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GELSO MAIA

INDIANELI RODRIGUES DA SILVA FICK


JÁDERSON MACHADO ROSA
JONATAS GOLÇALVES DOS SANTOS
TEILOR ZIMMER
JOÃO PAULO MACIEL NOLL
RODRIGO CRESPÃO DOS SANTOS

DESENVOLVIMENTO DE FORNECEDORESAUDITORIA DE PROCESSOS


ORGANIZACIONAIS.

Novo Hamburgo
20198
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GELSO MAIA
INDIANELI RODRIGUES DA SILVA FICK
JÁDERSON MACHADO ROSA
JONATAS GOLÇALVES DOS SANTOS
TEILOR ZIMMER
JÁDERSON MACHADO ROSA
JOÃO PAULO MACIEL NOLL
RODRIGO CRESPÃO DOS SANTOS

AUDITORIA DE PROCESSOS ORGANIZACIONAISDESENVOLVIMENTO DE


FORNECEDORES

Trabalho avaliativorelativo a Temática 2


apresentado como requisito parcial à
aprovação na disciplina de Disciplina de
Análise de Sistemas
OrganizacionaisLogística Empresarial na
Universidade Feevale.

Orientador: Me. José Armando ZanchetMe. Everton Luis Kupssinskü


1WQWW4

Novo Hamburgo
20198

A Importância na Gestão de FornecedoresRESUMO

A auditoria de processos organizacionais e a avaliação possuem uma direta e constante


interação no contexto organizacional das empresas, independentemente do ramo atuação. Com
isso o presente relatório da disciplina de Análise de Sistemas Organizacionais tem por objetivos
demostrar e descrever a fundamentação teórica do processo de auditoria em conjunto com a
prática que é desenvolvida nas organizações através dessa correlação, ou seja, associar a parte
humana e técnica necessária para efetuar um processo de auditoria coeso, sem lacunas e falhas.
Em razão disto, foi efetuada uma pesquisa bibliográfica a partir da consulta de fontes em meio
eletrônico e físico atrás de livros e artigos. Para a fundamentação teórica deste relatório, foi
conduzida uma pesquisa com base nos principais autores a seguir: O’hanlon (2009), Dias
(2006) e Mills (1994), sendo estes voltados a auditoria de processos organizacionais tanto para
o controle interno ou para a obtenção de certificações de qualidade, possibilitando assim ao
acadêmico uma solida base referente a fundamentação teórica que proporcionara uma
abrangência geral da temática já explicitada da auditoria de processos. A partir dessa análise
efetuada, foi possível confirmar que, para a obtenção de resultados mais consistentes e
padronizados as organizações necessitaram desses processos de auditoria interna mais voltada
a atividades organizacionais, por isso a importância de destacar a teoria e forma como essa
interação é exercida.

Palavras-chave: Auditoria. Processo organizacional. Organização. Avaliação.


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO......................................................................................................................3
2 DEFINIÇÃO DE AUDITORIA DE PROCESSOS.............................................................4
3 OBJETIVOS GERAIS DE UMA AUDITORIA .................................................................5
4 DESCREVER METÓDOS DE UMA AUDITORIA...........................................................6
5 CARACTERIZAR O PERFIL DO AUDITOR ...................................................................8
6 ESTRUTURA E CARACTERÍSTICAS DE UM RELATÓRIO DE AUDITORIA......10
7 RELAÇÃO ENTRE AUDITORIA E OS SISTEMAS ORGANIZACIOANAIS ..........11
8 CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................................................12
REFERÊNCIAS......................................................................................................................13
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1 INTRODUÇÃO

O presente relatório da disciplina de Análise de Sistemas Organizacionais consiste em


