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Ruptura – Cisalhamento do solo

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Salvador - 2005
Resistência ao Cisalhamento dos Solos

Aplicação em problemas de Estabilidade

1_ Estabilidade de Taludes (cortes, aterros barragens de terra)

2_ Capacidade de Suporte (Carga) dos Solos

3_ Atrito desenvolvido por Estacas

4_ Tensão Horizontal (Lateral) ⇒ Muros de Arrimo, Valas;

A resistência ao cisalhamento dos solos pode ser atribuída a três


componentes básicos:

1_ Resistência por atrito ao deslizamento entre partículas sólidas

2_ Coesão (ou adesão) entre as partículas do solo

3_ Embricamento (interlocking) das partículas sólidas solicitadas

# Somente um pequeno número de problemas não está diretamente

relacionado à Resistência ao Cisalhamento dos Solos:

** A Resistência ao Cisalhamento de um solo pode ser definida


como a máxima tensão de cisalhamento que o solo pode
suportar sem sofrer ruptura, ou a tensão de cisalhamento no
plano em que a ruptura estiver ocorrendo **
Fundações superficiais (capacidade de suporte)

A ruptura numa massa de solo (ponto A), geralmente se dá por Cisalhamento

Escavações ou cortes (as setas indicam tendência de movimento)

Aterro
Resistência ao Cisalhamento (Atrito entre superfícies)

Habilidade de resistir a deslizamentos ao longo de prováveis

superfícies de ruptura dentro de uma massa de solo

V=μ.N (Limiar do movimento)→ μ (coeficiente de atrito)


V
= μ → instante do movimento → tan φ
N

R φ N

V=N.tan φ →
V N
= . tan φ → τ = σ . tan φ solo puramente granular
A A

* Caso exista alguma coesão (“cola”) no contato entre o bloco e a

superfície tem-se → τ = c + σ . tan φ Critério de Mohr – Coulomb


Critério de ruptura de Mohr-Coulomb: Os materiais rompem por
causa de uma combinação crítica da Tensão Normal e Tensão
Cisalhante.

“Se em um ponto sobre qualquer plano dentro de uma massa de


solo a Tensão Cisalhante tornar-se igual à Resistência ao
Cisalhamento do Solo, ocorrerá ruptura naquele ponto”

τ = c + σ.tan φ “critério de ruptura de Mohr-Coulomb”

Onde:

τ = Tensão Cisalhante sobre o plano de ruptura (kPa)


σ = Tensão Normal sobre o plano de ruptura (kPa)
c = coesão (intercepto coesivo) (kPa)
φ = Ângulo de atrito interno ( ° )

REPRESENTAÇÃO NO PLANO ( τ-σ)


τ
φ

c
σ

EM TERMOS EFETIVOS (Tensão Efetiva) tem-se:

Terzaghi (1925) A equação modificou-se para:

τ = c’ + (σ-u).tan φ’ → τ = c’+ σ’.tan(φ’)


PONTOS:

A _ Por este ponto NÃO ocorrerá ruptura ao longo daquele plano

B _ Se a Tensão Normal e a Tensão Cisalhante sobre um plano plotar o ponto B


(sobre a envoltória) ocorrerá ruptura por cisalhamento naquele plano
C _ O estado de Tensão representado pelo ponto C não pode existir uma vez que a
ruptura do solo já deveria ter ocorrido

τ = c’+ σ’.tan(φ’)

Resistência Coesiva: ( Coesão )_ : coesão verdadeira e coesão aparente


coesão verdadeira: Cimentação (τ ↑ ) ; Atração eletrostática ( τ ↓ )
coesão aparente: Δu (-) _ efeito de capilaridade;
Δu (-) devido à dilatação (expansão)
Forças mecânicas aparentes (embricamento)
Resistência por Atrito: (Ângulo de Atrito) _
Coeficiente de atrito ( μ ) → φ’ = tg-1( μ )
μ _ reflete tanto a rugosidade da superfície das partículas como o
embricamento ⇒ φ’ _ depende tanto do atrito individual quanto do
embricamento entre as partículas

Os valores de c’ e φ’ dependem de muitos fatores:


• Tipo do Solo (solos micáceos, argila N.A, Argila P.A)
• Teor de Umidade ( ↑w → ↓φ’ )
• Velocidade de Carregamento; Condições de drenagem
• História de Tensões; Deformação Cisalhante
• Deformação Lateral (*);
• Tensão principal intermediária (σ2) (*)
(*) difíceis de se conseguir na prática de laboratório

Análises com TENSÕES EFETIVAS

Em areias→ a coesão é Nula (c’=0) τ = σ’.tan(φ’) (solos não coesivos)

Em argilas→ a coesão existe (c’≠0) τ = c’+ σ’.tan(φ’) (solos coesivos)


ANÁLISE DE TENSÕES _ CÍRCULO DE MOHR
PÓLO (P)
•Também chamada de “origem dos planos”
•Desenhe uma linha de um ponto conhecido sobre o círculo de mohr
paralela ao plano sobre o qual o estado de tensão age.
•O ponto de Interseção desta linha com o Círculo é chamado Pólo.
•Para encontrar o estado de tensão sobre qualquer outro plano, desenhe
uma linha paralela ao plano de interesse através do pólo. O estado de
Tensão é a interseção desta linha com o Círculo de Mohr.

