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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E SAÚDE

BIBLIOTECA NACIONAL
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DOCUMENTOS
HISTÓRICOS
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PORTARIAS
1720 — 1721

VOL. LXIX

TYP. BAPTISTA DE SOUZA


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Rua da Misericórdia, 51
19 4 5
MINISTÉRIO ÜA EDUCAÇÃO E
SAÚDE
BIBLIOTECA NACIONAL

DOCUMENTOS
HISTÓRICOS

PORTARIAS
1720 — 1721

VOL. LXIX

TYP. BAPTISTA DE SOUZA


Rua da Misericórdia, 51 — Rio
1945
.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E
SAÚDE
BIBLIOTECA NACIONAL

DOCUMENTOS
HISTÓRICOS

PORTARIAS
1720 — 1721

VOL. LXIX

TYP. BAPTISTA DE SOUZA


Rua da Misericórdia, 51 — Rio
1945
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PORTARIAS
CÓDICE: I — 2, 2, 14
N. 5872 do C. E. H. B.
N. 100 DO CAT. MAN. DA B. N.
{Continuação)

*£¦¦
Para o Provedor-mor mandar entre-
gar aos furrieis dos terços a pólvora que
declara para as salvas do Governador.

O Provedor-mor da Fazenda Real mandará en-


trezentas pederneiras para as repartirem pelos sol-
guarnição desta praça cinco arrobas de pólvora e
trezentas pederneiras para as repartirem pelos sol-
dados deles para as salvas da entrada e posse do
Senhor Governador que se espera. Bahia e junho,
19 de 1720. Rubricas.

Representação que fez ao governo o


Provedor da Casa da Moeda sobre a ordem
de Sua Majestade em que lhe concede fa-
culdade para prover os ofícios dela.
\
Excelentíssimo Senhor. Foi Vossa Excelência
servido ordenar-me por portaria de 12 do corrente
remetesse a Secretaria deste Estado a ordem que ti-
vesse de Sua Majestade por que me concede passar
provimentos aos oficiais da Casa da Moeda a quem
se tinha acabado o tempo dos que havia passado o
meu antecessor; e porque as ordens inclusas de Sua
Majestade, que Deus Guarde, mostram não perten-
cer a Vossa Excelência governo algum desta casa,
isso provisionalmente ao Conselho da Fazenda desta
Bahia pode determinar alguma dúvida,
que não pa-
deça detrimento me pareceu fazer o referido
presen-
'¦ ""-''"'
p

\

_ 4 —

te a Vossa Excelência; e ao dito Senhor dei já conta


dos oficiais providos. Vossa Excelência mandará o
que justo lhe parecer; a pessoa de Vossa Excelên-
cia Guarde Deus muitos anos. Bahia de ju-
nho de 1720. José Gaiozo de Peralta. Despacho do
Senhor Governador. O Provedor da Casa da Moeda
sem embargo da sua representação remeta à Secre-
taria deste Estado (como se lhe tem ordenado) a or-
dem de S. Majestade por que lhe concede faculda-
da para poder prover os ofícios que vagarem na mes-
ma casa; visto não se conterem nos capítulos do Re-
gimento que remeteu a jurisdição de provimentos de
ofícios, concedida a este governo no seu regimento.
Bahia e junho, 19 de 1720. Rubricas.

Para o Coronel Miguel Calmon fazer


alistar cinqüenta homens para servirem na
tropa do Capitão Pedro Pais.

O Senhor Coronel Calmon de Almeida, mandará


alistar cinqüenta homens, capazes, e que tenham
pós-
sibilidâdes de sustentar cavalo para servirem na
tropa de que é Capitão Pedro Pais Machado de Ara-
gão, que de novo serviu nos distritos do seu Regimen-
to e a lista deles entregar ao dito Senhor Capitão
obrigando a que sirvam na dita tropa todos os
nomear. Bahia e junho, 17 de 1720. Senhor que
Arce-
bispo da Bahia. Caetano de Brito e Figueiredo
João
de Araújo e Azevedo.

Para o Capitão Manuel de Araújo Cas-


tro fazer executar na Ponta de Itaparica o
bando sobre a proibição dos embuçados de
noite.
-5 -
/•
Porquanto somos informados
da Ponta de Itaparica andam alguns que nos distritos
negros, mula-
tos e brancos, moradores nela, e
que ali vêm ou de
passagem ou a seu negócio eom espadas nuas,
e outras armas, fazendo facas
pendências, e dando cutila-
das e que proximamente andaram
dois negros às fa-
cadas do que resultou morrer
um e outro ficar
mal Ando; e atendendo a tudo e
às danosas conse-
quencias que de se não evitar podem resultar.
namos ao Capitão de Infantaria Orde-
da ordenança da
mesma Ponta, Manuel de Araújo
Castro poriha todo
o cuidado e vigtlanca por si e
pelos ofieiais e solda-
dos da sua companhia
que nela não andem algumas
das referes pessoas com as
ditas armas, prendeu-
do todos os que aehar de noite
eom elas ou em pen-
do OI8' T T CaStÍgad°S C°m aa penas *> b»-
do que ah mandamos
publicar; 0 que executará o
'hv°,T a9Ue'a efÍCáda
da saí que dCTe e fi«™°s
d-l Pr°CUrand0 que nos >*>
anelfã ehegue
9 e 1?^ T TVl: PartiCU'ar- Bahi* • Á
ArCebÍSP° da Bahia- O*"*»
Brito efm
Bnto ^ João de
F,gue,redo. de
Araújo e Azevedo.

Para o Tenente General da


Artilharia
levar preso ao Provedor-mor
da Fazenda
para a Fortaleza de Santo Antônio
Além do
Carmo.

Porquanto o Provedor da Alfândega


desta cida-
oe nos fez presente que em virtude
da lei de Sua Ma-
jestade de oito de fevereiro de mil setecentos
aceitara uma denumciação e onze
que se lhe dera na forma
da mesma lei contra o Provedor-mor
da Fazenda
Real deste Estado Luiz Lopes Pegado
Serpa por co-
_ 6 —

merciar com navios estrangeiros e por ser prova


super abundante o prenunciaria a prisão e seques-
tro; porquanto tinha precedido a uma e outra cou-
sa entregando os bens seqüestrados ao tesoureiro da
Alfândega e o dito Pro cura dor-mor preso ao Senhor
Tenente General da Artilharia e não tinha parte cô-
moda em que guarda-lo com segurança, no-lo entre-
gava e requeria o mandássemos para a prisão que
nos parecesse, tudo à ordem de Sua Majestade que
Deus guarde. Ordenamos ao Senhor Tenente Gene-
ral da Artilharia Francisco Lopes Vilas Boas vá en-
tregar o dito Provedor-mor preso ao Capitão da For-
taleza de Santo Antônio do Carmo Hierônimo Fer-
nandes Valente ,o qual lhe passará recibo de como
fica entregue do mesmo Provedor-mor. tifahia e ju-
nho, 28 de 1720. Três sinais inteiros dos Senhores
Governadores.

Ordem para o Capitão do forte de San-


to Antônio Além do Carmo.

O Capitão do Forte de Santo Antônio Além do


Carmo Hierônimo Fernandes Valente receberá nele
preso ao Provedor-mor da Fazenda Real Luiz Lopes
Pegado Serpa que lhe há de entregar o Tenente Ge-
neral da Artilharia Francisco Lopes Vilas Boas, ao
qual terá nela até segunda ordem deste Governo.
Bahia e junho, 2 de 1720. Três rubricas dos Senho-
res Governadores Gerais.
-7-

Petição que fez aos Senhores Governa-


dores Gerais o Provedor-mor da Fazenda
i ¦ I -.
sobre a sua soltura e levantamento do se-
questro que se lhe fez e despacho que os di-
tos Senhores Governadores lhe deram.

Excelentíssimo Senhor. Diz Luiz Lops Pegado


Serpa Provedor-mor da Fazenda Real deste Estado
que ontem que se contaram 2 do corrente às dez ho-
ras da manhã lhe entrou em sua casa o Provedor da
Alfândega desta cidade acompanhado do Tenente Ge-
neral da Artilharia e mais soldados e lhe cercaram
e tomaram todas as portas da dita casa e lhe busca-
ram exatamente, dizendo que faziam esta diligên-
cia além do serviço de S. Majestade o que êle supe-
rintendente não impugnou e depois de finda a dita
diligência em que lhe não foi achado cousa alguma
lhe entrou a fazer inventário e seqüestro de todos os
seus bens, e que o prendia por haver êle Provedor-
mor comerciado com os navios estrangeiros que de
próximo saíram deste porto e porque na forma das
regalias e concessões do seu ofício não pode o supli-
cante ser preso inda à ordem dos Senhores Governa-
dores deste Estado nem das justiças dele
em flagrante delito, ou por ordem especial de Sua
Majestade que lhe ordena não se dê por preso em
outro algum caso, antes que forme auto das pessoas
que o quiserem prender e os requeir res-
ponder ao Conselho da Fazenda na Corte e cidade
de Lisboa onde serão remetidos os ditos autos e as
mais denunciações ou querelas que as ditas pessoas
tiverem recebido contra o dito Procurador-mor;
tudo assim observou o suplicante até que por por-
taria de V. Excelência foi remetido preso
para o
P.ju ll»'y^P
'

fí — 8 —

forte de Santo Antônio do Carmo a que obedeceu por


não ocasionar maior distúrbio ocorrendo a maior
dano, não obstante ter já recorrido a V. Excia. mos-
trando e alegando as isenções do dito seu cargo; a
que não deferiu por então o que entende seria por
falta de tempo que haveria para se tomar inteiro e
cabal conhecimento desta matéria que por si é tão
grave e de tantas conseqüências para o serviço do
dito Senhor e boa providência de sua Real Fazenda;
portanto novamente recorre a Vossa Excelência e
lhe representa este seu requerimento fundamentado
com as razões e documentos que relata. Constante é
nesta cidade e melhora Vossa Excelência
que por
Portaria sua entrou o Suplicante pròximamente a de-
vassar das pessoas que tinham comerciado com os
estrangeiros, rumor que se entende continuariam a
nunciar e prender alguns delinqüentes que por serem
pessoas poderosas principiaram a lançar fama que
também o Suplicante tinha comerciado com os ditos
estrangeiros, rumor que se entende continuariam a
divulgar outras mais pessoas não menos
podero-
sas que são infamadas do dito comércio, só afim de
se chegar a este novo procedimento do Provedor da
Alfândega para assim impedirem e tergiverssarem a
inquisição da dita devassa e sendo este o fim
parece
não devia ter lugar a dita prisão. Maiormente
que
negado sempre que o suplicante tivesse deliquide
como dolosamente se lhe maquina largue não devia
ser o procedimento observado o
que se devia ter com
o dito Provedor-mor pois'a estravagante de 8
de fe-
vereiro de 1711 e que a forma de
proceder contra os
que nesta conquista comerciam com estrangeiros
di?a «ue ° dito Provedor-mor ou da Alfânde-
ga tomar estas denunciações em segrede não lhes
:€ "" 9 Vr '
confere jurisdição para proceder a mais
diligência
alguma contra o Governador ou oficial
trar culpado pelas ditas denunciações mas que se mos-
o que se
deixa entender é que se dará conta a Sua
Majestade
para no reino se mandar informar por testemunhas
e constando da culpa o mandar suspender
do dito
cargo, e que vá preso para Portugal e
depois de sair
da conquista se tirar devassa do seu
procedimento o
que não é conferir jurisdição ao Provedor da Alfân-
dega, que possa prender e seqüestrar ao dito
oficial.
E com maior razão a respeito do suplicante
sem duvida é superior no ofício, que
pois goza da prer-
rogativa e denunciação de Provedor-mor*
deste Esta-
do de cuja jurisdição e empregos foi desmembrada
a
provedoria da Alfândega desta cidade como é bem
sabido e constante e não o é menor que igual contra
o seu igual não tem jurisdição e mando algum sendo
o dito Provedor da Alfândega inferior, no ofício ao
de Provedor-mor da Fazenda Real, monstruoso
seria
se pudesse prender e seqüestrar ao dito suplicante
amda posto o caso somente na generalidade da lei.
Quanto mais que pela sua carta do ofício mos-
tra o Provedor-mor fazer-lhe Sua Majestade mercê
dele com todas as honras, prós, isenções e
prerroga-
tivas concedidas a seus antecessores do
Alvará do
mesmo Senhor que já representou a Vossa Excelên-
cia o suplicante e agora novamente
junta por certi-
dão se verifca ordenar-lhe Sua Majestade
que não *
poderá ser preso senão em flagrante delito, se
devia entender, se fosse achado o suplicante que
comer-
ciando com os ditos estrangeiros ou continuando
o
mesmo delito sem se divertir outro
pára ato estra-
nho como é bem vulgar,
porém, se nem em f lagran-
te delito nem na busca
que o dito Provedor da Alfân-
10 —

dega tão exatamente lhe deu na casa e em todos os


armazéns da Fazenda Real se achou fazenda algu-
ma de estrangeiros ou indício menor de haver o su-
plicante comerciado com eles, bem se deixa ver que
este novo e escandaloso procedimento do dito pro-
vedor é sem dúvida nascido da notória inimizade
com que aborece ao suplicante pelas disputas e bem
sabidas competências sobre as jurisdições dos seus
ofícios fomentado assim mais da palpável con jura-
ção com que os mais inimigos e réus do suplicante
lhe maquinam e arguem esta cavilosa culpa de que
somente Sua Majestade pode mandar tomar conta
e proceder contra êle na forma que for servido. Pede
a Vossa Excelência que atendendo as muitas conse-
quências que resultam da dita prisão e seqüestro
seja servido mandar que este se levante e que seja o
suplicante solto para continuar a dita devassa e
mais empregos do seu ofício, visto o nulo procedi-
mento do dito Provedor da Alfândega pela notória
falta de jurisdição e império que não tem contra o
dito Provedor-mor da Fazenda Real. E receberá
mercê.

Despacho

Como o suplicante foi preso e seqüestrados os


seus bens pelo Provedor da Alfândega e a requeri-
/ rimento do mesmo Provedor da Alfândega mandado
por na prisão que se acha para a soltura e levanta-
mento do seqüestro deve requerer a quem toca. Ba-
hia, 29 de Junho de 1720. Três rubricas dos Senho-
res Governadores Gerais.
— 11 —

Certidão que acusa a petição acima.

João Dias da Costa Escrivão da Fazenda Real


do Estado do Brasil etc. Certifico que do livro se-
gundo dos registos dos Alvarás de Sua Majestade,
que Deus guarde, a folha cento e noventa e duas
verso, consta estar registado um Alvará do teor se-
guinte: Eu El-Rei Faço saber aos que este Alvará
virem que eu mandei Francisco Soares de Abreu por
Provedor-mor de minha Fazenda do Estado do Bra-
sil pelo que hei por bem que enquanto no dito Es-
tado estiver servindo o dito cargo se não possa dar
querela dele nem da pessoa que com êle servir de es-
crivão de seu cargo nas cousas tocantes ao mesmo
ofício, digp, ao mesmo cargo nem sejam presos por
caso algum crime nem cível, não sendo achados em
flagrante delito e querendo algumas pessoas dar
dele querela ou denunciação ou demandá-los por
qualquer cousa o não possam fazer salvo depois dê-
les se tornarem para este reino perante qualquer dos
corregedores do crime da corte, o qual corregedor
não tomará nem receberá as tais querelas nem proce-
dera contra eles em cousa alguma sem primeiro me
dar disso conta e razão para eu mandar no caso o que
houver por bem e portanto mando ao ouvidor geral
do Estado e mais justiças das Capitanias dele a que
este alvará for apresentado que na maneira que dito
é o cumpram e guardem inteiramente como nele se
contém e sendo caso que o dito Ouvidor Geral ou ou-
tro algum julgador ou oficial de justiça se queira en-
trometer em receber querela ou prender ao dito
Francisco Soares de Abreu ou ao dito escrivão de
seu cargo por quaisquer casos que sejam, não sendo
achados em flagrante delito, e proceder contra eles
— 12 —

contra a forma desta Provisão hei outrossim por bom


que o dito Francisco Soares de Abreu se não dê por
preso nem consinta prender ao dito Escrivão nem
defira a cousa alguma dos ditos casos, mas antes êle
dito Francisco Soares de Abreu fará disso auto que
enviará mesa do Conselho de minha Fazenda onde
também virão os autos da culpa por que assim os
quiseram prender ou proceder contra êle para nele
tudo ver, e se dar o despacho que for justiça, e sem
embargo de tudo sempre o dito Francisco Soares de
Abreu irá procedendo por diante com as cousas da
obrigação do seu cargo e as fará com o dito escrivão
sem deixar de entender nelas por causa dos ditos pro-
cedimentos a este Alverá hei por bem que valha, te-
nha força e vigor como se fosse carta feita em meu
nome por mim assinada e posto que não passe pela
Chancelaria, sem embargo das ordenações do livro
segundo, títulos 39 e 40 que dispõem o contrário o
qual se passou por duas vias uma só haverá efeito.
João o fez em Lisboa a cinco de julho de ...
Diogo Soares o fez escrever. Rei. Luiz da Silva.
Registe-se. Francisco Soares. O qual Alvará eu Pe-
dro Viegas Geraldes aqui fiz registar do próprio a
que me reporto, o qual tornei ao Provedor-mor Fran-
cisco Soares de Abreu que mo deu para registar.
Bahia, 2 de outubro de mil e seiscentos e trinta e
um. Pedro Viegas Geraldes é o que consta do dito
Alvará inserto no tal livro à folha cento e noventa
e duas verso, a que me reporto, donde passei a pre-
sente certidão por mim escrita e assinada na Bahia
aos vinte e oito dias do mês. de junho, ano de mil
setecentos e vinte. João Dias da Costa.

<(tftf
— 13* -

;..,/ Petição fez a este governo Luiz


tLopes Pegadoque
Serpa Provedor-mor
pnetário da Fazenda Real deste Estadopro-
preso no Forte de Santo Antônio Além do
Carmo.

Excelentíssimo Senhor. Luiz Lopes


Pegado Ser-
da FSZenda Real dêste E*tedo do
S^que prendendo
Brasil T o Provedor da Alfândega desta
«dade ao Suplicante por dizer
o tinha pronuncÍ
em uma pronunc-ação
por comerciar com eslrangei-
° "Ít0 Proredor-mor não reconhe-
•TnoT2$ T
atA,fa"dega nem á sua ordem
1 se consentiu
preso an es o fez notificar para um auto
de um Alvará de Sua Majesfade, na forma
Deus guarde!
de qne dando o suplicante e o dito que
Provedor parte a
1 oaueM ^ SerVÍd° ma"dar & Si
f
° "TCa"te PreS° Para ° íorte
de San-
te Anttf? Carm° Para °nde f0 "en-
do que
ouT -em
a prisão .era em custódia pelo entanto fira de
v,tar algum distúrbio
por ser « alta „„ite ,ZÍ
li 3 dmgênCÍa 6 neCeSSÍtar esta ««R
maior ponderação e recorrendo
o suplicante no dia
seguinte com petição
por escrito relatando as ra
zoes porque não devia ser
preso foi Vossa Excelên-
ca servido despachá-la
que recorresse o Suplicante
r
LdeT -a A,fândega que °tinha wSS
aonde tocasse e que se registasse
esta petição e des-
pacho na fretaria do Estado e
porque o suplicar1
dateoTt" P° a PrÍSã° eDtendend0 - 858
°rdem de Vossa ExcIê«™ em
vrtifl /da sua portaria* tanto
virtude
Ge»era, da Arti a . ^ que o cabo Tenente
de ter na sua mao por escrito °J££
a dita Portaria é que
I.
-14-
I se deu por entregue do suplicante não querendo
aceitar preso da mão do dito Provedor da Alfânde-
ga a quem por nenhum modo reconhece o suplicante
por juiz competente para o requerer mas sim a
Vossa Excelênca pois só a sua Portaria é que se deu
por preso: e porque na demora da sua liberdade
padece a Fazenda Real grande prejuízo na falta
da pronta execução das ordens de Sua Majestade,
lhe recomenda de que só o suplicante tem a incum-
bência e assim mais na precisa arrecadação da sua
Real Fazenda e para continuar a devassa que Vossa
Excelência lhe mandou tirar sobre o próprio co-
mércio que se fizera neste porto com os ditos estran-
geiros pois para se impedir a sua continuação é bem
notório nesta cidade que se fomentou e arguiu a dita
maquinada denunciação como a seu tempo constará
melhor a Sua Majestade. Portanto em Vossa Exce-
lência não deferir a soltura do suplicante lhe faz
um manifesto gravamem periurbando-o na livre ad-
ministração do seu ofício, e rogando-lhe uma grave
injúria na dita prisão impedindo-lhe por esta via o
serviço do dito senhor. O que tudo protesta a Vossa
Excelência assim por qualquer descaminho da Fa-
zenda Real menos e mais morosa observância e
execução devida as suas reais ordens e por qualquer
prejuízo que agora ou ao diante aconteça ao serviço
do mesmo Senhor pelo dano particular, do suplicante
se a injúria, detrimento e prejuízo que forçosamente
lhe hão de sobrevir da dita prisão e injusta e infor-
me, que Vossa Excelência é visto sustentar e havê-la
por boa desde o seu princípio contra a forma do ai-
vara do dito Senhor que Vossa Excelência toca e de-
ve fazer cumprir nem o contrário se praticou jamais
;'../*\
pelos Senhores Governadores deste Estado contra o

\

— 15 —

dito Provedor-mor e seus antecessores. Pede a Vossa


Excelência seja servido mandar soltar ao suplicante
para que possa exercer livremente o seu ofício, aliás
se lhe tome este seu protesto judicialmente
para a
todo o tempo constar do seu requerimento
que faz
por esta via por não ter por ora outra para o inten-
tar melhor. E receberá mercê.
\
Despacho

Enquanto a soltura do suplicante se tem


já de-
ferido ma petição de que faz menção e enquanto
à
arrecadação da Fazenda Real e exercício de Prove-
dor-mor está provido na forma das ordens de Sua
Majestade, que Deus guarde; pelo mais
pode o su-
plicante usar do direito que lhe toca. Bahia, de ju-
lho o 1.° de 1720. Três rubricas dos Senhores Go-
vernadores Gerais.

Ordens que se expediram aos Mestres


de Campo desta Praça e aos coronéis dos
regimentos dela do que hão de obrar com
seus terços e regimentos na entrada e pos-
se do Senhor General que se espera.

Para o Mestre de Campo João dos Santos Ala.


O Senhor Mestre de Campo João dos Santos
Ala tanto que ouvir os fortes do Mar e da Ribeira
atirar duas peças e tocar o sino da cadeia,
picado,
mandará juntar todos os soldados do seu terço no
Terreiro de Jesus não estando de guarda, e ouvindo
o forte do Mar atirar três peças mandará formar
o
dito Terço com a vanguarda para o colégio, deixan-
do livre a passagem da rua
que vai para as portas
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16 —

do Carmo e estando o dito Terço de guarda manda-


rá o Senhor Mestre de Campo a juntar todos os sol-
dados dele na praça ficando somente nos postos as
sentinelas e os mandará formar com a vanguarda
para a cadeia e vindo o Senhor Governador que se
espera ordenará que na passagem dele para o cole-
gio dêm os soldados as cargas que se costumam dar
em semelhantes ocasiões. Bahia e junho, 28 de 1720
Três rubricas dos Senhores Governadores.

Para o Mestre de Campo João de


Araújo e Azevedo.

O Senhor Mestre de Campo João de Araújo e


Azevedo tanto que ouvir os fortes do Mar e da Ri-
beira atirarem duas peças e tocar o sino da cadeia,
picado, mandará ajuntar todos os soldados do seu
terço no terreno de Jesus não estando de guarda e
ouvindo o forte do Mar atirar três peças mandará
formar o dito terço com a vanguarda para o cole-
gio deixando livre a passagem da rua que vai para
as portas do Carmo e estando o dito Terço de guar-
da mandará o Senhor Mestre de Campo ajuntar to-
dos os soldados dele na praça ficando somente nos
postos as sentinelas e os mandará formar com a
vanguarda para a cadeia; e vindo o Senhor Gover-
nador que se espera ordenará que ma passagem dele
para o colégio dêm os soldados as cargas que se cos-
tumam dar em semelhantes ocasiões. Bahia e
ju-
nho, 28 de 1720. Três rubricas dos Senhores Gover-
nadores.
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Para o Coronel Sebastião da Rocha


Pita.

O Senhor Coronel Sebastião da Rocha Pita


tanto que vir atirar os fortes do Mar e da
Ribeira
duas peças cada um e tocar o sino da cadeia,
picado,
mandará a juntar as companhais do seu regimento'
no terreno das portas de São Bento da banda
de
dentro onde estará pronto para assim
que ouvir o
forte do mar atirar três peças, marchar com
o dito
Regimento para a praia e com êle guarnecer a rua
desde a porta da Ribeira até o princípio da ladeira
Nova que vem para São Bento, quando desembarcar
o Senhor Governador que se espera. Bahia
e ju-
nho, 27 de 1720. Três rubricas dos Senhores
Gover-
na dores.

Para o Coronel Domingos da Costa de


Almeida.

O Senhor Coronel Domingos da Costa de Al-


meida tanto que ouvir atirar os Fortes do Mar e
da
Ribeira duas peças cada uma e tocar o sino da
ca-
deia, picado, mandará ajuntar a companhia do
seu
Regimento no terreno da porta de São Bento da
banda de fora onde estará pronto
para que assim
que ouvir o forte do Mar atirar três peças, marchar
com o dito Regimento a guarnecer a rua desde
o
princípio da ladeira nova que vem da Conceição
para São Bento onde ha de acabar o Coronel Sebas-
tião da Rocha Pita ate as
portas do Castelo, quan-
do desembarcar o Senhor Governador
que se es-
pera. Bahia e junho, 28 de 1720. Três rubricas dos
Senhores Governadores.
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"':¦.?'¦oiv'-;-:--.*"-*--';
i&:i/A -. iff&íto'J ü: ÍÍ«Í .'
Para o Coronel José de Araújo Rocha.

O Senhor. Cor,Qneh José-de Araújo, Roch^ .tanto


que ouvir atirar os fortes 4I0 Mar e da.jRive-ira duas
peças cada um e tocar o sino da cadeia, picado» man-
dará ajunlar as companhias do seu regimento junto
à igreja de ,Nossa .Senhora da Piedade onde estará
pronto para que assim que.ouvir o forte do Mar ati-
rar três peças, marchar com .0 dito rRegimento a
guarnecer a rua desde a praça até o terceiro de Je-
sús,. quando desembarcar o penhor Governador que
se espera.. Balua e junho,.28,de.1720. Três rubri-
I ¦
cas dos Senhores Governadores.

Para o Coronel José Bezerra Pei-


xoto.

O Senhor Coronel José Felix Bezerra ,Peixoto


tanto que ouvir atirar os fortes do Mar e da Ribeira
duas peças cada um e tocar u sino da cadeia, pi-
cadp, mandarç. ajimtar a companhia do seu regi-
mento no terreno da Fonte dos Sapateiros donde es-
tara pronto para que assim que ouvir o forte do mar
atirar três peças, marchar com p dito Regimento
a guarnecer a rua desde as portas de São Bento até
m>\-r- a praça, quando desembarcar o Senhor, Governador
que se espera, Bahia e junho, 28 de 1720.. Três ru-
bricas dos Senhores Governadores.
-,*>¦

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado mande copiar ao pé desta Porta-

7
— 19 —

ria uma provisão de Sua Majestade, Deus gua»


de, de cinco de agosto de seiscentos e que
¦so sobre o ministro sessenta e cin-
que há de suceder na falta dof
Provedor-mor da Fazenda, a qual veio no
tempo que
governava p Conde de Óbidos; e outra ordem
sobre, o niesmp particular veio.4o dito que
Senhor em
tempo, do governo de Dom Rodrigo
da Costa e a re-
meta à Secretaria deste Estado. Bahia e
¦de 1720. Três rubricas dos Senhores julho 1>
Governadores.
VA \

Portaria para qualquer meirinho uu OU


outro oficial de justiça executar as ordens
que lhe der o Provedor da Alfândega.
í'»Vfi?íi,^a^a.4b.ü|^-o"í."rT.fMfi '¦'''-'•
¦:-"- dnni •:-«:' /¦-•.-.'.¦, ;
Todo p meirinho e seus escrivães
serviço de Sua Majestade, que,para o-
que Deus
chamados pelo-Provedor da Alfândegaguarde, forem
desta cidade
nao prontamente ao seu chamado
e executarão as
lhe» der B»Wa e julho, 2 de
w"JT
1/40. Rubricas
<":>\dydpd

Portaria que se remeteu ao DesembarZ


gador Provedor-mor para mandar fazer".'
logo um sobretudo e barrete de
duquesa
carlatada para cada um dos remadores es-
andam no bergantim deste que
governo.
P<-°ved°™°r da Fazendal
*JjT^T&m
Real deste Estado examine se
o Provedor-mor seu",
antecessor «ao têm dado cumprimento

££T: °/redor-mor da SÜSfe


i Portaria
EsUdo mande fazer logo
um sobretudo e barrete
*aíarM' "*- Cada »™ doa fc
«*» andam no bergantim deste remadore. ?
governo. Bahia I ju-

tí'-
—«^^^^^^^^»

— 20 — : i
j. ei _
nho, 17 de 1720. E achando que ainda não está exe-
cutada a porá em seu efeito com prontidão como por
esta lhe ordenamos e na outra se porá verba à mar-
gem. Bahia primeiro de julho, de 1720, Rubricas.
••,!•, i fr'ffífd cá! *OÍ'j \tà'

Portaria que se remeteu ao Desembar-


gador Provedor-mor da Fazenda Real dês
te Estado mandar a mestrança da Ribeira,
a bordo da nau da índia Nossa Senhora da
Piedade e Santo Antônio e Almas para ver
o conserto de que necessita para se lhe
fazer. »;'»*)

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado não achando ainda executaria pelo
Provedor-mor, seu antecessor, a portaria de que o,
teor é o seguinte. Porquanto o Capitão de mar e
guerra da nau da índia Nossa Senhora da Piedade,
Santo Antônio e Almas que neste porto se acha nos
representou estar esta com a cobertas todas aber-
tas e necessitar de pronto conserto tanto nelas
como em outras cousas-de que estava danificada; e
atendendo nós ao prejuízo que por esta cansa pode
resultar à Fazenda de Sua Majestade por nos dizer
o dito Capitão estar caindo água na pimenta que
traz. Ordenamos ao Provedor-mor da Fazenda Real
mande logo o patrão e mestrança da dita Rk
beira a bordo da dita nau a fazer exame do que esta
necessita tanto do conserto como do mais e do que
constar por termo da dita rmstrança e patrão-mor
o mandará fazer sem dilação alguma para qua por
esta causa se não dilate o apresto dela nem a fa-
zenda de Sua Majestade tenha o menor prejuízo.
Bahia e junho, 17 de 1720. Rubricas. A fará logo
; — 21 —

prontamente executar, como por esta


lhe ordena-
mos, e a margem da outra se

Massa*"*-1 -»¦"
porá verba de que não

Portaria que se remeteu ao


Desembar-
gador Provedor-mor da Fazenda
Real dês-
te Estado sobre mandar
pôr pronta a fra-
gata de Sua Majestade, que Deus
Nossa Senhora da Palma e guarde,
São Pedro para
ir a correr a Costa todas as vezes
necessário. que for

°r' Proved»r-">or da Fazenda


RPa,%,T. I"
Real deste Estado achando,
que o Provedor-mor seu
antecessor.não tem dado cumprimento
a Portaria
«Uo teor é o seguinte: O Provedor-mor
da Fazenda
Real mandaráPlogo pôr
pronta a fragata de Sua Ma-
jestade Nossa Senhora da Palma e São
tudo o de que necessitar assim de Pedro de
conserto como de
mantimentos e aguada para sair
pela barra fora a
a costa todas as vezes
correr que for necessário ou
houver notícia de que nela anda
algum pirata o que
executora o dito Provedor-mor com
toda a brevida-
^ pelas conseqüências
que da demora podem re-
sultar ao serviço de Sua Majestade
e bem comum de
seus vassalos. Rahia e abril, 22
de 1720. Rubricas
A executará pontualissimamente
em tudo o que toca
aos consertos que forem
precisos à dita fragata e
aguada, reservando os mantimentos
por outra nossa lhe ordenarmos lhos para quando
tando a dita Portaria intrcduza e es-
já registada se lhe porá verba
a margem de que não teve efeito
e s6 esta exei ara ¦•&.;

.
R-

__ 22

• dito Desmbargador Provedor-mor. Bahia e julho,


2 de 1720. Rubricas. .¦

Petição que fez a êste governo o Pro-


vedor-mor da Fazenda, Luiz Lopes.

Excelentíssimo Senhor. Diz Luiz Lopes Pega-


do Serpa Provedor-mor proprietário da Fazenda
Real deste Estado preso na fortaleza de Santo An-
tônio Além do Carmo que êle quer interpor um
agravo do Procurador da Alfândega e o Escrivão
da Provedoria não quer ir assistir a tomar o dito
agravo afim de se demorar o recursos do suplicante
portanto pede a Vossa Excelência lhe faça mercê
mandar que o Escrivão Manuel Lobo .de Souza vá
logo sem demora alguma tomar o dito agravo do
suplicante os mais requerimentos que lhe forem ne-
cessários fazer perante o dito Provedor da Alfân-
dega, com pena de prisão e suspenção do ofício. E
receberá mercê.

Despacho

Como pede. Bahia e julho, 5 de 1720. Ru-


bricas.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda Real desta mandar
fazer a cada um dos moços do escaíer deste
governo uma calça e vestia de duquesa es-
carlatada e um chapéu com cairei de prata.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado mandará fazer a cada um dos
— 28 —

moços do escaler deste governo um calção e vestia


de düquesa escarlatada, um chapéu com cairei
de
prata, e mandará ao patrão do escaler
para fazer üm sem embargo da
portaria
que sobre este particular se expediu no livro ......

Portaria para o Escrivão da Fazenda


notificar ao Provedor-mor que foi Luiz Lo-
pes Pegado para entregar os papéis que
íiela se declara.

Porquanto o Desembargador Provedor-mor


da
Fazenda Real deste Estado nos representou
que pas-
sando uma Portaria ao Escrivão dela
para cobrar
todos os papéis, ordens, feitos e devassas
pertencem
tes ao serviço de Sua Majestade,
que Deus guarde,
ao mesmo lugar de Luiz Lopes Pegado Serpa,
Pr©-
vedor-mor da Fazenda por se achar
preso e sus-
penso da dita ocupação duvidara este fazer a tal
entrega em virtude da dita portaria e
que só a faria
por ordem deste governo geral e atendendo nós a
dita representação e a ser preciso fazer-se
a dita en-
trega tanto pelo que pertence ao serviço de
Sua Ma-
jestade como ao bom expediente das partes. Ordena-
mos ao Escrivão da mesma Fazenda Real deste
Es-
i ¦ tado vá ao forte de Santo Antônio Além do
Carmo
e notifique por esta ao Provedor-mor
que foi dela
Luiz Lopes Pegado Serpa para
que logo entregue
a êle dito Escrivão todos os
papéis acima referidos
os qmif receberá êle dito Escrivão do dito
Luiz Lo-
pes Pegado de que fará inventário em
que ambos as-
smarao para a todo o tempo constar.
E todos òs
ditos papéis terão e terá o dito Escrivão
em seu po-

/¦'
— 24 —
..

der a ordem do Desembargador Provedor-mor da


Fazenda para deferir aos que pedirem pronto expe-
diente e dever. E esta se registará nos livros da Se-
cretaria do Estado e nos da Fazenda Real dele com
o inventário que dos ditos papéis se fizer. Bahia e
julho, 5 de 1720. Rubricas.

Para o Provedor mandar dar a Ventu-


ra da Costa e Domingos da Costa cento e
sessenta por dia por irem as minas do rio
das Contas.

Porquanto mandamos a Ventura da Costa e Do-


tttr mingos da Costa, soldados do terço de Henrique
ni Dias aos distritos do rio das Contas com cartas im-
portantíssimas ao serviço de Sua Majestade, que
Deus guarde, a entregá-las ao Capitão-mor deles, e
nesta dilegência de que voltará com resposta gasta-
rão três meses e meio. Ordenamos ao Desembarga-
dor Provedor-mor da Fazenda Real deste Estado
mande dar a cada um dos ditos soldados cento e ses-
senta réis por dia, cuja despesa se fará da Fazenda
Real. Bahia e julho, 5 de 1720. Rubricas.

Representação que fez Luiz Lopes Pe-


gado Serpa, Provedor-mor que foi da Fa-
zenda Real deste Estado ao Excelentíssimo
Senhor Governador Geral do mesmo Es-
tado.
Senhor Governador Geral. Pelo Regimento
deste governo geral e pelo do Provedor-mlr da Fa-
zenda Real do Estado do Brasil pelas leis, provi-
soes e ordens de Sua Majestade, que Deus guarde,
registadas nos livros desta Provedoria-mor em
que
— 25 —

manda o dito Senhor e declara que nas matérias da


arrecadação e cobrança da Fazenda Real o Prove-
dor-mor seja independente sorte que nem a Relação
nem o Governador Geral e Mesa da Fazenda se
pos-
sam intrometer por queixa ou agravo nem por ou-
Ira alguma via sobre a dita arrecadação nem toma-
rem dela conhecimento e os ministros que o contra-
rio fizerem serão logo privados do seu serviço e con-
denados na pena do noveado da perda que devem a
Fazenda Real.
O Provedor-mor da Fazenda Real do Estado
tem jurisdição como Vedor Geral do exército e Con-
tador-mor como declara Sua Majestade
pelos mes-
mos regimentos e provisões e não tem superior nès-
te Estado senão Sua Majestade, que a Relação não
tem jurisdição sobre o Provedor-mor da Fazenda
Real do Estado nem tal se lhe concede em seu Re-
gimento e nas devassas gerais que tiram os desem-
bargadores sindicantes; ordena Sua Majestade
pos-
sam somente perguntar pelo Provedor-mor mas não
proceder contra êle, e sem se dar sentença enviarão
os autos ao dito Senhor para os mandar sentenciar
no Reino que não prenderão nem darão
querelas do
Provedor-mor, isto se observa e guarda inviolável-
mente ha 172 anos sem interpolação alguma nem
perturbação estando de posse o Provedor-mor da Fa-
zenda Real do Estado, Vedor geral da gente de
guer-
ra e Ccntador-mor obrando sempre tudo como dis-
põem os regimentos, leis, provisões e ordens, de que
tudo se deu conta a Sua Majestade e foi servido apro-
X' vá-lo como consta dos livros dos registos desta Pro-
vedoria-mor.
Na forma das mesmas ordens e da minha obri-
•gação tirando devassa
do comércio que se dizia
¦ Üp
íl SM?

— 26 —

haviam feito algumas pessoas desta cidade com os


estrangeiros das três naus que pròximamente vie-
ram a este porto sairam culpados os ajudantes de
Tenente Francisco Xavier da Costa, Dom José Mi-
rales, o Capitão João da Silva por alcunha o Chans-
samesena, e o Capitão José de Torres de que se
os ditos ajudantes de Tenente e lhes
mandei fazer seqüestro nos bens que se lhes acha-
ram e mandei prender aos ditos capitães proceden-
do na mesma forma a seqüestro nos seus bens e indo
continuando com a dita execução e pondo tudo em
boa arrecadação para a Fazenda Real acumulados
aqueles réus com outrcrs muitos em que se ia dando
com outras pessoas as principais notoriamente in-
famadas no dito comércio, fizeram com que o Pro-
vedor da Alfândega tomasse uma denunciação con-
Ira mim estando eu continuando uma devassa em que
tinham saído culpados os sobreditos ao mesmo tem-
po que estava prosseguindo com ô-la e cobrando dos
devedores da Fazenda Real na forma das ordens de
grande remessa veio a minha casa o dito Provedor
da Alfândega (notoriamente inimigo meu por dúvi-
das das jurisdições dos ofícios e pelo trazer atual-
mente perante mim executado) a prender-me e não
me dando eu por preso por ser a primeira vez que
se viu subdito prender a seu superior e não ter ju-
risdição para isso ocorreu o dito Provedor da Al-
fândega a Vossa Senhoria que mandando fosse
preso para o forte de Santo Antônio obedecia Vos-
sa Senhoria por não dar ocasião a que se procedesse
com paixão mais cega e nesta forma peço a Vos-
sa Senhoria que atendendo aos regimentos, leis,
pro-
visões e ordens de Sua Majestade
que todas estão-
¦ ¦?>''
.
..:-fc -

— 27-
Si*'
registadas nos livros da Fazenda Real que semprev
se observaram e guardaram até o presente ha 172
anos e não conceder Sua Majestade nem dar
júris-
dição para que se possa prender nem querelar do
Provedor-mor da Fazenda Real o mande soltar para
continuar na diligência com que está entre mãos do
serviço de Sua Majestade e arrecadação de sua fa-
zenda pois é esta a causa principal donde procedeu
o excesso que se há obrado na violência que se tem
feito a um vedor geral da gente de guerra Prove-
dor-mor da Fazenda Real do Estado do Brasil e'
ordens vde Sua Majestade tanto assim que nem a êsíe
governo geral concede o dito Senhor possa prover o
cargo de Provedor-mor e manda pelas suas reais-
ordens que sendo morto ou acabando o provimento-
do dito Provedor-mor sirva o dito cargo o Desem-
bargador Procurador da Coroa e Fazenda Real até
Sua Majestade o prover, e nesta torna para dar exe-
cução as ordens de Sua Majestade não posso entre»
gar os papéis porque me considero Provedor-mor;
enquanto não estou sentenciado por Sua Majestade
devo exercer o meu cargo pois nesta Bahia não há
Jurisdição para se me tirar nem prender na forma
que ordena o dito Senhor.
Se os meus inimigos por fazer a minha obriga-
ção no serviço de Sua Majestade me têm levantado
e maquinado erros e culpas por eu cobrar deles o
que estão devendo a Fazenda Real e aos culpados,
sequestrar-lhes os bens dêm conta ao dito Senhor
para mandar o que for servido.
O que não obstante eu sempre estou pronto por
não experimentar maiores avexações que é só o
que4
me obriga a reconhecer superioridade neste
govêr-
no no presente caso a obedecer o que Vossa Senho-
'
i"

-28- ;¦•.

ria mandar assim nâ entrega dos papéis e como


em
tudo mais concedendo-me, porém, licença
para fazer
todos os requerimentos que fizerem a bem de
mi-
nha justiça protestando como já
protestei e nova-
mente protesto todo o prejuízo, injúria e dano
que
me resultar da injusta prisão de não exercer o meu
cargo e do descaminho que houver na Fazenda
Real
e cobrança dela de que é causa Vossa Senhoria inda
que se diga não mandou prender, pois dado
que as-
sim fosse a este governo toca fazer cumprir
as or-
dens do dito Senhor passadas a favor do suplicante
e seu ofício. Bahia 8 e julho, de mil setecentos
e
vinte. Do Vedor Geral da gente de
guerra Prove-
dor-mor da Fazenda Real deste Estado e Contador-
mor Luiz Lopes Pegado Serpa.

Despacho

O Suplicante entregue todos os


papéis perten-
cen (es a Fazenda Real e ao seu ofício
ao Escrivão
da Fazenda Real na forma
que foi noticiado por uma
portaria nossa de cinco do corrente visto
Bah.a e julho, 8 de 1720. Três rubricadospor preso
Senho-
res Governadores Gerais.

Portaria ou ordem para o Juiz Ordi-


nário da Vila de Jaguaripe ou outro
qual-
quer oficial de justiça ou milícia dar toda
ajuda e favor ao Tenente General da
Arti-
Iharia. '

O Juiz Ordinário da Vila de Jaguaripe


ou ou-
— 29 — ?
.... >
j.

tros quaisquer oficiais de justiça ou milícia dos dis-


tritos dela executem prontamente as ordens que lhes
encarregar o Tenente General da Artilharia deste
Estado, Francisco Lopes Vilas Boas para com toda
a brevidade que for possível conseguir certas dili-
gências do serviço de Sua Majestade, que Deus
guarde, de que está encarregado dando-lhe para elas
toda a ajuda e favor de que necessitar. Bahia e ju-
lho, 5 de 1720. Rubricas.
Á! ytAi'
•¦;V-i%H

Portaria para o Provedor-mor da Fa-


zenda Real mandar satisfazer aos mari-
f; nheiros conteúdos nelas.
&*#•* ¦<'¦'* m-íiiífg »(••:-! -Ai M >:¦?' ¦..:''

Porquanto por portaria de sete de fevereiro


deste ano ordenamos ao Provedor-mor da Fazen-
da mandasse pagar aos marinheiros que foram no
bergantim deste governo com o Ilustríssimo Senhor
Arcebispo a Maragogipe e ao recôncavo com o Mes-
tre de Campo João de Araujo e Azevedo os dias que
em uma e outra diligência gastaram e aos requeri-
mentos que estes nos fizeram para o seu pagamento
ficamos entendendo o não se lhe ter feito até o pre-
sente; o Desembargador Provedor-mor da Fazenda
mandará logo satisfazer aos ditos marinheiros os
dias que a cada um se dever na forma que se tem
praíkado em semelhantes ocasiões. Bahia e julho,
10 de 1720. Rubricas .stíbfs; {$*>
.'¦**¦' :•*#?¦(&.•¦; />¦'¦'&¦¦&--.

Portaria para o Capitão-mor do terço


de Henrique Dias sôbre a parte onde há de
formar o dito Terço na ocasião do rebate.
•€*»•

S ru*"/) o' "í^o-fi-o;/: -f;\i.te*,>


M*WI«'

30 —

*?0 Capitao-mor do Ter$o de que foi mestre de


•¦'Campo Henrique Dias avisará aos Capitães e mais
oficiais e soldados do mesmo Terço para que este-
jam prontos para se formarem defronte da igreja de
^São Pedro todas as vezes que ouvir tocarem o rebate
cujo sinal há de ser dispararem-se duas peças no
forte do Mar e outras duas no da Ribeira ao que res-
íi.<.
pondera o sino da Câmara, picado, por assim ser
conveniente ao serviço de Sua Majestade, que Deus
guarde, e segurança desta praça. Bahia e julho, 9 de
1720. Rublicas.
n. /;
Portaria para o Capitão do Forte da
Barra deixar sair a fragata de guerra Nossa
Senhora da Atalaia. ¦o .
,.

O Capitão do forte de Santo Antônio da Barra


* desta cidade não porá o menor embaraço a fragata
de guerra Nossa Senhora da Atalaia de que é capi-
- tão de mar e
guerra João Batista Rolane todas as
vezes que quiser sair para fora. Bahia e julho, 10
.de 1720. Rubrieas.
'i ;i '•-';> õi
00-.-
}¦¦'..

Petição que fez Luiz Lopes Pegado


Serpa, Provedor-mor que foi deste Estado,
a este Governo Geral.

Senhor Governador Geral. Luiz Lopes Pegado


?Serpa Provedor-mor
proprietário da Fazenda Real
deste Estado do Basil que para bem de seus
requeri-
mentos lhe são necessários os traslados
das porta-
rias que Vossa Senhoria mandou
•General da Artilharia passar ao Tenente
para levar o suplicante preso
para o forte de 3anto_ Antônio Além do Carmo e
a
- 31 —
A
que se remeteu ao Capitão do dito forte para o ter
preso, visto lhe não querer Vossa Senhoria deferir.
Pede a Vossa Senhoria lhe mande dar os ditos trás-
lados tudo em modo quç faça. Jé. E receberá mera
•n
Despacho

Faça petição .em forma. Bahia e


julho, 12 de
1720. Por se haver deferido a todos os requerimen-
tos que o suplicante tem feito a este Governo
Ba-
hia e julho, 12 de 1730. Senhor. Três rubricas
.Senhores Governadores. Gerais dos
'-a'.
'•..,. * /¦ a-':'1 :o'¦¦•'.;.¦? -
' '¦ a "'' :iyj<r"r'- flrn^fA^.íjiy
pyj '¦.''¦¦¦- ¦ -.- -•
Portari apara o Provedor-mor mandar
por a wdem do Teneiite. General da Arti-
lharia.m barcaças da Ribeira
e mais em-
barcações que lhe requererá
para- a .condu-
Çaq das madeiras para o paço da ribeira,

Sua.MaJeatad*
seJ^T*
servido lá Deus-guard^foi
prdenw.... este governo, geral por avisol do
«SlM^ ^ *** mato d° an° P—**
'1 ^ t04° ° *""* C aJu^ &
tal Que nec^i,
enCarre*ad0 Para
* PaǻS da Ribeira !
riaS rr, patdestas Se W * **** nas
como a W
cteuas de Sua
Majestade .que. as vão. buscar
ao

«ado ** de mai° d° a»°


Ordenam ^ P-

-te Genera, as b^^l^^


«meira e mais embar-
^n^7

1 -

32

cações que lhe requerer para a carga e condução das


madeiras tudo na forma que se praticou na ocasião
passada. Bahia e julho, 12 de 1720. Rubricas.
• i f;t aui Wllij

Portaria para o escrivão da Fazenda


Real ir ao forte de Santo Antônio Além do
Carmo notificar ao Provedor-mor que foi
Luiz Lopes Pegado Serpa para que logo en-
tregue os papéis, ordens, feitos e devassas
pertencentes ao serviço de Sua Majestade.

Porquanto por portaria de cinco do corrente or-


denamos ao Escrivão da Fazenda Real fosse ao For-
te de Santo Antônio Além do Carmo e por ela noti-
ficasse a Luiz Lopes Pegado Serpa Provedor-mor
que foi da mesma Real Fazenda que nele se acha
preso, para que logo lhe entregasse todos os papéis,
ordens, feitos e devassas que tivesse em seu poder
pertencentes ao serviço de Sua Majestade, que Deus
guarde, e ao mesmo lugar e que os recebesse por in-
ventário em que ambos assinassem para que a todo o
tempo constasse, e fazendo o dito Escrivão aquela
notificação respondeu o dito Luiz Lopes lhe não en-
tregava os sobreditos papéis sem que primeiro fi-
zesse um requerimento que estava para fazer a este
governo, como constou por certidão do mesmo Escri-
vão, e como por despacho de oito do corrente defe-
rimos ao tal requerimento que entregasse todos os
papéis pertencentes a Fazenda Real e ao seu ofí-
cio como se tinha ordenado pela sobredita Portaria o
H que tem faltado a executar até o presente em tão
grave prejuízo do serviço de Sua Majestade e des-
pacho das partes e porque desta falta se podem se-
guir mui danosas conseqüências, as quais devemos
. — 33 —

evitar por todos os meios possíveis. Ordenamos


ao
Escrivão da Fazenda Real vá logo ao forte
de Santo
Antônio Além do Carmo onde se acha
o
Luiz Lopes em virtude desta o torne a preso dito
notificar para
que logo lhe entregue os sobreditos papéis na forma
referida, sem que a isso ponha dúvida
alguma, e não
o fazendo assim e faltando-se
por esta causa ao ser-
viço de Sua Majestade a boa administração
e arreca-
dação de Sua Real Fazenda e despachos
das partes
se haverá pela sua todo o
prejuízo que houver para
também' BahÍa e J'Ulh°. 20 <-*
30727T-n<>tÍ?ará
1720. Três rubricas dos Senhores Governadores
rais. Ge-

Portaria para o Desembargador Prove-


dor-mor da Fazenda mandar a conta
de todo
o tempo do governo geral e a sua importam
cia.
/».1Q

Porquanto até o presente não temos


cobrado
cousa alguma do que Sua Majestade
tem concedido
aos arqueiros da guarda deste Governo
Geral O De-
sembargador Provedor-mor da
Fazenda mande fazer
a conta de todo o tempo do
nosso governo e a sua
importância no-Ia mandará
satisfazer na forma do
«Mo. Bahia e julho, 19 de 1720.
Três rubricas dos
Senhores Governadores Gerais.
)V ;¦>:..
'¦}''^h .?5T?í,J
Para o Capitão do forte de Santo An-
iyj&
tônio Além do Carmo sobre ter todo o cui-
dado no Provedor-mor da Fazenda. tíj; ?' ,j ¦* rí

Porquanto o Provedor da Alfândega


desta cida-
de nos representou carta
por da data de hoje que pes-

9 do o ç.°is.i»í*-;^8 3 **
w^

— 34

soas dignas de crédito lhe deram a notícia de que


Luiz Lopes Pegado Serpa, Provedor-mor que foi da
Fazenda Real, preso no forte de Santo Antônio
Além do Carmo, determina fugir dele. E porque
convém toda a segurança na pessoa do dito Luiz Lo-
¦ pes ordenamos ao Capitão do dito forte Hieronimo
Fernandes Valente tenha na sua guarda todo o cui-
dado e vigilância para o que se lhe remete mais um
sargento e cinco soldados. Bahia e julho, 27 de 1720.
Rubricas.

Portaria para o Provedor-mor mandar


pôr pronta uma lancha de pescaria para le-
var uma carta à fragata guarda-costa.
¦:
."-

O Desembargador Procurador-mor da Fazenda


Real mandará logo logo pôr pronta uma lancha da
pescaria para ir levar uma carta importantíssima ao
serviço de Sua Majestade ao Capitão de mar e guer-
ra da fragata guarda-costa João Batista Rolane ten-
do entendido há de sair infalivelmente hoje. Bahia e
julho, 19 de 1720. Rubricas.

ractr.
Petição que fez Luiz Lopes Pegado
Serpa sobre se nomear letrado para os seus
.te requerimentos. •).
e
Senhor Governador Geral. Diz Luiz Lopes Pe-
gado Serpa, Provedor-mor da Fazenda Real deste
Estado que no agravo que interpôs do Provedor da
DH Alfândega para esta Relação quer embargar o acôr-
do que nela se deu e dando informação por escrito
ao Doutor José de Araújo Pinto, que é o seu advo-
gado, para requerer o que faz a bem de sua justiça,

•;í-v-
5- ••¦
r
— 35-
>

este o recusa fazer com o fundamento


de
nao quer malquistar por conter a informação que se
do su-
phcante causas muito prejudiciais aos Ministros
quer intentar de suspeitos; e mandando o que
falar a outros advogados nenhum suplicante
requerer pelo
suplicante pelas mesmas razões e quer
sem embargo de-
Ias devem ser a isso obrigados
pelo que pede a Vossa
Senhoria seja servido mandar
que o dito Desembar-
gador José de Araújo Pinto requeira tudo
a bem da justiça do suplicante o que for
inda que seja preju-
d.cal a outrem ou se lhe nomeie
outro alg mTdvo-
d™
gadopara . m fím
^.^ ^ ^
outro de suspensão do seu
ofíeio e cinqüenta dias
de cadeia. E receberá mercê.
- - i-A-í-fí""

Despacho.

O Procurador nomeado assista o


suplicante e requeira tudo o procuratório do
que for a bem de sua
justiça. Bahia e julho, 29 de 1720. Rubricas.

Petição que fez Luiz Lopes Pegado


Serpa sobre nomeação de letrado
seus requerimentos. para os

Senhor Governador Geral. Diz Luiz


Lopes Pe-
gado, Provedor-mor da Fazenda Real
deste Estado.
tado que fazendo a Vossa Senhoria
a petição inclusa,
a/VerSã° QUe tÍnham os legados
auSt; a fazerem e requererem
andinos dos
o
bem de sua just.ça e especialmente que fizesse a
nas suspeições
que pretende por alguns ministros de
m> seuProcurador q„e 8e o mes-
que era „ Doutor José de Araújo
Pmto se exuma para o ser
no dito particular e man-

/
m

— 36 —

dando Vossa Senhoria pelo seu despacho incluso que


o dito seu Procurador fizesse e requeresse tudo o
que fosse a bem de sua justiça, cujo despacho sendo
I apresentado ao dito advogado este deu por escrito
a resposta e a razão porque não podia fazer naquela
¦6
matéria o que tudo se mostra na mesma petição no
que parece ser tudo o respeito que se tem aos ditos
Ministros e não é justo que por se atender a este fi-
que o suplicante destituído de recurso* em cuja aten-
ção pede a Vossa Senhoria mercê mandar que o Dou-
tor Lourenço de Castro Verdelo aceite a procuração
do suplicante e faça nos seus particulares tudo o
que entender ser a bem de sua justiça com comina-
ção de que não a querendo aceitar seja preso e sus-
penso até mercê de Vossa Senhoria. E receberá
mercê.
\"i<
II Despacho.

O Doutor Lourenço de Castro Verdelo aceite o


procuratório do suplicante. Bahia e agosto, 2 de
1720. Rubricas. ,

Resposta que deu o Doutor José de


Araújo Pinto sobre o requerimento que fez
Luiz Lopes Pegado na petição registada a
folha 6.
C\-l".' ; :-'~Ji iv- '.;v- ¦'¦.;• i ü íYiJjftííSí . !*rT;íY

Excelentíssimo Senhor. Sou suspeito nos nego-


cios de que faz menção a petição do suplicante de tal
sorte que não posso em consciência aceitar o
pro-
curatório do suplicante assim por causas justas que
tenho como por achaques que padeço e assim o
juro
aos Santos Evangelhos pode o suplicante fazer esco-

".V.
- 37 —

lha de patrono desimpedido c Vossa


Excelência se
dignara de escusar-me com tão legítimas
causas.
Bahra, 30 de julho de 1720. Do Advogado
José de
Araújo Pinto.

Petição que fez Luiz Lopes Pegado


Serpa pedindo uma certidão da
portaria
que se lhe expediu servindo de Provedor-
mor sobre os navios estrangeiros
e da re-
presentação que fez sobre o
denava nela. que se lhe or-

Senhor Governador Geral. Diz Luiz


Lopes Pe-
gado, Provedor-mor da Fazenda Real deste
Estado
que para certos requerimentos que tem
que fazer
perante Sua Majestade, que Deus guarde, lhe
cessário por certidão o traslado é ne-
de uma portaria que
se lheyremeteu pela secretaria deste
estado, na quaí
lhe ordenava Vossa Senhoria não
alterasse êle Pro-
vedor-mor cousa alguma nem inovasse
nada mais
com os navios estrangeiros
que pròximamente vie-
ram a este porto senão o
que se havia praticado em
tempo do Excelentíssimo Senhor
Marquês de Ange-
ja e do Senhor Conde do Vimieiro, à
respondeu êle Provedor-mor fazendo qual portaria
uma represen-
taçao a Vossa Senhoria do
que havia obrado com as
naus estrangeiras passada e
o que praticava com as
próximas da qual proposta não teve o
Procurador-
mor resolução nem nunca mais
se lhe falou sobre
este part.cular e como agora lhe
seja necessário tan-
to a c„pia da Portaria como a da representação
que fez que tudo^ há de
constar da mesma secretaria.
£r JrlT,8" ^ faÇa merCê «"^ P-
sar por cerhdao os ditos
traslado da dita Portaria
*.
,- 1

- 38 —

e proposta ao pé dela tudo em modo que faça fé. E


receberá mercê.

Despacho.

Passe por certidão a cópia da Portaria de seis


de maio expedida ao Procurador-mor da Fazenda
Real por ter mandado meter guardas no navio es-
trangeiro chamado Carlos Sexto sem haver recebido
ordem deste Governo como se praticava, e
permitir
que da Ribeira das naus, por oficiais dela, fossem re-
frescos ao dito navio sem estar debaixo da nossa
I artilharia e não haver-se ainda sujeitado a lei de
Sua Majestade, que Deus guarde, e assim mais se
passe também por certidão a representação que o
dito Provedor-mor fez sobre a dita Portaria em oito
do dito mês. Bahia e julho, 29 de 1720. Três rubri-
cas dos Senhores Governadores Gerais.

Portaria que se remeteu ao Desem-


bargador Provedor-mor da Fazenda Real
deste Estado mandar fazer dois lampeões
um para a saída do palácio e outro para a
escada.

O Desembargador, Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado, mande logo fazer dois lampeões
grandes, um para a sala do palácio e outro para as
11 i • ¦ escadas dele por estarem incapazes os que atualmen-
te servem, cuja despesa se fará só por esta
pite portaria
e se porá verba à margem da que se expediu em de-
zesseis de maio deste ano a seu antecessor
para que
se não façam duas despesas com os ditos lampeões.
Bahia e agosto, 2 de 1720. Rubricas.
-39-

Para o Desembargador Provedor-mor


mandar dar seis mil cruzados para a supe-
rintendência do Cairú.

Porquanto o Administrador da feitoria de ma-


deiras de Sua Majestade estabelecida no distrito da
vila do Cairú nos representou que os seis mil cruza-
dos que se remeteram para pagamento dos oficiais e
mais gastos da dita feitoria não chegaram nem
para
se pagar a terça parte do que se devia, pedindo-nos
mandássemos remeter mais dezoito mil cruzados
para satisfazer tudo o que se devesse e atendendo
nos a dita represenatção e a ser justo fazer-se este
pagamento para que por esta causa se não falte a
continuação do corte das ditas madeira. Ordenamos A
ao Desembargador Provedor-mor da Fazenda mande
entregar ao Tesoureiro da dita feitoria outros seis
mil cuzados para com eles se ir acudindo ao mais
preciso da dita feitoria por assim ser conveniente ao
serviço de Sua Majestade, que Deus guarde. Bahia
e agosto, 9. de 1720. Rubricas.

Para o Escrivão da Fazenda Real re-


meter à secretaria o traslado de todas as or-
dens que houver de Sua Majestade sobre o
o Tesoureiro Geral.

O Escrivão da Fazenda Real remeta a secretaria


deste Estado, hoje, o traslado de todas as ordens,
Provisões ou Alvarás que huver de Sua Majestade
sobre o procedimento que se deve ter com os tesou-
reiros gerais do mesmo estado, como também as
que
houver do dito senhor sobre a arrecadação
que se
deve dar ao Tesoureiro assim do Tesoureiro Geral
— 40 —

por qualquer causa ou notícia que seja. Bahia e


agosto, 8 de 1720. Rubricas.
í
: !
Petição que fez o Tesoureiro Geral ao
governo deste Estado.

Excelentíssimo Senhor. O Capitão Manuel Car-


doso da Silva, Tesoureiro Geral deste Estado faz
presente a Vossa Excelência que indo segunda-feira
5 do presente mês com vários papéis tocantes de sua
despesa a casa do Desembargador Tomás Feliciano
de Albernas, Provedor-mor da Fazenda* Real,
para
neles dar as informações ordinárias subiu o supli-
cante a sua sala e esperando cousa de meia hora veio
o dito Desembargador de uma casa interior donde
estava com algumas pessoas e vendo ao suplicante
lhe disse que se detivesse que logo lhe falaria, e tor-
nando para a mesma casa interior se demorou o
suplicante mais meio quarto, e vendo se dilatava des-
ceu para baixo e se foi para a Casa da Fazenda em
a qual estavam muitas pessoas esperando pelo supli-
cante uns com bilhetes do comissário da fragata de
guerra Nossa Senhora da Atalaia outros com dinhei-
ro para resgatarem escritos da Alfândega a
quem o
suplicante tinha mando dar parte o trouxessem
por
estar o tempo em que se venciam completando
e ou-
tros( e eram os mais impertinentes) com duas fé-
rias dos carpinteiros e calafates
que pediam com
grande instância havia muitos dias lhes
pagassem
que eram pobres e havia muitos meses se lhes não
satisfazia e neste mesmo tempo lhe chegou
um re-
cado do Desembargador Provedor-mor
falar a sua casa o que o suplicante que lhe fosse
respondeu tinha -
que fazer e repetindo-lhe segundo recado respondeu
- 41 -

o suplicante o mesmo, e com efeito, depois de dar o


expediente que lhe foi possível às
partes, mandou
carregar o dinheiro necessário e com o seu escrivão
do Tesouro e o seu Ajudante foi
para a Ribeira a pa-
gar aos ditos oficiais em suas próprios mãos, e es-
tando fazendo esta diligência chegou o meirinho c
escrivão com terceiro recado que dizia o Desembar-
gador Provedor-mor lhe fosse logo falar e que se
não fosse prendessem ao suplicante e recolhendo-se o
suplicante às duas horas da tarde sem jantar se veio
meter na prisão e por instarem algumas
pessoas que
estavam na cadeia fosse jantar foi
para sua casa e
ainda não eram três horas quando a ela chegou o Mei-
rinho com escrivão da vara Roque Soares e logo
atrás deles os da Vara das Execuções da Fazenda e
todos três disseram fosse o suplicante para a
prisão
e entendendo o suplicante que este acelerado
proce-
dimento do Desembargador Provedor-mor se dirigia
afim de que o suplicante brotasse com a
justa queixa
que podia fazer se calou e veio para a prisão adonde
logo chegou uma ordem do dito ministro
para que
metessem ao suplicante na sala fechada que é a mais
rigorosa prisão desta cadeia, defogando o dito De-
sembargador Provedor-mor a sua paixão com tão se-
vera demonstração sem atenção ao ofício do supü-
cante nem ao incômodo da sua casa nem a sua
pes-
soa sujeitando-o sem culpa a fazer companhia aos
ladrões e facinorosos presos na dita sala fechada,
querendo por caprichp e teima que o suplicante obe-
decesse aos ditos seus recados primeiro
que acusasse
as obrigações do seu ofício, sendo
que o suplicante
fora da Casa da Fazenda não tem obrigação
nem a
mostrará o dito Desembargador Provedor-mor
de ir '
à sua casa nem este por nenhum título
pode compelir

/
'*.-.'";•-¦••¦•

-42 -

ao suplicante ao estipêndio de ir chamado por um re-


cado seu todas as vezes que quiser porque todos os
negócios de Sua Majestade, que Deus guarde, se de-
vem tratar e fazer na Casa da Fazenda e não na do
Provedor-mor. E por não ficar o suplicante preci-
sado à dura experiência de semelhante e não vis-
ta potência recorre a Vossa Excelência suplicando-
lhe faça mercê nomear um escrivão que em cumpri-
mento do despacho que Vossa Excelência por serei-
do proferir vá notificar ao dito Desembargador Pro-
vedor-mor da parte de Sua Majestade, que Deus
guarde, deixe ao suplicante servir o seu ofício na for-
ma dos regimentos reais e se não intrometa na co-
branca das rendas reais do dito Senhor nem pertur-
be nem embarace ao suplicante em tudo quanto for
de sua obrigação nem o chame a sua casa por reca-
dos seus nem possa prendê-lo, salvo por erro ou
omissão dando primeiro parte a Vossa Excelência
com protexto de que fazendo o contrário haver o di-
to Senhor pela Fazenda dele Desembargador Prove-
dor-mor toda a quebra e diminuição que houver na
cobrança das rendas reais por ocasião de qualquer
dúvida, prisão ou embaraço que mova ao suplicante
ficando êle suplicante desobrigado para a sua conta
de toda a dúvida que por estas causas se lhe possa
mover ao dar dela e da notificação e protesto e venda
. o dito Escrivão nomeado por Vossa Excelência termo
nas costas desta representação e súplica em que de-
clare que na mesma forma expressada nela lhe fez
a dita notificação e protesto para o suplicante com
ela dar conta ao dito senhor na primeira embarca-
çoã que houver.
Acrescenta o suplicante a esta representação que
todas as vezes que se lhe deu e repetiu o recado do

,-;\
— 43 —

Desembargador Provedor-mor perguntou ao Meiri-


nho se o chamava o dito Ministro para alguma dili-
gência do serviço real e sempre respondeu que só di-
zia lhe fosse falar.
Que o Meirinho e Escrivão das Execuções da
Fazenda Real não pediam nem deviam prender ao
suplicante por serem seus subordinados e menos o
escrivão da vara Roque Soares que deve ser castiga-
do por ir fazer esta diligência sendo de ju-
risdição.
Que o Tesoureiro Geral com o seu escrivão do
Tesouro, Ajudante Tesoureiro, compõe uma forma
de tribunal a que também em presente estão sujeitos
os oficiais das execuções separado com Regimentos
também separados para se regerem sem que nas ma-
térias subordinadas a esta repartição se possa in-
trometer o Procurador-mor, mas só conhecer e ter
cuidado que cada um obre segundo as obrigações do
seu ofício.
Que o Tesoureiro Geral pelo Regimento da
Chancelaria tem poder de emprasar os Ministros das
Comarcas e proceder contra eles com as penas que
lhe parecer quando não derem cumprimento a suas
cartas executórias como se pode ver do parágrafo
91 do dito Regimento e não se dá caso que dando o
dito Provedor tão ampla faculdade ao Tesoureiro
geral esteja subordinado ao capricho de um Prove-
dor-mor para sem causa nem respeito ao dito ofício
mandar meter em uma prisão e tal como está o su-
plicante.
Que a casa do Tesouro todos os dias deve estar
aberta para receber dinheiro ou seja das meias amos-
trás ou dos direitos'dos escravos que vêm todas as
horas como também todo o mais dinheiro que costu-
44

ma enlrar no recebimento do Tesoureiro Geral e


com a prisão do suplicante está suspenso o exercício
dos oficiais da dita casa com grave detrimento da ar-
recadação da Fazenda Real e das partes sendo tão
pouco atento a matérias de tanta ponderação; o dito
Desembargador Procurador-mor que antepôs ao ser-
viço real e ao bem das ditas partes a sua paixão e
vingança.
Que em quaisquer papéis que o Desembargador
Provedor-mor quiser fazer ou processar para se de-
fender ou ofender ao suplicante não possa escrever o
Escrivão da Fazenda o Coronel João Dias da Costa
por ser inimigo do suplicante por razão do suplican-
te pretender na forma do Regimento fazer a cobran-
ça de tudo o que se deve e pertence ao dito Senhor
sendo de tal modo o posto que a dita cobrança passe
ao suplicante que obtendo o suplicante com traba-
lho e instância repetidas do Procurador Luiz Lopes
Pegado um despacho para lhe dar uma relação de
tudo o que se devia e pretendia no dito Senhor, ha-
vendo sete meses que o entregou ao dito Coronel
para lhe dar a dita relação, visto se lhe não haver
feito receita por lembrança como dispõe o regimento
lha não tem dado até o presente e as conveniências
que de as não dar representam ao difo Escrivão, o
suplicante as fará presente ao dito Senhor em estan-
do em outra parte.
Que o suplicante protesta haver do dito Desem-
bargador Provedor-mor e seus bens todo o dano não
só pessoal mas da sua casa e utilidades e tudo o mais
que por razão ha injúria desta prisão puder repetir.
Vossa Excelência deferirá como for servido e mais
conveniente ao real serviço. Sala fechada e de agos-
to de 7 de 1720. Manuel Cardoso da Silva.
— 45 —

Despacho.

Informe o Desembargador Provedor-mor da Fa-


zenda sobre deduzido neste requerimento dando a
razão por que prendeu ao suplicante e a que teve para
não dar conta da mesma prisão a este governo. E
esta lhe entregará o Escrivão da Fazenda Real ca
cobrará da sua mão até às oito horas da manhã do
corrente, e entregará logo na secretaria deste Esta-
do com certidão de tudo o que passar com o dito
Provedor-mor sobre esta diligência. Bahia e agos-
to, 7 de 1720. Rubricas.
-¦ ' <"¦;
! hi:

Segundo despacho que se deu a repre-


sentação atrás e enfronte depois do infor-
me do dito Provedor-mor.
¦ ¦•; .-. y 'yy,o -.• i¦':-.. .-•
Os suplicantes siga logo solto e se lhe tome o seu
protesto na forma que requer, o que se fará pelo Es-
crivão dos feitos da Fazenda e quanto ao mais que
alega pode requerer onde direito for. Bahia e agos-
to, 9 de 1720. Rubricas.

Portaria para o Escrivão da Fazenda


(vh;
remeter a Secretaria uma relação do preço
por que se remataram os contratos desta
capitania do Brasil.
.<.'*':¦''"''

O Escrivão da Fazenda Real remeta logo a se-


cretaria deste Estado uma relação pela qual conste
com toda a individuação o preço por que se remata-
ram este ano os contratos de Sua Majestade desta
capitania declarando nela o que importam assim os
que se remataram este ano como os que se acham
46 —

rematados por triênios e mais anos, as aplicações


que têm as suas importâncias e forma em que se dis-
tribuem, como também a.s mais rendas que tem Sua
Majestade nesta praça. Bahia e agosto, 16 de 1720.
Rubricas.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor mandar dar a ordem do Senhor
Tenente General da Artilharia o que con-
tém.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real mandará dar a ordem do Tenente General da
Artilharia o aicatrão, azeite de peixe que for
necessário para se acaltroarem as peças de ferro que
se acham na Ribeira por se não comerem da ferru-
gem; e mandará também por a ordem do dito Tenen-
te General um oficial de calafate para haver de ai-
catroar as ditas peças. Bahia e agosto, 19 de 1720.
Rubricas.

Portaria que se remeteu ao Capitão


Francisco Felix Botelho para ir a vila de
São Francisco de Sergipe do Conde com
. vinte solddos e dois sargentos e dar a ajuda
e favor que lhe requerer o Juiz dos Órfãos.

Porquanto temos ordenado ao Juiz dos Órfãos


da vila de São Francisco de Sergipe do Conde, pren-
da a Gaspar de Brito Freire, para se lhe aplicarem
alguns remédios à notória estultícia que padece, e
para esta diligência necessita o dito Juiz de favor e
ajuda. Ordenamos ao Capitão Francisco Felix Bote-
lho, por ser parente do dito Gaspar de Brito Freire,
-47-

que tanto que receber esta saia desta cidade, levan-


do em sua companhia vinte soldados e dois sargen-
tos, e siga viagem em direitura para a dita vila de
Sergipe do Conde, na qual dará todo o favor e aju-
dâ que lhe pedir e requerer, o dito Juiz dos Órfãos
dela para a referida diligência que lhe temos encar-
regado, na mesma forma que se lhe exprimiu na or-
dem que para ela lhe remetemos. Bahia e agosto,
21 de 1720. Três rubricas dos Senhores Governado-
res.

Para o Provedor-mor, mandar dar du-


zentas balas para se repartirem com os sol
dados que vão a uma diligência

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real mandará entregar aos Furriéis dos dois terços
da guarnição desta praça duzentas balas para ambos
para se repartirem pelos soldados que estão nomea-
dos para certa diligência. Bahia e agosto 22 de
1720. Rubricas.

Portaria para o Comissário da nau


íiao-i
Nossa Senhora da Atalaia.

O Comissário da nau Nossa Senhora da Atalaia


faça logo uma lotação dos mantimentos que são ne-
cessários a mesma nau para quatro meses, e a reme-
ta a secretaria deste Estado, com toda a brevidade.
Bahia e agosto 26 de 1720. Três rubricas.
''avva' . ¦¦''..
Portaria para o Comissário da nau
Nossa Senhora da Atalaia.
¦ia a ?>,•
— 48 —

„'"'''- 11 j f( •"

O Comissário da nau de guerra Nossa Senhora


da Atalaia, mandará logo para bordo dela os manti-
mentos necessários em quinze dias, para sustento da
gente da sua guarnição por se achar falta deles, e
ser preciso não desembarcar nenhuma. Bahia e agos-
to 26 de 1720. Três rubricas.
¦ :
> o>.

-')
. ¦

Para o Capitão do Forte de Santo An-


tònio do Carmo soltar os soldados da guar-
da-costa.

