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15/11/2017

F68 e R50

Disciplina: Análise Técnica


Prof.: Marco Antonio Penteado
Novembro/2017

PROGRAMA DO CURSO

Introdução
• As Finanças Comportamentais

Análise Gráfica
• O Gráfico de Barras

Prof. Marco Antonio Penteado

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15/11/2017

Relevância
I – As Finanças do Tema
Comportamentais
Relevância do Tema
• Kahneman gganhou o Prêmio Nobel
da Economia em 2002 pelo estudo
das Finanças Comportamentais

• A Análise Gráfica reflete o


comportamento
t t dos
d iinvestidores
tid

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As Forças que movimentam o Mercado

Ganância e Medo
(Greed and Fear)

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As Finanças Comportamentais
• Fruto da interação entre Psicologia e Finanças,
buscam explicar a racionalidade do tomador
de decisão
• Estudam a interação dos diferentes traços e
perfis de personalidades dos investidores
quando em atuação conjunta em um mercado
(Efeito Manada)
• Estudam o efeito da falibilidade humana nos
mercados competitivos
• Os mercados, afinal, são compostos por
pessoas
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A Percepção do Risco
As pessoas respondem ao risco que percebem
Fatores que afetam a percepção do risco:
• Fatores fisiológicos
• Resultado de experiências anteriores
• Níveis de aspiração
• Confiança
• Expectativa
• Saciedade
• As Heurísticas

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A Percepção do Risco

Heurísticas:

São “atalhos de raciocínio”, ou a


substituição de processos
complicados por processos mais
simples de raciocínio
raciocínio.

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A Percepção do Risco

As Heurísticas

• Heurística da Representatividade
• Heurística da Disponibilidade
• Heurística do Ajustamento e Ancoragem

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A Percepção do Risco

• Heurística do Ajustamento e Ancoragem

Ajustes insuficientes processados a


partir de um valor inicial, base para um
cálculo
cá cu o mais
aseelaborado
abo ado

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A Percepção do Risco
Heurística do Ajustamento e Ancoragem
Num estudo de estimativa matemática intuitiva, foi solicitado
a 2 grupos de estudantes que estimassem, em 5 segundos,
uma expressão numérica escrita na lousa. Um grupo estimou
o produto 8x7x6x5x4x3x2x1,enquanto que o outro estimou
o produto 1x2x3x4x5x6x7x8. De forma a obter um
resultado rápido as pessoas fazem alguns cálculos e
estimam o produto por extrapolação ou ajustamento. Além
di
disso, a primeira
i i expressão ã é jjulgada
l d como maiori que a
segunda, porque o resultado dos primeiros poucos passos
de multiplicação efetuados, da esquerda para a direita, é
maior na seqüência descendente que na ascendente.

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A Percepção do Risco
Heurística do Ajustamento e Ancoragem
8x7x6x5x4x3x2x1
8x7=56

60 x6 = 360 400 x5 = 2.000, x4 = 8.000


x3 = 24.000
x2 = 48.000
A mediana
di estimada
ti d para a seqüência
üê i ascendente
d t ffoii 512,
512
enquanto que para a descendente foi 2.250.
A resposta correta é 40.320.
(Kahneman e Tversky, 1974, in Kahneman, Slovic e Tversky, 2001, pp. 14-15).

A Percepção do Risco
• Heurística do Ajustamento e
Ancoragem 23,39

9,48

6,25

2,48

0,15

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6
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A Percepção do Risco
• Contabilidade Mental
J l
Julgar d
de acordo
d com o menor
saldo de uma conta mental
(Realizar lucros muito cedo e
prejuízos
p j muito tarde))

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A Percepção do Risco
• Contabilidade Mental

Kahneman e Tversky, 1981; Penteado, 2003


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A Percepção do Risco
• Contabilidade Mental

Penteado, 2003

PREFERÊNCIA ENTRE PERSPECTIVAS POSITIVAS E NEGATIVAS

Perspectivas Positivas

Problema 1: (4. 000, 80%) < (3.000)


N = 95 (20) (80)

Perspectivas Negativas

Problema 1': (-4. 000, 80%) > (-3. 000)


N = 95 (92) (8)

Kahneman, Daniel. Tversky, Amos (2000)

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A Teoria das Perspectivas

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A Teoria das Perspectivas

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A Teoria das Perspectivas


Problema 2 (N = 155). Suponha que os EUA estejam se preparando para a eclosão de uma
rara doença asiática que deva matar 600 pessoas. São propostos 2 programas alternativos de
ç Suponha
combate à doença. S p que
q as estimativas cientificamente exatas das conseqüências
q
dos programas sejam as seguintes:

Se o programa C for adotado, 400 pessoas vão morrer (22%).