CÍRCULO DE MOHR (Tensões Principais)

SE AS TENSÕES ATUANTES FOREM PRINCIAIS (*)

σ1+σ 3 σ1 −σ 3
σα = + cos(2α )
2 2
σ 1 −σ 3 σ 1 −σ 3
τα = sen(2α ) ; τ max =
2 2
σ x+ σ y 1
σ 1, σ 3 = ± (σ y − σ x) 2 + 4.(τ xy) 2
2 2
1
τ max = (σ y − σ x) 2 + 4.(τ xy) 2
2
EXEMPLO
Dadas as Tensões sobre um elemento abaixo. Determine as tensões normais e
cisalhantes sobre um plano inclinado de 35° com a horizontal

σ1+σ 3 σ1−σ 3
σα = + cos(2α ) =
2 2
σ 1 −σ 3
τα = sen(2α ) =
2
σ 1 −σ 3
τ max = =
2
www.mdsolids.com
Plano de Ruptura (Ângulo Crítico)

O Ângulo “ θ ” acima é Chamado de Ângulo crítico θcrítico = θcr

Na figura acima, teremos então:

• Soma dos ângulos internos: x + y + z = 180º


• Soma do ângulos externos: E1 + E2 + E3 = 360º
• Em todo triângulo, um ângulo externo é igual à soma dos ângulos internos não
adjacentes, ou seja:
E1 = y + z
E2 = x + y
E3 = x + z
Exemplo: Uma série de ensaios de cisalhamento foi então feitos nas
amostras. Valores de c’ e φ’ foram obtidos. Usando os dados obtidos, calcule
a resistência ao cisalhamento nos planos vertical e horizontal nos pontos A,
B e C.

PONTO “A” _ PLANO HORIZONTAL

PONTO “A” _ PLANO VERTICAL

τ
ASSIM:

Ponto B _ Plano Vertical


τ = 57,2 kPa
Ponto B Plano Horizontal
ENVOLTÓRIA DE RUPTURA (Ponto “A”) (o ponto “A” sofre ruptura ?)

*** Faça os Círculos de Mohr para os Pontos B e C e comentem se os


mesmos sofreram ruptura***
Problemas propostos:
1. O peso específico de um solo seco normalmente adensado é d = 20 kN/m3. Se a
superfície do terreno for horizontal a tensão geostática vertical representa a tensão
principal maior. Com relação ao ponto P, figura 1, determinar graficamente através do
círculo de Mohr:
1.1) a máxima tensão de cisalhamento atuante no ponto
1.2) o valor da tensão de cisalhamento x’z, conforme figura
1.3) o coeficiente de empuxo no repouso Ko

FIG. 1 – ESTADO DE TENSÃO NO PONTO P (z = 10m)

Respostas: max = 75 kN/m2; x’z’ = 60 kN/m2; ko = 0,25

2. Um aterro é construído conforme figura abaixo. O estado de tensão no ponto P, após


o carregamento da fundação corrida, é mostrado na figura 2. Assumindo que o solo no
plano AO pouco resiste às tensões de cisalhamento, determinar através do círculo de
Morh o ângulo  que minimiza as possibilidades de ruptura.
FIG. 2 ESTADO DE TENSÕES NO PONTO P

Resposta:  16,8o
DETERMINAÇÃO DA RESISTÊNCIA AO CISALHAMENTO DOS SOLOS

Determinada Experimentalmente (via Laboratório → Amostras Indeformadas) por :

Ensaio de Cisalhamento Direto; Ensaio de Compressão Triaxial;


Ensaio de Compressão Não-Confinada.

ENSAIOS DE CAMPO: DMT ; PMT ; CPT/CPTU; Vane (Palheta)

Em campo destaca-se o ensaio de Palheta (Vane) que fornece a resistência não drenada
de argilas, a partir do torque necessário para cisalhar uma amostra in situ, ao longo de
uma superfície definida pelo tipo de palheta utilizado.
Ensaio de Cisalhamento Direto;
Consiste em determinar, sob uma tensão normal σ (Ν/Α), qual a tensão de cisalhamento
τ (Τ/Α∗), capaz de provocar a ruptura de uma amostra de solo colocada dentro de uma
caixa composta de duas partes deslocáveis entre si. Diferentes tensões normais em
amostras do mesmo solo com a respectiva resistência ao cisalhamento obtida, fornecem a
envoltória de ruptura e os parâmetros de resistência.

* Pode ser realizado em amostras coesivas e não coesivas.


* Dependendo da velocidade escolhida o ensaio pode ser drenado ou não drenado,
fornecendo portanto parâmetros efetivos (c’ e φ’ ) ou totais (c e φ )
Ex.:Os seguintes dados são de um ensaio de Cisalhamento Direto

Encontre os valores de c e φ
As correspondentes tensões Normais e Cisalhantes são determinadas
como segue:

σ2 =
τ2 =

σ3 =
τ3 =

σ4 =
τ4 =
Resumo:

ENVOLTÓRIA DE RESISTÊNCIA

σ x+ σ y 1 1
σ 1, σ 3 = ± (σ y − σ x) 2 + 4.(τ xy) 2 ; τ max = (σ y − σ x) 2 + 4.(τ xy) 2
2 2 2
Valores Típicos de Ângulo de Atrito
Areias

Argilas
SOLICITAÇÃO NÃO DRENADA × DRENADA
Em muitos problemas práticos, é possível separar os efeitos de um
carregamento no solo em 2 fases:

1) Não Drenada → àquela que ocorre imediatamente após o


carregamento, quando nenhum excesso de poro-pressão foi dissipado; ou
melhor, quando nenhuma variação de volume ocorreu na massa de solo.
 