O Capitão do forte de Santo Antônio Além do


Carmo, mande entregar a ordem do Capitão de Mar
e Guerra da fragata Nossa Senhora da Atalaia, João
Batista Rolone todos os homens, marinheiros e arti-
lheiros, ou oficiais da dita nau, que no mesmo forte
se acham presos. Bahia e agosto 28 de 1720. Rubri-
cas.
. .(• .. t.. ..i

Portaria para o Comissário da fragata


mandar fazer ou pôr prontos, os mantimen-
tos necessários para cinco meses.

O Comissário da nau de guerra Nossa Senhora


da Atalaia mande meter logo a bordo dela os manti-
mentos que são necessários para a gente da sua lo-
tação se sustentar em tempo de cinco meses. Bahia
e agosto 28 de 1720. Rubricas.
'
Ky>r...fcftj.;.; vi.^í.ií ii>. va
.'i ¦»..-.,.

Portaria para o Mestre José Teixeira,


Mestre da charrua São José entregar por
empréstimo os toucinhos necessários para
mantimnto da dita fragata de Sua Ma-
jestade.
49

Porquanto temos ordenado ao Comissário da


fragata, de Sua Majestade Nossa Senhora da Ata-
laia meta a bordo dela os mantimentos necessários
para a gente da sua guarnição, em tempo de cinco
meses de viagem, e como a terra se acha por ora fal-
ta de toucinhos, e nas charruas do mesmo Senhor há
alguns para sustento da gente delas. Ordenamos a
José Teixeira, Mestre da charrua São José, entregue
logo por empréstimo ao Comissário da dita fragata
Manuel José todos os toucinhos que nela tiver, ou
sejam para negócio ou mantimentos da marinhagem
dela, do qual cobrará clareza das arrobas que pesa-
rem, em que se obrigue a repor à mesma charrua o
número delas, na ocasião da frota próxima. Bahia
e setembro 4 de 1720. Três rubricas.

Portaria para Antônio Luiz, Mestre da


charrua São João Batista, entregar todos
os toucinhos que tiver por empréstimo ou
sejam para negócio ou ..•¦.. da dita fra-
gata de Sua Majestade ao Comissário dela
Manuel José.
tiifi

Porquanto temos ordenado ao Comissário da fra-


gata de Sua Majestade, que Deus guarde, Nossa Se-
nhora da Atalaia, meta a bordo dela todos os manti-
mentos necessários para a gente da sua guarnição em
tempo de cinco meses de viagem: e como ainda se
acha por ora falta de oucinhos, e nas charruas do
mesmo Senhor há alguns, para o sustento da gente
delas. Ordenamos a Antônio Luiz, Mestre da char-
rua São João Batista entregue logo por empréstimo
ao Comissário da dita fragata, Manuel José, todos os
mantimentos da marinhagem dela do qual cobrará
X

— 50 -
i. ¦

clareza das arrobas que pesarem, em que se obrigue


a repor à mesma charrua, o número delas na oca-
sião da frota próxima. Bahia e setembro, 4 de 1720,
Três rubricas,
r : ¦
.

Portaria para o oficial-maior da Secre-


taria deste estado assistir ao ato da home-
nagem que toma Felipe Cordeiro de Medina,
El - ti.*'

Capitão-mor da Capitania de Porto Seguro.

Porquanto tenho consideração a Felipe Cordei-


ro de Medina nos representar por sua
estar provido por nós, em o posto de Capitão-mor
da Capitania de Porto Seguro, de que lhe era pre-
ciso dar homenagem, sem a qual o não podia ir exer-
citar: e porque o Secretário do Estado se achava im-
pedido por ocasião de achaques
que padece, nos pedia lhe fizéssemos mercê mandar
que o assistisse na dita homenagem o Oficial-maior
da Secretaria do mesmo Estado Luiz da e
Sepulveda impedimento do Secretário,
se tem já praticado substituir o dito oficial-maior.
E visto haver exemplos neste caso e o impedimento
com que se acha o Secretário do Estado. Ordenamos
ao dito oficial-maior assista ao ato de homenagem
do suplicante; fazendo e assinando no livro dos ter-
mos delas, e nas costas da patente o termo e certidão
que é estilo. Bahia e setembro, 7 de 1720. Rubricas.

Representação que fez o Procurador


da Coroa, o Desembargador Luiz de Souza
Pereira a este governo geral.

Senhores Governadores e Capitães Gerais. Por


— 51 —

me vir a notícia muitos e vários descaminhos da Fa-


zenda Real (por não dizer roubos) que com á prisão
do Provedor-mor Luiz Lopes Pegado Serpa, se fize-
ram tão públicos e notórios, como a Vossas Senho-
rias em particular algumas vezes pratiquei. E de-
sejar cumprir e satisfazer as obrigações do meu ofí-
cio assim pelo que devo, como por desempenho da
eleição nele de que Vossas Senhorias me fizeram
honra, não obstante as mais ocupações que
servia: requerí ao Desembargador Provedor da Fa-
zenda devassa na forma do seu regimento pelos
itens que lhe dei por escrito junto com o meu re-
querimento, e que de tudo se autuasse, para assim
constar de Sua Majestade, que Deus guarde, e como
o dito Desembargador querendo entrar com mais
clareza e justificada tenção neste particular, e dese-
jar ficasse livre a sua averiguação de toda a excep-
ção, pediu a Vossas Senhorias um ministro e escrivão
por adjunto, ao que se lhe não deferiu; talvez falando
com toda a veneração por ser o requerimento feito
pelo mesmo juiz, e que em abono deste era escusada
supérflua semelhante cautela, represento a Vossas
Senhorias a importância deste particular, e a consi-
derável perda que tem havido na fazenda do dito
Senhor ;e como Procurador dela por esta represem
tação requeiro e peço a Vossas Senhorias nomeem
Ministro e Escrivão adjunto, por assim convir muito
ao serviço de Sua Majestade, que Deus guarde, de
tal sorte que da dita nomeação em nenhum caso e
em nenhum tempo se possa considerar e seguir pre-
juizo algum à fazenda do dito senhor; e do contrário
porém, ou com maquinações arguidas e exceções fan-
tásticas, ou certidões menos justificadas se poderá
escurecer a verdade, clareza, e todo o procedimento
- 52 -
i
deste negócio, por cuja causa tenho por sem dívida
sentirá a Fazenda Real uma gravíssima e irrecupe-
rável perda, e assim pelo meu requerimento haven-
do segurança de não haver prejuízo e possibilidade
crivei de lucro, e serviço de Sua Majestade que Deus
guarde, me parece conveniente o que requeiro, e jus-
tificado o que peço, sem se atender a superfluidade
porque esta se não considera em matérias da arrecá-
dação da fazenda, e averiguação dos descaminhos
dela, antes toda a cautela para melhor se conseguir
aquele fim, é justa, e do serviço do dito Senhor. A
vista do que Vossas Senhorias mandarão o que forem
servidos. Bahia e setembro vinte, de mil setecentos
e vinte. Do Desembargador Procurador da Fazenda,
Luifc de Souza Pereira.

Despacho.

A este requerimento se tem já deferido na re-


presentação que nos fez o Desembargador Provedor-
mor da Fazenda, sôbre a mesma matéria. Bahia e
setembro, 20 de 1720. Rubricas.

O Doutor Corregedor da Comarca; o Juiz Ordi-


nário da vila da Cachoeira, o Coronel da Cavalaria
dela, e o Sargento-mor do Regimento de Infantaria
da ordenança da mesma vila e seus distritos cada um
com os oficiais e gente da sua jurisdição dêm pron-
tamente ao Monge ou Monges do Patriarca São Ben-
to todo o favor e ajuda de que necessitarem para
prender Frei José de São Pedro, Monge da mes-
ma ordem, que anda apóstata há mais de quatro
anos e tem notícia o seu prelado que esta nos pediu
se acha o dito apóstata na vila da Cachoeira em casa
— 53 —

de José Vaz, oficial de.... e sucedendo haver noti


cia de que tem passado daquela casa para outra do
distrito e termo da dita vila executarão a mesma di-
ligência sem a mínima demora para que se consiga
esta prisão guardando para o mesmo efeito todo o
segredo necessário o que a todos e a cada um em
par-
ticular havemos por muito encarregado
por ser assim
conveniente ao serviço de Deus e de El-Rei. Bahia e
setembro, 23 de 1720. Três sinais inteiros dos Se-
nhores Governadores Gerais.

Portaria para o Juiz dos Órfãos da vila


de São Francisco prender a Gaspar de
Brito.

O Juiz dos Órfãos da vila de São Francisco tanto


que esta receber irá logo prender com efeito a Gas-
par de Brito Freire, levando-o em sua companhia, a
gente lhe há de dar em virtude da carta in-
clusa do Capitão de Infantaria da ordenança da
mesma vila ao qual E feita esta prisão
mandará entregar a nossa ordem nesta cidade o dito
Gaspar de Brito Freire remetendo-o com toda a se-
gurança, precaução e cautela. E não executando esta
diligência como lhe encarregamos virá o dito Juiz
dos Órfãos dentro em oito dias a nossa ordem dar a
razão porque o deixou de fazer. Preso que seja o
dito Gaspar de Brito o virá Vossa Mercê trazer nesta
cidade sem embargo do que se lhe ordena acima.
Bahia e setembro 23 de 1720. Três sinais dos Senho-
res Governadores.
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— 54 —
¦

Portaria para o carcereiro da cadeia,


atual desta cidade, Miguel Cardoso de Sá
declarar ao pé desta portaria o dia em que
o chantre João de Calmon Comissário Ge-
ral do Santo Ofício mandou preso para a
cadeia a Manuel Corrêa meirinho do mar.

O carcereiro atual da cadeia pública desta ei-


dade Miguel Cardoso de Sá declare logo ao pé desta
Portaria o dia em que o chantre João Calmon, Co-
missário Geral do Santo Ofício, mandou preso para
a mesma cadeia a Manuel Corrêa Meirinho do mar e
Alfândega desta cidade, o tempo que nela esteve pre-
so e se foi solto por despacho de outro Ministre ou
do mesmo Comissário Geral. Bahia e setembro, 20
de 1720. Três rubricas.

Representação que fez o Capitão de


mar e guerra João Batista Rolane.

O Capitão de mar e guerra João Batista Rolane


pelas ordens de Sua Majestade que a Vossa Exce-
lência fiz presente está para fazer jornada para a
Costa da Mina aonde poderá carecer de mantimen-
tos para a sua mesa e outros víveres que lhe pode-
rão faltar pelos acidentes que ordinariamente se ex-
perimentam no mar e como seja proibido por reais
ordens o tirar-se desta cidade e seu Estado dinheiro
cunhado ou ouro em qualquer forma termos em que
não fica lugar de tirar outros efeitos senão os do
tabaco como fazem e se permite as mais embarcações
que navegam pra aquelas partes não só para pode-
rem comutá-lo em o seu negócio mas também em
mantimentos ou do que mais carecerem para conti-
— 55 —

nuarem suas viagens. Exponho a Vossa Excelência


que pretendo embarcar duzentos e cinqüenta ro-
los de tabaco para que se deve expedir ordem ao
Doutor Desembargador superintendente para que dê
os despachos necessários para se embarcarem os di-
tos rolos sem dilação por assim convir ao real ser-
viço. Deus Guarde a Vossa Excelência muitos anos.
Bahia, 4 de setembro de 1720. João Batista Ro-
lane.

Despacho.

Informe o Desembargador Superintendente do


tabaco. Bahia e setembro, 4 de 1720. Rubricas.

Para o Capitão do navio de licença le-


var consigo o estrangeiro Joaquim Bohn.

Belchior dos Reis, Capitão do navio por invoca-


ção os Três Reis Magos que ao presente está despa-
chado para sair de licença para a cidade de Lisboa
receba a bordo dele a Joaquim Bohn homem estran-
geiro, alemão de nação, com o seu fato, o qual leva-
rá consigo para Lisboa e será obrigado a pagar-lhe o
frete da sua passagem. Bahia e outubro, 2 de 1720.
Rubricas. ¦ãh

Para o Capitão de mar e guerra João


Batista Rolane prender o Segundo Capitão.
Tenente Antônio Pereira.

Porquanto o Comissário da fragata de Sua Ma-


jestade se nos queixou, que indo a bordo dela fazer
pagamento a gente da sua guarnição na forma de seu

¦v •
— 56 —

regimento se houvera com êle o Segundo Capitão Te-


nente Antônio Pereira com menos atenção proferin-
do palavras escandalosas .E porque este procedi-
mento é muito contra o serviço de Sua Majestade e
alheio ao tratamento que se deve dar ao dito Co-
missário ordenamos ao Comissário da dita fragata
João Batista Rolane mande prender a bordo dela o
dito Capitão Tenente, ao qual não soltará sem ex-
pressa ordem nossa. Bahia e outubro, 11 de 1720.
Rubricas.
Instrução que há de observar o sargento.
Portaria para o Provedor da Alfânde-
ga desta cidade mandar oficiais dela a Tor-
re de Garcia de Ávila acudir a fazenda de
uma balandra da Ilha, que ali deu à costa.
Porquanto o Coronel Garcia de Ávila Pereira
nos deu conta por carta de vinte do corrente ter dado
à costa junto do posto da torre uma balandra por in-
vocação São Paulo de Nantes vinda da Ilha de São
Miguel por acossada dos ventos e falta de mantimen-
tos. Ordenamos ao Provedor da Alfândega desta ei-
dade mande logo para aquele distrito os oficiais da
repartição da mesma Alfândega que entender são
necessários para se por em arrecadação tudo o que
escapar daquele naufrágio e dever direitos a Fazen-
da de Sua Majestade, que Deus guarde. Bahia e se-
tembro, 25 de 1720. Rubricas.

Ordem para o Coronel Francisco Bar-


reto de Aragao mandar dar aos Capitães-
mores das franquias do distrito da vila da
Cachoeira soldados para as diligências da
justiça.
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— 67 —

Senhor Coronel Francisco Barreto de Aragão


tanto que receber esta distribuirá logo ordem a to-
dos os Capitães do seu regimento para que dêm pron-
tamente os soldados que lhe pedirem e requererem
na parte que os houverem mister os Capitães-mores
e Sargentos-mores e mais oficiais das repartições
das frequesias da vila da Cachoeira e seu termo
para com eles executarem as diligências que aos di-
tos oficiais encarregar o juiz ordinário da mesma
vila. O dito Senhor Coronel o fará assim inviolável-
mente observar o que lhe encarregamos e recomen-
damos muito por ser assim importante ao serviço de
Sua Majestade. Bahia e setembro, 25 de 1720. Ru-
bricas.

Portaria para o Provedor-mor da fa-


. :/V.i
zenda mandar dar o que nela se contém ao
Comissário da fragata Nossa Senhora da
Atalaia.

O Desembargador Provedor-mor da Fazen-


da Real deste Estado mande entregar por em-
préstimo ao Comissário da fragata de guerra Nossa
Senhora da Atalaia Manuel José uma âncora e ver-
ga do velacho para levar de sobreselente na viagem
que há de fazer a dita fragata, qual âncora e verga
será das que serviram na fragata de Sua Majestade
Nossa Senhora do Rosário e São Gonçalo que está
para se desfazer; e o dito Comissário assinará cia-
reza a pesosa que as despender, em que se obrigue a
restituir-lhe o dito empréstimo. Bahia e setembro,
7 de 1720. Rubricas dos Senhores Governadores Ge-
rais. ,.
- 58 —

Ordem para os Capitães-mores, Sar-


gentos-mores das freguesias da vila da Ca-
choeira.

Os Capitães-mores, Sargentos-mores e seus ofi-


ciais das freguesias da vila da Cachoeira darão
prontamente ao Juiz Ordinário dela toda a ajuda e
favor que lhes pedir e requerer para as diligências
que lhes encarregou; e porque o não deixem de fazer
por falta de gente presentarão ordem inclusa ao
Coronel da mesma vila a quem ordenamos que sem
falta alguma nem demora lha mande dar apelos Ca-
pitães do seu regimento nos distritos donde a hou-
verem mister; assim o havemos por encarregado
a
por serviço de Sua Majestade, que Dus guarde,
todos os oficiais acima declarados da repartição
das freguesias 'daquela vila. Bahia e setembro, 25
de 1720. Rubricas. •:.:<A

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda Real sobre a forma
com que se há de haver quando suceda
prender-se o Tesoureiro Geral.
.

Porquanto por uma representação que o Capi-


tão Manuel Cardoso da Silva Tesoureiro geral dês-
te Estado fez a este governo em sete do corrente
nos foi presente estar preso na sala fechada da ca-
deia desta cidade a ordem do Desembargador Pro-
vedor-mor por não ir a sua casa, donde o manda-
va chamar, com o fundamento de ter vindo dela
sem falar ao dito Provedor-mor* a quem tinha ido
buscar com vários papéis tocantes a sua despesa,
— 59 —

para neles dar as informações ordinárias, estando


primeiro na sua sala mais de meia hora sem
que o visse e que vindo depois fora a tal sala e
vendo-o e dizendo-lhe se detivesse que logo lhe
chamava se demorara o suplicante meio quarto de
hora e vendo se dilatava se viera para baixo e fora
para a Casa da Fazenda a acudir às obrigações do
seu ofício e ouvindo ao dito Provedor-mor sobre a
tal representação nos informou mandara prender
ao dito Tesoureiro Geral por lhe desobedecer em
não ir a sua casa sendo chamado, sem nos fazer
presente que na mesma manhã havia ido a ela,
como nos constou por certidão do Escrivão da Fa-
zenda Real ao qual não despachara havendo-o vis-
to, sem embargo de haver estado na sua sala mais
de meia hora e por nos constar por tudo que o
dito Tesoureiro Geral não tinha faltado a sua obri-
gação e assim não devia ser preso, e quando suce-
desse tal caso devia o dito Provedor-mor dar logo
parte a este governo (o que não fez nem antes
nem depois) para dar pronta providência na arre-
cadação da Fazenda Real e despacho das partes.
Ordenamos ao dito Provedor-mor da Fazenda Real
que em caso que por qualquer razão se deva ter
semelhante procedimento com os Tesoureiros Ge-
rais não proceda a prisão contra eles sem primeiro
dar parte a este governo para prontamente dar a
providência necessária à arrecadação da Fazenda
Real despacho das partes e mais negócios de que
os ditos Tesoureiros Gerais estão encarregados
pelo seu regimento. Bahia e agosto, 9 de 1720.
Rubricas. ¦;*•'"
- 60 -

Portaria para o Capitão do forte da


barra ter o farol aceso em todas as noi-
tes.
¦.rd '
Porquanto somos informados que ordinária-
mente está apagado o farol da torre do forte de
Santo Antônio da Barra desta cidade nas noites
em que é obrigado o Capitão dele a te-lo aceso, cujo
descuido pode resultar em gravíssimo prejuízo tan-
to aos navios da frota que se esperam por instan-
tes neste porto como as mais embarcações que de
fora vêm para êle por lhes servir de marca o dito
farol na noite que quiserem entrar. Ordenamos ao
Capitão do dito Forte de Santo Antônio da barra
que de hoje em diante tenha muito particular cui-
dado de que todas as noites se acenda o dito farol
e se conserve aceso até a claridade do dia o escusar;
por ser assim conveniente ao serviço de Sua Ma-
jestade, que Deus guarde, e bem dos navegantes.
Bahia e setembro 28 de 1720. Rubricas.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor mandar fazer a despesa do pa-
gamento da gente da guarnição da fraga-
tà de Sua Majestade do dinheiro que está
em depósito pertencente ao seqüestro da
Rainha de Nantes.

Porquanto o Comissário da fragata de Sua Ma-


jestade, que Deus guarde, nos representou ser pre-
ciso pagar a gente da guarnição dela o tempo que se
lhe estava devendo na forma que o mesmo Senhor
ordenava pelo seu regimnto e que o Tesoureiro Ge-
ral lhe havia dito não tinha dinheiro algum da con-
— 61 —

signação aplicada a despesa das fragatas o que Iam-


bem nos segurou mandado vir à nossa presença.
Ordenamos ao Desembargador Provedor da Fa-
zenda Real mande fazer esta despesa pelo di-
nheiro que se acha em depósito pertecente ao se-
questro da Rainha de Nantes e tanto
se tornará a restituir ^ste empréstimo ao
mesmo depósito vista a urgente necesidade de
se pagar a gente da guarnição da dita fragata. Ba-
hi e setembro, 20 de 1720. Rubricas.

Portaria para o Comissário da Junta


de Sua Majestade comprar rolos de taba-
co, e ouro para levar a dita fragata para
a Costa da Mina.

O Comissário da fragata de Sua Majestade


comprará logo duzentos e cinqüenta arrobas de taba-
co da qualidade que Sua Majestade pelas suas reais
ordens permite vá para a Costa da Mina, as quais
mandará enrolar em rolos de duas arrobas e meia
....--.... e assim mais trezentos mil reis de buzio
fino, havendo-os, e não os havendo, do grosso, ....
dois mil cruzados de ouro em pó o qual comprará na
Casa da Moeda desta cidade; e tudo o referido en-
tregará com toda. a clareza ao Mestre da fragata
do dito Senhor Nossa Senhora da Atalaia para dis-
pender uma e outra cousa na forma da ordem que
se lhe der, por ser assim do serviço de Sua Majes-
tade. Bahia"¦'•¦::. e outubro,
¦'.''¦':'7X'i7:i'
3 de 1720. Rubricas.
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— 62 —

Representação que fez a este governo


o Doutor Luiz de Souza Pereira como Pro-
curador da Coroa sobre o tabaco que se lhe
ordenava como Superintendente despa-
chasse para a Costa por conta de Sua Ma-
jestade na fragata guarda-costa.

Senhor Governador e Capitão General por por-


taria como superintendente do taba-
co dê ao Comissário da fragata de Sua Majestade
Nossa Senhora da Atalaia os necessários
para duzentas e cinqüenta arrobas de tabaco e
como na mesma portaria se expressa se hão de em-
barcar por conta do dita Senhor para um negócio
do seu real serviço; me pareceu representar a Vossa
Senhoria como Procurador que este e
i-nda sendo da terceira e íntima qualidade padece
grande diminuição e corrupção como experimen-
tam muitas embarcações do negócio que os levam;
e desta sorte sucedendo chegar a Costa da Mina
podre ou vindo de torna viagem no caso que não
seja necessário para se efetuar negócio do ser-
viço de Sua Majestade ficassem ainda a sua Real
Fazenda procedendo nem do dito ta-
baco e assim havendo outros gêneros que não pa-
deçam corrupção nem são de menos saída
Costa da Mina me parecia que antes estes do que
aqueles se deviam permitir para o referido nego-
cio.
Nem obsta a solução que pode dar a esta dü-
vida ^pessoa a quem for encarregada a sobredita
diligência que sucedendo o caso de não ser necessá-
rio e como na torna-viagem seja infalível a corrup-
ção deste gênero o tomará por sua conta abonando
(y^-vftp"-;-.."»^;

— 63 —
¦¦

a do principal a Sua Majestade o que se não deve


admitir nem considerar pois que o serviço do dito
Senhor não é capaz de negócio particular ainda em
pessoas semelhantes e na presente ocasião, esta é a
verdade que se possível for cum juramento como re-
presento a Vossa Senhoria e aquela dúvida que por
requerimento se me oferece; sobretudo obrarei o
que Vossa Senhoria me ordenar. Bahia e outubro, 6
de 1720. Luiz de Souza Pereira.

Despacho.
I i
Como o negócio do serviço de Sua Majestade
para que se manda despachar êste tabaco se não
pode fazer sem êle. O Desembargador Superinten-
dente dê os despachos necessários ao Comissário
como se lhe tem ordenado; e sobre as dúvidas que
representa como Procurador da Coroa se dará a
providência mais conforme e conveniente ao ser-
viço do dito Senhor. Bahia e outubro, 7 de 1720.
Rubricas.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da fazenda mandar -fazer gra-
des de ferro para os janelas da Sé
desta cidade.

Porquanto o Governador Marquês de Anjeja


Vice-Rei, .... e deste Estado passou ao Provedor-
mor ordem Provedor-mor da fazenda mande
logo fazer grades ie ferro para as janelas da Sé ¦- ;Sv
'.,|'j

desta cidade para que esteja com toda a decência


com que deve estar. Bahia e agosto, o 1.° de 1720.
E porque a -,... se não tem executado até o
— 64 —

presente, se não executado a dita ordem. O


Desembargador Provedor-mor da Fazenda Real
mande logo a sua inteira execução mandando fa-
zer as ditas grades com a brevidade possível tan-
to para se por em perfeição aquele templo como
para maior segurança dos ..... visto ser da pro-
teção real e ter Sua Majestade aprovado ao Exce~-
lentíssimo Senhor Marquês de Angeja os reparos
de que lhe deu conta necessitava o dito templo por
se não experimentar alguma ruina com que a Fazen-
da Real tivesse mais considerável despesa. E esta
se fará pela consignação às obras da dita Sé. Ra-
hia e setembro, 30 de 1720. Rubricas.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor mandar pagar aos empreiteiros
dos fortes desta praça o que se lhes dever de
qualquer direito.

Porquanto aos empreiteiros dos fortes de São


Paulo, Rarbalho e do Mar se tem faltado há alguns
meses com os pagamentos na forma das condições
com que remataram as obras da con-
signação aplicada a que e pode
seguir suspender-se o trabalho deles e não se con-
tinuar a eficácia que convém o que é em grande
prejuizo do serviço de Sua Majestade, que Deus
guarde e defensa desta praça. Ordenamos ao De-
sembargador Provedor-mor da Fazenda Real deste
Estado mande logo aos empreiteiros dos
ditos fortes os estiverem devendo na forma das
condições da sua rematação de qualquer dinheiro
que haja no tesouro, dando somente por emprésti-
mo para se tornar a restituir tanto que nele entrar
— 65 —

dinheiro da Dízima da Alfândega aplicada a despe-


sa das fortificações. Bahia e 10 de 1720.
Rubricas.

Portaria que se remeteu ao Tesourei-


ro Geral deste Estado para ter entendido há
de pagar todos os bilhetes que passar a seu
ajudante por estar provido de Comissário
da fragata de Sua Majestade, que Deus
guarde Nossa Senhora da Atalaia por im-
pedimento de Manuel José.

Porquanto pelo impedimento com que se acha


Manuel José, Comissário da fragata de Sua Majesta-
de, que Deus guarde, Nossa Senhora da Atalaia para
exercer aquela ocupação nomeamos para ela a An-
tônio Gonçalves da Silva, Ajudante do Tesoureiro
Geral deste Estado. O dito Tesoureiro Geral o tenha
assim entendido para pagar todos os bilhetes assina-
dos pelo mesmo Antônio Gonçalves da Silva como
fazia aos do Comissário Manuel José. Bahia 19 de
1720. Rubricas.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor ordenar ao Tesoureiro Geral sa-
tisfaça os bilhetes que o dito novo Comis-
sário lhe passar e toda a mais despesa que
Sua Majestade, que Deus guarde, ordena
no regimento do Comissário, da mesma sor-
..... ¦% ¦
te que o fazia com os do dito Manuel José.
¦

f)i0fff;. iV-Piz." 1
Porquanto por se achar gravemente impedido
Manuel José Comissário da fragata de Sua Majes-
tade, que Deus guarde, Nossa Senhora da Atalaia
— 66 —

nomeamos para o
para exercer aquela ocupação
exercício dela, durante o seu impedimento, a Antô-
nio Gonçalves da Silva ajudante do Tesoureiro Ge-
ral deste Estado. O Desembargador Provedor-mor
o tenha assim entendido ordenando ao dito Tesou-
reiro Geral satisfaça os bilhetes que o dito novo Co-
missário lhe passar e toda a mais despesa que Sua
Majestade ordenar no regimento do Comissário da
mesma sorte que o fazia aos do dito Manuel José,
em virtude da Portaria de seis de junho próximo
passado que sôbre este mesmo particular expedimos
ao Provedor-mor, procedendo em tudo como nela or-
denamos. Bahia e outubro, 22 de 1720. Três rubri-
cas dos Senhores Governadores Gerais. U :..-•

Portaria para o Provedor-mor da Fa-


zenda Real mandar pôr as clarezas necessá-
rias nos assentos de Manuel Pereira Ferrei-
ra gentil-homem da artilharia desta praça,
e o Sargento João da Rocha e ao Sota-con-
destável dela Manuel Rodrigues que todos
vão em companhia do Tenente General da
Artilharia Francisco Lopes Vilas Boas à
guerra do gentio bárbaro.
¦ "*':' 'fr-H' '¦¦:¦'"
... :-.c .-

\m Porquanto temos ordenado a Manuel Pereira


V
Ferreira gentil-homem da artilharia desta praça e
o Sargento João da Rocha e ao Sota-condestável dela
Manuel Rodrigues acompanhem ao Tenente Gene-
ral Francisco Lopes Vilas Boas a uma diligência de
que está encarregado do serviço de Sua Majestade.
O Desembargador Provedor-mor o tenha assim en-
tendido para nos seus assentos lhe mandar pôr as
— 67 —

clarezas necessárias. Bahia e outubro, 22 de 1720.


Três rubricas dos Senhores Governadores Gerais.
'. . ¦,
- ¦ ¦ ¦ *
¦ -
_-•"- .¦ . , .

Portaria para o Provedor-mor da Fa-


zenda Real mandar entregar ao Condestá-
vel-mor da Artilharia desta praça cento e
cinqüenta espingardas castelhanas bem
preparadas, seis barris de pólvora boa, dois
cunhetes de balas que sirvam nas mesmas
espingardas e outro de mais pequena mu-
nição grossa e mais meúda para a guerra
do gentio bárbaro e quatrocentas de peder-
neiras.

Porquanto o gentio bárbaro que habita pelas


matas dos distritos da vila do Cairú desceu próxima-
mente ao dito Jagueriçá e nele fez treze mortes e ou-
tros insultos pelos quais mandamos proceder contra
eles fazendo-lhes guerra, e para esta expedição te-
mos nomeado por cabo ao Tenente General da arti-
lharia Francisco Lopes Vilas Boas. Ordenamos ao
Desembargador Provedor-mor da Fazenda Real dês-
te Estado mande entregar ao Condestável-mor da
artilharia desta praça cento e cinqüenta espingardas
castelhanas bem preparadas, seis barris de pólvora
boa, dois cunhetes de balas que sirvam nas mesmas
espingardas e outro de mais pequenas para outras
armas; uma arroba de munição grossa e outra de
fina e quatrocentas pederneiras e de tudo assinará
o dito Condestável-mor a carga necessária para cia-
reza do Almoxarife que despender as ditas armas e
munições. Bahia e outubro, 22 de 1720. Três rubri-
cas dos Senhores Governadores Gerais.
— 68 —

Portaria para o Provedor-mor ficar


entendendo que o soldado Antônio Ferreira
vai a uma diligência do serviço de Sua Ma-
jestade.
. . 'd

Antônio Ferreira, soldado da Companhia do Ca-


pitão Tomaz da Mota, do Terço do Mestre de Campo
João dos Santos Alá, vai por ordem deste governo em
companhia do Tenente General da Artilharia a uma
diligência do serviço de Sua Majestade. O Desem-
bargador Provedor-mor o tenha assim entendido
para no seu assento lhe mandar pôr a clareza neces-
sária. Bahia e outubro, 22 de 1720. Rubricas dos
Senhores Governadores Gerais.

Portaria que se remeteu aos oficiais da


Câmara da Vila de Jaguaripe sobre se le-
var em conta das rendas do Conselho o gas-
to que se fizer com as pessoas que forem à
|i) entrada do gentio bárbaro. ,, ¦

Porquanto o Tenente General da Artilharia


Francisco Lopes Vilas Boas.
à margem: Está registrada a folha 87.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda Real mandar entre-
gar à ordem do Sargento-maior da artilha-
ria desta praça o conteúdo na relação in-
clusa para a salva da procissão de Nossa
Senhora do Desterro. .!<í:v!'-*

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado mande entregar à ordem do Sar-
— 69 —

gento-maior da Artilharia desta praça Inácio Teixei-


ra Rangel o conteúdo na relação inclusa, firmada por
êle para a salva que se há de dar com a Artilharia
da Casa da Torre ao passar da procissão do Santíssi-
mo Sacramento da freguesia de Nossa Senhora do
Desterro como é estilo observado; de que a pessoa
que receber assinará a clareza necessária para a con-
ta do Almoxarife que o despender, e dar conta do que
naquela ocasião tiver consumo. Bahia e outubro, 25
de 1720. Três rubricas dos Senhores Governadores
Gerais.

Relação que acusa a Portaria acima.

Quatro arrobas de pólvora.


Cinco arrobas de estopa.
Quatro pelias.
Duzentas taxas.
Dez soquetes.
Quinze pranchadas.
Dois polvarinhos.
Duas agulhas. Inácio Teixeira Rangel.

Portaria que se remeteu aos oficiais da


Câmara da Vila de Jaguaribe sobre se lhe
levar em conta os gastos que pelas rendas
do Conselho se fizer com as pessoas que em
Companhia do Tenente General da Artilha-
ria fizerem ao gentio bárbaro entrada.

Porquanto o Tenente General da Artilharia


Francisco Lopes Vilas Boas a quem temos nomeado
por cabo da gente com há de fazer guerra ao gen-
tio bárbaro dos matos da Vila de Jaguaripe e Cairú
. ¦¦¦ <

— 70 —

que nos distritos de Jaguariçá fez treze mortes, en-


tre brancos e outras espécies, nos remeteu um termo
do ajuste que fez em vinte e sete do corrente mês
com os oficiais da Câmara e outras pessoas morado-
ras no distrito da Vila de Jaguaripe dos mantimen-
tos que se obrigavam a dar para sustento da gente
daquela guerra; e porque declararam no dito termo
que as despesas dos ditos mantimentos se haviam de
fazer das rendas do Conselho para a primeira expe-
dição de cinqüenta homens por tempo de quinze dias
que com o dito Tenente General vão a explorar o ras-
tro daqueles bárbaros para eiri" tempo mais oportuno
lhe fazer a guerra, o que não podiam despender sem
ordem expressa deste governo geral para se lhe le-
varem em conta nas despesas do mesmo Conselho e
visto convir ao serviço de Sua Majestade, que Deus
guarde, defensa e sossego de seus vassalos tratar-
se logo deta diligência. Ordenamos aos oficiais da
dita Câmara façam esta despesa na mesma forma que
declaram no seu termo a qual se lhe levará em conta
nas que derem das rendas daquele Conselho. Bahia
e outubro, 31 de 1720 .Senhor Arcebispo da Bahia.
Caetano de Brito e Figueiredo. João de Araújo e
Azevedo.

Portaria para o Escrivão da Fazenda


sobre remeter à Secretaria uma relação do
preço por que se remataram os contratos
desta Capitania.

O Escrivão da Fazenda Real deste estado reme-


ta logo à Secretaria do mesmo Estado uma relação
do preço por que este ano se remataram os contratos
Sf.»-1i';,}"".»vwi

— 71 —

desta Capitania. Bahia e outubro, 22 de 1720. Rú-


bricas.

Portaria para o Provedor da Casa da


Moeda remeter vinte veios para as Minas
pelo Rio de Janeiro.

Porquanto o Governador da Capitania de São


Paulo e Minas nos representou serem precisos vinte
veios sem folhas, para o lavor da Casa da Moeda que
Sua Majestade, que Deus guarde, mandou estabele-
cer nela; e também José Corrêa, filho do ensaiador
Matias Corrêa, para ali servir de ensaiador; pedin-
do lhos mandássemos logo e porque o mesmo Senhor
ordena a este Governo Geral, remeta da Casa da
Moeda desta cidade ao das Minas o que lhe for ne-
cessário ordenamos ao Provedor da Casa da Moeda
desta Bahia remeta logo no navio que está para par-
tir para a Nova Colônia, com escala pelo Rio de Ja-
neiro, vinte veios novos, sem folhas, ao Provedor da-
quela cidade para dali serem conduzidos para as di-
tas Minas; e tanto que a esta chegar o dito José Cor-
reia que se espera de Lisboa o fará logo seguir via-
gem para as ditas Minas para na Casa da Moeda de-
Ias servir de ensaiador, ao qual no Rio de Janeiro se
há de dar, uma ajuda de custo para o seu embarque,
mantimentos e condução, como o dito Governador
nos avisa. E esta diligência havemos por muito re-
comendada ao dito Provedor por ser assim conve-
niente ao serviço de Sua Majestade, que Deus guar-
de. Bahia e outubro, 22 de 1720. Rubricas.
iwçr •¦•——7

— 72 —

Ordem para os Capitães-mores e Sar-


gentos-mores das freguesias do Regimento
do Coronel Miguel Calmon darem ao Juiz
Ordinário da vila da Cachoeira toda a ajuda
e favor que lhes pedir e requerer para as
diligências que lhe estão encarregadas.

Os Capitães-mores, Sargentos-mores, e mais ofi-


ciais das freguesias que há no Regimento do Coronel
Miguel Calmon, pertencentes ao distrito da Vila da
Cachoeira, darão prontamente ao Juiz Ordinário dela
toda a ajuda e favor que lhe pedir e requerer para as
diligências de que o dito Juiz por razão do seu ofício
está encarregado. E por que o não deixem de fazer
por falta de gente presentarão a ordem inclusa ao
dito Coronel, a quem ordenamos que sem falta algu-
ma nem demora lha mande dar pelos Capitães do
seu regimento nos distritos donde a houverem mis-
ter. Bahia e outubro, 24 de 1720. Três firmas dos
Senhores Governadores Gerais.

Ordem para o Coronel Miguel Calmon


de Almeida sobre ordenar aos Capitães do
seu regimento pertencentes a Cachoeira
dêm aos Capitães-mores das freguesias a
gente que lhes pedir para as diligências do
Juiz Ordinário.

O Senhor Coronel Miguel Calmon de Almeida


tanto que receber esta ordenará aos Capitães do seu
regimento pertencentes ao distrito da Vila da Ca-
choeira dêm prontamente aos Capitães-mores das
freguesias, e mais oficiais delas, que do distrito da
dita vila, que pertencem ao mesmo Regimento, os
— 73 —

soldados que lhes pedirem e requererem para com


eles executarem as diligências que aos ditos oficiais
encarregar o Juiz Ordinário da mesma vila. Bahia e
outubro, 24 de 1720. Três firmas dos Senhores Go-
vernadores Gerais.

Portaria para o primeiro Capitão Te-


nente da fragata de Sua Majestade Nossa
Senhora da Atalaia para declarar o que lhe
falta para seguir viagem.

O primeiro Capitão Teneríte da fragata de Sua


Majestade, que Deus guarde, Nossa Senhora da Ata-
laia, tanto que receber esta declare logo ao pé dela
se a dita fragata está pronta de tudo o que lhe é
necessário para seguir viagem, expressando indivi-
dualmente o que lhe falta assim de mantimentos
como de aprestos para a sua navegação e nos remeta
a sua declaração pela Secretaria do Estado. Bahia
e novembro, 8 de 1720. Rubricas.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor, mandar satisfazer os bilhetes
que passar o novo Comissário da fragata
de Sua Majestade ao Tesoureiro Geral.

Porquanto por Portaria de seis do corrente pro-


vemos ao Sargento-maior José de Almeida na ocupa-
ção de Comissário da fragata de Sua Majestade, que
Deus guarde, Nossa Senhora da Atalaia que vagou
por falecimento de Manuel José que a exercia; o De-
sembargador Provedor-mor da Fazenda Geral deste
Estado o tenha assim entendido para ordenar ao
Tesoureiro geral satisfaça os bilhetes que o dito Co-
— 74 —

missário passar, e toda a mais despesa que Sua Ma-


jestade lhe encarregou pelo regimento que foi ser-
vido dar-lhe na mesma forma que se praticava no
tempo do seu imediato antecessor, em virtude da
portaria que, para esse efeito lhe expedimos em 6 de
junho próximo passado. Bahia e novembro, 8 de
1720. Rubricas.
Portaria para o Desembargador Prove-
dor-mor mandar pôr pronta a fragata
de Sua Majestade Nossa Senhora da Pai-
ma e São Pedro do que necessitar de con-
sêrto.

Porquanto o Secretário de Estado Diogo de Men-


donça Corte Real nos avisa que as fragatas que aqui
serviam de guarda-costa hão de ir pra o Reino na
ocasião da frota. O Desembargador Provedor-mor o
tenha assim entendido para mandar logo consertar
a fragata Nossa Senhora da Palma e São Pedro de
tudo o que aqui necessitar para que à chegada da
dita frota esteja pronta e não seja necessário então
cuidar-se no seu aprêsto. Bahia e novembro, 8 de
1720. Rubricas.

Portaria para o Desembargador-mor da


Fazenda Real mandar logo entregar ao
Comissário da fragata de Sua Majestade
um livro de papel branco, numerado, ru-
bricado, para nele se lançar em despesa
todo o gasto que fizer com a dita fragata
Nossa Senhora da Atalaia.

Porquanto o Sargento-maior José de Almeida


Comissário da fragata de Sua Majestade, que Deus
..: - 75 -

guarde, Nossa Senhora da Atalaia nos representou


que para se lançar em despesa todo o gasto que se
fizer com a dita fragata lhe é necessário um livro
em branco, numerado e rubricado. Ordenamos ao
Desembargador Provedor-mor da Fazenda Real dês-
te Estado mande logo entregar ao dito Comissário
José de Almeida um livro de papel branco, nume-
rado, e rubricado para nele se lançar em despesa,
separadamente, todo o gasto que fizer com a dita
fragata Nossa Senhora da Atalaia na forma que o
mesmo Senhor tem ordenado. Bahia e novembro,
13 de 1720. Três rubricas dos Senhores Governa-
dores Gerais.

Portaria para o Desembargador Prove-


dor-mor sobre mandar dar ao Comissário y
da fragata de Sua Majestade as chaves das
casas da Junta.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado mandará dar ao Sargento-maior
José de Almeida, Comissário da fragata Nossa
Senhora da Atalaia, a chave da casa da Repartição
da Junta em que assistia Manuel José, seu ante-
cessor. Bahia e novembro, 14 de 1720. Rubricas.

Portaria para o Desembragador Pro-


vedor-mor mandar dar ao Capitão, Tenente
da fragata de Sua Majestade as chaves dos
d quartéis da Junta.

V Porquanto a firagata de Sua Majestade, quje


Deus guarde, Nossa Senhora da Atalaia necessita de
conserto e este se lhe não pode'fazer com a guarni-

/
— 76 —

ção a bordo. Ordenamos ao Desembargador Provedor-


mor da Fazenda mande entregar ao Capitão Tenen-
te da mesma fragata as chaves dos quartéis que a
Junta tem no distrito do Rosário para neles se re-
colher a dita guarnição. Bahia e novembro, 15 de
1720, Rubricas.

Portaria pára o Comissário da fragata


de Sua Majestade mandar vir dela para
terra todos os mantimentos.

O Comissário da fragata de Sua Majestade, que


Deus guarde, Nossa Senhora da Atalaia mandará
vir de bordo dela para terra e recolher no arma-
zém destinado todos os mantimentos que se acharem
\ embarcados nela. E nos remeterá pela Secretaria
deste Estado uma relação por que conste como se
acham e toda a quantidade deles. Bahia e novem-
bro, 15 de 1720. Rubricas.

Portaria para o Desembargador Prove-


dor-mor mandar limpar o palácio.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real mande logo espanar as paredes e os altos da
casa do palácio, lavar e varrer os sobrados dela para
que estejam com toda a limpeza. Bahia e novem-
bro, 18 de 1720. Rubricas.

Instrução da forma com qué hão de sal-


var as fortalezas desta praça no dia da
posse do Excelentíssimo Senhor Vice-Rei.
— 77 —

Tanto que o Excelentíssimo Senhor Vasco Fer-


nandes César de Menezes sair do colégio para vir
para a Sé salvará o forte da ribeira com a artilha-
ria que tiver, e a este se seguirão na mesma forma
o do Mar, São Francisco, Santo Antônio e Monser-
rate; depois do dito Senhor estar dentro na Sé sal-
varão as ditas fortalezas na mesma forma; o que
repetirão também tanto que o mesmo senhor entrar
em palácio, e estas três salvas se farão sempre com
a artilharia que tiverem os ditos fortes. 0 Sargento-
maior da Artilharia o tenha assim entendido e pas-
sara as ordens necessárias aos Capitães dos mesmos
fortes de sorte que não haja o menor embaraço nem
falta. Bahia e novembro, 21 de 1720. E esta ordem
se executará sem embargo da que se passou aos
Capitães dos ditos fortes sobre este particular. Ba-
hia e novembro, 21 de 1720. Rubricas.

Portaria para o Desembargador Prove-


dor-mor da Fazenda Real mandar entregar
. à ordem do Sargento-maior da artilharia
dez quintais de pólvora e quatro de morrão
para o forte do Mar; e oito quintais de pól-
vora para o forte da Ribeira.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real mandará entregar a ordem do Sargento-maior
da artilharia dez quintais de pólvora e quatro de
morrão para o forte do mar e assim mais oito quin-
tais de pólüora para o forte da Ribeira. Bahia
e novembro, 22 de 1720. Três rubricas dos Senho-
res Governadores Gerais.
— 78 —

Portaria que se passou ao Coronel Se-


bastião da Rocha Pita para guarnecer com
o seu regimento no dia da posse do Se-
nhor Vice-Rei a rua Direita, do colégio até
a Sé, de uma parte e o Coronel José de
Araújo Rocha de outra; os Coronéis Do-
mingos da Costa de Almeida e José da Sé
até à praça.

O Senhor Coronel Sebastião da Rocha Pita guar-


necerá com o seu regimento a rua do colégio até a
Sé, vindo aquele da parte direita, amanhã vinte e
três do corrente quando tomar posse o Excelentíss-
mo Senhor Vasco Fernandes César de Menezes; Vice
Rei e Capitão General de mar e terra deste Estado.
Bahia e novembro, 22 de 1720. Rubricas.

Portarias que se expediram ao Mestre


de Campo João de Araujo de Azevedo e
João dos Santos Ala, formarem os seus
Terços no dia da posse do Senhor Vice-Rei,
ambas de um teor.
';•'.--.'I -.--.,
¦
• ¦ -
-"
\. ..,,,.... '.' :'.' ' ,.¦¦-;'•¦.. V.. -
. „ \.\P ' ¦¦' ;'P ¦ í-..'"' ,

O Senhor Mestre de Campo João dos Santos


Ala amanhã que se contam vinte e três do cor-
rente que toma posse o Excelentíssimo Senhor
Vasco Fernandes César de Menezes, Vice-Rei e Ca-
pitão General de mar e terra deste Estado, for-
mará o seu regimento na parte donde o fez quando
tomou posse o Senhor Conde do Vimiêíro. Bahia e
novembro, 22 de 1720. Rubricas.
.— 79 —

. Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor mandar dar dois quintais de
pólvora e dois de morrão para o forte de
Monserrate.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real mandará entregar à ordem do Sargento-maior
da artilharia dois quintais de pólvora e dois de mor-
rão para o forte de Monserrate. Bahia e novembro,
22 de 1720. Rubricas.

PORTARIAS EXPEDIDAS PELO EXCELENTÍS-


SIMO SENHOR VICE-REI, VASCO FERNAN-
DES CÉSAR DE MENEZES.

Portaria para o Comissário da Fragata


de Sua Majestade sobre a guamição dela.

Porquanto tenho ordenado que a Infantaria que


guarnece a fragata Nossa Senhora da Atalaia desem-
barque para os seus quartéis destinados; o Comis-
sário da mesma fragata o tenha assim entendido pa-
ra praticar com a dita guarnição o que está deter-
minado. Bahia e novembro, 25 de 1720. Rubricas.

Portarias que se remeteram aos Coro-


néis Francisco Bernardes de Aragão, Pedro
Barbosa Leal, Miguel Calmon de Almeida
e Domingos Borges de Barros, sobre a con-
dução dos tabacos e açúcares; e outras duas
aos Coronéis Luiz da Rocha Pita Deus Da-
rá, e a José Pires de Carvalho sobre a con-
dução dos açúcares.
w.

— 80 —

Porquanto a frota se acha já neste porto e há


de sair dele com toda a brevidade, ordeno ao Coro-
nel Francisco Rernardes de Aragão obrigue aos Se-
nhores de Engenho, lavradores de canas e tabacos,
que houver nos distritos do seu regimento a que
conduzam sem demora alguns açúcares e tabacos
que estiverem feitos e os que mais forem fazendo
para os trapkhes e armazéns, donde se costumam
recolher, dos quais fará expedir e transportar para
os desta cidade, prontamente, em cuja diligência
espero se empregue o dito Coronel com todo o cui-
dodo por ser assim muito do serviço de Sua Ma-
jestade, que Deus guarde. Rahia e novembro, 26 de
1720. Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vice-Rei
e Capitão General de mar e terra deste Estado.

Portaria que se remeteu ao Coronel


Pedro de Araújo Vilas Roas sobre a con-
dução dos tabacos, digo, carta escrita ao
Juiz Ordinário da Vila da Cachoeira sobre
a condução dos tabacos.

O Juiz Ordinário da Vila da Cachoeira tanto


que receber esta fará logo conduzir nos barcos da
carreira daquele porto e nos mais que se oferecerem
todos os tabacos que estiverem nos armazéns dela
e vierem chegando de casa dos lavradores, que o
fabricam, para o armazém destinado nesta cidade,
para a sua arrecadação, procedendo no embarque
deles com carregação e carta na forma que se pra-
ticou nos anos passados; E esta diligência hei por
muito encarregada ao dito Juiz Ordinário para que
proceda nela com todo o cuidado, sem perder ins-
— 81 —

tante de tempo por ser assim conveniente ao ser-


viço de Sua Majestade que Deus guarde. Bahia e
novembro, 26 de 1720. Rubrica do Excelentíssimo
Senhor Vice-Rei e Capitão General de mar e terra
deste Estado. ' '

'"*'''
- ¦
•• . • ¦ •'.','.
.;.;'-

¦
1
Portaria que se remeteu ao Coronel
Pedro de Araújo Vilas Boas sôbre a con-
dução dos tabacos.

Porquanto a frota se acha neste porto do'qual


há de sair com toda a brevidade. Ordeno ao Coro-
nel Pedro de Araújo Vilas Boas obrigue a todos os
moradores que costumam plantar tabaco nos distri-
tos donde os fez conduzir os anos antecedentes a
que os carreguem logo para os armazéns, que é es-
tilo, do porto da Cachoeira para dali serem trans-
portados a esta cidade sem demora alguma e com a
maior brevidade que for possível. E esta diligência
hei por muito encarregada ao dito Coronel para que
nela não perca instante de tempo pôr ser assim
muito do serviço de sua Majestade, que Deus guar-
de. Bahia e novembro, 26 de 1720. Rubrica do Ex-
celetíssimo Senhor Vice-Rei e Capitão General de
mar e terra deste Estado.
' 'i:.í|i-/-'?1'"'g.;-.ivo
: yx'] ootüfo-' ;'; ,;oo.';;Oí ; •Vi-og-õ;.;
t

Ordem para o Capitão da Fortaleza do


Morro mandar um prático para ir na char-
¦.'-'•
rua para
"-
o Morro.
g',!! . ¦¦:¦! i.í''---'4'í.-:¦.
:'í,,g U-.-.-aíO!. Jí/VT^-Í
i\CÜ<-"/' i-i

O Capitão da Fortaleza do Morro tanto que re-


ceber esta remeta logo a esta cidade o prático Hie-
rônimo que tem praça de artilheiro na dita forta-
— 82 —

leza para ir na charrua de Sua Majestade para o


Cairú, e em falta deste outro qualquer que tenha
toda a capacidade para esta diligência. Bahia e no-
vembro, 26 de 1720. Rubrica.

Portaria para o Provedor da Casa da


Santa Misericórdia mandar recolher todos
os doentes das fragatas de Sua Majestade,
que Deus guarde.

O Provedor da Casa da Santa Misericórdia man-


de receber logo no Hospital dela todos os doentes
das fragatas de Sua Majestade que para êle forem
mandados curar. Rahia e novembro, 27 de 1720.
Rubrica.

Portaria para o Provedor-mor da fa-


zenda mandar pôr em praça e rematar o
navio de Sua Majestade, que serviu de
guarda-costa.
fi]

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real vendo a Provisão inclusa de Sua Majestade,
que Deus guarde, de quatorze de junho deste ano
sobre se vender o navio que servia de guarda-costa
i \ ¦
nesta capitania, a mande logo registrar nos livros
da mesma Fazenda e pôr em praça o dito navio na
forma do estilo, dando cumprimento a tudo o que
dispõe a dita provisão, a qual registada que seja a
remeta logo à secretaria deste Estado. Bahia e no-
vembro, 26 de 1720. Rubrica.

i f> S }
¦,

— 83 —

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor sobre informar sobre a quantia
que leva o Contador quando toma contas
aos contratadores e por que título as leva.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


foi servido ordenar a este governo geral em provi-
são de vinte e dois de abril do presente ano o infor-
me do quanto os contratadores que rematam os con-
tratos da Fazenda Real dão ao contador geral por
cada uma das contas que toma aos ditos contrata-
dores quando com elas entram nos contos para se
porem corrente, desobrigarem seus bens e de seus
fiadores; e o estilo que tem o dito contador geral
para levar as tais quantias. Ordeno ao Desembar-
gador Provedor-mor da Fazenda Real deste Estado
se informe logo de todo o referido e me dê conta
por duas vias de tudo o que achar sobre esta mate-
ria para eu a poder dar a Sua Majestade. Bahia e
novembro, 26 de 1720. Rubrica.

Portaria para o Provedor-mor da Fa-


zenda Real deste Estado sobre se lhe de-
clarar que o Comissário José de Almeida
há de correr com a despesa das fragatas
de Sua Majestade que neste porto se acham,
exceto as charruas.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


foi servido separar da repartição da fazenda as
despesas que se fizessem com a fragata Nossa Se-
nhora da Atalaia que mandou para guardar esta
costa; e oujrossim me consta por algumas juntas
raSst .

84 —

em que me achei, e cartas que tenho visto em for-


ma de ordens do Provedor dos Armazéns do Reino
aprovadas pelo Marquês de Fronteira, Vedor da
Fazenda daquela repartição, pelas quais se vê que
ao Comissário nomeado para correr com as despe-
sas da dita fragata guarda-costa se lhe encarrega
também a dos comboios. 0 Desembargador Prove-
dor-mor da Fazenda terá entendido que José de Al-
3>
meida provido pelos governadores deste Estado em
comissário, por morte de Manuel José que o era,
há de correr com a despesa da fragata guarda-
costa e, dos dois combois que hão de partir para
o Reino, advertindo, porém, que como Sua Majes-
II
tade não quer que se confundam as consignações
se farão separadamente as despesas na forma das
ordens do mesmo Senhor, de quatorze de junho dês-
te ano. E no que respeita as charruas se não se-
para a sua Administração da Fazenda.
'.v-í.,'
Bahia e no-
vembro, 29 de 1720. Rubrica, ¦:ii.

Portaria que se remeteu ao Provedor


mor da Alfândega desta cidade sôbre man-
dar por qualquer oficial de fé do seu juí-
1 zo notificar aos trapicheiros para que ob-
servem a lei de Sua Majestade que com
esta se lhe remeteu a cópia. ¦¦¦'¦p&sb''- ¦.'•¦•
, ¦:--XVínA": ¦i'x:,--o\'tàx> :
Porquanto o Senhor Rei Dom Pedro, de glo-
riosa memória, deferiu ao requerimento que lhe fi-
zeram os homens de negócio da praça de Lisboa
com uma lei cuja cópia vai inclusa e por ser con-
veniente que esta se observe não só pelo que res-
peita a autoridade da soberania senão também ao
— 85 —

melindre do negócio, no qual se tem faltado à fé


pública cujo prejuízo se deve por toda as razões
reparar. Ordeno ao Provedor da Alfândega desta
cidade mande logo qualquer oficial de fé do seu
juízo notificar aos trapicheiros para que de hoje
em diante, inviolàvelmente, observem a referida
lei com cominação de que havendo o menor descui-
do na sua observância ficarão incursos nas penas
dela e outrossim se participará esta resolução da
maneira possível aos senhores de engenho para que
fiquem advertidos a executá-la pela parte que lhes
toca; o oficial que fizer esta diligência trará uma
certidão da secretaria deste estado de o haver assim
executado. Bahia e novembro, 29 de 1720. Rubri-
ca do Excelentíssimo Senhor Vice-Rei e Capitão
General de mar e terra do stado do Brasil.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor sobre a cobrança dos fretes das
charruas.

O Desembargador Provedor-mor mandará co-


brar os fretes das charruas de Sua Majestade que
vieram na presente frota na mesma forma que se
praticou na ocasião passada, encarregando a dita
cobrança ao Ajudante do Tesoureiro Geral. Bahia
e novembro, 30 de 1720. Rubrica. __.:

Portaria que se remeteu ao Comissá-


rio da Fragata # de Sua Majestade Nossa
Senhora da Atalaia sobre correr também
com as despesas dos dois combois da frota.
- 86 —

O Comissário da fragata de Sua Majestade,


que Deus guarde, Nossa Senhora da Atalaa terá
cuidado que com esta ocupação há de correr com
todas as despesas que fizerem os dois combóis da
frota deste porto na mesma forma em que fez da-
quela fragata e asim tenho declarado ao Desem-
bargador Provedor-mor da Fazenda Real. Bahia e
novembro, 29 de 1720. Rubrica do Excelentíssimo
Senhor Vice-Rei e Capitão General de mar e terra
deste Estado.

Portaria que se remeteu ao Desembar-


gador Provedor-mor da fazenda sobre
averiguar se ao Conselho Ultramarino vai
a propina do Donativo, e se do mesmo Con-
selho se remetem para esta cidade mate-
rias e munições de guerra da mesma pro-
pina.

O Desemborgador Provedor-mor da Fazenda


fará com toda a diligência o exame necessário para
se averiguar se ao Conselho Ultramarino vai a pro-
pina do donativo e se do mesmo Conselho se reme-
tem para esta cidade matérias e munições de guerra
da mesma propina, como também se depois que
se tirou do Senado da Câmara desta cidade a ar-
rematação das rendas vão para o mesmo Conse-
lho propinas desta arrematação não as levando o
Senado quando as remataria. Bahia e dezembro, 1
de 1720. Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vice-
Rei e Capitão General de mar e terra do Estado do
Brasil.
— 87 —

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor ordenar ao Tesoureiro Geral satis-
faça os bilhetes que passar o Comissário
sobre o aprêsto das fragatas.

O Procurador-mor da Fazenda Real deste Es-


tado ordene ao Tesoureiro Geral dela satisfaça a
importância de todos os bilhetes que o Comissário
José de Almeida passar, pertencentes ao aprêsto e
socorro da guarnição das três fragatas de guerra
de Sua Majestade, que Deus guarde, que se acham
neste porto. Bahia e dezembro, 2 de 1720. Ru-
brica.

Ordem que se passou ao Coronel Pau-


lo Barbosa Leal sobre as caixas de açú-
cares dos distritos do eu regimento e do
mesmo teor e expedição outras aos Coro-
néis.

Para o Desembargador Provedor-mor da Fa-


zenda Real.

O Comissário da fragata guardacosta e com-


bói se acha sem ter donde recolha as fábricas e
mantimentos das naus; havendo parte separada ou
distinta na Ribeira, Vossa Mercê lha monde dar, e
quando não será preciso que o dito Comissário se
fie ns Almoxarifes para se encarregarem de tudo
o que fôr conveniente que lhes entregue. Deus guar-
de a Vossa Mercê. Bahia e dezembro, 4 de 1720.
Vasco Fernandes César de Menezes. Senhor De-
sembargador Provedor-mor.
— 88 —

Portaria para o Provedor-mor mandar


entregar vinte mil cruzados à ordem do
Tenente General da Artilharia.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mandará entregar vinte mil cruzados à ordem do
Tenente General da Artilharia ou ao Mestre da
charrua Santo Tomaz. de Cantuaria para com esta
quantia se pagarem as despesas da feria de madei-
ras do distrito do Cairú e a pessoa que o receber
passará a clareza necessária em que e obrigue a
trazer ou remeter conhecimento em forma do Tesou-
reiro da dita feitoria para clareza da «conta do Te-
soureiro Geral. Bahia e dezembro, 9 de 1720. Ru-
brica.

Á margem: — Esta despesa se fará pela consig-


H> nação aplicada à dita feitoria, e não havendo dela
dinheiro que baste se tomará por empréstimo de
outro qualquer para depois ser pago tanto que en-
trar daquela consignação.

Ordem para o Capitão da fortaleza do


um Morro para mandar soldados à feitoria do
Cairú. .

O Capitão da fortaleza do Morro tanto que re-


ceber esta mandará logo para a feitoria das madei-
ras do Cairú os soldados que lhe pedir o Tenente
General da Artilharia deste Estado Francisco Lo-
pes Vilas Boas na forma que se tem praticado nos
anos passados. E ordenará aos ditos soldados exe-
cutados executem prontamente oque o dito Tenente
— 89 —

General lhes ordenar. Bahia e dezembro, 7 de 1720.


Rubrica.

Ordem para os Coronéis e mais ofi-


ciais de milícia ou justiça darem ao Te-
nente General da Artilharia todo o favor
e ajuda.

Porquanto o Tenente General da Artilharia


deste Estado Francisco Lopes Vilas Boas vai por
ordem minha ao distrito do Cairú a certas diligên-
cias do serviço de Sua Majestade, que Deus guar-
de, ordeno aos Coronéis, Sargentos-mores, Capi-
tães-mores," Juizes Ordinários e outros quaisquer
oficiais de justiça ou milícia dos distritos da dita
vila e da deJaguaripe, dêm prontamente ao dito
Tenente General todo o favor e ajuda que lhe for
necessário, e executem sem demora alguma todas
as ordens que lhes der. Bahia e dezembro, 7 de
1720. Rubrica.

Portaria para o Provedor-mor ter


entendido que o Tenente General da Arti-
lharia vai à Vila do Cairú a diligências do
serviço de Sua Majestade.

Porquanto o Tenente General da Artilharia


deste estado Francisco Lopes Vilas Boas vai
por ordem minha aos distritos da vila do Cairú
a certas diligências do serviço de Sua Majestade.
O Desembargador Provedor-mor da Fazenda Real
o tenha assim entendido para no assento do dito
— 90 —

Tenente General mandar pôr as clarezas necessá-


rias. Bahia e dezembro, 7 de 1720. Rubrica.

Ordem para o Administrador, Mestre


e oficiais da feitoria do Cairú executarem
pontualmente tudo o que o Tenente Gene-
ral da Artilharia lhes ordenar.

Porquanto tenho ordenado ao Tenente General


da Artilharia deste Estado Francisco Lopes Vilas
Boas passe ao distrito da vila do Cairú para nela
mandar fazer várias madeiras que são necessárias
para a fatura de uma nau que Sua Majestade, que
Deus guarde, manda fabricar na ribeira desta ei-
1 dade, e a fazer carregar a charrua do mesmo Se-
nhor que vai buscar as que se acharem feitas para
a da cidade de Lisboa. Ordeno ao Administrador,
Mestre e oficiais da dita feitoria executarem pron-
tamente tudo o que o dito Tenente General lhes or-
denar, e lhe dêm conta do estado em que está aque-
Ia feitoria e se a esta lhe falta alguma cousa para
que o mesmo Tenente General a possa dar com
toda a individuação. Bahia e dezembro, 7 de 1720.
Rubrica.

i üii Ordem para o Tenente General da


Artilharia Francisco Lopes Vilas Boas
passar à feitoria do Cairú.

Porquanto faço toda a confiança da pessoa do


Tenente General Francisco Lopes Vilas Boas e co-
nheço o seu préstimo, atividade e zelo lhe ordeno
passe a feitoria do Cairú na charrua São Tomaz de
II

— 91 —

Cantuária, a qual fará carregar de madeiras com


a brevidade possível e também fará vir as embarca-
ções que levam as madeiras para a nova nau que
se há de fazer nesta Ribeira, cujas bitola lhe da-
rá o Mestre dela. E por que me consta que o Pro-
vedor da Fazenda Luiz Lopes Pegado alterou os.
preços estabelecidos não só das mesma madeiras,
mas das condições delas conferirá esta matéria com
o Administrador em tal forma que a Fazenda Real
não experimente o dano que até agora tem padeci-
do; e suposto que ao mesmo Administrador encar-
rego advirta ao Mestre e mais oficiais que traba-
lham na feitoria para que evitem as violências e
desordens que experimentam os moradores e vizi-
nhos dela; o mesmo recomendo ao dito Tenente
General, e porque sei se não descuidará de nada que
pertença ao serviço de Sua Maejstade, que Deus
guarde, e interesse de sua Real Fazenda deixo tudo
o mais a sua disposição. Bahia e dezembro, 9 de
1720. Vasco Fernandes César de Menezes.

Ordens que se expediram sôbre as leis


regimentos da gente de guerra desta pra-
ça, regimentos da mesma, recôncavo e Ca-
pitanias.
<

Para o Desembargador Provedor-mor

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado, mande logo fazer um mapa, por
duas vias, de todos os oficiais de guerra, soldados,
e artilheiros que há nos Terços do Presídio e guar-
nição desta praça; e feitos com toda a clareza e in-
— 92 —

dividuação mos remeterá pela secretaria deste Es-


tado. Bahia e dezembro, 6 de 1720. Rubrica do
Excentíssimo Senhor Vice-Rei. Vasco Fernandes
César de Menezes.

Para os Coronéis da Cavalaria Pedro


de Araújo Vilas Boas, e Fernando Perei-
ra de Macedo.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


foi servido ordenar-me em Provisão de seis de
agosto deste ano lhe remeta as listas de toda a gen-
te alistada nos regimentos que há nesta capitania,
assim de Infantaria das ordenanças como de Ca-
vaiaria, e de seus oficiais. Ordeno ao Coronel da
Cavalaria Pedro de Araújo Vilas Boas que tanto
que receber esta, me remeta logo pela Secretaria
deste Estado uma lista em que declare quantas
companhias tem o seu regimento, os oficiais de ca-
da uma, separadamente, por seus nomes: o nume-
ro de soldados e que distância de léguas compreen-
de o dito Regimento. E a maior brevidade desta di-
ligencia hei por muito encarregada ao dito Coro-
nel. Bahia e dezembro, 6 de 1720. E a dita lista
virá por duas vias. Rubrica do Excelentíssimo Vi-
a ce-Rei Vasco Fernandes César de Menezes.

Para os Coronéis da cidade Sebastião


da Rocha Pita da Costa de Al-
meida. .

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


foi servido ordenar-me em Provisão de seis de
agosto deste ano, lhe remeta as lista de toda a gen-
nrt

**

— 93 —

te alistada nos regimentos que há nesta Capitania,


assim de infantaria das ordenanças, como de ca-
vaiaria e de seus oficiais. Ordeno ao Coronel Se-
bastião da Rocha Pita me remeta logo pela Secre-
taria deste Estado uma relação em lista, por duas
vias, em que declare os nomes do Sargento-mor,
ajudantes, do número e supras do seu regimento,
individuando cada companhia de per si, expressan-
do os nomes do Capitão, Alferes, Sargento, do nú-
mero e supras, Cabos de esquadras; o número de
solados que tem; e ruas em que principia e acaba.
E a maior brevidade desta diligência hei por mui-
to encarrgada ao ito Coronel. Bahia e dezembro, 6
de 1720. Rubrica do Excentíssimo Vice-Rei Vasco
Fernandes César de Menezes.

Para os Coronéis extramuros desta ei-


dade, José Felix Bezerra e José de Araújo
1 Rocha.
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Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,
foi servido ordenar-me em Provisão de seis de
agosto deste ano lhe remeta as listas de toda a gen-
te alistada, nos Regimentos que há nesta Capitania
assim da Infantaria das ordenanças como de Cava-
laria, e de seus oficiais. Ordeno ao Coronel Felix
Bezerra Peixoto, me remeta logo pela Secretaria dês-
te Estado uma lista, por duas vias, em que declare
os 'nomes do Sargento-mor, Ajudante do número e
supras do seu Regimento: individuando cada com-
panhia de per si; expressando os nomes do Capitão,
Alferes,^ Sargentos do número e supras, cabos de
esquadra, o número de soldados que tem; ruas.e.^
— 94 —

distritos em que principia e acaba; distância de


léguas que compreende, de comprimento e largura.
E maior brevidade desta diligência hei por mui-
to encarregada ao dito Coronel. Bahia e dezembro,
6 de 1720. Rubrica do Excentíssimo Senhor Vice-
Rei, Vasco Fernandes César de Menezes.

Para os Coronéis do Recôncavo, José


Pires de Carvalho, Miguel Calmon de Al-
meida, Pedro Barbosa Leal, Luiz da Ro-
cha Pita Deus Dará, Francisco Barreto de
Aragão, Manuel Pinto de Eça, Simão Al-
vares Santos, Pedro Leolino mais, Manuel
de Brito Casado e Domingos Borges de
Barros.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde, foi


servido ordenar-me por Provisão de seis de agosto
foi servido ordenar-me Provisão de seis de agosto
deste ano lhe remeta as listas de toda a gente aiis-
tada nos regimentos que há nesta capitania, assim
de infantaria das ordenanças como da cavalaria
e de seus oficiais. Ordeno ao Coronel Garcia de
Ávila Pereira me remeta logo pela Secretaria dês-
M te Estado uma lista, por duas vias em que declare
os nomes do Sargento-mor, Ajudantes do número
e supras do seu Regimento; individuando cada com-
panhia de per si, expressando os nomes do Capi-
tão, Alferes, Sargentos do número e supras, cabos
de esquadra; o número de soldados que tem; dis-
tritos em que principia e acaba; distância de léguas
que compreende, de comprimento e largura. E a
maior brevidade desta diligência hei por muito en-
carregada ao dito Coronel. Bahia e dezembro, 6 de

\\:
— 95 —

1720. Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vice-Rei.


Vasco-Fernandes César de Menezs.

Para os Coronéis da Vila do Camamú,


Domingos de Almeida, e da Vila do Cairú,
e Boipeba João de Couros Carneiro.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


foi servido ordenar-me em provisão de seis de
agosto deste ano lhe remeta as listas de toda a gen-
te alistada nos regimentos que há nesta Capitania
assim de Infantaria das ordenanças como de Ca-
vaiaria e de seus oficiais. Ordeno ao Coronel Do-
mingos de Almeida, que é dos distritos da Vila do
Camamú, me remeta logo pela secretaria deste Es-
tado uma lista por duas vias em que declare os
nomes do Sargento-mor, Ajudantes do número e su-
pras do seu Regimento; individuando cada Com-
panhia de per si, expressando os nomes do Capi-
tão, Alferes, Sargentos do número e supras; cabos
de esquadra, o número de soldados que tem; distri-
tos em que principia e acaba; e a maior brevidade
desta diligência hei por muito encarregada ao dito
Coronel. Bahia e dezembro, 6 de 1720. Rubrica do
Excelentíssimo Senhor Vice-Rei. Vasco Fernandes
César de Menezes.

Para os Capitães-mores da Capitania


do Espírito Santo, João de Velasco, e Mo-
lina; de Porto Seguro, Felipe Cordeiro de
Medina; e dos Ilhéus Pascoal de Figuei-
redo.
: i',ft
— 96 —

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


foi servido ordenar-me em provisão sua de agosto
deste ano, lhe remeta as listas de toda a gente alis-
tada nos regimentos que há nesta Capitania, as-
sim de infantaria da ordenança como de cavalaria,
« de seus oficiais. Ordeno ao Capitão-mor da Ca-
pitania do Espírito Santo João de Velasco e Molina
me remeta logo pela Secretaria deste Estado uma
relação por duas vias, separando os regimentos de
Infantaria da ordenança e os de Cavalaria (se nela
os houver), em que declare os nomes do Coronel,
IV»
Sargento-mor, Ajudantes do número e supras de
cada Regimento, individuando cada companhia de
per si; expressando os nomes do Capitão; Alferes,
Sargentos do número e**supras, cabos de esquadra;
o número de soldados que tem; distritos em que
principia e acaba; e distância de léguas que com-
preende de comprimento e largura. E a maior bre-
vidade desta diligência hei por muito encarregada
ao dito Capitão-mor; Bahia dezembro, 6 de 1720.
Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vice-Rei, Vas-
co Fernandes de Menezes.
-:/i':;V,V; ¦¦<'

Para o Capitão-mor da Capitania de


Sergipe de El-Rei Custódio Rebelo Pereira.
!

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


foi servido ordenar-me em Provisão de seis de agos-
to deste ano lhe remeta as listas de toda a gente
alistada nos regimentos que há nesta Capitania as-
sim de infantaria das ordenanças como de cavala-
ria e de seus oficiais. Ordeno ao Capitão-mor da
Capitania de Sergipe de El-Rei Custódio Rebelo Pe-
reira me remeta logo pela secretaria deste Estado

i\
íz«;

— 97 —

uma relação por duas vias, separando os regimen-


tos de Infantaria da ordenança e os da Cavalaria,
em que declare os nomes do Coronel, Sargento-mor
e Ajudantes do número e supras de cada regimen-
to individuando cada Companhia de per si; expli-
cando os nomes do Capitão, Alferes, Sargentos do
número e supras; cabos de esquadra, o número de
soldados que tem; distritos em que principia e aca-
ba; e a distância de léguas que compreende, de
comprimento e largura. E a maior brevidade desta
diligência rei por muito encarregada ao dito Capi-
tão-mor. Bahia e dezembro, S de 1720 e a mesma
declaração expressa fará dos mais oficiais da Ca-
vaiaria. Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vice-
Rei. Vasco Fernandes Cezar de Menezes.

Para o Sargento-maior da Vila de San-


to Antônio do Rio das Caravelas, Pedro
Coelho da Silva.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


foi servido ordenar-me em Provisão de seis de
agosto deste ano lhe remeta as listas de toda a
gente alistada nos regimentos que há nesta Capita-
nia assim da Infantaria das ordenanças como da
Cavalaria e dé seus oficiais. Ordeno ao Sargento-
maior, Pedro Coelho da Silva que é da vila de Santo
Antônio do Rio das Caravelas me remeta logo pela
secretaria deste Estado uma lista, por duas vias, em
que declare os nomes dos Ajudantes do número e
supras do seu Regimento; individuando cada com-
panhia de per si; expressando os nomes do Capitão,
Alferes, Sargentos do número e supras; cabos de
esquadra, o número de soldados que tem; distritos

ê
' ¦ V •
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'

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¦'

em que principia e acaba; distância de léguas que


compreende de comprimento e largura. E a maior
brevidade desta diligência hei por muito recomen-
dada ao dito Sargento-mor. E para que não venha
de sorte que se descaminhe, a remeterá o dito Sar-
gento-mor ao Capitão-maior da Capitania de
Porto Seguro para que ma envie com as que tam-
bém lhe ordeno remeta. Bahia e dezembro, 6 de
1720. Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vice-Rei
Vasco Fernandes César de Menezes.

