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Márcia Helena Ribeiro Snoeijer

RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO:


INTERPRETAÇÃO

Relatório Final de Estágio


Supervisionado apresentado ao
Curso de Bacharelado em
Letras/Libras, Universidade Federal
de Santa Catarina –, como requisito
parcial para obtenção do título de
Bacharel em Letras/Libras.
Professor (a): Marcos Luchi

Florianópolis
2019
Ficha de identificação da obra elaborada pelo autor
através do Programa de Geração Automática da Biblioteca
Universitária da UFSC.

SNOEIJER, Márcia Helena Ribeiro. RELATÓRIO FINAL DE


ESTÁGIO SUPERVISIONADO: INTERPRETAÇÃO. 2019. 38p.
Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2019.
Márcia Helena Ribeiro Snoeijer
RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO:
INTERPRETAÇÃO

Relatório Final de Estágio Supervisionado aprovado como


requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Letras-
Libras, Centro de Comunicação e Expressão, Universidade Federal
de Santa Catarina.

Florianópolis, 01 de Julho de 2019.

________________________
Profª. Drª. Débora Campos Wanderley
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
Prof.ª Coordenadora dos Cursos de Graduação em Letras-Libras

Conferido por:

________________________
Prof. Me. Marcos Luchi
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
Prof. Orientador

________________________
Profª. Drª. Débora Campos Wanderley
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
Prof.ª Coordenadora dos Cursos de Graduação em Letras-Libras

________________________
Tradutor e Intérprete Rogers Rocha
Universidade Federal de Santa Catarina
Supervisor no Local do Estágio
Este trabalho é dedicado à minha sobrinha Flávia, que me mostrou
a importância do profissional intérprete de libras, à minha filha
Beatriz e aos Professores do curso.
“Quanto mais se reflete sobre a presença
dos intérpretes de Língua de Sinais, mais
se compreende a complexidade de seu
papel, as dimensões e a profundidade de
sua atuação. Mais se percebe que os
intérpretes de Língua de Sinais são
também intérpretes da cultura, da língua,
da história, dos movimentos, das políticas
da identidade e da subjetividade surda, e
apresentam suas particularidades, sua
identidade, sua orbitalidade.” (PERLIN,
2006, p.137)
RESUMO

O presente relatório tem como objetivo descrever as atividades


desenvolvidas pela discente Márcia Helena Ribeiro Snoeijer no seu
estágio curricular obrigatório supervisionado, realizado como
requisito parcial para conclusão do Curso de Bacharel em Letras
Libras, da Universidade Federal de Santa Catarina. Sendo este
desenvolvido no Colégio de Aplicação da no período de 04 de abril
à 25 de abri de 2019, totalizando 144 horas. O relatório foi dividido
em cinco capítulos: o primeiro é apresentado uma introdução para
o relatório; no segundo é apresentado uma leitura crítica do campo
de estágio; no terceiro a fundamentação teórica; no quarto é
apresentado o desenvolvimento do estágio; e no quinto capítulo a
conclusão, abordando o aproveitamento que foi obtido no estágio
e a relação em que este teve com os quatros anos e meio da
graduação.

Palavras-chave: Estágio de Interpretação, Libras, Prática


Interpretativa.
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

CCE - Centro de Comunicação e Expressão


CHN – Ciências Humanas e Naturais
EF – Educação física
FENEIS – Federação Nacional de Educação e Integração dos
Surdos
ILS – Intérprete de Língua de Sinais
INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
LO – Literatura Oral
MTM - Matemática
PPP - Projeto Político Pedagógico
TILSP - Tradutor Intérprete de Língua de Sinais/ Português
TE - Teatro
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina
SUMÁRIO

1. CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO.....................................................9
1.1 Objetivos .......................................................................................9
1.1.1 Objetivo Geral.............................................................................9
1.1.2 Objetivos Específicos................................................................ 10
2. CAPÍTULO II - LEITURA CRÍTICA DO CAMPO DE ESTÁGIO
10
2.1. Município .................................................................................... 10
2.2. Campo de estágio (UFSC) .......................................................... 11
2.3. Projeto Político Pedagógico do Curso de Letras Libras (PPP) .... 13
2.4. Regimento da Coordenadoria de Tradutores e Intérpretes da
UFSC ................................................................................................. 14
2.5. Atuação do Intérprete no campo de estágio ................................ 15
2.6. Considerações do Campo de Estágio .......................................... 16
3. CAPÍTULO III - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .................... 16
3.1. Tradução e Interpretação de Libras - Um breve histórico ........... 16
3.2. O Intérprete Educacional ............................................................ 18
3.3. Sujeitos envolvidos no ato interpretativo de sala de aula ............ 19
4. CAPÍTULO IV – DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO EM
INTERPRETAÇÃO............................................................................... 19
4.1. Percepções do apoio .................................................................... 20
4.2. Percepções da atuação................................................................. 20
4.3. Percepções da observação ........................................................... 21
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................... 21
REFERÊNCIAS .................................................................................... 22
APÊNDICE A - Fichas de observações no campo de estágio................ 25
APÊNDICE B - Ficha de intérprete de apoio e atuante ......................... 30
APÊNDICE C1 - Ficha para observar os colegas atuantes ................... 32
APÊNDICE C2 - Ficha para observar os colegas atuantes ................... 34
APÊNDICE D – Tabela I: cronograma de atuação ................................ 36
9

1. CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO

O presente relatório de estágio foi produzido para a


disciplina Estágio Curricular semestre 2019.1, com vista à
conclusão do curso de Bacharel em Letras Libras.
O estágio desenvolveu-se no Colégio de Aplicação da
UFSC, no quinto ano do ensino fundamental, onde o intérprete
supervisor na instituição, separou o trio de estagiárias por
disciplina, de modo que houvesse uma continuidade na disciplina.
Este estágio foi uma oportunidade de entrar em contato
com o mercado de trabalho de modo a colocar na prática o
conteúdo aprendido durante todo o período do curso, assim como
ganhar experiência para exercer a função.
Este relatório foi organizado em cinco capítulos. No
capítulo I contém os objetivos do relatório, subdivido em duas
seções, objetivos gerais e específicos. No capítulo II apresenta uma
leitura crítica do campo de estágio, subdividido em cinco
subseções: munícipio, local de estágio, PPP do curso, regimento da
coordenadoria de tradutores e intérpretes da UFSC, atuação do
intérprete do campo de estágio. A fundamentação teórica foi
retratada no capítulo III. No capítulo IV foi relatado o
desenvolvimento do estágio e o capítulo V, finaliza o relatório de
estágio com a conclusão.

