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CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM
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“Comunidade Evangélica Luterana “São Paulo”


Credenciado pelo Decreto Presidencial de 26/03/2001-DOU 27/03/2001

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CURSO GESTÃO DE REDES

Odelomar Silva de Souza

Liderança

Manaus-2005
Odelomar Silva de Souza

Trabalho de pesquisa cientifica ministrado pelo Prof. Mario Costa da


disciplina Gestão de Pessoas para obtenção de nota parcial para compor G2

Professor Mario Costa

Manaus-2005
Introdução

Com base nas informações veremos que os lideres têm que ser eficazes na
determinação da direção a ser seguido por todos, de maneira geral o líder tem
que ser muito melhor que as outras pessoas na tarefa de administrar, lideres
eficazes são capazes de procurar e estruturar as informações de que precisam,
sua força está em mostrar o sentido em um ambiente cada vez mais complexo
e usar os dados assim obtidos para a solução de problemas. Veremos que seu
talento manisfesta-se em suas habilidades para a simplificação.
Enfim a arte de liderar é criar o tipo de ambiente em que as pessoas tenham
grandes experiências com suas tarefas, que executem comandos de forma
prazerosa, mais para que isso aconteça, os lideres precisam passar aos
liderados uma sensação de controle, de domínio sobre aquilo que está fazendo.
Definição liderança e líder

Embora existam múltiplas definições para a liderança, é possível encontrar dois


elementos comuns em todas elas: Por um lado é fenômeno de grupo e, por outro, envolve
um conjunto de influencias interpessoais e recíprocas, exercidas num determinado contexto
através de um processo de comunicação humana com a vista a obtenção de determinados
objetivos específicos. As funções de liderança incluem, portanto, todas as atividades de
influenciação de pessoas, ou seja, que geram a motivação necessária para pôr em pratica o
propósito definido pela estratégia e estruturado nas funções executivas.

Todos sabemos que a busca de resultados tangíveis sempre foi um dos grandes motores
da vida das organizações.Como por exemplo, a necessidade de reconhecimento, segurança
e sentido de pertinência. A descoberta destes fatores promoveu a primeira grande mudança
na forma de conduzir a empresa e os seus empregados. Como conseqüência, mudaram
também os parâmetros que definiam um bom chefe e começou a delinear-se a concepção do
moderno conceito de liderança.

É verdade que houve uma mudança de enfoque, mas não se alterou significativamente o
modo de tratar com as pessoas dentro da organização, justamente porque continuaram
sendo vistas como um instrumento para conseguir aquilo que queremos. Por fim, mais
recentemente, através do contato com o estilo japonês de gestão, surgiu uma nova vertente
baseada na identificação com os valores da organização. Tal modelo deixou claro que os
incentivos econômicos, a presença de desafios e um ambiente de trabalho agradável não são
suficientes para gerar bons resultados. Necessita-se, além disso, de pessoas fortemente
comprometidas com aquilo que fazem. Descobrimos um terceiro vetor que compõe e dá o
toque final à definição de liderança: o fomento da unidade em torno dos valores e da missão
da organização.

Já o líder não é aquele que consegue resultados através das pessoas, mas sim com as
pessoas consegui resultado. Enquanto no primeiro caso, o resultado é o fim em si mesmo, e
as pessoas, o instrumento; no segundo caso, o resultado é a conseqüência natural do
processo de liderança, e as pessoas estão em primeiro lugar. A verdadeira liderança arrasta
porque ganha a confiança daqueles que lidera.

O resultado final disto é o crescimento da organização como um todo. O verdadeiro líder


é aquele que percebe esta realidade. Tem plena consciência de que não basta apenas
conseguir resultados - ser eficaz. Torna-se necessário pensar sobre o modo pelo qual
obtemos tais resultados. Tal raciocínio, apesar de ser simples, freqüentemente não é levado
em conta justamente porque é necessário algo mais do que experiência para colocá-lo em
prática: é necessário aprender a lidar com pessoas e saber o que realmente as motiva.
Relação entre chefe e líder