Portaria para o escrivão da Fazenda


Real declarar o que contém esta Portaria.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


foi servido ordenar a êste governo geral em pro-
visão de vinte e dois de abril deste ano ouça p«r-«s-
crito aos oficiais que assistem à decarga dos na-
vios estrangeiros que a êste porto vêm arribados
com urgente necessidade, quando lhe é prciso fa-
zê-la para mais livremente poderem tratar dos sues
consertos; sobre os emolumentos que costumam le-
var por êste trabalho. Ordeno ao escrivão da Fa-
zenda Real deste Estado que junto com os mais
oficiais que é estilo assistirem a descarga das ftx-,
zendas que os ditos navios estrangeiros põem em
terra para poderem consertar; e embarque que de-
1 Ias tornam a fazer nos ditos navios; declare ao pé
desta portaria os emolumentos que cada um cos-
<M ¦ tuma levar por dia, ajuntando por cópia ou cer-
ÍR • tidão a ordem, ou despacho por que os levam, a
fR ¦ ¦
IBM li "me
qual declaração por todos assinada remeterá
¦:. • logo por duas vias pela Secretaria deste Estado.
Bahia e dezembro, 5 de 1720. Rubrica do Excelen-
IMfilii

I r
— 99 -

tíssimo Vice-Rei, Vasco Fernandes César de Me-


nezes.

Portaria para os oficiais da Câmara da


vila do Cairú sobre remeterem o nomeado
para Tesoureiro da feitoria de Sua Majes-
tade, que Deus guarde.

Os oficiais da Câmara da vila do Cairú reme-


terão logo a esta cidade ao pessoa que no-
mearam para servir de Tesoureiro da feitoria de
madeiras de Sua Majestade, visto se achar o pri-
meiro que nomearam escuso e o segundo morador
fora do distrito daquela vila, segundo a conta que
deram a este governo por carta de vinte e um de
outubro próximo passado, e quando aquele tercei-
ro nomeado tenha algum gênero de impedimento
nomearão outros três sujeitos fazendo-os logo vir
todos a esta cidade a minha presença para deles es-
colher o mais capaz para o exercício da dita Secre-
taria, o que os ditos oficiais da Câmara executarão
com toda a brevidade e me darão conta para me
ser presente. Bahia e dezembro, 5 de 1720. Vasco
Fernandes César de Menezes.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor sobre mandar pagar os bilhetes
que o Comissário passar para as despesas
da fragata São Lourenço.
¦«: '¦!:¦:
¦' ¦'¦->• ,.'¦''-
i
i

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real ordenará ao Tesoureiro geral, satisfaça os bi-
lhetes que José de Almeida, Comissário da fragata
de Sua Majestade, que Deus guarde, passar às pes-
— 100 —

soas a quem comprou alguns gêneros que foram


precisos para aprêsto da nau São Lourenço, guar-
da-eosta, que foi para o Rio de Janeiro na mesma
forma que paga as mais que o dito Comissário Ge-
ral passa das despesas das mais fragatas de Sua Ma-
jestade que se acham neste pôrlo. Bahia e dezem-
bro, 11 de 1720. Rubrica.

Portaria para o escrivão da Fazenda


Real remeter à Secretaria um trabalho das
ordens de Sua Majestade pelas quais se
erigiu o Conselho da Fazenda deste Estado.

O escrivão da Fazenda Real remeta logo à Se-


cretaria um traslado, por duas vias, da ordem de
Sua Majestade, que Deus guarde, pela qual se eri-
giu o Conselho da Fazenda deste Estado, e das
mais que houver.do mesmo Senhor sobre a jurisdi-
ção que este tem. Bahia e dezembro, 11 de 1720.
Rubricas.
i'

Portaria que se remeteu ao Desembar-


gador Provedor-mor da Fazenda Real sô-
bre fazer assento do que há de vencer o
Deembargador Luiz de Siqueira da Gama
com a jornada que vai fazer a Jacobina, e
os oficiais que leva em sua Companhia.
«

Porquanto tenho nomeado o Desembargador


Luiz de Siqueira da Gama para passar a Jacobina
a diligências do serviço de Sua Majestade, que Deus
guarde, e ser preciso se lhe assinale salário e aos
dois oficiais que o acompanham, lhe arbitro ao dito
Desembargador, Luiz de Siqueira dois mil e qua-
— 101 —

trocentos réis por dia e oitocentos réis de cada um


dos oficiais que o acompanham; e como estas des-
pesas hão de ser pagas pela Fazenda Real. O De-
sembargador Provedor-mor dela o tenha assim en-
tendido para mandar fazer as declarações necessá-
rias para este vencimento, advertindo o Ministro
com os seus oficiais. Bahia e dezembro, 13 de 1720.
Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vice-Rei deste
Estado.

Portaria que se deu ao Desembarga-


dor Luiz de Siqueira da Gama para que os
oficiais de justiça e milícia concorram da
parte com adjutório para a viagem que vai
fazer a Jacobina.

Porquanto tenho nomeado ao Desembargador


Luiz de Siqueira da Gama para passar a Jacobina
a diligências do serviço de Sua Majestade, que Deus
guarde, e convir que prontamente as execute. Or-
deno que nas vilas e povoações por donde passar,
assim os oficiais de guerra como os de justiça, con-
corram de sua parte com o que for possível para que
comodamente possa o dito Desembargador e sua
comitiva fazer jornada, assistindo-lhes com carrua-
gem, práticos e o mais de que necessitar. E esta di-
ligência executarão os referidos oficiais de justça
e guerra em tal forma que fique Sua Majestade
bem servido. Bahia e dezembro, 13 de 1720. Vasco
Fernandes César de Menezes.
— 102 —

Instrução que há de executar Matias


de Braga, soldado da Companhia do Capi-
tão Manuel de Almeida Mar, uma das do
Terço Velho do Presídio desta praça da
Bahia que vai, por próprio, com cartas do
Excelentíssimo Senhor Vasco Fernandes
César de Menezes, Vice-Rei deste Estado,
as partes abaixo declaradas pertencentes
ao serviço de Sua Majestade, que Deus
guarde.

O dito próprio Matias de Braga partirá logo


desta cidade em direitura para a Capitania de Ser-
gipe de El-Rei e em chegando ali entregará sem de-
mora ao Capitão-mor dela Custódio Rebelo Pereira
a carta que leva do Excelentíssimo Senhor Vice-Rei
para êle, da qual cobrará recibo.
Prosseguirá logo viagem para a Capitania das
Alagoas do Norte, e ali entregará ao Procurador ¦
Geral dela outra carta do mesmo Excelentíssimo
Senhor Vice-Rei, da qual cobrará também recibo.
Dali continuará jornada em direitura para a
Praça de Pernambuco e entregará ao Senhor Go-
vernador dela outra carta do mesmo Senhor Vice-
Rei outra sua ao Provedor da Fazenda e outra ao
Ouvidor Geral de Pernambuco e de cada uma delas
cobrará recibo, que todos trará em sua companhia
para mos entregar quando chegar a esta cidade e eu
os apresentar ao dito Senhor Vice-Rei que me orde-
nou lhe desse esta instrução para a observar intei-
ramente na expedição a que é mandado pelo dito Se-
nhor. Secretaria do Estado e dezembro, 15 de 1720.
O Oficial-maior da Secretaria Luiz da Costa e Se-
pulveda.
WHf««pi

— 103 —

Despacho que deu o Excelentíssimo


Vice-Rei a José Barreto, Capitão da Gale-
ra Nossa Senhora Madre de Deus e São •: ;,aa-
José, que se achava preso na cadeia desta
cidade por Luiz Lopes Pegado Serpa por
causa de não trazer arqueação a dita ga-
lera.

Como a Provisão que o suplicante apresenta


não fala no Alvará de setembro 4, cujo afetado pre-
texto buscou o Provedor-mor da Fazenda Luiz Lo-
pes Pegado depois de extintos os meios do seu in-
terêsse para avexação que o suplicante tem pade-
cido. E outrossim se não praticar a arqueação há
muitos anos em as embarcações que de Portugal na-
vegam para a costa da Mina e passam aos portos do
Brasil. O Desembargador Provedor-mor da Fazen-
da atual mandará soltar ao Suplicante remetendo
ao Conselho Ultramarino o auto que fez o seu an-
tecessor e mais procedimentos que tem havido sobre
esta matéria. Bahia e dezembro, 17 de 1720. Ru-
brica.

Instrução que deu o Excelentíssimo


Senhor Vice-Rei deste Estado ao Capitão-
mor da Capitania do Espírito Santo, An-
dré de Oliveira Madail.
A » , -'¦'¦,-> ¦¦.:;¦'.. • A
.A-

Instrução que há de observar o Capitão-mor da


Capitania do Espírito Santo André de Oliveira Ma-
dail no governo dela e mais disposições pertencera
tes ao Serviço de Sua Majestade, que Deus guarde,
etc. Porquanto tenho visto pelos registos da Se-
cretaria deste Estado que o Excelentíssimo Senhor

¦>
...A,
¦¦¦•¦-•-.¦-¦¦¦¦¦¦¦¦•¦''- ¦¦¦¦ ¦¦¦¦•¦-.. ¦-'¦¦:¦¦- -...¦¦
, ¦• ...¦¦-,¦,¦
— 104 —

Marquês de Angela, Vice-Rei que foi deste Estado,


de um Regimento em forma de instrução ao Capi-
tão-mor João de Velasco e Molina, com todas aque-
Ias circunstâncias concernentes ao serviço de Sua
Majestade, que Deus guarde, parece-me cuidar eu
em novas advertências quando por aquelas se deve,
Vossa Mercê governar para os seus acertos: e só
acrescento que tanto que Vossa Mercê chegar a Ca-
pitania de Espírito Santo e tomar posse dela man-
dará logo uma embarcação com todas as notícias
precisas assim para que conforme elas possa eu re-
solver o que for mais conveniente como para prova
de remédio algumas faltas; e na mesma embarca-
ção remeterei a artilharia, pólvora, e bala que for
necessária. Também se faz preciso recomendar a
Vossa Mercê particularmente a execução conteúda
na memória junta para que remeta o dinheiro per-
tencente a finta, aplicada ao dote de Inglaterra e
paz de Holanda; e suposto que na referida instru-
ção que levou o seu antecessor ia também a lei, e
Alvará de Sua Majestade sobre o como se hão de
admitir os navios estrangeiros nos portos do Rra-
sil comtudo lhas mando agora dar pela Secretaria
deste Estado não duvidando que Vossa Mercê sa-
tisfaça em tudo as obrigações em que o pôs a gran-
deza de Sua Majestade fiando a Capitania do Es-
pírito Santo da pessoa de Vossa Mercê. Rahia e
dezembro, 16 de 1720. Vasco Fernandes César de
Menezes,

Ordem para o Capitão-mor da Capita-


nia de Sergipe de El-Rei sobre as caixas
açúcar virem na forma da lei de Sua Ma-
jestade, que Deus guarde.
— 105 —

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


foi servido ordenar por lei de quinze de Dezembro
de mil seiscentos oitenta e sete que todo o açúcar
que das conquistas for comprado para o Reino se
pese nos trapiches, adonde haverá peso; fazendo-se
termo em que há de assinar o Comissário declarando
a bondade e lei do açúcar e que nas caixas dele se
ponha marca de fogo, para que se conheça a quali-
dade do açúcar na maneira seguinte: o fino com F,
o redondo com R; para que assim carregadas e re-
metidas as caixas achando-se algum dano pague o
Comissário toda a perda e dano ao seu correspon-
dente porque se não pode considerar dano sem
dolo seu: e achando-se açúcar falsificado seja logo
o Senhor de engenho degredado por tempo de dois
anos para uma das Capitanias deste Estado e pague
quarenta mil réis em dinheiro: e o caixoteiro do en-
genho pagará a mesma pena pecuniária e será de-
gredado dois anos para Angola, e pela segunda vêz
incorrerão nestas em dobro; e todas as taras tra-
rão número aberto com ferro em tal profundidade
que se lhe não possa tirar sem que se conheça, o
que serão obrigados a fazer debaixo das mesmas
penas. E as caixas que os senhores de engenho qui-
serem mandar por sua conta (a que chamam de li-
herdade) não serão obrigadas a ir ao ver do peso,
mostrarão a marca do engenho e número da tara na
mesma forma que todas as mais para que achando-
se nelas falsidade se possa proceder contra p Senhor
de Engenho com as penas acima declaradas, as quais
em todos os casos referidos não poderão ser com-
preendidas nos perdimentos que se cncedem na Re-
lação desta Bahia. E porque tenho encarregado ao
Provedor da Alfândega desta cidade faça inviolà-
'
í

— 106 —

velmente observar a dita lei de Sua Majstade como


nela se expressa. Ordeno ao Capitão-mor da Capi-
tania de Sergipe de El-Rei declare a todos os Se-
nhores de Engenho e lavradores de canas que hou-
ver nos distritos dela para que tenham entendido
o que Sua Majestade foi servido resolver e as pe-
nas em que os transgressore da sobredita lei hão
de incorrer achando-se compreendidos; com decla-
ração, porém, que a dita lei se principiará a execu-
lar com as caixas de açúcar que de novo se fizerem.
E esta diligência hei ao dito Capitão-mor por muito
recomendada e de o haver asfim executado, reme-
terá uma certidão por ele assinada pela Secretaria
deste Estado. Bahia e dezembro 12, de 1720. Vas-
co Fernandes César de Menezes. A memória acima
vai remetida ao Ouvidor da Capitania a quem Vos-
sa Mercê a fará executar.

Portaria para o Provedor-mor com


dez Provisões de Sua Majestade para as
mandar registar nos livros da Fazenda e
remeter com o registo à Scretaria.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Eslado mande registar logo nos livros
dela a que toca as dez Provisões inclusas de Sua Ma-
jestade, que Deus guarde; que são vinte de novem-
bro de mil setecentos e dezenove, 17 de janeiro, 16 e
27 de fevereiro, 16 de março, 4 e 22 de abril, 22 e
29 de agosto e 6 de setembro, todas do presente ano
e com o registo posto em cada uma particularmente
mas torne a remeter com toda a brevidade pela Se-
cretaria deste Estado. Bahia e dezembro, 17 de
1720. Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vasco

, A":\ ••V'.V't-;
s

— 107 —

Fernandes César de Menezes. Vice-Rei deste Es-


tado.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda Real ordenar a Ma-
nuel Miz de Leão, Contratador do contrato
dos dízimos reais meta logo as fardas no
armazém, que tocam ao seu contrato.

Porquanto se está devendo à infantaria e arti-


lheiros da guarnição desta praça um ano de farda,
a qual se lhe deve dar para melhor poder servir. O
Desembargador Provedor-mor da Fazenda Real or-
dene a Manuel Miz de Leão contratador do contra-
to dos dízimos reais desta Capitania meta logo no
armazém que está destinado as fardas quê tocam ao
seu contrato na forma da condição com que o re-
matou e que nas fazendas que trouxer venha pano
azul da qualidade do que já se deu aos soldados, ha-
vendo-o, e não o havendo, serafinas azues para fa-
zerem casacas àqueles que a não tiveram e tudo
mandará o dito Provedor-mor avaliar de maneira
que nem a infantaria fique prejudicada nem o con-
tratador com perda, distribuindo-se pelos ditos sol-
dados e artilheiros tão igualmente que nenhum pos-
sa ficar queixoso, e no modo de se dar a farda se
guardará pontualmente o que é estilo observar-se.
Bahia e dezembro, 18 de 1720. Rubrica do Exce-
lentíssimo Senhor Vasco Fernandes César de Mene-
zes, Vice-Rei deste Estado.

Representação que fez a Sua Excelên-


cia o Desembargador Procurador da Coroa
e Fazenda Luiz de Souza Pereira.
\
•¦ ¦
f .¦
\

— 108 —

Senhor. Sendo prisionado por uma nossa su-


maça na ilha dos Porcos a fragata por invocação La
Espirante, armada em Samaló por conta de vários
interessados, de que era primeiro Capitão Monsieur
Desplante Labbe foi trazida à vila de Santos em um
dos dias do mês de abril deste presente ano onde
Juiz de Fora o Doutor Malias da Silva fez os exa-
mes e mais diligências necessárias na forma do Al-
vara de Sua Majestade, que Deus guarde, de cinco
de outubro de setecentos e quinze; e como pelo pas-
saporte e mais documentos, principalrhente por um
que estava em poder do Governador daquela Vila
João da Cosia Pereira de Brito, e por êle mesmo
traduzido nos autos em o nosso idioma, constasse
que a dita fragata La Espirante buscara aquela ilha
com intehto somente de comerciar com os morado-
res dela e da terra firme, foi por Sentença do Go-
vernador confiscada, e toda a sua carga, por cuja
causa se procedeu a seqüestro; e o Capitão Desplan-
les Labbe remetido à cadeia desta cidade onde se
acha.
E como no papel ou documento que tinha em
seu poder o Governador se continha as ordens dos
interessados para melhor conseguir o negócio na-
quela Vila o dito Capitão, referirei somente alguns
capítulos mais notáveis, os quais me precisaram a
fazer esta reprsentação à Vossa Excelência.
Capítulo 4.°: E assim que chegar a dita Ilha
dos Porcos se informará onde está um homem que
se chama Pedro Jordão porque êle já tem carta, ou
em sua ausência o Senhor Pedro Castelo ou ao Sar-
gento-mor José Matoli no rio das Mortes.
Capítulo 5.°: E se informará destas pessoas
109

com muita prudência e discrição dizendo aos portu-


gueses que êle é irmão ou parente de Pedro Jordão,
e que lhe traz cartas de sua mãe.
Capítulo 7.": Êle fará tudo com os portugue-
ses com toda a discrição e defensa possível, e não
se fiará de nenhum modo em nenhuma pessoa a
mais dos que aqui são nomeados.

Ao Capitão Lourenço Carvalho, au-


sente; ao Senhor Salvador Carvalho em Vi-
Ia Parati, ao Senhor Pedro Castelo, au-
sente; ao Senhor Sargento-mor José Ma-
toli na Vila de São João de El-Rei no rio
das Mortes.
Ao Senhor Miguel dos Santos Paiva,
ausente; a seu filho José Soares em Parati.
Ao Senhor José Peralta Ramos, au-
sente; ao Senhor João Monsem na ilha
Grande.

Capítulo 8.°: Êle fará atenção para não faltar


em ninguém primeiro que em Pedro Jordão e
que nele se confiará inteiramente e tomará todo o
conselho, e direção afim de se vender a carregação.
Capítulo 9.°: Êle não venderá nenhumas
mercadorias a crédito de nenhum modo, nem às
mesmas pessoas nomeadas, só o que não puderem
vender, e no caso que se veja obrigado não se ven-
da senão a Pedro Jordão e a Lourenço Carvalho da
Cunha e ao Reverendo Padre Luiz Nogueira, Viga-
rio da Vila Grande.
Capítulo 10.°: O Capitão Labbe poderá entre-
gar todas as cartas que leva ao Senhor Pedro Jordão
I

— 110 —

que êle as entregará a quem pertencem e as não en-


tregará a outrem.
Capítulo li'.0: E se o Capitão Desplantes Lab-
be tiver vendido a sua carregação, e que lhe fique
alguma cousa remeterá o resgate dessas mercado-
rias à mão do Senhor Pedro Jordão e a Lourenço
Carvalho, e ao Vigário da Ilha Grande, só a eles e
a nenhum outro.
Capítulo 13.°: Durante o termo que lhe é dado ou
êle nomear para lhe dar o dinheiro êle pedirá ao
Senhor Pedro Jordão lhe dê qualquer negro para
o levar consigo às ilhas de Santa Ana para lhe
dar a conhecer o Pau-Brasil ou Brasilete, etc.
Capítulo 14.°: Se o Senhor Pedro Jordão ío-
mar por sua conta descarregar toda a carregação e
tomá-la sobre si para a vender, pendente o tempo
em que vá fazer viagem às ilhajs de Santa Ana
o Capitão lhe poderá deixar prometendo-lhe dois por
cento de comissão.
Capítulo 15.°: Ele fará ver ao dito Pedro Jor-
dão estas presentes ordens secretas e não a outrem
pois se confiará inteiramente dele e lhe aconselhe que
venha a França.
Capítulo 18.°: Ao Capitão Lourenço Carvalho
e os outros são íntimos amigos de Monsieur de La-
borda; e o mais deste capítulo se assevera estar mui
roto e se não poder ler;
Capítulo 19.° Ele não poderá dar nem remeter
os ditos fardos que são adereçados senão a Pedro
Jordão para os remeter a quem vão
Capítulo 20.°: Ele não poderá fazer nada sem
dar parte ao seu segundo Capitão, que já tem tra.
tado nessa costa e conhece todas as
pessoas no-
meadas.
——I

— 111 —

Capítulo 23.°: E se o Senhor Jordão não esti-


ver perto desse lugar da Ilha dos Porcos êle lhe es-
creverá uma carta donde lhe não dirá mais do que
vai enviado da parte de Monsieur Laborda, e Mon-
sieur Deulos Truvar em que lhe não pode dizer mais
senão quando êle for a seu bordo, onde lhe descobri-
rá as suas ordens.
Capítulo 28.°: Ele não faltará nada dos que são
nomeados nas suas ordens a nenhum português da
costa por que lhes não faça culpa por causa das or-
dens que há do Vice-Rei e do Governador do Rio
de Janeiro que defendem o comércio com estrangei-
ros: e no caso que os portugueses lhes falem nessas
pessoas dirá que as não conhece.

Continuam-se outros Capítulos que


contém outras declarações que há de ser
o Capitão e não são do caso.

A carga da fragata continha os gêneros


seguintes, e se acham seqüestrados.

Pares de meias de linha — Ruoins de cores —


peças de pânicos — Meias de Laia de várias cores
— barretes de Pizão, finos e grossos — quantidade
de facas flamengas — fitas lisas e lavradas — ga-
lões de seda — rendas brancas — abotoaduras de
metal — galões de ouro falso e meias de pizão ber-
nes, azues e finas — algumas peças de seda listada
e algumas de ouro e prata — barretes de seda de
ouro e prata com suas plumas e outros brancos.
Abotoadores de fio de ouro — barretes de veludo
de varias cores guarnecidos de ouro e prata e ou-
tros de seda listada — peças de Bretanha — camisas
— 112 —

da dita ceroulas — lenços de renda de Cambraia —


rendas de ouro — saias de chita e seda listada —
baetas de cores — peças de chita — chapéus — cera
em velas e rolos — sedas de toda a conta serafinas
de várias cores — espingardas — louça da índia —
copos de vidro — bacias de arame grandes e peque-
nas — tachos de cobre — redes de pescar — caldei-
rões de cobre — enxadas — machados — almocafres
— foices — arcos de ferro — garrafas de vidro —
seis barricas de aguardente — pistolas — galões de
prata e ouro e outras mais miudezas.
Esta é Senhor a fazenda que se acha seqüestra-
da na vila de Santos, porém, no exame que fez o Juiz
de Fora na carga da fragata se achassem mais gene-
Lt T
ros do que os compreendidos no termo de seqüestro
em cujos lermos resulta grave prejuízo à Fazenda
Real no caso que a ela pertença a tomadia julgando-
se por boa; faço esta representação a Vossa Excelên-
cia para mandar averiguar este descaminho e ordenar
o que for mais conveniente a arrecadação da Fazen-
da Real. Bahia e dezembro, 24 de 1720. Do Desem-
bargador Procurador da Coroa e Fazenda Luiz de
Souza Pereira.

Portaria para Desembargador Prove-


dor-mor da Fazenda mandar dar o que
consta da memória que se acompanhou pa.
ra armamento da fragata Nossa Senhora
ela Palma.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande dar dos armazéns de Sua Majestade, que Deus
guarde, o que tem* a memória junta para armamen-
to da fragata Nossa Senhora da Palma advertindo
"0ATT''Tai9^?
¦ *"

,¦!

f — 113 —

que tudo se há de avaliar pelo seu justo preço; a


avaliação remeterá ao Vedor da Fazenda da repar-
tição dos armazéns do Reino^ e dos gêneros e petre-
chos que se derem para a dita fragata, se desobri-
garão os almoxarifes a quem pertencer aquele rece-
bimento fazendo-se carga deles a quem deve pas-
sar conhecimento em forma para se mandar junto
com a dita avaliação. Bahia e Janeiro, 3 de 1720.
Rubrica.

Portaria para o Provedor-mor da Fa-


zenda mandar passar as ordens necessárias
para se fa^er duas naus na Ribeira desta
cidade.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde, tem


resoluto se façam duas naus nesta Ribeira de seu
pé para a carreira da índia fazendo-se a despesa
delas por conta da sua Real Fazenda. O Desembarga-
dor Provedor-mor tenha assim entendido para pas-
sar as ordens necessárias afim de se executar com
prontidão o que o dito Senhor nesta parte ordena.
Bahia e janeiro, 3 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Prove-


dor-mor mandar dar embarca-
ção a ronda que anda na diligência de ......
que onavio de guerra inglês deite
algum em terra.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande dar logo melhor embarcação à ronda que an-
da na diligência de um o navio inglês de
guerra que se acha nesta Bahia deite algum cervo
— 114 — I

em terr aporque me dizem que não é capaz a embar-


cação que lhe destinaram de se fazer com ela dili-
gência que importe. Bahia e janeiro, 31 de 1721.
Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vice-Rei.

Portaria para o Desembargador Prove-


dor-mor com uma Provisão de Sua Majes.
tade n.° 8

O Desembargador Provedor-mor vendo a Provi-


são junta declare Jogo se está madeira pronta
ou se tem dificuldade para poder ir neste ano. Ba-
hia e janeiro, 3 de 1720. Rubrica do Excelentíssimo
Senhor Vice-Rei.
mmWk.
Portaria para o Desembargador Prove-
dor-mor sobre declarar se está ou não res-
tituída a fazenda que se tomou à Manuel
Coelho Valadão.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde, foi


servido ordenar a este governo geral mandasse res-
tituir a Manuel Coelho Valadão a fazenda que se lhe
tomou, indo por Meslre de um patacho à Costa da
Mina, da qual veio em outro inglês que fretou por
se lhe perder aquele, e que se pusesse ao dito Manuel
Coelho em sua liberdade; o Dezembargador Prove-
dor-mor me remeterá pela secretaria deste Estado
uma declaração por duas vias por que conste se está
ou não executada a referida ordem. Bahia e janeiro,
2 de '¦ irai". Râbrica. .
1M /
¦ r\
115 —

Portaria para o Desembargador Prove-


dor-mor sôbre a provisão de Sua Majestade
acerca da representação que lhe fez Luiz
vi
Lopes de^ lhe não guardarem os Capitães
do Regimento que nela ocupa.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


vendo a Provisão inclusa de Sua Majestade, que
Deus guarde, de dezoito de maio deste presente ano
me informe logo sôbre o que ela contém e me re- v
meta a sua informação, por duas vias, pela Secreta-
ria deste Estado, Bahia e setembro, 30 de 1720.
Rubrica.

Portaria para o Desembargador' Pro-


vedor-mor informar sôbre o que contém a
Provisão junta de Sua Majestade acerca da
pretenção de Luiz Lopes, Provedor-mor
passar os das despesas da fazen-
da em seu nome.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


vendo a Provisão inclusa de Sua Majestade, que
Deus guarde, de vinte e cinco de maio deste presen-
te ano me informe sôbre o que contém vendo os ca-
pítulos do Regimento, que acusa examinando o es-
tilo que se tem praticado e com estas circunstân-
cias me remeterá a sua informação, por duas vias,
pela secretaria deste Estado. Bahia e janeiro, 3
de 1721. Rubrica.
— 116 —

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor informar acerca da Provisão de
Sua Majestade sobre o requerimento que
lhe fez Luiz Lopes Pegado de %er necessá-
rio mais um contador e um escrivão para
os contos.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


foi servido ordenar a este governo geral em Pro-
visão de quinze de maio deste ano informe sobre a
representação que lhe havia feito Luiz Lopes Pega-'
do, Provedor-mor que foi da Fazenda Real deste
Estado, de ser necessário para a boa arrecadação
dela mais um contador, um escrivão e um oficial
que haviam de ser providos com a obrigação de
ajudar ao contador atual a tomar todos as contas
que fossem dos Contos e com êle e seu escrivão
trasladarem as dos tesoureiros e almoxarifes desta
praça que se costumam remeter para o Reino com
o ordenado o contador de duzentos mil réis, e o es-
crivão cem e o ficial cinqüenta, por ser assim mais
conveniente e se fazer menos despesa à Fazenda do
mesmo senhor porque todos os anos se fazia a de
cinco ou seis mil cruzados com se pagar a quem
traslade as contas dos ditos tesoureiros e almoxari-
fes, a qual se fazia por conta da Fazenda Real. O
Desembargador Provedor-mor me .informe sobre
este particular fazendo para esse efeito os exames
necessários declarando a quantia que se despende
/ com estas contas todos os anos e se estão algumas
por tomar e a causa por que se não tem tomado até
o presente, cuja informação me remeterá por duas

S
— 117 —

vias pela Secretaria deste Estado. Bahia e janeiro,


20 de 1721. Rubrica.

Provisão para o Provedor-mor man-


dar dar um dos armazéns da Junta ao Co-
missário das fragatas de Sua Majestade.

O Desembargador Provedor-mor mande logo


dar mais um dos armazéns da Junta ao Comissário
das fragatas, de Sua Majestade para nele poder re-
colher com todo o cômodo os mantimentos e petre-
chos que lhe pertencem por não poder fazer nos que
já lhe deu por ordem minha, e achando-se este com
alguns dentro, o mandará pôr em arreca-
dação em outro, visto ser tudo para melhor res-
guardo e segurança da fazenda do mesmo Senhor.
Bahia e janeiro, 4 de 1721.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor mandar pelo nosso Tesoureiro
satisfazer os bilhetes que o Capitão lhe
passar.

O Desembargador Provedor-mor ordene logo


ao Tesoureiro geral satisfaça os bilhetes que o co-
missário das frlgatas de Sua Magestade, que Deus
guarde, que se acham neste porto lhe passar .. dos
mantimentos e mais petrechos que forem neces-
sários para apresto das ditas fragatas .. • • forma
os que passar o dito comissário para satisfação do
que tomou para a nau São Lourenço, guarda-costa
do Rio de Janeiro, tudo como se praticava em tem-
po de seu antecessor em virtude das portarias que
— 118 —

para este efeito passei ao dito Provedor-mor. Ba-


hia, 3 de 172i. Rubrica do Excelentíssimo Senhor
Vice-Rei deste Estado.

Portaria de cujo teor se passaram três


no mesmo dia uma a Domingos Francisco
Maia e outra a João Luiz Pechim e outra
ao Ajudante Francisco Marques para a
condução e corte das madeiras a que vão.

Os Coronéis, Sargentos-mores Capitães e mais


oficiais dos regimentos do reeôcavo desta cidade a
cujos distritos for por ordem do Provedor-mor da
Fazenda Domingos Francisco Maio a condução e
corte das madeiras que lhe estão encarregadas lhe
dêm todo o favor e ajuda que lhes pedir para estas
diligências por violência os carros lavradores de
cana e os pagamentos que fizerem assim das ma-
deiras como dos carretos paga dos oficiais e frete
das embarcações que conduzirem as ditas madeiras
será tudo pelo estado da terra. Bahia e janeiro, 7
de 1721. Rubrica.

Portaria para o Provedor-mor mandar


dar quatrocentos mil reis a João Luiz Pe-
chim, escrivão do corte das madeiras para
as despesas dele.

O Desembargador Provedor-mór da Fazenda


ordenará ao Tesoureiro Geral entregue a João Luiz
Pechim, escrivão do corte das madeiras do distrito
da Petoaba, outeiro do Paulista, quatrocentos mil
reis em dinheiro para os gastos do dito corte e des-
— 119 —

ta quantia cobrará recibo o Tesoureiro geral na for-


ma do estilo. E o dito escrivão dará conta na conta-
doria da despesa que fez, tudo na forma que se tem
praticado em semelhantes ocasiões. Bahia e janei-
ro, 7 de 1721.
i
Portaria para o Mestre de Campo
João de Araújo de Azevedo sobre informar
no requerimento que fez a Sua Majestade
o Mestre de Campo João dos Santos Ala.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


foi servido mandar remeter a este governo geral o
requerimento que contém a cópia inclusa que ao
mesmo senhor fez o Mestre de Campo João dos San-
tos Ala representando-lhe as razões que tinha para
não ser proferido na antigüidade do seu posto. O
Senhor Mestre de Campo João de Araújo de Aze-
vedo vendo o dito requerimento declare logo as
razões que sobre este particular se lhe oferecem
para eu informar a Sua Majestade como me orde-
na. Bahia e janeiro, 9 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Sargento-mor Gabriel


Barbosa Lobato informar sobre o requeri-
mento de Manuel Miz Lordelo.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde, foi


servido mandar remeter a este governo o requeri-
mento que lhe fez Manuel Miz Lordelo, para ser
escuso da praça de soldado da Companhia do Ca-
pitão Dom Diogo de Faro o Sargento-maior Gabriel
Barbosa Lobato vendo o dito requerimento, e to-
— 120 —
I
mando a informação necessária me informe do que
achar remetendo-me a sua informação por duas
vias pela Secretaria do Estado. Bahia e janeiro, 9
de 1721. Rubrica.

Portaria para o Sargento-maior da


Artilharia informar sobre o requerimento
de Manuel Gomes da Silva.

Porquanto Sua Majestade foi servido ordenar


a este governo o informe sobre o requerimento que
ao mesmo Senhor fez Manuel Gomes da Silva, ar-
tilheiro da Companhia do Capitão Domingos Carva-
lho Mendes, representando-lhe que o serviu voluii-
táriamente havia perto de doze anos e que não po-
dia continuar por mais tempo por causa de ter sua
mãe muito velha e viuva e uma irmã também via-
ve sem terem mais que o seu abrigo e só poderá
acudir tornando a executar o ofício de pedreiro,
que também sabia, para que fosse servido mandar,
lhe dar baixa da praça que tinha. O sargento-maior
da artilharia me informe sobre este particular, o
que fará com toda a individuação declarando se a-
tualmente o dito Manuel Gomes servindo e se a di-
ta praça o impede sempre para usar do seu ofício
e a sua informação me remeterá por duas vias pela
Secretaria deste Estado. Bahia janeiro, 9 de 1721.

Carta para o Desembargador Prove-


dor-mor sobre mandar o taboado de Itapi-
pinhoã que agora veio do Rio de Janeiro
em uma sumaca.
— 121 —

Hoje chegou uma sumaca do Rio de Janeiro na


qual vem algum taboado de Itapinhoã. Vossa Mer-
cê o mandará logo tomar para a ribeira desta cida-'
de e avaliar para se pagar a sua importância a seu
dono, porquanto a dita sumaca há de sair deste por-
to para o mesmo Rio dentro de quatro ou cinco dias
cm algumas ordens do serviço de Sua Majestade.
Deus aguarde a Vossa Mercê. Bahia e janeiro, 14 de
1721. Vasco Fernandes César de Menezes. Desem-
bargador Provedor-mor da Fazenda.

Portaria para o Tabelião Manoel Afon-


so da Costa assistir ao Desembargador An-
tônio do Rego Quintanilha a uma diligên-
cia do serviço de Sua Majestade.

O tabelião Manuel Afonso da Costa assistirá


ao Desembargador Antônio do Rego Quintanilha a
certa diligência do serviço de Sua Majestade, que
Deus guarde, de que o tenho encarregado. Bahia e
janeiro, 14 de 1721. Rubrica.

Ordem por que o Excelentíssimo Se-


nhor Vice-Rei concedeu licença a Luiz de
Souza e outros, todos ciganos, todos mora-
dores em Pernambuco para irem morar a
Sergipe de El-Rei.

Porquanto Luiz de Souza, cigano de nação, mo-


rador em Pernambuco me representou que êle com
sua mulher Tereza Tereza Soares e mais família que
era seu sogro Martinho Soares e sogra Sebastiana
da Silva, como também seus filhos, e seu tio José
Soares com sua mulher todos ciganos queriam ir vi-
— 122

ver na cidade de Sergipe e seu recôncavo o que não


f podiam fazer sem licença minha pedindo-me lha con-
cedesse. E visto seu requerimento e constar-me se-
rem bem precedidos e que vivem com toda a quieta-
ção. Hei por bem de lhes conceder (como por esta
concedo) licença para que possam ir viver na cidade
de Sergipe de El-Rei c seu distrito, onde assistirão
sem molestar a pessoa alguma nem usar da
sua língua; e constando-me que fazem o contrário
procederei contra eles rigorosamente. Pelo que or-
deno aos oficiais de guerra e justiça a quem esta se
mostrar o tenham assim entendido, para na parte
que tocar executarem esta minha resolução. Bahia
c janeiro, 14 de 1721. Vasco Fernandes César de
Menezes.
¦Pb
Portaria para o Desembargador Prove-
dor-mor mandar dar baixa a Felipe Rodri-
gues Santiago do posto de Capitão de In-
fantaria da ordenança.

Porquanto tenho mandado recolher a Patente


de Capitão de uma Companhia de Infantaria da or-
denança do Regimento de que é Coronel Sebastião
da Rocha Pita que exercia Felipe Rodrigues Santia-
go por justas causas que para isso tive. Ordeno ao
Desembargador Provedor-mor da Fazenda lhe
mande dar baixa no dito posto. Bahia e janeiro,
13 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Almotacé a quem está


encarregada a diligência da distribuição
da Fazenda.
— 123 —

O Almotacé a quem está encarregada a diligên-


cia da repartição da farinha a fará de sorte com to-
dos igualmente que me não chegue a menor queixa',
não faltando com a que puder ser as religiões e Mi-
sericórdia, conforme a quantidade que houver, e dos
três mil alqueires que proximamente chegaram
fará reservar quinhentos para Sua Majestade e o '
mais se repartirá, advertindo que com o povo se há
de repartir de sorte que não haja entre êle a menor
queixa, porque havendo-a justificada procederei
contra o mesmo Almotacé. Rubrica.

Rubrica que se passou aos Coronéis,


Sargentos-mores e mais oficiais para da-
rem a João Marques e Francisco Ribeiro, '
escrivão do corte das madeiras, ambos per-
tencentes ao dito corte, todo o favor e aju-
da que lhes puder, pertencentes a elas.

Os Coronéis, Sargentos-mores, Capitães e mais


oficias dos regimentos do recôncavo desta cidade a
cujos distritos for por ordem do Desembargador Pro-
vedor-mor da Fazenda João Marques Mestre do cor-
te de madeiras de Sua Majestade dos Campinhos e
Santo Amaro de Sergipe do Conde a condução e cor-
te delas, lhe dêm todo o favor e ajuda que lhes pe-
dir para estas diligências sem que se tomem por vio-
lência os carros e bois dos senhores de engenhos e
lavradores de canas e lenhas e o pagamento que se
fizer das ditas madeiras carretos, jornais de ofi-
ciais e frete das embarcações que a conduzirem será
tudo pelo estado da terra. Bahia e janeiro, 23 de
1721. Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vasco Fer-
nandes César.
^-^-

— 124

Portaria para todos os oficiais dos dis-


tritos do Rio de Joane e mata de São João
darem toda a ajuda e favor ao Tenente Ge-
neral da Artilharia para a condução da ma-
deira.

Porquanto o Tenente General da Artilharia dês-


te Estado Francisco Lopes Vilas Boas vai por ordem
minha a estabelecer o corte de madeiras no distrito
do Rio de Joane, de uma e outra parte e na mata de
São João, ajuste do preço delas e dos carretos. Or-
deno a todos os oficiais daqueles distritos executem
prontamente tudo o que o dito Tenente General lhes
ordenar e lhe dêm toda a ajuda e favor de que ne-
cessitar e os cavalos que lhe forem necessários para
transporte da sua pessoa e mais comitiva que le-
var. Bahia e janeiro, 24 de 1721. Rubrica do Ex-
gâ celentíssimo Senhor Vasco Fernandes César de Me-
nezes.

Portaria para o Tenente General da


Artilharia passar aos distritos do Rio de
Joane e mata de São João a estabelecer o
corte das madeiras. >

0 Tenente General da Artilharia Francisco Lo-


pes Vilas Boas passará aos distritos do Rio de Joane
e mata de São João e neles procurará estabelecer o
corte de madeiras de Sua Majestade e ajustar o pre-
1 ¦}'
ço delas e dos carretos, tudo com o maior cômodo que
for possível em cuja diligência espero se haja o dito
Tenente General com aquele zelo e atividade com
que se costuma empregar em tudo o que se lhe en-
carrega do serviço do mesmo Senhor. Bahia e ja_
neiro, 24 de 1721. Rubrica do Excelentíssimo Se-
nhor Vasco Fernandes César de Menezes.
125 —

Portaria para o Desembargador Prove-


dor-mor da Fazenda mandar entregar, digo,
ordenar ao Almoxarife entregue ao Comis-
sário das fragatas de Sua Majestade dois
livros em branco.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande ao Almoxarife dos armazéns entregue ao Co-
missário das fragatas de Sua Majestade dois livros
em branco para neles se lançar a despesa que com
elas se fizer, os quais hão de ser numerados e ru-
bricados como o mesmo Senhor ordena. Bahia-i-e
janeiro, 24 de 1721. Rubrica do Excelentíssimo Se-
nhor Vasco Fernandes César de Menezes, Vice-Rei
deste Estado.
I

Portaria para o Porvedor da Alfânde-


ga mandar notificar os homens de negócio
desta praça para em termo de três dias em-
barcarem os açúcares que tiverem.

O Provedor da Alfândega mande logo notificar


aos homens da praça e comissário para que em termo
de três dias carreguem as caixas de açúcares que es-
tiverem lançadas nas suas folhas visto há muitos
dias se ter determinado o preço louvado na for-
ma da ordem de Sua Majestade, advertindo que se
procederá a prisão contra eles havendo qualquer de-
mora. Bahia e janeiro, 25 de 1721. Rubrica.
126

Portaria para o Capitão de mar e guer-


ra Luiz de Gueiros mandar receber a bordo
da sua nau e do outro combóí os açúcares e
tabaco da Rainha Nossa Senhora.

0 Capitão de mar e guerra Luiz de Gueiros man-


dará receber a bordo da sua nau e da fragata Nossa
Senhora da Palma quinhentas arrobas de açúcares e
quarenta rolos de tabaco para serem entregues ao
Tesoureiro da Rainha Nossa Senhora e uma e outra
cousa ha de ir na mesma forma que ia nos combois
da junta e assim mais mandará receber em uma de-
Ias um feixe de canela que veio da ilha do Príncipe, o
qual se entregará no Conselho Ultramarino à or-
dem de Sua Majestade, que Deus guarde. Bahia e
janeiro, 26 de 1721. Rubrica.

Para o Capitão de mar e guerra Luiz


de Gueiros levar na sua nau a Jorge Bordas,
francês.

0 Capitão de mar e guerra Luiz de Gueiros pode


levar na sua nau a Jorge Bordas, francês de nação,
a quem tenho concedido licença para se embarcar
para Lisboa nesta ocasião. Bahia e fevereiro, 3 de
1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Prove-


dor-mor mandar entregar ao Almoxarife da
Tenência desta praça quatro mil cruzados.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real mande entregar ao Almoxarife da Tenência
desta praça quatro mil cruzados
para pagamento
— 127 —

das Madeiras que S. Majestade tem encarregado a


mesma Tenência, fazendo-se as declarações que o
dito Senhor ordena em Provisão de quatro de abril
do ano próximo passado; e despesa pelos sobejos dos
direitos dos negros que vão para as Minas, em sua
falta dos que vem de Santo Tome e na falta destes
três efeitos do rendimento da Casa da Moeda desta
cidade, e se porá verba à margem do registo da
Portaria que sobre este particular expediu o
Governador geral em onze de jiumho do dito
ano, de que não teve efeito por se passar esta. Ba-
hia e fevereiro, 3 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Prove-


dor-mor da Fazenda mandar entregar à or-
dem do Comissário das fragatas todo o ta-
boado que tiver de tapinhoã.

0 Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande entregar à ordem do Comissário das
fragatas todo o taboado que tiver, da qualidade do
tapinhoã, para forro da fragata Nossa Senhora da
Atalaia, e do dito Comissário se receberá a quantia
que importar o referido taboado para se carregar na
receita a quem pertencer. Bahia e fevereiro, de 1721
Rubrica do Exclentíssimo Senhor Vasco Fernandes
César de Menezes.

Portaria para o Provedor da Alfândega


entregar todo o rendimento da dita Alfân-
dega para as despesas qps combois que fi-
zerem ao Tesoureiro.
— 128 —

Como Sua Majestade, que Deus guarde, tenha


resoluto se assista pela sua Real Fazenda a toda a
despesa que fizerem os combois com o seu apresto
passando-se letra desta importância sôbre o Tesou-
reiro dos Armazéns para satisfazer pelo rendimen-
to do mcmo combói ao Conselho Ultramarino. O
Provedor da Alfândega o tenha assim entendido para
mandar se entregue todo o rendimento dela ao Te-
soureiro Geral sôbre quem se há de fazer carga na
sua receita e o mesmo Tesoureiro Geral será o que
passe a letra sôbre o do armazéns. Bahia e feverei-
ro, 20 de 1721. Rubrica do Excelentíssimo Senhor
Vasco César.

À margem — Não tem efeito por se passar ou-


tra que vai registada adiante.

Portaria que se passou ao Capitão


Manuel de Almeida Mar para ir ao trapi-
che do licenciado fazer carregar as caixas
de açúcar. A mesma se passou ao Capitão
João Soares Garros para o trapiche gran-
de; ao Capitão Muniz Barreto para o do
Burcanes; ao Capitão João Ferreira Lei-
te para o de Bernabé Cardoso e ao Capitão
Hieronimo de Castanheda para o do Ju-
lião.

O Capitão Manuel de Almeida Mar com um


dos seus Sargentos ou, outro qualquer do mesmo
terço vá, pela manhã, ao trapiche do licenciado e
faça com toda a diligência carregar as caixas de
açúcar e desembaraçar as coxias de maneira
que
das caixas que vierem novamente não sirvam de
— 129 —

impedimento a condução das outras; e outrossim


ao trapicheiro dele que tenha os negros necessários
para a melhor expedição; tendo entendido que há
de assistir nesta diligência enquanto eu não man-
dar o contrário e será obrigado a vir todas as noi-
tes dar-me conta do que tenha feito. Bahia e fe-
vereiro, de 1721. Rubrica.

Portaria para Provedor da Alfân-


dega mandar entregar ao Tesoureiro Ge-
ral todo o dinheiro pertecente aos filhos
da folha de São Tome.
Porquanto Sua Majestade que Deus guarde,
tem resoluto se assista pela sua Real Fazenda a tô-
da a despesa que fizerem neste porto os combóis
co mo que sacando-se letra da sua importância sô_
bre o Tesoureiro dos armazéns, para serem satis-
feitas pelo rendimento deles ao Conselho Ultrama-
rino. O Provedor da Alfândega desta cidade o tenha
assim entendido para mandar entregar ao Tesou-
reiro Geral todo o dinheiro que houver, pertencen-
te aos filhos da folha de São Tome para com a sua
importância se satisfazer a despesa dos ditos com-
bois na forma que Sua Majestade ordena. E se
porá verba à margem do registo da portaria que
sôbre este mesmo particular passei ao dito Prove-
dor em déz do corrente, que não tem efeito por se
passar esta. Bahia e fevereiro, 14 de 1721. Ru-
brica.
Portaria para o ProVedor-mor sôbre
mandar que o Tesoureiro Geral passe le-
trás da importância da despesa dos com-
bois 'iad
— 130 —

Porquanto tenho ordenado ao Provedor da Al-


fândega mande entregar ao Tesoureiro Geral todo
o dinheiro que houver, pertencente aos filhos da
folha de Santo Tome, para deles satisfazer a im-
portância da despesa que se fizer com o apresto dos
combóis da frota. O Desembargador Provedor-
mor o tenha assim entendido para fazer executar o
que sobre este particular ordena Sua Majestade
por Provisão de quatorze de junho do ano próximo
passado. Bahia e fevereiro, 14 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor mandar registar nos livros da
fazenda a lei, impressa, de Sua Majes-
tade.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado mande logo registar nos livros
dela a lei impresa de Sua Majestade de vinte de a-
gosto do ano próximo passado em que o dito Senhor
proíbe o comércio aos Vice-reis, Governadores. Mi-
nistros de Justiça e Fazenda e oficiais de guerra
que o servem nas conquistas, e estando registada
ma remeta logo pela Secretaria deste Estado. Ba-
Hia e fevereiro, 14 de 1721. Rubrica do Excelentís-
simo Senhor Vasco Fernandes César de Menezes.

Portaria que se remeteu ao Desem-


bargador Provedor-mor da Fazenda para
mandar meter guardas a bordo do navio
inglês. ¦i.'.-
r:í'ií : "

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mandará meter guardas a bordo do navio inglês que
«p-Ç-""T"

__ 131 —

de presente deu fundo neste porto tanto que se


achar debaixo da artilharia dos fortes na mesma
forma que se tem praticado em semelhantes oca-
siões pela repartição da mesma Fazenda Real. Ba-
hia e fevereiro, 16 de 1721. Rubrica.

Portaria que se remeteu ao Desembar-


gador Provedor-mor da Fazenda sôbre
mandar pôr as embarcações e mestrança
da ribeira pronta para se fazer exame no
navio inglês.
O Desembargador Provedor-mor da Fazenda
Real mande pôr à ordem do Desembargador José
de Caminha, Juiz dos Feitos da Fazenda e Coroa
Real, toda a mestrança da ribeira das naus, mais
oficiais que lhe requerer, e as embarcações que lhe
forem necessárias para passar a bordo do navio in-
glês, que ao presente deu fundo neste porto a
fazer as diligências que Sua Majestade, que Deus
guarde, manda e dispõe em suas reais ordens. Ba-
hia e fevereiro, 16 de 1721. Rubrica.

Portaria que se remeteu ao Desem-


bargador Provedor-mor sôbre mandar o
trão-mor a bordo do navio inglês.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande o Patrão-mor a bordo do navio inglês que de
presente entrou neste porto para que venha dar
fundo debaixo da artilharia do forte, visto se ha-
ver sujeitado a "visita e exame que Sua Majestade,
que Deus guarde, manda em suas reais ordens.
Bahia e fevereiro, 16 de 1721. Rubrica.
132

Portaria que se remeteu ao Provedor


da Alfândega desta cidade sobre mandar
meter guardas a bordo do navio inglês.

O Provedor da Alfândega desta cidade man-


dará meter guardas a bordo do navio inglês que
de presente deu fundo neste porto, tanto que se
achar debaixo da artilharia dos fortes, na mesma
forma que se tem praticado em semelhantes oca-
siões pela repartição da mesma Alfândega. Bahia
e fevereiro, 16 de 1721. Rubrica.

Portaria para que o Capitão Tenente


João Rodrigues da Costa passe para a fra-
gata Nossa Senhora da Palma, e o Capi-
tão Henrique Nicolau que o é desta para a
de Nossa Senhora da Assunção de que o
é aquele.

Por justos motivos que conduzem para Sua


Majestade, que Deus guarde, ser melhor servido.
Ordeno que o Capitão Tenente da fragata Nossa
Senhora da Assunção João Rodrigues da Costa
passe para a fragata Nossa Senhora da Palma e o
Capitão Henrique Nicolau que o era dela vá para
a fragata Nossa Senhora da Assunção. O Capitão
de mar e guerra, cabo da frota Luiz de Gueiros o
tenha assim entendido; e o Comissário José de Al-
meida faça esta declaração nos seus assentos. Ba-
hia e fevereiro, 20 de 1721. Fubrica.
-
Portaria para o Capitão João Teixeira
de Souza fazer as madeiras para as naus
que se hão de fabricar na ribeira desta ci-
dade.
•133

Porquanto tenho encarregado ao Capitão João


Teixeira de Souza a fatura das madeiras necessá-
rias para as naus que se hão de fabricar na ribeira
desta cidade. E porque convém que estas se façam
e conduzam com toda a brevidade, ordeno a todos
os oficiais assim de justiça como de milícia dos dis-
tritos das vilas do Cairú e Jagoaripe lhe dêm toda a
ajuda e"favor que para este efeito lhes pedir sem
dilação alguma. E o dito Capitão cortará toda a
dita madeira nas matas em que as achar convenien-
tes sem que os donos delas lhe ponham impedimen-
te algum, pagando-lhes por cada pau útil trezentos
e vinte réis na forma do Regimento que Sua Ma-
jestade manda observar nas suas feitorias. Bahia e
fevereiro, 20 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Provedor-mor mandar


entregar ao Capitão João Teixeira de Sou-
za dois mil cruzados.

Porquanto tenho encarregado ao Capitão João


Teixeira de Souza a fatura de algumas das madei-
ras que são necessárias para as naus que se hão
de fabricar na ribeira desta cidade. O Desembar-
gador Provedor-mor da Fazenda lhe mandará en-
tregar dois mil cruzados na forma do termo da sua
obrigação, fazendo-se esta despesa
pela consigna-
Ção a que toca. Bahia e fevereiro, de 1721. Ru-
brica.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor mandar dar o necessário ao Ca-
pitão do navio inglês que neste porto se
acha arribado por seu dinheiro.
— 134

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado mandará dar a Diniz Dounina
Capitão da galera invocada a Coroa Inglesa, vinda
Angola que neste porto se acha, os mantimen-
tos aguada e o mais de que necessitar, para consêr-
to e apresto dela, pagando tudo por seu dinheiro,
visto ter achado tomou este porto com verdadeira
causa, e antes de darestes provimentos ao dito Ca-
pitão o chamará e lhe declarará que não mande em-
barcação com gente à terra sem ser pelo porto da
ribeira mandando logo que chegar a êle dar parte
ao dito Provedor para lhe dar pessoa que vá com
a gente a comprar o que lhe for necessário; e para
andar nas chalupas que hão de ir fazer aguada man-
dará meter um guarda em cada uma para que vão
de bordo em direitura a fazê-la à roça de José Al-
vares Viana; e parecendo-lhe que se fará a dita
aguada com mais brevidade dando-se ao dito Capi-
tão alguma ajuda ou favor lhe mandará dar a lan-
cha da ribeira com gente para este efeito, também
declarará ao dito Capitão que durante o tempo que
aqui assistir não deixará vir a sua gente à terra se-
não só aquela que baste e for necessária para lhe
conduzir as aguadas e algum refresco, declarando-
lhe que se em terra achar algum que não venha à
ribeira registando-se primeiro com êle Provedor e
que não tenha licença sua há de ser preso, como
também o serão se achar que vendem algum escra-
vo; também lhe declarará que há de pagar todos os
guardas que se lhe tem posto a bordo e andarem
nas chalupas assim por êle Provedor-mor como pelo
da Alfândega desta cidade e todas estas declarações
lhe fará mandando fazer um termo delas que êle
— 135 —

Provedor-mor o Capitão do dito navio hão de assi-


nar no qual lhe declarará também que não con-
cedo mais dilação ao dito navio neste porto que a de
oito dias que se começarão a contar da data desta e
que passados eles o hei de fazer sair dele dentro de
vinte e quatro horas como Sua Majestade ordena
por Provisão de quatorze de janeiro do ano de se-
tecentos e dezenove. E como me consta que o dito
Capitão não tem dinheiro nem pessoa que lho em-
preste para pagamento dos gastos que aqui fizer,
neste caso se hão de vender em praça pública os
escravos que bastarem para satisfação os tais gas-
tos como se tem praticado em semelhantes ocasiões
e Sua Majestade ordena pelo seu Alvará. Rahia e
fevereiro, 20 de 1721. Rubrica.

Portaria que se remeteu ao Provedor


da Alfândega para mandar notificar aos
Capitães e Mestres dos navios para que
não levem homem nem mulher sem porta-
ria de Sua Excelência.
O Provedor da Alfândega mande notificar logo
aos Capitães, e Mestres dos navios da frota para
que não levem em suas embarcações homem nem
mulher alguma sem que lhe apresentem Portaria
minha, e o que fizer o contrário será preso pagan-
do duzentos mil réis para despesas da ribeira. Ba-
hia e fevereiro, 25 de 1721. Rubrica.

Para o Provedor da Alfândega sobre o


tabaco que se há de usar nela.

Porquanto tenho ordenado ao Desembargador e


Superintendente do Tabaco que para melhor expedi-
— 136 -

ção dele possa usar (parecendo-lhe) do peso e Casa


da Alfândega. O Provedor dela o tenha assim en-
tendido pra o deixar executar. Bahia e fevereiro, 25
de 1721. Rubrica.

Portaria para o Provedor-mor da Fa-


zenda mandar entregar ao Administrador
da feitoria do Cairú duzentos e oitenta mil
réis para satisfazer as férias aos oficiais.

I O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mandará entregar ao Administrador da feitoria do
Cairú duzentos e oitenta mil réis para se acabar de
satisfazer as férias que se devem aos oficiais, os
quais se hão de carregar em receita ao Tesouriro
quais se hão de carregar em receita ao Tesoureiro
que foi dela Lucas de Afonseca Saraiva que é a
quem se passarão as clarezas necessárias para des-
carga do Tesoureiro Geral. Bahia e fevereiro, 27
de 1721. Rubrica.

Portaria que se remeteu ao Desembar-


gador Provedor-mor sobre mandar dar as
fardas aos soldados e artilheiros.

Porquanto as fardas que se devem aos soldados


e artilheiros da guarnição desta praça se acham re-
colhidas na casa donde se lhes costumam dar e a-
liadas na forma do estilo. O Desembargador Prove-
dor-mor da Fazenda mande logo repartir pelos ditos
soldados e artilheiros as sobreditas fardas, observan-
do a Portaria que para este efeito lhe passei em de-
zoito de Dezembro do ano próximo passado. Bahia
e fevereiro, 28 de 1721. Rubrica.

Portaria para os Juizes Ordinários da


Vila da Cachoeira sobre executarem todas
as diligências que lhe encarregar o Desem-
bargador Dionisio de Azevedo Alvelos.

Os Juizes Ordinários da Vila da Cachoeira exe-


cutarão inviolavelmente todas as diligencias que
lhes encarregar o Desembargador Dionisio de Azev-
do de Alvelo, Juiz Executor das fintas, sem a mi-
nima demora e com toda a brevidade, aliás, procede-
rei contra eles como me parecer justiça. Bahia e
março, 3 de 1721. Vasco Fernandes César de Mene-
zes.

Portaria para o Capitão-mor do Terço


de Henrique Dias dar cumprimento a todas
as ordens que lhe passou o Excelentíssi-
mo Senhor Marquês de Angeja sobre exe-
icutar os despachos do Desembargador Di-
onísio de Azevedo Alvelos.
de Azevedo Alvelos.

O Capitão-mor do Terço de Henrique Dias dê


cumprimento às ordens que lhe passou o Excelen-
tíssimo Senhor Marquês de Angeja, sobre fazer exe-
cutar todos os despachos do Desembargador Dioní-
sio de Azevedo Alvelos, Juiz Executor das fintas per-
tencentes a cobrança delas. Bahia e março, 4 de
1721. Rubrica.
— 136 —

ção dele possa usar (parecendo-lhe) do peso e Casa


da Alfândega. O Provedor dela o tenha assim en-
tendido pra o deixar executar. Bahia e fevereiro, 25
de 1721. Rubrica.

Portaria para o Provedor-mor da Fa-


zenda mandar entregar ao Administrador
da feitoria do Cairú duzentos e oitenta mil
réis para satisfazer as férias aos oficiais.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mandará entregar ao Administrador da feitoria do
Cairú duzentos e oitenta mil réis para se acabar de
satisfazer as férias que se devem aos oficiais, os
quais se hão de carregar em receita ao Tesouriro
quais se hão de carregar em receita ao Tesoureiro
que foi dela Lucas de Afonseca Saraiva que é a
quem se passarão as clarezas necessárias para des-
carga do Tesoureiro Geral. Bahia e fevereiro, 27
de 1721. Rubrica.

Portaria que se remeteu ao Desembar-


gador Provedor-mor sobre mandar dar as
fardas aos soldados e artilheiros.
r

Porquanto as fardas que se devem aos soldados


e artilheiros da guarnição desta praça se acham re-
colhidas na casa donde se lhes costumam dar e a-
liadas na forma do estilo. O Desembargador Prove-
dor-mor da Fazenda mande logo repartir pelos ditos
soldados e artilheiros as sobreditas fardas, observan-
do a Portaria que para este efeito lhe passei em de-
Inrr
OI

zoito de Dezembro do ano próximo passado. Bahia


e fevereiro, 28 de 1721. Rubrica.
a.ü
Portaria para os Juizes Ordinários da
Vila da Cachoeira sobre executarem todas
as diligências que lhe encarregar o Deseim
bargador Dionísio de Azevedo Alvelos.

Os Juizes Ordinários da Vila da Cachoeira exe-


cutarão inviolavelmente todas as diligencias que
lhes encarregar o Desembargador Dionísio de Azev-
do de Alvelo, Juiz Executor das fintas, sem a mi-
nima demora e com toda a brevidade, aliás, procede-
rei contra eles como me parecer justiça. Bahia e
março, 3 de 1721. Vasco Fernandes César de Mene-
zes.

Portaria para o Capitão-mor do Terço


de Henrique Dias dar cumprimento a todas
as ordens que lhe passou o Excelentíssi-
mo Senhor Marquês de Angeja sobre exe-
icutar os despachos do Desembargador Di-
onísio de Azevedo Alvelos.
de Azevedo Alvelos.

O Capitão-mor do Terço de Henrique Dias dê


cumprimento às ordens que lhe passou o Excelen-
tíssimo Senhor Marquês de Angeja, sobre fazer exe-
cutar todos os despachos do Desembargador Dioní-
sio de Azevedo Alvelos, Juiz Executor das fintas per-
tencentes a cobrança delas. Bahia e março, 4 de
1721. Rubrica.

a íjíí;
— 138 —

Petição que fizeram os Padres Fran-


cisco Fernandes Paulino, Padre Francisco
Corrêa da Cunha ao Excelentíssimo Senhor
Vasco Fernandes César de Menezes, sobre
levar para portugal ouro em sua Compa-
nhia.

Dizem o Padre Francisco Fernandes Paulino,


o Padre Francisco Corrêa da Cunha e outros mui-
tos vindos das Minas que eles qiuerem seguir via
gem nesta presente frota para a cidade de Lisboa
a seus negócios para cujo efeito têm postos seus
bens em moeda e como Sue Majestade, que Deus
guarde, foi servido pela nova lei promulgada orde-
nar que todo o dinheiro que passar para o Reino,
sendo moeda, seja registado nos cofres que foi
servido mandar nas naus de guerra para ali se ti-
rar um por cento, e na mesma lei ordena o dito
Senhor que qualquer pessoa que levar em moeda
o seu em qualquer navio o
possa fazer registando-se, porém, para pagar dele
também um por cento e querendo os suplicantes re-
gistar o seu dinheiro para levarem em sua Compa-
nhia, o Capitão de mar e guerra lhes não quer a-
ceitar o manifesto, dizendo que só tem ordem para
o levar no cofre o que é contra lei e em grande pre-
juízo da Fazenda Real, e no caso que o dito Capi-
tão tenha alguma ordem particular não pode esta
preferir a lei promulgada, portanto. Pede a Vossa
Excelência que em observância à lei promulgada
nesse caso seja servido mandar que o Capitão de
mar e guerra lhe aceite o manifesto do dinheiro
para o poder levar em sua companhia e em falta
deste os Capitães dos navios onde vai embarcado
— 139 —

lhes aceitem o manifesto e sendo necessário que-


rem já pagar o donativo a Sua Majestade, que
Deus guarde. E receberá mercê.
Despacho.

Como a lei nova de Sua Majestade, que Deus


guarde, se não ajusta com a disposição do Capítulo
do Regimento do cabo da frota e ser certo que a men-
te real não é nem pode ser outra mais que cobrar um
por cento de lodo o ouro que vai para Portugal e que
este se manifeste para se* não poder extrair.
Ordeno ao Capitão de mar e guerra, cabo da frota
Luiz de Gueiros, que havendo dúvida por parte dos
snplicantes e mais mineiros para meterem o ouro
nos cofres querendo arriscá-lo com as suas pessoas
nos napos que pasam para Portugal cobre um por-
cento ...fazendo o registo dele com as relações ne-
cessárias para que conste os nomes das pessoas, in-
vocação do navio e o nome do Capitão dele, o qual
fará um termo de entregar o dito ouro na Casa da
Moeda ou ao Ministro que for a bordo dos navios a
fazer semelhante diligência. E sendo o ouro dos su-
plicantes em grande quantidade lhes dará um caixo-
te para o meter. Bahia e março, de 1721. Rubrica do
Excelentíssimo Senhor Vasco Fernandes César de
Menezes, Vice-Rei deste Estado.

Portaria para o Coronel Sebastião da


Rocha Pita pedir lista ao Capitão dos fami-
liares.

Porquanto a Companhia dos Familiares do San-


to Ofício na forma da patente do Capitão dela está
_ 140 —

isenta de jurisdição dos Coronéis, e por essa razão


não deve ser obrigado o dito Capitão a dar lista de-
Ia senão na Secretaria deste Estado. O Coronel Se-
bastião da Rocha Pita a quem se agrega a dita Com-
panhia as ocasiões que S. Majestade ordena o tenha
assim entendido para não pedir ao mesmo Capitão
lista da sobredita Companhia. Bahia e março, 10 de
1721. Rubrica.

Portaria que se remeteu ao Provedor


da Capitania de Pernambuco sobre uma pe-
tição que fez o Capitão Manuel Sanches de
Campos, morador na dita Capitania ao Ex-
celentíssimo Senor Vice-Rei.

Porquanto o Capitão Manuel Sanches de Cam-


pos, morador no Recife de Pernmabuco me represen-
tou por sua petição, cuja cópia vai inclusa que rema-
tando o Sargento-mor Francisco de Almeida Pinto o
Contrato Real daquela capitania e também o das
pensões ficara êle suplicante por seu fiador e achan-
do-se ser devedor à Fazenda Real de vinte e um mil
cruzados, pouco mais ou menos, de resto dos ditos
contratos, procederam contra êle fiador a seqüestro
que com efeito se fizera em seus bens móveis, escra-
vos e em uma carregação que havia remetido para
o Reino de Angola como também em quatro créditos
de pessoas abonadas e seguras da quantia de três
contos cento sessenta e quatro mil e trezentos
réis, todos procedidos de dinheiro de empréstimo,
. •
para se pagarem todas as vezes que se pedisse; e que
estando nestes termos o Provedor da Fazenda da-
quela capitania tivera com êle o procedimento que
— 141 —

expressa na petição. Ordeno ao mesmo Provedor da


Fazenda Real da Capitania de Pernambuco me in-
forme logo com toda a individuação sobre todo o re-
latado na dita petição, remetendo-me juntamente os
traslados de todas as clarezas e documentos de que
o suplicante faz menção na sua súplica para tudo por
eles me ser presente e poder eu deferir como for
justiça. Bahia e março, 8 de 1721. Vasco Fernandes
César de Menezes.

Portaria que se remeteu ao Capitão de


mar e guerra Luiz de Gueiros para remeter
preso o Patrão do seu escaler.

O Capitão de mar e guerra Luiz de Gueiros re-


meta preso à cadeia desta cidade à minha ordem o
Patrão do seu escaler. Bahia e março, 13 de 1721.
Rubrica.

Portaria para o Capitão de mar e guer-


ra, cabo da frota sobre ter entendido que
vai agora concorrendo o ouro e moedas para
ir nos cofres.

Porquanto agora é que vai concorrendo o ouro


e moedas que há de ir nos cofres para o Reino e é
preciso assistir todos os dias, de manhã, ao recebi-
mento dele. O Capitão de mar e guerra Luiz de Guei-
dos o tenha assim entendido para o fazer entender
aos oficiais á que toca. Bahia e março, 18 de 1721.
Rubrica'; ai;' '..¦¦)
•íSrí h£\.i. #i'í>'£:; 'Ti ip.< r,p ¦ ¦ ;¦;¦¦';.,:''' --un ¦¦:,'.¦ :'¦
Pie-
:rn Portaria
para o Provedor-mor da Fa-
• A) mit^ènda:RéaIVu'^:í'! •'¦'I'
s

— 142 —

O Provedor-mor da Fazenda Real mandará dar


por comedoria ao sargento que com os presos
do Rio de Janeiro dando por dia e aos solda-
dos cem réis a cada um até que se recolham para o
seu quartel. Bahia e março, 19 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Capitão do forte de


Santo Antônio do Carmo.

O Capitão do forte de Santo Antônio do Carmo


aquartele nele o sargento e soldados que presente-
¦
mente vieram do Rio de Janeiro. Bahia e março, 19
de 1721. Rubrica.

Portaria para o Capitão de mar e guer-


ra Domingos dos Santos Cardoso receoer a
bordo da sua nau umas pontas de marfim.

O Capitão de mar e guerra Domingos dos Santos


Cardoso receba a bordo da sua nau as pontas de mar-
fim que o Provedor da Alfândega mandar, as quais
entregará à ordem do Conselho Ultramarino. Bahia
e março, 20 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Provedor-mor mandar


que o Tesoureiro Geral assista as despesas
dos combois com rendimento da obra pia.

Porquanto o Tesoureiro Geral me representou


que o dinheiro dos escravos de São Tome que eu ti-
nha aplicado para as despesas dos combois da frota
deste pôrtó se não achavam no cofre mais que três
contos, quatrocentos e noventa e tantos mil réis e
que por informação do Comissário das fragatas de
— 143 —

Sua Majestade, que Deus guarde, era necessário


maior quantia para as ditas despesas. O Desembar-
gador Provedor-mor da Fazenda ordenará ao Tesou-
reiro Geral assista às despesas dos ditos combois
com o que faltar daquela consignação do dinheiro da
obra pia que se há de remeter na presente frota para
o Reino passando-se letra da quantia que se despen-
der sobre o Tesoureiro a que toca, para a pagar ao
da obra pia. Bahia e março, 20 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Capitão de mar e guer-


ra José de Torres ir à Costa da Mina tornar
posse do sítio que El-Rei de Judá ofereceu a
Sua Majestade para nele se estabelecer
uma feitoria.

Porquanto El-Rei de Judá oferece a Sua Majes-


tade, que Deus guarde, sítio para se fazer uma fei-
toria naquele porto, a qual servirá de grandes inte-
resses ao comércio; e ser conveniente que se faça
entender ao dito Rei que Sua Majestade agradece e
aceita o seu oferecimento se envie a esta diligência
pessoa de atividade, zelo e inteligência na costa da
mina , se acham todos estes requisitos em o Capitão
de mar e guerra José de Torres lhe ordeno vá com
carta minha para El-rei de Judá e logo aceite o sítio
oferecido, escolhendo o que for mais capaz e próximo
ao porto e que no sítio alvore logo bandeira portu-
guesa mandando cobrir de telhas o que baste para
se recolherem alguns portugueses que ali residem
tendo entendido que o sítio que lhe derem há de ter
capacidade para se fazer nele armazéns suficientes,
quartéis para os oficiais e soldados e igreja para se
dizer missa, além do mais recinto que for necessá-
— 144 —

rio para se fazer a dita feitoria em forma de fortifi-


cação; e espero que o dito José de Torres obre tão
eficaz e ativamente nesta diligência que se faça cre-
dor às reais atenções de Sua Majestade. Bahia e
março, 12 de 1721. Vasco Fernandes César de Me-
nezes.

Portaria para o Desembargador Prove-


dor-mor ordenar ao Patrão-mor assista com
as âncoras e amarras que houver na ribei-
ra aos navios da frota.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda or-


dene ao Patrão-mor assista com as âncoras e amar-
ras que houver na ribeira aos navios da frota todas
as vezes que lhes forem necessárias cobrando reci-
bos dos mestres delas para as tornarem a entregar
ou pagar, em caso que se percam ou tenham alguma
danificação. E que outrossim lhe acuda a qualquer
com gente e embarcações para que se não
expermiente alguma ruína. Bahia e marco, 24 de
1721. Rubrica.
Portaria para o carcereiro da cadeia
desta cidade entregar ao Capitão de mar
e guerra, Domingos Cardoso dos Santos
Jorge Lapie que nela se acha preso.

0 carcereiro da cadeia desta cidade entregue ao


Capitão de mar e guerra Domingos Cardoso dos
Santos Jorge Lapie que nela se acha preso para
o levar em sua companhia para a cidade de Lisboa
na nau Nossa Senhora da Palma e São Pedro a en-
tregar no Limoeiro à ordem de Sua Majestade, que
Deus guarde. Bahia e março, 30 de 17^1. Rubrica.
— 145 —

O Meirinho Miguel Cardoso vá logo à cadeia


com os oficiais de justiça que lhe parecer e dela le-
vara a bordo da fragata Nossa Senhora da Palma e
São Pedro o Mestre de Campo Pascoal da Silva,
o Capitão Antônio Nunes, João Pereira Diniz, An-
tônio de Figueiredo e Manuel Moreira que na mesma
cadeia se acham presos os quais entregará ao Ca-
pitão de mar e guerra Domingos dos Santos Cardoso.
Bahia e abril, 2 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Provedor-mor man-


dar entregar à ordem do Tenente General
da artilharia uma bandeira com seu pau
e derriça para a fortaleza do Morro.

0 Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado mande entregar à ordem do Te-
nente General da Artilharia dele uma bandeira com
seu pau e derriça para a fortaleça do Morro de São
Paulo, e outra bandeira com seu pau e deriça para
o forte da Ponta de Itaparica para estarem preveni-
dos nas ocasiões que se oferecerem. Bahia e abril,
4 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Provedor-mor da


Fazenda mandar entregar à ordem do Te-
nente General da Artilharia seis mil cru-
zados para pagar aos oficiais e conduto-
res que trabalham no corte das madeiras.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande entregar à ordem do Tenente General da Ar-
tilharia seis mil cruzados para pagamento dos ofi-
ciais e condutores que trabalharem no corte e con-
— 146 —
1

dução da madeira que tenho mandado fazer para a


construção da nau que se está fabricando na ribeira
desta cidade e para emprestar aos ditos condutores
algum dinheiro com segurança. Bahia e abril, 8 de
1721. Rubrica.

Portaria para o Provedor-mor da Fa-


zenda mandar entregar à ordem do Tenente
General da Artilharia dois morteiros de
bronze com suas caixas de granadas reais
e dois quintais de morrão.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado mande entregar à ordem do Te-
nente General da Artilharia dele dois morteiros de
bronze com suas caixas de granadas reais que sirvam
nos ditos morteiros e dois quintais de morrão, para
tudo remeter o dito Tenente General ao Rio de Ja-
neiro à ordem do Governador dele. Bahia e abril, 8
de 1721. Rubrica.

Portaria para o Coronel José d ü


Araújo Rocha nomear oito soldados para
os mandar entregar ao Ajudante do Capi-
tão-mor João de Souza.

Porquanto tenho nomeado a João de Souza, Ca-


pitão-mor da freguesia de Nossa Senhora do Des-
terro, para com seu Sargento-mor e Ajudantes assis-
tir na igreja da mesma Senhora, quinta-feira de En-
doenças, desde as horas que se expuser o Senhor, até
Domingo da Ressurreição e convém ter era sua com-
panhia homens que observem as diligências que lhes
ordenar na forma que lhe tenho encarregado. Or-

v
— 147 —

deno ao Coronel José de Araújo Rocha nomeie logo


oito soldados, moradores na mesma freguesia, dos
mais desimpedidos e os mandará entregar ao aju-
dante do dito Capitão-mor para que os leve a sua
ordem. Bahia e abril, 9 de 1721.

