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O Barroco na Música (1600-1750)

 14 de novembro de 200815 de Março de 2013


 Beatrix
 História da Música, Música

O barroco foi uma tendência artística que se desenvolveu


primeiramente nas artes plásticas e depois se manifestou
na literatura, no teatro e na música. A palavra “barroco”
significa “pérola irregular” ou “pérola deformada”
representando de forma pejorativa a idéia de
irregularidade. De início, era usada pra designar o estilo
da arquitetura e da arte do século XVII, que se
caracterizava pelo estilo rebuscado e pelo emprego
excessivo de ornamentos. Na música, o termo é indicado
para designar o período que vai do aparecimento da ópera
(“Orfeo”, de Monteverdi, 1607) e do oratório até a morte
de J.S. Bach (1750).
É considerada uma das épocas musicais mais longas,
fecundas, revolucionárias e importantes de música
ocidental, e provavelmente, também, a mais influente.
O período Barroco teve início na Itália e seus precursores
foram Giovanni Gabrieli e Claudio Monteverdi. O movimento se espalharia para a
Alemanha, com Heinrich Schütz e França com Jean-Philippe Rameau. Outras figuras
representativas do Barroco, na Europa continental foram Jean-Baptiste Lully, Giacomo
Carissimi e Arcangelo Corelli.
A partir do século XVII, o sistema de modos perde cade vez mais importância sendo
abandonado gradativamente pelos compositores que passam com mais freqüência a se
utilizar de bemois e sustenidos, causando a perda de identidade dos modos que acabam
ficando reduzidos a apenas dois: jônio e eólio. A partir daí, passa a se desenvolver o
sistema tonal maior-menor que será a base da harmonia nos próximos dois séculos que se
sucedem. Na realidade, trata-se justamente do aproveitamento desses dois modos: o modo
jônio (modo “maior”) e o modo eólio (modo “menor”).
Características principais do Barroco
Entre as características mais importantes do período estão o uso do baixo contínuo, do
contraponto e da harmonia tonal, em oposição aos modos gregorianos até então vigente.
De início, ocorre a retomada de tessituras mais leves e homofônicas, com a melodia
apoiada em acordes simples. As tessituras polifônicas entretanto logo retornam. Segundo
Carpeux (2001), esse inicial retorno à simplicidade traz em si algo aparentemente
paradoxal.
“Pensando nas artes plásticas e na literatura do Barroco, podemos esperar de
sua música as mais ricas complexidades polifônicas e a expressão de uma
religiosidade mística. Mas então os fatos nos decepcionam totalmente. O gênero
predominante do século XVII não tem nada que ver com religiosidade mística: é
a ópera. E em vez das complicações polifônicas, espera-nos canto do solista, a
homofonia, a ária.”
Entretanto, o embate que a princípio nos parece natural entre arte renascentista e a arte
barroca não era visto da mesma forma entre os músicos do século XVII, visto que tanto
os renascentistas quanto os barrocos tinham como objetivo resgatar a arte da antiguidade.
Assim, para eles o estilo barroco não foi sentido, a princípio, como uma reviravolta
revolucionária, mas antes como um progresso em relação aos objetivos não plenamente
alcançados na Renascença. Dessa forma, o uso do canto homofônico surge como um
recurso para dar mais expressão aos sentimentos, resgatando a dramaticidade da tragédia
grega.
Porém, a nova monodia, com sua guinada em direção a uma melodia construída à base de
acordes simples, foi considerada extremamente revolucionária e rotulada como stile
moderno. Contudo, boa parcela das obras dessa época – sobretudo as composições sacras
– ainda eram escritas ao estilo contrapontístico, agora designado como stilo antico.
Alguns compositores, inclusive Monteverdi, usaram ambos.
Durante o século XVII, surgiram também novas formas musicais como a ópera, o
oratório, a fuga, a suíte, a sonata e o concerto.
As principais formas empregadas são binária, ternária (ária da capo), rondó, variações
(incluindo o baixo ostinato, a chacona e a passacaglia), ritornello e fuga. Quanto aos tipo
de música os mais freqüentes são coral, recitativo e ária, ópera, oratório e cantata, abertura
italiana, abertura francesa, tocata, prelúdio coral, suíte de danças, sonata de câmara,
sonata de chiesa, concerto grosso e concerto solo.
Freqüentemente, a música é
exuberante com ritmos
enérgicos. Quanto às melodias
estas são tecidas em linhas
extensas e fluentes, com
muitos ornamentos (trinados,
apojaturas, arpejos, mordentes,
etc). Durante a época barroca,
a improvisação era muito
comum, muitos dos
ornamentos nem sequer
constavam nas partituras e sim
eram criados de forma
improvisada durante a
execução. A arte da ornamentação era então, uma prática musical amplamente difundida
e, por isso, a maioria dos compositores esperava que o intérprete ornamentasse suas obras.
Freqüentemente, até mesmo anotavam apenas uma estrutura harmônica, que só com a arte
da ornamentação poderia se transformar em um todo sonoro acabado.
Também são característicos os contrastes de timbres instrumentais (principalmente nos
concertos), de poucos instrumentos contra muitos, e de sonoridades fortes com suaves (a
dinâmica de patamares, por vezes efeitos de eco). Assim, uma das características fortes
do período é o contraste.
Nesse período a instrumentação atinge sua primeira maturidade e grande florescimento.
Pela primeira vez surgem gêneros musicais puramente instrumentais, como a suíte e o
concerto. Nesta época, surge também o virtuosismo, que explora ao máximo o
instrumento musical.
Johann Sebastian Bach e Dietrich Buxtehude foram os maiores virtuoses do órgão. Jean
Philipe Rameau, Domenico Scarlatti e François Couperin eram virtuoses do cravo.
Antonio Vivaldi e Arcangelo Corelli eram virtuoses no violino.
Isso ocorre graças a uma evolução no que diz respeito à fabricação dos instrumentos. É
o caso, por exemplo, do violino, principalmente à partir do final do século XVII quando
surge a mitológica Escola de Cremona.
Nesta cidade italiana desenvolveu-se, no período,
uma verdadeira indústria artesanal de instrumentos
de arcos, com ênfase especial no violino. A
primeira oficina dos célebres Amati trouxe
importantes mudanças ao instrumento, tornando-o
não só mais belo, mas, principalmente, alcançando
um timbre mais forte e poderoso. Assim, o cavalete
do instrumento tornou-se mais alto, e o ponto ou
espelho foi alongado; passou-se a usar cordas mais
longas e esticadas. Além de Amati, pertenceu a
escola de Cremona o célebre Antonio Stradivarius
(1644-1737), cujo sobrenome é quase um sinônimo
de violino.
Stradivarius (Stradivari) fez um violino mais
comprido, reforçou o corpo e alargou os “ff”
(abertura de som), enriquecendo assim ainda mais
o timbre. Além dele é importante também destacar
o nome do artesão Giuseppe Antonio Guarniere
(1687-1745).
A família do violino veio a substituir gradualmente
a das violas, e a orquestra foi gradualmente
tomando forma, com as cordas constituindo uma
seção de peso em sua organização, embora as outras
seções não estivessem ainda padronizadas.
O barroco foi a época de máximo desenvolvimento
de instrumentos como o cravo e o órgão, mas
também surgiram várias peças para grupos
pequenos de instrumentos, que iam de três até nove
instrumentistas, a chamada música de câmara.
Um traço constante nas orquestras barrocas era o
emprego do órgão ou cravo contínuo, preenchendo a
harmonia, enriquecendo a tessitura e, de fato
mantendo a unidade da orquestra.

