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FACULDADE DE SÃO PAULO - FASP

CURSO: Enfermagem

IVELINA CANDIDO SOARES


ROSIMAR RODRIGUES PEREIRA
RUTE FERNANDES DA SILVA

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA UM DESAFIO SOCIAL

São Paulo
2017
IVELINA CANDIDO SOARES
ROSIMAR RODRIGUES PEREIRA
RUTE FERNANDES DA SILVA

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA UM DESAFIO SOCIAL

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado à Faculdade de São Paulo –
FASP como parte dos requisitos parciais
para obtenção do título de Bacharel em
Enfermagem.

Curso: Enfermagem
Orientador: Mauricio Yamaguti

São Paulo
2017
IVELINA CANDIDO SOARES
ROSIMAR RODRIGUES PEREIRA
RUTE FERNANDES DA SILVA

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA UM DESAFIO SOCIAL

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de


Enfermagem da Faculdade de São Paulo

Data:____/____/_____.

Banca Examinadora

_____________________________________ Nota:__________.
Prof. Esp. (Orientador)

_____________________________________ Nota:__________.
Prof. Esp. (Convidado)

_____________________________________ Nota:__________.
Profa. Esp. (Convidada)
DEDICATÓRIA

Dedico a minha família, especialmente a meu esposo Jeferson dos santos e


ao meu filho Miguel, pela compreensão e paciência.
Ivelina Candido

Dedico em especial a minha mãe Terezinha Rodrigues Pereira, meu esposo


Carlos Antônio Pereira e meus filhos que sempre esteve ao meu lado nos
momentos mais difíceis , nas alegrias e nas tristezas , pela compreensão, amor,
carinho e dedicação pela paciência, força, contribuições e pela compreensão das
diversas ausências, durante a trilha percorrida, para que este estudo se
concretizasse.
Rosimar Rodrigues

Dedico em especial a meu querido filho Igor Luiz Fernandes da Silva ao meu
pai Estanislau e familiares pela paciência, força, compreensão durante este período.
Rute Fernandes
AGRADECIMENTO

Agradecer é sempre um ato de amor, e foi este gesto que nos conduziu
durante essa jornada, em busca do aprendizado. Obrigada Senhor por nos
ensinarmos a viver com as diferenças, e dificuldades do próximo. Somos
eternamente gratas a Deus por tudo durante esta caminhada. Nossos sinceros
agradecimentos ao nosso orientador Prof° Mauricio Yamaguti por compartilhar seu
conhecimento e seu viver na enfermagem, tornando possível o nosso trabalho de
conclusão de curso na graduação de Enfermagem. Aos professores pela paciência
por te mostrado o caminho a ser seguido em todos os aspectos tanto teóricos
quanto práticos.
EPÍGRAFE

O ensino deveria ser assim: quem o receba


o recolha como um dom inestimável, mas
nunca como uma obrigação penosa.

Albert Eisntein
RESUMO

A gestação na adolescência tem sido considerada fator de risco para mãe e para o
filho, é fator agravante ou desencadeador de transtornos orgânicos, psicológicos e
sociais. O índice crescente da gravidez na adolescência representa um importante
problema social e de saúde pública para o Brasil. O tema gravidez na adolescência
nos faz perceber que precisamos pesquisar cada vez mais para despertar nas
autoridades a atitude de instalar programas e métodos de prevenção da gravidez
precoce destinados a adolescentes. Esta pesquisa teve como objetivo, identificar as
principais conseqüências da gravidez enfrentadas pelas adolescentes e avaliar o
conhecimento das mesmas.
Palavras chaves: enfermagem, assistência de enfermagem, ______________.

ABSTRACT
Xxxxxxxxxxxx x xxxxxxx xxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxxxx x
xxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxx x
xxxxxxxx xxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxx x
xxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxx x
xxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxx x xxxxxxx xxxxxxxxxxxx
x xxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxx x xxxxxxxx xxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxx
x xxxxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxx xxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxx x xxxxxxx xxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxxxx x
xxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxx x
xxxxxxxx xxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxx x
xxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxx x xxxxxxx
xxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxx x
xxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxx x xxxxxxxx xxxxxxxxxxxx
x xxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxx xxxxxxxxxxxx x
xxxxxxxxxxxxxx x xxxxxxxxxxxxxxxx

Keywords:
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................09

2 OBJETIVOS............................................................................................11

3 METODOLOGIA.....................................................................................11

4 DESENVOLVIMENTO.............................................................................12

4. FATORES DE RISCO QUE LEVAM A PROBLEMAS NA AGRAVIDEZ

NA ADOLESCÊNCIA..................................................................................12

5. CONSEQUÊNCIAS DE UMA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA.........18

6. A IMPORTANCIA DO TRABALHO DA ENFERMAGEM NA


PREVENÇÃO E NO CUIDADO COM ESSAS
ADADOLESCENTES..................................................................................25