1.1 Objetivos

1.1.1 Objetivo Geral

Expor as atividades, aprendizados e informações


coletadas e observadas durante o intervalo de tempo em que
realizamos o estágio obrigatório de interpretação no Colégio de
Aplicação da UFSC.
10

1.1.2 Objetivos Específicos

Adquirir uma prática mais próxima da realidade possível.


 Observar o intérprete Rogers Rocha que
interpreta no colégio de aplicação da UFSC para
a aluna surda que cursa o 5º ano;
 Tempo de preparação;
 Atuar como intérprete ;
 Fazer anotações para que possa refletir sobre o
processo.
.

2. CAPÍTULO II - LEITURA CRÍTICA DO CAMPO DE


ESTÁGIO

2.1. Município

Florianópolis, é a capital do estado brasileiro de Santa


Catarina e apelidada de Floripa, na região Sul do país e uma das
três ilhas-capitais do Brasil. Francisco Dias Velho a fundou em
1673, convencionou-se o dia 23 de março como o dia de
aniversário da cidade. Francisco Dias Velho a nomeou
inicialmente de Nossa Senhora do Desterro, pois havia levado uma
imagem da santa e construiu uma capela em sua devoção.
Inicialmente era colonizada pelos povos sambaquieiros, depois
vieram os índios tupi-guarani chamados pelos europeus de carijós
e dos bandeirantes vicentinos, entre o período de 1747 e 1756
vieram os imigrantes açorianos, devido às constantes abalos
sísmicos em Açores e ao fato dela estar muito povoada, o governo
português incentivou a migração, inicialmente feita por cinco mil
que vieram colonizar a ilha, estes são considerados os ancestrais
da figura que se tornou o estereótipo do morador da região, o
manezinho da Ilha. O nome atual só foi adotado a partir de 1894
para homenagear o então presidente da república Floriano Peixoto,
mas é um tema controverso, pois foi considerado por uma das
11

maiores matança que ocorreu na região, o fuzilamento de quase


duas centenas de pessoas na Ilha de Anhatomirim.
O município é composto pela ilha principal, a ilha de
Santa Catarina, a parte continental e algumas pequenas ilhas
circundantes. A cidade tem uma população de 492 977 habitantes,
de acordo com estimativas para 2018 do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). É o segundo município mais
populoso do estado (após Joinville) e o 47º do Brasil. A região
metropolitana tem uma população estimada de 1 096 476
habitantes, a 21ª maior do país. A economia de Florianópolis é
fortemente baseada na tecnologia da informação (por esta razão é
chamada de vale do Silício brasileiro), no turismo e nos serviços.
A cidade tem mais de 100 praias registradas e é um centro de
atividade de navegação.
Florianópolis no campo da educação possui a da
Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC), além de dois
campi do Instituto Federal de Santa Catarina e de dois campi da
Universidade do Estado de Santa Catarina, entre outras instituições
de ensino superior e profissional.
Durante muitos anos foi considerada a melhor capital do
Brasil para se viver, atualmente perdeu esta posição, mas ainda
encontra-se entre as primeiras posições do ranqueamento.

2.2. Campo de estágio (UFSC)

Conforme sua página da internet, o Colégio de Aplicação


foi criado em 1961, sob a denominação de Ginásio de Aplicação e
com o objetivo de servir de campo de estágio destinado à pratica
docente dos alunos matriculados nos cursos de Didática (Geral e
Específica) da Faculdade Catarinense de Filosofia (FCF). Nesse
período, o funcionamento das Faculdades de Filosofia Federais foi
regulamentado pelo decreto-lei nº 9.053 de 12/03/46 que
determinava que as mesmas tivessem um ginásio de aplicação
destinado à pratica docente dos alunos matriculados naqueles
cursos.
O funcionamento do curso ginasial foi requerido em
31/07/59, pelo então diretor da FCF, Professor Henrique da Silva
12

Fontes e em 15 de março de 1961 foi concedida a autorização para


o funcionamento condicional por meio do Ato nº 5 da Inspetoria
Seccional de Florianópolis. No entanto, somente em 17 de julho, o
oficio nº 673 do Diretor do Ensino Secundário do Ministério da
Educação e Cultura, ratifica o Ato nº 5 da Inspetoria Seccional de
Florianópolis e autoriza o funcionamento condicional do Ginásio
de Aplicação, pelo período de quatro anos e passa a se integrar ao
Sistema Federal de Ensino.
Inicialmente, foi implantada apenas a 1ª série ginasial, e a
cada ano subsequente, foi sendo acrescentada uma nova série até
completar as quatro séries do ciclo ginasial. O número de turmas
por série manteve-se constante até 1967, quando foram compostas
três turmas da 1ª série ginasial. Em 1968, foram formadas duas
turmas de 1ª e 2ª séries ginasiais, e por implementação progressiva,
em 1970, havia duas turmas por série.
Sendo assim, proporcionamos ao leitor o direito a
memória e a história do Colégio de Aplicação da Universidade
Federal de Santa Catarina.
No ano de 1970 foi substituído o nome Ginásio de
Aplicação para Colégio de Aplicação, e o colégio passou a ter a
primeira série do segundo ciclo, com os cursos Clássico e
Científico. As demais séries do Ensino Médio foram
implementadas gradativamente nos anos seguintes.
Em 1980, foi acrescentado aos cursos já existentes o
Ensino Fundamental com a implementação de oito turmas, duas
(turno matutino e vespertino) para cada uma das quatro séries
iniciais.
Os alunos que frequentavam, até então, o Colégio de
Aplicação eram filhos de professores e servidores técnico-
administrativos da Universidade Federal de Santa Catarina.
A partir da Resolução nº 013/CEPE/92, ficou estabelecido
o número de três turmas por série, com 25 alunos cada uma. O
ingresso de alunos no Colégio passa a ocorrer via sorteio aberto à
comunidade.
Enquanto escola experimental, o Colégio tem
proporcionado o desenvolvimento de experiências pedagógicas e
estágios supervisionados para os cursos de Licenciatura e
13

