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ELETRICISTA DE INSTALAÇÕES DE

PRÉDIOS

1
SUMÁRIO

1 Eletricidade 9
2 Teoria eletrônica 10
2.1 – Eletrostática 10
2.2 – Carga elétrica 11
2.3 – Eletrização por atrito 11
2.4 – Eletrização por contato 12
2.5 – Eletrização por indução 12
2.6 – Eletrização por pressão 13
2.7 – Eletrização por calor 13
2.8 – Eletrização por luz 14
2.9 – Descarga de cargas elétricas 15
3 Energia e suas formas 16
3.1 – Conversão de energia 16
3.2 – Formas de energia 17
4 Geração de energia elétrica 18
5 Transmissão de energia elétrica 21
6 Distribuição de energia elétrica 21
7 Padrão de fornecimento de energia monofásica e trifásica pela 23
concessionária no estado da Paraíba
8 Grandezas elétricas 26
8.1 – Corrente elétrica 26
8.2 – Retificação da corrente alternada 28
8.3 – Tensão elétrica 28
8.4 – Resistência elétrica 29
9 Condutores, isolantes e semicondutores 31
10 Potência elétrica 32
11 Circuito elétrico 37
12 Associação de resistores 42
12.1 – Associação em série de resistores 42
12.2 – Associação em paralelo de resistores 43
12.3 – Associação mista de resistores 44
13 1ª Lei de Kirchhoff (Lei dos Nós ou Lei das Correntes) 47
14 2ª Lei de Kirchhoff 50
15 Magnetismo 56
16 Indução magnética – Imantação 57
17 Permeabilidade magnética 58
18 Eletromagnetismo 60
19 Eletroímã 63
20 Diagramas elétricos 68
21 Aterramento 78

5
22 Dimensionamento de condutores 87
23 Dispositivos de proteção contra correntes de subcarga e 90
contra correntes de curto-circuito
24 Dispositivos de proteção contra choque elétrico letal 95
25 Emendas ou conexões em instalações elétricas 98
26 Eletrodutos 104
27 Planejamento de uma instalação elétrica 109
28 Divisão da instalação de circuitos 112
29 Setores de uma instalação elétrica 115
30 Dimensionamento de condutores e dispositivos de proteção 116
31 Uso racional de energia elétrica 121
1ª TAREFA – Instalação de lâmpada por interruptor simples 129
2ª TAREFA – Instalação de tomada 2P + T 133
3ª TAREFA – Lâmpada comandada por interruptor simples 134
conjugada com tomada
4ª TAREFA – Instalação de lâmpada comandada por 135
interruptor de duas e três seções
5ª TAREFA – Instalação de lâmpada comandada por 137
interruptores paralelos

6ª TAREFA – Instalação de luminária fluorescente 139


7ª TAREFA – Campainha comandada por botão pulsador 144
8ª TAREFA – Instalação de quadro medidor monofásico 145
9ª TAREFA – Instalação de quadro de distribuição monofásica 146
para 3 disjuntores
10ª TAREFA – Instalação de lâmpada comandada por 147
interruptores paralelos e intermediários

11ª TAREFA – Instalação de tomada 3P + N + T 149


12ª TAREFA – Instalação de lâmpada incandescente 150
comandada por dimmer
13ª TAREFA – Instalação de lâmpada comandada por 152
interruptor de minuteria
14ª TAREFA – Instalação de lâmpada comandada por relé 155
fotoelétrico
15ª TAREFA – Instalação de lâmpada comandada por sensor 156
de presença

16ª TAREFA – Instalação de interfone 158


17ª TAREFA – Quadro de medição trifásico 159
18ª TAREFA – Quadro de distribuição trifásico 160
19ª TAREFA – Instalação de motores monofásicos e trifásicos 161
com chave de partida direta e chave reversora
20ª TAREFA – Instalação de motores monofásicos e trifásicos 166
com chave magnética para partida direta
21ª TAREFA – Instalação de motor bomba monofásica e 175
trifásica com chave magnética e chave bóia
8 ELETRICIDADE

Você já imaginou o mundo sem eletricidade? Não existiria nenhum dos


equipamentos os quais você utiliza nem o rádio, nem a televisão; tampouco existiriam
as máquinas comandadas por computador e os robôs. A eletricidade está presente no
nosso cotidiano, porém não conseguimos vê-la, somente sentir os seus efeitos.

Os fenômenos elétricos e magnéticos são conhecidos há séculos. O poder de


atração que certas substâncias exerciam sobre outras era manipulado por magos e
sacerdotes e sempre exerceu um indiscutível fascínio entre filósofos e cientistas de
todas as épocas.

Há mais ou menos 2500 anos atrás, o filósofo grego Tales


observou que, quando se atritava um pedaço de âmbar em um
pedaço de couro macio, o âmbar era capaz de atrair objetos leves,
como penas ou pedaços de palha. Porém, ao ser atritado, o âmbar
adquiriu outra característica, além do brilho; adquiriu eletricidade. O
nome eletricidade vem dessa época, pois elétron era exatamente o
nome do âmbar no idioma grego.

No século XVI, William Gilbert, médico da rainha Izabel da


Inglaterra, descobriu que muitos outros corpos, quando atritados, Figura 1 - Tales
adquirem a propriedade de atrair corpos leves, isto é, se comportam
como o âmbar.

Para indicar que esses corpos estavam se


comportando como o âmbar, Gilbert dizia que estavam
eletrizados. E com a palavra eletrizada ele queria dizer
"do mesmo modo que o electron". Esse médico, que não
conhecia a causa dessa propriedade que aparece
quando os corpos são atritados, chamou-a de
Figura 2 - Âmbar
eletricidade. Até hoje, mantemos essas expressões:
chamamos corpo eletrizado àquele que está com a

propriedade de atrair outros corpos, isto é, que manifesta eletricidade. E chamamos


corpo neutro àquele que não está eletrizado.

Afinal, o que é ELETRICIDADE?

A grande maioria dos autores define eletricidade como sendo a manifestação


de uma forma de energia associada a cargas elétricas paradas ou em movimento.

A linha de raciocínio que seguiremos em nosso estudo defende que a


eletricidade está dividida em três partes:

a) Eletrostática;
b) Eletrodinâmica;
c) Eletromagnetismo.

9
1 TEORIA ELETRÔNICA

1.1 ELETROSTÁTICA

Estuda os fenômenos que ocorrem quando as cargas elétricas estiverem em


repouso.

Todos os efeitos da eletricidade são conseqüências da existência de uma


partícula minúscula chamada “elétron”. Como ninguém pode realmente ver um elétron,
somente os efeitos que ele produz, denominamos esse estudo de “teoria eletrônica”.
Esta teoria afirma que todos os fenômenos elétricos ocorrem devido ao movimento de
elétrons de um lugar para outro, ou resultantes do excesso ou da falta deles em um
determinado lugar.

Para que possamos compreender melhor os fenômenos elétricos, precisamos


saber um pouco sobre a constituição da matéria.

Vamos começar definindo matéria, como sendo tudo aquilo que tem massa e
ocupa lugar no espaço, sendo formada por pequenas partículas chamadas de
moléculas. As moléculas são constituídas por partículas ainda menores chamadas de
átomo, que, por sua vez, era tida como a menor partícula do universo e que não
poderia mais se subdividir. Por isso, o nome átomo, que em grego significa “não
divisível”.

Todas as variedades de matéria são constituídas por átomos de muitos


tamanhos diferentes. O modelo de átomo mais aceito cientificamente é o proposto
pelo físico dinamarquês Niels Bohr (1885 – 1962).

Eletrosfera
(elétrons)

Núcleo
(prótons e nêutrons)

Figura 3 - Átomo

Os átomos são constituídos por partículas elementares, sendo as principais: os


prótons, os nêutrons e os elétrons. Os prótons são as cargas positivas (+), já os
nêutrons (que não tem carga) e os elétrons são as cargas negativas (-). Os prótons e
os nêutrons se encontram em aglomerados na parte central do átomo, chamado de
núcleo. Ao redor do núcleo, movimentam-se os elétrons.

10
1.2 CARGA ELÉTRICA

Os cientistas mostraram que as cargas positivas e negativas exercem forças


umas sobre as outras. A partir de experiências científicas pode-se afirmar que: Cargas
elétricas de mesmo sinal repelem-se. E cargas elétricas de sinais contrários atraem-
se.

Figura 4 – Atração e repulsão das cargas

Dizemos que um corpo está eletricamente neutro quando tem o número de


prótons igual ao de elétrons, ou seja, possuem o mesmo número de cargas positivas
(+) e negativas (-). Considere um corpo com maior número de prótons em relação ao
numero de elétrons; ele é denominado corpo carregado positivamente. Caso o numero
de elétrons seja maior, relacionado ao número de prótons, dizemos que o corpo está
carregado negativamente.

(a) (b) (c)


Átomo eletricamente Átomo carregado Átomo carregado
neutro (ou em equilíbrio) positivamente negativamente

Figura 5 a, b e c – Cargas elétricas dos


átomos

Na natureza, todos os átomos são eletricamente neutros. Para se originar uma


carga positiva ou negativa, o elétron terá que se movimentar, enquanto que as cargas
positivas do núcleo permanecem imóveis. Vejamos adiante, métodos utilizados para
causar o movimento dos elétrons nos materiais. Esses métodos são chamados de
eletrização.

1.3 ELETRIZAÇÃO POR ATRITO

A fricção é a principal fonte conhecida como eletricidade estática. Quando dois


corpos são atritados entre si, há o movimento de elétrons. O material que cede

11
elétrons fica carregado positivamente, enquanto que o que recebe elétrons fica
carregado negativamente.

Exemplo: Atritando-se um bastão de vidro contra uma flanela de algodão, o


bastão de vidro perderá elétrons, que serão recebidos pela flanela de algodão. Então,
o bastão de vidro ficará com carga positiva (eletrizado positivamente).

Após o
atrito.

Figura 6 – Eletrização por atrito

1.4 ELETRIZAÇÃO POR CONTATO

Se um objeto possuir uma carga elétrica estática, ele influenciará todos os


outros objetos próximos. Essa influência poderá ser exercida por contato ou por
indução. A carga positiva significa falta de elétrons e sempre atraí elétrons de outros
materiais, enquanto que a carga negativa significa excesso de elétrons e sempre
repele elétrons de outros materiais.

Aproximando-se um corpo neutro (B) em um corpo carregado negativamente


(A), as cargas de sinais iguais, na área de contato entre os corpos, se afastarão e as
cargas de sinais diferentes serão atraídas. Algumas das cargas negativas passaram
de um corpo para o outro, que continuará carregado negativamente, porém, com
menos excesso de elétrons.

Após o contato, os dois


Colocando-os em contato, corpos estarão eletrizados
A (negativo) e B as cargas de A (-) passam negativamente.
(neutro) estão
isolados. para B.

Figura 7 – Eletrização por contato

1.5 ELETRIZAÇÃO POR INDUÇÃO

Um corpo que está carregado eletricamente, ao ser aproximado a um corpo


neutro, sem tocá-lo, separa as cargas deste último. As cargas de sinais diferentes se
atraem para o ponto mais próximo entre os corpos, havendo assim a separação das
cargas positivas e negativas do corpo neutro.

12
(1) (2)

(3) (4)

Figura 8 – Eletrização por indução

1.6 ELETRIZAÇÃO POR PRESSÃO

Cristais de certos materiais, quando submetidos a pressão, produzem


movimento das cargas elétricas. O exemplo mais comum é o quartzo.

Se um cristal de quartzo for colocado entre duas placas metálicas de natureza


diferentes e, sobre as mesmas, for aplicada uma pressão, será detectada a presença
de movimento das cargas elétricas dos materiais envolvidos. Esse movimento será
proporcional à pressão aplicada sobre as placas metálicas.

Apesar do uso da pressão não ser viável para a produção em grande escala de
energia elétrica, ela é o princípio de funcionamento de pequenos aparelhos, como:
microfones, fonocaptores, sonares, etc.

Pressão exercida sobre as placas

Chapas metálicas
+
_

Superfície

Figura 9 – Eletrização por pressão

1.7 ELETRIZAÇÃO POR CALOR

O calor também é conhecido por ser capaz de gerar movimento das cargas
elétricas entre metais de natureza diferentes. Ao emendarmos dois fios, um de cobre
e outro de alumínio, e aquecermos a emenda com uma fonte qualquer de calor, será
detectado, nas extremidades da emenda, um pequeno movimento entre as cargas
elétricas dos materiais.

13
Na prática, esse procedimento não é utilizado para a produção de energia
elétrica, mas sim em dispositivos indicadores de calor, utilizados para controlar a
temperatura de fornos, estufas, painéis, aquecedores, etc.

Chapas metálicas
+
_ Terminais
soldadas

Fonte de calor

Figura 10 – Eletrização por calor

1.8 ELETRIZAÇÃO POR LUZ

Certas substâncias, ao serem atingidas pela luz, são capazes de produzir os


movimentos dos elétrons livres. Esse processo de produção de energia elétrica
através da luz é chamado de energia foto-voltaica ou, simplismente, fotocélula.

A fotocélula é um sanduíche metálico composto por três camadas de materiais


em forma circular. As camadas externas são formadas por ferro e por uma película
translúcida (capaz de permitir a passagem da luz). A camada central é feita de uma
liga de selênio. As camadas externas atuam como eletrodos. Quando a luz inside
sobre a liga de selênio, através do material translúcido, gera-se um movimento de
carga elétrica entre as camada externas.

Na prática, já podemos obter energia elétrica através da luz para a produção


em grande escala, assim como para equipamentos de pequeno porte, como
calculadoras, veículos, etc.

Material translúcido
Entrada de luz
Liga de selênio
Ferro

+
Terminais _
Figura 11 – Eletrização por luz

14
1.9 DESCARGA DE CARGAS ELÉTRICAS

Por contato: Acontece quando existe o contato entre o corpo eletrizado e o solo,
através de um condutor. Exemplo desse tipo de descarga é o aterramento elétrico.

Figura 12 – Descarga elétrica por contato

Por arco: Quando dois corpos com cargas elétricas elevadas e diferentes são
aproximados, os elétrons do corpo carregado negativamente tendem a migrar para o
corpo carregado positivamente, podendo saltar de um corpo para o outro, mesmo
antes de haver o contato entre eles. Neste caso, haverá uma descarga em forma de
centelha ou arco elétrico. O raio é um exemplo desse tipo de descarga.

Elétrons
migram p/ o
outro corpo sem
haver contato
entre eles.
Figura 13 – Descarga elétrica por arco

EXERCÍCIO

1º Assinale a alternativa correta. Podemos dizer que são exemplo de matéria:

a) borracha, vidro e calor


b) luz, cobre e vapor
c) madeira, mica e amianto
d) eletricidade, luz e calor

2º É a parte da ciência que estuda a eletricidade estática, produzida por cargas


elétricas de um corpo em repouso. A afirmação anterior refere-se a:

a) eletrostática
b) eletrodinâmica
c) eletromagnetismo
d) eletropneumática

15
3º É exemplo de geração de energia por ação química

a) fotocélula
b) cristais de quartzo
c) pirômetro
d) pilha voltaica

4º Complete:

Dizemos que um material com falta de elétrons está carregado


. Já um material com excesso de elétrons está carregado
.

5º Defina um corpo neutro.

6º Diga quais as formas que podemos utilizar para eletrizar um corpo. Em seguida,
comente sobre uma delas.

7º O que leva um corpo neutro a adquirir cargas elétricas?

2 ENERGIA E SUAS FORMAS


ENERGIA

A energia pode ser definida como sendo a capacidade de realizar trabalho ou


como o resultado da realização de um trabalho. Na prática, a energia é melhor
“sentida” do que definida.

2.1 CONVERSÃO DE ENERGIA

A Lei de Conservação da Energia, em síntese, mostra que “num sistema isolado


a energia interna permanece constante”, ou ainda que “a energia não pode ser criada
nem destruída, apenas transformada de uma forma para outra”.

16
Figura 14 – Conservação da energia

2.2 FORMAS DE ENERGIA

Existem várias formas ou modalidades de energia, citaremos algumas:

a) Energia mecânica

Energia cinética: É associada ao movimento dos corpos. Ex: a energia das correntes
de água, do vento, etc.

Energia potencial: É associada a posição em que se encontra o corpo. Ex: energia da


água represada, dos elásticos, molas, etc.

b) Energia elétrica: É a forma mais prática de energia, pois pode ser transportada a
grandes distâncias pelos condutores (fios e cabos). Essa energia pode ser
transformada em outras modalidades de energia, sem muitas dificuldades e com
custos relativamente baixos.

c) Luz e calor: A energia luminosa e a energia térmica são fáceis de serem “sentidas”.
Ex: o sol, a luz de uma lâmpada incandescente e o calor.

d) Energia química: É associada às reações químicas nos materiais para a produção


de energia elétrica. Quando dois materiais de naturezas diferentes são colocados em
uma solução ácida, produzem energia elétrica. Ex: pilhas e baterias.

e) Energia nuclear: Consiste no uso controlado das reações nucleares para a


obtenção de energia a fim de realizar movimento, calor e geração de eletricidade.
Existem duas formas de aproveitar a energia nuclear para convertê-la em calor: a

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fissão nuclear, cujo núcleo atômico se subdivide em duas ou mais partículas, e a fusão
nuclear, na qual, ao menos, dois núcleos atômicos se unem para produzir um novo
núcleo. A principal vantagem da energia nuclear é o não lançamento de gases tóxicos
na atmosfera, eximindo-se pela responsabilidade pelo aumento do efeito estufa.

3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA


FONTES GERADORAS DE ENERGIA ELÉTRICA

As formas de produção diferenciam-se de acordo com a fonte geradora, o


impacto no meio ambiente e a viabilidade econômica. As fontes podem ser não-
renováveis ou renováveis. As não-renováveis correspondem aos recursos naturais
finitos no meio ambiente, como o urânio, o manganês e os combustíveis fósseis
(petróleo, carvão mineral e gás natural); já as renováveis, uma vez exploradas pelo
homem, se reconstituem espontaneamente ou por meio de práticas de conservação.
Entre elas, estão o sol, o ar e a água.

Devido ao grande potencial hidráulico do Brasil, a maior parte da energia


elétrica gerada, provém de hidroelétricas, estimando-se mais de 150 milhões de KW
(Quilo Watts), que corresponde a aproximadamente 90% de toda energia produzida.

Usinas hidroelétricas

Converte em eletricidade a energia de movimento de correntes de água. O


dispositivo de conversão é formado por uma turbina acoplada a um gerador.

A turbina para geração de energia elétrica é constituída de um eixo, dotado de


pás. Estas podem ser acionadas por água corrente e, então, o seu eixo entra em
rotação e move a parte interna do gerador, fazendo aparecer, por um fenômeno
denominado indução eletromagnética.

Como exemplos de grandes usinas hidroelétricas brasileiras, podemos citar as


usinas de Paulo Afonso, Ilha Solteira, Jupiá, Furnas e Itaipú.

Gerador

Figura 15 – Esboço de uma hidroelétrica

18
Usina termoelétrica e usina nuclear

Nas usinas termoelétricas, o gerador é acionado pelo vapor d’água que sai de
uma caldeira aquecida, para aquecer essa caldeira, através do calor desenvolvido na
queima de combustíveis fósseis. Assim, temos a transformação da energia térmica
em energia elétrica.

As usinas nucleares funcionam como as usinas termoelétricas. A única


diferença é que, nas usinas nucleares, o calor utilizado para produzir o vapor que
aciona o gerador é obtido por meio de reações químicas nucleares, que se
desenvolvem em um reator atômico. Portanto, nestas usinas, temos a transformação
de energia nuclear (química) em energia elétrica.

Figura 16 – Usina nuclear


Usina eólica

A energia dos ventos é uma abundante fonte de energia renovável, limpa e


disponível em todos os lugares. A energia eólica é a energia obtida pelo movimento
do ar, pela força dos ventos. Atualmente, no Brasil, é um processo de produção de
energia que vem sendo largamente estudado.

Figura 17 – Usina eólica


Usina de energia maremotriz

É um sistema de geração de energia elétrica, no qual se utiliza o movimento de


fluxo das marés para movimentar uma comporta, que está diretamente ligada a um
sistema de conversão, proporcionando assim a geração de eletricidade. As marés
servem para gerar eletricidade que é obtida a partir do movimento regular, a cada 12
horas de elevação (fluxo) e abaixamento (refluxo) do nível do mar.

Usina solar

Figura 18 – Usina maremotriz

A usina solar é uma forma de obtenção de energia ecológica, pois capta a luz
do sol e a transforma em energia, sem causar danos ao meio ambiente. Exigi-se que
o local de sua instalação seja aplainado e liberado de obstáculos. Geralmente suas
instalações se situam em regiões ensolaradas, de pouca nebulosidade. Por vezes, se
situam em clima seco, onde não existe volume de água suficiente para manter em
funcionamento uma hidrelétrica convencional.

Porém, esta usina não funciona a noite e, ao nascer do sol e no poente, sua
eficiência cai drasticamente. Sua utilização ainda é apenas relegada a um segundo
plano, apenas fornecendo energia elétrica suplementar às redes de distribuição.
Controlador Placa
Conversor de cargas fotovoltaica

Banco de baterias
Figura 19 – Célula solar

20
5 TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA
O transporte de energia elétrica do ponto de geração aos centros consumidores
é chamado de transmissão de energia elétrica. Normalmente, essa energia é
produzida na fonte geradora com uma tensão de 13,8 KV, nos geradores trifásicos de
corrente alternada. Mas, por uma série de fatores, principalmente, econômicos, deve
ser elevada a valores padronizados em função da potência a ser transmitida e das
grandes distâncias até os centros consumidores.

Dessa forma, junto à fonte geradora, existe uma subestação elevadora que
elevará a tensão de 13,8 KV em corrente alternada para valores específicos de
transmissão. As tensões mais utilizadas nas linhas de transmissão são: 69KV, 78KV,
230KV, 400KV, 500KV. A partir de 500KV, normalmente, é feito um estudo de
viabilidade econômica para determinar se vai ser utilizada a tensão alternada ou
contínua. Temos, como exemplo, a usina de Itaipu que possui uma subestação
retificadora numa tensão de 600 KV.

Figura 20.a – Subestação


Figura 20.b – Linha de transmissão

Figura 20 – Transmissão de energia elétrica

6 DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA


É a parte do sistema elétrico já dentro dos centros de utilização (cidades,
bairros, indústrias). A distribuição começa na subestação abaixadora, onde a tensão
de linha de transmissão é baixada para valores padronizados nas redes de distribuição
primária (11KV, 13.8KV, 15KV, 34.5KV).

A parte final de um sistema elétrico é a subestação abaixadora ou


transformador abaixador para baixa tensão que recebendo a tensão primária e
transforma-a para tensão de utilização (380/220V, 220/127V), de acordo com a região.

21
Figura 21.a – Rede primária (3 condutores)
Rede secundária (4 condutores)
Figura 21.b – Transformador

Figura 21 – Distribuição de energia elétrica

GERAÇÃO, TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

Veja na figura 22, o percurso que a energia elétrica faz, desde a geração, até
a chegada em sua casa.

Subestação
elevadora Subestação
abaixadora
Linhas de
transmissão

Transformador
secundário

Centros
consumidores
Usina Hidro- Elétrica

Figura 22 – Geração, transmissão e distribuição


de energia elétrica

22
7 PADRÃO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA MONOFÁSICA E
TRIFÁSICA PELA CONCESSIONÁRIA NO ESTADO DA PARAÍBA
As concessionárias de energia fornecem energia elétrica para os
consumidores, de acordo com a carga (KW) instalada e em conformidade com a
legislação em vigor – Resolução nº. 456 “Condições Gerais de Fornecimento de
Energia Elétrica” de 29/11/00, da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica.

Tensões de fornecimento

O fornecimento de energia a partir de redes de distribuição será feito segundo


as normas da concessionária local (ENEGISA), nas seguintes tensões:

Quadro nº 1 – Tensões de fornecimento

Quantidade de Tensão entre os


Categoria Potência instalada
condutores condutores
2 condutores
Monofásico 220V 0 à 15KW
(fase + neutro)
4 condutores
Trifásico 220V / 380V 15 à 75KW
(3 fases + neutro)

Obs.: Os consumidores serão atendidos com o padrão monofásico 2 fios (fase +


neutro) de 220V, com carga instalada até 15KW, caso não conste:

 Motor monofásico com potência superior a 2 CV (ou HP);


 Máquina de solda a transformador com potência superior a 2 KVA.

Figura 23 - Padrão de altura da rede, Imagem extraída da


(NDU 001 – Concessionária ENERGISA)

23
Figura 24 - Padrão monofásico de distribuição de energia elétrica (Imagem extraída
da NDU 001 – Concessionária ENERGISA)

24
EXERCÍCIO

1º O que são fontes geradoras de energia elétrica?

2º Cite algumas formas de energia que podemos transformar em energia elétrica e


onde elas são transformadas.

3º Cite alguns exemplos de hidroelétricas brasileiras.

4º Comente sobre os meios ecologicamente mais corretos de geração de energia


elétrica.

5º Descreva, na seqüência correta, o percurso que a energia elétrica faz até chegar
às residências.

1-
2-
3-
4-
5-
6-

25
8 GRANDEZAS ELÉTRICAS

8.1 CORRENTE ELÉTRICA (I)

Entende-se por corrente elétrica, o movimento ou fluxo orientado das cargas


elétricas dentro de um condutor, provocado pelo desequilíbrio elétrico entre as
extremidades do material.

(a) Elétrons desordenados (b) Elétrons ordenados


Figura 25 a, b – Elétrons no condutor

A unidade de medida utilizada para determinar a quantidade de corrente


elétrica que passa por um condutor ou por uma carga é o Ampére, que tem por símbolo
a letra A.

Exemplo:

Intensidade da corrente elétrica = 10 Ampéres I = 10A

O instrumento utilizado para medição da intensidade da corrente elétrica é o


amperímetro.

Tipos de amperímetros:

Figura 26 – Amperímetros

Esquema de medição: O amperímetro é conectado em série com a carga.

