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Direito Penal Prof.

Richardson Silva

NOÇÕES DE DIREITO PENAL


Prof. Ms. Richardson Silva1 O crime pode ser conceituado sob três aspectos:

Bibliografia sugerida: a) Formal: crime é a violação da lei penal.


BITENCOURT, R.C., Manual de Direito Penal. São
Paulo, Editora Saraiva. b) Material: crime é todo fato humano que lesa
NUCCI, Guilherme de Souza., Manual de Direito ou expõe a perigo bens jurídicos penalmente
Penal: parte geral parte especial. São Paulo, protegidos.
Revista dos Tribunais.
STEPHAN, André. Direito Penal Esquematizado. c) Analítico: crime é fato típico, antijurídico e
Saraiva. culpável.

1.Introdução. Crime é toda a ação ou omissão, típica, antijurídica


e culpável.
O direito penal é o ramo do direito público que
define as infrações penais, estabelecendo as penas Passemos a definir individualmente os seus
e as medidas de segurança aplicáveis aos elementos:
infratores.
a) ação ou omissão: o crime sempre é praticado
O direito penal é direito material ou substancial por meio de uma conduta positiva (ação),
(chamado tradicionalmente de “direito penal comissiva. Ou, mediante uma conduta negativa
substantivo”) enquanto que o direito processual (omissão);
penal é direito instrumental (chamado
tradicionalmente de “direito penal adjetivo”). Um b) típica: a ação ou omissão praticada pelo sujeito
dá o comando, e o outro, os instrumentos formais deve ser tipificada. Isto é, descrita em lei como
para fazer valer esse comando no caso concreto. delito. A conduta praticada deve se ajustar a
descrição do crime criado pelo legislador e previsto
Consagrando o axioma “nulla poena sine lege” em lei;
(não há pena sem lei [anterior que o defina]) que,
como já visto expressa ou reflete o princípio da c) antijurídica: a conduta positiva ou negativa,
legalidade, o Código Penal inicia o seu conjunto de além de típica, deve ser antijurídica, contrária ao
normas estabelecendo que: direito. É a oposição ou contrariedade entre o fato e
a norma abstrata penal;
“Art. 1º. Não há crime sem lei anterior que o
defina. Não há pena sem prévia cominação d) culpável: a culpabilidade é o juízo de reprovação
legal”. pessoal que se realiza sobre a conduta típica e
ilícita praticada pelo agente. Para a teoria finalista,
Dessa feita, podemos concluir que direito penal é a culpabilidade é composta pela imputabilidade,
o conjunto de normas que o Estado emprega para potencial consciência da ilicitude e exigibilidade de
prevenir ou reprimir os fatos que atentem contra a conduta diversa. O dolo e a culpa integram a
segurança e a ordem social, definindo as infrações, conduta e não a culpabilidade.
estabelecendo e limitando as responsabilidades e
relacionando as sanções punitivas O dolo é elemento subjetivo do autor do crime. É
correspondentes. aquilo que se passa na mente daquela pessoa que
praticou um delito. Por exemplo, poderia ter
Em primeiro plano tem como escopo proteger a desejado um resultado criminoso qualquer (agiu
sociedade e, essencialmente, defender os bens com dolo direto); poderia ter assumido o risco de
jurídicos fundamentais (vida, integridade física e produzir um resultado criminoso (agiu com dolo
mental, honra, liberdade, patrimônio, entre indireto ou eventual); ou, não desejava aquele
outros), e em plano secundário evitar o resultado criminoso, mas deu causa a ele por
cometimento de crimes que afetam de forma imprudência, negligência ou imperícia (agiu com
intolerável esses bens jurídicos penalmente culpa).
tutelados.
2. Consumação e tentativa.
1.1 Conceito de crime: elementos.
Dispõe o Código Penal no seu art. 14:
1 Graduado em Direito; Especialista em Direito Público; Mestre pela Diz-se o crime:
UFPE; Doutorando pela Universidade de Lisboa; Professor da Pós- Crime consumado
graduação da FG. I - consumado, quando nele se reúnem todos

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os elementos de sua definição legal; abrandamento ocorre porque os legisladores


entenderam, ao editar o Código Penal, que o grau
Tentativa de ataque ao bem jurídico gera potencial ou parcial
II - tentado, quando, iniciada a execução, não lesão, razão pela qual a punição deve conter um
se consuma por circunstâncias alheias à vontade grau de proporcionalidade uma vez que o bem
do agente. jurídico não sofreu a lesão em sua plenitude.

Pena de tentativa
Parágrafo único - Salvo disposição em 3. Causas de exclusão de ilicitude e culpabilidade.
contrário, pune-se a tentativa com a pena
correspondente ao crime consumado, diminuída de
3.1 As excludentes de culpabilidade, também
um a dois terços.
denominadas de dirimentes ou eximentes, são três:
a) causas que excluem a imputabilidade;
Nesse sentido, considera-se crime
b) causas que excluem a consciência da ilicitude e
consumado quando o fato praticado pelo agente
subsume-se (enquadra-se) no tipo penal abstrato. c) causas que excluem a exigibilidade de conduta
Exemplo: Quando Fulano saca uma arma e realiza diversa.
disparos contra seu desafeto, causando-lhe a
morte, quer dizer que a conduta do agente e o O Código Penal prevê causas que excluem a
resultado produzido encaixa-se na descrição do art. culpabilidade pela ausência de um de seus
121 do Código Penal, portanto, a conduta do elementos, ficando o sujeito isento de pena, ainda
agente é criminosa, ou seja, ele praticou um fato que tenha praticado um fato típico e antijurídico.
típico e antijurídico.
a) inimputabilidade:
Por outro lado, quando o agente inicia a
execução de uma conduta criminosa, mas é
impedido de consumá-la, estaremos diante de uma - doença mental, desenvolvimento mental
tentativa. Nessa trilha, o doutrinador Delmanto traz incompleto ou retardado (art. 26);
a baila os elementos da tentativa: "início da - desenvolvimento mental incompleto por presunção
execução da figura penal + dolo + falta de legal, do menor de 18 anos (art. 27);
consumação por circunstâncias alheias à vontade - embriaguez completa, proveniente de caso fortuito
do agente" 2. ou força maior (art. 28, § 1º).

Ocorre que alguns crimes não admitem b) inexistência da possibilidade de conhecimento da


tentativa e para identifica-los, inicialmente, é ilicitude:
necessário conhecer as fases do crime, também - erro de proibição (art. 21).
chamada de caminho do crime ou iter criminis,
uma vez que o Código Penal brasileiro não faz
previsão da tentativa, pois preferiu utilizar nesse c) inexigibilidade de conduta diversa:
contesto a teoria da extensão, ou seja, aplica-se o
crime consumado cumulado com a tentativa
prevista no art. 14, II do referido código. Outrossim, - coação moral irresistível (art. 22, 1ª parte);
também não admitem tentativa os crimes formais - obediência hierárquica (art. 22, 2ª parte).
unissubsistentes, crimes culposos, crimes
preterdolosos, crimes omissivos próprios, crimes
3.2 As causas excludentes de ilicitude, por sua vez,
habituais e contravenção penal. Para mais
estão previstas no artigo 23, do Código Penal:
detalhes, veja o artigo "infrações penais que não
admitem tentativa". Exclusão de ilicitude

Destaca-se ainda que o crime tentado, Art. 23 – Não há crime quando o agente pratica o
conforme disposto no parágrafo único do art. 14 do fato:
Código Penal atribui ao magistrado diminuir a pena I – em estado de necessidade;
de um a dois terços, diferentemente do que ocorre,
por exemplo, na França que pune a tentativa com a II – em legítima defesa;
mesma pena do crime consumado. Esse
III – em estrito cumprimento de dever legal ou no
exercício regular de direito.
2 DELMANTO, Celso; et al. Código penal comentado. 8ª ed. São A culpabilidade é a possibilidade de se considerar
Paulo: Saraiva, 2011. p. 136. alguém culpado pela prática de uma infração penal.

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Por essa razão, costuma ser definida como juízo de de reclusão ou detenção. Já a pena privativa de
censurabilidade e reprovação exercido sobre
alguém que praticou um fato típico e ilícito. liberdade para a contravenção penal é a prisão
simples.
Não se trata de elemento do crime, mas
O art. 28 da Lei 11.343/06 (Lei de Drogas) prevê
pressuposto para imposição de pena, porque,
sendo um juízo de valor sobre o autor de uma penas de advertências, medidas educativas etc.,
infração penal, não se concebe possa, ao mesmo para o usuário de drogas. Por conta disso, alguns
tempo, estar dentro do crime, como seu elemento, e
fora, como juízo externo de valor do agente. Para doutrinadores, a exemplo do prof. Luiz Flávio
censurar quem cometeu um crime, a culpabilidade Gomes, crêem que este diploma traz, em verdade,
deve estar necessariamente fora dele. uma infração penal sui generis (adotando-se,
O Código Penal adotou a teoria limitada da assim, o sistema ternário). Atente: o STF já
culpabilidade, segundo a qual são seus requisitos: pacificou esta controvérsia: tal art. prevê uma
a) imputabilidade; b) potencial consciência da conduta criminosa.
ilicitude; c) exigibilidade de conduta diversa.
Convém lembrar os sinônimos comumente
A imputabilidade é a capacidade de entender o cobrados em concursos:
caráter ilícito do fato e de determinar-se de acordo
com esse entendimento.
 Crime = delito.
As causas que excluem a imputabilidade são
quatro: a) doença mental; b) desenvolvimento  Contravenção penal = crime/delito anão;
mental incompleto; e) desenvolvimento mental delito Liliputiano; crime vagabundo.
retardado; d) embriaguez completa proveniente de
caso fortuito ou força maior. O critério para nortear o fato como crime ou

Os critérios de aferição da inimputabilidade são: contravenção é essencialmente político. Em outras


palavras, razões políticas vão ditar a classificação
a) sistema biológico: foi adotado, como exceção, no de um fato como um crime ou contravenção. Via de
caso dos menores de 18 anos, nos quais o
desenvolvimento incompleto presume a regra, os graves mais graves são crimes; os menos
incapacidade de entendimento e vontade (CP, art. graves, contravenções penais.
27);

b) sistema psicológico; Vejamos um exemplo: até 1997, porte de arma


consistia em contravenção penal. Com a Lei 9.437
c) sistema biopsicológico: foi adotado como regra,
conforme se verifica pela leitura do art. 26, caput,
do Código Penal. Diferenças entre crimes e contravenções penais

Tipo de pena privativa de liberdade aplicada


4. Contravenção.

Crime admite reclusão ou detenção. Já a


As Infrações Penais dividem-se em: Crimes contravenção penal só admite prisão simples
(Delitos) e Contravenções. O principal diploma que (art. 5º e 6º da LCP) e multa (que não é pena
trata das contravenções é o Decreto-Lei nº
privativa de liberdade).
3688/1941.
Art. 5º As penas principais são:
Diferentemente do Brasil, que adota o sistema
binário, a Espanha, por exemplo, divide a infração I – prisão simples.

penal em três espécies: crimes, delitos e


II – multa.
contravenções penais.

Art. 6º A pena de prisão simples deve ser cumprida,


A Lei de Introdução ao Código penal dispõe que a
sem rigor penitenciário, em estabelecimento
pena privativa de liberdade para os crimes pode ser

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especial ou seção especial de prisão comum, em Art. 21, LCP (vias de fato) à Ação penal pública
regime semi-aberto ou aberto. (Redação dada pela condicionada.
Lei nº 6.416, de 24.5.1977) Mas atente (crítica): para o STF, a vias de fato
continua sendo perseguida mediante ação penal
§ 1º O condenado a pena de prisão simples fica pública incondicionada. Argumenta o Supremo que
sempre separado dos condenados a pena de o tipo de ação penal não depende da gravidade do
reclusão ou de detenção. crime, mas do grau de lesão ao interesse da vítima
frente ao da sociedade (vide o crime de estupro).
§ 2º O trabalho é facultativo, se a pena aplicada,
não excede a quinze dias.
Punibilidade da tentativa

Registre-se que prisão simples jamais é cumprida Em se tratando de crime, a tentativa é punível. Em
no regime fechado [é semi-aberto ou aberto], nem se tratando de contravenção penal, a tentativa não
mesmo por intermédio da regressão. é punível (art.,).4ºLCP
Art. 4º Não é punível a tentativa de contravenção.

Espécie de ação penal


Veja: isso não quer dizer que não haja tentativa na
O crime pode ser perseguido mediante ação penal contravenção penal. Ela existe, mas não é punível.
pública ou ação penal de iniciativa privada. Já a
contravenção penal só é perseguida mediante ação
Extraterritorialidade da lei penal
penal pública incondicionada (art. 17 da LCP).
Art. 17. A ação penal é pública, devendo a O crime admite a extraterritorialidade da lei penal.
autoridade proceder de ofício. Em se tratando de contravenção penal, todavia, não
se admite extraterritorialidade (art. 2º, LCP).
Para a doutrina, há uma exceção, por uma questão Art. 2º A lei brasileira só é aplicável à contravenção
de “coerência”. Entendem alguns doutrinadores que praticada no território nacional
a contravenção de vias de fato configura a única
hipótese de contravenção de ação penal pública Competência para o processo e julgamento
condicionada, em razão da mudança que operou
com a lesão corporal leve, que, sendo mais grave, O crime pode ser de competência da Justiça
passou de ação penal pública incondicionada para Estadual ou Federal. A contravenção penal é de
condicionada. competência da JE (art. 109, IV, CF).
IV - os crimes políticos e as infrações penais
Vejamos: praticadas em detrimento de bens, serviços ou
interesse da União ou de suas entidades
Antes da Lei 9.099/95 autárquicas ou empresas públicas, excluídas as
Lei 9.099/95 contravenções e ressalvada a competência da
(+) Art. 129, caput¸CP (lesão corporal leve) à Ação Justiça Militar e da Justiça Eleitoral;
penal pública incondicionada.
Nem mesmo a conexão leva a contravenção penal
Art. 129, caput¸CP (lesão corporal leve) à Ação para a Justiça Federal (apesar de haver um julgado
penal pública condicionada. nesse sentido). Há, contudo, uma exceção: foro por
prerrogativa de função do contraventor (se o
(-) Art. 21, LCP (vias de fato) à Ação penal pública contraventor ostentar foro por prerrogativa de
incondicionada.

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função - ex.: Juiz Federal pratica uma contravenção Para ser imputável o agente deve ter capacidade
penal à Julgará o TRF). de: 1- entender o caráter ilícito do fato
(compreensão das coisas) e 2 – determinar-se de
Limite das penas (30 x 5) acordo com esse entendimento (capacidade de
No caso de crime, o limite de cumprimento de pena dirigir sua conduta considerando a compreensão
é de 30 anos. No caso de contravenção, o limite de que anteriormente teve).
cumprimento é de 5 anos (art. 10, LCP).
Art. 10. A duração da pena de prisão simples não
A lei pressupõe a imputabilidade.
pode, em caso algum, ser superior a cinco anos,
Extraordinariamente, o legislador arrola as
nem a importância das multas ultrapassar cinquenta
contos. hipóteses de exclusão da imputabilidade. Assim,
em princípio todos são imputáveis.

Período de prova no “sursis”


De acordo com Fernando Capez , a imputabilidade
Se é crime, o período de prova varia, em regra, de
apresenta um aspecto intelectivo, consistente na
2 a 4 anos, podendo ser de 6 a 4,
excepcionalmente (“sursis” etário ou humanitário). capacidade de entendimento, e outro volitivo, que a

Se é contravenção penal, o período de prova é de 1 faculdade de controlar e comandar a própria


a 3 anos (art. 11, LCP). vontade.
Art. 11. Desde que reunidas as condições legais, o
juiz pode suspender por tempo não inferior a um HIPOTESES DE EXCLUSÃO DA
ano nem superior a três, a execução da pena de
IMPUTABILIDADE.
prisão simples, bem como conceder livramento
condicional. (Redação dada pela Lei nº 6.416, de
24.5.1977) Partindo do pressuposto de que todos, maiores de
18 anos de idade, são imputáveis, o legislador, no

5. Imputabilidade penal. artigo 26 e seguintes do CP arrola as hipóteses em


que a presunção é arredada, ou seja, as hipóteses
Imputabilidade penal é a condição ou qualidade que em que há a inimputabilidade.
possui o agente de sofrer a aplicação de pena. E,
por sua vez, só sofrerá pena aquele que tinha ao Observe, primeiramente, a redação do disposto no
tempo da ação ou da omissão capacidade de artigo 26 do CP, cuja literalidade segue.
compreensão e de autodeterminação frente o fato.
Inimputáveis
Assim, imputabilidade é a capacidade de o agente, Art. 26 – É isento de pena o agente que, por
no momento da ação ou da omissão, entender o doença mental ou desenvolvimento mental
caráter ilícito do fato e de determinar-se frente tal incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou
fato. da omissão, inteiramente incapaz de entender o
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo
Somente o imputável sofrerá pena. com esse entendimento.

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Notamos, então, que, de acordo com tal dispositivo, Diante de tais dispositivos, podemos arrolar as
serão considerados inimputáveis: seguintes hipóteses de inimputabilidade:
1- O doente mental. 1- Doença mental.
2- Aquele que tem desenvolvimento mental 2- Desenvolvimento mental incompleto ou
incompleto. retardado.
3- Aquele que tem desenvolvimento mental 3- A menoridade.
retardado. 4- A embriaguez completa que decorre do fortuito
ou de força maior.
Observe, entretanto, o que dispõe o artigo 27 do CP
sobre os menores. A letra da lei segue abaixo. Trataremos de cada uma das hipóteses de
exclusão da imputabilidade.
Menores de dezoito anos
Art. 27 – Os menores de 18 (dezoito) anos são Primeiramente, vamos tratar da menoridade, onde,
penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às diferentemente das demais, impera presunção
normas estabelecidas na legislação especial. absoluta.

Notamos, agora, que além daqueles casos DA MENORIDADE.


mencionados no artigo 26, o legislador considera
também inimputável o menor de 18 anos de idade. Aquele que, ao tempo da ação ou da omissão
Para o legislador, aquele que não completou 18 (atividade), era menor de 18 anos de idade, é
anos de idade tem desenvolvimento mental considerado inimputável, pois o legislador presume,
incompleto. Trata-se de uma presunção absoluta. de forma absoluta, que o menor tem
Assim, basta ser menor para ser considerado desenvolvimento mental incompleto.
inimputável.
A presunção é absoluta. Assim, não admite prova
No entanto, mais adiante, no artigo 28, inciso II, em sentido contrário. Basta demonstrar-se a
parágrafo 1º, do CP, o legislador prevê outra menoridade que o sujeito não sofrerá aflição penal,
hipótese de inimputabilidade. Trata da embriaguez pois inimputável.
completa que decorre de força maior ou caso
fortuito. Observe a letra da lei. Questão interessante é saber quando o agente
adquire a maioridade penal. O sujeito passa a ser
Artigo 28, II, § 1º – É isento de pena o agente que, considerado maior para efeito penal quando adquire
por embriaguez completa, proveniente de caso 18 anos completos.
fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da
omissão, inteiramente incapaz de entender o Considera-se completados 18 anos de idade no dia
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo do 18º aniversário do sujeito, independente da hora
com esse entendimento. em que tenha nascido. Assim, já na primeira hora
de seu 18º aniversário o sujeito passa de
inimputável para imputável.

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O disposto no artigo 27 do CP é retratado na Assim, preste atenção, não é a condição biológica


Constituição Federal . Assim, maioridade penal é que gera a inimputabilidade.
matéria constitucional. Não pode o legislador
ordinário tratar, como o fez recentemente com Para que ocorra a inimputabilidade, necessário que
maioridade civil, de maioridade penal. a condição biológica leve à retirada da capacidade
de entender o caráter ilícito do fato e de determinar-
DA DOENÇA MENTAL E DESENVOLVIMENTO se de acordo com esse entendimento.
MENTAL INCOMPLETO OU RETARDADO.
Pelo legislador foi adotado o sistema biopsíquico.
Aqui, sob a mesma rubrica, vamos tratar daquele Há, então, necessidade da condição biológica
que é doente mental e daquele que tem agregada com a condição ou deficiência psíquica.
desenvolvimento mental incompleto ou retardado.
Não é nosso objetivo discutir os motivos que levam Assim, por exemplo, aquele que é doente mental,
à patologia ou o desenvolvimento mental por si só, não é considerado inimputável. Será
incompleto ou retardado. Mais nos interessa as inimputável quando a sua condição biológica
conseqüências. peculiar lhe retirar a capacidade de entender o
caráter ilícito do fato e de determinar-se de acordo
Doente mental é aquele que acometido de alguma com esse entendimento.
patologia não possui condição de discernimento
das coisas. Observe, com muita atenção, a redação do artigo
26 do CP, cuja literalidade segue.
Tem desenvolvimento mental incompleto ou
retardado aquele que não possui ainda condição de Inimputáveis
compreensão das coisas. Tem desenvolvimento Art. 26 – É isento de pena o agente que, por
mental incompleto aquele que, não completou seu doença mental ou desenvolvimento mental
desenvolvimento mental, mas com o tempo o incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou
completará. Já o retardado é aquele que não tem o da omissão, inteiramente incapaz de entender o
desenvolvimento mental completo e jamais o terá, caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo
pois não possui condição pessoal para progredir. com esse entendimento.

Tanto o doente mental, como aquele que tem De acordo com o dispositivo, fica fora de dúvida
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, que pelo legislador o aspecto biológico não basta.
será considerado inimputável, desde que seu Necessário que a condição biológica dê causa à
aspecto biológico (o desenvolvimento mental retirada completa da capacidade de entender o
incompleto ou retardado e a doença mental) lhes caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo
retire a capacidade plena de entender o caráter com esse entendimento.
ilícito do fato e de determinar-se diante de tal
situação.

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Inimputável = aspecto biológico + aspecto psíquico. § 1º – É isento de pena o agente que, por
Inteira incapacidade de entender e de determinar- embriaguez completa, proveniente de caso fortuito
se. ou força maior, era, ao tempo da ação ou da
omissão, inteiramente incapaz de entender o
Doença mental ou desenvolvimento mental caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo
retardado ou incompleto. com esse entendimento.

DA EMBRIAGUEZ COMPLETA. Emoção e paixão


Art. 28 – Não excluem a imputabilidade penal:
O nosso legislador, no artigo 28 do CP11, cuja letra I – a emoção ou a paixão;
segue abaixo, com o objetivo de espancar qualquer
dúvida, afirma de forma peremptória que a emoção Embriaguez
e a paixão, bem como a embriaguez, voluntária ou II – a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool
culposa, pelo álcool ou substância de efeitos ou substância de efeitos análogos.
análogos, não excluem a imputabilidade penal.
Precisamos, antes de tudo, conceituar embriaguez
Não excluem a imputabilidade: completa. Ao depois, falaremos dela decorrente de
1- a emoção e a paixão. fortuito ou força maior.
2- A embriaguez, voluntária ou culposa.
Embriaguez completa: é a intoxicação aguda. Diz-
Embriaguez: Estado de intoxicação aguda se completa, uma vez que leva à falta de
decorrente do álcool ou substância análoga. coordenação motora e confusão mental, não tendo
Voluntária: Aquela em que o agente embriaga-se o agente mais consciência e vontade livres .
voluntária e livremente.
Culposa: Aquela em que por descuido o agente se Força maior: Ocorre quando o agente não sabe que
embriaga. (ex: aquele estando sob efeito de está ingerindo substância que causa a embriaguez.
medicamento para emagrecer ingere, por falta de Observe a hipótese daquele que está hospitalizado
cautela, álcool). e recebe dose de morfina. Tal substância causa
embriaguez.
No entanto, o que nos interessa é o disposto no
artigo 28, II, parágrafo 1º do CP, onde o legislador Caso Fortuito: Ocorre, por sua vez, quando o
arrola mais uma hipótese de exclusão a agente é embriagado sem que externe para tanto
imputabilidade. Em tal dispositivo que segue sua vontade. Tal embriaguez decorre normalmente
exposto, o legislador afirma que a embriaguez de coação física ou moral irresistível.
completa que decorra do caso fortuito ou de força
maior, exclui a imputabilidade, pois o agente é Aqui, como causa excludente da imputabilidade,
isento de pena. necessário que a embriaguez seja completa e
decorra do fortuito ou de força maior.

