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Máquinas Térmicas

Refrigeração

Docente: Eudes Vital


Orientação

Segurança (utilização de Epi’s e EPC’s);


Intervalo (20 Minutos);
Objetos pessoais que entram na escola.;
Número de faltas para não ser retido (24h ou 6 Dias);
Busca de informações (Revistas, boletins e catálogos).
Refrigeração Doméstica
Conteúdo
•Histórico da Refrigeração

•Produção, conservação e distribuição do frio;


•Aplicação da Refrigeração e do Ar
condicionado.
UNIDADE SELADA

Identificar e localizar
componentes básicos do
sistema de unidade
selada de refrigeradores
freezers e bebedouros;
Reoperar o sistema de
unidade selada de
refrigeradores, freezers e
bebedouros.
Refrigeradores, Resfriadores e

Congeladores
Condicionador de Ar de
Janela
Boas Práticas de Refrigeração EDUCAÇÃO AMBIENTAL

 Camada de Ozônio;
 SDO´s; Protocolo de
Kyoto;
 Protocolo de Montreal.
Boas Práticas de Refrigeração - BPR

 Fluidos Refrigerantes;
 Lubrificantes;
 Drop´in;
 Retrofit.
Histórico da Refrigeração
 Conservação dos Alimentos;

A conservação dos alimentos surgiu com a civilização. O homem


pré-histórico logo cedo compreendeu que deveria guardar as
sobras de alimentos dos dias de fartura, para os tempos de
escassez.
Tudo indica que os primeiros
pedaços de mamute deveriam ter
sido apenas secos ao sol; a secagem
rápida da camada externa possibilita
a conservação da parte interna.
Breve Histórico
 Registro anteriores a 2.000 A.C indicam que os efeitos exercidos por
baixas temperaturas sobre a preservação de alimentos já eram
conhecidos. Alexandre, O Grande, serviu bebidas resfriadas com

neve aos seus soldados por volta de 300 A.C


Durante um largo período de tempo, na realidade muitos
séculos, a única utilidade que o homem encontrou para o gelo
foi a de refrigerar alimentos e bebidas para melhorar seu
paladar

Os métodos mais antigos de produção


do frio faziam uso do gelo natural ou
de misturas de sal e neve.
 O gelo natural era enviado dos locais de clima frio ou
era recolhido durante o inverno e armazenado em salas
frias, bem isoladas termicamente. A menção histórica
mais antiga a esse respeito data de aproximadamente
1.000 A.C. num antigo livro de poemas chinês, chamado
Shi Ching. Essas casas de
armazenamento eram feitas de
diversos materiais isolantes, como a
palha e o esterco.
 No século XVIII A.C. o gelo estava
disponível apenas para os ricos e
poderosos. Em 1806 um homem
chamado Frederick Tudor deu início a um negócio
no qual blocos de gelo eram retirados do rio
Hudson (em Nova York) e mananciais próximos e
vendido a grande parte da população, por um
preço bem acessível.
Tudor eventualmente despachava gelo para locais ao redor do
mundo e sua primeira empreitada foi um carregamento de 130
toneladas, para o porto de St. Pierre, na ilha da Martinique, na
região do Caribe. O gelo era desconhecido por lá e não havia

instalações para armazená-lo. A empreitada poderia ter


sido um desastre caso Tudor não tivesse se associado a
um proprietário local do setor de alimentos com o qual produziu
e comercializou sorvetes.
Um intenso movimento de cargas foi
mantido para os estados do sul dos EUA
até ser suspenso pela guerra civil americana
( 1861 e 1865).
Diversos empresários entraram no negócio do
comércio de gelo e começaram a trazê-lo de outras
localidades. Dados históricos revelam que 156 mil
toneladas de gelo foram embarcadas em Boston, em
1854. As casas de gelo, ao longo dos EUA,
costumeiramente faziam uso de serragem como
isolante térmico e muitas tinham paredes de até 1
metro de espessura.
O comércio de gelo natural continuou mesmo depois
do desenvolvimento do gelo artificial, estimulado pelo
argumento que tinha qualidades superiores ao feito
pela mão do homem pois era crença geral que o
gelo artificial era prejudicial à saúde humana, O
negócio finalmente terminou por volta de 1930.
O principal método usado para
produzir refrigeração baseia-se
no processo de evaporação de
um líquido chamado
refrigerante.
No ano de 1755 já se conhecia o efeito de resfriamento
causado pelo éter ao se evaporar sobre a pele.
Naquele tempo, o professor de química, William Cullen,
demonstrou â formação de gelo na água em contato
com um recipiente contendo éter; ao reduzir a pressão
sobre o éter promoveu sua ebulição a uma
temperatura baixa o suficiente para proporcionar a