O Barroco na Itália

A história do Barroco confunde-se com a História


italiana dos séculos XV a XVIII. A conturbada
História italiana mostra, simplificadamente, a eterna
disputa dos grandes e pequenos reinos do norte entre
eles mesmos e a França, Espanha, Suíça, Hungria,
Áustria e Alemanha, não se dando tempo para criar
cultura própria, exceto nos intervalos guerreiros.
Mostra a anarquia e a corrupção dos Estados Papais e
a permanente gangorra entre a estável República de
Veneza e o Reino das Duas Sicílias, balançando sobre
a riqueza da Toscana. Aí sim, repousa o poderio
artístico italiano, principalmente sobre a cidade de
Florença, que tinha o lírio como emblema e a flor (ou
florim) de ouro como moeda, a mais valiosa e usada
nas transações internacionais na época.
Desde o Renascimento que, sob a influência dos
Medici, Florença esteve na vanguarda das artes. Ghiberti e Gozzoli e as suas famosas
“Portas do Batistério”, Michelangelo, Donatello, Giotto, Fra Filippo Lippi, Pisano,
Botticelli, Verrocchio, Pollaiuolo, Ghirlandaio, Leonardo da Vinci, Andrea del Sarto,
Maquiavel, Savonarola, Benvenuto Cellini, Nicolaus Copérnico, Galileu Galilei e
Torricelli trabalharam em Florença, cujo poder de atração da melhor parte da
intelectualidade foi marcante. Isto continuou durante o século XVIII com o acolhimento
dos músicos, naturais e estrangeiros, como Händel, Cristofori, Alessandro Scarlatti e seu
filho Domenico, Frescobaldi, Veracini e Lully.
A predominância vocal da música barroca italiana recomendou o uso acessório de
violinos, cravos e órgãos portáteis. Os violones, por exemplo, só apareceram lá por 1650
e somente em Veneza, por causa do intenso intercâmbio com a Alemanha. Eram também
usados correntemente o clarinete, o chalumeau e a viole all’inglese. O oboé e a flauta
transversal só foram adotadas no último estágio barroco.
A produção musical na Itália foi tão abundante no barroco que sufocou todas as iniciativas
estrangeiras. Ainda no período clássico este predomínio tenha permanecido, ao menos no
campo da ópera.
Os florentinos tinham inventado a ópera para aperfeiçoar a arte dramática. Em vez disso,
surgiu um gênero que os franceses e os italianos passaram a denominar de “arte lírica”.
Na Itália, o nome mais destacado foi Antonio
Vivaldi (1678-1741), autor de numerosos concertos,
óperas e oratórios. A ele é atribuída a composição da
série de concertos “As Quatro Estações”,
provavelmente a mais difundida de todas as peças
desse período. Foi o responsável por estabelecer
definitivamente a forma do concerto, que continua a
ser composta até os dias atuais.
Embora fosse um sacerdote deu os passos definitivos
para a música instrumental profana, seguindo por um
caminho que levou até à arte de Bach, que o teria
ouvido quando Vivaldi viajou até Dresden para
apresentar-se como violinista.

