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projetos renováveis

autoconsumo fotovoltaico

exemplo de dimensionamento

e

estudo económico

Neste artigo apresenta-se um caso de estudo relativo ao dimensionamento de uma Unidade de Produção para Autoconsumo (UPAC), ao abrigo do Decreto-Lei n.º 153/2014, de 25 de outubro, para uma indústria metalomecânica situada em Castelo Branco.

Partindo dos diagramas de carga médios dos dias de semana e de fim de semana, procedeu-se à sua introdução no software Homer ® , com o qual se obteve o valor da potência ótima do gerador fotovoltaico – em que se verifica a minimização do custo médio ponderado da eletricidade (Leveli- zed COE). Esse indicador contempla não só a redução dos custos com a eletricidade adquirida à rede, mas também dos encargos com a potência tomada em horas de ponta. Após esse passo apresenta-se uma comparação, em termos energéticos

e económicos, dos consumos de eletricidade proveniente da rede para os

casos em que não dispõe e que se dispõe da UPAC proposta, de modo a se estimarem os montantes de poupança que se obtêm ao longo de cada ano considerado para a vida útil dos respetivos equipamentos. Por fim, apresenta-se o estudo económico do sistema e as ilações con- clusivas acerca da viabilidade da instalação da UPAC na presente unidade industrial.

1. Introdução Desde o choque petrolífero de 1973 que as energias renováveis em geral e

a energia solar em particular têm despertado um elevado interesse na so-

ciedade. Nos últimos anos, com a promoção de políticas energéticas e am- bientais sustentáveis, tem-se verificado a instalação de um elevado número de aproveitamentos solares para obtenção de energia térmica e elétrica. Devido ao elevado custo dos componentes necessários para os apro- veitamentos solares fotovoltaicos, a sua promoção em vários países foi realizada, nos últimos anos, através da atribuição de tarifas bonificadas à eletricidade produzida pelos mesmos. No caso de Portugal, a grande alavancagem nesse sentido foi estabe- lecida através da publicação do Decreto-Lei n.º 363/2007, de 2 de no- vembro, o qual estabeleceu o regime da microgeração renovável. Nesse enquadramento, toda a eletricidade gerada através de uma ou várias fontes renováveis 1 era injetada diretamente na rede elétrica, sendo a sua contabi-

1 A possibilidade de dispor de várias fontes renováveis foi posteriormente revogada pelo Decreto- -Lei n.º 118-A/2010, de 25 de outubro.

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pelo Decreto- -Lei n.º 118-A/2010, de 25 de outubro. 1 Edgar Franco – edgar.franco@ipleiria.pt Nuno Monteiro

Edgar Franco – edgar.franco@ipleiria.pt Nuno Monteiro – nuno.f.monteiro@ipleiria.pt Luís Miguel Machado – m.machado.05.73@gmail.com

lização realizada de forma distinta da eletricidade consumida na instalação associada a esse aproveitamento.

A impossibilidade de se proceder ao consumo da energia elétrica pro-

duzida pela microgeração renovável até nem se afigurava como problemá- tica, já que era muito mais vantajoso para o detentor da mesma o facto de poder vender a totalidade da eletricidade produzida à rede. Essa vantagem

advinha do facto de que a tarifa de venda de eletricidade era mais elevada do que a de compra, garantindo-lhe o retorno do investimento inicial – algo avultado no início da vigoração desse regime.

A recetividade da sociedade à microgeração renovável foi bastante

apreciável, nomeadamente ao nível dos aproveitamentos fotovoltaicos [1], devido às tarifas atrativas e à disponibilidade de recurso solar.Tal facto, que se verificou um pouco por toda a Europa e noutras regiões do mundo per- mitiu, devido ao aumento da produção industrial em massa, que os preços dos módulos fotovoltaicos e dos equipamentos que são necessários de empregar nesse tipo de aproveitamentos descessem consideravelmente.

Acompanhando a descida dos preços dos equipamentos para sistemas renováveis em geral e fotovoltaicos em particular, foram igualmente di- minuindo as tarifas de venda à rede da eletricidade gerada pelos novos aproveitamentos, até que em 2014, pela primeira vez em Portugal, o preço de venda se tornou inferior ao de compra. Os limites de potência de ligação à rede eram reduzidos – 3,68kW e 5,75kW, quando respetivamente sujeitas aos regimes tarifários bonificado e geral em microgerações associadas a instalações individuais de consumo. Quando associadas a condomínios com 6 ou mais frações autónomas, esse limite tomava o valor de 11,04 kW em ambos os regimes. Com a posterior publicação do Decreto-Lei n.º 34/2011, de 8 de março, foi estabelecido o regime da minigeração, o qual dispunha de linhas gerais análogas às da microgeração, mas dirigidas a instalações com potências de ligação até 250 kW.Tal como na microgeração, neste enquadramento era igualmente obrigatória a venda de toda a eletricidade gerada à rede, sob tarifas bonificadas, as quais também foram alvo de redução ao longo dos últimos anos. Com a recente publicação do Decreto-Lei n.º 153/2014, de 25 de ou- tubro, os referidos Decretos-Lei n. os 363/2007, 34/2011 e os diplomas que posteriormente os alteraram, foram revogados e substituídos pelo mesmo.

Neste decreto foram definidos dois regimes de produção de energia elétrica, um dos quais funde o enquadramento anteriormente conferido à micro e minigeração renováveis nas agora designadas “Unidades de Peque- na Produção” (UPP). Foi ainda criado um novo regime para as “Unidades de Produção para Autoconsumo” (UPAC) que permite que seja produzida energia elétrica para consumo na própria instalação e em que a eletricida- de em falta ou em excesso seja, respetivamente, comprada ou vendida à Rede Elétrica de Serviço Público (RESP). Se por um lado as UPP se mantém com as linhas gerais que advém dos regimes anteriores, as UPAC dispõem de um enquadramento totalmente novo, do qual será âmbito o trabalho apresentado neste artigo.

2. Dimensionamento de uma instalação fotovoltaica no âmbito das UPAC Na presente secção, apresentam-se os dados relativos aos consumos mé- dios de eletricidade da indústria metalomecânica em apreço, ao recurso solar disponível na região de Castelo Branco e aos componentes a testar no processo de dimensionamento. Será igualmente apresentada a introdu- ção de cada um dos referidos parâmetros no software Homer ® .

Hora Dias de semana [kW] Fim-de-semana [kW] 0:00 – 1:00 1,740 1,727 1:00 – 2:00
Hora
Dias de semana [kW]
Fim-de-semana [kW]
0:00 – 1:00
1,740
1,727
1:00 – 2:00
1,650
1,812
2:00 – 3:00
1,680
1,824
3:00 – 4:00
1,720
1,756
4:00 – 5:00
1,750
1,767
5:00 – 6:00
1,740
1,708
6:00 – 7:00
3,230
2,350
7:00 – 8:00
9,443
9,226
8:00 – 9:00
28,170
10,064
9:00 – 10:00
24,120
10,520
10:00 – 11:00
18,638
10,080
11:00 – 12:00
17,994
9,841
12:00 – 13:00
13,510
9,754
13:00 – 14:00
12,970
7,230
14:00 – 15:00
19,010
5,032
15:00 – 16:00
18,638
5,126
16:00 – 17:00
17,575
5,479
17:00 – 18:00
15,656
5,551
18:00 – 19:00
12,340
5,488
19:00 – 20:00
6,580
5,032
20:00 – 21:00
6,210
1,764
21:00 – 22:00
3,727
1,791
22:00 – 23:00
1,780
1,756
23:00 – 24:00
1,810
1,733
Desvio padrão médio relativo da carga
para cada hora, de cada dia
22,7%
Desvio padrão médio relativo da carga entre dias típicos
18,2%
Tabela 1 Diagrama de carga típico de dias de semana e de fim de semana da indústria
metalomecânica a abastecer.

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No presente artigo, optou-se pela seleção de uma instalação não re- sidencial. A razão para essa decisão deve-se ao facto de que grande par- te dos consumos desses tipos de instalações se verificarem em períodos com fraca ou inexistente disponibilidade de recurso solar, implicando que a eletricidade gerada seja superior à absorvida pelas cargas e que esta seja vendida à rede sob uma tarifa muito mais baixa do que a de compra. Como alternativa poder-se-ia propor a instalação de bancos de baterias de acumuladores para proceder ao armazenamento da eletricidade gerada durante os períodos de maior disponibilidade de recurso solar, para que pudesse ser utilizada quando a mesma é efetivamente necessária. Nesse caso é necessária a instalação de um controlador para o efeito, o qual, jun- tamente com o banco de baterias, encarece significativamente a instalação. Em estabelecimentos comerciais, de serviços e industriais, grande parte consumo é verificado durante os períodos de maior disponibilidade de re- curso solar, o que permite não só proceder diretamente ao abastecimento das cargas da instalação de utilização, mas também de diminuir a potência de ponta absorvida pelas mesmas. Este último ponto dispõe de particu- lar interesse em instalações sujeitas aos tarifários de Baixa Tensão Especial (BTE), Média, Alta e Muito Alta Tensão.

2.1. Caraterização da instalação a abastecer No presente estudo, propõe-se o dimensionamento de uma UPAC para uma pequena indústria metalomecânica, sujeita ao tarifário BTE, cujos dia- gramas de cargas e respetivos fatores de variabilidade se apresentam na Tabela 1. O procedimento realizado para obtenção dos diagramas de cargas para dias de semana e fins de semana, bem como dos respetivos fatores de va- riabilidade foi o mesmo que se apresentou na secção 2 do artigo publicado na edição 18 da presente revista, apresentando-se neste trabalho apenas os resultados médios para dias de semana e de fim de semana. Após a realização deste passo, procedeu-se à introdução dos dados apresentados na Tabela 1 nos respetivos campos da janela “Primary Load Inputs” do software Homer ® , conforme se apresenta na Figura 1.

