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MEMORIAL DESCRITIVO

SISTEMA DE ABASTECIMENTO E DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA BEM


COMO COLETA E TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO

LOTEAMENTO DISTRITO EMPRESARIAL ANTÔNIO JOSÉ DE


ARAÚJO – PÓLOS INDUSTRIAL E EDUCACIONAL

Canaã dos Carajás-PA, Janeiro de 2019

Rua A Quadra 1 Lote 21 – Residencial Ouro Preto - Cep 68.537-000 – Fone/Fax: (94) 99153-4646
E-mail: saae_canaa@hotmail.com Canaã dos Carajás/Pa - CNPJ 07.356.585/0001-26
1- INTRODUÇÃO

I. IDENTIFICAÇÃO

Nome Empreendimento: LOTEAMENTO DISTRITO EMPRESARIAL


ANTÔNIO JOSÉ DE ARAÚJO.

Proprietário: Prefeitura Municipal de Canaã dos Carajás-PA - PMCC

Município: Canaã dos Carajás - Estado do Pará.

II. GENERALIDADES

As quadras e arruamentos em divisão ao bairro acima citado, consideram


em seu desenho, os critérios vocacionais de sua micro região e o alcance social do
empreendimento do município. A área considerada, está situada às margens da
Estrada de acesso à S11D na rodovia Arnaldo Chagas Rodrigues.

No DISTRITO EMPRESARIAL, ao longo do Pólo Industrial foram previstos


para efeito de dimensionamento um total de 1.000 habitantes como final de plano,
sendo para essa quantidade a consideração da vazão de dimensionamento. Já no
Pólo EDUCACIONAL foram previstos para efeito de dimensionamento um total de
2.000 habitantes, sendo para essa quantidade a consideração da vazão também
de dimensionamento.

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MEMORIAL DESCRITIVO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA (SAA)

III. REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

A rede foi dimensionada levando em consideração os dados que foram


demonstrados, de modo a abastecer o lote mais desfavorável com uma pressão
mínima de 10 m.c.a, sendo seu escoamento feito através da pressão empregada na
rede, e desconsiderando as suas perdas de carga para cada trecho.

IV. ABASTECIMENTO DE ÁGUA

O abastecimento de água é realizado através de captação subterrânea,


captada em 1 único poço chamado “poço 9” de vazão estimada de 30m³/h,
localizado nas proximidades da sede do SAAE (SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA
E ESGOTO DE CANAÃ DOS CARAJÁS) da cidade, sendo que para abastecer o
loteamento foi realizada toda uma estrutura com Estação de Tratamento de Água
bem como reservatórios de armazenamento de água Bruta, Tratada e também de
distribuição final. Logo, terão que ser reativados alguns poços que foram
abandonados pela Vale S.A. com a realização da limpeza nos mesmos e toda a
sua instalação de bombas submersas e estrutura de automação.

Ao todo o Sistema contempla em um resumo geral a seguinte estrutura em se


falando de captação, reservação, abastecimento, tratamento e distribuição de água
tratada:

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1. Uma Estação de Tratamento de Água com estrutura de filtração com
materiais biológicos e também por meio de produtos químicos estocados
em laboratório no local;

2. Um Reservatório de concreto armado para Água Bruta com capacidade


de 230m³ que recebe a água da captação subterrânea através de poços
artesianos;

3. Um Reservatório de combate à incêndio com capacidade volumétrica de


230m³;

4. Um Reservatório de concreto armado para Água Tratada com


capacidade de 280m³;

5. Três Reservatórios tipo taça com capacidade de 50m³ cada no pólo


Educacional;

6. Um Reservatório de Distribuição com capacidade de 50m³ no Distrito


Empresarial;

7. Quanto aos poços, o poço 9 se encontra em funcionamento, o poço 11


encontra-se sem Bomba no local para recalque de água bruta, e temos
mais 7 poços que deverão ser restaurados para o pleno funcionamento
do Sistema de Abastecimento e Distribuição de Água do Distrito.

