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Thatiane Pires

Música, som,
movimento e inclusão

Sugestões de atividades
lúdico-musicais
Thatiane Pires

Música, som,
movimento e inclusão
Sugestões de atividades
lúdico-musicais

Niterói
Thatiane Maria Correia Ramos Pires
2016
Ficha Técnica
IDEALIZAÇÃO:
Thatiane Maria Correia Ramos Pires

ORIENTAÇÃO:
Prof.ª Dra. Cristina Lúcia Maia Coelho

PROJETO GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO E ILUSTRAÇÕES:


Thatiane Maria Correia Ramos Pires

FOTOS E EDIÇÃO DAS PARTITURAS:


Luciano Linhares Pires

P 667 Pires, Thatiane Maria Correia Ramos


Música, som, movimento e inclusão: sugestões de atividades
lúdico-musicais [recurso eletrônico] / Thatiane Maria Correia
Ramos Pires, Luciano Pires. – 1. ed. – Niterói: Autor, 2016.
128 f.: il.; 28,50 cm.

Modo de acesso:
http://www.inclusaopelamusica.com no formato PDF (Portable
Document Format). Este formato necessita do leitor de arquivos
Acrobat Reader ou outro programa compatível.
Bibliografia: p. 122-123.
ISBN 978-85-921037-0-5

1. Música na educação. 2. Inclusão escolar. 3. Jogo infantil.


4. Brincadeira. I. Pires, Luciano. II. Título.

CDD 372.87

Ficha de catalogação elaborada por Sandra Filgueiras (CRB 7 3861) com os dados fornecidos
pela autora.

© Thatiane Maria Correia Ramos Pires


Reservados todos os direitos dessa publicação. Autoriza-se a reprodução total ou parcial
da obra para fins educativos desde que a fonte seja citada.

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Agradecimentos
À minha família: meus pais, Antonio Mateus de Ramos e Maria da Conceição
Correia Ramos; irmãos, Viviane Aparecida Correia Ramos e Deyvidy Mateus
Correia Ramos, por me incentivarem e me apoiarem sempre;
Ao meu marido Luciano Linhares Pires, por acreditar em minha capacidade, pela
paciência e pelo amor;
Aos meus sogros Alziani Linhares Pires e José de Lima Pires, pelas palavras de
apoio e carinho;
À minha orientadora, professora Cristina Lúcia Maia Coelho, pela paciência e
disponibilidade para a realização deste trabalho;
Aos amigos do Conservatório Estadual de Música Lia Salgado, pelos anos de
convivência e aprendizado, em especial à minha querida amiga Marília de Oliveira
Barbosa Freitas, por me ensinar a ter coragem e determinação;
Aos professores e funcionários da Escola Municipal Santo Tomás de Aquino e do
Centro Cultural do Complexo Henrique Lage - Faetec, por acreditarem em meu
trabalho;
À diretora e à supervisora da Escola Municipal Jacinta Medela, onde foi realizada
a coleta de dados, e às professoras que participaram desta pesquisa;
Aos colegas do mestrado, pela convivência e troca de experiências, em especial
à Márcia Cristina Troly da Silva, pelo carinho e amizade;
À Rosa Kelma Carneiro, por me incentivar a cursar o mestrado;
À minha amiga Líliam Cafiero Ameal, com quem sempre posso contar;
À Aimi Tanikawa de Oliveira e à Iolanda da Costa da Silva, pelo apoio e ajuda para
realizar esta pesquisa;
Ao Leonardo Barroso da Silva, à Camila Pereira de Lemos e à Thayslane Pereira dos
Santos Leite, pelo apoio no decorrer dos encontros da Oficina de Musicalização;
Aos professores do mestrado, pelos novos conhecimentos que possibilitaram a
concretização deste trabalho;
À professora Rejany dos Santos Dominick, por aceitar o convite para ser a
revisora da dissertação de mestrado e membro suplente da banca examinadora;
À professora Luciana Pires de Sá Requião, por aceitar o convite para participar
da banca examinadora da dissertação de mestrado como membro externo;
À professora Dagmar Mello e Silva, por aceitar o convite para participar da
banca examinadora da dissertação de mestrado;
À professora Lúcia de Mello e Souza Lehmann, por aceitar o convite para
participar da banca examinadora da dissertação de mestrado;
Aos alunos e ex-alunos, por me inspirarem e me ensinarem como ensinar;
Enfim, a todos que contribuíram e torceram para a realização deste sonho.

7
Sumário
PREFÁCIO............................................................ 11

APRESENTAÇÃO.................................................. 12

VAMOS FAZER MÚSICA?..................................... 14

Linguagem musical............................................................................................................ 14

Elementos musicais........................................................................................................... 15

MÚSICA, INCLUSÃO E DIVERSIDADE ................... 16

O JOGO E A BRINCADEIRA.................................. 20

8
JOGOS MUSICAIS.................................................. 23

A vidade 1 - Sons do corpo............................................................................................................................ 26


A vidade 2 - Sonorização de história............................................................................................................. 28
A vidade 3 - Imitando um animal.................................................................................................................. 30
A vidade 4 - Dado animal.............................................................................................................................. 32
A vidade 5 - Cada cor um som....................................................................................................................... 34
A vidade 6 - Caminho sonoro ....................................................................................................................... 36
A vidade 7 - Jogo da memória audi va......................................................................................................... 38
A vidade 8 - Caixa misteriosa........................................................................................................................ 40
A vidade 9 - O maestro................................................................................................................................. 42
A vidade 10 - Jogo da memória dos instrumentos musicais.......................................................................... 44

BRINCADEIRAS CANTADAS, RÍTMICAS E


EXPRESSIVAS....................................................... 47
A vidade 11- Andando pela sala.................................................................................................................... 50
A vidade 12 - Passando a bola....................................................................................................................... 52
A vidade 13 - Guli guli................................................................................................................................... 54
A vidade 14 - Escravos de Jó.......................................................................................................................... 56
A vidade 15 - Boneca de lata......................................................................................................................... 58
A vidade 16 - Caranguejo.............................................................................................................................. 60
A vidade 17 - Brincadeira.............................................................................................................................. 62
A vidade 18 - Pula canguru........................................................................................................................... 64
A vidade 19 - A pulguinha............................................................................................................................. 66
A vidade 20 - Dança do bambolê.................................................................................................................. 68

CONSTRUÇÃO DE OBJETOS SONOROS E


INSTRUMENTOS MUSICAIS................................... 71
A vidade 21 - Chocalho................................................................................................................................. 74
A vidade 22 - Tambor.................................................................................................................................... 76
A vidade 23 - Tambor do oceano................................................................................................................... 78
A vidade 24 - Castanholas............................................................................................................................. 80
A vidade 25 - Pau-de-chuva.......................................................................................................................... 82
A vidade 26 - Reco-reco................................................................................................................................ 84
A vidade 27 - Trompa de conduíte................................................................................................................ 86
A vidade 28 - Violão de caixa......................................................................................................................... 88
A vidade 29 - Carrilhão com chaves.............................................................................................................. 90
A vidade 30 - Pulseira com guizos................................................................................................................. 92

SUGESTÕES DE LIVROS, CDs E SITES...................... 95

MATERIAL COMPLEMENTAR................................ 109

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Prefácio
É com muita satisfação e orgulho que apresento este
livro eletrônico de Thatiane Pires. A autora é minha aluna e
orientanda no curso de Mestrado Profissional em Diversidade
e Inclusão da UFF e por seu talento e responsabilidade aliados
ao seu entusiasmo exigiu muito pouco de mim. Professora
nata e extremamente criativa, envolve-se de corpo e alma no
planejamento e execução de suas oficinas de musicalização.
Sua experiência como professora de música a levou a construir
este livro afinado às tecnologias contemporâneas voltado para
professores especializados ou não. Além de criar as atividades
das oficinas, Thatiane se esmera nas ilustrações também de sua
autoria. As oficinas propostas foram testadas empiricamente
em turmas de licenciatura da Universidade Federal Fluminense
assim como com professores da Fundação Municipal de Educação
de Niterói. Por fim, vale registrar que a ideia de inserir a música
no cotidiano das escolas traz sem dúvida uma experiência que
permite ao aluno construir conceitos de diferentes áreas do
conhecimento a partir de sua ação de forma prazerosa e lúdica.
As atividades de musicalização propostas colocam o aluno como
protagonista do seu processo de construção do conhecimento
levando-o ao desenvolvimento num espectro amplo desde
dimensões físicas, psicomotoras até as sócio-afetivas. Em
síntese, a presente obra nos remete à linguagem musical
como uma forma ímpar de expressão da sensibilidade humana.

Dra. Cristina Lúcia Maia Coelho

Professora Associada de Psicologia da Educação


da Faculdade de Educação e
do Curso de Mestrado Profissional
em Diversidade e Inclusão
Universidade Federal Fluminense - UFF

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Apresentação
Este livro digital é o produto final
da dissertação de mestrado que tem
como título “Livro Digital: Sugestões de
atividades lúdico-musicais”, desenvolvida
durante o curso de Mestrado Profissional
em Diversidade e Inclusão e que foi ofertado
pelo Instituto de Biologia da Universidade
Federal Fluminense, sob a orientação da
Prof.ª Dra. Cristina Lúcia Maia Coelho.
Iniciamos a pesquisa com uma
proposta de sensibilização musical
de professores por meio da oficina de
musicalização que ocorreu na Escola
Municipal Jacinta Medela em Niterói
entre os meses de agosto e novembro
de 2015. Realizamos 4 encontros com
temas diversificados que abrangeram:
a música e suas possibilidades, vivência
musical, construção de objetos sonoros
e instrumentos musicais com materiais
reaproveitáveis e confecção de materiais
pedagógicos. Durante os encontros, os
professores puderam vivenciar algumas das
atividades descritas no presente material.
A intenção desta publicação é e instrumentos musicais sempre de forma
oferecer aos professores especializados lúdica. Em algumas dessas atividades são
ou não em música que atuam na Educação apresentados brinquedos cantados que
Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino fazem parte da cultura musical brasileira e
Fundamental sugestões didáticas que também canções autorais, possibilitando ao
possibilitem uma interação com os alunos professor ampliar seu repertório musical.
nas salas inclusivas por meio de atividades Procuramos propor, a cada página, uma
que proporcionem experiências sonoro- atividade com o passo-a-passo de maneira
musicais, lúdicas e criativas. clara para que o professor possa executá-
Os objetivos das atividades lúdico- la com seus alunos na sala de aula inclusiva.
musicais contidas neste material são vários: Cabe ao professor, no entanto, usar
desenvolver aspectos musicais, lúdicos, as atividades contidas neste livro da melhor
cognitivos, sensoriais, psicomotores, maneira que lhe convier, adaptando-as de
relacionais, afetivos e criativos. acordo com as situações encontradas
Os educadores musicais que em seu dia-a-dia escolar. Ou seja, essas
fundamentaram esse trabalho foram: atividades não são fechadas e nem
Viviane Louro, que propõe jogos musicais e consideradas como uma “receita de bolo”,
atividades pedagógicas inclusivas; Teca de mas sim, podem ser reinventadas pelo
Alencar Brito, com propostas para formação professor.
integral da criança; Émile Jacques-Dalcroze, Após a apresentação das atividades
que propõe uma metodologia baseada no é sugerido um vasto material que pode ser
movimento corporal e na escuta ativa; e usado para enriquecer as aulas e também
Raymond Murray Schafer que aponta a servir para aprimorar os conhecimentos
importância da escuta atenta da paisagem sobre música e a inclusão de crianças com
sonora que nos cerca. Os aspectos da deficiência no contexto educacional.
psicomotricidade também foram um eixo No material complementar estão
importante para o desenvolvimento e inseridos materiais que servem de recursos
organização das atividades. visuais para imprimir, recortar e usar como
Vale ressaltar que não há pretensões o professor quiser.
de que esta publicação seja um método de Sabemos que o cotidiano escolar
educação musical. Este livro tem como foco nos impõe diversos desafios. Por isso,
sensibilizar e motivar o professor, que é o esperamos que este livro forneça um
mediador do aprendizado, a utilizar a música suporte valioso para o professor, permitindo
de forma mais constante na sala de aula a todas as crianças o acesso à música.
que contemple a inclusão na diversidade. Enfim, este livro foi feito por um
No decorrer do livro, são professor para outro professor!
sugeridas atividades compostas por
jogos, brincadeiras cantadas, rítmicas e
expressivas, como também atividades que Thatiane Pires
envolvem a construção de objetos sonoros

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Vamos fazer música?