Educação, segundo as exigências da Lei nº 9394, de 20 de


dezembro de 1996 (LDB).
Atualmente o Colégio de Aplicação, inserido no Centro de
Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina,
é uma unidade educacional que atende ao Ensino Fundamental e
Médio, funciona em prédio próprio, no Campus Universitário, e
está localizado no Bairro da Trindade, município de Florianópolis.
O Colégio de Aplicação segue a política educacional
adotada pela Universidade Federal de Santa Catarina que visa
atender à trilogia de Ensino, Pesquisa e Extensão.

2.3. Projeto Político Pedagógico do Curso de Letras Libras


(PPP)

Segundo o Projeto Político Pedagógico do Curso de Letras


Libras, o curso oferta os cursos licenciatura (com duração mínima
de 4 anos) e bacharelado (com duração mínima de 4 anos e meio)
em Letras Língua Brasileira de Sinais, duração máxima 7 anos.
Sendo 40 vagas abertas no vestibular, com 20 para cada curso.
O curso de bacharelado possui os seguintes eixos: Eixo de
formação básica; eixo de formação específica, eixo de formação
profissional e eixo de formação optativa. Além disso contém as
Atividades acadêmico-científico-culturais. O curso de licenciatura
conta com 33 disciplinas obrigatórias no total, e o bacharelado com
36 disciplinas obrigatórias, das quais 21 disciplinas são comuns
aos dois currículos.
No curso de licenciatura há a obrigatoriedade do estágio,
ao contrário do que ocorre no curso de bacharelado, mas mesmo
assim ele foi instaurado devido à sua importância:

Na formação do bacharel não há


obrigatoriedade legal de Estágio Supervisionado.
Entretanto, visando complementar a formação e
sabendo-se da incipiência da área de tradução e
interpretação no mercado de trabalho bem como
das demandas e carências em diversos contextos
(educacional, legal, e saúde), o curso Bacharelado
em Letras-Libras adota esta prática, tendo por
14

base a legislação em vigor, em especial a


Resolução Normativa no 14/CUn/11, de 25 de
outubro de 2011, para padronizar a sua
operacionalização. (PPP 2012, p.59)

Os Estágios ocorrem na última fase do curso, em duas


disciplinas: Estágio em interpretação e em tradução, são atividades
supervisionadas pelos professores das disciplinas e pelos
profissionais responsáveis do local onde o mesmo é realizado.

2.4. Regimento da Coordenadoria de Tradutores e Intérpretes


da UFSC

A resolução normativa Nº 1 do conselho de unidade do


centro de comunicação e expressão, datado no dia 29 de novembro
de 2012, traz o regimento que norteará as funções, deveres e
obrigações dos tradutores e intérpretes de Língua brasileira de
Sinais/ Português; respeitando a Lei 10.098/00:

Art. 12. São deveres fundamentais dos


TILSP
I – observar os princípios e as técnicas
reconhecidos pela área, pela prática e pelo Código
de Ética que rege sua atividade profissional;
II – vestir-se adequadamente conforme o
contexto do exercício profissional.
§ 1o Quando o trabalho não puder ser
continuado por quem o assumiu inicialmente, por
motivos justificáveis, o profissional deve fornecer
as informações necessárias para o
desenvolvimento e fluidez dos trabalhos e
atividades assumidos para que não sejam
prejudicados.
§ 2o É permitido aos TILSP receberem
pagamentos pelos trabalhos extras que porventura
realizarem desde que não coincidam com a
jornada de trabalho na UFSC e a carga horária das
atividades de tradução e/ou interpretação
institucionais.
Art. 13. É vedado ao TILSP:
15

I – apropriar-se de forma inadequada das


informações disponibilizadas durante a prática da
tradução e/ou interpretação em benefício próprio
ou de terceiros;
II – distorcer a informação e/ou interferir no
ato comunicativo de forma indevida;
III – influenciar escolhas políticas, morais
ou religiosas, quando em exercício de suas
funções profissionais;
IV – difundir informações relativas às
atividades institucionais em quaisquer meios de
comunicação e redes sociais, salvo se autorizadas
pelas instâncias envolvidas;
V – emitir parecer, observações ou
comentários pessoais sobre questões relativas ao
ato da interpretação e/ou durante o exercício da
tarefa. (R.N. 1, 2012,p.4)

O regulamento discorre dentre vários pontos, sobre as


competências dos TILSPs, assim como seus direitos e deveres.