formação do gelo.
Em 1834 foi criado o refrigerador de compressão que
funciona pôr meio de liquido volátil este aparelho ate utiliza
todas características até hoje utilizadas em refrigeração,
em 1860 a primeira maquina de éter, em 1860 um aparelho
de refrigeração a ar, em 1900 com a chegada da
eletricidade e o desenvolvimento da refrigeração tornou-
se finalmente uma realidade, finalmente em 1926 (General
Elétrica) foi inventada a primeira máquina de refrigeração
doméstica, o interessante é que em 02 anos foram
vendidos somente 200 exemplares e se
compararmos nesta mesma época foi criada a
Ford e no mesmo período vendidos 2 milhões de veículos,
fica claro que o automóvel seria um consumo de massa.
Por que os alimentos apodrecem?
Quando um animal morre ou é abatido seu corpo vai
sofrer o processo de decomposição causado por
vários mecanismos. (Putrefação e Respiração)
Respiração
 As células deixam de receber nutrientes e gás
oxigênio e não conseguem se
livrar das toxinas e do gás
carbônico. Com isso pequenas
bolsinhas existentes no interior de
cada célula se rompem
liberando enzimas digestivas que
digerem as estruturas da própria
célula. Este processo é chamado
autofagia, isto é, a célula come
ela mesma e é destruída.
corpo e outras
Putrefação do meio
 As bactérias e ambiente vão
fungos que já aproveitar a
habitavam o desativação do
sistema de defesa No corpo em decomposição
do organismo e insetos depositarão seus
utilizá-lo como ovos, que vão se transformar
refeição. em larvas, que também vão
participar deste “banquete”.

Processos de Conservação
 Os processos de
conservação dos alimentos
são parte importante dos
cuidados que garantem a
segurança alimentar evitando-
se assim as intoxicações
alimentares causadas pela
ingestão de alimentos
deteriorados.
A conservação adequada permite:
 maior durabilidade dos alimentos;

 mais economia por evitar descartes por deterioração;

 muita praticidade pela produção de alimentos prontos ou semi-prontos que


pode ser armazenados por dias na geladeira ou até por meses nos
congeladores;
 Menor dano ambiental pela menor produção de lixo orgânico.
Surgimento do Fogo
Com a descoberta do fogo, surgiu a
defumação, ainda hoje utilizada. Seguiu-se a
descoberta da salga, um processo simples e
muito prático.

FOGO QUENTE
Salga e Defumação
A salga é a retirada da
água dos
alimentos utilizada, por
exemplo, para a produção
da carne de sol, do
charque, da carne-seca,
das partes de suínos
salgadas e de peixes como
o bacalhau.
Defumação;
As carnes ou embutidos mantidos
em um ambiente parcialmente
fechado, temperatura média e
presença de fumaça de certas
madeiras que liberam resinas,
torna-se secas e envoltas por
uma camada com qualidades
conservantes, aromáticas e
saborizantes.
Imersão em Banha
 Este método era usado
pelos indígenas
brasileiros. A carne do
animal é cozida em
um recipiente com
suas gorduras. O
cozimentos destrói as
bactérias e as enzimas
digestivas. Ao final do
processo as carnes
ficam imersas na
gordura, protegidas
de micro-organismo e
do contato com o ar.
Os bandeirantes
usavam este método, que é utilizado até hoje
no interior do Brasil principalmente para
conservar a carne de porco.

Baixa temperatura
 Na refrigeração
(entre 0ºC e 7ºC) o
alimento é conservado
a curto prazo. No
congelamento (abaixo
de 5ºC) conseguimos
conservar o alimento
por médio ou longo
prazo dependendo do
tipo de alimento, da
temperatura e da técnica de
congelamento.
SISTEMAS TÉRMICOS
São sistemas responsáveis por fazer transporte ou troca de calor.
Eles podem ser químicos, fornos, ou casas aquecedores de água,
entre outros. Os sinais de entrada e de saída para esses sistemas
são a temperatura da energia térmica, e a saída de calor. A
evolução dinâmica de sistemas térmicos para analisar e resolver
problemas complexos relacionados com os novos projetos
focados em economia de energia assunto, de especial interesse

do setor em todo o país.


SISTEMAS TÉRMICOS
Sistema de Refrigeração

Se divide em vários sistema térmico que são:

❑ Absorção
❑ Compressão a ar
❑ Termoelétrico
❑ COMPRESSÃO A VAPOR

No nosso estudo será considerando somente


o sistema de refrigeração por compressão a vapor,
ser o mais utilizado na refrigeração e climatização
domestica, comercial e industrial.
• Unidade selada
ou sistema
hermético é um
conjunto de
CICLO DE REFRIGERAÇÃO
Por Compressão à Vapor








