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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, TECNOLOGIA E CIÊNCIASUL-RIO-

GRANDENSE CAMPUS PASSO FUNDO

DIMENSIONAMENTO DE UMA CÂMARA FRIA PARA ARMAZENAMENTO DE


SORVETE

CÍCERO MADALOZZO SALVADORI

PASSO FUNDO

2019
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 3
2. OBJETIVO ............................................................................................................ 3
3. REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................... 3
3.1 CARGA TÉRMICA EM CAMARAS FRIGORÍFICAS ...................................... 3
3.2 ARMAZENAMENTO DO SORVETE .............................................................. 5
4. PLANEJAMENTO OPERACIONAL ...................................................................... 6
4.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS ............................................................................. 6
5. ESCOLHA DO ISOLAMENTO TÉRMICO ............................................................ 8
6. TEORIA PARA CÁLCULO E DIMENSIONAMENTO ............................................ 9
6.1 TRANSMISSÃO DE CALOR (Q1) ..................................................................... 9
6.2 INFILTRAÇÃO DE CALOR (Q2) ..................................................................... 10
6.3 CALOR DOS PRODUTOS (Q3) ...................................................................... 10
6.4 CARGA DE OCUPAÇÃO (Q4) ........................................................................ 11
6.5 CARGA DE ILUMINAÇÃO (Q5) ...................................................................... 11
6.6 CARGA DEVIDO AOS MOTORES (Q6) ......................................................... 12
7. CÁLCULO E DIMENSIONAMENTO ................................................................... 12
8. EQUIPAMENTOS ............................................................................................... 15
9. ANEXOS ............................................................................................................. 17
ANEXO I ................................................................................................................ 17
ANEXO II ............................................................................................................... 18
ANEXO III .............................................................................................................. 18
ANEXO IV .............................................................................................................. 19
ANEXO V ............................................................................................................... 19
ANEXO VI .............................................................................................................. 20
ANEXO VII ............................................................................................................. 21
ANEXO VIII ............................................................................................................ 22
ANEXO IX .............................................................................................................. 24
10. REFERÊNCIAS ............................................................................................... 24
1. INTRODUÇÃO

As câmaras frigoríficas têm por função fundamental manter alimentos


conservados em uma temperatura específica. Elas são qualquer espaço de
armazenagem que tenha as condições internas controladas por um sistema de
refrigeração.
As câmaras frigoríficas de estocagem de produtos podem ser operadas
por empresas privadas, para estocagem de seus próprios produtos, ou por outras
que ofereçam os espaços de armazenagem como um serviço. A carga térmica,
neste caso, é função do isolamento térmico, abertura de porta, iluminação, pessoas
e motores.
Porém, vale lembrar que o bom dimensionamento através da escolha dos
materiais construtivos adequados, cuidado com montagem, cálculo do projeto e seu
uso faz com que a câmara acabe sendo específica para certo tipo de produto.
Segundo o site Tecnologia e Treinamento, o sorvete chega a câmara fria
com a temperatura de serva de -20ºC e deve ser armazenado em temperatura igual
ou inferior a -18ºC.

2. OBJETIVO

O trabalho tem como objetivo principal dimensionar uma câmara


frigorífica para o armazenamento de 3000 kg de sorvete, separados em
embalagens, e a realização da especificação dos componentes do sistema de
refrigeração necessários, por meio do cálculo da carga térmica.

3. REFERENCIAL TEÓRICO

3.1 CARGA TÉRMICA EM CAMARAS FRIGORÍFICAS

Carga térmica é a quantidade de calor que deve ser retirada ou fornecida a um


local ou sistema, por unidade de tempo, objetivando a manutenção de determinadas

3
condições térmicas (MENEZES, 2005). Também pode ser entendida como a
quantidade de calor sensível e latente, que deve ser retirada (resfriamento) ou
colocada (aquecimento) no recinto a fim de proporcionar as condições de conforto
desejadas ou manter as condições ambientes adequadas para a conservação de um
produto ou para realização de um processo de fabricação (STROBEL, 2009).