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No entanto, não basta que ocorra a embriaguez


6. Dos crimes contra a pessoa.
(aspecto biológico). Necessário, ainda, que do
PARTE ESPECIAL
estado de embriaguez o agente seja inteiramente
TÍTULO I
privado da capacidade de entender o caráter ilícito DOS CRIMES CONTRA A PESSOA
CAPÍTULO I
do fato e de determinar-se de acordo com esse DOS CRIMES CONTRA A VIDA
entendimento.
Homicídio simples

Portanto, mais uma vez, há a conjugação de fator Art. 121. Matar alguem:
biológico com fato psíquico.
Pena - reclusão, de seis a vinte anos.

Assim, relevante, para a inimputabilidade, o aspecto Caso de diminuição de pena


biopsciológico ou biopsiquico.
§ 1º Se o agente comete o crime impelido por
motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o
domínio de violenta emoção, logo em seguida a
Inimputável = aspecto biológico + aspecto psíquico. injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a
pena de um sexto a um terço.
Inteira incapacidade de entender e de determinar-
Homicídio qualificado
se.
§ 2° Se o homicídio é cometido:

Embriaguez completa que decorra do fortuito ou da I - mediante paga ou promessa de


força maior. recompensa, ou por outro motivo torpe;

II - por motivo futil;


Atenção : Se a embriaguez é completa, mas não
III - com emprego de veneno, fogo, explosivo,
decorre do fortuito ou da força maior, sendo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou
portanto, voluntária ou culposa, não há a retirada da de que possa resultar perigo comum;
imputabilidade. Caso completa e decorra de força
IV - à traição, de emboscada, ou mediante
maior ou caso fortuito, necessário que ocorra o dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne
impossivel a defesa do ofendido;
aspecto psíquico, ou seja, privação da capacidade
de discernimento. V - para assegurar a execução, a ocultação, a
impunidade ou vantagem de outro crime:

Por enquanto, nos interessa somente fixar as Pena - reclusão, de doze a trinta anos.
hipóteses de exclusão da imputabilidade. No
Homicídio culposo
próximo tópico vamos continuar nossa exposição
tratando da semi-imputabilidade e das § 3º Se o homicídio é culposo: (Vide Lei nº
4.611, de 1965)
conseqüências que advém da inimputabilidade.
Pena - detenção, de um a três anos.
Necessário que tenhamos, por ora, a certeza
Aumento de pena
absoluta de que ao inimputável não haverá a
o
aplicação de pena. § 4 No homicídio culposo, a pena é
aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de
inobservância de regra técnica de profissão, arte ou

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ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato Pena - detenção, de um a três anos.


socorro à vítima, não procura diminuir as
conseqüências do seu ato, ou foge para evitar Aborto provocado por terceiro
prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a
pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é Art. 125 - Provocar aborto, sem o
praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou consentimento da gestante:
maior de 60 (sessenta) anos. (Redação dada pela
Lei nº 10.741, de 2003)
Pena - reclusão, de três a dez anos.
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz
poderá deixar de aplicar a pena, se as Art. 126 - Provocar aborto com o
conseqüências da infração atingirem o próprio consentimento da gestante: (Vide ADPF 54)
agente de forma tão grave que a sanção penal se
torne desnecessária. (Incluído pela Lei nº 6.416, de Pena - reclusão, de um a quatro anos.
24.5.1977)
Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo
o
§ 6 A pena é aumentada de 1/3 (um terço) anterior, se a gestante não é maior de quatorze
até a metade se o crime for praticado por milícia anos, ou é alienada ou debil mental, ou se o
privada, sob o pretexto de prestação de serviço de consentimento é obtido mediante fraude, grave
segurança, ou por grupo de ameaça ou violência
extermínio. (Incluído pela Lei nº 12.720, de
2012) Forma qualificada

Induzimento, instigação ou auxílio a Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos
suicídio anteriores são aumentadas de um terço, se, em
conseqüência do aborto ou dos meios empregados
Art. 122 - Induzir ou instigar alguém a suicidar- para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de
se ou prestar-lhe auxílio para que o faça: natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer
dessas causas, lhe sobrevém a morte.
Pena - reclusão, de dois a seis anos, se o
suicídio se consuma; ou reclusão, de um a três Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por
anos, se da tentativa de suicídio resulta lesão médico: (Vide ADPF 54)
corporal de natureza grave.
Aborto necessário
Parágrafo único - A pena é duplicada:
I - se não há outro meio de salvar a vida da
Aumento de pena gestante;

I - se o crime é praticado por motivo egoístico; Aborto no caso de gravidez resultante de


estupro
II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por
qualquer causa, a capacidade de resistência. II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto
é precedido de consentimento da gestante ou,
Infanticídio quando incapaz, de seu representante legal.

Art. 123 - Matar, sob a influência do estado CAPÍTULO II


puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo DAS LESÕES CORPORAIS
após:
Lesão corporal
Pena - detenção, de dois a seis anos.
Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a
Aborto provocado pela gestante ou com saúde de outrem:
seu consentimento
Pena - detenção, de três meses a um ano.
Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou
consentir que outrem lho provoque: (Vide ADPF Lesão corporal de natureza grave
54)
§ 1º Se resulta:

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I - Incapacidade para as ocupações habituais, § 6° Se a lesão é culposa: (Vide Lei nº 4.611,


por mais de trinta dias; de 1965)

II - perigo de vida; Pena - detenção, de dois meses a um ano.

III - debilidade permanente de membro, Aumento de pena


sentido ou função;
§ 7o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se
IV - aceleração de parto: ocorrer qualquer das hipóteses dos §§ 4 o e 6o do
art. 121 deste Código. (Redação dada pela Lei
Pena - reclusão, de um a cinco anos. nº 12.720, de 2012)

§ 2° Se resulta: § 8º - Aplica-se à lesão culposa o disposto no


§ 5º do art. 121.(Redação dada pela Lei nº 8.069,
de 1990)
I - Incapacidade permanente para o trabalho;

Violência Doméstica (Incluído pela Lei nº


II - enfermidade incuravel;
10.886, de 2004)
III perda ou inutilização do membro, sentido ou
§ 9o Se a lesão for praticada contra
função;
ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou
companheiro, ou com quem conviva ou tenha
IV - deformidade permanente; convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das
relações domésticas, de coabitação ou de
V - aborto: hospitalidade: (Redação dada pela Lei nº 11.340,
de 2006)
Pena - reclusão, de dois a oito anos.
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três)
Lesão corporal seguida de morte anos. (Redação dada pela Lei nº 11.340, de 2006)

§ 3° Se resulta morte e as circunstâncias § 10. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste


evidenciam que o agente não quís o resultado, nem artigo, se as circunstâncias são as indicadas no §
assumiu o risco de produzí-lo: 9o deste artigo, aumenta-se a pena em 1/3 (um
terço). (Incluído pela Lei nº 10.886, de 2004)
Pena - reclusão, de quatro a doze anos.
§ 11. Na hipótese do § 9o deste artigo, a pena
Diminuição de pena será aumentada de um terço se o crime for
cometido contra pessoa portadora de
deficiência. (Incluído pela Lei nº 11.340, de 2006)
§ 4° Se o agente comete o crime impelido por
motivo de relevante valor social ou moral ou sob o
domínio de violenta emoção, logo em seguida a CAPÍTULO III
injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE
pena de um sexto a um terço.
Perigo de contágio venéreo
Substituição da pena
Art. 130 - Expor alguém, por meio de relações
§ 5° O juiz, não sendo graves as lesões, pode sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de
ainda substituir a pena de detenção pela de multa, moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que
de duzentos mil réis a dois contos de réis: está contaminado:

I - se ocorre qualquer das hipóteses do Pena - detenção, de três meses a um ano, ou


parágrafo anterior; multa.

II - se as lesões são recíprocas. § 1º - Se é intenção do agente transmitir a


moléstia:
Lesão corporal culposa
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.

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§ 2º - Somente se procede mediante Exposição ou abandono de recém-nascido


representação.
Art. 134 - Expor ou abandonar recém-nascido,
Perigo de contágio de moléstia grave para ocultar desonra própria:

Art. 131 - Praticar, com o fim de transmitir a Pena - detenção, de seis meses a dois anos.
outrem moléstia grave de que está contaminado,
ato capaz de produzir o contágio: § 1º - Se do fato resulta lesão corporal de
natureza grave:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Pena - detenção, de um a três anos.
Perigo para a vida ou saúde de outrem
§ 2º - Se resulta a morte:
Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a
perigo direto e iminente: Pena - detenção, de dois a seis anos.

Pena - detenção, de três meses a um ano, se Omissão de socorro


o fato não constitui crime mais grave.
Art. 135 - Deixar de prestar assistência,
Parágrafo único. A pena é aumentada de um quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à
sexto a um terço se a exposição da vida ou da criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa
saúde de outrem a perigo decorre do transporte de inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e
pessoas para a prestação de serviços em iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o
estabelecimentos de qualquer natureza, em socorro da autoridade pública:
desacordo com as normas legais. (Incluído pela Lei
nº 9.777, de 29.12.1998) Pena - detenção, de um a seis meses, ou
multa.
Abandono de incapaz
Parágrafo único - A pena é aumentada de
Art. 133 - Abandonar pessoa que está sob seu metade, se da omissão resulta lesão corporal de
cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por natureza grave, e triplicada, se resulta a morte.
qualquer motivo, incapaz de defender-se dos riscos
resultantes do abandono: Condicionamento de atendimento médico-
hospitalar emergencial (Incluído pela Lei nº
Pena - detenção, de seis meses a três anos. 12.653, de 2012).

§ 1º - Se do abandono resulta lesão corporal Art. 135-A. Exigir cheque-caução, nota


de natureza grave: promissória ou qualquer garantia, bem como o
preenchimento prévio de formulários
Pena - reclusão, de um a cinco anos. administrativos, como condição para o atendimento
médico-hospitalar emergencial: (Incluído pela Lei
§ 2º - Se resulta a morte: nº 12.653, de 2012).

Pena - reclusão, de quatro a doze anos. Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um)
ano, e multa. (Incluído pela Lei nº 12.653, de 2012).
Aumento de pena
Parágrafo único. A pena é aumentada até o
dobro se da negativa de atendimento resulta lesão
§ 3º - As penas cominadas neste artigo
corporal de natureza grave, e até o triplo se resulta
aumentam-se de um terço:
a morte. (Incluído pela Lei nº 12.653, de 2012).
I - se o abandono ocorre em lugar ermo;
Maus-tratos
II - se o agente é ascendente ou descendente,
Art. 136 - Expor a perigo a vida ou a saúde de
cônjuge, irmão, tutor ou curador da vítima.
pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância,
para fim de educação, ensino, tratamento ou
III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) custódia, quer privando-a de alimentação ou
anos (Incluído pela Lei nº 10.741, de 2003) cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a

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trabalho excessivo ou inadequado, quer abusando I - se, constituindo o fato imputado crime de
de meios de correção ou disciplina: ação privada, o ofendido não foi condenado por
sentença irrecorrível;
Pena - detenção, de dois meses a um ano, ou
multa. II - se o fato é imputado a qualquer das
pessoas indicadas no nº I do art. 141;
§ 1º - Se do fato resulta lesão corporal de
natureza grave: III - se do crime imputado, embora de ação
pública, o ofendido foi absolvido por sentença
Pena - reclusão, de um a quatro anos. irrecorrível.

§ 2º - Se resulta a morte: Difamação

Pena - reclusão, de quatro a doze anos. Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato
ofensivo à sua reputação:
§ 3º - Aumenta-se a pena de um terço, se o
crime é praticado contra pessoa menor de 14 Pena - detenção, de três meses a um ano, e
(catorze) anos. (Incluído pela Lei nº 8.069, de 1990) multa.

CAPÍTULO IV Exceção da verdade


DA RIXA
Parágrafo único - A exceção da verdade
Rixa somente se admite se o ofendido é funcionário
público e a ofensa é relativa ao exercício de suas
funções.
Art. 137 - Participar de rixa, salvo para separar
os contendores:
Injúria
Pena - detenção, de quinze dias a dois meses,
ou multa. Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a
dignidade ou o decoro:
Parágrafo único - Se ocorre morte ou lesão
corporal de natureza grave, aplica-se, pelo fato da Pena - detenção, de um a seis meses, ou
participação na rixa, a pena de detenção, de seis multa.
meses a dois anos.
§ 1º - O juiz pode deixar de aplicar a pena:
CAPÍTULO V
DOS CRIMES CONTRA A HONRA I - quando o ofendido, de forma reprovável,
provocou diretamente a injúria;
Calúnia
II - no caso de retorsão imediata, que consista
Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe em outra injúria.
falsamente fato definido como crime:
§ 2º - Se a injúria consiste em violência ou vias
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e de fato, que, por sua natureza ou pelo meio
multa. empregado, se considerem aviltantes:

§ 1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo Pena - detenção, de três meses a um ano, e
falsa a imputação, a propala ou divulga. multa, além da pena correspondente à violência.

§ 2º - É punível a calúnia contra os mortos. § 3o Se a injúria consiste na utilização de


elementos referentes a raça, cor, etnia, religião,
Exceção da verdade origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora
de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10.741,
de 2003)
§ 3º - Admite-se a prova da verdade, salvo:
Pena - reclusão de um a três anos e
multa. (Incluído pela Lei nº 9.459, de 1997)

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Disposições comuns quando, no caso do art. 140, § 2º, da violência


resulta lesão corporal.
Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo
aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes Parágrafo único. Procede-se mediante
é cometido: requisição do Ministro da Justiça, no caso do inciso
I do caput do art. 141 deste Código, e mediante
I - contra o Presidente da República, ou contra representação do ofendido, no caso do inciso II do
chefe de governo estrangeiro; mesmo artigo, bem como no caso do § 3 o do art.
140 deste Código. (Redação dada pela Lei nº
12.033. de 2009)
II - contra funcionário público, em razão de
suas funções;
CAPÍTULO VI
DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE
III - na presença de várias pessoas, ou por
INDIVIDUAL
meio que facilite a divulgação da calúnia, da
difamação ou da injúria.
SEÇÃO I
DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE PESSOAL
IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta)
anos ou portadora de deficiência, exceto no caso de
injúria. (Incluído pela Lei nº 10.741, de 2003) Constrangimento ilegal

Parágrafo único - Se o crime é cometido Art. 146 - Constranger alguém, mediante


mediante paga ou promessa de recompensa, violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver
aplica-se a pena em dobro. reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de
resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a
Exclusão do crime fazer o que ela não manda:

Pena - detenção, de três meses a um ano, ou


Art. 142 - Não constituem injúria ou difamação
multa.
punível:

Aumento de pena
I - a ofensa irrogada em juízo, na discussão da
causa, pela parte ou por seu procurador;
§ 1º - As penas aplicam-se cumulativamente e
em dobro, quando, para a execução do crime, se
II - a opinião desfavorável da crítica literária,
reúnem mais de três pessoas, ou há emprego de
artística ou científica, salvo quando inequívoca a
armas.
intenção de injuriar ou difamar;

§ 2º - Além das penas cominadas, aplicam-se


III - o conceito desfavorável emitido por
as correspondentes à violência.
funcionário público, em apreciação ou informação
que preste no cumprimento de dever do ofício.
§ 3º - Não se compreendem na disposição
deste artigo:
Parágrafo único - Nos casos dos ns. I e III,
responde pela injúria ou pela difamação quem lhe
dá publicidade. I - a intervenção médica ou cirúrgica, sem o
consentimento do paciente ou de seu representante
Retratação legal, se justificada por iminente perigo de vida;

II - a coação exercida para impedir suicídio.


Art. 143 - O querelado que, antes da sentença,
se retrata cabalmente da calúnia ou da difamação,
fica isento de pena. Ameaça

Art. 144 - Se, de referências, alusões ou Art. 147 - Ameaçar alguém, por palavra,
frases, se infere calúnia, difamação ou injúria, quem escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico,
se julga ofendido pode pedir explicações em juízo. de causar-lhe mal injusto e grave:
Aquele que se recusa a dá-las ou, a critério do juiz,
não as dá satisfatórias, responde pela ofensa. Pena - detenção, de um a seis meses, ou
multa.
Art. 145 - Nos crimes previstos neste Capítulo
somente se procede mediante queixa, salvo

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Parágrafo único - Somente se procede retê-lo no local de trabalho; (Incluído pela Lei nº
mediante representação. 10.803, de 11.12.2003)

Seqüestro e cárcere privado II – mantém vigilância ostensiva no local de


trabalho ou se apodera de documentos ou objetos
Art. 148 - Privar alguém de sua liberdade, pessoais do trabalhador, com o fim de retê-lo no
mediante seqüestro ou cárcere privado: (Vide Lei local de trabalho. (Incluído pela Lei nº 10.803, de
nº 10.446, de 2002) 11.12.2003)

Pena - reclusão, de um a três anos. § 2o A pena é aumentada de metade, se o


crime é cometido: (Incluído pela Lei nº 10.803, de
11.12.2003)
§ 1º - A pena é de reclusão, de dois a cinco
anos:
I – contra criança ou adolescente; (Incluído
pela Lei nº 10.803, de 11.12.2003)
I – se a vítima é ascendente, descendente,
cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60
(sessenta) anos; (Redação dada pela Lei nº 11.106, II – por motivo de preconceito de raça, cor,
de 2005) etnia, religião ou origem. (Incluído pela Lei nº
10.803, de 11.12.2003)
II - se o crime é praticado mediante internação
da vítima em casa de saúde ou hospital; SEÇÃO II
DOS CRIMES CONTRA A INVIOLABILIDADE DO
DOMICÍLIO
III - se a privação da liberdade dura mais de
quinze dias.
Violação de domicílio
IV – se o crime é praticado contra menor de 18
(dezoito) anos; (Incluído pela Lei nº 11.106, de Art. 150 - Entrar ou permanecer, clandestina
2005) ou astuciosamente, ou contra a vontade expressa
ou tácita de quem de direito, em casa alheia ou em
suas dependências:
V – se o crime é praticado com fins
libidinosos. (Incluído pela Lei nº 11.106, de 2005)
Pena - detenção, de um a três meses, ou
multa.
§ 2º - Se resulta à vítima, em razão de maus-
tratos ou da natureza da detenção, grave
sofrimento físico ou moral: § 1º - Se o crime é cometido durante a noite,
ou em lugar ermo, ou com o emprego de violência
ou de arma, ou por duas ou mais pessoas:
Pena - reclusão, de dois a oito anos.

Redução a condição análoga à de escravo Pena - detenção, de seis meses a dois anos,
além da pena correspondente à violência.
Art. 149. Reduzir alguém a condição análoga à
§ 2º - Aumenta-se a pena de um terço, se o
de escravo, quer submetendo-o a trabalhos
fato é cometido por funcionário público, fora dos
forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o
casos legais, ou com inobservância das
a condições degradantes de trabalho, quer
formalidades estabelecidas em lei, ou com abuso
restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em
do poder.
razão de dívida contraída com o empregador ou
preposto: (Redação dada pela Lei nº 10.803, de
11.12.2003) § 3º - Não constitui crime a entrada ou
permanência em casa alheia ou em suas
dependências:
Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa,
além da pena correspondente à violência. (Redação
dada pela Lei nº 10.803, de 11.12.2003) I - durante o dia, com observância das
formalidades legais, para efetuar prisão ou outra
diligência;
§ 1o Nas mesmas penas incorre
quem: (Incluído pela Lei nº 10.803, de 11.12.2003)
II - a qualquer hora do dia ou da noite, quando
algum crime está sendo ali praticado ou na
I – cerceia o uso de qualquer meio de
iminência de o ser.
transporte por parte do trabalhador, com o fim de

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§ 4º - A expressão "casa" compreende: § 3º - Se o agente comete o crime, com abuso


de função em serviço postal, telegráfico,
I - qualquer compartimento habitado; radioelétrico ou telefônico:

II - aposento ocupado de habitação coletiva; Pena - detenção, de um a três anos.

III - compartimento não aberto ao público, § 4º - Somente se procede mediante


onde alguém exerce profissão ou atividade. representação, salvo nos casos do § 1º, IV, e do §
3º.
§ 5º - Não se compreendem na expressão
"casa": Correspondência comercial

I - hospedaria, estalagem ou qualquer outra Art. 152 - Abusar da condição de sócio ou


habitação coletiva, enquanto aberta, salvo a empregado de estabelecimento comercial ou
restrição do n.º II do parágrafo anterior; industrial para, no todo ou em parte, desviar,
sonegar, subtrair ou suprimir correspondência, ou
revelar a estranho seu conteúdo:
II - taverna, casa de jogo e outras do mesmo
gênero.
Pena - detenção, de três meses a dois anos.
SEÇÃO III
DOS CRIMES CONTRA A Parágrafo único - Somente se procede
INVIOLABILIDADE DE CORRESPONDÊNCIA mediante representação.

Violação de correspondência SEÇÃO IV


DOS CRIMES CONTRA A INVIOLABILIDADE
DOS SEGREDOS
Art. 151 - Devassar indevidamente o conteúdo
de correspondência fechada, dirigida a outrem:
Divulgação de segredo
Pena - detenção, de um a seis meses, ou
multa. Art. 153 - Divulgar alguém, sem justa causa,
conteúdo de documento particular ou de
Sonegação ou destruição de correspondência confidencial, de que é destinatário
correspondência ou detentor, e cuja divulgação possa produzir dano
a outrem:
§ 1º - Na mesma pena incorre:
Pena - detenção, de um a seis meses, ou
multa.
I - quem se apossa indevidamente de
correspondência alheia, embora não fechada e, no
§ 1º Somente se procede mediante
todo ou em parte, a sonega ou destrói;
representação. (Parágrafo único renumerado pela
Lei nº 9.983, de 2000)
Violação de comunicação telegráfica,
radioelétrica ou telefônica
§ 1o-A. Divulgar, sem justa causa, informações
sigilosas ou reservadas, assim definidas em lei,
II - quem indevidamente divulga, transmite a contidas ou não nos sistemas de informações ou
outrem ou utiliza abusivamente comunicação banco de dados da Administração Pública: (Incluído
telegráfica ou radioelétrica dirigida a terceiro, ou pela Lei nº 9.983, de 2000)
conversação telefônica entre outras pessoas;
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos,
III - quem impede a comunicação ou a e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
conversação referidas no número anterior;
§ 2o Quando resultar prejuízo para a
IV - quem instala ou utiliza estação ou Administração Pública, a ação penal será
aparelho radioelétrico, sem observância de incondicionada. (Incluído pela Lei nº 9.983, de
disposição legal. 2000)

§ 2º - As penas aumentam-se de metade, se


há dano para outrem.

