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Sérgio Moro

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Sérgio Fernando Moro GOMM • DMJM[6] (Maringá, 1 de
Sérgio Moro
agosto de 1972) é um jurista, ex-magistrado, escritor, professor
GOMM • DMJM
universitário e atual ministro da Justiça e Segurança Pública do
Brasil.[7] Foi juiz federal da 13.ª Vara Criminal Federal de
Curitiba[8][9] e professor de direito processual penal na
Universidade Federal do Paraná (UFPR).[10][11]

Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá


em 1995, concluiu o mestrado e o doutorado na Universidade
Federal do Paraná.[5] Especializou-se em crimes financeiros e
tornou-se juiz federal em 1996.[5][8] Nessa função, trabalhou
em casos como o escândalo do Banestado e a Operação Farol
da Colina. Também auxiliou, no Supremo Tribunal Federal, a
ministra Rosa Weber durante o julgamento dos crimes relativos
ao escândalo do Mensalão.[12][13][14]

Moro ganhou enorme notoriedade nacional e internacional por


comandar, entre março de 2014 e novembro de 2018, o
julgamento em primeira instância dos crimes identificados na
Sergio Moro recebe a Medalha da Ordem do Ipiranga em
Operação Lava Jato que, segundo o Ministério Público Federal, 2019.
é o maior caso de corrupção e lavagem de dinheiro já apurado Ministro da Justiça e Segurança Pública do
no Brasil, envolvendo grande número de políticos, empreiteiros Brasil
e empresas, como a Petrobras, a Odebrecht, entre Período 1 de janeiro de 2019
outras.[5][15][16] Em 12 de julho de 2017, condenou o ex- à atualidade
presidente Lula a nove anos e seis meses de prisão, sendo essa Presidente Jair Bolsonaro
a primeira vez na história do Brasil em que se condenou Antecessor Raul Jungmann /
criminalmente um ex-presidente da República,[17] decisão esta Torquato Jardim
mantida em segunda instância.[18] Sua atuação na condução da Juiz federal do TRF da 4ª Região
Lava-Jato rendeu-lhe prêmios e críticas. Período 26 de junho de 1996
a 19 de novembro de 2018[1][2]
Em novembro de 2018, aceitou ser Ministro da Justiça e Juizo 13ª Vara Federal de Curitiba
Segurança Pública no governo do presidente eleito Jair (último)
Bolsonaro,[19] tendo pedido exoneração do cargo na Antecessor ?
magistratura. Em 20 de novembro de 2018, foi nomeado Sucessor Gabriela Hardt
Coordenador do Grupo Técnico de Justiça, Segurança e Dados pessoais
Combate à Corrupção do Gabinete de Transição Nome Sérgio Fernando Moro
Governamental[20] e tomou posse como ministro em 1° de completo
janeiro de 2019. O Ministério da Justiça acumulou Nascimento 1 de agosto de 1972 (46 anos)
responsabilidades do Ministério do Trabalho, que foi extinto no Maringá, PR[3][4]
governo Bolsonaro, tais como as competências de concessões Nacionalidade Brasileiro
de cartas sindicais e fiscalização de condições de trabalho.[2] Progenitores Mãe: Odete Starke Moro
Pai: Dalton Áureo Moro[5]
Alma mater Universidade Estadual de Maringá
Índice Universidade Federal do Paraná
Esposa Rosângela Maria Wolff de
Vida pessoal
Quadros Moro
Carreira
Filhos 2
Formação acadêmica e docência
Magistratura Profissão jurista e professor universitário.
Operação Lava Jato Assinatura
Ministro da Justiça
Posições
Reconhecimento
Popular
Jurídico
Internacional
Prêmios e honrarias
Controvérsias
Grampos telefônicos
Rodrigo Tacla Duran
Fotografia com Doria
Acusações de desvio de conduta
Suspensão do sigilo de Antonio Palocci
Nomeação para o Ministério da Justiça e
Segurança Pública
Conversas divulgadas pelo The Intercept
Publicações
Livros
Dissertação e tese
Artigos de periódicos
Capítulos de livros publicados
Tradução
Ver também
Referências
Bibliografia
Ligações externas

Vida pessoal
Sérgio Fernando Moro nasceu em 1º de agosto de 1972 em Maringá, no Paraná.[21][22] Descendente de italianos do Vêneto, é
filho de Odete Starke Moro e Dalton Áureo Moro, ex-professor de Geografia da Universidade Estadual de Maringá, falecido em
2005.[5][23] Seu único irmão, César Fernando Moro, é proprietário de uma empresa de tecnologia.[24][25][26] A família Moro
mudou-se para Ponta Grossa quando Sérgio e César eram crianças.[26]

Moro é casado com Rosângela Wolff de Quadros Moro, advogada e atual procuradora jurídica da Federação Nacional das
Apaes.[27] Eles vivem em Curitiba e têm um casal de filhos em idade escolar.[28] Além de sua carreira profissional, pouco se sabe
sobre sua vida pessoal.[29][30] Matéria publicada em dezembro de 2014 pela IstoÉ o descreveu como alguém com "estilo
reservado e hábitos simples".[5]
Carreira