7. CONSIDERAÇÕESFINAIS.....................................................................31

REFERÊNCIAS...........................................................................................33
1INTRODUÇÃO

A adolescência é um período de transição entre a infância e a idade adulta,


quando o desenvolvimento da sexualidade reveste-se de fundamental importância
para o desenvolvimento do indivíduo em direção à sua identidade adulta,
determinando sua autoestima, relações afetivas e inserção na estrutura social
(HERCOWITZ, 2002). É uma fase da vida que passa por diversas modificações
como fisiológicas, anatômicas e psicológicas, as quais ocorrem, alterações na
personalidade e transformação de vida, por sair da fase infantil para a fase da
adolescência (CORDEIR; BONFIM, 2011).
Para COSTA (2000) o adolescente é um sujeito em vias de construção de sua
identidade pessoal, sexual e afetiva e que ocorre devido a fatores relacionadas a
miséria, educação, saúde, alimentação e à modalidades de violência e agressão.
Segundo o Programa de Saúde do Adolescente, ele é um ser idealista,
curioso, contestador e esses sentimentos despertam neles uma necessidade de
desafio que, por falta de experiências e vivência anterio, podendo leva-las a conduta
de risco (BRASIL,1989).
A gravidez na adolescência vem sendo considerada um problema de saúde
publica, pois a maioria dos casos ocorrem em classes sociais menos favorecidas, e
com faixa etária cada vez mais precoce (PANICALI, 2006). Estima-se que, no Brasil,
um milhão de adolescentes dão à luz a cada ano, o que corresponde a 20% do total
de nascidos vivos. As estatísticas também mostram que, a cada década, aumentam
o número de partos de meninas cada vez mais jovens em todo o mundo (SANTOS;
SILVA, 2000).
Estudos comprovam que agravidez na adolescência frequentemente está
relacionada agraves problemas psicossociais, como alcoolismo, famílias
desestruturadas, baixo nível socioeconômico, carência de ordem efetiva
principalmente a figura paterna, baixa renda, repetência e abandono escolar
(FIGUEIRO; TAQUETE, 2000).
Quanto á evolução da gestação são relacionados problemas frequentes, de
anemia materna, doença especifica da gravidez, infecção urinaria, prematuridade,
baixo peso ao nascer, sofrimento fetal , complicações no parto, hemorragia
infecções, decência das incisões, complicações para amamentar e outros (RIBEIRO
et al., 2000).
Dados epidemiológicos apontam que os bebês e as crianças com maiores
riscos de adoecimento e morte são crianças com necessidades especiais de saúde ,
devido sua fragilidade clínica, que os expõe a morbimortalidade. O bebê prematuro
faz parte desse grupo em função da demanda de cuidados permanentes ou
temporários, dependendo também da condição de maturidade biológica, congênitas
ou adquiridas (CABRA et al., 2003).
Dados da UNESCO e do Ministério da Saúde revelam que a gravidez precoce
e as dificuldades dela já respondem pela terceira causa de óbitos entre mulheres
jovens do Brasil, perdendo apenas para hominídeos e acidentes de trânsitos
(UNICEF, 2004).
Vale destacar que é de responsabilidade da atenção primaria a saúde
juntamente com a Estratégia da Saúde da Familia, implementar o acompanhamento
do crescimento e desenvolvimento dos adolescentes enfatizando a saúde bucal,
vacinação, realização de grupos que inclui a abordagem multiprofissional e com a
colaboração dos agentes comunitarios de saúde realizando uma busca ativa
(SANTIAGO; et al., 2012).
A saúde dessas adolescentes necessitam de um olhar diferenciados das
equipes multiprofissionais afim de ajudar nessa etapa de vida, com riscos biológicos,
emocionais, reduzindo através de cuidados e abordagem seguras e humanizadas
(MARTINS et al.,2000).
Segundo Paucar ( 2003) a prevenção da gravidez na adolescência é
realizada de varias maneiras uma delas é tentar retardar o inicio da experiencia
sexual, já as adolescentes que iniciaram o intercurso sexual, é o uso de
contraceptivos.
A organização mundial de saúde (OMS) considera a gravidez na
adolescência como uma gestação de alto risco devido as repercussões sobre a mãe
e o RN. (OMS: 1997). O abandono, a promiscuidade, a desinformação entre outros,
são fatores mais freqüentes na gestação da adolescente (SUZUKI et al., 2007).
Os enfermeiros não apresentam uma preocupação concreta em relação a
adolescência e nem estão totalmente preparados para prestar atendimento integral
a saúde do adolescente (UBEDA,1996). Segundo Vitiello, e Guimarães (1995)
afirmam que a educação sexual deve ser implementada nas escolas, pois nas
escolas é um local onde conseguem reunir muitos jovens. Porém a enfermagem
vem demostrando empenho na medida que são construidas novas politicas e
praticas de saúde visando a saúde individual e comunitária dos adolêscentes
trazendo novas tecnologias educacionais e assistênciais vindo ao encontro com a
proposta de promoção á saúde do adolêscente (MENDES, 1996).
A gravidez na adolescência constitui desafio para as políticas públicas no
contexto da promoção da saúde e traz à tona questões relevantes sobre esse
problema, no momento em que há o desafio de fornecer aos adolescentes subsídios
para viver sua sexualidade de forma plena e com planejamento de anticoncepção ou
concepção, no âmbito da promoção da saúde.
A atuação do enfermeiro, como de toda a equipe de saúde, tem as ações
centradas na promoção, prevenção e assistência, no processo de trabalho que vai
ao encontro dos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde. As ações de
promoção da saúde são consideradas de grande relevância, para o fortalecimento
do vínculo na relação enfermeiro adolescente. Nós equipes de saúde devemos
proporcionar novas técnicas de abordagem educativa na prevenção da gravidez na
adolescência, proporcionando a criação de ambientes favoráveis à saúde, os temas
de saúde ambiente e desenvolvimento humano, os quais não podem estar
separados.

2 OBJETIVO

- Descrever os riscos da gravidez na adolescência;


- Relatar as conseqüências de uma gravidez na adolescência;
- Descrever a importância do trabalho da enfermagem na prevenção e
cuidados com essas adolescentes.

3 METODOLOGIA

Foi realizada uma revisão bibliográfica nos portais Scientific Eletronic Library
Online (SCIELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico e, em
livros e periódicos da biblioteca da Faculdade de São Paulo (FASP). As palavras-
chave utilizadas foram: enfermagem, gestação, adolescente. Foram encontrados
___ artigos e selecionados _____ livros, condizentes com os objetivos propostos.