2) Drenada → àquela que ocorre durante a dissipação dos excessos de


poro-pressão ou, melhor, durante o processo de transferência de carga
entre a água e o arcabouço sólido. Nesta fase ocorrem as variações de
volume e, conseqüentemente, os recalques no solo.

A Figura abaixo exemplifica como o solo responde a essas fases.


Considere que uma camada de solo é solicitada por um acréscimo de
carga (Δσ), aplicado instantaneamente em toda a extensão da camada.

 
É importante ressaltar que nem sempre a situação final de construção
(quando as tensões totais foram modificadas pelo carregamento e
nenhuma transferência de esforços ocorreu entre as poro-pressões e as
tensões efetivas) representa a condição mais desfavorável.

Para situações de descarregamento, por exemplo, a variação de poro-


pressão inicial é negativa. Neste caso a situação mais desfavorável é a
longo prazo, quando menores valores de tensão efetiva e, portanto de
resistência, ocorrem no solo, conforme mostrado na Figura abaixo.
FUNDAÇÃO SUPERFICAL (Solo arenoso saturado )

s → Resistência ao Cisalhamento
τ → Tensão Cisalhante = Fcisalhante/Área
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL OU ATERRO (Solo argiloso saturado)

Condição:
NÃO DRENADA versus DRENADA
Pedras porosas nas extremidades de corpo-de-prova permitem sua comunicação com o
exterior da célula a fim de assegurar a drenagem da amostra nos ensaios drenados. Elas
também podem ser ligadas a um transdutor capaz de medir a pressão da água nos vazios
do solo nos ensaios não drenados.

O ensaio clássico consiste em fazer crescer a tensão-desvio (σd = σ1 - σ3) até a ruptura
do corpo de prova, mantendo-se constante a pressão hidrostática σ3.

A aplicação do acréscimo de tensão axial, σ1 - σ3, se faz a uma velocidade de


deformação constante. Traça-se a curva (σ1 - σ3) x (ε), deformação específica, onde se
pode identificar um valor máximo da ordenada. Este valor, somado a σ3, fornece a
tensão principal σ1 aplicada ao corpo-de-prova no momento da ruptura.

São realizados três ou quatro ensaios sobre corpos-de-prova idênticos com pressões
hidrostáticas σ3 diferentes, determinando as tensões principais na ruptura. Traçam-se os
círculos de Mohr correspondentes a cada um dos estados de tensão dos corpos-de-prova
na ruptura.
Exercícios _ Resistência ao Cisalhamento

1) Para uma argila Normalmente Adensada, estes são os resultados de um ensaio triaxial
drenado:
Tensão Confinante = 112 kPa
Tensão desviadora na Ruptura = 175 kPa

Encontre:
a) O ângulo de atrito, φ
b) Determine o ângulo θ que o plano de ruptura faz com o plano principal maior

RESOLUÇÃO:
Para uma argila N.A → τ = σ.tg(φ)

σ3 = σc = 112 kPa
σ1 = σc + σd = 112 + 175 = 287 kPa

Envoltória de Ruptura
ENSAIOS TRIAXIAIS: TIPOS DE ENSAIOS:

- UU (unconsolidated undrained): Não adensado e rompido (cisalhado) sem


drenagem.

- CU (consolidated undrained): Adensado e rompido sem drenagem.

- CD (cansolidated drained): Adensado e rompido com drenagem (Δu = 0).

Tipicamente:
Ensaios drenados: Areias
Ensaios não drenados: Argilas

No ensaio triaxial vale lembrar:


Inicialmente Fase de adensamento.
Ruptura Fase de cisalhamento.

TIPOS DE ENSAIOS TRIAXIAIS:


• UU (Underconsolidated Undrained):

- Nenhuma drenagem é permitida (em todo ensaio);


- Há aplicação “rápida” das fases de:
1 Adensamento
2 Cisalhamento
- Em solo mole argiloso saturado, tem-se a resistência não drenada do solo (su);
- Conceito Φ = 0 (analise em T.T.);
- Ensaio não drenado (curto prazo);
- Ex: Análise de fundações em solo mole; Construção rápida de aterros.
τ 

Φ =0 

Su
σ 
Δσ3-1  Δσ3-2 Δσ1-1 Δσ3-3 Δσ1-2 Δσ1-3 Δσ3-4 Δσ1-4

O valor de “Su” depende da tensão confinante ( σc = su)


Δv = 0 Há geração de “u” (fase 2)

Argila su (KPa)
Mole (muito mole) 12 – 24
Média 24 – 48
Rija 48 – 96
• C.U. (consolidated undrained):

- Ensaio com fase (1) é permitido consolidar sob uma determinada σc.
- Fase (2) cisalhamento sem drenagem, logo há geração de poro pressão
no C.P.
- Tensões totais e efetivas são possíveis de serem medidas (su; Φ’, c’).
- Mais lento que o ensaio U.U.
- Tipicamente é o ensaio triaxial quando se deseja parâmetros efetivos (c’, Φ’).