A importância de liderança e da chefia é nítidas formas recentes de organização flexível


do trabalho enfatizam mais a ação da equipes em detrimento do trabalho individual.
Membros de equipes, em geral, são profissionais com níveis de conhecimentos
diferenciados, maior o grau de maturidade e envolvimento com os objetivos de negócios.
Para coordenar estas equipes, há necessidade de um novo padrão de chefia e liderança. Nas
décadas anteriores prevalecia o perfil do líder dinâmico e audaz que conseguia vencer
sozinho; seu instrumento de ação era o poder hierárquico, organização relativamente rígida
do trabalho e o controle da equipe. Hoje, além de dinâmico e audaz espera-se que o líder
seja empreendedor e criativo, pata trabalhar como membro ao lado dos demais
colaboradores. Alguém que saiba dividir as vitórias com a equipe.

A época dos lideres dominadores, que mantinham os membros da equipe com a área
restrita de liberdade para trabalhar esta chegando ao fim. A relação do líder com a equipe é
a de facilitador com vistas à obtenção de resultados melhorando assim o trabalho de
qualquer empresa, pois sua eficiência e abrangente e notória aonde quer que se aplique.

As pessoas as vezes, confundem liderança com chefia, mas existem grandes diferenças
comportamentais entre liderança e chefia, são elas:

O chefe conduz, o líder aconselha;


O chefe inspira medo, o líder entusiasmo;
O chefe diz “eu”; o líder “nós”.
O chefe se preocupa com as coisas, o líder com as pessoas;
O chefe colhe os louros, o líder os distribui;
Perfil de um líder

O líder bem-sucedido é aquele que sabe comportar-se adequadamente de acordo com as


diversas situações, ou seja, aquele que consegue perceber cada contexto e adaptar o melhor
método de liderança segundo as circunstâncias. A liderança é uma característica a ser
desenvolvida;o líder não nasce pronto.

A liderança pode ser desenvolvida desde que o líder tenha como premissas básicas o
"foco nos objetivos" e a "vontade de ajudar o outro", resgatando o potencial de cada
indivíduo e o estimulando favoravelmente.

Autoconhecimento
– reconhecimento dos seus pontos fracos e fortes, bem como dos objetivos a serem
atingidos;
Sinceridade
– honestidade no pensamento e nas ações, agindo com integridade e confiança absolutas
com os dirigentes e com os funcionários (seguidores);
Curiosidade
– aprimoramento permanente por meio de cursos, treinamentos, etc.;
Audácia
– disposição de correr riscos calculáveis;
Responsabilidade
– escolha das ações mais pertinentes;
Automotivação
– conhecimento do que se pretende, o que favorece uma motivação consistente;
Ética
– padrão elevado de comportamento: honestidade e integridade na adoção de regras e
normas definidas pela sociedade;
Flexibilidade
– capacidade de adaptar-se às mudanças pessoais, organizacionais e mundiais;
Administração do tempo
– priorização de atividades e aproveitamento das reuniões de forma satisfatória, eliminando
as decisões pendentes;
Proficiência
– conhecimento profundo do que faz, mediante treinamento constante;
Gerenciamento recíproco
– estabelecimento de relações de troca satisfatórias entre dar e receber.
•Liberdade de expressão
– o líder dá liberdade de expressão porque sabe que nenhuma idéia nasce perfeita, o que
possibilita uma gestão compartilhada;
•Motivação
– o líder motiva seus liderados individualmente; percebe e respeita as diferentes
necessidades de seus colaboradores e as utiliza para liderá-los;

•Delegação
– o líder sabe compartilhar responsabilidades, transmite autoridade e divide com o grupo as
decisões a serem tomadas, dando-lhes liberdade de sugestão e de ação;
•Flexibilização
– o líder adapta-se às diferenças individuais dos integrantes da equipe e age como
facilitador do processo, mas sempre toma cuidado para não se exceder e tornar-se
paternalista;
•Favorecimento à criatividade
– espírito inovador e criativo caracteriza o indivíduo bem-sucedido. Cabe ao líder estimular
a criatividade de seus liderados e utilizá-la como uma força articuladora para a obtenção de
resultados;
•Favorecimento ao trabalho em equipe
– o líder mantém sua equipe integrada e comprometida; é quase impossível alcançar bons
resultados se se trabalha sozinho;
•Comunicação
– o líder é claro, objetivo e estimulador, ouve e deixa as pessoas falarem;
•Feedback
– o líder deve-se valer desse instrumento para acompanhar o desenvolvimento dos
funcionários, orientando-os na eliminação dos seus erros e ressaltando e reforçando os seus
acertos
Exemplo de grandes lideres e seus feitos