Portaria que ao Te-


nente General da Artilharia .
Mata de São João, e Rio de Joane a pagar
aos oficiais e condutores das madeiras que
ali se fabricam e examinar e mandar fazer
os mastros e o mais que nela se contém.

O Tenente General da Artilharia deste Estado


Francisco Lopes Vilas Boas passará logo aos distri-
tos da Mata de São João e Rio de Joane a fazer pa-
gamento aos oficiais e condutores das madeiras que
ali se tem cortado para a nau que S. Majestade, que
Deus guarde, manda fabricar na ribeira desta cidade
para as viagens da índia, as quais fará conduzir para
a mesma ribeira com toda a brevidade e outrossim
examinará se os oficiais que andam no dito corte
trabalham como devem na fatura das ditas madeiras
e se merecem o jornal que se lhes dá; e juntamente
se os condutores que estão obrigados a conduzir as
ditas madeiras fazem este serviço com pontualidade;
e achando que têm faltado a sua obrigação os reme-
terá presos a esta cidade a minha ordem e enten-
dendo que algum dos ditos condutores necessita de
dinheiro para se fornecer de bois o dito Tenente Ge-
neral lhe dará a quantia que lhe parecer, dando êle
a isso toda a segurança; e assim mandará fazer pela
pessoa que for mais inteligente do que
para esse efeito der o Mestre da ribeira e se hão de
— 148 —

pagar pelos preços que forem avaliados. Ordeno aos


oficiais de milícia e justiça dos ditos distritos dêm
ao dito Tenente General toda ajuda e favor, de car-
ruagens e o mais que lhe for necessário para o seu
transporte pelo seu direito, e executarão prontamente
todas as ordens que o dito Tenente General lhes der
. 8
pertencentes à fatura e conduções das ditas madeiras.
Bahia e abril, 12 de 1721. Rubrica.

Cópia da Petição que fez o Mestre de


ÍNi Campo Engenheiro Miguel Pereira da
Costa ao Excelentíssimo Senhor Vasco Fer-
nandes César de Menezes, Vice-Rei deste
Estado.

Senhor. Diz o Mestre de Campo Engenheiro


desta praça Miguel Pereira da Costa que acha é ne-
cessário para bem da de Sua Ma-
jestade, que Deus guarde, registar nos livros da Secre-
taria deste Estado a representação que fez ao Exce-
lentíssimo Senhor Marquês de Angeja, Vice-Rei Ca-
pitão General que foi de mar e terra deste Estado
com a declaração que nela for servido fazer como
consta da sua rubrica pelo que pede a Vossa Exce-
lência lhe faça mercê mandar se registe nos livros da
Secretaria a dita representação e declaração nela
posta. E receberá mercê.

Despacho
- ...
i .

Como Pede. Bahia e março, seis de mil seis-


centos e vinte e um. Rubrica.
'¦; v i'

FM

— 149 —

Cópia da Petição que fez o Mestre de


Campo Engenheiro Miguel Pereira da
Costa ao Excelentíssimo Senhor Vice-Rei,
que foi deste Estado, Marquês de Angeja tJ

Excelentíssimo. Senhor. Diz Miguel Pereira da


Costa Mestre de Campo Engenheiro desta praça que
procurando na vedoria regimento das fortificações
para com o maior acerto não falar a obrigação do
seu posto das reais ordens na forma que
o dito registo nas Províncias de Por-
tugal, se não achando regimento
algum^para as fortificações e porque nesta matéria
se tem introduzido alguns abusos contra a verdadeira
forma em prejuízo da Real Fazenda
como são as avaliações que se fazem pelas .......
do ofício de carpinteiro, o que só
toca aos Engenheiros como portanto.
Pede a Vossa Excelência lhe faça mercê mandar de-
clarar por portaria a forma das ditas avaliações que
só devem fazer os engenheiros, segundo o estilo pra-
ticado em Portugal. E receberá mercê.

Despacho

Nas fortificações do Reino não vão nunca os


juizes do ofício a avaliar a obra e todas as medições,
vistorias e 0 mais que há que fazer nelas se há de
iazer pelos engenheiros a
que assiste o vedor geral
das fortificações e muitas vezes o Governador das
Armas e quando se manda dar balanço é só
pelo
engenheiro a quem se tem mandado assistir na obra;
as obras que são de arquitetura, essas tem o seu ar-
quiteto, segundo por que se man-
150

dam fazer e muitas vezes ou quasi sempre se ordena


ao mesmo arquiteto o faça com os juizes do ofício,
porém, como o suplicante acusa haver as ordens reais
e não haver neste Estado Regimento das fortificações
faço presente a meu senhor pelo
tribunal a que toca para que lhe seja remetido o dito.
Regimento de mil setecentos ....
Excelentíssimo Senhor Marquês de Angeja.

Portaria para o Provedor-mor man-


dar fardar os soldados.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande fardar os soldados dos ditos Terços
e artilheiros dele vencido a dita
farda. Bahia .......... de 1721. Rubrica.
Portaria para o Juiz Ordinário da
Vila de Jaguaripe mandar ao Tesoureiro
que foi nomeado pela Câmara dela venha
à ordem do Provedor-mor da Fazenda en-
tregar as armas, pólvora, bala e o mais
na em que foi o Tenente
General da Artilharia a guerra dos bár-
baros.
O Juiz Ordinário da Vila de Jaguaripe mandar.',
ao Tesoureiro que foi nomeado
pela Câmara daquela
Vila Manuel Pereira para o recebimento das armas,
pólvora, bala e o mais que se lhe entregou na oca-
sião em que o Tenente General da Artilharia foi
àquele distrito para fazer guerra aos bárbaros
que
vinham a esta cidade, entregar a ordem do Provedor-
mor tudo o que se lhe entregou. Bahia e abril 23 de
1721. Rubrica.

/ -.
151 -

Portaria

guerra dos bárbaros.

O Juiz Ordinário da Vila nesta


cidade a pessoa que elegeu a Câmara para o recebi-
mento das armas e mais munições que foram neces-
sárias para a guerra dos bárbaros para que
dar contas juntamente o Provedor-mor
que se fez e entregar Bahia e
abril de 1721. Rubrica.

Portaria para o Capitão José de Toar


de Ulhôa sobre receber as armas que se
acham em poder do Capitão-mor Antônio
Veloso.

0 Capitão-mor José de Toar de Ulhôa rece-


berá do Capitão-mor Antônio Veloso as armas e mu-
üições que lhe entregar, das que havia recebido para
armar a gente que levou quando foi à guerra dos
bárbaros e assim mais alguns petrechos, e de tudo
o que receber passará recibo ao dito Capitão-mor
para sua clareza e remeterá tudo a esta cidade com
boa arrecadação a entregar à ordem do Desembar-
gador Provedor-mor. Bahia e abril, 25 de 1721.
Rubrica.

Portaria para o Juiz Ordinário da


Vila de Jaguaripe remeter preso ao car-
cereiro da cadeia dela.

0 Juiz Ordinário da Vila de Jaguaripe remeta


— 152 —

preso ao carcereiro da cadeia dela a desta cidade não


deixando outro em seu lugar. Bahia e abril, 26 de
1721. Vasco Fernandes César de Menezes.

Portaria para o sargento Antônio da


Costa poder comprar o necessário para as
religiosas do Desterro, exceto farinha.

O sargento Antônio da Costa comprador das Re-


verendas Madres Religiosas do Desterro poderá sem
impedimento algum comprar para elas, na Ribeira
ou outra qualquer parte, peixe, galinhas, ovos e mais
5 gêneros comestíveis, exceto farinha, que esta toca ao
Juiz de Fora a quem tenho ordenado desse provi-
mento. Bahia e abril, 28 de 1721. Rubrica.

Regimento que há de observar André


Gonçalves, Capitão Tenente da fragata
Nossa Senhora da Atalaia.

Vasco Fernandes César de Menezes do Conselho


de Sua Majestade, que Deus guarde, Alferes-mor do
Reino, Alcaide-mor da vila de Alenquer, Comenda-
dor da Ordem de Cristo das Comendas de "São Pedro
do Mar e São João do Rio Frio, Vice-Rei e Capitão
General de Mar e Terra do Estado do Brasil etc.
Porquanto se faz preciso e ser conveniente
que a
fragata Nossa Senhora da Atalaia saia de mar em
fora, ordeno ao Capitão Tenente André Gonçalves a
cujo cargo está o governo dela se
ponha pronto para
fazer viagem e seguir o se lhe manda neste Re-
que
gimento.
— 153 —

Depois de passar mostra á gente da guarnição


da sua fragata, nomear os postos e tiver encartuxado
se fará à vela, ainda não tendo vento de sua volta,
porque não será dificultoso bordejar parecendo assim
aos seus pilotos.
Obrigará a todos os que vão embarcados se
confessem não consentindo jogos proibidos nem brin-
cos de que ordinariamente resultam desconfianças; e
para que tenha e mtudo a Deus Nosso Senhor propina
deve com toda a guarnição ter grande devoção a
Nossa Senhora, não faltando todos os dias com a sua
ladainha.
Como o único fim por que mando sair a fragata
Nossa Senhora da Atalaia é para limpar os mares
de algum pirata para que a nau da índia se livre
desse encontro o Capitão Tenente André Gonçalves
fará toda a diligência por ir na volta do Sul até ao
Morro, em cuja altura há de andar porque é essa
a em que vêm, ordinariamente, fazer ponto as naus
da índia e para se não desencontrar com ela deve
andar com a terra à vista; e como o primeiro piloto
que leva é bom prático da carreira da índia con-
sultá-lq-á para que possa navegar de maneira que se
não malogre o fim para que faz esta viagem.
Encontrando-se com a nau da índia, vindo o
Vice-Rei nela, (como suponho) o salvará com dezes-
sete peças, mandando a seu bordo o seu Tenente a
comprimentá-lo da minha parte e receber as suas
ordens indo-se com a dita nau da índia, e vindo a
Vice-Rei nela se adiantará de maneira que seja vista
de Santo Antônio da Barra, tirando duas peças da ar-
tilharia, e largando uma bandeira inglesa com o joa-
nete grande, mas no caso que não venha Vice-Rei
não fará o que acima lhe fica dito.
— 154 —

Andará na altura do Morro até vinte de maio e


em caso que a esse tempo se não tenha encontrado
com a nau da índia virá em demanda desta Bahia
dando fundo fora dela, em parte donde lhe não seja
dificultoso entrar para dentro com qualquer tempo
que o obrigue, e tanto que der fundo me fará aviso
para lhe ordenar o que deve fazer.
E porque no decurso desta viagem pode encon-
trar algumas embarcações a todas dará caça, mas
nunca de maneira que lhe dificulte voltar para a
mesma altura que se lhe ordena.
As embarcações a que chegar se forem fragatas
de guerra das nações amigas não pedirá salva nem
salvará, e quando lhe peçam protestará pelas pazes
c instando pelejará com elas de sorte que fique bem
reputada a bandeira de Sua Majestade, que Deus
guarde.
Sendo embarcações que não sejam de guerra
examinará os seus passaportes, e os gêneros de que
consta a sua carga, e achando ou entrando na dúvida
de que podem ser piratas os trará represados a esta
Bahia donde se resolverá o que for justo.
E porque os incidentes do mar se não podem
prevenir todos de terra os deixo à direção do Capitão
Tenente André Gonçalves não duvidando que obre
em tudo de maneira que se faça acredor a toda a
honra que S. Majestade for servido fazer-lhe. Dado
nesta cidade da Bahia aos vinte e seis dias do mês
de abril. Santos de Souza o fez, ano de mil setecentos
e um. Vasco Fernandes César de Menezes.
Regimento que há de observar André Gonçalves
Capitão Tenente da fragata Nossa Senhora da Ata-
laia que Vossa Excelência manda sair deste porto a
— 155 — ¦

cruzar os mares desta Costa a esperar a nau da índia.


Para Vossa Excelência ver.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda mandar logo repa-
rar o farol do forte de Santo Antônio da
Barra dos vidros que lhe forem neces-
sários.

0 Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande logo reparar o farol do forte de Santo An-
tônio da Barra, dos vidros que lhe forem necessários
c a abertura de riba, e o mais de que carecer para
que dê boa luz. Bahia e abril, 28 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Capitão do forte de


Santo Antônio da Barra sôbre dar fé se ai-
guma fragata com bandeira inglesa, no
topo grande, atirar dois tiros responderá
com outros dois.

O Capitão do forte de Santo Antônio da Barra


tanto que der fé ou vista de uma fragata com ban-
deira inglesa, no topo grande, e atirar dois tiros de
artilharia responderá com outros dois, e o mesmo
farão os mais fortes que se seguir. Bahia e abril, 28
de 1721. Rubrica.

Portaria que se remeteu ao carcereiro


da cadeia desta cidade sôbre entregar ao
Comissário das fragatas os presos que fo-
ram para embarcar na fragata Nossa Se-
nhora da Atalaia.
— 156 —

O carcereiro da cadeia desta cidade entregue à


ordem do Comissário das fragatas todas as pessoas
que foram presas para embarcar na fragata Nossa
Senhora da Atalaia e se acham na dita cadeia. Bahia
e abril, 28 de 1721. Rubrica.

Para o Provedor-mor sobre man lar


fazer um cofre e três livros para irem para
a Jacobina.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande logo fazer um cofre de boa madeira e forte,
chapado de ferro, com três palmos de comprido, e
um e meio de alto, com três fechaduras, e outras tan-
tas chaves; e assim mais três livros, os quais rubri-
cará, para tudo ir para a Jacobina para se lançar e
recolher os quintos de ouro que pertence a Sua Ma-
jestade. que Deus guarde. Bahia e maio, 20 de 1721.
Rubrica.

Para o Provedor-mor mandar dar pól-


vora para os fortes.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande entregar à ordem do Sargento-mor da Arti-
lharia o que contém a relação inclusa, assinada por
êle, que é para provimento dos fortes desta praça.
Bahia e maio, 20 de 1721.

Para o Provedor-mor mandar dar pól-


vora e pederneiras aos furriéis dos Terços
para a entrada do Vice-Rei da índia.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


— 157 —

mande entregar aos furriéis dos dois Terços da guar-


nição desta praça três arrobas de pólvora para se re-
partirem pelos soldados deles; e assim mais mandará
entregar aos ditos furriéis uma pederneira para cada
um soldado dos ditos Terços. Bahia e maio, 7 de
1721. Rubrica.

Portaria para os oficiais e mais pes-


soas por onde fizer viagem o Coronel Pe-
dro Barbosa Leal na viagem que faz a Ja-
cobina, lhe e ajuda.

Porquanto mando o Coronel Pedro Barbosa Leal


a Jacobina, e ao Rio das Contas que todos os
oficiais de justiça e mais pessoas por cujos dis-
tritos ele passar lhe dêm toda ajuda que lhes pe-
dir necessária para as ditas jornadas, e do con-
trário mandarei proceder severamente contra as pes-
soas que faltarem na execução do que lhes ordeno.
Rahia e abril, 28 de 1721. Vasco Fernandes César
de Menezes.
Provisão que fiz ao Excelentíssimo Se-
nhor Vice-Rei Dom João Mascarenhas,..
Ministros, dos embargos na causa
que traz com João Barbosa.
Excelentíssimo Senhor. Diz Dom João Masca-
renhas que a êle suplicante lhe moveu o Desembar-
gador João Barbosa Teixeira Maciel uma ação de°
assignação na forma da ordenação, livro 3
título e para defender o seu direito mandou
que assistisse o procurador dele suplicante
adonde se havia de propor por parte do
a dita ação contra a qual requeresse o procurador do
suplicante que a dita ação não estava em termos so-
158 —

licitada de se lhe poder assinar os dez dias da lei;


porquanto o ou escrito em que o suplicante
se se achava somente subscrito pelo supli-
cante e feito de diferente letra com obrigação ....
.... por ler em si .... da lei conteúda no livro 4.°
título 71 in princip Em os quais termos em
fora da questão que se pudesse assinar os dez dias
do suplicante pela disposição expressa na
lei do Reino no mesmo livro 3.° título 25 em o prin-
cípio, ......... 2.° e no título 59, parágrafo 15 até
o Verso, porem, .... e mvindo as alegações
de presente a não mandar assinar
os ditos dez
de juizo com o juizo
pela maior parte
dos votos e mede
aquele seu despacho e assinasse os ditos dez dias ao
escrito do produzido pelo suplicante.
E' certo que tem o Senhor Re-
gedor das Justiças a lei
em que vendo, alguns feitos
árduos assim eiveis como crimes que em Provisão
se houver de despachar e sentir o dito Senhor que
há neles algumas tais dúvidas que lhe pareça bem
e mais Desembargadores que os ordena-
dos para ajuntar aqueles que
suspeitos não forem e lhes tem necessário
desembarguem os ditos feitos e isto fará
cada vez que necessário
Por este tal poder fez Vossa Excelência nomea-
ção para o despacho desta causa dos Desembargado-
res de Agravos os D.D. Luiz de Souza Pereira, José
de Acunha Soares, Afonso e dos extrava-
gantes Antônio do Rego Quintanilha e Domingos
— 159 —

Mendes Duro, de que o suplicante não podia ter pre-


sunção alguma de notícia que seriam os nomeados
para a dita causa e por falta dela não averbou de
suspeitos ao Desembargadores Afonso Rodrigues
Bernardo e Antônio do Rego Quintanilha, porquan-
to êste último vive em umas casas do Suplicado e
com êle conversa todas as noites em o seu eirado
adonde se a juntam vários amigos do Suplicado e
também o Desembargador Luiz de Siqueira da Ga-
ma que tem porta aberta no interior da casa do Su-
plicado e êste se serve pela mesma para a casa do
Desembargador Luiz de Siqueira o qual chegando do
Reino o dito Desembargador Antônio do Rego
Quin-
tanil lhe deu hospício em sua Casa, enquanto o su-
plicado mandou preparar o outro quarto das casas
em que hoje vive, e mora o dito Desembargador, e
por esta razão se trata com muita confiança com o
suplicado razão porque o suplicado o podia recusar
legitimamente com outras Guerreiro, na sua
obra de recusações livro 4 ° Capítulo 16, n." 65 ver-
so, ampliabis Vigessam, por causa de amisade e su-
bordinação de prêmio ou interesse. Também era re-
cusável êste Ministro porque o suplicante havia de
provar que êle tinha assistido às conferências que se
fizeram em casa do suplicado sobre o caminho que se
havia de tomar no recurso de agravo de petição es-
tudando a matéria com a feição para o suplicado ter
provimento no dito agravo, e assim não podia ser
juiz do suplicante por esta cabeça.

Houvera o Suplicante de recusar ao Desembar-


gador dos Agravos Afonso Rodrigues Bernardo se
acaso presumira que seria nomeado por seu juiz
nesta causa com o suplicado, porquanto de parte

";
i
— 158 —
r

licitada de se lhe poder assinar os dez dias da lei;


porquanto o ou escrito em que o suplicante
se se achava somente subscrito pelo supli-
cante e feito de diferente letra com obrigação ....
.... por ler em si .... da lei conteúda no livro 4.°
título 71 in princip Em os quais termos em
fora da questão que se pudesse assinar os dez dias
do suplicante pela disposição expressa na
lei do Reino no mesmo livro 3.° título 25 em o prin-
cípio, ..... 2." e no título 59. parágrafo 15 até
o Verso, porem, e mvindo as alegações
de presente a não mandar assinar
os ditos dez
de juízo com o juizo
pela maior parte
dos votos e mede
aquele seu despacho e assinasse os ditos dez dias ao
escrito do produzido pelo suplicante.
E' certo que tem o Senhor Re-
gedor das Justiças a lei
em que vendo alguns feitos
árduos assim eiveis como crimes que em Provisão
se houver de despachar e sentir o dito Senhor que
há neles algumas tais dúvidas que lhe pareça bem
a • e mais Desembargadores que os ordena-
dos para ajuntar aqueles que
suspeitos não forem e lhes tem necessário
desembarguem os ditos feitos e isto fará
cada vez que necessário
Por este tal poder fez Vossa Excelência nomea-
ção para o despacho desta causa dos Desembargado-
res de Agravos os D.D. Luiz de Souza Pereira, José
de Acunha Soares, Afonso e dos extrava-
gantes Antônio do Rego Quintanilha e Domingos
— 159 —

Mendes Duro, de que o suplicante não podia ter pre-


sunção alguma de notícia que seriam os nomeados
para a dita causa e por falta dela não averbou de
suspeitos ao Desembargadores Afonso Rodrigues
Bernardo e Antônio do Rego Quintanilha, porquan-
to este último vive em umas casas do Suplicado e
com êle conversa todas as noites em o seu eirado
adonde se ajuntam vários amigos do Suplicado e
também o Desembargador Luiz de Siqueira da Ga-
ma que tem porta aberta no interior da casa do Su-
plicado e este se serve pela mesma para a casa do
Desembargador Luiz de Siqueira o qual chegando do
Reino o dito Desembargador Antônio do Rego
tanil lhe deu hospício em sua Casa, enquanto Quin-
o su-
plicado mandou preparar o outro quarto das casas
em que hoje vive, e mora o dito Desembargador, e
por esta razão se trata com muita confiança com o
suplicado razão porque o suplicado o podia recusar
legitimamente com outras Guerreiro, na sua
obra de recusações livro 4 ° Capítulo 16, n.° 65 ver-
so, ampliabis Vigessam, por causa de amisade e su-
bordinação de prêmio ou interesse. Também era re-
cusável este Ministro porque o suplicante havia de
provar que êle tinha assistido às conferências que se
fizeram em casa do suplicado sobre o caminho que se
havia de tomar no recurso de agravo de petição es-
tudando a matéria com a feição para o suplicado ter
provimento no dito agravo, e assim não podia ser
juiz do suplicante por esta cabeça.

Houvera o Suplicante de recusar ao Desembar-


gador dos Agravos Afonso Rodrigues Bernardo ?e
acaso presumira que seria nomeado por seu juiz
nesta causa com o suplicado, porquanto de parte
160

da amisade que com este tem prova com atenção que


escreveu a favor do suplicado seguindo ao Desem-
bargador Juiz de Siqueira da Gama, dos quais se
afastavam os três Ministros seguintes, tencionando
eruditamente e confrontando as duas tenções prece-
dentes em matéria tão clara, como dos Autos se pode
ver, nos quais foi pleiteante Luiz Lamego de Brito
e é escrivão Francisco de Souza de Menezes cuja
certidão ajuntará o suplicante se lhe passarem a
tempo de poder fazer com ela prova.
E' suspeito o dito Desembargador Afonso Ro-
drigues Bernardo ao Suplicante porque este empres-
tando-lhe um pouco de dinheiro do qual se serviu
mais de um ano o cjuis recuperar por lhe dizer mui-
tas vezes o dito Desembargador que nesta cidade nao
devia um só vintém a ninguém em cuja absoluta en-
trava também o empréstimo do Suplicante, do qual
ficou mui sentido por lhe mandar dizer que lhe era
necessário o seu dinheiro que com efeito cobrou em
negros pelo preço que quis o dito Desembargador
por não perder de todo a sua dívida: por donde cor-
rompido o dito Desembargador do desejo daquele
dinheiro e cubiça do suplicante lho levar lhe ficou
entranhavelmente oposto e incapaz de administrar-
lhe justiça inteira, por não haver maior poderoso
monarca contra a retidão do ânimo do Juiz cpie a
própria ambição. E ajunta o Suplicante para Vossa
Excelência ver as cartas do dito Desembargador.
Sendo Vossa Excelência, pois, aquele que guar-
dando o Regimento do seu altíssimo cargo de Rege-
dor na nomeação que fez destes dois ministros que
julgaram por ódio e amor contra o suplicante pisando
ordenações terminantes e expressas, tanto no modo
do processo e da ordem do Juízo, quanto na defini-
— 161 —

ção da causa e da justiça do Suplicante pelo mesmo


parágrafo dez do dito regimento, recorre o suplicante
a Vossa Excelência por gozar neste Estado
quasi do
soberano poder que Vossa Excelência em cumpri-
mento desta lei em o verso, e se lhe parecer
queira
ser servido de nomear para a decisão dos embargos
do suplicante com que há de ver ao dito acórdão
aos Desembargadores que ainda não votaram, a sa-
ber: o Desembargador de Agravos Tomas Feliciano
de Albernas; o Desembargador Chanceler, hoje tam-
bem Corregedor do Crime; o Desembargador Cae-
tano de Brito e Figueiredo; o Desembargador João
Homem Freire e o Desembargador Manuel Ferreira
de Carvalho, porque posto que nos embargos não
hajam de votar demais que aqueles ministros
que
íoram nomeados para o proferimento da* sentença
justificada e mostrada a razão da suspeicão do su-
plicante contra os dois Ministros recusáveis que o
suplicante não averbou de suspeitos por não ter no-
tícias das suas nomeações a que deu remédio a
pre-
citada lei com este requerimento que o suplicante
faz a V. Excia., portanto espera o Suplicante de
Vossa Excelência lhe faça outra nova nomeação de
Ministros na forma do parágrafo 10 do Regimento
do Senhor Regedor. Pede a Vossa Excelência lhe
faça mercê de lhe nomear para adjuntos dos embar-
gos com que o suplicante embarga o acórdão do pro-
vimento do suplicado aos Desembargadores Ordiná-
rios os D.D. Tomas Feliciano de Albernas; Caetano
de Brito de Figueiredo, e assim mais os Desembar-
gadores o Doutor João Homem Freire e o Doutor
Manuel Ferreira de Carvalho,
porque nesta forma
suposta a legítima razão alegada dos dois ministros
recusáveis vai coerente a lei do
parágrafo 10 do re-

11
i:
— 162 —

gimento do Senhor Regedor na forma que prescre-


veu para serem sentenciadas as causas árduas, e di-
ficultosas, tanto no princípio da primeira sentença
como depois, sobre os embargos a ela e melhor de-
ferirá Vossa Excelência como fôr servido e lhe pa-
recer. E Receberá Mercê.

Despacho.

Nomeei para sentenciarem o Agravo de que ês-


te requerimento faz menção aos Desembargadores
dos Agravos que se achavam na Relação, desimpe-
didos, e por m eparecer que a matéria era grave
nomeei dois extravagantes mais antigos, na for-
ma que a ordenação permite aos Regedores e se me
constasse antecedentemente que havia pejo em ai-
gum dos ditos Ministros é certo o não nomearia,
porém,, como não é justo se injurie um tribunal,
que pelo seu caráter merece toda atenção e não es-
tar em prática o que o suplicante pede deve usar
dos meios ordinários, ou dos que por direito lhe fo-
rem permitidos. Bahia e maio, 8 de 1721. Rubrica.

Ordem que levou o Coronel Pedro


Barbosa Leal, do que há de observar na
Jacobina, e Rio das Contas.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde, em


carta firmada pela sua real mão, de cinco de agosto
de mil setecentos e vinte foi servido ordenar-me man-
dasse um Ministro a Jacobina a estabelecer uma vila
com o seu magistrado, permitindo àqueles moradores
e aos mais que se achassem minerando em todo o
dito distrito, pudessem livre, e desembaraçadamente
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— 163 —

usar das bateas e de tudo o mais que conduzissem


para a lavra do ouro e utilidade comum pagando-se N

_lhes os quintos dele por batea, para cujo efeito or-


denei ao Desembargador Luiz de Siqueira da Ga-
ma fosse àquele distrito: e porque adoeceu no cami-
nho, de maneira que se impossibilitou para conti-
nuar a jornada ordenei recolher nesta cidade ha_
vendo já nela notícias mui confusas, supostas umas
atrás em ordem haver ou não haver ouro na mes-
ma Jacobina: e por me parecer justo fazer todo o
exame em matéria de tanta consideração .... o es-
tabelecimento de vista e seu magistrado me resolvi
a encarregar esta diligência ao Coronel Pedro Bar-
bosa Leal em quem não só concorrem zelo, ativida-
de, interês-
se; mas todos os mais atributos que da
grande confiança que faço da sua pessoa lhe ordeno
parta prontamente para a dita Jacobina •
mandará que leva, e nela faça exame
do número de bateas e das pessoas de que hoje se
compõe aquele sitio, nomeando um guarda-mor para
repartir as datas e um Tesoureiro para receber os
quintos, e um Escrivão para lançar a receita deles,
sendo a escolha destes sujeitos em pessoas idôneas,
e capazes daquelas ocupações, entregando ao que no-
mear para Tesoureiro o cofre que leva ficando este
com uma chave, o guarda-mor com outra, e o escri- I !
vão com outra, e com dois livros dos três que também
leva para neles lançar o dito Escrivão a receita e des-
pesa do Tesoureiro e fazer as mais clarezas necessá-
rias e o outro mandará entregar ao dito guarda-mor
para a repartição das datas. E como Sua Majestade
se faz credor aos quintos de todo o ouro que se mi-
neirou desde o dia da comussão perdoando gênero-
samente aos que delinquiram obrando contra os seus

;' l
'
\
— 164 —

decretos, e ordens deste Governo, o Coronel Pedro


Barbosa Leal fará pôr em arrecadação os ditos quin-
tos cobrando-se pouco mais ou menos
de cada uma das bateas e levando por isso alguns
árbitros desinteressados e depois de feita esta dili-
gência, e as mais que forem concernentes a esta ma-
teria me dará conta por um correio, passando logo
ao Rio das Contas donde fará todo exame para se
averiguar se pinta bem o ouro as bateas que mineram
e o estado daquela república, no que
lançar o bando incluso, . :•. . dele se co-
brarão os quintos aqueles mineiros
em as pessoas assistentes nas ditas
dos documentos juntos; e depois de
os ditos quintos, se restituirá a Jacobina até lhe or-
denar o que deve fazer e porque me parece ocioso
individtialisar circunstâncias deixo as demais que
não exprimo a sua disposição, não duvidando que
em tudo obre de maneira que se faça acredor as reais
atenções com que Sua Majestade costuma remunerar
os serviços dos vassalos que o servem, com o zelo
que se experimentou sempre em o Coronel Pedro
Barbosa Leal. Bahia e abril, 28 de 1721. Vasco
Fernandes César de Menezes.

Portaria para o Provedor-mor mandar


dar a Pedro Barbosa cem moedas novas
de ajuda de custo.

Porque tenho nomeado ao Coronel Pedro Bar-


bosa Leal para ir a Jacobina e ao Rio das Contas
a diligências importantes do serviço de Sua Majes-
tade, que Deus guarde, e é conveniente
que para a
jornada se lhe dê uma ajuda de custo ao menos para
— 165 —

satisfazer alguma parte do gasto que fizer nela


mando se lhe dêm cem moedas novas de quatro mil
e oitocentos réis, e o Desembargador Provedor-mor
o tenha assim entendido para o fazer executar. Bahia
e maio, 12 de 1721. Rubrica.

Para o Provedor-mor mandar fazer


cinco bandeiras para a feitoria de Judá.

O Desembargador Provedor-mor da fazenda


mande fazer duas bandeiras grandes com as armas
reais para servirem na feitoria to-
mar posse ............ e assim mais três ban-
deiras pequenas de tafetá branco, com as armas reais,
das quais há de dar o tamanho o Capitão de mar e
guerra José de Torres a quem se hão de entregar
todas. Bahia e maio, 13 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor mandar dar ao Mestre do Pa-
tacho do Contrato o que fôr necessário
para sustento dos soldados que leva.

0 Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande dar a Feliciano Gomes, Mestre do Patacho
do Contrato do tabaco do Rio de Janeiro a mesma
quantia que no mesmo Rio se deu ao Capitão João
Alvares Ferreira por trazer na sua embarcação os
soldados e oficiais que vieram com os
presos, visto
levar no mesmo patacho os ditos soldados,
para o
que mandará chamar o dito João Alvares. Bahia e
maio, 14 de 1721.

U
'(-. ',. II

— 166 —
e

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda mandar fazer unia
relação por que conste a importância
dos gastos que se fizeram com os oficiais
e soldados do sustento que trouxeram os
presos do Rio de Janeiro, e o mesmo com o
sustento e passagem dos mesmos soldados
que voltam para o mesmo Rio.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real mande fazer uma relação por que conste a im-
portância dos gastos que se fizeram com o sustento
dos oficiais e soldados que trouxeram os presos do
Rio de Janeiro em o gasto que se
há de fazer com o sustento, dos mes-
mos soldados que voltam para o mesmo Rio. Bahia
e maio, de 1721. Rubrica

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda ao
Almoxarife do armazém dos mantimentos
entregue a Feliciano Gomes, Mestre do Pa-
tacho do Contrato do tabaco os mantimen-
tos que o dito Provedor-mor tem arbitrado.
4

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda or-


denará ao Almoxarife do armazém dos mantimentos
entregue a Feliciano Gomes, Mestre do Patacho do
Contrato do tabaco do Rio de Janeiro, os mantimen-
tos que o dito Provedor-mor tem arbitrado para sus-
tento do sargento e soldados, que vieram do me^mo
Rio com os presos pelos levar em sua companhia.
Bahia e maio, 26 de 1721. Rubrica.

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— 167 -
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',!.*.
,,

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda mandar entregar à
ordem do Tenente General da Artilharia a
madeira e o mais que for necessário para
se fazerem as carretas e rodas que entende
são precisas.

0 Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado mande dar à ordem ao Tenente
General da Atilharia deste Estado a madeira e o
mais que for necessário para se fazerem as carretas
e rodas que o dito Tenente General entender são pre-
cisas para se montarem as peças da Artilharia dos
fortes desta praça que se acham no chão e arruinadas.
Bahia e maio, 16 de 1721. Rubrica.

Despacho que deu o Excelentíssimo


Senhor Vice-Rei a uma petição que lhe fez
Paulo Geraldo de Lacampa para lhe con-
ceder faculdade para vender alguma fa-
zenda com que se achava em ser, e os gê-
neros que recebesse de pagamentos, e a
troco dela sem embargo do termo que assi-
nou de ficar nesta terra até a frota futura,
para cobrar as suas dívidas e pagar a quem
devesse, sem fazer negócio algum.

Como pede, com declaração que não abuse deste


despacho para fazer negócio com novos gêneros, nem
com outros nenhuns mais que os com que se acha
em ser, e lhe derem a troco deles, aliás, incorrerá
na pena de confisco. Bahia e maio 16, de 1721^
Rubrica.
Diz Dom João Mascarenhas que êle suplicante

tu.
— 168 —•

veio com embargos ao acórdão da Relação em que se


deu provimento ao Doutor João Barbosa Teixeira
Maciel no agravo que êle interpôs do Desembarga-
dor Ouvidor Geral do Civel de . no
decreto da Audiência e porquanto os ditos embargos
se acham feitos com muito estudo e o suplicado e
suplicante têm junto várias certidões que requerem
mais vagar do que o que se considera na perturbação
da conferência em que concorrem outros muitos di-
ferenles negócios o despachos e já por esta via por
acórdão da mesma Relação se mandou dar vista às
partes dos ditos embargos, e também pela grande es-
timação a que chegaram de serem nomeados cinco
para mais sentenciosamente acertarem
com a verdade que é o único empenho do suplicante
sem que receba interesse algum do vencimento desta
causa, porque a dívida para êle é certa .... a quem
deve pagar, é a questão da despesa, portanto pode
a Vossa Excelência lhe faça mercê mandar que os
cinco Ministros nomeados para fazerem justiça às
partes deste agravo cada um deles pela ordem dos
seus votos leve para casa estes Autos, e depois de
vistos em. breve termo sejam sentenciados conforme
ao merecimento deles, e outrossim que o Escrivão
Belchior dos Reis Duarte cosa esta petição e des-
pacho de Vossa Excelência no frontespício dos autos
quando os levar a Relação por ser esta a prática ob-
servada na casa da suplicação, E Receberá Mercê.

Despacho.

A prática que se observa na Relação é que


quando os juizes pedem os autos para os verem em
casa pela gravidade da matéria se lhes concede, po-
— 169 —

rém, como os que foram nomeados para julgar


os Autos de que o Suplicante trata os não pediram
parece que têm percebido á matéria deles. Bahia e
maio, 19 de 1721. Rubrica.

Ordem para que se não proceda con-


tra o Capitão Jorge Mexia da Ribeira, e
mais oficiais que o acompanham.

Porquanto o Capitão Jorge Mexia da Ribeira


me representou que Domingos Francisco fizera um
auto dele e determinava querelar do suplicante com
o fundamento de haver ido a uma roça sua junto com
outros oficiais e soldados a fazer diligência pelos ne-
gros fugidos que nos distritos do Regimento do Co-
ronel Domingos Borges e Pedro Barbosa tinham feito
vários insultos e nela lhe haviam preso um negro,
e uma regra, seus cativos por darem agasalho aos
ditos foragidos e também algumas armas e outros
trates que seguravam o dito Capitão pertencerem
aos mesmos negros, que tudo mandou entregar ao
seu coronel, por cuja ordem em virtude das que tinha
minhas fazia aquela diligência e porque não é razão
que sendo esta feita em benefício comum e princi-
palmente daqueles moradores se tenha semelhante
procedimento; ordeno aos Juizes Ordinários da Vila
de São Francisco não tomem semelhante querela
quando a hajam tomado não procedam contra o Ca-
pitão nem contra as mais pessoas, que o acompanha-
vam nem façam neste particular diligência alguma e
se informem se na fazenda do dito Domingos Fran-
cisco se recolhiam os ditos negros fugidos, e achando
que sim procedam contra os culpados como se lhes
— 170 —

tem ordenado, aliás. Bahia e maio 29 de 1721.


Vasco Fernandes César de Menezes.

Portaria para todos os Coronéis, Sar-


gentos-mores, Capitães-mores e outros ofi-
ciais dos distritos da Jacobina executarem
tudo o que o dito Coronel lhes ordenar.

Porquanto o Coronel Pedro Barbosa Leal vai


por ordem minha aos distritos da Jacobina e Rio das
Contas a diligências do serviço de Sua Majestade,
que Deus guarde, ordeno a todos os Coronéis, Sar-
gentos-mores Capitães-mores, e outros quaisquer
oficiais de milícia e justiça e pessoas daqueles distri-
tos executem prontamente tudo o que o dito Coronel
lhes ordenar assim de palavra como por escrito, e
o mesmo farão, outros quaisquer oficiais de outros
distritos sendo preciso ao dito Coronel mandar fazer
alguma diligência neles que se encaminhe à boa exe-
cuçao das que lhe tenho encarregado. Bahia e maio,
19 de 1721. Vasco Fernandes César de Menezes.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor mandar entregar à ordem do
Coronel Pedro Barbosa Leal dois barris de
pólvora de duas arrobas.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mandará entregar à ordem do Coronel Pedro Barbosa
Leal dois barris de pólvora de duas arrobas cada um
para se fazerem certos exames na diligência de que o
tenho encarregado na Jacobina e Rio das Contas.
Bahia e maio, 19 de 1721. Rubrica.
— 171 —

Portaria para o Coronel José Pires de


Carvalho se informar logo da queixa que
fez Francisco de Tavora, de Tome Fer-
nandes.,

Porquanto Francisco de Tavora, morador na


freguesia de São Bartolomeu de Pirajá me represen-
tou que saindo de sua casa fora a ela um Tome Fer-
nandes e não o achando nela descompusera de pa-
lavra a sua mulher Maria dos Santos e lhe dera muita
pancada com um pau, sem que houvesse mais causa
que a de dizer o suplicante que o dito Tome Fer-
nandes ou de sua casa haviam furtado uma pouca de
mandioca da roça do Capitão João Bravo, que admi-
nistrava; e porque o dito Francisco de Tavora é pes-
soa miserável, e este caso pelas suas conseqüências,
digno de um exemplar castigo. Ordeno ao Coronel
José Pires de Carvalho, se informe logo com toda
a exação desta queixa, e achando-a verdadeira prenda
ao mesmo Tome Fernandes, e o remeta com segu-
rança à cadeia desta cidade, dando-me conta de tudo
o que achar. Bahia e maio, 23 de 1721. Rubrica.

Portaria que levou o Tenente General


da Artilharia do que há de executar em
Maragogipe sôbre a Fazenda.

Porquanto há tempos nesta que o


povo desta cidade experimenta grandíssimo prejuízo
com a falta de farinha, sendo este o único manti-
mento que sustenta não só o comum mas o particular
e cuidando em vários meios para remediar desordem
de tantas conseqüências, as quais se duplicam com a
ambição e interesse dos lavradores da mesma farinha


- 172 —

porque querendo-a vender por maior preço a ocultam,


e a pouca que remetem é com tasi subterfúgios que
não chega aos pobres e miseráveis e porque se faz
preciso evitar tão consideráveis danos escolho a pes-
soa do Tenente General da Artilharia Francisco Lo-
pes Vilas Boas, de quem faço a maior confiança,
assim por servir a Sua Majestade, que Deus guarde,
em toda a matéria que se lhe encarrega como por
saber executar bem tudo o que se lhe ordena, para
que vá a Maragogipe e prontamente faça conduzir
para esta cidade toda a farinha que houver naqueles
distritos, sem exceção alguma fazendo para esse
efeito as diligências que lhe parece necessárias,
e outrossim examinará se algum dos lavradores de-
cotou a mandioca, ou obrou cousa alguma com ma-
lícia para a dita mandioca não produzir maior quan-
tidade de farinha e os que achar compreendidos nesta
malícia, ou os que forem reincidentes da entrega da
mesma farinha, os mandará carregar, violentamente,
para esta cidade e presos em ferros os que forem de-
linquentes neste delicto.
E ordeno a todos os oficiais da milícia obede-
çam as suas ordens para que se consiga o fim por
que o mando a tão importante diligência, na qual es-
pero se haja como costuma. Bahia e maio, 25 de
1721. Vasco Fernandes César de Menezes.

Portaria para o Tenente General da


Artilharia sobre as farinhas de Jaguaripe.

Porquanto sou informado que nos distritos de


Nossa Senhora de Nazaré e aldeia de Jaguaripe há
quantidade de roças, e que nelas se está vendendo
a farinha por maior preço a pessoas que ali a vão
— 173 —

comprar em prejuízo do povo desta cidade; ordeno


ao Tenente General da Artilharia Francisco Popes
Vilas Boas que tanto que findar a diligência que lhe
lenho encarregado em Maragogipe, passe aqueles dis-
tritos e neles execute o mesmo que lhe tenho ordenado
na portaria que lhe dei sobre este particular. Bahia
e maio, 25 de 1721. Vasco Fernandes Cesai de
Menezes.

Petição que fez Dom João Mascare-


nhas ao Excelentíssimo Senhor Vice-Rei
Vasco Fernandes César de Menezes.

Excelentíssimo Senhor. Diz Dom João Masca-


renhas que êle suplicante tem nesta cidade várias pes-
soas descontentes e dissaboreadas dele suplicante
lhes não pagar na forma que desejavam, e outras da
mesma porque o suplicante os de-
manda e lhes pede em juízo a satisfação de suas obri-
gações por donde mal acostumados do tempo passado
em que o século fora para eles mais
e falam do suplicante sem voz nem tom certo que se
perceba; e para que isto não estivesse às escuras fez
o suplicante o papel intitulado resumo inserto nesta
petição, para que Vossa Excelência por êle mande
examinar de que excessos do suplicante se queixam
àquelas vozes, porque êle não sabe outro caminho
da paixão dos seus maldizentes. E porquanto os
mais principais desta classe são Cosme Rolim de
Moura, Manuel Garcia de Moura e o Padre Francisco
Manuel Bulhões, que condoídos das causas e peti-
ções de dinheiro que o suplicante quer haver deles,
estando nas suas consciências de que o hão de pagar
por força e de necessidade com facilidade de gênio
—'174 —

t* engenho poderão supliciamente dar alguns capítu-


los contra o suplicante falsa e aleivosamente, su-
pondo outra verdade do que a referida aqui neste
papel, e o suplicante para lhe obviar os seus desí-
nios é contente que Vossa Excelência se mande in-
formar por pessoa idônea e de toda a suposição que
nao tenha dependência de terras possuídas nesta ca-
pitania e do que resultar da dita inforrnação, será
Vossa Excelência servido de dar conta a Sua Ma-
jestade e quando isto não caiba no poder ordinário
de Vossa Excelência se fica satisfazendo o suplicante
com que Vossa Excelência lhe mande passar no fim
do pé desta petição pelo secretário de Estado uma
atestação de que o suplicante fizera este simples re-
querimento a Vossa Excelência, portanto pede a
Vossa Excelência lhe faça mercê de aderir-lhe a êle
suplicante ou de um modo ou de outro, porque por
qualquer deles se fica cobrindo da maldade dos su-
plicados. E receberá mercê.

Resumo que acusa a Petição acima.


Resumo e epílogo de todas as causas
assim nas em é Q com o R o suplicante a
que assiste por seus procuradores em os
juízos eiveis desta cidade, e também uma
breve memória de um caso de procedimen-
mento criminal que o suplicante torna a re-
ferir para maior inteireza da justiça e
verdade.

A causa por nome do Jacurieim em que é A o


Coronel Garcia de Ávila Pereira, e escrivão dela
Manuel Afonso da Costa achou já nascida o supli-
cante quando veio de Portugal.
* **¦ ».-^T>ir]

— 175 —

A causa intitulada do Rio Corrente, com o


mesmo Coronel Garcia de Ávila Pereira, da qual é
escrivão Francisco Alvares Tavora na mesma for-
ma a achou já criada o suplicante quando veio de
Portugal.
A causa com o Coronel Manuel Garcia de Mou-
ra sobre a força que deu do suplicante de um lo-
gradouro de terra do sertão do Itapicurú, da qual
é escrivão Manuel Teixeira de Mendonça; é esta
causa de tal qualidade que sendo o suplicado A.
nela mandou furtar a inquirição que vinha feita do
lagarto por parte do suplicante de cuja emoção e
causa furtiva se acha inserta aos mesmos autos
uma certidão por onde consta desta fragilidade.
A causa do libelo em que o suplicante é A. con-
tra o mesmo Coronel Manuel Garcia de Moura da
qual é escrivão Relchior dos Reis Duarte é fundada
em um termo judicial que assinou o Donatário Ma-
nuel Garcia de dar dentro de termo breve, que se
lhe assinou bens livres, e desembargados, que en-
chessem quantia de dez mil cruzados, e seus ju-
ros que ficou devendo seu pai o Donatário Francis-
co Gil de Araújo à capela que instituiu seu irmão
o Padre Pedro Garcia de Araújo e para seguran-
ça do juízo e descarga daquela dívida hipotecou o
seu engenho do Sobaé que o suplicante pede pela
ação hipotecária ao suplicado que está de posse do
dito engenho pelo devedor principal desta dívida
que é José Martins do Vale se achar notoriamente
inexigível de bens, de todo falido e preso há meses
nesta cadeia por dívidas cíveis o que tudo consta
dos documentos que andam juntos àqueles autos.
A causa com Fi. Manuel Bulhões em que

I I
176 —

o suplicante é o A. e dela escrivão Belchior dos


Reis Duarte, é sôbre dois mil cruzados, que o supli-
eado pediu emprestados ao Coronel Antônio da Sil-
va Pimentel para lhos pagar dos réditos do cargo
de Provincial da sua sagrada religião, pedindo
dinheiro emprestado com a causa de o haver mis-
ter para se investir no feudo daquela prelazia, o
que se mostra, e prova do seu crédito e juramento
que prestou nesta causa o licenciado Manuel Cor-
rea Ximenes.
A causa com o mesmo Frei Manuel Bulhões em
que nela também é A. o suplicante da qual é es-
crivão Manuel Teixeira de Mendonça topa e se de-
bate nela de que o suplicado viera de propósito, e
consultamente mover a sogra do suplicante para
que concorresse com a sua parte para uma socie-
dade de vários gêneros remetidos às Minas Gerais,
indo entregue deles o Padre Francisco Paulo de
Santa Clara, religioso do mesmo hábito do supli-
cado que a sogra do suplicante nunca viu nem co-
nheceu, passando o desembolso que fez de dinheiro
e de gado de oito mil cruzados para cima sem que
até o dia de hoje tenha recolhido um só bazaruco
(sic) daquela sociedade, indiscretamente por ela a-
ceita, dos autos tudo consta.
A causa com Simão Alvares Mendes, escrivão
Manuel Teixeira de Mendonça sôbre um negro cha-
mado Bastião Maragogipe, o qual rematou o supli-
cante com o engenho da Goiaba intitulado de Santo
Antônio, sem embargo de ir pago com o preço in-
feiro daquela arrematação, o suplicado lho pede ao
suplicante, o qual se acha de posse dele por autori-
— 177 -

dade de justiça q que tudo se mostra dos mesmos


autos.
A causa com Jorge Lapie de que é escrivão Bel-
chior Reis Duarte é porque este não quis acabar
de pagar a importância de um crédito seu ao supli-
cante como consta dos mesmos autos.
A causa com José Martins do Vale da força que
êle deu do suplicante da qual é escrivão Manuel Tei-
xeira de Mendonça consiste em uma terra chamada
do Camorogipe, que os defuntos Francisco Gil de
Araújo e sua mulher dona Joana Pimentel toma-
ram de arrendamento, ao Mestre de Campo Antô-
nio Guedes de Brito, a qual terra não pode reter o
dito José Martins herdeiro do seu herdeiro, nem
pelo título de posse por ser esta precária, e de co-
lono, nem pelo título do domínio porque enquanto
não restitui inteiramente a causa ao senhor dela de
cuja mão a houve, não pode refricar a questão do
•domínio; prova-se dos autos e de escrito de arren-
damento, que o suplicante ainda tem em seu poder.
A causa de Francisco Gomes, por alcunha o
Pega Bem, da qual é escrivão o dos feitos da Co-
roa consiste em andar pedindo de sesmaria o sítio
e terras daquela sua alcunha de Pega Bem em o
Rio de São Francisco com título de que as descobri-
ra, povoara e redimira do poder do gentio bárbaro
para o político e católico de Sua Majestade com
tanta animosidade que deixa de ver o que os mais
que ainda se acham vivos sabem desde o seu princí-
pio e conhecimento que houve daquelas terras e se
prova de uma justificação que está em poder do
escrivão Belchior dos Reis Duarte.
A causa que moveu o Doutor João Barbosa Tei-
xeira Maciel ao embargante sobre um crédito de
178 —

dinheiro que o suplicante lhe fez se acha nele es-


crito uma condição ou modo que impeça uma causa
final e resolutiva de todo o negócio, ajuste, e con-
trato feito, não enchendo o suplicado da sua parte
ao que se obrigou em o mesmo crédito por donde
parece ao suplicante, que justamente se defende da-
quela perseguição do suplicado.
A causa que acabou com a sentença dada na
matéria com o Padçe Frei Pedro de São João por
cabeça de sua irmã Joana da Soledade, Religiosa em
o Convento do Calvário, da cidade de Lisboa, tendo
pago o suplicante a este religioso muito mais da me-
tade do crédito que lhe passou sua sogra com a pon-
tualidade de lhe mandar uma vez o dinheiro a sua
cela não contendendo este religioso com a dita sua
sogra, e esperando-lhe todo o tempo que ela quis se
apaixonou do suplicante de lhe ir pagando de modo
que a todos os credores pudesse contentar e abran-
ger; se prova do mesmo crédito do suplicado e dos
recibos passados nas costas dele.
A causa que correu na vila de São Francisco em
a qual o Suplicante foi A, e R Cosme Rolim de Mou-
ra sobre o pasto do seu engenho, não querer nele
consentir a fábrica de uma fazenda de canas dita
vulgarmente da capela, junto ao engenho do supli-
cado por ser obrigado o dito pasto por servidão real
a mesma terra da capela, e além da confissão do su-
plicado que em algum tempo fez não imaginando o
vir a ser Senhor daquele engenho e do seu pasto,
assim se acha julgado por sentença daquele juízo.
Uma petição que o suplicante novamente tem
despachada pelo Desembargador Ouvidor Geral do
Crime para poder cobrar um reposteiro de umas
cortinas que lhe furtaram das casas de Santo An-
— 179 —

tônio Além do Carmo de que ainda se acha por dis-


tribuir a escrivão certo. ^^
Duas petições incidentes daquela causa princi-
pai com o Doutor João Barbosa, uma distribuída a
José de Valenzuela e outra a Manuel Teixeira de
Mendonça podem bem testemunhar a razão ou sem
tazão do suplicante.
A causa de execução que lhe faz a Misericórdia
desta cidade com o fiador dos Barbalhos de que é es-
crivão Francisco Alvares Tavora pretende por ela o
suplicante executar àqueles por não pagar a Miseri-
córdia o que não comeu nem bebeu.
Umas cartas de diligência para despejo de uns
homens que moram no sertão do Rio Real. que correm
no Juízo dos Órfãos desta cidade vendo-se os Autos se
saberá da prudência ou imprudência do suplicante.
0 caso daquele procedimento criminal de que o
suplicante faz menção no resumo, memória e epílogo
de todas as causas, é de umas pancadas que o supli-
cante deu em um mestre seleiro por este ser atrevido,
uma e muitas vzees em profanar e adulterar o respei-
to da casa da suplicante.
Um negro crioulo que estando em poder de Cos-
me Rolim de Moura, lhe fugiu para o suplicante e este
o mandou que se fosse para seu Senhor, no que sem-
pre resistiu o crioulo com a contumácia e fundamen-
to de que era dos da Capela do Padre Pedro Garcia
cie Araújo por ser filho de pais escravos da mesma
capela, e suposto que tivesse nascido em o tempo do
primeiro administrador da dita capela o Donatário
Manuel Garcia Pimentel e lhe pertence como renovo,
e falando impropriamente, ou com o fruto da coisa
vinculada e salva rerum substantia, pode o adminis-
trador de qualquer capela, ou morgado usar e abusar
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como lhe parecer dos seus rendimentos, com tudo . .


.'. é quando a propriedade fica salva na sua
sustância eTa capela por morte do Administrador,
completa com o número de escravos que entraram na
sua fundação, porém, o contrário consta dos autos de
inventário que se fez por morte do dito Donatário dos
bens existentes ao tempo de seu falecimento para a
qual em satisfação e cumprimento da dita capela se
fazem mister grossas quantias de dinheiro, e este cri-
oulo fica pertencendo à dita capela em lugar daqueles
escravos que faltam da sua composição; tudo deve
constar daqueles autos de inventário de que é escri-
vão Manuel Rodrigues de Souza.
E' preciso ao suplicante pela obrigação que tem
de Administrador daquela Capela mandar notificar
a José Miranda do Vale e aos mais seguintes que fo-
ram usufrutuários dos bens da dita capela que a re-
ponham e a reformem no seu antigo estado, quando
ela nasceu, para se poder dar cumprimento às disposi-
çoes pias, e serem perpétuos os ditos bens como de-
vem ser por natureza os que são fundados e forma-
dos para algum vínculo.
E também preciso ao suplicante valer-se do au-
xílio e braço real pedindo pela Mesa do Desembargo
do Paço se lhe passasse carta tuitiva, de que há vários
exemplos para que o suplicante não seja perturbado
por ninguém na posse titulada da ém que se acha das
terras do rio cjas Contas e que quem tiver direito para
demandar o suplicante o pode fazer pelo meio de di-
reito e não de fato, expoliando ao suplicante da sua
mansa e quieta posse em que está.
E preciso também ao suplicante propor uma
ação de libelo, contra o Coronel Garcia de Ávila Pe-
reira sobre as terras do Rio Guassú nas quais por li-
— 181 —

tulo de sesmaria é sócio em iguais partes com o dito


Coronel Garcia de Ávila Pereira .
É também preciso ao suplicante fazer a medição
das terras da mata de São João na forma da Sentença
que veio da Casa da Suplicação para se findarem os
sonhos do dito Garcia de Ávila Pereira por donde
pre-
sume serem aquelas terras da mata suas, e tocarem
ao título do praso da casa dos Condes de Castanheira
de que ç. suplicado é seu foreiro, e enfiteuta.
Ê preciso ao suplicante findar as dependências
que achou já da sua casa com Antônio da Rocha Pita
sobre as terras e sítios da Pojuca em que o suplicado
tem fundado um engenho de fazer açúcar, está cor-
tando dos matos do suplicante as madeiras e lenhas
que lhe são necessárias.
E preciso ao suplicante pôr em juízo vários cré-
ditos, e escritos de dinheiro de várias pessoas que o
devem a sua casa para poder com êle também pagar
as suas dívidas, e se não expressam estas pessoas por
serem muitas e de diferentes condições.

Estas são as demandas atualmente


existentes e podem mais de futuro renascer,
as quais ficam a consideração e conceito de
quem as quiser averiguar desde o seu prin-
cípio e logo há de reconhecer a paixão, ca-
lúnia, e ambição do suplicante.
fi
i
Também, o suplicante faz patente uma verdade
que pode ser se não diga por parecer que se alega
alguma virtude do suplicante porque com o mesmo
seu próprio cabedal que trouxe consigo de Portugal,
e bem notório importava maior
quantia de trinta e
cinco mil cruzados, satisfaz logo no
primeiro ano em

¦('¦
a
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'-*
. \

182 —

que veio aos credores desta sua casa repartindo-os


por confrarias, e irmandades por mercadores e por
outras pessoas particulares.
Outrossim se deve mais advertir que dos rendi-
mentos que aí irão nestes anos que o suplicante tem
de posse nesta cidade reedificou e aumentou tanto
as fazendas da sua casa como se fora meter sangue
vivo e quente em um corpo, cadáver morto e já frio,
e continuando o suplicante em pagar dívidas, e mais
dívidas, e aquele seu cabedal próprio se acha no po-
der dos ditos credores e o suplicante com o trabalho
de os ter servido graciosamente com o risco da sua
vida em vir de Portugal para êste clima tão desigual
a sua natureza e costume habitual em que ela eslava,
e ainda mal contentes se queixam e falam do supli-
cante ou por desafeição ou por inveja, ou por qua li-
dade maligna do país.
Não tem o suplicante mais memória de que se
possa acusar do que tem disposto fielmente de se vir
com seus artigos de Capitulação que pode ser o supli-
cante tão bem afortunado, que logo seja escuso da
instância pela qualidade e bataria da culpa.
Despacho

;. /
Em nenhuma das partes donde governei teve pes-
soa alguma ousadia para me falar em matéria que
prejudicasse a terceiro, e como não defiro a requeri-
mento sem precederem às circunstâncias necessárias
deve o suplicante estar na certeza de que não costu-
mo faltar a justiça: e lembrando-me das multipli-
cadas obrigações que concorrem na sua pessoa, pre-
cisamente me devia persuadir a que nenhum dos
seus êmulos o pudessem acusar de ação menos de-
corosas; e enquanto às causas em que o suplicante

Si
i.V
— 183 —

pode ser autor ou réu use dos meios que o direito


lhe permite. Bahia e maio, 26 de mil setecentos e
vinte e um. Rubrica.

Ordem de cujo teor se passaram duas


aos contratadores dos Dízimos Reais da Ca-
pitania do Piauí e Pernagoa, os Capitães
Manuel de Freitas de Araújo, João Lopes
da Costa e Antônio Afonso Alvares, feitas
no mesmo dia.

Vasco Fernandes César de Menezes do Conselho


de Sua Majestade, que Deus guarde, Vice-Rei e Ca-
pitão General de mar e terra do Estado do Brasil, etc.
(cujo título compreendeu todos). Porquanto o Capitão
Manuel de Freitas de Araújo, João Lopes da Costa e
Antônio Afonso Alvares, contratadores dos dízimos
reais da Capitania do Piauí e Pernagoa com todas
suas pertenças, o primeiro pelos anos de mil setecen-
tos e treze, catorze e quinze e os outros dois pelos de
mil setecentos e dezesseis, dezessete e dezoito, como
constava das suas cartas de arrematações juntas a sua
petição, me presentaram nela um despacho do Conse-
lho da Fazenda Real deste Estado (no qual estive pre-
sente) para se passarem as ordens necessárias como
pedem. E visto dizerem por última conclusão do seu
requerimento pedem a Vossa Majestade mande pas-
sar Portaria para que os Capitães-mores Manuel Al-
vares de Souza, e Gonçalo Carvalho da Cunha ou
quaisquer outros oficiais de milícia façam executar
e arrecadar os dízimos pertencentes aos suplicantes
dos anos do seu contrato pois a esta sorte também
poderão fazer pagamento a Vossa Majestade da ren-
da por que o remataram: pena de que não obedecendo

!¦¦.¦

I ;
{,1 ;
— 184 -

os ditos oficiais sejam presos por qualquer pessoa e


remetidos a esta cidade emprazados a dar conta a
Vossa Majestade visto como são aqueles lugares êr-
mos e só povoados de gentio, aqueles moradores po-
derosos e os suplicantes com poucas forças e só se
pode ajudar da voz de Vossa Majestade e da pena que
impuser aos desobedientes; e receberiam mercê. Or-
deno aos ditos Capitães-mores Manuel Alvares de
Souza e Gonçalo Carvalho da Cunha e a quaisquer
outros oficiais de milícia dos distritos do Piauí, Per-
nagoa e suas pertenças que sendo-lhe presentada esla
ordem e junto com ela os documentos e petição que os
suplicantes fizeram ao Conselho da Fazenda Real
deste Estado a executem inviolavelmente e façam ar-
recadar os dízimos pertencentes aos suplicantes dos
anos do seu contrato, expressados nas suas cartas de
arrematação sob pena de que faltando os ditos ofi-
ciais à devida execução do que por esta lhes encarre-
go sejam presos por qualquer pessoa a que se pre-
sentarem e remetidos a esta cidade emprazados a dar
conta a Sua Majestade por ser assim conveniente ao
serviço do mesmo Senhor, observância de suas ordens,
e resoluções e utilidade de sua Real Fazenda. Bahia
e maio, 28 de 1721. Fernandes César de Menezes.

Portaria para o Provedor-mor da Fa-


zenda mandar dar por via ordinária aos
Sargentos Antônio de Morais, e Sebastião
Machado Peixoto doze mil réis a cada um,
assim mais aos soldados que vão em serviço
de Sua Majestade.

0 Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande dar por via da mercê ordinária aos Sargentos
— 185 —

Antônio de Morais e Sebastião Machado Peixoto doze i

mil réis a cada, e assim mais aos soldados Antônio


João, Francisco Xavier, Lourenço da Rocha e Cae-
tano » °ito mil réis a cada um, visto irem
todos era serviço de Sua Majestade. Bahia e maio 30
de 1721. Rubrica.

Petição que fez ao Excelentíssimo Se-


nhor Vice-Rei Dom João Mascarenhas.

Excelentíssimo Senhor. Diz Dom João Masca-


renhas, que na causa de assignação de dez dias
que lhe
faz João Barbosa Teixeira Maciel,
por um escrito do
suplicante que o suplicado pos em
juízo da Ouvidoria
Geral do Civel, do qual saindo o suplicante absoluto
teve provimento o suplicado, no agravo de
petição
que interpôs daquela absolutória; embargando o su-
plicante do acórdão da Relação, se mandou que se
cumprisse sem embargo dos embargos com
que veio o
Suplicante para o efeito de se haver de reforma'-; e
requerendo o suplicante na audiência se lhe escre-
vesse o seu agravo ordinário para a Casa da Suplica-
ção apontando de direito as razões que assim o per-
suadiam e feitos os autos conclusos à Relação, se man-
dou que o Desembargador Juiz Semanário deferisse
àquele requerimento do Suplicante
que com efeito fez,
dizendo assim: deferindo ao requerimento sem em-
bargo da ponderação como fiz
para o que mandei fa-
zer esta conclusão da erudição com
que o réu com
tão jurídica alegação reforça o seu requerimento, a
que por observância do acórdão deste Senado não
defiro, nem admito. Bahia, 28 de maio de 1721. De
Acunha; e querendo o suplicante usar dos meios de
direito de agravar do dito despacho, retro-próximo

f • •
Mi?

!
*
186

falta de ad-
para a mesma Relação está impedido por
vogado, porque nem o seu; nem os mais aprovados
condenação que pu-
querem padecer uma rigorosa
blicam os juizes daqueles acórdãos, hão de multar a
ou razão do su-
qualquer advogado que assinar papel
tão pouco ajusta-
plicante sendo tão mal merecida e
da à disposição da lei do livro 1.° título, 48, para-
requer
grafo 6.° que manda multar no advogado, que
contra as ordenações do Reino e faz petições de a^ra-
vo cavilando algumas ordenações e expressamente,
mentindo, e alegando contra de direito, porém quan-
do o advogado faz o seu ofício com todo o decoro e
devido acatamento, sem palavra pregnante que possa
ter dobrado sentido, e puramente alega o direito que
faz a bem da sua parte, sem vangloria ou desvaneci-
mento seu que razão ou justiça pode condenar, agra-
var e tiranizar a um miserável que peça contra a lei de
Deus se for remisso de pagar com o seu suor e des-
velo o preço da obra que lhe pagaram, sejam os au-
tos a melhor testemunha desta verdade, pois, por ce
acharem tão puros e tão inocentes não foram já mal
tratados e por lhe faltar o fomento para neles se atear
a queixa espalham extra-judiciais rugidos de conde-
narem e tornarem a condenar para que cada uni se
acautele fugindo de beber por copo de ouro, veneno
¦\Y que o haja de matar, sendo êle mesmo algoz da sua
própria vida. Com que há de ser uma de duas. ou
o suplicante deixar-se da causa ou Vossa Excelência
dar-lhe o remédio para que a justiça não pereça nem
se acabe, e quando isto que parece incrivel se faz ao
suplicante o que irá contra os pequenos tritos e cho-
rosos. Pede a Vossa Excelência lhe faça mercê man-
dar que os ditos autos vão a sua presença adonde Vos-
sa Excelência pode mandar chamar os melhores le-

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— 187 - <

Irados da terra e que digam a Vossa Excelência o que


sentem do direito do suplicante, dando-se liberdade
aos seus advogados, para que nos termos lícitos e ho-
nestos requeiram pela parte do suplicante e lhe assi-
nem os seus papéis, sem nenhum receio tirânico por
Vossa Excelência estar assentado no último degrau
do poder desta República. E Receberá Mercê.

Despacho
f
Não me consta que esteja em prace (sic) o que
o suplicante pede em ordem a virem a minha presen-
ça os autos e letrados porquanto os Governadores e
Regedores das Relações só chamam a sua presença
Ministros para se instruírem em alguma matéria
alheia da sua profissão; e pelo que pertence a reni-
tência que os provedores do suplicante têm para as-
sinar papéis ordeno o não duvidem, aliás. Bahia e
maio, 20 de 1721. Rubrica do Excelentíssimo Se-
nhor Vice-Rei.

Portaria para o Provedor-mor mandar


dar duas armas a dois soldados que vão em
companhia do Coronel Pedro Barbosa.

0 Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado mande logo entregar a dois soldados
de quatro que vão com o Coronel Pedro Barbosa Leal
a serviço de Sua Majestade, que Deus Guarde, duas
armas de fogo, castelhanas, suficientes e preparadas
e três arrateis de pólvora a cada um, com as balas
competentes assim na quantia como para servir nas
mesmas armas, as quais ficarão obrigados a restituir
quando voltarem para esta praça ao Aímoxarife de "<'(a-

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— 188 —

quem as receberem. Bahia e junho, 4 de 1721. Rn-


brica.

Portaria para José Carvalho Pinto não


ser despejado em umas casas em que mora.

Porquanto Maria Tavares mulher de José Car-


valho Pinto me representou que Antônio Domingues
Vila Nova a fazia despejar de umas casas em que mo-
rava por despacho do Desembargador Ouvidor Geral
do Civel contra o qual tinha que alegar. Mando a\v
?e não proceda ao dito despejo, nem contra a supli-
cante e seu marido sem nova ordem minha. Rahia e
junho, 4 de 1721. Rubrica .

Portaria para Francisco Ribeiro da


Rocha para poder ter botica aberta.

Porquanto Francisco Ribeiro da Rocha cirurgião


aprovado, me representou tinha botica na praia desta
cidade ao corpo da guarda que havia mais de qua-
renta anos que existia no dito sítio sendo sempre de
vários donos todos cirurgiões e porque alguns boti-
cários da mesma cidade pretendiam fazer com que se
fechasse a dita botica com ó fundamento de não ser
êle suplicante boticário de profissão me pedia lhe
mandasse passar Portaria para poder ter aquela bo-
lica aberta como a tiveram seus antecessores. E visto
informarem os oficiais do Senado da Câmara desta
cidade ser justificado o requerimento do suplicante
por ser estilo nela terem os cirurgiões medicamentos
sem impedimento algum em benefício público, e que
nunca o tivera a dita botica sendo sempre de sujeitos
da mesma arte. Mando que possa o suplicante ter a
— 189 —

dita botica aberta na forma em


que a tiveram seus an-
tecessores e que se lhe não
ponha o menor impedi-
mento ao uso dela. Bahia e junho, 5 de 1721.
Ru-
brica.

Portaria que se passou a requerimento


do Capitão dos assaltos Domingos Gonçal-
ves de Fererira para ser
preso Lucas de
Santiago.

O Capitão do distrito onde se achar Lucas de


Santiago se informe do que contém a
petição inclusa
de Domingos Gonçalves Fe:-eira, Capitão dos assai-
tos dos distritos do Pancaroi da Barra até o Santo Sé
e achando ser verdade o que nela alega o remeta
preso
à cadeia desta cidade com toda a segurança, dando-
me conta do que achar com toda a individuacão. Ba-
hia e abril, 18 de 1721. Vasco Fernandes César de
Menezes.

Petição que cita a Portaria acima.

Senhor. Diz Domingos Gonçalves Ferreira. Ca-


pitão dos assaltos do distrito do Pancaroi da Barra,
até o Santo Sé termo do distrito desta cidade da Bahia
como consta da Patente junta,
que tendo notícia esta-
rem nos seus distritos vários negros fugidos, e muitos
deles de donos conhecidos, moradores e assistentes
nesta cidade, e estando o suplicante
preparado para os
prender e trazê-los à cadeia desta cidade como é uso
e costume se intrometeu no distrito do suplicante Lu-
cas de Santiago, alvorado de Capitão-mor sem mos-
trar Patente por onde o seja, e não só
prendeu e arre-
cadou todos os negros como também vários bens de

sJLa
— 190 —

defuntos, e gados e cavalos, cujos donos se lhe não


-
sabia levando tudo em sua companhia e dizendo per
lencer-lhe esta arrecadação como momposteiro-mor
da bula, os quais negros e mais bens ia fazer rematar
na vila de São Francisco do Rio Grande do Sul, dis-
trito da Capitania de Pernambuco, procedendo muito
alheio dos termos lícitos porque tendo os ditos negros
seus senhores nesta cidade para onde comodamente
dis-
podiam vir os não podia levar a arrematar enl
trito de outra capitania, nem juntamente os bens dos
defuntos, porque tocando estes a Provedoria dos au-
sentes deviam ser reconduzidos para esta cidade per
estarem no distrito delas onde faleceram seus donos
e não levados para a jurisdição de outra Provedoria,
como a Capitania de Pernambuco donde existe a Vila
elo São Francisco do Rio Grande do Sul, para a qual
levou todos os negros e mais bens, dizendo os ia fazer
rematar na dita vila, o que tudo é voz e fama pública
faz o dito Lucas de Santiago, mandado por Pedro
Luiz de Seixas, clérigo da congregação de Peruam-
buco que há muitos anos vive fora dela pelos ser-
toes, com os procedimentos, que a Vossa Excelência
serão presentes pela secretária do Estado das queixas
que do dito clérigo se fizeram ao Excelentíssimo Se-
nhor Marquês de Angeja sendo Vice-Rei e Capitão
General de mar e terra deste Estado. Pede a Vossa
Excelência lhe faça mercê ordenar ao Capitão-mor
daquele distrito remeta preso com toda a segurança
ao dito Lucas de Santiago à cadeia desta cidade. . .
para que nela sejam examinados os ditos
procedimentos e não mostrando ordem especial de
Vossa Excelência ou do Governo antecedente para a
prisão dos ditos negros pague ao supücante a perda
e dano que lhe causou em que podia interessar na
— 191 —

venda deles trazendo-os à cadeia desta cidade como


é uso e costume pagar-se a todos os capitães de as-
saltos e capitães-mores de entradas que os costumam
trazer. E receberá mercê.

Portaria para o Provedor-mor man-


*'[¦
dar entregar o que ela contém ao Sargento-
mor da Artilharia.

O desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande entregar à ordem do Sargento-mor da Arti-
lharia de dez quintais de pólvora,
dois de morrão, e quatro de estopa, para o forte da
Ribeira. Bahia e junho, 10 de 1721. Rubrica.

Ordem de cujo teor se passaram qua-


tro, a sabpr: aos Coronéis Sebastião da
Rocha Pita, Domingos da Costa de Al-
meida, José de Araújo Rocha, José Felix
Bezerra Peixoto, sobre o conteúdo nela.

O Coronel Sebastião da Rocha Pita ordene, sem


demora, a todos os Capitães das Companhias do seu
Regimento levem logo, cada um deles, ao Senado da
Câmara desta cidade a lista dos moradores
que vivem
nela; declarando o distrito em que
principia e acaba
a dita Companhia; a qual lista obrarão com ta! bre-
vidade e clareza que não possa haver a menor equi-
vocação, por ser assim conveniente ao serviço de
Sua Majestade, que Deus guarde. Bahia e
junho, 20
de 1721. Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vive-
Rei.
A' margem: Pertencem às fintas.

w
,r:ÃÍÍ
- 192 —

Ordem que se remeteu aos Coronéis


do Recôncavo: José Piz de Carvalho, Gai-
cia de Ávila Pereira: Luiz da Rocha Pita
Deus Dará, o Sargento-mor do Coronel
Pedro Barbosa Leal; Francisco Barreto de
Aragão, Miguel Calmon de Almeida. O
sargento-mor do Coronel Manuel Pinto de
Eça, Simão Alvares Santos, Manuel de
Brito Casado e Pedro Leolino Mariz, Do-
mingos Borges de Barros.
i

0 Coronel José Piz de Carvalho ordene sem de-


mora aos Capitães das Companhias do seu Regimento
levem logo, cada um deles, ao Senado da Câmara
desta cidade a lista dos moradores que vivem nela,
declarando o distrito em que principia e acaba a dita
Companhia; a qual lista obrarão com tal brevidade e
clareza que não possa haver a menor equivocação
por ser assim conveniente ao serviço de Sua Majes-
tade, que Deus guarde. Bahia e junho, 20 de 1721.
Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vice-Rei Vasco
Fernandes César de Menezes.

Para os Coronéis Manuel de Brito Ca-


sado e Pedro Leolino Mariz levarem a di-
ferença que nela se vê.

0 Coronel Manuel de Brito Casado ordene sem


demora aos Capitães das Companhias do seu Regi-
mento logo cada um deles, a lista
dos moradores que vivem nela, declarando o distrito
em que principia e acaba a dita Companhia; a qual
lista obrarão com tal brevidade e clareza, que não
possa haver a menor equivocação. E o dito Coronel a

L>
— 193 —

remeterá prontamente, por pessoa segura, ao Senado


da Câmara desta cidade, por ser assim conveniente ao
serviço de Sua Majestade, que Deus guarde. Bahia,
7 de junho de 1721. Rubrica do Excelentíssimo Se-
nhor Vice-Rei Vasco Fernandes César de Menezes.