c

Compressor
omponentes Hermético
soldados ou
Condensador,
conectados entre
si, responsável Filtro,
pela retirada de Tubo capilar,
calor do interior Evaporador,
dos refrigeradores Fluido refrigerante
Os componentes da
Tubo de sucção e
unidade selada são:
Tubo de descarga.
PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DO CICLO DE
REFRIGERAÇÃO
CICLO DE REFRIGERAÇÃO
O gás refrigerante é aspirado pelo compressor através da válvula de aspiração
e comprimido no
cilindro, ocasionando uma pressão bem maior, passando em seguida através da linha de
descarga, que o conduzirá ao condensador que fica situado no lado externo do ambiente
a ser refrigerado.
O gás refrigerante, que se encontra em alta pressão e superaquecido,
desprende o calor
através das paredes dos tubos do condensador, aquecendo as aletas do mesmo. O ar
que atravessa as aletas é expelido para o exterior do ambiente, mais quente, em virtude
da troca de calor com as aletas.
O gás refrigerante perde assim uma grande quantidade de calor, passando do
estado gasoso
ao estado líquido e conduzido até o filtro de gás e em seguida ao tubo capilar.
O gás refrigerante sai do tubo capilar com pressão e temperatura bastante
diminuída, entrando
no evaporador. Como sabemos, pressões e temperaturas dos gases refrigerantes são
diretamente proporcionais entre si.
Quando o gás refrigerante entra no evaporador, encontra uma superfície
aquecida, o que
resultará a sua mudança de estado, passando do estado líquido para o estado gasoso,
ao longo da tubulação do evaporador. Qualquer mudança física de uma substância é
acompanhada do calor latente e neste caso calor latente de vaporização. O gás
refrigerante quando mudou de estado, absorveu muito calor antes que a sua temperatura
se alterasse.
Consequentemente, o ar circulado através do evaporador cede calor para o gás
refrigerante,
diminuindo a temperatura ambiente. Após atravessar o circuito do evaporador, o gás
refrigerante entra na linha de sucção e volta ao compressor.
CICLO DE REFRIGERAÇÃO
Por Compressão à Vapor

MOTO-COMPRESSOR

Sua principal função é succionar o fluido refrigerante a baixa


pressão da linha de sucção vindo do evaporador e comprimí-lo em
direção ao condensador a alta pressão e alta temperatura na fase
gasosa (vapor super aquecido).
CICLO DE REFRIGERAÇÃO
Por Compressão à Vapor
CONDENSADOR

Através do condensador e suas aletas, o fluido refrigerante


proveniente do compressor a alta temperatura, efetua a troca
térmica com o ambiente externo, liberando o calor absorvido no
evaporador e no processo de compressão. Nesta fase, ocorre
uma transformação de vapor superaquecido para líquido sub
resfriado a alta pressão.
CICLO DE REFRIGERAÇÃO

Por Compressão à Vapor

FILTRO SECADOR
Exerce duas funções importantes:
CICLO DE REFRIGERAÇÃO
A primeira é reter partículas sólidas que em
circulação no circuito, podem ocasionar obstrução ou danos à
partes mecânicas do compressor. A segunda é absorver totalmente
a umidade residual do circuito que porventura não tenha sido
removida pelo processo de vácuo, evitando danos ao sistema
como: formação de ácidos, corrosão, aumento das pressões e
obstrução do tubo capilar por congelamento da umidade.
Por Compressão à Vapor
CICLO DE REFRIGERAÇÃO
TUBO CAPILAR
É um tubo de cobre com diâmetro reduzido que tem como função receber o fluido
refrigerante do condensador e promover a perda de carga do fluido refrigerante
separando os lados de alta e de baixa pressão.
CICLO DE REFRIGERAÇÃO
Por Compressão à Vapor

EVAPORADOR
Recebe o fluido refrigerante proveniente do tubo capilar, no estado
líquido a baixa pressão e baixa temperatura. Nesta condição, o
fluido evapora absorvendo o calor da superfície da tubulação do
evaporador, ocorrendo a transformação de líquido sub resfriado
para vapor saturado a baixa pressão. Este efeito acarreta o
abaixamento da temperatura do ambiente interno do refrigerador.
CICLO DE REFRIGERAÇÃO
Por Compressão à Vapor

O fluido seguirá através da linha de sucção até


chegar ao compressor, este trecho de tubulação
geralmente encontra-se no ambiente externo cuja
temperatura é mais alta que o fluido, de forma que
naturalmente a tendência seria haver transmissão de
calor sensível do ambiente externo para o fluido
refrigerante aumentando assim sua temperatura.
CICLO DE REFRIGERAÇÃO
Por Compressão à Vapor

• Os componentes da
unidadeseladasão:
• Compressor Hermético
• Condensador,
• Filtro,
• Tubocapilar,
• Evaporador,
• Fluidorefrigerante
• Tubode sucçãoe
• Tubode descarga .
COMPRESSORES
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

• Tipo de Acoplamento;
• Tipo de Mecânica de
Compressão;
• Tipo de Deslocamento de
Massa;
• Faixa de Temperatura de
Aplicação;
• Torque de Partida;
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

• Tipo de Alimentação Elétrica.


TIPOS DE
ACOPLAMENTO

COMPRESSOR COMPRESSOR COMPRESSOR HERMÉTICO SEMI


HERMÉTICO ABERTO
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE
ACOPLAMENTO
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

COMPRESSOR
HERMÉTICO
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE
ACOPLAMENTO

COMPRESSOR
SEMI HERMÉTICO
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

ACOPLAMENTO

COMPRESSOR ABERTO
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE MECÂNICA
DE COMPRESSÃO
ALTERNATIVO ROTATIVO CARACOL

PARAFUSO ROTATIVO DUPLO CENTRÍFUGO


CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE MECÂNICA DE
COMPRESSÃO
COMPRESSORES ALTERNATIVOS
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE MECÂNICA DE
COMPRESSÃO

