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UNIVERSIDADE PITÁGORAS-UNOPAR

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE ESTÁGIO BÁSICO EM PSICOLOGIA

HÉLIO LEONARDO CUNHA ZANI

PSICOLOGIA E MEDICINA VETERINÁRIA: Possíveis áreas de atuação em


prevenção e promoção de saúde mental

LONDRINA
2019
HÉLIO LEONARDO CUNHA ZANI

PSICOLOGIA E MEDICINA VETERINÁRIA: Possíveis áreas de atuação em


prevenção e promoção de saúde mental

Relatório de Estágio Básico apresentado


como requisito para a aprovação na
disciplina de Estágio Básico III no curso
de Psicologia(Bacharelado) pela
Universidade Pitágoras-Unopar.
Orientadora: Fernanda Barutta Pieri

LONDRINA
2019
Dedico este trabalho à minha família, aos veterinários e veterinárias que me
acompanharam ao longo deste um ano e meio e a todos os profissionais de saúde
que se doam diariamente para o bem do próximo.
AGRADECIMENTOS
Agradeço pela conclusão deste trabalho ao apoio constante de meus pais e do
restante da minha família, que sempre acreditou em meus sonhos e em meu potencial.
Gostaria também de agradecer à minha orientadora Fernanda Barutta Pieri,
sem a qual este trabalho não se concretizaria, pelas incontáveis horas de supervisão
e pelas orientações mais que valiosas.
À professora Mariana, do curso de Medicina Veterinária e à Médica Veterinária
Thaís Medeiros que abriram portas que tornaram possíveis a execução deste trabalho.
Aos meus professores, que sempre se dedicaram à minha formação, por todas
as aulas, textos e trabalhos que me fizeram chegar até aqui.
Aos meus colegas de classe e, principalmente, os de supervisão, que
partilharam suas vivências e ouviram por um ano e meio as minhas.
E finalmente agradeço a meus amigos, que acreditaram em mim e aguentaram
todas as reclamações nas semanas antes de prazos de entrega de trabalhos.
“Quis custodiet ipsos custodes?”
(Quem guardará os Guardiões?)
(Juvenal)
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO .......................................................................................... 7

2 DESENVOLVIMENTO .............................................................................. 9

2.1 RELAÇÕES HUMANO-ANIMAL ............................................................ 9


2.2 RELAÇÕES MÉDICO VETERINÁRIO - TUTOR .............................. 10
2.3 FORMAÇÃO DO MÉDICO VETERINÁRIO ...................................... 12
2.4 CONCEITUAÇÃO DE SAÚDE MENTAL .......................................... 13
2.5 MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE MENTAL................................ 14

3 METODOLOGIA ..................................................................................... 17

4 CONCLUSÃO ......................................................................................... 19

5 REFERÊNCIAS ....................................................................................... 20

6 APÊNDICE A – CARTAZ DE INTERVENÇÃO DE SAÚDE MENTAL EM


VETERINÁRIOS ....................................................................................................... 22
7

1 INTRODUÇÃO
A dependência do homem em relação a outras espécies é historicamente
conceituada. Hart (1985) descreve a relação passando de predatória para a
domesticação com o passar do tempo (apud GIUMELLI; SANTOS, 2016).
Existem algumas hipóteses sobre o início das relações humano – animal como
as conhecemos hoje. Uma delas refere-se à domesticação de cães ou lobos para o
auxílio em transporte e caça a mais de 100 mil anos atrás (URICHUK; ANDERSON,
2003 apud MUÑOZ, 2014).
Atualmente, uma grande quantidade de pessoas possui animais de estimação.
Uma pesquisa de mercado realizada pelo SPC em parceria com a Confederação
Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) entrevistou mais de 700 indivíduos de
diferentes capitais brasileiras e destes 76% dos entrevistados relataram ser donos de
algum animal de estimação (SPC; CNDL, 2017).
Com os animais de estimação ganhando cada vez maior destaque na dinâmica
intrafamiliar (CARVALHO, 2012) e a enorme quantidade de animais de estimação no
território de nosso país – em 2004 estimava-se 27 milhões de cães e 11 milhões de
gatos (ALMEIDA, 2009 apud FARACO et al) – é preciso que a psicologia enquanto
ciência volte seus olhos para este evento.
Por um lado existem os benefícios à saúde que as relações entre humanos e
animais trazem, como exemplo é possível apresentar a Terapia Assistida por
Animais(TAA), que começou a ser utilizada desde o século XVIII para o tratamento de
pacientes com distúrbios articulares (DEPAUW, 1984 apud MACHADO, 2008;
MUÑOZ, 2014).
Por outro é necessário observar como esta crescente estima pelos animais de
companhia afeta aqueles responsáveis pela saúde dos mesmos: os médicos
veterinários.
Os “médicos-veterinários são vistos como profissionais benevolentes, que
cuidam de animais doentes e oferecem suporte aos clientes” (OLLHOF; MENEGATTI;
AMORIM, 2019) e, tendo em conta a crescente importância que os animais de
companhia têm adquirido é possível imaginar a responsabilidade que é conferida
veterinários, que muitas vezes não têm o preparo necessário para lidar com estas
demandas.
Na formação dos médicos veterinários nos dias atuais, apesar das mais
diversas mudanças que a sua proposta tenha sofrido, assim como todos os outros
8