Petição que fez o Padre Antônio de


Souza de Brum vigário da cidade de Ser-
gipe de El-Rei ao Excelentíssimo Senhor
Vasco Fernandes César, Vice-Rei deste Es-
tado.

Senhor. Diz o Padre Antônio de Souza de Brum


vigário da cidade de Sergipe de El-Rei que ela pela
incapacidade e ruina das casas, em que mora, manda
por interposta pessoa arrematar umas novas, ainda
por acabar, que o juízo dos ausentes trazia em praça,
para se passar para elas precedendo uma escusada
vênia que antes de o fazer pedia o Alferes do Presi-
dio daquela Infantaria João Felix Machado que as
ocupava por um despacho surretício do Juiz Ordiná-
ria que em ausência do Provedor do Juízo, ignoran-
temente lhas deu não sabendo que o dito Provedor
(sem lhe tocar aquartelar soldados) lhe tinha man-
dado despejar umas de pedra e cal, e nomeara outras,
e negara aquelas por nao impedir os lanços da praça
e que nem umas nem outras quisera por serem casas
em que tinham morado outros e que só quer aque-
Ias novas e por acabar por estarem virgens, e porque
o dito Alferes não repugnou ao suplicante, respon-
dendo-lhe que estava de viagem para a cidade da
Bahia com licença do Capitão-mor daquela praça,
que com efeito embarcava o seu fato como o fez no
mês de março, mandou o suplicante rematar as ditas

i á'
194 —

casas por duzentos mil réis, e de-


vendo o suplicante tanto pela política, como de jus-
tiça, despejá-las o fez tanto pelo contrário que se
levantou com elas favorecido do Capitão-maior da-
quela Praça por ser oposto ao suplicante e inimigo
descoberto daquele ministro, oferecendo-se-lhe a in-
formar a Vossa Excelência o que a sua malevolência
ditasse, e porque o suplicante temendo esta dissençao
e que as outras passassem a mais recorreu a Vossa
Excelência dois para três meses e até o presente não
teve recurso algum o que atribue ao seu Procurador
e com a grande invernada presente se arruinaram as
ditas casas, e estavam impedido para as consertar e
acabar para o que tinham metido nelas os materiais
necessários. Ajuizou ao suplicado em nome do re-
matante, estando esta causa em juízo e em prova, se
intrometeu o Capitão-mor pelo despacho da petição
inclusa com a jurisdição do dito ministro contra o
que Sua Majestade, que Deus guarde, lhe encarregou
na frota próxima e o dito Suplicado Alferes tomou,
violentamente, as armas que carregavam sobre o sar-
gento e as recolheu a sua casa para delas tomar meio
para a sua obstinação pueril, como consta da certidão
inclusa do dito sargento mandada passar pelo mesmo
Capitão-mor; e porque o suplicado com o pretexto
de que ficara culpado em um auto injurioso para
que o citou o dito Ministro, que a entender do supli-
cante não procedeu, se omiziou no hospital daquela
Misericórdia onde injuriava no sagrado do seu Adro
com calúnias atrozes, tanto ao dito Ministro como ao
suplicante sente no dito Ministro frouxidão na
suplicante sente no dito Ministro alguma f roxidão na
execução do despejo por não dar satisfação a tantas
queixas que dele se fazem a Vossa Excelência. Re-
— 195 —

corre a Vossa Excelência, novamente, que lhe mande


fazer justiça e que o Capitão-mor se não intiometa
por sua pessoa faça dar satisfação ao seu crédito que
nela e outrossim que como Príncipe Excelentíssimo
v suplicado lho tem tirado em matérias graves por-
que além de ser um sacerdote de 65 anos há 25 que
serve de pároco, e como pessoa sagrada, não pode
nem deve vingar-se e só acudir pelo crédito do Estado
e ofício. Pede a Vossa Excelência lhe faça justiça.
E receberá mercê.

Despacho.

Sou informado do que há nesta matéria, e como


difere em muito ao que o Reverendo Suplicante alega
e ter pela sua parte o Ouvidor dessa cidade que in-
justamente pronuncia despachos contra toda a razão e
o que dispõe a direito não deve o Alferes supli-
cado despejar as casas enquanto estiver de guarni-
ção nesse presídio, e depois poderá o Reverendo Su-
plicante usar dos meios ordinários que certamente
será bem deferido, visto o Ouvidor estar tão clara-
mente empenhado em o bom sucesso deste requeri-
mento. Bahia e junho, 16 de 1721. Rubrica do Ex-
celentíssimo Senhor Vasco Fernandes César de Me-
nezes. Vice-Rei deste Estado.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor mandar fazer um saco para o des-
pacho da Secretaria.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande logo fazer um saco de dois côvados de da-
masco carmezim, forrado de tafetá da mesma côr,

.i
— 196 —

com seus cordões e borlas de retrós para servir ao


despacho da Secretaria. Bahia e junho, 8 de 1721.
Rubrica.

Portaria para o Coronel Miguel Cal-


mon, obrigar os oficiais das entradas do
seu Regimento a que as façam nos distritos
dele.

Porquanto os moradores da freguesia de São


Bartolomeu de Maragogipe se me queixaram dos rou-
bos e insultos que os negros fugidos que aí andam
dispersos lhes faziam, do que não só recebiam o pre-
do seu
juízo dos seus roubos mas também o da falta
serviço, por ser a maior parte deles dos suplicantes o
sua
que se por não fazerem os oficiais das Entradas a
obrigação; e porque desta falta se podem seguir da-
nos de mui perniciosas conseqüências ordeno ao Co-
ronel Miguel, daquele distrito, Miguel Calmon de Al-
meida, encarregue aos Capitães-mores das Entradas
André Rodrigues de Lemos e Antônio dos Santos Nu-
nes façam com os seus oficiais Entradas aos ditos
matos e prendam os negros fugidos que por ali an-
darem, declarando-lhes que se me tornar semelhante
queixa nãa só lhes tirarei todos os postos mas também
os castigarei como me parecer. E para que esta di-
ligência se faça como convém ordenará o dito Coro-
nel ao oficial do seu Regimento que melhor lhe pa-
recer dê aos ditos Capitães-mores toda a ajuda e
favor. Bahia e junho, 17 de 1721. Rubrica.

zO).
— 197 —

Portaria para o Capitão José de Toar


de Ulhoa receber de Manuel de Almeida
Sande a cria de dois anos e meio e a en-
tregar ao Sargento Francisco Xavier para
a trazer para esta cidade; e ao mesmo Ma-
nuel de Almeida, recomende deixe estar a
outra em seu poder até segunda ordem
minha.

Porquanto o Tenente General da Artilharia me


apresentou um recibo de Manuel de Almeida Sande,
morador em Maragogipe, por que consta ficar en-
tregue de duas crias, uma de dois anos e meio, e outra
de oito meses, filhas de um crioulo de Pedro da Silva
de Andrade, que nasceram em um mocambo onde se
achava a dita crioula, a qual foi presa nele junto
com vários negros, que prisionou o Capitão-mor An-
tônio dos Santos Nunes. Ordeno ao Capitão José de
Toar de Ulhoa receba do dito Manuel de Almeida
Sande a cria de dois anos e meio e a entregue ao
Sargento Francisco Xavier para a trazer para esta
cidade, e recomendará ao mesmo Manuel de Almeida
deixe estar a outra em seu poder até segunda ordem
minha; ao que dará a clareza necessária para desen-
cargo do recibo que passou. Bahia e junho, 21 de
1721. Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vasco Fer-
nandes César de Menezes, Vice-Rei deste Estado.

Ordem para o Sargento-mor Manuel


Pinto de Souza e Eça sobre ordenar aos Ca-
pitães do Mato se achem na vila de Jagua-
ripe a 6 de julho.

0 Sargento-mor Manuel Pinto ordene a todos os


— 198 -

Oficiais do Mato, Assaltos e Entradas que há nos dis-


tritos do seu Regimento estejam a seis de julho na
vila de Jaguaripe, onde estará o dito Sargento-mor
para dar a mais gente que for necessária para certa
diligência do serviço de Sua Majestade, e faltando
algum dos ditos oficiais o remeta logo preso à ca-
deia desta cidade a minha ordem. Bahia e junho,
27 de 1721. Rubrica.

Ordem para o Sargento-mor Antônio


de Afonseca Nabo, para ordenar aos Ofi-
ciais do Mato para se acharem em Jagua-
ripe a 6 de julho.

0 Sargento-mor Antônio de Afonseca Nabo or-


dene aos Oficiais do Mato que houver nos distritos
do seu Regimento para que estejam a seis de julho
na vila de Jaguaripe, para certa diligência do serviço
de Sua Majestade, e faltando algum o remeta logo
preso à cadeia desta cidade. Bahia e junho, 27 de
1721. Rubrica.

Portaria para o Provedor-mor man-


dar entregar ao Tenente General da Arti-
lharia dez mil e oitocentos réis.

0 Desembargador Provedor-mor mande entre-


gar ao Tenente General da Artilharia Francisco Lo-
pes Vilas Boas dez mil e oitocentos réis que é o que
gastou com a gente do escaler em que foi a Marago-
gipe a uma diligência do serviço de Sua Majestade,
no sustento que lhe deu, como consta da relação junto.
Bahia e junho, 26 de 1721. Rubrica.
— 199 —
"'.'/.¦ ¦ ¦ •

Portaria para o Coronel João de Cou-


ros Carneiro dar à ordem do Tenente Gene-
ral da Artilharia todos os Oficiais de En-
tradas, Assaltos e Mato que houver no
seu partido para a guerra do gentio bar-
baro.

Porquanto convém ao serviço de Sua Majestade,


que Deus guarde, defensa e sossego de seus vassalos
castigar-se o gentio bárbaro que nos distritos do Ja-
guariça fez proximamente umas mortes. Ordeno ao
Coronel João de Couros Carneiro, de pronta a ordem
do Tenente General da Artilharia Francisco Lopes
Vilas Boas todos os oficiais de entradas assaltos e
gente que lhe fôr necessária para a dita Entrada e
mato que houverem no seu partido, e assim a mais
guerra, advertindo-a e admoestando-a que de ne-
nhuma sorte deserte, sob pena de executar no que o
fizer um mui severo e exemplar castigo, e a dita gente
terá o dito Coronel pronta e armada para a hora que
o dito Coronel General aí chegar, o qual há de estar
na vila de Jaguaripe até seis de julho, e o dito Coro-
nel se haverá nesta diligência sem a mínima demora
ou omissão o que lhe hei por muito encarregado.
Bahia e junho, 27 de 1721. Vasco Fernandes César
de Menezes. "

Portaria para o Capitão-mor das En-


tradas Francisco Veloso da Silva sôbre se
preparar logo com todos os índios da sua
administração para ir fazer Entrada ao
gentio bárbaro.

Porquanto convém ao serviço de Sua Majestade,

.ti-
200

que Deus guarde, sossego e resguardo de seus vassa-


los, castigar-se o gentio bárbaro que pròximamente
fez umas mortes nos distritos do Joquiriça. Ordeno
ao Capitão-mor das Entradas Francisco, digo, Capi-
tão-mor da Entradas Francisco Veloso da Silva se
prepare logo e todos os índios da sua administração
>s
para ir fazer Entrada e guerra aos ditos barbar» e
tanto que receber aviso do Tenente General da Ar ti-
lharia Francisco Lopes Vilas Boas, da paragem por
donde se há de dar a Entrada, o dito Capitão-mor se
porá logo em marcha sem a mínima demora nem
detença, para que se não perca a ocasião de lograr
bom sucesso e o dito Tenente General se há de achar
na vila de Jaguaripe, até seis de julho para dar prin-
cípio à dita Entrada. E esta diligência hei por muito
encarregada ao dito Capitão-mor. Bahia e junho, 27
de 1721. Vasco Fernandes César de Menezes.

Portaria para o Padre André Leite,


Administrador e Capelão dos índios da ai-
deia de Santo Antônio da Vila de Jagua-
ripe, mandar da dita aldeia os índios capa-
zes para a guerra dos bárbaros à ordem do
Tenente General de Artilharia.

Porquanto convém ao serviço de Sua Majestade,


que Deus guarde, sossego e resguardo de seus vassa-
los castigár-se o gentio bárbaro que pròximamente
fez umas mortes nos distritos de Japuriçá. O Padre
André Leite Administrador e Capelão dos índios da
aldeia de Santo Antônio, do Termo da Vila de Ja-
guaripe, mandará da dita aldeia os índios capazes
de guerra, armados, os quais hão de estar a seis do
mês de julho que entra na dita vila de Jaguaripe à
— 201 —

ordem do Tenente General da Artilharia Francisco


Lopes Vilas Boas em o que não haverá a mínima falta
ou demora; e ao Capitão-mor da dita aldeia entre-
gará a ordem inclusa para que com toda a brevidade
se façam prontos os ditos índios. Bahia e junho, 27
de 1721. Vasco Fernandes César de Menezes.

Portaria para o Capitão-mor dos In-


dios da aldeia de Santo Antônio de Itagua-
ripe dar prontamente os índios armados
que lhe pedir o Padre Capelão e Adminis-
dor dela.

O Capitão-mor dos índios da aldeia de Santo An-


tônio do Termo da vila de Jaguaripe dará pronta-
mente ao Padre Capelão e Administrador dela os ín-
dios armados que lhe pedir, para executar a ordem
que nesta ocasião lhe remeto e o dito Capitão-mor os
advertirá que não desertem da diligência a que man-
dados sob pena de se lhes dar um muito exemplar
castigo, com advertência que hão de estar os ditos
índios de guerra postos na vila de Jaguaripe a seis
do mês de julho que entra. Bahia e julho, 27 de
1721. Vasco Fernandes César de Menezes.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda Real mandar entre-
gar à ordem do Tenente General da Arti-
lha ria cem espingardas castelhanas, dois
cunhetes de balas, seis barris de pólvora,
duas caixas de munição grossa e duas de
miúda, e o mais que contém a portaria.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


— 202 —

mande entregar à ordem do Tenente General da Ar-


tilharia cem espingardas castelhanas, dois cunbetes
de Bala, seis barris de pólvora, duas arrobas de mu-
nição grossa, duas arrobas de munição delgada, qua-
trocentas pedras de fogo, vinte facões e doze macha-
dinhas para a entrada do gentio bárbaro que infesta
os distritos do Cairú, e Jaguaripe. Bahia e junho, 28
de 1721. Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vice-
Rei deste Estado.

Portaria para o Tenente General pas-


sar ao recôncavo desta cidade a uma diíi-
gência importantíssima do serviço de Sua
Majestade, que Deus guarde, digo para os
Coronéis lhe darem todos os oficiais de mi-
licia e justiça.

Porquanto o Tenente General da Artilharia deste


Estado Francisco Lopes Vilas Boas passa por ordem
minha ao recôncavo desta cidade a uma diligência
importantíssima ao serviço de Sua Majestade e sos-
sego de seus vassalos. Ordeno aos Coronéis dos Re-
gimentos daqueles distritos, Oficiais das Câmaras
deles e a todos os mais de milícia e justiça executem
prontamente as ordens que o dito Tenente General
lhes der assim de palavra como por escrito; e o
mesmo farão os oficiais do mato e Entradas e os das
freguesias e faltando qualquer destes ao
que por esta
lhe ordeno, o dito Tenente General o remeta logo
preso à cadeia desta cidade. Bahia e julho, 30 de
1721. Vasco Fernandes César de Menezes.
• /

— 203 —

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor mandar entregar à ordem do
Tenente General da Artilharia ou a sua or-
dem sete mil cruzados.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande entregar ao Tenente General da Artilharia ou
a sua ordem sete mil cruzados para com eles se fazer
pagamento aos oficiais e condutores da feitoria do
Cairú. Bahia e junho, 30 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Provedor-mor man-


dar entregar ao furriel do Terço Velho dez
balas para cada um dos soldados.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande entregar ao furriel do Terço Velho dez balas
para cada um dos soldados que vão em companhia
do Tenente General da Artilharia a Entrada do gen-
tio. Bahia e junho, 30 de 1721. Rubrica .

Portaria para o Desembargador Prove-


dor-mor mandar entregar à ordem do Te-
nente General da Artilharia cem mil reis
para se dar sustento aos oficiais e solda-
dos.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande entregar à ordem do Tenente General da Ar-
tilharia cem mil réis para com eles se dar o sustento
necessário aos oficiais e soldados que leva em sua
companhia à entrada do gentio com declaração de
repor o que sobejar e se lhe pagar o que demais
acrescer. Bahia e junho, 30 de 1721. Rubrica.

!-:r,\:
_ 204 —

Portaria para o Desembargador Prove-


dor-mor da Fazenda mandar entregar à or-
dem do Tenente General da Artilharia ses-
senta granadas aparelhadas em três sacos
lona.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande entregará ordem do Tenente General da Ar-
tilharia sessenta granadas aparelhadas em três sa-
cos de lona para se poderem conduzir na marcha que
há de fazer. Bahia e junho de 1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor mandar entregar à ordem do Te-
nente General da Artilharia o ornamento
que servia na fragata de Sua Majestade
Nossa Senhora do Rosário e São Gonçalo
com todos os aparelhos para se poder dizer
missa em qualquer parte.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande entregar à ordem do Tenente General da Arti-
lharia o ornamento que servia na fragata de S. Ma-
jestade Nossa Senhora do Rosário e São Gonçalo
com todos os aparelhos necessários para se poder di-
zer missa em qualquer parte que for necessário na
entrada que vai fazer ao gentio. Bahia e junho, 30
de 1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Prove-


dor-mor mandar entregar à ordem do Te-
nente General da Artilharia três libambos
com seus cadeados e doze foices
pequenas.
— 205 —

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande entregar à ordem do Tenente General da Ar-
tilharia três libambos aparelhos com seus cadea-
dos e doze foices pequenas. Bahia e junho, 30 de
1721. Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vasco Fer-
nandes César, Vice-Rei deste Estado.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda mandar satisfazer
aos soldados do Terço Velho que, vão em
companhia do Tenente General da Artilha-
ria a diligência do serviço de Sua Majesta-
de, que Deus guarde.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande satisfazer aos soldados do Terço Velho da
guarnição desta Praça que vão em companhia do
Tenente General da Artilharia o quartel dos seus
soldos que se vence no mês que vem, visto irem em
diligência do serviço de Sua Majestade, na qual se
hão de dilatar algum tempo. Bahia e junho, 30 de
1721. Rubrica.

Petição que fez ao Excelentíssimo Se-


nhor Vice-Rei deste Estado Dom João Mas-
carenhas.

Excelentíssimo Senhor. Diz Dom João Masca-


renhas, que dignando-se Vossa Excelência de lhe
conceder a Portaria junta para os advogados do su-
plicante sem receio algum de cadeia, ou outra qual-
quer opressão que se lhe quisesse fazer assinassem
os papéis do suplicante dentro dos limites das leis
dos estilos das tradições dos Doutores e ültimamen-
- 206 —

te do decoro e da prudência não procurou o suplican"


te dar execução e cumprimento à dita Portaria de
Vossa Excelência por recear êle mesmo suplicante de
que não teria retroação o dano depois de cometido
na pessoa por ser fato que por infecto haberi nom
potest; e nesses termos pede o suplicante vênia ao
Senado da Relação para assinar a petição de agravo
que lhe fez que com efeito se lhe mandou juntar aos
autos pelos D.D. Diogo Mendes Duro e Antônio do
Rego Quintanilha, lusidamente rubricada com a fir-
ma de Vossa Excelência e depois tendo provimento o
suplicante no dito agravo e naquela petição pelo su-
plicante assinada pelos D. D. Tomas Feliciano de
Albernas José de Câmara Falcão e Afonso Rodri-
gues Bernardes e agora na conferência passada do
corrente mês em que foi a Relação um requerimen-
to do suplicante de agravo por falta da forma de não
ir a dita petição assinada por advogado se lhe es-
cusou ao suplicante sendo Juizes os Desembargado-
res Antônio do Rego Quintanilha e Afonso Rodri-
gues dc Sampaio. E por evitar o suplicante estas
dúvidas e ser o suplicante formado na Universidade
de Coimbra como é notório como medíocre suficiên-
cia para assinar os seus papéis e serem admitidos
em juízo sujeitando-se o suplicante se fará termo as
correções da lei do reino impostas contra os advo-
gados que maliciosamente escrevem contra as ordens
e as alegam, obliquamente, não seguindo a ordem e
forma do Regimento do Juízo. Pede a Vossa Exce-
lência lhe faça mercê conceder por seu despacho
a dita faculdade de poder assinar os seus papéis na
forma submetida. E Receberá mercê.
— 207 —

Despacho.

Como pede.Bahia e Junho, 30 de 1721. Ru-


brica.

Petição que fez ao Excelentíssimo Se-


nhor Vasco Fernandes Cesar de Menezes,
Dom João de Mascarenhas.

Excelentíssimo Senhor. Diz Dom João Masca-


renhas que a Vossa Excelência se requereu
por par-
te do Doutor João Barbosa Teixeira Maciel
que êle
suplicante afim de demorar a causa que com êle traz
e ganhar tempo que levam os requerimentos incíveis
do suplicante como o da carta testemunhável,
que
vale que uma certidão copiada dos autos; e
porquan-
to na forma do estilo de que se testifica re-
querendo as partes ao Senhor Regedor das justiças
que estas lhe embaraçam as certidões que pedem dos
autos que pelo poder maior que os ditos senhores têm
de protetores obriguem aos escrivães que passem
logo as ditas certidões, em cujo despacho dá o su-
plicante resposta a queixa do suplicado e enquanto a
outra de se presumir que suplicante foge de lhe
pa-
gar o dinheiro da arrematação de que o suplicado é
credor; o suplicante está pronto para lhe entregar o
resíduo de toda a importância mostrando-lhe manda-
do judicial que entregue o suplicante ao suplicado a
dita quantia* o qual mandado junto com a quitação
particular do suplicante é suficiente título e o re-
leva o suplicante do encargo desta causa e se dá
por satisfeito. Pede a Vossa Excelência lhe faça mer-
cê mandar que esta se junte aos autos e
que em mesa

a I-


— 208 —

grande seja proposta e deferida por todos os De-


sembargadores e se oferecesse o suplicante a estar
pelo assento que tomarem na matéria, sem apelação
nem agravo. E Receberá Mercê.

Despacho.

Veja-se em Relação e se defira como for justo.


Bahia e junho, 30 de 1721. Rubrica do Excelentís-
simo Senhor Vasco Fernandes César de Menezes, Vi-
ce-Rei deste Estado.

Petição que fez Dom João Mascarenhas


ao Excelentíssimo Senhor Vasco Fernandes
César de Menezes, Vice-Rei deste Estado.

Excelentíssimo Senhor. Diz Dom João Mascare-


nhas que agravando êle suplicante do Desembarga-
dor dos Agravos o Doutor Diogo Mendes Duro como
Juiz Semanário para o Senado da Relação adonde foi
metida a petição inclusa de agravo lhe saiu a dita
petição escusa por acórdão dizendo que lhe não defe-
riam por não ir em forma cuja falta de forma su-
põem o suplicante se na dita Petição por
não ir assinada pelo Procurador letrado do suplicam
te na forma ordinária das mais petições de agravo
em que se observa e guarda a disposição do para-
grafo 11 do título 6.° livro 1 ° do Regimento dos De-
sembargadores dos Agravos da Casa da Suplicação,
porém, nesta causa de que se trata não pode o supli-
cante como deseja observar a disposição do dito pa-
rágrafo em razão de que foram algumas pessoas de
grande respeito atemorizar ao Doutor Lourenço de
Castro Vendelo, Procurador do Suplicante, para que
— 209 —

com receio de ser multado e processado do ofício de


advogar nos auditórios seculares se abstivesse de
assinar os papéis do suplicante, o qual nas conferên-
cias passar por essa consideração já eminente repre-
sentou em outra petição de agravo ao Senado da Re-
lação que debaixo do devido respeito, pedindo o su-
plicante venia para isso assinava aquela petiçãocama
parte opressa que não tinha outro remédio, valendo-
se o suplicante do comum da necessidade
que faz lícito e permissível o que o não é. Conside-
rou mais o suplicante que o dito parágrafo alegado
simplesmente diferiu naquele lugar que as
petições
de agravo fossem assinadas pelos procuradores dos
feitos sem cláusula alguma, irritante, nem de nuli-
dade, assim como a pôs no caso das suspeições in-
tentadas contra algum julgador suspeito adonde
manda que a suspeição e os artigos dela sejam feitos
por advogados e que de outra maneira não seja re-
cebida a tal suspeição parágrafo 4 ° título 21 do li-
vro 3 °, donde nasce o vulgar prolóquio que se a lei
fizera noutro caso da de agravo que se guardasse in-
dispensàvelmente a forma de ser assinada também
por advogado o mandara expressamente adindo-lhe a
dita cláusula irritante e de nulidade ita pegsin co-
mentar ao parágrafo 11 alegado no título 6.° do regi-
mento dos Desembargadores de Agravos e
por estas
razões e pelas mais eruditamente supridas dispen-
sou o senado da Relação com o suplicante em a ri-
gorosa ponderação da lei permitindo-lhe o assinar
como parte opressa a dita petição de agravo
que com
efeito se mandou ajuntar aos autos
pela rubrica de
Vossa Excelência e sobrenomes dos Desembargado-
res Tomas Feliciano de Àlbernas José de Caminha
Falcão os quais Desembargadores com o Dezembar-
210

gador Afonso Rodrigues Bernardo deram provimen-


to naquele agravo ao suplicante ficando tolerado
para que nesta mesma causa pudesse assinar as suas
petições de agravo e comessa civil com fiança assi-
nou o suplicante a petição inclusa repetindo a mes-
ma venia de que assinava pela permissão que se lhe
tinha concedido como se deixa ver no pé da dita pe-
tição nas últimas palavras e porquanto o regimento
dos p>*eclaríssimos Senhores Regedores da Casa da Su-
pliçação no parágrafo 9.° título 1.° do livro 2.° da or
dem dispõe que vindo a acontecer o caso de que os
Desembargadores sejam de votos diferentes de tal
maneira que se não possa por desembargo certo, o
Senhor Regedor fará juntar com eles outros que ve-
jam o efeito sobre que for a diferença e que a maior
parte deles juntos concordar se cumpra votando tam-
bém Vossa Excelência e preferindo o seu voto pela
qualidade real da sua preclaríssima pessoa in pari
número sufragiodum concoddando com aquele para-
grafo 9. °, do Regimento supra, alegadas as duas or-
dens do parágrafo 1 ° propre finem é do parágrafo
14 in médio citados em o título 6.° do livro 1.° do
Regimento dos Desembargadores dos agravos da
Casa da Suplicação e porque os ditos acórdãos e des-
pachos se acham diferentes e se não podem concor-
dar sem solenidade deste ato apontado nas ditas
ordens acusadas. Pede a Vossa Excelência lhe faça
mercê de mandar o Escrivão dos autos que os leve à
Relação com estas petições por apenso para se deter-
minar em mesa grande a dúvida dos ditos dois acór-
dãos na diferença em que se acham. E receberá
mercê.
— 211 —

Despacho.

Veja-se em Relação e se defira como for jus-


to. Bahia e junho, 30 de 1721. Rubrica do Exce-
lentíssimo Senhor Vasco Fernandes César de Me-
nezes, Vice-Rei deste Estado.

Regimento que levou o Tenente Gene-


ral da Artilharia Francisco Lopes Vilas
Boas para a guerra que foi fazer ao gen-
tio bárbaro.

Vasco Fernandes César de Menezes do Con-


selho de Sua Majestade, que Deus guarde, Alferes-
mor do Reino, Alcaide-mor da Vila de Alenquer,
Comendador da Ordem de Cristo e das Comendas
de São Pedro de Tomar, São João do Rio Frio, Vi-
ce-Rei e Capitão General de mar e terra do Esta-
do do Brasil etc.
Porquanto para a guerra que mandou fazer ao
gentio bárbaro que próximamente desceu aos dis-
tritos do Jaquiriça e neles fez três mortes e outros
insultos; tenho nomeado por cabo de toda a
gente
que for a ela ao Tenente General da Artilharia
deste Estado Francisco Lopes Vilas Roas lhe orde-
no guarde o regimento seguinte:
Primeiramente, tanto que o dito Tenente Ge-
neral tiver pronta a gente
que lhe mando dar e
todas as munições de boca e
guerra que lhe forem
necessárias fará marcha donde lhe
parecer mais
conveniente para os matos donde tiver notícia
esta-
rá o mesmo gentio bárbaro, levando
para esse efei-
to todas as pessoas práticas nele,
e achando-os lhes
fará uma tão veemente
guerra, que se fique evitan-
— 212 -

do o.s insultos que continuomente fazem e castigado


o seu atrevimento e soltura.
Todas as disposições desta guerra marchas e
tudo o mais conducente a ela deixo na disposição
do dito Tenente General por fiar da sua grande ati-
vidade, inteligência e zelo com que se emprega e
tudo o que se lhe encarrega do serviço de Sua Ma-
jestade se haverá de sorte que não experimentem
mais os moradores daqueles distritos os incômodos
que lhes tem causado os ditos bárbaros.
Tendo o dito Tenente General encontro com
os mesmos bárbaros e a fortuna de aprisionar ai-
guns fará deles inventário que assinará e os oficiais
que levar em sua companhia, tirando de todos os
quintos devidos de Sua Mo jestade, os quais reme-
terá seguros a esta praça para se porem em arre-
cadação pela sua Real Fazenda para suprimento
da despesa que se fizer nesta guerra. Também re-
meterá a jóia que pertence a este Governo Geral,
separada dos ditos quintos; e assim mais todos os
bárbaros que ficarem para serem rematados em
praça e a sua importância (tirada a parte que to-
car ao dito Tenente General) se repartir à pelos ofi-
ciais, soldados e índios que o acompanharem.
Em caso que ao dito Tenente General lhe che-
gue a notícia que dos distritos por onde passar haja
alguns mocambos de negros fugidos os invadirá,
enviando todos os que prisionar y cadeia de qual-
quer das vilas de que se achar mais vizinha, para
dela se remeterem a esta cidade com toda a segu-
rança.
Depois de finda aquela diligência passará o
dito Tenente General à ilha de Itaparica, e se infor-
mará do lugar donde está um mocambo de negros
— 213 —

fugidos que nela fazem alguns roubos e insultos


e
com os oficiais das Entradas da mesma ilha
e mais
gente dela que lhe parecer procurará invadi-lo e
os negros que prisionar remeterá a esta cidade
à
qual se recolherá o dito Tenente General finda
que
seja estta diligência. Bahia e junho, 30 de 1721,
Vasco Fernandes César de Menezes.
Regimento que há de observar o Tenente Ge-
neral da Artilharia deste Estado Francisco Lopes
Vilas Boas, Cabo de toda a gente
que vai para a
guerra, que Vossa Excelência manda fazer ao
gen-
tio bárbaro, que proximamente desceu aos distritos
do Jaquiriçá. Para Vossa Excelência ver.

Nomeação de Cabo para a guerra dos


bárbaros do Cairú e Jaquiriçá, feita no
Tenente General da Artilharia Francisco
Lopes Vilas Boas.

Porquanto o gentio bárbaro


que infesta os dis-
tntos do Cairú e Jaquiriçá desceu
aos do Jequiriça e neles matou proximamente
três negros e fez
outros insultos que
para os evitar tenho resoluto
mandar-lhe fazer guerra
para que por este meio
se lhe dê o castigo
que merecesse, e porque é
preciso encarregar as disposições dela
a pessoa de
capacidade, valor,
prudência e com alguma inteli-
vencia, dos matos desta capitania,
e todas estas e
outras muitas partes se acham
na pessoa do Te-
nente General da Artilharia
deste Estado Fran-
cisco Lopes Vilas Boas
pelo crédito que tem adqui-
ndo com a boa conta
que tem dado de tudo o que
por este governo se lhe tem encarregado
do servi-
Ço de Sua Majestade executando todas
as ordens

.1,-t-
— 214 —

com pontualidade e satisfação: o nomeio para cabo


da dita guerra, na qual espero proceda de maneira
que não só fiquem os moradores daqueles distritos
livres dos insultos que lhes fazem os ditos barba-
ros mas também sem o receio de que tornem a eles;
os oficiais soldados e mais pessoas que levar em
sua Companhia o conheçam pelo tal e executem
prontamente as suas ordens de palavra e por escri-
to e o dito Tenente General consultará com o Capi-
tão-mor Antônio Veloso da Silva que vai em sua
Companhia às partes por donde e como se há de
fazer a dita entrada, a qual fará na forma que as-
sentarem mandando primeiro lançar o bando inclu-
so, o qual fará executar inviolávelmente, e no mais
seguirá o regimento que leva de sorte que acres-
cente mais êste serviço aos que tem feito a Sua
Majestade para que com a sua real atenção aten-
da aos requerimentos que lhe fizer. Bahia e junho,
30 de 1722. Vasco Fernandes César de Menezes.

Portaria que se passou ao Tenente


General da Artilharia para passar mostra
aos soldados e artilheiros da fortaleza de
São Paulo do Morro.

Porquanto sou informado que a fortaleza do


Morro se acha sem os Artilheiros que lhe são neces-
sários e é conveniente reencher-se do número com-
petente a dita fortaleza. Ordeno ao Tenente Gene-
ral da Artilharia Francisco Lopes Vilas Boas que
tanto que passar à mesma fortaleza passe mostra
aos artilheiros e infantaria que nela houver, assis-
tindo ao dar-se-lhes as fardas que agora vão fazer.^
do os artilheiros que entender são precisos e os
— 215 —

que achar com mais suficiência para aquele exer-


cício, os quais mandará matricular
pelo oficial da
Fazenda que também vai, dando-me conta
de tudo
como também do Estado em que se acha
aquela
fortaleza e do que necessita; com declaração
só há de executar esta ordem em caso que
que não pre-
judique a brevidade das diligências que lhe tenho
encarregado. Bahia e julho, 2 de 1721.
Rubrica.

Portaria que se remeteu ao Desembar-


gador Provedor-mor para mandar fardar
aos soldados e artilheiros da fortaleza de
São Paulo do Morro.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande logo fardar a Infantaria, e artilheiros
que
asistem na fortaleza do Morro. Bahia e julho, 2 de
1721. Rubrica.

Portaria que se remeteu ao Desembar-


gador Provedor-mor da Fazenda Real sô-
bre mandar dar a José Ferreira Coutinho,
Mestre da balandra que vai para Lisboa,
trinta mil réis pelo sustento e passagem de
Lourenço José Ledepenexim, Capitão da
Fragata São João Batista, francesa de na-
ção.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real mande dar a José Ferreira Coutinho, Mestre
da balandra que vai para Lisboa, trinta mil réis
pelo sustento e passagem que nela há de dar a Lou-
renço José Ledepenexim Capitão da Fragata São
— 216 —

João Batista, francês de nação; que aprisionou na


Ilha Grande e foi remetido desta praça pelo Gover-
nador do Rio de Janeiro que mando em sua Com-
panhia. Bahia e julho, 4 de 1721. Rubrica.

Despacho que deu o Excelentíssimo


Senhor Vice-Rei a uma representação que
lhe fez o Tesoureiro Geral sobre a falta
de dinheiro com que se achava a consigna-
ção dos dez por cento.

A fábrica da nau da índia, os cortes da madei-


ra, nem as obras da fortificação, devem parar pe-
Ias terríveis conseqüências que se seguem e assim
ordeno ao Tesoureiro Geral que do dinheiro perten-
cente ao contrato da baleias e de qualquer outro
que estiver pronto assista as referidas despesas
com declaração que entrando dinheiro que perten-
ça a elas satisfaça às outras este empréstimo. Ba-
hia e julho, 7 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Coronel Pedro de


Araújo dar todo o favor e ajuda a João
Marques da Costa, para de taboa-
dos para a nau nova.

O Coronel de Cavalaria Pedro de Araújo Vi-


Ias Boas dê todo o favor e ajuda que lhe pedir é
requerer João Marques da Costa, a quem está en-
carregada a fatura, e transporte dos taboados para
a nau nova para que estes venham com toda a bre-
vidade obrigando aos lavradores a que lhe dêm
carros e bois, pagando tudo pelo seu justo preço.
— 217 —

Esta diligência hei ao dito Coronel


por muito reco-
mendada por ser assim do serviço de Sua Majesta-
de, que Deus guarde. Bahia e julho, 9 de 1921.

Despacho que deu o Excelentíssimo


Senhor Vasco Fernandes César de Mene-
zes, Vice-Rei deste Estado a uma represen-
tação que lhe fez o Tesoureiro Geral do
mesmo Estado.
O Tesoureiro Geral não faça mais despesas
que
as que couber na consignação do dez por cento,
advertindo, porém, que as que devem
preferir a tô-
das sãojis da fortificação e guarda-costas e nas
mais que não há incerteza .... prejuízo dos cofres
poderá suprir de qualquer parte inteirando-os de-
pois das consignações ou rendas que lhe pertencer
tendo entendido que como Sua Majestade,
que
Deus guarde, não aplicou consignação certa
para
a nova nau que está no estaleiro, se há de concor-
rer para aquela despesa com qualquer dinheiro
per-
tencente à Fazenda Real. Bahia e julho, 11 de 1721.
Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vasco Fernan-
des César de Menezes, Vice-Rei deste Estado.
' / x.
Petição que fez ao Excelentíssimo Se-
nhor Vice-Rei deste Dom João Masca-
renhas.
.

Excelentíssimo Senhor. Diz Dom João Masca-


renhas que nos autos da causa que lhe move o Dou-
tor João Barbosa Teixeira Maciel, agravando o su-
plicante para a Relação deste Estado do Desem-
bargador Juiz Semanário lhe não mandar escrever

v.H;
— 218 —
.
o agravo ordinário que interpôs para a casa da su-
plicação se lhe denegou provimento pelo acórdão
folhas 98 verso, a que vindo o suplicado com em-
bargos se lhe regeitaram pelo acórdão folhas 113
verso, e nestes acórdãos foi Juiz Relator o Desem-
bargador Luiz de Souza Pereira que era naquele
tempo Desembargador de Agravos e foram adjun-
tos, com eles todos os mais desembargadores da
mesa e passando depois o suplicante a outro re-
querimento de se lhe mandar passar carta teste-
munhável pela denegação do dito Agravo se pro-
feriu novo acórdão a folhas 113 verso, do qual foi
Juiz Relator o Desembargador Tomaz Feliciano de
Albernas e adjuntos com eles os Desembargado-
res José de Caminha Falcão e Afonso Rodrigues
Bernardo de São Paio, neste não assinou o dito
Desembargador Luiz de Souza Pereira por ser li-
vre e independente dos autos o dito Acórdão e estar
já fora da Casa dos Agravos o dito Desembarga-
dor em razão de haver passado ao ofício de Ouvi-
dor Geral do Crime, mas pedindo depois o supli-
cante vista para embargos de declaração aos ditos
acórdão» folhas 98 verso e 113 verso evoluindo
também nos embargos declaração com que a eles
veio o acórdão a folhas 123 verso que devia também
ser declarado se regeitaram os ditos embargos pelo
último acórdão a folhas 141, de que foram juizes o
dito Desembargador Luiz de Souza Pereira e Ad-
juntos os ditos Desembargadores José de Caminha
Falcão e Afonso Rodrigues Bernardo de São Paio
E porque neste dito acórdão se perverteu totalmen-
te a ordem dos juizes que nele votaram porquanto
para se declararem os primeiros acórdãos a folhas
— 219 —

98 verso e 113 verso, devendo votar o dito Desem-


bargador Luiz de Souza Pereira por ter sido Juiz
neles devia ser com os mesmos Adjuntos
que com
êle tinham votado na forma dos assentos
que trans-
creve a ordem, livro 1.° título 35; parágrafo
8.°,
tomo 4.° página 123 número 3.° e
página 124 nú-
mero 19 e número 20 e não devia deferir aos em-
bargos da declaração do suplicante só com dois Ad-
juntos, mas devia ser com todos os que tinham
assinado os ditos acórdãos, e para deferir aos
mes-
mos embargos no que respeitava a declaração do
último acórdão a folhas 123 verso não
podia neles
ser juiz o dito Desembargador Luiz de Souza Pe-
reira pelo não ter sido do dito acórdão nem tem
comissão para conhecer dele não sendo
já Desem-
bargador dos Agravos, aos quais tocava tão sò-
mente na forma da ordem livro 1.° título 6.°
6.°, e assim nos termos de não ser o dito último
acórdão proferido pelos juizes certos
para que to-
cava pela dita razão de que a respeito dos
primei-
ros acórdãos 98 verso e 113 verso em que
só podia votar o dito Desembargador Luiz de Sou-
za Pereira não votaram todos os Adjuntos
que com
êle tinham votado, e a requerimento do
acórdão a folhas 123 verso não
podia votar o mes-
mo Desembargador Luiz de Souza por não ser

Desembargador de Agravos, nem ter comissão de
Vossa Excelência termos em
que ficou o dito ....
mercê proferido pela incompetência
todos Adjuntos e para se emendar esta falta e se
julgar a verdade dela é o meio competente mandar
Vossa Excelência que esta petição se
junte aos au-
tos e se ponha em mesa grande com cinco minis-
,

— 220 —

tros que julguem a que Desembargador pertence


dos autos embargo do supücante nos
termos referidos segundo os assentos que transcre-
ve página já cita 4.° página, 122 livro
n. l.° etc.
Feitos em que duvida a que juizes pertencem
se propõem em mesa grande, e do que ali se resol-
ve se fez assento por cinco Desembargadores e se
põem despacho assentou-se e assinam to-
dos em carreira abaixo porqueo Regedor há de as-
sinar de uma parte. Pelo que pede a Vossa Exce-
lência que atendendo ao referido lhe faça mercê
mandar que o escrivão junte esta petição aos autos
e a faça conclusa à Relação que em mesa
grande se lhe defere com cinco Ministros na forma
do dito assento. E receberá Mercê.

Despacho do Excelentíssimo Senhor


Vice-Rei deste Estado.

O Escrivão junte esta aos autos para que se


veja em Relação e se deferir como for justo. Bahia
e julho, quatorze de mil setecentos e vinte e um.
Rubrica.

Ordem para João Gonçalves Chaves


fazer guerra ao gentio bárbaro da Jaco-
tinha abaixo, entrando para o Rio Pardo.

Porquanto João Gonçalves Chaves se ofereceu


voluntariamente a fazer guerra do gen-
tio bárbaro da Jacotinha abaixo, entrando para o
Rio Pardo sem que para esta expedição concorra
— 221 —

a Fazenda alguma da d'ta


£uerra a serviço de Deus e de El-Rei,
mas Ordeno e mando aos
oficiais de milícia e mais das povoações
dêste Estado por onde passar o dito
João Gonçalves lhe dêm toda ajuda e favor que
por
êle lhes for pedida e outrossim obedeçam as suas
ordens a esta expeaição: e por-
que em seguida ela se faz o dito João Gonçalves
credor à Real atenção de Sua Majestade em seu
nome o proverei em o posto de Coronel daquele ou
outro qualquer distrito do sertão e terá as sesma-
rias que lhe na forma das ordens reais:
com declaração que dos índios que prender hão de
tirar os quintos de Sua Majestade e a jóia perten-
cente a este Governo Geral e o mais tirada a parte
que ao dito João Gonçalves se" há de repartir pelos
oficiais e soldados que o acompanharei^. Bahia e
julho, 9 de 1721. Vasco Fernandes César de Me-
nezes.

Portaria para o Patrão-mor dar a An-


tônio Pereira de Carvalho dois oficiais de
carpinteiro e dois de calafate.
;'.; ¦ yty

O Patrão-mor dê logo a Antônio Pereira de


Carvalho, Mestre da Sumaca Jesus Maria José, dois
oficiais de carpinteiro, e outros dois de calafate
para consertarem a dita Sumaca, por ser preciso
que esta faça viagem com brevidade para o Rio de
Janeiro. Bahia e julho, 13 de 1721. Rubrica do Ex-
celentíssimo Senhor Vasco Fernandes César de Me-
nezes, Vice-Rei deste Estado.
— 222 —

Portaria para o Provedor-mor mau-


dar alcatroar as carretas de toda a arti
lharia que há nas fortalezas desta praça e
seus arrabaldes e as novas que se acham ..

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado mande logo alcatroar as carretas
de toda a artilharia que há nas fortalezas desta
praça e seus arrabaldes entrando também nas car-
retas novas que se acham na Ribeira para com . . .
... o prejuízo que lhe causam as inclemên-
cias do tempo. Bahia e julho, 22 de 1721. Rubrica.

hão ao
outra seu
Escrivão
Rodrigues Lima que todos
a Dionisio de Azevedo
Alvelos das fintas do
donativo

O Meirinho do Campo Diogo Rodrigues Lima


com o seu Escrivão executem logo sem a mínima
demora todas as ordens e diligências que lhes en-
carregar o Desembargador Dionisio de Azevedo
Alvelos Juiz das Fintas pertencentes ao Donativo
Real, o que lhes hei por muito recomendado. Bahia
e julho, 22 de 1721. Rubrica.
— 223 —

Ordem de cujo teor se


passaram duas.
uma ao Ouvidor Geral de Sergipe
de El-
Rei e outra ao Ouvidor da Capitania
do
Porto Seguro como o documento incluso
do Desembargador Dionisio de Azevedo
do
Alvelos, Juiz Privativo do Donativo Real.

O Ouvidor Geral da Capitania de Sergipe


de
El-Rei tanto que receber esta ordem
vai do Desembargador Dionisio de Azevedo Alvelos
Juiz Privativo do Donativo Real, o execute logo'
sem demora, por ser assim conveniente ao
serviço
de Sua Majestade, que Deus guarde, e me dê
conta
da prontidão desta diligência, a
qual lhe hei por
muito encarregada. Bahia e julho, 21 de 1721.
Vasco Fernandes César de Menezes.

Outra ordem sôbre

•. • •• Juiz Ordinário da Vila dos


Ilhéus com a declaração que nela se ex-
pressa.

O Juiz Ordinário da Vila dos Ilhéus visto ao


presente não haver Ouvidor naquela Ca-
pitania tanto que receber esta ordem e documen-
0 Dionisio de Azevedo Al-
logo sem demora por
ser assi™ Sua Majestade, que
Deus guarde, e me dê conta
qual lhe hei por muito encarregado
Capitania entrar a servir Ouvidor, lhe entregará
esta ordem, e o dito documento
para executar na
— 224 —

parte do resto que estiver por satisfazer. Bahia e


julho, 21 de 1721. Vasco Fernandes César de Me-
nezes.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor sobre ir para Sergipe de El-Rei
o Alferes Manuel de Souza, e o Sargento
João de Carvalhal de Presídio.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado lenha entendido que Manuel de
Souza Pereira, Alferes da Companhia do Capitão
João Soares Garro e João de Carvalhal, Sargento-
supra da de que é Capitão Bento Correia, ambos do
Terço do Mestre de Campo João dos Santos Ala,
vão por ordem minha para o presídio de Sergipe de
El-Rei, para os mandar notar em seu assento. Ba-
hia e julho, 21 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Pro-


dor-mor sobre mandar uma relação de to-
dos os ofícios que se acham sem avaliação.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


foi servido ordenar a este Governo mandasse ava-
liar todos os ofícios que na jurisdição dele, se acha-
rem sem avaliação, para que os serventuários que
os servem, ou de novo entrarem, pagarem o que
devem de novos direitos a sua Real Fazenda. O
Desembargador Provedor-mor, ordene ao Escrivão
do Tesouro faça logo uma lista de todos os ofícios
que há nesta Capitania sem avaliação, pelos termos
das fianças que dão os seus serventuários ou por ai-
¦ - 225 -

guma relação particular em que declare as vilas a


que pertencem, a qual me remeterá pel$ secretaria
deste Estado. Bahia e julho, 23 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Provedor-mor man-


dar pagar três quartas de farinha que se
devem aos soldados na presente mostra a
dinheiro.

Porquanto aos soldados e artilheiros desta


Praça se estão devendo três quartas de farinha da
sua ração e na ocasião presente não se está experi-
mentando. O Desembargador Provedor-mor da Fa-
zenda Real, ordene ao Tesoureiro Geral, satisfaça
na presente mostra aos ditos soldados e artilheiros
as sobreditas três quartas de farinha a dinheiro,
pelo preço por que agora se vende, e em virtude
desta portaria se passe ao dito Tesoureiro
'lhe
Geral, para se levar em conta aquela despesa
feita à conta da sua importância. Bahia e julho, 23
de 1721. Rubrica .|

Portaria para o Coronel Miguel Cal-


mon de Almeida mandar pôr prontos to-
dos os oficiais das entradas e assaltos do
seu Regimento para irem à guerra que se
há de fazer ao gentio bárbaro.

Porquanto tenho resoluto se faça gwerra ao


gentio bárbaro que infesta os distritos do Cairú e
Jaguaripe para cuja expedição mandei
prontos os
oficiais do mato dos Regimentos de Itaparica,
Cai-
ni e Jaguaripe: e porque pròximamente me dizem
- 226 —

foram na ocasião passada os do de Maragogipe.


Ordeno ao Coronel Miguel Çalmon de Almeida,
mande logo pôr prontos todos os oficiais de entra-
das e assaltos do seu Regimento e os faça remeter
para a Cachoeira, onde se hão de achar até dois de
agosto próximo que vem, à ordem do Tenente Ge-
neral da Artilharia, Francisco Lopes Vilas Boas,
Cabo da mesma guerra; e no caso que algum falte
ou se escuse com pretexto afetado, o remeta preso
à cadeia desta cidade. E esta diligência fará o dito
Coronel executar com toda a brevidade sem embar-
go da em que por ordem minha andam os ditos ofi-
ciais da prisão dos negros fugidos. Bahia e julho,
21 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Provedor-mor.

0 Desembargador Provedor-mor mandará pela


manhã que se contam trinta do corrente, tomar uma
data para os soldados, de farinha das três lanchas
dos Mestres Manuel Pereira com cem alqueires, do
Mestre Manuel Aviz com cento e seis e do Mestre
João Mendes com cinqüenta, que ao todo fazem du-
zentos e cinqüenta, e faltando mais alguns alqueires
me avisará para se darem de outra embarcação que
mando reservar. Rahia e julho, 29 de 1721. Ru-
brica.

Portaria para o Provedor-mor mandar


tomar entrega de um negro que vem degre-
dado de Cacheu

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


— 227 —

mande tomar entrega de um negro


que vem degre-
dado de Cacheu, o qual leva
para a galé com reco-
mendação ao guarda para que o faça servir
naquele
ministério e trabalhar no serviço da Ribeira.
Bahia
e julho, 30 de 1721. Rubrica.

Petição que fez ao Excelentíssimo


nhor Vice-Rei deste Estado Bento Se-
da Rocha
Maurício Vanderle^ Capitão-mor
da Vila
das Alagoas.

Senhor Bento da Rocha Maurício


Vanderlei Ca-
prtao-mor da Vila das Alagoas se
Excelência do Doutor João Vilela queixa a Vossa
do Amaral Ouvi-
dor daquela Comarca, e a razão
da queixa do Supli-
cante consiste em
que pertencendo ao Suplicante o
regimem militar daquela
Capitania e não devendo
dispor nela outra alguma
potestade que não por su-
prior do suplicante no dito posto; o dito Ouvidor
se intromete a dispor dos soldados
e mais oficiais
com pretexto de diligências
da justiça sem pedir os
ditos oficias e soldados ao suplicante,
e fazendo o
suplicante presente este execesso
ao Senhor Gover-
nador de Pernambuco ordenou o dito
Senhor Gover-
nador que se não dessem os ditos
oficiais e soldados
ao Ouvidor se mele os
pedir ao suplicante nas o
que fossem precisas para o serviço de Sua Majesta-
de, que Deus guarde,
porém, o dito Ouvidor despre-
sou a dita ordem, e sem embargo
dela eotninuou no
dito excesso de
que o suplicante se tornou a queixar
Pessoalmente ao dito Govenardor e êle
deu conta ao
excelentíssimo Senhor
Conde do Vimieiro, Gover-
nador e Capitão General
deste Estado, que por fa-
— 228 —

lecer antes de dar remédio a esta desordem e fale-


cer também depois o dito Senhor Governador de
Pernambuco continua o dito Ouvidor nos mesmos
c maiores excessos, usurpação e perturbação da ju-
ridição do suplicante porque não só dispõe dos sol-
dados e oficiais mas também cria os que lhe parece
de novo, e se o suplicante prende algum soldado ou
oficial por faltar a sua obrigação o dito Ouvidor os
manda soltar logo, e finalmente, se o suplicante
quer defender a sua jurisdição o dito Ouvidor lhe
afeta culpas e delitos trazendo os tabeliães de acôr-
do para darem fé de que o suplicante impede a ad-
ministração da justiça afim de o incriminar proce-
dendo tudo de ser o dito Ministro muito arrojado,
excessivo e apaixonado no seu procedimento e es-
pecialmente inimigo declarado do suplicante e que
como tal estuda em o destruir e desta sorte está o
suplicante impedido, perturbado e sem poder usar
da jurisdição do seu posto. Pede a Vossa Exce-
lência lhe faça mercê prover neste caso de reme-
dio como requer a necessidade dele, mandando que
o dito Ouvidor se não intrometa na jurisdição do
posto do suplicante nem disponha nem use de sol-
dados nem de outros oficiais militares da dita capi-
tania, sem os pedir ao suplicante nas ocasiões pre-
cisas e necessárias para o serviço de Sua Maj esta-
de nem se intrometa a soltar os presos do supli-
cante nem lhe impeça por outro algum modo usar
o suplicante da sua jurisdição nem lhe afete culpas
para o perturbar e entendendo que o suplicante as
tem ou reserve para o tempo da residência do
suplicante, ou dê com elas conta a Vossa Excelên-
cia, e antes disso não obre nem atente cousa ai-
guma contra o suplicante, e em outra forma se não
•— 229 —

obedeça ao suplicado com pena de virem


presos oa
contravensores do decreto de Vossa Excelência
o
qual se registrará na Câmara daquela vila. E rece-
berá mercê.
¦.-'M.--

Despacho

Os Ouvidores Gerais não têm jurisdição algu-


ma em os militares, salvo em casos crimes,
como
auditores de guerra, para tomarem conhecimento
das culpas e sentençiá-las na primeira instância;
e
assim terá entendido o Ouvidor João Vilela
do
Amaral que necessitando de oficiais ou soldados
para alguma diligência do serviço de Sua Majesta-
de ou da justiça, os há de pedir ao Capitão-mor,
e
em sua ausência, ao subalterno, declarando
neces-
sitar deles para uma outra diligência acima
refe-
rida. E outrossím não poderá soltar
preso algum
sendo militar e estando à ordem do Capitão-mor
ou de quem fizer as suas vezes, e alterado
o que
neste despacho determino procederei contra
êle na
forma que me parecer justo. E esta Portaria
se
registará nos livros da Câmara, remetendo-me
o
Escrivão dela uma certidão de
que assim fica exe-
cutado. Bahia, 30 de julho de 1721. Rubrica
do
Excelentíssimo Senhor Vice-Rei deste Estado.

Portaria para o Tenente Francisco


Soares de Andrade sôbre fazer toda a di-
ligência por prender a José Nogueira e a
seus irmãos e cunhados.

O Tenente Francisco Soares de Andrade tan-


^*J»#

— 280 —

to que receber esta fará toda a diligência por pren-


der a José Nogueira e a seus irmãos e cunhados e
a todos os mais criminosos e vadios que andarem
em sua companhia, em qualquer parte onde tiver
notícia se acham, para cuja prisão se valerá dos
missionários ou administradores da aldeias do
Podi, aos quais por esta ordene lhes dêm delas to-
dos os índios que lhe forem necessários para a refe-
rida diligência e o mesmo ordeno aos Coronéis e ou-
tros quaisquer oficiais daqueles distritos em caso
que ao dito Tenente lhe seja necessário valer-se
deles, para que lhe dêm gente ajuda e favor e a
uns e outros recomendo mui particularmente esta
diligência por convir assim ao serviço de Sua Ma-
jestade, que Deus guarde, e sossego aos moradores
do mesmo distrito, aliás, mandarei proceder contra
todos mui severamente como me parecer justiça e o
dito Tenente me dará conta do que obrar sobre este
particular. Bahia e julho, 29 de 1721. Vasco Fer-
nandes César de Menezes.

Portaria para o Provedor-mor man-


dar satisfazer aos Mestres nela declarados
a farinha que deram à infantaria.

Porquanto os arrais Manuel Pereira, Manuel


Rodrigues e João Mendes, deram a farinha para a
data da gente de guerra que constará pelo recebi-
mento do Almoxarife se não podem dilatar após os
seus papéis correntes e não terem com que com-
prar outra farinha para a trazerem prontamente
a esta cidade. O Desembargador Provedor-mor da
Fazenda lhe mande logo satisfazer a sua impor-
— 231 —

tância e em virtude desta


portaria se passará man-
dado daquela importância ao Tesoureiro
Geral para
r.ii;srrubcre8tadespesa'Bahiae~
Portaria para o Desembargador
Pro-
vedor-mor sobre mandar lagear
sete
taformas para a Fortaleza do Morro pia-
e as-
sim. mais mandará acudir a uma
casa da
mesma fortaleza que se acha arruinada.

Porquanto o Tenente General da Artilharia


me
deu conta de que achando-se a Fortaleza
do Morro
com sete plataformas, só uma estava, lageada,
e nas
mais nao só estavam as carretas enterradas
no chão
mas em termos de se não poder usar
delas para
qualquer incidente, e que uma casa
que há nela es-
tava também em termos de vir abaixo,
por estarem
as taboas todas podres, e os caibros
e ripas cheios
de cupimí. 0 Desembargador Provedor-mor
mande
logo acudir a referida casa antes
que experimente
maior dano, e necessite de maior despesa,
e man-
dará lagear aquelas
plataformas, de sorte que te-
nham duração e as
peças possam ter serventia. Ba-
te e julho, 21 de 1721. Rubrica do Excentíssimo
Vasco Fernandes César de Menezes,
penhor Vice-
Rei deste Estado.
...'.,#%¦'

i
Portaria para o Desembargador Pro-
vedor-mor mandar dar mais cem mil réis
para sustento dos soldados que foram em
companhia do Tenente General da Arti-
lharia Francisco Lopes Vilas Boas.
— 232 —

Porquanto o Tenente General da Artilharia,


me representou que os cem mil réis que lhe mandei
dar para sustento dos soldados que foram em sua
companhia estavam quase findos, tanto por achar
as carnes mui caras como por lhe ser preciso fazer
mantimento para alguns índios, que em companhia
daqueles mandou correr os matos das cabeceiras
das feitorias de madeiras de S. Majestade para ver
se descobriam o gentio, porque se achavam os ofi-
ciais delas com receio ele que este ses achasse nas
suas vizinhanças por cuja causa não iam ao mato
nem trabalhavam, e como os ditos soldados hão de
acompanhar ao dito Tenente General enquanto não
findar a diligência a que o mandei o Desembarga-
dor Provedor-mor mande logo entregar à ordem
do dito Tenente General outros cem mil réis para
o referido efeito e porque este não tem cá pessoa
que os venha receber e lhos vá entregar os remete-
rá, junto com o mais que já lhe ordenei, ao Juiz
Ordinário da Vila da Cachoeira debaixo das clare-
zas necessárias para que este lhe entregue tudo,
advertindo que uma e outra cousa há de estar na-
qucla vila até dois de agosto. Bahia e julho, 21 de
1721. Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vasco
Fernandes César de Menezes, Vice-Rei deste Es-
tado.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda sobre mandar re-
meter à Secretaria deste Estado o saco
para o despacho dela.

O Desembagador Provedor-mor da Fazenda

.\-
233

fará remeter à secretaria deste Estado o saco


que
lhe ordenei mandasse fazer para o despacho dela,
estando já feito. Bahia e julho, 21 de 1721. Ru-
brka.
r ¦ ¦ f .
*".¦
d .-:

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda mandar comprar
cem varas de linhagem e uma peça de
pano de algodão para mochilas e sacos
para a condução dos mantimentos da en-
trada do gentio bárbaro •

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande logo comprar cem varas de linhagem e uma
peça de pano de algodão para se fazerem mochilas
e sacos para a condução dos mantimentos da
gente
que vai à entrada do gentio bárbaro, e mandará
fazer com toda a brevidade uma tolda do tamanho
que lhe parecer para servir ao Tenente General da
Artilharia, cabo daquela guerra, as partes em
que
lhe for necessária e assim mais mandará
pôr pron-
tos os anzóis, linhas de pescar e mochilas
que prò-
ximamente remeteu o Capitão-mor Antônio Velo-
so, que são as que serviram na entrada
que este
fez ao mesmo gentio por ordem do Conde do Vimi-
eiro e tanto que umas e outras coisas estiveremi
correntes as remeterá ao Juiz Ordinário da Vila da
Cachoeira para que as entregue à ordem do dito
Tenente General. Bahia.e julho, 18 de 1721. Ru-
brica do Excelentíssimo Senhor Vasco Fernandes
César de Menezes, Vice-Rei deste Estado.

:¦ ,¦. í'
— 234 -

Ordem de cujo teor se passaram duas,


uma ao Provedor da Fazenda do Rio ele Ja-
neiro, e outra ao da mesma Fazenda de
Pernambuco; sobre a averiguação dos dis-
tritos e confins por que se dividem aque-
Ias Capitanias deste Governo Geral e do
das Minas Gerais.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


foi servido mandar escrever a este Governo Geral
a carta de vinte e um de fevereiro de mil setecentos
e vinte firmada de sua real mão, cujo cópia vai as-
sinada pelo secretário deste Estado sobre
tritos e confins .... donde se de
Pernambuco conta do que sé assen-
tar parecer. Ordeno ao Provedor da
Fazenda do Rio de Janeiro averigue
logo petos até que distrito
Reais daquela Capitania se di-
vide dos Governos e desta
anos há que se cobram ditos. Dízimos na-
queles distritos e esta
Procurador fazer uma justificação
dos do dito contrato em que declare os
distritos donde cobraram os Dízimos
que no seu
tempo lhes pertenceu, assim documen-
to me remeterá o dito Provedor
por duas vias.
Bahia e agosto de 1721. Firma do Exce-
lentíssimo Senhor, Vice-Rei Vasco Fernandes
Ce-
sar de Menezes.
Á margem — Sobre a averiguação dos distri-
tos e confins por que se dividem os Governos deste
Estado.
— 235 —

Outra sobre o mesmo que se remete


ao
Desembargador Provedor-mor.

Porquanto Sua Majestade,


que Deus Guarde
foi servido mandar escrever a este Governo
Geral
a carta inclusa de vinte e um de fevereiro
dp mil
setecentos e vinte, firmada de sua real
mão, sobre
averiguar os distritos e confins
por donde se divi-
dem este Governo Geral
Rio de Ja-
neiro de se assentar com meu
Desembargador Provedor .. '
Reai
deste Estado, averigue
pela Ribeira dela
ate que se andam os termos reais desta
Bahia por donde esta se divide
de Pernambuco, Rio decla-
rando especialmente quantos há
que
os ditos Dízimos desta da-
queles distritos esta averiguação
• fazer uma pelos Dízimos
dos Ramos do dito contrato e que declare
distrito donde Dízimos que
no seu tempo lhes pertencia me
remeterá o dito Desembargador Provedor-mor
por
duas vias, pela Secretarfia deste Estado. Bahia e
a£°sto de 1721. Rubrica.

Ordem para o Ouvidor da Capitania


de Sergipe de El-Rei sobre informar acêr-
ca da representação que fizeram a Sua
Majestade os Oficiais da Câmara daquela
cidade.

Porquanto Sua Majestade, que Deus Guarde,


foi servido ordenar a este Governo
Geral em Pro-
—' ' - " ¦'¦ ,r

— 236 —

visão de cinco de março de mil setecentos e vinte o


informe com seu parecer sobre cada um dos itens
e petições conteudas na cópia inclusa (firmada pelo
Secretário deste Estado) da Carta em que os ofi-
ciais da Câmara de Sergipe de El-Rei deram conta
deles ao mesmo Senhor. Ordeno ao Ouvidor Geral
daquela comarca e Capitania veja a dita có-
pia e examinando tudo relatado nela se informe in-
dividualmente com toda a clareza sobre cada um
dos itens ali expressados, e me remeta a sua infor-
mação por duas vias para eu com ela dar conta a
Sua Majestade. Bahia, em o 1.° de agosto de 1721.
Vasco Fernandes César de Menezes.

Ordem para o Ouvidor da Capitania


de Sergipe de El-Rei sobre informar no re-
querimento que fizeram a Sua Majestade
os oficiais da Câmara da Vila de Santa
Luzia.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


foi servido ordenar a èste_Govêrno Geral em Pro-
visão de quatorze de maio de mil setecentos e vinte
o informe com seu parecer sobre a representação
que os moradores da Vila Real de Santa Luzia, e
seu termo, Capitania de Sergipe de El-Rei lhe fi-
zeram em petição, cuja cópia vai inclusa, firmada
pelo Secretário deste Estado do dano que se lhe
seguia de se mudar a dita vila da parte donde fora
ereta. Ordeno ao Ouvidor Geral da comarca e Ca-
pitania de Sergipe de El-Rei veja a dita cópia e
examinando tudo o que nela representaram a Sua
Majestade os oficiais da Câmara da referida vila
me informe com toda a individuação e clareza dos

I
.-" •v .

- 237 —

prejuízos, conveniências ou inconvenientes que re-


cebem ou podem receber os moradores da dita vila
e seu termo na conservação dela no mesmo sítio ou
mudança para outro; e me remeterá a sua informa-
ção, por duas vias, para eu a poder fazer ao mes-
mo Senhor sobre este particular. Bahia, em o 1.° de
agosto de 1721. Vasco Fernandes Cesar de Me-
nezes.

Ordem para o Ouvidor da Capitania


de Porto Seguro sobre vários particulares
tocantes à Câmara da Vila de Santo An-
tônio do Rio das Caravelas, de que se lhe
pede informação.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde*'


foi servido ordenar (a este Governo Geral, em Pro-
visão de vinte e sete de junho de mil setecentos e
dezenove, o informe com seu parecer sobre a re-
presentação e requerimento que lhe fizeram os ofi-
ciais da Câmara da Vila de Santo Antônio do Rio
das Caravelas, em carta de vinte e sete de agosto
do ano passado, de que a dita vila fora confirmada
há dezessete anos, na qual não há ainda vigário,
nem coadjutor pago pela Real Fazenda por cujo
respeito padessem grande detrimento pela falta de
não ter mais que um capelão a quem pagam por
não haver outro sacerdote quando se vão confessar
à vila de Porto Seguro que fica em distância de
e quatro Jéguas sem terem quem lhes administre
sacramentos e morrerem sem eles, e que são tão
pobres que não podem pagar ao dito capelão ou cura
e está a igreja para cair e já com espeques e as-

tv. • -
— 238 —

sim pediam ao dito Senhor uma ajuda de custo


para a fazerem de taipa por fazer menos despesa
e também por não haver pedra na dila vila. E que
outrossim não tinham tabeliães e os mais oficiais
de justiça necessários e que assim se lhes deviam
dar, pois só tinham o escrivão da Câmara feito por
eles e que para as serventias dos ditos ofícios e sa-
tisfação dos novos direitos se lhes deviam mandar
as avaliações dos ditos ofícios. Ordeno ao Ouvidor
da Capitania de Porto Seguro que tanto que rece-
ber esta ordem ouça logo por escrito ao Sargento
maior da dila vila de Santo Antônio sobre lodo o
referido, e me informe com toda a clareza, e indivi-
duação e me remeta per duas vias a sua informa-
ção com a resposta original do dito Sargento-maior
e assim também uma planta que mandará fazer por
pessoa inteligente e prática na arquitetura, da dita
igreja que se deve fazer para que esteja com a de-
cência devida ao culto divino, tudo obrado de taipa,
como declaram, por não haver pedra para ela na-
quela vila; declarando o que poderá fazer de custo
e com quanto poderão concorrer para ela aqueles
moradores. E porque na criação da dita vila se cria
ram também os ofícios de justiça, o dito Ouvidor
fará examinar quais foram, remetendo-me uma re-
lação deles e a avaliação de quanto rendeu cada um
para conforme ela se pagarem os novos direitos de-
vidos a Sua Majestade e desobrigarem as fianças
que da serventia deles deram quando foram pro-
vidos e tudo junto me remeterá para eu dar conta
ao dito Senhor. Bahia e agosto, 1.° de 1721. Vasco
Fernandes César de Menezes
— 239 —

Ordem para o Capitão-mor


da Capita-
ma do Espírito Santo sôbre
informar das
fazendas que entram no
porto daquela Ca-
pitania.

Porquanto Sua Majestade,


qUe Deus guarde,
foi servido ordenar a este Governo
Geral em Pro-
visão de vinte e cinco de janeiro deste
ano o infor
me das fazendas que entram „0
pôrto da Capitania
do Espirito Santo, se nele há Alfândega
e por que
ordem se constituíram os direitos
que nela pagam
e de que parte vão as fazendas a êle;
e se há ne
cessidadede se fazer Alfândega na dita
Capitania
Ordeno ao Capitão-mor da mesma
Capitania infor-
me logo exatamente de todo o referido,
e me dê con-
ta por duas vias de tudo o
que acha, com toda a in-
dividuaçao e clareza. Bahia e agosto, •
1 de 1721
Vasco Fernandes de Menezes.

Portaria para o Tenente Coronel


Cae-
tano de Butrago, mandar
pôr dois solda-
dos de cavalo à porta do
palácio para le-
varem as ordens que lhes der o
Tenente
de Mestre de Campo General.

O Tenente General Caetano de Butrago


de hoje
por diante, mande ter prontos dois soldados
valo da sua tropa à de ca-
porta deste palácio para leva-
rem as partes
que mandar o Tenente de Mestre de
Campo General. Bahia e agosto,
7 de 1721. Rubri-
ca do Excelentíssimo Senhor
Vasco Fernandes Ce-
sar de Menezes.
— 240 -—

Portaria para o Capitão de mar e


guerra José de Torres, sobre ir voluntária-
mente a correr a costa com madeira telha
e tijolo para a feitoria de J-udá.

Tendo consideração a oferecer-se o Capitão de


mar e guerra José de Torres, voluntariamente, a
concorrer com alguma madeira, telhas e tijolo para
a feitoria de Judá de cuja obra se seguem grandes
interesses ao comércio que estes moradores fazem
em a Costa da Mina e outrossim tendo respeito a
duas viagens que o dito Capitão de mar e guerra
José de Torres fez na sua fragata à sua custa, uma
ao Rio de Janeiro e outra a correr esta costa e tra-
tar-se na dita Mina com muito respeito de que se
tem seguido ser a nação portuguesa melhor respei-
iada naqueles mares, lhe faço mercê de o nomear
Governador da fragata Nossa Senhora de Monser-
rate e Piedade, em que vai embarcado e ordeno a
todas as pessoas o conheçam pelo tal e as que forem
nas embarcações portuguesas e as mais que se acha-
rem naqueles portos obedeçam as suas ordens, com
declaração que estas não sejam em prejuízo do co-
mércio nem contra as disposições dos senhorios
delas, advertindo que como vai a dita fragata com
negócio não poderá usar de maior insígnia que a de
um galhardete simples no mastro grande que é a
com que sai desta Bahia. E para melhor facilitar
o ânimo de El-Rei da Judá lhe apresentará da mi-
nha parte a carta e presente que lhe mando. E es-
pero que o dito Capitão de mar e guerra José de
Torres se haja nesta diligência de maneira que se
faça credor às reais atenções de Sua Mejestade, que
— 241 —

Deus Guarde. Bahia e junho, 26 de 1721. Vasco


Fernandes César de Menezes.

Portaria para o Ouvidor Geral da Ca-


pitania avaliar todos os ofícios que houver
nela.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


foi servido ordenar a este Governo Geral mandasse
avaliar todos os ofícios que se achassem nesta Ca-
pitania sem avaliação para que os serventuários
que forem providos neles paguem o que deverem
de novos direitos a sua Real Fazenda e porque na
Capitania de Sergipe de El-Rei se acham e cons-
tam da Relação inclusa sem avaliação. Ordeno ao
Ouvidor Geral daquela Capitania ouvindo aos ofí-
ciais da Câmara a que tocar avalie logo o rendimen-
to dos ditos ofícios pelos elementos que se julgar
podem ter, e seu ordenado, no caso que algum seja
concedido, e me remeta com toda a brevidade a dita
avaliação com toda a distinção e clareza, indivi-
duando a quantia do ordenado (se o tiverem) e a
dos emolumentos que a cada um toca; havendo-se
nessa diligência com zelo e averiguação. Bahia e
agosto, 5 de 1721. Vasco Fernandes César de Me-
nezes.

Portaria para o Senado da Câmara


desta cidade mandar avaliar logo todos os
ofícios que se acharem nesta Capitania,
sem avaliação.
\
Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,
foi servido ordenar a este Governo Geral mandasse
— 242 —

avaliar todos os ofícios que nesta Capitania se


achassem sem avaliação para que os serventuários
deles paguem o que deverem de novos direitos a sua
Real Fazenda. E porque os ofícios de ensaiadores
dos Ourives do ouro e prata estão sem esta cir-
cunstância. Ordeno ao Senado da Câmara desta ci-
dade avalie logo o rendimento deles, e me remeta a
á dita avaliação pela Secretaria deste Estado com
toda a clareza declarando nela a quantia do ordena-
do, em caso que o tenham, e o rendimento dos emo-
lumentos que lhe, pertencem. Bahia e agosto, 5 de
1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Juiz


!> Conservador mandar avaliar logo o rendi-
mento dos ofícios de Meirinho do Contrato
dos Vinhos, do Contrato do Sal e Escrivão
dele.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde, foi


servido ordenar a este Governo Geral, mandasse ava-
liar todos os ofícios que nesta Capitania se achassem
sem avaliação para que os serventuários deles pa-
gassem o que devessem de novos direitos a sua Real
Fazenda e porque os oficiais de Meirinho do Con-
trato do Sal e Escrivão deste estão ainda se esta cir-
cunstância. Ordeno ao Desembargador Juiz Conser-
vador dos ditos contratos avalie logo o rendimento
pela secretaria deste Estado declarando a quantia
dos sobreditos ofícios e me remeta a dita avaliação
do ordenado, em caso que o tenha, e o rendimento
dos emolumentos* que lhe pertencem. Bahia e agosto,
5 de 1721. Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vasco
Fernandes César de Menezes.