Se o Programa D for adotado, existe um terço de probabilidade de que ninguém morrerá, e


dois terços de probabilidade de que 600 pessoas morrerão (78%)

Qual dos 2 programas você escolheria?

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A Teoria das Perspectivas

(Kahneman e Tversky, 1979)


• A forma de proposição (framing) interfere
na seleção de alternativas
• Diante de um ganho certo as pessoas são
aversas ao risco
• Diante de uma perda certa, as pessoas
tendem a arriscar, se houver alternativa
• As perdas assomam maiores que os
ganhos

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A Percepção do Risco
• As pessoas respondem ao risco que
percebem

• As pessoas percebem o risco


– Não da mesma maneira
– Não ao mesmo tempo

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PAPILLON
PAPILLON (PAPILLON, Henri Charrière, São Paulo, Difel, 1974)
(PAPILLON, Henri Charrière, São Paulo, Difel, 1974)

• 1, 2, 3, 4, 5, 6, ...7 – LISETTE

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PROJEÇÃO DE PONTOS IBOVESPA

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ANÁLISE TÉCNICA DE AÇÕES


I - O Gráfico de Barras

1. INTRODUÇÃO
2. O GRÁFICO DE BARRAS
3. TENDÊNCIAS
4. SUPORTES E RESISTÊNCIAS
5. CORTE E ROMPIMENTO DE TENDÊNCIAS
6. FORÇA DE UMA LINHA
7. CANAIS
8
8. PROJEÇÃO DE PREÇOS
9. A ESCALA LOGARÍTMICA
10. FIGURAS
- DE REVERSÃO
- DE CONSOLIDAÇÃO
10.1 DE REVERSÃO
- TRIÂNGULOS
- OMBRO-CABEÇA-OMBRO
- TOPOS E FUNDOS DUPLOS E TRIPLOS
- PÁ-DE-VENTILADOR
- FORMAÇÃO EM ALARGAMENTO
- CUNHAS
- ILHAS
- DIAS DE REVERSÃO
10.2 DE CONSOLIDAÇÃO
- RETÂNGULOS
- BANDEIRAS
- FLÂMULAS
11. GAPS
12. INDICADORES
12.1 RASTREADORES
12.1.1 MÉDIAS MÓVEIS
- MM ARITMÉTICA
- MM EXPONENCIAL
12.1.2 CONVERGÊNCIA-DIVERGÊNCIA DA MÉDIA MÓVEL –
MACD
12.2 OSCILADORES
12.2.1 ÍNDICE DE FORÇA RELATIVA – IFR
13. PONTOS DE COMPRA E VENDA
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BIBLIOGRAFIA
APPEL, Gerald. Technical Analysis. Power Tools for Active Investors. New York, Prentice-Hall, 2005.
BIGALOW, Stephen W. Operações Lucrativas com CANDLESTICK. Hoboken, Wiley, 2011.
DEBASTIANI, Carlos Alberto. Candlestick. São Paulo, Novatec, 2007.
EDWARDS, Robert D. MAGEE, John. Technical Analysis of Stock Trends. New York, St.Lucie Press, 2001.
ELDER, Alexander. Como se Transformar Em Um Operador e Investidor de Sucesso (Trading For A Living). Rio de
Janeiro, Campus, 2004.
ELDER Alexander
ELDER, Alexander. Aprenda a Operar no Mercado de Ações
Ações. (Come Into My Trading Room)
Room). Rio de Janeiro
Janeiro, Campus,
Campus 2005
2005.
GALBRAITH, John K. O Colapso da Bolsa, 1929. Rio de Janeiro, Expressão e Cultura, 1979.
KAHNEMAN, Daniel. TVERSKY, Amos. Choices, Values and Frames. Cambridge, Cambridge University, 2000.
KAHNEMAN, Daniel. TVERSKY, Amos. The Framing of Decisions and the Psychology of Choice. Science, 1981, 211, 453-458.
KAHNEMAN, Daniel. SLOVIC, Paul. TVERSKY, Amos. Judgement under uncertainty: Heuristics and biases. Cambridge,
Cambridge University, 2001.
KINDLEBERGER, Charlie P. ALIBER, Robert Z. Manias, pânicos e crises. São Paulo, Saraiva, 2014.
MATSURA, Eduardo. Comprar ou vender? São Paulo, Saraiva, 2013.
MELLO, Pedro C. SPOLADOR, Humberto F. S. Crises Financeiras. São Paulo, Saint Paul, 2004.
MORRIS, Greg. Candlestick Charting Explained. New York, McGraw-Hill, 2006.
MURPHY, John. Technical Analysis of the Futures Markets. New York, NYIF – New York Institute of Finance (Prentice Hall),
1986.
NISON, Steve. Japanese Candlestick Charting Techniques. New York, NYIF, 2001.
NORONHA, Márcio. Análise Técnica: Teorias, Ferramentas, Estratégias. Rio de Janeiro, EDITEC, 1995.
PENTEADO, Marco Antonio de Barros. Uma Avaliação Estatística da Análise Gráfica no Mercado de Ações Brasileiro à Luz da
Teoria dos Mercados Eficientes e das Finanças Comportamentais. Dissertação de Mestrado. São Paulo, FEA-USP, 2003.
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-03032009-103053/
PENTEADO, Marco Antonio de Barros. A Função Log-periódica e sua aplicação na Previsão da Reversão de Tendências por
Meio da Análise Gráfica do Mercado Acionário Brasileiro. Tese de Doutorado. São Paulo, FEA-USP, 2008.
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-14082008-102631/

