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MANUAL

DE APOIO

3112 - Manutenção de espaços florestais e


silvicultura preventiva

Manutenção de espaços florestais – operações silvícolas

O enquadramento do planeamento e da gestão dos espaços florestais, está atualmente de munido por
diversos instrumentos que se podem diferenciar quanto à escala e quanto aos seus objetivos.

No nível superior são de salientar a Constituição da República Portuguesa, a Lei de Bases da Política
Florestal (Lei n. 33/96 de 17 de Agosto7) e a Estratégia Nacional para as Florestas (DGRF, 2007).
o

o
O Decreto-Lei n. 16/2009 de 14 de Janeiro aprova o regime jurídico dos planos de ordenamento, gestão
e de intervenção de âmbito florestal e distingue-os segundo a seguinte tipologia:

• Planos regionais de ordenamento florestal (PROF);

• Planos de gestão florestal (PGF);

• Planos específicos de intervenção florestal (PEIF).

Cabe ao planeamento florestal regional explicitar as práticas de gestão a aplicar nos espaços florestais,
apresentando já um carácter francamente operativo face às orientações fornecidas por outros níveis de
planeamento e decisão política (SANTOS et al., 2005).

A extensão e severidade dos incêndios de 2003, determinou a necessidade de acelerar a aplicação de


diversas medidas e instrumentos de política florestal já previstos na Lei de Bases da Política Floresta e de
o
adoptar novas ações de natureza estrutural. A Resolução do Conselho de Ministros n. 178/2003 de 17 de
Novembro, aprovou as grandes linhas orientadoras da Reforma Estrutural do Sector Florestal, que se
organizam em cinco grandes pilares (CNR, 2005):

• Criação de um novo modelo orgânico para o sector das florestas;

• Reordenamento e gestão florestal;

• Financiamento e fiscalidade;

• Reestruturação do sistema de defesa florestal contra incêndios;

• Reflorestação das áreas ardidas.

Neste contexto, foram aprovados um conjunto de diplomas, entre os quais a Resolução do Conselho de
o
Ministros n. 5/2006 de 18 de Janeiro, que adopta as Orientações Estratégicas para a Recuperação das
Áreas Ardidas, aprovadas pelo Conselho Nacional de Reflorestação em 30 de Junho de 2005; o Plano
Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios (PNDFCI) através da Resolução de Conselho de Ministros
o
n. 65/2006 de 26 de Maio, que enuncia a estratégia e determina os objetivos, as prioridades e as
intervenções a desenvolver para atingir as metas preconizadas; e o Sistema Nacional de Defesa da Floresta
o
contra Incêndios (SNDFCI) (Decreto-Lei n. 124/2006 de 28 de Junho, com a nova redação pelo Decreto-
o
Lei n. 17/2009 de 14 de Janeiro).

O PNDFCI contém as orientações a concretizar nos PROF, refletindo-se nos níveis subsequentes de
planeamento, distrital e municipal, conforme estabelecido no SNDFCI (AFN, 2009a). Todos os
instrumentos de gestão florestal deverão explicitar medidas de silvicultura preventiva e a sua integração
e compatibilização com os esquemas superiores de organização e proteção dos espaços florestais,
designadamente as Orientações Nacionais e Regionais de Reflorestação, os PROF e os Planos Municipais
de Defesa da Floresta contra Incêndios (PMDFCI) (CRRAA, 2006).

o
Ao nível da propriedade, enquadrados legalmente pelo Decreto-Lei n. 16/2009 de 14 de Janeiro, os PGF
são instrumentos base para o cumprimento dos objetivos de proteção e de exploração dos recursos
florestais e naturais de forma sustentada, tendo em conta as atividades e usos dos espaços adjacentes,
enquanto os PEIF, são instrumentos de resposta a constrangimentos específicos da gestão florestal (AFN,
2009a).

ESTRATÉGIA NACIONAL PARA AS FLORESTAS

A Estratégia Nacional para as Florestas (DGRF, 2007) pode ser vista como o sucessor do Plano de
Desenvolvimento Sustentável da Floresta Portuguesa (DGF, 1998), que para além de incluir uma reflexão
sobre o sector, constitui o “elemento de referência das orientações e planos de ação públicos e privados
para o desenvolvimento do sector nas próximas décadas”.

Os objetivos Estratégia Nacional para as Florestas centram-se em cinco eixos fundamentais:

• Minimização dos riscos de incêndios e agentes bióticos;

• Especialização do território;

• Melhoria da produtividade através da gestão florestal sustentável;

• Redução de riscos de mercado e aumento do valor dos produtos;

• Melhoria geral da e ciência e competitividade do sector;

• Racionalização e simplificação dos instrumentos de política.

De forma a maximizar o valor económico total da floresta, é proposto especializar o território em três
tipos de áreas com base no conceito de função dominante (DGRF, 2007): área de produção lenhosa, área
de gestão multifuncional e, áreas costeiras e outras áreas classificadas.

A macrozonagem das funções dominantes apresentadas no documento pode ser observada na Figura 7.

Figura 7. Macrozonagem das funções


dominantes do espaço florestal estabelecidas
em função das produtividades potenciais
lenhosas e distribuição no território
continental das três espécies o- restais que
estão integradas em leiras florestais (DGRF,
2007 )

A área de gestão multifuncional estabelecida


corresponde a zonas de produtividade
potencial lenhosa baixa, preconizando-se, por
essa razão, uma lógica de
multifuncionalidade do espaço florestal,
potenciando, em complementaridade e de
acordo com a especificidade local:

• Os valores de uso direto os outros produtos


não lenhosos, como a cortiça e os frutos
secos, nomeadamente a produção de pinhão
em povoamentos de pinheiro manso, de
castanha, mas também de pastagem, de caça
e de recreio;

• Os valores de uso indireto, como a proteção dos solos e do regime hídrico.

A Estratégia Nacional para as Florestas é “suportada numa matriz estruturante do valor das florestas, que
se pretende maximizar através de diversas linhas de ação estratégicas que, a curto prazo, tendem a
minimizar os riscos de incêndios e dos agentes abióticos e, a médio prazo, a assegurar a competitividade
do sector” (DGRF, 2007).

PLANO E SISTEMA NACIONAL DE DEFESA DA FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS

A profunda alteração ao nível do planeamento, centrando a definição das políticas de intervenção nas
florestas nos municípios, e o reforço da capacidade técnica, com a revisão do suporte legislativo ao nível
das políticas de prevenção e com as mudanças ao nível de procedimentos, são objetivos primordiais do
o
PNDFCI, regulamentado pela Resolução de Conselho de Ministros n. 65/2006 de 26 de Maio. É
pretendido aumento radical das áreas de gestão ativa que associado à criação de redes de faixas e
mosaicos de gestão de combustível e ao alargamento do uso de técnicas de fogo controlado, no sentido
de diminuir a extensão e severidade dos incêndios florestais (com áreas superiores a 1 ha, e eliminação
de incêndios com áreas superiores a 1000 ha).

O PNDFCI assenta em cinco eixos de atuação, correspondentes a grupos de atividades relacionadas, de


forma a atingir objetivos específicos:

• Aumento da resiliência do território aos incêndios florestais Rever e integrar políticas e


legislação; Promover a gestão florestal e intervir preventivamente em áreas estratégicas;

Criar e aplicar orientações estratégicas para a gestão das áreas florestais, entre as quais a adopção do
modelo Zona de Intervenção Florestal (ZIF) como referência para a introdução de princípios e estratégias
de defesa da floresta contra incêndios, canalizando para esta ação os recursos financeiros existentes, e o
aumento das áreas com gestão ativa, promovendo a introdução dos princípios de DFCI e das melhores
práticas silvícolas no terreno;

Definir as prioridades de planeamento e execução das infraestruturas de DFCI face ao risco, através da
operacionalização da ação das Comissões Municipais de Defesa da Floresta (CMDF) e do apoio à atividade
dos Gabinetes Técnicos Florestais (GTF);

Proteger as zonas de interface urbano/ floresta, através da criação e manutenção de faixas exteriores de
proteção, nos aglomerados populacionais, parques e polígonos industriais, aterros sanitários, habitações,
estaleiros, armazéns, oficinas e outras edificações, intervindo prioritariamente nas zonas com maior
vulnerabilidade aos incêndios;

Implementar um programa de gestão de combustíveis, através do planeamento, construção e


manutenção de redes de faixas e mosaicos de parcelas de gestão de combustível estrategicamente
localizadas para a compartimentação dos espaços florestais e apoio ao combate aos incêndios, e do
desenvolvimento de um programa de fogo controlado em ações preventivas;

• Condicionar trabalhos/acessos a áreas florestais durante o período crítico;

• Redução da incidência dos incêndios;

• Educar e sensibilizar as populações;

• Melhorar o conhecimento das causas dos incêndios e das suas motivações;

• Capacidade de dissuasão e fiscalização;

• Melhoria da eficácia do ataque e da gestão dos incêndios;

• Articulação dos sistemas de vigilância e detecção com os meios de 1.a Intervenção, através de um
sistema nacional de gestão do "Risco de Incêndio Florestal";

• Reforço da capacidade de 1a Intervenção;

• Reforço da capacidade do ataque ampliado;

• Melhoria da eficácia do rescaldo e vigilância pós-rescaldo;

• Melhoria das Comunicações;

• Melhoria dos meios de planeamento, previsão e apoio à decisão;

• Melhoria da capacidade logística de suporte à DFCI;

• Recuperar e reabilitar os ecossistemas;

• Adaptação de uma estrutura orgânica funcional e eficaz.

o o
O SNDFCI (Decreto-Lei n. 17/2009 de 14 de Janeiro, que altera e republica o Decreto- Lei n. 124/2006
de 28 de Junho) prevê o conjunto de medidas e ações de articulação institucional, de planeamento e de
intervenção relativas à prevenção e proteção das florestas contra incêndios, nas suas diferentes
vertentes. No âmbito do SNDFCI, cabe:

• À Autoridade Florestal Nacional (AFN) a coordenação das ações de prevenção estrutural, nas vertentes
de sensibilização, planeamento, organização do território florestal, silvicultura e infra -
estruturação;

• À Guarda Nacional Republicana (GNR) a coordenação das ações de prevenção relativas à vertente da
vigilância, detecção e fiscalização;

• À Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) a coordenação das ações de combate, rescaldo e
vigilância pós-incêndio. São enquadrados hierarquicamente os diferentes planos de defesa da
floresta contra incêndios florestais: PNDFCI, Planos Distritais de Defesa da Floresta Contra
Incêndios (PDDFCI) e PMDFCI. Todas as iniciativas locais de prevenção, pré-supressão e
recuperação de áreas ardidas ao nível submunicipal devem estar articuladas e enquadradas pelos
PMDFCI. O SNDFCI de ne ainda o âmbito, natureza, missão, atribuições e composição das
Comissões de Defesa da Floresta. Neste diploma são também enquadrados os elementos de
planeamento que pretendem sustentar as decisões no âmbito da defesa da floresta. Entre os
quais constam o “Índice de risco temporal de incêndio florestal”, a “Zonarem do continente
segundo o risco espacial de incêndio” e a definição de “Zonas críticas”.

De salientar os condicionalismos à edificação constantes no diploma. A construção de edificações fora das


áreas edificadas consolidadas é proibida nos terrenos classificados nos PMDFCI com risco de incêndio das
classes alta ou muito alta, sem prejuízo das infra- estruturas definidas nas Redes de Defesa da Floresta
contra Incêndios (RDFCI). As novas edificações no espaço florestal ou rural fora das áreas edificadas
consolidadas têm ainda de salvaguardar, na sua implantação no terreno, as regras definidas no PMDFCI
respectivo ou, se este não existir, a garantia de distância à estrema da propriedade de uma faixa de
proteção nunca inferior a 50 m e a adopção de medidas especiais relativas à resistência do edifício à
passagem do fogo e à contenção de possíveis fontes de ignição de incêndios no edifício e respectivos
acessos.

O SNDFCI determina igualmente as medidas de organização do território, de silvicultura e de infra-


estruturação, em particular as redes de defesa da floresta contra incêndios, assim como o
condicionamento de acesso, de circulação e de permanência em áreas florestais; o uso do fogo; os
sistemas de vigilância, detecção e combate; e os procedimentos de fiscalização.

PLANOS REGIONAIS DE ORDENAMENTO FLORESTAL

o o
O n. 1 do artigo 4o do Decreto-Lei n. 16/2009 de 14 de Janeiro refere que “o PROF é um instrumento de
política setorial à escala da região, que estabelece as normas específicas de utilização e exploração
florestal dos seus espaços, de acordo com os objetivos previstos na Estratégia Nacional para as Florestas,
com a finalidade de garantir a produção sustentada do conjunto dos bens e serviços a eles associados”.

Os PROF constituem peças fundamentais de planeamento setorial, integradas no sistema de gestão


territorial nacional, que fornecem o enquadramento técnico e institucional apropriado para dirimir os
potenciais conflitos relacionados com categorias de usos e modelos silvícolas concorrentes para o mesmo

território (SANTOS et al., 2005).

No âmbito da elaboração dos PROF (MADRP, 2005), foi delineada uma visão para a floresta nacional, que
se pretende que seja no futuro estável, gerida de forma profissional e de suporte da atividade económica,
cujas funcionalidades associadas aos espaços florestais são:

• Produção;

• Silvopastorícia e cinegética;

• Proteção do solo e da água;

• Conservação de habitats;

• Recreio.

o
O artigo 2o da n. 62/2011 de 2 de Fevereiro suspende parcialmente os PROF enquadrados na área de
o
estudo, em particular, os artigos 39.o e 41.o a 45.o do regulamento anexo ao Decreto Regulamentar n.
16/2006, de 19 de Outubro, que aprova o PROF do Ribatejo; os artigos 38.o, e 40.o a 44.o do regulamento
o
anexo ao Decreto n. 9/2006, de 19 de Julho, que aprova o PROF do Pinhal Interior Norte; e os artigos
27.o, e 29.o a 33.o do regulamento anexo ao Decreto Regulamentar n.o 8/2006, de 19 de Julho, que
aprova o PROF do Pinhal Interior Sul.

PLANOS MUNICIPAIS DE DEFESA DA FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS

o o
Os n. 1 e 2 do Artigo 10o do Decreto-Lei n. 17/2009 de 14 de Janeiro enquadram os PMDFCI como
instrumentos que “contêm as ações necessárias à defesa da floresta contra incêndios e, para além das
ações de prevenção, incluem a previsão e a programação integrada das intervenções das diferentes
entidades envolvidas perante a eventual ocorrência de incêndios”, sendo elaborados pelas Comissões
Municipais de Defesa da Floresta.

Pretende-se que os PMDFCI sejam instrumentos de planeamento dinâmicos e adaptados às diferentes


realidades locais, onde constem objetivos, metas e ações, em articulação com os níveis de planeamento
superior (AFN, 2009b).

Nos PMDFCI inclui-se a caracterização biofísica (que incide em particular sobre as variáveis com relevância
para a prevenção de incêndios florestais) e socioeconômica do território, a análise do histórico de
incêndios florestais, e a avaliação da perigosidade de incêndio florestal. A caracterização tem como
objetivo sustentar o planeamento de um conjunto de ações de âmbito territorial, em particular a definição
das RDFCI

O mapa de Perigosidade de Incêndio Florestal que consta nos PMDFCI deve ser vertido para o mapa de
condicionantes dos respectivos Planos Diretores Municipais, embora seja utilizado no SNDFCI o termo
risco, quando se refere aos condicionalismos à edificação em espaço rural.

Rede regional de defesa da floresta contra incêndios (RAMALHO et al., 2005; CRRAA, 2006)

ZONAS DE INTERVENÇÃO FLORESTAL

o
No âmbito da Reforma Estrutural do Sector Florestal, pela Resolução do Conselho de Ministros n.
178/2003, de 31 de Outubro, foi concretizado um conjunto abrangente de medidas, entre as quais a
criação de Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), com o m de superar constrangimentos há muito
identificados, entre os quais o excessivo parcelamento fundiário, e a de ciente ou ausência de gestão
o
florestal nestes locais. As ZIF, regulamentadas atualmente pelo Decreto-Lei n. 15/2009 de 14 de Janeiro
o
(que revoga o Decreto-Lei n. 127/2005 de 5 de Agosto), visam promover a gestão sustentável dos espaços
florestais que as integram, coordenar de forma planeada a proteção dos espaços florestais e naturais,
bem como, reduzir as condições de ignição e de propagação de incêndios florestais. Este diploma de ne
as ZIF como áreas territoriais contínuas e delimitadas constituídas maioritariamente por espaços
florestais, submetidas a um plano de gestão florestal e a um plano de defesa da floresta e geridas por
uma única entidade. A área territorial da ZIF compreende um mínimo de 750 ha e inclui no mínimo 50
proprietários ou produtores florestais e 100 prédios rústicos.

A criação de ZIF, destinadas a dar corpo a intervenções em espaços florestais contíguos e de minifúndio,
constituem um passo positivo destinado a inverter a situação de abandono hoje existente nas áreas
florestais (CRRAA, 2006).

As ZIF concretizam as diretrizes definidas nos planos de nível regional e municipal, garantindo uma ação
coordenada no terreno. O estabelecimento de ZIF (que deverão ter, no futuro, um âmbito menos
restritivo e evoluir para estruturas que promovam a diversificação de atividades silvícolas) pode constituir
uma oportunidade para cumprir os pressupostos de proteção da floresta, dar dimensão às explorações,
incentivar o associativismo, permitir o aumento de produção e certificação florestal, e profissionalizar a
gestão (GUIOMAR et al., 2007a). Têm como objetivos:

• Garantir a adequada e e ciente gestão dos espaços florestais, com a atribuição concreta de
responsabilidades;

• Ultrapassar os bloqueios fundamentais à intervenção florestal, nomeadamente a estrutura de


propriedade privada, em particular nas regiões de minifúndio;

• Infra estruturar o território, tornando-o mais resiliente aos incêndios florestais, garantindo a
sobrevivência dos investimentos e do património constituído;

• Conferir coerência territorial à intervenção da administração central e local e dos mais agentes com
intervenção nos espaços florestais e evitar a pulverização no território das ações e dos recursos
financeiros;

• Concretizar territorialmente as orientações na Estratégia Nacional para as Florestas, nos instrumentos


de planeamento de nível superior, como o PNDFCI, os PROF, PDM, PMDFCI, PEOT e outros planos
que se entendam relevantes;

• Integrar as diferentes vertentes da política para os espaços florestais, designadamente a gestão


sustentável dos espaços florestais, conservação da natureza e da biodiversidade, conservação e
proteção do solo e dos recursos hídricos, desenvolvimento rural, proteção civil, discalidade,
especialmente em regiões afetadas por agentes bióticos e abióticos e que necessitem de um
processo rápido de recuperação. RAMALHO e GUIOMAR (2005) identificaram alguns

• constrangimentos relacionados com o diploma que regulamenta as ZIF, e que parecem não ter sido
efetivamente ultrapassados com a revisão do diploma:

• Diploma com alguns entraves e morosidade do processo;

• Populações-alvo muito difíceis, envelhecidas e desconfiadas do processo;

• Dificuldades na transmissão/entendimento da mensagem;

• Ausência de cadastro;

• Necessidade urgente de transmitir novas metodologias de gestão;

• Planos ainda em fase final de avaliação/alteração o que instala por vezes a confusão, inclusivamente
nas instituições o ciais;

• Falta de meios humanos e técnicos adequados no processo;

• Excessiva esperança depositada na ação da administração. A estas acrescenta-se a ausência de


penalização sobre os não aderentes à ZIF e que não apresentem plano de gestão alternativo e
ainda, a inexistência de um modelo de gestão do capital existente (que equivaleria por exemplo
a um modelo de gestão de sociedades por quotas). Segundo os mesmos autores, estes podem
ser minimizados através de um conjunto de ações:

• Procurar soluções e cientes para contornar os problemas derivados do diploma;

• Conclusão de todos Planos de Ordenamento em curso com celeridade;

• Definir o quadro financeiro de apoio a estas ações;

• Criação da noção externa de direitos/deveres sobre esta matéria em consonância com as


regras a estabelecer para o ordenamento e defesa das florestas;

• Definir um quadro de extensão que enquadre todos os atores.

PLANOS DE GESTÃO FLORESTAL

Os PGF (Decreto-Lei •16/2009 de 14 de Janeiro) são instrumentos de gestão dos espaços florestais que
determinam, no espaço e no tempo, as intervenções, visando a produção sustentada de bens e serviços,
tendo em conta os espaços envolventes. Têm como objetivos:

• Promover a gestão florestal sustentável dos espaços florestais que as integram e obter a certificação
florestal;

• Coordenar, de forma integrada, a proteção dos espaços florestais e naturais;

• Coordenar a recuperação dos espaços florestais e naturais quando afetados por incêndios;

• Diminuir custos, rentabilizando os meios existentes;

• Valorizar os aspectos ambientais e sociais das suas áreas florestais;

• Reduzir as condições de ignição e de propagação de fogos florestais;

• Tornar os produtos mais competitivos no mercado nacional e internacional.

A elaboração de um PGF pressupõe a caracterização da situação atual, definição de objetivos, análise de


cenários de gestão e uma conjectura de um plano de ação, promover a floresta numa estratégia de
desenvolvimento local e de acordo com os critérios e indicadores de gestão florestal sustentável, e definir
modelos de gestão florestal compatíveis com os habitats e as espécies de ora e fauna com interesse
comunitário existentes no local. As tomadas de decisão na gestão florestal envolvem três passos
fundamentais:

• A caracterização da situação atual e periódica da exploração florestal, desenvolvido através do


inventário e monitorização dos recursos existentes;

• O planeamento das intervenções a médio/longo prazo na exploração florestal, elaborado com base nos
dados do inventário e sujeitos a um processo de melhoria contínua, com as adaptações
resultantes dos dados da monitorização;

• A execução das intervenções projetadas no terreno, de acordo com as boas práticas florestais,
tecnicamente ajustadas ao local, com minimização de custos e optimização dos objetivos de
gestão definidos.

Para tal, os PGF devem conter:

• Enquadramento territorial e social do plano;

• Caracterização dos recursos existentes (componente florestal, silvo pastoril, caça e pesca e outros
recursos);

• Análise de riscos bióticos e abióticos associados à gestão florestal;

• Análise da função dominante do território (Quadro 1) em articulação com o PROF, e avaliação do grau
de multifuncionalidade potencial;

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• Desenvolvimento de uma proposta de divisão da unidade de gestão em talhões de acordo com os


resultados das análises anteriores;

• O modelo de exploração, que inclui: Programa de gestão da produção lenhosa; Programa de


aproveitamento dos recursos não lenhosos e outros serviços associados; Propostas de gestão
de combustíveis em faixas ou em mosaicos em articulação com medidas incluídas no PMDFCI,
com as Orientações Estratégicas Regionais do Conselho Nacional de Re florestação, e com o
disposto no SNDFCI; Programa de gestão de biodiversidade, desde que abrangido por áreas
classificadas.

• Métodos de regulação, avaliação e acompanhamento da sua produção (Decreto-Lei n. 16/09 de 14 de


Janeiro).

Elenco de um conjunto de boas práticas florestais e definição de indicadores de monitorização com


especial atenção para (CAP, 2004):

• Preparação do terreno, de forma garantir condições óptimas à sementeira, plantação, ou


estabelecimento de regeneração natural e criar condições para o sucesso do futuro povoamento,
tendo especiais cuidados com a drenagem e a fertilização;

• Plantação, sementeira e regeneração natural, cujos objetivos passam por instalar ou manter no terreno
uma nova geração de árvores bem adaptada à estação e capazes de satisfazer os objetivos
estabelecidos para a área, garantir o coberto vegetal planeado com os menores custos e no
menor tempo de instalação possível, e em harmonia com a paisagem local;

• Gestão da vegetação de uma forma sustentada, até ao estabelecimento bem sucedido de um coberto
florestal;

• Manter o bom estado sanitário do povoamento através de sistemas de proteção das árvores que
minimizem a ocorrência de danos causados por doenças, insetos ou outros animais;

• Na condução dos povoamentos, otimizar a relação entre os recursos aplicados e os produtos obtidos,
assegurar o desenvolvimento dos povoamentos até à maturidade de forma sustentável,
acompanhar e registar o estado dos produtos florestais, corrigir impactes desfavoráveis,
aumentar a qualidade dos produtos florestais e maximizar o valor potencial dos povoamentos;

• Assegurar a extração do lenho, otimizar a extração de forma sustentável e com o menor custo possível,
minimizando os impactes negativos na floresta;

• Exploração de produtos florestais não lenhosos proporcionados pela estação, diversificando as fontes
de receita da exploração florestal e aproveitando todas as potencialidades da área;

Nível de planeamento

Nacional

Regional

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Plano Estratégia Nacional para as Florestas

Planos Regionais de Ordenamento Florestal

Orientações Regionais para a Reflorestação Planos Diretores Municipais Zonas de Intervenção Florestal
e Planos de Gestão Florestal

• Prover a floresta de infraestruturas que sirvam de suporte à instalação, condução, exploração e


proteção de matas, devidamente inseridas na paisagem e adequadas para os quais foram
planeadas, e certificar que as existentes se integram de um modo economicamente viável no
plano de gestão;

• Repor um coberto vegetal viável após a exploração florestal, manter ou melhorar o potencial produtivo
da área e as características da floresta (conservação do solo, da água, diversidade biológica e do
património), e manter ou melhorar o acesso e a rede de infraestruturas de apoio à atividade
florestal. Os planos elaborados para a ZIF são de cumprimento obrigatório para os aderentes.
Os não aderentes estão obrigados a ter um PGF para as suas propriedades aprovado pela AFN.

Cabe à AFN providenciar a integração dos planos individuais dos não aderentes nos Planos das
ZIF, devendo em sede de parecer, na Comissão Municipal de Defesa da Floresta ou de aprovação
pela AFN, serem identificadas as ações de interesse público.