Figura 27 – Ligação do amperímetro ao circuito

26
Corrente contínua

É o fluxo ordenado de elétrons sempre numa mesma direção. Esse tipo de


corrente é gerado por baterias, pilhas, dínamos, células solares e fontes de
alimentação, pois retificam a corrente alternada transformando-a em contínua.
Normalmente são utilizadas para alimentar aparelhos eletrônicos, rede telefônica e
circuitos digitais.

Simbologia usual: CC – Corrente Contínua (em inglês: DCA - Direct Current


Alternate))

Dizemos que o circuito CC é polarizado, pois possui um pólo negativo ( - ) e


outro positivo ( + ). A intensidade da corrente cresce no início até um ponto máximo,
mantendo-se contínua, ou seja, sem alterar a polaridade. Quando desligada, diminui
até zero e extingue-se.

Representações gráficas:

Figura 28 – Formas de onda da CC

Corrente alternada

Na corrente alternada, o fluxo de elétrons inverte o seu sentido várias vezes por
segundo. A essa inversão de polaridade, damos o nome de freqüência da CA, que é
medida em Hertz (Hz). Na corrente que dispomos em nossas residências, essa troca
de polaridade ocorre à uma freqüência de 60 vezes/segundo, ou seja, 60 Hz.

Simbologia usual: CA – Corrente Alternada (em inglês: AC – Alternate Current)

Uma das formas de obtermos CA é diretamente da rede elétrica das


concessionárias.

A rede elétrica residencial é normalmente formada por uma fase e por um


neutro, conhecida como rede elétrica monofásica; já a rede elétrica de uso

27
industrial é composta por três fases e um neutro, uma vez que muitos dos motores
industriais são trifásicos. Esta rede é conhecida como rede elétrica trifásica.

Tipos de ondas CA:

Figura 29 – Formas de onda da CA

8.2 RETIFICAÇÃO DA CORRENTE ALTERNADA

Como vimos, a princípio, a distribuição de energia elétrica pelas


concessionárias se dá sob a forma de CA por uma série de facilidades operacionais.
No entanto, muitos aparelhos, sobretudo os eletrônicos, necessitam de CC para
funcionarem. Nestes casos, utilizamos dispositivos adaptadores conhecidos no
mercado como eliminadores de pilhas. Estes dispositivos utilizam alimentação em CA,
da rede elétrica, e convertem esta energia em CC com nível de tensão adequado para
o equipamento a que se destina. Dispositivos semelhantes também são utilizados para
a recarga de baterias.

Saída em CC

Entrada em CA

Diodo

Figura 30 – Ponte retificadora

Nota: Diodos são dispositivos semicondutores feitos de silício


ou germânio, formando uma estrutura chamada de junção PN.

8.3 TENSÃO ELÉTRICA (E ou U)

Quando, entre dois pontos de um condutor, existe uma diferença entre as


concentrações de elétrons, isto é, de carga elétrica, diz-se que existe uma diferença

28
de potencial elétrico ou uma tensão elétrica entre esses dois pontos. Em outras
palavras, a tensão elétrica é a "força" responsável pela movimentação de elétrons.

Para facilitar o entendimento do que seja a tensão elétrica, pode-se fazer um


paralelo desta com a pressão hidráulica. Quanto maior a diferença de pressão
hidráulica entre dois pontos, maior será o fluxo, caso haja comunicação entre estes
dois pontos. O fluxo (que em eletrodinâmica seria a corrente elétrica) será assim uma
função da pressão hidráulica (tensão elétrica).

Como registro fechado existe Ao abrir o registro, existirá


uma diferença de potencial uma força em busca do
hidráulico entre A e B equilíbrio hidráulico.

Figura 31 – Analogia da tensão elétrica com a água

A tensão é medida em volts V, através de um instrumento chamado


voltímetro.

V
Esquema de medição: O voltímetro é conectado em paralelo com o circuito.

Voltímetro
Figura 32 – Conexão do voltímetro ao circuito

8.4 RESISTÊNCIA ELÉTRICA

É a capacidade que um corpo qualquer tem de se opor à passagem de corrente


elétrica por si, quando existe uma diferença de potencial aplicada.

Quando uma corrente elétrica é estabelecida em um condutor metálico, um


número muito elevado de elétrons livres passa a se deslocar nesse condutor. Nesse
movimento, os elétrons colidem entre si e também contra os átomos que constituem
o metal. Portanto, os elétrons encontram uma certa dificuldade para se deslocar, isto
é, existe uma resistência à passagem da corrente no condutor.

29
A unidade de medida utilizada para a resistência elétrica é o Ohm,
simbolicamente representado pela letra grega Ω (ômega). Usualmente, o instrumento
que determina a resistência elétrica de um material é o Ohmímetro, porém, para
medirmos resistências altíssimas, usamos o megohmetro (considerado um teste de
isolador elétrico).

M
Ohmímetro
Ω Megohmetro

Esquema de ligação: Ambos são conectados em paralelo com a carga, quando a


mesma estiver desenergizada e desconectada do circuito.

Figura 33 – Conexão do ohmímetro à resistência.

Fatores que influenciam na resistência elétrica dos materiais

a) Natureza do material – Cada material apresenta uma resistência específica,


conforme sua composição química. Para levar em conta esse fator, associa-se a
cada tipo de material um parâmetro denominado resistividade.

Resistividade: É a resistência de um material qualquer, com um comprimento de 1m


e a secção de 1mm2, a uma temperatura de 20ºC.

TABELA 1 - Resistividade dos principais condutores

30
b) Comprimento do material – Quanto maior o comprimento do material, maior será
a resistência elétrica oferecida pelo mesmo.

c) Área da secção – Quanto maior a área da secção do material, menor a resistência


elétrica oferecida pelo mesmo.

d) Temperatura do material – Quanto maior a temperatura aplicada ao material, maior


será a resistência elétrica oferecida pelo mesmo. Em alguns materiais o aumento
da temperatura não causa modificações na intensidade da resistência oferecida.

Sendo assim, a fórmula que representa as relações entre a resistência


elétrica e os fatores citados acima é:

R - Resistência elétrica em Ω
ρ - Resistividade em Ω. m
S L - Comprimento em m
S - Secção transversal em mm2
Exemplo:

Calcule a resistência elétrica de um condutor de cobre com 100m de


comprimento e 1,5mm2 de secção transversal.

Dados:
R =? L
ρ = 0,017 Ω R = ρ S = 0,017 x 100
1,5
= 1,13 Ω
L= 100 m
S = 1,5 mm2

9 CONDUTORES, ISOLANTES e SEMICONDUTORES


Os condutores de eletricidade são meios materiais que permitem facilmente a
passagem de cargas elétricas. Eles se caracterizam pela camada de valência dos
átomos que constituem o material. Essa camada de valência é a última camada de
distribuição dos átomos. Nos condutores a grande distância entre essa última camada
e o núcleo, faz com que os elétrons tenham facilidade de se deslocar para um átomo
vizinho, em virtude das forças que ocorrem no interior dos átomos. Esses elétrons que
abandonam o átomo são chamados de “elétrons livres”. Os metais em geral são bons
condutores de eletricidade, pois eles possuem muitos elétrons livres. O carvão e a
água são algumas das substâncias não-metálicas que também podem ser usadas
como condutores.

Figura 34 – Material condutor

31
Os materiais isolantes fazem o papel contrário dos condutores, pois são
materiais nos quais não há facilidade de movimentação de cargas elétricas, ou seja,
é preciso uma força muito grande para retirar algum elétron de sua órbita. Alguns
exemplos de materiais não condutores ou isolantes são: couro, vidro, borracha,
plástico, papel, baquelita, mica, madeira, algodão, porcelana, etc.

Os materiais semicondutores são sólidos cristalinos que apresentam


condutividade elétrica intermediária entre condutores e isolantes. Os elementos
semicondutores podem ser tratados quimicamente para transmitir e controlar uma
corrente elétrica. Seu emprego é importante na fabricação de componentes
eletrônicos, tais como diodos, transistores, nanocircuitos, etc. Portanto, atualmente, o
elemento semicondutor é primordial na indústria eletrônica e confecção de seus
componentes. O exemplo mais comum é o silício.

Diodo Transistor
Microchip Figura 35 – Material
semicondutor

10 POTÊNCIA ELÉTRICA
Potência é definida como sendo a capacidade de realizar trabalho em um
determinado tempo.

Potência elétrica (P) é o trabalho realizado pela corrente elétrica em uma


unidade de tempo, sendo também conhecido como trabalho elétrico. Em outras
palavras, potência elétrica é uma grandeza que mede a rapidez com que a energia
elétrica é transformada em outra forma de energia.

Uma lâmpada, ao ser percorrida pela corrente elétrica, ela acende e aquece. A
luz e o calor produzidos nada mais são do que o resultado da potência elétrica, que
foi transformada em potência luminosa (luz) e potência térmica (calor).

Unidades de medida da potência elétrica

 Potência ativa – W (Watt)


 Potência aparente – VA (Volt-Ampére)
 Potência reativa – VAR (Volt-Ampére resistivo)
 Potência mecânica – CV (Cavalo vapor)
 Potência mecânica – HP (Horse power)

32
Transformação de Potência Mecânica em Potência Ativa

1 CV  736 W 1

Cálculo da Potência Elétrica

P=ExI

MÚLTIPLOS E SUBMÚLTIPLOS

TABELA 2 - Múltiplos e submúltiplos das unidades de medidas elétricas

Grandeza Nome Símbolo Relação


Corrente
Submúltiplos
Microampére A 0,000001A
Miliampére mA 0,001A
Ampére A 1A
Quiloampére KA 1000A
Múltiplos
Mega-Ampére MA 1000000A

Tensão Microvolt V 0,000001V


Submúltiplos
Milivolt mV 0,001V
Volt V 1V
Quilovolt KV 1000V
Múltiplos
Megavolt MV 1000000V

Resistência Micro Ohm Ω 0,000001Ω


Submúltiplos
Mili Ohm mΩ 0,001Ω
Ohm Ω 1Ω
Quilo Ohm KΩ 1000Ω
Múltiplos
Mega Ohm MΩ 1000000Ω

Potência Microwatt W 0,000001W


Submúltiplos
Miliwatt mW 0,001W
Watt W 1W
Quilowatt KW 1000W
Múltiplos
Megawatt MW 1000000W

33
EXERCÍCIO

1º Corrente elétrica é:

a) ( ) o movimento de átomos nos condutores;


b) ( ) o movimento de nêutrons nos condutores;
c) ( ) o movimento de elétrons nos condutores;
d) ( ) N.D.R.

2º Unidade de medida da corrente elétrica é:

a) ( ) miliampére b) ( ) quiloampére
c) ( ) volt d) ( ) Ampére

3º A corrente elétrica é representada pela letra:

a) ( )A b) ( )E c) ( ) I d) ( )R

4º O instrumento de medida da corrente elétrica é o:

a) ( ) amperímetro b) ( ) voltímetro
c) ( ) ohmímetro d) ( ) correntímetro

5º Faça as conversões dos valores para a unidade mais adequada:

a) 5000 A
b) 0,0010 A
c) 5780 mA
d) 0,000000008 KA
e) 50000000 A

6º A tensão elétrica é:

a) ( ) a força que movimenta os elétrons no condutor;


b) ( ) a força que movimenta os prótons no condutor;
c) ( ) a força que movimenta os condutores;
d) ( ) o movimento dos elétrons no condutor;
e) ( ) N.D.R.

7º A unidade de medida da tensão elétrica é:

a) ( ) Coulomb b) ( ) watt
c) ( ) volt d) ( ) Ohm

8º O instrumento de medição da tensão elétrica é o:

a) ( ) wattímetro b) ( ) amperímetro
c) ( ) régua de medir tensão d) ( ) voltímetro

34
9º A tensão elétrica é representada pela letra:

a) ( )A b) ( )W c) ( )V d) ( )E

10º Faça as conversões:

a) 0,250 KV
b) 851000 KV
c) 69000 KV
d) 0,100 V
e) 0,000048 V

11º Resistência elétrica é:

a) ( ) a movimentação de corrente nos condutores;


b) ( ) a diferença de potencial entre dois pontos do circuito;
c) ( ) a dificuldade encontrada pela corrente ao atravessar um material;
d) ( ) a facilidade encontrada pela corrente ao atravessar um material.

12º A unidade de medida da resistência elétrica é:

a) ( ) MHO b) ( ) HOM
c) ( ) SIEMENS d) ( ) OHM

13º O instrumento utilizado para medir a resistência elétrica é o:

a) ( ) voltímetro b) ( ) amperímetro
c) ( ) resistômetro d) ( ) ohmímetro

14º A resistência elétrica é representada pela letra:

a) ( )S b) ( )Ω c) ( )V d) ( )R

15º Quando precisamos medir a resistência elétrica de um elemento, o mesmo


deverá estar:

a) ( ) desenergizado
b) ( ) energizado
c) ( ) conectado a outro elemento
d) ( ) desconectado do circuito e desenergizado

16º Quais os fatores que alteram os valores de resistência elétrica?

a) ( ) Natureza do material, comprimento, secção, temperatura;


b) ( ) Comprimento, natureza do material, secção, umidade;
c) ( ) Secção, temperatura, voltagem, sujeira;
d) ( ) Nada altera a resistência elétrica de um material.

35
17º Quais os elementos que melhor conduzem energia elétrica?

a) ( ) Ouro e cobre b) ( ) Prata e alumínio


c) ( ) Alumínio e cobre d) ( ) Ouro e prata

18º Defina:

a) Material condutor

.
b) Material isolante

.
c) Semicondutor

19º O enunciado da Lei de Ohm afirma que:

a) ( ) a corrente é igual à tensão e menor que a resistência;


b) ( ) a corrente é diretamente proporcional a resistência e inversamente
proporcional à tensão;
c) ( ) a corrente é diretamente proporcional a tensão e inversamente
proporcional à resistência;
d) ( ) é proibido fazer instalação com o circuito energizado.

20º Qual a fórmula fundamental da Lei – de – Ohm?

a) ( )I=E/R b) ( )I=ExR
c) ( )P=ExI d) ( )R=ExI

21º Em um circuito em série, o que acontece com a tensão e com a corrente?

a) ( ) Ambos se dividem pelos consumidores;


b) ( ) A tensão se divide e a corrente é a mesma para os consumidores;
c) ( ) A tensão é a mesma e a corrente se divide para todos os consumidores;
d) ( ) N.D.R.

22º Em um circuito paralelo, o que acontece com a tensão e com a corrente?

a) ( ) A tensão não circula e a corrente passa pelos consumidores;


b) ( ) A tensão é mais rápida que a corrente e se dividem;
c) ( ) A tensão é a mesma e a corrente se divide para os consumidores;
d) ( ) Ocorre o mesmo que no circuito em série.

36
23º Calcule e registre os valores de resistência dos materiais:
2
Material Comp.(m) Secção (mm ) Resistividade(Ω) Resistência(Ω)
Cobre 180 3 0,017 
Tungstênio 75 0,8 0,050 
Alumínio 530 30 0,03 

Cálculos:

11 CIRCUITO ELÉTRICO
Circuito é todo percurso que representa um caminho fechado. Circuito elétrico
é o caminho fechado por onde pode circular a corrente elétrica. Para que um circuito
elétrico possa existir precisamos ter:

a) fonte geradora (c) (d) (c)


b) consumidor elétrico
c) condutor elétrico (a) (b)
d) dispositivo de manobra
(c)
Figuras 36 – Componentes de um circuito elétrico

a) Fonte Geradora: É aquela que gera ou produz energia elétrica a partir de outro
tipo de energia. Ex: pilhas, baterias, gerador.
b) Consumidor elétrico: É o elemento do circuito que transforma energia elétrica
em outro tipo de energia. Ex: lâmpadas, motores, eletrodomésticos.

37
c) Condutor elétrico: É aquele que faz a ligação entre o consumidor e a fonte,
permitindo a circulação da corrente. Ex: fios, cabos, barramentos.
d) Dispositivo de manobra: É aquele que opera ou manobra o circuito, Interrompendo,
ou permitindo, a passagem da corrente elétrica. Ex: interruptor, botão, etc.

CIRCUITO FECHADO (figura 37a)

É o circuito que tem continuidade, e que dá passagem à corrente elétrica.

CIRCUITO ABERTO (figura 37b)

É o circuito que não tem continuidade, que está interrompido.

Figura 37a - Circuito fechado, corrente circula. Figura 37b - Circuito aberto, corrente não circula.

TIPOS DE CIRCUITO

Tem-se uma associação de consumidores quando há dois ou mais destes,


conectados à mesma fonte e/ou dispositivo de proteção. Os tipos de associações ou
circuitos são:

 Circuito Série;
 Circuito Paralelo;
 Circuito Misto.

CIRCUITO SÉRIE

Consideram-se consumidores ligados em série, quando estão ligados com a


fonte, seguidos do outro.

I
I

I
Figura 38 – Lâmpadas ligadas em série

38
Observa-se que o terminal de saída do primeiro consumidor é conectado ao
terminal de entrada do segundo, e o terminal de saída do segundo, ao terminal de
entrada do terceiro e assim sucessivamente.

Assim, é possível deduzir que o circuito série apresenta apenas um caminho


para a passagem da corrente elétrica; logo, se esse caminho for interrompido, ou seja,
se um dos consumidores queimar ou for desconectado, a corrente deixará de circular
e, conseqüentemente, todos os outros consumidores deixarão de funcionar.

I=0

Figura 39 – Lâmpada desconectada (circuito aberto)

CIRCUITO PARALELO

Diz-se que um circuito é paralelo quando todos os terminais de entrada dos


consumidores encontram-se conectados em um ponto em comum, e todos os
terminais de saída encontram-se conectados a outro ponto em comum. Geralmente
estes pontos em comum são os terminais da fonte de alimentação.

I
I

Figura 40 – Circuito paralelo (mais de um caminho para a corrente elétrica)

Como podemos observar, ao contrário da ligação em série, o circuito paralelo


oferece vários caminhos para a passagem da corrente elétrica, o que significa que, se
um dos consumidores queimar ou for desconectado, os outros continuarão
funcionando normalmente.

CIRCUITO MISTO

São consideradas associações mistas à q u e l a s e m que


e n c o n t r a m o s consumidores conectados, tanto em série quanto em paralelo.
Nesse tipo de circuito,

39
Observamos que a corrente total, ora tem um único caminho para percorrer, ora tem
mais de um.

I
I
(a)
(b)
Figura 41 – Circuito misto

LEI DE OHM

A Lei de Ohm estabelece uma relação entre as grandezas Tensão (E), Corrente
(I) e Resistência (R) em um circuito. Ela é a lei básica da eletricidade e da eletrônica.

Enunciado:

“A intensidade da corrente elétrica que percorre um condutor é


diretamente proporcional à diferença de potencial e
inversamente proporcional a resistência elétrica do circuito.”
George Simon Ohm

Sempre que se conhecem dois valores em um circuito, o terceiro valor pode ser
determinado pela Lei de Ohm.

Representação matemática da Lei de Ohm:

E
R=
I
E=RxI

E
I=
R

Nota: Quando os valores de um circuito estiverem expressos em


múltiplos ou submúltiplos das unidades, devem ser convertidos
para as unidades fundamentais (Volt, Ampère e Ohm), antes de
serem usados nas equações.

40
Exemplo:

Uma lâmpada utiliza uma alimentação de 6V e tem 3,6K de resistência. Qual


a corrente que circula pela lâmpada quando ela é ligada?

Solução:

Como os valores de V e R já estão nas unidades fundamentais (Volt e Ohm),


aplicam-se os valores na equação:

Transformando-se: R = 36K = 3600



I=E/R I = 6 / 3600 I = 0,001666 A ou I = 1,66 mA

EXERCÍCIO

1º Uma lâmpada utiliza uma alimentação de 6V e tem 36 de resistência. Qual a


corrente que circula pela lâmpada quando ela é ligada?

2º O motor de um carrinho de autorama atinge rotação máxima, quando recebe 9V da


fonte de alimentação. Nesta situação, a corrente do motor é de 230mA. Qual é a
resistência do motor?

3º Um resistor de 22k foi conectado a uma fonte cuja tensão de saída é


desconhecida. Um miliamperímetro, colocado em série no circuito, indicou uma
corrente de 0,75mA. Qual a tensão na saída da fonte?

Cálculos:

41
12 ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES
Resistor é um elemento presente no circuito, constituído de material de baixa
condutibilidade elétrica, cuja função é oferecer resistência elétrica, transformando
energia elétrica em calor.

Figura 42 - Resistor

Uma associação de resistores é como se fosse um grupo de trabalho em que


houvesse um representante. Esse representante é a resistência total, que é
representada por: RT.

Resistência Total ou Equivalente (RT) é a aquela que substitui todas as outras


resistências dos resistores da associação sem alterar a corrente elétrica que atravessa
a associação.

Os resistores presentes em qualquer uma das associações serão


representados por: R1, R2, R3,..., Rn.

Usaremos o resistor como um consumidor genérico para as seguintes


associações.

 Associação em Série;
 Associação em Paralelo;
 Associação Mista.

12.1 ASSOCIAÇÃO EM SÉRIE DE RESISTORES

Muitas vezes, nos circuitos elétricos, aparecem resistências ligadas uma,


seguida de outra. Desse modo dizemos que as resistências estão associadas em
série. As lâmpadas usadas na decoração das árvores de Natal, por exemplo,
geralmente são associadas desta maneira.

A resistência total de uma associação em série é igual ao somatório das


resistências dos resistores na associação.

RTOTAL = R1 + R2 + R3 + ... + Rn

42
Exemplo:

Observe o circuito abaixo: ou total


R1 = 10Ω R2 = 15Ω

RT = R1 + R2 + R3

R3 = 5 Ω

Figura 43 – Exemplo de circuito

Fazendo a substituição dos valores, temos:

RT = R1 + R2 + R3 = 10 + 15 + 5 = 30 Ω

Observamos que a resistência equivalente da associação em série é sempre


maior que qualquer uma das resistências da associação.

Podemos pensar em substituir os três consumidores por um único consumidor


que realize a mesma função dos três juntos, ou seja, um consumidor equivalente, o
que corresponde a um resistor de 30 Ω.

12.2 ASSOCIAÇÃO EM PARALELO DE RESISTORES

Devemos verificar numa associação de resistores em paralelo, o número de


resistores presentes na associação, pois existe mais de uma fórmula para o cálculo
da resistência total nesse tipo de associação.

Associação em paralelo de vários resistores com


R valores de resistência iguais, onde R é o valor da
REQ =
resistência e n, o numero de resistores.

Associação em paralelo de dois resistores com valores


REQ R1 x R2 de resistência diferentes.
= R1 + R 2

1 Associação em paralelo de vários resistores


REQ =
+ 1 + 1
1 com valores de resistência diferentes.
R1 R2 R3

43
Exemplo 1:

R 20
R1= R2= R3= RT = = = 6,66 Ω
n 3

Exemplo 2:

R1 x R2 25 x 5
R1= RT =
R1 + R2
= = 125 = 4,16 Ω
5Ω 25 + 5 30

Exemplo 3:

1
RT =
1 + 1 + 1 + 1 =
R1= R2 = R3= R4= R1 R2 R3 R4
1
= =
1 + 1 + 1 + 1
15 25 30 10
1
= =

0,06+ 0,04 + 0,03 + 0,1

= 1 = 4,34 Ω
0,23

Nota: Perceba que, numa associação de resistores em paralelo, a


resistência total é sempre menor que a resistência elétrica de qualquer
resistor do circuito.

12.3 ASSOCIAÇÃO MISTA DE RESISTORES

Devemos perceber, logo à primeira vista, o(s) trecho(s) em série e/ou em


paralelo da associação. Esse será o ponto de partida para o cálculo da resistência
total da associação.

44
Trecho A em série

Trecho B

Figura 44a - Associação mista de resistores

Atribuindo valores aos resistores da associação da figura 40, temos:

R1= 12 Ω R2 = 3 Ω

R4= 10 Ω

R3= 3 Ω R5= 3 Ω

Figura 44b - Associação mista de resistores

Para facilitar nossos cálculos, começaremos calculando as resistências


equivalentes dos trechos A e B, respectivamente, denominaremos de R A e RB.
Aplicando a fórmula para o cálculo da resistência total de uma associação em série.

RA = R1 + R2 = 12 + 3 = 15 Ω

RB = R3 + R5 = 3 + 3 = 6 Ω

E substituindo os resistores R1 e R2 por RA, e R3 e R5 por RB, temos:

Relacionando RA, RB e R4 em
RA= 15 Ω paralelo temos a RT do circuito.

R4= 10 Ω

RB= 6 Ω

Figura 44c - Associação mista de resistores

Como você já deve ter percebido, após substituirmos os dos resistores


equivalentes nos trechos A e B, temos uma associação totalmente em paralelo, formada
por três resistores. Para chegar à resistência total dessa associação, usaremos a fórmula:

45
EXERCÍCIO

1º Identifique as associações em série, paralela e mista. Em seguida, encontre as


resistências equivalentes:

10Ω
a) b)

75Ω
c) d) 5Ω
25Ω

150k 20MΩ 120MΩ


e) f)

150k

300mΩ 0,86KΩ

Respostas:

46
LEIS DE KIRCHHOFF
Ao ligar um aparelho, a corrente flui por muitos caminhos e a tensão, fornecida
pela fonte de energia, se distribui pelos diversos componentes. Esta distribuição de
corrente e tensão obedece fundamentalmente as duas Leis de Kirchhoff.

13 1ª LEI DE KIRCHHOFF (LEI DOS NÓS OU LEI DAS CORRENTES)

“A soma algébrica das correntes que chegam a um nó é


igual à soma algébrica das correntes que saem desse nó.”
Gustav Kirchhoff

Através dos conhecimentos obtidos com os estudos da primeira Lei de Kirchhoff


e da, já estudada, Lei de Ohm, podemos determinar a corrente em cada um dos
componentes associados em paralelo.

Características do Circuito Paralelo

Os circuitos paralelos apresentam algumas características particulares.


Verifica-se que, tanto a lâmpada L1 como a lâmpada L2, têm os terminais de entrada
e de saída, respectivamente, ligados aos pólos da fonte de alimentação. Dessa forma,
cada uma das lâmpadas (L1 e L2) está diretamente conectada à fonte de alimentação,
recebendo a mesma tensão nos seus terminais.
n

L1 L2

Figura 45 – Tensões dos consumidores

Nota: No circuito totalmente paralelo, a intensidade da tensão é a


mesma para todos os consumidores. Por essa razão, a tensão
em um circuito totalmente paralelo é designada, simplesmente, pela
notação “E”.