Formação acadêmica e docência


Moro graduou-se em Direito na Universidade Estadual de Maringá.[31] Durante seus estudos, estagiou em um escritório de
advocacia por dois anos.[31] Formou-se em 1995.[5] Recebeu o título de mestre em 2000 pela Universidade Federal do Paraná
com a dissertação Desenvolvimento e efetivação judicial das normas constitucionais, orientado pelo professor Clèmerson Merlin
Clève.[32][33] Em 2002, concluiu o doutorado em direito do Estado na mesma instituição, com a tese Jurisdição constitucional
como democracia, orientado por Marçal Justen Filho.[5][34][35] Moro também cursou o programa de instrução de advogados da
Harvard Law School em 1998 e participou de programas de estudos sobre lavagem de dinheiro promovidos pelo Departamento
de Estado dos Estados Unidos.[5]

Em 1996, começou a lecionar na Universidade Federal do Paraná,[31] tornando-se professor adjunto de direito processual penal
da UFPR em 2007.[36]

Em 8 de março de 2018 foi exonerado, a pedido, do cargo de professor da UFPR, passando a partir de então a ser professor titular
do Centro Universitário Curitiba (Unicuritiba),[11][37] lecionando nos cursos de graduação e mestrado dessa
instituição.[38][39][40][41]

Magistratura
Em 1996, ingressou na carreira da magistratura como juiz federal da 4ª Região.[5][8][42] Entre 1999 e 2002, chefiou a 3ª Vara
Federal de Joinville, em Santa Catarina.[43]

Entre 2003 e 2007, trabalhou no caso Banestado,[42] que resultou na condenação de 97 pessoas;[14] também trabalhou na
Operação Farol da Colina,[12] um desdobramento do caso Banestado, onde decretou a prisão temporária de 103 suspeitos de
evasão de divisas, sonegação, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.[42]

Em 2012, foi auxiliar da ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber no caso do Escândalo do Mensalão. Weber o
convocou devido a sua especialização em crimes financeiros e no combate à lavagem de dinheiro.[13][44]

Foi juiz da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba[8][9] até pedir exoneração da
magistratura em 2018,[45] tendo sido seu desligamento publicado no Diário
Oficial da União em 19 de novembro de 2018.[46]

Ainda em 2014, Gabriela Hardt foi nomeada como juíza substituta na 13.ª Vara
Federal, assumindo assim os trabalhos de Moro durante sua ausência.[47][48] A
respectiva juíza substituta foi designada pelo TRF-4 para a titularidade do posto,
no período de 19 de novembro de 2018 até 30 de abril de 2019, sucedendo,
portanto, temporariamente o ex-juiz.[49][50][51] Moro concedendo entrevista em
2015
Após o ato de exoneração de Moro, deu-se início o processo de seleção para a
vaga na 13ª Vara Federal de Curitiba.[52] 232 juízes da Justiça Federal da 4ª
Região puderam se inscrever e o critério de escolha é feita por antiguidade como juiz federal.[53] O juiz Luiz Antônio Bonat, da
21ª Vara da Justiça Federal do Paraná foi o mais cotado para assumir a vaga,[54][55] já que era o primeiro na lista de vinte e cinco
interessados em substituir definitivamente Moro,[56] o que veio a ser confirmado em 8 de fevereiro de 2019, quando Bonat foi
nomeado.[57]

Operação Lava Jato


Moro foi o responsável por julgar em primeira instância[58] os crimes identificados pela
força-tarefa da Operação Lava Jato , considerada a maior investigação contra corrupção do
país, desde março de 2014.[59][60] Em uma atuação incomum para o padrão da Justiça do
país, Moro conduziu os processos em ritmo acelerado.[61] A operação ficou conhecida por
combater a corrupção no Brasil,[62][63] com 175 prisões de empresários, políticos, lobistas
e doleiros.[64][65] Além das prisões, até 19 de dezembro de 2016, houve 120 condenações,
com pena total de 1 257 anos, dois meses e um dia de pena.[65] Em 5 de novembro de
2016, Moro deu sua primeira entrevista pública como juiz da referente operação, na qual
defendeu a limitação do foro privilegiado, sugerindo que poderia ser limitada aos
presidentes dos três poderes.[66] Em 12 de abril de 2017, seguiu a mesma decisão do
Juiz Sérgio Moro em 2015 Supremo Tribunal Federal e retirou o sigilo das delações da Odebrecht que citam pessoas
que não possuem foro privilegiado.[67][68]

As decisões de Moro sobre prisões preventivas e provisórias suscitaram


polêmicas,[69][70][71][72][73] porém elas têm sido quase totalmente confirmadas por todas
as instâncias superiores do judiciário, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4)
ao Supremo Tribunal Federal.[61][71][74] Segundo a força-tarefa da Lava Jato, desde o
começo da operação em 2014 até outubro de 2016, dos 453 recursos das defesas em
instâncias superiores, apenas 22 deles tiveram decisões favoráveis às defesas, isto é,
95,2% das decisões de Sérgio Moro foram mantidas.[75]

