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Las nuevas ciencias y las humanidades: de la academia a la politica


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Qual o impacto, para as ciências humanas e para o pensamento crítico, da revolução


científica dos últimos anos? As novas ciências e as humanidades: da academia à
política analisa as conseqüências das inovações da cibernética, da genética, sistemas
auto-regulados, ciências da organização, caos determinista, fractais, entre outras
descobertas, sobre a produção do conhecimento, a sociedade e o sistema político.

O sociólogo Pablo González Casanova, com sua experiência imensa de investigação


científica e filosófica, explora estas relações com ousadia intelectual e política,
estudando as profundas implicações dessa revolução científica com os novos sistemas
de dominação, de apropriação, de mediação e de repressão por parte das classes
dominantes.

Recusando-se a fazer da crítica um dogma, o autor estabelece um diálogo entre as novas


tecnociências do conhecimento e da informação com o pensamento crítico e alternativo,
assinalando as mudanças que daí advêm para a dialética e a “forma como a dialética
alterada opera em um capitalismo complexo”.

Um livro à altura da complexidade dos problemas contemporâneos e um convite tanto


ao pensamento-ação crítico para aprender com as novas ciências, como para às novas
ciências pensarem suas implicações com os sistemas de poder que hoje comprometem o
desenvolvimento da humanidade e o próprio meio ambiente no planeta. Um livro
imprescindível.

Sobre o autor
Pablo González Casanova é doutor em sociologia pela Sorbonne. Foi diretor do Centro
de Investigações Interdisciplinares em Ciências e Humanidades (UNAM). Atualmente é
professor na Universidade do México. Autor, entre outras obras, de Exploração,
colonialismo e luta pela democracia na América Latina (Vozes, 2002), O colonialismo
global e a democracia (Civilização Brasileira, 1995) e História Contemporânea da
América Latina: imperialismo e libertação (1987, Vértice).

FONTE: http://www.boitempo.com/livro_completo.php?isbn=85-7559-086-3

Registro(s) 1 - 10

América Latina : história de meio século / 1988 - Livro - Acervo 193865


AMÉRICA Latina: história de meio século. Brasilia: Universidade de Brasília, c1988-1990. 2 v. (Pensamento latino-americano e caribenho; 2) ISBN 85-230-0257-X
(v.1)
Número de Chamada: 97/8=6"19" A512 -01 c1988-1990
Entrada Secundária - Título Relacionado e Analítico não Controlado : Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela
Entrada Secundária - Título Relacionado e Analítico não Controlado : Costa Rica, Cuba, El Salvador, Haiti, Nicarágua
Título Uninforme/Original : América Latina

América latina : historia do medio siglo - 8. ed. / 1991 - Livro - Acervo 156119
AMÉRICA latina: historia do medio siglo. 8. ed. México: Siglo Veintiuno, 1991. 1 v. (História) ISBN 968-23-0279-X (obra comp
Número de Chamada: 97/8=6"19" A512 8. ed. 1991 (UNISINOS)
Entrada Secundária - Título Relacionado e Analítico não Controlado : América del sur
Democracia no méxico, A / 1967 - Livro - Acervo 32996
GONZÁLEZ CASANOVA, Pablo. A democracia no méxico. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1967. 298 p.
Número de Chamada: 321.7(72) G643D P
Título Uninforme/Original : La democracia en méxico

Historia contemporanea da america latina : Imperialismo e libertacao - 1. ed. / 1987 - Livro - Acervo 91735
GONZALEZ CASANOVA, Pablo. Historia contemporanea da america latina : Imperialismo e libertacao. 1. ed. São Paulo: Vertice, 1987. 226 p.
Número de Chamada: 97/8=6 G643I P (UNISINOS)
Título Uninforme/Original : Imperialismo y liberacion

Historia del movimiento obrero en america latina - 1. ed. / 1984 - Livro - Acervo 33695
HISTORIA del movimiento obrero en america latina. 1. ed. Mexico: Siglo Veintiuno, 1984. 4 v.
Número de Chamada: 323.33(7/8=6) H673
Imperialismo y liberacion : Una introduccion a la historia contemporanea de america latina - 1. ed. / 1986 - Livro - Acervo 91733
GONZALEZ CASANOVA, Pablo. Imperialismo y liberacion : Una introduccion a la historia contemporanea de america latina. 1. ed. Mexico: Siglo Veintiuno, 1986.
297 p.
Número de Chamada: 97/8=6 G643I (UNISINOS)
Imperialismo y liberacion : Una introduccion a la historia contemporanea de america latina - 6. ed. / 1986 - Livro - Acervo 91734
GONZALEZ CASANOVA, Pablo. Imperialismo y liberacion : Una introduccion a la historia contemporanea de america latina. 6. ed. Mexico: Siglo Veintiuno, 1986.
297 p.
Número de Chamada: 97/8=6 G643I (UNISINOS)
Mundo actual situacion y alternativas, El - 1. ed. / 1996 - Livro - Acervo 106673
EL MUNDO actual situacion y alternativas. 1. ed. Mexico: Siglo Veintiuno, 1996. 413 p.
Número de Chamada: 327 M965
Sociología de la explotación - 10. ed. / 1980 - Livro - Acervo 186445
GONZÁLEZ CASANOVA, Pablo. Sociología de la explotación. 10. ed. México: Siglo Veintiuno, 1980. 291 p. ISBN 968-23-0015-0
Número de Chamada: 316.34 G643s 10. ed. 1980 (UNISINOS)
Sociología de la explotación - 9. ed. / 1978 - Livro - Acervo 29798
GONZÁLEZ CASANOVA, Pablo. Sociología de la explotación. 9. ed. México: Siglo Veintiuno, 1978. 291 p. ISBN 968-23-0015-0
Número de Chamada: 316.34 G643s 9. ed. 1978 (UNISINOS)