Homer ® , conforme se apresenta na Figura 1 . Figura 1 Janela de introdução das

Figura 1 Janela de introdução das informações relativas à carga a abastecer.

2.2. Caraterização do recurso solar e da temperatura ambiente Os dados relativos à caraterização do recurso solar e das temperaturas médias mensais que se verificam no local da instalação (Castelo Branco) foram obtidos a partir do portal PVGIS da instituição JRC Europe [2]. Na Figura 2 apresenta-se a introdução desses valores no programa, juntamen- te com as coordenadas geográficas do local.

2 apresenta-se a introdução desses valores no programa, juntamen- te com as coordenadas geográficas do local.

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autoconsumo fotovoltaico – exemplo de dimensionamento e estudo económico

– exemplo de dimensionamento e estudo económico Figura 2 Janelas de configuração do recurso solar e
– exemplo de dimensionamento e estudo económico Figura 2 Janelas de configuração do recurso solar e

Figura 2 Janelas de configuração do recurso solar e temperatura e respetivos valores, na localização da indústria metalomecânica em estudo.

2.3. Definição dos componentes em teste para dimensionamento da UPAC Conforme suprarreferido na secção 1, o aproveitamento fotovoltaico pro- posto para a presente indústria metalomecânica será enquadrado no regime das UPAC, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 153/2014, de 25 de outubro. Neste regime, é possível a instalação de mais do que uma fonte renovável, poden- do-se recorrer a qualquer mix entre aproveitamentos renováveis e gerado- res não renováveis. É ainda possível disporem-se de acumuladores de energia elétrica para que esta possa ser armazenada e utilizada posteriormente. No presente caso, o cliente optou apenas pela instalação de um gerador fotovoltaico, sendo a carga abastecida por este e pela rede. Quando a po- tência gerada pelo sistema fotovoltaico é superior à da carga, este abastece- -a e a eletricidade excedentária é vendida à rede. Em oposição, quando a potência gerada pelo mesmo é insuficiente, a eletricidade em falta é forne- cida pela rede. Nesta subsecção apresenta-se a introdução dos dados relativos ao ge- rador fotovoltaico e respetivo inversor, os períodos de cada um dos esca- lões dos tarifários de compra e venda de energia elétrica, bem como os respetivos custos.

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venda de energia elétrica, bem como os respetivos custos. 3 Apesar de o software Homer ®

Apesar de o software Homer ® apresentar o símbolo do dólar para as unidades monetárias, optou-se por proceder à introdução dos preços dos materiais em euros, visto que para efeitos de simulação apenas se necessita de garantir a coerência na introdução de todos os valores na mesma moe- da, independentemente de qual seja.

2.3.1. Gerador fotovoltaico Uma das motivações para a realização deste estudo é a de determinar a potência ótima para o gerador fotovoltaico a instalar. Após um processo de pesquisa de soluções e preços, optou-se pela instalação de módulos fotovoltaicos Sharp ND-R250A5 de 250W, cujas caraterísticas técnicas se apresentam na referência [3]. Os módulos fotovoltaicos serão afixados à cobertura metálica da nave da indústria metalomecânica, estimando-se que os respetivos custos sejam de 188€ por módulo. O montante considerado para os custos de Opera- ção e Manutenção (O&M) corresponde a cerca de 0,5% dos custos dos módulos fotovoltaicos e respetivas estruturas de fixação, assumindo-se um valor anual de 1€ por módulo. O gerador fotovoltaico será dividido em várias strings, cada uma dotada de vários módulos ligados em série, cuja configuração apenas poderá ser definida após a determinação da potência do aproveitamento fotovoltaico. Este será ligado a um ou vários inversor(es) análogo(s) aos da série Sunny Tripower da SMA de modelo e potência apenas possíveis de definir após o processo de simulação. Para determinar a potência ótima do gerador fotovoltaico, é importante salientar que, de acordo com o disposto nas alíneas b) e c) do ponto 1 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 153/2014, de 25 de outubro, que a potência de ligação da UPAC não pode ser superior à potência contratada, e que a potência instalada não pode exceder o dobro desse mesmo valor. Esta última consideração é, de certa forma, mais dirigida para sistemas híbridos (por exemplo, Fotovoltaico-Eólico) já que, em termos técnicos, dispor-se de um sistema fotovoltaico com o dobro da potência do(s) inversor(es) carece de um sistema de limitação de potência. Essa situação não foi considerada no presente estudo, pelo que a potência máxima de entrada foi testada até aos limites máximos de entrada dos inversores da gama selecionada. Devido ao facto de a presente unidade industrial dispor de uma po- tência contratada de 50 kW, definiu-se uma gama de potências de teste

de 50 kW, definiu-se uma gama de potências de teste Figura 3 Janela de configuração do

Figura 3 Janela de configuração do gerador fotovoltaico.

compreendida entre 5 e 55 kW, em intervalos de 5 kW. No entanto, após

a realização das primeiras simulações, verificou-se que o software Homer ®

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se considerar que a hora legal de verão se encontra em vigor entre abril e outubro e a hora legal de inverno vigora nos restantes meses.

não considerava as soluções abaixo de 40 kW e acima de 50 kW como suscetíveis de serem ótimas. Por esse motivo, refinou-se o espaço de pes- quisa para 40, 45 e 50 kW, conforme se pode verificar na Figura 3, tornan- do mais rápidas as simulações posteriores.

Por outro lado, o software Homer ® apenas possibilita a definição dos diver- sos períodos do tarifário sob uma base horária, verificando-se a necessidade de se procederem a ajustes dos horários dos períodos de cheia e de ponta relativamente aos apresentados em [5], designadamente:

Na Figura 3 pode-se ainda verificar a introdução das grandezas elétricas dos módulos fotovoltaicos adotados [3], bem como a opção de não se dispor de sistema de seguimento solar. O ângulo de inclinação definido é

Durante a vigência da hora legal de inverno: Considerando-se que os períodos de ponta se encontram compreendidos entre as 9h e as 11h e entre as 18h e as 20h, ao invés de entre 9h e as 10:30h e entre as 18:30h

de 10º e o ângulo de orientação azimutal é de 0º relativamente ao sul geo-

e

as 20h. Este pressuposto implicou ainda a alteração dos períodos de

gráfico, em concordância com a disposição da cobertura do edifício onde

cheia que se encontram compreendidos entre as 10:30h e as 18h e entre

serão instalados os módulos. Os restantes parâmetros foram deixados com

as

20:30h e as 22h, para períodos compreendidos entre as 11h e as 18h

os respetivos valores padrão.

e

entre as 20 e as 22h;

2.3.2. Ligação à rede

A definição da forma de ligação de uma instalação de autoconsumo à rede

requer, em primeiro lugar, que se disponham das informações relativas ao plano tarifário a que a instalação se encontra sujeita. No presente caso, a instalação encontra-se ainda no mercado regulado 2 , sujeita ao ciclo diário

da tarifa de médias utilizações de BTE. De acordo com o disposto no portal da Entidade Reguladora dos Ser- viços Energéticos (ERSE), as tarifas transitórias para 2015 apresentam-se na referência [4] e as horas do dia a que correspondem cada um dos montantes da modalidade tetra-horária que o plano tarifário BTE de ciclo semanal dispõe, estão disponíveis em [5]. As referidas informações foram introduzidas no software Homer ® da forma que se apresenta na Figura 4.

Homer ® da forma que se apresenta na Figura 4 . Figura 4 Janela de configuração

Figura 4 Janela de configuração das tarifas e períodos horários da ligação do sistema à rede.

Conforme se pode verificar na Figura 4, definiram-se as tarifas da energia ativa adquirida nos períodos de super vazio, vazio normal, cheia e pontas, bem como os encargos com a potência tomada em horas de ponta, de acordo com disposto em [4]. Como se dispõe de uma tarifa de ciclo se- manal, o escalonamento de cada um dos períodos não se altera ao longo da semana. Devido ao facto de o software Homer ® não permitir alterar os horários dos períodos de consumo durante um mesmo mês, verificou-se a necessidade de

2 No caso de instalações que dispõem de contrato de fornecimento com empresas comer- cializadoras em regime de mercado liberalizado, dever-se-iam considerar os pressupostos do mesmo.

Durante a vigência da hora legal de verão: Considerando-se que os períodos de ponta se encontram compreendidos entre as 10h e as 13h

e entre as 20 e as 21h, ao invés de entre 10:30h e as 13h e entre as 19:30

e as 21h. Este pressuposto implicou ainda a alteração dos períodos de cheia que se encontram compreendidos entre as 8h e as 10:30h e entre as 13h e as 19:30h, para períodos compreendidos entre as 8h e as 10h

e entre as 21h e as 22h.