4. FATORES DE RISCO QUE LEVAM A PROBLEMAS NA


AGRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

Além das alterações fisiológicas da gestação é comum que doenças


imunológicas, endócrinas, metabólicas e vasculares desenvolvam-se durante a
gravidez e levando a riscos (CARNEIRO, AZULAY, 2005; GOUVEIA, CONCEIÇÃO,
MORALES, 2009).
De acordo com Delácio e Guariento (1981), relatam que primigesta com 17
anos ou menos é mais predisposta a problemas na gravidez como, partos
prematuros e índices de mortalidade fetal e neonatal elevados.
Segundo Ministério da Saúde (2000) e Aquino et al. (2003) mostram que os
riscos da gravidez na adolescência, ocorre tanto para a mãe quanto para o recém-
nascido (RN). As gestantes têm mais probabilidade de apresentar hipertensão
arterial, anemia, desnutrição, desproporção feto-pélvico, partos prematuros e
problemas decorrentes de abortos provocados sem assistência adequada.
Para Costa (1986) a gravidez na adolescência apresenta complicações físicas
como imaturidade uterina, riscos de abortos espontâneos ou partos prematuros,
além de problemas hormonais, e crianças de baixo peso ao nascer.
Essas jovens têm sido consideradas cientificamente como um grupo de risco
para a ocorrência de complicações de saúde em si mesmas e em seus conceptos,
uma vez que a gestação precoce pode prejudicar seu corpo ainda imaturo e seu
crescimento normal. Esse grupo também pode estar sujeito à eclampsia, anemia,
trabalho de parto prematuro, problemas obstétricos e recém-nascidos de baixo peso
(SANTOS; SILVA, 2000).
Porto, Luz (2002) considera a gravidez na adolescência, de alto risco, que
podem ocorrer de procedência, clinicas biológicas, comportamentais, relacionadas á
assistência á saúde, sócio- culturais, econômicas e ambientais. Porém os riscos da
gravidez na adolescência ainda estão relacionado à baixa adesão ao atendimento
pré-natal comprovado pelas adolescentes (Carniel et al. 2006).
Muitos dos problemas clínicos são melhores observados durante uma
gestação precoce: distocias de contrações, anemia, baixa resistência a infecções,
hipertensão, pré-eclâmpsia, eclampsia, infecção urinária entre outros. Foram
observados também que as crianças nascidas dessas jovem podem ocorrer baixo
peso ao nascer, baixo apgar, além de malformação congênita, doenças perinatais
até mortalidade infantil (CORRÊA, 1994).
Na gestação a infecção urinária também é a terceira intercorrência clínica
mais freqüente, acometendo de 10 até 12% das grávidas, sendo a maior ocorrência
no primeiro trimestre gestacional. É importante mencionar que esta infecção
contribui para a mortalidade materno-infantil (REZENDE, MONTENEGRO, 1999).
Segundo Barbosa et al. (1993) os fatores de risco freqüentes antes do
nascimento são: fatores maternos como presença de deficiência na família, filhos
natimortos, prematuros ou abortos, incompatibilidade sanguínea, fertilidade
reduzida, idade da mãe (mais de 40 anos, menos de 15), problemas durante a
gravidez, exposição a Raio X, uso de drogas, fumo ou álcool, ingestão de medicação
em excesso ou de vitaminas A e B, doenças psiquiátricas, toxemia gravídica,
gravidez múltipla, hipertensão e epilepsia. E segundo os fatores psicológicos: como
não aceitação da gravidez; fatores sociais: renda familiar muito baixa, falta de
assistência médica pré-natal são casos mais freqüentes (NUNES, SISDELLI,
FERNANDES, 1995).
Pantoja (2003) relata que durante a gravidez na adolescência, existe uma
maior incidência de prematuridade, baixo peso ao nascer, restrição de crescimento
intra-uterino, sofrimento fetal agudo intraparto, diabete gestacional, pode ocorrer pré-
eclâmpsia hipertensão arterial acompanhada de proteinúria em gestação acima de
20 semanas, podendo ocorrer ou não edema nas pernas, rosto e mãos e aumento
da incidência de cesarianas.
Por ocasião do parto normal, tem sido relatado maior incidência de lesões
vaginais e perineais. Outras problemas tais como tentativas de abortamento,
anemia, desnutrição, sobrepeso, desproporção céfalo-pélvica, infecção urinária,
placenta prévia, baixo peso ao nascer, depressão pós-parto, complicações no parto
como hemorragias e no puerpério pode ocorrer endometrite, infecções, deiscência
de incisões, dificuldade para amamentar, entre outros, é associado a experiência da
gravidez na adolescência (DIAS, TEIXEIRAS, 2010; MAGALHÃES et al. 2006;
YAZLLE, 2006; IBGE, 2010; YAZLLE et al. 2002; BRASIL, 2012).
O Ministério da Saúde e Secretaria de Políticas de Saúde (1999) relatam que
a gravidez na adolescência ainda representa uma das principais causas de morte de
mulheres entre 15 e 19 anos de idade e é capaz de gerar problemas para os bebês,
deixando estes mais acessível a condições de risco como o baixo peso ao nascer e
a morte por doenças infecciosas e desnutrição no primeiro ano de vida.
Segundo Mota, (2012) as gestantes de 15 a 19 anos, a probabilidade de
mortes que acometem à gestação ou o parto é duas vezes maior do que nas
mulheres de 20 anos ou mais; entre as adolescentes menores de 15 anos, esse
risco é aumentado em 5 vezes.
A prematuridade também interfere na convivência familiar, no relacionamento,
na proximidade, nos cuidados e na amamentação. As mães, ao se defrontarem com
a vivência da hospitalização de seu filho, se deparam com as impossibilidades
citadas e mostram-se ansiosas, com dúvidas e dificuldades diante dessa realidade
(GORGULHO; PACHECO, 2008).
Em termos psicológicos, a gravidez na adolescência pode gerar risco na
medida em que implica na vivência simultânea de dois elementos importantes do
desenvolvimento do ser adolescente e o ser mãe. Quanto menor é a idade da
adolescente gestante, maiores são os riscos de mortes tanto para a mãe quanto
para o bebê, especialmente se esta gestante tem menos de 15 anos isso ocorre,
devido ao seu organismo que está em pleno desenvolvimento (LEVANDOWSKI;
PICCININI; LOPES, 2008).
Scappaticci e Blay (2010) relatam que durante a gravidez de risco, a mulher
experimenta ocasiões de estresse devido aos riscos e ao receio da morte, e ao
medo de criar esperança sobre a gestação e o filho, à culpa por não conduzir a
gestação de forma natural e à falta de controle sobre o próprio corpo e a gestação.
Dentre os fatores de risco que contribui para a ocorrência da depressão na
gravidez encontram-se antecedentes psiquiátricos, ausência de suporte social,
familiar ou do parceiro, falta de religião, uso de álcool e drogas, violência doméstica,
abortos anteriores, partos anteriores complicados, problemas familiares, gravidez de
risco, dando prioridade à gestação na adolescência (BAPTISTA et al., 2006).
Quadros depressivos não tratados durante a gestação aumentam o risco das
gestantes exporem-se ao tabaco, álcool e outras drogas, além de aumentar o risco
de desnutrição e a dificuldade de seguir orientações da equipe de saúde no
acompanhamento pré-natal, diminuindo inclusive sua freqüência nessas consultas, o
que tem sido associado ao risco de óbito neonatal e morbi-mortalidade a essas
mulheres (PEREIRA et al., 2009).
Estudos comprovam que gestantes deprimidas são mais ansiosas, relatam
menos felicidade com a notícia da gestação e apresentam mais problemas. Além
disso, a depressão, no início da gravidez, é um fator de risco para pré-eclâmpsia,
sendo esse risco mais elevado se houver vaginose bacteriana que é resultado de
um desequilíbrio da microbiota vaginal sendo à principal causa de corrimento
vaginal. Também está relacionada a náuseas, vômitos, trabalho de parto prematuro
e licenças médicas prolongadas (LIMA et al., 2008).