cursos de formação superior em um passado recente, ainda pode ser considerado


que há um grande caminho a ser percorrido para que este processo de
desenvolvimento de novos profissionais seja satisfatório, principalmente quando o
assunto a ser tratado remete às habilidades e conhecimentos referentes à
humanização do processo clínico que arremete não só os profissionais de saúde que
lidam diretamente com humanos, mas também aqueles responsáveis por lidar com a
saúde dos animais, tornando-os responsáveis, em parte, pela saúde dos tutores dos
mesmos (LESNAU; SANTOS.2013).
Devido a esta falta de formação, um grande número de médicos veterinários é
acometido por transtornos mentais e muitas vezes pelo estigma social que é atribuído
aos profissionais de saúde não é possível notar a necessidade que os mesmos têm
de um suporte emocional adequado (OLLHOF; MENEGATTI; AMORIM, 2019).
O objetivo do presente trabalho é avaliar os aspectos psicológicos das relações
entre tutores e animais e companhia e como esta relação impacta emocionalmente e
permeia a prática dos médicos veterinários desde a sua formação até a sua vivência
clínica depois de formados, ressaltando possíveis campos de intervenção possíveis
onde a psicologia como campo científico pode auxiliar com o intuito de proporcionar
bem estar psíquico tanto para os médicos veterinários quanto para os tutores dos
animais de estimação.
No desenvolvimento é feita uma breve avaliação das relações entre humanos
e animais para em seguida serem tratadas as relações dos médicos veterinários com
os tutores de animais no período contemporâneo onde o vínculo entre estes é mais
intenso e, por último, as consequências que esta nova responsabilidade aliada a
outros diversos fatores causam nos profissionais de medicina veterinária.
Na metodologia são explicadas as intervenções realizadas no campo de
estágio ao longo dos três semestres juntamente com relatos de caso desta mesma
intervenção.
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2 DESENVOLVIMENTO
A relação entre o homem e os animais de estimação é historicamente
conceituada, visto que desde os tempos pré-históricos há registros da domesticação
de animais, tendo esta característica sido mantida até o tempo presente, se mantendo
por sentimentos deveras peculiares (ALMEIDA et al, 2009).
2.1 RELAÇÕES HUMANO-ANIMAL
“Ultimamente, a relação entre homens e animais tem despertado cada vez mais
interesse de diversas áreas[...]” (GARDEMANN et al, 2009) e a psicologia não é uma
exceção.
Esta relação apresenta-se como extremamente ambivalente, por um lado há
um grande número de maus tratos aos animais domésticos, desde o espaço onde são
mantidos, incluindo espaços extremamente pequenos, passando por problemas de
higiene e o abandono até a violências físicas, como agressão de cães de rua ou o
açoite de cavalos para a execução de trabalhos de tração ou velocidade (ALMEIDA et
al, 2009 apud FRANCO 2001).
Já por um outro ponto de vista podemos observar o grande impacto positivo
que os animais causam na vida dos seres humanos em diversos aspectos, ressaltados
por Almeida et al(2009). Em termos comportamentais, onde os tutores dos animais
utilizam-se do animal não só como companhia, mas com o intuito de causar-lhes
pensamento reflexivo, em uma relação autêntica, sem hipocrisias, corporativismo ou
mediocridade (apud ODENDALL, 2000), proporcionando assim uma verdadeira
oportunidade para a mudança de comportamentos alvo. Em termos de saúde física,
onde foi possível observar uma menor incidência de estresse e problemas cardíacos
em indivíduos que convivem com animais de estimação e maiores chances de
recuperação àqueles que já apresentaram algum problema relacionado (apud
VICÁRIA, 2003).
Em uma pesquisa de mercado, o Serviço de Proteção ao Crédito, em conjunto
com a Conferência Nacional de Dirigentes Lojistas (2017), revelou que, do total de
entrevistados, 61,5% associam seus animais de estimação ao amor; 61,2%
consideram os pets como um membro da família e 28% como um filho, revelando
como as relações animal-humano estão se intensificando nos dias atuais.
Nesta mesma pesquisa foi relatado que 32% ainda não sabem o que vão fazer
quando seu animal morrer. A pesquisa se referia aos procedimentos funerários dos
animais, no entanto o dado também nos mostra como alguns indivíduos evitam entrar
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em contato com os assuntos referentes a morte dos animais, que possuem uma
expectativa de vida notoriamente menor que a dos humanos.
Há, muitas vezes, uma relação parental entre tutor e animal, (LESNAU et al
apud LANA; PASSOS, 2008) sendo este tratado como mais um membro humano da
família, sendo-lhe atribuídas características até algumas vezes antropomórficas.
Isto se deve ao fato de que esta relação permite que os indivíduos nela inseridos
satisfaçam suas condições de adultos e crianças ao mesmo tempo visto que em dados
momentos são os provedores das necessidades dos animais, cuidam dos mesmo e
então brincam com eles – incluindo a utilização de vocalizações infantis – além de se
sentirem protegidos em lugares escuros e estranhos, no caso dos cães principalmente
(BECK; KATCHER, 1996 apud OLIVEIRA, 2013).
Oliveira (2013, p.44) apresenta três níveis de apego que podem ser
estabelecidos entre os animais de estimação e seus tutores, de acordo com o vínculo
afetivo formado entre a díade, sendo eles:

“1) apenas uma relação importante em que o proprietário não tem vínculo
afetivo pelo animal; 2) carregada por um vínculo afetivo pelo animal; 3) de
vínculo afetivo com características mais evidentes de apego por dois motivos:
a) para o proprietário o animal é percebido com funções de figura de apego,
conforta e traz segurança em momentos de crise; b) o proprietário enquanto
cuidador tem a percepção pelo comportamento do animal de que é a sua
figura de apego e sente-se necessário e amado.”(OLIVEIRA, 2013 p.44)

As novas dinâmicas familiares contemplam, inclusive, sistemas onde um


indivíduo mora apenas com um ou mais animais de estimação e, tendo em vista os
vínculos estabelecidos entre estes, o processo de luto pode ser vivenciado de forma
difícil e intenso de acordo com a relação que foi desenvolvida (GARDEMANN et al,
2009; OLIVEIRA, 2013)
Almeida (2015) relata também em suas pesquisas uma correlação entre o bem
estar psicológico de tutores com problemas de comportamento de seus animais de
companhia, ressaltando que as dificuldades referentes aos comportamentos dos pets
era mais frequente em indivíduos com estresse ou depressão.
2.2 RELAÇÕES MÉDICO VETERINÁRIO - TUTOR
Tendo em vista estes elementos, é necessário analisar o papel que o médico
veterinário assume em uma sociedade onde o vínculo entre o tutor e animal de
companhia é tão intenso e real quanto com outro ser humano, sendo possível
comparar os aspectos emocionais de sua atuação aos de um médico que lida com
pacientes humanos, principalmente por conseguirmos enquadrar ambos em uma
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única categoria de profissionais da saúde.