Nos termos dos artigos 23.º e 24.º do Decreto-Lei n.º 153/2014, o ex- cedente de produção de eletricidade que ocorre nos momentos em que a potência gerada pelo sistema fotovoltaico é superior à absorvida na instalação, pode ser vendido à RESP. Assim, o produtor dispõe da possibilidade de celebrar um contrato para venda da eletricidade excedente com um Comercializador de Último Recur- so (CUR), por um período máximo de 10 anos, recebendo uma remuneração de 90% do valor médio mensal das cotações de fecho da energia elétrica transacionada na pool do Operador do Mercado Ibérico de Energia (OMIE) para Portugal. Existe uma elevada incerteza associada à previsão a longo prazo desta re- muneração, uma vez que as cotações da eletricidade transacionada na pool da OMIE variam de forma significativa ao longo dos meses, bem como de ano para ano, em função do mix de centros eletroprodutores (renováveis e não renováveis) que se encontram a abastecer a rede elétrica em cada momento. No presente estudo optou-se por utilizar como base o preço médio diário de fecho da energia elétrica transacionada em 2013 para Portugal,cujo valor foi de 45,7€/MWh [6]. Deste modo, devido ao facto de a remuneração a conside- rar dever corresponder a 90% do mesmo, considerou-se uma tarifa de venda constante de 0,04€/kWh, tal como se pode igualmente verificar na Figura 4. A celebração do contrato de venda de eletricidade implica, nos termos do Artigo 25.º do Decreto-Lei n.º 153/2014, o pagamento de uma prestação mensal fixa, para compensação dos Custos de Interesse Económico Geral (CIEG). Prevê-se uma isenção do pagamento desta compensação até que as unidades de autoconsumo atinjam uma potência de ligação correspondente a 1% do total da potência instalada do Sistema Elétrico Nacional. No presente caso, como tal não é garantido, considerou-se que esta taxa disporia de um custo de 10€/kW de ligação/ano [6]. Introduziu-se ainda o valor relativo ao somatório dos termos fixos do referi- do plano tarifário no campo “Interconnection Charge” do separador “Advancedda janela de configuração das tarifas e períodos horários da ligação do sistema à rede. Esse montante toma o valor correspondente à soma entre o termo tarifário fixo, os encargos com a potência contratada (50 kW) e a referida compensação mensal fixa, tomando o valor de 25,55€/mês + (50 kW × 0,656 €/kW/mês) + (50 kW 3 × 10€/kW/ano ÷ 12 meses/ano) = 100,02€/mês.

3 Este valor apenas é possível de obter após a realização de várias simulações, já que se trata jus- tamente do valor da potência de ligação da UPAC, obtido pelo software Homer ® . Deste modo, a obtenção deste valor é realizada de forma iterativa, necessitando de ser substituído uma ou várias vezes até que a potência de ligação convirja no valor ótimo.

necessitando de ser substituído uma ou várias vezes até que a potência de ligação convirja no

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autoconsumo fotovoltaico – exemplo de dimensionamento e estudo económico

Os restantes parâmetros dos restantes separadores da janela que permite configurar a ligação à rede foram deixados com os respetivos valores padrão, pelo facto de não disporem de importância no caso de estudo em apreço.

2.4. Inversor Finalmente, é necessário prever a instalação de um inversor do tipo grid-tie para proceder à inversão das formas de onda de tensão provenientes do gerador fotovoltaico e ao respetivo acerto com a amplitude, frequência e sequência das existentes na rede. As potências inicialmente testadas correspondem às mesmas que foram consideradas para o gerador fotovoltaico (entre 5 e 55kW, em intervalos de 5kW), tendo-se igualmente restringido o espaço de pesquisa a 40, 45 e 50kW, pelos mesmos motivos suprarreferidos. Conforme referido em 2.3.1, o inversor considerado é da série Tripower da SMA, estimando-se o respetivo montante de investimento com base no preço médio do modelo STP 25000TL, o qual é de cerca de 3750€, cor- respondendo, por sua vez, a cerca de 150€/kW. Na Figura 5 apresenta-se a introdução dos dados do inversor no soft- ware Homer ® . Considerou-se o montante de investimento suprarreferido e os custos de O&M de 2,5€/kW/ano. Segundo as especificações técnicas apresentadas em [7], a sua eficiência máxima é de cerca de 98,3%, tendo- -se considerado neste estudo como sendo de 98%. Os restantes parâme- tros foram deixados com os respetivos valores padrão.

tros foram deixados com os respetivos valores padrão. Figura 5 Janela de configuração do inversor. 3.

Figura 5 Janela de configuração do inversor.

3. Resultados e discussão Na presente secção apresentam-se os resultados obtidos no processo de simulação, a determinação da redução da quantidade energia elétrica con- sumida na instalação e da potência média tomada em horas de ponta, resultantes da produção de eletricidade por parte do gerador fotovoltaico, bem como um estudo para avaliação da viabilidade económica da instala- ção da UPAC na indústria metalomecânica em apreço.

3.1. Potência ótima para o gerador fotovoltaico e inversor a instalar Após a introdução dos dados relativos aos perfis de carga, recurso solar, temperaturas médias mensais e dos componentes a testar, o último passo é o de se proceder à simulação, de modo a se obterem os elementos que permitam a seleção da solução a propor.

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elementos que permitam a seleção da solução a propor. 5 No último processo de simulação (após

No último processo de simulação (após a refinação das hipóteses a ana- lisar), o software Homer ® processou 9 combinações 4 de entre os equipa- mentos considerados. Na Figura 6 apresenta-se a configuração do sistema simulado.

6 apresenta-se a configuração do sistema simulado. Figura 6 Diagrama do sistema híbrido em teste. Após

Figura 6 Diagrama do sistema híbrido em teste.

Após a realização da simulação com os componentes e configurações apresentadas ao longo da seção 2, determinou-se que a potência ótima do gerador fotovoltaico e inversor a instalar é de 50kW para ambos. Na Figura 7 apresentam-se, entre outras informações, os resultados mensais relativos ao abastecimento da carga por parte do sistema fotovoltaico e da rede.

da carga por parte do sistema fotovoltaico e da rede. Figura 7 Resultados elétricos mensais e

Figura 7 Resultados elétricos mensais e anuais da UPAC proposta para instalação na indústria metalomecânica.

Através da análise da Figura 7, pode-se verificar que se estima que o gera- dor fotovoltaico produzirá, no primeiro ano de operação da UPAC, cerca de 75070kWh de eletricidade e que serão adquiridos cerca de 46018kWh de energia elétrica por ano. É importante salientar que essa parcela de produção de eletricidade não corresponde à que irá abastecer a carga, visto se estima que cerca de 16683kWh se perderão pelo facto de o gerador fotovoltaico não gerar tensões suficientemente elevadas para ativar o(s) inversor(es).

4 Correspondentes ao produto entre as várias quantidades de componentes que se testaram na última simulação realizada.

Deste modo, de entre as quantidades de energia elétrica que se esti- mam ser geradas no primeiro ano de funcionamento do sistema fotovol- taico, temos que:

Cerca de 16683kWh corresponderão a eletricidade desperdiçada pelo motivo suprarreferido;

Cerca de 57219kWh corresponderão à eletricidade gerada pelo sis- tema fotovoltaico que pode ser alvo de aproveitamento. Esse valor é determinado através do produto da diferença entre a quantidade total de eletricidade produzida pelo sistema fotovoltaico (apresentada no campo “PV array”) e a quantidade de eletricidade desperdiçada (apre- sentada no campo “Excess Electricity”) e o rendimento considerado para o inversor (referido em 2.4), isto é:

Q t_eletricidade_UPAC =(7507016683)×0,98 <=> Q t_eletricidade_UPAC =57219,27 kWh

Cerca de 28412kWh serão vendidos à rede nos momentos em que a potência do gerador fotovoltaico é superior à absorvida pela carga, conforme se pode verificar no campo “Grid Sales”;

A eletricidade “autoconsumida” corresponderá a 28807kWh, cujo valor corresponde à diferença entre a quantidade de eletricidade gerada pelo sistema fotovoltaico que pode ser alvo de aproveitamento e a quanti- dade de eletricidade vendida à rede, ou seja 57219 – 28412.

Pode-se igualmente constatar que o custo médio ponderado da ele- tricidade (Levelized COE) toma o valor de 0,174€/kWh. Este valor dispõe não só em consideração os encargos com a eletricidade gerada e pro- veniente da rede, mas também os encargos com potência descritos em 2.3.2. Perante os pressupostos considerados, estima-se ainda que os custos anuais de O&M são de cerca de 9490€/ano, os quais incluem também os encargos com a eletricidade adquirida à rede. Os valores percentuais que se apresentam na Figura 7 não dispõem de um significado relevante para a análise dos consumos de eletricidade da presente instalação, sendo referidos à soma da produção total do sistema fotovoltaico (que inclui a energia desperdiçada) com a quantidade de eletricidade adquirida à rede pública. Ao longo das restantes subseções serão apresentados todos os dados relevantes para análise dos consumos de eletricidade da presente instalação, nos casos em que não se dispõe e se dispõe da presente UPAC.

3.2. Determinação dos consumos energéticos iniciais e respetivos custos Antes de se iniciar o cálculo das quantidades de eletricidade e potência passíveis de serem reduzidos através da instalação da presente UPAC é necessário, em primeiro lugar, estimar os consumos de energia elétrica em cada mês, as potências tomadas em hora de ponta e os respetivos custos. Para proceder à sua determinação, verifica-se a necessidade de se exportarem os dados da solução obtida, de modo a que se possam reali- zar os cálculos necessários para o efeito. Esse processo pode ser realizado através da opção “Export” do separador “Hourly data” da janela da solução selecionada, neste caso já apresentada na Figura 7. Apesar de a referida opção “Export” apenas permitir proceder à expor- tação de ficheiros com a extensão “.txt”, esses podem ser abertos através do Microsoft Excel ® e organizados em colunas, de forma a permitir a sua utilização. Após a realização destes passos, pode-se dar início aos cálculos. Esse processo iniciou-se com a separação da eletricidade consumida, por cada período de consumo (super vazio, vazio, cheia e ponta), em cada uma das horas do ano. Na presença desses valores, é possível somá-los para cada uma das horas de cada mês e, dessa forma, determinar a ener- gia elétrica consumida em cada período do tarifário. Além desses dados, é igualmente possível determinar o número de horas de ponta de cada mês. De seguida, para se estimarem os valores da potência média tomada em horas de ponta, basta realizar o quociente entre a eletricidade consu- mida em cada mês e em horas de ponta, pelo número de horas de ponta desse mês. Na Tabela 2 apresentam-se os resultados dos cálculos descritos.