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V. PARÂMETROS HIDRÁULICOS

As vazões previstas no projeto de Redes de Abastecimento de Água foram


calculadas de acordo com as taxas e coeficientes abaixo relacionados:

1 Número de Lotes un 600 Lotes

2 Cota Mínima Per Capita 150 l/hab/dia

3 Número de Habitantes por Lote hab 05 hab/lote

4 Coeficiente :- Dia de Maior Consumo K1 1,20

5 Coeficiente :- Hora de Maior Consumo K2 1,50

6 Coeficiente de Retorno 1,00 Aplicado em


redes de
esgotamento

sanitário

7 Coeficiente de Hazen Willians 140

8 Recobrimento mínimo da tubulação m 0,9 No leito

carroçável

09 Comprimento Total da Rede 3500 m

10 Profundidade Mínima da Rede pmin 1,00 (Leito

Carroçável)

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2- Critério de Vazões

Os critérios de vazões adotados, em virtude dos lotes descendentes, foi o


da contribuição localizada, portanto, a vazão de contribuição de cada trecho,
corresponderá a cota per capita para cada morador que foi estipulado em 150 litros
dia, multiplicado pelos coeficientes de hora e dia de maior consumo pela população
prevista quando da ocupação total dos dois Pólos Industrial e Educacional.

Determinação da Vazão Máxima horária (Qmh)

N x P x q x K 1 x K2

Qmh = ---------------------------------------

86.400

600 x 5 x 150 x 1,20 x 1,50 Qmh = ----------------------------------------------

86.400

Qmh = 15,62 l/s

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3- Vazão de distribuição em marcha (Vazão especifica).

Qmh Qesp = -------------

15,62 l/s Qesp = -------------

3500,00

Qesp = 0,004l/s.m

Onde :

- L = Comprimento de Rede Abastecimento de Água = 3500,00 m Qmh = Vazão


máxima horária = 15,62 l/s

- Pressão mínima no ponto.

Pmin = 10 m.c.a

- Pressão máxima no ponto.

Pmáx = 50 m.c.a

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RESUMO DAS VAZÕES :

- Vazão Total de Projeto – Considerando os 600 lotes com população de


05 hab por lote e per capita de 150 litros hab dia.

Qmh = 15,62 l/s (Utilizada essa vazão para o dimensionamento)

- Vazão de Distribuição por metro de rede – Fim de Plano

Qesp = 0,004l/s.m (Utilizada essa vazão para o dimensionamento)

4- Dimensionamento da Rede

As redes de abastecimento de água foram dimensionadas seguindo as


orientações da NBR 12218/94, baseando – se nos critérios das velocidades e
vazões econômicas, calculando – se as perdas de carga entre cada trecho através
da fórmula de Hazen – Willians, para tubos de PVC (140).

Foram consideradas as pressões mínimas e máximas admissíveis nos


pontos, sendo a mínima em 10 m.c.a (Metro coluna d’água) e a máxima em 50
m.c.a. Considerou – se o diâmetro mínimo nominal da rede em 50 mm.

A rede que abastecerá o loteamento será independente, demonstrada em


projeto, sendo a vazão disponível para o local de aproximadamente 135m³/hora,
feito através de captação subterrânea.

Para haver uma pressão satisfatória nos pontos mais distantes, a pressão
na derivação deverá ser em torno de 27,7 m.c.a, podendo haver uma pequena
variação de 15% para menos, uma vez que é admissível a pressão menor que 10
m.c.a em alguns pontos da rede.
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A rede dimensionada é conhecida também como grelha, uma vez que forma
pontas secas no final de cada trecho, devendo haver seu isolamento no final de
cada uma através de cap’s em PVC.

A cada derivação da rede deverá haver a instalação de registros de


manobras para o fechamento da rede em futuras manutenções, assim como deverá
haver a instalação de registro logo após a derivação de onde será feita a ligação
principal.

Os registros de fechamento das redes principal e secundárias deverão ser


protegidas por caixa de alvenaria.

As valas para assentamento das tubulações deverão ser abertas com no


mínimo 0,60m de largura e profundidade necessária para haver o recobrimento
mínimo do tubo em 0,90m, o fundo deverá ser apiloado e colocado um lastro de
areia de 0,05m de espessura para o assentamento da tubulação.

O reaterro da vala deverá ser feito com o próprio material escavado sendo
compactado em camadas de 0,20 em 0,20m cada, o material do reaterro deverá
estar preferencialmente livre de materiais granulares grandes (pedras), a fim de
evitar danificar o tubo assentado.

Antes da utilização da tubulação deve ser feito um teste de estanqueidade


para verificar vazamentos.

Foram realizados os cálculos no dimensionamento de cada trecho das


tubulações do sistema.