PLANOS ESPECÍFICOS DE INTERVENÇÃO FLORESTAL

Os PEIF correspondem a um nível de planeamento operacional, podendo incidir sobre territórios


com significativo risco de incêndio florestal, no controlo de pragas e doenças florestais, no
controlo ou erradicação de espécies invasoras, na recuperação de áreas percorridas por
incêndios, entre outras (AFN, 2009a). São de elaboração obrigatória para as ZIF, de acordo com
o definido no n.2 do artigo 20.o do Decreto-Lei n. 15/2009 de 14 de Janeiro.

A elaboração dos PEIF compete:

• Ao Estado nos territórios sob sua gestão;

• Aos órgãos de administração dos baldios nos territórios sob sua gestão;

• À entidade gestora das ZIF, nos termos da legislação especial;

• Aos proprietários ou outros produtores florestais privados.

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De acordo com a norma técnica publicada pela AFN (2009a), os PEIF apresentam a seguinte estrutura,
conforme o definido no Decreto-Lei no16/2009 de 14 de Janeiro, artigo 19o, nos 1, 2 e 3:

• Documento de avaliação, que pelo seu conteúdo de enquadramento, é comum a qualquer tipo de PEIF
e que inclui: Enquadramento territorial e social; Caracterização dos recursos; Articulação com
os instrumentos de planeamento;

• Plano operacional, que se diferencia por áreas de intervenção integradas em programas,


nomeadamente de defesa da floresta contra incêndios; controlo de pragas, doenças e espécies
invasoras; recuperação de áreas ardidas e controlo da erosão. O plano operacional inclui:
Programas; Mapa síntese das intervenções preconizadas e respectivos indicadores de
execução; Orçamento justificado; Mecanismos e procedimentos de coordenação entre os
vários intervenientes, individuais e coletivos. Figura 15. Estrutura do PEIF (AFN, 2009a) Ficam
obrigatoriamente sujeitos à elaboração de PEIF todos os territórios que, por efeito das
disposições legais ou notificação pela AFN, se obriguem a medidas extraordinárias de
intervenção.

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GESTÃO DOS COMBUSTÍVEIS

As florestas constituem um espaço de biodiversidade, de proteção de solos e recursos hídricos, de fixação


de carbono atmosférico, de recreio, lazer e produção de riqueza. Fator de crescimento socioeconómico,
a floresta oferece-nos inúmeros bens e produtos.

A defesa da floresta e a sua conservação obrigam a uma correta atuação do Homem quer ao nível da
gestão, quer do seu comportamento perante os espaços florestais. Os incêndios florestais representam a
maior ameaça para a conservação florestal, proteção de pessoas, bens e edifícios.

A sociedade deverá atuar no sentido de alterar comportamentos de risco, passíveis de originar tais
adversidades.

PLANEAMENTO

O plano municipal de defesa da floresta contra incêndios (PMDFCI), que contém as medidas necessárias
à defesa da floresta, em consonância com o Plano Nacional de Defesa da Floresta e com o respetivo
planeamento distrital de defesa da floresta, articulando a atuação dos organismos com competências em
matéria de defesa da floresta. Poderá obter mais esclarecimentos junto do Gabinete Técnico Florestal
(GTF).

SENSIBILIZAÇÃO

As ações de sensibilização têm como objetivo consciencializar e alertar a população, nomeadamente


jovens, população rural, agricultores, proprietários florestais e população urbana, para os perigos que
representam algumas práticas diárias, muitas vezes aliadas ao uso do fogo, de forma a diminuir o número
de ocorrências.

SILVICULTURA

As ações de silvicultura preventiva e gestão de combustível (FGC) permitem ordenar o território, criando
a descontinuidade horizontal e vertical da carga combustível nos espaços rurais, através da modificação
ou da remoção parcial ou total da biomassa vegetal (limpeza de matos, desbastes, desramações),
diminuindo a intensidade de um fogo, dificultando a sua transmissão entre árvores contíguas e
minimizando a possibilidade do seu desenvolvimento vertical.

INFRAESTRUTURAS FLORESTAIS

As infraestruturas nas florestas, nomeadamente a rede viária e pontos de água, permitem apoiar o
combate a incêndios florestais.

Os incêndios, as pragas e as doenças, são os principais perigos que ameaçam a floresta. Destes, os
incêndios são os mais destrutivos.

Os incêndios florestais têm origem em causas naturais (trovoadas), ou causas humanas (negligência:
queimas, queimadas, cigarros mal apagados; acidentais: operações florestais; intencionais: fogo posto).

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As consequências são a destruição de milhares de hectares de floresta, a morte de animais, habitações


destruídas, vidas humanas perdidas, entre muitas outras.

É um problema de toda a sociedade, sendo por isso necessário que os cidadãos, desde os mais novos aos
mais adultos, do meio rural ao meio urbano, passem a ter um papel mais ativo na resolução deste
problema e não simplesmente como espetadores.

Cabe assim a todos cumprir todas as regras de defesa da floresta contra incêndios, nomeadamente as
estipuladas para o período crítico (definido anualmente em portaria) e fora dele, nos dias de risco de
incêndio muito elevado e máximo, como também todas as regras de execução de faixas de gestão de
combustível.

GESTÃO DOS COMBUSTÍVEIS – PARA QUÊ?

O comportamento do fogo é determinado por três fatores: topografia, meteorologia e vegetação. Apenas
o último pode ser modificado pelo Homem, através da gestão de combustíveis.

Entende-se por gestão de combustíveis (GC), a redução do material vegetal e lenhoso, de modo a dificultar
a propagação do fogo na vertical (do estrato herbáceo para as copas) e na horizontal (ao longo dos
diferentes estratos).

A GESTÃO DE COMBUSTÍVEL - Permite aos bombeiros intervir com mais eficácia e mais segurança na
propriedade alvo de GC, porque o fogo, ao atingir estas áreas, perde intensidade devido à diminuição de
combustível para queimar.

Diminui a probabilidade de um incêndio acidental a partir da sua propriedade (na confecção de ali-
mentos, queima de sobrantes agrícolas, etc.).

No caso de um incêndio de grandes proporções, a GC permite diminuir os meios de combate sobre as


habitações e concentrar mais elementos disponíveis para o combate na defesa da floresta.

Efetuar a GC não significa eliminar toda a vegetação. O terreno pode ter vegetação arbustiva e arbórea
que cumpra o previsto no Decreto-Lei n. 124/2006, de 28 de junho, com as alterações introduzidas pelo
Decreto-Lei n. 17/2009, de 14 de janeiro.

Uma árvore, desde que podada e localizada a mais de cinco metros das edificações, pode ser mantida.

GESTÃO DE COMBUSTÍVEIS

De acordo com o artigo 15.o do decreto-lei n.o 124/2006, de 28 de junho, com as alterações introduzidas
pelo decreto-lei n. 17/2009, de 14 de janeiro, é obrigatória a gestão de combustíveis (GC) à volta das
edificações e aglomerados populacionais.

Onde fazer a Gestão de Combustível

É obrigatório proceder à gestão de combustíveis à volta das edificações (habitações, estaleiros, armazéns,
oficinas ou outros equipamentos), inseridas nos espaços rurais e nos aglomerados populacionais inseridos
ou confinantes com espaços florestais e previamente definidos no PMDFCI.

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Esta faixa é medida a partir da alvenaria exterior da edificação.

Responsável pela Gestão de Combustível

São obrigados a executar a gestão de combustível todos os proprietários, arrendatários, usufrutuários ou


entidades que detenham terrenos inseridos nas faixas de gestão de combustível, mesmo que não sejam
proprietários das edificações. COMO FAZER A GC

No coberto arbóreo, sempre que possível, a distância entre copas deverá ter, no mínimo, quatro metros
e ter a base das copas à altura mínima de quatro metros;

As copas das árvores e dos arbustos devem estar distanciados, no mínimo, cinco metros da edificação,
evitando- se a sua projeção sobre a cobertura do edifício;

Deverão ser removidas as ervas secas, folhas mortas, caruma dos pinheiros e ramos que se encontram no
chão, na cobertura dos edifícios, caleiras, algerozes e passadiços de madeira;

Deve ser garantida a descontinuidade horizontal dos combustíveis ao longo da FGC.

Época de implementação ou manutenção da FGC

Os trabalhos de gestão de combustível deverão ser realizados entre novembro e abril. Neste período
evita-se, também, a propagação de pragas e doenças como o Nemátodo da Madeira do Pinheiro, pois não
se está a trabalhar durante o período de voo da maioria dos insetos.

TÉCNICAS SILVÍCOLAS

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As operações de desbaste, desramação e limpeza de mato a empregar, poderão ser manuais ou


mecânicas. Devem ser executadas com a finalidade de aumentar a resistência ao fogo dos povoamentos
e formações vegetais.

Técnicas manuais e mecânicas

DESBASTE

O regime de desbaste é definido por cinco critérios, que conjugados com a classificação das árvores em
termos de posição relativa no povoamento determinam o modo de procedimento do desbaste (Alves,
1988).

Tipo ou método de desbaste - define uma alteração na estrutura horizontal e vertical do povoamento.
Determina pois um novo arranjo da espacial do povoamento, consoante os critérios definidos, que podem
ser: classe de diâmetro; posição relativa no coberto; distribuição espacial (proximidade); conformação;
qualidade e estado do fuste ou da copa.

Desbaste pelo baixo – neste a ordem de prioridade de intervenção é das dominadas para as dominantes
(de baixo para cima, do pior para o melhor), inicia-se nas árvores dominadas, copas mal conformadas,
mortas ou doentes, nunca se retira árvores de posição superior no estrato enquanto houver árvores no
estrato inferior (figura 1, 2 e 3).

Aplicabilidade - Indicado para espécies intolerantes ao ensombramento, cujos indivíduos dos andares
inferiores perderam capacidade competitiva e de resposta a desafogo que pudesse existir nos andares
superiores.

Figura 1 – Esquema de um exemplo de um desbaste pelo baixo


- situação antes e depois do desbaste e antes do desbaste
seguinte, respetivamente (Alves, Pereira e Correia, 2012)

Figura 2 –
Desbaste pelo
baixo com grau
elevado
(adaptado de
Daniel, Helms e
Baker, 1979)

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Desbaste pelo alto – contrariamente ao desbaste pelo baixo, neste as intervenções incidem nos andares
superiores, essencialmente nas árvores codominantes e dominantes (figura 3), poupando-se as dos
andares subdominado e dominado, tendo por objetivo preservar para o corte final as melhores árvores
dominantes, concedendo-lhes desafogo ao retirar as árvores em competição com elas, por estarem no
mesmo andar ou no codominante. Podendo-se escolher para permanecerem árvores codominantes se
forem mais prometedoras. A permanência das árvores dos andares inferiores, serve como árvores de
acompanhamento que promovem diretamente a desramação natural das árvores dos andares superiores
e assim um bom coeficiente de adelgaçamento. Segundo Alves (1988), este tipo de desbaste apresenta
duas caraterísticas principais: 1) obtenção de melhore árvores no termo da explorabilidade, de maiores
dimensões médias, com fustes mais qualificados, sem prejuízo para o volume total; 2) obtenção de
material lenhoso em cortes intermédios mais valorizado (maior volume) conferindo rentabilidade à
operação. Contudo exige maior especialização no marcador de desbastes (conhecimentos de silvicultura).

Aplicabilidade – Indicado para espécies tolerantes, ou pouco intolerantes, em povoamentos puros, com
presença de boas árvores nos andares inferiores (bem conformadas, bom coeficiente de adelgaçamento).
Igualmente indicado para povoamento mistos com espécies de mais rápido crescimento nos andares
superiores e de mais lento crescimento nos andares inferiores (p. ex. pinheiro bravo e carvalhos ou
castanheiros). É contraindicado para as intolerantes, principalmente nas fases mais avançadas de
desenvolvimento dos povoamentos (pois dificilmente se manteriam árvores em bom estado vegetativo
nos andares inferiores).

Figura 3 - Proposta de dois cenários. Um marcado com um “-“ se o desbaste pelo baixo for para continuar,
e um marcado com um “X” se for apenas para fazer um desbaste pelo alto(adaptado de Daniel, Helms e
Baker, 1979)

Desbaste seletivo – De acordo com o seu conceito poderia ser designado por salteado ou jardinatório,
devido às características de corte salteado que possui (embora não sendo um corte final), e no sentido
em que o desbaste pelo alto e pelo baixo na sua essência também são seletivos (com caraterísticas
próprias). Como no desbaste pelo alto, é direcionado para os andares superiores, com a grande diferença
de terem um objetivo diverso: favorecer os andares médio e inferior, removendo inclusivamente as
melhores dominantes, aquelas que são sempre preservadas no desbaste pelo alto. É um tipo de
intervenção que vai ao contrário da evolução natural, elimina os indivíduos que se destacaram na

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competição natural.

Aplicabilidade – Verifica-se apenas em dois casos particulares. No primeiro caso, num desbaste com
carácter temporário, quando as dominantes têm fustes mal conformados, com copas excessivamente
desenvolvidas (elevado coeficiente de adelgaçamento), enquanto nos andares inferiores (subdominantes,
codominantes e dominadas) encontram-se as chamadas árvores de futuro, aquelas que dão garantias de
lenho de maior qualidade a corte final. Em espécies tolerantes ou moderadamente intolerantes, em fases
iniciais, enquanto a capacidade de resposta ao desafogo do coberto se mantém. No segundo caso, quando
um desbaste seletivo tem carácter permanente ao longo das revoluções, em casos de povoamentos
destinados à obtenção de produções de pequena ou média dimensão, começando então o corte a perder
as características de um desbaste para passar a ter também as características de um corte final (do tipo
salteado). Neste tipo de desbaste para que se obtenham no fim das revoluções produtos de dimensão
equivalente, as revoluções terão de aumentar de 40 a 60 %. Contudo a remoção das árvores dos andares
superiores, parece traduzir-se me mais elevados ou pelo menos iguais acréscimos médios em volume nas
árvores dos andares inferiores (Alves, 1988).

Desbaste mecânico – Este tipo de desbaste é utilizado em silvicultura intensiva, com compassos fixos,
com elevada mecanização nas operações de desbaste. Por exemplo na cultura intensiva de eucalipto para
produção de celulose (figuras 4 e 5). Contudo este tipo de desbaste não tem a caraterística dos anteriores
de seleção dos indivíduos a sair em desbaste. Consiste em remover todas árvores numa determinada linha
ou faixa à volta das árvores escolhidas para corte final.

Aplicabilidade – Poderá ter alguma aplicação nas fases iniciais de desenvolvimento dos povoamentos,
principalmente com plantas selecionadas (p. ex. clones), ou então em silvicultura intensiva. A operação
de limpeza de povoamento nos casos de regeneração natural intenso pode ser entendida como um
desbaste.

Figura 4 – Povoamento de Eucalyptus sp. após desbaste mecânico

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Fig. 5 – Povoamento de Pinus sp. após desbaste mecânico

Na figura 6 apresenta-se a curva de distribuição normal do número de árvores (N) por unidade de área
por classes de DAP, na qual a zona a tracejado representa as árvores que serão retiradas em cada um dos
tipos de desbaste.

Fig. 6 – Densidade de árvores por classes de DAP consoante o tipo de desbaste (Alves, Pereira e Correia,
2012)

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Ciclo ou periodicidade: é o tempo em anos, que decorre entre desbastes sucessivos num mesmo
povoamento. Quando se define o regime de desbaste deve-se mencionar a data da primeira intervenção
e o número de intervenções previstas. Segundo Alves, Pereira e Correia (2012), considera-se um ciclo
curto quando é à volta de 5 anos e longo quando é mais de 10 anos.

Peso do desbaste (di): indica o volume do material lenhoso a sair em desbaste na idade i. Mas
normalmente utiliza-se outra variável dendrométrica, como por exemplo número de árvores a sair em
desbaste.

Grau de desbaste (gi): é a relação entre o valor do volume (ou outra variável, como p. ex. número de
árvores) de material lenhoso a retirar num desbaste di e o volume vi existente antes do desbaste (volume
em pé), expresso em termos percentuais. Sendo assim, se v’i for o volume depois de desbaste, o grau de
desbaste na idade i será expresso pela equação 1:

Um desbaste diz-se fraco quando o grau é cerca de 20 %, moderado à volta de 40 % e forte acima de 60
% (Alves, Pereira e Correia, 2012).

Segundo a Forestry Comission in Alves (1988), os graus de desbaste podem ser definidos de muito leves
a muito fortes, pelas letras A a E, do seguinte modo:

A – muito leve

B – Leve

C – moderado

C/D – moderadamente forte a forte

D – forte

E – muito forte

Em termos práticos segundo Alves (1988), nos graus de desbaste mais fracos, A, B e C, a intervenção é
essencialmente nos andares dominados e subdominados, enquanto nos mais fortes, graus D e E, se
intervém intensamente nos andares codominantes e dominantes. O grau C/D é o caso intermédio e é
recomendável na maioria das espécies resinosas, especialmente quando não se tem uma técnica cultural
estabelecida para a espécie.

Uma regra geral é que nunca se deve desbastar com um grau, com o qual se preveja que no espaço de 5
a 10 anos a abertura no espaço das copas não possa ser ocupado por estas (Alves 1988).

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Intensidade de desbaste: é uma medida da produção de saída, anualmente, em média, paralela à noção
dos acréscimos anuais do volume principal. Sendo assim, a intensidade de desbaste anual Ii é o quociente
do volume removido num desbaste pelo número de anos que decorre desde o momento da sua realização
até à próxima intervenção. Poderemos agrupar da seguinte forma, será o volume de todos os desbastes
(∑di) a dividir pelo número de anos que decorreu desde a primeira intervenção até à última. Se m for o
número de desbastes e n o período ou ciclo de desbaste, a intensidade traduz-se na equação 2:

O regime de desbaste tem de ser planeado consoante os objetivos de produção lenhosa, pois causa
impacto no tipo de lenho que se obtém no final da revolução. Por exemplo, em povoamentos de espécies
folhosas, como faias, carvalhos ou castanheiros, se optarmos por compassos de plantação ou por
desbastes muito fortes aumenta o tamanho das copas e diminui a altura das árvores.

De forma a reduzir o número de árvores e planear criteriosamente quais se devem manter e remover,
será necessário ter em conta as seguintes recomendações:

Eliminar prioritariamente árvores decrépitas e doentes;

Espaçamento entre copas deverá corresponder a quatro metros (mínimo);

Em árvores com rebentamento de toiça (ex.: eucalipto), o cepo deverá ser arrancado, destroçado ou
desvitalizado com produto farmacêutico adequado, pincelando o cepo;

No desbaste de árvores de médio e grande porte, dever-se-á ter em conta a orientação da queda de
árvores, a fim de evitar danos nas restantes árvores, edificações, rede elétrica, etc.

PODAS E DESRAMAÇÕES

A desramação ou “desrama” é uma operação cultural, feito no período de condução ou manutenção do


povoamento para a libertação de andares de ramos vivos ou no caso de haverem ramos mortos, de
origem natural ou artificial.

Em povoamento mais jovens, com compassos de instalação apertados (elevadas densidades) pode
ocorrer a desramação natural. Acontece em muitos povoamentos de criptoméria.

O principal objetivo, ao invés do que acontece com os desbastes, não se direciona para o aumento da
produção, mas sim para a melhoria da qualidade do lenho produzido, para se obter uma maior valorização
económica do lenho a corte final (Alves, Pereira e Correia, 2012).

Esses objetivos atingem-se do seguinte modo:

• diminuir a proporção do tronco dentro da copa viva, favorecendo assim o grau de adelgaçamento
do tronco, pois na maioria dos casos dentro da copa viva tende a ser cónico e não cilíndrico, e
um dos objetivos produtivos é ter um fuste o mais cilíndrico possível.

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• impedir a formação de nós mortos (soltos), que resultam de ramos partidos, que ficam inclusos
no lenho (Fig. 1), dando origem à depreciação da madeira (lenho enodado) para a maioria das
suas utilizações nobres (carpintaria, marcenaria, desenrolamento para folheados, etc.).

Consoante as espécies florestais, as condições de crescimento e a finalidade do material a produzir,


definir-se-á a intensidade de desramação, que depende do número e natureza das árvores a desramar,
da sua idade e dimensões, da altura do tronco até onde é feita e da sua periodicidade.

Deste modo, em consequência desta operação cultural de desramação (quando bem executada), obtém-
se a diminuição da dimensão do núcleo enodado, aumentando a percentagem de lenho limpo sem nós.

Assim o objetivo principal é obter um “cilindro” do núcleo enodado o mais reduzido possível (Fig. 2).

Figura 1 – Nó morto ou solto dentro do lenho (adaptado de Alves, Pereira e Correia, 2012)

Figura 2 – Comparação dos efeitos de vários esquemas de desramação no núcleo enodado (adaptado de
Alves, Pereira e Correia, 2012)

As principais recomendações para as operações de poda de formação e de desramação provenientes do


Manual de Boas Práticas para a Gestão Florestal são as seguintes:

A desrama deve ser feita nos andares das árvores cujo fuste tenha diâmetros até 25 cm, dependendo do
diâmetro aquando do corte final, e em ramos com diâmetros na base inferiores a 3 cm.

Aconselha-se a época de corte de ramos nas folhosas (podas formação) no período de repouso vegetativo
(outono/inverno), e nas resinosas todo o ano.

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Para maximizar o lenho limpo, o diâmetro da base do troço que se vai desramar não deve ser superior ao
diâmetro da base do troço anteriormente desramado.

A altura da desramação é determinada pela altura da árvore. Assim, para árvores com altura superior a
oito metros, a desramação deverá ser efetuada até quatro metros do solo. Para árvores inferiores a oito
metros, a desramação deverá ser efetuada até metade da altura da árvore.

A desrama deve incidir de cada vez em dois andares de copa viva e com uma regularidade não inferior a
quatro anos, num total de três a quatro intervenções.

A desrama ou a poda realizam-se sem exceder a altura do terço inferior da árvore, nem reduzindo a copa
para comprimentos inferiores a 75% do seu comprimento inicial. A altura a desramar ou podar deverá ser
até aos 4 a 9 metros.

O corte de ramos deve ser feito o mais junto possível ao tronco, sem ferir a casca .

A poda de formação deve ser planeada de modo a garantir uma correta forma do tronco, eliminando
bifurcações e outros ramos que competem com o tronco principal e/ou com inclinação desajustada (figura
4).

Na poda de formação deve-se garantir que fica um ramo “tira seiva” para evitar podridões .

A poda de formação pode começar no período de instalação, e acentuar-se no de formação do fuste,


tendo como alvo, pelo menos, o dobro das árvores de futuro, uma vez que, no início ainda não se sabe
quais as melhores árvores.

Os cortes devem ser efetuados em bisel de modo


a evitar a acumulação de água, devendo ser
executados o mais rente possível do tronco,
deixando um toco com comprimento da
espessura de um dedo, para não ferir a árvore,
proporcionar uma rápida cicatrização e diminuir
também a suscetibilidade de ataques de pragas e
doenças.

Figura 3 – Modo de executar o corte dos ramos (DGF, 2003).

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Figura 4 – Distribuição no tronco dos ramos a cortar na


desrama e na poda de formação (DGF, 2003).

Figura 5 – Exemplificação da poda de formação com o


ramo “tira seiva”.

LIMPEZA DE MATO

Os arbustos devem ser eliminados de forma a diminuir a descontinuidade vertical e horizontal da


vegetação, proporcionando uma interrupção de combustível à passagem de incêndios.

Junto às árvores, os matos deverão ser eliminados manualmente com motosserra ou motorroçadora, para
não danificar o tronco da árvore e a raiz com alfaias pesadas.

Os restantes arbustos poderão ser eliminados com corta matos, roçadoras ou grade de discos.

Fig. 8 - Corte e destroçamento com motorroçadora

trabalhos, deverão ser cumpridas todas as regras de segurança e de manuseamento das máquinas, be

Sobrantes

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Fig. 9 - Material vegetal cortado e destroçado

USO DO FOGO

Nos espaços rurais, durante o período crítico e fora dele, sempre que o risco de incêndio orestal seja
muito elevado ou máximo, é proibido:

FAZER QUEIMAS

Fig. - Queima

FAZER QUEIMADAS

Não queimar sobrantes agrícolas ou florestais (exceto por exigências fitossanitárias obrigatórias, e na
presença de uma equipa de bombeiros).

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A realização de queimadas só é permitida fora do período crítico, e após
licenciamento na respetiva Câmara Municipal, na presença de um técnico credenciado em fogo
controlado, ou, na sua ausência, de uma equipa de bombeiros.

Fig. - Queimada

te:

FAZER FOGUEIRAS

No período crítico, não é permitido


realizar fogueiras para recreio, lazer ou
para confecção de alimentos, bem
como utilizar equipamentos de queima
e de combustão destinados à
iluminação ou à confecção de
alimentos.

Excetua-se a proibição para a confecção de alimentos quando em locais expressamente previstos para o
efeito e devidamente identificados como tal.

Fig. - Local adequado para a confecção de alimentos

RECOLHA DE MONOS

NÃO DEITE FORA OS SEUS MONOS USADOS. VAMOS


PROTEGER O AMBIENTE!

Monos - nome que vulgarmente se utiliza para definir os


resíduos volumosos sem utilidade. Exemplos:

- Mobílias velhas; - Eletrodomésticos usados


(frigoríficos, televisores, fogões, etc.); - Colchões

Para dar destino certo aos seus monos que tem em sua casa, o pedido deve ser efetuado junto da Câmara
Municipal de Vagos através do número 234 799 600. O serviço é gratuito e a recolha é realizada na 1.a
quarta-feira de cada mês.

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SILVICULTURA PREVENTIVA

As plantações florestais têm aumentado significativamente, principalmente nos últimos 50 anos devido à
demanda por produtos florestais. Estima-se atualmente em 187 milhões de hectares a área de florestas
plantadas no mundo.

• Silvicultura: Base científica e tecnológica que viabiliza e torna mais eficiente os métodos e procedimentos
para implantar e expandir essas áreas.

• Proteção Florestal: Ramo da silvicultura que


trata das atividades que visam proteger as
florestas contra os diversos agentes
causadores de danos: pragas, doenças
intempéries e incêndios.

• Em determinados estágios de
desenvolvimento, a proteção pode
representar até 90% de toda a atividade
silvícola.