O Ministério da Saúde, (2001) relata que abortos ilegais quase sempre
resultam em complicações nem sempre reversíveis, causando agressão ao útero e
levando a problemas como ausência de novas gestações, hemorragias que podem
levar a morte entre outras.
Sof (1997) relata que em São Paulo, 17,3% das internações por abortos
induzidos foram de adolescentes. Cálculos para o Brasil realizado pelo Ministério da
Saúde apontam que, a cada 100 abortos, 25 são de adolescentes, atendendo, a
rede pública de saúde, por ano, a 130 mil abortos de jovens, provocados ou
espontâneos.
Santos et al. (2009) constataram um risco de 2,34 de uso de abortivo no início
da gravidez em adolescentes grávidas. Correia et al. (2011) verificaram que 26,7%
das adolescentes fizeram o aborto, principalmente por medo da família.
Fatores de risco pós-natais: que ocorre com o bebê, doenças intensas,
manifestações clínicas de anormalidades congênitas que não foram dectadadas no
período pré-natal, audição e estímulo visual diminuído, atraso no desenvolvimento
motor, verbal, ou adaptativo, peso e altura abaixo do normal, desidratação e
subnutrição acentuadas; abandono e maus tratos, destrutura familiar,
desorganização do ambiente físico e temporal do lar, presença de fatos estressantes
da vida e redução das interações afetivas positivas da mãe com a criança na
primeira infância (ALVES et al., 1997).
Segundo o Ministério da Saúde (2000) e Gama, Szwarcwald e Leal (2002)
quanto aos RNs, além da maior probabilidade de apresentarem baixo peso ao
nascer, têm maior risco de morrer por desnutrição e quadro infecciosos no primeiro
ano de vida, além de tornarem-se pais na adolescência, podem apresentarem atraso
de desenvolvimento, dificuldades escolares, perturbações comportamentais e tóxica-
dependência.
A mortalidade materna e peri-natal é maior na gestação na adolescência. No
Brasil, um número considerável das mortes na adolescência inclui-se às dificuldades
da gestação, parto e puerpério. Os maiores problemas da gravidez e parto nas
adolescentes são causados por: toxemia gravídica, ou seja, hipertensão com
grandes possibilidades de convulsão; maior índice de cesarianas; desproporção
céfalo-pélvica ou desconformidade entre o tamanho da cabeça do feto e a pelve da
mãe; síndromes hemorrágicas, conhecida como coagulação vascular disseminada;
lacerações perineais, envolvendo vagina e ânus; amniorrexe prematura, que é o
rompimento precoce da bolsa e prematuridade fetal (SILVA et al., 2010).
Muitos são problemas relacionados à hipertensão arterial na gravidez, tanto
para a mãe quanto para o feto. No caso da mãe, ela pode evoluir com encefalopatia
hipertensiva, falência cardíaca, severo comprometimento da função renal,
hemorragia, coagulopatias e relacionada com a pré-eclâmpsia (TEDESCO et al.,
2004).
Os problemas maternos como hipertensão arterial, aborto, infecções
perinatais, imaturidade e diabetes gestacional, relacionadas a não prestarem
serviços e ações de medidas protetoras no período perinatal como a consulta de
pré-natal e o aleitamento materno na primeira hora, constituem ainda problemas
significativos na saúde da mulher e da criança (OLIVEIRA et al.,2009).
Em relação a essas causas de morte, os distúrbios hipertensivos são as
complicações de maior relevância durante o período gravídico-puerperal. O termo
"hipertensão na gravidez" é usualmente utilizado para descrever desde pacientes
com discreta elevação dos níveis pressóricos, até hipertensão grave com disfunção
de vários órgãos. As manifestações clínicas, embora possam ser similares, podem
ser decorrentes de causas diferentes. Segundo Bezerra et al. (2005), na gravidez, as
formas mais comuns de hipertensão são a pré-eclâmpsia, a hipertensão arterial
crônica e a hipertensão crônica com pré-eclâmpsia superposta.
De acordo com Siqueira (1984), depois da hipertensão arterial, o segundo
grupo de causas de morte materna no Brasil é constituído pelas hemorragias
(20,42% das mortes), seja no começo da gestação, por motivo de descolamento
prematuro da placenta, placenta prévia ou hemorragias pós-parto, ou durante o
parto e pós-parto, por atonia uterina. Pode-se atribuir às falhas do pré-natal em
identificar casos de inserção baixa de placenta em algumas situação, ou devido ao
mau funcionamento dos serviços de hemoterapia das maternidades como fator risco.
A gravidez é influenciado pelo nível nutricional materno antes e durante a
gravidez já que boas condições do ambiente uterino favorecerão o desenvolvimento
fetal adequado. O desajustes do estado nutricional materno tem grande impulso
sobre o crescimento e desenvolvimento do recém-nascido (RN), pois o período
gestacional é uma fase em que as necessidades nutricionais estão elevadas,
decorrentes dos ajustes fisiológicos da gestante e das demandas de nutrientes para
o crescimento fetal (ROCHA, et al., 2005).
O baixo peso ao nascer foi evidenciado como um fator de risco determinante
e importante da desnutrição, que reflete as condições nutricionais tanto do recém-
nascido como da gestante, influenciando no crescimento e desenvolvimento da
criança, em longo prazo, podendo refletir nas condições de saúde desse adulto
(MOTTA et al., 2005).
Gestantes com ganho de peso insuficiente apresentam maiores riscos de
gerarem recém-nascidos com peso inadequação, podendo afetar o crescimento pós-
natal, com maior risco de morte no primeiro ano de vida (ROCHA et al., 2005).
É necessário enfatizar que a mortalidade infantil tem sido mencionada como o
principal prejuízo da gestação na adolescência. Apesar dos avanços nos
diagnósticos pré- natais, a prematuridade e o baixo peso ao nascer continuam sendo
um dos principais fatores de morbimortalidade infantil (GAMA et al., 2001).
A prematuridade também interfere na convivência familiar, no relacionamento,
na proximidade, nos cuidados e na amamentação. As mães, ao se deparar com a
vivência da hospitalização de seu filho, se deparam com as impossibilidades citadas
e mostram-se ansiosas, com dúvidas e dificuldades diante dessa realidade
(GORGULHO; PACHECO, 2008).
Em relação aos recém-nascidos prematuros, são muitos os problemas
vivenciados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, como: síndrome do
desconforto respiratório, displasia bronco pulmonar, doença de Wilson-Mikity e
insuficiência pulmonar crônica. Esses recém-nascidos também apresentam risco de
complicações neurológicos agudos, como depressão perinatal e hipertensão
intracraniana (CLOHERTY; PURSLEY, 2000).
Lansky, França e Leal (2000) relatam que o baixo valor do Apgar 5, o baixo
peso ao nascer foram os mais expressivos fatores de risco para a mortalidade
neonatal. Tem evidenciado uma preocupação geral com a intensificação de
investimentos na prevenção do baixo peso ao nascer, provocadas pelas evidências
de sua alta incidência de casos no país. O Apgar 5 também está fortemente
relacionada à qualidade do cuidado mais designada, da assistência ao parto, apesar
da influência das condições prévias do bebê e da vitalidade no momento do
nascimento do bebê (D'ORSI; CARVALHO, 1998).
A má formação é outro fator que está relacionado à mortalidade neonatal, e
sua prevalência está entre 2% e 6%, dependendo da população. Houve estudos em
que essa taxa foi de 1,2%, apontaram ainda que as más formações foram
responsáveis por 9,2% da morte peri-natal, por 12,8% da mortalidade neonatal e
45% das mortes infantis, sendo que as principais más formações congênitas é
doença congênita do coração e a hipoplásia pulmonar. (Kozu et al., 2006).