COMPRESSORES ALTERNATIVOS
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE MECÂNICA
DE COMPRESSÃO
COMPRESSORES ROTATIVOS
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE MECÂNICA
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

DE COMPRESSÃO
COMPRESSORES ROTATIVOS
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE MECÂNICA
DE COMPRESSÃO
COMPRESSORES ROTATIVOS
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE MECÂNICA
DE COMPRESSÃO
COMPRESSOR CARACOL
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE MECÂNICA
DE COMPRESSÃO
COMPRESSORES CARACOL
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE MECÂNICA DE
COMPRESSÃO
COMPRESSORES PARAFUSO DUPLO
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE MECÂNICA DE
COMPRESSÃO
COMPRESSORES PARAFUSO DUPLO
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE MECÂNICA DE
COMPRESSÃO
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

COMPRESSORES PARAFUSO DUPLO

TIPOS DE MECÂNICA
DE COMPRESSÃO
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

COMPRESSORES CENTRÍFUGO

TIPOS DE MECÂNICA
DE COMPRESSÃO
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

COMPRESSORES CENTRÍFUGO
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE DESLOCAMENTO
DE MASSA
DESLOCAMENTO POSITIVO
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE DESLOCAMENTO
DE MASSA

DESLOCAMENTO NÃO POSITIVO


CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE TEMPERATURA DE APLICAÇÃO


CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES
TIPOS DE TEMPERATURA DE
APLICAÇÃO
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE TORQUE DE
PARTIDA
HST LST
HIGH TORQUE STARTER LOW TORQUE STARTER
ALTO TORQUE DE PARTIDA BAIXO TORQUE DE PARTIDA
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE ALIMENTAÇÃO ELÉTRICA

MOTORES TRIFÁSICOS
CLASSIFICAÇÕES DOS COMPRESSORES

TIPOS DE ALIMENTAÇÃO
ELÉTRICA

MOTORES MONOFÁSICOS

MOTOR RSIR
MOTOR CSIR
MOTOR CSR
MOTOR PSC
Componentes Elétricos dos Compressores
Monofásico
P
rotetor Térmico
Protetor Térmico

O protetor térmico é ligado em série com o circuito que


alimenta o motor atua abrindo o circuito e desligando o compressor
rapidamente se houver qualquer aumento anormal de temperatura
ou de corrente ocasionado por problemas mecânicos, elétricos ou
por aplicação inadequada existe dois tipos de protetor térmico:
interno e externo.
Protetor térmico externo tipo disco. Protetor térmico 4 ATM.
P
rotetor Térmico
✓Protetor térmico externo do compressor hermético
É constituído de uma pequena caixa de baquilete ou
material semelhante, bimetais, resistor e contato elétrico. É ligado
em série com o enrolamento principal no borne comum.

Um disco bimetálico dentro do protetor, sensível a elevação da


temperatura por efeito da elevação da corrente elétrica,
flexiona afastando seus contatos abrindo o circuito. Alguns
protetores possuem uma resistência em série com o disco que com
o seu aquecimento, auxilia a abertura dos contatos em situações
de aumento excessivo da corrente elétrica.
DISCO
METÁLICO

C
onstituição do Protetor

RESISTÊNCIA

CONEXÕES
P
rotetor Térmico
✓ Protetor térmico interno do compressor hermético

É um termostato de tamanho reduzido e selado, montado


diretamente nos bobinados do motor compressor. Diagrama
elétrico do compressor hermético com a inclusão do protetor
térmico interno
Protetortérmicointerno
P
rotetor Térmico
Causas da atuação do protetor térmico

São quatro as principais causas de atuação do protetor térmico:


1º - É a temperatura de condensação elevada, que pode ser
causada por uma parada do ventilador ou obstrução do
condensador;
2º - O protetor também atua quando as tensões de funcionamento
são muito baixas ou acima do especificado.
3º - A causa são as partidas com pressões desequalizadas.
4º - E, finalmente, o protetor atua quando o compressor funciona
continuamente. Esse problema é muitas vezes causado
por vazamentos do refrigerante, por gaxetas de porta
muito velhas ou porque a porta do refrigerador foi
esquecida aberta. Isso faz com que as temperaturas internas e a
condensação aumentem e que o compressor não cicle.
Protetor Térmico
Razões para se utilizar um protetor térmico

Um superaquecimento nas bobinas de um motor elétrico pode


causar:

- Deterioração precoce da isolação da bobina


- Falha na isolação
- Incêndio
- Flutuação na voltagem

Causa de superaquecimento:
- Partidas de longa duração ou muitas repartidas em tempo curto
- Travamento mecânico do rotor
- Conexões elétricas incorretas
- Alta temperatura ambiente
Relê de Partida

Relê de Partida

O relê de partida do compressor hermético é um dispositivo


que energiza a bobina de partida do motor e desconecta esta
bobina após o motor ter alcançado a rotação normal de
funcionamento.
Relê de Partida
Relê Amperométrico