Linguagem musical importância no processo de ensino


e aprendizagem. No que se refere à
especificidade da música, é ressaltado que:
Estudos mencionam que a música
sempre esteve presente na vida dos seres Para que a aprendizagem da música
possa ser fundamental na formação
humanos desde as mais primitivas até as de cidadãos é necessário que todos
atuais civilizações, acompanhando-os em tenham a oportunidade de participar
todos os momentos e situações cotidianas. ativamente como ouvintes, intérpretes,
compositores e improvisadores, dentro e
Ela faz parte de todas as culturas, povos fora da sala de aula (BRASIL, 2000, p. 77).
e nações, exercendo as mais variadas
funções. Podemos notar que existe música Segundo Tavares e Cit (2013, p. 62), a
para dormir, para dançar, para relaxar, para linguagem musical possibilita o ser humano
curar, para rituais religiosos, etc. “criar, expressar-se, conhecer e até
Brito (2003, p. 25) afirma que “a transformar a realidade”. Porém, conforme
linguagem musical tem sido interpretada, as autoras, “para se apropriar dessa
entendida, definida de várias maneiras, linguagem, é necessário que seus sentidos
em cada época e cultura, em sintonia com sejam educados, formados e sensibilizados
o modo de pensar, com os valores e as para que sua percepção sobre o mundo
concepções estéticas vigentes”. musical seja ampla e ele possa apreciar
Para Montanari (1993) o conceito inúmeras manifestações musicais e criar
de música é subjetivo e tem se modificado suas próprias músicas”.
bastante com o passar dos anos, ficando Brito (2003) diz que no trabalho
muito mais complexo. Ainda nesta linha com crianças, a linguagem musical deve
de pensamento, Griffths (1995, p. 145) contemplar as seguintes atividades:
descreve que “a ideia de música mudou • trabalho vocal;
desde 1900”, onde “a gama de sons que • interpretação e criação de canções;
se poderiam considerar musicais aumentou • brinquedos cantados e rítmicos;
amplamente”. Dessa forma, a música que • jogos que reúnem som, movimento e
se conhece atualmente, “opera com todo e dança;
qualquer tipo de sons, até mesmo ruídos” • jogos de improvisação;
(BRITO, 2003, p. 28). • sonorização de histórias;
De acordo com o Referencial • elaboração e execução de arranjos
Curricular Nacional para a Educação Infantil (vocais e instrumentais);
(1998, p. 45) “a música é a linguagem que • invenções musicais (vocais e
instrumentais);
se traduz em formas sonoras capazes
• construção de instrumentos e
de expressar e comunicar sensações,
objetos sonoros;
sentimentos e pensamentos, por meio da • registro e notação;
organização e relacionamento expressivo • escuta sonora e musical: escuta
entre o som e o silêncio”. atenta, apreciação musical;
Nos Parâmetros Curriculares • reflexões sobre a produção e a
Nacionais (PCN), a Arte é apresentada escuta.
como área do conhecimento e de grande
14
Música, som, movimento e inclusão

Elementos musicais Essas propriedades sonoras estão


diretamente ligadas à música. Por exemplo,
ao compor uma melodia, o compositor
Para fazermos música, precisamos
precisa utilizar notas musicais que são
entender do que ela pode ser composta.
correspondidas pelas alturas do som
O som é uma vibração que se
(ROMANELLI et al., 2010).
transforma em ondas sonoras e se propaga
“O ruído é um som sem altura definida,
através do ar simultaneamente em todas as
resultante de vibrações irregulares.
direções. “Acabam por atingir a membrana
Exemplo: sons produzidos por máquinas,
do tímpano, fazendo com que também
motores, batidas ou ranger de portas,
se ponha a vibrar. Transformadas, então,
do meio ambiente, mas também o som
em impulsos nervosos, as vibrações são
produzido por instrumentos como clavas,
transmitidas ao cérebro, que as identifica
reco-reco, castanholas, etc” (BRITO,
como tipos diferentes de som” (BENNETT,
2003, p. 28, grifo nosso).
1998, p. 9).
“A palavra ritmo é usada para
O silêncio também faz parte da
descrever os diferentes modos pelos quais
música. No entanto, o silêncio absoluto
um compositor agrupa os sons musicais,
não existe. (ROMANELLI et al., 2010).
principalmente do ponto de vista da duração
Segundo Romanelli et al. (2010, p. 78),
dos sons e de sua acentuação” (BENNETT,
isso acontece porque “nosso ouvido está
1986, p. 12). Em outras palavras, o
permanentemente em alerta e o mundo no
ritmo é uma sucessão de sons curtos e
qual vivemos é repleto de sons”, por isso,
longos dentro de uma marcação chamada
haverá sempre um “ruído no fundo”.
pulsação. Pulsação ou pulso refere-se à
Para Tavares e Cit (2013, p. 16),
divisão de sons regulares. Observando os
“o silêncio proporciona contrastes,
batimentos do coração através do pulso
lacunas para que o som exista e possa
percebe-se que as batidas ou pulsações
ser discriminado: vivemos num mundo de
são regulares. Na música os batimentos
sons e silêncios e a música é construída
acontecem da mesma forma.
considerando-se esses dois fenômenos”.
A melodia é definida como uma
Os sons são produzidos de várias
“sequência de notas, de diferentes sons,
formas, nos quais são classificados em 4
organizadas numa dada forma de modo a
propriedades ou qualidades sonoras. São
fazer sentido musical para quem escuta”
elas:
(BENNETT, 1986, p. 11).
• altura - se refere à frequência da
Já a harmonia “ocorre quando duas
onda sonora medida em Hertz (grave e
ou mais notas de diferentes sons são
agudo).
ouvidas ao mesmo tempo, produzindo um
• intensidade - é medida pela amplitude da
acorde” (BENNETT, 1986, p. 11).
onda sonora em decibéis (forte e fraco).
• duração - representa o tempo de vibração
de um som (curto e longo).
• timbre - é a qualidade sonora, é o que dá
cor ao som.
15
Música, Inclusão e Diversidade

Atualmente, percebemos uma “aquela que tem impedimento de longo


multiplicidade de questões que envolvem prazo de natureza física, mental, intelectual
a educação. Porém, procuramos enfatizar ou sensorial, o qual, em interação com uma
aqui, dois aspectos: o renascimento da ou mais barreiras, pode obstruir sua
música no currículo escolar e o desafio da participação plena e efetiva na sociedade
inclusão na diversidade. em igualdade de condições com as demais
No primeiro, observamos uma grande pessoas” (BRASIL, 2015).
discussão a partir da promulgação da lei Pelo que observamos, a inclusão
11.769/2008 que trata da regulamentação já está regulamentada. No entanto, para
do ensino de música na educação básica, que a inclusão seja efetivada na prática
definindo que a música deverá ser conteúdo do cotidiano escolar, garantida por lei,
obrigatório, mas não exclusivo do currículo ainda são necessárias transformações
de Arte. Acreditamos que a aprovação estruturais e ações que de fato contribuam
dessa lei foi um grande avanço para a para a educação de qualidade, atendendo
educação brasileira. Entretanto, constata- todas as crianças e respeitando suas
se que ainda nem todas as escolas possuem diferenças.
um professor especialista em música, Para Louro et al. (2009, p. 18)
dificultando a inserção do ensino de música “incluir significa não apenas colocar todos
na escola de forma efetiva. juntos, mas ter atitudes de respeito pelas
Na segunda, temos a discussão em diferenças, olhar para o outro, valorizar
torno da educação inclusiva, que passou as potencialidades e, principalmente,
a ser foco de atenção de várias nações reconhecer a diversidade como algo
devido à realização das Conferências inerente ao ser humano”.
Mundiais nos anos 90. A partir daí, foram Há um crescente aumento de
assinados acordos internacionais e muitos matrículas de alunos com deficiência
foram transformados em leis, oficializando nas escolas regulares. Por isso, o
as políticas e ações voltadas à educação professor deve estar preparado para
inclusiva. atuar no contexto da diversidade, sabendo
Podemos destacar a Conferência compreender as capacidades básicas e
Mundial sobre Educação Especial na necessidades de cada aluno. É importante
cidade de Salamanca, onde elaborou- que o professor tenha em sua formação
se um documento mundial que trata de conhecimentos específicos, práticas
princípios, políticas e práticas na área das ampliadas e adequadas.
necessidades educativas especiais que A música se configura como uma
tem como questão central a inclusão de grande aliada na educação para o processo
crianças, jovens e adultos no sistema de de inclusão de crianças com deficiência e
ensino regular (UNESCO, 1994). na promoção da interação na diversidade
Recentemente, foi aprovada a escolar.
Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa Percebemos, entretanto, que ainda há
com Deficiência (Lei 13.149/2015), que pouca literatura que tenha como destaque
considera a “pessoa com deficiência” como a utilização da música no contexto inclusivo.

16
Música, som, movimento e inclusão

Por sua vez, Viviane Louro, musicista, abarcar a diversidade” (LOURO et al. 2006,
educadora musical e pesquisadora de p. 82).
renome no cenário pedagógico musical Neste contexto, as atividades lúdico-
inclusivo tem contribuído com suas obras musicais sugeridas nesta publicação podem
sobre educação musical e deficiência ser, se necessário, adaptadas de acordo
no Brasil. Ela destaca que todas as com as necessidades de cada criança.
pessoas podem aprender música. Pois, cada criança é única e sempre haverá
No entanto, muitas pessoas ainda a necessidade de diferentes estratégias
“acreditam que a pessoa com deficiência de aprendizado para desenvolver suas
só possa usufruir do fazer musical como potencialidades.
atividade terapêutica ou reabilitacional” No entanto, entendemos que é
(LOURO et al., 2006, p. 19). preciso sensibilizar e instrumentalizar
Estamos certos que, para este os professores para trabalharem com a
público, a música perpassa a função música na sala de aula e também prepará-
somente como terapia e reabilitação. Ela los para atender da melhor forma possível
possibilita a essas crianças desenvolver as crianças com ou sem deficiência.
suas potencialidades em diferentes áreas Pretendemos mostrar aos professores
e, principalmente, sua musicalidade. que a música é uma ferramenta que auxilia
De acordo com Louro et al. (2006, na inclusão das crianças com deficiência,
p. 82), ocasionalmente, são necessárias mas, principalmente, possibilita a
adaptações e adequações feitas pelos interação de todas as crianças no contexto
professores para “facilitar ou viabilizar escolar.
a aprendizagem de alunos que possuem A partir de um conhecimento da
maiores dificuldades”. Estas adaptações importância das atividades lúdico-musicais
são conceituadas pelos autores como no contexto inclusivo, o professor pode ter
Adaptações Pedagógicas. um leque maior de possibilidades em suas
Dentre as Adaptações Pedagógicas, práticas pedagógicas. A música amplia o
aquela que consiste na mais usada pelos campo de conhecimento, proporcionando a
professores é a adaptação do método de comunicação e a convivência na diversidade.
ensino e do material, isto é, “alterações na Por considerarmos a música um
maneira de lecionar, no material utilizado direito de toda criança, ela deve ser
para favorecer a compreensão dos alunos acessível às crianças com deficiência, pois
ou nas estratégias de ensino, levando em desempenha um papel importante em suas
consideração as particularidades de cada vidas.
um” (LOURO et al., 2006, p. 84). A seguir, abordaremos pontos
Conforme os mesmos autores, importantes sobre algumas características
“cada aluno, seja com deficiência ou não, das deficiências (intelectual, física,
possui sua própria história de vida, sua sensorial) e dicas para trabalhar com
maneira de aprender, suas características música no contexto inclusivo.
físicas, psicológicas e culturais. Sendo
assim, o ensino precisa ser eficiente e

17
Deficiência Intelectual Deficiência Física
É “uma incapacidade caracterizada É uma “alteração completa ou parcial de um
por limitações significativas tanto no ou mais segmentos do corpo humano” que
funcionamento intelectual (raciocínio, acarreta uma limitação do funcionamento
aprendizagem, resolução de problemas) físico-motor (BRASIL, 2004) ou da fala.
e no comportamento adaptativo, que A deficiência física pode se apresentar
abrange uma gama de habilidades sociais em forma de: “paraplegia, paraparesia,
e práticas cotidianas” (AAIDD - American monoplegia, monoparesia, tetraplegia,
Association on Intellectual and Developmental tetraparesia, triplegia, triparesia,
Disabilities). São várias as causas e fatores hemiplegia, hemiparesia, ostomia,
amputação ou ausência de membro,
de risco que podem levar à deficiência
paralisia cerebral, nanismo, membros com
intelectual. Podem acontecer antes (pré-
deformidade congênita ou adquirida, exceto
natal), durante (perinatal) ou depois do
as deformidades estéticas e as que não
nascimento (pós-natal) da criança. produzam dificuldades para o desempenho
de funções” (BRASIL, 2004);
Dicas:
Dicas:
- As crianças com deficiência intelectual
necessitam de mais tempo para aprender. - As crianças com algum comprometimento
Dessa forma, é importante respeitar o motor não passam por experiências de
tempo da criança ao realizar determinada espaço iguais à outras crianças. Dessa
atividade. Procure deixá-la fazer ou tentar forma, realize atividades para que elas
fazer sozinha. Ajude quando realmente for vivenciem o movimento e desenvolvam a
necessário. orientação espacial.
- Estabeleça uma rotina diária na sala de - As crianças com paralisia cerebral
aula. geralmente possuem comprometimento na
- Utilize recursos visuais como imagens, fala, por isso, ouça sempre com paciência
objetos e instrumentos musicais para o que ela tem a dizer.
favorecer a aprendizagem dessa criança.
Estes recursos colaboram para a
compreensão e assimilação de conceitos, Deficiência Sensorial
principalmente os abstratos.
- Repita sempre as atividades desenvolvidas A Deficiência Sensorial se divide em:
na sala de aula.
- Incentive a criança com deficiência Deficiência Auditiva ou Surdez - “perda
intelectual a explorar os sons produzidos bilateral, parcial ou total, de quarenta
pelo seu corpo. Assim, ela estará sendo e um decibéis (dB) ou mais, aferida por
estimulada a compreender a si própria. audiograma nas freqüências de 500Hz,
1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz” (BRASIL,
2004);

18
Música, som, movimento e inclusão

Dicas: - Realize atividades que necessitem de


deslocamento, possibilitando a criança
- Posicione-se sempre de frente para a com deficiência visual a percepção espacial.
criança, mantendo um contato visual ao Para isso, deve-se eliminar todo tipo de
explicar uma determinada atividade. barreira encontrada na sala de aula para
- Utilize recursos visuais (cartazes, sua segurança.
objetos) e corporais (vibração sonora) - Amplie o tamanho dos materiais para que
para favorecer sua aprendizagem. Estes a criança com baixa visão possa enxergar
recursos colaboram para a compreensão melhor as imagens.
de conceitos, principalmente os abstratos.

