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Rosana Calobrisi

Planejamento
de Carreira
Sumário
Capítulo 2 – Planejamento de Carreira......................................................................................... 05

2.1 Profissionalização......................................................................................................................... 05

2.1.1 Conhecer seus interesses profissionais............................................................................ 07

2.1.2 A importância das relações no trabalho....................................................................... 08

2.2 Estratégia pessoal........................................................................................................................ 09

2.2.1 Pensar o planejamento de carreira............................................................................... 10

2.2.2 Aprender a estabelecer metas....................................................................................... 10

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Capítulo2
Planejamento de Carreira

1  Introdução
Como obter sucesso no Mundo do Trabalho? Obter sucesso e realização profissional é uma
meta a ser atingida por profissionais que se empenham em construir uma carreira sólida e
conquistarem reconhecimento profissional em sua área de atuação.

O sucesso não ocorre por acaso; portanto, torna-se necessário que metas profissionais sejam
bem traçadas, mapeadas e factíveis, além de constantemente revistas.

Essa tarefa não é fácil, pois tal atitude por parte do profissional requer inspiração, determinação,
atualização constante e muito trabalho, a fim de que um profissional possa sentir-se realizado
na profissão que exerce.

Nesse sentido, o presente capítulo explora o conceito de profissionalização e de estratégia


pessoal, a fim de que o profissional entenda que no mundo do trabalho é preciso ser um
profissional com talentos que sejam vistos como diferenciais e atrativos para as organizações.

2.1  Profissionalização
Você já pensou na evolução do trabalho nas organizações? Em quantas mudanças ocorreram
ao longo da história? No quanto o profissional precisou se reinventar para adaptar-se às
mudanças que foram surgindo ao longo da história da própria humanidade?

Para obter sucesso no mundo do trabalho é preciso entender esse cenário.

Portanto, vale a reflexão: O que vem a ser “o mundo do trabalho”?

A história da evolução humana é uma história de “trabalho”.

Para sua própria evolução e preservação da espécie, o ser humano precisou trabalhar, ou seja,
foi requisitado ao ser humano, exercer esforço físico e mental para sua sobrevivência em meio
às adversidades do mundo.

E tais esforços foram contribuindo para a criação de ferramentas, instrumentos materiais e para
a construção de processos mentais dos mais rústicos aos mais avançados, como testemunhamos
atualmente com o grande avanço da tecnologia.

A evolução humana está totalmente interligada a homens que trabalharam e que buscaram
soluções, e que ainda, por muitas vezes, foram atrás do que lhes foi dito ser impossível realizar.

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Mas, mesmo assim, foram atrás de seus ideais, erraram, persistiram e realizaram mudanças no
mundo.

O mundo do trabalho é constituído por profissionais que pensam em soluções, são empreendedores,
inovadores, profissionais comprometidos que gostam do que fazem e que se realizam por
exercer as atividades que escolheram exercer, como suas carreiras profissionais.

O mundo do trabalho é dinâmico. A mudança é uma constante. O profissional precisa fazer


parte desse movimento, e das mudanças que estão implícitas em qualquer movimento.

Os primeiros trabalhadores sofriam muito nas fábricas no início do século XIX. O lado humano
não era considerado. Valorizava-se a produtividade do trabalhador somente com relação às
tarefas que lhe cabiam, e tais tarefas eram duramente cobradas.

NÃO DEIXE DE VER...


O filme “Tempos Modernos” com o renomado ator e produtor Charles Chaplin.
O tema central deste filme é como o profissional era visto como apenas mais uma peça de
engrenagem que gerava resultados. O lado humano do profissional não era visto, cobrava-se
apenas que as atividades fossem cumpridas o mais rápido possível.

Em 1881 (Oliveira, 2012), o engenheiro Frederick Taylor realizou experiências de medição de


tempo quanto à forma que um trabalhador levava para realizar uma tarefa na fábrica de aço
Midway, onde ele trabalhava. Tal experiência consistiu em observar o trabalhador exercendo
suas tarefas e em verificar como ele poderia exercê-las de forma mais produtiva.