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Potência Consumo mensal de energia ativa em cada período do tarifário [kWh] tomada N.º de
Potência
Consumo mensal de energia ativa em
cada período do tarifário [kWh]
tomada
N.º de
em
Mês
horas de
horas de
ponta
Super
Vazio
ponta
Cheia
Ponta
Total
vazio
normal
[kW]
Janeiro
217,5
579,7
3
968,5
1
593,3
6
358,9
124
12,85
Fevereiro
183,0
510,9
3
392,1
1
408,8
5
494,8
112
12,58
Março
220,1
600,6
4
082,7
1
638,1
6
541,6
124
13,21
Abril
209,1
576,3
3
871,9
1
463,0
6
120,2
120
12,19
Maio
203,2
569,7
3
994,6
1
443,6
6
211,1
124
11,64
Junho
210,6
591,8
3
938,7
1
502,4
6
243,6
120
12,52
Julho
212,6
595,4
4
001,5
1
462,2
6
271,6
124
11,79
Agosto
220,4
648,1
4
411,1
1
609,0
6
888,6
124
12,98
Setembro
211,5
586,0
3
841,0
1
480,1
6
118,6
120
12,33
Outubro
220,4
586,2
4
113,0
1
502,4
6
422,0
124
12,12
Novembro
193,1
562,8
3
691,4
1
578,5
6
025,8
120
13,15
Dezembro
216,9
607,9
3
707,3
1
596,3
6
128,4
124
12,87
Total
2 518,3
7 015,4
47 013,8
18
277,7
74 825,1
Percentagem
de eletricidade
consumida em
3,4%
9,4%
62,8%
24,4%
100%
cada período
do tarifário

Tabela 2 Estimativa da quantidade de energia elétrica consumida mensalmente, em cada período do tarifário, e da potência tomada em horas de ponta, sem se dispor da UPAC.

Conforme se pode verificar na Tabela 2, estima-se que o consumo men- sal de eletricidade da presente indústria metalomecânica oscile entre cerca de 5500 e 7000kWh mensais. A quantidade total de eletricidade consu- mida na instalação é de 74825,1kWh, correspondendo ao valor apresen- tado no campo “AC Primary Load” da Figura 7. Dispondo dos valores apresentados na Tabela 2 e das tarifas apresentadas em [4] e na Figura 4, através do produto de cada um dos termos pelos respetivos custos, determinaram-se os encargos totais com a energia ativa e com a potên- cia tomada em horas de ponta, cujos resultados se apresentam na Tabela 3.

Encargos com a energia ativa Encargos Soma dos com a encargos potência mensais Mês Super
Encargos com a energia ativa
Encargos
Soma dos
com a
encargos
potência
mensais
Mês
Super
Vazio
tomada
considerados
Cheia
Ponta
vazio
normal
em horas
no presente
de ponta
estudo
Janeiro
16,86 €
51,18 €
502,01 €
343,50 €
193,31 €
1
106,86 €
Fevereiro
14,19 €
45,11 €
429,10 €
303,73 €
189,24 €
981,37 €
Março
17,06 €
53,03 €
516,46 €
353,18 €
198,76 €
1
138,49 €
Abril
16,20 €
50,89 €
489,80 €
315,41 €
183,42 €
1
055,72 €
Maio
15,75 €
50,30 €
505,31 €
311,24 €
175,15 €
1
057,76 €
Junho
16,32 €
52,26 €
498,25 €
323,92 €
188,37 €
1
079,12 €
Julho
16,47 €
52,57 €
506,19 €
315,25 €
177,41 €
1
067,89 €
Agosto
17,08 €
57,22 €
558,01 €
346,91 €
195,22 €
1
174,44 €
Setembro
16,39 €
51,75 €
485,88 €
319,10 €
185,56 €
1
058,68 €
Outubro
17,08 €
51,76 €
520,29 €
323,92 €
182,29 €
1
095,35 €
Novembro
14,96 €
49,70 €
466,97 €
340,31 €
197,90 €
1
069,84 €
Dezembro
16,81 €
53,68 €
468,97 €
344,17 €
193,68 €
1
077,30 €
Anual
195,17 €
619,46 €
5 947,24 €
3 940,66 €
2 260,32 €
12
962,84 €

Tabela 3 Estimativa dos encargos de energia e de potência com a eletricidade consumida na instalação, sem se dispor da UPAC.

Estimativa dos encargos de energia e de potência com a eletricidade consumida na instalação, sem se

6

projetos renováveis

autoconsumo fotovoltaico – exemplo de dimensionamento e estudo económico

Para o presente estudo, os restantes termos da fatura de eletricidade não serão considerados. A razão para esta opção deve-se ao facto de os itens que não são considerados, teoricamente, se manterem inaltera- dos antes e depois da instalação da UPAC. Dessa forma, para a realização deste estudo serão apenas necessários os termos que se apresentam na Tabela 3, pelo facto de serem os estri- tamente necessários para a determinação da redução dos encargos com energia consumida em todos os períodos do tarifário e com a potência tomada em horas de ponta.

3.3. Determinação das quantidades de eletricidade comprada, vendida e produzida para autoconsumo Para se proceder à estimativa dos montantes de poupança obtidos pela instalação de uma UPAC é necessário, em primeiro lugar, conhecerem- -se as quantidades de eletricidade produzida para autoconsumo, bem como das quantidades adquiridas e vendidas à rede. O software Homer ® determina automaticamente esses valores, aos quais se pode aceder através do separador “Grid” da janela da solução que se pretende implementar, tal como se pode verificar na Figura 8. Pela análise da Figura 8, verifica-se que apenas é possível visualizar os valores da eletricidade adquirida e comprada à rede, separadamente, para cada período do tarifário. Por esse motivo, elaborou-se a Tabela 4, na qual se apresentam os referidos valores para todos os períodos do tarifário. Além desses valores, também se incluíram na 10.ª e 11.ª colunas, res- petivamente, o somatório da eletricidade consumida e vendida à rede em todos os períodos do tarifário – cujos valores totais se podem veri- ficar que correspondem, respetivamente, aos apresentados nos campos Grid purchases” e “Grid sales” da Figura 7. Neste sistema, estima-se que as quantidades de eletricidade vendidas à rede variam entre 812kWh no mês de dezembro e 4202kWh no mês de julho, correspondendo, numa base anual, a cerca de 62% da eletricidade comprada. Na 12.ª coluna da Tabela 4, apresentam-se as quantidades de eletricidade geradas pela UPAC e que efetivamente irão proceder ao abastecimento

pela UPAC e que efetivamente irão proceder ao abastecimento Figura 8 Resultados referentes à energia elétrica

Figura 8 Resultados referentes à energia elétrica adquirida e vendida à rede, no período horário de vazio, para cada mês do primeiro ano de operação da UPAC proposta para a indús- tria metalomecânica.

da carga. Comparando o respetivo valor total com o apresentado em 3.1, pode-se verificar que o respetivo valor corresponde ao lá referido para a eletricidade autoconsumida na presente instalação. Neste caso, os respetivos valores mensais foram determinados através da diferença (subtração), para cada mês, do consumo mensal total apre- sentado na 6.ª coluna da Tabela 2, pela eletricidade adquirida à rede que se apresenta na 10.ª coluna da Tabela 4. Na presença destes dados apresenta- -se, no gráfico da Figura 9, a repartição da eletricidade gerada pela UPAC e comprada à rede para abastecimento da carga.

Quantidades de energia elétrica consumida e fornecida à rede em cada período do tarifário [kWh]
Quantidades de energia elétrica consumida e fornecida à rede em cada período do tarifário [kWh]
Peso relativo
Potência
da eletricidade
média
autoconsumida,
tomada
Super vazio
Vazio normal
Cheia
Ponta
Total
em
à rede
Mês
percentagem do
em
consumo total
horas de
de eletricidade
ponta
Adquirida
Fornecida
Adquirida
Fornecida
Adquirida
Fornecida
Adquirida
Fornecida
Adquirida
Fornecida
na instalação
[kW]
à rede
à rede
à rede
à rede
à rede
à rede
à rede
à rede
à rede
à rede
Janeiro
217,5
0,0
580,0
0,0
3
101,0
841,0
1 338,0
127,0
5
236,5
968,0
1
122,4
2 090,37
17,7%
10,79
Fevereiro
183,0
0,0
511,0
0,0
2
104,0
1 342,0
1 104,0
191,0
3
902,0
1
533,0
1
592,8
3 125,81
29,0%
9,86
Março
220,0
0,0
584,0
7,0
2
185,0
1 972,0
1 058,0
409,0
4
047,0
2
388,0
2
494,6
4 882,56
38,1%
8,53
Abril
209,0
0,0
441,0
68,0
2
371,0
1 404,0
354,0
1 223,0
3
375,0
2 695,0
2
745,2
5 440,25
44,9%
2,95
Maio
202,0
1,0
265,0
220,0
2
230,0
1 855,0
268,0
1 465,0
2
965,0
3 541,0
3
246,1
6 787,06
52,3%
2,16
Junho
211,0
0,0
263,0
250,0
1
980,0
1 969,0
353,0
1 554,0
2
807,0
3
773,0
3
436,6
7 209,59
55,0%
2,94
Julho
213,0
0,0
245,0
195,0
1
751,0
2
265,0
187,0
1 742,0
2
396,0
4
202,0
3
875,6
8 077,61
61,8%
1,51
Agosto
220,0
0,0
454,0
82,0
2
377,0
1 740,0
339,0
1 393,0
3
390,0
3
215,0
3
498,6
6
713,58
50,8%
2,73
Setembro
212,0
0,0
511,0
27,0
2
406,0
1 343,0
415,0
1 174,0
3
544,0
2
544,0
2
574,6
5
118,60
42,1%
3,46
Outubro
220,0
0,0
576,0
8,0
3
103,0
775,0
536,0
827,0
4
435,0
1 610,0
1 987,0
3
596,99
30,9%
4,32
Novembro
193,0
0,0
554,0
1,0
2
770,0
929,0
1
313,0
202,0
4
830,0
1 132,0
1 195,8
2 327,79
19,8%
10,94
Dezembro
217,0
0,0
608,0
0,0
2
906,0
698,0
1
360,0
114,0
5
091,0
812,0
1 037,4
1 849,36
16,9%
10,97
Anual
2 517,5
1,0
5 592,0
858,0
29 284,0
17 133,0
8
625,0
10
421,0
46 018,5
28 413,0
28 806,6
57 219,57
38,5%
5,93
Eletricidade Autoconsumida
[kWh]
Quantidade total de eletricidade
gerada pela UPAC [kWh]

Tabela 4 Estimativas das quantidades de energia elétrica consumida e fornecida à rede em cada período do tarifário, gerada para autoconsumo e respetivo peso relativo para abastecimento da carga, e da potência tomada à rede em horas de ponta, em cada mês do primeiro ano de operação da UPAC.