Claudio Monteverdi (1567-1643) foi considerado o


“pai da ópera”. A ele é atribuído o mérito de ter
introduzido e popularizado o gênero, que já vinha sendo desenvolvido desde Jacopo Peri,
com as obras “Dafne” e “Euridice”.
Monteverdi também é o autor da ópera mais antiga ainda hoje representada: “Orfeo e
Euridice”.
Monteverdi foi maestro da corte de Mântua e regente do coro da basílica de San Marco,
em Veneza. Introduziu na música sacra os modos e meios de expressão da ópera.
Outros compositores do barroco italiano foram Arcangelo Corelli (1653-1713) e
Domenico Scarlatti (1685-1757) – este último, o maior expoente da música para cravo
desse período.

Barroco Francês

A tradição musical do barroco francês deu-se principalmente com Jean-Baptiste Lully


(1632-1687), que introduziu a ópera francesa. Na verdade Lully era florentino, sendo seu
verdadeiro nome Giovanni Battista Lulli.
O nome de Jean-Philippe Rameau (1683-1764) também merece destaque. Rameau
desenvolveu importantes obras para cravo. Outro compositor importante do período foi
François Couperin (1668-1773), autor de peças musicais sacras.
Barroco Alemão
O barroco alemão iniciou-se com Heinrich Schüetz (1585-1672), considerado o “pai da
música alemã”. A influência veneziana de Gabrielle e Monteverdi são marcantes na obra
de Schüetz. Entretanto, sua música é caracterizada pela fervorosa religiosidade luterana
alemã. Sua obra “Daphne” é considerada a primeira ópera alemã. Durante o período em
que foi regente em Dresden compôs as três coleções de “Symphoniae sacrae” (1629,
1647, 1650) que possuem a forte expressividade da melodia cantada, de acordo com o
modelo dos venezianos, sem contudo desviar-se para o terreno da ópera, sempre
guardando a dignidade dos textos bíblicos.
Johann Hermann Schein (1586-1630), Samuel Scheidt (1587-1654) e Michael
Praetorius (1571-1621), contemporâneos de Heinrich Schüetz (1585-1672), também
são bastante notáveis nessa época.
Na primeira metade do século XVIII, destacaram-se
Johann Sebastian Bach (1685-1750), Georg Friedrich
Händel (1685-1759) e Georg Phillip Telemann, seguidos
por Johann Pachelbel, Johann Jakob Froberger e Georg
Muffat.
Diz-se que Johann Sebastian Bach foi o maior compositor
do barroco alemão (e um dos mais importantes da história
da música). Por ter esgotado todas as possibilidades da
música barroca, sua morte é considerada como o ponto
final do Período Barroco, apesar de que não é possível
definir o fim do predomínio de um estilo musical de forma
tão precisa.
No início de sua carreira de compositor, o talento de Bach
era dirigido a música para órgão e coral. Apenas quando
se tornou diretor de música da corte do príncipe Leopold
é que começou a escrever música instrumental. Bach transformou o solo em uma parte
bem mais importante do que anteriormente, usando a orquestra muitas vezes mais como
acompanhamento.