5. CONSEQUÊNCIA DE UMA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

Os autores relatam que a gravidez na adolescência pode ser influenciada por


vários fatores, desde aqueles com características social aos de caráter biológico,
tais como aspecto econômico desfavorecido, desejo da entrada na vida adulta
precoce, mudança de nível social e obtenção de prestígio social, repetição de
história familiar, desconhecimento e uso errado de métodos contraceptivos, relações
de gênero, diminuição da idade de menarca, falta de serviços específicos para
atender essa faixa etária e outros fatores inerentes do adolescente (GONTIJO;
MEDEIROS, 2004; MONTEIRO et al., 2007).
Para Belo e Silva (2004) "as adolescentes grávidas têm conhecimento
adequado em relação à existência dos métodos anticoncepcionais, embora usam de
uma forma inadequada para a sua utilização", e acrescenta que uma das razões
seria o comportamento da imaturidade psicoemocional, característica da
adolescência".
Existem também alguns fatores biológicos de risco no que acomete à
gestação na adolescência como a não fazer uso de anticoncepcionais, uso de
álcool, de drogas e carências nutricionais. Também são causados devido ao início
da vida sexual precoce, conflitos familiares, fatores psicossociais, baixa auto-estima,
maus-tratos, baixa qualidade de vida afetando assim as necessidades humanas
básicas (GURGEL et. al, 2008).
Domingues (1998) relata que é comum o uso de anticoncepcional mediante
indicação do farmacêutico, o que muitas vezes implica a uso de maneira incorreta, e,
quando aparecem efeitos colaterais, a tendência é substituí-lo, de maneira aleatória,
sem avaliação médica, o que pode causar abandono do método e,
conseqüentemente levando a uma, gravidez.
Segundo Leite (2011), os fatores que levam a gravidez nos anos iniciais da
vida reprodutiva são de natureza objetiva e subjetiva sendo os mais relacionados a
falta de conhecimento dos métodos contraceptivos, pela dificuldade das garotas em
negociar o uso do preservativo, a ingenuidade, o desejo de manter um
relacionamento mais estável com o parceiro, e forte desejo de ser mãe com
perspectiva de mudanças de “status social”.
Muitos fatores podem contribuir para uma gravidez sem planejamento na
adolescência devido ao adiantamento do desenvolvimento físico, menstruação
precoce o inicio da vida sexual sem preparação psicológica e inconseqüente sem
orientação sobre os perigos e a ausência de informações sobre a sexualidade
(RIBEIRO, 2008).
O início precoce da atividade sexual e os problemas advindos desse
fenômeno (OLIVEIRA et al., 2009) se devem ao fato de que os jovens estão
entrando na adolescência e descobrindo o sexo antes mesmo de terem
informações suficientes que lhes faça compreender primeiro a sua sexualidade, e
se precaver de situações como a maternidade e a paternidade sem planejamento
(XIMENES et al., 2007).
O nível socioeconômico tem sido freqüentemente descrito como um fator
relacionado à ocorrência da gravidez na adolescência, no sentido de que as classes
econômicas desfavorecidas vêm apresentando elevados índices deste evento
(DADOORIAN, 2005).
A maternidade na adolescência é um sério problema no ponto de vista
biopsicossocial, pois a adolescente não está preparada, emocionalmente e
biologicamente para enfrentar a gravidez. Isso pode levar a uma série de fatores
negativos que vão interferir no desenvolvimento da jovem, como rejeição familiar e
restrições sociais e econômicas. Quanto menor a idade da gestante mais
preocupante são essas conseqüências (GONÇALVES; OLLITA, 2000).
Persona et al. (2004) comprovaram que a repetição da gravidez é influenciada
por inúmeras causas, tais como menarca precoce e início precoce da vida sexual,
dificuldades escolares e subseqüente abandono, baixa renda familiar, o
desemprego, parceiro fixo e mais velho, baixo uso de cóndon, história familiar de
gravidez na adolescência, ausência do pai, aprovação da família da gestação
anterior, aborto anterior, parto anterior bem conceituado pela adolescente e
ausência de revisão pós-parto anterior.
Mulheres, que iniciam a maternidade na adolescência, tendem a ter um
número maior de filhos durante toda a sua vida reprodutiva. Na maioria dos casos, a
primeira gestação não é planejada, e algumas vezes, indesejada. Assim, a
possibilidade das outras gestações serem de caráter não desejado como a da
primeira, torna-se altíssima (BERLOFI et al., 2006).
Apesar de vir decrescendo a quantidade de gravidez nessa faixa etária, e
atingir todas as classes sociais, o maior número de casos ainda estão relacionado
com a pobreza e a baixa escolaridade. Em relação a estrutura familiar, estudos
apontam que famílias desestruturadas, crianças e adolescentes maltratados ou
abusados no ambiente familiar, também favorece bastante para o aumento de
estatísticas da gravidez na adolescência (ARAÚJO et al., 2015).
O uso de drogas lícitas e ilícitas por familiares provoca o estresse do
ambiente, uma vez que a família fica mais propensa a passar por situações
desagradáveis e a sofrer efeitos psicossociais, contribuindo para a falta de estrutura
familiar e aumentando assim o desejo da jovem engravidar e sair de casa (CAPUTO;
BORDIN, 2008).
As conseqüência de gestação durante a adolescência não é causada
somente pela pobreza, mas pelas características associadas ao baixo nível
socioeconômico, em que esta relacionado a um conjunto de múltiplos fatores
(MARTINEZ et al., 2011).
De acordo com Silva (1998), a falta de políticas e programas eficientes e a
ausência de envolvimento dos jovens em atividades de promoção, acabam
aumentando o numéro não somente de gravidez precoces como de doenças
sexualmente transmissíveis. As conseqüência da gravidez na adolescência não se
propõe apenas a falta de informação sexual, mas ao desejo universal de ter um filho
na adolescência e ausência de formação cultural e social (DADOORIAN,1996).
Segundo Damiani, (2005) a gestação na adolescência está associada com
uma situação de vulnerabilidade social, por ausência de informação ou acesso aos
serviços de saúde. Ressalta ainda que a gravidez na adolescência é um resultante
de ausência de informação, de medo de assumir a vida sexual e da falta de espaço
para discussão de valores no meio familiar.
De acordo com Nascimento et al. (2011) a gestação na adolescência é
encarada como um problema, principalmente, por estar relacionada com a possível
presença de muitas complicações, no crescimento, no âmbito emocional,
educacional, familiar e outros.
Adolescentes que engravidam os seus bebês tem maior possibilidade de
sofrer intercorrência médicas durante e após gestação. Também relatam que os
problemas psicológicos inerentes á adolescência como ansiedade e depressão
podem causar um risco para elas (DIAS; TEIXEIRA, 2010).
Para Yazlle, Franco e Michelazzo (2009) a gravidez na adolescência é
relacionada como conseqüência de risco tanto para mãe quanto para o neonato,
podendo surgir problema obstétricos, além de ser um fator agravante ou
desencadeador de transtornos psicológicos e sociais.
As conseqüências, da gravidez não-planejada na adolescência pode estar
associada à conflitos familiar, pobreza, falta de emprego, falta de pespectativa no
futuro, e a um período de interrupção da instrução escolar e da não realização
profissional, com marginalização social das mães. O plano de vida e a escolaridade
podem ser decisivas para que essa distinção possa ser feita. Além disso, os
problemas que aparecem na gestação na adolescência podem ser menores se a
adolescente puder contar com uma rede de apoio social adequada (MICHELAZZO
et al., 2004).
Além disso, Reis, Oliveira e Monteiro (2007) observaram que a ausência de
oportunidades de vida e as carências emocionais se encontram associadas à
gestação na adolescência e a vontade de ter um filho.