A ideia de que as relações que os médicos veterinários estabelecem com os
tutores dos animais de estimação que atendem não de diferencia da relação que
médicos estabelecem com seus clientes/pacientes é corroborada por Abreu (2012) ao
comparar a relação veterinário-cliente com as relações pediatra-pais.
Por este motivo Oliveira (2013) relata que “lidar com o cliente humano [...]
requer conhecimento do que o animal representa para este dono em particular” (p.70)
e isto deve abranger desde o desenvolvimento de empatia ao longo da vida
profissional ao mesmo tempo em que se identifica o grau de vínculo entre o tutor e o
animal afim de estabelecer uma comunicação mais confiável (ABREU et al, 201w).
A satisfação do cliente com o atendimento, de acordo com Abreu et al (2012),
se baseia na as habilidades de relacionamento interpessoal do médico veterinário,
abrangendo tanto os elementos verbais como os não verbais.
É importante que o veterinário compreenda o cliente não apenas como um
veículo que levou o animal até ali para receber seus cuidados, ele é um ser subjetivo,
também acometido pelo sofrimento de presenciar o animal em um estado de doença,
portanto tanto o médico quanto o tutor possuem um objetivo em comum e uma boa
relação garante tanto o sucesso terapêutico do médico veterinário ao aplicar o
tratamento quanto a redução da angústia e promoção de saúde mental do tutor
(ABREU et al, 2012)
Abreu e seus colaboradores (2012) ressaltam a comunicação como um dos
fatores essenciais para garantir a adesão do tratamento por parte do cliente assim
como a precisão do diagnóstico, pois uma má comunicação pode influenciar na forma
em que o tutor transmite as informações para o profissional.
Tais dados são corroborados por Moura (2017) em sua pesquisa onde 52,54%
dos tutores entrevistados afirmaram que não seguiriam as recomendações dos
médicos veterinários caso suas expectativas não fossem atendidas.
Ainda nesta pesquisa foi revelada a grande importância que os tutores dão à
relação estabelecida entre eles e os médicos veterinários. Entre 10 características, a
segunda mais valorizada pelos donos de animais de estimação foi a atenção tanto ao
pet quanto ao dono enquanto em quinto lugar encontrou-se a predileção à cortesia
dos profissionais da medicina veterinária como um fator importante (MOURA, 2017).
Moura (2017) ainda relata que os alunos durante a sua formação não
receberam treinamento adequado nas habilidades de comunicação com tutores,
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elementos corroborados por Lesnau (2013), o que levanta alguns questionamentos


sobre a formação dos médicos veterinários.
2.3 FORMAÇÃO DO MÉDICO VETERINÁRIO
A forma de ensino nos cursos de Medicina Veterinária – o ensino vertical com
o professor sendo visto como o detentor do conhecimento e não como um mediador
do aprendizado – possibilita com que os alunos passem passivamente por seus anos
de formação, criando dificuldades na articulação entre a práticas e os conhecimentos
teóricos dos veterinários formados a partir desta metodologia de ensino (Nuto et al,
2006 apud ABREU et al, 2012).
Apesar de uma mudança em todas as áreas da saúde, que visam
principalmente humanizar o atendimento, abordando a condição saudável de um
indivíduo como o seu bem estar físico, psicológico e social, a formação dos médicos
veterinários ainda se apresenta bastante tecnicista, desconsiderando durante grande
parte da graduação os aspectos emocionais e psicológicos, tanto dos próprios
estudantes e profissionais como o preparo para lidar com a demanda emocional do
tutores que atenderão no futuro(LESNAU, 2013 apud OLIVEIRA et Al 2010).
Lesnau(2013) aponta que também há um grande investimento na formação
técnica dos médicos veterinários, porém há um grande déficit em sua formação
humanizada, responsável por fornecer uma estrutura psicológica e emocional,
auxiliando o estudante e o profissional da medicina veterinária a lidar com as
demandas dos tutores de seus paciente e também as próprias demandas.
Em uma entrevista ao Conselho Federal de Medicina Veterinária, o veterinário
Rodrigo Rabelo atesta que “[...] na graduação devia haver disciplinas obrigatórias
sobre ética, comunicação de más notícias, lidar com o luto e gestão de recursos
humanos” (p.6). Atestando mais uma vez a necessidade da humanização da formação
dos cursos de Medicina Veterinária pelo país.
Esta formação também não contribui para a saúde mental dos próprios médicos
veterinários que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde(OMS), são a
profissão com a maior taxa de suicídios e se encontram no grupo de risco para o
desenvolvimento de transtornos mentais como a depressão (2000). Por este motivo é
importante trazer uma discussão sobre o que é considerado como saúde mental nos
dias de hoje para então avaliarmos os fatores agravantes na realidade dos médicos
veterinários.
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2.4 CONCEITUAÇÃO DE SAÚDE MENTAL