ETOTAL = E1 = E2 = E3 = En

47
A função da fonte de alimentação nos circuitos é fornecer a tensão e a corrente
elétrica necessárias para o funcionamento dos consumidores.

Quando um circuito possui apenas uma fonte de alimentação, a corrente


fornecida por esta fonte é denominada de corrente total, representada pela notação
IT, nos esquemas.

Figura 46 – Corrente total

Para a fonte de alimentação, não é importante se os consumidores são


lâmpadas, resistores ou aquecedores. A corrente que a fonte fornece (I T) depende
apenas, segundo a Lei de Ohm, da sua tensão (E) e da resistência total (RT) que os
consumidores apresentam, ou seja:
E
IT =
RT
A partir do nó, a corrente total (IT) fornecida pela fonte divide-se para percorrer
todos os caminhos do circuito. Neste caso específico, ela se dividirá em duas, pois só
há dois caminhos. Essas correntes são chamadas de correntes parciais e podem
ser denominadas de I1 (para a lâmpada L1) e I2 (para a lâmpada L2).

I2

L1 L2

Figura 47 – Correntes parciais

A forma como a IT se divide, a partir do nó, depende unicamente das


resistências das lâmpadas. A lâmpada de menor resistência permitirá a passagem de
uma maior parcela da corrente.
IT =?
Exemplo:
I1 =? I2 =?

E = 100V
R1 = 100Ω R2 = 200Ω

Figura 47a– Correntes parciais

Por se tratar de um circuito totalmente paralelo, sabemos que a intensidade


da tensão da fonte será a mesma para todos os consumidores. Assim:

E = 100V

48
O valor da corrente que circula em cada ramal pode ser calculada através da
Lei de Ohm, uma vez que, se conhece a tensão aplicada e a resistência de cada
lâmpada.
E 100
I1 = I1 = I1 = 1 A
R1 100

I2 = E I2 = 100
200
I2 = 0,5 A
R2

Nota: Perceba que, como a resistência de L2 é maior que a


de L1, a intensidade da corrente que passa pela L2 será
menor que a de L1.
I2 < I1

IT =?
I1 = 1A I2 = 0,5 A

E = 100V
R1 = 100Ω R2 = 200Ω

Figura 47b – Correntes parciais

Observando-se os valores das correntes no nó, verificamos que as correntes


que saem somadas originam um valor igual ao da corrente que entra.

ITOTAL = I1 + I2 + I3 +...+ In

Essa afirmativa é válida para qualquer nó de um circuito elétrico, sendo


conhecida como a primeira Lei de Kirchhoff.

IT = I1 + I2 = 1 + 0,5 = 1,5 A

1,5 A 0,5 A
1A

100Ω 200Ω
E = 100V

IT = 1,5 A

Figura 47c – Correntes parciais

49
14 2ª LEI DE KIRCHHOFF

“A soma das quedas de tensão nos componentes de uma


associação série é igual à tensão aplicada nos seus terminais
extremos.”
Gustav Kirchhoff

A segunda Lei de Kirchhoff se refere à forma como a tensão se distribui nos


circuitos série.

ET E1

E2
Figura 48 – Tensão elétrica no circuito série

Características do Circuito Série

 O circuito série se caracteriza por possibilitar um caminho único para a circulação


da corrente elétrica. Como existe um único caminho, a mesma corrente que sai da
fonte passa através da lâmpada L1, da lâmpada L2 e retorna à fonte. Isto significa
que um amperímetro, ao ser colocado em qualquer ponto do circuito, o valor
indicado pelo instrumento será o mesmo.

Figura 49 – Corrente elétrica no circuito série

Nota: A intensidade da corrente é a mesma ao longo de todo o


circuito série. Por essa razão, a corrente que circula em um
circuito série é designada simplesmente pela notação “I”.

ITOTAL = I1 = I2 = I3 =...= In

 A forma de ligação das cargas, uma após a outra, dá ao circuito outra


característica importante. Caso uma das lâmpadas (ou qualquer outro tipo de

50
carga) seja retirada do circuito ou tenha o seu filamento rompido, o circuito elétrico
ficará aberto e a corrente cessará, ou seja, no circuito série, o funcionamento de
cada um dos componentes depende do restante.

Resumindo: O circuito série apresenta três características importantes: (1) fornece


apenas um caminho para a circulação da corrente elétrica; (2) a corrente tem o
mesmo valor em qualquer ponto do circuito e (3) o funcionamento de cada
consumidor depende do restante.

A corrente que circula em um circuito série pode ser determinada com o auxílio
da Lei de Ohm. Para determinar a corrente no circuito série através da Lei de Ohm,
deve-se usar a tensão nos terminais da associação e a sua resistência total.

Exemplo: R 1 = 25 Ω
L1
ET = 100 V

L2
R 2 = 75 Ω

Temos assim: RT = R1 + R2 = 25 + 75 = 100 Ω

ET
Seguindo a Lei de Ohm, temos: I= 100 I = 1A
RT I =100

Pelo fato de não estarem com os dois terminais ligados diretamente à fonte, a
tensão nos componentes de um circuito série é diferente da tensão da fonte de
alimentação. O valor da tensão em cada um dos componentes é sempre menor do
que a tensão de alimentação. Esta parcela da tensão, que fica sobre cada componente
do circuito, é denominada de queda de tensão no componente. A queda de tensão é
representada pela notação E1, E2...

A queda de tensão em cada componente de uma associação série pode ser


determinada pela Lei de Ohm, quando se dispõe da corrente no circuito e dos seus
valores de resistência.

Temos: E1 = I x R1 = 1 x 25 = 25 V E2 = I x R2 = 1 x 75 = 75 V

L1
R 1 = 25 Ω

ET = 100 V E1 = 25 V
L2
R 2 = 75 Ω

E2 = 75 V
51
Pode-se dizer que, em um circuito série, a queda de tensão é proporcional ao
valor do resistor, ou seja:

 O consumidor de maior resistência fica com a parcela maior de tensão.


 O consumidor de menor resistência fica com a menor parcela de tensão.

APLICAÇÃO DAS LEIS DE KIRCHHOFF E OHM EM CIRCUITOS MISTOS

As Leis de Kirchhoff, juntamente com a Lei de Ohm, permitem que se


determinem as tensões ou correntes em cada um dos componentes de um circuito
misto.

Figura 50 – Circuito misto

Os valores elétricos de cada componente do circuito podem ser determinados


a partir da execução da seqüência de procedimentos, a seguir:

 Determinação da resistência equivalente.


 Determinação da corrente total.
 Determinação das tensões ou correntes nos elementos do circuito.

Exemplo:
R1 = 10 Ω R3 = 10 Ω
ET = 20V
R2 = 20 Ω R4 = 40 Ω

 Determinação da resistência equivalente ou total:

52
Encontraremos as resistências equivalentes dos consumidores ligados em
série:

RA = R1 + R2 = 10 + 20 = 30 Ω
ET = RA = RB =
RB = R3 + R4 = 10 + 40 = 50 Ω

Substituindo os consumidores R1 e R2 por RA, e R3 e R4 por RB, temos um


circuito paralelo. Usando a fórmula da resistência equivalente de consumidores em
paralelo, temos:

RA x RB 30 x 50 1500
RT = RT = RT = RT = 18,75 Ω
RA + RB 30 + 50 80

 Determinação da corrente cotal do circuito: ET = 20 RT = 18,75Ω


ET
IT = 20 IT = 1,066 A
RT IT = 18,75

Determinação das tensões do circuito: IT


IA IB
EA
IA = R IA = 20
30
IA = 0,666 A E RA RB
A

E 20 IB = 0,4 A
IB= RB IB = 50 IT
B

Considerando que RA equivale as resistências R1 e R2, e que RB equivale as


resistências R3 e R4, conectadas em série, podemos afirmar que a corrente IA equivale
a I1 e I2 e a corrente IB equivale a I3 e I4.

IA = I1 = I2 = 0,666 A
IB = I3 = I4 = 0,4 A

53
Sabendo-se a corrente e a resistência de cada uma, pode-se encontrar as
tensões através da Lei de Ohm.
IT
I1 E1 I3 E3
ET R1 R3
I2 I4
E2 E4
R2 R4
IT

E1 = I1 x R1 = 0,666 x 10 = 6,66V E3 = I3 x R3 = 0,4 x 10 = 4V


E2 = I2 x R2 = 0,666 x 20 = 13,32V E4 = I4 x R4 = 0,4 x 40 = 16V

Obs.:

E1 + E2  20V
ET = 20V
E3 + E4 = 20V

EXERCÍCIO

1º Quais as principais características de um circuito série?

2º Complete:

a) O resistor de maior resistência fica com uma parcela de tensão.


O resistor de menor resistência fica com uma parcela de tensão.

b) A soma das nos componentes de uma associação série é igual à


aplicada nos seus terminais extremos.

c) A tensão em uma associação em paralelo , já a corrente


elétrica para todos os consumidores.

d) A em uma associação série de resistores é a mesma


para todos os consumidores.

3º Determine o valor das correntes e tensões que circulam em cada resistor e a


corrente total dos circuitos abaixo.

a)

12V 15Ω 15Ω 15Ω 10Ω

54
150Ω

b)

100Ω

c)

100V 80Ω 80Ω

80Ω

d)

200V

Respostas:

55
15 MAGNETISMO

O magnetismo tem importância fundamental na maior parte dos equipamentos


eletroeletrônicos, como geradores de energia, motores elétricos, transformadores,
disjuntores, cartões magnéticos, eletroeletrônicos em geral e muitos outros
equipamentos que usam efeitos magnéticos para desempenhar uma série de funções
importantes. (Texto extraído e adaptado de: Tipler, P. A. Física, vol. 2, 2ª ed. Ed. Guanabara Dois,
1982).

Tudo começou quando em tempos remotos, foi


descoberta pelos gregos, nas proximidades da cidade de
Magnésia, uma rocha que tinha o poder de atrair para si
pequenos materiais que continham ferro em sua composição
química. Essa rocha foi chamada de Magnetita, e pela sua
capacidade de atrair esses materiais recebeu o nome de
Magnetismo. As rochas que apresentam essas propriedades
magnéticas são denominadas imãs naturais. Se um imã natural Figura 51 - Magnetita
se movimentar ordenadamente por um pedaço de ferro, este
último se magnetizará e formará um imã artificial.

Define-se magnetismo como sendo o estudo dos materiais magnéticos (imãs


naturais). Trata-se de uma força invisível que se pode apreciar pelos efeitos que
produz. O campo magnético ao redor de um imã pode ser explicado sob a forma de
linhas de força invisíveis, que deixam o imã em um ponto e entram em outro ponto.
Estes pontos são chamados de pólos. A região central, entre os pólos norte e sul do
imã, não é dotada de propriedades magnéticas, Sendo conhecida como zona neutra.

Pólos Norte e Sul

Zona neutra Linhas de força


magnéticas

Figura 52 – Imã natural

As linhas de forças magnéticas são


invisíveis, podendo ser vistos apenas os seus
efeitos. Os espectros de um imã podem ser
observados, cobrindo-o com uma folha de papel,
ou plástico (de espessura fina) e, em seguida,
espalhando limalha de ferro sobre o papel.
Observe que as limalhas se distribuem, segundo
um padrão definido, e formam um conjunto de
linhas em torno dos pólos do imã, indicando assim
a distribuição das linhas de força que constituem o Figura 53 – Espectro das
campo magnético. linhas de força magnéticas

56
O campo magnético de um imã pode ser explicado através de linhas de força,
que apresentam as seguintes propriedades:

 Saem do pólo norte do imã;


 Entram no pólo sul do imã;
 Não se cruzam;
 Formam um circuito fechado;
 São invisíveis.

TEORIA DE WEBER

Em 1260, o francês Petrus Peregrinus observou que os pólos de um imã não


existem separadamente. Cortando-se um imã em duas partes iguais, observa-se que
cada uma delas constitui um novo imã que, embora menor, tem sempre dois pólos. É
possível continuar esse processo de divisão, até que se chegue a um ponto em que
se encontre o átomo ou molécula do material de que o imã é feito.

A teoria de Weber defende que toda substância magnética é composta de ímãs


muito pequenos, chamados de Ímãs Elementares. Um material magnetizado terá a
maioria de seus ímãs elementares organizados em fileiras, com o pólo norte de cada
átomo ou molécula, apontando em uma direção, e a face do pólo sul em direção
oposta.

Um material com átomos ou moléculas, assim alinhados, terá pólos


magnéticos efetivos.

Figura 54 – Inseparabilidade dos pólos do imã

16 INDUÇÃO MAGNÉTICA - IMANTAÇÃO


É o fenômeno provocado pela proximidade de um material neutro a um campo
magnético. Como podemos ver na figura 55, o ímã induz magneticamente (imanta) as
esferas de ferro e estas, sucessivamente, imantam umas as outras e atraem-se.

Figura 55 – Imantação das esferas

57
Quando uma barra de ferro encontra-se próximo de um imã, o campo
magnético faz com que a barra se transforme temporariamente em um imã. Isto
acontece porque, na presença de um campo magnético (ou campo indutor), os
domínios magnéticos do ferro, que normalmente estão orientados em todas as
direções ao longo da barra, ficam orientados em uma direção predominante, como em
um imã. Esta situação está demonstrada na figura 56 a e b.

Figura 56a – Barra imantada Figura 56b – Barra não imantada

Se aproximarmos dois pólos de naturezas iguais, sentiremos uma força de


repulsão entre eles. Já, ao aproximarmos pólos de natureza diferentes, será produzida
uma força de atração entre eles. Esse fenômeno de atração e repulsão entre os pólos
advém do ao campo magnético que envolve o imã.

Figura 57a - Pólos diferentes se atraem Figura 57b - Pólos iguais se repelem

Figura 57 - Atração e repulsão de imãs

17 PERMEABILIDADE MAGNÉTICA
A permeabilidade magnética de um material é uma medição da facilidade com
que as linhas de campo podem atravessar um dado material. Podemos entender a
permeabilidade magnética como sendo um conceito similar ao conceito da
condutividade elétrica dos materiais.

Se um material não magnético, como vidro ou cobre, for colocado na região das
linhas de campo de um ímã, haverá uma imperceptível alteração na distribuição das
linhas de campo. Entretanto, se um material magnético, como o ferro, for colocado na
região das linhas de campo de um ímã, estas passarão através do ferro, ao invés de
se distribuírem no ar, ao seu redor. Isso ocorre porque elas se concentram com maior
facilidade nos materiais magnéticos. Como podemos observar na figura 58 a.

Este princípio é usado na blindagem magnética de elementos e instrumentos


elétricos sensíveis que podem ser afetados pelo campo magnético (Fig. 58b). Assim,
um material na proximidade de um ímã pode alterar a distribuição das linhas de

58
campo magnético. Esta alteração se deve a uma grandeza associada aos materiais
chamada de Permeabilidade Magnética,µ

. Linhas de campo Ferro doce

Linhas d

Ferro doce

Instrumento

Figura 58a – Alteração na Figura 58b – Blindagem magnética


distribuição das linhas de força
magnética

Não existem isolantes para as linhas de força magnética. Elas passam através
de qualquer substância, até mesmo no vácuo. Todavia, elas se estabelecem com mais
facilidade em substâncias, como o ferro. Este fato possibilita a concentração de linhas
de força onde se desejar utilizá-las. O seu desvio de uma área ou instrumento é
bastante utilizada em caixas de som e auto-falantes de TV.

CLASSIFICAÇÃO DAS SUBSTÂNCIAS QUANTO AO COMPORTAMENTO


MAGNÉTICO

As substâncias são classificadas em quatro grupos, quanto ao seu


comportamento magnético:

 Ferromagnéticas
 Paramagnéticas
 Diamagnéticas

SUBSTÂNCIAS FERROMAGNÉTICAS

Seus imãs elementares sofrem grande influência do campo magnético indutor


de modo que, ficam majoritariamente orientados no mesmo sentido do campo
magnético aplicado e são fortemente atraídos por um ímã. Exemplos: ferro, aços
especiais, cobalto, níquel e algumas ligas.

SUBSTÂNCIAS PARAMAGNÉTICAS

Seus imãs elementares ficam fracamente orientados no mesmo sentido do


campo magnético indutor. Surge, então, uma força de atração fraca entre o imã e a

59
substância paramagnética. Exemplos: alumínio, manganês, estanho, cromo, platina,
paládio, oxigênio líquido, etc.

SUBSTÂNCIAS DIAMAGNÉTICAS

Substâncias diamagnéticas são aquelas que, quando colocadas próximas a um


campo magnético indutor proveniente de um imã, os seus imãs elementares sofrem
uma pequena influência, de modo que, eles ficam fracamente orientados em sentido
contrário ao campo externo aplicado. Surge, então, entre o imã e substância
diamagnética, uma força de repulsão fraca. Exemplos: cobre, água, mercúrio, ouro,
prata, bismuto, antimônio, zinco, etc.

18 ELETROMAGNETISMO
Até o início do século XIX, acreditava-se que não existia relação entre os
fenômenos elétricos e magnéticos. Em 1820, um professor e físico dinamarquês,
chamado Hans Christian Oersted (1777 – 1851), observou que uma corrente elétrica
era capaz de alterar a direção de uma agulha magnética de uma bússola.

Quando havia corrente elétrica no fio, Oersted verificou que a agulha magnética
movia-se, orientando-se numa direção perpendicular ao fio, e evidenciando a
presença de um campo magnético produzido pela corrente. Esse campo originava
uma força magnética capaz de mudar a orientação da bússola. A este campo
magnético de origem elétrica, chamamos de Campo Eletromagnético. Interrompendo-
se a corrente, a agulha retornava a sua posição inicial, ao longo da direção norte-sul.
Observou-se, então, a existência de uma relação entre a eletricidade e o magnetismo.

Figura 59 – Desvio da agulha da bússola

“Todo condutor percorrido por corrente elétrica, cria em torno


de si um campo eletromagnético.”
Hans Christian Oersted

Surge, a partir daí, o estudo do Eletromagnetismo.

60
FENÔMENOS DO ELETROMAGNETISMO

Os cientistas concluíram que, se uma corrente elétrica é capaz de gerar um


campo magnético, um campo magnético também é capaz de gerar corrente elétrica.

São três os principais fenômenos eletromagnéticos que regem todas as


aplicações do eletromagnetismo:

I. Condutor percorrido por corrente elétrica produz campo magnético;


II. Campo magnético provoca ação de uma força magnética sobre um condutor
percorrido por corrente elétrica;
III. Fluxo magnético variante, sobre um condutor, gera (induz) corrente elétrica.

No mesmo ano que Oersted comprovou a existência de um campo magnético


produzido pela corrente elétrica, o cientista francês André Marie Ampère (em meados
de 1831) preocupou-se em descobrir as características desse campo.

Quando o condutor retilíneo é percorrido por uma corrente elétrica, pode-se


observar pela orientação das agulhas das bússolas, a existência de um campo que o
envolve longitudinalmente (ao longo de seu comprimento). As linhas de campo
magnético que o representam são círculos concêntricos.

Essas linhas de campo magnético são linhas envoltórias concêntricas e


orientadas. O sentido das linhas de campo magnético produzido pela corrente no
condutor é dado pela Regra de Ampère.

A Regra de Ampère, também chamada de Regra da Mão Direita, é usada para


determinar o sentido das linhas do campo magnético, considerando-se o sentido
convencional da corrente elétrica.

Mão direita envolvendo o condutor com o polegar apontando para o


sentido convencional da corrente elétrica, os demais dedos indicam o
sentido das linhas de campo que envolvem o condutor.

Linhas de campo

Figura 60 - Lei de Ampère e regra da mão direita (Fonte: Chiquetto e Parada; Física
Eletricidade vol.3 ed. Scipione, 1992).

61
CAMPO MAGNÉTICO EM UMA ESPIRA, SOLENOÍDE E BOBINA

Se um condutor é enrolado, formando uma volta completa, temos uma espira,


como mostra a figura 61. Fazendo-se voltas iguais do condutor, lado a lado, e
espaçadas entre si em uma única camada, tem-se um solenóide, como mostra a figura
62. E fazendo-se várias camadas de espiras uma sobre as outras, tem-se uma bobina,
como mostra a figura 63.

Um condutor em forma de espira circular quando percorrido por corrente


elétrica, é capaz de concentrar as linhas de campo magnético no interior da espira.
Isso significa que a densidade de campo magnético resultante no interior da espira é
maior que a produzida pela mesma corrente no condutor retilíneo.

Figura 61 – Representação do campo magnético gerado por uma espira circular


percorrida por corrente. (Giancoli. Physics for engineers and scientists)

Para a determinação do campo magnético no centro de uma espira circular, a


regra da mão direita também é válida. O polegar indica o sentido da corrente elétrica
na espira e os demais dedos da mão direita, o sentido das linhas de campo magnético
que envolve o condutor da espira circular.

Figura 62 - Solenóide e campo magnético com os dois pólos

Em uma bobina os campos magnéticos individuais, que estarão no mesmo


sentido, somam-se, formando um campo magnético de maior intensidade e
estabelecendo um pólo norte e outro sul. Este campo funcionará como um imã fraco.

62
Figura 63 – Campo magnético na bobina

19 ELETROIMÃ
É um dispositivo que utiliza corrente elétrica para gerar um campo magnético,
semelhante àqueles encontrados nos ímãs naturais. É constituído por uma bobina de
fio com um núcleo de ferro, de modo que, quando circula uma corrente pela bobina,
se estabelece um campo magnético que se concentra no núcleo de ferro. A corrente
na bobina gera pólos magnéticos nas extremidades do núcleo.

Figura 64 – Eletroímã

FORÇA MAGNÉTICA ENTRE CONDUTORES PARALELOS

Quando dois condutores próximos e paralelos são percorridos por corrente


elétrica, surge uma força, devido à interação entre os campos eletromagnéticos por
eles gerados, como mostra a figura 65 a e b.

Essa força poderá ser de atração ou de repulsão conforme os sentidos das


correntes nos condutores. Aplicando a Regra de Fleming para ação motriz (Regra da
Mão Esquerda), podemos verificar que a força é de atração quando os condutores são
percorridos por correntes de mesmo sentido e de repulsão quando percorridos por
correntes de sentidos contrários.

63
I I
I I

Figura 65a – Correntes iguais e de mesmo Figuras 65b – Correntes iguais e de sentido
sentido, (os campos magnéticos se somam) contrário, (os campos magnéticos se anulam)

INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA

Em 1820, Oersted descobriu que uma corrente elétrica produz campo


magnético. A partir dessa descoberta, o inglês Michael Faraday e o americano Joseph
Henry dedicaram-se a obter o efeito inverso, ou seja, obter corrente elétrica a partir
do campo magnético.

É o fenômeno que origina a produção de uma tensão num meio ou corpo


exposto, a um campo magnético variável (ou em movimento), ou o corpo em
movimento submetido a um campo magnético estático. Este fenômeno foi descoberto
por Michael Faraday que o expressou, indicando que a intensidade da tensão induzida
é proporcional à variação do fluxo magnético (Lei de Faraday).

Em outras palavras, o movimento do corpo ou condutor é necessário, porque o


campo magnético do imã só produzirá uma corrente elétrica quando o mesmo “cortar”
o condutor provocando movimento dos elétrons.

Um meio prático para mantermos um movimento constante do condutor ou do


imã, é realizar um movimento circular ao condutor no interior do campo magnético.
Este é o princípio de funcionamento de um gerador elétrico.

A eletricidade produzida como uma tensão é chamada de Tensão Induzida,


pois este método de obtê-la é conhecido como indução. E esta tensão induzida
produzirá uma corrente do tipo alternada (CA) quando as extremidades do condutor
formam um circuito fechado.
Eixo giratório Bobina de fio
Imã

Escovas

coletores

Saída CA

Figura 66 - Condutor movendo se no campo magnético.


64
FATORES QUE DETERMINAM A INTENSIDADE DA TENSÃO INDUZIDA

Para aumentar a intensidade da tensão induzida, que é produzida pelo


gerador, poderemos utilizar três artifícios:

1. Aumentar a intensidade do campo magnético do imã, ou seja, desenvolver um imã


mais potente;

2. Aumentar o comprimento do condutor que corta o campo magnético, criando uma


bobina de fio;

3. Aumentar a velocidade de “corte” do condutor em relação ao campo magnético, ou


seja, quanto mais rápido for o movimento, maior será a tensão e mais intensa será
a corrente. E invertendo–se o sentido do movimento do condutor a polaridade da
tensão também é invertida e, portanto, o sentido da corrente.

EXERCÍCIO
a) O que é eletromagnetismo?

b) O que acontece com o sentido das linhas de força, quando se inverte a corrente
aplicada a um condutor?

c) O que se pode afirmar sobre a intensidade do campo magnético em um condutor


cuja corrente circulante se torna cada vez maior?

d) Defina Bobina:

e) O que é solenóide?

65
2° Quais fatores influenciam na intensidade do campo magnético em uma bobina?

3° O que acontece com o campo magnético gerado por uma bobina quando se
coloca um núcleo de ferro no seu interior?

NORMAS TÉCNICAS

Antes de conceituarmos Normas Técnicas, vamos inicialmente explicar o


processo chamado de normalização.

O que é normalização?

Normalização é a maneira de organizar atividades pela criação e utilização de


regras e normas, visando contribuir para o desenvolvimento econômico e social de
uma nação. Tal conceito, já era aplicado desde o momento em que o homem começou
a viver em comunidade, pois houve a necessidade da utilização de normas de
convivência, padronização de uma linguagem e de comportamento. O registro da
história da normalização, referente à segurança no uso de equipamentos elétricos,
data do século passado, e está relacionado à criação da Comissão Eletrotécnica
Internacional (IEC - International Electrotechnical Commission), em Londres (1906). É
referenciada como sendo a mais antiga organização de normalização, já criada.

Com abertura dos mercados e intensificação do comércio internacional, a


normalização tem adquirido importância crescente como instrumento para a
competitividade, o desenvolvimento tecnológico e a inovação determinando assim a
padronização e o surgimento das normas.

O que é norma técnica?