2.5. Atuação do Intérprete no campo de estágio

Os intérpretes que atuam na UFSC, normalmente


trabalham em dupla e fazem um rodízio de modo a diminuir o
esforço cognitivo, entretanto quando realizamos o estágio no
colégio de aplicação, constatamos que o intérprete Rogers atuava
sozinho, sem apoio. Contudo durante o período de estágio, a UFSC
realizou um processo seletivo, no qual mais 3 intérpretes foram
contratados, como o início do trabalho deles seria após o término
do período de estágio e não foi possível verificar se houve esta
mudança de atuarem em dupla, ou preferiram dividir por
disciplinas, pois o Rogers fez assim com o grupo de estágio.
Nosso primeiro dia de observação foi no dia 04/04/2019,
o intérprete nos apresentou à primeira professora do dia, assim
como a todos as das demais disciplinas, explicando qual seria nossa
função. Nos posicionou no fundo da sala e sentou-se na frente da
aluna surda, que ocupava a primeira cadeira da penúltima fila.
Conforme mostra a tabela 1 em anexo, as observações
foram feitas nos seguintes dias: 04, 08, 10, 11 e 15 de abril.
16

2.6. Considerações do Campo de Estágio

O estágio aconteceu dentro do Campus da UFSC


Trindade, no Colégio de Aplicação, no quinto ano do ensino
fundamental, na sala do 5ºA, turma na qual está matriculada a aluna
surda. Ocorreu no período matutino e conforme mostra a tabela 1,
nosso grupo foi dividido por disciplinas e nos foram passado o
contato dos professores destas disciplinas, para solicitar material a
fim de nos prepararmos para as aulas.
A turma era compostas de 25 alunos, sentados de maneira
tradicional, ou seja em filas. Com a aluna surda sentada na primeira
mesa, para ter melhor visualização, tanto do intérprete, como do
quadro e professor.
Foi o meu primeiro contato com interpretação
educacional, achei muito instrutiva e me forneceu um grande
aprendizado.

3. CAPÍTULO III - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.1. Tradução e Interpretação de Libras - Um breve histórico

A história da interpretação das línguas de sinais tem sua


origem nas famílias, em que filhos, irmãos de surdos e seus
parentes próximos iniciaram o exercício da interpretação e no
transcorrer de suas vidas estiveram atuando nas mais diversas
situações. Era marcado mais como um assistencialismo e caridade.
Esta prática foi se modificando conforme os surdos
passaram a ter uma formação mais acadêmica e participarem a
participar mais efetivamente da sociedade como um todo.
O contexto religioso foi outro local onde podia-se
reconhecer a presença de Intérpretes de Língua de Sinais (ILS) no
começo da década de oitenta. Conforme Quadros (2002), foi do
contexto religioso que saíram os primeiros profissionais na área.
17

Os primeiros cursos profissionalizantes para ILS foram de


livres e de breve duração e ofertados pelas associações de surdos
e/ou pela FENEIS.
A mudança da interpretação informal para uma
profissional teve seu início com a aprovação da Lei de Libras
(10.436/2002) junto com as políticas de inclusão propiciaram
o apoio dos órgãos governamentais para o oferecimento de
cursos para a formação de intérpretes de Libras.
Havia uma grande demanda de profissionais da área, por
esta razão a FENEIS e o MEC implementaram cursos, que foram
chamado de multiplicadores, pois tinham a intenção, que os
interpretes ao voltarem para suas regiões pudessem formar novos
profissionais, aumentando o número de pessoas com um mínimo
de formação, para atuarem na área. Um exemplo deste curso foi o
proporcionado em 1997 pela FENEIS e a UFRGS.
Com Decreto Federal nº 5.626 (22/12/2005), normatizou
a formação do intérprete, onde em seu artigo 17 informa que esta
formação deverá ser a nível superior, igualando com os demais
intérpretes de língua oral.
A UFSC foi a pioneira na formação de profissionais da
área, ao instituir o primeiro curso de licenciatura em Libras da
América Latina, na modalidade à distância, com turmas em 2006 e
2008, e mais tarde, novamente se mostrando na vanguarda,
implanta o primeiro curso presencial, ofertado no vestibular de
2009.
Enquanto não havia profissionais formados à nível
superior, o artigo 19 instaurou o Exame de Proficiência em Língua
Brasileira de Sinais (PROLIBRAS) e a UFSC por ter ser tornado
referência na área foi convidada pelo INEP para realizá-lo.
Esse contexto histórico dá suporte para a compreensão do
desenvolvimento da atuação do profissional intérprete desde o
inicial ambiente religioso até a inclusão em demais contextos de
desempenho junto à comunidade surda e sua garantia de
acessibilidade de comunicação e informação.
Apesar da importância da atuação do profissional tradutor
e Intérprete de Libras, apenas no ano de 2010 a profissão foi
regulamentada através da Lei nº 12.319, em 01 de setembro
18

(BRASIL, 2010a), instituindo, o exercício da profissão,


competência, formação e atribuições.

“...a figura de tradutor intérprete de


Língua de Sinais como “o profissional que domina
a língua de sinais e a língua falada do país e que é
qualificado para desempenhar a função de
intérprete. No Brasil, o intérprete deve dominar a
língua brasileira de sinais e língua portuguesa”
(QUADROS 2004, p.27).

3.2. O Intérprete Educacional

Conforme com os documentos que regulam a Educação


Especial, a atividade deste profissional seria apenas para mediar à
interlocução na sala de aula. Contudo, sabemos que na prática isso não
ocorre, pois muitas vezes o intérprete precisa assumir a posição de
educador, principalmente nos anos iniciais, que na realidade esta
função não deveria ser realizado por um intérprete e sim um professor
bilíngue. O intérprete deveria começar atuar somente a partir do 6º ano
do ensino fundamental.
“Quadros (2004), Pedroso (2006),
Costa (2008), Miranda (2010), Araújo
(2011),Oliveira (2012) e Guimarães (2012) são
unânimes em afirmar um ponto importante. Para
que de fato a sua função seja instituída é
necessário que a escola entenda o real papel deste
personagem. Precisa ficar esclarecido para toda a
equipe pedagógica quem é este personagem, e o
que exatamente ele faz, quais são os limites da sua
atuação, seus direitos e deveres, pois muitos
confundem o trabalho do Tils com a do professor
e chegam a chamá-lo como tal”. (SUZANA
2014, p.3).

