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GOVERNO DO ESTADO DO AMAPÁ

SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE

COORDENADORIA DE GEOPROCESSAMENTO E TECNOLOGIA DE


INFORMAÇÃO AMBIENTAL (CGTIA)

Organização: SEMA/CGTIA

Elaboração: Viviane Amanajás


Claudia Funi

Macapá/AP
MARÇO DE 2015
PLANO DO CURSO

CURSO: Mini Curso de delimitação de bacia hidrográfica


DURAÇÃO: 8 horas
LOCAL: Laboratório CGTIA/SEMA
QUANTIDADE: 15 pessoas

Dia Conteúdo Programático

Conceitos básicos de hidrografia:


1) Bacia Hidrográfica e drenagem;
2) Microbacias;
3) Sub-Bacias;
4) Curva de Nível e ponto cotado;
5) Divisor de Água;
6) Exutório;
7) Classificação dos cursos d’água:
24.03
Strahler e Horton, comparativo e execução com strahler;

Atividade

(1) Destacar rede de drenagem;


(2) Destacar os pontos cotados;
(3) Identificar o exutório;
(4) Delimitar a bacia; 1
(5) Delimitar a microbacia;

Atividade Extra, no caso sobre tempo.


24.03
Construção de perfil longitudinal da bacia

Orientações básicas de geoprocessamento e sensoriamento remoto

Atividade

25.03 (1) Utilizar o DEM SRTM;


(2) Utilizar o ArcToolbox;
(3) Vetorização em tela ou Hidrology;
(4) Gerar drenagens;
(5) Gerar limite da bacia.
1 - CONCEITOS BÁSICOS DE HIDROGRAFIA

A Política Nacional de Recursos Hídricos, instituída pela Lei nº 9.433, de 8 de


janeiro de 1997, incorpora princípios e normas para a gestão de recursos hídricos
adotando a definição de bacias hidrográficas como unidade de estudo e gestão. Entre
as definições de bacia hidrográfica existente percebe-se grande semelhança quanto ao
recorte espacial, baseado na área de concentração de determinada rede de drenagem.
Assim, as definições propostas para bacia hidrográfica assemelham-se ao
conceito dado por Teodoro et. al., 2007, p. 138 apud Barrella (2001), sendo definido
como um conjunto de terras drenadas por um rio e seus afluentes, formada nas
regiões mais altas do relevo por divisores de água, onde as águas das chuvas, ou
escoam superficialmente formando os riachos e rios, ou infiltram no solo para
formação de nascentes e do lençol freático. Tucci (1997) conclui como um conjunto de
superfícies vertentes e de uma rede de drenagem formada por cursos de água que
confluem até resultar em um leito único no seu exutório.

Em uma bacia hidrográfica destacam-se alguns elementos fisiográficos, a citá-


los:

 Curva de nível

A curva de nível constitui uma linha imaginária do terreno, em que todos os pontos de 2
referida linha têm a mesma altitude, acima ou abaixo de uma determinada superfície da
referência, geralmente o nível médio do mar (IBGE, 1999, p. 80).
As Curvas Mestras são as curvas de nível mais grossas e numeradas com o valor da
altitude que ocorrem a cada cinco curvas. A 5ª curva é sempre uma curva mestra nas cartas e
mapas topográficos (IBGE, 1999, p. 80).
O Ponto cotado é a projeção ortogonal de um ponto do terreno no plano da carta com
a indicação da sua altitude. São usados em pontos notáveis do terreno tais como topos de
morros, fundos de vales.

Principais características:
a) As curvas de nível tendem a ser quase que paralelas entre si.
b) Todos os pontos de uma curva de nível se encontram na mesma elevação.
c) Cada curva de nível fecha-se sempre sobre si mesma.
d) As curvas de nível nunca se cruzam, podendo se tocar em saltos d'água ou despenhadeiros.
e) Em regra geral, as curvas de nível cruzam os cursos d'água em forma de "V", com o vértice
apontando para a nascente.
PONTO COTADO

CURVA MESTRA
Imagem: Carta topográfica.
3

 Divisor de Água: linha que representa os limites da bacia, determinando o


sentido de fluxo da rede de drenagem e a própria área de captação da bacia
hidrográfica. Existem dois tipos de divisores: o topográfico e o geológico ou freático. O
primeiro diz respeito à linha que une os pontos mais elevados do relevo e o segundo,
os pontos mais elevados do aqüífero. O divisor geológico varia ao longo do ano em
função das estações. Normalmente, não há coincidência entre os dois divisores,
prevalecendo, quase sempre, o topográfico, por ser fixo e de mais fácil identificação.

Fonte: Imagem: http://aquafluxus.com.br/?p=1558, acesso: mar., 2015.

 Exutório: é um ponto de um curso d'água onde se dá todo o escoamento


superficial gerando no interior uma bacia hidrográfica banhada por este curso.
4

Fonte: Imagem da delimitação de bacia com destaque para o exutório e divisor de


águas (VILLELLA, 1975).

 Rede de Drenagem: Constituída por um curso d’água principal e seus tributários a


rede de drenagem. A classificação ocorrer das seguintes formas:
1ª Ordem 2ª Ordem 3ª Ordem Imagem

São formados pela


HORTON (1945)

união de 2 ou
São formados pela
mais cursos de 2ª
São os canais sem união de 2 ou
ordem, podendo
tributários. mais cursos de 1ª
receber cursos
ordem.
d’água de 1ª
ordem.

São formados pela


união de 2 ou
São todos os mais cursos de 2ª
STRAHLER (1952)

canais sem São formados pela ordem, podendo


tributários, união de 2 ou receber cursos
mesmo que mais cursos de 1ª d’água de 2ª e 1ª
corresponda à ordem, podendo ordem. A
nascente dos ter afluentes de 1ª confluência de
cursos d’água ordem. dois rios de 3ª
principais. ordem define um
de 4ª e assim por
diante.
O canal de 2ª ordem começa na junção dos de 1ª ordem, ou seja, não há designação de nascentes.
Quando dois rios de ordens hierárquicas diferentes juntam-se, prevalece a maior ordem.

5
Os termos sub-bacia e microbacia hidrográfica também estão incorporados na
literatura técnico-científica.
As sub-bacias são áreas de drenagem dos tributários do curso d’água principal.
Possuem áreas maiores que 100 km² e menores que 700 km². Dentro dessas
subdivisões da bacia, aparece também na literatura o termo microbacia. A microbacia
possui toda sua área com drenagem direta ao curso principal de uma sub-bacia, várias
microbacias formam uma sub-bacia e possuem área inferior a 100 Km² (FAUSTINO,
1996).

 DELIMITAÇÃO DE BACIA

1- Destacar rede de drenagem (identificação do curso de água);


2- Identificação dos pontos cotados;
3- Identificação do exutório;
4- Classificação da rede de drenagem (hierarquização);
5- Traçar linha contínua, que inicie e termine no exutório, de modo que não cruze um
curso de água, e observando as curvas de nível (limite da bacia);
6- Delimitar a microbacia.
Figura: identificação de: drenagem, exutório, bacia e sub-bacia.

6
ATIVIDADE EXTRA: CURVA DE NÍVEL

- Elaboração de perfil longitudinal da bacia é utilizado para determinar a declividade do


rio, o qual é estabelecido em função das distâncias horizontais percorridas entre cada
cota marcada no mapa topográfico. O Exemplo a seguir detalha a seqüência de
determinação do perfil longitudinal e da declividade do rio.

Exemplo:

A figura a seguir mostra a trajetória do curso d’água principal da bacia hidrográfica


ilustrada na Figura. Na figura, por uma questão de clareza, foram retirados os
tributários e outras curvas de nível, tendo permanecido apenas aquelas de interesse
para a determinação da declividade.
700
700

695

695
700

690
690

685 680

680

675 685

675 680

670
665

655 660 665 670


Exutório

Com base no mapa com as curvas de nível, prepara-se uma tabela de cotas e 7
distâncias percorridas. Na prática, as distâncias de percurso do rio devem ser medidas
no mapa topográfico, sendo convertidas em função da escala usada no mapa. Escalas
frequentemente usadas para este fim são as de 1:25.000 (1 cm = 250 m) e 1:50.000 (1
cm = 500 m), mas obviamente mapas com outras escalas podem ser usados,
dependendo do tamanho da bacia. No presente exemplo, as distâncias apresentadas
na tabela pressupõem a conversão por uma escala adequada (não apresentada no
desenho).

Curva de nível (m) Distância entre curvas Distância acumulada ***Declividade entre
Eqüidistância 5m (m)* (m)** curvas (m/m)
695 - - -
690 150 150 0,033
685 900 1050 0,006
680 700 1750 0,007
675 1400 3150 0,004
670 1100 4250 0,005
665 300 4550 0,017
660 200 4750 0,025
655 350 5100 0,014
Curva de nível: cota retirada do mapa topográfico
*Distância entre curvas: distância percorrida entre a curva de nível anterior e a curva de nível da respectiva linha (a distância e
extraída a partir das coordenadas métricas; precisa ter a carta com o grid de coordenadas).
**Distância acumulada: soma das distâncias percorridas até a curva de nível da respectiva linha (Ex.: 1º dist. entre curvas 150+ a
2º dist. entre curvas 900 = a 3ª dist. acumulada 1050, e assim sucessivamente).
***Declividade entre curvas: (cota anterior – cota atual) / distância entre curvas (Ex.: 1ª curva de nível da tabela 695 – a 2ª 690 =
5/150 (1ª distância entre curvas = 0,033 m - declividade, e assim sucessivamente).
O perfil longitudinal é construído com os dados da distância acumulada e com
as cotas das curvas de nível.

PERFIL LONGITUDINAL

695
690
685

COTAS (m)
680
675
670
665
660
655
650
0 1000 2000 3000 4000 5000 6000
DISTÂNCIA (m)

Fonte: www.etg.ufmg.br/tim1/baciahidrografica2007.doc

Observa-se que o rio tem dois trechos típicos, cada um deles relativamente
homogêneo dentro de si. O primeiro, mais plano, vai da cota 690m à cota 670m, com
um percurso total de 4250m. A declividade média neste trecho é (690-670)/4250 =
0,0047 m/m. O segundo trecho, mais inclinado, vai da cota 670m à cota 655m,
percorrendo uma distância de 5100-4250 = 850m. A declividade média neste segundo
trecho é de (670-655)/850 = 0,018 m/m.

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ATIVIDADE EXTRA
1º ) Traçar a linha de perfil (linha de corte), cortando bacia:

2º) Estabeleça uma escala horizontal, ex: 1:100.000; e escala vertical 1: 10.000 (com exagero
vertical);
Os intervalos verticais deve, variar a cada 1 cm; já os intervalos horizontais devem ter a
mesma medida da linha de corte. Ex: Vertical a cada 1 cm corresponderá a 100000 cm ou 1000
m; no plano horizontal a cada 1 cm corresponderá a 10000 cm ou 100m.
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Delimitação de bacia no ARCGIS: Análise Hidrológica com Spatial Analyst

Esta análise objetiva a extração a: extração de rede de drenagem, hierarquização e


delimitação de bacia.

Antes de iniciarmos nossa análise e importante familiarize-se com alguns termos associados a
Hidro:

• Watershed = Bacia Hidrográfica;

• Basin = Bacia Hidrográfica;

• Drainage Network = Rede de Drenagem;

• Stream Network = Rede de Drenagem;

• Sub-Basin = Sub-Bacia;

• Stream = Córrego, Riacho, Rio;

• Upstream = Rio Acima (Em Geografia, “upstream” indica a fonte de um córrego ou rio contra
direção normal do fluxo de água);

• Downstream = Rio Abaixo;

• Sink (Buraco, Depressão) - Cria um raster identificando todas as depressões, áreas de 10


drenagem interna e vazios ou erros do SRTM ou outro raster de superfície;

• Fill (Preencher) - Preenche pequenas imperfeições nos dados e remove todos os sinks do
raster de superfície;

• Flow Direction (Direção do Fluxo) - Gera um raster contendo a direção do fluxo de cada
célula. No Flow Direction, cada pixel é potencialmente cercado por oito pixels vizinhos. A
inclinação de cada uma destas oito direções pode ser calculada tomando-se a diferença em
elevação indicada pelo valor de DEM para cada um destas oito localidades vizinhas e do valor
no pixel a ser examinado;

• Flow Accumulation (Acumulação de Fluxo) - O raster criado determina a acumulação de fluxo


a partir do Flow Direction criado anteriormente.

 Para iniciar nossa análise temos alguns passos a seguir:

Abra o ArcGis, localizado no MENU INICIAR > Todos os programas > ArcGis > ArcMap 10.1;
Após abrir o ArcMap, aparecerá uma caixa de diálogo (Getting Started/ “Iniciando”) na qual
você clicar no botão CANCEL. Estamos iniciando um projeto novo, para isso faz-se necessário
algumas informações e configurações iniciais, conforme explicados nas imagens a seguir:
<--- BARRA DE TÍTULO
<--- BARRA DE MENU
1 BARRA DE FERRAMENTAS

VISTA DE DADOS
TABELA DE CONTEÚDO
(Local onde será trabalhados e
(Onde ficam os shapefiles/
visualizado os dados shapefile)
layers adicionados)

<--- BARRA DE DESENHO (DRAW)


BARRA DE STATUS --->

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localizador

Na tabela de conteúdo, clique com o botão direito do mouse e sobre o nome LAYERS,
no menu contextual que surge clique em PROPRIEDADES. Na caixa de diálogo que se abre,
clique na guia Coordinate System > + Projected Coordinate Systems > + UTM > + WGS 1984 > +
Southern Hemisphere> WGS 1984 UTM Zone 22 S.
É necessário habilitar a extensão spatial analyst. Para isso, na barra de menu >
customize > extensions > habilite o spatial analyst > ok. Com as configurações já realizadas
vamos adicionar o MDT SRTM, para isso clique no botão ADD Data ( ), localizado na barra de
ferramentas.

Após a inserção do DEM SRTM vamos iniciar os procedimentos para a análise


hidrográfica. Para isso, procurem na BARRA DE FERRAMENTAS o botão relativo ao ARC
TOOLBOX ( ) Clique nele, e depois procure na lista o item + SPATIAL ANALYST TOOLS > +
HYDROLOGY > FILL.

 Fill – Preenchimento de Vazios do DEM


A ferramenta Fill deve ser executada diretamente no DEM. No Toolbox > Clique no menu +
Spatial Analyst > + Hydrology > + Fill. Informe o Fill no campo de entrada (MDT_SRTM90m) e
indique um arquivo TIF no campo de saída (FILL_DEM90m).

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Aguarde o término do processo. O raster Fill será adicionado no mapa. Se o aspecto da
imagem estiver totalmente cinza, clique com o botão direito do mouse sobre o raster Fill
acesse as Propriedades do Raster, guia Simbology e modifique o Stretch Type para
Minimum/Maximum. Com o novo DEM “Filled”, será preciso gerar um Flow Direction.

