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Tálio

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O tálio (do grego "thallós", "ramo verde") é um
elemento químico de símbolo Tl, de número Tálio
atômico 81 (81 prótons e 81 elétrons) que
apresenta massa atómica 204,4 u. É um metal Mercúrio ← Tálio → Chumbo
pertencente ao grupo 13 (IIIA) da classificação In
periódica dos elementos. É mole e maleável e, a ↑ Tl
81
Tl
temperatura ambiente, encontra-se no estado

sólido. Nh
Tabela completa • Tabela estendida
O tálio é altamente tóxico, por isso era usado
como produto para matar ratos e insetos. Há Aparência
indícios de que cause câncer em seres humanos. branco prateado
Atualmente é usado em detectores de radiação
infravermelha, radiação gama, e em medicina
nuclear. É encontrado e obtido a partir do
mineral pirita e, também, é obtido como
subproduto de minérios de chumbo e zinco.

Foi descoberto por Sir William Crookes em 1861,


na Inglaterra, por análise espectroscópica. Informações gerais
Nome, símbolo,
Tálio, Tl, 81
número
Série química Metais representativos
Grupo, período, bloco 13, 6, p
Densidade, dureza 11 850 kg/m3, 1,2
Número CAS 7440-28-0
Propriedade atómicas
Massa atômica 204,3833(2) u
Raio atómico (calculado) 170 pm
Raio covalente 170±8 pm
Raio de Van der Waals 196 pm
Configuração
electrónica [Xe] 4f14 5d10 6s2 6p1

Elétrons (por nível de 2, 8, 18, 32, 18, 3 (ver


energia) imagem)

Estado(s) de oxidação 3, 1
Óxido ligeiramente básico
Estrutura cristalina hexagonal
Em 2010, a cotação do tálio foi de US$ 6.000 o Propriedades físicas
quilo (R$ 13.980).[carece de fontes?] Estado da matéria sólido
Ponto de fusão 577 K
Ponto de ebulição 1 746 K
Índice Entalpia de fusão 4,142 kJ/mol
Características principais Entalpia de
164,1 kJ/mol
vaporização
Aplicações
Pressão de vapor 100 Pa a 1097 K
História
Compostos
Velocidade do som 818 m/s a 20 °C

Reservas Classe magnética Diamagnético


Isótopos Diversos
Precauções Eletronegatividade
1,62
(Pauling)
Tratamento em caso de intoxicação
Diagnóstico clínico Calor específico 129 J/(kg·K)
Referências Condutividade elétrica 6,17 × 106 S/m
Bibliografia Condutividade térmica 46,1 W/(m·K)
Ligações externas 1º Potencial de
589,4 kJ/mol
ionização
2º Potencial de
1971 kJ/mol
Características ionização
3º Potencial de
principais ionização
2878 kJ/mol

Este metal é muito macio e maleável e pode ser Isótopos mais estáveis
cortado com uma faca. Quando exposto ao ar,
Meia- Ed
inicialmente apresenta um brilho metálico, iso AN MD PD
vida MeV
porém rapidamente torna-se cinza-azulado
semelhante ao chumbo. Quando exposto ao ar, 203Tl 29,524% estável com 122 neutrões
forma-se sobre o tálio uma camada de óxido, por 204Pb
204Tl 3,78 β- 0,764
isso, é preservado mantendo-o sob óleo mineral sintético 204Hg
a ε 0,347
ou gás inerte, como o argônio.
205Tl 70,476% estável com 124 neutrões

Aplicações Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O inodoro e insípido sulfato de tálio foi


extensivamente usado no passado como veneno de ratos e formigas. Nos Estados Unidos e outros países
não é mais permitido devido a questões de segurança. Outros usos:

◾ O sulfeto de tálio muda sua condutividade elétrica quando exposto a luz infravermelha,
consequentemente é um composto útil para a fabricação de fotocélulas.
◾ Cristais de brometo e iodeto de tálio foram usados como materiais para dispositivos ópticos para
infravermelho.
◾ óxido de tálio foi usado para produzir vidros com elevados índices de refração.
◾ usado em materiais semicondutores para retificadores de selênio.
◾ usado em equipamentos para a detecção de radiação gama.
◾ como líquido de alta densidade é usado como flutuador para a separação de minerais.
◾ a liga tálio-chumbo é usada em alguns tipos de fusíveis.
◾ usado no tratamento de infecções de pele. Entretanto, este uso foi limitado devido a margem estreita
que existe entre a sua toxicidade e o benefício terapêutico..
◾ O radioativo Tl-201, na forma de cloreto de tálio, é usado em medicina nuclear para diagnosticar
doenças coronárias e para a detecção de tumores.
◾ combinado com enxofre ou selênio e arsênio, o tálio foi usado na produção de vidros de alta
densidade com baixos pontos de fusão, entre 125 e 150 °C.
◾ O acetato de tálio é empregado em meios de cultura juntamente com a penicilina para isolamento de
micoplasmas, as menores bactérias de vida livre existentes.
Além disso, pesquisas com o tálio estão sendo desenvolvidas para desenvolver materiais supercondutores
em elevadas temperaturas para aplicações como imagem de ressonância magnética, armazenamento da
energia magnética, propulsão magnética, geração de energia elétrica e transmissão.

O metal, raro, caro, tóxico tem várias aplicações importantes na indústria energética.

História
O tálio (que deriva da palavra latina "thallus", que significa "rebento".) foi descoberto por Sir William
Crookes em 1861 na Inglaterra quando fazia determinações espectroscópica do telúrio em resíduos de
ácidos derivados de algumas plantas. O nome vem da linha verde brilhante do seu espectro. Em 1892,
Crookes e Claude-Auguste Lamy isolaram o metal independentemente. Embora o metal seja
razoavelmente abundante na crosta terrestre numa concentração estimada de aproximadamente
0,7 mg/kg, existe, na maior parte, associado com o potássio nos minerais de argilas, solos, e granitos, não
sendo comercialmente fontes deste elemento. A principal fonte comercial de tálio é a quantidade mínima
(traços) encontrados em minerais de sulfetos de cobre, chumbo, zinco e outros.

O tálio é encontrado nos minerais croosita, hutchinsonita e lorandita. Este metal é encontrado também nas
piritas e é extraído como subproduto da produção do acido sulfúrico a partir da pirita. Uma outra maneira
de obter o elemento é na fundição do chumbo e dos minérios ricos em zinco. O manganês nodular,
encontrado no leito dos oceanos, também contem tálio mas a extração é proibitivamente cara e
ambientalmente destrutiva. Além disso, diversos outros minerais contém tálio entre 16% e 60%, ocorrendo
na natureza como complexos de sulfetos ou de selenetos com antimônio, arsênio, cobre, chumbo e prata,
mas são raros e não apresentam nenhuma importância comercial como fontes deste metal.

Compostos
Alguns compostos de tálio

◾ Fluoreto: Fluoreto de tálio(I)


◾ Cloreto: Cloreto de tálio(I)
◾ Brometo: Brometo de tálio(I)
◾ Iodeto: Iodeto de tálio(I)

Reservas
O tálio é um metal muito raro, e só existem três jazidas conhecidas deste mineral no mundo. A mais
recente delas encontra-se no Brasil, no município baiano de Barreiras. A jazida encontrada na Bahia tem
potencial de ser maior que as da China e do Cazaquistão, os únicos produtores atuais, pois tem volume
capaz de atender toda demanda mundial por seis anos.[1]

Isótopos
O tálio tem 25 isótopos que apresentam números de massa que variam entre 184 e 210. O Tl-203 e o Tl-
205 são os únicos isótopos estáveis, e o Tl-204 é o radioisótopo mais estável com uma meia-vida de 3,78
anos.

Precauções
O tálio e seus compostos são altamente tóxicos, por isso devem ser manuseados com cuidado. A toxicidade
o levou ao uso (agora proibido em alguns países) como veneno de rato. Os efeitos do envenenamento por
tálio são a perda dos cabelos e danos nos nervos periféricos. O contato com a pele é perigoso e a ventilação
adequada deve ser fornecida ao derreter este metal. A exposição dos trabalhadores aos compostos solúveis
do tálio não deve exceder a 0,1 mg /m³ por 40 horas semanais. Há suspeitas de que o tálio é um
carcinógeno para os humanos.