Com relação a reformas de sentenças por julgamentos de apelações criminais em


instâncias superiores, as condenações de Moro têm sido reformadas parcial ou
integralmente, como é natural que aconteçam em julgamentos colegiados.[76][77][78] Até
18 de dezembro de 2016, a 8ª Turma do TRF-4 julgou sete apelações envolvendo 28
condenados por Moro em primeira instância — três destas apelações já transitaram em Sergio Moro na comissão
julgado no tribunal.[79] As penas de nove deles foram aumentadas no total de 78 anos e especial de combate a
sete meses. Por outro lado, quatro réus tiveram a pena reduzida e outros quatro foram corrupção em agosto de
2016.
absolvidos - juntos, a diminuição das penas foi de 34 anos. Os 11 condenados restantes
tiveram as penas mantidas. Em outras palavras, o TRF-4 ratificou ou subiu a pena de 71%
dos condenados por Moro.[80][81]

Ministro da Justiça
Nas eleições de 2018, seu nome passou a ser cotado para ocupar o cargo de
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ou de ministro da Justiça. O
presidenciável Álvaro Dias declarou que o nomearia ao Ministério da Justiça se
eleito.[82][83][84] O então candidato Jair Bolsonaro declarou em várias
oportunidades que nomearia Moro ao STF ou ao Ministério da Justiça. Logo que
Portaria que nomeia Moro para
eleito, confirmou essa possibilidade em rede nacional.[85][86] Em 1º de
coordenador do grupo técnico de
novembro, Moro, após encontrar-se com Bolsonaro na casa do presidente eleito, justiça, segurança e combate à
aceitou seu convite para comandar o Ministério da Justiça, sendo o quinto corrupção do Gabinete de Transição
ministro anunciado por Bolsonaro para compor seu futuro governo.[19][87] Governamental.

Para ocupar o ministério, parte do poder Executivo e subordinado ao presidente


da República, Moro pediu exoneração do cargo de juiz federal, devido à impossibilidade de magistrados em atividade exercerem
cargos políticos, vedação prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional.[9][88][89] Em seguida a sua exoneração do Poder
Judiciário, Moro foi nomeado pelo ministro Onyx Lorenzoni para a função de Coordenador do Grupo Técnico de Justiça,
Segurança e Combate à Corrupção do Gabinete de Transição Governamental.[20] A Associação dos Magistrados Brasileiros
elogiou a escolha de Sergio Moro para o Ministério.[90] Por outro lado, a decisão gerou reação adversa da imprensa internacional
porque Moro havia condenado Luiz Inácio Lula da Silva, o principal adversário de Bolsonaro na eleição, por lavagem de dinheiro
e corrupção.[91]

O Ministério da Justiça projetado pelo presidente e oferecido a Moro acumula as funções do Ministério da Segurança Pública
criado por Michel Temer.[92] O ministério também incorporou responsabilidades do Ministério do Trabalho, que foi extinto no
governo Bolsonaro, como as competências para a concessão de cartas sindicais e fiscalização de condições de trabalho.[2]

Posições
Em setembro de 2015, Moro disse que o Judiciário precisava punir mais rápido e
que o sistema penal brasileiro é "muito moroso”, defendendo que réus sejam
presos logo depois de decisões condenatórias em segunda instância.[93]

Em agosto de 2016, em uma audiência na Câmara dos Deputados, Moro


defendeu o fim do foro privilegiado que garante a autoridades julgamento em
tribunais superiores. Na visão do magistrado, esse princípio "fere a ideia básica
da democracia de que todos devem ser tratados como iguais."[94][95]
Moro, ao centro, participando dos
debates da Comissão de Em outubro de 2016, Moro posicionou-se contra o projeto de lei sobre abuso de
Constituição, Justiça e Cidadania em autoridade.[96] Segundo ele, era preciso criar salvaguardas para deixar claro que
2015. a norma não pode punir juízes pela forma como interpretam as leis em suas
decisões.[97]

Em novembro de 2016, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Moro disse apoiar as 10 Medidas contra corrupção, um
projeto de autoria do Ministério Público Federal no combate à corrupção, além de defender a restrição do foro privilegiado.[98]

Em 2017, se posicionou sobre a questão da imparcialidade judicial afirmando: "Os questionamentos sobre a imparcialidade deste
julgador constituem mero diversionismo e, embora sejam compreensíveis como estratégia da Defesa, não deixam de ser
lamentáveis já que não encontram qualquer base fática e também não têm base em argumentos minimamente consistentes".[99] A
imparcialidade de Moro foi apoiada pela Procuradoria-Geral da República e pelo ministro Felix Fischer.[100] O subprocurador-
geral da República Nívio de Freitas Silva Filho[101] e a procuradora-geral Raquel Dodge deram parecer de que "Moro se manteve
imparcial durante toda a marcha processual".[102]