τ 
Φcu 

σ 3  σ 1  σ 

- Os resultados de ensaios C.U. são usados para analisar estabilidade de


taludes, fundações, muros de arrimo, escavações.

• C.D. (consolidated drained)

- Ao corpo de prova (C.P.) é permitido consolidar completamente sob pressão ou


tensão (σc) antes de realizar a fase de ruptura (cisalhante).
- Durante o cisalhamento a carga é aplicada a uma velocidade bem lenta de
modo a permitir “Δu = 0”.
- Ensaio pode demandar tempo ( k)
- Modela o efeito do solo a longo prazo (condição drenada)
- Parâmetros efetivos (c’, Φ’) são avaliados.
- Mede-se também o módulo de elasticidade (deformação)
- Uso em problemas drenados (ou a longo prazo) como: estabilidade de taludes,
fundações, escavações, muros de arrimo, etc.

 
TRAJETÓRIA DE TENSÕES

ALGUMAS VEZES É CONVENIENTE REPRESENTAR UM ESTADO DE TENSÃO POR UMA


σ 1−σ 3 σ 1+σ 3
TENSÃO QUE TEM COORDENADAS ( 2 )e( 2 )

DESENVOLVIDO POR

T.W.LAMBE _ M.I.T (1969)

Lambe desenvolve portanto


uma nova forma de resolver e
entender problemas de
estabilidade e deformação

DIAGRAMA p–q

45°

p e q podem ser expressos tanto em termos de tensões totais como efetivas:


q’ = q
p’ = p - u
TRAJETÓRIAS DE TENSÕES 

 
ENVOLTÓRIA DE RUPTURA

q = d + p tg(β) d = intercepto (q x p); c = intercepto (τ x σ)

d c tg (φ )
Sen(φ)=tg(β) c= =
cos(φ ) d tg ( β )

Trajetória de Tensões de um Ensaio Triaxial


EXEMPLO
CONCEITO DE TRAJETÓRIA DE TENSÕES:

Trajetória de tensões é o lugar geométrico dos pontos cujas coordenadas são dadas
por:

σ1 + σ3 σ1 - σ3
p= q= (Lambe; 1969)
2 2

τ, q

q1
q0 q1
p0 p1 σ, p

¾ p, q tanto em termos totais como efetivos.

q' = q ; p’ = p - u
σv
Trajetória de tensões para ensaio triaxial em que σ3 ≅ cte e σ1
1 – Condição inicial: σv = σh = σc
σh
2 – Durante o carregamento: σ3 ≅ cte e σ1

T.T q
D C
45°
A: Δσh = Δσv
B D: Δσh = -Δσv

C: Δσh = 0; Δσv
1
B: Δσh = Δσv
2
A p
Em termos de trajetória de tensões, um elemento de solo rompe quando sua T.T.E,
toca uma reta denominada reta Kf.

τ,q

Φ’ 

α'
Reta Kf

r σ1 - σ3
r
2
c' a'
σ3’  σ1’  σ, p, σ’, p’
l2
l1

tanα' = sinΦ’
r
 = tanα' = sinΦ’
l1

c' a'
 = tanΦ’ = tanα'  
l l

a' tanα' sinΦ'


= = = cosΦ' a’ = c’.cosΦ’
c' tanΦ' sinΦ' /cosΦ'

Equação da reta kf:

qr = p’r.tanα’+a’
Para um elemento de solo na natureza levado a ruptura a partir do seu estado de
tensão inicial, tem-se:
kf
q TTE1
TTT
TTE2

k0
. A
U0 

• q’ = q; p’= p - u
P’0  P0  p’, p

T.T.E1: Carregamento sem acréscimo de poro-pressão (carregamento drenado)


(ruptura drenada).
Δu=0, urup = ur = u0

T.T.E2: Carregamento gerando acréscimo de poro-pressão (carregamento drenado)


(ruptura não drenada).
Δu ≠ 0, ur ≠ u0

TTT: Trajetória da tensão total.

EXERCÍCIO:

1) Em um ensaio de cisalhamento direto, quando realizado sob uma amostra de


areia, obteve os seguintes resultados na ruptura:
Carga normal: 288 N
Carga de cisalhamento: 173 N
Amostra: 36 cm2
Determine: Φ, σ1, σ3 e sua direção.

Solução:
Φ=?

τ = c   σ.tgΦ    τ = σ.tgΦ

173 388
   tgΦ
36 36

48 80 .tg Φ Φ=31°
TRAJETÓRIA DE TENSÕES:
Nas argilas normalmente adensadas, durante o cisalhamento desenvolvem-se pressões neutras

positivas. A T T E será deslocada para a esquerda de um valor igual a (u). A pressão neutra, em

qua1quer etapa do carregamento pode ser obtida traçando-se uma horizontal entre a T T T e a T T E.