5- Critérios Adotados

a. Diâmetro Mínimo:- Segundo normas, foi utilizado o diâmetro mínimo de 50


mm.

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b. Pressão Mínima:- Considerou – se a pressão mínima no ponto mais
desfavorável do loteamento em 10 m.c.a.

c. Pressão Máxima:- Foi considerada a pressão máxima admissível na rede em


50

m.c.a.

- Profundidade Mínima de Recobrimento:- A profundidade mínima adotada foi de


0,90m nas ruas.

6- Especificações de Materiais

a. Tubulações: - Foram adotados tubos de PVC, diâmetro mínimo de 50mm,


sendo que no projeto constam também o diâmetro de 110mm.

b. Conexões: - As conexões também serão utilizadas em PVC nos diâmetros


necessários a cada trecho.

c. Registros de manobra:- Serão adotados os registros brutos em latão, capazes


de suportar as pressões aplicadas nos pontos onde serão instalados.

VI. LIGAÇÕES

Nessa primeira etapa não serão previstos no projeto apenas as ligações de


cada quadra, sendo as dos lotes uma segunda etapa.

XI. PARTICULARIDADES

O loteamento Distrito Empresarial terá seu uso predominantemente em


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âmbitos industrial e educacional, devendo ser permitido o desdobro de lotes
conforme demanda da empresa ou indústria que irá adquirir uma suposta área no
local.

XII. ESPECIFICAÇÕES DE SERVIÇOS – REDE DE ABASTECIMENTO DE


ÁGUA

A implantação da ampliação da rede deverá ser precedida por


levantamento planialtimétrico e reestaqueamento do eixo da tubulação, para
correta configuração dos “greides” projetados através de topografia. As
modificações ocorridas nos greides das ruas, ou ainda, nas cotas projetadas que
implicarem em modificações nas profundidades das redes de abastecimento de
água, deverá determinar a conseqüente adaptação dos perfis respectivos,
respeitando-se as condições hidráulicas de funcionamento estabelecidas no
projeto.

A rede foi colocada no leito carroçável das ruas internas ao


empreendimento. Admitir-se-á modificações na escolha da posição definitiva para a
locação da tubulação, face à ocorrência de obstáculos não previstos ou natureza
inconsistente no subsolo de apoio. Quaisquer modificações deverão ser feitas com
anuência e autorização do Engenheiro Projetista responsável do SAAE em nome
da Prefeitura Municipal de Canaã dos Carajás-PA.

O valeteamento será, preferencialmente, mecânico com largura mínima de


0,60m e profundidade prevista no projeto, desde que seja respeitado o
recobrimento mínimo do tubo em 0,90m.

Onde a natureza do serviço exigir e a legislação determinar deverão ser


feito escoramento das paredes das valas - pontaleteamento, escoramento contínuo
ou descontínuo - assim como, esgotamento de água, se houver ocorrência ao nível
do fundo da vala.
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O fundo da vala deverá ser convenientemente apiloado.

Nos trechos em que o terreno for de consistência fraca, deverá ser


executado lastro de brita, ou berço de concreto, simples ou armado, para apoio da
tubulação, sendo previsto a princípio a execução do lastro em areia media.

O espaço compreendido entre as bases de assentamento e a cota definida


pela geratriz externa superior do tubo, deverá ser preenchido com aterro
cuidadosamente selecionado, isento de pedras e de corpos estranhos, e
adequadamente adensado. O restante do aterro deverá ser feito com adensamento
cuidadoso de maneira que não venha a ocorrer futuros abaixamentos no piso sob a
valeta.

Antes do fechamento da valeta, a tubulação deverá ser submetida a teste


de vazamento, assim como deverá ser feito o levantamento cadastral completo,
com a apresentação de plantas, detalhes, conforme as normas.

A sobra da terra escavada deverá ser retirada do local.

As ligações serão executadas após a construção da rede de abastecimento


de água e conformidade com as normas, inclusive com levantamento cadastral,
sendo essa prevista para uma próxima etapa, visto que ainda não foram definidos
os limites dos lotes em quadras no layout final do Distrito Empresarial em nenhum
dos dois Pólos.

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Caixas de proteção dos registros

- Terão formato e dimensões de acordo com os detalhes padrão, para cada caso,
observando-se as orientações fornecidas nos projetos apresentados.

- Escavação manual ou mecânica, com folga necessária para o desenvolvimento dos


trabalhos.