• Depois do estabelecimento do povoamento, os


incêndios constituem-se na principal e mais frequente ameaça, com potencial de destruição total de um
plantio.

Todos os métodos de controle de incêndios estão baseados


na eliminação ou redução de um dos lados do triângulo do
fogo. Uma das formas mais eficientes de prevenir a
ocorrência e a propagação do fogo é a atuação sobre os
combustíveis, alterando as características que favorecem a
combustão, tais como: quantidade, umidade, continuidade,
compactação, etc.

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SILVICULTURA PREVENTIVA: Uma das formas de prevenção cada vez mais adotadas nas áreas de florestas
plantadas em todo o mundo com o objetivo de reduzir os riscos e os danos causados pelos incêndios
florestais.

Consiste na modificação da estrutura do material combustível para atender os objetivos de proteção


contra incêndios, associando essa proteção ao melhoramento da produção e à qualidade do ambiente.

Modificação dos combustíveis:

• Eliminação;
• Reordenação;
• Conversão;
• Translado.

Técnicas de Manejo de Combustíveis:

• Construção de aceiros;

• Uso de herbicidas;
• Manejo silvo pastoril;

• Queimas controladas;

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· Poda;
· Desbaste;
· Compactação do combustível;
· Fragmentação.

É imprescindível a adoção de técnicas e medidas de prevenção e combate cada vez mais eficientes e
atualizadas.

As técnicas de silvicultura preventiva são importantes aliadas no planeamento da proteção contra
incêndios nos plantios florestais.

Planeamento Operacional e boas práticas de exploração florestal

I. Planeamento Operacional

Considerações gerais

Entende-se como planeamento operacional de exploração florestal o trabalho prévio de planear as


atividades de corte, rechega e transporte, bem como a rede viária e outras infraestruturas, com o objetivo
de aumentar a e ciência das operações, assegurando os aspectos de segurança e ambientais.

O planeamento operacional é uma ferramenta fundamental para conseguir aumentar a produtividade,


reduzir custos das operações e evitar ou minimizar os potenciais impactes ambientais negativos.
Fazendo diminuir os tempos improdutivos aumenta-se a produtividade dos recursos.

PLANEAMENTO

= PRODUTIVIDADE

AMBIENTE SEGURANÇA RENDIMENTO

De uma forma genérica, na fase de planeamento devem ser ti- dos em conta os seguintes aspectos:

• Localização da área e vizinhança;


• Limites da propriedade (cercas, muros, marcos, divisas);
• Características ambientais (solo, topografia, hidrografia e clima) e paisagísticas;
• Características do povoamento a corte (idade, rotação, volumes, espaçamento, no árvores problema
etc.);
• Tipo de corte (total, parcial, desbastes ou corte fitossanitário);

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• Especificações sobre requisitos do produto, ou seja dimensão dos toros (comprimento e diâmetros) com
ou sem casca;
• Utilização futura das áreas a corte;
• Rede viária a instalar ou melhorar;
• Outras infraestruturas (rede elétrica, telefónica, de gás, condutas de água, etc.);
• Patrimônio histórico, cultural, arqueológico, etc.;
• Operações a executar, equipamentos e mão-de-obra a utilizar;
• Custos das operações;
• Planificação temporal das operações;
• Possíveis impactes ambientais e sociais;
• Leis e regulamentações aplicáveis.

No caso de estar a trabalhar em prestação de serviços, solicite a informação à empresa contratante.

Obtenha a melhor informação possível e faça um reconheci- mento pormenorizado no campo, de


preferência com

No planeamento deve ser feita uma avaliação local, podendo utilizar o anexo “Ficha Plano de Exploração”
para a recolha da informação relevante:

• Definir claramente as áreas a corte;


• Se necessário, dividir a área a corte em parcelas homogéneas, com vista a facilitar as operações e obter
o maior rendimento dos equipamentos;
• Delimitar as áreas sensíveis;
• Projetar caminhos ou trilhos;
• Definir a localização dos carregadouros;
• Definir as direções de trabalho;
• Definir as entradas e saídas da propriedade, a circulação dos meios de transporte e se existe necessidade
de melhorar a rede viária;
• Identificar e delimitar áreas problemáticas, tais como locais com baixa capacidade de sustentação, com
número elevado de “árvores problema”, etc.;

Tamanho das parcelas

Na definição do tamanho das parcelas de exploração, deve pro- curar-se conciliar as vertentes, económica
(redução dos custos de exploração), e ambiental (redução do possíveis impactes).
O tamanho das parcelas pode variar, dependendo das condições do terreno (nomeadamente o declive),
clima e povoamento. Como regra, em zonas declivosas as parcelas a corte deverão ser de menor
dimensão. No entanto, mesmo em situações de declive reduzido e com homogeneidade do povoamento,
o tamanho das parcelas a corte deverá ser limitado e a sua continuidade evitada.

As fronteiras das parcelas de exploração devem estar representadas em mapa, e no campo onde for
considerado necessário. Para facilitar procedimentos deve ser atribuído a cada parcela um número de
identificação que fica registado no mapa.

Delimitar as áreas sensíveis

Identifique e delimite as áreas a proteger nomeadamente: infra- estruturas, áreas arqueológicas, linhas
de água e as suas faixas de proteção, solos sensíveis, vestígios da presença de fauna e ora, e áreas
previamente classificadas como tendo interesse de conservação e espécies e habitats.

31



Trilhos

Em terrenos declivosos é muitas vezes necessário construir trilhos de exploração horizontais, de forma a
facilitar a circulação dos equipamentos de corte e rechega.
A sua conceção varia consoante o tipo de preparação do terreno.

Em preparações em curva de nível, os trilhos são normalmente feitos entre as linhas de plantação, e nos
terraços consistem essencialmente na sua nivelação e no seu alargamento, se necessário.

Podem ser construídos com bulldozer com angledozer, ou em alguns casos, com uma pequena
retroescavadora.
A sua construção é simples, bastando apenas preparar uma superfície horizontal, que permita realizar as
operações com o harvester e/ou forwarder em condições de segurança.

Como regra, em situações que se justifique, constrói-se um trilho em cada 4 a 6 linhas de plantação, em
função dos declives, do compasso do povoamento e do alcance dos equipamentos a utilizar.

As linhas mais próximas dos trilhos são abatidas pelo harvester e as restantes são pré-abatidas com
motosserra, antes de o harvester iniciar os trabalhos.

Carregadouros

Devem ser escolhidos locais com boa acessibilidade para os camiões, de forma a reduzir as distancias (e
os custos) de rechega. As zonas que servirão de carregadouro devem ser assinaladas, tanto no campo
como no mapa.

Deve ter em atenção as obrigações legais expostas no capítulo de Boas Práticas de Exploração Florestal.

Direções de trabalho

As direções e o sentido de trabalho do corte e da rechega de- vem ser assinaladas no mapa com setas de

Rede viária

Deve ser analisada a necessidade de melhorar a rede viária existente. Fatores como o declive, ângulos de
viragem, capacidade de sustentação, podem dificultar a circulação dos camiões e condicionar o acesso
aos carregadouros.

Se realizar obras de melhoria da rede viária, estas deverão ser executadas e finalizadas com alguma
antecedência relativa- mente ao inicio da exploração.

Locais encharcados ou com baixa capacidade de sustentação e outras situações de risco

Estas zonas, especialmente aquelas de difícil detecção durante turnos noturnos, deverão ser marcadas no
campo com fitas sinalizadoras e no mapa.

Árvores problema

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As árvores tortas ou com ramos grossos representam problemas acrescidos à exploração florestal
mecanizada, nomeadamente para o corte e processamento. Deverá ser feito o pré-abate e o corte manual
dos ramos. Se existirem áreas contínuas com grande número de árvores problema devem ser assinaladas
no mapa.

Plano de Exploração

A informação recolhida é a base do Plano de Exploração, que de uma forma geral é composto por uma
parte descritiva e por um mapa, se possível. O Anexo V.II. - “Ficha Plano de Exploração” representa um
exemplo simplificado do Plano de Exploração.

Todos os operadores devem conhecer o Plano de Exploração!

Para cada parcela, devem estar registados os seguintes dados:

• Direcção de trabalho: paralelo à plantação ou transversal para trabalhar perpendicularmente às linhas;


• Tipo de Harvester recomendado: Rodas, Lagartas ou indiferente;
• Equipamento de rechega recomendado: forwarder; trator agrícola com reboque e/ou skidder;
• Distância de rechega, em metros;

MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS DE EXPLORAÇÃO FLORESTAL

I. Considerações Gerais

• O operador, o mecânico e o responsável, devem conhecer as regras e as normas de segurança indicadas


nos manuais de operação e de manutenção, bem como as indicadas nos auto- colantes dos equipamentos
que utilizam.

Devem também conhecer as regras relacionadas com tráfego em vias públicas.


• Todas as regras e normas de segurança relacionadas com a máquina e o local de trabalho devem ser
rigorosamente seguidas.

• Tenha particular atenção às regras ambientais, evitando que sejam depositados no solo, óleos, massas
e quaisquer resíduos provenientes dos lubrificantes. É de extrema importância o controlo de fugas,
nomeadamente em máquinas usadas.

Resíduos Perigosos ou Não Perigosos

• Recolha, separe e coloque-os em recipientes adequados e em locais afastados das linhas de água.
• Dê-lhes o destino adequado, de acordo com a sua natureza.
• A manutenção dos equipamentos contém procedimentos que de- vem ser executados regularmente e
nos intervalos recomendados. Alguns destes procedimentos são executados pelo operador.
• No caso de intervenções relacionadas com eventuais avarias, deverão contactar o respectivo
representante, pois só este possui os equipamentos e ferramentas especiais, bem como a formação
necessárias para a resolução do problema.
• Qualquer anomalia ou insuficiência que comprometa a segurança operacional deve ser reparada
imediatamente.

33



De uma forma geral os intervalos de manutenção estão dividi- dos da seguinte forma, podendo o no de
horas variar entre as diversas marcas:

• Manutenção diária ou a cada dez horas de trabalho


• Manutenção semanal ou a cada cinquenta horas de trabalho • Manutenção a cada 250 horas de
trabalho
• Manutenção a cada 500 horas de trabalho
• Manutenção a cada 1000 horas de trabalho • Manutenção a cada 2000 horas de trabalho

As máquinas posteriores a 1995 estão certificadas pela diretiva 98/37/EC. (Diretiva 98/37/CE do
Parlamento Europeu e do Conselho de 22 de Junho de 1998, Jornal Oficial no L 207 de 23/07/1998, pág.
1 – 46).

Exija sempre ao fornecedor do equipamento a declaração de conformidade do fabricante, mesmo para


equipamentos adquiridos em segunda mão.

Utilize apenas os óleos especificados pelo fabricante (ver o respectivo manual de manutenção).

I.I. Prevenção de Incêndios

Quando se trabalha em ambientes florestais é inevitável a acumulação de materiais combustíveis (folhas,


serradura, óleos, etc.). Estes resíduos podem ser causa de incêndios. Para reduzir a possibilidade de
incêndios devem ser tomadas algumas precauções:

• Remover o lixo e restos de óleo e massa da grua.


• Limpar com regularidade as grelhas do radiador e condutas de arrefecimento.
• Verificar que os tubos hidráulicos estão bem fixos nos respetivos suportes evitando assim a fricção entre
eles.
• Sempre que fizer qualquer soldadura limpe bem a área envolvente.
• Verificar periodicamente os compartimentos do motor e escape.
• Manter a máquina permanentemente limpa.
• As máquinas florestais devem ter dispositivos de retenção de faíscas ou faúlhas e tapa-chamas nos tubos
de escape ou chaminés.
• As máquinas com menos de 10 toneladas devem ter um extintor de 6 kg e as com mais de 10 toneladas,
2 extintores de 6 kg. Recomenda-se que pelo menos um extintor esteja aplicado no exterior da cabina.

I.II. Preparação da máquina para manutenção

Antes do início da execução dos procedimentos de manutenção e antes do operador deixar a cadeira,
deve estacionar a máquina como a seguir indicado, salvo se no procedimento estiverem mencionadas
outras especificações.

CUIDADO: Evite movimentos inesperados da máquina que podem causar ferimentos. Antes de executar
qualquer operação na área de articulação da máquina, ligue a cavilha da trava de segurança.

1. Estacione a máquina sobre uma superfície plana e nivelada, em terreno firme.


2. Baixe a lâmina frontal, caso a máquina esteja equipada com este acessório.
3. A grua deve estar estacionada no suporte de segurança ou apoiada no solo.
4. Instale o pino de travagem antes de executar qualquer operação na área de articulação.
5. Acione o travão de parque.

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6. Deixe o motor trabalhar em velocidade reduzida durante, pelo menos, um minuto antes de desligar, de
forma a evitar danos no turbo-compressor (choque térmico).
7. Gire a chave para posição OFF. Remova a chave da ignição. (Caso o procedimento de manutenção tenha
de ser executado com o motor funcionamento, NUNCA deixe a máquina sem supervisão).
8. Coloque uma etiqueta com aviso «EM REPARAÇÃO» no interruptor da chave, para evitar o arranque,
acidental, do equipamento.

O operador e o encarregado são responsáveis pela manutenção, dentro e fora da máquina.

I.III. Intervalos de Manutenção e Afinações Gerais de Funcionamento

Os intervalos de manutenção, bem como as afinações de funcionamento não variam muito entre os
diversos fabricantes. Contudo, há características e componentes diferentes, pelo que é recomendável
observar as instruções descritas nos respectivos manuais de operação.

I. IV. Massas Lubrificantes

As nossas condições de trabalho são muito difíceis, nomeadamente no versão, com as altas temperaturas
e poeiras, levando a que se acumulem nos diversos pontos de articulação, inertes que acentuam de
sobremaneira o desgaste de cavilhas, casquilhos, rolamentos etc., daí a necessidade de se lubrificar mais
vezes, recorrendo a massas plásticas fabricadas com base de lítio.

II. Autocarregador Florestal

II.I. Intervalos entre manutenções

Faça a manutenção da sua máquina nos intervalos mostrados nesta tabela. Execute também a
manutenção nos itens em múltiplos das exigências originais.

MANUTENÇÃO DIÁRIA OU A CADA 10 HORAS


θ Verifique o nível do óleo hidráulico.

θ Verifique se a grade do radiador está limpa.

θ Verifique o nível do óleo do motor.

θ Verifique o filtro de ar.

θ Verifique o pré- filtro do gasóleo.

θ Verifique a pressão e o aspecto geral dos pneus.

θ Verifique o nível do líquido de arrefecimento do motor.

θ Ateste o depósito do gasóleo.

θ Verifique o nível do líquido do reservatório do para-brisas.

θ Faça a manutenção da lança.

θ Verifique o nível do óleo do travão de condução.


MANUTENÇÃO SEMANAL OU A CADA 50 HORAS

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θ Lubrifique dos apoios da articulação central e os do cilindro de direção.

θ Verifique o ar-condicionado.

θ Lubrifique os copos da lâmina.

θFaça a manutenção da lança.

θVerifique o sistema de combate a incêndios.


MANUTENÇÃO A CADA 250 HORAS
θLimpe a máquina.

θLubrifique os apoios dos eixos.

θVerifique o nível do óleo da caixa de transferências.

θVerifique o aperto das porcas das rodas.

θVerifique o nível do óleo do diferencial.

θVerifique os litros de ar da cabina.

θVerifique o nível do óleo dos cubos.

θVerificar o ar-condicionado.

θVerifique o nível do óleo das estruturas dos eixos.

θFaça a manutenção da lança.


MANUTENÇÃO A CADA 500 HORAS
θMude o óleo do motor.

θVerifique a ligação à massa do motor.

θMude os litros do gasóleo.

θRemova os sedimentos e a água do depósito do gasóleo.

θLimpe o tubo de respiro do cárter.

θ Verifique o sistema de arrefecimento.

θ Verifique o sistema de admissão de ar.

θ Verifique a carga das baterias.

θ Verifique o desgaste das correias.

θ Lubrifique os eixos de transmissão.

θ Verifique o funcionamento do motor.

θ Verifique a condição dos vidros de segurança.

MANUTENÇÃO A CADA 1.000 HORAS


θ Mude o óleo hidráulico.

θ Mude o óleo do circuito de travagem.

θ Substitua o filtro de retorno hidráulico.

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θ Verifique e aperte as ligações aparafusadas.

θ Substitua o respiro do tanque hidráulico.

θ Verifique o coletor do escape.

θ Mude o óleo da caixa de transferência.

θ Verificar o ar-condicionado.

θ Substitua o filtro de pressão do sistema hidráulico.

θ Faça a manutenção da grua.


MANUTENÇÃO A CADA 2.000 HORAS

θ Mude o líquido de arrefecimento.

θ Mude o óleo das estruturas dos eixos.

θ Verifique a folga das válvulas do motor.

θ Mude o óleo do diferencial.

θ Lave o sistema de arrefecimento.

θ Mude o óleo dos cubos.

θ Mude o óleo dos diferenciais dos eixos.

θ Verifique e aperte os parafusos das uniões entre os eixos e a estrutura.

θ Verifique os apoios do motor.

MANUTENÇÃO A CADA 12 MESES

θ Faça a manutenção do extintor de incêndio.


MANUTENÇÃO CONFORME NECESSÁRIO

θ Sangrar o sistema do gasóleo.

θ Verifique o funcionamento do motor de arranque.

θ Substitua a correia da ventoinha/ alternador.

θ Verifique se os injetores funcionam corretamente.

θ Limpe o filtro do depósito do gasóleo.

θ Verifique se o turbo funciona corretamente

θ Faça a manutenção da grua.

θ Verifique o ar-condicionado.

θ Verifique se o alternador funciona corretamente.

III. Processador Florestal de Rodas


III.1. Lista de verificação – Máquina Base
DIÁRIA OU A CADA 10 HORAS
θ Verifique o nível do óleo hidráulico.

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θ Verifique o nível do óleo do motor.

θ Verifique o copo do filtro do gasóleo.

θ Verifique o nível do líquido de arrefecimento.

θ Verifique o indicador de colmatagem do filtro de ar.

θ Verifique o estado de limpeza dos radiadores.

θ Inspecione a pressão e o estado geral dos pneus.


SEMANAL OU A CADA 50 HORAS
θ Verifique o nível do líquido do travão de serviço.

θ Verifique o nível do líquido do reservatório do para-brisas. Lubrifique os apoios da articulação central e dos
cilindros da direcção. CADA 250 HORAS
θ Lave a máquina.

θ Inspecione a bomba de água.

θ Verifique as condições das correias do ventilador.

θ Verifique os níveis de óleo da transmissão, diferenciais, dos boggies e dos cubos.

θ Verifique os apoios do boggie.

θ Verifique o funcionamento correto da chave de segurança da porta.


CADA 500 HORAS
θ Mude o óleo e o filtro do motor.

θ Limpe o tubo do respiro do cárter.

θ Verifique o sistema de admissão de ar.

θ Limpe a rede do bocal do depósito do gasóleo.

θ Mude o filtro principal do gasóleo.

θ Verifique o tensor e desgaste das correias.

θ Verifique o amortecedor de vibrações da cambota.

θ Verifique o sistema de arrefecimento e o liquido arrefecedor.

θ Proceda à purga do depósito do gasóleo.

θ Verifique a carga e nível do eletrólito das baterias.

θ Verifique o desgaste do travão de chassis.

θ Verifique a condição dos vidros de segurança.

CADA 1.000 HORAS


θ Mude o óleo hidráulico.

θ Mude os ltros de retorno do sistema hidráulico.

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θ Mude o respiro do reservatório do óleo hidráulico.

θ Mude o filtro da bomba de transmissão.

θ Verifique o coletor do escape.

θ Lubrifique as ligações das escadas.

CADA 2.000 HORAS


θ Verifique a folga das válvulas do motor.

θ Mude o líquido do sistema de arrefecimento do motor.

θ Mude o óleo da transmissão, cárter dos boggies e cubos redutores.

MANUTENÇÃO A CADA 12 MESES


θ Faça a manutenção do extintor de incêndio.

IV. Gruas
Grua de Processador
Grua de Autocarregador
IV.I. Manutenção da Grua do Processador / Autocarregador
MANUTENÇÃO DIÁRIA OU A CADA 10 HORAS
θ Verifique as estruturas da grua.

θ Limpe a grua.
MANUTENÇÃO SEMANAL OU A CADA 50 HORAS
θ Verifique o nível do óleo do cárter de rotação da grua.

θ Verifique se as cavilhas da grua estão bem apertadas.

θ Verifique a folga lateral das lanças telescópicas.

θ Verifique a tensão das correntes das lanças telescópicas.

θ Lubrifique a grua.

θ Lubrifique as correntes das lanças com óleo.


MANUTENÇÃO A CADA 250 HORAS
θ Limpe a grua.

θ Verifique as estruturas da grua.

θ Lubrifique a garra e união.

θ Verifique o aperto da base à máquina.

Verifique a folga vertical das lanças telescópicas.


MANUTENÇÃO A CADA 1.000 HORAS
θ Limpe a tampa do rotor.

θ Mude o óleo do sistema de rotação da grua.


MANUTENÇÃO CONFORME NECESSÁRIO

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θ Ajuste as pastilhas do travão do pendural.

IV.II. Manutenção e Cuidados com a Segurança

Os procedimentos de manutenção são praticamente idênticos nas gruas que equipam os Processadoras
e os Auto carregadores florestais. Os intervalos de manutenção são os mesmos.

• Relativamente à segurança, devem ser observadas todas as indicações visíveis através dos diversos
autocolantes distribuí- dos pela grua, bem como as indicações mencionadas no manual de operação.

• Alguns princípios básicos devem ser observados, tais como, manter-se afastado da grua caso ela esteja
levantada. Para os serviços de manutenção a grua deve estar sempre apoiada no solo.

• O operador quando executa a manutenção deve estar equipado com luvas e óculos de segurança.

Atenção que a pressão do óleo é muito alta e por por vezes poderá provocar ferimentos graves.

V. Cabeça Processadora

V.I. Segurança

• Nunca intervencionar a cabeça processadora com o motor em funcionamento. Desligue o acionamento


da grua e acione o travão de parque.

• Antes de qualquer intervenção, apoie firmemente a cabeça no solo. A manutenção deve ser feita em
zona plana, com terreno firme e livre de obstáculos. Siga as informações do fabricante sobre as limitações
de segurança do equipamento.

• Durante a operação é absolutamente proibido permanecer em frente ou atrás da serra (no sentido
longitudinal da lâmina). Quando estiver a testar a corrente, certifique-se que ninguém está na linha de
acionamento da serra. Caso a corrente se parta, poderão ser projetados fragmentos dando lugar a riscos
de acidentes graves.

• Deverão ser utilizadas unicamente correntes, lâminas e pinhão, originais adquiridas no concessionário
autorizado.

CUIDADO: desligue sempre o motor antes de tocar na serra. Desligue a grua e assegure-se que nunca se
coloca sob a cabeça, de forma a evitar acidentes. Perigo de cortes! Utilize luvas de proteção e ferramentas
adequadas!

Siga as instruções de segurança.

• Substitua a corrente por outra a ada e inspecionada no final do serviço diário. Uma corrente a ada reduz
os riscos da sua fratura e o estilhaçar da madeira.

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• Uma corrente que se solte do seu lugar deve ser cuidadosamente examinada para se determinar
fraturas, elos deforma- dos, etc.

• Nunca utilize uma lâmina danificada ou com desgaste.

Siga as instruções do Manual de Operador para a substituição da corrente.

V.II. Lubrificação

• Lubrifique a máquina no final do turno de trabalho.


É mais fácil injetar massa lubrificante nos copos de lubrificação enquanto a máquina está quente.

IMPORTANTE: Não lubrifique com o motor em funcionamento.

• Limpe sempre os copos antes de começar a lubrificação.


• Elimine toda a pressão dos cilindros antes de iniciar a lubrificação. Isso facilita a introdução do
lubrificante.
• Injete massa lubrificante pelo copo de lubrificação até sair massa limpa.
• Não deite para o chão os cartuchos de massa lubrificante vazios nem toalhas de papel.

MANUTENÇÃO DIÁRIA OU A CADA 10 HORAS


θ Verifique se a corrente está a ada, a tensão a corrente, o aperto dos parafusos de fixação, eventuais avarias, etc.

θ Verifique os sensores de diâmetro quanto ao seu estado e fixação.

θ Certifique-se que o equipamento de medição do comprimento está limpo.

θ Verifique se existem fugas de óleo.

θ Verifique o funcionamento do sistema de lubrificação da corrente.

θ Lubrifique os pontos de fixação dos cilindros e os rolamentos das facas.

θ Lubrifique os apoios das facas superiores e inferiores.

θ Lubrifique os apoios dos cilindros hidráulicos do Tilt.

θ Lubrifique os pontos de aperto do cilindro da serra.

θ Lubrifique o apoio da roda de medição.

θ Lubrifique os rolamentos e rótulas dos cilindros dos braços dos rolos de alimentação.

θ Lubrifique o pendural do rotor.


MANUTENÇÃO SEMANAL OU A CADA 50 HORAS
θ Lubrifique os sensores de diâmetro (normalmente 2 peças) e a caixa do sensor de diâmetro.

θ Verifique se os parafusos das juntas estão devidamente apertados. Utilize cola de bloqueio se necessário.
MANUTENÇÃO A CADA 250 HORAS
θ Verifique se há peças com necessidade de serem apertadas.

θ Verifique se há danos nas tubagens.

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θ Verifique se o bloco da serra está danificado ou rachado.

θ Verifique se o bloco da serra apresenta fugas.

θ Verifique as condições dos elementos flexíveis dos rolos de alimentação.

θ Verifique o aperto da montagem dos rolos no eixo do motor hidráulico.


MANUTENÇÃO A CADA 12 MESES
θ Faça a manutenção do extintor de incêndio.

VI. Processador Florestal de Rastos

Máquina de diferente concepção relativamente aos processa- dores de rodas, pelo que há algumas
diferenças ao nível de operação e manutenção.