O cálculo da carga térmica em câmaras frigoríficas para estocagem de


produtos envolve basicamente quatro fontes de calor, que são:

 Transmissão de calor através das paredes, piso e teto;


 Infiltração de calor do ar no interior da câmara pelas aberturas de
portas;
 Carga representada pelo produto;
 Outras fontes de calor como motores, pessoas, iluminação,
empilhadeiras, etc.

Figura 1 – Tipos de fontes de calor

Fonte: Negociol

4
Segundo a NBR 6401, as cargas térmicas devem ser calculadas
individualmente para cada um dos recintos e consideradas as condições máximas
existentes em períodos não obrigatoriamente simultâneos.
A norma também cita que a margem de segurança no dimensionamento
de sistemas de refrigeração deve ficar a critério do projetista.

3.2 ARMAZENAMENTO DO SORVETE

O armazenamento do sorvete, segundo o site Tecnologia e Treinamento,


deve ser feito em condições adequadas para que ele não perca a sua qualidade.
Também deve-se armazená-lo em local separado das matérias primas e
ingredientes.

O produto deve ser levado para a estocagem em temperaturas entre -


25ºC e -28ºC, para que se evitem problemas com a formação de cristais de gelo.

3.3 EQUIPAMENTOS USADOS NA REFRIGERAÇÃO

Segundo o site PráticaBr, os sistemas de refrigeração funcionam a partir


de um fluído refrigerante que vai até um compressor, onde é comprimido e em forma
de vapor. Em seguida, sai aquecido para o condensador, que transfere esse
aquecimento para o meio externo, causando assim, o resfriamento do ambiente. O
vapor então volta ao estado líquido e vai em direção a válvula de expansão, fazendo
a pressão cair e o fluído refrigerante evaporar, resfriando ainda mais o ambiente. A
mistura de líquido e vapor é impulsionada ao ambiente pelos ventiladores, e o ciclo
reinicia.

Figura 2 – Sistema de Refrigeração (Ciclo)

5
Fonte: Vilain

4. PLANEJAMENTO OPERACIONAL

A câmara frigorífica estará localizada na área externa de uma indústria


localizada no nordeste do Rio Grande do Sul. Para fins de cálculos, será
considerada a condição mais crítica, que correspondem a quantidade máxima de
produto armazenado (3000 kg) e o dia com a temperatura elevada (cerca de 35ºC).
A temperatura de entrada do produto é de -25ºC.

4.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Para a câmara frigorífica ou respectivo equipamento frigorífico são


apresentados os itens abaixo, que deverão ser preenchidos da forma mais correta
possível.
 Dimensionamento da câmara (m)
 Tubulação (distância e desnível)
 Tipo de isolamento térmico
 Espessura do isolamento
 Temperatura interna da câmara
 Temperatura ambiente do local de instalação

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 Fator de utilização (abertura de portas - normal, intenso)
 Número de pessoas (operação) - tempo de permanência (horas)
 Iluminação - tempo de utilização
 Motores (potência em cv) - tempo de utilização (horas)
 Dados sobre o produto: tipo de produto, temperatura de entrada, carga
do produto (kg) rotatividade e tempo de processo (horas)

Então, as seguintes condições iniciais a respeito do volume da câmara


foram considerad0s para fins de cálculo:
 Pote de sorvete tem as dimensões iguais à 175x132x115mm
 Densidade da massa de sorvete é igual a 475 kg/m³

Para o cálculo inicial do volume, tem-se, por pote de sorvete, é:

𝑉 = 0,175𝑚 𝑥 0,132𝑚 𝑥 0,115𝑚 = 2,6565x10^ − 3 m³

Para determinar a quantidade de sorvete por pote, foi realizado o seguinte


cálculo:
𝑀 = 475 𝑘𝑔/𝑚3 𝑥 2,6565𝑥10−3 𝑚³ = 1,26 𝑘𝑔

Considerando o valor de M, determinou-se a quantidade máxima de


produto armazenado:
3000 𝑘𝑔
𝑄= = 2380 𝑝𝑜𝑡𝑒𝑠 𝑑𝑒 𝑠𝑜𝑟𝑣𝑒𝑡𝑒
1,26 𝑘𝑔

Sabendo o valor de Q, calcula-se o volume mínimo da câmara


frigorífica:
𝑉𝑚𝑖𝑛 = 2380 𝑝𝑜𝑡𝑒𝑠 𝑑𝑒 𝑠𝑜𝑟𝑣𝑒𝑡𝑒 𝑥 2,6565𝑥10−3 = 6,32𝑚³

Considerando que os potes de sorvete serão organizados em uma


pilha de 1,5m de altura, a mesma terá 4,22m² (2,11m x 2,00m). Considerando
também que a câmara terá quatro corredores de 1,00m de largura em torno da pilha

7
e 2,50m de altura, o volume total da câmara fria será de 40m³.

Figura 3 – Croqui Câmara Fria

Fonte: Autor

5. ESCOLHA DO ISOLAMENTO TÉRMICO

Existem muitos materiais que podem servir como isolantes térmicos


para câmaras frigoríficas. Entende-se, segundo a empresa York Refrigeration, que
quanto menor a densidade e maior o número de poros, maior o poder do isolamento,
e um bom isolante deve-se ter as seguintes qualidades:
 Um coeficiente de transferência de calor de acordo com o custo do
isolamento;
 Boa impermeabilidade à água e umidade;
 Um baixo coeficiente de expansão térmica;
 Pouca variação da condutividade térmica devida à utilização;
 Total ausência de odores;
 Resistência ao apodrecimento;
 Resistência a roedores e outros animais;
 Material à prova de fogo;

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 Baixa densidade; especialmente para isolamento do piso e do teto,
apesar de uma boa resistência à compressão ser necessária para o isolamento do
piso;
Tendo com base as características descritas, escolheu-se o isolante PUR
(Espuma Rígida de Poliuretano), por ele apresentar o baixo coeficiente de
transmissão de calor, tornando-o eficiente.

6. TEORIA PARA CÁLCULO E DIMENSIONAMENTO

6.1 TRANSMISSÃO DE CALOR (Q1)

Para fins de cálculo, a variável Q1 será o calor atravessa as paredes, o


teto e o piso dos ambientes refrigerados, que ocasiona diferença entre a
temperatura da câmara e o ar externo mais quente. A quantidade de calor depende
da diferença de temperatura, do tipo de isolamento, da superfície externa das
paredes e do efeito de irradiação solar.
O cálculo sempre deverá ser feito levando-se em consideração todas as
paredes, teto e piso, conforme abaixo:
 Paredes = 2 x (A x B)
 Paredes = 2 x (C x B)
 Piso + Teto = 2 x (A x C)
Sendo A = 4m, B = 2,5m e C = 4m.

Equação da Transmissão de Calor nas paredes, teto e piso:

𝑸𝟏 = 𝑨 𝒙 𝑼 (𝒌𝒄𝒂𝒍/𝒎². 𝟐𝟒𝒉) (1)

Onde:
Q1 = Quantidade de calor transferido
A = Área da superfície externa da parede (m²)
U = Coeficiente total de transmissão de calor (kcal/m²24h), retirado da tabela 1 dos
Anexos.
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6.2 INFILTRAÇÃO DE CALOR (Q2)

Cada vez que a porta da câmara frigorífica é aberta, o ar externo mais


quente se infiltra na câmara e deve ser resfriado nas condições internas,
aumentando por consequência a carga térmica total.