- Escoramento adequado quando a qualidade do terreno exigir.

- Apiloamento de fundo de escavação e lançamento de lastro de pedra britada,


socado com camada de brita 2, espessura de 0,05m.

- Tampa de cobertura, em concreto armado, conforme mostrado em projeto,


devendo se deixado uma abertura bem na direção do registro para a futura
operação da mesma, deverá ter a espessura mínima de 0,15m.

- As paredes das caixas de proteção deverão ser em alvenaria de tijolo maciço


assentado em ½ vez, rebocado internamente com argamassa de cimento e areia
com aditivo impermeabilizante no traço 1:3 com aditivo a 3%.

XIII. ALTERAÇÕES

Qualquer e eventual alteração no projeto, que se julgar necessário, que


venha a facilitar a execução ou melhorar alguma condição técnica e econômica,
esta deverá estar de pleno acordo com as normas e diretrizes municipais, e o
projetista deverá ser consultado anteriormente.

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ANEXOS SISTEMA DE ABASTECIMENTO
DE ÁGUA - SAA

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Imagem 1

Imagem 1: Estrutura completa da Estação de Tratamento de Água no Distrito


Empresarial. (Fonte: SAAE, 2018).

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Imagem 2

Imagem 2: Tanque de Armazenamento de Água Bruta de concreto armado do Distrito


Empresarial com capacidade de 230m³, juntamente com Reserva de Incêndio
com capacidade volumétrica também de 230m³. (Fonte: SAAE, 2018).

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Imagem 3

Imagem 3: Tanques de Armazenamento de Água Tratada de concreto armado do


Distrito Empresarial após o Tratamento com capacidade de 280m³. (Fonte:
SAAE, 2018).

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Imagem 4

Imagem 4: Estrutura da ETA do Distrito Empresarial de Canaã dos Carajás-PA


(Fonte: SAAE, 2018).

Imagem 5

Imagem 5: Pontos de captação de água bruta nos poços, com apenas o poço 9 em
funcionamento (Fonte: SAAE, 2018).

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Imagem 6

Imagem 6: Vista de cima do Reservatório de distribuição de água do Distrito


Empresarial. (Fonte: SAAE, 2018).

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Imagem 7

Imagem 7: Reservatório 1 de distribuição de água do Pólo Educacional. (Fonte:


SAAE, 2018).

19
Imagem 8

Imagem 8: Reservatório 2 de distribuição de água do Pólo Educacional. (Fonte:


SAAE, 2018).

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Imagem 9

Imagem 9: Reservatório 3 de distribuição de água do Pólo Educacional. (Fonte:


SAAE, 2018).

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Imagem 10

Imagem 10: Reservatório de distribuição de água do Pólo Industrial - Distrito


Empresarial. (Fonte: SAAE, 2018).

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Imagem 11

Imagem 11: Vista via satélite Distrito Empresarial completo. (Fonte: Google Earth,
2018).

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MEMORIAL DESCRITIVO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO (SES) –
ADEQUAÇÃO DAS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO COMPACTAS
JÁ EXISTENTES E IMPLANTAÇÃO DA REDE DE COLETA DE ESGOTO
SANITÁRIO À SER REALIZADA PARA COMPLEMENTO DA REDE JÁ
EXISTENTE

Quanto ao Sistema de esgotamento sanitário ao longo do Distrito


Empresarial nos Pólos Industrial e Educacional, foi realizada uma visita técnica
pelo SAAE no dia 29/01/2019 e identificou-se todas as adequações para a
recuperação e comissionamento das duas ETE’s - Estação de Tratamento de
Efluentes, tipo compacta, sendo a ETE Pequi e a ETE Alojamentos que
contemplam os dois Pólos conforme ditos anteriormente e respectivamente.

1.0 – Projeto

1.1 - Considerações e premissas:

O presente projeto visa a reforma e adequação da ETE do Alojamento e da


ETE Pequi, no Distrito Industrial, com fornecimento de materiais e serviços. Visa
também a implantação das redes de coleta de esgoto sanitário que restam para
ser implantadas ao longo dos Pólos Industrial e Empresarial.

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Imagem 12

Imagem 12: ETE Pequi (Fonte: SAAE 2019)

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Imagem 13

Imagem 13: ETE dos Alojamentos (Fonte: SAAE 2019)

As ETE´s estão localizadas na antiga área de Serviços da Vale, e serão


responsáveis pelo tratamento dos efluentes gerados na área do Distrito Industrial.