Nelson Mandela

Nelson Mandela nasceu em 1918 em Umtata, Tanskei.foi sem dúvida um dos maiores
líderes do século passado. Tendo sofrido na própria pele as maiores humilhações pelas
quais um homem pode passar, inclusive a de ver sua própria gente classificada como semi-
humana pelo abominável e criminoso regime do apartheid, usou de sua liderança política e
moral para conduzir seu povo à liberdade e seu país à democracia.

Com a autoridade moral de quem passou 27 anos da vida nas masmorras do arbítrio,
pregou a tolerância, virtude que segundo Voltaire é o apanágio da humanidade. Assim,
Mandela liderou a grande reconciliação nacional, a qual proporcionou os sólidos
fundamentos para o desenvolvimento moral, social e econômico da África do Sul, que
podemos já constatar hoje, mas que será muito maior nas próximas décadas.

Líder político sul africano, tornou-se líder do Congresso Nacional Africano e o maior
oposicionista do "apartheid", fazendo campanhas por uma sociedade democrática mais livre
e multirracial. Foi detido em 1962, após uma greve, e condenado à prisão perpétua após um
julgamento memorável em que ele próprio se defendeu.

Em 1990, foi libertado. Continuou participando de negociações para acabar com o


"apartheid". na 1a. eleição multirracial, após 350 anos de dominação branca.

Saddam Hussein

Saddam Hussein nasceu em 28 de abril de 1937, em Tikrit (160 km de Bagdá). Filho de


camponeses, seu pai morreu antes de seu nascimento. Formou-se em direito na
Universidade do Cairo (Egito) e envolveu-se com a política desde cedo, filiando-se ao
Partido Baath (nacionalista e socialista), além de tornar-se integrante de um clã cada vez
mais influente no Exército.

Saddam foi um dos homens que participaram da tentativa de assassinato do general


Abdul Karim Kassen, que havia derrubado a monarquia em 1958. O líder iraquiano passou
um breve período no Egito, durante o qual seu partido participou de um golpe militar em
Bagdá. Voltou ao Iraque a tempo de ser preso quando o Baath foi derrubado em 1964.
Em 1968, o Baath reapareceu como um partido mais disciplinado e voltou ao poder, um
de seus líderes era Saddam Hussein, então com 30 anos. Ele era violento e cruel, mas
astuto. Os curdos foram postos de lado quando Saddam assinou o Acordo de Argel com o
xá do Irã em 1975. Outros líderes de Tikrit [cidade natal de Saddam] foram eliminados.
Em 1979, Saddam é eleito presidente pelos líderes do Baath. No mesmo ano em que
assumiu o poder, Saddam "purificou" seu governo. Em uma reunião de gabinete, ele
apontou, entre os presentes, traidores que se opunham a seu governo. Eles foram
conduzidos para serem torturados e depois executados. Outros membros do governo foram
forçados a se juntar aos esquadrões de fuzilamento. Udai e Qusai, filhos de Saddam, foram
chamados para assistir à vingança de seu pai.

Antes de o Iraque atacar o Irã, em 1980, Saddam governava um país dividido por
disputas políticas internas e com um potencial petrolífero não tão significativo.Dificilmente
Poderia ser considerado um país de peso no Oriente Médio. Ao iniciar a guerra de oito
anos contra o Irã - tendo se colocado como o líder do mundo árabe contra a Revolução
Islâmica e com o apoio do Ocidente- ele fez do Iraque uma peça
chave na região.

Saddam ganhou a guerra contra o Irã, e o aiatolá Khomeini foi forçado a pedir pela paz
em 88. Cerca de 250 mil iraquianos morreram na guerra. A vitória fez do Iraque o Estado
mais poderoso do golfo.