• Estes equipamentos deverão ser seguidos com todo o rigor, sendo os procedimentos os recomendados
no manual de operação da máquina base.
• Contudo um aspecto importante a realçar neste tipo de máquina e principalmente em épocas de
elevadas temperaturas, é a necessidade diária de se proceder à limpeza dos sistemas de arrefecimento
devido ao acumular de pó́ e folhagem, para prevenir sobreaquecimentos e eventuais incêndios.

VI.I. Tabela de Manutenção Periódica

INTERVALOS DE MANUTENÇÃO
Faça a manutenção da sua máquina nos intervalos mostrados nesta ta- bela. Execute também a manutenção nos
itens em múltiplos das exigências originais.

CONFORME NECESSÁRIO
θ Verificação da tensão dos rastos.

θ Abastecimento e carga do sistema de água pressurizada.

θ Verificação do indicador de restrição do filtro de ar.

θ Verifique e drene o filtro do gasóleo primário (separador de água).

θ Drenagem da água do deposito do gasóleo.

θ Verificação e limpeza do alternador.

APÓS PRIMEIRAS 100 HORAS

θ Mude o óleo de rodagem do motor.

θ Mude o óleo e o filtro do motor.


DIARIAMENTE
θ Verifique o nível do óleo hidráulico

θ Verifique a válvula de limpeza do filtro de ar.

θ Verifique o nível do óleo do motor.

θ Verifique o nível do líquido de arrefecimento.

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AMOSTRAGEM DE ÓLEO

As amostras de óleo deverão ser tiradas de cada sistema antes do intervalo de mudança recomendado. As
recomendações de manutenção serão fornecidas com base na análise do óleo e nas informações operacionais
indicadas. A amostragem regular do óleo prolongará a vida operacional dos sistemas da sua máquina.
A CADA 25 HORAS
θ Lubrificação dos cilindros de levantamento e inclinação e pontos de articulação.

θ Pivots do cilindro da direcção dianteira.

θ Pivot do cilindro da direcção traseira e suportes de oscilação.

θ Verifique o filtro de ar da cabina.

θ Verificação e limpeza do radiador, dos ventiladores e das alhetas do condensador do ar-condicionado.


A CADA 125 HORAS

θ Verificação da tensão da trava da cabina.

θ Verificação do aperto dos parafusos dos apoios de montagem do motor.

A CADA 500 HORAS

θ Mude o filtro de retorno do óleo hidráulico.

θ Verifique a tensão da mola do tensor da correia e o desgaste da correia.

θ Mude o óleo e o filtro do motor.

θ Substituição do filtro de gasóleo final e primário (separador da água).

θ Verifique o nível do óleo da caixa de mudanças de acionamento da bomba.

θ Recolha de amostra do óleo do sistema hidráulico.

θ Verifique o líquido de arrefecimento no radiador.


A CADA 1.000 HORAS
θ Limpeza do tubo do respiro do cárter do motor.

θ Mude o óleo da caixa de mudanças de acionamento da bomba.

θ Substitua a válvula de descarga do purificador de ar.

θ Mude os elementos do filtro de ar.

A CADA 1.500 HORAS

θ Mude o óleo do sistema hidráulico.


A CADA 2.000 HORAS
θ Ajuste a folga das válvulas do motor.

A CADA 4.500 HORAS

θ Substitua o amortecedor da cambota do motor.


MANUTENÇÃO A CADA 12 MESES

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θ Faça a manutenção do extintor de incêndio.

VII. Processador Florestal de Rastos


(Escavadora Adaptada)
VII.I. Programa de Manutenção

PRIMEIRAS 250 HORAS DE SERVIÇO (só depois das primeiras 250 horas)

θ Substitua o óleo e ltros do motor.


QUANDO NECESSÁRIO
θ Verifique, limpe e substitua o elemento do filtro de ar.

θ Limpe o interior do sistema de arrefecimento.

θ Verifique e aperte os parafusos das sapatas das lagartas.

θ Verifique e ajuste a tensão da lagarta.

θ Inspecione o aquecedor elétrico de admissão de ar.

θ Verifique o nível do fluido do liquido do reservatório do para-brisas.

θ Inspecione e execute a manutenção do ar-condicionado.


VERIFICAÇÃO ANTES DO ARRANQUE
θ Verifique o nível de liquido refrigerante.

θ Verifique o nível de óleo no cárter de óleo do motor.

θ Verifique o nível de gasóleo.

θ Verifique o nível de óleo do depósito hidráulico.

θ Verifique se o filtro de ar está obstruído.

θ Verifique o funcionamento da buzina.

θ Verifique a existência de água e de sedimento no sedimentador, drene água e sedimentos.



VERIFICAÇÃO A CADA 100 HORAS DE SERVIÇO
θ Lubrificação:
- Cavilha da base do cilindro da lança (2 pontos). - Cavilha da base da lança (2 pontos).
- Cavilha da haste do cilindro da lança (2 pontos).

-Cavilha da base do cilindro do braço (1 ponto).
-Cavilha de acoplamento lança-braço (1 ponto).
- Extremidade da haste do cilindro do braço (1 ponto).

θ Verifique o nível do óleo da caixa de rotação; adicione óleo se necessário

θ Drene a água e os sedimentos do depósito do gasóleo.

θ Limpe o filtro de admissão de ar fresco.

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VERIFICAÇÃO A CADA 250 HORAS DE SERVIÇO


θ Verifique o nível de óleo da caixa de transmissão final; adicione óleo.
θ Verifique o nível de eletrólito da bateria.

θ Verifique o anel de rotação (2 pontos).

θ Verifique a tensão da correia compressora do condicionador de ar.

VERIFICAÇÃO A CADA 600 HORAS DE SERVIÇO


θ Substitua o elemento do filtro do gasóleo.

θ Verifique o nível de lubrificante do pinhão de oscilação; adicione.

θ Mude o óleo do cárter do motor. Substitua o cartucho do filtro do óleo

do motor.
θ Limpe e inspecione as palhetas do radiador, do arrefecedor do óleo e

do condensador (só para máquinas equipadas com ar-condicionado).

θ Substitua o elemento do respiradouro do depósito hidráulico.

θ Substitua o elemento do filtro hidráulico.

VERIFICAÇÃO A CADA 1.000 HORAS DE SERVIÇO


θ Mude o óleo da caixa de rotação.

θ Verifique o nível de óleo da caixa dos amortecedores.

θ Verifique todas as pecas de aperto do turbo-compressor.

θ Verifique o esticador da correia da ventoinha e o cubo da ventoinha.

θ Verifique a tensão da correia da ventoinha.

VERIFICAÇÃO A CADA 2.000 HORAS DE SERVIÇO


θ Mude o óleo da caixa de transmissão final.

θ Mude o óleo do depósito hidráulico.

θ Limpe o filtro do depósito hidráulico.

θ Limpe e verifique o turbo-compressor.

θ Limpe o alternador e o motor de arranque.

θ Verifique a folga das válvulas do motor.

θ Verifique o amortecedor de vibração.

θ Mude o anticongelante.
VERIFICAÇÃO A CADA 4.000 HORAS DE SERVIÇO
θ Verifique a bomba de água.
MANUTENÇÃO A CADA 12 MESES
θ Faça a manutenção do extintor de incêndio.

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Procedimentos de Segurança
MOTORROÇADORA
Controlo da vegetação espontânea e manutenção de
povoamentos florestais
Responsável pelo cumprimento dos procedimentos:-
operador de motorroçadora - chefe de equipa

DESCRIÇÃO SUMÁRIA
Corte de vegetação herbácea e arbustiva (limpeza de matos)
Corte de arvoredo de pequenas dimensões (aproveitamento de regeneração natural, desbastes)

NORMAS DE SEGURANÇA
· Utilize máquinas e equipamentos certificados e homologados.
Verifique o estado de conservação e de funcionamento da motorroçadora. Nunca a utilize se apresentar
algum componente ou peça danificada, defeituosa ou algum sinal de avaria.
· Verifique o estado de conservação e funcionamento dos dispositivos de segurança e de proteção. Não
remova nem altere nenhum destes dispositivos.
Utilize o modelo de máquina e os equipamentos adequados ao trabalho que vai efetuar.
· Utilize o tipo de utensilio de corte adequado ao trabalho a realizar. Nunca utilize utensílios de corte com
capacidade de rotação inferior à indicada na cabeça angular da motorroçadora.
Nunca trabalhe sem o protetor de projeção de detritos e use sempre o modelo adequado ao utensílio
de corte que vai usar.
Use o EPI recomendado para o trabalho com motorroçadora
Trabalhe sempre com o suspensório de suporte ou arnês bem ajustado ao seu corpo
Esteja informado e receba formação para o uso da motorroçadora e operações a realizar.
Esteja a par do planeamento e organização dos trabalhos e opere em sintonia com os outros colegas de
equipa.
Faça sempre o reconhecimento prévio da área e do terreno. Avalie e referencie as áreas a intervir e os
riscos associados. Sinalize as zonas mais difíceis ou problemáticas, incluindo obstáculos. Programe a
progressão dos trabalhos mais adequada a cada situação.
Sinalize a área de intervenção, principalmente quando se localize junto a vias de circulação.
· Procure adequar a realização dos trabalhos e operações às condições atmosféricas
Não trabalhe isoladamente
Cumpra as distâncias de segurança entre operadores e pessoas. (mínimo 15m)
Ao por a motorroçadora a trabalhar, certifique-se que o utensílio de corte não toca em qualquer
obstáculo ou objeto estranho que possa provocar o ressalto
Aplique os métodos indicados a cada situação e execute corretamente as técnicas recomendadas.

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· Adote gestos e posturas corretas, evitando esforços acrescidos. Utilize o movimento dos braços e das
pernas deforma a abranger a maior área de trabalho possível sem torcer demasiado o seu tronco.
Quando utilizar lâminas de corte circulares, nunca use a zona correspondente às 12-14h dum mostrador
de relógio, para evitar o risco de ressalto
Evite elevar o utensílio de corte acima da altura dos ombros enquanto opera.
Evite cortar demasiado rente ao solo, para evitar a projeção de pedras e outros objetos.
· Nunca toque nem tente retirar qualquer objeto ou corpo estranho que fique encravado no órgão de
corte, com o motor em funcionamento.
· Em caso de necessidade extrema de comunicar com outro operador que esteja a trabalhar, avise-o da
sua presença abordando-o pela retaguarda e colocando a mão esquerda sobre o motor, pressionando-o.
Com a mão direita parar o motor caso o operador não o faça. Todos os operadores deverão ter
conhecimento desta regra.
Evite o trabalho repetitivo e monótono
· Procure fazer pequenas pausas, alimente-se bem e beba água regularmente, evitando situações de
fadiga.
Efetue a manutenção das máquinas e equipamentos de forma regular, cuidada e preventiva. Não fume
durante os trabalhos de manutenção e utilize locais bem ventilados para o efeito.
· Utilize recipientes homologados para transporte de combustível.
Não ponha a motorroçadora a trabalhar no local onde é feito o abastecimento. Use recipientes ou meios
de proteção adequados para recolher eventuais derrames durante a operação.
Transporte a motorroçadora devidamente acondicionada, de preferencia num compartimento aparte e
sempre com o utensílio de corte resguardado com o protetor de transporte.
· Traga consigo um estojo de 1os socorros e transporte na viatura uma mala de 1os socorros por equipa
Faça-se acompanhar de um meio de comunicação que possibilite o contato permanente com os colegas
ou empresa (telemóvel ou rádio), bem como de número de contato em caso de emergência
Não faça fogo ou fogueie em situação de risco de incêndio
Tenha sempre um extintor próximo do local de trabalho

EM CASO DE EMERGÊNCIA
Pare o motor da motorroçadora e de todas as máquinas que estejam na área de trabalho
Avalie a gravidade da emergência
· Preste os primeiros socorros apenas se tiver habilitações para isso
· Contate o INEM ou o Posto de Socorro mais próximo
No caso de incêndio, ligue o 112 ou Corporação de Bombeiros mais próxima
· Desimpedir as vias de acesso
RISCOS > CAUSAS > CONSEQUÊNCIAS
Ruído > ausência ou uso inadequado de protetores auriculares> traumatismos auditivos

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Postura > deficientes gestos e posturas de trabalho, método ou técnica de trabalho mal aplicado,
máquinas e equipamentos não adequados ao trabalho a realizar, terreno difícil e irregular, fadiga >
lombalgia, ciática, hérnias, compressão discal, deslocação de vértebras, dores e lesões osteomusculares
Quedas > desequilíbrios, inadequado uso do equipamento, deficiente reconhecimento da área a
trabalhar, não sinalização de obstáculos e locais de difícil acesso, método e técnica de trabalho mal
aplicada, adoção de posturas inadequadas, fadiga > golpes, fraturas, entorses, feridas, cortes, contusões
Projeções de partículas ou objetos estranhos > ausência ou uso inadequado do EPI e/ou dos dispositivos
de segurança, equipamentos ou componentes em mau estado de conservação, método ou técnica de
trabalho mal aplicada > ferimentos, hematomas, lesões corporais, lesões oculares, golpes, cortes,
amputação, morte
· Contato de objeto estranho com o operador > ausência ou uso inadequado do EPI, deficiente sinalização
dos locais e obstáculos, deficiente reconhecimento da área, planeamento e organização dos trabalhos >
ferimentos, hematomas, queimaduras, lesões corporais, golpes, cortes, fraturas, traumatismo craniano,
esmagamento, entalamento, amputação, morte)
Substâncias tóxicas > manutenção do equipamento em locais mal ventilados, uso inapropriado de EPI
e equipamentos de proteção, utilização inapropriada de substâncias tóxicas ou alergénicas > afeções no
aparelho respiratório, alergias, intoxicações
Stress térmico por calor > altas temperaturas, ingestão insuficiente de água, cansaço, vestuário
inadequado às condições atmosféricas > fadiga, desidratação, indisposições, desmaios
Incêndio > deficiente limpeza e conservação do equipamento, fumar ou foguear durante o
abastecimento ou manutenção do equipamento, manutenção do equipamento em locais mal ventilados
> queimaduras, intoxicações
Vibrações > dispositivos antivibratórios em mau estado, uso inadequado da motorroçadora > má
circulação, perda de sensibilidade nas mãos
· Animais e insetos > picadas

PROTECÇÃO INDIVIDUAL
PROTECÇÃO COLECTIVA
EPI do Operador de motorroçadora
· Capacete com auriculares e viseira adequada (CE EN 397, CE EN 352, CE EN 166, EN 1731)
Óculos de proteção (CE EN 166)
· Casaco ou colete de cor viva (CE EN 340 / EN 471)
· Luvas (CE EN 388, EN 420)
· Calças de proteção (CE EN 340 / EN 471)
Polainas/caneleiras rígidas (opcional)
Botas de segurança (EN ISO 20345)
Dispositivos de segurança da motorroçadora:

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· Bloqueador do acelerador
Dispositivos anti vibratórios
· Protetor de projeções de detritos
Proteção de transporte
Suspensório de suporte com fechos de abertura rápida
Outros:
· Extintores
· Mala de 1os socorros
Meio de comunicação (rádio, telemóvel)

Procedimentos de Segurança
MOTOSSERRA
CARACTERIZAÇÃO: Abate e processamento de árvores.
RESPONSABILIDADE: Responsável pelo cumprimento dos
procedimentos: - Operador (motosserrista)

DESCRIÇÃO SUMÁRIA
Abate de árvores Corte de ramos Traçagem e toragem

NORMAS DE SEGURANÇA
- Utilizar máquinas e equipamentos certificados e homologados
- Verificar o estado de funcionamento da motosserra e dos seus dispositivos de segurança
- Utilizar o modelo de máquina e os equipamentos adequados ao trabalho que se vai realizar
- Usar o EPI indicado para o trabalho com motosserra
- Planear e organizar os trabalhos, avaliar e referenciar as áreas a intervir e os riscos associados
- Adequar a realização dos trabalhos às condições atmosféricas
- Aplicar os métodos indicados a cada situação e executar corretamente as técnicas de abate
- Adotar gestos e posturas corretas
- Estar informado e receber formação para o uso da motosserra e atividades que vai realizar
- Evitar o trabalho repetitivo e monótono (rotação de postos de trabalho)
- Descansar e beber água regularmente, evitando situações de fadiga.
- Não trabalhar isoladamente
- Efetuar a manutenção das máquinas e equipamentos de forma regular e preventiva
- Trazer um estojo de 1os socorros e transportar na viatura uma mala de 1os socorros por equipa
- Possuir um meio de comunicação que possibilite o contato permanente com os colegas ou empresa
(telemóvel ou rádio), e número de contato em caso de emergência
- Não por a motosserra a trabalhar no local onde é feito o abastecimento

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- Não fazer fogo ou foguear em situação de risco de incêndio
- Recolher todo o lixo e resíduos produzidos
- Dispor de extintor próximo do local de trabalho

EM CASO DE EMERGÊNCIA
- Parar o motor da motosserra e todas as máquinas que estejam na área de trabalho - Avaliar a gravidade
da emergência
- Prestar os primeiros socorros apenas se tiver habilitações para isso
- Contactar o INEM ou o Posto de Socorro mais próximo
- No caso de incêndio, ligar o 112 ou Corporação de Bombeiros mais próxima - Desimpedir as vias de
acesso

RISCOS
- Ruído (traumatismos auditivos)
- Vibrações (síndroma de Raynauld)
- Postura (lombalgia, ciática, hérnias, compressão discal, deslocação de vértebras, dores e lesões osteo
musculares)
- Substâncias tóxicas (afeções no aparelho respiratório,
alergias, intoxicações) - Animais e insetos (picadas)
- Incêndio (queimaduras, intoxicações)
- Ergonômicos (máquinas e equipamentos não adequados ao trabalho)
- Quedas (golpes, fraturas, entorses, feridas)
- Contacto de objeto estranho com o operador (ferimentos, hematomas, queimaduras, lesões corporais
incluindo as oculares, esmagamento, entalamento, golpes, cortes, amputação, fraturas, traumatismo
craniano, morte)

PROTEÇÃO INDIVIDUAL
EPI de Motosserrista :
- Capacete com viseira e auriculares (CE EN 397, EN 166, CE EN 352)
- Blusão, camisola ou colete de cor viva (EN 471)
- Luvas (CE EN 381)
- Calças com entretela de segurança (CE EN 381/5 tipo e
Classe) - Botas de segurança (EN ISO 17249)
Dispositivos de segurança da motosserra:
- Bloqueador da corrente e guarda-mão dianteiro (mão esquerda)
- Guarda-mão traseiro (mão direita) - Bloqueador do acelerador
- Retentor da corrente

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- Corrente de segurança
- Bainha
- Dispositivos antivibratórios
Outros:
- Extintores
- Mala de 1os socorros

Procedimentos de Segurança
Rechega e Extração com Auto carregador Florestal ou Forwarders

CARACTERIZAÇÃO: Rechega e extração com Auto carregador Florestal ou
Forwarders
RESPONSABILIDADE: Responsável pelo cumprimento dos procedimentos:
- Operador
- Proprietário do equipamento

DESCRIÇÃO SUMÁRIA
Os Auto carregadores Florestais ou Forwarders são máquinas florestais concebidas para a exploração
florestal com várias configurações, desde 4x4, 6x6 a 8x8, que dispõem de uma grua hidráulica
possibilitando a movimentação do material lenhoso sobre uma plataforma de carga para o carregadouro
sem que este contate com o solo. Depois desta operação efetua a descarga do material lenhoso.
A rechega consiste na movimentação dos toros ou troncos inteiros de modo a concentrar o material
lenhoso junto dos trilhos de extração. Por extração entende-se a operação de transferência de toros ou
troncos do local de abate ou ponto de extração até ao carregadouro, junto a uma via principal, de forma
mecanizada, com auto carregadores florestais ou forwarders, ou tratores com reboque florestal e grua.
Carregadouro é um local temporário de armazenamento de material lenhoso (toros, troncos, postes, etc.),
resultante das operações de exploração florestal, com o objetivo de facilitar e rentabilizar o carregamento
e transporte para o destino final.

NORMAS DE SEGURANÇA
- Utilizar máquinas e equipamentos certificados e homologados.
- Ler obrigatoriamente o manual de instruções das máquinas.
- Só devem utilizar as máquinas, trabalhadores devidamente qualificados e autorizados.
- Estar informado e receber formação necessária e adequada para usar este equipamento e exercer a
atividade que vai realizar.
-A cabine deve possuir um assento ergonómico, regulável e com sistema amortecedor.

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- Usar o EPI indicado para o trabalho: botas de biqueira de aço e rasto anti derrapante, protetores
auriculares se o nível sonoro ultrapassar os 85 db. Usar capacete, luvas e colete de sinalização quando
estiver fora da cabine a fazer reparações ou inspeção.
- Utilizar o equipamento apenas quando reunidas as condições que garantam manter todas as
características de segurança.
- Verificar o estado de funcionamento das máquinas e equipamentos bem como providenciar uma
manutenção e conservação adequadas. Ter em atenção os indicadores de nível existentes na máquina.
- Estar equipado com telemóvel ou rádio de comunicações, lanterna, extintor e caixa de primeiros
socorros.
-Adequar a realização dos trabalhos às condições atmosféricas.
- Não fazer fogo ou foguear em situação de risco de incêndio.
- Planear e organizar os trabalhos, avaliar e referenciar as áreas a intervir e os riscos associados, bem
como assinalar as áreas a proteger.
-Utilizar preferencialmente os trilhos de extração existentes de forma a minimizar a área compactada.
-Todos os trabalhadores devem conhecer muito bem o código de sinais de comunicação.
-Afixar de modo visível a lista de contatos para o caso de ocorrer uma situação de emergência.
- Manter as distâncias mínimas de segurança (auto carregadores florestais ou forwarders- 25m de raio).
- Aplicar os métodos indicados a cada situação e executar as técnicas corretamente
- Não trabalhar isoladamente.
- Adotar gestos e posturas corretas.
- Utilizar uma técnica segura para entrar e sair da cabine e ajustar o assento do operador. Manter a cabine
arrumada e sem material solto e as janelas limpas.
- Usar sempre o cinto de segurança e as portas da cabine fechadas quando as máquinas estiverem em
movimento.
- Conduzir com a velocidade adequada às condições do terreno onde opera.
- Usar correntes antiderrapantes se for necessário.
- Verificar os travões e se a máquina mantém aderência quando se desloca em terrenos inclinados.
- Em terrenos declivosos, procurar conduzir a subir ou a descer segundo o maior declive e evitar mudar
de direção ou conduzir diagonalmente
- Respeitar sempre as inclinações longitudinais e transversais de segurança das máquinas
- Não exceder as capacidades de carga para além das indicadas.
- A madeira arrumada na carrada deve ultrapassar os fueiros longitudinalmente pelo menos 30cm para
cada lado.
- Não subir para a carrada nem permitir que alguém o faça.
-Quando o motor estiver em funcionamento verificar se não existem fugas nos tubos de combustível e no
sistema hidráulico.
-Tomar as devidas precauções no caso de trabalhar perto de cabos elétricos aéreos e linhas telefónicas.

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- No caso de entrar em contato com um cabo de alta tensão, não sair da
cabine.
- Fixar a garra da grua no chassis ou no topo da carga.
- Nunca deixar a lança e a garra livres sem apoio, e assentes no terreno.
- Ao estacionar a máquina, ativar o travão de estacionamento, deixar a grua em posição de descanso e
parar o motor. - Colocar sempre o inversor na posição neutra, desengatar a caixa de velocidades e ativar
o travão de estacionamento antes de sair da cabine.
- Nunca abandonar a máquina com o motor a trabalhar.
- Desligar o interruptor de corte geral se a máquina vai estar parada por um período longo de tempo.
- Evitar o trabalho repetitivo e monótono (rotação de postos de trabalho)
- Descansar e beber água regularmente, evitando situações de fadiga.
- Os trabalhos de manutenção e conservação só devem ser realizados por pessoal autorizado e com
conhecimentos para tal.
- Antes da manutenção e limpeza coloque todas as partes operativas da máquina de forma a ficarem
acessíveis. Não esquecer de parar o motor.
- Verificar que libertou toda a pressão hidráulica dos sistemas que vá reparar.
- Verificar periodicamente a pressão e o estado dos pneus.
- No fim dos trabalhos a máquina deve ficar estacionada em local apropriado para fazer face aos perigos
de incêndio e roubo.
-Não abrir a tampa do radiador com o motor quente, e providenciar a sua limpeza para que mantenha
uma temperatura de funcionamento correta.
-Não tocar diretamente com os dedos nos elétrodos das baterias.
-Não utilizar a mão para verificar se existem fugas no sistema hidráulico; usar papel ou cartão.
-Verificar e providenciar a limpeza geral da máquina, de forma a minimizar possíveis inícios de focos de
incêndio e a facilitar a verificação de avarias.
- Recolher todo o lixo e resíduos produzidos.
PILHAS E CARREGADOUROS
- Não devem estar localizadas ao lado das estradas, de modo a que os camiões não ocupem a via de
rodagem
- Não devem estar localizadas de baixo ou perto de cabos eléctricos ou telefónicos nem sobre condutas
de gás ou água
- Devem posicionar-se perpendicularmente às estradas.
- Devem localizar-se ao lado dos caminhos e ficarem afastados o mais possível das linhas de água (pelo
menos 20m) e fora dos locais onde existam estruturas de drenagem.
- Devem ser feitos em terrenos estáveis, planos e limpos, sendo de evitar terrenos declivosos.
- As pilhas devem ser corretamente efetuadas (bem alinhadas) e não exceder uma altura que as torne
instáveis.

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- As pilhas devem assentar sobre toros dispostos perpendicularmente, de forma a evitar o contato com o
solo e o carregamento de detritos.

EM CASO DE EMERGÊNCIA

- Parar imediatamente todas as operações.
- Avaliar a gravidade da emergência.
- Prestar os primeiros socorros apenas se tiver habilitações para isso.
- Contactar o INEM ou o Posto de Socorro mais próximo.
- Utilizar todos os recursos disponíveis para controlar a situação.
- No caso de incêndio, ligar o 112 ou Corporação de Bombeiros mais próxima.
- Assegurar a remoção da vítima para que tenha assistência.
- Sinalizar o acidente e/ou a área afetada.
- Desimpedir as vias de acesso.
- Comunicar a situação ao responsável operacional.
- No caso de morte, não mexer na vítima e chamar as entidades competentes.