Autor:González Casanova, Pablo ;

AGENDA LATINO-AMERICANA ANO:2009

Que socialismo queremos


Notas para um manifesto

Pablo GONZÁLEZ CASANOVA

texto

Lutar pelo socialismo e construir o socialismo é a


única maneira de garantir a Vida. A responsabilidade
humana de impedir o ecocídio implica em enfrentar e
ganhar a luta pelo socialismo. Se o socialismo se torna
utopia ou politicalha, a morte da biosfera está
ameaçada. O sistema atual, ganancioso de lucro, não
se preocupa em conter a destruição do mundo, com a
ganância de fazer negócios. Sua cobiça o cega de modo
estranho. Sua venalidade o perde no que os seus
expertos chamam de «efeitos secundários não
desejados».

O socialismo será obra da humanidade ou não


acontecerá. Se ontem o ator principal da emancipação
foi o trabalhador, hoje o ator principal é a humanidade
que se organiza com trabalhadores, populares,
cidadãos, uma vez que todos integrem como seus pares
«aos pobres da terra» de que falou Martí e os que
queiram «unir sua sorte com eles».

Os «pobres», os «excluídos», são os proletários de


hoje. Eles têm que ocupar o centro de qualquer bloco
emancipador. Sem eles a humanidade está condenada
ao extermínio. «Pobres» e «condenados da Terra», ou
«novos proletários», exigem a luta por uma sociedade
de irmãos e companheiros entre trabalhadores
organizados e movimentos libertadores. Exigem o seu
direito à autonomia de classe no contexto histórico; o
respeito à sua dignidade, à sua identidade, às suas
crenças. Na sua condição de nova classe de pobres,
passam pelos campos e fábricas, pelas minas e mares,
pelos subúrbios e organizações de serviços.

A prática do socialismo será destinada ao fracasso


se não conseguir se articular aos setores sociais de
«incluídos» e «excluídos», de trabalhadores
«organizados» e «não organizados», de populares e
cidadãos «integrados» e «marginalizados». Respeitar a
autonomia dos irmãos pobres, até a sua autonomia de
nova classe proletária é condição de êxito.

O projeto implicará necessariamente na vinculação


da luta pelo socialismo às lutas pela democracia, como
poder do povo, e às lutas de libertação nacional contra
o império das grandes potências, das megaempresas,
seus associados e subordinados locais.

O socialismo deve corresponder a uma democracia


capaz de reformular as relações humanas não
lucrativas, de incrementá-las e torná-las
predominantes.
O socialismo é um processo. Supõe adquirir a
flexibilidade sólida para promover as condições que o
seu próprio desenvolvimento cria. As novas gerações,
mais educadas e exigentes, saberão combinar as novas
formas de festa e de arte com a solidariedade social
nacional e internacional. Saberão evitar a «guerra das
idéias» no campo das ciências e das humanidades, dos
meios e da defesa coletiva do projeto central.

Para entender o significado da mudança necessária


e possível, as palavras não poderão ser lidas nem
empregar palavras sem identificar a vida com o
pensamento em tudo o que for possível e cada vez
mais. Falar-se-ão palavras-atos na prática das utopias.
A construção e a defesa da sociedade e do Estado
alternativos serão livres todo o tempo e em todas
partes em nível local, nacional e mundial. Nelas os
irmãos e companheiros compartilham as suas
experiências criadoras, corrigem e chegam ao saber
fazer original.

Na luta e na construção do socialismo, da


democracia e da libertação nacional, e à legitimação
de textos laicos com textos «sagrados», e «aos juízos
de autoridade» amparados «nos clássicos» se antepõe
a cooperação da prática com a ética.

Alguns projetos dão suporte a outros: o socialismo


à democracia, a democracia ao socialismo, a libertação
das nações e povos à democracia e ao socialismo. O
novo projeto é produto de uma dura realidade. Por
socialismo não se entende apenas uma maior justiça
social, mas a participação dos trabalhadores, das
classes populares, dos cidadãos e dos excluídos na
construção e na realização de «outro mundo melhor».
Por democracia não se entende apenas o exercício do
poder pelo povo: é mais do que representação política
dos «cidadãos» no governo, mais do que a organização
da classe operária pelo «partido», mais do que a
direção dos povos pelos «líderes carismáticos» ou pela
«classe política».