É necessário que a instituição tenha consciência eu o aluno


surdo é responsabilidade do professor de cada disciplina, assim
como os demais alunos, o intérprete é apenas é apenas um
mediador de comunicação, não é função dele ensinar as disciplinas
19

ao aluno, pois o mesmo não tem formação nas diversas disciplinas


ofertadas, tais como: matemática e geografia, por exemplo.

3.3. Sujeitos envolvidos no ato interpretativo de sala de aula

Os sujeitos envolvidos no ato interpretativo dentro de sala


de aula, são: professor (o emissor da mensagem), o aluno surdo
(receptor da mensagem) e o intérprete (mediador da comunicação).
Ainda hoje há muitas dúvidas em relação ao papel do
intérprete na sala de aula, se ele é o responsável pela educação do
aluno? Realmente repassa toda a informação que foi dada? E na
hora da prova, dá as resposta para o aluno surdo?
Sobre a função do intérprete educacional, Quadros afirma:
[...] deverá ter um perfil para
intermediar as relações entre os professores e
os alunos, bem como, entre os colegas surdos
e os colegas ouvintes. No entanto, as
competências e responsabilidades destes
profissionais não são tão fáceis de serem
determinadas. Há vários problemas de ordem
ética que acabam surgindo em função do tipo
de intermediação que acaba acontecendo em
sala de aula. (QUADROS, 2003, p. 60).

4. CAPÍTULO IV – DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO


EM INTERPRETAÇÃO

O estágio foi realizado no Colégio de Aplicação da UFSC,


o trio formado por Karollini Machado, Márcia Helena Ribeiro
Snoeijer e Mariana Neves.
Previamente combinamos com o intérprete Rogers Rocha,
que seria nosso supervisor no local, como seria a nossa atuação.
Rogers trabalha sem apoio e solicitou que também agíssemos
20

assim. Nos separou para cada uma ficar responsável por disciplina,
conforme anexo A.
Pelo fato de se tratar de acompanhar um intérprete que e
atuava todos os dias com a aluna, nos propiciou que pudéssemos
exercer a prática de estágio durante três dias da semana.
A seguir explano sobre as percepções que tive durante
nossa permanência na instituição.

4.1. Percepções do apoio

No nosso estágio, não existiu a função ‘oficial’ de apoio,


uma vez eu o intérprete Rogers já estava acostumado a atuar
sozinho, as estagiárias assim também atuaram. Contudo, enquanto
a pessoa que estava interpretando, necessitava de algum auxílio, as
outras duas que estavam observando, passavam este apoio no
fundo da sala.

4.2. Percepções da atuação

Eu não possuía prática nenhuma como intérprete


educacional, minha única prática havia sido um estágio
extracurricular na coordenação dos intérpretes da UFSC, no
plantão, onde acompanhava ou realizava ligações para os alunos e
professores da UFSC que necessitavam deste serviço.
Constatei durante o exercício do estágio, como precisarei
de mais atuações nesta área e aumentar o contato com a
comunidade surda, pois cometia erros com a configuração de mão.
Na interpretação de libras para português já conseguia
interpretar com mais facilidade, a maior dificuldade, entretanto era
que nesta aula, os alunos se me maneira muito indisciplinada e a
professora não conseguia controlá-los, tanto que em uma aula, ela
simplesmente a abandonou e na semana seguinte se afastou por
motivo de saúde.
21

4.3. Percepções da observação

Tanto a Karollini quanto a Mariana já possuíam


experiência como intérpretes educacionais. Então observá-las
atuando me ajudou muito na minha preparação, pois além de ler o
material entregue pela professora, me lembrava da postura de
ambas e tentava incorporar, tais como: movimentação do corpo,
expressão facial e também ser mais firme com aluna, que sempre
queria conversar ou desenhar.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Na universidade, temos mais contato com a teoria aplicada


às atividades que exerceremos dentro da nossa profissão, e uma
visão geral dos contextos que poderemos exercer nossas funções,
mas mesmo nas disciplinas de laboratórios, temos pouco contato
do que encontraremos na realidade prática.
Para mim que durante o curso não exerci nenhuma
experiência prática de interpretação, o estágio supervisionado de
interpretação, me proporcionou experiências práticas de
interpretação na esfera educacional.
Até por esta razão, escolhi como campo de estágio o
Colégio de Aplicação da UFSC, começar com pequenos passos,
primeiro interpretar em uma turma de ensino fundamental, antes
de encarar uma turma acadêmica na UFSC.
O supervisor de Estágio Rogers Rocha, nos acompanhou
em todas as etapas do estágio, dando todo suporte eu precisávamos,
assim como os professores do colégio, que entendiam a
importância de nos entregar o material antes, para podermos nos
preparar para a tarefa de interpretar.
O apoio das minhas companheiras de estágio que já
possuíam experiência e me passaram muito conhecimento foi
fundamental para o meu aprimoramento.
Cheguei ao fim do estágio constatando que ainda não sou
uma profissional, mas que com mais contato com a comunidade
surda, que é fundamental, e exercendo mais a função de intérprete,
tenho todas as condições de ser uma excelente profissional na área.
22

REFERÊNCIAS

BRASIL. Decreto N. 5626 de 22 de dezembro de 2005. Brasília.


Presidência da República. Casa Civil, Subchefia para Assuntos
Jurídicos. Disponível
em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-
2006/2005/decreto/d5626.htm >. Acesso em: 14 mar. 2019.

BRASIL. Lei N. 10.436 de 24 de abril de 2002. Brasília:


Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos
Jurídicos. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm >.
Acesso em: 14 mar. 2019.

BRASIL. Lei N. 12.319 de 01 de setembro de 2010. Brasília:


Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos
Jurídicos. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2010/lei/l12319.htm > Acesso em: 15 de mar. 2019.