X
— 243 —

Portaria para o Desembargador


vedor-mor ma„dar avaliar Pro-
t„dos os ofícios
que estiverem sem avaliação e assim
cio de Escrivão das despesas o ofi-
dos Capitães
dos fortes desta
praça.
Porquanto Sua Majestade,
Deus guarde
fo, servido ordenar a este Governoque
Geral mandai
avaliar todos os oficios
q„e se achassem sem avalia-
cao para que os serventuários
Fazenda o que devessem de novos pagassem a sua Real
direitos. E porque
o oficio de Escrivão das despesas
dos Capitães do
fortes desta Praga se acham sem
esta
ordeno ao Desembargador Provedor-morcircunstância
mande logo
avaliar o rendimento do dito ofício
emolumentos que lhes pelo ordenado c
pertencem, e a dita avaliação
me remetera declarando nela o ordenado
que rendem os emolumentos que tem e o
que lhes pertencem.
Bahia e agosto 5 de 1721.
Rubrica do Excelentís-'
simo Senhor Vasco Fernandes
César de Menezes,

¦m Portaria para o Desembargador


Su-
penntendente do Tabaco mandar avaliar
oficio de Escrivão da Superintendênciao

Sua MaÍestade> Deus guarde, foi


erv do ordenar a este Governo 1«e
Serv;J°rqTnt0
Geral mandasse ava-
iar todos os ofícios
que nesta Capitania se achassem
em avaliação os serventuários deles
para
sem o que devessem que pagas-
de novos direitos a sua Real Fa-
zenda e
porque o de Escrivão da Superintendência
«o labaco desta cidade
se acha ainda sem esta cir-
cunstancia. Ordeno ao
Desembargador Superinten-
— 244 —

dente do Tabaco avalie logo o rendimento do sobre-


dito ofício e me remeta a dita avaliação, declarando
nela o ordenado que tem, e o que rendem os emolu-
mentos que lhe pertencem. Bahia e agosto, 5 de 1721.
Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vasco Fernandes
César de Menezes.

Portaria para o Desembargador Juiz


da Alçada das mortes feitas em Paravassu
sobre mandar avaliar o ofício de Meirinho
da mesma alçada.
.¦¦«• .*

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde, foi


servido ordenar a este Governo Geral mandasse ava-
liar todos os ofícios que nesta Capitania se achassem
sem avaliação, para que os serventuários que nele?,
fossem providos pagassem o que devessem de novos
direitos a sua Real Fazenda. 0 Desembargador Juiz
da Alçada das mortes feitas em Peruassu avalie logo
o rendimento do ofício de Meirinho da mesma alçada
que se acha sem esta circunstância, e me remeta a
dita avaliação pela secretaria deste Estado, decla-
rando nela a quantia do ordenado (se o tiver) e o
rendimento dos emolumentos que lhe pertencem.
Bahia e agosto, 5 de 1721. Rubrica.

Ordem que se remeteu ao Ouvidor


Geral da Capitania de Sergipe de El-Rei.

0 Doutor Ouvidor Geral da Capitania do Rio de


Janeiro, tanto que receber esta com a carta inclusa
firmada nas costas, pelo Desembargador João
Homem Freire, como Chanceler da Relação deste
Estado, execute logo tudo o que nela se contém, do
— 245 —

que me dará conta para ter entendido a brevidade


dJiligência-Bahia e
8rT Vasco Fernandes César de Menezes^o,
i7e2r°vedeupesta
de 1721.

Ordem que se remeteu ao Juiz Ordi-


nário da Vila do Camamú.

O Juiz Ordinário da vila do Camamú tanto


receber esta e a carta inclusa firmada que
nas costas,
pelo Desembargador Chanceler da Relação Caetano
de Brito e Figueiredo, a execute logo
conveniente ao serviço de Sua Majestade,por ser assim
que Deus
guarde, aliás, mandarei proceder contra êle como me-
recer qualquer sua. Bahia e agosto.
8 de 1721. Vasco Fernandes César de Menezes.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor sobre mandar à Secretaria
um
oficial de carpinteiro fazer a obra
lhe disser faça nela. que se

Porquanto o oficial-maior da secretaria


üstado me fez presente deste
que naquela se achavam dois
armários sem as repartições necessárias
arrumação dos livros e cartas para melhor
neles se acham O
Desembargador Provedor-mor que
mande logo à mesma
secretaria um oficial de carpinteiro
e lhe ordene faca
prontamente os repartimentos e o mais
oíicial-maior lhe disser. Monserrate, que o dito
11 de agosto
«e 1721. Rubrica do Excelentíssimo
Senhor Vice-
Rei.
— 246 —

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda mandar logo tomar
nas lanchas de Inácio Duarte cento e trinta
e cinco alqueires de farinha que traz para
os soldados e artilheiros e assim também
na lancha de Antônio da Silva cento e dez.

0 Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande logo tomar da lancha de Inácio Duarte cento
e trinta e cinco alqueires de farinha que traz, e da
lancha de Antônio da Silva cento e dez, com cujo
número mandará dar uma ração aos soldados e arti-
lheiros desta Praça. Monserrate, 14 de agosto de
1721. Rubrica do Excelentíssimo Senhor Vasco Fer-
nandes César de Menezes.

Portaria para o Desembargador Chan-


celer da Relação deste Estado mandar ava-
liar todos os ofícios que nesta Capitania
se acham sem avaliação.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde, foi


servido ordenar a este Governo mandasse avaliar to-
dos os ofícios que nesta Capitania se achassem sem
avaliação para que os serventuários deles
pagassem
o que devessem de novos direitos a sua Real Fazenda
e porque os ofícios de Meirinho, porteiro e zelador da
Chancelaria estão ainda sem esta circunstância. Or-
deno ao Desembargador Chanceler da Relação deste
Estado avalie logo o rendimento dos sobreditos ofí-
cios e me remeta a dita avaliação pela secretaria
deste Estado, declarando nela a quantia do ordenado
(se o tiver) e o que rendem os emolumentos que lhe
— 247 —

pertencem. Bahia e agosto, 5 de 1721. Rubrica


Excelentíssimo Vasco Fernandes César do
de Menezes.

Portaria para os oficiais da


Câmara
avaliarem os ofícios há nesta Capi-
que
tania assim Escrivão do Campo
e Exe-
cuçoes, Contador, Inquiridor,
e Distribui-
dor.

Porquanto Sua Majestade


«rodo ordenar a este Governo que Deus guarde, foi
mandasse avaliar
todos os_ ofzcos que nesta Capitania
se achassem sem
avahaçao e porque na Capitania
de Porto Seguro se
acham sem esta circunstância
os de Escrivão de
Campo, e Execuções, Contador, Inquiridor,
buidor; ordeno aos oficiais da Câmara e Distri-
daquela Capi-
tania avaliem logo o rendimento dos
sobreditos ofí-
cios e me remetam a dita avaliação,
declarando <ieh
a quantia do ordenado, no caso
e a dos emolumentos que algum o tenha,
que a cada um Bahia
e agosto, 9 de 1721. Vasco Fernandespertence.
César de Me-
nezes.

Portaria para os oficiais da Câmara


da Vila de São Jorge sôbre mandar avaliai
todos os ofícios que estão sem avaliação
de Escrivão da Ouvidoria, Contador, Inqui-
ridor, Distribuidor, Escrivão das Exe-
cuções e Almotaçaria da Capitania dos
Ilhéus.

Porquanto Sua Majestade, Deus guarde, foi


servido ordenar a este Governo que
mandasse avaliar lo-
dos os ofícios
que nesta Capitania se achassem sem
— 248 —
...... ¦;¦¦¦ ¦¦ ¦

avaliação para que os serventuários deles pagassem


o que devessem de novos direitos a sua Real Fazenda
e porque os ofícios de Escrivão da Ouvidoria, Con-
tador, Inquiridor, Distribuidor, Escrivão das Exe-
cuções e Almotaçaria da Capitania dos Ilhéus se
acham sem esta circunstância. Ordeno aos Oficiais
da Câmara da Vila de São-Jorge da mesma Capi-
tania avaliem logo o rendimento dos sobreditos ofí-
cios e me remetam a dita avaliação pela secretaria
deste Estado, declarando nela a quantia do ordenado
(se o tiverem) e a dos emolumentos que a cada um
pertence. Bahia e agosto, 9 de 1721. Vasco Fer-
nandes César de Menezes.

Portaria para os oficiais da Câmara


da Vila do Camamú mandarem avaliar to-
dos os ofícios que há na dita vila.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde, foi


servido ordenar a este Governo Geral mandasse ava-
liar todos os ofícios que nesta Capitania se achassem
sem avaliação para que os serventuários deles pagas-
sem o que devessem de novos direitos a sua Real Fa-
zenda, e porque na Vila do Camamú se acham sem
esta circunstância os de Escrivão dos órfãos, Escri-
vão da Ouvidoria, Escrivão da Vara do Alcaide e
Meirinho do Campo. Ordeno aos Oficiais da Câ-
mara da mesma vila avaliem logo o rendimento dos
sobreditos ofícios e me remetam a dita avaliação pela
Secretaria deste Estado, declarando nela a quantia
do ordenado (se o tiverem) e a dos emolumentos que
a cada um pertence. Bahia e agosto, 9 de 1721.
Vasco Fernandes César de Menezes.

I
-— 249 —
i

Portaria para o Ouvidor da Capita-


nia do Espírito Santo, ouvindo aos oficiais
das Câmaras das ditas vilas mande avaliar
logo os ofícios que há na dita Capitania.

Porquanto Sua Majestade, que Deus


guarde, foi
servido ordenar a este Governo geral mandasse ava •
liar todos os ofícios que nesta Capitania se achas-
sem de novos direitos a sua Real Fazenda e
porque
na vila Velha da Capitania do Espírito Santo
se
acham sem esta circunstância os de Provedor
das Fa-
zendas dos Defuntos, Ausentes e Tesoureiro
do
mesmo Juízo e na de Nossa Senhora da Vitória
da
mesma Capitania que ouvindo os oficiais das
Câ-
maras das ditas vilas avalie logo o rendimento dos
sohreditos ofícios e me remeta a dita avaliação
secretaria deste Estado, declarando nela a pela
de ordenado (se o tiverem) e a dos emolumentosquantia
a cada um pertence. Bahia e agosto, 9 de 1721. que
Vasco Fernandes César de Menezes.

Portaria para o Ouvidor da Capitania


de Porto Seguro avaliar todos os ofícios
que há na dita Capitania ouvindo aos ofi-
ciais da Câmara da mesma vila.

Porquanto Sua Majestade,


que Deus guarde, foi
servido ordenar a este Governo
geral mandasse ava -
liar todos os ofícios
que nesta Capitania se achassem
sem avaliação para que os serventuários deles
sem o que devessem de novos direitos a sua Real pagas-
Fa-
zenda e porque na Vila de Santo Antônio do Rio
das
Caravelas se acham sem esta circunstância os de Ta-
belião Público, Alcaide, Escrivão da Câmara, Almo-
— 250 —

taçaria e Órfãos. Ordeno ao Ouvidor da Capitania


de Porto Seguro avalie logo o rendimento dos sobre-
ditos ofícios para o que ouvirá os oficiais da Cá-
mara da mesma vila, e me remeterá a dita avaliação
pela Secretaria deste Estado, declarando nela a quan-
tia do ordenado (se o tiverem) e a importância dos
emolumentos que a cada um pertence. Bahia e
agosto, 7 de 1721. Vasco Fernandes César de Me-
nezes.

Portaria que se remeteu ao Desem-


bargador Provedor-mor sôbre o que nela
se declara.
O Desembargador Provedor-mor da Fazenda
mande logo fazer com a maior prontidão possível cin-
quenta sacos de pano que prometer maior duração,
ordenando se faça carga deles ao Almoxarife a que
tocar. Monserrate, 18 de agosto de 1721. Rubrica.

Portaria que se remeteu ao Desem-


bargador Provedor-mor sôbre mandar logo
satisfazer aos Arrais Luiz Alvares e An-
tônio Fernandes a farinha que se lhes to-
mou para sustento da Infantaria desta
praça.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande logo satisfazer aos Arrais Luiz Alvares e An-
tônio Fernandes a farinha que se lhes tomou para
sustento da Infantaria desta praça e da sua impor-
tancia se passará mandado de despesa
(em virtude
desta portaria) ao Tesoureiro Geral
para a sua conta.
Monserrate, 18 de agosto de 1721. Rubrica.
— 251 —

Portaria para o Capitão da


fortaleza
de Santo Antônio da Barra ter o
farol aceso
para que não sirva de prejuízo às embar-
caçoes que entram.

Porquanto os mestres de algumas


embarcações
que proximamente entraram nesta Bahia me dizem
que o farol do Forte de Santo Antônio da Barra não
estava aceso, entrando eles de noite; e
porque desta
falta se pode seguir prejuízo às embarcações
noite a vierem buscar. Ordeno ao Capitão que de
do mesmo
forte tenha particular cuidado de
que o dito farol
esteja aceso todas as noites até
pela manhã, tendo en-
tendida que se os Mestres das embarcações
que daqui
por diante entrarem me disserem que sendo de noite
nao estava o dito farol aceso hei
de proceder contra
'le
ele mui áspera e exemplarmente. Monserrate,
11
agosto de 1721. Rubrica do Excelentíssimo
Senhor
Vasco Fernandes César de Menezes.
Vice-Rei deste
Estado.

Portaria para o Desembargador Dio-


nisio de Azevedo de Alvelos avaliar logo
os ofícios de Escrivão do Donativo Real
Meirinho e Escrivão.
t

Porquanto Sua Majestade,


que Deus guarde, foi
servido ordenar a este Governo fizesse
avaliar todos
os ofícios que houvesse nesta Capitania
sem avaliação
para que os serventuários deles pagassem o
vessem de novos direitos a sua que de-
Real Fazenda. E
porque os ofícios de Escrivão do Donativo Real, Mei-
nnho e Escrivão deste se achem até
o sem
esta circunstância. O Desembargador presente
Dionizio de
— 252 —

Azevedo de Alvelos, Juiz Executor do mesmo Dona-


tivo, avalie logo o rendimento dos sobreditos ofícios
concedido, e emo-
pelos ordenados que a cada um é
lumentos que com a serventia deles se vence, e a dita
avaliação me remeterá pela escretaria deste Estadc
com toda a brevidade, declarando nela a quantia do
ordenado e o rendimento dos emolumentos que lhes
1721. Rubrica do
pertencem. Bahia e agosto, 5 de
Excelentíssimo Senhor Vasco Fernandes César de
Menezes.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda mandar satisfazer
ao Arrais Belchior da Costa a farinha que
se lhe tomou para a Infantaria.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande logo satisfazer ao Arrais Belchior da Costa
a farinha que se lhe tomou para a Infantaria e era
virtude desta Portaria se passe mandado da sua im-
portância para se levar em conta ao Tesoureiro geral
nas que der do seu recebimento. Monserrate, 21 de
agosto de 1721. Rubrica do Excelentíssimo Senhor
Vasco Fernandes César de Menezes.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor ordenar se deixe ao Comissá-
rio das fragatas de Sua Majestade passar
as mostras na Casa dos Contos à gente da
guarnição delas.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda or-


dene se deixe ao Comissário da fragata de Sua Ma-
jestade, que Deus Guarde, passar as mostras neces-

-- - >
— 253 —

sárias à gente da guarnição desta na Casa dos Contos


onde se costuma passar aos Terços desta praça para
se obviarem as desordens que acontessem de se pas-
sarem em outra parte. Bahia e agosto, 25 de 1721.
agosto, 25 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Capitão Paulo Velho


da Guarnição da fragata Atalaia ter enten-
dido logo que há de passar mostra na Casa
dos Contos.

O Capitão Paulo Velho terá entendido que a


Infantaria que comanda há de passar mostra na Casa
dos Contos, assim por ser esse o lugar destinado para
semelhantes diligências como para se evitarem a!gu-
mas desordens que até agora sucederam. Bahia e
agosto, 25 de 1751, Rubrica.
Portaria para o carcereiro soltar os
arrais.
O carcereiro da cadeia desta cidade solte logo
os arrais das embarcações de farinha de Marago-
gipe que nela se acham presos a minha ordem, ad-
vertindo-os que venham logo à secertaria buscar
recibos para sua descarga. Bahia e agosto, 26 de
1721.. Rubrica

Portaria para o Juiz Ordinário da Vila


da Cachoeira remeter uma carta ao Coro-
:"'í£
nel Pedro Barbosa Leal.

O Juiz Ordinário da vila da Cachoeira tanto


que receber esta remeta logo a carta inclusa por
um próprio ao Coronel Pedro Barbosa Leal que se
— 254 —

há de achar em a Jacobina, e me remeterá recibo


de como lhe fica entregue. Bahia e agosto, 25 de
1721. Vasco Fernandes César de Menezes.

Portaria que se remeteu ao Desem-


bargador Provedor-mor mandar satisfazer
as farinhas que se tomaram aos Arrais
Luiz de Souza Farto e Inácio Duarte dos
Santos.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real mande logo satisfazer Luiz de Souza Farto
c Inácio Duarte dos Santos da farinha que a um e
outro se tomou para os armazéns e da sua impor-
lância se passará mandado de despesa, em virtude
desta Portaria ao Tesoureiro Geral para se lhe le-
var em conta nas que der do seu recebimento. Ba-
hia e agosto, 26 de 1721. Rubricas.
Portaria para o Desembargador Su-
perintendente do Tabaco mandar logo ar-
rumar todos os rolos de tabaco que se acha-
rem no dito armazém de sorte que se pos-
sa achar os que se procurarem.

Porquanto alguns lavradores de tabaco, ho-


mens de negócio e outras pessoas que o tem reco-
lhido no armazém da sua arrecadação, me têm
feito
vários requerimentos queixando-se de
que este lhe
não aparece no dito armazém tendo-o
procurado
com toda a diligência e com esta falta
pode resul-
tar de nã oestar o dito tabaco arrumado de sorte
que se possa descobrir a marca que se procurar
ou omissão -do caixeiro do dito armazém.
Ordeno
ao Desembargador Superintendente do
Tabaco
— 255 —

mande logo arrumar os rolos que se possa achar


os que se procurarem, fazendo-se esta arrumação
de sorte que fiquem as partidas juntas e com as
marcas para fora, e da mesma maneira os paus, e
depois de feita me remeterá uma relação de tudo
que constar. Bahia e agosto, 27 de 1721. Rubrica
do Excelentíssimo Senhor Vasco Fernandes César
de Menezes.

Ordem para o Juiz de Fora sobre as


cascas do mangue.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


foi servido ordenar-me em Provisão de seis de
agosto do ano passado, informasse sobre a repre-
senlação que lhe fizeram os oficiais da Câmara da
Vila do Camamú do grande dano que experimen-
tam em irem muitos barcos desta praça às barras
da dita vila atirar casca aos mangues para o cortu-
me dos couros seguindo-se disso não terem maris-
co de que se sustentavam e afugentar o
peixe, e co-
nhecendo Dom João de Lancastro no tempo do seu
governo este prejuízo e mal que disso se lhe origi-
nava mandara vedar que não fossem ao dito
porto e
aos da vilas do Cairú e Boipeba. Ordeno ao Juiz de
Fora desta cidade chame logo
perante si todas as
pessoas que nela e seus arrabaldes de cor-
tumes de «couros requerimento dos
oficiais das Câmaras das ditas vilas mandando-lhes
declarar os prejuízos
que lhes resultam e a Real
Fazenda de Sua Majestade de se lhe
proibir man-
darem as suas embarcações atirar cascas aos
man-
Sues das barras das ditas vilas
que
donde se possa vir a atirar a casca
sem o prejuízo
— 256 —

que alegam aqueles moradores e de tudo mandará


'fazer
um termo judicial, por duas vias, com
e me dará conta desta diligência, que lhe hei por
muito encarregada, para eu dar a Sua Majestade.
Bahia e agosto, 25 de 1721. Rubrica.

Portaria concedendo a Manuel Fran-


cisco dos Santos e Manuel Mendes Fagun-
des para que possam prender a Constanti-
no Gomes e Manuel Lopes e a todos os
mais.

Porquanto Manuel Francisco dos Santos me


fez presente que Constantino Gomes Vitória e Ma-
nuel Lopes Chagas associados com outros seus par-
ciais foram a casa de Manuel Mendes Fagundes seu
companheiro e a força de armas lhe furtaram um
grão de ouro que este havia tirado em umas lavras
suas e depois o vieram restituir à cadeia ao dito
Manuel Francisco obrigados de um despacho meu
por que mandava prender efeito por
lho participar o Capitão Gaspar
naquele malefício, por ser este diante
dele que depois deste estando presente o dito Ma-
nuel Fagundes lhe tornaram a casa e não achando
nela mais que uma negra a obrigaram que confes-
sasse onde estava outro grão que o dito havia tira-
do segundo esta e porque
........ outro delito, merece todo o castigo con-
cedo licença aos sobreditos Manuel Francisco dos
Santos e Manuel Mendes Fagundes para que pos-
sam prender com seus escravos aos ditos Constan-
tino Gomes e Manuel Lopes e a todos os mais que os
acompanharam ou auxiliaram, para"que com a sua
¦ti-,.',":*.—r,—^

¦;;,'':-.-':<¦'-

:.

— 257 —
¦ V"

prisão se possa melhor tirar a devassa que dos mes-


mos delitos mando tirar, cuja prisão poderão fazer
em qualquer pa^rte onde aqueles se acharem. E or-
deno a1 todos os oficiais da ordenança, entradas ou
freguesias daqueles distritos lhes dêm toda ajuda
e favor de gente, índios e o mais que para esta di-
ligência lhe requererem, o que a todos hei por muito
recomendado. Bahia e agosto, 29 de 1721. Vasco
Fernandes César de Menezes.

Portaria para Gaspar Pereira Ferraz


: exercer a ocupação de Juiz Ordinário para
ir tirar devassa nos distritos da Jacobina
sobre os culpados e o demais que contém
a portaria.

Porquanto tenho boas informações do proce-


dimento, capacidade e inteligência de Gaspar Pe-
reira Ferraz que pròximamente foi em companhia
do Coronel Pedro Barbosa Leal, que mandei a Ja-
cobina a diligências do serviço de Sua Majestade,
que Deus gaurde, e se me faça a queixa que contém
o papel incluso contra as pessoas nele (Maradas, a
qual pela sua gravidade merece mui particular ave-
riguação para que se haja de proceder contra os
culpados exemplarmente, atendendo ...
• no distrito fazer esta dili-
gencia Gaspar .. • •«••••«» de
Juiz Ordinário ......;..;.. muitas vezes de cuja
• • •...., próximo passado com o
que tem
adquirido as notícias necessárias dos
procedimen-
tos-judiciais lhe dou ........
para que neste parti-
cular execute a mesma ocupação visto ser aquele
distrito termo da .;..,.,.,. /vila da Cachoeira
e por
r
— 258 —

ser distante dela não poder ir o juiz atual a esta


diligência e lhe tudo o que contém o dito
no seqüestro
papel procedendo contra os culpados
de seus bens e a prisão para serem logo remetidos
a esta cidade, com segurança junto com a dita De-
vassa e informação mui exata de tudo o que lhe
constar para o que nomeará a pessoa que ali achar
com mais inteligência para servir de Escrivão da
mesma Devassa, procurando mui exatamente não
só examinar tudo com toda a clareza mas que ve-
nha justificado e processado como convém, fazendo
meter de posse aos ditos Manuel Francisco e Ma-
nuel Mendes das lavras que descobriram e de que se
apossaram os mesmos régulos, averiguando o pre-
neces-
juízo que nisto lhe podiam dar. E sendo-lhe
Pe-
sário algum favor e ajuda a pedirá ao Coronel
da
dro Barbosa Leal que se acha no mesmo distrito
Jacobina e de tudo me dará conta. Bahia e agosto,
9 de 1721. Vasco Fernandes César de Menezes.

Ordem que se passou ao Coronel João


de Barros sobre a prisão ..
e do mesmo teor
João de Afonseca.

Porquanto tenho passado ao


Capitão José de Araújo, Pedro ..
procedimento com que
vivem sem que até o presente uma
por não terem aqueles domicílio certo
porque é preciso ao serviço de Sua Majestade
de seus vassalos nãq só evitar aquelas
e as que de novo #odem seguir, mas
— 259 —

também o dar que merece a soltura com


que vivem e como me seguram que estes se acham
nos distritos das margens de Jaguaripe; ordeno em
Coronel João de Barros Braga que tan-
to que receber esta faça toda a diligência no pren-
der os sobreditos régulos não só naqueles distritos
mas também em outro. qualquer da jurisdição dês-
te Estado donde tiver notícia se acham ou pelo
tempo adiante forem para a execução
desta ordem por todos os oficiais, soldados e pes-
soas de qualquer qualidade que sejam, e por esta or-
deno a todos os sobreditos e a cada um em particu-
lar que em tudo o que tocar a esta diligência exe-
cutem a ordem do dito coronel a quem recomendo
muito fiando do seu zelo, atividade, e valor a exe-
cutará como convém pelas boas informações que
tenho da sua capacidade para que em todo o tempo
tenha muito que lhe agradecer, dando-me conta não
só da execução mas também de qualquer novi-
dade que haja neste caso remetendo os
presos à ca-
deia mais vizinha para dela serem transportados
a desta cidade com a segurança
que convém. Bahia
e agosto, 28 de 1721. Vasco Fernandes César de
Menezes.

Portaria para Gaspar Pereira Ferraz


executar a ordem que se lhe passou sobre
os deliquentes Constantino Gomes Vitória
e Manuel Lopes Chagas e os mais compa-
nheiros.

Tirando Manuel Mendes Fagundes, morador


no distrito da Jacobina, um
grão de ouro de peso
— 260 —

de cinco libras em umas lavras que ali fez junto


com os escravos de Manuel Francisco dos Santos
seu companheiro, lhe foram a casa Constantino
Gomes Vitória e Manuel Lopes Chagas, armados e
acompanhados de outros sócios, seus parciais, e vio-
lentamente lhe furtaram à vista do Capitão Gas-
par Alvares da Silva por cuja causa veio oculta-
mente a esta cidade a fazer-me presente o referido
e a procurar o seu recurso e castigo daqueles inso-
lentes e mandando-os eu prender entregou o dito
Manuel Mendes o meu despacho ao mesmo Capitão
Gaspar Alvares para o executar, o qual lho mos-
trou e por essa razão se ocultaram e um deles veio
a Cachoeira restituí-lo ao sobredito Manuel Fran-
cisco dos Sanlos e como tivesse notícia de que aquê-
le havia tirado outro grã com peso de doze libras
e meia no tempo em que se retirou a esta cidade lhe
foram a casa e intimidando a uma negra que nela
estava para que confessasse onde o deixara, e esta
com o receio dos seus ameaçs lhe descobrisse
debaixo da cama de onde com efeito o tiraram e le-
varam. E porque um e outro delito pelas suas cir-
cunstâncias merecem toda a averiguação e para
que se haja de proceder contra os culpados neles
como merece a soltura e deliberação com que os co-
meteram. Ordeno a Gaspar Pereira Ferraz execute
pontualmente a ordem junta que sôbre este parti-
cular lhe passei perguntando devassamente teste-
munhas sobre um e outro delito, ouvindo para este
efeito ao dite Manuel Mendes Fagundes, e a seu
companheiro Manuel Francisco dos Santos tirando
aqueles a estes com poder de armas o suso e lavor
de umas lavras que descobriram, introdufcindo-se
— 261 —

nelas e mineirando atualmente, furtando se afu-


gentando-lhes a maior parte dos escravos que nelas
traziam cujo dano, e prejuízo lhe protestaram. E
porque Francisco da Costa Nogueira furtara ao so-
bredito Manuel Francisco dos Santos quantidade de
gado vacum que tinha situado em uma fazenda sua
e muitos escravos seus que nelas se achavam, ten-
do-o ali procriado e com tudo se lhe levantou não
lhe entregando cousa alguma do
que querelou no
Juízo Ordinário da Vila da Cachoeira e alcançou
mandado de prisão contra êle, o qual se não tinha
executado até o presente e porque este caso envolve
em si gravíssimas conseqüências o dito Gaspar
Pe-
reira Ferraz procederá também nele devassamen-
te e a seqüestro de bens e
prisão dos culpados reme-
tendo-os para esta cidade. Bahia e agosto,
29 de
1721. Vasco Fernandes César de Menezes.

Portaria que se expediu ao Coronel


Pedro Barbosa Leal sobre a observância
da lei pertencente às marcas e repeso das
caixas de açúcar, e do mesmo teor se
pas-
saram outras aos coronéis do recôncavo,
•donde se fabrica açúcar,
e para o Capitão-
mor da Capitania de Sergipe de El-Rei, a
do Capitão-mor da Jacobina fica registra-
da atrás.

Porquanto Sua Majestade,


que Deus guarde,
foi servido ordenar
por lei de quinze de dezembro
de mil seiscentos e oitenta e sete
que todo o açúcar
Que das conquistas for comprador
para o Reino se
Pese nos trapiches onde haverá
peso, fazendo-se
262 -

termo de assinar o comissário decla-


rando a qualidade e do açúcar e que nas
caixas dele se ponha marca de fogo para que se
conheça a qualidade do açúcar na maneira seguin-
te: o fino com F; o redondo com R; e o baixo com
B: para que indo assim carregadas e remetidas as
caixas achando-se algum dano pague o Comissário
toda a perda o seu correspondente porque se não
pode considerar dano sem dolo seu e achando-se
açúcar falsificado seja logo o Senhor de Engenho
degredado por tempo de dois anos para uma das
Capitanias deste Estado, e pague quarenta mil réis
em dinheiro e o caixeiro do engenho pagará a mes-
ma pecuniária e será degredado dois anos
para Angola, e pela segunda vez incorrerão nestas
penas em dobro e todas as taras trarão o número
aberto com ferro em tal profundida que se lhes não
possa tirar sem que se conheça, o que serão obriga-
dos a fazer debaixo das mesmas penas, e as caixas
que os senhores de engenho quiserem mandar por
sua conta a que chamam de liberdade não terão que
ir ao ver do peso mas trarão a marca do engenho e
número da tara na mesma forma que todas as mais
para que achando-se nela falsidade se possa proce-
der contra o Senhor de Engenho com as penas aci-
ma declaradas, as quais em todos os campos refe-
ridos não poderão ser compreendidas nos perdões
que se concedem na Relação desta Bahia. E porque
tenho encarregado ao Provedor da Alfândega desta
cidade faça inviolàvelmente observar a dita ordem
de Sua Majestade como nela se expressa. Ordeno
ao Coronel Pedro Barbosa Leal o declare a todos os
senhores de engenho e lavradores de caaas que hou-
— 263 —

ver nos distritos do seu regimento para


que tenham
entendido o que Sua Majestade foi servido resol-
ver, e as penas em que os transgressores dela hão
de incorrer, achando-se compreendidos; e de o ha-
ver assim executado o dito Coronel remeterá uma
certidão por si assinada, pela secretaria deste Es-
tado. Bahia e dezembro, 2 de 1720. Vasco Fernan-
des César de Menezes

Portaria para qualquer oficial


de mi-
lícia, justiça ou das entradas do mato
do
distrito do Rio de São Francisco sobre
prender o escrivão e mas oficiais nomea-
dos pelo Padre Luiz de Seixas.

Porquanto o Padre Luiz de Seixas,


sacerdote
do hábito de São Pedro, assistente
na povoação do
Pilão Arcado do Rio de São Francisco
se introduziu
nela o Juiz dos Ausentes e cativos,
nomeando es-
crivão e mais oficiais. Ordeno a
qualquer oficial
de milícia, justiça ou das entradas dos matos
dos
distritos do mesmo Rio a
quem esta se mostrar
prenda logo o dito escrivão e mais oficiais nomea-
dos pelo referido padre ou naquele sítio
ou em ou-
tro qualquer adonde se acharem e
os tragam com
toda a segurança à cadeia desta cidade
a minha or-
dem. E esta diligência lhe hei
por muito encarre-
gada advertindo-lhes que se não executarem como
devem os castigarei rigorosamente.
Bahia e agosto
28 de 1721. Vasco Fernandes
César de Menezes.
— 264 —

Portaria para qualquer Coronel de


Infantaria da Ordenança ou seus oficiais
subalternos, Capitão-mor de freguesia, das
entradas dos mocambos, seus sargentos-
mores, ou qualquer oficial de justiça dos
distritos do Rio de São Francisco prende-
rem logo ao Padre Luiz de Seixas, Sacer-
dote do Hábito de São Pedro, assistente
na povoação do Pilão Arcado.
Em observância da ordem inclusa do Ilustrís-
simo Arcebispc da Bahia; ordeno a qualquer Coro-
nel de Infantaria da Ordenança ou seus oficiais su-
balternos; Capitão-mor da freguesia das Entradas
dos mocambos, seus Sargentos-mores ou qualquer
oficial de justiça dos distritos do Rio de São Fran-
cisco a quem esta ordem for mostrada prendam
logo ao Padre Luiz de Seixas, sacerdote do Hábito
de São Pedro, assistente na povoação do Pilão Ar-
cado do mesmo Rio ou naquele sítio ou em outro
qualquer donde for achado, e preso o trarão a bom
recado à cadeia desta cidade à ordem do dito Ar-
cebispo. E esta diligência hei a todos os tais ofi-
ciais e a cada um em particular por muito encar-
regada com declaração que o que a não executar
com toda a pontualidade castigarei rigorosamen-
te. Bahia e agosto, 28 de 1721. Vasco. Fernandes
César de Menezes.
Portaria para o Desembargador Pro-
vedor-mor da fazenda mandar a bordo da
Sumaca que de presente chegou do Rio
/
das Caravelas tomar uma data necessária
para os soldados, de farinha e do mais
se medirá.
.tf: 265 —

O Desembargador Provedor-mor da. Fazenda


mande a bordo da Sumaca que agora chegou do Rio
das Caravelas de que é Mestre Roque Pereira to-
mar a farinha que for necessário para uma data
dos soldados e juntamente encarregará a pessoa
de confiança o exame do que fica para o que se me
dirá porque me importa saber com toda a certeza
o número de alqueires que traz de carga. Bahia e
setembro, 2 de 1721. Rubrica. Acrescentamento
por letra de Sua Excelência. E porque não são
já horas de se fazer este exame mandará o dito
Provedor-mor da Fazenda tomar as chaves do
paiol
em que vem a farinha e pela manhã se
pode fazer
a referida diligência. Rubrica.

Ordem que se mandou aos Coronéis


José Felix Bezerra Peixoto, José de Araü-
jo Rocha, Garcia de Ávila Pereira, José
Pires de Carvalho, Luiz da Rocha Pita
Deus Dará, Francisco Barreto de Aragão,
Domingos Borges de Barros e Simão Al-
vares Santos, João de Couros Carneiro. E
aos Sargentos-mores, Manuel Pinto de
Souza Eça e Gabriel Rocha Moutinho sô-
bre mandarem uma lista de todos os Ca-
pitães-mores de Entradas e mais oficiais
delas que há nos distritos do seu Regi-
mento.

0 Coronel José Felix Bezerra Peixoto assint


que receber esta fará uma lista de todos os Capi-
tães-mores das Entradas dos Mocambos,
Sargen-
tos-mores delas, Capitães de Assaltos
do Mato, e
— 266 —

Campo que tem em todo o seu Regimento; decla-


rando com toda a individuação e clareza os nomes
deles e os distritos de que são, a qual lista me re-
meterá com a maior brevidade pela Secretaria do
Estado. Bahia e agosto, 28 de 1721. Rubrica do
Excelentíssimo Senhor Vasco Fernandes César de
Menezes.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda sôbre mandar en-
tregar as chaves do paiol das sumacas que
vieram com farinha do Rio das Caravelas,
aos mestres delas.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


nande entregar sumacas que vie-
ram do Rio das Caravelas com carga de farinha as
chaves dos paióis em que a trouxeram, para dispo-
rem dos cento e noventa alqueires que lhes ficaram
na forma que lhe tenho ordenado. Bahia e setem-
bro, 6 de 1721. Rubrica.

Portaria para José de Freitas entre-


gar a farinha às pessoas declaradas na
portaria.

José de Freitas, Mestre da Sumaea do Rio das


Caravelas, disporá dos cento e noventa alqueires de
farinha que lhe ficaram do resto da que se tomou
para a infantaria na forma seguinte: entregará a
Felix de Lemos, quarenta e cinco; a Geraldo Si-
mões, doze; a Estevão da Cunha, quinze; Alexandre
da Costa, trinta; a Manuel de Barros, trinta e cin-
— 267 —

co; a Manuel Antonio, oito, porquanto a todos estes


veio muito maior número para suas casas nesta
su-
maça e na outra lancha; e o resto que fica
que são
quarenta e cinco alqueires receberá o dito mestre
para si. Bahia e setembro, 6 de 1721. Rubrica.

Petição que fez José da Silva, Manuel


da Costa Marinha e mais senhorios dos a-
loques, oficinas de cortir couros desta ei-
dade ao Excelentíssimo Senhor Vice-Rei
deste Estado.

Senhor diz José da Silva, Manuel da


Costa Ma-
rinho, e mais senhorios dos aloques
e oficinas de
cortir couros- desta cidade e subúrbios dela,
que eles
por si e seus antecessores estão na posse de man-
dar buscar e atirar casca de mangue ao
rio do Ca-
mamu para as suas oficinas e
para .comporem ai-
guma oposição que se lhe pretendia fazer
do Conselho daquela vila contribuíam por parte
os suplican-'
tes com alguma despesa
para a Irmandade do San-
tissimo Sacramento da freguesia da
dita vila, po-
rém, estando os suplicantes agora de
próximo tiran-
do e tomando casca dos ditos mangues
se manda-
dáram despejar e correr deles os
barcos dos su-
pheantes por despacho que diz alcançaram de
Vossa Excelência os moradores
ou Conselho da dita
vila, e porque os suplicantes na fé
e confiança de
<iue tinham certa a dita casca
assim razão do
seu processório como da convenção por
e pensão que
Pagavam a dita Irmandade, meteram os couros nos
cortumes e agora com a falta
da casca ficarão os
couros perdidos, cujo dano irreparável
é e de muita
— 268 —

nele os partícula- .
consideração e não só padessem
e Fazenda
res mas também a necessidade pública
Vossa Excelência
Real que perde, portanto pede a
suplicantes sejam
lhe faça mercê mandar, que os
dos ditos man-
conservados na posse de tirar casca
ao menos por esta pre-
gues, e se lhes não proíba ou in-
sente safra, enquanto se averigua a justiça
moradores E rece-
justiça da proibição daqueles
berá mercê.

Despacho.

Concedo a licença que pedem por esta safra ten-


do consideração ao prejuízo que representam. E
da
esta petição e despacho se registrará nos livros
Secretaria. Bahia e setembro, cinco de mil setecen-
tos e vinte e um. Rubrica.

Portaria para o Provedor e mais Ir-


mãos da Casa de Santa Misericórdia, desta
cidade.

O Provedor mais Irmãos da Casa da Santa Mi-


serkórdia desta cidade ordenem ao Regente do Re-
colhimento dela receba nele uma moça que por or-
dem minha há de levar o Desembargador Ouvidor
do Crime. Bahia e setembro, 11 de 1721. Rubrica.
— 269 —

Ordens que se passaram aos Coronéis


Sebastião da Rocha, José de Araújo, Do-
mingos da Costa, José Felix, Garcia de
Ávila, José de Pires, Manuel de Brito, Luiz
da Rocha, Francisco Barreto, Domingos
Borges, Simão Ah/ares, Miguel Calmou, e
aos Sargentos-mores Manuel Pinto e Ga-
briel da Rocha Moútinho sobre a finta.

Tanto que o Coronel Simão Alvares Santo-*1, re-


ceber esta ordem e a carta inclusa do Escrivão o a
Câmara desta cidade executará logo logo sem a mi-
nima demora o que se lhe encarrega, pertencente ao
Donativo do Dote de Inglaterra e paz de Holanda,
em o que não perderá instante de tempo por s é - cs-
ta diligência mui importante ao serviço de Sua Ma-
jestade, que Deus guarde de que me dará conta.
Bahia e setembro, 11 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande receber da lancha de que é arrais Manuel
Antônio cento e trinta círios de í?.rinha que nela
traz de Camamú, os quais se recolherão até chega-
rem outras embarcações que se estão esperando
para então se dar a mais que for necessária para a
ração dos soJdados, cuja deligência executará logo
por estará ditadancha com água aberta. Bahia e
setembro, 13 de 1721. Rubrica. E ac.sim mais man-
dará o dito Desembargador Provedor-mor, tirar, da
lancha, de que é arrais Francisco Pereira da Cunha
270 —

os alqueires que forem necessários para junto com


os ditos círiot- se dar uma ração aos soldados, e de-
pois de feita esta diligência me dará conta do nu-
mero de alqueires que se tiraram d^ta. nara se sa-
ber a que fica como seu registo. Bahia e setembro
13 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Provedor-mor da Casa


da Moeda desta cidade.

Porquanto tenho toda a certeza que se tem in-


troduzido bastante ouro da Jacobina e Rio das Con-
tas na Casa da Moeda desta cidade com o pretexto
de ser das Minas Gerais, cujo afetado motivo não
é dificultoso de averiguar pelo conhecimento que se
tem de um e outro ouro; e receber com esta dissi-
mulação a Fazenda de Sua Majestade, que Deus
guarde, gravíssimo prejuízo. Ordeno ao Provedor
da Casa da Moeda que todo o ouro da Jacobina que
se achar nela e adiante for tire o quinto para o
mesmo Senhor não lhe apresentando certidão de o
haver pago na mesma Jacobina aos oficiais a
quem pertencem; e no que respeita ao ouro do Rio
da Contas o porá em depósito até eu resolver o que
me parecer mais conveniente e a execução de uma e
outra diligência lhe hei por mui recomendada, e
igualmente o segredo para que se consiga o fim por
que lhe passo esta ordem. Bahia e setembro de 1721.
Rubrica.

Portaria para o Capitão Jasé de Toar


de Ulhoa cobrar a finta por impedimento
do Coronel Miguel Calmon de Almeida.
— 271 —
¦i

Porquanto o Coronel Miguel Calmon se


acha
ainda convaleddo do grande achaque
que padece e
por essa razão impossibilitado para a diligencia da
cobrança das fmtas e ter por certo
que o Capitão
José de Toar obrará nesta matéria cem o acerto
com que costuma haver-se em todas as ordens
que
se lhe encarregam, o nomeio para fazer a referida
diligência no distrito do seu Coronei, dando a exe-
cução as ordens que a este se cometeram,
para cujo
efeito será entregue dela. Bahia e r.ptembrc
15 de
1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Prove-


dor-mor da Fazenda mandar
pagar a Ma-
nuel Antônio e a Francisco Pereira da
Cunha *

O Desembargador Provedor-mor aa Fazenda


mande pagar a Manuel Antônio e Fiancisco
Perei-
ra da Cunha a farinha que
pròxirr.fnneníe se tomou
a um e a outro para a Infantaria desta
praça e da
sua importância se passe mandado
para se lhe levar
em conta ao Tesoureiro
geral nas que d?r de seu re-
cebimento. Bahia e setembro, 15 de
1721. Rubri-
ca.

Portaria para o Provedor-mor da Fa-


zenda para mandar receber a farinha
para
os soldados.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande receber de uma sumaca do
Sargento-mor
Bernabé Cardoso Ribeiro,
que ontem chegru do Rio
— 272 —

Real, a farinha necessária para se dar uma data


aos soldados o qual a oferece à conta do çue deve a
Sua Majestade, que Dues guarde. Pahia t setembro
17 de 1721.
II
Portaria para o Juiz Ordinário da Vi-
Ia de S. Francisco sobre obrigar a Manuel
de Oliveira Lisboa a que entregue logo logo
no juízo da ouvidoria geral do cível a
quantia que dever até o presente do arren-
do do Engenho de Manuel Garcia.
1

Porquanto João de Moura Rolim e sua irmã


Dona Mariana, filhos naturais de Antônio de Mou-
ra Rolim, me íepresentaram que eles tinham ai-
cançado sentença no Juízo da Ouvidoria Geral do
Cível contra seu irmão o Coronel Man- ti Garcia
de Moura Rolim para lhes dar alimentos, sen-
do-lhes julgada a quantia de seiscentos e quarenta
reis por dia e querendo-lhes fazer penhcra não a-
charam bens, porque a todos sonegava, e outros em-
bargava com o pretexto de serem do seu uso, e por
esta causa lhe havia eu feito merc"' de lhe mandar
embargar na mão de Manuel de Oliveira Lisboa
rendeiro de um engenho do dito Manuel Garcia, si-
to no distrito do Subaé a renda dêk. fa/erdo-se pe-
.
nhora em virtude da sentença que alçaram para
pagamento do que se lhe devesse e se f^ssè vencen-
do; pedindo-me ordenasse ao dito rendeiro lhe sa-
tisfazesse logo a quantia que estivesse devendo da
renda do sobredito engenho e porqi.e rão é razão
que havehdo bens de suplicado deixe de se dar à
execução a dita sentença e estejam padecendo por
— 273 —

esta causa os suplicantes; ordeno ao Juiz Ordiná-


lio da Vila de São Francisco obrigue ao dito
Ma-
nuel de Oliveira Lisboa a que ent-egue logo logo
no Juízo da Ouvidorial Geral do Cível a
quantia que
dever até o presente da renda do sobre-tíiío engenho
para dela se dispor por ordem do Desembargador
Ouvidor Geral do Cível notificandn-0
per* que te-
nha entendido que sem embargo desta oroem se
lhe
não disporá daqui em diante sem: expressa ordem
dita renda a requerimento dos.suplicantes, da
não levanta o embargo e penhora qual
que se lhe fez na
do dito Desembargador Ouvidor Geral. Bahia
e
setembro, 15 de 1721. Rubrica.

Ordem de cujo teor se passaram


qua-
tro, uma ao Capitão-mor Domingos de Ma-
tos do Jacomerim e mata de São João; ao
Capitão Francisco -de Espinosa de Castro,
do Distrito de Cotigipe; ao Capitão Pedro
Barbosa de Souza de Passe'; e ao Sargento
mnior do ^Regimento do Co? onei José Pires
Manuel da Costa Morgado
para os mora-
dores das laranjeiras sôbie darem carros
para a condução das madeiras de Sua Ma-
jestade.

O Capitão-mor Domingos de Matos obrigue lo-


go %o a todos os moradores do distrito do Jaco-
tterim e mata "Se São João
que tiverem carros a
«ue cada um deles dê quatro carradas de madeira
da
íeiloria de Sua Majestade
estabelecido no Outeiro
do Paulista para o
porto de mar e aos que não fo-
rem senhores do engenho
e lavradores de canas
obrigará a
que dêm quatro advertindo a todos que
— 274 —

este trabalho lhes há de ser logo pago pelo seu justo


valor. E esta diligência hei por muito recomenda-
da ao dito Captão-mor por ser imito do serviço de
Sua Majesta--e tendo entendido qu se por omissão
ou dissimulação sua se faltar a execução desta or-
dem com a brevidade que convém, não só o manda-
rei logo prender e dar baixa do dito posto mas tam-
bém precederei contra êle com as mais penas que
me parecer merece a sua desobediência. Bahia e
setembro, 27 de 1721. Rubrica.

Ordem de cujo teor se passaram duas


uma ao Mestre de Campo da aldeia do
Pontal Francisco Dias de Avile e outro
ao Capitão-mor da aldeia do Joazeiro João
da Silva, no mesmo dia.

O Mestre de Campo da í Jdeia oo Pontal Fran-


cisco Dias de Ávila tantv, au<- o PaiVc Missionário
da mesma sddeia lhe pedir cs índios çi.e lhe ordeno
lhos dê prontamente capazes de todo o trabalho,
''e Sua Majes-
por per «íssim cenveniente ao serviço
tad<-, que Deus guarde; o que o dito Mestre de Cam-
po executará com toda a brdsidade. Bahia e setem-
bro, 17 c!p 1721 Fernandes César ue Menezes.

Portaria para o Capitão-mor Francis-


co de Almeida com os of .ciais e gente que
lr-e der os Coronéis, íazir etttrada aos mo-
cambes que se ach*m no Itapia.ru e Rio
Real.

Porquanto o Capitão-mor das entravas Fran-


cisco de Almeida Cascão, me representou ter notí-
— 275 —

cia certa de um grande mocambo que se acha situ-


ad- entre Rio Ilapicurú e Rio Real, o oi ai
pelas
qu< lhe deram alguns mora-Jore* daqueles distritos
tem mais de trezentos negros bem disciplinados, e
com muita* armas de fogo e qu, em pouco distân-
m deste estavam mais 4ois com não menor
poder e
de um e outros tinham grande prejuízo aqueles
po-
vos pelos latrocínios e hostilidades que experimen-
tavam pedindo-me lhe fizesse mercê mandar
passar
ordem para que êle os pudesse invadir. E visto
que
sobre este particular informou o Coronel Garcia de
Ávila Pereira e a grande utilidade que segue assim
ao serviço de S. Majestade, que Deus guarde como
aa oem de seas vassalos de se exlirguv.cm os tais
mocambos pelas perniciosas conseqüências
que se
p-fiem seguir ua sua conservação. í !rdt ro ao dito
Capitão-mor Francisco de Almeida Cascão*
que
com todos os oficiais das Entradas dos matos daque-
lec distritos e com a gente qu., por minha ordem lhe
hão de dar os coronéis, Garcia de
Ávila Pereira e
Manuel de Brito Casado faça Entrada
aos ditos Mo-
cambos seguindo inviolávelmente
tudo o que IN
t»>no no Re^m-nto leva
que Bahia e setembro,
R> -e 1721.. Vasco Fernandes
Cesar de Menezes
"

Regimento oue há de seguir o Capi-


tão-mor das entradas Francisco de Al-
meida Calção para invadi: os mocambos
que se acham nos distritos de Itapicurú e
Rio Real

W- que r. dito Capitão-mor tiver junto a gen-


» que ordeno se lhe
dê conferirá com o Coronel
— 276 —

Garcia de Ávila Pereira o que há de dar por dia


(tendo efeito a diligência a que vai) a cada solda-
do ou índio que o acompanhar e marchará com a
mesma gente do lugar que lhe parecer mais cômodo
repartindj-íi em psauadras, o nomeará para cada
irra se" cabo para que saibam t< dos a quem hão
de obedecer.
Terá mui particular cuidado em que a dita
gente não faça o menor dano às povoaçoes e fazen-
das por onde passar.
Nos mocambos em que der os assaltos, porá o
mesmo cuidado em dispor a gente em forma que se
logre a ação sem grande dano dela.
Se os negros que estiverem no mocambo resis-
tirem poderá mandar atirar sobre eles ainda que
se siga o feri-los e matá-los porque este caso lhes
é permitido o podè-lo assim fazer e usar contra os
ditos negros mocambos de todo o rigor de força.
Havendo feito presa em algum mocambo fará
logo uma lista, na qual assinará o dito Capitão-mor
e mais oficiais e nela declarará com toda a indivi-
duação o ouro e prata (quando ali se ache) e as
cabeças que aprisionou expressando quantos ma-
chos, fêmeas e crias, porque estas pertencem ao
Governador e Capitão General deste Estado e das
mais se deve tirar o quinto para Sua Majestade, co-
mo também do ouro e prata na forma do estilo.
As fardas, e cousas comestíveis pertencerão
por pilhagem aos soldados ou sejam da ordenança
ou índios.
Os negros que se prisionarem a que se souber
Senhor serão entregues a seus donos pagando por
cada um quinze mil réis e os mais se trarão à ca-
— 277 —
t
deia desta cida para dela se irem entregando a
quem
pertencerem pelo mesmo estipêndio.
E por este ponho à ordem do dito Capitão-mor
todos os oficiais e mais gente que o acompanhar
a
esta empresa para que executem as ordens
que lhes
der pontualmente, sob pena de incorrerem na de
de-
sobedientes. Bahia e setembro, 17 de 1721.
Vasco
Fernandes César de Menezes.

Portaria para o Coronel Garcia


de
Ávila Pereira dar ao Capitão-mor
Fran-
cisco de Almeida Cascão a
gente que lhe
for necessária para Entrada
que vai
fazer.

Porquanto mando ao Capitão-mor


das entra-
das Francisco de Almeida Cascão
a invadir três
mocambos de negros fugidos
que se acham nos dis-
tntos do Itapicurú e Rio Real, os
quais me consta
inquietam aqueles moradores.
Ordeno ao Coronel
Garcia de Ávila Pereira dè ao dito
Capitão-mor os
so dados de que necessitar
capazes desta empreza,
e toao o favor e ajuda
para que se não malogre a
de extinguir os tais mocambos
^gencia
Made pela uti-
que se segue assim ao serviço de S. M.,
u«te guarde, como ao sossego que
dos seus vassalos e
outros sim conferirá com
o mesmo Capitão-mor o
Que ha de dar por dia a cada soldado ou
acompanhar, fazendo-lhe índio que o
fazer obrigação de pagar
a todos com muita
pontualidade no caso que tenha
fiam efeito esta diligência
não o tendo não
razão que lhe satisfaça. porque
Bahia e setembro, 16 de
W. Vasco Fernandes César de Menezes.
— 278 -

Portaria para o Coronel Manuel Ide


Brito Casado dar os homens de que neces-
sitar o Capitão-mor Francisco de Almeida
para a Entrada que vai fazer.

Porquanto mando ao Capitão-mor das Entra-


das Francisco de Almeida Cascão a invadir três
mocambos de negros fugidos, que se acham nos dis-
í
W.
tritos do Itapicurú e Rio Real, os quais me consta
inquietam aqueles moradores. O Coronel Manuel
de Brito Casado dê ao dito Capitão-mor os homens
i
i de que necessitar advertindo-lhe que sejam dos
mais capazes para aquela empreza. Bahia e setem-
bro, 16 de 1721. Vasco Fernandes César de Mene-
zes.

Portaria para o Provedor-mor.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande tomar quarenta alqueires de farinha da lan-
cha de que é arrais Antônio Pereira para sustento
dos oficiais da feitoria de Sua Majestade, que Deus
guarde e a sua importância mandará logo satisfa-
zer. Bahia e setembro, 20 de 1721.

Portaria para o Juiz Ordinário da Vi-


Ia da Cochoeira mandar recolher à ca-
deia os negros e negras que o Capitão-mor
Antônio Veloso da Silva aprisionou em
um mocambo.

O Juiz Ordinário da Vila da Cachoeira manda-


rá recolher à cadeia dela os negros e negras que

— 279 —

contém a relação inclusa, que foram aprisionados


pelo Capitão-mor Antônio Veloso em um mocam-
bo que descobriu, os quais se entregarão a seus do-
nos, pagando estes quinze mil réis de tomadia
por
cada um na forma do estilo, e a sua importância
mandará o dito juiz pôr em depósito seguro para
ser entregue por ordem minha e só se tirará deles a
quantia que for necessária para se pagar o frete
da lancha que os trouxe a esta cidade e tornar a
conduzir para essa vila. Bahia e setembro 20 de
1721. Vasco Fernandes de Menezes.

Portaria que se remeteu ao Desembar-


gador Provedor-mor sobre ordenar ao Pa-
trão das galés não solte delas um negro
por nome de Nicolau do Arcediago.

O Desembargador Provedor-mor ordene ao Pa-


trão das galés não solte delas a um crioulo por no-
me Nicolau, escravo do Arcediago que nela se acha
preso pelo mandar o Capitão Manuel de Almeida
Mar à ordem de quem se entregará todas as vezes
que o pedir, e de nenhuma maneira à do dito seu
Senhor. Bahia e setembro, 22 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda mandar logo satis-
fazer a Roque Pereira do Lago, mestre de
uma lancha do Rio das Caravelas.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande logo satisfazer a Roque Pereira do Lago
Mestre de uma lancha do rio das Caravelas a fari-
T
— 280 —

nha que se lhe tomou para a infantaria desta pra-


ça por ordem minha, e da sua importância se pas-
6ará mandado de despesa ao Tesoureiro Geral em
virtude desta portaria para se lhe levar em conta
nas que der do seu recebimeto, Bahia e setembro,
20 de 1721.

Portaria para o Coronel João de Cou-


ros Carneiro ordenar aos oficiais do dis-
trito de Boipeba executem as ordens da
Câmara pertencentes a cobrança das fin-
tas.

O Coronel João de Couros Carneiro ordene aos


Capitães do distrito da Vila de Boipeba executem.,
inviolàvelmente as ordens da Câmara da mesma
vila pertencentes a cobrança das fintas que se lhes
ordenou lançasse aos moradores dela recomendan-
do-lhes as executem de maneira que pela sua par-
te não haja a menor demora nem dilação. Bahia e
setembro, 20 de 1721. Vasco Fernandes César de
Menezes.

Portaria que se passou ao carcereiro


desta cidade, sobre João Velho Mendes e
sua mulher Maria Ribeira para que os sol-
te até segunda ordem dò Excelentís-
simo Senhor Vice-Rei, os quais próxima-
mente chegaram da cidade do Porto.

Tendo respeito as enfermidades, moléstias e po-


breza de João Mendes Velho e de sua mulher Ma-
ria Ribeira e da tenra idade de um filho, vindos to-
— 281 —

Porto e não haver ocasião oportuna para passarem


ao Reino de Angola. Ordeno ao carcereiro da cadeia
desta cidade solte logo aos dito João Mendes e Mà-
ria Ribeira fazendo um termo de assistirem nela
enquanto eu não mandar o contrário. Bahia e se-
tembro 20 e 1721. Rubrica.

Portaria que se remeteu ao Provedor


da Alfândega desta cidade sobre mandar
entregar cinco mil cruzados ao Tesou-
reiro Geral.

O Provedor da Alfândega desta cidade mande


entregar ao Tesoureiro Geral cinco mil cruzados do
dinheiro pertencente aos direitos dos escravos de
Santo Tome para com outros cinco, que se acham
no cofre da Casa da Fazenda, pertencentes a mes-
ma consignação, se darem dez a Cosme Rolim de
Moura na forma das ordens de Sua Majestade de
um pagamento que se lhe está devendo da compra
que fez o mesmo senhor da Capitania do Espírito
Santo, de que o dito Cosme Rolim era Donatário.
Bahia e setembro, 27 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor sobre ter entendido a suspen-
são da obra do Barbalho, e se continuar
com mais força a do forte do Mar e São
Pedro.

Porquanto tenho resoluto


que se suspenda a
obra do Barbalho e se continue com
mais força a
do forte do Mar e de São Pedro
e ser preciso para
— 282 —

esse efeito se aumente a consignação dos dois em-


preiteiros ordeno que se lhes dêm mais cem mil réis
por mês a cada um deles. 0 Desembargador Pro-
vedor-mor da Fazenda o tenha assim entendido
para o fazer executar. Bahia e setembro, 30 de
1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Pro-


.cv vedor-mor da Fazenda sobre ordenar ao
Patrão da Galé não solte dela um crioulo,
escravo do Reverendo Padre Arcediago da
Sé desta cidade.

O Desembargador Provedor-mor da Fatzenda


ordene logo ao Patrão da Galé e não solte dela um
crioulo, escravo do Reverendo Padre Arcediago da
Sé desta cidade, sem expressa ordem minha em que
derrogue esta o que se executará sem embargo de
outra Portaria que já passei sobre este particular.
Bahia e setembro, 30 de 1721. Rubrica

Portaria para o Capitão Manuel Tei-


xeira e o Alferes Miguel Batista sobre
prenderem a Francisco de Oliveira e seu
irmão Antônio de tal.

O Capitão Manuel Teixeira e o Alferes Miguel


Batista prendam logo a Francisco de Oliveira e seu
irmão Antônio de tal que se acham na ilha de Itapa-
rica junto a Bernardo Sanches, por me constar se-
rem soldados desta praça e andarem ausentes dela,
e presos que sejam os remetam à cadeia desta ci-
dade. Bahia e setembro, 30 de 1721. Rubrica.
— 283 —
I
'
i

Portaria para 0 Preboste Geral Luiz


Cardoso Balegão, sobre faze rentregar ao
Capitão-mor Manuel Alvares de Souza os
Dízimos de três anos.

Porquanto o Preboste Geral Luiz Cardoso


Balegão me representou que rematando os dízimos
da Capitania do Piagui, e suas anexas nos anos de
setecentos e dez, onze, e doze, sendo o Pernagoa
pertencente a ela duvidaram os moradores daquele
sertão pagar-lhos cm o afetado pretexto de
pertencerem a Pernambuco, mostrando-se pelas or-
dens de Sua Majestade o contrário e por esta causa
ordenar o Governador do Estado do Maranhão ao
Capitão-mor daqueles distritos Manuel Alvares de
Souza fizesse pagar os tais dízimos, o que não fi-
zera cumprir, e fazendo êle suplicante requerimen-
to ao Conselho da Fazenda deste Estado mandara
ao Provedor da Fazenda Real de Pernambuco não
consentisse que os rendeiros dele se intrometessem
a cobrar os Dízimos do Piagui e sem embargo do
dito Capitão-mor ver o despacho do Conselho e de-
pois uma ordem do governo geral deste Estado,
pela qual se lhe ordenava o fizesse executar como
nele se continha por interesses particulares não só
faltara a dar cumprimento a uma e outra ordem
mas intimidara a êle suplicante com ajuntamento
de gente e armas pelo que me
pedia lhe fizesse
mercê mandar passar as ordens necessárias
para
cobrar os referidos dízimos, e vistas as ordens de
Sua Majestade e se justificar cabalmente
pelos do-
cumentos que me presentou, ser o dito Capitão-mor
a total causa daqueles moradores continuarem no
abuso de não satisfazerem os tais dízimos. Ordeno
— 284

ao dito Preboste Geral Luiz Cardoso Balegão faça


entregar ao dito Capitão-mor Manuel Alvares de
Souza os Dízimos dos ditos três anos e quando se
tenha dado por malevolência sua ao rendeiro de
Pernambuco, lhos faça repor e faltando, a uma ou
outra cousa (o que nã espero) o prenda e leve com
toda a segurança à cidade do Maranhão, para ser
castigado como merece a sua rebeldia e desobedi-
ência, e para a execução desta diligência levará em
sua companhia vcinquenta soldados à custa do mes-
mo Capitão-mor. Bahia e setembro, 26 de 1721.
Vasco Fernandes César de Menezes.

Portaria que se remeteu ao Desembar-


gador Provedor-mor sobre mandar fazer
uma relação de todas as rendas que tem
Sua Majestade nesta Capitania da Bahia.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande logo fazer uma relação de todas as rendas
que tem Sua Majestade, que Deus guarde, nesta
Capitania da Bahia em cada ano; e porque es-
tas são incertas pela diminuição que podem ter os
contratos mandará fazer a dita relação de seis anos
esta parte e ma remeterá pela secretaria deste Es-
tado. Bahia e outubro, 1.» de 1721. Rubrica.

Portaria que se remeteu ao Desembar-


gador Provedor-mor sobre mandar fazer
duas relações, uma de todas as despesas
ordinárias e outra das extraordinárias, em
cada um ano.
, ,-J.

— 285 —

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mandará fazer uma Relação da importância de tô-
das as despesas ordinárias que se costumam fazer,
em cado ano, pela fazenda de Sua Majestade nesta
Capitania da Bahia e assim mais outra das extra-
ordinárias que se fazem, podendo-se averiguar a
sua importância. Bahia e outubro, 1.° de 1721,
Rubrica.

Portaria que se remeteu ao Desembar-


gador Provedor-mor sobre ordenar ao Te-
soureiro Geral que do dinheiro que rece-
ber do Tesoureiro do Donativo pertencente
às fintas, não disponha eousa alguma dele
sem expressa ordem do Excelentíssimo
Senhor Vice-Rei.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


ordene ao Tesoureiro Geral que do dinheiro
que re-
ceber do Tesoureiro do Donativo,
pertencente às
fintas não disponha eousa alguma sem expressa
ordem minha em que derrogue esta. Bahia e outu-
bro, l.o de 1721. Rubrica.

Portaria para o Meirinho das Execuções


das Dízimas da Chancelaria sobre
quando
passar ao recôncavo fazer todas as co-
brancas pertencentes às mesmas despesas.

Porquanto no recôncavo desta cidade estão de-


vendo várias pessoas certas
quantias em que fo-
ram condenadas
para as despesas da Relação. Or-
deno ao Meirinho das Execuções
das Dízimas da
— 286 —

Chancelaria Antônio Muniz Teles que quando pas-


sar ao mesmo recôncavo às cobranças das ditas Dí-
zimas faça todas as que pertencerem às despesas de
que lhe der rol o Desembargador Juiz delas proce-
dendo contra todos na forma que o dito Desembar-
gador Juiz delas procedendo contra todos na forma
que o dito Desembargador lhe ordenar, e sendo-lhe
necessário alguma ajuda e favor para as tais co-
brancas a pedirá aos Juizes das vilas e a quaisquer
oficiais de milícia daqueles distritos, aos quais por
esta lhes ordeno dèm toda a de que necessitar. Ba-
hia e outubro, 2 de 1721. Vasco Fernandes César
de Menezes.

Portaria que se remeteu ao Desembar-


gador Provedor-mor sobre informar se há
ordem ou Regimento por donde o Tesou-
reiro Geral das Fintas se lhe leva uma pa-
taça de um conhecimento em forma que se
lhe passa na Casa dos Contos.

Porquanto o Desembargador Juiz Executor


das fintas me deu conta que todas as vezes que o
tesoureiro delas in à Casa dos Contos entregar ao
Tesoureiro Geral algum dinheiro pertencente à
mesma finta se lhe levava uma pataca de um co-
nhecimento em forma que se lhe passava. O De-
sembargador Provedor-mor examine a ordem ou
Regimento porque se leva ao dito Tesoureiro aquê-
le emolumento e me dê conta. Bahia e outubro, 3
de 1721. Rubrica.

(
— 287 --

Portaria para o Provedor-mor da Fa-


zenda sôbre mandar satisfazer logo a Ma-
nuel Jorge da Silva a importância da fari-
nha que se lhe tomou para sustento da In-
fantaria..

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande logo satisfazer a Manuel Jorge da Silva a
importância da farinha que se lhe tomou em
qua-
tro do corrente para sustento da infantaria desta
praça, e com quitação sua levará em conta ao Te-
soureiro Geral a quantia que em virtude desta des-
pender. Bahia e outubro, 6 de 1721. Rubrica.

Petição que fez ao Excelentíssimo Se-


nhor Vice-Rei o Capitão-mor da Capitania
das Alagoas sôbre o Ouvidor Geral dela.
|
Senhor. Diz o Capitão-mor da vila das Alagoas
Bento da Rocha Maurício Vanderlei
que tendo a
regência daqueles distritos por Sua Majestade,
que
Deus guarde, com casos, e conhecimentos
particulares e chegar processos contra o
predicamento da pessoa circunspecta que dá resi-
dência trienal e sendo advertido
pelo Excelentíssi-
mo Governador de Pernambuco não e.
pesqui-
sa, movimentos proibe-lhe o uso de
que por suas
ordens vocais e escritas se
prenda e solte e incidam
casos capazes de que Vossa Excelência o reja de
outro modo assim o dá a entender a suprema
taria daquele Governo inquietação por-
do dito .
Ouvidor e porque Vossa Excelência deve, como
Vi-
ce-Rei deste Estado, olhar
para estes casos de que
— 288 —

dependem a obediência devida a El-Rei Nosso Se-


nhor, que Deus guarde, pulada pela inquietaçã do
dito Ouvidor pede a Vossa Excelência seja servido
mandar que o dito Ouvidor dentro em oito dias
faça expedir para esta secretaria o que tem proces-
eado e fez processar, ou conste haver contra o su-
plicante o que o Juiz, e escrivães a con-
cluam pena de que proceda contra eles o suplicante
para a vista de tudo Vossa Excelência deferir e
mandando que o dito Ouvidor se não intrometa
como lhe está advertindo na portaria e o suplicante
relata. E receberá mercê.

\/ Despacho do Excelentíssimo Senhor


Vice-Rei deste Estado.

O Ouvidor Geral da Capitania das Alagoas re-


meta a esta secretaria a cópia dos autos de que o
suplicante faz menção, para se examinarem e resol-
ver o que for mais útil. Bahia e outubro, 3 de 1721.
Rubrica.

Portaria para o Capitão Pedro Barbo-


sa de Souza sôbre a notificação que há de
fazer às pessoas que tiverem carros nos
distritos de

O Capitão Pedro Barbosa de Souza obrigue


logo a todos os moradores do distrito de Passe e
Matoim que tiverem carros e não tiverem despacho
meu que os isente, a que cada um deles dê quatro
carros de madeira da feitoria estabelecida no dis-
trito do Paulista para o porto do mar: e os que
não forem senhores de engenho e lavradores de ca-
— 289 --

nas obriagará a que dêm quatro carradas com


cada
um dos carros que tiverem advertindo a todos
este trabalho lhes há de ser logo pago que
pelo seu justo
valor, e faltando algum deles a execução do
refe-
rido o prenderá e remeterá preso à cadeia desta
cidade, e achando o dito capitão que algum, dos
mesmos moradores não tem as fábricas
que bastem
para o transporte das canas para os engenhos os
isentará deste trabalho, puxando
por todos os que
viverem de fazer semelhantes carretos, com
os quais
não dissimulará e sendo necessário usará com
eles
e com os mais que entender de todo o rigor.
Esta
diligência hei ao dito Capitão
por muito encarre-
gada tendo entendido que se por sua omissão se fal-
tar a sua execução hei de proceder contra êle
como
tenho resoluto, por portaria
que lhe expedi em de-
zessete do passado. Bahia e outubro, 8
de 1721.
Rubrica.

Petição que fez Dom João Mascare-


nhas ao Excelentíssimo Senhor Vice-Rei
deste Estado.

Excelentíssimo Senhor. Diz Dom João Masca-


nhas que em o requerimento
junto su-
plicante fez à Mesa do Desembargador do Paço se
lhe deferiu que usasse o suplicante
dos meios ordi-
nários em sua consideração
agravar ordiná-
riamente da sentença
que regeitou os
embargos e da nulidade da
na de que se trata e tendo ... .... na
forma da ordenação
e ser caso
agravar.
o suplicante da
— 290 —

competente é o de apelar da dita sen-


tença da qualidade posta
e urdida a entrada secular improrogá-
vel e aquela mais principal com qual necessária-
mente é esta da incompetência em o qual
artigo tem a comum opinião do D.D Barb.
in Colect adix in Cap par. l.°
apelat 5 ád in Cap. 2.° título
a número 1.° que devolve e suspende in totum a ju-
risdição do Juiz inferior, ex-natura apelationis .. .
ordinari utex a nova Ord. do
livro 3.° título 69 irmcap. de apelat ..
de jur. evit. trat. l.° ge a re-
gra proibitória de que todas as sentenças
das que são expressamente
se pode

conhecimento para
que da petição por ser caso de uma
em matéria de jurisdição eclesiástica
secular e superiores estes
ocasiões ipsum gravarum
13 e segundo o artigo de juntem
causa que se
acha feito e se o dito agravo
na matéria da sentença
jurídicas do suplicante. E receberá mercê.

a
'í*aa '¦
. »
Despacho

Concedo. Bahia e outubro de 1721. Rn-


brica do Excelentíssimo Senhor Vice-Rei deste Es-
tado, Vasco Fernandes César de Menezes.
— 291 -

João Mas-
carenhas Vice-Rei
deste Estado.

Excelentíssimo Senhor
que posto
• •. para subir
que da parte dos
que fossem os ditos autos para
de Crasto, mão para fazer esta
petição
de agravo protestando se acham
nos autos dele tempo de ajuntar a sua
petição de agravo e escrivão dos Reis
Duarte depois de ter feito suspeito
nestas causas por ser compadre do Desembargador
Luiz de Siqueira da Gama e do Doutor João Bar.
bosa Teixeira Maciel que moram em uma mesma
casa, sendo também culpado o Desembargador Juiz
da Causa de mandar juntar aos autos as
petições
do suplicante e suspender o curso dos ditos
autos
como manda fazer conclusos ficando em seu
poder
os dias que se espaçaram do tempo
que era dado
ao suplicante de poder trazer a sua
petição com o
dito acórdão da Relação e ainda agora
não seria
nada se o novo escrivão Manuel Teixeira
não fora oficial da Vara do Desembargador
Luiz
de Siqueira da Gama e não
poder do su.
Pheado João Barbosa e ameaças
que faz de que es-
Pera vir provido por decreto de Sua Majestade no
iugar de Desembargador desta
Relação que a todos
assim grandes como
pequenos traz atemorisados ....
o Conselho por êle ter para
forte Para que se tem
292

requerimentos do suplicante compuseram


indústria a estratégia de dizerem que lhe
tinha passado o tempo de se juntar a dita petição
de agravos aos autos quando constar o devido res-
peito, falando poderá o suplicante dizer que Vossa
Excelência era a melhor testemunha da nimia pro-
lixidade do suplicante e nos repetidos requerimen-
tos que lhe tem feito neste negócio do suplicado e a
não ser parte eslarja já a muito
tempo engolido e executado portanto. Pede a Vos-
sa Excelência lhe faça mercê de mandar que o Es-
crivão, sem embargo da sua dúvida, ajunte esta pe-
tição com a do agravo aos autos e os leve à Rela-
ção para se deferir pelo merecimento deste reque-
rimento a eles como for justo. E receberá mercê

Despacho

Como pede. Bahia e outubro, 8 de 1721. Ru-


brica do Excelentíssimo Senhor Vasco Fernandes
César de Menezes Vice-Rei deste Estado.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor.

0 Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado mande logo satisfazer aos
e Manuel Rodrigues a farinha que
para sustento da infantaria e essa
importância se levará em conta ao Tesoureiro Ge-
ral nas que der do seu recebimento. Bahia e outu-
bro 9, de 1721. Rubrica.
— 293 —

Portaria para o Capitão-mor da


Capi-
tania de Sergipe de El-Rei mandar
der ao Coronel Alexandre Gomes pren-
Ferrão
Castel Branco.
i

O Capitão-mor da Capitania de Sergipe


de El-
Rei mande prender ao Coronel Alexandre
Gomes
Ferrão Castel Branco por fieial competente,
ao
qual remeterá para esta cidade com escolta
segura
ordenando ao cabo ou cabos dela
o conduzam até
a parte em que o dito Coronel lhe
requerer o dei-
xem vir debaixo de sua homenagem.
Bahia e ou-
íubro, 13 de 1721. Vasco Fernandes
César de Me-
nezes.
A Não teve efeito esta portaria
ymm:
fl* se fez outra que vai registada adiante por-
lüd verso. a folha

Portaria que se remeteu ao Coronel


José Pires de Carvalho.

O Coronel José Pires de Carvalho


examine
fogo se Antônio Corrêa da Costa,
Capitão da Com-
panhia de Passe alcançou despacho meu
«ar baixa daquele para se lhe
posto; e do se achar me de
conta com toda a brevidade. que
Bahia e outubro, 14

Portaria para o Desembargador


Pro-
vedor-mor mandar satisfazer a
João dos
Santos a farinha que se lhe tomou
oficiais que assistem ao corte para os
da feitoria
das madeiras.
— 294 —

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


se
mande satisfazer a João dos Santos a farinha que
da
lhe tomou para os oficiais que assistem ao corte
a
feitoria das madeiras do outeiro do Paulista e
sua importância se levará em conta ao Tesoureiro
Bahia e ou-
geral nas que der de seu recebimento.
tubro, 14 de 1721. Rubrica.

Portaria que se remeteu ao Capitão-


mor da Capitania de Sergipe de El-Rei sô-
bre remeter preso ao Coronel Alexandre
Gomes Ferrão Castelo Branco.