Em 2018 voltou a defender a prisão em segunda instância como um instrumento legal contra a impunidade, e que mudar este
entendimento seria um "desastre".[103]

Reconhecimento

Popular
Em 2016, foi o principal personagem nos protestos antigovernamentais que aconteceram em 13 de março.[104] De acordo com
um levantamento do Paraná Pesquisas, em julho de 2016, em eventual disputa entre Lula e Moro, 57,9% dos participantes
disseram que votariam no juiz federal, contra 21,3% do petista.[105] Em nova consulta do Instituto Paraná Pesquisas, em agosto
de 2016, 54% dos entrevistados disseram que votariam em Moro caso fosse candidato à Presidência da República.[106]

Jurídico
Em 2014, a Associação dos Juízes Federais do Brasil indicou Moro para a vaga
deixada por Joaquim Barbosa no STF.[107] Porém, em 2015, Edson Fachin
preencheu a vaga.[108]

Em 2015 o Tribunal do Trabalho da Paraíba condecorou-o com a Medalha de


Honra ao Mérito, concedida a juristas que se destacam no Direito do Trabalho
ou que prestaram relevantes serviços à Justiça do Trabalho.[109] No mesmo ano
o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná concedeu-lhe a Ordem das
Araucárias.[110] e a Ordem do Mérito Cívico, concedida pela Liga de Defesa Manifestante em defesa de Lava
Nacional,[111] mas recusou a Medalha do Mérito Legislativo oferecida pela Jato com cartaz de apoio a Sérgio
Câmara dos Deputados em Brasília, alegando que não se sentiria confortável Moro.

uma vez que alguns parlamentares federais haviam sido denunciados na Lava
Jato.[112]

Em março de 2017, a Justiça militar da União, durante a comemoração de seus


209 anos, o condecorou com o grau de Distinção da Ordem do Mérito Judiciário
Militar.[113]

Internacional
No mesmo mês, a Fortune o considerou o 13º maior líder mundial. A lista tinha Moro recebe do Min. José Coelho
comenda da Ordem do Mérito
cinquenta nomes e Moro era o único brasileiro.[15] Em abril de 2016, a revista
Judiciário Militar em 2017.
Time o considerou uma das cem pessoas mais influentes do mundo,[114] sendo o
único brasileiro na lista.[115] Em setembro de 2016 a Bloomberg o considerou o
10º líder mais influente do mundo.[116]

Em 15 de maio de 2018, recebeu o prêmio de "Pessoa do Ano" em Nova Iorque, Estados Unidos. O prêmio foi entregue pela
Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. A honraria é concedida todos os anos, desde 1970, a uma personalidade brasileira e
uma americana.[117][118][119]

Em junho de 2018, foi homenageado na quarta edição do Brasil Mônaco Project, festa anual organizada em Mônaco por Luciana
de Montigny, da qual a renda é revertida para projetos sociais. Em discurso, Moro agradeceu às autoridades do país pela
cooperação internacional com as investigações da Lava Jato.[120]

Prêmios e honrarias
Em 2014, a revista Isto É o elegeu o "Brasileiro do Ano", e a Época, um dos cem mais influentes do Brasil.[5][121]
Na décima segunda edição do Prêmio Faz Diferença do jornal O Globo, foi eleito a Personalidade do Ano de
2014 por seu trabalho frente às investigações da Lava Jato.[122]

Em junho de 2016, a Confederação Maçônica do Brasil conferiu-lhe a Comenda no Grau de Grã-Cruz.[123] No


mês de agosto o Exército brasileiro conferiu-lhe sua maior honraria, a Medalha do Pacificador, em
reconhecimento a "relevantes serviços prestados ao país."[124] Em dezembro a revista Isto É o escolheu um dos
Brasileiros do Ano, na categoria Justiça.[125] Em abril de 2017, recebeu o grau de Oficial da Ordem do Mérito
Militar em cerimônia comemorativa do Dia do Exército.[126]
Em outubro de 2017, foi premiado pela Universidade de Notre Dame pela dedicação exemplar aos ideais pela
qual a Universidade preza desde 1992, segundo afirmou a própria instituição americana.[127] A mesma
universidade lhe concedeu em maio de 2018 o título de Doutor em Leis Honoris Causa "por ser um exemplo
claro de alguém que vive os valores e que luta pela justiça sem medo ou favor".[128]
Em 30 de abril de 2019, recebeu do presidente Jair Bolsonaro a Grã-Cruz da Ordem do Rio Branco, conforme
publicado em edição extra do Diário Oficial da União.[129]
Em 11 de junho de 2019, Jair Bolsonaro também o condecorou com
a medalha da Ordem do Mérito Naval, durante cerimônia alusiva à
Batalha Naval do Riachuelo, no Grupamento de Fuzileiros Navais de
Brasília, localizado às margens do Lago Paranoá.[130]
Em 12 de junho de 2019, a Medalha Tiradentes foi concedida ao ex-
juiz pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A maior
condecoração do estado foi aprovada por 27 votos favoráveis e 6
contrários.[131]
Em 28 de junho de 2019, recebeu a honraria máxima do estado de
São Paulo: a Medalha da Ordem do Ipiranga, no grau Grã-Cruz,
durante cerimônia com o governador João Dória.[132] Bolsonaro e Moro durante cerimônia
de imposição de insígnias da Ordem
de Rio Branco em abril de 2019.
Controvérsias