Barroco Inglês
Durante grande parte do século XVII a música inglesa continuou ligada ao período
Renascentista. Ao final da era Elizabetana, nomes como Gibbons e Byrd deram início a
uma nova tradição instrumental que foi seguida por Lawes e Purcell, cujos trios sonatas
e fantasias para violas demonstram uma destacada originalidade acoplada a uma técnica
de excepcional qualidade.
A grande genialidade da música inglesa barroca vai encontrar sua característica e
grandeza no gênero vocal, seja no repertório sacro – hinos anglicanos e oratórios – ou no
terreno da musica teatral, a semi-opera, tão bem ilustrada por Purcell em “The Fairy
Queen”.
Mas a ópera inglesa, depois de um promissor começo com Blow – “Venus and Adonis”
– e Purcell, teve que render-se ao estilo italiano implantado por Händel.
Georg Friedrich Händel (1685-1759) nasceu e
formou-se na Alemanha, mas viveu e morreu na
Inglaterra, também viajou para a Itália, em 1707,
quando apresentou-se como virtuose no órgão. Chegou
a fundar uma casa de ópera na Inglaterra, entretanto,
teve que enfrentar as disputas com adversários italianos
e aplacar os maus gênios de primas-donnas e castratti,
que disputavam a atenção nos palcos e fora deles.
Recebe na Inglaterra, a missão de criar um teatro real
de ópera, que seria conhecido também como a Royal
Academy of Music. Foram escritas 14 óperas para essa
entre 1720 e 1728, o que conferiu grande fama a ele em
toda a Europa. De 1740 em diante, Händel passa a se
dedicar mais à composição de oratórios, dentre os quais
“O Messias” e “Judas Macabeu”.
Sua ópera apresenta influência do estilo italiano, já seus coros, marchas e danças trazem
influência da ópera francesa de Lully.
Formas Musicais
A ópera
Em florença, na Itália, durante o final do século XVI,
um grupo de escritores e músicos deram a si próprios o
nome de Cammerata. Chegaram a conclusão que o
elaborado tecido contrapontístico da música de canto
obscurecia o sentido das palavras, deixando assim de
exprimir adequadamente o plano afetivo das emoções
que caberia justamente a palavra.
Assim, começaram a estabelecer um estilo mais
simples, que chamaram monodia, por ter uma única
linha vocal, sustentada por uma linha de baixo
instrumental sobre a qual eram construídos os acordes.
À princípio, a música escrita no estilo monódico foi
chamada de La Nuove Musiche (A nova música).
Em 1597, essas novas idéias foram aplicadas a todo um
drama musical. A obra “Dafne” que pode ser
considerada de fato a primeira ópera. A música escrita
por Jacopo Peri infelizmente se perdeu, e restaram dela
apenas alguns fragmentos. Outras óperas foram aparecendo, e a idéia se tornou cada vez
mais popular. As primeiras incluíam pequenos coros, danças e peças instrumentais, com
uma tessitura simples, a cargo de uma pequena “orquestra”. Entretanto, os longos trechos
de recitativos soavam monótonos.
O “Orfeo” de Monteverdi, composto em 1607, é de fato, a primeira grande ópera, com
uma música que realmente acentua o impacto dramático da história. Usando intervalos
cromáticos e espaçados na parte do canto, enquanto o acompanhamento fornece
inesperadas harmonias, incluindo dissonâncias.
Mais tarde, no século XVII, os compositores continuaram a usar o recitativo, embora
passem a utilizar com mais freqüência as árias. A orquestra também tinha suas peças para
tocar durante a ópera. Também havia a presença de coros. Enquanto os recitativos tiravam
o seu ritmo do discurso, as árias e coros freqüentemente usavam os da dança.
Na inglaterra, o gênero demorou a ser adotado. A única ópera inglesa do século XVII é
“Dido e Enéias” de Henry Purcell.
Abertura Italiana
Abertura dividida em três partes: rápida-lenta-rápida
Abertura Francesa
Estilo usado por Lully e Rameau, compunha-se de um início lento e majestoso de ritmo
incisivo e pontuado, levando a uma seção mais rápida, com o emprego da imitação. A
isso, seguia-se uma ou mais danças (o ballet), ou talvez a repetição lenta da seção inicial.
A ária da capo
Presente na obra de Scarlatti, compunha-se de uma forma ternária (ABA), mas na qual
não se escreviam as duas primeiras seções. Ao final de cada seção “B”, o compositor
escrevia da capo (ou simplesmente “D.C”), significando “a partir do começo”. Na
repetição da primeira parte, esperava-se que o cantor ou cantora desse sua contribuição
pessoal, introduzindo ornamentos.
Oratório
Nascido mais ou menos a mesma época que a ópera, o oratório é outra importante forma
de música vocal. O nome vem do Oratório de São Filipe de Néri, em Roma, onde foram
apresentadas as primeiras composições desse tipo.
No início, os oratórios eram muito similares às óperas, compondo-se de recitativos, árias
e coros. A diferença principal é que os oratórios baseavam-se em histórias sacras tiradas
da Bíblia. Com o decorrer do tempo, os oratórios deixaram de ser representados
teatralmente como as óperas e passaram a ser apenas apresentações musicais,
preferencialmente realizadas em igrejas e salas de concerto.
Cantata
São obras para solistas e coro, acompanhados por orquestra e contínuo, lembrando um
oratório em miniatura. Freqüentemente as cantatas de Bach começam com um coro
pesado, prosseguem com recitativos, árias e duetos para solistas, e terminam com um
coral sóbrio em estilo luterano.
Fuga
Durante o período barroco, a música
instrumental passa a ter, pela primeira vez, a
mesma importância que a música vocal. Os
compositores ainda usavam formas
populares na Renascença como a canzona, o
ricercar, a tocata, a fantasia e as variações.
A estas vieram somar outras formas e
concepções novas como a fuga, o prelúdio
coral, a suíte, a sonata e o concerto.
A fuga é uma peça contrapontística que se
fundamenta essencialmente na técnica da
imitação. Geralmente é escrita em três ou
quatro partes, chamadas vozes (não
importando se a peça é instrumental ou
vocal). Estas são referidas como soprano,
alto, tenor e baixo.
A estrutura da fuga é um tanto complexa,
mas basicamente traz a seguinte idéia: toda a
peça se desenvolve a partir de uma melodia
razoavelmente curta, mas de acentuado
caráter musical. A essa melodia se dá o nome
de tema (no sentido de tema de discussão).
Este aparece pela primeira vez em uma só voz. Depois é imitado pelas outras vozes, cada
qual de uma vez e em sua altura adequada.
Durante toda a fuga, o tema aparece em novas tonalidades. Essas entradas são separadas
por seções denominadas episódios. O compositor tanto pode fundamentar o episódio em
uma idéia tirada do próprio tema, como valer-se de novos motivos musicais.
A palavra fuga dá idéia de vozes escapando ou se perseguindo, a cada vez que entram
com o tema. Às vezes, um compositor pode escrever uma peça ao estilo de fuga sem
contudo compor uma fuga completa.
Bach escreveu magníficas fugas para órgão, para cravo e clavicórdio.
Suíte
Os compositores da Renascença algumas vezes ligavam uma dança a outra (por exemplo,
a pavana e a galharda). Os compositores barrocos ampliaram essa concepção, chegando
a forma da suíte: um grupo de peças para um ou mais instrumentos. Houve muitas suítes
escritas para cravo, e o esquema mais comum acabou abrangendo uma série de quatro
danças de diferentes países: uma allemande, no compasso 4/4, em ritmo moderado; uma
courante francesa, no compasso 6/4 ou 3/2, moderadamente rápida; ou uma courante
italiana, em 3/4 ou 3/8, bem mais rápida; uma sarabanda espanhola, em vagaroso
compasso ternário, quase sempre com os segundos tempos acentuados; uma alegre giga,
geralmente em tempos compostos (6/8). Entretanto, antes ou depois da giga poderia
introduzir-se uma ou mais danças, como o minueto, a bourrée, a gavota ou o passe-pied.
E algumas vezes a suíte poderia começar com um prelúdio (ou peça de abertura).
Todas as peças da suíte possuem a mesma tonalidade e estão na forma binária: duas
seções, “A” e “B”, normalmente repetindo-se. Entretanto, alguns compositores franceses,
como Couperin, gostavam de incluir em suas suítes peças na forma rondó, em que um
tema principal se alterna com episódios contrastantes (ABACA…).
A suíte às vezes é conhecida por outros nomes. Purcell chamava as suas de “lições”,
Couperin de “ordem”, e Bach algumas vezes usou o termo “partita”.
Sonatas
A palavra sonata vem do latim sonare, que significa “soar”; por conseguinte, é uma peça
para ser tocada (em oposição à cantata, música para ser cantada). Boa parcela das sonatas
barrocas foi composta para dois violinos e contínuo (um violoncelo e um cravo por
exemplo).
Os compositores às chamavam trio-sonatas; referindo-se às três linhas de música
realmente impressas (os dois violinos e o baixo cifrado), embora de fato fossem
necessários quatro executantes.
Às vezes um dos violinos, ou ambos, eram substituídos por flautas ou óboes, e há sonatas
que foram escritas para um só instrumento melódico, ao lado de um contínuo.
A sonata barroca poderia ser de duas espécies: a sonata de câmara, destinada a pequenas
salas, e a de chiesa (de igreja), na qual os instrumentos contínuos provavelmente eram o
órgão e, talvez, o fagote.
Os dois tipos normalmente constituíam em quatro movimentos, quase sempre na mesma
tonalidade, mas com andamentos contrastantes (lento-rápido-lento-rápido). Em geral, os
movimentos tinham a forma binária. A sonata de câmara era praticamente uma suíte e,
como tal, incluía danças. Já a de igreja tinha caráter mais sério, com os movimentos mais
rápidos muitas vezes escritos em estilo de fuga.
Concerto Grosso