Deficiência Visual – engloba tanto a cegueira, Observações:


quanto a baixa visão.
- Antes de qualquer trabalho, é necessário
que o professor saiba das necessidades
“Cegueira, a qual a acuidade visual é igual
e capacidades de cada aluno, por isso,
ou menor que 0,05 no melhor olho, com a
converse inicialmente com os familiares,
melhor correção óptica” (BRASIL, 2004); com a escola e com outros profissionais.
- Cada professor tem que conhecer sua
“Baixa visão, que significa acuidade visual realidade para desenvolver uma prática
entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a pedagógica em que favoreça a aprendizagem
melhor correção óptica; os casos nos quais de todos.
a somatória da medida do campo visual em - Converse com os demais alunos sobre as
ambos os olhos for igual ou menor que 60º, deficiências e necessidades específicas dos
ou a ocorrência simultânea de quaisquer colegas.
das condições anteriores” (BRASIL, 2004); - Ofereça atividades diversificadas contendo
desafios.
Dicas: - Estas dicas são apenas “pontos de
partida”, pois a interação com cada criança
- Estimule a criança com deficiência visual é que vai proporcionar a criação e recriação
a desenvolver a percepção auditiva por de possibilidades nas atividades.
meio da discriminação de sons que estão - Lembre-se: o mais importante é a
à sua volta. Para isso, utilize bolas com experiência, a vivência musical.
guizos, bolas com cores contrastantes,
instrumentos musicais, entre outros
objetos sonoros. As atividades que têm o
intuito de desenvolver a percepção auditiva
favorecem outros campos, por exemplo,
quando a criança está na rua, ela vai ouvir
sons e perceber se estão próximos ou
distantes.

19
O jogo e a brincadeira
O jogo e a brincadeira fazem parte da construção do conhecimento, introduzindo
vida de toda criança, onde cada um tem suas as propriedades do lúdico, do prazer,
especificidades e “dependendo do lugar e da capacidade de iniciação e ação ativa
da época, os jogos assumem significações e motivadora” (KISHIMOTO, 2011, p.
distintas” (KISHIMOTO, 2011, p. 19). 41).
Para Kishimoto (2011, p. 18) o jogo Na concepção de Vygotsky o
pode ser entendido como: aprendizado e o desenvolvimento caminham
juntos e estabelecem uma estreita
relação com o jogo, criando uma zona de
1- o resultado de um sistema
desenvolvimento proximal na criança.
linguístico que funciona dentro
Segundo o autor a zona de
de um contexto social;
desenvolvimento proximal “é a distância
2- um sistema de regras; e
entre o nível de desenvolvimento real, que
3- um objeto.
se costuma determinar através da solução
independente de problemas, e o nível de
Muitos autores discutem a desenvolvimento potencial, determinado
importância dos jogos e brincadeiras no através da solução de problemas sob a
contexto educacional que, segundo eles, orientação de um adulto ou em colaboração
podem ser usados como instrumentos de com companheiros mais capazes”
aprendizado na sala de aula. Kishimoto, por (VYGOTISKY, 2007, p. 97).
exemplo, considera o jogo educativo ou Teixeira (2010, p. 19) destaca
o brinquedo educativo como um “recurso que “o jogo e a brincadeira são distintos
que ensina, desenvolve e educa de forma em vários aspectos, porém, ambos
prazerosa” (KISHIMOTO, 2011, p. 40). podem expressar brincadeira”. Ou seja,
Conforme Kishimoto (2011, p. 41) o “o jogo é uma brincadeira com regras
jogo educativo ou brinquedo educativo tem preestabelecidas e que exige certas
duas funções: habilidades do jogador. A brincadeira é o
brinquedo em ação e, nem sempre, exige
• função lúdica: propicia diversão, um objeto brinquedo para acontecer - como
prazer e até desprazer, quando
as cirandas, por exemplo” (PINTO, 2003
escolhido voluntariamente;
apud TEIXEIRA, p. 20).
• função educativa: ensina
qualquer coisa que complete
Kishimoto (2010, p. 1) afirma que
o indivíduo em seu saber, “ao brincar, a criança experimenta o poder
seus conhecimentos e sua de explorar o mundo dos objetos, das
apreensão do mundo. pessoas, da natureza e da cultura, para
compreendê-lo e expressá-lo por meio de
variadas linguagens”.
A autora afirma que a utilização No campo da arte, especificamente da
do jogo na educação “significa linguagem musical, os jogos e brincadeiras
transportar para o campo do ensino- possibilitam a criança se expressar através
aprendizagem condições para maximizar a do brincar, descobrindo o mundo ao seu

20
Música, som, movimento e inclusão

redor. tanto esta realidade como o seu mundo


interior.
De acordo com Bréscia (2011, p.
78):
Como já falamos, para que todas as
Por meio dos jogos e brincadeiras, parte- crianças sejam incluídas e interajam nas
se no nível sensorial, trabalhando o corpo
de maneira natural até ser atingido o
atividades realizadas na sala de aula são
nível da sensiblidade, responsável pelo necessárias, casualmente, adaptações.
aprimoramento do trabalho, de maneira Dessa forma, tivemos a preocupação em
a coroar o processo num nível mental
superior, no qual as experiências vividas propor adaptações dos jogos e brincadeiras
serão compreendidas e teorizadas. para que todas as crianças possam brincar
e aprender juntas.
A cultura brasileira dispõe de grande As atividades lúdico-musicais foram
acervo onde são encontrados jogos e selecionadas e fundamentadas a partir
brinquedos cantados de diversas formas, de propostas de educadores musicais,
pois eles fazem parte da vivência musical utilizando como princípio básico as
das crianças, seja elas com deficiência ou propriedades ou qualidades sonoras. Os
não. Para o Referencial Curricular Nacional aspectos da psicomotricidade também
para a Educação Infantil (BRASIL, 1998, p. foram um eixo importante para o
48): desenvolvimento e organização dessas
Ouvir música, aprender uma canção, atividades. Essas atividades têm o intuito
brincar de roda, realizar brinquedos de possibilitar a vivência do corpo, do
rítmicos, jogos de mãos etc., são movimento, do som e do ritmo por meio de
atividades que despertam, estimulam
e desenvolvem o gosto pela atividade jogos e brincadeiras, podendo representar
musical, além de atenderem a importantes recursos para que as
necessidades de expressão que passam
pela esfera afetiva, estética e cognitiva.
crianças com e sem deficiência entrem
Aprender música significa integrar em contato com o fazer musical, sejam
experiências que envolvem a vivência, a favorecidas em seu desenvolvimento e em
percepção e a reflexão, encaminhando-
as para níveis cada vez mais elaborados. sua aprendizagem.
Acreditamos que cada criança tem
Nesta perspectiva, entendemos que o seu papel nos jogos e todas elas são
as atividades musicais devem ser inseridas importantes. Dessa maneira, todas as
no contexto escolar de forma lúdica, crianças devem participar de alguma forma,
proporcionando experiências para que a garantindo a igualdade de oportunidades
criança brinque, explore, recrie e reinvente para que estejam todas juntas numa
o mundo em que vive. Gainza (1990, p. 22) mesma atividade, numa mesma brincadeira,
diz que: num mesmo jogo ou numa mesma canção.
A seguir, serão descritas as
através do jogo musical espontâneo e do atividades compostas por: jogos musicais;
jogo educativo, a criança adquire novas
experiências a partir da manipulação ativa brincadeiras cantadas, rítmicas e
da realidade que a rodeia, desfrutando, expressivas; construção de objetos
por consequência de uma crescente sonoros e instrumentos musicais.
compreensão e capacidade de manipular

21
22
Jogos musicais

23
24
Música, som, movimento e inclusão

Vivemos num mundo repleto de estímulos sonoros, visuais e táteis. Aqui,


propomos atividades que possibilitam a criança a perceber esse mundo.
Partindo da exploração e experimentação do ambiente que a cerca por
meio de jogos musicais, a criança será estimulada a vivenciar experiências
sensoriais, consideradas essenciais para o seu desenvolvimento de forma
integral.
Em todas os jogos musicais são enfatizados os parâmetros sonoros
ou qualidades sonoras. Em algum deles, por exemplo, propõe-se a exploração
sonora corporal, possibilitando à criança conhecer e vivenciar diferentes
maneiras de produção sonora com o próprio corpo: sons com as mãos, com os
pés, com a boca e com a voz. Jogos desse tipo permitem à criança a tomada
de consciência das várias partes do corpo, como também, a percepção de
diferentes timbres produzidos pelo seu próprio corpo. Mesmo a criança surda
percebe esses sons, pois todo o seu corpo vibra quando entra em contato com
eles.
Visto que a música possibilita à criança a exploração do mundo pela
percepção visual, auditiva e tátil, cabe ao professor promover atividades
diversificadas no contexto escolar, estimulando os sentidos por meio dessas
experiências sensoriais. Enfim, a intenção é que as crianças tenham experiências
que envolvam o contato direto com a música de forma ampla e criativa.

25
Atividade 1
Sons do Corpo
Chame a turma para brincar!
Nesta atividade, utilizaremos A intenção é instigar as
a exploração sonora do corpo e da crianças a descobrirem sons do
voz, possibilitando a criança próprio corpo. Elas poderão
conhecer e vivenciar diferentes experimentar:
maneiras de produção sonora com
Ÿ sons com as mãos
o próprio corpo. Ÿ
O professor poderá começar Ÿ sons com os dedos
a atividade perguntando às Ÿ
crianças: Quais os sons que vocês Ÿ sons com os pés
Ÿ
conhecem? De onde vêm os sons? Ÿ sons com a boca
Será que o nosso corpo produz
sons? De que maneira? Nosso Esta atividade é indicada para
corpo pode ser considerado um a Educação Infantil, mas também
instrumento musical? pode ser realizada nos anos
iniciais do Ensino Fundamental.

OBJETIVOS
Ü Desenvolver a percepção audi va e visual;
Ü Reconhecer as partes do corpo que produzem sons;
Ü Explorar os diferentes mbres que o corpo produz;
Ü Experimentar, descobrir e inventar sons com seu
próprio corpo.
Você sabia?

A percussão corporal é uma prá ca


que u liza o corpo como recurso
sonoro e musical, que pode ser
encontrada em várias culturas.

26
Música, som, movimento e inclusão

Palma
Como se joga

1 Comece falando que o nosso


Beijo
corpo também é considerado um
instrumento musical.

Estalo

2 Em seguida, peça para que as Pé


crianças explorem seu próprio corpo
produzindo sons variados.

3 Imprima e recorte as
Adaptações e recursos:
Para a criança com deficiência intelectual, u lize os recursos
visuais. Explique de maneira clara a a vidade para que ela
entenda o que se deve fazer.
cartelas 1 e 2 que estão no material Para a criança cega, contorne com nta plás ca as figuras
complementar. dos cartões para que, ao secar, fiquem em alto-relevo,
auxiliando na percepção tá l. Se houver uma criança com
baixa visão, amplie as figuras para que ela possa percebê-las.
No caso da criança com alguma limitação motora e que não
se comunica verbalmente, crie códigos como, por exemplo,
piscar os olhos, arregalar os olhos, fazer movimentos com a

4
boca, etc.