Historicamente, a saúde mental era vista como um desligamento do
racionalismo cartesiano, que partia do indivíduo, ocasionando neste a perda de sua
razão a saúde mental e era tratada utilizando-se a “lógica manicomial” a partir do
método de isolamento social, paradigma que começou a ser quebrado a partir da
década de 60 nos Estados Unidos (AMARANTE, 2015), em um ambiente pós-guerra
onde começava a se questionar o modelo de saúde biomédico vigente (apud
SCHNEIDER, 2015).
A antítese a este movimento surgia das críticas aos hospitais psiquiátricos e as
tentativas de descentralizar o tratamento da doença mental dos hospitais e estende-
los ao ambiente comunitário e também com a desinstitucionalização (BASAGLIA,
1985), visando promover mudanças na própria cultura excludente instaurada. No
exterior estes movimentos incluíam sugestões de novos modelos de tratamento,
críticas epistemológicas (apud Leone, 2000) e até o desmonte de hospitais
psiquiátricos na Itália (apud SCHNEIDER, 2015).
No Brasil o movimento começa na década de 80 com a Reforma Psiquiátrica
Brasileira, um movimento de luta antimanicomial que agrupava todos seus aspectos
legais, teóricos e técnicos (TENÓRIO, 2002 apud SCHNEIDER, 2015).
Através destes movimentos, o foco principiou a ser a doença em si, tendo sido
alterado para os fatores determinantes da saúde, através de métodos preventivos,
identificando determinantes sociais em saúde o que culminou no embasamento
teórico para a prevenção em saúde mental atual (SCHNEIDER, 2015).
O surgimento desta Psiquiatria Preventiva proporcionou o surgimento de
equipes multidisciplinares de atenção à saúde mental (CAPLAN, 1980), atenção
psiquiátrica voltada a intervenções comunitárias, leitos em hospitais gerais, lares,
grupos terapêuticos entre outros métodos (AMARANTE, 2007) assim como a proposta
de uma nova visão do indivíduo como sendo um ser biopsicossocial, amparado pela
Organização Mundial de Saúde(OMS) (apud SCHNEIDER, 2015).
Já que os médicos veterinários possuem um bem-estar psicológicos em níveis
alarmantemente baixos (JOHNSON et al, 2005 apud OLLHOF; MENEGATTI;
AMORIM, 2019) é preciso entender quais são os fatores causadores para este caso.
Partindo destes conceitos de determinantes sociais e a nova visão de saúde
proposta, é estabelecido que todas as doenças mentais sejam prevenidas, “porém,
para que isso ocorra, é preciso detectá-las precocemente” (SCHNEIDER, 2015 p.39).
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2.5 MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE MENTAL


Bartram(2016) relata que os médicos veterinários têm quatro vezes mais
chances de cometerem suicídio do que a população normal e duas vezes mais do que
profissionais de saúde de outras áreas. O autor propõe diversas causas para tal fato,
sendo estas: o acesso a meios letais de suicídio, o contato próximo com a morte
através da eutanásia, que devido a supracitada próxima relação estabelecida entre
humanos e animais de companhia adquiriu nos dias atuais representa um grande peso
para o profissional, exposição ao grande número de suicídios de colegas de profissão,
aspectos da história individual de cada indivíduo, transtornos psiquiátricos
concomitantes, estressores do ambiente de trabalho e o estigma que as doenças
mentais possuem em nossa sociedade contemporânea, tornando necessária uma
discussão sobre o conceito de saúde mental na atualidade.
Partindo deste pressuposto e dos elementos citados por Bartram e aliando-os
aos estudos de Rocha(2016), podemos concluir que dois dos transtornos que mais
assolam os médicos veterinários são o Burnout e a Fadiga por Compaixão ou estresse
pós traumático secundário.
Rabelo & Sanches (2011) definem a síndrome de Burnout por uma “condição
de sofrimento psíquico relacionada ao trabalho” apresentando sintomas tais como:

“[...]fadiga constante, dor muscular em região cervical e lombar,


distúrbios do sono, cefaleia, gastrite, queda de imunidade, transtornos
cardiovasculares, disfunções sexuais, alterações menstruais, falta de
concentração, alteração de memória, baixa autoestima e desânimo” (apud,
ROCHA, 2016, p.4).