Em caso de exposição por tálio deve-se remover as roupas contaminadas, a pele deve ser lavada com água e
sabão e os olhos devem ser irrigados com água à temperatura ambiente.[2]

Tratamento em caso de intoxicação


Em caso de envenenamento por tálio o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, dado o risco de
ocorrer danos neurológicos permanentes.[3]

Só a partir da década de 1960, é que começaram a surgir terapias bem sucedidas. Atualmente, a
terapêutica de primeira escolha numa intoxicação aguda por tálio é a administração oral de azul da Prússia
[hexacianoferrato de potássio férrico (II)], dado que o seu perfil de segurança é superior a todas as outras
terapias propostas. No organismo, ele absorve os iões de tálio no trato grastrointestinal através da troca
destes por iões de potássio presentes na superfície da sua rede cristalina. Recomenda-se também aliar a
esta terapêutica a administração de fármacos diuréticos, tais como a furosemida e o manitol, e caso seja
necessário, complementar com hemodiálise. A administração de Carvão ativado pode ser utilizada como
terapêutica alternativa ao azul da Prússia. Contudo, a sua utilização só pode feita quando a ingestão de
tálio ocorrer num período inferior a uma hora. Este tem a capacidade de adsorver o tálio presente no trato
gastrointestinal. [4][5]

O prognóstico de pacientes com toxicidade pelo tálio depende da dose ingerida e da presença de sintomas
neurológicos. Os que apresentam sintomas mínimos normalmente têm uma recuperação total com o
tratamento, no entanto os pacientes com toxicidade grave podem ter défices neuro-psiquiátricos por um
longo período de tempo. [2]

Diagnóstico clínico
O diagnóstico definitivo caracteriza-se pela deteção de níveis elevados de tálio no cabelo, nas unhas, no
sangue, na urina, nas fezes ou na saliva. O método padrão, utilizado como diagnóstico, é a avaliação da
concentração de tálio na urina de 24 horas, avaliada por fotomicroscopia de absorção atômica.[2]

Referências
1. Assessoria de Comunicação Social do Ministério de Minas e Energia (16 de fevereiro de 2011).
«Metal raro é descoberto na Bahia» (http://www.mme.gov.br/web/guest/pagina-inicial/segundo-destaq
ue/-/asset_publisher/8MR33y2rdjUB/content/metal-raro-e-descoberto-na-bahia). Consultado em 30 de
novembro de 2018
2. Kemnic, Tyler (14 de fevereiro de 2019). «Thallium Toxicity» (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK
513240/). Consultado em 9 de maio de 2019
3. Ghaderi, Amir; Vahdati-Mashhadian, Naser; Oghabian, Zohreh; Moradi, Valiallah; Afshari, Reza;
Mehrpour, Omid (2015-12). «Thallium exists in opioid poisoned patients» (http://darujps.biomedcentral.
com/articles/10.1186/s40199-015-0121-x). DARU Journal of Pharmaceutical Sciences (em inglês). 23
(1). ISSN 2008-2231 (https://www.worldcat.org/issn/2008-2231). PMC PMC4521340 (https://www.ncbi.
nlm.nih.gov/pmc/articles/PMCPMC4521340) Verifique |pmc= (ajuda). PMID 26231176 (https://www.n
cbi.nlm.nih.gov/pubmed/26231176). doi:10.1186/s40199-015-0121-x (https://dx.doi.org/10.1186%2Fs4
0199-015-0121-x) Verifique data em: |data= (ajuda)
4. Peter, A.L. John; Viraraghavan, T. (2005-05). «Thallium: a review of public health and environmental
concerns» (http://dx.doi.org/10.1016/j.envint.2004.09.003). Environment International. 31 (4): 493–501.
ISSN 0160-4120 (https://www.worldcat.org/issn/0160-4120). doi:10.1016/j.envint.2004.09.003 (https://
dx.doi.org/10.1016%2Fj.envint.2004.09.003) Verifique data em: |data= (ajuda)
5. Blain, Robyn; Kazantzis, George (1 de janeiro de 2015). Nordberg, Gunnar F.; Fowler, Bruce A.;
Nordberg, Monica, eds. «Chapter 55 - Thallium» (http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/B978
044459453200055X). San Diego: Academic Press: 1229–1240. ISBN 9780444594532.
doi:10.1016/b978-0-444-59453-2.00055-x (https://dx.doi.org/10.1016%2Fb978-0-444-59453-2.00055-
x)

Bibliografia
◾ Trabulsi LR, Alterthum F. Microbiologia. 5ª.ed. São Paulo: Atheneu; 2008.

Ligações externas
◾ WebElements.com — Thallium (https://www.webelements.com/thallium/) (em inglês)
◾ EnvironmentalChemistry.com — Thallium (https://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/Tl.html)
(em inglês)
◾ Los Alamos National Laboratory — Thallium (https://periodic.lanl.gov/81.shtml) (em inglês)
◾ Tálio - vídeos e imagens (https://www.tabelaperiodica.org/talio/) (em português brasileiro)

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