O Capitão-mor da Capitania de Sergipe de El-


Rei tanto que receber esta mande prender ao Co-
ronel Alexandre Gomes Ferrão Castelo Branco por
oficial competente, o qual remeterá para esta cida-
de com toda a segurança pelo mesmo oficial com os
ai;
¦
soldados que para ela forem necessários e esta di-
ligência hei para o dito Capitão-mor por muito re-
'5?

de 1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor sobre mandar as propinas de
cera que é estilo para as luminárias.
Como pelas gazetas que viedam de Portugal me
consta que Sua Majestade, que Deus guarde, man-
dou celebrar na corte de Lisboa com três dias de
luminárias o bom sucesso que repetidas vezes ai-
cançaram as armas de El-Rei católico contra El-
Rei de Mequines, e ser justo que nesta cidade se
faça a mesma demonstração. O Provedor-mor da
Fazenda Real deste Estado, mande dar as propinas
— 295 —

de cera que é estilo para as luminárias que hão de


principiar a vinte e dois do corrente, dia em que
El-Rei noss Senhor faz anos e continuar por três
noites sucessivas. Bahia e outubro, 14 de 1721. Ru-
brica.

Portaria para o Sargento-mor Fran-


cisco Xavier de Brito sobre mandar por um
oficial entregar ao Juiz da Vila de Nossa
Senhora da Vitória do Piagui a carta exe-
cutória e uma petição com o despacho de
que ela se acompanha para ser penhorado
o Tenente Antônio Gomes Guimarães.

Porquanto Inácio Teixeira Rangel Sargento-


mor da Artilharia desta praça me representou ai-
cançara como cessionário de Domingos Gonçalves
Tavora (da Ouvidoria Geral do Civel deste Estado)
uma carta executória para ser executado e penho-
rado na vila de Nossa Senhora da Vitória do Piagui
o Tenente Antônio Gomes Guimarães por quantia
de contos quatrocentos e quarenta e dois
mil setecentos noventa e sete réis que tinha pago
por êle como seu fiador ao sobredito Domingos
Gonçalves Tavora pedindo-me lhe fizesse mercê
mandar dar inviolàvelmente cumprimento a referi-
da carta. Ordeno ao Sargento-mor Francisco Xa-
vier de Brito mande por um oficial entregar ao Juiz
da dita vila de Nossa Senhora da Vitória a mesma
carta e uma petição com despacho meu de que nela
se acompanha ao qual dará toda a ajuda e favor que
lhe pedir para conseguir com bom efeito a tal co-
branca e quando o dito juiz falte àquela execução
296

cidade
o remeta preso com toda a segurança a esta
encarregando a diligência ao Juiz seu companheiro
Sar-
e dando-lhe o mesmo favor e ajuda com o dito
me ser pre-
gento-mor me dará de tudo conta para au-
sente que tem obrad neste particular e na sua
sência ordeno ao Mestre de Campo, Bernardo Car-
ou
valho, ao Capitão-mor Manuel Alvares de Souza
a
ao Capitão-mor Miguel de Abreu de Sepulveda,
ordem a execute
qualquer deles a quem se der esta to-
tão inteiramente como nela se contém, o que a
14
dos hei por muito encarregado. Bahia e outubro,
de 1721. Vasco Fernandes César de Menezes.

Portaria que se remeteu ao


da Fazenda Real Tose Felix Peixoto para
solicitar também os negócios da Alfân-
dega.

da Fa
Ordeno a José Felix Peixoto, solicitador
na forma da
zenda Real e Coroa requeira e solicite
ao Juízo da
sua Provisão nos negócios pertencentes
Fazenda Real de
Alfândega por serem da mesma
este ofício em su-
que é solicitador, aliás proverei
dele. Bahia e ou-
jeito que satisfaça as obrigações
tubro, 12 de 1721. Rubrica.

Portaria que se remeteu ao Capitão-


ao
mor da Capitania de Sergipe sobre dar
Ouvidor da mesma capitania soldados para
¦ a execução das diligências que se lhe ti-
nham encarregado.
— 297 —

O Ouvidor da Capitania de Sergipe de El-Rei


me deu conta, que mandando pedir ao Capitão-mor
dela e Alferes do Presídio soldados para a execução
das diligências que se lhe tinham encarregado per-
tencentes a cobrança das fintas nem um nem outro
lhos quisera dar, como constou por certidões que
me remeteu e porque desta falta se segue gravíssi-
mo desserviço a Sua Majestade, que Deus guarde.
Ordeno ao Capitão-mor daquela Capitania dê pron-
tamente à ordem do Ouvidor dela os soldados que
lhe forem necessários para aquelas diligências, e as
mais pertencentes ao serviço do mesmo senhor.
Bahia e setembro, 25 de 1721. Vasco Fernandes Ce-
sar de Menezs.

Portaria que se remeteu aos oficiais


da Câmara da Vila do Cairú para que re-
metam logo o dinheiro das fintas que tive-
sar de Menezes.

O Desembargador Juiz das fintas


me deu conta que ordenou oficiais ....
da vila do Cairú remetessem logo o dinheiro
cobrado pertencente a mesma finta, se
lho desculpar com o perigo que podia haver na re-
messa e que ordenando-lhe novamente o remetes-
sem declarando-lhe que o risco faria por conta de
Sua Majestade, que Deus guarde, não só o não ha-
viam feito mas também nem resposta havia recebi-
do sobre esta matéria. Ordeno aos oficiais da Câ-
mara daquela vila remetam logo a esta cidade o so-
bredito dinheiro que têm cobrado na forma da or-
dem do Desembargador Juiz Executor das Fintas
tendo entendido se a remessa dele houver perigo.
— 298 —

e que fal-
por conta de Sua Majestade
os
tando os ditos oficiais a fazê-la prontamente
remeterei para
mandarei logo vir todos presos e os
e setem-
Angola em castigo da sua omissão. Bahia
de Me-
bro, 30 de 1721. Vasco Fernandes César
nezes.

Portaria para o Desembargador Pro-


en-
vedor-mor da Fazenda sobre mandar
tregar à ordem do Tenente General da Ar-
filharia quatro velas bogias para cada um
dos fortes desta praça e uma driça para
o forte São Paulo e consertar a bandeira
do dito forte.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


General
Real mande entregar à ordem do Tenente
ura
da Artilharia quatro velas bogias para cada
o de
dos fortes desta praça e uma driça para
a ban-
São Paulo e assim mandará consertar
Ba-
deira do dito Forte por se achar danificada.
hia e outubro de 1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor mandar do Te-
nente General da polvo-
ra estopa da terra
para salvar dos anos
de Sua Majestade, que Deus guarde.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real mande entregar à ordem do Tenente General
da Artilharia dois quintais de pólvora e duas arro-
— 299 —

bas de estopa da terra para as salvas que se hão


de dar no forte de São Francisco na celebridade
dos anos de Sua Majestade, que Deus guarde, e com
recibo do oficial a que se entregar se levará em con-
ta ao Almoxarife que o despender nas que der de
seu recebimento. Bahia e outubro, 17 de 1721. Ru-
brica.

Portaria para o Tenente General da


Artilharia sobre mandar a 22 de outubro
dar salva nos fortes exceto, o de São Paulo
e Ribeira, que no mesmo dia de 22 faz anos
Sua Majestade, que Deus guarde.

Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,


faz anos a vinte e dois do presente mês de outubro
ordeno ao Tenente General da Artilharia que no
mesmo dia pelas onze horas, mande dar salva em
todas as fortalezas, exceto o forte de São Pedro e o
da Ribeira principiando pelo forte da barra e aca-
bando no de Nossa Senhora do Monserrate e a mes-
ma salva repetirá pelas Ave Marias do mesmo dia
com declaração que o forte que tiver dezessete peças
salvará com elas e os que não tiverem o dito nume-
ro de peças salvarão com as que tiverem. Bahia e
outubro, 17 e 1721. Rubrica.

Portaria que se remeteu ao Desembar-


gador Provedor-mor sobre mandar pagar a
Manuel Jorge da Silva a farinha que se lhe
tomou para sustento da infantaria.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


— 300 —

mande satisfazer a Manuel Jorge da Silva a fari-


nha que se lhe tomou para sustento da infantaria
desta praça; em virtude desta se levará em con-
ta ao Tesoureiro Geral a sua importância nas que
der de seu recebimento. Bahia e outubro, 18 de 1721
Rubrica.

Portaria para o Capitão Tenente da


Fragata Nossa Senhora da Atalaia André
Gonçalves sobre mandar dar duas salvas
de dezessete peças cada uma, a primeira ao
meio dia, a segunda ao meter do sol quarta
feira 22 do corrente.
p
O Capitão Tenente da Fragata Nossa Senhora
da Atalaia André Gonçalves terá entendido, que
do cor-
quarta-feira que se hão de conta vinte e dois
rente há de dar a dita fragata duas salvas de dezes-
sete peças cada uma, sendo a primeira ao meio dia,
pouco mais ou menos, e a segunda ao sol posto;
advertindo que assim uma e outra há de ser depois
de salvar o forte de Monserrate. Rahia 18 de outu-
bro de 1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Pro-


redor-mor da Fazenda Real sobre mandar
para o forte de São Diogo dois barris de
pólvora e tirar dele outros dois que estão
com ela, incapazes.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado mande para o forte de São Diogo
dois barris de pólvora e tirar dele outros dois que
— 301 -»

estão com ela incapazes por úmida para a mandar


refinar. Bahia e outubro, 20 de 1721. Rubrica.

Para o Provedor-mor mandar tirar


uma relação das quantias que estão deven-
do à Fazenda Real os contratadores como
declara.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande logo logo tirar uma relação das quantias que
estão devendo à Fazenda Real os contratadores que
remeteram os contratos desta Capitania, declaran-
do o tempo em que se venceram os pagamento na
forma das condições com que os remetaram, a qual
me remeterá com lôda a brevidade para a secreta-
ria deste Estado. Bahia e outubro, 23 de 1721. Ru-
brica.

Para o Provedor-mor examinar quan-


do se acaba o tempo das provisões por ow
foram providos todos os Almoxarifes des-
ta praça.
O Desembargador Provedor-mor da Fazenda
Real mande logo logo examinar quando se acaba o
tempo das Provisões que se passaram a todos os
Almoxarifes dos armazéns desta praça e do que
achar me dê conta com toda a brevidade. Bahia e
uotubro, 23 e 1721. Rubrica.
Para o Provedor-mor examinar e re-
meter à secretaria deste Estado uma rela-
ção dos postos da ordenança dos regimen-
tos desta praça que se acham confirmados
por patentes de Sua Majestade.
— 300 —

mande satisfazer a Manuel Jorge da Silva a fari-


nha que se lhe tomou para sustento da infantaria
desta praça; em virtude desta se levará em con-
ta ao Tesoureiro Geral a sua importância nas que
der de seu recebimento. Bahia e outubro, 18 de 1721
Rubrica.

Portaria para o Capitão Tenente da


Fragata Nossa Senhora da Atalaia André
Gonçalves sôbre mandar dar duas salvas
de dezessete peças cada uma, a primeira ao
meio dia, a segunda ao meter do sol quarta
feira 22 do corrente.

O Capitão Tenente da Fragata Nossa Senhora


da Atalaia André Gonçalves terá entendido, que
dois do cor-
quarta-feira que se hão de conta vinte e
rente há de dar a dita fragata duas salvas de dezes-
sete peças cada suma, sendo a primeira ao meio dia,
pouco mais ou menos, e a segunda ao sol posto;
advertindo que assim uma e outra há de ser depois
de salvar o forte de Monserrate. Bahia 18 de outu-
bro de 1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda Real sôbre mandar
de
para o forte de São Diogo dois barris
estão
pólvora e tirar dele outros dois que
com ela, incapazes.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


Real deste Estado mande para o forte de São Diogo
dois barris de pólvora e tirar dele outros dois que
— 301 «.

estão com ela incapazes por úmida para a mandar


refinar. Bahia e outubro, 20 de 1721. Rubrica.

Para o Provedor-mor mandar tirar


uma relação das quantias que estão deven-
do à Fazenda Real os contratadores como
declara.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande logo logo tirar uma relação das quantias que
estão devendo à Fazenda Real os contratadores que
remeteram os contratos desta Capitania, declaran-
do o tempo em que se venceram os pagamento na
forma das condições com que os remetaram, a qual
me remeterá com lôda a brevidade para a secreta-
ria deste Estado. Bahia e outubro, 23 de 1721. Ru-
brica.

Para o Provedor-mor examinar quan-


do se acaba o tempo das provisões por ow
foram providos todos os Almoxarifes des-
ta praça.
O Desembargador Provedor-mor da Fazenda
Real mande logo logo examinar quando se acaba o
tempo das Provisões que se passaram a todos os
Almoxarifes dos armazéns desta praça e do que
achar me dê conta com toda a brevidade. Bahia e
uotubro, 23 e 1721. Rubrica.
Para o Provedor-mor examinar e re-
meter à secretaria deste Estado uma rela-
regimen-
ção dos postos da ordenança dos
tos desta praça que se acham confirmados
:• por patentes de Sua Majestade.
— 302 —

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande logo examinar nos livros dela se as pessoas
ordenança dos
que foram providas nos postos da
regimentos desta cidade se acham confirmadas ne-
les por patentes de Sua Majestade, que Deus guar-
de, declarando o tempo em que foram providos por
este governo geral, de que me remeterá uma lista
outubro, 23 de
pela Secretaria do Estado. Bahia e
1721. Rubrica.

Petição que fez a Sua Excelência Dom


João Mascarenhas.

Senhor. Diz Dom João Mascarenhas que sendo


o Desembargador Manuel Ferreira de Carvalho,
Juiz nomeado na causa que move ao suplicante o
o
Doutor João Barbosa Maciel Teixeira o mandou
suplicante averbar de suspeito por novas causas que
teve de suspeição e o dito Desembargador se con-
não
fessou e deu jogo de suspeito, declarando que
se fez ter-
podia ser mais juiz na dita causa de que
mo pelo escrivão da chancelaria, do qual se juntou
certidão nos autos, e estando para se requerer a
Vossa Excelência nomeação do novo juiz o dito
Desembargador tornou a dar despachos como juiz
da dita causa mandando passar umas certidões que
lhe requereu o suplicado a que o escrivão da causa
Manuel Teixeira de Maciel deu cumprimento, pas-
sando as ditas certidões sem embargo de constar
dos autos pela certidão neles junta que o dito De-
sembargador se tinha nela dado de suspeito; e por-
que nos referidos termos não pode mais o dito De-
sembargador dar despacho algum na dita causa
— 303

nem o escrivão pode por despacho seu escrever ne-


Ia por não ser já nela juiz, portanto pede a Vossa
Excelência qoie atendendo ao referido lhe faça mer- i >,
cê mandar que o dito escrivão não torne mais a dar
cumprimento a despacho algum do dito Desembar-
nela com
gador na dita causa visto não ser já Juiz
a.Vossa Ex-
pena de ser castigado com a pena que
celência parecer justo. E receberá Mercê.

Despacho

Depois de se haver dado de suspeito o Desenv


bargador Manuel de Carvalho, Juiz nomeado nesta
causa e se haver na forma do estilo feito termo pe-
lo Escrivão da Chancelaria não podia o dito juiz
e
proceder a despacho algum sobre esta matéria;
assim ouvindo ao suplicante hei por nulo qualquer
despacho que se tenha proferido depois da dita sus-
peição e o escrivão Manuel Teixeira declare logo o
motivo que teve para incorrer em semelhante ab-
surdo; tendo entendido que se cair segunda vez nele
será suspenso, e castigado a meu Bahia
e outubro, 24 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Secretário do Estado


sobre examinar se na Secretaria dele há
alguma ordem de Sua Majestade, que Deus
guarde, que proíba o poderem casar os mi-
nistros atuais sem licença do dito.

O Secretário deste Estado examine se na secre-


taria dele há ordem alguma de Sua Majestade que
Deus guarde, pela qual proiba poderem casar os
— 304 —

ministros atuais sem licença sua e do que achar pas-


24 de
se certidão ao pé desta. Bahia e outubro
1721. Rubrica.

Portaria para o Desembargador Chan-


celer da Relação deste Estado sobre exa-
minar se nos livros dela se acha registra-
Nda ordem alguma de Sua Majestade, que
Deus guarde, que proiba poderem casar os
ministros aluais, sem licença do dito se-
nhor.

O Desembargador Chanceler da Relação deste


Estado examine se nos livros dela se acha regis-
trada ordem alguma de Sua Majestade, que Deus
m guarde, pela qual proiba o poderem casar os minis-
tros atuais sem licença sua e do que achar passe
certidão ao pé desta. Bahia e outubro, 24 de 1721.
Rubrica.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor dar pólvora ao forte da Barra.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande dar à ordem do Tenente General da Artilha-
I---- ria quatro quintais de pólvora, e um de morrão para
o forte de Santo Antônio da Barra, e mandará con-
sertar a bandeira do dito forte. Bahia e outubro, 27
de 1721. Rubrica.
.-„;'.. .,-; *?-—*' > -
\
305 —

Portaria de cujo teor se passaram


quatro, uma para os oficiais da Câmara
de Boipeba, outra para os do Cairú, outra
do Camamú, e outra para os de Porto Se-
guro, e povoações do Rio das Contas e
mais partes anexas; passou-se mais outra
para os oficiais da Câmara da Capitania
dos Ilhéus.

Porquanto Sua Majestade que Deus guarde,


me ordena o informe no requerimento que se lhe fez
sôbre se arrendar o contrato do tabaco, que desta
cidade vai por comércio para as vilas do Camamú
Rio
Cairú, Boipeba, Porto Seguro, e povoações do
o-
das Contas e mais partes anexas para o que se
em-
briga o sujeito que fez o tal requerimento a ter
oos
barcaça para navegar o dito tabaco e vendê-lo
sem mais condições que
povos a oitenta réis a vara e
a de não poder vender nas ditas vilas e povoações
se-
outra alguma pessoa de qualquer qualidade que
Câmaras das refe-
ja e que ouça neste particular as me
ridas vilas. Os oficiais da Câmara da do Cairú
ai-
informem se do dito contrato se segue prejuízo
dela cuja informação
gum aos moradores do termo 27
me remeterão por duas vias. Bahia e outubro
de 1721. Vasco Fernandes César de Menezes.
Al-
Portaria para o Coronel Francisco
e
vares Feitosa prender a José Nogueira,
mesmo
a outros que o acompanham. Do
Lou-
teor se passou outra ao Comissádio
efeito.
renco Alvares Feitosa para o dito
.v — 306 -=»

Porquanto Antônio da Rocha Pita me repre-


seus sequa-
sentou que José Nogueira, e alguns de
zes, que havia mandado prender pelas insolências,
suas fa-
roubos e mortes que haviam cometido nas
Podí se ti-
zendas da Ribeira do Assú, Piranhas, e
nham ausentado daqueles distritos, e se achavam
ao
situados na ribeira do Guxelú, e porque convém
cas-
serviço de Sua Majestade que não fiquem sem
tigo estes deliquentes pela atrocidade dos delitos
Francisco Al-
que cometeram. Ordeno ao Coronel
tô-
vares Feitosa prenda ao dito José Nogueira e a
ribei-
dos os seus sequazes, que se acham na mesma
ra e os remeta com toda a segurança à cadeia des-
ta cidade. E esta diligência lhe hei por muito en-
carregada. E fio da sua grande atividade e zêk
•com a
que se emprega no serviço de Sua Majestade
execute com a prontidão que tenha que lhe agrade-
cer dando-me de tudo uma individual conta para me
ser presente. Bahia e outubro, 30 de 1721. Vasco
Fernandes César de Menezes.

Portaria sobre os oficiais da Câmara


da Capitania de Itamaracá tanto que o dito
Ouvidor acabar o tempo dos três anos não
consintam que êle continue naquela ocupa-
ção.

Porquanto me têm: chegado várias queixas do


procedimento de Manuel de Afonseca Marques, Ou-
vidor da Capitania de Itamaracá, as quais devo evi-
tar pelo prejuízo que delas se segue não só ao ser-
viço de Sua Majestade, que Deus guarde, mas ao
sossego de seus vassalos. Ordeno aos oficiais da Câ-
nW- '•Vi W'.'. ¦\"a ^(x^.
\:r^»¦ t

,i
. !

— 307

pitania que tanto que o dito Ouvidr acabar o tempo


de três anos, por que devia ser provido não consin-
Iam que êle continue naquela ocupação e dêm pos-
se à pessoa que se achar cm provisão do donatário iVi
sua doa-
para a exercer sendo concedida a este pela
havendo servi-
ção e jurisdição para o fazer, e a não
rá o juiz ordinário na forma da lei. Bahia e outu-
bro, 29 de 1721. Vasco Fernandes Cesar de Menzes.

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor mandar entregar à ordem do
Tenente General da Artilharia dois quin-
tais de pólvora para o forte de Santa Ma-
ria, dois soquetes e o mais-que declara a
Portaria.

O Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande entregar à ordem do Tenente General da Ar-
filharia dois quintais de pólvora para o forte de
Santa Maria, dois soquetes de calibre de dez libras
da Ribeira;
para o forte de São Diogo, para o forte
uma driça para o de Santo Antônio, Além do Car-
mo quatro quintais de pólvora, e dois para o de l li
Nossa Senhora de Monserrate. Bahia e novembro
i
3 de 1721. Rubrica.

Portaria sobre o Donativo que se su-


põe oferecem os homens de negócios.

Porquanto tenho notícia que alguns homens de


negócio desta praça atentos ao bem público preten-
dem entre si e outros companheiros oferecer vo-
luntáriamente um donativo para ajuda da despesa
— 308 —

com ao nau que Sua Majestade,


mie 5
há de fazer
que se
«*»^™£E
que Deus guarde, que
índia e ser conven.ente por JU*» motivos
da

tos, João fereira ^


• • • Araújo Dantes
natronos
reira de Souza e nesta
alguma; advirto aos que ««£^£
cousa refed.
não ™etam rol nemjce
düigéncia Bahia ^»J°
dos sujeitos parcela alguma.
de 1721. Rubrica.
Excelen»
Despacho que --o
Senhor Vice-Rei deste Estado »A,
e Santo
Nossa Senhora da Punficaçao
é Senhono Manuel
tónio da Barra, de que
e Mestre Mz Nunes Percra, a
Afonso
Costa da Mina.
qual parte para a
' e o mais que
Visto ter despacho da Alfândega sa.r deste porto
é estilo lhe concedo licença parainde, na sum« °_
nao
ont dedaração porém que
. capelão com que a despachou será ^°^JJa
Deus guarüe
ticará o que Sua Majestade, que
reais ordens. Bahia e novembro, 7 de
ptnas suas
1721. Rubrica.
Desembarga-
Representação que fez o
dos .despachos
dor Provedor-mor acerca
o Desembarga-
«ue deu a algumas partes
dor Procurador da Fazenda.
de Procurador deste
Senhor. Vagando o lugar
feita do que o sedvia, me man
Eslado pela prisão (
-- 309

dou o Governador Geral passar Provisão para


exercer o cargo do dito Procurador e acabando de
presente anos de exercício que tive na
Relação desta Bahia foi Vossa Excelência servido
na mes-
pela portaria inclusa mandar-me continuar
ma ocupação até nova ordem de Sua Majestade, que
Deus guarde, não só porque no caso presente não
há ordem: alguma do dito Senhor que mande que....
do lugar da Relação não sirva mais de Provedor-
mor mas também pelos motivos declarados na mes-
ma Portaria que sobre o que Vossa Excelência ca-
Ia expressa estar afeta ao dito Senhor a resolução
deste exercício, mas como o Desembargador Pro-
curador da Fazenda ou esquecido das ordens ou
não reparando na Portaria ou já menos lembrado i 1
das suas obrigações sendo-lhe presentes as Petições
inclusas pos nelas os despachos com que justifica a
sua capacidade e o que mais é ao Capitão de Infan-
taria Tomaz da Mota indo a buscá-lo como Pro-
curador da Fazenda lhe respondeu de maneira que
o respeito e a modéstia calam, desabrido da res-
posta que lhe deu, e como redunda em grande pre- k ¦ il
juízo da Fazenda Real e ainda das partes não ha-
ver Procurador da Fazenda que responda aos pa-
péis que com visto faço presente a
Vossa Excelência o referido para lhe mandar pôr
o remédio que lhe parecer mais conveniente ao ser-
viços do dito Senhor e sobre tudo mandará Vossa
Excelência o que for servido. Bahia 10 de novem-
bro de 1721. Tomaz Feliciano de Albernas.
Despacho
Visto a representação do Desembargador Pro-
— 310 —
'^^f**^
e
vedo,mor da Fazenda
profer u o
temerária e P^ntemenU 1 roc a
Soares
gador José da Cunha
. Fazenda ,«e **"*& Majestade
se
f não recebam o prejuízo que
haver quem lhes defira. Orde-
' "JA1 da Coroa
Desembargador Procurador

ou nao proniu v
re por escrito se esta Procurador da Loroa
fazer ™0;«
os mais atos de
«ei
char e 10 de 1721. khd K
W*-X . e Fazenda. Bahia e novembro,
ca.
Pedro de
''¦• Araújo Portaria para o Coronel o Ca-
Vilas Boas mandar prender No-
José Nogueira, seu irmão João
pitão Gaspar de Arau-
gueira, e seus cunhados
Braga.
jo e Pedro Ferreira
várias ordens para
Porquanto tenho passado
Noguen-a, seu irmão
serem presos o Capitão José
Gaspar de Araújo
JoTNogueira. e seus cunhados
repetidas quencas, que
e Pedr Ferreira Braga, por
insuitos que em -=om-
12 das mortes roubos e
a notim que algun
tido e de presente me ehegou
s.tio da As^-F™, e
destes régulos se acham no
de Sua Majestade que
porque convém ao serviço com .««_^
Deus guarde, que sejam casügados
ao Coronel Pedio
merece a sua insolência ordeno receber es a
ITrau o Vilas Boas que assim que ou no srtm da
mande prender os sobreditos régulos donde se
Agua-Fria ou em outro circunvizinho
311 —

achem, encarregando esta diligência a um oficial


de toda a suposição, que levará os soldados que lhe
forem necessários; e presos os remeterá com toda
a segurança á cadeia desta cidade a minha ordem, e
esta lhe dei por muito recomendada. Bahia e no- m
vembro, 11 de 1721. Vasco Fernandes César de
Menezes.
Portaria para qualquer Coronel Ca-
pitão-mor, Sargento-mor, Capitão ou outro
qualquer oficial prendam ao Capitão Jo-
sé de Nogueira seu irmão João de Noguei-
ra de
Araújo e Pedro Ferreira Braga.
Porquanto tenho passado várias ordens para
serem presos o Capitão José Nogueira, seu irmão
João Nogueira, seus cunhados Gaspar de Araújo
e Pedro Ferreira Braga por repetidas queixas que
tenho das mortes, roubos e insultos que têm come-
tido e de presente me chega a notícia que alguns
destes régulos se acham no sítio da Agua-Fria, e
porque convém ao serviço de Sua Majestade, que
Deus guarde que sejam castigados com o rigor que
merece a sua insolència. Ordeno a qualquer Coro-
nel Capitão-mor Capitão ou outro qualquer oficial
a quem esta ordem for mostrada prenda os sobre- í ;

ditos régulos ou no sítio da Agua-Fria ou em outro n aí


rircunvizinho donde se achar e os tragam com
tòda a segurança à cadeia desta cidade e esta dili-
gência hei a todos e a cada ium em particular por
muito recomendada e o que faltar a executá-la cas-
tigarei rigorosamente. Bahia e novembro, 11 de
1721. Vasco Fernandes César de Menezes.
— 312 —

Tomaz Mota
Portaria para o Capitão
ao pé desta por-
Travassos, sôbre declarar
e lhe disse o De-
taria tudo que se passou
Soares Pro-
sembargador José da Cunha
quando lhe
curador da Coroa e Fazenda
do quartel.
foi falar sôbre a vistoria

Mota Travassos declare


O Capitão Tomaz da
se passou, e lhe dis-
logo logo ao pé desta tudo que
da Cunha Soares Pro-
e „ De enZgador José lhe foi falar
curador da Coroa e Fazenda, quando
se achava arruina-
obre l vistoria do quartel que
1721. Rubrica.
do. Bahia e novembro de
Afon-
Portaria para Tabelião Manuel
per-
so entregar na Contadoria os papéis
tencentes ao Comissário defunto.
o que ficou
Porquanto se faz preciso averiguar
da fragata Nos-
devendo Manuel José, Comissário a quem
sa Senhora da Atalaia a algumas pessoas fragata
da dita
tomou vários gêneros para apresto
as suas importâncias. Or-
para se lhe satisfazerem
da Costa, entre-
deno ao Tabelião Manuel Afonso
deste Estado o tes-
gue logo na Contadoria Geral e todos
tamento, com que faleceu o dito Comissário
que se
os livros e mais papéis que lhe pertenciam
neles fez
acham em seu poder, pelo seqüestro que
de tudo fará inventa-
pôr ordem deste governo e
e Escrivão
rio, cobrando recibo do Contador Geral
seqüestro.
dos Contos, para ajuntar ao mesmo
Bahia e novembro, 8 de 1721. Rubrica. f
— 313 —

Portaria para o Comissário José de


Almeida e Contador Geral examinarem o
Manuel
que ficou devendo o Comissário
José.
I
Por várias ." Comissário da fragata
Manuel José .. ..
de Sua Majestade
bilhetes da sua importara
Para ela e lhe não passou haver os pa-
cia na forma do seu Regimento para t *j
lhos não requerer ou por
gamentos ou pelas partes
serem aqueles poucos dias antes
lhos mande satisfazer dilatem os tais pa-
fazer uma exata averigua-
gamentos se for preciso
dito Comissário ficou devendo
ção de tudo o que o fragata e para
de cousas que tomou para a mesma
ordeno ao Sargento-
que esta se faça como convém
junto
mor José de Almeida Comissário dela, que
Escrivão da
com o Contador Geral deste Estado,
necessários
dita fragata e mais oficiais que forem
Ta-
vão a Contadoria mande entregar pelo
belião Manuel Afonso da Costa os livros, testamen-
em que
tos e mais papéis do dito Comissário ....
eles
se havia feito seqüestro e os examine e a todos
em
o que se acha lançado,' ou ... por lembrança
Geral
que conste se deu bilhete para o Tesoureiro
em que se
passar e parecendo-lhe ...... livros
lançam as receitas da dita fragata o fará:....
defeito este .... se fará um termo pelo Escrivão
dela que assinará o mesmo Comissário Contador ¦• . a

Geral e mais oficiais que assistirem ao ... em que


se declare ... a sua importância .... e se tomarão
e se farão todas as mais clarezas ...... necessárias
-ao dito Comissário e Contador Geral o qual fará as
— 314 —

e sendo necessá-
contas .... para esta averiguação
rio para melhor clareza de que o dito Co-
missário passou com cujo poder os
Contadona. E depois de
quais os entregarão na dita
dito Com.ssano con-
feita esta diligência me dará o
.. pagamen-
ta para passar as ordens necessárias .
.... de 1721.
tos do que se Bahia e novembro,
Rubrica.
Pro-
Portaria para o Desembargador
alta a
vedor-mor da Fazenda mandar dar
de Co-
• Antônio Ferreira de Souza no posto
ronel.
foi.
Porquanto Sua Majestade, que Deus guarde,
de janeiro
servido ordenar-me por Provisão de dois
Antônio Fer
deste presente ano mandasse dar alta a
da
reira de Souza no posto de Coronel de Infantaria
Pirajuia, Ca-
Ordenança dos distritos de Jaguaripe,
lhe havia mandado dar
panema, Itaparica, do qual e Ca-
baixa o Conde do Vimieiro sendo Governador
da re-
pitão General deste Estada, em observância
março
solução de Sua Majestade de vinte e três de
nos
de mil setecentos e dezenove, por não residir
se
mesmo distritos, e que mandasse dar a pessoa que
o esti-
achasse provida naquele posto, em caso que
Fa-
vesse. Ordeno ao Desembargador Provedor da
de
zenda mande dar alta ao dito Antônio Ferreira
o
Souza no dito posto de Coronel, o qual exerce até
nos mais que
presente nos distritos de Jaguaripe, e
ficaram ao Coronel Manuel Pinto de Eça na divisão
fez no
que pelos Governadores meus antecessores se
dito Regimento, enquanto eu não averiguar se esta
' l.lll.».H4.1W*JV
:•:'
í

- 315 —

Orde-
esta conforme ao que dispõe o Regimento das
constar
nanças e ordens de Sua Majestade, por me
serem aqueles distritos compreender grande
1721.
inúmero de moradores. Bahia e outubro, 20 de
Rubrica. :í
¦ i S.
Portaria para o Desembargador Pro-
vedor-mor mandar satisfazer a Manuel
Ribeiro a farinha que se lhe tomou para a
Infantaria. *
Fazenda
O Desembargador Provedor-mor da
Ribeiro a fan-
Real mande logo satisfazer a Manuel
o sustento
nha que se lhe tomou pròximamente para
se lhe
da Infantaria desta praça, cujo pagamento
o não haja
fará de qualquer dinheiro, em caso que
sua ím-
da consignação aplicada a esta despesa e da
ao Tesoureiro Geral
portância se passe mandado
der de seu rece-
para se lhe levar em conta nas que
íbimento. Bahia e novembro, 13 de 1721. Rubrica.
Miguel
Portaria para os Meirinhos
e Domin-
Cardoso de Sá, Henrique da Costa
i.

Roque Soares
gos Padrão, com os Escrivães
Antônio,
Vieira, Mateus da Costa e Manuel
todas
acompanharem ao Meirinho da igreja 'í
¦
as vezes que os avisar.
Henri-
Os Meirinhs Miguel Cardoso de Sá,
os Escrivães
que da Costa e Domingos Padrão com
Manuel
Roque Soares Vieira, Mateus da Costa e
todas a,
Antônio acompanhem ao Meirinho da igreja
vezes que os avisar para fazer uma diligência de que
\ :.fl
conta
está encarregado. E o dito Meirinho me dará

• i ¦, ,1
/ -

— 316 ,

mandar
.i<nim dos nomeados falte, para

Rubrica.
o Comissário das fraga-
Portaria para

r:sFsrs- í -*4epositário'
dos os papcib <s
ao seqüestro que
-
se 0
pertencentes José.
Comissário Manuel

"^ESS^K papéis e livros *


r "deptopertencentes ao seqüestro quee
2*.

fez o tabelião manu Senhora da

defunto. Batua
fe': plrtententes ao dito Comissário
e novembro, 14 de 1721. Rubrica.
Manuel de
Portaria para o Capitão
razão que teve
Melo declarar logo logo a
Alvares Pinto.
para prender a Antônio
logo logo a
0 Capitão Manuel de Melo declare
Alvares Pm-
mão que teve para prender a Antônio
ao Capitão José
t„ e a que teve para mandar d.zer me constou
de Toar o remetia para esta cidade, como
escreveu soltando-o depois
por um escrito que lhe
— 317 —

15 de
disso sem ordem minha. Bahia e novembro,
1721. Vasco Fernandes César de Menezes. : !

i TV!
Papel dos homens de negócio e mais
pessoas desta praça pelo qual ao
Excelentíssimo Senhor Vice-Rei Vasco Fer-
nandes César de Menezes
e oito mil a nau que se
acha cidade.

Excelentíssimo Senhor Pes-


soas particulares
requerimento querendo
! !
sejam do seu
Sua Majestade, que Deus guarde,
••••>
este estaleiro segundo
a Vossa Excelência
o negócio se ache tão
<*ue e"
cabedais corresponde
maisaa e pedem a
sejavam fazer mais
deste Es-
Vossa Excelência ..
tado aceite o pequeno .... lhe sacrificam.
E receberão mercê.
seiscentos mil
, O Coronel José Gonçalves Viana
réis. O Coronel José de Rocha cinqüenta
mil réis.
Manuel Gonçalves
Joãa Correia Éaciel ••
Antônio Dionísio Vila Nova seiscentos •
mil reis.
O Coronel Simão Alvares Santos quinhentos
Barboza quinhentos mil réis.
mil
0 Capitão Manuel Fernandes Vale quinhentos
reis. y- tf
\r*w
' — 318 —
noventa
Lopes Henriques quatrocentos e
Manuel
mil rf8 Cardoso
¦ ¦ Ribeiro quatro-
0 Sargento-mor .
^Manuel réis
centos e oitenta mil
de Almeida da Costa qua-
0 Sargento-mor
réis.
trocentose oitenta mil
mil reis.
Miguel
.mil réis.
José .. mil réis.
r;;r;iolópeVF\uZa-quatr„centos.milréis.
mil re.s
ToãV Vilas Boas quatrocentos
n«.
Manuel Fernandes da Costa quatrocentos

mil réis.
mil réis.
.quarenta mil réis.
José

Manuel .. *mil réis.


Francisco ,.. mil réis.
¦

mil réis.

Manuel duzentos mil réis.^


réis.
Felix da Silva Soares .duzentos mil
mil reis. ,
Domingos Lucas de Figueiredo duzentos
réis;
O Capitão Miguel duzentos mil
Francisco Roque e Companhia trezentos mil réis.
Domingos de Azevedo mil reis •
João Gomes _'
Francisco ¦;•'•.
José da Costa Ferreira duzentos mil réis.
Ramos duzentos mil réis,
I I I.. , "¦" .' ¦. "". 'j '¦¦«^iijv

<P
,"A

— 319 —

José da Costa Viana cento réis.


Simão Lobo Guimarães e Companhia cento e cin-
quenta mil réis.
0 Capitão Domingos da Silva cento e cinqüenta mil
réis. ;¦ '

Domingos Pires Monção cento e cinqüenta mil réis.


Manuel de Sampaio e Freitas cento e cinqüenta mil
réis.
André Pacheco cento mil réis.
0 Capitão Custódio da Silva cento mil
réis.
Inácio de Barros Silva cem mil réis.
O Capitão Domingos Alvares cem mil réis
Francisco da Costa cem mil réis.
Manuel dos Santos Pereira cem mil réis.
Nicolau Pessanha cem mil réis.
Antônio Velho Maciel cem mil réis.
Francisco Barcelos cento e vinte mil réis.
0 Capitão Teófilo da Silva .... cem mil reis.
João Belmão cem mil réis.
0 Capitão Alexandre Chaveto cem mil réis.
w. i o
0 Capitão André Marques cem mil réis.
0 Sargento-mor Antônio da Rocha Branci cem mil
réis.
Antônio da Costa Gil e companhia cem mil réis.
Antônio dos Santos e companhia cem mil réis.
Francisco Tomaz Pereira cem mil réis.
Pedro Ferreira de Andrade cem mil réis.
Manuel Nunes Pereira cem mil réis.
Gaspar Mendes de Morais cem mil réis..
Ambrosio Alvares Pereira cem mil réis.
João* Luiz Rosa e José Gonçalves de Matos em mil
réis.
— 320 —

cem mil réis.


Antônio da Silva Nogueira
Silva cem mil reis.
Bartolomeu Rodrigues da
reis.
Estevão da Cunha cem mil
oitenta mil réis.
Antônio Gonçalves Chaves
oitenta mil reis.
Manuel Ferreira Gomes
mil reis.
Manuel Jorge Cassão oitenta
mil reis.
Toão Borges setenta e dois
Lobato Mendes sessenta e quatro mil réis.
Antônio
mil reis.
Cipriano Machado cem
mil ré* ^
Manuel Ramos Aires cem
João Domingues de ^
mi1.to^
Antônio de Castoo cinqüenta ^ ^
Fernando de Oliveira
mil reis
Antônio Gonçalves Pena cinqüenta mil réis
Manuel de Jesus da Costa quarenta
sessenta e quatro mil reis.
Manuel de Oliveira Neves
mil reis
Antônio Jorge Miranda cinqüenta
cinqüenta mil re.s
Manuel de Souza da Luz
cinqüenta mil reis.
Gonçalo de Brito Serqueira
réis.
João Bazilio cinqüenta mil
cinqüenta mil reis.
Pascoal Marques de Almeida
m.l reis-
Diogoda Silva Tinoco cinqüenta
sessenta e quatro mil re.s.
Miguel Alvares Freitas mil reis
Antônio Rodrigues Lisboa quarenta
e quatro nu re.s.
Miguel Alvares Freitas sessenta
cinqüenta ¦* **¦•
Dionisio <la Costa Barbosa s.
sessenta e quatro m.l re
Manuel Ferreira Pacheco
de Magalhães cinqüenta
O Capitão Isidoro Pereira
de Araujo quarenta
O cÍitãf Antônio Lourenço
.,. ,. uno!
mil réis.
mil réis,,
Jorge da Silva Guimarães'Quarenta reis.
mil
Manuel Alvares Lisboa cinqüenta
mil reis.
André da Costa Braga trinta
¦ x-

— 321 —

Domingos Ferreira da Silva trinta e dois mil réis.


João Lourenço Ferreira trinta e dois mil réis.
João Gonçalves Cassão trinta e dois mil réis.
Antônio Luiz do Vale sessenta mil réis.
0 Capitão Garcia de Araújo sessenta e quatro mil r
réis.
João Lopes da Costa cinqüenta mil réis.

Assinaturas dos sujeitos acima nomeados.

Jasé de Araújo Rocha. João Correia Maciel.


Manuel Gonçalves Viana. José Alvares Viana. João
Carnoto Vilas Boas. Simão Alvares Santos. João
Lopes Fiúza. Rafael Gomes de Abreu. Antônio Do-
mingues Vila Nova. Bartolomeu Rodrigues da Sil-
va. Bernabé Cardoso
Crreia Seixas. Nicolau Dias Pereira.
Jacinto Barbosa. Manuel Ferreira Vale. Domingos
de Azevedo Coutinho, Gaspar Mendes de Magalhães.
Felix da Silva Soares. Manuel Fernandes da Costa.
José da Silva Costa e Companhia. João Gomes Ri-
beiro. Domingos Pereira Viana. Pedro Correia de
Andrade. Antônio Ribeiro Guimarães, e Compa-
nhia. Manuel Nunes Pereira. Manuel dos Santos
Pereira. Antônio da Silva Nogueira. Domingos Pi-
res Monção. Domingos Rodrigues da Silva. Estevão
da Cunha. Bento Ramos Chaves. Domingos de
Aguiar. Migul Passos Dias. Manuel de Sá de
í d
Araújo. Francisco Barcelos. Cipriano Machado..
Chaveto. Francisco Jorge da Rocha. José
da Costa Terra. Antônio Domingues do Passo. Ma-
nuel de Sampaio e Freitas. João Domingues do
Passo. João Pereira Guimarães. Antônio Marques.
''d':- ¦

\<i?s!mih:i hr<i- ¦¦'¦¦} ,-r1 ¦ íd<'f>qo':'' v'".


... ,.

,!¦¦>;
'-'^'

— 322 —

da Rocha Branco.'
Antônio Gonçalves Pena. Antônio
Ferreira Guimarães.
José da Costa Viana. Manuel
Francisco To-
Antônio da Costa Gil. João Belmão.
Chaves, nacio de
maz Pereira. Antônio Gonçalves
Manue Ferrei-
Barros Silva. Manuel Jorsre Cação.
ra Pacheco Marques de Almeida Gon-
da Costa Agra.
calo de Brito Serqueira. Francisco
Alvares Fre.tas
Manuel de Souza da Luz. Miguel
Antônio da Sil-
Miguel Varela. Antônio de Castro.
Jorge Mi-
va Vila do Conde. João Borges. Antônio
Nicolau Mendes
randa. Antônio Lobato Mendes.
Manuel Al-
Peçanha. Francisco Gonçalves Ribeiro.
Manuel de
vares Lisboa. Manuel Alvares da Costa.
Guimarães. An-
Jesus da Costa. Custodio da Silva
Pereira.
dré Pacheco Pimenta. Ambrosio Alvares
Vale. Isidoro Pe-
João Luiz Rosa. Antônio Luiz do
Barbosa.
reira de Magalhães. Dionisio da Costa
Silva. An-
João Lopes da Costa. Garcia de Araújo
Azevedo,
tônio Velho Maciel. Manuel Afonso de
da Sil-
André da Costa Braga. Domingos Ferreira
va. Antônio Araújo. Antônio Rodrigues
Lisboa. Diogo Gonçalves João Barbosa.

Despacho do Excelentíssimo Senhor


Vice-Rei.

vo-
Aceito aos suplicantes o oferecimento que
dos
luntária e generosamente oferecem em obséquio
se
anos de Sua Majestade, que Deus guarde, para
es-
empregar na despesa da nau que se acha neste
f a-
taleiro para a carreira da índia e ao dito Senhor
rei presente esta cortezia e podque é certo
0
a rematará a proporção da sua real grandeza.
— 323 -

provedor-mor da Fazenda Real ordenará ao Tesou-


reiro Geral dela receba a quantia de quarenta e oito
mil cruzados que tanto importa o Donativo que se
lhe encarregará com as circunstâncias
necessárias, passando-se a cada uma das pessoas co-
nhecimento em forma para que por êle em todo o to ¦
tempo, conste a atenção com que se houveram. Ba-
hia e outubro, 22 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Provedor da Casa da


Moeda declarar o ouro que nela tem me-
tido.

O Provedor da Casa da Moeda desta cidade de-


clare logo ao pé desta com toda a individuação o
ouro que nela tem entrado do primeiro de abril até
o presente dia, declarando também o que tem im-
Deus
portado o rendimento de Sua Majestade, que
guarde. Bahia e novembro de 1721. Rubrica.

Portaria para o Escrivão do Tesouro


sobre não levar emolumento algum dos co-
nhecimentos em forma às pessoas que leva-
rem a Casa dos Contos a quantia que pro-
meteram.

O Escrivão do Tesouro não leve emolumento


algum dos conhecimentos em forma que passar às
pessoas que levarem a Casa dos Contos a quantia
de
que prometeram para o Donativo que os homens
negócios ofereceram a Sua Majestade, que Deus
guarde. Bahia e novembro, 18 de 1721. Rubrica. ,
V . s

_- 324 —

do Mato
Portaria para que o Capitão
sua Companhia o
" Rafael Marques leve em
Dias e os mais
Capitão do Mato Domingos
do mato e assaltos.
se acha um mo-
Porquanto na Ilha de Itaparica alguns roubos
fazem
cambo de negros fugido, que ordeno ao Cap.-
ehostilidades àqueles moradores, levando em sua
ão d„ Lto Rafael Marques que
o Capitão do Mato Domingos Dms os
ompanhia
do mesmo distnto e os ho-
mldo mato e assaltos
tenho ordenado ao Sargento-mor Anto-
mens qUr
Nabo lhos dè, faça entrada_ao drto
Xá. Afonseca
ordem que se nao maio
mocambo com tal forma e -
e no caso que os tais negros lhe r
%Tempreza,
sobre eles amda que
sstam poderá mandar atirar
e todos os que pr.s.0
s"ga o feri-los e matá-los
trará à cade.a desta
,ar e as crias, se as houver,
"dade outrossrm
com toda a segurança. Ordeno
e ma, P~P"«»
a todos os Capitães do Mato
Marques o conhe am
acompanharem ao dito Rafael
as suas ordens. Bahia e
por seu cabo e obedeçam César de
novembro, 21 de 1721. Vasco Fernandes
Menezes.

Portaria para o Sargento-mor Antô-


Ca-
nio da Fonseca Nabo mandar dar ao
e ao Capi-
pitão do Mato Domingos Dias ho-
tão do Mato Rafael Marques dezesseis
*
v mens que eles nomearem.
Nabo,
O Sargento-mor Antônio da Fonseca
do
tanto que receber esta mande dar ao Capitão
— 325 —
. -¦
Mato Domingos Dias e ao Capitão do Mato Rafael
Marques dezesseis homens, aqueles que eles nomea-
rem para irem fazer uma diligência que lhes tenho
encarregado, e fará que os acompanhem todos os
Capitães do mato e assaltos que houver naqueles
distritos e os que forem nomeados e faltarem os
remeterá presos à cadeia desta cidade a minha or-
dem, e se seguirá sobre este particular os avisos
que tiver ao Tenente General da Artilharia deste
Estado Francisco Lopes yilas Boas. Bahia e n<
vembro, 21 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Tenente-General da


Artilharia c(êste Estado Francisco Lopes
Vilas Boas passar aos distritos da mata de
São João e deles fazer conduzir todas as
madeiras que estiverem prontas.

0 Tenente General da Artilharia deste Estado


Francisco Lopes Vilas Boas passe logo aos distri-
tos da mata de São João e deles faça conduzir ao
porto de mar com toda a brevidade as madeiras
que estiverem prontas e examinará o que se está
devendo aos oficiais que andam no corte delas e
aos condutores que as conduzem para se remeter o
dinheiro necessário para os seus pagamentos, os
quais fará o dit Tenente General e depois passa- v yI;1
.f

rá a Santo Amaro da Purificação onde averiguará


se o tabaco que ali está serrado pode vir pelo rio,
e quando não possa ajiustará com os moradores da-
quele distrito que tiverem carros a sua condução,
aos quais obrigará a que a façam com toda a brevi-
dade; os oficiais de milícia e justiça daqueles dis-

vi ¦. Aí
— 326 —

Tenente General,
tritos executem as ordens do dito
com qual-
o qual procederá contra eles havendo-se
22 de 1721. Ru-
quer omissão. Bahia e novembro,
brica.

Portaria para o Escrivão das pintas


da co-
sobre executar todas as diligências
branca das fintas.
cuida-
O Escrivão das Fintas tenha particular a
do de fazer todas as diligências precisas paracom a
maior brevidade da sua cobrança expedindo e sen-
mão
mesma todos os papéis que forem a sua
as pedi-
do-lhe necessário alguns .... e clarezas,
cousa que ne.
rá ao Senado da Câmara. E havendo
fará pre-
cessite de se dar alguma providência a
remédio.
sente ao mesmo Senado para a prover de
Bahia e novembro 22 de 1721. Rubrica.

Portaria para o Juiz Ordinário do Ca-


mamu sobre não admitir nem consentir
entre o Ouvidor da Capitania dos Ilhéus
em Correição. >
ad-
O Juiz Ordinário da Vila do Camamú não
dos
mita nem consinta que o Ouvidor da Capitania
nela
Ilhéus entre na dita vila em Correição nem
exercite jurisdição alguma de corregedor enquan-
a
to Sua Majestade, que Deus guarde, não resolver
e
conta que lhe dou sobre este particular. Bahia
de
novembro, 21 de 1721. Vasco Fernandes César
Menezes.
— 327 —

Portaria para que se não contenda


com o Feitor do Coronel Francisco Bar- I.
reto de Aragão sobre matar um boi de um
seu vizinho pelo achar nas roças de mandi-
oca.

Porquanto sou informado que matando um


Feitor do Coronel Francisco Barreto de Aragão um
boi de um seu vizinho nas terras que o dito Coronel
possue na freguesia de São Pedro da Cachoeira pe-
Io achar nas roças de mandioca que ali tem havendo
querelado: e porque este procedimento é contra o
que dispõem os bandos deste Governo Geral mando
que pela sobredita querela se não proceda contra o
feitor sendo a morte do boi feita dentro das lavou- : I

ras, e o Juiz Ordinário da vila da Cachoeira o te-


nha assim entendido para o executar ficando ad-
vertido npara não oomad semelhantes querelas
constando-Ihe que estas se dão com dolo e por ini-
mizades sendo as mortes feitas dentro das lavouras.
Bahia e novembro, 25 de 1721. Vasco Fernandes
César de Menezes.

Ordem para o Coronel Manuel de Bri-


to Casado mandar prender aos mulatos
conteúdo nela, escravos do Capitão João de
Brito e Lima.

Porquanto tenho deferido aos requerimentos


se
que me fez o Capitão João de Brito e Lima sobre
executem todas as ordens que têm alcançado dês-
te Governo Geral por meus antecessores para pren-
der os escravos que lhe pertencerem que andam fu-

! V

¦¦';! -V'
' -'¦.
:"
¦¦J-'
ii!
¦. !¦ \rt,,
¦\

.1 — 328 —

de Brito Casado
gidos. Ordeno ao Coronel Manuel
comunicando com todo o segredo esta ordem ao Ca-
pitão-mor Simião Corrêa lhe encarregue prenda
com toda a cautela a Paulino Monteiro, homem
seus filhos Manuel
pardo, oficial de Carapina, e a de
Monteiro, Luiza e Florencia, moradores em casa
Faustino Pereira, seu tio, em o sitio chamado o Ja-
do Jurú e
pão que fica três léguas distante da missão
os
todos juntos com toda a segurança e vigilância
remeta à cadeia desta cidade para dela os receber o
diligên-
dito Capitão João de Brito e Lima, em cuja
toda a-
cia e prisão e condução dará o dito Coronel
ao qual
juda e favor de gente ao dito Capitão-mor, fizerem
há de satisfazer à parte as despesas que se
até à dita cadeia o que hei por muito encarregado
24
ao Coronel e Cápitão-mor. Bahia e novembro,
de 1721. Vasco Fernandes César de Menezes.

Ordem que se passou a Romão Grama-


cho Falcão para prender os mulatos con-
teúdos nela, pertencentes ao Capitão João
de Brito e Lima.
»

Ordeno a Romão Gramacho Falcão que tanto


Se-
que receber esta ordem prenda logo os mulatos
bastião Furtado carapina e músico, Manuel da
Cruz músico e carapina e um sobrinho de ambos
por nome Manuel de Brito, que todos andam fugidos
e são pertencentes ao Capitão João de Brito Lima;
seguindo nesta diligência o roteiro de sinais de que
esta se acompanha firmado pelo mesmo Capitão e
tendo alguma notícia dos mais mulatos expressados
no mesmo roteiro os prenderá também e remetera
<.ii.j>,\<, ¦ ii.i. i .iij. J.;wi< i ii íi »/j. p .;»_, .u«f

¦¦.'*'

— 329 —

uns e outros com toda a segurança e vigilância à


cadeia desta cidade a minha ordem. E sendo neces-
sário ao dito Romão Gramacho alguma ajuda e fa-
vor de gente para a prisão e condução dos ditos
mulatos a pedirá em meu nome ao oficial de milí—
cia do distrito que lhe parecer mais conveniente, ao
qual por esta ordeno lha dê prontamente; e segu-
ros que estejam os ditos mulatos na cadeia desta
cidade pagará o dito Capitão João de Brito a des-
pesa que se fizer na condução dos tais presos. E
esta diligência encarrego muito ao dito Ro-
mão Gramacho Falcão para que a execute com todo
o segredo e eficácia de que dele espero. Bahia e no-
vembro 25 de 1721. Vasco Fernandes César de Me-
nezes.

Ordem de cujo teor se passarão três


uma ao Coronel (Ia Cavalaria Pedro de
Araújo Vilas Boas, outra ao Coronel Do-
mingos Borges de Barros e outra ao Sar-
gento-mor Teotonio Teixeira de Maga-
lhâes para se prenderem os mulatos con-
teúdos na mesma ordem, que pertencem a
João de Brito Lima.

Ordeno ao Coronel da Cavalaria Pedro de


Araújo Vilas Boas que tanto que receber esta or-
dem faça logo prender os mulatos Sebastião Furta-
do carapina e músico, Manuel da Cruz músico e
carapina e um sobrinho de ambos por nome Ma-
nuel de Brito que todos andam fugidos, e são per-
tencentes ao Capitão João de Brito e Lima, seguin-
do nesta diligência o roteiro de sinais de que esta

t!
_ 330 —

Capitão, e ten-
se acompanha firmada pelo mesmo
expressados no
do alguma notícia dos mais mulatos
e remetará uns
mesmo roteiro os prenderá também
vigilância à cadeia
e outros com toda a segurança e
necessário a
desta cidade a minha ordem. E sendo
encarregar esta dih-
pessoa a quem o dito coronel
ajuda e favor de
gència por mais ativa alguma
a prisão e condução dos ditos mulatos o
gente para dar no
dito Coronel lha dará e fará prontamente
dos solda-
distrito que lhe parecer mais acomodado
os ditos
dos das suas tropas e seguros que estejam
o dito Capi-
mulatos na .cadeia desta cidade pagará
se fizer
tão João de Brito e Lima a despesa que
diligência en-
na condução dos tais presos. E esta a
carrego muito muito ao mesmo Coronel para que
e o efeito
execute e a faça executar com o segredo
Bahia e novembro
que espero do seu procedimento. Menezes.
23 de 1721. Vasco Fernandes César de

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor sobre o farol da Barra.
Fazenda
O Desembargador Provedor-mor da da
vendo a conta inclusa que me dá o Sargento-mor
de exa-
Artilharia, a quem encarreguei a diligência
todas
minar se o farol do forte da barra se acendia
ne-
as noites, mande prover o dito forte do algodão
este
cessário, na forma do estilo tomando-se para
Bahia e
efeito em qualquer parte donde se ache.
novembro, 28 de 1721. Rubrica.

Cópia da conta que cita a ordem aci-


ma.
331

Senhor. Não vou pessoalmente dar parte a


Vossa Excelência da diligência que me encarregou
por estar indispost de um pé desmentido, por me-
ter o cavalo eni que fui mão em um formigueiro,
e cair de fucinhos e eu lançando-me fora cair e ti-
VM

ve a moléstia do pé.
Fui à Fortaleza de Santo Antônio e nela achei
três artilheiros, faltava um dos quatro que para
eles constumam ir, perguntando por êle aos mais
me disseram que tinha vindo buscar o que comer. 0
Capitão não o achei na fortaleza, disseram-me os
artilheiros tinha vindo para a cidade. O farol,
achei-o apagado, perguntando que causa tinha pa-
ra o não acenderem disse-me o artilheiro que nele
assiste efetivamente, que havia meses que por fal-
ta de algodão para as torcidas se não acendia e que
o azeite se cobrava todos os meses e que o capitão
tinha guardado; isto é o que achei com que posso
informar Vossa Excelência. Bahia 28 de novembro
de 1721. Inácio Teixeira Rangel.

Portaria para o Capitão do forte de r


Santo Antônio da Barra sobre não sair do
forte e ter cuidado de mandar acender o
farol dele todos os dias.

0 Capitão do forte de Santo Antônio da Bar-


ra desta cidade não saia dele sem expressa ordem
minha e de hoje em diante tenha particular cuida-
do em mandar acender todas as noites o farol fa-
zendo conservar aceso toda a noite por me constar
que há três meses se não acende mandando buscar
o azeite que é estilo para êle tendo entendido que
— uo4 —

se em qualquer noite se achar o dito farol apagado


imediatamente o deporei do posto, provendo-o em
sujeito que satisfaça as obrigações dele e quando
tiver negócio nesta cidade me pedirá licença para
vir a ela; e faço esta declaração porque se pode en-
tender equivocamente o que acima fica dito. Bahia
e novembro, 28 de 1721. Rubrica. y

Portaria que se remeteu ao Capitão de


Cavalos Pedro Pais Machado sôbre reme-
ter presos Manuel de Souza, homem par-
do, João Crioulo e Marta, escravos do De-
sembargador Cristóvão Tavares.

0 Capitão de Cavalos Pedro Pais Machado de


Aragão tanto que receber esta faça toda a diligên-
cia possível por prender a.Manuel de Souza, ho-
mem pardo, João Crioulo e Marta, todos escravos
do Desembargador Cristóvão Tavares de Morais,
que se acham em Capanema na Fazenda do dito De-
sembargador, è presos que sejam os remeterá à ca-
deia desta cidade com toda a segurança. Havendo-
se nesta diligência com todo o segredo para que por
falta deste se não malogre a sua execução que lhe
hei por muito recomendada, para a qual puxará
(sendo-lhe necessário) pelos oficiais e soldados que
lhe parecer, e de tudo me dará conta. Bahia e
novembro, 28 de 1721. Vasco Fernandes César de
Menezes.
.. ...... ;'.- * .

— 333

Portaria que se remeteu ao Capitão-


mor Domingos Muniz Barreto sobre não
i -t.
deixar passar pela Ponta do Curral, pessoa
alguma sem examinar se é soldado arti-
lheiro ou da guarnição da fragata guar-
da-costa.

O Capitão-mor Domingos Muniz Barreto tenha


particular cuidado em examinar de hoje em diante
todas as pessoas que seguirem viagem pela Ponta
do Curral e achando por fardas confissão ou ou- ¦
¦
tros quaisquer sinais ou circunstâncias serem sol-
dados desta praça, artilheiros ou da guarnição da
fragata guarda-íosta os prenda e remeta presos à
cadeia desta cidade com toda a segurança, tendo
entendido que se me constar que depois de lhe ser
entregue esta ordem passar algum em que o dito te'
Capitão-mor a não execute não só hei de proceder
contra êle mui exemplarmente, mas também o de-
porei do posto que exerce provendo-o em outro su- ; :-.-.4

jeito que satisfaça as obrigações dele. Bahia e no-


vembro, 28 de 1721. Vasco Fernandes César de
~y
Menezes, d
•li: d

Portaria para o Desembargador Pro-


vedor-mor da Fazenda mandar entregar a
Domingos Francisco Mestre
da fábrica do Rio de Joane cru-
zados. ¦m

0 Desembargador Provedor-mor da Fazenda


mande entregar a Domingos Francisco ..,...
Mestre da fábrica do Rio de Joane dois mil cruza-

I
— 334

conta do em que se
dos, o qual será obrigado a dar
l.w de 1721. Ru.
despenderam. Bahia e dezembro,
brica.

Portaria para o Coronel Pedro Barbo-


mulato An-
sa Leal sobre fazer prender o
tônio Eleutério.
Leal que
Ordeno ao Coronel Pedro Barbosa
logo prender o
tanto que receber esta ordem faça
com o nome
mulato Antônio Eleutério que anda
agregado nesses
mudado de João dos Reis e está anda
distritos da Jacobina à gente dos que
de Brito e.
fugido e é pertencente ao Capitão João
e sinais
Lima, seguindo nesta diligência o roteiro
mesmo
de que esta se acompanha, firmada pelo
mais mulatos
Capitão: e tendo alguma notícia dos
tambein
expressados no mesmo roteiro os prenderá
e
e remeterá aqueles e estes com toda a segurança e
ordem,
vigilância à cadeia desta cidade a minha
encar-
sendo necessário a pessoa a quem
ai-
regar esta diligênéja (por ser mais efetiva)
a e con-
guma ajuda e favor de gente, para prisão
dução dos ditos mulatos fará dar pronta-
mente todos lhe parecer mais acomodado,
dis-
e ao oficial ou Capitão da ordenança daquele
trito ordeno sem demora alguma
e pessoas do dito seguros que
desta cidade multo
ao mesmo encarregar para ....
do efeito que espero do
seu procedimento. Bahia e dezembro, 28 de 1721.
Vasco Fernandes César de Menezes.
_ 335 —

Petição que fizeram os homens de ne-


gócio de Senhor
Vice-Rei deste Estado. Vasco Fernandes
César de Menezes.
I
Excelentíssimo Senhor. Sendo presente a Vos- ti

sa Excelência homens de negócio


que pròximamente ordenar
lançasse bando no distrito de suas capitanias para
que todos os tabacos de Alagoas e Pernambuco se
não pudessem conduzir mais que para a Bahia
.. que feitas neles às vistas
achassem de primeira e e embarca-
rem com a arrecadação para
para a Costa da Mina e da
Esta êle não
Real e to-
dos
para a Bahia
contas de muita
assistindo com fazendas e dinheiro
os sobreditos efeitos do produto, dos quais recebem
seus pagamentos continuando com recíproca utili-
dade no mesmo negócio, e valendo-se do tabaco in-
ferior para a Costa da Mina do qual resulta nova
conveniência não só aos suplicantes como geral-
mente a todos os moradores das ditas capitanias,
introduzindo por esta via cópia de escravos nelas,
e com as quais (como únicos trabalhadores na Amé-
rica) aumentam todas as lavouras produzindo ...
frutos, que redundam não só em proveito
comum como em aumento da Fazenda Real em
acréscimo de seus direitos, o que se conhece claris-
— 336 —

simamente pela riqueza com que quase geralmente


continuação
vivem os moradores da Bahia, pela
da Mina há muitos
que têm do negócio da Costa
deste tem
anos e a mesma razão porque pela falta
declinado tanto os moradores tão po-
bres e a maior parte dos engenhos de fogo morto
com muita diminuição das fábricas, principalmen-
te de escravos que importante e essencial
neles, e muitos • não che*a
a produzir a terceira parte do
mente costumam dar que nesta cida-
de podem navegar sem monção ..
por não haver no decurso do anó
de verão, nordeste e de inverno
da qual com seu tempo correntes da
água ..' arribarem
Pernambuco e para isto qne vão
destinados para a Bahia fica manifesta que haven-
do ordem estrita e positiva de irem para este ou
para aquele porto a todos toca prejiuízo pela incer-
teza da navegação. Se segue também prejuízo à
Fazenda Real porquanto o açúcar e tabaco não pa-
gam na Bahia direito, ou imposição alguma e em
Pernambuco paga de subsídio cada arroba de açú-
car branco sessenta e o de mascavado trinta. E a
de tabaco meia pataca e o rendimento do subsídio
deste, tanto de Porto Calvo como das Alagoas por
não haver outro sítio na Capitania de Pernambuco
onde mais se cultive, e por contrato
pela Câmara da cidade de Olinda o qual é aplicado
para pagamento da Infantaria de seu presídio como
largamente se mostra pelos documentos e certidões
l.a, 2." e 3.* que com esta se oferece.
mn
337

Ordena Vossa Excelência em segundo lugar


com arre-
que todos os tabacos de venham
cadação armazém do Recife
e que para Lisboa se façam embarcar todos os que
forem suficientes, e os inferiores sejam
ara por se dizer se embar
a ^ta qualidade e em gran-
des Essa recomendação se
menos verdadeira que não só nunca
Pernambuco, antes está averigua-
da dos tabacos e integral execução
ordenado que Sua Majestade não ...
observe na Bahia com não só
pela retidão dos Ministros como pela
estreiteza e sítio-da terra não se poder fazer nela
o mais leve descaminho que imediatamente não pos-
sa ser a todos notório. E finalmente nesta parte
do
se observa tão inteira e pontualmente a ordem
Regimento como se verifica do instrumento de jus-
tificação, junto demonstrará infàlivelraente a Vos-
sa Excelência por qualquer via por onde o preten-
de averiguar. O tabaco todo de Goiana é o mais
inferior de todos, como é público, e não pode ser
conduzido para o armazém de Recife em paus não
só pela grande incapacidade e suma estreiteza do
de com-
dito armazém que e doze palmos
da cer-
primento e trinta de largura como consta
tidão quarta e de que se tem feito vá-
rios requerimentos se espera que Sua
Majestade sobre este particular dê a providência
mais conveniente por não haver outro algum modo
por que se possa conseguir como também porque
o dito tabaco de Goiana é composto de partidas tão
— 338 . ,

tênues, que a maior parte dos lavradores não reco-


lhem mais de dez, quinze e vinte arrobas, e alguns
muito menos, e lhes fica mais cômodo mandá-los
duas arrobas
para o armazém em rolos pequenos de
até duas e meia quando muito, em o qual ainda
vindo nesta forma perde e peor seria vindo ......
tanta miudeza e com tanto número de marcas su-
posto que a não tão advertidos que ai-
gum tabaco que acham de primeira e segunda qua-
lidade mandam e paus para fazer em
rolos grandes para Lisboa por não experimentarem
prejuízo que muitos tem recebido, de que mando
enrolado em os ditos rolos pequenos que todos são
descosidos, bem vistos e examinados, achando-se
neles algum tabaco bom obriga o dito Ministro Sú-
perintendente a seus donos a reformá-los em rolos
grandes para o Reino. Outras mais razões e incon-
venientes se seguem, havendo mudança na forma
que se observa tão ajustada as ordens reais que
por não estender o narrativo desta súplica se não
expedem, porém* todas como as mencionadas dignas
da prudentíssima atenção de Vossa Excelência
delas. Pede a Vossa Excelência seja
servido mandar nos dois pontos referidos que re-
dundam tanto em prejuízo da Fazenda Real como
da utilidade pública se reforme nesta parte que a
eles a ordem decretada no bando que de
próximo Vossa Excelênlcia mandou lançar nestas
capitanias. E receberá mercê.

Despacho

Tendo atenção ao que os suplicantes me repre-


— 339 —

sentam ordeno se suspenda a execução do meu ban-


do no que pertence a vir o tabaco para esta Bahia,
e no que toca ao que se transporta para a Costa da
Minas se observará o que Sua Majestade, que Deus ¦-PP

guarde, dispõe nas suas reais ordens. O Senhor Mes-


tre de Campo Governador de Pernambuco e as maia
pessoas a que tocar o tenham assim enteridido.
Bahia e novembro, 21 de 1721.

Portaria para o Mestre de Campo João


de Araújo e Azevedo passar aos Ilhéus.

Porquanto o Mestre Campo João de Araújo e


Azevedo passa por ordem minha a Capitania dos
Ilhéus a certa diligência do serviço de Sua Majes-
tade, que Deus guarde. Ordeno ao Capitão-mor
dela execute prontamente tudo o que o dito Mestre
de Campo lhe encarregar fazendo observar as or-.
dens do dito Mestre de Campo pelos oficiais de jus-
tiça e milícia da mesma Capitania. Bahia e dezem-
bro, 2 de 1721.. Vasco Fernandes César de Me-
nezes.

Portaria que se remeteu ao Desembar-


gador Provedor-mor.
.
O Desembargador Provedor-mor da Fazenda
vendo a carta inclusa que agora recebi do Capitão-
mor da Capitania do Espírito Santo me informe
interpondo o seu parecer sobre a representação que
me faz o dito Capitão-mor. Bahia e novembro, 28 i m

de 1721. Rubrica, r;
V.