Taylor, a partir de sua observação quanto à forma como os trabalhadores desenvolviam suas
tarefas e posterior introdução de uma forma de produtividade, tornou-se o principal expoente
da Teoria da Administração Científica. (Oliveira, 2012).

Essa foi a primeira teoria a criar uma metodologia para a realização das tarefas dos operários
que trabalhavam nas primeiras fábricas que surgiram após a Revolução Industrial.

A Teoria da Administração Científica restringiu-se à observação e medição das tarefas e às


atribuições de cada empregado. (Oliveira, 2012).

Essa teoria, digamos, foi precursora do movimento de observação de como o trabalhador


estava inserido no mundo do trabalho. De início, o foco foi apenas nas tarefas executadas e
em como aperfeiçoar essa execução.

Ao longo da história da evolução da execução do trabalho nas organizações, e de como


o trabalhador foi se desenvolvendo, muitas outras teorias foram surgindo, entre elas, cita-se
algumas: Teoria Clássica de Fayol, Teoria Neoclássica, Teoria da Burocracia, Teoria Estruturalista,
Teoria das Relações Humanas. (Oliveira, 2012).

O desenvolvimento de teorias da administração, algumas citadas acima, contribuiu para que o


mundo do trabalho fosse se transformando. Otimizações nos processos de execução das tarefas
atribuídas ao trabalhador, foram sendo aplicadas, bem como no ambiente das organizações, e
também na forma de gerir processos e pessoas. (Oliveira, 2012).

O reconhecimento do profissional nas organizações vem crescendo cada vez mais.

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Um bom profissional, atualmente, é considerado um “capital intelectual” pelas organizações,
as quais buscam formas de valorizar e reter seus profissionais por suas realizações e nível de
engajamento em sua atuação profissional. (Stewart, 1998).

Mas, como tornar-se um profissional considerado um “capital intelectual”?

Boa parte dessa conquista começa na elaboração do planejamento de carreira.

Um profissional engajado com seu próprio sucesso tem em suas mãos essa possibilidade de
criar metas e de agir para seu desenvolvimento profissional. Para tanto, a disciplina é um
comportamento necessário, pois, é necessário ter disciplina para alcançar as metas de carreira
desejadas.

O mercado de trabalho procura por profissionais inovadores, em constante busca de


conhecimento, comprometidos com seus resultados e com os resultados da organização onde
trabalham.

2.1.1  Conhecer seus interesses profissionais

O mundo do trabalho é um cenário dinâmico, e cabe ao profissional que deseja ser valorizado
no mercado estar atualizado com as mudanças que vão surgindo no mundo do trabalho.

Assim, a atualização profissional constante é considerada um importante valor agregado à


busca de sucesso na carreira.

Nesse sentido, o profissional precisa conhecer quais são seus interesses profissionais.

Conhecer os próprios interesses profissionais requer do profissional, de forma constante,


autoconhecimento e planejamento para atingir suas metas de carreira.

Um profissional que pratica o autoconhecimento está mais propenso a conhecer melhor seus
interesses profissionais e a traçar suas metas de carreira, com mais propriedade do que
realmente quer em seu planejamento de carreira.

Não há como elaborar um planejamento de carreira assertivo se o profissional não tiver ciência
de que seus interesses profissionais precisam estar alinhados aos seus objetivos de carreira.

Muitas vezes, o profissional perceberá que manter-se fiel a seus verdadeiros interesses terá um
preço a ser pago pelo profissional. Aqui, ressalta-se a questão ética na busca dos interesses
profissionais.

Para um profissional se considerar realizado, terá que traçar metas em seu planejamento de
carreira que sejam congruentes com seus valores éticos.

NÃO DEIXE DE LER


“Formação de Adultos e Profissionalização: tendências e desafios” - autor: Jean Marie Barbier.
Editora Liber, 2013.
Uma formação continuada requer de o profissional enfrentar desafios. Esta leitura abordará a
importância da formação e atualização constante para que o profissional esteja sempre aten-
to às tendências de inovação e às mudanças no mundo do trabalho.

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Planejamento de Carreira
Os valores éticos de um profissional são seus princípios que irão permear suas escolhas no papel
profissional.

Uma escolha inteligente na busca e formação de interesses profissionais é a aprendizagem


constante.

Pela aprendizagem constante, o profissional consegue adquirir uma visão mais ampla de quais
habilidades relacionadas à sua carreira são necessárias desenvolver, congruentes com seus
interesses profissionais.

2.1.2  A importância das relações sociais no trabalho

Cada vez mais, os profissionais valorizam e buscam trabalhar em empresas que possuem um
bom ambiente de trabalho.

Mas, quais fatores constituem um bom ambiente de trabalho?

Um bom ambiente de trabalho é aquele onde existe parceria entre os profissionais e a liderança
e onde as relações interpessoais sejam saudáveis. (Willingham, 1999).

E, ainda, que tal ambiente proporcione crescimento profissional, também exista liberdade de
criação e que promova o desejo no profissional, ao acordar pela manhã, de sentir-se satisfeito
em retornar para seu local de trabalho e reunir-se com outros profissionais que, juntamente
com ele, estarão motivados a contribuir e crescer profissionalmente, e por consequência, obter
resultados de excelência.

A integração entre o profissional e a organização promove um ambiente de trabalho saudável.


Deve ser construída pelo profissional e a organização de forma constante. Pensando nas
relações sociais nas organizações, este é um fator importante, porque tanto os profissionais,
bem como as organizações, possuem metas a serem atingidas. As organizações contratam
seus profissionais para com eles alcançarem seus objetivos organizacionais (produtividade,
rentabilidade, ampliação do negócio no mercado, satisfação dos clientes, entre outros
objetivos). Os profissionais contratados também possuem seus objetivos profissionais e pessoais
(oportunidade de crescimento profissional, salário, benefícios, entre outros). (Chiavenato, 1997).

Sendo assim, existe nessa relação social entre o profissional e a organização à qual pertence um
processo de reciprocidade. De um lado, a organização espera que o profissional corresponda
aos seus objetivos organizacionais, e por outro lado, o profissional deseja que a organização
onde trabalha atenda às suas expectativas.

Diante desse cenário, as empresas mais desejadas no mercado de trabalho são justamente
aquelas que oferecem ambientes onde as relações sociais são valorizadas, saudáveis, e que
possuam líderes que não tenham apenas a visão de ser gestores de processos, mas principalmente,
gestores que tenham a visão de seu papel de desenvolvimento de pessoas. (Willingham, 2001).

Para Bock (2015), quando os colaboradores confiam nos líderes, essa parceria saudável
impacta diretamente na satisfação e na produtividade dos colaboradores nas organizações.

Aliás, criar boas parcerias, seja com sua liderança, pares ou subordinados, é importante para
manter boas relações sociais no ambiente profissional.

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Bons relacionamentos no ambiente de trabalho começam por uma comunicação assertiva, ou
seja, é preciso saber ouvir e saber o momento mais adequado de se posicionar. A forma de se
comunicar com as pessoas é também importante.

Cabe aqui ressaltar que o tempo todo estamos nos comunicando com as pessoas por meio de
nosso comportamento, seja pela linguagem verbal ou não verbal. (Willingham, 2001).

Vale ressaltar que no processo de comunicação humana podem haver falhas no entendimento
de uma situação. Portanto, ser objetivo, claro, educado, seja na fala ou na comunicação escrita
é uma competência valorizada nas relações sociais no ambiente profissional.

2.2  Estratégia pessoal


Estratégia é uma palavra com origem no termo grego strategia, que significa plano, método,
manobras ou estratagemas usados para alcançar um objetivo ou resultado específico.

(fonte: http://www.significados.com.br/estrategia/).

Por que pensar em estratégia pessoal para o crescimento profissional?

O cérebro e a mente humana estão o tempo todo produzindo pensamentos e sentimentos.


Pensamentos e sentimentos bons que nos levam a avançar em nossas vidas, mas o contrário
também acontece. Medos e inseguranças produzem pensamentos negativos que vêm com uma
energia que sabota nossas ideias, nossa criatividade, e nossos desejos de conseguir realizar
nossas metas. (Calvin, 1998).

Por isso, ser uma pessoa estratégica é um diferencial de vida.

Primeiramente, porque suas metas precisam de ações para serem realizadas.

Ações requerem movimento, energia. E quando pensamentos negativos lhe chegarem, você
precisa se apoiar nos seus pontos fortes, ou seja, suas alavancas emocionais positivas. Como foi
dito anteriormente, suas alavancas são suas forças pessoais, seus conhecimentos, habilidades e
atitudes para conseguir vencer um comportamento de auto sabotagem. (Gardner, 1998).

O ser humano, sob pressão, pode ser acometido por emoções, tais como, medo ou insegurança.
(Gardner,1998).

Tais emoções podem sabotar o indivíduo, ou seja, comprometer o comportamento desejado


para que ele obtenha sucesso em uma determinada situação de pressão. Por exemplo, uma
entrevista de emprego. Imagine um profissional capacitado, dentro do perfil de conhecimento
da vaga. Mas, se for acometido por um nível excessivo de medo ou insegurança no momento da
entrevista, e não conseguir trabalhar seu autocontrole, esse profissional poderá ser sabotado
pelas suas próprias emoções.

Contudo, quando uma pessoa se apoia em seus pontos fortes, ou seja, em suas alavancas, essa
pessoa será capaz de enfrentar seus medos e inseguranças e ser capaz

Um profissional estratégico está sempre pensando em quais ações ele/ela poderá realizar,
tanto para seu crescimento profissional, bem como, para a realização de suas atividades
profissionais.

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2.2.1  Pensar o planejamento de carreira

Quando um profissional encara seu trabalho com a visão de construir sua carreira profissional, ele
mesmo verá a necessidade de pensar sua profissão de forma estruturada, ou seja, planejando,
traçando metas e prioridades, uma trilha a ser seguida.

Nesse sentido, um profissional deve pensar sua carreira com o mesmo cuidado periódico que o
profissional deve dar à sua saúde, fazendo um check-up do seu estado em áreas consideradas
prioritárias, como composição familiar, lugares conhecidos, educação formal e informal, idiomas,
experiência profissional etc. (Savioli, 1999).

No entanto, Savioli (1999) ressalta a necessidade de ser feito um registro sempre que houver
alguma mudança em sua situação de carreira.

Portanto, é importante formalizar e registrar dados que se relacionam com a sua carreira,
sempre tendo em mente que a sua carreira é sua responsabilidade.

Pode-se considerar que o planejamento de carreira passa a ser um ponto crucial para o sucesso
profissional. Quanto maior for o grau de comprometimento do profissional com seu planejamento
de carreira, maior será sua possibilidade de obter sucesso em suas metas profissionais.

Quando um indivíduo encara sua profissão com a visão de construir sua carreira profissional, ele
mesmo verá a necessidade de pensar sua carreira de forma estruturada, ou seja, planejando,
traçando metas de curto, médio e longo prazo.

Esse planejamento não deve ser engessado, pelo contrário. Assim, como todo planejamento, o
planejamento de carreiras deverá ser sempre revisto, ajustado quando for necessário.

Esses ajustes no planejamento de carreira permitirão ao profissional conciliar de forma


estratégica seu constante desenvolvimento profissional com o desenvolvimento organizacional, e
ainda, ter a postura estratégica de estar atualizado com as mudanças no mercado de trabalho.

2.2.2  Aprender a estabelecer metas

Desde o momento em que abrimos os olhos ao acordar pela manhã, começamos a estabelecer
metas para aquele determinado dia.

Ou seja, meta é aquilo que desejamos realizar, são as atividades diárias que precisamos
concretizar, ou metas que podem ser realizadas a curto, médio ou longo prazo.

Na verdade, mesmo sem ter a consciência disso, muitas vezes, todos estabelecemos “metas”
durante nosso dia a dia, e em nossas vidas.

Mas, o diferencial é ter a consciência de quais metas são realmente congruentes com nossos
princípios. Para tanto, mais uma vez, salienta-se a importância do autoconhecimento.

Pois, é importante verificar se a meta que surgiu em minha mente, como um desejo a ser
realizado, é realmente factível e me trará ganhos em termos dos meus valores pessoais.

O profissional precisa conseguir discernir seus próprios talentos, seus pontos fortes e pontos
de melhoria. E, sempre se apoiar nos seus pontos fortes, como uma espécie de alavanca que o
impulsionará, que lhe dará forças para seguir em frente, em busca de suas metas, mesmo em
situações de adversidade.

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Outro fator importante para se estabelecer metas é escrevê-las e determinar uma data para a
concretização de cada meta que você traçou. Pois, para cada meta traçada, é preciso pensar-
se em como essa meta será atingida.

Para tanto, quando se estabelece metas, datas devem ser estabelecidas e quais ações deverão
ser praticadas para se atingir as metas.

Mas, de nada adianta escrever as metas, estabelecer uma data para atingir as metas, traçar
ações para conquistar suas metas, se não houver um comportamento de determinação e muita
disciplina.

Um simples quadro, como segue abaixo, é um exemplo de como você pode começar a se
organizar para atingir suas metas.

Meta Ações Data Comportamentos

Como utilizar este quadro como instrumento para lhe ajudar a atingir suas metas:

•• Escreva uma lista de metas que deseja atingir. Pense especificamente: O que você deseja
atingir para se tornar um bom profissional? Qual posição deseja atingir em sua carreira?

•• Descreva, de forma especifica, quais ações serão necessárias para que a meta que você
deseja atingir possa ser realizada. Quais recursos serão necessários? Quais caminhos
deverão ser percorridos? O que você precisa mudar em você?

•• A data para atingir uma meta é muito importante, pois, ao escrever as ações para atingir
uma meta você já terá uma noção de quanto tempo você levará para conseguir realizar
as ações descritas.

•• Um ponto importante: “Comportamentos necessários para se atingir a meta estabelecida”.


Cabe aqui uma autoanálise. Existem crenças limitantes em sua mente sobre você mesmo?
Tais como: “Eu não sou capaz!” Ou, “Eu não consigo”? Reflita e escreva uma lista de
comportamentos positivos que você possui e que já lhe ajudaram a enfrentar situações
adversas na vida. Esses comportamentos serão sua alavanca para atingir suas metas.
Para cada meta escreva um ou mais comportamentos que o fortalecerá em sua jornada
profissional.

Para finalizar esse capítulo, é importante realizar o seguinte exercício de reflexão individual.
Procure seguir os passos indicados e ser o mais sincero possível, pois os resultados refletirão
características significas sobre o seu perfil.

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1. Comece registrando o que você gosta de fazer, independentemente do que você é obrigado
a fazer por dever (profissional ou qualquer outro). Há três campos de atuação a considerar:
o individual e familiar, o social, político e comunitário, e o profissional.

O que gosto de fazer A


Individual e familiar

Socialmente, politicamente e na
comunidade (clubes, grupos, etc.)

Profissionalmente

2. Agora, registre o que você não gosta de fazer, esteja ou não sendo levado a praticar.

O que não gosto de fazer B


Individual e familiar

Socialmente, politicamente e na
comunidade (clubes, grupos, etc.)