7

da carga, e da potência tomada à rede em horas de ponta, em cada mês do
Figura 9 Energia elétrica mensalmente consumida na instalação e frações relativas asse- guradas pela UPAC

Figura 9 Energia elétrica mensalmente consumida na instalação e frações relativas asse- guradas pela UPAC e por eletricidade adquirida à rede.

Na 13.ª coluna da Tabela 4 apresenta-se a quantidade total de energia elétrica gerada pela UPAC, a qual corresponde à soma entre a eletricidade

vendida à rede e a eletricidade autoconsumida na instalação. No gráfico da Figura 10, apresenta-se a comparação entre as estimativas das quantida- des totais de eletricidade gerada pela UPAC e consumida pela instalação –

a qual já havia sido apresentada na coluna 6 da Tabela 2.

a qual já havia sido apresentada na coluna 6 da Tabela 2 . Figura 10 Peso

Figura 10 Peso relativo da eletricidade autoconsumida em percentagem do consumo total de eletricidade na instalação.

Conforme se pode verificar no gráfico da Figura 10, apenas entre maio

e julho é que a produção ultrapassa o consumo, sendo que, em termos

anuais, a produção global (para autoconsumo e venda à rede) corresponde

a cerca de 76% do consumo total da presente instalação.

Desta forma, este sistema não só cumpre o disposto nas alíneas b) e c) do ponto 1 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 153/2014, de 25 de outubro

– que referem, respetivamente, que a potência de ligação da UPAC não

pode ser superior à potência contratada e que a potência instalada não pode exceder o dobro da mesma, mas também o disposto na alínea e) do artigo 8.º, no qual é requerido que o dimensionamento da UPAC deve ser realizado de forma a garantir a aproximação, sempre que possível (e cuja impossibilidade se verificou neste caso), da eletricidade produzida com a quantidade de energia elétrica consumida na instalação de utilização. Na 14.ª coluna da Tabela 4 apresenta-se o peso relativo da eletricidade autoconsumida, em percentagem do consumo total de eletricidade na ins- talação, a qual varia entre 16,9% em dezembro e 61,8% em julho, dis- pondo-se de uma média anual de 38,3%. A respetiva evolução acompanha, naturalmente, a variação sazonal da disponibilidade do recurso solar (já apresentada na Figura 2), tal como se pode verificar no gráfico da Figura 11.

projetos renováveis

verificar no gráfico da Figura 11 . projetos renováveis Figura 11 Peso relativo da eletricidade autoconsumida

Figura 11 Peso relativo da eletricidade autoconsumida em percentagem do consumo total de eletricidade na instalação.

A instalação de uma UPAC em estabelecimentos comerciais, de servi- ços ou industriais sujeitos a tarifários de Baixa Tensão Especial, Média, Alta ou Muito Alta Tensão, tal como suprarreferido, dispõe da utilidade de não só permitir a redução dos consumos energéticos, mas também da potência tomada em horas de ponta. No gráfico da Figura 12 apresenta-se a com- paração entre as potências médias tomadas em horas de ponta, estima- das para os casos em que não se dispõe e se dispõe da presente UPAC.

casos em que não se dispõe e se dispõe da presente UPAC. Figura 12 Comparação entre

Figura 12 Comparação entre a potência tomada à rede em horas de ponta, com e sem a UPAC.

3.4. Determinação dos custos de eletricidade com a instalação da UPAC Após o conhecimento das quantidades de energia elétrica adquirida e for- necida à rede em cada período do tarifário, da eletricidade autoconsumida e das tarifas apresentadas em [4] e na Figura 4, procedeu-se à estimativa dos custos mensais com os termos da fatura de eletricidade considerados neste estudo (referidos em 3.2), e os termos adicionais requeridos pelo disposto no Decreto-Lei n.º 153/2014, após a instalação da UPAC na indús- tria metalomecânica em apreço. Na Tabela 5 apresentam-se os respetivos resultados, sendo que entre as colunas 2 e 9 se expõem os resultados relativos aos encargos com a eletri- cidade adquirida e os proveitos com a energia elétrica vendida à rede em cada período do tarifário. Esses resultados foram obtidos, para cada mês, através do produto entre os valores apresentados nas mesmas colunas da Tabela 4 e respetivos custos unitários apresentados em [4] e na Figura 4. A determinação dos encargos com a potência tomada em horas de ponta, cujos resultados se apresentam na coluna 11, foi realizada de forma aná- loga à anteriormente descrita. Na 12.ª coluna da Tabela 5 apresenta-se o termo já referido em 2.3.2 relativo à compensação dos CIEG o qual, segundo referido em [6], toma

5 apresenta-se o termo já referido em 2.3.2 relativo à compensação dos CIEG o qual, segundo

8

projetos renováveis

autoconsumo fotovoltaico – exemplo de dimensionamento e estudo económico

Encargos com a eletricidade consumida na instalação e proveitos com a energia elétrica produzida pela
Encargos com a eletricidade consumida na instalação e proveitos com a energia elétrica produzida pela UPAC e vendida à
rede, em cada um dos períodos do tarifário
Encargos
com a
Soma dos
Encargos
totais com a
eletricidade
adquirida à
rede
potência
encargos
média
mensais
Super vazio
Vazio Normal
Cheia
Ponta
Mês
tomada à
considerados
rede em
no presente
Adquirida
Fornecida
Adquirida
Fornecida
Adquirida
Fornecida
Adquirida
Fornecida
horas de
estudo
à rede
à rede
à rede
à rede
à rede
à rede
à rede
à rede
ponta
Janeiro
16,86 €
0
51,21 €
0
392,28 €
33,64 €
288,47 €
5,08 €
748,82 €
162,34 €
41,67 €
12,50 €
965,33 €
Fevereiro
14,19 €
0
45,12 €
0
266,16 €
53,68 €
238,02 €
7,64 €
563,49 €
148,30 €
41,67 €
12,50 €
765,95 €
Março
17,06 €
0
51,57 €
0,28 €
276,40 €
78,88 €
228,10 €
16,36 €
573,13 €
128,37 €
41,67 €
12,50 €
755,67 €
Abril
16,20 €
0
38,94 €
2,72 €
299,93 €
56,16 €
76,32 €
48,92 €
431,40 €
44,38 €
41,67 €
12,50 €
529,95 €
Maio
15,75 €
0,04 €
23,40 €
8,80 €
282,10 €
74,20 €
57,78 €
58,60 €
379,02 €
32,52 €
41,67 €
12,50 €
465,71 €
Junho
16,32 €
0
23,22 €
10,00 €
250,47 €
78,76 €
76,11 €
62,16 €
366,12 €
44,26 €
41,67 €
12,50 €
464,54 €
Julho
16,47 €
0
21,63 €
7,80 €
221,50 €
90,60 €
40,32 €
69,68 €
299,93 €
22,69 €
41,67 €
12,50 €
376,78 €
Agosto
17,08 €
0
40,09 €
3,28 €
300,69 €
69,60 €
73,09 €
55,72 €
430,95 €
41,13 €
41,67 €
12,50 €
526,24 €
Setembro
16,39 €
0
45,12 €
1,08 €
304,36 €
53,72 €
89,47 €
46,96 €
455,35 €
52,03 €
41,67 €
12,50 €
561,55 €
Outubro
17,08 €
0
50,86 €
0,32 €
392,53 €
31,00 €
115,56 €
33,08 €
576,03 €
65,03 €
41,67 €
12,50 €
695,23 €
Novembro
14,96 €
0
48,92 €
0,04 €
350,41 €
37,16 €
283,08 €
8,08 €
697,37 €
164,62 €
41,67 €
12,50 €
916,15 €
Dezembro
16,81 €
0
53,69 €
0
367,61 €
27,92 €
293,22 €
4,56 €
731,32 €
165,01 €
41,67 €
12,50 €
950,49 €
Anual
195,17 €
0,04 €
493,77 €
34,32 €
3 704,43 €
685,32 €
1 859,55 €
416,84 €
6 252,92 €
1 070,68 €
500 €
150 €
7 973,59 €
Compensação
CIEG
Seguro de responsabilidade
civil

Tabela 5 Estimativa dos encargos mensais de eletricidade na instalação, durante o primeiro ano de funcionamento da UPAC.

o valor 10€/kW de ligação/ano. Como se verificou que a potência ótima de ligação é de 50kW, esse termo toma o valor de 500€/ano, correspon- dendo a 41,67€/mês. Segundo o disposto na alínea h) do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 153/2014, constitui um dever do produtor o de celebrar um seguro de responsabilidade civil para a reparação de danos corporais ou materiais causados a terceiros em resultado do exercício das atividades de produ- ção de eletricidade. Para tal, considerou-se um montante de 150€ por ano, correspondente a 12,5€/mês, apresentando-se o mesmo na 13.ª coluna da Tabela 5. Por fim, na 14.ª coluna da Tabela 5, apresentam-se os custos totais dos termos considerados no presente estudo, para cada mês e no final do pri- meiro ano de funcionamento da UPAC, os quais são determinados através da soma dos valores apresentados nas colunas 10 a 13.