Distribua os cartões. Incentive as


crianças a criarem uma sequência
Para saber mais...
sonora. Por m, peça para que cada O grupo Barbatuques faz música u lizando sons com o
criança execute a sequência sonora próprio corpo.
criada. Entre no site h p://www.barbatuques.com.br para saber
mais informações sobre o grupo.

Cartelas 1 e 2 - páginas 113 a 115.


27
Atividade 2
Sonorização de história

Numa história sonora podem fazem parte do cotidiano, como


ser utilizados diversos recursos por exemplo, buzinas de carro,
sonoros.Nesta atividade, as pássaros, chuva, entre outros.
crianças poderão produzir sons Esta atividade é indicada para
com sua voz, com seu corpo, a Educação Infantil, mas também
usando instrumentos musicais ou pode ser realizada nos anos
objetos sonoros. iniciais do Ensino Fundamental.
Uma outra possibilidade é
usar diferentes histórias ou até Vamos usar a imaginação!
mesmo criar uma história com as
crianças, introduzindo sons que
OBJETIVOS
Ü Desenvolver a percepção audi va.
Ü Desenvolver a cria vidade e a capacidade
imagina va.
Ü Es mular a associação do som à imagem.
Ü Desenvolver a linguagem.

Adaptações e recursos:
Para a criança com surdez, sinalize em Libras a história.
Você sabia? No caso da criança que não verbaliza, u lize objetos sonoros
e instrumentos musicais para fazer os efeitos na história.
Sonoplas a é uma técnica que usa
Para a criança com deficiência visual, contorne com nta
recursos sonoros para contar uma plás ca as figuras dos cartões para que, ao secar, fiquem em
história. A sonoplas a é muito usada alto-relevo e auxiliem na percepção tá l.
em programas de rádio, peças
teatrais e filmes.

Fonte: Brito, 2003

28
Música, som, movimento e inclusão

Como se joga

Na fazenda da vovó Naná


1 Explique que todos serão
Nas férias fui passear lá na fazenda da
minha avó Naná. Chegando lá, conheci
importantes ao contar a história. um vizinho e fiquei brincando com ele o
resto da tarde. Vovó me chamou para
entrar e tomar banho (*). No dia

2
seguinte, acordamos bem cedinho e fui
ajudar a vovó a cuidar dos animais.
Incentive as crianças a Primeiro, fomos rar o leite da vaca que
produzirem sons com a voz, com o
corpo, com objetos sonoros ou com mugia assim (*). Depois, fomos ao
instrumentos musicais no galinheiro onde vi muitos pin nhos (*)
decorrer da história narrada. que piavam sem parar, galinhas e galos
que faziam (*). Alimentamos os

3 Comece a narrar a história


mudando a entonação da voz e
porquinhos (*). Passada algumas horas
fomos alimentar os cavalos que faziam
(*). Já no outro lado da fazenda havia
valorizando as partes mais
importantes. um lago grande com pa nhos que
nadavam dentro dele e não paravam de
fazer (*). Já estava ficando tarde e vovó
e eu fomos descansar para depois
brincar novamente com o vizinho que
Dicas: nha conhecido. (*) são os momentos de
Para tornar a brincadeira mais interrupções na história,
diver da apresente gravuras dos nos quais as crianças
animais ao serem citados na história. deverão produzir os sons.
Outra dica legal é gravar a história
com os efeitos sonoros feitos pelas
crianças e em seguida apresentar a
elas.

Cartela 3 - páginas 117 e 118.


29
Baixe a canção no site e ouça.

Atividade 3
Imitando um animal
Como se joga
Esta atividade tem como
intenção a imitação dos animais
por meio de sons vocais e/ou
movimentos corporais.
É indicada para a Educação
Infantil, mas também pode ser
1 Incentive as crianças a imitarem
a voz e o andar de um animal com
realizada nos anos iniciais do
movimentos corporais.
Ensino Fundamental.

2
Vamos ver
quem consegue imitar
o animal
que eu vou falar... Primeiramente, cante a canção.

3
Em seguida, fale o nome de um animal
para que todas as crianças façam a
imitação.

OBJETIVOS
Ü Iden ficar as vozes dos animais;
Ü Desenvolver a coordenação motora grossa;
Ü Desenvolver a expressividade;
Ü Es mular a linguagem oral.
30
Música, som, movimento e inclusão

Adaptações e recursos:
Dicas: Se ver uma criança com surdez que saiba Libras, peça para
ela fazer o sinal do animal.
Uma dica é introduzir os conceitos de
No caso da criança que não verbaliza, peça para ela imitar os
altura (grave e agudo) e mbre, movimentos dos animais.
es mulando as crianças a Para a criança com deficiência visual, contorne com nta
plás ca as figuras dos cartões para que, ao secar, fiquem em
iden ficarem as vozes dos animais.
alto-relevo, auxiliando na percepção tá l.
Para tornar a brincadeira mais
diver da apresente imagens com os
animais ao serem citados. No material
complementar estão alguns exemplos
de animais que podem ser usados
nesta a vidade.

Cartela 3 - páginas 117 e 118.


31
Atividade 4
Dado animal

Nesta atividade, as crianças


serão estimuladas a imitarem os
animais por meio de sons vocais
e/ou movimentos corporais.
É ideal para a Educação
Infantil, mas também pode ser
realizada nos anos iniciais do
Ensino Fundamental.

OBJETIVOS
Ü Desenvolver a percepção sonora e visual;
Ü Desenvolver a coordenação motora grossa;
Ü Es mular a linguagem oral.

Adaptações e recursos:
Para a criança com deficiência visual, contorne com nta
plás ca as figuras do dado para que, ao secar, fiquem em
alto-relevo, auxiliando na percepção tá l. A criança poderá
ser orientada pelos colegas ao jogar o dado.
Se ver uma criança com surdez e que saiba Libras, peça para
ela fazer o sinal do animal.
No caso da criança com alguma limitação motora, os colegas
poderão ajudá-la a lançar o dado. Valorize as expressões
faciais dessa criança.

32
Música, som, movimento e inclusão

Como se joga

1 Primeiramente, peça para as


crianças formarem uma
roda sentadas.

2 Entregue o dado para a primeira


criança. Ela deverá lançá-lo e vericar
qual o animal foi sorteado.

3 Em seguida, a criança imitará


o animal tirado no dado,
reproduzindo o som e o andar dele.

4 Passe o dado para a próxima


Dicas:
O dado também pode ser
confeccionado com caixa de leite,
criança e assim, sucessivamente. feltro, entre outros materiais.
Use diferentes imagens para as
crianças reproduzirem os sons: sons
do co diano, sons da natureza e as
partes do corpo que produzem som.

Cartela 4 - páginas 121.


33
Atividade 5
Cada cor um som

Nesta atividade, as crianças


usarão cartões coloridos para
representar cada som criado por
cada grupo.
Esta atividade promoverá o
trabalho em grupo, pois as
crianças criarão de forma coletiva
e aprenderão a ouvir e respeitar
as escolhas e opiniões diferentes
das suas.
Além disso, serão
estimuladas a perceber utilizando
os vários sentidos, onde cada cor
representará um som criado por
cada grupo. OBJETIVOS
É indicada para ser realizada Ü Desenvolver a consciência corporal, a comunicação
visual, a coordenação motora, a atenção, a noção de
nos anos iniciais do Ensino tempo e a agilidade de pensamento e decodificação.

Fundamental.

Adaptações e recursos:
Para a criança com baixa visão, u lize cores fortes.

34
Música, som, movimento e inclusão

Como se joga

1 Divida a turma em grupos e


mostre a eles os cartões coloridos.

2 Em seguida, peça para que cada


grupo escolha uma cor.
Explique que cada grupo deve criar um
som para a cor escolhida.

3 Coloque os cartões coloridos pelo


chão, criando uma sequência sonora a
ser feita com todos os grupos.

4 Depois de repetir algumas vezes a


atividade, diculte tocando um
Dica:
Uma outra possibilidade é começar
com apenas dois cartões com cores
diferentes. Pode ser usada uma cor
instrumento de percussão para que a correspondendo ao silêncio e outra
sequência sonora seja realizada dentro representando um som que será
de uma pulsação dada. criado pela turma.

35
Atividade 6
Caminho sonoro

Nesta atividade, a criança


terá oportunidade de usar outra
expressão artística como o
desenho. Para isso, a criança terá
que buscar em sua memória algo
que é familiarizado e que produz
som, ou seja, ela deverá desenhar
a partir dos sons percebidos em
seu cotidiano e, posteriormente,
reproduzi-los utilizando sons
vocais.
Esta atividade pode ser
realizada na Educação Infantil e
nos anos inicias do Ensino OBJETIVOS
Ü Es mular a memória audi va;
Fundamental. Ü Perceber os sons do co diano;
Ü Despertar a cria vidade.

Adaptações e recursos:
Para a criança que não verbaliza, u lize objetos sonoros,
instrumentos musicais ou até mesmo o corpo como fonte
sonora.
No caso da criança cega, direcione-a no caminho sonoro. A
medida que ela for andando, fale qual desenho está no papel
para que ela reproduza o som.

36
Música, som, movimento e inclusão

Como se joga

1 Disponibilize uma folha de papel


pardo no chão. Peça para as crianças
desenharem com giz de cera objetos,
animais e/ou instrumentos musicais,
compondo uma partitura sonora.

2 Em seguida, peça para que elas


caminhem sobre a partitura sonora
composta com os desenhos,
reproduzindo os sons.

Dica:
Uma outra opção é fazer os desenhos
dos sons com giz branco (lousa) no
chão do pá o da escola.

37
Atividade 7
Jogo da memória
auditiva
Nesta atividade, a criança
desenvolverá principalmente a
memória auditiva, que é a
capacidade de reter e recordar
informações captadas
auditivamente. Para isso, ao
sacudir os potes, a criança deverá
encontrar sons iguais.
Esta atividade é indicada
para ser realizada na Educação
Infantil e nos anos iniciais do
Ensino Fundamental.

OBJETIVOS
Ü Desenvolver a memória audi va;
Ü Desenvolver a atenção e a concentração;

Adaptações e recursos:
Se houver alguma criança surda, pergunte se ela consegue
sen r a vibração sonora ao sacudir os potes.
No caso da criança com dificuldade motora, ajude-a a pegar
os potes.

38
Música, som, movimento e inclusão

Como se joga

1 Separe 8 potes iguais.


Coloque dentro de cada pote a mesma
quantidade de arroz, feijão, milho,
botões, clips, etc.
Feche bem com ta adesiva.

2 Peça ajuda para as crianças na


decoração dos potes.
Deve-se decorar os potes de forma
que não seja possível ver o
que está dentro.

3 Chegou a hora de jogar!


Primeiro, misture os potes.
Depois, convide cada criança a sacudir
os potes para encontrar sons iguais.
Vence quem achar mais pares.
Dicas:
Evite encher demais os potes para
não abafar o som.
U lize outros materiais no lugar dos
potes como, por exemplo, caixas de
fósforo e latas de refrigerante.
Pode-se colocar dentro também
miçangas e guizos.
Faça uma coleção de sons usando
diferentes materiais em cada pote.

39
Atividade 8
Caixa misteriosa

A atividade com a caixa


m i s t e r i o s a é u m exc e l e n t e
recurso para desenvolver a
percepção tátil e a percepção
auditiva. Além disso, a criança
aprende a respeitar a vez do
colega, já que esta atividade
necessita da atenção e
participação de toda a turma.
É ideal para ser realizada na
Educação Infantil.

OBJETIVOS
Ü Desenvolver o tato para o reconhecimento da forma
e da textura dos objetos;
Ü Es mular a percepção audi va e visual;
Ü Despertar a curiosidade.

Adaptações e recursos:
No caso da criança com surdez, peça para ela sinalizar em
Libras após descobrir qual é o objeto.
Se houver alguma criança com limitação motora, ajude-a a
colocar a mão dentro da caixa. Se a criança não verbaliza, vá
falando os objetos possíveis de serem achados na caixa. Ao
descobrir, peça para ela piscar os olhos, por exemplo.
Para a criança com deficiência intelectual, dê pistas para que
ela consiga reconhecer o objeto.

40
Música, som, movimento e inclusão

Como se joga

1 Coloque dentro de uma caixa


vários objetos. Podem ser colocados
animais de borracha ou de pelúcia,
instrumentos musicais e objetos
sonoros.

2 Em seguida, solicite para cada


criança colocar a mão dentro
da caixa para tatear e sentir a
textura e a forma do objeto ou pela
percepção sonora, a m de descobrir
qual é o objeto que pegou.

3 Após a criança descobrir e falar o


nome do objeto, peça para retirá-lo da
caixa para que todas vejam.