No dia 2 de agosto de 1990 Saddam invade o Kuait e anuncia que pretende anexá-lo.
Em resposta, o Conselho de Segurança da ONU aprova a resolução 661, que impõe sanções
econômicas ao Iraque. Em janeiro de 1991 o Iraque passa a receber ataques aéreos. Cerca
de um mês mais tarde ocorre o cessar-fogo da guerra.

Saddam é acusado pelos EUA de ter cometido várias violações criminais da lei
humanitária internacional. O governo norte-americano deseja que o presidente do Iraque
seja nvestigado e acusado por um tribunal internacional.
Che Guevara
Nascido em 14 de junho de 1928 na cidade de Rosário, Guevara foi o primeiro dos
cincos filhos do casal Ernesto Lynch e Celia de la Serna y Llosa. Sua mãe foi a principal
responsável por sua formação porque, mesmo sendo católica, mantinha em casa um
ambiente de esquerda

Desde pequeno, Ernestito - como era chamado - sofria ataques de asma e por essa razão,
aos 12 anos, se mudou com a família para as serras de Córdoba, onde morou perto de uma
favela. A discriminação para com os mais pobres era comum à classe média argentina,
porém Che não se importava e fez várias amizades com os favelados. Estudou grande parte
do ensino fundamental em casa com sua mãe. Na biblioteca de sua casa - que reunia cerca
de 3000 livros - havia obras de Marx, Engels e Lenin, com os quais se familiarizou em sua
adolescência.

No Peru, trabalhou com leprosos e resolveu se tornar um especialista no tratamento da


doença. Che saiu dessa viagem chocada com a pobreza e a injustiça social que encontrou ao
longo do caminho e se identificou com a luta dos camponeses por uma vida melhor. Mais
tarde voltou à Argentina onde completou seus estudos em medicina. Foi convocado para o
exército, porém, no momento estava incompatibilizado com a ideologia peronista. Não
admitia ter de defender um governo autoritário. Portanto, no dia da inspeção médica, tomou
um banho gelado antes de sair de casa e na hora do exame teve um ataque de asma.
foi considerado inapto e dispensado.

Já envolvido com a política, em 1953 viajou para a Bolívia e depois seguiu para
Guatemala com seu novo amigo Ricardo Rojo. Foi lá que Guevara conheceu sua futura
esposa, a peruana Hilda Gadea Acosta e Ñico Lopez, que, futuramente, o apresentaria a
Raúl Castro no México.

Na Guatemala, Arbenz Guzmán, o presidente esquerdista moderado, comandava uma


ousada reforma agrária. Porém, os EUA, descontentes com tal ato que tiraria terras
improdutivas de suas empresas concedendo-as aos famintos camponeses, planejou um
golpe bem sucedido colocando no governo uma ditadura militar manipulada pelos yankees.
Che ficou inconformado com a facilidade norte-americana de dominar o país e com a apatia
dos guatemaltecos. A partir desse momento, se convenceu da necessidade de tomar a
iniciativa contra o cluel imperialismo.

Com o clima tenso na Guatemala e perseguido pela ditadura, Che foi para o México.
Alguns relatos dizem que corria risco de vida no território guatemalteco, mas essa ida ao
México já estava planejada. Lá lecionava em uma universidade e trabalhava no Hospital
Geral da Cidade do México, onde reencontrou Ñico Lopez, que o levou para conhecer Raúl
Castro. Raúl, que se encontrava refugiado no México após a fracassada revolução em Cuba
em 1953, se tornou rapidamente amigo de Che. Depois, Raúl apresentou Che a seu irmão
mais velho Fidel que, do mesmo modo, tornou-se amigo instantaneamente. Tiveram a
famosa conversa de uma noite inteira onde debateram sobre política mundial e, ao final,
estava acertada a participação de Che no grupo revolucionário que tentaria tomar o poder
em Cuba.
Sem a barba e a boina tradicionais, disfarçado de economista uruguaio, Che Guevara
entrou na Bolívia em novembro de 1966. A ele se juntaram 50 guerrilheiros cubanos,
bolivianos, argentinos e peruanos, numa base num deserto do Sudeste do país. Seu plano
era treinar guerrilheiros de vários países para começar uma revolução continental.