 Flow Direction – Definindo as Direções dos Rios


Antes de iniciar remova do ArcGis o arquivo: MDT_SRTM90m. Clique em Toolbox > Clique no
menu + Spatial Analyst > + Hydrology > + Flow Direction. Informe o arquivo gerado
“FILL_DEM90m” e o local de saída para o novo arquivo TIF (FLOWDIRECT90). Na tabela de
valores com campo Cont que registram valores de 1 a 128. Observe a figura abaixo:

Resultado:

13

 Flow Accumulation – Criando a Acumulação do Fluxo

Clique em ArcToolbox > Clique no menu + Spatial Analyst > + Hydrology > + Flow
Accumulation. Execute o processo Flow Accumulation. Nas opções, informe a entrada
(FLOWDIRECT90), a saída (FLOWACUMUL90) e modifique o tipo de dado de FLOAT para Inteiro
(Integer). O Flow Accumulation será criado, mas o raster pode parecer escuro. É preciso
aproximar o mapa com a ferramenta Zoom para visualizar os locais onde ocorre o fluxo de água
acumulada.
Resultado:

 Álgebra de Mapas para Extração da Rede de Drenagem


Para criar uma rede de drenagem, é preciso estabelecer um limiar para descobrir quantos
pixels adjacentes devem formar os rios. Em nosso caso, vamos estabelecer um limiar de 500
pixels. 14

- Formulação de Expressões Algébricas no SIG


A expressão matemática é criada com base em proposições que podem surgir no
decorrer do projeto. A função CON (Conditional) determina um teste lógico e retorna um
resultado. Simples assim. Em relação à rede de drenagem, poderíamos estabelecer uma
condição para criar o limiar, filtrando apenas os pixels significativos. A condicional do limitar
torna-se intuitiva quando é lida desta maneira: Se o valor dos pixels do raster Flow
Accumulation for superior a 500, deve-se substituí-los pelo valor 1. Caso contrário,
transformar em NODATA.

Com esta condição, todas as células do raster com valor superior a 500 serão
consideradas durante a criação de um novo mapa raster. As demais células serão
transformadas em NODATA. O próximo passo consiste em redigir essa informação na
linguagem do computador (expressão matemática). Acesse: ArcToolbox > Clique no menu > +
Map Algebra > + Raster Calculator. E na janela que se digite a fórmula abaixo:
Con("FLOWACUMUL90.tif" > 500,1).
A rede de drenagem será visualizada no mapa. Um aspecto interessante é sobre o
limiar: ele deve ser utilizado com uma espécie de filtro para os rios. Dependendo da aplicação,
o uso da hierarquia dos rios pode ser ampliada ou omitida. Os testes que demonstram que, se
o limiar for aumentado, os riachos poderão ser omitidos. 15

Resultado (O arquivo de saída deve receber o nome: STREAM500):


 Stream Order - Classificação (hierarquização dos rios) – STRAHLER

Para realizar a classificação da drenagem, acesse: ArcToolbox > Clique no menu + Spatial
Analyst > + Hydrology > Stream Order. Realize as configurações – Em INPUT STREAM RASTER:
adicione STREAM500; Em INPUT FLOW DIRECT RASTER: adicione FLOWDIRECT90. Em OUTPUT
RASTER: escolha o local a salvar e digite o nome STRAHLER; Em METHID OF STREAM
ORDERING: Escolha STRAHLER. > OK.

Resultado:

16

Realizada a classificação, vamos converter a drenagem do formato raster para


shapefile.

 Stream to Feature – Conversão da Drenagem para Shapefile


Clique no menu ArcToolbox > Clique no menu + Spatial Analyst > + Hydrology > Stream
to Feature. Informe a Rede de Drenagem, o Flow Direction (FLOWDIRECT90) e o nome de saída
(STREAMFEATURE500) para o arquivo shapefile de linhas.
Resultado:

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 Basin – Bacia Hidrográfica


Para delimitar a bacia hidrográfica, acesse: ArcToolbox > Clique no menu + Spatial Analyst > +
Hydrology > Basin. Informe o Flow Direction (FLOWDIRECT90) e o arquivo TIF de saída
(BACIAS).
Resultado

Para mudar a cor: clique com o botão direito sobre o arquivo de "bacias">
propriedades > e em layer properties> guia symbology > streched > color ramp > # ELEVATION
#1 (Para verificar o nome das cores clique com o botão direito dentro de color ramp e
desabilite Graphic View).
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Resultado Final
Atividade Extra
Cálculo de curva de nível a partir d DEM SRTM para identificação de drenagem a partir
de vetorização em tela.
Após inserir o DEM, no ArcGis acesse: ArcToolbox > + Spatial Analyst Tools > +
Hydrology > + Surface > Contour. Em INPUT Raster adicione o MDT
(MDT_SA22VB_NA22YD). Em OUTPUT POLYLINE FEATURES: escolha a pasta onde será
salvo o arquivo: Curva_50m. Em CONTOUR INTERVAL: digite 50 > OK.

Resultado: (O mesmo procedimento pode se realizado para 10 m ou 5m, dependendo


do caso).
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Após a extração das curvas de nível é necessário a criação de um shapefile de


linha, para que possamos iniciar a vetorização da hidrografia. Para isso vamos
inicialmente clique no botão referente ao ARC CATALOG ( ). Na barra latedral que
se habilita clique no botão CONNECT TO FOLDER ( ) > localize a pasta onde está
salvando os arquivos do curso e clique nela; voltando a janela do Catalog procure sua
pasta e clique nela, com o botão direito clique e no submenu escolha NEW >
SHAPEFILE. Veja figura abaixo:

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Na janela que surge de criação do shapefile, realize as configurações solicitadas -


NOME: Rios; FEACTURE TYPE: Polyline; SPATIAL REFERENCE > EDIT > Coordinate System > +
Projected Coordinate Systems > + UTM > + WGS 1984 > + Southern Hemisphere> WGS 1984
UTM Zone 22 S > ok.
Muito bem! O shapefile de linha foi criado e já está inserido na TABELA DE CONTEÚDOS (Menu
esquerdo na ArcGis), inicie a edição deste shapefile. Clique com o botão direito do mouse
sobre o nome Rio e escolha EDIT FEATURES > START EDITING.

Com a edição já aberta iniciar a vetorização da hidrográfica orientada pelo DEM SRTM e curvas
de nível. OBSERVE:
21

Siga vetorizando até finalizar sua drenagem, lembrando que você pode salvar a edição
fechá-la e continuar em outro momento. Para isso utilize a barra de ferramentas de edição:
22
BOA SORTE!!

BIBLIOGRAFIA

AMANAJÁS, Viviane. Curva de Nível. In: Cartografia e SIG. Macapá: 2008. Disponível: <
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfvzAAH/cartografia-sig-com-gvsig?part=3#>.

REBOUÇAS, Aldo. Uso inteligente da água. Editora Escritura: São Paulo, 2004.
Disponível: < https://books.google.com.br/books?isbn=8575311131. Acesso: Março,
2015.

SILVA, Vanessa C. B. Iniciando no ArcGis. Curso de Geografia e Análise Ambiental e SIG.


UNI-BH: Belo Horizonte, 2010.

TEODORO, Valter L. L.; TEIXEIRA, Denilson; COSTA, Daniel J. L.; Fuller, Beatriz B. O
conceito de bacia hidrográfica e a importância da caracterização morfométrica para o
entendimento da dinâmica ambiental local. Revista UNIARA, n.20, 2007. Disponível: <
http://www.uniara.com.br/revistauniara/pdf/20/RevUniara20_11.pdf> Acesso:
03/2015.
UFMG. Bacia Hidrográfica. UFMG: Minas Gerais, 2007. Disponível:<
http://www.etg.ufmg.br/tim1/baciahidrografica2007.doc>. Acesso: 03/2015.