Dicas:
Faça uma abertura na tampa da
caixa para que as mãos acessem
com mais facilidade seu interior.
Pode-se também colocar dentro da
caixa gravuras de animais, objetos
do co diano, etc. Para isso, use os
cartões que estão no material
complementar.

41
Atividade 9
O maestro
Esta atividade requer a
participação de todas as crianças
a m de entender o papel do
maestro frente a uma orquestra.
Para isso, é importante propor a
troca das crianças para que cada
uma exerça a função do maestro
ou maestrina e possa comandar
por meio dos movimentos todo a
turma.
Em relação às crianças que
tocarão os instrumentos é
necessário atenção e
concentração para obedecer os
comandos do maestro.
Esta atividade pode ser
realizada na Educação Infantil e
nos anos iniciais do Ensino
Fundamental.

OBJETIVOS
Ü Trabalhar o pulso, o ritmo e o andamento;
Ü Conhecer, explorar e experimentar vários
instrumentos;
Você sabia?
Ü Es mular a atenção;
Maestro ou regente é um
profissional que rege uma orquestra
ou uma banda. Ele lidera e conduz
um grupo de músicos por meio de Adaptações e recursos:
gestos e u lizando uma batuta. Quando a criança com alguma limitação motora for o
maestro, combine com ela e as outras crianças códigos por
meio de pequenos movimentos ou piscando os olhos.
Quando for tocar um instrumento, ajude a criança a pegá-lo.

42
Música, som, movimento e inclusão

Como se joga

1 Solicite às crianças a fazerem uma


roda.

2 Coloque os instrumentos
no centro da roda para que cada
criança escolha o seu.
Deixe-as manusearem os
instrumentos livremente, percebendo
o timbre, a forma e a textura.

3 Converse com as crianças sobre o


papel do maestro ou da maestrina
numa orquestra.
Combine códigos para saberem
quando os instrumentos serão
tocados.

4 Peça para as crianças


obedecerem os comandos do maestro.
Dicas:
Es mule as crianças a fazerem um
rodízio dos instrumentos.
Primeiro, seja você o maestro. Depois, Caso não tenha instrumentos
pergunte às crianças quem quer ser o convencionais na escola, construa os
maestro. Vá revezando as crianças instrumentos com toda a turma.
para todas sentirem como Pode-se trabalhar os conceitos de
é ser um maestro. som e silêncio.

43
Atividade 10
Jogo da memória dos
instrumentos musicais
Sabemos que o jogo da É indicada para ser realizada
me m ó r ia é u m a im p o r t a n t e na Educação Infantil e nos anos
ferramenta para a construção de iniciais do Ensino Fundamental.
conhecimentos em qualquer área
de ensino.
Nesta atividade, a criança
fará o reconhecimento dos
instrumentos musicais por meio
das guras, podendo também
identicar suas famílias.
Aqui, são introduzidos alguns
instrumentos musicais como:
auta-doce e saxofone (sopro),
violão (cordas) e xilofone,
OBJETIVOS
triângulo, pandeiro e chocalho Ü Conhecer instrumentos musicais e suas famílias;
(percussão). Ü Es mular a memória, a percepção visual, a
capacidade de observação e a concentração;
Ü Desenvolver o raciocínio-lógico.

Adaptações e recursos:
Para a criança cega, contorne com nta plás ca as figuras
dos cartões para que, ao secar, fiquem em alto-relevo e
XILOFONE
es mulem a percepção tá l.
E
Se houver uma criança com baixa visão, amplie as figuras
FON
XILO para serem percebidas por ela.
No caso da criança com alguma limitação motora, cole os
cartões no papelão ou em outro material para facilitar o
manuseio.
O
VIOLÃ
VIO
LÃO

44
Música, som, movimento e inclusão

Como se joga

1 Primeiro, imprima e recorte os


cartões com as guras dos
instrumentos musicais.

2
BO
TAM

Depois, embaralhe os cartões e


coloque-os virados para baixo.
TAMBOR

3 Peça para a primeira criança


escolher dois cartões,
FLA
UT
A-D
OC
E

mostrando para toda a turma


o que tirou.

4 Observe se a criança tirou


guras iguais para ter
FLAUTA-DOCE

direito de jogar novamente.


O
IR
NDE
PA

5 Se não formarem par, a criança


colocará os cartões no lugar,
passando a vez para a próxima
PAND
EIRO

criança. Ganha quem achar o maior


número de guras iguais.

Cartela 5 - páginas 119 e 120.


45
46
Brincadeiras cantadas, rítmicas
e expressivas

47
48
Música, som, movimento e inclusão

A escola tem um grande papel no resgate da cultura musical brasileira,


que dispõe de grande acervo. As brincadeiras cantadas, também conhecidas
como brinquedos cantados são importantes recursos facilitadores para o
processo de ensino e aprendizagem de todas as crianças. Além disso, elas
possibilitam o desenvolvimento da percepção rítmica, da coordenação motora,
da criatividade e da expressividade.
As atividades aqui sugeridas têm o intuito de vivenciar o ritmo partindo
de movimentos corporais, considerado um importante elemento para que
as crianças tenham o primeiro contato com a música, favorecendo seu
desenvolvimento.
Para Dalcroze, o movimento corporal é o fator essencial para o
desenvolvimento rítmico do ser humano e contribui para o desenvolvimento da
musicalidade (MARIANI, 2011).
Por esta razão, é importante que nas aulas o professor estimule a
criança a se expressar através de seu corpo utilizando gestos e movimentos,
dando oportunidade para que ela construa a noção de espaço e tempo em seu
interior para possibilitar modificações corporais.
Além de se apropriar da cultura em que as crianças vivem, as brincadeiras
cantadas, rítmicas e expressivas possibilitam através do movimento a
descoberta do próprio corpo e do espaço.

49
Atividade 11
Andando pela sala

Ao fazer esta atividade na


sala, a criança estará sendo
estimulada para o entendimento
do pulso, como também, de seu
corpo no espaço.
Uma possibilidade é criar
comandos. Dentre os comando
estão, por exemplo, fazer uma
roda, duas rodas, em duplas,
imitar um animal, entre outros.
O professor poderá usar sua
imaginação!
Esta atividade é ideal para ser
realizada nos anos iniciais do OBJETIVOS
Ensino Fundamental. Ü Trabalhar o pulso, o ritmo e o andamento;
Ü Desenvolver a noção de espaço e tempo;
Ü Desenvolver a percepção audi va;
Ü Es mular a atenção.

Adaptações e recursos:
Para a criança surda, mostre recursos visuais dos comandos
como, por exemplo, uma folha com um círculo, sinalizando
uma roda e uma folha com uma linha reta, sinalizando uma
fila.
No caso da criança cega, guie-o ou peça para um colega guiá-
lo.

50
Música, som, movimento e inclusão

Como se brinca

1 Inicialmente, peça para as crianças


colocarem a mão no coração para
senti-lo batendo. Em seguida, solicite
para que elas andem livremente por
toda a sala de acordo com as batidas
de seu coração.

2 Faça a marcação do pulso com


um instrumento de percussão. No
decorrer da atividade mude o
andamento sempre lembrando as
crianças que elas terão que andar de
acordo com as batidas do
instrumento.

3 Toque um som forte no


instrumento e depois interrompa o
pulso marcado para propor um
comando.
Retome o pulso para que elas voltem
a andar pela sala.

51
Baixe a canção no site e ouça.

Atividade 12
Passando a bola
Como se brinca
Vai passando a bola,
vai passando a bola.

Vai passando a bola, 1 Peça para as crianças fazerem


vai passando a bola. uma roda permanecendo sentadas.

Para o lado direito,

2
para o lado direito.
As crianças deverão passar a bola
parapara
o colega
o colega
conforme
de acordo
o lado
com
pedido
a
Para o lado esquerdo, nadireção
canção.
pedida
Quando
pelo
for
professor.
cantado o
para o lado esquerdo. trecho
Quando for cantado o trecho
, passarão a
bola para o colega do lado direito.
colega do lado direito.
Agora a bola vai parar.

3 Ao cantar , as
crianças mudarão de direção, tomando
cuidado para a bola não cair no chão.
A brincadeira termina ao parar a bola.

OBJETIVOS
Ü Desenvolver a percepção audi va e o pulso;
Ü Desenvolver a atenção, a coordenação motora e a
lateralidade.

52
Música, som, movimento e inclusão

Adaptações e recursos:
Dica: Para a criança cega, u lize bolas com guizos.
No caso da criança com limitações motoras, use bolas
Nesta a vidade a criança terá maiores rolando-as no chão.
noção de direita e esquerda. Repita Para a criança com deficiência intelectual, explique a
a vidade de forma clara. Se for necessário, repita várias
a canção mudando a direção vezes a a vidade.
quantas vezes desejar.

53
Ouça uma versão da canção disponível na Internet:
h ps://www.youtube.com/watch?v=wwnNCX4SngY

Atividade 13
Guli guli
Como se brinca
Repetir 2 vezes
A á tá tá (mãos batendo nas coxas)
A á tá tá
Guli guli guli guli
(mãos batendo nas coxas)
(mão esquerda sobre a cabeça e
mão direita no queixo)
1
Inicialmente, solicite às crianças para
Á tá tá (mãos batendo na perna) que formem um círculo e quem de pé.

Repetir 2 vezes
Auê auê (mãos para cima balançando

Guli guli guli guli


de um lado para o outro)
(mão esquerda sobre a cabeça e
mão direita no queixo)
2
Ensine a letra da música cantando as
Á tá tá (mãos batendo na perna) partes separadamente e com
repetições para a memorização.
Brinquedo cantado (Domínio Público).

3
Em seguida, mostre os gestos para
que as crianças repitam. Faça várias
vezes para aprenderem.

OBJETIVOS
Ü Desenvolver o pulso, o ritmo, a forma musical e a
musicalidade.
Ü Desenvolver a coordenação motora, lateralidade e
concentração.
Ü Resgatar e conhecer a cultura musical brasileira.

54
Música, som, movimento e inclusão

Adaptações e recursos:
Dica: Para a criança surda, fique de frente para ela para que repita
os gestos.
Os gestos e movimentos podem ser
No caso da criança com limitações motoras, combine gestos
diminuídos ou modificados para mais fáceis e menores. Veja quais são suas possibilidades.
facilitar a brincadeira.

55
Ouça uma versão da canção disponível na Internet:
h ps://www.youtube.com/watch?v=I6LGAY6EJxU

Atividade 14
Escravos de Jó
Como se brinca
Escravos de Jó
jogavam caxangá
Tira bora
deixa car
Guerreiros com guerreiros
1 Solicite para que as crianças
quem em roda sentadas no chão.
fazem zigue, zigue zá Entregue um copo de plástico para
Guerreiros com guerreiros cada criança.

fazem zigue zigue zá.

OBJETIVOS
Brinquedo cantado (Domínio Público).

Ü Desenvolver o pulso e o ritmo;


2 Comece cantando a canção. Em
seguida, peça para que as crianças
passem os copos com a mão direita
Ü Desenvolver a atenção e concentração; para o colega do lado direito, pegando
Ü Es mular o conhecimento da cultura musical o copo passado pelo colega do lado
brasileira.
esquerdo.

3 Ao cantar a palavra tira, as


crianças deverão tirar os copos do
chão e na palavra bota deverão deixar
o copo no chão.

4 Logo, as crianças deverão continuar


passando o copo até o zigue zigue zá,
alternando para o lado direito,
esquerdo e direito.

56
Música, som, movimento e inclusão

Adaptações e recursos:
Dica: Para a criança cega, u lize objetos que produzam sons, como
Uma dica interessante é usar bambolês para por exemplo, caixinhas de fósforo com guizos dentro.
delimitar os espaços. Cada criança ficará dentro No caso da criança surda, fique em frente a criança para que
de um bambolê formando uma roda. As crianças ela possa repe r os movimentos.
Caso tenha uma criança com limitações motoras, peça para
pularão de um bambolê para o outro conforme o
que o colega ao lado a ajude.
pulso da música. Ao cantarem a palavra ra, as
Para a criança com deficiência intelectual, repita várias vezes
crianças pularão para fora dos bambolês e
a a vidade.
depois, ao cantarem a palavra bota, todas
voltarão para dentro dos bambolês,
con nuando a brincadeira.

57
Ouça uma versão da canção disponível na Internet:
h ps://www.youtube.com/watch?v=T9FfvqOiJpk

Atividade 15
Boneca de lata
Como se brinca
Minha boneca de lata
Bateu com a cabeça no chão
Levou mais de uma hora
Pra fazer a arrumação
Desamassa aqui pra car boa
Minha boneca de lata
1
Apresente a canção para as crianças.
Bateu com o nariz lá no chão Cante com elas.
Levou mais de duas horas
Pra fazer a arrumação

2
Desamassa aqui
Desamassa aqui
Pra car boa… Estimule as crianças a
Brinquedo cantado (Domínio público).
reconhecerem as partes do corpo e a
se expressarem por meio de gestos e
movimentos corporais.