3.5. Determinação dos montantes de poupança na fatura de eletricidade possibilitados pela instalação da UPAC Após a determinação dos encargos com os termos da fatura da eletrici- dade considerados no presente estudo (referidos em 3.2) nos casos em que não se dispõe da UPAC – apresentados na Tabela 3, bem como dos encargos que se estimam vir a dispor após a instalação da UPAC na pre- sente indústria metalomecânica – apresentados na Tabela 5, apresentam-se na Tabela 6 os montantes de poupança mensais do primeiro ano de ope- ração da UPAC, possibilitados pela instalação da mesma. Analisando a Tabela 6, pode-se verificar que os valores apresentados nas colunas 2 e 3 correspondem, respetivamente, aos já apresentados na coluna 7 da Tabela 3 e na coluna 17 da Tabela 5. Subtraindo esses valores para cada um dos meses, é possível determinar o montante de poupança com a eletricidade adquirida à rede para cada um dos meses do primeiro ano de operação da UPAC. Esses montantes de poupança contemplam o decréscimo dos custos com a energia elétrica consumida e com a potência tomada em horas de ponta, apresentando-se na 4.ª coluna da Tabela 6 os respetivos resultados.

9

na 4.ª coluna da Tabela 6 os respetivos resultados. 9 Apresenta-se ainda, no gráfico da Figura

Apresenta-se ainda, no gráfico da Figura 13, a comparação entre os custos com os termos da fatura de eletricidade considerados no presente estudo, para os casos em que a indústria metalomecânica em apreço não dispõe da UPAC e para o caso em que dispõe da mesma.

Encargos com a energia ativa consumida e com a potência tomada em horas de ponta
Encargos com a energia
ativa consumida e com a
potência tomada em horas
de ponta
Montante de
poupança com
Mês
a eletricidade
adquirida à
rede
Rendimento
obtido com
a venda de
eletricidade
excedentária
Sem UPAC
Com UPAC
Montantes mensais
de poupança
na fatura de
eletricidade
possibilitados pela
instalação da UPAC
durante o primeiro
ano de operação
Janeiro
1
106,86 €
965,33 €
141,54 €
38,72 €
180,26 €
Fevereiro
981,37 €
765,95 €
215,42 €
61,32 €
276,74 €
Março
1
138,49 €
755,67 €
382,83 €
95,52 €
478,35 €
Abril
1
055,72 €
529,95 €
525,77 €
107,80 €
633,57 €
Maio
1
057,76 €
465,71 €
592,05 €
141,64 €
733,69 €
Junho
1
079,12 €
464,54 €
614,58 €
150,92 €
765,50 €
Julho
1
067,89 €
376,78 €
691,11 €
168,08 €
859,19 €
Agosto
1
174,44 €
526,24 €
648,20 €
128,60 €
776,80 €
Setembro
1
058,68 €
561,55 €
497,14 €
101,76 €
598,90 €
Outubro
1
095,35 €
695,23 €
400,12 €
64,40 €
464,52 €
Novembro
1
069,84 €
916,15 €
153,69 €
45,28 €
198,97 €
Dezembro
1
077,30 €
950,49 €
126,81 €
32,48 €
159,29 €
Anual
12
962,84 €
7 973,59 €
4 989,25 €
1 136,52 €
6 125,77 €

Tabela 6 Montantes mensais de poupança na fatura de eletricidade possibilitados pela instalação da UPAC.

Figura 13 Comparação entre as dos encargos mensais considerados no presente estudo, para os casos

Figura 13 Comparação entre as dos encargos mensais considerados no presente estudo, para os casos em que a instalação não dispõe da UPAC e em que dispõe da mesma, durante o seu primeiro ano de funcionamento.

Na coluna 5 da Tabela 6 apresentam-se as estimativas dos rendimentos mensais obtidos com a eletricidade produzida pela UPAC, nos momentos em que a potência gerada pela mesma é superior à carga absorvida pela instalação. Esses resultados foram determinados, para cada mês, através da soma dos termos apresentados nas colunas 3, 5, 7 e 9 da Tabela 5. Por fim, determinou-se a poupança na fatura de eletricidade do pri- meiro ano de operação da UPAC, cujos valores são obtidos através da soma entre os montantes de poupança com a eletricidade adquirida à rede (apresentados na coluna 4) e os rendimentos obtidos com a venda de ele- tricidade excedentária (apresentados coluna 5). Os referidos montantes de poupança são apresentados na coluna 6 da Tabela 6, onde se pode verificar que se estima que variem entre 159,29€ no mês de dezembro e 859,19€ no mês de julho, e que correspondem a um montante global de 6125,77€ no primeiro ano de operação da UPAC. No gráfico da Figura 14, apresentam-se as frações relativas de cada uma das parcelas que resultam nas poupanças obtidas no primeiro ano de ope- ração da UPAC proposta para a indústria metalomecânica em apreço.

projetos renováveis

indústria metalomecânica em apreço. projetos renováveis Figura 14 Frações relativas dos montantes de poupança na

Figura 14 Frações relativas dos montantes de poupança na fatura energética possibilitados pela redução de eletricidade adquirida à rede e pela venda da energia elétrica excedentária.

3.6. Determinação dos montantes de poupança com a UPAC ao longo da vida útil dos equipamentos Ao longo dos anos, o sistema fotovoltaico proposto para a presente uni- dade industrial vai sendo alvo de uma degradação que resulta num decrés- cimo da eletricidade gerada. Segundo o referido no catálogo de fabricante dos módulos fotovoltaicos [3], estima-se que a referida degradação tome um valor máximo de 0,667% por ano. Considerando que além do gerador fotovoltaico, também o inversor, condutores e outros componentes do sistema serão alvo de degradação ao longo dos anos, assumiu-se que, em termos globais, esse valor será de 0,8% por ano. A referida degradação terá como consequência a diminuição progres- siva da quantidade energia elétrica autoconsumida e vendida à rede e no aumento da quantidade de eletricidade adquirida à rede ao longo dos anos, conforme se pode verificar nas colunas 3 a 10 da Tabela 7. Os custos e proveitos associados à energia elétrica adquirida e vendida à rede, respeti- vamente, aumentam e diminuem ao longo dos anos, tal como se pode veri- ficar nas colunas 15 e 17 da Tabela 7.

Quantidades de energia elétrica consumida e fornecida Potência à rede em cada período do tarifário
Quantidades de energia elétrica consumida e fornecida
Potência
à
rede em cada período do tarifário [kWh]
Degradação
Montante
média
média
Encargos com a energia
ativa consumida e com a
potência tomada em horas
de ponta
de poupança
tomada à
anual da
com a
Ano
Super vazio
Vazio normal
Cheia
Ponta
rede em
produção de
eletricidade
horas de
Montantes de
poupança anual
na fatura de
eletricidade
possibilitados
eletricidade
adquirida à
ponta
da UPAC
rede
Rendimento
anual obtido
com a venda
de
eletricidade
excedentária
Adquirida
Fornecida
Adquirida
Fornecida
Adquirida
Fornecida
Adquirida
Fornecida
[kW]
pela instalação
da UPAC
Sem UPAC
Com UPAC
à rede
à rede
à
rede
à rede
à rede
à rede
à rede
à rede
1
0,8%
2
518,28
1
5
592,00
858,00
29
284,00
17
133,00
8
625,00
10
421,00
5,93
500
150
12
962,84 €
7
973,59 €
4
989,25 €
1 136,52 €
6
125,77 €
2
0,8%
2
538,42
0
5
636,74
851,14
29
518,27
16
995,94
8
694,00
10
337,63
5,98
500
150
12
962,84 €
8
032,18 €
4
930,66 €
1 127,39 €
6
058,05 €
3
0,8%
2
558,73
0
5
681,83
844,33
29
754,42
16
859,97
8
763,55
10
254,93
6,03
500
150
12
962,84 €
8
091,24 €
4
871,61 €
1 118,37 €
5
989,97 €
4
0,8%
2
579,20
0
5
727,28
837,57
29
992,45
16
725,09
8
833,66
10
172,89
6,07
500
150
12
962,84 €
8
150,77 €
4
812,08 €
1 109,42 €
5
921,50 €
5
0,8%
2
599,83
0
5
773,10
830,87
30
232,39
16
591,29
8
904,33
10
091,51
6,12
500
150
12
962,84 €
8
210,77 €
4
752,07 €
1 100,55 €
5
852,62 €
6
0,8%
2
620,63
0
5
819,29
824,22
30
474,25
16
458,56
8
975,56
10
010,78
6,17
500
150
12
962,84 €
8
271,26 €
4
691,58 €
1 091,74 €
5
783,33 €
7
0,8%
2
641,60
0
5
865,84
817,63
30
718,05
16
326,89
9
047,37
9
930,69
6,22
500
150
12
962,84 €
8
332,23 €
4
630,61 €
1 083,01 €
5
713,62 €
8
0,8%
2
662,73
0
5
912,77
811,09
30
963,79
16
196,27
9
119,75
9
851,24
6,27
500
150
12
962,84 €
8
393,69 €
4
569,16 €
1 074,34 €
5
643,50 €
9
0,8%
2
684,03
0
5
960,07
804,60
31
211,50
16
066,70
9
192,71
9
772,43
6,32
500
150
12
962,84 €
8
455,64 €
4
507,21 €
1 065,75 €
5
572,96 €
10
0,8%
2
705,50
0
6
007,75
798,16
31
461,19
15
938,17
9
266,25
9
694,26
6,37
0
150
12
962,84 €
8
018,08 €
4
944,76 €
1 057,22 €
6
001,98 €
11
0,8%
2
727,15
0
6
055,81
791,78
31
712,88
15
810,66
9
340,38
9
616,70
6,42
0
150
12
962,84 €
8
081,03 €
4
881,82 €
0
4
881,82 €
12
0,8%
2
748,96
0
6
104,26
785,44
31
966,59
15
684,18
9
415,10
9
539,77
6,47
0
150
12
962,84 €
8
144,48 €
4
818,37 €
0
4
818,37 €
13
0,8%
2
770,96
0
6
153,09
779,16
32
222,32
15
558,71
9
490,42
9
463,45
6,53
0
150
12
962,84 €
8
208,43 €
4
754,41 €
0
4
754,41 €
14
0,8%
2
793,12
0
6
202,32
772,93
32
480,10
15
434,24
9
566,34
9
387,74
6,58
0
150
12
962,84 €
8
272,90 €
4
689,94 €
0
4
689,94 €
15
0,8%
2
815,47
0
6
251,94
766,74
32
739,94
15
310,76
9
642,88
9
312,64
6,63
0
150
12
962,84 €
8
337,88 €
4
624,96 €
0
4
624,96 €
Compensação
CIEG
Seguro de
responsabilidade civil