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Violação do segredo profissional (Incluído pela Lei nº 12.737, de


2012) Vigência
Art. 154 - Revelar alguém, sem justa causa,
segredo, de que tem ciência em razão de função, I - Presidente da República, governadores e
ministério, ofício ou profissão, e cuja revelação prefeitos; (Incluído pela Lei nº 12.737, de
possa produzir dano a outrem: 2012) Vigência

Pena - detenção, de três meses a um ano, ou II - Presidente do Supremo Tribunal Federal;


multa. (Incluído pela Lei nº 12.737, de
2012) Vigência
Parágrafo único - Somente se procede
mediante representação. III - Presidente da Câmara dos Deputados,
do Senado Federal, de Assembleia Legislativa de
Art. 154-A. Invadir dispositivo informático Estado, da Câmara Legislativa do Distrito Federal
alheio, conectado ou não à rede de computadores, ou de Câmara Municipal; ou (Incluído pela Lei
mediante violação indevida de mecanismo de nº 12.737, de 2012)Vigência
segurança e com o fim de obter, adulterar ou
destruir dados ou informações sem autorização IV - dirigente máximo da administração direta
expressa ou tácita do titular do dispositivo ou e indireta federal, estadual, municipal ou do Distrito
instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita: Federal. (Incluído pela Lei nº 12.737, de
(Incluído pela Lei nº 12.737, de 2012) Vigência
2012) Vigência
Ação penal (Incluído pela Lei nº 12.737,
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) de 2012) Vigência
ano, e multa. (Incluído pela Lei nº 12.737, de
2012) Vigência Art. 154-B. Nos crimes definidos no art. 154-
A, somente se procede mediante representação,
§ 1o Na mesma pena incorre quem produz, salvo se o crime é cometido contra a administração
oferece, distribui, vende ou difunde dispositivo ou pública direta ou indireta de qualquer dos Poderes
programa de computador com o intuito de permitir a da União, Estados, Distrito Federal ou Municípios
prática da conduta definida no caput. (Incluído ou contra empresas concessionárias de serviços
pela Lei nº 12.737, de 2012) Vigência públicos. (Incluído pela Lei nº 12.737, de 2012)

§ 2o Aumenta-se a pena de um sexto a um


terço se da invasão resulta prejuízo econômico. 7. Dos crimes contra o patrimônio.
(Incluído pela Lei nº 12.737, de
2012) Vigência
TÍTULO II
§ 3o Se da invasão resultar a obtenção de DOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO
conteúdo de comunicações eletrônicas privadas, CAPÍTULO I
segredos comerciais ou industriais, informações DO FURTO
sigilosas, assim definidas em lei, ou o controle
remoto não autorizado do dispositivo invadido: Furto
(Incluído pela Lei nº 12.737, de
2012) Vigência
Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem,
coisa alheia móvel:
Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois)
anos, e multa, se a conduta não constitui crime
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
mais grave. (Incluído pela Lei nº 12.737, de
2012) Vigência
§ 1º - A pena aumenta-se de um terço, se o
o o crime é praticado durante o repouso noturno.
§ 4 Na hipótese do § 3 , aumenta-se a pena
de um a dois terços se houver divulgação,
comercialização ou transmissão a terceiro, a § 2º - Se o criminoso é primário, e é de
qualquer título, dos dados ou informações obtidos. pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir
(Incluído pela Lei nº 12.737, de 2012) Vigência a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de
um a dois terços, ou aplicar somente a pena de
multa.
§ 5o Aumenta-se a pena de um terço à
metade se o crime for praticado contra:

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§ 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia a impunidade do crime ou a detenção da coisa para


elétrica ou qualquer outra que tenha valor si ou para terceiro.
econômico.
§ 2º - A pena aumenta-se de um terço até
Furto qualificado metade:

§ 4º - A pena é de reclusão de dois a oito I - se a violência ou ameaça é exercida com


anos, e multa, se o crime é cometido: emprego de arma;

I - com destruição ou rompimento de obstáculo II - se há o concurso de duas ou mais pessoas;


à subtração da coisa;
III - se a vítima está em serviço de transporte
II - com abuso de confiança, ou mediante de valores e o agente conhece tal circunstância.
fraude, escalada ou destreza;
IV - se a subtração for de veículo automotor
III - com emprego de chave falsa; que venha a ser transportado para outro Estado ou
para o exterior; (Incluído pela Lei nº 9.426, de 1996)
IV - mediante concurso de duas ou mais
pessoas. V - se o agente mantém a vítima em seu
poder, restringindo sua liberdade. (Incluído pela Lei
§ 5º - A pena é de reclusão de três a oito anos, nº 9.426, de 1996)
se a subtração for de veículo automotor que venha
a ser transportado para outro Estado ou para o § 3º Se da violência resulta lesão corporal
exterior. (Incluído pela Lei nº 9.426, de 1996) grave, a pena é de reclusão, de sete a quinze anos,
além da multa; se resulta morte, a reclusão é de
Furto de coisa comum vinte a trinta anos, sem prejuízo da multa. (Redação
dada pela Lei nº 9.426, de 1996) Vide Lei nº 8.072,
de 25.7.90
Art. 156 - Subtrair o condômino, co-herdeiro ou
sócio, para si ou para outrem, a quem
legitimamente a detém, a coisa comum: Extorsão

Pena - detenção, de seis meses a dois anos, Art. 158 - Constranger alguém, mediante
ou multa. violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter
para si ou para outrem indevida vantagem
econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar
§ 1º - Somente se procede mediante
fazer alguma coisa:
representação.

Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e


§ 2º - Não é punível a subtração de coisa
multa.
comum fungível, cujo valor não excede a quota a
que tem direito o agente.
§ 1º - Se o crime é cometido por duas ou mais
CAPÍTULO II pessoas, ou com emprego de arma, aumenta-se a
DO ROUBO E DA EXTORSÃO pena de um terço até metade.

Roubo § 2º - Aplica-se à extorsão praticada mediante


violência o disposto no § 3º do artigo anterior. Vide
Lei nº 8.072, de 25.7.90
Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si
ou para outrem, mediante grave ameaça ou
§ 3o Se o crime é cometido mediante a restrição da
violência a pessoa, ou depois de havê-la, por
liberdade da vítima, e essa condição é necessária
qualquer meio, reduzido à impossibilidade de
para a obtenção da vantagem econômica, a pena é
resistência:
de reclusão, de 6 (seis) a 12 (doze) anos, além da
multa; se resulta lesão corporal grave ou morte,
Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e aplicam-se as penas previstas no art. 159, §§ 2 o e
multa. 3o, respectivamente. (Incluído pela Lei nº 11.923, de
2009)
§ 1º - Na mesma pena incorre quem, logo
depois de subtraída a coisa, emprega violência Extorsão mediante seqüestro
contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar

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Art. 159 - Seqüestrar pessoa com o fim de Pena - detenção, de um a seis meses, e multa.
obter, para si ou para outrem, qualquer vantagem,
como condição ou preço do resgate: Vide Lei nº § 1º - Na mesma pena incorre quem:
8.072, de 25.7.90 (Vide Lei nº 10.446, de 2002)
Usurpação de águas
Pena - reclusão, de oito a quinze
anos.. (Redação dada pela Lei nº 8.072, de I - desvia ou represa, em proveito próprio ou
25.7.1990) de outrem, águas alheias;

§ 1o Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e Esbulho possessório


quatro) horas, se o seqüestrado é menor de 18
(dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos, ou se o
crime é cometido por bando ou quadrilha. Vide Lei II - invade, com violência a pessoa ou grave
nº 8.072, de 25.7.90 (Redação dada pela Lei nº ameaça, ou mediante concurso de mais de duas
10.741, de 2003) pessoas, terreno ou edifício alheio, para o fim de
esbulho possessório.
Pena - reclusão, de doze a vinte
anos. (Redação dada pela Lei nº 8.072, de § 2º - Se o agente usa de violência, incorre
25.7.1990) também na pena a esta cominada.

§ 2º - Se do fato resulta lesão corporal de § 3º - Se a propriedade é particular, e não há


natureza grave: Vide Lei nº 8.072, de 25.7.90 emprego de violência, somente se procede
mediante queixa.
Pena - reclusão, de dezesseis a vinte e quatro
anos. (Redação dada pela Lei nº 8.072, de Supressão ou alteração de marca em
25.7.1990) animais

§ 3º - Se resulta a morte: Vide Lei nº 8.072, de Art. 162 - Suprimir ou alterar, indevidamente,
25.7.90 em gado ou rebanho alheio, marca ou sinal
indicativo de propriedade:
Pena - reclusão, de vinte e quatro a trinta
anos. (Redação dada pela Lei nº 8.072, de Pena - detenção, de seis meses a três anos, e
25.7.1990) multa.

§ 4º - Se o crime é cometido em concurso, o CAPÍTULO IV


concorrente que o denunciar à autoridade, DO DANO
facilitando a libertação do seqüestrado, terá sua
pena reduzida de um a dois terços. (Redação dada Dano
pela Lei nº 9.269, de 1996)
Art. 163 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa
Extorsão indireta alheia:

Art. 160 - Exigir ou receber, como garantia de Pena - detenção, de um a seis meses, ou
dívida, abusando da situação de alguém, multa.
documento que pode dar causa a procedimento
criminal contra a vítima ou contra terceiro: Dano qualificado

Pena - reclusão, de um a três anos, e multa. Parágrafo único - Se o crime é cometido:

CAPÍTULO III I - com violência à pessoa ou grave ameaça;


DA USURPAÇÃO
II - com emprego de substância inflamável ou
Alteração de limites explosiva, se o fato não constitui crime mais grave

Art. 161 - Suprimir ou deslocar tapume, marco, III - contra o patrimônio da União, Estado,
ou qualquer outro sinal indicativo de linha divisória, Município, empresa concessionária de serviços
para apropriar-se, no todo ou em parte, de coisa públicos ou sociedade de economia
imóvel alheia:

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mista; (Redação dada pela Lei nº 5.346, de § 1º - A pena é aumentada de um terço,


3.11.1967) quando o agente recebeu a coisa:

IV - por motivo egoístico ou com prejuízo I - em depósito necessário;


considerável para a vítima:
II - na qualidade de tutor, curador, síndico,
Pena - detenção, de seis meses a três anos, e liquidatário, inventariante, testamenteiro ou
multa, além da pena correspondente à violência. depositário judicial;

Introdução ou abandono de animais em III - em razão de ofício, emprego ou profissão.


propriedade alheia
Apropriação indébita
Art. 164 - Introduzir ou deixar animais em previdenciária (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
propriedade alheia, sem consentimento de quem de
direito, desde que o fato resulte prejuízo: Art. 168-A. Deixar de repassar à previdência
social as contribuições recolhidas dos contribuintes,
Pena - detenção, de quinze dias a seis meses, no prazo e forma legal ou convencional: (Incluído
ou multa. pela Lei nº 9.983, de 2000)

Dano em coisa de valor artístico, Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos,


arqueológico ou histórico e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

Art. 165 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa § 1o Nas mesmas penas incorre quem deixar
tombada pela autoridade competente em virtude de de: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
valor artístico, arqueológico ou histórico:
I – recolher, no prazo legal, contribuição ou
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e outra importância destinada à previdência social
multa. que tenha sido descontada de pagamento efetuado
a segurados, a terceiros ou arrecadada do
Alteração de local especialmente protegido público; (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

Art. 166 - Alterar, sem licença da autoridade II – recolher contribuições devidas à


competente, o aspecto de local especialmente previdência social que tenham integrado despesas
protegido por lei: contábeis ou custos relativos à venda de produtos
ou à prestação de serviços; (Incluído pela Lei nº
9.983, de 2000)
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou
multa.
III - pagar benefício devido a segurado,
Ação penal quando as respectivas cotas ou valores já tiverem
sido reembolsados à empresa pela previdência
social. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Art. 167 - Nos casos do art. 163, do inciso IV
do seu parágrafo e do art. 164, somente se procede
§ 2o É extinta a punibilidade se o agente,
mediante queixa.
espontaneamente, declara, confessa e efetua o
pagamento das contribuições, importâncias ou
CAPÍTULO V valores e presta as informações devidas à
DA APROPRIAÇÃO INDÉBITA previdência social, na forma definida em lei ou
regulamento, antes do início da ação
Apropriação indébita fiscal. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

Art. 168 - Apropriar-se de coisa alheia móvel, § 3o É facultado ao juiz deixar de aplicar a
de que tem a posse ou a detenção: pena ou aplicar somente a de multa se o agente for
primário e de bons antecedentes, desde
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. que: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

Aumento de pena I – tenha promovido, após o início da ação


fiscal e antes de oferecida a denúncia, o pagamento
da contribuição social previdenciária, inclusive
acessórios; ou (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
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II – o valor das contribuições devidas, inclusive I - vende, permuta, dá em pagamento, em


acessórios, seja igual ou inferior àquele locação ou em garantia coisa alheia como própria;
estabelecido pela previdência social,
administrativamente, como sendo o mínimo para o Alienação ou oneração fraudulenta de coisa
ajuizamento de suas execuções fiscais. (Incluído própria
pela Lei nº 9.983, de 2000)
II - vende, permuta, dá em pagamento ou em
Apropriação de coisa havida por erro, caso garantia coisa própria inalienável, gravada de ônus
fortuito ou força da natureza ou litigiosa, ou imóvel que prometeu vender a
terceiro, mediante pagamento em prestações,
Art. 169 - Apropriar-se alguém de coisa alheia silenciando sobre qualquer dessas circunstâncias;
vinda ao seu poder por erro, caso fortuito ou força
da natureza: Defraudação de penhor

Pena - detenção, de um mês a um ano, ou III - defrauda, mediante alienação não


multa. consentida pelo credor ou por outro modo, a
garantia pignoratícia, quando tem a posse do objeto
Parágrafo único - Na mesma pena incorre: empenhado;

Apropriação de tesouro Fraude na entrega de coisa

I - quem acha tesouro em prédio alheio e se IV - defrauda substância, qualidade ou


apropria, no todo ou em parte, da quota a que tem quantidade de coisa que deve entregar a alguém;
direito o proprietário do prédio;
Fraude para recebimento de indenização ou
Apropriação de coisa achada valor de seguro

II - quem acha coisa alheia perdida e dela se V - destrói, total ou parcialmente, ou oculta
apropria, total ou parcialmente, deixando de restituí- coisa própria, ou lesa o próprio corpo ou a saúde,
la ao dono ou legítimo possuidor ou de entregá-la à ou agrava as conseqüências da lesão ou doença,
autoridade competente, dentro no prazo de quinze com o intuito de haver indenização ou valor de
dias. seguro;

Art. 170 - Nos crimes previstos neste Capítulo, Fraude no pagamento por meio de cheque
aplica-se o disposto no art. 155, § 2º.
VI - emite cheque, sem suficiente provisão de
CAPÍTULO VI fundos em poder do sacado, ou lhe frustra o
DO ESTELIONATO E OUTRAS FRAUDES pagamento.

Estelionato § 3º - A pena aumenta-se de um terço, se o


crime é cometido em detrimento de entidade de
Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, direito público ou de instituto de economia popular,
vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou assistência social ou beneficência.
mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil,
ou qualquer outro meio fraudulento: Duplicata simulada

Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, Art. 172 - Emitir fatura, duplicata ou nota de
de quinhentos mil réis a dez contos de réis. venda que não corresponda à mercadoria vendida,
em quantidade ou qualidade, ou ao serviço
§ 1º - Se o criminoso é primário, e é de prestado. (Redação dada pela Lei nº 8.137, de
pequeno valor o prejuízo, o juiz pode aplicar a pena 27.12.1990)
conforme o disposto no art. 155, § 2º.
Pena - detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos,
§ 2º - Nas mesmas penas incorre quem: e multa. (Redação dada pela Lei nº 8.137, de
27.12.1990)
Disposição de coisa alheia como própria
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorrerá
aquêle que falsificar ou adulterar a escrituração do

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Livro de Registro de Duplicatas. (Incluído pela Lei Parágrafo único - Somente se procede
nº 5.474. de 1968) mediante representação, e o juiz pode, conforme as
circunstâncias, deixar de aplicar a pena.
Abuso de incapazes
Fraudes e abusos na fundação ou
Art. 173 - Abusar, em proveito próprio ou administração de sociedade por ações
alheio, de necessidade, paixão ou inexperiência de
menor, ou da alienação ou debilidade mental de Art. 177 - Promover a fundação de sociedade
outrem, induzindo qualquer deles à prática de ato por ações, fazendo, em prospecto ou em
suscetível de produzir efeito jurídico, em prejuízo comunicação ao público ou à assembléia,
próprio ou de terceiro: afirmação falsa sobre a constituição da sociedade,
ou ocultando fraudulentamente fato a ela relativo:
Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa.
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa,
Induzimento à especulação se o fato não constitui crime contra a economia
popular.
Art. 174 - Abusar, em proveito próprio ou
alheio, da inexperiência ou da simplicidade ou § 1º - Incorrem na mesma pena, se o fato não
inferioridade mental de outrem, induzindo-o à constitui crime contra a economia popular: (Vide Lei
prática de jogo ou aposta, ou à especulação com nº 1.521, de 1951)
títulos ou mercadorias, sabendo ou devendo saber
que a operação é ruinosa: I - o diretor, o gerente ou o fiscal de sociedade
por ações, que, em prospecto, relatório, parecer,
Pena - reclusão, de um a três anos, e multa. balanço ou comunicação ao público ou à
assembléia, faz afirmação falsa sobre as condições
Fraude no comércio econômicas da sociedade, ou oculta
fraudulentamente, no todo ou em parte, fato a elas
relativo;
Art. 175 - Enganar, no exercício de atividade
comercial, o adquirente ou consumidor:
II - o diretor, o gerente ou o fiscal que
promove, por qualquer artifício, falsa cotação das
I - vendendo, como verdadeira ou perfeita, ações ou de outros títulos da sociedade;
mercadoria falsificada ou deteriorada;
III - o diretor ou o gerente que toma
II - entregando uma mercadoria por outra: empréstimo à sociedade ou usa, em proveito
próprio ou de terceiro, dos bens ou haveres sociais,
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, sem prévia autorização da assembléia geral;
ou multa.
IV - o diretor ou o gerente que compra ou
§ 1º - Alterar em obra que lhe é encomendada vende, por conta da sociedade, ações por ela
a qualidade ou o peso de metal ou substituir, no emitidas, salvo quando a lei o permite;
mesmo caso, pedra verdadeira por falsa ou por
outra de menor valor; vender pedra falsa por V - o diretor ou o gerente que, como garantia
verdadeira; vender, como precioso, metal de ou de crédito social, aceita em penhor ou em caução
outra qualidade: ações da própria sociedade;

Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa. VI - o diretor ou o gerente que, na falta de


balanço, em desacordo com este, ou mediante
§ 2º - É aplicável o disposto no art. 155, § 2º. balanço falso, distribui lucros ou dividendos fictícios;

Outras fraudes VII - o diretor, o gerente ou o fiscal que, por


interposta pessoa, ou conluiado com acionista,
Art. 176 - Tomar refeição em restaurante, consegue a aprovação de conta ou parecer;
alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de
transporte sem dispor de recursos para efetuar o VIII - o liquidante, nos casos dos ns. I, II, III, IV,
pagamento: V e VII;

Pena - detenção, de quinze dias a dois meses, IX - o representante da sociedade anônima


ou multa. estrangeira, autorizada a funcionar no País, que
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pratica os atos mencionados nos ns. I e II, ou dá comércio irregular ou clandestino, inclusive o
falsa informação ao Governo. exercício em residência. (Redação dada pela Lei nº
9.426, de 1996)
§ 2º - Incorre na pena de detenção, de seis
meses a dois anos, e multa, o acionista que, a fim § 3º - Adquirir ou receber coisa que, por sua
de obter vantagem para si ou para outrem, negocia natureza ou pela desproporção entre o valor e o
o voto nas deliberações de assembléia geral. preço, ou pela condição de quem a oferece, deve
presumir-se obtida por meio criminoso: (Redação
Emissão irregular de conhecimento de dada pela Lei nº 9.426, de 1996)
depósito ou "warrant"
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou
Art. 178 - Emitir conhecimento de depósito ou multa, ou ambas as penas. (Redação dada pela Lei
warrant, em desacordo com disposição legal: nº 9.426, de 1996)

Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. § 4º - A receptação é punível, ainda que


desconhecido ou isento de pena o autor do crime
Fraude à execução de que proveio a coisa. (Redação dada pela Lei nº
9.426, de 1996)
Art. 179 - Fraudar execução, alienando,
§ 5º - Na hipótese do § 3º, se o criminoso é
desviando, destruindo ou danificando bens, ou
primário, pode o juiz, tendo em consideração as
simulando dívidas:
circunstâncias, deixar de aplicar a pena. Na
receptação dolosa aplica-se o disposto no § 2º do
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, art. 155. (Incluído pela Lei nº 9.426, de 1996)
ou multa.
§ 6º - Tratando-se de bens e instalações do
Parágrafo único - Somente se procede patrimônio da União, Estado, Município, empresa
mediante queixa. concessionária de serviços públicos ou sociedade
de economia mista, a pena prevista no caput deste
CAPÍTULO VII artigo aplica-se em dobro.(Incluído pela Lei nº
DA RECEPTAÇÃO 9.426, de 1996)

Receptação CAPÍTULO VIII


DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 180 - Adquirir, receber, transportar,
conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, Art. 181 - É isento de pena quem comete
coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para qualquer dos crimes previstos neste título, em
que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou prejuízo: (Vide Lei nº 10.741, de 2003)
oculte: (Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996)
I - do cônjuge, na constância da sociedade
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e conjugal;
multa. (Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996)
II - de ascendente ou descendente, seja o
Receptação qualificada (Redação dada pela parentesco legítimo ou ilegítimo, seja civil ou
Lei nº 9.426, de 1996) natural.

§ 1º - Adquirir, receber, transportar, conduzir, Art. 182 - Somente se procede mediante


ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, representação, se o crime previsto neste título é
remontar, vender, expor à venda, ou de qualquer cometido em prejuízo: (Vide Lei nº 10.741, de 2003)
forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no
exercício de atividade comercial ou industrial, coisa I - do cônjuge desquitado ou judicialmente
que deve saber ser produto de crime:(Redação separado;
dada pela Lei nº 9.426, de 1996)
II - de irmão, legítimo ou ilegítimo;
Pena - reclusão, de três a oito anos, e
multa.(Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996)
III - de tio ou sobrinho, com quem o agente
coabita.
§ 2º - Equipara-se à atividade comercial, para
efeito do parágrafo anterior, qualquer forma de

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Art. 183 - Não se aplica o disposto nos dois Violação sexual mediante fraude (Redação
artigos anteriores: dada pela Lei nº 12.015, de 2009)

I - se o crime é de roubo ou de extorsão, ou, Art. 215. Ter conjunção carnal ou praticar
em geral, quando haja emprego de grave ameaça outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude
ou violência à pessoa; ou outro meio que impeça ou dificulte a livre
manifestação de vontade da vítima: (Redação dada
II - ao estranho que participa do crime. pela Lei nº 12.015, de 2009)

III – se o crime é praticado contra pessoa com Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis)
idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)
anos. (Incluído pela Lei nº 10.741, de 2003)
Parágrafo único. Se o crime é cometido com
o fim de obter vantagem econômica, aplica-se
também multa. (Redação dada pela Lei nº 12.015,
de 2009)
8. Dos crimes contra os costumes.
Art. 216. (Revogado pela Lei nº 12.015, de
2009)

TÍTULO VI Assédio sexual (Incluído pela Lei nº 10.224,


DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL de 15 de 2001)
(Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)
Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito
CAPÍTULO I de obter vantagem ou favorecimento sexual,
DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL prevalecendo-se o agente da sua condição de
(Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) superior hierárquico ou ascendência inerentes ao
exercício de emprego, cargo ou função." (Incluído
Estupro pela Lei nº 10.224, de 15 de 2001)

Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois)


Art. 213. Constranger alguém, mediante
anos. (Incluído pela Lei nº 10.224, de 15 de 2001)
violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal
ou a praticar ou permitir que com ele se pratique
outro ato libidinoso: (Redação dada pela Lei nº Parágrafo único. (VETADO) (Incluído pela Lei
12.015, de 2009) nº 10.224, de 15 de 2001)

o
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) § 2 A pena é aumentada em até um terço se
anos. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) a vítima é menor de 18 (dezoito) anos. (Incluído
pela Lei nº 12.015, de 2009)
§ 1o Se da conduta resulta lesão corporal de
CAPÍTULO II
natureza grave ou se a vítima é menor de 18
DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL
(dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos: (Incluído
(Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)
pela Lei nº 12.015, de 2009)
Sedução
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze)
anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
Art. 217 - (Revogado pela Lei nº 11.106, de
2005)
§ 2o Se da conduta resulta morte: (Incluído
pela Lei nº 12.015, de 2009)
Estupro de vulnerável (Incluído pela Lei nº
12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta)
anos (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar
outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze)
Art. 214 - (Revogado pela Lei nº 12.015, de anos: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
2009)
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze)
anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
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§ 1o Incorre na mesma pena quem pratica enfermidade ou deficiência mental, não tem o
as ações descritas no caput com alguém que, por necessário discernimento para a prática do ato,
enfermidade ou deficiência mental, não tem o facilitá-la, impedir ou dificultar que a
necessário discernimento para a prática do ato, ou abandone: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
que, por qualquer outra causa, não pode oferecer
resistência. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez)
anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
§ 2o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.015,
de 2009) § 1o Se o crime é praticado com o fim de
obter vantagem econômica, aplica-se também
§ 3o Se da conduta resulta lesão corporal de multa. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
natureza grave: (Incluído pela Lei nº 12.015, de
2009) § 2o Incorre nas mesmas penas: (Incluído
pela Lei nº 12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte)
anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) I - quem pratica conjunção carnal ou outro
ato libidinoso com alguém menor de 18 (dezoito) e
§ 4o Se da conduta resulta morte: (Incluído maior de 14 (catorze) anos na situação descrita
pela Lei nº 12.015, de 2009) no caput deste artigo; (Incluído pela Lei nº 12.015,
de 2009)
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta)
anos.(Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) II - o proprietário, o gerente ou o responsável
pelo local em que se verifiquem as práticas
Corrupção de menores referidas no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº
12.015, de 2009)
Art. 218. Induzir alguém menor de 14
(catorze) anos a satisfazer a lascívia de § 3o Na hipótese do inciso II do § 2 o,
outrem: (Redação dada pela Lei nº 12.015, de constitui efeito obrigatório da condenação a
2009) cassação da licença de localização e de
funcionamento do estabelecimento.(Incluído pela
Lei nº 12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco)
anos. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)
CAPÍTULO III
DO RAPTO
Parágrafo único. (VETADO). (Incluído pela
Lei nº 12.015, de 2009)
Rapto violento ou mediante fraude
Satisfação de lascívia mediante presença
Art. 219 - (Revogado pela Lei nº 11.106, de
de criança ou adolescente (Incluído pela Lei nº
2005)
12.015, de 2009)
Rapto consensual
Art. 218-A. Praticar, na presença de alguém
menor de 14 (catorze) anos, ou induzi-lo a
presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, Art. 220 - (Revogado pela Lei nº 11.106, de
a fim de satisfazer lascívia própria ou de 2005)
outrem: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
Diminuição de pena
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro)
anos.” (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) Art. 221 - (Revogado pela Lei nº 11.106, de
2005)
Favorecimento da prostituição ou de
outra forma de exploração sexual de criança ou Concurso de rapto e outro crime
adolescente ou de vulnerável. (Redação dada
pela Lei nº 12.978, de 2014) Art. 222 - (Revogado pela Lei nº 11.106, de
2005)
Art. 218-B. Submeter, induzir ou atrair à
prostituição ou outra forma de exploração sexual
alguém menor de 18 (dezoito) anos ou que, por

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CAPÍTULO IV tratamento ou de guarda: (Redação dada pela Lei


DISPOSIÇÕES GERAIS nº 11.106, de 2005)

Art. 223 - (Revogado pela Lei nº 12.015, de Pena - reclusão, de dois a cinco anos.
2009)
§ 2º - Se o crime é cometido com emprego de
Art. 224 - (Revogado pela Lei nº 12.015, de violência, grave ameaça ou fraude:
2009)
Pena - reclusão, de dois a oito anos, além da
Ação penal pena correspondente à violência.