De acordo com especialistas internacionais, norma técnica é um documento


estabelecido por consenso e aprovado por um organismo, reconhecido, que fornece,
para uso comum e repetitivo, regras, diretrizes ou características para atividades ou
para seus resultados, visando à obtenção de um grau ótimo de ordenação em um
dado contexto.

66
As normas devem ser baseadas em resultados consolidados pela Ciência,
Tecnologia e pelas Experiências Acumuladas, visando à otimização de benefícios
para as empresas e para a comunidade.

A função básica das normas é estabelecer "O QUÊ" e "COMO FAZER".

As normas internacionais são normas técnicas estabelecidas por um organismo


internacional de normalização, para aplicação em âmbito mundial. Existem diversos
organismos internacionais de normalização em campos específicos, como a ISO (a
maioria dos setores), a IEC (área elétrica e eletrônica) e a ITU (telecomunicações).

No Brasil, tais normas são elaboradas pela Associação Brasileira de Normas


Técnicas (ABNT), denominadas de Normas Brasileiras (NBR’s). As NBR’s são
desenvolvidas por Comitês Brasileiros da ABNT (ABNT/CB) ou por Organismos de
Normalização Setorial (ONS) credenciados. Exemplos de alguns comitês:

ABNT/CB 02 ABNT/CB 03 ABNT/CB 09 ABNT/CB 10 ABNT/CB 15 ABNT/CB 17


Const. elaboração
A Civil das normas
Eletricidade na área
Combustíveis da eletricidade
Química está a cargo do Comitê
Mobiliário Têxtil

Os comitês Brasileiros de Eletricidade, Eletrônica, Iluminação e


Telecomunicações (COBEI), que tem como objetivos:

 Promover, coordenar e facilitar a elaboração de Normas Técnicas da ABNT na


área eletroeletrônica;
 Participar nos Comitês Técnicos da IEC, através das Comissões de Estudo do
ABNT/CB 03;
 Coordenar a interação entre a ABNT/CB03 e a IEC.

A principal norma utilizada pelo Eletricista de instalação de prédios é a NBR


5410 que se refere às instalações elétricas de baixa tensão que, por sua vez, tem a
finalidade de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado
da instalação e a conservação dos bens. É aplicada na execução e manutenção das
instalações elétricas de edificações de uso residencial, comercial, público, industrial,
de serviços, agropecuário, hortigranjeiros, bem como das edificações pré-fabricadas,
áreas descobertas externas às edificações, reboques de acampamento (trailers),
locais de acampamento (campings), marinas e instalações análogas de canteiros de
obra, feiras, exposições e outras instalações temporárias.

Outras normas e regulamentos

As normas são inicialmente de uso voluntário, mas sua regulamentação a torna


de uso obrigatório.

Normas regulamentadoras (NR) – SSMT/MTb (Ministério do Trabalho)

 NR-10 em 10.01.02: “Nas instalações e serviços em eletricidade, devem ser


observadas no projeto, execução, operação, manutenção, reforma e ampliação,

67
as normas técnicas estabelecidas pelos órgãos oficiais competentes e, na falta
destas, as normas internacionais vigentes”.

 Portaria nº456/00 - ANEEL/MME (Agência Nacional de Energia Elétrica)

 Art. 3º-1a: “Efetivado o pedido de fornecimento à concessionária, esta cientificará


o interessado quanto à obrigatoriedade de observância, nas instalações elétricas
da unidade consumidora, das normas [...] Oficiais [...] da Associação Brasileira de
Normas Técnicas – ABNT e das normas e padrões da concessionária, postos a
disposição do interessado”.

 Lei Federal nº8078/90 – Código de Defesa do consumidor.

 Art. 39 -VIII: “É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, colocar no mercado


de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas
expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não
existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT ou outra
entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial - CONMETRO”.

 Art. 12 – “Responsabilidade pelo fornecimento do PRODUTO. O fornecedor não


poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria
saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança.”

20 DIAGRAMAS ELÉTRICOS
Podemos definir diagrama elétrico, como sendo a representação gráfica dos
diversos componentes de uma instalação elétrica que, através do uso de símbolos e
convenções definidos em normas, facilitam a leitura e a interpretação de um projeto
elétrico bem como a execução da instalação.

Para a execução de um serviço de instalação elétrica, o eletricista deverá ter


em mãos um projeto em que serão descritos os diversos elementos que fazem parte
da instalação, como:

 a localização dos pontos de consumo de energia elétrica, seus comandos e


indicações dos circuitos a que estão ligados;
 a localização dos quadros e centros de distribuição;
 o trajeto e dimensões dos eletrodutos e condutores;
 um diagrama discriminando os circuitos, seção dos condutores, dispositivos de
manobra e proteção;
 as características do material a ser empregado.

É de fundamental importância que o profissional da área de eletricidade


conheça as técnicas de elaboração e interpretação de um projeto, que são
estabelecidas através de normas pela ABNT. Dentre as normas utilizadas está a NBR
5444.

68
Tipos de diagramas

Dentre os tipos de diagramas esquemáticos existentes para representação das


instalações elétricas prediais, citaremos três:

 Diagrama funcional;
 Diagrama multifilar;
 Diagrama unifilar.

DIAGRAMA FUNCIONAL

É a representação gráfica que mostra todos os componentes da instalação em


detalhes, sua montagem, interruptores, conexões e condutores. Esse tipo de
diagrama é de fácil compreensão e interpretação. Nele, conseguimos identificar a
seqüência funcional do circuito.

Figura 67 – Modelo de diagrama funcional

DIAGRAMA MULTIFILAR

É um diagrama bastante parecido com o funcional, porém os componentes da


instalação elétrica, tais como: fios, emendas, interruptores e lâmpadas, são
representados com clareza através de símbolos, não considerando sua posição física
na instalação.

Figura 68 – Modelo de diagrama multifilar

69
DIAGRAMA UNIFILAR

Nesse diagrama, o sistema elétrico é expresso de forma simplificada, em que


todos os componentes são representados por símbolos, indicando o trajeto das
tubulações e condutores, os pontos de luz, tomadas, quadros de medição e
distribuição.

O diagrama unifilar é o mais utilizado em instalações elétricas prediais


geralmente é representado em uma planta arquitetônica, mostrando a posição física
real da instalação.

PLANTA BAIXA
sem escala

Figura 69 – Modelos de diagrama unifilar

70
Os símbolos gráficos utilizados neste diagrama são estabelecidos pela norma
NBR 5444, uniformizando e facilitando a interpretação do projeto elétrico.

Veja na tabela 3, a simbologia utilizada no diagrama unifilar da instalação


elétrica predial de acordo com a norma NBR 5444.

TABELA 3 – Dutos e distribuições

Nº Símbolo Significado Observações

Eletroduto embutido no teto ou


3.1
parede

3.2 Eletroduto embutido no piso Para todas as dimensões em mm


indicar a seção, se esta não for
de15 mm
3.3 Telefone no teto

3.4 Telefone no piso

Tubulação para campainha,


Eletroduto embutido no teto parede
3.5 som, anunciador ou outro
sistema
Condutor de fase no interior do
3.6 eletroduto

Condutor neutro no interior do


3.7 eletroduto Cada traço representa um
condutor. Indicar a seção, nº. de
condutores, nº. do circuito e a
Condutor de retorno no interior
3.8 seção dos condutores, exceto se
do eletroduto 2
forem de 1,5 mm

Condutor terra no interior do


3.9
eletroduto

Condutor positivo no interior


3.10
do eletroduto

Condutor negativo no interior


3.11
do eletroduto

Indicar a seção utilizada; em 50□


3.12 Cordoalha de terra 2
significa 50 mm
Leito de cabos com um circuito
passante composto de três fa- 2
ses, cada uma por dois cabos 25 _ significa 25 mm
3.13 2
2 10 _ significa 10 mm
de 25 mm , mais dois cabos
2
de neutro de seção 10 mm

Caixa de passagem no piso Dimensões em mm


3.14

71
3.15 Caixa de passagem no teto Dimensões em mm

Indicar a altura e, se necessário,


3.16 Caixa de passagem na parede
fazer detalhe (dimensões em mm)

3.17 Eletroduto que sobe

3.18 Eletroduto que desce

Eletroduto que passa


3.19
descendo

3.20 Eletroduto que passa subindo

No desenho aparecem quatro


sistemas que são habitualmente:
I - Luz e força
3.21 Eletroduto que passa subindo
I I- Telefone (TELEBRÁS)
III- Telefone (P(A)BX, KS, ramais)
IV- Especiais (COMUNICAÇÕES)
2
Condutor seção 1,0 mm , fase
3.22
para campainha
2
Condutor seção 1,0 mm , Se for de seção maior, indicá-la
3.23
neutro para campainha
2
Condutor seção 1,0 mm ,
3.24
retorno para campainha

TABELA 4 - Quadros de distribuição

Nº Símbolo Significado Observações


Quadro parcial de luz e força
4.1
aparente
Quadro parcial de luz e força
4.2
embutida
Quadro geral de luz e força
4.3 Indicar as cargas de luz em watts e
aparente
Quadro geral de luz e força as de força em W ou kW
4.4
embutida
4.5 Caixa de telefones

4.6 Caixa para medidor

72
TABELA 5 - Interruptores

Nº Símbolo Significado Observações


A letra minúscula indica o ponto
5.1 Interruptor de uma seção comandado

As letras minúsculas indicam os


5.2 Interruptor de duas seções
pontos comandados
As letras minúsculas indicam os
5.3 Interruptor de três seções
pontos comandados

Interruptor paralelo ou Three- A letra minúscula indica o ponto


5.4
Way comandado

Interruptor intermediário ou A letra minúscula indica o ponto


5.5
Four-Way comandado

5.6 Botão de minuteria


Nota: Os símbolos de 5.1 a 5.8 são
Botão de campainha na para plantas e 5.9 a 5.16, para
5.7 parede (ou comando à diagramas
distância)
Botão de campainha no piso
5.8
(ou comando à distância)
Indicar a tensão, correntes
5.9 Fusível
nominais
Indicar a tensão, correntes
Chave seccionadora com
5.10 nominais
fusíveis, abertura sem carga
Ex.: chave tripolar
Indicar a tensão, correntes
Chave seccionadora com
5.11 nominais
fusíveis, abertura em carga
Ex.: chave bipolar
Indicar a tensão, correntes
Chave seccionadora, abertura
5.12 nominais
sem carga
Ex.: chave monopolar
Chave seccionadora, abertura Indicar a tensão, correntes
5.13
em carga nominais
Indicar a tensão, corrente,
5.14 Disjuntor a óleo potência, capacidade nominal de
interrupção e polaridade
Indicar a tensão, corrente,
potência, capacidade nominal de
5.15 Disjuntor a seco
interrupção e polaridade através de
traços

5.16 Chave reversora

73
TABELA 6 - Luminárias, refletores e lâmpadas

Nº. Símbolo Significado Observações


Ponto de luz incandescente
A letra minúscula indica o ponto de
no teto. Indicar o nº. de
6.1 comando e o número entre dois
lâmpadas e a potência em
traços o circuito correspondente
watts
Ponto de luz incandescente Deve-se indicar a altura da
6.2
na parede (arandela) arandela

Ponto de luz incandescente


6.3
no teto (embutido)
Ponto de luz fluorescente no
A letra minúscula indica o ponto de
teto. (Indicar o nº. de
6.4 comando e o número entre dois
lâmpadas e, na legenda, o
traços o circuito correspondente
tipo de partida e reator)
Ponto de luz fluorescente na Deve-se indicar a altura da
6.5
parede luminária

Ponto de luz fluorescente no Deve-se indicar a altura da


6.6
teto (embutido) luminária
Ponto de luz incandescente
6.7 no teto em circuito vigia
(emergência)
Ponto de luz fluorescente no
6.8 teto em circuito vigia
(emergência)
Sinalização de tráfego
6.9
(rampas, entradas, etc.)

6.10 Lâmpada de sinalização

Indicar potência, tensão e tipos de


6.11 Refletor
lâmpadas
Suporte com duas luminárias Indicar as potências e tipos de
6.12
para iluminação externa lâmpadas

6.13 Lâmpada obstáculo

6.14 Minuteria Diâmetro igual ao do interruptor

Ponto de luz de emergência


6.15 na parede com alimentação
independente

6.16 Exaustor

Motor-bomba para
bombeamento da reserva
6.17
técnica de água no combate a
incêndio

74
TABELA 7 - Tomadas

Nº. Símbolo Significado Observações


Tomada de luz na parede baixa
7.1 (300 mm do piso acabado)

Tomada de luz a meia altura A potência deverá ser indicada


7.2 (1.300 mm do piso acabado) ao
lado em VA (exceto se for de 100
VA), como também o nº. do
Tomada de luz alta (2.000 mm circuito correspondente e a altura
7.3 do piso acabado) da tomada, se for diferente da
normalizada. Se a tomada for de
7.4 Tomada de luz no piso força, indicar o nº. de W ou kW

Saída para telefone externo na


7.5 parede (rede Telebrás)
Saída para telefone externo na
7.6 Especificar “h”
parede a uma altura “h”
Saída para telefone interno na
7.7 parede.
Saída para telefone externo no
7.8 piso.
Saída para telefone interno no
7.9 piso.

7.10 Tomada para rádio e televisão

7.11 Relógio elétrico no teto

7.12 Relógio elétrico na parede

7.13 Saída de som no teto

7.14 Saída de som na parede Indicar a altura “h”

7.15 Cigarra

7.16 Campainha
Dentro do círculo, indicar o
7.17 Quadro anunciador número de chamadas em
algarismos romanos

75
TABELA 8 - Motores e transformadores

Nº Símbolo Significado Observações

8.1 Gerador Indicar as características nominais

8.2 Motor Indicar as características nominais

Indicar a relação de tensões e


8.3 Transformador de potência
valores nominais

Transformador de corrente
8.4 (um núcleo)
Indicar a relação de espiras, classe
de exatidão e nível de isolamento.
8.5 Transformador de potencial A barra primária deve ter um traço
mais grosso
Transformador de corrente
8.6 (dois núcleos)

8.7 Retificador

TABELA 9 – Fontes Geradoras

Nº Símbolo Significado Observações


a) O traço longo representa o pólo
positivo e o traço curto, o pólo
negativo

Acumulador ou elementos de b) Este símbolo poderá ser usado


9.1 pilha para representar uma bateria, se
não houver risco de dúvida. Neste
caso, a tensão ou o nº. e o tipo dos
elementos deve(m) ser indicado(s).

Bateria de acumuladores ou Sem indicação do número de


9.2 pilhas. (Forma 1) elementos

Bateria de acumuladores ou Sem indicação do número de


9.3 pilhas. (Forma 2) elementos

76
EXERCÍCIO

1º Diferencie diagrama funcional e multifilar.

2º O que é um diagrama elétrico?

3º Qual a norma da ABNT que define os símbolos gráficos a serem usados em plantas
baixas, nas instalações elétricas prediais? Comente sobre a importância da
normalização dos símbolos.

4º Relacione a segunda coluna de acordo com a primeira.

a) ( ) Luz incandescente no teto

( ) Interruptor simples
b)
( ) Condutor fase

c) ( ) Quadro geral de luz e força

( ) Condutor terra

d) ( ) Lâmpada fluorescente no teto

( ) Condutor neutro
e)
( ) Condutor retorno

f)

77
21 ATERRAMENTO
Segundo a ABNT, aterrar significa colocar instalações e equipamentos no
mesmo potencial, de modo que a tensão entre o aterramento e o equipamento seja
zero.

PRINCIPAIS OBJETIVOS DO ATERRAMENTO:

 Proporcionar um caminho de escoamento de descargas atmosféricas para a


terra;
 Escoar as cargas estáticas geradas nas carcaças dos equipamentos, evitando
que o operador sofra um choque elétrico;
 Fazer com que os dispositivos de proteção sejam mais sensibilizados e isole
rapidamente as falhas na terra.

CORRENTE DE FUGA

Chama-se de corrente de fuga, a corrente elétrica que flui de um condutor para


outro e/ou para a terra, quando o condutor energizado encosta na carcaça do
equipamento ou em outro condutor sem isolação.

As principais causas de corrente de fuga elétrica são: emendas malfeitas nos


condutores ou mal isoladas, condutores desencapados ou com isolação desgastada
pelo tempo, conexões inadequadas ou malfeitas, aparelhos defeituosos e consertos
improvisados, além de erros na instalação, como avarias e danos diversos ou ainda o
uso de materiais de má qualidade.

SISTEMA DE ATERRAMENTO

É o conjunto de condutores, hastes, placas e conectores interligados,


circundados por elementos que dissipem para a terra as correntes de fuga. Há
diversos tipos de sistemas, e a aplicação de um ou de outro vai depender da
importância do sistema de energia envolvido, da resistividade do solo e do custo.

Para a execução do aterramento, utilizamos uma haste de aterramento que


normalmente é feita em aço revestida de cobre. Seu comprimento pode variar de 1,5
a 4,0m. As de 2,4m são as mais utilizadas e podem ser prolongadas com conectores
de emenda.

Se um único eletrodo não for o suficiente para garantir um bom aterramento,


devem-se colocar quantos mais forem necessários, até que a resistência do sistema
de terra esteja adequada. O posicionamento dos eletrodos deve garantir uma distância
mínima que deverá ser igual ao comprimento da haste.

78
TIPOS DE ELETRODOS

A escolha do tipo de eletrodo a ser utilizado no aterramento depende das


condições do solo encontrado no local. No Brasil, os eletrodos mais usados são os do
tipo Copperwel.

TABELA 10 - Tipos de eletrodos

Tipos de eletrodos Dimensões mínimas Observações

2,40m de comprimento e Enterramento totalmente


Tubo de aço zincado
diâmetro nominal de 25mm vertical

Cantoneira de 20mm x 20mm x


Enterramento totalmente
Perfil de aço zincado 3mm, com 2,40m de
vertical
comprimento

Diâmetro de 15mm, com 2,00m Enterramento totalmente


Haste de aço zincado
de comprimento vertical

Haste de aço revestida de Diâmetro de 15mm, com 2,00m Enterramento totalmente


cobre de comprimento vertical

Diâmetro de 15mm, com 2,00m Enterramento totalmente


Haste de cobre
de comprimento vertical
2
25mm de secção, 2mm de
Profundidade mínima de 0,60m
Fita de cobre espessura e 10m de
e largura na posição vertical
comprimento
2
100mm de secção, 3mm de
Profundidade mínima de 0,60m
Fita de aço galvanizado espessura e 10m de
e largura na posição vertical
comprimento
2
25mm de secção e 10m de Profundidade mínima de 0,60m
Cabo de cobre
comprimento e largura na posição horizontal

2
95mm de secção e 10m de Profundidade mínima de 0,60m
Cabo de aço zincado
comprimento e largura na posição horizontal

2
50mm de secção e 10m de Profundidade mínima de 0,60m
Cabo de aço cobreado
comprimento e largura na posição horizontal

79
DISPOSIÇÃO DAS HASTES

O sistema mais eficiente de aterramento é o sistema de malha de terra, que é


o ato de fincar mais de uma haste ao solo, interligando-as.

Figura 70 – Disposição das hastes


de aterramento

Figura 70a – Conector Figura 70b – Haste cobreada

Tampa da caixa

Saída do fio

Figura 70c – Caixa de inspeção

FATORES QUE INFLUENCIAM NO ATERRAMENTO

São vários os fatores que devem ser analisados para execução do


aterramento:

 O tipo de solo e sua resistividade;


 O material de que é feito a haste;
 O teor de umidade apresentado pelo solo;
 A temperatura do solo;
 A compactação do terreno e pressão;
 A composição e a concentração de sais e/ou matéria orgânica, dissolvidos no
solo;
 O comprimento da haste.

80
TIPO DE SOLO E RESPECTIVA RESISTIVIDADE

A resistividade do solo varia com o tipo de solo, a mistura de diversos tipos de


solo, o teor de umidade, a temperatura, a compactação, a pressão, a composição
química dos sais dissolvidos na água retida e a concentração dos sais dissolvidos na
água retida.

TRATAMENTO QUÍMICO DO SOLO

Quando não conseguimos um valor de resistência desejado, por conta das


características apresentadas pelo solo, podemos aumentar o número de hastes ou
mudar o método de aterramento para outro mais eficiente, mas quando esse valor não
for conseguido, devemos pensar em tratar quimicamente o solo. O tratamento químico
do solo apresenta uma desvantagem. Com o passar do tempo, o solo absorve os
elementos adicionados e sua resistência tende a aumentar. Portanto, essa alternativa
deve ser o último recurso.

Existem vários produtos que podem ser colocados no solo para diminuirmos a
resistividade do solo. Dentre eles, os mais encontrados no mercado são: o gel para
aterramento, o sal grosso e a bentônita.

Procedimentos de Execução

Figura 71a – Procedimentos para execução do tratamento químico

Conforme recomendação dos fabricantes, devemos efetuar uma escavação de


aproximadamente 0,50m de diâmetro por 0,50m de profundidade, cravar a haste no
centro e misturar metade do solo retirado da escavação com o gel.

Figura 71b – Procedimentos para execução do tratamento químico

81
Em seguida, jogar a mistura (solo e gel) dentro da escavação adicionar cerca
de 25 litros de água e misturar novamente. Após essa operação deverá ser colocada
a caixa de inspeção, efetuar a conexão do condutor à haste.

MEDINDO A RESISTÊNCIA DE ATERRAMENTO

O instrumento utilizado para se medir a resistência do solo é o terrômetro.

Existem três tipos de terrômetros:

 O terrômetro de três pontos para medição somente


da resistência;
 O terrômetro de quatro pontos para medição não só
da resistência, como também da resistividade do
terreno;
 Terrômetro com garras ou tipo alicate, cujas
medições são feitas diretamente na haste.
Figura 72 – Tipos de terrômetro

As normas, de uma maneira geral, especificam que as resistências de


aterramento podem ser calculadas ou medidas. O cálculo da resistência é feito
partindo-se das medições da resistividade. O valor dessa resistividade deve ser o mais
baixo possível para o tipo de terreno no qual vai ser implantado.

A norma NBR-7117 especifica a medições da resistividade pelo método de


Wenner cravando no solo 4 hastes alinhadas e separadas pela mesma distância.
Depois, ligando-se essas hastes a um terrômetro de quatro terminais, dois externos
para corrente e dois internos para potencial, como indicado na figura 73:

Figura 73 – Medição da resistência


do solo com o terrômetro

82
SISTEMAS DE ATERRAMENTO PARA REDES DE DISTRIBUIÇÃO DE BAIXA
TENSÃO

O aterramento dos sistemas de distribuição de energia em baixa tensão é


denominado, conforme determina a NBR-5410, nas seguintes formas: Sistema TN
(TN-S, TN-C-S,TN-C); sistema TT e sistema IT.

Esquema TN

O sistema TN possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, sendo as


massas ligadas a esse ponto através de condutores de proteção. A norma indica três
tipos de esquema TN, de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor
de proteção, a saber:

a) Sistema TN-S: o condutor neutro e o condutor de proteção são distintos:

Figura 74a – Aterramento tipo TN - S

b) Sistema TN-C-S: as funções de neutro e de proteção são combinadas em um


único condutor;

Figura 74b – Aterramento tipo TN - C- S

83
c) Sistema TN-C: as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único
condutor, na totalidade do sistema.

Aterramento da Massas Massas


alimentação
Figura 74c – Aterramento tipo TN - C
Esquema TT

O sistema TT possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, estando


as massas da instalação ligadas a eletrodo(s) de aterramento eletricamente distinto(s)
do eletrodo de aterramento da alimentação.

Aterramento da Massas Massas


alimentação
Figura 75a – Aterramento tipo TT

Massas Massas

Aterramento da
alimentação
Figura 75b – Aterramento tipo TT

84
Esquema IT

No esquema IT, todas as partes vivas são isoladas da terra, ou um ponto da


alimentação é aterrado através de impedância. As massas da instalação são
aterradas, verificando-se as seguintes possibilidades:

a) No mesmo eletrodo de aterramento da alimentação, se existente;

b) Em eletrodo(s) de aterramento próprio(s), seja porque não há eletrodo de


aterramento da alimentação, seja porque o eletrodo de aterramento das massas é
independente do eletrodo de aterramento da alimentação.

Impedância

Massas
Aterramento da alimentação

Figura 76a – Aterramento tipo IT - Figura 76b – Aterramento tipo IT -


Sem aterramento da alimentação Alimentação aterrada através de impedância

Massas

Aterramento da Aterramento da
alimentação alimentação

Figura 76c – Aterramento tipo IT - Figura 76d – Aterramento tipo IT -


Massas aterradas em eletrodos separados Massas coletivamente aterradas em eletrodo

85
Aterramento da
alimentação

Figura 76e – Aterramento tipo IT -


Massas coletivamente aterradas no
mesmo eletrodo da alimentação

EXERCÍCIO

1º O que você entende por aterrar um equipamento?

2º O que é uma malha de aterramento?

3º Cite três vantagens em se ter um equipamento aterrado.

4º Como os pára-raios podem proteger as pessoas contra as descargas


atmosféricas?

86
5º Cite três características de um solo adequado para se fazer um aterramento?

6º Relacione a coluna da direita com a coluna da esquerda:

a) Sistema TT ( ) Condutor neutro e de proteção distintos;


b) Sistema TN-S ( ) Somente a massa é aterrada;
c) Sistema IT ( ) Condutor de proteção é único para todos;
d) Sistema TN-C ( ) Condutor de proteção é exclusivo para
aterramento;
e) Condutor N ( ) Condutor com a função de neutro e proteção.

7º Comente sobre a importância de se instalar a caixa de inspeção no sistema de


aterramento.

22 DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES
Nas instalações elétricas em geral os condutores são insubstituíveis na função
de transportar a energia elétrica, necessária ao bom funcionamento de todos os
equipamentos que necessitamos. Por isso, os condutores devem ser de excelente
qualidade e utilizados corretamente, de acordo com a finalidade a que se destinam. A
norma NBR 5410/97 – Instalações elétricas de baixa tensão fornece as medidas
necessárias.