Possui contatos elétricos normalmente abertos. Quando o


motor do compressor é energizado, a corrente que passa pela
bobina do relê cria um campo magnético que atrai a armadura para
cima proporcionando o fechamento dos contatos e energizando a
bobina de partida do motor.
Quando o motor do compressor alcança a rotação de
marcha, a corrente diminui até o ponto em que o campo magnético
não tem força para manter a armadura em cima, dessa forma a
armadura desce por atuação da força peso abrindo os contatos e
conseqüentemente desconectando a bobina de partida do motor.
Relê de Partida

C A

S
Tipo EM Tipo CURTO Tipo LONGO
Relê de Partida
Para o funcionamento correto do relê, deve-se montá-lo na posição
vertical e com a bobina para baixo para que os contatos
permaneçam abertos enquanto a bobina do relê estiver
desenergizada. não utiliza capacitores

Diagrama elétrico funcional de montagem Diagrama elétrico multifilar


de conexão e conexão do Relé Amperométrico. do Relé
Amperométrico
Relê de Partida
Relé Eletromecânico EM – EMBRACO

Retire o relé do compressor e verifique através de um ohmímetro


se há continuidade entre os seguintes terminais:
Se o relé estiver bom, em qualquer posição deve existir
continuidade entre os terminais 1 e 2;
Com a bobina do relé para cima deve existir continuidade entre os

terminais 1 e 3 e/ou 4 do relé.


Relê de Partida
Relê PTC

O relê PTC é formado por uma pastilha de material


cerâmico. Este
material possui a propriedade de aumentar a resistência elétrica
quando aquecido pela corrente que passa através dele.
Durante a partida do motor, o PTC está frio, e com uma
resistência
Relê de Partida
elétrica baixa, conseqüentemente, conduz corrente através da
bobina de partida, fazendo o motor girar.
Esta corrente vai aquecê-lo fazendo com que a resistência
aumente e a
corrente diminua através da bobina de partida até se tornar
praticamente zero.
Relê de Partida
Relé PTC – EMBRACO

Com o PTC estabilizado à temperatura de 25ºC,


desconectado do compressor, a resistência ôhmica medida entre
os terminais 2 e 3 do PTC deve estar dentro das faixas
mencionadas abaixo:
Relê de Partida
Relé PTC 8EA 1B1
ou 1B3 ou 1B4 – 3
a 5 Ohms; Relé

PTC 8EA 4B1 ou


4B3 ou 4B4 – 4 a 6 Ohms;
Relé PTC 8EA 5B1 ou 5B3 ou 5B4 – 15 a 25 Ohms.
- Tamanho reduzido;
- Ausência de arco elétrico;
- Nenhuma parte móvel - pode ser aplicado em qualquer posição;
Relê de Partida
- Aplicação universal - 127V e 220V - independente da corrente;
- Tempo de vida mais prolongado;
- PTC (Coeficiente de Temperatura Positiva) termistor; - Não
apresenta interferências na rede.
Relê de Partida
Seu uso é recomendado para freezers e
refrigeradores domésticos, onde o tempo entre os ciclos
de operação é suficiente para o PTC esfriar e estar pronto para

uma nova partida.


Relê de Partida
Diagrama elétrico funcional de montagem e conexão Diagrama elétrico multifilar de
conexão do Relé PTC. do Relé PTC
Capacitores de Marcha e Partida

Capacitor de eletrolítico
Capacitor de macha
Capacitores de Marcha e Partida

Capacitor de Marcha ou Capacitor Permanente


O capacitor de marcha, é projetado para atuar
continuamente em série com a bobina de partida (ligação
PSC),melhorando o torque de partida e de trabalho e a eficiência
elétrica do motor. Neste esquema de ligação não é usado relê e é
aplicado em sistemas auto-equalizados devido ao torque de partida
normal.

NOTA: Em caso de substituição de capacitores, devem ser


seguidas as mesmas especificações dos capacitores originais ou
Capacitores de Marcha e Partida
seja, a capacitância (microfarad - mF) e tensão de isolação (VAC).

O que significa 440 VAC ?


Capacitores de Marcha e Partida
É o grau/classe de isolação do capacitor.
Caso seja instalado um capacitor com grau de isolação
menor, por exemplo, 330 VAC, ele irá “estourar” e
provocará a queima do compressor
Capacitores de Marcha e Partida

Capacitor de Eletrolítico ou Partida


Em caso de exigência de torque de partida maior (sistema
não autoequalizado), utiliza-se um capacitor em série com a bobina
de partida, este aumenta a corrente na bobina de partida,
conseqüentemente aumenta o torque.
Os capacitores de partida só permanecem alimentados
durante a partida do compressor sendo desconectado pelo relê
quando o motor atinge rotação normal de funcionamento.
Capacitores de Marcha e Partida

Capacitor Conjugado

Ambas cargas do condicionador, compressor e ventilador, são


acionados mediante a utilização de capacitores de marcha, ou
seja, para funcionarem de maneira correta necessitam da
instalação destes capacitores em série com o bobinado de partida
Capacitores de Marcha e Partida
e em paralelo com o bobinado de principal de cada
motor, em regime contínuo.
Desta maneira seria necessária a instalação de dois
capacitores, um para o compressor e outro para o ventilador. Para
facilitar a instalação e baratear os custos de fabricação e
montagem dos condicionadores são fabricados os chamados
capacitores conjugados, que atendem numa mesma instalação
tanto o compressor quanto o ventilador.
Capacitor Conjugado (Capacitor Duplo)

Por exemplo, um condicionador de ar CONSUL com capacidade 10.000


BTU/h que utiliza um compressor TECUMSEH RGA5492 EXD e um
motoventilador MEBSA HH45MAAR1, necessita de um capacitor de 15 F para
acionar o compressor e outro de 4 F para acionar seu
motoventilador, nesta situação aplica-se então um capacitor
Capacitores de Marcha e Partida
conjugado de 15 F+4 F observando também a tensão de isolação por exemplo
440VAC.