Art. 225. Nos crimes definidos nos Capítulos § 3º - Se o crime é cometido com o fim de
I e II deste Título, procede-se mediante ação penal lucro, aplica-se também multa.
pública condicionada à representação. (Redação
dada pela Lei nº 12.015, de 2009) Favorecimento da prostituição ou outra
forma de exploração sexual (Redação dada pela
Parágrafo único. Procede-se, entretanto, Lei nº 12.015, de 2009)
mediante ação penal pública incondicionada se a
vítima é menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa Art. 228. Induzir ou atrair alguém à
vulnerável. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) prostituição ou outra forma de exploração sexual,
facilitá-la, impedir ou dificultar que alguém a
Aumento de pena abandone: (Redação dada pela Lei nº 12.015, de
2009)
Art. 226. A pena é aumentada:(Redação dada
pela Lei nº 11.106, de 2005) Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos,
e multa. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de
I – de quarta parte, se o crime é cometido com 2009)
o concurso de 2 (duas) ou mais pessoas; (Redação
dada pela Lei nº 11.106, de 2005) § 1o Se o agente é ascendente, padrasto,
madrasta, irmão, enteado, cônjuge, companheiro,
II – de metade, se o agente é ascendente, tutor ou curador, preceptor ou empregador da
padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, vítima, ou se assumiu, por lei ou outra forma,
companheiro, tutor, curador, preceptor ou obrigação de cuidado, proteção ou
empregador da vítima ou por qualquer outro título vigilância: (Redação dada pela Lei nº 12.015, de
tem autoridade sobre ela; (Redação dada pela Lei 2009)
nº 11.106, de 2005)
Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito)
III - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005) anos. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)

CAPÍTULO V § 2º - Se o crime, é cometido com emprego de


DO LENOCÍNIO E DO TRÁFICO DE PESSOA violência, grave ameaça ou fraude:
PARA FIM DE
PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE Pena - reclusão, de quatro a dez anos, além
EXPLORAÇÃO SEXUAL da pena correspondente à violência.
(Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)
§ 3º - Se o crime é cometido com o fim de
Mediação para servir a lascívia de outrem lucro, aplica-se também multa.

Art. 227 - Induzir alguém a satisfazer a lascívia Casa de prostituição


de outrem:
Art. 229. Manter, por conta própria ou de
Pena - reclusão, de um a três anos. terceiro, estabelecimento em que ocorra exploração
sexual, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação
§ 1o Se a vítima é maior de 14 (catorze) e direta do proprietário ou gerente: (Redação dada
menor de 18 (dezoito) anos, ou se o agente é seu pela Lei nº 12.015, de 2009)
ascendente, descendente, cônjuge ou
companheiro, irmão, tutor ou curador ou pessoa a Pena - reclusão, de dois a cinco anos, e multa.
quem esteja confiada para fins de educação, de

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Rufianismo II - a vítima, por enfermidade ou deficiência


mental, não tem o necessário discernimento para a
Art. 230 - Tirar proveito da prostituição alheia, prática do ato; (Incluído pela Lei nº 12.015, de
participando diretamente de seus lucros ou 2009)
fazendo-se sustentar, no todo ou em parte, por
quem a exerça: III - se o agente é ascendente, padrasto,
madrasta, irmão, enteado, cônjuge, companheiro,
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e tutor ou curador, preceptor ou empregador da
multa. vítima, ou se assumiu, por lei ou outra forma,
obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;
ou (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
§ 1o Se a vítima é menor de 18 (dezoito) e
maior de 14 (catorze) anos ou se o crime é
cometido por ascendente, padrasto, madrasta, IV - há emprego de violência, grave ameaça
irmão, enteado, cônjuge, companheiro, tutor ou ou fraude. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
curador, preceptor ou empregador da vítima, ou por
quem assumiu, por lei ou outra forma, obrigação de § 3o Se o crime é cometido com o fim de
cuidado, proteção ou vigilância: (Redação dada obter vantagem econômica, aplica-se também
pela Lei nº 12.015, de 2009) multa. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

Pena - reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e Tráfico interno de pessoa para fim de
multa. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) exploração sexual (Redação dada pela Lei nº
12.015, de 2009)
§ 2o Se o crime é cometido mediante
violência, grave ameaça, fraude ou outro meio que Art. 231-A. Promover ou facilitar o
impeça ou dificulte a livre manifestação da vontade deslocamento de alguém dentro do território
da vítima: (Redação dada pela Lei nº 12.015, de nacional para o exercício da prostituição ou outra
2009) forma de exploração sexual: (Redação dada pela
Lei nº 12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos,
sem prejuízo da pena correspondente à Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis)
violência.(Redação dada pela Lei nº 12.015, de anos. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)
2009)
§ 1o Incorre na mesma pena aquele que
Tráfico internacional de pessoa para fim agenciar, aliciar, vender ou comprar a pessoa
de exploração sexual (Redação dada pela Lei nº traficada, assim como, tendo conhecimento dessa
12.015, de 2009) condição, transportá-la, transferi-la ou alojá-
la. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
Art. 231. Promover ou facilitar a entrada, no
território nacional, de alguém que nele venha a § 2o A pena é aumentada da metade
exercer a prostituição ou outra forma de exploração se: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
sexual, ou a saída de alguém que vá exercê-la no
estrangeiro. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de
I - a vítima é menor de 18 (dezoito)
2009)
anos; (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito)


II - a vítima, por enfermidade ou deficiência
anos. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)
mental, não tem o necessário discernimento para a
prática do ato; (Incluído pela Lei nº 12.015, de
§ 1o Incorre na mesma pena aquele que 2009)
agenciar, aliciar ou comprar a pessoa traficada,
assim como, tendo conhecimento dessa condição,
III - se o agente é ascendente, padrasto,
transportá-la, transferi-la ou alojá-la. (Redação dada
madrasta, irmão, enteado, cônjuge, companheiro,
pela Lei nº 12.015, de 2009)
tutor ou curador, preceptor ou empregador da
vítima, ou se assumiu, por lei ou outra forma,
§ 2o A pena é aumentada da metade obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;
se: (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) ou (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

I - a vítima é menor de 18 (dezoito) IV - há emprego de violência, grave ameaça


anos; (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) ou fraude. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

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§ 3o Se o crime é cometido com o fim de II – (VETADO); (Incluído pela Lei nº 12.015, de


obter vantagem econômica, aplica-se também 2009)
multa.(Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
III - de metade, se do crime resultar gravidez;
Art. 232 - (Revogado pela Lei nº 12.015, de e (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
2009)
IV - de um sexto até a metade, se o agente
CAPÍTULO VI transmite à vitima doença sexualmente
DO ULTRAJE PÚBLICO AO PUDOR transmissível de que sabe ou deveria saber ser
portador. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
Ato obsceno
Art. 234-B. Os processos em que se apuram
Art. 233 - Praticar ato obsceno em lugar crimes definidos neste Título correrão em segredo
público, ou aberto ou exposto ao público: de justiça.(Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

Pena - detenção, de três meses a um ano, ou Art. 234-C. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 12.015,
multa. de 2009)

Escrito ou objeto obsceno


9. Dos crimes contra a saúde pública.
Art. 234 - Fazer, importar, exportar, adquirir ou
ter sob sua guarda, para fim de comércio, de
distribuição ou de exposição pública, escrito,
desenho, pintura, estampa ou qualquer objeto CAPÍTULO III
obsceno: DOS CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA

Pena - detenção, de seis meses a dois anos, Epidemia


ou multa.
Art. 267 - Causar epidemia, mediante a
Parágrafo único - Incorre na mesma pena propagação de germes patogênicos:
quem:
Pena - reclusão, de dez a quinze
I - vende, distribui ou expõe à venda ou ao anos. (Redação dada pela Lei nº 8.072, de
público qualquer dos objetos referidos neste artigo; 25.7.1990)

II - realiza, em lugar público ou acessível ao § 1º - Se do fato resulta morte, a pena é


público, representação teatral, ou exibição aplicada em dobro.
cinematográfica de caráter obsceno, ou qualquer
outro espetáculo, que tenha o mesmo caráter;
§ 2º - No caso de culpa, a pena é de detenção,
de um a dois anos, ou, se resulta morte, de dois a
III - realiza, em lugar público ou acessível ao quatro anos.
público, ou pelo rádio, audição ou recitação de
caráter obsceno.
Infração de medida sanitária preventiva
CAPÍTULO VII
Art. 268 - Infringir determinação do poder
DISPOSIÇÕES GERAIS
público, destinada a impedir introdução ou
(Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
propagação de doença contagiosa:

Aumento de pena (Incluído pela Lei nº 12.015, de


Pena - detenção, de um mês a um ano, e
2009)
multa.

Art. 234-A. Nos crimes previstos neste Título a Parágrafo único - A pena é aumentada de um
pena é aumentada: (Incluído pela Lei nº 12.015, de terço, se o agente é funcionário da saúde pública
2009) ou exerce a profissão de médico, farmacêutico,
dentista ou enfermeiro.
I – (VETADO); (Incluído pela Lei nº 12.015,
de 2009)

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Omissão de notificação de doença Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos,


e multa. (Redação dada pela Lei nº 9.677, de
Art. 269 - Deixar o médico de denunciar à 2.7.1998)
autoridade pública doença cuja notificação é
compulsória: § 1º-A - Incorre nas penas deste artigo quem
fabrica, vende, expõe à venda, importa, tem em
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e depósito para vender ou, de qualquer forma,
multa. distribui ou entrega a consumo a substância
alimentícia ou o produto falsificado, corrompido ou
Envenenamento de água potável ou de adulterado. (Incluído pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
substância alimentícia ou medicinal
§ 1º - Está sujeito às mesmas penas quem
pratica as ações previstas neste artigo em relação a
Art. 270 - Envenenar água potável, de uso
bebidas, com ou sem teor alcoólico. (Redação
comum ou particular, ou substância alimentícia ou
dada pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
medicinal destinada a consumo:

Modalidade culposa
Pena - reclusão, de dez a quinze
anos. (Redação dada pela Lei nº 8.072, de
25.7.1990) § 2º - Se o crime é culposo: (Redação dada
pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
§ 1º - Está sujeito à mesma pena quem
entrega a consumo ou tem em depósito, para o fim Pena - detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e
de ser distribuída, a água ou a substância multa. (Redação dada pela Lei nº 9.677, de
envenenada. 2.7.1998)

Modalidade culposa Falsificação, corrupção, adulteração ou


alteração de produto destinado a fins
terapêuticos ou medicinais (Redação dada pela
§ 2º - Se o crime é culposo:
Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
Pena - detenção, de seis meses a dois anos.
Art. 273 - Falsificar, corromper, adulterar ou
alterar produto destinado a fins terapêuticos ou
Corrupção ou poluição de água potável medicinais: (Redação dada pela Lei nº 9.677, de
2.7.1998)
Art. 271 - Corromper ou poluir água potável, de
uso comum ou particular, tornando-a imprópria para Pena - reclusão, de 10 (dez) a 15 (quinze)
consumo ou nociva à saúde: anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 9.677, de
2.7.1998)
Pena - reclusão, de dois a cinco anos.
§ 1º - Nas mesmas penas incorre quem
Modalidade culposa importa, vende, expõe à venda, tem em depósito
para vender ou, de qualquer forma, distribui ou
Parágrafo único - Se o crime é culposo: entrega a consumo o produto falsificado,
corrompido, adulterado ou alterado.(Redação dada
Pena - detenção, de dois meses a um ano. pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)

Falsificação, corrupção, adulteração ou § 1º-A - Incluem-se entre os produtos a que se


alteração de substância ou produtos refere este artigo os medicamentos, as matérias-
alimentícios (Redação dada pela Lei nº 9.677, de primas, os insumos farmacêuticos, os cosméticos,
2.7.1998) os saneantes e os de uso em diagnóstico. (Incluído
pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
Art. 272 - Corromper, adulterar, falsificar ou
alterar substância ou produto alimentício destinado § 1º-B - Está sujeito às penas deste artigo
a consumo, tornando-o nociva à saúde ou quem pratica as ações previstas no § 1º em relação
reduzindo-lhe o valor nutritivo: (Redação dada pela a produtos em qualquer das seguintes
Lei nº 9.677, de 2.7.1998) condições: (Incluído pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)

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I - sem registro, quando exigível, no órgão de Produto ou substância nas condições dos
vigilância sanitária competente; (Incluído pela Lei nº dois artigos anteriores
9.677, de 2.7.1998)
Art. 276 - Vender, expor à venda, ter em
II - em desacordo com a fórmula constante do depósito para vender ou, de qualquer forma,
registro previsto no inciso anterior; (Incluído pela Lei entregar a consumo produto nas condições dos
nº 9.677, de 2.7.1998) arts. 274 e 275.

III - sem as características de identidade e Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e


qualidade admitidas para a sua multa.(Redação dada pela Lei nº 9.677, de
comercialização; (Incluído pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
2.7.1998)
Substância destinada à falsificação
IV - com redução de seu valor terapêutico ou
de sua atividade; ((Incluído pela Lei nº 9.677, de Art. 277 - Vender, expor à venda, ter em
2.7.1998) depósito ou ceder substância destinada à
falsificação de produtos alimentícios, terapêuticos
V - de procedência ignorada; (Incluído pela Lei ou medicinais:(Redação dada pela Lei nº 9.677, de
nº 9.677, de 2.7.1998) 2.7.1998)

VI - adquiridos de estabelecimento sem licença Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e


da autoridade sanitária competente. (Incluído pela multa. (Redação dada pela Lei nº 9.677, de
Lei nº 9.677, de 2.7.1998) 2.7.1998)

Modalidade culposa Outras substâncias nocivas à saúde


pública
§ 2º - Se o crime é culposo:
Art. 278 - Fabricar, vender, expor à venda, ter
Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e em depósito para vender ou, de qualquer forma,
multa. (Redação dada pela Lei nº 9.677, de entregar a consumo coisa ou substância nociva à
2.7.1998) saúde, ainda que não destinada à alimentação ou a
fim medicinal:
Emprego de processo proibido ou de
substância não permitida Pena - detenção, de um a três anos, e multa.

Art. 274 - Empregar, no fabrico de produto Modalidade culposa


destinado a consumo, revestimento, gaseificação
artificial, matéria corante, substância aromática, Parágrafo único - Se o crime é culposo:
anti-séptica, conservadora ou qualquer outra não
expressamente permitida pela legislação sanitária: Pena - detenção, de dois meses a um ano.

Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e Substância avariada


multa. (Redação dada pela Lei nº 9.677, de
2.7.1998) Art. 279 - (Revogado pela Lei nº 8.137, de
27.12.1990)
Invólucro ou recipiente com falsa indicação
Medicamento em desacordo com receita
Art. 275 - Inculcar, em invólucro ou recipiente médica
de produtos alimentícios, terapêuticos ou
medicinais, a existência de substância que não se Art. 280 - Fornecer substância medicinal em
encontra em seu conteúdo ou que nele existe em desacordo com receita médica:
quantidade menor que a mencionada: (Redação
dada pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
Pena - detenção, de um a três anos, ou multa.
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e
multa. (Redação dada pela Lei nº 9.677, de Modalidade culposa
2.7.1998)
Parágrafo único - Se o crime é culposo:

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Pena - detenção, de dois meses a um ano. 10. Dos crimes contra a fé pública.

Comércio clandestino ou facilitação de uso TÍTULO X


de entorpecentes DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA
CAPÍTULO I
COMÉRCIO, POSSE OU USO DE DA MOEDA FALSA
ENTORPECENTE OU SUBSTÂNCIA QUE
DETERMINE DEPENDÊNCIA FÍSICA OU Moeda Falsa
PSÍQUICA. (Redação dada pela Lei nº 5.726, de
1971) (Revogado pela Lei nº 6.368, 1976) Art. 289 - Falsificar, fabricando-a ou alterando-
a, moeda metálica ou papel-moeda de curso legal
Art. 281. (Revogado pela Lei nº 6.368, 1976) no país ou no estrangeiro:

Exercício ilegal da medicina, arte dentária Pena - reclusão, de três a doze anos, e multa.
ou farmacêutica
§ 1º - Nas mesmas penas incorre quem, por
Art. 282 - Exercer, ainda que a título gratuito, a conta própria ou alheia, importa ou exporta,
profissão de médico, dentista ou farmacêutico, sem adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda ou
autorização legal ou excedendo-lhe os limites: introduz na circulação moeda falsa.

Pena - detenção, de seis meses a dois anos. § 2º - Quem, tendo recebido de boa-fé, como
verdadeira, moeda falsa ou alterada, a restitui à
circulação, depois de conhecer a falsidade, é
Parágrafo único - Se o crime é praticado com o
punido com detenção, de seis meses a dois anos, e
fim de lucro, aplica-se também multa.
multa.
Charlatanismo
§ 3º - É punido com reclusão, de três a quinze
anos, e multa, o funcionário público ou diretor,
Art. 283 - Inculcar ou anunciar cura por meio gerente, ou fiscal de banco de emissão que fabrica,
secreto ou infalível: emite ou autoriza a fabricação ou emissão:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e I - de moeda com título ou peso inferior ao
multa. determinado em lei;

Curandeirismo II - de papel-moeda em quantidade superior à


autorizada.
Art. 284 - Exercer o curandeirismo:
§ 4º - Nas mesmas penas incorre quem desvia
I - prescrevendo, ministrando ou aplicando, e faz circular moeda, cuja circulação não estava
habitualmente, qualquer substância; ainda autorizada.

II - usando gestos, palavras ou qualquer outro Crimes assimilados ao de moeda falsa


meio;
Art. 290 - Formar cédula, nota ou bilhete
III - fazendo diagnósticos: representativo de moeda com fragmentos de
cédulas, notas ou bilhetes verdadeiros; suprimir, em
Pena - detenção, de seis meses a dois anos. nota, cédula ou bilhete recolhidos, para o fim de
restituí-los à circulação, sinal indicativo de sua
Parágrafo único - Se o crime é praticado inutilização; restituir à circulação cédula, nota ou
mediante remuneração, o agente fica também bilhete em tais condições, ou já recolhidos para o
sujeito à multa. fim de inutilização:

Forma qualificada Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa.

Art. 285 - Aplica-se o disposto no art. 258 aos Parágrafo único - O máximo da reclusão é
crimes previstos neste Capítulo, salvo quanto ao elevado a doze anos e multa, se o crime é cometido
definido no art. 267. por funcionário que trabalha na repartição onde o
dinheiro se achava recolhido, ou nela tem fácil

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ingresso, em razão do cargo.(Vide Lei nº 7.209, de VI - bilhete, passe ou conhecimento de


11.7.1984) empresa de transporte administrada pela União, por
Estado ou por Município:
Petrechos para falsificação de moeda
Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa.
Art. 291 - Fabricar, adquirir, fornecer, a título
oneroso ou gratuito, possuir ou guardar § 1o Incorre na mesma pena quem: (Redação
maquinismo, aparelho, instrumento ou qualquer dada pela Lei nº 11.035, de 2004)
objeto especialmente destinado à falsificação de
moeda: I – usa, guarda, possui ou detém qualquer dos
papéis falsificados a que se refere este
Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa. artigo; (Incluído pela Lei nº 11.035, de 2004)

Emissão de título ao portador sem II – importa, exporta, adquire, vende, troca,


permissão legal cede, empresta, guarda, fornece ou restitui à
circulação selo falsificado destinado a controle
Art. 292 - Emitir, sem permissão legal, nota, tributário; (Incluído pela Lei nº 11.035, de 2004)
bilhete, ficha, vale ou título que contenha promessa
de pagamento em dinheiro ao portador ou a que III – importa, exporta, adquire, vende, expõe à
falte indicação do nome da pessoa a quem deva ser venda, mantém em depósito, guarda, troca, cede,
pago: empresta, fornece, porta ou, de qualquer forma,
utiliza em proveito próprio ou alheio, no exercício de
Pena - detenção, de um a seis meses, ou atividade comercial ou industrial, produto ou
multa. mercadoria: (Incluído pela Lei nº 11.035, de 2004)

Parágrafo único - Quem recebe ou utiliza como a) em que tenha sido aplicado selo que se
dinheiro qualquer dos documentos referidos neste destine a controle tributário, falsificado; (Incluído
artigo incorre na pena de detenção, de quinze dias pela Lei nº 11.035, de 2004)
a três meses, ou multa.
b) sem selo oficial, nos casos em que a
CAPÍTULO II legislação tributária determina a obrigatoriedade de
DA FALSIDADE DE TÍTULOS E OUTROS PAPÉIS sua aplicação. (Incluído pela Lei nº 11.035, de
PÚBLICOS 2004)

Falsificação de papéis públicos § 2º - Suprimir, em qualquer desses papéis,


quando legítimos, com o fim de torná-los
novamente utilizáveis, carimbo ou sinal indicativo
Art. 293 - Falsificar, fabricando-os ou
de sua inutilização:
alterando-os:

Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.