Apesar de a Síndrome de Burnout se referir ao estresse organizacional, ou seja,


no ambiente de trabalho, seus sintomas não afetam apenas a vida profissional dos
indivíduos, mas também a sua vida pessoal (LLOYD, 2017).
A identificação da Síndrome de Burnout pode ser expressa em três pontos
centrais: a despersonalização, a falta de realização profissional e a exaustão
emocional (WILL, 2018 apud OLLHOF; MENEGATTI; AMORIM, 2019).
Enquanto o Burnout tem a sua etiologia traçada aos elementos do ambiente de
trabalho, a Fadiga por Compaixão advém diretamente do testemunho e a necessidade
de um indivíduo de aliviar o sofrimento de outrem e é expresso em um cansaço físico,
mental e psicológico (LLOYD, 2017; ROCHA, 2016).
Ao longo do estudo das doenças mentais e das diversas edições do DSM,
houve grandes mudanças no que tange o diagnóstico do estresse pós-traumático,
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anteriormente estabelecendo que apenas as vítimas de traumas pudessem


desenvolver os sintomas descritos, tendo este aspecto sido alterado em sua quinta
edição, trazendo a esta categoria indivíduos que presenciaram “algum evento
traumático ocorrido com familiares, amigos próximos, ou por quem é frequentemente
exposto a detalhes aversivos de eventos traumáticos.” (FIGLEY apud CASTRO,
2018).
Por este motivo a Fadiga por Compaixão apresenta os mesmos sintomas que
o Estresse Pós Traumático Secundário (ROCHA, 2016), que podem incluir:
recordações ou sonhos intrusivos, angustiantes e recorrentes relacionadas ao(s)
evento(s) traumático(s), flashbacks dissociativos, sofrimento psicológico intenso e
prolongado e/ou reações fisiológicas intensas por exposição a eventos internos ou
externos relacionado ao(s) trauma(s), alterações de humor – surtos de raiva,
problemas de confiança em si e nos outros, por exemplo – distúrbios no sono, perda
de interesse em atividades (APA, 2014).
Apesar de semelhantes, os transtornos se diferem principalmente em sua
origem tendo o Burnout seu foco em exposição excessiva a elementos estressores no
ambiente de trabalho e o distúrbio pós traumático secundário depende principalmente
de uma predisposição relacionada a traços de personalidade mais ligados a empatia
e altruísmo nos indivíduos, podendo ocorrer sintomas após uma única exposição a
um evento estressante relacionado ao distúrbio (ROCHA, 2016).
No Brasil, Rabelo(2019) observa que os dois transtornos andam em conjunto,
onde “há um alto grau de esgotamento emocional associado a um bom nível de
realização e baixa despersonalização, indicando um cruzamento entre fadiga por
compaixão e Burnout.” (p.6)
No Brasil, apesar de ainda faltarem estudos representativos, é indicado como o
país da América Latina com a maior prevalência de transtornos mentais (SIQUEIRA,
2010 apud ABREU et al, 2015), este fato aliado a propensão de médicos veterinários
a desenvolverem transtornos como o Burnout e a Fadiga por Compaixão, faz com que
seja necessário tanto um trabalho de prevenção como de promoção da saúde mental
deste grupo, visto que os transtornos emocionais “representam um elevado custo
emocional, tanto para a pessoa quanto para familiares e cuidadores”
(MIHALOPOULOS et al, 2011 apud ABREU et al, 2015).
Além das causas já citadas acima, há também uma grande diferenciação entre
os médicos veterinários e o restante dos profissionais de saúde: a eutanásia. O
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constante contado com a morte dos animais, aliado à nova significação dos pets nos
dias atuais coloca um novo peso sobre os ombros dos veterinários (FRANK, 2017).
Um dos principais aspectos a serem ressaltados referente à inaptidão
emocional que muitas vezes acomete o médico veterinário é a morte e o luto, elemento
bastante presente em uma profissão que lida com animais com expectativas de vida
bastante inferiores à média dos seres humanos e, de acordo com Starzewski et al.
(2005), “quando se treina para curar e salvar vidas, o profissional sente-se angustiado
ao reconhecer que a sua profissão o obriga a conviver com a morte” (apud LESNAU,
2013).
O sentimento de impotência que pode muitas vezes acometer estes