BIBLIOGRAFIA
PENTEADO, Marco Antonio de Barros. O CANDLESTICK ADVERTE: CUIDADO, TRECHO EM DECLIVE.
www.revistari.com.br/215/1266
PENTEADO, Marco Antonio de Barros. Resposta da Análise Gráfica ao Desafio Proposto pela Hipótese dos Mercados (ditos)
Eficientes. Resenha B3, edição 5, MAI/2017. resenhab3.com.br .
PENTEADO, Marco Antonio de Barros. STOCKS IN SHORT TERM OR LONG RUN.
http://financasaplicadas.net (não tem o www) - v.1 (2014)
PENTEADO Marco Antonio de Barros
PENTEADO, Barros. Desmitificando a Análise Gráfica
Gráfica. www.revistari.com.br/
www revistari com br/ 209/1190
PENTEADO, Marco Antonio de Barros. Efficient Markets, Behavioral Finance and a Statistical Evidence of the Validity of
Technical Analysis. http://arxiv.org/abs/1302.1228
RHEA, Robert. The Dow’s Theory. Flint Hill, Fraser Publishing Company, 2002. (Editado originalmente em New York, Barron’s,
1932).
ROUBINI, Nouriel. MIHM, Stephen. A Economia das Crises. Rio de Janeiro, Intrínseca, 2010.
SANT’ANNA, Ivan. 1929. Rio de Janeiro, Objetiva, 2014.
TIER, Mark. Investimentos: Os Segredos de George Soros e Warren Buffett. Rio de Janeiro, Elsevier, 2005.
WELLES WILDER Jr, J. New Concepts in Technical Trading Systems. McLeansville, Trend Research, 1978.

26

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BIBLIOGRAFIA
Leituras Recomendadas

3 ELDER, Alexander. Como se Transformar Em Um Operador e Investidor


de Sucesso (Trading For A Living). Rio de Janeiro, Campus, 2004.

4 ELDER, Alexander. Aprenda a Operar no Mercado de Ações


((Come Into Myy Tradingg Room).
) Rio de Janeiro,, Campus,
p , 2005.

2 LEFÈVRE, Edwin. Memórias de um Operador de Bolsa


(Reminiscenses of a Stock Operator). Rio de Janeiro, Campus, 2008.

5 LIVERMORE, Jesse. How to Trade in Stocks. New York, McGraw-Hill, 2001.

7 PLUMMER, Tony. Forecasting Financial Markets. London, Kogan Page,


2003.

1 SCHWAGER, Jack. Magos do Mercado. Rio de Janeiro, Editora de Livros


Técnicos.
(Market Wizards. New York, HarperBusiness, 1993).
6 SMITTEN, Richard. Jesse Livermore. World’s Greatest Stock Trader. New
York, Wiley, 2001.