TIPOS E APLICAÇÕES DOS CONDUTORES ELÉTRICOS

Devido a grande diversidade de utilização, os condutores elétricos são


fabricados em diversos tipos, cuja finalidade é atender com eficiência as mais variadas
aplicações:

Dependendo da tensão, os condutores servem para:

 baixa tensão (até 1000V CA e 1500V CC);


 média tensão (de 1000V a 25000V);
 alta tensão (acima de 25000V);

Neste trabalho, só citaremos os condutores para baixa tensão, pois são os que
usamos normalmente nas instalações prediais.

87
Seções mínimas dos condutores elétricos

A NBR 5410/ 97 estabelece os seguintes critérios com relação às seções


mínimas para os condutores fase, neutro e terra.

 Condutor fase

TABELA 11 – Condutor fase

Utilização do Secção
Tipo de instalação Material
circuito mínima (mm2)
1,5 Cobre
De iluminação
16 Alumínio
Condutores 2,5 Cobre
Força
isolados 16 Alumínio
Instalações
Sinalização e
fixas em 0,5 Cobre
controle
geral
10 Cobre
Condutores Força
16 Alumínio
nus Sinalização e
4,0 Cobre
controle

 Condutor neutro: se existir deve possuir a mesma seção do condutor fase.

 Condutor terra: a mesma do condutor fase.

DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES ELÉTRICOS

Assim como o diâmetro de um cano é função da quantidade de água que


passa em seu interior, a bitola de um condutor depende da quantidade de corrente
elétrica que por ele circula. Além disso, toda vez que há circulação de corrente, o
condutor se aquece, devido ao "atrito" dos elétrons em seu interior. No entanto, há
um limite máximo de aquecimento suportado pelo fio ou cabo, acima do qual, ele
começa a se deteriorar. Nessas condições, os materiais isolantes se derretem,
expondo o condutor de cobre e podendo provocar choques e causar incêndios.

Para evitar que os condutores se aqueçam acima do permitido, devem ser


instalados disjuntores ou fusíveis nos quadros de luz. Esses dispositivos funcionam
como uma espécie de "guarda-costas" dos cabos, desligando automaticamente a
instalação, sempre que a temperatura nos condutores começar a atingir valores
perigosos.

Dessa forma, o valor do disjuntor ou fusível (que é expresso sempre em


Ampéres – A) deve ser compatível com a bitola do fio, sendo que ambos dependem
da corrente elétrica que circula na instalação.

Fonte: Instituto Brasileiro do Cobre / Pirelli / Ficap S/A – set/98.

88
Vejamos algumas definições importantes, para que possamos desempenhar a
atividade de dimensionar os condutores para uma instalação.

Corrente de projeto (IB) - É a corrente máxima prevista em um circuito nas condições


normais de funcionamento. É a corrente utilizada para a maioria dos cálculos (queda
de tensão, dispositivo de proteção, condutores,...).

Capacidade de condução de corrente (Iz) - É a corrente máxima que pode ser


conduzida continuamente por um condutor, em condições especificadas, sem que a
sua temperatura em regime permanente ultrapasse um valor especificado.

DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO

Qualquer instalação elétrica está sujeita a defeitos, que podem provocar


acidente, sendo, portanto, necessária a existência de um sistema de proteção e
segurança adequados, a fim de evitá-los. Como vimos anteriormente, a NBR 5410
tem a finalidade de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento
adequado da instalação e a conservação dos bens, ou seja, visa à proteção contra os
perigos e o funcionamento anormal da instalação, tais como:

 Proteção contra sobrecorrentes;


 Proteção contra choques elétricos;
 Proteção contra sobretensões e subtensões;
 Proteção contra falta de fase.

Todas as instalações elétricas de baixa tensão devem ser projetadas e


executadas de forma que possam conduzir a corrente calculada em projeto, isto é, a
corrente prevista, conduzida por um circuito durante seu funcionamento normal.

Porém, estas instalações estão sujeitas as condições anormais de


funcionamento, provocadas por defeitos que poderão elevar o valor da intensidade de
corrente elétrica que circula pelos condutores em relação ao valor da intensidade de
corrente de projeto, que foi utilizado como base para o dimensionamento da
instalação. A norma NBR 5410 define estas condições de funcionamento anormais
como sendo uma sobrecorrente, devendo a instalação possuir algum dispositivo que
ofereça proteção contra este tipo de defeito ocasional. Estas condições de
sobrecorrentes encontram-se subdivididas em sobrecargas e curtos-circuitos.

De acordo com as normas brasileiras, as definições para sobrecorrente,


correntes de sobrecarga e corrente de curto-circuito são:

Sobrecorrente: Corrente cujo valor excede o valor nominal. Para condutores,


o valor nominal é a capacidade de condução de corrente.

Corrente de sobrecarga: Sobrecorrente em um circuito, sem que haja falta elétrica.

Corrente de curto-circuito: Habitualmente, é uma corrente com valor muitas vezes


acima do valor nominal.

89
As instalações elétricas, em particular os condutores, podem suportar uma
sobrecarga, ou seja, suportam valores de corrente considerados como elevados,
durante algum tempo, sem sofrerem qualquer deterioração. No entanto, por ser uma
condição anormal, estas correntes deverão ser detectadas e interrompidas por
dispositivos adequados.

Nas condições de curto-circuito, a intensidade de corrente assume valores


bastante elevados em relação à corrente de projeto podendo as instalações elétricas
suportarem estas condições de funcionamento durante um tempo muito curto, sem
sofrerem qualquer deterioração. Portanto, nesta condição anormal, estas correntes
deverão ser detectadas e interrompidas pelos dispositivos de proteção, muito
rapidamente.

Conforme a NBR 5410, todos os condutores vivos devem ser protegidos por
um ou mais dispositivos de seccionamento automático contra sobrecargas e curtos-
circuitos. Os dispositivos de proteção, neste caso, protegem os condutores e não
garante a proteção dos equipamentos ligados a esses condutores. Os equipamentos
a eles ligados devem ter sua proteção específica e, se necessário, incorporada no
equipamento.

A norma NBR 5410 - Instalações elétricas de baixa tensão - no item 5.3,


proteção contra sobrecorrentes, determina os critérios para utilização de fusíveis e
disjuntores na proteção contra sobrecorrentes de cabos elétricos. A norma determina
ainda que estas proteções possam ser feitas por um único dispositivo, que garante
simultaneamente a proteção contra correntes de sobrecarga e contra correntes de
curto-circuito, ou por dispositivos distintos.

23 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO CONTRA CORRENTES DE


SOBRECARGA E CONTRA CORRENTES DE CURTO-CIRCUITO
Esses dispositivos de proteção devem ser capazes de interromper qualquer
anormalidade da corrente, presumida no ponto em que o dispositivo for instalado.

FUSÍVEIS

São dispositivos de proteção destinados a interromper a corrente que circula


em um circuito elétrico no caso de curto-circuito ou sobrecarga de longa duração. Eles
são formados por um corpo de material isolante, no qual está inserida uma lâmina de
um metal de baixo ponto de fusão chamado de elo fusível, intercalado em um ponto
determinado do circuito. E este fusível se funde por calor quando a intensidade de
corrente elétrica aumenta em razão de um curto-circuito ou sobrecarga.

90
TIPOS DE FUSÍVEIS

Existem vários modelos de fusíveis, sendo mais utilizados os fusíveis do tipo


Cartucho, Diazed e o NH (Niederspannungs Hochleitungs).

Tipos de fusíveis segundo a característica de desligamento

 Efeito rápido - É destinada a proteção de circuitos em que não ocorre variação


considerável de corrente, quando o circuito é acionado. Ex. circuitos puramente
resistivos;

 Efeito retardado - São fusíveis que suportam por alguns segundos a elevação do
valor da corrente. Caso típico que ocorre na partida de motores em que a corrente
de partida pode atingir de 5 a 7 vezes a corrente nominal.

FUSÍVEL TIPO CARTUCHO

É o tipo mais comum de fusível, bastante utilizado em residências. O seu elo é


constituído por um fio metálico e o seu corpo isolante é fabricado em papel, porcelana
ou vidro. Em alguns casos, é possível encontrar areia fina no seu interior, e esta serve
para dispersar o calor do elo do fusível.

Figura 77 – Fusível tipo cartucho

FUSÍVEIS TIPO “D” - DIAZED

É um dos mais antigos fusíveis, denominado Diazed, sendo chamado em


alguns países, simplesmente, de “Zed” ou ainda de “Garrafa”. A designação oficial a
ser usada é tipo D.

Características:

 Categoria de utilização - Ação retardada e ultra-rápida;


 Tensão nominal - 500V em corrente alternada;
 Elemento fusível - Liga cobre ou prata;
 Área de contato - Liga latão com tratamento de superfície em níquel;
 Corpo - Material cerâmico;
 Faixa de atuação - 2A a 63A em 500V.

91
Figura 78a – Fusível Diazed

Figura 78b – Conjunto para


fusível Diazed

FUSÍVEIS “NH”

Foram desenvolvidos na Europa e denominados NH, com contato tipo lâmina


para encaixar. Os NH’s podem ser montados como lâminas (facas) de seccionador,
constituindo uma chave fusível; eliminando a necessidade de uma chave
seccionadora em serie com uma base de fusíveis; e diminuindo assim o espaço
ocupado.

Os fusíveis NH têm indicador de


operação, que é constituído por um fio fino
em paralelo com o elo fusível, e a indicação
é feita por um pistão ou uma bandeira. A
corrente é praticamente toda conduzida
pelo elo fusível, de modo que após o
rompimento deste, a corrente passa a ser
conduzida pelo fio que romperá em um
intervalo de tempo
desprezível, após a interrupção do elo. Figuras 79 – Fusíveis NH

DISJUNTORES TERMOMAGNÉTICOS

São dispositivos de manobra e proteção com capacidade de ligação e


interrupção de corrente, quando surgem no circuito condições anormais de trabalho,
como curto-circuito ou sobrecargas.

Os disjuntores apresentam grande vantagem em relação aos fusíveis, quando


um curto-circuito. Se ocorrer um desarme do disjuntor, após a verificação e reparo no
defeito ocorrido, basta acionar a alavanca de acionamento para que o dispositivo volte
a operar, não sendo necessária sua substituição, como ocorre com os fusíveis.

92
Disjuntores padrão NEMA Disjuntores padrão IEC

Figura 80 – Disjuntores termomagnéticos

Características elétricas

a) Monopolar
b) Bipolar
c) Tripolar

O disjuntor deve possuir dois elementos de acionamento ou disparo com


características distintas para cada tipo de falha:

a) Disparador térmico contra sobrecargas - Consiste em uma lâmina bimetálica (dois


metais de coeficientes de dilatação diferentes), que ao ser percorrido por uma corrente
acima de sua calibragem, aquece e entorta, acionando o acelerador de disparo que
desliga o disjuntor.

b) Disparador magnético contra curtos-circuitos - È formado por uma bobina (tubular


ou espiralada), intercalada ao circuito, que ao ser percorrido por uma corrente de
curto-circuito, cria um campo magnético que atrai a armadura, desligando
instantaneamente o disjuntor.

A combinação desses dois disparadores protege o circuito elétrico contra


correntes de alta intensidade e de curta duração, que são as correntes de curto-
circuito (disparador magnético), e contra as correntes de sobrecarga (disparador
térmico).

93
Partes do disjuntor termomagnético

Figura 81 – Partes do disjuntor

Seletividade

Numa instalação elétrica, os disjuntores têm por finalidade principal proteger os


condutores dos respectivos circuitos contra correntes de sobrecarga e de curto-
circuito. Nessas condições, tais dispositivos devem ser coordenados (seletividade)
com os condutores a serem protegidos, como nos mostrou a figura 80:

Figura 82 – Disposição de dispositivos de proteção

A proteção de uma instalação deverá ser coordenada de tal forma que atuem,
em primeiro lugar, as proteções mais próximas às cargas e, as demais, seguindo a
seqüência. Caso contrário, um problema em um ponto da instalação poderá ocasionar
uma interrupção do fornecimento geral de energia. Assim, não poderemos ter no
Quadro de Distribuição de um Circuito - QDC de uma residência, disjuntores de 50 A,
se o disjuntor geral instalado no “Padrão de Entrada” for de 40 A.

94
24 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO CONTRA CHOQUE ELÉTRICO
LETAL
Dispositivo Diferencial Residual – DR

A Norma NBR 5410 da ABNT determina que devam ser utilizados os


Dispositivos Diferenciais Residuais – DR de alta sensibilidade (inferior a 30 mA), com
o objetivo de proteger as pessoas e animais domésticos contra os choques elétricos,
nos circuitos elétricos:

Casos em que o uso de dispositivo DR é obrigatório

 Os circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais, contendo


banheira ou chuveiro;

 Os circuitos, que alimentem tomadas situadas em áreas externas à edificação;

 Os circuitos que em locais de habitação, sirvam a pontos de utilização situados em


cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais
dependências internas molhadas ou sujeitas a umidade;

A proteção dos circuitos por DR pode ser realizada individualmente ou por


grupos de circuitos. As condições gerais de instalação devem obedecer às prescrições
descritas a seguir:

 O circuito magnético dos dispositivos DR deve envolver todos os condutores vivos


do circuito, inclusive o neutro. Por outro lado, o Condutor de Proteção (PE ou terra)
correspondente deve passar exteriormente ao circuito magnético. Os condutores
de proteção não podem ser seccionados;

 Os dispositivos DR devem ser selecionados e os circuitos elétricos, divididos de


forma tal que, as correntes de fuga para a terra, susceptíveis de circular durante o
funcionamento normal das cargas alimentadas, não possam provocar a atuação
desnecessária do dispositivo.

Dispositivo DR Dispositivo DR ou Disjuntor DR


bipolar tetrapolar bipolar

Figura 83 – Disjuntor residual diferencial

95
OUTROS DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO

Além dos dispositivos mostrados até o momento, poderemos utilizar outros


componentes elétricos destinados à proteção, geralmente empregados nas
instalações industriais:

 Relé de sobrecarga;
 Relé de falta de fase;
 Disjuntor motor.

Dimensionamento de um disjuntor

Sempre que temos de dimensionar um disjuntor, devemos conhecer a:

 corrente nominal da carga (IN);


 a capacidade máxima de condução de corrente dos condutores.

A corrente de operação de um disjuntor é 30% maior que a corrente nominal do


circuito. O cálculo da corrente nominal do circuito deve ser feito, através da utilização
da Lei de Ohm.
P
IN = E
Onde: P – Potência E – Tensão IN – Corrente Nominal

ID = IN + (IN x 0,30)

Exemplo:

Calcular o valor do disjuntor para um circuito, cuja potência é 4,4KW,


alimentado por uma tensão de 220V.

Dados: P
220 = 20 A
IN = E 4400
P = 4,4KW = 4400W =

E = 220V ID = IN + (IN x 0,30) = 20 + (20 x 0,30) = 20 + 6 = 26 A


IN = ?
Comercialmente, o disjuntor mais próximo do valor
ID = ?
calculado é o de 25 A

96
EXERCÍCIO

1º Quais as conseqüências de um mau dimensionamento dos condutores da


instalação?

2º Quais os tipos mais usuais de fusível? Explique como atuam.

3º Qual a diferença de um disjuntor em relação ao fusível em uma residência?

4º Dimensione os condutores e os disjuntores para as situações abaixo:

a) Um chuveiro elétrico de potência 3200W conectado em uma tensão de 220V.

b) Três refletores de potencias 400W, uma freezer de 0,75CV, ambos conectados a


uma rede elétrica de 220V.

c) 20 lâmpadas incandescentes de 100W e 03 ventiladores de 1HP, ambos


conectados a uma rede de 110V.

Cálculos:

97
25 EMENDAS OU CONEXÕES EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
Em geral, as emendas ou conexões são inevitáveis. A sua execução pode
trazer tanto problemas, elétricos como mecânicos. Para evitar esses problemas é
necessário executá-las, obedecendo a certos critérios que permitem a passagem da
corrente elétrica, sem perda de energia.

As recomendações básicas são:

 Remover a isolação do fio, de tal forma que seja o suficiente para no ato de
emendá-los, não ocorrer falta e nem sobra. Aproximadamente 50 vezes o diâmetro
do condutor;
50 x d
d (diam. em mm)

Figura 84 – Desencape do fio

 Após remover a isolação, o fio deve estar completamente limpo, isto é, isento de
pó, partículas de massa de reboco, tintas, substâncias oleosas, etc.

 As emendas devem ser feitas, de modo que, a firmeza delas independa do material
isolante, e ser bem apertada, proporcionando ótima resistência mecânica e ótimo
contato elétrico;

 As emendas devem ser soldadas, visando o aumento da resistência mecânica, e


da área de contato e evitando a oxidação.

EMENDA DE CONDUTORES EM PROSSEGUIMENTO

Esta operação consiste em unir fios para prolongar linhas, sendo eles rígidos
flexíveis ou uma mistura de ambos.

Figura 85a – Emenda de prosseguimento entre fios rígidos

98
Figura 85b – Emenda de prosseguimento entre fios rígidos e flexíveis

EMENDA DE CONDUTORES EM DERIVAÇÃO

Este tipo de emenda tem como objetivo unir o extremo de um fio (ramal)
numa região intermediária (rede), para tomar uma alimentação elétrica.

Figura 86 – Emenda de derivação entre fios rígidos

EMENDA DE CONDUTORES EM “RABO-DE-RATO”

Este tipo de emenda é utilizado para unir condutores em instalações embutidas,


e as mesmas só deverão ser feitas, exclusivamente, dentro das caixas de passagem
e nunca dentro das tubulações.

Figura 87 – Emenda rabo-de-rato entre fios rígidos

99
OUTROS TIPOS DE CONEXÕES:

Conectores

Figura 88a – Conector tipo barra Figura 88b – Conector tipo SAK

Olhal

Quando se deseja conectar fios diretamente aos bornes de elementos, tais


como interruptores, tomadas, receptáculos, dispositivos de proteção e controle,
barramentos de quadro, etc., executa-se essa operação por meio do olhal.

Figura 89a – Olhal

Figura 89b – Olhal de fio

Nota: O olhal deve ser sempre colocado no sentido de aperto


do parafuso, como mostra a figura abaixo, com o objetivo de
não se abrir ao se apertar o parafuso.

100
Cabos

(a) (a) (b) (b) (b) (c) (c) (c) (c) (c)

Figura 90 – Terminais

a) Tipo pino
b) Tipo forquilha
c) Tipo olhal

SOLDA

Solda - É uma liga de dois materiais, o estanho e o chumbo. Conforme a


proporção de cada um desses dois elementos, a solda pode ser usada para a
realização de diversos trabalhos.

As ligas (misturas) de materiais usadas nos trabalhos de eletricidade para


soldagem de emenda, terminais, etc., apresentam baixo ponto de fusão, na proporção
de 67% de estanho e 33% de chumbo. Com esta proporção, a solda se funde a uma
temperatura aproximada de 170º C.

A solda pode ser encontrada em formato de barras ou fios. A encontrada em


forma de fios tem diâmetros que variam entre 0,8 a 1,5 mm, sendo a mais usada em
eletrônica. Apresenta uma proporção de 60% de estanho e 40% de chumbo e possui
no seu interior núcleo de resina que tem por finalidade facilitar a aderência da solda
nos locais em que deve ser aplicada.

Figura 91 – Solda de liga de estanho

101
É utilizada, por exemplo, para unir condutores (fios) elétricos dando à emenda
as seguintes propriedades:

 Boas condições de condutibilidade elétrica (bom contato elétrico);


 Impedir o processo de oxidação;
 Resistir melhor aos esforços mecânicos.

ISOLAÇÃO DAS EMENDAS

Os materiais isolantes podem se apresentar em vários formatos: forma de fita,


de tubo termo contrátil ou em forma líquida. O isolante mais utilizado é a fita, que
pode ser de borracha (auto-fusão) ou plástica.

A fita isolante plástica (fig. 92a) é uma tira de material plástico, possuindo em
um dos lados uma substância adesiva a base de borracha, sensível à pressão. É
fabricada em diversas cores: branca, amarela, azul, verde, vermelha e preta. Há
também na textura líquida (fig. 92b). sendo aplicada para a recomposição da camada
isolante ou para a cobertura de cabos elétricos em emendas e acabamentos, nas
instalações em geral. Recomendada em situações abrigadas.

A fita isolante de borracha (fig. 92c) é uma tira elástica fabricada com diversos
compostos de borracha e não possui adesivos. Possui como característica a
“autofusão”, isto é, ela se funde quando sobreposta, formando uma massa lisa e
uniforme. É aplicada para reposição da camada isolante de cabos elétricos em
emendas e terminações expostas aos efeitos do tempo.

Figura 92a – Fita isolante Figura 92b – Fita isolante líquida Figura 92c – Fita de
borracha
(alta fusão)

Nota: É recomendado esticar bem a fita no momento da


isolação e fazer três camadas de isolante na emenda.

102
EXERCÍCIO

1º Quais as vantagens que o cobre pode oferecer em relação ao uso do alumínio, na


confecção dos fios e cabos elétricos.

2º Qual a diferença entre fio rígido e flexível? Em quais situações podemos utilizar
cada um deles?

3º Complete:

Um condutor de 14AWG em mm2 é o , já o 12 AWG em mm2 é o .

4º Qual a diferença entre a fita isolante e a fita de alta fusão, no sentido de aplicação
na instalação elétrica?

5º Qual a importância de soldar os condutores após a emenda?

103
26 ELETRODUTOS
A norma NBR IEC 50 referente ao Vocabulário Eletrotécnico Internacional,
define eletroduto como sendo o elemento de linha elétrica fechado, de seção circular
ou não, destinada a conter condutores elétricos providos de isolação, permitindo tanto
a enfiação como a retirada destes.

Os eletrodutos apresentam como principais funções:

1. Propiciar aos condutores proteção contra impactos mecânicos;


2. Propiciar aos condutores proteção contra ataques do meio ambiente, agentes
agressivos, dispersos no meio ambiente (sais, ácidos, gases, óleos, etc.);
3. Fornecer ao meio uma proteção contra os perigos de incêndio, resultantes de
eventuais superaquecimentos dos condutores ou arcos voltaicos;
4. Proporcionar aos condutores um envoltório metálico aterrado (no caso de
eletrodutos metálicos), a fim de evitar perigos de choque elétrico.

Classificação dos eletrodutos

Os eletrodutos podem ser classificados, quanto:

1. Ao material:

 Não metálicos – PVC, plástico com fibra de vidro, polipropileno, polietileno de alta
densidade;
 Metálicos - aço carbono galvanizado ou esmaltado, alumínio e metálicos flexíveis;

2. à flexibilidade: rígidos e flexíveis;

3.à forma de conexão: roscáveis e soldáveis.

4.à espessura da parede: parede fina, e parede grossa.

Eletrodutos de PVC rígido roscáveis (parede grossa)

Os eletrodutos de PVC rígido roscáveis são fabricados na cor preta, com


comprimento comercial de 3 metros, nos diâmetros referenciais de: 1/2”, 3/4”, 1”, 1
1/4”, 1 1/2”, 2”, 2 1/2”, 3” e 4”. É feito com um material anti-chama que atende aos
requisitos das normas NBR 5410 e NBR 15465. Possui uma linha de conexões e
acessórios para derivações.

Figura 93 – Eletroduto
roscável de PVC

104
Curva 90° Curva 90° Curva 180° Luva Bucha e arruela
curta longa metálica

Figura 94 – Peças de PVC rígido

Caixa 2 x 4” Caixa 4 x 4” Caixa 6 x 6”


(retangular) (quadrada) (octogonal com fundo móvel)

Figura 95 - Acessórios para tubulações rígidas

Eletrodutos de PVC rígido soldáveis (parede fina)

Os eletrodutos de PVC rígido soldáveis são fabricados na cor preta, com


comprimento comercial de 3 metros, nos diâmetros referenciais de 20, 25 e 32mm. É
um material anti-chama, que atende aos requisitos das normas NBR 5410 e NBR
15465.

Eletroduto soldável Luva de pressão Curva de 90º Curva de 90º


de PVC
Figura 96 – Eletroduto
soldável de PVC

Eletrodutos de PVC flexíveis corrugados

Os eletrodutos flexíveis corrugados são


fabricados em PVC e possuem elevada resistência ao
amassamento, mesmo quando instalados em lajes de
concreto. São aplicados embutidos em paredes, lajes
e pisos, podendo ser utilizado em instalações elétricas
residenciais, comerciais e industriais.
Figura 97 – Tubulação em PVC
flexível

105
De acordo com a norma NBR 15.465, existem os eletrodutos de PVC flexíveis
série leve, de coloração amarela, para instalações que exigem leve esforço mecânico
de compressão, podendo ser utilizados em paredes de tijolos e outros. Além dos de
série reforçada, de coloração laranja, para instalações que exigem esforço mecânico
médio, podendo ser utilizados em lajes e pisos.

Eletrodutos flexíveis para tubulações subterrâneas

Os eletrodutos para uso em instalações subterrâneas de energia e


telecomunicações possuem alta resistência à compressão. Estão disponíveis nos
diâmetros de 30, 50, 75, 100, 125 e 150mm. Além de ser fornecido com arame guia
de aço galvanizado e revestido em PVC, quando comparado com outros tipos de
tubulações subterrâneas, apresentam vantagens em relação ao custo.

Figura 98 – Tubulação em PVC flexível para pisos

Eletrodutos metálicos rígidos

Os eletrodutos metálicos rígidos são tubos de aço, com ou sem costura


longitudinal, galvanizados interna e externamente, que, de acordo com a espessura
da parede, podem ser classificados em leve, médio ou pesados. Comercialmente, são
adquiridos em barras de 3 metros com diferentes diâmetros.

Os tubos se destinam, geralmente, à instalações elétricas industriais, sendo


usados de forma aparente com um conjunto de conexões, acessórios e caixas de
passagem.

Figura 99 – Tubulação metálica

106
Conexões e acessórios para instalações aparentes

Figura 100 – Acessórios para tubulações metálicas

Eletrodutos metálicos flexíveis

Os eletrodutos metálicos flexíveis são formados por uma cinta de aço


galvanizado, enrolada em espiras meio sobrepostas e encaixadas, de tal forma que,
o conjunto proporcione boa resistência mecânica e grande flexibilidade.

Esses eletrodutos são fabricados com um revestimento de PVC a fim de


proporcionar maior resistência e durabilidade. Podem ser adquiridos comercialmente
em metros ou em rolos de até 100 metros. São aplicados nas instalações expostas
em máquinas, motores e equipamentos industriais, principalmente, os que possuam
algum tipo de vibração.