O processo original das ETE´s existentes é estritamente anaeróbico, com


uma sequencia de reator UASB e Filtro Biológico Percolador.

Os tanques, fabricados em PP-Polipropileno, necessitam de pequenos reparos.

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Imagem 14

Imagem 14: Um dos tanques da ETE do Pequi (Fonte: SAAE 2019)

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Serão instalados novos painéis de comando, proteção e automação, pois os
painéis existentes estão muito danificados.

Imagem 15: Um dos tanques da ETE do Pequi (Fonte: SAAE 2019)

Imagem 15: Painéis de automação da ETE do Pequi e da ETE dos Alojamentos


respectivamente nas imagens (Fonte: SAAE 2019)

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Não serão previstos sistemas de automação complexos, com o monitoramento
da qualidade dos efluentes, somente o sistema de operação será automatizado (liga-
desliga).

Todo sistema elétrico deverá ser reformado, pois o cabeamento e componentes


foram danificados.

Imagem 16

Imagem 16: Caixa de passage de cabeamento para instalações elétricas da elevatória


de esgoto referente à ETE do Pequi (Fonte: SAAE 2019)

O sistema de desinfecção, com o sistema de dosagem de produtos químicos,


deverá ser implantado.

A área de instalação das ETE´s também merece atenção e reparos nas


estruturas civis e estruturas de apoio, como as partes metálicas.

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Imagem 17

Imagem 17: Demonstração de estrutura de concreto armado da elevatória da ETE do


Pequi, já bastante defasada necessitando de reforma (Fonte: SAAE 2019)

Os equipamentos eletromecânicos também demandam manutenções e a


reposição dos itens faltantes, como bombas de efluentes.

1.2 - Escopo:

O presente memorial inclui os seguintes itens:

- Elaboração de projeto com As Built.


- Fornecimentos de materiais;
- Fornecimento de Painéis Elétricos e de Automação;
- Implantação dos equipamentos;
- Recuperação de tanques;
- Reforma de estruturas;
- Comissionamento e start-up da ETE;
- Licenciamento Ambiental das ETE’s;
- Implantação de toda a Infra-estrutura necessária para o pleno funcionamento do
esgotamento sanitário nos dois Pólos Industrial e Educacional.

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2- Critérios e Parâmetros de Projeto do SES (INFRA-ESTRUTURA)

O sistema de esgotamento sanitário projetado é do tipo “Separador Absoluto”,


não se admitindo o lançamento de efluentes pluviais ou águas subterrâneas captadas
de alguma forma ao sistema.
As contribuições à rede coletora de esgoto sanitário são essencialmente de
origem doméstica com possibilidade de lançamento de pequenas quantidades de
contribuições do comércio. Eventuais pequenas flutuações em casos isolados serão
desconsideradas. As indústrias deverão realizar seu tratamento prévio do efluente
industrial, e só assim poderá este ser lançado em rede coletora de responsabilidade do
SAAE. É importante salientar que o tratamento de efluentes de cada indústria, assim
que estiver devidamente licenciado e efetivado, deverá ser apresentado à
Concessionária responsável pela coleta para que haja então a anuência da mesma
para futura coleta do efluente já com tratamento prévio.
As redes foram projetadas para funcionarem como conduto livre em regime
permanente e uniforme, de modo que a declividade da linha de energia equivale à
declividade da tubulação e é igual à perda de carga unitária.

2.1 Parâmetros hidráulicos de projeto

O dimensionamento hidráulico do sistema é baseado no número de habitantes


atendidos para o horizonte do projeto e no consumo específico de água por habitante
para a determinação, através do coeficiente de retorno, da geração de esgoto per
capita.
Os parâmetros adotados são discriminados a seguir:
• Consumo específico de água: 150,00 L/hab.dia
• Coeficiente de retorno: 70%
• Geração de esgoto per capita: 105,00 L/hab.dia

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Os coeficientes de consumo, adotados segundo as normas sobre o tema são:
• Coeficiente de consumo máximo diário: K1 = 1,20
• Coeficiente de consumo máximo horário: K2 = 1,50
• Coeficiente de consumo mínimo horário: K3 = 0,50

As infiltrações à rede coletora são calculadas com base num parâmetro linear
de:
• qinf = 0,50 L/s x km (0,0005 L/s x m)

