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Michel Wilson Carneiro

CURSO: DOCÊNCIA NO ENSINO DE DANÇA/ ENSINO DA DANÇA

O ensino da dança para crianças

A prática da dança é fundamental para o desenvolvimento de crianças e jovens, pois


ela vem associada à forma de conhecimento que engloba a intuição, imaginação e técnicas
que auxiliam na execução dos movimentos interligados ao campo sócio-afetivo, onde se
direciona a execução de uma movimentação e ou ação grupal. A dança é também um dos
principais eixos da comunicação, pois ela utiliza do corpo para tal, com isso sua prática
pode desempenhar a educação, a reeducação do movimento e da postura perante a
convivência em grupo, além de reforçar o processo interpretativo e criativo que estão
inseridos em sua prática.
Ao se falar sobre a dança é importante lembrar que ela tem a função de despertar nos
alunos a capacidade para o alcance da confiança e do controle do próprio corpo durante a
realização de atividades corporais, fazendo com que eles evoluam quanto ao domínio
corporal na busca de novos espaços, superando os limites já estabelecidos, explorando os
seus potenciais, possibilitando o desenvolvimento natural de sua criatividade.
Mediante a leitura dos estudos realizado por Theresa Purcell (2012), o professor
deve estar bem comprometido ao ensino da dança, assim também embasado com uma
boa apresentação de uma proposta pedagógica de qualidade e a convicção de que a
dança é uma atividade essencial na educação global dos alunos, levando em
consideração a abordagem dos seus benefícios.
A introdução da dança no currículo escolar, não visa formar profissionais, mas
favorecer a realização prática, com movimentos sob função e forma de expressão e
comunicação, de forma perceptível a contribuir para a formação do aluno em um cidadão
crítico, responsável, participativo, compreensível e capaz de se comunicar em outra
linguagem (a corporal, ou seja, a própria dança). Visa-se também promover a base do que é
a dança e qual sua contribuição no campo dos valores físicos, sociais e espirituais
envolvendo a auto-expressão, comunicação, diversão e prazer, bem como saber fruir,
produzir e contextualizar, que competem aos eixos da aprendizagem.
Com base nas orientações mencionadas por Theresa Purcell (2012), o
envolvimento dos estudantes na seleção do conteúdo que será oferecido a eles,
estimulará ainda mais a participação por parte deles. O aprendizado do ensino da dança
começa com a disposição para tentar coisas novas, assumir riscos e persistir no caminho
do aperfeiçoamento contínuo. A arte de ensinar impõe desafios aos professores com
assim também em seus alunos.
De acordo com os estudos, devem ser aplicados os princípios de dança na
educação, possibilitando ao aluno mostrar seus próprios movimentos intervencionados à
expressão do corpo, o trabalhar com a expressão corporal. Acreditando que o melhor
conteúdo de dança para se desenvolver na escola seja aquele que priorize o corpo de
maneira fácil e apreensível para que o professor e o aluno o valorizarem o sob a pratica
da técnica. Priorizando uma gama diversificada de estilos/modalidades, que vão desde
aquela simples dança criada involuntariamente pelas crianças ate ao aprendizado de um
outro tipo de dança.

“No ambiente escolar do ciclo fundamental, a


dança tem diversos propósitos e pode assumir
vasta gama de formas diferentes. Além de
compor as próprias danças, através de um
processo criativo, as crianças gostam de
aprender outros tipos de dança: folclórica,
social, aeróbica, quadrilha e coreografada, em
grupos. Portanto, é desaconselhável o ensino de
um tipo específico em detrimento dos demais.
Nós recomendamos que as crianças tenham
oportunidade de experimentar muitos gêneros
de dança ao longo de sua formação
educacional.” (Purcell, 2012 p.4)

É com a liberdade de expressão que o aluno é motivado a buscar dentro de si


mesmo a própria motivação para realizar seus movimentos, e com isso liberta seu
espírito e sentimentos colocando uma ênfase maior em sua dança (movimentos). Os
movimentos espontâneos não impulsionados pelo sentimento da música ou do próprio
sentimento do aluno.
A escola deverá estar sensível ao mundo daqueles que são a maioria: as classes
populares e se valer da vontade de fazer chegar a eles conteúdos significativos que
tenham relação com sua vida e que permitam a compreensão em uma das coisas que a
cercam e de relação entre ambos.
O ensino da dança nas escolas tem o enfoque do processo de criação sob
planejamento consciente em despertar no aluno, o alcance de sua confiança durante a
atividade corporal, desenvolvendo sua personalidade e a consciência corporal sobre
limitações no campo do domínio do corpo na busca de novos espaços, explorando os
seus potenciais e assim a dança na educação assume importante papel no aprendizado e
na formação do aluno.
Segundo Laban (1990) o uso prático da técnica de dança na educação é
diversificado, o movimento comunicado que surge das crianças ao tentarem realizar
movimentos similares aos embutidos em uma seqüência coreográfica vem a ser um
modo, porém de forma inconsciente de descarga e de exercícios que fazem essa criança
introduzir uma grande quantia de movimentos que vem a reforçar sua capacidade de
expressão primária. Uma outra técnica seria promover a expressão artística na área da
arte primaria do movimento, onde se tem que ajudar a expressão que ativa crianças a
encontrar uma relação com o seu corpo e com o grupo que irá auxiliá-la no
desenvolvimento da consciência que o corpo será seu material de trabalho.

“A dança se trans-forma no meio através do


qual as crianças desenvolvem, expressam e
transmitem suas experiências de vida. Em
conseqüência, elas adquirem uma consciência
estética a respeito da conexão que o corpo e
seus movimentos estabelecem com o
significado e a intenção. (Purcell, 2012 p.5)

De acordo com Purcell (2012) a dança infantil representa muito mais do que uma
mera uma atividade física direcionada a um olhar apenas para o condicionamento físico
ou ao aprendizado de uma seqüência coreográfica (série de passos); ela esta associada a
uma forma de expressão de percepções e sentimentos. Dançar é tão importando para
uma criança como andar ou falar. A dança criativa possibilita o explorar das
possibilidades motoras do corpo para o descobrir novas formas de movimentos e meios
para modificá-los de acordo com cada situação em que a criança esteja presente.
Contudo, acredita-se que o melhor estilo de dança para se trabalhar na escola deve
ser aquele que prioriza a educação corporal e ao mesmo tempo seja de fácil apreensão
para os alunos como, por exemplo: a dança livre ou dança criativa, que por sua vez,
emprega esse processo exploratório para a criação de novos movimentos; no entanto,
não se limita a isso. Após essa experimentação, as crianças fazem escolhas estéticas em
relação a quais movimentos e qualidades a eles associadas melhor expressam suas
idéias, seus sentimentos e suas percepções de um conceito, onde há a presença de
liberdade de movimento, associado as idéias sobre o processo coreográfico, ou
simplesmente a criação de seus movimentos.