Guevara foi capturado em 8 de outubro de 1967. Passou a noite numa escola de La


Higuera, a 50 quilômetros de Vallegrande, e, no dia seguinte, por ordem do presidente da
Bolívia, general René Barrientos, foi executado com nove tiros numa escola na aldeia de La
Higuera, no centro-sul da Bolívia, no dia seguinte à sua captura pelos rangers do Exército
boliviano, treinados pelos Estados Unidos.

Sua morte, no dia 9 de outubro de 1967, aos 39 anos, interrompeu o sonho de estender a
Revolução Cubana à América Latina, mas não impediu que seus ideais continuassem a
gozar de popularidade entres as esquerdas.

Os boatos que cercaram a execução de Che Guevara levantaram dúvidas sobre a identidade
do guerrilheiro. A confusão culminou no desaparecimento dos seus restos mortais,
encontrados apenas em 1997, quando o mundo recordava os trinta anos de sua morte, sob o
terreno do aeroporto de Vallegrande. O corpo estava sem as mãos, amputadas para
reconhecimento poucos dias depois da morte, e contrabandeadas para Cuba.

Em 17 de outubro de 1997, Che foi enterrado com pompas na cidade cubana de Santa
Clara (onde liderou uma batalha decisiva para a derrubada de Batista), com a presença da
família e de Fidel. Embora seus ideais sejam românticos aos olhos de um mundo
globalizado, ele se transformou num ícone na história das revoluções do século XX e num
exemplo de coerência política. Sua morte determinou o nascimento de um mito, até hoje
símbolo de resistência para os países latino-americanos.
Getúlio Vargas

Riograndense, filho do militar Manuel do Nascimento Vargas e de Cândida Dornelles,


de rica família de estancieiros gaúchos, Getúlio alistou-se aos quinze anos de idade no
sexto Batalhão de Infantaria de sua cidade natal. Promovido a segundo sargento em 1899,
obteve autorização para ingressar na Escola Militar, da qual acabou excluído por ter
participado de um motim. Transferido para o 25º Batalhão de Porto Alegre, pouco depois
pediu baixa do Exército e matriculou-se na Escola de Direito de Porto Alegre, na qual se
formou em 1907. Logo foi nomeado para a segunda promotoria no tribunal da capital
gaúcha.

Em 1909 elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa estadual, como representante do


Partido Republicano Rio-Grandense. Em 1911 casou-se com Darcy Sarmanho Vargas, com
quem teria cinco filhos. Reconduzido ao Parlamento estadual em 1917 e em 1921, Getúlio
ocupou, a partir de 1923, uma cadeira de deputado federal, tornando-se líder da bancada
gaúcha. Em 1926, durante o governo de Washington Luís, foi ministro da Fazenda, mas
deixou o cargo no ano seguinte para assumir o governo do estado do Rio Grande do Sul.

Em 1929, ainda governador, começou a articular a formação da Aliança Liberal, lançando


em setembro sua candidatura à presidência da República contra o candidato oficial Júlio
Prestes. Em outubro de 1930, teve início o movimento armado que, um mês depois, levaria
Vargas ao poder, como chefe do governo provisório. Eleito pelo Congresso em 1934,
tornou-se presidente de direito.

Antes de completar o mandato, porém, desencadeou um golpe de Estado em 1937,


instalando o Estado Novo. Governou com poderes ditatoriais até ser deposto em 1945. Esse
período foi marcado pela centralização do poder, pela intervenção do Estado na economia e
por uma política trabalhista voltada para o enquadramento das organizações operárias.