Uma das formas mais


interessantes da música barroca é o concerto, palavra que tanto pode ter vindo do italiano
no sentido de “consonância”, quanto do significado original latino que significa
“disputa”. A idéia do concerto remonta a Renascença, sua semente está nas peças
policorais escritas por compositores como Gabrielli. As idéias de oposição e contraste
acentuado levaram à concepção do concerto grosso barroco. Neste, os compositores
opunham dois grupos instrumentais: um pequeno grupo de solistas chamado concertino
(em geral constituídos por dois violinos e um violoncelo), contra uma orquestra de cordas
conhecida por ripieno (pleno) ou tutti (todos os instrumentos juntos).
O cravo ou órgão contínuo era, também, usado para enriquecer a tessitura do ripieno,
além de fornecer as harmonias de apoio para os instrumentos do concertino quando estes
executavam as suas partes.

Concerto solo
Do concerto grosso nasceu o concerto solo, no qual um único instrumento é lançado
contra a massa de uma orquestra de cordas.
Essa ideia de oposição, com o decorrer dos anos, fortaleceu-se ainda mais, e o compositor
frequentemente fornecia ao solista algumas passagens difíceis e expressivas. Quase
sempre os concertos solo eram compostos de três movimentos (rápido-lento-rápido). Os
dois movimentos rápidos apresentam-se na forma ritornelo. Essa palavra quer dizer
retorno e, no caso refere-se ao tema principal, que era tocado pela orquestra no princípio
do movimento, voltando depois mais ou menos completo, após as partes de solo, tocadas
com pequeno apoio orquestral.
Os compositores marcavam as seções de ritornello com a palavra tutti (todos), de modo
que o esquema básico na forma de ritornello seria: tutti1-solo1-tutti2-solo2-tutti3-solo3.