Equação da Carga de infiltração:

𝑸𝟐 = 𝑽 𝒙 𝑵 𝒙 𝑭𝑻𝟏 (2)

Onde:
Q2 = Quantidade de calor infiltrado
V = Volume da câmara (m³)
N = Número de abertura de portas
FT1 = Fator de ganho de energia por m³ de câmara

É fundamental a importância de uma anticâmara ou emprego de uma


cortina de ar apropriada ou de portas tipo impacto que possam reduzir a carga de
infiltração.

6.3 CALOR DOS PRODUTOS (Q3)

Produto submetido à temperatura maior do que aquela interna (temp.


do mesmo), numa câmara frigorífica cede calor até sua temperatura baixar ao calor
de conservação. Será usado o calor sensível devido ao fato de que a câmara fria
será apenas para conservação, e não para o congelamento do sorvete.

Equação para Carga dos Produtos:

𝑸𝟑 = 𝒎 𝒙 𝒄 𝒙 𝑇 (3)

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Onde:
Q3 = Quantidade de calor do produto
m = massa do produto (kg)
c = calor específico do produto

6.4 CARGA DE OCUPAÇÃO (Q4)

As pessoas que entram na câmara fria também dissipam calor para o


ambiente, dependendo do tipo de movimentação, temperatura, roupa, etc. A tabela 5
apresenta alguns valores do calor equivalente por pessoa em função da temperatura
da câmara.

Equação da Carga de Ocupação:

𝑸𝟒 = 𝒏º 𝒅𝒆 𝒑𝒆𝒔𝒔𝒐𝒂𝒔 𝒙 𝑭𝑻𝟐 𝒙 𝒕𝟏 (4)

Onde:
Q4 = Quantidade de calor de carga de ocupação
FT2 = Calor equivalente por pessoa
t1 = tempo de permanência

6.5 CARGA DE ILUMINAÇÃO (Q5)

O tipo de lâmpada e o tipo de luz podem resultar em cargas térmicas


apreciáveis. De acordo com o tipo a ser empregada, a carga térmica no interior da
câmara pode mudar.

Equação para carga de iluminação:

𝑸𝟓 = 𝑷 𝒙 𝒕𝟐 𝒙 𝟖𝟔𝟎 (5)

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Onde:
Q5 = Quantidade de calor de carga de iluminação
P = Potência (KW)
t2 = tempo de utilização
860 kcal/h = conversão para KW/kcal

6.6 CARGA DEVIDO AOS MOTORES (Q6)

Esta é a carga produzida pelos ventiladores dos evaporadores com


convecção forçada. A tabela x, sendo a tabela 11 da NBR 6401, traz valores de calor
liberado por motores elétricos.

Equação para a carga devido aos motores:

𝑄6 = 𝑁 𝑥 𝑡3 𝑥 632,4 (6)

Onde:
Q6 = Quantidade de calor devido aos motores
N = Potência dos motores (cv)
t3 = Tempo de utilização
632,4 kcal/h = Conversão para KW/kcal

7. CÁLCULO E DIMENSIONAMENTO

Deve-se, antes de realizar o cálculo, preencher as considerações


iniciais previstas no item 4.1. Então:
 Temperatura externa: 35ºC
 Temperatura interna: -18ºC
 Umidade relativa: 60%
 Dimensões internas: 2m x 2m x 2,5m
 Tensão disponível: 220V, 1 fase
 Material da câmara: Painel pré-fabricado
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 Isolamento: Poliuretano painel de 100mm
 Produto: Sorvete
 Ocupação Total: 3000 kg
 Movimentação diária: 500 kg
 Presença de motor ou fonte de calor: Motor do evaporador
 Temperatura de entrada do produto: -20ºC
 Número de pessoas: 1 permanecendo 3 horas no máximo.

Por fim, o cálculo final para definir a carga térmica da câmara fria
resume-se em somar todas as cargas térmicas, que serão calculadas
separadamente.