Grampos telefônicos
Os críticos de Moro o acusam de conduzir a Operação Lava Jato com decisões controversas,[70][133] como algumas relacionadas
ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que divulgou os áudios de grampos telefônicos da Polícia Federal que
interceptaram conversas da então presidente Dilma Rousseff com Lula.[134][135] Entretanto, a corregedora do Conselho Nacional
de Justiça arquivou oito representações, de um total de quatorze,[136] e a Procuradoria Geral da República, em parecer enviado ao
Supremo Tribunal Federal (STF), considerou as gravações legais.[137]

Para o professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores


da ação pedindo o impedimento do então presidente Fernando Collor de
Mello,[138] Dalmo Dallari, a divulgação das gravações foi ilegal. "Em se
tratando de uma comunicação da presidente da República, o juiz só poderia ter
gravado com autorização do Supremo Tribunal Federal. E mesmo assim, jamais
poderia tê-las divulgado. Cometeu dupla ilegalidade e deveria ser punido por
Manifestantes penduraram efígie do isso", disse o jurista. A divulgação das gravações gerou diferentes opiniões entre
magistrado, como “traidor”, em frente juristas. Já o jurista Miguel Reale Jr. defendeu que a retirada do sigilo das
ao prédio da 13.ª Vara da Justiça gravações é "totalmente legal" e que o teor das conversas mostra "claras
Federal em São Paulo intenções de obstruir a Justiça".[139]

Em abril de 2016, o ministro do STF Marco Aurélio Mello criticou a divulgação


dos áudios de grampos da Lava Jato que envolveram o ex-presidente Lula e Dilma Rousseff, dizendo que "são condenáveis a
todos os títulos" e que "Temos lei que impõe sigilo".[140][141] Em meados de junho, o ministro do STF Teori Zavascki invalidou
parte das gravações em que Dilma avisa Lula que está mandando o termo de posse como ministro, e enviou para Moro os
processos envolvendo Lula.[142] Em julho, o então presidente do STF, Ricardo Lewandowski determinou que os grampos
permaneçam preservados sob guarda do juiz federal Sérgio Moro e indeferiu pedido liminar da defesa do ex-presidente Lula para
que as gravações de conversas entre ele e autoridades com foro no STF não sejam utilizadas nas investigações e em eventual ação
penal perante a 13.ª Vara Federal de Curitiba.[143]

Rodrigo Tacla Duran


Em dezembro de 2017, em depoimento dado durante a CPI da JBS, o advogado Rodrigo Tacla Duran, acusado de ser operador de
propinas da Odebrecht no exterior, alegou ter recebido oferta de benefícios indevidos por parte de Carlos Zucolotto Júnior,
advogado e ex-sócio da esposa de Moro e também padrinho de casamento do casal. Duran chegou a ter um mandado de prisão
preventiva expedido contra si, mas refugiou-se na Espanha e não foi detido. De acordo com Tacla Duran, a oferta de Zucolotto
incluía a redução da multa e garantia de prisão domiciliar, mediante pagamento ilegal de cinco milhões de reais. Por fim, afirmou
que a força tarefa fazia uso de documentos adulterados e falsificados, apontando supostas incongruências de nomes e datas. Em
resposta, Moro negou veementemente as acusações e afirmou ser "lamentável que a palavra de um foragido da justiça brasileira
seja utilizada para levantar suspeitas infundadas."[144][145]

A defesa do ex-presidente Lula tentou incluir Duran na lista de testemunhas no processo relativo ao terreno do Instituto Lula,
supostamente obtido como propina da Odebrecht, mas Moro recusou por duas vezes a inclusão, posicionamento também mantido
em julgamento ulterior pelo TRF-4. Em agosto de 2018, a Interpol acusou Moro de possível violação de seu regramento
internacional e retirou Duran de sua lista internacional de procurados. A atitude da Interpol foi embasada por dúvidas quanto à
lisura do processo legal decorrentes de possível parcialidade do então magistrado.[146][147]

Fotografia com Doria


Em maio de 2018, durante viagem em Nova Iorque, onde fez palestra num evento do Grupo Lide, que pertence à família de João
Doria, Moro tirou foto com sua esposa e a esposa de Dória num jantar oferecido pela Câmara de Comércio, tornando-se alvo de
críticas.[148] Moro respondeu às críticas: "Estou num evento social e tiro uma foto, isso não significa nada. É uma bobagem
isso."[149] A defesa de Lula pediu o afastamento de Moro de dois processos da Lava Jato em função da foto, o que o TRF-4
rejeitou.[150]