Fora do poder, Getúlio continuou a influir na vida política e partidária, colocando-se na


oposição ao presidente eleito em 1946, Eurico Gaspar Dutra. Candidato à presidência em
1950, elegeu-se com 48,7% dos votos e tomou posse em janeiro de 1951. Dessa vez
governou como chefe populista. Enfrentando forte oposição, Vargas resolveu o impasse
político suicidando-se com um tiro no coração, no Palácio do Catete, a 24 de agosto de
1954.
Tipos de lideres citados pela literatura cientifica

Discute-se muito sobre a natureza essencial da liderança, uns achando que ela é inerente
ao indivíduo, outros que é gerada pelo grupo e alguns atribuindo-a ao contexto situacional.
Como o debate em torno deste aspecto do tema é assaz acadêmico para se encaixar no
presente volume deixemo-lo de lado , salientando que o fenômeno da liderança materializa-
se em três formas básicas e três adicionais, no mínimo. As formas básicas são:

1. DEMOCRÁTICA,

2. AUTOCRÁTICA,

3. LIBERAL

Na liderança democrática o líder identifica-se com o grupo, sentindo-lhe as necessidades e


interpretando-lhe os anseios para proceder de acordo com a opinião geral, ou pelo menos da
maioria que consulta freqüentemente , sem abster-se de esclarecer e orientar. É, não padece
dúvida, a melhor forma de liderança, e se completa com o respeito à minoria divergente.
Na liderança autocrática o líder impõe ao grupo o comando da sua vontade, o que somente
se justifica em determinadas situações excepcionais, de emergência.
Na liderança liberal ("laissez-feire") o líder limita-se a executar passivamente aquilo que o
grupo almeja.Em 1939, nos Estados Unidos da América do Norte, a famosa Experiência de
Yowa realizada com crianças demonstrou que:
a liderança democrática enseja uma atmosfera feliz, com integração do grupo e maior
rendimento operacional;
a liderança autocrática cria uma atmosfera tensa, com divisão do grupo e reações
contraditórias , de conformismo apático e de agressividade destrutiva;
—a liderança liberal pode fomentar uma atmosfera anárquica, com esfacelamento do grupo
por força de querelas e individualismos.
Grande líder

Juscelino Kubitschek

Biografia

Nascido a 12 de setembro de 1902 na histórica cidade de Diamantina em Minas Gerais,


onde fez seus primeiros estudos, Juscelino Kubitschek de Oliveira era filho de uma família
modesta: o pai, caixeiro viajante; a mãe, dedicada professora primária, que o criou desde a
infância após a morte prematura do genitor.

Espírito inquieto e sonhador, Juscelino Kubitschek se emprega como telegrafista e inicia


seus estudos na Faculdade de Medicina de Minas Gerais. Diplomado, especializa-se em
urologia na França e ingressa, em 1931, na Polícia Militar de Minas Gerais, onde alcança o
posto de Coronel-médico, participando, como defensor do governo constituído, do combate
à Revolução de 1932.

Em 1931, casa-se com D. Sarah Luiza Gomes de Lemos.Dotado de notável inteligência


e vasta cultura humanística, inicia sua resplandecente vida politica, em 1933, na Chefia de
Gabinete do Governador Benedito Valadares, em Minas Gerais.

Como se tornou líder na sua área

Foi Deputado Federal em duas legislaturas, Senador, Prefeito de Belo Horizonte e


Governador de Minas Gerais, época em que, com seu largo descortinio de homem público,
se afirma como admirável administrador e politico sagaz. O êxito de sua administração
fértil e dinâmica repercute em todos os recantos do Pais. Percebe, então que havia chegado
o momento de lançar-se candidato à Suprema Magistratura do Pais para realizar seu
acalentado sonho de transformar o Brasil numa respeitável Nação progressista. Venceu as
eleições, enfrentou sérios obstáculos para assumir a Presidência da República a 31 de
janeiro de 1956.

Durante a campanha presidencial lançara o slogan "Cinqüenta anos em cinco", e


elaborara um audacioso "Programa de Metas" cumprido integralmente. Promoveu o
desenvolvimento e a modernização do Pais infundindo no povo brasileiro um otimismo
contangiante. No âmbito internacional, teve o mérito de criar a Operação Pan-ameticana,
cuja principal finalidade era despertar as esperanças e as energias dos povos americanos,
principalmente da América Latina, com o objetivo comum do combate ao
subdesenvolvimento. Na realidade Juscelino Kubitschek inspirou uma época que corria ó
risco de afogar-se na trivialidade.