SOUZA, Raquel Nascimento de. O Tradutor e Intérprete de Libras no


Contexto Educacional no Nível Superior: Atuação na Universidade
Federal do Pará. 2018.49f. Trabalho de Conclusão de Curso –
Universidade Federal de Santa Catarina, Maranhão, 2018.

SUZANA, Elisama Rode Boeira. PROFESSOR OU INTÉRPRETE?


REFLEXÕES SOBRE A ATUAÇÃO DO TILS NA EDUCAÇÃO DE
SURDOS DA ESCOLA REGULAR. X ANPED SUL, Florianópolis,
outubro de 2014.

VEIGA, Silvana Fátima. Um olhar dos professores sobre o Intérprete


Educacional. 2018. 56f. Trabalho de Conclusão de Curso – Universidade
Federal de Santa Catarina, Joinville, 2018.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Projeto


Político Pedagógico dos cursos de Bacharelado e de Licenciatura
em Letras-Libras. Florianópolis: UFSC, 2012. Disponível em:
23

http://letraslibras.grad.ufsc.br/files/2013/04/PPPLibras_Curriculo
_2012_FINAL_06-03-2014.pdf>. Acesso em: 02 de abril de 2019.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Florian%C3%B3polis Acesso em: 06 de


junho de 2019

http://www.vivendofloripa.com.br/site/historia-e-manifestacoes-
culturais/historia-da-cidade> Acesso em: 06 de junho de 2019

http://www.ca.ufsc.br/historico-do-ca/ Acesso em: 06 de junho de


2019

http://interpretes.paginas.ufsc.br/files/2014/04/Regimento-
Coordenadoria-de-Tradutores-e-Int%C3%A9rpretes-UFSC.pdf Acesso
em: 10 de junho de 2019

http://www.congressotils.com.br/anais/anais2010/palestras/Ronice%20Q
uadros%20e%20Silvana%20dos%20Santos.pdf Acesso em: 14 de
maio de 2019
24

APÊNDICES

A seguir anexo ao relatório as anotações de minhas


percepções durante o estágio.

APÊNDICE A - Fichas de observações no campo de estágio

APÊNDICE B - Ficha de intérprete de apoio e atuante

APÊNDICE C - Ficha para observar os colegas atuantes

APÊNDICE D – Tabela I: cronograma de atuação


25

APÊNDICE A - Fichas de observações no campo de estágio

OBSERVAÇÃO DE ESTÁGIO - CONTEXTO INTERPRETATIVO

FICHA PARA A OBSERVAÇÃO DA PRÁTICA DE


INTERPRETAÇÃO DOS PROFISSIONAIS INTÉRPRETES DO
LOCAL DE ESTÁGIO
(FOCO NO INTÉRPRETE ATUANTE E NO APOIO)

Data: 04/04/2019
Observador: Márcia

1) Contextualização da interpretação (onde e temas envolvidos no ato da


interpretação)
Disciplina de CHN (ciências humanas e naturais) no quinto ano A,
conteúdo sobre os limites naturais de SC.
Disciplina de Libras: Intérprete no fundo da sala, faz a voz da professora
Geisielen, e media dos alunos para a professora.
Discilina de Teatro: Interpretação simultânea para a explicação da
divisão da turma entre os dois professoras. A aluna surda ficou com o
professora Alvin.

2) Público alvo da interpretação (quem é o público alvo da interpretação)

Aluna surda profunda com implante coclear, oralizada e fluente em


libras.

3) Contato prévio com os discursos a serem interpretados (como ocorreu


o preparo sobre o assunto e o contexto da interpretação)

Professores fornecem material que será trabalhado na próxima aula.

4) Adequação da postura e localização do intérprete e do apoio (o


intérprete compareceu antecipadamente ao local da interpretação,
conversou previamente com as pessoas para quem iria interpretar,
verificou o local da interpretação certificando-se da luminosidade, do
fundo, do posicionamento dos participantes, estava vestido de forma
apropriada, comportou-se de forma adequada)

Não se aplica
26

5) Formas acordadas de apoio e efetivação dos acordos entre o intérprete


o seu apoio à interpretação (o apoio ofereceu apoio ao colega intérprete
adequando-se ao acordado previamente juntamente com o seu colega,
como fluiu este apoio e qual a efetividade do mesmo)

Intérprete trabalha sem apoio

6) Foco no conteúdo da interpretação: identificação do tema principal do


discurso interpretado; manutenção do foco do discurso interpretado;
acréscimos pertinentes para esclarecimento para o público alvo.

O interprete optou nos momentos que a aluna estava de cabeça baixa


pintando o mapa, em não interrompê-la, após passa a informação numa
interpretação consecutiva.
7) Foco na forma da interpretação: adequação da forma da língua
portuguesa à língua de sinais; utilização adequada e consistente do
espaço e outros elementos linguísticos na sinalização.

Vocabulário compatível com a aluna, uso de classificadores

8) Comentários e observações adicionais:

Várias vezes o interprete precisa chamar a atenção da aluna.


O intérprete muitas vezes toma a posição de professor bilíngue, nos
informou que as vezes interpreta a interação ao redor, mas caso ela
esteja atrasada em copiar a matéria, prefere deixa-la focada nisso. Na
aula de teatro, a turma sentou-se em círculo e o intérprete se posicionou
lado oposto da aluna, mas o professor se movimentava e muitas vezes
ficava entre os dois.

Data: 08/04/2019
Observador: Márcia

1) Contextualização da interpretação (onde e temas envolvidos no ato da


interpretação)
Disciplina de matemática: correção de exercícios e apresentou a
tabuada.
Disciplina de CHN: Apresentação de slides da vegetação de SC
Disciplina de Literatura Oral: aula com música (algumas traduzidas para
libras) e momento de contação de história.
27

Percepções:

Aula CNH

Aula muito difícil, pois os alunos não se comportavam, tendo


necessidade da professora até gritar. É uma turma muito indisciplinada.
O interprete fez uso de imagens imagéticas para mostrar a escala
geológica da terra e sua linha do tempo, ele permuta em alguns
momentos professor bilíngue e interprete.
O interprete pediu apoio para “Morro da Boa Vista”, se algumas das
estagiárias conheciam o sinal.