profissionais e estudantes são referidos por Lana e Passos (2008) com um evento que
eventualmente acomete a todos os profissionais da área da saúde. Entretanto, a
natureza inescapável do sentimento deveria ser precedida por um preparo psicológico
(apud LESNAU, 2013), ainda em grande falta nas ementas de formação, e não pelo
sentimento de fatalismo que muitas vezes acomete os profissionais de saúde, que se
distanciam cada vez mais de seus paciente, transformando um trabalho em que a
empatia e o cuidado do outro é tão necessário em algo automatizado.
Apesar de não haver uma conscientização geral referente ao desenvolvimento
de transtornos mentais decorrente dos aspectos emocionalmente negativos de
profissionais de saúde, responsáveis pelos cuidados de outros, existem sérias
consequências não apenas para o indivíduo em questão, mas para seus familiares,
amigos próximos e até mesmo seus pares no ambiente de trabalho (STAMN, 2010).
É importante também ressaltar que realizar uma avaliação de tais aspectos se
prova bastante complexo, visto que além de considerar os aspectos do ambiente de
trabalho, considera as características individuais do indivíduo (STAMN, 2010).
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3 METODOLOGIA
Partindo do pressuposto que uma grande parcela dos Médicos Veterinários do
Brasil é acometida por algum tipo de transtorno psicológico, assim como os estudantes
universitários do mesmo curso, o presente trabalho tem o propósito de atuar de forma
tanto preventiva como visando a promoção da saúde mental deste grupo específico
assim como fornecer um suporte aos tutores em situações de doença grave, crônica
ou luto no enfrentamento destas situações
Para tanto a atuação junto à Clínica Escola de Medicina Veterinária da
Unversidade Pitágoras-Unopar e à clínica veterinária particular Clinovet onde foi
realizado o estágio baseou-se no acolhimento do sofrimento dos tutores em casos de
morte e doença crônica ou grave, conscientizando-os a respeito do processo de
eutanásia e ajudando-os a lidar com o processo de adoecimento de seus animais
assim como intervenções visando a saúde mental do médico veterinário. Nestas
últimas incluíram-se conversas sobre saúde mental – incluindo fatores de risco para
os transtornos com maior incidência nesta categoria de profissionais, as supracitadas
Síndrome de Burnout e a Fadiga por Compaixão – assim como a aplicação de técnicas
de relaxamento – em casos de alunos com elevados níveis de estresse em situações
de pré-cirurgia da Clínica Escola de Medicina Veterinária.
O caráter pontual das atuações do estagiário de psicologia no campo de estágio
e também o teor de sua prática – a adaptação e também o enfrentamento da situação
de crise na qual os indivíduos estão inseridos – se assemelha grandemente com as
práticas de um Psicólogo Hospitalar (CANTARELLI, 2009 p.139).
Cantarelli (2009 p. 138) aponta que um psicólogo hospitalar atua ativamente
através da “preparação do paciente para procedimentos[...], auxílio ao enfrentamento
da doença e seu tratamento”. Estes procedimentos se mostraram os mais eficazes
também na atuação do estagiário de Psicologia junto aos tutores.
Já em relação aos médicos veterinários, onde a atuação pôde ser mais
longitudinal as intervenções basearam-se na psicoeducação referente a temas que
aparecem constantemente em sua rotina profissional.
Ao fim do período de intervenção foi elaborado um cartaz com recomendações
aos médicos veterinários (Apêndice 1) com orientações referentes à prevenção e
promoção de sua saúde mental. Dentre as informações incluídas no cartaz constam
maneiras de identificar sintomas tanto da Síndrome de Burnout como a da Fadiga por
compaixão, algumas orientações sobre o estabelecimento de vínculo com os tutores
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dos animais – visto que não há muito ensino ou treinamento sobre tal elemento
durante a formação desses profissionais (LESNAU; SANTOS, 2013) – assim como
algumas medidas de profilaxia para evitar a incidência destes transtornos nos médicos
veterinários.
No cartaz foi inserido um dado da OMS (2000) referente à taxa de suicídio dos