Foi um sonhador e um realizador. Ousava fazer e sabia fazer. E também como todos os
gênios tinha o dom da previsão. Não for;a esta virtude, não téria aceito o desafio de
construir Brasília, sua Meta-sintese nem teria profetizado, na sua primeira viagem ao ermo
dó Planalto, a 2 de outubro de 1956, numa explosão de entusiasmo:
"Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das mais
altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu Pais e
antevejo esta alvorada, com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande
destino".

Com a visão de estadista, que pensa nas gerações futuras, e a paciência do político,
chegou ao fim do governo consagrado pelo povo.
Cassado seu mandato e suspensos seus direitos políticos, em 1964, suportou com
estoicismo o exílio, desenvolvendo, após regressar ao Brasil, intensa atividade na literatura,
na agricultura e na empresa privada. Violento acidente a 22 de agosto de 1976 roubou-lhe a
vida. Permanece porém, como indelével recordação, o edificante exemplo que legou às
gerações futuras.

RELEVANCIA PESSOAL
A determinação desenvolvimentista do governo Juscelino Kubitschek (1956-1960)
produziu fatos eloqüentes no terreno da urbanização e do urbanismo. A passagem do poder
político e da iniciativa econômica para as mãos da burguesia industrial reforçou a cultura
urbana. Enquanto a taxa de crescimento da população brasileira foi, na década de 1950, de
3,16%, o crescimento urbano brasileiro atingiu a cifra de 7,38%. Esta hegemonia da cidade
sobre o campo refletiu-se no conjunto da rede urbana brasileira. A distribuição espacial e
funcional deste crescimento produziu um quadro urbano no qual São Paulo emergiu como a
metrópole nacional. O "Plano de Metas", concebido por Kubitschek e sua equipe para ser
cumprido em quatro anos, continha uma "meta síntese" de grande impacto: a construção de
Brasília, a nova capital.

O período final do governo Kubitschek é marcado pela crise econômica.


O rápido crescimento da indústria e os gastos com a construção da capital, estão entre os
fatores que elevam a inflação, de menos de 20% ao ano em 1956, a mais de 30% em 1960.
Cresce a oposição ao governo. Em 1957, 400 mil trabalhadores fazem uma greve geral por
reajuste de salários para compensar a inflação. No Nordeste, as Ligas Camponesas
reivindicam reforma agrária e agitam a política da região. Atendendo a pressões dos
nacionalistas, em 1959 Kubitschek rompe com o FMI - Fundo Monetário Internacional -,
que havia condicionado a liberação de empréstimos a uma política de contenção salarial e
corte nos gastos públicos. Esta medida não resolve os problemas da economia, mas faz
crescer o apoio ao governo. Kubitschek termina o mandato com boa popularidade. Mas fica
uma crise econômica de herança para o próximo governo. Na memória do povo brasileiro,
o período Kubitschek é lembrado como uma época de otimismo e de grandes realizações
como a construção de Brasília.

Conclusão

Com base nestas informações conclui-se de maneira geral, que, a maioria


dos pesquisadores concorda em uns poucos aspectos óbvios sobre o que é
importante para a liderança. São elas: consciência, energia, inteligência,
domínio, autoconfiança. As teorias divergem e acabam por se perder no meio
de diferenciações conceituais acadêmicas.
Estes novos estudiosos da liderança são diferentes. Eles não apenas se
enraizaram no mundo real; seu interesse voltado ao líder carismático ou
transformador, que eles diferenciam de forma muito determinado daquela
figura comum na literatura organizacional. No novo mundo globalizado,
altamente competitivo, é obvio que o que se necessita é de lideres que
consigam lidar com mudanças e enfrentar os desafios da concorrência.
Enfim, o verdadeiro líder é aquele que percebe e tem plena consciência de
que não basta apenas conseguir resultados, e sim ser eficaz, aprender a lidar
com pessoas e realmente as motiva-las.
Referencia Bibliográfica

http://wagnerodriguesdf10.ubbihp.com.br/

http://www.rainhadapaz.g12.br/projetos/religiao/projeto_da_paz/mandela.htm

http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2002/iraque/biografia_saddam.shtml

http://www.cidadeshistoricas.art.br/hac/bio_getu_p.htm

http://www.mpefunbio.org.br/mpe/pagina.asp

http://www.vivabrazil.com/jkubitschek.htm