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Fontanário

peça arquitetônica que ejeta água

Chafariz central no Jardim Botânico do Rio de

Janeiro.
Chafariz São José, em Tiradentes, construído no
Século XVII.

Um fontanário[1] ou chafariz, às vezes


chamado somente por fonte, é uma
construção, ornamental ou não, provida
de uma ou mais bicas, de onde jorra
água potável. Geralmente, situa-se em
local aberto à visitação pública, como
praças e jardins. Pode ser erigido com
diversos propósitos, dentre eles: manter
a humidade do ar, saciar a sede, servir de
ornamento ou decoração.
Mundo antigo

A Fonte de Neptuno, na Piazza Navona, em Roma,


Itália.

O Fontanário do Gigante, em Napoli, Itália.


Tal como foi descoberto em pinturas
tumulares no ano 3.000 a.c.. os egípcios
plantavam jardins entre muros à volta
das suas casas. Com o decorrer do
tempo, esses jardins passaram a ser
externos providos de lagos rectangulares
com peixes e rodeados por filas de
árvores de fruto e plantas ornamentais.

Nas terras altas da Mesopotâmia, os


assírios e os persas projectavam jardins
rectangulares rodeados por muros e
irrigados por lagos e canais que
usufruíam da sombra de vastas
extensões de árvores. Estes jardins
simbolizavam o paraíso e inspiravam os
motivos representados nos tapetes
persa, motivos esses que chegaram até
aos dias de hoje.

As casas romanas, semelhantes às


gregas, incluíam um jardim rodeado de
colunas, tal como se encontra descrito
nas pinturas murais em Pompeia e tal
como foram descritos por Plínio, o Velho.
Os vastos terrenos da vila do imperados
Adriano, perto do Tivoli (século II a.C.),
revelavam magníficas paisagens, assim
como o povo romano usufruía dos
jardins que integravam os banhos
públicos. Em Portugal a Fonte do Ídolo é
um santuário da época romana de
Bracara Augusta dedicado à divindade
fluvial Tongoenabiago.
Mundo oriental
Vivendo num clima habitualmente
quente e seco, os muçulmanos foram
inspirados pelos oásis do deserto e
pelos jardim do paraíso dos persas, que
se centrava na água. Os jardins
muçulmanos eram habitualmente um ou
mais campos fechados rodeados por
frias arcadas e plantados com árvores
ou arbustos. Eram alegrados por
mosaicos coloridos, fontes e lagos com
um alternar de luz e sombra.

Após o século XV, os mouros em


Espanha construíram jardins
semelhantes em Córdova, Toledo e,
especialmente, em Alhambra e Granada.
Jardins semelhantes nos quais flores,
árvores de fruto, água e sombra,
constituíam uma composição
equilibrada foram igualmente
construídos pelos Mogóis, na Índia,
durante os sécs. XVII e XVIII. Os
exemplos mais flagrantes são os jardins
do Taj Mahal, em Agra e os jardins de
Shalimar, em Lahore.

Na China, palácios, templos e casas


possuíam pátios internos os quais
podiam incluir árvores e plantas
(frequentemente em vasos que podiam
mudar com as estações do ano) e
agradáveis lagos. A cidade imperial de
Beijing possuía elaborados e agradáveis
jardins com árvores, lagos artificiais com
montes, pontes e pavilhões cobertos.

Também no Japão existe uma longa


tradição inspirada nos jardins da China e
Coreia. Quioto é especialmente famosa
pelos seus jardins que possuem lagos e
quedas de água, rochas, pedras e areia e
árvores de folhagem permanente. Cada
elemento do jardim foi cuidadosamente
planeado, frequentemente por monges
Zen e pintores, por forma a criar um
ambiente de calma, paz e harmonia.

Período romântico
Fonte no distrito de Grussaí (São João da Barra).

No fim do século XVIII, o aparecimento


do Romantismo com o seu ênfase no
selvagem natural, o pitoresco, o passado
e o exótico, conduziram a importantes
alterações na arquitectura paisagista, tal
como se verificou em outras artes. Em
algumas grandes casas tal como
Blenheim Palace e Chatsworth, os
arquitectos ingleses substituíram as
camas de flores simetricamente
arranjadas e os caminhos estreitos, por
montes com caminhos cheios de curvas,
rios e lagos por árvores plantadas de
forma informal para conferir um efeito
mais selvagem.

O estilo romântico inglês espalhou-se


por toda a Europa via França, onde o
exemplo mais notável foi criado em
Ermenonville. Este estilo foi, igualmente,
introduzido na América do Norte, em
Monticello, no estado da Virgínia. O
exemplo mais importante deste estilo é o
Central Park, na cidade de Nova Iorque,
desenhado em 1857.
Chafariz francês localizado em Rio Grande (RS).

Século XX
A arquitectura doméstica da primeira
metade do séc. XX tentou integrar a casa
no meio envolvente. Nas áreas de clima
temperado, tal como a Califórnia, o
jardim pode ter continuidade para o
interior da casa. No estilo dos
apartamentos actuais, muitos
arquitectos procuram incorporar
elementos naturais no seu design
interior.
As piscinas interiores e as fontes gozam,
actualmente, de grande popularidade,
quer nas casas de habitação, quer nos
próprios escritórios, pois oferecem
grande tranquilidade ajudando as
pequenas áreas a tornarem-se mais
serenas e pessoais.

Ver também
Bebedouro

Referências
1. http://www.dicio.com.br/fontanario/

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