Isto é possível devido à condição em que os capacitores são associados.


Internamente o capacitor conjugado possui dois capacitores associados
conforme a figura abaixo.
Onde o borne “C” é comum aos dois capacitores, o borne “F” será ligado
ao motorventilador e o borne “H” ligado ao moto-compressor.
Capacitores de Marcha e Partida
Capacitores de Marcha e Partida
Trata-se de um componente que
tem a função de corrigir o fator de
potência, filtras ruídos e auxiliar
na partida do moto compressor.
É ligado entre o enrolamento
principal e o enrolamento secundário.
Sua capacidade em mF (micro
faraday) é de acordo com o tipo do
compressor, previamente
determinado pelo Fabricante
Capacitores de Marcha e Partida

Quando se tratar de capacitor duplo, para medir a


capacitância do capacitor do compressor conecte
uma das pontas no terminal Comum ( C ) e outra
no terminal Hemetic (H). Para medir a capacitância
do capacitor do ventilador, conecte uma das
pontas no terminal Comum ( C ) e outra no terminal
Fan (F) .
Comum
Capacitores de Marcha e Partida
Principais defeitos
a) Capacitor estourado
b) Perda de capacitância
c) Vazamento de óleo
d) Capacitor aberto

Teste do Capacitor de Marcha e Capacitor Partida


Os capacitores auxiliam no arranque do motor do ventilador
e do motor do compressor. Verifique inicialmente se o
capacitor que será examinado, é correto para o
aparelho. Em seguida, verifique o capacitor
quanto à: a) Deformações;
b) Vazamento de líquido;
Capacitores de Marcha e Partida

c) Circuito interno aberto;


d) Curto-circuito.

Para detectar os defeitos (c e d), utilize um multímetro ou um


capacímetro, com o seguinte procedimento:
a) Descarregue o capacitor antes de desconectá-lo, provocando
um curtocircuito nos terminais. Para isso, utilize um resistor de
150 kOhms (2 Watts). b) Execute um dos procedimentos de
diagnose a seguir.
Teste do Capacitor de Marcha ou Capacitor Partida
Utilizando um capacímetro
(Recomendado) a) Verifique a
capacitância entre os
bornes;
Capacitores de Marcha e Partida
b) As capacitâncias devem estar no intervalo
especificado na lateral do capacitor. Se as leituras
estiverem fora do recomendado, substitua o capacitor.

Utilizando um multímetro
a) Posicione o seletor do multímetro na escala Rx100;
b) Encoste as pontas de prova do multímetro nos terminais do capacitor e
verifique o seguinte:Se a leitura do multímetro cair para o mínimo e depois
aumentar lentamente para o máximo, o capacitor está bom;
Se a leitura do multímetro cair no mínimo e lá permanecer, troque o capacitor,
pois o mesmo está em curto;
Se nenhuma alteração ocorrer na leitura, em nenhum sentido, o capacitor está
com circuito interrompido (ou “aberto”): troque-o.
MOTOR RSIR
Resistance Start—Induction Run
Resistência de Partida e Indução de Marcha
MOTOR RSIR
Resistance Start—Induction Run
Resistência de Partida e Indução de Marcha
MOTOR RSIR
MOTOR RSIR
Resistance Start—Induction Run
Resistência de Partida e Indução de Marcha
MOTOR CSIR
Capacitor Start — Induction Run
Partida Capacitiva de Marcha Indutiva
MOTOR PSC
Permanent Split Capacitor
Partida Capacitiva Permanente
MOTOR CSR
Capacitor Start and Run
Partida Capacitiva e de Marcha
TROCADORES DE CALOR

Um trocador de calor ou permutador de calor é um dispositivo para transferência


de calor eficiente de um meio para outro. Tem a finalidade de transferir calor de
um fluido para o outro, encontrando-se estes a temperaturas diferentes.
CLASSIFICAÇÃO DOS TROCADORES DE
CALOR
FLUIDOS
REFRIGERANTES

CLASSIFICAÇÃO
COMPOSIÇÃO
DESTRUIÇÃO/REGENERAÇÃO
PROTOCOLO DE MONTREAL E KYOTO
RECOLHIMENTO/ARMAZENAGEM
MEIO AMBIENTE - SEGURANÇA
Fluido Refrigerante
Fluido Refrigerante é o fluido que absorve calor
de uma substância do meio a ser resfriado.

Um bom Fluido refrigerante é aquele que reúne
o maior número de boas propriedades possíveis
para um determinado fim.