7.1 CÁLCULO DE TRANSMISSÃO DE CALOR (Q1)

Usando a equação (1) para cada parede/piso/teto, e a diferença de


temperatura ser de 53ºC, usando a Tabela 1 dos Anexos, tem-se:

𝑃𝑖𝑠𝑜/𝑇𝑒𝑡𝑜: 𝐴 𝑥 𝐶 𝑥 220 = 3520 𝑘𝑐𝑎𝑙/24ℎ 𝑥 2 = 7040 𝑘𝑐𝑎𝑙/24ℎ


𝑃𝑎𝑟𝑒𝑑𝑒: 𝐴 𝑥 𝐵 𝑥 220 = 2200 𝑘𝑐𝑎𝑙/24ℎ 𝑥 2 = 4400 𝑘𝑐𝑎𝑙/24ℎ
𝑃𝑎𝑟𝑒𝑑𝑒 𝐶 𝑥 𝐵 𝑥 220 = 2200 𝑘𝑐𝑎𝑙/24ℎ 𝑥 2 = 4400 𝑘𝑐𝑎𝑙/24ℎ

Somam-se todas as parcelas, obtendo um valor igual a 15840 kcal/24h.

7.2 CÁLCULO DE INFILTRAÇÃO DE CALOR (Q2)

Esta é a parcela de calor sensível devido a energia de radiação solar.


Usando a equação (2) e sabendo que os dados retirados da tabela 2 e tabela 3 dos
Anexos, considerando 60% de umidade, têm-se:

𝑄2 = 40 𝑥 11 𝑥 35,26 = 15514,4 𝑘𝑐𝑎𝑙/24ℎ

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7.3 CÁLCULO DE CALOR DOS PRODUTOS (Q3)

Usando a equação (3) e sabendo que os dados retirados da tabela 5


dos Anexos, têm-se:

𝑄3 = 3000 𝑘𝑔/𝑘𝑐𝑎𝑙 𝑥 0,70 𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑘𝑔. º𝐶 𝑥 7ºC = 14700 kcal/24h

7.4 CÁLCULO DE CALOR DA OCUPAÇÃO (Q4)

Usando a equação (4) e sabendo que os dados retirados das tabela 4 dos
Anexos, têm-se:
𝑄4 = 1 𝑥 328 𝑥 3 = 984 𝑘𝑐𝑎𝑙/24ℎ

7.5 CÁLCULO DE CALOR DA ILUMINAÇÃO (Q5)

Usando a equação (5), utilizando com base nos dados previstos da


Tabela 10 da norma NBR 6401 e considerando a iluminação de 10 Watts por m²,
têm-se:

𝑄5 = 4 𝑥 4 𝑥 3 𝑥 0,86 = 41,28 𝑘𝑐𝑎𝑙/24ℎ

7.6 CÁLCULO DE CALOR DOS MOTORES (Q6)

No caso dos motores como ainda não foi determinado o motor a ser
utilizado não pode-se calcular através da potência deste, portanto segundo (VILAIN,
2018), utiliza-se o método do gráfico.

Figura 4 – Gráfico geral de motores

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Fonte: Vilain

O método possibilita saber que o valor do calor dissipado é de


5000 kcal/24h.

7.7 CÁLCULO TOTAL (Qt)

Somando todos os calores envolvidos no cálculo (Q1 + Q2 + Q3 + Q4 +


Q5 + Q6 + Q7), o resultado é final é de Qt = 52079,68 kcal/24h.
O valor encontrado é o calor que deve ser removido da câmara fria em
24h para que o produto chegue até as condições de armazenamento e permaneça
assim. Então, divide-se o calor pelo tempo de uso da câmara fria, que no caso de
sorvetes, é de 24h.
O resultado desta divisão é de 2169,98 kcal/h, ou 8605,4 BTU/h, ou
0,7175 TR.

8. EQUIPAMENTOS

Os equipamentos serão arranjados externamente, conforme a figura a


seguir.