O novo projeto de socialismo não só inclui os


homens livres e adultos, mas também as mulheres, e
em muitas empresas sociais e educativas as meninas e
os meninos. Na construção do socialismo democrático
não participam apenas os trabalhadores organizados,
mas também os que não são organizados, homens e
mulheres, e as categorias de excluídos e
marginalizados que procedem de populações
escravizadas, submetidas à servidão, colonizadas e
recolonizadas, as mais recentes vítimas da exploração
salarial, do desemprego sistemático, do despojamento
e extermínio abertos e clandestinos a que conduz a
moderna «exploração primitiva» na crise da
«acumulação ampliada» ou mercantil que teve início
durante as últimas décadas do século XX.

Como processos históricos, o socialismo e a


democracia participativa implicam em uma pedagogia
emancipadora universal, crítica, científica e
humanística. A partir do seu início se procuram difusão
e elevação dos níveis educativos. A partir das
campanhas de alfabetização chegam a universalizar a
educação universitária; levam à quase totalidade da
população conhecimentos e saberes especializados e
gerais. A experiência socialista mostra que é técnica e
fundamentalmente factível a criação de repúblicas em
que todos se preparem para ser cidadãos plenos e
vanguardas de povos vanguardas.

Não se concebe a democracia sem pluralismo


ideológico e religioso. É compromisso em construir e
defender espaços laicos, espaços de diálogo. Como fato
humano, como pensamento crítico, como memória
histórica, recupera e ilumina as situações concretas,
deixa de lado arrazoamentos dos exegetas, os
argumentos dos ortodoxos, e todo autoritarismo
intelectual ou emocional, moral ou estético.

A democracia em processo de realização freia toda


tentativa de voltar a construir o socialismo com uma
lógica de Estado. Antepõe ao poder do Estado o poder
da sociedade até que o Estado-povo se constitua em
uma só categoria na qual a sociedade mande e o
Estado obedeça. «Obedecer ao mandar» é
conseqüência de raciocinar e respeitar a coletividade
que «manda ao obedecer». A «sociedade civil» se
impõe ao Estado de fora e de dentro dele; procura sem
descanso que predomine a prática do «mandar
obedecendo» consensos e diretivas gerais de
trabalhadores, povos e cidadãos.

Tudo prova que não há libertação nacional sem


socialismo e democracia. O imperialismo das grandes
potências opressoras está cada vez mais articulado ao
capitalismo e às burguesias que quiseram ser
nacionais tornando-se cada vez mais associadas e
subordinadas às metrópoles. As redes de poder e
negócios dos «ricos e poderosos» encontram um
interesse comum que os une às políticas neoliberais de
domínio e despojamento das classes populares e
trabalhadoras. E mais: as políticas dos partidos
socialdemocratas, trabalhistas, nacionalistas e
comunistas legalizam e legitimam, com calculadas
críticas e protestos «politicamente corretos», os atos
de desnacionalização, privatização, perda de direitos
sociais e garantias individuais: com o seu voto ou o seu
silêncio cúmplice armam as ditaduras «periféricas» e
as democracias «de mentira».

A assimilação, a cooptação e a corrupção a que se


prestam os processos privatizadores e
desnacionalizadores não só atingem os grandes
líderes, mas também boa parte das suas clientelas. A
libertação nacional, como a libertação das camadas
populares e dos trabalhadores oprimidos e despojados,
criminalizados e empobrecidos, não só vincula suas
lutas às da democracia mas também às do socialismo
democrático.

Só com o socialismo que nós queremos, e que


«cada vez queremos mais», se afastará o grave perigo
das guerras mercantis e depredadoras às quais
necessariamente leva o capitalismo, as guerras não
menos temíveis e escondidas, como a fome e as
doenças curáveis, às quais não se prestam médicos
nem medicamentos e têm a capacidade de «limpar» de
«pobres desprezíveis» continentes inteiros e imensas
zonas de terra, particularmente na África, no Mundo
Árabe, na Ásia, na América Latina, sobretudo na
Ameríndia.

Hoje os complexos militar-empresariais que


dominam o mundo possuem a capacidade de se
desfazer das populações «perdedoras na inevitável luta
pela vida», segundo Darwin. Essas populações
curiosamente constituem um obstáculo para o novo
desenvolvimento do grande capital, que não precisa
delas como assalariados, mas o incomodam porque os
pobres «excluídos» estão gozando de recursos naturais
e energéticos de que as companhias procuram se
apoderar, ou porque os despojados emigram para suas
metrópoles e fazem que a sociedade e o narcotráfico
proliferem.

O holocausto universal é possível, mas incerto,


pois suas políticas podem voltar-se contra os
incendiários, e eles sabem disso. O que não entendem
é que «já lhe chegou a sua hora» e que a construção
pacífica de um mundo alternativo é a única solução
para a sobrevivência da humanidade.

O socialismo que queremos fará realidade o velho


sonho da emancipação humana. A mudança ocorrerá
entre contradições necessárias, que acontecerá com
flexibilidade e firmeza. É uma utopia realizável.

FONTE: http://www.servicioskoinonia.org/agenda/archivo/portugues/obra.php?
ncodigo=136 – 23/09/11