uma análise e pesquisa a respeito da auditoria de processos organizacionais relacionando assim
este conteúdo com os objetivos e tópicos de relevância que serão apresentados ao longo do
trabalho.
Identificar como os processos de auditoria ocorrem e quais são as táticas. O e o perfil
dos auditores se tornará fundamental para adequar a organização aos modelos exigidos, seja
para uma verificação interna ou até mesmo para a certificação dos procedimentos executados,
por isso conhecer e identificar as relações entre a teoria e os métodos empregados se tornará
uma das premissas de relevância quando o estudo for abordado.
O relatório busca compreender alguns dos conceitos de maior importância para o
aparato do mundo das auditorias, por isso os objetivos específicos foram alinhados de acordo
com os itens solicitados, para que assim estes sejam facilmente compreendidos. Abaixo
constam os objetivos específicos do relatório.
a) definir e compreender o conceito de auditoria de processos organizacionais dentro
das empresas;
b) descrever e caracterizar os métodos empregados e o perfil do auditor de processos;
c) abranger e determinar a estrutura do relatório de auditoria, visando a relação entre a
teoria e prática empregada nas avalições auditoriais.
No que diz respeito aos conhecimentos técnicos e aos procedimentos, grande parte dos
conteúdos apresentados neste relatório partem da pesquisa em bases bibliográficas, ou seja,
livros, artigos, monografias e dissertações de mestrados que possam oferecer um suporte
adequado ao acadêmico conforme consta abaixo;
Pesquisa bibliográfica: quando elaborada a partir de material já publicado, constituído
principalmente de: livros, revistas, publicações em periódicos e artigos científicos,
jornais, boletins, monografias, dissertações, teses, material cartográfico, internet, com
o objetivo de colocar o pesquisador em contato direto com todo o material já escrito
sobre o assunto da pesquisa (PRODANOV; FREITAS, 2013, p. 54).

Este relatório é composto por seis capítulos específicos, sendo o primeiro deles voltado
a definição do termo de autoria de processos, e em seguida a identificação dos objetivos gerais
da auditoria, associados a descrição dos métodos de uma auditoria e a caracterização do perfil
do auditor, estrutura e características de um relatório de autoria e por conseguinte a relação
entre a teoria e a prática, juntamente com considerações finais e as referências bibliográficas ao
término deste relatório.
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O trabalho a seguir irá fazer uma releitura sobre os estudos: Visão Estratégica da Cadeia
de Suprimentos: Estudo de Caso na Gestão de Fornecedores de Ferramentas: BROC, VITOR
FABIAN-2010; O Processo de Desenvolvimento de Fornecedores: Um Diferencial Estratégico
na Cadeia de Suprimentos: JÚNIOR, MAURÍCIO KUEHNE-2001; Gestão do Relacionamento
com Fornecedores: Análise da Eficácia de Programa para Desenvolvimento e Qualificação de
Fornecedores pra Grandes Empresas: MOURA, LUCIANO RAISER-2009.
Os trabalhos supracitados, apesar de enfoques diferentes, abordam o tema da Gestão da
Cadeia de Fornecedores, com intuído de categorizar, avaliar e estudar, os impactos, sua
relevância e seu papel no alinhamento estratégico das empresas. Também mostram a influência
de programas não só de avaliação, mas os esforços de qualificação e seus benefícios.
De forma muito consistente, os trabalhos retratam a importância os impactos de uma
gestão eficaz dos fornecedores, pois cada vez mais as empresas vão migrando da verticalização
dos seus negócios para uma forma mais horizontal, isto é, estão focando seus trabalhos em
etapas mais específicas e terceirizando com empresas mais especialistas. Cada vez mais
tentando enxugar os seus processos e custos, reduzir seus estoques internos, aplicando modelos
como just-in-time, com isso um aumento significativo do número de fornecedores.
Neste processo de descentralização dos processos, em um mundo cada vez mais
globalizado, interconectado e com canais de distribuições cada vez mais eficientes e rápidos,
apesar de dar muito mais opções para o comprador, torna muito mais complexo, avaliar quais
fornecedores trabalhar.
Outro detalhe para se levar em consideração, é a questão da dependência com esses
fornecedores, o quão crítico é esta dependência e seus impactos, na qualidade, nos resultados,
na eficiência.
No modelo mais antigo de negociação, os fornecedores basicamente eram avaliados por
custo, qualidade e prazo, uma relação deste tipo é bastante distante e pouco sólida. Com este
aumento da dependência destes processos externos começou-se a avaliar a importância de uma
negociação mais sólida e longa data com os fornecedores, de modo a manter uma constância
no fornecimento de bens/serviços destes, passou a ser uma questão estratégica
Por tanto é importante estudar e conhecer o impacto de cada processo terceirizado,
categorizar quanto ao seu nível de criticidade, avaliar os níveis de condições de fornecimento e
montar uma relação de parceria, de forma que seja lucrativo para ambas as partes, alinhando o
posicionamento estratégico da empresa com este fornecedor de forma transparente, de
confiança e duradoura.
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Da mesma forma que interconectividade nos dá uma gama maior de escolha de


fornecedores, os estudos nos mostram que existem muitos custos e riscos envolvimentos, tanto
na seleção de novos fornecedores como neste processo de mantê-los, por isso é importante ter
o menor número possível de fornecedores. Além destes custos, também ao dividir as compras
perdemos poder de barganha com volumes maiores, o que reforça este processo de enxugar o
número de fornecedores.