Fig. 1.17 Ensaio adensado-não drenado. Argila normalmente adensada

A configuração da trajetória de tensão efetiva depende da argila. As argilas pré-adensadas tendem a

expandir-se quando cisalhadas, mas são impedidas de fazê-lo porque a drenagem não está permitida.

Como conseqüência, nas argilas fortemente adensadas desenvolvem-se pressões neutras negativas

como exemplificado na figura 1.18 com a trajetória tracejada.

Fig. 1.18 Ensaio adensado-não drenado. Argilas pré-adensadas


TRAJETÓRIA DE TENSÕES: EXERCÍCIOS
Uma amostra de argila normalmente adensada foi submetida a um ensaio de compressão triaxia1,
empregando-se uma pressão de confinamento (σ 3 ) igual a 150 kN/m2. A amostra rompeu quando o
desvio de tensões (σ 1 – σ 3 ) era de 100 KN/m2.

(σ 1 – σ 3 ) Δu
49 35
73 57
86 72
94 82
100 88

No quadro estão registrados os valores dos acréscimos de pressão neutra desenvolvidos durante o

ensaio até a ruptura da amostra.( Tensões em kPa). Traçar as trajetórias total e efetiva deste ensaio.

Determinar os parâmetros de resistência de Mohr-Coulomb.

Solução:

A tabela do ensaio será completada com as informações necessárias para o traçado do diagrama p-q.

(σ 1 – σ 3 ) Δu σ' 3 q = (σ 1 – σ 3 )/2 p = (σ 1 + σ 3 )/2 p = (σ’ 1 + σ’ 3 )/2


49 35 115 24,5 174,5 139,5
73 57 93 36,5 186,5 129,5
86 72 78 43,0 193,0 121,0
94 82 68 47,0 197,0 115,0
100 88 62 50,0 200,0 112,0

Fig. 1.19 Solução do exercício 1:5

No diagrama p-q obtém os valores das inclinações das envoltórias transformadas total e efetiva,
através dos quais determina-se os ângulos de atrito total e efetivo da argila normalmente adensada.
α' = 24,1° Φ’ = 26,6° envoltória transformada efetiva
α' = 14,1° Φ’ = 14,5° envoltória transformada total
TRAJETÓRIA DE TENSÕES: EXERCÍCIO 2
Os resultados mostrados na tabela foram obtidos na ruptura de uma série de ensaios adensados-não

drenados, com medida da pressão da água, em amostras de argila saturada. Determinar os valores

dos parâmetros efetivos da coesão e ângulo de atrito, usando a envoltória de resistência modificada,

em um diagrama p-q.

Pressão confinante Desvio de tensões Pressão neutra


( kN/m2) ( kN/m2) ( kN/m2)
150 192 80
300 341 154
450 504 222

Solução:
Com a tabela relativa aos dados do ensaio, foi elaborada a tabela abaixo:
σ3 σ1 u σ' 3 σ' 1 (σ’ 1 – σ’ 3 )/2 (σ’ 1 + σ’ 3 )/2
150 342 80 70 262 96 166
300 691 154 146 487 170 316
450 954 222 128 732 252 480

As duas últimas colunas foram levadas para o diagrama p-q, ajustando-se a envoltória transformada:

Fig. 1.20 Solução do exercício 1.6


Resultados:

a' = 13 kPa e α’ = 26°

O resultado final será:

Sen φ' = tg 26° = 0,488 logo φ' = 29°


2) A partir do Exercício Anterior Determine:

a) As tensões Normais (σ) e Cisalhantes (τ) sobre os planos de ruptura.

b)Determine a tensão normal efetiva sobre o plano de máxima tensão

cisalhante

Resolução

σ1 + σ 3 σ1 −σ 3
a) σ’ ( sobre o plano de ruptura ) = + cos 2θ
2 2
σ1 −σ 3
τf = sen 2θ
2
σ3 = 112 kPa ; σ1 = 287 kPa; θ = 58°

287 + 112 287 − 112


σ’ = + cos 2(58) = 161kPa
2 2
287 − 112
τf = sen 2(58) = 78,6kPa
2

b) A máxima tensão cisalhante ocorre em um plano onde θ = 45°


287 + 112 287 − 112
σ’ = + cos 2( 45) = 199,5kPa
2 2
3) Um ensaio Consolidado Não –drenado (CU) sobre uma argila N.A teve
os seguintes resultados:
Tensão Confinante (σc) = 84 kPa
Tensão desviadora na Ruptura (σd-f) = 63,7 kPa
Poro pressão (Δud) = 47,6 kPa
Encontre:
a) O ângulo de atrito, φ e o ângulo de atrito drenado, φcu

σ3 = σc = 84 kPa ; σ1 = σc + σd-f = 84 + 63,7 = 147,7 kPa

⎛ φcu ⎞ 2⎛ φcu ⎞
σ 1 = σ 3.tg 2 ⎜ 45 + ⎟ ; 147,7 = 84.tg ⎜ 45 + ⎟
⎝ 2 ⎠ ⎝ 2 ⎠
⎡ −1 ⎛ 147,7 ⎞ 0,5 ⎤
φcu = 2.⎢tg ⎜ ⎟ − 45⎥ = 16°
⎢⎣ ⎝ 84 ⎠ ⎥⎦
σ’3 = σ3 - Δud = 84 – 47,6 = 36,4 kPa
σ1 = σ1 - Δud = 147,7 – 47,6 = 100,1 kPa
⎛ φ ⎞= 2⎛ φ ⎞= ⎡ −1 ⎛ 100,1 ⎞ 0,5 ⎤
σ '1 = σ '3.tg ⎜ 45 + ⎟ 100,1 = 36,4.tg ⎜ 45 + ⎟ φ = 2.⎢tg ⎜
2
⎟ − 45 ⎥ = 27,8°
⎝ 2⎠ ⎝ 2⎠
⎢⎣ ⎝ 36, 4 ⎠ ⎥⎦