I – selo destinado a controle tributário, papel
selado ou qualquer papel de emissão legal
destinado à arrecadação de tributo; (Redação dada § 3º - Incorre na mesma pena quem usa,
pela Lei nº 11.035, de 2004) depois de alterado, qualquer dos papéis a que se
refere o parágrafo anterior.
II - papel de crédito público que não seja
moeda de curso legal; § 4º - Quem usa ou restitui à circulação,
embora recibo de boa-fé, qualquer dos papéis
falsificados ou alterados, a que se referem este
III - vale postal;
artigo e o seu § 2º, depois de conhecer a falsidade
ou alteração, incorre na pena de detenção, de seis
IV - cautela de penhor, caderneta de depósito meses a dois anos, ou multa.
de caixa econômica ou de outro estabelecimento
mantido por entidade de direito público;
§ 5o Equipara-se a atividade comercial, para os
fins do inciso III do § 1o, qualquer forma de
V - talão, recibo, guia, alvará ou qualquer outro comércio irregular ou clandestino, inclusive o
documento relativo a arrecadação de rendas exercido em vias, praças ou outros logradouros
públicas ou a depósito ou caução por que o poder públicos e em residências. (Incluído pela Lei nº
público seja responsável; 11.035, de 2004)

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Petrechos de falsificação § 1º - Se o agente é funcionário público, e


comete o crime prevalecendo-se do cargo,
Art. 294 - Fabricar, adquirir, fornecer, possuir aumenta-se a pena de sexta parte.
ou guardar objeto especialmente destinado à
falsificação de qualquer dos papéis referidos no § 2º - Para os efeitos penais, equiparam-se a
artigo anterior: documento público o emanado de entidade
paraestatal, o título ao portador ou transmissível por
Pena - reclusão, de um a três anos, e multa. endosso, as ações de sociedade comercial, os
livros mercantis e o testamento particular.
Art. 295 - Se o agente é funcionário público, e
comete o crime prevalecendo-se do cargo, § 3o Nas mesmas penas incorre quem insere
aumenta-se a pena de sexta parte. ou faz inserir: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

CAPÍTULO III I – na folha de pagamento ou em documento


DA FALSIDADE DOCUMENTAL de informações que seja destinado a fazer prova
perante a previdência social, pessoa que não
Falsificação do selo ou sinal público possua a qualidade de segurado
obrigatório;(Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Art. 296 - Falsificar, fabricando-os ou
II – na Carteira de Trabalho e Previdência
alterando-os:
Social do empregado ou em documento que deva
produzir efeito perante a previdência social,
I - selo público destinado a autenticar atos declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido
oficiais da União, de Estado ou de Município; escrita; (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

II - selo ou sinal atribuído por lei a entidade de III – em documento contábil ou em qualquer
direito público, ou a autoridade, ou sinal público de outro documento relacionado com as obrigações da
tabelião: empresa perante a previdência social, declaração
falsa ou diversa da que deveria ter
Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa. constado. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

§ 1º - Incorre nas mesmas penas: § 4o Nas mesmas penas incorre quem omite,
nos documentos mencionados no § 3 o, nome do
I - quem faz uso do selo ou sinal falsificado; segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a
vigência do contrato de trabalho ou de prestação de
II - quem utiliza indevidamente o selo ou sinal serviços.(Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
verdadeiro em prejuízo de outrem ou em proveito
próprio ou alheio. Falsificação de documento
particular (Redação dada pela Lei nº 12.737, de
III - quem altera, falsifica ou faz uso indevido 2012) Vigência
de marcas, logotipos, siglas ou quaisquer outros
símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou Art. 298 - Falsificar, no todo ou em parte,
entidades da Administração Pública. (Incluído pela documento particular ou alterar documento
Lei nº 9.983, de 2000) particular verdadeiro:

§ 2º - Se o agente é funcionário público, e Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.


comete o crime prevalecendo-se do cargo,
aumenta-se a pena de sexta parte. Falsificação de cartão (Incluído pela Lei
nº 12.737, de 2012) Vigência
Falsificação de documento público
Parágrafo único. Para fins do disposto
Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, no caput, equipara-se a documento particular o
documento público, ou alterar documento público cartão de crédito ou débito. (Incluído pela Lei nº
verdadeiro: 12.737, de 2012) Vigência

Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa. Falsidade ideológica

Art. 299 - Omitir, em documento público ou


particular, declaração que dele devia constar, ou
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nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou Parágrafo único - Se o crime é cometido com o
diversa da que devia ser escrita, com o fim de fim de lucro, aplica-se também multa.
prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a
verdade sobre fato juridicamente relevante: Reprodução ou adulteração de selo ou
peça filatélica
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa,
se o documento é público, e reclusão de um a três Art. 303 - Reproduzir ou alterar selo ou peça
anos, e multa, se o documento é particular. filatélica que tenha valor para coleção, salvo
quando a reprodução ou a alteração está
Parágrafo único - Se o agente é funcionário visivelmente anotada na face ou no verso do selo
público, e comete o crime prevalecendo-se do ou peça:
cargo, ou se a falsificação ou alteração é de
assentamento de registro civil, aumenta-se a pena Pena - detenção, de um a três anos, e multa.
de sexta parte.
Parágrafo único - Na mesma pena incorre
Falso reconhecimento de firma ou letra quem, para fins de comércio, faz uso do selo ou
peça filatélica.
Art. 300 - Reconhecer, como verdadeira, no
exercício de função pública, firma ou letra que o Uso de documento falso
não seja:
Art. 304 - Fazer uso de qualquer dos papéis
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, falsificados ou alterados, a que se referem os arts.
se o documento é público; e de um a três anos, e 297 a 302:
multa, se o documento é particular.
Pena - a cominada à falsificação ou à
Certidão ou atestado ideologicamente falso alteração.

Art. 301 - Atestar ou certificar falsamente, em Supressão de documento


razão de função pública, fato ou circunstância que
habilite alguém a obter cargo público, isenção de Art. 305 - Destruir, suprimir ou ocultar, em
ônus ou de serviço de caráter público, ou qualquer benefício próprio ou de outrem, ou em prejuízo
outra vantagem: alheio, documento público ou particular verdadeiro,
de que não podia dispor:
Pena - detenção, de dois meses a um ano.
Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa,
Falsidade material de atestado ou certidão se o documento é público, e reclusão, de um a
cinco anos, e multa, se o documento é particular.
§ 1º - Falsificar, no todo ou em parte, atestado
ou certidão, ou alterar o teor de certidão ou de CAPÍTULO IV
atestado verdadeiro, para prova de fato ou DE OUTRAS FALSIDADES
circunstância que habilite alguém a obter cargo
público, isenção de ônus ou de serviço de caráter Falsificação do sinal empregado no
público, ou qualquer outra vantagem: contraste de metal precioso ou na fiscalização
alfandegária, ou para outros fins
Pena - detenção, de três meses a dois anos.
Art. 306 - Falsificar, fabricando-o ou alterando-
§ 2º - Se o crime é praticado com o fim de o, marca ou sinal empregado pelo poder público no
lucro, aplica-se, além da pena privativa de contraste de metal precioso ou na fiscalização
liberdade, a de multa. alfandegária, ou usar marca ou sinal dessa
natureza, falsificado por outrem:
Falsidade de atestado médico
Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa.
Art. 302 - Dar o médico, no exercício da sua
profissão, atestado falso: Parágrafo único - Se a marca ou sinal
falsificado é o que usa a autoridade pública para o
Pena - detenção, de um mês a um ano. fim de fiscalização sanitária, ou para autenticar ou
encerrar determinados objetos, ou comprovar o
cumprimento de formalidade legal:

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Pena - reclusão ou detenção, de um a três Pena - reclusão, de três a seis anos, e


anos, e multa. multa. (Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996)

Falsa identidade § 1º - Se o agente comete o crime no exercício


da função pública ou em razão dela, a pena é
Art. 307 - Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa aumentada de um terço. (Incluído pela Lei nº
identidade para obter vantagem, em proveito 9.426, de 1996)
próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem:
§ 2º - Incorre nas mesmas penas o funcionário
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou público que contribui para o licenciamento ou
multa, se o fato não constitui elemento de crime registro do veículo remarcado ou adulterado,
mais grave. fornecendo indevidamente material ou informação
oficial. (Incluído pela Lei nº 9.426, de 1996)
Art. 308 - Usar, como próprio, passaporte,
título de eleitor, caderneta de reservista ou qualquer CAPÍTULO V
documento de identidade alheia ou ceder a outrem, (Incluído pela Lei 12.550. de 2011)
para que dele se utilize, documento dessa natureza, DAS FRAUDES EM CERTAMES DE INTERESSE
próprio ou de terceiro: PÚBLICO
(Incluído pela Lei 12.550. de 2011)
Pena - detenção, de quatro meses a dois
anos, e multa, se o fato não constitui elemento de Fraudes em certames de interesse
crime mais grave. público (Incluído pela Lei 12.550. de 2011)

Fraude de lei sobre estrangeiro Art. 311-A. Utilizar ou divulgar,


indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a
outrem, ou de comprometer a credibilidade do
Art. 309 - Usar o estrangeiro, para entrar ou
certame, conteúdo sigiloso de: (Incluído pela Lei
permanecer no território nacional, nome que não é
12.550. de 2011)
o seu:

I - concurso público; (Incluído pela Lei


Pena - detenção, de um a três anos, e multa.
12.550. de 2011)
Parágrafo único - Atribuir a estrangeiro falsa
II - avaliação ou exame públicos; (Incluído
qualidade para promover-lhe a entrada em território
pela Lei 12.550. de 2011)
nacional: (Incluído pela Lei nº 9.426, de 1996)

III - processo seletivo para ingresso no


Pena - reclusão, de um a quatro anos, e
ensino superior; ou (Incluído pela Lei 12.550. de
multa. (Incluído pela Lei nº 9.426, de 1996)
2011)
Art. 310 - Prestar-se a figurar como
IV - exame ou processo seletivo previstos em
proprietário ou possuidor de ação, título ou valor
lei: (Incluído pela Lei 12.550. de 2011)
pertencente a estrangeiro, nos casos em que a este
é vedada por lei a propriedade ou a posse de tais
bens: (Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996) Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos,
e multa. (Incluído pela Lei 12.550. de 2011)
Pena - detenção, de seis meses a três anos, e
multa. (Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996) § 1o Nas mesmas penas incorre quem
permite ou facilita, por qualquer meio, o acesso de
Adulteração de sinal identificador de pessoas não autorizadas às informações
veículo automotor (Redação dada pela Lei nº mencionadas no caput. (Incluído pela Lei 12.550.
de 2011)
9.426, de 1996)

§ 2o Se da ação ou omissão resulta dano à


Art. 311 - Adulterar ou remarcar número de
administração pública: (Incluído pela Lei 12.550.
chassi ou qualquer sinal identificador de veículo
de 2011)
automotor, de seu componente ou
equipamento:(Redação dada pela Lei nº 9.426, de
1996)) Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e
multa. (Incluído pela Lei 12.550. de 2011)

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§ 3o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionário
o fato é cometido por funcionário público. (Incluído autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou
pela Lei 12.550. de 2011) excluir indevidamente dados corretos nos sistemas
informatizados ou bancos de dados da
Administração Pública com o fim de obter vantagem
indevida para si ou para outrem ou para causar
dano: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000))
11. Dos crimes contra a administração pública.
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos,
e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
TÍTULO XI
DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO Modificação ou alteração não autorizada de
PÚBLICA sistema de informações (Incluído pela Lei nº
CAPÍTULO I 9.983, de 2000)
DOS CRIMES PRATICADOS
POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcionário,
CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL sistema de informações ou programa de informática
sem autorização ou solicitação de autoridade
Peculato competente: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois)
dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
público ou particular, de que tem a posse em razão
do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou Parágrafo único. As penas são aumentadas de
alheio: um terço até a metade se da modificação ou
alteração resulta dano para a Administração Pública
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa. ou para o administrado.(Incluído pela Lei nº 9.983,
de 2000)
§ 1º - Aplica-se a mesma pena, se o
funcionário público, embora não tendo a posse do Extravio, sonegação ou inutilização de livro
dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para ou documento
que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio,
valendo-se de facilidade que lhe proporciona a Art. 314 - Extraviar livro oficial ou qualquer
qualidade de funcionário. documento, de que tem a guarda em razão do
cargo; sonegá-lo ou inutilizá-lo, total ou
Peculato culposo parcialmente:

§ 2º - Se o funcionário concorre culposamente Pena - reclusão, de um a quatro anos, se o


para o crime de outrem: fato não constitui crime mais grave.

Pena - detenção, de três meses a um ano. Emprego irregular de verbas ou rendas


públicas
§ 3º - No caso do parágrafo anterior, a
reparação do dano, se precede à sentença Art. 315 - Dar às verbas ou rendas públicas
irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é aplicação diversa da estabelecida em lei:
posterior, reduz de metade a pena imposta.
Pena - detenção, de um a três meses, ou
Peculato mediante erro de outrem multa.

Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer Concussão


utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por
erro de outrem: Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta
ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. de assumi-la, mas em razão dela, vantagem
indevida:
Inserção de dados falsos em sistema de
informações (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000) Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa.

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Excesso de exação disposição expressa de lei, para satisfazer interesse


ou sentimento pessoal:
§ 1º - Se o funcionário exige tributo ou
contribuição social que sabe ou deveria saber Pena - detenção, de três meses a um ano, e
indevido, ou, quando devido, emprega na cobrança multa.
meio vexatório ou gravoso, que a lei não
autoriza: (Redação dada pela Lei nº 8.137, de Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenciária
27.12.1990) e/ou agente público, de cumprir seu dever de vedar
ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio
Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e ou similar, que permita a comunicação com outros
multa. (Redação dada pela Lei nº 8.137, de presos ou com o ambiente externo: (Incluído pela
27.12.1990) Lei nº 11.466, de 2007).

§ 2º - Se o funcionário desvia, em proveito Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um)


próprio ou de outrem, o que recebeu indevidamente ano.
para recolher aos cofres públicos:
Condescendência criminosa
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.
Art. 320 - Deixar o funcionário, por indulgência,
Corrupção passiva de responsabilizar subordinado que cometeu
infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para competência, não levar o fato ao conhecimento da
outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da autoridade competente:
função ou antes de assumi-la, mas em razão dela,
vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou
vantagem: multa.

Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, Advocacia administrativa


e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.763, de
12.11.2003) Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente,
interesse privado perante a administração pública,
§ 1º - A pena é aumentada de um terço, se, valendo-se da qualidade de funcionário:
em conseqüência da vantagem ou promessa, o
funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer Pena - detenção, de um a três meses, ou
ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. multa.

§ 2º - Se o funcionário pratica, deixa de Parágrafo único - Se o interesse é ilegítimo:


praticar ou retarda ato de ofício, com infração de
dever funcional, cedendo a pedido ou influência de Pena - detenção, de três meses a um ano,
outrem: além da multa.

Pena - detenção, de três meses a um ano, ou Violência arbitrária


multa.
Art. 322 - Praticar violência, no exercício de
Facilitação de contrabando ou descaminho
função ou a pretexto de exercê-la:

Art. 318 - Facilitar, com infração de dever Pena - detenção, de seis meses a três anos,
funcional, a prática de contrabando ou descaminho além da pena correspondente à violência.
(art. 334):
Abandono de função
Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e
multa. (Redação dada pela Lei nº 8.137, de
27.12.1990) Art. 323 - Abandonar cargo público, fora dos
casos permitidos em lei:
Prevaricação
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou
multa.
Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar,
indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra
§ 1º - Se do fato resulta prejuízo público:
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Pena - detenção, de três meses a um ano, e Funcionário público


multa.
Art. 327 - Considera-se funcionário público,
§ 2º - Se o fato ocorre em lugar compreendido para os efeitos penais, quem, embora
na faixa de fronteira: transitoriamente ou sem remuneração, exerce
cargo, emprego ou função pública.
Pena - detenção, de um a três anos, e multa.
§ 1º - Equipara-se a funcionário público quem
Exercício funcional ilegalmente antecipado exerce cargo, emprego ou função em entidade
ou prolongado paraestatal, e quem trabalha para empresa
prestadora de serviço contratada ou conveniada
para a execução de atividade típica da
Art. 324 - Entrar no exercício de função pública
Administração Pública. (Incluído pela Lei nº
antes de satisfeitas as exigências legais, ou
9.983, de 2000)
continuar a exercê-la, sem autorização, depois de
saber oficialmente que foi exonerado, removido,
substituído ou suspenso: § 2º - A pena será aumentada da terça parte
quando os autores dos crimes previstos neste
Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou
ou de função de direção ou assessoramento de
multa.
órgão da administração direta, sociedade de
economia mista, empresa pública ou fundação
Violação de sigilo funcional instituída pelo poder público. (Incluído pela Lei nº
6.799, de 1980)
Art. 325 - Revelar fato de que tem ciência em
razão do cargo e que deva permanecer em CAPÍTULO II
segredo, ou facilitar-lhe a revelação: DOS CRIMES PRATICADOS POR
PARTICULAR CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, GERAL
ou multa, se o fato não constitui crime mais grave.
Usurpação de função pública
§ 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre
quem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000) Art. 328 - Usurpar o exercício de função
pública:
I – permite ou facilita, mediante atribuição,
fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer Pena - detenção, de três meses a dois anos, e
outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas multa.
a sistemas de informações ou banco de dados da
Administração Pública;(Incluído pela Lei nº 9.983,
Parágrafo único - Se do fato o agente aufere
de 2000)
vantagem:
II – se utiliza, indevidamente, do acesso
Pena - reclusão, de dois a cinco anos, e multa.
restrito. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

Resistência
§ 2o Se da ação ou omissão resulta dano à
Administração Pública ou a outrem: (Incluído pela
Lei nº 9.983, de 2000) Art. 329 - Opor-se à execução de ato legal,
mediante violência ou ameaça a funcionário
competente para executá-lo ou a quem lhe esteja
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e
prestando auxílio:
multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

Violação do sigilo de proposta de Pena - detenção, de dois meses a dois anos.


concorrência
§ 1º - Se o ato, em razão da resistência, não
se executa:
Art. 326 - Devassar o sigilo de proposta de
concorrência pública, ou proporcionar a terceiro o
ensejo de devassá-lo: Pena - reclusão, de um a três anos.

Pena - Detenção, de três meses a um ano, e § 2º - As penas deste artigo são aplicáveis
multa. sem prejuízo das correspondentes à violência.

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Desobediência Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro)


anos. (Redação dada pela Lei nº 13.008, de
Art. 330 - Desobedecer a ordem legal de 26.6.2014)
funcionário público:
§ 1o Incorre na mesma pena
Pena - detenção, de quinze dias a seis meses, quem: (Redação dada pela Lei nº 13.008, de
e multa. 26.6.2014)

Desacato I - pratica navegação de cabotagem, fora dos


casos permitidos em lei; (Redação dada pela Lei nº
Art. 331 - Desacatar funcionário público no 13.008, de 26.6.2014)
exercício da função ou em razão dela:
II - pratica fato assimilado, em lei especial, a
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, descaminho; (Redação dada pela Lei nº 13.008, de
ou multa. 26.6.2014)

Tráfico de Influência (Redação dada pela Lei III - vende, expõe à venda, mantém em
nº 9.127, de 1995) depósito ou, de qualquer forma, utiliza em proveito
próprio ou alheio, no exercício de atividade
Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para comercial ou industrial, mercadoria de procedência
si ou para outrem, vantagem ou promessa de estrangeira que introduziu clandestinamente no
vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por País ou importou fraudulentamente ou que sabe ser
funcionário público no exercício da produto de introdução clandestina no território
função: (Redação dada pela Lei nº 9.127, de 1995) nacional ou de importação fraudulenta por parte de
outrem; (Redação dada pela Lei nº 13.008, de
26.6.2014)
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e
multa. (Redação dada pela Lei nº 9.127, de 1995)
IV - adquire, recebe ou oculta, em proveito
próprio ou alheio, no exercício de atividade
Parágrafo único - A pena é aumentada da
comercial ou industrial, mercadoria de procedência
metade, se o agente alega ou insinua que a
estrangeira, desacompanhada de documentação
vantagem é também destinada ao
legal ou acompanhada de documentos que sabe
funcionário. (Redação dada pela Lei nº 9.127, de
serem falsos. (Redação dada pela Lei nº 13.008,
1995)
de 26.6.2014)
Corrupção ativa
§ 2o Equipara-se às atividades comerciais,
para os efeitos deste artigo, qualquer forma de
Art. 333 - Oferecer ou prometer vantagem comércio irregular ou clandestino de mercadorias
indevida a funcionário público, para determiná-lo a estrangeiras, inclusive o exercido em
praticar, omitir ou retardar ato de ofício: residências. (Redação dada pela Lei nº 13.008, de
26.6.2014)
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos,
e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.763, de
§ 3o A pena aplica-se em dobro se o crime de
12.11.2003)
descaminho é praticado em transporte aéreo,
marítimo ou fluvial. (Redação dada pela Lei nº
Parágrafo único - A pena é aumentada de um 13.008, de 26.6.2014)
terço, se, em razão da vantagem ou promessa, o
funcionário retarda ou omite ato de ofício, ou o
pratica infringindo dever funcional. Contrabando

Descaminho Art. 334-A. Importar ou exportar mercadoria


proibida: (Incluído pela Lei nº 13.008, de
26.6.2014)
Art. 334. Iludir, no todo ou em parte, o
pagamento de direito ou imposto devido pela
entrada, pela saída ou pelo consumo de Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 ( cinco)
mercadoria (Redação dada pela Lei nº 13.008, de anos. (Incluído pela Lei nº 13.008, de 26.6.2014)
26.6.2014)
§ 1o Incorre na mesma pena quem: (Incluído
pela Lei nº 13.008, de 26.6.2014)

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I - pratica fato assimilado, em lei especial, a empregado, por determinação legal ou por ordem
contrabando; (Incluído pela Lei nº 13.008, de de funcionário público, para identificar ou cerrar
26.6.2014) qualquer objeto:

II - importa ou exporta clandestinamente Pena - detenção, de um mês a um ano, ou


mercadoria que dependa de registro, análise ou multa.
autorização de órgão público competente; (Incluído
pela Lei nº 13.008, de 26.6.2014) Subtração ou inutilização de livro ou
documento
III - reinsere no território nacional mercadoria
brasileira destinada à exportação; (Incluído pela Lei Art. 337 - Subtrair, ou inutilizar, total ou
nº 13.008, de 26.6.2014) parcialmente, livro oficial, processo ou documento
confiado à custódia de funcionário, em razão de
IV - vende, expõe à venda, mantém em ofício, ou de particular em serviço público:
depósito ou, de qualquer forma, utiliza em proveito
próprio ou alheio, no exercício de atividade Pena - reclusão, de dois a cinco anos, se o
comercial ou industrial, mercadoria proibida pela lei fato não constitui crime mais grave.
brasileira; (Incluído pela Lei nº 13.008, de
26.6.2014) Sonegação de contribuição
previdenciária (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
V - adquire, recebe ou oculta, em proveito
próprio ou alheio, no exercício de atividade Art. 337-A. Suprimir ou reduzir contribuição
comercial ou industrial, mercadoria proibida pela lei social previdenciária e qualquer acessório,
brasileira. (Incluído pela Lei nº 13.008, de mediante as seguintes condutas: (Incluído pela Lei
26.6.2014)§ 2º - Equipara-se às atividades nº 9.983, de 2000)
comerciais, para os efeitos deste artigo, qualquer
forma de comércio irregular ou clandestino de I – omitir de folha de pagamento da empresa
mercadorias estrangeiras, inclusive o exercido em ou de documento de informações previsto pela
residências. (Incluído pela Lei nº 4.729, de legislação previdenciária segurados empregado,
14.7.1965) empresário, trabalhador avulso ou trabalhador
autônomo ou a este equiparado que lhe prestem
§ 3o A pena aplica-se em dobro se o crime de serviços; (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
contrabando é praticado em transporte aéreo,
marítimo ou fluvial. (Incluído pela Lei nº 13.008, de II – deixar de lançar mensalmente nos títulos
26.6.2014) próprios da contabilidade da empresa as quantias
descontadas dos segurados ou as devidas pelo
Impedimento, perturbação ou fraude de empregador ou pelo tomador de serviços; (Incluído
concorrência pela Lei nº 9.983, de 2000)

Art. 335 - Impedir, perturbar ou fraudar III – omitir, total ou parcialmente, receitas ou
concorrência pública ou venda em hasta pública, lucros auferidos, remunerações pagas ou
promovida pela administração federal, estadual ou creditadas e demais fatos geradores de
municipal, ou por entidade paraestatal; afastar ou contribuições sociais previdenciárias: (Incluído pela
procurar afastar concorrente ou licitante, por meio Lei nº 9.983, de 2000)
de violência, grave ameaça, fraude ou oferecimento
de vantagem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos,
e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Pena - detenção, de seis meses a dois anos,
ou multa, além da pena correspondente à violência. § 1o É extinta a punibilidade se o agente,
espontaneamente, declara e confessa as
Parágrafo único - Incorre na mesma pena contribuições, importâncias ou valores e presta as
quem se abstém de concorrer ou licitar, em razão informações devidas à previdência social, na forma
da vantagem oferecida. definida em lei ou regulamento, antes do início da
ação fiscal. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Inutilização de edital ou de sinal
§ 2o É facultado ao juiz deixar de aplicar a
Art. 336 - Rasgar ou, de qualquer forma, pena ou aplicar somente a de multa se o agente for
inutilizar ou conspurcar edital afixado por ordem de primário e de bons antecedentes, desde
funcionário público; violar ou inutilizar selo ou sinal que: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