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Figura 5 – Esquema de posicionamento

Fonte: Vilain

Para a escolha dos equipamentos, utilizou-se o catálogo da marca


Heatcraft. O equipamento escolhido foi a Unidade Condensadora FLEX+300X8, e
seus catálogos estão previstos nos Anexos.
O modelo FLEX+300X8 oferece 2536 kcal/h em temperaturas de -20ºC,
com a frequência, voltagem e fase admitidas anteriormente no projeto.
O painel de controle escolhido foi da marca Frick, modelo FRICK®
QUANTUM™ LX COMPRESSOR CONTROL PANEL Version 7.0x.

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9. ANEXOS

ANEXO I

17
ANEXO II

ANEXO III

18
ANEXO IV

Fonte: Negociol

ANEXO V
Tabela 5 – Calor Específico

Fonte: Débora Rodrigues

19
ANEXO VI
Tabela 6 – Catálogo Heatcraft

20
Fonte: Heatcraft

ANEXO VII
Tabela 7 – Catálogo Heatcraft
21
Fonte: Heatcraft

ANEXO VIII
Tabela 8 – Catálogo Heatcraft
22
Fonte: Heatcraft

Figura 9 – Especificações técnicas Heatcraft

Fonte: Heatcraft

23
ANEXO IX
Tabela NBR 6401

10. REFERÊNCIAS

CÂMARA FRIGORÍFICA. Negociol. Disponível em:


<http://files.negociol.com/257_camara_fria_carga.pdf>. Acesso em: 18 de junho de
2019.

FABRICAÇÃO DE SORVETES - ACONDICIONAMENTO E


ARMAZENAMENTO. Tecnologia e Treinamento. Disponível em: <
24
https://www.tecnologiaetreinamento.com.br/pequenas-empresas/como-montar-
pequenas-empresas/fabricacao-de-sorvetes-acondicionamento-e-armazenamento>.
Acesso em: 18 de junho de 2019.

PROJETO E CONSTRUÇÃO DE CÂMARAS FRIGORÍFICAS. York Refrigeration.


Disponível em: <https://wiki.sj.ifsc.edu.br/wiki/images/9/98/Projetocamaras.pdf
>. Acesso em: 18 de junho de 2019.

CARGA TÉRMICA: PRINCÍPIOS BÁSICOS. Engenharia e Arquitetura. Disponível


em: <http://www.engenhariaearquitetura.com.br/2018/01/carga-termica-principios-
basicos>. Acesso em: 18 de junho de 2019.

CÂMARAS FRIGORÍFICAS. Dufrio. Disponível em:


<https://www.dufrio.com.br/blog/refrigeracao/camaras-frigorificas-o-que-sao-para-
que-servem-e-como-escolher/>. Acesso em: 18 de junho de 2019.

Projeto de Câmaras frias de pequeno porte. Rogério Vilain. Disponível em:


<https://wiki.sj.ifsc.edu.br/wiki/images/9/94/Apostila_parte_1.pdf>. Acesso em: 18 de
junho de 2019.

Heatcraft. Disponível em: <https://www.heatcraft.com.br/products.html>. Acesso em:


18 de junho de 2019.

CÁLCULO DE CARGA TÉRMICA. Resfriando. Disponível em:


<http://www.resfriando.com.br/calculo-de-carga-termica/>. Acesso em: 18 de junho
de 2019.

NBR 6401. Refrigeração.net. Disponível em:


<http://www.refrigeracao.net/Legislacao/NBR6401.pdf>. Acesso em: 18 de junho de
2019.

Johnson Controls. Disponível em: < https://www.johnsoncontrols.com/pt_br/-


/media/jci/be/united-states/refrigeration/industrial-refrigeration/quantum-lx-industrial-
refrigeration-control-panel/files/be_pg_quantum_lx_panel.pdff>. Acesso em: 18 de junho de
2019.

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