Foram relatados que membros da família das adolescentes influenciam nas
decisões que pode gerar gravidez na adolescência. Observaram também que
pessoas da família se sentiram culpados pela ocorrência da gravidez. Outros fatores
que também foram evidenciados são grande instabilidade e insegurança de moradia,
alcoolismo de familiares, além de eventos de abuso e de violência sexual causados
por padrastos durante a infância (HOGA et al., 2008).
Gravidez na adolescência pode levar algumas conseqüências para os
familiares, mas principalmente para a própria adolescente que pode causar aumento
de crises e conflitos. Uma das questões que precisa ser analisada é se as
adolescentes estão preparadas emocionalmente e financeiramente para assumir
responsabilidade. Talvez seja este motivo que leva as adolescentes a saírem de
casa, fazerem abortos, abandonarem os estudos e até mesmo os seus bebês,
tentando fugir ou esconder a sua própria responsabilidade (CHARLENE, SIMONE,
2005).
Segundo Moreira et al. (2008) a reação negativa da família também pode ser
sentida através da ausência de apoio dos pais, expulsão ou agressão física. Esses
problemas podem fazer com que a adolescente aceite o aborto, adoção e até
mesmo tentativa de suicídio como escolha para dar fim a essa situação difícil.
A violência na estrutura familiar pode ser considerada como um dos fatores
de risco para a ocorrência da gestação em adolescentes que ainda não são mães
(HOGA, 2008; FLORES; SULLCA; SCHIRMER, 2006). A violência não é avaliada
somente um risco prévio para a gravidez adolescente, como também é um fator de
risco durante a gravidez. A gestação pode ser um dos motivos para justificar a
violência sofrida pelas adolescentes, principalmente no momento da revelação da
gravidez. A notícia da gestação pode gerar conflitos e violência que se manifesta
tanto na forma de violência física espancamento como psicológica xingamentos,
ameaças de perda de afeto, agressões verbais, ridicularizasses, humilhações,
punições e cobranças. As adolescentes podem freqüentemente sentirem-se
inferiorizadas, culpadas, discriminadas, humilhadas e punidas em seu próprio lar
(MONTEIRO et al., 2007).
Zagury (1997) relata que gravidez na adolescência leva, quase sempre, à
destruição de planos e o adiamento de sonhos, levando a mulher adolescente para
uma situação de desajustamento social, familiar e escolar, podendo levá-la a um
momento de crises, que dependendo do grau de ajuste da personalidade, a mesma
pode sair desta crise fortalecida ou caminhar para depressão, tentativa de aborto ou
suicido.
A gestação na adolescência causa sérias complicações para o binômio
mãe/filho, como, o desamparo e abandono da criança, os problemas emocionais, o
afastamento escolar, desemprego ou redução das opções de crescer no mercado de
trabalho, e a varias gestações em um curto período de tempo (LIMA; TOCCI, 2001).
De fato, as transformações emocionais e cognitivas características pelas
quais as adolescentes passam nesse período do desenvolvimento fazem com que
as jovens apresentem mais dificuldades para desempenhar de maneira satisfatória o
papel materno, uma vez que não dispõem, na maior parte das vezes, dos recursos
psicológicos necessários para entender e tolerar as demandas diárias e frustrações
da maternidade (SILVA ; SALOMÃO, 2003).
Aquino et al. (2003) afirmam que alguns transtornos psicológicos, tais como
baixa auto-estima, falta de apoio da família, vivência de alto grau de estresse,
poucas possibilidade frente ao futuro e a presença de sinais depressivos, pode
influenciar no modo de viver entre a gestante adolescente e seu bebê se constituir.
As principais causas que, freqüentemente, leva à gestação precoce
indesejada é o ato sexual praticado cada vez mais cedo, influenciada pela
globalização e ausência de diálogo com os pais, já que assuntos associado à
sexualidade ainda representam um grande tabu dentro do contexto familiar. A
ausência de interesse e as poucas informações prestadas à população também
contribui para o aumento desse grupo . (BRAGA; RIOS; VALLE, 2008).
Maciel et al. (2012) relatam que em uma das pesquisas realizadas de
mostrou que nos casos de gestação indesejada os riscos dos filhos serem vitimas de
maus- tratos é bem maior.
Estudos comprovam que gestantes deprimidas são mais ansiosas, relatam
menos felicidade com a notícia da gestação e apresentam mais problemas. Além
disso, a depressão, no início da gravidez, é um fator de risco para pré-eclâmpsia,
sendo esse risco mais elevado se houver vaginose bacteriana que é resultado de
um desequilíbrio da microbiota vaginal sendo à principal causa de corrimento
vaginal. Também está relacionada a náuseas, vômitos, trabalho de parto prematuro
e licenças médicas prolongadas (LIMA et al., 2008).
Godinho et al. (2000) afirmam que pior que uma gestação na adolescência é
sua repetição, que pressupõe problemas como o curto intervalo entre os partos e
maior probabilidade de baixo peso ao nascer para o bebê, além das complicações
como a sobrecarga imposta a essas jovens, que têm que cuidar de dois ou três
filhos, e muitas vezes, da casa e do companheiro.
Uma das maiores causas é a alta freqüência de abortamentos provocados
entre adolescentes como também os inúmeros complicações advindos daí. Realizar
um aborto não elimina as complicações psicológicas de uma gestação indesejada,
nem para a adolescente nem para o seu parceiro. O abortamento é uma situação de
grande conflito e conseqüentemente deixando marcas e repercussões no equilíbrio
emocional, dessas adolescentes. (BRAGA; RIOS; VALLE, 2008).
Segundo Costa (2002), as adolescentes que abortam são vítimas de
ausência, de informação, da falta no atendimento médico, da solidão e da falta de
comunicação na família. Vieira et al. (2007) relataram que o abortamento é
responsável pelos maiores números de freqüências de internações hospitalares,
podendo gerar em complicações físicas, psicológicas e até em morte materna.
Em relação aos dados obstétricos o Ministério da Saúde (2004) em uma
pesquisa evidenciou que 27,3% (59) das adolescentes estão na segunda ou mais
gestações; 9,3%(19) tiveram mais de um parto; 6,5% abortaram e 1,9% teve o filho
nascido morto. E ficou comprovado também que a taxa de fecundidade entre jovem
de 15 a 19 anos no Brasil aumentou.
Todos os anos, pelo menos sessenta mil jovens morrem em decorrência de
problemas na gestação e no parto, no mundo todo. Além disso, crianças nascidas de
mães adolescentes são mais propensas a apresentar baixo peso e a morrer de
desnutrição e problemas infecciosos no primeiro ano de vida. (DIAS; TEIXEIRA,
2010).
Dentre os problemas que precisam de cuidados em UTI neonatal, a
prematuridade foi responsável por 61 casos (55,5%), seguido de risco de infecção
intraparto, com 46 casos (41,8%), e desconforto respiratório moderado, com 39
casos (35,5%) (COSTA et al.,2013).
O sentimento de abandono das jovens pelos pais de seus filhos é agravante.
Essa falta de apoio foi comprovada, principalmente, após o nascimento do bebê, em
que os mesmos não ajudavam com a pensão alimentícia, nem davam atenção e
cuidado para as adolescentes e seus filhos (BRAGA et al., 2014). Esse sentimento
de abandono não se inclui apenas à ausência real dessas figuras, mas à falta de
laços afetivos ou dificuldades emocionais, que podem se compor em fatores de risco
para o desenvolvimento dos filhos de mães adolescentes. (SCHWARTZ; VIEIRA;
GEIB, 2011).
Segundo Yazlle, (2006) a gravidez na adolescência vem sendo um problema
cada vez mais grave no pais, apresentando varias conseqüências no período de
suas vidas . Avaliando o perfil de mobilidade na adolescência, tem mostrado a
presença de doenças crônicas, transtornos psicossociais, fármaco dependência,
doenças sexualmente transmissíveis, gravidez, parto e puerperio.