médicos veterinários afim de indicar a necessidade de intervenções psicológicas no
ambiente da medicina veterinária
Para fornecer as informações outras do cartaz foram utilizados principalmente
os conteúdos produzidor por Frank (2018), relatando comportamentos da Síndrome
de Burnout, tendo sido selecionados os mais relatados pelos médicos veterinários e
estudantes ao longo das intervenções no campo de estágio, sendo estas: Dificuldade
em se concentrar, falta de cuidado com os animais, falta de paciência com os clientes,
alterações de humor, falta de confiança e conflitos na equipe, má disposição, dores
de cabeça e insônia.
Também foi inserida no cartaz uma técnica de relaxamento adaptada de
Marques (2016) que consiste em uma respiração compassada. Na bibliografia
recomenda-se respirar em uma contagem até 6, no entanto foi realizada uma
alteração com uma contagem até 4, incluindo duas contagens – uma com os pulmões
cheio de ar e uma com os pulmões vazios.
As informações sobre a Fadiga por Compaixão foram retiradas dos trabalhos
de Rocha (2016), aliando-se a alguns conceitos de Frank (2018), dando foco não a
parte técnica presente no DSM, mas em sintomas observáveis afim de aumentar a
consciência dos médicos veterinários referente a este transtorno pouco divulgado no
Brasil.
Os indicativos de profilaxia também foram retirados com base nos trabalhos de
Frank (2018) no que se refere à relação com os colegas de trabalho e comportamentos
de autocuidado. Já as informações referentes à relação tutor-veterinário foram
baseadas nos trabalhos de Moura (2017).
O cartaz condensou todas as práticas realizadas com médicos veterinários ao
longo dos 3 semestres de intervenção e, por conseguinte, concluiu a intervenção
neste campo.
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4 CONCLUSÃO
Podemos concluir, portanto, que as relações entre humanos e animais de
companhia se intensificaram nos tempos contemporâneos – elemento que foi
constatado durante a prática do campo de estágio – e que estas novas dinâmicas
relacionais adicionaram uma nova faceta de responsabilidades aos responsáveis
pelos cuidados e pela saúde dos pets, os médicos veterinários.
Além deste novo elemento existem inúmeros fatores estressores que podem
contribuir para o malefício da saúde mental não só dos médicos veterinários mas
também dos estudantes universitários que um dia ingressarão em tal profissão, dentre
eles a má remuneração e a presente convivência com temas como a morte e a
eutanásia.
Atestou-se também o déficit que existe na formação integral do conceito de
saúde nas graduações do curso de medicina veterinária e apesar das mudanças
recentes nas ementas e propostas dos cursos há que se trilhar um longo caminho até
que esta consiga proporcionar a seus alunos uma construção horizontal do ideal de
saúde, técnico, ético e também humanizado.
A presença de um psicólogo neste meio também comprova-se importante, pois
este sendo um profissional responsável por prezar pelo bem estar psíquico dos
indivíduos, pode ser um diferencial tanto durante a formação dos profissionais da
medicina veterinária quanto nos locais de atuação em si, auxiliando no tratamento
com os tutores em momentos difíceis, capacitando os profissionais e zelando pela
saúde mental de seu ambiente de trabalho acima de tudo.
Conclui-se através desta linha de raciocínio que a intervenção do psicólogo no
âmbito da medicina veterinária pode se dar da mesma maneira que a inserção de um
psicólogo em um ambiente de hospitais humanos, pois as questões que permeiam os
dois ambientes são extremamente semelhantes, assim como as relações entre
médico-pacientes e veterinários-tutores.
O presente trabalho apresenta, portanto, como objetivo último, comprovar a
utilidade e eficiência da psicologia como uma ciência que busca promover saúde
mental e todos os âmbitos nos quais se insere através de intervenções pontuais e
embasadas e a necessidade de maior desenvolvimento teórico, técnico e prático que
normatize esta prática afim de atingir os objetivos desejados com maior eficiência.
20

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6 APÊNDICE A – CARTAZ DE INTERVENÇÃO DE SAÚDE MENTAL EM


VETERINÁRIOS