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Um gráfico - Exemplo
TOTAL BOVESPA-H (41,041, 41,987, 41,041, 41,970)
25000 25000
24500 24500
24000 24000
23500 23500
23000 23000
22500 22500
22000 22000
21500 21500
21000 21000
20500 20500

20000 20000
19500 19500

19000 19000

18500 18500

18000 18000

17500 17500

17000 17000

16500 16500

16000 16000

15500 15500

25000 Volume (24,920,012) 25000


20000 20000
15000 15000
10000 10000
5000 5000
x10000 x10000

ber October November December 2004 February March April May June July August September

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Um gráfico – Visão de Longo Prazo

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Um gráfico – Visão de Curto Prazo

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II – O Gráfico de Barras
1. INTRODUÇÃO
HISTÓRICO
• 1600 – CANDLESTICK OU O CANDELABRO JAPONÊS
Método desenvolvido para analisar o preço de contratos de
arroz

• 1880 – PONTO & FIGURA


Método do livro – Charles Dow, 1901
Gráficos de “Figuras” (Figure = Cifra, Número, Valor) – Preços.
Evidências de que tenha sido o primeiro gráfico utilizado pelo
mercado de ações

• 1884 - TEORIA DE DOW

• 1938 – TEORIA DAS ONDAS DE ELLIOTT


(Em 1946 Elliott escreve o livro sobre o Princípio das Ondas:
Nature´s Law – The secret of the Universe)
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• A Análise Fundamentalista nos dá informações sobre


“O QUE” e “PORQUÊ” comprar, em termos de ações,
porém não indica “QUANDO?”. A resposta
p p a essa
pergunta só foi melhor respondida depois que Charles
Dow publicou sua primeira média do mercado de ações
em 3 de julho de 1884. Tal média considerava apenas
11 ações, das quais 9 eram de companhias ferroviárias.
A partir daí desenvolveu-se a Teoria de Dow, que deu
origem à Análise Técnica ou Gráfica que conhecemos
j ,q
nos dias de hoje, que responde
p àp
pergunta
g “QUANDO”
Q
comprar sem considerar os “PORQUÊS” da Análise
Fundamentalista.

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A Barra

TENDÊNCIA DE ALTA
Quando o mínimo de uma barra em uma sequência
for MAIOR que o mínimo anterior, após um intervalo
de pelo menos 3 períodos de observação.
As tendências de alta são traçadas pelos Fundos.

Linha de Tendência de Alta - LTA

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TENDÊNCIA DE BAIXA
Quando o MÁXIMO de uma barra em uma sequência for
menor que o máximo anterior, após um intervalo de pelo
menos 3 períodos de observação.
A tendências
As t dê i d de baixa
b i sãoã ttraçadas
d pelos
l Topos.
T

Linha de Tendência de Baixa - LTB

MERCADO “DE LADO”


Nesta condição são formadas a Linha de Resistência
Horizontal
((LRH)) e a Linha de Suporte
p Horizontal ((LSH))

LRH
LSH

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OS PRINCÍPIOS DE DOW
 Os índices descontam tudo
De acordo com Dow, à exceção dos “Atos Divinos” (Terremotos, inundações, etc),
os Índices já descontam (retratam, absorvem, refletem, incorporam) todos os
eventos ocorridos ou previsíveis.
 O mercado tem 3 tendências
Aqui, Dow se referia às tendências Primária, Secundária e Terciária (Maré, Ondas e
Marolas). Mais tarde Elliot desenvolve a sua teoria com base neste princípio.

(ver slides 38 e 39)

 As tendências Primárias têm 3 fases


Considerando-se uma tendência de alta, é possível distinguir 3 fases: Acumulação,
a Alta propriamente dita, e a Distribuição.
- Acumulação: Os “bem-informados” entram
- Alta: Os “seguidores” se posicionam
- Distribuição: Os “bem-informados” saem

Nas tendências de baixa ocorre o oposto.

 Uma tendência perdura até confirmação em contrário


Com esta afirmação Dow queria dizer que oscilações em sentido contrário ao da
tendência principal, porém que não confirmam uma reversão de tendência, são
meras correções.

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A Tendência Primária
TOTAL BOVESPA-H (17,698, 17,833, 17,495, 17,676)
18000 18000

17000 17000

16000 16000

15000 15000

14000 14000

13000 13000

12000 12000

11000 11000

10000 10000

9000 9000

8000 8000

November 2003 February March April May June July August September

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Tendência Primária e
TOTAL BOVESPA-H (17,698, 17,833, 17,495, 17,676)
18000

17000
Secundárias 18000

17000

16000 16000

15000 15000

14000 14000

13000 13000

12000 12000

11000 11000

10000 10000

9000 9000

8000 8000

November 2003 February March April May June July August September

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LONGO PRAZO?