Envoltória de Ruptura ( Total e Efetiva)


Mecânica de Solos II – Exercícios – Parte II

1) O que é envoltória de ruptura? Qual critério de ruptura adotado para solos?


2) Quais os mecanismos que interferem na resistência ao cisalhamento dos solos?
3) Quais ensaios de laboratório utilizados para determinar a envoltória de resistência?
4) Comente a afirmativa: “A estabilidade de aterros sobre solos compressíveis é em geral
estudada a curto prazo; isto é, sob condições não drenadas”.
5) Quais as vantagens do ensaio triaxial sobre o ensaio de cisalhamento direto?
6) No plano de ruptura a tensão cisalhante corresponde à máxima atuante no elemento? Porque?
7) Qual a diferença entre as envoltórias definidas no plano τ x σ e p x q?
8) Para um ensaio de cisalhamento direto em areia, com tensão normal na ruptura de 100kPa,
tensão cisalhante de 35kPa pede-se determinar o ângulo de atrito, a direção e magnitude das
tensões principais: (Resp: φ’=19,3º, σ1 =149,34 kPa e σ3 =75,14 kPa)
9) Uma amostra de solo não coesivo foi submetida a variações nas tensões efetivas σ’1 e σ’3,
sendo a ruptura observada para σ’1=300 kPa e σ’3=100 kPa. Determinar o ângulo de atrito e a
inclinação do plano de ruptura. (Resp.= φ’= 30º , θ=60º)
10) Indique para cada um dos casos abaixo qual amostra apresenta maior resistência:
a) Ensaio CD: amostra A - areia densa saturada; amostra B - areia fofa saturada
b) Amostras A e B: argila N.A. Consolidação da amostra A para uma tensão confinante de
100kPa, consolidação da amostra B para 80 kPa. Ambas amostras foram cisalhadas para uma
tensão efetiva inicial de 80 kPa, sem permitir a drenagem.
c) Amostras A e B (item b): argila N.A. Amostra A submetida a ensaio CD e amostra B
submetida a ensaio CU.
11) Os resultados abaixo foram obtidos em ensaios de cisalhamento direto em amostras de areia
compactada. Determine os parâmetros de resistência e comente se haveria ruptura em um plano
em que atuam τ=122 kPa e σ=246 kPa
Ensaio τruptura (kPa) (σ)ruptura (kPa)
1 36 50
2 80 100
3 157 200
4 235 300
12) Os resultados abaixo foram determinados em ensaios consolidado-não drenado, com medida
de poro-pressão. Determine os parâmetros de resistência totais e efetivos.
Ensaio (σ)c (kPa) (σ)d (kPa) u (kPa)
1 150 100 80
2 300 202 164
3 600 410 330
13) Os parâmetros efetivos de um solo argiloso são c’=15 kPa e φ’=29°. Em um ensaio CIU,
sendo a amostra adensada para σc=250 kPa, observou-se a ruptura para σd=134 kPa. Qual o valor
da poro-pressão na ruptura.
14) Num ponto situado a 15 m abaixo da superfície do terreno, a relação entre a tensão vertical
efetiva (σ’z) e a tensão lateral efetiva (σ’x) é : σ’x= σ’z.(1-senφ’). Se o nível d’água está a 2 m de
profundidade da superfície do terreno, calcule as tensões normal e cisalhante em dois planos
perpendiculares entre si (Planos “P” e “Q”). O ângulo α para o plano “P” é [45º + φ’/2]. c’= 0 ;
γd = 17 kN/m³; γsat = 19,5 kN/m³.

15) Os resultados de um ensaio de cisalhamento direto em areia seca são os seguintes:


Tensão Normal = 96,6 kPa; Tensão cisalhante na ruptura = 67,7 kPa. Por meio do Círculo de
Mohr de tensões, encontre a magnitude e as direções principais agindo sobre o elemento de solo
dentro da zona de ruptura.

16) No caso de um estrato de solo argiloso, o nível d’água está a 1m de profundidade abaixo da
superfície do terreno. Amostras foram retiradas a 4 m de profundidade e os parâmetros: c’ = 0,65
kgf/cm² e φ’ = 15º foram obtidos via ensaio de cisalhamento direto. Calcule a resistência ao
cisalhamento ao longo do plano na profundidade 4 m da superfície. O solo pode ser assumido
saturado acima do nível d´água e γsat = 21 kN/m³

17) Qual é a resistência ao cisalhamento do solo ao longo do plano na profundidade de 4m em


um depósito de areia que possui os seguintes parâmetros:
φ’=35º ; γd = 17 kN/m³ ; G = 2,7.
Assuma que o N.A (Nível d’água) está na profundidade 2,5 m da superfície do terreno. Encontre
também a variação da resistência ao cisalhamento quanto o N.A subir à superfície do terreno.
 