A declividade mínima admissível adotada é:


• i = 0,005 m/m

A vazão mínima considerada foi a recomendada no item 5.1.1.1 da NBR


9649/1986 da ABNT, onde em qualquer trecho da rede coletora, o menor valor da
vazão a ser utilizada nos cálculos é de 1,5 L/s, correspondente ao pico instantâneo de
vazão decorrente da descarga de vaso sanitário. Sempre que a vazão a jusante do
trecho for inferior a 1,5 L/s, para cálculos hidráulicos deste trecho, utilizou-se o valor de
1,5 L/s. Conforme calculado no memorial descritivo referente ao SAA neste mesmo
documento, deverá ser levada em conta então a vazão de 15,62 l/s * 70%
considerando o coeficiente de retorno do esgotamento sanitário. Logo a vazão de para
o SES será considerada para licenciamento às duas Estações de Tratamento de
esgoto dos dois Pólos Industrial e Educacional, de Q = 10,93 l/s.

Para os demais itens foi observado o que se segue:

a) Diâmetro Mínimo e Localização dos Coletores Para redes coletoras públicas:


adotou-se o diâmetro mínimo de 150 mm. A localização dos coletores será locada,
preferencialmente, na área gramada da calçada, entre o meio-fio e a parte
pavimentada da calçada, visando reduzir problemas de interferências com outras redes
da infraestrutura e facilitar futuras necessidades de manutenção na rede.
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b) Declividade Mínima: os coletores foram projetados de modo a se ter sua
autolimpeza, desde o início do plano calculada para a vazão inicial, seguindo
recomendação do item 5.1.4 da NBR 9649/1986.

c) Declividade Máxima: Foi verificada a velocidade máxima em cada trecho, de


acordo com o item 5.1.5 da NBR 9649/1986. A máxima declividade utilizada foi aquela
para a qual se obteve velocidade na tubulação inferior a 5,0 m/s, para a vazão de final
de plano.

d) Lâmina d’água máxima: As redes coletoras foram projetadas para que


trabalhem com lâmina igual ou inferior a 75% do diâmetro da tubulação, destinando-se
a parte superior da tubulação à ventilação do sistema e às imprevisões e flutuações
excepcionais de nível dos esgotos.

e) Poços de Visita (PV): Foram utilizados poços de visita em todos os pontos de


singularidades de rede coletora, tais como, no início de coletores, nas mudanças de
direção, de declividade, de diâmetro e na reunião de coletores. Foram adotados os
poços de visita padrão SAAE, conforme os diâmetros de chegada e saída dos
coletores. A profundidade mínima adotada em todos os trechos visou garantir o
recobrimento mínimo de 0,70 para rede/ramais na calçada e 0,95 para redes em vias
sob tráfego de veículos, procurando evitar interferências com a rede de drenagem
pluvial e rede de abastecimento de água.

f) Caixa de Inspeção (CI): Foi utilizada em substituição ao PV nos casos em que


a profundidade da rede não foi superior a 1,2 m e para tubulações de até 200 mm.

g) Distância entre Singularidades: A distância máxima adotada entre


singularidades (PV e / ou CI) foi de 80 m, a fim de permitir o alcance dos equipamentos
e instrumentos de limpeza e de desobstrução.
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h) Material da Tubulação: Adotou-se, para o presente projeto, tubos de poli
Cloreto de Vinila (PVC) com junta elástica integrada do tipo OCRE esgoto no diâmetro
de 150mm conforme projeto. Esse material está normalizado através da NBR 7362-1,
que fixa as condições exigíveis para tubos de PVC destinados a rede coletora e ramais
prediais enterrados para a condução de esgoto sanitário e despejos industriais, cuja
temperatura do fluido não exceda 40ºC.

i) Ligação Predial: é o trecho de canalização que parte do coletor e adentra os


limites da propriedade beneficiada. A execução da ligação predial será feita
posteriormente à execução dos coletores principais. Cada edificação terá um ponto de
ligação, em um dos PVs ou CIs localizados na calçada externa da área.