OBJETIVOS
Ü Desenvolver a musicalidade e a expressão corporal ;
Ü Trabalhar o esquema corporal por meio do
reconhecimento das partes do corpo.

58
Música, som, movimento e inclusão

Adaptações e recursos:
Dicas: Para a criança com deficiência intelectual, u lize recursos
Confeccione com as crianças uma boneca de visuais como, por exemplo, figuras das partes do corpo.
lata. Assim, elas terão oportunidade de No caso da criança surda, sinalize em Libras as partes do
vivenciar outras expressões ar�s�cas na sala de corpo no decorrer da música. Fique em frente a criança para
aula. que ela repita os gestos e movimentos.
Apresente as partes do corpo que serão
cantadas na música. Pergunte às crianças onde
fica a cabeça, o pé, o joelho, etc.

59
Ouça uma versão da canção disponível na Internet:
h ps://www.youtube.com/watch?v=gsSY0i_-Ypw

Atividade 16
Caranguejo
Como se brinca
Caranguejo não é peixe,
caranguejo peixe é;
Caranguejo só é peixe
na enchente da maré. 1
Apresente a canção para as crianças.
Peça para as crianças darem as mãos
Ora palma, palma, palma,
e fazerem uma roda.
ora pé, pé, pé;
Ora roda, roda, roda,
caranguejo peixe é.
Brinquedo cantado (Domínio público). 2 Ao cantarem a segunda parte da
canção, as crianças soltarão as mãos
para baterem palmas, baterem os pés
no chão e para darem uma
volta no lugar.

OBJETIVOS
Ü Desenvolver o ritmo, o pulso e a musicalidade;
Ü Desenvolver a atenção, a coordenação motora, a
lateralidade, a expressão corporal e a consciência do
próprio corpo.

60
Música, som, movimento e inclusão

Adaptações e recursos:
Dicas: Para a criança com deficiência intelectual, repita a a vidade
várias vezes.
Peça para as crianças explorarem os No caso da criança surda, fique em frente a criança para que
sons com os pés e com as mãos ela repita os gestos e movimentos.
Caso tenha uma criança cega, conduza-a na a vidade.
antes de fazer esta a vidade.
Ao cantar a canção, pode-se pedir
para que as crianças cantem forte,
fraco, etc.

61
Baixe a música no site e ouça.

Atividade 17
Brincadeira
Como se brinca
Vamos acordar,
Vamos acordar.
Vamos levantar,

1
Vamos levantar.
Pra começar a brincadeira.

Mexendo o corpo, Inicialmente, solicite para as crianças


Mexendo os braços. carem deitadas.
É mão para cima,
É mão para os lados. (refrão)

Agora pule com um pé só,


Pule com um pé só. (2 vezes)

Estátua
2 Peça para que elas sigam os
comandos da canção.
Refrão

3
Agora dê uma rodadinha,
Dê uma rodadinha. (2 vezes)

Estátua Termine a brincadeira pedindo para as


crianças fazerem uma roda.
Refrão

Agora faça uma roda,


Faça uma roda. (2 vezes)
OBJETIVOS
Pra terminar a brincadeira. Ü Desenvolver a percepção audi va;
Ü Desenvolver a linguagem;
Estimule as crianças a explorarem Ü Desenvolver a atenção, a coordenação motora e a
expressão corporal.
gestos e movimentos corporais!
62
Música, som, movimento e inclusão

Adaptações e recursos:
Dica: Para a criança com deficiência intelectual, repita várias vezes
a a vidade.
Os comandos podem ser alterados No caso da criança surda, fique em frente a criança para
como o professor desejar. Por que ela repita os gestos e movimentos.
exemplo, andar para trás, andar Caso tenha uma criança cega, conduza-a na a vidade.
para o lado, imitar um animal,
pular, rodar, etc.

63
Baixe a canção no site e ouça.

Atividade 18
Pula canguru
Como se brinca
O canguru pula alto,
pula forte.
Não há quem não note.
Coitadinho, 1
Apresente a canção para as crianças.
coitadinho do lhote.
Cante com elas.
Com o pulo,
com o pulo se sacode.

2
Será que ele gosta desse pinote?
Será que ele gosta desse pinote?
Será que ele gosta desse pinote? Estimule as crianças a explorarem
Será que ele gosta desse pinote? gestos e movimentos corporais.

OBJETIVOS
Ü Desenvolver a percepção audi va;
Ü Desenvolver a atenção, a coordenação motora
grossa, a expressão corporal e a consciência do
próprio corpo.

64
Música, som, movimento e inclusão

Dicas: Adaptações e recursos:


Converse com as crianças sobre este Para a criança surda, cante e sinalize em Libras.
animal. Pergunte a elas: Qual é o Caso tenha uma criança cega, conduza-a na a vidade.
habitat do canguru? Onde ele vive? O
que ele carrega na bolsa?
Pode-se pedir para as crianças
pularem o mais alto que puderem. Os
exe r c í c i o s d e s a l to t r e i n a m o
equilíbrio.
65
Baixe a canção no site e ouça.

Atividade 19
A pulguinha
Como se brinca
A pulguinha,
a pulguinha,
Vai pulando por aí. (2 vezes)

Pula aqui,
1
Apresente a canção para as crianças.
Cante com elas.
pula lá,
Ela não que parar.

Pula aqui,
pula lá,
Até se cansar!
2Estimule as crianças a explorarem
gestos e movimentos corporais.

3 Coloque no chão vários bambolês,


um para cada criança.
Peça para as crianças pularem para
dentro e depois para fora do bambolê
conforme o pulso da canção.

OBJETIVOS
Ü Desenvolver a percepção audi va, o pulso e o ritmo;
Ü Desenvolver a atenção, a coordenação motora, a
lateralidade, a expressão corporal e a consciência do
próprio corpo.

66
Música, som, movimento e inclusão

Dica: Adaptações e recursos:


Ao introduzir a canção, cante-a para Para a criança surda, cante e sinalize em Libras.
a turma ouvir e depois, ensine em Caso tenha uma criança cega, conduza-a na a vidade.
No caso da criança cadeirante, faça círculos no chão com giz
pequenas partes para que repitam e
no lugar dos bambolês. Assim, o colega poderá ajudar a
memorizem com mais facilidade. empurrar a cadeira para dentro do círculo, oportunizando a
Pode-se pedir para as crianças criança cadeirante a noção de dentro e fora.
pularem o mais alto que puderem.
Os exercícios de salto treinam o
equilíbrio.

67
Atividade 20
Dança do bambolê

Quem não já brincou de dança


da cadeira? Esta brincadeira é
bem conhecida porque faz parte
da nossa cultura.
Aqui, porém, faremos uma
versão diferente. Utilizaremos
bambolês no lugar de cadeiras. As
crianças vão adorar e se divertir!
Esta atividade é indicada para
ser realizada na Educação Infantil
e nos anos iniciais do Ensino
Fundamental.
OBJETIVOS
Ü Desenvolver o ritmo, a percepção audi va e visual;
Ü Desenvolver a noção espacial, a coordenação motora
ampla, o equilíbrio e a atenção.
Ü Promover a socialização e a cooperação.

Orientações:
Para a criança cadeirante, risque círculos com giz no chão. Ao
parar de tocar a música, peça para o colega empurrar a
cadeira para dentro do círculo. Uma outra opção é pedir para
a criança cadeirante colocar um tecido dentro do bambolê,
mostrando aos colegas que ela conseguiu ocupar o lugar.
No caso da criança surda, use códigos para avisá-la que a
música parou de tocar.
Para a criança cega, conduza-a ou peça ajuda ao colega para
conduzi-la para dentro do bambolê ao parar de tocar a
música.

68
Música, som, movimento e inclusão

Como se brinca

1 Coloque os bambolês
no chão de modo que o número de
bambolês seja menor que a quantidade
de crianças.

2
Em seguida, coloque uma música para
todas as crianças dançarem
livremente pela sala.

3
Quando a música parar, cada um deve
tentar ocupar um bambolê.

4
Nesta brincadeira não tem ganhador.
Dica:

Coloque uma música bem animada


A criança que não conseguir ocupar para fazer esta a vidade.
um bambolê terá oportunidade de
brincar novamente.

69
70
Construção de objetos sonoros e
instrumentos musicais

71
72
Música, som, movimento e inclusão

Há uma infinidade de possibilidades de construção de instrumentos e


objetos sonoros com recursos diversos. Aqui, propomos o aproveitamento de
diferentes materiais, visando a conscientização da importância da preservação
do meio ambiente.
A construção de instrumentos musicais e objetos sonoros na sala
de aula oportuniza às crianças o contato com outras linguagens artísticas,
estimulando a criatividade por serem produzidos através de suas próprias
mãos. E ainda, favorecem o desenvolvimento da percepção auditiva, do senso
rítmico, da expressão, da coordenação motora fina, entre outros aspectos.
Podemos citar, por exemplo, a construção do chocalho. Ao construí-lo, a
criança necessitará de habilidades manuais como o movimento dos dedos em
forma de pinça para pegar as sementes e colocá-las dentro do pote de iogurte.
Dessa forma, esta atividade estará contribuindo para o desenvolvimento de
sua coordenação motora fina, um aspecto importante que a acompanhará por
toda a vida. Em crianças que apresentam certas limitações físicas é essencial
trabalhar este aspecto.
É interessante que, ao manipular o instrumento, a criança experimente
de forma livre e prazerosa as possibilidades sonoras dos objetos e instrumentos
construídos por elas, tornando mais significativo o fazer musical.
Cada instrumento possui seu som próprio, ou seja, os sons são diferentes.
O que diferencia um instrumento do outro é o timbre. Discriminar o timbre do
instrumento é muito importante no trabalho com crianças, pois desenvolve a
acuidade auditiva. Mesmo as crianças surdas conseguem sentir a vibração do
som ao tocar um instrumento.
O professor, ao desenvolver esta proposta no contexto educacional, deve
estar atento à segurança das crianças, selecionando materiais não cortantes
para serem utilizados na construção dos instrumentos musicais e objetos
sonoros. Outra possibilidade é fazer uma lista e pedir para os alunos trazerem
de suas casas os materiais necessários. Ao serem construídos, pode-se
pedir às crianças que classifiquem cada instrumento em: instrumentos de
percussão, instrumentos de cordas ou instrumentos de sopro.
As atividades de construção de objetos musicais e instrumentos musicais
são indicadas para serem realizadas na Educação Infantil e nos anos Iniciais do
Ensino Fundamental.
A seguir, são apresentados alguns objetos sonoros e instrumentos
musicais fáceis de construir utilizando materiais reaproveitáveis entre outros
materiais.
Use e abuse da criatividade!

73
Atividade 21
Chocalho
O chocalho é um instrumento
de percussão executado através
Você vai precisar de:
de agitação. Eles variam de
tamanhos, formas e materiais que Ÿ 2 potes de iogurte
fazem cada um produzir um som Ÿ grãos de feijão, arroz ou milho
Ÿ fita adesiva
próprio. Ÿ tesoura
Vamos construir um chocalho
de maneira simples. Usaremos
potes de iogurte, mas ele
também pode ser construído com
outros materiais como garrafas
plásticas e latas de refrigerante.

Você sabia?
O chocalho é encontrado em muitas
culturas pelo mundo afora. Ele é
classificado como idiofônico, pois o
som é produzido pelo seu próprio
corpo. Alguns instrumentos que são
denominados chocalho: caxixi,
maracas, ganzá, xique-xique, etc.

74
Música, som, movimento e inclusão

Como se faz

1Após os potes de iogurte


serem lavados e secados
solicite as crianças a
colocarem os grãos dentro
deles.

2 Depois, passe a ta


adesiva na abertura dos
potes de iogurte.

3Peça para as crianças


decorarem os chocalhos
com as tas adesivas
coloridas como quiserem.

Dicas:
Evite encher demais os potes de Adaptações e recursos:
Para a criança com dificuldade de preensão, u lize
iogurte para não abafar o som. embalagens de iogurte com formato anatômico. Isso facilita
Faça uma coleção de sons usando a preensão e possibilita uma maior firmeza ao segurar o
diferentes materiais em cada instrumento construído pela criança.

chocalho.

75
Atividade 22
Tambor
Há uma variedade de tipos de
tambores. Nesta atividade é
Você vai precisar de:
proposta a construção de um
tambor de lata de leite em pó, mas Ÿ 1 lata de alumínio
ele pode ser feito com latas Ÿ 1 bexiga grande
Ÿ 2 bolinhas de pingue-pongue
menores ou até maiores de Ÿ 2 círculos de feltro
alumínio ou com outro material. Ÿ 2 pedaços de barbante
De acordo com o tamanho e Ÿ 2 lápis
Ÿ EVA da cor que quiser
material a ser utilizado, os sons Ÿ tesoura
dos tambores se diferenciam na
altura (mais grave ou mais agudo)
e no timbre.