PRINCIPAIS PROPRIEDADES DE UM BOM REFRIGERANTE:

• Condensar-se a pressões moderadas (para evitar


equipamentos robustos);

• Evaporar-se a pressões acima da atmosférica (em caso


de vazamento o ar não entra no sistema – risco de
explosões);
• Ser quimicamente estável (não se alterar apesar de suas repetidas mudanças de
estado no circuito);

• Ter pequeno volume específico (menor trabalho do compressor);

• Ter elevado calor latente de vaporização;

• Não ser corrosivo;


PRINCIPAIS PROPRIEDADES DE UM BOM
REFRIGERANTE:

 Não ser inflamável;


 Não ser tóxico;
 Ter miscibilidade com óleo lubrificante (facilidade de
retorno do óleo ao compressor);

 Não deve atacar o óleo (para não influenciar na viscosidade);

 Em caso de vazamentos, não deve atacar ou deteriorar os


alimentos, não deve contribuir para o aquecimento global e não
deve atacar a camada de ozônio.

CFCs HCFCs HFCs


✓ Presença de cloro camada de ozônio Protocolo de Montreal
✓ Alto potencial de ✓ Eliminação ✓ Importação
degradação da prevista pelo proibida desde
Janeiro de ✓ Alternativo ao ✓ Ambientalmente
CFC ✓ Eliminação aceitáveis
2007 Exemplos: prevista pelo ✓ Não possui
Protocolo de Montreal elimanção prevista
R-12 R-502 pelo Protocolo de
✓ Presença de Montreal
cloro ✓ Menor Exemplos:
potencial de
degradação da R-22 R-409A Exemplos:
camada de ozônio ✓Não contém cloro
(- 95% que CFC’s) Em sua composição ISCEON™ R-
✓ Não degradam 407C
a camada de ozônio
CLASSIFICAÇÃO DOS FLUIDOS REFRIGERANTES
A combinação de duas ou mais espécies químicas em proporções
adequadas pode resultar num composto com as características
desejadas, de uma forma geral, é possível classificar os
refrigerantes nas seguintes categorias:

❑Hidrocarbonetos (natural); HC.


❑Hidrocarbonetos halogenados (sintéticos); CFC.
❑Misturas de hidrocarbonetos halogenados; HCFC, HFC.
❑Compostos inorgânicos. NH³, H2O, CO2.
Hidrocarbonetos (natural);

Formado por átomos de Carbono e


Hidrogênio

Ex: R-290, R600


Hidrocarbonetos halogenados
(sintéticos).
Formado por átomos de
Carbono, Hidrogênio, Flúor
e em alguns casos Cloro.

Ex: R-12, R-22, R-134ª.


MISTURAS AZEOTRÓPICAS MISTURAS NÃO AZEOTRÓPICAS
SÉRIE 400 SÉRIE 500
(SE COMPORTAM COMO (SE COMPORTAM TIPICAMENTE
SUBSTÂNCIAS PURAS) COMO MISTURAS)

Misturas de

hidrocarbonetos
halogenados

Substância Mistura
Pura

Compostos inorgânicos.
➢ Não possuem átomos de Carbonos ligados a
Hidrogênio.
Ex: NH3 , CO2, H2O
NOMENCLATURA

Os refrigerantes são designados por números, de


acordo com a norma ASHRAE 34 – 1992. o uso de
números é interessante em virtude da complexidade do
nome científico de alguns refrigerantes, especialmente
os derivados halogenados dos hidrocarbonetos.
Exemplo:
•Suva® 134a = HFC-
134a = R-134a
tetrafluoretano = C-F3-C-H2-F
Nomenclatura ASHRAE – Blends Halogenados
(todo fluido refrigerante mistura obedece essa regra)
R-____
“A”, “B”, “C” – Porcentagem dos
compostos da mistura

Ordem cronológica de
aparecimento

4- Misturas Não Azeotrópicas


5- Misturas Azeotrópicas
Exemplo
Suva® HP80 = HCFC- 402A = R- 402A

R-22 60% R-22 38%


Porcentagem
“A” de cada R-125 38%
componente na R-125 60%
mistura R-290 2%
R-290 2%

Ordem de
aparecimento

Misturas não Azeotrópica

R -402A Suva®HP80 (R-402A) Suva®HP81 (R-402B)


Cronograma de eliminação da produção e consumo de HCFCs

2040
100,0

2030
97,5

100,0
2025
67,5

99,5
2020
35,0

90,0
2015
10,0

75,0
2010
0,0

0,0 20,0 40,0 60,0 80,0 100,0

PROTOCOLO DE MONTREAL - HCFCs


Países desenvolvidos
Países em desenvolvimento
PROTOCOLO DE MONTREAL
Eliminação dos HCFCs no Brasil
18000

16000

14000

12000

10000

8000

6000

4000

2000

0
2008 2018 2028 2038
Regulamentações

• Existem duas regulamentações que causam um


impacto significante no uso de HCFCs no Brasil. Estes
são:

• Protocolo de Montreal – Regulamentação


Internacional
• Instrução Normativa 207 – Regulamentação Brasileira
O governo brasileiro, tem liberdade para criar ou alterar as
regulamentações sobre o comércio de HCFCs dentro do
Brasil. Podendo antecipar os prazos de eliminação do uso
destas substâncias.