Aula Matemática:
Correção exercício matemática. Professora questionou sobre tabuada e o
Rogers ensinou à a aluna sinal para ímpar. O interprete tomou a posição
de professor bilíngue e demostrou como resolver as questões da tarefa.
O intérprete se colocou em pé em frente ao quadro para eu a aluna
pudesse acompanhar melhor a explicação da professora.
Novamente o interprete assumiu como professor bilíngue ao ajudar a
aluna na resolução do exercício.

Aula de Literatura Oral: Interpretação simultânea, aluna não presta


muita atenção nesta aula.

Data: 10/04/2019
Observador: Márcia

1) Contextualização da interpretação (onde e temas envolvidos no ato da


interpretação)
Aulas do dia: disciplina de educação física; disciplina de Português e
disciplina de matemática:

Percepções:

Aula Educação Física: Interpretação simultânea, sinalização coerente


com o público alvo

Aula de Português: Aula na biblioteca, uma aluna leu um livro infantil,


interprete fez uso de classificadores e incorporação.
28

Aula Matemática: Matéria multiplicação, interprete muitas vezes precisa


exercer função de professor bilíngue.

Data: 11/04/2019
Observador: Márcia

1) Contextualização da interpretação (onde e temas envolvidos no ato da


interpretação)
Aulas do dia: disciplina de CHN, Libras e Teatro

Percepções:

Aula CHN: Interpretação simultânea sobre problema que a professora


explicava que ocorreu na brinquedoteca, para onde se encaminharam
depois e não houve necessidade de interpretação.

Aula de Libras: Professora não consegue controlar a turma, o monitor


não acompanha a aula, intérprete não se posiciona para impor ordem na
turma, apenas faz a mediação comunicativa entre alunos e professora.

Aula teatro: Aula realizada na própria sala de teatro, que possuía lenços
pendurados. Fez um trabalho com dobradura de papéis. Interpretação
simultânea da explicação da atividade mas aluna não mostrava
interesse. Durante a atividade não teve interpretação.

Data: 15/04/2019
Observador: Márcia

1) Contextualização da interpretação (onde e temas envolvidos no ato da


interpretação)
Aulas do dia: disciplina de matemática, CHN e LO

Percepções:

Aula Matemática: Continuação sobre multiplicação, uso do livro


didático, intérprete aponta para o quadro junto com a professora, e
novamente tem q assumir a função de professor bilíngue.
29

Aula de CHN: O tema foram as formas de relevo. Turma muito


indisciplinada, é necessário que a professora chame a atenção do alunos
durante a maior parte da aula. Aluna demonstra desinteresse, precisa ser
chamada várias vezes para prestar atenção na aula, Estagiária Karol da
apoio com sinal para “link”.

Aula LO: Aula também realizada em sala própria, interpretação


simultânea, aluna mostra pouco interesse.
30

APÊNDICE B - Ficha de intérprete de apoio e atuante

FICHA PARA O INTÉRPRETE DE APOIO E ATUANTE

Atividade de interpretação: CHN e Libras Data: 17/04/2019 a


25/04/2019
Intérprete: Marcia
Intérprete apoio: Não se aplica
Observador: Karollin e Mariana

Dia: 17/04
Como minha primeira atuação como interprete educacional,
comecei muito nervosa, demorei um pouco a me impor, porque a
aluna queria apenas desenhar e conversar, mas eu insistia na
importância da atenção. A professora havia entregue com
antecedência o material que seria trabalhado em sala de aula, que
facilitou a minha preparação, mas ainda errei algumas
configurações de mão, que foram corrigidas pelas estagiárias eu
estavam de observação/apoio e consegui pegar. Depois Mariana e
Karol falaram comigo sobre os erros eu cometi.
Aula de Libras: Professora não consegue controlar os alunos, que
estão agitados durante a revisão para a prova, apesar de eu
conseguir fazer a voz da professora, em muitas vezes tendo eu
alterar o tom de voz, professora fica nervosa com o comportamento
dos alunos e sai da sala. O monitor não acompanha a aula de libras,
então Mariana e a Karol ajudam a dominar a turma e Mariana vai
até a orientação para relatar o ocorrido.
Dia: 18/04
Aula de CHN: Correção de exercícios, como já havia estudado o
material antes, tive menos dificuldades do que a primeira vez, mas
quando me confundia, tanto as estagiárias, quanto o interprete me
davam apoio.
Dia: 22/04
Aula de CHN: Correção de atividade, Sofia não trouxe a atividade,
copiou a correção. Não atuei muito neste dia, até porque chegaram
novas estagiárias de pedagogia.
31

Dia: 24/04
Aluna faltou
Dia: 25/04
Aula de CHN: Continuação do conteúdo relevo, mas como desta
vez a professora não entregou matéria antes, me preparei menos e
me confundi, tanto que o Rogers sentou do meu lado e assumiu a
interpretação.
32

APÊNDICE C1 - Ficha para observar os colegas atuantes

FICHA PARA OBSERVAR OS COLEGAS ATUANTES

Atividade de interpretação: MTM Data: 17/04/2019 a 25/04/2019


Intérprete: Karollini Machado
Intérprete apoio: N/A
Observador: Márcia e Mariana

Dia 17/04/2019
A aluna estava dispersa, a estagiária precisou várias vezes
chamar sua atenção pra aula, mas mesmo assim continuou a
fazer origamis até a professora retirar dela. A estagiária atuou
como professor bilíngue ajudando a aluna a fazer a tabuada.