Tabela 7 Estimativa dos montantes anuais de poupança na fatura de eletricidade durante os 15 anos de funcionamento da UPAC.

7 Estimativa dos montantes anuais de poupança na fatura de eletricidade durante os 15 anos de

10

projetos renováveis

autoconsumo fotovoltaico – exemplo de dimensionamento e estudo económico

A potência tomada em horas de ponta é igualmente alvo de redu- ção, verificando-se o aumento do respetivo valor médio (proveniente da rede), ao longo da vida útil considerada para os equipamentos, na coluna 11 da Tabela 7 . Na coluna 14, apresentam-se os custos anuais que a instalação dispo- ria sem a UPAC. Os montantes foram considerados constantes, durante os 15 anos previstos a vida útil dos equipamentos, devido ao facto de se prever que a evolução na quantidade de equipamentos a operar na pre- sente unidade industrial e dos respetivos encargos com a energia serão acompanhados de medidas de eficiência energética que irão resultar na diminuição dos consumos. Nos termos do artigo 25º do Decreto-Lei n.º 153/2014, o pagamento de uma prestação mensal fixa dos CIEG é apenas aplicável aos primeiros 10 anos de funcionamento do sistema, apresentando-se essa considera- ção na coluna 12 da Tabela 7. Por outro lado, nos termos do ponto 3 do artigo 23.º do mesmo regu- lamento, o contrato de compra e venda de eletricidade disporá de um prazo máximo de 10 anos, renováveis por períodos de 5 anos. Se a reno- vação do contrato de aquisição de energia elétrica ao fim de 10 anos não se afigura como um grande obstáculo, a renovação do contrato de venda pode não ser garantida. Deste modo, no presente estudo não se con- siderou a venda da eletricidade excedentária da UPAC após o término do contrato inicial, tal como se pode verificar na coluna 17 da Tabela 7. Nestes termos, apresenta-se na coluna 18 da Tabela 7, a estimativa dos montantes anuais de poupança na fatura de eletricidade durante os 15 anos de funcionamento da UPAC.

3.7. Estudo de viabilidade económica da instalação da UPAC na presente indústria metalomecânica Após a determinação dos montantes anuais de poupança obtidos com a instalação da UPAC na presente unidade industrial, o último passo deste estudo é o de analisar a viabilidade económica da mesma. Para o efeito, utilizaram-se os mesmos modelos matemáticos que se apresentaram na secção 3.4 do artigo publicado na edição 19 da presente revista.

módulo = 37600€), com os custos com 2 inversores Sunny Tri- power STP 25000TL (50kW × 150€/kW = 7500€) e com os restantes equipamentos (contadores de eletricidade, qua- dros e canalizações elétricas), mão-de-obra e despesas de licen- ciamento – para os quais se considerou um custo de 7500€. Devido ao facto de se ter utilizado como base um preço unitá- rio de revenda dos módulos fotovoltaicos e respetiva estrutura de fixação, considerou-se ainda um desconto de 20% sobre o respe- tivo valor, devido à quantidade necessária para o presente apro- veitamento (200 módulos), cujo pressuposto resulta no segundo montante considerado para o investimento;

Fundos de apoio à realização do investimento de 0%, 20%, 30%, 40%, 50% e 60%: Prevê-se a suscetibilidade de obterem fundos para apoio a investimentos em energias renováveis, para abastecimento de parte das cargas de instalações industriais, com especial interesse devido aos benefícios ambientais obtidos;

Custos anuais de O&M de 350€/ano: Correspondendo à soma dos encargos anuais de manutenção do gerador fotovoltaico e respetiva estrutura de fixação (50kW ÷ 0,25kW/módulo × 1€/ módulo = 200€/ano), com encargos anuais de O&M dos inverso- res (50kW × 2,5€/kW = 125€/ano) e com os custos de O&M dos restantes equipamentos, os quais se consideraram como sendo de

25€/ano;

Taxas de atualização dos Cash-Flows de 5%, 7,5% e 10%: Consi- derando previsões mais e menos otimistas, sendo que o termo de 10% é baseado no valor referenciado de cost of equity para indústria europeia de biotecnologia, o qual se apresenta 5 em [8];

Taxa de imposto sobre os lucros gerados de 23%: A taxa marginal de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) atual- mente vigente para Portugal Continental 6 é de 23%, segundo o dis- posto no artigo 87.º da Lei n.º 2/2014, de 16 de janeiro;

Horizonte do projeto de 15 anos: Estabeleceu-se um único cená- rio, por questões de simplificação, julgando-se ser um prazo razoá- vel para o tipo de investimento em causa.

Montante de investimento Resultados dos indicadores de investimento para uma taxa de atualização dos cash-flows
Montante de
investimento
Resultados dos indicadores
de investimento para uma taxa de atualização dos
cash-flows de 5%
Resultados dos indicadores
de investimento para uma taxa de atualização
dos cash-flows de 7,5%
Resultados dos indicadores
de investimento para uma taxa de atualização
dos cash-flows de 10%
inicial
considerado
Percentagem
de financiamento sobre
o investimento inicial
VAL
TIR
Payback
VAL
TIR
Payback
VAL
TIR
Payback
[€]
[€]
[%]
[ano]
[€]
[%]
[ano]
[€]
[%]
[ano]
Sem apoio
-2299,79 €
4,32%
>15
-9515,24 €
4,32%
>15
-15 230,62 €
4,32%
>15
Apoio de 20%
6545,90 €
7,33%
11,78
-419,11 €
7,33%
>15
-5937,53 €
7,33%
>15
Apoio de 30%
10
968,75 €
9,35%
9,85
4128,95 €
9,35%
12,09
-1290,99 €
9,35%
>15
52
600 €
Apoio de 40%
15
391,59 €
11,92%
8,27
8677,02 €
11,92%
9,55
3355,56 €
11,92%
11,74
Apoio de 50%
19
814,44 €
15,33%
6,72
13
225,08 €
15,33%
7,54
8002,10 €
15,33%
8,68
Apoio de 60%
24
237,29 €
20,17%
5,24
17
773,14 €
20,17%
5,73
12
648,65 €
20,17%
6,34
Sem apoio
4023,37 €
6,36%
12,97
-3013,06 €
6,36%
>15
-8587,65 €
6,36%
>15
Apoio de 20%
11
604,43 €
9,68%
9,63
4782,63 €
9,68%
11,69
-623,16 €
9,68%
>15
Apoio de 30%
15
394,96 €
11,92%
8,27
8680,48 €
11,92%
9,55
3359,09 €
11,92%
11,74
45
080 €
Apoio de 40%
19
185,49 €
14,77%
6,93
12
578,32 €
14,77%
7,81
7341,34 €
14,77%
9,04
Apoio de 50%
22
976,02 €
18,59%
5,66
16
476,17 €
18,59%
6,23
11
323,59 €
18,59%
6,95
Apoio de 60%
26
766,55 €
24,05%
4,44
20
374,01 €
24,05%
4,78
15
305,83 €
24,05%
5,19
Tabela 8 Resultados dos indicadores económicos dos vários cenários considerados.

Os pressupostos considerados para o presente estudo são:

Montantes de investimento inicial de 52600€ e 45080€: Em que o primeiro montante corresponde à soma entre o custo do gera- dor fotovoltaico e estrutura de fixação dos módulos à cober- tura metálica da instalação (50kW ÷ 0,25kW/módulo × 188€/

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da instalação (50kW ÷ 0,25kW/módulo × 188€/ 11 5 A taxa referenciada é de 9,25%, tendo-se

5 A taxa referenciada é de 9,25%, tendo-se optado por arredondar para 10%, de modo a origi- nar resultados um pouco mais desfavoráveis.

6 Ao longo do horizonte do projeto optou-se, por questões de simplificação dos cálculos, por manter esta taxa constante.Todavia, é expectável que durante os próximos 15 anos esta venha a sofrer uma redução. Não foram considerados benefícios fiscais/reduções à matéria coletável, assim como ao cálculo da derrama.