Você sabia?

O tambor é classificado como um


membranofone, pois necessita
d e u m a m e m b ra n a ( p e l e )
es cada para produzir som.

Fonte: Brito, 2003

76
Música, som, movimento e inclusão

Como se faz

1 Corte o EVA e cole-o na


lata com cola instantânea.

2 Corte a bexiga abaixo


do bico e em seguida
encaixe na abertura da
lata. Depois, passe a ta
adesiva para prender
melhor a bexiga.

3 Prepare as baquetas
utilizando os lápis. Fure as
bolinhas de pingue-pongue
e encaixe o lápis. Forre as
baquetas com feltro e
amarre com o barbante.

4Peça para as crianças


decorarem a lata como
quiserem. Podem ser
usados papéis coloridos,
tas, etc.

Adaptações e recursos:
Caso tenha uma criança com surdez incluída na sala,
pergunte a ela se consegue sen r a vibração do som do
tambor ao tocá-lo.

77
Atividade 23
Tambor do oceano

O tambor do oceano é um
instrumento de percussão que, ao
Você vai precisar de:
ser tocado, produz um som
parecido com as ondas do mar. Ÿ 1 caixa de pizza
Uma dica interessante é Ÿ grãos de arroz, feijão ou milho
Ÿ fita adesiva
deixar as crianças explorarem o
Ÿ tesoura
instrumento, possibilitando a Ÿ papel colorido
descoberta dos sons variados que Ÿ enfeites para decorar

ele pode fazer.

Adaptações e recursos:
Caso tenha uma criança com surdez incluída na sala,
pergunte se ela consegue sen r a vibração do som do
tambor ao tocá-lo.

78
Música, som, movimento e inclusão

Como se faz

1Solicite para as crianças


colocarem os grãos dentro
da caixa de pizza.

2
Feche a caixa de pizza com
a ta adesiva.

3
Em seguida, encape a caixa
com o papel colorido.

4 Peça para as crianças


enfeitarem do jeito que
quiserem.

79
Atividade 24
Castanholas

Nesta atividade a proposta é


a construção de um par de
Você vai precisar de:
castanholas.
A castanhola, instrumento de Ÿ papelão
percussão, se tornou um Ÿ 4 tampinhas de garrafa
Ÿ lápis
instrumento tradicional na Ÿ régua
Espanha utilizado como base Ÿ tesoura
rítmica na dança amenca. Ÿ cola instantânea
Ela tem o formato de concha e
pode ser feita de vários materiais,
o que resulta em sons distintos.
Por exemplo, pode ser feita de
tampinhas ou botões de tamanhos
diferentes.

Você sabia?
A castanhola é um
instrumento idiofônico, pois
o som é produzido pelo seu
próprio corpo.

80
Música, som, movimento e inclusão

Como se faz

1 Risque dois retângulos


com os cantos
arredondados e
corte-os. Em seguida,
dobre o papelão ao meio.

2 Passe cola no papelão


para colar as tampinhas
em ambas as extremidades
do interior do retângulo de
papelão com o lado dentado
da tampinha para baixo e
deixe secar.

3 Decore as castanholas
com as crianças e estarão
prontas para tocar!

Dica: Adaptações e recursos:


No caso da criança com limitações motoras, ajude-a a pegar
Confeccione as castanholas com as as castanholas. Se necessário, coloque elás cos nas
crianças para acompanhar uma castanholas para que fiquem presas nas mãos, facilitando o
manuseio.
música. Elas vão se diver r!

81
Atividade 25
Pau-de-chuva

O pau-de-chuva é um
instrumento de percussão que
Você vai precisar de:
produz um som similar ao da
chuva. É utilizado para criar Ÿ rolo de papel toalha
efeitos sonoros em músicas ou em Ÿ arame
Ÿ fita adesiva
histórias. Ÿ EVA ou papel colorido
Originalmente o pau-de-chuva Ÿ fitas adesivas coloridas
é construído com bambu ou Ÿ cola branca
Ÿ tesoura
troncos de árvore, mas podemos
usar canos de PVC, bobinas de
papelão, rolinhos de papel
higiênico, entre outros materiais.
Vamos construir um pau-de-
chuva de forma bem simples.

Você sabia?
O pau-de-chuva é
considerado um instrumento
idiofônico. Ele está presente
na música indígena do Brasil
e de muitos povos da
América.
Fonte: Brito, 2003

82
Música, som, movimento e inclusão

Como se faz

1 Feche um dos fundos do


rolo com ta adesiva e
coloque o arame embolado
dentro dele.

2 Solicite as crianças a
colocarem os grãos dentro
do rolo. Em seguida, feche
a abertura com ta
adesiva.

3Encape com EVA ou papel


colorido e peça para as
crianças enfeitarem do
jeito que quiserem.

Dica:
Evite encher demais o pau-de-chuva Adaptações e recursos:
para não abafar o som. Lembre que No caso da criança com limitações motoras, ajude-a a pegar
o pau-de-chuva.
a quan dade de grãos influencia no
som do instrumento.
Faça uma coleção de sons usando
diferentes materiais.
Use fitas coloridas para decorar.

83
Atividade 26
Reco-reco

O reco-reco é um instrumento
de percussão que produz som
Você vai precisar de:
provocado pela raspagem da
baqueta nos talhos encontrados Ÿ 1 garrafa de iogurte com nervuras
Ÿ fitas de ce m coloridas
em seu corpo.
Ÿ fitas adesivas coloridas
Vários objetos podem ser Ÿ 1 lápis ou 1 palito de churrasco
transformados em reco-reco. Ÿ tesoura
Basta pegar alguma garrafa que
tenha nervuras.
Para fazer o reco-reco vamos
usar uma garrafa de iogurte, mas
pode também ser de água ou até
mesmo um pote de achocolatado.

Você sabia?
O reco-reco é classificado
como um instrumento
idiofônico. Acredita-se ter
origem africana, pois é
encontrado em várias
manifestações culturais afro-
brasileiras.

84
Música, som, movimento e inclusão

Como se faz

1
Amarre as tas de cetim
no bico da garrafa.

2 Incentive as crianças a
decorarem a garrafa com
as tas adesivas coloridas.

3 Pronto, agora temos um


instrumento super colorido
para ser tocado.

Dicas:
Adaptações e recursos:
O reco-reco pode ser feito também Caso tenha uma criança com surdez incluída na sala,
de conduíte de obra. Fica super pergunte se ela consegue sen r a vibração do som do reco-
legal! reco ao tocá-lo.
No caso da criança com limitações motoras, pode-se
Pode-se usar um lápis ou um palito engrossar a baqueta com várias camadas de fita adesiva ou
de sorvete para servir como outro material, como uma espuma, facilitando sua
baqueta. preensão.

85
Atividade 27
Trompa de conduíte

Nesta atividade a proposta é


a construção de uma trompa de Você vai precisar de:
conduíte.
Deixe as crianças Ÿ 1 metro de conduíte
Ÿ 1 garrafa Pet
experimentarem o instrumento, Ÿ tesoura
procurando descobrir os sons que Ÿ fita adesiva
Ÿ fita adesiva colorida
ele é capaz de produzir.

Você sabia?

A trompa é classicada
como um aerofone, pois o
som é produzido pela
vibração do ar.

86
Música, som, movimento e inclusão

Como se faz

1
Enrole o conduíte e pregue
com ta adesiva.

2 Corte o gargalo da
garrafa PET.

3Fixe em uma das pontas


do conduíte.

4 Passe ta adesiva na


beirada do gargalo da
garrafa PET.

87
Atividade 28
olão de caixa

O violão é um instrumento de
cordas muito popular em nosso Você vai precisar de:
país. Ele é usado em vários estilos
Ÿ 1 caixa de sapato
musicais.
Ÿ 1 rolo de papel toalha
Para construir o corpo do Ÿ 6 elás cos de borracha
violão usaremos uma caixa de Ÿ 3 palitos de picolé
Ÿ fita adesiva
sapato, mas poderá ser feito
Ÿ cola instantânea
também com caixa de leite e Ÿ lápis
outras caixas com tamanhos Ÿ tesoura

variado.

Você sabia?
Em outros países o violão é
chamado de guitarra. No Brasil,
u lizamos o nome guitarra para
nomear o instrumento elétrico
chamado de guitarra elétrica.

88
Música, som, movimento e inclusão

Como se faz

1 Desenhe um círculo na
tampa e recorte-o para
fazer um orifício. Depois,
prenda a tampa com a ta
adesiva.

2 Encape a caixa com


cartolina marrom e recorte
o orifício.

3
Fixe o rolo de papel toalha
com a cola instantânea na
caixa para formar o braço
do violão.

4 Cole os palitos no braço.


Pinte o braço se desejar.
Para nalizar, coloque os
elásticos no centro da
caixa sobre o orifício.
Está pronto o violão!

89
Atividade 29
Carrilhão de chaves

O carrilhão é um instrumento
de percussão muito utilizado para
Você vai precisar de:
fazer efeitos sonoros em uma
música. Ele é composto em sua Ÿ 1 peneira
Ÿ várias chaves
forma original por um conjunto de
Ÿ fios de nylon
sinos de tamanhos diferentes. Ÿ tesoura
São encontrados também
carrilhões com barras de metal,
cada uma anada de acordo com o
tamanho e espessura, que são
penduradas com nylon em um
suporte de madeira.
Construiremos uma versão de
carrilhão usando chaves de
tamanhos diferentes.

90
Música, som, movimento e inclusão

Como se faz

1
Corte os os de nylon em
tamanhos grandes para
pendurar na peneira.

2
Passe os os de nylon em
todas as chaves.

3 Amarre as chaves na
peneira, deixando um
espaço entre elas.

4 Use a quantidade de
chaves que quiser.
Agora é só balançar!

91
Atividade 30
Pulseira com guizos

A pulseira com guizo é um


objeto sonoro muito bom para a Você vai precisar de:
estimulação sensorial, pois pode
desenvolver a visão, o tato e a Ÿ 25 cm de fita de nylon
Ÿ 3 cm de velcro
audição. Além disso, pode ser Ÿ 4 ou mais guizos
usada em atividades que tenham Ÿ cola instantânea
Ÿ tesoura
como objetivo trabalhar o pulso e
Ÿ agulha
em atividades que valorizem a Ÿ linha de nylon
expressão corporal.

92
Música, som, movimento e inclusão

Como se faz

1
Corte um pedaço da ta de
nylon medindo 25 cm.

2Corte 3 cm de velcro e
cole nas pontas da ta de
nylon.

3Com a linha de nylon e a


agulha, pregue os guizos
na ta de nylon.

Dicas:
Faça um par de pulseiras de guizos
para serem presas nos pulsos ou nos
tornozelos. Adaptações e recursos:
Incen ve as crianças a andarem pela Para es mular a percepção audi va com a criança cega,
sala balançando os braços e pernas pode-se usar pares de luvas com guizos. A criança deverá
localizar as luvas pela sala através do som produzido por
com o intuito de ouvir o som que as elas.
pulseiras produzem.

93
94
Sugestões de livros,
CDs e sites

95
96
Música, som, movimento e inclusão

A partir da aprovação da Lei 11.769/2008, que trata da obrigatoriedade


do ensino de música nas escolas, houve um crescente aumento em materiais
pedagógicos publicados. Ao chegarmos em uma livraria, nos deparamos com
uma grande quantidade desses materiais que incluem livros, métodos de ensino
de música, partituras, CDs, DVDs, jogos musicais, entre outros. Podemos
também encontrar alguns desses materiais na internet para download
gratuitamente.
No entanto, como já foi dito, há ainda uma carência em materiais
adaptados que possam ajudar o professor a trabalhar com a música na sala de
aula que contemplem a inclusão na diversidade.
Acreditamos que os materiais pedagógivos podem auxiliar na prática
pedagógica dos professores, tornando as aulas mais diversificadas e atrativas
principalmente para o público infantil.
Aqui, são sugeridos livros, CDs e sites que podem ser usados para
enriquecer as aulas dos professores e também servir para o aprimoramento
dos conhecimentos sobre música e seu ensino. Além disso, apresentamos
algumas referências para consulta das principais leis de inclusão das pessoas
com deficiência no sistema regular de ensino.