 
 

 
 

                 ATRITO                                    ATRITO+ENTROSAMENTO  
DILATÂNCIA 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
FUNDAMENTOS DE MECÂNICA DOS SOLOS II

EMPUXOS DE TERRA
ESTRUTURAS DE ARRIMO

São utilizadas quando se necessita manter uma diferença de nível na superfície do terreno mas o
espaço disponível não é suficiente para vencer o desnível através, de taludes.

ESTRUTURA RÍGIDA
A forma da estrutura não se altera com a pressão lateral de terra e experimenta, somente , rotação e
translação como um todo.

Base 

Muro de Arrimo de gravidade Utilização Definitiva

ESTRUTURA FLEXÍVEL

Estruturas que apresentam distorções como resultado da pressão de terra.

Cortinas de Estacas Pranchas Estrutura Provisória


FUNDAMENTOS DE MECÂNICA DOS SOLOS II

EMPUXO DE TERRA

Empuxo é a resultante das pressões laterais de terra ou de água, que atuam sobre uma estrutura de
arrimo.

FATORES DETERMINANTES DO VALOR DO EMPUXO

• desnível vencido pela estrutura


• tipo e características do solo
• posição do lençol freático no terreno
• deformação sofrida pela estrutura
• inclinação do terreno e do tardoz

As determinações dos empuxos de terra seguem os seguintes tipos de tratamento:


TEÓRICO: tratamento matemático, através de modelos que traduzem a relação tensão x deformação
dos solos (dificuldades no processo matemático) .

EMPÍRICO – EXPERIMENTAL: apoiado em recomendações colhidas em observações em modelo de


laboratório e em obras instrumentadas.

ESTADOS DE EQUILÍBRIO

Na experiência da figura foi colocada areia pura, atrás de um anteparo vertical, que pode sofrer
movimentos de translação.
FUNDAMENTOS DE MECÂNICA DOS SOLOS II

O círculo de centro O1 representa a situação do elemento de solo antes do


anteparo sofrer qualquer deslocamento. As tensões σv e σh são tensões
principais.

o No estado ativo, o solo experimenta uma expansão e a tensão horizontal diminui até um valor σA-
O par de valores σA e σv definem um círculo tangente à envoltória de resistência ao cisalhamento
do solo.( centro O2).

o No estado passivo, o solo é comprimido e a tensão horizontal cresce até um valor σp. O par de
valores σp e σv define outro círculo tangente à envoltória de resistência ao cisalhamento do solo.
(centro O3).

o Deslocamentos adicionais no anteparo, para além daqueles que provocam as condições ativa e
passiva, não mais alteram os valores assumidos pelas tensões horizontais.

Ao atingir as condições limites o solo plastifica-se: as deformações continuam a crescer, embora


mantido o nível de tensão.
ESTADO DE REPOUSO 

= =

 
ESTADO ATIVO 
 

RUPTURA ‐ ESTADO ATIVO 

REDUÇÃO da tensão principal menor – sem 
rotação da direção principal de tensão 

 
 

KA 

 
ESTADO PASSIVO 

 
RUPTURA ‐ ESTADO PASSIVO 

Aumento da tensão principal menor – com 
rotação da direção principal de tensão 

 
 

    
FUNDAMENTOS DE MECÂNICA DOS SOLOS II

Empuxo Ativo (Teoria de Rankine)

Numa massa de solo plastificada, estabelecem-se planos de ruptura


denominados planos de plastificação ou de deslizamento. No estado ativo
esses planos formam um ângulo de ±  ⁄  com a direção do plano da
maior tensão principal, isto é, o horizontal.
FUNDAMENTOS DE MECÂNICA DOS SOLOS II

Empuxo Passivo (Teoria de Rankine)

Os pontos B e B', na tangência do círculo com a envoltória de ruptura,


correspondem aos planos de deslizamento no solo. No estado passivo de
Rankine, esses planos fazem um ângulo de ± (45- ⁄2 ) graus com a direção
do menor plano principal, isto é, o plano horizontal.
FUNDAMENTOS DE MECÂNICA DOS SOLOS II

TENSÕES NO REPOUSO – AGINDO SOB UM MURO DE ARRIMO


FUNDAMENTOS DE MECÂNICA DOS SOLOS II

Comportamento Teórico x Real

 
a) Teórico 
b) Observado 

 
FUNDAMENTOS DE MECÂNICA DOS SOLOS II

DETERMINAÇÃO DE EMPUXOS EM PAREDES DE CONTENÇÃO

SOLO NÃO COESIVO - TERRAPLENO HORIZONTAL - SEM SOBRECARGA

EMPUXO ATIVO

O empuxo total, por unidade de comprimento de muro, é igual a área do


diagrama de pressões.
 