Por isso a etapa de seleção do fornecedor é bastante importante, criar critérios e modelos
para qualificação são muito relevantes, e levar em consideração outros fatores além do
convencional, como localização, canais de distribuição possíveis, lotes mínimos, de forma que
fique visível os custos reais envolvidos no processo logístico que normalmente passam
despercebidos.
A localização é ponto bastante chave, isto principalmente as montadoras de veículos já
perceberam, de forma que propiciam que se instalem em parques fabris junto a sua planta, o
que torna a filosofia de trabalho just-in -time mais aplicável.
Algumas grandes empresas já aplicam programas de qualificação de seus fornecedores,
atuando de forma direta e efetiva para que consigam evoluir seu processo de gestão e assim
atingir uma melhor eficiência, pois entendem que quanto mais eficientes forem seus
fornecedores, terão produtos de maior qualidade, nos prazos e de forma sustentável, de forma
que mantenha a constância de serviço de excelência, o que acaba acarretando em impactos de
melhoria econômica e social gerando mais emprego para a região onde estão.
Com isso, conseguimos perceber que o fornecedor de hoje esta em uma posição muito
diferente, está mais para um parceiro de negócios, alinhado mutuamente com planejamento
estratégico, de forma que crie uma rede muito mais eficiente e sólida, onde todos se preocupem
com o crescimento e ganhos de ambos.

2 DEFINIÇÃO DE AUDITORIA DE PROCESSOS

A auditoria de processos organizacionais pode possuir diversos significados referentes a está


palavra, mas o termo em si engloba diversos conceitos que em sua grande maioria tem um
enfoque direcionado a qualidade dos procedimentos internos executados nos distintos setores
das empresas, sejam estas públicas ou privadas, por isso a temática do capitulo está direcionada
a explicitar o termo em si como poderá ser observado abaixo.
Antes de definir Auditoria de Processo, precisamos entender a origem da palavra auditor, muito
bem descrita por Willian Attie em seu livro Auditoria – Conceitos e Aplicações (2010).
Segundo Attie (2010, pag?) “A origem do termo auditor em português, muito embora
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perfeitamente representado pela origem latina (aquele que ouve, o ouvinte), na realidade
provém da palavra inglesa to audit (examinar, ajustar, corrigir, certificar)”.
Também podemos observar esta definição:
Uma atividade de avaliação independente de assessoramento à alta gestão da
empresa, que visa à avaliação dos sistemas de controles envolvidos e verificação dos
procedimentos e das normas alocados no desenvolvimento do negócio exercido,
atentando para o desempenho operacional e para a eficácia obtida por suas áreas
produtivas, considerando planos de metas, macrobjetivos e políticas definidas pela
organização. (DIAS; Sérgio Vidal dos Santos, 2006, p.1).
Portanto, a auditoria de processos, podemos descrever como um exame de análise que, através
de processos pré-estabelecidos, busca certificar se os processos estão em conformidade com os
métodos, inclusive se os próprios métodos conseguem alcançar os objetivos de qualidade
propostos pela direção, clientes e normativas. .
Ao longo deste capítulo do foi apontado que a auditoria tem usa visão direcionada ao ajuste e
correção de eventuais falhas nos processos organizacionais, portanto após a devida
conceituação do termo ainda se faz necessário determinar o objetivos de maior relevância para
uma auditoria, como poderá ser observado no capitulo a seguir.