6. A IMPORTANCIA DO TRABALHO DA ENFERMAGEM NA


PREVENÇÃO E NO CUIDADO COM ESSAS ADOLESCENTES

Por causa da dificuldade em educar seus filhos, viu-se a necessidade da


escola, desenvolver este papel na formação do aluno. Na verdade, este papel vem
sendo atribuído prioritariamente a instituição escolar (TIBA, 1986; TAVARES, 1986;
FELIZARI, 1990). E neste espaço cabe ao enfermeiro usufruir a oportunidade e
desenvolver seu papel, que tem uma relevante contribuição na formação e
orientação dos adolescentes, principalmente em grau de promoção de saúde (CANO
et al; 1998).
Portanto é indispensável considerar a família nesse processo de orientação
sexual e é necessário estimular a abordagem do tema entre pais e filhos, usando
conhecimento como instrumento para que possam fazer uma abordagem efetiva
com os filhos (GURGEL et al; 2010).
Segundo Wustohof (1994), os pais fazem um esforço tremendo para parar no
tempo, tentando tratar os jovens como eternas criancinhas e ficam inseguros quando
percebem que seus filhos estão se tornando adultos.
A pesquisa de Sousa (2001), sobre a prevenção da gravidez precoce
realizada pela escola e o seu papel na orientação sexual mostrou a necessidade de
se descobrirem novos meios de incluir esse tema de forma efetiva nos seus
programas. Após constatar que há possibilidade de promover uma mudança
necessária na ação educativa, apontando para um novo projeto de ação que
contemple as preocupações, as necessidades e os sentimentos das adolescentes.
A descoberta da sexualidade associada ao momento histórico, em que
influências relacionadas ao convívio social, aos valores presentes, a mídia, e outros,
tem como resposta um inicio sexual precoce, e como conseqüência, o aumento do
numero de adolescentes grávidas (FEBRASCO, 2001).
Vianna (2000), encontrou como idades freqüentes da primeira relação sexual
entre 15 e 16 anos, sem precauções, fato que permaneceu ate o momento da
pesquisa, sendo que a maioria delas tinha historia de gestação anterior e relatava
gravidez precoce na família, há probabilidade de que esta faixa etária seja a de
maior risco.
Nesses casos, a maternidade surge como ocupação, uma ação que da
sentido a vida e que traz reconhecimento nos ambientes em que tem convivência,
devendo propor ações centradas na saúde do adolescente e da família tendo em
vista a prevenção da gravidez (HOGA, 2008).
A gravidez malquista na adolescência é profundamente desconfortante, é um
susto existencial, um corte em seus planos de vida e, principalmente, um medo
agravante da reação dos pais e do companheiro, que é inesperado (CASTRO;
ABRAMOVAY; SILVA, 2004).
De acordo com a literatura, mais da metade das adolescentes engravida por
outras razões que não o desejo pela maternidade em si. “Engravidar para não
perder o namorado, para sair da casa dos pais e evitar o ambiente familiar
desagradável, para afirmar sua feminilidade através da fertilidade, para encontrar
nos cuidados com o filho um propósito para sua vida, para reduzir a solidão na
companhia do filho, etc., por uma vida sinuosa, a tentativa de preencher um vazio
interior (MOREIRA, 1997).
Nesse sentido, propõem-se, sempre que possível, a introdução do pai do
bebê, da família ou até de outra pessoa considerável no acompanhamento das
gestantes adolescentes pelos serviços de saúde, no propósito de garantir uma
gestação prazerosa e com menor índice de mudanças (COSTA, 2003).
Como muitos adolescentes não recebem as orientações apropriadas da
família ou dos próprios serviços públicos para iniciar uma vida sexual segura com o
uso de contraceptivos de forma correta, os mesmos tornam-se propensos as
seqüelas decorrentes de relações sexuais sem segurança, como às doenças
sexualmente transmissíveis e uma gravidez indesejada (MOREIRA, 2008).
Ao contrário, sucessivamente sofrem críticas de familiares, seja pelas
pressões sociais envolvidas, seja por problemas financeiros. Alem disso, muitas
vezes, não podem contar com a ajuda de amigos ou vizinhos, sentem-se
embaraçadas, culpadas e têm dúvidas quanto ao seu futuro e ao de seu filho
(FREDIANI et al; 1994).
Para Benigna et al. (2005) a assessoria pré- natal é indispensável para o
preparo da maternidade e não deve ser considerada como simples assistência
médica e sim, como trabalho de prevenção de irregularidades clínico- obstétricas e
assistência emocional. A saúde da mulher deve ser encarada em sua totalidade,
excedendo a condição biológica de reprodutora e averiguando o direito de participar
globalmente das decisões que envolvem sua saúde (DUARTE; ANDRADE, 2008).
A orientação da família também é importante, para que possa se abranger no
processo de amadurecimento do adolescente, que possibilite o diálogo sobre o sexo
e suas responsabilidades com o filho, para que esse sinta intimidade e convicção na
família (GURGEL; ALVES; VIEIRA, 2010).
Pode perceber, também, a falta de apoio, inaptidão ou abandono por parte do
parceiro, causando a interrupção do processo normal do desenvolvimento psico
afetivo social na maioria dos casos a gestante não tem nem elo com o parceiro, nem
a ajuda da família (COSTA et al; 1995).
Nos vários processos de interpelação do adolescente, é recomendado
trabalhar todo período com sua estimulação, espaço e posições favoráveis a
expressão de seus valores, conhecimentos, condutas, dificuldades e interesses;
componentes de troca e analise que favorecem o controle da própria vida,
desempenho de responsabilização e de participação mais ampla nas decisões que
lhes dizem respeito. Discernir sempre a totalidade da vida adolescente, estar ligado
aos seus dilemas, ouvi-lo, adotá-lo e proteger, realizando os princípios do respeito,
privacidade e confidencialidade (SILVA et al; 2007).
Dentre as atividades voltadas a essa população, figuram as políticas que
promovem a saúde, identificando grupos de risco, detectando precocemente os
agravos, com tratamento adequado e reabilitação da saúde do adolescente na
perspectiva interdisciplinar (BRASIL, 1996).
Dessa maneira, o profissional que recebe a gestante deve estar alerta para,
além dos fatores de natureza física, uma disparidade de fatores de ordem
emocional, econômica e familiar, visto que estes podem intervir na aceitação da
mulher às consultas e, portanto, na qualidade do acompanhamento (PEIXOTO et al;
2011).
Entre os profissionais da equipe interdisciplinar necessária no programa estão
os enfermeiros, que devem prestar cuidado único ao adolescente, a família e a toda
comunidade, e diferentes lugares (RUZANY et al; 2002).
A atuação do enfermeiro, assim como de toda equipe de saúde, tem atividade
centrada na promoção, prevenção e assistência, sendo que promoção e prevenção
são de maior importância no processo de trabalho que vai ao encontro dos princípios
e diretrizes do SUS. As atividades de promoção da saúde são consideradas grande
importância, para co-responsabilidade e fortalecimento da ligação na relação
enfermeiro\adolescente. A promoção de saúde atravessa todas as políticas,
programas e ações da saúde, com o desafio de construir a integralidade (MS, 2001;
BARROSO, VIEIRA, VARELA, 2003; WESTPHAL, 2006).
Henriques, Rocha e Madeira (2010), enfatizam que é necessária uma
comunicação razoável entre enfermeiro e o adolescente, uma vez que a forma pela
qual os homens expressam é de grande relevância no processo de entendimento.
Portanto, a comunicação é componente fundamental na relação entre o profissional
e o adolescente.
Promover um ambiente saudável é entender o adolescente no seu ambiente
físico, social, econômico ou político, suas afinidades com as redes de suporte social.
Relacionado a uma nova perspectiva a respeito da prevenção da gravidez na
adolescência dentro das quatro dimensões, social, econômica e da capacidade
humana (BRASIL, 2001).
A equipe de enfermagem necessita divulgar o trabalho a ser realizado com os
adolescentes, propalar a disponibilidade de métodos contraceptivos gratuitos no
posto de saúde. Tem que demonstrar uma confiança, para que o adolescente possa
participar dos programas oferecidos a eles (SOUZA et al., 2001).
Os profissionais de enfermagem podem intervir e acrescentar atividades
educativas em saúde, num processo enérgico e constante, para colaborar com este
grupo etário com a intenção de diminuir tais riscos, porém, eles devem estar
preparados para aproximar esta clientela e os temas referentes à sexualidade
humana e a fase da adolescência (JESUS, 2000).
Faz-se necessário inserir no dia a dia do cuidado processos educativos
grupais que ofereçam base para que adolescentes desenvolvam capacidades para a
vida, tais como negociação, comunicação, resolução de conflitos e tomada de
decisões. Para isso, o profissional deve ser qualificado a desenvolver atividades que
encorajam a autonomia dos jovens, criando um ambiente de compreensão e adesão
mútua, para que os participantes encontrem respostas positivas às necessidades de
segurança, de reconhecimento e de aceitação (BRASIL, 2005).
O enfermeiro necessita entender que a comunicação dialógica deve ser
respaldada na prática do cuidar, e não fazer tentativas de comandar ou transformar
a pessoa ou estabelecer somente tratamentos; mas sim, estar disposto a relacionar,
ensinar e aprender com o indivíduo e com o coletivo, através de ações educativas,
conforme Figueiredo e Tonini (2008).
O PSF traz em seu alicerce a preocupação em promover o acesso de grupos
populacionais excluídos, voltando-se exclusivamente para os grupos sociais mais
propensos. Tem causado mudanças nos principais indicadores de saúde das
populações assistidas, mas tem trazido resultados pouco acessíveis na estruturação
dos serviços de saúde, sobretudo por não promover mudanças substancialmente no
modelo assistencial (PAIM, 2003).
Segundo Oliveira, Carvalho e Silva (2008) o acolhimento é evidenciado como
uma da tática para garantir a estabilização do SUS seguindo seus princípios,
conforme especificado na Constituição Federal de 88 e na Lei 8080/90. Isso implica
na humanização das relações entre equipe de saúde e usuários, de forma que todos
os adolescentes e jovens que procuram o serviço de saúde sejam ouvidos com
atenção, recebam conhecimentos, assistência e aconselhamento propicio
Na rede pública nos últimos cinco anos, houve um declínio no número de
partos na adolescência, isso se deve ao trabalho constante de prevenção a gravidez
na adolescência (YAZAKI, 2008).
Para Shimizu (2009) a consulta de enfermagem contribui para que a gestante
encare esta etapa da vida com mais tranquilidade, pois lhe permite compreender e
expressar os diversos sentimentos vividos. O enfermeiro hoje é o profissional mais
qualificado e mais acessível às mulheres no acompanhamento gestacional, devendo
resguardar não só a gestante, mas ao contexto familiar e social em que a mesma
está envolvida, prestando uma assistência integral e humanizada, assegurando
assim uma gravidez calma e feliz à mulher e o nascimento de um bebê saudável.
O planejamento familiar é uma atividade de saúde muito importante, com o
intuito de promover aos adolescentes orientações e instrumentos necessários para
que possam escolher de forma livre e consciente o melhor meio de precaver a
gravidez indesejada, bem como DST e AIDS. Admitimos que o aleitamento materno
é a maneira de contato intimo e conforto mais antigo entre mãe e o RN, com
diversos benefícios para os dois (MUHLBUER; FUKUI, 2009).
Apesar da redução de partos na adolescência, a gravidez nesta idade ainda é
um dos maiores problemas sociais e de Saúde Pública de alguns países
desenvolvidos, como os Estados Unidos e a Inglaterra. (MELHADO, 2008).
A educação deve ser um mecanismo de socialização de instrução sobre o
funcionamento normal do corpo, a sexualidade, a contracepção e a reprodução.
Além disso, exige interpelar tais temas de maneira clara, objetiva e verdadeira,
utilizando-lhes a terminologia correta (WHALEY; WONG, 1999).
Os profissionais de saúde precisam interagir com respeito e dignidade
exigindo uma postura humana livre de preconceitos; com um olhar compreensivo e
tentar estabelecer uma relação de empatia e ajuda o que pode amenizar a situação
vivenciada (OLIVEIRA; MADEIRA, 2002).
A educação estabelece um dos principais elementos no cuidado de
enfermagem a adolescentes. É a ocasião para a promoção da saúde e prevenção
de doença. É suporte para percepção dos temas ligados à contracepção e
sexualidade, podendo ser um dispositivo de capacitação, de socialização de
conhecimentos e de experimento no âmbito individual ou coletivo, no que concerne
às questões relativas à saúde, colaborando para a autonomia no atuar. O método
educativo consiste em uma concepção coletiva, persuadida pelos conhecimentos já
adquiridos, valores, crenças, estilo e história adequada dos envolvidos, o qual
favorece o crescimento e a alteração dos participantes (ZAMPIERI, 1998).
Intervenções estratégicas para promoção da saúde, vigilância à saúde e
prevenção de agravos devem ser começadas na atenção primária, facilitando o
acesso para as demais urgências da rede assistencial. Podemos perceber,
entretanto, que ainda existem falhas nas práticas de cuidados destinadas aos
adolescentes, de forma que não atendam características deste intervalo de idade
(COSTA et al., 2012)
Evidenciamos que a existência de significados positivos, na complexa rede de
interrelações que especifica a gestação na adolescência, pode fazer parte de um
projeto de vida da adolescente, na tentativa de alcançar gratificação e
independência econômica e emocional em relação à família de origem (LIMA et al;
2004)
Dados do Ministério da Saúde, mostram que cada 1 milhão de brasileiras
grávidas efetivos a cada ano são adolescentes (ASSEF, 2000), devido a isso, a
educação em saúde torna-se um incentivo para orientar e informar os adolescentes
sobre os riscos de uma relações sexual sem proteção. A educação em saúde é um
método vasto e essencial para que haja a construção e a troca de informações e
práticas relacionadas aos modos de como cada cultura e cada cidadão atinge o viver
de maneira saudável e o processo saúde/doença (MEYER et al., 2006).
A gravidez na adolescência pode colaborar para acentuar sentimentos vividos
pelos profissionais de saúde que não devem deixar que gerações e valores
influenciem na assistência com qualidade. Deve-se observar para não absorver
valores morais, e culturais, evitando ações de julgamento e critica (CREUTZBERG
et. al., 2005).
Nesse raciocínio, discute-se a humanização atrelada principalmente à
gestante adolescente e o Ministério da Saúde recomenda aos profissionais que
prestem a essas adolescentes um atendimento honesto e consciente (MS, 2005).
Para Moraes (2008), atender completamente supõe aprender as
peculiaridades da pessoa, o que demanda cautela, refugio, conhecimento e
orientação. Não há que se lidar com úteros gravídicos e sim com meninas gestantes
repletas de particularidades.

7. CONCIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho pretende analisar a questão da gravidez na adolescência,


observando o modo como família, política e sociedade têm cuidado dessas jovens.
Para tanto, foi realizada uma revisão sistemática da literatura científica nacional com
acesso livre nas principais bases de dados entre os anos de 1998 a 2008. Os
resultados apontaram dificuldades de comunicação entre cada uma das três esferas
estudadas e as adolescentes, fato que vem acarretando um déficit na orientação dos
adolescentes que não têm encontrado, na família, na sociedade ou nas políticas
públicas a clareza necessária para fazer escolhas mais conscientes e assertivas.
Além disso, muitos estudos têm sugerido estratégias de enfrentamento em relação a
engravidar durante a adolescência, mas esses achados não têm sido traduzidos em
ações ou projetos.
Percebe-se que, tanto a adolescência quanto a gravidez nessa etapa da vida,
ainda ocupam um lugar confuso na família, política e sociedade e pode-se dizer que,
no Brasil, também não está claro o papel de cada uma dessas esferas para atender
e cuidar dessa população.
Por esta falta de preparo das adolescentes que engravidam sem
planejamento, como o inicio da vida sexual precoce, o adiantamento da
menstruação, a falta de orientação por parte dos pais, da escola e do sistema de
saúde, entre outros. Portanto, cabe a escola, pais e familiares retomar o cuidado
com as adolescentes e orientá-la para a prevenção. A ocorrência da gravidez em
adolescentes é considerada um problema de saúde pública e não é um fato novo,
sendo observado em algumas regiões do Brasil o seu crescimento nos últimos anos.
É comumente caracterizada por ser uma situação habitualmente mal vigiada, e tem
sido relacionada a uma maior mobilidade da mãe e feto, e pode interferir de modo
negativo no desenvolvimento social e pessoal.
O desenvolvimento implica a melhoria da qualidade de vida e saúde.
Promovendo um ambiente saudável, e compreender o adolescente como sujeito no
seu ambiente físico, social, econômico ou político, suas relações com as redes de
suporte social. Trata-se de nova perspectiva acerca da prevenção da gravidez na
adolescência dentro das quatro dimensões social, política, econômica e do potencial
humano. Cumpre identificar as desigualdades sociais em que se encontram esses
adolescentes e o acesso à educação, esporte e lazer, às redes de suporte social e a
ações promotoras de saúde.
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