3- Escavação

O processo a ser adotado na escavação dependerá da localização do serviço,


da natureza de terreno, dimensões e volume a remover. O eixo da vala deverá
corresponder ao eixo do tubo, sendo respeitados os alinhamentos e as cotas indicadas
na Nota de Serviço. As escavações deverão ser executadas com cautelas
indispensáveis à preservação da vida e da propriedade. Quando necessário, os locais
escavados devem ser adequadamente escorados, de modo a oferecer segurança aos
operários. Nas escavações efetuadas nas proximidades de prédio, edifícios, vias
públicas ou servidão, deverão ser empregados métodos de trabalho que evitem, ou
reduzam ao máximo, a ocorrência de quaisquer perturbações oriundas das
escavações.

4- Assentamento de Tubulação

Antes do assentamento, os tubos deverão ser inspecionados, eliminando-se


terra e entulhos do seu interior. Devem ser recusados aqueles que não forem lineares
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ou apresentarem outros defeitos. O fundo da vala deve ser regularizado, apresentar
compactação adequada em toda sua extensão e declividade igual à do coletor a ser
instalado, conforme definido na nota de serviço. O leito da vala precisa estar livre de
materiais ou saliências que prejudiquem o perfeito assentamento e a integridade da
tubulação. Na ocorrência de tal situação, caso o terreno natural seja constituído por
solo argiloso compactado, rocha, ou em terrenos soltos nos quais se verifique a
presença de pedregulhos, ou materiais estranhos diversos, será utilizado berço de
areia. A areia deverá ser devidamente compactada, evitando-se assim recalques
futuros. Os tubos dos coletores deverão ficar apoiados, no leito da vala, em todo o seu
comprimento, com juntas perfeitamente conectadas e sem sinuosidades verticais ou
horizontais. A descida e montagem da tubulação nas valas serão procedidas
empregando-se técnicas e equipamentos adequados a cada situação e conforme o
material utilizado.

5- Proteção da Tubulação

Nos trechos sujeitos a cargas móveis em que, para evitar o aprofundamento do


coletor, seja necessário assentá-lo com recobrimentos inferiores aos mínimos de 0,60
m, no passeio ou dentro dos lotes, ou 0,90 m, nas ruas e áreas de tráfego, deverá ser
realizada a proteção da tubulação de forma a evitar deformações, esmagamento ou
deslocamento. Os coletores deverão ser assentado sobre berço de areia, ou outro
material incompressível e recoberto igualmente com por areia em toda a extensão a ser
protegida.

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6- Poços de Visita

Podem ser construídos com anéis de concreto pré-moldado ou em alvenaria de


tijolos. O modelo básico adotado é o seguinte: Modelo PV-1 – construído com anéis
pré-moldados de concreto armado, com câmara de trabalho de 1,00 m de diâmetro por
1,00 m de altura mínima, medidas internas, laje de cobertura de concreto armado com
abertura circular de localização excêntrica; e acesso por meio de pescoço com
diâmetro interno de 0,60 m e comprimento máximo de 1,20 m; O modelo PV-1 será
utilizado na Rede Básica, a partir de 1,20 m até 4,00 m de profundidade, para
tubulações até 400 mm. Neste caso as tubulações serão de apenas 150mm. Os poços
de visita serão executados nos locais indicados consoante às características aqui
discriminadas e os detalhes fornecidos pelo projeto. Para receber o Poço de Visita,
depois de regularizada a cava de fundação, será distribuída em toda a sua extensão
uma camada com 0,05 m de espessura de concreto magro, no traço 1:4:8 em volume.
A laje de fundo será de concreto simples, no traço 1:3:6 em volume, com espessura
mínima de 0,15 cm. A laje deverá ser dimensionada para suportar as sobrecargas
oriundas da chaminé de acesso tampão e reaterro, bem como carga móvel de veículos
nos poços localizados na faixa de rolamento das vias. A chaminé de acesso, será de
tubos de concreto armado, de 0,60 m de diâmetro interno, e demais características
idênticas às dos tubos de câmara de trabalho. Todas as peças serão assentadas ou
rejuntadas com argamassa de cimento e areia no traço de 1:3 em volume. No caso de
os poços localizados em zonas alagadas ou inundáveis, será realizada a vedação das
juntas, e se for o caso, a impermeabilização da superfície interna. Quando houver
ressalto superior a 0,50 m os poços de visita serão dotados de tubos de queda. Os
tampões de concreto armado, dimensionados de acordo com a carga móvel prevista,
serão utilizados nos trechos da Rede Básica protegida ou localizados em vias não
pavimentadas (nas calçadas). Nos trechos de coletores localizados no leito de ruas
pavimentadas será utilizado tampão de ferro.