Acusações de desvio de conduta


No dia 14 de junho de 2018, o STF proibiu a utilização de conduções coercitivas para levar réus a interrogatório policial ou
judicial sem prévia intimação e sem a presença de advogado. Na época, o instrumento já tinha sido utilizado 227 vezes pela força-
tarefa da operação Lava Jato em Curitiba.[151]

Em 8 de julho de 2018, o desembargador plantonista Rogério Favreto do TRF-4, em sede de habeas corpus, mandou soltar o ex-
presidente Lula. Moro despachou no processo e decidiu consultar o presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz,
antes de autorizar a soltura do preso, o que desencadeou uma batalha de decisões judiciais.[152] O relator da ação penal que levou
Lula a prisão, o desembargador João Pedro Gebran Neto, no próprio domingo reverteu a decisão de Favreto. Diante das decisões
conflitantes, o presidente Thompson Flores então decidiu pela validade da decisão do relator em desfavor do habeas corpus. Em
10 de julho, a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz, negou novo pedido de liberdade ao ex-presidente e
criticou Favreto, elogiando Moro por ter consultado Thompson.[153] Moro foi acusado por advogados de violar o Código de Ética
da Magistratura por quebra da hierarquia jurídica, além de estar em período de férias.[154][155] O despacho de Moro recebeu
críticas do ministro do STF Marco Aurélio de Mello.[156] Em 10 de dezembro de 2018, o corregedor do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ), arquivou pedido de providências instaurado contra Moro e os desembargadores do TRF4 Rogério Favreto, João
Pedro Gebran Neto e Thompson Flores, por considerar a inexistência de desvio de conduta dos magistrados
investigados.[157][158]

Suspensão do sigilo de Antonio Palocci


No dia 1 de outubro de 2018, a menos de uma semana do primeiro turno das eleições, o então juiz Sérgio Moro retirou o sigilo da
delação premiada de Antonio Palocci. O depoimento havia sido tomado em abril, mas Moro só teve acesso a ele em junho, depois
que a delação foi homologada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. No despacho, Moro justificou a atitude tendo em
vista a “ampla defesa dos coacusados” — embora a defesa de nenhum dos acusados tivesse solicitado o depoimento como parte
do processo. O colunista Elio Gaspari escreveu sobre a decisão: “Foi uma ofensa à neutralidade da Justiça, porque o juiz Sergio
Moro deu o tiro a seis dias do primeiro turno da eleição presidencial”. A senadora e presidente do PT Gleisi Hoffmann afirmou:
"...A ação política é da sua natureza como juiz. Vai tentar pela enésima vez destruir Lula. Tudo que consegue é a
autodestruição".[159][160][161]
Nomeação para o Ministério da Justiça e Segurança Pública
A decisão do presidente Jair Bolsonaro de nomear o ex-juiz para o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública provocou
reação negativa da imprensa internacional, pois ele havia condenado Lula, o principal adversário do presidente na eleição, pelos
crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.[91] A Associação dos Magistrados Brasileiros elogiou a escolha do ex-magistrado
para ocupar a pasta.[90]

Moro é responsável por ter emplacado 18 ligados à Operação Lava Jato para exercer cargos de confiança vinculados a sua pasta
no governo Jair Bolsonaro.[162]

Conversas divulgadas pelo The Intercept


Em junho de 2019, o periódico virtual The Intercept publicou matéria com
vazamento, de fonte anônima, de conversas no aplicativo Telegram entre o ex-
juiz Sérgio Moro e o promotor Deltan Dallagnol no âmbito da Operação Lava
Jato com evidências de "discussões internas e atitudes altamente controversas,
politizadas e legalmente duvidosas da força-tarefa da Lava Jato". As transcrições
sugerem que Moro cedeu informação privilegiada à acusação, auxiliando o
Ministério Público a construir casos, além de orientar a promotoria, sugerindo
modificação nas fases da operação Lava Jato. Também mostram cobrança de
Deltan Dallagnol durante coletiva em
agilidade em novas operações, conselhos estratégicos, e antecipação de pelo
2015.
menos uma decisão. Moro teria ainda fornecido pistas informais e sugestões de
recursos ao Ministério Público. Segundo juristas, tal prática viola o código de
ética da magistratura e a Constituição brasileira, por desrespeitar os princípios da imparcialidade, independência e equidistância
entre defesa e acusação. As transcrições demonstrariam ainda que a promotoria teria receio da fragilidade das acusações feitas
contra o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e que teria buscado combinar previamente elementos do caso.[163][164][165]
Moro não reconheceu a autenticidade das mensagens.[166]