3 OBJETIVOS GERAIS DE UMA AUDITORIA

O presente capitulo, tem como temática apresentar os principais conceitos e objetivos que fazem
parte de auditoria interna dentro das nas organizações, por isso se faz necessário apontar os
pontos fracos e fortes ao longo de relatório, para que assim as divergências e falhas possam ser
corrigidas ao longo do processo, portanto a proposta desse capitulo é determinar quais os pontos
deverão ser levados em consideração.
A auditoria “tem por finalidade o aprimoramento do Sistema de Gestão da Qualidade por meio
da nálise dos procedimentos que estão sendo utilizados, buscando aumentar a eficiência e a
adequação dos sistema para os objetivos da empresa”, como descreve Chiroli (2016, p. 199)
Com o processo de auditoria, assim como sua origem muito bem o descreve, podemos
identificar erros, assim, podendo ajustar os métodos, minimizar as divergências, certificar a
continuidade e garantir a qualidade e segurança dos produtos e serviços.
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Durante a conceituação dos objetivos gerais de uma auditoria constatou-se que ao longo do
processo de verificação grande parte destes pontos são abordados a fim de melhorar as
atividades desempenhadas, para que a partir do feed back os gestores possam tomar medidas
necessárias, mas ainda vale ressaltar outro variável que são os métodos e as formas como o
auditor procede que será a ideia exposta pelo próximo capítulo.

4 DESCREVER O MÉTODO DE UMA AUDITORIA.

As auditorias e a gestão da qualidade dos processos organizacionais sem dúvidas fazem parte
do cotidiano de todas as organizações sejam elas de pequeno, médio ou grande porte que
almejam um espaço no mercado de trabalho, pois a padronização das atividades é essencial para
a obtenção dos resultados almejados.
A partir desse quesito requerido pelas normas e padrões da ISO 90011 podemos apresentar as
principais maneiras de fiscalização utilizadas nas auditorias empregadas em organizações
públicas e privadas que serão as apresentadas no contexto organizacional a seguir.
Em muitas organizações os próprios gerentes e supervisores fiscalizam todos os processos
internos executados sejam estas planilhas, controles de qualidade, atendimento aos clientes e a
resolução dos problemas como forma de auditar a grau de padronização e dessa maneira
preparar a organização para eventuais fiscalizações, que poderão visar a certificação ou o

1 O objetivo da ABNT ISO 9001 é lhe prover confiança de que o seu fornecedor poderá fornecer, de forma
consistente e repetitiva, bens e serviços de acordo com o que especificou. Disponível em:
<http://www.inmetro.gov.br/qualidade/pdf/CB25docorient.pdf>. Acesso em: 05 mar. 2018.
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fechamento de contrato com clientes, sendo está a primeira maneira de efetuar o controle.
O’Hanlon (2009, p. 38) ressalta que a “interna ou de primeira parte: os membros de uma
organização auditam sua própria organização.”
A primeira forma exposta acima no texto está voltada para o aprimoramento das atividades
internas setoriais associadas a constataste fiscalização, portanto também se faz necessários
seguir alguns pontos durante execução dos controles dos processos organizacionais para que os
objetivos propostos sejam alcançados, proporcionando assim um alto índice de confiabilidade
aos processos existentes através dos procedimentos expostos abaixo;
Calheiros, Pacheco e Silva (2015, p. 4) identifica que
Preparação: formulação e utilização de check list adequado para cada processos a ser
auditado. Condução: a auditoria deve ser conduzida por apenas um auditor e somente
em caso de processos muito complexos é interessante a presença de dois auditores.
Relatório: deve ser simples e relatar apenas fatos relevantes, tais como a finalidade da
auditoria, a data e a hora de realização, o nome do auditor, o processos examinado, e
as conclusões da auditoria. Follow up: este cenário consiste no aspecto mais crítico
da auditoria. Caso discrepâncias sejam encontradas, etapas devem ser seguidas para
corrigi-las.

Os objetivos apresentados acima fazem parte do contexto da supervisão organizacional, pois


tanto a preparação, condução, relatórios e o follow up pertencem ao modelo de qualidade
necessário de todas organizações para que estas mantenham padrões adequados de produção e
operação e assim possam manter uma rede de comunicação e um fluxo de informações
interligada e funcional a todos os setores.
Todos os conceitos descritos ao logo deste capitulo tiveram um enfoque voltado a como
proceder com um auditoria voltada ao contento interno da organização, que proporcionará sem
dúvidas uma preparação para a tão esperada certificação da ISO que irá expor a empresa para
um contexto muito maior, mas a partir deste ponto surge a necessidade de criar um perfil para
o auditor de processos e conhecer melhor as características deste personagem que se faz
fundamental nas atividades, pois apontará os tópicos que necessitam de aprimoramentos,
portanto a temático do próximo capítulo será a apresentação do perfil profissional do auditor de
processos.
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5 CARACTERIZAR O PERFIL DO AUDITOR.