Figura 101 – Eletroduto metálico flexível

107
Canaletas

As canaletas são utilizadas em instalações elétricas prediais aparentes, em que


a mudança de layout ocorre com freqüência em ampliações de instalações que não
estavam previstas. O seu se dá quando não é possível quebrar paredes ou não se
quer ter muitos gastos com a realização de obras.

Produzidas em PVC rígido e poliestireno de alto impacto, proporciona ao


sistema, segurança contra fuga de correntes ou choques. A linha é composta por
canaletas de diferentes larguras (com ou sem divisão central), caixas de sobrepor,
mata-juntas, interruptores, tomadas, tomadas para telefone, tomadas para rede de
informática e cigarras, entre outros.

Figura 102 – Canaletas

DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTOS

De acordo com a norma NBR 5410, a taxa máxima de ocupação em relação a


área da secção transversal dos eletrodutos não deve ser superior a:

 53% para um condutor ou cabo;


 31% para dois condutores ou cabos;
 40% para três condutores ou cabos.

Diâmetro externo
do tubo

Figura 103 – Capacidade de alocação de


condutores em eletroduto

108
TABELA 12 - Dimensionamento de eletrodutos de PVC rígido

Secção Número de condutores no eletroduto


nominal 2 3 4 5 6 7 8 9 10
(mm2) Diâmetro do eletroduto (POLEGADA)
1,5 1/2 1/2 1/2 1/2 1/2 1/2 3/4 3/4 3/4
2,5 1/2 1/2 1/2 3/4 3/4 3/4 3/4 1 1
4,0 1/2 1/2 3/4 3/4 3/4 1 1 1 1
6,0 1/2 3/4 3/4 1 1 1 1 1½ 1½
10 3/4 3/4 1 1 1½ 1½ 1½ 1¾ 1¾
16 3/4 1 1 1½ 1½ 1¾ 1¾ 1¾ 1¾
25 1 1½ 1½ 1¾ 1¾ 1¾ 2 2 2
35 1 1½ 1¾ 1¾ 2 2 2 2 2½
50 1½ 1¾ 1¾ 2 2 2½ 2½ 2½ 2¾

27 PLANEJAMENTO DE UMA INSTALAÇÃO ELÉTRICA


Para executar corretamente qualquer tipo de trabalho, deverá ser feito um
planejamento: o que fazer e como deverá ser feito, e quais os materiais que serão
utilizados. Dessa forma poderemos executar o trabalho com melhor qualidade,
eficiência e segurança, reduzindo o tempo de execução e o custo. O planejamento
para a execução de uma instalação elétrica residencial deverá ter, como base, os
seguintes passos:

 Utilizar um diagrama ou esquema elétrico da instalação a ser executada;

 Analisar e interpretar os diagramas, identificando os símbolos dos componentes


elétricos, o traçado dos eletrodutos, os condutores e a separação dos circuitos
elétricos;

 Descrever a ordem de execução dos serviços, observando os pontos que merecem


destaque e programando o tempo necessário para a execução desses serviços;

 Descrever as ferramentas, equipamentos e instrumentos a serem utilizados;

 Observar as especificações dos materiais elaborando uma listagem que contenha


o quantitativo desses materiais;

 Elaborar a relação de equipamentos de proteção individual necessários para o


desenvolvimento das atividades, descrevendo as precauções com relação à
segurança no trabalho;

 Descrever quais as normas técnicas e os catálogos de fabricantes que deveremos


ter em mãos e que poderão ser consultados para fundamentar a execução dos
serviços.

109
Obs.: As planilhas e os ‘roteiros de planejamento das atividades encontram-se em
anexo no final deste módulo.

PREVISÃO DE CARGAS DA INSTALAÇÃO ELÉTRICA

Todos os aparelhos elétricos solicitam uma determinada potência da rede


elétrica. O objetivo da previsão de cargas é a determinação da potência, e da
quantidade e a localização de todos os pontos de consumo de energia elétrica da
instalação. A estimativa preliminar da carga é feita com base na utilização da
instalação e na densidade de carga W/m² (Watts por metro quadrado). Os valores
apresentados na tabela são estatísticos e referem-se às cargas de iluminação.

TABELA 13 – Estimativa de carga

Local de utilização Densidade de cargas (W/m²)


Salas 25 a 30
Quartos 20
Copas e cozinhas 20 a 25
Banheiro 10
Escritórios e lojas 30 a 40
Salas de aula 30 a 40
Bibliotecas 30 a 50
Igrejas 10 a 20
Laboratórios 40 a 50
Restaurantes 15 a 20
Depósitos 5 a 10
Garagens 5 a 10

PREVISÃO DE CARGAS

A NBR – 5410/90 estabelece condições mínimas, adotadas para quantificação,


localização e potência dos pontos de iluminação e tomadas em habitações.

Iluminação

a) Condições para se estabelecer a quantidade mínima de pontos de luz:

 Prever pelo menos um ponto de luz no teto para cada recinto, comandado por
interruptores;
 Arandelas no banheiro devem estar distantes, no mínimo, 60 cm do limite do
boxe.

b) Condições para se estabelecer a potência mínima de iluminação:

 Recintos com área menor ou igual a 6m²: atribuir um mínimo de 100VA;


 Recintos com área superior a 6m²: atribuir um mínimo de 100VA para os
primeiros 6m², acrescidos de 60VA para cada aumento de 4m² inteiros.

110
Nota: A NBR – 5410/90 não estabelece critérios para
iluminação de áreas externas. Esta caberá ao projetista e
ao cliente.

Exemplo:

Qual a carga de iluminação incandescente a ser instalada numa sala de 3,5 m


de largura e 4 m de comprimento?

Área da sala: 3,5 m x 4 m = 14 m2

Carga para a iluminação:

Para os primeiros 6 m2, atribuir 100 VA. Para os outros 8 m2, 60 VA + 60 VA.

A carga total será: 100 VA + 60 VA + 60 VA = 220 VA

Nota: A potência da iluminação do ambiente poderá variar de


acordo com fatores, como: pé-direito, cor das paredes e do teto
do cômodo.

Tomadas

a) Condições para se estabelecer a quantidade mínima para Tomadas de Uso


Geral (TUG’s):

 Cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6m²: no mínimo uma


tomada;

 Cômodos ou dependências com área superior a 6m²: no mínimo uma tomada


para cada 5m ou fração de perímetro, espaçada tão uniforme quando possível;

 Cozinhas e copas: uma tomada para cada 3,5m ou fração de perímetro,


independente da área;

 Banheiros: no mínimo uma tomada junto ao lavatório, com uma distância


mínima de 60 cm do box, independente da área;

 Subsolos, varandas, garagens ou sótãos: no mínimo uma tomada,


independente da área.

b) Condições para se estabelecer a potência mínima de TUG’s:

111
 Banheiros, cozinhas, copas, áreas de serviço, lavanderias e locais semelhantes:
atribuir 600VA para as três primeiras tomadas e 100VA para cada uma das
excedentes;

 Demais cômodos ou dependências: atribuir 100VA por tomada.

c) Condições para se estabelecer a quantidade de Tomadas de Uso Específico


(TUE’s):

As tomadas de uso específico são aquelas destinadas à ligação de


equipamentos fixos ou estacionários. A quantidade de TUE’s é estabelecida de acordo
com o número de aparelhos de utilização.

d) Condições para se estabelecer a potência de TUE’s:

Deve-se atribuir, para cada TUE, a potência nominal do equipamento a ser


alimentado.

Quadro nº 1 – Tabela de Carga (Preencha o quadro 2 com os dados do projeto).

DIMENSÕES TUE
CÔMODO ÁREA PERÍMETRO ILUMINAÇÃO TUG Aparelho Potência
(m2) (m)

28 DIVISÃO DA INSTALAÇÃO EM CIRCUITOS


A norma vigente, a NBR 5410/97 – “Instalações Elétricas de Baixa Tensão”,
determina que sejam separados os circuitos elétricos de TUG e os de iluminação.

Deverá ser previsto um circuito elétrico, também separado, para cada


equipamento elétrico de corrente nominal superior a 10 A (1.270 VA em 127 V e
2200VA em 220V), como os chuveiros elétricos, os fornos elétricos, os fornos de
microondas, etc.

É importante que uma instalação elétrica seja dividida em circuitos elétricos


parciais, para facilitar: a inspeção, a manutenção e a proteção, que será melhor
dimensionada, reduzindo as quedas de tensão e aumentando a segurança.

Se na residência tiver um só circuito para toda a instalação elétrica, o disjuntor


deverá ser de grande capacidade de interrupção de corrente, sendo que um pequeno
curto-circuito poderá não ser percebido por ele.

Entretanto, se na residência tiver diversos circuitos, dimensionados


adequadamente, com vários disjuntores de capacidades de interrupção de correntes
menores, àquele pequeno curto-circuito poderá ser percebido pelo Disjuntor do
circuito em questão, que o desligará. Com isso somente o circuito onde estiver
ocorrendo um curto-circuito ficará desligado (desenergizado).

112
Nota: A norma NBR 5410/97 determina que o condutor neutro terá que ser único
para cada circuito elétrico, isto é, cada circuito elétrico deverá ter o seu próprio
condutor neutro. Este condutor só poderá ser seccionado, quando for
recomendado por esta norma.

(Texto extraído e adaptado do Manual de Instalações Elétricas Residenciais Cemig


001/2003)
LOCAÇÃO DOS PONTOS ELÉTRICOS

Tendo sido definidos todos os pontos de utilização de energia elétrica da


instalação, a sua locação em planta será feita, através de simbologia gráfica. Ao fazer
a locação dos pontos em planta, o projetista deverá estar atento às seguintes
recomendações:

a) Fazer o desenho, utilizando um gabarito específico para projetos de instalações


elétricas, e a simbologia apropriada para cada ponto de utilização, que é colocada
ao lado de cada ponto com a sua respectiva potência;
b) Observar o projeto arquitetônico, o projeto estrutural e os demais projetos de
utilidades da residência, evitando locar pontos elétricos sobre elementos
estruturais (pilares ou vigas de concreto);

c) Observar o layout detalhado no projeto de ambientação ou, na ausência deste,


manter uma interlocução com o cliente, visando localizar os pontos de maneira a:

 distribuir uniformemente os pontos de iluminação geral;


 distribuir uniformemente as tomadas de uso geral;
 prever a localização de tomadas sobre as eventuais bancadas, existentes em
copas, cozinhas, áreas de serviço e banheiros;
 localizar de maneira apropriada os comandos dos pontos de luz.

EXERCÍCIO

01. Em uma residência, há a necessidade de se instalar, nos seguintes cômodos:

SALA DE ESTAR - um interruptor conjugado com tomada para comandar uma


lâmpada;

SALA DE TV E SOM - três tomadas monofásicas;

QUARTO 1, 2, 3 - um interruptor paralelo para comandar uma lâmpada e


incandescente, duas tomadas monofásicas 2P+T;

BANHEIROS – um interruptor conjugado com tomada para comandar uma lâmpada


e uma tomada 2P+T para chuveiro, comandada por interruptor bipolar;

COZINHA – um interruptor de duas secções com tomada para comandar duas


lâmpadas e 3 tomadas 2P+T;

113
ÁREA EXTERNA – uma fotocélula para comandar 3 lâmpadas fluorescentes.

Complete a planta-baixa com a simbologia UNIFILAR dos condutores.


Desenhe os diagramas MULTIFILAR de cada instalação e calcule a corrente total do
circuito, adotando 40 W para as lâmpadas, 4400 W para o chuveiro e 100 W para as
tomadas.

Cálculos:

114
29 SETORES DE UMA INSTALAÇÃO ELÉTRICA
Circuito Elétrico - É o conjunto de equipamentos e condutores elétricos, ligados a
um mesmo dispositivo de proteção.

Dispositivo de Proteção - É um equipamento elétrico que atua, automaticamente, pela


ação de dispositivos sensíveis, quando o circuito elétrico encontra-se submetido à
condições anormais, com o objetivo de evitar ou limitar danos a um sistema ou
equipamento elétrico. Os principais dispositivos de proteção em instalações prediais
são os disjuntores termomagnéticos, os disjuntores diferenciais residuais e os fusíveis.

Circuitos Terminais - Os circuitos terminais partem dos quadros de distribuição e são


conectados diretamente aos terminais da carga (lâmpadas, tomadas, aparelhos
elétricos e motores).

LOCALIZAÇÃO DOS QUADROS ELÉTRICOS

Quadro Terminal de Residências (Apartamentos e Casas)

O quadro de distribuição terminal em residências deve estar localizado:

a) em ambiente de serviço ou circulação;

b) em local de fácil acesso.

DIVISÃO DA INSTALAÇÃO EM CIRCUITOS TERMINAIS

 Limitar as conseqüências de uma falha, que provocará apenas o seccionamento do


circuito defeituoso;

 Facilitar as verificações, os ensaios e a manutenção;

 Fazer com que cada circuito possa ser seccionado, sem risco de realimentação,
independente de outros circuitos;

 Os circuitos terminais devem ser individualizados pela função dos equipamentos de


utilização que alimentam. Em particular, devem ser previstos circuitos terminais
distintos para iluminação e tomadas;

 Devem ser previstos circuitos independentes para as TUG`s da cozinha, copa e


área de serviço;

 Equipamentos que absorvam corrente igual ou superior a 10A devem possuir


TUE`s;

 Deve ser previsto um circuito exclusivo para cada TUE;

115
 A potência dos circuitos, com exceção de circuitos exclusivos para TUE’s, deve
estar limitada a 1200VA em 127V, ou 2200VA em 220V;

 Em instalação com duas ou três fases, as cargas devem ser distribuídas


uniformemente entre as fases, de modo a obter-se o maior equilíbrio possível.

RECOMENDAÇÃO PARA A REPRESENTAÇÃO DA TUBULAÇÃO E DA FIAÇÃO

Orientações para o traçado de tubulações

a) A partir do Quadro de Distribuição, iniciar o traçado dos eletrodutos, procurando


os caminhamentos mais curtos e evitando o cruzamento de tubulações;
b) Devemos procurar interligar, inicialmente, os pontos de luz de todos os recintos;
c) Interligar os interruptores e tomadas ao (s) ponto (s) de luz de cada recinto;
d) Devemos evitar que as caixas, embutidas no teto, estejam interligadas a mais de
seis eletrodutos e que as caixas retangulares, embutidas nas paredes, se
conectem com mais de quatro eletrodutos;
e) Devemos limitar, um máximo de cinco circuitos, para cada trecho de eletroduto,
pois, do contrário, poderemos vir a ter diâmetros elevados para os eletrodutos;
f) Em algumas ocasiões, é recomendável a utilização de tubulações embutidas no
piso, para o atendimento de circuitos de tomadas baixas e médias.

30 DIMENSIONAMENTOS DE CONDUTORES E DISPOSITIVOS DE


PROTEÇÃO
O dimensionamento de condutores tem por objetivo a determinação do valor da
sua seção nominal (bitola), de modo que possa transportar a corrente necessária ao
funcionamento do circuito, sem que haja sobre aquecimento nos condutores.

Para realizar o dimensionamento dos condutores é necessário seguir as


seguintes etapas:

 Calcular a corrente elétrica de cada circuito;


 Determinar o fator de agrupamento de cada circuito;
 Calcular a corrente corrigida de cada circuito;
 Determinar o a bitola do condutor em função da condução de corrente.

Cálculo da corrente de projeto (I B)

Deve-se determinar o valor da corrente, para a qual será dimensionado o


condutor. Esse valor é determinado pela corrente de projeto e, para cada circuito, ela
é determinada por meio da seguinte expressão:

IB = P ÷ E

116
Fator de agrupamento (f)

A corrente de projeto indica qual é a corrente elétrica que será transportada


pelo condutor. Essa corrente elétrica que passa pelo condutor, localizado dentro do
eletroduto, provoca um aquecimento, que é dissipado dentro do eletroduto. Quanto
maior for a quantidade de circuitos dentro do eletroduto, menor será a capacidade de
dissipar o calor, causando o super aquecimento do circuito e prejudicando a
capacidade de condução de corrente do condutor. Para solucionar este problema, a
NBR 5410/04 estabelece que seja feita a correção da corrente elétrica em função do
número de circuitos agrupados no interior do eletroduto. Deve-se seguir todo o trajeto
desse circuito e identificar em qual trecho do percurso há um maior agrupamento de
outros circuitos.

TABELA 14 – Fator de Agrupamento

Quantidade de circuitos no Fator de


interior do eletroduto agrupamento (f)
1 1,00
2 0,8
3 0,7
4 0,65
5 0,60
6 0,57
7 0,54
8 0,52
9 a 11 0,50
12 a 15 0,45
16 a 19 0,41
>20 0,38

Cálculo da corrente corrigida (I C)

A corrente corrigida de um circuito é o valor da corrente de projeto em função


do agrupamento. Para calcular o valor da corrente corrigida de um circuito, basta
aplicar a seguinte fórmula:

IC = IB ÷ f
Quadro Nº 3 – Dimensionamento de Condutores (Preencha o quadro 3 com as
informações do projeto)

Corrente
Fator de Corrente Secção
de
Circuito Tensão Potência agrupamento corrigida dos
projeto
(f) (Ic) condutores
(Ib)
Nº Tipo

117
Exemplo:

Vejamos, no diagrama seguinte, como identificar o número de circuito por tubulação.

Cozinha

Os círculos tracejados mostram o circuito e seus percursos. Podemos


considerar uma corrente de projeto de 30 A para a cozinha da casa e, no trecho
apontado pela seta, constatar que estão passando 02 circuitos distintos. Assim
observamos na tabela 13 que o valor para dois circuitos é de f = 0,8.

Usando a fórmula, temos:

IB = P / E = 30A

IC = IB / f = 30 / 0,8 = 37,5A

Concluímos que a corrente a ser considerada para dimensionarmos os


condutores e os respectivos dispositivos de proteção é de 37,5A.

Depois de dimensionar os condutores dos circuitos e seus respectivos


eletrodutos, é necessário determinar a proteção dos circuitos, devido à probabilidade
de ocorrerem sobre correntes e curto-circuito.

A NBR 5410/04 estabelece que “os condutores devem ser protegidos por um
ou mais dispositivos de seccionamento automático contra sobrecargas e curto-
circuito”.

118
Quadro Nº 4 – Informações sobre os cômodos do projeto (Preencha o quadro 4
com as informações do projeto)

DIMENSÕES TUE
CÔMODO ÁREA PERÍMETRO ILUMINAÇÃO TUG Aparelho Potência
2
(m ) (m)

EXERCÍCIO

1º Complemente os diagramas abaixo de acordo com a simbologia estabelecida na


NBR 5444.

119
120
31 USO RACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA
INTRODUÇÃO

Não se pode imaginar o mundo atual sem a eletricidade. A energia elétrica é


fundamental no nosso dia-a-dia. Seja no trabalho, em casa ou nos momentos de lazer,
ela está presente em nossa vida 24 horas, proporcionando conforto, bem-estar e
segurança. Mesmo quando estamos dormindo, a geladeira continua funcionando e as
ruas continuam iluminadas. Justamente porque a nossa vida depende tanto desse
tipo de energia, devemos estar conscientes tanto dos benefícios, quanto dos perigos
e desperdícios que o uso incorreto pode causar.

Mais de 38 milhões de residências são abastecidas por energia elétrica, em


todo o Brasil. Estima-se que cada consumidor desperdiça cerca de 10% da energia
fornecida, seja por hábitos adquiridos ou pelo uso ineficiente dos eletrodomésticos.

Com o intuito de promover a utilização dos equipamentos com melhor


desempenho e economia de energia, além de estimular uma mudança de hábito por
parte dos moradores, damos algumas dicas para mostrar que o combate ao
desperdício é mais fácil do que parece.

DICAS PARA O USO CORRETO DA ENERGIA

 Lâmpadas

 Na hora de comprar novas lâmpadas, dê preferência àquelas fluorescentes


compactas ou circulares para cozinha, área de serviço, garagem e qualquer outro
local que fique com as luzes acesas mais de 4 horas por dia. Este tipo de lâmpada,
além de consumir menos energia, dura 10 vezes mais.

 Evite acender lâmpadas durante o dia. Abra a janela e aproveite ao máximo a luz
do dia;

 Pinte paredes e tetos com cores claras, que refletem melhor a luz, diminuindo a
necessidade de iluminação artificial;

 Utilizar iluminação dirigida (luminárias de mesa) para leitura e trabalhos manuais;

 Apague as lâmpadas que não estiver utilizando, salvo aquelas que contribuem
para sua segurança.

 Ferro Elétrico

 O ferro elétrico deve ser ligado, preferencialmente, quando houver uma grande
quantidade de roupa para passar;

 Evite ligar o ferro elétrico nos horários em que muitos outros aparelhos estejam
ligados, pois ele sobrecarrega a rede de energia elétrica;

121
 Siga as instruções de temperatura para cada tipo de tecido;

 Regule a temperatura, no caso dos ferros automáticos. As roupas mais delicadas


devem ser passadas primeiro. No final, depois de desligar, o calor do ferro pode
ser aproveitado para passar algumas roupas leves.

 Geladeira/Freezer

 O consumidor deve observar, quando for comprar


geladeira ou freezer, se o produto tem o Selo Procel
de Economia de Energia;

 A instalação do aparelho deve ser feita em local bem


ventilado, evitando a proximidade com o fogão e com
aquecedores ou áreas expostas ao sol. Esses
eletrodomésticos devem ter um espaço mínimo de 20
cm dos lados, acima e no fundo, no caso de
instalação entre armários e paredes; Figura 102 – Selo Procel

 Ao escolher um novo aparelho, leve em conta também as instruções da etiqueta


laranja que indica o consumo médio mensal;

 Não utilize a parte traseira do refrigerador para secar panos e roupas;

 Regule o termostato adequadamente para estações frias do ano. Consulte o


manual do fabricante;

 Faça degelo sempre que a camada de gelo atingir a espessura de,


aproximadamente, 1 cm;

 A borracha de vedação da porta deve estar sempre em bom estado, evitando


fuga de ar frio;

 Os alimentos, quando quentes, não devem ser guardados no refrigerador ou no


freezer. Não use recipientes sem tampa;

 O seu aparelho deve ser protegido dos raios solares e mantido o mais afastado
possível do calor do fogão;

 As portas da geladeira ou do freezer não devem ficar abertas por tempo


prolongado. O usuário deve arrumar os alimentos de forma a perder menos tempo
para encontrá-los;

 Retire, de uma só vez, todos os alimentos de que necessite;

 As prateleiras não devem ser forradas com plásticos ou vidros, pois isso dificulta
a circulação interna do ar;

 Não desligue sua geladeira ou freezer a noite, para ligar na manhã seguinte;

122
 Conserve limpas as serpentinas;

 Quando se ausentar de casa por tempo prolongado, esvazie a geladeira e/ou


freezer e desligue-os da tomada.

 Televisão

 Não deixe o aparelho ligado se ninguém estiver assistindo. Se a televisão tiver


programação, use o timer quando quiser dormir com ela ligada;

 Chuveiro elétrico

 Este é um dos aparelhos que mais consome energia. O ideal é evitar o seu uso
no horário de ponta, entre 17 e 22 horas;

 Deixe a chave na posição menos quente (verão), pois assim você economiza cerca
de 30% de energia. Um banho na posição inverno gasta 1 kWh em 11 minutos;

 Feche a torneira para se ensaboar;

 Não tente aproveitar uma resistência queimada, pois isso acarretará aumento de
consumo e é perigoso;

 Limpe periodicamente os orifícios de saída de água;

 Limite seu tempo debaixo de água quente.

 Ar condicionado/ventilador

 Procure os modelos que tenham o Selo Procel de Economia de Energia. Eles fazem
uma boa diferença na conta de energia, principalmente, no verão, quando o ar
condicionado chega a representar um terço do consumo de energia da casa;

 Dimensione adequadamente o aparelho para o tamanho do ambiente;

 Regule adequadamente o termostato, mantendo a temperatura desejada num


ambiente;

 Desligue o aparelho, quando o ambiente ficar desocupado;

 Mantenha janelas e portas fechadas, quando o aparelho estiver funcionando,


para evitar a troca de calor;

 Evite o calor do sol no ambiente, fechando cortinas e persianas. Não tape a saída
de ar do aparelho;

 Mantenha limpos os filtros do aparelho, para não prejudicar a circulação do ar.

123
 Quando instalar o aparelho, exposto aos raios solares, instale uma proteção, sem
bloquear as grades de ventilação;

 Desligue-o sempre que se ausentar por muito tempo do local onde está instalado.

 Máquina de lavar roupa/louça e secadora

 Economize água e energia, lavando, de uma só vez, a quantidade máxima de


roupa ou louça indicada pelo fabricante;

 Use a dose certa de sabão especificada no manual, para evitar repetir operações
de enxágüe.

 Aparelho de som

 Ouça sua música, mas, se deixar o local, desligue o aparelho;

 Computador/Vídeo cassete

 Faça a instalação adequada para computador com aterramento;

 Deixe o aparelho desligado, quando não estiver sendo utilizado.

HORÁRIO DE PONTA

É o horário em que as linhas de transmissão estão mais sobrecarregadas. A


partir das 17 às 21 horas, é quando as pessoas estão chegando em casa e ligando
luzes, televisão, chuveiro, ferro de passar, microondas, lavadora de roupas, lava-
louça, ar condicionado, torradeira e outros aparelhos.Nessa mesma hora, entra em
operação a iluminação pública.

Nesse horário, com as linhas sobrecarregadas, pode acontecer um apagão (os


geradores das usinas se desligam automaticamente em caso de sobrecarga). A falta
de energia pode trazer problemas para seu conforto, e segurança, tanto em casa
quanto nos hospitais, e em toda parte. Por isso, é necessário tomar alguns cuidados.

Em vez de ligar ao mesmo tempo muitos aparelhos, use a energia


eficientemente. No horário de ponta, procure não ligar aparelhos de alta potência, que
"puxam" muita energia, como, por exemplo, o chuveiro. Precisando ligar os aparelhos,
ligue-os por menos tempo, e um de cada vez.