Segundo a reportagem, membros do Ministério Público também teriam conversado sobre formas de inviabilizar uma entrevista do
ex-presidente Lula à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, no âmbito da eleição presidencial de 2018, pelo receio de
que a entrevista poderia "eleger o Haddad ou permitir a volta do PT ao poder", o que indicaria partidarização e politização da
conduta da promotoria.[167][168][169] Em nota, a força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná afirmou que a divulgação
de conversas de Dallagnol com Moro são fruto de ação de um hacker "que praticou os mais graves ataques à atividade do
Ministério Público, à vida privada e à segurança de seus integrantes" e que "há a tranquilidade de que os dados eventualmente
obtidos refletem uma atividade desenvolvida com pleno respeito à legalidade e de forma técnica e imparcial, em mais de cinco
anos de Operação".[170] O Ministério Público Federal também confirmou o vazamento de mensagens de procuradores, mas alega
que as mensagens não mostram nenhuma ilegalidade.[171] Em nota, Moro classificou as conversas como "supostas mensagens",
disse que as falas foram "retiradas de contexto" e afirmou que "não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da
atuação enquanto magistrado".[172]

Vários especialistas em direito criticaram o conteúdo das conversas de Moro. Jonathan Rogers, professor e vice-diretor do Centro
de Justiça Criminal da Universidade de Cambridge, classificou o conluio entre Moro e os procuradores como "problemático". O
advogado criminalista britânico Simon McKay acredita que a relação íntima entre juizes e procuradores "mina a independência
judicial" e descreveu a situação como um "risco à justiça". Patrício Navia, professor do Centro de Estudos Globais da
Universidade de Nova York descreveu que "um tomador de decisão independente e justo" é uma condição essencial em um
sistema legal. Conor Foley, que atua como professor de direito e relações internacionais na PUC Rio, se disse "chocado" com o
teor dos diálogos. Adriana Rocha, professora de direito da Universidade Católica de Pernambuco, afirmou que a situação
"claramente, fere a ética", e que "não há construção de justiça." Ana Janaina Nelson, especialista em Relações Internacionais que
atuou como oficial de Relações Exteriores no Departamento de Estado dos
Estados Unidos, no período de 2010 e 2015 no governo de Barack Obama,
classificou o caso como "preocupante" e disse que a situação "queima"
Moro.[173]

Vera Chemim, advogada constitucionalista acredita que a situação


"provocaria...um enfraquecimento institucional" e "uma grande insegurança
jurídica". Estefânia Barboza professora de Direito Constitucional da
Universidade Federal do Paraná disse que as conversas são "muito graves do Miranda e seu cônjuge Greenwald
ponto de vista democrático." O ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça
(STJ) Gilson Dipp, classificou as conversas do Ministro como uma "promiscuidade" e "uma esquematização de atuação
conjunta", e afirmou que a suposta falta do "requisito da independência e isenção" seria um obstáculo para uma eventual
indicação de Moro ao Supremo Tribunal Federal.[174] O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, classificou Moro
como "chefe da lava jato" e disse que "...eles anularam a condenação [do Lula]”. Ele também acredita haver crime na relação do
magistrado com os procuradores.[175] O ex-presidente Lula teria afirmado que "a verdade fica doente, mas não morre
nunca".[176] Fernando Haddad disse que "podemos estar diante do maior escândalo institucional da história da República".[177]

No dia 10 de junho de 2019 o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) recomendou o afastamento de Sérgio
Moro do seu cargo com base na reportagem do Intercept "para que as investigações corram sem qualquer suspeita".[174] Moro
negou qualquer irregularidade e alegou que as mensagens vazadas foram ilegalmente hackeadas.[178] Entretanto, investigações
iniciais feitas pela Polícia Federal confirmaram que não houve extração ilegal de informações do celular de Moro,[179] e o
Telegram informou que não há evidências de que o seu sistema foi alvo de ataques de hackers.[180]

Publicações

Livros
Desenvolvimento e Efetivação Judicial das Normas
Crime de Lavagem de Dinheiro. Editora Saraiva, Constitucionais. Editora Max Limonad, 2001. ISBN
2010 ISBN 978-85-0209139-9. 85-8630079-9
Jurisdição Constitucional Como Democracia. Editora BALTAZAR JÚNIOR, José Paulo; MORO, Sérgio
Revista dos Tribunais, 2004 ISBN 85-2032529-7. Fernando (Org.). Lavagem de Dinheiro –
Legislação Suspeita? Afastamento de Presunção de comentários à lei pelos juízes das varas
Constitucionalidade da Lei. Editora Juruá, 2003, 2ª especializadas em homenagem ao Ministro Gilson
ed ISBN 85-0362564-4 Dipp. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2007. 199
p.