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PRINCÍPIOS DE DOW
Na minha opinião, o mais importante
Uma tendência perdura até confirmação
em contrário

• Com esta afirmação Dow queria dizer que oscilações


em sentido contrário ao da tendência principal, porém
que não confirmam uma reversão de tendência, são
meras correções
ç
• É mais provável que uma tendência prossiga
do que reverta (Murphy, 1986)
(Lembra da Lei da Inércia?)
Prof. Marco Antonio Penteado 41

Quando o LONGO PRAZO dá certo!

18/6/04 – 20.000
20 000 pontos
15/8/08 – 56.000 pontos
Rentabilidade = 28% a.a

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• A previsão de preços se dá em termos de


tendências ou valor relativo, ou seja, preço maior
que ou preço menor que, e não em valor-alvo
absoluto.

• Análise Gráfica NÃO SE APLICA a ações com


pouca liquidez.

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O objetivo da Análise Técnica é o estudo das tendências que se estabelecem de acordo


com o comportamento dos investidores, no sentido de prevê-las, determiná-las e utilizá
las de forma a obter o melhor retorno para o investimento, em função das oscilações do
mercado, definido os pontos mais indicados para compra e/ou venda.
Enquanto o enfoque Fundamentalista se ocupa das causas dos movimentos do
mercado, o enfoque Técnico avalia suas consequências, através do estudo de padrões
estabelecidos de acordo com a psicologia dos agentes participantes do mercado.
Os gráficos utilizados consideram: a variação do preço das ações num determinado
período (dia, semana, mês, “intra-day”, etc) através de sua representação por barras, e a
respectiva quantidade de títulos negociada.
Ao longo do texto faremos referência às variações do mercado (Índice BOVESPA),
para efeito de simplificação. No entanto, fica desde já subentendido que os mesmos
conceitos se aplicam a praticamente todas as ações, uma vez que existem ressalvas ou
exceções para ações de baixa liquidez.
A maior crítica que se faz à Análise Técnica é que ela perde, ou
melhor,não consegue analisar, inícios e fins de tendências, devido à
necessidade de confirmação dos mesmos.

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Topo Histórico

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Topo Histórico

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Topo Histórico

47

Topo Histórico

LRH

48

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Topo Histórico

LRH

 V no 4º dia
3

49

Topo Histórico

1ª possibilidade:
LRH

50

25
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Topo Histórico

2ª possibilidade:
LRH

51

Topo Histórico

3ª possibilidade:
LRH

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SUPORTES E RESISTÊNCIAS

Suporte: Nível de pontos ou cotações abaixo do qual o


mercado não cai em movimentos de
queda acima de uma tendência de alta ou em
deslocamentos laterais.

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SUPORTES E RESISTÊNCIAS

Resistência: Nível de pontos ou cotações que não é


ultrapassado em movimentos de alta
debaixo de uma tendência de queda ou
em deslocamentos laterais.

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ROMPIMENTO E CORTE DE
RESISTÊNCIAS E SUPORTES

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ROMPIMENTO E CORTE DE
SUPORTES E RESISTÊNCIAS

Corte: O nível S/R é ultrapassado mas o mercado retorna acima (ou abaixo)
do mesmo antes de 3% ou 3 dias.

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SUPORTE  RESISTÊNCIA

Após o rompimento o suporte passa a se comportar como RESISTÊNCIA


e a resistência passa a se comportar como SUPORTE.

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FORÇA DE UMA LINHA

A força de uma linha é definida, em linhas gerais, por 3


características:
• Duração
• Número de toques
• Inclinação
• Duração: quanto MAIOR, mais forte

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FORÇA DE UMA LINHA

A força de uma linha é definida, em linhas gerais, por 3


características:
• Duração
• Número de toques
• Inclinação
• Número de toques: quanto MAIOR, mais forte

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FORÇA DE UMA LINHA

A força de uma linha é definida, em linhas gerais, por 3


características:
• Duração
ç
• Número de toques
• Inclinação
• Inclinação: quanto menor, mais forte

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COMPROVAÇÃO ESTATÍSTICA
DA VALIDADE DA
1
ANÁLISE GRÁFICA
Escolhidos 10 papéis, IBOV + 9 ações de maior liquidez
dentre as componentes do Índice BOVESPA que fizeram
parte do mesmo durante todo o período considerado, de
2/01/1995 a 30/12/2002, ou seja, 8 anos.