DERRAMES
- Parar imediatamente a ação envolvida.
- Avaliar a gravidade e utilizar os recursos disponíveis para controlar a situação.
- No caso de fuga de lubrificante, recolher o mesmo em recipiente apropriado e reparar a fuga.
- Construir uma vala ao redor do derrame para contenção e limitação de área afetada.
- Colocar e incorporar resíduos orgânicos (serradura, cascas, folhas, etc.) na área afetada e cobrir com
terra fina a fim de acelerar a sua degradação e evitar a exposição e escorrimento.
- Isolar e sinalizar a área, caso haja necessidade.

RISCOS
Máquina:
- Ruído (traumatismos auditivos)
- Vibrações (deterioração da coluna vertebral)
- Postura (dores e lesões osteomusculares)
- Ergonômicos (assento não adequado, posturas) - Incêndio (queimaduras, intoxicações) Deslocação do
Operador:
- Quedas (golpes, fraturas, entorses, feridas)
- Stress térmico por calor ou frio (desidratação, hipotermia)
Deslocação do material:
- Abalroamento - Atropelamento - Choque

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- Capotamento
- Colisão
(hematomas, entorses, distensões, golpes, cortes, feridas, queimaduras, esmagamento, entalamento,
amputação, fraturas, traumatismo craniano, morte)
- Substâncias tóxicas (afeções no aparelho respiratório, alergias, intoxicações)
- Animais e insetos (picadas)

PROTEÇÃO INDIVIDUAL
EPI (na condução da máquina) :
- Botas de segurança
- Auriculares (se a cabine não for insonorizada, ruído> 85db)

EPI (no exterior) :
- Capacete
- Blusão, camisola ou colete de cor viva (de sinalização) - Luvas
- Botas de segurança

Outros: Extintores, Mala de 1os socorros, Telefone ou rádio de comunicação, Painéis sinalizadores de
trabalhos, Plano de trabalhos

Procedimentos de Segurança
Abate e Processamento Mecanizado com Processador ou Harvesters

CARACTERIZAÇÃO: Abate e processamento mecanizado com Processador
ou Harvesters
RESPONSABILIDADE; Responsável pelo cumprimento dos procedimentos:
- Operador
- Proprietário do equipamento

DESCRIÇÃO SUMÁRIA
Os Processadores ou harvesters são máquinas florestais concebidas para a exploração florestal com várias
configurações desde 4x4 a 6x6, 8x8 até com rastos contínuo, possibilitando a concretização das operações
de abate, corte de ramos, traçagem, toragem, descasque e empilhamento.
O abate consiste no corte, o mais junto ao solo possível, das árvores que se querem retirar de um
determinado povoamento.
O processamento é composto pelas operações de corte de ramos, traçagem, toragem e descasque das
árvores abatidas.

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O corte de ramos e a traçagem precedem a operação de toragem. O corte de ramos consiste na eliminação
dos ramos e da bicada após o abate da árvore e a traçagem refere-se à marcação feita no tronco para a
toragem.
A toragem destina-se a seccionar transversalmente os troncos abatidos através de cortes perpendiculares
ao seu eixo, podendo os toros ter diferentes dimensões, conforme o destino pretendido para o material
lenhoso.

O descasque é a operação de remoção da casca.

NORMAS DE SEGURANÇA
- Utilizar máquinas e equipamentos certificados e homologados.
- Ler obrigatoriamente o manual de instruções das máquinas
- Só devem utilizar as máquinas, trabalhadores devidamente qualificados e autorizados
- Estar informado e receber formação necessária e adequada para usar este equipamento e exercer a
atividade que vai realizar.
- Usar o EPI indicado para o trabalho: botas de biqueira de aço e rasto antiderrapante, protetores
auriculares se o nível sonoro ultrapassar os 85 dB. Usar capacete, luvas e colete de sinalização quando
estiver fora da cabine a fazer reparações ou inspeção.
- Utilizar o equipamento apenas quando reunidas as condições que garantam manter todas as
características de segurança.
- Verificar o estado de funcionamento das máquinas e equipamentos bem como providenciar uma
manutenção e conservação adequadas.
- Estar equipado com telemóvel ou rádio de comunicações, lanterna, extintores e caixa de primeiros
socorros.
- Não trabalhar com harvesters ou processadores em dias com muito vento. Adequar a realização dos
trabalhos às condições atmosféricas.
- Não fazer fogo ou foguear em situação de risco de incêndio.
- Planear e organizar os trabalhos, avaliar e referenciar as áreas a intervir e os riscos associados, bem
como assinalar as áreas a proteger.
- Todos os trabalhadores devem conhecer muito bem o código de sinais de comunicação.
- Afixar de modo visível a lista de contactos para o caso de ocorrer uma situação de emergência.
- Manter as distâncias mínimas de segurança (harvesters - 70m, escavadoras giratórias – 2 vezes o
comprimento da lança da máquina).
- Não trabalhar isoladamente.
- Aplicar os métodos indicados a cada situação e executar as técnicas corretamente.
- Adotar gestos e posturas corretas.

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- Utilizar uma técnica segura para entrar e sair da cabine e ajustar o assento do operador. Manter a cabine
arrumada e sem material solto e as janelas limpas.
- Usar sempre o cinto de segurança e as portas da cabine fechadas quando as máquinas estiverem em
movimento.
- Garantir que a cabeça processadora está numa posição de transporte adequada antes de iniciar a
marcha.
- Nunca dirigir a cabeça processadora para a cabine do condutor.
- Conduzir a máquina à velocidade adequada às condições do terreno onde opera.
- Usar correntes antiderrapantes, se for necessário.
- Verificar os travões e se a máquina mantém a aderência quando se desloca em terrenos inclinados.
- Em terrenos declivosos, procurar conduzir a subir ou a descer segundo o maior declive e evite mudar de
direção ou conduzir diagonalmente.
- Respeitar sempre as inclinações longitudinais e transversais de segurança das máquinas.
- Não exceder as capacidades da lança para além das indicadas.
- Quando o motor estiver em funcionamento verificar se não existem fugas nos tubos de combustível e
no sistema hidráulico.
- Ter especial cuidado ao deslocar máquinas de rastos sobre áreas onde existam cepos.
- Tomar as devidas precauções no caso de trabalhar perto de cabos elétricos aéreos e linhas telefónicas.
Proibida a condução da máquina com a cabeça processadora levantada por baixo de cabos elétricos e
telefónicos.
- No caso de entrar em contato com cabo de alta tensão, não sair da cabine.
- O material lenhoso processado deve ser deixado numa posição estável e de forma a facilitar a sua
extração.
- No fim dos trabalhos, a máquina deve ficar estacionada em local apropriado para fazer face aos perigos
de incêndio e roubo.
- Ao estacionar a máquina, ativar o travão de estacionamento, deixar a cabeça processadora em posição
de descanso e parar o motor.
- Colocar sempre o inversor na posição neutra, desengatar a caixa de velocidades e ativar o travão de
estacionamento antes de sair da cabine.
- Nunca abandonar a máquina com o motor a trabalhar.
-Desligar o interruptor de corte geral se a máquina vai estar parada por um período longo de tempo.
- Evitar o trabalho repetitivo e monótono (rotação de postos de trabalho).
- Descansar e beber água regularmente, evitando situações de fadiga.
- Os trabalhos de manutenção e conservação só devem ser realizados por pessoal autorizado e com
conhecimentos para tal.
- Antes da manutenção e limpeza coloque todas as partes operativas da máquina de forma a ficarem
acessíveis. Não esquecer de parar o motor.

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- Verificar que libertou toda a pressão hidráulica dos sistemas que vá reparar.
- Na manutenção de “ giratórias “ acionar o bloqueio da estrutura (se existir).
- Proteja todas as partes cortantes que estejam expostas.
- Nunca trabalhar por baixo da cabeça processadora quer o motor esteja a trabalhar ou não.
- Usar sempre luvas de proteção quando manusear a corrente de corte e proceder a afiação das facas
desramadoras.
- Fazer a revisão de todo o equipamento de corte pelo menos uma vez ao dia e procurar os desgastes
excessivos ou de fim de vida útil. Verificar o estado dos componentes, fugas ou outras anomalias que
eventualmente possam ocorrer.
- Examinar o estado da corrente de corte e sua fixação. Garantir que está corretamente tencionada e a
lâmina alinhada. Não esquecer de verificar o limitador de profundidade de acordo com o fabricante.
- Verificar se a lubrificação da corrente de corte está a ser a apropriada.
- Se possível usar duas correntes de corte, alternando uma e outra, de modo a rentabilizar o trabalho.
- Verificar periodicamente a pressão e estado dos pneus, ou a tensão e estado dos rastos.
-Não abrir a tampa do radiador com o motor quente, e providencie a sua limpeza para que mantenha
uma temperatura de funcionamento correta.
-Não tocar diretamente com os dedos nos elétrodos das baterias.
-Não utilizar a mão para verificar se existem fugas no sistema hidráulico, use papel ou cartão.
-Verificar e providenciar a limpeza geral da máquina, de forma a minimizar possíveis inícios de focos de
incêndio e a facilitar a verificação de avarias.
- Recolher todo o lixo e resíduos produzidos.

EM CASO DE EMERGÊNCIA
- Parar imediatamente todas as operações
- Avaliar a gravidade da emergência
- Prestar os primeiros socorros apenas se tiver habilitações para isso
- Contactar o INEM ou o Posto de Socorro mais próximo
- Utilizar todos os recursos disponíveis para controlar a situação
- No caso de incêndio, ligar o 112 ou Corporação de Bombeiros mais próxima
- Assegurar a remoção da vítima para que tenha assistência
- Sinalizar o acidente e/ou a área afetada
- Desimpedir as vias de acesso
- Comunicar a situação ao responsável operacional
- No caso de morte, não mexer na vítima e chamar as entidades competentes.

DERRAMES
- Parar imediatamente a ação envolvida.

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- Avaliar a gravidade e utilizar os recursos disponíveis para controlar a situação.
- No caso de fuga de lubrificante, recolher o mesmo em recipiente apropriado e reparar a fuga.
- Construir uma vala ao redor do derrame para contenção e limitação de área afetada.
- Colocar e incorporar resíduos orgânicos (serradura, cascas, folhas, etc.) na área afetada e cobrir com
terra fina, a fim de acelerar a sua degradação e evitar a exposição e escorrimento.
- Isolar e sinalizar a área, caso haja necessidade.
RISCOS
Máquina:
- Ruído (traumatismos auditivos)
- Vibrações (deterioração da coluna vertebral)
- Postura (dores e lesões osteomusculares)
- Ergonômicos (assento não adequado, posturas) - Incêndio (queimaduras, intoxicações)
- Contacto de objeto estranho com o operador (feridas, golpes, cortes, entalamento, esmagamento,
fratura, traumatismos, morte)
Deslocação do Operador:
- Quedas (golpes, fraturas, entorses, feridas)
- Stress térmico por calor ou frio (desidratação, hipotermia)
Deslocação do material:
- Abalroamento - Atropelamento - Choque
- Capotamento
- Colisão
(hematomas, entorses, distensões, golpes, cortes, feridas, queimaduras, esmagamento, entalamento,
amputação, fracturas, traumatismo craniano, morte)
- Substâncias tóxicas (afeções no aparelho respiratório, alergias, intoxicações)
- Animais e insetos (picadas)

PROTEÇÃO INDIVIDUAL
EPI (na condução da máquina):
- Botas de segurança
- Auriculares (se a cabine não for insonorizada, ruído
> 85db)

EPI (no exterior):
- Capacete
- Blusão, camisola ou colete de cor viva (de sinalização) - Luvas
- Botas de segurança

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Outros: Extintores, Mala de 1os socorros, Telefone ou rádio de comunicações, Painéis de sinalizadores de
Trabalhos, Plano de Trabalhos.

Procedimentos de Segurança
Rechega e Extração com Trator com Guincho e Skidders

CARACTERIZAÇÃO: Rechega com Trator com guincho e Skidder
RESPONSABILIDADE: Responsável pelo cumprimento dos
procedimentos:- Operador, - Proprietário do equipamento
DESCRIÇÃO SUMÁRIA
A rechega consiste na movimentação dos toros ou troncos inteiros de modo a concentrar o material
lenhoso junto dos trilhos de extração. Por extração entende-se a operação de transferência de toros ou
troncos do local de abate ou ponto de extração até ao carregadouro utilizando tratores agrícolas
adaptados ao trabalho florestal com guincho ou tratores arrastadores (skidders)
NORMAS DE SEGURANÇA
- Utilizar máquinas e equipamentos certificados e homologados
- Utilizar o equipamento apenas quando reunidas as condições que garantam manter todas as
características de segurança.
- Verificar o estado de funcionamento das máquinas e equipamentos bem como providenciar uma
manutenção e conservação adequadas. Ter em atenção os indicadores de nível existentes no trator e no
Skidder
- Ler obrigatoriamente o manual de instruções das máquinas
- Só devem utilizar as máquinas, trabalhadores devidamente qualificados e autorizados
- Estar informado e receber formação necessária e adequada para usar este equipamento e exercer a
atividade que vai realizar
- Estar equipado com telemóvel ou rádio de comunicações, lanterna, extintor e caixa de primeiros
socorros.
- Utilizar uma técnica segura para entrar e sair da cabine e ajustar o assento do operador. Manter a cabine
arrumada e sem material solto.
- Usar o EPI indicado para o trabalho: botas de biqueira de aço e rasto antiderrapante, protetores
auriculares se o nível sonoro ultrapassar os 85 db. Usar capacete, luvas e colete de sinalização quando
estiver fora da cabine a fazer reparações ou inspeção; se manusear cabos deve usar luvas adequadas a
essa tarefa.
- Planear e organizar os trabalhos, avaliar e referenciar as áreas a intervir e os riscos associados
- Quando o motor estiver em funcionamento verifique se não existem fugas nos tubos de combustível e
no sistema hidráulico

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- Levantar a lâmina frontal antes de iniciar a marcha e assegure-se que os trabalhadores devem manter-
se a uma distância superior ao comprimento da máquina e o ponto mais distante da carga
- Iniciar as operações de rechega quando não existam por perto outros trabalhadores com outro tipo de
trabalho
-Os trabalhadores na rechega devem utilizar luvas resistentes para evitar ferimentos relacionados com o
uso dos cabos -Encontrar a melhor posição para efetuar a rechega e levar a máquina o mais próxima
possível da carga, mantendo o cabo da tração perpendicular ao avental traseiro se existir
-Em locais de declive acentuado os trabalhadores da rechega devem utilizar um caminho paralelo ao da
rechega para evitar acidentes em caso de rotura dos cabos ou resvale do material lenhoso
-Realizar uma inspeção diária de manutenção aos cabos, estropos, manilhas e demais material
-Todos os trabalhadores devem conhecer muito bem o código de sinais de comunicação
-Não transportar trabalhadores na máquina
-Quando circular sem carga aproveite para efetuar a manutenção e limpeza do trilho de rechega
mantendo-o desobstruído e mantenha os cabos de tração e os estropos fixos no local apropriado
-Conduzir a máquina à velocidade adequada à carga que transporta às condições atmosféricas e ao tipo
de terreno onde opera
-Usar sempre o cinto de segurança e as portas da cabine fechadas quando as máquinas estiverem em
movimento.
-As máquinas devem ter dispositivos que avisem em caso de excesso de carga ou perda de estabilidade
-Usar correntes antiderrapantes se for necessário
-Trabalhar sempre que possível no sentido ascendente. Se realizar a rechega no sentido descendente
nunca deve exceder 50% da carga normal e o arraste das árvores deve ser feito antes do corte de ramos
-Nunca se deve transportar a carga transpondo as curvas de nível
-Nos terrenos inclinados, os trabalhadores deverão colocar-se no lado superior da encosta e as máquinas
devem circular a direito, quer para cima quer para baixo de modo a evitar o risco de capotar
-Manusear os cabos usando sempre luvas adequadas.
-Nunca retirar o equipamento de segurança dos guinchos.
-Os guinchos devem estar dotados de cabos de aço com resistência à rotura de pelo menos o dobro da
força de tração do guincho
-Desenrolar o cabo desbobinando em linha reta segundo a direção do eixo principal da máquina, sendo
obrigatório deixar sempre pelo menos três voltas do cabo sobre o tambor para o cabo não se soltar.
-Os cabos dos guinchos devem ter o comprimento mínimo de 30 metros, robustez suficiente, solidamente
fixos ao tambor, enrolados sempre segundo o eixo principal da máquina, nunca na diagonal e ficarem
bem esticados à volta do tambor
-No caso de o guincho ter dois tambores nunca se deve cruzar os cabos durante rechega
-Os estropos devem estar bem fixos, perto da extremidade dos troncos, de modo a que a distância entre
o tronco e o cabo seja a mais curta possível

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-O peso a arrastar pelo guincho deve ser claramente inferior à sua força de tração e à resistência à rotura
do cabo. -Quando os guinchos estão em movimento, os travões das máquinas deverão estar bem
travados, a lâmina frontal e o avental traseiro em posição baixa.
-O material lenhoso deve ser içado e bem encostado à chapa de encosto ou avental traseiro de modo a
não balançarem bruscamente nem a que se introduzam por baixo da máquina
-Em situação de perigo deverá ser possível baixar a carga rapidamente para auxiliar o sistema de
travagem.
-Deve evitar fazer curvas apertadas com a máquina carregada.
-Os operadores das máquinas com guinchos devem estar de frente para a carga e respeitar os sinais dos
outros trabalhadores, respondendo imediatamente ao sinal de paragem.
-A zona de trabalho em volta dos guinchos deve estar desimpedida de qualquer obstáculo
-Proteja os guinchos nomeadamente tambores, eixos, rodas dentadas e carretos.
-Manobre sempre de sitio seguro as alavancas de comando do guincho.
-Manter as distâncias de segurança (não deve estar ninguém num mínimo de 40 m de raio).
-Quando manobrar o guincho do chão deve:
Colocar-se numa posição ligeiramente afastada para o lado relativamente à roda traseira do trator
Controlar a alavanca de comando com uma corda, que pode ser prolongada em caso de necessidade. -
Quando manobrar o guincho da cabine da máquina
Manobrar o guincho do interior da cabine.
Deixar o corpo virado para a carga enquanto estiver a operar o guincho -Quando a carga ficar presa:
Deve usar uma roldana de apoio aberta.
Não deve estar ninguém dentro do triângulo formado pela carga roldana e guincho.
-Sempre que detetar uma árvore enganchada utilize o guincho para a colocar no chão eliminando assim
uma situação muito perigosa para todos os intervenientes na área de trabalho.
-Evitar descarregar o material lenhoso a seguir a uma curva, a uma lomba ou debaixo de cabos elétricos
-Na aproximação ao local de concentração do material lenhoso, o condutor deve manter-se atento aos
outros trabalhadores, certificando-se que todos se apercebem da aproximação da máquina.
-Nenhum trabalhador deve estar sobre o material lenhoso em movimento, caminhar ao longo da carga
ou tentar recolocar a carga manualmente
- Nunca abandonar a máquina com o motor a trabalhar.
- Colocar sempre inversor na posição neutra, desengatar a caixa de velocidades, ativar o travão de
estacionamento, baixar lâmina frontal e avental traseiro antes de sair da cabine.
- Verificar os travões e se a máquina mantém aderência quando se desloca em terrenos inclinados.
- Em terrenos declivosos, procurar conduzir a subir ou a descer segundo o maior declive e evite mudar de
direção ou conduzir diagonalmente.
- Respeitar sempre as inclinações longitudinais e transversais de segurança das máquinas
-Não exceder as capacidades de carga para além das indicadas.

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-Ao estacionar a máquina, ativar o travão de estacionamento, baixar a lâmina frontal e o avental traseiro
e parar o motor.
-Verificar periodicamente a pressão e estado dos pneus.
-Tomar as devidas precauções no caso de trabalhar perto de cabos elétricos aéreos e linhas telefónicas.
-No caso de entrar em contato com cabo de alta tensão, não sair da cabine.
-Não abrir a tampa do radiador com o motor quente
-Não tocar diretamente com os dedos nos elétrodos da bateria
-No fim dos trabalhos a máquina deve ficar estacionada em local apropriado para fazer face aos perigos
de incêndio e roubo.
-Não fazer fogo ou foguear em situação de risco de incêndio.
-Afixar de modo visível a lista de contatos para o caso de ocorrer uma situação de emergência
-Adequar a realização dos trabalhos às condições atmosféricas
-Aplicar os métodos indicados a cada situação e executar as técnicas corretamente
-Adotar gestos e posturas corretas
-Evitar o trabalho repetitivo e monótono (rotação de postos de trabalho)
-Descansar e beber água regularmente, evitando situações de fadiga.
-Não trabalhar isoladamente
-Recolher todo o lixo e resíduos produzidos
CARREGADOUROS
- Não devem estar localizadas ao lado das estradas, de modo a que os camiões não ocupem a via de
rodagem
- Não devem estar localizadas de baixo ou perto de cabos elétricos ou telefónicos nem sobre condutas de
gás ou água - Devem posicionar-se paralelamente às estradas, mas de modo a que para se efetuar o
transporte o mesmo não interfira com a restante circulação de veículos
- Devem localizar-se ao lado dos caminhos e ficarem afastadas o mais possível das linhas de água (pelo
menos 20m) e fora dos locais onde existam estruturas de drenagem.
- Devem ser feitos em terrenos estáveis, planos e limpos, sendo de evitar terrenos declivosos
EM CASO DE EMERGÊNCIA
- Parar imediatamente todas as operações
- Avaliar a gravidade da emergência
- Prestar os primeiros socorros apenas se tiver habilitações para isso
- Contactar o INEM ou o Posto de Socorro mais próximo
- Utilizar todos os recursos disponíveis para controlar a situação
- No caso de incêndio, ligar o 112 ou Corporação de Bombeiros mais próxima - Assegurar a remoção da
vítima para que tenha assistência
- Sinalizar o acidente e/ou a área afetada
- Desimpedir as vias de acesso

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- Comunicar a situação ao responsável operacional
- No caso de morte, não mexer na vítima e chamar as entidades competentes.

DERRAMES
- Parar imediatamente a ação envolvida.
- Avaliar a gravidade e utilizar os recursos disponíveis para controlar a situação.
- No caso de fuga de lubrificante, recolher o mesmo em recipiente apropriado e reparar a fuga.
- Construir uma vala ao redor do derrame para contenção e limitação de área afetada.
- Colocar e incorporar resíduos orgânicos (serradura, cascas, folhas, etc.) na área afetada e cobrir com
terra fina, a fim de acelerar a sua degradação e evitar a exposição e escorrimento.
- Isolar e sinalizar a área, caso haja necessidade.

RISCOS
Máquina:
- Ruído (traumatismos auditivos)
- Vibrações (deterioração da coluna vertebral)
- Postura (dores e lesões osteomusculares)
- Ergonómicos (assento não adequado, posturas) - Incêndio (queimaduras, intoxicações)
Deslocação do Operador:
- Quedas (golpes, fraturas, entorses, feridas)
- Stress térmico por calor ou frio (desidratação, hipotermia)
Deslocação do material:
- Abalroamento
- Atropelamento
- Choque
- Capotamento
- Empinamento
- Colisão
-Rotura de um cabo -Cabo em mau estado
(hematomas, entorses, distensões, golpes, cortes, feridas, queimaduras, esmagamento, entalamento,
amputação, fraturas, traumatismo craniano, morte)
- Substâncias tóxicas (afeções no aparelho respiratório, alergias, intoxicações)
- Animais e insetos (picadas)

PROTEÇÃO INDIVIDUAL
EPI (na condução da máquina):
- Botas de segurança

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- Auriculares (se a cabine não for insonorizada, ruído
> 85db)
EPI (no exterior):
- Capacete
- Blusão, camisola ou colete de cor viva (de sinalização) - Luvas
- Botas de segurança
-Luvas para manusear cabo
Outros: Extintores, Mala de 1os socorros, Telefone ou rádio de comunicações

Procedimentos de Segurança
Rechega e Extração com Trator com Reboque Florestal e Grua

CARACTERIZAÇÃO: Rechega e extração com Trator com reboque
florestal e Grua
RESPONSABILIDADE: Responsável pelo cumprimento dos
procedimentos: - operador, - Proprietário do equipamento
DESCRIÇÃO SUMÁRIA
A rechega consiste na movimentação dos toros ou troncos inteiros de modo a concentrar o material
lenhoso junto dos trilhos de extração. Por extração entende-se a operação de transferência de toros ou
troncos do local de abate ou ponto de extração até ao carregadouro, junto a uma via principal, de forma
mecanizada, com tratores carregadores transportadores (forwarders) ou tratores com reboque florestal
e grua.
NORMAS DE SEGURANÇA
- Utilizar máquinas e equipamentos certificados e homologados
- Utilizar o equipamento apenas quando reunidas as condições que garantam manter todas as
características de segurança.
- Verificar o estado de funcionamento das máquinas e equipamentos bem como providenciar uma
manutenção e conservação adequadas. Ter em atenção os indicadores de nível existentes no trator e no
reboque.
- Realizar sempre as reparações com o motor da máquina parado.
- Ler obrigatoriamente o manual de instruções das máquinas
- Só devem utilizar as máquinas, trabalhadores devidamente qualificados e autorizados
- Estar informado e receber formação necessária e adequada para usar este equipamento e exercer a
atividade que vai realizar
- Estar equipado com telemóvel ou rádio de comunicações, lanterna, extintor e caixa de primeiros
socorros.