97
Sugestões de livros
A orquestra tim-tim por tim-tim
Autores: Liane Hentschke, Susana Ester Krüger,
Luciana Del Ben, Elisa da Silva e Cunha

Arte e Responsabilidade Social - Inclusão pelo teatro


e pela música
Autora: Viviane Louro

Brincadeiras musicais
Autores: Sandra Peres e Paulo Tatit - Palavra cantada

Brincando com música na sala de aula – jogos de


criação musical usando a voz, o corpo e o movimento
Autora: Bernadete Zagonel

Brincadeiras cantadas de cá e de lá
Autoras: Maristela Loreiro e Ana Tatit

Canteiro - Músicas para brincar


Autora: Margareth Darezzo

Fonte: Internet

98
Música, som, movimento e inclusão

De roda em roda - Brincando e cantando o Brasil


Teca de Alencar Brito

Desafios Musicais
Autoras: Maristela Loreiro e Ana Tatit

Educação Musical e deficiência


Autora: Viviane Louro

Estorinhas para ouvir - Aprendendo a escutar


música
Enny Parejo

Expressão musical na Educação Infantil


Autoras: Patrícia Kebach (Org.), Denise Sant'anna,
Paula Pecker e Rosangela Duarte

Fundamentos da aprendizagem musical da pessoa


com deficiência
Autora: Viviane Louro

Jogando com os sons e brincando com a música I, II e III


Autora: Vania Ranucci Annunziato

Fonte: Internet

99
Lenga la lenga - Jogos de mãos e copos
Autora: Viviane Beineke e Sérgio Paulo Ribeiro de
Freitas

Música e ação na Educação Infantil


Autora: Mirella Aires Alves

Música e Educação Infantil


Autora: Beatriz Ilari

Música e Inclusão: múltiplos olhares


Autores: Viviane Louro e convidados

Música e mais – livro de atividades


Autor: Projeto Muliga

Música em diálogo - Ações interdisciplinares na


educação infantil
Autora: Caroline Cao Ponso

Música na Educação Infantil - Propostas para a


formação integral da criança
Autora: Teca de Alencar Brito

Fonte: Internet

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Música, som, movimento e inclusão

Música na infância e na adolescência – um livro para


pais, professores e aficionados
Autora: Beatriz Ilari

Música para crianças - Possibilidades para a


Educação Infantil e o Ensino Fundamental
Autores: Berenice de Almeida

O mundo da música vol.1 a 5


Autora: Nereide Schilaro Santa Rosa

O mundo silencioso de Flor


Autora: Cecília Cavalieri França

Quem canta seus males espanta vol. 1 e 2


Theodora Maria Mendes de Almeida

Se essa rua fosse minha


Autora: Cecília Cavalieri França

Trilha da Música vol. 1 a 5


Autora: Cecília Cavalieri França

Fonte: Internet
101
Sugestões de CDs
A arca de Noé Dona Árvore
Vinícius de Moraes Bia Bedran

A caixa de música Tum Pá


de Bia Barbatuques
Bia Bedran

Partimpim 1, 2 e 3 Casa de brinquedos


Adriana Calcanhoto Toquinho

Canteiro Toda cor


Margareth Darezzo Cecília Cavalieri

Cantigas de roda Poemas Musicais


Palavra Cantada - Cecília Cavalieri
Paulo Tatit e Sandra
Peres

Bichos Esquisitos Roda que rola


Zeca Baleiro e Ponto de Partida e
convidados Meninos de Araçuaí

Fonte: Internet
102
Música, som, movimento e inclusão

Toquinho no Mundo Pé com pé


da criança Palavra Cantada -
Toquinho Sandra Peres e Paulo
Tatit

Chico e Vinícius Canções do Brasil


para crianças Palavra Cantada -
Vários cantores Sandra Peres e Paulo
Tatit

Coletânea de Mil pássaros - Sete


músicas infantis Histórias de Ruth
Bia Bedran Rocha
Palavra Cantada

Conversa de bichos Música de brinquedo


Kitty Diemeyer Pato Fu

Vem brincar na rua Carnaval Palavra


Kitty Driemeyer Cantada
Palavra Cantada -
Sandra Peres e Paulo
Tatit

Quando eu crescer Um minutiiiinho


Éramos Três Palavra Cantada
Sandra Peres e Paulo
Tatit

Embolada Grandes Pequeninos


Rita Rameh e Luiz Jair Oliveira
Waack

Fonte: Internet

103
Pequeno cidadão Canções de todas as
Pequeno cidadão crianças
Toquinho

Olá! Meu pé meu querido


Grupo Olá pé
Hélio Ziskind

Bia canta e conta Cocoricó - O gigante


Bia Bedran da floresta
Hélio Ziskind

Cantigas de Roda Trem Maluco e


Hélio Ziskind outras Cantigas de
Roda
Hélio Ziskind

Acalantos Os Saltimbancos
Bia Bedran Chico Buarque

Brinquedos Era uma vez um


Cantados Gigante
Pandalelê Tiquequê

Divertimentos de Músicas daqui,


Corpo e Voz Exercícios
ritmos do mundo
musicais para crianças
Thelma Chan e Zezinho Mutarelli e
Thelmo Cruz Guilles Eduar

Fonte: Internet

104
Música, som, movimento e inclusão

105
Sugestões de sites
Constituição da República Federativa do Brasil - 1988
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

Declaração Mundial de Educação para Todos - UNESCO - 1990


http://unesdoc.unesco.org/images/0008/000862/086291por.pdf

Declaração de Salamanca - 1994


http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - 1996


http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/lei9394_ldbn2.pdf

Convenção de Guatelama - 1999


http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/guatemala.pdf

Declaração Internacional de Montreal sobre inclusão - 2001


http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/dec_inclu.pdf

Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (Resolução


CNE/CEB nº 2) - 2001
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/diretrizes.pdf

Convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência - 2007


h t t p : / / p o r t a l . m e c . g o v. b r / i n d ex . p h p ? o p t i o n = c o m _
docman&view=download&alias=424-cartilha-c&category_slug=documentos-
pdf&Itemid=30192

Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva -


2008
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/politica.pdf

Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência – 2009


http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6949.
htm

Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação


Básica, modalidade Educação Especial (Resolução Nº 4 CNE/CEB) - 2009
http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_09.pdf

Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro


Autista (Lei nº 12.764) - 2012
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm

Lei brasileira de Inclusão (Estatuto da pessoa com deficiência) – 2015


http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm

106
Música, som, movimento e inclusão

Abem - Associação Brasileira de Educação Musical


http://abemeducacaomusical.com.br/

Arte + Ciência Inclusão


http://www.cienciasecognicao.org/agenda/

Bengala Legal
http://www.bengalalegal.com/

Bia Bedran - site oficial


http://biabedran.com.br/

Cecília Cavalieri França - site oficial


http://ceciliacavalierifranca.com.br/

Diversa - Educação inclusica na prática


http://diversa.org.br/

Educação Musical e Educação Especial: Processor de inclusão no sistema regular


de ensino
http://revista.ufrr.br/index.php/textosedebates/article/download/751/651.

Educação e Música
https://educacaoemusica.net.br/

Escola de Gente - Comunicação em inclusão


http://www.escoladegente.org.br/

Fundação Dorina Nowill para cegos


http://www.fundacaodorina.org.br/

Inclusive - Inclusão e cidadania


http://www.inclusive.org.br/

Mapa do brincar
http://mapadobrincar.folha.com.br/

Música e Inclusão
https://musicaeinclusao.wordpress.com/

Revista da Abem - Música na educação básica


http://www.abemeducacaomusical.com.br/publicacoes.asp

Thelma Chan - site oficial


http://thelmachan.com.br/

107
108
Material complementar

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110
Música, som, movimento e inclusão

Sabemos que a melhor maneria de tornar o ensino inclusivo e eficaz


consiste em utilizar recursos para facilitar a aprendizagem de crianças com e
sem deficiência. Dentre eles estão os recursos sonoros, visuais e táteis.
A seguir, serão apresentados materiais complementares das atividades
sugeridas no decorrer desta publicação, servindo como recursos visuais para
potencializar a aprendizagem. No entanto, é importante ressaltar que os
materiais aqui apresentados como recursos visuais são possíveis de serem
adaptados pelo professor a fim de que todas as crianças sejam incluídas nas
atividades, levando em consideração as necessidades de cada uma.
Além desses materiais, podem ser usados na sala de aula como recursos
visuais e/ou concretos: fantoches, dedoches, lenços, cordas, tecidos, baldes,
bambolês, bichos de pelúcia, bolas de diferentes tamanhos e texturas, etc.

É só usar a imaginação!

111
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Música, som, movimento e inclusão

Cartela 1 - Atividade 1 - páginas 26 e 27.

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Música, som, Música, som, Música, som, Música, som,
movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão

Música, som, Música, som, Música, som, Música, som,


movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão

Música, som, Música, som, Música, som, Música, som,


movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão

Música, som, Música, som, Música, som, Música, som,


movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão

114
Música, som, movimento e inclusão

Cartela 2 - Atividade 1 - páginas 26 e 27.

115
Música, som, Música, som, Música, som, Música, som,
movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão

Música, som, Música, som, Música, som, Música, som,


movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão

Música, som, Música, som, Música, som, Música, som,


movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão

Música, som, Música, som, Música, som, Música, som,


movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão

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Música, som, movimento e inclusão

CHUVEIRO VACA PINTINHO GALO

GALINHA PORCO CAVALO PATO

CACHORRO MACACO ELEFANTE LEÃO

GATO PASSARINHO OVELHA COBRA

Cartela 3 - Atividade 2 - páginas 28 e 29 / Atividade 3 - páginas 30 e 31.

117
Música, som, Música, som, Música, som, Música, som,
movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão

Música, som, Música, som, Música, som, Música, som,


movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão

Música, som, Música, som, Música, som, Música, som,


movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão

Música, som, Música, som, Música, som, Música, som,


movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão

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Música, som, movimento e inclusão

XILOFONE XILOFONE TRIÂNGULO TRIÂNGULO

PANDEIRO PANDEIRO CHOCALHO CHOCALHO

TAMBOR TAMBOR VIOLÃO VIOLÃO

SAXOFONE SAXOFONE FLAUTA-DOCE FLAUTA-DOCE

Cartela 5 - Atividade 10 - páginas 44 e 45.

119
Música, som, Música, som, Música, som, Música, som,
movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão

Música, som, Música, som, Música, som, Música, som,


movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão

Música, som, Música, som, Música, som, Música, som,


movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão

Música, som, Música, som, Música, som, Música, som,


movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão movimento e inclusão

120
Música, som, movimento e inclusão

VACA

LEÃO ELEFANTE

CACHORRO CAVALO

MACACO

Cartela 4 - Atividade 4 - páginas 32 e 33.

121
Referências
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DESABILITIES. Disponível em: <http://www.aaidd.org>.

BENNETT, Roy. Uma breve história da música. Tradução de Maria Teresa de


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FUNDAMENTAL. 2. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2000. 130 p.

________. Decreto nº 5.296 de 2 de dezembro de 2004. Regulamenta as Leis


nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às
pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece
normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das
pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras
providências. Brasília: Presidência da República, 2004.

________. Lei nº 11.769 de 18 de agosto de 2008. Altera a Lei n. 9394/96,


para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino de música na educação básica.
Brasília: Presidência da República, 2008.

________. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Dispõe sobre a Lei Brasileira


de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da pessoa com deficiência).
Brasília: Presidência da República, 2015.

BRÉSCIA, Vera Lúcia Pessagno. Educação musical: bases psicológicas e ação


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123
A
Alfabeto Manual
Ç
B C D

B
E F G H I

J K L M N

O P Q R S

T U V W X

Y Z

124
Sobre a autora
Thatiane Maria Correia Ramos Pires
é natural de Leopoldina - MG. Possue
mestrado em Diversidade e Inclusão
pela Universidade Federal Fluminense.
Graduou-se em bacharelado em violão e
licenciatura em violão no Conservatório
Brasileiro de Música. Especializou-se
em musicoterapia na mesma instituição.
Lecionou no Conservatório Estadual de
Música Lia Salgado - MG por onze anos.
É professora concursada de educação
musical na Escola Municipal Santo
Tomás de Aquino no Rio de Janeiro e
professora contratada de Musicalização
infanto-juvenil no Centro Cultural do
Complexo Henrique Lage - FAETEC em
Niterói.

125
126
127
Entendemos que o fazer musical possibilita às crianças com e sem
deficiência entrarem em contato com o mundo que as cerca.
A intenção desta publicação é oferecer aos professores especializados
ou não em música que atuam na Educação Infantil e Anos Iniciais
do Ensino Fundamental sugestões didáticas que possibilitem uma
interação com os alunos nas salas inclusivas por meio de atividades
que proporcionem experiências sonoro-musicais, lúdicas e criativas.
No decorrer do livro são sugeridas atividades compostas por jogos,
brincadeiras cantadas, rítmicas e expressivas, como também
atividades que envolvem a construção de objetos sonoros e
instrumentos musicais sempre de forma lúdica.
Cabe ao professor, no entanto, usar as atividades contidas neste
livro da melhor maneira que lhe convier, adaptando-as de acordo
com as situações encontradas em seu dia-a-dia escolar.

Universidade Federal Fluminense


Curso de Mestrado Prossional em Diversidade e Inclusão

128