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RESUMO GERAL DOS VALORES DE IMPLANTAÇÃO DAS REDES DE ÁGUA E
ESGOTO E PLENO FUNCIONAMENTO DOS SISTEMAS SAA E SES, COM AS
ETA E ETE’s EM OPERAÇÃO DEVIDAMENTE LICENCIADAS

1 – Prazos a partir da liberação da verba da SEMDEC ou SEMAD para o SAAE:

Projeto: 60 dias
Mobilicação de Equipamentos: 60 dias;
Serviços de adequações nas ETE’s e execução de toda a Infra-estrutura
necessária tanto de água como de esgoto conforme projeto: 120 dias (contados a
partir da disponibilização da verba e/ou processos licitatórios prontos – caso
necessário).
Comissionamento e Start-up: 90 dias

Protocolo de Outorga e Licenciamento Ambiental: 120 dias prorrogáveis

Lembrando que o prazo dos licenciamentos ambientais deverão ser obtidos de


acordo com o tempo de resposta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e
Sustentabilidade SEMAS/PA.

2- Custos totais para pleno funcionamento das Estações de Tratamento de


Esgoto para o Sistema de Esgotamento Sanitário no Distrito Empresarial ao
longo dos Pólos Industrial e Empresarial

2.1 - Custo GERAL:

➢ ETE Pequi (PÓLO INDUSTRIAL):

- OUTORGA E LICENÇAS: R$ 22.000,00


- OBRAS E SERVIÇOS: R$128.860,00 - (Cento e vinte e oito
mil, oitocentos e sessenta reais)

- TOTAL adequação ETE Pólo Industrial: R$ 150.860,00 reais.


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➢ ETE dos Alojamentos (PÓLO EDUCACIONAL):

- OUTORGA E LICENÇAS: R$ 25.000,00

- OBRAS E SERVIÇOS: R$196.213,00 - (Cento e noventa e seis mil,


duzentos e treze reais)

- TOTAL adequação ETE Pólo Educacional: R$ 221.213,00 reais.

➢ Valor Total adequação das duas ETE’s Pólos Industrial e


Educacional: R$372.073,00 (trezentos e setenta e dois mil e
setenta e três reais)

➢ IMPLANTAÇÃO REDES DE ÁGUA E ESGOTO, COM TODA A


INFRA-ESTRUTURA NECESSÁRIA PARA O
FUNCIONAMENTO DOS SISTEMAS SAA E SES NO PÓLO
INDUSTRIAL:

- TOTAL OBRAS E SERVIÇOS INFRA-ESTRUTURA NO


PÓLO INDUSTRIAL: R$ 487.613,00 (Quatrocentos e oitenta e sete
mil e seiscentos e treze reais)

➢ IMPLANTAÇÃO REDES DE ÁGUA E ESGOTO, COM TODA A


INFRA-ESTRUTURA NECESSÁRIA PARA O
FUNCIONAMENTO DOS SISTEMAS SAA E SES NO PÓLO
EDUCACIONAL:

- TOTAL OBRAS E SERVIÇOS INFRA-ESTRUTURA NO


PÓLO EDUCACIONAL: R$ 221.213,00 (duzentos e vinte e um mil,
duzentos e treze reais)

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TOTAL OBRA ÁGUA E ESGOTO DISTRITO EMPRESARIAL
PARA OS DOIS PÓLOS INDUSTRIAL E EDUCACIONAL -
SAAE

- TOTAL GERAL À SER REPASSADO PRIMEIRA ETAPA ÁGUA


E ESGOTO (PÓLO INDUSTRIAL): R$ 638.473,00 (Seiscentos e trinta e oito
mil, quatrocentos e setenta e três reais)

- TOTAL GERAL À SER REPASSADO SEGUNDA ETAPA ÁGUA


E ESGOTO (PÓLO EDUCACIONAL): R$ 221.213,00 (duzentos e vinte e um
mil, duzentos e treze reais)

Obs.: é importante lembrar que o Sistema de Abastecimento de água é


composto apenas por um poço tubular profundo e este abastece os
dois Pólos (Industrial e Educacional), e de acordo com o aumento
populacional ao longo do Distrito, deverão ser perfurados mais poços
para atender a uma possível alta na demanda futura conforme esperada.

Ícaro Moreira Bertunes – Engenheiro RT - SAAE

Glaidston de Paiva Campos – Diretor Geral - SAAE

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