O auditor de processos organizacionais desempenha diversas funções e assim deverá possuir


diversos atributos tanto voltados a parte técnica com a parte humanas das atividades visando
sempre o compromisso com a ética e a integridades das pessoas, analisando as situações com
inteligência e perspicácia deixando assim de lado eventuais problemas pessoais, pois o alvo da
autoria e o processo e não o dono ou o responsável pela ou setor, levando este em ponto em
consideração o auditor terá que se adaptar as diversas situações que se apresentaram
diariamente no seu cotidiano.
O perfil dessa forma se dividirá em dois ramos distintos que são os seguintes o primeiro as
qualidades técnicas voltadas aos funções em que o auditor desempenhará as suas atividades os
atributos pessoais e pontos essências a serem destacados de sua personalidade, em síntese um
aparato geral das qualidades necessárias será descrito a seguir.
A qualificação técnica que é o embasamento teórico para a argumentação é fundamental durante
os processos de auditoria, pois associada a prática diária das atividades o auditor poderá reforçar
os seus argumentos com esses pontos que possuírem uma relevância adequada. Conforme
Carneiro (2013), os pontos a serem destacados serão os seguintes referentes a capacitação
técnica do auditor: capacidade de argumentação, comunicação, auditoria, ética, organização,
sociologia, fraude, processamento de dados, computadores, contabilidade, legislação, impostos,
métodos quantitativos, marketing, ferramentas de extração de dados, informática, estatística,
economia e economia internacional, ou seja, o auditor deve possuir um leque de opções a sua
disposição para assim possa efetuar uma avaliação dos dados analisados e apresentados nos
diversos setores de atuação do mercado de trabalho atual.
Mas toda essa capacitação técnica é apenas uma parte das habilidades requeridas, pois o auditor
que possuir apenas estas fundamentações terá um parecer final incompleto, pois se faz
necessários observar o lado humana dos processos organizacionais das empresas. Millis (1994,
p. 104) afirma que “em grande parte, a eficácia de uma autoridade da qualidade depende dos
relacionamentos pessoais entre auditor e membros da equipe auditada.”
A associação destes dois quesitos proporcionará ao parecer do auditor uma objetivação mais
concreta a respeito das avaliações a serem feitas, por isso a importância dos dois quesitos
destacados ao longo do texto, ou seja, o auditor é uma figura a parte no meio empresarial, pois
não pode ter vínculos pessoais com as empresas auditadas, devido a necessidade de efetuar uma
avalição coesa, predominando assim a razão e a consciência em todas as situações.
Mas ainda se faz necessário apresentar mais duas abordagens do perfil do auditor de processos
organizacionais que são os tópicos que caracterizam um bom auditor e um mau auditor,
restando assim seguir um caminho voltado a ética e a honestidade durante a execução dos
trabalhos.
O primeiro tópico está voltado as qualidades de um bom auditor que é aquele que procede com
cautela e sensatez nas suas ações. O’Hanlon (2009, p. 38) descreve que “um bom auditor deve
ser: bem apessoado, inquisitivo, orientado por sistemas, objetivo, bom planejador, direcionado
para problemas (não para soluções), bom pensador, bom comunicador, oralmente e por escrito,
capaz de lidar com pessoas e construtivo.”
Já os pontos negativos que um auditor de processos poderá possuir ao longo de sua carreira
profissional são inúmeros, mas cabe a este corrigir estas falhas ou persistir nos erros o que com
certeza irá prejudicar o seu crescimentos dentro do cenário de auditorias. “Assim, ele não deve
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ser ou ter: inclinado a discussões, indisciplinado, desonesto, pedante, mau ouvinte, impaciente,
mau comunicador, sem disposição, fraco na construção de bons relacionamento, pouco
profissional.” (O’HANLON, 2009, p. 86).
Ao longo de capítulo pode-se observar os diferentes aspectos que constituem o perfil do auditor,
ressaltando as duas principais habilidades e as formas positivas e negativas com que esse pode
ser portar durante o seu trabalho, mas ainda se faz necessário destacar como é constituída a
estrutura e as características de um relatório de auditoria que será a ideia exposta no próximo
capítulo da pesquisa.