Instrução Normativa IBAMA


INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 14, DE 20 DE
DEZEMBRO
DE 2012
Dispõe sobre o controle das importações de
Hidroclorofluorcarbonos - HCFCs e de
misturas contendo HCFCs, em atendimento
à Decisão XIX/6 do Protocolo de Montreal, e
dá outras providências.
Congelamento da Importação de
HCFCs
✓ Cota de importação por produto : tenham importado entre 2009 e 2010
Considera a média de importação com
base nos anos 2009 e 2010 ✓ Cada
empresa importadora possui uma cota
máxima para importação ✓ Apenas
poderão importar HCFC, as empresas que
LEGISLAÇÃO

Lei nº 12305/2010

Resolução CONAMA n° 267/2000

Resolução CONAMA n° 340/2003

Instrução Normativa IBAMA n° 14/2012

Instrução Normativa IBAMA n° 207/2008

Instrução Normativa IBAMA n° 37/2004


Lei nº 12305/2010 - Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Define como
resíduos sólidos também os gases contidos em recipientes.

Resolução CONAMA n° 267/2000 - Dispõe sobre a proibição da utilização de substâncias


que destroem a camada de ozônio. Proíbe a utilização dos CFCs em instalações e
equipamentos.

Resolução CONAMA n° 340/2003 - Dispõe sobre a utilização de cilindros para o


envazamento de gases que destroem a camada de ozônio. Proíbe a reutilização de
cilindros descartáveis como recipientes para acondicionamento, armazenamento,
transporte, recolhimento e comercialização das substâncias controladas pelo Protocolo
de Montreal. Obriga o envio dos recipientes das substâncias às Centrais de
Regeneração.
Instrução Normativa IBAMA n° 14/2012 - Dispõe sobre o controle das importações de
Hidroclorofluorcarbonos - HCFCs e de misturas contendo HCFCs, em atendimento à
Decisão XIX/6 do Protocolo de Montreal. Proíbe a liberação dessas substâncias na
atmosfera. Obriga o recolhimento de forma apropriada e sua destinação às Centrais de
Regeneração.

Instrução Normativa IBAMA n° 207/2008 - Dispõe sobre o controle das importações dos
Hidroclorofluorcarbonos – HCFCs e misturas contendo HCFCs, em atendimento a
Decisão XIX/6 do Protocolo de Montreal.

Instrução Normativa IBAMA n° 37/2004 - Dispõe sobre o cadastramento das empresas


que operam com substâncias controladas pelo Protocolo de Montreal, gerenciado pelo
IBAMA. Obriga o registro de todas as empresas que fabricam, importam, comercializam
ou utilizam as substâncias controladas pelo Protocolo de Montreal.
CENTRO DE REGENERAÇÃO DO NORDESTE
O Centro de Regeneração e Reciclagem do Nordeste (CRN) é uma das cinco centrais de
regeneração instituídas pelo Governo Federal, para o Brasil, como signatário do
Protocolo de Montreal, alcançar as metas na eliminação das substâncias que destroem
a camada de ozônio e provocam o efeito estufa, encontradas nos equipamentos de
refrigeração e de condicionamento de ar.. Sediado em Recife, no estado de Pernambuco,
o CRN tem como objetivo maior atender as diretrizes do Plano Nacional de Eliminação
de CFCs e do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs, implementadas pelo
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e coordenadas pelo
Ministério do Meio Ambiente (MMA).
O CRN tem como compromisso viabilizar um sistema de destinação final para os fluidos
frigoríficos contaminados e conter estas substâncias na Região, baseado em legislação
específica.
Missão:

Atuar de forma segura e sustentável nas atividades de coleta, regeneração e


reciclagem de fluidos frigoríficos, gerenciando seu passivo na Região e contribuindo
para o cumprimento das metas ambientais do País.

Visão:

Consolidar-se como uma organização de referência em


preservação do meio ambiente.

Valores:
•Práticas empresariais, respeitando o meio ambiente;
•Relações baseadas na ética e no compromisso com a legalidade; •Inovações
tecnológicas sustentáveis.
Estrutura
O CRN é a única central de regeneração instalada no Norte/Nordeste e utiliza-se de alta
tecnologia para tratar os fluidos frigoríficos contaminados.
Sua estrutura possui equipamentos especialmente desenvolvidos para realizar as
atividades de coleta, armazenamento, reciclagem, regeneração e análise da qualidade
dessas substâncias.
Análise da Qualidade
A qualidade do fluido frigorífico interfere diretamente na eficiência do sistema de
refrigeração instalado, podendo contribuir para uma maior economia de energia elétrica
ou para o seu desperdício.
Uma ação preventiva de verificação da qualidade do fluido evita paradas inesperadas
dos equipamentos e proporciona segurança no sistema de refrigeração.
Para quem importa grandes quantidades de HCFCs também é recomendável uma
análise prévia de qualidade do que está sendo recebido.
O CRN possui um laboratório, único na Região, para analisar e certificar a qualidade dos
HCFCs.

crnregeneracao@gmail.com 81 3224-5423

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