpora Preto Velho, Caboclo e outras entidades de Umbanda, o seu
mediunismo é Umbandista. Você é livre por não se sentir bem em Terreiros, de repente você
mora numa região que os Terreiros que ali se apresentam falta doutrina, falta uma sutileza no
trabalho, falta uma coerência no trabalho e é natural que você não se sinta bem porque de
repente você está numa outra frequência de entendimento e você não quer se envolver com
aquilo. E você vai levar essa estrutura do seu Umbandismo, do seu mediunismo Umbandista para
uma outra, um outro lugar. Mas, o que você tem que entender só é que, independente de você
estar ou não dentro de um Terreiro, de um Templo de Umbanda as entidades que se apresentam
em você são da Umbanda, Umbandismo é o que você traz com você, mediunismo Umbandista é o
que você é, é o que você tem, então, você vai exercer em qualquer ambiente que permita, mas
você está vinculado à vibração da Umbanda, entende? É isso que eu quero dizer, não estou
falando que você não pode não ir em outro ambiente, que você estará bloqueado de exercer a
sua mediunidade aqui dita Umbandista em outros ambientes. Isso é uma coisa da Umbanda,
também é possível isso, Umbandismo Umbandista é tão amplo e dá uma preparação tão
grosseira, de uma forma tão intensa aos chakras, ao campo vibratório desse médium que ele
pode lidar com tudo quanto é outro tipo de frequência. Então, quando um médium Umbandista
ele vai para uma sessão mediúnica Espírita para ele é muito suave, então, não tem, por causa do
preparo dele, ele está preparado com contrachoques absurdos sem sofrer revelia. Então, ele
está preparado para isso, então, ele vai num ambiente sutil pra ele é muito tranquilo. Pra quem
exerce mesmo a mediunidade num ambiente de Terreiro ir em ambientes muito sutis é até
chato, é até irritante porque você espera uma movimentação maior de energia. Já o médium
que está com a estrutura dele inclinada para o Espiritismo que tem uma função diferente da
Umbanda quando ele experimenta o exercício mediúnico no ambiente de Umbanda para ele é
perturbador, é grosseiro, é incômodo porque a inclinação vibratória dele é outra e as entidades,
e ele normalmente não vai incorporar as entidades de Umbanda porque não há link vibratório,
mas se por ventura permitir que isso aconteça ele vai se sentir extremamente esgotado,
extremamente agredido vibratoriamente porque o campo energético dele é outro, é preparado
de outra maneira pra ele exercer naquele caminho. Assim, todas as religiões reservam sua
vibração particular e os médiuns, existe mediunidade em todas as religiões e lá a mediunidade
naquela religião em particular vai agregar indivíduos que já vem com essa inclinação para
exercer aquele tipo de mediunismo em particular, que vai ter todo um particular, específico
vibratório para fluir bem. Então, aí começa uma noção dessas individualidades e aí surgem por
natureza o respeito a essa diversidade religiosa, diversidade mediúnica e tudo mais. A partir do
momento em que você compreende, você respeita, você tem entendimento, então, é tudo muito
claro pra você. Vamos no próximo bloco agora separar a função: qual é o caminho do Espiritismo
– eu estou usando o Espiritismo porque é a religião mediúnica mais evidente – e da Umbanda,
está bom? Então, vamos lá para o próximo bloco.

DIGITAÇÃO – Equipe Umbanda EAD