• Índice Bovespa • Cemig PN


• Petrobrás
P b á PN • Itaú PN
• Eletrobrás PN • Usiminas PNA
• Vale do Rio Doce PNA • Sid. Nacional ON
• Bradesco PN • Sid. Tubarão PN

1 Penteado, 2003
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VALIDAÇÃO DA ANÁLISE GRÁFICA


• Dados os gráficos diários das ações escolhidas, são traçadas as
tendências definidas pela pesquisa da evolução dia-a-dia das cotações
para o período considerado.
METODOLOGIA:
Para traçar uma tendência de alta:
• Identificar um ponto de mínimo marcando-o

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VALIDAÇÃO DA ANÁLISE GRÁFICA

• Identificar o ponto seguinte de mínimo

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VALIDAÇÃO DA ANÁLISE GRÁFICA

• Se o 2º mínimo for maior que o 1º mínimo, traçar a tendência de alta

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VALIDAÇÃO DA ANÁLISE GRÁFICA

• Comprar no dia seguinte ao da confirmação

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VALIDAÇÃO DA ANÁLISE GRÁFICA


• Vender no dia seguinte ao da confirmação de rompimento do suporte

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VALIDAÇÃO DA ANÁLISE GRÁFICA

V>CL

67

VALIDAÇÃO DA ANÁLISE GRÁFICA

68

34
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VALIDAÇÃO DA ANÁLISE GRÁFICA

69

VALIDAÇÃO DA ANÁLISE GRÁFICA

70

35
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CANAIS

São compostos por 2 linhas paralelas: uma de tendência


principal, LTA ou LTB, e outra de retorno, respectivamente
resistência ou suporte.

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9. A ESCALA LOGARÍTMICA

distâncias proporcionais linear / logarítmica


ao log

log 1 = 0 00000
0.00000
log 2 = 0.30103 ~ log 2 = 3,01
log 3 = 0.47712 ~ log 3 = 4,77
log 4 = 0.60206 ~ log 4 = 6,02
log 5 = 0.69897 ~ log 5 = 7,00
log 6 = 0.77815 ~ log 6 = 7,78
log 7 = 0.84510 ~ log 7 = 8,45
log 8 = 0.90309 ~ log 8 = 9,03
l 9
log = 0 95424
0.95424 ~ log 9 = 9,54
log 10 = 1.00000 ~ log 10 = 10

37
15/11/2017

Prof. Marco Antonio Penteado 75

Confirmação de alta Reversão de alta

Confirmação de baixa Reversão de baixa

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15/11/2017

Prof. Marco Antonio Penteado 77

Prof. Marco Antonio Penteado


78

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OMBRO-CABEÇA-OMBRO

É um dos padrões mais conhecidos e mais temidos da


Análise Gráfica. Em sua maioria indica reversão mas
pode também ser de confirmação.
c
O
O

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Prof. Marco Antonio Penteado 80

40
15/11/2017

OMBRO-CABEÇA-OMBRO

81

Prof. Marco Antonio Penteado 82

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15/11/2017

O CASO ENRON (BusinessWeek, 17/12/02, pp. 30,31)

Prof. Marco Antonio Penteado


84

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PÁ DE VENTILADOR
Pá de Ventilador de baixa – é formada por tendências de
alta
1

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PÁ DE VENTILADOR
Pá de Ventilador de alta – é formada por tendências de
baixa

86
Prof. Marco Antonio Penteado

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15/11/2017

87
Prof. Marco Antonio Penteado

Prof. Marco Antonio Penteado 88

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15/11/2017

ILHA DE REVERSÃO

89

ILHA DE REVERSÃO

90

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DIAS DE REVERSÃO

• DE BAIXA PARA ALTA • DE ALTA PARA BAIXA

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92
Prof. Marco Antonio Penteado

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Prof. Marco Antonio Penteado 93

Prof. Marco Antonio Penteado 94

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Prof. Marco Antonio Penteado


95

Prof. Marco Antonio Penteado 96

48
15/11/2017

12 - INDICADORES

MÉDIAS MÓVEIS

RASTREADORES
MACD

INDICADORES

OSCILADORES IFR – Índice de Força Relativa

Prof. Marco Antonio Penteado


97

RASTREADORES
Os rastreadores são indicadores que ajudam a
confirmar uma tendência quando esta
encontra- se em seu início
início. Vamos nos ater a 2
rastreadores principais: as Médias Móveis, MM -
sendo as mais utilizadas as MM Aritméticas e as
MM Exponenciais e o MACD – Convergência –
Divergência das Médias Móveis.
Normalmente são atrasados ou posteriores em
relação à tendência.

