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FICHAMENTO: A INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS SURDOS: O QUE DIZEM ALUNOS,

PROFESSORES E INTÉRPRETES SOBRE ESTA EXPERIÊNCIA

INTÉRPRETES, PROFESSORES E. A inclusão escolar de alunos surdos: o que dizem alunos,


professores e intérpretes sobre esta experiência. Cad. Cedes, v. 26, n. 69, p. 163-184, 2006.

JUSTIFICATIVA DESSE CONTEÚDO: como passo inicial do desenvolvimento da pesquisa, se faz


necessária uma análise introdutória da dinâmica do processo de inclusão do surdo no ambiente
escolar, observando a dinâmica social do grupo e os elementos necessários para a efetivação
desse processo,

“Devido às dificuldades acarretadas pelas questões de linguagem, observa-se que as crianças


surdas encontram-se defasadas no que diz respeito à escolarização, sem o adequado
desenvolvimento e com um conhecimento aquém do esperado para sua idade”.

“A dificuldade maior está em oportunizar uma cultura de colaboração entre alunos surdos e
ouvintes, e que professores e especialistas que participam da atividade escolar constituam uma
equipe com tempo reservado para organização de atividades, trabalhando conjuntamente
numa ação efetiva de proposição de atividades que atendam às necessidades de todos os
alunos.”

“O movimento da chamada educação inclusiva, que emerge apoiado pela Declaração de


Salamanca1 (1994), defende o compromisso que a escola deve assumir de educar cada
estudante, contemplando a pedagogia da diversidade, pois todos os alunos deverão estar
dentro da escola regular, independente de sua origem social, étnica ou linguística.”

“A fragilidade das propostas de inclusão, neste sentido, residem no fato de que,


frequentemente, o discurso contradiz a realidade educacional brasileira, caracterizada por
classes superlotadas, instalações físicas insuficientes, quadros docentes cuja formação deixa a
desejar. Essas condições de existência do sistema educacional põem em questão a própria ideia
de inclusão como política que, simplesmente, propõe a inserção dos alunos nos contextos
escolares presentes.”

Obs:

1. Observar a defasagem do aprendizado em função da ausência da apropriação da linguagem;


2. Estabelecer uma relação entre a obrigatoriedade de implementação da LIBRAS como
artifício de inclusão e o desenvolvimento cognitivo do surdo;
3. Abordar a importância da universalização da LIBRAS como língua falada por surdos e
ouvintes;
4. Demonstrar a imperícia no processo de implementação das políticas públicas direcionadas
para a efetivação do processo de inclusão.