HORÁRIO DE VERÃO

O horário de verão é uma medida implantada com o objetivo de reduzir o


consumo de energia e diminuir a demanda no horário de pico de consumo, através do
melhor aproveitamento da luz solar. Com este aproveitamento permite-se, em

124
termos de Brasil, uma economia de energia da ordem de 1% e no horário de ponta,
de 3,5 a 5%.

No horário de verão, os relógios são adiantados em uma hora. Com isso,


passamos a ter os dias mais longos, e há um natural deslocamento de carga,
diminuindo o pico da demanda. Com o horário de verão, as cargas de iluminação
pública e das residências passam a entrar após as 19 horas, quando o consumo
industrial começa a cair. Com isso, há redução de carga nesse horário.

O horário de verão tem efeito significativo apenas para os estados mais ao Sul
do país. Quanto mais próximo da linha do Equador, menor o efeito da medida. Por
isso, ele é restrito aos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

KWH

Um quilowatt equivale a 1000 (KW) e tem como símbolo kW. É uma unidade de
potência elétrica, ou seja, é a capacidade de consumo de energia. Uma lâmpada de
potência igual a 40W tem 0,040kW.

É a potência (medida em watts) da lâmpada multiplicada por um tempo. O


consumo é medido, normalmente, em quilowatt/hora (kWh). Uma lâmpada de potência
igual a 40 W consome por hora 0,040 kWh.

Quando quiser saber quanto tempo um equipamento, eletrodoméstico ou


instalação leva para consumir 1 kWh, basta dividir 1 kWh pela potência do
equipamento.

PROCEL

O Programa de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica, criado em 1985


pelos Ministérios de Minas e Energia e da Indústria e Comércio, é gerido por uma
Secretaria Executiva, subordinada à Eletrobrás. Em 1991, o PROCEL foi transformado
em Programa de Governo, tendo sua abrangência e responsabilidade ampliada.

O objetivo do PROCEL é promover a racionalização da produção e do consumo


de energia elétrica, eliminando os desperdícios, reduzindo os custos, concorrendo
para a melhoria da qualidade de produtos e de serviços e reduzindo os impactos
ambientais.

O consumo de alguns eletrodomésticos, como geladeira, freezer e aparelhos


de ar condicionado, são medidos todo ano por um centro de pesquisas do Governo.
Os campeões em economia, nas suas respectivas categorias, ganham o Selo do
Procel de Economia de Energia. Na hora da compra, dê preferência a esses produtos.
Também, há o Selo PROCEL INMETRO de iluminação para lâmpadas fluorescentes
compactas e circulares. Para ter direito de usar o Selo, o fabricante deve oferecer
garantia de 1 ano contra defeitos de fabricação e assegurar um fluxo mínimo de
iluminação.

125
DICAS DE SEGURANÇA

O uso seguro, sem desperdício da energia elétrica, pode melhorar a sua


qualidade de vida, preservar o meio ambiente e reduzir o consumo de energia.

1. EM CASA

 Quando for fazer algum reparo na instalação de sua casa, desligue os disjuntores
ou a chave geral;

 Não ligue muitos aparelhos na mesma tomada, através de "benjamins", isto pode
provocar aquecimento nos fios, desperdiçando energia e podendo causar curtos-
circuitos;

 As extensões e os cabos de aparelhos devem estar sempre em boas condições;

 Nunca mexa no interior do televisor, mesmo que ele esteja desligado;

 Nunca mexa em aparelhos com as mãos molhadas ou com os pés em lugares


úmidos;

 Não coloque facas, garfos ou qualquer objeto de metal dentro de aparelhos


elétricos ligados;

 Se você tiver crianças em casa, todo cuidado é pouco. Não deixe que elas mexam
em aparelhos elétricos ligados, toquem em fios e, muito menos, ponham os
dedinhos em tomadas ou coloquem fios elétricos na boca;

 Ao trocar a lâmpada, não toque na parte metálica;

 Fios mal isolados na instalação podem provocar incêndios, além do desperdício


de energia elétrica;

 Não passe os fios elétricos debaixo dos tapetes. Muitos incêndios começam assim;

 Desligue os aparelhos corretamente, usando sua tecla ou botão de ligar e desligar.


Nunca puxe a tomada pelo fio;

 Aparelhos elétricos nos banheiros é um grande risco. Utilize apenas rádios,


secadores e barbeadores a pilha;

 Sua casa está protegida por fusíveis ou disjuntores, instalados na caixa do medidor
ou no quadro de distribuição. Eles foram especialmente projetados para desligar o
circuito em caso de defeito. Nunca bloqueie as chaves dos disjuntores ou substitua
os fusíveis por arame, moeda, papel de cigarro, etc.;

 A utilização de ferramentas elétricas requer cuidados especiais. Siga as instruções


do fabricante e, nunca, improvise extensões ou emenda dos fios;

126
 As antenas de rádio e TV devem ser instaladas, de maneira que, não toquem ou
caiam sobre os fios da rede elétrica;

 Ferros de construção, trilhos de cortina, escadas e outros objetos metálicos também


representam perigo e devem ser movimentados longe dos fios elétricos.

2. PIPAS

 Soltar papagaio é uma brincadeira divertida, mas é preciso brincar longe dos fios
elétricos. Como os fios dos postes não são encapados, a linha do papagaio pode
ser um grande perigo se estiver suja, molhada ou com cerol. A linha poderá
conduzir eletricidade e a brincadeira pode terminar em tragédia.

3. ÁRVORES

 Subir em árvores é divertido, mas certifique-se de que não existam fios por perto. Se
os galhos da árvore encostar nos fios, estes poderão conduzir eletricidade e acabar
com a brincadeira. O mesmo cuidado deve ser tomado na hora de se podar ou
cortar uma árvore.

4. ACIDENTES AUTOMOBILÍSTICOS

 Infelizmente, são muito comuns os acidentes automobilísticos envolvendo rede


elétrica. No caso de colisão com poste, não saia do carro, se o fio estiver sobre ele
poderá tomar um choque, ao tocar o chão e o carro ao mesmo tempo, pois fechará
um curto-circuito. Se tiver mesmo que abandonar o carro, pule com os dois pés
juntos o mais longe possível do carro. Se você não for à vítima, e sim a testemunha
do acidente, instrua as pessoas do carro sobre como proceder para sair dele;

 Caminhões altos podem tocar a rede elétrica e, neste caso, ficam energizados. Não
toque no caminhão.

5. DESCARGA ATMOSFÉRICA

 O raio ou relâmpago é o fenômeno atmosférico mais espetacular oferecido pela


natureza. Ele, tanto pode danificar equipamentos e instalações elétricas como
também matar pessoas, sem se quer atingi-las diretamente. Aqui, você encontrará
um pequeno resumo de procedimentos para se proteger, e proteger também
edificações, equipamentos e instalações elétricas.

O que você deve fazer dentro de casa

 Não tome banho durante as tempestades;


 Não use chuveiro ou torneira elétrica;
 Evite contato com qualquer objeto que possua estrutura metálica, tais como fogões,
geladeiras, torneiras, canos, etc.;
 Evite ligar aparelhos e motores elétricos, para não queimar os equipamentos;
 Afaste-se das tomadas e evite usar o telefone;

127
 Desconecte das tomadas os aparelhos eletrônicos, tais como televisão, som,
computadores, etc.;
 Permaneça dentro da sua casa até a tempestade terminar;
 Desligue os fios de antenas dos aparelhos.

O que você deve fazer fora de casa

 Evite contato com cercas de arame, grades, tubos metálicos, linhas telefônicas,
linhas de energia elétrica e qualquer objeto ou estrutura metálica;

Afaste-se dos seguintes locais:

 Tratores e outras máquinas agrícolas;


 Motocicletas, bicicletas e carroças;
 Campos abertos, pastos, campos de futebol, piscinas, lagos, lagoas, praias,
árvores isoladas, postes, mastros, etc.;
 Permaneça dentro do seu veículo, caso o mesmo tenha teto de estrutura metálica.

6. ACIDENTES COM ELETRICIDADE

O choque elétrico acontece quando há a passagem de uma corrente elétrica


por um corpo em contato com um objeto eletrificado, provocando queimaduras, parada
respiratória ou, até mesmo, paralisia cardiorrespiratória. Pelo fato da energia elétrica
ser invisível, qualquer pessoa menos avisada pode se transformar em vítima de um
acidente, envolvendo eletricidade. Vejamos como proceder:

 Desligue imediatamente a eletricidade. Se não for possível, interrompa o contato


da vítima com a corrente elétrica, utilizando material não-condutor seco (pedaço
de pau, corda, borracha ou pano grosso). Nunca use objeto metálico ou úmido;

 Se as roupas da vítima estiverem em chamas, deite a vítima no chão e cubra-a


com um tecido bem grosso, para apagar o fogo. Outra opção é faze-la rolar no
chão. Não a deixe correr;

 Localize as partes do corpo comprometidas. Lembre-se que toda queimadura


elétrica tem uma "porta de entrada" (por onde entrou a corrente no corpo) e uma
"porta de saída" (parte do corpo que fez contato com a terra);

 Resfrie os locais afetados somente com água fria em abundância ou com panos
molhados por vários minutos. Não aplique manteiga, gelo, pomada ou pasta de
dente nos ferimentos;

 Em queimaduras de 2º e 3º graus, não perfure as bolhas, não descole as roupas


grudadas, nem dê líquidos ou comidas à vítima. Procure um médico
imediatamente;

 Para saber se a pessoa está respirando, aproxime o ouvido à boca dela e observe
o movimento do tórax (a parada respiratória leva à morte no período de

128
3 a 5 minutos). Verifique também se ela teve parada cardíaca, sentindo a
pulsação nos punhos, pescoço ou virilha.

1ª TAREFA
INSTALAÇAO DE LÂMPADA COMANDADA POR INTERRUPTOR SIMPLES

Interruptores

São dispositivos de manobra utilizados para abrir, fechar ou comutar um circuito


elétrico (basicamente aparelhos de iluminação), tais como lâmpadas incandescentes,
fluorescentes, entre outras. Esses dispositivos são usados para comandar
manualmente um circuito de iluminação de apenas um ponto.

Tipos de interruptores

Podem ser classificados quanto à forma de instalação em externos, de embutir,


pendente ou instalado diretamente nos aparelhos elétricos; quanto ao número de
teclas em interruptores de uma, duas, três teclas (seções) ou mais, dependendo do
modelo; e, ainda, quanto à montagem do interruptor que pode ser com teclas
modularizadas ou não.

Interruptor Interruptor de 1, 2, 3 secções Interruptor Interruptor com


externo (montado de embutir) com várias teclas modulares
teclas para montar
Figura 104 - Interruptores

Capacidade de condução da corrente

No momento da escolha de um interruptor,


devemos observar a capacidade de condução dos
contatos internos, que varia de acordo com o tipo. Os de
uso externo são de 5A e os de embutir são de 10A. Estes
valores normalmente vem impressos no corpo do
interruptor e não devem ser ultrapassados, pois poderão
danificar os contatos internos, causando sua
inutilização.

Normalmente são instalados a uma altura média


Figura 105 - Detalhes
de 1,20 m, para serem operados confortavelmente.
internos do interruptor

129
Iluminação

Os aparelhos de iluminação – (lâmpadas, luminárias, reatores, etc.), estão em


constante evolução, surgindo a cada dia equipamentos mais eficientes. É importante
sempre utilizar os aparelhos de iluminação que apresentem maior eficiência
energética.

Inicialmente, vamos estudar um pouco sobre as lâmpadas de natureza


incandescente, os principais tipos e suas características.

Lâmpadas incandescentes

 Incandescentes comuns

As lâmpadas incandescentes comuns são os tipos mais utilizados nas


residências, apesar de ter uma baixa eficiência luminosa (lm/W). Seu funcionamento
baseia-se na produção de luz pelo aquecimento, a uma temperatura muito alta, de um
filamento de tungstênio, quando ocorre a passagem de uma corrente elétrica. No
interior da lâmpada, é feito um vácuo para impedir a combustão do filamento e,
geralmente, utiliza-se algum gás de enchimento, por exemplo, criptônio.
Em termos de eficiência energética, é a lâmpada que apresenta maior consumo de
energia elétrica, pois cerca de 80 % da energia elétrica (kWh) consumida é
transformada em calor, sendo que apenas 15 % gera luz.
Filamento

Vácuo

Base Bulbo

Figura 106 – Lâmpada incandescente

As potências mais usuais das lâmpadas incandescentes para uso doméstico


são de 40, 60, 100 e 150 watts.

 Incandescentes halógenas

As lâmpadas halógenas são incandescentes, construídas num tubo de quartzo,


com vapor de metal halógeno no bulbo, o que permite ao filamento atingir
temperaturas mais elevadas, sem diminuição da vida útil, resultando em eficiência
luminosa maior do que a das incandescentes comuns. Sua aplicação principalmente,
é a iluminação pontual, dando destaque a objetos, obras de arte e vitrines.

A vida média destas lâmpadas, dependendo do tipo, pode ser de 2000 ou 4000
horas. Comercialmente, são encontradas de dois tipos: as que são ligadas
diretamente nas tensões de 127 ou 220 volts e as que funcionam com 12 volts,
necessitando de um transformador-abaixador de tensão.

130
Figura107 – Lâmpadas incandescentes halógenas

 Halógena Led Dicróica

A linha Led Dicróica é a solução ideal para ambientes que requerem uma
iluminação dirigida e com alta definição de cores. É perfeita para quem deseja requinte
e tecnologia, com economia. É uma luz fria.

Figura108 - Lâmpada halógena Led Dicróica

Porta-lâmpada

As lâmpadas incandescentes são desprovidas de bornes para a conexão de


condutores e necessitam de dispositivos de fixação e conexão elétrica entre ela e os
condutores, ou seja, o porta-lâmpada. Os materiais mais utilizados na fabricação
desses dispositivos são a porcelana e o baquelite.

A norma NBR 5112 determina todos os parâmetros construtivos e ensaios


desse dispositivo. A rosca, destinada a receber a lâmpada, é denominada de rosca de
Edison, com vários diâmetros diferentes. O seu código é provido da letra “E” e de um
número que determina o diâmetro da rosca em milímetros: E-10, E-12, E27, etc.

Receptáculo Soquete

Figura 109 – Porta-lâmpada

131
O receptáculo tem a vantagem de suportar altas temperaturas, devido a sua
constituição de porcelana, porém é frágil contra impactos mecânicos. O soquete tem
a vantagem de ser mais resistente contra impactos mecânicos (a exemplo de quedas),
porém não suporta altas temperaturas, devido a sua constituição de plástico.

Layout

Figura 110 – Layout sugerido

Diagrama
multifilar
N F

Figura 111 – Diagrama multifilar da instalação

Diagrama 1 1 a 1 a a
unifilar
- 100 w
1

QD
a
1

Figura 112 – Diagrama unifilar da instalação

132
2ª TAREFA
INSTALAÇÃO DE TOMADA 2P + T

Tomada 2P + T

Uma tomada elétrica é o ponto de conexão que fornece a eletricidade principal


a um plugue macho, conectado a ela. As mais comuns têm dois terminais, utilizados
em cicuitos monofásicos, um para a fase e outro para o neutro. Algumas também têm
um terceiro, denominado "ligação de terra" ou, simplesmente, "terra".

As correntes elétricas máximas para as tomadas geralmente são de 10, 15 ou


20 A. A tensão elétrica normalmente é de 250 V.

As alturas, comumente citadas pela norma 5410, são as de 0,30m (tomada


baixa), 1,2 à 1,5m (tomada média) e 2m acima (tomada alta).

Tomada 2P + Plugues (novo padrão ABNT


Tomada 2P + T (novo
T (padrão NBR1436)
padrão ABNT - NBR1436)
antigo)
Figura 113 – Tomadas 2P +T

DIAGRAMA MULTIFILAR

__________________________________________________________________________

Figura 114 – Diagrama multifilar da instalação

133
3ª TAREFA
LÂMPADA COMANDADA POR INTERRUPTOR SIMPLES CONJUGADO COM
TOMADA

Layout

Figura 115 – Layout sugerido

Diagrama
multifilar
Q N F N T F

1 2

Figura 116 – Diagrama multifilar da instalação

1 2 1 a 1 a a
Diagrama
unifilar
1 - 100 w

QD a
1

a
1

Figura 117 – Diagrama unifilar da instalação

134
4ª TAREFA
INSTALAÇÃO DE LÂMPADA COMANDADA POR INTERRUPTOR DE DUAS E
TRÊS SECÇÕES

N
F

Figura 118a – Diagrama multifilar (interruptor de duas secções)

N
F

Figura 118b – Diagrama multifilar (interruptor 3 secções)

135
1 a 1 ab a 1 a a
Diagrama
unifilar

- 100 w - 100 w - 100 w


1

b
QD a
1

a b

Figura 119 – Diagrama unifilar da


instalação na fig. 118a

Diagrama 1 a 1 b c b 1 c c
unifilar

-1- 100 w -1- 100 w -1- 100 w


1

QD c
b
a
1

a b

c
Figura 120 – Diagrama unifilar da
instalação na fig. 118b

Diagrama
multifilar
N F

Figura 121 – Diagrama multifilar da instalação de


interruptor de 2 secções com 3 lâmpadas
incandescentes

136
5ª TAREFA
INSTALAÇÃO DE LÂMPADA COMANDADA POR INTERRUPTORES
PARALELOS

Interruptores paralelos

São interruptores que servem para comandar circuitos de iluminação por dois
pontos distintos. Apresentam os mesmos princípios de construção dos interruptores
simples, mas possuem três terminais de ligação, sendo um terminal comum e dois
para comutação. Eles são conhecidos também como interruptores “Threeway”.

Figura 122 – Interruptor paralelo

Aplicação

Normalmente, são aplicados em ambientes que necessitem de controle da


iluminação por dois pontos, proporcionando maior conforto para o usuário, bem como,
minimizando os desperdícios de energia. Podemos destacar o seu uso nas escadas,
corredores e quartos.

Instalação

Figura 123 – Diagrama funcional da instalação

137
Layout

Figura 124 – Layout sugerido

Diagrama
multifilar N F

Figura 125 – Diagrama multifilar da instalação

1 1 a 1 a 1 a 1 a a
Diagrama
unifilar -1- 100 w
1

QD
a
1 a

a a

Figura 126 – Diagrama unifilar da instalação

138
6ª TAREFA
INSTALAÇÃO DE LUMINÁRIA FLUORESCENTE

Lâmpadas fluorescentes

As lâmpadas fluorescentes são lâmpadas de descarga de baixa pressão, que


consistem em um bulbo cilíndrico de vidro revestido de material fluorescente (cristais
de fósforo), contendo vapor de mercúrio, gás argônio e eletrodos de tungstênio em
suas extremidades. Os cristais de fósforo, quando ativados pela energia ultravioleta
da descarga, produzem a luz e sua composição determina a quantidade e a cor da luz
emitida.
As lâmpadas fluorescentes apresentam vantagens se comparadas com as
lâmpadas incandescentes comuns, pois emitem menos calor e possuem vida útil de
7500 a 12000 horas e maior eficiência energética luminosa. Os tipos mais usados são
as lâmpadas fluorescentes tubulares e as lâmpadas fluorescentes compactas.

Figura 127 – Funcionamento da lâmpada fluorescente

Princípio de funcionamento

Os elétrons (corrente elétrica), ao se deslocarem de um filamento para outro,


chocam-se com os átomos de mercúrio, provocando a liberação de raios ultravioletas
não visíveis. Estas radiações transmitem-se em todas as direções e, em contato com
a pintura fluorescente interna do tubo, produz em radiação luminosa visível.

Reator

As lâmpadas fluorescentes para funcionar necessitam de um equipamento


auxiliar, denominado de reator, que tem a função de produzir a sobretensão
necessária ao início da descarga e evitar que a corrente atinja valores elevados. São
compostos por uma bobina de reatância ou pela combinação desta com um
autotransformador. Existem vários tipos de reatores: o reator de partida convencional,
o de partida rápida e o eletrônico.

O reator do tipo convencional é magnético e necessita de um dispositivo auxiliar


denominado de “Starter”. É usado para ligar e desligar os eletrodos da lâmpada.

139
Figura 128a – Reator convencional

O reator do tipo partida rápida é também magnético. A lâmpada fluorescente é


acesa mais rapidamente do que quando é utilizado o reator tipo convencional.

Figura 128b – Reator de partida rápida

O reator do tipo eletrônico é muito eficiente. O acendimento da lâmpada


fluorescente corre quase de imediato.

Figura 128c – Reator eletrônico

Starter

É um interruptor térmico automático, destinado a ligar ou desligar os eletrodos


da lâmpada. Quando ele está fechado, os filamentos são aquecidos, ionizando o vapor
de mercúrio existente dentro do tubo; e ao abrir é dada a partida na lâmpada, ou seja,
a corrente elétrica deixa de passar pelo starter e começa a circular entre os filamentos
e a lâmpada que emite a luz. O tipo mais comum de starter consiste em um pequeno
bulbo de vidro, contendo em seu interior gás argônio ou neônio e também dois
eletrodos, sendo um fixo e o outro, uma lâmina bimetálica recurvada.

140
Figura 129 – Starter

Receptáculo de lâmpada fluorescente

São peças componentes das luminárias fluorescentes, e servem para conectar


os pinos das lâmpadas e sustentá-las. Pode ser conjugado com o suporte do starter,
formando o receptáculo.

Soquete porta starter Soquete simples Soquete com porta starter

Soquete com rabicho

Soquete antivibratório Soquete antivibratório Soquete para HO com Soquete para HO fixo
sem placa com placa mola

Figura 130 - Receptáculos

Esquemas de ligação

Partida convencional

 Ligação simples para uma lâmpada

141
Figura 131 - Ligação com reator convencional
para uma lâmpada
 Ligação para duas lâmpadas

Figura 132 - Ligação com reatores


convencionais para duas lâmpadas
Partida rápida

 Ligação para uma lâmpada

Figura 133 - Ligação com reator de partida rápida


para uma lâmpada
 Ligação para duas lâmpadas

Figura 134 - Ligação com reator de partida rápida


para duas lâmpadas

142
Partida eletrônica (ultra rápida)

 Ligação para uma lâmpada

Figura 135 - Ligação com reator eletrônico


para uma lâmpada

 Ligação para duas lâmpadas

Figura 136 - Ligação com reator eletrônico para


duas lâmpadas

143
7ª TAREFA
CAMPAINHA COMANDADA POR BOTÃO PULSADOR

A campainha é um aparelho que, quando energizado, emite um sinal sonoro ou


um ruído. Ela tem a finalidade de atrair a atenção ou chamar pessoas. Geralmente,
são instaladas em residências, anunciando um visitante; em colégios e fábricas,
alertando os horários.

Para se acionar uma campainha ou cigarra, utiliza-se um interruptor especial,


que, através do seu acionamento, restabelece a passagem de corrente elétrica no
circuito. A campainha ou cigarra deve ser acionada apenas por um curto intervalo de
tempo, por isso os pulsadores utilizados para o seu acionamento são providos de um
mecanismo (mola) que força a abertura dos contatos, imediatamente, após o
acionamento do interruptor.

Figura 137 – Tipos de cigarra e botão

1 1 a 1 a
a

-
1

QD a
1

Figura 138 – Layout sugerido Figura 139 – Diagrama Unifilar da


instalação

QD F

Diagrama
multifilar

Figura 140 – Diagrama multifilar da instalação

144
8ª TAREFA
INSTALAÇÃO DE QUADRO MEDIDOR MONOFÁSICO

É instrumento de medidas elétricas que mostra a quantidade de trabalho


realizado pela corrente elétrica, em um determinado circuito monofásico.

Figura 141 – Medidor de consumo de


energia elétrica (KWh)
Esquema de ligação

Saída para carga

Entrada de energia
da concessionária

Figura 142 - Esquema de ligação do medidor a


Diagrama unifilar rede e à carga

CARGAS DIVERSAS

Figura 143 – Diagrama unifilar

145
9ª TAREFA
INSTALAÇÃO DE QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO MONOFÁSICO PARA 3
DISJUNTORES

É utilizado para abrigar os disjuntores e os barramentos utilizados na


distribuição de circuitos pela instalação elétrica. É fabricado em PVC ou em metal,
sendo, neste último, obrigatório o aterramento do mesmo.

Com relação a capacidade de disjuntores que ele pode abrigar, podemos


encontrar comercialmente quadros para 1, 2, 3, 6, 9, 12, 24, ... disjuntores.

Figura 144 – Quadros de distribuição

Esquema de ligação

Barramento de
terra

Disjuntor Disjuntores parciais


geral
Circuitos
parciais

N
Barramento de
neutro

Figura 145 – Esquema de ligação dos


disjuntores e barramentos
Diagrama unifilar

Figura 146 – Diagrama unifilar do


quadro de distribuição

146
10ª TAREFA
INSTALAÇÃO DE LÂMPADA COMANDADA POR INTERRUPTORES
PARALELOS E INTERMEDIÁRIOS

São interruptores que trabalham em conjunto com os interruptores paralelos e


apresentam os mesmos princípios de construção dos interruptores simples, mas
possuem seis bornes, sendo dois terminais para a comutação interna (não há conexão
de condutor). Eles são conhecidos também como interruptores “Fourway”.

Figura 147 – Interruptor intermediário

Aplicação

Normalmente, são aplicados em ambientes que necessitem de controle da


iluminação por três ou mais pontos, proporcionando maior conforto para o usuário
,bem como, minimizando os desperdícios de energia. Podemos destacar o seu uso
nas escadas, corredores e quartos.

Figura 148 – Diagrama funcional da


instalação

147
Layout

Figura 149 – Layout sugerido

Diagrama
multifilar N F

Figura 150 – Diagrama multifilar da instalação

1 1 1 1
1 12 12
a
34
a

Diagrama -1- 100 w


unifilar 1

1 a
QD 1

1
3 3

a a a

Figura 151 – Diagrama unifilar da instalação

148
11ª TAREFA
INSTALAÇÃO DE TOMADAS 3P + N + T

N
PE

PE

Figura 152 – Diagrama multifilar da instalação

Obs.: Sugerimos a utilização do layout da tarefa 2.