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- Utilizar uma técnica segura para entrar e sair da cabine e ajustar o assento do operador. Manter a cabine
arrumada e sem material solto.
- Usar o EPI indicado para o trabalho: botas de biqueira de aço e rasto antiderrapante, protetores
auriculares se o nível sonoro ultrapassar os 85 db. Usar capacete, luvas e colete de sinalização quando
estiver fora da cabine a fazer reparações ou inspeção
- Planear e organizar os trabalhos, avaliar e referenciar as áreas a intervir e os riscos associados
- Manter as distâncias de segurança (não deve estar ninguém num mínimo de 20m de raio).
- Nunca abandonar a máquina com o motor a trabalhar.
- Colocar sempre o inversor na posição neutra, desengatar a caixa de velocidades e ativar o travão de
estacionamento antes de sair da cabine.
- Conduzir com a velocidade adequada às condições do terreno.
- Usar correntes antiderrapantes se for necessário.
- Verificar os travões e se a máquina mantém aderência quando se desloca em terrenos inclinados.
- Em terrenos declivosos, procurar conduzir a subir ou a descer segundo o maior declive e evite mudar de
direção ou conduzir diagonalmente.
- Respeitar sempre as inclinações longitudinais e transversais de segurança das máquinas
- Não subir para a carrada nem permitir que alguém o faça
- A madeira no reboque deve ultrapassar os fueiros longitudinalmente pelo menos 30cm para cada lado
- Fixar a garra da grua no chassis ou no topo da carga.
- Não exceder as capacidades de carga para além das indicadas.
- Ao estacionar a máquina, ativar o travão de estacionamento, deixar a grua em posição de descanso e
parar o motor. - Verificar periodicamente a pressão dos pneus
-Tomar as devidas precauções no caso de trabalhar perto de cabos elétricos aéreos e linhas telefónicas.
- No caso de entrar em contato com um cabo de alta tensão, não sair da cabine.
- No fim dos trabalhos a máquina deve ficar estacionada em local apropriado para fazer face aos perigos
de incêndio e roubo.
- Não fazer fogo ou foguear em situação de risco de incêndio.
- Afixar de modo visível a lista de contatos para o caso de ocorrer uma situação de emergência
- Adequar a realização dos trabalhos às condições atmosféricas
- Aplicar os métodos indicados a cada situação e executar as técnicas corretamente
- Adotar gestos e posturas corretas
- Evitar o trabalho repetitivo e monótono (rotação de postos de trabalho)
- Descansar e beber água regularmente, evitando situações de fadiga.
- Não trabalhar isoladamente
- Recolher todo o lixo e resíduos produzidos
PILHAS E CARREGADOUROS

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- Não devem estar localizadas ao lado das estradas, de modo a que os camiões não ocupem a via de
rodagem
- Não devem estar localizadas debaixo ou perto de cabos elétricos ou telefónicos nem sobre condutas de
gás ou água - Devem posicionar-se perpendicularmente às estradas.
- Devem localizar-se ao lado dos caminhos e ficarem afastadas o mais possível das linhas de água (pelo
menos 20m) e fora dos locais onde existam estruturas de drenagem.
- Devem ser feitos em terrenos estáveis, planos e limpos, sendo de evitar terrenos declivosos.
- As pilhas devem ser corretamente efetuadas (bem alinhadas) e não exceder uma altura que as torne
instáveis.
- As pilhas devem assentar sobre toros dispostos perpendicularmente, de forma a evitar o contato com o
solo e o carregamento de detritos

EM CASO DE EMERGÊNCIA
- Parar imediatamente todas as operações
- Avaliar a gravidade da emergência
- Prestar os primeiros socorros apenas se tiver habilitações para isso
- Contactar o INEM ou o Posto de Socorro mais próximo
- Utilizar todos os recursos disponíveis para controlar a situação
- No caso de incêndio, ligar o 112 ou Corporação de Bombeiros mais próxima - Assegurar a remoção da
vítima para que tenha assistência
- Sinalizar o acidente e/ou a área afetada
- Desimpedir as vias de acesso
- Comunicar a situação ao responsável operacional
- No caso de morte, não mexer na vítima e chamar as entidades competentes.

DERRAMES
- Parar imediatamente a ação envolvida.
- Avaliar a gravidade e utilizar os recursos disponíveis para controlar a situação.
- No caso de fuga de lubrificante, recolher o mesmo em recipiente apropriado e reparar a fuga.
- Construir uma vala ao redor do derrame para contenção e limitação de área afetada.
- Colocar e incorporar resíduos orgânicos (serradura, cascas, folhas, etc.) na área afetada e cobrir com
terra fina, a fim de acelerar a sua degradação e evitar a exposição e escorrimento.
- Isolar e sinalizar a área, caso haja necessidade.

RISCOS
Máquina:
- Ruído (traumatismos auditivos)

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- Vibrações (deterioração da coluna vertebral)
- Postura (dores e lesões osteomusculares)
- Ergonómicos (assento não adequado, posturas) - Incêndio (queimaduras, intoxicações)
Deslocação do Operador:
- Quedas (golpes, fraturas, entorses, feridas)
- Stress térmico por calor ou frio (desidratação, hipotermia)
Deslocação do material:
- Abalroamento
- Atropelamento
- Choque
- Capotamento
- Reviramento do reboque
- Empinamento - Colisão
(hematomas, entorses, distensões, golpes, cortes, feridas, queimaduras, esmagamento, entalamento,
amputação, fraturas, traumatismo craniano, morte)
- Substâncias tóxicas (afeções no aparelho respiratório, alergias, intoxicações)
- Animais e insetos (picadas)

PROTEÇÃO INDIVIDUAL
EPI (na condução da máquina) :
- Botas de segurança
- Auriculares (se a cabine não for insonorizada, ruído > 85db)
EPI (no exterior) :
- Capacete
- Blusão, camisola ou colete de cor viva (de sinalização) - Luvas
- Botas de segurança

Órgãos e proteções do Trator:
Outros:
- Extintores
- Mala de 1os socorros

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Algumas definições:

CONCEITO DEFINIÇÃO

Abrigo de
Equipamento de sobrevivência transportado à cintura do combatente que desdobrado toma a forma de uma tenda, para proteção
incêndio
contra o calor radiado.
florestal

Acontecimento ou série de acontecimentos com a mesma origem, repentino e imprevisto, provocado pelas ações do Homem ou
da Natureza, de que resulta ou possam resultar uma situação de emergência, ou seja susceptível de causar danos significativos,
Acidente
materiais ou ambientais e de provocar efeitos muito limitados no tempo e no espaço. de que resulta, ou possa resultar uma
situação de emergência ou seja susceptível de provocar danos pessoais, materiais ou ambientais.

Conjunto de faixas mantidas propositadamente desarborizadas, com pelo menos 10 metros de largura (sistemas silvo-lenhosos)
Aceiro e arrife ou 6-10 metros de largura (sistemas agro-silvo-pastoris), com vista à compartimentação da superfície florestal para efeitos de
gestão ou defesa da floresta contra Incêndios.

Organização estabelecida para o combate a Incêndios florestais nas propriedades geridas pelas empresas PortucelSoporcel, Stora-
AFOCELCA
Enso e Celulose do Caima.

Aglomerado Agrupamento de dez ou mais edifícios de habitação contíguos (distanciados entre si menos de 50 metros). Deverão possuir um
populacional nome ou denominação.

Actividade dedicada à produção agrícola. Na classe de agricultura estão incluídas as terras aráveis culturas hortícolas e arvenses,
Agricultura pomares de fruto, prados ou pastagens permanentes, que ocupam uma área superior ou igual a 0,5 ha e largura não inferior a 20
m.

Considera-se o sistema estabelecido, sinal sonoro e/ou visual, para aviso e informação de ocorrência de uma situação anormal ou
Alarme de emergência, numa determinada área ou espaço, levada a efeito por uma pessoa ou por um dispositivo automático para
transmissão de informação.

Comunicação de uma emergência feita a qualquer dos órgãos operacionais do sistema de proteção civil, por um indivíduo ou
Alerta
entidade, devendo ser acompanhada dos elementos de informação essenciais a um conhecimento perfeito da situação.

Altura da
Distância, medida na vertical, desde a base até ao seu ponto mais alto.
chama

Conjunto dos sistemas físicos, ecológicos, económicos e socioculturais com efeito direto ou indireto sobre a qualidade de vida do
Ambiente
homem.

Arborização / Instalação de povoamentos florestais em novas áreas a partir de um solo nu, ou em áreas anteriormente arborizadas que foram
rearborização sujeitas a corte final, inclusive áreas percorridas por incêndios.

Arbusto Planta lenhosa, quase sem tronco ou com muitos pés, que raramente ultrapassa 5 m de altura.

Terreno edificado com construções urbanas e pequenos aglomerados populacionais, portos, aeroportos, equipamentos sociais e
Área Social
grandes vias de comunicação, que ocupam uma área superior ou igual a 0,5 ha e largura não inferior a 20 m.

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CONCEITO DEFINIÇÃO

Área ocupada com espécies arbóreas florestais, desde que estas apresentem um grau de coberto igual ou superior a 10%
Área Arborizada
e ocupem uma área igual ou maior a 0,5 ha.

Terreno de uso florestal, anteriormente ocupado por povoamentos florestais que devido à passagem de um incêndio está
Área ardida de
actualmente ocupado por vegetação queimada ou solo nu, com presença significativa de material morto ou carbonizado.
povoamentos florestais
Tem uma área no mínimo de 0,5 ha e largura não inferior a 20 m.

Área basal Soma das áreas seccionais das árvores a 1,30 m do solo; esta variável é expressa por hectare. (unidades: m2/ha)

Área que é considerada de particular interesse para a conservação da natureza, nomeadamente áreas protegidas, sítios
Área classificada da Lista Nacional de Sítios, sítios de interesse comunitário, zonas especiais de conservação e zonas de protecção especial
criadas nos termos das regras jurídicas aplicáveis.

Área com risco de Área que devido à natureza do solo e subsolo, declive e dimensão da vertente e a outros factores, tais como o coberto
erosão vegetal e práticas culturais, está sujeita à perda de solo, deslizamentos ou quebra de blocos.

Rede ecológica europeia coerente para a conservação de habitats de fauna e flora de interesse comunitário. A Rede
Área da Rede Natura Natura 2000 é constituída pelas Zonas de Protecção Especial (ZPE) e pelas Zonas Especiais de Conservação (ZEC) que são
2000 sítios que constam da Lista Nacional proposta à Comissão Europeia para classificação como Sítios de Importância
Comunitária (SIC).

Área de actuação da
Área definida no respectivo plano de actividade para a execução de trabalhos a efectuar pela equipa de sapadores
equipa de sapadores
florestais.
florestais

Terreno de uso florestal, anteriormente ocupado por povoamentos florestais, no qual se efectuou o corte das árvores
Área de corte raso sendo actualmente ocupado por cepos e vegetação rasteira não significativa. Tem uma área no mínimo de 0,5 ha e largura
não inferior a 20 m.

Área de intervenção da
Área territorial (concelho, freguesia ou parte destes) onde a equipa pode desenvolver a sua actividade e que corresponde
equipa de sapadores
à área referida na candidatura.
florestais

Terreno no qual é proibida a caça, após o reconhecimento do direito à não caça, ou seja, a faculdade dos proprietários ou
Área de não caça usufrutuários e arrendatários, neste caso quando o contrato de arrendamento rural inclua a gestão cinegética, de
requererem, por períodos renováveis, a proibição da caça nos seus terrenos.

Área de protecção Área onde o exercício da caça pode causar perigo para a vida, saúde ou tranquilidade das pessoas ou constitui risco de
(actividade cinegética) danos para os bens.

Área para a qual são estabelecidas limitações às actividades que prejudiquem ou possam perturbar as espécies cinegéticas
Área de refúgio de caça
e não cinegéticas, cuja conservação, fomento ou protecção se pretende. Nestas áreas é proibido o exercício da caça.

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CONCEITO DEFINIÇÃO

Área que se encontra arborizada ou inculta. Área que apresenta povoamentos florestais, área com uso silvo-pastoril, área
Área Florestal
ardida de povoamentos florestais, área de corte raso, ou outras áreas arborizadas e incultos.

Toda a área que sendo susceptível de utilização agrária, não é objecto de qualquer tipo de aproveitamento cultural há mais
Área inculta
de 6 anos.

Área percorrida por


Área atingida por um incêndio que estava ocupada por povoamentos florestais e/ou incultos.
incêndios florestais

Área terrestre e águas interiores e marítimas classificada, em que a fauna, a flora, a paisagem, os ecossistemas ou outras
ocorrências naturais apresentam, pela sua raridade, valor ecológico ou paisagístico, importância científica, cultural e social,
uma relevância especial que exige medidas específicas de conservação e gestão, em ordem a promover a gestão racional
Área protegida
dos recursos naturais, a valorização do património natural e construído, regulamentando as intervenções artificiais
susceptíveis de as degradar. Inclui: Parque Nacional, Parques Naturais, Reservas Naturais, Monumentos Naturais, Sítios
Classificados e Paisagens Protegidas.

Área sem combustível que funciona como barreira de progressão aos incêndios. Exemplos: área ardida, rio, barragem, área
Área tampão
rochosa e terreno lavrado.

Áreas que se apresentam com povoamentos florestais, áreas com uso silvo-pastoril, áreas ardidas de povoamentos
Áreas florestais
florestais, áreas de corte raso, outras áreas arborizadas e incultos.

Arrefecimento Método de extinção de incêndio que consiste em reduzir a temperatura do combustível.

Espécie lenhosa perene que na maturidade atinge pelo menos cinco metros de altura e é constituída por um eixo principal,
Árvore florestal
ou no caso do regime de talhadia por múltiplas varas. Exclui: pomares frutícolas agrícolas, oliveiras.

Árvore florestal
dispersa em Árvores dispersas que, em povoamentos puros, apresentam uma área coberta inferior a 25%, ou, em povoamentos mistos,
povoamentos de apresentam uma área coberta inferior à da espécie dominada.
outras espécies

Árvore florestal fora da


Árvores dispersas presentes em áreas de uso não florestal, com área inferior a 0,5 ha e/ou largura inferior a 20 m.
floresta

Comunicação feita por qualquer dos órgãos operacionais do sistema de protecção civil, dirigida a toda a população ou
parte dela afectada por qualquer tipo de emergência, quer para informar a situação de corrente quer para a instruir sobre
Aviso
as medidas que deve tomar. Difusão de mensagem que assinala perigo iminente, podendo também incluir recomendações
sobre protecção/prevenção.

Área na qual, pelas suas características topográficas e geológicas, ocorre a captação de águas para um rio principal e seus
Bacia hidrográfica
afluentes.

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CONCEITO DEFINIÇÃO

Terreno possuído e gerido por comunidades locais, consideradas como o universo dos compartes, ou seja, os moradores de
uma ou mais freguesias ou parte delas que, segundo os usos e costumes, têm direito ao uso e fruição do baldio. O baldio
Baldio
constitui, em regra, logradouro comum, designadamente para efeitos de apascentação de gados, de recolha de lenhas ou
matos, de culturas e outras fruições, nomeadamente de natureza agrícola, silvícola, silvo-pastorial ou apícola.

Aplicação de técnicas de contagem e análise da literatura científica com vista à identificação dos processos de comunicação,
Bibliometria
da sua natureza e do desenvolvimento das disciplinas científicas.

Fracção biodegradável dos produtos, desperdícios ou resíduos de actividade agrícola (incluindo substâncias vegetais e animais)
Biomassa
e florestal e de indústrias relacionadas, bem como a fracção biodegradável de resíduos industriais e urbanos.

Brigada de
sapadores Agrupamento de duas ou mais equipas de sapadores, que por razões de operacionalidade atuam conjuntamente.
florestais

Buldozer Tractor de Lâmina; do inglês «bulldozer»

Acontecimento ou série de acontecimentos graves, de origem natural ou tecnológica, com efeitos prolongados no tempo e no
Calamidade espaço, em regra previsíveis, susceptíveis de provocarem elevados prejuízos materiais e, eventualmente, vítimas, afectando
intensamente as condições de vida e o tecido sócio-económico em áreas extensas do território nacional.

Carência Método de extinção de incêndios que consiste em eliminar o combustível.

Carga de
Peso seco do combustível presente por unidade de área em dado local, geralmente expresso como ton/ha.
combustível

Carga de incêndio Quantidade de energia libertada pela combustão da totalidade de matéria combustível contida num dado espaço.

Acontecimento súbito, quase sempre imprevisível, de origem natural ou tecnológica, susceptível de provocar vítimas e danos
Catástrofe materiais avultados, afectando gravemente a segurança das pessoas, as condições de vida das populações e o tecido sócio –
económico do País

Central de comunicações destinada à recepção e ao encaminhamento de chamadas de socorro efectuadas através do número
Central 112
europeu de emergência – 112.

Central 117 Central de comunicações destinada à recepção e ao encaminhamento de chamadas de alerta de incêndios florestais.

Centro Distrital de
Centro de Operações e comunicações para apoio e coordenação de operações de socorro numa área que corresponde ao
Operações de
Distrito.
Socorro (CDOS)

Centro Nacional de
Unidade orgânica à qual compete acompanhar toda a actividade operacional do SNBPC no domínio do socorro. É dirigido pelo
Operações de
comandante operacional nacional.
Socorro (CNOS)

Chama Zona de combustão em fase gasosa, com emissão de luz.

Conjunto de conhecimentos organizados sobre mecanismos de causalidade dos factos observáveis, obtidos através do estudo
Ciência
objectivo dos fenómenos empíricos.

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CONCEITO DEFINIÇÃO

Clareira Área inferior a 0,5 ha sem presença de árvores florestais, no interior de uma área de uso florestal.

Comandante das
Responsável dos bombeiros por uma operação de socorro.
operações de socorro

Acção de supressão que se estende para além da primeira intervenção. Implica que o nível de complexidade da
Combate estendido
ocorrência vai aumentar para além das capacidades do comando de primeira intervenção.

Elemento ou composto químico susceptível de provocar a oxidação ou combustão de outras substâncias (alimenta uma
Comburente
combustão).

Reacção exotérmica de uma substância combustível com um comburente, susceptível de ser acompanhada de uma
Combustão
emissão de chama e/ou de incandescência e/ou emissão de fumo.

Combustão livre Fase do desenvolvimento de uma combustão em que existe elevada produção de chamas.

Combustão oculta Combustão sem emissão de luz ou de produtos que a permitam detectar facilmente.

Energia libertada sob a forma calorífica, que é suficiente para manter a combustão e propagá-la a material vegetal
Combustibilidade
adjacente.

Combustível Matéria que arde ou pode ser consumida pelo fogo.

Material de origem vegetal, com diâmetro inferior a 6 mm, geralmente caracterizado por possuir uma relação superfície
Combustível fino morto
- volume elevada. A sua ignição e combustão é muito rápida quando seco

Combustível florestal Material vegetal, existente na floresta susceptível de arder.

Órgão colegial integrante da Equipa de Reflorestação, ao qual compete a definição das orientações de arborização e
Comissão Regional de
gestão nas regiões de reflorestação, das linhas orientadoras para a defesa da floresta contra incêndios e a emissão de
Reflorestação (CRR)
pareceres sobre projectos florestais.

Compactação dos
É o espaço entre as partículas dos combustíveis florestais. É especialmente importante devido à quantidade de ar que
Combustíveis Florestais
circula entre ele, afectando a velocidade de combustão, a transferência de calor, a velocidade de propagação, etc.
(compaction)

É o modo como a ignição do combustível florestal ocorre, como as chamas se desenvolvem e a velocidade de

Comportamento do fogo propagação que possui, exibe outros fenómenos resultantes da interacção dos combustíveis, com as condições

(fire behaviour) atmosféricas e o relevo. Existem termos específicos que descrevem comportamentos de fogo, como fogo de copas,

explosão de fogo, fogo rasteiro, focos secundários -“Spotting”.

Comprimento da chama Distância entre o ponto médio da base e o ponto mais alto.

Comunicação Partilha de informação entre duas ou mais pessoas ou entre sistemas de informação.

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CONCEITO DEFINIÇÃO

O conhecimento é a apreensão de qualquer "coisa" por meio do pensamento e a capacidade de tornar presente ao
Conhecimento
pensamento "aquilo" que se apreendeu.

Conhecimento
Conhecimento que pode ser verbalizado ou registado.
codificado

Conhecimento tácito Conhecimento inerente às capacidades individuais.

Órgão colegial integrante da Equipa de Reflorestação, ao qual compete a definição das orientações de arborização e gestão
Conselho Nacional de
nas regiões de reflorestação, das linhas orientadoras para a defesa da floresta contra incêndios e a emissão de pareceres
Reflorestação (CNR)
sobre projectos florestais.

Continuidade de Grau ou extensão da distribuição contínua, horizontal ou vertical, das partículas de combustível florestal, que interfere na

combustível capacidade de um incêndio suster a combustão e alastrar.

Técnica que consiste em queimar vegetação, contra o vento, num local para onde se dirige o incêndio, destinando-se a
Contra-fogo
diminuir a sua intensidade, facilitando o seu domínio e extinção.

Alteração que implica a modificação do regime, da composição ou a redução de densidade do povoamento abaixo dos
Conversão
valores mínimos definidos para cada espécie.

Intervenção em que, através de arranque ou corte de árvores, se reduz a densidade do povoamento abaixo dos valores
Corte de conversão
mínimos definidos para cada espécie.

Cortiça amadia Cortiça proveniente de partes de árvores nas quais é a terceira vez ou seguintes que se extrai cortiça.

Cortiça em cru Cortiça após extracção, antes de sofrer qualquer tratamento físico ou mecânico.

Cortiça secundeira Cortiça proveniente de partes de árvores nas quais é a segunda vez que se extrai cortiça.

Cortiça virgem Cortiça proveniente de partes de árvores nas quais é a primeira vez que se extrai cortiça.

Cortina arbórea com o objectivo de reduzir localmente a velocidade do vento e interceptar fagulhas e outros materiais

incandescentes, que deverá ser estrategicamente localizada em áreas desarborizadas (fundos de vales com elevada
Cortina pára-fogo ou
pendente, cumeadas, portelas, cristas de escarpa ou faixas de protecção a linhas eléctricas) e ser perpendicular à direcção
Cortina de abrigo
predominante do vento. É composta por espécies muito pouco inflamáveis, tais como as referidas para as faixas de alta

densidade ou outras que aproveitem condições edáficas favoráveis, como o choupo, o amieiro, etc.

Dendrocaustologia Ciência que estuda os incêndios florestais.

Operação em que, através do arranque ou corte selectivo, são eliminadas árvores mortas, caducas ou fortemente

Desbaste afectadas por pragas ou doenças ou que prejudicam o desenvolvimento de outras em boas condições vegetativas. É

também utilizada para correcções de densidade em povoamentos.

Desbóia Primeiro descortiçamento a que um sobreiro é submetido.

74



CONCEITO DEFINIÇÃO

Descortiçamento ou despela Operação que consiste em extrair de sobreiros vivos parte da cortiça que os reveste.

Utilização sistemática de conhecimentos existentes, obtidos através da investigação e/ou experiência prática, com
Desenvolvimento
vista à fabricação de novos materiais, produtos ou dispositivos, ao estabelecimento de novos processos, sistemas ou
tecnológico
serviços, ou à melhoria dos já existentes.

Rapidez e precisão na identificação das ocorrências de incêndio florestal com vista à sua comunicação às entidades
Detecção de incêndios
responsáveis pelo combate, e pode ser levada a cabo por meios terrestres e aéreos.

Difusão de conhecimento Processo de alastramento do conhecimento pelos potenciais utilizadores através dos agentes económicos.

Disseminação de
Processo de alastramento de conhecimento para a população em geral.
conhecimento

Dissuasão Acto ou efeito de alterar comportamentos negligentes ou dolosos potenciadores de incêndios.

Variabilidade entre os organismos vivos de todas as origens, incluindo, inter alia, os ecossistemas terrestres, marinhos
Diversidade biológica e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos dos quais fazem parte; compreende a diversidade dentro
de cada espécie, entre as espécies e dos ecossistemas.

O domínio é um dos marcos importantes do ataque a um incêndio que é atingido quando este, já comprovadamente
Domínio do incêndio
circunscrito a uma área limitada, cede perante a acção desenvolvida pelos meios existentes. (ver incêndio dominado).

Unidade ecológica básica, constituída pelo ambiente vivo de organismos animais e vegetais que interactuam como
Ecossistema
uma única entidade de funcionamento.

Fenómeno que ocorre quando o ar quente é comprimido durante a subida de um vale apertado, ganhando, por isso,
Efeito chaminé velocidade e aquecendo cada vez mais os combustíveis com que contacta, resultando no aumento da intensidade e
velocidade do fogo

Empreendimento agrícola com importância para a economia local, avaliada em termos de criação líquida de emprego
Empreendimento agrícola de
e valor acrescentado superior ao do uso actual da terra, com viabilidade económica e financeira, que dê origem a
relevante e sustentável
produtos com escoamento garantido no mercado e que não sejam alvo de mecanismos de suporte dos preços de
interesse para a economia
mercado, apoios à produção, à exportação ou ao rendimento e cuja localização, não possuindo alternativa, apresenta
local
adequada aptidão edafo-climática para o uso agrícola em causa.

Proprietários, produtores florestais, agrícolas ou pecuários ou as suas estruturas organizativas, organismos da


administração central ou local e ainda outras instituições que contribuam para a defesa da floresta contra incêndios e
Entidade proponente
que sejam titulares do direito de propriedade, posse ou outro, que lhes permita sujeitar os respectivos prédios ao fogo
controlado.

Equipa constituído no mínimo por 5 elementos efectivos e que dispõe de equipamento, individual e colectivo, para o
Equipa de sapadores
exercício das suas funções. Desenvolvem actividades de silvicultura preventiva, beneficiação de caminhos, vigilância,
florestais
primeira intervenção, rescaldo e sensibilização.

75



CONCEITO DEFINIÇÃO

Conjunto de meios humanos e materiais constituído por um mínimo de quatro elementos devidamente treinados e
Equipa de apoio equipados, apoiados por uma viatura, dispondo de meios de comunicação e de meios de supressão adequados para fazer
face à primeira intervenção.

Estrutura de missão criada por Resolução de Conselho de Ministros no 17/2004 com o objectivo de proceder ao
Equipa de
planeamento integrado das intervenções nos espaços florestais percorridos pelo fogo em 2003 (regiões de reflorestação) e
Reflorestação
suas áreas envolventes.