Dissertação e tese
MORO, Sérgio Fernando (2002). Jurisdição constitucional como democracia (https://acervodigital.ufpr.br/bitstrea
m/handle/1884/43165/Tese%20Moro.pdf) (PDF) (Tese de doutorado)
MORO, Sérgio Fernando (2000). Desenvolvimento e efetivação judicial das normas constitucionais (https://acerv
odigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/43018/Desenvolvimento%20e%20efetivacao%20judicial%20das%20norma
s%20constitucionais.pdf) (PDF) (Dissertação de mestrado)

Artigos de periódicos
MORO, Sérgio Fernando. ‘O crime não é invencível
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nosdireito/index.php/direito/article/download/645/60

Capítulos de livros publicados


MORO, S. F.. ‘Considerações sobre a Mani Pulite’. In: BARBACETTO, Gianni; TRAVAGLIO, Marco; GOMEZ,
Peter. Operação Mãos Limpas (https://issuu.com/citadeleditora/docs/opera____o_m__os_limpas_-_degusta__):
A verdade sobre a operação italiana que inspirou a Lava jato. Porto Alegre: CIX, 2016, p. 874 e ss.;
____. Arts. 203 e 204. In: Gilmar Ferreira Mendes; Ingo Wolfgang Sarlet; José Gomes Canotilho; Lenio Streck.
(Org.). Comentários à Constituição do Brasil. 1ª ed. São Paulo: Saraiva/Almedina, 2013, v. 1, p. 1953-1964.
____. Direitos fundamentais contra o crime. In: Clèmerson Merlin Clève. (Org.). Direito Constitucional Brasileiro:
Teoria da Constituição e Direitos Fundamentais. 1ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2014, v. 1, p. 559-581.
____. ‘Prisão na fase de recursos’. In: BASTOS, Marcelo Lessa; AMORIM, Pierre Souto Maior Coutinho de
(org.). Tributo a Afrânio Silva Jardim: Escritos e estudos (http://www.stf.jus.br/arquivo/biblioteca/NovasAquisicoe
s/2011-04/900110/sumario.pdf). Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011, p. 561-592;
____. ‘Cooperação jurídica internacional em casos criminais: considerações gerais’. In: BALTAZAR Jr., José
Paulo; LIMA, Luciano Flores de (org.). Cooperação Jurídica Internacional em Matéria Penal. Porto Alegre: Verbo
Jurídico, 2010. p. 15-58;
____. Sobre o elemento subjetivo no crime de lavagem. In: BALTAZAR JUNIOR, José Paulo; MORO, Sergio
Fernando. (Org.). Lavagem de dinheiro: Comentários à lei pelos juízes das varas especializadas em
homenagem ao Ministro Gilson Dipp. 1ed.Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, 2007, v. , p. 91-111;
____. O processo penal no crime de lavagem. In: BALTAZAR JUNIOR, José Paulo; MORO, Sergio Fernando.
(Org.). Lavagem de dinheiro: Comentários à lei pelos juízes das varas especializadas em homenagem ao
Ministro Gilson Dipp. 1ed.Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2007, v. , p. 113-129;
____. ‘O judiciário e os direitos sociais fundamentais’. In ROCHA, Daniel Machado; SAVARIS, José Antônio
(Coords). Curso de Especialização em Direito Previdenciário, v. 1, Curitiba: Juruá, 2006, p. 269-293;
____. Justiça criminal em risco. In: CEJ/Conselho da Justiça Federal. (Org.). Propostas para um novo modelo de
persecução criminal: Combate à impunidade. 1ª ed. Brasília: Centro de Estudos Judiciários, 2005, v. 25, p. 179-
192;
____. ‘Questões controvertidas sobre o benefício da assistência social’. In: ROCHA, Daniel Machado (org.).
Temas Atuais de Previdência e Assistência Social (http://www.worldcat.org/title/temas-atuais-de-direito-previdenc
iario-e-assistencia-social/oclc/685133984). Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2003, p. 143-160;

Tradução
TROTT, Stephen S. O uso de um criminoso como testemunha: um problema especial (http://www.cjf.jus.br/ojs2/i
ndex.php/revcej/article/view/879/1061). Tradução: Sérgio Fernando Moro. Revista CEJ, Brasília, ano XI, n. 37,
p. 68-93, abr.-jun. de 2007.

Ver também
Corrupção no Brasil
Lista de escândalos políticos no Brasil
Lista de operações da Polícia Federal do Brasil
Poder Judiciário do Brasil

Referências
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juiz-que-abalou-a-republica). Campo Grande News. Consultado em 10 de abril de 2016
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-de-carro-e-passa-a-andar-com-seguranca-24-horas-17032016). R7. Record. Consultado em 10 de abril de 2016
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o-moro-o-juiz-de-curitiba-que-tem-o-futuro-do-brasil-nas-maos-1704455). Público. 9 de agosto de 2015.
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w.gazetadopovo.com.br/vida-publica/sergio-moro-um-ilustrissimo-desconhecido-de3447fcdify2ue6d0cs2cvuv).
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ufpr.br/bitstream/handle/1884/43018/Desenvolvimento%20e%20efetivacao%20judicial%20das%20normas%20co
nstitucionais.pdf?sequence=1&isAllowed=y). Dissertação apresentada ao Curso de Pós-graduação em Direito da
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Ligações externas
Sérgio Moro (https://twitter.com/SF_Moro) no Twitter

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