98

49
15/11/2017

RASTREADORES

MÉDIAS MÓVEIS

MÉDIAS MÓVEIS ARITMÉTICAS OU SIMPLES


(MMA)

99

INDICADORES
RASTREADORES

MÉDIAS MÓVEIS

MÉDIAS MÓVEIS EXPONENCIAIS (MME)

100

50
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Média Móvel
... 2,00 2,10 2,20 1,90 2,05 1,85 2,00 2,05 2,15 ...
MM 5d

101

Média Móvel
• Sempre com as cotações de fechamento do período

• Usar 3 médias, duas a duas

• Supondo gráfico diário:


• MM 1d – o próprio gráfico
• MM 21d – representa 1 mês de pregões ~ 21 d.u.
• MM 233 d – representa 1 ano de pregões ~ 252 d.u.

• Supondo gráfico semanal:


• MM 1 sem – o próprio gráfico
• MM 21 sem – representa ~ 4 meses de pregões
• MM 55 sem – representa 1 ano de pregões ~ 52 sem

102

51
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Média Móvel
Gráfico em queda:
MM é Resistência

Gráfico em alta:
MM é Suporte

A MM de 1 ano (233d ou 55sem) é:


• A MAIOR resistência
• O MAIOR suporte

103

Média Móvel
MMm – menor em duração – curta - rápida

MMM – MAIOR em duração – longa - lenta

A MMm é sempre a REFERÊNCIA


Quanto menor a duração da MM, mais próxima ela fica do gráfico

Quanto MAIOR a duração da MM, mais distante ela fica do


gráfico

104

52
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MMm corta MMM de baixo para cima e confirma (separa) – COMPRA

MMm corta MMM de cima para baixo e confirma (separa) - VENDA

105

A Seqüência de Fibonacci
0 1 2 3 4 5 6

1 1 1 1 1 1 1
1.1 1.1 1.1 1.1 1.1
12
1.2 12
1.2 12
1.2 12
1.2
1.3 1.3 1.3
1.1.1 1.1.1 1.1.1
1.1.2 1.1.2
1.4 1.4
1.2.1 1.2.1
1.5
1.1.1.1
1.1.3
1.2.2
1.3.1

1 1 2 3 5 8 13
• A Razão Áurea = 0,618 (The Golden Ratio)
Prof. Marco Antonio Penteado 106

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15/11/2017

O CASO
O CASO ENRON ENRON (Bloomberg Markets, janeiro/2002, p. 48)
(Bloomberg Markets, janeiro/2002, p. 48)

54
15/11/2017

RASTREADORES
12.1.2. MACD – MOVING AVERAGE
CONVERGENCE-DIVERGENCE
O MACD é composto por 2 linhas:
• A Linha do MACD, que é uma diferença entre
MME12 – MME 26 (pode ser também MME10 – MME 30)
• A Linha de Sinal (LS), que é uma MME9 da Linha do
MACD
• O funcionamento é o mesmo visto para as médias móveis

RASTREADORES
12.1.2 MACD – MOVING AVERAGE CONVERGENCE-DIVERGENCE

Linha do MACD LS – Linha de Sinal

110
Prof. Marco Antonio Penteado

55
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RASTREADORES
12.1.2 MACD – HISTOGRAMA

111
Prof. Marco Antonio Penteado

INDICADORES
OSCILADORES

Os osciladores são indicadores mais


comumente usados quando o mercado
não apresenta tendência definida.
Normalmente são anteriores ou
antecipados às tendências.

112

56
15/11/2017

INDICADORES
OSCILADORES

IFR – ÍNDICE DE FORÇA RELATIVA

n = 9 ou 14

(Penteado, 2008)

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OSCILADORES

IFR – ÍNDICE DE FORÇA RELATIVA

70

30

114

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115
Prof. Marco Antonio Penteado

Obrigado!
Prof. Marco Antonio Penteado

e-mail: mabapen@uol.com.br

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