Dia 18/04
A aluna não trouxe a atividade e queria conversar, mas a
estagiária solicitou que ela copiasse a correção da tarefa. Ao
contrário do intérprete, a estagiária fez uma interpretação mais
simultânea. Mas mesmo interpretando simultaneamente, as
vezes era necessário atender como professor substituto, a
auxiliando na resolução do problema e chamando para prestar
atenção à aula. A estudante não havia acabado de copiar os
exercícios resolvidos, e como tinha esquecido o livro, foi
preciso sentar com outro aluno.
A estagiária explicou sobre unidades, assunto que a professora
estava trabalhando no livro. Na hora de fazer a atividade, a aluna
queria desenhar, foi necessário eu a estagiária chamasse sua
atenção, pedindo pra focar na atividade. A estagiária,
novamente serviu como professor substituto, auxiliando a aluna
na execução da tarefa.
Karolliny soube usar muito bem a localização e tinha um bom
conhecimento do vocabulário.
Foi dada uma tarefa em dupla para recortar em revistas imagens
que representassem as unidades: comprimento, massa,
capacidade e tempo. A estagiária serviu como mediadora entre
o parceiro e a aluna surda.
33

Dia 22/04
Correção da tarefa dada na última aula. A estagiária fez
interpretação consecutiva, pois a professora explicava enquanto
escrevia no quadro, então deixou a aluna primeiro copiar e
depois passou pra aluna o conteúdo. Professora começou novo
tema: a multiplicação indiana, Karol usou de classificador tendo
como referência o desenho no quadro. Trocou sinal de caro por
barato.

Dia 24/04
Sofia Faltou

Dia 25/04
A estagiária começou fazendo interpretação simultânea,
utilizando como exemplo o material distribuído pela professora.
Aluna demorou a copiar, por este motivo a interprete precisou
guardar a informação e passar depois de maneira consecutiva.
A interprete também passou a conversa paralela que havia na
sala de aula, para que a aluna interagisse com a conversa ao
redor. Também assumiu o papel de professor bilíngue ao
explicar a aluna a resolução da tarefa.
34

APÊNDICE C2 - Ficha para observar os colegas atuantes

FICHA PARA OBSERVAR OS COLEGAS ATUANTES

Atividade de interpretação: EF, LO e TE Data: 17/04/2019 a 25/04/2019


Intérprete: Mariana Neves
Intérprete apoio: N/A
Observador: Karollini e Márcia

Dia 17/04
EF - Intérprete Mariana. Professora passa a maior parte do tempo tentando
controlar a turma, houve interpretação no discurso da professora e depois
acompanhamento dos alunos para a atividade na quadra mas não foi
necessário nenhuma interpretação.

Dia 18/04

TE – Antes da aula de teatro a orientadora Yasmin vai até a sala e passa


uma descompostura na turma e avisa que tudo será registrado e repassado
para a direção.
Os alunos vão para a sala de teatro, onde a dinâmica não levou em
consideração o fato de ter uma aluna surda na sala e o tema foi o som,
expôs a aluna pedindo que mostrasse seu aparelho, quando a aluna oraliza,
ele solicita que ela oralize melhor. Com este professor estão todos os
alunos especiais da turma, não sei se ele tem alguma especialização na
área, mas não demonstra nenhum cuidado com suas especificidades

Dia 22/04

Aula de LO: No início da aula quando a professora estava


chamando a atenção dos alunos, a estagiária fez tradução
simultânea. Mas quando a professora começou a cantar, como a
estagiária não conhecia a canção, apenas indicou que era uma
música.
A aluna solicitou que não fizesse interpretação da música, mas
a próxima canção era uma música eu o grupo estava trabalhando
para fazerem em libras, na parte da música que a estudante não
participava muito, a Mariana tentava chamar sua atenção,
35

interpretando de maneira lúdica, brincando, fazendo


expressões, desta maneira conseguindo que a aluna interagisse
com o grupo.

Dia 24/04
Sofia Faltou

Dia 25/04

Aula Teatro: Sofia não está com o foco na aula. A dinâmica do dia é uma
brincadeira de pegar, mas andando como aranha. O professor chama
atenção da Sofia. Mudam para a brincadeira da dança das cadeiras, onde
alguns alunos são enérgicos que os outros, esta é uma turma muito
indisciplinada, em todas as aulas os professores chamam a atenção deles,
o professor desta vez acaba comparando a brutalidade com o sexo
masculino, mas depois ao perceber o erro indica um livro que explicaria
sobre gênero.
36

APÊNDICE D – Tabela I: cronograma de atuação

Tabela 1

Ciências Humanas e Naturais, Educação Física,


Disciplinas: Libras, Matemática e Teatro
Professoras: Várias
ILS: Rogers Rocha
5º Ano A do
Colégio de
Sala: Aplicação UFSC

Karollini
Estagiária: Machado
Diciplina: Matemática

Márcia Helena
Estagiária: Ribeiro Snoeijer
Ciências
Humanas e
Diciplinas: Naturais e Libras

Estagiária: Mariana Neves


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Educação Física,
Literatura Oral e
Diciplinas: Teatro

Data: Dia: Função:


04/04/2019 Quinta-Feira Observação
08/04/2019 Segunda-Feira Observação
10/04/2019 Quarta-Feira Observação
11/04/2019 Quinta-Feira Observação
15/04/2019 Segunda-Feira Observação

17/04/2019 Quarta-Feira Atuação/Observante


18/04/2019 Quinta-Feira Atuação/Observante
22/04/2019 Segunda-Feira Atuação/Observante
24/04/2019 Quarta-Feira Atuação/Observante
25/04/2019 Quinta-Feira Atuação/Observante

09/04/2019 Terça-Feira Preparação


12/04/2019 Sexta-Feira Preparação
16/04/2019 Terça-Feira Preparação
19/04/2019 Sexta-Feira Preparação

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