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I – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 9.983, de relacionado a transação comercial


2000) internacional: (Incluído pela Lei nº 10467, de
11.6.2002)
II – o valor das contribuições devidas,
inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos,
estabelecido pela previdência social, e multa. (Incluído pela Lei nº 10467, de 11.6.2002)
administrativamente, como sendo o mínimo para o
ajuizamento de suas execuções fiscais.(Incluído Parágrafo único. A pena é aumentada da
pela Lei nº 9.983, de 2000) metade, se o agente alega ou insinua que a
vantagem é também destinada a funcionário
§ 3o Se o empregador não é pessoa jurídica estrangeiro. (Incluído pela Lei nº 10467, de
e sua folha de pagamento mensal não ultrapassa 11.6.2002)
R$ 1.510,00 (um mil, quinhentos e dez reais), o juiz
poderá reduzir a pena de um terço até a metade ou Funcionário público estrangeiro (Incluído
aplicar apenas a de multa. (Incluído pela Lei nº pela Lei nº 10467, de 11.6.2002)
9.983, de 2000)
Art. 337-D. Considera-se funcionário público
§ 4o O valor a que se refere o parágrafo estrangeiro, para os efeitos penais, quem, ainda
anterior será reajustado nas mesmas datas e nos que transitoriamente ou sem remuneração, exerce
mesmos índices do reajuste dos benefícios da cargo, emprego ou função pública em entidades
previdência social. (Incluído pela Lei nº 9.983, de estatais ou em representações diplomáticas de país
2000) estrangeiro. (Incluído pela Lei nº 10467, de
11.6.2002)
CAPÍTULO II-A
(Incluído pela Lei nº 10.467, de 11.6.2002) Parágrafo único. Equipara-se a funcionário
DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR público estrangeiro quem exerce cargo, emprego ou
CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA função em empresas controladas, diretamente ou
ESTRANGEIRA indiretamente, pelo Poder Público de país
estrangeiro ou em organizações públicas
Corrupção ativa em transação comercial internacionais. (Incluído pela Lei nº 10467, de
internacional 11.6.2002)

Art. 337-B. Prometer, oferecer ou dar, direta CAPÍTULO III


ou indiretamente, vantagem indevida a funcionário DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA
público estrangeiro, ou a terceira pessoa, para JUSTIÇA
determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de
ofício relacionado à transação comercial Reingresso de estrangeiro expulso
internacional: (Incluído pela Lei nº 10467, de
11.6.2002) Art. 338 - Reingressar no território nacional o
estrangeiro que dele foi expulso:
Pena – reclusão, de 1 (um) a 8 (oito) anos, e
multa. (Incluído pela Lei nº 10467, de 11.6.2002) Pena - reclusão, de um a quatro anos, sem
prejuízo de nova expulsão após o cumprimento da
Parágrafo único. A pena é aumentada de 1/3 pena.
(um terço), se, em razão da vantagem ou
promessa, o funcionário público estrangeiro retarda Denunciação caluniosa
ou omite o ato de ofício, ou o pratica infringindo
dever funcional. (Incluído pela Lei nº 10467, de
11.6.2002) Art. 339. Dar causa à instauração de
investigação policial, de processo judicial,
instauração de investigação administrativa,
Tráfico de influência em transação
inquérito civil ou ação de improbidade
comercial internacional (Incluído pela Lei nº
administrativa contra alguém, imputando-lhe crime
10467, de 11.6.2002) de que o sabe inocente: (Redação dada pela Lei nº
10.028, de 2000)
Art. 337-C. Solicitar, exigir, cobrar ou obter,
para si ou para outrem, direta ou indiretamente, Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa.
vantagem ou promessa de vantagem a pretexto de
influir em ato praticado por funcionário público
estrangeiro no exercício de suas funções,

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§ 1º - A pena é aumentada de sexta parte, se Pena - reclusão, de três a quatro anos, e


o agente se serve de anonimato ou de nome multa.(Redação dada pela Lei nº 10.268, de
suposto. 28.8.2001)

§ 2º - A pena é diminuída de metade, se a Parágrafo único. As penas aumentam-se de


imputação é de prática de contravenção. um sexto a um terço, se o crime é cometido com o
fim de obter prova destinada a produzir efeito em
Comunicação falsa de crime ou de processo penal ou em processo civil em que for
contravenção parte entidade da administração pública direta ou
indireta. (Redação dada pela Lei nº 10.268, de
28.8.2001)
Art. 340 - Provocar a ação de autoridade,
comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de
contravenção que sabe não se ter verificado: Coação no curso do processo

Pena - detenção, de um a seis meses, ou Art. 344 - Usar de violência ou grave


multa. ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio
ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer
Auto-acusação falsa outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir
em processo judicial, policial ou administrativo, ou
em juízo arbitral:
Art. 341 - Acusar-se, perante a autoridade,
de crime inexistente ou praticado por outrem:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e
multa, além da pena correspondente à violência.
Pena - detenção, de três meses a dois anos,
ou multa.
Exercício arbitrário das próprias razões
Falso testemunho ou falsa perícia
Art. 345 - Fazer justiça pelas próprias mãos,
para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo
Art. 342. Fazer afirmação falsa, ou negar ou quando a lei o permite:
calar a verdade como testemunha, perito, contador,
tradutor ou intérprete em processo judicial, ou
Pena - detenção, de quinze dias a um mês,
administrativo, inquérito policial, ou em juízo
ou multa, além da pena correspondente à violência.
arbitral: (Redação dada pela Lei nº 10.268, de
28.8.2001)
Parágrafo único - Se não há emprego de
violência, somente se procede mediante queixa.
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro)
anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 12.850,
de 2013) (Vigência) Art. 346 - Tirar, suprimir, destruir ou danificar
coisa própria, que se acha em poder de terceiro por
determinação judicial ou convenção:
§ 1o As penas aumentam-se de um sexto a
um terço, se o crime é praticado mediante suborno
ou se cometido com o fim de obter prova destinada Pena - detenção, de seis meses a dois anos,
a produzir efeito em processo penal, ou em e multa.
processo civil em que for parte entidade da
administração pública direta ou indireta.(Redação Fraude processual
dada pela Lei nº 10.268, de 28.8.2001)
Art. 347 - Inovar artificiosamente, na
§ 2o O fato deixa de ser punível se, antes da pendência de processo civil ou administrativo, o
sentença no processo em que ocorreu o ilícito, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim
agente se retrata ou declara a verdade.(Redação de induzir a erro o juiz ou o perito:
dada pela Lei nº 10.268, de 28.8.2001)
Pena - detenção, de três meses a dois anos,
Art. 343. Dar, oferecer ou prometer dinheiro e multa.
ou qualquer outra vantagem a testemunha, perito,
contador, tradutor ou intérprete, para fazer Parágrafo único - Se a inovação se destina a
afirmação falsa, negar ou calar a verdade em produzir efeito em processo penal, ainda que não
depoimento, perícia, cálculos, tradução ou iniciado, as penas aplicam-se em dobro.
interpretação: (Redação dada pela Lei nº 10.268, de
28.8.2001)

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Favorecimento pessoal III - submete pessoa que está sob sua


guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento
Art. 348 - Auxiliar a subtrair-se à ação de não autorizado em lei;
autoridade pública autor de crime a que é cominada
pena de reclusão: IV - efetua, com abuso de poder, qualquer
diligência.
Pena - detenção, de um a seis meses, e
multa. Fuga de pessoa presa ou submetida a
medida de segurança
§ 1º - Se ao crime não é cominada pena de
reclusão: Art. 351 - Promover ou facilitar a fuga de
pessoa legalmente presa ou submetida a medida
Pena - detenção, de quinze dias a três de segurança detentiva:
meses, e multa.
Pena - detenção, de seis meses a dois anos.
§ 2º - Se quem presta o auxílio é
ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do § 1º - Se o crime é praticado a mão armada,
criminoso, fica isento de pena. ou por mais de uma pessoa, ou mediante
arrombamento, a pena é de reclusão, de dois a seis
Favorecimento real anos.

Art. 349 - Prestar a criminoso, fora dos casos § 2º - Se há emprego de violência contra
de co-autoria ou de receptação, auxílio destinado a pessoa, aplica-se também a pena correspondente à
tornar seguro o proveito do crime: violência.

Pena - detenção, de um a seis meses, e § 3º - A pena é de reclusão, de um a quatro


multa. anos, se o crime é praticado por pessoa sob cuja
custódia ou guarda está o preso ou o internado.
Art. 349-A. Ingressar, promover, intermediar,
auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico § 4º - No caso de culpa do funcionário
de comunicação móvel, de rádio ou similar, sem incumbido da custódia ou guarda, aplica-se a pena
autorização legal, em estabelecimento de detenção, de três meses a um ano, ou multa.
prisional. (Incluído pela Lei nº 12.012, de 2009).
Evasão mediante violência contra a
Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) pessoa
ano. (Incluído pela Lei nº 12.012, de 2009).
Art. 352 - Evadir-se ou tentar evadir-se o
Exercício arbitrário ou abuso de poder preso ou o indivíduo submetido a medida de
segurança detentiva, usando de violência contra a
pessoa:
Art. 350 - Ordenar ou executar medida
privativa de liberdade individual, sem as
formalidades legais ou com abuso de poder: Pena - detenção, de três meses a um ano,
além da pena correspondente à violência.
Pena - detenção, de um mês a um ano.
Arrebatamento de preso
Parágrafo único - Na mesma pena incorre o
funcionário que: Art. 353 - Arrebatar preso, a fim de maltratá-
lo, do poder de quem o tenha sob custódia ou
guarda:
I - ilegalmente recebe e recolhe alguém a
prisão, ou a estabelecimento destinado a execução
de pena privativa de liberdade ou de medida de Pena - reclusão, de um a quatro anos, além
segurança; da pena correspondente à violência.

II - prolonga a execução de pena ou de Motim de presos


medida de segurança, deixando de expedir em
tempo oportuno ou de executar imediatamente a Art. 354 - Amotinarem-se presos,
ordem de liberdade; perturbando a ordem ou disciplina da prisão:

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Pena - detenção, de seis meses a dois anos, Desobediência a decisão judicial sobre
além da pena correspondente à violência. perda ou suspensão de direito

Patrocínio infiel Art. 359 - Exercer função, atividade, direito,


autoridade ou múnus, de que foi suspenso ou
Art. 355 - Trair, na qualidade de advogado ou privado por decisão judicial:
procurador, o dever profissional, prejudicando
interesse, cujo patrocínio, em juízo, lhe é confiado: Pena - detenção, de três meses a dois anos,
ou multa.
Pena - detenção, de seis meses a três anos,
e multa. CAPÍTULO IV
DOS CRIMES CONTRA AS FINANÇAS
Patrocínio simultâneo ou tergiversação PÚBLICAS
(Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000)
Parágrafo único - Incorre na pena deste
artigo o advogado ou procurador judicial que Contratação de operação de crédito
defende na mesma causa, simultânea ou
sucessivamente, partes contrárias. Art. 359-A. Ordenar, autorizar ou realizar
operação de crédito, interno ou externo, sem prévia
Sonegação de papel ou objeto de valor autorização legislativa: (Incluído pela Lei nº 10.028,
probatório de 2000)

Art. 356 - Inutilizar, total ou parcialmente, ou Pena – reclusão, de 1 (um) a 2 (dois)


deixar de restituir autos, documento ou objeto de anos. (Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000)
valor probatório, que recebeu na qualidade de
advogado ou procurador: Parágrafo único. Incide na mesma pena
quem ordena, autoriza ou realiza operação de
Pena - detenção, de seis meses a três anos, crédito, interno ou externo: (Incluído pela Lei nº
e multa. 10.028, de 2000)

Exploração de prestígio I – com inobservância de limite, condição ou


montante estabelecido em lei ou em resolução do
Senado Federal; (Incluído pela Lei nº 10.028, de
Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou
2000)
qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em
juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário
de justiça, perito, tradutor, intérprete ou II – quando o montante da dívida consolidada
testemunha: ultrapassa o limite máximo autorizado por
lei. (Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000)
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e
multa. Inscrição de despesas não empenhadas
em restos a pagar (Incluído pela Lei nº 10.028, de
2000)
Parágrafo único - As penas aumentam-se de
um terço, se o agente alega ou insinua que o
dinheiro ou utilidade também se destina a qualquer Art. 359-B. Ordenar ou autorizar a inscrição
das pessoas referidas neste artigo. em restos a pagar, de despesa que não tenha sido
previamente empenhada ou que exceda limite
Violência ou fraude em arrematação estabelecido em lei: (Incluído pela Lei nº 10.028, de
judicial 2000)

Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2


Art. 358 - Impedir, perturbar ou fraudar
(dois) anos. (Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000)
arrematação judicial; afastar ou procurar afastar
concorrente ou licitante, por meio de violência,
grave ameaça, fraude ou oferecimento de Assunção de obrigação no último ano do
vantagem: mandato ou legislatura (Incluído pela Lei nº
10.028, de 2000)
Pena - detenção, de dois meses a um ano,
ou multa, além da pena correspondente à violência. Art. 359-C. Ordenar ou autorizar a assunção
de obrigação, nos dois últimos quadrimestres do

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último ano do mandato ou legislatura, cuja despesa Art. 359-H. Ordenar, autorizar ou promover a
não possa ser paga no mesmo exercício financeiro oferta pública ou a colocação no mercado financeiro
ou, caso reste parcela a ser paga no exercício de títulos da dívida pública sem que tenham sido
seguinte, que não tenha contrapartida suficiente de criados por lei ou sem que estejam registrados em
disponibilidade de caixa: (Incluído pela Lei nº sistema centralizado de liquidação e de
10.028, de 2000) custódia: (Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000)

Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro)


anos.(Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000) anos. (Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000)

Ordenação de despesa não


autorizada (Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000) 12. Lei de Tortura (Lei 9.455/97).

Art. 359-D. Ordenar despesa não autorizada


por lei: (Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000)
Define os crimes de tortura e dá outras
Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) providências.
anos. (Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000)
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço
Prestação de garantia graciosa (Incluído saber que o Congresso Nacional decreta e eu
pela Lei nº 10.028, de 2000) sanciono a seguinte Lei:

Art. 359-E. Prestar garantia em operação de Art. 1º Constitui crime de tortura:


crédito sem que tenha sido constituída
contragarantia em valor igual ou superior ao valor I - constranger alguém com emprego de
da garantia prestada, na forma da lei: (Incluído pela violência ou grave ameaça, causando-lhe
Lei nº 10.028, de 2000) sofrimento físico ou mental:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) a) com o fim de obter informação, declaração
ano. (Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000) ou confissão da vítima ou de terceira pessoa;

Não cancelamento de restos a b) para provocar ação ou omissão de


pagar (Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000) natureza criminosa;

Art. 359-F. Deixar de ordenar, de autorizar ou c) em razão de discriminação racial ou


de promover o cancelamento do montante de restos religiosa;
a pagar inscrito em valor superior ao permitido em
lei: (Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000)
II - submeter alguém, sob sua guarda, poder
ou autoridade, com emprego de violência ou grave
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental,
(dois) anos. (Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000) como forma de aplicar castigo pessoal ou medida
de caráter preventivo.
Aumento de despesa total com pessoal
no último ano do mandato ou Pena - reclusão, de dois a oito anos.
legislatura (Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000)
§ 1º Na mesma pena incorre quem submete
Art. 359-G. Ordenar, autorizar ou executar pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a
ato que acarrete aumento de despesa total com sofrimento físico ou mental, por intermédio da
pessoal, nos cento e oitenta dias anteriores ao final prática de ato não previsto em lei ou não resultante
do mandato ou da legislatura: (Incluído pela Lei nº de medida legal.
10.028, de 2000))
§ 2º Aquele que se omite em face dessas
Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou
anos. (Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000) apurá-las, incorre na pena de detenção de um a
quatro anos.
Oferta pública ou colocação de títulos no
mercado (Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000) § 3º Se resulta lesão corporal de natureza
grave ou gravíssima, a pena é de reclusão de

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quatro a dez anos; se resulta morte, a reclusão é de autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; define
oito a dezesseis anos. crimes e dá outras providências.

§ 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço


terço: saber que o Congresso Nacional decreta e eu
sanciono a seguinte Lei:
I - se o crime é cometido por agente público;
........................................
II – se o crime é cometido contra criança,
gestante, portador de deficiência, adolescente ou CAPÍTULO III
maior de 60 (sessenta) anos; (Redação dada pela DOS CRIMES E DAS PENAS
Lei nº 10.741, de 2003)
Art. 27. As penas previstas neste Capítulo
III - se o crime é cometido mediante poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente,
seqüestro. bem como substituídas a qualquer tempo, ouvidos o
Ministério Público e o defensor.
§ 5º A condenação acarretará a perda do
cargo, função ou emprego público e a interdição Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em
para seu exercício pelo dobro do prazo da pena depósito, transportar ou trouxer consigo, para
aplicada. consumo pessoal, drogas sem autorização ou em
desacordo com determinação legal ou regulamentar
§ 6º O crime de tortura é inafiançável e será submetido às seguintes penas:
insuscetível de graça ou anistia.
I - advertência sobre os efeitos das drogas;
§ 7º O condenado por crime previsto nesta
Lei, salvo a hipótese do § 2º, iniciará o cumprimento II - prestação de serviços à comunidade;
da pena em regime fechado.
III - medida educativa de comparecimento a
Art. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda programa ou curso educativo.
quando o crime não tenha sido cometido em
território nacional, sendo a vítima brasileira ou § 1o Às mesmas medidas submete-se quem,
encontrando-se o agente em local sob jurisdição para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe
brasileira. plantas destinadas à preparação de pequena
quantidade de substância ou produto capaz de
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua causar dependência física ou psíquica.
publicação.
§ 2o Para determinar se a droga destinava-
Art. 4º Revoga-se o art. 233 da Lei nº 8.069, se a consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e
de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança e do à quantidade da substância apreendida, ao local e
Adolescente. às condições em que se desenvolveu a ação, às
circunstâncias sociais e pessoais, bem como à
Brasília, 7 de abril de 1997; 176º da conduta e aos antecedentes do agente.
Independência e 109º da República.
§ 3o As penas previstas nos incisos II e III do
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo
Nelson A. Jobim máximo de 5 (cinco) meses.

Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de § 4o Em caso de reincidência, as penas


8.4.1997 previstas nos incisos II e III do caput deste artigo
serão aplicadas pelo prazo máximo de 10 (dez)
meses.
13. Lei de Entorpecentes (Lei 11.343/06).
§ 5o A prestação de serviços à comunidade
será cumprida em programas comunitários,
Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas entidades educacionais ou assistenciais, hospitais,
sobre Drogas - Sisnad; prescreve medidas para estabelecimentos congêneres, públicos ou privados
prevenção do uso indevido, atenção e reinserção sem fins lucrativos, que se ocupem,
social de usuários e dependentes de drogas; preferencialmente, da prevenção do consumo ou da
estabelece normas para repressão à produção não recuperação de usuários e dependentes de drogas.
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§ 6o Para garantia do cumprimento das § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº


medidas educativas a que se refere o caput, nos 12.961, de 2014)
incisos I, II e III, a que injustificadamente se recuse
o agente, poderá o juiz submetê-lo, sucessivamente § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº
a: 12.961, de 2014)

I - admoestação verbal; § 3o Em caso de ser utilizada a queimada


para destruir a plantação, observar-se-á, além das
II - multa. cautelas necessárias à proteção ao meio ambiente,
o
o disposto no Decreto n 2.661, de 8 de julho de
1998, no que couber, dispensada a autorização
§ 7o O juiz determinará ao Poder Público que
prévia do órgão próprio do Sistema Nacional do
coloque à disposição do infrator, gratuitamente,
Meio Ambiente - Sisnama.
estabelecimento de saúde, preferencialmente
ambulatorial, para tratamento especializado.
§ 4o As glebas cultivadas com plantações
ilícitas serão expropriadas, conforme o disposto
Art. 29. Na imposição da medida educativa a
no art. 243 da Constituição Federal, de acordo com
que se refere o inciso II do § 6 o do art. 28, o juiz,
a legislação em vigor.
atendendo à reprovabilidade da conduta, fixará o
número de dias-multa, em quantidade nunca inferior
a 40 (quarenta) nem superior a 100 (cem), CAPÍTULO II
atribuindo depois a cada um, segundo a capacidade DOS CRIMES
econômica do agente, o valor de um trinta avos até
3 (três) vezes o valor do maior salário mínimo. Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar,
produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda,
Parágrafo único. Os valores decorrentes da oferecer, ter em depósito, transportar, trazer
imposição da multa a que se refere o § 6 o do art. 28 consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a
serão creditados à conta do Fundo Nacional consumo ou fornecer drogas, ainda que
Antidrogas. gratuitamente, sem autorização ou em desacordo
com determinação legal ou regulamentar:
Art. 30. Prescrevem em 2 (dois) anos a
imposição e a execução das penas, observado, no Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze)
tocante à interrupção do prazo, o disposto nos arts. anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil
107 e seguintes do Código Penal. e quinhentos) dias-multa.

TÍTULO IV § 1o Nas mesmas penas incorre quem:


DA REPRESSÃO À PRODUÇÃO NÃO
AUTORIZADA I - importa, exporta, remete, produz, fabrica,
E AO TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS adquire, vende, expõe à venda, oferece, fornece,
CAPÍTULO I tem em depósito, transporta, traz consigo ou
DISPOSIÇÕES GERAIS guarda, ainda que gratuitamente, sem autorização
ou em desacordo com determinação legal ou
regulamentar, matéria-prima, insumo ou produto
Art. 31. É indispensável a licença prévia da
químico destinado à preparação de drogas;
autoridade competente para produzir, extrair,
fabricar, transformar, preparar, possuir, manter em
depósito, importar, exportar, reexportar, remeter, II - semeia, cultiva ou faz a colheita, sem
transportar, expor, oferecer, vender, comprar, autorização ou em desacordo com determinação
trocar, ceder ou adquirir, para qualquer fim, drogas legal ou regulamentar, de plantas que se
ou matéria-prima destinada à sua preparação, constituam em matéria-prima para a preparação de
observadas as demais exigências legais. drogas;

Art. 32. As plantações ilícitas serão III - utiliza local ou bem de qualquer natureza
imediatamente destruídas pelo delegado de polícia de que tem a propriedade, posse, administração,
na forma do art. 50-A, que recolherá quantidade guarda ou vigilância, ou consente que outrem dele
suficiente para exame pericial, de tudo lavrando se utilize, ainda que gratuitamente, sem autorização
auto de levantamento das condições encontradas, ou em desacordo com determinação legal ou
com a delimitação do local, asseguradas as regulamentar, para o tráfico ilícito de drogas.
medidas necessárias para a preservação da
prova. (Redação dada pela Lei nº 12.961, de 2014) § 2o Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao
uso indevido de droga: (Vide ADI nº 4.274)

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Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e prática de qualquer dos crimes previstos nos arts.
multa de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias-multa. 33, caput e § 1o, e 34 desta Lei:

§ 3o Oferecer droga, eventualmente e sem Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e


objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, pagamento de 300 (trezentos) a 700 (setecentos)
para juntos a consumirem: dias-multa.

Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) Art. 38. Prescrever ou ministrar,


ano, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.500 (mil culposamente, drogas, sem que delas necessite o
e quinhentos) dias-multa, sem prejuízo das penas paciente, ou fazê-lo em doses excessivas ou em
previstas no art. 28. desacordo com determinação legal ou
regulamentar:
§ 4o Nos delitos definidos no caput e no §
o
1 deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois)
um sexto a dois terços, vedada a conversão em anos, e pagamento de 50 (cinqüenta) a 200
penas restritivas de direitos, desde que o agente (duzentos) dias-multa.
seja primário, de bons antecedentes, não se
dedique às atividades criminosas nem integre Parágrafo único. O juiz comunicará a
organização criminosa. (Vide Resolução nº 5, de condenação ao Conselho Federal da categoria
2012) profissional a que pertença o agente.