6 ESTRUTURA E CARACTERÍSTICAS DE UM RELATÓRIO DE AUDITORIA

O presente capítulo descreverá os principais itens que constituem um relatório de auditor interna
desde de os objetivos até matriz de planejamento que é empregada nas organizações, para isso
foi elaborado abaixo uma lista com pontos de maior relevância para a estrutura o processo,
fazendo assim com que este se torne mais consistente e confiável.
Um relatório de Auditoria, normalmente contém a seguinte estrutura: objetivo e a extensão dos
trabalhos, metodologia adotada, principais procedimentos de auditoria aplicados e sua extensão,
eventuais limitações ao alcance dos procedimentos de auditoria, descrição dos fatos constatados
e as evidencias encontradas, os riscos associados aos fatos constatados e as conclusões e as
recomendações dos fatos constatados.
Esta é uma fase muito importante do trabalho do auditor, pois é através dele que os resultados
são comunicados e referenciados, ou seja, quando este estruturar o processo com todos os itens
considerados importantes, este deverá efetuar um check list, como forma de verificar se a
organização possui todos os pontos solicitados.
Este documento deverá ser seriamente planejado e estruturado, adequadamente esquematizado
e bem escrito. Deve conter fatos constatados relevantes, sugestões para melhorias futuras, bem
como deve ser enviada uma cópia aos gestores da organização com certa antecedência para que
possam avaliar
Existem vários tipos de relatórios que o auditor poderá desenvolver, dependendo do momento
e do tipo de auditoria que está sendo realizada. Entre ele podemos citar: Relatórios sintéticos,
relatórios analíticos, relatórios especiais/confidenciais, relatórios parciais, relatórios verbais.
É importante observar que quando se vai efetuar uma avaliação operacional, as informações
importantes devem ser elaboradas na Matriz de Planejamento. Silva (2014, p. 4) conceitua que
“o propósito é auxiliar, de forma flexível, ne elaboração conceitual do trabalho e na orientação
da equipe na fase de execução. A matriz de planejamento facilitará a comunicação entre a
equipe e os superiores hierárquicos, auxiliando na condução dos trabalhos de campo”
A partir da descrição referente as características e as diversas formas de estruturas de montagem
de um processo de um processo pode-se constatar que existem inúmeras ferramentas à
disposição do auditor que estiver atento as tendências do mercado e as melhores maneiras de
efetuar a sua análise, deste forma o próximo capítulo traz uma temática mais direcionada a
continuação do tema, ou seja, efetuar a correlação e o direcionamento dos pontos teóricos em
conjunto com as práticas efetuadas diariamente.
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7 RELAÇÃO ENTRE AUDITORIA E OS SISTEMAS ORGANIZACIOANAIS

O último capitulo buscou demostrar as diferentes estruturas dos relatórios de auditoria, todavia
ainda existe uma demanda referente a correlação entre a teoria e a prática, ou seja, direcionar
este processos as práticas e as atividades diárias das organizações para que assim o contexto
possa ser compreendido de uma forma mais ampla e abrangente.
O mapeamento de processos é fundamental para que se obtenha o melhor resultado
possível de um Sistema de Informação.
Na verdade, existe uma relação muito estreita entre auditoria de processos e análise de
sistemas organizacionais, uma vez que os sistemas informatizados podem atuar com
enfoque de processo ou ser utilizado como uma ferramenta para dar apoio ao auditor.
Na implementação de sistema os processos da Empresa são avaliados e descritos, e
fornecem subsídios para a implementação do ERP.
Os processos informatizam-se em uma velocidade enorme, obrigando a que o auditor
tenha uma visão atualizada e constante de segurança, integridade e controle das
informações envolvidas no registro, processamento, armazenamento e geração destes
dados.
Ao término deste relatório que nos trouxe um conceito a respeito da auditoria de processos,
observou-se que a teoria e a pratica estão diretamente interligadas, sendo que uma não poderá
existir sem outra, por conseguinte seguira os apontamentos finais dos acadêmicos estarão
disposto ao logo dos textos as principais conclusões, justamente com o apontamento do
objetivos específicos do relário.