A música barroca é toda música ocidental correlacionada com a época


cultural homônima na Europa, que vai desde o surgimento da ópera por
Claudio Monteverdi no século XVII, até à morte de Johann Sebastian Bach,
em 1750.

Trata-se de uma das épocas musicais de maior extensão, fecunda,


revolucionária e importante da música ocidental, e provavelmente
também a mais influente. As características mais importantes são o uso
do baixo contínuo, do contraponto e da harmonia tonal, em oposição aos
modos gregorianos até então vigente. Na realidade, trata-se do
aproveitamento de dois modos: o modo jônico (modo "maior") e o modo
eólio (modo "menor").

Do Período Barroco na música surgiu o desenvolvimento tonal, como os


tons dissonantes por dentro das escalas diatônicas como fundação para
as modulações dentro de uma mesma peça musical; enquanto em
períodos anteriores, usava-se um único modo para uma composição
inteira causando um fluir incidentalmente consonante e homogêneo da
polifonia. Durante a música barroca, os compositores e intérpretes
usaram ornamentação musical mais elaboradas e ao máximo, nunca
usada tanto antes ou mais tarde noutros períodos, para elaborar suas
ideias; fizeram mudanças indispensáveis na notação musical, e
desenvolveram técnicas novas instrumentais, assim como novos
instrumentos. A música, no Barroco, expandiu em tamanho, variedade e
complexidade de performance instrumental da época, além de também
estabelecer inúmeras formas musicais novas, como a ópera. Inúmeros
termos e conceitos deste Período ainda são usados até hoje.

O apogeu da música instrumental

Pela primeira vez na história, música e instrumento estão em perfeita


igualdade. Nesse período a instrumentação atinge sua primeira
maturidade e grande florescimento. Pela primeira vez surgem gêneros
musicais puramente instrumentais, como a suíte e o concerto. Nesta
época surge também o virtuosismo, que explora ao máximo o instrumento
musical. Johann Sebastian Bach e Dietrich Buxtehude foram os maiores
virtuoses do órgão. Jean-Philippe Rameau, Domenico Scarlatti e François
Couperin eram virtuoses do cravo. Antônio Vivaldi e Arcangelo Corelli
eram virtuoses no violino.

A época das orquestras de câmara

O barroco foi a época de máximo desenvolvimento de instrumentos como


o cravo e o órgão, mas também surgiram várias peças para grupos
pequenos de instrumentos, que iam de três até nove instrumentistas.

História

Início do Barroco (c. 1600 — c. 1750)

Muitas das inovações associadas com a música Barroca foram estimuladas


por um desejo contínuo, já evidente durante o Renascimento, de
recuperar a música da antiguidade clássica. Os grego antigos haviam
escrito repetidamente sobre os poderes da música de incitar paixões nos
ouvintes. Entretanto, os poucos manuscritos de música Grega antiga
conhecidos na época eram pouco compreendidas, o que permitiu muita
especulação sobre a sua natureza. Ao final do século XVI, um grupo de
poetas, músicos e nobres, entre eles Vincenzo Galilei, Giulio Caccini e
Ottavio Rinuccini, passaram a se reunir na casa do Conde de Vernio
(Giovanni de' Bardi) em Florença, com a finalidade de discutir assuntos
relacionados às artes, e em especial a tentativa de recriar o estilo de canto
dos dramas Gregos antigos.
Dos encontros da Camerata Fiorentina, como este grupo passou a ser
conhecido, surgiu um estilo musical que estabelecia que o discurso era o
aspecto mais importante na música. O ritmo da música deveria ser
derivado da fala, e todos elementos musicais contribuíam para descrever
o afeto representado no texto, sistematizando-se a chamada doutrina dos
afetos, de grande influência para o desenvolvimento da música barroca.
Portanto, este estilo, que logo foi conhecido como seconda pratica para
contrastar com a polifonia renascentista tradicional ou prima pratica, era
composto por um única parte vocal acompanhada por uma parte
instrumental.

Esse acompanhamento era chamado de baixo contínuo, e consistia de


uma única melodia anotada, sobre a qual um grupo de instrumentos
adicionavam as notas necessárias para preencher a harmonia implícita no
baixo, frequentemente assinaladas através de cifras indicando os
intervalos apropriados. O baixo continuo estabeleceu uma polaridade
entre os registros extremos: a melodia aguda e o linha do baixo eram os
elementos essenciais, e as partes intermediárias eram deixadas ao gosto
dos intérpretes. Nos anos 1630, esta combinação passou a ser designada
pelo termo monodia, um estilo que se encontra entre a fala e o canto.
Essa flexibilidade permitiu que os solistas ornamentassem as melodias
livremente sem precisar se preocupar com regras de contraponto,
permitindo assim que demonstrarem suas habilidades virtuosísticas. Para
tirar máximo proveito da capacidade de cada instrumento ou da voz, os
compositores começaram a desenvolver escritas idiomáticas para cada
meio, ao contrário da música renascentista onde as partes poderiam ser
executadas intercambiavelmente com instrumentos ou com voz.