Art. 34. Fabricar, adquirir, utilizar, Art. 39. Conduzir embarcação ou aeronave
transportar, oferecer, vender, distribuir, entregar a após o consumo de drogas, expondo a dano
qualquer título, possuir, guardar ou fornecer, ainda potencial a incolumidade de outrem:
que gratuitamente, maquinário, aparelho,
instrumento ou qualquer objeto destinado à
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três)
fabricação, preparação, produção ou transformação anos, além da apreensão do veículo, cassação da
de drogas, sem autorização ou em desacordo com habilitação respectiva ou proibição de obtê-la, pelo
determinação legal ou regulamentar: mesmo prazo da pena privativa de liberdade
aplicada, e pagamento de 200 (duzentos) a 400
Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, (quatrocentos) dias-multa.
e pagamento de 1.200 (mil e duzentos) a 2.000
(dois mil) dias-multa. Parágrafo único. As penas de prisão e multa,
aplicadas cumulativamente com as demais, serão
Art. 35. Associarem-se duas ou mais de 4 (quatro) a 6 (seis) anos e de 400
pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou (quatrocentos) a 600 (seiscentos) dias-multa, se o
não, qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, veículo referido no caput deste artigo for de
o
caput e § 1 , e 34 desta Lei: transporte coletivo de passageiros.

Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, Art. 40. As penas previstas nos arts. 33 a 37
e pagamento de 700 (setecentos) a 1.200 (mil e desta Lei são aumentadas de um sexto a dois
duzentos) dias-multa. terços, se:

Parágrafo único. Nas mesmas penas do I - a natureza, a procedência da substância


caput deste artigo incorre quem se associa para a ou do produto apreendido e as circunstâncias do
prática reiterada do crime definido no art. 36 desta fato evidenciarem a transnacionalidade do delito;
Lei.
II - o agente praticar o crime prevalecendo-se
Art. 36. Financiar ou custear a prática de de função pública ou no desempenho de missão de
qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e educação, poder familiar, guarda ou vigilância;
§ 1o, e 34 desta Lei:
III - a infração tiver sido cometida nas
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 20 (vinte) anos, dependências ou imediações de estabelecimentos
e pagamento de 1.500 (mil e quinhentos) a 4.000 prisionais, de ensino ou hospitalares, de sedes de
(quatro mil) dias-multa. entidades estudantis, sociais, culturais, recreativas,
esportivas, ou beneficentes, de locais de trabalho
Art. 37. Colaborar, como informante, com coletivo, de recintos onde se realizem espetáculos
grupo, organização ou associação destinados à ou diversões de qualquer natureza, de serviços de
tratamento de dependentes de drogas ou de

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reinserção social, de unidades militares ou policiais Art. 45. É isento de pena o agente que, em
ou em transportes públicos; razão da dependência, ou sob o efeito, proveniente
de caso fortuito ou força maior, de droga, era, ao
IV - o crime tiver sido praticado com tempo da ação ou da omissão, qualquer que tenha
violência, grave ameaça, emprego de arma de fogo, sido a infração penal praticada, inteiramente
ou qualquer processo de intimidação difusa ou incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
coletiva; determinar-se de acordo com esse entendimento.

V - caracterizado o tráfico entre Estados da Parágrafo único. Quando absolver o agente,


Federação ou entre estes e o Distrito Federal; reconhecendo, por força pericial, que este
apresentava, à época do fato previsto neste artigo,
as condições referidas no caput deste artigo,
VI - sua prática envolver ou visar a atingir
poderá determinar o juiz, na sentença, o seu
criança ou adolescente ou a quem tenha, por
encaminhamento para tratamento médico
qualquer motivo, diminuída ou suprimida a
adequado.
capacidade de entendimento e determinação;

Art. 46. As penas podem ser reduzidas de


VII - o agente financiar ou custear a prática
um terço a dois terços se, por força das
do crime.
circunstâncias previstas no art. 45 desta Lei, o
agente não possuía, ao tempo da ação ou da
Art. 41. O indiciado ou acusado que omissão, a plena capacidade de entender o caráter
colaborar voluntariamente com a investigação ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com
policial e o processo criminal na identificação dos esse entendimento.
demais co-autores ou partícipes do crime e na
recuperação total ou parcial do produto do crime, no
Art. 47. Na sentença condenatória, o juiz,
caso de condenação, terá pena reduzida de um
com base em avaliação que ateste a necessidade
terço a dois terços.
de encaminhamento do agente para tratamento,
realizada por profissional de saúde com
Art. 42. O juiz, na fixação das penas, competência específica na forma da lei,
considerará, com preponderância sobre o previsto determinará que a tal se proceda, observado o
no art. 59 do Código Penal, a natureza e a disposto no art. 26 desta Lei.
quantidade da substância ou do produto, a
personalidade e a conduta social do agente.
14. Abuso de Autoridade (Lei 4.898/65).
Art. 43. Na fixação da multa a que se
referem os arts. 33 a 39 desta Lei, o juiz, atendendo
ao que dispõe o art. 42 desta Lei, determinará o Regula o Direito de Representação e o processo de
número de dias-multa, atribuindo a cada um, Responsabilidade Administrativa Civil e Penal, nos
segundo as condições econômicas dos acusados, casos de abuso de autoridade.
valor não inferior a um trinta avos nem superior a 5
(cinco) vezes o maior salário-mínimo. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber
que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a
Parágrafo único. As multas, que em caso de seguinte Lei:
concurso de crimes serão impostas sempre
cumulativamente, podem ser aumentadas até o Art. 1º O direito de representação e o
décuplo se, em virtude da situação econômica do processo de responsabilidade administrativa civil e
acusado, considerá-las o juiz ineficazes, ainda que penal, contra as autoridades que, no exercício de
aplicadas no máximo. suas funções, cometerem abusos, são regulados
pela presente lei.
Art. 44. Os crimes previstos nos arts. 33,
caput e § 1o, e 34 a 37 desta Lei são inafiançáveis e Art. 2º O direito de representação será
insuscetíveis de sursis, graça, indulto, anistia e exercido por meio de petição:
liberdade provisória, vedada a conversão de suas
penas em restritivas de direitos. a) dirigida à autoridade superior que tiver
competência legal para aplicar, à autoridade civil ou
Parágrafo único. Nos crimes previstos no militar culpada, a respectiva sanção;
caput deste artigo, dar-se-á o livramento
condicional após o cumprimento de dois terços da b) dirigida ao órgão do Ministério Público que
pena, vedada sua concessão ao reincidente tiver competência para iniciar processo-crime contra
específico. a autoridade culpada.

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Parágrafo único. A representação será feita g) recusar o carcereiro ou agente de


em duas vias e conterá a exposição do fato autoridade policial recibo de importância recebida a
constitutivo do abuso de autoridade, com todas as título de carceragem, custas, emolumentos ou de
suas circunstâncias, a qualificação do acusado e o qualquer outra despesa;
rol de testemunhas, no máximo de três, se as
houver. h) o ato lesivo da honra ou do patrimônio de
pessoa natural ou jurídica, quando praticado com
Art. 3º. Constitui abuso de autoridade abuso ou desvio de poder ou sem competência
qualquer atentado: legal;

a) à liberdade de locomoção; i) prolongar a execução de prisão temporária,


de pena ou de medida de segurança, deixando de
b) à inviolabilidade do domicílio; expedir em tempo oportuno ou de cumprir
imediatamente ordem de liberdade. (Incluído pela
Lei nº 7.960, de 21/12/89)
c) ao sigilo da correspondência;

Art. 5º Considera-se autoridade, para os


d) à liberdade de consciência e de crença;
efeitos desta lei, quem exerce cargo, emprego ou
função pública, de natureza civil, ou militar, ainda
e) ao livre exercício do culto religioso; que transitoriamente e sem remuneração.

f) à liberdade de associação; Art. 6º O abuso de autoridade sujeitará o seu


autor à sanção administrativa civil e penal.
g) aos direitos e garantias legais assegurados
ao exercício do voto; § 1º A sanção administrativa será aplicada de
acordo com a gravidade do abuso cometido e
h) ao direito de reunião; consistirá em:

i) à incolumidade física do indivíduo; a) advertência;

j) aos direitos e garantias legais assegurados b) repreensão;


ao exercício profissional. (Incluído pela Lei nº
6.657,de 05/06/79) c) suspensão do cargo, função ou posto por
prazo de cinco a cento e oitenta dias, com perda de
Art. 4º Constitui também abuso de autoridade: vencimentos e vantagens;

a) ordenar ou executar medida privativa da d) destituição de função;


liberdade individual, sem as formalidades legais ou
com abuso de poder; e) demissão;

b) submeter pessoa sob sua guarda ou f) demissão, a bem do serviço público.


custódia a vexame ou a constrangimento não
autorizado em lei;
§ 2º A sanção civil, caso não seja possível
fixar o valor do dano, consistirá no pagamento de
c) deixar de comunicar, imediatamente, ao uma indenização de quinhentos a dez mil cruzeiros.
juiz competente a prisão ou detenção de qualquer
pessoa;
§ 3º A sanção penal será aplicada de acordo
com as regras dos artigos 42 a 56 do Código Penal
d) deixar o Juiz de ordenar o relaxamento de e consistirá em:
prisão ou detenção ilegal que lhe seja comunicada;
a) multa de cem a cinco mil cruzeiros;
e) levar à prisão e nela deter quem quer que
se proponha a prestar fiança, permitida em lei;
b) detenção por dez dias a seis meses;
f) cobrar o carcereiro ou agente de autoridade
c) perda do cargo e a inabilitação para o
policial carceragem, custas, emolumentos ou
exercício de qualquer outra função pública por
qualquer outra despesa, desde que a cobrança não
prazo até três anos.
tenha apoio em lei, quer quanto à espécie quer
quanto ao seu valor;
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§ 4º As penas previstas no parágrafo anterior § 1º A denúncia do Ministério Público será


poderão ser aplicadas autônoma ou apresentada em duas vias.
cumulativamente.
Art. 14. Se a ato ou fato constitutivo do abuso
§ 5º Quando o abuso for cometido por agente de autoridade houver deixado vestígios o ofendido
de autoridade policial, civil ou militar, de qualquer ou o acusado poderá:
categoria, poderá ser cominada a pena autônoma
ou acessória, de não poder o acusado exercer a) promover a comprovação da existência de
funções de natureza policial ou militar no município tais vestígios, por meio de duas testemunhas
da culpa, por prazo de um a cinco anos. qualificadas;

art. 7º recebida a representação em que for b) requerer ao Juiz, até setenta e duas horas
solicitada a aplicação de sanção administrativa, a antes da audiência de instrução e julgamento, a
autoridade civil ou militar competente determinará a designação de um perito para fazer as verificações
instauração de inquérito para apurar o fato. necessárias.

§ 1º O inquérito administrativo obedecerá às § 1º O perito ou as testemunhas farão o seu


normas estabelecidas nas leis municipais, relatório e prestarão seus depoimentos
estaduais ou federais, civis ou militares, que verbalmente, ou o apresentarão por escrito,
estabeleçam o respectivo processo. querendo, na audiência de instrução e julgamento.

§ 2º não existindo no município no Estado ou § 2º No caso previsto na letra a deste artigo a


na legislação militar normas reguladoras do representação poderá conter a indicação de mais
inquérito administrativo serão aplicadas duas testemunhas.
supletivamente, as disposições dos arts. 219 a 225
da Lei nº 1.711, de 28 de outubro de 1952 (Estatuto
Art. 15. Se o órgão do Ministério Público, ao
dos Funcionários Públicos Civis da União). invés de apresentar a denúncia requerer o
arquivamento da representação, o Juiz, no caso de
§ 3º O processo administrativo não poderá ser considerar improcedentes as razões invocadas, fará
sobrestado para o fim de aguardar a decisão da remessa da representação ao Procurador-Geral e
ação penal ou civil. este oferecerá a denúncia, ou designará outro
órgão do Ministério Público para oferecê-la ou
Art. 8º A sanção aplicada será anotada na insistirá no arquivamento, ao qual só então deverá
ficha funcional da autoridade civil ou militar. o Juiz atender.

Art. 9º Simultaneamente com a representação Art. 16. Se o órgão do Ministério Público não
dirigida à autoridade administrativa ou oferecer a denúncia no prazo fixado nesta lei, será
independentemente dela, poderá ser promovida admitida ação privada. O órgão do Ministério
pela vítima do abuso, a responsabilidade civil ou Público poderá, porém, aditar a queixa, repudiá-la e
penal ou ambas, da autoridade culpada. oferecer denúncia substitutiva e intervir em todos os
termos do processo, interpor recursos e, a todo
Art. 10. Vetado tempo, no caso de negligência do querelante,
retomar a ação como parte principal.
Art. 11. À ação civil serão aplicáveis as
normas do Código de Processo Civil. Art. 17. Recebidos os autos, o Juiz, dentro do
prazo de quarenta e oito horas, proferirá despacho,
recebendo ou rejeitando a denúncia.
Art. 12. A ação penal será iniciada,
independentemente de inquérito policial ou
justificação por denúncia do Ministério Público, § 1º No despacho em que receber a
instruída com a representação da vítima do abuso. denúncia, o Juiz designará, desde logo, dia e hora
para a audiência de instrução e julgamento, que
deverá ser realizada, improrrogavelmente. dentro
Art. 13. Apresentada ao Ministério Público a
de cinco dias.
representação da vítima, aquele, no prazo de
quarenta e oito horas, denunciará o réu, desde que
o fato narrado constitua abuso de autoridade, e § 2º A citação do réu para se ver processar,
requererá ao Juiz a sua citação, e, bem assim, a até julgamento final e para comparecer à audiência
designação de audiência de instrução e julgamento. de instrução e julgamento, será feita por mandado
sucinto que, será acompanhado da segunda via da
representação e da denúncia.

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Art. 18. As testemunhas de acusação e Art. 26. Subscreverão o termo o Juiz, o


defesa poderão ser apresentada em juízo, representante do Ministério Público ou o advogado
independentemente de intimação. que houver subscrito a queixa, o advogado ou
defensor do réu e o escrivão.
Parágrafo único. Não serão deferidos pedidos
de precatória para a audiência ou a intimação de Art. 27. Nas comarcas onde os meios de
testemunhas ou, salvo o caso previsto no artigo 14, transporte forem difíceis e não permitirem a
letra "b", requerimentos para a realização de observância dos prazos fixados nesta lei, o juiz
diligências, perícias ou exames, a não ser que o poderá aumentá-las, sempre motivadamente, até o
Juiz, em despacho motivado, considere dobro.
indispensáveis tais providências.
Art. 28. Nos casos omissos, serão aplicáveis
Art. 19. A hora marcada, o Juiz mandará que as normas do Código de Processo Penal, sempre
o porteiro dos auditórios ou o oficial de justiça que compatíveis com o sistema de instrução e
declare aberta a audiência, apregoando em seguida julgamento regulado por esta lei.
o réu, as testemunhas, o perito, o representante do
Ministério Público ou o advogado que tenha Parágrafo único. Das decisões, despachos e
subscrito a queixa e o advogado ou defensor do sentenças, caberão os recursos e apelações
réu. previstas no Código de Processo Penal.

Parágrafo único. A audiência somente deixará Art. 29. Revogam-se as disposições em


de realizar-se se ausente o Juiz. contrário.

Art. 20. Se até meia hora depois da hora Brasília, 9 de dezembro de 1965; 144º da
marcada o Juiz não houver comparecido, os Independência e 77º da República.
presentes poderão retirar-se, devendo o ocorrido
constar do livro de termos de audiência. H. CASTELLO BRANCO
Juracy Magalhães
Art. 21. A audiência de instrução e julgamento
será pública, se contrariamente não dispuser o Juiz,
e realizar-se-á em dia útil, entre dez (10) e dezoito
15. Sistema Nacional de Armas (Lei 10.826/03).
(18) horas, na sede do Juízo ou, excepcionalmente,
no local que o Juiz designar.
Dispõe sobre registro, posse e comercialização de
Art. 22. Aberta a audiência o Juiz fará a armas de fogo e munição, sobre o Sistema
qualificação e o interrogatório do réu, se estiver Nacional de Armas – Sinarm, define crimes e dá
presente. outras providências.

Parágrafo único. Não comparecendo o réu O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber


nem seu advogado, o Juiz nomeará imediatamente que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a
defensor para funcionar na audiência e nos seguinte Lei:
ulteriores termos do processo.
CAPÍTULO I
Art. 23. Depois de ouvidas as testemunhas e DO SISTEMA NACIONAL DE ARMAS
o perito, o Juiz dará a palavra sucessivamente, ao
Ministério Público ou ao advogado que houver
Art. 1o O Sistema Nacional de Armas – Sinarm,
subscrito a queixa e ao advogado ou defensor do
instituído no Ministério da Justiça, no âmbito da
réu, pelo prazo de quinze minutos para cada um,
Polícia Federal, tem circunscrição em todo o
prorrogável por mais dez (10), a critério do Juiz.
território nacional.
Art. 24. Encerrado o debate, o Juiz proferirá
Art. 2o Ao Sinarm compete:
imediatamente a sentença.

I – identificar as características e a
Art. 25. Do ocorrido na audiência o escrivão
propriedade de armas de fogo, mediante cadastro;
lavrará no livro próprio, ditado pelo Juiz, termo que
conterá, em resumo, os depoimentos e as
alegações da acusação e da defesa, os II – cadastrar as armas de fogo produzidas,
requerimentos e, por extenso, os despachos e a importadas e vendidas no País;
sentença.

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III – cadastrar as autorizações de porte de Art. 4o Para adquirir arma de fogo de uso
arma de fogo e as renovações expedidas pela permitido o interessado deverá, além de declarar a
Polícia Federal; efetiva necessidade, atender aos seguintes
requisitos:
IV – cadastrar as transferências de
propriedade, extravio, furto, roubo e outras I - comprovação de idoneidade, com a
ocorrências suscetíveis de alterar os dados apresentação de certidões negativas de
cadastrais, inclusive as decorrentes de fechamento antecedentes criminais fornecidas pela Justiça
de empresas de segurança privada e de transporte Federal, Estadual, Militar e Eleitoral e de não estar
de valores; respondendo a inquérito policial ou a processo
criminal, que poderão ser fornecidas por meios
V – identificar as modificações que alterem as eletrônicos; (Redação dada pela Lei nº 11.706, de
características ou o funcionamento de arma de 2008)
fogo;
II – apresentação de documento
VI – integrar no cadastro os acervos policiais já comprobatório de ocupação lícita e de residência
existentes; certa;

VII – cadastrar as apreensões de armas de III – comprovação de capacidade técnica e de


fogo, inclusive as vinculadas a procedimentos aptidão psicológica para o manuseio de arma de
policiais e judiciais; fogo, atestadas na forma disposta no regulamento
desta Lei.
VIII – cadastrar os armeiros em atividade no
País, bem como conceder licença para exercer a § 1o O Sinarm expedirá autorização de compra
atividade; de arma de fogo após atendidos os requisitos
anteriormente estabelecidos, em nome do
requerente e para a arma indicada, sendo
IX – cadastrar mediante registro os produtores,
intransferível esta autorização.
atacadistas, varejistas, exportadores e importadores
autorizados de armas de fogo, acessórios e
munições; § 2o A aquisição de munição somente poderá
ser feita no calibre correspondente à arma
registrada e na quantidade estabelecida no
X – cadastrar a identificação do cano da arma,
regulamento desta Lei. (Redação dada pela Lei nº
as características das impressões de raiamento e
11.706, de 2008)
de microestriamento de projétil disparado, conforme
marcação e testes obrigatoriamente realizados pelo
fabricante; § 3o A empresa que comercializar arma de
fogo em território nacional é obrigada a comunicar a
venda à autoridade competente, como também a
XI – informar às Secretarias de Segurança
manter banco de dados com todas as
Pública dos Estados e do Distrito Federal os
características da arma e cópia dos documentos
registros e autorizações de porte de armas de fogo
previstos neste artigo.
nos respectivos territórios, bem como manter o
cadastro atualizado para consulta.
§ 4o A empresa que comercializa armas de
fogo, acessórios e munições responde legalmente
Parágrafo único. As disposições deste artigo
por essas mercadorias, ficando registradas como
não alcançam as armas de fogo das Forças
de sua propriedade enquanto não forem vendidas.
Armadas e Auxiliares, bem como as demais que
constem dos seus registros próprios.
§ 5o A comercialização de armas de fogo,
acessórios e munições entre pessoas físicas
CAPÍTULO II
somente será efetivada mediante autorização do
DO REGISTRO
Sinarm.
Art. 3o É obrigatório o registro de arma de fogo
§ 6o A expedição da autorização a que se
no órgão competente.
refere o § 1o será concedida, ou recusada com a
devida fundamentação, no prazo de 30 (trinta) dias
Parágrafo único. As armas de fogo de uso úteis, a contar da data do requerimento do
restrito serão registradas no Comando do Exército, interessado.
na forma do regulamento desta Lei.

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§ 7o O registro precário a que se refere o § II - revalidação pela unidade do Departamento


o
4 prescinde do cumprimento dos requisitos dos de Polícia Federal do certificado de registro
incisos I, II e III deste artigo. provisório pelo prazo que estimar como necessário
para a emissão definitiva do certificado de registro
§ 8o Estará dispensado das exigências de propriedade. (Incluído pela Lei nº 11.706, de
constantes do inciso III do caput deste artigo, na 2008)
forma do regulamento, o interessado em adquirir
arma de fogo de uso permitido que comprove estar CAPÍTULO III
autorizado a portar arma com as mesmas DO PORTE
características daquela a ser adquirida. (Incluído
pela Lei nº 11.706, de 2008) Art. 6o É proibido o porte de arma de fogo em
todo o território nacional, salvo para os casos
Art. 5o O certificado de Registro de Arma de previstos em legislação própria e para:
Fogo, com validade em todo o território nacional,
autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo I – os integrantes das Forças Armadas;
exclusivamente no interior de sua residência ou
domicílio, ou dependência desses, ou, ainda, no II – os integrantes de órgãos referidos nos
seu local de trabalho, desde que seja ele o titular ou incisos do caput do art. 144 da Constituição
o responsável legal pelo estabelecimento ou
Federal;
empresa. (Redação dada pela Lei nº 10.884, de
2004)
III – os integrantes das guardas municipais das
o capitais dos Estados e dos Municípios com mais de
§ 1 O certificado de registro de arma de fogo
500.000 (quinhentos mil) habitantes, nas condições
será expedido pela Polícia Federal e será precedido estabelecidas no regulamento desta Lei;
de autorização do Sinarm.
IV - os integrantes das guardas municipais dos
§ 2o Os requisitos de que tratam os incisos I, II Municípios com mais de 50.000 (cinqüenta mil) e
e III do art. 4o deverão ser comprovados menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes,
periodicamente, em período não inferior a 3 (três) quando em serviço; (Redação dada pela Lei nº
anos, na conformidade do estabelecido no 10.867, de 2004)
regulamento desta Lei, para a renovação do
Certificado de Registro de Arma de Fogo.
V – os agentes operacionais da Agência
o Brasileira de Inteligência e os agentes do
§ 3 O proprietário de arma de fogo com Departamento de Segurança do Gabinete de
certificados de registro de propriedade expedido por Segurança Institucional da Presidência da
órgão estadual ou do Distrito Federal até a data da República;
publicação desta Lei que não optar pela entrega
espontânea prevista no art. 32 desta Lei deverá
renová-lo mediante o pertinente registro federal, até VI – os integrantes dos órgãos policiais
o dia 31 de dezembro de 2008, ante a referidos no art. 51, IV, e no art. 52, XIII, da
apresentação de documento de identificação Constituição Federal;
pessoal e comprovante de residência fixa, ficando
dispensado do pagamento de taxas e do VII – os integrantes do quadro efetivo dos
cumprimento das demais exigências constantes dos agentes e guardas prisionais, os integrantes das
incisos I a III do caput do art. 4o desta Lei. (Redação escoltas de presos e as guardas portuárias;
dada pela Lei nº 11.706, de 2008) (Prorrogação de
prazo) VIII – as empresas de segurança privada e de
transporte de valores constituídas, nos termos
§ 4o Para fins do cumprimento do disposto no desta Lei;
o
§ 3 deste artigo, o proprietário de arma de fogo
poderá obter, no Departamento de Polícia Federal, IX – para os integrantes das entidades de
certificado de registro provisório, expedido na rede desporto legalmente constituídas, cujas atividades
mundial de computadores - internet, na forma do esportivas demandem o uso de armas de fogo, na
regulamento e obedecidos os procedimentos a forma do regulamento desta Lei, observando-se, no
seguir: (Redação dada pela Lei nº 11.706, de 2008) que couber, a legislação ambiental.