Nestes termos, foram considerados 36 cenários de teste para o estudo económico, os quais correspondem ao produto entre os 2 mon-

tantes de investimento considerados, pelos 6 cenários de financiamento para apoio ao investimento na UPAC e as 3 taxas consideradas para atualização dos Cash-Flows. Para cada um dos cenários considerados, os resultados dos indicado- res de investimento são os apresentados na Tabela 8. Conforme se pode verificar pela análise da Tabela 8, o único cenário em que se verifica a viabilidade económica da UPAC sem se recorrerem

a fundos de apoio é no caso em que o montante de investimento inicial é

de 45080€ e se dispõe de uma taxa de atualização dos cash-flows de 5%.

No cenário mais desfavorável, em que se considerou o valor de 10% para a taxa de atualização dos cash-flows, apenas se verifica a viabilidade económica do investimento, para o período de vida útil considerado, com

a obtenção de subvenções a fundo perdido superiores a, respetivamente, 30% e 40% para os montantes de investimento de 45080€ e 52600€.

4. Conclusões

Os elevados custos de investimento com os sistemas fotovoltaicos têm sido acompanhados, em vários países, pela atribuição de tarifas bonificadas para a remuneração da energia elétrica vendida à rede. Com o decréscimo dos custos dos módulos fotovoltaicos e dos equipamentos necessários de empregar nesse tipo de aproveitamentos, as referidas remunerações (que dispunham o principal objetivo de rentabilizar os respetivos investimentos iniciais) têm vindo a igualmente sofrer reduções graduais.

A eletricidade gerada pelas UPAC possibilita não só o abastecimento

das cargas da instalação elétrica a que a mesma se encontra associada,

mas também a venda à RESP da energia elétrica que é gerada nos momentos em que a potência gerada é superior à da carga absorvida pela instalação. No entanto, segundo o disposto no Decreto-Lei n.º 153/2014, a remu- neração da eletricidade vendida à rede é realizada a um valor que cor- responde a 90% do montante médio mensal a que energia elétrica foi transacionada no mês anterior no mercado grossista da OMIE. Esses valores dispõem de variações entre meses e anos consecutivos,

mas é expetável que os seus resultados sejam baixos, daí a consideração de 0,04€/kWh para o presente estudo. Desse modo, verificou-se que sobredimensionamento das UPAC não resulta num acréscimo de pro- dução de energia elétrica, relativamente à eletricidade absorvida pela UPAC, que disponha de um benefício económico relevante.

O regime das UPAC é mais adequado para as instalações que dispõem

de maiores consumos durante o período diurno, designadamente dos setores terciário e industrial. Para que as UPAC sejam viáveis no setor doméstico – que tipicamente dispõem de consumos mais elevados ao final da tarde e início da noite, é necessária a utilização de estratégias de deslocamento de cargas para os períodos em que se dispõe de maior radiação solar. A utilização de sistemas de armazenamento de eletrici-

dade (bancos de baterias de acumuladores), para que a energia elétrica gerada durante o dia possa ser utilizada nos períodos em que se verifica maior consumo, é outra das alternativas a considerar.

O conhecimento detalhado do diagrama de cargas da instalação onde

se pretende instalar a UPAC é fundamental para o seu correto dimensio- namento. Os dados obtidos pelos sistemas de telecontagem de tarifários de Baixa Tensão Especial, Média, Alta ou Muito Alta Tensão são valiosas fontes de informação, particularmente em instalações onde não existem sistemas próprios de medição/gestão de consumos. O processo de dimensionamento de sistemas renováveis no âmbito das UPAC apresenta diferenças apreciáveis relativamente ao procedi- mento realizado para os sistemas de micro e minigeração – recentemente agrupados e definidos como UPP, com a publicação do Decreto-Lei n.º 153/2014, de 25 de outubro.

projetos renováveis

Nas UPP é prática comum estabelecer-se diretamente a potência do aproveitamento, considerando apenas a restrição de que a respe- tiva produção anual não ultrapasse um determinado limite regulamentar, estabelecido por cada kW de potência de ligação. Nas UPAC é necessário proceder ao seu dimensionamento por forma a otimizar a sua potência de ligação, sendo conveniente recorrer-se a algoritmos de otimização análogos aos que o software Homer ® dispõe

e seguir-se um procedimento análogo ao apresentado na seção 2 deste

artigo. Por outro lado, é igualmente necessário o cumprimento das res- trições referidas nos artigos 5.º e 8.º do Decreto-Lei n.º 153/2014, sendo possível verificá-lo através da análise dos resultados das diversas solu- ções apresentadas no final dos processos de simulação realizados pelo software Homer ® .

A instalação de aproveitamentos no âmbito das UPAC permite não só

a redução dos encargos com a energia elétrica consumida numa instala-

ção, mas também com a potência tomada em horas de ponta. Para que essa poupança possa ser determinada, é necessária a determinação dos encargos com esses termos na ausência e na presença da UPAC na ins- talação em análise, em concordância com o procedimento apresentado nas seções 3.2 a 3.6 deste artigo. No exemplo analisado, em que os consumos de eletricidade se verificam predominantemente durante o período diurno, verifica-se um importante decréscimo nos custos da energia elétrica. Este exemplo é representativo de um grande número das instalações industriais em Portugal. No entanto, apesar da poupança obtida, segundo os pressupostos atuais do regime conferido pelo Decreto-Lei n.º 153/2014, a realização do investimento na UPAC para a presente unidade industrial apenas se afi- gura como economicamente viável caso se disponha da possibilidade se

recorrerem a apoios financeiros para a realização do investimento inicial. Para que o investimento na UPAC proposta fosse viável sem necessi- dade de se recorrerem a apoios ao investimento, era imperativo que os preços dos módulos fotovoltaicos e dos restantes equipamentos neces- sários de aplicar neste tipo de aproveitamentos fossem mais baixos.

O motivo para tal resulta do facto de que a rentabilidade económica

do investimento na UPAC proposta para a presente unidade industrial, conferida poupança na fatura de eletricidade e pela baixa remuneração da eletricidade produzida em excedente, se verifica ser insuficiente face ao elevado montante de investimento inicial.

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Aswath Damodaran, http://www.stern.nyu.edu/~ada- modar/pc/datasets/waccEurope.xls, acedido em 28 de Agosto de 2014”. 12
Aswath Damodaran, http://www.stern.nyu.edu/~ada- modar/pc/datasets/waccEurope.xls, acedido em 28 de Agosto de 2014”. 12

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projetos renováveis

autoconsumo fotovoltaico – exemplo de dimensionamento e estudo económico

Apresentação dos autores

Apresentação dos autores Edgar Filipe da Silva Franco edgar.franco@ipleiria.pt É licenciado em Engenharia

Edgar Filipe da Silva Franco edgar.franco@ipleiria.pt

É licenciado em Engenharia Eletrotécnica – Ramo de Energia e Automação e mestre em Engenharia Eletrotécnica – Sistemas de

Automação, pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria, obtendo respetivos graus em 2009 e 2011. Concluiu em Janeiro de 2013 o Curso de Doutoramento (não conferente de grau) em Engenharia Eletrotécnica e de Com- putadores pela Faculdade de Engenharia da Universidade de Porto. Foi projetista de instalações elétricas em 2010 e bolseiro de investigação do INESC Coimbra em 2011.

É docente do Curso de EspecializaçãoTecnológica de Energias Renováveis do Instituto Politécnico de Leiria desde Janeiro de 2011.

do Instituto Politécnico de Leiria desde Janeiro de 2011. Nuno Pedro Ferreira de Carvalho Monteiro

Nuno Pedro Ferreira de Carvalho Monteiro nuno.f.monteiro@ipleiria.pt

É licenciado pré-Bolonha em Engenharia Eletrotécnica – Ramo de Energia e Automação e mestre em Energia e Ambiente,

pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria, obtendo os respetivos graus em 2003 e 2010. Iniciou a sua atividade profissional em 1999 no setor cerâmico, onde desempenhou funções de responsável de manutenção,

gestor de energia e diretor de produção.

É consultor energético e ambiental de empresas industriais e técnico reconhecido do Sistema de Gestão de Consumos

Intensivos na Indústria (SGCIE) desde 2011.

É formador nas áreas da eletrotecnia, eficiência energética e energias renováveis e docente do Curso de Especialização Tec- nológica de Energias Renováveis do Instituto Politécnico de Leiria desde 2011.

Renováveis do Instituto Politécnico de Leiria desde 2011. Luís Miguel Porto Romão Machado m.machado.05.73@gmail.com

Luís Miguel Porto Romão Machado

m.machado.05.73@gmail.com

É detentor do MBA pela Universidade de Warwick, Reino Unido (com distinção, tendo-lhe sido atribuído o prémio para a

elaboração da melhor dissertação), obtendo o respetivo grau em 2010.

É mestre em Ciências Empresariais – Especialização em Estratégia Empresarial, pela Faculdade de Economia da Universidade

de Coimbra, obtendo o respetivo grau em 2006. É licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Gestão da Universi- dade Técnica de Lisboa, obtendo o respetivo grau em 1995. Iniciou a sua atividade profissional como auditor da KPMG, tendo desenvolvido vários projetos em África, nomeadamente na Guiné-Bissau, Cabo Verde e Angola. Foi diretor comercial e de marketing, durante vários anos, de empresas industriais com forte exposição ao mercado internacional, para além de ter sido também diretor financeiro e administrativo de outras empresas. Foi docente na Escola Superior de Tecnologia e Gestão e na Escola Superior Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria e na Universidade Jean Piaget de Cabo Verde. Atualmente, é doutorando em Gestão de Empresas na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e docente na Escola Superior Edu- cação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria.

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de Coimbra e docente na Escola Superior Edu - cação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico