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MEMORIAL TÉCNICO DESCRITIVO

SUBESTAÇÃO DE ENTRADA MODELO

ENDEREÇO DA OBRA:
AV. UNISINOS – BAIRRO CRISTO REI – SÃO LEOPOLDO - RS.
Sumário
1. FINALIDADE DO
PROJETO ................................................................................ 3
2. PREVISÃO DA DATA DE LIGAÇÃO ....................................................................
3
3. DESCRIÇÃO DA ENTRADA DE SERVIÇO DE ENERGIA
ELÉTRICA ................ 3
4. SUBESTAÇÃO, MEDIÇÃO, PROTEÇÃO E SECCIONAMENTO EM MT –
EXISTENTE ................................................................................................................ 3
5. ADEQUAÇÕES NA SUBESTAÇÃO EM MÉDIA TENSÃO PARA
MODIFICAÇÃO
DA MEDIÇÃO EXISTENTE .........................................................................................
4
5.1. Ramal subterrâneo em média tensão (MT) ....................................................
4
5.2. Cela de entrada em MT ..................................................................................
4
5.3. Transformadores ............................................................................................
6
5.4. Descida dos transformadores, proteção e medição de baixa tensão .............
6
5.5. Aterramento ................................................................................................... 8
5.6. Intertravamento elétrico ..................................................................................
8
5.7. Interior da sala da subestação .......................................................................
8
5.8. Escada para acesso a medição e subestação ...............................................
8
6. CÁLCULO DA CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO
SECUNDÁRIA ................... 9
7. ÁREA MÍNIMA PARA
VENTILAÇÃO .................................................................... 9
7.1. Cálculo da área mínima para ventilação ........................................................
9
7.2. Cálculo da área das aberturas .......................................................................
9
8. . CARGA INSTALADA E DEMANDA ....................................................................
9
9. PLACAS DE AVISO E EPI ..................................................................................
11
10. INCÊNDIO ....................................................................................................... 11
11. ILUMINAÇÃO .................................................................................................. 11
12. CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................. 12

1. FINALIDADE DO PROJETO

O presente memorial tem por objetivo descrever o projeto para construção de uma
subestação rebaixadora com medição de faturamento em MT (média tensão) indireta
com dois transformadores de potência 750kVA e com o secundário 380/220V em
paralelo.

2. PREVISÃO DA DATA DE LIGAÇÃO

A previsão para ligação instalação é para o mês de agosto de 2019.

3. DESCRIÇÃO DA ENTRADA DE SERVIÇO DE ENERGIA ELÉTRICA

A instalação possuirá uma entrada de serviço em tensão primária de distribuição de


13,8kV classe de isolação 15kV, localizada na Av. Unisinos, com poste de concreto
cônico 12 metros 4kN estrutura M1+N3 com chave fusível e entrada subterrânea.

3.1. Ramal subterrâneo em média tensão (MT)

O ramal de entrada subterrâneo em média tensão será instalado, constituído de


um circuito de cabos de cobre 4 x 35 mm² 15/25kV - EPR com terminais
contráteis para uso externo classe 15 kV desde a tomada de energia da rede da
concessionária (chave fusível nº xxxx) até a cela de entrada situada no prédio da
subestação. Deverá ser instalado na estrutura N3 do poste existente três para-
raios tipo polimérico 10kA/25kV para a entrada de energia subterrânea.

Não são permitidas emendas nos condutores do ramal de entrada.


Deve ser aplicada vedação adequada nas junções e curvas dos eletrodutos
externos.

O ramal será protegido mecanicamente por eletroduto de ferro galvanizado 125


mm (5”) até uma altura de 2,70m à 3,00m junto ao poste. A partir da caixa junto
ao poste da tomada de energia os cabos serão protegidos por duto kanaflex 125
mm (5’’) até a outra caixa de passagem no interior do prédio.
A caixa de inspeção junto ao poste e junto ao prédio devem ser de alvenaria,
revestida por reboco, fundo com brita e terá tampa de concreto armado, com
caixilho metálico (50x50x6 mm) removível através de alça não salientes,
medindo internamente (800x800x800 mm).

O aterramento dos para-raios deve ser com cabo de cobre nu #25mm², ligado ao
condutor de aterramento do poste, caso este ponto esteja com o valor superior a
10 ohms deve-se instalar dentro da caixa de passagem uma haste de
aterramento de cobre (15x2400mm) enterrada totalmente vertical e
equipotencializar com a malha de terra. Deverão ser instaladas tantas hastes
quantas necessárias afastadas entre si no mínimo de 3m, para manter a
resistência do aterramento inferior a 10 ohms em qualquer época do ano.

Adota-se aterrar as blindagens dos cabos de MT somente na parte interna da


subestação.

4. SUBESTAÇÃO, MEDIÇÃO, PROTEÇÃO E SECCIONAMENTO EM MT

A subestação está localizada ao nível do solo em uma sala com paredes de alvenaria
espessura 0,25 m. O acesso a área interna da subestação se dá somente por uma
porta localizada na divisa do terreno.

4.1 Cela 01 - entrada e medição em MT

Os equipamentos de média tensão para medição serão localizados no prédio da


subestação, na primeira cela, lacrada pela concessionária de energia, onde os cabos
alimentadores chegam diretamente nos transformadores de corrente(TC) e
potencial(TP) para medição de faturamento. O medidor de kWh/kW/kVArh está
instalado em uma caixa metálica para medição horosazonal 0,80 x 0,66 x 0,25 m,
localizada fora da área energizada no prédio da subestação.

Serão instalados os seguintes equipamentos na cela de entrada:


a) 04 terminais poliméricos contrateis de uso interno – 15kV na saída dos
cabos de MT, presos na ferragem para fixação da chave seccionadora.
b) Cela de entrada e medição: medição em média tensão, isoladores de
pedestal e vergalhão 3/8” de cobre.

As grades de proteção da cela 01 e seus aterramentos serão instalados conforme


padrão exigido pela CEEE, sendo as grades instaladas até o teto.
4.2 Cela 02 - disjuntor de MT

Seguindo a instalação do vergalhão 3/8” será utilizada uma bucha de


passagem, classe de isolamento 15kV, para passagem do barramento
entre a cela 01 e 02. Após o vergalhão segue para conexão com a
seccionadora tipo faca de seccionamento do disjuntor de MT da cela 02.

Serão instalados os seguintes equipamentos na cela de entrada:

Cela de secionamento do disjuntor:


a) Chave seccionadora tripolar tipo faca abertura sem carga:
Inominal 400A
I curto-circuito 8kA
I Crista 20kA
Tensão nominal 13,8 kV
A chave será fixada na ferragem abaixo e conforme demonstrado nos
desenhos das pranchas;

b) Disjuntor à vácuo 15 kV
Disjuntor tripolar de média tensão a vácuo fixo 10kA acionamento
motorizado, comando mecânico lateral, com relé de proteção secundária
acoplado (relé com funções 50/51 e 50/51N com alimentação por meio de
um no-break 1kVA/220V alimentado por TP 25kV / 220V);

c) Isoladores de pedestal e vergalhão 3/8” de cobre

4.3 Cela 03 – Seccionamento TR1

a) Cela de secionamento TR1:


Chave seccionadora tripolar sem carga com fusível HH
(63A) e transformador 750kVA – 23,1/0,38kV;
A chave será fixada na ferragem abaixo e conforme demonstrado nos
desenhos das pranchas;

b) Isoladores de pedestal e vergalhão 3/8” de cobre

4.3 Cela 04 – Seccionamento TR2

a) Cela de secionamento TR2:


Chave seccionadora tripolar sem carga com fusível HH
(63A) e transformador 750kVA – 23,1/0,38kV;
A chave será fixada na ferragem abaixo e conforme demonstrado nos
desenhos das pranchas;

b) Isoladores de pedestal e vergalhão 3/8” de cobre


As grades de proteção das celas e seus aterramentos serão instalados conforme
padrão exigido pela CEEE, sendo instaladas com altura mínima de 2,80 m.

A interligação entre chaves e a chave e o disjuntor devem ser feitas


por meio de vergalhões de cobre eletrolítico 3/8”.
4.4 Transformadores

Serão instalados os seguintes transformadores trifásicos:

a) Transformador cela 3

Potência nominal 750kVA


Tensões primárias(triângulo) 13,8kV TAPS -4 x 0,6kV
Tensão secundária(estrela) 380Y/220V
Tipo comutação CST
Fator k K1
Frequência 60Hz
Impedância 5,5%
Grupo de ligação Dyn1
Resfriado por circulação natural de líquido isolante.

b) Transformador cela 4
Potência nominal 750kVA
Tensões primárias(triângulo) 13,8kV TAPS -4 x 0,6kV
Tensão secundária(estrela) 380Y/220V
Tipo comutação CST
Fator k K1
Frequência 60Hz
Impedância 5,5%
Grupo de ligação Dyn1
Resfriado por circulação natural de líquido isolante.

5.4. Secundário dos transformadores

Os transformadores devem ser protegidos da seguinte forma:

Transformador 1
Será protegido no secundário por disjuntor geral tripolar termomagnético 3 X
1200 A - 30 kA e isolamento 450 V instalado em painel, antes do barramento, e
ter dispositivo com acionamento externo.