Não é possível dizer que o início do Barroco já apresentava um sistema


tonal definido, porém se observa uma preferência gradual pelas escalas
diatônicas maiores ou menores, e um maior senso de centro de atração
tonal. A emergência da seconda pratica não significou que a tradição
polifônica havia sido suplantada; ambos estilos coexistiram por todo o
período barroco. Claudio Monteverdi publicou madrigais escritos em
ambas práticas, e a mesma flexibilidade na escrita também teve lugar na
air de cour francesa.

A monodia, combinada com a nova técnica do recitativo, finalmente


permitiu aos compositores escrever uma ópera, ou seja, um drama
cantado do início ao fim. A ópera L'Orfeo de Monteverdi de 1607 é
usualmente considerada a primeira obra a combinar música e drama
satisfatoriamente. Na Alemanha, Heinrich Schütz adaptou as novas
técnicas para alguns de seus motetos sacros policorais, e foi o compositor
da primeira ópera alemã, Dafne (1627).

A maior parte da música instrumental publicada nesta época são as suítes


de danças em vários movimentos e as variações sobre transcrições de
obras vocais (geralmente intituladas canzonas, partitas ou sonatas) ou
sobre baixos ostinatos (chacona ou passacaglia). Gêneros livres, como a
fantasia e a tocata para instrumentos de teclado também faziam parte
destas coleções.

Particularidades do estilo

Desenvolvimento extenso do uso da polifonia e contraponto. Os acordes


tem uma ordem hierárquica em suas progressões tonais, tanto funcional
como cadencial, que definem a tonalidade progressiva do barroco musical.
A harmonia era acompanhada e definida pelo Basso continuo criando uma
necessidade do intérprete de ser um virtuoso na arte do período para não
deixar a musicalidade se desviar do aspecto tonal da época---visto que
quase sempre o Basso continuo não era escrito e chamava pela
improvisação, dando então o dom de virtuosidade a quem melhor
improvisasse.

O contraponto era intenso, especialmente na forma de tema e variação.


A modulação tonal na música barroca é frequente. Devido a incapacidade
física de um cravo prover dinâmicas variadas a arte da música barroca
voltava a habilidade da performance em termos de articulação. Entre
outras particularidades dos estilos desenvolvidos na música barroca,
incluem-se:

 Monodia;
 Homofonia com uma voz diferente cantando por cima do
acompanhamento, como nas árias italianas;
 Expressões mais dramáticas, como na ópera.
 Combinações de Instrumentações e vozes mais variadas em
conjunto a oratórios e cantatas
 Notes inégales (Francês para "notas desiguais") usadas. Técnica
barroca que envolvia o uso de notas pontuadas que eram usadas
para substituir notas não pontuadas, dentro de um mesmo tempo
que alternavam entre duração de valores longos e curtos;
 A ária (curta peça cantada em uma cantata, ou instrumental na
suíte);
 O Ritornelo (estilo que contém breve passagens instrumentais entre
os versos cantados);
 O concertante (o estilo que contrasta entre a orquestra e os
instrumentos solos, ou pequeno grupo de instrumentistas);
 Instrumentação precisa anotada (no período anterior, a
Renascença, a partitura raramente listava os instrumentos);
 Notação musical escrita idiomaticamente melhor para cada
instrumento específico.
 Notação musical para interpretação virtuosa, tanto instrumental
como vocal
 Ornamentação
 Desenvolvimento profuso na tonalidade da música ocidental (escala
maior e menor)
 Cadenza, uma seção ad lib nas cadências das partituras para o
virtuoso improvisar.

Estilos

Compositores barrocos escreveram em diversos gêneros musicais;


incluem-se diversos estilos inovadores para a época. A ópera foi inventada
na Renascença, mas foi no Barroco que Alessandro Scarlatti, Handel e
outros desenvolveram grandes obras. O oratório chegou a grande
popularidade com Bach e Handel; ambos a opera e o oratório usavam
forma musical semelhantes, tal como o uso da ária da capo. Na música
litúrgica, a Missa e os motetos não foram tão importantes, mas a cantata
prosperou, principalmente nos trabalhos de Bach e outros compositores
protestantes. Música para o organista virtuoso floriu, com o uso das
tocatas, fugas, e outros trabalhos.

Sonatas instrumentais e suítes para dança foram escritas para


instrumentos individuais, para grupos de música de câmara, e pequenas
orquestras. O concerto emergiu, tanto na forma para o intérprete solista
como para orquestra, assim como o concerto groso qual um grupo
pequeno de solistas criam simultaneamente um contraste com um grupo
maior que intercalam suas partes com perguntas e respostas do diálogo
melódico. A Abertura francesa com o seu típico contraste de seções
rápidas e outras lentas, adicionaram grandeza à muitas cortes nas quais
eram apresentadas.