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente relatório buscou estabelecer a caracterização dos processos de auditoria
organizacional, visando o entendimento da teoria associada aos métodos empregados nas
organizações, sendo observado ao longo da pesquisa que o auditor possui uma relação direta
com as organizações, pois este emitirá um parecer a respeito das atividades desempenhadas.
A primeira meta específica foi a descrição e a caracterização do conceito de auditorias
organizacionais dentro das empresas, desta forma o objetivo foi concluído, pois essa pesquisa
bibliográfica a respeito dos termos proporcionou aos acadêmicos uma completa visão do campo
a respeito de auditoras, pois o termo possuía diversos significados, mas todos estes estão
alinhados a gestão da qualidade e da padronização das atividades desempenhadas.
O segundo objetivo específico que foi referente aos métodos e ao perfil dos auditores do
trabalho também foi exposto com êxito ao longo do texto, pois as habilidades técnicas
associadas as humanas são fundamentais para que exista um processo harmônico e coeso, ou
seja, o auditor em todas as atividades deverá agir profissionalmente com ética e inteligência,
correlacionado as formas de efetuar uma auditoria as demandas da organização.
O terceiro e último tópico que trazia a questão da estrutura dos relatórios em conjunto com a
teoria e a prática empregada nas avaliações auditoriais, teve um parecer satisfatório, pois em
diversas situações o auditor deverá entender não somente a teoria, mas também a prática, devido
aos diversos segmentos de atuação dos auditores, devido a cada situação requere uma atenção
especial, mas também será necessário ao longo da avaliação adotar como molde e uma estrutura
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padronizada de itens para que estes sirvam de base para a avaliação como foi explicitado ao
longo do relatório.
Ao longo do relatório e durante a pesquisa acadêmica nas mais diversas fontes bibliográficas
pode-se notar que devido a globalização dos mercados e a constante inovação cada vez mais as
organizações são forcadas a inovar e a manter padrões de qualidade conforme as normas
vigentes, e em muitas os próprios compradores exigem a certificação interna ou a ISO para o
fechamento de contratos de compra, por isso cada vez mais são investidos recursos na área da
auditoria interna dos processos organizacionais, pois está simples organização é uma
preparação para projetos muito maiores que irão agregar a empresa um maior destaque no
mercado interno e externo.

REFERÊNCIAS

CALHEIROS, Caio da Silva; PACHECO, Joesia Moreira Juliao.; SILVA, Natalia Figueredo.
Implementação da auditoria de processo: estudo de caso em uma empresa de câmeras
fotográficas no amazonas. In: XXXV ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE
PRODUÇÃO, 2015, Fortaleza. Anais eletrônicos. Fortaleza: UEA, 2015. Disponível em:
< http://www.abepro.org.br/biblioteca/TN_STO_207_231_27088.pdf>. Acesso em: 10 mar.
2018.

CARNEIRO, Silvia Eunice da Silva Martins. Quais os atributos que um auditor interno
deve ter. 2013. 74 f. Dissertação (Mestrado em Auditoria) – Instituto Politécnico do Porto,
Porto, PT, 2013. Disponível em:
< http://recipp.ipp.pt/bitstream/10400.22/1840/1/DM_SilviaCarneiro_2013.pdf>. Acesso em:
11 mar. 2018.

CHIROLI, Daiane Maria de Genaro. Avaliação de sistemas de qualidade [livro eletrônico].


Curitiba: InterSaberes, 2016.

DIAS, Sérgio Vidal dos Santos. Auditoria de Processos Organizacionais. São Paulo, SP:
Atlas, 2006.

INMETRO. A Atividade de avaliação da conformidade. Disponível em:


<http://www.inmetro.gov.br/qualidade/pdf/CB25docorient.pdf>. Acesso em: 5 mar. 2018.

O’HANLON, Tim. Auditoria da qualidade: com base na ISO:2000: conformidade


agregando valor. 2. ed. São Paulo, SP: Saraiva, 2009.

MILLS, Charles A. A Auditoria da qualidade: uma ferramenta para avaliação constante e


sistemática da manutenção da qualidade. São Paulo, SP: Markron Books, 1994.

PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar de. Metodologia do trabalho


científico: métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. 2 ed. Novo Hamburgo,
RS: Feevale, 2013. Disponível em: <http://www.feevale.br/Comum/midias/8807f05a-14d0-
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Acesso em: 10 mar. 2018.
13

SILVA, Marlon Luiz de Souza. Auditoria interna e auditoria externa: Quais as principais
diferenças. João Pessoa, PA, 30 jul. 2014. Disponível em:
<http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/auditoria-interna-e-auditoria-externa-
quais-as-principais-diferencas/79350/>. Acesso em: 4 mar. 2018.

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