Transformador 2
Será protegido no secundário por disjuntor geral tripolar termomagnético 3 X 1200 A -
30 kA e isolamento 450 V instalado em painel, antes do barramento, e ter dispositivo
com acionamento externo.

As interligações entre o secundário de cada transformador e o disjuntor geral de


baixa tensão serão cabos de cobre 2x300mm², por fase, isolação EPR 90ºC
0,6/1kV e para o neutro 1x300mm².

Os condutores de baixa tensão não podem ter emendas e devem sair a partir
das buchas do secundário dos transformadores em eletroduto aparente de
seção não-circular sobre a parede até o painel de distribuição.

O neutro dos transformadores deve ser interligado solidamente com a malha de


aterramento através de cabo de cobre nu 50mm².

O cálculo da queda de tensão dos cabos alimentadores dos transformadores até


a medição é inferior a 2% conforme abaixo.

Dv[%] = x
𝑉�

Dv: queda de tensão em %;


Vn: tensão trifásica nominal;
I: corrente da carga, neste caso adotar a corrente nominal do disjuntor;
L: comprimento do circuito em km;
R: resistência do condutor em Ω/km;
X: reatância do condutor em S/km;
Z: impedância do condutor = Rcosᵩ + Xsenᵩ

Dv[%] = 100 = 0,54%


Então, Dv[%] ≤ 2%

5.5. Aterramento

Será instalada uma haste de aterramento de cobre (15x2400) mm utilizando


cabo de cobre nu 50mm² interligando a malha existente da subestação, sendo
que o valor da resistência de aterramento não pode ultrapassar a 10 ohms em
qualquer época do ano. Caso necessário a instalação de mais hastes para
garantir a resistência inferior à 10 ohms, as mesmas devem ter a distância
mínima entre hastes de 3 metros.

Os aterramentos de todas as partes metálicas e das blindagens dos cabos


15/25kV serão com cabo de cobre nu # 25mm² interligados a malha de
aterramento. As partes móveis (portas e acionamento da seccionadora de MT)
serão aterradas com cordoalhas de cobre estanhado, conectadas às estruturas
metálicas e ao cabo de cobre nu # 25mm² através de conectores apropriados.
A conexão entre os cabos de cobre nu aparentes será com conectores
apropriados, e nas situações de conexões mecânicas embutidas no solo devem
ser protegidas contra corrosão, através de caixa de inspeção com diâmetro
mínimo de 250mm que permita o manuseio de ferramenta.

5.6. Intertravamento elétrico

O intertravamento elétrico dos transformadores entre a chave seccionadora com


base fusível do lado primário do transformador com o disjuntor de BT será
através de bobina de abertura instalada no disjuntor geral de BT do respectivo
transformador e o contato auxiliar instalado no punho da respectiva chave, o
qual, na tentativa de manobrar a chave seccionadora, se fechará antes da
abertura das facas acionando a abertura do disjuntor. Os cabos de comando
serão do tipo pvc cobre 2x2,5mm², protegidos mecanicamente da subestação até
o disjuntor geral de BT por eletroduto de PVC 20 mm .

Além deste deverá ser instalado o intertravamento entre a chave seccionadora


geral em MT e o disjuntor de MT, através de uma bobina de abertura instalada
neste último e um contato auxiliar instalado no punho da primeira chave, o qual
na tentativa de manobrar a chave seccionadora se fechará antes da abertura das
facas acionando a abertura do disjuntor.

O cabo de comando será do tipo pvc cobre 2x2,5mm², protegido mecanicamente


até o disjuntor de MT por eletroduto tipo condulete 20mm. O TP de alimentação
do nobreak alimentará este intertravamento.

5.7. Interior da sala da subestação

Paredes e teto com reboco pintado em tinta acrílica branca


Piso com acabamento de cimento alisado

5.8. Escadas de acesso a medição e subestação

No acesso para a sala de medição hoje é existente uma escada do tipo caracol
fora de padrão.
Esta escada existente deve ser retirada e instalada uma nova escada metálica
conforme descrito nas folhas 01 e 02 do projeto, seguindo o padrão do adendo
Padrão de escadas para acesso a medição do RIC-MT.