149
12ª TAREFA
INSTALAÇÃO DE LÂMPADA INCADESCENTE COMANDADA POR DIMMER

Variador de luminosidade

É um dispositivo, também conhecido como dimmer, que permite controlar o


fluxo luminoso das lâmpadas incandescentes, além de prolongar a vida útil destas. O
brilho da lâmpada será reduzido pelo dimmer, bem como, a sua potência,
proporcionando assim uma economia de energia elétrica.

Dimmer rotativo Dimmer deslizante

Figura 153 - Dimmer

Aplicação

É utilizado, exclusivamente, para controlar a luminosidade de lâmpadas


incandescentes, que são normalmente aplicadas em ambientes que necessitam de
maior conforto em relação a luminosidade tais como: suítes, quartos de crianças,
restaurantes, etc.

Tipos de variadores de luminosidade

Vamos conhecer três tipos de variadores de luminosidade:

 Variador de luminosidade rotativo;


 Variador de luminosidade deslizante;
 Variador de luminosidade de toque ou sensitivo.

Alguns modelos permitem sua instalação em qualquer lâmpada de natureza


incandescente, como as lâmpadas halógenas e dicróicas, com transformador de
núcleo de ferro. Possibilita ainda o controle da iluminação em mais de um ponto,
através da instalação de um pulsador adicional e a memorização do último nível de
iluminação; a lâmpada será sempre acionada no mesmo nível em que foi desligada.

150
Layout

Figura 154 – Layout sugerido

Diagrama
multifilar N F

Figura 155 – Diagrama multifilar da instalação

1 1 a 1 a a
Diagrama
unifilar -1- 100 w
1

QD
a
1

sa
Figura 156 – Diagrama unifilar da instalação

151
13ª TAREFA
INSTALAÇÃO DE LÂMPADA COMANDADA POR INTERRUPTOR DE
MINUTERIA

Minuteria Eletrônica

O interruptor de minuteria é um dispositivo utilizado no comando de um sistema


de iluminação e acionado pela ação humana ele desliga-se, automaticamente, após
um tempo que poderá ser previamente ajustado, não permitindo que a iluminação
fique acesa desnecessariamente e proporcionando assim um menor consumo
energia elétrica.

Figura 157 – Tipos de minuteria

Aplicação

Indicado para uso em halls de edifícios, escadas, corredores, garagens e


demais locais, onde a iluminação será usada por um curto período de tempo.

Tipos

Inicialmente eram utilizadas minuterias eletromecânicas ou eletropneumáticas,


que, hoje, foram substituídas vantajosamente pelas minuterias eletrônicas. Algumas
são acionadas através de botão de minuteria, outras usam-se um botão sensitivo.

Especificações técnicas

São seguidas de acordo com as recomendações do fabricante.

152
Esquema de ligação
Minuteria
sensitiva

Neutro
1 2 3 4
BOTÃO
OPCIONAL
Fase

Figura 158 – Esquemas de ligação

153
Layout

Figura 159 – Layout sugerido

Diagrama
multifilar N F

Figura 160 – Diagrama multifilar da instalação

1 1 a 1 a a
Diagrama
unifilar -1- 100 w
1

QD
a
1

M
a

Figura 161 – Diagrama unifilar da instalação

154
14ª TAREFA

INSTALAÇÃO DE LÂMPADA COMANDADA POR RELÉ FOTOELÉTRICO

Relé fotoelétrico

É ideal para a iluminação de fachadas, vitrines, painéis e é


bastante útil na iluminação pública, pois, enquanto houver luz
natural, ela mantém as lâmpadas apagadas. Ao cessar a luz
natural, o relé fotoelétrico fecha o circuito, permitindo a passagem
da corrente elétrica pelo circuito e, conseqüentemente, acendendo
as lâmpadas até que a luz natural ou outra fonte de luz volte a
incidir sobre o relé. Figura 162 – Relé
fotoelétrico

Figura 163 – Diagrama multifilar da instalação

Diagrama 1 1 a 1 a a
unifilar
- 100 w
1

QD
a
1

Figura 164 – Diagrama unifilar da instalação

155
15ª TAREFA
INSTALAÇÃO DE LÂMPADA COMANDADA POR SENSOR DE PRESENÇA

Sensor de presença

Este dispositivo detecta a variação brusca de radiação de infravermelho no


ambiente, emitida pelo corpo humano, acionando, automaticamente, uma carga
elétrica. Possibilita o comando automático de um sistema de iluminação, quando
houver passagem de pessoas no ambiente, mantendo a iluminação funcionando por
um tempo que pode ser ajustado e, em seguida, desligando-a. Isso proporciona uma
considerável economia de energia elétrica.

Figura 165 – Sensor de presença

Aplicação

Os sensores são ideais para serem usados em locais de passagens de


pessoas, com a garagem, cozinha, despensa, hall, corredores e escadas, evitando
que a lâmpada permaneça acesa quando não houver pessoas no ambiente, o que
acarreta uma economia de energia elétrica de até 75%. Deve ser instalado a uma
altura de 2 metros para que não diminua sua área de atuação.

Temporização

Em alguns modelos, é possível programar o tempo de acionamento através de


jumpers ou trimpot e podem possuir, internamente, um relé fotosensível que será
programado, se o dispositivo funcionar no período diurno e noturno, ou só no noturno.
O tempo a ser ajustado varia de um fabricante para outro.

Especificações técnicas

Quando for instalar de um sensor de presença, deverá ser consultado o manual


do fabricante deverá ser consultado, devido a diversidade de modelos, formas de
ligação e especificações técnicas.

156
Esquema de ligação

Modelo com dois fios Modelo com três fios

Neutro Neutro
Preto
Preto
Azul
Preto Verm.

Figura 166 – Esquema de ligação

layout

Figura 167 – Layout sugerido

Diagrama
unifilar 1 1 a 1 a a

- 100 w
1

QD
a
1

Figura 168 – Diagrama unifilar

157
16 ª TAREFA

INSTALAÇÃO DE INTERFONE

São aparelhos destinados a comunicação entre os lados interno e externo de


uma residência, proporcionando maior segurança.

Instalação

1 – Fixar as duas partes (Porteiro interno e externo no local desejado e efetuar as


ligações, conforme esquema);

2 – Faça as ligações das duas partes, conforme o figura 169, observando a posição
de cada fio. Utilize três fios de cores diferentes ou cabo CCI de 2 pares. Use as cores
azul e laranja para terminais 1 e 2 e una os fios brancos do CCI para o terminal 3;

3 – Antes de ligar o porteiro na rede elétrica, o cabeamento CCI já deve está


conectado;

4 – Selecione a tensão correta na chave CH3 conforme desenho abaixo e conecte os


dois fios na rede elétrica;

5 - Ligue o fecho magnético de 12V de acordo com a figura 169;

6 – Com o fone no gancho, aperte o botão de campainha do porteiro externo para


verificar o sinal de chamada; retire o fone do gancho e faça um teste de comunicação;

7 – Se, durante o teste de comunicação, o porteiro interno apresentar um apito de


microfonia, abra o interfone e ajuste o componente R12 da placa de circuito até sumir
a microfonia;

8 - Para abrir o portão automaticamente, basta pressionar o botão que aciona a


fechadura, localizado no painel do porteiro interno. Com o fone fora do gancho,
pressione o botão do fecho, continuamente, por 2 segundos e verifique se houve
destravamento do mesmo.

158
Interfone
Porteiro Externo
CH3
110v – 220v

110 V

220 V
R 12

1 2 3

Tecla de
acionamento
Cabo CCI de 2 pares da fechadura.

Figura 169 – Esquema de ligação do


porteiro eletrônico de três fios

Obs.: Observar as recomendações do fabricante, devido a variedade de modelos.

17ª TAREFA
QUADRO DE MEDIÇÃO TRIFÁSICO

Esquema de ligação

Diagrama unifilar
Figura 170 – Esquema de ligação de
medidor de consumo elétrico trifásico

Figura 171 – Diagrama unifilar da instalação

159
18ª TAREFA
QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO TRIFÁSICO

É utilizado para abrigar os disjuntores e os


barramentos, que são utilizados na distribuição de
circuitos pela instalação elétrica. É fabricado em
PVC ou em metal, sendo, neste ultimo, obrigatório
o aterramento do mesmo.

Com relação a capacidade de disjuntores


que ele pode abrigar, podemos encontrar
comercialmente quadros para 1, 2, 3, 6, 9, 12, 24
... disjuntores.

Figura 172 – Quadro de distribuição

Esquema de ligação

Barramento de
terra

PE
Disjuntor Geral
R

S Circuitos parciais

N
Barramento de
neutro

Figura 173 – Esquema de ligação dos disjuntores e


barramentos em quadro de distribuição

Diagrama unifilar

Figura 174 – Diagrama unifilar da instalação

160
19ª TAREFA
INSTALAÇÃO DE MOTORES MONOFÁSICOS E TRIFÁSICOS COM CHAVE DE
PARTIDA DIRETA E CHAVE REVERSORA

1 - MOTORES ELÉTRICOS MONOFÁSICOS (FASE AUXILIAR)

Os motores monofásicos de fase auxiliar são um dos vários tipos de motores


monofásicos existentes. Utilizados, principalmente, em máquinas, como moto
bombas, compressores, furadeiras, serras, cortadores de grama, etc., são, em geral,
máquinas de pequeno porte, já que são fabricados normalmente em potências de até
2CV. É raro serem encontrados acima desta potência, pois a utilização de motores
trifásicos fica economicamente mais viável.

O estator desses motores é constituído, resumidamente por dois bobinados,


chamado bobinado principal (ou de trabalho) e bobinado auxiliar (ou de partida
arranque). Na partida do motor, os dois bobinados ficam energizados; tão logo o motor
atinja a sua velocidade, o bobinado de arranque é desligado, permanecendo em
funcionamento somente as bobinas de trabalho.

A bobina de arranque do motor possui, ligado em série consigo, um capacitor


e um interruptor automático e é normalmente feita com fio mais fino. O interruptor
automático que na maioria dos motores é formado por um interruptor centrífugo
associado a um platinado, embora não seja o único modelo existente, desliga a bobina
de arranque, após a partida do motor. Já o capacitor, faz com que surja no interior do
motor um campo magnético girante, que impulsionará a partida do motor.

Para que possa funcionar em duas tensões diferentes (110 ou 220 V), a bobina
de trabalho desses motores é dividida em duas, tendo a possibilidade de as partes
serem conectadas em série ou em paralelo, de acordo com a tensão da rede elétrica.
Cada parte deve receber no máximo 110 V, que corresponde à menor tensão de
funcionamento do motor. A inversão da rotação é feita invertendo-se o sentido da
corrente na bobina auxiliar, ou seja, trocando-se o terminal 5 pelo 6.

Motor monofásico de fase auxiliar

Figura 175 – Motor elétrico

161
ESQUEMA DE LIGAÇÃO

3 4 2 3

L1 L2 L1 L2

1 2 3 4 5 6
U V W X YZ

M
1~
Figura 176 – Bornearia e ligação 110/220V

PARTIDA DIRETA MANUAL

O motor pode partir a plena carga e com a corrente de pico, elevando-se de 5


a 6 vezes a corrente nominal, conforme o tipo e o número de pólos. O dispositivo de
atuação consiste, simplesmente, de uma chave monofásica ou trifásica, de acordo
com o caso.

Figura 177 – Chave liga-desliga manual

Prós...

• Econômica (basicamente utiliza uma chave).

162
Contras...

• Indicada somente para motores de pequena capacidade;


• Não atenua o pico de partida;
• De acordo com a potência, o comando à distância se torna inadequado.

Ligação de motor monofásico, 6 terminais, 220v com chave de partida direta e


reversora manual (Marca MAR-GIRIUS CONTINENTAL).

L1

1 2 3 4 1 2 3

L1 L2 L1 L2
L2

Figura 178 – Fechamento de chave reversora


Liga/Desliga
(adaptação para liga-desliga manual)

PARTIDA DIRETA COM E SEM REVERSÃO DE MOTOR MONOFÁSICO DE 6


TERMINAIS

Figura 179 – Chave reversora manual

Instalação de motor monofásico de 6 terminais com e sem reversão

1 2 3 4 5 6
U VWX Y Z

2/3 2/3

1/N 1/N 1~
Com reversão 220 v Sem reversão 220 v

Figura 180 – Fechamento interno da chave reversora

163
Sugestão de layout

Diagrama unifilar

Figura 181 – Layout sugerido

MOTORES ELÉTRICOS TRIFÁSICOS

Os motores elétricos trifásicos são os mais utilizados na indústria, por terem o


melhor custo benefício na comparação com os demais (evidentemente que nas
aplicações compatíveis). Esses motores são alimentados por redes trifásicas, o que
originou seu nome, tendo vários tipos e formas de ligações.

TENSÃO DE FUNCIONAMENTO

Os motores elétricos são fornecidos com, 6, 9 ou 12 terminais religáveis, de


modo que possam funcionar ao menos em dois tipos de tensões. (Exemplos: 220/380
V - 380/660 V - 440/760 V)

CORRENTES NO MOTOR TRIFÁSICO

O motor trifásico é um consumidor de carga elétrica equilibrada. Isto significa


que todas as suas bobinas são iguais, ou seja, têm a mesma potência, são para a
mesma tensão e, conseqüentemente, consomem a mesma corrente. Logo, as
correntes medidas nas três fases deverão ter o mesmo valor.

Corrente nominal (In)

A corrente nominal é lida na placa de identificação do motor, ou seja, aquela


em que o motor absorve da rede quando funcionando à potência nominal, sob tensão
e freqüência nominais.

164
Corrente de partida (Ip/In)

Os motores elétricos solicitam da rede de alimentação, durante a partida, uma


corrente de valor elevado, da ordem de 6 a 10 vezes a corrente nominal.

LIGAÇÃO ESTRELA e TRIÂNGULO

Este tipo de ligação exige seis terminais do motor, e serve para quaisquer
tensões nominais duplas, desde que, a segunda seja igual à primeira, multiplicada por
√3. (Exemplos: 220/380 V - 380/660 V - 440/760 V)
Forma de ligação do bobinado do motor trifásico de 6 terminais:
R S
R 2
1
1 2 3 5
1 6
4 6

4 3
4 5 6 2 S 3
T 5
Bobinas e bornes T
do motor trifásico Ligação triângulo (∆) Ligação estrela (Y)

1 2 3 4 5 6
U V W X YZ

3~
Figura 182 – Ligação estrela e triângulo

Invertendo a rotação

Em qualquer motor trifásico, a inversão do sentido de rotação é feita, trocando-


se na “alimentação” duas fases quaisquer entre si (uma permanece inalterada).
L1
Ligação Y Ligação ∆

L1 L2 L3 L1 L2 L3

S L2
1 2 3 1 2 3

4 5 6 6 4 5
T L3

Com reversão 380V Figura 183 – Esquema de ligação da chave reversora


manual no motor trifásico
165
20ª TAREFA

INSTALAÇÃO DE MOTORES MONOFÁSICOS E TRIFÁSICOS COM CHAVE


MAGNÉTICA PARA PARTIDA DIRETA

CONTATOR

São dispositivos de manobra mecânica, acionados eletromagneticamente, que


permitem a partir de um circuito de comando, efetuar o controle de cargas. Ou seja,
permitem a manobra de cargas de alta potência, a partir de uma corrente baixa.

Contato móvel
Contato fixo (terminal de
ligação)
Núcleo do magnético
(móvel)
Terminais da Bobina eletromagnética
bobina
A1 e A2 Núcleo do magneto
(fixo)

Figura 184 - Contactor

FUNCIONAMENTO

A bobina eletromagnética, quando alimentada por um circuito elétrico, forma


um campo magnético que, concentrando-se no núcleo magnético fixo, que atrai o
núcleo móvel.

Como os contatos móveis estão acoplados mecanicamente com o núcleo


móvel, o deslocamento deste último, no sentido do núcleo fixo, desloca consigo os
contatos móveis. Quando o núcleo móvel se aproxima do fixo, os contatos móveis
também devem se aproximar dos fixos, de tal forma que, no fim do curso do núcleo
móvel, estejam em contato e sob pressão suficiente, as peças fixas e móveis do
sistema de comando elétrico, fechando ou abrindo seus contatos principais e
auxiliares.

Sua velocidade de fechamento tem seu valor dado pela resultante da força
magnética, proveniente da bobina e da força mecânica das molas de separação, que
atuam em um sentido contrário. As molas são assim as únicas responsáveis pela
velocidade de abertura do contator, função que ocorre quando a bobina magnética não
estiver sendo alimentada, ou quando o valor da força magnética for inferior á força das
molas.

166
IDENTIFICAÇÃO DE TERMINAIS EM COMPONENTES DE ACIONAMENTO PARA
CIRCUITOS AUXILIARES

A identificação é feita por dois (2) dígitos, compostos pelo algarismo de origem
de localização e pelo algarismo seqüencial de função.

Os algarismo de localização são contados em seqüência, começando por 1.

A identificação numérica apresentada nas figuras abaixo se aplica a contatos


abridores e fechadores.

Os contatores auxiliares têm normalizado, também, o posicionamento físico


dos contatos.

Figura 185 – Identificação dos bornes do


contactor

Nos contatores auxiliares, assim como, nos contatores para motores, o


posicionamento físico dos contatos auxiliares é livre.

Figura 186 – Contatos principais e auxiliares

167
RELÉS TÉRMICOS

Os relés térmicos são dispositivos para


proteger, controlar ou comandar um circuito elétrico,
atuando sempre pelo efeito térmico, provocado pela
corrente elétrica.

Figura 187 - Relé térmico


ELEMENTO BÁSICO DO RELÉ TÉRMICO

Os relés térmicos têm como elemento básico o “bimetal”. Esse elemento é


constituído de duas lâminas finas (normalmente ferro e níquel), sobrepostas e
soldadas.

FUNCIONAMENTO DOS RELÉS TÉRMICOS

Quando dois metais de coeficientes de dilatação diferentes são unidos em


superposição, temos um par metálico. Se esses metais forem em forma de tiras,
teremos um par metálico (ou bimetal), com a conformação apropriada para o relé.

Em virtude da diferença do coeficiente de dilatação, um dos metais se alonga


mais que o outro. Por estarem rigidamente unidos, o de menor coeficiente de dilatação
provoca um encurvamento do conjunto para o seu lado, afastando o conjunto de um
ponto determinado.

Esse movimento pode ser usado para diversos fins, como disparar um gatilho
para abrir um circuito.

O gatilho tem a função de fazer com que a abertura ou fechamento dos


contatos seja o mais rápido possível, a fim de que o arco elétrico não provoque a
soldagem ou o desgaste dos contatos.

APLICAÇÃO DOS RELÉS TÉRMICOS

As características dos bimetais aplicados aos relés permitem aos mesmos o


controle de:

 sobrecarga na proteção de motores;


 controle da temperatura ambiente;
 temporização, quando usados juntamente com uma bobina de duplo bobinado,
ou seja, bobina de contator com o secundário.

RELÉS TÉRMICOS COM RETENÇÃO

Os relés térmicos são encontrados a partir de 0,1 até 1000A. São relés que
possuem dispositivos que travam as lâminas bimetálicas na posição desligada, após
a sua atuação. Para recolocá-los em funcionamento, é necessário soltar

168
manualmente a trava, que se consegue ao apertar e soltar um botão. O relé então
estará novamente pronto para funcionar.

BOTÕES

São chaves de comando manuais que tem por finalidade interromper ou


estabelecer momentaneamente, por pulso, um circuito de comando, para iniciar,
interromper um processo de automação. Podem ser montadas em caixas para
sobreposição ou para montagem em painéis.

Os botões podem acionar diversos contatos ao mesmo tempo, abridores e


fechadores. Externamente, é construída com proteção contra ligação acidental, sem
proteção ou com chave tipo fechadura, denominada comutador de comando.

As botoeiras, protegidas, possuem uma guarnição que impede a ligação


acidental e possuem longo curso para a ligação.

Aquelas com chave são do tipo comutador, que tem por finalidade impedir que
qualquer pessoa ligue o circuito.

As botoeiras podem ser ainda do tipo pendente. Nesse caso, sua utilização
destina-se a comando de pontes rolantes, talhas elétricas ou, ainda, máquinas
operatrizes em que o operador tem que ligá-las em varias posições diferente. Elas
possuem um formato anatômico.

CONSTITUIÇÃO INTERNA DO BOTÃO

Contatos NF

Símbolo

Bornes Bornes

Contatos NA Mola

BOTÃO PULSADOR

Figura 188 – Botoeira (vista interna)

169
IDENTIFICAÇÃO DE BOTÕES SEGUNDO A IEC 73 e VDE 0199

Tabela 15 – Normas de cores

COR SIGNIFICADO APLICAÇÕES


Parada de um ou mais motores;
Parada de unidades de uma máquina;
Parar
Parada de ciclo de operação;
Vermelho Desligar
Parada em caso de emergência;
Emergência
Desligar em caso de sobreaquecimento
perigoso.

Partida de um ou mais motores;


Partir
Partida de unidades de uma máquina;
Verde ou Preto Ligar
Operação por pulsos;
Pulsar
Energizar circuitos de comando.

Retrocesso;
Amarelo Intervenção
Interromper condições anormais.

Qualquer Reset de relés térmicos;


função, exceto Comando de funções auxiliares, que não
Azul ou Branco
as citadas tenham correlação direta com o ciclo de
acima operação da máquina.

NORMAS GERAIS PARA BOTÕES

As botoeiras são marcadas e coloridas, conforme a codificação estabelecida


por normas, para se indicar a sua função. Devem ser instaladas bem a mão, na altura
prevista, e dispostas fisicamente na posição e espaçamento corretos, quando se
instalarem várias botoeiras.

Quando são usados botões de comando para acionamento a distância, de


equipamento de manobra de baixa tensão, é importante que esses botões sejam
identificados por cores nas funções de “liga” e de “desliga” e por eventuais símbolos
complementares, que facilitem e acelerem o comando que se quer realizar.

O botão “desliga” deve ficar sob o botão “liga”, na posição vertical. Essa
disposição também é recomendada em diversos outros países. As botoeiras
pendentes, instaladas em pontes rolantes, trazem as indicações dos movimentos que
o guincho executa.

170
CHAVE MAGNÉTICA PARA PARTIDA DIRETA
DE MOTOR MONOFÁSICO

Diagrama de força

3 - 380V - 60 HZ
R
S
T

L3(5)

T3(6)

L3(5)

T3(6)

Figura 189 – Diagrama de força


da instalação

171
CHAVE MAGNÉTICA PARA PARTIDA DIRETA
DE MOTOR MONOFÁSICO

Diagrama de comando

1 N - 220 V - 60 HZ

F21

95
96
1
B0
2

3 13
B1 1
4 14

Figura 190 – Diagrama de


comando da instalação

172
CHAVE MAGNÉTICA PARA PARTIDA DIRETA
DE MOTOR TRIFÁSICO

Diagrama de força

3 - 380V - 60 HZ
R
S
T

L3(5)

C1

T3(6)

L3(5)

FT1
T1(2)

Figura 191 – Diagrama de


força da instalação

173
CHAVE MAGNÉTICA PARA PARTIDA DIRETA
DE MOTOR TRIFÁSICO

Diagrama de comando

1 N - 220 V - 60 HZ

F21

95
96
1
B0
2

3 13
B1 1
4 14

Figura 192 – Diagrama de


comando da instalação

174
21ª TAREFA
INSTALAÇÃO DE MOTOR BOMBA MONOFÁSICO E TRIFÁSICO COM CHAVE
MAGNÉTICA E CHAVE BÓIA

Chave bóia

É um instrumento utilizado na
detecção e controle de nível, em tanques ou
reservatórios, onde são armazenados
materiais líquidos como água, produtos
químicos (agressivos ou não), óleos, entre
outros, bem como, em automação de
dispositivos elétricos (bombas ou válvulas).

É importante que o comando


liga/desliga de uma bomba de água, seja
feita através de uma chave bóia, pois além
de facilitar a vida das pessoas, evita o
desperdício de água e economiza energia Figura 193 – Chave bóia
elétrica.

Princípio de funcionamento

A chave é composta basicamente por três itens: invólucro, cabo e contrapeso.


No interior do invólucro, fabricado em material termoplástico (PP), encontram-se uma
pequena ampola de mercúrio com dois contatos elétricos. Conforme o nível do líquido
sobe ou desce, esta ampola acompanha a inclinação da bóia, fazendo com que o
mercúrio se mova e feche ou abra os contatos no interior da bóia.

Há dois tipos de bóias: a bóia para o nível superior (bóia superior) e a bóia de
nível inferior (bóia Inferior), sendo a primeira com os contatos fechados na posição de
repouso, e a segunda com os contatos abertos na posição de repouso.
.
Contatos Fechados Contatos Abertos

Bóia Inf.

Ampola com
mercúrio

Nível da água

Nível da água
Figura 194 – Fechamento
interno da bóia inferior

175
CHAVE MAGNÉTICA E CHAVE BÓIA
PARA PARTIDA DIRETA
DE MOTOR MONOFÁSICO
Diagrama de força

3 - 380V - 60 HZ
R
S
T

L3(5)

T3(6)

L3(5)

T3(6)

Figura 195 – Diagrama de


força da instalação

176
CHAVE MAGNÉTICA E CHAVE BÓIA
PARA PARTIDA DIRETA
DE MOTOR MONOFÁSICO
Diagrama de comando

1 N - 220 V - 60 HZ

F21

95
96
Chave
seletora

1
B0
2

3 13
B1
4 14

Figura 196 – Diagrama de


comando da instalação

177
CHAVE MAGNÉTICA E CHAVE DE BOIA
CHAVEPARA PARTIDA DIRETA
MAGNÉTICAE CHAVE BÓIAS
DE MOTOR TRIFÁSICO
PARA PARTIDA DIRETA
DE MOTOR TRIFÁSICO
Diagrama de força
3 - 380V - 60 HZ
R
S
T

L3(5)

C1

T3(6)

L3(5)

FT1
T1(2)

Figura 197 – Diagrama de


força da instalação

178
CHAVE MAGNÉTICA E CHAVE BÓIA
PARA PARTIDA DIRETA
DE MOTOR TRIFÁSICO
Diagrama de comando

1 N - 220 V - 60 HZ

F21

95
96
Chave
seletora

1
B0
2

3 13
B1
4 14

Figura 198 – Diagrama de comando


da instalação

179