Equipamento de Vestuário e protecções que cada profissional, na sua respectiva área de trabalho, deve utilizar, e que, estando adaptados
protecção individual aos riscos da sua profissão, lhe permitem trabalhar nas melhores condições de conforto e segurança.

Espaços onde predomina o uso agrícola, bem como manchas significativas que não possuam actualmente uso agrícola
Espaço agrícola
efectivo mas que seja expectável que venham a tê-lo no horizonte de planeamento em causa.

Espaço agro-florestal Espaço rurais onde não existe uma predominância quer do uso agrícola quer do uso florestal.

Espaço florestal Os terrenos ocupados com arvoredos florestais, com uso silvo-pastoril ou incultos de longa duração.

Áreas em que a protecção a determinados valores naturais únicos se sobrepõe a qualquer outro uso do solo,
designadamente: Parques nacionais, reservas naturais, monumentos naturais e sítios classificados, segundo a tipologia do
Decreto-Lei n.o 19/93, incluídos nas categorias I, III e IV da IUCN; Zonas de protecção prioritária, demarcadas nos planos de
Espaço natural gestão dos sítios da Lista Nacional, no âmbito da Directiva Habitats (Rede Natura 2000); Praias; arribas ou falésias; faixa
litoral; estuários, lagunas, lagoas costeiras e zonas adjacentes; sapais; lagoas, suas margens naturais e zonas húmidas
adjacentes; correspondendo às categorias identificadas no anexo I do Decreto-Lei n.o 93/90 nas alíneas 1a), 1c), 1d), 1f),
1h).

Terreno com aptidão para as actividades agrícolas, pecuárias, florestais ou minerais bem como os espaços de protecção ou
Espaço rural
de lazer, ou que seja ocupado por infra-estruturas que não lhe confira estatuto de solo urbano.

Solo rural onde predomina a actividade pastoril, designadamente: Terrenos ocupados por matos e pastagens naturais ou
Espaço silvo-pastoril
espontâneas.

Espécie florestal Espécie arbórea utilizada em silvicultura.

Espécie susceptível de, por si própria, ocupar o território de uma forma excessiva, em área ou em número de indivíduos,
Espécie invasora
provocando uma modificação significativa nos ecossistemas.

Orientações definidas para as regiões de reflorestação, tendo por finalidade a redução da taxa anual de incidência de fogos
Estratégia regional de
florestais para níveis social e ecologicamente aceitáveis e abordando 3 áreas fundamentais: prevenção da eclosão do fogo,
defesa da floresta
planeamento do território e combate aos incêndios. Adapta as orientações estratégicas definidas em diversos níveis de
contra incêndios
planeamento (PNDFCI, PROF, PMDFCI, etc.) às regiões de reflorestação.

76


CONCEITO DEFINIÇÃO

Cada uma das camadas segundo as quais se distribui a vegetação em altura (herbáceo, correspondente às ervas, arbustivo,
Estrato vegetal
o que é preenchido pelos arbustos e arbóreo, aquele que respeita à copa das árvores).

Construções ou equipamentos concebidos especificamente para armazenar água, normalmente em volumes de pequena
Estruturas de
dimensão, com localização independente da fisiografia do terreno e da rede hidrográfica. Podem ser fixas (insusceptíveis
armazenamento de
de mudança numa base mensal/anual) ou móveis. São exemplos de estruturas fixas os reservatórios, poços, piscinas,
água
tanques de rega entre outros. As estruturas móveis podem ser cisternas em material rígido ou deformável.

Exercício com meios Exercício de ordem operacional, no qual se desenvolvem missões no terreno com homens e equipamento, permitindo
no terreno (LIVEX) avaliar as disponibilidades operacionais e as capacidades de execução das entidades envolvidas.

Exercício de apoio Exercício de ordem operacional para testar o funcionamento dos serviços de apoio logístico às operações. Podem ser
logístico realizados em simultâneo com os LIVEX.

Exercício de ordem operacional, aplicado aos sistemas de vigia e detecção, com a finalidade de testar e avaliar os modelos
Exercício de detecção
e os efectivos associados aos sistemas.

Exercício de Exercício com o objectivo de treinar os procedimentos de evacuação de um grupo (escola, população lugar), face a uma
evacuação determinada ocorrência, testando caminhos de evacuação, apoio aos evacuados e tempos de evacuação.

Exercício de posto de Exercício específico para pessoal de direcção, coordenação e comando, permitindo exercitar o planeamento e conduta de
comando (CPX) missões e treinar a capacidade de decisão dos participantes.

Exercício de
Exercício específico para testar e avaliar o funcionamento dos sistemas de telecomunicações e a eficiência do seu pessoal.
telecomunicações
Podem ser realizados em simultâneo com os LIVEX.
(SIGEX)

Consiste na apresentação de uma situação representando-a num mapa ou transparente e impondo um ritmo de tarefas do
Exercício no mapa qual resulta a necessidade de proceder a estudos de situação, planeamento, elaboração de ordens ou responder a questões
de ordem prática.

Tipo de descortiçamento no qual a superfície do sobreiro explorada para produção da cortiça se encontra dividida em duas
Exploração em meças
ou mais partes, com vista à extracção sistemática da mesma em anos diferentes.

Aparelho que contém um agente extintor o qual pode ser projectado e dirigido para um fogo por acção de uma pressão
Extintor
interna. Esta pressão pode ser produzida por prévia compressão, ou pela libertação de um gás auxiliar .

77



CONCEITO DEFINIÇÃO

Faixa de terreno envolvente a habitações e outras edificações com uma largura média de 10 metros (até 20 m nas situações
de maior declive) desprovida de combustível ou com exemplares arbóreos e arbustivos tratados por forma a eliminar o
Faixa corta-fogo perigo de incêndio. Área adjacente a estradas, caminhos florestais e aceiros ou obstáculos da paisagem onde foram reduzidos
os combustíveis, nomeadamente através da roça de mato e desramação, com a finalidade de atrasar a propagação. Faz parte
da silvicultura preventiva.

Corresponde a povoamentos conduzidos em alto-fuste regular, em compassos muito apertados, formando um coberto
Faixa de alta
muito opaco à luz e ao vento. São desprovidos do estrato arbustivo e quase sempre compostos por espécies resinosas pouco
densidade
inflamáveis e produtoras de uma folhada densa, relativamente húmida e compacta.

Faixa de 30 a 40 metros contígua e exterior à faixa corta-fogo, que tem como função complementar a protecção às
Faixa de atenuação edificações. Caso exista, o coberto arbóreo deve sempre que possível ter copas que se distanciem entre si o equivalente à
média da sua largura e tenham a base à altura mínima de 3 metros, constituindo uma FGC.

Área limpa de vegetação até ao regolito ou com vegetação, desde que esteja previamente tratada, através de meios manuais
Faixa de contenção ou mecânicos, com caldas retardantes, espumíferos, ou simplesmente água, para diminuir, abafar ou até mesmo extinguir
as chamas.

Corresponde a uma parcela de território, estrategicamente localizada, onde se garante a remoção total ou parcial de
biomassa florestal, através da afectação a usos não florestais (agricultura, infra-estruturas, etc.) e do recurso a determinadas
Faixa de gestão de
actividades (silvo-pastorícia, etc.) ou a técnicas silvícolas (desbastes, limpezas, fogo controlado, etc.), com o objectivo
combustível (FGC)
principal de reduzir o perigo de incêndio. As faixas de gestão de combustível podem ser de redução ou interrupção de
combustível.

Áreas criadas por sistemas hidráulicos compostos por uma albufeira (em posição topográfica elevada), rede distribuidora e
Faixa de canhões/agulhetas fixos direccionáveis. Aproveitam a queda gravítica e são capazes de encharcar em alguns minutos faixas
humedecimento alargadas de espaços florestais previamente delimitadas, em função dos povoamentos a proteger, do comportamento
histórico do fogo e da rede local de FGC.

Faixa de Interrupção
Área em que se procede à remoção total do combustível vegetal.
de Combustível (FIC)

Faixa de Redução de Área em que se procede à remoção (normalmente parcial) do combustível de superfície (herbáceo, subarbustivo e
combustível (FRC) arbustivo), à supressão da parte inferior das copas e à abertura dos povoamentos.

Área que, nas zonas em rescaldo, foi tratada, através da remoção dos combustíveis existentes até ao regolito com a finalidade
Faixa de segurança
de impedir reacendimentos.

78


CONCEITO DEFINIÇÃO

Ocorrência que origina a mobilização de meios materiais e/ou humanos, dos bombeiros, mas na sequencia da qual não é
Falso alarme
detectada, no local, qualquer área ardida nem vestígios de foco de incêndio.

Terreno com uma cobertura de copas de mais de 10% e uma área maior a 0,5 ha. As árvores devem atingir uma altura mínima
Floresta
de 5 m na idade adulta.

Foco secundário Ignição de combustíveis vegetais, provocado por materiais incandescentes projectados para fora do incêndio principal.

Fogacho Incêndio cuja área é inferior a 1 hectare.

Fogo Combustão caracterizada por emissão de calor acompanhada de fumo, chamas ou de ambos.

Ferramenta de gestão de espaços florestais que consiste no uso do fogo sob condições, normas e procedimentos conducentes
Fogo controlado à satisfação de objetivos específicos e quantificáveis e que é executada sob a responsabilidade de técnico credenciado,
segundo os termos da legislação vigente.

Camada situada sobre o solo, de espessura variável, constituída basicamente pelas folhas caídas das arvores e ramos mortos.
Folhada Distingue- se das outras camadas subjacentes, pelo facto de se identificar o material originário, porque ainda não sofreu
decomposição.

Grupo de espécies de árvores angiospérmicas dicotiledóneas que se caracterizam, de uma forma geral, por apresentarem
Folhosas
folhas planas e largas e flor. Inclui o eucalipto, os carvalhos, os castanheiros, o sobreiro, a azinheira e outras folhosas.

Ações de silvicultura preventiva, nomeadamente roça de matos e limpeza de povoamentos, realização de fogos controlados,
Funções do
manutenção e beneficiação da rede divisional, linhas corta-fogo e outras estruturas, vigilância das áreas a que se encontra
sapador florestal
adstrito, apoio ao combate e subsequentes acções de rescaldo e sensibilização do público.

Fuste Parte do tronco da árvore livre de ramos.

Gestão do Processo sistemático, articulado e intencional, apoiado na criação, transmissão e apropriação de conhecimentos, com o
conhecimento propósito de melhorar o desempenho numa dada área de interesse.

Conjunto de actividades relacionadas com o fogo, com destaque para a prevenção dos incêndios florestais, o uso do fogo e a
Gestão do fogo sua supressão. A vigilância ou patrulhamento, a detecção dos incêndios e a fiscalização da lei são áreas específicas de apoio
à gestão do fogo.

79


CONCEITO DEFINIÇÃO

Gestão dos combustíveis Conjunto de actos ou praticas de controlo sobre os combustíveis florestais, controlando-os através de ferramentas

florestais (fuel mecânicas, químicas, biológicas ou manuais e também através dos fogos controlados, de forma a apoiar a gestão e

management) ordenamento do território, fazendo diminuir tanto o número de incêndios como a sua severidade.

Gestão florestal A arte e ciência da tomada de decisões respeitantes à organização, uso e conservação da floresta.

A administração e o uso das florestas de uma forma e a um ritmo que mantenham as suas biodiversidade, produtividade,
Gestão florestal
capacidade de regeneração, vitalidade e potencial para realizar, no presente e no futuro funções ecológicas, económicas e
sustentável
sociais relevantes aos níveis local, regional e global, não causando danos a outros ecossistemas.

Grande incêndio florestal Ocorrência verificada em zona arborizada e/ou de incultos, cuja área total ardida é igual ou superior a 100 hectares.

Grupo de combate (GC) Unidade operacional base, chefiado por um graduado, integrando até cinco grupos de intervenção.

Grupo de espécies de
Agrupamento de árvores que distingue as espécies de árvores resinosas e as espécies de árvores folhosas.
árvores florestais

Conjunto estruturado de meios de um sector operacional, integrando até um grupo de combate, com comando próprio e

Grupo de reforço (GRR) capacidade de deslocação por todo o território do continente, dispondo de uma autonomia total de setenta e duas horas,

quer para a realização prática das missões, quer para o funcionamento logístico do conjunto.

Heliporto Local previamente preparado para aterragem e descolagem de helicópteros.

Humidade do ar Quantidade de água existente na atmosfera sob a forma de vapor de água.

Humidade do

combustível (fuel Quantidade de água que existe no combustível, expressa-se em percentagem do peso seco do combustível florestal.

moisture content)

Ignição Aparecimento da primeira chama, após a absorção da energia de activação pelo material combustível.

Terreno estéril do ponto de vista da existência de comunidades vegetais ou com capacidade de crescimento extremamente

Improdutivo limitada, quer em resultado de limitações naturais, quer em resultado de acções antropogénicas (ex.: afloramentos rochosos,

praias, pedreiras, lixeiras).

Libertação simultânea de calor, luz e chama, gerada pela combustão de material inflamável, sem controlo no espaço e no
Incêndio
tempo

Incêndio circunscrito Incêndio que atingiu uma fase que não vai ultrapassar a área já afectada.

Incêndio que atingiu uma fase em que as chamas já não afectam os combustíveis vizinhos nos mecanismos de transmissão
Incêndio dominado
de calor (não há propagação, não existem grandes chamas).

Incêndio extinto Incêndio que atingiu uma fase onde já não existem chamas, mas apenas pequenos focos de combustão (brasas).

Incêndio Florestal Qualquer incêndio, que decorra em espaços florestais (arborizado ou não arborizado), não planeado e não controlado e que

(wildfire or forest fire) independentemente da fonte de ignição requer acções de supressão.

80



CONCEITO DEFINIÇÃO

Incêndio nascente Incêndio que eclodiu há pouco tempo em outros locais, fora daquele teatro de operações.

Incêndio urbano e
Incêndio que tenha lugar em qualquer tipo de edificação ou em instalações industriais.
industrial

Episódio repentino que reduz significativamente as margens de segurança sem, contudo, as anular, apresentando por isso
Incidente apenas potenciais consequências para a segurança, levando a uma actualização das bases de dados, mas sem acarretar uma
revisão dos modelos, das finalidades, das regras e dos valores.

Áreas ocupadas por matos e pastagens espontâneas. Inclui: pousios agrícolas, pastagens espontâneas e terrenos
Inculto
abandonados.

Índice de Risco de Classificação numérica para tipos específicos de combustível, indicando a probabilidade relativa de início e alastramento de
Incêndio Florestal incêndios, e o grau de probabilidade de resistência ao controlo.

Existência de sinais, detectados no terreno, que evidenciem a passagem recente de um fogo no povoamento florestal (ex:
Indício de fogo
vegetação queimada ou troncos chamuscados). Inclui os fogos controlados.

Maior ou menor facilidade com que a substância entra em ignição, medida através do tempo que uma amostra demora a
Inflamabilidade
inflamar-se quando sujeita a uma fonte de calor.

Inflamação Fase de combustão inicial, em que surge chama.

Infra-estrutura (de Construção ou instalação de apoio ao combate aos incêndios florestais e à actividade florestal (exemplos: caminhos, pontos
apoio ao combate) de água, postos de vigia ou outros).

Inovação Introdução de um novo produto, processo ou sistema no mercado.

Intensidade de
Potência calorífica libertada por cada metro da frente de fogo (Kw/m).
Propagação

Interface urbano
Linha, área ou zona onde estruturas ou outras intervenções humanas interagem com o espaço florestal.
/floresta

Investigação científica Trabalhos originais, experimentais ou teóricos, empreendidos com a finalidade de obter novos conhecimentos científicos.

Investigação das
Procedimento levado a cabo para determinar, pelo menos, quando, onde e como começou o incêndio florestal.
causas de incêndio

Conjunto de trabalhos criativos prosseguidos de forma sistemática, com vista a ampliar o conjunto de conhecimentos,
Investigação e
incluindo o conhecimento do homem, da cultura e da sociedade, bem como a utilização desse conjunto de conhecimentos
Desenvolvimento
em novas aplicações.

O corte ou remoção de biomassa vegetal, empregando as técnicas mais recomendadas com a intensidade e frequência
adequada de forma a garantir a viabilidade técnica das áreas intervencionadas e a manutenção da diversidade florística e
Limpeza
ciclo de nutrientes, a descontinuidade vertical e horizontal da carga combustível e a gestão da biodiversidade, tendo em
vista a satisfação dos objectivos dos espaços intervencionados.

Língua de fogo Parte do incêndio que avança mais rapidamente do que a restante e onde a intensidade é máxima.

81


CONCEITO DEFINIÇÃO

Linha perimetral Linha que circunscreve determinada área (ardida).

Linhas de água
Os rios principais e os afluentes de primeira e segunda ordem.
principais

Medida que visa aumentar os índices de adopção de acções protectoras junto dos cidadãos, dos agregados familiares e dos
Marketing Social
grupos expostos a um grau de risco considerável.

Mata Floresta plantada e/ou trabalhada pelo homem, usualmente destinada à exploração florestal.

Áreas pertencentes ao domínio privado do Estado submetidas a regime florestal total. Na 3a revisão do IFN são consideradas
Mata Nacional
apenas as áreas sob gestão do MADRP

Formação vegetal de plantas arbustivas (tojo, carqueja, esteva, urze, giesta) que podem ser associadas, ou não, a árvores
Matagal
jovens em que o desenvolvimento vertical é inferior a 3 metros de altura.

Mato Termo colectivo que se refere à ocupação do solo por plantas lenhosas ou herbáceas de porte arbustivo.

Conjunto de espécies vegetais que, quando ardem, apresentam características análogas em termos de libertação de
Modelo de combustível determinada quantidade de calor, o que permite prever as dificuldades em combater incêndios naqueles tipos de
combustíveis.

Modelo de
Possibilita a previsão de forma aproximada do comportamento de um incêndio de superfície, permitindo a determinação de
comportamento do
algumas variáveis, como a intensidade e velocidade de propagação e comprimento da chama.
fogo

Programação das intervenções culturais nos povoamentos florestais, a ser especificadas ao nível do planeamento local e de
Modelo geral de
projecto. Os modelos gerais de silvicultura englobam a escolha das espécies a usar / povoamentos tipo, a elaboração do
silvicultura e de
padrão cultural, ou seja o conjunto de normas relativas à instalação, condução, e exploração dos povoamentos, adequação
organização territorial
aos objectivos específicos de determinada área florestal.

Formação vegetal onde se verifica a presença de sobreiros ou azinheiras, associados ou não entre si ou com outras espécies
Montado
e cuja densidade satisfaz determinados valores mínimos.

Conjunto de parcelas do território no interior dos compartimentos definidos pelas redes primária e secundária,
Mosaico de parcelas de
estrategicamente localizadas, onde através de medidas de silvicultura preventiva se procede à gestão dos vários estratos de
gestão de combustível
combustível e à diversificação da estrutura e composição das formações vegetais, com o objectivo primordial de DFCI.

Nomenclatura com o objectivo de proporcionar uma discriminação única e uniforme das unidades territoriais para a
produção das estatísticas regionais da União Europeia. Os três primeiros níveis são: Nível I: três unidades que correspondem
NUT a Portugal Continental, Açores e Madeira. Nível II: sete unidades, cinco no continente, correspondentes às áreas de actuação
das Comissões de Coordenação Regional (CCR), a Região Autónoma dos Açores e a Região Autónoma da Madeira. Nível III:
trinta unidades, 28 no continente e duas correspondentes às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

82


CONCEITO DEFINIÇÃO

Objectivo Finalidade florestal geral, decorrente da política florestal, que é definida e proposta especificamente para a unidade de gestão
florestal florestal e que é quantificada, sempre que possível.

Objectivo
Operação necessária para alcançar os objectivos específicos determinados pela estratégia.
táctico

Ocorrência Incêndio, queimada ou falso alarme que origina a mobilização de meios dos bombeiros.

Ocupação do
Identifica a cobertura física ou biológica do solo.
solo

Operação Intervenção tendente a impedir que se elevem a níveis críticos o risco de ocorrência de incêndio, bem como aquelas que visem
silvícola mínima impedir a disseminação de pragas e doenças. Intervenção de valorização do material lenhoso e de outros produtos florestais.

Conjunto de medidas a tomar e de acções a empreender nos domínios da conservação, fomento e exploração racional dos recursos
Ordenamento cinegéticos, com vista a obter a produção óptima e sustentada, compatível com as potencialidades do meio, de harmonia com os
cinegético limites impostos pelos condicionalismos ecológicos, económicos, sociais e culturais e no respeito pelas convenções internacionais
e as directivas comunitárias transpostas para a legislação portuguesa.

Ordenamento Conjunto de normas que regulam as intervenções nos espaços florestais com vista a garantir, de forma sustentada, o fluxo regular
florestal de bens e serviços por eles proporcionados.

Outras áreas Áreas de uso florestal com um coberto vegetal superior a 10%, que ocupam uma área superior a 0.5 ha e largura superior a 20
arborizadas metros, mas que na maturidade não atingem 5 metros de altura.

Agrupamento de várias espécies pertencentes ao grupo das folhosas que são as seguintes: acácias, alfarrobeiras, bétulas, choupos,
Outras folhosas
faias, freixos, medronheiros, salgueiros, ulmeiros e outras folhosas.

Agrupamento de várias espécies pertencentes ao grupo das resinosas que são as seguintes: pinheiro -silvestre, pinheiro-de-alepo,
Outras resinosas
pseudotsuga, ciprestes, cedros, outros pinheiros e outras resinosas.

Tipo de descortiçamento no qual toda a superfície do sobreiro explorada para produção de cortiça corresponde ao mesmo ano de
Pau batido
extracção.

Perigo de Termo generalista usado para exprimir uma avaliação dos factores fixos e variáveis que determinam a facilidade de ignição, o
incêndio alastramento do fogo, a dificuldade de controlo, e o impacto do incêndio.

De 1 de Julho a 30 de Setembro, durante o qual vigoram medidas especiais de prevenção contra incêndios florestais, por força de
Período crítico circunstâncias meteorológicas excepcionais, este período pode ser alterado por portaria do Ministro da Agricultura,
Desenvolvimento Rural e Pescas.

Perímetro Área constituída por terrenos baldios ou camarários, submetidos a Regime Florestal Parcial. Na 3a revisão do IFN são consideradas
Florestal apenas as áreas sob gestão do MADRP.

83


CONCEITO DEFINIÇÃO

Pinga lume Equipamento específico para inflamar a vegetação, utilizado no contra fogo, em incêndios florestais ou em fogo controlado.

Transformação química que consiste na decomposição do material por acção térmica, na presença de um oxidante. Provoca a
Pirólise
gaseificação que se verifica em muitos sólidos, com produção de vapores que nesta forma vão sofrer um processo de combustão.

Planeamento que comporta dois níveis, com diferentes escalas territoriais e temporais:
- Plano de fogo controlado: programação da aplicação da técnica em função da adequação a diferentes ecossistemas florestais e
da evolução do coberto florestal e respectivo padrão espacial, correspondendo-lhe um horizonte anual e plurianual e âmbito de
Planeamento do fogo
uma unidade de gestão;
controlado

- Plano operacional de queima - adopção do plano de cada acção de uso da técnica em parcelas determinadas e subordinada às
condições meteorológicas do momento.

Instrumento de politica sectorial de âmbito municipal ou intermunicipal que contém as medidas necessárias à defesa da floresta
Plano de Defesa da
contra incêndios, para além das medidas de prevenção. Devem atender às características específicas do território e das funções
Floresta
dominantes desempenhadas pelos espaços florestais.

Documento que reúne as informações e estabelece os procedimentos que permitem organizar e empregar os recursos humanos
Plano de emergência
e materiais disponíveis, em situação de emergência.

Instrumento de ordenamento florestal das explorações que regula, no tempo e no espaço, com subordinação aos planos regionais
Plano de gestão de ordenamento florestal da região onde se localizam os respectivos prédios a às prescrições constantes da legislação florestal, as
florestal intervenções de natureza cultural e ou de exploração e visam a produção sustentada dos bens e serviços originados em espaços
florestais, determinada por condições de natureza económica, social e ecológica.

Base do desenvolvimento da organização no Teatro de Operações, que define as responsabilidades estratégicas, os objectivos
Plano estratégico de
tácticos e as actividades de apoio necessárias à supressão do incidente, determinando onde e quando são colocados os meios de
acção
acção.

Plano Nacional de
Plano sectorial, plurianual de cariz interministerial, onde estão preconizadas a política e as medidas para a prevenção e protecção
Defesa da Floresta
da floresta contra incêndios.
Contra Incêndios

Plano prévio de
Documento que contem a informação e os procedimentos, antecipadamente estudados, para intervir numa operação de socorro.
intervenção

Plano regional de Instrumento de política sectorial que estabelece normas específicas de intervenção sobre a ocupação e utilização florestal dos
ordenamento espaços florestais, de modo a promover e garantir a produção sustentada do conjunto de bens e serviços a eles associados, na
florestal salvaguarda dos objectivos da política florestal nacional.

Massas hídricas superficiais, de dimensão muito variável, geralmente integradas na rede hidrográfica natural, concebidas
Planos de água especificamente para DFCI ou susceptíveis de utilização neste âmbito. Podem ser artificiais (albufeiras, açudes, canais de rega,
charcas) ou naturais (lagos, rios, estuários, oceanos).

84


CONCEITO DEFINIÇÃO

Plantação Instalação de floresta numa dada área, através de sementeira ou transplantação.

Declaração do responsável pela unidade de gestão florestal relativa às suas intenções e seus princípios relacionados com o seu
Política florestal desempenho florestal geral, que proporciona um enquadramento para a actuação e para a definição dos seus objectivos e metas
florestais.

Qualquer massa de água estrategicamente localizada e permanentemente disponível para a utilização em DFCI, através de
Ponto de água DFCI bombas, queda gravítica, veículos terrestres, meios aéreos ou outros. Subdividem-se em estruturas de armazenamento de água,
planos de água e tomadas de água.