1
2

O empuxo está aplicado no centro de gravidade do diagrama triangular

EMPUXO PASSIVO

A força total, por unidade de comprimento do muro, no estado de


plastificação passivo, é:
1
2
FUNDAMENTOS DE MECÂNICA DOS SOLOS II

EXERCÍCIOS

a) Calcular o empuxo total ativo numa parede vertical de 5 metros de altura,


retendo uma areia de peso específico γ = 17 kN/m3 e  = 35°; a superfície do
terreno é horizontal.
b) Determinar o empuxo sobre a parede se o NA está 2,0 m abaixo da superfície
da areia, sendo γsat da areia 20 kN/m3.

SOLUÇÃO:

Caso a):

1- sen 35
KA = 0,27
1+ sen 35

PA = 1/2. KA. γ. H2 = 1/2 x 0,27 x 17.52

PA =57,4 kN/m

Caso b):
Área
1 1/2 x 0,27 x 17 x 2² = 9,2
2 0,27 x 17 x 2 x 3 = 27,6
3 1/2 x 0,27 (20-9,8) x 3² = 12,4
4 1/2 x 9,8 x 3² = 44,1

PA = 93,3 kN/m
CORTINA LIVRE:

Ea

d f Ep

f H+f
Σμ0 Σp. =Ep.
3 3
Reescrevendo:
3 3
ka .(H + f) - (kpf ) = 0

• d = m.f m = 1,2 (tipicamente)

Ex: Uma cortina de 4m foi usada para reter um solo arenoso.


Considere: Φ = 30°
Encontre o embutimento da cortina.

1-senΦ 1
ka = =
1+senΦ 3

1
Kp = =3             
ka

H = 4m

1
3f3 -  . 4+f 3 =0
3
3 9f3 – (4 + f)3 = 0 2f3 - 12f - 16 = 0 f = 37m d = 1,2.f = 4,4m
CORTINA ASSOCIADA A TIRANTE:

Ht
H T

d f
o

Equações:
2 2
ΣM0 Ep f+ H-Ht - Ea H+f - Ht = 0 (Equilíbrio em relação ao ponto “o”)
3 3

T + Ep – Ea = 0 (translação)

1 2
Ea = ka . γ . H+f
2

1
Ep = kp . γ . f 2
2

Td = n.St.T

- n = 1,2
- St = espaçamento entre tirantes
- m = 1,2 a 1,4
- Td = força do tirante (projeto)
EXERCICIOS:

1)

Ht
15°
T
Solo arenoso
Φ = 30°
d f O γ = 20 KN/m³

Determine: f, d, T, Td

Resolução:
1)

H = 7m I
2 2
Ep f+ H-Ht - Ea H+f - Ht = 0  
Ht = 2m 3 3

1 II
Ep = kp . γ . f 2  = 30 .f 2
2
  1 III
Ea = k . γ . H+f 2  = 3,33 . 7+f 2
2 a
 

II + III I
                                    17,17 . f³ + 109,87 . f² - 233,80f – 435,66 = 6
f ≅ 2,6 m d = m.f = (1,3).2,6 ≅ 3,4 m
2)
T + Ep - Ea = 0

Ep = 30.(2,6)2 = 203 KN/m

Ea = 3,33 (7 + 2,6)2 = 307 KN/m

T = 307 – 203 = 104 KN/m

Td = n.St.T = (1,2).(1,5).(104) = 187,2

187,2
Td =  ≅ 194 KN/m
cos15°
2) Um muro de gravidade de concreto tem 6,6 m de altura e 3,2 m de largura. Se a
espessura do solo em frente ao muro é de 2 m, determine: Ea, Ep e Fs.
Propriedades do solo:

c’ = 0; Φ’ = 35°, γt = 18 kN/m³; γconc = 24kN/m³

6,6 m

2m

3,2 m

1-senΦ Φ
1) ka = =0,271 ka = tan2 45-
1+senΦ 2

1 Φ
kp = =3,69 kp =tan2 45+
ka 2

2) Pressão (empuxo ativo)


1
Ea = ka . γ .H2 =106,24 kPa
2
] (6)

3) Empuxo passivo
1
Ep = kp .γ . H2 =132,84 kPa
2
(2)

Ea
Ea

Ep = 132,84 (133 kPa)


Ea = 106,24 (107 kPa)

4) Fator de segurança ao deslocamento (contra o deslizamento):

Ep 133
Fs= = =1,24  1,25
Ea 107

5) Peso do muro:

6,6.3,2.1.24 = 507 kN = w
(Provão 1998) - Um projeto de expansão de um pátio de estacionamento de um
shopping center, situado numa cidade brasileira, previu, devido à pouca disponibilidade
do terreno, um corte vertical com 3 m de altura e 60 m de comprimento, em um talude
de solo argiloso, cujos parâmetros geotécnicos determinados nas unidades do Sistema
Internacional foram os seguintes: Peso específico aparente úmido: 17 kN/m3; Teor de
umidade natural: 24%; Coesão: 30 kPa; Ângulo de atrito interno: 13°.

Levando-se em conta que o local está sujeito, durante parte do ano, a fortes
precipitações pluviométricas, verifique se este corte necessita de uma obra de
contenção, respondendo SIM ou NÃO e justificando sua resposta pelo cálculo do fator
de segurança.
As características mineralógicas do solo permitem que se admita como peso específico
dos sólidos o valor de 26,5 kN/m3 e, por outro lado, para este caso, considere que o
fator de segurança deve ser superior a 1,5