Profissionalmente

3. Aqui,pense em suas competências, vistas por você ou por seus “clientes”, aqueles que
recebem ou aproveitam seus produtos e serviços. Competência deve ser entendida como a
forma de concretizar, transformar em ações, as suas habilidades e atitudes.

O que sei fazer bem C


Individual e familiar

Socialmente, politicamente e na
comunidade (clubes, grupos, etc.)

Profissionalmente

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4. E o que você não sabe fazer bem? Quais carências você sente? O que ainda falta aprender
para completar sua vida e sua carreira?

O que não sei fazer bem D


Individual e familiar

Socialmente, politicamente e na
comunidade (clubes, grupos, etc.)

Profissionalmente

5. Neste ponto, você tem uma “fotografia” do que você gosta/ não gosta e sabe /não sabe
fazer. Reserve essas reflexões. Agora, imagine-se num mundo cinco anos à frente. O que
você quer em vários campos de sua vida? Inclua família ou outro grupo social, quando for
relevante. Esqueça-se de sua situação atual, pense no futuro.

O que quero para mim e/ou para minha família E


Composição familiar

Saúde

Lazer

Situação econômica

Desenvolvimento cultural do cônjuge


e dos filhos

Autodesenvolvimento

Comunidade

Vida espiritual

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6. Agora, onde você está em relação a esses mesmos desejos/necessidades?

Onde eu e minha família estamos em relação à tabela E F


Composição familiar

Saúde

Lazer

Situação econômica

Desenvolvimento cultural do cônjuge


e dos filhos

Autodesenvolvimento

Comunidade

Como se sentiu desenvolvendo esse exercício? Fácil pensar em coisas que não gosta de fazer?
Difícil pensar em coisas que gosta? Já tinha parado para pensar o que você quer para si?

Estas perguntas parecem fáceis, mas não são; contudo, refletir sobre elas é muito relevante para
as suas decisões profissionais do futuro e as metas que provavelmente cruzarão seu caminho
durante esta trajetória.

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Síntese
•• Neste capítulo, vimos que obter sucesso e realização profissional é uma meta a ser atingida
por profissionais que se empenham em construir uma carreira sólida e conquistarem
reconhecimento profissional em sua área de atuação.

•• Compreendeu que para sua própria evolução e preservação da espécie, o ser humano
precisou trabalhar, ou seja, foi requisitado ao ser humano, exercer esforço físico e mental
para sua sobrevivência em meio às adversidades do mundo.

•• Foi importante entender que os primeiros trabalhadores sofriam muito nas fábricas no início
do século XIX. O lado humano não era considerado. Valorizava-se a produtividade do
trabalhador somente com relação às tarefas que lhe cabiam, e tais tarefas eram duramente
cobradas.

•• Foi importante também entender que o profissional deve estar atualizado com as mudanças
que vão surgindo no mundo do trabalho.

•• Você pode compreender que os valores éticos de um profissional são seus princípios que
irão permear suas escolhas no papel profissional e que uma escolha inteligente na busca e
formação de interesses profissionais é a aprendizagem constante.

•• Também pode compreender que a integração entre o profissional e a organização promove


um ambiente de trabalho saudável.

•• Compreendeu que um profissional estratégico está sempre pensando em quais ações ele/
ela poderá realizar, tanto para seu crescimento profissional, bem como, para a realização
de suas atividades profissionais.

•• Também compreendeu que quando um indivíduo encara sua profissão com a visão de
construir sua carreira profissional, ele mesmo verá a necessidade de pensar sua carreira
de forma estruturada, ou seja, planejando, traçando metas de curto, médio e longo prazo.

•• Este capítulo também mostrou o que o profissional precisa conseguir discernir seus próprios
talentos, seus pontos fortes e pontos de melhoria.

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Referências
Planejamento de Carreira

Bibliográficas

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