No acesso para subestação onde estão localizados os transformadores de força,


hoje é existente uma escada do tipo marinheiro fora de padrão.
Esta escada existente deve ser retirada e instalada uma nova escada metálica
conforme descrito nas folhas 01 e 02 do projeto, seguindo o padrão do adendo
Padrão de escadas para acesso a medição do RIC-MT.
6. CÁLCULO DA CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO SECUNDÁRIA

Icc3Øbt /TR1 = (In x 100) / Z = (455,80 x 100) / 4,94 = 9.226,77 A


Icc3Øbt /TR2 = (In x 100) / Z = (455,80 x 100) / 4,92 = 9.264,22 A
Icc3Øbt /TR3 = (In x 100) / Z = (455,80 x 100) / 4,70 = 9.697,87 A
Adotar 30kA no mínimo

7. ÁREA MÍNIMA PARA VENTILAÇÃO

7.1. Cálculo da área mínima para ventilação

Volume da sala da subestação = 10 x 3,8 x 2,8 = 106,4


Área mínima exigida = 106,4/6= 17,7

7.2. Cálculo da área das aberturas

Janelas = 2 x 2 x 2 = 8
Janelas = 3 x 2 x 1 = 6
Porta = 0,80 x 2,10 = 1,68
Porta serviço = 1,4 x 2,1 = 2,94
Total da área de aberturas= 18,62

Como a área calculada das aberturas previstas é maior que a área mínima
exigida, conclui-se que a condição para ventilação conforme determinado pelo
RIC- MT foi satisfeita.

8. . CARGA INSTALADA E DEMANDA

Medição 1:Ramo de atividade: Servidores

Carga instalada:

Iluminação e tomadas 5000 W


Servidores 38000 W

Demanda =43000 x (FD=0,44) =18,9kW contratar fora ponta = 30kW.

Medição 2: Ramo de atividade: Indústria Têxtil fábrica de tecidos

Carga instalada:

Iluminação e tomadas 30000


W
Computadores 3000
W
Máquina de estampa 1 18000
W
Máquina de estampa 2 16000
W
Máquinas dublagem 17000
W
Máquina de resina pó 23000
W
Máquina cola líquida 17000
W
Máquinas de medir 1000
W
Compressor 3100
W
Geladeira industrial 5000
W
Máquina de medir tiras[2x] 1300
W
Máquina de medir tiras[rolo] 800 W
Balancim de corte 1900
W
Tear fita + gaiola[2x] 2660
W
Máquina roletex 1140 W
Tear crochet + gaiola[3x] 2700
W
Revestidora 4180
W
Espuladeira[3x] 4000
W
Urdeira + gaiola 1520
W
Conicaleira 1520
W
Máquina de tingir cordas 1140 W
Máquina de costura reta 1140 W
Máquina de costura over 1140 W
Condicionadores de ar[09] 10000
W

Demanda =168,24W x (FD=0,58) =97,579 kW contratar fora ponta = 100 kW

Medição 3: Ramo de atividade: Indústria Gráfica

Carga instalada:

Iluminação e tomadas 18000 W


30 Computadores 16000 W
Prensa fardos 15000 W
Esteira 40000 W
Máquinas de corte 30000 W
Máquinas restantes 60000 W
Cartucheira 3000 W
Plastificação 20000 W
Serigrafia 27600 W
Flexo/batida 46740 W
Gravação 27360 W

Demanda =3303700 W x (FD=0,36) =109,33 kW contratar fora ponta = 110kW

Medição 4: Ramo de atividade: Indústria Gráfica

Carga instalada:

Iluminação e tomadas 15000 W


G1,G2 27850 W
Ksba 9500 W
10 impressoras térmicas 11000
W
10 impressoras laser 9900
W
Sornz 23940
W
Kord 12160
W

Demanda =109350 W x (FD=0,36) =39,366kW contratar fora ponta = 40kW

Total das 4 medições 280 kW

9. PLACAS DE AVISO E EPI

A título de advertência nas portas de acesso, nas portas das celas, do disjuntor de
MT e transformadores serão fixadas placas com o dizer “Perigo de Morte -Alta
Tensão”, conforme figura 35 do RIC -MT.
Para proteção do operador existirá próximo aos punhos das seccionadoras um par
de luvas de borracha, classe de isolamento 25kV e tapete de borracha classe de
isolamento 25kV.

10. INCÊNDIO

Na parte externa da subestação próximo à porta de acesso está previsto um extintor


de tipo CO2 com 6kg.

11. ILUMINAÇÃO

Para possibilitar a iluminação artificial da sala da subestação foram previstos 04


pontos de luz tipo led 24W 220V e para iluminação de emergência, dois blocos
autônomos de iluminação tipo led 2x3W – 220V com autonomia de 2 horas.

12. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os materiais a serem utilizados na obra, deverão ser de comprovada qualidade e


padrão empregado pela RGE Sul.
Os serviços executados deverão estar de acordo com as normas de segurança
vigentes, normas da ABNT e normas da RGE Sul de modo a oferecer perfeita
segurança e confiabilidade aos trabalhadores e ao sistema elétrico.