As obras para teclado eram algumas vezes escritas para grupos maiores.
Novamente, existe um grande número de obras de Bach escrita tanto para
os instrumentos solos, como concertos e o mesmo tema se apresenta em
arranjos de concerto para orquestra, ou suíte. Grandes trabalhos de Bach
que culminaram na música da Idade Barroca inclui: o Cravo bem
temperado, as Variações Goldberg, e a Arte da Fuga.

Vocal

 Ópera
o Zarzuela
o Opera seria
o Opera comique
o Opera-ballet
 Mascarada
 Oratório
 Paixão (música)
 Cantata
 Missa (música)
 Hino
 Monodia
 Estilo coral
o Clássica
 Bizarra

Instrumental

 Concerto grosso
 Fuga
 Suíte
o Allemande
o Courante
o Sarabanda
o Gigue
o Gavota
o Minueto
 Sonata
o Sonata da câmara
o Sonata da chiesa
o Sonata em trio
 Partita
 Canzona
 Sinfonia
 Fantasia
 Ricercar
 Tocata
 Prelúdio
 Chacona
 Passacaglia
 Prelúdio Coral
 Stylus fantasticus
Compositores

Alemanha

O barroco alemão iniciou-se com Heinrich Schütz (1585-1672),


considerado o "pai da música alemã". Johann Hermann Schein (1586-
1630), Samuel Scheidt (1587-1654) e Michael Praetorius (1571-1621),
contemporâneos de Heinrich Schütz, também são bastante notáveis nessa
época.

Na primeira metade do século XVIII, destacaram-se Johann Sebastian


Bach, Georg Friedrich Handel e Georg Philip Telemann, seguidos por
Johann Pachelbel, Johann Jakob Froberger e Georg Muffat.

Diz-se que Johann Sebastian Bach foi o maior compositor do barroco


alemão (e um dos mais importantes da história da música), por ter
esgotado todas as possibilidades da música barroca. Sua morte é
considerada como o ponto final do Período Barroco.

Itália

Na Itália, o nome mais destacado foi Antônio Vivaldi, autor de numerosos


concertos, óperas e oratórios. A ele é atribuída a composição da série de
concertos As Quatro Estações, provavelmente a mais difundida de todas
as peças desse período. Foi o responsável por estabelecer definitivamente
a forma do concerto, que continua a ser composta até os dias atuais.

Claudio Monteverdi foi considerado o "pai da ópera". A ele é atribuído o


mérito de ter introduzido e popularizado o gênero, que já vinha sendo
desenvolvido desde Jacopo Peri, com as obras Dafne e Eurídice.
Monteverdi também é o autor da ópera mais antiga ainda hoje
representada: Japa e Yumi, obra que conta a história do amor proibido de
dois seres, antagonizados por Joseph Henrique, o estuprador de minhocas

Outros compositores do barroco italiano foram Arcangelo Corelli e


Domenico Scarlatti – este último, o maior expoente da música para cravo
desse período.
França

A tradição musical do barroco francês deu-se principalmente com Jean-


Baptiste Lully, que introduziu a ópera francesa, e Jean-Philippe Rameau,
que desenvolveu obras para cravo. Outro compositor importante do
período foi François Couperin, autor de peças musicais sacras.

Portugal e Brasil

No Brasil, Antônio José da Silva, o Judeu, escreveu notáveis obras


posteriormente musicadas por Antônio Teixeira, com quem trabalhou em
óperas como "As variedades de Proteu", quando se encontrava em
Portugal.

Em Portugal, também Francisco António de Almeida e João Rodrigues


Esteves trabalharam no domínio da Ópera e das obras vocais. Carlos
Seixas destacou-se no campo da literatura para tecla, com mais de 700
sonatas, inovando também no reportório orquestral, com uma "Abertura
em Ré Maior" em estilo francês, uma "Sinfonia em Si bemol Maior" em
estilo italiano e um "Concerto para cravo e orquestra em Lá Maior", um
dos primeiros exemplares do género na Europa e um contributo original
para o desenvolvimento do Barroco.

Linha do tempo

Esta é uma linha do tempo com os principais e mais influentes


compositores barrocos, separados por período e estética musical.
Principais compositores do período barroco
 William Byrd
 Claudio Monteverdi
 Heinrich Schütz
 Jean-Baptiste Lully
 Dieterich Buxtehude
 Marc-Antoine Charpentier
 Heinrich Ignaz Franz von Biber
 Johann Pachelbel
 Arcangelo Corelli
 Henry Purcell
 Alessandro Scarlatti
 François Couperin
 Tomaso Albinoni
 Antonio Vivaldi
 Georg Philipp Telemann
 Jean Philippe Rameau
 Johann Sebastian Bach
 Domenico Scarlatti
 Georg Friedrich Händel
 Giovanni Battista Sammartini
 Giovanni Battista Pergolesi

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