I - emissão de certificado de registro provisório X - integrantes das Carreiras de Auditoria da


pela internet, com validade inicial de 90 (noventa) Receita Federal do Brasil e de Auditoria-Fiscal do
dias; e (Incluído pela Lei nº 11.706, de 2008) Trabalho, cargos de Auditor-Fiscal e Analista

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Tributário. (Redação dada pela Lei nº 11.501, de regulamento desta Lei, observada a supervisão do
2007) Comando do Exército. (Redação dada pela Lei nº
10.867, de 2004)
XI - os tribunais do Poder Judiciário descritos
no art. 92 da Constituição Federal e os Ministérios § 4o Os integrantes das Forças Armadas, das
Públicos da União e dos Estados, para uso polícias federais e estaduais e do Distrito Federal,
exclusivo de servidores de seus quadros pessoais bem como os militares dos Estados e do Distrito
que efetivamente estejam no exercício de funções Federal, ao exercerem o direito descrito no art. 4 o,
de segurança, na forma de regulamento a ser ficam dispensados do cumprimento do disposto nos
emitido pelo Conselho Nacional de Justiça - CNJ e incisos I, II e III do mesmo artigo, na forma do
pelo Conselho Nacional do Ministério Público - regulamento desta Lei.
CNMP. (Incluído pela Lei nº 12.694, de 2012)
§ 5o Aos residentes em áreas rurais, maiores
o
§ 1 As pessoas previstas nos incisos I, II, III, de 25 (vinte e cinco) anos que comprovem
V e VI do caput deste artigo terão direito de portar depender do emprego de arma de fogo para prover
arma de fogo de propriedade particular ou fornecida sua subsistência alimentar familiar será concedido
pela respectiva corporação ou instituição, mesmo pela Polícia Federal o porte de arma de fogo, na
fora de serviço, nos termos do regulamento desta categoria caçador para subsistência, de uma arma
Lei, com validade em âmbito nacional para aquelas de uso permitido, de tiro simples, com 1 (um) ou 2
constantes dos incisos I, II, V e VI. (Redação dada (dois) canos, de alma lisa e de calibre igual ou
pela Lei nº 11.706, de 2008) inferior a 16 (dezesseis), desde que o interessado
comprove a efetiva necessidade em requerimento
§ 1o-A (Revogado pela Lei nº 11.706, de 2008) ao qual deverão ser anexados os seguintes
documentos: (Redação dada pela Lei nº 11.706, de
2008)
§ 1º-B. Os integrantes do quadro efetivo de
agentes e guardas prisionais poderão portar arma
de fogo de propriedade particular ou fornecida pela I - documento de identificação
respectiva corporação ou instituição, mesmo fora de pessoal; (Incluído pela Lei nº 11.706, de 2008)
serviço, desde que estejam: (Incluído pela Lei nº
12.993, de 2014) II - comprovante de residência em área rural;
e (Incluído pela Lei nº 11.706, de 2008)
I - submetidos a regime de dedicação
exclusiva; (Incluído pela Lei nº 12.993, de 2014) III - atestado de bons antecedentes. (Incluído
pela Lei nº 11.706, de 2008)
II - sujeitos à formação funcional, nos termos
do regulamento; e (Incluído pela Lei nº 12.993, § 6o O caçador para subsistência que der
de 2014) outro uso à sua arma de fogo, independentemente
de outras tipificações penais, responderá, conforme
o caso, por porte ilegal ou por disparo de arma de
III - subordinados a mecanismos de fogo de uso permitido.(Redação dada pela Lei nº
fiscalização e de controle interno. (Incluído pela 11.706, de 2008)
Lei nº 12.993, de 2014)
§ 7o Aos integrantes das guardas municipais
§ 1º-C. (VETADO). (Incluído pela Lei nº dos Municípios que integram regiões metropolitanas
12.993, de 2014) será autorizado porte de arma de fogo, quando em
serviço. (Incluído pela Lei nº 11.706, de 2008)
§ 2o A autorização para o porte de arma de
fogo aos integrantes das instituições descritas nos Art. 7o As armas de fogo utilizadas pelos
incisos V, VI, VII e X do caput deste artigo está empregados das empresas de segurança privada e
condicionada à comprovação do requisito a que se de transporte de valores, constituídas na forma da
refere o inciso III do caputdo art. 4o desta Lei nas lei, serão de propriedade, responsabilidade e
condições estabelecidas no regulamento desta guarda das respectivas empresas, somente
Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.706, de 2008) podendo ser utilizadas quando em serviço, devendo
essas observar as condições de uso e de
§ 3o A autorização para o porte de arma de armazenagem estabelecidas pelo órgão
fogo das guardas municipais está condicionada à competente, sendo o certificado de registro e a
formação funcional de seus integrantes em autorização de porte expedidos pela Polícia Federal
estabelecimentos de ensino de atividade policial e à em nome da empresa.
existência de mecanismos de fiscalização e de
controle interno, nas condições estabelecidas no

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§ 1o O proprietário ou diretor responsável de semestralmente no Sinarm. (Incluído pela Lei nº


empresa de segurança privada e de transporte de 12.694, de 2012)
valores responderá pelo crime previsto no parágrafo
único do art. 13 desta Lei, sem prejuízo das demais § 5o As instituições de que trata este artigo
sanções administrativas e civis, se deixar de são obrigadas a registrar ocorrência policial e a
registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia comunicar à Polícia Federal eventual perda, furto,
Federal perda, furto, roubo ou outras formas de roubo ou outras formas de extravio de armas de
extravio de armas de fogo, acessórios e munições fogo, acessórios e munições que estejam sob sua
que estejam sob sua guarda, nas primeiras 24 guarda, nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas
(vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato. depois de ocorrido o fato. (Incluído pela Lei nº
12.694, de 2012)
§ 2o A empresa de segurança e de transporte
de valores deverá apresentar documentação Art. 8o As armas de fogo utilizadas em
comprobatória do preenchimento dos requisitos entidades desportivas legalmente constituídas
constantes do art. 4o desta Lei quanto aos devem obedecer às condições de uso e de
empregados que portarão arma de fogo. armazenagem estabelecidas pelo órgão
competente, respondendo o possuidor ou o
§ 3o A listagem dos empregados das empresas autorizado a portar a arma pela sua guarda na
referidas neste artigo deverá ser atualizada forma do regulamento desta Lei.
semestralmente junto ao Sinarm.
Art. 9o Compete ao Ministério da Justiça a
o
Art. 7 -A. As armas de fogo utilizadas pelos autorização do porte de arma para os responsáveis
servidores das instituições descritas no inciso XI do pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita
art. 6o serão de propriedade, responsabilidade e ou sediados no Brasil e, ao Comando do Exército,
guarda das respectivas instituições, somente nos termos do regulamento desta Lei, o registro e a
podendo ser utilizadas quando em serviço, devendo concessão de porte de trânsito de arma de fogo
estas observar as condições de uso e de para colecionadores, atiradores e caçadores e de
armazenagem estabelecidas pelo órgão representantes estrangeiros em competição
competente, sendo o certificado de registro e a internacional oficial de tiro realizada no território
autorização de porte expedidos pela Polícia Federal nacional.
em nome da instituição. (Incluído pela Lei nº
12.694, de 2012) Art. 10. A autorização para o porte de arma de
fogo de uso permitido, em todo o território nacional,
§ 1o A autorização para o porte de arma de é de competência da Polícia Federal e somente
fogo de que trata este artigo independe do será concedida após autorização do Sinarm.
pagamento de taxa. (Incluído pela Lei nº 12.694, de
2012) § 1o A autorização prevista neste artigo poderá
ser concedida com eficácia temporária e territorial
§ 2o O presidente do tribunal ou o chefe do limitada, nos termos de atos regulamentares, e
Ministério Público designará os servidores de seus dependerá de o requerente:
quadros pessoais no exercício de funções de
segurança que poderão portar arma de fogo, I – demonstrar a sua efetiva necessidade por
respeitado o limite máximo de 50% (cinquenta por exercício de atividade profissional de risco ou de
cento) do número de servidores que exerçam ameaça à sua integridade física;
funções de segurança. (Incluído pela Lei nº 12.694,
de 2012) II – atender às exigências previstas no art.
o
4o desta Lei;
§ 3 O porte de arma pelos servidores das
instituições de que trata este artigo fica III – apresentar documentação de propriedade
condicionado à apresentação de documentação de arma de fogo, bem como o seu devido registro
comprobatória do preenchimento dos requisitos no órgão competente.
constantes do art. 4o desta Lei, bem como à
formação funcional em estabelecimentos de ensino
de atividade policial e à existência de mecanismos § 2o A autorização de porte de arma de fogo,
de fiscalização e de controle interno, nas condições prevista neste artigo, perderá automaticamente sua
estabelecidas no regulamento desta Lei. (Incluído eficácia caso o portador dela seja detido ou
pela Lei nº 12.694, de 2012) abordado em estado de embriaguez ou sob efeito
de substâncias químicas ou alucinógenas.
§ 4o A listagem dos servidores das instituições
de que trata este artigo deverá ser atualizada

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Art. 11. Fica instituída a cobrança de taxas, Posse irregular de arma de fogo de uso
nos valores constantes do Anexo desta Lei, pela permitido
prestação de serviços relativos:
Art. 12. Possuir ou manter sob sua guarda
I – ao registro de arma de fogo; arma de fogo, acessório ou munição, de uso
permitido, em desacordo com determinação legal
II – à renovação de registro de arma de fogo; ou regulamentar, no interior de sua residência ou
dependência desta, ou, ainda no seu local de
trabalho, desde que seja o titular ou o responsável
III – à expedição de segunda via de registro de
legal do estabelecimento ou empresa:
arma de fogo;

Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e


IV – à expedição de porte federal de arma de
multa.
fogo;

Omissão de cautela
V – à renovação de porte de arma de fogo;

Art. 13. Deixar de observar as cautelas


VI – à expedição de segunda via de porte
necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito)
federal de arma de fogo.
anos ou pessoa portadora de deficiência mental se
apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse
§ 1o Os valores arrecadados destinam-se ao ou que seja de sua propriedade:
custeio e à manutenção das atividades do Sinarm,
da Polícia Federal e do Comando do Exército, no
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e
âmbito de suas respectivas responsabilidades.
multa.
§ 2o São isentas do pagamento das taxas
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorrem
previstas neste artigo as pessoas e as instituições a
o proprietário ou diretor responsável de empresa de
que se referem os incisos I a VII e X e o § 5 o do art.
o segurança e transporte de valores que deixarem de
6 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.706, de
registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia
2008)
Federal perda, furto, roubo ou outras formas de
extravio de arma de fogo, acessório ou munição
Art. 11-A. O Ministério da Justiça disciplinará que estejam sob sua guarda, nas primeiras 24
a forma e as condições do credenciamento de (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato.
profissionais pela Polícia Federal para
comprovação da aptidão psicológica e da
Porte ilegal de arma de fogo de uso
capacidade técnica para o manuseio de arma de
permitido
fogo. (Incluído pela Lei nº 11.706, de 2008)

Art. 14. Portar, deter, adquirir, fornecer,


§ 1o Na comprovação da aptidão psicológica,
receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda
o valor cobrado pelo psicólogo não poderá exceder
que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar,
ao valor médio dos honorários profissionais para
manter sob guarda ou ocultar arma de fogo,
realização de avaliação psicológica constante do
acessório ou munição, de uso permitido, sem
item 1.16 da tabela do Conselho Federal de
autorização e em desacordo com determinação
Psicologia. (Incluído pela Lei nº 11.706, de 2008)
legal ou regulamentar:
§ 2o Na comprovação da capacidade técnica,
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos,
o valor cobrado pelo instrutor de armamento e tiro
e multa.
não poderá exceder R$ 80,00 (oitenta
reais), acrescido do custo da munição. (Incluído pela
Lei nº 11.706, de 2008) Parágrafo único. O crime previsto neste artigo
é inafiançável, salvo quando a arma de fogo estiver
registrada em nome do agente. (Vide Adin 3.112-1)
§ 3o A cobrança de valores superiores aos
previstos nos §§ 1o e 2o deste artigo implicará o
descredenciamento do profissional pela Polícia Disparo de arma de fogo
Federal. (Incluído pela Lei nº 11.706, de 2008)
Art. 15. Disparar arma de fogo ou acionar
CAPÍTULO IV munição em lugar habitado ou em suas
DOS CRIMES E DAS PENAS adjacências, em via pública ou em direção a ela,
desde que essa conduta não tenha como finalidade
a prática de outro crime:

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Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, autorização ou em desacordo com determinação


e multa. legal ou regulamentar:

Parágrafo único. O crime previsto neste artigo Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos,
é inafiançável. (Vide Adin 3.112-1) e multa.

Posse ou porte ilegal de arma de fogo de Parágrafo único. Equipara-se à atividade


uso restrito comercial ou industrial, para efeito deste artigo,
qualquer forma de prestação de serviços,
Art. 16. Possuir, deter, portar, adquirir, fabricação ou comércio irregular ou clandestino,
fornecer, receber, ter em depósito, transportar, inclusive o exercido em residência.
ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter,
empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma Tráfico internacional de arma de fogo
de fogo, acessório ou munição de uso proibido ou
restrito, sem autorização e em desacordo com Art. 18. Importar, exportar, favorecer a entrada
determinação legal ou regulamentar: ou saída do território nacional, a qualquer título, de
arma de fogo, acessório ou munição, sem
Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e autorização da autoridade competente:
multa.
Pena – reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos,
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre e multa.
quem:
Art. 19. Nos crimes previstos nos arts. 17 e 18,
I – suprimir ou alterar marca, numeração ou a pena é aumentada da metade se a arma de fogo,
qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou acessório ou munição forem de uso proibido ou
artefato; restrito.

II – modificar as características de arma de Art. 20. Nos crimes previstos nos arts. 14, 15,
fogo, de forma a torná-la equivalente a arma de 16, 17 e 18, a pena é aumentada da metade se
fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de forem praticados por integrante dos órgãos e
dificultar ou de qualquer modo induzir a erro empresas referidas nos arts. 6o, 7o e 8o desta Lei.
autoridade policial, perito ou juiz;
Art. 21. Os crimes previstos nos arts. 16, 17 e
III – possuir, detiver, fabricar ou empregar 18 são insuscetíveis de liberdade provisória. (Vide
artefato explosivo ou incendiário, sem autorização Adin 3.112-1)
ou em desacordo com determinação legal ou
regulamentar; CAPÍTULO V
DISPOSIÇÕES GERAIS
IV – portar, possuir, adquirir, transportar ou
fornecer arma de fogo com numeração, marca ou Art. 22. O Ministério da Justiça poderá celebrar
qualquer outro sinal de identificação raspado, convênios com os Estados e o Distrito Federal para
suprimido ou adulterado; o cumprimento do disposto nesta Lei.

V – vender, entregar ou fornecer, ainda que Art. 23. A classificação legal, técnica e geral
gratuitamente, arma de fogo, acessório, munição ou bem como a definição das armas de fogo e demais
explosivo a criança ou adolescente; e produtos controlados, de usos proibidos, restritos,
permitidos ou obsoletos e de valor histórico serão
VI – produzir, recarregar ou reciclar, sem disciplinadas em ato do chefe do Poder Executivo
autorização legal, ou adulterar, de qualquer forma, Federal, mediante proposta do Comando do
munição ou explosivo. Exército. (Redação dada pela Lei nº 11.706, de
2008)
Comércio ilegal de arma de fogo
§ 1o Todas as munições comercializadas no
Art. 17. Adquirir, alugar, receber, transportar, País deverão estar acondicionadas em embalagens
conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, com sistema de código de barras, gravado na caixa,
montar, remontar, adulterar, vender, expor à venda, visando possibilitar a identificação do fabricante e
ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio do adquirente, entre outras informações definidas
ou alheio, no exercício de atividade comercial ou pelo regulamento desta Lei.
industrial, arma de fogo, acessório ou munição, sem
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§ 2o Para os órgãos referidos no art. 6 o, § 3o O transporte das armas de fogo doadas


somente serão expedidas autorizações de compra será de responsabilidade da instituição beneficiada,
de munição com identificação do lote e do que procederá ao seu cadastramento no Sinarm ou
adquirente no culote dos projéteis, na forma do no Sigma. (Incluído pela Lei nº 11.706, de 2008)
regulamento desta Lei.
§ 4o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11.706,
o
§ 3 As armas de fogo fabricadas a partir de 1 de 2008)
(um) ano da data de publicação desta Lei conterão
dispositivo intrínseco de segurança e de § 5o O Poder Judiciário instituirá instrumentos
identificação, gravado no corpo da arma, definido para o encaminhamento ao Sinarm ou ao Sigma,
pelo regulamento desta Lei, exclusive para os conforme se trate de arma de uso permitido ou de
órgãos previstos no art. 6o. uso restrito, semestralmente, da relação de armas
acauteladas em juízo, mencionando suas
§ 4o As instituições de ensino policial e as características e o local onde se
guardas municipais referidas nos incisos III e IV encontram. (Incluído pela Lei nº 11.706, de 2008)
do caput do art. 6o desta Lei e no seu § 7o poderão
adquirir insumos e máquinas de recarga de Art. 26. São vedadas a fabricação, a venda, a
munição para o fim exclusivo de suprimento de comercialização e a importação de brinquedos,
suas atividades, mediante autorização concedida réplicas e simulacros de armas de fogo, que com
nos termos definidos em regulamento. (Incluído estas se possam confundir.
pela Lei nº 11.706, de 2008)
Parágrafo único. Excetuam-se da proibição as
Art. 24. Excetuadas as atribuições a que se réplicas e os simulacros destinados à instrução, ao
refere o art. 2º desta Lei, compete ao Comando do adestramento, ou à coleção de usuário autorizado,
Exército autorizar e fiscalizar a produção, nas condições fixadas pelo Comando do Exército.
exportação, importação, desembaraço alfandegário
e o comércio de armas de fogo e demais produtos Art. 27. Caberá ao Comando do Exército
controlados, inclusive o registro e o porte de trânsito autorizar, excepcionalmente, a aquisição de armas
de arma de fogo de colecionadores, atiradores e de fogo de uso restrito.
caçadores.
Parágrafo único. O disposto neste artigo não
Art. 25. As armas de fogo apreendidas, após a se aplica às aquisições dos Comandos Militares.
elaboração do laudo pericial e sua juntada aos
autos, quando não mais interessarem à persecução
penal serão encaminhadas pelo juiz competente ao Art. 28. É vedado ao menor de 25 (vinte e
Comando do Exército, no prazo máximo de 48 cinco) anos adquirir arma de fogo, ressalvados os
(quarenta e oito) horas, para destruição ou doação integrantes das entidades constantes dos incisos I,
aos órgãos de segurança pública ou às Forças II, III, V, VI, VII e X do caput do art. 6o desta
Armadas, na forma do regulamento desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.706, de 2008)
Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.706, de 2008)
Art. 29. As autorizações de porte de armas de
o
§ 1 As armas de fogo encaminhadas ao fogo já concedidas expirar-se-ão 90 (noventa) dias
Comando do Exército que receberem parecer após a publicação desta Lei. (Vide Lei nº 10.884, de
favorável à doação, obedecidos o padrão e a 2004)
dotação de cada Força Armada ou órgão de
segurança pública, atendidos os critérios de Parágrafo único. O detentor de autorização
prioridade estabelecidos pelo Ministério da Justiça e com prazo de validade superior a 90 (noventa) dias
ouvido o Comando do Exército, serão arroladas em poderá renová-la, perante a Polícia Federal, nas
relatório reservado trimestral a ser encaminhado condições dos arts. 4o, 6o e 10 desta Lei, no prazo
àquelas instituições, abrindo-se-lhes prazo para de 90 (noventa) dias após sua publicação, sem
manifestação de interesse. (Incluído pela Lei nº ônus para o requerente.
11.706, de 2008)
Art. 30. Os possuidores e proprietários de
§ 2o O Comando do Exército encaminhará a arma de fogo de uso permitido ainda não registrada
relação das armas a serem doadas ao juiz deverão solicitar seu registro até o dia 31 de
competente, que determinará o seu perdimento em dezembro de 2008, mediante apresentação de
favor da instituição beneficiada. (Incluído pela Lei nº documento de identificação pessoal e comprovante
11.706, de 2008) de residência fixa, acompanhados de nota fiscal de
compra ou comprovação da origem lícita da posse,
pelos meios de prova admitidos em direito, ou

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declaração firmada na qual constem as adotarão as providências necessárias para evitar o


características da arma e a sua condição de embarque de passageiros armados.
proprietário, ficando este dispensado do pagamento
de taxas e do cumprimento das demais exigências CAPÍTULO VI
constantes dos incisos I a III do caput do art. DISPOSIÇÕES FINAIS
4o desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.706, de
2008) (Prorrogação de prazo) Art. 35. É proibida a comercialização de arma
de fogo e munição em todo o território nacional,
Parágrafo único. Para fins do cumprimento do salvo para as entidades previstas no art. 6o desta
disposto no caput deste artigo, o proprietário de Lei.
arma de fogo poderá obter, no Departamento de
Polícia Federal, certificado de registro provisório, § 1o Este dispositivo, para entrar em vigor,
expedido na forma do § 4o do art. 5o desta dependerá de aprovação mediante referendo
Lei. (Incluído pela Lei nº 11.706, de 2008) popular, a ser realizado em outubro de 2005.

Art. 31. Os possuidores e proprietários de § 2o Em caso de aprovação do referendo


armas de fogo adquiridas regularmente poderão, a popular, o disposto neste artigo entrará em vigor na
qualquer tempo, entregá-las à Polícia Federal, data de publicação de seu resultado pelo Tribunal
mediante recibo e indenização, nos termos do
Superior Eleitoral.
regulamento desta Lei.
Art. 36. É revogada a Lei no 9.437, de 20 de
Art. 32. Os possuidores e proprietários de fevereiro de 1997.
arma de fogo poderão entregá-la,
espontaneamente, mediante recibo, e, presumindo-
se de boa-fé, serão indenizados, na forma do Art. 37. Esta Lei entra em vigor na data de sua
regulamento, ficando extinta a punibilidade de publicação.
eventual posse irregular da referida arma. (Redação
dada pela Lei nº 11.706, de 2008) Brasília, 22 de dezembro de 2003; 182 o da
o
Independência e 115 da República.
Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº
11.706, de 2008) LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Márcio Thomaz Bastos
Art. 33. Será aplicada multa de R$ 100.000,00 José Viegas Filho
(cem mil reais) a R$ 300.000,00 (trezentos mil Marina Silva
reais), conforme especificar o regulamento desta
Lei:

I – à empresa de transporte aéreo, rodoviário,


ferroviário, marítimo, fluvial ou lacustre que
deliberadamente, por qualquer meio, faça, “Imagine uma nova história para sua vida e acredite
promova, facilite ou permita o transporte de arma nela” Paulo Coelho
ou munição sem a devida autorização ou com
inobservância das normas de segurança;

II – à empresa de produção ou comércio de


armamentos que realize publicidade para venda,
estimulando o uso indiscriminado de armas de fogo,
exceto nas publicações especializadas.

Art. 34. Os promotores de eventos em locais


fechados, com aglomeração superior a 1000 (um
mil) pessoas, adotarão, sob pena de
responsabilidade, as providências necessárias para
evitar o ingresso de pessoas armadas, ressalvados
os eventos garantidos pelo inciso VI do art. 5 o da
Constituição Federal.

Parágrafo único. As empresas responsáveis


pela prestação dos serviços de transporte
internacional e interestadual de passageiros
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