Posto de comando
operacional dos Órgão director das operações de conjuntura, destinado a apoiar o comandante das operações de socorro.
bombeiros

Os postos de vigia têm por objecto a detecção imediata dos incêndios florestais bem como o acompanhamento da sua evolução.
Posto de vigia
O conjunto de postos de vigia está organizado sob a forma de rede nacional de postos de vigia (RNPV).

Povoamento
Povoamento em que a maioria das árvores pertence à mesma classe de idade. As árvores existentes formam um só andar de
equiénio ou
vegetação.
regular

Área ocupada com árvores florestais com um grau de coberto no mínimo de 10%, que ocupam uma área no mínimo de 0,5 ha e
largura não inferior a 20 metros. As árvores devem atingir na maturidade uma altura mínima de 5 metros. Inclui: os povoamentos
Povoamento
naturais jovens e plantações, que no futuro atingirão uma densidade de pelo menos 10% de coberto e uma altura superior a 5
florestal
metros; os pomares de sementes e viveiros florestais; os quebra-ventos e as cortinas de abrigo desde que respeitem os critérios
estabelecidos pela classe de uso florestal.

Povoamento Povoamento em que as árvores pertencem a diferentes classes de idades. Usualmente as árvores existentes não podem ser
irregular separadas em diferentes andares de vegetação.

Povoamento
Povoamento de estrutura irregular, em que coexistem árvores pertencentes a todas as classes de idade.
jardinado

Povoamento florestal em que estão presentes duas ou mais espécies de árvores e nenhuma atinge delas atinge 75% do coberto.
Povoamento misto
Considera-se espécie florestal dominante a responsável pela maior percentagem de coberto.

Povoamento Povoamento florestal constituído por árvores que se distribuem por diferentes classes de idade (pé a pé, ou por bosquetes). Os
multiénio povoamentos irregulares e jardinados são povoamentos multiénios.

Povoamento florestal composto por uma única espécie de árvores ou em que, caso exista mais do que uma espécie de árvores,
Povoamento puro
uma delas atinge uma percentagem de coberto superior ou igual a 75%.

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CONCEITO DEFINIÇÃO

Formação vegetal com área superior a 0,5 ha e, no caso de estruturas com largura superior a 20m, onde se verifica a presença
de sobreiros ou azinheiras associadas ou não entre si ou com outras espécies, cuja densidade satisfaz os seguintes valores
Povoamentos de mínimos: 50 árvores por hectare, no caso de árvores com altura superior a 1m, que não atingem 30 cm de perímetro à altura
sobreiro e azinheira do peito; 30 árvores por hectare, quando o valor médio do perímetro à altura do peito das espécies em causa se situa entre 30
ou misto cm e 79cm;20 árvores por hectare, quando o valor médio do perímetro à altura do peito das árvores das espécies em causa se
situa entre 80 cm e 129 cm; 10 árvores por hectare, quando o valor médio do perímetro à altura do peito das árvores das
espécies em causa é superior a 130 cm.

Fase preliminar na qual os combustíveis se limitam a absorver a energia de activação de forma a permitir a sua dessecação e
Pré-ignição
destilação parciais.

Conjunto das actividades que têm como objectivo a promoção da eficácia das medidas de extinção através da infra-estruturação
Pré-Supressão
do território e prontidão dos meios operacionais.

Prevenção (sentido Conjunto de actividades (ordenamento florestal, gestão florestal, criação e manutenção de infra-estruturas, sensibilização,
lato) vigilância, detecção e alarme) que têm por objectivo reduzir ou anular a probabilidade de ocorrência e a intensidade de incêndios

Prevenção (sentido Conjunto de actividades (ordenamento florestal, gestão florestal, gestão de combustíveis e sensibilização) que têm por objectivo
estrito) reduzir ou anular a probabilidade de ocorrência e a intensidade de incêndios.

Primeira
Acção de combate a um incêndio nascente desenvolvida pelos primeiros meios a chegar ao local de eclosão.
intervenção

Profundidade da
Dimensão da base da chama tomada no sentido da sua progressão.
chama

Disseminação da combustão pelos materiais combustíveis circundantes (através da transmissão de calor por convecção,
Propagação
condução ou radiação).

Proprietários e
Proprietários, usufrutuários, superficiários, arrendatários ou quem, a qualquer título, for possuidor ou detenha a administração
outros produtores
dos terrenos que integram o território do continente, independentemente da sua natureza jurídica.
florestais

Queima Uso do fogo para eliminar sobrantes de exploração cortados e amontoados.

Queimada
Queimada, propriamente dita quando é lançado fogo aos combustíveis.
extensiva

Queimada intensiva Queimada, (borralheira) quando o combustível, depois de cortado e amontoado é queimado.

Fogo em área rural que está ser controlado por uma ou mais pessoas, independentemente da sua dimensão ou intensidade.
Queimada rural Pode ser intensiva (borralheira) quando o combustível, depois de cortado e amontoado, é queimado e extensiva (queimada,
propriamente dita) quando é lançado fogo aos combustíveis.

Queimadas O uso do fogo para a renovação de pastagens.

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CONCEITO DEFINIÇÃO

Conjunto de actividades necessárias para reparar danos ou distúrbios causados por incêndios florestais ou actividades de
Reabilitação
supressão de incêndios, e restaurar a capacidade biofísica de ecossistemas para as condições pré-existentes, ou desejadas.

Reactivação de um incêndio, depois de este ter sido considerado extinto. A fonte de calor é proveniente do incêndio inicial. Um
Reacendimento
reacendimento é considerado parte integrante do incêndio original.

Conjunto de actividade que têm como objectivo a promoção de medidas de recuperação/reabilitação como a mitigação de
Recuperação
impactos e recuperação de ecossistemas.

As aves e os mamíferos terrestres que se encontrem em estado de liberdade natural, quer os que sejam sedentários no
território nacional quer os que migram através deste, ainda que provenientes de processos de reprodução em meios artificiais
Recurso cinegético ou de cativeiro e que figurem na lista de espécies que seja publicada com vista à regulamentação da presente lei, considerando
o seu valor cinegético e em conformidade com as convenções internacionais e as directivas comunitárias transpostas para a
legislação portuguesa.

Recurso natural biótico, renovável, associado ao conceito de bravio, com capacidade própria de sobrevivência e perpetuação
Recurso silvestre sem intervenção humana, possuidor de património genético próprio não sujeito a manipulação humana. Incluem-se os recursos
florísticos, fúngicos, apícolas, aquícolas e cinegéticos.

Rede de infra- Conjunto dos equipamentos e estruturas de combate (no âmbito dos corpos de bombeiros, dos organismos da administração
estruturas de pública e dos particulares), compreendendo os quartéis e secções de corpos de bombeiros, infra-estrutura de combate no
combate âmbito de outras entidades e infra-estruturas de apoio aos meios aéreos.

Rede de pontos de Conjunto de estruturas de armazenamento de água, de planos de água acessíveis e de pontos de tomada de água, com funções
água de apoio ao reabastecimento dos equipamentos de luta contra incêndios.

Rede de vigilância e Conjunto de infra-estruturas com funções de apoio à vigilância, que incorpora a Rede Nacional de Postos de Vigia, os sistemas
detecção de oficiais de vigilância móvel, as redes particulares de vigilância e todas as infra- estruturas necessárias aos corpos especiais de
incêndios vigilantes de incêndios.

Conjunto de faixas de gestão de combustível (aceiros e arrifes) com funções de compartimentação florestal e de acesso,
Rede divisional
utilizada para trabalhos de exploração florestal e de prevenção e combate a incêndios florestais.

De nível sub-regional, delimitando compartimentos com determinada dimensão (normalmente de 1000 a 10000 ha), desenhada
Rede primária de
primordialmente para cumprir a função de diminuição da superfície percorrida por grandes incêndios, permitindo ou facilitando
DFCI
uma intervenção directa de combate na frente de fogo ou nos seus flancos.

Conjunto de infraestruturas e de espaços sujeitos a tratamento especial, com o objectivo de concretizar territorialmente, de
Rede Regional de
forma coordenada, a estratégia regional de defesa da floresta contra incêndios (DFCI) nas regiões de reflorestação. É constituída
Defesa da Floresta
pela rede de faixas de gestão de combustível, mosaico de parcelas de gestão de combustível, rede viária florestal, rede de
(RDF)
pontos de água, rede de vigilância e detecção de fogos e rede de infraestruturas de combate.

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CONCEITO DEFINIÇÃO

De nível municipal, estabelecida para a função de redução dos efeitos da passagem de grandes incêndios
Rede secundária de DFCI protegendo, de forma passiva, vias de comunicação, infra-estruturas, zonas edificadas e povoamentos
florestais de valor especial e a função de isolamento de focos potenciais de ignição dos incêndios.

De nível local e apoiada nas redes viária, eléctrica e divisional das explorações agro-florestais,
Rede terciária de DFCI
desempenhando essencialmente a função de isolamento de focos potenciais de ignição de incêndios.

Conjunto de vias de comunicação integradas nos espaços florestais que servem de suporte à sua gestão. As
suas funções incluem a circulação para o aproveitamento dos recursos naturais, para a constituição,
condução e exploração dos povoamentos florestais e das pastagens, e ainda para o passeio e fruição da
paisagem. A RVF assume também, por vezes, uma importância fundamental para o acesso a habitações,
Rede viária florestal
aglomerados urbanos e equipamentos sociais integrados ou limítrofes aos espaços florestais. Do ponto de
vista da gestão florestal, a rede viária subdivide-se em rede viária florestal de 1a, 2a e 3a ordem. Em função
do regime de propriedade do terreno a rede viária florestal ou é do Estado, municipal ou privada. (ver rede
viária florestal de 1a ordem, rede viária florestal de 2a ordem e rede viária florestal de 3a ordem).

Subconjunto da RVF regional com funções primordiais de apoio à DFCI. É constituída pela rede viária
Rede viária florestal
florestal de 1a, 2a e 3a ordem e está sujeita a especificações mínimas de planeamento, construção e
(RVF) associada à RDF
manutenção.

Caminho da rede viária de DFCI com as seguintes especificações: largura de faixa de rodagem útil de 4 a 6
m (1a) ou com menos de 4 m com necessidade de existência de zonas de cruzamento espaçadas em média
de 200 m (1b). Devem ter raios de curva mínimos de 50 m, e um declive longitudinal máximo de 10% sendo
Rede viária florestal de pontualmente aceitável 15%. O declive transversal máximo deve ser de 5%, os becos sem saída não são
1a Ordem admissíveis e a inversão de marcha deve ser sempre possível. As faixas de gestão de combustíveis devem
ter uma largura mínima de (2x) 10 m. Os pontos críticos devem ser inexistentes e é obrigatória a definição
do seu prazo de validade. Nos caminhos 1a não é necessária a construção de zonas de cruzamento de
veículos, e nos 1b devem ser espaçadas em média 200 m.

Caminho da rede viária de DFCI com as seguintes especificações: largura de faixa de rodagem útil de 3 a 4
m. Devem ter raios de curva mínimos de 50 m, e um declive longitudinal máximo de 10% sendo
Rede viária florestal de pontualmente aceitável 15%. O declive transversal máximo deve ser de 5%, os becos sem saída devem ser
2a Ordem sinalizados e deve existir uma zona de inversão em média por cada 1000 m. As faixas de gestão de
combustíveis devem ter uma largura mínima de (2x) 10 m. Os pontos críticos devem ser sinalizados e é
obrigatório a definição do seu prazo de validade.

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CONCEITO DEFINIÇÃO

Caminho da rede viária de DFCI em que as as especificações da largura da faixa de rodagem útil, dos raios de curva mínimos, do
Rede viária
declive longitudinal máximo, do declive transversal máximo, dos becos sem saída, das zonas de cruzamento de veículos, das zonas
florestal de 3a
de inversão de marcha, das zonas de segurança, dos pontos críticos e do prazo de validade são diferentes dos caminhos de 1a e 2a
Ordem
ordem.

Redução do risco Tratamento dos combustíveis florestais, vivos e mortos, com o objectivo de reduzir a possibilidade de ignição, diminuição dos
de incêndio danos potenciais e resistência ao controlo.

Estabelecimento de um povoamento florestal por meios naturais, ou seja, através de sementes provenientes de povoamentos
Regeneração
próximos, depositadas pelo vento, aves ou outros animais. Pode também dar-se este nome às plântulas das espécies de árvores
natural
com origem natural que aparecem no sub-coberto de um povoamento florestal.

Áreas sob a competência das Direcções Regionais de Agricultura (DRA). No país existem sete regiões agrárias correspondentes ao
Região Agrária
território total do continente.

Região de
Território de intervenção de uma comissão regional de reflorestação, definido por esta entidade nos termos da RCM n.o 17/2004.
reflorestação

Região PROF Regiões plano onde se aplicarão os Planos Regionais de Ordenamento Florestal (PROF).

Regime de alto
Povoamento florestal cuja continuidade é mantida por sementeira ou plantação.
fuste

Forma jurídica de detenção das terras de uso florestal. Subdivide-se em regime público e privado. No regime privado (private
Regime de
ownership) a propriedade pode ser pertença de um indivíduo, de uma família, de uma cooperativa ou de uma empresa. No regime
propriedade
público (public ownership) as propriedades podem pertencer ao estado, autarquias, juntas de freguesia ou às associações de
florestal
compartes.

Regime de Povoamento Florestal cuja continuidade é garantida pelo aproveitamento dos rebentos ou pôlas de origem caulinar ou radicular.
talhadia Trata-se de um regime a que só algumas espécies florestais se submetem

O regime florestal compreende o conjunto de disposições destinadas a assegurar não só a criação, exploração e conservação da
riqueza silvícola, sob o ponto de vista da economia nacional, mas também o revestimento florestal dos terrenos cuja arborização
seja de utilidade pública, e conveniente ou necessária para o bom regime das águas e defesa das várzeas, para a valorização das
Regime florestal
planícies áridas e benefício do clima, ou para a fixação e conservação do solo, nas montanhas e das areias no litoral marítimo. Estão
também sujeitas ao regime florestal as áreas submetidas ao regime cinegético especial, para efeito de fiscalização da actividade
cinegética, e as áreas de pesca concessionada ou de pesca reservada, nas águas interiores.

Regime florestal Aplica-se em áreas não pertencentes ao domínio do Estado em que a existência da floresta é subordinada a determinados fins de
parcial utilidade pública.

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CONCEITO DEFINIÇÃO

Regime florestal
Tipo de regime florestal parcial aplicado às propriedades com características florestais ou terrenos a arborizar ou em via de
parcial de simples
arborização, desde que requerido pelos interessados, ficando obrigatoriamente sujeitas a policiamento.
polícia

Regime florestal
Regime florestal aplicado em terrenos do Estado em que há uma subordinação da floresta ao interesse geral.
total

Regime florestal O regime florestal é total quando é aplicado em terrenos do Estado, por sua conta e administração e é parcial quando é aplicado
total e parcial em terrenos de autarquias, estabelecimentos religiosos, associações ou particulares e terrenos baldios.

Relatório de Relatório no qual se registam parâmetros da alteração produzida pelo fogo no coberto, bem como os seus efeitos; é produzido
execução e em duas fases, uma imediatamente após a acção do fogo e outra após a primeira estação de crescimento pós-fogo controlado. A
avaliação área intervencionada deve ser cartografada à escala 1:10000.

Termo geral que descreve a morfologia de uma dada área no que concerne às diferenças de altitude, forma e dimensão dos vales,
Relevo
forma e inclinação das vertentes, etc.

Rescaldo Operação técnica que visa a extinção do incêndio.

Reserva Agrícola A Reserva Agrícola Nacional, abreviadamente designada RAN, é o conjunto das áreas que, em virtude das suas características
Nacional morfológicas, climatéricas e sociais, maiores potencialidades apresentam para a produção de bens agrícolas.

A Reserva Ecológica Nacional, abreviadamente designada por REN, constitui uma estrutura biofísica básica e diversificada que,
Reserva Ecológica através do condicionamento à utilização de áreas com características ecológicas específicas, garante a protecção de ecossistemas
Nacional e a permanência e intensificação dos processos biológicos indispensáveis ao enquadramento equilibrado das actividades
humanas.

Biomassa lenhosa, acumulada na floresta, resultante de operações de exploração florestal (cortes, desbastes, desramações,
Resíduo Florestal
limpezas).

Resiliência Capacidade de um ecossistema manter ou retomar o seu normal funcionamento e desenvolvimento após uma perturbação.

Grupo de espécies de árvores florestais pertencentes ao grupo botânico das gimnospérmicas caracterizado por ter árvores que
Resinosas geralmente apresentam folhagem perene e em forma de agulhas ou escamas. Inclui os pinheiros, os ciprestes, os zimbros e os
cedros, entre outras espécies.

Vegetação rasteira e seca; a parte basal dos cereais que fica presa aos terrenos de cultura depois da ceifa; palha, despojos das
Restolho
culturas agrícolas, rama da batata, etc.

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CONCEITO DEFINIÇÃO

Qualquer substância, excepto água, que por acção química ou física reduz a combustibilidade dos combustíveis florestais, ou que
abranda a sua velocidade de combustão. Podem ser aplicados por via aérea ou a partir do solo durante as operações de supressão.
Retardantes
Afectam a temperatura das chamas e retiram-lhes o oxigénio, sufocando-as, através da acção da água. Os produtos químicos
(fire retardant)
misturados nela, alteram a sua viscosidade e a sua taxa de evaporação, aumentando a sua efectividade (existem vários tipos de
retardantes).

Probabilidade das consequências prejudiciais ou perdas esperadas resultantes da interacção entre perigos naturais ou induzidos
pelo homem e condições de vulnerabilidade. Habitualmente o risco é expressado pela noção Risco = Perigo х Vulnerabilidade.
Algumas disciplinas também incluem o conceito de exposição para se referirem particularmente aos aspectos físicos da
Risco
vulnerabilidade. Para além de expressar a possibilidade de um mal físico, é crucial reconhecer que o risco é inerente ou pode ser
criado ou existir em função dos sistemas sociais. É importante considerar que os contextos sociais em que os riscos ocorrem e que
nem todas as pessoas possuem necessariamente a mesma percepção de risco e respectivas causas.

Risco antrópico Quando o fenómeno que causa o dano tem a sua origem em acções humanas.

Risco É a conjugação do risco estrutural, com o risco dinâmico. Calculado tendo em consideração dados climatológicos, dados
conjuntural populacionais, informação histórica de áreas ardidas e informação orográfica.

Risco de
Grau de perigo de ignição, e de dificuldade de supressão, definido de acordo com o volume, tipo, condição, arranjo e localização
incêndio
do combustível.
florestal

Baseiam-se na informação meteorológica de base, porventura também na previsão, por vezes conjugada(s) com o estado de secura
Risco dinâmico
dos combustíveis.

Risco estático
Tem base na informação sobre a ocorrência de incêndios florestais, ocupação do solo, relevo, clima, demografia.
(estrutural)

Risco natural Quando o fenómeno que produz os danos tem origem na natureza

Resulta do desrespeito pelas normas de segurança e pelos princípios que não só regem a produção, o transporte e o
Risco
armazenamento, mas também envolvem o manuseamento de produtos ou o uso de tecnologias dentro do necessário equilíbrio
tecnológico
que deverá existir entre a comunidade e o ambiente.

Sapador Trabalhador especializado, com perfil e formação específica adequados ao exercício das funções de prevenção dos incêndios
florestal florestais.

Segurança do Homem, instalações, bens e ambiente perante incidentes resultantes de riscos de origem natural ou tecnológica,
Segurança
que não sejam premeditados, ou seja, riscos da acção da natureza e da acção do próprio Homem ocorridos durante o normal
(safety)
desenvolvimento das suas actividades (laborais, lazer ou outras).

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CONCEITO DEFINIÇÃO

Segurança do Homem, instalações, bens e ambiente perante incidentes resultantes de riscos de origem sociológica, isto é,
Segurança (security)
actos de ordem subversiva praticados premeditadamente pelo Homem.

Segurança no teatro de
Acto ou efeito de garantir a segurança (safety) de todos os intervenientes no teatro de operações.
operações

Silvado Moita de silvas, sarça ou tapume feito com silvas.

Conjunto de medidas aplicadas aos povoamentos florestais com o objectivo de dificultar a progressão do fogo e diminuir a
sua intensidade, limitando os danos causados no arvoredo. Pretende-se garantir que os povoamentos possuam a máxima
Silvicultura preventiva
resistência à passagem do fogo e reduzir a dependência das forças de combate para a sua protecção. A silvicultura preventiva
intervém ao nível da composição e da estrutura dos povoamentos.

Sistema de uso do solo que integra actividades agrícolas, espécies florestais e pastagens para animais num qualquer arranjo
Sistema agro-silvo-
espacial ou sequencia temporal. Na gestão de combustíveis e do fogo, os sistemas agro-silvo-pastoris podem ser utilizados
pastoril
como faixas de redução/interrupção de combustíveis.

Sistema de aviso e Instalação que permite, em caso de emergência, emitir alarmes, alertar as equipas de socorro e accionar os dispositivos
alerta previstos para intervir.

Conjunto de princípios orientadores da gestão da unidade florestal que inclui estrutura organizacional, actividades de
Sistema de Gestão
planeamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, alcançar,
Florestal
rever e manter a política florestal.

São instrumentos ao serviço da gestão dos recursos naturais e do ordenamento e permitem dispor em qualquer momento,
Sistemas de Informação
de um conjunto integrado de dados multisectoriais de origens diferentes, facilmente actualizáveis entre si, através de um
Geográfica
referencial comum - um mesmo espaço geográfico.

Sistema nacional de
Conjunto de medidas e de acções estruturais e operacionais relativas à prevenção, sensibilização, silvicultura preventiva,
prevenção e protecção
vigilância, detecção, rescaldo, vigilância pós-incêndio e fiscalização, a levar a cabo pelas entidades públicas com competência
da floresta contra
nesta matéria e entidades privadas com intervenção no sector florestal.
incêndios

Sobrantes de
Material lenhoso e outro material vegetal resultante de actividades agro- florestais.
exploração

Supressão Acção concreta e objectiva destinada a extinguir um incêndio, incluindo a garantia de que não ocorrem reacendimentos.

Táctica Organização dos meios de acção com o fim de concretizar os objectivos definidos pela estratégia.

Talhadia Regime em que a continuidade do povoamento é garantida pelo aproveitamento de rebentos de toiça ou de raiz.

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CONCEITO DEFINIÇÃO

Teatro de
Área onde se desenvolvem as operações de socorro relativas a uma ocorrência.
operações

Técnico Indivíduo habilitado a elaborar o planeamento do fogo controlado, a preparar e a dirigir a execução da operação, bem como a
credenciado avaliar os seus resultados.

Conjunto de conhecimentos científicos ou empíricos directamente aplicáveis à produção, à melhoria ou à produção, à melhoria
Tecnologia
ou à utilização de bens e serviços.

Toiça Parte da árvore que permanece agarrada ao solo após o abate.

Tomadas de água Pontos de ligação a redes de abastecimento de água canalizada. Exemplos: bocas de incêndios ou marcos de água.

Transferência de
Processo de transmissão de conhecimento para um indivíduo via ensino formal ou formação profissional.
conhecimento

Triângulo do fogo Três elementos que, em conjunto, permitem a ignição de uma combustão: combustível, comburente e energia de activação.

Área geográfica delimitada, constituída por prédios rústicos pertencentes a uma ou mais entidades, de forma contínua ou não,
Unidade de gestão
sujeita a um único plano de gestão e que esteja localizada sobre uma região relativamente restrita do ponto de vista edafo-
florestal
climático e ecológico.

Unidade e sub-
unidade Unidade territorial de referência para o planeamento da recuperação das regiões de reflorestação.
homogénea

Unidade estabelecida pelo SNBPC, por áreas funcionais – comando, logística, transmissões, sanitária – para reforço e actuação,
Unidade Móvel de
quando necessário, no âmbito de grandes operações de combate a incêndios florestais, à ordem do Centro Nacional de
Apoio (UMA)
Operações de Socorro (CNOS).

Unidade territorial Unidade básica de estudo da organização do território; pode corresponder a divisões administrativas ou naturais.

Varas ou polas Rebentos de toiça ou raiz explorados no regime de talhadia.

Velocidade de
Aumento da área consumida pelo incêndio (ha/h, m2/min.), por unidade de tempo.
progressão

Velocidade de Velocidade com que a frente de fogo se estende na horizontal ao longo do terreno, expressa-se em unidades de distância por
propagação tempo (m/min, Km/hora).

Vestígio Sinal de uma coisa que sucedeu, restos. Factos materiais relacionados com a origem do incêndio.

Observação dos espaços florestais, por pessoas destinadas a esse fim (vigilantes), exercida de forma fixa ou móvel, com o
Vigilância objectivo de detectar prontamente as ocorrências de incêndios, se possível identificar os indivíduos que, por negligência ou
intencionalmente, os provocaram, e identificar situações anómalas indiciadoras da possibilidade de ocorrência de incêndio.

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CONCEITO DEFINIÇÃO

Vigilância após
Operação que se realiza após o rescaldo de grandes incêndios destinada a garantir que não surgem reacendimentos.
rescaldo

Vigilância A vigilância terrestre fixa faz-se em postos de vigia, situados em pontos altos com uma boa visibilidade do território, tornando
terrestre fixa possível a detecção de incêndios nessa área.

A vigilância terrestre fixa faz-se por equipas, apeadas ou motorizadas, que percorrem as áreas florestais tendo os seguintes
Vigilância objectivos: - evitar que se produzam incêndios através do trabalho de vigilância. - detectar incêndios enquanto realizam o
terrestre móvel percurso. - realizar acções de primeira intervenção em fogos nascentes. - identificar agentes causadores de incêndios ou
situações anómalas que possam estar na sua origem.

Mancha onde se reconhece ser prioritária a aplicação de medidas mais rigorosas de defesa da floresta contra incêndios face ao
Zona crítica
risco de incêndios que apresenta e em função do seu valor económico, social e ecológico.

Zona de
Espaços florestais contínuos, submetidos a um plano de intervenção com carácter vinculativo geridos por uma única entidade.
intervenção
São prioritariamente aplicadas às zonas percorridas pelos incêndios florestais.
florestal (ZIF)

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