Y>

ÍNDICE

;r -1'
¦

V
.-'.'¦'¦ -—¦¦-'
' " ¦ ^1

ÍNDICE
\.ktkk; PORTARIAS i

CÓDICE: 1 — 2,2,14
N. 5872 do C. E. H. B.
N. 100 DO CAT. MAN. DA B. N.
(Continuação)

Para o Provedor-mor mandar entregar aos


furrieis dos terços a pólvora que declara
para as salvas do Governador
Representação que fez ao governo o Provedor
da Casa da Moeda sobre a ordem de Sua
Majestade em que lhe concede faculdade
para prover os ofícios dela
Para o Coronel Miguel Calmon fazer alistar cin-
quenta homens para servirem na tropa do
Capitão Pedro Pais
Para o Capitão Manuel de Araujo Castro fazer
executar na Ponta de Itaparica o bando
sobre a proibição dos embuçados de noite
Para o Tenente General da Artilharia levar
preso ao Provedor-mor da Fazenda para
a Fortaleza de Santo Antônio Além do
5
Carmo
Ordem para o Capitão do forte de Santo An-
6
tônio Além do Carmo
Petição que fez aos Senhores Governadores
Gerais o Provedor-mor da Fazenda sobre
a sua soltura e levantamento do seqüestro ! m
Se-
que se lhe fez e despacho que os ditos
nhores Governadores lhe deram
Petição que fez a este governo Luiz Lopes Pe-
da
gado Serpa Provedor-mor proprietário

¦kSr
— 344 —

Fazenda Real deste Estado preso no For-


te de Santo Antônio Além do Carmo ... 13
Ordens que se expediram aos Mestres de Cam-
regimen-
po desta Praça e aos coronéis dos
tos dela do que hão de obrar com seus
terços e regimentos na entrada e posse
do Senhor General que se espera 15
Para o Mestre de Campo João de Araújo e
Azevedo *•**
Para o Coronel Sebastião da Rocha Pita 17
Para o Coronel Domingos da Costa de Almeida 17
Para o Coronel José de Araújo Rocha 18
Para o Coronel José Bezerra Peixoto 18
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
da Fazenda *°
Portaria para qualquer meirinho ou outro ofi-
ciai de justiça executar as ordens que lhe
19
der o Provedor da Alfândega
Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor para mandar fazer logo um
sobretudo e barrete de duquesa escarlata-
da para cada um dos remadores que an-
dam no bergantim deste governo 19
Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor da Fazenda Real deste Es-
tado mandar a mestrança da Ribeira a
bordo da nau da índia Nossa Senhora da
Piedade e Santo Antônio e Almas para ver
V. o conserto de que necessita para se lhe
fazer 20
Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor da Fazenda Real deste Es-
tado sobre mandar pôr pronta a fragata
— 345 —

de Sua Majestade, que Deus guarde,


Nossa Senhora da Palma e São Pedro para
ir a costa todas as vezes que for neces-
21
sário
Petição que fez a este governo o Provedor-
m
mor da Fazenda, Luiz Lopes 22
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
da Fazenda Real desta mandar fazer a
cada um dos moços do escaler deste go-
vêrno uma calça e vestia de duquesa es-
carlatada e um chapéu com cairei cie prata 22
Portaria para o Escrivão da Fazenda notificar
ao Provedor-mor que foi Luiz Lopes Pe-
gado para entregar os papéis que nela se
declara 23

Para o Provedor mandar dar a Ventura da


Costa e Domingos da Costa cento e ses-
senta por dia por irem às minas do rio
das Contap 24
Representação que fez Luiz Lopes Pegado
Serpa, Provedor-mor que foi da Fazenda
Real deste Estado ao Excelentíssimo Se-
nhor Governador Geral do mesmo Estado 24
Portaria ou ordem para o Juiz Ordinário da
Vila de Jaguaripe ou outro qualquer ofi-
ciai de justiça ou milícia dar toda ajuda e
favor ao Tenente General da Artilharia 28
Portaria para o Provedor-mor da Fazenda n
Real mandar satisfazer aos marinheiros
conteúdos nelas 29
Portaria para o Capitão-mor do terço de Hen-
rique Dias sobre a parte onde há de for-
mar o dito Terço na ocasião do rebate .. 29 A
pis*^

_ 34G —
¦•-**:'

o Capitão do Forte d« Barra


Portaria para Nossa Se-.
deixar sair a fragata de gue«» ' "« 30
nhora da Atalaia " V
fez Luiz Lopes Pegado Serpa
Petiçt que Estado, a este
Provedor-mor que foi deste *''''' 30
Governo Geral ¦''
:fâ**&£
Portaria para o Provedor-mor da ArWtar»
ordem do Tenente General
mais embarca-
as barcaças da Ribeira e
a condução das
ções que lhe requerer para ribeira .... • 31
madeiras para o paço da
Portaria para o escrivão da f^*«*!« do Car
ao forte de Santo Antônio Alem
foi Luiz
mo notificar ao Provedor-mor que entre-
logo
Lopes Pegado Serpa para que
feitos e devassas
gue os papéis, ordens, 32
ao serviço de Sua Majestade
pertencentes
Portaria para o Desembargador Provedor-moro
todo
da Fazenda mandar a conta de
impor-
tempo do governo geral e a sua 33
'•
tância '„".'/
Antônio
Para o Capitão do forte de Santo
Além do Carmo sobre ter todo o cuidado
- • ¦• 33
no Provedor-mor da Fazenda
Portaria para o Provedor-mor mandar pôr
le-
pronta uma lancha de pescaria para 34
var uma carta à fragata guarda-costa..
Petição que fez Luiz Lopes Pegado Serpa sô-
bre se nomear letrado para os seus re-
34
querimentos ......
Petição que fez Luiz Lopes Pegado Serpa sobre
nomeação de letrado para os seus reque-
35
rimentos •
Resposta que deu o Doutor José de Araújo

m
- 347-

Pinto sôbre o requerimento que fez Luiz


Lopes Pegado na petição registada a fo-
lha 6 36
Petição que fez Luiz Lopes Pegado Serpa pe-
dindo uma certidão da portaria que se lhe
expediu servindo de Provedor-mor sôbre
os navios estrangeiros e da representação
37
que fez sôbre o que se lhe ordenava nela
Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor da Fazenda Real deste Es-
tado mandar fazer dois lampeões um para^
a saída do palácio e outro para a escada 38
Para o Desembargador Provedor-mor mandar
dar seis mil cruzados para a superinten-
dência do Cairú • • 39
Para o Escrivão da Fazenda Real remeter à
secretaria o traslado de todas as ordens ,
que houver de Sua Majestade sôbre o
Tesoureiro Geral 39
Petição que fez o Tesoureiro Geral ao governo
deste Estado 40
Segundo despacho que se deu à representação rç
atrás e enfronte depois do informe do dito
Provedor-mor 45
Portaria para o Escrivão da Fazenda remeter
à Secretaria uma relação do preço por que
se remataram os contratos desta capita-
nia do Brasil .A. 45
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
mandar dar à ordem do Senhor Tenente
General da Artilharia o que contém 46
Portaria que se remeteu ao Capitão Francis-
co Felix Botelho para ir à vila de São 1
"Mil
¦•¦•$»

Francisco de Sergipe do Conde com vinte


f; 'il
— 348 —
e dar a ajuda
soldados e dois sargentos 46
dos Orfaos
e favor que lhe requerer o Juiz duzentas
dar
Para o Provedor-mor. mandar os soldados
balas para se repartirem com
••••*;:•'• '•'
que vão a uma diligência ínau Nossa Se-
da
Portaria para o Comissário ^
nhora da Atalaia • ¦ • ¦ • • *''
nau Nossa Se-
Portaria para o Comissário da ^
nhora da Atalaia V." j'
Antauo do
Para o Capitão do Forte de Santo 48
Carmo soltar os soldados da guarda-costa
fragata man-
Portaria para o Comissário da
dar fazer ou pôr prontos, os mantimen-
tos necessários para cinco meses
Mestre
Portaria para o Mestre José Teixeira,
da charrua São José entregar por empres-
timo os toucinhos necessários para man-
48
timento da dita fragata de Sua Majestade
char-
Portaria para Antônio Luiz, Mestre da
rua São João Batista, entregar todos os
toucinhos que tiver por empréstimo ou
sejam para negócio ou da dita fra-
dela
gata de Sua Majestade ao Comissário
Manuel José
Portaria para o oficial-maior da Secretaria
deste estado assistir ao ato da hofhena-
Cordeiro de Medi-
gem que toma Felipe
na, Capitão-mor da Capitania de Porto ^
Seguro
Representação que fez o Procurador da Co-
roa, o Desembargador Luiz de Souza Pe- °
reira a este governo geral •
Portaria para o Juiz dos Órfãos da vila de
São Francisco prender a Gaspar de Brito
¦

— 349 —

Portaria para o carcereiro da cadeia, atual


desta cidade, Miguel Cardoso de Sá decla-
rar ao pé desta portaria o dia em que o m
chantre João de Calmon Comissário Geral
do Santo Ofício mandou preso para a ca-
deia a Manuel Corrêa meirinho do mar 54
Representação que fez' o Capitão de mar e
guerra João Batista Rolane 54
Para o Capitão do navio de licença levar con-
sigo o estrangeiro Joaquim Bohn 55
Para o Capitão de mar e guerra João Batista
Rolane prender o Segundo Capitão Te-
nente Antônio Pereira 55 .'¦
Portaria para o Provedor da Alfândega desta
cidade mandar oficiais dela à Torre de
Garcia de Ávila acudir à fazenda de uma
balandra da Ilha, que ali deu à costa .. 56
Ordem para o Coronel Francisco Barreto de
Aragão mandar dar aos Capitães-mores
das franquias do distrito da vila da Ca-
choeira soldados para as diligências da
jiístiçaj 56
Portaria para o Provedor-mor da fazenda man-
dar dar o que nela se contém ao Comis-
sário da fragata Nossa Senhora da Ata-
laia 57
Ordem para os Capitães-mores, Sargentos-
mores das freguesias da vila da Cacho-
eira 58
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
da Fazenda Real sobre a forma com que
se há de haver quando suceda prender-se
o Tesoureiro Geral • &8 ?i„
350 —

n„«nõft Ho forte uda barra


do iorte . ter
Portaria para o Capitão 60
noites
o farol aceso em todas as
Provedor-mor
PortarL para o Desembargador
>: do ?»*—£
m ndar fazer a despesa
da «WjgLg
gente da guarnição estai«M
Magestade do dinheiro que
¦ sito pertencente ao seqüestro da Rainha
'"" ",'JiL'a 60
de Nantes
da Jnnta de So»
Portaria para o Comissário tabaco, e ouro
Majestade comprar rolos de
fragata para a Costa da
para levar a dita 61
Mina £?
Dou-
este governo o
Representação que fez a Procura-
tor Luiz de Souza Pereira como
se lhe or-
dor da Coroa sobre o tabaco que
denava como Superintendente despachas-
Majes-
se para a Costa por conta de Sua •• 62
tade na fragata guarda-costa ¦
Portaria para o Desembargador Provedor-mor ferro
da fazenda mandar fazer grades de 63
desta cidade
para as janelas da Sé
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
fortes
mandar pagar aos empreiteiros dos
desta praça o que se lhes dever de qual- 61
quer direito .........•••
Portaria que se remeteu ao Tesoureiro Geral
deste Estado para ter entendido há de pa-
a seu
gar todos os bilhetes que passar
ajudante por estar provido de Comissário
da fragata de Sua Majestade, que Deus
im-
guarde Nossa Senhora da Atalaia por 65
pedimento de Manuel José .'.
_ Portaria para o Desembargador Provedor-mor
ordenar ao Tesoureiro Geral satisfaça os
¦* " " *'"¦'¦¦'
'''*''

-351 -

bilhetes que o dito novo Comissário lhe


passar e toda a mais despesa que Sua Majes-
tade, que Deus guarde, ordena no regi-
mento do Comissário, da mesma sorte que
o fazia com os do dito Manuel José 65
Portaria para o Provedor-mor da Fazenda
Real mandar pôr as clarezas necessárias
nos assentos de Manuel Pereira Ferreira
gentil-homem da artilharia desta praça,
e o Sargento João da Rocha e ao Sota-
condestavel dela Manuel Rodrigues que
todos vão em companhia do Tenente Ge-
neral da Artilharia Francisco Lopes Vilas
Boas à guerra do gentio bárbaro 66
Portaria para o Provedor-mor da Fazenda Real
mandar entregar ao Condestável-mor da
Artilharia desta praça cento e cinqüenta
espingardas castelhanas bem preparadas,
seis barris de pólvora boa, dois cunhetes
de balas que sirvam nas mesmas espin-
gardas e outro de mais pequena munição ';
grossa e mais meúda para a guerra do
gentio bárbaro e quatrocentas de peder-
neiras • • ? * • • 67
Portaria para o Provedor-mor ficar entenden-
dendo que o soldado Antônio Ferreira vai
a uma diligência do serviço de Sua Ma-
jestade • •••«#••#•••• 68
Portaria que se remeteu aos oficiais da Câ-
mara da Vila de Jaguaripe sobre se levar
em conta das rendas do Conselho o gasto i M.;

que se fizer com as pessoas que forem à


entrada do gentio bárbaro ...'.. 68
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
— 352 —

entregar à or-
da Fazenda Real mandar
des-
dem do Sargento-maior da artilharia
inclusa
ta praça o conteúdo na relação
de Nossa Se-
para a salva da procissão
nhora do Desterro -•••••
da Ca-
Portaria que se remeteu aos oficiais
se lhe
mara da Vila de Jaguaribe sobre
rendas
levar em conta os gastos que pelas
do Conselho se fizer com as pessoas que
Ar-
em Companhia do Tenente General da
en-
filharia fizerem ao gentio bárbaro
•••*••**
4" 1* 0/1*1 .,#•••?•••••¦•'"

sobre
Portaria para o Escrivão da Fazenda
remeter à Secretaria uma relação do pre-
os contratos
ço por que se remataram
desta Capitania
" Portaria para o Provedor da Casa da Moeda
remeter vinte veios para as Minas pelo
Rio de Janeiro
Ordem para os Capitães-mores e Sargentos-
mores das freguesias do Regimento do
Coronel Miguel Calmon darem ao Juiz
Ordinário da vila da Cachoeira toda a
ajuda e favor que lhes pedir e requerer
para as diligências que lhe estão encar-
regadas 'u
19

Ordem para o Coronel Miguel Calmon de Al-


meida sobre ordenar aos Capitães do seu
regimento pertencentes a Cachoeira dêm
aos Capitães-mores das freguesias a gen-
te que lhes pedir para as diligências do
Juiz Ordinário ?2
Portaria para o primeiro Capitão Tenente da
fragata de Sua Majestade Nossa Senhora
pw^ rg^^^^^W
t -.. ^WW" to/V.

— 353 — \
•">.

da Atalaia para declarar o que lhe falta


para seguir viagem 73
Portaria para o Desembargador Provedor-
mor, mandar satisfazer os bilhetes que
passar o novo Comissário da fragata de
Sua Majestade ao Tesoureiro Geral .... 73 • i
C
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
mandar pôr pronta a fragata de Sua Ma-
jestade Nossa Senhora da Palma e São
Pedro do que necessitar de conserto .. 74
Portaria para o Desembargador-mor da Fa-
zenda Real mandar logo entregar ao Co-
missário da fragata de Sua Majestade um
livro de papel branco, numerado, rubrica-
do, para nele se lançar em despesa todo
o gasto que fizer com a dita fragata Nos-
sa Senhora da Atalaia 74
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
sobre mandar dar ao Comissário da fra-
gata de Sua Majestade as chaves das ca-
sas da Junta 75
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
mandar dar ao Capitão Tenente da fraga- i
ta de Sua Majestade as chaves dos quar-
téis da Junta 75
Portaria para o Comissário da fragata de Sua
Majestade mandar vir dela para terra to-
dos os mantimentos ..... f. 76
Portaria para o Desembargador Provedor-mor '!.!

mandar limpar o palácio • 76


Instrução da forma com que hão de salvar as
fortalezas desta praça no dia da posse
do Excelentíssimo Senhor Vice-Rei .... 76
— 354 -

Portaria para o Desembargador Provedor-mor


or-
da Fazenda Real mandar entregar à
dez
dem do Sargento-maior da artilharia
de morrão
quintais de pólvora e quatro
de
para o forte do Mar; e oito quintais
77
pólvora para o forte da Ribeira
Portaria que se passou ao Coronel Sebastião
da Rocha Pita para guarnecer com o seu
regimento no dia da posse do Senhor
Vice-Rei a rua Direita, do colégio até a
Sé, de uma parte e o Coronel José de
Araújo Rocha de outra; os Coronéis Do-
mingos da Costa de Almeida e José da
Sé até à praça 78
Portarias que se expediram ao Mestre de Cam-
João dos
po João de Araújo de Azevedo e
Santos Ala, formarem os seus Terços no
dia da posse do Senhor Vice-Rei, ambas
78
de um teor
Portaria para o Desembargador Provedor-
mor mandar dar dois quintais de pólvora
e dois de morrão para o forte de Mon-
79
serrate
Portaria para o Comissário da Fragata de Sua
Majestade sobre a guarnição dela ...... 79
Portarias que se remeteram aos Coronéis
Francisco Bernardes de Aragão, Pedro
Barbosa Leal, Miguel Calmon de Almei-
da e Domingos Borges de Barros, sobre
a condução dos tabacos e açúcares; e ou-
trás duas aos Coronéis Luiz da Rocha Pita
Deus Dará, e a José Pires de Carvalho
sobre a condução dos açúcares 79
Portaria que se remeteu ao Coronel Pedro de
355 'A

Araújo Vilas Boas sobre a condução dos


tabacos, digo, carta escrita ao Juiz Ordi-
nário da Vila da Cachoeira sobre a con-
dução dos tabacos 80 vi
Portaria que se remeteu ao Coronel Pedro de
Araújo Vilas Boas sobre a condução dos
tabacos 81
Ordem para o Capitão da Fortaleza do Morro
mandar um prático para ir na charrua
para o Morro 81
Portaria para o Provedor da Casa da Santa
Misericórdia mandar recolher todos os
doentes das fragatas de Sua Majestade,
que Deus guarde 82
Portaria para o Provedor-mor da fazenda I ÍI

mandar pôr em praça e rematar o navio


de Sua Majestade, que serviu de guarda-
costa 82
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
sobre informar sobre a quantia que leva
o Contador quando toma contas aos con-
tratadores e por que título as leva 83
Portaria para o Provedor-mor da Fazenda
Real deste Estado sobre se lhe declarar
que o Comissário José de Almeida há de
correr com a despesa das fragatas de Sua
Majestade que neste porto se acham,
exceto as charruas 83
Portaria que se remeteu ao Provedor-mor da
Alfândega desta cidade sobre mandar por
qualquer oficial de fé do seu juízo notifi- !

car aos trapicheiros para que observem a


lei de Sua Majestade que com esta se lhe ;

remeteu a cópia 84
¦>*

1
m
a
— 356 —

Portaria para o Desembargador Provedor-mor


sobre a cobrança dos fretes das charruas 85
Portaria que se remeteu ao Comissário da Fra-
gata de Sua Majestade Nossa Senhora da
Atalaia sobre correr também com as des-
pesas dos dois combóis da frota 85
Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor da fazenda sobre averiguar
se ao Conselho Ultramarino vai a propi-
na do Donativo, e se do mesmo Conselho
se remetem para esta cidade matérias e
munições de guerra da mesma propina .. 86
Portaria para o Desembargador Provedor or-
denar ao Tesoureiro Geral satisfaça os
bilhetes que passar o Comissário sobre o
apresto das fragatas 87
Ordem que se passou ao Coronel Paulo Bar-
bosa Leal sobre as caixas de açúcares dos
dos distritos do seu regimento e do mes-
mo teor e expedição outras aos Coronéis 87
Portaria para o Provedor-mor mandar entre-
gar vinte mil cruzados à ordem do Tenen-
te General da Artilharia 88
Ordem para o Capitão da fortaleza do Morro
para mandar soldados à feitoria do Cairú 88
Ordem para os Coronéis e mais oficiais de mi-
lícia ou justiça darem ao Tenente Gehe-
ral da Artilharia todo o favor e ajuda.. 99
Portaria para o Provedor-mor ter entendido
que o Tenente General da Artilharia vai
à Vila do Cairú a diligências do serviço de
Sua Majestade 80
Ordem para o Administrador, Mestre e oficiais
da feitoria do Cairú executarem pontual-
357 —

mente tudo o que o Tenente General da


Artilharia lhes ordenar 90
Ordem para o Tenente General da Artilharia
Francisco Lopes Vilas Boas passar à fei- «

toria do Cairú 90
Ordens que se expediram sobre as leis, regi-
mentos da gente de guerra desta praça, ¦

/•
;i
*

regimentos da mesma, recôncavo e Ca-


pitanias 91
Para os Coronéis da Cavalaria Pedro de Arau-
jo Vilas Boas, e Fernando Pereira de
Macedo 92
Para os Coronéis da cidade Sebastião da Ro-
cha Pita e da Costa de Al-
melda 92
Para os Coronéis extramuros desta cidade,
José Felix Bezerra e José de Araújo
Rocha 93
Para os Coronéis do Recôncavo, José Pires de
Carvalho, Miguel Calmon de Almeida, Pe-
dro Barbosa Leal, Luiz dá Rocha Pita
Deus Dará, Francisco Barreto de Aragão,
Manuel Pinto de Eça, Simão Alvares San-
tos, Pedro Leolino mais, Manoel de Brito
Casado e Domingos Borges de Barros .. 94
Para os Coronéis da Vila do Camamú, Domin-
gos de Almeida, e da Vila do Cairú, e Boi-
peba João de Couros Carneiro 95
Para os Capitães-mores da Capitania do Es-
pírito Santo, João de Velasco, e Molina;
de Porto Seguro, Felipe Cordeiro de Me- ¦:.>:/;

dina; e dos Ilhéus Pascoal de Figueiredo 95


Para o Capitão-mor da Capitania de Sergipe
de El-Rei Custódio Rebelo Pereira ..... 96 È i
358

Para o Sargento-maior da Vila de Santo Antô-


nio do Rio das Caravelas, Pedro Coelho da
Silva 97
Portaria para o escrivão da Fazenda Real de-
clarar o que contém esta Portaria 98
Portaria para os oficiais da Câmara da vila
do Cairú sobre remeterem o nomeado
para Tesoureiro da feitoria de Sua Ma-
jestade, que Deus guarde 99
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
sobre mandar pagar os bilhetes que o Co-
missário passar para as despesas da fra-
gata São Lourenço 99
Portaria para o escrivão da Fazenda Real re-
meter à Secretaria um trabalho das or-
dens de Sua Majestade pelas quais se eri-
giu o Conselho da Fazenda deste Estado 100
Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor da Fazenda Real sobre fa-
zer assento do que há de vencer o Desem-
bargador Luiz de Siqueira da Gama com
a jornada que vai fazer a Jacobina, e os
oficiais que leva em sua Companhia .. 100
Portaria que se deu ao Desembargador Luiz
de Siqueira da Gama para que os oficiais
de justiça e milícia concorram da parte
com adjutório para a viagem que vai fa-
zer a Jacobina 101
Instrução que há de executar Matias de Bra-
ga, soldado da Companhia do Capitão Ma-
nuel de Almeida Mar, uma das do Terço
Velho do Presídio desta praça da Bahia
; que vai, por próprio, com cartas do Exce-

a
.v
;_. -,.-,-:

— 359 —
¦
jg' |
lentíssimo Senhor Vasco Fernandes César
de Menezes, Vice-Rei deste Estado, às par-
tes abaixo declaradas pertencentes ao ser-
viço de Sua Majestade, que Deus guarde 102
Despacho que deu o Excelentíssimo Vice-Rei
a José Barreto, Capitão da Galera Nossa
Senhora Madre de Deus e São José, que
se achava preso na cadeia desta cidade
por Luiz Lopes Pegado Serpa por causa
de não trazer arqueação a dita galera .. 103
Instrução que deu o Excelentíssimo Senhor
Vice-Rei deste Estado ao Capitão-mor da
Capitania do Espírito Santo, André de
Oliveira Madail 103
Ordem para o Capitão-mor da Capitania de
Sergipe de El-Rei sôbre as caixas de açú-
car virem na forma da lei de Sua Majes-
tade, que Deus guarde 104
Portaria para o Provedor-mor com dez Pro-
visões de Sua Majestade para as mandar
registar nos livros da Fazenda e remeter
com o registo à Secretaria 106
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
da Fazenda Real ordenar a Manuel Miz
de Leão, Contratador do contrato dos dí-
zimos reais meta logo as fardas no arma-
zém, que tocam ao seu contrato
107
Representação que fez a Sua Excelência
o De-
sembargador Procurador da Coroa e Fa-
zenda Luiz de Souza Pereira
107
Ao Capitão Lourenço Carvalho, ausente;
ao
Senhor Salvador Carvalho em Vila Para-
ti, ao Senhor Pedro Castelo, ausente;
ao
'/<.-

— 360 —

Senhor Sargento-mor José Matoli na Vila


de São João de El-Rei nõ rio das Mortes 109
Ao Senhor Miguel dos Santos Paiva, ausente;
a seu filho José Soares em Parati .. 109
Ao Senhor José Peralta Ramos, ausente; ao
Senhor João Monsem na ilha Grande 109
Continuam-se outros Capítulos que contém ou-
trás declarações que há de ser o Capitão
e não são do caso 111
A carga da fragata continha os gêneros se-
guintes, e se acham seqüestrados 111
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
da Fazenda mandar dar o que consta da -
memória que se acompanhou para arma-
mento da fragata Nossa Senhora da Pai-
ma 112
Portaria para o Provedor-mor da Fazenda
mandar passar as ordens necessárias para
se fazer duas naus na Ribeira desta ci-
dade 113
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
mandar dar embarcação à ron-
da que anda na diligência de
que o navio de guerra inglês deite algum
em terra 113
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
com uma Provisão de Sua Majestade n.° 8 114
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
sobre declarar se está ou não restituída a
fazenda que se tomou à Manuel Coelho
Vamdão # 114
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
sobre a provisão de Sua Majestade acerca
,,;.!

- 361 -
'¦•- m

da representação que lhe fez Luiz Lopes


de lhe não guardarem os Capitães do Re-
gimento que nela ocupa 115
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
informar sobre o que contém a Provisão
junta de Sua Majestade acerca da preten-
ção de Luiz Lopes, Provedor-mor passar
os das despesas da fazenda em
seu nome 115
Portaria para o Desembargador Provedor-mor .V:
informar acerca da Provisão de Sua Ma-
jestade sobre o requerimento que lhe fez
Luiz Lopes Pegado de ser necessário mais
um contador e um escrivão para os contos 116
Provisão para o Provedor-mor mandar dar um
dos armazéns da Junta ao Comissário das a- >.-¦•/

fragatas de Sua Majestade 117


Portaria para o Desembargador Provedor-mor
.' &-
mandar pelo nosso Tesoureiro satisfazer
os bilhetes que o Capitão lhe passar 117
Portaria de cujo teor se passaram três no mes-
mo dia uma a Domingos Francisco Maia
e outra a João Luiz Pechim e outra ao
Ajudante Francisco Marques para a con-
dução e corte das madeiras a que vão ..
Portaria para o Provedor-mor mandar dar
118 Aí ,,j

quatrocentos mil réis a João Luiz Pe-


chim, escrivão do corte das madeiras para
as despesas dele 118
Portaria para o Mestre de Campo João de
Araújo de Azevedo sobre informar no re-
querimento que fez a Sua Majestade o
Mestre de Campo João dos Santos Ala.. 119 ffl

¦i'i
ii
li
11' IIBII
362 —

Portaria para o Sargento-mor Gabriel Barbo-


sa Lobato informar sobre o requerimento
de Manuel Miz Lordelo 119
Portaria para o Sargento-maior da Artilharia
informar sobre o requerimento de Manuel
Gomes da Silva 120
Carta para o Desembargador Provedor-mor
sobre mandar o taboado de Itapinhoã que
agora veio do Rio de Janeiro em uma su-
maça 120
Portaria para o Tabelião Manoel Afonso da
Costa assistir ao Desembargador Antônio
do Rego Quintanilha a uma diligência do
serviço de Sua Majestade 121
Ordem por que o Excelentíssimo Senhor Vice-
Rei concedeu licença a Luiz dc Souza e
outros, todos ciganos, todos moradores
em Pernambuco, para irem morar a Ser-
gipc de El-Rei 121
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
mandar dar baixa a Felipe Rodrigues San-
tiago do posto de Capitão de Infantaria
da ordenança 122
Portaria para o Almotacé a quem está encar-
regada a diligência da distribuição da Fa-
zenda 122
Rubrica que se passou aos Coronéis, Sargen-
tos-mores e mais oficiais para darem a
João Marques e Francisco Ribeiro, escri-
vão do corte das madeiras, ambos
per-
tencentes ao dito corte, todo o favor e
ajuda que lhes puder, pertencentes a elas 123
Portaria para todos os oficiais dos distritos do
— 363 —

Rio de Joane e mata de São João darem


toda a ajuda e favor ao Tenente General
da Artilharia para a condução da ma-
deira 124
Portaria para o Tenente General da Artilha-
ria passar aos distritos do Rio de Joane
e mata de São João a estabelecer o corte
das madeiras 124
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
da Fazenda mandar entregar, digo, orde-
nar ao Almoxarife entregue ao Comissá-
rio das fragatas de Sua Majestade dois
livros em branco 125
Portaria para o Provedor da Alfândega man-
dar notificar os homens de negócio desta
praça para em termo de três dias embar-
rem os açúcares que tiverem 125
Portaria para o Capitão de mar e guerra Luiz
de Gueiros mandar receber a bordo da
sua nau e do outro comboi os açúcares e
tabaco da Rainha Nossa Senhora 126
Para o Capitão de mar e guerra Luiz de Guei-
ros levar na sua nau a Jorge Bordas, fran-
cês 126
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
mandar entregar ao Almoxarifado da Te-
nência desta praça quatro mil cruzados 126
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
da Fazenda mandar entregar à ordem do
Comissário das fragatas todo o taboado
que tiver de tapinhoã 127 ¦
Portaria para o Provedor da Alfândega entrei d.*

gar todo o rendimento da dita Alfândega


v

\-

I
— 364 —

para as despesas dos combois que fizerem \


ao Tesoureiro 127
Portaria que se passou ao Capitão Manuel de
Almeida Mar para ir ao trapiche do li-
cenciado fazer carregar as caixas de açú-
car. A mesma se passou ao Capitão João
Soares Garros para o trapiche grande; ao
Capitão Muniz Barreto para o do Burca-
nes; ao Capitão João Ferreira Leite para
o de Bernabé Cardoso e ao Capitão Hie-
rônimo de Castanheda para o do Julião 128
Portaria para o Provedor da Alfândega man-
dar entregar ao Tesoureiro Geral todo o
dinheiro pertencente aos filhos da folha
de São Tome 129
Portaria para o Provedor-mor sobre mandar
que o Tesoureiro Geral passe letras da
importância da despesa dos combois ... 129
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
mandar registar nos livros da fazenda a
lei, impressa, de Sua Majestade 130
Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor da Fazenda para mandar
meter guardas a bordo do navio inglês .. 130
Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor da Fazenda sobre mandar
pôr as embarcações e mestrança da ribei-
ra pronta para se fazer exame no navio
inglês 13!
Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor sobre mandar o Patrão-mor
a bordo do navio inglês 131
Portaria que se remeteu ao Provedor da Al-
365 — .>.
¦/¦

fandega desta cidade sobre mandar meter


guardas a bordo do navio inglês 132
Portaria para que o Capitão Tenente João Ro-
drigues da Costa passe para a fragata
Nossa Senhora da Palma, e o Capitão
Henrique Nicolau que o é desta para a de
Nossa Senhora da Assunção de que o é
aquele 132
Portaria para o Capitão João Teixeira de Sou-
za fazer as madeiras para as naus que se
hão de fabricar na ribeira desta cidade 132
Portaria para o Provedor-mor mandar entre-
gar ao Capitão João Teixeira de Souza
dois mil cruzados 133
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
mandar dar o necessário ao Capitão do
navio inglês que neste porto se acha arri-
bado por seu dinheiro 133
Portaria que se remeteu ao Provedor da Al-
fandega para mandar notificar aos Capi-
tães e Mestres dos navios para que não
levem homem nem mulher sem portaria
de Sua Excelência 135
Para o Provedor da Alfândega sobre o tabaco
que se há de usar nela .,.;,........ 135
Portaria para o Provedor-mor da Fazenda
i ,?¦%/¦-;
mandar entregar ao Administrador da ¦
, +¦

feitoria do Cairú duzentos e oitenta mil


réis para satisfazer as férias aos oficiais 136
Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor sobre mandar dar as Tar-
das aos soldados e artilheiros .,..!>,.. 136 !
Portaria para os Juizes Ordinários da Vila da
/-Rr1
11

''!!l$1f
1
¦
-\,
— 3b'b —

Cachoeira sôbre executarem todas as di-


ligências que lhe encarregar o Desembar-
gador Dionísio de Azevedo Alveolos 137
Portaria para o Capitão-mor do Terço de Hen-
rique Dias dar cumprimento a todas as
ordens que lhe passou o Excelentíssimo
Senhor Marquês de Angeja sôbre exe-
cutar os despachos do Desembargador
Dionisio de Azevedo Alvelos 137
Petição que fizeram os Padres Francisco Fer-
nandes Paulino, Padre Francisco Corrêa
da Cunha ao Excelentíssimo Senhor Vas-
co Fernandes César de Menezes, sôbre le-
var para Portugal ouro em sua compa-
nhia 138
Portaria para o Coronel Sebastião da Rocha
Pita pedir lista ao Capitão dos familiares 139
Portaria que se remeteu ao Provedor da Ca-
pitania de Pernambuco sôbre uma petição
que fez o Capitão Manuel Sanches de
Campos, morador na dita Capitania ao
Excelentíssimo Senhor Vice-Rei 140
Portaria que se remeteu ao Capitão de mar e
guerra Luiz de Gueiros para remeter pre-
so o Patrão do seu esealer 141
Portaria para o Capitão de mar e guerra, cabo
da frota sôbre ter entendido que vai agora
concorrendo o ouro e moedas para ir nos
cofres 141
Portaria para o Provedor-mor da Fazenda
v
Real 141
Portaria para o Capitão do forte de Santo An-
tônio do Carmo 142
- 367 -

Portaria para o Capitão de mar e guerra Do-


mingos dos Santos Cardoso receber a bor-
do da sua nau umas pontas de marfim .. 142
Portaria para o Provedor-mor mandar que o
Tesoureiro Geral assista as despesas dos
combóis com rendimento da obra pia .. 142
Portaria para o Capitão de mar e guerra José
de Torres ir à Costa da Mina tomar posse
do sítio que El-Rei de Judá ofereceu a
Sua Majestade para nele se estabelecer
uma feitoria 143
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
ordenar ao Patrão-mor assista com as
âncoras e amarras que houver na ribeira
aos navios da frota 144
Portaria para o carcereiro da cadeia desta ci-
dade entregar ao Capitão de mar e guer-
ra, Domingos Cardoso dos Santos Jorge
Lapie que nela se acha preso 144
Portaria para o Provedor-mor mandar entre-
gar à ordem do Tenente General da arti-
lharia uma bandeira com seu pau e driça
para a fortaleza do Morro *. 145
Portaria para o Provedor-mor da Fazenda
mandar entregar à ordem do Tenente Ge-
neral da Artilharia seis mil cruzados para
pagar aos oficiais e condutores que tra- Aí
balham no corte das madeiras 145
Portaria para o Provedor-mor da Fazenda
mandar entregar à ordem do Tenente Ge-
neral da Artilharia dois morteiros de
bronze com suas caixas de granadas reais
e dois quintais de morrão
Portaria para o Coronel José de uq
Araújo Ro-
— 368

cha nomear oito soldados para os man-


dar entregar ao Ajudante do Capitão-mor
João de Souza 146
Portaria que ao Tenente
General da Artilharia Mata
de São João, e Rio de Joane a pagar aos
oficiais e condutores das madeiras que ali
se fabricam e examinar e mandar fazer
os mastros e o mais que nela se contém 147
Cópia da Petição que fez o Mestre de Campo
Engenheiro Miguel Pereira da Costa ao
Excelentíssimo Senhor Vasco Fernandes
César de Menezes, Vice-Rei deste Estado 148
Cópia da Petição que fez o Mestre de Campo
Engenheiro Miguel Pereira da Costa ao
Excelentíssimo Senhor Vice-Rei, que foi
deste Estado, Marquês de Angeja 149
Portaria para o Provedor-mor mandar fardar
os soldados 150
Portaria para o Juiz Ordinário da Vila de Ja-
guaripe mandar ao Tesoureiro que foi no-
meado pela Câmara dela venha à ordem
do Provedor-mor da Fazenda entregar as
armas, pólvora, bala e o mais na
em que foi o Tenente General da
Artilharia a guerra dos bárbaros .. 150
Portaria

guerra dos bárbaros 151


Portaria para o Capitão José de Toar de Ulhôa
sobre receber as armas que se acham em
poder do Capitão-mor Antônio Veloso .. 151
Portaria para o Juiz Ordinário da Vila de Ja-
aUtn+W-
-' ',

— 369 —

guaripe remeter preso ao carcereiro da


cadeia dela 151
Portaria para o sargento Antônio da Costa
poder comprar o necessário para as reli-
giosas do Desterro, exceto farinha 152
Regimento que há de observar André Gonçal-
ves, Capitão Tenente da fragata Nossa
Senhora da Atalaia 152
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
da Fazenda mandar logo reparar o farol
do forte de Santo Antônio da Barra dos
vidros que lhe forem necessários 155
Portaria para o Capitão do forte de Santo An-
tônio da Barra sôbre dar fé se alguma
fragata com bandeira inglesa, no topo
grande, atirar dois tiros responderá com
outros dois 155
Portaria que se remeteu ao carcereiro da ca-
deia desta cidade sôbre entregar ao Co- 9
missário das fragatas os presos que fo-
ram para embarcar na fragata Nossa Se-
nhora da Atalaia 155
Para o Provedor-mor sôbre mandar fazer um
cofre e três livros para irem para a Ja-
cobina 156
Para o Provedor-mor mandar dar pólvora
para
°s fwtes 156
Para o Provedor-mor mandar dar
pólvora e
pederneiras aos furriéis dos Terços para
a entrada do Vice-Rei da índia 156
Portaria para os oficiais e mais
pessoas por
onde fizer viagem o Coronel Pedro Bar-
A.
bosa Leal na viagem que faz a Jacobina, -:>
¦¦&

ln€ e ajuda • • »•••••• •*>»••• 157


A
— 370 -

Provisão que fiz ao Excelentíssimo Senhor


Vice-Rei Dom João Mascarenhas, Minis-
tros, dos embargos na causa que
traz com João Barbosa 157
Ordem que levou o Coronel Pedro Barbosa
Leal, do que há de observar na Jacobina,
e Rio das Contas 162
Portaria para o Provedor-mor mandar dar a
Pedro Barbosa cem moedas novas de
ajuda de custo 164
Para o Provedor-mor mandar fazer cinco ban-
deiras para a feitoria de Judá 165
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
mandar dar ao Mestre do Patacho do
Contrato o que fôr necessário para sus-
tento dos soldados que leva 165
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
da Fazenda mandar fazer uma relação por
qfle conste a importância dos gastos que
se fizeram com os oficiais e soldados do
sustento que trouxeram os presos do Rio
de Janeiro, e o mesmo com o sustento e
passagem dos mesmos soldados que vol-
tam para o mesmo Rio 166
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
da Fazenda ao Almoxa-
rife do armazém dos mantimentos entre-
gue a Feliciano Gomes, Mestre do Pata-
cho do Contrato do tabaco os mantimen-
tos que o dito Provedor-mor tem* arbitrado 166
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
da Fazenda mandar entregar à ordem do
Tenente General da Artilharia a madei-
ra e o mais que for necessário para se fa-
— 371 —
'
*' '
• ¦

zerem as carretas e rodas que entende •


são precisas 167
Despacho que deu o Excelentíssimo Senhor
Vice-Rei a uma petição que lhe fez Paulo
Geraldo de Lacampa para lhe conceder fa-
culdade para vender alguma fazenda com
que se achava em ser, e os gêneros que
recebesse de pagamentos, e a troco dela I
sem embargo do termo que assinou de fi-
car nesta terra até a frota futura, para
cobrar as suas dívidas e pagar a quem
devesse, sem fazer negócio algum 167
Ordem para que se não proceda contra o Ca-
pitão Jorge Mexia da Ribeira, e mais ofi-
ciais que o acompanham 169
Portaria para todos os Coronéis, Sargentos-
mores, Capitães-mores e outros oficiais
. dos distritos da Jacobina executarem tudo
o que o dito Coronel lhes ordenar 170
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
mandar entregar à ordem do Coronel Pe-
dro Barbosa Leal dois barris de pólvora
de duas arrobas 170
Portaria para o Coronel José Pires de Carva-
lho se informar logo da queixa que fez
Francisco de Távora, de Tome Fernandes 171
Portaria que levou o Tenente General da Ar-
tilharia do que há de executar em Mara-
gogipe sobre a Fazenda 171
Portaria para o Tenente General da Artilharia
sobre as farinhas de Jaguaripe 172
Petição que fez Dom João Mascarenhas ao
Excelentíssimo Senhor Vice-Rei Vasco
Fernandes César de Menezes 173

m
%!>
372 —

Resumo e epílogo de todas as causas que as-


siste por seus procuradores em os juizos
eiveis desta cidade, e também uma breve
memória de um caso de procedimento cri-
minai que o suplicante torna a referir
para maior inteireza da justiça e verdade 174
Ordem de cujo teor se passaram duas aos con-
tratadores dos Dízimos Reais da Capita-
nia do Piauí e Pernagoa, os Capitães Ma-
nuel de Freitas de Araújo, João Lopes da
Costa e Antônio Afonso Alvares, feitas
no mesmo dia 183
Portaria para o Provedor-mor da Fazenda
mandar dar por via ordinária aos Sargen-
tos Antônio de Morais, e Sebastião Ma-
chado Peixoto doze mil réis a cada um,
a3sim mais aos soldados que vão em ser-
viço de Sua Majestade 184
Petição que fez ao Excelentíssimo Senhor
Vice-Rei Dom João Mascarenhas 185
Portaria para o Provedor-mor mandar dar
duas armas a dois soldados que vão em
companhia do Coronel Pedro Rarbosa .. 187
Portaria para José Carvalho Pinto não ser
despejado em umas casas em que mora 188
Portaria para Francisco Ribeiro da Rocha
para poder ter botica aberta 188
Portaria que se passou a requerimento do Ca-
pitão dos assaltos Domingos Gonçalves de
Ferreira para ser preso Lucas de Santiago 189
Portaria para o Provedor-mor mandar entre-
gar o que ela contém ao Sargento-mor da
Artilharia 191
373 — h'

Ordem de cujo teor se passaram quatro, a sa-


ber: aos Coronéis Sebastião da Rocha
Pita, Domingos da Costa de Almeida,
José de Araújo Rocha, José Felix Bezer-
ra Peixoto, sobre o conteúdo nela
V
191
Ordem que se remeteu aos Coronéis do Re-
côncavo: José Piz de Carvalho, Garcia de
Ávila Pereira: Luiz da Rocha Pita Deus
Dará, o Sargento-mor do Coronel Pedro
Barbosa Leal; Francisco Barreto de Ara-
gão, Miguel Calmon de Almeida. 0 sar-
. gento-mor do Coronel Manuel Pinto de
Eça, Simão Alvares Santos, Manuel de
Brito Casado e Pedro Leolino Mariz, Do-
mingos Borges de Barros 192
Para os Coronéis Manuel de Brito Casado e
Pedro Leolino Mariz levarem a diferença
que nela se vê 192
Petição que fez o Padre Antônio de Souza de
Brum vigário da cidade de Sergipe de El-
Rei ao Excelentíssimo Senhor Vasco Fer-
nandes César, Vice-Rei deste Estado ... 193
Portaria para o Desembargador Provedor
mandar fazer um saco para o despacho
da secretaria 195
Portaria para o Coronel Miguel Calmon, obri-
':!
gar os oficiais das entradas do seu Regi-
mento a que as façam nos distritos dele 196
Portaria para o Capitão José de Toar de Ulhoa
receber de Manuel de Almeida Sande a ¦ -m
cria de dois anos e meio e a entregar ao
Sargento Francisco Xavier para a trazer 1
para esta cidade; e ao mesmo Manuel de

- i
374

Almeida, recomende deixe estar a outra


em seu poder até segunda ordem minha 197
Ordem para o Sargento-mor Manuel Pinto de
Souza e Eça sobre ordenar aos Capitães
do Mato se achem na vila de Jaguaripe
a 6 de julho 197
Ordem para o Sargento-mor Antônio de Afon-
seca Nabo, para ordenar aos Oficiais do
Mato para se acharem em Jaguaripe a 6
de julho 198
Portaria para o Provedor-mor mandar entre-
gar ao Tenente General da Artilharia dez
mil e oitocentos réis 199
Portaria para o Coronel João de Couros Car-
neiro dar à ordem do Tenente General da
Artilharia todos os Oficiais de Entradas,
Assaltos e Mato que houver no seu parti-
do para a guerra do gentio bárbaro 199
Portaria para o Capitão-mor das Entradas
Francisco Veloso da Silva sobre se pre-
parar logo com todos os índios da sua ad-
ministração para ir fazer Entrada ao gen-
tio bárbaro 199
Portaria para o Padre André Leite, Adminis-
trador e Capelão dos índios da aldeia de
Santo Antônio da Vila de Jaguaripe, man-
dar da dita aldeia os índios capazes para
a guerra dos bárbaros à ordem do Tenen-
te General de Artilharia . 200
Portaria para o Capitão-mor dos índios da ai-
deia de Santo Antônio de Itaguaripe dar
prontamente os índios armados que lhe
pedir o Padre Capelão e Administrador
dela 201
-- 375 —
t ,
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
da Fazenda Real mandar entregar à or-
dem do Tenente General da Artilharia
cem espingardas castelhanas, dois cunhe- m%
tes de balas, seis barris de pólvora, duas
caixas de munição grossa e duas de miú-
da, e o mais que contém a portaria 201
Portaria para o Tenente General passar ao re-
côncavo desta cidade a uma diligência im-
portantíssima do serviço de Sua Majesta-
de, que Deus guarde, digo para os Coro-
néis lhe darem todos os oficiais de milícia
e justiça 202
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
mandar entregar à ordem do Tenente Ge-
neral da Artilharia ou a sua ordem sete
mil cruzados 203
Portaria para o Provedor-mor mandar entre-
gar ao furriel do Terço Velho dez balas
para cada um dos soldados 203
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
mandar entregar à ordem do Tenente Ge-
neral da Artilharia cem mil réis para se
dar sustento aos oficiais e soldados .... 203
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
da Fazenda mandar entregar à ordem do
Tenente General da Artilharia sessenta
granadas aparelhadas em três sacos de
lona • .• • • • • 204
• ¦

Portaria para o Desembargador Provedor-mor


mandar entregar à ordem do Tenente Ge- JA
neral da Artilharia o ornamento que ser- ¦1
via na fragata de Sua Majestade Nossa

1I
— 376 —

Senhora do Rosário e São Gonçalo com to-


dos os aparelhos para se poder dizer mis-
sa em qualquer parte 204
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
mandar entregar à ordem do Tenente Ge-
neral da Artilharia três libambos com
seus cadeados e doze foices pequenas ... 204
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
da Fazenda mandar satisfazer aos solda-
dos do Terço Velho que vão em compa-
nhia do Tenente General da Artilharia a
diligência do serviço de Sua Majestade,
que Deus guarde 205
\ Petição que fez ao Excelentíssimo Senhor
Vice-Rei deste Estado Dom João Masca-
renhas 205
Petição que fez ao Excelentíssimo Senhor Vas-
co Vernandes César de Menezes, Dom
João de Mascarenhas 207
Petição que fez Dom João Mascarenhas ao
Excelentíssimo Senhor Vasco Fernandes
César de Menezes, Vice-Rei deste Estado 208
Regimento que levou o Tenente General da
Artilharia Francisco Lopes Vilas Boas
para a guerra que foi fazer ao gentio bár-
baro 211
Nomeação de Cabo para a guerra dos barba-
ros do Cairú e Jaquiriçá, feita no Tenente
General da Artilharia Francisco Lopes Vi-
Ias Boas 213
Portaria que se passou ao Tenente General da
Artilharia para passar mostra aos solda-
dos e artilheiros da fortaleza de São Paulo •
do Morro 214
— 377 —

Portaria que se remeteu ao Desembargador


Provedor-mor para mandar fardar aos
soldados e artilheiros da fortaleza de São
Paulo do Morro 215
Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor da Fazenda Real sobre
mandar dar a José Ferreira Coutinho,
Mestre da balandra que vai para Lisboa,
trinta mil réis pelo sustento e passagem
de Lourenço José Ledepenexim, Capitão
da Fragata São João Batista, francesa de
nação 215
Despacho que deu o Excelentíssimo Senhor
Vice-Rei a uma representação que lhe fez
o Tesoureiro Geral sobre a falta de di-
nheiro com que se achava a consignação
dos dez por cento 216
Portaria para o Coronel Pedro de Araújo dar
todo o favor e ajuda a João Marques da
Costa, para de taboados para a
nau nova 216
Despacho que deu o Excelentíssimo Senhor
Vasco Fernandes César de Menezes, Vice-
Rei deste Estado a uma representação
que lhe fez o Tesoureiro Geral do mesmo ¦ /AS

Estado 217 .-I


'*. ¦ m

Petição que fez ao Excelentíssimo Senhor ¦'. Ali

Vice-Rei deste Dom João Mascarenhas.. 217


Despacho do Excelentíssimo Senhor Vice-Rei
deste Estado 220
Ordem para João Gonçalves Chaves fazer
guerra ao gentio bárbaro da Jacotinha ¦

abaixo, entrando para o Rio Pardo 220


Portaria para o Patrão-mor dar a Antônio Pe-
--, . • v:

378 --

reira de Carvalho dois oficiais de carpin-


teiro e dois de calafate 221
Portaria para o Provedor-mor mandar alça-
troar as carretas de toda a artilharia que
há nas fortalezas desta praça e seus arra-
baldes e as novas que se acham 222
hão
ao
outra seu
Escrivão
> Rodrigues Lima que todos
a Dionísio de Azevedo
Alvelos das fintas
do donativo 222
Ordem de cujo teor se passaram duas, uma
ao Ouvidor Geral de Sergipe de El-Rei e
outra ao Ouvidor da Capitania do Porto
Seguro como o documento incluso do De-
sembargador Dionisio de Azevedo do Al-
velos, Juiz Privativo do Donativo Real .. 223
Outra ordem sobre

. Juiz Ordinário da Vila dos Ilhéus com a


declaração que nela se expressa 223
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
sobre ir para Sergipe de El-Rei o Alferes
Manuel de Souza, e o Sargento João de
Carvalhal de Presídio 224
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
sobre mandar uma relação de todos os
ofícios que se acham sem avaliação .... 224
Portaria para o Provedor-mor mandar
pagar
três quartas de farinha que se devem aos
soldados na presente mostra, a dinheiro 225
mw*mx

— 379 —

Portaria para o Coronel Miguel Calmon de Al-


meida mandar pôr 'prontos todos os ofi-
ciais das entradas e assaltos do seu Regi-
mento para irem à guerra que se há de
fazer ao gentio bárbaro 225
Portaria para o Provedor-mor 226
Portaria para o Provedor-mor mandar tomar
entrega de um negro que vem degredado
de Cacheu 226
Petição que fez ao Excelentíssimo Senhor
Vice-Rei deste Estado Bento da Rocha
Maurício Vanderlei Capitão-mor da Vila
das Alagoas 227
Portaria para o Tenente Francisco Soares de
Andrade sobre fazer toda a diligência por
prender a José Nogueira e a seus irmãos
e cunhados 229
Portaria para o Provedor-mor mandar satisfa-
zer aos Mestres nela declarados a farinha
que deram à infantaria 230
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
sobre mandar lagear sete plataformas
para a Fortaleza do Morro e assim mais
mandará acudir a uma casa da mesma
fortaleza que se acha arruinada ........ 231
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
mandar dar mais cem mil réis para sus-
tento dos soldados que foram em compa-
nhia do Tenente General da Artilharia
Francisco Lopes Vilas Boas 231
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
da Fazenda sobre mandar remeter à Se-
cretaria deste Estado o saco para o des-
j- pacho dela ..... 232

v
— 380

Portaria para o Desembargador Provedor-mor


da Fazenda mandar comprar cem varas
de linhagem e uma peça de pano de algo-
dão para mochilas e sacos para a condu-
ção dos mantimentos da entrada do gen-
tio bárbaro 233
Ordem de cujo teor se passaram duas, uma
ao Provedor da Fazenda do Rio de Janei-
ro, e outra ao da mesma Fazenda de Per-
nambuco; sobre a averiguação dos distri-
tos e confins por que se dividem aquelas
Capitanias deste Governo Geral e do das
Minas Gerais 234
Outra sobre o mesmo que se remete ao De-
sembargador Provedor-mor 235
Ordem para o Ouvidor da Capitania de Sergi-
pe de El-Rei sobre informar acerca da re-
presentação que fizeram a Sua Majesta-
de os Oficiais da Câmara daquela cidade 235
Ordem para o Ouvidor da Capitania de Sergi-
pe de El-Rei sobre informar acerca da re-
presentação que fizerem a Sua Majestade
os Oficiais da Câmara daquela cidade .. 235
Ordem para o Ouvidor da Capitania de Sergi-
pe de El-Rei sobre informar no requeri-
mento que fizeram a Sua Majestade os
oficiais da Câmara da Vila de Santa
Luzia 236
Ordem para o Ouvidor da Capitania de Porto
Seguro sobre vários particulares tocantes
à Câmara da Vila de Santo Antônio do
Rio das Caravelas, de que se lhe pede in-
formação 237
Ordem para o Capitão-mor da Capitania do Es-
— 3ài —
i

pírito Santo sôbre informar das fazendas


que entram no porto daquela Capitania.. 239
Portaria para o Tenente Coronel Caetano de
Butrago, mandar pôr dois soldados de ca-
valo à porta do palácio para levarem as
ordens que lhes der o Tenente de Mestre
de Campo General 239
Portaria para o Capitão de mar e guerra José
de Torres, sôbre ir voluntariamente a cor-
rer a costa com madeira, telha e tijolo
'para a feitoria de
Judá 240
Portaria para o Ouvidor Geral da Capita-
ma avaliar todos os ofícios que houver
nela 241
Portaria para o Senado da Câmara desta cida-
de mandar avaliar logo todos os ofícios
que se acharem nesta Capitania sem ava-
Ilação 241
Portaria pra o Desembargador Juiz Conserva- a
dor mandar avaliar logo o rendimento dos
ofícios de Meirinho do Contrato dos Vi-
nhos, do Contrato do Sal e Escrivão dele 242
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
mandar avaliar todos os ofícios que esti-
verem sem avaliação e assim o ofício de
Escrivão das despesas dos Capitães dos
fortes desta praça 243
Portaria para o Desembargador Superinten-
dente do Tabaco mandar avaliar o ofício
de Escrivão da Superintendência dele .. 243 '..'¦
. •'Eu
Portaria para o Desembargador Juiz da Al-
cada idas mortes feitas em Paravassu -I
sôbre mandar avaliar, o ofício de Meiri-
nho da mesma alçada 244

' ¦ •
I
— 282

Ordem que se remeteu ao Ouvidor Geral da


Capitania de Sergipe de El-Rei 244
Ordem que se remeteu ao Juiz Ordinário da
Vila do Camamú 245
Portaria para o Desembargador Provedor-
mor sobre mandar à Secretaria um ofi-
ciai de carpinteiro fazer a obra que se
lhe disser faça nela 245
Portaria para o Desembargador Provedor-
mor da Fazenda mandar logo tomar nas
lanchas de Inácio Duarte cento e trinta
e cinco alqueires de farinha que traz
para os soldados e artilheiros e assim
também na lancha de Antônio da Silva
cento e dez 246
Portaria para o Desembargador Chanceler
da Relação deste Estado mandar avaliar
todos os ofícios que nesta Capitania se
acham sem avaliação 246
Portaria para os oficiais da Câmara avalia-
rem os ofícios que há nesta Capitania
assim Escrivão do Campo e Execuções,
Contador, Inquiridor, e Distribuidor 247
Portaria para os oficiais da Câmara da Vila
de São Jorge sobre mandar avaliar todos
os ofícios que estão sem avaliação de Es-
crivão da Ouvidoria, Contador, Inquiri-
dor, Distribuidor, Escrivão das Exe-
cuções e Almotaçaria da Capitania dos
Ilhéus 247
Portaria para os oficiais da Câmara da Vila
do Camamú mandarem avaliar todos os
ofícios que há na dita vila. 248
Portaria para o Ouvidor da Capitania do Es-
¦¦l-v..... "
,
— 383 —
'
I. A.-
. ; >
pírito Santo, ouvindo aos oficiais das Câ-
maras das ditas vilas mande avaliar logo
os ofícios que há na dita Capitania 249
Portaria para o Ouvidor da Capitania de
Porto Seguro avaliar todos os ofícios
que
há na dita Capitania ouvindo aos oficiais
da Câmara da mesma vila 249
Portaria que se remeteu ao Desembargador :;í

Provedor-mor sobre o que nela se declara 250


Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor sobre mandar logo satisfa-
zer aos Arpais Luiz Alvares e Aptônio
Fernandes a farinha que se lhes tomou
para sustento da Infantaria desta praça'. 250
Portaria para o Capitão da fortaleza de San-
to Antônio da Barra ter o farol aceso
para que não sirva de prejuízo às em-.
barcações que entram 251
Portaria para o Desembargador Dionisio de
Azevedo de Alvelos avaliar logo os ofí-
cios de Escrivão do Donativo Real Meiri-
nho e Escrivão ....... 251
Portaria para o Desembargador Provedor-
mor da Fazenda mandar satisfazer aos
Arraia Belchior da Costa a farinha, que
se lhe tomou para a Infantaria 252
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
ordenar se deixe ao Comissário das fra-
gatas de Sua Majestade passar as mos-
trás na Casa dos Contos, à gente da guar-
nição delas. 252
Portaria para o Capitão Paulo Velho da
Guarnição da fragata Atalaia ter enten-
— 384 —

dido logo que há de passar mostra na


Casa dos Contos 253
Portaria para o carcereiro soltar os arrais.. 253
Portaria para o Juiz Ordinário da Vila da. Ca-
choeira remeter uma carta ao Coronel
Pedro Barbosa Leal 253
Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor mandar satisfazer as fari-
nhas que se tomaram aos Arrais Luiz de
Souza Farto e Inácio Duarte dos Santos 254
Portaria para o Desembargador Superinten-
dente do Tabaco mandar logo arrrumar
todos os rolos de tabaco que se acharem
no dilo armazém de sorte que se possa
achar os que se procurarem 254
Ordem para o Juiz de Fora sôbre as cascas
do mangue 255
Portaria concedendo a Manuel Francisco dos
Santos e Manuel Mendes Fagundes para
que possam prender a Constantino Go-
mes e Manuel Lopes e a todos os mais.. 256
Portaria para Gaspar Pereira Ferraz exercer
a ocupação de Juiz Ordinário para ir ti-
rar devassa nos distritos da Jacobina sô-
bre os culpados e o demais que contém a
portaria 257
Ordem que se passou ao Coronel João de
^arros sôbre a
prisão
e do mesmo teor
João de Afonseca 258
Portaria para Gaspar Pereira Ferraz exe
cutar a ordem que se lhe
passou sôbre os
delinqüentes Constantino Gomes Vitória
- - 385 —
•V- ¦ ¦.
e Manuel Lopes Chagas e os mais compa-
nheiros 259
Portaria que se expediu ao Coronel Pedro
Barbosa Leal sobre a observância da lei
pertencente às marcas e repeso das cai-
xas de açúcar, e do mesmo teor se
passa-
ram outras aos coronéis do recôncavo,
donde se fabrica açúcar, e
para o Capi-
; tão mor da Capitania de Sergipe de El-
Rei, a do Cajpitão-mor da Jacobina fica
registrada atrás
261
Portaria para qualquer oficial de milícia,
lNi justiça ou das entradas do mato do dis-
trito do Rio de São Francisco sobre
pren-
der o escrivão e mais oficiais nomeados
pelo Padre Luiz de Seixas 263
Portaria para qualquer Coronel de Infanta-
ria da Ordenança ou seus oficiais subal-
ternos, Capitão-mor de freguesia, das en-

tradas dos mocambos, seus sargentos-
mores, ou qualquer oficial de
justiça dos
distritos do Rio de São Francisco
pren-
derem logo ao Padre Luiz de Seixas, Sa-
cerdote do Hábito de São Pedro, assis-
tente na povoação do Pilão Arcado
264
Portaria para o Desembargador Provedor-
mor da fazenda mandar a bordo da Su-
ntaioa que de presente chagou do Rio
das Caravelas tomar uma data necessá-
ria para os soldados, de farinha e
do
mais se me dirá 264
Ordem que se mandou aos Coronéis
José Fe-
lix Bezerra Peixoto, José de Araújo
Ro- d
¦ .má

¦
k
<¦ Sp^s Jtjp V*--^,
g_*

386 -

cha, Garcia de Ajvila Pereira, José Pi-


res de Carvalho, Luiz da Rocha Pita Deus
Dará, Francisco Barreto de Aragão, Do-
mingos Borges de Barros e Simão Alva-
vares Santos, João de Couros Carneiro.
E aos Sargentos-mores, Manuel Pinto
de Souza Eça e Gabriel Rocha Moutinho
sôbre mandarem uma lista de todos os Ca-
pitães-mores de Entradas e mais oficiais v
delas que há nos" distritos do seu Regi-
mento .• 265
Portaria para o Desembargador Provedor-
mor da Fazenda sôbre mandar entregar
as chaves do paiol das sumacas que vie- -
ram com farinha do Rio das Caravelas,
aos mestres delas ."-. 266
Portaria para José de Freitas entregar a fa-
rinha às pessoas declaradas na portaria 266
Petição que fez José da Silva, Manuel da Cos-
ta Marinha e mais senhorios dos aloques,
oficinas de cortir couros desta cidade ao
Excelentíssimo Senhor Vice-Rei deste
Estado 267
Portaria para o Provedor e mais Irmãos da
Casa de Santa Misericórdia, desta cidade 268
Ordens que se passaram aos Coronéis Sebas-
tião da Rocha, José de Araújo, Domin-
gos da Costa, José Felix, Garcia de Ávila,
José de Pires, Manuel de Brito, Luiz da
Rocha, Francisco Barreto, Domingos Bor-
ges, Simão Alvares, Miguel Calmon, e
aos Sargentos-mores Manuel Pinto e Ga-
briel da Rocha Moutinho sobre a finta.. 269
— 387 —

Portaria para o Desembargador Provedor-


mor 200 ¦ ¦¦¦¦"
SfB

í',
Portaria para o Provedor-mor da Casa da ***!*!
Moeda desta cidade 270
Portaria para o Capitão José de Toar de Ulhoa
cobrar a finta por impedimento do Co-
nel Miguel Calmon de AJmeida 270
Portaria para o Desembargador Provedor-
mór da Fazenda mandar pagar a Manuel
¦

Antônio e a Francisco Pereira da Cunha 271


Portaria para o Provedor-mor da Fazenda
para mandar receber a farinha para os
soldados 271
Portaria para o Juiz Ordinário da Vila de
S. Francisco sobre obrigar a Manuel de
Oliveira Lisboa a que entregue logo logo
no juízo da ouvidoria geral do civel a
quantia que dever até o presente do ar-
rendo do Engenho de Manuel Garcia... 272
Ordem de cujo teor se passaram quatro, uma
ao Capitão-mor Domingos de Matos do
Jacomerim e mata ide São João; ao Ca-
pitão Francisco de Espinosa de Castro,
; do Distrito de Cotigipe; ao Capitão Pe-
dro Barbosa de Souza de Passe; e ao Sar-
gento-maior do Regimento do Coronel
;V José Pires Manuel da Costa Morgado
para os moradores das laranjeiras sobre
darem carros para a condução das ma-
deiras de Sua Majestade 273
Ordem de cujo teor se passaram duas uma :*
ao Mestre de Campo da aldeia do Pón-

.-'•'
— 388 —

*»•»; tal Francisco Dias de Avile e outro ao Ca-


pitão da aldeia do Joazeiro João da Silva,
no mesmo dia 274
Portaria para o Capitão-mor Francisco de
Almeida com os oficiais e gente que lhe
derem os Coronéis, fazer entrada aos mo-
cambos que se acham no Itapicurú e Rio
Real 274
Regimento que há de seguir o Capitão-mor
das entradas Francisco de Almeida Cas-
cão para invadir os mocambos que se
acham nos distritos de Itapicurú e Rio
Real 275
Portaria para o Coronel Garcia de Ávila Pe-
reira dar ao Capitão-mor Francisco de
' Almeida Cascão a gente que lhe for ne-
cessaria para a Entrada que vai fazer .. 277
Portaria para o Coronel Manuel de Brito Ca-
sado dar os homens de que necessitar o
Capitão-mor Francisco de Almeida para
a Entrada que vai fazer 278
Portaria para o Provedor-mor 278
Portaria para o Juiz Ordinário da Vila da
Cachoeira mandar recolher à cadeia os
gros e negras que o Capitão-mor Antô-.
nio Veloso da Silva aprisionou em um
mocambo ;. 278
Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor sobre ordenar ao Patrão
das galés não solte delas um negro por
nome Nicolau do Arcediago 279
Portaria para o Desembargador Provedor-
mor da Fazenda mandar logo satisfazer
— 389 —

a Roque Pereira do Lago, mestre de uma


lancha do Rio das Caravelas 279
Portaria para o Coronel João de Couros Car-
neiro ordenar aos oficiais do distrito de j
Boipeba executem as ordens da Câmara :
pertencentes a cobrança das fintas 280
Portaria que se passou ao carcereiro desta
cidade, sobre João Velho Mendes e sua
mulher Maria Ribeira para que os solte
até segunda ordem do Excelentíssimo 1
Senhor Vice-Rei, os quais proximamente
chegaram da cidade do Porto 280 y^yp
Portaria que se remeteu ao Provedor da Al-
fândega desta cidade sobre mandar en-
tregar cinco mil cruzados ao Tesoureiro
Geral 281
Portaria para o Desembargador Provedor-
mor sobre ter entendido a suspensão da
obra do Barbalho, e se continuar com
mais força a do forte do Mar e São Pedro
Portaria para o Desembargador Provedor-
'¦é
mor da Fazenda sobre ordenar ao Pae
trão da Galé não solte dela um crioulo,
escravo ido Reverendo Padre Arcediago
da Sé desta cidade 282
Portaria para o Capitão Manuel Teixeira e o
Alferes Miguel Batista sobre prenderem
a Francisco de Oliveira e seu irmão An- • -
tônio de tal 283
Portaria para o Preboste Geral Luiz Cardoso
Balegão, sobre fazer entregar ao Capi- :
tão-mor Manuel Alvares de Souza os Dí-
zimos de três anos Y.............. 289
Portaria que se remeteu ao Desembargador
— S90 -

Provedor-mor sobre mandar fazer uma


relação de todas as rendas que tem Sua
Majestade nesta Capitania da Bahia.... 284
Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor sobre mandar fazer duas
relações, uma de todas as despesas ordi-
nárias e outra das extraordinárias, em
cada um ano 284
Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor sobre ordenar ao Tesou-
reiro Geral que do dinheiro que receber
do Tesoureiro do Donativo pertencente
às fintas, não disponha cousa alguma
dele sem expressa ordem do Excentíssi-
mo Senhor Vice-Rei 285
Portaria para o Meirinho das Execuções das
Dízimas da Chancelaria sobre quando
passar ao recôncavo fazer todas as co-
brancas pertencentes às mesmas des-
pesas 285
portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor sobre informar se há or-
dem ou Regimento por donde o Tesou-
reiro Geral das Fintas se lhe leva uma
pataca de um conhecimento em forma
que se lhe passa na Casa dos Coutos.. 286
Portaria para o Provedor-mor da Fazenda
sobre mandar satisfazer logo a Manuel
Jorge da Silva a importância da farinha '¦¦:
que se lhe tomou para sustento da In-
fantaria „. 287
Petição que fez ao Excelentíssimo Senhor
yice-Rei o Capitão-mor da Capitania das
g- Ajlagoas sobre
¦•
o Ouvidor Geral idela....
. ' • 287
.
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:X:y:.:.yy'::-:' ^< — 391 — / ¦•'¦ -'^'y' ,*'


Despacho do Excelentíssimo Senhor Vice- ¦•%:

Rei deste Estado V 288:


Portaria para o Capitão Pedro Barbosa de
Souza sobre a notificação que há de fa- ''

zer às pessoas que tiverem carros nos


distritos de 288
Petição que fez Dom João Mascarenhas ao
Excelentíssimo Senhor Vice-Rei deste
Estado 289í
João Mascarenhas
Vice-Rei deste Estado 291
Portaria para o Desembargador Provedor-
mor 292
Portaria para o Capitão-mor dia Capitania
de Sergipe de El-Rei mandar prender ao j
Coronel Alexandre Gomes Ferrão Castel
Branco. 293'
Portaria que se remeteu ao Coronel José Pi-
res de Carvalho 293
Portaria para o Desembargador Provedor-mor
mandar satisfazer a João dos Santos a fa-
rinha que se lhe tomou para os oficiais
que assistem ao corte da feitoria das ma-
deiras 293-
Portaria que se remeteu ao Capitão-mor da
Capitania ide Sergipe de El-Rei sobre re- J
meter preso ao Coronel Alexandre Go-
mes Ferrão Castelo Branco............ 294
Portaria para o Desembargador Provedor-
mor sobre mandar as propinas de cera
que é estilo para as luminárias........ 294
Portaria para o Sargento-mor Francisco Xa-
vier de Brito sobre mandar por um of i- i í
ciai entregar aò Juiz da Vila de Nossa Se- H .
-392-

nhora da Vitória do Piagui a carta exe- * 1


cutória e uma petição com o despacho »
de que ela se acompanha para ser penho-
rado o Tenente Antônio Gomes Guima-
rães. 295
Portaria que se remeteu ao. da Fa-
zenda Real José Felix Peixoto para so-
licitar também os,negócios da Alfândega 296
Portaria que se remeteu ao Capitão-mor da
Capitania ide Sergipe sôbre dar ao Ou-
vidor da mesma Capitania soldados
para a execução das diligências que se
lhe tinham encarregado 296
Portaria que se remeteu aos oficiais da Câ-
mara da Vila do Cairú para que reme-
tam logo o dinheiro das fintas
que tive-
rem cobrado oo/7
Portaria para o Desembargador Provedor-
mor da Fazenda sôbre mandar entregar
à ordem do Tenente General da Artilha-
ria quatro velas bogias para cada um
dos fortes desta praça e uma driça
para
o forte São Paulo e consertar a bandeira
do dito forte ook
Portaria para o Desembargador Provedor-
mor mandar do Tenente
General d*
; pólvora
estopa da terra para
*alvar dos anos
de Sua Majestade, que Deus
298
Portaria para o Tenente General guarde...
da Arti-
ria sôbre mandar a 22 de outubro dar
salva nos fortes exceto, o de São
Paulo
e Ribeira, que no mesmo dia 22 faz
anos
y

— 393 - *
;.

Sua Majestade, que Deus guarde 29Í


Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor sobre mandar pagar a
Manuel Jorge da Silva a farinha que se
lhe tomou para sustento da Infantariai 299
Portaria para o Capitão Tenente da Fragata
Nossa Senhora àa> Aitalaia André Gon-
cal ves sobre mandar dar duas salvas de
dezessete peças cada uma, a primeira ao
meio dia, a segunda ao meter do sol
quarta-feira 22 do corrente 300
Portaria para o Desembargador Provedor-
mor da Fazenda Real sobre mandar
para o forte de São Diogo dois barris de
pólvora e tirar dele outros dois que estão
com ela, incapazes. . 30Q
Para o Provedor-mor mandar tirar umai re-
lação das quantias que estão devendo à
Fazenda Real os contratado-cs como
declara. . 30j
Para o Provedor-mor examinar quando se
acaba o tempo das provisões por que fo- f
ram providos todos os Almoxarifes des-
ta praça 301
Para o Provedor-mor examinar e remeter à
secretaria deste Estado uma relação dos
postos da ordenança dos regimentos des-
ta praça que se acham confirmados
por patentes de Sua Majestade 301
Petição que fez a Sua Excelência Dom João
Mascarenhas 302
Portaria para o Secretário do Estado sobre
examinar se na Secretaria idéie há algu- 1 1
\ ma ordem de Sua Majestade, que Deus

-'7*
<J\r4

guarde, que proíba o poderem casar os


ministros atuais sem licença do dito.... 30$
Portaria para o Desembargador Chanceler
da Relação deste Estado sobre exami-
nar se nos livros dela se acha registrada
ordem alguma de Sua Majestade, que
Deus guarde, que proíba poderem casar
os ministros atuais, sem licença do dito
senhor 304
Portaria para o Desembargador Provedor-
mor dar pólvora ao forte da Barra 304
. Portaria de cujo teor se passaram quatro,
tuna para os oficiais da Câmara de Boi-
peba, outra para os do Cairú, outra do
Camamu, e outra para os de Porto Se-
guro, e povoaçoes do Rio das Contas e
mais partes anexas; passou-se mais ou-
tra para os oficiais da Câmara da Capi-
tania do Ilhéus 305
Portaria panai o Coronel Francisco Alvares
Feitosa prender a José Nogueira, e a ou- [
tros que o acompanham. Do mesmo
teor se passou outra ao Comissário Lou-
renço Alvares Feitosa para o dito efeito 305
Portaria sobre os oficiais da Câmara da Ca- i
pitania de Itamaracá tanto que o dito
Ouvidor acabar o tempo dos três anos
não consintam que êle continue naque-
Ia ocupação 30$
Portaria para o Desembargador Provedor-
mor mandar entregar à ordem do Te-
nente General da Artilharia dois quin-
tais de pólvora para o forte de Santa

A
¦*"¦¦.> '* - •

-395 —

' " Maria, dois soquetes e o mais que de-


clara a Portaria 307' .
Portaria sobre o Donativo que se supõe ofe-
recém os homens ide negóciosx 307
Despacho que deu o Excelentíssimo Senhor
Vice-Rei deste Estado à Sumaca Nossa -.•
Senhora da Purificação e Santo Antônio
da Barra, de que é Senhorio Manuel
Afonso e Mestre Luiz Nunes Pereira, a
qual parte para a Costa da Minia 308
Representação que fez o Desembargador
Provedor-mor acerca dos despachos que
ideu a algumas piairtes o Desembargador
Procurador da Fazenda 308
Portaria para o Coronel Pedro de Araújo
yilas Boas mandar prender o Capitão
José Nogueira, seu irmão João Noguei-
ra, e seus cunhados Gaspar dè Araújo e
Pedro Ferreira Braga 310-
Portaria para que qualquer Coronel Capitão-
mor, Sargento-mor, Capitão ou outro
qualquer oficial prenda ao Capitão José
de Nogueira seu irmão João de No-
gueira de
Araújo e Pedro Ferreira Braga 311r .,,
Portaria para o Capitão Tomaz Mota Tra-
vassos, sobre declarar «ao pé desta por-
taria tudo que se passou e lhe disse o
Desembargador José da Cunha Soares
Procurador da Coroa e Fazenda quando
lhé foi falar sobre a vistoria do quartel 312"
Portaria para o Tabelião Manuel Afonso en-
tregiar na Contadoria os papéis perten-
centes ao Comissário defunto... .'.. 312:

~.x-.. ¦ T: ¦ ¦ ¦.
„ j
'
. -|
/
rT-s-Fi

0.U0 —

Portaria para o Comissário José de Almeida


e Contador Geral examinarem o que fi-
cou devendo o Comissário Manuel José 313
Portaria para o, Desembargador Provedor-
mor da Fazenda mandar dar alta a An-
tônio Ferreira de Souza no posto de Co-
ronel 314
Portaria para o Desembargador Provedor-
mor mandar satisfazer a Manuel Ribei-
ro a farinha que se lhe tomou para a In-
fantaria 315
Portaria para os Meirinhos Miguel Cardoso
de Sá, Henrique da Costa e Domingos
Padrão, com os Escrivães Roque Soares
Vieira, Mateus da Costa e Manuel Antô-
nio, acompanharem ao Meirinho da
igreja todas as vezes que os avisar 315
Portaria para o Comissário das fragatas de
Sua Majestade ordenar a Luiz da Silva
Ferreira traga à Contadoria Geral todos
os papéis e livros de que é depositário,
pertencentes ao seqüestro que se fez ao
Comissário Manuel José 316
Portaria para o Capitão Manuel de Melo
declarar logo logo a razão que teve para
prender a Antônio Alvares Pinto 316
Papel dos homens de negócio e mais pessoas
desta praça pelo qual ao Ex-
celentíssimo Senhor Vice-Rei Vasco Fer-
nandes César de Menezes ,,
e oito mil a nau que
se acha .-,< cidade 317
Despacho do Excelentíssimo. Senhor Vice-
Rei 322
"^
¦
397

Portaria para o Provedor da Casa da Moeda


declarar o ouro que nela tem metido... 323
Portaria para o Escrivão do Tesouro sobre
não levar emolumento algum dos conhe-
cimentes em forma às pessoas que leva-
. . . rem a Casa dos Contos a quantia que
prometeram. • 323
Portaria para que o Capitão do Mato Rafael
Marques leve em sua Companhia o Ca-
s
pitão do Mato Domingos Dias e os mais
do mato e assaltos 324
Portaria para o Sargento-mor Antônio da
Fonseca Nabo mandar dar ao Capitão
do Mato Domingos Dias e ao Capitão do
Mato Rafael Marques dezesseis homens
que eles nomearem 324
Portaria para o Tenente-General da ArtH
lharia deste Estado Francisco Lopes Vi-
Ias Boas passar aos distritos da mata de
São João e deles fazer conduzir todas
as madeiras que estiverem prontas.... 325
Portaria para o Escrivão das Fintas sobre
executar todas as diligências da cobran-
ça das fintas V...... •!V 326
Portaria para o Juiz Ordinário do Camamú
sobre não admitir nem consentir entre
o Ouvidor da Capitania dos Ilhéus em a./V:p

Correição 326
Portaria para que se não contenda com o
Feitor do Coronel Francisco Barreto de .a
Ajragão sobre, matar um boi de um seu
¦; vizinho pelo achar nas roças de man-

dioca. ,. f..;;. 327
Ordem para o Coronel Manuel de Brito Ca-

yA
.
'
' '
. : ...v .' '

— 398

. sado mandar prender aos mulatos con-


teúdo nela, escravos do Capitão João
de Brito e Lima 327
é Urdem que se passou a Romão Gramacho
Falcão para prender os mulatos conteú-
dos nela, pertencentes ao Capitão João
de Brito e Lima 328
»?Ordem de cujo teor se passarão três uma ao
Coronel da Cavalaria Pedro de Araújo
Vilas Boas, outra ao Coronel Domingos
Borges de Barros e outra ao Sargento-
mor Teotonio Teixeira de Magalhães
para se prenderem os mulatos conteúdos
na mesma ordem, que pertencem a João
de Brito Lima 329
^Portaria para o Desembargador Provedor-
mor sobre o farol da Barra 330
Portaria para o Capitão do forte de Santo
Antônio da Barra sobre não sair do for-
te e ter cuidado de mandar acender o
farol dele todos os dias.. 331
; Portaria que se remeteu ao Capitão de Ca-
valos Pedro Pais Machado sobre reme-
ter presos Manuel de Souza, homem
\*v,.; pardo, João Crioulo e Marta, escravos
do Desembargador Cristóvão Tavares.. 332
Portaria que se remeteu ao Capitão-mor Do-
mingos Muniz Barreto sobre não deixar
passar pela Ponta do Curral, pessoa ai- v
guma sem examinar se é soldado arti-
lheiro ou da guarnição da fragata guar-
da-costá ........ ... 333
/-Portaria para o Desembargador Provedor- -
pjtjpiiJ 'i\tVÇ!,\>' ii.1,:1,','"! ¦ ••, lz.,.,k«ji

.¦-..

_399 —

mor da Fazenda mandar entregar a Do-


mingos Francisco ... ;... Mestre
da fábrica do Rio de Joane d.
cruzados ü............... d ........... 333
Portaria para o Coronel Pedro Barbosa
Leal sobre fazer prender o mulato An-
tônio Eleutério . 334
Petição que fizeram os homens de negócio
de -.. Senhor
Vice-jRw idêste Estado, Vlasco Fernan-
nandes César de Menezes 335
Portaria para o Mestre de Campo João de
Araújo e Azevedo passar aos Ilhéus.... 339
Portaria que se remeteu ao Desembargador
Provedor-mor 338

T^

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